Jorge Bezerra
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABAGISMO EM
ADOLESCENTES: ASSOCIAÇÃO COM PRÁTICA DE ATIVIDADES
FÍSICAS E COMPORTAMENTOS SEDENTÁRIOS
Camaragibe - PE
2007
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PERNAMBUCO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HEBIATRIA
Jorge Bezerra
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABAGISMO EM
ADOLESCENTES: ASSOCIAÇÃO COM PRÁTICA DE ATIVIDADES
FÍSICAS E COMPORTAMENTOS SEDENTÁRIOS
Camaragibe - PE
2007
Jorge Bezerra
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABAGISMO EM
ADOLESCENTES: ASSOCIAÇÃO COM PRÁTICA DE ATIVIDADES
FÍSICAS E COMPORTAMENTOS SEDENTÁRIOS
Dissertação apresentada ao programa de Pósgraduação da Faculdade de Odontologia da
Universidade de Pernambuco como requisito
parcial para obtenção do grau de mestre em
Hebiatria.
Orientador: Prof. Dr. Mauro Virgílio G. de Barros
Camaragibe - PE
2007
B574c
Bezerra, Jorge
Consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo em
adolescentes: associação com prática de atividades físicas
e comportamentos sedentários / Jorge Bezerra. –
Camaragibe: UPE / FOP, 2007.
102 p.
Orientador : Mauro V. G. de Barros
Dissertação (mestrado - hebiatria) – Universidade de
Pernambuco, Faculdade de Odontologia, Programa de PósGraduação em Hebiatria, 2007.
1. Consumo de bebidas alcoólicas 2. Condutas de
saúde 3. Tabagismo 4. Sedentarismo 5. Adolescentes 6.
Atividade física 7. Hebiatria – dissertação I. Barros, Mauro
V. G. de (orient.)
II. Universidade de Pernambuco,
Faculdade de Odontologia, Programa de pós-Graduação em
Hebiatria III. Título
CDU 613
Jorge Bezerra
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABAGISMO EM
ADOLESCENTES: ASSOCIAÇÃO COM PRÁTICA DE ATIVIDADES
FÍSICAS E COMPORTAMENTOS SEDENTÁRIOS
ESTA DISSERTAÇÃO FOI JULGADA ADEQUADA PARA A OBTENÇÃO DO
TÍTULO DE MESTRE EM HEBIATRIA E APROVADA EM SUA FORMA FINAL,
PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE ODONTOLOGIA
DE PERNAMBUCO - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO, EM 27 DE
FEVEREIRO DE 2007.
Profª. Dra. Viviane Colares Soares de Andrade Amorim - FOP/UPE
Coordenadora do Mestrado em Hebiatria
Apresentada à Comissão Examinadora, integrada pelos professores:
Prof. Dr. Arnaldo de França Caldas Júnior - FOP/UPE
Presidente
Prof. Dr. Manoel da Cunha Costa - ESEF/UPE
Membro
Prof. Dr. Pedro Rodrigues Curi Hallal - ESEF/UFPEL
Membro
DEDICATÓRIA
Ao meu pai,
um estivador do Porto do Recife e garçom/cozinheiro aos
finais de semana, que não teve oportunidade de freqüentar a escola,
mas se formou na universidade da vida, inclusive, comunicando-se em
inglês, francês e italiano. Um homem que labutou até os seus últimos
dias, para que seus filhos estudassem, deixando, assim, um exemplo
de perseverança, apoiado nas premissas de que nunca é tarde para se
aprender e de que a nossa maior riqueza é o conhecimento.
AGRADECIMENTOS
Primeiro, a Deus, que não me tem faltado, mesmo que eu, às vezes, duvide
ser merecedor de tantas graças.
À minha família, pelos laços indissolúveis de amor sempre renovados,
independentemente, dos caminhos diferentes que cada um toma e discorda,
reciprocamente, um dos outros.
À minha esposa Etiene e filhos: Liudmila, Nathália, Ihelena e Pedro Jorge,
meu filho do coração, que me ajudou a enxergar a família com outros olhos, pela
compreensão das minhas ausências, às vezes, difícil de entender.
À profa. Eugênia, que, com o seu jeito carrancudo de ser, não mediu
esforços para o seu aluno da escola estadual Dom Bosco participar, com a seleção
de ginástica olímpica de Pernambuco, dos Jogos Estudantis Brasileiros, em Maceió AL / 1972.
Ao Coronel Maffioletti (in memorian), que viu, no garoto humilde, atleta de
escola pública, o amigo ideal para seu filho ginasta, o que o levou a financiar parte
de meus estudos em escola particular de grande porte.
Aos meus colegas de sala, professores, coordenadores e direção do
colégio Nóbrega, por terem me valorizado, enquanto pessoa, afastando de mim o
preconceito de ser preto e pobre.
À Sra. Bete Oliveira, representando grupo de mães, que confiou a mim, aos
15 anos, o treinamento das suas filhas, as melhores ginastas de Pernambuco.
Aos professores Renato Coutinho e João Demétrio, que me estimularam
para a vida atlética e indiretamente para a profissão de educador pela via do
esporte.
Aos meus alunos, atletas, companheiros de trabalho e dirigentes das
escolas por ande trilhei meu caminho profissional, especialmente os da Associação
das Religiosas da Instrução Cristã (Colégio Damas), que foram artífices da minha
formação religiosa, fazendo crescer, em mim, o sentimento de amor ao Pai.
À todos do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, que acompanharam
de perto, não somente o meu crescimento pessoal e profissional, mas, também o
desabrochar de uma família estruturada a partir de um casal de adolescentes
oriundos de suas hostes.
Às Profas. Nicélia Andrade e Carmem Monteiro, que reconheceram em mim
um professor de futuro promissor e me inseriram no magistério superior.
Aos professores Paulo Cabral e Vera Samico que, neste período, não foram
apenas os diretores da ESEF, mas, meus maiores incentivadores, cada um ao seu
modo.
Aos professores da ESEF, pelas oportunidades de evolução e palavras de
estímulo e, em especial, à José César Farias (Plic) e Patrícia Pessoa, por terem
assumido a disciplina que ministramos juntos, permitindo-me seguir a caminhada.
Aos mestres do programa de pós-graduação em Hebiatria, pelo
compromisso em relação à transmissão dos novos conhecimentos.
Aos meus colegas de turma, pela acolhida entre eles, em especial, a Luís
Griz, Betânia da Matta e Suely Peixoto que, juntamente com Rafael Tassitano e
Maria Cecília, meus ex-alunos na graduação em educação física, foram bravos
companheiros de consórcio de pesquisa, com prazerosas trocas de experiências na
convivência durante todo o curso.
Agradeço a todas as pessoas da Secretaria de Educação do Estado de
Pernambuco - SEDUC que tornaram possível a realização deste estudo bem como
aos estudantes que participaram dele e, ainda, aos assistentes de pesquisa do
LAPEL (ESEF-UPE), FENSG-UPE e ASCES, pela colaboração na coleta de dados.
Às brilhantes profas. Eveline Lopes e Ângela Borges (Need-UPE), pela
extraordinária contribuição, não permitindo que este trabalho apresente falhas
gramaticais.
À José Carlos da Paixão (Caíco), o meu irmão não biológico, aqui
representando todos os seus familiares e nossos amigos não mencionados, pelo
estímulo e apoio permanentes que me permitiram vivenciar este momento de
conquista
Ao Dr. Mauro Barros, também meu ex-aluno de graduação na ESEF, o meu
mais profundo reconhecimento e gratidão, não apenas pelo orgulho de tê-lo como
orientador mas também por ter tido uma paciência típica dos orientais, auxiliando-me
a construir e corrigir este trabalho. E, sobretudo, talvez mais importante, ter sido,
durante todo o tempo, um amigo compreensivo e fiel.
A todos estes e aqueles que, por falha minha, não foram mencionados, o
meu muito obrigado.
LISTA DE FIGURAS
Pág
Figura 1
Regiões do estado de Pernambuco ........................................... 29
Figura 2
Localização das Gerências Regionais de Educação
(Pernambuco)............................................................................. 30
Figura 3
Tela de cálculo do programa SampleXS ................................... 33
Figura 4
Proporção de adolescentes por nível de exposição ao
consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias .................. 45
Figura 5
Proporção de adolescentes por nível de exposição ao
consumo de cigarros nos últimos 30 dias................................... 47
Figura 6
Proporção de adolescentes por número de dias com 60 min
ou + de atividades físicas moderadas ou vigorosas por dia ....... 49
Figura 7
Proporção de adolescentes por nível de exposição a
comportamentos sedentários em dias de semana. .................... 50
Figura 8
Proporção de adolescentes por nível de exposição a
comportamentos sedentários em dias de final de semana......... 52
LISTA DE QUADROS
Pág.
Quadro 1
Matrículas por nível de ensino e dependência administrativa
dos estudantes de Pernambuco ............................................... 30
Unidade e método de seleção em cada estágio da
Quadro 2
amostragem............................................................................. 35
Quadro 3
Definição operacional das variáveis principais do estudo........ 40
LISTA DE TABELAS
Pág.
Tabela 1
Proporção de escolas e alunos matriculados por Gerência
Regional de Educação e turno nas escolas de ensino médio
da rede pública estadual de Pernambuco................................ 32
Tabela 2
Amostra prevista, segundo GERE e turno ............................... 34
Tabela 3
Escolas sorteadas proporcionalmente à densidade por
Gerência Regional de educação e porte.................................. 35
Tabela 4
Número de escolas e turmas sorteadas por turno e Gerência
Regional de Educação............................................................. 36
Tabela 5
Composição da amostra, segundo municípios, escolas e
alunos entrevistados ................................................................ 41
Tabela 6
Composição da amostra segundo região geográfica, GERE
e turno...................................................................................... 42
Tabela 7
Características demográficas dos adolescentes por sexo.......
43
Tabela 8
Características socioeconômicas dos adolescentes por sexo . 44
Tabela 9
Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos ao consumo de bebidas alcoólicas nos últimos 30
dias por sexo ........................................................................... 46
Tabela 10 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos ao consumo de cigarros nos últimos 30 dias............ 48
Tabela 11 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a baixo nível de atividades físicas ............................ 49
Tabela 12 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de
semana .................................................................................... 51
Tabela 13 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de final de
semana .................................................................................... 52
Pág.
Tabela 14 Proporção relativa (%) e absoluta(n) de adolescentes
expostos a baixo nível de atividades físicas, segundo
classificação quanto ao sexo, exposição ao consumo de
bebidas alcoólicas e tabagismo ............................................... 54
Tabela 15 Proporção relativa (%) e absoluta(n) de adolescentes
expostos a baixo nível de atividades físicas, segundo
classificação quanto ao turno de freqüência à escola,
exposição
ao
consumo
de
bebidas
alcoólicas
e
tabagismo......
54
Tabela 16 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de
semana, segundo sexo, exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo............................................................. 55
Tabela 17 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de
semana,
segundo
classificação
quanto
ao
turno
de
freqüência à escola e exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo. ........................................................... 55
Tabela 18 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de final de
semana, segundo sexo e exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo............................................................. 56
Tabela 19 Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes
expostos a comportamentos sedentários em dias de final de
semana,
segundo
classificação
quanto
ao
turno
de
freqüência à escola e exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo............................................................. 56
RESUMO
BEZERRA, Jorge. Consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo em
adolescentes: associação com prática de atividades físicas e comportamentos
sedentários 2007. 104 f. Dissertação (Mestrado em Hebiatria) Programa de pósgraduação Faculdade de Odontologia de Pernambuco – FOP/UPE. Camaragibe,
2007
Estudos internacionais evidenciam que a adolescência é uma fase da vida na qual
os sujeitos estão mais vulneráveis à exposição a comportamentos de risco à saúde.
Esta pesquisa teve como objetivo analisar a associação entre o consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo com a exposição a baixo nível de prática de atividades físicas
e comportamentos sedentários em adolescentes. A população-alvo do estudo foi
constituída de estudantes (14-19 anos) do ensino médio no estado de Pernambuco.
Os dados foram coletados através de um questionário (Global School-based Student
Health Survey) aplicado a uma amostra representativa destes estudantes (n=4.210).
No dimensionamento amostral, levou-se em consideração a população de
estudantes do ensino médio (352.829), a prevalência estimada dos fatores sob
observação (50%), o erro máximo tolerável (3%), o intervalo de confiança (95%) e o
efeito do delineamento amostral (4.0). A tabulação de dados foi efetuada mediante
entrada repetida dos dados em arquivos separados. A análise dos dados incluiu,
além de procedimentos descritivos, testes de associação (teste de Qui-quadrado e
teste exato de Fisher), adotando-se um nível de significância de 5%. Nos resultados,
a exposição ao consumo de álcool foi relatada por 38,6% dos rapazes e 24,8% das
moças. A prevalência de tabagismo foi de 9,8% entre rapazes e 6,2% entre moças.
A falta de atividades físicas foi observada entre 65,1% dos sujeitos, enquanto a
exposição a comportamentos sedentários (tempo de TV>3h/dia) foi verificada em
40,9% e 49,9% dos respondentes, respectivamente em dias de semana e nos dias
de final de semana. Não se observou associação entre a prática de atividades
físicas e a exposição ao consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, mesmo após a
estratificação por sexo e turno. Em relação à associação entre comportamentos
sedentários, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, verificou-se que a
proporção de moças expostas a comportamentos sedentários nos dias de semana
(segunda a sexta) foi maior entre aquelas que relataram ter consumido bebidas
alcoólicas e fumar. Quando se considerou os dias de final de semana (sábado e
domingo), observou-se um sentido de associação inverso, tendo a proporção de
sujeitos expostos a comportamentos sedentários sido maior entre os não tabagistas
que entre os tabagistas. Os resultados deste estudo sugerem que a exposição ao
consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo não está associada ao nível de prática
de atividades físicas, convergindo para resultados apresentados na literatura
especializada. Evidenciou-se entre as moças uma associação significativa entre o
relato de consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo e a exposição a
comportamentos sedentários, particularmente em dias de semana.
Palavras-Chaves: Consumo de bebidas alcoólicas. Tabagismo. Atividade física.
Comportamento do adolescente. Hebiatria.
ABSTRACT
BEZERRA, Jorge. Alcoholic beverage consumption and smoking in
adolescents: Association with practical of physical activities and sedentary
behaviors. 2007. 104 P. Dissertação (Mestrado in Hebiatria) Program of aftergraduation College of Odontologia de Pernambuco - UPE. Camaragibe.
Iinternational Studies evidence that the adolescence is a phase of the life in which
the citizens are more vulnerable to the exposition the behaviors of risk to the health.
This research Objectived: To analyze the association of physical activities and
sedentary behaviors with exposure to consumption of alcoholic drinks and the
smoking in adolescents. In methods: The target population of the study consisted of
secondary school students (14-19 years) in the state of Pernambuco. The data was
collected through a questionnaire (Global School-based Student Health Survey)
administered to a representative sample of these students (n=4,210). The sample
size took into consideration the population of secondary school students (352,829),
the estimated prevalence of the factors under observation, the maximum tolerable
error (3%), the confidence interval (95%) and the effect of the study design (4.0). The
tabulation of the data was carried out by repeated entries of the data in separate
files. The analysis of the data included, in addition to descriptive procedures, tests of
association (chi-square test and Fisher’s Exact test), a level of significance of 5%
being adopted. In the Results: Exposure to alcohol was reported by 38.6% of the
males and 24.8% of the females. Smoking prevalence was 9.8% among males and
6.2% among females. The lack of physical activities was observed among 65.1% of
the subjects, while exposure to sedentary behaviors (time spent per day watching
television) was found in 40.9% and 49.9% of the respondents on weekdays and
weekends, respectively. No association was observed between physical activities
and exposure to smoking and consumption of alcoholic drinks, even after
stratification by sex and period of the day in which they attended school (morning,
afternoon or evening). In relation to the association between sedentary behaviors,
consumption of alcoholic drinks and smoking, it was found that that the proportion of
girls exposed to sedentary behaviors on weekdays (Monday to Friday) was greater
among those who reported smoking and the consumption of alcoholic drinks. In the
case of weekends (Saturday and Sunday), an inverse association was found, the
proportion of students to sedentary behaviors being greater among the nonsmokers
than among the smokers. The results of this study suggest that the consumption of
alcoholic drinks and smoking are not associated with the level of physical activities,
which is in agreement with those of the specialized literature. There was shown to be
a significant association among girls between the reported consumption of alcoholic
drink and smoking and their exposure to sedentary behaviors, particularly on
weekdays.
Key words: Alcohol drinking. Smoking. Physical activity. Behavior of adolescents
Adolescent Medicine.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................... 15
2. REVISTA DA LITERATURA..................................................................... 19
2.1. Consumo de bebidas alcoólicas. .................................................. 19
2.2. Tabagismo ....................................................................................... 21
2.3. Atividades físicas e comportamentos sedentários...................... 24
2.4. Lacunas de conhecimento ............................................................. 26
3. PROPOSIÇÃO .......................................................................................... 28
3.1. Objetivo Geral ................................................................................. 28
3.2. Objetivos Específicos..................................................................... 28
4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.................................................. 29
4.1. Caracterização do estudo .............................................................. 29
4.2. População-alvo ............................................................................... 29
4.3. Seleção da amostra ........................................................................ 31
4.4. Instrumento de medida................................................................... 36
4.5. Implementação do estudo.............................................................. 37
4.6. Coleta de dados .............................................................................. 38
4.7. Procedimento de crítica e tabulação de dados ............................ 39
4.8. Análise de dados............................................................................. 39
4.9. Definição operacional das variáveis ............................................. 40
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................ 41
5.1. Caracterização demográfica e socioeconômica da amostra ...... 41
5.2. Exposição a condutas de risco à saúde ....................................... 45
5.2.1. Prevalência de consumo de bebidas alcoólicas............................. 45
5.2.2. Prevalência deTabagismo.............................................................. 47
5.2.3. Prevalência de baixo nível de prática de atividades físicas .......... 50
5.2.4. Comportamentos sedentários ........................................................ 51
5.3. Associação entre consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo
e prática de atividades físicas ......................................................... 54
5.4. Associação entre consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo
e comportamentos sedentários....................................................... 55
6. CONCLUSÕES ......................................................................................... 58
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 59
REFERÊNCIAS............................................................................................. 60
ANEXOS
Anexo A - Instrumento de coleta de dados............................................... 67
Anexo B - Parecer CEP ............................................................................... 80
Anexo C - Ofícios GEREs ........................................................................... 82
Anexo D - Ofícios escolas .......................................................................... 85
Anexo E - Resumo do projeto Estilos de vida saudáveis ........................ 88
Anexo F - Termo negativo de consentimento........................................... 92
Anexo G - Relação das GERES, escolas e turmas ................................... 94
16
1. INTRODUÇÃO
A ocorrência de desfechos negativos em relação à saúde e qualidade de vida
está associada a fatores biológicos e comportamentais de risco. Não se quer dizer
que a exposição a estes fatores signifique a certeza de que o desfecho irá ocorrer,
entretanto, as chances podem aumentar numa proporção direta à duração e à
intensidade da exposição.
As três principais causas de morte nos Estados Unidos, segundo McGinnis &
Foege (1993), são: (1) tabagismo, (2) dieta inadequada combinada à falta de
atividades físicas e (3) abuso de álcool. Este estudo é uma das referências mais
freqüentemente citadas para apoiar a tese de que o estilo de vida tem fundamental
importância na prevenção da morbidade e mortalidade resultante de diversas
causas. Atividade física entendida neste contexto, como qualquer movimento
corporal produzido pela contração da musculatura esquelética, aumentando
substancialmente o gasto energético (CARSPENSEN, 1989)
A prática de atividade físicas, durante a infância e adolescência tem sido
freqüentemente associada à adoção de estilos de vida mais ativos na idade adulta
derivando, assim, benefícios para a saúde. (AARNIO, M. et al., 2002)
Mais recentemente, a Organização Mundial de Saúde apontou o tabagismo, o
abuso de álcool e o sexo sem proteção como condutas, que estão entre os dez
principais fatores de risco à saúde no continente europeu (WHO, 2002).
No Brasil, levantamentos sobre a exposição de crianças e adolescentes a
comportamentos de risco à saúde são, ainda, muito escassos e realizados sob
muitas limitações metodológicas. Os poucos levantamentos efetuados analisaram
aspectos muito específicos (consumo de drogas, tabaco e álcool) e/ou não foram
representativos das populações investigadas.
E quais as evidências que estes estudos apresentaram? No estudo de Farias
Júnior e Lopes (2004), conduzido com amostra representativa dos estudantes do
ensino médio em Florianópolis, verificou-se que a maioria dos jovens (63,8%) estava
exposta a dois ou mais comportamentos de risco à saúde. Níveis insuficientes de
atividade física (menos 60 minutos diários, no mínimo, em cinco dias por semana),
hábitos alimentares inadequados e consumo de bebidas alcoólicas foram condutas
de risco com maior prevalência entre os sujeitos. No referido estudo, a proporção de
jovens que relataram níveis insuficientes de prática de atividades físicas e consumo
pesado de álcool foi, respectivamente, de 67% e 23,9%.
17
Em estudo conduzido por equipe de pesquisadores da Universidade Federal
de Santa Catarina, foi realizado, até onde se tem conhecimento, o primeiro
levantamento de base populacional e abrangência estadual, objetivando identificar a
prevalência de exposição a diversas condutas de risco à saúde em estudantes do
ensino médio, na faixa dos 14 aos 19 anos de idade. Este estudo revelou que 46,2%
dos sujeitos não atingiam a dose recomendada de prática de atividades físicas, e
cerca de um em cada quatro estudantes relatou estar exposto a padrões alimentares
de risco. Nesse grupo populacional, verificou-se, também, que 67,5% dos jovens
relataram consumir bebidas alcoólicas, e somente 6,7% referiram ser fumantes.
