EFEITO LATENTE EM SEMENTES DE FEIJÃO-CAUPI SUBMETIDAS À DIFERENTES TEMPERATURAS DE SECAGEM Mateus de Leles Lima1, João Paulo Barreto Cunha1, Renata Cunha dos Reis2, Rute Quelvia de Faria1, Itamar Rosa Teixeira3 1. Pós-Graduando em Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Goiás ([email protected]) 2. Professora Mestre do Instituto Federal Goiano - Campus Morrinhos 3. Professor Doutor da Universidade Estadual de Goiás/UnUCET, Caixa Postal 459, Anápolis – Goiás – Brasil Data de recebimento: 07/10/2011 - Data de aprovação: 14/11/2011 RESUMO O estudo foi conduzido com o objetivo de avaliar a qualidade fisiológica de sementes de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), submetidas a diferentes temperaturas de secagem, armazenadas durante seis meses. As sementes foram colhidas inicialmente com teor de água entre 16 a 18%, e submetidas a quatro temperaturas de secagem (30, 35, 40 e 45°C), e mantidas durante 180 dias de armazenagem em saco de papel tipo Kraft, em ambiente de laboratório não controlado. A qualidade fisiológica das sementes foi avaliada pelos seguintes testes: Teste Padrão de Germinação (TPG), envelhecimento acelerado e condutividade elétrica. Conclui-se que: houve comportamento diferenciado na qualidade de sementes de cultivares de feijão-caupi, submetidas a diferentes temperaturas de secagem e armazenadas por seis meses. As sementes da cultivar de feijão CE315 apresentaram qualidade fisiológica superior após seis meses de armazenamento, independente da temperatura de secagem submetida inicialmente. De modo geral, as temperaturas de secagem entre 30 à 45ºC afetaram positivamente a viabilidade e vigor das sementes de feijão-caupi CE315 seguida de Rouxinol, após armazenamento. Contrariamente, as sementes das cultivares Guariba e Patativa apresentaram qualidade de semente inferior. PALAVRAS-CHAVE: Vigna unguiculata, armazenagem, sementes. LATENT EFFECTS OF COWPEA-BEANS SEEDS UNDER DIFFERENT DRYING TEMPERATURES ABSTRACT The study was conducted to evaluate the physiological quality of seed of cultivars of cowpea-beans (Vigna unguiculata (L.) Walp.) drying at submitted different temperatures and six months of storage. Seeds were harvested initially with water content of 16 to 18%, and subjected to four drying temperatures (30, 35, 40 and 45°C) and 180 days of storage in paper “kraft” bags at laboratory conditions. The physiological quality of seeds was evaluated by the following tests: standard germination test (TPG), the first count, accelerated aging and electrical conductivity. ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 461 It is concluded that the cultivar CE315 was that better results submitted to storage. The drying temperatures studied did not affect the physiological potential of seeds of cowpea. KEYWORDS: Vigna unguiculata, storage, seeds. INTRODUÇÃO O feijão-caupi, feijão-de-corda ou feijão-macassar (Vigna unguiculata (L.) Walp.) é uma excelente fonte de proteínas (23 – 25% em media), apresentando todos os aminoácidos essenciais, e cultivados com o intuito principal da produção de grãos. No Brasil o feijão-caupi é predominantemente cultivado no sertão semi-árido da região nordeste e outras regiões (MAIA, 1996), como no centro-oeste onde a área de cultivo tem expandido a cada safra (TEIXEIRA et al., 2010). É uma espécie rústica bem adaptada às condições de clima e solo da região e possuidora de uma ampla variabilidade genética, ampla capacidade de adaptação, alto potencial produtivo e excelente valor nutritivo, características estas que conferem à cultura grande valor atual e estratégico (FREIRE FILHO et al., 2006). Sementes de feijão normalmente são colhidas com teores elevados de água, quando se procede o arranquio e enleiramento das plantas, ficando estas no campo e expostas às condições de oscilações de umidade e temperatura do ambiente e, portanto, sujeitas à perda de qualidade (ARAÚJO et al. 1996). Devido à grande quantidade de água dos grãos na colheita, há necessidade da secagem para garantir um armazenamento seguro até a próxima semeadura (GARCIA et al., 2004). Tal procedimento se faz necessário não somente para a produção de grãos para o consumo alimentício, como para a produção de sementes usadas na multiplicação. Elevados teores de água favorecem a elevação da temperatura das sementes, devido aos processos respiratórios e à maior atividade de microorganismos (CARVALHO e NAKAGAWA, 2000). No processo de secagem do feijão teor de água da semente é reduzida de 35% para 12 % b.u., sendo os processos de secagem utilizados são os de secagem natural e em secadores de camada estacionária (PESKE e VILLELA, 2006). Para