1 CENTRO DE FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DE ANÁPOLIS 2 Universidade Estadual de Goiás Arquitetura e Urbanismo Trabalho Final de Graduação 2 Centro de formação e qualificação profissional de Anápolis Liliane Nunes Borges Orientadora: Ludmila Rodrigues de Morais Anápolis, 2011 3 Liliane Nunes Borges Centro de formação e qualificação profissional de Anápolis Trabalho apresentado à disciplina de Trabalho de Final de Graduação, do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás. Orientadora: Ludmila Rodrigues de Morais 4 SUMÁRIO Pág. Pág. INTRODUÇÃO 4. PROPOSTA.......................................................................29 1. APRESENTAÇÃO..............................................................05 1.1 – O surgimento do ensino técnico, profissional e industrial no Brasil..........................................................................................06 1.2 – O município de Anápolis...................................................07 1.3 – Os aspectos geográficos de Anápolis...............................09 2. ÁREA DE INTERVENÇÃO................................................09 2.1. Uso do solo.........................................................................11 2.2. Gabarito das edificações.....................................................12 2.4. Declividade do terreno .......................................................13 2.5. Hierarquia viária .................................................................13 3. REFERÊNCIAS PROJETUAIS..........................................14 3.1- Sesc Pompéia – São Paulo................................................14 Análise da elevação, volume e planta.......................15 3.2 – Escola Rafael Arozarenas, Orotava- Espanha.................18 Análise das plantas....................................................21 3.3- Centro Técnico de formação - Universidade DuPage – Glen Ellyn, Illinois. ..................................................................................24 Análise das plantas....................................................27 4.1 – Programa de necessidades...................................................29 4.2 –Quadro de áreas.....................................................................30 4.3 – Dados técnico........................................................................34 4.4 – Implantação e Partido............................................................35 4.5 – Acessos.................................................................................37 4.6 – Volumetria..............................................................................38 4.7 – Aproveitamento de recursos naturais e detalhes..................39 4.8 – Setorização............................................................................40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................43 ANEXOS Certidão de uso do solo Planta do pavimento Térreo (nível +2,00 e +1,00) Planta do 1º pavimento (nível +5,25) Planta do 2º pavimento (nível +9,00) Planta do 3º pavimento (nível +12,90) Planta do 4º pavimento (nível +16,50) Planta do cobertura Cortes AA, BB, CC e Detalhamentos Implantação Geral 5 A qualificação é uma forma de inserção do indivíduo na INTRODUÇÃO sociedade, aumentando a probabilidade de obtenção de emprego, reduzindo assim os níveis de desemprego, Nas últimas décadas, a formação e qualificação subemprego e elevando as chances de permanência no profissional ganharam novos significados e importância no mercado de trabalho, evitando os riscos de demissão e a contexto do País. Isso se deve, por um lado, a fenômenos elevação das taxas de rotatividade ou da probabilidade de como a globalização, a terceirização, introdução de novas sobrevivência do empreendimento individual e coletivo. tecnologias e novas técnicas gerenciais, inerentes aos processos de reestruturação produtiva, ao crescimento do desemprego e da heterogeneização das formas de trabalho, decorrentes do modelo econômico adotado no País, a partir do início dos anos 90. Além disso, a mudança decorre também dos processos político-sociais que tiveram como “Treinamento e desenvolvimento são a aquisição sistemática de conhecimentos capazes de provocar, em curto ou longo prazo, uma mudança na maneira de ser e de pensar do indivíduo, por meio da internalização de novos conceitos, valores ou normas e da aprendizagem de novas habilidades.” (Vargas, 1996, p. 127) marco decisivo a promulgação da Constituição de 1988, que estabelece a educação e o trabalho como direitos sociais. 1. APRESENTAÇÃO “Art. 205º. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” (Constituição da República Federativa do Brasil, 1988) Segundo Bastos (2006), a qualificação profissional pode ser compreendida como poderosa explicação para o êxito ou as restrições das pessoas e mesmo dos países, em transitarem por esse cenário turbulento de reestruturação 6 produtiva e da globalização. O autor defende a idéia de que O ensino médio, em 1971, foi “transformado” em Indivíduo, Escola, Empresa e Estado estão implicados no ensino profissionalizante pela urgência em se formar técnicos. diagnóstico e equacionamento dos desafios de qualificação Isso refletiu também no aumento no número de cursos que emergem na contemporaneidade. Para ele, apesar da técnicos e de pessoas matriculadas. grande diversidade que marca os usos do conceito de qualificação, eles podem ser sintetizados em três grandes concepções: (a) como um conjunto de características das rotinas de trabalho, expressa empiricamente como tempo de aprendizagem no trabalho ou por capacidades adquiríveis por treinamento; (b) como decorrência do grau de autonomia do trabalhador e, por isso, oposta ao controle gerencial; (c) como No início de 2009 os Cefets, as Escolas Agrotécnicas, as Escolas Técnicas Federais e parte das escolas técnicas vinculadas às universidades se uniram para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. O mapa da (figura 1), mostra a distribuição da rede federal no Brasil. construção social complexa, contraditória e multideterminada. 1.1- O surgimento do ensino técnico, profissional e industrial no Brasil A Constituição que previa o ensino técnico, profissional e industrial, foi outorgada em 1937 e foi o desenvolvimento industrial da época um dos fatores decisivos para isso. Figura 1- Expansão da rede federal de educação profissional, científica e tecnologia. Fonte: redefederal, 2010. 