No Nordeste brasileiro, destacam-se os estudos de Silva et al. (2005) e Silva
Júnior (2005). Nesses dois estudos, os pesquisadores conduziram levantamentos de
base populacional similares, ambos de abrangência municipal, com amostra de
adolescentes, sendo o primeiro realizado na Cidade de Maceió (AL), e o segundo,
na Cidade de Aracaju (SE). Curiosamente, os resultados dos dois estudos
apresentaram divergência acentuada quanto à proporção de sujeitos expostos a
condutas de risco à saúde. Em parte, isto pode ser explicado como decorrente de
diferenças observadas quanto ao delineamento metodológico nos dois estudos. Por
exemplo, a faixa etária da amostra em Maceió foi de 07 a 17 anos e, em Aracaju, foi
de 14 a 20 anos.
No estudo conduzido por Silva et al. (2005), em Maceió, a prevalência de
sedentarismo, “risco de sobrepeso”, sobrepeso, hipertensão arterial sistêmica e
tabagismo na população estudada foram de 93,5%; 9,3%; 4,5%; 7,7% e 2,4%,
respectivamente. Surpreende a proporção de sujeitos expostos a baixo nível de
atividade física, muito superior ao índice observado em estudos congêneres. Isto se
deve, provavelmente, ao instrumento de medida utilizado para a variável de
atividade física (PAQ), que vem sendo bastante questionado quanto à sua validade e
consistência de medidas (BARROS E NAHAS, 2003).
No estudo conduzido por Silva Júnior em Aracaju, os resultados foram mais
convergentes em relação aos apresentados na literatura especializada. Verificou-se
que 64,8% dos estudantes das redes pública e privada de ensino estavam expostos
a baixo nível de atividade física, 31% referiram consumir bebidas alcoólicas e,
apenas, 2,5% relataram fumar.
Entender a inter-relação entre comportamentos de risco à saúde é importante,
porque pode fornecer subsídios à concepção de políticas públicas para a promoção
18
da saúde bem como ao planejamento de intervenções nesta área (BARROS, 1999).
Em virtude disso, nos últimos anos, diversos estudos foram conduzidos a fim de
investigar esta ligação.
Laaksonen et al. (2002), em estudo longitudinal de sete anos de duração, com
amostra randomizada de adultos com até 64 anos, inferiram que o tabagismo foi o
maior preditor de outros comportamentos de risco à saúde. Boutelle et al. (2000), em
estudo com uma amostra de aproximadamente 10.000 homens e mulheres
trabalhadores, concluíram que existe associação entre a prática de exercícios no
lazer e comportamentos saudáveis, sendo necessário ampliarem os níveis de
atividades físicas no lazer, para se obter impacto em indicadores de saúde pública.
Em estudos com adolescentes, destacam-se os trabalhos de Holmen et al.
(2002) e Paavola et al. (2004). Os primeiros investigaram a associação entre a
prática de exercícios físicos e esportes e a função pulmonar de estudantes fumantes
e não fumantes, constatando que estes últimos obtiveram melhor resultado nos
testes de capacidade pulmonar que os adolescentes fumantes. No outro estudo
citado (longitudinal de 13 anos de acompanhamento), procurou-se analisar a
associação entre tabagismo, uso de álcool e atividade física, e, subseqüentemente,
a estabilidade na adoção de comportamentos relacionados à saúde da adolescência
até a fase adulta da vida. Dentre outras importantes evidências, além da conhecida
ligação entre tabagismo e consumo de bebida alcoólica, verificou-se uma
associação entre tabagismo e baixo nível de atividades físicas no lazer. Em relação
à estabilidade das condutas de saúde, notou-se que a exposição a consumo de
álcool aos 15 anos foi um forte preditor do tabagismo aos 21 e 28 anos.
No Brasil, embora os estudos ainda sejam escassos e de representatividade
limitada, há um corpo de conhecimentos em expansão no tocante à investigação das
condutas de saúde em diferentes grupos populacionais. Falta, no entanto, a
realização de investigações que permitam esclarecer a inter-relação entre estas
condutas, visto que isso pode auxiliar o planejamento de intervenções.
Com base no exposto, procurou-se, neste estudo, realizar um levantamento
de abrangência estadual que permitisse responder à seguinte pergunta de pesquisa:
Qual a associação entre a prática de atividades físicas e comportamentos
sedentários com a exposição a tabagismo e consumo de bebida alcoólica em
adolescentes, estudantes do ensino médio matriculados em escolas públicas do
estado de Pernambuco?
19
2. REVISTA DA LITERATURA
Neste capítulo, apresenta-se o referencial teórico que fundamentou o
desenvolvimento deste estudo. O capítulo foi elaborado a fim de subsidiar a revisão
dos principais estudos, destacando-se os aspectos metodológicos e os resultados
apresentados por estes.
A revista da literatura foi conduzida através da consulta às principais bases de
dados disponíveis no portal da BIREME (LILACS e MEDLINE). O PubMed
(www.pubmed.gov) e o banco de teses do portal da CAPES também foram utilizados
na busca de artigos e outras publicações relativas ao tema. Os descritores utilizados
foram: comportamentos de risco, atividade física, sedentarismo, tabagismo,
consumo de bebidas alcoólicas e comportamento sedentário.
Após a localização de artigos, recorreu-se, ainda, à consulta às referências,
neles contidas, para identificação de manuscritos que pudessem ter importância
para o desenvolvimento desta revisão.
2.1 Consumo de bebidas alcoólicas
O álcool parece não ser considerado como droga, sendo socialmente aceito e
estimulado em propagandas, como um fator associado ao sucesso, principalmente
de natureza sexual, como no caso da propaganda de cerveja. Diferente do que
ocorre em relação a outras condutas de risco à saúde, nem mesmo a religiosidade
parece atuar como fator moderador da exposição ao álcool, visto que, como ocorre
em denominações sincréticas afro-brasileiras, o consumo de bebidas alcoólicas faz
parte do ritual (MIKOSZ, 2006).
As definições operacionais utilizadas para caracterizar o nível de exposição
ao consumo do álcool são bastante divergentes. A Classificação Internacional de
Doenças (CID-10) define "uso" como qualquer consumo, independente da
freqüência e "abuso", como um consumo associado a conseqüências adversas
recorrentes, porém não caracterizando "dependência". Esta última manifesta-se,
quando o uso de uma substância passa a caracterizar um estado disfuncional.
O uso de álcool e outras drogas são comportamentos de risco que tem início
geralmente, em idades precoces e se estendem por toda a vida, afetando o
desenvolvimento e os ajustamentos físico, mental e social (BLANKEN, 1993).
20
Levantamentos realizados em 1987, 1989 e 1993 denunciaram que os jovens
brasileiros passaram a experimentar e tornaram-se consumidores regulares de
álcool em idades cada vez mais precoces (GALDURÓZ, NOTO, CARLIN, 1997).
Abuso freqüente de álcool pode levar a danos no cérebro, no pâncreas
(pancreatite) e no fígado (cirrose). Mulheres grávidas podem prejudicar o feto e,
além disso, os filhos de alcoólicos podem ter tendência à adoção desse tipo de
conduta de risco. Uma das doenças mais graves, devido ao abuso do álcool, é o
Delirium tremens, quadro de abstinência em que surgem alucinações, tremores,
confusão, irritabilidade e agitação. A duração dos efeitos do álcool é, em média, de 3
horas. Quanto maior a ingestão, maiores as repercussões negativas no dia seguinte,
que podem se manifestar como exaustão física, sono, sede, dor de cabeça, falta de
atenção (MIKOSZ, 2006).
No IV levantamento realizado pelo CEBRID-UNIFESP (1997), sobre o
consumo de drogas por estudantes brasileiros nas 10 maiores capitais brasileiras,
foram apresentadas algumas evidências dessa realidade: (a) 7% dos estudantes da
Cidade de Belém, quase todos com menos de 18 anos, relataram beber 20 ou mais
vezes por mês (uso pesado) e (b) entre os estudantes na faixa etária de 10 a 12
anos, 53,2% já haviam utilizado bebida alcoólica, pelo menos, uma vez na vida.
Ressalte-se que a literatura científica relacionada com o etilismo, contrariamente ao
que se observa no tocante ao tabagismo, não preconiza exclusão do consumo de
bebidas alcoólicas e, sim, o controle de sua ingestão (SABRY, SAMPAIO, SILVA,
1999).
Galduróz et al (2005), em levantamento nacional sobre o uso de drogas
psicotrópicas entre estudantes da rede pública de ensino fundamental e médio em
27 capitais brasileiras, observaram uma discreta melhora na situação: (a) 6,6% dos
estudantes de 10 a 18 anos relataram uso pesado de álcool e (b) entre os
estudantes na faixa etária de 10 a 12 anos, 41,5% dos alunos entrevistados
relataram que já haviam consumido álcool, pelo menos, uma vez na vida.
Galduróz e Caetano (2004) realizaram uma síntese dos estudos relacionados
a consumo de álcool, identificando que há necessidade de se dar maior ênfase ao
desenvolvimento de estudos epidemiológicos no Brasil, não só através da ampliação
como também da renovação sistemática dessas pesquisas. Outra evidência que
esses autores conseguiram extrair de seu estudo de revisão foi a identificação do
21
álcool como um fator que contribui fortemente, na etiologia e manutenção de vários
problemas sociais, econômicos e de saúde enfrentados em nosso país.
Nos quatro levantamentos desenvolvidos pelo CEBRID-UNIFESP, realizados
em: 1987, 1989, 1993 e 1997; a cerveja foi a bebida mais consumida, com cerca de
70% dos estudantes relatando seu uso, seguida do vinho, com 27%, e destilados,
por volta dos 3%. Pode-se notar que o uso de álcool na vida se manteve estável ao
longo dos anos, aumentando significativamente, apenas, em Fortaleza, de 1987 a
1997.
Na revisão de estudos epidemiológicos sobre exposição ao álcool, Galduróz e
Caetano (2004), verificaram que o uso pesado do álcool (pelo menos 20 vezes no
mês anterior à pesquisa) aumentou significativamente, na maioria das cidades
estudadas, mostrando uma tendência de maior consumo entre os jovens nos últimos
anos. O uso pesado de álcool foi maior nas classes sociais mais elevadas: 10,7%
dos usuários pesados pertenciam à classe A; 9,1%, à B; 7,6%, à C; 6,8%, à D e,
finalmente, 4,9%, à classe E, a mais pobre.
Ainda, segundo dados do mesmo estudo, os usuários pesados de álcool
relataram também já terem entrado em contato com outras drogas. Dos sujeitos que
referiram uso pesado de álcool, 26,5% deles já usaram solventes, 17,3%, maconha,
14,2%, tabaco, 10,5%, ansiolíticos, 8,1%, anfetamínicos e 7,2%, cocaína.
O álcool e outras drogas têm associação com as chamadas causas externas
de mortalidade (acidentes de trânsito e homicídios), que respondem por cerca de
69% da mortalidade na faixa etária entre 15 e 19 anos, principalmente entre os
rapazes (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE, 1998). No estudo
ecológico de Gorman et al. (1998), realizado em 223 cidades americanas, verificouse uma forte relação entre os índices de violência e a densidade de
estabelecimentos que comercializam álcool. Essa evidência deve ser considerada no
planejamento de intervenções e na formulação de políticas públicas para o setor.
2.2 Tabagismo
O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como
a maior causa isolada evitável de mortes no mundo, devido à dependência à
nicotina, presente em todos os derivados do tabaco. Essa dependência obriga o
fumante a se expor a cerca de 4.720 substâncias tóxicas presentes na composição
22
da fumaça do tabaco. Em decorrência disso, aproximadamente 50 doenças
diferentes estão relacionadas ao uso do tabaco, a maioria delas, fatal, como os
diversos tipos de cânceres, doenças respiratórias e cardiovasculares (INCA, 2004).
Comprovadamente, os não fumantes que convivem com fumantes em
ambientes fechados tornam-se fumantes passivos e, também, podem contrair as
mesmas doenças acima relacionadas.
Ressalte-se que um dos aspectos mais perversos do tabagismo é sua
concentração nas populações de baixa renda, já que elas têm menor acesso à
informação, educação e saúde. Segundo a Organização Mundial de saúde o
tabagismo agrava a fome e a pobreza, pois muitos pais de família deixam de
alimentar seus filhos para comprarem cigarros ou seus derivados, devido à
dependência da nicotina, sendo que, em alguns países pobres, é mais barato
comprar cigarros do que alimentos (WHO, 2004).
A cada ano, estima-se que ocorram em todo o mundo cerca de cinco milhões
de mortes decorrentes do tabagismo, sendo 200 mil só no Brasil (ARAÚJO et al.,
2004). Para se contrapor a essa verdadeira pandemia, 192 estados membros da
OMS elaboraram, durante quatro anos, o primeiro tratado internacional de saúde
pública da história da humanidade: a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco
- CQCT (BRASIL, 2004).
Apesar de o Brasil ser hoje o maior exportador e o segundo maior produtor de
tabaco em todo o universo, nosso país possui um dos programas de controle do
tabagismo mais avançado do mundo. Praticamente todas as proposições da CQCT
já vêm sendo cumpridas em nosso país.
A prevalência de fumantes no país foi reduzida de 32% em 1989 para 19%
em 2003. No mesmo período, houve uma importante queda (32%) do consumo per
capita de cigarros. Em decorrência disso, o Brasil foi escolhido para liderar as
negociações que culminaram com a aprovação do texto final. Porém, somente em
27 de outubro de 2005, o Senado Federal aprovou o texto, e, finalmente, no dia 3 de
novembro de 2005, o Brasil ratificou este tratado, visando à redução do consumo de
cigarros e de outros produtos derivados do tabaco, transformando o controle do
tabagismo numa questão de estado no País.
O fumo entre adolescentes tem sido associado ao maior número de faltas à
escola (CHARLTON e BLAIR, 1989), à utilização mais freqüente de serviços médico-
23
hospitalares (NEWCOMB e BENTLER, 1987) e à percepção negativa de saúde
(ARDAY et al., 1995). Investigação abrangente e com delineamento de pesquisa
mais robusto, realizado mais recentemente na Noruega, confirmou as evidências
apresentadas pelos estudos supramencionados (HOLMEN et al., 2000).
Além disso, a prevalência de outros comportamentos de risco à saúde é
maior entre adolescentes fumantes, segundo alguns estudos têm demonstrado.
Essa evidência foi observada em relação à falta de atividades físicas (AARNIO, M.;
KUJALA, UM; KAPRIO, J, 1997) e outros comportamentos de risco (ESCOBEDO,
LG; REDDY, M; DURANT, RH, 1997). O tabagismo também apresenta efeitos
negativos de curto (distúrbios do perfil de lipídios no sangue) e de longo (câncer e
incapacidades) prazos e que são reconhecidamente evitáveis (MARCUS et al.,
1993).
As campanhas de combate ao tabagismo são cada vez mais restritivas e
focalizam grupos de todas as idades, entretanto, nos últimos 20 anos, a redução na
prevalência de jovens fumantes foi pequena em comparação com aquela observada
entre adultos (NELSON et al., 1995).
O quinto levantamento nacional sobre o uso de drogas psicotrópicas entre
estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino foi realizado
nas 27 capitais brasileiras pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas
Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo (CEBRID-UNIFESP), em
2004. (GALDUROZ et al.,2005). Nesse levantamento, observou-se que, apesar da
proibição das propagandas de cigarro, a tendência ao “uso de tabaco na vida”
aumentou na faixa etária de 10 a 12 anos, em Fortaleza, na faixa etária de 13 a 15
anos, em Recife, e, na faixa etária de 16 a 18 anos, em Brasília, Fortaleza e Recife.
Apesar disso, nacionalmente, ainda, é positivo observar que a tendência em relação
ao uso freqüente de tabaco só aumentou em Recife. Embora os estudantes estejam
experimentando fumar cada vez mais precocemente, esta evidência sugere que o
“uso freqüente” foi menor que em levantamentos anteriores realizados pelo mesmo
centro de pesquisas e recomendam a realização de estudos mais específicos, para
verificar quais os fatores que estariam relacionados a este resultado.
24
2.3 Atividades físicas e Comportamentos sedentários
Em várias publicações, a Organização Mundial de Saúde evidencia que um
dos maiores problemas de saúde pública da atualidade é a exposição a
comportamentos sedentários (exemplo: tempo gasto em atividades, cujo gasto
energético é semelhante ao de repouso). Nesses relatórios, estão bem
documentadas evidências de que o sedentarismo aumenta o risco de ocorrência de
algumas doenças, em particular, as doenças e afecções crônicas não transmissíveis,
e prejudica a saúde física, psíquica e social, tendo como conseqüência natural a
redução da longevidade.
A redução da jornada diária ou semanal de trabalho, as novas formas de
emprego, tipo trabalhos on-line em casa e a falta de oportunidades levam as
pessoas, em geral, a terem mais tempo livre. E, o que é mais dramático, em virtude
da dificuldade de ascender ao mundo do trabalho, os adolescentes ficam com um
maior tempo disponível (ERDOCIAÍN, SOLIS e ISA, 2001). Uma das formas
recomendadas de utilizar esse tempo, a favor de uma vida mais saudável, é praticar
algum esporte ou realizar alguma atividade física regular e sistemática.
Os benefícios da prática de atividades físicas em relação a diversos
desfechos relacionados à saúde e qualidade de vida estão bem documentados
(PATE, et al., 1995; USDHHS-CDC, 1996; FRANKISH, MILLIGAN e REID, 1998). Há
um extenso volume de publicações científicas que apóiam fortemente uma
associação independente entre a falta de atividades físicas e inúmeras
conseqüências relacionadas à saúde tanto de curto quanto de longo prazo
(HAAPANEN et al., 1997, 1999).
Acredita-se que, especialmente em crianças e jovens, a atividade física possa
interagir positivamente com as estratégias para adoção de uma dieta saudável,
desestimular o uso do tabaco, do álcool e de outras drogas, além de reduzir a
ocorrência de episódios de violência e promover a integração social (WHO, 2006).
Adicionalmente, há fortes evidências de que a prática regular de exercícios
físicos adequados reduz as chances de morbidade e mortalidade precoce, mesmo
em indivíduos que se mantêm obesos (JEBB & MOORE, 1999; MCINNIS, 2000).
Mas, apesar de todo o corpo de evidências disponível e a despeito das
limitações das medidas de atividades físicas (MONTOYE et al., 1996; NAHAS, 1996;
25
BARROS & NAHAS, 2003), acredita-se que grande parte dos adultos permanece
exposta a comportamentos sedentários.
Nos Estados Unidos, estima-se que aproximadamente 60% dos adultos são
insuficientemente ativos, e cerca de uma em cada três pessoas não realiza qualquer
atividade física de lazer (USDHHS-CDC, 1996).
Entre os jovens, o problema parece ser igualmente grave. Resultados do
1997 Youth Risk Behavior Surveillance (KANN et al., 1998) sugerem que: 1) 36%
dos jovens americanos não realizam atividades físicas vigorosas, necessárias para
manter ou melhorar a aptidão cardiorrespiratória; 2) moças têm uma participação
ainda menor em atividades físicas vigorosas e 3) participação em atividades físicas
diminui com o avanço no estágio de escolarização.
Relatório da Organização Mundial da Saúde publicado em 2004 (CURRIE et
al., 2004), com base em levantamento acerca da exposição a condutas de risco a
saúde entre estudantes de 35 países, evidenciou entre as moças uma associação
inversa entre o tempo de assistência à TV e a prática de atividades físicas. Entre os
rapazes, na maioria dos países, não se observou associação entre a exposição a
comportamentos sedentários e a prática de atividades físicas.
E qual a dimensão do sedentarismo no Brasil? Muito se fala sobre uma
epidemia, entretanto não existem evidências confiáveis para apoiar essa suposição.
Dados disponíveis não são, em geral, comparáveis, devido às variações
metodológicas (BARROS, 2000), mas a prevalência de exposição a baixos níveis de
atividade física varia de cerca de 30 até mais de 90%, a depender do grupo
populacional investigado e da técnica empregada para medida da atividade física
(BARROS e NAHAS, 2003).
A prevalência de inatividade física em adultos de ambos os sexos, em cidade
da região sul do Brasil, foi de 41,1%, tendo o estudo inferido uma associação
positiva com idade e nível sócio-econômico (HALLAL et al., 2003). Enquanto que
dados de inquérito domiciliar de representatividade nacional (INCA, 2004) indicam
que a inatividade física é mais prevalente em mulheres (João Pessoa - 58,3%;
Florianópolis - 51,9%; Rio de Janeiro - 50,1%) e entre pessoas na faixa de 50 a 69
anos (João Pessoa - 55,9%; Recife - 53,3% e Fortaleza - 50,0%).
Em estudo realizado em Maceió, com escolares de 7 a 17 anos, visando
estimar a prevalência de fatores de risco cardiovascular, verificou-se que 93,5% dos
estudantes eram sedentários (SILVA et al., 2005). Nesse estudo, o sedentarismo foi
26
definido como um gasto calórico semanal em atividades físicas inferior a 500 kcal.
Ainda com relação à prevalência de baixos níveis de atividade física, Nahas et al.
(2002), no primeiro levantamento de base populacional e abrangência estadual
realizado no Brasil, observaram que um em cada dois estudantes adolescentes de
Santa Catarina relatou ser insuficientemente ativo para derivar benefícios à saúde.