que a qualidade de sementes de feijão não seja afetada pelo ar de secagem, é necessário fornecer às sementes um ar que tenha temperatura em torno de 30 °C e umidades relativas abaixo de 50 % (MARCOS FILHO, 2005). Utilizando ar de secagem inadequado pode tornar as sementes suscetíveis a danos mecânicos, tais como trincas e quebras, variando se acordo com a espécie, teor de água inicial e taxa de secagem. Contudo, a secagem conduzida sem os devidos cuidados pode reduzir a qualidade das sementes. Aparentemente, os efeitos da secagem em temperaturas mais elevadas podem não ser imediatos, pois somente após algum tempo de armazenagem é que esses efeitos tornam-se mensuráveis. CARVALHO e NAKAGAWA (2000) afirmam que a intensidade de danos com efeitos imediatos e latentes, causados às sementes pela secagem, varia de acordo com a espécie e a cultivar, e depende da interação entre temperatura do ar de secagem e do grau de umidade inicial das sementes, entre outros fatores. Pelo fato de sementes serem mecanismo de sobrevivência e perpetuação de espécies, a realização do processo de secagem deve ser cada vez mais rigoroso, principalmente para que não ocorram danos que influenciem no vigor das mesmas. MATA et al. (2000) mostrou que as sementes de feijão quando secas a temperaturas ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 462 acima de 35°C diminuem seu poder germinativo em tor no de 30%, caracterizando-se como um produto termosensível. AFONSO JÚNIOR (1997), estudando os efeitos do processo de secagem na qualidade de sementes de feijão da variedade “Ouro Negro 1992”, constatou que a temperatura do ar de secagem e os conteúdos de água inicial e final dos grãos, afetaram a germinação e o vigor das sementes. Com isso o potencial fisiológico das sementes é rotineiramente avaliado pelos testes de germinação e vigor, conduzidos sob condições favoráveis de umidade, temperatura, luz e substrato, permitindo a expressão máxima do potencial de germinação. No tocante à feijão-caupi, não foi encontrado na literatura trabalhos específicos abordando os possíveis efeitos latentes provocados pelo procedimento de secagem sobre a qualidade de sementes, envolvendo diferentes materiais genéticos, durante o armazenamento. Desta forma, este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito latente em sementes de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), secas em diferentes temperaturas e armazenadas durante seis meses. METODOLOGIA O trabalho foi conduzido no Laboratório de Análise de Sementes de Engenharia Agrícola na Unidade Universitária de Ciências Exatas e Tecnológicas, Campos Henrique Santillo, da Universidade Estadual de Goiás – UEG, utilizando lotes de sementes de feijão-caupi colhidas com teor de água entre 16 a 18% 9 (b.u). Empregou-se o delineamento inteiramente casualizado, esquema fatorial 4 x 4, com três repetições. Os tratamentos foram constituídos de sementes provenientes de quatro cultivares de feijão-caupi (CE 315, Guariba, Patativa e Rouxinol), submetidas a quatro temperaturas de secagem (30, 35, 40 e 45°C), e acondicionadas em sacos de papel tipo Kraft e armazenadas no laboratório em condições ambientes, por um período de 180 dias. Aos 180 dias após a armazenagem, foram feitas determinações da viabilidade e do vigor do produto através dos testes de germinação, envelhecimento acelerado e condutividade elétrica. Para o teste de germinação utilizou-se quatro repetições de 50 sementes, distribuídas em rolos de papel germitest, com 2,5 vezes o peso do papel de água, e colocadas para germinar a 25 ºC. As avaliações foram realizadas aos oito dias após a semeadura, segundo os critérios estabelecidos pelas Regras para Análise de Sementes – RAS (BRASIL, 2009); Os resultados foram expressos em porcentagem média de plântulas normais, para cada repetição. Para determinação da condutividade elétrica, quatro repetições de 50 sementes cada, foram selecionadas e pesadas (KRZYZANOWSKI et al., 1999). Em seguida foram imersas em 75 mL de água deionizada onde permaneceram durante 24 horas à temperatura constante de 20ºC, seguido da leitura da solução em condutivímetro CG- 220 GEHAKA. Os valores de condutividade elétrica da solução de sementes foram obtidos, dividindo-se para cada repetição o valor da condutividade lida no condutivímetro pela massa (g) das 50 sementes, sendo seu valor expresso em µS.cm-1.g-1 de sementes. O envelhecimento acelerado foi implantado utilizando quatro repetições de 50 sementes por tratamento. Em seguida as sementes foram distribuídas sobre tela de alumínio, fixadas no interior de caixas de plástico, tipo gerbox, e incubadas em câmara tipo BOD a 