Ano 2 - Nº 4
Julho/2012
NOSSOS FILHOS: EDUCAÇÃO
EDITORIAL
Nosso boletim A VOZ DA
UMEN, traz neste número
a 1º parte da biografia de
Léon Denis, considerado, “O
Apóstolo
do
Espiritismo”,
informações sobre a UMEN
referente ao período 1958/1959,
notícias da compra do terreno
da futura sede, o trabalho de
assistência social junto aos
moradores de rua realizado aos
sábados, a coluna Estudando a
Doutrina Espírita com o tema A
Renovação Moral, a entrevista
com a companheira Rita Côre e
muito mais.
A alegria que sentimos junto
a todos em poder compartilhar
essas informações, nos felicita
a alma. Todavia, nos dá,
também, a responsabilidade
de divulgar amplamente esses
ensinos para que outras pessoas,
irmãos nossos, também possam
usufruir
do
conhecimento
dessas verdades, oportunizando
aos companheiros os mesmos
benefícios
que
recebemos
através do estudo sistemático da
Doutrina Espírita.
O trabalho de divulgação da
Doutrina Espírita é fundamental
para a construção de um
mundo melhor, nos fala Erasto,
em O Evangelho Segundo o
Espiritismo cap. XX item 4:
“É chegada a hora em
que deveis sacrificar a sua
propagação os vossos hábitos,
os vossos trabalhos, as vossas
ocupações fúteis. Ide e pregai:
os Espíritos elevados estão
convosco.”
Muita paz
A Equipe
Caros leitores.
Já observaram que todos nós nos
preocupamos muito com a saúde e o
desenvolvimento físico de nossos filhos,
sobrinhos, irmãozinhos e netos? Que
nos preocupamos em apresentá-los bem
vestidos e bem calçados; em metê-los
num colégio, preparando-os para que a
“vida prática” exige? Essas coisas são
muito naturais.
Contudo, muitas vezes, a parte mais
importante, que é aquela que diz da
formação moral e espiritual desses entes,
é descurada, não só pelos interesses
materiais como pelas muitas ilusões
que o mundo oferece, advindo disso
sérios prejuízos difíceis de superar
quando se tornam adultos, porquanto
esses costumes e hábitos criam raízes
profundas.
Daí a necessidade premente de
procurarmos incutir na mente desses
seres aquilo que diz respeito à moral e à
espiritualidade, que será a regra segura
para que eles mais tarde, não se tornem
céticos, materialistas e ateus.
Ministrando-lhes, a fim de evitar
esses prejuízos, ensinamentos cristãos,
ensinamentos esses que Jesus trouxe
à humanidade, a fim de que ela,
conhecendo-os, praticando-os se liberte
dos males que lhes impedem o progresso
espiritual.
Queremos, pois, lembrar aos nossos
irmãos que a Escola de Moral Cristã
“Paulo de Tarso”, pode auxiliá-los na
orientação de suas criaturas, não só
para a “vida prática”, mas também para o
progresso espiritual.
Essa orientação os habilitará, também,
a encaminhar, mais tarde, seus filhos e
outros que necessitem de esclarecimento,
transmitindo os ensinamentos recebidos.
Insistam com eles, pois, para que
frequentem as aulas, porque, aqui, só
encontrarão boa vontade, entusiasmo e
um enorme interesse de nossa parte em
evangelizá-los
E aqui fica um trecho de uma bela
página de Emmanuel que nos aconselha:
- “Lembra-te de que se hoje, és o apoio
da felicidade de teu filhinho, amanhã será
CONTINUA
Órgão de divulgação da
UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI
Coordenação
Waldir Jesus Barbosa
Colaborador e pesquisa
Cláudia Lemos
Francisco Rebouças
Raul Muniz
Coordenação parte AMANHÃ
Lúcia Cardozo / Caio Tavares
Revisão
Lúcia Martins Barbosa
Programação visual
Marcelo Tiburcio Vanni
Editoração Eletrônica
Shumora
Manutenção WEB
Daniel Rosado Carneiro
Site: www.umen.org.br
ele o apoio de tua felicidade. Colherás
nele o que houveres plantado: a
abnegação, ou a indiferença, o trabalho
ou a preguiça, a paz ou a discórdia, a
confiança ou a leviandade.”
ATENÇÃO
•Não presenteie os pequeninos com
armas ou brinquedos de guerra.
•Não os induza à destruição.
•Evite que a mente infantil, igualmente,
se envenene, com filmes e revistas de
vaidade, crimes e vingança.
•Oriente-os nas diretrizes cristãs,
preparando-os para o mundo de
amanhã.
Cada gesto de bondade que ensinar
a seu filho será um doce aceno de
esperança para o mundo novo que se
aproxima, onde ele, por certo, espalhará
as bênçãos do amor e do perdão,
oriundos dos ensinamentos que seu
coração abençoado lhe proporcionou.
Neide Barros
A Voz da UMEN
março/abril 1959
FOI NOTÍCIA NO BOLETIM A VOZ da UMEN
MARÇO/ABRIL 1959
AQUISIÇÃO DA SEDE PRÓPRIA
1 - É com imensa alegria que
levamos ao conhecimento de
todos os umenistas, que a nossa
Instituição a UMEN, já possui o seu
terreno, onde, em futuro próximo,
será erguida a sua sede própria.
2 - No dia 10 de março do corrente
ano, foi lavrada a Escritura de
Promessa de Compra e Venda do
lote de terreno nº 21, sito na Rua
Princesa Isabel, em frente ao Pronto
Socorro do Hospital Antônio Pedro.
3 – São as seguintes as dimensões
do terreno em apreço: 12 metros de
frente, 12 metros e 80 centímetros
de fundos, o lado direito mede
67 metros e 20 centímetros e o
lado esquerdo, 63 metros e 50
centímetros.
4 – À Escritura de Promessa de
Compra e Venda acha-se registrada
no livro nº 22, folhas 189, no
Tabelionato do 2º Ofício dos Feitos
da Fazenda Pública, no Palácio da
Justiça.
