FACULDADE DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE FAEMA ESPECIALIZAÇÃO EM CIÊNCIA DO MOVIMENTO HUMANO A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL MARCIO TEIXEIRA DA SILVA MONOGRAFIA DE PÓS–GRADUAÇÃO - ESPECIALIZAÇÃO PIMENTA BUENO – RONDÔNIA 2009 2 MARCIO TEIXEIRA DA SILVA A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL Monografia de pós graduação apresentada ao departamento de Educação Física, da Faculdade de Educação, Saúde e Meio Ambiente FAEMA, como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Ciência do Movimento Humano. Orientador: Cárdenas. Prof. PIMENTA BUENO – RONDÔNIA 2009 Ms. Ramón Núnez 3 MARCIO TEIXEIRA DA SILVA A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL BANCA EXAMINADORA AVALIADORES __________________________________________ __________ Nota __________________________________________ __________ Nota __________________________________________ __________ Nota ___________________ Média Final 4 DEDICATÓRIA Aos nossos pais que deram a nós condições e estrutura emocional para chegarmos até aqui. Aos nossos familiares por terem compreendido a nossa distância, mesmo nos momentos que estávamos aos seus lados. 5 AGRADECIMENTOS À nosso Criador, por tudo o que tem nos dados, principalmente pela nossa saúde física e mental. A meu orientador, Ramon Núnez Cárdenas, por ter aceitado me acompanhar ao longo desta jornada, me proporcionando um conhecimento ímpar, pois ele é a dança, a música e a paz em pessoa. A todos professores, por terem compreendido a essência do que aqui apresentamos, assim como por contribuírem com a nossa carreira, por terem nos incentivado no momento crucial deste trabalho que é a hora da apresentação, do decurso final. Aos professores que nos acompanharam ao longo do curso, e aqueles que por motivos diversos não permaneceram ao nosso lado, pois todos deixam um pouco de si para a nossa turma. A todos os membros da FAEMA, que participaram direta ou indiretamente da nossa vida acadêmica. 6 "Toda dança é uma espécie de roteiro febril, um gráfico do coração." (Martha Graham) 7 RESUMO Trabalhando com a dança, nesta pesquisa, pode-se conhecer parte do que pensam professores de Educação Física e também alunos, sobre a inclusão da dança como parte integrante do currículo escolar. Feito a pesquisa com 5 professores de Educação Física e 370 alunos de 3 escolas estaduais do município de Cacoal/RO, pôde-se ter uma visão ampla, alcançando o objetivo da pesquisa: verificar A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL, nas escolas estaduais de Cacoal/RO. Percebeu-se que a dança não é trabalhada nas escolas no ensino fundamental como conteúdo programático, mas em datas comemorativas e que os professores acreditam ser importante à dança na escola para o desenvolvimento motor e social da criança. Percebeu-se também que a maioria dos alunos gosta de dançar e quais são seus ritmos preferidos. Este trabalho só foi possível por sua natureza exploratória e descritiva, com pesquisa de campo por meio de questionários. Esta pesquisa resultou na percepção da necessidade do conteúdo de dança no planejamento das escolas estaduais de Cacoal, Rondônia. Palavras-chaves: Dança; Educação Física; Motivação. 8 ABSTRACT Working with the dance, in this research, we can know of what they think physical education teachers and also students, regarding the inclusion of dance as part of the curriculum. Doing research with 5 physical education teachers and 370 students in 3 public schools in the city of Cacoal / RO, we could have a broad vision to the goal of the research: check DESIGN TEACHER GRADUATES IN PHYSICAL EDUCATION FOR INCLUSION OF DANCE LESSONS IN PLANNING OF PHYSICAL EDUCATION FOR ELEMENTARY, in state schools Cacoal / RO. It was felt that the dance is not worked in schools as elementary school syllabus, but in celebrations and that teachers believe is important to dance at the school in developing motor and social development. We also noticed that most students like to dance and what are your favorite tunes. This work was made possible by its nature exploratory and descriptive, with field research using questionnaires. This research resulted in the perception of the need of the content of dance in the planning of the state schools of Cacoal, Rondônia. Keywords: Dance, Physical Education, Motivation. 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 11 1.1 Contextualização Histórica .................................................................................. 12 1.2. Problematização ................................................................................................. 13 1.3 Justificativa .......................................................................................................... 14 1.4 Objetivos ............................................................................................................. 15 1.4.1Objetivo Geral ................................................................................................... 15 1.4.2 Objetivos Específicos ....................................................................................... 15 1.5 Questões de Pesquisa ........................................................................................ 16 2 REVISÃO LITERÁRIA ........................................................................................... 17 2.1. Dança Contemporânea e Dança Moderna ........................................................ 21 2.2 A Dança nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) ................................... 24 2.3 Dança na Escola ................................................................................................. 25 2.4 A Importância da Dança na Escola ..................................................................... 29 3 MOTIVAÇÃO.......................................................................................................... 32 3.1 Motivação nas aulas de Educação Física........................................................... 33 4 METODOLOGIA............................................................................................................... 36 4.1 Tipo da Pesquisa ................................................................................................................ 36 4.2 Campo de Ação ................................................................................................... 37 4.3 Caracterização da População em Estudo ........................................................... 37 4.4 Amostragem ........................................................................................................ 38 4.5. Instrumento de Coleta de Dados ........................................................................ 39 4.6. Resultados e Análise dos Dados ........................................................................ 39 4.7 Procedimentos da Pesquisa ................................................................................ 39 5 APRESENTAÇÃO, DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS ............................... 41 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 55 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 57 APÊNDICES ............................................................................................................. 60 Apêndice A ............................................................................................................... 61 Apêndice B ............................................................................................................... 62 Apêndice C ............................................................................................................... 64 Apêndice D ............................................................................................................... 65 Apêndice E ............................................................................................................... 66 10 GRÁFICOS RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS PROFESSORES ................. 41 Gráfico 1:Gênero ....................................................................................................... 41 Gráfico 2: Faixa etária ............................................................................................... 42 Gráfico 3: Formação Superior ................................................................................... 43 Gráfico 4: Tempo de atuação como professor(a) ...................................................... 44 Gráfico 5: Importância da dança na escola ............................................................... 44 Gráfico 6: Dança incluída no planejamento ............................................................... 45 Gráfico 7: Dança no ensino escolar .......................................................................... 46 Gráfico 8: Opinião sobre ser trabalhada a dança como conteúdo programático da escola......................................................................................................................... 47 Gráfico 9: Benefícios da dança para a educação escolar......................................... 48 Gráficos 10 e 11: Importância do trabalho conjunto do professor de classe com o profissional de Educação Física no Ensino Fundamental......................................... 49 Gráfico 12: Dança na prevenção de doenças........................................................... 50 RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS ALUNOS.................. 51 Gráfico 1: Gênero.................................................................................................... 51 Gráfico 2: Participação nas aulas de Educação Física........................................... 52 Gráfico 3: Dança nas aulas de Educação Física..................................................... 53 Gráfico 4: Ritmo que mais gosta de dançar............................................................ 