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SPAÇO TÉCNICO
Óleo náutico pode ser
boa opção para revenda
Texto e foto: Ana Azevedo
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ados da ACOBAR - Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e
seus Implementes, indicam que o Brasil possui um potencial náutico
bastante elevado. Os números disponíveis, que estão em processo
de atualização, são de 2005. Segundo eles, o país possui 151 estaleiros
(formalmente registrados) e a produção média é de 3,3 mil barcos/ano.
A Associação acaba de encomendar uma nova pesquisa, com objetivo de
traçar um perfil quantitativo do setor náutico e seus desdobramentos. De
olho nesse mercado o produtor de óleos lubrificantes, vem intensificando
os investimentos, de forma a oferecer o maior número possível de opções
de produtos para a manutenção de quem possui uma embarcação.
Em 2011, mais de 18.500 barcos foram vendidos, sendo a maioria entre
pequenos e médios. Números divulgados na Rio Boat Show 2012, indicam
que a produção ficou em torno de 680 mil embarcações, sendo 4,5 mil de
fibra, 8,5 mil de alumínio, além de infláveis e caiaques.
Para a revenda atacadista, o mercado náutico também pode ser um bom
investimento, principalmente nas cidades litorâneas. Para tanto, é importante conhecer as necessidades desse mercado, muitas vezes formado por
pessoas que desconhecem totalmente as exigências técnicas dos motores.
Os motores com especificações de até 30HP somente devem utilizar óleo
com a classificação TC-W2 ou TC-W3. Nos modelos acima de 30HP a indicação é exclusivamente do TC-W3. O consultor Everton Muoio Gonçalles,
lembra que é possível acessar às normas NMMA para o procedimento de
homologação e também aos lubrificantes homologados mundialmente,
no site www.nmma.org.
A classificação dos óleos é feita pela National Marine Manufacturer Association (NMMA), uma entidade da
indústria americana de barcos de recreação. O TC-W3 evoluiu ao longo dos anos, através de testes e pesquisas. Ele demonstrou estar apto para atender às condições mais exigentes de cilindros/motor.
O processo de testes é abrangente e caro e inclui itens como fluidez, miscibilidade, compatibilidade, ferrugem, bem como testes de motores para avaliar a prevenção e acúmulo de carbono em pistões e outras
peças do motor.
Além de conhecer as especificações é importante também conhecer o tipo de motor. Atualmente os modelos
4 tempos são maioria, mas ainda é possível encontrar modelos de 2 tempos.
De acordo com os especialistas as grandes diferenças entre os dois é que os motores a quatro tempo têm
válvulas em cada cilindro: uma válvula de admissão para permitir que a mistura ar/combustível entre no
cilindro e uma válvula de escape para permitir o escape dos gases resultantes da combustão. A abertura e
fechamento dessas válvulas são controladas por uma correia dentada anexada ao virabrequim.
Em função disso, os motores a quatro tempo precisam de inspeção periódica da correia dentada e a troca
do óleo do cárter e o do filtro, assim como se faz no carro. Motores de dois tempos não têm óleo de cárter.
Uma vantagem dos motores 4T é que eles são menos poluentes. Possuem como características básicas
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Processo de Mistura:
1. Adicionar óleo. 2. Adicionar a Gasolina. 3. Agitar bem o tanque para misturá-los.
Fonte: Outboard Engines – Maintenance, Troubleshooting and Repair – 2ª Edição; ACOBAR - Associação Brasileira dos Construtores de Barcos; www.nmma.org
potência de saída variável (de 2 a 300HP); o giro varia de 3800 a 6000 RPM, a temperatura de operação do motor náutico é menor que a do motor automotivo, o que ocasiona
severa diluição com combustível. Outra peculiaridade desse tipo de motor é o trabalho
em baixo giro e o uso sazonal, podendo ficar armazenado por longos períodos.
Gasolina
Nos motores de popa 2 tempos deve-se utilizar gasolina comum, pois a gasolina aditivada possui detergentes não indicados para o uso com óleos lubrificantes náuticos
TCW3. Sempre que terminar de ser usado, o combustível deverá ser esgotado (retire a
mangueira) e deixe-o funcionando até acabar toda a gasolina do carburador. A gasolina
“temperada” com o óleo, deverá ser utilizada dentro de um mês, depois disso, não é mais
indicado para o consumo.
Óleo
O óleo náutico (TCW3) é um dos componentes mais importantes, caso você esqueça de
fazer a mistura, fatalmente seu motor irá fundir.
Se o seu motor é Zero, você terá que amaciá-lo, então a mistura é o seguinte, 25 litros
de gasolina para 1 litro de óleo náutico (TCW3), agora se ele já estiver amaciado, então
a mistura é de 50 litros de gasolina para 1 litro de óleo (TCW3).
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