5 – As condições apresentadas
pelo proprietário e aceitas pela
UMEN, em reunião de Diretoria
com o Conselho Fiscal, são as
seguintes: a) Cr$ 400.000,00 pagos
no ato da Escritura; b) 80.000,00 a
serem pagos dentro de 6 meses,
por ocasião da lavratura definitiva
da Escritura de Compra e Venda; c)
despesas de Cartório.
6 – No dia 21 de março do corrente ano,
no próprio local onde será construída
a sede própria, compareceram cerca
de 30 Umenistas, para uma reunião
de prece. Falaram, na oportunidade,
os Umenistas: WALMIR VENTURA
REGO, OLÍMPIO DA SILVA CAMPOS,
NORBERTO HERDY BOECHAT,
YONE MARTINI e ALBERTO DE
SOUZA ROCHA.
7 – No dia 28 de março, o Diário
Oficial do Estado publicou a lei,
sancionada pelo Governo do Estado
do Rio, reconhecendo a U.M.E.N. de
utilidade pública.
8 – Como se vê, 1959 despontou
como um ano de glórias para a nossa
Instituição e é preciso que todos
os UMENISTAS se congreguem,
enviando todos os esforços no
sentido de que, ainda no corrente
ano, possam os responsáveis pelos
destinos da UMEN dar início à
construção da sede própria.
9
–
AVANTE
UMENISTAS!
ESPERAMOS QUE A VOSSA
COLABORAÇÃO
VENHA
SEM
TARDANÇA. O TEMPO URGE!
TRABALHEMOS POR ESTE IDEAL
SUBLIME!
Floriano Moinho Peres
Sócios fundadores e diretores da UMEN,
da esquerda para a direta, BALBINA
FERREIRA, NORBERTO HERDY BOECHAT
e YONE MARTINE
VOCÊ SABIA?
Que a UNIÃO DA MOCIDADE
ESPÍRITA DE NITERÓI (UMEN),
além das missões a que se destina
de:
a) Estudar, difundir e propagar o
espiritismo sob todos os aspectos.
b) Propagar as obras de ALLAN
KARDEC e de seus seguidores.
c) Propagar a fraternidade universal.
d) Realizar obras filantrópicas
e
promover
campanhas
de
benemerência social.
Tem, ainda, por finalidade o seguinte:
e) Cooperar na instrução literária e
artística da população.
Contribuir para a saúde, educação e
cultura do povo.
LÉON DENIS
O APÓSTOLO DO ESPIRITISMO
Introdução
A Biografia de Léon Denis pesquisada é
tão vasta e rica em detalhes que decidimos
dividi-la em partes.
A primeira parte abordará sucintamente o
período do seu nascimento, da sua infância e
da sua adolescência.
Parte I
Por diversos momentos, sentimos uma
emoção indescritível na pesquisa de cada
detalhe da trajetória de vida de Léon Denis,
e pudemos compreender exatamente o
significado do título que lhe foi dado de “O
Apóstolo do Espiritismo”.
Léon Denis, um autodidata, foi um dos
principais continuadores do espiritismo
após a morte de Allan Kardec. Ao lado de
Gabriel Delanne e Camille Flammarion,
contribuiu incansavelmente na divulgação
da Doutrina Espírita, promovendo e
participando de conferências por toda
a Europa em congressos internacionais
espíritas e espiritualistas, defendendo
ativamente a ideia da sobrevivência da alma
e suas consequências no campo da ética nas
relações humanas.
Fato interessante e observado por
muitos é que o nome de Léon Denis, está
inserido no do grande iniciador da Doutrina
Espírita, Allan Kardec, pseudônimo utilizado
por Hippolyte Léon Denizard Rivail
na codificação do Espiritismo. Simples
coincidência, dirão alguns; analogia um
tanto singular, pensarão outros. Mas, o fato é
bastante relevante.
Nascimento, infância e adolescência
Em 1º de janeiro de 1846, Léon Denis
nascia em Foug, na França pequena
localidade de Toul, atravessada pela grande
ferrovia Paris–Strasbourg, fruto da união de
Anne-Lucie Liouville e Joseph Denis.
Joseph Denis, filho de François Denis, de
família de artesãos, era um jovem oficial de
pedreiro.
Anne-Lucie, filha de François Liouville,
de origem camponesa, nascidos em Ménilla-Horgne, região de Gondreville, onde
possuíam uma propriedade, e que por
motivos do destino, acabam se mudando
para Foug, onde François Liuoville começa
a trabalhar com carpintaria.
Joseph conhece e logo se apaixona pela
meiga Anne-Lucie, de natureza delicada,
caráter sensato e discreto, que será para
o filho, Denis, que lhe viera tão cedo,
a mais terna e mais vigilante das mães.
Ainda criança, aos seus 9 anos, Léon Denis
muda-se para Strasbourg, pela necessidade
de seu pai arranjar um novo trabalho para o
sustento da família.
A partir daí desse momento, sempre em
busca do sustento da família, uma série de
mudanças de cidade começariam a fazer
parte da vida de Léon.
Em Strasburgo, Joseph consegue um
trabalho na Casa da Moeda, bem da verdade,
um trabalho provisório, porém, é nessa
cidade que o pequeno Léon inicia seus
estudos em uma escola particular, já tendo
aprendido com sua mãe os rudimentos do
alfabeto, a ler e a contar.
Mudam-se novamente, agora, para
Bordeaux, onde o pai de Léon ocupa uma
vaga na Casa da Moeda, neste momento,
Léon abandona os estudos para ajudar seu pai
no trabalho de polimento de moedas, tendo
em vista que o ele ganhava era insuficiente
para as despesas da família.
Os trabalhos manuais e os pesados
encargos
familiares
colocaram-no
precocemente em uma realidade de
dificuldades e lutas.
Finalmente, em torno de 1857, o pai
de Léon consegue o emprego de chefe da
estação de Morcenx, em Landes, colocando
a família numa situação um pouco mais
estável, dando a Léon a possibilidade de
dar continuidade aos estudos interrompidos.
Agora, a tranquilidade do local de trabalho
onde a família fixa residência, propiciará ao
pequeno Léon a recuperação dos estudos.