7 O principal interesse da qualificação e formação estruturado com 64,7% no setor de serviços e 34,6% no setor profissional, evidentemente, está ligado com as novas industrial. São mais de 720 indústrias implantadas no demandas que lhe faz o setor comercial, empresarial e município, dentre estas 62 são consideradas de grande porte industrial de cada município. Assim há uma troca entre e responsáveis pela dinâmica do setor industrial. Têm contratante e contratado, em que ambos lucram. destaque: A Granol - grande no setor de processamento de soja, a AmBev, a DHL Solutions - uma das lideranças mundiais no segmento de logística, a Roche - que lidera a 1.2- O município de Anápolis importação, nacionalização e distribuição dos produtos fabricados, o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), a Hyundai - montadora de veículos da marca sul-coreana, etc. O município foi fundado em 1887, tem mais de 335.960 habitantes (segundo a estimativa do IBGE para 2009), possui uma área igual a 918,37m² e é dotado de uma localização privilegiada (entre três rodovias federais BR-153, BR-060, BR414 e as GO-222 e GO-330), o que favorece a implantação dos operadores de logística e as empresas que buscam condições favoráveis para distribuir seus produtos de forma a alcançar condições competitivas. Na década de 70 foi implantado o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), que atualmente possui mais de cem empresas, (indústrias do segmento de beneficiamento de grãos, cerâmicas, metalurgia, farmoquímica, gráfica, entre outras) além de abrigar a primeira Estação Aduaneira Interior (EADI) do centro-oeste, mais conhecido como Porto Seco, local destinado á prestação de serviços de exportação e importação e armazenagem de mercadorias sob controle Anápolis é o município goiano que mais se desenvolve aduaneiro. Na década de 90 o município passou a ser na atualidade, representa 5,4% do Produto Interno Bruto do referência no Brasil e exterior com a implantação do Pólo Estado. Seu PIB em 2005 era de R$ 2,753 bilhões, farmoquímico. 8 A Estação aduaneira interior (EADI) do centro-oeste do acesso eficiente aos eixos de transporte rodoviário, abrange uma área que cobre todo o Estado de Goiás, Distrito ferroviário e aeroportuário, permitirá a integração com as Federal, parte de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Palmas principais rotas logísticas do país. A plataforma será (TO), norte de Minas Gerais, Pará e Maranhão. Está implantada numa área de 6.967.790 m2, no Distrito estrategicamente bem localizada no Distrito Agroindustrial de Agroindustrial de Anápolis (DAIA). Anápolis (DAIA), a 54 quilômetros de Goiânia e 154 quilômetros de Brasília. A unidade iniciou as operações em setembro de 1999. Nos últimos anos, com o crescimento da cidade e o interesse de grandes empresas e indústrias em se estabelecer no município de Anápolis, houve aumento O Pólo Farmoquímico de Goiás foi implantado no considerável no investimento, por parte do governo federal. Distrito Agroindustrial de Anápolis, depois de sancionada a Lei 9.787 (sobre a política de medicamentos genéricos no País), de 10 de fevereiro de 1999, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. No pólo, encontra-se em funcionamento mais de 21 empresas do setor gerando em torno de 4,5 mil empregos diretos e 12 mil indiretos, além de milhões de reais em impostos. Com mais investimentos, aumentou o incentivo à construção civil, gerando juntamente com as outras empresas, um grande número de emprego formal. Porém a falta da mão-de-obra qualificada faz com que estas vagas não sejam preenchidas e que várias pessoas, por não ter acesso a essa qualificação, percam a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, aumentando assim o índice de A Plataforma Logística Multimodal de Goiás está em desemprego no município. A qualificação profissional é uma fase de implantação e promoverá, pela primeira vez no país o condição indispensável para garantir trabalho e permitir a conceito de central de inteligência logística, combinando inserção e atuação do cidadão no mundo do trabalho, com multimodalidade, telemática e otimização de fretes. Por meio efetivo impacto para a vida. 9 1.3- muito embora o volume de água que possuem seja pequeno. Os aspectos geográficos de Anápolis Vários córregos e ribeirões são importantes, economicamente falando, devido à utilização de suas águas para irrigação de Clima – O município possui um clima tropical de altitude com hortaliças (a historia de Anápolis, 2010). duas estações bem distintas, seca no período de frio, de outubro a abril, e das chuvas no período do calor, de maio a setembro. Os meses de Agosto e Setembro são extremamente secos e quentes, apesar de já estar no período de inverno. Vegetação – Anápolis está localizada em uma área de transição, encontro entre o cerrado e a região da mata. O cerrado, que predomina a leste, possui dois tipos básicos de cobertura: o cerrado propriamente dito e o campo cerrado (a As chuvas iniciam após o período de seca com a historia de Anápolis, 2010). A vegetação nativa foi quase entrada da primavera, variando anualmente. A umidade totalmente descaracterizada pela ação do homem, com a relativa do ar tem uma variação sazonal. A média mensal fica agricultura e formação de pastagem para alimentação do em torno de 50 a 60% nos meses mais secos, mas no rebanho bovino. período das chuvas ultrapassa a 80% (a historia de Anápolis, 2010). 2. ÁREA DE INTERVENÇÃO Hidrografia – O município é privilegiado pelo manancial de água, que servem as duas bacias hidrográficas: a Platina e a Amazônica. Trata-se de córregos e ribeirões de pequeno volume e água, a maioria são estreitos e encachoeirados. Durante o período das chuvas, costumam transbordar, O terreno selecionado para a implantação do centro de formação e qualificação profissional está localizado na Avenida Jamel Cecílio, esquina com Rua Couto Dafico e Rua Francisco Luiz, Quadra 50 do Bairro Jundiaí – Anápolis-GO. 10 No setor há várias instituições escolares, como pode eficiente circulação do transporte urbano), além de contar ser observado na (figura 2), dentre elas está a faculdade com um comercio bem desenvolvido que acontece ao longo católica, que possui amplo terreno para futuras ampliações. O das avenidas. Sendo o Bairro uma das centralidades, atrativa bairro conta com boa infraestrutura (caixas viárias largas com para captação pluvial, rede de água, esgoto, áreas verdes e possui estrategicamente relacionado com todos os pontos da cidade. implantação Figura 2 - Insolação, ventilação e pontos de referência. Fonte: Google Earth, 2010. Modificado pela autora. de edifícios que buscam estar 11 2.1. Uso do solo A região possui extensas áreas verdes, o que facilita a infiltração de água pluvial e melhora o conforto térmico no O uso predominante no entorno é residencial, como entorno. pode ser observado nas (figuras 3 e 5). O local possui equipamentos de lazer que são bem utilizados pela população local e de outros bairros da cidade. Figura 3 – Residências multifamiliares, unifamiliares e Parque Ipiranga. Fonte: arquivo da autora, 2010. O Bairro também possui vários centros institucionais como marco (figuras 4 e 5), e áreas subutilizadas destinada a uma possível expansão dos mesmos. Figura 4 – Algumas das Instituições escolares encontrada no setor Jundiaí. Fonte: arquivo da autora, 2010. Figura 5 – Uso do solo. Fonte: arquivo da autora, 2010. 12 2.2. Gabarito das edificações A taxa de ocupação no setor é de 70%, permeabilidade de mínima de 20% e está na área adensável 1, sendo O entorno possui um skyline bem diversificado, permitido o solo criado (Anexo – certidão de uso do solo), ou transitando entre a predominância de construções térreas ao seja, as projeções das edificações ocupam uma área menor contraste de volumes verticais, como observa-se na (figura 6). do que a área do terreno, como mostra o mapa da (figura 07), deixando o restante permeável e compensam esse espaço através da verticalização dos volumes. Figura 6 – Gabarito das edificações. Fonte: arquivo da autora, 2010. Figura 7 – Lotes edificados. Fonte: arquivo da autora, 2010. 