54 11 1 INTRODUÇÃO A dança contribui para a formação do indivíduo enquanto ser sociável e para o desenvolvimento motor e cognitivo. Na procura pela valorização desta atividade, apresenta neste trabalho uma pesquisa voltada para a concepção de professores que atuam em escolas públicas estaduais de Cacoal/RO, preocupando-se em identificar fatores que contribuam com uma possível implantação da dança nos currículos escolares. Desta forma, que seja a Educação Física mentora destas atividades, levando o aluno a conhecer e dominar o seu corpo, em prol de uma vida com mais qualidade. A pesquisa realizada com 05 professores de Educação Física e 370 alunos contribuiu para conhecer a concepção destes que leva a identificação da melhoria da auto-estima, o auxílio na socialização dos alunos, a transmissão de valores, o desenvolvimento motivacional e motor como benefícios da prática da dança nas escolas. E como a dança evoluiu através dos tempos, a escolha do ritmo adequado, poderá fazer com que participação dos alunos nessas aulas seja igual ou maior que nas aulas com jogos e outras brincadeiras. Para que haja uma integração entre professores de Educação Física e professores de classe são necessários que sejam desenvolvidos projetos, planejamentos interdisciplinares entre estes, interagindo, trocando experiências. Assim, deve-se ao professor de classe uma compreensão adequada do que é e qual a importância da Educação Física de modo geral, para que haja realmente uma 12 junção de forças para que o aluno tenha uma aprendizagem de qualidade voltada para a realidade em que este aluno está inserido. Assim, defende os Parâmetros Curriculares Nacionais, assim se defende nesta pesquisa. 1.1 Contextualização Histórica A história da dança é muito antiga como também a música, são elos muito fortes, pois uma sempre dependeu da outra. O homem, desde a época primitiva se manifestava através de sons, expressão corporal ou para exteriorizar algum sentimento. Ao estudar a vida de diferentes povos, desde as civilizações mais antigas até as atuais, comumente se encontra o jogo, o desporto e a dança, como formas de manifestações culturais e de educação das crianças. O homem dança, impulsionado por qualquer tema e em qualquer ocasião. Com tudo isto se pode dizer que a dança foi evoluindo através dos tempos chegando ao mundo contemporâneo (FAHLBUSCH, 1990). A dança remonta a tempos imemoriais, pré-históricos, e é tão velha como a própria vida humana. Desde as primeiras manifestações de comunhão mística do homem com a natureza misteriosa, nasceu à dança, como expressão espontânea e dinâmica das emoções primitivas do Homo Sapiens. A dança ritmo nesta época préhistórica é uma espécie de pré-arte a base emocional e vital para a futura arte da dança. A dança, como toda atividade humana, sofreu modificações através dos tempos, até chegar ao que ela é hoje. E é essa dança que temos hoje é que devemos levar para as escolas, por isso o trabalho apresentado nesta produção acadêmica. 13 1.2. Problematização A intenção de tornar real a dança na escola e não deixar que ela apareça apenas em datas comemorativas é fazer com que ela seja parte do conteúdo programático e utilizar essa atividade para a contribuição integral dos nossos alunos. É preciso criar, em cada aula, diferentes oportunidades de contato com a atividade lúdica, para fazer presente o principal objetivo que é o prazer de dançar. É comum encontrar nas escolas currículos da disciplina de Educação Física, na qual constam diversos tipos de jogos e atividades afins, mas sem constar a dança. Ciente de que a dança contribui para o desenvolvimento motor da criança, torna-se necessário um trabalho de identificação e conscientização da importância desta atividade no desenvolvimento da criança. Uma das maneiras de introduzir a dança na escola é através das brincadeiras de rodas que nesta fase do desenvolvimento da criança, é muito importante, pois auxiliará o professor a trabalhar dança na escola com mais facilidade. O brincar de roda ou cirandar sempre alegrou as crianças em qualquer época e em todos os países. É a brincadeira mais completa do ponto de vista pedagógico, onde a criança desenvolve-se integralmente ao ritmo de danças ingênuas, sendo que o canto e a música são as formas mais expressivas da manifestação da alma infantil. E com a evolução da dança, muitos ritmos foram surgindo. Isso nos dá uma grande quantidade de ritmos que podem ser trabalhados nas escolas. Com a escolha certa, a participação dos alunos nessas aulas poderá ser igual ou maior que nas aulas com jogos e outras brincadeiras. 14 Com base nisso, queremos saber se nas escolas estaduais da área urbana do município de Cacoal, a dança está incluída como conteúdo programático de Educação Física. Diante do exposto, pergunta-se: Qual a concepção de professores formados em Educação Física quanto à inclusão da dança no planejamento das aulas de Educação Física no Ensino Fundamental nas Escolas Estaduais de Cacoal/RO? 1.3 Justificativa Problemas de desenvolvimento motor, com freqüência são diagnosticados em alunos das séries iniciais. Pensando em uma alternativa que haja desenvolvimento motor, percebeu-se que a dança pode ser uma boa solução, sendo que a dança não é só movimento, mas também um pensamento, uma arte, uma cultura que se dá através de um processo de corpo e mente. Acredita-se que as aulas de dança envolvem o aluno e o ambiente, fazendo com que busquem novas possibilidades de movimentos contextualizando com sua realidade, trocando informações com os colegas, solucionando problemas propostos, fazendo relações, e conseqüentemente, gerando conhecimento. Assim as aulas de Educação Física será um espaço para que os indivíduos passem a fazer parte de uma sociedade mais aberta a arte. Além de envolver o aluno em outras atividades nas aulas de Educação Física, através da dança, pode-se tornar os alunos mais participativos nas aulas, pois eles terão uma motivação a mais para participarem das aulas de Educação Física. Motivação essa que pode ser desenvolvida através da escolha do ritmo certo ou o que eles mais gostem de dançar. 15 Estudiosos como Barufi (2001), Claro (1995), Camargo (1994), Fahlbusch (1990), Gaspari (2002), Laban (1990), Leal (1998), Marques (1997), Moreira (2003), Nanni (2001), Paiva (2000) e Verderi (2000) são enfáticos ao dizerem que a dança é uma das atividades físicas que mais contribui para o desenvolvimento cognitivo, e destas leituras surgiu o desejo de contribuir com o estudo acerca do tema. 1.4 Objetivos 1.4.1 Objetivo Geral Identificar a concepção de professores formados em Educação Física e dos alunos quanto à inclusão da dança no planejamento das aulas de Educação Física no Ensino Fundamental nas Escolas Estaduais de Cacoal/RO. 1.4.2 Objetivos Específicos a) Verificar a concepção de profissionais formados em Educação Física, quanto à inclusão da dança nas aulas de Educação Física. b) Constatar a concepção que os alunos tem da dança e o que acham da sua inclusão nas aulas de Educação Física. c) Analisar e comparar o desenvolvimento motivacional dos alunos nas aulas de Educação Física. 16 1.5 Questões de Pesquisa a) Qual a concepção dos profissionais formados em Educação física, quanto à inclusão da dança nas aulas de Educação Física? b) Qual a concepção que os alunos tem da dança e o que acham da sua inclusão nas aulas de Educação Física? c) Qual o resultado da análise e comparação do desenvolvimento motivacional dos alunos nas aulas de Educação Física? 17 2. REVISÃO DA LITERATURA A criança é um ser dinâmico, com múltiplas habilidades físicas e indagações naturais, utilizando as habilidades motoras para expandir seu ser. O movimento é de vital importância para o desenvolvimento da criança, é de tal forma inerente à sua vida, à sua infância que o movimento está relacionado ao seu crescimento, desenvolvimento e funções mentais, contribuindo para um crescimento ímpar. Psicólogos, pesquisadores, professores de diversos campos educacionais, particularmente a área de Educação Física tem se voltado para o aperfeiçoamento de programas de atividades motoras da 1ª infância. Teorias e experiências comprovam a necessidade de promover experiências em aprendizagem motora para estimular o desenvolvimento mental da criança. Para Nanni (1995, p.40) “As atividades de dança deverão ser combinadas com a música, às artes em geral, às ciências, à matemática, a outras linguagens artísticas”. Os movimentos básicos e as habilidades motoras fundamentais quando desenvolvidas sob o aspecto “lúdico” são mais alegres onde a criança aprende a liberar seus movimentos e expressar suas emoções pela exploração do movimento, de suas ações, do espaço, do tempo e do ritmo. A interdisciplinaridade da Dança tem como objetivo oferecer oportunidade da criança mover-se; aprender por meio dos movimentos; ser criativo através dos 18 movimentos; aprender modelos e ritmos dos movimentos; manipular o corpo em relação à dimensão espaço-tempo, aprender a relacionar com o outro e com o mundo. Para entender a contextualização da dança nos dias atuais, buscou-se referência teórica através da sua evolução ao longo dos tempos para que fosse possível aprofundar numa pesquisa de campo. Neste contexto Leal (1998, p.13) argumenta que: “Desde os primórdios o ser humano tem necessidade de movimentar-se, desde que o homem surgiu que, mesmo sendo de forma rudimentar, ele dança. Seja para reverenciar seu Deus, seja para atrair a chuva, para saudar o sol ou espantar os maus fluidos”. A dança remonta a tempos imemoriais, pré-históricos, e é tão velha como a própria vida humana. Desde as primeiras manifestações de comunhão mística do homem com a natureza misteriosa, nasceu à dança, como expressão espontânea dinâmica das emoções primitivas do Homo Sapiens. A dança ritmo nesta época préhistórica é uma espécie de pré-arte a base emocional e vital para futura arte da dança. Nos primórdios o homem dançava para os deuses e em harmonia com a natureza, para conseguir atingir um objetivo ou simplesmente agradecer, e pela alegria de viver neste rito que não deveria desaparecer, por exprimir o desejo mais profundo irresistível da natureza humana: a dança proporcionava o êxtase. Este sentido da dança como força mágica, esteve em todos os acontecimentos individuais ou coletivos do homem primitivo que viveu em comunhão mística com a natureza e pouco a pouco se esvaiu no espaço. Deixou-se de lado fazer prece através da dança, perdeu-se a necessidade íntima em exprimir coreograficamente, todas as nossas emoções, nossos sonhos e até mesmo as nossas idéias. As antigas civilizações acreditavam que todo 19 movimento superior ao natural e sobre humano e originário da dança, tinham uma noção sagrada. Por isso o respeito, a adoração pela dança. O êxtase dançante acompanhou as próprias religiões através de milênios, o cristianismo na sua fase primitiva e livre ressoa hinos de alegria e de reconhecimento à dança, os santos da igreja, como por ex: São Basílio, dizia que a única ocupação dos anjos no céu consiste em dançar, e bem feliz, são aqueles que podem imitá-los na terra dançando. A dança como toda atividade humana sofreu o destino das formas sociais dos homens, à medida que a civilização segue a sua marcha histórica e que o homem se afasta progressivamente do seio da natureza a dança perde a sua potência mágica. A fé ingênua espiritual que justificava a própria essência e a forma espontânea da dança foi extinta pela evolução religiosa e arquivada ao domínio dos preconceitos e superstições. Pois ao longo da história podemos ver que o pensamento de uma sociedade leva tempo para mudar, e o que podemos fazer é lutar para mostrar que dança não é só movimento, mas também um pensamento; que se dá através de um processo de corpo e mente, assim talvez, daqui a alguns anos nossas crianças façam, entendam e reflitam arte. E façam com que a dança cumpra um de seus objetivos que é formar cidadãos. Com envolvimento da civilização a dança tornou – se parte da cultura folclórica, expressando distinções éticas e convicções nacionalistas. Em tempos mais modernos, assumiu muitas formas e muitas técnicas, e com a ação embelezadora selecionada e organizada surgiu à probabilidade de arte. E como forma de arte, tornou-se a expressão consciente da interpretação do artista, uma linguagem especial. Assim, dançar é transmitir um certo estado de espírito , uma maneira de se ver e de ver o mundo , de sentir plenamente seu corpo e o utilizar para conhecer outros sentimentos e sensações (FAHLBUSCH, 1990, p.13). As aulas de dança envolvem o aluno e o ambiente, fazendo com que busquem novas possibilidades de movimentos contextualizando com sua realidade, 20 trocando informações com os colegas, solucionando problemas propostos, fazendo relações, e conseqüentemente, gerando conhecimento. Durante os anos a arte vai ganhando valor e em 1997 entra, finalmente, nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), como podemos ver a arte é nova dentro da educação; ela foi tratada como uma atividade a mais para distrair as crianças e não como área de conhecimento. E a dança é mais nova ainda. A dança em si, não deveria ser vista apenas como forma de arte e de movimentos harmoniosos, mas também como algo para disciplinar, transformar, educar, de conscientizar e de promover a sociabilização. No contexto atual, não se tem notícia de que seja comum a inclusão da dança como disciplina no planejamento das aulas de Educação Física das escolas públicas no Ensino Fundamental. É notório, que a dança ajuda a aumentar a autoestima de seus praticantes, bem como na correção de fatores físicos como o postural, auxiliando no desenvolvimento das capacidades perceptivas motoras e na formação de um auto-conceito. Sendo assim, estes benefícios poderão influenciar de forma direta ou indireta nas outras disciplinas existentes no conteúdo programático. Para Laban, (1990, p. 26), [...] a experiência na qual a criança dá livre curso, em sua maior parte, aos movimentos repetitivos similares aos da dança quando está inquieta ou desocupada, levam alguns a crer que a criança deve manter-se ocupada em alguma atividade útil, a fim de evitar a excitação sem sentido dos saltos rítmicos. O resultado é que a criança realiza cada vez mais movimentos isolados que nunca estão equilibrados pelo que poderíamos chamar de uma imersão no fluxo do movimento. Tal imersão é como um banho refrescante de dupla importância: limpa e dá prazer. O ensino da dança nas escolas deve proporcionar a oportunidade de gozar deste banho refrescante que é pelo menos tão importante quanto à própria natação. Assim como nesta última o instrutor não se limitará a jogar a criança na água, mas lhe ensinará uma técnica adequada, assim também o professor de dança procurará 21 um procedimento que permita complementar o impulso natural da criança e ampliar seu raio de ação. A pesquisa dos movimentos através da Dança, na medida em que permite compreender e identificar as estruturas e significados das diferentes manifestações da cultura corporal e movimentos, tentando desvelar a importância dos sentidos e significados para vida do ser e para as suas relações culturais e sociais historicamente estabelecidas e ser hoje um porte efetivo à Educação (NANNI, 1995). Por tudo isso, justifica-se a realização deste estudo em função de ter buscado referências sobre a dança como fator social e de valorização do aluno, possibilitando assim na melhoria dos aspectos físicos, mental e social. Contribuindo, também com a escola, proporcionando maior conhecimento sobre este tema. 2.1. Dança Contemporânea e Dança Moderna Muitos consideram que a dança contemporânea é tudo aquilo que se faz hoje dentro dessa arte, não importando o estilo, a procedência, os objetivos, ou a forma. Esta palavra ainda hoje é usada para definir ou caracterizar um estilo de dança-teatro onde a dança é apenas um dos segmentos e não mais a razão primeira do espetáculo. Já a dança moderna é considerada por muitos como a dança de ontem, ultrapassada, afastada da realidade atual, tanto na utilização especial, quanto na forma de seus movimentos, como em suas técnicas coreográficas. Hoje já se realizam Concursos e/ou Festivais de dança onde a dança contemporânea e a dança moderna são apresentadas como modalidades distintas (CONCEPÇÃO, 2005). 22 a) Contemporâneo significa – o que é do mesmo tempo, no caso presente, o que é da nossa época. b) Moderno significa – atualidade, ou que está mais próximo da atualidade. c) Assim sendo Fahlbusch (1990, p.69) afirma que, “Não existem duas modalidades distintas dentro dessa escola de dança. O que existe é Dança Moderna, que é a dança do século XX, dança da atualidade, a diferença se situa no aspecto coreográfico”. A dança moderna pode-se dividir em dois aspectos de expressão coreográfica: a) A dança de expressão contemporânea que é a forma coreográfica que reflete o período no qual ela foi criada. É a manifestação do mundo e do tempo no qual o coreógrafo vive. Sua abordagem é calcada em fatos ou acontecimentos marcantes de um período, quer seja de âmbito político, social, religioso, etc., os quais são retratos, muitas vezes, como forma de protesto. b) E dança de expressão moderna que é a forma coreográfica que reflete as intenções do coreógrafo, quer seja no plano psicológico, emocional, etc. Portanto, dança moderna é tudo o que foi feito dentro dessa escola de dança desde Duncan até os dias de hoje (FAHLBUSCH 1990). Segundo Assumpção (2005) Duncan trouxe uma nova técnica, buscando nos fenômenos da natureza os modelos de movimento que formavam sua dança. Para ela, era um momento de contato com a vida. Acreditava que a dança tinha o poder da comunicação e comunhão e que ela possuía a missão de fazer da dança a liberação do ser. 23 Ducan costumava dizer que a dança é à base de toda uma concepção de vida mais flexível, mais natural. Não são passos predeterminados, mecânicos é claro que são necessários para um treinamento, mas só para um treinamento. Os passos são meios, e não o fim. Não deixou uma escola ou uma doutrina, simplesmente trouxe o início de uma nova geração da dança, a dança moderna (CONCEPÇÃO, 2005). A dança está conseguindo aos poucos conquistar seu espaço, mostrando assim que não é “dançar só por dançar”, é muito mais do que isso é mostrar que dança na escola é algo tão necessário como também a parte de esportização, ela será um complemento a mais na educação das crianças. Sobre tal fato, Verderi (2000, p.57 e 58) “através das atividades de dança pretende que a criança evolua quanto ao domínio de seu corpo, desenvolvendo e aprimorando suas possibilidades de movimentação”. Descobrindo novos espaços, novas formas, superação de suas limitações e condições para enfrentar novos desafios quanto aos aspectos motores, sociais, afetivos e cognitivos. Ainda prepondera nos discursos e comentários de muitos de nossos professores (as) a idéia de que a dança na escola é “bom pra relaxar”, “para soltar as emoções”, “expressar – se espontaneamente” e não são poucos os diretores (as) que querem atividades de dança na escola para “conter a agressividade” ou “acalmar” os alunos (as). Ou seja, a dança torna-se um ótimo recurso para “se esquecer dos problemas” (esfriar a cabeça) e, para usar um termo em voga, “prevenir contra o stress” (MARQUES, 1997, p. 22). Esta autora segue ainda falando sobre os benefícios da dança, tais quais: melhorar a auto-estima e a coordenação motora. Porém a dança tem um conteúdo que é próprio e que nenhuma disciplina mais provém, é sem dúvida, a consciência dos movimentos corporais. Quanto à consciência dos movimentos corporais: 24 Na dança, mergulhamos no processo mesmo da ação, enquanto em outras atividades, seja no âmbito do esporte ou do trabalho, nossa atenção se centraliza principalmente nas conseqüências práticas do movimento. Embora as seqüências de movimento de todas as atividades físicas exijam o esforço específico da pessoa que se move, nesta última, a consciência do processo dá lugar a sua concentração no âmbito externo. Quando criamos e nos expressamos por meio da dança, quando executamos e interpretamos seus ritmos e formas, preocupamo-nos exclusivamente com o seu material, que é o próprio movimento (LABAN, 1990, p. 108). O movimento na dança pode ser definido como mudanças de posição de todo o corpo no espaço ou de alguns segmentos com relação a outros; e percurso de movimento como trajetória espaço-temporal objetiva e precisa desse movimento. 