Com esforço e inteligência aliados aos
conhecimentos transmitidos pelo professor
de Morcenx, discípulo de Jean-Jacques
Rousseau, que utilizou na época, um método
de ensino inovador, Léon Denis revelava
FRASES OPORTUNAS
A Voz da UMEN – março/abril de 1959
•Não permita que o egoísmo e a
vaidade, o orgulho e a discórdia
se enraízem no seu coração,
lembrando que toda ideia de
superestimação
dos
próprios,
valores é adubo nos espinheiros da
irritação e do ódio.
•
Quem
vive
colecionando
lamentações, caminhará sob a chuva
de lágrimas.
• Aprenda a desculpar infinitamente
para que os seus erros , à frente dos
outros, sejam esquecidos e perdoados.
“La mort doit cesser d’être un
objet d’épouvante, car derrière
elle nous voyons l’ascension vers
la lumière.”
Léon Denis
sua sensibilidade complementada pelos
ensinamentos dos livros, importantes lições
que ficariam guardadas eternamente na sua
memória.
E as mudanças continuam, seu pai é
transferido para a estação de Moux, como
chefe da estação, e novamente, Léon se vê
obrigado a ajudar a família, abandona os
estudos e começa a trabalhar no manejo do
“Bréguet”, tomando conta dos telegramas e
contabilidade.
Em 14 de outubro de 1862, Joseph Denis,
pai de Léon, se demite do posto de chefe da
estação de Moux e começa a trabalhar como
chefe de obras na construção da estrada de
Montluçon a Limoges, obtendo a supervisão
de outros trechos ferroviários, além de alguns
menores, na estrada de Tours a Vierzon.
A família vai para Tours agora
definitivamente, agradando, principalmente,
a mãe de Léon Denis.
Mas isso é só o começo!!!!!!!!!!!
Este resumo da Biografia de Léon Denis
foi realizado pesquisando-se a Bibliografia
como segue:
-autoresespíritasclássicos.com
-Wikipédia.com
-Gastón Luce - Léon Denis, O Apóstolo do
Espiritismo
As obras publicadas por Léon Denis serão
apresentadas na última parte da biografia
Cláudia Lemos
• Cale-se, diante do escárnio e
da ofensa, sustentando o silêncio
edificante, capaz de ambientar-lhe
a palavra fraterna em momento
oportuno.
• Não cultives desafetos, recordando
que a aversão, por determinada criatura,
é, quase sempre, o resultado da aversão
que você mesmo lhe impôs.
ENTREVISTA COM RITA DE CÁSSIA GARCIA CÔRE
Realizada por Lúcia Barbosa
R
comparativos com o Cristianismo – e que
infelizmente, até hoje parece não ter sido
devidamente estudado – sem dúvida,
parece-me ter sido Léon Denis. Claro, que
na leitura de um livro como Cristianismo
e Espiritismo, deverá haver o cuidado de
se fazer o confronto com as pesquisas mais
atuais do Jesus Histórico. Espiritismo é fé
raciocinada. E fé raciocinada é aquela...
ita Côre, professora, mestra em letras,
poeta, cantora, palestrante espírita,
vem contribuindo para a divulgação da
Doutrina Espírita, atualmente reside em
Laje do Muriaé, RJ.
1- De que forma aconteceu o seu primeiro
encontro com a Doutrina Espírita e o que
ela representa para você?
Desde adolescente ouvia falar do
Espiritismo, sem ter acesso às informações
sobre a Doutrina. Lia em outras fontes, como
filosofia oriental, uma ou outra notícia sobre
a reencarnação e sentia curiosidade. Até que
meu irmão ganhou O Livro dos Espíritos e
me telefonou dizendo: “Achei o livro que
procuramos há anos”. Pronto, daí pra frente,
não olhei para trás.
2- O que a UMEN representou para você
em relação a sua formação espiritual?
A melhor formação possível. Depois de ler
O Livro dos Espíritos, na verdade li toda a
Codificação. Depois é que passei a procurar
uma casa espírita. Passei rapidamente pela
antiga FEERJ, pela SEF, mas os horários
da vida profissional não me permitiam
frequentar as reuniões. Encontrei a UMEN.
Frequentei durante muito tempo as palestras,
mudando o dia, conforme os compromissos
nas escolas. Até que pude conciliar trabalho,
estudo espírita e tarefas. Bebi o Espiritismo
na UMEM, respirei Kardec, senti o perfume
de Emmanuel e de André Luiz; fiz amigos
para sempre e acima de tudo, tive um mestre:
Miguel. Como negar? A UMEN nunca
deixará de ser minha casa. Posso?
3- Apesar dos avanços em relação à
compreensão sobre a Doutrina Espírita,
a imprensa, em geral, e algumas pessoas,
por desconhecimento, costumam ironizar
o que chamamos de Ciência Espírita. Na
sua opinião o preconceito em relação ao
Espiritismo ainda persiste?
Sim e não. Muitas vezes o que se chama de
preconceito é um instrumento consciente
de combate ao Espiritismo. Justamente
porque há uma divulgação na mídia de
“fenômenos de comunicação com os
chamados mortos”, os meios religiosos
que se veem ameaçados partem para uma
campanha contra o Espiritismo- ainda com
máscara de preconceito, mas que é muito
contraditória, pois as mesmas pessoas que
são envolvidas para “rebaixar” a doutrina
assistem às novelas e aos filmes com gosto
e curiosidade, falam de reencarnação com
naturalidade. Vivemos uma época confusa.
É preciso que estejamos atentos e prontos
para dar informações seguras. O mesmo
descaso vem dos que tem pouca ciência. E
têm medo de que suas grandes descobertas
já sejam conhecidas, ou pelo menos intuidas
há milênios.
4- O Espiritismo é, na verdade, o
cristianismo redivivo, sem as distorções
a que foi levada a Doutrina de Jesus
após a sua “romanização”. Até que ponto
as conquistas científicas colaboraram
para melhor compreensão da Doutrina
Espírita?
