Comentário Semanal de Economia
e de Mercados
27 de janeiro de 2014
DPEC - Departamento de Estudos
Nos EUA, numa semana em que foram divulgados poucos indicadores para a maior economia do mundo, as leituras
apresentaram-se globalmente favoráveis, consistentes com um ganho de ímpeto da economia. Quer o indicador
coincidente calculado pela Reserva Federal de Chicago, quer o da Conference Board sinalizam um crescimento anualizado
do PIB de 3.8% no 4ºT2013; mas com a economia a dever ter crescido apenas entre 2.5% e 3.5%. Olhando para o
1ºT2014, o indicador avançado da Conference Board subiu menos do que o esperado em dezembro, mas com os dados
do mês anterior a serem revisto em alta, tendo atingido um novo nível mais elevado desde fev-08, sinalizando para o
1ºT2014 um crescimento anualizado do PIB de 4.5%, um valor superior aos 4.1% que sinaliza para o 4ºT2013. No
entanto, a economia deverá crescer em ambos os trimestres a ritmos entre 2.5% e 3.5%. No imobiliário, as vendas de
casas usadas subiram para um nível inferior ao esperado em dezembro, após 3 quedas consecutivas. No ano de 2012 as
vendas tinham aumentado 9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde 2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida de
9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado desde 2006, quando foram vendidas umas insustentáveis 6.48
milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para 2014, a Associação de Imobiliária (NAR) prevê uma marginal subida
para 5.110 milhões, seguida de um acréscimo de 3.8% em 2015, considerando que os níveis de 2013 já estão
praticamente em linha com os padrões normais face à população dos EUA. No mercado de trabalho, os novos pedidos
semanais de subsídio de desemprego subiram menos do que o esperado e de uma forma apenas marginal, ficando
praticamente em mínimos de finais de novembro, sinalizando uma criação de emprego em janeiro (valores entre +190 e
+210 mil, no setor privado), bem superior à registada em dezembro; trata-se de boas perspetivas para que a criação de
emprego no 1ºT2014 possa atingir os 600 mil, embora as condições meteorológicas adversas que se têm vindo a sentir
constituam um risco descendente. Na indústria, de acordo com a estimativa preliminar, o indicador PMI Manufacturing da
Markit desceu em janeiro, quando o mercado esperava uma manutenção, devido sobretudo ao abrandamento da
produção (a componente mais diretamente afetada pelo tempo adverso), mas também das novas encomendas e do
emprego. No entanto, os 3 primeiros indicadores regionais já disponíveis revelaram apenas subidas, pelo que o
abrandamento de janeiro da indústria poderá ser inferior ao reportado pelo PMI da Markit, devendo a produção industrial
registar no 1ºT2014 mais um robusto crescimento.
Na Zona Euro, a semana passada ficou marcada, em termos de divulgação de indicadores económicos para a região,
pelas primeiras leituras para o 1ºT2014 de alguns dos principais indicadores qualitativos de atividade para a região –
v.g., indicador de confiança dos consumidores da Comissão Europeia (CE) e índices PMI Manufacturing e Services. Dados
esses que revelaram leituras favoráveis e acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a melhoria do ritmo de
recuperação da economia da Zona Euro neste 1ºT2014 e mostrando-se consistentes com o nosso cenário de um
crescimento em cadeia do PIB de 0.3%, em aceleração face ao acréscimo de 0.2% que continuamos a estimar para o
4ºT2013. Ainda relativamente ao último trimestre de 2013, destaque para a leitura de novembro da balança corrente,
que também melhorou, refletindo um comportamento tendencialmente favorável das diversas balanças, designadamente
numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com a melhoria de excedente da balança de bens a superar a ligeira
diminuição no da de serviços, com estes dados a virem reforçar as nossas estimativas de um contributo positivo das
exportações líquidas para o crescimento do PIB nesse trimestre.
