Misturas Betuminosas
Agregados
Universidade do Minho
Departamento de Engenharia Civil
Misturas Betuminosas para Camadas de Pavimentos Rodoviários
Características Fundamentais das Misturas Betuminosas
• Estabilidade
• Durabilidade
• Flexibilidade
• Resistência à fadiga
• Aderência
• Impermeabilidade
• Trabalhabilidade
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Misturas Betuminosas
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• Estabilidade
o Capacidade para resistir às deformações permanentes produzidas pelas
cargas, em determinadas condições de aplicação.
o Cargas lentas, temperaturas elevadas: principal contribuição é devida à
composição do agregado.
o Cargas rápidas, temperaturas reduzidas: alguma contribuição do betume.
o Resistência depende essencialmente da fricção interna dos materiais
(granulometria dos agregados, da forma das partículas, da densidade da
mistura e da quantidade e tipo de betume) e da sua coesão.
• Durabilidade
o Resistência à desagregação causada pelas solicitações climáticas e pelo tráfego –
resistência ao envelhecimento (resistência ao fendilhamento a baixas temperaturas).
o Maior quantidade de betume, maior durabilidade da mistura.
o Materiais de granulometria contínua, bem compactados (misturas impermeáveis).
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• Flexibilidade
o Capacidade para se adaptar gradualmente aos movimentos do seu suporte.
o Aumento da percentagem de betume; forma arredondada da fracção arenosa do
agregado.
o Utilização de agregados de granulometria relativamente aberta.
• Resistência à fadiga
o Passagem repetida de veículos – extensões de tracção nos materiais
ligados
o Misturas densas têm um melhor desempenho que as abertas.
o Materiais bem graduados: utilização de elevadas % de betume.
• Aderência
o Não utilizar betume em excesso.
o Agregados com textura superficial rugosa: maior micro-rugosidade.
o Macrotextura elevada: maior segurança com chuva.
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• Impermeabilidade
o Resistência à passagem da água e do ar através das camadas do
pavimento – durabilidade da mistura.
o Reduzir a interligação dos vazios e o seu contacto com a superfície do
pavimento.
• Trabalhabilidade
o Facilidade de aplicação e compactação da mistura.
o Procura de maior estabilidade, por vezes dificulta a trabalhabilidade.
o Respeito pelas regras de operação dos equipamentos e a correcta formulação
da mistura.
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Características Físicas das Misturas Betuminosas
Volumes
Massas
Ar
Mv≈0
Vv
Vv
VMA
Vb
Vb
Betume
Va
Mb
Vt
Mt
Va
Agregado
• Ma - massa de material agregado (g)
• Mb - massa de betume (g)
• Mv - massa dos vazios (desprezável)
• Mt - massa total (g)
Ma
•Va - volume de material agregado (cm3)
•Vb - volume de betume (cm3)
•Vv - volume de vazios (cm3)
•Vt - volume total (cm3)
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Relações entre massas ou volumes nas misturas betuminosas
(indicação da durabilidade e desempenho)
ƒ Vazios da mistura de agregados (porosidade sem betume) VMA = Vb + Vv
ƒ Compacidade da mistura = Va + Vb
• Massa Volúmica
ρs =
Ma
Va
• Teor em Betume (relação em massa)
t b = 100 x
• Percentagem de Betume
p b = 100 x
M
M
b
a
Mb
Mt
• Grau de saturação em betume (Sbt) – proporção de VMA ocupados pelo betume
Vb
Vb
S bt =
x 100 =
x 100
Vv + Vb
VMA
• Porosidade (% de vazios da mistura)
n=
ρ max − ρ t
x100
ρ max
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Formulação de Misturas Betuminosas - Método de Marshall
• Características físicas exigíveis aos agregados.
• Definição da curva granulométrica (fuso especificado pelos cadernos de encargos)
• Obtenção do material pretendido: misturar várias fracções de agregado, finos e
grossos, produzindo um material que respeite as especificações.
• Problema a resolver: quais as proporções deve entrar cada uma das fracções, de
modo a obter uma curva com um andamento próximo da curva de referência (curva média
do fuso especificado).
• Estabelecer tantas equações quantas as fracções granulométricas a usar, impondo-se
condições em diversos diâmetros, “di”, pré-seleccionados:
• P (d) = p1 A + p2 B+ ... + pi Agi
onde,
P(d): percentagem de material que passa no peneiro considerado para a combinação
de agregados A, B, ..., Agi;
A, B, ..., Agi: percentagem de material passado no peneiro considerado para os
agregados A, B, ..., Agi;
p1, p2, ..., pi: proporções dos agregados, A, B, ..., Agi, usadas na mistura e cuja
soma é igual à unidade (soluções procuradas).
