Ano 2 - Nº 4 Julho/2012 NOSSOS FILHOS: EDUCAÇÃO EDITORIAL Nosso boletim A VOZ DA UMEN, traz neste número a 1º parte da biografia de Léon Denis, considerado, “O Apóstolo do Espiritismo”, informações sobre a UMEN referente ao período 1958/1959, notícias da compra do terreno da futura sede, o trabalho de assistência social junto aos moradores de rua realizado aos sábados, a coluna Estudando a Doutrina Espírita com o tema A Renovação Moral, a entrevista com a companheira Rita Côre e muito mais. A alegria que sentimos junto a todos em poder compartilhar essas informações, nos felicita a alma. Todavia, nos dá, também, a responsabilidade de divulgar amplamente esses ensinos para que outras pessoas, irmãos nossos, também possam usufruir do conhecimento dessas verdades, oportunizando aos companheiros os mesmos benefícios que recebemos através do estudo sistemático da Doutrina Espírita. O trabalho de divulgação da Doutrina Espírita é fundamental para a construção de um mundo melhor, nos fala Erasto, em O Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XX item 4: “É chegada a hora em que deveis sacrificar a sua propagação os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas ocupações fúteis. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco.” Muita paz A Equipe Caros leitores. Já observaram que todos nós nos preocupamos muito com a saúde e o desenvolvimento físico de nossos filhos, sobrinhos, irmãozinhos e netos? Que nos preocupamos em apresentá-los bem vestidos e bem calçados; em metê-los num colégio, preparando-os para que a “vida prática” exige? Essas coisas são muito naturais. Contudo, muitas vezes, a parte mais importante, que é aquela que diz da formação moral e espiritual desses entes, é descurada, não só pelos interesses materiais como pelas muitas ilusões que o mundo oferece, advindo disso sérios prejuízos difíceis de superar quando se tornam adultos, porquanto esses costumes e hábitos criam raízes profundas. Daí a necessidade premente de procurarmos incutir na mente desses seres aquilo que diz respeito à moral e à espiritualidade, que será a regra segura para que eles mais tarde, não se tornem céticos, materialistas e ateus. Ministrando-lhes, a fim de evitar esses prejuízos, ensinamentos cristãos, ensinamentos esses que Jesus trouxe à humanidade, a fim de que ela, conhecendo-os, praticando-os se liberte dos males que lhes impedem o progresso espiritual. Queremos, pois, lembrar aos nossos irmãos que a Escola de Moral Cristã “Paulo de Tarso”, pode auxiliá-los na orientação de suas criaturas, não só para a “vida prática”, mas também para o progresso espiritual. Essa orientação os habilitará, também, a encaminhar, mais tarde, seus filhos e outros que necessitem de esclarecimento, transmitindo os ensinamentos recebidos. Insistam com eles, pois, para que frequentem as aulas, porque, aqui, só encontrarão boa vontade, entusiasmo e um enorme interesse de nossa parte em evangelizá-los E aqui fica um trecho de uma bela página de Emmanuel que nos aconselha: - “Lembra-te de que se hoje, és o apoio da felicidade de teu filhinho, amanhã será CONTINUA Órgão de divulgação da UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI Coordenação Waldir Jesus Barbosa Colaborador e pesquisa Cláudia Lemos Francisco Rebouças Raul Muniz Coordenação parte AMANHÃ Lúcia Cardozo / Caio Tavares Revisão Lúcia Martins Barbosa Programação visual Marcelo Tiburcio Vanni Editoração Eletrônica Shumora Manutenção WEB Daniel Rosado Carneiro Site: www.umen.org.br ele o apoio de tua felicidade. Colherás nele o que houveres plantado: a abnegação, ou a indiferença, o trabalho ou a preguiça, a paz ou a discórdia, a confiança ou a leviandade.” ATENÇÃO •Não presenteie os pequeninos com armas ou brinquedos de guerra. •Não os induza à destruição. •Evite que a mente infantil, igualmente, se envenene, com filmes e revistas de vaidade, crimes e vingança. •Oriente-os nas diretrizes cristãs, preparando-os para o mundo de amanhã. Cada gesto de bondade que ensinar a seu filho será um doce aceno de esperança para o mundo novo que se aproxima, onde ele, por certo, espalhará as bênçãos do amor e do perdão, oriundos dos ensinamentos que seu coração abençoado lhe proporcionou. Neide Barros A Voz da UMEN março/abril 1959 FOI NOTÍCIA NO BOLETIM A VOZ da UMEN MARÇO/ABRIL 1959 AQUISIÇÃO DA SEDE PRÓPRIA 1 - É com imensa alegria que levamos ao conhecimento de todos os umenistas, que a nossa Instituição a UMEN, já possui o seu terreno, onde, em futuro próximo, será erguida a sua sede própria. 2 - No dia 10 de março do corrente ano, foi lavrada a Escritura de Promessa de Compra e Venda do lote de terreno nº 21, sito na Rua Princesa Isabel, em frente ao Pronto Socorro do Hospital Antônio Pedro. 3 – São as seguintes as dimensões do terreno em apreço: 12 metros de frente, 12 metros e 80 centímetros de fundos, o lado direito mede 67 metros e 20 centímetros e o lado esquerdo, 63 metros e 50 centímetros. 4 – À Escritura de Promessa de Compra e Venda acha-se registrada no livro nº 22, folhas 189, no Tabelionato do 2º Ofício dos Feitos da Fazenda Pública, no Palácio da Justiça. 