Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
ISSN 1517-8595
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MÉTODO DE CONSTRUÇÃO DO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO LOCAL
SUSTENTÁVEL: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA E APLICADA
Mozaniel Gomes da Silva1, Gesinaldo Ataíde Cândido2, Maria de Fátima Martins3
RESUMO
A implementação do desenvolvimento sustentável apresenta-se como um desafio aos
formuladores de políticas públicas, gestores e à comunidade científica que buscam por respostas
urgentes e complexas. Assim, torna-se relevante a elaboração de novas propostas conceituais
buscando-se a construção de instrumentos de apoio para avaliar a direção do crescimento em
diferentes realidades. Nesse sentido, o objetivo deste estudo consiste em elaborar um método de
construção do Índice de Desenvolvimento Local Sustentável (IDLS), validado por atores locais,
que sistematize informações necessárias para a implementação de políticas e ações capazes de
gerar o desenvolvimento de forma sustentável. Para tanto, utilizou-se uma arquitetura híbrida,
resultante do compromisso entre o método científico e a participação dos atores sociais na
priorização de questões do desenvolvimento local, incorporando: adoção de um marco
ordenador; seleção, análise e priorização dos indicadores; organização e validação de um
sistema de informações hierarquizadas; transformação de variáveis e cálculo do índice
ponderado. Para a consolidação desta proposta, foi realizado um estudo de caso para
diagnosticar o nível de sustentabilidade em Campina Grande – PB. Os resultados alcançados
com a aplicação do IDLS apontaram para uma situação de sustentabilidade aceitável, porém,
próxima ao limite da condição de alerta.
Palavras-chave: Sustentabilidade, apoio à decisão, índice ponderado.
METHOD OF CONSTRUCTION OF THE INDEX OF SUSTAINABLE LOCAL
DEVELOPMENT: A METHODOLOGICAL PROPOSAL AND APPLIED
ABSTRACT
The implementation of the sustainable development comes as a challenge to the makers of
public politics, managers and to the scientific community that search for urgent and complex
answers. Like this, it becomes important the elaboration of new proposed conceptual being
looked for the construction of support instruments to evaluate the direction of the growth in
different realities. In that sense, the objective of this study consists of elaborating a method of
construction of the Index of Local Sustainable Development (IDLS), validated by local actors,
that systematizes necessary information for the implementation of politics and actions capable
to generate the development in a sustainable way. For so much, a hybrid architecture, resultant
of the commitment between the scientific method and the social actors participation was used in
the hierarchization of subjects of the local development, incorporating: adoption of a mark
orderer; selection, analysis and hierarchization of the indicators; organization and validation of a
system of nested information; transformation of variables and calculation of the considered
index. For the consolidation of this proposal, a case study was accomplished to diagnose the
sustainability level in Campina Grande - PB. The results reached with the application of IDLS
they appeared for a situation of acceptable sustainability, however, close to the limit of the
condition of alert.
Keywords: Sustainability, support to decision, weighted index
Protocolo 1142 de 27/09/2008
1
Prof. Adjunto da UAEAg/UFCG. Av. Aprígio Veloso, 882, Bodocongó, CEP 58109-970. Campina Grande, PB. Fone: (83)
3310.1194. E-mail: [email protected]
2
Prof. Titular Dr. UAAC/UFCG. Fone: (83)3310.1217. E-mail: [email protected]
3
Mestre em Engenharia de Produção pelo PPGEP/UFPB, pesquisadora GEGIT. Fone: (83) 33101217
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
INTRODUÇÃO
A década de 90 - final do Século XX e
início de um novo milênio - foi um período de
inventário sobre o desenvolvimento, onde
novos estudos reexaminaram e estabeleceram
novas abordagens, tidas atualmente como
centrais ao desenvolvimento. Nesse período, o
registro do desenvolvimento confirmou a
eficácia de algumas reformas para o
desenvolvimento sustentável (DS), investindose mais - e de forma mais eficiente - em
educação, saúde e no meio ambiente; mas
conheceram-se, também, estagnação e reveses.
A degradação do meio ambiente e as
persistentes injustiças sociais são vistas como
expressão de fracasso de um projeto de
desenvolvimento dominante.
Nessa perspectiva, poucos foram os
conceitos que despertaram, nestes últimos anos,
a atenção da opinião pública e da comunidade
científica mundial quanto o de DS - apesar das
críticas a que tem sido sujeito. À partir dessa
nova ótica, a noção de desenvolvimento
extrapola o domínio da economia através da sua
integração com as dimensões social, ambiental
e institucional, apoiando-se em novos
paradigmas.
Embora existam algumas dificuldades em
priorizar ou mesmo agrupar todas as questões
associadas ao desenvolvimento, estas estão
visíveis em inquietações expressas com relação
ao estilo de vida atual e futuro, à qualidade de
vida, à prosperidade econômica e, de forma
mais geral, ao futuro do nosso planeta.
A Agenda 21 (2002) prescreve, para o
fortalecimento da base científica visando o
manejo sustentável, a participação popular na
fixação de prioridades e na tomada de decisões
relacionadas ao DS, além de enfatizar que, um
dos principais desafios à construção da
sustentabilidade é o de se criar instrumentos de
mensuração tais como indicadores.
A utilização de indicadores tem adquirido
um peso crescente nas metodologias utilizadas
para resumir a informação de caráter técnico e
científico, na forma original ou bruta,
permitindo transmiti-la numa forma sintética,
preservando o essencial dos dados originais e
utilizando apenas as variáveis que melhor
servem aos objetivos a serem alcançados (IDS,
2004).
A análise de trabalhos nacionais e
internacionais, associados à elaboração de
modelos de sustentabilidade, mostra que nem
todas as questões representadas pelos
indicadores são igualmente importantes. A
existência de julgamentos de valor de tais
indicadores e uma adequada ponderação das
questões do desenvolvimento induzem a
necessidade de se dispor de procedimentos
metodológicos que propiciem a avaliação da
dinâmica
do
desenvolvimento
local,
considerando a ordem de importância relativa
das questões e a participação de atores sociais
locais.
Assim, o objetivo deste estudo consiste em
elaborar um método de construção do IDLS,
validado por atores locais, que sistematize
informações necessárias para a implementação
de políticas e ações capazes de gerar o
desenvolvimento de forma sustentável. Para
validação do método foi feita uma aplicação no
município de Campina Grande-PB, tomando
como base a pesquisa anteriormente realizada
envolvendo o índice de desenvolvimento
sustentável do município (Martins e Cândido,
2008).
Para o alcance desse objetivo, a estratégia
metodológica adotada nesta pesquisa consistiu,
inicialmente, da definição de uma diretriz
ordenadora para orientar a construção do índice
proposto, seguida da seleção, análise e
priorização dos indicadores, através de
entrevistas
com
colaboradores
locais,
utilizando-se o Processo Analítico Hierárquico
(AHP) programado em planilhas eletrônicas.
