UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Edital de Chamada Pública de Parceria SENAES/MTE n.º 004/2011 PROJETO BÁSICO ORGANIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE CATADORES E CATADORAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINA GRANDE, NUMA PERSPECTIVA DE CONSTITUIÇÃO DE EMPRENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Campina Grande 2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS I - Identificação 1. Identificação do projeto Nome do Projeto: ORGANIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE CATADORES E CATADORAS DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DA REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINA GRANDE, NUMA PERSPECTIVA DE CONSTITUIÇÃO DE EMPRENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDARIOS Local de Execução: Região metropolitana de Campina Grande na Paraíba. Duração: 36 meses Resumo do Projeto: A cidade de Campina Grande e sua região metropolitana (formada por 23 municípios) possuem juntas aproximadamente um milhão de habitantes. Isto pode significar uma produção diária de cerca de 700 toneladas de lixo por dia, do qual provavelmente cerca de 800 catadores e catadoras de materiais recicláveis buscam sobreviver. Só em Campina Grande, município-sede, vive da catação de materiais recicláveis, cerca de 400 catadores e catadoras, no entanto apenas 10% destes participam de organizações formalizadas, das quais ainda apresentam certa vulnerabilidade em termos de organização do processo e dos cooperados. Nesse sentido a Incubadora de Empreendimentos Econômicos Solidários IUEES/UFCG propõe desenvolver ações de sensibilização, formação e assessoramento que beneficiem diretamente esse seguimento da sociedade, que vive em situação de pobreza extrema, e que é representado no caso pelos 400 catadores e catadoras de materiais recicláveis da região metropolitana de Campina Grande/PB, alguns já identificados, outros não identificados, mas que o serão através do processo de busca ativa, para se organizarem UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS numa perspectiva autogestionária. 2. Identificação da Entidade Proponente Nome: Universidade Federal de Campina Grande CNPJ: 05.055.128/0001-76 Data da Fundação: 09 de abril de 2002 Endereço completo: Rua Aprígio Veloso, 882 Bairro: Bodocongó Município: Campina Grande CEP: 58.429-140 UF: Paraíba Número de Telefone e Fax com DDD: (83) 2101.1708 / 2101.1182 (Ramal 33) E-mail: [email protected] Página na WEB (site): www.ufcg.edu.br 3. Identificação do Representante Legal da Entidade Proponente Nome: Thompson Fernandes Mariz CPF: 002.991.974-68 RG: 031179 Órgão expedidor/UF: SSP/PB Profissão: Engenheiro Químico Cargo: Reitor Estado Civil: Casado UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Número de Telefone com DDD: (83) 2101.1000 E-mail: [email protected] 4. Identificação do Responsável Técnico pelo Projeto Nome: Crislene Rodrigues da Silva Morais Cargo: Coordenadora da Incubadora Universitária de Empreendimentos Econômicos Solidários (IUEES/UFCG) Número de Telefone com DDD: (83) 2101.1708 e (83)2101.1172 Número de Celular com DDD: (83) 8726.8929 e (83)9382.1112 E-mail: [email protected]; [email protected] UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS II - Descrição do Projeto 5. Justificativa. Além das implicações ambientais, este Projeto foca a questão social porque envolve diretamente um seguimento da sociedade que tira seu sustento do desperdício e dos materiais descartados por grupos sociais mais privilegiados da sociedade de consumo. Por tanto qualquer solução no campo da coleta, triagem e destinação dos resíduos sólidos terá, para ser justa, de levar em consideração aqueles homens e mulheres, famílias inteiras que excluídos da sociedade, que sobrevivem da catação de resíduos recicláveis, em depósitos, lixões a céu aberto e à margem das vias públicas, nas periferias de pequenas, médias e grandes cidades do País e, principalmente do Nordeste, do Estado da Paraíba e da Região Metropolitana de Campina Grande. O número daqueles que vivem nesta atividade “marginal da economia” é bastante expressivo e encontra a vocalização de seus interesses no Movimento Nacional dos Catadores, segundo o qual, existem cadastrados no País, cerca de 800 mil trabalhadores e trabalhadoras neste ramo de coleta, triagem, classificação e beneficiamento de materiais recicláveis. Este movimento reconhece, no entanto, que há um percentual muito grande, deste total, que realiza suas atividades de forma isolada ou em família, nos lixões e ruas dos municípios brasileiros. Estaria, então aqui, a sua maior vulnerabilidade: na incipiente organização social, no processo e na comercialização. Isto também faz com que as ações governamentais de apoio a categoria e conquistadas às duras penas pelas próprias organizações populares dos catadores, só atinjam as parcelas que se encontram organizadas em associações e cooperativas, mesmo que ainda organizadas de forma precária. Esta é a realidade de Campina Grande e de sua região metropolitana formada por 23 municípios, comportando cerca de 700 mil habitantes. Só Campina Grande, município-sede da RMCG, conta com cerca de 400 catadores e catadoras de materiais recicláveis, no entanto uma parcela bastante reduzida destes participa de duas cooperativas formalizadas (COTRAMARE e CATAMAIS) e as quais, ainda representam certa vulnerabilidade em termos de organização do processo e dos cooperados. Estas duas organizações não congregam mais que 10% destes catadores identificados. Organizados e retirados do lixão da cidade, estes não tardaram a ser substituídos por outras famílias e indivíduos isolados devido ao agravamento do desemprego e pelo fato de Campina Grande ser um pólo de atração de migrantes do vasto Nordeste semiárido. Daí por que este Projeto é algo estratégico no sentido de apoiar os catadores e catadoras não organizadas. Acrescente-se, que a precariedade dos meios de vida deste seguimento e que tem como base o próprio lixo da sociedade que os exclui tem sido um fator que dificulta a sua organização: não somente fatores de identidades deterioradas e de sentimentos de inferioridade e baixa autoestima, entre outros, é significativa a competição entre eles e deles com os grupos de interesses que transformam o lixo em negócio rentável. Portanto, é grande o desafio de organização dos mais excluídos deste seguimento através de uma estratégia de busca ativa. Esta estratégia abarcada pelo presente Projeto coloca-se, portanto, na perspectiva do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal, o qual reconhece à imensa dívida social que o País contraiu com cerca de 16,2 milhões de brasileiros e brasileiras que sobrevivem em situação de extrema pobreza. Destes, 9,6 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS milhões estão no Nordeste e concentrados no Semiárido, e cerca de 600 mil estão na Paraíba, conforme os dados oficiais. Deste total no país, valendo o mesmo para a Paraíba, 51% tem menos de 16 anos e 40% têm menos de 14 anos. Além dos desafios organizativos; outro desafio tirar esses jovens da extrema pobreza e das adversidades e vulnerabilidades a que estão sujeitos; entre eles a violência (homicídios) os quais coloca a Paraíba no ranque do sexto lugar no País, com 1.452 casos em 2010. Certamente Campina Grande e os demais 22 municípios de sua Região Metropolitana para enfrentar tais problemas de pobreza e exclusão social estão a depender do Governo Federal, já que a grande maioria de suas receitas depende dos repasses do FPE, FPM e os programas federais no campo da educação, da saúde e da assistência social. Para se ter uma ideia, só no Município de Campina Grande, cerca de 40 mil famílias depende do programa Bolsa Família e outros programas sociais do Governo Federal. Nesse sentido o Projeto aqui apresentado tem a importância de propor ações que beneficiem esse seguimento mais pobre e excluído e representado no caso pelos 400 catadores e catadoras de resíduos sólidos identificados e outros ainda não identificados e que o serão através do processo de busca ativa que estamos nos propondo. Soma-as a estes os catadores dos outros 22 municípios da Região Metropolitana de Campina Grande, que representa mais de 400 individuo-os, se consideramos que no mínimo podem ser identificados 20 por municípios, cuja população, em todos eles representa menos de 50 mil