5 – As condições apresentadas pelo proprietário e aceitas pela UMEN, em reunião de Diretoria com o Conselho Fiscal, são as seguintes: a) Cr$ 400.000,00 pagos no ato da Escritura; b) 80.000,00 a serem pagos dentro de 6 meses, por ocasião da lavratura definitiva da Escritura de Compra e Venda; c) despesas de Cartório. 6 – No dia 21 de março do corrente ano, no próprio local onde será construída a sede própria, compareceram cerca de 30 Umenistas, para uma reunião de prece. Falaram, na oportunidade, os Umenistas: WALMIR VENTURA REGO, OLÍMPIO DA SILVA CAMPOS, NORBERTO HERDY BOECHAT, YONE MARTINI e ALBERTO DE SOUZA ROCHA. 7 – No dia 28 de março, o Diário Oficial do Estado publicou a lei, sancionada pelo Governo do Estado do Rio, reconhecendo a U.M.E.N. de utilidade pública. 8 – Como se vê, 1959 despontou como um ano de glórias para a nossa Instituição e é preciso que todos os UMENISTAS se congreguem, enviando todos os esforços no sentido de que, ainda no corrente ano, possam os responsáveis pelos destinos da UMEN dar início à construção da sede própria. 9 – AVANTE UMENISTAS! ESPERAMOS QUE A VOSSA COLABORAÇÃO VENHA SEM TARDANÇA. O TEMPO URGE! TRABALHEMOS POR ESTE IDEAL SUBLIME! Floriano Moinho Peres Sócios fundadores e diretores da UMEN, da esquerda para a direta, BALBINA FERREIRA, NORBERTO HERDY BOECHAT e YONE MARTINE VOCÊ SABIA? Que a UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI (UMEN), além das missões a que se destina de: a) Estudar, difundir e propagar o espiritismo sob todos os aspectos. b) Propagar as obras de ALLAN KARDEC e de seus seguidores. c) Propagar a fraternidade universal. d) Realizar obras filantrópicas e promover campanhas de benemerência social. Tem, ainda, por finalidade o seguinte: e) Cooperar na instrução literária e artística da população. Contribuir para a saúde, educação e cultura do povo. LÉON DENIS O APÓSTOLO DO ESPIRITISMO Introdução A Biografia de Léon Denis pesquisada é tão vasta e rica em detalhes que decidimos dividi-la em partes. A primeira parte abordará sucintamente o período do seu nascimento, da sua infância e da sua adolescência. Parte I Por diversos momentos, sentimos uma emoção indescritível na pesquisa de cada detalhe da trajetória de vida de Léon Denis, e pudemos compreender exatamente o significado do título que lhe foi dado de “O Apóstolo do Espiritismo”. Léon Denis, um autodidata, foi um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec. Ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion, contribuiu incansavelmente na divulgação da Doutrina Espírita, promovendo e participando de conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a ideia da sobrevivência da alma e suas consequências no campo da ética nas relações humanas. Fato interessante e observado por muitos é que o nome de Léon Denis, está inserido no do grande iniciador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, pseudônimo utilizado por Hippolyte Léon Denizard Rivail na codificação do Espiritismo. Simples coincidência, dirão alguns; analogia um tanto singular, pensarão outros. Mas, o fato é bastante relevante. Nascimento, infância e adolescência Em 1º de janeiro de 1846, Léon Denis nascia em Foug, na França pequena localidade de Toul, atravessada pela grande ferrovia Paris–Strasbourg, fruto da união de Anne-Lucie Liouville e Joseph Denis. Joseph Denis, filho de François Denis, de família de artesãos, era um jovem oficial de pedreiro. Anne-Lucie, filha de François Liouville, de origem camponesa, nascidos em Ménilla-Horgne, região de Gondreville, onde possuíam uma propriedade, e que por motivos do destino, acabam se mudando para Foug, onde François Liuoville começa a trabalhar com carpintaria. Joseph conhece e logo se apaixona pela meiga Anne-Lucie, de natureza delicada, caráter sensato e discreto, que será para o filho, Denis, que lhe viera tão cedo, a mais terna e mais vigilante das mães. Ainda criança, aos seus 9 anos, Léon Denis muda-se para Strasbourg, pela necessidade de seu pai arranjar um novo trabalho para o sustento da família. A partir daí desse momento, sempre em busca do sustento da família, uma série de mudanças de cidade começariam a fazer parte da vida de Léon. Em Strasburgo, Joseph consegue um trabalho na Casa da Moeda, bem da verdade, um trabalho provisório, porém, é nessa cidade que o pequeno Léon inicia seus estudos em uma escola particular, já tendo aprendido com sua mãe os rudimentos do alfabeto, a ler e a contar. Mudam-se novamente, agora, para Bordeaux, onde o pai de Léon ocupa uma vaga na Casa da Moeda, neste momento, Léon abandona os estudos para ajudar seu pai no trabalho de polimento de moedas, tendo em vista que o ele ganhava era insuficiente para as despesas da família. Os trabalhos manuais e os pesados encargos familiares colocaram-no precocemente em uma realidade de dificuldades e lutas. Finalmente, em torno de 1857, o pai de Léon consegue o emprego de chefe da estação de Morcenx, em Landes, colocando a família numa situação um pouco mais estável, dando a Léon a possibilidade de dar continuidade aos estudos interrompidos. Agora, a tranquilidade do local de trabalho onde a família fixa residência, propiciará ao pequeno Léon a recuperação dos estudos. Com esforço e inteligência aliados aos conhecimentos transmitidos pelo professor de Morcenx, discípulo de Jean-Jacques Rousseau, que utilizou na época, um método de ensino inovador, Léon