AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA À VACINAÇÃO PARA HEPATITE B
EM PROFISSIONAIS DE LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS NO
MUNICÍPIO DE TIMÓTEO/ MG
EVALUATION OF RESPONSE FOR VACCINATION AGAINST HEPATITIS B IN
PROFESSIONAL ANALYSIS OF CLINICAL LABORATORIES FROM TIMOTEO/MG.
Domingues, Bruno Drumond¹; Cota, Gustavo Soares¹; Silva, Rívia Mara Morais e²
RESUMO
O estudo avaliou, em março de 2009, a resposta à vacinação para Hepatite B em profissionais de
um laboratório público e três privados da cidade de Timóteo/MG. Foram coletadas 24 amostras
de sangue para análise de Anti-HBs. As datas em que os pacientes foram vacinados variaram
entre os anos de 1997 a 2008. Vinte e três (99,76%) pacientes apresentaram níveis de anticporpos
anti-HBs considerados protetores e apenas 1 (0,24%) com níveis não protetores, abaixo de 10
UI/mL. Os resultados das dosagens de anticorpos tiveram um valor médio de 526 UI/mL. O
presente trabalho demonstrou que não houve correlação entre os níveis de anticorpos com o
tempo após a vacinação, e nem com a idade dos participantes (P>0,1). Vale ressaltar a
importância da vacinação em questão, devido ao risco de contaminação do profissional no
laboratório e já que se detectou que a maior parte dos profissionais apresentaram proteção após
vacinação.
Palavras-chave: risco ocupacional, hepatite B, níveis de anti-HBs
ABSTRACT
This research assessed, in March 2009, the response about the vaccination for hepatitis B in
professionals of one public and three private laboratories in Timoteo, Minas Gerais, Brazil.
Twenty-four samples of blood were caught to have anti-HBs analyze. The dates that the patients
got vaccine have 1997 and 2008 as range. Indeed, twenty-three (99,76%) of patients analyzed had
levels known as protective and only one patient (0,24%) had level under 10 UI/mL. To be
protective level in this work, the samples should have a concentration above 10 UI/mL. The
result of the level of antibodies had a mean of 526 UI/mL. The present research showed that
there’s no relation between levels of antibodies and the time of existence after vaccination and
there’s no relation either with age of the people (P>0,1). It’s worth emphasizing the importance
of vaccination in question due to risk of contamination in the laboratory and professional as it is
found that the majority of subjects reported protection after vaccination.
Keywords: occupational risk, hepatitis B, levels of anti-HBs
INTRODUÇÃO
Os profissionais de saúde estão suceptíveis a acidentes de trabalho causados por material
¹Graduados pelo Curso de Farmácia do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais - UnilesteMG
²Farmacêutica mestre em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da UFMG; Docente do Curso de Farmácia do
centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste-MG; Contato: [email protected]
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perfuro-cortantes, devido principalmente à grande manipulação de fluidos corpóreos, agulhas e
vidrarias contaminadas. Os principais tipos de doenças que podem ser transmitidas com este tipo
de acidente são hepatite B, hepatite C e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS
(MARZIALE; NISHIMURA; FERREIRA, 2004).
A hepatite B é uma doença de ocorrência mundial, com 250 a 350 milhões de portadores
crônicos, surgindo mais de 50 milhões de novos casos de infecção anualmente (MOREIRA et al.;
2007). De acordo com LOPES et al. (2001) existe uma maior prevalência de infecções por este
tipo de doença em profissionais de saúde do que na população em geral.
A infecção ocupacional pelo vírus da hepatite B (HBV) tem como fatores determinantes a
duração e a frequência do contato com sangue e derivados, e também a grande positividade de
pacientes para o HBs, antígeno do envelope viral (LOPES et al., 2001).
Desde meados dos anos 80, várias medidas profiláticas tem sido adotadas para tentar
reduzir as taxas de infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) nos profissionais de saúde em todo o
mundo. O método que se tem mostrado mais eficaz na prevenção e controle da doença é a
vacinação contra a hepatite B (LOPES et al., 2001).
No ano de 1992 ocorreu o início do programa de vacinação contra hepatite B no Brasil,
sendo que inicialmente o público alvo eram os profissionais de saúde e pacientes renais crônicos,
considerados grupos mais vulneráveis. (BRASIL, 2008). Por volta de 1997 a vacinação regular e
obrigatória para crianças passou a fazer parte do calendário do Programa Nacional de Imunização
(FERREIRA; SILVEIRA, 2004).