Por sua vez, Fonseca , Sichieri e Veiga (1998), em estudo realizado com
adolescentes do Rio de Janeiro (n=391), constataram que as horas de TV e/ou vídeo
game estavam significativamente associadas com o IMC assim como os estudos
realizados por Dietz & Gortmaker (1985) demonstraram que assistir a TV possui
relação linear com prevalência da obesidade na infância e na adolescência.
Em estudo prospectivo de um ano em pré-adolescentes e adolescentes,
Rocket et al. (2000) observaram que, ao final deste período, os participantes do
estudo, que relataram mais tempo dedicado a assistir a TV e a vídeo game que à
prática de atividades físicas, tiveram aumento significativamente maior no índice de
massa corporal. Estas evidências foram corroboradas posteriormente através dos
resultados obtidos por Silva & Malina (2003) em estudo com amostra de
adolescentes de Niterói, RJ (N=323, 38% meninos), Os resultados desse estudo
mostram que há uma relação do tempo de TV com a prevalência de sobrepeso,
sendo o limiar da tendência linear de 3h/dia.
2.4 Lacunas de conhecimento
Apesar de existir razoável consenso sobre a importância para a saúde das
opções, atitudes e comportamentos que caracterizam o estilo de vida das pessoas, a
população brasileira parece estar exposta à elevada prevalência de comportamentos
de risco à saúde.
Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) desenvolveu inquérito
de base domiciliar que permitiu estimar a proporção de sujeitos expostos a
determinados comportamentos de risco à saúde (Inquérito Domiciliar sobre
Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e Agravos não
Transmissíveis. Brasil, 15 capitais e Distrito Federal 2002-2003). Nesse estudo,
observou-se, na cidade do Recife, que 8,1%, 47,7% e 31,1% dos sujeitos na faixa
etária de 15 a 24 anos estavam expostos, respectivamente, a tabagismo, consumo
de, pelo menos, uma dose de bebida alcoólica nos últimos 30 dias e baixo nível de
atividades físicas.
27
Os
estudos
realizados
no
Brasil
apresentam
grande
variabilidade
metodológica, além de inúmeras fontes de viés. A maioria não incluiu amostras
representativas das populações investigadas ou focalizou somente variáveis muito
específicas.
Apenas
recentemente,
foram
conduzidos
estudos
abrangentes
(representativos e incluindo análise de múltiplas variáveis) que focalizaram
populações em idade escolar (GERBER e ZIELINSKY, 1997; LOPES, 1999; FARIA
JÚNIOR, 2002; NAHAS, et al., 2002; BARROS, 2004).
De uma maneira geral, no Brasil, há escassez de informações para a
discussão sobre os padrões de exposição a comportamentos de risco à saúde,
particularmente em relação à população mais jovem. Esta lacuna de conhecimento
é, em parte, decorrente das políticas de vigilância epidemiológica, que focalizam,
apenas,
desfechos
relacionados
à
saúde,
principalmente
os
índices
de
hospitalização (morbidade) e mortalidade. Decorrente de diversas causas.
Em
Pernambuco,
nenhum
levantamento
de
abrangência
estadual,
focalizando a associação entre atividades físicas, comportamentos sedentários
consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, foi realizado até o presente momento.
O desconhecimento sobre a proporção de jovens expostos a estes fatores e
comportamentos de risco à saúde constitui uma importante lacuna de conhecimento.
Assim, estudos mais amplos e melhor delineados são ainda necessários. Do
mesmo modo, o estudo da associação entre variáveis comportamentais de risco à
saúde pode fornecer importantes subsídios ao planejamento de programas de
saúde, focalizando este grupo populacional.
28
3. PROPOSIÇÃO
3.1 Objetivo Geral
•
Analisar a associacão entre o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo
e entre a exposição a baixo nível de prática de atividades físicas e
comportamentos sedentários em adolescentes.
3.2 Objetivos Específicos
− Determinar a prevalência do consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo,
baixo nível de prática de atividade física e exposição a comportamentos
sedentários.
− Verificar a associação entre o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo
e a exposição a baixo nível de atividades físicas.
− Verificar a associação entre o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo
e a exposição a comportamentos sedentários.
29
4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
4.1 Caracterização do estudo
Para analisar a associação entre a prática de atividades físicas e
comportamentos sedentários e a exposição a tabagismo e etilismo em adolescentes,
foi desenvolvido um estudo epidemiológico transversal, de abrangência estadual
(PEREIRA, 1995; ROTHMAN & GREENLAND, 1998)
4.2 População-alvo
O estado de Pernambuco é dividido geograficamente, em cinco regiões:
Metropolitana, Zona da Mata, Agreste, Sertão e Região do São Francisco, conforme
ilustrado na Figura 1.
Figura 1 - Regiões geográficas do estado de Pernambuco
Para efeito de gestão administrativa, entretanto, a Secretaria de Educação
subdivide as regiões do estado em 17 Gerências Regionais de Educação (GERE),
conforme apresentado na Figura 2, em cuja estruturação são sistematizados todos
os dados censitários referentes às políticas públicas educacionais dos 184
municípios e do território de Fernando de Noronha, também pertencente ao estado
de Pernambuco. Por essa razão todo o planejamento do estudo foi baseado na
distribuição de matrículas por GERE, e os resultados, agrupados por região
geográfica.
30
Figura 2. Localização das Gerências Regionais de Educação (cidade sede)
A população total de estudantes do ensino médio no estado de Pernambuco,
assim compreendida pelo somatório das matrículas das 1as. 2as e 3as séries deste
nível, em todas as redes de ensino, é constituída de 441.585 estudantes. Na rede
estadual de ensino, estão matriculados 352.829 alunos, aproximadamente 80% do
total de estudantes do ensino médio de Pernambuco, conforme apresentado no
Quadro 1.
Dependência administrativa
Pernambuco
Particular
Municipal
Federal
Estadual
Escolas
371
93
9
668
1.141
Matrículas
59.071
26.452
3.233
352.829
441.585
Quadro 1. Número de escolas e matrículas no ensino médio por dependência administrativa.
Fonte: Censo escolar 2005 – Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco - SEDUC.
31
Neste estudo a população-alvo foi delimitada aos estudantes adolescentes
(14 a 19 anos), matriculados em escolas da rede pública estadual de ensino médio,
em Pernambuco. A delimitação da base de estudo às escolas públicas se justifica
por duas razões: (a) evidências disponíveis - inclusive dados de levantamentos
realizados no Brasil - sugerem que os estudantes de escolas públicas estão
expostos a maior risco de adoção de condutas de risco à saúde (BARROS, 2004;
SILVA JÚNIOR 2005) ; (b) necessidade de se obterem dados dessa população, a
fim de subsidiar a elaboração de políticas para as escolas públicas no estado de
Pernambuco.
4.3 Seleção da amostra
As escolas de ensino médio do estado de Pernambuco não estão distribuídas
uniformemente nas cinco regiões geográficas nem entre as 17 gerências regionais
de educação (tabela 1). Além disso, há também evidências de que estudantes de
escolas pequenas em comparação aos de escolas de médio e grande porte, e os
estudantes do período diurno em comparação àqueles que freqüentam a escola no
período noturno podem apresentar um padrão diferenciado de exposição a condutas
de risco à saúde (NAHAS et al., 2002).
Visando alcançar maior representatividade, procurou-se garantir que na
amostra, houvesse, em comparação à população-alvo, uma proporção semelhante
de estudantes distribuídos conforme região geográfica de escolas pequenas, médias
e grandes e dos períodos diurno e noturno. A distribuição regional foi observada pelo
número de estudantes matriculados em cada GERE. O tamanho da escola foi
classificado em três níveis, de acordo com o número de alunos matriculados no
ensino médio, observando-se os seguintes critérios: porte I (pequeno) - menos de
200 alunos; porte II (médio) - 200 a 499 alunos e porte III (grande) - mais de 500
alunos. Alunos matriculados no período da manhã e da tarde foram agrupados em
uma única categoria (estudantes do período diurno).
32
Tabela 1 - Proporção de escolas e alunos matriculados por Gerência Regional de Educação e turno
nas escolas de ensino médio da rede pública estadual de Pernambuco.
Escolas
Alunos
N
%
N
%
N
%
N
%
Recife Norte
56
8.4
36984
10.5
19.284
52.1
17.700
47.9
Recife Sul
60
9.0
37962
10.8
22.511
59.3
15.451
40.7
Metropolitano Norte
70
10.5
40.061
11.4
24.240
60.5
15.821
39.5
Metropolitano Sul
74
11.1
49.449
14.0
30.189
61.1
19.260
38.9
Mata Norte
39
6.0
20.200
5.7
10.768
53.3
9.432
46.7
Mata Centro
29
4.5
16.535
4.7
10.640
64.3
5.895
35.7
Mata Sul
31
4.6
12.357
3.5
7.401
59.9
4.956
40.1
Litoral Sul
14
2.1
7.358
2.1
4.587
62.3
2.771
37.7
Vale do Capibaribe
27
4.0
14.369
4.1
6.659
46.3
7.710
53.7
Agreste Centro-Norte
41
6.1
23.326
6.6
16.594
71.0
6.732
29.0
Agreste Meridional
38
5.7
18.117
5.1
10.937
60.4
7.180
39.6
Sertão do Moxotó
39
5.8
14.856
4.2
9.871
66.4
4.985
33.6
Sertão do Alto Pajeú
38
5.7
14.687
4.2
7.809
53.3
6.878
46.7
Sertão Central
20
3.0
9.474
2.7
4.723
50
4.751
50
Sertão do Araripe
26
3.9
10.916
3.1
7.772
71.1
3.144
28.9
Submédio S. Francisco
20
3.0
7.278
2.1
4.510
62.0
2.768
38.0
Médio S. Francisco
45
6.7
18.900
5.4
12.086
63.9
6.814
36.1
668
-
352.829
-
210.581
-
142.248
-
Região*
1
2
3
4
5
GERE
Noturno
Diurno
* Região: 1= Metropolitana, 2= Zona da Mata, 3 = Agreste, 4 = Sertão, 5 = Sertão do São Francisco.
Fonte: Secretaria de Educação de Pernambuco - SEDUC. Censo escolar de 2005.
Não foi possível levar em consideração o sexo, a idade e o local de residência
(rural/urbano) dos estudantes como critérios para planejamento amostral, devido à
inexistência de informações precisas quanto à distribuição de matrículas em relação
a esses fatores.
Observados esses aspectos, partiu-se, então, para o cálculo do tamanho
mínimo da amostra. Esse procedimento foi efetuado mediante utilização do
programa SampleXS, distribuído pela Organização Mundial de Saúde – OMS, para
apoiar o planejamento amostral em estudos transversais. O dimensionamento da
amostra foi realizado, a fim de garantir a seleção de uma amostra suficientemente
precisa para o estudo da prevalência de exposição a diversas condutas de risco à
saúde em estudantes do ensino médio.
Para cálculo do tamanho da amostra, foram adotados os seguintes
parâmetros:
33
−
Estimativa do tamanho da população-alvo (352.829);
−
Intervalo de confiança de 95%;
−
Erro máximo tolerável de 3%;
−
Efeito do delineamento amostral estabelecido em 4.0;
−
A prevalência estimada foi arbitrada em 50%, por não se conhecer, com
precisão, a extensão dos problemas em foco na população sob
investigação.
A literatura especializada (LUIZ e MAGNANINI, 2000) sugere que, em virtude
da opção por método de amostragem por conglomerados, um efeito de
delineamento amostral de 1,4 a 1,5 seria suficiente para resguardar a precisão
desejada. No entanto, pesquisadores têm observado efeitos de delineamento
amostral superiores a este patamar em estudos nacionais (HALLAL et al., 2003). Em
função disto, decidiu-se aplicar uma correção mais conservadora ao tamanho
mínimo
da
amostra,
multiplicando-a
por
quatro,
conforme
mencionado
anteriormente.
Com base nesses parâmetros, o tamanho da amostra foi estimado em 4217
sujeitos (Ver Figura 3). Adicionalmente, visando atenuar as limitações impostas por
eventuais
perdas
na
aplicação
(recusas),
preenchimento
inadequado
dos
questionários e participação de estudantes com idade superior à faixa etária de
interesse neste estudo (14-19 anos), decidiu-se por aumentar em 45% o tamanho da
amostra. Assim, o plano amostral foi elaborado com a intenção de se alcançar uma
amostra de, aproximadamente, 6114 estudantes. (Tabela 2)
Figura 3 - Tela de cálculo do programa SampleXS.
34
A proporção de 45%, no acréscimo da amostra mínima, foi arbitrada com
base nos resultados primários obtidos pelo projeto de intervenção “Saúde na Boa”,
também realizado com estudantes do ensino médio, em Recife-PE e FlorianópolisSC (www.saudenaboa.ufsc.br). Nele verificou-se que, aproximadamente, 1/3 dos
estudantes possuem vinte anos ou mais. Esse projeto está sendo desenvolvido pelo
próprio LAPEL-ESEF/UPE, em parceria com a Universidade Federal de Santa
Catarina.
Utilizou-se o programa Randomizer (disponível em www.randomizer.org) para
realizar o sorteio das 76 escolas (ver tabela 3) necessárias para atendimento ao
plano amostral do estudo. Em seguida, adotando-se o mesmo programa e processo,
foram sorteadas 203 turmas necessárias para que o tamanho amostral pudesse ser
alcançado. O número de turmas foi determinado pelo quociente entre o tamanho
amostral desejado e o tamanho médio das turmas (cerca de 30 estudantes), ou seja,
6114 estudantes divididos por 30,totalizando, aproximadamente, 203 turmas.
Tabela 2 - Amostra prevista, segundo GERE e turno.
Região
GERE
Diurno
Noturno
Amostra Turma
1
2
3
4
5
Total
Amostra
Turma
Amostra
Turma
Recife Norte
285
10
334
11
619
21
Recife Sul
249
9
340
13
589
22
Metropolitano Norte
254
9
420
14
674
23
Metropolitano Sul
320
11
523
17
843
28
Mata Norte
152
5
187
6
339
11
Mata Centro
95
3
184
6
279
09
Mata Sul
80
3
128
4
208
07
Litoral Sul
45
2
79
3
124
05
Agreste Centro-Norte
108
4
288
10
396
14
Agreste Meridional
116
4
190
6
306
10
Vale do Capibaribe
124
4
115
4
239
08
Sertão Central
76
3
82
3
158
06
Sertão do Moxotó
80
3
171
6
251
09
Sertão do Alto Pajeú
111
4
135
4
246
08
Sertão do Araripe
51
2
138
6
159
08
Submédio São Francisco
45
2
78
3
123
05
Médio São Francisco
115
4
209
7
324
11
3020
82
2044
121
6114
203
Total
* Região: 1= Metropolitana, 2= Zona da Mata, 3 = Agreste, 4 = Sertão, 5 = Sertão do São Francisco
35
Na seleção dos sujeitos, o ideal seria utilizar uma amostra aleatória
simples a partir da listagem geral de todos os alunos das escolas estaduais
(n=352.829), o que seria impraticável. Desta forma, o processo de seleção amostral
ocorreu através do conglomerado em dois estágios, conforme apresentado no
Quadro 2 e na Tabela 3.
Estágios
Elemento
amostral
Critérios de seleção
• Seleção aleatória estratificada
• Porte da escola (G, M e P)
• Densidade de escolas e
estudantes em cada
microrregião do estado
• Seleção aleatória simples
• Densidade de turmas e
estudantes matriculados nos
turnos diurno e noturno
Tipo de amostragem
I
II
Escola
Critérios de
estratificação
Tipo de amostragem
Critérios de
estratificação
Turma
Quadro 2 - Estágios do planejamento amostral.
Tabela 3 - Escolas sorteadas proporcionalmente à densidade por Gerência Regional de educação e
porte.
Região
Região
MetropoLitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
Sertão do
São
Francisco
GERE
(nº de escolas)
Total
Grande
Médio
Pequeno
%
N
%
N
%
N
%
N
Recife Norte (56)
8.4
6
48,2
3
32,1
2
19,1
1
Recife Sul (60)
9.0
7
65.0
4
25.0
2
10.0
1
Metropolitano Norte (70)
10.5
8
50.0
4
37.1
3
12.9
1
Metropolitano Sul (74)
11.1
8
66.2
5
27.0
2
6.8
1
Mata Norte (32)
6.0
5
40.0
2
42.5
2
17.5
1
Mata Centro (29)
4.5
4
53.3
2
30.0
1
16.5
1
Mata Sul (31)
4.6
3
38.7
1
35.5
1
25.8
1
Litoral Sul (14)
2.1
2
38.7
1
50.0
1
7.1
0
Vale do Capibaribe (27)
4.0
3
33.3
1
59.3
2
7.4
0
Agreste Centro-Norte (41)
6.1
4
46.3
2
43.9
2
9.8
0
Agreste Meridional (38)
5.7
4
34.2
1
52.6
2
13.2
1
Sertão Central (20)
Sertão do Moxotó (39)
3.0
5.8
3
4
40.0
33.3
1
1
25.0
43.6
1
2
35.0
23.1
1
1
Sertão do Alto Pajeú (38)
5.7
4
26.3
1
55.3
2
18.4
1
Sertão do Araripe (26)
3.9
3
34.6
1
30.8
1
34.6
1
Submédio S. Francisco (20)
3.0
3
25.0
1
50.0
1
25.0
1
Médio S. Francisco (45)
6.7
5
33.3
2
40.0
2
26.7
1
76
-
33
-
29
-
14
Total (668)
100
36
Esses procedimentos para seleção da amostra são semelhantes aos que
foram utilizados por Barros (2004) e De Bem (2003) em estudos com adolescentes
catarinenses e por Silva Júnior (2005), com estudantes do ensino médio de Aracaju.
Escolas de todas as regiões geográficas foram consideradas elegíveis para
participação no estudo (Tabela 4). Elas foram agrupadas em 17 microrregiões,
segundo organização administrativa já utilizada pela Secretaria de Educação do
Estado. Cada microrregião ficou representada pela área de adscrição de uma
Gerência Regional de Educação (GERE).
Tabela 4 - Número de escolas e turmas sorteadas por turno e Gerência Regional de Educação.
Região
Geográfica
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
Sertão do São
Francisco
GERE (cidade sede)
Escolas
Total Sorte
Turmas sorteadas
Diurno Noturno
Total
Recife Norte (Recife)
56
6
10
11
21
Recife Sul (Recife)
60
7
9
13
22
Metropolitano Norte (Recife)
70
8
9
14
23
Metropolitano Sul (Recife)
74
8
11
17
18
Norte (Nazaré da Mata)
40
5
5
6
11
Centro (Vitória de S. Antão)
29
4
3
6
09
Mata Sul (Palmares)
31
3
3
4
07
Litoral Sul (Barreiros)
14
2
2
3
05
Vale do Capibaribe (Limoeiro)
Centro Norte (Caruaru)
27
3
4
4
08
41
4
4
10
14
Meridional (Garanhuns)
38
4
4
6
10
Sertão Central (Salgueiro)
20
3
3
3
06
S. do Moxotó Ipanema (Arcoverde)
39
4
3
6
09
S. do Alto Pajeú (A. da Ingazeira)
38
4
4
4
08
Sertão do Araripe (Araripina)
26
3
2
6
08
Submédio São Francisco (Floresta)
20
3
2
3
05
Médio São Francisco (Petrolina)
45
5
4
7
11
Total
668
76
82
121
203
Sorte = número de escolas sorteadas
4.4 Instrumento de medida
Os dados foram coletados através do questionário Global School-based
Student Health Survey (GSHS), proposto pela Organização Mundial de Saúde, com
o objetivo de avaliar a exposição a comportamentos de risco à saúde em
37
adolescentes. Uma versão em português desse instrumento (anexo A) foi submetida
a processo de validação e testagem-piloto, com amostra de 123 estudantes,
observando-se que este apresenta boa consistência de medidas e validade de
conteúdo e face.
4.5 Implementação do estudo
Inicialmente, foi enviada uma carta para a Secretaria de Educação e Cultura
do Estado do Estado de Pernambuco (SEDUC), não somente informando sobre os
objetivos da pesquisa, bem como solicitando autorização para levantamento de
dados nas escolas.
Na seqüência, o projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em
Pesquisa com Seres Humanos do Hospital Agamenon Magalhães e aprovado por
unanimidade, conforme atesta o certificado apresentado no anexo B, datado de
primeiro de julho de 2005. Esse projeto que culminou com a elaboração deste
relatório, foi submetido, ainda, ao processo de qualificação no Programa de Pósgraduação em Hebiatria da Universidade de Pernambuco.
Posteriormente, a equipe de pesquisa participou de uma reunião com os
gestores de todas as GEREs, em março de 2006, sob a coordenação da Gerência
de Projetos Especiais da Secretaria e Educação do estado de Pernambuco. Neste
momento, apresentou-se o projeto de pesquisa e a relação das escolas sorteadas
para participarem do estudo, ao mesmo tempo em que se pactuou a colaboração
das gerências para desenvolvimento do levantamento (anexo C).
A etapa seguinte consistiu do contato com os diretores das escolas sorteadas,
a fim de agendar a data de realização da visita à escola e fornecer orientações sobre
o encaminhamento do termo de consentimento aos pais dos estudantes. Nesta
oportunidade, foi efetuada, ainda, a confirmação da existência das turmas já
sorteadas para participação no estudo. Na seqüência, e com a devida antecedência,
foram enviadas, via correio, correspondências para todas as escolas participantes,
anexo D, contendo um resumo do projeto, anexo E, e os termos negativos de
consentimento, anexo F, para envio aos pais dos alunos.