Denis revelava FRASES OPORTUNAS A Voz da UMEN – março/abril de 1959 •Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda ideia de superestimação dos próprios, valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio. • Quem vive colecionando lamentações, caminhará sob a chuva de lágrimas. • Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros , à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados. “La mort doit cesser d’être un objet d’épouvante, car derrière elle nous voyons l’ascension vers la lumière.” Léon Denis sua sensibilidade complementada pelos ensinamentos dos livros, importantes lições que ficariam guardadas eternamente na sua memória. E as mudanças continuam, seu pai é transferido para a estação de Moux, como chefe da estação, e novamente, Léon se vê obrigado a ajudar a família, abandona os estudos e começa a trabalhar no manejo do “Bréguet”, tomando conta dos telegramas e contabilidade. Em 14 de outubro de 1862, Joseph Denis, pai de Léon, se demite do posto de chefe da estação de Moux e começa a trabalhar como chefe de obras na construção da estrada de Montluçon a Limoges, obtendo a supervisão de outros trechos ferroviários, além de alguns menores, na estrada de Tours a Vierzon. A família vai para Tours agora definitivamente, agradando, principalmente, a mãe de Léon Denis. Mas isso é só o começo!!!!!!!!!!! Este resumo da Biografia de Léon Denis foi realizado pesquisando-se a Bibliografia como segue: -autoresespíritasclássicos.com -Wikipédia.com -Gastón Luce - Léon Denis, O Apóstolo do Espiritismo As obras publicadas por Léon Denis serão apresentadas na última parte da biografia Cláudia Lemos • Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno. • Não cultives desafetos, recordando que a aversão, por determinada criatura, é, quase sempre, o resultado da aversão que você mesmo lhe impôs. ENTREVISTA COM RITA DE CÁSSIA GARCIA CÔRE Realizada por Lúcia Barbosa R comparativos com o Cristianismo – e que infelizmente, até hoje parece não ter sido devidamente estudado – sem dúvida, parece-me ter sido Léon Denis. Claro, que na leitura de um livro como Cristianismo e Espiritismo, deverá haver o cuidado de se fazer o confronto com as pesquisas mais atuais do Jesus Histórico. Espiritismo é fé raciocinada. E fé raciocinada é aquela... ita Côre, professora, mestra em letras, poeta, cantora, palestrante espírita, vem contribuindo para a divulgação da Doutrina Espírita, atualmente reside em Laje do Muriaé, RJ. 1- De que forma aconteceu o seu primeiro encontro com a Doutrina Espírita e o que ela representa para você? Desde adolescente ouvia falar do Espiritismo, sem ter acesso às informações sobre a Doutrina. Lia em outras fontes, como filosofia oriental, uma ou outra notícia sobre a reencarnação e sentia curiosidade. Até que meu irmão ganhou O Livro dos Espíritos e me telefonou dizendo: “Achei o livro que procuramos há anos”. Pronto, daí pra frente, não olhei para trás. 2- O que a UMEN representou para você em relação a sua formação espiritual? A melhor formação possível. Depois de ler O Livro dos Espíritos, na verdade li toda a Codificação. Depois é que passei a procurar uma casa espírita. Passei rapidamente pela antiga FEERJ, pela SEF, mas os horários da vida profissional não me permitiam frequentar as reuniões. Encontrei a UMEN. Frequentei durante muito tempo as palestras, mudando o dia, conforme os compromissos nas escolas. Até que pude conciliar trabalho, estudo espírita e tarefas. Bebi o Espiritismo na UMEM, respirei Kardec, senti o perfume de Emmanuel e de André Luiz; fiz amigos para sempre e acima de tudo, tive um mestre: Miguel. Como negar? A UMEN nunca deixará de ser minha casa. Posso? 3- Apesar dos avanços em relação à compreensão sobre a Doutrina Espírita, a imprensa, em geral, e algumas pessoas, por desconhecimento, costumam ironizar o que chamamos de Ciência Espírita. Na sua opinião o preconceito em relação ao Espiritismo ainda persiste? Sim e não. Muitas vezes o que se chama de preconceito é um instrumento consciente de combate ao Espiritismo. Justamente porque há uma divulgação na mídia de “fenômenos de comunicação com os chamados mortos”, os meios religiosos que se veem ameaçados partem para uma campanha contra o Espiritismo- ainda com máscara de preconceito, mas que é muito contraditória, pois as mesmas pessoas que são envolvidas para “rebaixar” a doutrina assistem às novelas e aos filmes com gosto e curiosidade, falam de reencarnação com naturalidade. Vivemos uma época confusa. É preciso que estejamos atentos e prontos para dar informações seguras. O mesmo descaso vem dos que tem pouca ciência. E têm medo de que suas grandes descobertas já sejam conhecidas, ou pelo menos intuidas há milênios. 