As vacinas que hoje estão disponíveis no Brasil são compostas com o antígeno do
envelope viral (HBs), produzidos por engenharia genética. Devido ao fato de não conterem o
DNA viral, elas não promovem infecção e sim induzem apenas a produção de anticorpos antiHBs (DIVISAO DE IMUNIZAÇÃO, 2006). A vacinação segue um esquema de três doses,
administradas no intervalo de zero, um e seis meses (MOREIRA et al., 2007). O intervalo de
tempo ideal entre a aplicação da terceira dose e a realização do teste é de no mínimo 60 dias,
devido ao tempo necessário para resposta do organismo à vacinação (PETRY; KUPEK, 2006).
Os títulos de anti-HBs considerados protetores devem ser superiores a 10 mUI/mL (BOCCATO,
1999; SANCHES, 2002; MARTINS et al., 2003; ANTUNES; MACEDO; ESTRADA, 2004;
SOUTO et al., 2006; FIGUEIREDO et al., 2008).
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Segundo a Divisão de Imunização (2006), 90% dos adultos e 95% das crianças e
adolescentes desenvolvem a resposta esperada de anticorpos anti-HBs após a vacinação. Porém,
com o tempo, os títulos de anticorpos podem cair e até se tornarem indetectáveis. Até o momento,
a revacinação de pessoas imunocompetentes não é realizada, pois pelo que parece, a vacina induz
à memória imunológica eficaz, apesar dos níveis de anticorpos serem mais baixos. Por outro lado,
outras fontes relatam que indivíduos vacinados há mais tempo, mas que apresentam anti-HBs
negativo, devem ser encaminhados para revacinação, sendo que se deve aplicar mais uma dose e
repetir a sorologia, para testar os níveis de anticorpos (ANTUNES; MACEDO; ESTRADA,
2004) Caso o paciente tenha uma resposta adequada, elevando seus níveis de anticorpos a uma
concentração protetora, deve-se considerar que o indivíduo está imunizado. Porém, se a pesquisa
de anticorpos der negativa deve-se completar o esquema de vacinação com mais duas doses.
Em se tratando de saúde pública, não se preconiza a avaliação rotineira dos marcadores
sorológicos da infecção em crianças e adultos, assim como está dispensada a pesquisa de antiHBs pós-vacinal em indivíduos imunocompetentes. Em grupos como crianças, adolescentes e
adultos sadios não há razão para se determinar a resposta laboratorial de anticorpos à vacinação,
porém para os grupos considerados de riscos, como imunocomprometidos e para os profissionais
de saúde, essa avaliação é indicada. Após o término do esquema de vacinação, quando não há
resposta adequada, grande parte dos profissionais deve responder a apenas uma dose adicional da
vacina (FERREIRA; SILVEIRA, 2004).
Diante do exposto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar se os profissionais de
laboratórios no município de Timóteo/ MG que foram vacinados contra hepatite B tiveram a
resposta imunológica esperada e analisar se há alguma relação entre os níveis de anticorpos e o
tempo existente após a vacinação.
METODOLOGIA
O tipo de estudo em questão foi baseado em uma pesquisa experimental e descritiva, que
visa analisar e registrar os dados obtidos com as características da população estudada.
A pesquisa foi realizada com a participação de funcionários de quatro laboratórios do
município de Timóteo/ MG, sendo 1 público e 3 privados. O município possui sete laboratórios
de análises clínicas: um público, um hospitalar e cinco particulares.
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Foram incluídos na pesquisa somente os indivíduos que foram devidamente vacinados
contra hepatite B e que apresentaram a comprovação através do cartão de vacinação. Os
funcionários vacinados há menos de 60 dias da realização da pesquisa foram excluídos do estudo.
A amostragem foi de 24 indivíduos vacinados do total de 65 funcionários dos laboratórios
pesquisados. Outros dois participantes tiveram suas amostras coletadas e avaliadas, porém, como
possuíam apenas duas doses de vacinação, foram retirados do tratamento estatístico realizado
para os demais 24 participantes.
Cada participante foi esclarecido sobre os objetivos do estudo e assinaram um Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), de acordo com a Resolução 196/96 do Conselho
Nacional de Saúde, autorizando a utilização de seus dados para a pesquisa.
Os participantes foram submetidos à coleta de 5mL de sangue sem anticoagulante. O soro
foi separado por centrifugação e armazenado a -20ºC. As análises para dosagem de anticorpos
anti-HBs foram feitas por método de eletroquimioluminescência, no laboratório Hermes Pardini,
em Belo Horizonte/ MG.
Os dados obtidos foram tratados por meio do programa estatístico Prism® 3.1 e do
programa EXCEL®.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram avaliados os níveis de anticorpos anti-HBs de 24 funcionários de quatro
laboratórios da cidade de Tímóteo/ MG, sendo todos do gênero feminino. A idade média foi de
34,5 (variando entre 22 e 54 anos). Apenas uma (0,24%) participante não teve resposta
imunológica adequada. Os demais 23 (99,76%) obtiveram resposta imunológica igual ou superior
a 10 UI/ mL.