13 2.4. Declividade do terreno 2.5. Hierarquia viária O terreno possui frente para uma via arterial, como A área de intervenção possui uma declividade de 5 metros, sendo a parte mais alta voltada para a Av. Jamel mostra o mapa da (figura 9), sendo fácil o acessar a BR153 e assim, Goiânia, Brasília e o Setor Industrial da cidade. Cecílio, como mostra o mapa da (figura 8). Figura 8 – Topografia. Fonte: arquivo da autora, 2010. Figura 9 – Hierarquia viária. Fonte: arquivo da autora, 2010. 14 3. REFERÊNCIAS PROJETUAIS 3.1- Sesc Pompéia – São Paulo O SESC Pompéia foi projetado no final da década de setenta pela arquiteta Lina Bo Bardi onde era encontrada uma antiga fábrica de tambores, no bairro da Pompéia em São Figura 10 – Soluções utilizadas por Lina para o tratamento exterior do SESC Pompéia. Fonte: SESC SP, 2010. Paulo. A arquiteta optou por manter a implantação horizontal já existente, anexando a ela uma estrutura vertical, como Informações técnicas (fonte: SESC SP, 2010): pode ser observado na (Fig. 10), que suprisse o programa de necessidades, acomodado em um espaço menor, por onde Data de inauguração: 22/01/1982 passa um curso do córrego canalizado (córrego das águas Área do terreno: 16.573 m² pretas), surgiram assim as passarelas como uma resposta à Área construída do conjunto esportivo: 11.360 m² realidade do lugar, entendido no sentido amplo do terreno. Área construída da fábrica: 12.211 m² O conjunto é um exemplo da influência da arquitetura na vida do Homem, pois o novo uso dado à antiga fábrica modificou todo o contexto do bairro. Oferecendo acesso a espaços de integração, amplos e públicos, com uma utilização coletiva de maneira igualitária e que suprem a carência arquitetônica, pessoal e intelectual do indivíduo. Área construída total: 23.571 m² Capacidade de atendimento: 5.000 pessoas/dia A parte nova do conjunto Pompéia foi verticalizada (Fig. 11), dentre outros fatores, para atender a proposta de Lina em manter a parte antiga e com isso o novo edifício deveria acomodar todo o programa de necessidade, além de não atrapalhar o curso d´água do córrego das águas pretas. 15 Lina Bo Bardi soube introduzir ingredientes poéticos, irracionais, exuberantes e irrepetíveis sobre um suporte estritamente racional e funcional. Conciliou funcionalidade com poesia e modernidade com mimese. A sua obra supera as dicotomias que haviam dividido a estética do século XX: a luta entre abstração e mimese, espírito e matéria, razão e tradição, concepção e representação, cultura e natureza, arte e vida.” (MONTANER, 2001, p.12-13) Figura 11 – A parte verticalizada “acrescentada”, por Lina Bo Bardi, à implantação Fonte: sescsp, 2010. ”Usando suas qualidades criativas, Lina Bo Bardi conseguiu superar os limites da própria arte moderna, sem romper com seus princípios básicos. Se a arquitetura moderna era anti-histórica, ela conseguiu realizar obras onde a modernidade e a tradição não eram antagônicas. Se a arte moderna era intelectual, internacional e resistente ao gosto estabelecido e às convenções, no Brasil foram possíveis uma arquitetura e uma arte moderna enraizadas na experiência da arte popular, negra, indígena, rigorosamente distintas do folclorismo, do populismo e da nostalgia. Se a arquitetura racionalista baseava-se na simplificação, na repetição e nos protótipos, Análise da elevação, volume e planta A série de volumes da parte horizontal do conjunto Pompéia acompanha a declividade do terreno, como pode ser visto na (Fig. 12). Figura 12 – Elevações da parte horizontal do SESC Pompéia. Fonte: FERRAZ, 2008. 16 A horizontaneidade do conjunto é quebrada pelo O conjunto Pompéia está favorecido por uma boa contraste da parte vertical, fazendo uma curva ascendente, localização, situado entre uma Avenida Arterial (Av. Pompéia) como é apresentado na (Fig. 13). e perto do Metrô, como mostra o mapa da (Fig. 15). Figura 13 – A força de elevação: passado x futuro. Fonte: OLIVEIRA, 2007 (Modificado pela autora). O edifício comunica com seu entorno, tanto na questão da permanência dos galpões da antiga fábrica, quanto à proposta da implantação de um volume vertical em concreto armado e com aberturas orgânicas, como mostra a (Fig. 14). Figura 14 – A horizontalidade x aspecto monumental Fonte: Sesc Pompéia, 1998 (Modificado pela autora). Figura 15 – Malha viária. Fonte: Google Earth, 2010 (Modificado pela autora). 17 A setorização proposta para o SESC Pompéia, como pode ser observado na (Fig. 16), permite que as pessoas se encontrem e desenvolvam atividades diversas, esse espaço é composto pelas áreas esportivas, ateliês e salas de arte, grande área de estar formada pela biblioteca, espelho d’água e foyer, além do restaurante e choperia. Todos esses espaços são interligados pelo corredor de acesso e o solarium, e formam dois grandes eixos no equipamento. Legenda: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. Conjunto esportivo com piscina, ginásio e quadras (5 pavimentos) Lanchonete, vestiários, salas de ginástica, lutas e danças (11 pavimentos) Torre da caixa d´água Grande “Deck/solarium” com espelho d´água e cachoeira Almoxarifado Ateliers de cerâmica, pintura, marcenaria, tapeçaria, gravura e tipografia Laboratório fotográfico, estúdio musical, sala de dança e vestiários (3 pavimentos) Teatro com 1.200 lugares Foyer Restaurante, bar choperia (2000 ref/dia) Cozinha industrial Vestiários e refeitórios dos funcionários (2 pavimentos) Grande espaço de estar, com grande lareira e espelho d´água Biblioteca de lazer Pavilhão das grandes exposições Administração Figura 16 – Planta do pavimento térreo e programa de necessidades, do SESC Pompéia. Fonte: FERRAZ, 2008 (Modificado pela autora). O Centro possui espaços de convivência e atividades que despertam o interesse da população a procurar e utilizar esse espaço, não sendo apenas uma área de “circulação”. O Contraste entre volumes horizontais existentes com a verticalização proporcionou a criação de um marco e alterou, de certa forma o skyline e a paisagem local. 18 3.2 – Escola Rafael Arozarenas, Orotava- Espanha sendo o acesso principal em frente uma rampa que chega do ponto de ônibus, como pode ser visto na (Fig.19). A Escola Rafael Arozarenas é um dos projetos do escritório APM Arquitectos, foi construída em 2004 e está situada próximo do centro histórico de Orotava, na Espanha (Fig.17). O projeto foi elaborado de forma a alcançar a harmonia com o entorno urbano e com a topografia, buscando relações visuais com os edifícios vizinhos. Figura 18 – Localização e vias de acesso do Instituto Rafael Arozarenas. Fonte: Google earth, 2010 (Modificado pela autora). Figura 17 – Localização e vias de acesso do Instituto Rafael Arozarenas. Fonte: Google earth, 2010 (Modificado pela autora). A instituição foi implantada em uma área estratégica, entre vias estruturadoras da cidade de Orotava, como se observa na (Fig.18), facilitando o acesso de toda a população a este local, principalmente através do transporte urbano, Figura 19 – Implantação do edifício educacional. Fonte: DUDEK, 2008 (Modificado pela autora). 