18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
MARIA MANUELA ALVES MAIA
UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
Data
Sessão Nº
5/8
1
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
1
@feminismo - Ativismo feminista nas redes
Juliana Spagnol Sechinato
Universidade
representações de raça
sociais da internet
Federal de São
e gênero
Carlos
Resumo: O Movimento Feminista tem uma história de luta e de reivindicações cujo foco deixou de ser apenas a conquista pela equidade dos direitos e deveres entre os sexos, para adotar uma
ação política orientada para a consolidação do que já foi conquistado e avançar em novos desafios, entre os quais se destacam a questão do direito ao corpo e da violência contra a mulher. Por
sua vez, enquanto um novo espaço antropológico, as redes sociais da internet permitem agrupamentos, que transcendem fronteiras espaciais e econômicas de uma multiplicidade de sujeitos
envolvidos por comuns interesses que, podendo ganhar forma de representatividade, atingem diferentes canais de participações sociais e políticas. Dessa forma, propõe-se, a partir da análise
das múltiplas formas de discursos de páginas relacionadas ao tema do feminismo no Facebook, avaliar a contribuição do ativismo feminista através deste mecanismo, o qual tem se mostrado
eficaz para agregar novos militantes, promover o movimento feminista para além do âmbito acadêmico e fomentar um novo campo de debate e de ação ativista no sentido de fortalecer,
reivindicar e denunciar; questionando, por fim, em que medida esses novos espaços representacionais (re)criam as práticas culturais relacionadas aos movimentos sociais.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
MARIA MANUELA ALVES MAIA
UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
Data
Sessão Nº
Sessão Nome
Tipo
Ordem
5/8
1
Olhares sobre as
representações de raça
e gênero
Oral
2
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
"MINHA RAINHA É GRANDE REI, É UM
Franck Ribard
UFC
GIGANTE DE FIGURA". NARRATIVAS E
PERFORMANCES NA AFIRMAÇÃO
IDENTITÁRIA EM TORNO DA "RAINHA DE
CONGO" NA CIDADE DE FORTALEZA, CEARÁ.
(1870-1889).
Resumo: "MINHA RAINHA É GRANDE REI, É UM GIGANTE DE FIGURA". NARRATIVAS E PERFORMANCES NA AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA EM TORNO DA "RAINHA DE CONGO" NA CIDADE DE
FORTALEZA, CEARÁ. (1870-1889).
Prof. Dr. Franck Ribard
(Professor associado do departamento de história/UFC)
RESUMO: Abordando alguns gêneros da representação dos Reis de Congo em Fortaleza (Ceará), a minha atenção se volta para a circularidade cultural que existia nesta cidade, no final do século
XIX, entre "territórios negros" tais quais: a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (rituais de coroação dos Reis de Congo); os reisados de Congo (período natalino) e o
maracatu (no entrudo e depois no carnaval) que emergiu nesta época. Nesta abordagem, através da observação de fontes diversas, o que me interessa é compreender o surgimento da figura
eminente da "Rainha de Congo" que, rapidamente passa a incarnar a força guerreira do poder feminino. Analisando diferentes narrativas, aparece a afirmação progressiva do caráter central
deste personagem no seio das manifestações abordadas, do seu estabelecimento como "corpo feminino", "corpo mítico", mas também como "corpo político", instituído pelo ritual de coroação
da rainha que delimita, na véspera da abolição da escravidão e do advento da República, uma soberania simbólica, elemento central, até hoje, da expressão identitária e cultural afro-cearense do
maracatu. A análise se volta para a interpretação das implicações ligadas à manutenção dos elementos simbólicos ligados à feminidade desta figura central na dinâmica mais abrangente da
resistência identitária negra no Ceará.
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Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
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1
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
3
Negritude feminina e preconceito: discutindo Maria Janilma Pereira
Maria Patrícia
Universidade
representações de raça
o espaço da mulher negra na sociedade
Nogueira
Mesquita Pereira
Federal da Paraiba
e gênero
brasileira
Resumo: O presente trabalho pretende de forma sintética discutir sobre as desigualdades de gênero, vinculadas à questão de raça na sociedade brasileira. Neste contexto, é cada vez mais
contundente a discriminação e preconceito sofrido pela mulher, sobretudo, pela mulher negra que carrega consigo um preconceito duplo, isto é, o preconceito racial e o preconceito de gênero.
Sendo assim, nosso objetivo é compreender como as mulheres negras estão buscando sua afirmação no espaço da sociedade brasileira, considerando também as políticas públicas desenvolvidas
pelo Estado para conter a discriminação existente. A construção teórica está alicerçada no uso de referências bibliográficas referentes à temática além de entrevistas semi-estruturadas com
algumas dessas mulheres. Outro ponto a ser abordado é a questão socioeconômica, que passa a ser um fator determinante na forma como estas mulheres seriam tratadas, acentuando a
desigualdade de gênero e raça. As informações revelam que as mulheres negras ainda são vítimas de um sistema social e cultural que oprime e exclui as minorias. Acreditamos assim, que no
nosso país o preconceito racial está longe de ser extinto, pois impera uma lógica de dominação, que podemos dizer, ainda nos moldes do patriarcalismo escravocrata. E, que as mulheres
inseridas nesse contexto social sofrem a mais cruel opressão.