Antes do início da coleta de dados, foram realizadas reuniões técnicas com o
grupo de pesquisa, composto pelo coordenador do projeto, pesquisadores e
auxiliares de pesquisa, visando, assim, padronizar as ações referentes à aplicação
38
do questionário e obtenção das medidas antropométricas e hemodinâmicas incluídas
na rotina do levantamento.
4.6 Coleta de Dados
Conforme planejamento previamente estabelecido, a fase de coleta ficou
dividida em duas etapas. Na primeira, realizada de abril a junho de 2006, as
entrevistas foram realizadas nas escolas da Região Metropolitana, do Agreste
Centro-Norte, na Zona da Mata Norte e na Zona da Mata Centro. Na segunda etapa,
realizada de agosto a outubro de 2006, foram entrevistados os alunos das escolas
localizadas no Sertão, Sertão do São Francisco, Agreste Meridional, Zona da Mata
Sul e Litoral Sul. Esta divisão se justifica pelo período de férias escolares ocorrido no
mês de julho.
O questionário foi aplicado em sala de aula, sem a presença dos professores,
para todos os alunos presentes, independente de idade, sendo a participação destes
voluntária. Caso não quisessem participar do estudo, os alunos apresentavam à
equipe da pesquisa o Termo Negativo de Consentimento, previamente recebido,
devidamente preenchido e assinado, se maiores de idade e, assinado pelos seus
pais ou responsáveis, quando menores de 18 anos.
Os alunos foram continuamente assistidos pelo grupo de pesquisadores
(sempre dois pesquisadores) para que pudessem esclarecer dúvidas e auxiliar no
preenchimento das questões. Apenas pesquisadores previamente treinados
aplicaram os questionários, sendo que aos assistentes de pesquisa cabiam
atividades de apoio à realização do trabalho.
Para proceder ao levantamento das informações, inicialmente o pesquisador
informava sobre os objetivos da pesquisa, esclarecendo aos estudantes que as
informações fornecidas seriam mantidas em sigilo, não influenciando no seu
desempenho escolar e que só seriam utilizadas para fins de pesquisa. Além disso,
os sujeitos foram orientados para não se identificarem no questionário.
Na seqüência, após a distribuição dos questionários, o pesquisador fornecia
instruções prévias e fazia a leitura de cada uma das perguntas; posteriormente, os
alunos respondiam as questões. O aplicador, então, questionava sobre dúvidas e
dificuldades quanto ao entendimento da pergunta, esclarecendo as dúvidas, sem, no
entanto, poder influenciar respostas.
39
Concluída a aplicação do questionário, os alunos se dirigiam para a área de
medidas antropométricas e hemodinâmicas, quando, então, entregavam a um
assistente de pesquisa o seu questionário para anotação de outras informações e
conferência do preenchimento das questões.
4.7 Procedimentos de crítica e tabulação de dados
O procedimento de tabulação final dos dados foi efetuado através do
programa EpiData, versão 3.1 (LAURITSEN e BRUUS, 2003), um sistema de
domínio público, distribuído pela The EpiData Association. Procedimentos
eletrônicos de controle de entrada de dados foram adotados através da função
“CHECK” (controles) do EpiData.
A fim de detectar erros, a entrada de dados foi repetida e, através da função
de comparação de arquivos duplicados, os erros de digitação foram detectados e
corrigidos. Esses procedimentos de controle de qualidade na entrada de dados são
idênticos aos que foram utilizados em estudos realizados com trabalhadores da
indústria em Santa Catarina (BARROS E NAHAS, 2001) e com estudantes do ensino
médio, também, em Santa Catarina (BARROS, 2004)
4.8 Análise de dados
A análise de dados foi realizada através do programa SPSS para Windows. A
análise descritiva incluiu, essencialmente, distribuição de freqüências (relativas e
absolutas) e representação gráfica dos resultados.
Para o estudo da associação entre variáveis principais (tabagismo, etilismo,
prática de atividades físicas e comportamentos sedentários) e seus determinantes
(sociais e demográficos), foi utilizado teste de Qui-quadrado, substituído, quando
necessário, pelo teste exato de Fisher, no caso da análise de tabelas de
contingência 2x2.
40
4.9 Definição operacional das variáveis
O
instrumento
utilizado
possuía
dez
blocos
de
informações
que
contemplavam todas as variáveis dos seis estudos que compunham o consórcio de
pesquisa. Para este estudo, especificamente, a descrição das variáveis principais
está agrupada em três blocos, como se encontra no Quadro 3: fatores sóciodemográficos, fatores relacionados à escola e fatores de risco à saúde.
Fatores de risco à saúde
Fatores
relacionados à
escola
Fatores sócio-demográficos
Bloco
Variável
Descrição
Categorias
Idade
Estudantes de 14 a 19 anos participaram do
estudo. Estes foram mais tarde classificados em
dois grupos etários.
14-16 anos
17-19 anos
Rapazes
Moças
Sexo
Mora com os
pais
Considerou-se que moravam com os pais aqueles
estudantes que relataram morar com ambos, o
Sim
pai e a mãe. Não foram incluídos nesta categoria
aqueles que relataram morar somente com o pai Não
ou somente com a mãe.
Religioso
praticante
Foram considerados religiosos praticantes os
Sim
sujeitos que relataram ser católicos ou evangélicos
Não
e praticantes de suas religiões.
Série
1a,
2a
3a
Turno de aulas
Diurno
Noturno
Tabagismo
Os estudantes que relataram ter fumado nos
últimos 30 dias foram classificados como
expostos a tabagismo, independente do tipo de
tabaco e da intensidade da exposição.
Etilismo
(consumo de
bebidas
alcoólicas)
Os estudantes que relataram terem consumido
bebida alcoólica nos últimos 30 dias foram
Exposto
classificados como expostos, independentemente
Não exposto
do tipo de bebida ingerida e da intensidade da
exposição.
Falta de
atividades
físicas
Os estudantes que relataram menos de cinco dias
por semana de prática de atividades físicas
Exposto
moderadas a vigorosas (semana típica) foram
classificados como expostos à falta de atividades Não exposto
físicas
Os estudantes que relataram assistir três ou mais
Comportamento
horas de TV por dia foram classificados como
sedentário
expostos a “comportamento sedentário”
Quadro 3 - Definição operacional das variáveis principais do estudo
Exposto
Não exposto
Exposto
Não exposto
41
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram encontrados presentes nas 76 escolas sorteadas (rede pública
estadual de Pernambuco) 6042 estudantes, dos quais 6031 foram entrevistados.
Apenas 11 alunos se recusaram a participar do estudo, e nenhum termo de
consentimento negativo foi apresentado aos pesquisadores pelos participantes.
Informações sobre a composição da amostra estão apresentadas nas tabelas 5 e 6.
Relação completa das cidades, escolas e turmas visitadas está apresentada no
anexo G. Após exclusão dos 1821 respondentes com idade superior ao previsto no
plano de estudo, a amostra final totalizou 4210 adolescentes (14 a 19 anos),
discretamente inferior à amostra mínima requerida para desenvolvimento do estudo
de estudantes de ensino médio em geral (4217), conforme apresentado no capítulo
de procedimentos metodológicos, embora, se acredite ser suficiente para garantir
poder estatístico às análises.
Tabela 5 - Composição da amostra, segundo municípios, escolas e alunos entrevistados.
Região
Geográfica
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
Sertão do São
Francisco
Municípios
GERE (nº. total de alunos)
Total
Escolas
Alunos
Visitados Total Visitadas total Adolesc
Recife Norte (40.061)
capital
capital
56
6
623
401
Recife Sul (49.449)
capital
capital
60
7
807
540
Metropolitano Norte (36.984)
07
06
70
8
620
415
Metropolitano Sul (37.962)
06
04
74
8
632
403
Mata Norte (20.200)
17
05
40
5
364
259
Mata Centro (16.535)
13
04
29
4
290
195
Mata Sul (12.357)
15
02
31
3
255
189
Litoral Sul (7.358)
06
02
14
2
129
100
Vale do Capibaribe (14.369)
16
02
27
3
309
206
Agreste Centro-Norte (23.326)
16
02
41
4
229
182
Agreste Meridional (18.117)
22
02
38
4
418
316
Sertão Central (9.474)
16
02
20
3
221
154
Sertão do Moxotó (14.856)
17
04
39
4
263
185
Sertão do Alto Pajeú (14.687)
9
03
38
4
184
110
Sertão do Araripe (10.916)
09
02
26
3
184
126
Submédio S. Francisco (7.278)
07
02
20
3
145
104
Médio São Francisco (18.900)
07
02
45
5
375
325
184
44
668
76
6031
4210
Total (352.829)
* Adolesc = Adolescentes com idade de 14 a 19 anos
42
Tabela 6 - Composição da amostra, segundo região geográfica, GERE e turno.
Diurno
Noturno
GERE
Região
Geográfica
(nº. de escolas visitadas)
N
%
N
%
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
Sertão do São
Francisco
Total
N
%
Recife Norte (6)
236
58,9
165
41,1
401
9,5
Recife Sul (7)
293
54,3
247
45,7
540
12,8
Metropolitano Norte (8)
298
71,8
117
28,2
415
9,9
Metropolitano Sul (8)
228
56,6
175
43,4
403
9,6
Mata Norte (5)
192
74,1
67
25,9
259
6,2
Mata Centro (4)
120
61,5
75
38,5
195
4,6
Mata Sul (3)
83
43,9
106
56,1
189
4,5
Litoral Sul (2)
48
48,0
52
52,0
100
2,4
Vale do Capibaribe (3)
134
65,0
72
35,0
206
4,9
Agreste Centro Norte (4)
110
60,4
72
39,6
182
4,3
Agreste Meridional (4)
117
37,0
199
63,0
316
7,5
Sertão Central (3)
70
45,5
84
54,5
154
3,7
Sertão do Moxotó (4)
113
61,1
72
38,9
185
4,4
Sertão do Alto Pajeú (4)
73
66,4
37
33,6
110
2,6
Sertão do Araripe (3)
50
39,7
76
60,3
126
3,0
Submédio São Francisco (3)
65
62,5
39
37,5
104
2,5
Médio São Francisco (3)
191
58,8
134
41,2
325
7,7
1789
42,5
4210
100
Total (76)
2421 57,5
5.1 Caracterização demográfica e socioeconômica da amostra
A amostra deste estudo foi constituída principalmente de moças (59,8%), das
quais 26,4% tinham 17 anos de idade, e 57,6% estudavam no período diurno. A
composição da amostra, considerando-se o sexo, foi semelhante ao levantamento
nacional realizado com estudantes do ensino médio participantes do ENEM 2003
(INEP, 2004) que inferiu maior proporção de moças (60%) em relação aos rapazes.
Outras características da amostra estão apresentadas nas Tabelas 7 e 8.
43
Tabela 7 - Características demográficas dos adolescentes por sexo.
Variável
Rapazes
Categorias
Moças
Todos
%
n
%
N
%
n
Turno
Diurno
Noturno
53,9
46,1
910
778
60,1
39,9
1.510
1.003
57,6
42,4
2.420
1.781
Série
1ª.
2ª.
3ª.
46,2
30,9
22,9
779
522
386
43,8
32,6
23,6
1.101
818
593
44,8
31,9
23,3
1.880
1.340
979
Idade
14 anos
15 anos
16 anos
17 anos
18 anos
19 anos
3,1
12,0
20,4
29,4
21,7
13,4
52
203
344
497
366
226
5,5
17,6
23,4
24,3
18,3
10,9
137
443
587
611
460
275
4,5
15,4
22,2
26,4
19,7
11,9
189
646
931
1.108
826
501
Estado civil
Solteiro (a)
Casado (a)*
Outro (a)
95,8
1.7
2.6
1.606
28
43
93,6
4,5
1,9
2.340
113
48
94,4
3,4
2,2
3.946
141
91
Cor da pele/etnia
Branco
Não branco**
24,8
75,2
417
1.236
25,5
74,5
639
1.868
25,2
74,8
1.056
2.131
* Inclui aqueles que vivem com parceiro.
* * Inclui os que se declararam pretos, mulatos, pardos amarelos e de outra cor.
Cerca de um em cada quatro estudantes se autodenominou de cor branca.
Aproximadamente oito em cada dez entrevistados (78,6%) relataram que não
desenvolvem qualquer tipo de trabalho. Segundo dados do Exame Nacional do
Ensino Médio (ENEM), a proporção de estudantes que em 2003 relataram trabalhar
foi de 47,1% (INEP, 2004). Aproximadamente, dois em cada três estudantes
participantes deste estudo relataram morar com os pais (63,0%), sendo esta
proporção semelhante ao observado em estudos congêneres (BARROS, 2004;
SOUZA, et. AL., 2005). Em relação ao nível de escolaridade das mães, 68,7% dos
sujeitos relataram que estas não haviam concluído o ensino fundamental
(correspondente ao antigo primeiro grau).
Com todo o esforço que vem sendo empregado nos últimos anos, para a
inclusão digital da população brasileira, incluindo-se os programas federais de
financiamento de equipamentos de informática, apenas 10,7% dos estudantes
adolescentes relataram possuir microcomputador em sua residência. Essa
proporção é semelhante à que foi observada na população da região Norte e
Nordeste na Pesquisa Padrão de Vida, realizada há uma década (IBGE, 1999).
44
Tabela 8 - Características socioeconômicas dos adolescentes por sexo.
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
n
%
n
%
n
Trabalho
Não
Sim
Estágio
Voluntário
69,3
19,1
5,8
5,8
1158
320
97
97
84,8
9,7
3,2
2,3
2.121
243
81
57
78,6
13,5
4,3
3,7
3.279
563
178
154
Local de residência
Urbana
Rural
78,1
21,9
1.312
367
79,6
20,4
1.985
510
79,0
21,0
3.297
877
Moram com os pais
Sim
Não
68,1
31,9
1.131
529
60,6
39,4
1.512
981
63,6
36,4
2.643
1.510
Escolaridade da mãe
1º grau
2º grau
Superior
Não sabem
65,1
21,1
7,6
6,2
1.087
529
127
104
71,0
28,0
5,0
4,7
1.772
698
126
118
68,7
20,0
6,1
5,3
2.859
833
253
222
Religiosos praticantes
Sim
Não
51,7
48,3
866
809
66,5
33,5
1.663
837
60,6
39,4
2.529
1.646
Possuem computador
Sim
Não
13,1
86,9
220
1459
9,0
91,0
226
2275
10,7
89,3
446
3.734
5.2 Exposição a condutas de risco à saúde
Dentre as condutas de risco à saúde, este estudo focalizou três das principais
causas que a literatura indica estarem associadas ao aumento da prevalência de
morbidades entre os adolescentes (CDC 2006). Para melhor compreensão,
apresentamos os resultados em blocos distintos.
5.2.1 Prevalência do consumo de bebidas alcoólicas
Observou-se uma prevalência de exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas de 30,3% (38,6%, entre os rapazes e 24,8% entre moças), conforme
ilustrado na Figura 4. No inquérito domiciliar, realizado em 15 capitais de estados
brasileiros e distrito federal, de 2002 a 2003, verificou-se que 59,1% dos rapazes e
36,0% das moças relataram consumo de bebidas alcoólicas (INCA, 2004).
45
80
75,2
69,7
70
Rapazes
61,4
60
Moças
Todos
50
Expostos:
A+B+C = 38,6 % (R) / 24,8% (M) / 30,3% (T)
% 40
28,9
30
A
23,9
20,5
20
B
10
5,0
1,9
3,2
C
0,8
0,4
0,5
0
0 dia
1 a 5 dias
6 a 29 dias
30 dias
Número de dias que ingeriu bebidas alcoólicas nos últimos trinta dias
Figura 4 - Proporção de adolescentes por nível de exposição ao consumo
de bebidas alcoólicas nos últimos 30 dias.
Os estudantes, a partir dos 17 anos, parecem estar mais vulneráveis ao
consumo de álcool assim como os que estudam no turno noturno. Verificou-se,
ainda, que os estudantes das regiões sertanejas relataram estarem mais expostos a
esta conduta de risco em comparação aos estudantes da região metropolitana,
conforme apresentado na Tabela 10.
A estrutura familiar pode ser fator de proteção à exposição ao consumo de
álcool entre os adolescentes pernambucanos, principalmente entre as moças. Tal
evidência é mais nítida em relação ao consumo pesado do álcool, segundo os dados
do V Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre
estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino nas 27 capitais
brasileiras (GALDUROZ et al., 2005). Estudantes que referiram ser “religiosos
praticantes” estão menos expostos a consumo do álcool em comparação aos que se
dizem não serem religiosos ou em relação aos que são religiosos, embora não
sejam praticantes. Evidências a este respeito estão bem documentadas em estudos
nacionais e internacionais, sintetizados num estudo de base populacional realizado
na cidade de Campinas- SP, por Dalgalarrondo et al. (2004).
46
Tabela 9 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a consumo de bebidas
alcoólicas nos últimos 30 dias por sexo.
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
N
%
n
%
n*
Idade
14 a 16 anos
17 a 19 anos
29,9
43,4
179
469
21,6
27,5
252
370
24,5
34,6
432
841
Turno
Diurno
Noturno
34,8
43,0
316
332
22,9
27,6
346
276
27,4
34,3
662
611
Moram com os pais
Sim
Não
37,8
40,0
425
211
22,2
28,9
335
283
28,8
32,8
761
495
Religiosos e praticantes
Sim
Não
31,8
46,0
274
370
21,1
32,3
350
270
24,8
38,9
627
640
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
São Francisco
38,6
32,1
35,5
44,9
45,8
258
98
99
111
82
23,6
19,8
29,0
28,5
26,6
256
89
122
92
66
29,3
24,8
31,7
35,7
34,7
515
184
222
204
148
* Freqüências absolutas podem não coincidir com o somatório das freqüências observadas entre
rapazes e moças devido à existência de dados inválidos.
5.2.2 Prevalência de tabagismo
Entre os adolescentes pernambucanos, estudantes do ensino médio na rede
pública estadual de ensino, verificou-se uma prevalência de tabagismo, 9,8% entre
rapazes e 6,2% entre moças, superior ao relatado no estudo de COTRIM; CARLINI,;
GOUVEIA, Nélson (2000), com amostra de estudantes adolescentes de São Paulo
(5,7% entre os rapazes e 4,6% entre as moças). São prevalências ainda maiores
que os resultados verificados por Silva Júnior (2005) com estudantes do ensino
médio de Aracaju - SE, no qual se observou que 3,2% dos rapazes e 2,1% das
moças eram tabagistas.
No entanto, a exposição parece ser discretamente inferior entre os
adolescentes pernambucanos em comparação aos resultados do estudo de Farias
Júnior e Lopes (2004). Resultados do estudo conduzido por esses autores revelaram
uma prevalência de tabagismo de 10,8% entre os rapazes e 6,8% entre as moças
estudantes da Cidade de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina.
47
100
90.2
93.8 92.2
Rapazes
90
Moças
80
Todos
70
60
% 50
Expostos:
A+B+C = 9,8 % (R) / 6,2% (M) / 7,8% (T)
40
30
A
20
5.7 3.9 4.7
10
B
C
1.8 1.3 1.5
2.3 1.0 1.6
6 a 29
Todos os dias
0
0
1a5
Número de dias que fumou nos últimos 30 dias
Figura 5 - Proporção de adolescentes por nível de exposição ao consumo
de cigarros nos últimos 30 dias.
Morar com os pais não parece ser um fator associado à exposição ao
consumo de tabaco. Estratificando-se por região geográfica, a prevalência do uso do
tabaco entre os rapazes é sempre maior que entre as moças e descendente, à
medida que se afasta do litoral do estado, com exceção da região do Sertão do São
Francisco, onde se observam percentuais próximos dos que foram verificados na
região metropolitana.
Valores sociais e culturais, notadamente a vinculação e prática religiosa, ou
até mesmo, valores sócio-econômicos, podem explicar a menor prevalência de
tabagismo entre os adolescentes do interior do estado.
48
Tabela 10 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos ao consumo de cigarros
nos últimos 30 dias.
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
n
%
n
%
n*
Idade
14 a 16 anos
17 a 19 anos
6,1
11,9
36
129
4,7
7,5
55
100
5,2
9,4
91
229
Turno
Diurno
Noturno
8,7
11,1
79
86
5,4
7,4
81
74
6,6
9,0
160
160
Moram com os pais
Sim
Não
37,8
40,0
425
211
22,2
28,9
335
283
28,8
32,8
761
495
Religiosos praticantes
Sim
Não
31,8
46,0
274
370
21,1
32,3
350
270
24,8
38,9
627
640
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertã
São Francisco
13,0
8,2
7,6
5,2
10,6
87
25
21
13
19
9,2
3,5
5,2
4,0
2,4
99
15
22
13
06
10,6
5,4
6,1
4,5
5,9
186
40
43
26
25
* Freqüências absolutas podem não coincidir com o somatório das freqüências observadas
entre rapazes e moças devido à existência de dados inválidos.
5.2.3 Prevalência de baixo nível de prática de atividades físicas
Verificou-se que a recomendação de prática da atividades físicas para
adolescentes (CAVILL, N.; BIDDLE, S.; SALLIS, J, 2001) não tem sido adotada pela
maior parte dos sujeitos (65,1%), principalmente entre as moças (70,3%), ilustrado
na figura 6. Esses resultados são coerentes com os achados de um estudo similar
realizado com estudantes do ensino médio em Aracaju (SILVA JÚNIOR, 2005), no
qual aproximadamente dois terços dos jovens (64,8%) apresentaram níveis
insuficientes de atividade física (inativo ou pouco ativo).