19 O Impacto do acabamento em concreto foi amenizado intercalando diferentes tonalidades de concreto para contextualizar de melhor maneira o edifício com o entorno urbano e rural, como pode ser observado na (Fig.20). Figura 21 – Algumas das visadas do edifício educacional. Fonte: DUDEK, 2010. As fachadas com maior área expostas à insolação, são as voltadas para o norte e o sul. A entrada de luz solar é controlada através de brises, em outras partes pela vedação da cobertura, como pode ser observado na (Fig.22) e pela diferenciação de planos das fachadas. Figura 20 – Perspectiva da Escola Rafael Arozarenas. Fonte: amparquitectos,2010. As fachadas possuem vários planos e visadas, fazendo com que a escolha de materiais simples não se tornasse obstáculo para uma composição diferenciada, que elaborasse uma estética agradável, pode ser observado o resultado dessa composição na (Fig.20 e 21). Figura 22 – Iluminação dos ambientes internos de acordo com seu uso. Fonte: amparquitectos,2010. 20 A declividade do terreno foi fator determinante para a implantação do edifício, observa-se na (Fig.23). A escola está situada sobre uma série de desníveis aterrados formados por paredes de pedra, pré-existentes da zona agrícola, que o edifício aproveita em alguns pontos para passar sobre o patrimônio e em outras ocasiões ele permite a visualização dessas paredes, como pode ser visto no corte da (Fig.24). Figura 24 – Corte Longitudinal e transversal do Instituto Rafael Arozarenas. Fonte: DUDEK, 2008. Os seis níveis rotacionam de acordo com a topografia, aproveitando os muros de pedras, já existentes. Esse movimento proporciona a melhor acomodação do edifício sobre o terreno, criando sua composição plástica, sem discriminar o lugar onde foi inserido, observa- se na (Fig.25). Figura 23 – Fachada Sudeste e Leste do Instituto Rafael Arozarenas. Fonte: plataformaarquitectura, 2010. Figura 25 – Nível de cada pavimento do edifício. Fonte: Arquivo da autora. 21 Análise das plantas A cafeteria situa-se sob a escadaria principal, tirando Ao norte no nível mais baixo do edifício encontra-se o ginásio (quadra poliesportiva), a (Fig.26) mostra as divisões internas deste pavimento. O volume está parcialmente enterrado para minimizar o impacto que tem com o entorno e para não obstruir as vistas sobre o vale e o mar que pode ser apreciado das varandas nos pavimentos superiores. Além do partido da inclinação, longe da sala de aula, nas arcadas sob o edifício, com vista para a quadra de esporte. O nível +357,55, encontram-se espaços diferenciados, tanto para a realização de aulas dos cursos de formação profissional, quanto para armazenagem e assistência técnica para a edificação, observa-se na (Fig.27). cuidado com o alto nível de incomodidade sonora que a atividade pode causar. Figura 26 – Pav. Semi-enterrado Nível +342,00. Fonte: Arquivo da autora. bem Figura 27 – Pav. Nível +357,55. Fonte: Arquivo da autora. 22 Grande parte dos espaços para a realização das atividades do ensino superior foi locado nos dois pisos abaixo do nível de entrada, nível +361,10 e +364, 65, como pode ser visto na (Fig.28 e 29). Sendo as salas de aula polivalentes voltadas para o sul, salas de aula especial e os espaços circundantes aberto em direção ao leste. Figura 29 – Pav. Nível +364,65. Fonte: Arquivo da autora, 2010. O acesso principal está situado no lado sudeste, um único caminho horizontal que conecta com todo edifício e que proporciona facilidade de acesso dos estudantes que chegam de ônibus e percorrem por uma rampa levemente ascendente até o piso do hall. A biblioteca foi locada de forma a facilitar o acesso da população a este ambiente, sem retirar a privacidade e ordem Figura 28 – Pav. Nível +361,10. Fonte: Arquivo da autora, 2010. necessária para o bom funcionamento e organização da Instituição. As salas destinadas à administração, tais como secretaria, diretoria, diretoria dos estudantes (DE), salas de 23 reuniões e dos professores, também está situadas neste pavimento, observa-se na (Fig.30). Figura 31 – Pav. Nível +373,72. Fonte: Arquivo da autora, 2010. A circulação interna do edifício foi elaborada de acordo Figura 30 – Pav. Nível +369,60. Fonte: Arquivo da autora, 2010. com a forma e direcionamento dos volumes. Sendo hora centralizada e voltada para o pátio interno e hora direcionada No nível +373,72, o ultimo do complexo institucional, para a paisagem externa. Tirando partido da insolação, encontra-se mezanino da biblioteca e o setor técnico, de topografia e entorno, para a implantação e preocupando segurança e apoio, observa-se na (Fig.31). O espaço sempre o conforto (lumínico, térmico, sonoro, visual etc.) dos destinado à função de monitoramento e segurança foi que utilização a edificação. construído sobre o nível da entrada, tendo posição estratégica para controle, visual e de acessos, de toda a escola. 24 3.3- Centro Técnico de formação - Universidade técnico de formação. O campus conta com excelente infra- DuPage – Glen Ellyn, Illinois estrutura e seus desníveis são trabalhados com o cuidado de estar dentro das normas de acessibilidade. O centro técnico de formação, está localizado no lado oeste do complexo universitário DuPage, na cidade de Glen Ellyn, Illinos nos EUA. O projeto pertence aos grupos: DeStefano e Partners Chicago, IL. A estrutura possui três pavimentos, com diversas salas e laboratórios, projetados de acordo com a necessidade da sua função. São oferecidos alguns cursos, tais como: sistemas de aquecimento com certificado LEED, solda, mecânica e tecnologia automobilística, horticultura, construção civil, fabricação, tecnologia industrial, design gráfico, além disso, possui salas multifuncionais para atender a demanda de cursos solicitados por empresas e indústrias locais, e o edifício ainda conta com Ateliê de arquitetura e design de interiores, que são salas com a função de auxiliar outras partes do complexo universitário. Na (Fig.32) pode-se observar a implantação geral do campo universitário de DuPage e destacado de preto o centro SIMBOLOGIA: Centro de Instrução Berg............. BIC BIC Anexo 1 e 2 ............... BA1 e BA2 Prédio H .......................................... H Construindo K. ................................ K Edifício L.......................................... L Edifício M........................................ M Centro Infantil ............................ ECC Centro de Estudos de Campo ... FSC Estufa ........................................... GH Centro de Saúde e Ciências ...... HSC Centro de Artes McAninch ........ MAC Campus Aberto........................... OCC Centro de Educação Física ........... PE Centro de Computação Seaton... SCC Centro de Recursos Estudantis... SRC Centro Técnico de Educação ...... TCE ADAPTADO AOS PNE PONTO DE ÔNIBUS PONTO DE ÔNIBUS CARGA E DESCARGA ÁREA EM CONSTRUÇÃO ÁREA EM CONSTRUÇÃO Figura 32 – Implantação geral da universidade DuPage. Fonte: cod.edu, 2010 (modificado pela autora). 