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Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
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UFC
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Data
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1
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
4
LÉSBICAS MULHERES NEGRAS: CRISE DE
Ana Cristina Conceição
Robenilton dos
Universidade
representações de raça
REPRESENTAÇÃO A PARTIR DAS SUAS
Santos
Santos Luz
Federal do Ceará
e gênero
MÚLTIPLAS IDENTIDADES.
Resumo: Este artigo se apresenta como uma reflexão inicial sobre as tensões a partir das identidades representativas das lésbicas mulheres negras. Pesquisas e teorias desenvolvidas sob
distintos enfoques tratam das diversas identidades que constituem o sujeito - raça, gênero, orientação sexual - no contexto social, como desenvolvidas por Fanon (1952), Scott (1989), Butler
(1990), McRae (1990), Costa (1996), Munanga (1999), Hall (2003), entre outros. Contudo, constituem-se ainda incipientes os trabalhos que trazem o debate em torno das pluriidentidades, em
especial, das lésbicas mulheres negras, como de Audre Lorde (1984) e Ochy Curyel (2002). A metodologia utilizada para esta investigação tem natureza qualitativa sendo a pesquisa bibliográfica
e o método utilizado é a revisão bibliográfica. Os ensejos que nos levaram a estudar esse tema, além da nossa atuação política dentro dos movimentos negro e LGBT, é porque o mesmo se
constitui um tema novo e de suma importância tanto para o meio acadêmico como para o ativismo em prol dos direitos humanos. Sabemos que não é possível trazer essas questões a tona sem
provocar, incomodar, transgredir, desobedecer, infringir o modelo normativo de sujeito imposto, cujas características demarcadas - homem, branco, heterossexual, adulto, burguês, urbano,
entre outras - é legitimado no meio acadêmico.
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JOSELINA DA SILVA
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1
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
5
A interseccionalidade de gênero e raça na
ANA NERY CORREIA LIMA
UNIVERSIDADE
representações de raça
compreensão da categoria "mulheres negras"
FEDERAL DO
e gênero
MARANHÃO
Resumo: O trabalho propõe estudar as categorias gênero e raça para refletir sobre a construção social do ser "mulher negra". Busca identificar em que medida as marcações de raça e gênero são
acionadas por militantes do movimento de mulheres negras em são Luís - MA como estratégia de combate ao racismo e sexismo. Utilizo para isso, direcionamentos teóricos em torno das
categorias gênero e raça como elementos de marcação/intersecção que ajudam a compreender a construção da categoria "mulheres negras" bem como as identidades na contemporaneidade.
Essas reflexões se inserem nos estudos pós-coloniais e subalternos, pautados, sobretudo em Hall (2009) e Spivak (2003). Utilizo autoras da temática feminista pós-estruturalista como Butler
(2012), que reflete sobre os contornos do sujeito do feminismo e problematiza a categoria mulher, Brah (2006) que apresenta argumentos para compreender a racialização do gênero e os
contornos que ainda fazem da "raça" um marcador aparentemente inerradicável de diferença social bem como Bairros (1995), Carneiro (2003) e Werneck (2010) que ajudam a pensar conceitos
de identidades, mulheres negras e feminismo negro. Busco identificar assim, em que medida as marcações de raça e gênero, a partir da interseccionalidade, são acionadas por essas militantes
em suas construções identitárias no combate ao racismo e sexismo.
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1
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Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
6
As relações raciais no Brasil e as ONGs negras: Joyce Amâncio de Aquino
Universidade
representações de raça
fortalecimento ou enfraquecimento na
Alves
Federal de
e gênero
causa?
Campina Grande
Resumo: Esse trabalho traça como as relações raciais foram pautadas na luta dos grupos como os movimentos sociais negros que desde a formação do nosso país enfatiza o mito da democracia
racial e as formas de discriminação e racismo em nosso país. Com isso, abordamos a evolução política e história do tratamento dessa questão, bem como da evolução política e histórica dos
movimentos sociais negros que tiveram e ainda têm o desafio de legitimação da luta, uma vez que o Brasil sempre projetou a imagem de nação multicultural e paraíso racial, algo que na visão de
Florestan Fernandes (1965, p. 205) trata-se de uma representação enganosa, um mito, manipulado como conexão dinâmica dos mecanismos societários de defesa dissimulada de atitudes,
comportamentos e ideais 'aristocráticos' da 'raça dominante'. Dessa forma, aos poucos a problemática étnico-racial ganhou novos rumos na política brasileira, principalmente após 1990 com o
surgimento das ONGs negras e após a uma forte participação massiva do Brasil na Conferência de Durban em 2001, constatou avanços em órgãos governamentais, ampliação de secretarias,
parcerias e políticas em torno do combate ao racismo, constituindo-se em um processo de institucionalização pelo qual as ONGs negras lideram discursos e práticas que enfatizamos nessa
análise. Assim, através da análise bibliográfica identificaremos se a atuação das ONGs negras lançam resultados positivos ou negativos, se fortalecem ou se enfraquecem uma causa que permeia
a realidade de nossa sociedade desde muito tempo.