4- O Espiritismo é, na verdade, o cristianismo redivivo, sem as distorções a que foi levada a Doutrina de Jesus após a sua “romanização”. Até que ponto as conquistas científicas colaboraram para melhor compreensão da Doutrina Espírita? É ainda difícil calcular as vantagens que a Ciência vem trazendo para a confirmação dos postulados espíritas. Uma coisa é certa: a Ciência da matéria está mais perto do Espiritismo do que supõem as suas vãs teorias. Mas serão vãs? Kardec afirma que o Espiritismo é uma Ciência, mas acrescenta (Introdução a O Livro dos Espíritos) que o Espiritismo não é da alçada da Ciência. Contradição? Não. A ciência espírita tem como objeto de estudo o “Espírito”. A ciência do mundo, a ciência “oficial e acadêmica” tem como objeto a matéria. Nesse ponto, o Codificador estava certo, “o Espiritismo não é da alçada da Ciência”. No entanto, a evolução é inexorável. A Ciência tem ido além do que se conhecia como matéria, no tempo de Kardec. Então, temos agradáveis surpresas, quando assistimos aos programas do Discovery Chanel e a outros tantos que popularizam as conquistas científicas, e de repente estamos reconhecendo ali, disfarçadas ou evidentes, questões espíritas tão conhecidas nossas. Hoje, graças aos avanços da Ciência, ficou mais fácil entender o Espiritismo. Aguardemos. A Lei do Progresso haverá de se cumprir. 5- Na sua opinião, que pensadores contemporâneos de Kardec mais contribuíram para a divulgação e consolidação da Doutrina Espírita. Certamente aqueles que se dedicaram à pesquisa científica. Mas, em termos de contextualização histórica e estudos 6- Que desafios o homem contemporâneo enfrenta na busca do aperfeiçoamento moral?Com relação a essa questão quais seriam as práticas a serem adotadas? Vivemos uma época de derrocada de valores. O que são valores? Que tipo de valores a sociedade contemporânea nos apresenta? Que tempos são esses? Consumismo, egoísmo, venalidade das ações, do caráter, do corpo, da dignidade. Vale tudo. E tudo não vale nada. Um mundo sem chão. A Educação Integral, sem dúvida seria o ideal, como uma luz no fim do túnel. Mas dependemos e dependemos disso e daquilo... Bom, façamos a nossa parte. Tenho dito em palestras que o Espiritismo é uma questão de utilidade pública. Daí, talvez, Emmanuel ter afirmado que a maior caridade que se faz é divulgá-lo. O Espiritismo é, sem dúvida, até o momento o maior recurso, o mais lúcido, para se alcançar o aperfeiçoamento moral, pois explica o porquê de se alcançálo. Especialmente para jovens e crianças. Precisamos trabalhar mais, tirá-lo do velador. O mundo agradecerá. 7- Os fenômenos espíritas sempre existiram desde os primórdios da humanidade,mas sabemos que nem toda prática mediúnica é orientada pela Doutrina Espírita,por isso mesmo, devemos ter muito cuidado e respeito ao nos referirmos a “médiuns espíritas” e ao rotular de Espiritismo tudo o que seja “processo de comunicação com o Além”.Que conselhos você daria para evitar esses riscos? Esclarecer, esclarecer. Em primeiro lugar nas próprias Casas Espíritas que, com exceções, escorregam em vícios e equívocos mágicos que nada têm a ver com a orientação espírita de fato. Em segundo lugar, através de periódicos espíritas e não espíritas, divulgando o que seja mediunidade “sem mistérios”, deixando claro que nem todo “médium” é espírita, explicando que não há “processos de cura milagreiros” e daí por diante. Não sei por que os Espíritas são tão tímidos a esse respeito, de certa forma tornando-se coniventes com tanto disparate que acontece por aí. Não digo que fenômenos não aconteçam em qualquer lugar. A diferença é que o Espiritismo os estuda com critério e lucidez. Temos exemplos, como a posição que Chico Xavier tomou diante de certas situações, além da Codificação. O que mais queremos? O que mais esperamos? É preciso coragem. Poder de decisão. 8-Podemos afirmar que o Espiritismo estabelece um diálogo com a Ciência, porque estuda e investiga, com a Filosofia ao questionar todos os porquês e com a Religião por suas conclusões morais e pela interpretação lógica do Evangelho. Essa tríplice visão tem sido questionada por alguns, qual a sua posição a respeito dessa questão? Entendo que com relação à Filosofia e à Ciência, o diálogo do Espiritismo é tranquilo. Parece-me, que o problema está na religião. Por quê? Há um desgaste muito grande da “palavra” religião que se confunde com “igreja”. Espiritismo é Religião, do ponto de vista filosófico, isto é, no sentido de estabelecer um mecanismo de re-ligação do Homem com sua origem, digamos, Cósmica. Com a Harmonia do Todo Universal, com a Inteligência Primária, de que provém. Isso é difícil para as pessoas compreenderem. O Cristianismo vive uma crise sem precedentes. Assim como religião se confunde com igreja (o que o Espiritismo não é), os nomes “Jesus e Cristo” estão aviltados pelo uso que fizeram deles. O Jesus que a questão 625(LE) nos apresenta como modelo e guia é anterior à romanização do Cristianismo. Podemos dizer o seguinte, nos dias atuais: Cristianismo é Cristianismo. Espiritismo é Espiritismo. Por quê? Jesus para nós não é o mesmo que anima e, de certa forma foi aviltado, pelo Cristianismo oficial. Aliás, essa colocação, essa separação for feita por Kardec na própria introdução a O Evangelho segundo o Espiritismo. Vejam bem: Não é o Espiritismo segundo o Evangelho... Sigamos Jesus nos Ensinamentos Morais que nos deixou, mas não deixemos que o religiosismo mágico e anterior (ou posterior) a Ele invada os meios espíritas num retrocesso que não tem razão de ser. Daí talvez, o protesto de alguns companheiros. Sejamos espíritas, ponto. 9-Atualmente, qual a sua atuação efetiva na Casa Espírita que você frequenta? Atuo na parte Doutrinária, em palestras e no que for preciso... 