GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE DOS LABORATÓRIOS BIOLÓGICOS DA ÁREA V DA UCG1 Goiânia, 2006/2 Adriane Rodrigues de Souza2 Antônio Pasqualetto3 Universidade Católica de Goiás – Departamento de Engenharia – Engenharia Ambiental Av. Universitária, n.º 1440 – Setor Universitário – Fone (62) 3946-1351 CEP: 74605-010 – Goiânia – GO RESUMO Os Resíduos de Serviços de Saúde – RSS são classificados como resíduos perigosos, pelo seu grau de contaminação e por oferecer riscos potenciais ao meio ambiente e a população em geral, devido a patogenicidade. A UCG, em suas atividades de Ensino e Pesquisa, é geradora desses resíduos. A proposta é desenvolver o PGRSS na área V do campus I, e ampliá-lo gradativamente às demais unidades geradoras de RSS da UCG. Após o estudo realizado, evidenciou-se a necessidade de focar medidas no âmbito da biossegurança, incluindo programas de educação e treinamento dos profissionais da área de saúde, além do esclarecimento contínuo para os envolvidos nas atividades dos laboratórios biológicos. PALAVRAS-CHAVES: laboratórios, biossegurança, gerenciamento, resíduos sólidos. HEALTH SERVICE WASTE MANAGEMENT FROM LABORATORIES OF THE FIFTH AREA, FROM THE CUG ABSTRACT The Residues of Services of Health - RSS are classified as dangerous residues, for its degree of contamination and in general offering to potential risks to the environment and the population, had the pathogenicity. The UCG, in its activities of Education and Research, is generating of these residues. The proposal is to develop the PGRSS in area V of campus I, and to gradual extend it to the too much generating units of RSS of the UCG. After the carried through study, it was proven necessity of focar measured in the scope of the biosecurity, including programs of education and training of the professionals of the health area, beyond the continuous clarification for the involved ones in the activities of the biological laboratories. KEYWORDS: laboratories, biosecurity, management, residues solids. ________________________________________________________________ 123- Artigo elaborado como requisito parcial à obtenção da graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade Católica de Goiás - UCG. Graduanda de Engenharia Ambiental pela Universidade Católica de Goiás – UCG. E-mail: [email protected] Engenheiro Agrônomo, Doutor, Professor da Disciplina de Projeto Final de Curso II. E-mail: [email protected] 2 1 INTRODUÇÃO Atualmente a sociedade, nos mais diversificados segmentos, passou a se preocupar com o volume de resíduos sólidos gerados. Essa preocupação se intensifica quando se trata de resíduos sólidos oriundos de serviços de saúde, pelo grau de contaminação e periculosidade que representam. Diante dessa realidade, as Instituições de Ensino Superior que realizam atividades acadêmicas em laboratórios biológicos, não podem mais sustentar medidas paliativas de gerenciamento e/ou simplesmente ignorar sua posição de geradora desse tipo de resíduo. Mesmo porque esta postura fere frontalmente o papel que a própria Universidade desempenha, quanto avaliadora dos impactos causados pelas unidades geradoras. Assim, considerando o papel importante que as IES representam à sociedade, e devido a preocupação ambiental e social que os RSS requerem, é necessário a adoção e a atualização de medidas para o gerenciamento dos RSS de forma adequada às normas legais. Os laboratórios de uma Instituições de Ensino, às vezes são tratados como salas de aula e deixam de receber os cuidados necessários, desconsiderando a importância da representação das suas atividades. Sendo, em certos casos, a responsabilidade com os rejeitos gerados simplesmente ignorada. A partir do momento que se compreende a existência de agentes de riscos nos laboratórios biológicos, se reconhece a necessidade do gerenciamento para evitar acidentes e produzir resultados confiáveis. Se não houver uma sensibilização dos envolvidos, o plano de gerenciamento, que propõe mudança da política institucional, pode ficar apenas elaborado sem prática de execução. Neste sentido, estimular a consciência de todos os envolvidos nas unidades geradoras é o passo central para uma mudança de atitude em relação aos RSS. Além do que, o ambiente laboratorial organizado e disciplinado favorece a credibilidade da Instituição e de todos os seus trabalhadores (COSTA, 2000). O gerenciamento dos RSS deve ser elaborado como um documento que, ajustando-se ao perfil da Instituição, descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos gerados. É necessário salientar que deve-se manter atento aos riscos mais evidentes implícitos aos RSS, sem desconsiderar os possíveis riscos incorporados à situação atual dos laboratórios. Na aplicação do gerenciamento se adota ações isoladas, que pela importância agregada, devem ser tratadas de uma forma harmônica e coletiva por todos os envolvidos direta e indiretamente. Contando com o apoio de todos da Instituição, da Reitoria aos responsáveis pela limpeza. 