Palavras-chave: Movimentos sociais negros; Relações raciais; ONGs negras.
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1
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Poster
7
Liberdade para quem? Práticas discursivas em Andréa da Silva Aguiar
UFMA
representações de raça
torna da negritude.
e gênero
Resumo: As desigualdades raciais, sublinham um cenário ainda pouco animador no que tange ao alcance da democracia no Brasil e é sobre a tentativa de superação dessa situação apontando
para uma redefinição do protagonismo dos sujeitos estigmatizados pela cor que essa pesquisa se ocupa.
Isto posto, objetivo refletir, a partir de pressupostos teóricos pautados nos estudos da crítica pós-colonial e das configurações diaspóricas, sobre os significados da negritude na formulação
e/ou ressignificação de identidades dos jovens integrantes do Grêmio Recreativo e Cultural Libertos na Noite, ONG localizada na Liberdade, um bairro de periferia em São Luis do Maranhão,
onde funciona o Ponto de Cultura - DAGBÁ DIJÓ É MI, ( Em liberdade juntos pela vida). Evidenciando, desta forma, a multiplicidade de representações políticas e sociais que surgem a partir das
novas configurações dos movimentos sociais no Brasil.
A metodologia toma como ponto de partida as várias formas discursivas adotadas pelo grupo e como estas se revelam numa nova possibilidade de interlocução com o Estado bem como num
processo de construção de reconhecimento e auto-estima.
Pude perceber, de forma inicial, que ao acionarem elementos da cultura afro-brasileira para se representarem, os integrantes do grupo buscam, num passado comum de ancestralidade
e de lutas, referências para engendrarem suas demandas, construindo uma visibilidade de sua identidade étnica de forma positiva, visando aumentar sua auto-estima e combater a violência
simbólica que sofrem os moradores do bairro da Liberdade.
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2
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Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Poster
1
AS CASTANHEIRAS: A ORGANIZAÇÃO
karina Nymara Brito Ribeiro
Uversidade
POLÍTÍCA DE MULHERES DA RESERVA
Federal do Amapa
representações de
gênero, identidade e
EXTRATIVISTA DO RIO CAJARÍ NO AMAPÁ
sexualidade
Resumo: Devido à presença de grandes projetos extrativistas e grandes latifundiários a população local se organizou através de sindicato rural, associações até o surgimento do Conselho
Nacional dos Seringueiros, atual Conselho Nacional das populações Extrativistas, onde através da lutas e dessas organizações foi possível modificar a cartografia ambiental da região
disponibilizando quase 2 milhões de hectares de floresta para o uso sustentável das populações locais, que sobrevivem até hoje do extrativismo e agricultura de subsistência. Entre as áreas
criadas está a Reserva Extrativista do Rio Cajarí (RESEX-CA) criada em 12 de Março de 1990 numa área de 532.397, 20 hectares distribuídos nos Municípios de Laranjal do Jarí, Vitória do Jarí e
Mazagão por sua grande extensão é dividida juridicamente em: Alto Cajarí, Médio e Baixo. A luta pela sobrevivência na floresta, ainda, persiste e as novas demandas geram novas tipologias de
organização política como é o caso da organização política das castanheiras do Alto RESEX-CA que se manifesta através das associações de mulheres, AMAC e AMOBIO, respectivamente,
Associação de Mulheres Agroextrativista do Alto Cajarí e Associação de Mulheres Moradoras e Trabalhadoras da Cadeia de Produtos da Biodiversidade no Alto RESEX Cajarí, criadas com intuito
de gerar renda e emprego as Castanheiras da reserva, atualmente trabalham com o beneficiamento da Castanha-do-Brasil, produzindo coletivamente biscoitos, paçoca, bombons, doces e outros
produtos. O Estudo procurou compreender como se deu o surgimento da organização política das Castanheiras, a motivação para a criação das associações AMAC e AMOBIO apreendendo o
modo de vida na reserva e as principais mudanças decorrentes da participação dessas mulheres destas associações.
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Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
2
Racismo Ambiental: Cirandas a Beira Mar, a
JOAO LUIS JOVENTINO DO
JOSELINA DA SILVA UNIVERSIDADE
Luta por Direito das Mulheres Pescadoras na
NASCIMENTO
FEDERAL DO
representações de
gênero, identidade e
Zona Costeira do Ceará.