10-Que mensagem que você deixaria para os leitores do INFORMATIVO DA UMEN? Sejamos espíritas de fato. Ao trabalho! Um grande abraço! Departamento de Assistência e Promoção Social Espírita - DAPSE ASSISTÊNCIA SOCIAL AOS MORADORES DE RUA A U.M.E.N., através de seu Departamento Social, realiza todos os sábados, com uma equipe estruturada de tarefeiros, um trabalho de assistência e evangelização aos moradores de rua. Esse trabalho compreende a preparação do café, recepção, harmonização, evangelização, banho e almoço. Tudo é feito à luz do evangelho do mestre JESUS e alegria nos corações, Preparação do café da manhã/almoço – 6:30/7:50h (Equipe 1 :Cheila, Elimar, Enedina, Ima, Yara Núbia,Yara e Terezinha.) (Equipe 2: Geralda, Jurema, Marise, Naíde, Sandra e shirley) os quais superam todos os obstáculos. Embora exista uma rotatividade, o atendimento é de aproximadamente 60 pessoas, sendo 90% do sexo masculino. Todos os sábados recebemos em média 5 novos irmãos. Hamonização com os tarefeiros – 7:50/8:20h (Equipe: Mílvia, Silvana e/ou Vitor Hugo) Triagem, recepção e apoio – 08:20/09:05h (Equipe : Antônio Carlos, Jorge Mendes, José Afonso, José Carlos, Silvana e/ou Sônia) Recepção, harmonização no salão com músicas – 08:20/09:05h (Equipe: Diogo, Márcia, Ricardo e Vitor Hugo) Prece, divisão dos grupos e café da manhã – 09:05/09:20h (Equipe 1: Cheila, Jurema, Maria José, Sandra e Shirley – Salão, Palco e Livraria) (Equipe 2: Ana, Elimar, Geralda, Ima, Mônica, Sandra e Zenira – Hall, Sala 03, e Livraria) Preparação da água fluidificada e material do almoço – 07:20/ 09:30h (Equipe: Elimar, Ima, Maria José, Sandra e Shirley) Harmonização para o passe – 09:30/10:10h Evangelização – 09:20/10:10h (Equipe: Amarilis, Fausto, Irene, Mary, Mílvia,Orlando, Ricardo, Silvana e Silvia) Prece, passe e música – 10:10/10:20h Encaminhamento para o banho – 10:30/12:00h (Equipe: Antônio Carlos, Diogo, José Carlos, Silvana, Sílvia e/ou Sônia) Almoço – 10:20/12:00h (Equipe 1: Ima, Márcia Bustillos, Maria José) (Equipe 2: Geralda, Jurema, Lídia e Daise) Alegria em servir ESTUDANDO A DOUTRINA ESPÍRITA A renovação moral Nossa renovação Moral torna-se, nos dias da atualidade, cada vez mais urgente, inadiável e imprescindível, e cada indivíduo precisa tomar a decisão de a empreender. Observa-se hoje em dia, que o indivíduo tornou-se parte de uma máquina social equivocada em seus valores éticos, morais, espirituais, a fabricar comportamentos cada vez mais em desacordo com os reais valores que ele traz desde sua criação, no imo do seu Ser Imortal que é. Valores esses que lhes possibilitarão alcançar um dia a tão sonhada felicidade e pureza Espiritual a que está destinado. A humanidade revive os dias distantes do passado, onde o indivíduo movido pelos instintos animalizados que o governavam, porque ainda se achava bastante embrutecido, indiferente aos problemas alheios, cruel e desumano, buscava apenas a satisfação de suas necessidades primitivas. (Cada um por si e Deus por todos) Esse seu comportamento dos tempos recuados do passado, em que a ignorância das coisas do espírito era completa, precisa ser definitivamente banida de sua vida, pois, o avanço científico, tecnológico, intelectual etc., nos facultou a compreensão de que precisávamos para entender porque Jesus nos afirmou: “Meu reino não é deste mundo”¹, e também que; “Há muitas moradas na casa do meu Pai”. ² Em o Livro dos Espíritos, os imortais nos revelam que é perfeitamente possível modificar esse comportamento equivocado como vemos na questão que segue: 909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? “Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!” Sobre essa verdade que os Imortais nos chamam a atenção, costumo dizer que, para mim, particularmente, a vontade é um dos mais importantes atributos do Ser Espiritual, é o elemento gerenciador do Espírito, o motor que impulsiona o caminhar do indivíduo na direção de seu objetivo. Quantas vezes já presenciamos pessoas dotadas de excepcional inteligência, mas que não têm a mínima vontade de utilizá-la? Sabemos que estamos às voltas com as amargas consequências de uma plantação irresponsável, do passado, cujos frutos são as dores e os sofrimentos que hoje experimentamos, e que julgamos ser uma injustiça (como se o perfeito pudesse conter qualquer traço de imperfeição). É preciso atentar para as palavras de Jesus quando nos afirmou que: “A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória”. Precisamos desde já tomar a deliberação de enfrentar os velhos, ilusórios e ultrapassados conceitos da sociedade em que vivemos, divorciando-nos das regras do homem vitorioso e progressista como ela conceitua, que triunfa sobre a injustiça, o desespero, o desrespeito e o prejuízo do seu semelhante, sem observar a ética, a moral e a decência. A Doutrina Espírita convoca-nos para que encaremos de frente os obstáculos e adversários dos dois planos da vida, pela vivência dos seus postulados, sem achismos ou modismos, espalhando pelos nossos caminhos a paz com que o espiritismo nos abençoa a vida. Chega de preocupação com o ter, é chegada a hora de nos empenharmos na busca do ser, apartando-nos do conceito da sociedade materialista, dominadora da atualidade. Precisamos ser autênticos, e não mais simples peças de uma máquina emperrada em suas próprias ferrugens. Sigamos os ensinos de Jesus de Nazaré que está sempre ao nosso lado, em nosso auxílio, impulsionando-nos ao progresso e a santificação dos nossos sentimentos, contemplando-nos com a satisfação interior, permitindo-nos prelibar o gosto delicioso da felicidade que a Terra nos possibilita desfrutar. Fontes: 1) E.S.E.