Em Portugal, a semana ficou essencialmente marcada pela divulgação dos últimos dados mensais de execução
orçamental da DGO para 2013, que vieram, como esperado, corroborar o nosso cenário de cumprimento da meta de
défice orçamental de 5.5% no ano passado – o défice deverá ter ficado entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e
5.1%, contando com a capitalização do Banif –, mas também pela divulgação de dados de atividade sobre o 4ºT2013,
que se revelaram favoráveis – em concreto os dados sobre o investimento constantes na síntese económica de
conjuntura do INE e os dados de novembro da balança corrente – e que nos levaram inclusive a rever em alta a
estimativa de crescimento económico para esse trimestre, de uma ligeira contração em cadeia de 0.2%, para um
modesto acréscimo de 0.1%. Estes dados implicaram uma revisão em alta das nossas perspetivas de crescimento anual
da economia, não só, evidentemente, para 2013 (estimamos agora uma queda anual de -1.5%), mas também para
2014, prevendo-se agora uma expansão de 0.8%, um cenário que passa a estar em linha com o do Governo. O
cumprimento da meta de 2013 traça boas perspetivas para o cumprimento do défice de 2014, num contexto em que o
cenário macroeconómico de base para o OE-2014 se afigura cada vez mais credível, sobretudo atendendo ao
desemprenho da economia a partir do 2º trimestre de 2013. No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de
austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente através
do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social.
No Reino Unido, a semana ficou marcada por novos dados extremamente positivos para o mercado laboral, com a taxa
de desemprego a descer 0.3 p.p., nos três meses terminados em novembro, para 7.1%, bem mais do que previa o
mercado, passando a estar num mínimo desde mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido pelo Banco de
Inglaterra (BoE) para rever a postura acomodatícia da sua política monetária. Limiar esse que deverá ser revisto nas
próximas reuniões, conforme sugere o teor das minutas relativas à reunião de janeiro, conhecidas durante a semana. A
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
retoma da economia tem sido encabeçada pelo forte aumento da procura no imobiliário residencial, o qual não tem
recebido resposta proporcional da parte da oferta, conduzindo a uma aceleração persistente do crescimento dos preços
das casas nos últimos meses. Os primeiros dados de janeiro, divulgados pela Rightmove, reportaram uma subida
homóloga de 6.3% (+5.4% no mês anterior), a maior desde nov-07 e impulsionando os preços a um nível máximo
desde, pelo menos, o início da série (2001). Durante a semana foram também conhecidos os número s de janeiro dos
indicadores da Confederation of British Industry (CBI) para a indústria e o retalho, que revelaram evoluções aquém do
esperado, mas continuando a dar indicações genericamente positivas. A recuperação da economia tem levado a um
comportamento melhor do que o previsto da execução orçamental do Estado, cujos dados de dezembro – o 9º mês do
ano fiscal de 2013/14 – surpreenderam pela positiva.
No Japão, os indicadores compósitos (de atividade económica, coincidente e avançado) continuam a sugerir um forte
crescimento da atividade económica no 4ºT2013 (e também para o 1ºT2014), suportada pela procura interna,
estimando-se que as exportações líquidas deixem de penalizar tanto o crescimento do PIB. O índice de atividade
económica subiu 0.3% em novembro, recuperando grande parte da queda de 0.4% registada em outubro e praticamente
colando-se ao registo de setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde nov-08. Os dados do lado da oferta
(considerando a média ponderada dos diversos setores) revelam-se, ainda com os dados de dezembro por divulgar,
consistentes com uma subida de 0.7% do PIB no 4ºT2013, o que coincide com o centro do nosso intervalo de previsão
(entre +0.5% e +0.9%). Por sua vez, a estimativa final de novembro do indicador coincidente (COI) do ESRI reviu em
alta a estimativa preliminar, apontando para uma subida face ao mês anterior, a 10ª em 12 meses, atingindo um novo
máximo desde jul-08, sinalizando um acréscimo trimestral do PIB de 1.3% no 4ºT2013, acima do nosso intervalo de
previsão. Também o indicador avançado foi revisto em alta, apontando igualmente para uma subida face ao mês
anterior, a 4ª em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o valor mais elevado desde mai-07 (ou seja, antes
do início da Grande Recessão internacional), sinalizando um crescimento do PIB de 0.8% no 1ºT2014, ainda assim
abaixo do centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.8% e +1.2%). A semana foi também marcada pela reunião de
política monetária do BoJ, que manteve a sua política, pela 11ª vez consecutiva, mas espera-se que, no 2ºT2014 ou no
3ºT2014, possa realizar novos estímulos, que passariam desde logo pelo aumento da base monetária.