CEARÁ
sexualidade
Resumo: A luta por direitos na Zona Costeira do Ceará é uma luta política pela garantia do território pesqueiro e afirmação dos povos do mar. Neste contexto diverso e plural, encontramos
sujeitos capazes de mudar realidades e transformar vidas. Crianças, jovens, homens e mulheres formam uma grande ciranda a beira mar na luta por direitos garantidos constitucionalmente. O
atual modelo de crescimento econômico global, adotado no Brasil e no mundo é o principal violador de direito humanos, onde as mulheres mais sofrem com os impactos perversos desse
sistema. A Comunidade do Cumbe no município do Aracati, litoral leste do Ceará, é uma comunidade tradicional de pescadores/as com ascendência negra, população que integra uma pesquisa
participante abordando questões como racismo ambiental, conflitos socioambientais, raciais e de gênero. Tal pesquisa objetiva conhecer a situação existente dentro da comunidade, em especial
pelas mulheres, em torno de diferentes conflitos, cujos conhecimentos se fará com a intervenção e opinião dos envolvidos. Pretende-se discutir o conceito, ainda em construção no Brasil de
Racismo Ambiental e suas nuances, que pode ser entendido como uma crítica a um modelo de desenvolvimento capitalista, mas também uma questão étnicorracial. Assim, os elementos e
circunstâncias que se pretende pesquisar serão socializados com as lideranças comunitárias, a partir do planejamento coletivo das atividades para a concretização da pesquisa, seus instrumentos
e técnicas mais apropriadas para a coleta das informações. Desta forma, colaborar com a Comunidade do Cumbe na luta pela defesa do seu território, modos de vida e autoafirmação das
pessoas, que vivem secularmente nesses espaços e perceber se suas lideranças compreendem esses projetos e conflitos como racismo ambiental
6/8
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Sessão Nome
Olhares sobre as
representações de
gênero, identidade e
sexualidade
Tipo
Ordem
Título
Oral
3
A Mobilização e as Manifestações Identitárias
das Quebradeiras de Côco Babaçu em
espaços de mobilização social: o caso do
Conselho Territorial dos Cocais e a
Assembleia Interestadual do MIQCB.
Autor/Instituição
jascira da silva lima
Co-autores
Instituição
universidade
federal do
maranhão
Resumo: O artigo apresenta uma breve descrição da Assembleia do Conselho de Desenvolvimento Territorial dos Cocais e do Encontro Interestadual do Movimento das Quebradeiras de Côco
Babaçu - MIQCB, ambas ocorridas no estado do Piauí.
Aproprio-me dessa realidade empírica como subsídio para uma tentativa de análise da mobilização das identidades das mulheres quebradeiras de côco babaçu, usando como chave de leitura a
assim chamada "crise de identidade", vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os
quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social.(Stuart Holl, 2011).
Pontuando questões articuladas aos estudos de Alvarez, Dagnino & Escobar (2000), quando afirmam que os Movimentos Sociais oportunizam a participação dos grupos marginais que assumem
um caráter reivindicativo, passando a ser reconhecido dentro das esferas públicas convencionais, e, aos estudos de Joan Scott (1990), quando apresenta o núcleo essencial das relações de
gênero pautada na conexão integral entre as diferenças percebidas entre os sexos e como forma primeira de significar as relações de poder.
Esses eventos são considerados pelo governo como espaços de mobilização e organização social que articulam atores sociais diversos. Sua dinâmica interna tem possibilitado discutir temas,
ações e projetos diferenciados, que geram conflitos de interesses divergentes. Olhando para essas arenas públicas (e seu jogo político, processual e controverso) é que visualizo as estratégias
desenvolvidas pelas mulheres para ter assegurados os direitos e os benefícios públicos.
PALAVRAS CHAVE: identidade, gênero e movimento social.
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Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
4
Aspectos do trabalho e das trabalhadoras da
Pós-doutora: Maria Manuela Doutor: Nivaldo
Universidade
Vila Mimosa - RJ.
Alves Maia.
Vieira Santana
Mackenzie - Rio
representações de
gênero, identidade e
(F.M.J. MR)
sexualidade
Resumo: A Vila Mimosa é um espaço de prostituição feminina no Rio de Janeiro que, praticamente instituída, permanece restrita à construção de um espaço mítico e romântico que liga a Vila ao
passado idealizado da cidade do Rio de Janeiro. O tradicionalismo, inerente a alguns grupos de poder, contribuiu para conservar esse status quo, a partir de negar aos grupos colocados à
margem e/ou portadores de estigma, possibilidades de oportunizar lhes a busca por reconhecimento dentro da vida social. O impulso das forças de desenvolvimento econômico acabou por
mostrar a inviabilidade de um Brasil moderno dentro das condições sociais antidemocráticas nas quais viviam e, vivem grandes camadas da população. Sobre essa perspectiva a Constituição de
1988 foi uma resposta às reivindicações em curso, decisiva para abrir possibilidades de se instituir organizações embasadas em ideias que viriam a ser consolidadas no campo do saber dos
Direitos Humanos, hoje, estruturado como uma disciplina acadêmica. A prática do cotidiano das mulheres da Vila Mimosa resume-se à expressão das desigualdades com que são realizados os
contratos da organização social e configura um quadro alarmante de abandono e exploração generalizada. O estudo objetivou estabelecer uma relação do ponto de vista jurídico com uma
análise antropológica, no sentido de reconhecer a atividade da prostituta como trabalho que necessita de regulamentação. A questão geradora parte da ideia de que para o Estado brasileiro os
indivíduos, de modo indistinto, devem ser destinatários de direitos inerentes à participação na vida política do Estado. Pressupõem que o trabalho da prostituta é lícito e, se o princípio
fundamental do Estado é a dignidade da pessoa humana, importa conhecer os significados da Vila Mimosa para o imaginário social.
