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Directora
Graça Franco
Segunda-feira, 29-09-2014
Edição às 08h30
Editor
Raul Santos
O que vai fazer António
Costa se chegar a primeiroministro?
Ainda há escolas sem professores na terceira
semana de aulas
Vhils esburacou o Teatro
Nacional D. Maria II. E isso é
arte
Portugal é campeão da Europa
de ténis de mesa
Colocação de
professores
contratados de
Educação Moral
"correu bem"
"Violência contra
idosos é
desumana". O
apelo de Francisco
na jornada
mundial dos avós
Verão regista
menor número de “Este cravo é
vosso”
incêndios da
última década
LUÍS ANTÓNIO SANTOS
CÓNEGO JOÃO AGUIAR
"Fazem-nos falta
homens e
mulheres de
coração limpo e de
cabeça lúcida"
Dennis Kimetto
estabelece novo
recorde mundial
da maratona
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Segunda-feira, 29-09-2014
REPORTAGEM
Vitória de costa a
Costa. "Vamos para o
Marquês
comemorar?"
Houve doces, salgados, apelos à união e uma
marcha triunfal.
Por João Carlos Malta (texto) e Joana Bourgard (imagem)
"Já se demitiu", solta um apoiante de António Costa
enquanto olha para as imagens das televisões que
chegam de Seguro no Largo do Rato, sem som. A
informação corre, já confirmada, como um rastilho
para detonar a primeira explosão de alegria no Fórum
Lisboa, quartel-general do presidente da Câmara de
Lisboa. Acto reflexo: gritos de júbilo. "Costa, Costa,
Costa!", "vitória, vitória, vitória!".
Até aí, no ar nunca chegou a haver tensão. Entre os
apoiantes de Costa não havia dúvidas. Ainda não eram
muitos os que se juntavam perto da lisboeta Avenida de
Roma, talvez porque a noite eleitoral prometia ser muito
longa.
Era a primeira vez que um partido abria uma eleição à
sociedade civil. Mas, afinal, em três horas tudo ficou
resolvido. A onda Costa arrebatou o PS e a vitória foi
arrasadora.
Minutos depois, Costa faria um discurso de união, mas
os apoiantes, extasiados com a confirmação do triunfo,
não perderam tempo para dar um recado ao adversário
da noite. "A ver se ele aproveita e arruma já a secretária",
atirou um adepto em êxtase.
Uma figura de proa do PS e apoiante acérrimo de Costa
atira também uma daquelas frases irrepetíveis em "on":
"Acaba agora uma fase negra da história do PS".
Docinhos, salgadinhos e uma "ganda abada"
Antes, já os telemóveis fervilhavam em mensagens e
em ligações à internet na procura de mais informações
sobre os resultados finais.
Mas as vitórias precisam de força. E a campanha de
Costa preparou uns "docinhos" e um "salgadinhos"
regados com copo de vinho, uma cerveja ou uma
Coca-Cola, mediante o gosto do apoiante socialista.
"Eh pá! De cada vez que passo há mais comida", diz
uma mulher entusiasmada. Um jovem atira para um
amigo: "Estás sempre onde há comida". E ri-se.
Foto: Joana Bourgard/RR
Junto ao balcão do bar, o ambiente era animado e
sentindo que o adversário tinha ido ao tapete houve
quem quisesse fazer um autêntico "finish him". "‘Ca
ganda’ abada pá: 90 a 10. 'Jasus'!", gritava um amigo
para outro, enquanto metia mais um salgado à boca.
O resultado final foi muito menos desequilibrado. Mas
àquela hora ninguém queria saber. A marcha triunfal
O número de pessoas que chegam ao local onde
ocorreria o discurso de vitória não pára de aumentar. Já
é certa a vitória. Ana Catarina Mendes, directora
nacional da campanha, vai ao púlpito e avisa as hostes:
"Daqui a 15 minutos haverá o discurso no anfiteatro".
O povo socialista começa a ocupar a sala. Sorrisos para
todos os lados, abraços sem término, e fotos, muitas
fotos, para mais tarde recordar. Os notáveis começam a
chegar: Fernando Medina, Vieira da Silva, Costa Pina,
Ana Paula Vitorino e muitos outros.
As pessoas já lá estavam e a boa moldura humana
assegurada, mas era preciso criar a imagem televisiva.
Faltavam as bandeiras para o folclore que estes
momentos exigem. Um, dois, três, quatro elementos do
"staff" da campanha tratam do assunto. Pouco tempo
depois, não havia quem não segurasse um pau com a
bandeira do PS ou de Portugal.
Poucos minutos depois começa o burburinho: Costa é
vencedor, o agora candidato socialista a primeiroministro vai entrar no palco.
Um momento de suspense, até que soa uma marcha
triunfal. É o sinal: vem aí o vencedor. Já longe das
mangas de camisa e das sapatilhas que tinha mostrado
às televisões quando votava de manhã, Costa entra em
palco com um cravo ao peito, braços levantados,
punho cerrado. "PS, PS, PS" ecoa mecânico e
grandiloquente em toda a sala.
O mestre-de-cerimónias está no palco e atira o cravo
para o público. Já ninguém se deve lembrar daquele
momento que a campanha de Seguro tinha feito um
"spot" de promoção da campanha em que se via
alguém, que se intuía ser Costa, cortar a dita flor
abrilista.
Voltemos ao Fórum Lisboa e a Costa claro. Tem o seu
estado-maior ao lado: Manuel Alegre, Ferro Rodrigues,
Carlos César e Ana Catarina Mendes.
O discurso é curto, tem dez minutos divididos em três
pontos: elogiar a mobilização que o PS conseguiu, unir
o partido dizendo que não há derrotados e apontar
baterias ao Governo: "Este é o primeiro dia dos últimos
do actual Governo", dispara Costa. O administrador da
EDP "cidadão"
O agora candidato a primeiro-ministro do PS, e muito
provável futuro secretário-geral, sai de palco depois de
dizer que quer devolver a Portugal "confiança no
futuro". Acabam as palavras de consagração e começa
o hino nacional. O vitorioso candidato sai de palco ao
ritmo dos abraços dos camaradas.
São esses camaradas que ficam para fazer agora os
comentários às televisões, às rádios e aos jornais.
Encontramos entre eles João Marques da Cruz,
membro comissão executiva da EDP, que, com a
bandeira do PS em punho, fala à Renascença.
"Estas eleições são a prova de que quando os partidos
se abrem às pessoas a adesão é sempre boa", diz.
"Nasce um novo ciclo para o PS e para o país".
A conversa prossegue até à pergunta inevitável: "Numa
campanha em que as acusações de promiscuidade
entre negócios e política foram feitos a António Costa,
nomeando apoiantes que o personificam, sendo
Marques da Cruz administrador da EDP, não se sentiu
atingido?".
"Separo totalmente as minhas responsabilidades como
cidadão e profissionais. Estou cá como cidadão",
dispara Marques da Cruz. Insistência: "Não o ofendeu?"
"Nas campanhas eleitorais dizem-se coisas que as
pessoas, posteriormente, e a frio não se revêem",
responde. Um partido "muito unido"
Se o dia foi marcante para António Costa, também para
Fernando Medina marcará a sua história pessoal. Ele é
o número dois de Costa na Câmara de Lisboa.
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Segunda-feira, 29-09-2014
"É um dia muito especial e de esperança", avança de
imediato Fernando Medina à Renascença. Não acha
que o PS saia enfraquecido de uma campanha com
muitos ataques pessoais – "o PS provou que é maior do
que si próprio".
E Fernando Medina já se sente futuro presidente da
Câmara? Nada disso, afirma ele. "Hoje estou só a
comemorar um grande dia para o qual lutei muito".
Nesta altura, já o anfiteatro do Fórum Lisboa começava
a esvaziar-se. Não sem antes de dois jovens de menos
de 20 anos passarem em corrida e gritarem entre
gargalhadas: "Agora é para o Marquês, não é?".
Os apoiantes seguiram para a entrada daquele espaço
que pertence a autarquia lisboeta. Um deles, o
deputado João Galamba. Alinha no discurso de
Medina. "O PS sai reforçado, e internamente muito
unido", avança.
Costa sai diminuído de uma batalha desgastante? "Não,
este é um resultado muito forte". A pergunta que se
segue é quando espera que Costa comece a apresentar
propostas concretas. "Isso é o que se diz", diz Galamba
apressado. E, de seguida, diz: "Leia a moção e veja as
propostas". Camané presente, mas o fado foi triunfal
Outros notáveis do PS continuam as reacções sobre
reacções. O momento exige e os directos das televisões
também. Mário Lino, ex-ministro de Sócrates,
desmultiplica-se. Mas também há vozes da cultura:
Camané ou António Pedro Vasconcelos.
Nisto, um vendedor da revista "Cais" passa pela
reportagem da Renascença. "É um bom local para
vender?", atiramos. "Ó homem, eu não falo com
jornalistas, vocês só querem fotografias", responde.
"Vende-se sempre qualquer coisa". Segue de imediato,
sem parar, na tentativa de vender mais um exemplar.
Foto: Joana Bourgard/RR
Mais à frente no palco da vitória e, apesar das
acusações de que só tinha as elites com ele, Beatriz
Vaz, professora reformada, e Albina Fonseca,
doméstica, não quiseram perder o momento da saída
de Costa. Estão com ele e estas coisas são para a
posteridade. Não chegaram a tempo de ver o discurso,
mas queriam vê-lo ainda assim. "Queremos apoiá-lo a
mudar de política. Ele foi um bom presidente da
Câmara", justificam.
