18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 1 @feminismo - Ativismo feminista nas redes Juliana Spagnol Sechinato Universidade representações de raça sociais da internet Federal de São e gênero Carlos Resumo: O Movimento Feminista tem uma história de luta e de reivindicações cujo foco deixou de ser apenas a conquista pela equidade dos direitos e deveres entre os sexos, para adotar uma ação política orientada para a consolidação do que já foi conquistado e avançar em novos desafios, entre os quais se destacam a questão do direito ao corpo e da violência contra a mulher. Por sua vez, enquanto um novo espaço antropológico, as redes sociais da internet permitem agrupamentos, que transcendem fronteiras espaciais e econômicas de uma multiplicidade de sujeitos envolvidos por comuns interesses que, podendo ganhar forma de representatividade, atingem diferentes canais de participações sociais e políticas. Dessa forma, propõe-se, a partir da análise das múltiplas formas de discursos de páginas relacionadas ao tema do feminismo no Facebook, avaliar a contribuição do ativismo feminista através deste mecanismo, o qual tem se mostrado eficaz para agregar novos militantes, promover o movimento feminista para além do âmbito acadêmico e fomentar um novo campo de debate e de ação ativista no sentido de fortalecer, reivindicar e denunciar; questionando, por fim, em que medida esses novos espaços representacionais (re)criam as práticas culturais relacionadas aos movimentos sociais. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº Sessão Nome Tipo Ordem 5/8 1 Olhares sobre as representações de raça e gênero Oral 2 Título Autor/Instituição Co-autores Instituição "MINHA RAINHA É GRANDE REI, É UM Franck Ribard UFC GIGANTE DE FIGURA". NARRATIVAS E PERFORMANCES NA AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA EM TORNO DA "RAINHA DE CONGO" NA CIDADE DE FORTALEZA, CEARÁ. (1870-1889). Resumo: "MINHA RAINHA É GRANDE REI, É UM GIGANTE DE FIGURA". NARRATIVAS E PERFORMANCES NA AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA EM TORNO DA "RAINHA DE CONGO" NA CIDADE DE FORTALEZA, CEARÁ. (1870-1889). Prof. Dr. Franck Ribard (Professor associado do departamento de história/UFC) RESUMO: Abordando alguns gêneros da representação dos Reis de Congo em Fortaleza (Ceará), a minha atenção se volta para a circularidade cultural que existia nesta cidade, no final do século XIX, entre "territórios negros" tais quais: a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (rituais de coroação dos Reis de Congo); os reisados de Congo (período natalino) e o maracatu (no entrudo e depois no carnaval) que emergiu nesta época. Nesta abordagem, através da observação de fontes diversas, o que me interessa é compreender o surgimento da figura eminente da "Rainha de Congo" que, rapidamente passa a incarnar a força guerreira do poder feminino. Analisando diferentes narrativas, aparece a afirmação progressiva do caráter central deste personagem no seio das manifestações abordadas, do seu estabelecimento como "corpo feminino", "corpo mítico", mas também como "corpo político", instituído pelo ritual de coroação da rainha que delimita, na véspera da abolição da escravidão e do advento da República, uma soberania simbólica, elemento central, até hoje, da expressão identitária e cultural afro-cearense do maracatu. A análise se volta para a interpretação das implicações ligadas à manutenção dos elementos simbólicos ligados à feminidade desta figura central na dinâmica mais abrangente da resistência identitária negra no Ceará. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 3 Negritude feminina e preconceito: discutindo Maria Janilma Pereira Maria Patrícia Universidade representações de raça o espaço da mulher negra na sociedade Nogueira Mesquita Pereira Federal da Paraiba e gênero brasileira Resumo: O presente trabalho pretende de forma sintética discutir sobre as desigualdades de gênero, vinculadas à questão de raça na sociedade brasileira. Neste contexto, é cada vez mais contundente a discriminação e preconceito sofrido pela mulher, sobretudo, pela mulher negra que carrega consigo um preconceito duplo, isto é, o preconceito racial e o preconceito de gênero. Sendo assim, nosso objetivo é compreender como as mulheres negras estão buscando sua afirmação no espaço da sociedade brasileira, considerando também as políticas públicas desenvolvidas pelo Estado para conter a discriminação existente. A construção teórica está alicerçada no uso de referências bibliográficas referentes à temática além de entrevistas semi-estruturadas com algumas dessas mulheres. Outro ponto a ser abordado é a questão socioeconômica, que passa a ser um fator determinante na forma como estas mulheres seriam tratadas, acentuando a desigualdade de gênero e raça. As informações revelam que as mulheres negras ainda são vítimas de um sistema social e cultural que oprime e exclui as minorias. Acreditamos assim, que no nosso país o preconceito racial está longe de ser extinto, pois impera uma lógica de dominação, que podemos dizer, ainda nos moldes do patriarcalismo escravocrata. E, que as mulheres inseridas nesse contexto social sofrem a mais cruel opressão. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 4 LÉSBICAS MULHERES NEGRAS: CRISE DE Ana Cristina Conceição Robenilton dos Universidade representações de raça REPRESENTAÇÃO A PARTIR DAS SUAS Santos Santos Luz Federal do Ceará e gênero MÚLTIPLAS IDENTIDADES. Resumo: Este artigo se apresenta como uma reflexão inicial sobre as tensões a partir das identidades representativas das lésbicas mulheres negras. Pesquisas e teorias desenvolvidas sob distintos enfoques tratam das diversas identidades que constituem o sujeito - raça, gênero, orientação sexual - no contexto social, como desenvolvidas por Fanon (1952), Scott (1989), Butler (1990), McRae (1990), Costa (1996), Munanga (1999), Hall (2003), entre outros. Contudo, constituem-se ainda incipientes os trabalhos que trazem o debate em torno das pluriidentidades, em especial, das lésbicas mulheres negras, como de Audre Lorde (1984) e Ochy Curyel (2002). A metodologia utilizada para esta investigação tem natureza qualitativa sendo a pesquisa bibliográfica e o método utilizado é a revisão bibliográfica. Os ensejos que nos levaram a estudar esse tema, além da nossa atuação política dentro dos movimentos negro e LGBT, é porque o mesmo se constitui um tema novo e de suma importância tanto para o meio acadêmico como para o ativismo em prol dos direitos humanos. Sabemos que não é possível trazer essas questões a tona sem provocar, incomodar, transgredir, desobedecer, infringir o modelo normativo de sujeito imposto, cujas características demarcadas - homem, branco, heterossexual, adulto, burguês, urbano, entre outras - é legitimado no meio acadêmico. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 5 A interseccionalidade de gênero e raça na ANA NERY CORREIA LIMA UNIVERSIDADE representações de raça compreensão da categoria "mulheres negras" FEDERAL DO e gênero MARANHÃO Resumo: O trabalho propõe estudar as categorias gênero e raça para refletir sobre a construção social do ser "mulher negra". Busca identificar em que medida as marcações de raça e gênero são acionadas por militantes do movimento de mulheres negras em são Luís - MA como estratégia de combate ao racismo e sexismo. Utilizo para isso, direcionamentos teóricos em torno das categorias gênero e raça como elementos de marcação/intersecção que ajudam a compreender a construção da categoria "mulheres negras" bem como as identidades na contemporaneidade. Essas reflexões se inserem nos estudos pós-coloniais e subalternos, pautados, sobretudo em Hall (2009) e Spivak (2003). Utilizo autoras da temática feminista pós-estruturalista como Butler (2012), que reflete sobre os contornos do sujeito do feminismo e problematiza a categoria mulher, Brah (2006) que apresenta argumentos para compreender a racialização do gênero e os contornos que ainda fazem da "raça" um marcador aparentemente inerradicável de diferença social bem como Bairros (1995), Carneiro (2003) e Werneck (2010) que ajudam a pensar conceitos de identidades, mulheres negras e feminismo negro. Busco identificar assim, em que medida as marcações de raça e gênero, a partir da interseccionalidade, são acionadas por essas militantes em suas construções identitárias no combate ao racismo e sexismo. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 6 As relações raciais no Brasil e as ONGs negras: Joyce Amâncio de Aquino Universidade representações de raça fortalecimento ou enfraquecimento na Alves Federal de e gênero causa? Campina Grande Resumo: Esse trabalho traça como as relações raciais foram pautadas na luta dos grupos como os movimentos sociais negros que desde a formação do nosso país enfatiza o mito da democracia racial e as formas de discriminação e racismo em nosso país. Com isso, abordamos a evolução política e história do tratamento dessa questão, bem como da evolução política e histórica dos movimentos sociais negros que tiveram e ainda têm o desafio de legitimação da luta, uma vez que o Brasil sempre projetou a imagem de nação multicultural e paraíso racial, algo que na visão de Florestan Fernandes (1965, p. 205) trata-se de uma representação enganosa, um mito, manipulado como conexão dinâmica dos mecanismos societários de defesa dissimulada de atitudes, comportamentos e ideais 'aristocráticos' da 'raça dominante'. Dessa forma, aos poucos a problemática étnico-racial ganhou novos rumos na política brasileira, principalmente após 1990 com o surgimento das ONGs negras e após a uma forte participação massiva do Brasil na Conferência de Durban em 2001, constatou avanços em órgãos governamentais, ampliação de secretarias, parcerias e políticas em torno do combate ao racismo, constituindo-se em um processo de institucionalização pelo qual as ONGs negras lideram discursos e práticas que enfatizamos nessa análise. Assim, através da análise bibliográfica identificaremos se a atuação das ONGs negras lançam resultados positivos ou negativos, se fortalecem ou se enfraquecem uma causa que permeia a realidade de nossa sociedade desde muito tempo. Palavras-chave: Movimentos sociais negros; Relações raciais; ONGs negras. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 5/8 1 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Poster 7 Liberdade para quem? Práticas discursivas em Andréa da Silva Aguiar UFMA representações de raça torna da negritude. e gênero Resumo: As desigualdades raciais, sublinham um cenário ainda pouco animador no que tange ao alcance da democracia no Brasil e é sobre a tentativa de superação dessa situação apontando para uma redefinição do protagonismo dos sujeitos estigmatizados pela cor que essa pesquisa se ocupa. Isto posto, objetivo refletir, a partir de pressupostos teóricos pautados nos estudos da crítica pós-colonial e das configurações diaspóricas, sobre os significados da negritude na formulação e/ou ressignificação de identidades dos jovens integrantes do Grêmio Recreativo e Cultural Libertos na Noite, ONG localizada na Liberdade, um bairro de periferia em São Luis do Maranhão, onde funciona o Ponto de Cultura - DAGBÁ DIJÓ É MI, ( Em liberdade juntos pela vida). Evidenciando, desta forma, a multiplicidade de representações políticas e sociais que surgem a partir das novas configurações dos movimentos sociais no Brasil. A metodologia toma como ponto de partida as várias formas discursivas adotadas pelo grupo e como estas se revelam numa nova possibilidade de interlocução com o Estado bem como num processo de construção de reconhecimento e auto-estima. Pude perceber, de forma inicial, que ao acionarem elementos da cultura afro-brasileira para se representarem, os integrantes do grupo buscam, num passado comum de ancestralidade e de lutas, referências para engendrarem suas demandas, construindo uma visibilidade de sua identidade étnica de forma positiva, visando aumentar sua auto-estima e combater a violência simbólica que sofrem os moradores do bairro da Liberdade. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Poster 1 AS CASTANHEIRAS: A ORGANIZAÇÃO karina Nymara Brito Ribeiro Uversidade POLÍTÍCA DE MULHERES DA RESERVA Federal do Amapa representações de gênero, identidade e EXTRATIVISTA DO RIO CAJARÍ NO AMAPÁ sexualidade Resumo: Devido à presença de grandes projetos extrativistas e grandes latifundiários a população local se organizou através de sindicato rural, associações até o surgimento do Conselho Nacional dos Seringueiros, atual Conselho Nacional das populações Extrativistas, onde através da lutas e dessas organizações foi possível modificar a cartografia ambiental da região disponibilizando quase 2 milhões de hectares de floresta para o uso sustentável das populações locais, que sobrevivem até hoje do extrativismo e agricultura de subsistência. Entre as áreas criadas está a Reserva Extrativista do Rio Cajarí (RESEX-CA) criada em 12 de Março de 1990 numa área de 532.397, 20 hectares distribuídos nos Municípios de Laranjal do Jarí, Vitória do Jarí e Mazagão por sua grande extensão é dividida juridicamente em: Alto Cajarí, Médio e Baixo. A luta pela sobrevivência na floresta, ainda, persiste e as novas demandas geram novas tipologias de organização política como é o caso da organização política das castanheiras do Alto RESEX-CA que se manifesta através das associações de mulheres, AMAC e AMOBIO, respectivamente, Associação de Mulheres Agroextrativista do Alto Cajarí e Associação de Mulheres Moradoras e Trabalhadoras da Cadeia de Produtos da Biodiversidade no Alto RESEX Cajarí, criadas com intuito de gerar renda e emprego as Castanheiras da reserva, atualmente trabalham com o beneficiamento da Castanha-do-Brasil, produzindo coletivamente biscoitos, paçoca, bombons, doces e outros produtos. O Estudo procurou compreender como se deu o surgimento da organização política das Castanheiras, a motivação para a criação das associações AMAC e AMOBIO apreendendo o modo de vida na reserva e as principais mudanças decorrentes da participação dessas mulheres destas associações. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 2 Racismo Ambiental: Cirandas a Beira Mar, a JOAO LUIS JOVENTINO DO JOSELINA DA SILVA UNIVERSIDADE Luta por Direito das Mulheres Pescadoras na NASCIMENTO FEDERAL DO representações de gênero, identidade e Zona Costeira do Ceará. CEARÁ sexualidade Resumo: A luta por direitos na Zona Costeira do Ceará é uma luta política pela garantia do território pesqueiro e afirmação dos povos do mar. Neste contexto diverso e plural, encontramos sujeitos capazes de mudar realidades e transformar vidas. Crianças, jovens, homens e mulheres formam uma grande ciranda a beira mar na luta por direitos garantidos constitucionalmente. O atual modelo de crescimento econômico global, adotado no Brasil e no mundo é o principal violador de direito humanos, onde as mulheres mais sofrem com os impactos perversos desse sistema. A Comunidade do Cumbe no município do Aracati, litoral leste do Ceará, é uma comunidade tradicional de pescadores/as com ascendência negra, população que integra uma pesquisa participante abordando questões como racismo ambiental, conflitos socioambientais, raciais e de gênero. Tal pesquisa objetiva conhecer a situação existente dentro da comunidade, em especial pelas mulheres, em torno de diferentes conflitos, cujos conhecimentos se fará com a intervenção e opinião dos