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O corpo e a cor das pessoas com albinismo no Nivaldo Vieira de Santana
Universidade
pensamento social
Estadual do
representações de
gênero, identidade e
Sudoeste da Bahia
sexualidade
Resumo: O albinismo é uma condição genética de caráter hereditário que culmina com á ausência ou redução parcial de pigmentação na pele, nos olhos e nos pelos. O que propicia intolerância
aos raios solares com possibilidades de comprometimento de pele e olhos. O estudo objetivou estabelecer relações entre a condição humana das pessoas com albinismo, localizados na Região
Sudoeste do Estado da Bahia, evidenciando as condições de vida e forma de viver do grupo. O problema é que condição genética, geradora de um determinado fenótipo, a cor branca cunhada no
corpo das pessoas com albinismo, é significante para compreensão da condição humana dos indivíduos, ao mesmo tempo em que apresenta diferentes significados no pensamento social. A
pressuposição foi de que a identidade dos diferentes é construída por etapas, que se interpõem, e se interligam conduzindo a historia particular dos indivíduos e suas relações com a sociedade
destacando capacidades e limitações, na convivência com o mundo. Em termos teóricos metodológicos a pesquisa de caráter descritivo de cunho qualitativo e abordagem antropológica, teve
como técnica a observação participantes com a tomada de depoimentos através de entrevistas. Conclui-se que a questão das pessoas com albinismo não se limita ao campo das ciências
biológicas, implica em trocas de saberes e conhecimentos ancorados nas ciências sociais e que o corpo e a cor da pessoa com albinismo estará sempre atravessado por um conjunto de vivencias
e experiências, provocadas por manifestações dificilmente assimiladas pelo contexto sociocultural onde o individuo se apresenta.
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Oral
6
A violência contra a mulher e o machismo no
clara maria holanda silveira
maria do socorro
universidade
município de Limoeiro do Norte- CE
ferreira osterne
estadual do ceará
representações de
gênero, identidade e
sexualidade
Resumo: O presente estudo consiste em uma análise da relação entre a violência contra a mulher no município de Limoeiro do Norte e o machismo vigente na Região Nordeste. Devido à herança
fortemente coronelista, ao passado de adversidades climáticas que teria permitido a sobrevivência dos mais fortes e a necessidade de se afirmar como "macho", os homens nordestinos tendem
a incorporar mais fortemente tal herança. Metodologicamente, utilizou-se a observação não participante no Centro de Referência da Mulher de Limoeiro do Norte- CE, durante os meses de
agosto a dezembro de 2012. Em tais observações, foi possível presenciar atendimentos individuais a mulheres agredidas, conciliações entre os casais e visitas domiciliares, que permitiram
recolher dados sobre a violência vivenciada e suas principais causas e motivações. Conclui-se que o fator predominante na ocorrência da violência contra a mulher é o machismo e a ideologia
patriarcal, ainda fortemente consolidada no imaginário social, não só dos homens como também das próprias mulheres. As agressões tendem a acontecer quando a autoridade masculina é
diretamente contestada ou quando o homem entende que alguma atitude da companheira não condiz com o papel social destinado ao sexo feminino. Percebe-se que os estereótipos de gênero
encontram-se fortemente arraigados na sociedade limoeirense e são constantemente reproduzidos pelo machismo que assola a região.
Palavras-chave: gênero, violência contra a mulher, machismo.
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Ordem
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Instituição
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Oral
7
Homossexualidades indígenas no Brasil:
Estevão Rafael Fernandes
UFRO
reflexões e perspectivas analíticas
representações de
gênero, identidade e
sexualidade
Resumo: Ao longo das últimas décadas, claro tem sido o desenvolvimento de pesquisas na etnologia brasileira com foco na formação da pessoa e do corpo ameríndios. Por outro lado, muito
pouco se produz hoje no país sobre sexualidades em povos indígenas. Tal invisibilidade do tema tem furtado à Antropologia brasileira a reflexão e desenvolvimento de ferramental analítico para
a compreensão dessas questões, bem como contribuído para invisibilizar as demandas de grupos que não seguem o modelo heteronormativo, branco, ocidental e colonial. Nossa contribuição,
portanto, consistirá não exatamente (ou não apenas) no levantamento e análise de literatura sobre o tema no Brasil, mas em apontar eventuais insights à luz tanto da literatura disponível
quanto da teoria queer, das críticas two-spirit e de autores que trabalhem com conceitos de decolonialidade e decolonialidade de gênero. Perceberemos que várias são as possibilidades em
termos de pesquisa, indo além dos estudos que busquem levantar quais etnias possuem práticas homossexuais ou como elas representam essas práticas, por exemplo. O que se propõe é a
análise a partir de formas de convívio e reflexões no campo da alteridade (inclusive interna); zonas de interstício (fronteiras) marcadas por serem espaços de redefinições de sujeitos e das
identidades dos grupos envolvidos nesses processos, os quais não podem ser vistos como "perdas culturais". Parece ainda fundamental estabelecer um diálogo com os estudos sobre
movimentos sociais e com movimentos indígenas para compreender os processos e conjunturas que engendraram os movimentos indígenas pós-coloniais com vistas a mapear eventuais espaços