habitantes. No total, conforme os dados estatísticos do IBGE, de 2010, a população da Região Metropolitana de Campina Grande (RMCG) é de cerca de 700 mil pessoas (687.545 pessoas). Isto pode significar a produção diária de cerca de 700 toneladas de lixo por dia, do qual provavelmente esses 800 trabalhadores de materiais reutilizáveis e recicláveis buscam sobrevivência, sem contar com os atravessadores, comerciantes e as indústrias recicladoras. Portanto, neste universo diverso, em termos de atores sociais e de interesses, o nosso foco será os catadores excluídos, marginalizados das políticas públicas, inclusive das políticas sociais (educação, moradia, saúde, etc.). Só indiretamente grupos de catadores organizados nas cooperativas serão beneficiados, já que já estão sendo apoiados e tendo acesso as benesses das ações do Estado e das entidades da sociedade civil organizada. Estes nos servirão de experiências que favorecem a aprendizagem e servem de espelho e guia por onde possam mirar e se orientar a grande maioria ainda desorganizada e excluída. Por outro lado essas cooperativas de catadores já existentes se beneficiarão na medida em que outros grupos também se organizem no sentido de fortalecimento econômico, social e político, podendo ser organizadas redes de comercialização, consórcios, bolsas de materiais, unidades e cadeias produtivas. Esses 02 grupos organizados pré-existentes já estão sendo beneficiados, por exemplo, pelo Decreto 5.940/2006, que institui a coleta seletiva nos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta e sua destinação às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis; a alteração, por parte da Lei 11.445, do XXVII do Art. 24 da Lei 8666/93, que dispensa a licitação na contratação de associações e cooperativas para a coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos, desde que compostas por pessoas físicas de baixa renda. A conquista mais recente no campo legislativo, e provavelmente a mais significativa para os Catadores, foi a sanção e a regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, no ano de 2010, com a inclusão das cooperativas e associações de catadores como parte significativa da lei, estando presentes inclusive entre os objetivos e instrumentos da Política, no Plano Nacional de Resíduos sólidos e também nos planos estaduais e municipais (Lei 12.305/10). A polêmica lei materializa as conquistas do setor, mas somente abrange grupos organizados e formalizados. Eis a necessidade de organizar os excluídos da própria Lei como é proposta deste Projeto. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 6. Objetivos. 6.1. Objetivo geral: Organizar os catadores de materiais recicláveis da região metropolitana de Campina Grande/PB, na perspectiva da economia solidária, visando à inclusão socioeconômica destes trabalhadores, através de ações de sensibilização, formação e assessoramento, contribuindo assim para o desenvolvimento local. 6.2. Objetivos específicos: Objetivo específico 1: Objetivo específico 2: Objetivo específico 3: Identificar, sensibilizar e mobilizar catadores e catadoras de materiais recicláveis desorganizados e excluídos das políticas sociais de combate à pobreza, numa perspectiva de organização autogestionária, visando à melhoria das condições de trabalho e renda. Proporcionar a formação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, em temáticas como: Economia Solidária, Autogestão, Cooperativismo, Associativismo, Educação Ambiental, Coleta seletiva, Reciclagem e Reaproveitamento de Materiais. Assessorar tecnicamente os catadores e catadoras de materiais recicláveis na constituição de empreendimentos econômicos UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Objetivo específico 4: Objetivo específico 5: Objetivo específico 6: Objetivo específico 7: Objetivo específico 8: solidários. Adquirir equipamentos para estruturação dos grupos de catadores e catadoras dos municípios envolvidos, ampliando assim as oportunidades de trabalho e geração de renda. Estimular a criação de redes de cooperação entre os catadores e catadoras de municípios com maior proximidade geográfica, fortalecendo a coleta seletiva e a comercialização dos materiais recicláveis. Buscar parcerias com os gestores públicos dos municípios envolvidos, para a inclusão dos catadores e catadoras de materiais recicláveis na gestão integrada dos resíduos sólidos, em atendimento a Lei 12.305/2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sensibilizar os gestores públicos e a sociedade civil para garantia do acesso às políticas públicas pelos catadores e catadoras de materiais recicláveis, de forma a assegurar a estes o direito aos serviços de saúde, educação, cultura, lazer e proteção. Promover a visibilidade dos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis, junto à sociedade, com a criação e manutenção de site na internet, além da produção de vídeos institucionais e material gráfico informativo e educativo. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 7. Metas. Meta 1: Identificação, sensibilização e mobilização de aproximadamente 200 catadores e catadoras de materiais recicláveis, dos municípios e distritos, que fazem parte da região metropolitana de Campina Grande, no estado da Paraíba, numa perspectiva organizacional. Realização de Seminários de Planejamento. Meta 2: Formação de pelo menos 200 (duzentos) catadores e catadoras, com a realização de oficinas (Coleta Seletiva, Reciclagem e Reaproveitamento de Materiais), cursos (Economia Solidária, Cooperativismo e Associativismo) e palestras (Educação Ambiental, Legislação sobre Resíduos Sólidos e Primeiros Socorros). Meta 3: Assessoramento jurídico, contábil, técnico e pedagógico aos empreendimentos econômicos solidários dos catadores e catadoras de materiais recicláveis incubados pela IUEES/UFCG. Meta 4: Estruturação do espaço físico para coleta, triagem, prensagem e acondicionamento de materiais recicláveis, visando estruturar e fortalecer os grupos de catadores e catadoras dos municípios envolvidos. Meta 5: Criação de 01 (uma) rede de cooperação dos catadores e catadoras de municípios envolvidos, com objetivo de fortalecer a coleta e a comercialização dos materiais. Meta 6: Estabelecimento de parcerias com os gestores públicos, a fim de garantir a participação dos catadores na gestão integrada dos resíduos sólidos produzidos em 09 (nove) municípios da região metropolitana de Campina Grande. Meta 7: Sensibilização dos gestores públicos e da sociedade, a fim de garantir o exercício da cidadania aos catadores e catadoras de materiais recicláveis, em cada um dos UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS municípios envolvidos. Meta 8: Divulgação do trabalho dos catadores de materiais recicláveis, com objetivo de informar a sociedade sobre a nova forma de organização do trabalho dos catadores, bem como envolvê-la nas atividades referentes à coleta seletiva. Meta 9: Avaliação do Projeto. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 8. Atividades e cronograma de execução. Meta Meta 1 Meta 2 Atividade Início Atividade 1.1 Contratação de equipe para realizar 09/2012 mapeamento das experiências de trabalho dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, nos municípios e distritos da região metropolitana de Campina Grande. Atividade 1.2 Contratação de equipe para realizar 10/2012 diagnóstico e quantificação dos resíduos sólidos gerados nas localidades envolvidas. Atividade 1.3 Realização de reuniões e oficinas para 09/2012 sensibilização e mobilização dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, nos municípios e distritos envolvidos. Término 12/2014 Atividade 2.1 Realização de 02 (duas) oficinas sobre: Coleta 05/2013 Seletiva; Reciclagem e Reaproveitamento de Materiais. Cada oficina terá carga horária de 8 horas e contará com a participação de 25 catadores em cada. Atividade 2.2 Realização de 03 (três) cursos sobre: Economia Solidária; Cooperativismo e Associativismo, com carga horária de 8 horas e 25 participantes em cada. 12/2014 12/2014 12/2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Atividade 2.3 Realização de 03 (três) palestras sobre Educação Ambiental, Legislação sobre Resíduos Sólidos e Primeiros Socorros, com carga horária de 8 horas e 25 participantes em cada. Meta 3 Meta 4 Meta 5 Meta 6 Atividade 3.1 Contratação de equipe (jurídica, contábil, técnica e pedagógica) para