-FEB, 115ª edição, Cap. II, item 1; 2) E.S.E.-FEB, 115ª edição, Cap. III, item 1. FRANCISCO REBOUÇAS O Bem e o Mal A Doutrina Espírita nos esclarece sobre o que é, e como podemos proceder a nossa renovação moral conforme as esclarecedoras questões contidas em O Livro dos Espíritos. 629. Que definição se pode dar da moral? “A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Fundase na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.” 630. Como se pode distinguir o bem do mal? “O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.” 631. Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal? “Sim, quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu inteligência para distinguir um do outro.” 632. Estando sujeito ao erro, não pode o homem enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que pratica o bem quando em realidade pratica o mal? “Jesus disse: vede o que queríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis.” 640. Aquele que não pratica o mal, mas que se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este? “É como se o houvera praticado. Aproveitar do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara.” 641. Será tão repreensível, quanto fazer o mal, o desejá-lo? “Conforme. Há virtude em resistirse voluntariamente ao mal que se deseja praticar, sobretudo quando há possibilidade de satisfazer-se a esse desejo. Se apenas não o pratica por falta de ocasião, é culpado quem o deseja.” 642. Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal? “Não; cumpre-lhe fazer o bem no limite de suas forças, porquanto responderá por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem.” 643. Haverá quem, pela sua posição, não tenha possibilidade de fazer o bem? “Não há quem não possa fazer o bem”. “Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque, fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser caridoso, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso venha a ser necessário.” Bibliografia: 1)Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição. Francisco Rebouças FOI NOTÍCIA NA U.M.E.N. EM 2012 MAIO - FOI REALIZADO EM 05, UM SEMINÁRIO COM O TEMA FAMÍLIA Com uma dinâmica em forma de mesa redonda, com a coordenação de Elisa Maciel, Francisco Rebouças, Márcia Almeida e Suzane Câmara, foi feita uma correlação entre a Família e a Parábola do Semeador, e diversos temas abordados. Após o estudo tivemos uma confraternização com um lanche fraterno. DIA 26 A UMEN realizou mais um evento Encontro da Família Espírita, com a coordenação do DIJ DIA 27 UMEN, participou animadamente, do 11o Feirão Beneficente em Prol da CASA MARIA DE MAGDALA, com a já tradicional barraca, BACALHAU DA UMEN” MAIO Foi realizado no dia 20, no INSTITUTO DR. MARCH, mais uma edição de unificação o EREU, ENCONTRO REGIONAL ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO do REUNIR IX, com a coordenação do CEERJ. Com a presença de mais de 200 pessoas, representando as diversas casas espíritas de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Maricá, foi realizados diversas oficinas de estudo. JUNHO - A UMEN ORGANIZA E DISPONIBILIZA MAIS UMA APOSTILA PARA ESTUDO Miguel Tavares de Gouveia, que esteve na direção da - UMEN, UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI - por mais de 40 anos, participou ativamente da coordenação de mediunidade da antiga USEERJ, UNIÃO DAS SOCIEDADES ESPÍRITAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO , realizando diversos cursos, estudos, seminários, debates sobre a questão da obsessão . Deixou-nos diversos trabalhos a respeito do tema e algumas em formatos de apostilas que foram utilizadas em inúmeros seminários em âmbitos estadual e na própria sede da UMEN. Essa apostila é a compilação de quatro trabalhos acerca do tema, tais como, OBSESSÃO , OBSESSÃO E AUTO-OBSESSÃO , TERAPIA DAS OBSESSÕES , e DIVERSAS ANOTAÇÕES, com o cuidado de manter a ideia, o formato didático, a riqueza de detalhes, para preservar a forma dada pelo estudioso MIGUEL. Por ser um material rico de informações, pode ser utilizada para os estudos individuais, de grupos, na evangelização, em reuniões públicas e ou estudo aprofundado do tema, utilizando a pesquisa e leitura das obras citadas, e de suas anotações que colocamos no capítulo VIII, dessa apostila. Estamos dando o nome de OBSESSÃO , AUTO-OBSESSÃO e TERAPIA ESPÍRITA essa organização, mantendo assim, os mesmos títulos dos trabalhos originais. O nosso objetivo é divulgar, preparar e instruir sobre essa importante questão, apresentando uma profilaxia contra esse mal que assola a humanidade. Torna-se importante destacar o que nos afirma o espírito Manoel Philomeno de Miranda, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco: “O problema da obsessão é, cada vez, mais grave, generalizando-se numa verdadeira epidemia, que assola as multidões engalfinhadas em lutas tiranizantes” DIA 