25 Observa-se na implantação geral (Fig.33) que o complexo universitário está cercado por vias estruturadoras e que foi criada uma malha de vias para atender todas as edificações do campus. realização das atividades, sem alterar o rendimento dos demais setores. A volumetria e o uso de materiais foram definidos em consequência do programa de necessidades, pensando na utilização de cada setor, suas necessidades (térmica, acústica e luminíca) e o que ele representa, como pode ser observado na (Fig.35). Figura 34 – Volumes da perspectiva frontal. Fonte: cod.edu, 2010. Figura 33 – Implantação com vias de acesso. Fonte: Google Earth, 2010 (modificado pela autora). Os materiais utilizados nos volumes do centro de Os volumes dos laboratórios e salas de aula dos cursos de construção, automobilístico, e sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado, receberam tratamento acústico, lumínico e térmico adequado para a formação técnica podem ser divididos em duas etapas, uma em que é empregada a estrutura metálica com vedações envidraçadas e no outro em que o ambiente necessita de uma privacidade maior, menor quantidade de aberturas e iluminação natural, desta forma optou-se pela utilização de 26 matérias como as placas de concreto, que dão ao exterior uma aparência mais rígida e reservada, como pode ser observado na (Fig.35). Figura 35 – Fachada frontal (leste) do centro técnico de formação. Fonte: cod.edu, 2010. Figura 37 – Perspectiva lateral, escada metálica exposta. Fonte: cod.edu, 2010. Nas (Fig. 36 e 37) observa-se que a estrutura metálica O espaço aberto, localizado no acesso principal da utilizada para os espaços de circulação vertical e convivência instituição, serve como área de convivência e interação para foi deixada à mostra, protegendo os elementos e ambientes os alunos, observa-se na (Fig.38). internos apenas das intempéries. Figura 36 – Perspectiva frontal, fachada em estrutura metálica. Fonte: cod.edu, 2010. Figura 38 – Espaço aberto na entrada. Fonte: cod.edu, 2010. 27 Análise das plantas Várias salas do pavimento térreo possuem o pé-direito duplo, em função da necessidade de espaços mais amplos e No pavimento térreo, representado na (Fig.39), está altos para a realização de algumas atividades, com isso a localizado o setor de apoio e recepção, e os cursos área útil do pavimento superior foi reduzida. Assim o 1º temporários, oferecidos por indústrias e empresas e outros pavimento, representado na (Fig.40), passa a complementar como o de horticultura que está localizado próximo à estufa e os cursos do pavimento inferior e também fica com a área de fácil acesso as aulas de campo e aos jardins, da administrativa, auditório e setor de serviço, que atendem as edificação, que têm sua manutenção realizada pelos alunos necessidades da edificação. do curso de jardinagem. MF FM MF N LEGENDA: N LEGENDA: ESCADA ELEVADOR CIRCULAÇÃO HORIZONTAL LABORATÓRIO (aquecimento, ventilação e ar condicionado) ESCRITÓRIO LABORATÓRIO (construção) LABORATÓRIO E SALA DE AULA (fabricação) LABORATÓRIO E SALA DE AULA (automóveis) SALA DE AULA (horticultura) BANHEIRO SALAS MULTI-USO E DE APOIO SALA DE EXPOSIÇÃO (plantas) Figura 39 – Planta do pavimento térreo. Fonte: cod.edu, 2010 (modificado pela autora). ESCADA LABORATÓRIO E SALA DE AULA (soldagem) ELEVADOR SALA ADMINISTRATIVA CIRCULAÇÃO HORIZONTAL SALAS DE REUNIÕES, DESCANSO E AUDITÓRIO ÁREA DE APOIO E SERVIÇO SALA DE AULA (aquecimento, ventilação e ar condicionado) SALA DE AULA (horticultura) BANHEIRO Áreas do pavimento térreo que têm pé-direito duplo Figura 40 – Planta do 1º pavimento. Fonte: cod.edu, 2010 (modificado pela autora). 28 Figura 41 – Planta do 2º pavimento. Fonte: cod.edu, 2010 (modificado pela autora). Optou-se por uma circulação, horizontal, centralizada desde o pavimento térreo, proporcionando assim um melhor fluxo dos usuários. As escadas sociais e de serviço foram M F distribuídas de forma a atender todo pavimento de forma homogênea, além de atender as normas do corpo de bombeiros. No 2º e 3º pavimento, representados nas (Fig.41 e 42), foram locadas as salas multiusos e salas de aulas para F M atender outros setores do complexo universitário DuPage, como é o caso dos espaços destinados ao design gráfico, design de interiores e salas para o curso de arquitetura. LEGENDA: ESCADA ELEVADOR CIRCULAÇÃO HORIZONTAL BANHEIRO SECRETARIA E APOIO SALA DE AULA (arquitetura) ATELIÊ MULTIFUNCIONAL SALA DE AULA (design de interiores) Áreas do 2º pavimento que têm pé-direito duplo Figura 42 – Planta do 3º pavimento. Fonte: cod.edu, 2010 (modificado pela autora). MF F M LEGENDA: N ESCADA ELEVADOR CIRCULAÇÃO HORIZONTAL BANHEIRO LABORATÓRIO MULTI-USO SALA DE AULA (tecnologia industrial) SALA DE AULA (design gráfico) SALA DE AULA (design gráfico e tecnologia) Áreas do 1º pavimento que têm pé-direito duplo N 29 4. PROGRAMA DE NECESSIDADES 4.1- Programa de necessidades SETOR ADMINISTRATIVO setor técnico recepção setor de gestão de energia depósito (JARDINAGEM) depósito e espaço para sala de aula (horticultura) serragem (IDIOMAS E LIBRA) sala de exposição de plantas diretoria SETOR DE CONVIVÊNCIA sala de informática laboratório multiuso (CONSTRUÇÃO CIVIL) secretaria espaço para circulação, lazer e laboratório áudio visual laboratório de jardinagem sala de aula almoxarifado convivência dos usuários sala de aula espaço para aula em campo laboratório multiuso coordenação lanchonete estufa depósito sala de segurança e sanitários (ESTÉTICA) jardim monitoramento auditório sala de aula (salão de beleza) depósito sala de reuniões biblioteca sala de aula (sala de livraria massagem) guarita sala dos professores sala de aula (multifuncional) enfermaria para primeiros socorros sala do psicólogo SETOR DE FORMAÇÃO E hall de espera QUALIFICAÇÃO recepção depósito (INFORMÁTICA) SETOR DE SERVIÇOS laboratório de informática Área de serviço ateliê de design gráfico copa / cozinha sala de montagem e sala dos funcionários manutenção DML deposito depósito WC dos funcionários, (CORTE E COSTURA) professores e alunos sala de aula (customização e circulação vertical confecção) reservatório de água sala multiuso (ESPAÇO DESTINADO AO COMÉRCIO E INDÚSTRIAS (MECÂNICA) DO MUNICÍPIO, PARA sala de aula prática REALIZAÇÃO DA sala de aula QUALIFICAÇÃO laboratório multiuso PROFISSIONAL) depósito sala multiuso laboratório de informática (GASTRONOMIA) sala de aula (cozinha industrial para cursos de culinária) sala de aula (padaria para cursos de panificação e (SERRALHERIA) sala de aula (manufatura e soldagem) laboratório multiuso depósito confeitaria) área de serviço espaço para freezers despensa (MARCENARIA) sala de aula sala de aula (montagem) ateliê para aula prática depósito 30 4.2- Quadro de áreas jardinagem Depósito Estufa 30 cadeiras, armários prateleiras, armários prateleiras, armários, mesas, bancos Temporário Temporário 24,00 168,60 ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 02 e 03) TÉRREO (nível +1,00) ÁREA TOTAL 453,70m² AMBIENTE USUÁRIOS MOBILIÁRIOS FREQUÊNCIA ÁREA (m²) DML WC Feminino WC Masculino - Temporário Temporário Temporário 4,70 26,00 24,50 - prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias prateleiras Circ. horizontal Depósito ∕ Manutenção Casa de bombas e máquinas Temporário Temporário 188,50 83,50 - - Temporário 126,50 BLOCO 01 TÉRREO (nível +2,00) Estacionamento (70 vagas) 1000 BLOCO 02 TÉRREO (nível +1,00) Cozinha Dep. (Freezers) Área de serviço Despensa Lanchonete Praça de alimentação Sala de aula (Horticultura) Sala de aula (Horticultura) Depósito Laboratório de 3 2 todos 30 20 45 ÁREA TOTAL Vagas para estacionar, circulação vertical e horizontal. 