assessorar os grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis na constituição de empreendimentos econômicos solidários. Atividade 4.1 Aquisição de equipamentos para coleta, triagem, prensagem e acondicionamento de materiais recicláveis, visando estruturar e fortalecer os grupos de catadores e catadoras dos municípios envolvidos. Atividade 5.1 Realização de reuniões trimestrais para à mobilização dos catadores e catadoras de materiais recicláveis visando a formação de uma rede de cooperação que venha fortalecer a coleta e a comercialização dos resíduos. Atividade 5.2 Realização de 02 (dois) seminários, com carga horária de 16 horas e com a participação de 240 pessoas em cada, para formação e discussão sobre a rede de cooperação. Atividade 6.1 Reuniões semestrais com os gestores públicos, a fim de garantir a participação dos catadores na gestão integrada dos resíduos sólidos. Atividade 6.2 Formação dos gestores municipais para implantação da Agenda Ambiental da 06/2014 12/2014 09/2012 09/2015 03/2013 12/2014 09/2012 12/2014 06/2013 12/2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Meta 7 Atividade 7.1 Meta 8 Atividade 8.1 Atividade 8.2 Atividade 8.3 Meta 9 Atividade 9.1 Administração Pública – A3P, garantindo assim que os resíduos gerados nestas repartições sejam doados aos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis. O curso terá carga horária de 8 horas, com participação dos catadores e gestores de cada município (30 participantes). Realização de 02 (duas) palestras com aproximadamente 50 participantes (os gestores públicos, catadores e a sociedade), a fim de garantir aos catadores e catadoras de materiais recicláveis o direito as políticas públicas. As palestras terão duração de 4 horas/cada. Contratação de serviços gráficos para produção de material educativo/informativo, que abordem as temáticas e ações desenvolvidas neste projeto. Contratação de serviço para construção e manutenção de site na internet, com objetivo de informar a sociedade e envolvê-la nas atividades desenvolvidas pelos grupos de catadores. Contratação de serviço para produção de vídeo, com objetivo de informar e mobilizar a sociedade e envolvê-la nas atividades desenvolvidas pelos grupos de catadores. Realização de Seminários de Avaliação com a equipe técnica e os parceiros do projeto. 09/2012 12/2014 09/2012 09/2015 09/2012 09/2015 09/2012 09/2015 09/2012 09/2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 9. Metodologia. Este projeto buscará envolver os catadores e catadoras de materiais recicláveis, de 09 (nove) municípios e distritos que compõem a região metropolitana de Campina Grande/PB. As atividades serão desenvolvidas em etapas distintas, mas que se sobrepõem em alguns momentos, estas etapas serão: sensibilização e mobilização; mapeamento e diagnóstico, formação e capacitação, aquisição de equipamentos; assessoria e acompanhamento; registro e avaliação. a) Sensibilização e Mobilização As experiências demonstram que o sucesso de projetos sociais envolvendo comunidades, se deve basicamente as relações interpessoais que se constrói ao longo do desenvolvimento das atividades, logo, é de fundamental importância à realização de ações que visem à sensibilização do grupo. No primeiro momento será apresentado o projeto aos catadores e catadoras de materiais recicláveis, as autoridades (Associações, Cooperativas, Empresas, Governo Municipal e Estadual, entre outros) e a sociedade civil, objetivando mobilizar, despertar interesse, estabelecer contatos e firmar parcerias. Em seguida serão realizadas palestras e reuniões com os catadores e catadoras de materiais recicláveis de cada município, para integração, sensibilização e organização, visando à melhoria das condições de trabalho e renda. Paralelamente, acontecerão palestras com os gestores públicos e a sociedade civil, com finalidade de sensibilizá-los e envolvê-los, de forma a garantir aos catadores e catadoras de materiais recicláveis o acesso às políticas públicas. b) Mapeamento e Diagnóstico Para o desenvolvimento destas ações optou-se por uma pesquisa de campo, com abordagem analítica dos dados, qualitativa e quantitativa, privilegiando como instrumentos de pesquisa: a observação participante, questionários com questões fechadas, entrevistas estruturadas e semiestruturadas. Para o mapeamento serão elaborados e aplicados questionários junto aos catadores e catadoras de materiais recicláveis, objetivando diagnosticar o perfil socioeconômico, cultural e empreendedor das famílias, bem como as potencialidades locais. Os resultados poderão contribuir UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS na proposição de uma forma de organização autogestionária (Empreendimento Econômico Solidário), que resultará na inclusão socioeconômica destes trabalhadores. Também será realizada a quantificação e identificação dos resíduos sólidos gerados nos municípios e distritos, pelo processo de “quarteamento”, de acordo com a Norma da ABNT (NBR 10.007: 2004). Este diagnóstico servirá para elaboração dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e viabilizará a implantação da coleta seletiva nos municípios envolvidos. c) Formação e Capacitação Nesta etapa terá inicio as oficinas, palestras e cursos de formação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, em que serão abordadas as seguintes temáticas: Coleta Seletiva, Reciclagem e Reaproveitamento de Materiais, Economia Solidária, Cooperativismo e Associativismo, Educação Ambiental, Legislação sobre Resíduos Sólidos e Primeiros Socorros. Estas atividades acontecerão nos municípios envolvidos, e o material didático utilizado será preparado de acordo com o nível de instrução dos catadores e catadoras. Se durante o desenvolvimento desta etapa, for identificada a necessária de abordagem de outros temas, estes poderão ser incluídos. Com objetivo de garantir que os resíduos sólidos gerados nas repartições públicas (municipal, estadual e federal) sejam doados aos catadores e catadoras de materiais recicláveis, em atendimento ao que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), serão realizadas atividades de formação para gestores e funcionários do município, para implantação da Agenda Ambiental da Administração Pública - A3P. d) Aquisição de Equipamentos Nesta etapa serão realizadas as aquisições através de licitação pública e pregões dos equipamentos (computadores, data show, automóvel, entre outros) que darão suporte as atividades do projeto (diagnóstico, mapeamento, capacitação, assessoria e acompanhamento), bem como possibilitará a estruturação dos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis, melhorando as condições de trabalho (fardamentos, EPIs, automóveis de pequeno porte, prensas para plástico e para papel, bags e ferramentas no geral) e ampliando as oportunidades de geração de renda. e) Assessoria e Acompanhamento UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Esta etapa compreende o processo de incubação ou assessoria permanente que se caracteriza pela interação e acompanhamento das atividades nos empreendimentos autogestionários. Este acompanhamento cotidiano é a base para a identificação das demandas e planejamento das estratégias que serão adotadas pelo grupo. Apesar de não serem lineares as estratégias de ação para o processo de incubação podem ser as seguintes: Assessoria Permanente Realização de visitas regulares aos empreendimentos ou grupos, observando seu cotidiano, identificando e/ou recebendo demandas e definindo em conjunto as estratégias (formação, elaboração de projetos, etc.) que atendam as demandas. Permanência de contatos com instituições públicas e privadas no intuito de contar com apoios adicionais, quando necessário, ao desenvolvimento dos empreendimentos econômicos solidários (EES). Incubação Acompanhamento contínuo (com visitas regulares ou de acordo com a demanda) de caráter interdisciplinar. Realização de formação permanente, a partir da identificação das demandas ou o seu encaminhamento a partir da articulação de parcerias. Sensibilização Trabalhar os conceitos básicos para formação em autogestão e Economia Solidária e sensibilizar para a importância do conhecimento, fazendo uso de recursos didático-pedagógicos na apresentação de informações, como cartilhas, vídeos, animações, entre outros. De documentos fundamentais (como Estatuto Social, Regimento Interno e os livros de registro