Na China, o PIB registou um crescimento homólogo de 7.7% no 4ºT2013, um valor que fica entre as expectativas do
mercado (consenso: +7.6%) e as nossas (Montepio: +7.8%), traduzindo uma desaceleração marginal da economia
(+7.8% no trimestre anterior), reaproximando-se – mas permanecendo acima – dos 7.4% registados no 3ºT2012, que
representam um mínimo desde o 1ºT2009 (+6.2%). Note-se que este número está um pouco enviesado por efeitos de
base positivos, com os dados ajustados de sazonalidade a darem conta de um crescimento em cadeia anualizado de
7.4%, bem abaixo dos 9.1% do trimestre anterior, que representam um máximo desde o 3ºT2011. Assim – e mesmo
tendo em conta a volatilidade da medida encadeada –, a economia continua a crescer a um ritmo historicamente muito
lento. Também durante a semana, foi divulgada a estimativa preliminar de janeiro do indicador PMI manufacturing, que
revelou uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a sinalizar uma deterioração
das condições no setor pela 1ª vez em 6 meses, encontrando-se aquém da tendência histórica. Estes dados trazem
perspetivas menos animadoras para o início deste ano. No total de 2014 prevemos, para já, que a economia cresça
7.5%, perspetivas, todavia, rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria avaliação do desempenho da economia
não é clara, porquanto algum abrandamento adicional pode até ser desejável, desde que associado às reformas com que
o Governo se tem comprometido, nomeadamente ao nível da competitividade da economia e da promoção da
estabilidade financeira. A chave será perceber até que ponto o país consegue, por um lado, captar o aumento na procura
global que se prevê e, por outro, estimular o consumo privado, paralelamente à mudança do antigo modelo de
crescimento baseado nas exportações e no investimento estatal.
Nos Mercados Financeiros, a semana revelou uma deterioração do sentimento global de mercado, sobretudo devido a
receios em relação às economias emergentes. Relativamente às perspetivas para a economia global, os dados para a
Zona Euro, Reino Unido e (menos) EUA até se revelaram positivos. Todavia, a estimativa preliminar já de janeiro do PMI
Manufacturing na China veio assinalar uma contração, pela 1ª vez em 6 meses, o que põe a nu as fragilidades da
economia neste início de ano e contribuiu para criar receios de que a retirada dos estímulos pela Fed e stá a penalizar a
segunda maior economia do mundo. Relativamente às perspetivas para a economia global, saliente-se a revisão em alta
das perspetivas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia mundial e da Organização Mundial de Turismo
para este setor, mas ao nível dos indicadores económicos de conjuntura a evolução foi mista entre as diversas
geografias. Ao nível da crise do euro, foi mais uma semana de notícias genericamente positivas para Portugal, com os
dados da execução orçamental a confirmarem que o défice em 2013 ficou aquém do objetivo – e bastante aquém. Já na
Grécia surgiram algumas notícias negativas, como a intenção do líder do partido político SYRIZA de forçar eleições a nível
nacional em fev-15 e a decisão (não confirmada oficialmente) do Conselho de Estado de considerar inconstitucionais os
cortes de salários impostos pelo Governo às forças armadas e serviços de emergência em 2012. Analisando os
movimentos nos mercados financeiros, a deterioração do sentimento de mercado, sobretudo devido aos receios
relativamente às economias emergentes, penalizou transversalmente os mercados acionistas, tendo o efeito simétrico
(positivo) sobre a dívida de referência. O aumento da aversão ao risco penalizou naturalmente a dívida privada e a dívid a
periférica, um efeito que foi parcialmente mitigado em Portugal pelas notícias positivas, mas adensado na Grécia devido
a algumas notícias negativas. As commodities foram a exceção, ao valorizar, onde apenas as agrícolas e os metais de
base destoram ao caírem, beneficiando da desvalorização do dólar e das previsões de mau tempo nas próximas
semanas. No MMI, as Libor permaneceram sensivelmente em mínimos históricos, enquanto as Euribor desceram
ligeiramente, contrariamente ao que tem sido a tendência desde o final de 2013.
