COMUNICADO DE IMPRENSA
A exposição em homenagem a Bertina Lopes será inaugurada amanhã, 24 de Julho, no Museu
Nacional d’Arte (Avenida Ho Chi Min 1043, Maputo), às 16.30.
A inauguração conta com a presença de Franco Confaloni, marido de Bertina Lopes, o Ministro da
Cultura de Moçambique e os amigos da pintora que organizaram o evento.
A exposição surge depois da homenagem solene que o Presidente da República prestou para a
pintora moçambicana no passado 13 de Julho. Nessa ocasião, o marido da Bertina Lopes ofereceu
ao povo moçambicano um quadro pintado em 1975, O Sol do meu País..
A exposição conta com quase 100 obras, entre pinturas e esculturas, disponibilizadas por
coleccionadores privados residentes em Maputo. O Museu encarregar-se-á de continuar a
reconhecimento do acervo da grande pintora no País.
O mestre Malangatana disse que a Bertina é a mãe e o pai da pintura moçambicana. Foi
reconhecido, já lá vão alguns anos, pelo expoente máximo da pintura moçambicana, o papel de
Bertina Lopes na pintura de Moçambique. Pela primeira vez, uma mulher. Pela primeira vez, uma
mulher especial, “demasiado branca para ser preta, e demasiado preta para ser branca!”
Alda Costa, curadora da exposição, escreveu que esta é “a oportunidade para reivindicar a pertença
da artista a um continente que é parte integrante do nosso mundo e não a um continente fechado e
sobre o qual se projectam ideias preconcebidas e desejos do sonho e do exótico, tais como a ideia de
uma África passiva e receptora, vivendo num eterno passado e incapaz de criar e de se modernizar.”
Era chamada “Mama B”. Toda a gente, em Roma, e no mundo, sobretudo lusófono, conhecem
Bertina por esse nome. E quantas vezes é reproduzido nas inúmeras mensagem de carinho escritas
por cardeais e embaixadores, ministros e presidentes, actores e cantores, pintores e gente comum,
nos muros da casa-ateliê de Roma, a cidade onde faleceu a 10 de Fevereiro de 2012.
Era uma poetisa das cores e tinha o grande dom da ironia, a arte e o prazer da convivência natural e
social. Ela nunca se esqueceu de onde veio, nunca esqueceu a luta do seu povo e a luta dela ao seu
lado, embora geograficamente distante.
Por Paola Rolletta
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Quando o mestre Malangatana disse que a Bertina é mae e pai da