É ainda difícil calcular as vantagens que a
Ciência vem trazendo para a confirmação
dos postulados espíritas. Uma coisa é certa:
a Ciência da matéria está mais perto do
Espiritismo do que supõem as suas vãs
teorias. Mas serão vãs? Kardec afirma que
o Espiritismo é uma Ciência, mas acrescenta
(Introdução a O Livro dos Espíritos) que
o Espiritismo não é da alçada da Ciência.
Contradição? Não. A ciência espírita tem
como objeto de estudo o “Espírito”. A ciência
do mundo, a ciência “oficial e acadêmica”
tem como objeto a matéria. Nesse ponto,
o Codificador estava certo, “o Espiritismo
não é da alçada da Ciência”. No entanto, a
evolução é inexorável. A Ciência tem ido
além do que se conhecia como matéria, no
tempo de Kardec. Então, temos agradáveis
surpresas, quando assistimos aos programas
do Discovery Chanel e a outros tantos
que popularizam as conquistas científicas,
e de repente estamos reconhecendo ali,
disfarçadas ou evidentes, questões espíritas
tão conhecidas nossas. Hoje, graças aos
avanços da Ciência, ficou mais fácil entender
o Espiritismo. Aguardemos. A Lei do
Progresso haverá de se cumprir.
5- Na sua opinião, que pensadores
contemporâneos de Kardec mais
contribuíram para a divulgação e
consolidação da Doutrina Espírita.
Certamente aqueles que se dedicaram
à pesquisa científica. Mas, em termos
de contextualização histórica e estudos
6- Que desafios o homem contemporâneo
enfrenta na busca do aperfeiçoamento
moral?Com relação a essa questão quais
seriam as práticas a serem adotadas?
Vivemos uma época de derrocada de valores.
O que são valores? Que tipo de valores a
sociedade contemporânea nos apresenta?
Que tempos são esses? Consumismo,
egoísmo, venalidade das ações, do caráter,
do corpo, da dignidade. Vale tudo. E tudo
não vale nada. Um mundo sem chão. A
Educação Integral, sem dúvida seria o
ideal, como uma luz no fim do túnel. Mas
dependemos e dependemos disso e daquilo...
Bom, façamos a nossa parte. Tenho dito em
palestras que o Espiritismo é uma questão de
utilidade pública. Daí, talvez, Emmanuel ter
afirmado que a maior caridade que se faz é
divulgá-lo. O Espiritismo é, sem dúvida,
até o momento o maior recurso, o mais
lúcido, para se alcançar o aperfeiçoamento
moral, pois explica o porquê de se alcançálo. Especialmente para jovens e crianças.
Precisamos trabalhar mais, tirá-lo do velador.
O mundo agradecerá.
7- Os fenômenos espíritas sempre existiram
desde os primórdios da humanidade,mas
sabemos que nem toda prática mediúnica
é orientada pela Doutrina Espírita,por
isso mesmo, devemos ter muito cuidado
e respeito ao nos referirmos a “médiuns
espíritas” e ao rotular de Espiritismo tudo
o que seja “processo de comunicação com
o Além”.Que conselhos você daria para
evitar esses riscos?
Esclarecer, esclarecer. Em primeiro lugar
nas próprias Casas Espíritas que, com
exceções, escorregam em vícios e equívocos
mágicos que nada têm a ver com a orientação
espírita de fato. Em segundo lugar, através
de periódicos espíritas e não espíritas,
divulgando o que seja mediunidade “sem
mistérios”, deixando claro que nem todo
“médium” é espírita, explicando que não
há “processos de cura milagreiros” e daí
por diante. Não sei por que os Espíritas são
tão tímidos a esse respeito, de certa forma
tornando-se coniventes com tanto disparate
que acontece por aí. Não digo que fenômenos
não aconteçam em qualquer lugar. A
diferença é que o Espiritismo os estuda com
critério e lucidez. Temos exemplos, como a
posição que Chico Xavier tomou diante de
certas situações, além da Codificação. O que
mais queremos? O que mais esperamos? É
preciso coragem. Poder de decisão.
8-Podemos afirmar que o Espiritismo
estabelece um diálogo com a Ciência,
porque estuda e investiga, com a Filosofia
ao questionar todos os porquês e com a
Religião por suas conclusões morais e
pela interpretação lógica do Evangelho.
Essa tríplice visão tem sido questionada
por alguns, qual a sua posição a respeito
dessa questão?
Entendo que com relação à Filosofia e à
Ciência, o diálogo do Espiritismo é tranquilo.
Parece-me, que o problema está na religião.
Por quê? Há um desgaste muito grande da
“palavra” religião que se confunde com
“igreja”. Espiritismo é Religião, do ponto
de vista filosófico, isto é, no sentido de
estabelecer um mecanismo de re-ligação do
Homem com sua origem, digamos, Cósmica.
Com a Harmonia do Todo Universal, com a
Inteligência Primária, de que provém. Isso é
difícil para as pessoas compreenderem. O
Cristianismo vive uma crise sem precedentes.
Assim como religião se confunde com
igreja (o que o Espiritismo não é), os nomes
“Jesus e Cristo” estão aviltados pelo uso
que fizeram deles. O Jesus que a questão
625(LE) nos apresenta como modelo e guia
é anterior à romanização do Cristianismo.
Podemos dizer o seguinte, nos dias atuais:
Cristianismo é Cristianismo. Espiritismo é
Espiritismo. Por quê? Jesus para nós não é
o mesmo que anima e, de certa forma foi
aviltado, pelo Cristianismo oficial. Aliás,
essa colocação, essa separação for feita por
Kardec na própria introdução a O Evangelho
segundo o Espiritismo. Vejam bem: Não é o
Espiritismo segundo o Evangelho... Sigamos
Jesus nos Ensinamentos Morais que nos
deixou, mas não deixemos que o religiosismo
mágico e anterior (ou posterior) a Ele invada
os meios espíritas num retrocesso que não tem
razão de ser. Daí talvez, o protesto de alguns
companheiros. Sejamos espíritas, ponto.
9-Atualmente, qual a sua atuação efetiva
na Casa Espírita que você frequenta?
Atuo na parte Doutrinária, em palestras e no
que for preciso...
10-Que mensagem que você deixaria
para os leitores do INFORMATIVO DA
UMEN?