2.2 A Dança nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) consistem em documentos elaborados pelo Ministério da Educação Brasileiro com intuito de orientar o trabalho dos professores do ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) e do ensino médio (1º ao 3º colegial). A dança faz parte do conteúdo de atividades rítmicas e expressivas, que têm como característica comum à intenção de expressão e comunicação mediante gestos e a presença de estímulos sonoros como referência para o movimento corporal. Trata-se das danças e brincadeiras cantadas. Num país em que pulsam o samba, o bumba-meu-boi, o maracatu, o frevo, o afoxé, a catira, o baião, o xote, o xaxado entre muitas outras manifestações, é surpreendente o fato de a Educação Física ter promovido apenas a prática de técnicas de ginástica e (eventualmente) danças européias e americanas. A diversidade cultural que caracteriza o país tem na dança uma de suas expressões mais significativas, constituindo um amplo leque de possibilidades de aprendizagem (BRASIL, 1997, p.51). Todas as culturas têm algum tipo de manifestação rítmica e/ou expressiva. No Brasil existe uma riqueza muito grande dessas manifestações. Danças trazidas pelos africanos na colonização, danças relativas aos mais diversos rituais, danças 25 que os imigrantes trouxeram em sua bagagem, danças que foram aprendidas com os vizinhos de fronteira, danças que se vêem pela televisão. As danças foram e são criadas a todo tempo: inúmeras influências são incorporadas e as danças transformam-se, multiplicam-se (CONCEPÇÃO, 2005). O documento ainda acrescenta que o conteúdo dança é também trabalhado pelo professor de Artes na escola, e este conteúdo é mais amplamente discutido no PCN de Artes onde o profissional encontrará “mais subsídios para desenvolver um trabalho de dança, no que tange aos aspectos criativos e à concepção da dança como linguagem artística” (BRASIL, 1997, p.51). Este documento entende a educação física como cultura corporal, e “dentre as produções dessa cultura corporal, algumas foram incorporadas pela Educação Física em seus conteúdos: o jogo, o esporte, a dança, a ginástica e a luta”. Isso demonstra a importância da Educação Física para o aluno (BRASIL, 1997, p. 26-27). Os conteúdos da educação física no ensino fundamental, segundo os PCNs, são divididos em três blocos. São eles: Esportes, jogos, lutas e ginásticas; Conhecimentos sobre o corpo; e Atividades rítmicas e expressivas. È neste último que a dança está inserida como conteúdo a ser trabalhado na escola. 2.3 Dança na Escola Nunca ouvimos falar tanto em corpo como se fala hoje, novas ideologias de corpo, a sociedade investindo no corpo, a TV, mídia, a igreja, a moda, enfim, uma infinidade de investidores buscando lucro através do corpo. Corporeidade entrou na moda, porém, a maioria das pessoas não tem compreensão do próprio corpo e muito menos do que a sociedade está fazendo com ele. 26 A intenção é de tornar real a dança na escola fazendo-se deixar de ser um “conteúdo-fantasma”, que só aparecia em “festinhas comemorativas” e passar a ser uma proposta pedagógica a partir do momento em que utilizarmos suas atividades para a contribuição integral dos nossos alunos. Devemos fazê-la explodir como uma transteoria que, embalada no ritmo da música, propiciará a formação necessária para o aperfeiçoamento dos processos cognitivos, motor e sócio-afetivo e contribuir para o despertar do interesse por parte dos alunos no processo educacional. Afinal onde não há interesse, não há aquisição de conhecimentos (VERDERI, p.33 e 34). É preciso criar, em cada aula, diferentes oportunidades de contato com a atividade lúdica, para fazer presente o principal objetivo: o prazer de dançar, independente da criança ou o adolescente vir a ser um bailarino profissional. Sua importância não é compreendida como essencial o que faz os educadores em dança tornar-se advogados para defender o valor do seu trabalho, disseminando a necessidade da dança nos currículos escolares. Deve-se sempre discutir e refletir sobre esta importância para que a dança possa se afirmar ainda mais em seu devido lugar. Proporcionar vivências positivas em dança, isto é, vivencias que não visem somente o virtuosismo técnico e o corpo perfeito, pois estas qualidades são restritas a poucos, porém onde todos tenham a possibilidade de dançar “na frente” e serem estimulados no que tem de melhor, pode ser um meio de intervir favoravelmente. Sborquia e Gallardo (2002, p.106) dizem que: Ao percorrer algumas escolas públicas observando aulas de Educação Física, puderam constatar que o tema da cultura corporal – dança, dificilmente é trabalhado no contexto escolar. Quando eventualmente é trabalhado este conhecimento, é com finalidade de apresentações em dias comemorativos da escola, e as aulas de Educação Física tornam-se um espaço para estes ensaios. Geralmente se reproduzem às danças pela mídia sem análises e contextualização, e o professor de Educação Física não percebe as implicações que essas ações provocam na educação da sociedade. Para Valle (2005, p.09), “A educação é direito de todos e todos têm o direito de conhecer a dança de uma forma séria, não só como decoração de programas de auditório e vídeos da MTV. A educação em dança é direito de todos e deve estar na escola”. Ou seja, não é apenas para datas comemorativas. 27 Como se vê ampla é a conceituação da dança envolvendo vários aspectos físicos, mentais e sociais, portanto, a sua inclusão na área escolar poderia acrescentar benefícios a formação da criança. Porém, vários são os questionamentos sobre a forma, o momento e o espaço para esta inclusão. A formação de professores que atuam na área de dança é sem dúvida um dos pontos mais críticos no que diz respeito ao ensino desta arte em nosso sistema escolar. Na prática, tanto professores de Educação Física, de educação infantil, de 1ª a 4ª séries, assim como de educação artística, vêm trabalhando com dança nas escolas sem que tenham necessariamente tido experiências prático-teóricas como intérpretes, coreógrafos e diretores de dança. A dissociação entre o artístico e o educativo que geralmente é enfatizada na formação destes profissionais nos cursos de licenciatura/pedagogia/magistério tem comprometido de maneira substancial o desenvolvimento do processo criativo e crítico que poderia estar ocorrendo nas escolas básicas (MARQUES, 1997, p.22). Um professor se constrói pelas atitudes valorosas, que adotar em sua relação professor-aluno e na importância que ele vier a ter perante eles, quando das coisas importantes que apresentar para os mesmos. No processo de ensino-aprendizagem deve considerar o aluno como um corpo que não foi programado para imitar, que o aluno só estará satisfeito e plenamente realizado em sua corporeidade, a partir do momento que puder explorar a sua criatividade, espontaneidade, assim enfrentando as barreiras de seu corpo, descobrindo, por si só, as maravilhas que poderá realizar com seus gestos. As brincadeiras de rodas nesta fase do desenvolvimento da criança são muito importantes, pois auxiliará o professor a trabalhar dança na escola com mais facilidade. O brincar de roda ou cirandar sempre alegrou as crianças em qualquer época e em todos os países, é a brincadeira mais completa do ponto de vista pedagógico, onde a criança desenvolve-se integralmente ao ritmo de danças ingênuas, sendo que o canto e a música são as formas mais expressivas da manifestação da alma humana, imagina, então, como isso pode contribuir com a alma infantil. 28 “Os brinquedos cantados, cirandas ou brincadeiras de roda, são atividades de grande valor educativo e folclórico, sendo a expressão de uma infância saudável”, afirma Paiva (2000, p.13). Esta autora ainda segue dizendo, que nas escolas, muitas vezes eles são ignorados enquanto a competição é estimulada precocemente, o mundo mágico da criança lhe está sendo roubado em função de uma educação deformante que compromete sua inteligência e seu caráter. As brincadeiras infantis estão sendo substituídas por movimentos e trejeitos de cunho sensual, cujo valor educativo deixa muito a desejar. O educador deve conhecer profundamente as fases evolutivas da criança e suas característica a fim de poder orientá-las em seu objetivo primeiro que é a educação integral. O papel pedagógico da Educação Física deve atuar como qualquer outra disciplina da escola, e não desintegrada dela. As habilidades motoras precisam ser desenvolvidas, sem dúvida, mas devem estar claro quais serão as conseqüências disso do ponto de vista cognitivo, social e afetivo. Para não se tornar uma disciplina auxiliar de outras, a atividade da Educação Física precisa garantir que, de fato, suas ações físicas e as noções lógico-matemáticas que a criança usará nas atividades escolares e fora da escola possam se estruturar adequadamente. A Educação Física para Claro (1995, p.85) necessita de estratégia de conhecimento do corpo, utilizada na dança, e a dança necessita das bases teóricas da Educação Física mais a aproximação com os exercícios naturais da história do homem desde o princípio da sua existência. Pode-se dizer que muitas estratégias importantes utilizadas na dança, que complementariam positivamente a função do professor de Educação Física, não são permitidas em nível de experimentação e questionamento, devido ao preconceito machista e a uma auto-suficiência que permeia a docência nas faculdades e universidades responsáveis pela formação do profissional em questão. 29 Uma situação prática é a proposta de “soltar os quadris”, que, por envolver um quadro de educação moralista, é completamente apagada de uma Educação Física que se diz comprometida na formação do homem como um todo. O homem não deve mexer o quadril, pois estaria fatalmente reproduzindo atitudes femininas e, conseqüentemente, ligando à homossexualidade, e a mulher soltando o quadril, estaria comprometida com leviandade e a vulgaridade. É importante ressaltar que esta proposta de união das duas áreas deve e pode ser aplicada na época da vida da pessoa que, enquanto aluno, independente da imposição ou decisão pessoal de ser atleta ou bailarino. E deixar claro que o Método Dança-Educação Física, com relação a sua proposta teórico-prática de trabalho corporal – voltado para integração do individuo como um todo, é comprometido com um trabalho educativo e formativo de base, predominantemente profilático (CLARO, 1995, p.87). Neste contexto, Verderi (2000, p.31) aborda que “a Educação Física neste século é diferente do que era há uma década atrás”, o autor destaca ainda que a promoção e observação dos corpos em movimento precisam proporcionar aos seus alunos a participação construtiva da “construção do conhecimento de si mesmo e de seus colegas, assim como ela deve revelar a opinião de seus alunos, considerar suas percepções, para que se torne uma ação educativa libertadora que possibilite ao aluno descobrir-se como sujeito de sua própria história e não, um objeto dela”. 2.4 A Importância da Dança na Escola Na busca por fundamentação teórica, muitos artigos foram encontrados sobre estudos literários abordando o tema estudado neste trabalho. Marques (1997), por exemplo, no seu artigo “Dançando na Escola” faz vários questionamentos sobre os caminhos que a dança percorre na escola e aponta para o preconceito existente sobre o tema, além dos benefícios que esta pode trazer para vida da criança. 30 Em outro artigo de cunho bibliográfico, Sborquia e Gallardo (2002) apontam para os fatores de influência da mídia na dança na escola, muitos programas de TV acabam fazendo com que as crianças sigam determinados artistas que muitas vezes não são bons exemplos. Por isso a escola tem a função da transmissão do conhecimento, cabe a ela a análise dos conhecimentos que ocorrem na sociedade e a sistematização destes junto aos alunos, para que eles possam compreender a realidade na qual estão inseridos. Para Valle (2005) a dança na escola pode valorizar a pluralidade das danças assim como a pluralidade das formas de viver, pode fomentar as diferenças individuais de corpo, raça e sexo propostas pelas diversas danças. A dança como parte curricular é uma ferramenta que tem sido esquecida e subestimada. Sendo assim Gaspari (2002) comenta em seu artigo que, a Educação Física tem a função de oferecer aos alunos todas as possibilidades de conhecimento e de vivências corporais quanto forem possíveis. Os alunos devem ter consciência quanto a seus limites corporais, para que possam continuar a prática da atividade física que lhe convier para além dos muros da escola, em seu meio de convivência social, assim como as demais disciplinas escolares o fazem. Para concluir Strazzacappa (2001) segue dizendo em seu artigo que, a introdução de atividades corporais artísticas na escola, ou seja, a realização de trabalhos de dança-educativa ou dança-expressiva, como são comumente chamadas (embora ela não goste muito destes termos, pois afinal toda dança é educativa e expressiva), tem mudado de maneira significativa às atitudes de crianças e professores na escola, assim como de outras pessoas que procuram pela música e dança como terapia. A dança na escola no contexto da autora busca o desenvolvimento não apenas das capacidades motoras das crianças e adolescentes, como de suas capacidades imaginativas e criativas. 31 As atividades de dança se diferenciam daquelas normalmente propostas pela educação física, pois não caracterizam o corpo da criança como um apanhado de alavancas e articulações do tecnicismo esportivo, nem apresentam um caráter competitivo, normalmente presente nos jogos desportivos. Ao contrário, o corpo expressa suas emoções e estas podem ser compartilhadas com outras crianças que participam de uma coreografia de grupo. Desta forma verifica-se a importância da dança na escola nos resultados desta pesquisa e nos teóricos que foi abordado. Não que ela seja a solução de todos os problemas, mas que venha mostrar um outro caminho na base da educação. 32 3. MOTIVAÇÃO A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida, onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. Dessa forma, quando dizemos que a motivação é algo interior, ou seja, que está dentro de cada pessoa de forma particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo. Porém podemos concordar que o interior é diariamente influenciado pelo meio externo. A motivação depende muito também de quem vai ser motivado e para que vai ser motivado, por que não existe motivação que resolva se a pessoa não quer ser motivada. A motivação depende muito das emoções e o tipo de aprendizagem de pessoa para pessoa, mas vale salientar que o ser humano só vai se sentir motivado a partir do momento em que houver uma razão, um objetivo, um fim a ser atingido. WEINBERG e GOULD (2001) descrevem muito bem as mais diversas definições, conceitos, diretrizes e teorias que abordam o tema motivação. Estes autores definem a motivação como sendo a direção e a intensidade do esforço. A direção refere-se a um indivíduo buscar, aproximar ou ser atraído a certas situações. Enquanto a intensidade refere-se ao esforço que uma pessoa investe em uma determinada situação. Por isso a motivação está presente em todos os campos de atuação dos seres humanos, pois sem motivação, poucos objetivos serão atingidos. Podemos ver 33 isso através de palestras que são realizadas a grandes e pequenos empresários, sempre com o intuito de motivá-los a melhor realizarem suas atividades. E isso vem dando grandes resultados, pois esses mesmos empresários levaram essas palestras para seus funcionários, obtendo resultados positivos no final do mês. E com isso, as esperanças, os anseios e os desejos que vão sendo realizados, vão deixar a vida dessas pessoas mais feliz e satisfeitas. 3.1 Motivação nas aulas de Educação Física A palavra motivação exerce um grande efeito sobre as pessoas principalmente quando se refere à prática de atividades físicas em geral. Muitas vezes a motivação pode ser responsável por inúmeras razões pelas quais o indivíduo decidirá realizar alguma atividade física ou não. Na relação ensino-aprendizagem, em qualquer ambiente, conteúdo ou momento, a motivação para esta tarefa constitui-se um dos elementos centrais para sua execução bem sucedida. E toda essa motivação tem que ser levada para as aulas de Educação Física, independente da atividade a ser realizada. Para MAGGIL, (1984), A motivação é importante para a compreensão da aprendizagem e do desempenho de habilidades motoras, pois tem um papel importante na iniciação, manutenção e intensidade do comportamento. Sem a presença da motivação, os alunos em aulas de Educação Física, não exercerão as atividades ou então, farão mal o que for proposto. E nesse sentido, o professor de educação física deve motivar seus alunos para a prática permanente dos esportes, observar seus objetivos e fazer o possível para criar valores de estímulos positivos e atraentes ao maior número de participantes ou até para todos os alunos. E para que isso seja possível, o professor 34 de Educação Física deve conhecer uma grande variedade de técnicas motivacionais e achar a combinação ideal para obter resultados positivos. MACHADO (1995) cita que muitos são os motivos responsáveis pelo bom desenvolvimento e desempenho na aquisição e manutenção das habilidades. Existem vários tipos de atividades e nem todas envolvem o movimento muscular (ouvir uma aula teórica é uma atividade diferente de participar de um debate, jogar futebol ou dramatizar um texto). E são para essas atividades que o professor de Educação Física deve estar preparado para motivar seus alunos, pois as atividades que requerem maior participação, com movimentos, concentram maior número de motivos dos participantes, despertando maior interesse e desafio, o que por si só é estimulante e motivador. Cabe lembrar que para um professor de Educação Física, sua personalidade, sua aparência, naturalidade, dinamismo, entusiasmo pelo trabalho, bom humor, cordialidade e disposição são fatores motivacionais importantes observados por seus alunos. Para MALAVASI e BOTH (2005) “a motivação é um aspecto tal quanto importante quanto o aspecto físico. Assim, o profissional de Educação Física deveria preocupar-se não somente com a parte física das pessoas, mas também com o aspecto psíquico. Muitas vezes estes aspectos são determinantes para o desenvolvimento das práticas esportivas, independente da natureza, principalmente em crianças e portadores de necessidades especiais”. Por esses motivos, o professor de Educação Física deve estar preparado e motivado, para melhor desenvolver o seu trabalho, por que se ele não estiver motivado, dificilmente conseguirá motivar seus alunos a realizar as atividades propostas. 35 E na prática da dança, a motivação é muito importante. Devido ao preconceito existente para com quem pratica essa atividade, alguns alunos ainda se recusam a dançar. É nesse momento que o professor de Educação Física passa a ter um papel importante. Com a variedade de ritmos encontrados no Brasil é extensa, a escolha certa do ritmo já é um bom começo. Como podemos ver no resultado das pesquisas, os ritmos podem ser escolhidos por eles próprios. Também se torna necessário a participação do professor de Educação Física nessa dança, para incentivar os menos motivados. Com o ritmo certo, que pode ser escolhido pelos próprios alunos e a técnica de motivação adequada utilizada pelo professor de Educação Física, com certeza muitos alunos participarão dessas aulas, da mesma forma que participam das aulas com jogos e outras brincadeiras. 36 4. METODOLOGIA Este estudo tem como característica o estudo de acordo Gil (2002), é uma modalidade de pesquisa que serve não apenas para estudos de natureza exploratória e descritiva, mas, também, para um delineamento na investigação de um fenômeno dentro de seu contexto real. Uma característica típica desse estudo é que as variáveis são pertinentes apenas a um pequeno grupo, constituindo uma das limitações à reduzida base que se tem para generalizar, pelo fato de os dados serem baseados em um grupo, neste caso a concepção dos professores que ministram aulas de Educação Física nas escolas estaduais de Cacoal e também os alunos das referidas escolas. Como o estudo de caso foi realizado também a pesquisa exploratória, visando proporcionar maior familiaridade com o problema, aprimorando as idéias ou descoberta de intuições, envolvendo levantamento bibliográfico e entrevistas com pessoas competentes, levantando questões e hipóteses para futuros estudos. 4.1 Tipo de Pesquisa 37 Quanto à pesquisa descritiva, como Gil (2002) a afirma tem o objetivo de descrever as características de determinado grupo de pessoas ou fenômeno com a utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados por meio de questionário e da observação sistemática. 4.2 Campo de Ação A presente pesquisa desenvolveu-se em 3 escolas estaduais, situadas na zona urbana do município de Cacoal, estado de Rondônia. Destas escolas, duas estão localizadas no centro do município, as demais fazem parte da zona periférica da cidade, atendem, em sua maioria uma clientela de classe baixa, moradores dos bairros e circunvizinhos. A gestão das escolas é participativa, todas possuem Associação de Pais e Professores (APP) constituída e legalizada. O Estado, mantenedor, por meio da Secretaria de Educação, dá condições para que a escola seja autônoma, e que seja atendido as necessidades da comunidade escolar. 4.3 Caracterização da População em Estudo A população estudada pertence ao município de Cacoal, uma cidade localizada as margens da Br. 364, a 477 Km da capital do Estado de Rondônia, Porto Velho, na região norte do Brasil pertencente à Amazônia Ocidental confrontando com os seguintes municípios limítrofes: ao Norte o Estado de Mato Grosso; ao Sul o município de Pimenta Bueno; a Leste o município de Espigão do 38 Oeste; a Oeste os municípios de Ministro Andreazza, Presidente Médici, Castanheiras e Rolim de Moura. Segundo Oliveira (2005, p. 16), a população Urbana é de 51.398 hab. A distribuição de renda entre a população urbana varia, sendo que grande maioria em torno de 75% recebe entre 1 até 5 salários mínimos vigente no país, 10% recebem entre 5 até 15 salários mínimos e o restante, salários superiores incluídos os empresários nesta categoria. O nível cultural da população é considerado razoável, são 51.745 pessoas alfabetizadas acima de 10 anos, contando com 122 estabelecimentos de ensino fundamental, 12 estabelecimentos de ensino médio e 4 estabelecimentos de ensino superior, apesar de que pelos dados do IBGE (2000) 54,6% dos chefes de família são analfabetos ou estudaram até quarta série do ensino fundamental, resultado que retrata a herança do grande número de imigrantes de baixa instrução que fixaram residência no município. Professores, supervisores e gestores atuam diretamente com o Ensino Fundamental. 4.4 Amostragem 1. Escola E.E.F.M. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira 1 Professor de Educação Física 95 alunos 2. Escola E.E.F.M. Bernardo Guimarães 2 Professores de Educação Física 150 alunos 3. Escola E.E.F.M. Cora Coralina 2 Professores de Educação Física 125 alunos 39 Participaram desta pesquisa 05 (cinco) professores de Educação Física e 370 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, convidados aleatoriamente. 4.5 Instrumento de Coleta de Dados Questionário com perguntas abertas e fechadas, estruturadas em consonância com o referencial teórico e os objetivos traçados para a investigação (em anexo). 4.6 Resultados e Análise dos Dados Foram com base em percentuais estatísticos relatando os resultados das entrevistas a professores e alunos. 4.7 Procedimentos da Pesquisa Para a amostra utilizada na pesquisa, foram caracterizados e utilizados os seguintes procedimentos: As escolas estaduais de Cacoal perfazem um total de 16 escolas, das quais 03 participaram da pesquisa. A ordem de realização da pesquisa foi aleatória. Os professores de Educação Física do Ensino Fundamental e os alunos foram investigados com questionários a serem respondidos, sem que houvesse indução na resposta. 40 A coleta de dados foram realizadas por meio questionários para os professores. Os envolvidos na pesquisa iniciaram sua participação na amostragem após ler, tomar ciência e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) conforme anexos. Após tratamento estatístico, os resultados foram apresentados a uma banca examinadora, podendo ser divulgados em meios acadêmicos onde a identidade dos sujeitos e envolvidos na pesquisa será mantida em sigilo. 41 5. APRESENTAÇÃO, DISCUSSÃO E ANÁLISE DOS DADOS Esse capítulo tem por objetivo detalhar e organizar os dados coletados no transcorrer da pesquisa. A fim de responder ao objetivo proposto, separam-se os resultados em gráficos. Na primeira parte, temos os gráficos referentes ao questionário aplicado aos professores e, na segunda parte, os gráficos referentes ao questionário aplicado aos alunos. 5.1 RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS PROFESSORES: Gráfico 1: Gênero 42 GÊNERO 40% 60% MASCULINO FEMININO Percebe-se pelo gráfico 1 que a maior parte (60 %) dos questionados é do sexo masculino, e 40% é do sexo feminino. Este dado não atrapalha em nada nesta pesquisa, valendo-se deste dado para conhecer a distribuição dos entrevistados por gênero. Sem que sofra, por conta disto, influência na análise e considerações finais desta pesquisa. Gráfico 2: Faixa etária IDADE 20% 0% 0% 20% 0% 60% MENOS DE 25 ANOS DE 26 A 30 ANOS DE 31 A 35 ANOS DE 36 A 40 ANOS DE 41 A 45 ANOS DE 46 A 50 ANOS MAIS DE 50 ANOS 43 O gráfico 2, mostra a distribuição dos entrevistados por faixa etária. Sendo que 20% estão entre 31 e 35 anos; entre 36 e 40 anos encontra-se 60%; e 20% acima dos 50. A maior parte está entre os 36 a 40 anos que se soma a 60% do total. Percebe-se uma tendência para que em poucos anos terão vários professores se aposentando e uma nova leva ingressando na Educação, e é neste ponto que esta pesquisa percebe a oportunidade de se implantar nos cursos de graduação disciplinas voltadas exclusivamente para a dança na escola e sua importância no desenvolvimento do aluno, para que os futuros profissionais, já estejam preparados para estas aulas. Gráfico 3: Formação Superior FORMAÇÃO SUPERIOR 0% 0% 40% 60% SUPERIOR COMPLETO ESPECIALIZAÇÃO MESTRADO DOUTORADO Dos entrevistados, todos tem formação superior em Educação Física, sendo que 60% destes tem especialização. Isso é bom, por que vemos que a Educação Física está sendo ministrada por profissionais da área. 44 Gráfico 4: Tempo de atuação como professor(a) TEMPO DE ATUAÇÃO COMO PROFESSOR 20% 20% 0% 20% 40% MENOS DE 5 ANOS ENTRE 6 E 10 ANOS ENTRE 16 E 20 ANOS MAIS DE 20 ANOS ENTRE 11 E 15 ANOS Quanto ao tempo de atuação como professor 20% atua a menos de 5 anos, 40% entre 6 a 10 anos, 20% entre 11 a 15, 20% a mais 20 de anos. Observa-se que há um percentual considerável que está entre os 6 e 10 anos. Isso demonstra a experiência de quem tem alguns anos de experiência com a Educação Física e quem ainda está no início da profissão. Esta junção tem a contribuir com a ciência, uma vez que o velho se renova com o novo e este se embasa com o outro. Gráfico 5: Importância da dança na escola 45 IMPORTÂNCIA DA DANÇA NA ESCOLA 0% 100% SIM NÃO Neste gráfico 5, estão colocados os dados referentes à concepção dos professores quanto a dança no ensino escolar e, apesar de alguns não trabalharem a dança, veem a dança como importante na escola, pois 100% dos entrevistados responderam que sim a este questionamento. Gráfico 6: Dança incluída no planejamento DANÇA INCLUÍDA NO PLANEJAMENTO 40% 60% SIM NÃO No gráfico 6, vemos um pequeno contraste em relação ao gráfico 5, pois, apesar de 100% dos entrevistados acharem a dança nas aulas de Educação Física importante, apenas 60% dos entrevistados a tem incluída em seu planejamento, 46 contra 40% que a deixam de lado. Mas isso prova que a dança não está totalmente fora do âmbito escolar. Gráfico 7: Dança no ensino escolar DANÇA NO ENSINO ESCOLAR 0% 17% 17% 66% COMO ÁREA TEMÁTICA COMEMORAÇÕES ESPECIAIS FORMA LÚDICA OUTROS Neste gráfico 7, estão colocados os dados referentes à concepção dos professores quanto a dança no ensino escolar, especificamente na aplicação de dança nas aulas de Educação Física, onde foi perguntado: Como você vê a dança no ensino escolar? Assim obteve-se as mais variáveis respostas, como pode ser visto no gráfico 7. Destes, 17% dos entrevistados disseram que vê a dança como uma área temática, 17% como a uma atividade realizada apenas em comemorações especiais e 66% de forma lúdica. Percebe-se que os professores em sua maioria acreditam que a dança é mais uma forma lúdica de se dar aula de Educação Física. Isso entristece os defensores desta modalidade como parte integral do currículo escolar, seja no Ensino Fundamental, seja no Ensino Médio, ou nos cursos de Ensino Superior. Acredita-se, até mesmo, que as Instituições de Ensino Superior deveriam participar desta “batalha”. 47 Gráfico 8: Opinião sobre ser trabalhada a dança como conteúdo programático da escola TRABALHAR A DANÇA COMO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 14% 30% 14% 14% 14% 14% IMPORTANTÍSSIMO BOM FUNDAMENTAL NECESSÁRIO COMO OS DEMAIS CONTEÚDOS DESPORTIVOS DESENVOLVE A COORDENAÇÃO MOTORA Foi perguntada aos professores qual a sua opinião sobre ser trabalhada a dança como conteúdo programático da escola e 14% disseram ser bom, a maioria com 30% disseram ser importantíssimo, outros 14% disseram que é fundamental, necessário, que deve ser trabalhada como os demais conteúdos desportivos e também por que desenvolve a coordenação motora. Assim, na prática, os professores de Educação Física acreditam que o trabalho com a dança é importante mesmo que não tenham experiências teóricoprática na área discutida, contudo segundo Marques (1997, p. 22) compromete “o desenvolvimento da criatividade tão importante nesta fase de formação da criança”. Pereira e Hunger (2006, p. 05) dizem que: A Educação Física não exclui o conteúdo de dança de seu campo de atuação. Ao contrário, é esta que ela vem tentando incluir em sua formação e no currículo escolar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais, por exemplo, afirmam que o ensino da dança na escola deve ser de responsabilidade do professor de Educação Física. 48 E para aqueles que não trabalham a dança, vale a pena destacar Verderi (2000, p.50) que diz: “Se nossa proposta é ensinar dança para criança”, temos que conhecer nossas crianças, entende-las, verificar seus anseios e necessidades para só depois pensarmos na elaboração de um programa adequado. Gráfico 9: Benefícios da dança para a educação escolar BENEFÍCIOS DA DANÇA 0% 29% 12% 23% 24% 12% MELHORA DA AUTO ESTIMA AUXILIA NA SOCIALIZAÇÃO AGENTE COMPLEMENTAR NA EDUCAÇÃO TRANSMITE VALORES AUXILIA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR NENHUM BENEFÍCIO Ao fazer um breve retorno, mais precisamente no resultado apresentado no gráfico 8 que destaca o que os professores acham da dança na escola, neste, todos os professores afirmam que a inclusão da dança é importante. No referido contexto, surge o questionamento sobre quais os benefícios que a dança pode trazer para a Educação Escolar, que na visão dos professores, 23% acham que contribui com a melhoria da auto-estima, 24%, auxilia na socialização, 12% como uma forma de transmitir valores, 12% como agente complementar da educação e 29% ajuda no desenvolvimento motor. 49 Ainda ilustrando os benefícios que a dança pode proporcionar aos alunos das Escolas a partir de um planejamento corretamente elaborado e aplicado, os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997, p.15) cita que: O trabalho de Educação Física nas séries iniciais do Ensino fundamental é importante, pois possibilita aos alunos terem, desde cedo, a oportunidade de desenvolver habilidades corporais e de participar de atividades culturais, como jogos, esportes, lutas, ginásticas e danças, com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções. Gráficos 10 e 11- Importância do trabalho conjunto do professor de classe com o profissional de Educação Física escolar no Ensino Fundamental: TRABALHO CONJUNTO COM O PROFESSOR DE CLASSE 0% 100% SIM NÃO COMO OCORRER A INTEGRALIZAÇÃO 10% 10% 10% 50% 20% AULAS INTERDISCIPLINARES TROCA DE CONHECIMENTOS DIVIDINDO IDEIAS AUXILIANDO ATRAVÉS DE PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS 50 No gráfico 10, 100% dos professores acham importante o trabalho conjunto do professor de Educação Física com o professor de classe e acreditam que podem ter uma integração entre si. Isto pode ser visto no gráfico 11, onde a integração, segundo 50% dos entrevistados, pode ser por meio de aulas interdisciplinares, 20% crê que será pela troca de conhecimentos e 10% dividindo ideias, se auxiliando e também através de pontos positivos e negativos. Aqui causa certa preocupação, pois esta troca de experiência sem que haja planejamento pode ser infrutífero prejudicando consideravelmente a inclusão da dança no currículo escolar. Gráfico 12 – Dança na prevenção de doenças: DANÇA NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS 20% 80% SIM NÃO Foi perguntado aos entrevistados se a dança realizada com alunos no ensino fundamental ajuda na prevenção de doenças no futuro, e 80% disseram que sim e 20% responderam que não, que a dança não ajuda na prevenção de doenças. Isto é preocupante, por que o Conselho Federal de Educação Física – CONFEF (2007) cita que: 51 O Profissional de Educação Física é especialista nas diversas manifestações do movimento humano, tendo como propósito prestar serviços que: favoreçam o desenvolvimento da saúde através da educação, contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados do desempenho e condicionamento físico corporal de seus beneficiários... E como a dança faz parte do movimento humano, é possível sim favorecer o desenvolvimento da saúde através da dança. 5.2 RESULTADOS DOS QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS ALUNOS: Para melhor esclarecimento e também a critério de comparação, os resultados a seguir foram separados em dois grupos: masculino e feminino. Gráfico 1: Gênero GÊNERO FEMININO MASCULINO 58% 42% Percebe-se pelo gráfico 1 que a maior parte, 58 % dos questionados é do sexo feminino, e 42% é do sexo masculino. Este dado não atrapalha em nada nesta 52 pesquisa, valendo-se deste dado para conhecer a distribuição dos entrevistados por gênero. Sem que sofra, por conta disto, influência na análise e considerações finais desta pesquisa. Gráfico 2: Participação nas aulas de Educação Física: PARTICIPAÇÃP NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 10% 10% Nota Praticar esportes 24% 9% 7% Melhora no desenvolvimento Não participa 4% 3% bom 0% 13% 12% Faz bem á saúde Importante Divertido 42% 20% 7% 8% 16% 15% FEMININO MASCULINO Foi perguntado aos alunos por que você participa das aulas de Educação Física, e as respostas foram diferenciadas. No grupo feminino, 15% das entrevistadas participam por que é legal e divertido; 8% por que é importante e aprendem muito; 20% por que faz bem à saúde; 13% por que é bom e elas gostam; 3% não participam; 7% por que melhora o desenvolvimento físico, mental e social; 24% por que gostam de praticar esportes e 10% para ganhar nota. No grupo masculino, 16% dos entrevistados participam por que é legal e divertido; 7% por que 53 é importante; 12% por que faz bem à saúde; 4% não participam; 9% por que melhora o desenvolvimento físico, mental e social; 42% por que gostam de praticar esportes e 10% para ganhar nota. Com esse resultado, vemos uma grande vantagem para o profissional de Educação Física, por que a maioria dos entrevistados, por razões diferentes, gostam das aulas de Educação Física. Gráfico 3: Dança nas aulas de Educação Física: DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA 41% MASCULINO 59% 20% FEMININO 80% SIM NÃO A segunda pergunta aos entrevistados foi para saber se eles achavam que a dança deveria ser incluída nas aulas de Educação Física, e 80% do grupo feminino e 59% do grupo masculino, acham que sim, que a dança deve ser incluída nas aulas de Educação Física. Entre os que acham que a dança não deve ser incluída nas aulas de Educação Física, encontramos 20% do grupo feminino e 41% do masculino. Com vimos, a maioria dos entrevistados aceitam a inclusão da dança nas aulas de Educação Física, sendo que o grupo feminino houve uma aceitação maior. 54 Gráfico 4: Ritmo que mais gostam de dançar: RITMO QUE MAIS GOSTAM DE DANÇAR OUTROS DANCE 15% 8% 4% POP ROCK 6% REBOLATION 6% 19% 10% 10% HIP HOP 8% SERTANEJO PANCADÃO FORRÓ 18% 6% 4% 21% 10% 10% 12% FUNK 15% MASCULINO 18% FEMININO Entre os ritmos que os entrevistados mais gostam de dançar, no grupo feminino encontram-se funk, com 18%; forró, 12%; pancadão, 10%; sertanejo, 8%; hip hop, 10%; rebolation, 10%; pop rock, 6%; dance, 8%; além desses, 18% das entrevistadas gostam de dançar outros ritmos. No grupo masculino, 15% gostam de dançar funk; 4% de forró; 6% de pancadão; 10% de sertanejo; 21% de hip hop; 6% de rebolation; 19% de pop rock; 4% de dance e 15% gostam de outros ritmos. Com esse resultado, o profissional que for trabalhar a dança nas aulas de Educação Física, tem uma grande variedade de ritmos para serem escolhidos e trabalhados durante o ano letivo. 55 CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo desta pesquisa, falou-se de corpo, corpo e movimento, corpo e expressão, música, ritmo, dança, a dança na escola, motivação e uma infinidade de assuntos que levam sempre ao movimento, a criatividade e a valorização do corpo. Contudo, pôde-se verificar também, que a dança na escola proporciona benefícios, e que é importante a sua inclusão nas aulas de Educação Física no ensino fundamental, onde começa a formação da criança. Apesar de ainda existir certo preconceito em relação a esta atividade, porque na maioria das vezes “ela” não está sendo devidamente abordada, vários teóricos pesquisados afirmam que isto aos poucos está se extinguindo e cabe aos professores mostrar o que a dança tem de melhor para oferecer. Isso pode ser visto no resultado da pesquisa feita com os alunos nas escolas, onde a maioria acha que a dança deve ser incluída nas aulas de Educação Física. E ainda mostraram qual o ritmo que mais gostam de dançar. A dança na escola não será a solução de todos os problemas que se enfrenta dentro da área escolar, mas virá com um intuito de ajudar na melhoria da educação das crianças mostrando assim, uma forma diferente de disciplinar e de formar cidadãos conscientes e críticos. Faz-se necessário à realização de pesquisas mais aprofundada sobre o tema ressaltando ainda mais a importância desta prática nas aulas de Educação 56 Física, pois se apresentaram aqui defesa acirrada de diversos literatos sobre a importância de se ter no currículo escolar a dança, como forma de incentivo cultural, socialização, conscientização e percepção do poder que o indivíduo tem sob o seu corpo, do desenvolvimento motor e do direito a escolha. Isso tudo se dá pela necessidade de se ampliar os conteúdos programáticos das aulas de Educação Física que desponta neste século, onde o movimento do corpo ultrapassa a estética e os grupos sociais, vislumbram no horizonte uma nova etapa da vida, do valor pelo belo, pela cultura e pelo respeito aos interesses do alunado. Sugere-se que os cursos de Educação Física ofereçam a dança em seus currículos e que a Secretaria Estadual de Educação, oportunize as escolas condições para que estas possam oferecer a dança como parte integrante do currículo das aulas de Educação Física no Ensino Fundamental, outrossim, disponibilize professores formados em Educação Física para assumirem estas aulas. 