Mas o que é que o distingue de Seguro? Aí entram
numa análise mais pessoal: "Tem mais conhecimentos
e é mais maduro".
O pano começava a cair na noite em que o Fórum
Lisboa foi um fórum iniciático daquilo que Costa quer
que seja um tubo de ensaio para a vitória nacional
daqui a um ano.
Esta segunda-feira é o primeiro dia do resto da vida de
António Costa, mas antes houve tempo, como o
próprio disse, para "beber uma imperial".
Portugal é campeão
da Europa de ténis de
mesa
Alemanha, campeã em título, derrotada em
Lisboa.
Marcos Freitas em acção. Foto: Tiago Petinga/EPA
A selecção portuguesa venceu o campeonato europeu
de ténis de mesa por equipas. Portugal derrotou a
Alemanha, a campeã em título.
No Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Portugal venceu os
germânicos por 3-1 num jogo emotivo perante
milhares de pessoas, incluindo o primeiro-ministro,
Pedro Passos Coelho.
Marcos Freitas foi o jogador em destaque ao derrotar
dois alemães. Primeiro, Mengel por triplo 11-8. Depois,
Boll no jogo decisivo por 12-10, 5-11, 11-6 e 11-9.
Tiago Apolónia derrotou Ovtchanov por 11-7, 11-2, 11-13
e 11-9.
A única derrota da noite foi de João Monteiro perante
Boll por 7-11, 1-11 e 8-11.
É um resultado histórico da selecção nacional perante a
Alemanha que tinha seis títulos conquistados. Foi a
primeira final e com vitória de Portugal.
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Segunda-feira, 29-09-2014
Verão regista menor
número de incêndios
da última década
O ministro da Administração Interna reagiu
com humor aos dados divulgados este
domingo: "devo ser o único português que
gostou" deste Verão, disse.
(IPMA), o Verão deste ano registou a segunda
temperatura mais baixa dos últimos 25 anos, tendo-se
apenas verificado uma onda de calor em Junho. Julho
foi o mês mais chuvoso deste século.
Colocação de
professores
contratados de
Educação Moral
"correu bem"
Os docentes de EMRC foram, pela primeira
vez, colocados através de concurso, à
semelhança dos docentes do quadro, e não
por indicação dos Secretariados Diocesanos.
Por Ana Lisboa
A época mais crítica em incêndios florestais termina na
próxima terça-feira, com o menor número de fogos da
última década e o terceiro com menos área ardida.
Durante a fase "Charlie", que começou a 1 de Julho,
estiveram mobilizados 9.697 operacionais, 2.027
veículos e 49 meios aéreos, além dos 237 postos de
vigia da responsabilidade da GNR, segundo o
Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais
(DECIF).
O relatório provisório de incêndios florestais do
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas
(ICNF) indica que, entre 1 de Janeiro e 15 de Setembro,
registaram-se 6.958 ocorrências de fogo, o menor
número em 10 anos, depois de em 2007 se terem
verificado 9.852.
Em comparação com o mesmo período de 2013, as
ocorrências de fogo diminuíram este ano para mais de
metade, adianta o relatório do ICNF, sublinhando que
2014 é o terceiro melhor ano desde 2004 em termos de
área de área ardida, com 19.021 hectares de espaços
florestais destruídos pelas chamas. Um valor cerca de
sete vezes menos do que no mesmo período de 2013.
De acordo com o ICNF, este ano registaram-se 26
grandes incêndios, que queimaram 10.983 hectares de
espaços florestais, cerca de 58 por cento do total da
área ardida.
O maior incêndio verificou-se em Nisa, no distrito de
Portalegre, a 25 de agosto, que consumiu uma área de
espaços florestais de 2.268 hectares.
“O único português que gostou do verão”
O dispositivo de combate a incêndios florestais foi este
ano reforçado com mais 250 bombeiros e quatro meios
aéreos e custou 85 milhões de euros, mais 14 milhões
de euros do que em 2013.
O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo,
já reagiu com humor aos dados provisórios sobre o
número de incêndios, afirmando que deverá ser "o
único português que gostou" deste Verão.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera
"Correu bem" o processo de colocação dos professores
contratados da disciplina de Educação Moral e
Religiosa Católica (EMRC).
A avalição é feita pelo departamento de Educação
Moral e Religiosa Católica, organismo da Comissão
Episcopal da Educação Cristã e da Doutrina da Fé,
depois de os docentes de EMRC terem sido, pela
primeira vez, colocados através de concurso, à
semelhança dos docentes do quadro, e não por
indicação dos Secretariados Diocesanos.
Fernando Moita, o novo responsável pelo
Departamento de Educação Moral e Religiosa Católica,
diz à Renascença que tudo “correu dentro das
expectativas", não havendo "rigorosamente nada a
apontar, alguma divergência, alguma ilegalidade,
alguma discriminação em relação a estes professores”.
A decisão de mudança de procedimento resultou de
“um diálogo longo, mas muito cordato, entre o
Ministério da Educação e a Conferência Episcopal
Portuguesa, através da Comissão Episcopal da
Educação Cristã e da Doutrina da Fé”, explica Moita.
Os concursos para a colocação de docentes ainda não
terminaram e, assim, ainda há muitos professores de
EMRC por colocar. Muitos outros, contudo, viram os
seus contratos ser renovados, o que constitui "um sinal
muito positivo, porque vemos que as escolas
reconhecem o trabalho que os professores desta
disciplina fizeram ao longo do ano passado e
gostariam de continuar a contar com eles no próximo
ano lectivo”.
Para este ano, há uma novidade para todos os docentes
de EMRC: “Podem candidatar-se a qualquer horário, a
qualquer escola de todo o país”. Até agora, estes
professores podiam concorrer apenas e escolas no
território da Diocese a que pertencem.
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Segunda-feira, 29-09-2014
Ainda há escolas sem
professores na
terceira semana de
aulas
LUÍS ANTÓNIO SANTOS
“Este cravo é vosso”
A escola EB 2 3 Professor Fernando Noronha
Feio, no concelho de Oeiras, fecha portas a
meio da tarde por falta de assistentes
operacionais.
Por João Cunha
Três semanas depois do início do ano lectivo, ainda há
eescolas a funcionar a "meio gás", em alguns pontos do
país. Em alguns casos, por falta de professores, noutros,
por falta de auxiliares.
A escola EB 2 3 Professor Fernando Noronha Feio, do
Agrupamento de Linda-a-Velha e Queijas, no concelho
de Oeiras, é um dos exemplos. O estabelecimento
fecha portas a meio da tarde, por falta de assistentes
operacionais, situação que representa um grande
transtorno para muitos pais.
Na primeira semana, a escola esteve fechada por falta
de professores. Na segunda, encerrou às quatro da
tarde, por falta de auxiliares, e, durante a terceira
semana, que agora começa, o cenário deverá manterse.
Para os pais, há uma primeira preocupação: que não
haja tempo para compensar o tempo perdido. “Depois
de uma semana de atraso, esta semana a escola acaba
mais cedo do que o horário previsto. É uma situação
difícil de gerir”, desabafa uma mãe. Porque a maioria
dos pais trabalha durante o período da tarde, não
conseguem sair mais cedo, todos os dias, para ir buscar
os filhos à escola. A muitos, valem os avós para gerir a
situação.
“Tenho pedido alguma colaboração de familiares, dos
avós, que vivem aqui perto. Se não fosse isso, era muito
complicado”, conta um pai.
Dizem outros que, apesar da falta de auxiliares, a
situação não os afecta. “O horário do meu filho é
impecável. Muitas vezes, sai ao meio dia, outras vezes,
sai às três”, diz uma mãe.
A escola abriu concurso público para contratar quatro
assistentes, em regime de contrato de trabalho a termo
certo, a tempo parcial, até 12 de Junho de 2015. O
período de trabalho diário é de quatro horas,
remuneradas de acordo com a legislação em vigor.
Talvez os gestos tenham passado despercebidos à
maioria. Até mesmo à maioria dos militantes e
apoiantes do Partido Socialista que ontem votaram em
António Costa. Mas o candidato ganhador teve, na sua
curta declaração de vitória, dois momentos de
comunicação política muito devedores a um
comportamento aceitável.
O mais significativo, foi o ‘esquecimento’ do seu
opositor. O experiente e talentoso vencedor da noite
eleitoral não pronunciou uma palavra sequer sobre
António José Seguro - nem elogio, nem crítica, nem
coisa nenhuma.
O outro momento (que, em termos cronológicos,
precedeu o primeiro) foi a subida ao palco com um
cravo na mão para, de imediato, o atirar de forma
deliberada à plateia sublinhando o gesto com as
palavras ‘este cravo é vosso’. Não era um cravo
qualquer, como todos bem sabemos; era um cravoresposta ao outro que – também num momento infeliz
de propaganda bacoca – os apoiantes de Seguro
haviam usado num anúncio. Nem um nem outro
deveriam ter lugar numa disputa partidária. Tal como
aconteceram as coisas, um e o outro fizeram por se
merecer, no pior sentido.
Uma das mais famosas citações atribuídas a Winston
Churchill diz algo do género: ‘Na guerra, determinação;
na derrota, desafio; na vitória, magnanimidade’.
António Costa perdeu, ontem à noite, uma
oportunidade soberana para começar a ‘mobilizar
Portugal’, como diz pretender, logo a partir de casa. A
‘voz da mudança’ em quem muitos – militantes e não
militantes – votaram de forma expressiva não devia ter
começado o caminho apresentando-se como a ‘voz da
vingança’.