financeiro); Da produção ou serviço prestado e das ferramentas que podem auxiliar e melhorar esses produtos ou serviços; Do negócio em si, o que implica em conhecer o mercado, as cadeias produtivas, e outros itens semelhantes e a importância do planejamento como base para o desenvolvimento do negócio; Dos princípios que norteiam a Economia Solidária e seus reflexos na vida do trabalhador, tanto em âmbito do doméstico, como no ambiente de trabalho; (importância de cuidar da saúde, o respeito ao meio ambiente, às relações de gênero, étnicas e familiares, as atitudes frente ao mercado, etc.); Aprofundamento Trabalhar a formação, sobretudo no âmbito da gestão dos empreendimentos, a fim de promover o uso de ferramentas que possam auxiliar a gestão do negócio, e da produção/prestação de serviço. Esse tipo de formação não se restringirá apenas aos que vão administrar o empreendimento, porque se trata de empreendimento autogestionário, onde a visão de conjunto do empreendimento e a rotatividade nas funções administrativas UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS devem ser uma realidade e as decisões devem ser tomadas por todos. Quanto menos concentradas estiverem as informações, quanto mais os conhecimentos estiverem disseminados entre os trabalhadores, mais harmônicas tenderão a ser as relações dentro do empreendimento. O acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis agrega práticas orientadoras para a geração de trabalho e renda, com assessoramento técnico, bem como orientações sobre trabalho coletivo e cooperativo, que contribui para o desenvolvimento da cidadania, visando à autogestão com inserção eficiente e ativa dos empreendimentos econômicos solidários no mercado de trabalho. f) Registro e Avaliação Serão registradas em vídeos, fotografias, listas de presença e relatórios todas as ações realizadas durante o desenvolvimento do projeto, como forma de valorizar a participação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, bem como de avaliar o andamento das atividades propostas. Como resultado das oficinas, cursos e palestras serão elaborados cartilhas e folders com objetivo de promover a visibilidade dos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis, junto à sociedade, além de envolvê-la nas atividades desenvolvidas pelos grupos. A equipe técnica e os representantes dos catadores e catadoras de materiais recicláveis participarão de eventos nacionais e internacionais com o objetivo de divulgar as experiências vivenciadas e os resultados obtidos. Os alunos de graduação e pós-graduação envolvidos no projeto irão elaborar publicações e monografias como forma de disseminar o conhecimento construído ao longo do desenvolvimento do projeto. A equipe técnica responsável pela gestão do projeto é multidisciplinar e formada por docentes, com experiência consolidada em ensino, pesquisa e extensão. Estes profissionais atuam com grupos de catadores do lixão de Campina Grande há cerca de seis anos, em projetos de pesquisa e extensão aprovados por diversos órgãos de fomento (CNPq, MEC/Cidades, MEC/SESu). Os projetos desenvolvidos com estes trabalhadores resultaram em monografias e dissertações que foram defendidas junto ao curso de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais, da UFCG. Como resultado deste trabalho foi instalado no Bairro do Mutirão, próximo ao lixão de Campina Grande, a Unidade de Beneficiamento e Reciclagem de Vidros que atende a um empreendimento econômico solidário formado por catadoras (CAVI - Habilidades Manuais). A equipe também atua na área de empreendimentos econômicos solidários, e em 2008, criou com apoio do PRONINC 2007, a INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS – IUEES/UFCG, com sede na UFCG, que assiste UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS à vários empreendimentos da região. Também foi aprovado em 2010, um curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos com Ênfase em Economia Solidária, no Semiárido Paraibano, nos 07 (sete) Campus da UFCG. Logo se percebe a experiência acumulada dos profissionais envolvidos no projeto (a Equipe da Incubadora IUEES/UFCG; do núcleo da UNITRABALHO da UFCG e os docentes do Curso de Especialização e de Extensão em Economia Solidária) que irão contribuir para realização e o sucesso das atividades propostas. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 10. Resultados Esperados. Resultado 1: Mapeamento as experiências de trabalho dos catadores e catadoras de materiais recicláveis, nos municípios e distritos da região metropolitana de Campina Grande. Resultado 2: Diagnosticar e quantificação dos resíduos sólidos gerados nas localidades envolvidas. Resultado 3: Formação de pelo menos 250 catadores e catadoras, na perspectiva da economia solidária. Resultado 4: Incubação pela IUEES/UFCG de empreendimentos econômicos solidários de catadores e catadoras de materiais recicláveis. Resultado 5: Estruturação e fortalecimento dos grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis dos municípios envolvidos, com a aquisição de equipamentos para coleta, triagem, prensagem e acondicionamento. Resultado 6: Fortalecimento da coleta e a comercialização dos materiais recicláveis com a criação de rede de cooperação dos catadores e catadoras de municípios envolvidos. Resultado 7: Participação dos catadores na gestão integrada dos resíduos sólidos produzidos em 15 (quinze) municípios da região metropolitana de Campina Grande, através de parcerias firmadas com os gestores públicos. Resultado 8: Sensibilização de gestores públicos e da sociedade, como forma de garantir o direito a cidadania aos catadores e catadoras de materiais recicláveis. Resultado 9: Implantação da Agenda Ambiental da Administração Pública - A3P, nos municípios envolvidos. Resultado 10: Produção de material gráfico informativo e educativo, vídeo e criação de site na internet, Resultado 11: Publicação dos resultados obtidos durante a realização do projeto em anais, revistas e periódicos de circulação nacional e internacional, sobre economia UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS solidária e áreas afins. 11. Informações complementares sobre o projeto. Não serão necessárias, pois já foram explicitadas nos outros itens. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS III - Participantes e Abrangência do projeto 12. Histórico e situação socioeconômica do território e da população a ser beneficiada. Campina Grande tem população de aproximadamente 400 mil habitantes (IBGE, 2010) e agrega em seu entorno uma zona metropolitana de 23 municípios, com população estimada de 687.545 mil habitantes, esta cidade é considerada a mais dinâmica do Nordeste e a 6ª mais inovadora do País (Gazeta Mercantil, 2007). Polariza a microrregião do Compartimento da Borborema, que é composta por 60 municípios, onde vivem cerca de mais de um milhão de habitantes espalhados em cinco microrregiões do Estado (Agreste da Borborema, Brejo Paraibano, Cariri, Seridó e Curimataú). Além disso, regiões de Estados vizinhos que buscam Campina Grande para abastecer-se em seu tradicional e dinâmico comércio e setor de serviços. Localizada bem no interior do Nordeste, está equidistante dos principais centros urbanos e capitais nordestinas, sendo cortada pelo principal eixo rodoviário que liga o Nordeste a Amazônia (BR 230) e as demais BR’s que cortam a região e o País no sentido Norte-Sul e Leste-Oeste, como é o caso da BR 101 e a BR 405. Além disso, a duplicação da BR 230 no trecho que liga Campina Grande a João Pessoa tem sido uma das mais recentes conquistas. Outras conquistas em termos de infraestrutura dos últimos 10 anos têm sido a reforma e modernização do Aeroporto João Suassuna e instalação do gasoduto da PB-Gás, reduzindo tempo, distancias, economizando divisas e barateando produtos. Entretanto, é preciso modernizar e ampliar a função da Rede Ferroviária Federal que liga Campina Grande ao Porto de Cabedelo (PB) e ao Porto de SUAPE, em Pernambuco, e mesmo à Transnordestina, dando acesso a Oeste de Pernambuco, Ceará, Piaui e Maranhão. Para tanto é importante dinamizar e investir nos Pólos Agroindustriais do Sertão (Sistema Mãe D´água/Coremas, da região de Souza e em outros); na mineração do Cariri, Seridó e Curimataú, entre outras potencialidades e iniciativas já em curso e produtoras de riqueza e de sobrevivência para o nosso povo. Outro investimento dos