FACULDADE DE SAÚDE TECSOMA CURSO DE ENFERMAGEM Avaliação do Nível de Conhecimento dos Trabalhadores de Enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos Riscos Ocupacionais Carolina Carvalho Fiuza PARACATU 2010 CAROLINA CARVALHO FIUZA Avaliação do Nível de Conhecimento dos Trabalhadores de Enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos Riscos Ocupacionais Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina TCC II, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Enfermagem, da Faculdade Tecsoma. Orientado metodológico: Geraldo Benedito Batista Oliveira. Orientadora temática: Carolina Silveira de Souza. PARACATU 2010 Fiuza, Carolina Carvalho, 1987. Avaliação do nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos riscos ocupacionais. / Carolina Carvalho Fiuza. Paracatu - Minas Gerais: Faculdade TECSOMA - FATEC, 2010. 60f. Orientadora: Carolina Silveira de Souza. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Faculdade Tecsoma, Curso de Enfermagem. 1. Enfermagem. 2. Riscos ocupacionais. 3. Saúde ocupacional. I Souza, Carolina Silveira de. II Faculdade Tecsoma. III Título. CDU: 616.057 Carolina Carvalho Fiuza Avaliação do Nível de Conhecimento dos Trabalhadores de Enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos Riscos Ocupacionais Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina Metodologia da Pesquisa Científica como requisito parcial à obtenção do título de bacharel em enfermagem da Faculdade Tecsoma – Paracatu Minas Gerais. ________________________________________________ Carolina Silveira de Souza (Orientadora Temática) - FATEC ________________________________________________ Geraldo Benedito Batista (Orientador metodológico) - FATEC Paracatu, 21 de junho de 2010 Dedico este trabalho e minha formação a meus pais, Galba Lino Fiuza e Lourdes Barreto de Carvalho, por depositarem em mim confiança e incentivo. Aos meus irmãos, Galba Lino Fiuza Filho e Frederico Antunes Fiuza pelo carinho e compreensão. Ao meu amor, Heitor Joaquim de Oliveira, pelo incentivo e por estar ao meu lado nesta caminhada. À minha professora e orientadora, Carolina Silveira de Souza, pela paciência, atenção e disponibilidade. Aos demais colegas por cada momento juntos de aprendizado e de troca de experiências. AGRADECIMENTOS Agradeço à Deus por me guiar, iluminar, proteger e por me dar forças e sabedoria para nunca desistir. Aos meus pais, Galba e Lourdes, que contribuíram para esta construção com muito empenho e dedicação. Ao meu irmão Fred pela compreensão e por me acolher e fortalecer nos momentos difíceis. Ao meu namorado e companheiro Heitor, que sempre esteve ao meu lado, construindo juntos nosso futuro e nossa história. À minha amiga, orientadora e Professora Carolina Silveira de Souza, que tornou possível a realização deste trabalho e que será para sempre um exemplo a seguir em minha vida. Ao orientador metodológico, Geraldo Benedito Batista de Oliveira, pela paciência e disponibilidade em ajudar. À equipe de Enfermagem, do Hospital Municipal de Paracatu, sujeitos da pesquisa, pela valiosa contribuição ao responder aos questionários. Ao meu colega Alan Almeida de Freitas, “amigo pra toda obra”, pelo incentivo, disponibilidade, atenção e por ajudar a clarear minhas idéias, quando pensava que já haviam se esgotado e pela troca de experiências e conhecimentos. Às minhas amigas, em especial Isabela Borges, Kamila Cunha, Nathália Guimarães e Ludmilla Oliveira pela troca de experiências e por estarem sempre presentes nos momentos difíceis, nesta fase de minha vida, e também nos momentos de felicidades, de crescimento pessoal e profissional. “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.” Albert Einstein RESUMO O trabalho em unidades hospitalares exige dos profissionais o máximo de atenção, capacitação e precauções devido aos riscos ocupacionais aos quais estão expostos. Dos profissionais susceptíveis aos riscos ambientais, físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, existentes no ambiente de trabalho, a enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) destaca-se como o mais afetado pelos acidentes do trabalho, apresentando alguns problemas de saúde inerentes à função que desempenham diariamente. Buscando conhecer as estratégias de prevenção e o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem sobre os riscos ocupacionais aos quais estão expostos, no Hospital Municipal de Paracatu – MG, foi realizado um estudo quanti-qualitativo, descritivo, transversal e não-experimental, considerando todas as unidades do hospital, compreendendo uma população total de 137 trabalhadores de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares). Realizouse entrevistas, no mês de Abril e Maio de 2010, com a abordagem dos profissionais dentro da referida instituição, durante o seu período de trabalho. Os resultados mostram que os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu têm pouco conhecimento a respeito dos riscos ocupacionais. Sendo assim, o estudo sugere a adoção de programas de segurança e saúde no trabalho e aplicação de medidas consistentes e sustentáveis que garantam o conhecimento, o bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores, já que as normas se encontram plenamente regulamentadas. Palavras chave: Enfermagem. Riscos ocupacionais. Saúde ocupacional. ABSTRACT Work in hospitals requires professionals the most attention, accreditation, and precautions due to occupational risks to which they are exposed. Professionals likely to environmental risks, physical, chemical, biological, ergonomic and accidents, existing on the desktop, nursing (nurses, technicians and assistants) stands as the most affected by accidents at work, featuring some health problems inherent in the role play daily. Looking for known prevention strategies and the level of knowledge of workers nursing about occupational risks to which they are exposed in hospital municipal de Paracatu – MG, was a study following-qualitative, descriptive, transversal and non-experimental, whereas all hospital units, comprising a total population of 137 nursing workers (nurses, technicians and assistants). Interviews took place in April and may 2010, with the approach of professionals within the said institution, during the period of its work. The results show that nurses, technicians and nurses at the hospital municipal de Paracatu have little knowledge of occupational risks. Thus, the study suggests the adoption of programmes of safety and health at work and applying consistent and sustainable measures that ensure knowledge, well-being and quality of life of workers, since the rules are fully regulated. Keywords: Nursing. Occupational Risks. Occupational health. LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 Profissionais por categoria, COFEN, 2010 ............................................. 23 GRÁFICO 2 Profissionais por categoria, COREN, 2010 ............................................. 24 GRÁFICO 3 Profissionais do HMP – MG por categoria, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010 ............................................................................................................................ 24 GRÁFICO 4 Profissionais de enfermagem quanto ao gênero, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010............................................................................................................ 34 GRÁFICO 5 Tempo de trabalho na instituição, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010 ....... 35 GRÁFICO 6 Total de profissionais do HMP e o total de profissionais da equipe de enfermagem, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010............................................................ 36 GRÁFICO 7 Profissionais que responderam aos questionários, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010............................................................................................................ 37 GRÁFICO 8 Treinamentos oferecidos pela instituição, segundo a resposta dos profissionais, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010. ........................................................... 44 GRÁFICO 9 Profissionais que já ouviram falar sobre a NR32, Paracatu – MG, Mar./Abr., 2010............................................................................................................ 46 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Relação das categorias profissionais de enfermagem segundo o número de inscrições ativas, COREN, 2010 ........................................................................... 23 TABELA 2 Frequência dos profissionais acidentados expostos aos líquidos corporais humanos, segundo a área de trabalho e função, São Paulo, HU - USP, 2006 ........... 30 LISTA DE SIGLAS CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho CCIH - Centro de controle de infecção hospitalar CDC - Centers for Diseases Control and Prevention CEREST - Centros Estaduais e Regionais de Referência em Saúde do Trabalhador CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CME - Central de esterilização de materiais COFEN - Conselho Federal de Enfermagem COREN - Conselho Regional de Enfermagem DML - Depósito de material de limpeza EPI - Equipamento de Proteção Individual FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz HMP - Hospital Municipal de Paracatu INAMPS - Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social MTB - Medicina do trabalho MTE - Ministério do Trabalho e Emprego NaSH - National Surveillance System for Health Care Workers NR - Normas Regulamentadoras PCMSO - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional PNSST - Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho PPRA - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais PS - Pronto Socorro SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação SMS - Secretaria Municipal de Saúde SUS - Sistema Único de Saúde LISTA DE ABREVIATURAS Art. – Artigo nº - número p. - Página SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 13 1.1 Justificativa ..................................................................................................... 