Curiosamente, comparando-se estudantes de diferentes faixas de idade e
turno, a exposição à falta de atividades físicas não apresentou diferença significativa,
conforme ilustrado na Tabela 11. Entretanto, verificou-se que a proporção de
estudantes expostos a essa conduta de risco foi maior nas regiões mais interioranas,
distantes do litoral.
49
80
Baixo nível
70,3
70
60
Rapazes
65,1
Moças
57,7
Todos
50
Atendem a recomendação:
% 40
A+B+C = 42,3 % (R) / 29,7% (M) / 34,9% (T)
C
A
18,8
15,9 17,1
13,4
B
10,9
10,1
30
20
9,3
10
4,6
6,8
0
5
0a4
6
7
Nº de dias com atividade física em uma semana típica
Figura 6 - Proporção de adolescentes por número de dias com 60 minutos
ou + de atividades físicas moderadas ou vigorosas por dia.
Tabela 11 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a baixo nível de
atividades físicas.
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
n
%
n
%
n*
Idade
14 a 16 anos
17 a 19 anos
59,7
56,5
357
614
71,5
69,0
830
925
67,5
63,4
1.189
1.543
Turno
Diurno
Noturno
57,5
57,7
523
448
69,3
71,5
1044
711
64,9
65,4
1.568
1.164
Moram com os pais
Sim
Não
49,2
48,9
555
258
65,7
62,4
987
610
58,6
57,6
1.546
868
Religiosos praticantes
Sim
Não
48,8
50,1
421
405
65,4
62,6
1.083
522
59,7
56,4
1.508
929
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
São Francisco
52,4
61,8
59,4
60,8
63,0
351
189
165
152
114
62,0
75,2
73,6
78,0
81,0
668
325
310
252
200
58,3
69,6
67,9
70,6
73,4
1.021
516
476
405
314
* Freqüências absolutas podem não coincidir com o somatório das freqüências observadas entre
rapazes e moças devido à existência de dados inválidos.
50
5.2.4 Comportamentos sedentários
De uma maneira geral, os jovens estão, cada vez mais, aderindo às
atividades de lazer passivo, como jogos eletrônicos, televisão e uso do computador,
que exigem menor gasto energético (BARROS, M. V. G. ; CUNHA, F. J. P. ; SILVA
JÚNIOR, A. G, 1997; GAMBARDELLA & GOTLIEB, 1998) em detrimento da
participação em atividades de lazer mais ativas fisicamente e com mais
oportunidades de estimular interação social. Neste estudo, conforme ilustrado na
figura 7, 40,9% dos estudantes relataram assistir a três ou mais horas de TV por dia,
em dias de semana. A exposição prolongada à TV é um fator associado a desfechos
negativos de saúde, como a obesidade (CRESPO et al., 2001).
45
41,6
Rapazes
40
Moças
35
Todos
39,8
40,9
38,0
34,0
35,6
30
25
24,4
22,2
23,5
%
20
15
10
5
0
<1
1a2
3+
Número de horas de televisão em dias de semana
Figura 7 - Proporção de adolescentes por nível de exposição a
comportamentos sedentários em dias de semana.
Como é esperada, entre os estudantes do curso noturno, a proporção de
sujeitos expostos a três ou mais horas de TV por dia é menor (32,7% dos rapazes e
39,0% das moças) em comparação ao que se observou entre os estudantes do
período diurno, conforme ilustra a Tabela 12. Entre os mais jovens (14-16 anos), a
proporção de estudantes expostos a três ou mais horas de TV por dia foi maior em
comparação ao que se observou entre aqueles com 17-19 anos. Morar com os pais
não foi um fator significativamente associado à exposição a este comportamento
51
sedentário, enquanto que relatar ser religioso e praticante parece ser um fator de
proteção para a excessiva exposição à TV, principalmente entre as moças.
Tabela 12 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de semana.
Variável
Rapazes
Categorias
Moças
Todos
%
n
%
N
%
n*
Idade
14 a 16 anos
17 a 19 anos
46,7
35,8
280
390
42,9
40,5
499
543
44,2
38,5
780
936
Turno
Diurno
Noturno
45,7
32,7
416
254
43,4
39,0
653
389
44,2
36,3
1.069
647
Moram com os pais
Sim
Não
39,5
40,8
446
216
42,6
40,0
642
391
41,2
40,3
1.089
608
Religiosos praticantes
Sim
Não
36,8
42,6
319
344
39,4
46,1
653
385
38,6
44,3
975
730
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
São Francisco
44,1
34,0
41,6
34,0
38,1
296
104
116
85
69
46,4
41,9
43,2
29,1
33,9
501
181
182
94
84
45,6
38,5
42,6
31,2
35,7
800
285
299
179
153
* Freqüências absolutas podem não coincidir com o somatório das freqüências observadas entre
rapazes e moças devido à existência de dados inválidos.
Nos dias de fim-de-semana, há uma maior proporção de adolescentes
expostos a excessivo tempo de TV em comparação com os dias de semana,
conforme ilustra a Figura 8. Em relação à associação que esta conduta de risco tem
com as variáveis sociais e demográficas consideradas neste estudo, o quadro foi
muito similar ao observado em relação aos dias de semana (Tabela 13).
Verificou-se,
em
relação
a
essa variável,
que
há
uma
proporção
significativamente maior de adolescentes expostos a tempo excessivo de TV em
dias de final de semana, no Agreste, em comparação às demais regiões.
52
60
Rapazes
54.0
49.9
Moças
50
47.1
Todos
40
29.2
% 30
30.0
29.7
22.9
20.4
20
16.8
10
0
<1
1a2
3+
Número de horas de televisão em dias de final de semana
Figura 8 - Proporção de adolescentes por nível de exposição a
comportamentos sedentários em dias de final de semana.
Tabela 13 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de final de semana.
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
n
%
N
%
n*
Idade
14 a 16 anos
17 a 19 anos
59,3
51,1
355
556
49,9
44,7
578
600
53,0
47,6
934
1.160
Turno
Diurno
Noturno
58,0
49,3
528
383
50,7
41,8
762
416
53,4
45,1
1.290
804
Moram com os pais
Sim
Não
52,9
56,9
598
301
48,5
45,0
730
439
50,4
49,2
1.330
741
Religiosos praticantes
Sim
Não
53,6
54,5
464
440
45,2
51,0
749
424
48,1
52,6
1.217
865
Região
Metropolitana
Zona da Mata
Agreste
Sertão
São Francisco
52,5
53,8
60,2
53,0
51,9
352
164
168
133
94
45,4
52,3
53,1
41,0
43,5
488
226
224
132
108
48,2
52,7
56,0
46,2
47,1
43
390
394
265
202
* Freqüências absolutas podem não coincidir com o somatório das freqüências observadas entre
rapazes e moças, devido à existência de dados inválidos.
53
5.3 Associação entre consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e prática de
atividades físicas
Observou-se que a falta de atividades físicas não está associada à
exposição, nem ao tabagismo nem ao consumo de bebida alcoólica, mesmo após a
estratificação por sexo. Esta evidência diverge da literatura que sugere existir maior
proporção de adolescentes com baixo nível de atividades físicas entre aqueles que
são fumantes (AARNIO, M.; KUJALA, U.M.; KAPRIO, J. , 1997) ou que estão
expostos a outras condutas de risco à saúde (ESCOBEDO, REDDY, DURANT,
1997). O resultado da análise de associação realizda neste levantamento está
apresentado a partir da Tabela 14.
Curiosamente, ao recorrer à estratificação das análises de associação por
turno (diurno/noturno), verificou-se que existe uma associação significativa entre o
nível de prática de atividades físicas e a exposição ao consumo de álcool, embora
somente entre aqueles que estudam no período noturno. A proporção de sujeitos
expostos à falta de atividades físicas foi menor entre aqueles que relataram
consumir álcool, sugerindo uma associação inversa entre estes dois fatores de risco,
aspecto que vem sendo observado, sistematicamente, em outros estudos
(PAAVOLA et al, 2004), inclusive em outros grupos populacionais, como,por
exemplo, entre trabalhadores (BARROS & NAHAS, 2001).
Uma das possíveis explicações para esse tipo de resultado se deve ao fato
de que as atividades físicas de final de semana (praticadas por estudantes do
período noturno) são realizadas em eventos sociais e de lazer, aos quais o consumo
de bebidas alcoólicas normalmente está vinculado. Isto, obviamente, não quer dizer
que, para reduzir a exposição dos estudantes ao consumo de bebidas alcoólicas,
deve-se sugerir que atividades físicas não devem ser praticadas nos finais de
semana, mas, por outro lado, refletem a necessidade de se desenvolverem ações
que possam atribuir valores e conceitos de saúde, além de qualificar as
oportunidades de lazer para estes jovens.
54
Tabela 14 - Proporção relativa (%) e absoluta(n) de adolescentes expostos a baixo nível de
atividades físicas, segundo classificação quanto ao sexo, exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo
Variável
Categorias
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
57,9
595
70,5
1.324
66,0
1.923
Sim
57,6
373
69,5
430
63,4
805
χ (valor p)
2
Tabagista
Baixo nível de Atividades Físicas
Rapazes
Moças
Todos
%
N
%
n
%
N
0,08 (0,90)
0,24 (0,63)
2,74 (0,10)
Não
58,1
879
69,9
1.636
65,3
2.521
Sim
54,5
90
74,2
115
64,1
205
χ (valor p)
2
0,79 (0,37)
1,25 (0,26)
0,20 (0,65)
Tabela 15 - Proporção relativa (%) e absoluta(n) de adolescentes expostos a baixo nível de
atividades físicas, segundo classificação quanto ao turno de freqüência à escola, exposição ao
consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo
Baixo nível de Atividades Físicas
Variável
Categorias
Diurno
Noturno
Todos
%
N
%
n
%
N
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
65,0 1.139 67,5
784
66,0
1.923
Sim
64,9
χ (valor p)
2
Tabagista
0,00 (0,95)
Associação
entre
61,7
376
5,92 (0,01)
63,4
805
2,741 (0,10)
Não
65,3
1.467
65,3
1.054
65,3
2.521
Sim
61,3
98
66,9
107
64,1
205
χ2 (valor p)
5.4
429
1,07 (0,30)
consumo
de
bebidas
0,15 (0,70)
alcoólicas,
0,20 (0,65)
tabagismo
e
comportamentos sedentários,
Inicialmente, verificou-se que a exposição a comportamentos sedentários
em dias de semana não está associada nem ao tabagismo nem ao consumo de
bebidas alcoólicas. Porém, após estratificação por sexo, observou-se, entre as
moças, que a proporção de sujeitos expostos a tempo excessivo de TV foi
significativamente maior tanto entre os tabagistas quanto entre os etilistas.
Curiosamente, entre os rapazes, embora não tenha sido observada associação
significativa, o sentido desta foi inverso ao observado entre as moças.
55
Tabela 16 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de semana, segundo sexo e exposição ao consumo de bebidas alcoólicas e
tabagismo.
Comportamentos sedentários em dias de semana
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
N
%
n
%
N
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
40,8
420
40,3
757
40,5
1.179
Sim
χ (valor p)
2
Tabagista
38,1
247
1,17 (0,29)
45,6
283
5,320 (0,02)
41,8
532
0,682 (0,41)
Não
40,0
605
41,1
964
40,7
1.573
Sim
37,0
61
49,7
76
43,1
137
χ (valor p)
2
0,56 (0,46)
4,33 (0,04)
0,71 (0,40)
Após estratificação por turno (diurno/noturno), conforme apresentado na
tabela 17, nenhuma associação foi observada. Os resultados deste estudo podem
representar um importante indicador para o planejamento de intervenções,
focalizando, particularmente, estudantes do sexo feminino, visto que programas,
visando à redução da exposição prolongada à TV, podem ter impacto em outras
condutas de risco à saúde, como o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo.
Tabela 17 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de semana, segundo classificação quanto ao turno de freqüência à escola e
exposição ao consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo.
Comportamentos sedentários em dias de semana
Variável
Categorias
Diurno
Noturno
Todos
%
N
%
N
%
N
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
43,7
766
35,5
413
40,5
1.179
Sim
χ (valor p)
2
Tabagista
χ (valor p)
2
45,5
301
0,58 (0,45)
37,9
231
0,96 (0,33)
41,8
532
0,68 (0,41)
Não
44,0
990
36,0
583
40,7
1.573
Sim
47,2
75
39,0
62
43,1
137
0,60 (0,44)
0,55 (0,46)
0,71 (0,40)
O nível de exposição a comportamentos sedentários em dias de final de
semana é aproximadamente 10% maior em relação aos dias de semana entre os
sujeitos que participaram deste estudo. A exposição a comportamentos sedentários
em dias de final de semana está associada ao tabagismo, embora pareça ser
independente do consumo de bebidas alcoólicas, conforme apresentado na Tabela
18.
56
Após estratificação por sexo, esta associação permaneceu estatisticamente
significativa,
apenas,
entre
as
moças
e
somente
entre
a
exposição
a
comportamentos sedentários e tabagismo. Além disso, o sentido da associação
diverge daquilo que se observou em relação ao tempo de TV em dias de semana. A
proporção de moças expostas a tempo excessivo de TV foi maior entre aquelas que
relataram não fumar.
Tabela 18 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de final de semana, segundo sexo e exposição ao consumo de bebidas
alcoólicas e tabagismo
Comportamentos sedentários nos fins de semana
Variável
Categorias
Rapazes
Moças
Todos
%
N
%
N
%
N
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
55,3
570
47,4
890
50,2
1.463
Sim
χ (valor p)
2
Tabagista
52,0
337
1,78 (0,18)
46,0
285
0,35 (0,55)
49,1
624
0,42 (0,52)
Não
54,5
825
47,8
1.117
50,4
1.947
Sim
49,1
81
37,4
(58)
43,4
139
χ (valor p)
2
1,75 (0,19)
6,23 (0,01)
5,754 (0,02)
Como se apresenta na Tabela 19, não foi observada associação
significativa entre as variáveis de interesse após estratificação por turno
(diurno/noturno). Destaque-se que diferente do que estudos têm demonstrado, a
exposição a comportamentos sedentários em dias de final de semana não parece
estar associada ao consumo de bebidas alcoólicas.
Tabela 19 - Proporção relativa (%) e absoluta (n) de adolescentes expostos a comportamentos
sedentários em dias de final de semana, segundo classificação quanto ao turno de freqüência à
escola e exposição ao consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo
Comportamentos sedentários nos fins de semana
Variável
Categorias
Diurno
Noturno
Todos
%
N
%
n
%
N
Consumidor de bebidas alcoólicas
Não
54,3
950
44,1
513
50,2
1.463
Sim
χ (valor p)
2
Tabagista
χ2 (valor p)
51,1
338
1,92 (0,17)
47,0
286
1,31 (0,25)
49,1
624
0,42 (0,58)
Não
53,8
1.208
45,7
739
50,4
1.947
Sim
48,7
78
38,1
61
43,4
139
1,52 (0,28)
3,40 (0,06)
5,75 (0,02)
57
6. CONCLUSÕES
A proporção de estudantes expostos ao consumo e bebidas alcoólicas foi
elevada, mas, inferior aos resultados relatados em outros estudos nacionais.
A exposição ao tabaco foi baixa, em comparação ao que foi observado em
outros grupos estudados no Brasil, no entanto, elevada, se comparada aos dados
disponíveis para outros estados da região Nordeste.
A prevalência de jovens expostos a baixos níveis de atividade física foi
elevada, aproximadamente dois em cada três, similarmente ao que vem sendo
relatado em estudos congêneres.
Quanto à exposição a comportamentos sedentários, tanto nos dias de
semana como nos finais de semana, os resultados convergem com os que vêm
sendo observados em levantamentos recentemente realizados.
Consoante com os objetivos propostos para este trabalho, de uma maneira
geral, não se observou associação significativa entre a prática de atividades físicas e
a exposição ao consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo, exceto entre os
estudantes do período noturno. Neste subgrupo, verificou-se uma interligação entre
a prática de atividades físicas e o consumo de bebidas alcoólicas, que deverá ser
focalizada com maior profundidade, em futuras investigações.
A exposição a comportamentos sedentários em dias de semana (segunda a
sexta) parece ser um fator associado ao consumo de bebidas alcoólicas e ao
tabagismo, embora somente entre as moças. Associações inversas, como, por
exemplo, a menor proporção de estudantes expostos a comportamentos sedentários
em dias de final de semana entre os fumantes, constituem um problema que
precisará ser explorado com cautela, no planejamento de intervenções.
Com base nos resultados do presente levantamento, é de fundamental
importância a proposição de um programa de promoção da saúde, focalizando
estudantes do ensino médio em todo o estado. As intervenções poderão focalizar,
prioritariamente, não somente a promoção de estilos de vida mais ativos entre as
moças mas também, medidas, visando reduzir a exposição ao tabagismo e ao
consumo de bebidas alcoólicas entre os rapazes.
58
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O
presente
estudo
apresenta
algumas
limitações,
particularmente
decorrentes do delineamento metodológico selecionado. Por se tratar de
levantamento epidemiológico de base estadual, no qual os dados foram coletados
através de um questionário (informações fornecidas pelos sujeitos), existe uma fonte
potencial para ocorrência de viés de resposta, especialmente na avaliação de
tabagismo, motivado pela autocensura bem como viés de memória. Procurou-se
contornar esse problema, fornecendo apoio através de entrevistadores treinados,
para que os estudantes pudessem esclarecer dúvidas durante o preenchimento do
questionário.
Dados para a realização deste estudo foram provenientes do projeto de
pesquisa intitulado “Estilos de Vida e Comportamentos de Risco à Saúde em
Adolescentes: do Estudo de Prevalência à Intervenção”, desenvolvido pelo Grupo de
Pesquisa em Estilos de Vida e Saúde, da Universidade de Pernambuco. Para a
execução do referido projeto, foi estruturado um sistema de pesquisa em consórcio
do qual participaram seis mestrandos do programa de Pós-Graduação em Hebiatria,
da Faculdade de Odontologia de Pernambuco, unidade de ensino da UPE.
Considerando-se a dificuldade de se adotarem medidas do comportamento
em relação à prática de atividades físicas em estudos de base populacional, os
procedimentos realizados foram os que poderiam refletir melhor o cenário à época,
particularmente, por já haver sido utilizado em estudo congênere realizado no sul do
País.
Considerando-se a receptividade da equipe de pesquisadores por parte dos
dirigentes, professores e, principalmente, dos estudantes participantes deste estudo,
não há razões para se questionar a fidedignidade dos dados colhidos.
59
REFERÊNCIAS
AARNIO, M.; KUJALA, U.M.; KAPRIO, J. Associations of health-related
behaviors, school type and health status to physical activity patterns in 16
year old boys and girl. Scand J Soc Med. v. 25, p.156-167, 1997.
AARNIO, M. et al. Stability of leisure-time physical activity during
adolescence--a longitudinal study among 16-, 17- and 18-year-old Finnish
youth. Scand J Med Sci Sports, v.12, n.3, p.179-85, 2002.
ARAUJO, A. J. et al. Diretrizes para Cessação do Tabagismo. J. Bras.
Pneumol. v.30, n. 2, p.S1-S76, 2004.
ARDAY, D.R. et al. Cigarette smoking and self- reported health problems
among U.S. high school seniors, 1982-1989. American Journal Health Promot,
v.10, p. 111-116, 1995.
BARROS, M. V. G. Atividades físicas e padrão de consumo alimentar em
estudantes do ensino médio em Santa Catarina: do estudo descritivo à
intervenção. Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Sul Escola Superior de Educação Física, Porto alegre, 2004
_______.Políticas públicas para promoção de atividades físicas no Brasil. In:
SIMPÓSIO NORDESTINO DE ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE, 2, 2000, UFBA.
Anais do II Simpósio Nordestino de Atividade Física e Saúde. UFBA: Salvador,
2000. p. 40-45.
_______. Atividades físicas no lazer e outros comportamentos relacionados
à saúde dos trabalhadores da indústria no Estado de Santa Catarina, Brasil.
Dissertação (Mestrado) Universidade Federal de Santa Catarina – Centro de
Desportos. Florianópolis-SC. 1999
BARROS M. V. G; NAHAS, M. V. Comportamentos de risco, auto-avaliação
do nível de saúde e percepção de estresse entre trabalhadores da indústria.
Revista de Saúde Pública, v. 35, n. 6, p. 554-563, 2001.
_____. Medidas da atividade física: teoria e aplicação em diversos grupos
populacionais. Londrina: Midiograf, 2003.
BARROS, M. V. G. ; CUNHA, F. J. P. ; SILVA JÚNIOR, A. G. . Educação Física
Escolar na Perspectiva da Promoção da Saúde. Corporis Revista da Escola
Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco, Recife - PE, v. 2,
n. 2, p. 47-53, 1997.
BLANKEN, A. J. Measuring use of alcohol and other drugs among
adolescents. Public Health Reports. Journal of the U.S. Public Health Service.
v.108, n. 1, p. 25-30, 1993.
60
BOUTELLE KN, et au., Association between exercise and health behaviors in
a community sample of working adults. Preventive Medicine ;30:217-22.,2000
CASPERSEN CJ. Physical Activity, Epidemiology: Concepts, Methods, and
Applications to Exercise Science. Exercise and Sports Science Reviews 1989,
17: 423-473.
CEBRID - Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas),
UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), EPM (Escola Paulista de
Medicina e Departamento de Psicobiologia), lV Levantamento sobre o uso de
drogas entre estudantes de 1º e 2 º graus em 10 capitais brasileiras., F.J.C.,
Noto, A. R. São Paulo: UFSP/CEBRID/EPM, p.130.,1997
CARLINI,-COTRIM B; Gazal-Carvalho, C; GOUVEIA, N. Comportamentos de
saúde entre jovens estudantes das redes pública e privada da área
metropolitana do Estado de São Paulo. Rev. Saúde Pública, v.34, n. 6, p. 63645, 2000.
