Educação
& Oportunidade
Uma publicação do Senac
edição 5 - segundo semestre / 2013
Complete seu time
o Senac prepara profissionais para o mercado de
trabalho visando os grandes eventos esportivos
Entrevista
Necessidade de
qualificação contínua
Ensino Superior
Prêmio Internacional
de Produção Contábil
Apresentação
Compromisso com
a Copa de 2014
Chegamos à quinta edição da revista Educação e
Oportunidade comemorando o momento ímpar que
o Brasil vivencia em sua história. Sem dúvida, o país
está no centro das atenções no mundo, principalmente quando o assunto é futebol. Depois de sediar a Copa
das Confederações, estamos em contagem regressiva
para a Copa do Mundo da Fifa de 2014.
O cenário não poderia ser melhor para o setor do
comércio de bens, serviços e turismo. Milhares de turistas estrangeiros vão desembarcar por aqui com grandes
expectativas e potencial para consumo. Mas é preciso
saber receber esse público com excelência, por isso
capacitação é a palavra de ordem neste momento. E o
Senac está de portas abertas para que os empresários
possam capacitar seus colaboradores, afinal somos referência em termos de qualificação profissional.
Convidamos o leitor para saborear, nas páginas desta revista, as contribuições do Senac para o país da Copa.
Nosso foco principal é qualificação de mão de obra para
receber com padrão de excelência os turistas do mundo
inteiro. Mas o objetivo não é ser referência apenas para
a Copa do Mundo. Queremos ser reconhecidos como
instituição inovadora na área educacional. No futuro, poderemos contemplar com orgulho o imenso legado de
profissionais preparados para o mercado de trabalho.
Desejo a todos uma ótima leitura!
Luciano de Assis Fagundes
Diretor Regional do Senac
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
3
Sumário
8
Aldo Rebelo fala à Educação
e Oportunidade sobre a
importância da capacitação
e as novas oportunidades
para o Brasil
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4
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
De olho nas
oportunidades, o Senac
oferece qualificação
profissional para atender
os grandes eventos
internacionais
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Sempre atento ao mercado,
Senac lança cursos inovadores.
Introdução ao Estudo da Cerveja
Apresentação
Compromisso com a Copa de 2014 03
Editorial
Nossa contribuição para o
país do futebol
07
Curtas
12
Artigo
Ensino/Aprendizagem de Língua Inglesa
no PRONATEC/COPA – EMPRESA:
uma experiência colaborativa
16
20
Relatos de pesquisas
Formação continuada
Diamantina muito além das fronteiras 26
18
Técnico
O instrutor e ex-aprendiz
Ítalo Carvalho tem hoje a
missão de ensinar, motivar
e inspirar os alunos de
Aprendizagem Comercial
Viagens por terras e letras
28
Artigo
TURISMO É BUSINESS: do conceito
ao negócio
30
Artigo
Mobilidade urbana e a Copa do
Mundo 2014 no Brasil: os impactos
do evento na transformação e
melhoria do transporte de pessoas
na cidade-sede de Belo Horizonte
34
Em Ação
Ações para uma sociedade inclusiva 36
Aumentando o time
38
Aluno e professor do curso
de Ciências Contábeis
recebem prêmio
internacional
32
Opinião
Bola na Trave não Altera o Placar
39
Alunos
Busca pela capacitação
40
Dicas
42
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
5
Expediente
Publicação semestral do Senac, instituição
integrante do Sistema Fecomércio MG e
Sindicatos.
PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL
Lázaro Luiz Gonzaga
DIRETOR REGIONAL
Luciano de Assis Fagundes
DIRETOR REGIONAL ADJUNTO
Dimitri Lara de Oliveira
SUPERINTENDENTE EDUCACIONAL INTERINO
Francine Pena Povoa de Melo Reis
SUPERINTENDENTE FINANCEIRO
Jairo Gonçalves da Silva
MEMBROS DO CONSELHO EDITORIAL
Thaisa Almeida Galvão Pimenta
Maria do Carmo Vidal Bastos
Franciane Rodrigues Bretas Machado
Vanilde Lopes Muniz
Priscila Azevedo Batista
Raquel Soares de Amorim
Tiago da Costa Carvalho
COLABORADORES
Ana Roberta da Cruz
Márcia Araújo Misson
PROJETO GRÁFICO E EDITORIAL
Prefácio Comunicação
www.prefacio.com.br
REDAÇÃO
Marina Alves - (MG 09768 JP)
Beatriz Maciel - (MG 18503 JP)
REVISÃO E EDIÇÃO
Ana Cristina de Faria Chaves
DIAGRAMAÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA
Alex de Souza Carvalho
FOTOS
Fernando Machado/ Estúdio 53, Wérica Diniz,
Assessoria Ministério do Esporte, Senac DN,
Franciane Rodrigues, Alex de Souza, arquivo
pessoal.
IMPRESSÃO
EGL Editores Gráficos Ltda
As opiniões expressas nos artigos assinados
são de estrita responsabilidade de seus
autores.
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Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Francine Pena Povoa de Melo Reis
Superintendente Educacional
Interina do Senac
Editorial
Nossa contribuição
para o país do futebol
“A Pátria em Chuteiras.” A frase de Nelson
Rodrigues, escritor, dramaturgo e jornalista
brasileiro, e apaixonado por futebol, virou título
de um de seus livros de crônicas sobre futebol e novamente vem à tona com a realização
da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 aqui no
Brasil, inclusive com jogos na capital mineira.
O país é a bola da vez e se prepara para se destacar dentro e fora de campo no ano que vem.
Estádios modernos foram construídos – incluindo a reforma do Mineirão, na Pampulha –,
novos hotéis estão surgindo e muitas obras são
realizadas pensando na mobilidade urbana.
Mas não basta investir apenas em infraestrutura. Sabemos que não adianta termos o mais
belo estádio do mundo, hotéis cinco estrelas e
restaurantes renomados se não soubermos receber com qualidade os turistas estrangeiros. É
preciso investir pesado na capacitação de profissionais que vão ter contato com esse público internacional, seja o taxista, a camareira, o garçom
ou o policial militar. Nesse cenário, podemos
dizer que o Senac em Minas marcou um gol de
placa! Estamos desenvolvendo, desde 2010, com
a Copa do Mundo da África do Sul, ações para
contribuir com o país.
Nesta edição da revista Educação e Oportunidade, a quinta que lançamos com muito
carinho, trabalhamos justamente a importância da capacitação para receber um evento internacional de grande porte como a Copa do
Mundo. Nossa matéria de capa revela as medidas que o Senac está realizando para contri-
buir com o país, seja o portfólio diferenciado,
que vai desde qualificação profissional à pós-graduação, parcerias com governos, adesão
ao Pronatec Copa, entre outros.
Na seção entrevista, o Ministro do Esporte,
Aldo Rebelo, ressalta uma pesquisa que revela o quanto os turistas estrangeiros e nacionais ficam satisfeitos com a qualidade dos
serviços e com a hospitalidade. Aldo considera que temos mão de obra qualificada, mas
precisamos seguir capacitando os trabalhadores. Dessa forma, é fundamental a atuação
do Senac na ampliação de programas de desenvolvimento profissional.
Quando a bola rolar em junho de 2014,
teremos a certeza de que contribuímos para
a qualificação da mão de obra, para receber
os cerca de sete milhões e meio de turistas
estrangeiros previstos. E o que é melhor, teremos cumprido nossa missão de reescrever
histórias e transformar nossa sociedade.
Temos orgulho de capacitar profissionais
para atender com competência as oportunidades de emprego que já surgiram e vão surgir até o evento internacional e de deixar um
legado de bons profissionais que vão usufruir
dessa herança depois da Copa do Mundo.
Boa leitura!
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
7
Entrevista
“Capacitação e
novas oportunidades
para o Brasil”
Quem é
José Aldo Rebelo
Figueiredo é nascido
em Alagoas, escritor e
jornalista, formado pela
universidade paulista
Gama Filho. Com mais
de 30 anos de trajetória
política, tendo sido eleito
seis vezes deputado federal pelo estado de São
Paulo, Aldo ocupa, desde
outubro de 2011, o cargo
de Ministro do Esporte
8
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Entrevista
Profissionais
capacitados
agora, além de
se beneficiarem
diretamente da Copa
e das Olimpíadas,
vão seguir usufruindo
dessa herança.
Responsável pela coordenação
das ações dos órgãos do
Governo Federal envolvidos na
organização da Copa do Mundo
da FIFA Brasil 2014 e dos Jogos
Olímpicos e Paraolímpicos Rio
2016, Aldo Rebelo falou à revista
Educação e Oportunidade a
respeito do crescimento gerado
pela realização de grandes
eventos no país e da necessidade
de qualificação contínua da mão
de obra para atendimento ao
setor turístico. Além disso, o
ministro também destacou quais
as lições aprendidas com a Copa
das Confederações e quais serão
os benefícios e o legado deixados
nas cidades que sediarão os
próximos grandes eventos
esportivos.
Se tomarmos como exemplo
a Copa das Confederações,
qual setor carece de mais
capacitação profissional e em
que o Brasil ainda precisa se
aprimorar nesse sentido?
Pesquisas realizadas durante a Copa
das Confederações com turistas estrangeiros e nacionais mostraram que as
pessoas ficaram satisfeitas com a qualidade dos serviços e com a hospitalidade. O setor de prestação de serviços,
os hotéis, restaurantes, a rede de transporte público, os receptivos de aeroportos, as estações de trens, os portos, são
muito exigidos em grandes eventos. Já
temos mão de obra qualificada nessa
área, porém precisamos seguir qualificando os trabalhadores. Para isso,
o governo federal mantém o Pronatec
Copa, programa de qualificação de mão
de obra. Além disso, os governos estaduais, o governo do Distrito Federal e as
prefeituras também oferecem cursos de
qualificação profissional. Os trabalhadores brasileiros estão bem preparados
para oferecer bons serviços e produtos
durante a Copa e as Olimpíadas, e isso
também pode ser constatado fora dos
períodos de grandes eventos. Quem vem
ao Brasil, quase sempre volta. É claro
que temos deficiências, como a prática
de preços abusivos, ou a carência de
trabalhadores que falem outras línguas,
mas estamos trabalhando para superar
essas dificuldades.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
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Entrevista
Qual é a importância da
oferta de capacitações
pelo Sistema S
(Senac, Sesi, Sesc)
na qualificação
profissional para
atuação no mercado
que atenderá às
demandas dos grandes
eventos esportivos?
A ampliação de programas de qualificação profissional é sempre importante.
Não só em função de grandes eventos que acontecem
eventualmente no Brasil,
mas como política permanente. A capacitação é parte
fundamental do ciclo virtuoso
que começa com a realização
da Copa da FIFA e dos jogos
A ampliação
de programas
de qualificação
profissional é
sempre importante.
Não só em função
de grandes eventos
que acontecem
eventualmente no
Brasil, mas como
política permanente.
olímpicos e paraolímpicos.
O Brasil terá uma enorme
exposição com as transmissões dos jogos para o mundo
inteiro. Cada turista que circular em nossas cidades com
um telefone celular será um
potencial divulgador do que
vivenciar aqui. Além disso, os
empresários serão os maiores interessados em ter mão
de obra cada vez melhor para
aproveitar esse ciclo virtuoso.
Para a Copa do Mundo,
o país precisa capacitar
mais pessoas para
atuar nos setores
turísticos ou seria
melhor qualificar
os profissionais já
empregados?
Uma ação não exclui a
outra. Precisamos aprofundar a qualificação de quem
já está empregado e qualificar ainda mais pessoas para
atender à demanda, que será
crescente durante e depois
dos grandes eventos.