1.980,00m² TÉRREO (nível +1,00) Temporário ÁREA TOTAL Pia, prateleiras, balcão, área de preparo Freezers Tanques, prateleiras Prateleiras, armários Balcão, prateleiras, freezer Mesas, cadeiras, balcão, bancos Pia, prateleiras, mesas, cadeiras, armários Pia, prateleiras, mesas, cadeiras, armários prateleiras, armários Pia, prateleiras, mesas, BLOCO 03 ÁREA TOTAL 708,85m² 1.980,00 930,65m² Permanente Temporário Temporário Temporário Permanente 45,00 9,90 6,00 9,00 18,15 Temporário 275,00 Permanente 183,85 Permanente Temporário Permanente 74,00 15,00 102,15 Sala de aula (Industrial) Depósito (Industrial) 2 Salas de aula (Industrial) 2 Depósitos (Industrial) Sala de aula prática (Mecânica) Laboratório multiuso (Mecânica) Depósito (Mecânica) Laboratório multiuso (Mecânica) 30 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 88,50 Temporário 30 (cada) Armários, prateleiras Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente - Armários, prateleiras Temporário 12,20 106,50 (cada) 24,80 (cada) 20 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras, balcão, equipamentos de mecânica etc. Permanente 197,00 20 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 55,50 - Armários, prateleiras Temporário 20,75 20 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 72,00 31 BLOCO 01 1º PAVIMENTO (nível +5,25) Livraria Lobby (convivência) Auditório Depósito (aud.) 100 100 272 - ÁREA TOTAL 948,10m² Prateleiras, cadeiras, mesas, balcão, bancos, sofá etc. Temporário 278,00 Assentos, palco etc. - Temporário Permanente Temporário 225,00 413,10 32,00 ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 01) 1º PAVIMENTO (nível +5,25) ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 02 e 03) 1º PAVIMENTO (nível +5,25) ÁREA TOTAL 518,95m² Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) DML WC Feminino WC Masculino 1 - Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário 10,00 11,85 1 - Temporário Temporário Temporário Temporário 1,90 4,70 26,00 24,50 Circ. horizontal - Bacia sanitária, pia prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias - Temporário 440,00 BLOCO 03 Guarita WC (guarita) Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) DML WC Feminino WC Masculino 1 1 2 - Mesa, cadeira, sofá etc. Bacia sanitária, pia Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário Permanente Temporário 12,75 2,35 13,50 10,25 1 - Temporário Temporário Temporário Temporário 2,70 4,50 20,00 20,50 Circ. horizontal - Bacia sanitária, pia prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias - Temporário 57,00 BLOCO 02 1º PAVIMENTO (nível +5,25) Sala de montagem (Marcenaria) Depósito(Marc.) Dep. (Serragem) 30 - Sala de aula (multiuso) 20 Sala de exposição de plantas 60 ÁREA TOTAL Bancadas, bancos, máquinas de montagem, armários, prateleiras etc. Prateleiras Prateleiras 1º PAVIMENTO (nível +5,25) Laboratório multiuso (Const. civil) Depósito (Const. civil) Sala de aula (Const. civil) 2 Depósitos (Const. civil) Sala de aula (Const. civil) 30 Laboratório multiuso (Serralheria) 2 Depósitos (Serralheria) Sala de aula (Soldagem) Sala de aula (Serralheria) Depósito (Serralheria) Sala de aula (Manufatura) 30 ÁREA TOTAL 631,45m² Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 74,00 - prateleiras Temporário 12,20 30 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Armários, prateleiras Permanente Temporário Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 94,00 - Armários, prateleiras Temporário 18,50 - Bancadas, bancos, armários, prateleiras etc. Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Armários, prateleiras Permanente 100,50 Permanente 106,75 Temporário 16,00 Mesas, cadeiras, armários, prateleiras Permanente 78,75 30 88,00 18,50 94,00 424,00m² Permanente 100,00 Temporário Temporário 17,00 20,00 Mesas, cadeiras, bancos, prateleiras etc Permanente 63,00 - Temporário 224,00 50 30 32 BLOCO 01 2º PAVIMENTO (nível +9,00) Sala de aula (Panificação) Área de serviço (Panificação) Sala de aula (Coz. Industrial) Dep. (Freezers) Despensa Laboratório de Informática Laboratório de Informática Depósito (Inf.) Laboratório áudio visual Depósito (Lab.) Laboratório áudio visual Laboratório áudio visual Ateliê de design gráfico Ateliê de design gráfico 40 ÁREA TOTAL 1.747,00m² Mesas, cadeiras, bancadas, armários, prateleiras, pia etc Pias, prateleiras Permanente 136,85 Temporário 25,75 Permanente 106,50 Temporário Temporário Permanente 40,20 50,25 92,55 Permanente 88,00 Temporário Permanente 35,50 88,00 Temporário Permanente 28,90 92,55 Permanente 151,60 30 Bancadas, bancos, armários, prateleiras, pia etc Freezers, geladeiras Prateleiras, armários Mesas, cadeiras, espaço de apoio e projeção etc. Mesas, cadeiras, espaço de apoio e projeção etc. prateleiras Mesas, cadeiras, espaço de apoio e projeção etc. prateleiras Mesas, cadeiras, espaço de apoio e projeção etc. Mesas, cadeiras, espaço de apoio e projeção etc. Mesas, cadeiras etc Permanente 83,70 60 Mesas, cadeiras etc Permanente 150,30 40 40 40 30 40 60 ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 01) 2º PAVIMENTO (nível +9,00) BLOCO 02 2º PAVIMENTO (nível +9,00) ÁREA TOTAL 494,15m² Sala multiuso Sala multiuso Sala multiuso 20 25 40 Mesas, cadeiras, prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente Permanente Permanente 63,10 73,80 100,40 Sala de aula (Massagem) Depósito Espera / atendimento Recepção Adm. / arquivo WC (Adm.) 25 Permanente 100,75 25 Macas para massagem, cadeiras, prateleiras, armários Prateleiras, armários assentos Temporário Temporário 24,10 112,00 1 1 1 Mesa, cadeira, armário armários Bacia sanitária, pia Permanente Temporário Temporário 10,50 6,50 3,00 ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 02 e 03) 2º PAVIMENTO (nível +9,00) ÁREA TOTAL 443,35m² Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) DML WC Feminino WC Masculino 1 - Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário 10,00 11,25 1 - Temporário Temporário Temporário Temporário 1,90 4,70 26,00 24,50 Circ. horizontal - Bacia sanitária, pia prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias - Temporário 365,00 BLOCO 03 Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) DML WC Feminino WC Masculino 1 - Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário 6,40 3,70 2º PAVIMENTO (nível +9,00) 1 - Temporário Temporário Temporário Temporário 2,40 4,50 20,00 20,00 Sala multiuso Depósito Sala multiuso 4 Depósitos 30 30 - Mesas, cadeiras, prateleiras prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras prateleiras Permanente Temporário Permanente Temporário Depósito/ Manutenção Circ. horizontal - Bacia sanitária, pia prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias prateleiras Temporário 37,50 2Salas multiuso 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente - - Temporário 345,00 Sala multiuso 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente ÁREA TOTAL 738,20m² 74,00 12,20 88,00 18,50 (cada) 94,00 (cada) 100,50 33 Sala de manufatura (Customização) Depósito Sala de aula (Confecção) 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente 106,75 - prateleiras Temporário 16,00 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente 78,75 BLOCO 01 3º PAVIMENTO (nível +12,90) ÁREA TOTAL 1.115,60m² ÁREA COMUM / ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 02 e 03) 3º PAVIMENTO (nível +12,90) ÁREA TOTAL 443,35m² Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) DML