CHARLTON, A.; BLAIR, V. Absence from school related to children’s and
parental smoking habits. BMJ, v. 298, p . 90-92, 1989.
CRESPO, C. J. et al. Television watching, energy intake, and obesityin U.S.
children. Arch Pediatr Adolesc Med. v. 155, p. 360–5, 2001.
CAVILL, N.; BIDDLE, S.; SALLIS, J. Health enhancing physical activity for
young people: Statement ofthe United Kingdom Expert Consensus
Conference. Pediatric Exercise Science, v. 13, p. 12-25, 2001.
CURRIE, C. et al. Young people’s health in context. Health Behaviour in
School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2001/2002
survey. Denmark: World Health Organization, 2004.
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION - CDC. Morbidity and
Mortality Weekly Report. Youth Risk Behavior Surveillance — United States,
2005. Atlanta, 2006: disponível em http://www.cdc.gov. Acesso em 21 out 2006.
Dalgalarrondo, P et AL., Religião e uso de drogas por adolescentes. Revista
Brasileira de Psiquiatria, v. 26, n. 2, p. 82-90, 2004.
De Bem, M F L : Estilo de Vida e Comportamentos de Risco de Estudantes
trabalhadores do Ensino Médio de Santa Catarina. Tese (Doutorado)
Departamento de Engenharia de Produção – Ergonomia, Universidade Federal de
Santa Catarina. Florianópolis, 2003
DIETZ, W. H.; GORTMAKER, S. L. Do we fatten our children at the television
set? Obesity and television viewing in children and adolescents. Pediatrics, v.
75, p. 807-12, 1985.
61
ERDOCIAÍN, L; SOLÍS, D; ISA, R. Hábitos deportivos de la población
Argentina. Argentina : Secretaría de Turismo y Deporte de la Nación, 2001.
ESCOBEDO, LG; REDDY, M; DURANT, RH. Relationship between cigarette
smoking and health risk problem behaviors among US adolescents. Arch
Pediatr Adolesc Med, v.151, p. 66-71, 1997.
FARIAS JÚNIOR, J. C. Estilo de vida de escolares do ensino médio no
município de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Florianópolis, Dissertação
(Mestrado) Universidade Federal de Santa Catarina. 2002
FARIAS JR., J. C., LOPES, A. S. Comportamentos de risco relacionados à
saúde em adolescentes. R. bras. Ci e Mov. 2004; 12(1): 7-12.
FONSECA, V. M; SICHIERI, R.; VEIGA, G. V. Fatores associados à obesidade
em adolescentes. Revista de Saúde Pública. V. 32, p. 541-9, 1998.
FRANKISH, C. J; MILLIGAN, C. D.; REID, C. A review of relationships
between active living and determinants of health. Soc. Sci. Med, v. 3, p. 287301, 1998.
GALDURÓZ, J. C. F.; NOTO R.; CARLINI, E. A. IV Levantamento sobre o uso
de drogas entre estudantes de 1º e 2º graus em 10 capitais brasileiras. São
Paulo: Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas-CEBRID,
1997.
GALDURÓZ JCF & CAETANO R. Epidemiologia do uso do álcool / Rev. Bras
Psiquiatr v. 26(Supl. I): 3-6 2004;
GALDURÓZ, J. C. F. et al. – V Levantamento Sobre o Uso de Drogas
Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Rede
Pública de Ensino nas 27 Capitais Brasileiras, 2004. CEBRID – Centro
Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Departamento de
Psicobiologia, Universidade Federal de São Paulo, 2005.
GAMBARDELLA A M & GOTLIEB S L D, Dispêndio energético de
adolescentes estudantes do período noturno. Rev. Saúde Pública, 32 (5): 4139 1998
GERBER, Z.R.S.; ZIELINSKY, P. Fatores de risco de aterosclerose na
infância: Um estudo epidemiológico. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, v. 69, n. 4,
p. 231236, oct 1997.
GORMAN, D. M. et al. Risk of assaultive violence and alcohol availability in
New Jersey. American Journal of Public Health. v. 88, n. 1, p. 97-100, 1998.
HAAPANEN, N. et al. Association of leisure time physical activity with the
risk of coronary disease, hypertension and diabetes in middle-aged men and
woman. International Journal of Epidemiology. v. 26, n. 4, p. 739-747, 1997.
62
HAAPANEN-NIEMI, N. et al. The impact of smoking, alcohol consumption,
and physical activity on use of hospital services. American Journal of Public
Health. v. 89, p. 691-698, 1999.
HALLAL, P. C. et al. Physical inactivity: prevalence and associated variables
in Brazilian adults. Med Sci Sports Exerc. v. 35, n. 11, p. 1894-900, 2003.
HEALTH BEHAVIOUR IN SCHOOL-AGED CHILDREN - HBSC. A collaborative
cross-national study. Edinburgh : Child and Adolescent Health Research Unit,
University of Edinburgh, 2002. Disponível em: <http://www.hbsc.org> Acesso em:
26 Jan. 2004.
HOLMEN, T. L. et al. Health problems in teenage daily smokers versus
nonsmokers, Norway, 1995-1997. American Journal of Epidemiology. v. 151, n.2,
p. 148-151, 2000.
____________. Physical exercise, sports, and lung function in smoking
versus nonsmoking adolescents. Eur Respir J. v. 19, n. 1, p. 8-15, 2002.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAS - IBGE. Ministério
do Planejamento. Pesquisa sobre padrões de vida 1996-1997. 2. ed. Rio de
Janeiro: IBGE; 1999.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA. Ministério da saúde. Inquérito
Domiciliar Sobre Comportamentos de Risco e Morbidade Referida de Doenças e
Agravos Não Transmissíveis: Brasil, 15 capitais e Distrito Federal, 2002-2003. Rio
de Janeiro: 2004: disponível em http://www.inca.gov.br acesso em 20 nov. 2006.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER - INCA. Ministério da saúde. A ratificação
da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco pelo Brasil: mitos e verdades.
Rio de Janeiro:2004. Disponível em: http://www.inep.gov.br. Acesso em: 02 nov.
2006
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA – INEP. Ministério da Educação. Relatório Final ENEM 2003. Brasília,
2004. Disponível em: http://www.inep.gov.br. Acesso em: 02 nov. 2006
JEBB, S. A.; MOORE, M. S. Contribution of a sedentary lifestyle and inactivity
to the etiologyof overweight and obesity: current evidence and research
issues. Medicine and Science in Sports and Exercise. v. 31, n. 11, p. 534-541,
1999.
KANN, L. et al. Youth risk behavior surveillance- United States, 1997.
Morbidity & Mortality Weekly Report. v. 47, n. SS-3, p. 1-89, 1998.
LAAKSONEN, M., LUOTO, R., HELAKORPI, S., AND UUTELA, A. Associations
between health-related behaviors: a 7-year follow up of adults. Prev Med 34,
162-70, 2002.
63
LAURITSEN JM & BRUUS M. EpiData (version 3). A comprehensive tool for
validated entry and documentation of data. The EpiData Association, Odense,
Denmark, 2003.
LOPES, A. S.. Antropometria e Composição Corporal de Crianças com
Diferentes Característica Étnico-Culturais no Estado de Santa Catarina,
Brasil. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano,
Florianópolis, SC, v. 1, n. 1, p. 37-52, 1999
LUIZ, R. R.; MAGNANINI, M. M. F. A lógica da determinação do tamanho da
amostra em investigações epidemiológicas. Caderno de Saúde Pública. v. 8
(2) p. 9-28, 2000.
MARCUS, S. E. et al. Measuring tobacco use among adolescents. Public
Health Reports. Journal of the Public Health Service. v. 108, n. 1, p. 20-24, 1993.
MCGINNIS, J. M.; FOEGE, W. H. Actual causes of death in the United States.
JAMA. v. 270, p. 2207-12, 1993.
MCCINNIS, K. J. Exercise and obesity. Coronary Artery Disease. N. 11, p.111116, 2000.
MIKOSZ, J. E.. Substâncias Psicoativas e Religião. Cadernos de Pesquisa Dich
Ufsc, Florianópolis - SC, n. 79, p. 02-24, 2006.
MONTOYE, H. J.; KEMPER, H. C. G.; SARIS, W. H. M.; WASHBURN, R. A.
Measuring physical activity and energy expenditure. Champaign : Human
Kinetics, 1996.
NAHAS, M. V., et al.,Atividade física em adolescentes catarinenses: estudo
da prevalência de comportamentos sedentários e fatores determinantes da
atividade física habitual. Relatório final. Florianópolis: Universidade Federal de
Santa Catarina, 2002. Processo CNPq n° 462799/00-0.
NAHAS, M. V. Revisão de métodos para determinação da atividade física em
diferentes grupos populacionais. Revista Brasileira de Atividade Física e
Saúde; v. 1, n. 4, p. 27-37, 1996
NELSON, D. E, et al., Trends in cigarette smoking among US adolescents,
1974 through 1991. Am J Public Health. v. 85, p. 34-39, 1995.
NEWCOMB, M. D.; BENTLER, P. M. The impact of late adolescent substance
use on young adult health status and utilization of health services: a
structural-equation model over four years. Soc Sci Med. v. 24, p. 71-82, 1987.
SOUZA, D O.; ARECO, K N.; B; SILVEIRA FILHO, D X. Álcool e alcoolismo
entre adolescentes da rede estadual de ensino de Cuiabá, Mato Grosso. Rev.
Saúde Pub, v. 39, n.4, p. 545-92, 2005.
64
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE.
Representação da OPS/OMS no Brasil. Brasília, 1998.
A
saúde
no
Brasil.
PAAVOLA M, VARTIAINEN E, HAUKKALA A .Smoking, alcohol use, and
physical activity: a 13-year longitudinal study ranging from adolescence into
adulthood.J Adolesc Health. Sep;35(3):238-44. 2004
PATE, R. R. et al. Physical activity and public health: a recommendation
from the Centers for Disease Control and Prevention and the American
College of Sports Medicine. JAMA. v. 273, n. 5, p. 402-407, 1995.
PEREIRA, MG. Epidemiologia: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1995.
PERNAMBUCO. Secretaria de Estado da Educação e Cultura. Censo escolar:
número de escolas por município, dependência administrativa e tipo de ensino.
Recife, 2005.
ROCKET, H. R. et al. Activity, dietary intake and weight changes in a
longitudinal study of preadolescent and adolescent boys and girls.
Pediatrics. v. 105, p. 56, 2000.
ROTHMAN, K. J.; GREENLAND, S. Modern epidemiology. 2. ed. Philadelphia:
Lippincott Willians & Wilkins, 1998.
SABRY, M. O. D; SAMPAIO, H. A. C; SILVA, M. G. C. Tabagismo e etilismo em
funcionários da Universidade Estadual do Ceará. J Pneumol. v. 25, n. 6, p.
313-320, 1999.
SILVA, M. A. M et al. Prevalência de fatores de risco cardiovascular em
crianças e adolescentes da rede de ensino da cidade de Maceió. Arquivos
Brasileiros de Cardiologia, v. 84, p. 5, 2005.
SILVA JÚNIOR, A. G. Comportamentos relacionados à saúde em escolares
do ensino médio em Aracaju – SE - Brasil. Aracaju, 2005. Dissertação
(Mestrado) Universidade Federal de Sergipe.
SILVA, R. R.; MALINA, R.M. Sobrepeso, atividade física e tempo de televisão
entre adolescentes de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. R. bras. Ci. e Mov. v.11,
n.4, p. 63-66, 2003.
US DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES-CDC. Physical
activity and health: a report of the surgeon general. Atlanta, GA: Centers for
Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention
and Health Promotion, The President’s Council on Physical Fitness and Sports,
1996.
65
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Befefits of Physical activity: Disponível em:
< www.who.int/moveforhealth/advocacy/information_sheets/benefits/en/index.html
> Acesso em: 5 Nov. 2006.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. The World Health Report 2002: reducing
risks, promoting healthy life. Geneva : WHO, 2002. Disponível em: <
http://www.who.int> Acesso em: 20 Nov. 2006.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. WORLD. No -Tobacco Day. Tobacco and
poverty: a vicious circle, 2004. Disponível em: < http://www.who.int> Acesso
em: 22 Nov. 2006.
66
ANEXO A
Instrumento de coleta de dados
GPES/UPE - Página
67
Projeto
HÁBITOS DE SAÚDE DOS ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
- Versão Adaptada do Global Student Health Survey Orientações:
Este questionário é sobre seus hábitos e coisas que você faz e que podem
afetar a sua saúde.
Em todo o estado de Pernambuco, estudantes como você estarão
respondendo o mesmo questionário. As informações fornecidas serão
utilizadas para desenvolver programas de saúde.
Atenção! Não escreva o seu nome neste questionário, pois as informações
que você fornecer serão mantidas em sigilo e serão anônimas. Ninguém irá
saber o que você respondeu, por isto seja bastante sincero nas suas
respostas.
Lembre que não há respostas certas e erradas. As suas respostas devem
se basear naquilo que você realmente conhece, sente ou FAZ.
Lembre que a sua participação nesta pesquisa é voluntária.
Leia com atenção todas as questões, se tiver dúvidas solicite ajuda do
professor que estiver aplicando o questionário na sua sala de aula.
NÃO DEIXE QUESTÕES EM BRANCO (SEM RESPOSTA).
Preencha o quadro abaixo conforme orientações do aplicador:
Gere
Escola
Turno
Diurno
Noturno
Turma
Qual o nome da Cidade onde você mora: ________________________________________
GPES/UPE - Página
68
INFORMAÇÕES PESSOAIS
9. A sua residência fica localizada em
região/área:
{ Urbana
1. Qual a sua idade, em anos?
{ Menos de 14 anos
{ 14
{ 15
{ 16
{ 17
{ 18
{ 19
{ 20
{ 21 anos ou mais
{ Rural
10. Você se considera:
{ Branco(a)
{ Preto(a)
{ Pardo(a)
{ Mulato(a)
{ Moreno(a)
{ Indígena(a)
{ Amarelo(a)
{ Outro(a)
2. Qual o seu sexo?
{ Masculino
{ Feminino
3. Em que série você está?
{ 1a. série
{ 2a. série
{ 3a. série
4. Qual o seu estado civil?
{ Solteiro(a)
{ Casado(a)/vivendo com parceiro(a)
{ Outro
5. Você trabalha?
{ Não trabalho
{ Sou empregado com salário
{ Faço um estágio profissionalizante
(com ou sem remuneração)
{ Trabalho como voluntário
6. Você mora com o seu pai?
{ Sim
11. Marque com um “X” a alternativa que
melhor indica o nível de estudo da sua
mãe (ou da pessoa que cuida de você)
{ Minha mãe não estudou
{ Minha mãe NÃO concluiu o 1º. grau
{ Minha mãe concluiu o 1º. grau
{ Minha mãe NÃO concluiu o 2º. grau
{ Minha mãe concluiu o 2º. Grau
{ Minha mãe NÃO concluiu a
faculdade
{ Minha mãe concluiu a faculdade
{ Não sei
12. Existe banheiro dentro da sua casa?
{ Sim
{ Não
13. Existe geladeira dentro da sua casa?
{ Sim
{ Não
{ Não
7. Você mora com a sua mãe?
{ Sim
14. Existe computador na sua casa?
{ Sim
{ Não
8. Onde você mora (reside)?
{ Casa
{ Apartamento
{ Residência coletiva (alojamento,
pensão, pensionato, etc.)
{ Outro
{ Não
15. A casa onde você mora foi feita de
tijolos (casa de alvenaria)?
{ Sim
{ Não
16. Na casa onde você mora existe água
encanada?
{ Sim
{ Não
GPES/UPE - Página
69
CONSUMO DE ÁLCOOL E USO DE OUTRAS DROGAS
As questões seguintes perguntam sobre ingestão de bebidas alcoólicas. Isso
inclui cerveja, cachaça, vinho, vodka, rum, batida ou qualquer outra bebida
contendo álcool.
Beber álcool não inclui beber poucos goles de vinho por motivos religiosos
17. Nos últimos 30 dias, em quantos dias
você consumiu pelo menos uma dose
de bebida contendo álcool?
{ 0 dia
{ 1 ou 2 dias
{ 3 a 5 dias
{ 6 a 9 dias
{ 10 a 19 dias
{ 20 a 29 dias
{ Todos os 30 dias
18. Durante os últimos 30 dias, nos dias em
que você consumiu bebida alcoólica,
quantas doses você usualmente bebeu
por dia?
{ Eu não consumi álcool durante os
últimos 30 dias
{ Menos que 1 dose
{ 1 dose
{ 2 doses
{ 3 doses
{ 4 doses
{ 5 ou mais doses
19. Durante os últimos 30 dias, como você
conseguiu a bebida que você
consumiu?
{ Eu não consumi bebidas alcoólicas
nos últimos 30 dias
{ Eu comprei num bar, num restaurante
ou num supermercado
{ Eu comprei de um vendedor de rua
{ Eu dei dinheiro a alguém para alguém
comprar
{ Eu consegui com meus amigos
{ Eu consegui na minha casa
{ Eu roubei
{ Eu consegui de alguma outra forma
20. Durante a sua vida, quantas vezes você
bebeu tanto que ficou embriagado
(bêbado)?
{ Nenhuma vez
{ 1 a 2 vezes
{ 3 a 9 vezes
{ 10 vezes ou mais
21. Durante a sua vida, quantas vezes você
teve ressaca, se sentiu doente, teve
problemas com sua família ou amigos,
faltou à escola ou se envolveu em
brigas devido à ingestão de bebidas
alcoólicas?
{ Nenhuma vez
{ 1 a 2 vezes
{ 3 a 9 vezes
{ 10 vezes ou mais
22. Durante a sua vida, quantas vezes você
utilizou drogas tais como loló, cola de
sapateiro, lança perfume, maconha,
crack, cocaína ou outras?
{ Nenhuma vez
{ 1 a 2 vezes
{ 3 a 9 vezes
{ 10 vezes ou mais
GPES/UPE - Página
70
HÁBITOS ALIMENTARES
26. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você comeu verduras,
como alface, cebola, tomate,
pimentão, cenoura, beterraba e
outras?
23. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes você sentiu fome porque não
tinha comida suficiente na sua casa?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
{ Eu não comi verduras nos últimos
30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
As questões seguintes são sobre
a freqüência com que você
consome alguns alimentos
24. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você comeu frutas,
como banana, laranja, abacaxi, goiaba
ou outras?
{ Eu NÃO comi frutas nos últimos
30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
25. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você tomou suco natural
de frutas?
{ Eu NÃO tomei sucos nos últimos
30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
27. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você bebeu refrigerantes
ou outras bebidas artificiais?
{ Eu não bebi refrigerantes nos
últimos 30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
28. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você comeu feijão com
arroz?
{ Eu não comi feijão com arroz nos
últimos 30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
HIGIENE
As questões seguintes são sobre hábitos de higiene pessoal como escovar
os dentes e lavar as mãos.
29. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você escovou os dentes?
{ Eu não escovei meus dentes nos
últimos 30 dias
{ Menos de 1 vez por dia
{ 1 vez por dia
{ 2 vezes por dia
{ 3 vezes por dia
{ 4 ou mais vezes por dia
30. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você lavou as mãos
antes de comer?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
GPES/UPE - Página
71
31. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você lavou as mãos
depois de usar o banheiro?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
32. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes por dia você usou sabonete ou
sabão para lavar as suas mãos?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
SENTIMENTOS E RELACIONAMENTOS
As questões seguintes são sobre os seus sentimentos e sobre a qualidade
dos seus relacionamentos
38. Quantos amigos próximos (pessoas
com quem você pode contar se
precisar) você tem?
{0
{1
{2
{ 3 ou mais
33. Durante os últimos 12 meses,
quantas vezes você se sentiu
sozinho?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
As questões seguintes são sobre
o seu sono e sua religiosidade.
34. Durante os últimos 12 meses, com
que freqüência você esteve tão
preocupado com alguma coisa que
não conseguiu dormir à noite?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
39. Quantas horas, em média, você dorme
por dia?
{ Menos de 4 horas por dia
{ De 4 a 6 horas por dia
{ De 6 a 7 horas por dia
{ De 7 a 8 horas por dia
{ De 8 a 10 horas por dia
{ Mais do que 10 horas por dia
35. Durante os últimos 12 meses, você se
sentiu “muito triste” ou “sem
esperança” quase todos os dias
durante duas semanas ou mais
seguidos, a ponto de você ter que
parar de fazer suas atividades
normais?
{ Sim
40. Como você avalia a qualidade do seu
sono?
{ Ruim
{ Regular
{ Boa
{ Muito Boa
{ Excelente
{
Não
36. Durante os últimos 12 meses, você já
pensou seriamente em tentar suicídio?
{ Sim
{ Não
37. Durante os últimos 12 meses, você fez
planos sobre como tentaria se
suicidar?
{ Sim
{
41. Qual a sua Religião?
{ Não tenho Religião
{ Católica
{ Evangélica
{ Espírita
{ Outra
42. Você se considera praticante da sua
religião?
{ Sim
{
Não
GPES/UPE - Página
Não
72
ATIVIDADES FÍSICAS
As questões seguintes são sobre atividades físicas. Atividade física é qualquer
atividade que provoca um aumento nos seus batimentos cardíacos e na sua
freqüência respiratória. Atividade física pode ser realizada praticando esportes,
fazendo exercícios, trabalhando, realizando tarefas domésticas, dançando,
jogando bola com os amigos ou andando a pé ou de bicicleta.
Para responder as questões seguintes considere o tempo que você gastou em
todas as atividades que realizou.