Fica-nos, de uma noite de vitória contundente, a
imagem de alguém que não soube estar à altura do
momento ou que, no mínimo, cedeu à tentação fácil da
soberba. E, nesse particular, António Costa fez-nos
lembrar Cavaco Silva depois da sua segunda vitória nas
presidenciais.
Estranhas companhias, António, estranhas
companhias...
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Segunda-feira, 29-09-2014
“Escaramuça” em
Braga por “razões
alheias” às primárias
socialistas
PSP confirma incidente, concelhia do PS
também, mas garantem que nada teve a ver
com o acto eleitoral.
REPORTAGEM
José e Antónia não
puderam participar
nesta história
As primárias do PS foram históricas. Foi a
primeira vez em que um partido português
pediu à sociedade que participasse na sua
vida interna. Mas nem todos puderam pôr o
seu nome nesta história.
Foto: RR (arquivo)
A PSP foi chamada à escola André Soares, em Braga,
onde decorrem as votações para as eleições primárias
do PS devido a uma "escaramuça" por "razões alheias"
ao acto eleitoral, adiantou à Lusa fonte da PSP.
Segundo explicou à Lusa o presidente da Federação
Distrital de Braga, Joaquim Barreto, houve uma "troca
de palavras" entre um militante do PS "conhecido por
arranjar confusão" e uma outra militante "mas nada
relacionado com o acto eleitoral".
"Sim, é verdade que fomos chamados ao local onde
estão a decorrer as votações mas não por causa do acto
em si", afirmou à Lusa fonte da PSP.
"O que aconteceu foi que um militante do PS que já é
conhecido por estas coisas terá insultado uma outra
militante e a família reagiu. É um episódio triste mas
que não tem nada a ver com o que hoje se está aqui a
decidir", explicou Barreto, contactado pela Lusa.
Militantes e simpatizantes socialistas escolhem este
domingo o candidato a primeiro-ministro do partido
entre António José Seguro ou António Costa.
Foto: Joana Bourgard/RR
Por João Carlos Malta (texto) e Joana Bourgard (vídeo)
José e Antónia são viúvos e vivem juntos. Gostam do
PS. Foram ao Largo do Rato porque queriam votar. Mas?
"Mas esquecemo-nos de nos inscrever", diz José, que
toma a liderança do casal quando a altura é de
responder às questões.
Não sabia que era preciso inscrever-se para votar?
"Sabia, mas pensava que trazendo o meu cartão de
cidadão que conseguia", revela o reformado de 74 anos.
Não conseguiu. E com Antónia voltou para casa
frustrado.
Este foi um dos relatos que a Renascença recolheu
junto do Largo do Rato, em Lisboa, a meio da tarde de
domingo, mas que se terá repetido em várias mesas de
voto. Assim aconteceu no Centro Comercial da
Mouraria.
Pedro Assunção, coordenador da secção da Almirante
Reis da concelhia de Lisboa, contou pelo menos 30 ou
40 dezenas de pessoas que chegaram à mesa de voto e
bateram com o nariz.
"Apesar de o acto ter sido muito divulgado, houve muita
gente a quem passou ao lado a necessidade de se
inscrever. Pensavam que isto depois seria como numa
eleição nacional em que basta a identificação", explica
Pedro Assunção. Foram sobretudo pessoas com mais
de 60 anos a quem esta situação sucedeu.
Uma viagem a Arganil e menos dois votos para Costa
Voltemos a Antónia e José que, vivendo na capital, têm
um terreno no interior do país que os leva a longos
períodos fora de Lisboa.
Deixaram passar o tempo de inscrição. Ele, José, é
socialista desde sempre. Foram 40 anos no ministério
do Trabalho e agora que os reformados, diz, estão a ser
atacados, quis participar. Costa era o eleito. Porquê? "O
que é que o Seguro fez? Nada".
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"Fui perguntar se podia votar, ali dentro. Mas o
funcionário disse que não. Tinha de me ter inscrito.
Fico com pena", lamenta José Silva. Mas pelo menos
uma consolação: não foi o único. "Disse-me também
que já tinha vindo muita gente aqui com o mesmo
pedido e a quem aconteceu o mesmo", acrescenta.
Neste mesmo momento, enquanto José falava, outro
simpatizante do PS sai em passo acelerado da sede do
PS a vociferar: "Isto é uma vergonha. Devia ser aqui a
votação e querem que vá votar a outro lado".
Durante os cerca de 45 minutos que a Renascença
esteve no local, várias pessoas deslocaram-se ao
balcão de entrada do Largo do Rato. Os recepcionistas
não sabiam que responder. Pegavam no telefone e
ligavam para um elemento da Comissão Eleitoral.
Costa Correia, de 65 anos, foi um deles. "Vim só
esclarecer onde votava. Tenho duas casas e não sabia
se votava em Lisboa ou Oeiras". Dois minutos depois,
saiu do local rumo a Oeiras com o problema resolvido.
Um segurista junto ao ex-gabinete de Costa. E um
costista que bebe um "portozinho"
Uns quilómetros à frente, no Centro Comercial da
Mouraria, perto de onde António Costa teve o gabinete
de presidência da Câmara, o fim de tarde contrastou as
longas filas de dez minutos que de manhã os votantes
enfrentaram. Às 17h00 já haviam votado na Mouraria
mais de 1.200 pessoas.
O local é um dos pontos de maior multiculturalidade de
Lisboa, mas para quem o tivesse esquecido bastava
olhar para o tecto e ver os candeeiros chineses que
adornavam o espaço onde se instalaram as mesas de
voto das históricas primárias socialistas. Aí
encontramos Fernando Guerra, de 74 anos, militante
do PS. Acha que esta votação é saudável, mas não
perdoa a Costa o desafio a Seguro.
"É a primeira vez que isto acontece na história do PS. É
a primeira vez que um líder democraticamente eleito
não chega a eleições", defende. A polémica do dia foi a
SMS enviada pela candidatura de Costa aos militantes,
mas Guerra não culpa o candidato adversário.
"Sabe, isso são camaradas meus que, na ânsia de um
lugar ao sol, usam métodos que só os políticos de curta
duração usam", critica.
Do outro lado da barricada, Vítor Carvalho, um
reformado de 72 anos, não tem dúvidas: "Seguro não
mostrou garra suficiente". Quanto ao futuro do ainda
líder, disse depender de como Seguro "aceitasse a
derrota". E, no caso de vitória, vai comemorar para a
rua? "Fico em casa, a beber um portozinho".
A correr para votar
Mais à frente, junto à tradicional Avenida de Roma,
visitamos a escola secundária Rainha D. Leonor.
As lojas asiáticas e indianas dão lugar a um anfiteatro
forrado a madeira, onde estão duas mesas de voto.
Falta meia hora para encerrar a votação. Entra um casal
com duas crianças com menos de cindo anos. Uma
solta: "Também quero votar, também quero".
O local, com menos de dez pessoas àquela hora, estava
silencioso, mas ganha vida. O pai dos menores é Jorge
Pedreira, que foi secretário de Estado da Educação do
primeiro Governo Sócrates.
Esta eleição era importante para o PS? "Era
absolutamente necessário para que haja uma
alternativa depois de este momento terrível que o país
vive", responde. O partido ganhou com a crispação
entre os dois candidatos? "Gostava que as discussões
fossem mais substanciais, mas não foi possível", disse,
resignado, o agora professor universitário que votou na
condição de simpatizante.
"Não foi pelos debates que fiquei mais esclarecido",
reconhece. Avança que nas europeias o partido não
capitalizou o descontentamento e deixa a descoberto a
opção que tomou. António Costa conseguirá unir o
partido? "Tem um ano para isso. Haverá algumas
feridas, mas ele será capaz", responde.
O tempo está a acabar, os responsáveis da mesa voto
vêem se chega alguém antes de dar por terminado o
acto eleitoral. E quase ao soar do gongo, chega o último
votante daquela mesa de voto. Em passo de corrida.
"Só me lembrei quatro minutos antes do fecho que era
a votação era hoje", diz o reformado, António Pegas, de
65 anos. Não quis ficar de fora, apesar de dizer que o
"debate interno foi pobre". "Falaram zero do que era
importante", resume. Ainda assim, não faltou à
chamada. "Temos de escolher, temos de optar."
António chegou apressado e depressa saiu. Fim de
"festa". Antes de fechar as portas da escola, dois
funcionários do PS que presidiram ao acto eleitoral
dizem, de forma enfática, para um camarada que sai
rumo a casa: "Viva a democracia participativa!". O outro
responde fugidiamente: "Viva".
PS em mudanças até
ao fim do ano
A recomposição da estrutura do PS só deve
estar terminada entre Novembro e início de
Dezembro.
António Costa celebra vitória nas primárias. Foto: Miguel A.
Lopes/Lusa
Por Eunice Lourenço
A vitória de António Costa e a consequente demissão
de António José Seguro nas primárias de domingo
abrem as portas a um processo de mudança no PS que
ainda só começou e que só deve terminar quase no fim
do ano. Agora é preciso eleger o secretário-geral,
marcar o congresso e cumprir todos os procedimentos
estatutários.
Na noite de domingo, a presidente do partido, Maria de
Belém, disse apenas que serão cumpridos os estatutos,
sem esclarecer processos ou prazos. E sem revelar se
vai desempenhar as funções de secretário-geral.