envolvidos. Pretende-se discutir o conceito, ainda em construção no Brasil de Racismo Ambiental e suas nuances, que pode ser entendido como uma crítica a um modelo de desenvolvimento capitalista, mas também uma questão étnicorracial. Assim, os elementos e circunstâncias que se pretende pesquisar serão socializados com as lideranças comunitárias, a partir do planejamento coletivo das atividades para a concretização da pesquisa, seus instrumentos e técnicas mais apropriadas para a coleta das informações. Desta forma, colaborar com a Comunidade do Cumbe na luta pela defesa do seu território, modos de vida e autoafirmação das pessoas, que vivem secularmente nesses espaços e perceber se suas lideranças compreendem esses projetos e conflitos como racismo ambiental 6/8 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Olhares sobre as representações de gênero, identidade e sexualidade Tipo Ordem Título Oral 3 A Mobilização e as Manifestações Identitárias das Quebradeiras de Côco Babaçu em espaços de mobilização social: o caso do Conselho Territorial dos Cocais e a Assembleia Interestadual do MIQCB. Autor/Instituição jascira da silva lima Co-autores Instituição universidade federal do maranhão Resumo: O artigo apresenta uma breve descrição da Assembleia do Conselho de Desenvolvimento Territorial dos Cocais e do Encontro Interestadual do Movimento das Quebradeiras de Côco Babaçu - MIQCB, ambas ocorridas no estado do Piauí. Aproprio-me dessa realidade empírica como subsídio para uma tentativa de análise da mobilização das identidades das mulheres quebradeiras de côco babaçu, usando como chave de leitura a assim chamada "crise de identidade", vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.(Stuart Holl, 2011). Pontuando questões articuladas aos estudos de Alvarez, Dagnino & Escobar (2000), quando afirmam que os Movimentos Sociais oportunizam a participação dos grupos marginais que assumem um caráter reivindicativo, passando a ser reconhecido dentro das esferas públicas convencionais, e, aos estudos de Joan Scott (1990), quando apresenta o núcleo essencial das relações de gênero pautada na conexão integral entre as diferenças percebidas entre os sexos e como forma primeira de significar as relações de poder. Esses eventos são considerados pelo governo como espaços de mobilização e organização social que articulam atores sociais diversos. Sua dinâmica interna tem possibilitado discutir temas, ações e projetos diferenciados, que geram conflitos de interesses divergentes. Olhando para essas arenas públicas (e seu jogo político, processual e controverso) é que visualizo as estratégias desenvolvidas pelas mulheres para ter assegurados os direitos e os benefícios públicos. PALAVRAS CHAVE: identidade, gênero e movimento social. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 4 Aspectos do trabalho e das trabalhadoras da Pós-doutora: Maria Manuela Doutor: Nivaldo Universidade Vila Mimosa - RJ. Alves Maia. Vieira Santana Mackenzie - Rio representações de gênero, identidade e (F.M.J. MR) sexualidade Resumo: A Vila Mimosa é um espaço de prostituição feminina no Rio de Janeiro que, praticamente instituída, permanece restrita à construção de um espaço mítico e romântico que liga a Vila ao passado idealizado da cidade do Rio de Janeiro. O tradicionalismo, inerente a alguns grupos de poder, contribuiu para conservar esse status quo, a partir de negar aos grupos colocados à margem e/ou portadores de estigma, possibilidades de oportunizar lhes a busca por reconhecimento dentro da vida social. O impulso das forças de desenvolvimento econômico acabou por mostrar a inviabilidade de um Brasil moderno dentro das condições sociais antidemocráticas nas quais viviam e, vivem grandes camadas da população. Sobre essa perspectiva a Constituição de 1988 foi uma resposta às reivindicações em curso, decisiva para abrir possibilidades de se instituir organizações embasadas em ideias que viriam a ser consolidadas no campo do saber dos Direitos Humanos, hoje, estruturado como uma disciplina acadêmica. A prática do cotidiano das mulheres da Vila Mimosa resume-se à expressão das desigualdades com que são realizados os contratos da organização social e configura um quadro alarmante de abandono e exploração generalizada. O estudo objetivou estabelecer uma relação do ponto de vista jurídico com uma análise antropológica, no sentido de reconhecer a atividade da prostituta como trabalho que necessita de regulamentação. A questão geradora parte da ideia de que para o Estado brasileiro os indivíduos, de modo indistinto, devem ser destinatários de direitos inerentes à participação na vida política do Estado. Pressupõem que o trabalho da prostituta é lícito e, se o princípio fundamental do Estado é a dignidade da pessoa humana, importa conhecer os significados da Vila Mimosa para o imaginário social. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 5 O corpo e a cor das pessoas com albinismo no Nivaldo Vieira de Santana Universidade pensamento social Estadual do representações de gênero, identidade e Sudoeste da Bahia sexualidade Resumo: O albinismo é uma condição genética de caráter hereditário que culmina com á ausência ou redução parcial de pigmentação na pele, nos olhos e nos pelos. O que propicia intolerância aos raios solares com possibilidades de comprometimento de pele e olhos. O estudo objetivou estabelecer relações entre a condição humana das pessoas com albinismo, localizados na Região Sudoeste do Estado da Bahia, evidenciando as condições de vida e forma de viver do grupo. O problema é que condição genética, geradora de um determinado fenótipo, a cor branca cunhada no corpo das pessoas com albinismo, é significante para compreensão da condição humana dos indivíduos, ao mesmo tempo em que apresenta diferentes significados no pensamento social. A pressuposição foi de que a identidade dos diferentes é construída por etapas, que se interpõem, e se interligam conduzindo a historia particular dos indivíduos e suas relações com a sociedade destacando capacidades e limitações, na convivência com o mundo. Em termos teóricos metodológicos a pesquisa de caráter descritivo de cunho qualitativo e abordagem antropológica, teve como técnica a observação participantes com a tomada de depoimentos através de entrevistas. Conclui-se que a questão das pessoas com albinismo não se limita ao campo das ciências biológicas, implica em trocas de saberes e conhecimentos ancorados nas ciências sociais e que o corpo e a cor da pessoa com albinismo estará sempre atravessado por um conjunto de vivencias e experiências, provocadas por manifestações dificilmente assimiladas pelo contexto sociocultural onde o individuo se apresenta. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 6 A violência contra a mulher e o machismo no clara maria holanda silveira maria do socorro universidade município de Limoeiro do Norte- CE ferreira osterne estadual do ceará representações de gênero, identidade e sexualidade Resumo: O presente estudo consiste em uma análise da relação entre a violência contra a mulher no município de Limoeiro do Norte e o machismo vigente na Região Nordeste. Devido à herança fortemente coronelista, ao passado de adversidades climáticas que teria permitido a sobrevivência dos mais fortes e a necessidade de se afirmar como "macho", os homens nordestinos tendem a incorporar mais fortemente tal herança. Metodologicamente, utilizou-se a observação não participante no Centro de Referência da Mulher de Limoeiro do Norte- CE, durante os meses de agosto a dezembro de 2012. Em tais observações, foi possível presenciar atendimentos individuais a mulheres agredidas, conciliações entre os casais e visitas domiciliares, que permitiram recolher dados sobre a violência vivenciada e suas principais causas e motivações. Conclui-se que o fator predominante na ocorrência da violência contra a mulher é o machismo e a ideologia patriarcal, ainda fortemente consolidada no imaginário social, não só dos homens como também das próprias mulheres. As agressões tendem a acontecer quando a autoridade masculina é diretamente contestada ou quando o homem entende que alguma atitude da companheira não condiz com o papel social destinado ao sexo feminino. Percebe-se que os estereótipos de gênero encontram-se fortemente arraigados na sociedade limoeirense e são constantemente reproduzidos pelo machismo que assola a região. Palavras-chave: gênero, violência contra a mulher, machismo. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 6/8 2 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 7 Homossexualidades indígenas no Brasil: Estevão Rafael Fernandes UFRO reflexões e perspectivas analíticas representações de gênero, identidade e sexualidade Resumo: Ao longo das últimas décadas, claro tem sido o desenvolvimento de pesquisas na etnologia brasileira com foco na formação da pessoa e do corpo ameríndios. Por outro lado, muito pouco se produz hoje no país sobre sexualidades em povos indígenas. Tal invisibilidade do tema tem furtado à Antropologia brasileira a reflexão e desenvolvimento de ferramental analítico para a compreensão dessas questões, bem como contribuído para invisibilizar as demandas de grupos que não seguem o modelo heteronormativo, branco, ocidental e colonial. Nossa contribuição, portanto, consistirá não exatamente (ou não apenas) no levantamento e análise de literatura sobre o tema no Brasil, mas em apontar eventuais insights à luz tanto da literatura disponível quanto da teoria queer, das críticas two-spirit e de autores que trabalhem com conceitos de decolonialidade e decolonialidade de gênero. Perceberemos que várias são as possibilidades em termos de pesquisa, indo além dos estudos que busquem levantar quais etnias possuem práticas homossexuais ou como elas representam essas práticas, por exemplo. O que se propõe é a análise a partir de formas de convívio e reflexões no campo da alteridade (inclusive interna); zonas de interstício (fronteiras) marcadas por serem espaços de redefinições de sujeitos e das identidades dos grupos envolvidos nesses processos, os quais não podem ser vistos como "perdas culturais". Parece ainda fundamental estabelecer um diálogo com os estudos sobre movimentos sociais e com movimentos indígenas para compreender os processos e conjunturas que engendraram os movimentos indígenas pós-coloniais com vistas a mapear eventuais espaços de fluxos de identidade e subjetividades que levem à visibilidade, ou não, dessas questões. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 7/8 3 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Poster 1 Desafios ao antirracismo e ao antiAmauri Mendes Pereira UCAM representações de raça antirracismo no Brasil e movimentos sociais Resumo: O texto discute a "explosão" da questão racial no Brasil. Decorrente do acúmulo de estudos acadêmicos e ações de movimentos sociais, e no rastro de Durban e das cotas e ações afirmativas em universidades públicas e setores do mercado de trabalho, nas últimas quatro décadas intensificaram-se os debates sobre racismo, preconceito, discriminação e desigualdades raciais. Esses temas, que longo tempo amargaram um "gueto" sociológico em meios acadêmicos, e espaços restritos no âmbito do movimento negro politizado tornaram-se terra de todos, mais e menos fundamentados: Passionalidade, tensões e animosidades, tantas vezes exacerbadas, onde quer que surja a questão - sempre há contras e a favor. Como explicar um enfrentamento que se deu entre o antirracismo e um campo que chamo de anti-antirracismo, nos meados da década passada, e que inaugurou um "diálogo de surdos" - cada segmento reafirmando (agora sem debates na esfera pública, comuns entre 2000 e 2005) continuamente suas certezas. Historiar e contextualizar esses episódios pode ajudar a entender porque estacaram os debates, que chegaram a ser ácidos e tensos, e dos percalços que se põem ao efetivo enfrentamento do racismo. A pretensão, então, é analisar momentos e circunstâncias que, nos últimos trinta anos, propiciaram dores e delícias em oportunidades de superação da questão racial. E esforços intelectuais - acadêmicos ou não - investidos no cumpra-se. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº Sessão Nome Tipo Ordem 7/8 3 Olhares sobre as representações de raça e movimentos sociais Oral 2 Título Autor/Instituição Co-autores Instituição MOBILIZAÇÃO NEGRA NO SUL E SUDESTE DO Ivan Costa Lima Raiane Mineiro Universidade Ferreira Federal do PARÁ: PROCESSOS ORGANIZATIVOS E SUAS INTERSEÇÕES ENTRE RAÇA E MOVIMENTOS Pará/UFPA SOCIAIS Resumo: Esta pesquisa integra o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Movimentos Sociais e Educação - N'UMBUNTU, núcleo da Faculdade de Educação do Campus Universitário de Marabá. O estudo conta com o apoio da \universidade Federal do Pará, Pró-Reitoria de Pesquisa - PROPESP, como parte do programa de apoio ao doutor pesquisador PRODOUTOR, iniciado em agosto de 2012. Metodologicamente, situa-se dentro de uma abordagem sócio histórica, com o uso da história oral e dos debates em trono da atuação dos movimentos sociais, em particular o movimento negro. Objetiva-se construir conhecimentos científicos a respeito da organização política e cultural da população negra no sul e sudeste do Pará, como principal instrumento de reconstrução social e histórica desta população, dando-se visibilidade, a partir de suas próprias falas, dos significados da presença negra, potencializando-se a produção de materiais didático-pedagógicos, que subsidiem a educação e a sociedade abrangente. Os resultados mais significativos do processo de pesquisa têm sido as diferentes articulações com os sujeitos foco de nosso trabalho, a evidência da necessidade de materiais sobre esta temática, e a necessidade de descrever os locais reconhecidos como de população negra, e seus processo organizativos e culturais em torno dos seguintes elementos: dimensão comunitária no bairro do "Cabelo Seco", Movimento Hip Hop, Religiões de matriz africana e organização de mulheres negras. O estudo demonstra que as interseções em torno de raça devem ser problematizadas em torno das formas organização que os movimentos sociais utilizam-se para a sua visibilidade nesta região, cuja principal característica tem sido um debate em torno do campesinato e das lutas ambientais. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 7/8 3 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 3 MOVIMENTOS SOCIAIS E INFORMAÇÃO: o Erinaldo Dias Valério Joana Coeli Ribeiro Universidade representações de raça Grupo de Valorização Negra do Cariri Garcia Federal de e movimentos sociais GRUNEC Pernambuco Resumo: Na sociedade contemporânea, a crescente produção de conhecimentos científicos modifica o comportamento dos indivíduos no que tange ao acesso, uso e apropriação de informação. É através da informação que os sujeitos sociais adquirem conhecimento sobre seus direitos e deveres na sociedade, possibilitando-lhes melhores formas para a tomada de decisões em grupo ou individual. Pensando nesta perspectiva, estudar os movimentos sociais, como grupos que buscam por ideais comuns e que trabalham com a relação de informação para obtenção de conhecimento, é fundamental para entender esse contexto. Assim, os movimentos sociais são ações sociais coletivas que se organizam para expressarem seus anseios, questões e demandas. Eles adotam diferentes formas de atuação e configuram-se em diversos aspectos, religiosos, feministas, raciais, entre