de fluxos de identidade e subjetividades que levem à visibilidade, ou não, dessas questões.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
MARIA MANUELA ALVES MAIA
UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
Data
Sessão Nº
7/8
3
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Poster
1
Desafios ao antirracismo e ao antiAmauri Mendes Pereira
UCAM
representações de raça
antirracismo no Brasil
e movimentos sociais
Resumo: O texto discute a "explosão" da questão racial no Brasil. Decorrente do acúmulo de estudos acadêmicos e ações de movimentos sociais, e no rastro de Durban e das cotas e ações
afirmativas em universidades públicas e setores do mercado de trabalho, nas últimas quatro décadas intensificaram-se os debates sobre racismo, preconceito, discriminação e desigualdades
raciais. Esses temas, que longo tempo amargaram um "gueto" sociológico em meios acadêmicos, e espaços restritos no âmbito do movimento negro politizado tornaram-se terra de todos, mais
e menos fundamentados: Passionalidade, tensões e animosidades, tantas vezes exacerbadas, onde quer que surja a questão - sempre há contras e a favor. Como explicar um enfrentamento que
se deu entre o antirracismo e um campo que chamo de anti-antirracismo, nos meados da década passada, e que inaugurou um "diálogo de surdos" - cada segmento reafirmando (agora sem
debates na esfera pública, comuns entre 2000 e 2005) continuamente suas certezas. Historiar e contextualizar esses episódios pode ajudar a entender porque estacaram os debates, que
chegaram a ser ácidos e tensos, e dos percalços que se põem ao efetivo enfrentamento do racismo. A pretensão, então, é analisar momentos e circunstâncias que, nos últimos trinta anos,
propiciaram dores e delícias em oportunidades de superação da questão racial. E esforços intelectuais - acadêmicos ou não - investidos no cumpra-se.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
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Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
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Sessão Nº
Sessão Nome
Tipo
Ordem
7/8
3
Olhares sobre as
representações de raça
e movimentos sociais
Oral
2
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
MOBILIZAÇÃO NEGRA NO SUL E SUDESTE DO
Ivan Costa Lima
Raiane Mineiro
Universidade
Ferreira
Federal do
PARÁ: PROCESSOS ORGANIZATIVOS E SUAS
INTERSEÇÕES ENTRE RAÇA E MOVIMENTOS
Pará/UFPA
SOCIAIS
Resumo: Esta pesquisa integra o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Étnico-Raciais, Movimentos Sociais e Educação - N'UMBUNTU, núcleo da Faculdade de Educação do
Campus Universitário de Marabá. O estudo conta com o apoio da \universidade Federal do Pará, Pró-Reitoria de Pesquisa - PROPESP, como parte do programa de apoio ao doutor pesquisador PRODOUTOR, iniciado em agosto de 2012. Metodologicamente, situa-se dentro de uma abordagem sócio histórica, com o uso da história oral e dos debates em trono da atuação dos
movimentos sociais, em particular o movimento negro. Objetiva-se construir conhecimentos científicos a respeito da organização política e cultural da população negra no sul e sudeste do Pará,
como principal instrumento de reconstrução social e histórica desta população, dando-se visibilidade, a partir de suas próprias falas, dos significados da presença negra, potencializando-se a
produção de materiais didático-pedagógicos, que subsidiem a educação e a sociedade abrangente. Os resultados mais significativos do processo de pesquisa têm sido as diferentes articulações
com os sujeitos foco de nosso trabalho, a evidência da necessidade de materiais sobre esta temática, e a necessidade de descrever os locais reconhecidos como de população negra, e seus
processo organizativos e culturais em torno dos seguintes elementos: dimensão comunitária no bairro do "Cabelo Seco", Movimento Hip Hop, Religiões de matriz africana e organização de
mulheres negras. O estudo demonstra que as interseções em torno de raça devem ser problematizadas em torno das formas organização que os movimentos sociais utilizam-se para a sua
visibilidade nesta região, cuja principal característica tem sido um debate em torno do campesinato e das lutas ambientais.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
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Denise Maria Botelho
UFRPE
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Sessão Nº
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3
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Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
3
MOVIMENTOS SOCIAIS E INFORMAÇÃO: o
Erinaldo Dias Valério
Joana Coeli Ribeiro Universidade
representações de raça
Grupo de Valorização Negra do Cariri Garcia
Federal de
e movimentos sociais
GRUNEC
Pernambuco
Resumo: Na sociedade contemporânea, a crescente produção de conhecimentos científicos modifica o comportamento dos indivíduos no que tange ao acesso, uso e apropriação de informação.
É através da informação que os sujeitos sociais adquirem conhecimento sobre seus direitos e deveres na sociedade, possibilitando-lhes melhores formas para a tomada de decisões em grupo ou
individual. Pensando nesta perspectiva, estudar os movimentos sociais, como grupos que buscam por ideais comuns e que trabalham com a relação de informação para obtenção de
conhecimento, é fundamental para entender esse contexto. Assim, os movimentos sociais são ações sociais coletivas que se organizam para expressarem seus anseios, questões e demandas.