Os estatutos do PS não têm nenhuma norma específica
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Segunda-feira, 29-09-2014
sobre a demissão do secretário-geral, mas dizem que o
presidente do partido "acumula as funções de
secretário-geral em caso de ausência ou impedimento
prolongados do respectivo titular".
Ora, Seguro anunciou não só que se demitia, mas que
cessava naquele momento as suas funções, o que é
entendido pelos dois lados das primárias como uma
declaração de impedimento e de que não está
disponível para assegurar as funções até à eleição do
próximo secretário-geral.
Mas para terça-feira já está marcada uma reunião
comissão política. Foi marcada ainda pela direcção de
Seguro e anunciada perante a revolta dos deputados
que queriam discutir a polémica proposta de redução
dos lugares no Parlamento. Agora, servirá para discutir
os próximos passos do processo de mudança em
curso.
Perante a demissão do secretário-geral é preciso
convocar eleições directas para o cargo, nas quais dos
dois candidatos só Costa será candidato (Seguro
garantiu que não). Podem, no entanto, aparecer
candidatos para além do vencedor das primárias.
Ana Catarina Mendes pode substituir Alberto Martins
Depois da eleição directa do novo líder, em que já só
vão votar militantes e com as quotas em dia, terá lugar
o congresso, para aclamação do secretário-geral e da
sua estratégia. Mas também não termina aí o processo.
O congresso elege a nova comissão nacional que,
depois, ainda tem de reunir para eleger a comissão
política e o secretariado, que é no fundo a direcção do
partido.
Com todos estes passos, a recomposição da estrutura
do PS só deve estar terminada entre Novembro e início
de Dezembro.
Entretanto, também será preciso substituir a direcção
da bancada parlamentar, já que Alberto Martins
também se demitiu na noite das primárias. Ana
Catarina Mendes, directora de campanha de António
Costa, é dada como provável sucessora no cargo em
que será necessário unir uma bancada que Seguro
nunca controlou.
Para mais tarde, ficará a mudança na Câmara de
Lisboa. António Costa deve continuar no lugar para
onde foi eleito e lhe servirá de palco político nos
próximos tempos e só passará o testemunho ao seu
"vice", Fernando Medina, em função do calendário
eleitoral para as legislativas do próximo ano.
O que vai fazer
António Costa se
chegar a primeiroministro?
António Costa venceu as eleições primárias
do PS, indicam os dados provisórios. Eis o
que o autarca de Lisboa prometeu fazer se
chegar a primeiro-ministro.
Foto: Joana Bourgard/RR
Por Carolina Rico
Em concordância com a sua "moção política sobre as
grandes opções de Governo", António Costa reafirmou
as intenções de desenvolver uma agenda para a
década, "assumir uma nova atitude na Europa" e lançar
"um Programa de Recuperação Económica" na sua
campanha para as primárias.
Costa pretende continuar a presidência da Câmara de
Lisboa até às eleições legislativas, a altura devida para
fazer promessas, considera. "Compromissos concretos
só daqui por um ano”, disse em entrevista à
Renascença.
Eis o que prometeu fazer o recém-eleito candidato do
Partido Socialista a primeiro-ministro se vencer as
eleições legislativas:
- Aumentar o salário mínimo nacional para um valor de
referência de 522 euros no próximo ano e "construir
com os parceiros sociais um novo acordo de médio
prazo que defina os critérios e uma trajectória para o
aumento do salário mínimo nos próximos anos";
- Repor as pensões ao nível de 2011. Em entrevista à
Renascença, Costa disse ainda que quer garantir aos
pensionistas que “não vão sofrer novos cortes no
futuro”;
- Adoptar um "programa ambicioso de reformas a
tempo parcial sob condição de contratação de jovens
desempregados" para diminuir o desemprego jovem;
- Baixar o IVA da restauração. Sem avançar números,
Costa manifestou interesse em “reponderar das tabelas
do IVA”, de modo a torná-las "mais compatíveis com as
actividades económicas portuguesas";
- Combater a fraude e evasão fiscais através do reforço
de competências das polícias e do Fisco;
- Apostar na cultura. Ainda antes do período de
campanha, Costa afirmou que "a cultura precisa de um
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Segunda-feira, 29-09-2014
ministério, precisa de uma visão";
- Combater a precariedade laboral. Como? Tornando
"menos atractivo para os empregadores,
nomeadamente via diferenciação da TSU, o recurso às
formas precárias de trabalho, por comparação com as
formas mais estáveis";
- Maior controlo da legislação laboral. "Introduzir nas
regras de contratação pública e de acesso aos apoios
públicos a apresentação por parte das empresas de
garantias de verificação da conformidade com os
princípios da legislação laboral em vigor";
- Mais apoios sociais, com políticas a que permitam a
"transferências de recursos para as famílias com
crianças e jovens em situação de pobreza com
medidas complementares do lado do sistema
educativo e do sistema de saúde";
- Acabar com a política de austeridade que “penalizou
muito a economia portuguesa ao longo da última
década e meia”. “Os portugueses não viveram acima
das suas possibilidades”, disse Costa à Renascença.
Temos que mudar essa política para podermos ter
resultados;
- Lançar um grande programa de reabilitação urbana,
que “permitisse reabsorver milhares de pessoas
desempregadas no sector da construção”, mobilizando
fundos comunitários;
- Criar um seguro de desemprego europeu, isto é, "um
fundo de estabilização macroeconómica sob a forma
de um sistema de seguro de desemprego europeu, ou
um seguro contra choques conjunturais na zona euro
provocados por quebras intensas de actividade
económica";
- Procurar “alianças com outros Estados-Membros” na
prossecução dos “objectivos estratégicos” de Portugal;
- Suavizar Tratado Orçamental europeu. "Estudar em
profundidade as possibilidades que um recálculo do
défice estrutural" e adequar a trajectória de ajustamento
ao ciclo económico, em especial no caso de situações
de recessão económica graves";
- Adoptar um plano de recuperação económica para
ajudar o país a recuperar dos “traumas” provocados pela
intervenção externa, “um programa de fisioterapia que
ajude a reconstituir o músculo e a autonomia dos
movimentos” à economia;
- Criar um "programa nacional de apoio à economia
social e solidária" e promover "instrumentos como a
Banca Ética, a Responsabilidade Social das empresas e
os contratos públicos com cláusulas sociais";
- Rever "o sistema eleitoral para a Assembleia da
República e do sistema de governo das autarquias".
Quer uma "reforma do sistema eleitoral no sentido de
uma representação proporcional personalizada,
introduzindo círculos uninominais";
- Descentralizar competências para as Comissões de
Coordenação e Desenvolvimento Regional, "com a
eleição dos respectivos órgãos de governo por todos os
autarcas de cada região, até ao nível de freguesia";
- "Consolidar um sistema de formação de adultos,
numa lógica de aprendizagem ao longo da vida,
assente em actividades de requalificação profissional".
O PCP olha para as
primárias do PS e vê
uma "uma farsa"
"A questão que se coloca ao país não está em
saber quem vão ser os futuros protagonistas
da política de direita", diz Jerónimo de Sousa.
Foto: João Relvas/Lusa (arquivo)
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa,
classificou este domingo como "uma farsa" as eleições
primárias do PS, que decorreram ao longo do dia,
considerando que os socialistas apenas querem
"esconder responsabilidades passadas e intenções
futuras".
"Para o PCP a questão que se coloca ao país não está
em saber quem vão ser os futuros protagonistas da
política de direita, como dissimuladamente a farsa das
chamadas eleições para primeiro-ministro quis impor
e o que o PS deliberadamente promoveu, seguramente
para esconder responsabilidades passadas e intenções
futuras", afirmou Jerónimo, no encerramento da
sessão pública de abertura da campanha "A força do
povo por um Portugal com futuro", que decorreu num
hotel em Lisboa.
Para os comunistas, acrescentou, a questão decisiva é
"romper com o ciclo infernal de alternância sem
alternativa".
Por isso, defendeu o secretário-geral do PCP, mais
importante do que "passar a ver pelas costas" o
primeiro-ministro e líder social-democrata, Pedro
Passos Coelho, e o vice-primeiro-ministro e líder dos
democratas-cristãos, Paulo Portas, "é a efectiva
substituição da políticas que ao longo deste 38 anos
foram executadas por PS, PSD e CDS".
Na sua intervenção, Jerónimo de Sousa anunciou
ainda a apresentação na terça-feira, na Assembleia da
República, de um projecto de resolução do PCP com
"uma proposta clara de ruptura".
"Terá como adversários os grupos monopolistas que
vão parasitando o país, uma proposta que se eleva
perante o lodaçal que marca muitas das querelas
artificialmente construídas para esconder as muitas
semelhanças entre os três partidos que nos últimos 38
anos estiveram no Governo", disse.
Segundo o secretário-geral comunista, a "proposta
integrada" tem como objectivo "resgatar o país da
dependência e do declínio", fixando calendários, as
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Segunda-feira, 29-09-2014
condições e opções da política nacional com vista à
renegociação da dívida e à criação de condições para
Portugal preparar a saída do euro e da União Europeia.
Um dia histórico no PS. As primárias minuto a minuto
Sampaio na décima
reunião do Grupo de
Arraiolos
Chefes de Estado reunidos durante dois dias
em Braga com Ucrânia e Imigração na
agenda.
Por Eunice Lourenço
Jorge Sampaio que, enquanto Presidente da República,
foi o mentor da criação do Grupo de Arraiolos, é como
que o convidado de honra da décima reunião deste
grupo que reúne chefes de Estado de países membros
da União Europeia, mas que por não terem funções
executivas não participam nos Conselhos Europeus. A
reunião decorre segunda e terça-feira em Braga.