43. Durante os últimos 7 dias, quantos
dias você foi fisicamente ativo por um
total de pelo menos 60 minutos por
dia?
{ 0 dia
{ 1 dia
{ 2 dias
{ 3 dias
{ 4 dias
{ 5 dias
{ 6 dias
{ 7 dias
44. Durante uma semana típica ou normal,
em quantos dias você é fisicamente
ativo por um total de pelo menos 60
minutos ao dia?
{ 0 dia
{ 1 dia
{ 2 dias
{ 3 dias
{ 4 dias
{ 5 dias
{ 6 dias
{ 7 dias
45. Durante uma semana típica ou normal,
em quantas aulas de Educação Física
você participa?
{0
{1
{2
{3
47. “Eu gosto de fazer atividades físicas”! O
que você diria desta afirmação:
{ Discordo totalmente
{ Discordo em partes
{ Nem concordo, nem discordo
{ Concordo em parte
{ Concordo totalmente
48. Considera-se fisicamente ativo o jovem
que acumula pelo menos 60 minutos
diários de atividades físicas em 5 ou mais
dias da semana. Em relação aos seus
hábitos de prática de atividades físicas,
você diria que:
{ Sou fisicamente ativo há mais de 6
meses
{ Sou fisicamente ativo há menos de
6 meses
{ Não sou, mas pretendo me tornar
{
{
fisicamente ativo nos próximos 30
dias
Não sou, mas pretendo me tornar
fisicamente ativo nos próximos 6
meses
Não sou, e não pretendo me tornar
fisicamente ativo nos próximos 6
meses
49. Qual a atividade de lazer de sua
preferência? (marcar apenas uma)
46. Você realiza, regularmente, algum tipo de
atividade física no seu tempo livre, como
exercícios, esportes, danças ou artes
marciais?
{ Sim
{ Não
GPES/UPE - Página
{ Praticar esportes
{ Fazer exercícios
{ Nadar
{ Pedalar
{ Jogar dominó ou cartas
{ Assistir TV
{ Jogar videogame
{ Usar o computador
{ Conversar com os amigos
{ Outras atividades
73
A questão seguinte é sobre o
tempo que você fica sentado
quando não está na escola ou
fazendo trabalhos domésticos.
As questões seguintes são sobre
o modo como você se desloca
para ir de casa para escola e da
escola para sua casa.
50. Em um DIA TÍPICO OU NORMAL,
quanto tempo você gasta sentado,
assistindo televisão, jogando no
computador, conversando com
amigos, jogando cartas ou dominó?
{ Menos de 1 hora por dia
{ 1 a 2 horas por dia
{ 3 a 4 horas por dia
{ 5 a 6 horas por dia
{ 7 a 8 horas por dia
{ Mais do que 8 horas por dia
53. Durante os últimos 7 dias, em quantos
dias você andou a pé ou de bicicleta
para ir e voltar da escola?
{ 0 dia
{ 1 dia
{ 2 dias
{ 3 dias
{ 4 dias
{ 5 dias
{ 6 dias
{ 7 dias
51. Nos dias de aula (segunda a sextafeira), quantas horas por dia você
assiste TV?
54. Durante os últimos 7 dias, quanto
tempo, em média, você gastou para ir
de casa para escola e voltar até a sua
casa (some o tempo que você leva
para ir e para voltar)?
{ Menos de 10 minutos por dia
{ 10 a 19 minutos por dia
{ 20 a 29 minutos por dia
{ 30 a 39 minutos por dia
{ 40 a 49 minutos por dia
{ 50 a 59 minutos por dia
{ 60 minutos ou mais por dia
{ Eu não assisto TV em dias da
{
{
{
{
{
{
semana
< 1 hora por dia
1 hora por dia
2 horas por dia
3 horas por dia
4 horas por dia
5 ou mais horas por dia
52. Nos finais de semana (sábado e
domingo), quantas horas por dia você
assiste TV?
{ Eu não assisto TV em dias de final
{
{
{
{
{
{
de semana
< 1 hora por dia
1 hora por dia
2 horas por dia
3 horas por dia
4 horas por dia
5 ou mais horas por dia
GPES/UPE - Página
74
SEUS COMPORTAMENTOS NA ESCOLA
As questões seguintes são sobre suas experiências na escola e em casa.
55. Durante os últimos 30 dias, EM
quantos dias você perdeu aula ou
deixou de ir à escola sem permissão?
{ 0 dia
{ 1 a 2 dias
{ 3 a 5 dias
{ 6 a 9 dias
{ 10 ou mais dias
56. Durante os últimos 30 dias, com que
freqüência você percebeu que a
maioria dos estudantes da sua escola
estavam sendo gentis e
colaboradores?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
58. Durante os últimos 30 dias, com que
freqüência seus pais ou responsáveis
entenderam seus problemas e
preocupações?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
59. Durante os últimos 30 dias, quantas
vezes seus pais ou responsáveis
realmente sabiam o que você estava
fazendo no seu tempo livre?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
57. Durante os últimos 30 dias, com que
freqüência seus pais ou responsáveis
verificaram se as suas tarefas
escolares estavam feitas?
{ Nunca
{ Raramente
{ Algumas vezes
{ A maioria das vezes
{ Sempre
COMPORTAMENTO SEXUAL
As questões seguintes são sobre relação sexual [isso inclui relação vaginal quando um homem coloca o pênis na vagina de uma mulher; e, relação anal quando um homem coloca o pênis no ânus de sua (seu) parceira (o)].
60. Você já teve relação sexual?
{ Sim
{ Não
61. . Quantos anos você tinha quando
teve a primeira relação sexual?
{ Eu nunca tive relação sexual
{ Menos de 12 anos
{ 12 anos
{ 13 anos
{ 14 anos
{ 15 anos
{ 16 anos ou mais
62. Durante toda a sua vida, com quantas
pessoas você já teve relação sexual?
{ Eu nunca tive relação sexual
{ 1 pessoa
{ 2 pessoas
{ 3 pessoas
{ 4 pessoas
{ 5 pessoas
{ 6 pessoas ou mais pessoas
GPES/UPE - Página
75
63. Durante os últimos 12 meses, você
tem tido relação sexual?
{ Sim
{ Não
64. Na última vez que você teve relação
sexual, você ou seu parceiro usou
preservativo?
{ Eu nunca tive relação sexual
{ Sim
{ Não
65. Você conhece o contraceptivo de
emergência (pílula do dia seguinte)?
{ Não tenho relações sexuais e não
conheço
{ Não tenho relações sexuais, mas
conheço
{ Tenho relações sexuais e não
conheço
{ Tenho relações sexuais e conheço
66. Caso você tenha tido informações
para a utilização do contraceptivo de
emergência (pílula do dia seguinte),
onde obteve?
{ Nunca tive orientação
{ Pais ou parentes
{ Amigos
{ Profissionais de saúde
{ Propagandas
{ Farmácia
{ Escola
67. Você fez uso de contraceptivo de
emergência (pílula do dia seguinte)
nos últimos 12 meses?
{ Nunca tive relação sexual
{ Tenho relação sexual, mas nunca
usei esse método (ou minha
parceira nunca usou)
{ Sim, usei (ou minha parceira
usou) 1 vez nos últimos 12
meses
{ Sim, usei (ou minha parceira
usou) 2 vezes nos últimos 12
meses
{ Sim, usei (ou minha parceira
usou) 3 vezes nos últimos 12
meses
{ Sim, usei (ou minha parceira
usou) 4 vezes nos últimos 12
meses
{ Sim, usei (ou minha parceira
usou) 5 ou mais vezes nos
últimos 12 meses
68. Caso você tenha usado o
contraceptivo de emergência (a pílula
do dia seguinte), como você ou sua
parceira utilizou?
{ Nunca tive relação sexual
{ Tenho relação sexual, mas nunca
usei esse método (ou minha
parceira nunca usou).
{ Quando falta a menstruação
{ Antes da relação sexual
{ Antes das primeiras 72 horas da
relação sexual desprotegida
{ Após as 72 horas da relação sexual
desprotegida
TABAGISMO
As questões seguintes são sobre o uso de cigarros ou outro tipo de tabaco
69. Quantos anos você tinha quando
experimentou cigarro pela primeira
vez?
{ Eu nunca fumei cigarros
{ Menos de 8 anos
{ 8 ou 9 anos
{ 10 ou 11 anos
{ 12 ou 13 anos
{ 14 ou 15 anos
{ 16 anos ou mais velho
70. Durante os últimos 30 dias, em
quantos dias você fumou cigarros?
{ 0 dia
{ 1 ou 2 dias
{ 3 a 5 dias
{ 6 a 9 dias
{ 10 a 19 dias
{ 20 a 29 dias
{ Todos os 30 dias
GPES/UPE - Página
76
71. Durante os últimos 30 dias, em
quantos dias você usou qualquer outra
forma de tabaco, tais como charuto,
cigarro de palha, cachimbo, ou cigarro
de fumo de rolo?
{ 0 dia
{ 1 ou 2 dias
{ 3 a 5 dias
{ 6 a 9 dias
{ 10 a 19 dias
{ 20 a 29 dias
{ Todos os 30 dias
72. Durante os últimos 12 meses, você já
tentou parar de fumar cigarros?
{ Eu nunca fumei cigarros
{ Eu não fumei cigarro nos últimos
12 meses
{ Sim
{ Não
73. Durante os últimos 7 dias, em quantos
dias alguém fumou na sua presença?
{ 0 dia
{ 1 ou 2 dias
{ 3 ou 4 dias
{ 5 ou 6 dias
{ Todos os 7 dias
74. Qual dos seus pais ou responsáveis
usam alguma forma de tabaco?
{ Nenhum
{ Pai ou responsável
{ Mãe ou responsável
{ Os dois
{ Eu não sei
VIOLÊNCIA
As próximas questões são sobre violência física. Violência física é quando
uma ou mais pessoas batem em alguém ou quando uma ou mais pessoas
machucam outra pessoa com arma (pau, faca ou revolver). Não é
considerada violência física quando dois estudantes de mesma força decidem
brigar entre si.
75. Durante os últimos 12 meses, quantas
vezes você sofreu algum tipo de
violência física?
{ Nenhuma vez
{ 1 vez
{ 2 ou 3 vezes
{ 4 ou 5 vezes
{ 6 ou 7 vezes
{ 8 ou 9 vezes
{ 10 ou 11 vezes
{ 12 vezes ou mais
A próxima questão é sobre
brigas. Uma briga acontece
quando dois ou mais
estudantes com mais ou
menos a mesma força decidem
lutar entre si.
76. Durante os últimos 12 meses, quantas
vezes você esteve envolvido numa
briga?
{ Nenhuma vez
{ 1 vez
{ 2 ou 3 vezes
{ 4 ou 5 vezes
{ 6 ou 7 vezes
{ 8 ou 9 vezes
{ 10 ou 11 vezes
{ 12 vezes ou mais
GPES/UPE - Página
77
As próximas questões
perguntam sobre o dano mais
grave que aconteceu com você
nos últimos 12 meses. Um
dano é grave é aquele que faz
você perder no mínimo um dia
inteiro de suas atividades
diárias ou requer tratamento
com médico ou enfermeira.
77. Durante os últimos 12 meses, o que
você fazia quando aconteceu com
você um dano grave?
{ Eu não sofri nenhum
machucado durante os últimos
12 meses
{ Jogando ou treinando para um
esporte
{ Andando ou correndo, mas
não era parte de um jogo ou
treino para um esporte
{ Andando de bicicleta, a pé ou
em outra específica forma de
transporte não-motorizado
{ Como passageiro ou dirigindo
um carro ou outro veículo a
motor
{ Fazendo um trabalho
(remunerado ou não), inclusive
tarefas domésticas como
cuidando do jardim ou
cozinhando
{ Nada
{ Alguma outra coisa
78. Durante os últimos 12 meses, qual foi
a principal causa do dano grave
ocorrido com você?
{ Eu não sofri nenhum machucado
{
{
{
{
{
{
{
durante os últimos 12 meses
Eu estava num acidente com
veículo a motor ou fui atropelado
por um veículo a motor
Eu caí
Alguma coisa caiu em mim ou
bateu em mim
Eu estava brigando com alguém
Eu fui atacado, agredido ou
abusado por alguém
Eu estava em um incêndio,
“queimada” ou muito perto de
chama ou alguma coisa quente
Alguma outra coisa causou meu
ferimento
79. Durante os últimos 12 meses, como
foi que ocorreu o dano mais sério
com você?
{ Eu não sofri nenhum machucado
{
{
{
{
durante os últimos 12 meses
Eu me machuquei por acidente
Alguém me machucou por acidente
Eu me machuquei de propósito
Alguém me machucou de propósito
80. Durante os últimos 12 meses, qual foi
o dano mais sério ocorrido com você?
{ Eu não sofri nenhum machucado
{
{
{
{
{
{
{
durante os últimos 12 meses
Eu tive um osso quebrado ou uma
articulação deslocada
Eu tive um corte ou uma perfuração
Eu tive uma convulsão, ou outro
dano na cabeça ou pescoço, eu
estive desmaiado, ou não pude
respirar
Eu tive um ferimento de tiro
Eu tive uma queimadura séria
Eu perdi todo ou parte do meu pé,
perna, mão ou braço
Alguma outra coisa aconteceu
Comigo
Obrigado pela sua colaboração!
Siga agora para a sala de medidas, levando com você este questionário.
GPES/UPE - Página
78
MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS
Medida
1º
2º
3º
Final
Massa (Kg)
_______
_______
______
_________
Estatura (cm)
_______
_______
______
_________
Circunf. da cintura (cm)
_______
_______
______
_________
MEDIDA DA PRESSÃO ARTERIAL
Medida
1º
2º
3º
Pressão Sistólica
_______
_______
_______
Pressão Diastólica
_______
_______
_______
Observações:
Equipe Responsável
Aplicador (questionário):
______________________________
Medida da Massa:
______________________________
Medida da Estatura:
______________________________
Medida da Circunferência:
______________________________
Medida da Pressão Arterial:
______________________________
Outros Participantes:
______________________________
Data da Aplicação: ___ / ___ / 2006
GPES/UPE - Página
79
ANEXO B
Parecer CEP
80
81
ANEXO C
Ofício gerentes das GEREs
(modelo)
82
83
84
ANEXO D
Ofício Diretores Escolas
(modelo)
85
86
87
ANEXO E
Resumo do projeto : Estilos de vida Saudáveis
88
ESTILOS DE VIDA E COMPORTAMENTOS DE
RISCO À SAÚDE EM ADOLESCENTES
VISÃO GERAL
IDENTIFICAÇÃO
TÍTULO DO PROJETO
Estilos de Vida e Comportamentos de Risco à Saúde em Adolescentes
PESQUISADORES RESPONSÁVEIS
Prof. Dr. Mauro V. G. Barros
Prof. Ms. Agostinho G. da Silva Júnior
Profa. Betânia da Mata
Prof. Jorge Bezerra
Prof. Luiz Griz
Profa. Maria Cecília Marinho Tenório
Prof. Rafael Miranda Tassitano
Profa. Sueli Peixoto
INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS
Universidade de Pernambuco
Grupo de Pesquisa em Estilos de Vida
e Saúde
Governo do Estado de Pernambuco
Secretaria da Educação
INFORMAÇÕES
Universidade de Pernambuco
Grupo de Pesquisa em Estilos de Vida e Saúde
Fone: 3423.6433
E-mail: [email protected]
89
O que é?
O estudo proposto pretende ampliar o conhecimento sobre condutas e outros
fatores de risco à saúde em adolescentes, estudantes da rede pública estadual de
ensino de Pernambuco. O reconhecimento desta realidade poderá subsidiar o
planejamento de programas de atenção à saúde do adolescente, auxiliando no
mapeamento dos problemas e permitindo a identificação de prioridades. Após a
conclusão da fase de coleta de dados, o Grupo responsável pelo estudo irá
encaminhar um relatório descritivo com dados regionais que poderá ser utilizado
pelos gestores como indicador da condição dos estudantes matriculados na sua
escola.
Informamos ainda que este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética na
pesquisa com seres humanos do Hospital Agamenon Magalhães e tem apoio do
Programa de Pós-graduação em Saúde do Adolescente da Universidade de
Pernambuco.
Para quem?
Adolescentes (14 a 20 anos) de ambos os sexos, matriculados em escolas da rede
pública de ensino médio do Estado de Pernambuco.
Como?
A responsabilidade pela condução deste estudo é do Grupo de Pesquisa em Estilos
de Vida e Saúde da Universidade de Pernambuco. A Secretaria de Educação do
Estado de Pernambuco é instituição parceira e apóia a realização do estudo.
Por se tratar de um levantamento transversal e de abrangência estadual,
será
necessária uma amostra representativa das 17 GERES de acordo com a densidade
de alunos. Para isso, serão aplicados questionários validados para esta população
em 76 escolas, totalizando cerca de seis mil em todo estado.
Quando?
O cronograma de atividades está previsto para ir de abril de 2005 a dezembro 2006,
totalizando 20 meses de duração, sendo o período de coleta de dados
compreendidos aos meses de abril, maio e junho.
90
ONDE?
Nº de
escolas
Nº de Escolas
sorteadas
Agreste Centro norte (CARUARU)
41
4
Agreste Meridional (GARANHUNS)
38
4
Mata Centro (VITÓRIA DE SANTO ANTÃO)
30
4
Mata Norte (NAZARÉ DA MATA)
40
5
Metropolitano Norte
70
8
Metropolitano Sul
74
8
Sertão Central (SALGUEIRO)
20
3
Sertão do Moxotó Ipanema (ARCOVERDE)
39
4
Litoral Sul (BARREIROS)
14
2
Mata Sul (PALMARES)
31
3
Recife Norte
56
6
Recife Sul
60
7
Sertão do Alto Pajeú (AFOGADOS DA INGAZEIRA)
38
4
Sertão do Araripe (ARARIPINA)
26
3
Sertão do Submédio São Francisco (FLORESTA)
20
3
Sertão Médio São Francisco (PETROLINA)
45
5
Vale do Capibaribe (LIMOEIRO)
27
3
GERE
Onde posso saber mais sobre o projeto?
Entre em contato com o Prof. Mauro Barros através do e-mail [email protected]
ou através do telefone 3423.6433 ou ainda através do celular 9181.0593.
RESPONSÁVEL
Jorge Bezerra
Suely Peixoto
Luiz Griz
Betânia da Mata
Rafael Tassitano
Cecília Tenório
TELEFONE
9978-6682
8731-7526
9975-1729
9126-3288
8807-2404
9921-9513
E-MAIL
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
[email protected]
91
ANEXO F
Termo Negativo de Consentimento
(modelo)
92
TERMO NEGATIVO DE CONSENTIMENTO
Senhores Pais ou Responsáveis,
O Grupo de Pesquisa em Estilos de Vida e Saúde da Universidade de Pernambuco em parceria com
Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Pernambuco está desenvolvendo um trabalho de pesquisa
sobre a saúde dos estudantes do Ensino Médio em Pernambuco. A pesquisa focaliza, principalmente, no
estudo de hábitos que podem afetar a saúde, provocando doenças e outros agravos que podem se
manifestar tanto na adolescência quanto na vida adulta.
Nos próximos dias os pesquisadores do nosso grupo estarão efetuando coleta de dados na escola
do seu(sua) filho(a). Este procedimento inclui a aplicação de questionários a serem respondidos pelos
próprios estudantes com auxilio de professores da Universidade e da própria escola, assim como a
realização de medidas de peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial.
Informamos, ainda, que nenhum dos procedimentos empregados na coleta de dados representa
risco à saúde, não havendo possibilidade de que os mesmos possam causar qualquer tipo de dano ou
constrangimento. As informações fornecidas serão anônimas e não haverá qualquer tipo de identificação
individual no questionário. Se o (a) senhor(a) não se sente suficientemente esclarecido ou deseja conversar
um pouco mais sobre o projeto entre em contato com os pesquisadores responsáveis através dos telefones
3423.6433 (com os professores Mauro ou Jorge).
Caso NÃO concorde com a participação do seu (sua) filho(a) no projeto,
solicitamos preencher e devolver à escola este termo negativo de consentimento. Neste
caso, informe o nome completo de seu (sua) filho(a) e o seu nome, assinatura e telefone
para contato. Assinale, também, a opção que diz “não autorizo a participação do meu
(minha) filho(a) no estudo”.
Nome do estudante (seu filho) __________________________________________________
Nome do Responsável ________________________________________________________
Assinatura do Responsável_____________________________________________________
Telefone(s) de contato ___________________
F NÃO AUTORIZO a participação do meu filho(a) no estudo
Atenção: Se a sua decisão foi AUTORIZAR o seu (sua) filho(a) a participar do
estudo você não precisa informar a sua decisão.
93
ANEXO G
Relação das GEREs, escolas e turmas
94
Região Metropolitana
GERE 1 – Recife Norte
Nº
Escola (Porte)
1
GILBERTO
FREYRE (I)
2
AGEU
MAGALHÃES
ENS. FUND. E
MEDIO (II)
3
GABRIELA
MISTRAL (II)
Recife
4
ALMIRANTE
SOARES
DUTRA (III)
Recife
5
6
SYLVIO
RABELO (III)
PADRE
MACHADO (III)
Município
Recife
Recife
7
8
9
LANDELINO
ROCHA (II)
Alto Treze de Maio, Casa
Amarela, CEP: 52081040
Tel.: 34417243
Estrada do Arraial, Casa
Amarela, Casa Amarela,
CEP: 52051380 Tel.:
34417230
Rua Ladeira de Pedra, Alto
do Pascoal, Água Fria,
CEP: 52111430- Tel.:
34443895
Praça General Abreu e
Lima, s/n, Santo Amaro,
CEP: 50040210- Tel.:
32314611
Recife
RECIFE
R Major Nereu Guerra,
Casa Amarela CEP:
52070300- Tel.: 32680106
Escola (Porte) Município
MON.