57 REFERÊNCIAS BARUFI, H. Metodologia da Pesquisa: Manual para Elaboração de Monografias, Dissertações, Projetos e Relatórios de Pesquisas. 2ª ed. Dourados: Hbedit, 2001. BRASIL – Ministério da Educação e do Desporto. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Educação Física. Brasília: MEC/SEF,1997.96p. CLARO, E. Método Dança-Educação Física: Uma reflexão sobre consciência corporal e profissional. São Paulo: Robe Editorial, 1995. CAMARGO, M. L. M. D. Música/Movimento: Um Universo em duas dimensões – Aspectos técnicos e pedagógicos na Educação Física. Belo Horizonte: Ed. Villa Rica, 1994. CONCEPÇÃO, Andréa Cristina Rufino. Dança na escola: O trabalho criador que converge nas contradições das práxis educativa. 2005. Disponível em: http://dspace.c3sl.ufpr.br/dspace/bitstream/1884/2993/1/Disserta%3F%3Fo++Dan%3Fa+na+Escola+-+Andr%3Fa+C+R+Assump%3F%3Fo.pdf. Acesso em: 12/07/09. CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CONFEF (2007): Intervenção do Profissional de Educação Física, Manual, Rio de Janeiro, CONFEF. FAHLBUSCH, H. Dança Moderna e Contemporânea. Rio de Janeiro: Sprint, 1990. 58 GASPARI, T.C. A Dança Aplicada às Tendências da Educação Física Escolar. Motriz Revista de Educação Física – UNESP, Set/Dez 2002, Vol.8 nº3. GOUVEIA, F. C. Motivação e Prática da Educação Física. Disponível em: http://br.geocities.com/norbasjr/motivacao.htm. Acesso em: 28/09/2009. LABAN, R. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990. LEAL, M. R. M. A Preparação Física na Dança. Rio de Janeiro: Sprint, 1998. MACHADO, A. A. Importância da Motivação para o Movimento Humano. In Perspectivas interdisciplinares em Educação Física. S.B.D.E.F. 1995. MAGILL, R. A. Aprendizagem Motora: conceitos e aplicações. São Paulo: Editora Bles Cher. 1984. MALAVASI, L. M.; BOTH, J. Motivação: uma breve revisão de conceitos e aplicações. Buenos Aires - Ano 10 - N° 89 – outubro de 2005. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd89/motivac.htm. Acesso em: 28/09/2009. MARQUES, I.A. Dançando na Escola. Motriz Revista de Educação Física - Junho 1997 Vol.3 nº1,pp.20-28. MOREYRA, R. M. Dança e Ludicidade. Sprint Magazine: julho/agosto – 2003. nº 127. NANNI, D. Dança – Educação: Pré-escola á Universidade. Rio de Janeiro: Sprint, 1995. ______. Dança – Educação: Princípios, Métodos e Técnicas. 3ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2001. PAIVA, I. M. R. D. Brinquedos Cantados. 2ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2000. PEREIRA, M. L.; HUNGER, D. A. C. F. Dança e educação física no Brasil: questões polêmicas. Buenos Aires, ano 11, nº96 – maio de 2006. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd96/dança. Acesso em: 1/06/2009. 59 OLIVEIRA, Ovílio Amélio de. História: desenvolvimento e colonização do estado de Rondônia. 5 ed. Porto Velho: Dinâmica,2005. SBORQUIA, S. P.; GALLARDO, J. S. P. As Danças na mídia e as danças na escola. Revista Brasileira de Ciência e do Esporte Campinas, v.23, n.2, p.7-212, jan.2002, Editora Autores Associados. STRAZZACAPPA, M. A Educação e a fábrica de corpos: a dança na escola. Caderno Cedes, v.21, n.53 p.69-83 Campinas abr.2001. VALLE, P. F. Por que educação em dança? Logos: Revista de Divulgação Científica. Ulbra. Ano/vol.16 – nº.2, julho 2005: Especial Dança. VERDERI, E. B. L. P. Dança na escola. 2. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2000. WEINBERG, R. S.; GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. 2ª Edição. Porto Alegre: Artmed. 2001. 60 APÊNDICES 61 APÊNDICE A FACULDADE DE EDUCAÇÃO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE FAEMA DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO “CIÊNCIA DO MOVIMENTO HUMANO” Oficio nº. 000__/200__ Cacoal, 09 de setembro de 2009. Senhor Diretor: Com nossos comprimentos, vimos através do presente, solicitar a vossa senhoria, a autorização para a aplicação de um questionário semi-aberto destinados aos Professores de Educação Física deste seguimento e também para os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com o intuito de realizar uma pesquisa de cunho descritivo com o seguinte tema: “A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL”. A mesma tem por objetivo estabelecer um comparativo referente aos benefícios que a dança traz aos alunos nas aulas de Educação Física. Vale ressaltar que serão necessário no mínimo 3 (três) dias para serem aplicados esses questionários. E que para isso, tenhamos o aval da Direção desse estabelecimento de ensino. Nada mais havendo para o momento, subscrevemo-nos. Atenciosamente. Marcio Teixeira da Silva Pós-graduando em Ciência do Movimento Humano -FAEMA- Faculdade de Educação, Saúde e Meio Ambiente. Ilmo.sr. Diretor 62 APÊNDICE B TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Eu,____________________________________________, RG:________________, concordo em participar, como sujeito na amostragem do estudo intitulado: “A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL” desenvolvido pelo especializando Marcio Teixeira da Silva, do Programa de Pós-Graduação – Especialização em Ciências do Movimento Humana da Faculdade de Educação, Saúde e Meio Ambiente (FAEMA), campus de Ariquemes - RO que será apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Fui informado que este estudo visa descobrir a real situação da dança como desenvolvimento motivacional nos alunos nas aulas de Educação Física de Ensino Fundamental na Rede de Ensino Estadual de Cacoal, não oferecendo riscos ou danos à saúde, pois será desenvolvida através de um questionário. Estou ciente que a minha participação será através de respostas neste questionário, que a minha identidade será mantida em sigilo, mesmo os resultados sendo apresentados a uma Banca examinadora e divulgados em meios acadêmicos. Sei ainda, que não há nenhuma forma de pagamento ou ressarcimento na participação desta pesquisa. Cacoal, ______de_______________de 2009. __________________________________ Assinatura do Professor(a)/Colaborador 63 APÊNDICE C QUESTIONÁRIO PARA OS PROFESSORES A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL 1- Sexo: ( ) masculino ( ) feminino 2- Idade: ___________ 3- Sua formação superior é: ( ) Superior completo ( ) Especialização ( ) Mestrado ( ) Doutorado 4- Há quantos anos leciona na área? ( ) menos de 5 anos ( ) entre 6 e 10 anos ( ) entre 11 e 15 anos ( ) entre 16 e 20 anos ( ) mais de 20 anos 5- Você acha importante a dança na escola? ( ) sim ( ) não 6- A dança está incluída em seu planejamento escolar? ( ) sim ( ) não 7- Como você vê a dança no ensino escolar? ( ) como área temática ( ) apenas em comemorações especiais (dia dos pais, dia das mães, festa junina, etc...) ( ) como forma lúdica ( ) outros _____________________________________________________________ 64 8- O que você acha de ser trabalhada a dança como conteúdo programático na escola? _______________________________________________________________ 9- Em sua opinião, quais os benefícios que a dança pode trazer para a educação escolar? ( ) melhoria da auto estima ( ) auxílio na socialização ( ) agente complementar na educação ( ) uma forma de transmitir valores ( ) auxilia no desenvolvimento motor (leitura, escrita, esquema corporal) ( ) nenhum benefício 10- Acha importante o trabalho conjunto do professor de classe com o profissional da área da Educação Física Escolar no ensino fundamental? ( ) sim ( ) não Se positivo, como poderia ocorrer esta integralização? _______________________________________________________________ 11- Você acha que a dança realizada com alunos no ensino fundamental ajuda na prevenção de doenças no futuro? ( ) sim ( ) não 65 APÊNDICE D TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Eu,____________________________________________, RG:________________, concordo que meu filho (a) _______________________________________, possa participar como sujeito na amostragem do estudo intitulado: “A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL” desenvolvido pelo especializando Marcio Teixeira da Silva, do Programa de Pós-Graduação – Especialização em Ciências do Movimento Humana da Faculdade de Educação, Saúde e Meio Ambiente (FAEMA), campus de Ariquemes - RO que será apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Fui informado que este estudo visa descobrir a real situação da dança como desenvolvimento motivacional nos alunos nas aulas de Educação Física de Ensino Fundamental na Rede de Ensino Estadual de Cacoal, não oferecendo riscos ou danos à saúde, pois será desenvolvida através de um questionário. Estou ciente que a minha participação será através de respostas neste questionário, que a minha identidade será mantida em sigilo, mesmo os resultados sendo apresentados a uma Banca examinadora e divulgados em meios acadêmicos. Sei ainda, que não há nenhuma forma de pagamento ou ressarcimento na participação desta pesquisa. Cacoal, ______de_______________de 2009. __________________________________ Assinatura do Pai ou Responsável 66 APÊNDICE E QUESTIONÁRIO PARA OS ALUNOS A CONCEPÇÃO DE PROFESSORES FORMADOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA QUANTO À INCLUSÃO DA DANÇA NO PLANEJAMENTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DE ENSINO FUNDAMENTAL 1 - Por que você participa das aulas de Educação Física? ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ _____________________________________________________ 2 – Você acha que a dança deveria ser incluída nas aulas de Educação Física? ( ) sim ( ) não 3 – Qual o ritmo que você mais gosta de dançar? _______________________________________________________________