As opiniões dos colaboradores entrevistados
foram organizadas em um sistema de
informações hierarquizadas, que serviu de base
à construção do índice. Em um segundo
momento, procedeu-se à transformação de
variáveis e cálculo do índice ponderado.
Além desta parte introdutória, este artigo
encontra-se estruturado em 5 itens: o segundo
item apresenta uma contextualização do
desenvolvimento, desenvolvimento sustentável,
indicadores de sustentabilidade, modelos de
avaliação e técnicas de análise multicriterial. O
terceiro trata do conjunto de procedimentos que
servirão de base para construção do índice
proposto. No item 4 são apresentados e
analisados os resultados obtidos com a
aplicação do índice proposto e no item 5 são
apresentadas as considerações finais do estudo
relizado.
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Desenvolvimento sustentável
A noção tradicional do desenvolvimento é
vista como crescimento econômico, pois deriva
da idéia de progresso, revelando-se como uma
das idéias básicas da lógica da dinâmica
predatória do capitalismo. Nesse sentido, faz-se
necessário esclarecer um ponto controverso que
permeia o conceito de desenvolvimento, que é a
sua diferenciação de crescimento. O
crescimento refere-se aos níveis de produção e
renda de uma população, ou seja, direciona-se
apenas aos aspectos econômicos, enquanto que
desenvolvimento direciona-se à elevação do
nível de vida da população.
Sendo assim, conciliar o desenvolvimento
ao
crescimento
econômico
torna-se
preponderante para que se consiga alcançar o
DS almejado: sensível às questões sociais,
ambientalmente prudente e economicamente
viável. O conceito de sustentabilidade, ou DS,
embora utilizado de forma ampla nas duas
últimas décadas, é um conceito em permanente
construção e reconstrução e corresponde à
definição mais abrangente dos modelos de
desenvolvimento propostos na modernidade.
O termo “desenvolvimento sustentável”
pode ser visto como palavra-chave dos últimos
tempos e existem para o mesmo numerosas
definições, exatamente por seu entendimento
variar de acordo com as diversas abordagens
que envolvem o conceito. Pronk e Hak (1992)
afirmam que o desenvolvimento é sustentável
quando o crescimento econômico traz justiça e
oportunidades para todos os seres humanos do
planeta, sem privilégio de algumas espécies,
sem destruir os recursos naturais finitos e sem
ultrapassar a capacidade de carga do sistema.
Para Buarque (1994) o DS pode ser
entendido como o processo de mudança social e
elevação das oportunidades da sociedade,
compatibilizando, no tempo e no espaço, o
crescimento e a eficiência econômicos, a
conservação ambiental, a qualidade de vida e a
eqüidade social, partindo de um claro
compromisso com o futuro e a solidariedade
entre gerações.
De acordo com Ribeiro (2001), para que
uma sociedade seja capaz de avaliar seu próprio
progresso, sua evolução e manutenção de seu
metabolismo, necessita de um suporte de
informação que seja adequado para apoiar a
decisão política acerca do desenvolvimento e
acompanhar o impacto das atividades no
contexto sócio-ambiental. A transição para o
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DS requer esse entendimento e a necessidade de
mensurar a sustentabilidade, levanta-se como
condição sine qua non para a construção de
soluções sustentáveis em desenvolvimento.
A identificação da informação relevante,
capaz de potencialmente esclarecer a existência
de quaisquer processos não-sustentáveis de
desenvolvimento na relação entre sociedade e
meio ambiente, é algo somente possível para
uma sociedade se a msma dispuser de
instrumentos científico-técnicos e políticos
construídos com essa finalidade (Fenzl, 1997).
Nesse
sentido,
os
indicadores
de
sustentabilidade
apresentam-se
como
importantes instrumentos para a compreensão
acerca de uma dada localidade em relação à
sustentabilidade.
Indicadores de sustentabilidade
Um dos desafios da construção do DS é o
de criar instrumentos de mensuração, tais como
indicadores de desenvolvimento. De acordo
com o IBGE (2004), os indicadores de
sustentabilidade são ferramentas constituídas
por uma ou mais variáveis que, associadas
através
de diversas
formas,
revelam
significados mais amplos sobre os fenômenos a
que se referem e, por sua capacidade de síntese,
são capazes de facilitar o entendimento ao
crescente público envolvido com o tema,
constituindo-se em um instrumento essencial
para guiar a ação e subsidiar o
acompanhamento do progresso alcançado rumo
ao DS.
Os
indicadores
de
sustentabilidade
diferenciam-se dos demais por exigirem uma
visão de mundo integrada, necessitando
relacionar para tanto, a economia, o meio
ambiente e a sociedade de uma dada
comunidade. Marangon (2004) defende que um
bom indicador alerta sobre os problemas antes
que eles se tornem muito graves indicando o
que precisa ser feito para resolvê-los; é dessa
maneira que em comunidades em crise os
indicadores são considerados importantes
instrumentos para definir soluções e propor um
futuro melhor.
No caso brasileiro, acresce-se ao desafio de
propor indicadores capazes de caracterizar e
subsidiar o processo de DS em nível municipal,
a exigência de expressar as diversidades do
País. A partir dessa lacuna na literatura, Martins
e Cândido (2008) propuseram um modelo
elaborado a partir do IDS Brasil 2004 elaborado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística – IBGE, o qual permite a avaliação
dos níveis de sustentabilidade para o Brasil,
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
Unidades da Federação e municípios, e da
metodologia de Índice de Desenvolvimento
Sustentável desenvolvida por Waquil et. al.
(2006) para atender demanda específica da
Secretaria de Desenvolvimento Territorial (SDT)
do Ministério do Desenvolvimento Agrário
(MDA) para caracterização, mensuração e
análise do nível de DS dos territórios rurais.
A metodologia proposta por Martins e
Cândido (2008), procura identificar o nível de
sustentabilidade municipal através de um
conjunto de 6 dimensões: social, demográfica,
econômica, político-institucional, ambiental e
cultural. Essas dimensões contém informações
que visam fornecer subsídios para a formulação
e implementação de políticas públicas que
propiciem as condições adequadas para a
qualidade da vida da população no momento
atual e para as futuras gerações. As dimensões e
indicadores da metodologia estão abaixo
discriminadas:
Como pode ser observado no Quadro 1,
muitas são as variavéis necessárias elencadas
por Martins e Cândido (2008) para se
identificar o nível de sustentabilidade municipal.