WC Feminino WC Masculino 1 - Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário 10,00 11,25 1 - Temporário Temporário Temporário Temporário 1,90 4,70 26,00 24,50 - Bacia sanitária, pia prateleiras Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias - Temporário 350,00 Circulação Empréstimo / devolução Guarda Volumes Apoio 1 Balcão, prateleiras, armário Temporário Permanente 59,00 14,50 Circ. horizontal 1 Balcão, prateleiras Permanente 13,50 BLOCO 03 - Temporário 24,00 WC Feminino WC Masculino - Prateleiras, armários, mesa, cadeira Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias Mesas, cadeiras, prateleiras, sofá, bancadas, bancos etc Prateleiras, armários Prateleiras Temporário Temporário 8,55 8,55 Temporário 925,50 Temporário Temporário 31,00 31,00 Biblioteca 200 Arquivo Depósito - BLOCO 02 3º PAVIMENTO (nível +12,90) Sala multiuso Sala multiuso 2 Salas multiuso Depósito Ateliê multiuso (exposições / reunióes) Apoio (ateliê) ÁREA TOTAL 599,15m² 20 25 40 Mesas, cadeiras, prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras Mesas, cadeiras, armários Permanente Permanente Permanente - Prateleiras, armários Temporário 63,10 73,80 100,40 (cada) 17,15 70 - Temporário 224,30 - Prateleiras, armários, cadeiras Temporário 20,00 3º PAVIMENTO (nível +12,90) ÁREA TOTAL 738,20m² Sala multiuso Depósito Sala multiuso 4 Depósitos 30 30 - Mesas, cadeiras, prateleiras prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras prateleiras Permanente Temporário Permanente Temporário 2Salas multiuso 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente Sala multiuso Sala multiuso Depósito Sala multiuso 30 30 30 Mesas, cadeiras, prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras prateleiras Mesas, cadeiras, prateleiras Permanente Permanente Temporário Permanente ADMINISTRATIVA / SERVIÇO (BLOCO 01) 4º PAVIMENTO (nível +16,50) ÁREA TOTAL 74,00 12,20 88,00 18,50 (cada) 94,00 (cada) 100,50 106,75 16,00 78,75 1.548,99m² Recepção Administração / Arquivo WC (Adm.) Depósito (materiais) WC Feminino WC Masculino 1 - Mesas, cadeiras, armários etc Mesa, cadeira, armários Permanente Temporário 6,40 3,70 1 - Bacia sanitária, pia prateleiras Temporário Temporário 2,40 11,60 - Temporário Temporário 18,65 18,65 Depósito - Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias prateleiras Temporário 32,00 34 (danificados) Circ. horizontal Jardim (Ilum.) Sala multiuso Setor técnico Gestão de energia Monitoramento / segurança Sala de reuniões (Prof. / Func.) Sala dos Funcionários Copa / Cozinha Área de serviço Despensa Sala dos Prof. 4.3- Dados técnicos 20 - - Temporário Temporário Permanente Temporário Temporário 384,00 51,00 110,00 187,00 61,50 2 Mesas, cadeiras, prateleiras, armários etc. Mesa, cadeiras, , espaço de apoio e projeção etc. Permanente 70,35 Temporário 129,30 Mesa, cadeiras, prateleiras, armários etc. Pia, bancada, fogão, bancos etc Tanques, bancada prateleiras Mesas, cadeiras, armários, espaço de apoio e projeção etc. Bacias sanitárias, pias Bacias sanitárias, mictórios, pias Mesa, cadeiras, armários, prateleiras etc Armários, prateleiras, cadeira etc. Mesa, cadeiras, armários, prateleiras etc Mesa, cadeiras, armários, prateleiras etc Bacia sanitária e pia Mesa, cadeiras, maca, armários, prateleiras etc Bacia sanitária e pia Mesa, cadeiras, maca, armários, prateleiras etc Temporário 64,64 Taxa de ocupação - 34,07% (área do térreo -4.310,00m²) Temporário Temporário Temporário Permanente 50,00 18,40 4,40 90,45 Índice de aproveitamento - 1,26 (aplicar solo criado) Temporário Temporário 13,75 14,30 Permanente 51,80 Temporário 15,75 Permanente 51,80 Permanente 35,00 Temporário Temporário Permanente 2,15 31,50 40,00 Temporário Permanente 2,15 41,50 [reserv. superior = 58,32m³ (29,16m²x2,00m), reserv. inferior Temporário 2,15 (35,00m²x1,80m)]. Cálculo feito na relação de 50litros diários 50 25 10 20 WC Fem. (prof.) WC Masc (prof.) - Secretaria 1 Almoxarife - Coordenação 1 Diretoria 1 WC (Diretoria) Espera (Diret.) Sala do Psicólogo WC (Psic.) Enfermaria (primeiros socorros) WC (Enf.) 1 1 - TODOS OS PAVIMENTOS Bacia sanitária e pia Área do terreno - 12.650,00m² Área construída - 14.463,69m² + 8,80% de circulação vertical e paredes - 1.396,31m² Área total edificada - 15.860,00m² Taxa de permeabilidade – 35,38% (A=4.475,00m²) Área útil total – 5.311,95m² (segundo certidão de uso do solo "anexo I", essa é área que entra no cálculo para ÁREA TOTAL 14.463,69m² estacionamento. Ela é encontrada subtraindo a área de depósitos, circulações, setor de serviço, administrativo etc.) Vagas para estacionamento – 90vagas (01 vaga para cada 60m² de área útil = 88) Reservatórios, total de 184.320,00litros = 63,00m³ (35,00m²x1,80m) e reserv. pluvial=63,00m³ por pessoa (indicada para edifícios Institucionais, segundo CARVALHO JUNIOR, 2009.) e sendo considerados 3.500 usuários. 35 4.3 – Implantação e Partido observada na (Fig.44). A distribuição do programa de necessidades, na massa edificada, se deu através do nível de O volume proposto foi elaborado de forma a privacidade, exigido por cada setor, como mostra a (Fig.45). acompanhar o eixo longitudinal do terreno, como pode ser observado na (Fig.43), aproveitando assim a declividade da área e facilitando a distribuição dos setores nos volumes. Figura 44 – Sentido das fachadas de maior extensão. Fonte: Arquivo da autora, 2011. Figura 43 – Implantação do volume no terreno. Fonte: Arquivo da autora, 2011. As fachadas longitudinais foram rotacionadas aproveitando o desenho do terreno e a insolação, que por sua vez foi aproveitado mais o sentido norte e sul, pode ser Figura 45 – setorização de acordo com o nível sonoro. Fonte: Arquivo da autora, 2011. 36 O volume edificado foi segmentado em três blocos, (Fig.46), para aumentar a possibilidade de criação de espaços “privados”, a área de insolação das fachadas e aproveitar a ventilação e iluminação natural, para o conforto interno da Instituição. Figura 47 – Implantação geral. Fonte: Arquivo da autora, 2011. A Instituição foi implantada em um contexto de volumes verticalizados, (Fig.48 e 49), criando assim um espaço mais amplo, de convivência e contemplação. Figura 46 – Segmentação da massa edificada. Fonte: Arquivo da autora, 2011. As áreas não edificadas foram utilizadas para outras atividades, tais como espaços para aulas práticas, áreas de jardins (que também são destinados para o curso de paisagismo e horticultura), espaço de convivência e para estacionamento para ciclistas e veículos, como mostra a (Fig.47). Figura 48 – Maquete volumétrica do entorno imediato. Fonte: Arquivo da autora, 2011. 37 O acesso principal está voltado para Avenida Jamel Cecílio, onde está localizada o ponto de ônibus e através de rampas e escada é feito o direcionamento dos usuários para a recepção do Bloco 01 e esta os encaminham para os outros setores, de acordo com a necessidade. Figura 49 – Maquete volumétrica do entorno imediato. Fonte: Arquivo da autora, 2011. 4.4 – Acessos A distribuição dos acessos ao edifício foi pensada da seguinte forma: priorizando primeiramente os pedestres, usuários de transportes urbanos e ciclistas, depois o acesso de veículos foi retirado da Avenida Jamel Cecílio, para evitar transtornos e facilitar o fluxo, e o acesso de serviço foi proposto nos fundos (via local, sem nome), aproveitando o decaimento do terreno e sua curvatura, para facilitar este acesso à edificação e não atrapalhar as atividades e os outros setores, como mostra a (Fig.50). Figura 50 – Implantação com acessos e entradas. Fonte: Arquivo da autora, 2011. 