13 1.2 Objetivos ......................................................................................................... 15 1.3.1 Objetivo geral .............................................................................................. 15 1.3.2 Objetivos específicos .................................................................................. 16 2 REVISÃO LITERÁRIA ........................................................................................ 17 2.1 O Hospital ....................................................................................................... 17 2.2 A Enfermagem ................................................................................................ 20 2.3 Saúde e segurança no trabalho de enfermagem ......................................... 25 3 METODOLOGIA ................................................................................................. 32 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................... 34 5 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 48 REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 50 APÊNDICES .......................................................................................................... 56 13 1 INTRODUÇÃO Profissionais de enfermagem estão constantemente expostos ao risco de adquirir doenças ocupacionais e de sofrerem algum acidente no seu ambiente de trabalho. Medidas de prevenção com intuito de evitar ou reduzir estes riscos e programas de treinamento são implantados nos hospitais, porém, a adoção a estas medidas de prevenção requer uma mudança de hábito que muitos profissionais experientes têm dificuldades em lidar, sendo obstáculos para a prevenção destes acidentes. Outra questão que dificulta a prevenção das doenças ocupacionais e acidentes é a falta de conhecimento dos profissionais sobre como surgem as doenças decorridas do trabalho e que os acidentes podem ser prevenidos se usarem as medidas adequadas. O trabalho em unidades hospitalares tem sido associado à sobrecarga e desgaste do trabalhador, especialmente nos hospitais públicos, caracterizados pela elevada demanda. A organização do trabalho e as condições em que o mesmo se realiza, no entanto, podem provocar doenças e acidentes do trabalho. Já num ambiente de trabalho saudável, no qual os trabalhadores estão protegidos dos riscos ocupacionais, ocorrem menos acidentes e, consequentemente, menos perdas, afastamentos, indenizações, entre outros custos decorrentes de acidentes. Dos grupos ocupacionais expostos aos riscos ambientais, físicos, químicos e biológicos, existentes no ambiente de trabalho, a enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) destaca-se como o mais afetado pelos acidentes do trabalho, apresentando alguns problemas de saúde inerentes à função que desempenham em suas atividades diárias. Em função desta peculiaridade vários trabalhos são voltados aos riscos ocupacionais dos trabalhadores de enfermagem no meio hospitalar. (DIAS; CORDEIRO; GONÇALVES, 2006). No Brasil, os estudos que enfocam a relação saúde-trabalho de enfermagem nas instituições hospitalares, começaram a ser realizados na década de 70 e foram incrementados a partir da década de 80. Estes estudos demonstram que a saúde do trabalhador de enfermagem é comprometida. Este comprometimento, em parte, pode ser detectado através da elevada incidência de acidentes de trabalho e doenças profissionais. (SARQUIS; FELLI, 2002). Segundo Sarquis e Felli (2002), outra pesquisa também realizada, confirma a 14 grande subnotificação destes trabalhadores e afirmam ter encontrado um percentual de 69% de acidentes na classe de trabalhadores de enfermagem. Reconhecendo tal panorama, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) veio através da Norma Regulamentadora (NR) 32, publicada em 2005, regulamentar as medidas necessárias para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais dos trabalhadores da saúde. As ações preventivas em saúde do trabalhador é uma busca constante, que necessita de mais investimento com o objetivo de melhorar as condições de trabalho, proporcionar um ambiente saudável, ampliar o conhecimento dos riscos e reduzir o índice de doenças e acidentes com os profissionais de enfermagem. Dessa forma, o presente estudo tem por objetivo avaliar o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem do Hospital Municipal de ParacatuMG acerca dos riscos ocupacionais aos quais estão expostos no seu ambiente de trabalho. 1.1 Justificativa O trabalho de enfermagem na instituição hospitalar caracteriza-se pelo cuidado nas 24 horas do dia, permitindo a continuidade da assistência aos pacientes. Nesse cuidado aos pacientes, “os trabalhadores de enfermagem ficam expostos a riscos ambientais, físicos, químicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho, que, dependendo da sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores.” (NISHIDI; BENATTI; ALEXANDRE, 2004). Diante do exposto, o presente estudo buscou identificar o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) do Hospital Municipal de Paracatu (HMP), quanto aos riscos ocupacionais aos quais estão expostos na sua atividade laboral. A escolha da temática deu-se em função da percepção de que o trabalhador que presta assistência em saúde, direta ou indiretamente, demonstra preocupar-se muito com o cuidado e bem estar do cliente e pouco com a sua própria saúde. Os profissionais de enfermagem, na execução de suas atividades voltadas a 15 assistência aos pacientes, apresentam um potencial de exposição a riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. No ambiente hospitalar materiais e procedimentos realizados pelos trabalhadores de enfermagem, os expõe a vários tipos de riscos que se expressam por diferentes problemas de saúde: os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais. Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser utilizado pelo trabalhador como um dos métodos de controle dos riscos no local de trabalho. São de responsabilidade da instituição empregadora o fornecimento do EPI adequado ao risco e o treinamento dos trabalhadores quanto à forma correta de utilização e conservação destes. O profissional deve adotar orientações fundamentadas no conhecimento científico, comprovadamente eficazes, sobre prevenção e controle de infecção, sobre seguridade ocupacional, na sua prática profissional, estabelecidas pelas NR’s, voltadas para o profissional da saúde. Posto isto, cabe questionar: os profissionais de enfermagem, durante a execução de suas atividades profissionais, adotam medidas de prevenção quanto aos riscos ocupacionais aos quais estão expostos? 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo Geral Avaliar o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos riscos ocupacionais aos quais estão expostos. 16 1.2.2 Objetivos Específicos Identificar quais os riscos os trabalhadores de enfermagem estão expostos e quais as suas fontes; Identificar quais os equipamentos de proteção coletiva e individual são utilizados para atenuação ou eliminação do risco; Conhecer o processo de capacitação dos trabalhadores de enfermagem quanto à identificação e reconhecimento de riscos ocupacionais; Avaliar o nível de adesão dos trabalhadores às medidas preventivas orientadas pela instituição. 17 2 REVISÃO LITERÁRIA 2.1 O Hospital O termo hospital origina-se do latim hospitiu, que quer dizer “local onde se hospedam pessoas”, em referência a estabelecimentos fundados pelo clero, a partir do século IV d.C. cuja finalidade era prover cuidados a doentes e abrigar peregrinos viajantes. (MOZACHI et al., 2006) Segundo o Ministério da Saúde, hospital é definido como “estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência a uma determinada clientela, ou de não internação, no caso de ambulatórios e outros serviços”. (BRASIL, 1986). Historicamente, os hospitais surgiram como lugares de acolhida de doentes e peregrinos, durante a Idade Média. Com o passar dos tempos, os estudiosos viram que a saúde estava relacionada não só com a cura em si, mas também com o bem estar físico e mental dos pacientes, o qual exigiu dos hospitais algumas modificações para proporcionar conforto para os mesmos. A partir do momento em que se transformou em um instrumento de cura, surgiu a preocupação com a sua arquitetura, não com o seu exterior, mas com a relação de número de leitos e área útil do hospital, tamanho e altura das salas, iluminação e aeração, fluxo de roupas e materiais diversos, pois poderiam ser fatores de várias situações patológicas dentro do hospital. (SILVA et al, 2008). Com o crescimento da população e com as melhores condições que o ambiente passou a oferecer, tais como a economia, filosofia, religião, educação e métodos técnico-científicos é que o sistema de atenção à saúde passou a progredir. Atualmente, é um local destinado ao atendimento de doentes, para proporcionar o diagnóstico e o tratamento necessários. (MOREIRA, 1999). Segundo o Ministério da Saúde: “O Hospital é parte integrante de uma organização médica social, cuja função básica, consiste em proporcionar à população assistência médica sanitária completa, tanto curativa como preventiva sob quaisquer regimes de atendimento, inclusive o domiciliar, cujos serviços externos irradiam até o âmbito familiar, constituindo-se também, em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como de 18 encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente.” (BRASIL, 1986) No que se refere à saúde em seu contexto global, a Constituição Federal Brasileira de 1988 expressa no seu artigo 196 que: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.” (BRASIL, p.