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“Museus para uma sociedade sustentável”
A Natureza faz parte da nossa vida. Os recursos naturais são utilizados para a construção
de objetos que são úteis para a ação humana. Desde ferramentas, objetos de devoção, outros decorativos, todos eles têm um significado diferente para cada um de nós e o material
de que são feitos também é especial, também conta histórias e leva-nos a viajar.
Neste boletim irás conhecer materiais diferentes e muito valiosos que, hoje em dia, alguns
deles já não podem ser utilizados no fabrico de peças, para que se preserve a espécie animal / vegetal de onde são retirados.
Prepara-te para uma viagem ao desconhecido e à magia das terras longínquas que nos ajudaram a identificar a Natureza na Arte!
Da Natureza para a Arte. Uma viagem ao desconhecido...
Era uma vez, há muito tempo, antes de surgirem os primeiros carros e aviões, um grupo de pessoas
que queria descobrir o mundo além-mar. Todos os dias olhavam para o
horizonte e questionavam-se sobre as maravilhas que existiam para lá
daquela linha.
Lá fizeram-se a caminho seguindo a ordem do Rei, em grandes barcos chamadas naus, repletas com animais e marinheiros destemidos que
iam à procura do Oriente, esse lugar desconhecido, mas cujos animais e
plantas exóticas já eram falados por outras pessoas que já tinham estado
nessas novas terras.
Nas semanas que se seguiram a nau sofreu muitas tempestades, com raios e trovões e ondas tão grandes que pareciam voltar a nau ao contrário. Mas tudo correu bem. Depressa chegou o bom tempo, o mar
calmo e vento favorável para continuarem o seu caminho que duraria largos meses.
A nau era comandada pelo capitão Dom Rodrigo que estava acompanhado pelo seu amigo e piloto
Dom Vasco, que adorava fazer parte destas aventuras. O padre Sebastião tinha a missão de levar a fé
cristã às novas terras do Oriente e tinha sido avisado de que, nesse sítio, as pessoas tinham tradições diferentes. Estava curioso. Como seria viver naquele lugar?
Depois de tantos dias, semanas e meses em alto mar, aparece terra ao longe…
-Terra à vista! Terra à vista! - grita um marinheiro.
De repente é um alvoroço. Todos os marinheiros colocam-se nos seus postos, desatam cordas, puxam velas, muda-se a direção da nau diretamente para terra. Os homens estavam contentes, pois a viagem tinha sido cansativa. E aquela terra era Goa, colónia portuguesa na Índia.
Assim que aportaram sentia-se cheiros de especiarias diferentes (pimenta, canela, cravo-da
-índia…) e ouviam-se sons vindos de instrumentos estranhos e desconhecidos para os
portugueses que embarcaram nesta viagem. Estavam fascinados com aquela terra e com as
pessoas que se vestiam com túnicas de cores vivas e que tinham o tom de pele mais escuro.
Os portugueses foram bem recebidos e, após o merecido descanso, o Dom Vasco, o Dom
Rodrigo e o padre Sebastião tiveram um convite para conhecer as oficinas dos artistas indianos em Goa. Depressa algo captou a atenção do padre Sebastião. Trabalhos feitos numa matéria
branca, fina e delicada e a maior parte eram imagens de santos católicos inspirados nas imagens trazidas da Europa.
- Que material é este? Nunca vi nada igual! - pergunta o padre Sebastião.
- Chama-se marfim e é um material muito conhecido cá na Índia. - diz um indiano que os acompanhava.
- Ah! É muito bonito! Mas de onde vem este material?- pergunta o padre, intrigado e fascinado com
aquelas obras de arte!
- O marfim é retirado dos chifres dos elefantes que são caçados pelos homens. - Esclarece o indiano.
- Pois, agora percebo porque não conhecia este material. Em Portugal não existem elefantes. É um
animal muito bonito. Eu gostaria de ficar com uma peça destas, como recordação deste lugar. Sei que são
peças valiosas, mas estou disposto a pagar muito caro para ficar com uma delas. Posso escolher?
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- Sim, claro. E porque não fica com o nosso Bom-Pastor? Esta é a nossa representação do Menino Jesus, com as suas ovelhas. As suas roupas são parecidas com as nossas, o cabelo e até mesmo o rosto. - Sugere o indiano.
- Pode ser. Ele parece estar a descansar. Quer dizer que é assim que vocês veem o Menino Jesus?
É diferente de nós. Vou levar para Portugal e de certeza que mais pessoas irão encomendar mais
peças como esta! - Diz o padre.