Foi observado que muitos funcionários dos laboratórios participantes não tinham
realizado a vacinação contra hepatite B e não puderam participar deste estudo. Boa parte destes
tem formação técnica ou acadêmica. A baixa percentagem de vacinação não é um fato incomum.
No estudo de Souza et al. (2008) apenas 8,7% dos recém formados da área da saúde estavam
devidamente vacinados contra hepatite B.
Alguns autores constataram em seus estudos, que uma média aproximada de 13,5% das
pessoas que deles participaram não completaram as três doses de vacina necessárias para a
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obtenção da imunidade contra hepatite B, tomando apenas duas ou até mesmo uma dose. Eles
também relataram que a realização incompleta desse esquema de vacinação é um fato que ocorre
frequentemente na vacinação contra hepatite B, devido ao esquecimento ou por pensar
erroneamente que apenas uma ou duas doses já conferem imunidade (MOREIRA et al., 2007;
PRADO-PALOS et al., 2006; GARCIA; FACHINI, 2008). Luz et al. (2004) observaram em seu
estudo que 95% dos participantes realizaram o esquema de vacinação completo. No presente
estudo foi observado que duas funcionárias não tomaram a terceira dose da vacina, mas mesmo
assim apresentaram quantidade protetora de anticorpos protetores para hepatite B. Como essas
funcionárias não haviam completado o esquema vacinal, as mesmas foram excluídas das análises.
As datas em que os funcionários receberam as vacinas variaram entre 1997 a 2008, como
pode ser observado na Tabela 1.
Tabela 1 - Relação do número e ano de vacinação de funcionários dos laboratórios da cidade de
Timóteo/MG (n=24)
Ano da vacinação
n
%
2008
8
33,33
2007
5
20,83
2005
2
8,33
2003
6
25,0
2001
1
4,16
1999
1
4,16
1997
1
4,16
Total
24
100
Os resultados das dosagens de anticorpos tiveram um valor médio de 526,1 UI/mL,
variando entre 7,6 e 1000UI/mL, conforme pode ser observado na Tabela 2.
Para que se pudesse calcular a média dos níveis de anticorpos, foi considerado que todo
valor individual considerado como acima de 1000,0UI/mL eram iguais a 1000,0UI/mL.
No presente estudo, a exemplo de Oliveira, Silva e Alves (2007), foram considerados os
níveis séricos de anticorpos menores do que 10 UI/ml como não-resposta, de 10 a 100UI/mL
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indicativos de soroconversão, de 100 a 1000UI/mL como soroproteção e superiores a 1000UI/mL
como hiper-soroproteção. Foi observado um número relativamente grande de indivíduos (n=9 ou
37,5%) que possuíam concentrações de anti-HBs hiper-protetoras (superiores a 1000UI/mL),
assim como no estudo de Oliveira, Silva e Alves (2007).
Tabela 2 - Relação da concentração sérica de anticorpos e o número de funcionários dos
laboratórios da cidade de Timóteo/MG
Concentração sérica de anticorpos
n
%
>1000,0 UI/mL
9
37,5
300,0 – 1000,0 UI/mL
3
12,5
200,0 – 299,9 UI/mL
3
12,5
100,0 – 199,9 UI/mL
4
16,7
10,0 – 100,0 UI/mL
4
16,7
< 10 UI/mL
1
4,2
Total
24
100,0
Somente um participante (4,2%) apresentou concentração de anti-HBs inferior a
10UI/mL. Uma explicação para o ocorrido se dá ao fato de que aproximadamente 2 a 12% dos
adultos aparentemente imunocompetentes são incapazes de uma resposta imunológica
considerada protetora, ou seja, após a vacinação os níveis de anticorpos apresentam-se menores
do que 10UI/mL. Antunes, Macedo e Estrada (2004) obtiveram em sua pesquisa níveis não
protetores de anti-HBs em 38 (12,21%) dos 311 voluntários que participaram do estudo.
A partir dos resultados obtidos neste estudo foi utilizada a Correlação de Spearman para
avaliar se o tempo após a vacinação influenciou nos níveis de anticorpos. Não houve nenhuma
correlação (P>0,1) entre os níveis de anti-HBs e o tempo em que os indivíduos foram vacinados,
visto que pessoas vacinadas ainda na década de 90 apresentaram níveis superiores àquelas
vacinadas recentemente nos últimos anos.