Este grupo informal – que ficou com o nome da vila
onde decorreu a primeira reunião, em 2003 - junta os
Presidentes de nove países: Portugal, Alemanha,
Polónia, Eslovénia, Itália, Áustria, Finlândia, Hungria e
Letónia. Neste encontro de Braga juntam-se os
Presidentes da Bulgária e da Estónia. E na agenda vão
estar temas centrais da agenda europeia, como a
questão ucraniana e a pressão migratória.
A Ucrânia entra na agenda deste encontro pelo tema da
energia, escolhido para a primeira sessão de trabalho,
na segunda-feira de manhã. À tarde o tema será a
imigração, nomeadamente a crescente pressão que a
União Europeia tem vindo a sentir. E Jorge Sampaio vai
ser o relator dessa segunda sessão de trabalho.
Segundo fonte da Presidência, o convite a Sampaio
para participar no encontro justifica-se pelo próprio
tema, em que o antigo Presidente será uma “maisvalia”, mas também por ser o fundador do Grupo de
Arraiolos e esta ser a décima edição.
Na terça-feira, o tema é o papel da investigação e da
inovação na promoção do crescimento e na criação de
emprego e, antes da sessão de trabalho, os Presidentes
visitam o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia. Neste
mesmo dia, é ouvido perante o Parlamento Europeu o
comissário indicado por Portugal, Carlos Moedas, que
deve ficar com a pasta da Investigação no executivo da
União.
Todos estes encontros temáticos decorrem no Mosteiro
de Tibães e são fechados à comunicação social. Mas os
dois dias de reunião são fechados com uma
conferência de imprensa final.
Para além dos encontros temáticos e dos almoços e
jantares haverá ocasião para vários bilaterais, a
começar por dois que estão marcados logo para
segunda-feira de manhã: os Presidentes da Finlândia e
da Bulgária vieram mais cedo para terem reuniões
bilaterais com Cavaco Silva.
Sindicato quer mais
25 mil enfermeiros.
Ministro fala em
números
"fantasiosos"
Paulo Macedo lembrou que o executivo vai
colocar mais 1.700 profissionais entre
Outubro deste ano e Outubro de 2015.
O ministro da Saúde classificou de "fantasioso" o
número de 25 mil enfermeiros que os sindicalistas
consideram precisos para as necessidades do país.
"A hipótese de recrutar 25 mil pessoas tem falta de
credibilidade e o país não tem possibilidade nem
oportunidade, nem em termos de equidade em relação
a outras profissões" de fazer tais contratações, disse.
Sobre os 25 mil profissionais considerados precisos
para as necessidades do país, o ministro disse que
estes são "de números fantasiosos".
Paulo Macedo lembrou que o executivo vai colocar
mais 1.700 enfermeiros entre Outubro deste ano e
Outubro de 2015.
O ministro reiterou que não entra na guerra de
números com os sindicatos sobre a greve dos
enfermeiros, que decorreu na quarta-feira e quintafeira, garantindo, contudo, que os níveis de adesão
apresentados pelos sindicalistas "não podem estar
correctos".
Os sindicatos que convocaram a paralisação alegam
que esta teve uma adesão superior a 80%.
"A única certeza que há sempre em todas as greves é
que os números avançados pelos sindicatos nunca são
os anunciados previamente", disse o ministro, à
margem da Conferência "Reconhecimento da
Qualidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS)", que
decorre em Lisboa.
Para Paulo Macedo, os únicos números certos são os
que se apuram através das folhas de remuneração. "O
resto é subjectivo", disse.
Porque estão cansados os nossos enfermeiros?
Nem todos os
salários mínimos dão
desconto de TSU
Silva Peneda e Daniel Bessa debatem acordo
que actualiza SMN para 505 euros. Fórmula
encontrada "não é motivo de orgulho", diz o
ex-ministro da Economia.
Por José Bastos
Nem todos os salários mínimos terão desconto da TSU.
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Segunda-feira, 29-09-2014
Não é provável que as empresas passem a contratar só
pela remuneração mais baixa permitida por lei. Duas
teses defendidas pelo presidente do CES (Conselho
Económico e Social) na semana em que confederações
patronais e UGT actualizaram o SMN para 505 euros.
“Têm sido ditos muitos disparates. Já ouvi dizer que a
Segurança Social vai financiar o aumento do salário
mínimo. O desconto na Taxa Social Única só se aplica
aqueles que contrataram até Maio”, afirma Silva
Peneda, no Conversas Cruzadas deste domingo.
“Não faz sentido dizer que as empresas não contratarão
mais acima do salário mínimo, até porque a medida
tem horizonte temporal: é durante 15 meses e termina a
31 de Dezembro de 2015. Não é ‘ad aeternum”, acentua
o presidente do Conselho Económico e Social.
Já Daniel Bessa questiona a cedência do governo aos
condicionalismos impostos pelas confederações
patronais. “Não gostei muito da ideia de baixar as
contribuições para a Segurança Social como uma
compensação aos empresários para o aumento do
salário mínimo.”
“No meu país, gostava de ter empresários a quem não
fosse necessário oferecer qualquer benesse, qualquer
'cenoura' para passar o salário mínimo de 485 para 505
euros”, diz.
“Quando vamos por esse mundo fora gostamos de
dizer coisas positivas sobre o nosso país. Temos
também de estar preparados para os contraargumentos que vêm do lado dos outros” observa.
Daniel Bessa: “Acho pobrezinho!”
“Eu, habitualmente, vou preparado para ouvir muitas
coisas, mas não vou gostar se alguém um dia se lembra
de me dizer: ‘está bem, mas na lá sua terra os
empresários lá do seu país, de quem você até diz coisas
simpáticas, precisaram que o governo pagasse uma
parte do custo que resulta de aumentar o salário
mínimo de 485 para 505 euros...” Enfim. Acho isto
pobrezinho”, faz notar Daniel Bessa.
Silva Peneda sustenta que o desconto foi decisivo para
um entendimento que, ainda assim, deixou a CGTP de
fora. “Sem o desconto da TSU não havia acordo. É a
minha leitura. O Governo valorizou muito a
necessidade deste acordo. Quis fazê-lo”.
“O Governo poderia ter decidido sobre o salário
mínimo unilateralmente. Mas quis dar visibilidade e o
envolvimento no acordo. Poderia ter decidido à
vontade, mas valorizou a componente do acordo”,
sustenta o ex-ministro do Emprego e Segurança Social.
Daniel Bessa discorda dos patrões: “Então os
empresários disseram é assim, ou não havia acordo? Lá
teve que ser, então, mas não é motivo de orgulho para
ninguém”, assinala o ex-ministro da Economia que diz
pretender dar ao debate “um contributo pela positiva”.
“Estaria de acordo se o Governo tivesse dito aos
empresários: ‘faço o desconto da contribuição para a
Segurança Social, mas não para contratos a termo
certo, só quando estes trabalhadores estiverem sem
prazo. Mais: até posso fazer o desconto retroactivo
desde o dia em que o colaborador foi admitido, mas
vale se o contrato se transformar....’", sugere Daniel
Bessa aduzindo razões.
“Porque, sabe, em Portugal há muitos contratos...Outro
dia fomos surpreendidos pelo facto do Instituto do
Emprego e Formação Social estar, de alguma forma, a
contribuir com dois terços dos postos de trabalho
criados. É muito posto de trabalho para ser criado com
o apoio do Instituto do Emprego", sustenta o presidente
da Cotec-Portugal.
Silva Peneda contrapõe que a Segurança Social em
tudo o que são medidas activas de emprego sempre
teve um papel importante.
“Lembro-me, quando era ministro do Emprego e
Segurança Social, que, por exemplo, para incentivar o
emprego de portadores de deficiência dava-se às
empresas a possibilidade de ter um desconto na
contribuição”.
“Entendia-se ser uma medida importante de integração
de um grupo social e, portanto, as empresas que o
fizessem deviam ter um incentivo. O prémio era
descontos para a Segurança Social. Não é nada de novo
a Segurança Social entrar neste tipo de situação”, nota
Silva Peneda.
Silva Peneda: “mérito é de Mota Soares”
O presidente do órgão constitucional de consulta e
concertação na área económica e social defende que a
mexida no salário mínimo “é um bom sinal”, apesar de
“longe de outro tipo de compromissos assumidos em
tempos idos”. Silva Peneda considera que “o Governo
poderia ter decidido unilateralmente, a lei permite-o”,
identificando o papel desempenhado pela tutela “uma
acção que tem de ser reconhecida”.
“O mérito absoluto deste entendimento é do ministro
Mota Soares. Claramente. Eu poderia dizer que foi
assinado nas instalações do CES – de que sou
responsável - mas o mérito é todo do ministro”,
observa.
“Assumi ter tido uma quota-parte do êxito no acordo
feito em 2011 na Concertação Social, mas aqui, neste
caso, o mérito é exclusivo do ministro Pedro Mota
Soares”, defende Silva Peneda.
“Eu falo com os parceiros, conheço a realidade e houve
uma altura em que não acreditava muito no acordo:
pelo menos que algumas Confederações Patronais
fossem assinar o acordo. Com a sua persistência e
tenacidade o ministro Mota Soares lá conseguiu”,
conclui.
Panfletos
distribuídos em
defesa da vida
Iniciativa antecipa a Caminhada pela Vida de
dia 4 de Outubro, em Lisboa.