O que se pôde
aprender com a
realização da Copa
das Confederações no
Brasil?
A realização da Copa das
Confederações só reafirmou
a importância do planeja-
10
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
mento e do cumprimento de
prazos estabelecidos nos cronogramas. Quanto mais cedo
se termina uma obra, quanto mais gente se especializa
com antecedência, mais testes prévios podem ser feitos.
Na Copa das Confederações
tivemos jogos em seis estádios. Dois estádios foram
entregues no prazo pré-estabelecido, quatro tiveram
atrasos. Nestes, não houve
tempo para a realização de
testes. Entre as principais
queixas dos entrevistados
nas pesquisas feitas durante aquele torneio estavam a
qualidade e os preços dos
serviços nos estádios. Houve falta de produtos, preços
elevados, demora no atendimento. Com mais prazo, esses problemas poderiam ter
sido evitados.
Quais marcos ainda são
considerados críticos
para a realização
de grandes eventos
esportivos no Brasil?
Não há marcos críticos.
Em junho e julho tivemos a
Copa das Confederações e a
Jornada Mundial da Juventude junto à visita do Papa
Francisco. Quem veio ao
Brasil para a Copa das Confederações e os brasileiros
Entrevista
que viajaram para assistir
os jogos se manifestaram
muito satisfeitos em relação à prestação de serviços, mesmo considerando
que durante a Copa tivemos
manifestações em todas as
cidades-sede. Nenhum incidente grave ocorreu de forma a prejudicar a movimentação dos torcedores, das
delegações e muito menos
dos jogos. Na visita do Papa
tivemos três milhões de pessoas reunidas no mesmo lugar. Também ocorrendo na
maior normalidade.
Qual o total de
investimentos para
a realização da Copa
do Mundo e qual a
expectativa de retorno
desse investimento em
emprego e renda?
O total de investimentos
para a Copa do Mundo, hoje,
é de R$ 28 bilhões. A Ernest
Young, empresa de consultoria norte-americana, publicou um trabalho, em cooperação com a Fundação
Getúlio Vargas, analisando
os impactos socioeconômicos do evento. Esse estudo
revela que a Copa tem potencial de geração de 3,6 milhões de empregos. Ou seja,
a Copa pode gerar mais que
um Uruguai de empregos no
Brasil. Ainda segundo esse
estudo, para cada real investido pelo setor público, a
Copa gera R$ 3,4 de investimento do setor privado. O
BNDES, por exemplo, colocou à disposição uma linha
de financiamento para a
rede hoteleira de quase R$
1 bilhão e praticamente esgotou. Todas as sedes serão
impactadas, nesse sentido,
pela Copa de 2014.
Esse legado é
imensurável e trará
resultados em
longo prazo com
o incremento do
turismo, o aumento
dos investimentos
internacionais e
a consequente
geração de
empregos.
Qual legado esses
grandes eventos
deixará para as
cidades-sede e para
os profissionais
brasileiros?
Durante esses grandes
eventos, o país se mostra a si
mesmo e se expõe ao mundo. A audiência de televisão
durante os jogos supera os
dois bilhões de pessoas. E as
transmissões, a cobertura
das emissoras de rádio, dos
jornais, das revistas, dos veículos virtuais e as informações que cada turista pode
enviar por meio de seus tablets e telefones não se limitam aos jogos, aos estádios.
Nossas atrações turísticas,
as oportunidades de negócios, tudo será mostrado ao
mundo durante a Copa e as
Olimpíadas. Esse legado é
imensurável e trará resultados em longo prazo com
o incremento do turismo,
o aumento dos investimentos internacionais e a
consequente geração de
empregos. Profissionais capacitados agora, além de se
beneficiarem diretamente da
Copa e das Olimpíadas, vão
seguir usufruindo dessa herança. O legado mensurável
é o das obras, que deixam
nossas cidades mais seguras e confortáveis para os
turistas e, principalmente,
para quem vive aqui.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
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Curtas
Aluna de cozinha entre
as melhores do mundo
A aluna do Senac em Minas Gabriela
Melo está entre as melhores do mundo.
A jovem de 22 anos conquistou o 7º lugar
na ocupação Cozinha, na 42ª WorldSkills,
uma das mais importantes competições
do mundo na área de educação. Gabriela
ficou a 30 décimos da medalha de bronze,
com 71,53 pontos, e recebeu um diploma
de excelência, concedido aos competidores com as melhores notas. O evento
internacional foi realizado em julho, em
Leipzig, na Alemanha, com a participação
de instituições de educação profissional
de 61 países.
Gabriela estudou no Senac Barbacena e, para chegar até a Alemanha, passou pelas etapas estadual e nacional da
Olimpíada do Conhecimento. O resultado
confirma o Senac como referência em
gastronomia. “Tive ótimos professores e,
com o treinamento, fui buscando novidades e aperfeiçoando pratos para chegar
aonde cheguei.”
A 43ª edição do evento será em São
Paulo, de 11 a 16 de agosto de 2015.
Laboratório aproxima teoria
e prática empresarial
A teoria aprendida em sala de aula
ganhou um reforço de peso para os alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e de Gestão de Qualidade
da Faculdade Senac em Minas. O Laboratório de Simulação Empresarial e
Empreendedorismo (LSEE) iniciou suas
atividades no 2º semestre do ano passado com a missão de reforçar o espírito
empreendedor dos alunos. Trata-se de
uma técnica de treinamento e desenvol-
12
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
vimento gerencial, uma vez que permite
a capacitação gerencial, através da revisão e assimilação de conceitos apreendidos. “Espera-se que, através da simulação, seja possível estabelecer relações
empresariais com o ambiente externo,
levando os discentes a decidirem sobre
fatos e situações que levem ao sucesso
do empreendimento administrado por
eles”, explica o professor Leonardo de
Oliveira Leite, coordenador do LSEE.
Curtas
Tapetes temáticos transformam vidas
Um projeto desenvolvido em duas turmas do Jovem Aprendiz do Senac Araxá transformou a realidade dos alunos.
Ao perceber que os estudantes estavam
desmotivados, a orientadora do curso
Mônica Goulart propôs o Reciclando Vidas, em que restos de malhas que iriam
para o lixo se transformaram em tapetes
temáticos nas mãos dos participantes.
“Trabalho em equipe, motivação, liderança, criatividade, iniciativa, companheirismo e aumento da autoestima foram
desenvolvidos durante o projeto”, conta.
Técnico de Informática escalado
na Copa das Confederações
A Copa das Confederações, realizada em
junho no Brasil, com três jogos na capital
mineira, foi uma experiência única para
Wendel Vilaça de Assis, de 25 anos, Técnico de Informática no Senac Belo Horizonte.
Apreciador de futebol, ele foi selecionado
pela Federação Internacional de Futebol
(Fifa) para atuar como voluntário na área
de Tecnologia da Informação (TI).
O caminho foi longo até a atuação no Mineirão: inscrição, cursos, prova de inglês e
treinamento on-line e presencial. “Ajudamos
nos relatórios feitos pelas equipes de TI. Éramos os olhos da Fifa e auxiliamos os responsáveis do Comitê Organizador Local”.
A experiência foi produtiva. “Aprendi a
trabalhar com ferramentas de Workflow,
gerenciamento de projetos e equipe, tive
contato com serviços de telecomunicações
usados para conexões de internet entre
continentes”, revela Wendel, que faz questão de agradecer a todos da Gerência de
Desenvolvimento de Produtos do Senac pelo
apoio e incentivo recebido.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
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Inovação
Compromisso
com o novo
Com uma trajetória consolidada em ofertar cursos diferenciados, o Senac está sempre
atento a mudanças, avanços e transformações
sociais e mercadológicas. Com o aumento dos
anos de dedicação aos estudos pelos brasileiros,
a preocupação em disponibilizar novas opções
de capacitações tem ganho cada vez mais relevância dentro da instituição, traduzida em seu
portfólio de cursos. Atentos à missão de contribuir para o desenvolvimento social a partir
de ações educacionais inovadoras, o Senac tem
desenvolvido e disponibilizado continuamente
novas programações, como três novos cursos
inovadores, que reforçaram recentemente esse
compromisso.
O curso Mercado de Luxo tem como objeti-
O curso Introdução ao Estudo da Cerveja desenvolve
conceitos desde os ingredientes até os diferentes tipos de
copos para servir a bebida
14
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Inovação
vo desenvolver as habilidades
dos trabalhadores atuantes
nessa área, capacitando-os a
atender um público exigente
de forma diferenciada. A instituição elaborou um curso com
carga horária de 60 horas, que
engloba desde diferenciações
entre necessidade e luxo até
os processos de evolução do
consumo. “A situação econômica do Brasil atualmente nos
mostra que o mercado classe
‘A’ tem crescido e aumentado o número de pessoas com
acesso a produtos de alto valor agregado. Nesse sentido,
o Senac tem se atentado a
essas questões no momento
de elaborar novas estratégias
para atender essa nova necessidade de capacitação da mão
de obra para atuação no segmento do luxo”, afirma o assessor técnico Tiago Carvalho.
Desafio que exige empenho e
dedicação no desenvolvimento da grade. “Temos que agir
proativamente no mercado, a
fim de encontrarmos especialistas e bibliografias adequadas”, complementa o assessor
técnico André Carvalho.
Outra proposta inovadora
é o curso Organização de Casamentos. Pioneira em Minas
Gerais, a capacitação possibilita ao aluno aprender todas
as questões relacionadas ao
processo de elaboração de
um casamento, considerando as diferentes religiões e
as possibilidades de investimentos para a realização da
celebração. A proposta possibilita ao aluno se especializar
nesse tipo de cerimônia através de aulas teóricas e visitas
técnicas a espaços religiosos,
salões de festa e bufês. Além
disso, ao fazer o curso, o aluno
receberá ainda uma lista com
diferentes tipos de fornecedores e um checklist completo
com as atividades a serem
executadas durante o processo de produção do evento. A
expectativa é que a primeira
turma seja iniciada ainda em
setembro deste ano.
DE OLHO NO MERCADO
DAS BEBIDAS
Tendo em vista que Minas
Gerais é hoje considerado polo
da cerveja artesanal no país, o
curso Introdução ao Estudo da
Cerveja foi desenvolvido com o
objetivo de ampliar a discussão
a respeito do mercado, da elaboração e do consumo desse
produto. A ideia é desenvolver,
durante as 40 horas do curso, conceitos que envolvem o
mundo da cerveja, perpassando desde os ingredientes até os
diferentes tipos de copos para
servir a bebida. Por meio de
aulas conceituais e visita técnica a uma micro cervejaria, o
aluno é iniciado aos saberes
sobre o tema de forma teórica
e prática. Para a coordenadora
de educação, Micheline Martins, “o Senac está sempre um
passo à frente na concepção
de cursos inovadores. Com
pioneirismo e um olhar atento temos construído produtos
diferenciados para satisfazermos o mercado e as expectativas dos alunos”, pontua. Quem
fez o curso concorda. “Embora tenha sido considerado um
curso de ‘introdução’, a grade
teve um conteúdo amplo, dando bases sólidas para o estudo
da bebida, superando minhas
expectativas e sem deixar confuso os conhecedores apenas
da ‘loira gelada’ de boteco”,
afirmou o aluno da primeira
turma, Lucas Firmino.