[?], 1988). O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado, pela Constituição Federal de 1988, em 1990 para que toda a população brasileira tenha acesso ao atendimento público de saúde. Anteriormente, a assistência médica estava a cargo do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), ficando restrita aos empregados que contribuíssem com a previdência social; os demais eram atendidos apenas em serviços filantrópicos. Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), os serviços de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. Este sistema abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, possibilitando acesso integral, universal e gratuito para os mais de 180 milhões de brasileiros. (MELO et al, 1998). A Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, constituiu também a chamada Lei Orgânica da Saúde - que fundamentalmente dispôs sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento dos serviços correspondentes em todo o território nacional - e busca atacar o problema do equilíbrio federativo nos pontos mais estrangulados pela anterior prática de excessivo centralismo, o financiamento e a gestão. (BRASIL, 1990). No município de Paracatu – MG, o Hospital Municipal faz parte do patrimônio do município integrando o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o número de leitos, o Hospital Municipal de Paracatu (HMP), pode ser classificado como hospital de médio porte, pois possui 71 leitos de internação em sua estrutura. Para que o paciente receba todos os cuidados de que necessita durante a 19 internação hospitalar, deve haver não só o envolvimento de diversos serviços integrados, mas também equipes de profissionais competentes – corpo clínico, equipe de enfermagem, serviço de nutrição, fisioterapia entre outros. A estrutura física do HMP compreende: Pronto Socorro: sala de nebulização, sala de curativos e suturas, sala de aplicação de medicamentos, consultórios, boxes de urgência e emergência, sala de triagem, sala de gesso, leitos de observação e sala de raios-x; Unidade de Internação: posto de enfermagem, unidade de terapia intensiva, clínica cirúrgica, clínica médica, pediatria e maternidade com alojamento conjunto; Centro cirúrgico: área de recepção de pacientes, vestiários, área de escovação, salas de cirurgias, área de recuperação pós-anestésica, guarda de equipamentos e materiais esterilizados; Ambientes de Apoio: administração, sala de reunião, sala de preparação do recém-nascido, sala de exame ginecológico, sala de prontuários, sala de endoscopia, farmácia, área de higienização dos profissionais, sala dos enfermeiros, sala dos médicos, expurgo, recepção, rouparia, central de esterilização de materiais – CME, depósito de equipamentos e materiais, almoxarifado, centro de controle de infecção hospitalar – CCIH, vestiários para funcionários, cozinha, necrotério, lavanderia, copa de distribuição de alimentos, depósito de material de limpeza – DML e abrigo de resíduos sólidos; Unidade de Conforto e Higiene: vestiário de funcionários, quarto de plantão de médicos e enfermeiros separados por sexo e com banheiros, copa de guarda de utensílios. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Hospital Municipal de Paracatu – MG conta com um contingente humano de 359 trabalhadores de diversas categorias profissionais. A equipe de enfermagem é quem mais se destaca dentro dos hospitais, por ser uma equipe numerosa, por assistir os pacientes 24h de forma holística e direta, desde o tratamento mais simples até o mais complexo, o qual exige o máximo de atenção e cuidados, tanto no preparo de medicamentos como nos procedimentos invasivos. Caracteriza-se ainda pela sobrecarga de trabalho e responsabilidades 20 dentro das instituições, tornando-os susceptíveis às doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. No HMP, a equipe de enfermagem totaliza 137 profissionais entre enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. 2.2 A Enfermagem Enfermagem é a arte de cuidar e também uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção e recuperação da saúde. (GEOVANINI et al, 2002). “A Enfermagem é ciência e arte. Fundamenta-se num corpo de conhecimentos e práticas abrangendo do estado de saúde ao estado de doença, e mediada por transações pessoais, profissionais, científicas, estéticas, éticas e políticas do cuidar de seres humanos." (HORTA,1979, p.21). Florence Nightingale é considerada a fundadora da enfermagem moderna. Na Inglaterra, Florence abriu o primeiro curso de treinamento, em 1860. Ela não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que este ainda não tinha sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e boa iluminação, calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a cura. Até meados do século XIX, era praticamente nula a assistência aos enfermos nos hospitais de campanha, onde a insalubridade aumentava ainda mais o número de mortos. (GEOVANINI et al, 2002). A medicina grega, hipocrática, considerava que o bem estar dos indivíduos era influenciado pelos fatores ambientais – qualidade da água, do ar, dos alimentos, dos hábitos gerais de vida, da topografia. Uma das primeiras providências de Florence Nightingale, ao chegar à Criméia, no século XIX, foi melhorar as condições sanitárias do hospital que abrigava os soldados feridos, ela diz que enfermagem deveria significar o uso apropriado de ar puro, iluminação, aquecimento, limpeza e silêncio (...), ou seja, deveria ser função precípua da enfermagem zelar pelas 21 condições do ambiente em que ficava o paciente. (SILVA et al, 2008). Segundo Horta (1979), o ser-enfermeiro é um ser humano, com todas as suas dimensões, potencialidades e restrições, alegrias e frustrações; é aberto para o futuro, para a vida e nela se engaja pelo compromisso assumido com a enfermagem. Este compromisso levou-o a receber conhecimentos, habilidades e formação de enfermeiro, sancionados pela sociedade que lhe outorgou o direito de cuidar de gente, de outros seres humanos. Em outras palavras: o ser-enfermeiro é gente que cuida de gente. O trabalho de enfermagem atende a dois aspectos básicos. O primeiro é o de preservar, respeitar e reconhecer a particularidade, a individualidade e a variabilidade das situações e necessidades dos usuários; o segundo, por sua vez, é o de estar em conformidade com determinadas regras, regulamentos e valores gerais, além de inserir/integrar, permanentemente, as atividades da equipe multiprofissional. (AZAMBUJA; KERBER; KIRCHHOF, 2007). Cabe à enfermagem desenvolver um trabalho de acordo com orientações da equipe de saúde; essa execução não deverá ser realizada de maneira mecânica, mas utilizando-se de princípios científicos, observação, rapidez de raciocínio e outros instrumentos de trabalho. Para o desenvolvimento da assistência ao paciente, os membros da equipe de enfermagem devem trabalhar em cooperação, mas respeitando as funções de cada um. (KAWAMOTO; FORTES, 1997). “Assistir, em enfermagem, é fazer pelo ser humano tudo aquilo que ele não pode fazer por si mesmo; ajudá-lo ou auxiliá-lo quando parcialmente impossibilitado de se autocuidar; orientá-lo ou ensiná-lo, supervisioná-lo ou encaminhá-lo a outros profissionais.” (Horta, 1979, p. 1). Destaca-se a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o Exercício da Enfermagem e dá outras providências. (BRASIL, 1986). Art. 1º O exercício da atividade de enfermagem, observadas as disposições da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e respeitados os graus de habilitação, é privativo de Enfermeiro, Técnico de Enfermagem, Auxiliar de Enfermagem e Parteiro e só será permitido ao profissional inscrito no Conselho Regional de Enfermagem da respectiva região. Art. 4º São Enfermeiros: I - o titular do diploma de Enfermeiro conferido por instituição de ensino, nos termos da lei; II - o titular do diploma ou certificado de Obstetriz ou de Enfermeiro Obstétrico, conferido nos termos da lei; 22 III - o titular do diploma ou certificado de Enfermeiro e a titular do diploma ou certificado de Enfermeiro Obstétrico ou de Obstetriz, ou equivalente, conferido por escola estrangeira segundo as respectivas leis, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Enfermeiro, de Enfermeiro Obstétrico ou de Obstetriz; IV - aqueles que, não abrangidos pelos itens anteriores, obtiveram título de Enfermeiro conforme o disposto na letra d do art. 3º do Decreto nº 50.387, de 28 de março de 1961. Art. 5º São Técnicos de Enfermagem: I - o titular do diploma ou do certificado de Técnico de Enfermagem, expedido de acordo com a legislação e registrado no órgão competente; II - o titular do diploma ou do certificado legalmente conferido por escola ou curso estrangeiro, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como diploma de Técnico de Enfermagem. Art. 6º São auxiliares de Enfermagem: I - o titular de certificado de Auxiliar de Enfermagem conferido por instituição de ensino, nos termos da lei, e registrado no órgão competente; II - o titular do diploma a que se refere a Lei nº 2.822, de 14 de junho de 1956; III - o titular do diploma ou certificado a que se refere o item III do art. 2º da Lei nº 2.604, de 17 de setembro de 1955, expedido até a publicação da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961; IV - o titular do certificado de Enfermeiro Prático ou Prático de Enfermagem, expedido até 1964 pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia, do Ministério da Saúde, ou por órgão congênere da Secretaria de Saúde nas Unidades da Federação, nos termos do Decreto nº 23.774, de 22 de janeiro de 1934, do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, e da Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; V - o pessoal enquadrado como Auxiliar de Enfermagem, nos termos do Decreto-lei nº 299, de 28 de fevereiro de 1967; VI - o titular do diploma ou certificado conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as leis do país, registrado em virtude de acordo de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil como certificado de Auxiliar de Enfermagem. Art. 7º São Parteiros: I - o titular do certificado previsto no art. 1º do Decreto-lei nº 8.778, de 22 de janeiro de 1946, observado o disposto na Lei nº 3.640, de 10 de outubro de 1959; II - o titular do diploma ou certificado de Parteiro, ou equivalente, conferido por escola ou curso estrangeiro, segundo as respectivas leis, registrado em virtude de intercâmbio cultural ou revalidado no Brasil até 26 de junho de 1988, como certificado de Parteiro. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no Brasil há um total de 155.444 enfermeiros registrados, conforme figura a seguir. 23 Gráfico 1: Profissionais por categoria, COFEN, 2010 0% 15% 44% Enfermeiros Técnicos Auxiliares 41% Parteiras Fonte: Portal COFEN, 2010 Já em Minas Gerais estão cadastrados 25.676 enfermeiros; 61.858 técnicos em enfermagem; 40.518 auxiliares de enfermagem. TABELA 1 Relação das categorias profissionais de enfermagem segundo o número de inscrições ativas Categoria Profissional Número de inscrições ativas por categoria ENFERMEIROS 25.676 TÉCNICOS 61.858 AUXILIARES 40.518 TOTAL 128.052 Fonte: Portal COREN-MG, 2010 24 Gráfico 2: Profissionais por categoria, COREN, 2010 0% 20% 32% Enfermeiros Técnicos Auxiliares Parteiras 48% Fonte: Portal COREN-MG, 2010 No Hospital Municipal de Paracatu - MG, a equipe de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) totaliza em 137 profissionais, como mostra na figura a seguir, dividida por categorias. Gráfico 3: Profissionais do HMP - MG por categoria, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 2% 20% Enfermeiros Técnicos Auxiliares 78% Fonte: Secretaria Municipal de Paracatu, 2010. 25 O profissional de enfermagem é responsável não só pelo cuidar, hoje o enfermeiro atua de forma multidisciplinar, aliando conceitos de administração hospitalar, humanização do atendimento e cuidados técnicos. O serviço de enfermagem exige do profissional do setor, a consciência da responsabilidade e das variadas funções que exerce, como de um verdadeiro gestor de uma unidade de negócios inserida em todo o contexto médico-hospitalar. (MOREIRA, 1999). A enfermagem é apontada como detentora de percentual superior a 50% do contingente de recursos humanos do setor da saúde, sendo responsável pela maior parcela da prestação de serviços de saúde à sociedade. Todavia, a desvalorização dos profissionais, por questões de baixo salário no mercado faz com que eles assumam jornadas duplas ou triplas de trabalho, colocando em risco suas condições de vida e saúde, além de resultar no inevitável quadro de desinteresse e afastamento das causas sociais que envolvem o exercício profissional. É importante destacar que percentual superior a 85% do contingente de pessoal de enfermagem é de mulheres. Podemos perfeitamente compreender as manobras políticas institucionais articuladas para justificar os baixos salários do pessoal de enfermagem. Elas são reflexos do sistema de valores do patriarcado que atribui à mulher o papel secundário na estrutura e divisão de bens na sociedade. (GEOVANINI et al., 2002). A prática de enfermagem precisa continuar cada vez mais tendo como alvo um cuidar humanístico, porém norteado por normas que visam à implementação de medidas preventivas e precauções que protejam o profissional. Essas medidas precauções são medidas profiláticas, que devem ser empregadas por todos que lidam ou têm contato com pacientes, independente do diagnóstico ou estado presumido de infecção. (OLIVEIRA; MUROFUSE, 2001). 2.3 Saúde e segurança no trabalho de enfermagem Historicamente, os profissionais de saúde não eram considerados como categoria profissional de alto risco para acidentes de trabalho. A preocupação com riscos biológicos surgiu a partir da constatação dos agravos à saúde dos profissionais que exerciam atividades em laboratórios onde se dava a manipulação 26 com microrganismos e material clínico desde o início dos anos 40. Para profissionais que atuam na área clínica, entretanto, somente a partir da epidemia da aids nos anos 80, as normas para as questões de segurança no ambiente de trabalho foram melhor estabelecidas. (GIR; COSTA; SILVA, 1998). O indicativo da infectividade via ocupacional, embora seja baixo, não isenta os trabalhadores da enfermagem de medos, angústias, inquietações, mesmo porque dentre os profissionais da saúde, os da enfermagem são um dos grupos que mais se expõe a situações de riscos. (BALSAMO; FELLI, 2006). Para proporcionar a saúde e segurança do trabalhador em seu ambiente de trabalho foram criadas algumas normas regulamentadoras, relativas à segurança e Medicina do trabalho, aprovadas pela Portaria MTB nº 3.214, de 08 de Junho de 1978, adotadas pelas instituições para serem seguidas e cumpridas podendo evitar assim, doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. (ALVES; GODOY; SANTANA, 2006). O acidente de trabalho ocorre quando o trabalhador sofre lesão corporal, perturbação funcional ou doença no local e durante o trabalho. Para tanto, devem estar preenchidos os requisitos previstos no art. 86 da Lei nº 8.213/91 - de Acidentes do Trabalho, quais sejam, redução da capacidade para o labor que habitualmente exercia. (BALSAMO; FELLI, 2006). Doença ocupacional é a designação de um grupo de várias doenças que causam alterações na saúde do trabalhador, provocadas por fatores relacionados com o ambiente de trabalho. Elas se dividem em doenças profissionais ou tecnopatias, que são sempre causadas pela atividade laboral, e doenças do trabalho ou mesopatias, que podem ou não ser causadas pelo trabalho. (OLIVEIRA; MUROFUSE, 2001). Na Lei Nº 8.080, de 19.09.1990, dos objetivos e atribuições que diz no art. 6º: estão incluídas ainda no campo de atuação do SUS (BRASIL, 1990): I - a execução de ações: [...] c) de saúde do trabalhador; [...] § 3º Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo: I - assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho; 27 II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúde existentes no processo de trabalho; III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde (SUS), da normatização, fiscalização e controle das condições de produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que apresentam riscos à saúde do trabalhador; IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional; VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas; VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das entidades sindicais; VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a vida ou saúde. Em vigor desde 2004, a Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde visa à redução dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, mediante a execução de ações de promoção, reabilitação e vigilância na área de saúde. Suas diretrizes, descritas na Portaria nº 1.125 de 6 de julho de 2005, compreendem a atenção integral à saúde, a articulação intra e intersetorial, a estruturação da rede de informações em Saúde do Trabalhador, o apoio a estudos e pesquisas, a capacitação de recursos humanos e a participação da comunidade na gestão dessas ações. (MALAGUTI et al, 2008). A partir da percepção de ser necessário normatizar as questões relativas à saúde e segurança do trabalhador em saúde, o MTE veio através da NR32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde - publicada em 2005, determinar as medidas necessárias para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais dos trabalhadores da saúde. (BALSAMO; FELLI, 2006). Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, esta Norma Regulamentadora tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral. Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde 28 qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade. (BRASIL, 2005). Em seu texto, a NR32 resume os pontos principais de várias normas, no que se aplica aos serviços de saúde, como a seguir: NR5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA; NR6 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI; NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO; NR9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA; NR17 – Ergonomia; NR26 - Sinalização de Segurança. Segundo a NR32, toda ocorrência de acidente envolvendo riscos biológicos, com ou sem afastamento do trabalhador, deve ser emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), previsto inicialmente na Lei nº 5.316/67, com todas as alterações da Lei nº 9.032/95, regulamentada pelo Decreto nº 2.172/97. Os trabalhadores também devem comunicar imediatamente todo acidente ou incidente, com possível exposição a agentes biológicos, ao responsável pelo local de trabalho e, quando houver, ao serviço de segurança e saúde do trabalho e à CIPA. Ressaltase a importância da comunicação, principalmente o completo e exato preenchimento do formulário, tendo em vista as informações nele contidas, não apenas do ponto de vista previdenciário, estatístico e epidemiológico, mas também trabalhista e social. (BRASIL, 2005). As condições de trabalho dos enfermeiros nos hospitais há muito tempo tem sido consideradas inadequadas devido as especificidades do ambiente e das atividades insalubres executadas. O desgaste físico e emocional, a baixa remuneração e o desprestígio social são fatores associados às condições de trabalho do