outros. A partir dessas premissas, o estudo tem como objetivo geral analisar em que contexto ocorre à apropriação, geração e disseminação de informação que se desenvolve dentro do Movimento Social Negro no Cariri Cearense - Grunec, e como objetivos específicos: interrogar de que maneira esse grupo se organiza; identificar quem são os atores, como atuam e o que demandam mapeando as ações desenvolvidas. Realiza pesquisa exploratória por meio de um levantamento bibliográfico e de campo. Esta pesquisa se insere em uma perspectiva em que discute pressupostos teóricos e investigativos da afrodescendência com a Ciência da Informação (CI)em seu aspecto interdisciplinar. É importante ressaltar que este estudo se encontra em andamento e está sendo desenvolvido no âmbito do mestrado acadêmico do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco - PPGCI/UFPE. Palavras-chave: Movimento Social Negro. Grunec. Informação. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 7/8 3 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 4 Tem mulher na roda? Perspectivas feministas Paula Natanny Rocha PPGA-UFPE representações de raça sobre relações de gênero e feminilidade na Bezerra e movimentos sociais capoeira Resumo: Procura-se compreender, por meio de uma perspectiva feminista e de gênero, constituição de feminilidades de mulheres que praticam capoeira. A estratégia de observação, para escrita etnográfica, baseia-se nas experiências e performances desenvolvidas no 4º Encontro Feminino de Capoeira, realizado em 2013, em Recife-PE. Percebendo o universo capoeirístico enquanto espaço majoritariamente masculino, tento visualizar, ainda num momento de aproximação, de que maneira as categorias de feminino e masculino perpassam as performances, experiências e práticas cotidianas vividas pelas mulheres neste espaço. Acredito que o entrelaçamento entre as dimensões simbólicas e práticas viabilize revelar reproduções e mudanças nas assimetrias de gênero, podendo contribuir para aprofundar a compreensão de desigualdades entre homens e mulheres em instâncias sociais definidas, hegemonicamente, como adequadas para constituição de masculinidade, como é a capoeira. PALAVRAS-CHAVE: CAPOEIRA; GÊNERO e feminilidade; FEMINISMO. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 7/8 3 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 5 MULHERES NEGRAS: ORGANIZAÇÃO E Maria Aparecida Silva Universidade representações de raça FORMAÇÃO ATIVISTA ENQUANTO MODO E Federal de Alagoas e movimentos sociais ESTILO DE VIDA Resumo: O propósito deste trabalho é discutir o processo de organização e formação ativista de mulheres negras levando em consideração as especificidades, singularidades, pluralidades e particularidades deste grupo social que incorpora a problemática racial e das relações de gênero e como este reage para afirmar-se com autonomia e trilhar o caminho da organização e formação ativista. Neste sentido, podemos verificar desvelar e perceber que suas experiências foram estratégias sociais elaboradas na construção de modos de vida que contribuíram no fortalecimento da identidade, formação e atuação nos movimentos sociais negros. A discussão a respeito destas mulheres negras, com sua história, perspectivas e empoderamento frente às implicações estruturais da sociedade brasileira, significa incorporar a diversidade de modo e estilo de vida construído pela população negra. O olhar sobre o processo de organização e formação ativista destas mulheres negras nos permite perceber sinal de desconstrução do imaginário social de inferioridade atribuído a raça e gênero mantenedores de desigualdades. Visibilizar essas mulheres negras significa reconhece-las protagonistas de sua própria história. Essa discussão é uma contribuição para os estudos das relações étnico-raciais, de gênero e movimento social negro. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº Sessão Nome Tipo Ordem Título 7/8 3 Olhares sobre as representações de raça e movimentos sociais Poster 6 PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: UM OLHAR DA BIBLIOTECONOMIA SOBRE O ARQUIVO DOS JORNAIS DA IMPRENSA NEGRA DO N´BLAC (NÚCLEO BRASILEIRO LATINO AMERICANO E CARIBENHO DE ESTUDOS EM RELAÇÕES RACIAIS GÊNERO E MOVIMENTOS SOCIAIS) Autor/Instituição Daiane Patrícia Feitosa da Silva Co-autores Dávila Maria Feitosa da Silva Joselina da Silva Instituição Universidade Federal do Ceará campus Cariri Resumo: Este trabalho se propõe a demonstrar pesquisas e ações previstas para a organização e sistematização do acervo dos jornais da Imprensa Negra. O acervo em tela compõe-se, até o momento, de dois mil e cem exemplares de jornais publicados entre a primeira década do século XX e os anos noventa do mesmo século. Todos estes periódicos foram produzidos por grupos e organizações do movimento social negro, em diferentes regiões do país. A aquisição se deu ao longo dos últimos dez anos por doações oriundas de instituições públicas e privadas. Inicialmente, nos propomos a analisar a preservação documental dos jornais, ressaltando os temas memória e identidade. Objetiva-se investigar a representação e a preservação