Fluido Envirotemp™ FR3™ Guia de Ensaios R2090P Abril 2008 (Substitui Julho 2007) Cargill Industrial Specialties 9320 Excelsior Blvd Hopkins, MN 55343-3444 www.envirotempfluids.com P: 800-842-3631 Envirotemp™ e FR3™ são marcas valiosas da Cargill, Incorporated. Normas IEEE C57.104™ e IEEE C57.147™ são marcas do Institute of Electrical and Electronics Engineers, Inc (IEEE). IEC® é uma marca registrada do International Electrotechnical Commission (IEC). ©2013 Cargill, Incorporated. Todos Direitos Reservados. INTRODUÇÃO ® A composição química do fluido FR3 é uma mistura de triglicerídeos relativamente polares (moléculas de éster ácido graxos de cadeia longa) que possuem alguma insaturação e formam facilmente ligações com hidrogênio. Óleo mineral convencional consiste de naftênicos cíclicos, alcaínos ramificados e moléculas aromáticas. Esses compostos com pontos de ebulição relativamente baixos são não-polares e hidrófobos. A diferença na química básica entre óleo vegetal e mineral é responsável pelos valores tão diferentes em vários testes de avaliação das características do fluido. A Tabela 1 mostra as faixas de valores históricos do fluido Envirotemp FR3 (útil para os projetistas de transformadores) e compara com a especificação da ASTM para óleo mineral [2] e fluidos dielétricos à base de éster natural [3]. ® O fluido Envirotemp FR3 é um refrigerante dielétrico formulado para aplicação em equipamentos elétricos, sendo tipicamente adequado tanto para uso em equipamentos novos como no reenchimento de equipamentos existentes. É um fluido altamente biodegradável, não tóxico, à base de éster natural de óleo vegetal de classe comestível. O fluido Envirotemp FR3 recebeu a colocação Environmental Technology Verification da Agência de Proteção Ambiental dos EUA e a certificação Environmental Technology Certification da Agência de Proteção Ambiental da Califórnia-EUA. O fluido FR3 também é listado como resistente ao fogo pelas principais agências de segurança contra incêndio, como FM Global (FM) e ® Underwriters Laboratories (UL). Este guia discute a aplicação de ensaios padronizados ao fluido Envirotemp FR3 novo e em serviço, descrevendo como os métodos se diferenciam daqueles utilizados em óleos minerais convencionais, e compara suas especificações. ENSAIOS DE DESEMPENHO Fluidos isolantes proporcionam isolamento elétrico e capacidade de refrigeração. Duas propriedades importantes que afetam o funcionamento e o desempenho de um fluido isolante são a rigidez dielétrica e viscosidade. A rigidez dielétrica mede a efetividade como isolante elétrico. A viscosidade influencia no desempenho de refrigeração. DIFFERENÇAS NAS PROPRIEDADES DO FLUIDO As propriedades físicas, químicas e elétricas são usadas para especificar e avaliar fluidos isolantes novos e monitorar fluidos em serviço [1]. Alguns indicadores tradicionais, aceitáveis ao desempenho de óleo mineral, não devem ser aplicados ou podem ter valores diferentes para o fluido Envirotemp FR3. Tabela 1: Valores do fluido Envirotemp FR3, e limites de especificação para éster natural e óleo mineral [2,3]. Método ASTM Ensaio Rigidez Dielétrica [kV] gap 1mm gap 2mm Fator de Dissipação [%] D877 D1816 Fluido Novo Conforme Recebido Éster Natural Óleo Mineral ASTM D6871 ASTM D3487 ≥ 30 ≥ 20 ≥ 35 ≥ 30 ≥ 20 ≥ 35 ≤ 0,20 ≤ 4,0 ≤ 0,05 ≤ 0,30 ≤ 50 ≤ 15 ≤ 200 ≤ -10 ≤ 0,06 ≤0 – não detectável ≥ 275 ≥ 300 ≤ 12,0 ≤ 3,0 ≤ 35 ≤ -40 ≤ 0,03 – ≥ 40 não detectável ≥ 145 – D924 25ºC 100ºC 2 Viscosidade Cinemática [mm /s] D445 40ºC 100ºC Conteúdo de Umidade [mg/kg] Ponto de Fluidez [ºC] Índice de Neutralização [mg KOH/g] Tendência de Gás [µl/min] Tensão Interfacial [mN/m] Conteúdo de PCB [ppm (wt)] Ponto de Fulgor [ºC] Ponto de Combustão [ºC] D1533 D97 D974 D2300 D971 D4059 D92 D92 2 80 Tensão Disruptiva Dielétrica ASTM D1816 [4]: A única modificação no método de ensaio D1816 é o tempo de repouso antes do teste. O método exige um tempo de repouso de 3-5 minutos. Por causa da viscosidade do fluido FR3 ser um pouco maior do que a do óleo mineral recomenda-se um tempo de repouso de 30 minutos entre a vertedura da amostra de fluido equilibrada à temperatura ambiente e o início do ensaio. Isto permite tempo suficiente para o ar escapar após verter a amostra. Rigidez Dielétrica D1816 (kV) 70 ASTM D877 [5]: O tempo de repouso especificado neste método é de 2-3 minutos. Igual ao D1816, recomenda-se um tempo de repouso de 30 minutos. (Apesar do método ASTM D877 para rigidez dielétrica funcionar bem com fluido Envirotemp FR3, o método D1816 é preferível para todos os fluidos. O D877 é menos sensível aos gases dissolvidos, água e partículas). 60 50 40 30 20 Fluido Envirotemp FR3 Óleo mineral 10 0 0 100 200 300 400 500 600 700 Conteúdo de Água (mg/kg) 80 Rigidez Dielétrica D1816 (kV) 70 Efeito do Conteúdo de Umidade A rigidez dielétrica de qualquer fluido dielétrico começa a diminuir quando o conteúdo de umidade aumenta para cerca de 40% da saturação relativa. À temperatura ambiente, 40% de saturação relativa em óleo mineral ocorre num conteúdo de umidade absoluto de aproximadamente 25 mg/kg (ou ppm), e aproximadamente 400 mg/kg no fluido Envirotemp FR3. Para obter uma comparação significativa do conteúdo de umidade em diferentes tipos de fluidos dielétricos, deve-se utilizar a saturação relativa, em vez do conteúdo de umidade absoluto em mg/kg. A figura 1 compara a rigidez dielétrica D1816 versus conteúdo de umidade absoluto e relativo para fluido FR3 e óleo mineral. Fluido Envirotemp FR3 Óleo mineral 60 50 40 30 20 10 0 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Conteúdo de Água (% Saturação a 20°C) Figura 1: Rigidez dielétrica versus conteúdo de umidade para óleo mineral e fluido Envirotemp FR3. O gráfico superior mostra a rigidez dielétrica versus o conteúdo de umidade absoluto. O gráfico inferior mostra o mesmo dado versus conteúdo de umidade relativa. Viscosidade A viscosidade cinemática do fluido FR3 é um pouco maior do que a do óleo mineral. Utilize ASTM D445 [6] sem modificação. A polaridade e a estrutura molecular dos ésteres influenciam os valores obtidos nos ensaios ASTM. Conteúdo de umidade, fator de dissipação, ponto de fluidez e índice de neutralização são tipicamente mais elevados do que os do óleo mineral. Tensão interfacial, tendência a formação de gás e resistividade são normalmente mais baixos. Outros ensaios, tais como conteúdo de compostos furânicos requerem métodos de ensaio específicos para obter resultados confiáveis. ENSAIOS DE DIAGNÓSTICO As propriedades nesta categoria não afetam diretamente o desempenho do transformador, mas são usadas como indicadores de alterações no fluido ao longo do tempo devido à operação do transformador. As curvas de tendências são pelo menos tão úteis quanto os valores em si. A qualidade do fluido Envirotemp FR3 é medida usando os mesmos métodos de ensaios usados nos óleos minerais convencionais. No entanto, devido às diferenças em suas propriedades químicas, os valores base normais serão diferentes para certas propriedades. Conteúdo de Umidade Usar ASTM D1533 [7] sem modificação. Nota: Se forem obtidos resultados errados ou pouco comuns, use reagentes Karl Fischer para aldeídos e cetonas em vez daqueles aplicados em óleo mineral, conforme recomendado na norma ASTM D1533. 