24 DIA 12 A UMEN, iniciou mais um Estudo sobre a fluidoterapia, passe. Com uma duração de 5 semanas, o estudo tem como base a apostila “O PASSE NA VISÃO ESPÍRITA” organizada por Miguel Tavares de Gouveia e “EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO SOBRE A TERAPIA ESPÍRITA” organizada pela UMEN. Estas 2 apostilas encontram-se disponível na livraria da UMEN e no site www.umen.org.br A UMEN, realizou, um encontro com todos os tarefeiros. A coordenação de Jano Alves de Souza, no qual foram abortados temas como: o estudo da doutrina espírita, o caráter evangélico do espiritismo, convivência fraterna, hierarquização e normatização das ações e pensamento. A reunião transcorreu com um grande espirito de harmonia e confraternização, e com a participação de todos os diretores da UMEN, relembramos o companheiro Norberto, que sempre dizia: PARA FRENTE E PARA O ALTO. A qualificação de pessoas na Casa Espírita é um processo constante , no qual Allan Kardec nos informa que: “A imobilidade, em lugar de ser uma força, torna-se causa de fraqueza e ruína para os que não seguem o movimento geral. Rompe a unidade, porque os que desejam ir para frente separam-se dos que se obstinam em ficar para trás” ENTREVISTA COM DARCY NEVES MOREIRA Publicada no livro “O Jovem Espírita Quer Saber” D arcy Neves Moreira atualmente é diretora da área de educação espírita do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ). Participou da implantação do trabalho de Confraternização das Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro (COMEERJ), juntamente com José Raul Teixeira, Mário da Costa Barbosa, Wanderlei da Silva Coutinho, Maria Elide Capobianco e outros. doutrinárias”. A necessidade de regras deve-se ainda à nossa condição espiritual, mas sem tanto rigor que impeça o direito de ir e vir e o de expressão. A proposta é de educação do individuo e, consequentemente, das massas. CASA ESPÍRITA 1 – O que é a casa espírita e quais as suas funções no âmbito espiritual e material? A casa espírita é o espaço onde encarnados e desencarnados aprendem a estudar e viver Doutrina Espírita, que é o roteiro divino para o nosso aperfeiçoamento. De acordo com as mensagens espirituais, sabemos que a casa espírita funciona como hospital, lar, oficina de trabalho, templo de orações e acima de tudo escola! 2 - Por que a casa espírita necessita ter uma hierarquia administrativa? Quais os modelos de administração mais coerentes com uma postura espírita? Quando falamos em casa espírita, entendemos que é uma instituição e, como todas elas, precisa ter um grupo que coordene as suas atividades. Poderá ter uma coordenação com o formato presidencialista e demais encargos ou como mais modernamente encontramos -, na feição de colegiado. Pela complexidade das tarefas, deve haver um grupo administrando a instituição. O modelo mais coerente com a postura espírita é onde se vive o regime de fraternidade voltado para a missão que a casa espírita desempenha, reconhecendo que, como seres ainda imperfeitos, temos necessidade de cumprir regimentos e normas. 3 - Por que existe disputa por poder em algumas casas espíritas se todos estamos trabalhando com o mesmo objetivo, que é o trabalho no bem? Como o jovem espírita deve se portar ao ver essas disputas entre pessoas de sua confiança e amizade? A disputa corre por conta de nossa condição espiritual, ao que vamos precisar responder com preces e conversas fraternas com os irmãos que assim procedem. É bom lembrar que a desencarnação vai nos alcançar, e com certeza quem se apegou a cargos terá dificuldades em seguir bons caminhos. Que a oração, a vigilância e a ação no bem sejam nossos escudos nestas horas. 4 - Como utilizar as novas tecnologias, especialmente a internet, para otimizar as atividades da casa espírita? Tornouse bastante comum a transmissão de palestras e outras atividades pela internet. É possível substituir a casa espírita por esses meios virtuais? Por quê? A casa espírita terá sempre um espaço especial nesses novos tempos, pois que, em suas atividades, desenvolvemos valores e habilidades na relação com o próximo - o contato tão necessário ao aprimoramento do ser. A internet, que nos abre portas para o mundo, permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar, acesse a informação espírita, o que é importantíssimo. Mas só na casa espírita poderemos vivenciar as experiências do estudo em grupo e de outras atividades em conjunto. 5 - Considerando que o Espiritismo é uma religião baseada na responsabilidade e no livre arbítrio, qual a necessidade das regras de comportamento restritivas na casa espíita? Por exemplo, em algumas casas não se permite a discussão de determinados assuntos, como política e sexualidade. A casa espírita não seria o local ideal para auxiliar na formação do jovem em assuntos tão importantes? A casa espírita é o lugar ideal para discussão de todos os assuntos e, em especial, estes citados na pergunta, pois que apresenta informação, conteúdo espírita tão esclarecedor e, posso dizer, salvador, pois faz um estudo profundo das causas e consequências de tudo que nos envolve! As casas que ainda não o fazem demonstram insegurança no posicionamento e afastamento das “bases 6 - Para desempenhar suas funções, a casa espírita necessita de um espaço físico com finalidade específica ou pode compartilhar o espaço com outras atividades? Existe uma estrutura física do plano espiritual? Suas atividades são as mesmas nos dois planos? Vamos observar o seguinte: se a casa espírita tem um espaço pequeno, vai precisar dispor de todos os espaços para suas atividades. Quando tem maior espaço, às vezes deixa reservadas as salas para reuniões mediúnicas. Como há sempre atividade espiritual sendo realizada naquele espaço, a sugestão é de que haja bom senso e parcimônia ao utilizar todo e qualquer espaço! 