Alguns autores relatam existir alguma relação entre a idade/sexo como fatores para uma
resposta imunológica mais eficaz (MOREIRA et al., 2007; BOCCATO, 1999). A amostra
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avaliada foi composta apenas por mulheres, portanto não foi possível avaliar se determinado tipo
de sexo tem realmente relação à resposta imunológica. No que diz respeito à idade, Boccato
(1999) propõe a idade inferior a 30 anos como fator preponderante para uma adequada resposta
vacinal. No presente estudo os valores de concentração de anticorpos foram avaliados também
pela Correlação de Spearman com a idade e foi demonstrado, então, que não houve correlação
(P<0,1) entre a idade e o nível de anti-HBs, uma vez indivíduos acima de 50 anos obtiveram
níveis mais altos em relação a indivíduos com a idade entre 24 e 28 anos.
No presente estudo os resultados de anticorpos dos participantes foram também
distribuídos em grupos etários (20 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos e > de 50 anos),
conforme pode ser avaliado na Tabela 3.
Tabela 3 - Níveis de anticorpos de acordo com a faixa etária dos funcionários dos laboratórios da
cidade de Timóteo/MG.
Grupos por idade
n
Média (UI/mL)
Mínimo (UI/mL)
Máximo (UI/mL)
20 a 29 anos
11
449,42
7,6
1000,0
30 a 39 anos
4
604,67
131,2
1000,0
40 a 49 anos
7
590,11
93,6
1000,0
> 50 anos
2
567,05
134,1
1000,0
Já foi relatado que, em pessoas acima de 40 anos, é comum encontrar níveis mais baixos
de anti-HBs do que em relação a outras faixas de idade inferiores (MOREIRA et al., 2007;
OLIVEIRA; SILVA; ALVES, 2007). Petry e Kupek (2006) encontraram uma diferença
significativa quando analisaram os níveis de anti-HBs em relação à idade dos participantes. Esses
autores analisaram primeiramente a idade em relação ao nível mínimo protetor (10 a 100UI/mL)
e o resultado foi aproximadamente 80% de efetividade para maiores de 50 anos e 91% de
efetividade para pessoas entre 18 e 30 anos. Quando foi analisado com relação ao mínimo de
100UI/mL, a efetividade média foi reduzida, sendo de aproximadamente 61% para com os de
maior idade e 75% com os de menor idade. No presente estudo não houve diferença estatística
significativa (p>0,05) de níveis de anticorpos entre as faixas etárias de 20 a 29, 30 a 39, 40 a 49 e
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> 50 anos. Os resultados médios dos níveis de anticorpos se mantiveram elevados, na faixa
aproximada de 450,0 a 600,0UI/mL em todos os grupos de idade, ou seja, a faixa etária também
não influenciou nos níveis de resposta imunológica para a vacinação contra hepatite B.
O estudo realizado tinha como propósito avaliar se existia alguma relação entre os níveis
de anticorpos e o tempo em que a vacina foi tomada. Esperava-se que com o passar dos anos, os
níveis de anticorpos fossem regredindo consideravelmente, até o ponto em que chegasse a ficar
abaixo do nível considerado protetor (10UI/mL), sendo assim necessário que o indivíduo tivesse
uma dose de reforço. Porém esse fato não foi observado. Ainda tem sido discutido em vários
países que mesmo alguns pacientes não apresentando níveis de anti-HBs protetores, os mesmos
devem apresentar memória imunológica (FERREIRA; SILVEIRA, 2006). Zanetti et al. (2005)
analisaram 1.658 pessoas vacinadas após 10 anos e concluíram que mesmo não tendo níveis
considerados protetores, não seria necessária uma dose de reforço devido à presença de memória
imunológica. Esta memória pôde ser constatada uma vez que, em regiões onde pessoas que
tiveram regressão dos níveis de anticorpos com o passar dos anos, não houve elevação na taxa de
positividade para HBsAg (FERREIRA; SILVEIRA, 2006).
CONCLUSÃO
No presente estudo não foi encontrada correlação entre os níveis de anticorpos e o tempo
de vacinação, nem entre os níveis de anticorpos e a idade dos funcionários dos laboratórios. O
número de profissionais dos laboratórios que foram vacinados foi pequeno e, dos 24 indivíduos
avaliados, apenas um indivíduo não apresentou níveis protetores de anticorpos. Vale ressaltar a
importância da vacinação para a segurança dos profissionais da área, pois o risco de contato é
eminente. Dessa forma é de extrema importância a realização da dosagem de anti-HBs após a
vacinação, visto que a resposta à vacina depende de cada organismo e existe o risco de não se
atingir níveis protetores de anticorpos, sendo necessárias novas doses de reforço.
AGRADECIMENTOS
Aos proprietários dos laboratórios de análises clínicas do município de Timóteo/MG, que
aceitaram prontamente contribuir com a pesquisa.
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Recebido em: 10/09/10
Publicado em: 15/12/10
Farmácia & Ciência, v.1, p.41-51, ago./dez. 2010.
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