41ºC e 100% de umidade relativa do ar, durante 72 horas. As sementes foram semeadas como descrito para o teste de germinação e a avaliação ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 463 deu-se no quinto dia após a semeadura, determinando-se a porcentagem de plântulas normais (KRZYZANOWSKI et al., 1999). Os dados foram submetidos a analise de variância e quando significativos foram testado pelo teste de tukey a 5% de significância. Todas as análises foram realizadas como o software Sisvar versão 5.1 Build 72. RESULTADOS E DISCUSSÃO A viabilidade das sementes de feijão-caupi após o período de armazenamento foi influenciada isoladamente pelos fatores temperatura e cultivar, não havendo efeito significativo da interação dos fatores em estudo sobre a viabilidade. Em contrapartida, a interação temperatura x cultivar influenciou o vigor das sementes avaliado nos testes de envelhecimento acelerado e condutividade elétrica (Tabela 1). Tabela 1. Análises de variância para germinação (GER), envelhecimento acelerado (EA) e condutividade elétrica (CE) de sementes de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), em função de diferentes temperaturas e cultivares, após seis meses de armazenamento. Fonte de Variação GL SQ QM F GERMINAÇÃO TEMPERATURA (T) 3 0,10969 0,034323 3,123* CULTIVAR (C) 3 0,172969 0,057656 5,246* TxC 9 0,108906 0,012101 1,101ns RESIDUO 48 0,5275 0,01099 Total 63 0.912344 ENVELHECIMENTO ACELERADO TEMPERATURA (T) 3 0,07875 0,02625 3,652* CULTIVAR (C) 3 0,69125 0,230417 32,058* TxC 9 0,265 0,029444 4,097* RESIDUO 48 0,345 0,007188 Total 63 1,38 CONDUTIVIDADE ELÉTRICA TEMPERATURA (T) 3 0,176719 0,05896 0,706ns CULTIVAR (C) 3 55,37422 18,45807 221,359* TxC 9 2,947656 0,327517 3,928* RESIDUO 48 4,0025 0,083385 Total 63 62,50109 * Significativo à 5% de probabilidade pelo teste F. ns Não significativo à 5% de probabilidade pelo teste F. Coeficiente de Variação (CV): GER - 9,03%; EA - 8,92%; CE - 3,87%. A temperatura de secagem afetou a viabilidade das sementes de feijão-caupi, com resposta linear (Figura 1) após os seis meses de armazenagem. Este resultado confirma a hipótese de que as sementes secas a temperatura entre 30 à 45°C tem a sua qualidade fisiológica acrescida, discordando das afirmações existentes na literatura (GARCIA et al., 2004; CARVALHO e NAKAGAWA, 2000; PESKE e ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 464 VILLELA, 2006) de que as fases como secagem, beneficiamento e armazenamento, simplesmente não são capazes de manter a qualidade de sementes produzida no campo. MATA et al. (2000), secando sementes de feijão-comum em temperaturas de 28, 32 e 36ºC, ou seja, próxima as temperaturas testadas nesta pesquisa, chegou à conclusão de que sementes secas nestas temperaturas não são afetadas na sua qualidade fisiológica. De modo geral, pode-se notar que não houve redução da germinação das sementes de feijão-caupi durante o armazenamento, mesmo nas maiores temperaturas testadas (40 à 45°C). Este fato demons tra que as sementes de feijãocaupi apresenta certa tolerância à secagem, e portanto, podem ser secas em temperaturas mais elevadas. Figura 1. Germinação de sementes de feijão–caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.), em função de diferentes temperaturas de secagem após seis meses de armazenamento. A germinação diferiu-se somente nas sementes da cultivar CE315, diferentemente das outras cultivares que não diferiram significativamente entre si em relação às temperaturas de secagem durante o período de armazenamento (Tabela 2). TEIXEIRA et al. (2010), investigando a qualidade fisiológica de sementes provenientes de oito cultivares de feijão-caupi (CE 315, BRS Gurguéia, BRS Rouxinol, BRS Marataoã, Patativa, BRS Tracuateua, BRS Milênio e BRS Guariba), logo após a colheita, constataram que CE 315 (95%) apresentou comportamento superior as demais cultivares. A existência de variabilidade genotípica para tolerância a secagem da cultivar CE315 em relação as demais cultivares analisadas, certamente justifica este comportamento diferenciando entre estes materiais. De modo geral, estes resultados indicam que as sementes de feijão-caupi armazenadas por um período de 180 dias foi capaz de manter o seu potencial fisiológico, independente das temperaturas de secagem as quais foram submetidas. Quanto aos valores médios obtidos para os percentuais de germinação dos materiais testados, nota-se valores variando de 81 a 90% (Tabela 2), e que enquadra-se dentro dos padrões mínimos exigidos pelo Ministério da Agricultura para comercialização de sementes de feijão-caupi (acima de 80%) (BRASIL, 2009). ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 465 Tabela 2. Média de plântulas normais (%) de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) no teste de germinação, após seis meses de armazenamento. Cultivares CE315 Guariba Patativa Rouxinol 90 a 82 b 81 b 82 b Médias com letras distintas, minúscula nas linhas e maiúscula nas colunas, diferem entre si pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade. Em relação ao vigor das sementes verificada através do teste de envelhecimento acelerado, pode-se notar, em geral, que novamente a cultivar CE315 se destacou dos outros materiais (Tabela 3), em todas as temperaturas testadas, com percentuais de germinação variando de 89 a 84%, valores estes acima da exigência para comercialização de sementes de feijão-caupi no tocante a viabilidade (BRASIL, 2009). Em contrapartida, as cultivares Guariba e Patativa, apresentaram qualidade de sementes inferior, com valores respectivos de 47 e 56%, nas temperaturas de 35 e 45ºC, portanto abaixo dos padrões exigidos para comercialização. Tabela 3. Média de plântulas normais (%) de cultivares de feijão-caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) no teste de envelhecimento acelerado, após seis meses de armazenamento. Temperatura de Secagem (ºC) Cultivares 30 35 40 45 CE315 89 aA 84 aA 88 aA 86 aA Guariba 71 aB 47 cC 65 bC 74 aB Patativa 75 aB 85 aA 74 aB 56 bC Rouxinol 79 aB 80 aB 80 aB 82 aB Média 79 A 74 A 77 A 75 A Médias com letras distintas, minúscula nas linhas e maiúscula nas colunas, diferem entre si pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade. Verificou-se no teste de condutividade elétrica, de maneira geral, que as sementes da cultivar Guariba seguida da Patativa, foram as que mais lixiviaram solutos no meio aquoso, independente da temperatura de secagem (Tabela 4), sendo consideradas de baixo vigor, enquanto as sementes das cultivares CE315 seguida de Rouxinol foram as que apresentaram menores quantidades de lixiviados, e portanto de mais vigor. Ressalta-se que a maior quantidade de reservas armazenadas no tecido da cultivar Guariba, em comparação as outras cultivares estudadas, certamente foi o fator responsável pela maior quantidade de lixiviados em suas sementes (TEIXEIRA et al., 2010). Esperava-se acréscimos dos valores de condutividade elétrica das sementes de feijão-caupi com o aumento da temperatura de secagem, promovido pela maior desestruturação das moléculas proteicas do sistema de membrana (KRZYZANOWSKI et al., 1999). Porém, este fato não acorreu devido a certa ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, vol.7, N.13; 2011 Pág. 466 tolerância das sementes em questão ao processo de secagem, corroborando assim, aos resultados dos testes de germinação e vigor, vistos anteriormente. Ademais, por estes resultados, na presente condição, pode-se inferir que a adoção de temperaturas mais elevadas no inicio da secagem de feijão-caupi pode contribuir para acelerar o processo, e consequentemente diminuir os gargalos durante o procedimento de secagem de sementes em grandes volumes. Tabela 4. Média das leituras do condutívimetro (µS cm-1 g-1) de cultivares de feijãocaupi (Vigna unguiculata (L.) Walp.) no teste de condutividade elétrica, após seis meses de armazenamento. Temperatura de Secagem (ºC) Cultivares 30 35 40 45 CE315 42 aC 44 aC 43 aC 44 aC Guariba 84 cA 80 cA 69 bA 72 bA Patativa 61 bB 60 bB 65 bA 70 bA Rouxinol 43 aC 41 aC 44 aC 44 aC Média 58 A 56 A 55 A 58 A Médias com letras distintas, minúscula nas linhas e maiúscula nas colunas, diferem entre si pelo teste de Tukey à 5% de probabilidade. CONCLUSÕES Houve comportamento diferenciado na qualidade de sementes de cultivares de feijão-caupi, submetidas a diferentes temperaturas de secagem e armazenadas por seis meses. As sementes da cultivar de feijão CE315 apresenta qualidade fisiológica superior após seis meses de armazenamento, independente da temperatura de secagem submetida inicialmente. De modo geral, as temperaturas de secagem entre 30 à 45ºC afetam positivamente a viabilidade e vigor das sementes de feijão-caupi CE315 seguida de Rouxinol, após armazenagem. Contrariamente, as sementes das cultivares Guariba e Patativa apresentaram qualidade de semente inferior. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AFONSO JÚNIOR, P.C. Efeitos imediato e latente das condições de secagem sobre a qualidade de sementes de feijão (Phaseolus vulgaris L.), variedade “Ouro Negro 1992”. Viçosa, 1997. 64p. Viçosa. Universidade Federal de Viçosa. (Dissertação de Mestrado Engenharia Agrícola). ARAÚJO, R.S.; RAVA, C.A.; STONE, L.F.; ZIMMERMANN, M.J.O. 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