Decorreu este domingo a primeira acção de
sensibilização para a Caminhada pela Vida. Quinze
jovens voluntários participaram na distribuição de
panfletos a quem passava na zona do Chiado, em
Lisboa.
Tomás Anunciação, responsável pelo movimento
“Lobby pela Vida”, explicou à Renascença qual o
objectivo deste evento. “Queremos dar a conhecer o
testemunho da alegria da vida desde a concepção até à
morte natural. É um caminho que vale a pena percorrer
e que queremos que todos percorram connosco”, disse.
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Segunda-feira, 29-09-2014
Para os jovens voluntários este evento tem como
objectivo sensibilizar as pessoas para o valor da vida.
A Caminhada pela Vida realiza-se no próximo dia 4 de
Outubro, pelas 15h00, entre o Largo Camões e a
Assembleia da República, em Lisboa.
CÓNEGO JOÃO AGUIAR
"Fazem-nos falta
homens e mulheres
de coração limpo e
de cabeça lúcida"
Com o tema “Uma rede de pessoas”, as
jornadas reflectiram também sobre o
exemplo de proximidade do Papa Francisco.
Por Paula Costa Dias
As Jornadas Nacionais das Comunicações Cociais, em
Fátima, terminaram com a convicção de que a falta de
meios tecnológicos não pode ser desculpa para se fazer
melhor, até porque a grande aposta deve incidir nas
pessoas.
“Mais do que as tecnologias fazem-nos falta homens e
mulheres de coração limpo e de cabeça lúcida. É
minha convicção que é editorial o desafio que temos
por diante”, disse o director do Secretariado Nacional
das Comunicações Sociais.
O cónego João Aguiar disse ainda que os meios de
comunicação têm de, "para além da informação, de
estar dispostos a dar explicação, interpretação, ao
comentário” e a “dar as razões da nossa esperança.”
Com o tema “Uma rede de pessoas”, as jornadas
reflectiram também sobre o exemplo de proximidade
que o Papa Francisco dá.
Uma cultura de encontro que urge colocar em prática,
avançou o presidente da Comissão Episcopal da
Cultura e Comunicação Social, D. Pio Alves. "Esta nota
que, não só nas palavras mas principalmente nos
gestos que o Papa nos transmite, de que o Evangelho é
transmitido principalmente pelo testemunho e, se fizer
falta, pelas palavras - uma mensagem que é não
simplesmente para a hierarquia, mas é para o todo da
Igreja".
“É essa proximidade que todos temos de cultivar. Sem
pôr de lado, como é evidente, a necessidade da Igreja
nas suas estruturas, e quando na paróquia as pessoas
são recebidas, de que sejam recebidas com qualidade,
que sejam tratadas com respeito”, disse.
Outro dos desafios que sai destas jornadas é a
necessidade de aproveitar melhor os meios existentes
a nível local para trabalhar em rede.
"Violência contra
idosos é desumana".
O apelo de Francisco
na jornada mundial
dos avós
O Papa apelou ao encontro entre gerações
no combate ao abandono dos mais velhos.
"As casas dos idosos deviam ser os pulmões
da humanidade", disse.
O Papa Francisco está reunido este domingo com mais
de 40 mil idosos e avós de 20 países que enchem a
praça de São Pedro, no Vaticano, onde está também o
Papa emérito Bento XVI.
“O encontro entre os jovens e os idosos é um encontro
cheio de alegria, cheio de fé e cheio de esperança. Não
há futuro para um povo sem este encontro entre as
gerações”, disse Francisco na celebração da homilia
dominical.
Francisco chamou a atenção para a ruptura nas
relações entre os jovens e a sua família, cujo “resultado
é um grave empobrecimento para o povo”, não tem
futuro porque que “cancela as suas raízes”.
Francisco sublinhou que a violência muitas vezes
exercida sobre os idosos é desumana, assim como o
abandono, e lembrou que os “idosos são a memória de
um povo”, capazes de, nas provações mais difíceis, agir
como árvores que continuam a dar fruto”, porque têm
uma maior capacidade para perceber coisas que os
mais novos ainda não alcançaram.
Não pode haver instituições onde os idosos são
esquecidos e abandonados, entregues à solidão,
alertou o Papa Francisco. “As casas dos idosos deviam
ser como os pulmões da humanidade, dos países e das
sociedades”.
Esta “jornada mundial” dos avós, promovida pelo
Conselho Pontifício para a Família da Santa Sé levou
também ao Vaticano um casal iraquiano, refugiado em
Erbil por causa da guerra, que partilhou a sua história
com o Papa.
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Segunda-feira, 29-09-2014
FRANCISCO SARSFIELD CABRAL
Os alemães e o euro
O euro barato estimula a economia e afasta a
deflação. A cotação da moeda única fechou
na sexta-feira a 1 dólar e 27 cêntimos.
Pilotos da Air France
anunciam fim da
greve
O sindicato dos pilotos anunciou o fim da
paralisação mais longa da história da
empresa sem conseguir satisfazer suas
reivindicações.
Por Francisco Sarsfield Cabral
Enquanto a economia americana acelera a sua
recuperação, a zona euro estagna. Uma das poucas
boas notícias europeias é a descida na cotação do euro,
que fechou na sexta-feira a 1 dólar e 27 cêntimos. Há
um mês estava quase em 1.40. O euro barato estimula a
economia e afasta a deflação, ao subir o preço das
importações.
Já as medidas anunciadas pelo BCE em Junho não
produziram, até agora, efeitos significativos no
aumento de crédito bancário às empresas. Draghi
tomará medidas não convencionais na próxima
quinta-feira?
Diz-se que a Alemanha concordaria com tais medidas
se a França e a Itália concretizassem as reformas
prometidas. Mas estas tardam e, de qualquer modo, só
a médio prazo haverá resultados. Mais grave é a subida
da contestação alemã ao BCE.
O ministro das Finanças W. Schauble disse não estar
feliz com a perspectiva de compra de activos pelo BCE,
cuja estratégia de relançamento económico também é
criticada pelo governador do Bundesbank. E o partido
alemão anti-euro cresce, reflectindo uma opinião
pública cada vez menos satisfeita com a moeda única.
Foto: DR
O sindicato dos pilotos da companhia aérea Air France,
em greve há duas semanas, anunciou este domingo à
agência de notícias France Press o fim da paralisação, a
mais longa da história da empresa, sem conseguir
satisfazer suas reivindicações.
"As condições para um diálogo não foram reunidas.
Decidimos assumir nossas responsabilidades retirando
o movimento de greve", declarou à AFP o porta-voz do
sindicato, Guillaume Schmid.
O líder sindical indicou que "as discussões
prosseguirão em um clima mais sereno".
A paralisação, motivada pelo desenvolvimento pela Air
France de uma filial de baixo custo, a Transavia, fez
com que metade dos aviões da companhia permanece
em terra desde 15 de Setembro.
Com 54% dos pilotos em greve, a companhia garante
apenas 45% dos voos este domingo.
A normalização dos serviços deverá acontecer nos
próximos dois ou três dias.
A última ronda de negociações entre a direcção da Air
France e os pilotos teve início sábado à noite e
terminou neste domingo com um "texto que não
convenceu", disse o porta-voz sindical.
Pilotos contra a expansão
A companhia francesa, a segunda maior empresa de
transporte aéreo da Europa, atrás apenas da alemã
Lufthansa, estima que a greve tenha causado um
prejuízo de entre 15 e 20 milhões de euros por dia.
A companhia aérea quer-se expandir no mercado de
voos de baixo custo e captar as "oportunidades de
crescimento" que esse segmento pode oferecer.
Os pilotos da Air France temem que o plano de
expansão da filial de baixo custo Transavia na Europa
venha acompanhado de demissões, à medida que a
empresa aumente suas bases fora da França e contrate
pilotos em outros países e com outras condições
laborais.
Além disso, temem a imposição ode condições de
14
Segunda-feira, 29-09-2014
trabalho menos vantajosas, como mais horas de
serviço e salários mais baixos.
A direcção do sindicato propôs o abandono do projecto
de desenvolvimento da filial e em nenhum momento
quis ceder na questão do contrato único.
Obama reconhece
que EUA
subestimaram
Estado Islâmico na
Síria
As forças norte-americanas alargaram a sua
ofensiva militar à Síria depois de vários dias
só no norte do Iraque.
Foto: Valda Kalnina/EPA
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,
reconhece que os serviços secretos norte-americanos
subestimaram a ameaça dos jihadistas do Estado
Islâmico na Síria.
Em entrevista ao programa “60 minutos”, da CBS,
Barack Obama disse que, ao mesmo tempo, o país
confiou em demasia na capacidade do Exército
iraquiano de lutar contra os terroristas.
Obama diz que, durante a guerra civil na Síria, os
radicais puderam reconstituir-se e tirar vantagem do
caos.
Na última semana, os Estados Unidos alargaram os
ataques aéreos à Síria, depois de em Agosto terem dado
início aos bombardeamentos no Iraque.
ETA tenta referendo
no País Basco
Catalunha vai avançar para consulta no dia 9
de Novembro.
No dia em que a Catalunha marcou o referendo, o
grupo separatista basco ETA publicou um comunicado
onde avisa que há cada vez mais pessoas que querem
decidir o futuro do País Basco.
A ETA considera que há uma maioria suficiente para
dar passos decisivos.
Este sábado, o presidente do governo da Catalunha
Artur Mas assinou o decreto que abre caminho à
consulta para dia 9 de Novembro.