Entretanto, sabe-se da necessidade de se levar
em consideração as especificidades do
município que se está analisando, bem como
destacar o nível de importância que cada
dimensão e variável representa, principalmente,
como elementos indispensáveis para conduzir
políticas e ações desenvolvimentistas.
Nesse sentido, a forma como se deve
quantificar a importância relativa de cada
dimensão e variável torna-se preponderante em
função de que possuem importâncias variáveis
para cada decisor e para cada municipio. Dessa
forma, suas escolhas devem estar atreladas à
utilização de critérios adequados, os quais
podem ser estabelecidos através de sistemas de
apoio à decisão.
Quadro 1. Dimensões e Indicadores do Desenvolvimento Sustentável
Dimensões
-
PolíticoInstitucional
Ambiental
Social
-
Indicadores
Despesas por função: com assistência social, educação, cultura,
urbanismo, habitação urbana, gestão ambiental, ciência e
tecnologia, desporto e lazer, saneamento urbano, saúde;
Acesso a serviço de telefonia fixa;
Participação nas eleições;
Número de conselhos municipais;
Número de acessos à justiça e
Transferências intergovernamentais da União
Qualidade das águas: aferição de cloro residual, de turbidez e de
coliformes totais;
Tratamento das águas: tratada em ETAs e por desinfecção;
Consumo médio per capita de água;
Acesso a coleta de lixo urbano e rura;
Acesso ao sistema de abastecimento de água;
Tipo de esgotamento sanitário por domicílio
Esperança de vida ao nascer
Mortalidade infantil
Prevalência da desnutrição total
Imunização contra doenças infecciosas infantis
Oferta de serviços básicos de saúde
Escolarização
Alfabetização
Escolaridade
Analfabetismo funcional
Famílias atendidas com programas sociais
Adequação de moradia nos domicílios
Mortalidade por homicídio
Mortalidade por acidente de transporte
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Econômica
Demográfica
Cultural
-
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Produto interno bruto (PIB) per capita
Participação da indústria no PIB
Saldo da balança comercial
Renda Familiar per capita em salários mínimos
Renda per capita
Rendimentos provenientes do trabalho
Índice de Gini de distribuição do rendimento
Crescimento da população;
Razão entre a população urbana e rural;
Densidade demográfica
Razão entre a população masculina e feminina
Distribuição da população por faixa etária
Quantidade de bibliotecas
Quantidade de museus
Quantidade de ginásios de esportes e estádios
Quantidade de cinemas
Quantidade de unidades de ensino superior
Quantidade de teatros ou salas de espetáculos
Quantidade de centros cultural
Fonte: Martins e Cândido (2008)
Ferramentas de apoio à decisão
O processo de tomada de decisão se
desenvolve através da interação constante do
tomador de decisão com o ambiente para o qual
as decisões serão direcionadas, as quais envolve
uma série de consequências e riscos. Assim,
torna-se
preponderante
identificar
as
prioridades através de uma visão de longo
prazo, principalmente quando se tem
divergências de recursos e informações.
Dentre as ferramentas de apoio à decisões
existentes, duas serão abordadas a seguir, quais
sejam: o Processo Analítico Hierárquico (AHP
– do inglês Analytic Hierarchy Process ) e a
Análise de Componentes Principais (ACP), as
quais se mostraram viáveis para a proposição
do modelo sistematizador, objetivo deste
estudo.
Processo analítico hierárquico
O AHP é uma ferramenta que consolida as
diferentes naturezas, grandezas e importâncias
das dimensões de análise, permitindo, inclusive,
realizar avaliações com base em comparações
múltiplas, nos casos onde medidas individuais
não têm significado. A utilização do AHP
permite a análise e hierarquização de projetos e
programas
de
forma
justificável,
é
matematicamente consistente e é utilizado
quando se pretende analisar a importância
relativa de cada um dos critérios préestabelecidos, uma vez que os mesmos podem
possuir importâncias variáveis para cada
decisor.
Neste sentido, comumente são definidos
pesos para os critérios, de modo a refletir sua
importância relativa. A correta atribuição destes
pesos é, portanto, fundamental para que sejam
mantidas as preferências dos decisores.
Na literatura especializada existe muitos
métodos para a definição de pesos, dentre os
quais, o método mais utilizado é o baseado nas
comparações de critérios par a par. Para a
realização de uma comparação par a par é
necessário definir uma escala, de modo a
normalizar todos os julgamentos efetuados.
Saaty (1987) adotou a escala proposta no
Quadro 2, traduzida em 5 níveis numéricos:
Quadro 2. Escala de comparação dos critérios
1/5
1/3
Muito menos
Menos
Importante
importante
MENOS IMPORTANTE
1
Igual
3
5
Mais
Muito
importante
Mais
MAIS IMPORTANTE
Fonte: Saaty (1987)
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
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


Igual importância – os dois critérios
contribuem de uma forma idêntica para
o objetivo.
Mais
importante – um critério é
claramente mais importante que outro.
Muito mais importante – um dos
critérios é predominante para o
objetivo.
Alguns pesquisadores adotam a postura de
considerarem um elevado número de
indicadores na construção de índices, com o
objetivo de não perderem informação; o
resultado, em parte das metodologias assim
consideradas, é um índice cujo significado é de
difícil percepção. Sendo assim, torna-se
indispensável a utilização de técnicas que
permita identificar as variáveis fundamentais e
assim, direcionar as análises ao foco principal
do estudo.
Análise de componentes principais
A técnica estatística ACP pode ser utilizada
para reduzir o número de variáveis e para
fornecer
uma
visão
estatisticamente
privilegiada
do
conjunto
de
dados,
identificando a existência de indicadores
inexpressivos e substituindo o conjunto de
dados originais pelas componentes principais.
A solução do método é dada pela decomposição
da matriz de covariância (ou correlação) em
seus auto-valores e auto-vetores. No uso desse
método para construção de índices, a solução
será tanto melhor quanto maior for a proporção
da variância total contida na primeira
componente.
É necessário lembrar que a primeira
componente (que fornece o primeiro índice)
será mais importante que a segunda (que
fornece o segundo índice) devido à sua maior
variância. Assim, a ACP é utilizada para avaliar
a adequação da reunião das variáveis em
indicadores específicos, para identificar a
existência de indicadores inexpressivos e
substituir o conjunto de dados originais pelas
componentes principais.
Nesta perspectiva, entendeu-se que as
ações direcionadas para o desenvolvimento
local sustentável, podem ser facilitadas através
da utilização de ferramentas de apoio à decisão,
principalmente quando utilizadas de forma
sistematizada. Sendo assim, justifica-se esta
pesquisa por buscar reestruturar o processo de
tomada de decisão local, de modo a integrar a
esse processo a consideração de dimensões,
temas e indicadores de sustentabilidade,
priorizados de acordo com as opiniões de atores
sociais locais e melhor adaptados à realidade da
natureza de um dado município.