Eles adotam diferentes formas de atuação e configuram-se em diversos aspectos, religiosos, feministas, raciais, entre outros. A partir dessas premissas, o estudo tem como objetivo geral analisar
em que contexto ocorre à apropriação, geração e disseminação de informação que se desenvolve dentro do Movimento Social Negro no Cariri Cearense - Grunec, e como objetivos específicos:
interrogar de que maneira esse grupo se organiza; identificar quem são os atores, como atuam e o que demandam mapeando as ações desenvolvidas. Realiza pesquisa exploratória por meio de
um levantamento bibliográfico e de campo. Esta pesquisa se insere em uma perspectiva em que discute pressupostos teóricos e investigativos da afrodescendência com a Ciência da Informação
(CI)em seu aspecto interdisciplinar. É importante ressaltar que este estudo se encontra em andamento e está sendo desenvolvido no âmbito do mestrado acadêmico do Programa de Pósgraduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco - PPGCI/UFPE.
Palavras-chave: Movimento Social Negro. Grunec. Informação.
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Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
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UFRPE
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7/8
3
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Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
4
Tem mulher na roda? Perspectivas feministas Paula Natanny Rocha
PPGA-UFPE
representações de raça
sobre relações de gênero e feminilidade na
Bezerra
e movimentos sociais
capoeira
Resumo: Procura-se compreender, por meio de uma perspectiva feminista e de gênero, constituição de feminilidades de mulheres que praticam capoeira. A estratégia de observação, para
escrita etnográfica, baseia-se nas experiências e performances desenvolvidas no 4º Encontro Feminino de Capoeira, realizado em 2013, em Recife-PE. Percebendo o universo capoeirístico
enquanto espaço majoritariamente masculino, tento visualizar, ainda num momento de aproximação, de que maneira as categorias de feminino e masculino perpassam as performances,
experiências e práticas cotidianas vividas pelas mulheres neste espaço. Acredito que o entrelaçamento entre as dimensões simbólicas e práticas viabilize revelar reproduções e mudanças nas
assimetrias de gênero, podendo contribuir para aprofundar a compreensão de desigualdades entre homens e mulheres em instâncias sociais definidas, hegemonicamente, como adequadas para
constituição de masculinidade, como é a capoeira.
PALAVRAS-CHAVE: CAPOEIRA; GÊNERO e feminilidade; FEMINISMO.
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Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
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UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
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Sessão Nº
7/8
3
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
5
MULHERES NEGRAS: ORGANIZAÇÃO E
Maria Aparecida Silva
Universidade
representações de raça
FORMAÇÃO ATIVISTA ENQUANTO MODO E
Federal de Alagoas
e movimentos sociais
ESTILO DE VIDA
Resumo: O propósito deste trabalho é discutir o processo de organização e formação ativista de mulheres negras levando em consideração as especificidades, singularidades, pluralidades e
particularidades deste grupo social que incorpora a problemática racial e das relações de gênero e como este reage para afirmar-se com autonomia e trilhar o caminho da organização e
formação ativista. Neste sentido, podemos verificar desvelar e perceber que suas experiências foram estratégias sociais elaboradas na construção de modos de vida que contribuíram no
fortalecimento da identidade, formação e atuação nos movimentos sociais negros. A discussão a respeito destas mulheres negras, com sua história, perspectivas e empoderamento frente às
implicações estruturais da sociedade brasileira, significa incorporar a diversidade de modo e estilo de vida construído pela população negra. O olhar sobre o processo de organização e formação
ativista destas mulheres negras nos permite perceber sinal de desconstrução do imaginário social de inferioridade atribuído a raça e gênero mantenedores de desigualdades. Visibilizar essas
mulheres negras significa reconhece-las protagonistas de sua própria história. Essa discussão é uma contribuição para os estudos das relações étnico-raciais, de gênero e movimento social negro.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
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Sessão Nº
Sessão Nome
Tipo
Ordem
Título
7/8
3
Olhares sobre as
representações de raça
e movimentos sociais
Poster
6
PRESERVAÇÃO E CONSERVAÇÃO: UM OLHAR
DA BIBLIOTECONOMIA SOBRE O ARQUIVO
DOS JORNAIS DA IMPRENSA NEGRA DO
N´BLAC (NÚCLEO BRASILEIRO LATINO
AMERICANO E CARIBENHO DE ESTUDOS EM
RELAÇÕES RACIAIS GÊNERO E MOVIMENTOS
SOCIAIS)
Autor/Instituição
Daiane Patrícia Feitosa da
Silva
Co-autores
Dávila Maria
Feitosa da Silva
Joselina da Silva
Instituição
Universidade
Federal do Ceará campus Cariri
Resumo: Este trabalho se propõe a demonstrar pesquisas e ações previstas para a organização e sistematização do acervo dos jornais da Imprensa Negra. O acervo em tela compõe-se, até o
momento, de dois mil e cem exemplares de jornais publicados entre a primeira década do século XX e os anos noventa do mesmo século. Todos estes periódicos foram produzidos por grupos e
organizações do movimento social negro, em diferentes regiões do país. A aquisição se deu ao longo dos últimos dez anos por doações oriundas de instituições públicas e privadas. Inicialmente,
nos propomos a analisar a preservação documental dos jornais, ressaltando os temas memória e identidade. Objetiva-se investigar a representação e a preservação da memória nos jornais da
Imprensa Negra do arquivo do N'BLAC - , a partir de ações e procedimentos técnicos que englobem a sistematização e organização do acervo, buscando realizar a preservação e dinamização da
memória documental. Segundo Gil (2002), esta pesquisa tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito. Pode envolver levantamento
bibliográfico e, geralmente, assume a forma de pesquisa bibliográfica e estudo de caso. O método de abordagem que norteará a pesquisa é o dialético. Este trabalho pretende responder ao
desafio de analisar de que forma está sendo, ou se está sendo, realizada a preservação das expressões representativas da memória. Este estudo faz parte de uma sistematizada prática de
pesquisa cunhada no Núcleo Brasileiro Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais Gênero e Movimentos Sociais - N´BLAC, da Universidade Federal do Ceará, Campus
avançado do Cariri.