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Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Indicadores Anunciados na Semana Passada
País
Portugal
Espanha
Data
Evento
Período
Consenso
Actual
Anterior
Revisão
Nov
--
1.6%
1.2%
1.3%
Indicador C onsumo Privado - INE (mm3m)
Nov
--
2.4%
1.4%
Indicador FBC F - INE (mm3m)
Nov
--
-4.5%
-6.1%
--
IPP (MoM)
Dec
--
0.40%
-0.30%
-0.70%
IPP (YoY)
Dec
--
-0.10%
-0.90%
-1.30%
22-Jan Balança C orrente
Nov
--
-71.0M
10.5M
-18.2M
23-Jan Saldo Adm. Públicas (relevante p/ PAEF) - Acumulado
Dec
- -
-7151.5M
-7756.9M
--
22-Jan Balança C omercial (EUR)
Nov
--
-1759.2M
-1358.8M
4Q
26.00%
26.03%
25.98%
--
24-Jan IPP (YoY)
Dec
--
0.60%
-0.60%
-0.50%
20-Jan IPP (YoY)
Dec
-0.60%
-0.50%
-0.80%
--
21-Jan ZEW (expectativa)
Jan
64
61.7
62
--
20-Jan Indicador Atividade Económica - INE (mm3m)
23-Jan Taxa Desemprego
Alemanha
ZEW (Situação Atual)
Jan
35
41.2
32.4
--
54.6
56.3
54.3
--
Jan A
54
53.6
53.5
--
Jan
--
-1
1
--
Índice de C onfiança Industrial (INSEE)
Jan
100
100
100
--
Perspetivas sobre Produção da Própria Empresa
Jan
--
9
5
4
Perspetivas sobre Produção Global
Jan
-9
-5
-11
--
PMI Manufacturing
Jan P
47.5
48.8
47
--
PMI Services
Jan P
PMI Services
Itália
23-Jan C onfiança Indústria (Trimestral)
48.1
48.6
Nov
1.50%
3.00%
1.20%
--
Encomendas Industriais sa (MoM)
Nov
0.00%
2.30%
-2.50%
-2.30%
Vendas Industriais nsa (YoY)
Nov
--
0.40%
-1.30%
--
Vendas Industriais sa (MoM)
Nov
--
0.90%
-0.70%
--
Nov
0.00%
0.00%
-0.10%
--
20-Jan Encomendas Industriais nsa (YoY)
24-Jan Vendas a Retalho (MoM)
Vendas a Retalho (YoY)
Zona Euro
--
0.10%
-1.60%
--
Jan
--
73.3
68.3
--
22-Jan Dívida Pública Líquida (% PIB) - QoQ
3Q
--
92.7%
93.4%
--
Nov
--
27.4B
26.2B
26.6B
--
23.5B
21.8B
22.2B
C onfiança do C onsumidor
Jan A
-13
-11.7
-13.6
-13.5
PMI C omposite
Jan A
52.5
53.2
52.1
--
PMI Manufacturing
Jan A
53
53.9
52.7
--
PMI Services
Jan A
51.4
51.9
51
--
Jan
--
1.00%
-1.90%
--
Jan
--
6.30%
5.40%
--
Jan
10
-2
12
--
C BI - Preços das Vendas nos próximos 3 meses
Jan
12
20
11
--
Índice de C onfiança Empresarial (C BI)
Jan
25
21
24
--
20-Jan Preços Habitação - Rightmove nsa (MoM)
Preços Habitação - Rightmove nsa (YoY)
21-Jan C arteira de Encomendas - C BI
22-Jan Atas da Reunião do Banco de Inglaterra
Japão
12.0B
10.4B
14.8B
15.1B
Défice Orçamental ex. Intervenções Sist. Fin.