3 Ponto de Saturação de Água (mg/kg) 5000 Índice de Neutralização Utilize ASTM D974 [9] sem modificação. O fluido Envirotemp FR3 novo contém naturalmente pequenas quantidades de ácidos graxos livres que resultam em índices de neutralização maiores do que aqueles vistos tipicamente em óleos minerais. Conforme o fluido FR3 envelhece, ele reage com a água (hidrólise), gerando ácidos graxos de cadeia longa adicionais. Os ácidos graxos de cadeias longas são suaves e não corrosíveis comparados aos ácidos orgânicos de cadeias curtas encontrados no óleo mineral. Apesar do método de acidez determinar a quantidade de componentes ácidos presentes, ele não informa o tipo ou a reatividade do ácido. B A− T + 273 Saturação(T) = 10 4000 fluido Envirotemp FR3: A = 5.3318, B = 684 (de Doble Engineering) óleo mineral : A = 7.0895, B = 1567 (de IEEE C57.106) 3000 2000 1000 0 20 40 60 80 100 120 Temperatura (°C) Tensão Interfacial Utilize ASTM D971 [10] sem modificação. Tensão interfacial deve ser, em teoria, tão útil ao fluido Envirotemp FR3 quanto o é para óleo mineral. Entretanto, mais dados históricos de serviço são requeridos para se estabelecer limites. O fluido Envirotemp FR3 novo possui valores de tensão interfacial inerentemente mais baixos do que o óleo mineral. Figura 2: Saturação da água versus temperatura para óleo mineral e fluido Envirotemp FR3. A saturação de água versus temperatura é mostrada na Fig. 2. A saturação de água, à temperatura ambiente, do fluido FR3 é de aproximadamente 1000 mg/kg, e 55 mg/kg para óleo mineral. Esta grande capacidade para água é um dos importantes atributos do fluido Envirotemp FR3, e um importante fator na maior vida útil do isolamento de papel Kraft comparado à sua vida em óleo mineral. Resistividade Utilize ASTM D1169 [11] sem modificação. Pelas mesmas razões que o fator de dissipação do fluido Envirotemp FR3 é maior que o do óleo mineral, a resistividade é menor. O fluido FR3 novo contém tipicamente 20-50 mg/kg de água. A norma ASTM D6871 de Ésteres Naturais para Equipamentos Elétricos permite um máximo de 200 mg/kg. Ponto de Fluidez O ponto de fluidez do fluido Envirotemp FR3 está tipicamente na faixa de -24 – -21ºC, e é maior que o do óleo mineral. Seguir cuidadosamente ASTM D97 [12] para obter resultados precisos. Aqueça as amostras de fluido a 130ºC e resfrie a temperatura ambiente antes de iniciar a determinação do ponto de fluidez. As taxas de resfriamento e os intervalos de monitoramento do ponto de fluidez precisam estar de acordo com a especificação. Requere-se o seguimento estrito ao método D97 para prevenir valores de ponto de fluidez incorretos. Fator de Dissipação Utilize ASTM D924 [8] sem modificação. Ao utilizar uma única célula de teste para medições de dissipação de óleo mineral e fluido Envirotemp FR3, a célula deve estar meticulosamente limpa ao mudar de um tipo de fluido para outro. Isto é particularmente válido ao medir o fluido Envirotemp FR3 depois do óleo mineral. Valores elevados artificiais podem ser vistos se a célula não estiver suficientemente limpa. O fator de dissipação de um fluido FR3 novo é naturalmente mais elevado do que de um óleo mineral novo. Valores de 0,05% a 0,10% a 25ºC são típicos para fluido novo; valores até 0,2% são aceitáveis pela norma ASTM D6871. A composição química do fluido á base de éster é relativamente polar comparada ao óleo mineral. Esta característica, juntamente com uma maior acidez, explica os fatores de dissipação mais elevados. O método ASTM D5950 [13] também pode ser utilizado para determinar o ponto de fluidez do fluido Envirotemp FR3. Notar que o método D5950 provê consistentemente um ponto de fluidez de aproximadamente 3°C mais baixo do que o método D97. A principal razão é a diferença na sensibilidade ótica do detector versus olho humano na luz refratada. 4 Tendência a Absorção de Gás A tendência a formação de gás do fluido FR3, pela ASTM D2300 [14], é -79µl/min, significativamente menor que a do óleo mineral. O elevado grau de poliinsaturação tem uma maior tendência e capacidade de absorver hidrogênio sob condições de descarga parcial. para determinar o tempo de indução de oxidação. Contate a Cargill para obter procedimentos detalhados. Conteúdo de PCB O fluido Envirotemp FR3 novo não contém bifenilas policloradas (PCB - não detectável). O conteúdo de PCB é medido de acordo com ASTM D4059 [17] usando coluna empacotada. Resultados precisos podem ser obtidos usando o tratamento com ácido sulfúrico para remover interferências. Tabela 2. Detalhes de cromatografia gasosa utilizada pela Cargill para ASTM D4768, determinação de inibidor de oxidação no fluido FR3 Instrumento HP5890 Série II Coluna J&W DB-5ms, 15m x 0,32mm, 1,0µm filme Fluxo de Gás Razão Split 4 ml/min hélio @ 50°C 10:1 Temperatura do Forno 50°C por 1,0 min, rampa 10°C/min a 300°C, retenção 300°C por 20 min Temperatura do Injetor 300°C Detector Concentração da Solução Não é recomendado tratamento com adsorventes para remoção de interferências. Amostras de laboratório preparadas com tratamento adsorvente apresentaram conteúdo de PCB consistentemente abaixo do esperado. Pontos de Fulgor e Combustão Utilize ASTM D92 [18] sem modificação. A contaminação por fluidos mais voláteis diminui o ponto de fulgor, e pode diminuir o ponto de combustão. Os valores do ponto de fulgor podem ser usados para estimar a quantidade residual de óleo mineral num transformador reenchido com fluido FR3. A figura 3 mostra os pontos de fulgor e combustão em função do conteúdo de óleo mineral no fluido FR3. FID a 335°C 0.5g/10ml de heptano para todos os padrões e amostras Inibidor de Oxidação Meça o conteúdo de inibidor de oxidação usando cromatografia a gás (GC) e método ASTM D4768 [15]. Este método é preferível à técnica de infravermelho (IR) porque os ésteres e subprodutos de ésteres absorvem o infravermelho nas mesmas regiões que os aditivos inibidores. O método GC é específico e preciso quando forem usados padrões preparados adequadamente. Um ajuste prático dos parâmetros operativos de um GC é mostrado na Tabela 2. Considere readitivar o inibidor se o conteúdo de inibidor cair abaixo de 0,12%. 400 Ponto de Combustão (ASTM D92) Temperatura (ºC) 350 Ponto de Fulgor (ASTM D92) 300 250 200 150 Notar que os ensaios de estabilidade á oxidação de óleo mineral não são adequados para uso em fluidos à base de éster natural. A Cargill recomenda o uso do método de tempo de indução de oxidação empregando Calorimetria Diferencial de Varredura sob Pressão (PDSC) para comparar fluidos à base de éster natural e avaliar aditivos inibidores. Contate a Cargill para detalhes sobre os métodos. 100 0 2 4 6 8 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Conteúdo de Óleo Mineral (%) Figura 3: Pontos de Fulgor e Combustão versus conteúdo de óleo mineral Análise dos Gases Dissolvidos Amostras do fluido Envirotemp FR3 para determinação de gases dissolvidos são tomadas e analisadas usando os mesmos procedimentos e técnicas do óleo mineral [19-21]. Os dados são interpretados de forma muito similar aos gases em óleo mineral. Estabilidade a Oxidação Até a data em que este documento foi escrito, a ASTM não havia publicado um método de estabilidade a oxidação aplicável aos fluidos à base de éster natural. Até que a ASTM publique um método adequado, a Cargill recomenda o uso do método de Calorimetria Diferencial de Varredura sob Pressão (PDSC) [16] 5 Os gases combustíveis gerados pelas faltas nos fluidos à base de éster natural são similares às do óleo mineral: altos níveis de hidrogênio pode ser uma indicação de ocorrência de descargas parciais; óxidos de carbono em certas proporções sugerem sobreaquecimento do papel; gases hidrocarbonetos podem ser resultados de falta térmica no óleo: pontos de acetileno devido a arco. O primeiro passo sempre é determinar se uma falta existe usando as quantidades e taxa de geração de gases dissolvidos, antes de tentar interpretar os dados de gás. O método mais proveitoso para gases dissolvidos no fluido Envirotemp FR3 utiliza as taxas de geração de gás combinada com os métodos “Gases Chaves” da IEEE ou IEC Duval [22]. Micro-extração em fase sólida (SPME) combinada com cromatografia gasosa/espectroscopia de massa está agora sob investigação. Resultados promissores tem sido obtidos usando fluido Envirotemp FR3 novo, com respostas muito boas para 4 dos 5 compostos furânicos usualmente quantificado pelo método. Uma linha base para fluido Envirotemp FR3 envelhecido foi ajustada, entretanto ainda não foram determinados limites de detecção inferiores nem os níveis de erros para FR3 novo e envelhecido. Os trabalhos continuam com o método de micro-extração em fase sólida para otimizar os parâmetros experimentais, estabelecer limites de detecção e gerar curvas de calibração para os 5 furanos. Contagem de Partículas O método ASTM D6786 [25] para determinação do número de partículas num fluido pode ser usado se a amostra estiver diluída. A viscosidade do fluido Envirotemp FR3 pode não permitir a dissipação das bolhas de ar que entraram no fluido, no período de tempo permitido para fazer a medição. Enxofre Corrosivo O método ASTM D1275 [23] para detecção de enxofre corrosivo pode ser aplicado sem modificação no fluido Envirotemp FR3. Notar que o método utiliza a intensidade de descoloração observada numa tira de cobre para determinar a presença de enxofre corrosivo. A descoloração de uma tira, especialmente em altas temperaturas ou longos períodos de envelhecimento, pode também ser resultado de outras fontes diferentes do enxofre. Análise elementar semiquantitativa da superfície usando espectroscopia de energia dispersiva de raios-X (EDS ou EDX) irá fornecer a necessária discriminação da fonte. Diluir o fluido Envirotemp FR3 próximo a 75% com heptano ou hexano pré-filtrado. Filtrar o solvente usando um filtro de membrana de 0,2µm. Utilize o solvente filtrado para obter o valor branco para partículas. Isto funciona efetivamente a menos que a contagem de partículas do fluido seja baixa. Neste caso, requere-se uma diluição menor e algumas tentativas e erros. Notar que a pressão aplicada deve ser limitada a 80psi, a fim de minimizar a queda de pressão na célula. Compostos Furânicos O método ASTM D5837 [24] para determinação do conteúdo furânico de óleos minerais foi aplicado no fluido Envirotemp FR3, apesar do método não incluir especificamente em seu escopo fluidos à base de éster natural. A técnica funciona muito bem tanto para óleo mineral novo como para fluido Envirotemp FR3 novo. À medida que o fluido Envirotemp FR3 se degrada, o método começa a sofrer das interferências de outros produtos de degradação extraídos e concentrados junto aos furanos. Essas interferências elevam o limite de detecção inferior e aumenta o erro do método. Uma contagem de partículas alta pode ser resultado de cristais (crisalita) num fluido recentemente abaixo da temperatura do ponto de névoa. Se este for o caso, aqueça o fluido para re-dissolver os cristais. NOTA DE LABORATÓRIO Lembre-se de limpar perfeitamente os equipamentos de laboratório após a conclusão dos ensaios. Películas finas de fluidos à base de éster natural têm uma grande tendência, comparada ao óleo mineral, de oxidar e eventualmente polimerizar quanto exposta ao ar. Filmes frescos de éster natural são limpos facilmente, mas filmes polimerizados exigem alguma esfrega. 