PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
PORTARIA Nº 7.666, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2014.
(Texto compilado com as alterações promovidas pela Portaria nº 3.326/2015)
Regulamenta os processos de Auditoria, Fiscalização e
Inspeção Administrativa a serem desenvolvidos pela
Secretaria de Controle Interno deste Tribunal.
A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de
suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO o que prevê a Resolução CNJ nº 86/2009, que trata da organização e
do funcionamento das unidades ou núcleos de controle interno dos tribunais,
disciplinando as diretrizes, os conceitos e as normas técnicas necessárias à sua
integração;
CONSIDERANDO o contido no item I, alíneas “j” e “k”, do Parecer nº 2/2013SCI/Presi/CNJ, o qual sugere providências para a implantação e funcionamento das
unidades de controle interno nos tribunais;
CONSIDERANDO o disposto na Resolução CNJ nº 171/2013, a qual dispõe sobre
normas técnicas de auditoria, inspeção administrativa e fiscalização nas unidades
jurisdicionais vinculadas ao Conselho Nacional de Justiça;
CONSIDERANDO que, para efeito da Resolução CNJ nº 171/2013, Auditoria é exame
sistemático, aprofundado e independente para avaliação da integridade, adequação,
eficácia, eficiência e economicidade dos processos de trabalho, sistemas de informações
e controles internos administrativos;
CONSIDERANDO que, segundo o art. 20 da Resolução CNJ nº 171/2013, o processo de
auditoria compreende as atividades de planejamento, execução, comunicação dos
resultados e monitoramento dos trabalhos;
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
CONSIDERANDO que, para efeito da Resolução CNJ nº 171/2013, Fiscalização é
técnica de controle utilizada para comprovar se o objeto dos programas institucionais
existe, corresponde às especificações estabelecidas, atende às necessidades para as
quais foi definido e atende à legislação, guarda coerência com as condições e
características pretendidas e se os mecanismos de controle administrativo são eficientes
e permitem a avaliação dos resultados;
CONSIDERANDO que, para efeito da Resolução CNJ nº 171/2013, Inspeção
Administrativa é técnica de prevenção e controle utilizada para suprir omissões e lacunas
de informações, esclarecer dúvidas ou apurar denúncias quanto à legalidade e à
legitimidade de fatos e atos praticados por agentes responsáveis no âmbito das unidades
jurisdicionadas ao Conselho Nacional de Justiça,
RESOLVE:
Capítulo I
Auditoria
Seção I
Planos
Art. 1º Os Planos de Auditoria serão elaborados e apresentados ao Presidente do
Tribunal, conforme dispõem os arts. 9º a 13 da Resolução CNJ nº 171/2013.
Art. 2º O Presidente do Tribunal aprovará os Planos de Auditoria ou determinará a sua
retificação.
Art. 3º Os Planos de Auditoria serão divulgados no site deste Regional até o décimo dia
útil de dezembro de cada ano.
Parágrafo único. Caso sejam necessárias alterações nos Planos de Auditoria, posteriores
à sua publicação no site do TRT da 4ª Região, serão eles republicados.
Seção II
Execução
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
Art. 4º Para execução das auditorias, será necessária a sua previsão no Plano Anual de
Auditoria – PAA.
Art. 5º Inicialmente, o Comunicado de Auditoria será entregue ao Diretor da Secretaria da
unidade auditada, em expediente próprio, contendo, além dos elementos do art. 30 da
Resolução CNJ nº 171/2013, o objetivo geral e específico dos trabalhos, a unidade ou a
atividade a ser auditada, a deliberação que originou a auditoria, bem como o seu período.
Art. 6º O processo administrativo de auditoria conterá todos os documentos relativos à
auditoria, compilados em ordem cronológica, ressalvados aqueles cuja omissão antes da
publicação do Relatório Final de Auditoria se justifique pela necessidade do fator
surpresa.
Art. 7º À Secretaria de Controle Interno compete elaborar o Programa de Auditoria, o qual
deve contemplar as informações disponíveis e necessárias ao desenvolvimento de cada
trabalho, à determinação da sua natureza, extensão e profundidade, considerada a visão
geral do objeto a ser auditado, evidenciando:
I – o objetivo e o escopo da auditoria;
II – o universo e a amostra a serem examinados, quando couber;
III – os procedimentos e as técnicas a serem utilizados, os critérios de auditoria, as
informações requeridas e suas fontes; e
IV – as etapas a serem cumpridas com o respectivo cronograma e a quantificação dos
recursos necessários à execução do trabalho.