3 Os RSS representam riscos de transmissão de doenças infecciosas à comunidade em geral, também deve ser levando em conta os riscos à saúde do trabalhador e os riscos ao meio ambiente. Desta forma, a biossegurança tendo como princípios a manutenção da saúde do trabalhador e da comunidade, e a preservação do meio ambiente, está diretamente envolvida na questão do gerenciamento dos RSS. Considerando ainda a responsabilidade da Universidade, como Instituição de Ensino que auxilia a formação de opinião de futuros profissionais conscientes, com práticas adequadas no desenvolvimento de suas futuras atividades. A Universidade Católica de Goiás, ao longo dos seus 47 anos de história, consolidou tradição e confiança da sociedade goiana através de, entre outros aspectos, ética e atenção às normas legais. Portanto, medidas de adequação são sempre adotadas, como forma de aperfeiçoamento e enquadramento constante às normas. Sobretudo, após a criação do curso de Medicina no primeiro semestre de 2006, a Instituição sofreu alterações em suas resoluções e estruturas físicas. É pertinente realizar um planejamento preventivo ao inevitável aumento no volume de RSS, devido a ampliação das atividades práticas nos laboratórios biológicos. A implementação do Plano de Gerenciamento de RSS será inicialmente na área V do campus I da UCG, para posteriormente ampliá-lo às demais unidades da Instituição geradoras desses resíduos. Será analisado o potencial da aplicabilidade da gestão implantada a priori, destacando os aspectos positivos e negativos. Para assim identificar facilitadores no caso de alterações, adaptações e/ou melhorias antes de realizar a cobertura de toda a Instituição. 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A falta de uma política eficiente de gestão de resíduos sólidos no Brasil, acarreta diversos problemas que afetam a saúde da população, através de contato direto ou indireto. Tal como a contaminação da água, do solo, da atmosfera, proliferação de vetores e riscos à saúde aos trabalhadores. Os problemas são inevitavelmente agravados quando se constata a falta de gerenciamento adequados dos RSS. Entende-se por resíduos de serviços de saúde, todo tipo de resíduo produzido em instituições sanitárias: hospitais, ambulatórios, consultórios médicos e odontológicos, clínicas veterinárias, laboratórios e similares. Sendo que, a resolução CONAMA no 05/1993, incluiu entre os geradores deste tipo de resíduo, os portos, aeroportos, terminais ferroviários e rodoviários. Os RSS podem ser, a princípio, classificados como sólidos e semi-sólidos. Porém, realizar classificações detalhadas favorecem seu tratamento. 4 Ferreira 1995, salienta que a classificação dos resíduos é uma atividade complexa e, em muitos casos, ainda indefinida mesmo nos países desenvolvidos. Observando as normas técnicas da Resolução RDC nº306/2004, percebemos que os resíduos podem ser classificados em cinco grandes grupos, de acordo com as características que apresentam. É importante salientar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA publicou a Resolução RDC n.º 33/2003, pretendendo uniformizar o gerenciamento dos RSS, tendo por base as Resoluções CONAMA n.º 05/1993 e CONAMA n.º 283/2001, as NBR’s 10004 e 12808 da ABNT – Resíduos Sólidos e classificação. Em 2004 considerando a necessidade, atualização e complementação dos procedimentos contidos na Resolução RDC n.º 33/2003, a ANVISA adota a Resolução RDC n.º 306, de 7 de Dezembro de 2004. Em 1993 o CONAMA publicou a Resolução nº05, uma resolução de expressão para o assunto, que classifica os RSS em quatro grupos: A, B, C e D. Sendo que o grupo A, se referia a resíduos com presença de agentes biológicos e aos resíduos perfurantes e cortantes. Já em 2001, a Resolução no 283 do CONAMA, atualiza e complementa a Resolução no 05/1993. Percebe-se ao longo do tempo, a necessidade de aprimoramento em vários critérios legais no que se refere a resíduos sólidos, incluindo a classificação. Segundo a ANVISA n.º 306/2004 pertencem ao grupo A os resíduos potencialmente infectantes, que apresentam riscos à saúde pública e ao meio ambiente devido à presença de agentes biológicos. O grupo B, é a categoria de resíduos que contêm substâncias químicas com características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. O grupo C, resultantes das atividades que contêm radionuclídeos em quantidades superiores aos limites especificados nas normas, ou seja radioativos. O grupo D, é composto pela totalidade que não apresentam risco potencial à saúde e ao meio ambiente, chamados de resíduos comuns. Já o grupo E, os perfurocortantes, correspondem aos objetos contendo cantos, bordas ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar, tais como lâminas, agulhas e vidrarias utilizadas em laboratórios e similares. Outra norma para a classificação dos resíduos sólidos, é a NBR 10.004/2004 que substitui a NBR 10.004/1987. Onde classifica em classes os resíduos sólidos, observando as características e riscos que representam. Sendo a Classe I os resíduos considerados perigosos, por possuírem uma das características de: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade. E a Classe II os não perigosos que podem ser: resíduos não-inertes, devido propriedades como solubilidade em água; e inertes, resíduos que em contato com água não apresentam solubilização a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água. 5 Os RSS que se enquadram na classificação dos resíduos perigosos pela patogenicidade, devem ter atenção especial obedecendo às normas e resoluções legais. Para tanto, todo gerador de RSS deve elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS. Tratando-se de um documento que descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, considerando suas características, e contemplando os aspectos da geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, bem como a proteção à saúde pública (Itens 6 e 6.1 do Cap. V, Resolução RDC n.º 33/ 2003). De acordo com a Lei n.º 6.437/1977, os estabelecimentos geradores de RSS que não seguirem as normas serão punidos, através de notificações e multas. Sendo a fiscalização destinada às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais. O conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados, da se o nome de biossegurança, segundo Teixeira & Valle (1996). Considerando ainda que “risco”, de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS/1988, deve ser compreendido como a probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado. Entre os vários danos decorrentes do mau ou da falta de gerenciamento dos RSS, destaca-se: • Contaminação ao meio ambiente: através do depósito indiscriminado no solo ou em recursos hídricos, causando contaminação em graus variados conforme a periculosidade do resíduo lançado; • Acidentes de trabalho com profissionais da saúde: devido a exposição do indivíduo à material biológico contaminado, seja por falta de EPI’s (equipamentos de proteção individual, como luvas, botas de borrachas, jalecos e outros), ou pelo manejo inadequado dos RSS, destacando os perfurocortantes; • Acidentes com trabalhadores de limpeza: trabalhadores das empresas terceirizadas de limpeza e trabalhadores da limpeza pública estão expostos aos riscos inerentes ao manejo dos RSS, principalmente pela ausência, ou uso inadequado, de EPI’s e quando existe indício de resíduos altamente contaminados sem tratamento prévio pela unidade geradora; 6 • “Catadores de lixo”: Os catadores, além de porem em risco a própria saúde, pelo contato direto, tornam-se vetores de propagação de doenças contraídas no contato com os resíduos, segundo Ferreira & Anjos; O PGRSS tem como base central a redução quantitativa dos resíduos gerados, e/ou minimização do potencial de contaminação. Além da prevenção à saúde do trabalhador, melhorando as medidas de segurança e higiene do trabalho. A Resolução RDC no 33/2003 da ANVISA determina que programas de capacitação junto ao setor de recursos humanos façam parte do PGRSS. Vale salientar que Instituições de Ensino, movidas pela conscientização da importância do PRGSS, já o incluíram em sua política interna. Tal como a Universidade Federal de São Paulo, que elaborou o plano em 2005. Os RSS são de natureza heterogênea, em especial os gerados em laboratórios de IES, quando se tem ensino e pesquisa, já que em atividades de ensino os resíduos gerados possuem características mais simplificadas e razoavelmente facilitadoras para classificação e segregação. E quando se trata de atividades de pesquisa possuem uma difusão mais acentuada necessitando maior cuidado para classificá-los. 3 METODOLOGIA A proposta do PGRSS deverá ser analisado no primeiro semestre de 2007 e sua implantação deverá ocorrer, ao mais tardar, no segundo semestre. Obedecendo ao conjunto de procedimentos de gestão e planejamento a partir de bases científicas, técnicas, normativas e legais. Com abrangência constante às etapas de planejamento dos recursos físicos, dos materiais e da capacitação dos recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS. Três princípios irão incorporar o PGRSS para orientação geral: reduzir, segregar e reciclar. Dando enfoque principalmente a redução no momento da geração, evitando grandes e desnecessários volumes de resíduos. Essas medidas garantem economia de recursos não só em relação ao uso de materiais, mas também no tratamento dos resíduos gerados. O PGRSS estabelece para cada unidade geradora, procedimentos específicos de acordo com cada tipo de resíduos gerados. Evitando situações onde todos os resíduos são segregados como perigosos, ou nada é segregado, e os RSS acabam sendo dispostos como resíduos comuns ou vice e versa. 7 Sugere-se instituir uma comissão pequena para capacitar e acompanhar o projeto, já que a proposta é de abranger à toda Instituição, e seu caráter em primeira instância não deixa de ser experimental. Para a formação dessa comissão conta-se com o apoio direto da Administração Superior da UCG, e especificamente de duas de suas entidades: o SESMT - Serviços de Engenharia de Segurança e Medicina no Trabalho e a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Sendo pertinente realizar o diagnóstico da situação atual dos laboratórios, realizando o inventário do passivo através de uma estimativa (qualitativa e quantitativa) da geração mensal de cada tipo de resíduo. e o diagnóstico da situação atual. 4 IMPLANTAÇÃO DO PGRSS NOS LABORATÓRIOS BIOLÓGICOS DA ÁREA V DA UCG 4.1 Informações Cadastrais da Instituição Razão Social: Universidade Católica de Goiás – área V do Campus I (figura 1) Localidade: Rua 233 n.º 128 Setor Universitário Goiânia – GO Mantenedora: Sociedade Goiana de Cultura Natureza do Estabelecimento: Laboratórios Biológicos para Ensino e Pesquisa Figura 1: Visão frontal da área V da UCG 4.2 Comissão Técnica do PGRSS Institui-se três profissionais, regularmente contratos pela Instituição, para compor a comissão técnica: 1. Nome a definir: Representante dos laboratórios da área V 8 2. Nome a definir: Representante da CIPA 3. Nome a definir: Representante do SESMT 4.3 Responsabilidade e Competência da Comissão Técnica A comissão técnica, composta inicialmente por três gestores, é responsável pelo planejamento e implantação do PGRSS, assegurando o cumprimento dos quesitos descritos. Ressalta-se que todos os envolvidos com a geração, tratamento, segregação e disposição dos RSS, são responsáveis pelo cumprimento do PGRSS. Compete à comissão técnica: • Definir diretrizes para as estratégias no gerenciamento de resíduos sólidos; • cumprir e fazer cumprir a sistemática estabelecida; • implementar o levantamento de aspecto ambiental; • manter um programa de manutenção preventiva das instalações e dos equipamentos necessários; • envolver todos os colaboradores, lideranças e prestadores de serviços na execução do PGRSS, garantindo o seu bom funcionamento; • atualizar o PGRSS e mantê-lo disponível à consulta pública; • revisar e aprovar o PGRSS quando ocorrer modificações operacionais, que resultem na ocorrência de alteração no volume dos resíduos gerados, sendo em casos de redução ou de ampliação. Devendo mantê-lo atualizado e disponível à consulta pública; • estabelecer parâmetros de avaliação visando seu aperfeiçoamento contínuo, a fim de identificar e apontar o momento adequado de expansão do PGRSS para toda Instituição. 4.4 Legislação O embasamento legal para o desenvolvimento desse projeto, são as seguintes: Resolução ANVISA n.º 33/2003 – Regulamento Técnico para o gerenciamento de RSS; Resolução ANVISA n.º 306/2004 – Regulamento Técnico para o Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, revogando a RDC n.º 33/2003; Resolução ANVISA n.º 342 – Termo de referência para elaboração do PGRSS; Decreto Estadual n.º 1.745 de 06/12/1979 – Prevenção e o controle da poluição do meio ambiente; 9 Lei Estadual n.º 14.248 de 29/07/2002 – Política Estadual de Resíduos Sólidos e dá outras providências. Resolução CONAMA n.º 02 de 22/08/1991 – Determina ao órgão Federal de Meio Ambiente, medidas para facilitar a internalização e solução final quando da ocorrência de problemas relacionados transporte com cargas contaminantes; Resolução CONAMA n.º 05 de 05/08/1993 – Normas mínimas para tratamento de RSS; Resolução CONAMA n.º 275 de 25/04/2001 – Código de cores para os resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores; Resolução CONAMA n.º 283 de 12/07/2001 – Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos RSS; NBR 10.004/1987 – Classificação de resíduos sólidos; NBR 13.463/1995 – Coleta de resíduos sólidos. 4.5 Caracterização dos Laboratórios Os laboratórios biológicos da área V são ambientes utilizados para o desenvolvimento de atividades de ensino (graduação) e extensão (iniciação científica e Mestrado de Ciências Ambientais e Saúde). Nos quadros 01 a 08 constam as descrições dos laboratórios: Quadro 1: Laboratórios de Anatomia Humana, Campus I, Área V, Bloco A, Salas 109 a 118, e 120. DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS Laboratórios de Anatomia Humana: atendem aos cursos de Ciências Biológicas e Mesas cirúrgicas; Biomédicas, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Banquetes. Psicologia e Terapia Operacional. Para estudos e pesquisas, a UCG dispõe de 09 laboratórios de Anatomia Humana, contendo 10 cadáveres (íntegros e dissecados), 05 esqueletos naturais, várias peças anatômicas naturais e sintéticas entre outros. E ainda, 01 laboratório de Cuba de Cadáver (sala 09). Quadro 2: Laboratórios de Microbiologia, Campus I, Área V, Bloco A, Sala 103. DESCRIÇÃO Laboratório de Microbiologia, atende aos cursos de Biomedicina e Enfermagem. EQUIPAMENTOS Medicina, Principais equipamentos específicos: 15 microscópios NIKON; Autoclave; Câmara de Fluxo; Entre outros. 10 Quadro 3: Laboratórios de Ciências Ambientais e Saúde (Mestrado), Campus I, Área V, Bloco A, Salas 3, 7, 8, 9, 19 e 21. DESCRIÇÃO São 06 Laboratórios destinados a pesquisas na área de Ciências Ambientais e Saúde: Laboratório de Citogenética Animal e Biodiversidade (salas 07 e 08), Laboratório de Paleoecologia (sala 21), Laboratório de Imunologia (sala 09), Laboratório de Microbiologia (sala 06), Laboratório de Neuroendocrinologia (sala 19) e uma sala de Limpeza e Esterilização (lavagem e esterilização). São utilizados por professores de vários departamentos, para desenvolvimento de atividades científicas no âmbito da pósgraduação em Ciências Ambientais Saúde (Mestrado) e por alunos da iniciação científica. EQUIPAMENTOS Entre os equipamentos, se destacam: Capelas; Autoclaves; Balanças; Vidrarias; Estufas. Quadro 4: Laboratórios de Biologia Molecular e de Genética, Campus I, Área V, Bloco A, Sala 108 DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS Laboratórios de Biologia Molecular e Imunologia, e o Laboratório de Genética: estão Microscópio; organizados na área V, em um mesmo espaço físico, sendo que o Laboratório de Refrigerador; Biologia Molecular atende os acadêmicos de Ciências Biológicas - modalidade Médica e Freezer; de Medicina. O Laboratório de Genética é destinado exclusivamente para o curso de Centrífuga; Ciências Biológicas - modalidade Médica. Agitador de tubos. Quadro 5: Laboratórios de Bioquímica, Campus I, Área V, Bloco A, Sala 01 DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS Laboratório de Bioquímica, que atende aos cursos de Medicina e Ciências Biológicas, e Principais equipamentos Biomédicas. científicos: Espectrofotômetros; Medidores de pH; Centrífuga; Balança; Termobloco. Quadro 6: Laboratórios de Fisiologia Experimental , campus I, Área V, Bloco A, Sala 07 DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS Laboratório de Fisiologia Experimental: atende os cursos de Medicina e Ciências Estufa; Biológicas - modalidade Médica. Balança; Microscópios ; Autoclave; Mesa cirúrgica; Centrífuga; Capela; Chocadeira; Quadro 7: Laboratórios de Microscopia, Campus I, Área V, Bloco A, Salas 104 a 105 e 106 DESCRIÇÃO EQUIPAMENTOS Quatro Laboratórios compõem o Laboratório de Microscopia: Laboratório de Histologia Mesas; (salas 104 e 106), Laboratório de Embriologia e de Patologia (sala 105), que atendem aos Banquetes. cursos de Ciências Biológicas e Biomédicas, Enfermagem, Fonoaudiologia e Medicina Quadro 8: Laboratórios de Fisiologia, Campus I, Área V, Bloco A, Salas 4, 5, 6 e 119 DESCRIÇÃO São 04 Laboratórios de Fisiologia, dispostos em quatro salas, sendo uma outra sala destinada ao apoio técnico dos laboratórios. Utilizados pelos cursos de Biomedicina, Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Psicologia e Terapia Ocupacional. EQUIPAMENTOS Audiômetro; Balanças; Eletrocardiógrafo; Quimiógrafo. 11 4.6 Empresas Terceirizadas Prestadoras de Serviços A UCG mantém parcerias com empresas terceirizadas para a limpeza, sendo que na área V a empresa atuante é o GRUPO CORAL. Como já se observa atenção ao manejo aos RSS, a proposta é de se evitar redução aos procedimentos já adotados. Mas sim dando enfoque às medidas que contribuirão para um gerenciamento cada vez mais adequado. Sobretudo, com acompanhamento constante em todo o processo de execução do manejo. A Prefeitura Municipal de Goiânia, através da COMURG, realiza o transporte dos resíduos comuns dispostos em um contêiner (figura 02) na parte externa do prédio. Os resíduos são recolhidos em cada unidade de geradora no decorrer do dia, e mantidos em um espaço físico isolado até o momento do descarte final, que é realizado uma vez ao dia, por volta das 18:00h. Figura 2: Contêiner para o descarte de Resíduos Comuns, parte externa da área V A coleta dos RSS é realizada, esporadicamente, sempre que é solicitado à empresa terceirizada chamada QUALIX SERVIÇOS AMBIENTAIS, que tem sua sede em São Paulo, realiza a coleta dos RSS dispostos em dois contêineres, que não possuem sistema de tranca, que ficam no estacionamento interno da área V (figura 03). 12 Figura 3: Contêiner para o Depósito Intermediário dos RSS, parte interna da área V Ressaltando que deve-se manter ativa a parceria com a Cooperativa de Reciclagem COPREC, mantida pelo Instituto Dom Fernando, para a coleta dos resíduos passíveis de reciclagem. De acordo com a proposta do Programa de Coleta Seletiva da UCG, se recolhe diariamente os resíduos comuns que no final do dia são segregados por um funcionário do GRUPO CORAL, devidamente orientado. Em seguida, se dispõe dos resíduos em depósitos edificados, para esse fim especifico, dentro das dependências da área V. Daí serão recolhidos em dias marcados, geralmente duas vezes por semana, pela cooperativa de reciclagem COOPREC. Observando o depósito, nota-se que parte dele está inativo (figura 04) Figura 4: Depósito dos Resíduos Destinados à Reciclagem 13 4.7 Tipos de Resíduos Gerados nos Laboratórios Observar as características dos resíduos gerados dentro dos laboratórios (quadro 9), é um procedimento essencial para o bom êxito do PGRSS. Os trabalhadores envolvidos devem se manter atentos a essas características, segregando-os de acordo com as atividades dos laboratórios. De acordo com o RDC ANVISA n.º 306/2004, o Grupo A se subdivide em 07 subgrupos. Sendo identificados nos laboratórios os resíduos dos seguintes subgrupos: A1 - culturas e estoques de agentes infecciosos de laboratórios de pesquisa; resíduos de fabricação de produtos biológicos; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; A3 - peças anatômicas (tecidos, membros e órgãos) do ser humano, que não tenham mais valor científico ou legal; A4 - carcaças, peças anatômicas e vísceras de animais provenientes de Universidades, de centros de experimentação, assim como camas desses animais e suas forrações. Quadro 09: Tipo de RSS Gerados nos Laboratórios Biológicos da Área V FONTES GRUPO A GERADORAS (potencialmente GRUPO B GRUPO D (LABORATÓRIOS) infectantes) (químicos) (comuns) A1 A3 A4 Anatomia humana X X X Fisiologia Animal X X X Citogenética Animal X X X Microbiologia X X X Neuroendocrinologia X X X Histologia X X Imunologia X X X Embriologia e Patologia X X X X Bioquímica X X X GRUPO E (perfurocortantes) X X X X X X X X X De acordo com o mapeamento de riscos da área V, feito anualmente pelo SESMT com apoio da CIPA, os pontos de riscos são os apresentados no quadro 10. Quadro 10: Potencial de Riscos dos laboratórios biológicos da Área V FUNÇÃO Instrumentador de Laboratório Prático de Laboratório Auxiliar de serviços gerais Professor e aluno RISCOS Químico - Biológico Químico – Biológico Químico – Biológico Químico – Biológico 4.8 Descrição dos Procedimentos de Gerenciamento: O PGRSS deve obedecer ao planejamento da Instituição para recursos físicos, recursos materiais e capacitação de recursos humanos. Sendo todas as etapas contempladas na 14 Resolução ANVISA n.º 306/2004, observadas durante a execução: segregação, acondicionamento, identificação, transporte interno, armazenamento temporário, tratamento, armazenamento externo, coletas e transportes externos e destinação final. 4.9 Sistema de Manejo Integrado de RSS O manejo integrado é a ação de gerenciar os resíduos nos aspectos intra e extrainstituição, da geração à disposição final. Tendo como principais objetivos: melhorar as condições de higiene no trabalho em todos os laboratórios; evitar a contaminação dos resíduos comuns; cumprir a Legislação vigente; proteger a saúde dos professores, alunos, funcionários dos laboratórios e os da limpeza da área V, além dos trabalhadores da limpeza pública; evitar e/ou minimizar os impactos à saúde pública e o meio ambiente. 4.9 Diretrizes para o PGRSS Os procedimentos formalizados para a sistemática dos processos do gerenciamento determina a segregação inicial, na própria unidade geradora, facilitando a segregação definitiva antes do depósito final (quanto os resíduos estão adequadamente acondicionados para recolhimento). Ressaltando que a segregação correta permite identificar os resíduos de forma satisfatória, para se misturas de resíduos e identificar quais devem sofrer tratamento preliminar, ainda dentro da Instituição. PROCEDIMENTOS DE GERENCIAMENTO DE RSS EXECUTANTE: Técnicos de laboratórios e Auxiliares de Serviços Gerais RESULTADOS ESPERADOS: • Visando a biossegurança, espera-se que todo resíduo seja depositado corretamente em coletores específicos com suas características e classificações; RESPONSABILIDADES: Controle de Resíduos Infectantes: Acompanhar a retirada de resíduos dos laboratórios para o local já disponível e destiná-los de maneira adequada. 15 MATERIAIS NECESSÁRIOS: EPI’s NECESSÁRIOS: Containeres para resíduos do grupo A; Containeres para resíduos do grupo D (não passivos de reciclagem); Luvas; Coletores para resíduos do grupo D (passivos de reciclagem); Jalecos; Depósito edificado para resíduos do grupo D (passivos de reciclagem); Toucas Plásticas; Lixeiras para resíduos dos grupos A e D; Botas de borracha. Sacos plásticos brancos leitosos cm o símbolo da biossegurança para resíduos do grupo A (figura 5) e sacos pretos ou azuis para resíduos do grupo D; Caixas de papelão - Descarpack (figura 6), para resíduos do grupo E; Autoclaves. MANEJO (de acordo com a RDC ANVISA n.