MANOEL
LEONARDO DE
B. BARRETO (I)
PRES
HUMBERTO
CASTELLO
BRANCO (II)
Endereço- Tel
Av. Mário Melo, Santo
Amaro
CEP: 50040010- Tel.:
34211318 Fax: 34211318
GERE 2 – Recife Sul
Nº
Rua Coelho Leite, 80 ,
Santo Amaro, Recife, PE
CEP: 50100-140
Acad. Hélio Ramos, 500 –
Cidade Universitária,
Recife, PE
Endereço- Tel
Recife
RUa Arariba, São José,
CEP: 50090180 Tel.:
32248320
Recife
Av Dr. José Rufino, Tejipió,
CEP: 50930000 Tel.:
34555629
Recife
Rua capitao rebelinho, pina,
cep: 50011010- tel.: 33252532
81-3221-1445 Fax:
81-3222-3801
Turmas
Diurno Noturno
1 A,3B
1 A,2
A,3A
1B, 2A
2 A(M),
2B(M),
3C(M)
1 A(M),
1C(M),
1D(M),
1G(M),
1I(M)
2A(M),
2B(M),
3A(M),
3B(M)
3C, 3E
2D,2E,
3C
Tel.: 32711978 Fax:
32712130
Turmas
Diurno
Diurno
1 A(M)
1B(T)
1C
1B, 2A,
2B, 3A e
3B(T)
2A
95
Região Metropolitana (cont.)
Acad. Hélio Ramos, 500 –
Cidade Universitária,
Recife, PE
Escola (Porte) Município
Endereço- Tel
Rua Francisco Valpassos,
ASSIS
Brasília Teimosa CEP:
CHATEAUBRIA
Recife
51010370- Tel.: 34659692
ND (III)
Fax: 33036767
Praça Marechal Soares
ENGENHEIRO
D'andrea, S/N, IPSEP,
LAURO DINIZ
Recife
CEP: 51190- Tel.:
(III)
34713599
PROF JORDAO
Av. Angra dos Reis, s/n,
EMERENCIAN
IBURA - UR 2, CEP:
Recife
O (III)
51340590 Tel.: 34756172
GERE 2 – Recife Sul
Nº
10
11
12
13
FERNANDO
MOTA (III)
Recife
AV COPACABANA, BOA
VIAGEM, CEP: 51030590
Tel.: 34624256
Tel.: 32711978 Fax:
32712130
Turmas
3 A(T)
1F, 3C,
2D.2E
3D
1 A(M)
3H
2 A(M)
1F,1H,
1I,2D,
2G,
3D, 3E
GERE 3 – Metropolitano norte
Nº
14
15
16
17
Escola / Porte
MARECHAL
FLORIANO
PEIXOTO (I)
SENADOR
JOSE ERMÍRIO
DE MORAES
(II)
MARECHAL
COSTA E
SILVA (II)
PROFA
ZULMIRA DE
PAULA
ALMEIDA (II)
Município
Endereço- Tel
Olinda
Alto do Jatobá, Ouro Preto,
CEP: 53210230- Tel.:
34392353
Itapissuma
Agrovila de Botafogo, CEP:
53700000
Abreu e
Lima
Av Marechal Costa e Silva,
Caetés, CEP: 53550020
Tel.: 35422218
Paulista
Rua Vinte e Nove, Jardim
Paulista CEP: 53409760
Tel.: 34372264
Turmas
Diurno
Diurno
2A(T),
2B(T)
1A
18
ESCOLA
MARIA EMILIA
ROMEIRO
ESTELITA
Olinda
19
TABAJARA (III)
Olinda
Rua Camomila Quadra b
11, Ouro Preto,
CEP: 53370450Tel.: 34292055
Fax: 34292055
Avenida Tabajara,149,
Cidade Tabajara, CEP:
53350300
1A
1 B(M)
2A(M)
2D, 3 A
2A(M)
2C, 3C
1B(T), 3
A(M)
2B, 3D,
3E
96
Região Metropolitana ( cont.)
GERE 3 – Metropolitano norte
Nº
Escola / Porte
Município
Endereço- Tel
20
DR LUIZ
CABRAL DE
MELO (III)
Paulista
Rua 27,Maranguape II, CEP:
53413350 Tel.: 34372235
21
PROF JOSE
BRASILEIRO
VILA NOVA (III)
Paulista
Rua Honorato Fernandes da
Paz, Janga, Paulista, PE
CEP: 53435550 Tel.:
34363883
GERE 4 – Metropolitano Sul
Nº
22
23
24
25
26
Escola / Porte
SUPERVISOR
Jaboatão
A MIRIAM
dos
SEIXAS (I)
Guararapes
HUMBERTO
Jaboatão
LINS
dos
BARRADAS (II) Guararapes
CARDEAL
DOM JAIME
Moreno
CÂMARA (II)
FRANCISCO
DE PAULA
Camaragibe
CORREIA DE
ARAÚJO (III)
PROF CARLOS
FREDERICO
Camaragibe
DO R. MACIEL
(III)
27
BERNARDO
VIEIRA (III)
28
PROFª
CÂNDIDA DE
ANDRADE
MACIEL (III)
29
Município
FREI OTTO (III)
Jaboatão
Jaboatão
Ipojuca
Rua Acad. Hélio Ramos,
500, Cidade Universitária,
Recife, PE
Endereço- Tel
Turmas
1A(T),
1D, 1E
1B(T),
e 2D
2B(T),
3A(T),
3D, 3G,
3I
Tel.: 32725458
Fax: 3453050
Turmas
Diurno Diurno
1ª Paralela Júlio Maranhão,
Jardim Prazeres, CEP:
54325621
R Riacho da Prata,
Muribeca, CEP: 54325240
Rua 1 de Maio, Centro,
CEP: 54800000- Tel.:
35351575 Fax: 35353417
Rua Teodoro Borges,
Timbi,
CEP: 54768090 - Tel.:
34582700
Rua Oscar André de
Albuquerque, Timbi, CEP:
54765380- Tel.: 34582981
Fax: 34582981
Rua Barão de Lucena,
Centro, CEP: 54110000Tel.: 34810451
Rua Santo Elias, s/n°,
Cajueiro Sêco, CEP:
54330230- Tel.: 34761415
Fax: 33778400
R.Secundino Hermínio da
Silva, Nossa Senhora do Ó,
CEP: 55590000
Tel.: 3527-9971
1 B (T)
1F
1 D (T)
1 G, 2
D, 2 E,
3 B, 3 C
1C
(T), 2
A (M)
1A,2BM 1 N, 1
1D,1F,1 P, 2 G,
H,2C,
3E
3B(T)
2B,
1 C, 2D,
3A, 3B
3D
1 C, 2D,
3B
97
Zona da Mata
GERE 5 - Mata norte
(NAZARÉ DA MATA)
Nº
Escola (Porte)
30
CEL LUIZ
IGNACIO
PESSOA DE
MELO (I)
31
PEDRO
TAVARES (II)
32
ESCOLA
MACIEL
MONTEIRO (II)
33
AUGUSTO
GONDIM (III)
34
DR JOAQUIM
CORREIA (III)
Município
35
36
Escola (Porte)
DOM JOSE
LAMARTINE
SOARES (I)
PAROQUIAL
DE MENORES
(II)
Tel.: 3633.1131
Fax: 3633.1175
Turmas
Diurno
Diurno
1A
2A
Endereço- Tel
Alto Santa Luzia, Usina
Aliança, Aliança, PE
Aliança
CEP: 55890000- Tel.: 08136371876
R. Agamenon
Magalhães,152, Centro,
Camutanga
CEP: 55930000 Tel.:
36521354
Rua Bom Jesus, Centro,
Nazaré da
CEP: 55800000 Tel.:
Mata
36331107
Lot Coração de Jesus, s/n,
Vila Castelo Branco, Novo,
Goiana
CEP: 55900000- Tel.:
36269503 Fax: 36269503
Vicência
GERE 6 – Mata-centro
(VITÓRIA DE SANTO ANTÃO)
Nº
Rua Coelho Neto, s/n –
Nazaré da Mata, Nazaré
da Mata, PE
Município
Bezerros
Glória do
Goitá
37
PROF.
ANTONIO
FARIAS (III)
Gravatá
38
ANTONIO DIAS
CARDOSO (III)
Vitória de
Santo
Antão
Avenida Estefania
carneiro, centro, CEP:
55850000 Tel.: 36411331
1 A (T)
2 A (T)
1 E,1 F
2 E, 3C
1D(M),
2D(T),
3A(M),
3B(M)
Rua Dr. José Augusto, s/n ,
Matriz, Vitória de Santo
Antão, PE CEP: 55612-510
Endereço- Tel
Rua 16, Cohab, Bezerros, PE
CEP: 55660000- Tel.:
37282935 Fax: 37286742
R Cap José da Penha, Centro,
CEP: 55620000- Tel.:
36581133 Fax: 36581133
Rua Quintino Bocaiúva, s/n,
Centro, Gravatá, PE
CEP: 55642010- Tel.:
35331832
Rua Dr. José Augusto, s/n,
Matriz, CEP: 55600000- Tel.:
35234889
Tel.: 3523.1695
Fax: 3523.2340
Turmas
Diurno Diurno
1 A, 3 A
1B
1A(M),
2A(T),
3A(T)
1 A(M),
2 A(M)
1 F, 3 C
2 C, 2
D
98
Zona da Mata (cont.)
GERE 7 – Mata sul
(PALMARES)
Nº
Escola (Porte)
39
ASCENSO
FERREIRA (I)
40
41
MONSENHOR
ABILIO
AMERICO
GALVAO (II)
DR
FERNANDO P
DE MELLO (III)
42
43
Tel.: 3662.1266
Fax: 3662.1512
Turmas
Diurno Diurno
1C
Município
Endereço- Tel
Palmares
Praça Profª Heloísa Galindo
Corrêa, Santo Antônio, CEP:
55540000- Tel.: 36622058
Fax: 36627005
Palmares
Av José Américo de Miranda,
Santa Rosa CEP:
55540000- Tel.: 36611034
1 A(T),
2 B(T)
Quipapá
Travessa Rio Branco, Alto do
Areias, CEP:
55415000- Tel.: 36851192
1(B) 3
A(T)
GERE 8 – Litoral Sul
(BAREIROS)
Nº
Vila da Cohab, SÃO JOSÉ,
PALMARES, PE
Av. Presidente Kennedy, s/n
Barreiros, Centro, Barreiros,
PE CEP: 55556-000
2C, 2 D
1C, 1D,
2C,3C,
3D
Tel.: 3675.1750
Fax: 3675.1750
Turmas
Diurno Diurno
Escola (Porte)
Município
Endereço- Tel
DR. CAETANO
MONTEIRO (II)
PROF
JOAQUIM
AUGUSTO
NORONHA
FILHO (III)
Rio
Formoso
Usina cucaú
Distrito de COCAÚ
3 B (T)
1D
Barreiros
Rua Manoel Nogueira
Mendes, Centro, CEP:
55560000 Tel.: 08136751414
1 A (T)
3 B (T)
2F
3F
Agreste
GERE 9 – Vale do Capibaribe
(LIMOEIRO)
Nº
Escola (Porte)
Município
44
JUSTULINO
FERREIRA
GOMES (II)
Bom
Jardim
45
SERAFICO
RICARDO (II)
Limoeiro
46
PROFª
JANDIRA DE
ANDRADE
LIMA (III)
Limoeiro
Av. Jerônimo Heráclio, 99 –
Limoeiro, Limoeiro, PE
Endereço- Tel
Rua José Felipe S/N Umari,
CEP: 55730000- Tel.:
36293030
Rua Dr José Cordeiro,
Centro, CEP:
55700000- Tel.: 36280418
Lot Santo Antônio, Ladeira
Vermelha, CEP:
55700000- Tel.: 36281180
Tel.: 3628.0205
Fax: 3628.1211
Turmas
Diurno Diurno
1B(T)
1 A(M)
3B
2 A(T),
2C(T),
3C(T)3
E(T)
2H
99
Agreste (cont.)
GERE 10 - Agreste Centro norte
(CARUARU)
Nº
Escola (Porte)
47
JOAO
MONTEIRO DE
MELO (II)
Belo Jardim
48
MARIA
AUXILIADORA
LIBERATO (II)
Caruaru
49
PROFESSOR
DONINO (III)
Belo Jardim
50
DOM VITAL
(III)
Município
Caruaru
GERE 11 - Agreste Meridional
(GARANHUNS)
Nº
Escola (Porte)
51
SAO
Garanhuns
CRISTOVAO (I)
52
DOM
JUVENCIO
BRITTO (III)
53
JOAO
FERNANDES
DA SILVA ENS
MEDIO (II)
54
PROF
JERONIMO
GUEIROS (III)
Município
Rua Olavo Bilac, s/n –
Bairro Indianópolis,
Caruaru, PE
Endereço- Tel
Rua Santo Antônio, Santo
Antônio, Belo Jardim, PE
CEP: 55150000- Tel.:
37262408
Rua Major João Coelho,
80, Cohab III, Caruaru, PE
CEP: 55022-221 Tel.:
37220672 Fax: 37011041
Rua Cel Antonio Marinho,
153, Boa Vista, Belo
Jardim, PE
CEP: 55150000- Tel.:
37262562
Praça Dom Vital,
Divinópolis, Caruaru, PE
CEP: 55016260- Tel.:
37215112
Praça Tavares Correia, 52 –
Heliópolis, Garanhuns, PE
CEP: 55295-000
Endereço- Tel
Tel.: 3723.1111
Fax: 3721.0556
Turmas
Diurno Diurno
1 A (T) 1B, 3A
2 A (T)
1C
2C, 2D,
2E, 3B
1 A (T)
1 B, 2
C, 3 A
Tel.: 37611072
Fax: 37611655
Turmas
Diurno Diurno
1A
Rua da liberdade, Heliópolis,
Garanhuns, PE
CEP: 55296450 Tel.:
37633728
Rua Pedro Rocha, 105,
Heliópolis, Garanhuns, PE
Garanhuns
CEP: 55290000 Tel.:
37611826 Fax: 37621952
Av Joaquim Pereira dos
2 B (T)
Santos, Parque Alvorada,
3 A (T)
São João
São João, PE
CEP: 55435000 Tel.:
37841179
RUA QUINTINO
1 A(M)1
BOCAIUVA, CENTRO,
E (T)1
Garanhuns
CANHOTINHO, PE
G (T) 2
CEP: 55420000 Tel.:
B (M)
37811312
3C(M)
2A
3A
1 A, 2
A,3 A
100
Sertão
GERE 12 - Sertão do Moxotó
(ARCOVERDE)
Nº
Escola (Porte) Município
55
DOM ADELMO
C MACHADO (I)
Pesqueir
a
56
PEDRO DE
ALCANTARA
RAMOS (II)
57
JOSE DE
ALMEIDA
MACIEL (II)
Pesqueir
a
58
PROFº
BRASILIANO
DONINO DA C.
LIMA (II)
Pedra
Itaíba
GERE 13 Sertão do Alto Pajeú
(AFOGADOS DA INGAZEIRA)
Nº
Escola (Porte)
59
TOME
FRANCISCO
DA SILVA (I)
60
JOAO GOMES
DOS REIS (II)
61
SOLIDONIO
LEITE (II)
62
METHODIO DE
GODOY LIMA
(III)
Município
Quixaba
Carnaíba
Serra
Talhada
Serra
Talhada
Rua Castro Alves, s/n , São
Cristóvão, Arcoverde, PE
CEP: 56500-000
Endereço- Tel
Rua Paes Barreto, 800, São
Sebastião, pesqueira, PE
CEP: 55200000 Tel.:
38351628
Trav. João Martins de
Oliveira, Centro, Itaiba, PE
CEP: 56550000 Tel.:
38491195
Av Ésio Araújo, Centro,
Pesqueira, PE
CEP: 55200000 Tel.:
38353221
Rua Jerônimo Siqueira,
Centro, Pedra, PE
CEP: 55280000 Tel.:
38581265
Rua Artur Padilha, s/n –
Afogados da Ingazeira,
Afogados Da Ingazeira, PE
CEP: 56800-000
Endereço- Tel
Rua José Francisco Nunes,
Pov. Lagoa da c, Quixaba,
PE
CEP: 56828000
Rua Mário Melo, Carnaíba,
PE
CEP: 56820000
Rua Francisco Godoy,
Nossa Senhora da Penha,
Serra Talhada, PE
CEP: 56900000- Tel.:
38311186
Br 232 km 417, Tancredo
Neves, Serra Talhada, PE
CEP: 56900000- Tel.:
38311954
Tel.: 3821.0840
Fax: 3822-6999
Turmas
Diurno Diurno
1 A, 1 B
1 B(T)
2C
1 D(T)2
B(T), 3
B(T)
1 D, 2
C, 3 B
Tel.: 3838.2957
Fax: 3838.1192
Turmas
Diurno Diurno
1 A(T),
3 A(T)
1C
1D
1 A, 2 B
2 C, 2
F, 3 C
101
Sertão (cont.)
GERE 16 – Sertão central
(SALGUEIRO)
Nº
Escola (Porte)
Município
71
AGRÍCOLA DE
UMAS (I)
Salgueiro
72
ODORICO
MELO (II)
73
RAIMUNDO
BATISTA
ANGELIM (III)
Parnamirim
Parnamirim
GERE 17 Sertão do Araripe
(ARARIPINA)
Nº
Escola (Porte)
74
SÃO JOÃO
BATISTA (I)
75
PROF
MANOEL
BONIFACIO
COSTA (II)
76
JOAO CARLOS
LOCIO DE
ALMEIDA (III)
Travessa Lourival Sampaio,
395, Nossa Senhora das
Graças, Salgueiro, PE CEP:
56000-000
Endereço- Tel
Sítio Várzea Redonda Vila
Umas, Salgueiro, PE
CEP: 56000-000
Vila da Cohab, Centro,
Parnamirim, PE
CEP: 56163000- Tel.:
38831717
Av Aristando Ferreira Lima,
Loteamento Simpatia -II,
Centro, Parnamirim, PE
CEP: 56163000- Tel.:
38831266
Av. Deputado Audomar
Ferraz, 65 – Floresta,
CENTRO, Floresta, PE
CEP: 56400-000
Município
Endereço- Tel
Araripina
R Genuíno de Albuquerque,
Lagoa do BarroCEP:
56280000- Tel.: 08738723150
Araripina
Rua Josafá Soares, 185,
Vila Santa Isabel, CEP:
56280000- Tel.: 38732431
Bodocó
Rua Álvaro Campos,
Centro, Bodocó, PE
CEP: 56220000- Tel.:
38781163
Continua
Tel.: 3871.0480
Fax: 3871.2736
Turmas
Diurno Diurno
1A
3 B(T)
1 D, 2
D
2 A(M)
1E
Tel.: 38771101
Fax: 38771358
Turmas
Diurno Diurno
1A
3 B(T)
1C
1B(T),
2 B(T)
2 C, 3
C
102
Sertão do São Francisco
GERE 14- Sertão do Submédio
São Francisco (FLORESTA)
Nº
Escola (Porte)
63
ESC TERCINA
RORIZ(I)
64
65
MONSENHOR
JOAO PIRES
(II)
JATOBA
ENSINO
FUND. E
MEDIO (III)
Município
Endereço- Tel
Belém do
São
Francisco
Belém do
São
Francisco
Av coronel caribe, centro,
cep: 56440000- tel.:
38761363
R agamenon magalhaes,
novo horizonte, cep:
56440000- tel.: 8738761496
Petrolândia
Rua da matriz, centro, cep:
56460-000 tel.:
(87)38511454
GERE 15 - Sertão médio São
Francisco (PETROLINA)
Nº
66
Escola
Município
(Porte)
PROF WILMA
WZELY C
Petrolina
COELHO
AMORIM (I)
67
CLEMENTINO
COELHO (II)
68
EDISON
NOLASCO (II)
69
ANTONIO
CAVALCANTI
FILHO (III)
70
OTACILIO
NUNES DE
SOUZA (III)
Av. Deputado audomar
ferraz, 65 – floresta, centro,
floresta, pe cep: 56400-000
Petrolina
Petrolina
Afrânio
Petrolina
Av. Monsenhor Ângelo
Sampaio, s/n - Petrolina, Vila
Eduardo , Petrolina, PE CEP:
56328Endereço- Tel
Proj. Irrig. Sen Nilo Co. NM-5,
Petrolina, PE
CEP: 56330130 Tel.:
38615270
Avenida da Integração, s/n,
Jardim Maravilha, Petrolina, PE
CEP 56308340 Tel.: 38621079
Av. Dom Malan, Afrânio, PE
CEP: 56360000 Tel: 38681111
Projeto Senador Nilo Coelho,
Petrolina, PE
CEP: 56303340
Av Francisco Rodrigues s/n, --,
Centro, Afrânio, PE
CEP: 56360000 Tel.: 38681449
Rua Tchecoslovaquia, 500,
Areia Branca, Petrolina, PE
CEP: 56330130 Tel.:
38642866
Tel.: 38771101
Fax: 38771358
Turmas
Diurno Diurno
1B
2 A(M)
2B
3D
1 B(T),
3 A(T)
- Tel.: 8738643439 Fax:
87-38643125
Turmas
Diurno Diurno
1A
1 C, 2
B
1D
1 A(T)
1C
1B(M),
2A(M),
2C(T),
3C(T)
1H, 2 F