38 4.5 – Volumetria No volume térreo, no nível mais baixo do terreno foi locada a estufa, para o cultivo de mudas para o curso de A horizontaneidade proposta para o edifício foi com a jardinagem, tendo ela um único pavimento, (Fig.52). intenção de criar um espaço mais aberto, dentre os edifícios mutlifamiliares que o setor Jundiaí tem adquirido no decorrer dos últimos anos. O programa de necessidades foi distribuído em três volumes que acomodam-se no terreno. Sendo a entrada principal localizada sobre o volume semi-enterrado, como Figura 52 – Perspectiva da fachada norte. Fonte: Arquivo da autora, 2011. mostra a (Fig.51). Entre os volumes criou-se um espaço de convivência e apoio, tanto no térreo quanto no 2º pavimento. Servindo este para evitar aglomerações de pessoas, nas circulações internas da Instituição. Observa-se na (Fig.53). Figura 51 – Perspectiva do acesso principal. Fonte: Arquivo da autora, 2011. Figura 53 – Perspectiva da fachada sul. Fonte: Arquivo da autora, 2011. 39 Foi criando através do deslocamento dos blocos 02 e 03 um espaço mais reservado para aulas práticas, (Fig.54). O paralelismo entre os blocos foi retirado para evitar a reverberação do ruído provocado pelas atividades realizadas através de tubos de queda que captam a água das calhas e aproveitando a declividade do terreno, essa água é levada para um reservatório enterrado, como apresentado no esquema da (Fig.55). neste local. Figura 54 – Perspectiva do espaço entre os blocos 02 e 03. Fonte: Arquivo da autora, 2011. Figura 55 – Esquema da captação de água pluvial. Fonte: Arquivo da autora, 2011. O edifício conta com o aproveitamento máximo de 4.6 – Aproveitamento de recursos naturais e detalhes iluminação natural, através do rotacionamento dos volumes, também já foi citado anteriormente, e este artifício faz com Na edificação dentre outras propostas está a de que haja uma diminuição da necessidade de iluminação utilização da água pluvial para a irrigação da área verde, para artificial e o uso constante de condicionadores de ar, descargas e limpeza do edifício. A captação da água é dada diminuindo assim o consumo de energia. 40 Os reservatórios presentes na Instituição são 4.8 – Setorização compartimentados e conta com a reserva de incêndio, como mostra a (Fig.56). sendo o reservatório superior para água O pavimento térreo foi dividido em três setores: um tratada e um dos compartimentos do reservatório inferior bloco semi-enterrado, onde encontra-se o estacionamento, reservado para a captação de água pluvial. outro que é a parte com maior nível de ruídos (cursos de mecânica, industrial, casa de bombas e máquinas etc., e o outro volume que é uma área de menor ruído, onde foi locado a lanchonete e o curso de jardinagem, observa-se na (Fig.57). Figura 56 – detalhe do reservatório de concreto moldado in loco Fonte: CARVALHO JUNIOR, 2009. Modificado pela autora. Figura 57 – Pav. Térreo (Nível +2,00 e +1,00). Fonte: Arquivo da autora, 2011. 41 O primeiro pavimento (acesso principal) foi elaborado No segundo pavimento os blocos foram interligados, de forma a possibilitar que a população utilize serviços criando uma área de convívio central, para que além da (livraria) e participe de possíveis eventos (no auditório e integração dos usuários com o exterior e possíveis aulas em lobby), controlando o acesso às áreas de cursos e à parte “campo”, auxilie na não aglomeração dos estudantes nos restrita do edifício. Já nos outros dois blocos, na parte mais corredores, como mostra a (Fig.59). baixa do terreno, foram implantados os cursos de marcenaria, construção civil, serralheria e uma sala de exposição, para o curso de jardinagem com opção de um acesso independente. Como pode ser visto na (Fig.58). Figura 58 – 1º Pav. (Nível +5,25). Fonte: Arquivo da autora, 2011. Neste pavimento encontram-se as salas de informática, áudio visual, design gráfico, o curso de gastronomia, de estética (com acesso independente), corte e costura, e as salas multiusos. Figura 59 – 2º Pav. (Nível +9,00). Fonte: Arquivo da autora, 2011. 42 No bloco 01 do terceiro pavimento foi locada a coordenação de cursos, diretoria, sala dos professores, dos biblioteca, com recepção e acesso controlado. Já no bloco 02 funcionários, de primeiros socorros, do psicólogo, de reuniões e 03 foi implantado salas multiusos, observa-se na (Fig.60). e com o setor técnico, de manutenção e gestão de energia etc. Sendo o reservatório superior (locado sobre os pilares da escada de incêndio) acessado através do setor técnico, por meio de escada. Figura 60 – 3º Pav. (Nível +12,90). Fonte: Arquivo da autora, 2011. Figura 61 – 4º Pav. (Nível +16,50). Fonte: Arquivo da autora, 2011. No quarto e último pavimento encontra-se o setor administrativo e técnico do edifício, como mostra a (Fig.61). Sendo este andar dividido entre a secretaria geral, 43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FERRAZ, Marcelo (org.) Lina Bo Bardi. São Paulo: Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, 2008. A História do município de Anápolis. Disponível em: http://www.ahistoriadeanapolis.com.br/, acesso em: 04/09/10. IBGE. Disponível em: www.ibge.com.br, acesso em 05/09/2010. AMP arquitetos. Disponível em: acesso em 07/09/2010. www.amparquitectos.com, BASTOS, A. V. B. (2006). Trabalho e qualificação: questões conceituais e desafios postos pelo cenário de reestruturação produtiva. In J. E. Borges-Andrade, G. S. Abbad, & L. Mourão (Orgs.). Treinamento, desenvolvimento e educação em organizações e trabalho: fundamentos para a gestão de pessoas. Porto Alegre: Artmed. CARVALHO JUNIOR, Roberto de. Instalações Hidráulicas e o projeto de arquitetura. 2ª edição – São Paulo: Ed. Blucher, 2009. Centro de Educação Profissional de Anápolis (CEPA). Disponível em: www.sectec.go.gov.br/portal/?page_id=2461, acesso em 20/08/2010 DUDEK, Mark. A design manual: School and Kindergartens. Ed. Ria Stein, Berlim, 2008. Expansão da rede federal, de educação profissional, científica e tecnológica. Disponível em: http://redefederal.mec.gov.br, acesso em 05/09/10. KARLEN, Mark. Planejamento de espaços internos. Tradução técnica: Alexandre Salvaterra, 3ª edição - Porto Alegre: Bookman, 2010. KEELER, Marian; BURKE, Bill. Fundamentos de projeto de edificações sustentáveis. Tradução técnica: Alexandre Salvaterra, Porto Alegre: Bookman, 2010. MONTANER, J. (2001), A Modernidade Superada. Arquitetura, arte e pensamengo do século XX, Barcelona, Editorial Gustavo Gili, Espanha. Plataforma Arquitetura. Disponível www.plataformaarquitectura.cl, acesso em 07/09/2010. em: Sesc Pompéia. BARDI, Lina Bo; SANTOS, Cecília Rodrigues dos; FERRAZ, Marcelo e VAINER, André. Sesc – Fábrica da Pompéia. São Paulo. Instituto Lina Bo Bardi e P.M. Bardi, 1998. Sesc Pompéia. Em Portal Sesc SP. “Quem somos, nossas unidades, Pompéia”. Disponível em: www.sescsp.org.br/sesc/, acesso em 25/09/10. VARGAS, M. R. M. (1996). Treinamento e desenvolvimento: reflexões sobre seus métodos. Revista de Administração, 31(2), 126-136.