Art. 8º Serão utilizadas as técnicas de auditoria previstas no art. 32 da Resolução CNJ nº
171/2013.
Parágrafo único. No curso da auditoria, caso entenda necessário, a Secretaria de
Controle Interno poderá emitir a Requisição de Documentos ou Informações prevista no
art. 31 da Resolução CNJ nº 171/2013.
Seção III
Achados de Auditoria
Art. 9º Achado de Auditoria deve ser entendido como qualquer fato significativo, digno de
relato na auditoria, constituído de quatro atributos: situação encontrada, critério, causa e
efeito.
Parágrafo único. O achado de auditoria pode ser negativo, quando revela impropriedade
ou irregularidade, ou positivo, quando aponta boas práticas de gestão.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
Art. 10. Os Achados de Auditoria serão descritos pela equipe designada para a auditoria
no Relatório Preliminar.
Art. 11. Será assegurado à unidade auditada prazo para manifestação sobre o Relatório
Preliminar, entre 10 e 30 dias, a ser definido pela Secretaria de Controle Interno, de modo
fundamentado, conforme a complexidade, a abrangência e a natureza dos trabalhos
executados.
§ 1º O prazo estipulado pela Secretaria de Controle Interno para manifestação da
unidade auditada é prorrogável uma vez por igual período.
§ 2º No prazo para manifestação sobre o Relatório Preliminar, a unidade auditada poderá
requerer reunião técnica com a equipe de auditoria para debate, justificativa e
regularização dos Achados de Auditoria antes da elaboração do Relatório Final.
Art. 12. Caso não haja manifestação da unidade auditada, o Relatório Preliminar será
convertido em Relatório Final de Auditoria, mediante certidão do titular da Secretaria de
Controle Interno.
Art. 13. Após a manifestação da unidade auditada sobre o Relatório Preliminar, será
elaborado o Relatório de Auditoria, contendo os resultados dos exames baseados em
lastro documental comprobatório, que expresse a exatidão dos dados e a precisão das
proposições, explicitados nos seguintes itens:
I – deliberação que autorizou a auditoria;
II – objetivo, metodologia e escopo da auditoria;
III – técnicas de auditoria utilizadas e limitações encontradas;
IV – fatos relevantes constatados;
V – recomendações necessárias para as não conformidades evidenciadas.
Art. 14. Lavrado o Relatório de Auditoria, a Secretaria de Controle Interno encaminhará o
processo administrativo ao Presidente do Tribunal para decisão, dando ciência à unidade
auditada.
Seção IV
Monitoramento da Implementação da Recomendação
Art. 15. O monitoramento das auditorias consiste no acompanhamento das providências
adotadas pela unidade auditada em relação à decisão do Presidente do Tribunal no
processo administrativo de auditoria.
Art. 16. O cumprimento da decisão do Presidente do Tribunal pelas unidades auditadas
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
será monitorado pela equipe designada para a efetivação da auditoria, mediante o
preenchimento da Matriz de Monitoramento.
Art. 17. Esse processo será feito 90 dias depois do encaminhamento do processo
administrativo de auditoria para monitoramento, o qual sucederá a decisão do Presidente
do Tribunal, e repetido 180 e 360 dias após essa data, caso não implementadas as
recomendações de auditoria pela unidade auditada.
Art. 18. Ao final de cada monitoramento, a Secretaria de Controle Interno encaminhará os
autos do processo administrativo de auditoria ao Presidente do Tribunal para decisão,
dando ciência à unidade auditada.
Capítulo II
Fiscalização
Art. 19. A proposta de fiscalização será elaborada pela da Secretaria de Controle Interno,
de modo fundamentado, e submetida à aprovação do Presidente do Tribunal.
Parágrafo único. A não aprovação da proposta de fiscalização pelo Presidente do
Tribunal importará no seu arquivamento.
Art. 20. O Presidente do Tribunal pode determinar a fiscalização, independentemente de
proposta da Secretaria de Controle Interno, sempre que entender necessário.