enfermeiro, que vem refletindo negativamente na qualidade da assistência prestada ao cliente, levando ao abandono da profissão e consequentemente a escassez de profissionais no mercado de trabalho. (MARZIALLE, 2007). A Renast, regulamentada pela Portaria nº 2.728/GM de 11 de novembro de 2009, é uma das estratégias para a garantia da atenção integral à saúde dos trabalhadores. Ela é composta por Centros Estaduais e Regionais de Referência em 29 Saúde do Trabalhador (Cerest) - ao todo, 178 unidades espalhadas por todo o País e por uma rede de 1.000 serviços sentinela de média e alta complexidade capaz de diagnosticar os agravos à saúde que têm relação com o trabalho e de registrá-los no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). (BRASIL, 2009). Em esfera interinstitucional, o Ministério da Saúde desenvolve uma política de ação integrada com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social, a Política Nacional sobre Saúde e Segurança do Trabalho (PNSST), cujas diretrizes compreendem: I - Ampliação das ações, visando à inclusão de todos os trabalhadores brasileiros no sistema de promoção e proteção da saúde; II - Harmonização das normas e articulação das ações de promoção, proteção e reparação da saúde do trabalhador; III - Precedência das ações de prevenção sobre as de reparação; IV - Estruturação de rede integrada de informações em Saúde do Trabalhador; V - Reestruturação da formação em Saúde do Trabalhador e em segurança no trabalho e incentivo à capacitação e à educação continuada dos trabalhadores responsáveis pela operacionalização da política; VI - Promoção de agenda integrada de estudos e pesquisas em segurança e Saúde do Trabalhador. Segundo o Manual “Programa de prevenção de acidentes com material perfurocortantes (2010)”, os serviços de saúde são compostos por ambientes de trabalho complexos, apresentando, por isso mesmo, riscos variados à saúde dos trabalhadores e também das pessoas que estejam recebendo assistência médica nesses locais. Dentre esses riscos, um que é bastante peculiar ao serviço de saúde é o risco de sofrer um acidente de trabalho com material biológico envolvendo um perfurocortante. Além de incluir o ferimento em si, a grande preocupação em um acidente desta natureza é a possibilidade de vir a se infectar com um patógeno de transmissão sanguínea, especialmente os vírus das hepatites B e C e da aids. Essas são doenças que trazem grandes perdas não só ao trabalhador acidentado, mas também a toda a sociedade. Mesmo que não haja soroconversão, um acidente com um perfurocortante envolve o sofrimento do trabalhador acidentado, de sua família e muitas vezes grandes custos financeiros. (BRASIL, 2010). Um estudo realizado por Balsamo e Felli (2006), sobre os acidentes de trabalho com exposição aos líquidos corporais humanos em trabalhadores da saúde 30 de um hospital universitário (HU- USP), São Paulo, nos mostra que o departamento de enfermagem foi o que mais se destacou pelo número de acidentes com exposição a líquidos corporais humanos, totalizando 71% acidentes (ver tabela 2). TABELA 2 Frequência dos trabalhadores acidentados com exposição aos líquidos corporais humanos, segundo a área de trabalho e função, São Paulo, HU- USP, 2006. Área de trabalho Nº. % Nº de trabalhadores CR * Departamento de Enfermagem Enfermeiro 9 18,75 149 6,04 Técnico de enfermagem 25 52,09 403 6,20 Auxiliar de enfermagem 0 - 47 0 34 70,59 599 12,24 % Nº de trabalhadores CR * Subtotal Área de trabalho Nº. Departamento médico Médicos 3 6,25 713 0,42 Subtotal 3 6,25 713 0,42 5,26 Serviço de higienização especializada Auxiliar de serviços gerais 4 8,33 76 Auxiliar de lavanderia 3 6,25 24 12,5 Subtotal 7 14,58 100 17,76 Divisão de farmácia e laboratório clínico Farmacêutico 1 2,08 33 3,03 Biólogo 0 - 1 0 Técnico de laboratório 2 4,17 18 11,11 Auxiliar de laboratório 0 - 12 0 Subtotal 3 12,25 64 14,14 Total 47 103,67 1476 44,56 * coeficiente de risco Os dados obtidos por Balsamo e Felli (2006) em relação à equipe de enfermagem, supõem-se ao fato de que são os profissionais de enfermagem que assistem aos pacientes de forma integral, ou seja, assistem por 24horas do dia, têm contato direto com os pacientes, realizam a maioria dos procedimentos invasivos, preparam e administram medicamentos, são responsáveis pela higienização, curativos entre outros. O tempo de exposição dentro do ambiente hospitalar são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores. 31 Na prática, pouca atenção é dispensada aos acidentes com materiais perfurocortantes quando avaliamos sua alta frequência, sua significativa subnotificação e a necessidade de preveni-los em função das graves consequências que acometem os trabalhadores expostos a esses acidentes. Os fatos evidenciam que tanto o empregado quanto o empregador, costumam menosprezar esse tipo de acidente por não terem a real consciência dos riscos envolvidos nos acidentes com materiais biológicos que podem, ao longo do tempo, ser causadores de doença e até de morte do trabalhador. (DAMASCENO et al, 2006). Segundo Dias, Cordeiro, Gonçalves (2006) a prevenção continua sendo a melhor forma de prevenir acidentes e doenças. Os programas de orientações e treinamentos, bem como o fornecimento de EPI´s, são medidas menos onerosas, se comparadas com o pagamento de indenizações determinadas por sentenças judiciais ou procedimentos administrativos junto a Previdência Social. 32 3 METODOLOGIA O presente estudo configura-se no tipo quanti-qualitativo, descritivo, transversal e não-experimental que visa conhecer o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem, acerca dos riscos ocupacionais. O desenvolvimento do presente estudo se deu em uma instituição hospitalar pública localizada na cidade de Paracatu - MG, Hospital Municipal de Paracatu, inserida no Sistema Único de Saúde – SUS. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde – SMS, do município, a referida instituição conta com um contingente humano de 359 trabalhadores, que desempenham diferentes funções, em serviços como o de enfermagem, lavanderia, cozinha, zeladoria, manutenção, administrativo, laboratorial, segurança, entre outros. Para a realização da pesquisa foram consideradas todas as unidades do hospital, compreendendo uma população total de 137 trabalhadores de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares). Porém, foram excluídos aqueles que estiveram em férias ou licença, durante o período de coleta de dados, bem como aqueles que se negaram a participar. Para a aplicação dos questionários dentro das dependências da instituição foi enviado um ofício (APÊNDICE A) à SMS solicitando autorização de acesso aos locais de trabalho dos funcionários entrevistados. Cada trabalhador participante da pesquisa foi orientado a assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE B) solicitando formalmente sua participação e garantindo a confidencialidade das informações por ele fornecidas. Para coleta de dados foi utilizado um questionário semi-estruturado com 12 questões objetivas (APÊNDICE C). Realizou-se entrevistas, no mês de Abril e Maio de 2010, com os trabalhadores de enfermagem do HMP. Apresentou-se um Termo de Consentimento ao entrevistado, conforme Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde que delibera sobre a ética na pesquisa envolvendo seres humanos (BRASIL, 1996), no qual ficou claro seus direitos e a importância que essa pesquisa representaria, foi explicada a natureza da pesquisa, os objetivos, métodos, a liberdade de desistir da participação a qualquer momento e a manutenção do sigilo de seus nomes, usando a letra “P” caracterizando o profissional e o respectivo número relacionado à ordem 33 que respondeu. A entrevista foi realizada com a abordagem dos profissionais dentro do HMP, durante o seu período de trabalho. Após os mesmos assinarem, concordarem com o termo de consentimento e responderem aos questionários, foi possível então, avaliar e discutir os resultados sobre o conhecimento destes profissionais, em relação aos riscos que estão expostos dentro da instituição executando suas atividades. 34 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO A apresentação e discussão dos dados obtidos na aplicação do questionário inicia-se pela análise dos dados de identificação dos participantes da pesquisa. A média de idade dos participantes ficou na faixa dos 30 anos, sendo que a idade mais prevalente entre eles é de 28 anos. Durante a pesquisa e ao aplicar os questionários percebeu-se como o sexo feminino predomina entre os profissionais de enfermagem do HMP. Dos 137 profissionais, 90% são do sexo feminino (ver gráfico 4). Tal dado confirma outras pesquisas na área que afirmam que 85% do contingente de pessoal de enfermagem são do sexo feminino. Desde a antiguidade o papel de “cuidar” é atribuído à mulher, associada à figura de Florence Nightingale, pioneira da enfermagem e símbolo desta profissão. Gráfico 4: Profissionais de enfermagem quanto ao gênero, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 10% Feminino Masculino 90% Fonte: Dados coletados em pesquisa de campo com a equipe de enfermagem do HMP, pela acadêmica, Carolina Carvalho Fiuza, Paracatu, 2010. Quanto ao tempo de trabalho dentro da instituição, nota-se que 55% trabalham entre 1 e 5 anos e 21% tem menos de 1 ano de trabalho. Acredita-se que esse dado associa-se à recente realização de concurso público no ano de 2008 para provimento de vagas nas mais diversas áreas visando atender à crescente demanda 35 e ampliação do atendimento à população usuária dos serviços do hospital. (ver gráfico 5). Gráfico 5: Tempo de trabalho na instituição, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 60 53 50 Menos de 1 ano 40 Entre 1 e 5 anos 30 Entre 5 e 15 anos 21 20 16 Entre 15 e 30 anos 8 10 0 Fonte: Dados coletados em pesquisa de campo com a equipe de enfermagem do HMP, pela acadêmica, Carolina Carvalho Fiuza, Paracatu, 2010. O fato de a equipe de enfermagem ser o maior grupo nos serviços de saúde, ter mais contato direto na assistência aos pacientes e também ao tipo e à frequência de procedimentos realizados, os torna uma das principais categorias sujeita a exposições aos riscos ocupacionais. Desse modo, para desenvolver este trabalho foi necessário levantar o contingente de profissionais atuantes na área de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares), obtendo-se um total de 137 trabalhadores. (ver gráfico 6). 