DIFERENCIAL DE MERCADO
Outra inovação é incluir, no já existente curso de
Sommelier do Senac BH, um módulo prático por
meio de uma visita técnica a uma vinícola, agregando
maior valor à capacitação.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
15
Artigo
FLÁVIA DE PAULA CORRÊA
Supervisora Pedagógica – SENAC/NPE
Especialista em Administração de Sistemas de Informação – CEFET/MG
LUCIANO CÉSAR ALVES DE DEUS
Orientador de Curso – SENAC/NPE
Mestre em Estudos Linguísticos – POSLIN/FALE/UFMG
RÚBIA DE SALES SOARES
Orientadora de Curso – SENAC/NPE
Especialista em Leitura e Produção de Textos – POSLIN/FALE/UFMG
Ensino/Aprendizagem de Língua Inglesa no
PRONATEC/COPA – EMPRESA:
uma experiência colaborativa
O Núcleo de Pós-Graduação e Educação a
Distância do Senac em Minas em parceria com
o Ministério do Turismo por meio do Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), em iniciativa inédita em Belo
Horizonte, ofertou o curso Inglês Aplicado aos
Serviços Turísticos, desenvolvido pelo Senac em
Minas, aos colaboradores do Mercado Central de
Belo Horizonte. A proposta era desenvolver habilidades básicas de comunicação em Língua Inglesa
visando o atendimento aos visitantes estrangeiros
que diariamente percorrem esse tradicional ponto
turístico da cidade, e se multiplicarão em função
da Copa do Mundo de Futebol, organizada pela
FIFA, no Brasil em 2014.
As turmas que participaram dessa iniciativa
inovadora possuíam um perfil geral semelhante.
Ao analisarmos critérios educacionais, tais como
a experiência prévia de aprendizagem da Língua
Inglesa e o tempo necessário fora da sala de aula,
para rever e aprofundar as formas de comunicação
escrita e oral, constatamos que a maioria dos alunos apresentava experiências pequenas e ultrapassadas de aprendizado da língua estrangeira, com
ensino tradicional da disciplina, ou seja, focado no
ensino da gramática. Além disso, também confirmamos que devido à carga horária de trabalho dos
16
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
alunos, eles possuíam grande dificuldade em se
dedicar aos estudos fora da sala de aula.
As experiências anteriores de aprendizagem
dos alunos ocorreram dentro de uma linha comportamental de ensino/aprendizagem de línguas
em que o aprendizado se dá por meio da imitação
e memorização em um processo mecânico de
formação de hábitos. A partir dessa constatação,
adotamos uma abordagem de ensino que aliava
critérios educacionais e sociais em que o aluno
é visto como sujeito ativo, ou seja, o aprendizado está relacionado à participação ativa dele e
à interação social aluno/aluno, aluno/professor
e aluno/sociedade. Com o objetivo de executar
essa proposta, utilizamos os recursos didáticos
disponibilizados pelo Senac em Minas para que
os alunos aproveitassem ao máximo o tempo que
estavam em sala de aula.
Adotamos uma postura pedagógica de mediadores/facilitadores. Após a exposição das funções
comunicativas, os alunos produziam e apresentavam diálogos pequenos em sala de aula, sob a
nossa orientação, inclusive com a realização de
feedback logo após a apresentação de cada grupo.
Essa prática, previamente utilizada em cada sala,
foi aplicada entre as turmas, através das diversas
oportunidades em que realizamos atividades em
Artigo
conjunto. Oportunidades em que todos eram motivados a exercitar o conhecimento apresentado em
sala de aula com os demais colegas.
Nesses momentos, o aproveitamento do ambiente profissional para as interações com a Língua Estrangeira era o ponto-chave da proposta.
Os grupos de alunos foram incentivados a tratar
situações simuladas do ambiente de trabalho em
contextos ampliados. O objetivo era buscar o melhor atendimento ao público de forma a estabelecer
uma comunicação eficaz em outro idioma.
Assim, os aspectos que envolviam a prática
profissional do atendimento ao público, especialmente ao turista que busca o Mercado Central
como referência cultural e gastronômica do estado, foram amplamente abordados no contexto
prático do uso do idioma nas estratégias de ensino/aprendizagem.
Para formalizar a conclusão do curso pelos
participantes e verificar a retenção das funções e
estratégias comunicativas, conduzimos uma avaliação composta de uma parte escrita e de compreensão auditiva geral e específica. Os resultados obtidos foram analisados quantitativamente e
qualitativamente, o que nos permitiu constatar que
apesar das dificuldades específicas apresentadas,
os alunos desenvolveram habilidades comunicativas importantes durante o curso.
A partir dos resultados obtidos, redigimos um
relatório individual dos alunos e apresentamos a
eles. Essa atividade contemplou todas as etapas
do processo desenvolvido no curso pelos alunos e
possibilitou uma autoavaliação de modo que eles
estabeleceram uma relação entre o resultado final
e a avaliação realizada.
É importante enfatizar que o processo de ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira é
extenso e que a fluência em determinado idioma é
alcançada em um processo contínuo de apresentação, compreensão, uso e aperfeiçoamento de estratégias comunicativas. A experiência de ensino de
língua inglesa no PRONATEC/COPA – EMPRESA se
encaixa perfeitamente nesse modelo de aprendizagem, pois permite ao aluno se envolver ativamente
no seu aprendizado e estabelecer as conexões necessárias ao desenvolvimento de sua competência
e autonomia de estudos, que irão inserir nessa
dinâmica as etapas essenciais para a compreensão
das diversas formas de comunicação.
Essa proposta de trabalho também contou com
o professor Sérgio Lombardi, que ministrou um
seminário de extrema importância para os alunos
do Mercado Central sobre medidas e conversões, e
a supervisora Flávia Corrêa que nos apoiou desde
o início desse projeto, enfatizando que essa nova
maneira de se trabalhar com o idioma deveria utilizar práticas educativas condizentes com a formação profissional e estabelecer o diálogo com o
conhecimento por meio de atividades significativas,
ao adotar o ambiente profissional também como
ambiente pedagógico para o ensino do idioma.
Em última instância, essa experiência colaborativa realizada no Núcleo de Pós-Graduação do Senac em Minas representou para os envolvidos uma
oportunidade ímpar de desenvolvimento pessoal e
profissional, onde obtivemos resultados satisfatórios em relação ao ensino/aprendizagem da língua
inglesa. A experiência acima descrita representa,
assim, uma das ações empreendidas pelo Núcleo
de Pós-Graduação na busca para contribuir para o
desenvolvimento da sociedade brasileira, através de
um ensino de excelência, conectado com os anseios
sociais atuais.
Referências
LIGHTBOWN, P.M. & SPADA, N. How languages are learned. Oxford
University Press, 1999.
NUNAN, D. Second language teaching and learning. Heinle & Heinle
Publishers, 1999.
RICHARDS, J.C. & RODGERS. Approaches and methods in language
teaching. Cambridge University Press, 2001.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Martins Fontes, 1984.
Confira os artigos completos em
www.mg.senac.br/educacaoeoportunidade
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
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Talentos
Jovens pratas da casa
O Senac está atento a novos talentos
que surgem em sala de aula
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Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Talentos
Além de capacitar alunos para o mercado de trabalho, o Senac está atento a novos talentos
que surgem na sala de aula, e acompanha com muito orgulho aqueles que trocam o lugar
de aprendiz para o de orientador ou instrutor. Ítalo Geovani Germano de Carvalho fez o curso
de Aprendizagem Comercial e hoje está do outro lado, sendo um exemplo de motivação para
muitos jovens. Já o ex-aluno Kleverthon Christian Mendes Silva ensina uma nova profissão
para estudantes das turmas de Garçom, Barista e Barman.
“Devemos pegar as
oportunidades que temos
na vida, porque sabendo
aproveitá-las o nosso
sucesso é garantido.
Obrigado, Senac em
Minas, eu me incluo
nessa história.”
Ítalo Geovani Germano
de Carvalho
“Gosto muito do que
faço. Decidi trabalhar
como professor quando
comecei o curso de
Garçom. Fui me dedicando até chegar a essa
conquista.”
Kleverthon Christian
Mendes Silva
Quando era aluno de uma turma de Aprendizagem Comercial, Ítalo Geovani Germano de Carvalho, de 20 anos, foi chamado à mesa da orientadora Denise Bueno,
que percebeu que ele estava triste na sala de aula. O jovem explicou para ela que
passava por momentos difíceis na família e por dificuldades financeiras. E se surpreendeu com a reposta. “A orientadora me disse que via em mim um futuro promissor
e que sonhava em me ver onde ela estava, orientando os jovens aprendizes. Ela ainda
acrescentou que iria me encontrar pelos corredores do Senac como colega de trabalho”. O tempo passou e Ítalo fez outros cursos, passou a dar aulas de informática
e voltou para o Senac, justamente para lecionar, como previu sua antiga orientadora,
que, aliás, ganhou um forte abraço ao encontrá-lo no corredor. Desde o início deste
ano, Ítalo tem a missão de ensinar, motivar e inspirar os alunos de Aprendizagem
Comercial, muitos deles com uma vida marcada por dificuldades. “Levo para eles
minha história. Mesmo sendo de família simples, sem muitos conhecimentos, se
acreditarmos no nosso potencial, podemos alcançar grandes objetivos na vida, como
eu conquistei o meu de lecionar para eles. Temos que aprender a valorizar os momentos da vida”, afirma ele que se diz apaixonado pelo que faz no Senac.
Aos 18 anos, Kleverthon Christian Mendes Silva, hoje com 23 anos, trocou a cidade de Matipó, no Leste de Minas, pela capital mineira. Logo conseguiu um trabalho
como copeiro de um restaurante e quis fazer o curso de Garçom no Senac. O empenho do jovem dentro da sala de aula despertou a atenção dos orientadores, que o
convidaram para participar das Olimpíadas do Conhecimento em 2009. O resultado
confirmou a escolha. Kleverthon foi campeão mineiro da competição. Ele, então, começou a se preparar para a etapa nacional do evento. Fez curso de Barista, Barman
e Cozinheiro. Infelizmente, em razão de um problema de diferença de carga horária,
o jovem não pôde participar da competição, mas não desanimou. “Passei a ser instrutor em várias unidades do Senac no interior. E, depois de um ano, vim lecionar no
Senac BH”, conta. Há três anos, ele é orientador dos cursos de Garçom, Barista e
Barman. “Professor não ganha dinheiro no Brasil, mas o trabalho é viciante, porque
a transformação na vida do jovem é gratificante. Mudamos a perspectiva de vida dos
alunos que vêm buscar o curso. Esse acontecimento motiva qualquer trabalhador”,
sintetiza o orientador.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
19
Relatos de pesquisas
Incentivo à produção acadêmica
O desenvolvimento científico amplia conhecimento e compartilha experiências
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO:
UM ESTUDO SOBRE A ESCALA DE SERVIÇO DA FUNÇÃO DE ORIENTADOR DE
MERCADO DA CENTRAL SATURF DE GOVERNADOR VALADARES
SEBASTIÃO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR
Bacharel em Direito, formado pela Univale, em
Governador Valadares/MG. Pós-graduando em Gestão
Estratégica de Pessoas pelo Senac Minas.
E-mail: [email protected]
PATRÍCIA ANDRADE DINIZ
Professora orientadora. Mestre em
Administração. MSc. Patrícia Diniz.