Dec
14.0B
12.1B
16.5B
16.8B
Necessidades de Financiamento do Setor Público
Dec
5.0B
9.0B
0.4B
0.7B
Remunerações Médias Semanais 3M/YoY
Nov
1.00%
0.90%
0.90%
--
Taxa Desemprego sa (mm3m)
Nov
7.30%
7.10%
7.40%
Tx. Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.)
Dec
3.70%
3.70%
3.80%
--
Variação Desemprego Registado (Benef. Subsídio Desemp.)
Dec
-32.0K
-24.0K
-36.7K
-34.3K
Variação do Emprego (3M/3M)
Nov
256K
280K
250K
--
--
23-Jan Survey C BI - Vendas no C omércio a Retalho
Jan
25
14
34
--
24-Jan Empréstimos aprovados para compra de casa (BBA)
Dec
47300
46521
45044
45394
Jan-19
--
-31
-31
--
Indicador Avançado - C onf. Board (MoM)
Dec
0.20%
0.10%
0.80%
1.00%
Indicador C oincidente - C onf. Board (MoM)
Dec
--
0.20%
0.40%
--
Índice de Atividade Nacional - C FNAI
Dec
0.9
0.16
0.6
0.69
Índice Preços Habitação - FHFA (MoM)
Nov
0.40%
0.10%
0.50%
--
Kansas C ity Fed
Jan
2
5
-3
--
Pedidos Subsídio de Desemprego - Acumulado
Jan-11
2925K
3056K
3030K
3022K
Pedidos Subsídio de Desemprego - Novos
Jan-18
23-Jan C onfiança do C onsumidor (Bloomberg; anterior ABC )
330K
326K
326K
325K
PMI Manufacturing (Markit) - Prelimiar
Jan
55
53.7
54.4
--
Vendas C asas Usadas (MoM)
Dec
0.60%
1.00%
-4.30%
-5.90%
Vendas C asas Usadas saar
Dec
4.93M
4.87M
4.90M
4.82M
Nov F
--
4.80%
5.00%
--
Nov F
--
-0.10%
0.10%
--
20-Jan Produção Industrial nsa (YoY)
Utilização C apacidade Instalada
Nov
--
-0.50%
1.20%
--
Jan-22
--
--
--
--
Jan-22
¥270T
¥270T
¥270T
--
Indicador Avançado
Nov F
--
111.1
110.8
Indicador C oincidente
Nov F
--
110.7
110.5
--
Nov
0.30%
0.30%
-0.20%
-0.40%
21-Jan C riação de Emprego
Dec
-473000
-449444
47486
--
22-Jan C onfiança Industrial (C NI)
Jan
--
53.1
54.3
--
23-Jan IPC A-15 - IBGE (YoY)
Jan
5.76%
5.63%
5.85%
--
Base Monetária (target 2014)
Índice de Atividade Económica sa (MoM)
24-Jan C onfiança do C onsumidor
--
Jan
--
108.9
111.5
111.2
Investimento Direto Estrangeiro
Dec
$5500M
$6490M
$8334M
--
20-Jan C onfiança dos Empresários na Economia
4Q
--
117.1
119.5
--
4Q
--
119.5
121.5
--
Dec
19.80%
19.60%
19.90%
--
PIB (QoQ)
4Q
2.00%
1.80%
2.20%
--
PIB (YoY)
4Q
7.60%
7.70%
7.80%
--
PIB YTD (YoY)
4Q
7.70%
7.70%
7.70%
--
Produção Industrial (YoY)
Dec
9.80%
9.70%
10.00%
--
Produção Industrial (YTD YoY)
Dec
9.70%
9.70%
9.70%
--
Vendas a Retalho - nominais (YoY)
Dec
13.60%
13.60%
13.70%
--
Vendas a Retalho - nominais (YTD YoY)
Dec
13.10%
13.10%
13.00%
--
23-Jan PMI Manufacturing - HSBC (1ª estimativa)
Jan
50.3
49.6
50.5
--
20-Jan Budget Level (Year to date)
Dec
--
-310.5B
599.9B
--
23-Jan Produção Industrial nsa (YoY)
Dec
-0.30%
0.80%
-1.00%
--
C onfiança Empresarial
Investimento em Ativos Fixos Urbanos (YTD YoY)
Rússia
- Dec
22-Jan Banco do Japão - Decisão de Taxa de Juro
China
Nov
Défice Orçamental (Estado)
Produção Industrial sa (MoM)
Brasil
--
Nov
Balança C orrente sa
EUA
47.8
21-Jan ZEW (expectativa)
23-Jan Balança C orrente nsa
R. Unido
--
Jan A
23-Jan PMI Manufacturing
França
1.5%
Fonte: Thomson Reuters.; Legenda: nsa - não ajustado de sazonalidade; sa - ajustado de sazonalidade; wda - ajustado de dias úteis; saar - taxa anualizada