36 Gráfico 6: Total de profissionais do HMP e o total de profissionais da equipe de enfermagem, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 28% Total de profissionais do HMP 72% Total de profissionais da equipe de enfermagem do HMP Fonte: Secretaria Municipal de Paracatu, 2010. No período de aplicação dos questionários fez-se necessário a exclusão dos profissionais que estavam de férias e/ou atestado médico, como também aqueles que se negaram a responder (ver gráfico 7). Houve muita resistência por parte dos profissionais em responder ao questionário, evidenciado na taxa de 18% de recusa em participar da pesquisa. Alguns relataram não ter tempo no horário de trabalho, pois os questionários não podiam ser levados para casa, já outros, quando leram as questões, mostraram-se inseguros e optaram por não responder. 37 Gráfico 7: Profissionais que responderam aos questionários, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 18% 11% Responderam Férias e atestado médico 71% Se negaram a responder Fonte: Dados coletados em pesquisa de campo com a equipe de enfermagem do HMP, pela acadêmica, Carolina Carvalho Fiuza, Paracatu, 2010. Referente à primeira pergunta: “Você sabe o que é acidente de trabalho? Explique”, todos os entrevistados responderam “Sim”, que têm conhecimento do que é o acidente de trabalho, como podem ser observadas nas falas a seguir: “Acidente de trabalho é o acidente ocorrido durante o desempenho da função no local de trabalho.” (P13).1 “Quando de alguma forma me contamino com alguma secreção ou outros.” (P21).2 “Tudo que coloca em risco a minha vida e minha saúde no local de trabalho e durante o percurso casa – trabalho e vice e versa.” (P3).1 “Ao preparar ou administrar uma medicação perfuro o dedo.” (P46).3 “Imprevistos ocorridos durante algum procedimento realizado colocando em risco a vida do trabalhador.” (P5).1 A saúde do trabalhador, no pensamento clássico da medicina ocupacional, está relacionada ao ambiente físico, na medida em que o trabalhador, no seu ambiente de trabalho, está em contato com agentes químicos, físicos e biológicos que lhe causem acidentes e enfermidades. (OLIVEIRA; MUROFUSE, 2001). 1 Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 19/04/2010. Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 20/04/2010. 3 Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 22/04/2010. 2 38 Analisando as respostas, percebeu-se que os profissionais mostraram ter conhecimento sobre tal questão. Porém, ainda houve aqueles (9%) que não opinaram. Ao questionar se o entrevistado já havia sofrido algum tipo de acidente de trabalho ou doença ocupacional, 70% dos entrevistados responderam que não e 30% responderam que sim e descreveram o ocorrido, observa-se a seguir: “Foi um acidente de trabalho, por falta de segurança para mobilizar o paciente.” (P80).4 “Já perfurei o dedo com perfurocortante; ao socorrer um paciente em uma ambulância, escorreguei no chão molhado e torci o tornozelo sendo necessário imobilizá-lo por 8 dias; ao realizar um curativo, cortei o polegar com bisturi sendo necessário 3 pontos.” (P5).1 “Doença não, mas algumas vezes com perfurocortante, em 2001 mesmo, furei o dedo com um gelco usado em paciente soro positivo.” (P36).5 “Fui mordida na mão por um paciente psiquiátrico.” (P10).1 “Acidente com perfurocortante (ao desprezar uma seringa).” (P61).6 “Sofri um acidente ao realizar tricotomia em gestante, cortei o dedo.” (P13).1 Ao analisar esta questão sobre acidentes de trabalho e doenças ocupacionais pode-se notar que dos 30% dos entrevistados que já sofreram algum tipo de acidente ou doença ocupacional 26% citaram acidente com perfurocortante, sendo um número significativo. Segundo o MTE (2010), os Centers for Diseases Control and Prevention (CDC) estimam que, a cada ano, ocorram 385.000 acidentes com perfurocortantes entre os trabalhadores da saúde que atuam em hospitais; uma média de 1.000 exposições por dia. (BRASIL, 2010b). Das doenças ocupacionais, as mais citadas foram “stress, depressão e problemas na coluna”, observadas em algumas respostas a seguir: “Stress, cansaço físico e mental, dores musculares e fibromialgia.” (P74).6 “Durante 3 anos anteriores, com stress, creio em alto grau, aproximando a um quadro depressivo devido a acúmulo e sobrecarga de serviços.” (P1).1 “Tendinite e problema de coluna.” (P9). 4 Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 02/05/2010. Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 22/04/2010. 6 Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 27/04/2010. 5 39 “Logo quando comecei a trabalhar no hospital tive um quadro depressivo, mas graças a Deus me tratei e hoje já me acostumei com esta vida de tanto sofrimento e morte.” (P21).2 Percebeu-se que as doenças ocupacionais como “stress e depressão” ocorreram em profissionais com menos tempo de atuação, podendo estar relacionado à dificuldade em lidar com fatos novos, como morte e sofrimento, por exemplo, ou até mesmo por não terem experiência em gerenciar melhor o tempo e o serviço, resultando em sobrecarga de trabalho. Já os “problemas de coluna” citados, podem estar relacionados à má postura ao realizar procedimentos e ao transportar pacientes, de um leito para outro, havendo sobrecarga de peso. Quando questionados se sabiam o que fazer em caso de acidente de trabalho, 5% dos entrevistados responderam “Não”, outros 67% citaram diferentes ações, algumas observadas nas falas a seguir: “Caso com materiais perfurocortantes, lavar bem o local com água e sabão e procurar a chefia imediata para demais providências.” (P98).7 “Comunicar a chefia imediata, técnico de segurança e também o médico do trabalho.” (P9).1 “Procurar o médico para solicitar exames e utilizar o kit de acidentes de trabalho.” (P30).2 “Comunicar a administração.” (P11).1 “Solicitar exames do paciente e da pessoa que acidentou (teste rápido HIV, sorologia Hep. B) e conforme o resultado encaminhá-los.” (P1).1 “Informar o enfermeiro do plantão o tipo de acidente, tomando as medidas de acordo com o tipo de acidente.” (P26).2 “Fazer exames de ambos, do cuidador e do paciente.” (P91).7 Algumas respostas foram divergentes e incoerentes em relação ao Manual de Condutas do Ministério da Saúde que preconiza e padroniza as ações que devem ser adotadas em caso de ocorrência de acidente dentro do ambiente hospitalar. Nota-se ainda que estes profissionais (67%) não citaram nenhum tipo de notificação, o que demonstra que a instituição e seus funcionários não estão preparados para o atendimento aos acidentes, os quais devem ser considerados 7 Entrevista realizada com a equipe de enfermagem do HMP em 25/04/2010 40 situações de emergência médica, sendo a notificação ou comunicação a primeira etapa para o atendimento rápido e eficaz ao colaborador acidentado. As respostas apresentam-se ainda diversificadas, o que demonstra não haver padronização de conhecimento sobre o que fazer em caso de acidentes de trabalho dentro deste ambiente hospitalar. Cabe destacar que a instituição pesquisada não conta com suporte especializado de médico e enfermeiro do trabalho, bem como técnico de segurança para tratar prontamente as ocorrências. Obteve-se ainda 15% dos pesquisados que citou a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e 13% citaram a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), como se pode ver nas falas a seguir: “Preencher ficha e consultar no PS, colher exame do profissional e do cliente, preencher a ficha do SISVAN e CAT e dependendo do acidente temos que encaminhar o funcionário para Unaí, onde o mesmo será consultado por um infectologista para tomar ou não o coquetel para HIV.” (P3).1 “Comunicar à chefia imediata e também à CIPA, preencher o CAT e ficha de investigação de acidentes.” (P93).4 “Comunicar a chefia imediata para tomar providências como o CAT, técnico de segurança e a CIPA.” (P71).6 A resposta a seguir comprova que o HMP não aplica o Manual de Condutas do Ministério da Saúde: “Somente temos protocolo e fluxo para acidente com material biológico. O atendimento inicial é realizado no hospital, logo após realizar os exames, o servidor é orientado sobre os procedimentos e encaminhado ao CIPA (Unaí) para consulta com infectologista e inicia a profilaxia para HIV. A notificação é feita e preenchemos uma ficha de registro de acidentes para construção dos indicadores.” (P32).5 Quando perguntados sobre o que é doença ocupacional ou do trabalho, obteve-se as seguintes respostas: “Doença adquirida pelo desempenho do trabalho a longo ou curto prazo.” (P81).4 “Aquela que se adquire quando fica exposto sem o uso dos EPI’s ou de forma incorreta.” (P2).1 “Doença adquirida por esforços repetitivos no trabalho, ou por acidente ou por doenças contagiosas.” (P34).5 41 “Todas as doenças adquiridas durante o período do trabalho e no trajeto da casa para o trabalho.” (P78).4 “É a patologia proveniente do desgaste que a ocupação impõe, pode ser físico ou mental.” (P73).6 “Doença adquirida ao longo do tempo na profissão.” (P41).5 “Aquela que pode ocorrer através do acidente e se contaminar.” (P77).4 A doença profissional típica é definida como aquela inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade. (OLIVEIRA; MUROFUSE, 2001). Percebe-se nas falas dos profissionais, em relação às doenças ocupacionais ou do trabalho, que os mesmos demonstram ter conhecimentos sobre o tema e tal conhecimento é coerente com o conceito legal de doença ocupacional. Quando questionados sobre o que fazer em caso de doença ocupacional, obtiveram-se respostas divergentes e incoerentes, como a seguir: “Sim, comunicar o CAT para perícia.” (P44).5 “Sim, comunicar a CIPA.” (P83).4 “Notificar e investigar a doença ocupacional pra estabelecer o tratamento adequado.” (P49).3 “Deve estabelecer normas e práticas de trabalho que visem minimizar o risco e em caso da doença já instalada tomar as medidas de rotina da instituição.” (P27).2 “Evitar o que está causando a doença e procurar tratamento.” (P4).1 “Fazer exercícios diariamente, academia, hidroginástica, etc.” (P17).2 As respostas obtidas demonstram como já foi falado, que a instituição pesquisada não conta com uma estrutura adequada para o atendimento aos casos de acidentes e doenças ocupacionais, o que acaba por refletir em funcionários desamparados e desinformados. Quando questionados sobre o conhecimento dos riscos ocupacionais aos quais estão expostos, 11% responderam não conhecer e 89% disseram conhecer, porém, a maioria das respostas não foi fiel ao que estabelece a legislação: “riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes”. “LER – lesão por esforço repetitivo.” (P7).1 “Risco de contrair HIV, se perfurar com a mesma agulha usada em um paciente soro positivo.” (P75).6 “Stress, contaminação com sangue, doenças contagiosas, etc.” (P59).3 “Depressão, doença degenerativa, stress, dor lombar e ouros.” (P95).7 42 “Risco de desenvolver hérnia de disco.” (P16).2 “Risco de contaminação e risco de acidentes.” (P90).4 “O stress pode levar a fazer medicações erradas e até ser perfurado.” (P33).5 As respostas a seguir foram mais coerentes, porém incompletas. “Riscos físicos e biológicos.” (P47).3 “Físicos, químicos e radiotivos.” (P8).1 “Biológico, físico, químico e ergométrico.” (P85).4 “Risco mecânico, biológico e com perfurocortantes.” (P37).5 “Biológico.” (P92).7 Dos 98 entrevistados somente um respondeu corretamente como podemos ver a seguir: “Ergonômicos, físicos, químicos, biológicos e acidentes.” (P2).1 Quando os profissionais deram exemplos de doenças como sendo os riscos ocupacionais, percebeu-se então, que eles vêem estes riscos como consequências e não como fonte desencadeadora das doenças e acidentes. Posto isto, cabe ressaltar a importância de seguir as normas propostas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a NR32 item 32.2.4.9, onde estabelece a responsabilidade do empregador de realizar treinamentos de forma contínua para assegurar que os profissionais tenham conhecimentos de quais são os riscos e quais as medidas preventivas aplicáveis. Foi pedido para exemplificar situações do dia a dia que representam risco de acidentes, 6% dos profissionais não opinaram e 94% deram diferentes exemplos, vistos a seguir: “Realizar punção venosa.” (P60).3 “Não usar EPI´s adequados.” (P39).5 “Realizar vários procedimentos como: punção venosa, aspiração de vias aéreas, manipulação com pacientes – transferência.” (P21).2 “Punção venosa, auxílio em suturas, pacientes psiquiátricos, etc.” (P18).2 “Quando as auxiliares de limpeza lava o chão e fica molhado isso pode causar um acidente de trabalho.” (P5).1 “Ás vezes os EPI´s fornecidos não são de qualidade aumentando o risco de a luva rasgar e me contaminar com secreção ou até mesmo perfurar com gelco.” (P35). “Realizar procedimentos como injeção, contenção de pacientes, resgate em 43 acidentes e o transporte destes.” (P69).6 “Perfurocortantes.” (P61).6 “Acompanhar paciente em raio-X e ficar exposto à radiação.” (P2).1 “Ruídos, radiação, meningites, hepatites, tuberculose...” (P32).5 “Entrar em contato com paciente sem diagnóstico definido e ele pode estar com tuberculose.” (P20).2 Os profissionais foram de certa forma, coerentes e demonstraram ter uma noção de procedimentos e situações que representam risco, porém, os que citaram o “mau uso dos EPI´s” ou “EPI´s de má qualidade” não se enquadram em situações de risco, pois estes equipamentos não previnem acidentes apenas minimizam os danos. Questionou-se sobre como prevenir a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais dentro da instituição, 8% não opinaram e dos que responderam obteve-se as seguintes falas: “Palestras, ginástica laboral.” (P15).1 “Utilizar os EPI´s, ter ergonomia (postura, descanso), estar sempre alerta na realização dos procedimentos.” (P51).3 “Uso de EPI´s.” (P47).3 “Seguir as normas da instituição hospitalar.” (P31).5 “Realizar lavagem das mãos.” (P32).5 “Trabalhar com postura correta.” (P77).4 “Seguindo as normas.” (P23).2 “Com orientação e treinamentos dos funcionários quanto à prevenção de acidentes e uso correto dos EPI´s.” (P2).1 “Tomando as precauções padrão e mantendo a vacinação em dia.” (P21). “Para prevenir acidentes usando EPI´s, mas doenças ocupacionais eu não sei.” (P12).1 “É difícil, porque o excesso de trabalho está de mais.” (P57).3 “É difícil evitar acidentes, já as doenças fazendo exames regularmente.” (P14).1 Como já citado anteriormente, os EPI´s são utilizados para proteção dos profissionais e dos pacientes, para minimizar os danos caso haja intercorrência. Percebe-se então que estes entrevistados têm dificuldade de distinguir quais são as medidas de prevenção. 44 Referente à pergunta: “A instituição oferece treinamentos sobre como evitar acidentes?”, 92% dos entrevistados responderam que “Não” e somente 8% responderam que “Sim”, (ver gráfico 8). Gráfico 8: Treinamentos oferecidos pela instituição, segundo as respostas dos profissionais, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 8% Sim Não 92% Fonte: Dados coletados em pesquisa de campo com a equipe de enfermagem do HMP, pela acadêmica, Carolina Carvalho Fiuza, Paracatu, 2010. Segundo a NR32, o empregador deve assegurar capacitação aos trabalhadores, antes do início das atividades e de forma continuada, devendo ser ministrada: a) sempre que ocorram mudanças das condições de exposição dos trabalhadores aos riscos biológicos; b) durante a jornada de trabalho; c) por profissionais de saúde familiarizados com os riscos inerentes aos agentes biológicos. (BRASIL, 2005). Os dados indicam que a instituição não segue o que o Ministério do Trabalho e Emprego preconiza. Para os que responderam “Sim”, questionou-se com que periodicidade, algumas respostas podem ser conferidas a seguir: “Uma vez no ano apenas.” (P87).4 “Raramente.” (P32).3 “Que eu me lembre teve um treinamento há mais de 1 ano.” (P67). “Não tem tempo marcado.” (P9).1 45 “Só quando fui admitida.” (P26).2 “Há mais de um ano e meio teve.” (P88).4 Percebe-se que houve divergências entre os entrevistados e que a instituição anda irregular com os treinamentos que deveriam ser realizados periodicamente. Em seguida foi questionado se a instituição oferece os EPI´s adequados à necessidade do profissional, 46% responderam que “Não” e alguns justificaram com algumas falas a seguir: “Não tem todos necessários, apenas luvas de péssima qualidade e máscaras simples, eu acho que deveriam oferecer jalecos padronizados, óculos de proteção, luvas e máscaras melhores.” (P63).6 “Aqui dificilmente se vê máscaras n 91 e 95 nem capotes.” (P43).5 A seguir algumas respostas dos 54% dos profissionais que responderam “Sim”: “Luvas, gorros, aventais, óculos, porém muitos não são de boa qualidade.” (P11).1 “Na medida do possível como luvas de procedimentos e estéreis, máscara simples e n 95.” (P85).4 “Apenas luvas, toquinha, máscara e propé, mas não são muito bons.” (P17).2 “Luvas, máscara, gorro, óculos, toca acho que só.” (P33).5 Nota-se mais divergências nas respostas, alguns citaram um tipo de EPI que a instituição oferece, já outros disseram que “dificilmente” tem este mesmo EPI. Segundo a NR32 item 32.2.4.7, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição. E é dever do empregador: a) garantir a conservação e a higienização dos materiais e instrumentos de trabalho; b) providenciar recipientes e meios de transporte adequados para materiais infectantes, fluidos e tecidos orgânicos. (BRASIL, 2005). Além de fornecer os EPI´s adequados à necessidades dos profissionais e garantir a conservação dos mesmos, a instituição tem o dever de treinar o pessoal quanto ao uso correto destes equipamentos. A última questão refere-se à NR32, se o profissional já ouviu falar sobre esta norma regulamentadora e se “Sim”, explicá-la. Dos entrevistados 69% responderam 46 que “Não” e apenas 31% responderam que “Sim” (ver gráfico 9). Gráfico 9: Profissionais que já ouviram falar sobre a NR32, Paracatu-MG, mar./abr., 2010. 