E-mail: [email protected]
RESUMO: A economia mundial, as relações sociais e políticas, a tecnologia e a organização produtiva têm provocado impactantes mudanças no mundo do trabalho, com
consequências significativas na saúde e qualidade de vida
do trabalhador. Nos dias atuais, o homem tem se sobrecarregado, trabalhando em horários noturnos ou irregulares, em serviços que funcionam, ininterruptamente,
para que bens e serviços sejam produzidos. Sendo assim,
atualmente, além de razões tecnológicas e econômicas,
os turnos estão sendo introduzidos, de forma crescente,
em função do atendimento à sociedade moderna. Dessa
forma, paralelamente tem surgido o interesse de estudiosos sobre Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Alguns
estudiosos citam que os trabalhos em turnos têm sido
motivos de queixas dos trabalhadores, sendo de forma
mais expressiva nos turnos da noite. Nesse contexto,
esta pesquisa tem por objetivo analisar de que maneira
a escala de serviço da função de orientador de mercado,
que atua na Central SATURF/GV, interfere na Qualidade
de Vida no Trabalho desse profissional. Para tanto, metodologicamente, utiliza a pesquisa qualitativa, quanto à
abordagem; quanto aos fins, a pesquisa descritiva, por
meio de um estudo de caso, quanto aos meios, além da
pesquisa participante. A coleta de dados é realizada por
meio de entrevistas semiestruturadas com todos os funcionários que têm a função de orientador de mercado e o
gerente da Central SATURF/GV; sendo estes, universo e
amostra desta pesquisa. Como resultado conclui-se que
a escala de trabalho dos orientadores de mercado desta
empresa não tem grande interferência negativa na qualidade de vida desses trabalhadores.
O CPC 22 E SUA INFLUÊNCIA NO NÍVEL DE DISCLOSURE DAS
EMPRESAS DO SETOR DE CONSTRUÇÃO E ENGENHARIA
CARLOS ALBERTO DE SOUZA
Faculdade Senac Minas. E-mail: [email protected]
VANDA AP. OLIVEIRA DALFIOR
Faculdade Pitágoras. E-mail: [email protected]
RESUMO: O objetivo da pesquisa é investigar o nível de
disclosure das empresas do setor de Construção e Engenharia, listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa, em
relação às informações por segmento de acordo com as
exigências do CPC 22. Complementarmente, a proposta
abrange a exploração da associação entre o nível de disclosure e as características econômicas como tamanho,
lucro, rentabilidade e endividamento. Os dados foram coletados em maio de 2012, onde identificou-se 24 companhias abertas do setor de Construção e Engenharia que
negociam suas ações na BM&FBovespa. Utilizou-se a
técnica documental para identificar, analisar e classificar
as divulgações das informações por segmento. Poste-
20
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
riormente, foi realizada Análise de Correspondência para
verificar a associação entre a variável “Nota de Disclosure” e características econômicas das empresas, sendo
elencadas variáveis referentes a tamanho, lucro, rentabilidade e endividamento. No que tange aos resultados obtidos, verificou-se que apenas seis dos 13 itens de evidenciação constantes da métrica foram divulgados por mais
de 50% das companhias analisadas. Além disso, dessas
24 companhias, nenhuma apresentou todos os itens de
evidenciação requeridos. Desse modo, as variáveis Tamanho, Lucro, Endividamento e Rentabilidade não estão
associadas positivamente à divulgação de informação por
segmento pela entidade.
Relatos de pesquisas
LIDERANÇA E AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER SERVIDOR:
UM ESTUDO DE CASO DE UM CENTRO DE SAÚDE DE CURRAL DEL REY
GILMAR VOLMIR DE SOUZA
Graduado em Odontologia pela UFMG. Pós-graduado em
Odontologia Coletiva pela F.O.U.F.M.G. Pós-graduando
em Gestão Estratégica de Pessoas pela Faculdade Senac
Minas. E-mail: [email protected]
PATRÍCIA ANDRADE DINIZ
Professora orientadora. Mestre em
Administração. MSc. Patrícia Diniz.
E-mail: [email protected]
RESUMO: A globalização da economia e a consequente
concorrência em nível mundial exige que as organizações mantenham-se fortes nos ambientes organizacionais e em processos sociais internos, por meio de
recursos humanos interessados e compromissados.
O sucesso organizacional pode advir do cuidado com
as pessoas e do estilo ideal de liderança, tendo como
ponto importante as novas habilidades dos líderes, focadas na otimização das competências humanas e no
autoconhecimento, que conferem o desenvolvimento de
uma liderança mais eficaz, na qual o líder servidor potencializa o processo rotineiro com a ação dedicada de
liderados entusiasticamente motivados por sua pessoa.
Dentre os estilos de liderança, a Liderança Servidora é
uma opção ao escolher servir à humanidade, transcen-
dendo o mundo organizacional e fundamentando-se no
que há de melhor no ser humano. Nesse contexto, esta
pesquisa apresenta vários estilos de liderança conforme
a literatura, dando ênfase à Liderança Servidora, e busca analisar se as características apresentadas pela atual gestora do Centro de Saúde da Família (CSF) refletem
o conceito e o estilo de uma liderança servidora. Para
isso, segue uma linha qualitativa, quanto à abordagem;
exploratória e descritiva, quanto aos fins; quanto aos
meios, estudo de caso e pesquisa participante, utilizando como instrumento de coleta de dados o questionário.
Como resultado, fica evidente que todas as características da Liderança Servidora estudadas nesta pesquisa
compõem o estilo de liderar da atual gestão do Centro
de Saúde da Família.
O PROFISSIONAL COACH E AS PERSPECTIVAS DE ATUAÇÃO
NO MERCADO DE TRABALHO
POLIANE FERNANDES MATTOS MÁLTARO
Pós-graduanda em Gestão Estratégica de Pessoas Senac
Minas. Graduada em Ciências Contábeis.
E-mail: [email protected]
PATRÍCIA ANDRADE DINIZ
Professora orientadora. Mestre em
Administração. MSc. Patrícia Diniz.
E-mail: [email protected]
RESUMO: As amplas mudanças acontecidas na sociedade com a globalização acarretaram alterações
culturais, sociais e econômicas, causando um grande
intercâmbio dos mercados mundiais, resultando numa
evolução tecnológica que causou troca de conhecimentos em passo acelerado. Com todos esses fatores
acontecendo velozmente, aumentaram a rivalidade das
organizações e, como consequência, a necessidade
de inovar e criar habilidades para resistir no mercado.
Sendo assim, a transformação é um amplo desafio, e
o mercado está aberto para profissionais preparados a
ajudar pessoas a serem o que desejam com métodos
voltados para suas competências, causando impactos
positivos no indivíduo e ao seu redor, cooperando para
seu progresso. Dessa forma, o objetivo desta pesquisa
é analisar as perspectivas de atuação do profissional
coach no mercado de trabalho. Para tanto, utiliza a pes-
quisa qualitativa, quanto à abordagem; quanto aos fins,
exploratória e descritiva; quanto aos meios, assume a
forma de pesquisa de campo; em consonância com a
pesquisa bibliográfica e as entrevistas. A coleta de dados
é realizada por meio de entrevistas semiestruturadas,
além do uso da técnica Bola de Neve (Snowball). Como
resultado percebe-se que os profissionais coaches têm
clareza em sua atuação e ciência de que seu trabalho
pode transformar a vida pessoal e profissional das pessoas e têm expectativas de que este profissional possa
ser visto como um parceiro da organização e que estes
coaches possam entender a necessidade de se ter uma
formação adequada para atuar na área, visto que ainda
não há uma legislação que regulamente a profissão.
Confira os relatos de pesquisa completos em
www.mg.senac.br/educacaoeoportunidade
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
21
Capa
Os alunos do Senac
estão se qualificando
para os grandes eventos
em Minas Gerais
Que venha a
Copa do Mundo!
22
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Capa
O Brasil é a bola da vez no turismo internacional. Depois de sediar a Copa das Confederações da FIFA, em junho, e a Jornada Mundial da
Juventude (JMJ), em julho, todas as atenções
se voltam para outro grande evento mundial:
a tão esperada Copa do Mundo da FIFA Brasil
2014. Números comprovam que o país é o destino de milhares de estrangeiros. Nos últimos
cinco anos, cerca de cinco milhões de turistas
visitaram o Brasil anualmente, mas a expectativa é que esse número aumente 50% em 2014
em razão da Copa do Mundo. Essa “invasão” é
sinônimo de oportunidades em vários setores.
Estima-se que até o evento internacional, mais
de 700 mil empregos sejam criados no país nos
setores de infraestrutura, no turismo e em serviços como saúde e hotelaria. Somente no período
anterior à Copa das Confederações, o setor de
bares, lanchonetes, restaurantes e cafés abriu
três mil vagas na capital mineira.
Se as oportunidades estão surgindo, também
há a necessidade de se estar preparado para “fazer bonito” fora de campo e conquistar cada vez
mais turistas, além de melhorar a infraestrutura
e a qualidade do atendimento da população local.
Atento a esse cenário, o Senac vem desenvolvendo
uma série de ações visando preparar a população
mineira para receber os turistas que virão a Minas
Gerais. O foco principal está na qualificação de
mão de obra dos profissionais, seja dos empresários ou de seus colaboradores, para atuarem em
diversos setores da economia, como nas áreas de
Turismo e Hospitalidade, Comércio, Informática,
Gestão, Comunicação e Saúde.
“Cerca de 20% a 30% dos mais de sete milhões de turistas estrangeiros que virão ao Brasil no ano que vem devem, em algum momento
(antes, durante ou depois da Copa), passar por
Belo Horizonte, cidades adjacentes ou outro local
de Minas. É um público diferenciado, que gasta
mais, usufrui das condições da cidade, mas vai
exigir mais, pois está habituado a viajar, a lidar
com produtos e serviços de melhor qualidade e
remunerar em função disso. Não vamos esquecer nosso público local, mas vamos melhorar
nosso serviço para atingir esse cliente e, consequentemente, levar essa melhora para os consumidores locais”, explica André Luiz Carvalho,
assessor técnico da Diretoria Regional – Especialista do Eixo de Turismo do Senac.
O Senac em Minas oferece mais de 350 cursos em seu portfólio (pagos, gratuitos e in company), em diversos segmentos. Para o Mundial
de futebol, os destaques são os cursos de formação inicial e continuada, técnicos, graduação
tecnológica e pós-graduação nas áreas de Turismo e Hospitalidade. As vagas estão disponíveis
em 37 unidades distribuídas pelo Estado.
André Carvalho,
assessor técnico da
Diretoria Regional,
destaca que os
investimentos para os
eventos internacionais
irão permanecer
à disposição da
população
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
23
Capa
Ludimila Kai, gerente do Projeto
Receptividade na Copa, afirma
que a capacitação consolidase como um dos principais
legados das Copas de 2013 e
2014 ao promover tamanha
transformação social
O Senac também realizou
parcerias com os governos federal e estadual, estimulando
oportunidades de qualificação
profissional para os trabalhadores dos setores do comércio
de bens, serviços e turismo. Na
linha de frente está o Pronatec
Copa, criado pelo governo federal e que oferece cursos sob
demanda do Ministério do Turismo. São ofertados 12 cursos
do Pronatec Copa em Belo Horizonte e no interior.
24
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Além disso, há os cursos gratuitos de capacitação e técnicos
por meio do Programa Senac de
Gratuidade (PSG), que contempla estudantes com renda per
capita de até dois salários mínimos federais e que estejam
cursando ou tenham concluído
a educação básica. “Capacitação é trabalhar a pessoa não só
tecnicamente, mas também no
aspecto comportamental. Ela
sabe o que fazer e porque fazer.
Este é o papel do Senac, preparamos pessoas para essa nova
realidade”, afirma André.
Os preparativos para a Copa
começaram há alguns anos. Ainda em 2010, uma equipe do Senac acompanhou os bastidores
da Copa do Mundo da África do
Sul para conhecer os aspectos
positivos e não repetir os erros
cometidos. Essa experiência é
compartilhada através de palestras aos empresários dos setores
do comércio de bens, serviços e
turismo de Minas.