7 - Como é feita a proteção espiritual da casa espírita? Como são escolhidos ou definidos o mentor espiritual e o nome da casa? Toda casa espírita tem um grupo de Espíritos que coordena suas atividades! A afinidade define o grupo que atua na espiritualidade. Muitas vezes não sabemos o nome, mas a intuição nos abre campo para esta definição, e o nome da casa também é escolhido com este critério. Por exemplo: um grupo de amigos se reúne para iniciar um grupo de estudos e se identificam com a mentora espiritual Meimei. Oram pedindo assistência à nobre amiga. Com certeza Meimei estará atendendo a estes amigos, especialmente se atendem aos propósitos do bem e da paz. 8 - A utilização de obras de arte não espíritas, como músicas e filmes, desarmoniza o ambiente espiritual da casa? Meus amigos jovens: posso dizer que tudo depende dos pensamentos e intenções! É uma questão de sintonia! Levando-se em consideração a ambiência espiritual da casa espírita e sua função de hospital, deve-se, então, agir com a coerência que se faz necessária. 9 - Como a espiritualidade interviria em uma casa espírita que tenha saído do caminho correto, que esteja entrando em confronto com a doutrina? Existem livros que falam da invasão de centros espíritas por espíritos obsessores. Até onde é verdadeira tal informação e quais os cuidados que precisamos ter? Voltamos à questão da sintonia! Sintonizar no bem é a garantia contra a invasão de ideias perniciosas. Agir no bem é a garantia do bem-estar espiritual! Com estes cuidados evitamos companhias indesejáveis, observando que a divulgação doutrinária ainda sofre perseguições dos inimigos pessoais, dos da tarefa e do movimento espírita. É preciso, então, ajustar nosso padrão de comportamento à proposta de Jesus! Sempre! Evitar comentários deselegantes, palavreado de segunda categoria, muita oração e não abrir mão da proposta de Allan Kardec! na assistência social, na explanação doutrinária, na biblioteca... E, com o passar do tempo, isso vai permitir a aquisição de experiências, e o jovem vai conquistando seu espaço na casa espírita! Há que desenvolver paciência, otimismo e perseverança, orando sempre, pedindo assistência aos mentores espirituais e lembrando que somos todos tarefeiros de Jesus! Não desistam! Atendamos ao chamado! “Ide trabalhar na minha vinha”! Amigos, um grande abraço! Darcy 10 - Qual a função da casa espírita para o movimento espírita e para a sociedade em geral? Observando o documento Orientação ao Centro Espírita, da FEB, anotamos que o centro espírita possui muitas funções: é o núcleo de estudo, de fraternidade, de oração, é hospital, é a oficina de trabalho que proporciona aos seus frequentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo pela prática do Evangelho em suas atividades. E, ainda, posso citar que é a escola de formação espiritual que trabalha à luz da Doutrina Espírita. Acho importante citar uma informação de Emmanuel no livro Educandário de luz, esclarecendo que quando se abrem as portas de uma casa espírita, toda a vizinhança recebe seus favores espirituais, mesmo que não acredite no Espiritismo! São bênçãos das quais não nos damos conta! 11- Qual deve ser o espaço do jovem no Centro Espírita e quais os cuidados para a preparação do jovem como substitutos eventuais nas atividades da instituição espírita? O jovem que chega à casa espírita é sempre bem acolhido! É alguém que já traz uma bagagem espiritual e espera a boa recepção como amparo para os dias tumultuados da juventude! A casa espírita tem um grande campo de trabalho para o jovem: atuando na evangelização, O MELHOR É VIVER EM FAMÍLIA Poesia! Que alegria sobre a família versar! Quem são meus irmãos, minha mãe quem será, Senão aquele que a vontade do Pai respeitar? Jesus nos ensina Que a melhor escola é o Lar, Que Ele mesmo escolheu para estar. Sob a proteção de Maria Santíssima, Cheia de Graça e Luz, E José, pai terreno, Iluminados receberam Jesus! Que veio nos ensinar Que a melhor escola é o Lar. Que o melhor é viver em família! Sacrossanto ambiente que Espíritos abriga. Agasalhando no seio diversificados seres, Que estão na oficina sagrada da família maior, Célula mater o pequeno Lar, Constitui a grande família universal! A melhor escola é o Lar, Lar de amor, de calor, de Sol! Cambiando os bens recebidos e conquistados, Suzane Câmara Em vidas muitas que nos ensinaram Que neste Lar terreno estamos para resgatar, Faltas passadas, temporariamente esquecidas, Graças a Deus! São bênçãos recebidas, Para nos libertar! O melhor é viver em família, A melhor escola é o Lar! Louvado seja nosso Mestre Jesus, Que o Seu Evangelho de Amor Envolva-nos a todos em bênçãos de Paz e Luz!