31% Sim 69% Não Fonte: Dados coletados em pesquisa de campo com a equipe de enfermagem do HMP, pela acadêmica, Carolina Carvalho Fiuza, Paracatu, 2010. Porém quando se pediu para explicar, destes 31% que disseram Sim 7% não explicou, o que pode significar que na verdade não sabem do que ela trata. Alguns dos que responderam não demonstraram muita segurança e alguns se equivocaram como se pode ver nas falas a seguir: “Não lembro perfeitamente, mas acho que é sobre acidentes e doenças no trabalho.” (P25).2 “Acho que tem haver com máscaras, sapatos fechados, luvas e etc.” (P27).2 “Lei que protege o trabalhador em relação a acidentes.” (P10).1 “Já ouvi por auto, mas não sei do que ela trata.” (P45).5 “Fala dos riscos que corremos.” (P1).1 “É a NR que regulamenta o uso de EPI´s adequados ao seu trabalho?! Não tenho certeza!” (P82).4 “São normas regulamentadoras da profissão.” (P91).7 “É a máscara que utiliza em isolamentos para cuidar de pacientes com doenças de grande transmissibilidade.” (P13).1 “São normas usadas pela CIPA no ambiente de trabalho, na prevenção de 47 acidentes.” (P66).6 “Ela explica os cuidados que devem ser tomados diante do acidente de trabalho.” (P63).6 “É um tipo de norma para que você fique em dia, como por exemplo manter o cartão de vacina em dia.” (P3).1 “É uma norma sobre segurança.” (P97).7 Das respostas obtidas as que foram mais coerentes podem ser observadas a seguir: “Esta norma tem objetivo de estabelecer diretrizes básicas para a implementação de ações de proteção à segurança dos trabalhadores dos serviços de saúde.” (P32).5 “São normas que visam a segurança do trabalhador na instituição de saúde pública e privada.” (P41).5 “É a norma que regulamenta a prevenção de acidentes no ambiente de saúde.” (P53).3 “É a norma que regulamenta medidas para prevenir acidentes e doenças ocupacionais.” (P79).4 “É uma norma regulamentadora relativa à segurança e medicina do trabalho, estabelece diretrizes para implementação de medidas de segurança e da saúde de trabalhadores de serviços de saúde.” (P2).1 A NR32 refere-se à Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde, que tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, em seu texto, resume-se os pontos principais de várias normas, no que se aplica aos serviços de saúde, como: NR5, NR6, NR7, NR9, NR17 e NR26. Percebeu-se que os profissionais têm muito pouco conhecimento sobre a NR32 demonstrando uma falha na capacitação profissional. 48 5 CONCLUSÃO O presente estudo permitiu analisar o nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem acerca dos riscos ocupacionais aos quais estão expostos no cotidiano do trabalho. Obteve-se assim que os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu têm pouco conhecimento a respeito dos riscos ocupacionais. Acredita-se que o pouco que sabem sobre os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes, advém da prática cotidiana, visto que a instituição não conta com programas de educação continuada. A partir da concepção de que a educação é fundamental para instrumentalizar o indivíduo para a prática preventiva em saúde, fica a reflexão de que a referida instituição deverá, antes de tudo, investir na capacitação e orientação continuada e sistematizada de seus colaboradores com vistas a implementar ações concretas voltadas à prevenção de acidentes e doenças de trabalho no ambiente hospitalar. Neste sentido, a NR32 item 32.2.4.9 estabelece como responsabilidade do empregador a realização de treinamento e capacitação continuada. Em relação ao uso de EPI´s percebeu-se uma dificuldade na adesão ao uso destes equipamentos, seja pela falta de orientação, pelo deficiente fornecimento por parte da instituição ou pela má qualidade destes materiais. Percebe-se ainda que muitos profissionais definem o equipamento de proteção individual como sendo item obrigatório relacionado à prevenção de acidentes. Tal informação traz à tona a necessidade do investimento, por parte da instituição, na adoção de medidas de engenharia, administrativas ou de proteção coletiva, com o objetivo de eliminar o risco, pois como se sabe o EPI somente minimiza o possível dano causado pelo acidente. Desta forma, a partir do conhecimento dos custos financeiros, sociais e emocionais, que envolvem os acidentes e doenças do trabalho, torna-se clara a urgência na tomada de decisão em propor medidas efetivas para a prevenção destas ocorrências no ambiente de trabalho. Além de configurar-se como obrigação legal por parte das instituições de saúde, a adoção de programas de segurança e saúde no trabalho, caracteriza-se também como exercício de responsabilidade social. 49 Assim, fica evidente que as questões relativas à segurança e saúde do trabalhador em saúde já se encontram plenamente normatizadas e regulamentadas, sendo agora necessário o compromisso das instituições de saúde em aplicar, no seu dia a dia, medidas consistentes e sustentáveis que garantam o bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores, para que estes possam atingir todas as suas potencialidades e exercer o seu trabalho com excelência. 50 REFERÊNCIAS ALEXANDRE, Neusa Maria Costa; BENATTI, Maria Cecília Cardoso. Acidentes de trabalho afetando a coluna vertebral: um estudo realizado com trabalhadores de enfermagem de um hospital universitário. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 6, n. 2, abril 1998 . 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Acesso em: 13 ago. 2009. 56 APÊNDICES APÊNDICE A – AUTORIZAÇÃO PARA COLETA DE DADOS Assunto: Autorização para coleta de dados para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso Prezado Secretário Vimos através deste apresentar a proposta de trabalho de conclusão de curso intitulada: “Avaliação do nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos riscos ocupacionais”, que será desenvolvido pela acadêmica Carolina Carvalho Fiuza, regularmente matriculada no 7º Período do Curso de Enfermagem desta IES. Para realização deste trabalho a acadêmica necessita coletar dados junto aos profissionais de enfermagem do Hospital Municipal. Em nenhum momento este trabalho tem como objetivo denegrir valores e sim rever conceitos referentes a assunto tão importante. Este trabalho não visa lucros, nem vai gerar encargos ao município. Após a conclusão do trabalho e sua aprovação, a Acadêmica se compromete a enviar uma cópia do mesmo à esta secretaria para apreciação. Solicitamos, portanto a colaboração e permissão de vossa senhoria para a coleta das informações necessárias ao estudo. Sem mais para o momento, Atenciosamente. ____________________________ Carolina Silveira de Souza Professora Orientadora Temática Ilustríssimo Senhor Eurípedes Tobias Secretário Municipal de Saúde Paracatu – Minas Gerais ___________________________ Carolina Carvalho Fiuza Acadêmica do Curso de Enfermagem 57 APÊNDICE B - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (Conselho Nacional de Saúde, Resolução 196/96) Eu, ___________________________________________________________, abaixo qualificado (a), DECLARO para fins de participação em pesquisa, na condição de sujeitos objeto da pesquisa, que fui devidamente esclarecido do Projeto de Pesquisa intitulado: Avaliação do nível de conhecimento dos trabalhadores de enfermagem do Hospital Municipal de Paracatu – MG acerca dos riscos ocupacionais, desenvolvido pela aluna Carolina Carvalho Fiuza, acadêmica do 7º período do curso de enfermagem da Faculdade Tecsoma, Paracatu-MG, sob a orientação da Professora Carolina Silveira de Souza. A população em estudo será composta pela equipe de enfermagem (enfermeiros, técnicos, auxiliares) do Hospital Municipal de Paracatu-MG, totalizando 137 profissionais. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, descritivo, transversal e não-experimental, utilizando um questionário com perguntas objetivas. Ao sujeito objeto deste estudo será garantido os esclarecimentos que se fizerem necessários, antes e durante o curso do estudo, bem como o sigilo e privacidade dos dados confidenciais envolvidos na pesquisa e a liberdade de recusar-se em participar ou cancelar o seu consentimento sem penalização alguma e sem qualquer prejuízo. DECLARO, que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me foi explicado, consinto voluntariamente a participação nesta pesquisa. Paracatu, _____ de ______________ de 2010. ______________________________ Assinatura do Declarante 58 APÊNDICE C – QUESTIONÁRIO APLICADO Sexo ( ) Feminino ( ) Masculino Idade ___ anos Estado civil ( ) solteiro ( ) casado ( )viúvo ( ) divorciado Qual sua formação? ( ) enfermeiro ( ) técnico ( ) auxiliar Qual função você exerce nesta instituição? ___________________________________________________________________ Em qual setor você desempenha a sua função? ___________________________________________________________________ Há quanto tempo você trabalha na instituição? ( ) Menos de 1 ano ( ) Entre 1 e 3 anos ( ) Entre 3 e 5 anos ( ) Entre 5 e 10 anos ( ) Entre 10 e 15 anos ( ) Entre 15 e 20 anos ( ) Entre 20 e 25 anos ( ) Entre 25 e 30 anos ( ) Entre 35 e 40 anos ( ) Mais de 40 anos. Quantos? ________anos 1. Você sabe o que é acidente de trabalho? Explique. ( ) Sim ( ) Não ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2. Já lhe aconteceu algum acidente ou alguma doença ocupacional nestes anos dentro da instituição? ( ) sim ( )não Descreva o ocorrido ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 59 3. Você sabe o que fazer em caso de acidente de trabalho? Explique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4. Você sabe o que é doença ocupacional ou do trabalho? Explique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 5. Você sabe o que fazer em caso de suspeita de doença ocupacional? Explique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 6. Você conhece quais os riscos ocupacionais aos quais você está exposto? ( ) sim ( )não Se sim, quais? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 7. Quais as situações no seu dia a dia representam risco de acidente de trabalho? Exemplifique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 8. De que forma você previne a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais dentro da instituição? Explique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 9. A instituição oferece treinamentos sobre como evitar acidentes? ( ) sim ( ) não Se sim, com que periodicidade ___________________________________________________________________ 10. A instituição fornece os EPI´s adequados à sua necessidade? ( ) sim ( ) não ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 11. Quais EPI´s? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 60 12. Você já ouviu falar sobre a NR32? ( ) sim ( ) não Se sim, explique. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________