Sejamos espíritas de fato. Ao trabalho! Um
grande abraço!
Departamento de Assistência e Promoção Social
Espírita - DAPSE
ASSISTÊNCIA SOCIAL AOS
MORADORES DE RUA
A U.M.E.N., através de seu Departamento
Social, realiza todos os sábados, com
uma equipe estruturada de tarefeiros, um
trabalho de assistência e evangelização
aos moradores de rua.
Esse
trabalho
compreende
a preparação do café, recepção,
harmonização, evangelização, banho e
almoço. Tudo é feito à luz do evangelho
do mestre JESUS e alegria nos corações,
Preparação do café da manhã/almoço – 6:30/7:50h
(Equipe 1 :Cheila, Elimar, Enedina, Ima, Yara Núbia,Yara e Terezinha.)
(Equipe 2: Geralda, Jurema, Marise, Naíde, Sandra e shirley)
os quais superam todos os obstáculos.
Embora exista uma rotatividade, o
atendimento é de aproximadamente 60
pessoas, sendo 90% do sexo masculino.
Todos os sábados recebemos em média
5 novos irmãos.
Hamonização com os tarefeiros
– 7:50/8:20h
(Equipe: Mílvia, Silvana e/ou Vitor
Hugo)
Triagem,
recepção e apoio
– 08:20/09:05h
(Equipe : Antônio
Carlos, Jorge
Mendes, José
Afonso, José
Carlos, Silvana
e/ou Sônia)
Recepção, harmonização no salão com músicas – 08:20/09:05h (Equipe: Diogo, Márcia, Ricardo e Vitor Hugo)
Prece, divisão dos grupos e
café da manhã – 09:05/09:20h
(Equipe 1: Cheila, Jurema,
Maria José, Sandra e Shirley
– Salão, Palco e Livraria)
(Equipe 2: Ana, Elimar,
Geralda, Ima, Mônica, Sandra
e Zenira – Hall, Sala 03, e
Livraria)
Preparação da água fluidificada
e material do almoço – 07:20/
09:30h
(Equipe: Elimar, Ima, Maria José,
Sandra e Shirley)
Harmonização para o passe –
09:30/10:10h
Evangelização – 09:20/10:10h
(Equipe: Amarilis, Fausto, Irene, Mary,
Mílvia,Orlando, Ricardo, Silvana e Silvia)
Prece, passe e música – 10:10/10:20h
Encaminhamento para o banho – 10:30/12:00h
(Equipe: Antônio Carlos, Diogo, José Carlos, Silvana, Sílvia e/ou Sônia)
Almoço – 10:20/12:00h
(Equipe 1: Ima, Márcia
Bustillos, Maria José)
(Equipe 2: Geralda, Jurema,
Lídia e Daise)
Alegria em servir
ESTUDANDO A DOUTRINA ESPÍRITA
A renovação moral
Nossa renovação Moral torna-se,
nos dias da atualidade, cada vez mais
urgente, inadiável e imprescindível, e
cada indivíduo precisa tomar a decisão
de a empreender.
Observa-se hoje em dia, que o
indivíduo tornou-se parte de uma
máquina social equivocada em seus
valores éticos, morais, espirituais,
a fabricar comportamentos cada
vez mais em desacordo com os
reais valores que ele traz desde sua
criação, no imo do seu Ser Imortal que
é. Valores esses que lhes possibilitarão
alcançar um dia a tão sonhada
felicidade e pureza Espiritual a que está
destinado.
A humanidade revive os dias
distantes do passado, onde o indivíduo
movido pelos instintos animalizados que
o governavam, porque ainda se achava
bastante embrutecido, indiferente aos
problemas alheios, cruel e desumano,
buscava apenas a satisfação de suas
necessidades primitivas. (Cada um por
si e Deus por todos)
Esse seu comportamento dos
tempos recuados do passado, em que
a ignorância das coisas do espírito era
completa, precisa ser definitivamente
banida de sua vida, pois, o avanço
científico, tecnológico, intelectual etc.,
nos facultou a compreensão de que
precisávamos para entender porque
Jesus nos afirmou: “Meu reino não é
deste mundo”¹, e também que; “Há
muitas moradas na casa do meu Pai”. ²
Em o Livro dos Espíritos, os imortais
nos revelam que é perfeitamente
possível modificar esse comportamento
equivocado como vemos na questão que
segue:
909. Poderia sempre o homem, pelos
seus esforços, vencer as suas más
inclinações?
“Sim, e, frequentemente, fazendo
esforços muito insignificantes. O que
lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos
dentre vós fazem esforços!”
Sobre essa verdade que os Imortais
nos chamam a atenção, costumo dizer
que, para mim, particularmente, a
vontade é um dos mais importantes
atributos do Ser Espiritual, é o elemento
gerenciador do Espírito, o motor que
impulsiona o caminhar do indivíduo na
direção de seu objetivo.
Quantas vezes já presenciamos
pessoas
dotadas
de
excepcional
inteligência, mas que não têm a mínima
vontade de utilizá-la?
Sabemos que estamos às voltas
com as amargas consequências de
uma
plantação
irresponsável,
do
passado, cujos frutos são as dores e os
sofrimentos que hoje experimentamos,
e que julgamos ser uma injustiça (como
se o perfeito pudesse conter qualquer
traço de imperfeição). É preciso atentar
para as palavras de Jesus quando nos
afirmou que: “A semeadura é livre, mas,
a colheita é obrigatória”.
Precisamos desde já tomar a
deliberação de enfrentar os velhos,
ilusórios e ultrapassados conceitos
da sociedade em que vivemos,
divorciando-nos das regras do homem
vitorioso e progressista como ela
conceitua, que triunfa sobre a injustiça,
o desespero, o desrespeito e o prejuízo
do seu semelhante, sem observar a
ética, a moral e a decência.
A Doutrina Espírita convoca-nos
para que encaremos de frente os
obstáculos e adversários dos dois
planos da vida, pela vivência dos
seus postulados, sem achismos ou
modismos, espalhando pelos nossos
caminhos a paz com que o espiritismo
nos abençoa a vida.