“Este decreto é um desafio que pomos nas vossas mãos
para decidirem e construírem o vosso futuro. Decidirão
um caminho que representará o antes e o depois da
muito longa história da Catalunha”, disse Mas.
Convocado
referendo à
independência da
Catalunha
O presidente do governo regional assinou
este sábado o decreto que convoca
oficialmente o referendo popular. Conselho
de Ministros reúne na segunda-feira.
A Catalunha vai mesmo decidir, a 9 de Novembro, se
quer ou não a independência. O decreto que convoca o
referendo popular foi assinado este sábado, pelo
presidente do governo regional.
Artur Mas assinou o documento esta manhã, numa
cerimónia oficial no Palau de la Generalitat, sede do
governo regional.
No seu discurso, o presidente do governo regional
afirmou que a Catalunha “quer falar, quer ser ouvida,
quer votar e este é o tempo certo para o fazer”.
Durante a assinatura do decreto, centenas de pessoas
concentraram-se à porta do palácio, com bandeiras e
gritos a favor da independência.
O presidente do Governo espanhol vai convocar o
Conselho de Ministros para uma reunião extraordinária
na segunda-feira, cabendo depois ao ministro da
Fazenda e da Administração Pública, Cristóbal
Montoro, solicitar um parecer ao Conselho de Estado.
Para o governo de Madrid esta consulta popular é ilegal.
Mariano Rajoy tenciona analisar recursos que
permitam travar o pedido dos independentistas, que
vai ser entregue à Advocacia do Estado para que o
apresente no Tribunal Constitucional.
A consulta de 9 de Novembro terá duas perguntas:
"quer que a Catalunha se converta num Estado?" e, em
caso afirmativo, "quer que este Estado seja
independente?".
Vão poder votar os eleitores maiores de 16 anos que
tenham condição política catalã, incluindo os que
vivem no estrangeiro, mas neste caso devem pedir
previamente a inscrição.
Também os cidadãos de outros países membros da
União Europeia que vivem na Catalunha há pelo
menos um ano, ou de outros países mas a viver na
região espanhola há pelo menos três anos estão aptos
para votar. [Notícia actualizada às 12h40]
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Segunda-feira, 29-09-2014
Portugal confiante
na eleição para o
Conselho de Direitos
Humanos da ONU
Votação está marcada para 21 de Outubro.
cumprimento das suas obrigações em matéria de
direitos humanos", mencionou Rui Machete.
Na sua intervenção, o chefe da diplomacia portuguesa
aproveitou para expressar reconhecimento à anterior
alta comissária das Nações Unidas para os Direitos
Humanos, Navi Pillay, "pelo extraordinário trabalho
desenvolvido, tantas vezes em circunstâncias
especialmente difíceis" e referiu, por outro lado, que
será "um privilégio" trabalhar com o novo responsável,
Zeid Al-Hussein.
Moedas puxa galões
da resposta à crise
para "conquistar"
eurodeputados
arquivo Lusa
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
português mostrou-se confiante na eleição de Portugal
para o Conselho de Direitos Humanos das Nações
Unidas, comprometendo-se, perante a Assembleiageral da ONU, a defender a universalidade destes
direitos.
No seu discurso durante a 69ª Assembleia-Geral das
Nações Unidas, que decorre em Nova Iorque, Rui
Machete recordou as "propostas e compromissos" que
Portugal apresentou no âmbito da sua candidatura,
"com o objectivo de promover e proteger a
universalidade, indivisibilidade, inalienabilidade e
interdependência de todos os direitos humanos - civis,
culturais, políticos e sociais".
"Se eleito, Portugal exercerá o seu mandato convicto de
que o sistema das Nações Unidas de protecção dos
direitos humanos deve permanecer forte,
independente e exigente. Portugal é, aliás, parte, sem
reservas, de oito dos tratados fundamentais de direitos
humanos das Nações Unidas e de todos os respectivos
protocolos adicionais", acrescentou o ministro.
A votação, que está marcada para 21 de Outubro, é
encarada por Portugal "com expectativa mas também
com esperança" porque, "se for eleito, Portugal será,
pela primeira vez, membro de tão importante órgão",
disse, recordando que, no âmbito do segundo exame
periódico universal do Conselho de Direitos Humanos,
realizado em Abril passado, o país "mereceu amplo
reconhecimento".
Portugal, acrescentou, "tem participado activamente
nos 'fórum' multilaterais de direitos humanos, em
particular no Conselho de Direitos Humanos, onde
apresenta anualmente resoluções sobre o direito à
educação e sobre os direitos económicos, sociais e
culturais".
"Esperamos, no decurso dos próximos três anos, ter a
oportunidade de contribuir ainda mais
significativamente, pois acreditamos na capacidade do
Conselho para apoiar os Estados-membros no
No questionário escrito enviado ao
Parlamento Europeu, o futuro comissário
português diz que governar Portugal em
crise deu-lhe "uma verdadeira percepção dos
desafios enfrentados pela Europa hoje".
Por Daniel Rosário, em Bruxelas
Carlos Moedas já fez chegar ao Parlamento Europeu as
respostas a um questionário escrito que antecipa a
decisiva audição a que será submetido na próxima
terça-feira.
São duas perguntas comuns a todos os candidatos a
comissários e três específicas à pasta da Investigação,
Ciência e Inovação, cuja resposta o ainda governante
português fez chegar aos eurodeputados na última
sexta-feira, mesmo em cima do prazo limite.
Ao longo de cinco páginas, Moedas promete colaborar
de perto com os eurodeputados ao longo dos próximos
cinco anos, assume alguns compromissos e invoca o
seu percurso pessoal e a crise em Portugal para explicar
porque se considera a pessoa adequada para
desempenhar este cargo.
Logo de início, Moedas explica que serviu o Governo
do seu país durante o que classifica como "uma das
piores crises económicas das últimas décadas", para
concluir que a complexidade dos problemas nacionais
e as suas ramificações internacionais deram-lhe "uma
verdadeira percepção dos desafios enfrentados pela
Europa hoje".
Especificamente em relação ao pelouro que irá ocupar,
define que o seu principal objectivo será colocar o
mesmo em sintonia com as prioridades estabelecidas
pelo presidente eleito Jean-Claude Juncker para criar
um "novo impulso para o emprego, crescimento e
investimento".
O secretário de Estado invoca ainda a sua experiência
profissional de 18 anos no sector privado, em sectores
como o ambiente, a indústria financeira e imobiliário.
No campo das suas futuras responsabilidades,
enquanto comissário da Investigação, Ciência e
Inovação, Carlos Moedas compromete-se a "completar
a Área Europeia de Investigação" e a facilitar o
investimento em "estruturas de educação, investigação
16
Segunda-feira, 29-09-2014
e inovação", além de "maximizar sinergias com a
implementação dos fundos europeus ao nível nacional
e regional".
Esta é a prova escrita. A oral está marcada para terçafeira de manhã.
Leia o que respondeu Carlos Moedas ao "teste" do
Parlamento Europeu
Rock in Rio já tem
nomes para os
Estados Unidos
Festival também vai ter edição no Brasil em
2015.
O festival Rock in Rio revelou esta sexta-feira os
primeiros nomes da primeira edição nos Estados
Unidos.
Metallica, Linkin Park, No Dout e John Legend são
alguns músicos que irão fazer o cartaz do Rock in Rio
Las Vegas, festival agendado para os dias 8, 9, 15 e 16 de
Maio.
A assinalar 30 anos de história, o festival, que regressa
em 2016 a Lisboa, conta também com a presença de
Taylor Swift no palco principal e dos Deftones no palco
sunset.
Em Nova Iorque, a organização do Rock in Rio
confirmou também a presença de Katy Perry e John
Legend na edição do Rock in Rio Brasil em 2015.
memória daquela sala de espectáculos.
Está mais habituado a intervir em paredes exteriores ou
em espaços abandonados, mas, desta vez, Vhils
aceitou o desafio de entrar pela porta principal do D.
Maria II e procurar a memória do edifício que ardeu há
50 anos.
O artista explica as caras que esculpiu nas paredes do
Salão Nobre do Nacional. “Foi uma série de retratos de
pessoas que se foram relevantes para a história do
espaço que sofreu um grande incêndio que destruiu
parte dele. O que tentei fazer foi libertar a história que
estava dentro daquele espaço e torna-la visível", diz.
Vhils defende que todas as paredes e muros têm
história. Por isso, aceitou o desafio de levar o seu
trabalho, normalmente exterior, para dentro do teatro.
A exposição, que abriu portas este sábado e estará
patente até 31 de Julho de 2015, pode ser visitada às
sextas-feiras e sábados entre as 15h00 e as 18h00, e de
quarta-feira a domingo 30 minutos antes do início dos
espectáculos da Sala Garrett.
RIBEIRO CRISTOVÃO
Viva o ténis de mesa!
Está de parabéns o desporto português por
este sucesso, que oxalá seja aproveitado para
dar à modalidade o incremento que passa
agora justificar mais do que nunca.
Vhils esburacou o
Teatro Nacional D.
Maria II. E isso é arte
Exposição vai estar patente até 31 de Julho
de 2015.
Por Ribeiro Cristovão
Foto Filipe Imagens
Por Maria João Costa
O artista urbano Vhils andou a "esburacar" as paredes
do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa. A exposição
abriu este sábado.