PESQUISA
Apesar das ações desenvolvidas em todas as unidades do
Senac para a Copa do Mundo,
uma situação ainda preocupa.
Uma pesquisa desenvolvida pela
Fecomércio, que entrevistou 302
empresários no comércio varejista de Belo Horizonte em maio
deste ano, para averiguar se esses empresários realizam cursos de qualificação e capacitam
seus funcionários com o objetivo
de assegurar o bom desempenho da empresa diante do mercado e das constantes inovações
e transformações, aponta que
62,5% dos empresários pretendem capacitar seus empregados para eventos de grande
porte, como a Copa do Mundo
2014. Gabriel de Andrade Ivo,
economista e responsável pela
pesquisa, ressalta que há uma
diferença entre a pretensão e a
prática. “Não podemos dizer que
as empresas não estão qualificando. Elas estão, sim, mas não
da forma que deveriam. Porque
é um evento diferenciado, inovador, que traz muito recurso
para empresa e para a atividade
econômica como um todo. E o
empresário poderia estar capacitar seu colaborador com maior
vontade”, explica Gabriel.
Segundo dados da Secretaria de Estado Extraordinária da
Copa do Mundo (Secopa), desde
2012 foram identificadas aproximadamente 15 mil pessoas
capacitadas. Ludimila Kai, gerente do Projeto Receptividade
na Copa, explica que a Secopa
tem feito um trabalho de conscientização sobre capacitação
com empresários junto às Associações e Entidades, como por
exemplo, a ABIH, Abrasel, CDL,
Acminas, com foco em ampliar
o número de pessoas capacitadas. As principais demandas
são por cursos de idiomas, e
Capa
nas áreas de turismo, bares
e restaurantes e rede hoteleira. “É a grande oportunidade
que temos de mostrar a todos
os torcedores a receptividade
mineira de forma profissional.
Precisamos estar preparados
para receber os visitantes em
todos os âmbitos e inserirmos
de vez Belo Horizonte na rota
turística nacional e internacional”, afirma Ludimila.
Ela ainda acrescenta a importância do Senac na capacitação,
que fará a diferença mesmo após
o evento internacional. “A oferta
de cursos de capacitação é tanto
uma oportunidade de crescimento profissional como também um
impulso à inserção de mão de
obra mais qualificada ao mercado de trabalho. A capacitação
consolida-se, assim, como um
dos principais legados das Copas de 2013 e 2014 ao promover
tamanha transformação social,
sendo o Senac nosso principal
parceiro dessa ação”, conclui.
O assessor técnico do Senac
André Carvalho concorda que
a mudança positiva será sentida após o evento internacional.
“Quando implementamos melhorias, seja de infraestrutura
ou melhora na capacitação dos
prestadores de serviços, passamos a perceber um melhor nível
de qualidade nas empresas. Essa
melhoria não se encerra no fim
do evento, permanece à disposição da população, no atendimento mais cortês do lojista, na
tratativa diferenciada do garçom,
no compromisso do prestador
com o cliente.”
INGLÊS FLUENTE
Integrantes das polícias Militar e Civil, do
Corpo de Bombeiros Militar e da Coordenadoria
Estadual de Defesa Civil, também estão se preparando para ser um diferencial nos eventos
aqui no Brasil. Através da parceria entre o Senac e a Secopa, 740 membros das corporações
estão participando do curso Inglês Aplicado a
Serviços Turísticos. As aulas começaram em
janeiro deste ano e vão até fevereiro do ano
que vem. Vanessa de Siqueira Lima Reis, supervisora pedagógica do Senac, explica que a
parceria surgiu com o objetivo de coordenar,
acompanhar e fiscalizar as ações e os projetos
que envolvem os aspectos de preparação para
os eventos futebolísticos que o Brasil receberá
em 2014. “É de fundamental importância essa
parceria com o intuito de preparar, capacitar e
orientar a corporação de policiais militares e
civis para atendimento eficaz aos estrangeiros
que iremos receber”, afirma.
No Senac Sete Lagoas, alunos do curso
Inglês Aplicado aos Serviços Turísticos vivenciaram a teoria vista em sala de aula em um
contexto real. Eles fizeram uma visita técnica
a uma cafeteria da cidade. O atendimento foi
realizado em inglês, já que o proprietário é
fluente no idioma. Além da conversação, o
instrutor realizou dinâmicas em inglês e os
alunos mostraram que podem sim oferecer
serviços de qualidade na Copa do Mundo.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
25
Formação continuada
Diamantina muito
além das fronteiras
Por meio do Projeto Vesperata, o Senac Diamantina capacita
profissionais envolvidos nos famosos concertos realizados
das sacadas dos casarões coloniais da cidade histórica
Desde quando ainda era chamada Tijuco, que em Tupi significa lama, Diamantina
já atraia para os garimpos bandeirantes de
todo o Brasil. Hoje, quase três séculos depois
26
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
de sua fundação, a cidade continua a atrair
a atenção de viajantes nacionais e internacionais. Mais de 150 mil turistas passeiam
anualmente pelo município.
Formação continuada
Considerando todo esse
mercado turístico que move
a cidade, o Senac Diamantina
vem buscando alinhar os cursos do portfólio às demandas
do município. Com a proposta de formar e capacitar profissionais, além de contribuir
para o sucesso dos eventos de
Diamantina, a unidade firmou
parcerias com hotéis, pousadas
e comércio local com o objetivo
de garantir que novos profissionais e trabalhadores que já
atuam nesse mercado ampliem
suas habilidades no desenvolvimento de suas atribuições.
Por meio de parceria firmada entre o Senac e o Ministério do Turismo, a unidade de
Diamantina abriu inscrições
para cinco cursos – Garçom,
Auxiliar de Cozinha, Recepcionista, Camareira e Organizador
de Eventos – pelo Programa
Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (PRONATEC). Ao todo, 465 vagas para
essas capacitações foram
ofertadas, o que movimentou
e mobilizou a cidade. Ainda visando as capacitações ligadas
ao turismo, a unidade também
ministra os cursos de Agente
de Informações Turísticas e Inglês e Espanhol Aplicados aos
Serviços Turísticos.
Já os famosos concertos
realizados das sacadas dos
casarões coloniais da histórica Diamantina agora ganham
mais com qualificação no
atendimento ao visitante. Por
meio do Projeto Vesperata, a
unidade oferece cursos que
capacitam os agentes envolvidos com as apresentações
musicais a desenvolverem
novas habilidades. A iniciativa
tem as perspectivas de possibilitar uma reciclagem dos
trabalhadores que já atuam
na rede de atendimento, além
de aumentar a motivação profissional. Antes do início das
atividades em sala, o Senac
realiza uma consultoria in loco
em cada bar e restaurante que
atendem à Vesperata, definindo estratégias para aprimorar
o atendimento e criar impactos positivos nos estabelecimentos. Além disso, também
é realizada uma consultoria
gastronômica, que visa o desenvolvimento e aprimoramento de pratos que satisfaçam e encantem os clientes.
Reconhecido como referência em educação profissional
na cidade, o Senac Diamantina
tem contribuído efetivamente
para a qualidade de atendimento ao visitante e para o su-
cesso dos eventos e das festas
organizadas no município. De
acordo com a diretora de escola da unidade, Thâmara de
Souza Goulart, as expectativas de mudanças e as novas
oportunidades são pontos centrais para a alta procura e realização das capacitações. “O
grande diferencial do Senac
Diamantina em suas atuações
tem sido o encantamento gerado nos alunos, que vislumbram novas possibilidades de
crescimento”, ressalta Thâmara. Além disso, com todas
essas ofertas, a unidade tem
contribuído para o crescimento educacional e econômico da
cidade. “Nossos alunos terminam os cursos sempre com
propostas de empregos e com
ideias de empreendedorismo
visando o desenvolvimento individual e profissional. Além
de deixar na cidade a marca
da competência do Senac em
Minas, contribuímos também
para a geração de renda de famílias, com o desenvolvimento
do turismo e a satisfação dos
visitantes”, afirma a diretora.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
27
Técnico
Viagens por
terras e letras
Assim como já nos alertava
o poeta português José Saramago para o fato de que “a
leitura é, provavelmente, uma
outra maneira de estar em um
lugar”, o Projeto Leia, Escreva
e Faça uma Viagem, desenvolvido por Valéria Faria de Alcântara, orientadora do curso
Técnico em Guia de Turismo do
Senac Belo Horizonte, possui
o objetivo de estimular a criação de roteiros para viagens
através da leitura e da escrita,
possibilitando a cognição em
relacionar linguagem oral e
escrita à prática de um guia
de turismo.
A partir dessa proposta, os
alunos escolheram lugares
inusitados ou mesmo favoritos
para descrever e elaborar textos a respeito desses espaços.
Para cada local elegido, o aluno deveria construir uma rota
de viagem e, durante o desen-
28
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
volvimento da disciplina, era
necessário que ele contasse a
história do lugar, mostrasse os
pontos turísticos, escrevesse
dicas importantes e criasse
cartazes ou outros materiais
para a propaganda do ambiente selecionado. Além disso,
para a criação das rotas turísticas, era necessária a apresentação de tipologias textuais
que contemplassem narração,
descrição, argumentação, exposição e injunção.
De acordo com o coordenador
e assessor de turismo do Senac,
Marcelo Alcântara Prates, a proposta da capacitação é preparar,
de forma diferenciada, profissionais para as exigências do segmento turístico, subsidiando-os
na aquisição de conhecimentos e
habilidades específicas da área.
“Por meio do curso, o profissional é estimulado a superar os
obstáculos que se apresentam
diante de uma nova profissão e,
através do desenvolvimento de
competências, adquire a segurança necessária para atuação
no mercado. A aplicação das
regras da comunicação oral e
escrita à prática do Guia proporcionaram ainda mais qualidade e
assertividade no desenvolvimento das competências pelo aluno”,
ressalta Prates.
OLHAR DIFERENCIADO
Foi diante do questionamento de um de seus alunos
a respeito da necessidade do
estudo de textos durante o curso de Guia de Turismo, que a
instrutora e idealizadora do
Projeto Leia, Escreva e Faça
uma Viagem, Valéria Faria de
Alcântara, começou a pensar
em estratégias para trabalhar
textos orais e escritos de forma mais agradável e eficiente.
A construção de rotas de via-
Técnico
gem apareceu como pano de
fundo para tratar a temática.
O ambiente em sala de aula
tornou-se então um verdadeiro palco de oportunidades
turísticas, recheado de ótimas
performances dos alunos.
“Encontrei nessa ideia o tema
ideal para colocar em prática
a nova proposta. A situação de
aprendizagem foi organizada
para que os desafios e as situações pessoais surgissem
em sala de forma semelhan-
te àquela como aparecem na
vida, na sociedade e no trabalho”, ponderou Valéria.
A atenção e elaboração de
um diagnóstico sobre o perfil
dos alunos foram fundamentais para que pontos importantes pudessem ser trabalhados
com os futuros guias, sem que
a dinâmica deixasse de ser envolvente. Para que esse olhar
diferenciado sobre o aluno não
se perca, Valéria dá a dica. “O
professor deve estar atento às
transformações no comportamento, atitude e conhecimento
aos quais os jovens estão passando, percebendo dificuldades e necessidades e, baseando-se nelas, traçar metas
e objetivos a serem alcançados. Além disso, a flexibilidade
quanto aos questionamentos,
dúvidas e comentários devem
levar o instrutor à reflexão do
conteúdo, de forma a incentivar os alunos a enriquecerem-se cada vez mais”.