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Diante das características desta pesquisa e
do caráter do problema de pesquisa formulado,
a mesma pode ser classificada como
exploratória e descritiva, apresentando-se como
uma pesquisa quantitativa e qualitativa quanto a
sua forma de abordagem. Já com relação à sua
natureza, pode ser classificada como pesquisa
aplicada, dada a sua intenção de propor um
instrumento de otimização de metodologias já
construídas, incorporando às mesmas um novo
componente teórico e técnico.
Para fins desta pesquisa, foi formada uma
equipe de especialistas constituída por
professores, pesquisadores e técnicos de
diferentes áreas de estudo e ligados ao
desenvolvimento local, reunidos em um grupo
de discussão, a fim de organizarem suas
opiniões sobre a adequação das variáveis
selecionadas.
A seleção dos indicadores para esta
pesquisa não precisou partir do marco zero,
uma vez que utilizou-se de iniciativas já
existentes e utilizadas com sucesso. Para a
definição do conjunto de indicadores, tomou-se
como referência o modelo “Indicadores de
Desenvolvimento Sustentável dos Estados
Brasileiros e dos Municípios da Paraíba”
(Quadro 1) proposto por Martins e Cândido
(2008), do qual foram extraídos 51 indicadores
que foram organizados em 4 dimensões e 13
temas. Para validação do método proposto,
escolheu-se o município de Campina Grande –
PB.
Determinado o percurso metodológico
utilizado para realização deste artigo, serão
enfatizados no tópico seguinte os resultados
obtidos quanto à elaboração do método
proposto.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Cada subtópico desta seção representa as
fases de elaboração do método para se construir
o IDLS, bem como a aplicação no município de
Campina Grande – PB.
Hierarquização das variáveis selecionadas
Após a seleção dos indicadores mais
apropriados à pesquisa, o grupo de especialistas
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
locais avaliou a pertinência das dimensões e
temas propostos, conforme expostos nos
Quadros 3, 4, 5 e 6, através da definição dos
sinais das variáveis - indicando se a relação das
mesmas com a sustentabilidade é positiva ou
negativa.
Após essa etapa, foram disponibilizadas a
120 colaboradores locais, convidados a
participarem da pesquisa, planilhas eletrônicas
programadas em excel com o uso da técnica
AHP, a fim de que os mesmos pudessem opinar
sobre a importância relativa das dimensões,
temas e respectivos indicadores selecionados,
tomando como referência a escala numérica do
Quadro 2. A critério dos colaboradoress
convidados, variáveis puderam ser excluídas ou
acrescentadas às planilhas eletrônicas.
A metodologia proposta neste estudo,
buscou legitimar juízos de valor subjetivos,
pressupondo que a subjetividade está presente
no processo de tomada de decisão. Assim, a
estrutura de valores dos colaboradores locais foi
associada aos critérios já existentes, que serão
usados na avaliação do desenvolvimento local.
Ao final dessa etapa, as variáveis
selecionadas foram organizadas em um sistema
de informações devidamente legitimado e
hierarquizado pelos atores sociais locais, o que
permitiu uma análise mais adequada da direção
do desenvolvimento na cidade de Campina
Grande, levando-se em conta a abordagem da
sustentabilidade.
Proposta do índice de desenvolvimento local
sustentável
O IDLS é o resultado da agregação de 4
índices temáticos, a saber: Índice Ambiental
(IA), Índice Econômico (IE), Índice Social (IS)
e Índice Institucional (II).
No processo inicial de seleção dos
indicadores para o IDLS, utilizando-se o
Software Assistência Estatística (Assistat) –
versão beta 7.2 (2006). foi aplicada a técnica
estatística ACP aos indicadores já selecionados
e relativos a cada tema das dimensões
consideradas, que constam do sistema de
informações hierarquizadas, reduzindo-se, desta
forma, o número de 51 para 34 indicadores,
privilegiando aqueles que possuem maior peso
estatístico nos cálculos de cada índice temático.
Identificação de valores extremos
Esta fase consiste em identificar os valores
extremos (outliers) e substituí-los pelos valores
correspondentes aos limites superiores e
61
inferiores dos percentis 2,5 e 97,5%,
respectivamente. A existência desses valores,
em alguns casos, pode ser decorrente da
qualidade duvidosa dos dados utilizados;
entretanto, é preciso uma análise mais
aprofundada de cada caso.
No caso desta pesquisa, não existem
motivos para desconfiar da qualidade dos dados
utilizados em razão das fontes de origem, o que
não justifica, portanto, a aplicação de nenhum
procedimento de alteração dos valores
extremos. No entanto, por se tratar da
elaboração de um método de construção do
IDLS, recomenda-se uma alternativa à redução
da influência de valores extremos no caso de
utilização de dados duvidosos.
Transformação da variáveis para valores entre
zero e um
Para uniformização dos indicadores,
recomenda-se uma padronização utilizando-se o
método de transformação de todas as variáveis
para valores situados entre 0 (pior situação
observada) e 1 (melhor situação observada).
Este procedimento evita os efeitos de
unificação das variâncias e de geração de
escores negativos.
Para uma variável x qualquer, o valor da
variável transformada 0-1 para a i-ésima
observação pode ser obtido pelas expressões 1
ou 2, considerando-se a relação positiva ou
negativa de cada variável.
 Relação positiva:
I = (X – m) / (M – m)
(1)
 Relação negativa:
I = (m – X) / (M – m)
(2)
onde:
I - índice calculado para o município
analisado;
x - valor de cada variável para o município;
m - valor mínimo da variável identificado
nessa localidade;
M - valor máximo da variável identificado
nessa localidade.
Na definição do valor mínimo e do valor
máximo de cada variável relativa ao município
de Campina Grande, optou-se por formar a base
de dados com todos os 223 municípios do
Estado. A partir dessa base de dados, a
transformação das variáveis em índices foi
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operacionalizada considerando os extremos, ou
seja, os valores mínimos e máximos observados
nesse contexto.
IS - índice social
II - índice institucional
Pn - pesos de cada índice (Σpn = 1)
Índices temáticos
Apresentação dos dados
O procedimento para o cálculo de um índice
temático i derivou do somatório do produto de
cada um dos seus indicadores versus a
ponderação atribuída pelos colaboradores
locais, de acordo com a expressão 3:
Numa ótica de monitoramento, os
resultados do IDLS apenas têm sentido se
permitirem medir e comunicar aos usuários o
progresso em relação a determinados objetivos
ou metas quantificadas.
Os dados relativos a esse índice foram
inseridos em uma escala, permitindo a
classificação dos mesmos em faixas sinalizadas
de
acordo
com
o
“semáforo
da
sustentabilidade”. Quanto maior o IDLS, ou
valor mais próximo de 1, maior o nível de
sustentabilidade do local.