E o padre tinha razão. Peças como o Bom-Pastor seriam, no futuro, encomendadas para
por toda a Europa.
No dia seguinte, os portugueses fizeram-se ao mar para chegar a Ceilão (Sri Lanka). Não iriam ficar
ali muito tempo, apenas iam entregar produtos trazidos de Goa para prosseguirem viagem até Macau na
China. Mas mesmo assim, aportaram e enquanto se transferia a mercadoria, o piloto Dom Vasco reparou
numas caixas que continham conchas lindíssimas, perfeitas e muito brilhantes que eram colocadas na nau.
Aproxima-se do capitão Dom Rodrigo e pergunta o que eram aquelas conchas.
- É uma encomenda que vamos levar para a Europa. Se quiser posso oferecer-lhe
esta. A concha está vazia, mas é a carapaça de um molusco que vive no mar e que se
chama nautilus. Por isso é conhecida como concha de nautilus. - Explica o Dom Vasco.
- É linda, o brilho cativou-me. Se me oferece eu agradeço, gostaria de oferecê-la à minha mulher
quando regressar a casa. Ela coleciona objetos exóticos. - Disse o Dom Rodrigo.
- Existem muitas histórias à volta do brilho destas conchas. Diz-se que é mágico. Conhecem-se muitas lendas que ligam o brilho aos céus, às divindades… - Explica o Dom Vasco.
- Essas histórias ainda tornam esta concha mais especial! - Exclama Dom Rodrigo.
- Vou dar-lhe um conselho. Soube que na Europa estas conchas são muito procuradas e utilizam-nas
para fazer peças de valor e de coleção. Irei entregar-lhe a morada de um ourives na Alemanha que trabalha com estes materiais exóticos para que produza uma peça de arte para oferecer à sua mulher. - Diz o
Dom Vasco.
O Dom Rodrigo, fascinado com a sua concha, agradeceu ao Dom Vasco a sua amabilidade e juntos
regressaram à nau rumo a Macau, na China.
Algumas semanas depois aparece, novamente, terra à vista. Tinham chegado à China, um lugar tão
diferente da Índia. As pessoas tinham um tom de pele mais claro e olhos rasgados. Os portugueses sabiam que naquele lugar havia muitos animais diferentes, plantas… Estavam desejosos de conhecer esta bonita terra.
O padre Sebastião sabia que havia outros padres, como ele, a viver neste lugar para transmitir aos chineses que não conheciam Jesus, os valores da fé cristã. Ao chegar a Macau encontrou-se com um seu
amigo que lá vivia há alguns anos. Sentaram-se a beber um chá, a bebida típica chinesa que o padre Sebastião ainda não tinha provado.
- Esta bebida é muito boa. Julgo que iremos levar um carregamento de chá para a Europa, e parece
que vou levar algum para mim também. - Diz o padre Sebastião com um sorriso.
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Em resposta, o amigo diz a Sebastião:
- Eu posso oferecer-te algum chá em troca de um favor. Gostava
muito de te pedir para entregares esta peça no convento da Ordem
das Carmelitas em Portugal. É um frontal de altar para ser colocado
na capela, em seda chinesa e tem ao centro as armas desta ordem religiosa.
- É fantástico! E que decoração é essa? São animais, mas não conheço alguns deles. São imaginários? Pergunta o padre Sebastião.
- Não. Estes animais e plantas existem mesmo e alguns deles são exóticos, quer dizer,
estranhos... como é o caso dos pavões, dos tigres... alguns deles eu também não conhecia. Esta é uma forma de mostrar às pessoas, em Portugal, a variedade de animais
diferentes que existem aqui na China.
Entretanto o amigo do padre Sebastião explicou que aquela peça era muito valiosa
porque o fabrico da seda era um segredo bem guardado pelos chineses. A seda era fabricada a partir da fibra branca produzida pelas lagartas (bichos-da-seda) nos seus casulos. O padre pensou que, de facto, era uma peça especial e que existia graças a esses pequenos animais. Com este pensamento o padre Sebastião guardou o frontal de altar e despediu-se.
Uns dias mais tarde, a nau partiu em direção a um novo lugar, o Japão, em busca de novos tesouros.
Quando lá chegaram, o capitão Dom Vasco estava interessado em conhecer o estilo namban que já
ouvira falar em Portugal. Dizia-se que os japoneses usavam pó de ouro e prata para decorar objetos.
Precisava de um escritório de banca, que não era mais de que uma caixa pequena com gavetas e um
tampo que servia de apoio para escrever. Dom Vasco tinha um escritório destes, mas estava gasto. Era
altura de ter um novo.