Alunos do curso Guia de Turismo que participaram do Projeto
Leia, Escreva e Faça uma Viagem, idealizado pela instrutora
Valéria Faria de Alcântara
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
29
Artigo
ANDRÉ LUIZ CARVALHO
Administrador e Bacharel em Turismo, com MBA em Gestão
Empresarial e Especialização em Gestão Educacional.
Assessor Técnico do Senac em Minas. Professor universitário,
consultor empresarial e palestrante nas áreas de turismo,
eventos, varejo e empregabilidade.
TURISMO É BUSINESS:
do conceito ao negócio
O conceito de turismo ainda não é muito difundido no Brasil, tampouco seus desdobramentos
na economia das regiões ou municípios em que se
pratica. É comum encontrarmos pessoas que ainda associam a prática do Turismo exclusivamente
com o lazer, ou a condição apenas emissiva, ou
seja, a saída da pessoa do seu local de origem. A
condição genuinamente brasileira de bem receber
visitantes em sua casa, como é o caso do estado
de Minas Gerais, tem na gastronomia do fogão a
lenha, nos seus mares de montanhas e na gente
hospitaleira, um amplo potencial para converter
o bem receber em negócios.
O Relatório Anual da United Nations World
Travel Organization (UNWTO), nomenclatura oficial da Organização Mundial do Turismo (OMT),
publicou com grande ênfase em sua edição de
2013 que, pela primeira vez na história mundial,
o turismo internacional ultrapassou a marca de
1 bilhão de viajantes. A celebração fica a cargo
da expectativa pela continuidade da média de
crescimento no ano de 2013, o que traz impactos
benéficos para economias em crise, como por
exemplo, o mercado europeu.
Segundo Relatório da World Travel Market Latin America (WTM Latam), em 2011 a América
30
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Latina recebeu cerca de 66 milhões de turistas
em atividades de lazer e mais de 10 milhões de
visitantes em busca de negócios. O cinco maiores
receptivos foram México, Brasil, Argentina, Chile
e República Dominicana.
Apesar do potencial realçado pelo indicativo
de crescimento no número de visitantes no Brasil, estimulado por diversos fatores, como por
exemplo, os megaeventos esportivos, ainda há
resistência no investimento em melhorias na sua
cadeia de valor, em especial do setor privado. Este
é o resultado apontado em pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de
Minas Gerais (Fecomércio MG), aplicada junto ao
varejo no mês de março de 2013, há poucos meses
do início da Copa das Confederações no país, tendo a capital do Estado, Belo Horizonte, elencada
entre suas cidades-sede, que apontou que “88,7%
dos empresários sabem que a chegada de muitos
turistas a Belo Horizonte (...) é motivo de atenção
especial em seus estabelecimentos. No entanto,
82,3% ainda não começaram os investimentos
para suprir tal demanda.” (Fecomércio MG, 2013).
Há um cenário de dificuldades relacionado à
identificação e ao investimento em capacitação
da mão de obra, como apontou pesquisa nacional
Artigo
por amostragem, realizada entre 2010 – 2011 pelo
Departamento Nacional do Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial (Senac), com resultados
publicados em 2012. A referida pesquisa destacou
que 45% dos entrevistados afirmam que a maior
dificuldade é de encontrar candidatos com experiência, e mais de 39% citam a dificuldade de
encontrar candidatos com conhecimento técnico
para as vagas disponíveis.
A análise do ponto de vista do empreendedor
do varejo é fundamental para entendermos a cadeia produtiva do turismo e sua abrangência. Esse
empreendedor precisa investir para a melhora
e evolução de seus negócios. E para tal investimento, o que sinaliza o potencial de retorno são
as informações do mercado.
Se considerarmos a tendência de crescimento
do volume de clientes, teremos um primeiro ponto
favorável aos investimentos. Se confrontarmos
com a dificuldade de boa performance do segmento pela escassez profissional, teremos um
cenário duvidoso que pode gerar incertezas para o
empresário quanto à vantagem de investimentos.
Assim, como caracterizar um ponto de vista ao
empresário para decidir pela aposta nas melhorias desse segmento, ainda que sua atividade-fim
seja relacionada a outro?
Há motivos econômicos que justificam o potencial de crescimento dos negócios e, assim, o
retorno dos investimentos. A UNWTO aponta em
seu relatório que o crescimento do mercado de
turismo movimentou mais US$ 1 bilhão em 2012,
comparado com o ano anterior, enquanto que o
World Travel & Tourism Council (WTTC) indica que
o total financeiro movimentado pela atividade no
mundo, direta e indiretamente, chega a 9% do
Produto Interno Bruto (PIB) global, o equivalente a
mais de US$ 6,6 trilhões. Apesar da pujança mun-
dial, no Brasil a atividade movimentou apenas
cerca de R$ 150 bilhões – 3.4% do PIB nacional.
Um olhar sobre os segmentos de maior crescimento revela ainda novos destaques para o Brasil.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado
do Ceará (FIEC), no Brasil o Turismo de Negócios
“responde por mais de 60% do total movimentado
pelo setor e cresce, em média, 12% ao ano”. Em
movimentação financeira, “só em impostos, a Indústria de eventos é responsável por arrecadação
superior a R$ 4 bilhões/ano”. Em 2012, o Brasil
ocupou a 5ª colocação no ranking de eventos internacionais da Internacional Congress and Convention Association (ICCA), entidade que registra
mundialmente as atividades do setor de eventos
internacionais.
Assim, o Turismo detém argumentos para consolidar sua condição de segmento econômico de
destaque. Para tanto, urge receber investimentos
públicos, mas não obstante, é ainda um empreendimento de alto potencial de retorno para investimentos privados, do qual depende para melhora
de seu qualitativo. Com o bem receber desse povo
acolhedor, desde que aliado à melhora dos investimentos, o Brasil tem o necessário para evoluir
no cenário do Turismo mundial.
Referências
ANDRADE, José Vicente de. Turismo: fundamentos e dimensões. São
Paulo: Ática, 1992.
BARRETTO, Margarita. Manual de iniciação ao estudo do turismo.
18ª ed. Campinas: Papirus, 2009.
DIAS, Reinaldo. Planejamento do turismo: política e desenvolvimento
do turismo no Brasil (atualizado com o Plano Nacional de Turismo
2003/2007 de 29-4-2003). São Paulo: Atlas, 2003.
TAKASAGO, Milene, MOLLO, Maria de Lourdes Rollemberg. O turismo
e a economia do DF: uma análise da matriz de insumo-produto
regionalizada. In: Impacto do turismo na economia do DF. Brasília:
Senac, 2008.
Confira o artigo completo em
www.mg.senac.br/educacaoeoportunidade
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
31
Ensino superior
De olho no mercado
sem perder o foco
na academia
Pesquisa realizada por aluno
e professor do Senac recebe
1º lugar em premiação
internacional
“A situação econômica e financeira das empresas com negociação suspensa na BOVESPA
e os modelos de previsão de falência”. Foi com
esse projeto que o aluno do curso de graduação
em Ciências Contábeis da Faculdade Senac, unidade Contagem, Diego Henrique Araújo dos Santos, ganhou, junto ao professor/orientador Carlos Alberto de Souza, o Prêmio Internacional de
Produção Contábil Técnico-Científica Professor
Doutor Antônio Lopes Sá. A pesquisa, que ficou em
primeiro lugar dentre as propostas enviadas para
premiação, que ocorreu durante a IX Convenção de
32
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Contabilidade de Minas Gerais, no mês de junho,
em Belo Horizonte, teve como objetivo analisar
a aplicação de modelos idealizados por autores
consagrados das áreas administrativas e contábeis para a previsão de insolvências (ou seja, de
empresas que não têm condições de quitar dívidas
contraídas), em oito organizações com registros
suspensos na bolsa de valores de São Paulo.
O estudo foi realizado a partir do Projeto de
Iniciação Científica (PIC) da Faculdade Senac, em
2012, iniciativa na qual, após proposta aprovada, o
aluno recebe uma bolsa no valor de R$ 120,00 e
Ensino superior
precisa se dedicar, no mínimo, duas horas semanais presenciais ao desenvolvimento do projeto.
Para o orientador e professor do curso Carlos
Alberto, esse modelo de pesquisa reforça a importância da iniciação científica e ainda condiciona
melhor o aluno quando em atuação no mercado.
“O desenvolvimento desse trabalho deu um destaque ainda maior à Faculdade e mostrou ser viável
explorar essa área mesmo aos alunos que estudam à noite e trabalham durante o dia. O Diego
é prova de que isso é possível. Além disso, com o
PIC o curso de graduação em Ciências Contábeis
garante que o futuro contabilista esteja capacitado
a compreender as questões científicas, técnicas,
sociais, econômicas e financeiras, em âmbito nacional e internacional e nos diferentes modelos
de organização”, ressalta Carlos.
Atualmente no último período da graduação,
o aluno ganhador do prêmio afirma que ganhar
foi uma grande surpresa e antecipa alguns de
seus planos profissionais. “Há seis anos atuo no
setor contábil. Fiz o curso para auxiliar, depois
para fortalecer e garantir o reconhecimento desse
profissional no mercado de trabalho. Para a Faculdade Senac esse cenário também não poderia
ser diferente. De acordo com a coordenadora do
curso, Carolina Cardoso, o corpo docente está
sempre considerando as necessidades do mercado para propor e aplicar novos conceitos e propostas. “Temos que pensar em vários âmbitos ao
oferecer um curso. A Faculdade Senac em Minas
propõe um currículo desenvolvido para que o contador alcance uma formação sólida. O Laboratório
Contábil e o Núcleo de Consultoria Contábil, por
exemplo, são dois de nossos principais diferenciais. Por meio deles os alunos podem trabalhar
com as rotinas contábeis para empresas que nos
procuram no sentido de prestação de consultorias
gratuitas. Essa é uma forma de ganharem experiência, expertise e melhorar o currículo. Tudo
isso sem deixar de lado a iniciação científica. Ao
pensarmos nossa grade, colocamos sempre em
conjunto iniciação científica e mercado”, afirma
a coordenadora.
técnico e agora a graduação em contabilidade, e
venho colhendo os frutos dessa dedicação. Estudar a problemática da pesquisa me proporcionou
uma evolução nos âmbitos pessoais, acadêmicos
e profissionais. Ver em alunos de períodos anteriores ao meu a vontade de seguir esse caminho
também foi outra grande satisfação. Apresentei
a pesquisa em algumas salas e até isso foi positivo, já que pretendo continuar os estudos na
área e, posteriormente, lecionar”, conta Diego.
EFICIÊNCIA E RECONHECIMENTO
Celebrado pelo Conselho Federal de Contabilidade como o ano da contabilidade no Brasil,
2013 tem sido um tempo de grande relevância
OUTROS DESTAQUES
Além da premiação recebida durante a
IX Convenção de Contabilidade de Minas
Gerais, após quatro anos de abertura
do curso, a unidade Contagem formou,
no primeiro semestre deste ano, sua
primeira turma de Ciências Contábeis.
Ainda este ano, outros dois produtos escritos por alunos do curso foram publicados, sendo um deles um artigo na revista
do IX Simpósio de Excelência em Gestão
e Tecnologia e outro um trabalho de conclusão de curso no periódico do Congresso Internacional em Administração.
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
33
Artigo
CÍNTIA APARECIDA DE RESENDE
Pós-graduada em Administração Pública da
Faculdade Senac em Minas.
E-mail: [email protected]
Mobilidade urbana e a Copa do Mundo 2014
no Brasil: os impactos do evento na transformação e melhoria do transporte de pessoas
na cidade-sede de Belo Horizonte
A Copa do Mundo de 2014
no Brasil é um evento de proporções planetárias que atrairá milhares de pessoas para o
nosso país e que, atualmente,
se tornou o principal foco de
programas e projetos governamentais em infraestrutura e
serviços em diversos segmentos nas cidades-sede eleitas.