últimos anos foi o Projeto Transposição do São Francisco, integrando-o à bacia do Piranhas-Açu (o Eixo Norte) e integrando-o a Bacia do Paraíba (o Eixo Leste), UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS perenizando todo trecho que compreende as bacias dos açudes de Boqueirão e Acauã, cortando todo Cariri Paraibano. Faltam-nos, entretanto, ainda, iniciativas que transformem esse Projeto em oportunidades de geração de emprego e renda. Um projeto desses representa uma das formas de compatibilizar potencialidades existentes e oportunidades geradas, construindo bases e sinergias necessárias ao desenvolvimento do Compartimento da Borborema e da Zona Metropolitana de Campina Grande. Investimentos em termos de economia de escala, e a própria ampliação da capacidade instalada e das oportunidades geradas pelo Parque Tecnológico da Paraíba, associado a outras iniciativas, tais como esta no campo ambiental, pode representar não só a superação dos efeitos de mais de 25 anos de estagnação econômica, pelo menos até o Governo Lula, mais que sejam inclusivas de grande parcela da população, que vive com menos de US$ 75,00 /mês. Já vimos que o Nordeste detém 51% dos 16,3 milhões do Programa Brasil Sem Miséria e que essa população excluída em cerca de 40% tem menos de 19 anos de idade. Dado importante: a maioria dos excluídos está no Semiárido. Cerca de 600 mil estão na Paraíba. E o mais agravante: os altos índices de violência da Paraíba e que atinge a faixa etária em apreço chega a colocá-la no sexto lugar dos Estados mais violentos do País. Só em Campina Grande, entre janeiro a julho de 2011, foram registrados 149 homicídios. Este fato deve está relacionado à pobreza extrema que reina, por exemplo, em cidades como Campina Grande que polariza não só em seu entorno dezenas de municípios do Semiárido de três estados Nordestino (RN, PE, CE e a própria Paraíba, mais também migrantes que buscam nas cidades maiores da Região, esperança para sobreviverem e mudarem a “sorte” dos filhos. Não à toa, dados oficiosos dão conta de que existem cerca de 400 famílias que, de uma maneira e de outra têm no lixão à céu aberto de Campina Grande, e em outras lugares onde se deposita lixo, a sua principal fonte de sobrevivência. Não à toa, que no Lixão /também à céu aberto de Lagoa Seca, cidade da Região Metropolitana de Campina Grande, foram detectados em visita técnica, 47 pessoas adultas coletando materiais descartados, fora crianças e animais como porcos e cachorros. Daí a necessidade de um processo de BUSCA ATIVA, para identificar, mapear, retratar e propor soluções inclusivas, de humanização como diria Paulo Freire, destas dezenas e centenas de pessoas que podem ser identificadas e que foram proibidas de ser gente, interditadas no corpo e no espírito de ser cidadãs UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS portadoras de direitos. É a partir dessa gente em situação de extrema pobreza que vamos chegar as questões ambientais, que envolve os lixões e outros lugares de catação de materiais descartados, que queremos atingir os 23 municípios da RMCG, priorizando aqueles que se distancia num raio de 15 km do Município-sede de Campina Grande, por razões estratégicas tais como viabilidade de custos e oportunidades de propostas e projetos comuns e consórcios intermunicipais. Já é sabido que em termos ambientais, atividades de coleta seletiva e a destinação adequada de resíduos sólidos e outras ainda estão a ser feitos, bem como, a complementação das redes de macrodrenagem e da rede de esgotamento sanitário. 13. Abrangência do projeto. O projeto abrangerá 09(nove) municípios, dentre os 23 (vinte três) que compõe a região metropolitana de Campina Grande, na Paraíba, que são: Massaranduba (12.910 hab.), Alagoa Nova (28.482 hab.), Montadas (4.990 hab.), Puxinanã (12.329 hab.), São Sebastião de Lagoa de Roça (11.041 hab.), Fagundes (11.409 hab.), Riachão do Bacamarte (4.264 hab.), Serra Redonda (7.064 hab.) e Pocinhos (17.020 hab.). Em todas estas localidades a forma disposição final dos resíduos sólidos são lixões a céu aberto. 14. Público-alvo do projeto. Este projeto terá como beneficiários diretos aproximadamente 250 (duzentos e cinquenta) homens e mulheres, que sobrevivem da catação de materiais recicláveis, de 09 (nove) municípios da região metropolitana de Campina Grande, na Paraíba. Destes, mais de 80% vivem em situação de pobreza extrema, e não estão adequadamente organizados em empreendimentos econômicos solidários, os 20% restante encontram-se em situação de pobreza, vulnerabilidade e de trabalho precário. Em diagnóstico preliminar realizado pela equipe executora, foi possível identificar que a população de catadores da região é formada basicamente por jovens e adultos (83%), sendo cerca de 60% deste percentual, constituído por jovens, isto se justifica por ser uma atividade braçal, que demanda de grande esforço físico. Entre os catadores e catadoras, 77% UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS possuem renda mensal inferior a um salário mínimo, 21% apresentam renda que varia de R$ 240,00 a R$ 360,00, e apenas 2% conseguem perfazer renda superior a um salário mínimo, o que evidencia a pobreza extrema em que vive a maioria deles. Os catadores retiram do lixo, plásticos, papéis vidros e metais para venda, além de levarem para casa comida, roupas, calçados, brinquedos e utensílios domésticos. A maioria não demonstra nenhuma perspectiva de melhoria de qualidade de vida, nem desejam trabalhar sempre como catadores, no entanto ressaltam a enorme dificuldade de conseguirem uma inserção no mercado (capitalista) de trabalho, já que a maioria não possui nenhum tipo de formação, que os qualifique a desenvolver outras atividades. Alguns catadores nunca exerceram outras funções, e foram induzidos a catar resíduos ainda criança, levados pelos pais ou pela necessidade de sobrevivência. A situação destas pessoas é extremamente cruel, pois trabalham expostas a vetores transmissores (moscas, ratos, baratas, escorpiões, cobras, etc.) de doenças que habitam o lixo, além de sofrerem mutilações, correm risco de vida. Os catadores são muitas vezes impedidos de exercer seus direitos de cidadão, e terem acesso a educação, lazer, moradia, saúde e afeto, além de conviverem com a marginalidade, a prostituição e o uso indevido de drogas, sem qualquer perspectiva de um futuro digno. A coleta informal de resíduos sólidos urbanos representa para alguns uma alternativa de sobrevivência. Esta realidade é um reflexo do processo de exclusão social decorrente do atual modelo econômico que se caracteriza pela sistemática redução da oferta de trabalho e pelo surgimento de um contingente crescente de desempregados. 15. Número de entidades beneficiárias do projeto por tipo. Tipos de entidades beneficiárias Número de Universidade Federal de Campina Grande Entidades Universidade Federal da Paraíba Beneficiárias Universidade Estadual da Paraíba (Entidade de Apoio e Fomento) N° Diretos 03 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Grupos de catadores e catadoras de materiais recicláveis (Empreendimento Econômico Solidário) Órgão Governamental – Política Pública de Economia Solidária Total 09 10 22 IV - Caracterização da Entidade Proponente 16. Origem e histórico da Entidade. A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), criada pela Lei No. 10.419 de 09/04/2002 nasceu como uma das mais importantes instituições federais de ensino superior das regiões Norte e Nordeste do país. Sua criação ocorreu a partir do desmembramento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), reconhecida como uma das maiores entre as instituições de ensino superior, não apenas pelo seu tamanho, mas pelo padrão de qualidade expresso em termos de ensino, pesquisa, extensão e produção acadêmico-científica. A UFCG é tributária do desenvolvimento alcançado pela UFPB, nos seus 49 anos de existência marcados por uma história de sucesso. A missão da UFCG é "Realizar atividades de ensino, pesquisa e extensão, à base do planejamento estratégico participativo da vida acadêmico-administrativa institucional, visando o progresso científico, tecnológico, cultural e socioeconômico local, regional e nacional, na perspectiva do desenvolvimento sustentável, da integração com a sociedade e do exercício da cidadania". A Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, composta de sete campi, situados nas cidades de Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Cuité, Sumé e Pombal. Possui hoje um quadro docente de aproximadamente mil docentes efetivos, qualificados ou em processo de qualificação, e um universo em torno de quinze mil alunos vinculados. Ao longo da história das unidades que ora compõem a UFCG, a inclusão social e o desenvolvimento econômico da região sempre estiveram em destaque nos projetos e ações da universidade. Por essa e outras razões é que a UFCG se destaca no cenário nacional. Entre UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS outros pontos que podem ser considerados, a UFCG se torna pioneira na região por ser a primeira universidade federal do interior nordestino; por possuir uns centros tecnológicos de excelência no interior nordestino e ter todas as condições para qualificar mão de obra para atender às demandas da indústria, serviços, setor público estadual e municipal, contribuindo com o progresso da região. Pelo acima exposto, A UFCG é referência para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, da educação, das artes e da cultura no Estado e na Região Nordeste. 