(3)
ITi = p1 I1 + p2 I2 + p3 I3 + ... + pn In
onde:
ITi - índice temático i
Int - indicador n
pn - pesos atribuídos a cada indicador (Σpn = 1)
Aplicação do método proposto
Cálculo do IDLS
Matematicamente O IDLS foi calculado
pela agregação ponderada aditiva dos seus 4
índices temáticos, conforme a expressão 4:
IDLS = [Pe(Ieconômico) + Ps(Isocial) + Pa(Iambiental)
(4)
+ Pi (Iinstitucional )] / Pe + Ps + Pa + Pi
onde:
IDLS - índice de desenvolvimento local
sustentável
IA - índice ambiental
IE - índice econômico
Nos Quadros 3, 4, 5 e 6 são apresentados os
51 indicadores selecionados a partir do modelo
de Martins e Cândido (2008), que foram
organizados em 4 dimensões e 13 temas.
Uma equipe de 20 especialistas, de posse
das planilhas eletrônicas, consideraram
pertinentes e suficientes as variáveis
selecionadas, por retratarem os principais
problemas dos aspectos da sustentabilidade
local. As opiniões dos especialistas foram de
que, em um primeiro momento, como a
adequação dessas variáveis foi considerada
apropriada, outras variáveis poderão ser
adicionadas
posteriormente,
ou mesmo
substituírem as atualmente consideradas.
Quadro 3. Indicadores da dimensão econômica
Temas
Quadro Econômico
Indicadores/Códigos
Produto interno bruto per capita (Pibpercap)
Índice de Gini de distribuição do rendimento (IndGinidrend)
Renda familiar per capita (Rendfampcap)
Transferências inter-governamentais da União (Transfunião)
Participação da indústria no PIB (Partinopib)
Fonte: Martins e Cândido (2008)
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Quadro 4. Indicadores da dimensão social
Temas
Saúde
Educação
Segurança
Cultura
População
Habitação
Indicadores (códigos)
Esperança de vida ao nascer (Espvidnascer)
Taxa de mortalidade infantil (Taxamortinf)
Prevalência da desnutrição total (Prevdesntot)
Imunização contra doenças infecciosas infantis (imunoinfec)
Escolarização (escolariz)
Taxa de alfabetização (Taxalfabet)
Escolaridade (Escolarid)
Analfabetismo funcional (Analfunc)
Acesso ao ensino superior (Acesensup)
Acesso à biblioteca (Acesbiblio)
Mortalidade por homicídios (Morthomic)
Mortalidade por acidentes de transporte (Mortacid)
Acessos à justiça (Acesjustiça)
Acesso ao esporte (Acesesport)
Despesas com desporto e lazer (Dlazer)
Acesso a teatros ou salas de espetáculos (Acesteatro)
Acesso a cinemas (Acescine)
Acesso a centros culturais (Acescencult)
Famílias atendidas com programas sociais (Faprogsoc)
Crescimento da população (Crespop)
Taxa de urbanização (Taxurban)
Razão entre população feminina e masculina (Razpopf-m)
Densidade inadequada de moradores por dormitório (DensInadmor)
Adequação de moradias (Adeqmoradia)
Densidade demográfica (Densdemog)
Fonte: Martins e Cândido (2008)
Quadro 5. Indicadores da dimensão ambiental
Temas
Qualidade das Águas
Saneamento
Serviços Sanitários
Indicadores (códigos)
Cloro residual (Clorores)
Turbidez (Turbid)
Coliformes totais (ColifTot)
Acesso ao sistema de abastecimento de água (Acestabágua)
Acesso a esgotamento sanitário (Acesesgsanit)
Oferta de serviços básicos de saúde (Ofertservbas)
Volume de água tratada (Volaguatrat)
Consumo médio per capita de água (Conspcágua)
Acesso a coleta de lixo doméstico (Acescolixur)
Fonte: Martins e Cândido (2008)
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
Quadro 6. Indicadores da dimensão institucional
Temas
Indicadores (códigos)
Despesas com ciência e tecnologia (Dc&tec)
Despesas com educação (Deduc)
Despesas com cultura (Dcultur)
Despesas com assistência social (Dassoc)
Despesas com saúde (Dsauhab)
Gestão Pública
Gestão Ambiental
Participação Popular e
Informação
Despesas com gestão ambiental (Dgesamb)
Despesas com saneamento urbano (Dsaneaurb)
Despesas com urbanismo (Durbanis)
Participação nas eleições (Parteleições)
Número de conselhos municipais (Numconmun)
Acesso a serviço de telefonia fixa (Acesertelfix)
Fonte: Martins e Cândido (2008)
Já no processo de priorização das variáveis,
pôde-se contar com a efetiva participação de
um grupo de 62 colaboradores oriundos da
Universidade Federal de Campina Grande,
Universidade Estadual da Paraíba, Prefeitura
Municipal de Campina Grande e União
Campinense de Equipes Sociais (através de 22
representantes de bairros de Campina Grande).
Este grupo, coeso e afinado com a realidade
local, foi responsável pela consolidação e
priorização das variáveis do sistema de
informações hierarquizadas, base para a
construção do IDLS, de acordo com as Tabelas
1, 2, 3, 4 e 5.
No processo de priorização das questões
locais, pelo maior nível de importância das
dimensões consideradas na análise da
sustentabilidade do município de Campina
Grande – PB, observou-se que os colaboradores
apontaram a dimensão econômica como a mais
relevante, ou seja, aquela que atualmente,
merece maior atenção por parte dos gestores
públicos, seguida dos aspectos
social,
ambiental e institucional, de acordo com a
Tabela 1.
Tabela 1. Ponderações das dimensões do desenvolvimento
Dimensões
Econômica
Social
Ambiental
Institucional
TOTAL
Ponderações (AHP)
0,29625
0,24112
0,23333
0,22930
1,00000
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Hierarquizado através do método AHP
como o aspecto mais importante na análise
local da sustentabilidade, à dimensão
econômica foi aplicada a técnica ACP para a
redução do número de indicadores, sendo
excluídos os menos expressivos: participação
da indústria no PIB e transferências intergovernamentais
da
União,
os
quais
apresentaram variâncias explicadas de 13,6992
e 0,0000%, respectivamente, de acordo com a
Tabela 2.