Dentre os segmentos contemplados, a mobilidade urbana
provavelmente é um dos mais
relevantes. Sua importância
se faz tanto para atender à demanda pontual de circulação
dos turistas a serem recebidos
para a Copa do Mundo quanto para contemplar as necessidades dos habitantes das
cidades-sede e entornos, os
quais atualmente sofrem com
as deficiências em mobilidade
e que herdarão os projetos concretizados nessa área, quer sejam bem-sucedidos quer não.
Com isso em mente, o pre-
34
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
sente artigo tem o objetivo de
analisar se os projetos e as
ações governamentais em mobilidade urbana voltados para a
realização da Copa do Mundo
2014 na cidade-sede de Belo
Horizonte estão alinhados com
as principais necessidades da
capital no que se refere ao transporte de pessoas. Isso porque os
megaeventos esportivos como a
Copa do Mundo são tidos como
catalisadores de aceleração dos
países-sede no que se refere ao
processo de investimento em
áreas cruciais que já deveriam
ter ocorrido, particularmente em
relação à infraestrutura urbana,
e um dos setores estratégicos
que já está recebendo grandes
obras e investimentos governamentais para a Copa 2014 é a
mobilidade urbana.
Mobilidade urbana é a condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no
espaço urbano. Em Belo Horizon-
te, as principais deficiências em
transporte de pessoas diagnosticadas estão relacionadas ao sistema viário, ao transporte individual, ao sistema metropolitano e
ao transporte coletivo municipal,
devido ao seu baixo desempenho.
A operacionalização das possíveis
soluções para esses problemas
depende de grandes investimentos nos diversos segmentos do
sistema de mobilidade e a grande
oportunidade para atrair e executar esses empreendimentos é a
Copa do Mundo 2014.
De acordo com informações
governamentais, são oito
os projetos e as ações em
mobilidade urbana para a
Copa 2014 destinados à capital.
Juntos, eles somam mais de um
bilhão e quatrocentos milhões
de reais. São eles o Boulevard
Arrudas / Tereza Cristina, BRT
Antônio Carlos / Pedro I, BRT
Área Central, BRT Cristiano
Machado, Corredor Pedro II e
Artigo
Obras Complementares nos
BRTs Antônio Carlos / Pedro I e
Cristiano Machado, Expansão da
Central de Controle de Trânsito,
Via 210 (Ligação Via Minério
/ Tereza Cristina) e Via 710
(Andradas / Cristiano Machado).
Ao se tecer um paralelo entre os projetos voltados para o
evento e os problemas relacionados ao transporte de pessoas
diagnosticados na capital mineira, observa-se que a maioria
das ações governamentais busca solucionar prioritariamente
dois deles: os relacionados ao
transporte coletivo e os relativos ao sistema viário.
O estudo dos empreendimentos voltados para a rede
viária revela a busca por melhorias na circulação dos veículos
motorizados, com o alargamento das vias arteriais, como as
Avenidas Pedro I e II, Antônio
Carlos, Cristiano Machado e
Tereza Cristina, recuperação do
pavimento e construção de vias
de conexão entre corredores.
Porém, essas ações estão concentradas nas vias estratégicas
à realização da Copa do Mundo.
Poucas e pontuais também são
as iniciativas para promover a
ligação entre os corredores arteriais. Apenas os projetos das
vias 210 e 710 preveem a implantação dessas conexões.
A implantação do BRT em
dois importantes corredores
arteriais de Belo Horizonte surge como a principal estratégia
governamental na resolução
das deficiências relacionadas
ao transporte coletivo para a
Copa 2014. Embora os projetos
do BRT incluam a implantação
de duas estações de integração, a ausência de projetos
voltados para a estruturação
de uma rede troco-alimentada
mais abrangente e integrada
ao sistema metropolitano limita seus benefícios.
Três dos empreendimentos
para a Copa 2014 contam com
iniciativas de priorização de tráfego para o transporte coletivo
motorizado convencional, contemplando as avenidas Pedro II,
Tereza Cristina e a Área Central
com a adoção de faixa exclusiva e
de vias preferenciais para ônibus.
Trata-se, mais uma vez, de ações
concentradas regionalmente, assim como serão seus benefícios.
Nenhum dos projetos levantados prevê a melhoria do
sistema sobre trilhos da capital. De acordo com as informações pesquisadas, o BRT será
o sistema alternativo ao metrô
para o transporte de massas no
evento. Não existem, também,
iniciativas específicas voltadas
para a resolução dos problemas
relacionados ao transporte individual, ao sistema de pedestres
ou ao sistema metropolitano.
Os possíveis benefícios observados para esses segmentos
serão aqueles decorrentes de
outros projetos.
Frente a tudo o que foi exposto,
conclui-se que, embora os projetos voltados para a Copa do Mundo 2014 contemplem algumas
das necessidades da cidade-sede
de Belo Horizonte em relação ao
transporte de pessoas, trata-se
de um atendimento parcial, demonstrando que a principal preocupação do Poder Público ao selecionar os empreendimentos em
mobilidade para a Copa 2014 foi
o atendimento ao evento. Assim,
a cidade perde uma oportunidade
única de garantir investimentos
para a execução de importantes
projetos que poderiam, ao mesmo tempo, atender ao evento e
assegurar soluções mais robustas e com resultados a longo prazo para os problemas relacionados ao transporte de pessoas na
capital mineira.
Referências
BHTRANS. Empresa de Transporte e Transito de Belo Horizonte S/A. Diagnóstico e Prognóstico Preliminar do Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte. Belo Horizonte,
2008. Disponível em: <http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portal publicodl/
BHTRANS/A%20Empresa/publicacoes/PlanMob-BH-DiagProgPrelimOut2008. pdf>. Acesso
em: 28 fev. 2013.
BRASIL. Ministério do Esporte. 4º Balanço das Ações para a Copa (1º Ciclo): Cidade-sede de
Belo Horizonte. Dezembro 2012. Disponível em: <http://www.copa2014.gov.br/ sites/default/
files/publicas/12272012_balanco_belohorizonte.pdf >. Acesso em: 18 fev. 2013.
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Educação e Oportunidade - 5 - 2013
35
Em ação
Intérprete acompanha aluna com
deficiência auditiva em sala de
aula, uma das ações de inclusão
desenvolvidas pelo Senac em Minas
Ações para uma
sociedade inclusiva
Adequações arquitetônicas
para acessibilidade, capacitação de alunos com deficiência
e encaminhamento de profissionais com deficiência a vagas de emprego. Ações como
essas fazem parte dos projetos
desenvolvidos pelo Senac para
reduzir as barreiras encontra-
36
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
das pelas pessoas com deficiência. Nessa trajetória de inclusão, que começou em 2002,
um importante passo foi dado
no ano passado com a criação
da Comissão de Ações Inclusivas Senac em Minas. Na pauta
estão várias ações que visam a
construção de uma sociedade
onde todos possam conviver
igualitariamente.
Railda Mendes Sena, presidente da Comissão de Ações
Inclusivas, explica que, desde
o início deste ano estão ocorrendo mudanças que propõem
um atendimento com qualidade
ao aluno com deficiência. Entre
Em ação
elas estão a capacitação de docentes para favorecer o processo de ensino aprendizagem do
aluno com deficiência e o treinamento de funcionários para atendimento adequado a esse público. Também foi elaborada uma cartilha sobre a
convivência com a pessoa com deficiência, com
o objetivo de trabalhar as barreiras atitudinais,
através da informação.
Outra ação é o auxílio às empresas que precisam cumprir a lei de cotas. O trabalho tem
apresentado resultados positivos. Ana Roberta
da Cruz, membro da comissão, cita o exemplo
de uma empresa da área hospitalar que admitia
pessoas com deficiência apenas para auxiliar
administrativo e passou a contratá-las em diversos cargos, como técnico de enfermagem e
farmacêutico.
Ana Roberta acredita que apesar dos avanços
conquistados, ainda há muito a ser feito para uma
sociedade mais inclusiva. “Não adianta mudar barreiras arquitetônicas se a pessoa não tem a inclusão dentro do coração. Se a sociedade não perceber que todos têm direito ao trabalho, à saúde, ela
não vê sentido em colocar uma rampa para o outro.
Existe uma lei, mas é importante que as pessoas
tenham interesse em conviver com o outro”.
APRENDIZES INTEGRADOS
Apesar de não ter a obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendiz por ser uma empresa formadora, o Senac optou por fazer diferente, como explica Jaqueline Salgado, também
integrante da Comissão de Ações Inclusivas.
“Desenvolvendo o programa de Jovem Aprendiz em que qualificamos jovens com deficiência
para o mercado de trabalho, decidimos integrá-los ao nosso quadro e estamos efetivando alguns deles”, afirma.
INCLUSÃO EM SALA DE AULA
Scarlet O’hanna Rezende de Oliveira Pinto, de 25
anos, deficiente auditiva, conta que enfrenta dificuldades no seu dia a dia por causa de sua limitação.
Mas ela encontrou uma grande oportunidade no
Senac Barbacena. Scarlet está fazendo o curso
Técnico em Secretariado, e conta com uma intérprete de libras que a acompanha.
Frequentar uma sala de aula para se capacitar
contribuiu para a elevação da autoestima da jovem.
“Sempre desejo aprender e fazer cursos, mas muitos
lugares não têm intérprete. O Senac abriu a oportunidade para mim e para outros surdos da região”.
O intérprete é apenas uma das ações de inclusão desenvolvidas pelo Senac Barbacena. No
primeiro semestre, o aluno Cássio Otávio Ferreira,
deficiente visual teve um computador com monitor
de 42 polegadas, material impresso com fonte em
tamanho personalizado e o conteúdo gravado em
áudio à disposição na sala de aula.
Cássio Otávio Ferreira, deficiente visual teve
à disposição na sala de aula um computador
com monitor de 42 polegadas
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
37
Em ação
Aumentando o time
Com o objetivo de contribuir para a disseminação do conhecimento profissionalizante e promover
novas iniciativas educacionais, o Senac em Minas
firmou uma aliança que tem dado bons resultados.
Desde 2012, a instituição tornou-se parceira do Tio
Flávio Cultural, projeto que atua no setor de gestão,
consultoria e educação, na realização de palestras,
seminários e encontros destinados a estudantes,
profissionais atuantes no mercado de trabalho e
empresas de diferentes setores. Encontros Empresariais, apoio ao Movimento de Empresa Júnior
(MEJ), eventos aos jovens aprendizes e palestras
em shoppings são partes desse projeto que conta
com o aporte técnico do Senac em Minas. Atualmente, mais de 20 mil pessoas já foram beneficiadas em função dessa união, que tem como novo
norteador desenvolver propostas que considerem
o desenvolvimento profissional e a disseminação
de novas ideias para mudar a realidade do mercado
mineiro, inclusive visando à melhoria do desempenho da prestação de serviços durante os jogos da
Copa do Mundo FIFA em Belo Horizonte.
De acordo com o idealizador do projeto, Flávio Tófani, carinhosamente conhecido como Tio
Flávio, a proposta para o final de 2013 e primeiro
semestre de 2014 é ofertar opções de capacitações e atualizações de conteúdo considerando as
necessidades mercadológicas exigidas para o período de realização dos jogos na capital mineira.