17. Objetivos e programas desenvolvidas pela Entidade Proponente. A Pró-Reitoria de Ensino tem como objetivo planejar, coordenar e acompanhar todas as atividades de graduação da UFCG, expedindo normas e instruções de natureza regulamentar destinadas a assegurar a normalidade e o melhor desempenho das atividades didáticas no âmbito do ensino de graduação, além de acompanhar a execução de seus programas acadêmicos e de autorizar a expedição de registro de diplomas de graduação. Cabendo-lhe ainda supervisionar, em articulação com a PRPG, com a SEPLAN e com a SRH, a execução da política de pessoal docente. Atualmente esta pró-reitoria desenvolve programas de Monitoria, Mobilidade Acadêmica, PEC-G, PEC-RP, PIANI, PET, PROLICEN, entre outros. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão – PROPEX, da Universidade Federal de Campina Grande vem desenvolvendo o trabalho de extensão, colocando-se no mesmo patamar acadêmico da pesquisa e do ensino, buscando construir um saber e um conhecimento que priorize as demandas sociais, a convivência com o Semiárido e o desenvolvimento sustentável das comunidades com as quais temos construído parcerias e desenvolvido ações extensionistas. A PROPEX/UFCG trabalha com base no Plano Nacional de Extensão, o qual compreende a Extensão Universitária como prática acadêmica que interliga a universidade nas suas atividades de ensino e de pesquisa com as demandas sociais, e deve estar voltada para a formação do profissional cidadão, se credenciando cada vez mais junto à sociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS desigualdades sociais existentes. Entre os princípios que regem a Extensão Universitária na UFCG estão: o desenvolvimento de projetos estruturantes, portadores de mudanças que potencializem respostas às demandas sócio-culturais dos municípios do Estado da Paraíba, especificamente, dos municípios que abrigam os campi universitários que compõem a UFCG (Campina Grande, Patos, Pombal, Sousa, Cajazeiras, Cuité e Sumé); o Estímulo à elaboração de projetos integrados em grandes programas institucionais, que privilegiem grupos e populações socialmente relevantes, diversificando fontes de financiamento; a qualificação acadêmica e cidadã. Há na UFCG, atualmente, 18 programas de pós-graduação stricto sensu, distribuídos entre 5 de seus centros (CH, CCT, CSTR, CTRN, CEEI), com cursos que abrangem todo o espectro das áreas do conhecimento humano. Os cursos, a localização e o conceito CAPES encontram-se nas Tabelas 1 e 2. Os cursos de pós-graduação lato sensu (especialização e aperfeiçoamento) da UFCG encontram-se na Tabela 3. Tabela 1. Cursos de Mestrado CAMPUS CURSO Campina Grande Engenharia Agrícola Engenharia Civil Ciência e Engenharia de Materiais Engenharia Elétrica Engenharia Química Ciência da Computação Linguagem e Ensino Matemática Meteorologia Física CONCEITO CAPES 5 4 4 6 3 4 3 3 5 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Patos Recursos Naturais Ciências Sociais História Medicina Veterinária de Pequenos Ruminantes Sistemas Agrosilvo-Pastoris do Semi-Árido Ciências Florestais e Ambientais 4 4 3 4 3 3 Tabela 2. Cursos de Doutorado CAMPUS CURSO Campina Grande Engenharia Agrícola Engenharia de Processos Engenharia Elétrica Engenharia Química Meteorologia Recursos Naturais Ciências Sociais Ciência da Computação Ciência e Engenharia de Materiais Patos Medicina Veterinária de Pequenos Ruminantes CONCEITO CAPES 5 3 6 4 5 5 4 4 4 4 Tabela 3. Cursos de Especialização CAMPUS CURSO Campina Grande XIX Educação - Práticas e Processos Educativos Desenvolvimento Sustentável para o Semiárido CENTRO CH CTRN UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Patos Cajazeiras XX Educação- Gestão Educacional Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas Saúde Mental Economia Solidária e Autogestão Saúde Publica Veterinária Educação Ambiental e Sustentábilidade Estudos Literários Língua Portuguesa e Linguística Análise Geoambiental do Semiárido CH CH CCBS CH CSTR CSTR CFP CFP CFP Entre os cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, convêm destacar a existência do novo curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos com Ênfase em Economia Solidária no Semiárido Paraibano, que acontecerá nos 07 (sete) Campi da UFCG, a partir de outubro de 2011, e cujo objetivo é capacitar profissionais para a pesquisa, assessoria e gestão de empreendimentos socioeconômicos solidários, como forma de possibilitar aos educandos da EJA e a comunidades a apropriação de novas formas de geração de trabalho e renda de maneira sustentável e solidária. 18. Projetos e ações realizadas e resultados alcançados. Entre os principais trabalhos de extensão desenvolvidos pela UFCG, podemos destacar os que pertencem aos dois programas institucionais de extensão: O PROBEX - Programa de Bolsas de Extensão e o PIBIAC – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação ArtísticoCultural, além outros com parceria do Governo Federal. No PROBEX, por exemplo, são desenvolvidos diversos projetos de extensão universitária que contribuem para a geração de trabalho e renda entre os quais se podem destacar os relacionados na Tabela 1, por trata-se de temáticas do interesse deste edital. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Tabela 1 – Projetos/Programas aprovados no âmbito do PROBEX/UFCG nos últimos anos. Título do Projeto Coordenador Período de 2007 - 2008 Instalação de unidade de beneficiamento de materiais vítreos Crislene Rodrigues da para os catadores de resíduos vítreos de Campina Grande/PB. Silva Morais Incubação de Empreendimentos Solidários na Região de Ângela Maria Metri Tejo Campina Grande Educação ambiental: capacitação e Sensibilização Lisiane Navarro de Lima Resíduo hospitalar: Diagnóstico, sensibilização e capacitação Luciana de Figueiredo dos colaboradores do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – Lopes Lucena ISEA Reciclagem e reutilização de papel: uma alternativa para a Belquice de Assis Nobre geração de renda Santos Oficinas em escolas públicas para confecção de brinquedos Abdon da Silva Meira pedagógicos com materiais reutilizáveis. Filho Desenho Industrial: Oficinas temáticas para mães de baixa Marconi Luiz França renda Projeto, construção e monitoramento de um bioreator de Veruschka Escarião resíduos sólidos urbanos em nível de pesquisa acadêmica e Dessoles Monteiro inserção de alunos do ensino médio Coleta e caracterização dos resíduos sólidos gerados na UFCG Maria Eunice Villarim de - Campus I e sensibilização da comunidade acadêmica na Farias Leite problemática da desigualdade social e responsabilidade ambiental Projeto Fênix: coleta seletiva e artesanato reciclado Ramilton Marinho Costa Período de 2009 - 2011 Instalação de Unidade de Beneficiamento de Materiais Vítreos Crislene Rodrigues da UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS para os Catadores de Resíduos Vítreos de Campina Grande/PB – Parte II Apoio ao desenvolvimento local: Assentamento Santa Cruz Capacitação de Mulheres em Assentamentos Rurais em Sossego/PB na Perspectiva de um Desenvolvimento Local Fortalecimento e Incubação de Empreendimentos Econômicos Solidários como Alternativa para o Desemprego e Exclusão Social na Paraíba. Integração das Práticas da Economia