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Formulação baseada no método de marshall
Quadro resumo com as características que a mistura a formular deve ter.
Característica
Valor especificado
Max. Dim dos agregados
10 mm ou 14mm
Teor em betume
5% a 6%
Porosidade
4%a 6%
VMA
Relação ponderal
filer/betume
Numero de pancadas em
cada face
Força de rotura
Deformação máxima
Resistência conservada,
mínima
≥ 14%
1.1 a 1.5
75
8000 a 15000 N
4 mm
75%
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Marshall
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Marshall
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Marshall
Após determinação do teor teórico (baseado na superfície específica dos agregados), devem
ser confeccionadas 2 amassaduras abaixo do teor teórico, duas acima e uma com o teor
teórico, todas elas com um 0.5% de diferença em termos de teor em betume entre elas
Procedimentos
Agregados
Betume
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Marshall - Procedimentos
Video
mistura
Video
compactação
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Marshall - Procedimentos
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas
Determinação da Baridade Máxima Teórica (BMT) – Procedimento A da EN 12697-5
Onde:
m1 – peso do picnómetro
m2 – peso do picnómetro com amostra
m3 – peso do picnómetro com amostra e cheio de água
Vp – volume do picnómetro
ρw – densidade da água
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas (EN 12697-8)
Determinação da Baridade Máxima Teórica (BMT) – Procedimento A da EN 12697-5
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas (EN 12697-8)
Determinação da Baridade Aparente – EN 12697-6
Método A: Baridade – a seco
a) Determinar a massa do provete seco (m1). No caso do ensaio de provetes húmidos, a etapa a)
deverá ser efectuada após as etapas b) a d).
b) Determinar a massa volúmica da água à temperatura de ensaio com aproximação a 0,1kg/m3 (ρw).
c) Imergir o provete no banho de água a uma temperatura de ensaio conhecida.
d) Determinar a massa do provete, imediatamente após a água ter estabilizado após imersão (m2).
ρ bdry =
m1
xρ w
m1 − m2
é a baridade a seco, em quilogramas por metro cúbico (kg/m3);
m1 é a massa do provete seco, em gramas (g);
m2 é a massa do provete em água, em gramas (g);
ρw é a massa volúmica da água à temperatura de ensaio, em quilogramas por metro cúbico (kg/m3), com aproximação a 0,1 kg/m3.
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ρ bssd
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas (EN 12697-8)
Determinação da Baridade Aparente – EN 12697-6
Método B: Baridade – provete saturado com a superfície seca (SSD)
a) Determinar a massa do provete seco (m1). No caso do ensaio de provetes húmidos, a etapa a) deverá ser efectuada
após as etapas b) a f).
b) Determinar a massa volúmica da água à temperatura de ensaio com aproximação a 0,1kg/m3 (ρw), de acordo com o Quadro 1.
c) Imergir o provete no banho de água a uma temperatura de ensaio conhecida. Deixar a água saturar o provete durante um
período de tempo suficiente até a massa do provete não sofrer alteração.
NOTA Geralmente, o período de saturação é de pelo menos 30 min.
d) Determinar a massa do provete saturado quando imerso (m2), tomando as precauções necessárias para evitar que bolhas de
ar adiram à superfície do provete ou deixem o provete durante a pesagem.
e) Remover o provete da água e secar as gotas da superfície com uma camurça húmida.
f) Se o provete ainda drenar água do seu interior, adoptar o Método C (provete selado)
g) Determinar, através de pesagem ao ar, a massa do provete saturado com a superfície seca imediatamente após a secagem (m3).
ρ bssd =
em que:
m1
xρ w
m3 − m2
ρbssd é a massa volúmica (SSD), em quilogramas por metro cúbico (kg/m3);
m1 é a massa do provete seco, em gramas (g);
m2 é a massa do provete em água, em gramas (g);
m3 é a massa do provete saturado com a superfície seca, em gramas (g);
ρw é a massa volúmica da água à temperatura de ensaio, em quilogramas por metro cúbico (kg/m3), com aproximação a 0,1 kg/m3.
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ρ bssd
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas (EN 12697-8)
Determinação da Baridade Aparente – EN 12697-6
Método C: Baridade –provete selado
Determinar a massa do provete seco (m1).
Determinar a massa volúmica da água à temperatura de ensaio com aproximação a 0,1kg/m3 (ρw), de acordo com o Quadro 1.
Selar o provete de forma a que os vazios internos do provete que fazem parte da sua composição volumétrica não sejam
preenchidos e que não surjam vazios adicionais entre o selante e o provete ou nos vincos do selante. Após este procedimento,
o provete deve ficar inacessível à água quando submerso.