ajustada de sazonalidade; WoW - variação semanal; MoM - variação mensal; QoQ - variação trimestral; YoY - variação homóloga; mm3m - média móvel 3 meses.
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Comentário Semanal de Economia e de Mercados
EUA – Indicadores coincidentes e avançados
continuam a sinalizar crescimentos robustos do PIB
para o 4ºT2013 e para o início de 2014…
Numa semana em que foram divulgados poucos
indicadores para a maior economia do mundo, as leituras
apresentaram-se globalmente favoráveis, consistentes
com um ganho de ímpeto da economia. Ainda
relativamente ao 4ºT2013, a atividade económica a
nível nacional, medida pela Reserva Federal de
Chicago, desacelerou em dezembro, mas cresceu pelo
5º mês consecutivo acima da média de longo prazo, com
a sua média móvel de três meses a descer ligeiramente,
mas a sinalizar um crescimento do PIB de 3.8% no
4ºT2013. No mesmo mês, o indicador coincidente da
Conference Board subiu 0.2%, atingindo agora
finalmente um nível máximo histórico, embora, em
termos de PIB, o máximo histórico já tenha sido atingido
no 4ºT2011, estando este enorme desfasamento
temporal associado, sobretudo, ao ritmo manifestamente
lento de recuperação do emprego perdido durante a
Grande Recessão. O indicador sinaliza um crescimento
anualizado do PIB de 3.8% no 4ºT2013; mas com a
economia a dever ter crescido apenas entre 2.5% e
3.5%.
A atividade terá continuado condicionada pelos efeitos
dos cortes na despesa pública, todavia, e tal como
sucedeu no 3ºT2013, já não tão intensamente. Por outro
lado, perante um contexto internacional que se terá
apresentado cada vez menos adverso, estima-se um
contributo das exportações líquidas superior ao do
3ºT2013. Do lado do investimento em capital fixo, as
indicações são mistas, mas consistentes com uma ligeira
aceleração. O investimento em construção residencial
deverá ter continuado a crescer acima dos 2 dígitos e em
aceleração, mas a construção não residencial deverá ter
abrandado. Já o investimento em equipamentos terá
regressado ao crescimento no 4ºT2013, após a pontual
estabilização do 3ºT2013. Por sua vez, o consumo
privado terá acelerado para um crescimento de perto de
4.0%. O principal responsável pelo abrandamento do PIB
terá sido o contributo da variação de existências, que
deverá
reduzir-se
significativamente,
passando
inclusivamente a ser ligeiramente negativo, não só
porque no 3ºT2013 terão crescido acima do desejado
pelos empresários, mas também pelo facto de, entre o
final do 3ºT2013 e o início do 4ºT2013, as expectativas
dos
consumidores
e
empresários
terem
sido
condicionadas pela incerteza relativamente à aprovação
do orçamento federal de 2013/14 e à possibilidade do
país atingir o nível de endividamento máximo legal (as
negociações entre Democratas e Republicanos acabaram
por se alastrar até meados de outubro, pelo que de 1 a
16 de outubro parte dos serviços públicos estiveram
encerrados).