Solidária na Educação de Jovens e Adultos na Paraíba Capacitação de Mulheres em Assentamentos Rurais em Sossego – PB na Perspectiva de um Desenvolvimento Local – Parte II Capacitação dos Catadores de Resíduos Sólidos na Confecção de Produtos Artesanais: Inclusão Social e Sustentabilidade Silva Morais Ângela Maria Metri Tejo Crislene Rodrigues da Silva Morais Crislene Rodrigues Silva Morais da Lenilde Mérgia Ribeiro Lima Crislene Rodrigues da Silva Morais Norma Maria de Oliveira Lima/ Crislene Rodrigues da Silva Morais A Educ(ação) Ambiental para inclusão social na cidade de Ricélia Maria Marinho Pombal: um destaque para as ações da Associação dos Sales Catadores de Materiais recicláveis Pacto Ambiental da UFCG com a sociedade: Implementação Gustavo de Alencar da Coleta Seletiva no CFP/UFCG – Cajazeiras Figueiredo Apoio ao Desenvolvimento Local e Sustentavel dentro dos Leiliam Cruz Dantas Principios da Economia Solidária: a Cooperativa Agreste Paraibano – COOPAP Coleta e caracterização dos resíduos sólidos gerados na UFCG- Luiza Eugênia da Mota campus I: sensibilização da comunidade acadêmica da Rocha Cirne problemática socioambiental Além destes, a Universidade Federal de Campina Grande tem participado e conseguido aprovação de projetos de extensão da UFCG em editais do Governo Federal, dentre os quais se UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS podem destacar: PROEXT SESU/MEC – (2005) INCUBAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS NA REGIÃO DE CAMPINA GRANDE Coordenadora: Ângela Maria Metri Tejo. Este projeto objetivou promover a formação de empreendimentos de economia solidária no município de Campina Grande, como forma de geração de trabalho e renda, desenvolvendo, junto às populações beneficiadas a prática autogestionária e o espírito empreendedor, através de cursos de qualificação profissional continuada. Tratou-se de um projeto interdisciplinar sobre o “Mundo da Economia Solidária”, que tem como princípio a indissociabilidade da pesquisa, do ensino e da extensão. Prende-se ao preceito de que o ensino e a pesquisa não podem estar desvinculados do fazer da extensão. PROEXT– MEC/CIDADES (2006) CAPACITAÇÃO DOS CATADORES PARA TRIAGEM, BENEFICIAMENTO E RECICLAGEM DE RESÍDUOS VÍTREOS O MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE PB Coordenadora: Profª Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais Este projeto objetivou promover a inclusão social e a melhoria nas condições de trabalho e renda dos catadores da COTRAMARE (Cooperativa de Trabalhadores de Materiais Recicláveis), através da sensibilização e capacitação dos mesmos para que pudessem desenvolver suas habilidades de forma segura e consciente, junto à Unidade de Beneficiamento de Materiais Vítreos (UBMV), que funciona no bairro do Mutirão, em Campina Grande-PB. EXTENSÃO DA COLETA SELETIVA AOS BAIRROS PEDREGAL E BELA VISTA Coordenador: Prof. Dr. Marx Prestes Barbosa A UFCG congrega, em sua infra-estrutura física, salas de aulas, laboratórios, secretarias, bibliotecas, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS cantinas, restaurantes, instituições bancárias, sindicatos, dentre tantos outros geradores de materiais recicláveis. O Fórum Municipal do Lixo e cidadania realizou e tem realizado ações para sensibilizar a comunidade para a gestão dos Resíduos sólidos, fortalecendo com ações a cooperativa COTRAMARE. Os resíduos coletados na UFCG são repassados para a cooperativa que comercializa e incrementa a renda dos catadores. PRONINC (2007) PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS / IUEES - UFCG Coordenadora: Profª. Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais Este teve com objetivou instalar a Incubadora de Universitária de Empreendimentos Econômicos Solidários da Universidade Federal de Campina Grande, visando desenvolver a incubação e o fortalecimento de empreendimentos autogestionários, com a finalidade de gerar trabalho e renda, inclusão sócio-econômica dos trabalhadores, através de ações de sensibilização, capacitação e assessoramento, de forma a integrar ensino, pesquisa e extensão, promovendo o desenvolvimento local e regional. MEC/SESu (2009) CAPACITAÇÃO DAS MULHERES DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO MUNICÍPIO DE SOSSEGO/PB NA PERSPECTIVA DE UM DESENVOLVIMENTO LOCAL Coordenadora: Profª. Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais Esta pesquisa visa investigar e avaliar a participação ativa nas práticas cotidianas das mulheres dos assentamentos rurais de São Luís, Padre Assis, Santo Antônio e Sombrio, do município de Sossego, da Paraíba, discutindo posturas e temáticas sobre: meio ambiente, sustentabilidade, auto-gestão, saúde, educação e cultura. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS MEC/DPEJA/SECAD (2010) INTEGRAÇÃO DAS PRÁTICAS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA PARAÍBA Coordenadora: Profª. Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais Este projeto tem como objetivo promover a integração dos conhecimentos e práticas da Economia Solidária na Educação de Jovens e Adultos, na Paraíba, através da articulação entre os diversos atores envolvidos em atividades de formação e produção de material pedagógicoformativo e de apoio didático de EJA/Economia Solidária, como forma de possibilitar aos educandos da EJA e a comunidades a apropriação de novas formas de geração de trabalho e renda de maneira sustentável e solidária. MTE/SENAES (2010) FORTALECIMENTO E INCUBAÇÃO DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS COMO ALTERNATIVA PARA O DESEMPREGO E EXCLUSÃO SOCIAL NA PARAÍBA Coordenadora: Profª. Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais Que objetiva expandir e fortalecer o processo de incubação de empreendimentos econômicos solidários, visando à inserção social e econômica dos setores excluídos do mercado de trabalho, a partir da valorização do protagonismo das camadas populares, da autogestão e do fortalecimento da cidadania. MCT-INSA/CNPq/CT-Hidro/Ação Tranversal (2010) PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU E EXTENSÃO EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS COM ÊNFASE EM ECONOMIA SOLIDÁRIA NO SEMIÁRIDO PARAIBANO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Coordenadora: Profª. Dra. Crislene Rodrigues da Silva Morais A UFCG através das unidades acadêmicas (Matemática, Desenho Industrial, Engenharia Química, Engenharia de Materiais, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, entre outras) do Centro de Ciências e Tecnologia, desenvolve também vários projetos em parceria com a PETROBRAS, CNPq, FINEP, FAPESq/PB e outros órgãos de fomento. Com o exposto é notória a capacidade técnica e científica instalada na Universidade Federal de Campina Grande, para realização desta proposta. 19. Área geográfica de atuação institucional e característica do público-alvo da Entidade Proponente. Sendo uma das mais importantes universidades federais do país, a UFCG reafirma o seu compromisso histórico com o desenvolvimento da Paraíba e do Nordeste. Alguns resultados do resgate desse compromisso são notórios. Em todos os estados do Nordeste e do Norte do país é expressiva a contribuição dos profissionais graduados e pós-graduados no desenvolvimento das atividades do setor produtivo, nos órgãos do setor público, nas universidades e no exercício das profissões liberais em geral. É, também, reconhecida a elevada importância das atividades do ensino de pós-graduação e pesquisa, para o que há de relevante na região nordestina em termos de produção científica e tecnológica. A UFCG está inserida em um dos estados mais pobres do Nordeste que, como se sabe, é a região menos desenvolvida do Brasil e detentora dos piores níveis mundiais de atraso socioeconômico e de condições de vida da população. A Paraíba não utilizou plenamente a sua capacidade produtiva de seus recursos naturais e de capital produtivo, capazes de lhe servir como uma próspera base econômica. É de se deduzir, portanto, que o desenvolvimento socioeconômico da Paraíba dependa UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS fundamentalmente de um amplo e eficiente processo de educação do seu povo. Seguramente, formar recursos humanos de boa qualidade e gerar e difundir conhecimentos científicos e tecnológicos é a estratégia essencial para o desenvolvimento paraibano. Nesse contexto, o papel da Universidade é da maior