“Estamos com uma programação que vai abordar,
em palestras gratuitas, temas que contemplam a
qualificação pessoal e a análise de oportunidades. Iremos realizar, por exemplo, ações voltadas
para os prestadores de serviço, contando com o
suporte do Banco de Oportunidades do Senac em
Minas, com vistas a atrair taxistas, trabalhadores
do comércio, da rede hoteleira, do setor de bares e
restaurantes, cafeterias e afins a compreenderem
e se prepararem da melhor forma para o mês da
38
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
realização do evento na cidade”, informa Tio Flávio.
Além de iniciativas em Belo Horizonte, a parceria já possibilitou a promoção de eventos em
Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Pouso Alegre, Divinópolis, Curvelo, entre outras cidades. Para a coordenadora do Banco de
Oportunidades, Ana Roberta da Cruz, por meio da
apresentação das instituições parceiras antes do
início das palestras e seminários, é possível dar
maior visibilidade ao portfólio do Senac, divulgar
o Banco de Oportunidades e ampliar o networking
da instituição. “Nesses espaços temos a chance
de trocar cartões com várias empresas e falamos
para mais de 100, às vezes 200 empresas ao mesmo tempo. Se fôssemos visitar cada uma levaria
um tempo incomparavelmente maior. Essa é uma
ótima ocasião para que essas empresas tenham
acesso ao Senac e nós a elas. E esse é um ganho
enorme para o Senac”, pontua Ana Roberta.
ENTENDA OS PROGRAMAS
Encontros Empresariais: iniciativa destinada a empresas e empresários que têm como
objetivo estabelecer trocas entre os participantes e criar uma rede de relacionamento.
Tio Flávio Cultural: o projeto visa disseminar novas ideias no mercado e promover o
compartilhamento de conhecimento por meio
de palestras, blogs, artigos, revistas etc., tudo
com acesso gratuito a qualquer interessado.
Tio Flávio Cultural Jovem Aprendiz: semelhante ao Tio Flávio Cultural, mas voltado
especificamente para atender as necessidades
dos jovens aprendizes.
Tio Flávio Cultural – MEJ: encontros com
jovens empreendedores visando reforçar sua
atuação no mercado.
Opinião
Bola na Trave não Altera o Placar
“Bola na trave não altera o placar.
Bola na área sem ninguém pra
cabecear.
Bola na rede pra fazer um gol!
Quem não sonhou ser um jogador
de futebol?”
Bem... Pra ser sincero, ser
um jogador de futebol passou
bem distante dos meus planos de
vida. Talvez, até mesmo por não
ter tanta intimidade assim com a
parte “redonda” do jogo apesar
de arriscar uma “pelada” de vez
em quando.
Mas mesmo não sendo um jogador nato, uma regra é clara para
qualquer um, entendedor ou não
da arte futebolística: Bola na trave
não altera o placar!
Não adianta se o passe foi de
letra, se houve um drible magnífico ou se foi em um toque de
calcanhar. Se não balançar a rede
não é gol!
E assim funciona também
o jogo da vida real, nosso campeonato diário onde temos por
obrigação consagrar nossas empresas campeãs. E o problema
maior acontece quando percebemos que assim como nos clubes
de futebol, em nossa “partida”
corporativa estamos rodeados de
“pernas de pau”.
Profissionais que enfeitam demais e jogam de menos! Como os
“fominhas” dos gramados prendem a bola ao invés de lembrar
que existe time e que a vitória depende do trabalho de todos. Estes,
com suas “firulas” podem até enganar um ou outro gestor: Partem
para o ataque... Um chapéu no primeiro concorrente... Por baixo das
pernas da crise financeira... Com
uma ginga de corpo deixam pra
trás as adversidades do mercado... Driblam mais um... Driblam
outro... Mas quando chegam na
cara do gol..... Chutam pra fora!!!
A torcida grita, reclama! Mas
não é por menos, diferente de uma
simples partida de futebol, o jogo
corporativo é como se cada dia
representasse uma final de copa
do mundo. Isso porque o troféu
não está disponível para empresas amadoras ou mal preparadas.
Para vencer no mundo dos negócios as organizações precisam
contar com jogadores de verdade
que, além de suar a camisa, queiram treinar de forma permanente
a pontaria e disparar chutes certeiros rumo ao Gol.
Procure melhorar seu toque
trabalhando cada vez mais em
equipe. Busque aperfeiçoar sua
visão de jogo analisando bem o
mercado. Multiplique suas competências! Aprenda a cobrar o
“escanteio” e se fazer presente
na área para cabecear. Treine sua
mira! Concentre-se nos objetivos
de sua empresa, chute firme, balance as redes, corra para o abraço
e comemore seu gol!
Seja um verdadeiro artilheiro
do mundo dos negócios! Seu time
precisa muito de você !
WILFRED SACRAMENTO
COSTA JUNIOR
Gerente regional Centro Norte do Senac
em Minas, Professor Universitário, Administrador de Empresas, Especialista
em Gestão Educacional, Pós-Graduado
em Marketing e Negócios pela Fundação
Getúlio Vargas e Mestre em Marketing e
Gestão de Pessoas.
E-mail: [email protected]
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
39
Alunos
Busca pela capacitação
Se por um lado o Senac se preocupa em oferecer uma enorme variedade de
cursos para atender as demandas do mercado, desde os cursos de Aprendizagem
Comercial e Capacitação até a Pós-Graduação, por outro, há sempre alunos
sedentos por novos conhecimentos. E eles sabem da importância de investir em
capacitação, ainda mais com as perspectivas positivas proporcionadas pelos
eventos que irão acontecer no país.
“O curso não apenas me ensinou
a como se comportar no mercado de
trabalho, mas me ajudou a superar
obstáculos. Quando entrei no Senac,
sofria de síndrome do pânico, tinha
medo de andar sozinha, de altura e
até mesmo de ficar no Senac, pois
minha sala era no 8° andar. Cheguei
a pensar em pedir o desligamento.
Mas hoje agradeço a direção por não
ter me mudado de andar, pois vi que
sou capaz de superar barreiras. Agradeço ao Senac, à minha turma
e, principalmente, à minha orientadora que não me deixou desistir.
Aprendi a trabalhar em equipe, a exercitar a paciência e a ter força
de vontade.”
Vanessa Pacheco do Amaral, aluna do curso Aprendizagem
Comercial em Serviços Administrativos
(Senac Belo Horizonte)
“O corpo docente do curso nos prepara para entender a
gastronomia por um ponto de vista crítico e, acima de tudo,
mercadológico. A importância da formação para mim é a profissionalização de uma mão de obra com habilidades e competências que vão para além do que há no mercado hoje em Belo
Horizonte. Isso gera uma expectativa de formação inovadora,
claro que com muito estudo e dedicação. Eventos turísticos de
grande porte, como a Copa do Mundo, são palcos de atuação
significantes, pois estaremos mais do que especializados para
atender as demandas.”
Guilherme Aragão Cardoso, aluno do curso
Tecnologia em Gastronomia
(Faculdade Senac, em Belo Horizonte)
40
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
Alunos
“Aprendi que ser
recepcionista não
é apenas receber
pessoas em festas e
eventos, mas se pratica no dia a dia, no
jeito de se portar e se
autoavaliar. O curso
teve grande importância na minha vida,
pois aprendi a ser
mais profissional e penso em fazer faculdade de
Eventos para abrir uma empresa. Nos eventos que
vão acontecer, terei a oportunidade de colocar em
prática o que aprendi, principalmente na Copa do
Mundo, em que haverá inúmeras oportunidades.
Agradeço ao Senac, através do Pronatec, pela
oportunidade que me estabeleceu.”
Jefferson Oliveira de Jesus, aluno do curso
de Recepcionista de Eventos
(Senac Belo Horizonte)
“Com formação em História,
sempre gostei de
arte e gastronomia, e meu sonho era trabalhar
com alimentos,
principalmente
na área de confeitaria. Escolhi
o Senac para me
formar como cozinheira, confeiteira e cake
design, já que a instituição é referência em
gastronomia e hotelaria no país. Pretendo
abrir uma confeitaria e dar aulas na área,
e o curso me capacita para isso. Sou muito
grata ao Senac por essa realização pessoal.
Cozinhar não é apenas servir, é proporcionar
alegria, lembranças e sensações prazerosas
a quem degusta.”
Érika Mendes Souza, aluna da PósGraduação MBA em Gastronomia
(Senac Barbacena)
“Por ser multidisciplinar, o curso oferece
ótima base de conhecimento para o aluno
desenvolver as competências necessárias
para se destacar na profissão. As disciplinas
apresentadas em sala de aula complementam-se com as visitas técnicas, aliando teoria e prática. Com o crescimento da atividade
turística e com as oportunidades proporcionadas por megaeventos que o país vem recebendo, já está aumentando a demanda por
profissionais, como os guias de turismo. O
mercado irá buscar aqueles diferenciados,
mais qualificados e preparados para atender o turista. O curso será
fundamental para meu crescimento e desenvolvimento profissional.”
Ygor Teles Lauar, aluno do curso Técnico em Guia de Turismo
(Senac Belo Horizonte)
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
41
Dicas
Professor lança livro sobre ataque e
proteção às redes sem fio
Em um mundo cada vez mais plugado em
tecnologia, um assunto não pode ficar de fora:
a segurança das redes sem fio. Atento aos
problemas recentes enfrentados pelos usuários, o orientador de cursos do Técnico em
Redes de Computadores do Senac em Minas,
Marcos Flávio Araújo Assunção, publica seu
oitavo livro, o Wireless Hacking: ataques e segurança de redes sem fio Wi-Fi, lançado no
início de setembro pela Editora Visual Books.
A obra, que é pioneira no Brasil devido ao
enfoque, mostra o quanto as redes wireless
estão desprotegidas e aborda as principais
ameaças, métodos utilizados por invasores
para acessar as redes e maneiras de impedir que esses métodos funcionem. Além
disso, o autor aponta sugestões inovadoras
para resolver os problemas relacionados à
segurança.
O livro é indicado para estudantes e profissionais da área, sendo uma ferramenta
para que eles possam analisar os riscos e
desenvolver uma proteção adequada para as
redes sem fio nas empresas.
O livro pode ser adquirido pelo site da Editora Visual Books
(www.visualbooks.com.br) e nas livrarias.
Atendimento dos garçons e trabalho
infantil são temas de cartilhas
Atento aos assuntos relevantes do cotidiano, o Senac lançou mais duas cartilhas:
Atendimento que faz a Diferença: uma boa
pedida!, destinada a auxiliar os garçons no
relacionamento com os clientes, e Trabalho Infantil Doméstico: Entendendo a Questão, que objetiva informar e alertar sobre a
proibição legal e os malefícios causados às
crianças que são submetidas ao trabalho
doméstico.
Káttia Norberto Pereira, redatora da cartilha sobre o trabalho infantil, explica que
o material foi elaborado numa perspectiva
interativa, através de perguntas e respostas, com um projeto gráfico diferenciado, que
privilegia o tema. Há também fragmentos
do depoimento de uma vítima do trabalho
infantil. “Usamos uma linguagem acessível,
de forma que as pessoas possam pegar a
cartilha e encontrar respostas de imediato”,
explica Káttia.
Já a cartilha Atendimento que faz a Diferença: Uma Boa Pedida! surgiu com o objetivo de contribuir com bares, restaurantes e
lanchonetes para melhorar o atendimento
ao cliente, como explica Mônica Simin, coautora do material. “Vivenciamos situações de
pessoas reclamando muito do atendimento
nesses locais e, então, quisemos contribuir
para ajudá-los a repensar as práticas no
atendimento”. A cartilha ainda oferece outras dicas aos atendentes, como apresentação pessoal e higiene na manipulação de
alimentos.
Acesse a coleção de cartilhas no site do Senac
(www.mg.senac.br)
42
Educação e Oportunidade - 5 - 2013
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