6 REFERÊNCIAS [1] ASTM D117 “Standard Guide for Sampling, Test Methods, and Specifications of Electrical Insulating Oils of Petroleum Origin”, ASTM International [2] ASTM D6871 "Standard Specification for Natural (Vegetable Oil) Ester Fluids Used in Electrical Apparatus", ASTM International [3] ASTM D3487 “Standard Specification for Mineral Insulating Oil Used in Electrical Apparatus”, ASTM International [4] ASTM D1816 “Standard Specification for Mineral Insulating Oil Used in Electrical Apparatus”, ASTM International [5] ASTM D877 “Standard Test Method for Dielectric Breakdown Voltage of Insulating Liquids Using Disk Electrodes”, ASTM International [6] ASTM D445 “Standard Test Method for Kinematic Viscosity of Transparent and Opaque Liquids (the Calculation of Dynamic Viscosity)”, ASTM International [7] ASTM D1533 “Standard Test Method for Water in Insulating Liquids by Coulometric Karl Fischer Titration”, ASTM International [8] ASTM D924 “Standard Test Method for Dissipation Factor (or Power Factor) and Relative Permittivity (Dielectric Constant) of Electrical Insulating Liquids”, ASTM International [9] ASTM D974 “Standard Test Method for Acid and Base Number by Color-Indicator Titration”, ASTM International [10] ASTM D971 “Standard Test Method for Interfacial Tension of Oil Against Water by the Ring Method”, ASTM International [11] ASTM D1169 “Standard Test Method for Specific Resistance (Resistivity) of Electrical Insulating Liquids”, ASTM International [12] ASTM D97 “Standard Test Method for Pour Point of Petroleum Products”, ASTM International [13] ASTM D5950 “Standard Test Method for Pour Point of Petroleum Products (Automatic Tilt Method)”, ASTM International [14] ASTM D2300 “Standard Test Method for Gassing of Electrical Insulating Liquids Under Electrical Stress and Ionization (Modified Pirelli Method)”, ASTM International [15] ASTM D4768 “Standard Test Method for Analysis of 2,6Ditertiary-Butyl Para-Cresol and 2,6-Ditertiary-Butyl Phenol in Insulating Liquids by Gas Chromatography”, ASTM International [16] M. Slovachek, “Oxidation Induction Time (OIT) Method Development”, ML 2005090.005, Thomas A. Edison Technical Center, Cooper Power Systems, Aug. 9, 2007 [17] ASTM D4059 “Standard Test Method for Analysis of Polychlorinated Biphenyls in Insulating Liquids by Gas Chromatography”, ASTM International [18] ASTM D92 “Standard Test Method for Flash and Fire Points by Cleveland Open Cup”, ASTM International [19] ASTM D3612 “Standard Test Method for Analysis of Gases Dissolved in Electrical Insulating Oil by Gas Chromatography”, ASTM International [20] “IEEE Guide for the Interpretation of Gases Generated in Oil-Immersed Transformers”, IEEE Std. C57.104-1991, Institute of Electrical and Electronics Engineers, New York, USA [21] “Mineral oil-impregnated electrical equipment in service – Guide to the interpretation of dissolved and free gases analysis”, IEC Standard 60599, Edition 2.0, 1999-03, International Electrotechnical Commission, Geneva, Switzerland [22] “Envirotemp FR3 Fluid Dissolved Gas Guide”, Section R900-20-19, Cooper Power Systems, August 2006 [23] ASTM D1275 “Standard Test Method for Corrosive Sulfur in Electrical Insulating Oils”, ASTM International [24] ASTM D5837 “Standard Test Method for Furanic Compounds in electrical Insulating Liquid by HighPerformance Liquid Chromatography (HPLC)”, ASTM International [25] ASTM D6786 “Standard Test Method for Particle Count in Mineral Insulating Oil Using Automatic Optical Particle Counters”, ASTM International 7