da memória nos jornais da Imprensa Negra do arquivo do N'BLAC - , a partir de ações e procedimentos técnicos que englobem a sistematização e organização do acervo, buscando realizar a preservação e dinamização da memória documental. Segundo Gil (2002), esta pesquisa tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito. Pode envolver levantamento bibliográfico e, geralmente, assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo de caso. O método de abordagem que norteará a pesquisa é o dialético. Este trabalho pretende responder ao desafio de analisar de que forma está sendo, ou se está sendo, realizada a preservação das expressões representativas da memória. Este estudo faz parte de uma sistematizada prática de pesquisa cunhada no Núcleo Brasileiro Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais Gênero e Movimentos Sociais - N´BLAC, da Universidade Federal do Ceará, Campus avançado do Cariri. Palavras-Chave: Conservação. Jornais da imprensa negra. Preservação documental 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº 7/8 3 Sessão Nome Tipo Ordem Título Autor/Instituição Co-autores Instituição Olhares sobre as Oral 7 BULLYING RACIAL: UM OLHAR ETNOGRÁFICO Joselina da Silva Maria Josilânia da Universidade representações de raça SOBRE O ENSINO FUNDAMENTAL, NO SUL DO Silva Federal do Ceará ( e movimentos sociais CEARÁ Campus Cariri) Resumo: Alguns de nossos alunos, hoje, nos bancos universitários, reportam haverem sofrido preconceito racial quando no ensino fundamental, em diferentes cidades do Sul do Ceará. Muitos são enfáticos em afirmar a ausência de providências, por parte dos professores ou a gestão da escola. Os mesmos referem-se também às aulas onde os negros eram vistos apenas como escravizados, nos livros de história. O que propiciava que muitos estudantes negros fossem tratados discriminatóriamente por seus colegas, passando a negar sua identidade e seu pertencimento racial. O objetivo desta pesquisa é verificar se esta situação ainda persiste entre os alunos de escolas de ensino fundamental e qual a visão dos mesmos, uma vez que já se passaram dez anos de promulgação da Lei 10639/03. Desejamos saber se as questões referentes à raça e aos racismos são tratadas no ambiente escolar. Este estudo voltar-se-á para os alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental de escolas da rede municipal. Faremos questionários e entrevistas com os alunos afro-descedentes. Buscaremos identificar os que relatarem sofrer algum tipo de discriminação por sua cor, seja através de piadas, apelidos e brincadeiras racistas, entre outros. Esta é uma pesquisa em andamento, no âmbito do Núcleo Brasileiro, Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais - N'BLAC, da Universidade Federal do Ceará, Campus avançado do Cariri. Palavras-chave: Preconceito. Bullying racial. Racismo. 18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações. Coordenadores: JOSELINA DA SILVA UFC MARIA MANUELA ALVES MAIA UFC Debatedores: Denise Maria Botelho UFRPE Maria Zelma de Araújo Madeira UECE Data Sessão Nº Sessão Nome Tipo Ordem 7/8 3 Olhares sobre as representações de raça e movimentos sociais Oral 8 Título Autor/Instituição Co-autores Instituição MOBILIZAÇÃO NEGRA NO SUL E SUDESTE DO Ivan Costa Lima Raiane Mineiro Universidade Ferreira Federal do Pará PARÁ: PROCESSOS ORGANIZATIVOS E SUAS INTERSEÇÕES ENTRE RAÇA E MOVIMENTOS SOCIAIS Resumo: Esta pesquisa integra o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Raciais, Movimentos Sociais e Educação - N'UMBUNTU núcleo da Faculdade de Educação, do Campus Universitário de Marabá. O estudo conta com o apoio da Universidade Federal do Pará, Pró-Reitoria de Pesquisa - PROPESP, como parte do programa de apoio ao doutor pesquisador PRODOUTOR, iniciado em agosto de 2012. Metodologicamente, situa-se dentro de uma perspectiva sócio histórica, com o uso da história oral e dos debates em torno da atuação dos movimentos sociais, em particular o movimento negro. Objetiva-se construir conhecimentos a respeito da organização política e cultural da população negra no sul e sudeste do Pará, como principal instrumento de reconstrução social e história desta população, dando-se visibilidade, a partir de suas próprias falas, dos significados da presença negra, potencializando-se a produção de materiais didático-pedagógicos, que subsidiem a educação e a sociedade abrangente. Os resultados mais significativos do processo de pesquisa têm sido as diferentes articulações com os sujeitos foco de nosso trabalho, a evidência da necessidade de materiais sobre esta temática, e a necessidade de descrever os locais reconhecidos como de população negra, e seus processos organizativos e culturais em torno dos seguintes elementos: dimensão comunitária no Bairro do "Cabelo Seco", Movimento Hip Hop, Religiões de Matriz Africana e organizações de Mulheres. O estudo demonstra que as interseções em torno de raça devem ser problematizadas em torno das formas de organização que os movimentos sociais utilizam-se para a sua visibilidade nesta região, cuja principal característica tem sido um debate em torno do campesinato e das lutas ambientais