Chega de preocupação com o ter, é
chegada a hora de nos empenharmos
na busca do ser, apartando-nos do
conceito da sociedade materialista,
dominadora da atualidade.
Precisamos ser autênticos, e
não mais simples peças de uma
máquina emperrada em suas próprias
ferrugens. Sigamos os ensinos de
Jesus de Nazaré que está sempre
ao nosso lado, em nosso auxílio,
impulsionando-nos ao progresso e a
santificação dos nossos sentimentos,
contemplando-nos com a satisfação
interior, permitindo-nos prelibar o gosto
delicioso da felicidade que a Terra nos
possibilita desfrutar.
Fontes:
1) E.S.E.-FEB, 115ª edição, Cap. II,
item 1;
2) E.S.E.-FEB, 115ª edição, Cap. III,
item 1.
FRANCISCO REBOUÇAS
O Bem e o Mal
A Doutrina Espírita nos esclarece sobre
o que é, e como podemos proceder a
nossa renovação moral conforme as
esclarecedoras questões contidas em O
Livro dos Espíritos.
629. Que definição se pode dar da
moral?
“A moral é a regra de bem proceder, isto
é, de distinguir o bem do mal. Fundase na observância da lei de Deus. O
homem procede bem quando tudo
faz pelo bem de todos, porque então
cumpre a lei de Deus.”
630. Como se pode distinguir o bem
do mal?
“O bem é tudo o que é conforme à lei de
Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário.
Assim, fazer o bem é proceder de
acordo com a lei de Deus. Fazer o mal
é infringi-la.”
631. Tem meios o homem de
distinguir por si mesmo o que é bem
do que é mal?
“Sim, quando crê em Deus e o quer
saber. Deus lhe deu inteligência para
distinguir um do outro.”
632. Estando sujeito ao erro, não pode
o homem enganar-se na apreciação do
bem e do mal e crer que pratica o bem
quando em realidade pratica o mal?
“Jesus disse: vede o que queríeis que vos
fizessem ou não vos fizessem. Tudo se
resume nisso. Não vos enganareis.”
640. Aquele que não pratica o mal, mas
que se aproveita do mal praticado por
outrem, é tão culpado quanto este?
“É como se o houvera praticado.
Aproveitar do mal é participar dele. Talvez
não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde
que, achando-o feito, dele tira partido, é
que o aprova; é que o teria praticado, se
pudera, ou se ousara.”
641. Será tão repreensível, quanto
fazer o mal, o desejá-lo?
“Conforme. Há virtude em resistirse voluntariamente ao mal que se
deseja praticar, sobretudo quando há
possibilidade de satisfazer-se a esse
desejo. Se apenas não o pratica por falta
de ocasião, é culpado quem o deseja.”
642. Para agradar a Deus e assegurar
a sua posição futura, bastará que o
homem não pratique o mal?
“Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite
de suas forças, porquanto responderá
por todo mal que haja resultado de
não haver praticado o bem.”
643. Haverá quem, pela sua
posição, não tenha possibilidade
de fazer o bem?
“Não há quem não possa fazer o
bem”. “Somente o egoísta nunca
encontra ensejo de o praticar. Basta
que se esteja em relações com outros
homens para que se tenha ocasião
de fazer o bem, e não há dia da
existência que não ofereça, a quem
não se ache cego pelo egoísmo,
oportunidade de praticá-lo. Porque,
fazer o bem não consiste, para o
homem, apenas em ser caridoso, mas
em ser útil, na medida do possível,
todas as vezes que o seu concurso
venha a ser necessário.”
Bibliografia:
1)Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB,
76ª edição.
Francisco Rebouças
FOI NOTÍCIA NA U.M.E.N. EM 2012
MAIO - FOI REALIZADO EM 05, UM
SEMINÁRIO COM O TEMA FAMÍLIA
Com uma dinâmica em forma de
mesa redonda, com a coordenação
de Elisa Maciel, Francisco Rebouças,
Márcia Almeida e Suzane Câmara, foi
feita uma correlação entre a Família e
a Parábola do Semeador, e diversos
temas abordados. Após o estudo
tivemos uma confraternização com
um lanche fraterno.
DIA 26
A UMEN realizou mais um evento
Encontro da Família Espírita, com
a coordenação do DIJ
DIA 27
UMEN, participou animadamente,
do 11o Feirão Beneficente em Prol
da CASA MARIA DE MAGDALA, com
a já tradicional barraca, BACALHAU
DA UMEN”
MAIO
Foi realizado no dia 20, no
INSTITUTO DR. MARCH, mais
uma edição de unificação o EREU,
ENCONTRO REGIONAL ESPÍRITA
DE UNIFICAÇÃO do REUNIR IX,
com a coordenação do CEERJ.
Com a presença de mais de
200 pessoas, representando as
diversas casas espíritas de Niterói,
São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito
e Maricá, foi realizados diversas
oficinas de estudo.
JUNHO - A UMEN ORGANIZA E DISPONIBILIZA MAIS UMA APOSTILA
PARA ESTUDO
Miguel Tavares de Gouveia, que esteve na direção
da - UMEN, UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE
NITERÓI - por mais de 40 anos, participou ativamente da
coordenação de mediunidade da antiga USEERJ, UNIÃO
DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS DO ESTADO DO RIO
DE JANEIRO , realizando diversos cursos, estudos,
seminários, debates sobre a questão da obsessão .
Deixou-nos diversos trabalhos a respeito do tema e
algumas em formatos de apostilas que foram utilizadas
em inúmeros seminários em âmbitos estadual e na
própria sede da UMEN.
Essa apostila é a compilação de quatro trabalhos
acerca do tema, tais como, OBSESSÃO ,
OBSESSÃO E AUTO-OBSESSÃO , TERAPIA DAS
OBSESSÕES , e DIVERSAS ANOTAÇÕES, com o cuidado de manter a
ideia, o formato didático, a riqueza de detalhes, para preservar a forma dada
pelo estudioso MIGUEL.