Art. 21. O procedimento de fiscalização tem início com a elaboração pela Secretaria de
Controle Interno da Matriz de Planejamento que contemple, pelo menos:
I – o objeto do programa institucional fiscalizado;
II – as especificações, as necessidades e a legislação a que esse objeto deve atender;
III – os mecanismos administrativos de controle e avaliação de resultados a serem
avaliados;
IV – as técnicas e os critérios utilizados para a fiscalização;
V - as etapas a serem cumpridas com respectivo cronograma e a quantificação dos
recursos necessários à execução do trabalho.
Art. 22. A fiscalização deve ser executada nos termos da Matriz de Planejamento.
Art. 23. Concluídos os procedimentos previstos na Matriz de Planejamento, cabe à
Secretaria de Controle Interno a elaboração de Relatório Preliminar no prazo de até 60
dias.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
Art. 24. À unidade fiscalizada é facultado apresentar manifestação sobre o Relatório
Preliminar, no prazo de 10 a 30 dias, a ser fixado pela Secretaria de Controle Interno, de
modo fundamentado, segundo a complexidade, a abrangência e a natureza dos trabalhos
desenvolvidos
§ 1º O prazo estipulado pela Secretaria de Controle Interno para manifestação da
unidade fiscalizada é prorrogável uma vez por igual período.
Art. 25. Caso não haja manifestação da unidade fiscalizada, o Relatório Preliminar será
convertido em Relatório Final de Fiscalização, mediante certidão do titular da Secretaria
de Controle Interno.
Art. 26. A manifestação da unidade fiscalizada deve ser analisada pela Secretaria de
Controle Interno, que elaborará o Relatório Final de Fiscalização no prazo de 60 dias.
Art. 27. Elaborado o Relatório Final de Fiscalização, a Secretaria de Controle Interno
encaminhará o processo administrativo para o Presidente do Tribunal para decisão,
dando ciência à unidade fiscalizada.
Capítulo III
Inspeção Administrativa
Art. 28. A proposta de inspeção administrativa será elaborada pelo titular da Secretaria
de Controle Interno, de modo fundamentado, e submetida à aprovação do Presidente do
Tribunal.
Parágrafo único. A não aprovação da proposta de inspeção administrativa pelo
Presidente do Tribunal importará no seu arquivamento.
Art. 29. O Presidente do Tribunal pode determinar a inspeção administrativa,
independentemente de proposta da Secretaria de Controle Interno, sempre que entender
necessário.
Art. 30. Aprovada ou determinada a inspeção administrativa pelo Presidente do Tribunal,
compete à Secretaria de Controle Interno elaborar Matriz de Planejamento, com
indicação do objetivo e detalhamento dos pontos a serem inspecionados, dos recursos
humanos e materiais a serem mobilizados e da estimativa do custo.
Art. 31. A inspeção administrativa deve ser executada nos termos da Matriz de
Planejamento.
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
Art. 32. Concluídos os procedimentos previstos na Matriz de Planejamento, cabe à
Secretaria de Controle Interno a elaboração de Relatório Preliminar no prazo de 60 dias.
Art. 33. À unidade inspecionada é facultado apresentar manifestação sobre o Relatório
Preliminar, no prazo de 10 a 30 dias, a ser fixado pela Secretaria de Controle Interno, de
modo fundamentado, segundo a complexidade, a abrangência e a natureza dos trabalhos
desenvolvidos.
Parágrafo único. O prazo estipulado pela Secretaria de Controle Interno para
manifestação da unidade inspecionada é prorrogável uma vez por igual período.
Art. 34. Caso não haja manifestação da unidade inspecionada, o Relatório Preliminar
será convertido em Relatório Final de Inspeção mediante certidão do titular da Secretaria
de Controle Interno.
Art. 35. A manifestação da unidade inspecionada deve ser analisada pela Secretaria de
Controle Interno que elaborará o Relatório Final de Inspeção no prazo de 60 dias.
Art. 36. Aprovado o Relatório Final de Inspeção, o titular da Secretaria de Controle
Interno encaminhará o processo administrativo para o Presidente do Tribunal para
decisão, dando ciência à unidade inspecionada.
Capítulo IV
Disposições Finais
Art. 37. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CLEUSA REGINA HALFEN
Presidente do TRT da 4ª Região/RS
Download

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª