Norma Técnica SABESP NTS 169 Tinta epóxi alcatrão de hulha curada com poliamida e de alta resistência à abrasão Especificação São Paulo Novembro - 2001 NTS 169 : 2001 Norma Técnica SABESP SUMÁRIO 1 OBJETIVO ................................................................................................................. 1 2 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES............................................... 1 3 CONDIÇÕES GERAIS .............................................................................................. 1 3.1 Aparência dos componentes A e B....................................................................... 1 3.2 Aparência do produto pronto para aplicação ...................................................... 2 3.3 Embalagem ............................................................................................................... 2 3.4 Estabilidade à armazenagem ................................................................................. 2 3.5 Diluição ..................................................................................................................... 2 3.6 Identificação ............................................................................................................. 2 4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS .................................................................................... 2 4.1 Requisitos dos componentes A e B...................................................................... 2 4.2 Requisitos do produto pronto para aplicação ..................................................... 2 4.3 Características da película seca ............................................................................ 3 5 INSPEÇÃO E ENSAIOS ........................................................................................... 3 5.1 Confecção das chapas ............................................................................................ 3 5.2 Inspeção visual......................................................................................................... 4 5.3 Ensaios...................................................................................................................... 5 6 CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO................................................................................... 5 05/11/2001 Norma Técnica SABESP NTS 169 : 2001 Tinta epóxi alcatrão de hulha curada com poliamida e de alta resistência à abrasão 1 OBJETIVO Especificar as características para a tinta epóxi alcatrão de hulha curada com poliamida e de alta resistência à abrasão, a ser utilizada como tinta de acabamento. Esta tinta é fornecida na forma de dois componentes (tinta bicomponente) separados, a saber: - a resina epóxi (componente A); e - o alcatrão de hulha e o agente de cura à base de poliamida (componente B). 2 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES As normas e/ou documentos relacionados a seguir contêm informações complementares a esta norma. NTS 039:1999 “Tintas – Medição de espessura de película seca” NBR 5829:1984 “Tintas, vernizes e derivados - Determinação da massa específica” NBR 7135:1981 “Pigmentos – Grau de dispersão no veículo de uma tinta” NBR 7340:1982 “Tintas e vernizes - Determinação do teor de substâncias voláteis e não-voláteis” NBR 8094:1983 “Materiais metálicos revestidos e não-revestidos – Corrosão por exposição à névoa salina” NBR 8095:1983 “Material metálico revestido e não-revestido – Corrosão por exposição à atmosfera saturada” NBR 8096:1983 “Material metálico revestido e não-revestido – Corrosão por exposição ao dióxido de enxofre” NBR 8621:1984 “Tintas - Determinação do volume dos sólidos” NBR 9558:1986 “Tintas - Determinação de tempo de secagem” NBR 12105:1991 “Tintas - Determinação de consistência pelo viscosímetro Stormer” NBR 12119:1991 “Tintas - Determinação da resistência à abrasão (método a úmido)” ASTM D 1308:1993 “Standard Test Method for Effect of Household Chemicals on Clear and Pigmented Organic Finishes” ASTM D 4541:1995 “Standard Test Method for Pull-Off Strenght of Coatings Using Portable Coating Testers” SIS 055900:1998 “Pictorial Surface Preparation Standards for Painting Steel Surface” 3 CONDIÇÕES GERAIS 3.1 Aparência dos componentes A e B Os componentes A e B devem apresentar-se homogêneos, sem pele e espessamento, quando observados em lata recém-aberta. Caso apresentem alguma sedimentação, esta deve ser facilmente homogeneizável. 05/11/2001 1 NTS 169 : 2001 Norma Técnica SABESP 3.2 Aparência do produto pronto para aplicação O produto final, que se obtém após a mistura dos dois componentes da tinta, deve apresentar consistência uniforme. 3.3 Embalagem a) na vedação das embalagens não deve ser utilizado material passível de causar degradação ou contaminação da tinta. b) as embalagens devem apresentar-se em bom estado de conservação, devidamente rotuladas ou identificadas na superfície lateral, conforme as exigências desta norma (veja item 3.6). c) as embalagens devem conter, no mínimo, a quantidade citada na respectiva identificação. 3.4 Estabilidade à armazenagem Os componentes A e B devem apresentar estabilidade à armazenagem em embalagem fechada a temperatura inferior a 40oC, que garanta sua utilização por no mínimo 12 meses após a data de fabricação. Admite-se a revalidação deste prazo de utilização por dois períodos adicionais de 6 meses, mediante repetição e aprovação prévia dos ensaios executados por ocasião do fornecimento. 3.5 Diluição Quando necessário, para facilitar sua aplicação, esta tinta pode ser diluída conforme instruções do fabricante. 3.6 Identificação As embalagens devem trazer, no rótulo ou em seu corpo, no mínimo, as seguintes informações: - tinta epóxi alcatrão de hulha curada com poliamida e de alta resistência à abrasão; - identificação dos componentes (A e B); - diluente a utilizar; - quantidade contida no recipiente, em litros ou quilogramas; - nome e endereço do fabricante; - número ou sinal que identifique o lote de fabricação; - data de fabricação e de validade do produto; - proporção de mistura dos componentes, em massa ou volume. 4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS 4.1 Requisitos dos componentes A e B A identificação da resina do componente A e do agente de cura do componente B deve ser efetuada por espectroscopia na região do infravermelho. Os espectros obtidos após a evaporação dos solventes devem apresentar as bandas características da resina epóxi (componente A) e do agente de cura e do alcatrão de hulha (componente B). 4.2 Requisitos do produto pronto para aplicação Os requisitos do produto pronto para aplicação, após a mistura dos componentes A e B, são apresentados na Tabela 1. 2 05/11/2001 Norma Técnica SABESP NTS 169 : 2001 Tabela 1 - Requisitos do produto pronto para aplicação Ensaios Requisitos mínimos Norma Sólidos por volume, % Consistência, (UK) Tempo de secagem para repintura, h Tempo de vida útil da mistura (pot-life), h 75 110 Deve-se seguir o tempo recomendado pelo fabricante* NBR 8621:1984 NBR 12105:1991 NBR 9558:1986 * Na falta deste, recomenda-se um intervalo entre demãos mínimo de 12 horas e máximo de 24 o horas e uma vida útil da mistura de 2 horas a 25 C. 4.3 Características da película seca Para avaliar a película seca, devem ser preparados corpos-de-prova aplicando a tinta em chapas conforme descrito no item 5.1. As características exigidas da película seca são apresentadas na Tabela 2 e no item 6 - Critérios de Aceitação. Tabela 2 - Características da película seca Ensaios Aderência à tração, MPa Espessura da Requisitos película seca (µm) mín. máx. 140 a 160 2 - Resistência à abrasão úmida, µm/1000 ciclos 100 (mínimo) - 10 Resistência à névoa salina, h 280 a 320 720 - Resistência a 100% de umidade saturada, h 280 a 320 720 - Resistência ao SO2, (2,0 litros) ciclos 280 a 320 5 - Resistência à imersão em água destilada, 40oC, h Resistência à imersão em água salgada, (3,5% de NaCl), h 280 a 320 960 - 280 a 320 960 - Resistência à imersão em H2SO4 a 30%, 25oC, h 280 a 320 240 - 5 Norma ASTM D4541:1991 NBR 12119:1991 NBR 8094:1983 NBR 8095:1983 NBR 8096:1983 ASTM D1308:1993 ASTM D1308:1993 ASTM D1308:1993 INSPEÇÃO E ENSAIOS 5.1 Confecção das chapas a) Para a realização dos ensaios de caracterização da película seca, a tinta a ser ensaiada será aplicada em corpos-de-prova confeccionados em chapas de aço-carbono ABNT 1010 ou ABNT 1020, com as seguintes dimensões: 200 mm x 100 mm e espessura mínima de 1,0 mm. Para manter suspensas as chapas durante a aplicação da tinta e/ou durante os ensaios de imersão, deve-se fazer um furo central, a 20 mm da borda superior, com um diâmetro médio de 3 mm (ver Figura 1). Opcionalmente, podem 05/11/2001 3 NTS 169 : 2001 Norma Técnica SABESP 20 mm ser feitos dois furos nos cantos superiores, a uma distância de 20 mm de cada uma das bordas (ver Figura 2). 1 m m (m ín im o) 200 mm ø 3 mm 100 mm 20 mm 1 m m (m ín im o) 200 mm 3 mm 20 mm Figura 1 - Ilustração esquemática do corpo-de-prova para aplicação de tinta (furo central) 100 mm Figura 2 - Ilustração esquemática do corpo-de-prova para aplicação de tinta (furos nas bordas) b) No caso de armazenagem das chapas para posterior aplicação da tinta, é necessária a aplicação de um protetivo temporário (óleo ou graxa), para evitar a ocorrência de corrosão superficial. Este protetivo temporário deve ser quimicamente inerte, não contendo ácidos ou substâncias que, em presença de umidade ou oxidantes, possam reagir com as chapas. Além disso, este protetivo deve ser de fácil remoção. 5.2 Inspeção visual Verificar se as condições indicadas nos itens 3.1, 3.2, 3.3, 3.4 e 3.6 estão atendidas e rejeitar o fornecimento do lote que não passar na inspeção. 4 05/11/2001 Norma Técnica SABESP NTS 169 : 2001 5.3 Ensaios Os ensaios a serem executados constam das Tabelas 1 e 2 e do item 4.1. Para a realização dos ensaios indicados na Tabela 2, devem ser observadas as condições descritas a seguir. - A aplicação da tinta nas chapas deve ser feita no mínimo 15 minutos após a mistura e homogeneização dos componentes. - A preparação da superfície sobre a qual a tinta vai ser aplicada deve ser feita por meio de jateamento abrasivo ao metal quase branco, de acordo com a seguinte seqüência: a) remover todo óleo visível ou graxa da superfície da chapa, pelo emprego de água com detergente ou solventes; b) jatear ao metal quase branco, padrão de limpeza Sa2 ½ (norma SIS 055900:1998). O perfil de rugosidade deve ser o recomendado pelo fabricante da tinta. Na falta deste, recomenda-se adotar um perfil médio de rugosidade de cerca de 1/4 a 1/3 da espessura total da camada de tinta prevista pelo esquema de pintura; c) limpar a superfície jateada com jato de ar seco ou com aspirador; d) fazer uma limpeza final com o uso de solventes, de maneira a eliminar qualquer oleosidade residual. Os ensaios da Tabela 2 devem ser realizados após o tempo recomendado pelo fabricante para a completa cura da tinta. Durante este período, os corpos-de-prova devem ser mantidos à temperatura de (25 ± 2)oC e umidade saturada de (60 ± 5)%. Para o ensaio de resistência à névoa salina, deve ser feito um único entalhe no centro da chapa, paralelo a sua maior dimensão, a uma distância de 30 mm das bordas superior e inferior (ver Figura 3). 30 mm 30 mm Figura 3 - Ilustração esquemática do entalhe no corpo-de-prova para ensaio em névoa salina As bordas devem ser protegidas adequadamente, a fim de evitar o aparecimento prematuro de processo corrosivo nesse local. 6 CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO a) Após 720 horas de ensaio de névoa salina, não deve ser observada a presença de bolhas ou de pontos de corrosão na superfície ensaiada da película, nem penetração da solução ou da corrosão na região da incisão superior a 1 mm. 05/11/2001 5 NTS 169 : 2001 Norma Técnica SABESP b) Após 720 horas de ensaio em câmara úmida saturada, não deve ser observada a presença de pontos de corrosão ou formação de bolhas na película. c) Após 5 ciclos de ensaio em câmara de SO2, não deve ser observada a presença de pontos de corrosão ou formação de bolhas na película. d) Após 960 horas de ensaio de imersão em água destilada a 40oC, não deve ser observada a presença de pontos de corrosão ou formação de bolhas na película. e) Após 960 horas de ensaio de imersão em água salgada (3,5% de NaCl), não deve ser observada a presença de pontos de corrosão ou formação de bolhas na película. f) Após 240 horas de ensaio de imersão em H2SO4 a 30%, não deve ser observada a presença de pontos de corrosão ou formação de bolhas na película. 6 05/11/2001 Norma Técnica SABESP NTS 169 : 2001 Tinta epóxi alcatrão de hulha curada com poliamida e de alta resistência à abrasão Considerações finais: 1) Esta norma técnica, como qualquer outra, é um documento dinâmico, podendo ser alterada ou ampliada sempre que for necessário. Sugestões e comentários devem ser enviados à Divisão de Normas Técnicas – TDGN. 2) Tomaram parte na elaboração desta Norma: ÁREA UNIDADE DE TRABALHO T T T IPT IPT TDDP TDDP TDGN Consultor Consultora 05/11/2001 NOME Airton Checoni David Pedro Jorge Chama Neto Maria Célia Goulart Sidney Oswaldo Pagotto Júnior Zehbour Panossian NTS 169 : 2001 Norma Técnica SABESP Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo Diretoria Técnica e Meio Ambiente - T Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico - TD Divisão de Normas Técnicas - TDGN Rua Costa Carvalho, 300 - CEP 05429-900 São Paulo - SP - Brasil Telefone: (0xx11) 3030-4839 / FAX: (0xx11) 3814-6323 E-MAIL : [email protected] - Palavras-chave: tinta, epóxi, revestimento, resistência à abrasão - __6__ páginas 05/11/2001