A proposta de Indíce Econômico ponderado
será composta pelos indicadores: renda familiar
per capita, índice de Gini de distribuição de
rendimentos e PIB per capita, que,
individualmente,
apresentaram
variâncias
explicadas de 35,8400, 28,6450 e 21,8158% e,
conjuntamente, revelaram uma variância
acumulada de 86,3008%, como pode ser
observado na Tabela 2.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
65
Tabela 2. Indicadores econômicos
ECONOMICA
(0,29625)
Dimensões
(pesos)
Temas
(pesos)
No
Códigos dos
indicadores
Média
(AHP)
Quadro
Econômico
(1,0000)
1
2
3
4
5
PIBpercap
IndGinidrend
Rendfampcap
Transfunião
Partinopib
0,2237
0,2268
0,2395
0,1614
0,1486
Variância
Explicada
(%)
35,8400
28,6450
21,8158
13,6992
0,0000
Variância
Acumulada
(%)
35,8400
64,4850
86,3008
100,0000
100,0000
Fonte: dados da pesquisa (2007)
Segundo
aspecto
na
escala
de
hierarquização
na
análise
local
da
sustentabilidade, à dimensão social foi aplicada
a técnica ACP para a redução do número de
indicadores, sendo excluídos os menos
expressivos. A proposta de Índice Social
ponderado será composta pelos indicadores:
esperança de vida ao nascer, taxa de
mortalidade infantil,
prevalência de
desnutrição total, taxa de escolarização, taxa de
alfabetização, escolaridade, acesso ao ensino
superior, coeficiente de mortalidade por
homicídios, acesso à justiça, densidade
inadequada de moradores por dormitório,
adequação de moradia, taxa de crescimento da
população, famílias atendidas com programas
sociais, taxa de urbanização, acesso ao esporte,
despesas com lazer e acesso a centros culturais,
de acordo com a Tabela 3.
Tabela 3. Indicadores sociais
SOCIAL
(0,24112)
Dimensão
(Peso)
Temas
(Pesos)
No
Códigos dos
indicadores
Média
(AHP)
Saúde
(0,22858)
1
2
3
4
Espvidnascer
Prevdesntot
TaxamortInf
Imunoinfec
Educação
(0,19739)
1
2
3
4
5
6
Segurança
(0,17944)
Habitação
(0,15153)
População
(0,14060)
Cultura
(0,10076)
0,2578
0,2832
0,2313
0,2217
Variância
Explicada
(%)
40,4708
32,8515
26,6778
0,0000
Variância
Acumulada
(%)
40,4708
73,3223
100,0000
100,0000
Escolariz
Taxalfabet
Escolarid
Acesensup
Analfunc
Acesbiblio
0,1952
0,1823
0,1707
0,1632
0,1542
0,1364
32,8877
22,3440
18,7585
14,5554
11,4342
0,0202
32,8877
55,2318
73,9903
88,5456
99,9798
100,0000
1
2
3
Acesjustiça
Morthomic
Mortacid
0,3300
0,3814
0,2886
54,4520
45,5480
0,0000
54,4520
100,0000
100,0000
1
2
3
1
2
3
4
Densinadmordo
Adeqmoradia
Densdemog
Faprogsoc
Crespop
Taxurban
Razpopf-m
0,3528
0,3746
0,2726
0,2834
0,2840
0,2674
0,1653
54,4657
45,5343
0,0000
45,7020
30,2983
23,9998
0,0000
54,4657
100,0000
100,0000
45,7020
76,0003
100,0000
100,0000
1
2
3
4
5
Acesesport
Acescencult
Dlazer
Acescine
Acesteatro
0,2943
0,1852
0,2872
0,1345
0,1489
38,9889
27,7451
21,7792
11,4868
0,0000
38,9889
66,7341
88,5132
100,0000
100,0000
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
Ainda na Tabela 3, são apresentadas as
variâncias explicadas e acumuladas de cada um
dos indicadores sociais que, no bloco,
apresentaram uma variância acumulada média
de 96,17%.
Em terceiro na escala de hierarquização
definida pelo método AHP na análise local da
sustentabilidade, após a aplicação do método
ACP para a redução do número de indicadores,
da dimensão ambiental foram excluídas as
variáveis menos expressivas em cada tema
estudado, a saber: consumo médio per capita de
água, acesso ao sistema de abastecimento de
água e turbidez, as quais apresentaram,
respectivamente, variâncias explicadas de:
0,000, 0,0000 e 0,0000%, como pode ser
observado na Tabela 4.
Tabela 4. Indicadores ambientais
AMBIENTAL
(0,23333)
Dimensão
(Pesos)
Temas
(Pesos)
No
Códigos dos
indicadores
Média
(AHP)
0,3345
0,3452
0,3204
Variância
Explicada
(%)
52,8742
47,1258
0,0000
Variância
Acumulada
(%)
52,8742
100,0000
100,0000
Serviços
Sanitários
(0,38078)
1
2
3
Acescolixdom
Voláguatrat
Conspcágua
Saneamento
(0,31805)
1
2
3
Acesesqsanit
Oferservbas
Acesistabágua
0,3261
0,3665
0,3074
55.9480
44,0520
0,0000
55.9480
100,0000
100,0000
Qualidade
das Águas
(0,30118)
1
2
3
ColifTot
Clorores
Turbid
0,4201
0,3178
0,2620
65,3983
34,6017
0,0000
65,3983
100,0000
100,0000
Fonte: dados da pesquisa (2008)
A proposta de Índice Ambiental
hierarquizado será composta pelos indicadores:
volume de água tratada, acesso à coleta de lixo
doméstico, oferta de serviços básicos de saúde,
acesso a esgotamento sanitário, coliformes
totais e cloro residual, que revelaram,
individualmente, variâncias explicadas de
52,8742, 47,1258, 55.9480, 44,0520, 65,3983 e
34,6017% e, conjuntamente, apresentaram uma
variância acumulada de 100%, conforme a
Tabela 4.
Última na escala de hierarquização definida
pelos colaboradores através método AHP na
análise local da sustentabilidade, após a
aplicação do método ACP para a redução do
número de indicadores, da dimensão
institucional foram excluídas as variáveis
menos expressivas em cada tema estudado.
A proposta de Índice Institucional
ponderado será composta pelos indicadores:
despesas com educação, despesas com ciência e
tecnologia, despesas com saúde, despesas com
assistência social, número de conselhos
municipais, despesas com saneamento urbano e
despesas com urbanismo que apresentam,
individualmente, variâncias explicadas de
37,7840, 26,4907, 15,6542, 13,4743, 52,6460,
42,2320,
61,2770
e
38,6027%,
e,
conjuntamente, apresentam uma variância
média acumulada de 96,05%, de acordo com a
Tabela 5.
Na construção do IDLS optou-se por uma
metodologia híbrida que contou com dados
estatísticos transformados em índices por
Martins e Cândido (2008) e, com a opinião da
população - através da análise empírica da
performance
de
indicadores
do
desenvolvimento
local,
registrada
nas
avaliações e priorizações atribuídas pelos
colaboradores através do método AHP -, bem
como com a seleção estatística das
componentes principais para compor os índices
temáticos do IDLS, determinada através do
método ACP.