No Japão existiam muitas oficinas e não foi difícil para o Dom Vasco encontrar uma e, logo por sorte, havia um escritório quase a ser acabado muito
semelhante ao que tinha. Depressa percebeu que os artesãos japoneses fabricavam objetos, inspirados nas formas europeias, trazidos por viajantes, como
ele.
Ficou fascinado com o brilho, a maciez e a decoração oriental. Nunca vira
nada assim em Portugal. Era uma raridade.
Estava um artesão a olhar atentamente para o Dom Vasco e pergunta-lhe se ele conhecia a planta que
estava na decoração do escritório.
- Não. - responde o Dom Vasco.
- A planta que está no tampo é um feijoeiro do Japão, chamado kusu e
nas gavetas estão desenhadas uma planta que se chama “bordo do Japão” ou monozi. Somos inspirados pela nossa natureza. E esse brilho e
maciez que tanto aprecia é de uma laca que colocamos. E essa laca vem
de uma árvore que não existe no seu país e que se chama Rhus Verniciflua. Por isso é tão
especial.
Dom Vasco ficou contente por saber que a decoração era inspirada em plantas orientais, assim era
uma peça que o faria sempre recordar-se desta viagem, deste lugar.
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Ao olhar atentamente para a peça encontrou uns pontos que brilhavam e pareciam ter várias cores.
Recordou-se do brilho mágico da concha de nautilus e perguntou ao artesão se este material vinha dessas
conchas.
- Sim, mas é do interior da concha e chamamos “madrepérola”. Há quem diga
que é mágica e divina, fabricada pelos deuses. - diz o artesão.
Dom Vasco recordou-se das lendas que o capitão Dom Rodrigo lhe havia contado sobre a concha de nautilus e depressa se apercebeu que o seu escritório era
valioso, não só pela decoração, mas pelo significado diferente e exótico que aqueles materiais continham.
À semelhança de Dom Rodrigo, Dom Vasco e o padre Sebastião, houve muitos outros europeus que
procuraram estes tesouros no Oriente que tinham origem em animais e plantas. Produziram-se muitas
peças, mais do que o necessário e, após alguns séculos, o molusco nautilus e os elefantes estarão em vias
de extinção, ou seja, em risco de desaparecerem e o bicho-da-seda utilizado para a produção de seda já
não irá existir livremente nas florestas.
Os objetos que os portugueses conheceram farão parte de museus, coleções particulares, como um
testemunho de uma época em que a Arte existiu graças à Natureza, mas também servirão para nos alertar,
para respeitarmos os recursos naturais, porque todos eles são importantes para a nossa vida na Terra e
que se os usarmos em demasia, também poderão desaparecer.
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Jogo 1 - Completa a frase!
Depois de leres a história, ajuda-nos a completar as seguintes frases. Se precisares de ajuda, consulta
o texto!
1. Na história as três personagens partiram numa viagem rumo ao __________ numa _____. Passaram por vários lugares, sendo eles a ___________, o _______________, a ______________ e o
_____________.
2.
Na Índia o padre Sebastião conheceu um material muito branco, fino e delicado chamado:
____________, que era retirado dos ________ dos _________. A peça que o padre comprou chamava-se
______________.
3. Dom Rodrigo, quando chegou ao Ceilão, ficou fascinado por uma ___________, que era retirada de um molusco que vive no mar chamado ___________. Dizia-se que tinha um brilho __________.
4. Na China, o padre Sebastião bebeu ___________, que era uma bebida típica chinesa que ainda
não tinha provado.
5.
O amigo do padre Sebastião pediu para entregar no convento da Ordem das Carmelitas em
Portugal um ________________. A seda é feita a partir da fibra branca que os _______________ ou lagartas produzem para formar os seus casulos.
6.
Dom Vasco precisava de uma caixa com gavetas e tampo cujo nome era ___________. Esta
peça era muito rica na sua decoração, tinha plantas orientais e um material brilhante que era retirado do interior das conchas do mar, chamado ______________ . A peça trazida por Dom Vasco era um exemplo do
estilo _______, típico do Japão e que ele queria conhecer.
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Jogo 2 - De onde venho?
O Dom Vasco chegou a Portugal e quer descrever aos seus amigos e familiares, os objetos que conheceu, mas não consegue recordar-se da origem dos materiais naturais.
Ajuda o Dom Vasco a perceber de onde provêm os vários materiais utilizados nos objetos que conheceu
durante a viagem!
Boa sorte!
CONCHA DE NAUTILUS
LACA CHINESA
MARFIM
SEDA
MADREPÉROLA
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Jogo 3 - Palavra Perdida!