º306/2004): SEGREGAÇÃO: será realizada a separação dos resíduos no local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, espécie, estado físico e classificação. Os resíduos gerados são separados de acordo com o grau de periculosidade que representam e pela classificação. Pois, no caso de apenas uma parcela ser infectante, se não houver segregação correta, os demais resíduos deverão ser tratados como potencialmente infectantes, exigindo procedimentos especiais e inevitável aumento de custo. Além do que, a segregação permite que parte dos RSS (embalagens de papel ou plástico) possa ser encaminhada à reciclagem. Nesse momento se identifica os resíduos que deverão sofrer tratamento prévio. ACONDICIONAMENTO: deve-se embalar corretamente os resíduos segregados, de acordo com as características, em sacos e/ou recipientes impermeáveis, resistentes à rupturas e vazamentos. Deve-se manter em todos os laboratórios três recipientes coletores para os resíduos, sendo: 01 coletor para resíduo comum, com saco plástico de cor preta ou azul; 01 coletor com saco plástico específico para resíduos infectantes, para resíduos biológicos, ou seja os RSS; e 01 caixa de papelão, denominada Descarpack, para resíduos perfurocortantes, devendo ser lacrada e envolta em saco para resíduos infectantes. Quando houver necessidade de descartar resíduos do grupo B (químicos), deverão ser acondicionados em recipientes inquebráveis, envolvidos em sacos plásticos e identificados. IDENTIFICAÇÃO: adotar medidas que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informações sobre o correto manejo. Deverá ser mantida do acondicionamento ao transporte externo, utilizando a norma da ABNT, NBR 7.500 de março de 2000 – Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e Armazenamento de Materiais. TRANSPORTE INTERNO: consiste no traslado dos resíduos do ponto de geração (de cada laboratório), até o local destinado ao armazenamento temporário. A ser realizado com roteiro e horário definido, durante os momentos de menor fluxo de pessoas. ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO: trata-se da guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento. É extremamente importante que cada andar do prédio que possue laboratórios biológicos disponha de uma sala de pequenas dimensões para essa finalidade. Devendo ser locais próximos aos pontos de geração. Não poderá ser feito armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso. TRATAMENTO: processo que modifica as características biológicas ou a composição dos RSS, que leva à redução ou eliminação de riscos. A área V possue 04 autoclaves para o pré-tratamento, quando necessário. Tal processo consiste em submeter os resíduos biológicos a um tratamento térmico em câmara selada, sob certas condições de pressão, por um tempo determinado e com prévia extração do ar presente. Neste equipamento são colocados principalmente resíduos infectantes resultados das atividades, principalmente de pesquisa e do mestrado. ARMAZENAMENTO EXTERNO: depósito dos resíduos nos recipientes para a coleta externa. Ressaltando que se localiza em espaço exclusivo, com acesso facilitado para os veículos coletores. Na área V são dois coletores para RSS, contêineres específicos, localizados no estacionamento da área. COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS: remoção dos RSS do depósito (armazenamento externo) até a unidade de destinação final (aterro sanitário). Essa coleta deve ser realizada uma vez por semana, observando as técnicas que garantem a integridade física dos trabalhadores, da população e do meio ambiente. CUIDADOS PREVENTIVOS: Visando a preservação da saúde, da segurança ocupacional, é imprescindível que durante a execução dos procedimentos os colaboradores utilizem os EPI’s especificados. 16 AÇÕES CORRETIVAS: Detectar qualquer tipo de derramamento no local de armazenamento, comunicando o fato o mais rápido possível ao gerenciador do PGRSS; Priorizar horário para o translado, evitando o risco de contaminação às demais pessoas do recinto; O manejo correto evita que resíduos do grupo A, contaminem resíduos de grupo D, sendo esses últimos dispostos de forma menos rígida; A geração de resíduos do Grupo B, como formol e reagentes, ocorre em escala modera nos laboratórios, porém como o tratamento é oneroso e não se executará dentro da UCG, devem-se evitar aquisições superiores ao consumo, evitando vencimento de prazos de validade. Figura 5: Sacos Plásticos para RSS Figura 6: Caixas de Papelão para resíduos perfurocortantes: Descarpack 4.10 Articulação com os Órgãos de Limpeza Pública, Vigilância Ambiental, Sanitária • ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária; • Agência Ambiental de Goiás; • Secretária Municipal do Meio Ambiente – SEMMA; • Vigilância Sanitária Municipal. 