Vhils, nome artístico de Alexandre Farto, esculpiu nas
paredes do teatro várias imagens que marcam a
A "vingança" portuguesa sobre a Alemanha depois da
humilhação que nos foi infligida no último
Campeonato do Mundo de Futebol, surgiu ontem
através de uma modalidade da qual entre nós
raramente se fala, a não ser em momentos como este,
o ténis de mesa.
Após uma jornada heroica que fica para a história, a
seleccção nacional conquistou pela primeira vez o
título de campeã da Europa, batendo na final a
Alemanha, que já havia ganho seis edições desta
competição.
Tendo eliminado nas meias-finais a Suécia e a Croácia,
portugueses e alemães disputaram uma final emotiva
em que a nossa representação foi mais forte e digna de
ostentar o título.
Está de parabéns o desporto português por este sucesso
do ténis de mesa, que oxalá seja aproveitado para dar à
modalidade o incremento que passa agora justificar
mais do que nunca.
17
Segunda-feira, 29-09-2014
No plano futebolístico, o clássico de Alvalade ocupa o
grande espaço. Um jogo de grande qualidade, emotivo,
e de resultado incerto até ao derradeiro apito.
Dividido o domínio por leões e dragões, nas primeira e
segunda partes, respectivamente, o resultado final
acabou por beneficiar sobretudo o Benfica, vencedor
na Amoreira de um Estoril que só soçobrou após ter
ficado reduzido a dez unidades.
As diferenças pontuais após a sexta jornada, pese
embora sua importância, não são determinantes.
Ficam 28 jornadas por disputar e, até ao fim, à história
deste campeonato não faltarão certamente muitos e
curiosos capítulos.
Para já, mais importante, é a ronda europeia que se
segue.
Veremos então se os desafios de âmbito nacional
recentes deixaram ou não marcas nos compromissos
difíceis que todos têm à porta.
FC PORTO
Quaresma “fora de
jogo”
Jogador ficou fora dos convocados para a
partida da Champions na Ucrânia.
REVISTA DA IMPRENSA DESPORTIVA
Aumento salarial em
tempo de crise
"William passa a ganhar dez vezes mais" é o título maior
do diário A Bola. O jornal sublinha: "Sporting valoriza a
sua pérola".
O Record destaca o Sporting-Chelsea, através de
declarações de José Mourinho. "Vi um bom Sporting",
afirma o treinador do Chelsea.
No jornal O Jogo, destaque para o FC Porto com o título
"Óliver e Tello a abrir". O diário da Controlinvetse
antecipa que os dois espanhóis que entraram em
Alvalade serão titulares frente ao Shaktar.
Em todos os jornais, destaque para o título europeu de
Portugal em ténis de mesa.
O extremo Ricardo Quaresma não integra a lista de
convocados do FC Porto para o jogo com o Shakhtar
Donetsk.
Depois de ter sido substituído ao intervalo no jogo
contra o Sporting, o “7” ficou agora de fora das escolhas
de Julen Lopetegui para a deslocação à Ucrânia.
Além de Quaresma, também ficaram “fora de jogo” o
médio Casemiro, lesionado, e o defesa Diego Reyes,
por não estar inscrito na Champions.
O técnico espanhol chamou Ricardo, Maicon, Quintero
e Ricardo Pereira para esta partida da segunda jornada
da fase de grupos da Liga dos Campeões.
Convocados:
Guarda-redes: Fabiano, Andrés Fernandez e Ricardo;
Defesas: Danilo, Martins Indi, Marcano, Maicon e Alex
Sandro;
Médios: Rúben Neves, Evandro, Herrera, Óliver e
Quintero;
Avançados: Brahimi, Tello, Adrien, Jackson Martínez,
Aboubakar e Ricardo Pereira.
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Segunda-feira, 29-09-2014
I LIGA/FUTEBOL
Guimarães goleado
na Madeira
Resultados da 6ª jornada.
I Liga, Jornada 6
Vitória Setúbal - Nacional (18h00)
BOAVISTA 3-2 GIL VICENTE
AROUCA 0-1 ACADÉMICA
MARÍTIMO 4-0 V. GUIMARÃES
MOREIRENSE 0-0 PENAFIEL
SPORTING 1-1 FC PORTO
ESTORIL 2-3 BENFICA
Sp BRAGA 3-0 RIO AVE
PINTO DA COSTA
“Foram-me ao bolso”
e a culpa foi de
Passos e Cavaco
Líder dos dragões fala do “caso BES”, mas
também do jogo com o Sporting e do novo e
antigo seleccionadores.
O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, disse que o
clube, enquanto instituição, não sentiu muito a falência
do BES mas reconhece que, pessoalmente, acabou por
se sentir lesado.
Em entrevista ao Porto Canal, Jorge Nuno Pinto da
Costa culpou o primeiro-ministro e o Presidente da
República.
"Fui prejudicado com a falência do BES em números
significativos. Nunca tive acções do BES em 50 anos
que joguei na bolsa. Mas quando vi as acções a descer
e ouvi Passos Coelho a dizer que o banco era seguro e
tinha almofada para pagar o dobro das dívidas, quando
ouvi Cavaco Silva a dizer o mesmo, eu, que confiava
nas suas palavras, fui comprar acções do BES. Senti-me
vigarizado, foram-me ao bolso. Agora, não faço ideia
se ambos vão indemnizar os que enganaram. Mas pelo
BES não fui enganado", disse.
Noutro âmbito, o presidente do FC Porto considerou
“justíssimo” o empate (1-1) em Alvalade, jogo da jornada
seis da I Liga.
“Tenho de aceitar. Foi o que foi. Cada um marcou um
golo, ambos resultantes de erros. Até nisso ficaram as
duas equipas ficaram empatadas. O Sporting teve uma
bola na barra, o FC Porto teve duas jogadas, do Herrera
e do Jackson, e uma grande penalidade não
assinalada. Mas isso fica para a história”.
Nesta entrevista, Pinto da Costa aproveitou para elogiar
a escolha de Fernando Santos para seleccionador
nacional. “Fiquei muito contente com a escolha de
Fernando Santos. Somos grandes amigos e tenho uma
grande admiração pessoal por ele. Ser seleccionador
era um sonho que ele tinha e que consegue alcançar.
Neste momento, é a solução certa. É um homem sério,
com princípios de vida, integro, conhecedor do futebol
e inteligente”.
O antigo técnico nacional não foi esquecido. O líder
dos dragões diz que ficou surpreendido com “a
renovação de Paulo Bento antes do Mundial”. “E
surpreendeu-me a presença dele no banco no jogo
com a Albânia. A era Paulo Bento devia ter terminado
após o Mundial”.
Kwiatkowski sucede
a Rui Costa. Polaco é
o novo campeão do
mundo de ciclismo
Nos outros lugares do pódio chegaram o
australiano Simon Gerrans e o espanhol
Alejandro Valverde.
O polaco Michal Kwiatkowski, da Omega PharmaQuick Step, sagrou-se campeão do mundo de ciclismo
de estrada, sucedendo ao português Rui Costa.
Na prova em linha de Elites nos Mundiais de
Ponferrada, Espanha, Kwiatkowski, de 24 anos, fez os
254 quilómetros em 6:29.07 horas chegando um
segundo à frente de um pequeno grupo que tinha
fugido ao pelotão.
Rui Costa, que tinha a camisola arco iris conquistada
na época passada, chegou em 23º lugar, a sete
segundos do vencedor.
Nos outros lugares do pódio chegaram o australiano
Simon Gerrans e o espanhol Alejandro Valverde.
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Segunda-feira, 29-09-2014
Dennis Kimetto
estabelece novo
recorde mundial da
maratona
O atleta queniano, de 30 anos, completou a
maratona, em Berlim, em menos de duas
horas e três minutos.
Dennis Kimetto. Foto: Rainer Jensen/EPA
O queniano Dennis Kimetto estabeleceu este domingo
um novo recorde do mundo da maratona, ao completar
a prova de Berlim em 2:02.57 horas, registo que supera
a antiga marca (2:03.23 horas) do compatriota Wilson
Kipsang, há um ano, também na capital alemã.
O atleta de 30 anos tornou-se no primeiro homem a
completar uma maratona em menos de duas horas e
três minutos, depois de no último quilómetro e meio do
percurso ter ultrapassado os quenianos Emmanuel
Mutai e Geoffrey Kamworor.
Matemática?
Portugueses sabem e
vencem Olimpíadas
Pelo segundo ano consecutivo, alunos
portugueses conquistam medalhas.
Três alunos portugueses ganharam duas medalhas de
ouro e uma de bronze nas Olimpíadas Ibero-
Americanas de Matemática.
David Martins, da escola secundária de Mirandela, que
conquistou uma medalha de ouro, repetiu o resultado
de 2012 na Bolívia.
Francisco Andrade, da escola secundária do Padrão da
Légua, Matosinhos, conseguiu a segunda medalha de
ouro para Portugal. Henrique Aguiar, da escola
secundária José Estevão, Aveiro, conquistou uma
medalha de bronze.
A equipa portuguesa era ainda constituída por David
Andrade, da Escola Secundária de Albufeira, o mais
novo e estreante nas Olimpíadas.
Em dois anos consecutivos, Portugal obteve três
medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze.
O ministro da Educação, Nuno Crato, felicitou a equipa.
A competição decorreu em San Pedro Sula, nas
Honduras, e contou com 82 alunos de 22 países.
Página1 é um jornal registado na ERC, sob o nº 125177. É
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colectiva nº 500725373. O Conselho de Gerência é constituído por
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O que vai fazer António Costa se chegar a primeiro