Ajuda o padre Sebastião a encontrar os materiais exóticos que têm origem em animais e plantas.
Existem outros materiais que não conheceste na história e que não são exóticos, mas que também
são utilizados no fabrico de peças de Artes Decorativas.
Sugestão: pinta com lápis de cores diferentes as palavras que encontrares! Boa sorte!
OSSO
MADEIRA
COURO
LACA
MADREPÉROLA
SEDA
MARFIM
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Jogo 4 - Peça a peça!
Durante a visita ao Ceilão (Sri Lanka), o Dom Rodrigo teve uma oferta do Dom Vasco que foi uma
concha de Nautilus. O Museu Quinta das Cruzes tem, nas suas coleções, duas taças feitas com prata e
conchas de nautilus, trabalhadas e gravadas com figuras humanas.
Em seguida, irás encontrar numa folha à parte, a imagem desta peça com linhas para recorte.
Podes usar a imagem abaixo para te guiares na construção do puzzle. Boa sorte!
Taça Nautilus
Alemanha (?)
Séculos XVII - XVIII
Prata e nautilus. Legado João Wetzler
MQC1784
Sabias que: À semelhança da mulher de Dom Rodrigo que colecionava peças exóticas, os objetos produzidos com estes materiais eram muito procurados por príncipes europeus que também colecionavam peças do mundo
inteiro e as colocavam em gabinetes chamados Kunstkammer , semelhantes a galeria de maravilhas.
A concha provém do Nautilus, um molusco que habita a cerca de 500 metros de profundidade. Existe tanto
no Atlântico como no Pacífico. A concha utilizada nesta Taça de Nautilus do museu teria cerca de 30 anos quando
foi recolhida do mar.
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Jogo 4 - Peça a peça!
Folha de exercício
Recorta pelas linhas, cria o teu puzzle da Taça Nautilus e diverte-te com os teus amigos!
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Jogo 6 - Brincando com simetrias!
Na fotografia está colocada uma linha a meio. Se olhares para o lado direito verás que existem os
mesmos animais e na mesma posição que no lado esquerdo! A esta perspetiva chama-se simetria. A simetria acontece quando ambos os lados são iguais.
Tenta recriar, utilizando a simetria, o lado direito desta imagem. Esta é uma gaveta que pertence a
um contador da Índia Mogol exposto no museu. À direita deverás colocar o mesmo número de flores e na
mesma posição, como num espelho. Achas que consegues?
Nota: Um contador é uma espécie de caixa com várias gavetas que servia para guardar objetos (joias, documentos…) e
que podiam ser transportado em viagem.
Sabias que…
O Frontal de Altar, bem como, outros objetos de origem oriental, e não só, eram importantes na divulgação na Europa
dos vários animais e plantas exóticos que o resto do mundo desconhecia. Numa época em que não haviam outros meios de comunicação (exemplo: internet, televisão, rádio…) os objetos de artes decorativas serviam, tanto pela sua decoração, como também pelo material de que eram feitos para divulgar estes novos lugares.
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Jogo 7 - Colorindo!
Diverte-te a colorir, a teu gosto, as peças da história. Liberta a tua imaginação e pinta o novo escritório de banca namban do Dom Vasco!
Sabias que: a origem do estilo namban está ligada com a chegada dos Portugueses ao Japão, cujas características, como por exemplo, os embutidos em madrepérola, podem estar relacionadas com o gosto particular dos portugueses.
A laca utilizada é um revestimento que os artesãos colocavam em várias camadas na peça. A secagem de cada camada
podia durar entre 24 a 48 horas e alguns objetos eram revestidos com mais de uma centena de camadas. Logo, eram peças cujo
fabrico poderia durar largos meses até estar finalizado. A laca era muito apreciada devido às suas características: impermeabilidade, resistência ao calor, grande capacidade de ser trabalhada e decorada e dava à peça um maior brilho, maciez e beleza.
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Jogo 7 - Colorindo (continuação)!
O marfim é um material cuja utilização para o fabrico de objetos é proibida. Esta medida foi tomada
para se proteger os elefantes, porque são uma espécie em perigo de desaparecer , ou seja, estão em risco de
extinção. E porquê? Porque, para obter o marfim, os elefantes eram caçados a fim de se retirarem os chifres
que depois eram trabalhados para o fabrico de objetos, como o Bom-Pastor.
As peças que encontramos no museu são de uma época em que não havia o perigo desta espécie
desaparecer e, por ser um material exótico, o comércio desta matéria prima foi muito importante até ao século XX permitindo um maior contacto comercial entre o Oriente e o Ocidente.