Determinar a massa do provete seco e selado (m2).
Mergulhar o provete no banho de água mantido à temperatura de ensaio conhecida.
Determinar a massa do provete selado imerso em água (m3), tomando as precauções necessárias para evitar a adesão de
bolhas de ar ao selante durante a pesagem.
ρ bsea =
m1
(m2 − m3 ) / ρ⋅w − (m2 − m1 ) / ρ sm
ρ
3
bsea é a baridade do provete selado, em quilogramas por metro cúbico (kg/m );
m1 é a massa do provete seco, em gramas (g);
m2 é a massa do provete selado seco, em gramas (g);
m3 é a massa do provete selado em água, em gramas (g);
ρw é a massa volúmica da água à temperatura de ensaio, em quilogramas por metro cúbico (kg/m3), com aproximação a 0,1 kg/m3.
ρsm é a massa volúmica do material selante à temperatura de ensaio, expressa em quilogramas por metro cúbico (kg/m3) com aproximação a 10 kg/m3.
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ρ bssd
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação das características volumétricas das misturas (EN 12697-8)
Determinação da Baridade Aparente – EN 12697-6
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ρ bssd
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Formulação de Misturas Betuminosas – EN 13108-1 (Anexo Nacional)
Determinação do índice de sensibilidade à água – EN 12697-12 - Procedimentos
ITSR =
ITS w
×100
ITSd
Legenda:
1 – Prato superior
2 – Apoios em aço
3 – Provete
F – Aplicação da força
Esquema do ensaio para determinação da resistência à tracção indirecta
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Determinação do índice de sensibilidade à água – EN 12697-12
O ensaio
68 a 72 hrs em agua a 40ºC
Dispositivo de tracção indirecta
2 hrs em agua a 15ºC
Tipos de rotura
50mm/mint
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Resistência às deformações permanentes (Wheel Tracking) – EN 12697-22
Procedimento
F
Força aplicada na roda
Provete/amostra
Oscilação da mesa
Mesa sobre carris
1.8
Deformação permanente (mm)..
Roda de borracha
BB 0/14
1.6
SMA 0/11
1.4
MBR-BB 0/12
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
Número de ciclos
Esquema do ensaio para determinação da
resistência à deformação permanente
Resultados de ensaios a 3 misturas diferentes
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Resistência às deformações permanentes (Wheel Tracking) – EN 12697-22
O ensaio
Vídeo
Vídeo2 WTT UM
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Determinação do módulo de deformabilidade em misturas
betuminosas – EN 12697-26
Lei de Hook
σ=
σ = E ×ε
σ
E=
ε
F
Area
ε=
l
L
Alguns esquemas
de ensaio
possíveis em
materiais
betuminosos
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Determinação do módulo de deformabilidade em misturas
betuminosas – EN 12697-26
Variação do módulo com a freqência
Relação tensão/extensão e ângulo de fase
Módulo de rigidez (MPa)
7000
BB 0/14
6000
SMA 0/11
5000
MBR-BB 0/12
4000
3000
2000
1000
0
0.1
1
10
Frequência (Hz)
4PBT;
8Hz e 20ºC (NP EN 13108-20)
Módulo rigidez (MPa)
15000
Variação do módulo com a temperatura
BB 0/14
13000
SMA 0/11
11000
MBR-BB 0/12
9000
7000
5000
3000
1000
0
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10
20
28 30
Temperatura (ºC)
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Determinação da vida à fadiga em misturas betuminosas,
pelo método de flexão em 4 pontos – EN 12697-24
ƒ18 vigas
ƒ10 Hz
ƒ3 níveis de extensão
ƒfadiga ente 1E4 e 2E6 ciclos
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Determinação da vida à fadiga em misturas betuminosas, pelo método de flexão
em 4 pontos – EN 12697-24 (II)
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Determinação da vida à fadiga em misturas betuminosas, pelo método de flexão
em 4 pontos – EN 12697-24 (III)
1000
BB 0/14
Einicial
6000
5000
4000
E50%
3000
2000
SMA 0/11
Extensão de tracção (E-6)
Módulo de deformabilidade (MPa)
7000
-0.1796
εt = 2730.9 × N
MBR-BB 0/12
2
R = 0.949
-0.2068
εt = 3649.3 × N
2
R = 0.983
-0.1961
εt = 2449.0 × N
2
R = 0.924
1000
Vida à Fadiga
100
0
1
10
100
1000
Nº de ciclos
10000
100000
1000000
1.0E+04
1.0E+05
1.0E+06
1.0E+07
Número de ciclos
31
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