relevância. Primeiro, para dar conta da formação de pessoal da mais alta qualificação, inclusive para coordenar e dinamizar os outros níveis de ensino. Depois, para assegurar o suporte adequado de ciência e tecnologia indispensável ao desenvolvimento estadual. A UFCG com sua ampla estrutura operacional revela-se apropriada à integração com o desenvolvimento local, regional e nacional. Urge, portanto, envidar maiores esforços no sentido de uma maior atuação, procurando encontrar resposta sobre o que fazer para uma maior integração com o desenvolvimento socioeconômico da Paraíba. Desde sua criação, a UFCG conta com a estrutura multicampi. A cidade de Campina Grande, sede da Reitoria, conta com o Centro de Humanidades (CH), o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Engenharia Elétrica e Informática (CEEI), Centro de Tecnologia e Recursos Naturais (CTRN) e Centro de Ciências Tecnológicas (CCT). Em Cajazeiras situa-se o Centro de Formação de Professores (CFP), em Sousa, o Centro de Ciências Jurídicas e Sociais (CCJS), em Patos, o Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR), em Pombal, Centro de Ciências e Tecnologia Alimentar (CCTA),em Cuité, Centro de Educação e Saúde (CES) e em Sumé, Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA). Ao longo da história das unidades que ora compõem a UFCG, a inclusão social e o desenvolvimento econômico da região sempre estiveram em destaque nos projetos e ações da universidade. Por essa e outras razões é que a UFCG se destaca no cenário nacional. Entre outros pontos que podem ser considerados, a UFCG se torna pioneira na região por ser a primeira universidade federal do interior nordestino; por possuir centros tecnológicos de excelência no interior nordestino e ter todas as condições para qualificar a mão-de-obra para atender às demandas da indústria, serviços, setor público estadual e municipal, contribuindo com o progresso da região. Pelo acima exposto, A UFCG é referência para o desenvolvimento da ciência e tecnologia, da educação, das artes e da cultura no Estado e na Região Nordeste. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS 20. Infraestrutura física. A Incubadora de Empreendimentos Econômicos Solidários da Universidade Federal de Campina Grande – IUEES/UFCG tem como sede a cidade de Campina Grande/PB, e funciona em espaço físico próprio de aproximadamente 90m2, construído pela UFCG para este fim, no período de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, no Campus de Campina Grande (Figura 1). Atualmente encontra-se em processo de licitação a ampliação da IUEES, com a construção de mais duas salas, sendo uma para capacitação e outra para reuniões com os empreendimentos incubados. A UFCG disponibiliza ainda, salas para realização de capacitações e de um Centro de Extensão, com auditório para até 300 pessoas, que poderá ser utilizado nos eventos, seminários e outras atividades que necessitem de um espaço maior. Figura 1 - Vista frontal e vista lateral direita da incubadora IUEES/UFCG Figura 2 - Equipamentos e mobiliários/sala de reunião e secretaria da IUEES/UFCG UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Neste sentido, esta proposta apresenta todas as condições necessárias ao seu desenvolvimento, no entanto requer auxílio financeiro para continuidade de suas ações de acompanhamento, assessoria e capacitação dos grupos e/ou empreendimentos incubados, de forma a auxiliar na construção da autonomia, na articulação com políticas públicas e na promoção do desenvolvimento local no estado da Paraíba. 21. Perfil da equipe técnica que terá atuação direta no projeto. A equipe executora desta proposta será interinstitucional (UFCG, UFPB e UEPB) e multidisciplinar (ciências sociais, humanas e exatas) composta de docentes, com experiência em pesquisa, gestão e execução de projetos de extensão, além de técnicos administrativos e discentes bolsistas e voluntários (graduação e pós-graduação). No Quadro 1 estão apresentadas algumas informações como: nome, titulação, formação, instituição e função de cada membro da equipe de execução do projeto da IUEES/UFCG. Quadro 1 - Equipe Técnica da IUEES/UFCG UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Nome Função na equipe Tempo de Dedicação h/semanal UFCG Coordenadora 8 UFCG Pesquisador 8 Pesquisadora 4 UEPB Pesquisadora 4 UFPB Pesquisadora 4 UFCG Colaboradora 2 UEPB Colaboradora 2 UEPB Colaboradora 2 UEPB Colaboradora 2 Aluna Pós-Graduação Aluno Pós-Graduação 8 Área de formação/ Instituição Titulação Crislene Rodrigues da Química Industrial Silva Morais Doutora Ciências Sociais Severino José de Lima Doutor Norma Maria de Lic. em Química Oliveira Lima Mestre Engenharia Djane de Fátima Química Oliveira Doutora Engenharia Maria do Socorro Química Lopes Cavalcanti Mestre Engenharia de Lenilde Mérgia Materiais Ribeiro Lima Doutora Ângela Maria Ciências Sociais Cavalcanti Ramalho Mestre Walesca Silveira de Administração Lira Doutor Engenharia Soraya Alves de Química Morais Doutora Joseanne de Lima Design Sales Graduada Sérgio Ricardo Alves Ciências Contábeis Morais Graduado UFCG UFCG UFCG 8 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Alderiza Veras Cavalcante Tamer de Oliveira Ramos Arllyson da Cunha Morais Couro e Tanantes Graduada Informática Informática UFCG UFCG UFCG Aluna Pós-Graduação Técnico Administrativo Técnico Administrativo 8 40 40 22. Capacidade técnica, administrativa e operacional para a consecução do objeto. Pelas informações contidas nos itens anteriores, pode-se observar uma longa caminhada, em projetos que envolvem atividades de formação com catadores e catadoras de materiais recicláveis (de 2005 até 2011), desenvolvidos no âmbito da UFCG e da Incubadora IUEES/UFCG, como exemplo: Instalação de unidade de beneficiamento de materiais vítreos para os catadores de resíduos vítreos de Campina Grande/PB; Reciclagem e reutilização de papel: uma alternativa para a geração de renda; Instalação de Unidade de Beneficiamento de Materiais Vítreos para os Catadores de Resíduos Vítreos de Campina Grande/PB – Parte II; Capacitação dos Catadores para Triagem, Beneficiamento e Reciclagem de Resíduos Vítreos o Município de Campina Grande - PB Capacitação dos Catadores de Resíduos Sólidos na Confecção de Produtos Artesanais: Inclusão Social e Sustentabilidade, entre outros. Pode-se também elencar diversas experiências ao longo destes últimos anos, em incubação de empreendimentos econômicos solidários, que já aconteceram ou estão em andamento na IUEES/UFCG e Núcleo da UNITRABALHO: Projeto de Implantação de Incubadora Universitária de Empreendimentos UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Econômicos Solidários / IUEES – UFCG; Incubação de Empreendimentos Solidários na Região de Campina Grande (UNITRABALHO); Fortalecimento e Incubação de Empreendimentos Econômicos Solidários como Alternativa para o Desemprego e Exclusão Social na Paraíba (IUEES – UFCG); Integração das Práticas da Economia Solidária na Educação de Jovens e Adultos na Paraíba (IUEES – UFCG); Apoio ao Desenvolvimento Local e Sustentável dentro dos Princípios da Economia Solidária: a Cooperativa Agreste (UNITRABALHO); Pós-Graduação Lato Sensu e Extensão em Educação de Jovens e Adultos com Ênfase em Economia Solidária no Semiárido Paraibano (IUEES – UFCG). Além destas ressaltamos também as experiências em projetos de educação ambiental, coleta seletiva e reaproveitamento e reciclagem de resíduos sólidos, como: Educação ambiental: capacitação e Sensibilização; Resíduo hospitalar: Diagnóstico, sensibilização e capacitação dos colaboradores do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – ISEA; Extensão da Coleta Seletiva aos Bairros Pedregal e Bela Vista; Coleta e caracterização dos resíduos sólidos gerados na UFCG - Campus I: sensibilização da comunidade acadêmica da problemática socioambiental; Projeto Fênix: coleta seletiva e artesanato reciclado. Citamos apenas os projetos nos quais os coordenadores fazem parte da equipe técnica desta proposta, e pelo exposto é notória a capacidade técnica e científica instalada na Universidade Federal de Campina Grande na Incubadora IUEES/UFCG, o que garante a consecução deste objeto. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE INCUBADORA UNIVERSITÁRIA DE EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS Campina Grande, 12 de Abril de 2014 _______________________________________