Atenção! O marfim não era só utilizado para a produção de esculturas. Era também aplicado na
decoração de outras peças para dar outra cor ao objeto.
Sabias que: no Museu podes encontrar outras esculturas em marfim, produzidas no Oriente, em países como a Índia .
Chamamos a estas esculturas, indo-portuguesas, porque foram produzidas pelos artesãos indianos com uma matéria-prima
oriental e exótica (o marfim) na Índia, a pedido de portugueses (principalmente ligados ao clero) que enviavam para o Oriente as
suas imagens de santos e outras entidades religiosas (como o Menino Jesus) para servirem de modelos. O resultado eram peças,
como o Bom-Pastor, inspirados nos modelos europeus, mas que apresentavam semelhanças físicas (olhos rasgados, semifechados
e pernas cruzadas sugerindo a meditação) com outras entidades religiosas orientais, como o buda. Contudo, aparecem outros
elementos ligados à religião católica, como as ovelhas (simbologia de rebanho) e uma cruz na base da escultura.
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Jogo 8 - Hora de explorar!
Visita o Museu Quinta das Cruzes com os teus pais e juntos devem descobrir onde estão localizadas
o Bom-Pastor e o Frontal de Altar! (Pista: rés-do-chão).
Responde às questões analisando as peça e com a ajuda dos textos de apoio que irás encontrar na
sala.
Diverte-te!
1. Em que sala é que o Bom Pastor está exposto?
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2. Olha atentamente para a peça. Qual é o nome do animal que encontras na base e junto do menino? Consegues contar quantos são no total?
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3. Que tipo de sapato vês nos pés do Menino?
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4. Na base está representada outra pessoa. O que é que ela está a fazer?
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1. Em que sala é que o Frontal de Altar está exposto?
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2. Olha atentamente para a peça. Quantos animais consegues encontrar nesta peça? E quantas flores?
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3. Consegues identificar o nome destes animais? Se sim, diz quais são.
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Jogo 9 - Solta a tua imaginação...
Depois desta viagem ao oriente, cria a tua própria história….
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Jogo 10 - Solta a tua imaginação...
Imagina como serão os países que Dom Vasco e os seus companheiros de viagem visitaram.
Cria um desenho! Dá asas à tua imaginação!
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Museu Quinta das Cruzes
Bole$m Infan$l - Nº 8
Projeto: Teresa Pais e Andreia Morgado
Textos: Andreia Morgado
Grafismo: Andreia Morgado e Gabriela Nóbrega
Conceção de jogos: Andreia Morgado
Horário de marcação das visitas guiadas:
Revisão de conteúdos: Teresa Pais e Gabriela Nóbrega
Fotografias: © Museu Quinta das Cruzes.
Edição: Museu Quinta das Cruzes, Funchal 2015
Impressão interna limitada
Adaptação de conteúdos museológicos à história de cariz ficcional, com
vista a uma abordagem pedagógica junto do público infanMl.
2.ª a 6.ª feira das 09h30-12h30; 14h00-17h30.
Horário das visitas guiadas e outras a$vidades:
3.ª a 6.ª feira das 10h00-12h30; 14h00-17h30.
Imagem de capa adaptada do cartaz oficial do DIM 2015 do ICOM – Con-
selho Internacional de Museus
Contactos para informações:
Telefone: 291 740 670 ¤ Fax: 291 741 384
mqc.gov-madeira.pt
e-mail: [email protected]
SECRETARIA REGONAL DA ECONOMIA, TURISMO E CULTURA
DIREÇÃO REGIONAL DOS ASSUNTOS CULTURAIS
Peças exploradas no Bole m nº8 (exercícios e história infan l)
Bom-Pastor, indo-português, 1ªmetade século XVII, marfim (Inv. MQC137)
Refeição de Hindus em Maina, Índia (Goa), óleo sobre tela, século XVIII (D. MQC|MT1)
Escritório, Arte Namban (Período Momoyama), fim do século XVI, madeira lacada e incrustações de madrepérola (Inv. MQC2249)
Frontal de altar, China (Macau), úlMmo quartel do século XVII, seda e linho (Inv. MQC2329)
Contador, Índia Mogol, Gujarate ou Sind, 3º quartel do século XVII, ébano sissó, marfim, osso e latão (Inv. MQC1418)
The Honourable East India Company’s Ship Dunira (…), escola inglesa , Thomas BuYersworth, 1830, Óleo sobre tela, (Inv. MQC2398)
Soluções
Jogo 2
Jogo 3
Página 16
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Boletim Infantil MQC nº 8