Por ser um material rico de informações, pode ser utilizada para os estudos
individuais, de grupos, na evangelização, em reuniões públicas e ou estudo
aprofundado do tema, utilizando a pesquisa e leitura das obras citadas, e de
suas anotações que colocamos no capítulo VIII, dessa apostila.
Estamos dando o nome de OBSESSÃO , AUTO-OBSESSÃO e TERAPIA
ESPÍRITA essa organização, mantendo assim, os mesmos títulos dos
trabalhos originais.
O nosso objetivo é divulgar, preparar e instruir sobre essa importante questão,
apresentando uma profilaxia contra esse mal que assola a humanidade.
Torna-se importante destacar o que nos afirma o espírito Manoel Philomeno
de Miranda, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco:
“O problema da obsessão é, cada vez, mais grave, generalizando-se numa
verdadeira epidemia, que assola as multidões engalfinhadas em lutas tiranizantes”
DIA 24
DIA 12
A UMEN, iniciou mais um Estudo
sobre a fluidoterapia, passe. Com
uma duração de 5 semanas, o
estudo tem como base a apostila
“O PASSE NA VISÃO ESPÍRITA”
organizada por Miguel Tavares
de Gouveia e “EXERCÍCIOS DE
FIXAÇÃO SOBRE A TERAPIA
ESPÍRITA” organizada pela UMEN.
Estas 2 apostilas encontram-se
disponível na livraria da UMEN e
no site www.umen.org.br
A UMEN, realizou, um encontro com todos os tarefeiros. A
coordenação de Jano Alves de Souza, no qual foram abortados
temas como: o estudo da doutrina espírita, o caráter evangélico
do espiritismo, convivência fraterna, hierarquização e
normatização das ações e pensamento. A reunião transcorreu
com um grande espirito de harmonia e confraternização, e com
a participação de todos os diretores da UMEN, relembramos
o companheiro Norberto, que sempre dizia: PARA FRENTE
E PARA O ALTO. A qualificação de pessoas na Casa Espírita
é um processo constante , no qual Allan Kardec nos informa
que: “A imobilidade, em lugar de ser uma força, torna-se
causa de fraqueza e
ruína para os que não
seguem o movimento
geral.
Rompe
a
unidade, porque os
que desejam ir para
frente
separam-se
dos que se obstinam
em ficar para trás”
ENTREVISTA COM DARCY NEVES MOREIRA
Publicada no livro “O Jovem Espírita Quer Saber”
D
arcy Neves Moreira atualmente
é diretora da área de educação
espírita do Conselho Espírita do
Estado do Rio de Janeiro (CEERJ).
Participou da implantação do trabalho
de Confraternização das Mocidades
Espíritas do Estado do Rio de Janeiro
(COMEERJ), juntamente com José
Raul Teixeira, Mário da Costa Barbosa,
Wanderlei da Silva Coutinho, Maria Elide
Capobianco e outros.
doutrinárias”.
A necessidade de regras deve-se ainda à
nossa condição espiritual, mas sem tanto
rigor que impeça o direito de ir e vir e o
de expressão. A proposta é de educação
do individuo e, consequentemente, das
massas.
CASA ESPÍRITA
1 – O que é a casa espírita e quais as
suas funções no âmbito espiritual e
material?
A casa espírita é o espaço onde encarnados
e desencarnados aprendem a estudar e
viver Doutrina Espírita, que é o roteiro
divino para o nosso aperfeiçoamento.
De acordo com as mensagens espirituais,
sabemos que a casa espírita funciona
como hospital, lar, oficina de trabalho,
templo de orações e acima de tudo
escola!
2 - Por que a casa espírita necessita ter
uma hierarquia administrativa? Quais
os modelos de administração mais
coerentes com uma postura espírita?
Quando falamos em casa espírita,
entendemos que é uma instituição e,
como todas elas, precisa ter um grupo
que coordene as suas atividades. Poderá
ter uma coordenação com o formato
presidencialista e demais encargos ou como mais modernamente encontramos
-, na feição de colegiado. Pela
complexidade das tarefas, deve haver
um grupo administrando a instituição.
O modelo mais coerente com a postura
espírita é onde se vive o regime de
fraternidade voltado para a missão que a
casa espírita desempenha, reconhecendo
que, como seres ainda imperfeitos, temos
necessidade de cumprir regimentos e
normas.
3 - Por que existe disputa por poder
em algumas casas espíritas se todos
estamos trabalhando com o mesmo
objetivo, que é o trabalho no bem?
Como o jovem espírita deve se portar
ao ver essas disputas entre pessoas de
sua confiança e amizade?
A disputa corre por conta de nossa
condição espiritual, ao que vamos
precisar responder com preces e
conversas fraternas com os irmãos que
assim procedem. É bom lembrar que a
desencarnação vai nos alcançar, e com
certeza quem se apegou a cargos terá
dificuldades em seguir bons caminhos.
Que a oração, a vigilância e a ação no
bem sejam nossos escudos nestas horas.
4 - Como utilizar as novas tecnologias,
especialmente a internet, para otimizar
as atividades da casa espírita? Tornouse bastante comum a transmissão
de palestras e outras atividades pela
internet. É possível substituir a casa
espírita por esses meios virtuais? Por
quê?
A casa espírita terá sempre um espaço
especial nesses novos tempos, pois que,
em suas atividades, desenvolvemos
valores e habilidades na relação com o
próximo - o contato tão necessário ao
aprimoramento do ser. A internet, que
nos abre portas para o mundo, permite
que qualquer pessoa, em qualquer lugar,
acesse a informação espírita, o que é
importantíssimo. Mas só na casa espírita
poderemos vivenciar as experiências do
estudo em grupo e de outras atividades
em conjunto.
5 - Considerando que o Espiritismo
é
uma
religião
baseada
na
responsabilidade e no livre arbítrio,
qual a necessidade das regras de
comportamento restritivas na casa
espíita? Por exemplo, em algumas
casas não se permite a discussão de
determinados assuntos, como política e
sexualidade. A casa espírita não seria
o local ideal para auxiliar na
formação do jovem em assuntos tão
importantes?