Ao final, foram mantidas na composição do
IDLS as 34 primeiras componentes que
corresponderam, em média, a 95% da variância
total explicada acumulada de cada bloco, de
acordo com as Tabelas 2, 3, 4 e 5. Foram
excluídas 17 variáveis consideradas pouco
importantes do ponto de vista estatístico. No
IDLS foram mantidos os mesmos indicadores
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
apontados pelos colaboradores como aqueles
que apresentaram maiores importâncias
67
relativas, demonstrando, neste caso, a coerência
da aplicação dos métodos AHP e ACP.
Tabela 5. Indicadores institucionais
INSTITUCIONAL
(0,22930)
Dimensão
(Peso)
Temas
(Pesos)
No
Códigos dos
indicadores
Média
(AHP)
1
2
3
4
5
6
Deduc
Dc&tec
Dsauhab
Dassoc
Desplaz
Dcultur
1
2
3
1
2
3
Gestão
Pública
(0.37674)
Participação
Popular e
Informação
(0,10796)
Gestão
Ambiental
(0,26020)
0,2486
0,1417
0,2122
0,1658
0,1080
0,1225
Variância
Explicada
(%)
37,7840
26,4907
15,6542
13,4743
5,8072
0,7897
Variância
Acumulad
a (%)
37,7840
64,2747
79,9288
93,4032
99,2003
100.0000
Numconmun
Parteleições
Acessertelfix
0,3413
0,3881
0,2706
52,6460
42,2320
5,1220
52,6460
94,8780
100,0000
Durbanis
Dsaneaurb
Dgesamb
0,3271
0,3670
0,3081
61,2770
38,6027
0,1203
61,2770
99,8797
100,0000
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Índice econômico
Os 3 indicadores do IE receberam pesos
proporcionais às suas respectivas participações
no bloco, cujos valores podem ser observados
na Tabela 6.
Matematicamente, o IE pode ser visto como
a agregação ponderada aditiva dos respectivos
indicadores, conforme a expressão 3. Os índices
ponderados para a cidade de Campina Grande e
os pesos obtidos através do método AHP
podem ser observados na Tabela 6. O valor
calculado do IE para Campina Grande – PB
foi de 0,41.
Tabela 6. Índice Econômico ponderado para Campina Grande – PB
Perspectiva
Indicadores
PIB per capita
Quadro
Econômico
Índice de Gini da distrib. do
rendimento
Renda familiar per capita
Índice
C.Grande
(a)
0,3384
Peso no
IE
(b)
0,32422
Índice
ponderado
(a x b)
0,10907
0,1905
0,32867
0,06261
0,7107
0,34709
0,24667
ÍNDICE ECONÔMICO
0,41435
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Índice social
Os 17 indicadores do IS receberam pesos
proporcionais às suas respectivas participações
no bloco, cujos valores podem ser observados
na Tabela 7.
Matematicamente, o IS pode ser visto como
a agregação ponderada aditiva de 17
indicadores, a saber: esperança de vida ao
nascer,
taxa
de
mortalidade infantil,
prevalência de desnutrição total, taxa de
escolarização,
taxa
de
alfabetização,
escolaridade, acesso ao ensino superior,
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
68
Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
coeficiente de mortalidade por homicídios,
acesso à justiça, densidade inadequada de
moradores por domicílio, adequação de
moradia, taxa de crescimento da população,
famílias atendidas por transferência de
benefícios sociais, taxa de urbanização, acesso
ao esporte, acesso ao lazer e acesso a centros
culturais.
Os índices ponderados para a cidade de
Campina Grande e os pesos obtidos através do
método AHP podem ser observados na Tabela
7. O valor calculado para o IS foi de 0,60.
Tabela 7. Índice temático social
PERSPECTIVAS
Saúde
Educação
Segurança
Cultura
População
Habitação
ÍNDICE
CG
(a)
Esperança de vida ao nascer
Taxa de mortalidade infantil
Prevalência de desnutrição total
0,5408
0,6964
0,8901
PESO
NO
IS
(b)
0,05170
0,05762
0,06328
Taxa de escolarização
Taxa de alfabetização
Escolaridade
Acesso ao ensino superior
0,4584
0,9029
0,7856
0,3810
0,04362
0,04073
0,03815
0,03647
0,01999
0,03677
0,02997
0,01389
Coef, de mortalidade por homicídios
Acesso à justiça
0,6536
1,0000
0,08524
0,07374
0,05571
0,07374
Acesso ao esporte
Despesas com lazer
Acesso a centros culturais
0,2400
0,0062
0,5000
0,06576
0,05301
0,04137
0,01578
0,00032
0,02068
Famílias atendidas por benefícios
sociais
Taxa de crescimento da população
Taxa de urbanização
Dens inadeq de moradores por
domicílio
Adequação de moradia
0,7825
0,6988
0,0534
0.06334
0,06346
0,05976
0,04956
0,04434
0,00319
0,4766
0,8336
0,07884
0,08372
0,03757
0,06978
ÍNDICE SOCIAL
0,60000
INDICADORES
ÍNDICE
PONDERADO
(a x b)
0,02796
0,04012
0,05632
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Índice Ambiental
O IA pode ser visto, matematicamente,
como a agregação ponderada aditiva de 6
indicadores, a saber: volume de água tratada,
acesso à coleta de lixo doméstico, oferta de
serviços básicos de saúde, acesso a
esgotamento sanitário, coliformes totais e cloro
residual selecionados pelo método ACP.
Os 6 indicadores do IA receberam pesos
proporcionais às suas respectivas participações
no bloco, cujos valores podem ser observados
na Tabela 8.
Os índices ponderados para a cidade de
Campina Grande e os pesos obtidos através do
método AHP podem ser observados na Tabela
8. O valor calculado para o IA foi de 0,61.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.11, n.1, p.55-72, 2009
Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
69
Tabela 8. Índice temático ambiental.
PERSPECTIVAS
ÍNDICE
CG
(a)
Cloro residual
Coliformes totais
0,1950
0,8941
PESO
NO
BLOCO
(b)
0,15062
0,19908
Acesso a esgotamento
sanitário
Oferta de serviços básicos
de saúde
Volume de água tratada
Acesso a serviço de coleta
de lixo doméstico
0,5567
0,7333
0,15453
0,17367
0,08602
0,12730
0,5000
0,16357
0,08178
0,6481
0,15850
0,10272
INDICADORES
Qualidade das
Águas
Saneamento
Serviços
Sanitários
INDICE
PONDERADO
(a x b)
ÍNDICE AMBIENTAL
0,02937
0,17799
0,61000
Fonte: dados da pesquisa (2008)
Índice Institucional (II)
O II pode ser visto, matematicamente, como
a agregação ponderada aditiva de 8 indicadores,
a saber: despesas com educação, despesas com
ciência e tecnologia, despesas com saúde,
despesas com assistência social, número de
conselhos
municipais,
despesas
com
saneamento urbano e despesas com urbanismo
selecionados pelo método ACP. Os índices
ponderados para a cidade de Campina Grande e
os pesos obtidos através do método AHP
podem ser observados na Tabela 9.