Palavras-Chave: Conservação. Jornais da imprensa negra. Preservação documental
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Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
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UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
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Tipo
Ordem
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
Olhares sobre as
Oral
7
BULLYING RACIAL: UM OLHAR ETNOGRÁFICO Joselina da Silva
Maria Josilânia da
Universidade
representações de raça
SOBRE O ENSINO FUNDAMENTAL, NO SUL DO
Silva
Federal do Ceará (
e movimentos sociais
CEARÁ
Campus Cariri)
Resumo: Alguns de nossos alunos, hoje, nos bancos universitários, reportam haverem sofrido preconceito racial quando no ensino fundamental, em diferentes cidades do Sul do Ceará. Muitos
são enfáticos em afirmar a ausência de providências, por parte dos professores ou a gestão da escola. Os mesmos referem-se também às aulas onde os negros eram vistos apenas como
escravizados, nos livros de história. O que propiciava que muitos estudantes negros fossem tratados discriminatóriamente por seus colegas, passando a negar sua identidade e seu
pertencimento racial. O objetivo desta pesquisa é verificar se esta situação ainda persiste entre os alunos de escolas de ensino fundamental e qual a visão dos mesmos, uma vez que já se
passaram dez anos de promulgação da Lei 10639/03. Desejamos saber se as questões referentes à raça e aos racismos são tratadas no ambiente escolar. Este estudo voltar-se-á para os alunos
do sexto ao nono ano do ensino fundamental de escolas da rede municipal. Faremos questionários e entrevistas com os alunos afro-descedentes. Buscaremos identificar os que relatarem sofrer
algum tipo de discriminação por sua cor, seja através de piadas, apelidos e brincadeiras racistas, entre outros. Esta é uma pesquisa em andamento, no âmbito do Núcleo Brasileiro, Latino
Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais - N'BLAC, da Universidade Federal do Ceará, Campus avançado do Cariri.
Palavras-chave: Preconceito. Bullying racial. Racismo.
18. Grupo de Trabalho: Intercessões de Gênero, Raça e Movimentos Sociais: Olhares comparativos sobre diferentes representações.
Coordenadores:
JOSELINA DA SILVA
UFC
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UFC
Debatedores:
Denise Maria Botelho
UFRPE
Maria Zelma de Araújo Madeira UECE
Data
Sessão Nº
Sessão Nome
Tipo
Ordem
7/8
3
Olhares sobre as
representações de raça
e movimentos sociais
Oral
8
Título
Autor/Instituição
Co-autores
Instituição
MOBILIZAÇÃO NEGRA NO SUL E SUDESTE DO
Ivan Costa Lima
Raiane Mineiro
Universidade
Ferreira
Federal do Pará
PARÁ: PROCESSOS ORGANIZATIVOS E SUAS
INTERSEÇÕES ENTRE RAÇA E MOVIMENTOS
SOCIAIS
Resumo: Esta pesquisa integra o Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Relações Raciais, Movimentos Sociais e Educação - N'UMBUNTU núcleo da Faculdade de Educação, do Campus
Universitário de Marabá. O estudo conta com o apoio da Universidade Federal do Pará, Pró-Reitoria de Pesquisa - PROPESP, como parte do programa de apoio ao doutor pesquisador PRODOUTOR, iniciado em agosto de 2012. Metodologicamente, situa-se dentro de uma perspectiva sócio histórica, com o uso da história oral e dos debates em torno da atuação dos
movimentos sociais, em particular o movimento negro. Objetiva-se construir conhecimentos a respeito da organização política e cultural da população negra no sul e sudeste do Pará, como
principal instrumento de reconstrução social e história desta população, dando-se visibilidade, a partir de suas próprias falas, dos significados da presença negra, potencializando-se a produção
de materiais didático-pedagógicos, que subsidiem a educação e a sociedade abrangente. Os resultados mais significativos do processo de pesquisa têm sido as diferentes articulações com os
sujeitos foco de nosso trabalho, a evidência da necessidade de materiais sobre esta temática, e a necessidade de descrever os locais reconhecidos como de população negra, e seus processos
organizativos e culturais em torno dos seguintes elementos: dimensão comunitária no Bairro do "Cabelo Seco", Movimento Hip Hop, Religiões de Matriz Africana e organizações de Mulheres. O
estudo demonstra que as interseções em torno de raça devem ser problematizadas em torno das formas de organização que os movimentos sociais utilizam-se para a sua visibilidade nesta
região, cuja principal característica tem sido um debate em torno do campesinato e das lutas ambientais
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