4.11 Controle de Vetores Deve-se manter um programa documentado e específico para o controle de pragas, incluindo cuidados com os produtos químicos utilizados, com a concentração, com os locais de aplicação, métodos e freqüência de aplicação. Ressaltando destaque a identificação do nome do responsável pelo controle de pragas e inspeção. É pertinente que se terceirize essa função, a ser realizada aos finais de semana, desde que a empresa contratada, tenha licença para funcionamento e atenda a todos os requisitos do programa. Ressalta-se que pelo aumento de aulas nos laboratórios da área V, aumentou-se também o número de roedores-cobaias (ratos e coelhos), utilizados nas aulas de fisiologia. Portanto, deve-se incluir no programa de controle de pragas, cuidados com as cobaias, ao aplicar produtos químicos. E ainda, que por falta e espaço físico apropriado, sugere-se que não se mantenha os roedores na área V, evitando, entre outras coisas, o mau cheiro. Desta forma, 17 propõe-se estudos, para o novo local de criação das cobaias, as trazendo-os apenas a quantidade necessária para a semana. 4.12 Instrumentos de Análise, Controle Ambiental e Avaliação Periódica de Acordo com os Riscos • Levantamento de Aspecto Ambiental; • Auditoria Interna; • Caracterização de Resíduos e Efluentes. 4.13 Treinamento Periódico Deve-se incluir no planejamento do PGRSS a promoção de campanhas de conscientização sobre a importância do gerenciamento adequado dos RSS, através de palestras, cartazes de divulgação, treinamentos e orientações. Além de disponibilizar produções bibliográficas contemplando aspectos de biossegurança. Todo esse material informativo deverá ser disponibilizado em salas de aulas, principalmente nas experimentais, nos laboratórios e na Biblioteca Central da UCG. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS É bem verdade que os responsáveis pelos laboratórios biológicos da UCG, sempre demonstraram preocupação de como lidar com os resíduos que geram. Atenção especial procurase dar aos funcionários dos laboratórios e responsáveis pela limpeza desses ambientes, orientando-os sobre os cuidados que devem manter com resíduos e com o uso dos EPI’s. Porém, se observa que medidas paliativas são adotadas no decorrer dos processos de execução, ao contrário da adoção de normas sistemáticas e concisas. Através da implantação do PGRSS, busca-se cumprir as responsabilidades inerentes, aperfeiçoando todas as etapas do manejo. Destaca-se constantemente que a preocupação em segregar corretamente os resíduos permite que os mesmos sejam manejados de forma segura. Observou-se na elaboração desse projeto certa discrepância dos cuidados adotados nos laboratórios de extensão e pesquisa (Mestrado de Ciências Ambientais e Saúde) e os demais laboratórios, sendo que nos primeiros os colaboradores se demonstraram mais atentos à importância do manuseio seguro. Faz-se necessário fomentar a conscientização dos todos envolvidos em todos os laboratórios, adequando uniformemente às normas institucionais. Sobretudo por se tratar de uma conceituada e tradicional Instituição de Ensino Superior. 18 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 7.500/2000 – Símbolos de Risco e Manuseio para o Transporte e Armazenamento de Materiais, março de 2000. ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 10.004/1987 – Classificação de Resíduos Sólidos, maio de 2004. ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13.463/1995 – Coleta de Resíduos Sólidos, setembro de 1995. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consulta pública no 48, de 04 de julho de 2000, Diário Oficial da União 2000; 05 julho. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC 33, de 25 de fevereiro de 2003, Diário Oficial da União 2003; 5 março. ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC 306, de 07 de dezembro de 2004, Diário Oficial da União 2004; 10 dezembro. BRASIL, Lei no 6.437, Infrações à Legislação Sanitária Federal, Diário Oficial da União 1977; 24 agosto. CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução 05, de 5 de agosto de 1993, Diário Oficial da União 1993; 31 agosto. CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução 283, de 12 de julho de 2001, Diário Oficial da União 2001; 1 outubro. FERREIRA JA, ANJOS LA. Aspectos de Saúde Coletiva e Ocupacional associados à Gestão dos Resíduos Sólidos Municipais, 2001. FERREIRA JA. Resíduos Sólidos e Lixo Hospitalar: uma discussão ética, 1995. LEI ESTADUAL, Política Estadual de Resíduos Sólidos, n.º 14.248 de 29/07/2002, Diário Oficial 2002; 5 agosto. OMS – Organização Mundial de Saúde, 1993. Safe management of waste from Health-care activities. REFORSUS, Projeto - Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviço de Saúde/ Ministério da Saúde - Brasília, 2001. TEIXEIRA P, VALLE S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 1996.