Os 8 indicadores do II receberam pesos
proporcionais às suas respectivas participações
no bloco, cujos valores podem ser observados
na Tabela 9.
Tabela 9. Índice temático institucional.
PERSPECTIVAS
INDICADORES
ÍNDICE
CG
(a)
Gestão Pública
Despesas com C&T
Despesas com educação
Despesas com assistência social
Despesas com saúde por habitante
Gestão Ambiental
Participação
Popular e
Informação
ÍNDICE
PONDERADO
(a x b)
0,0070
0,2979
0,1455
0,3107
PESO
NO
BLOCO
(b)
0,06463
0,11343
0,07562
0,09681
Despesas com saneamento urbano
Despesas com urbanismo
0,0701
0,5178
0,16746
0,14924
0,01174
0,07727
Comparecimento nas eleições
Número de conselhos municipais
0,4548
0,6667
0,15571
0,17707
0,07081
0,11805
ÍNDICE INSTITUCIONAL
0,35000
0,00045
0,03379
0,01100
0,03007
Fonte: dados da pesquisa (2008)
O II para Campina Grande – PB foi
calculado de acordo com a expressão 3,
substituindo-se os pesos de cada indicador,
conforme a Tabela 9, obtendo-se um valor para
II igual a 0,35.
O IDLS foi calculado pela agregação
ponderada aditiva dos seus 4 índices temáticos:
econômico, social, ambiental e institucional,
conforme a expressão 4, oferecendo
informações relevantes para a definição de
políticas públicas adequadas para a realidade do
município de Campina Grande, de modo que
seja possível estabelecer bases para um
processo de DS.
No IDLS, os pesos dos índices: econômico,
social, ambiental e institucional foram,
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respectivamente. 0,21, 0,30, 0,31 e 0,18. O
peso de cada índice pode ser interpretado como
a percentagem de um peso total relativo a um
índice particular.
O município de Campina Grande
apresentou um IDLS de 0,51, evidenciando
uma situação aceitável, porém bem próxima de
uma condição de alerta. Na Tabela 10 podem
ser observados os índices econômico, social,
ambiental e institucional e o IDLS, com suas
respectivas performances em relação à
sustentabilidade do desenvolvimento local.
Tabela 10. Níveis de sustentabilidade de Campina Grande
Dimensões
Econômica
Social
Ambiental
Institucional
Índice de Desenvolvimento Local Sustentável
Fonte: dados da pesquisa (2007)
Uma representação gráfica do IDLS para
Campina Grande - PB foi construída através de
um semáforo visual de 4 indicadores luminosos,
nas cores azul, verde, amarela e vermelha, que
correspondem às situações de sustentabilidade:
ideal,
aceitável,
alerta
e
crítica,
Índices
0,41
0,60
0,61
0,35
0,51
Performance
Alerta
Aceitável
Aceitável
Crítica
Aceitável
respectivamente, de acordo com a Figura 1. O
IDLS e o semáforo são ferramentas
complementares, permitindo representar, para
um determinado período, o grau de
sustentabilidade local.
1,00
Ideal
SUSTENTABILIDADE
0,75
IDLS (0,51)
Aceitável
0,50
Alerta
SOCIAL e
AMBIENTAL
ECONÔMICO
0,25
Crítica
INSTITUCIONAL
0,00
Figura 1. Performance do IDLS e dos índices temáticos em Campina Grande – PB.
Fonte: dados da pesquisa (2007)
Os resultados alcançados nesta pesquisa
demonstraram ser possível diagnosticar a
direção do crescimento local com o uso de um
índice sistematizador de informações, que
permita a utilização de indicadores de
sustentabilidade, devidamente ponderados e
legitimados pelos atores sociais locais, com o
objetivo de contribuir com a gestão pública
municipal no estabelecimento das prioridades
de ações, na perspectiva do desenvolvimento
local sustentável.
A arquitetura híbrida do IDLS apresenta-se
como uma proposta inovadora ao processo de
mensuração
do
desenvolvimento,
por
considerar o método científico e o aspecto
subjetivo da participação dos atores sociais nas
tomadas de decisões locais, demonstrando sua
utilidade ao avaliar o rumo do desenvolvimento
local com o uso de indicadores de
sustentabilidade, de forma multidimensal,
ordenada e simplificada.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O conceito de desenvolvimento sustentável
se tornou referência obrigatória em debates
acadêmicos, políticos e culturais e vem
despertando a importância da necessidade de
sua mensuração. As discussões acerca dessa
necessidade tem proporcionado a geração de
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Método de construção do índice de desenvolvimento local sustentável: uma proposta metodológica e aplicada Silva et al.
novas
metodologias,
bem
como
o
estabelecimento de novos indicadores que
visam traduzir em números o retrato da
sustentabilidade em regiões.
Sendo assim, foi proposto neste estudo um
método de construção do Índice de
Desenvolvimento Local Sustentável, validado
por atores locais, com o intuito de sistematizar
informações necessárias para a implementação
de políticas e ações capazes de gerar o
desenvolvimento de forma sustentável.
A relevância do IDLS é, antes de tudo,
verificar sob a ótica das pessoas do próprio
município que se está analisando, quais são os
indicadores mais importantes, bem como quais
necessitam de melhorias. Isto representa um
importante avanço no processo de decisão em
prol do DS de uma dada localidade, pois não se
trata de perceber todas as localidades como
iguais. Pelo contrário, trata-se de encará-las
com suas especificidades e buscar formas
específicas de superar as dificuldades que são
motivos de entraves para o processo de
desenvolvimento local sustentável.
Nesse sentido, e de acordo com a aplicação
no municipio de Campina Grande – PB, pôdese verificar que este tipo de instrumento
contribui para uma participação mais efetiva
dos atores sociais locais, fortalecendo a
capacidade de mudança da realidade marcada
por desequilíbrios.
Além dos diversos fatores explicitados, o
IDLS contribui para o aprimoramento dos
processos de planejamento local e permite a
construção de cenários futuros e o
monitoramento das ações de melhorias
implementadas, bem como permite aos
tomadores de decisão e ao público interessado,
desagregarem a informação obtida de forma a
alcançarem os pontos mais frágeis do
município, identificando uma ordem de
prioridade de execução para as ações
desenvolvimentistas.
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