A casa espírita é o lugar ideal para
discussão de todos os assuntos e, em
especial, estes citados na pergunta, pois
que apresenta informação, conteúdo
espírita tão esclarecedor e, posso dizer,
salvador, pois faz um estudo profundo
das causas e consequências de tudo que
nos envolve! As casas que ainda não
o fazem demonstram insegurança no
posicionamento e afastamento das “bases
6 - Para desempenhar suas funções, a
casa espírita necessita de um espaço
físico com finalidade específica ou
pode compartilhar o espaço com outras
atividades? Existe uma estrutura física
do plano espiritual? Suas atividades
são as mesmas nos dois planos?
Vamos observar o seguinte: se a casa
espírita tem um espaço pequeno, vai
precisar dispor de todos os espaços
para suas atividades. Quando tem maior
espaço, às vezes deixa reservadas as
salas para reuniões mediúnicas. Como
há sempre atividade espiritual sendo
realizada naquele espaço, a sugestão é
de que haja bom senso e parcimônia ao
utilizar todo e qualquer espaço!
7 - Como é feita a proteção espiritual da
casa espírita? Como são escolhidos ou
definidos o mentor espiritual e o nome
da casa?
Toda casa espírita tem um grupo de
Espíritos que coordena suas atividades!
A afinidade define o grupo que atua
na espiritualidade. Muitas vezes não
sabemos o nome, mas a intuição nos
abre campo para esta definição, e o nome
da casa também é escolhido com este
critério.
Por exemplo: um grupo de amigos se
reúne para iniciar um grupo de estudos
e se identificam com a mentora espiritual
Meimei. Oram pedindo assistência à
nobre amiga. Com certeza Meimei estará
atendendo a estes amigos, especialmente
se atendem aos propósitos do bem e da
paz.
8 - A utilização de obras de arte não
espíritas, como músicas e filmes,
desarmoniza o ambiente espiritual da
casa?
Meus amigos jovens: posso dizer que tudo
depende dos pensamentos e intenções! É
uma questão de sintonia! Levando-se em
consideração a ambiência espiritual da
casa espírita e sua função de hospital,
deve-se, então, agir com a coerência que
se faz necessária.
9 - Como a espiritualidade interviria em
uma casa espírita que tenha saído do
caminho correto, que esteja entrando
em confronto com a doutrina? Existem
livros que falam da invasão de centros
espíritas por espíritos obsessores. Até
onde é verdadeira tal informação e
quais os cuidados que precisamos ter?
Voltamos à questão da sintonia!
Sintonizar no bem é a garantia contra a
invasão de ideias perniciosas. Agir no
bem é a garantia do bem-estar espiritual!
Com estes cuidados evitamos companhias
indesejáveis, observando que a divulgação
doutrinária ainda sofre perseguições dos
inimigos pessoais, dos da tarefa e do
movimento espírita. É preciso, então,
ajustar nosso padrão de comportamento
à proposta de Jesus! Sempre! Evitar
comentários deselegantes, palavreado de
segunda categoria, muita oração e não
abrir mão da proposta de Allan Kardec!
na assistência social, na explanação
doutrinária, na biblioteca... E, com o
passar do tempo, isso vai permitir a
aquisição de experiências, e o jovem vai
conquistando seu espaço na casa espírita!
Há que desenvolver paciência, otimismo
e perseverança, orando sempre, pedindo
assistência aos mentores espirituais e
lembrando que somos todos tarefeiros
de Jesus! Não desistam! Atendamos
ao chamado! “Ide trabalhar na minha
vinha”!
Amigos, um grande abraço!
Darcy
10 - Qual a função da casa espírita
para o movimento espírita e para a
sociedade em geral?
Observando o documento Orientação
ao Centro Espírita, da FEB, anotamos
que o centro espírita possui muitas
funções: é o núcleo de estudo, de
fraternidade, de oração, é hospital, é a
oficina de trabalho que proporciona aos
seus frequentadores oportunidade de
exercitar o aprimoramento íntimo pela
prática do Evangelho em suas atividades.
E, ainda, posso citar que é a escola de
formação espiritual que trabalha à luz
da Doutrina Espírita. Acho importante
citar uma informação de Emmanuel no
livro Educandário de luz, esclarecendo
que quando se abrem as portas de uma
casa espírita, toda a vizinhança recebe
seus favores espirituais, mesmo que não
acredite no Espiritismo! São bênçãos das
quais não nos damos conta!
11- Qual deve ser o espaço do jovem
no Centro Espírita e quais os cuidados
para a preparação do jovem como
substitutos eventuais nas atividades da
instituição espírita?
O jovem que chega à casa espírita é
sempre bem acolhido! É alguém que já
traz uma bagagem espiritual e espera a
boa recepção como amparo para os dias
tumultuados da juventude! A casa espírita
tem um grande campo de trabalho para
o jovem: atuando na evangelização,
O MELHOR É VIVER EM FAMÍLIA
Poesia!
Que alegria sobre a família versar!
Quem são meus irmãos, minha mãe quem
será,
Senão aquele que a vontade do Pai
respeitar?
Jesus nos ensina
Que a melhor escola é o Lar,
Que Ele mesmo escolheu para estar.
Sob a proteção de Maria Santíssima,
Cheia de Graça e Luz,
E José, pai terreno,
Iluminados receberam Jesus!
Que veio nos ensinar
Que a melhor escola é o Lar.
Que o melhor é viver em família!
Sacrossanto ambiente que Espíritos abriga.
Agasalhando no seio diversificados seres,
Que estão na oficina sagrada da família
maior,
Célula mater o pequeno Lar,
Constitui a grande família universal!
A melhor escola é o Lar,
Lar de amor, de calor, de Sol!
Cambiando os bens recebidos e
conquistados,
Suzane Câmara
Em vidas muitas que nos ensinaram
Que neste Lar terreno estamos para
resgatar,
Faltas
passadas,
temporariamente
esquecidas,
Graças a Deus! São bênçãos recebidas,
Para nos libertar!
O melhor é viver em família,
A melhor escola é o Lar!
Louvado seja nosso Mestre Jesus,
Que o Seu Evangelho de Amor
Envolva-nos a todos em bênçãos de Paz
e Luz!
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Julho de 2012