Olhando para o 1ºT2014, o indicador avançado da
Conference Board subiu menos do que o esperado em
dezembro, mas com os dados do mês anterior a serem
revisto em alta, tendo atingido um novo nível mais
elevado desde fev-08, sinalizando para o 1ºT2014 um
crescimento anualizado do PIB de 4.5%, um valor
superior aos 4.1% que sinaliza para o 4ºT2013. No
entanto, a economia deverá crescer em ambos os
trimestres a ritmos entre 2.5% e 3.5%.
DPEC - Departamento de Estudos
No imobiliário, as vendas de casas usadas subiram
para um nível inferior ao esperado em dezembro, após 3
quedas consecutivas, apresentando pela 29ª vez em 30
meses um nível superior ao do período homólogo (a
exceção foi nov-13). No ano de 2012 as vendas tinham
aumentado 9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde
2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida de
9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado
desde 2006, quando foram vendidas umas insustentáveis
6.48 milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para
2014, a Associação de Imobiliária (NAR) prevê uma
marginal subida para 5.110 milhões, seguida de um
acréscimo de 3.8% em 2015, considerando que os níveis
de 2013 já estão praticamente em linha com os padrões
normais face à população dos EUA. A NAR reconhece que
as subidas das taxas e dos preços das casas podem
travar o ímpeto de crescimento da atividade no setor,
embora refira que uma aceleração do emprego ao longo
de 2014 poderia à partida compensar esses fatores. Mas
continua a referir que persistem várias fricções do
mercado: i) os stocks reduzidos limitam as escolhas dos
compradores em muitas áreas; ii) maiores taxas de juro
significa que a acessibilidade para a compra já não é tão
favorável como era; iii) os critérios de concessão de
crédito restritivos estão a manter fora do mercado alguns
compradores qualificados que de outra forma teriam
condições para concluir a compra. Em dezembro os
preços medianos de cada transação subiram face ao
período homólogo, já pela 22ª vez consecutiva, ainda
que pela 2ª vez (consecutiva) em 14 meses a um ritmo
inferior a 2 dígitos. Foi também conhecido o registo de
novembro do índice nacional da FHFA, que do ponto
de vista metodológico é bem mais consistente que uma
mera mediana, e que apresentou uma subida de 0.1%
em novembro, pela 22ª vez consecutiva, e ficando 7.6%
acima do nível do período homólogo de 2012, mas
permanecem subavaliados de acordo com o nosso
modelo de longo-prazo para o índice S&P/Case-Shiller
referente às 20 principais áreas metropolitanas.
No mercado de trabalho, os novos pedidos semanais
de subsídio de desemprego subiram menos do que o
esperado e de uma forma apenas marginal, ficando
praticamente em mínimos de finais de novembro,
sinalizando uma criação de emprego em janeiro (valores
entre +190 e +210 mil, no setor privado), bem superior
à registada em dezembro; trata-se de boas perspetivas
para que a criação de emprego no 1ºT2014 possa atingir
os 600 mil, embora as condições meteorológicas
adversas que se têm vindo a sentir constituam um risco
descendente.
Na indústria, de acordo com a estimativa preliminar, o
indicador PMI Manufacturing da Markit desceu em
janeiro, quando o mercado esperava uma manutenção,
devido sobretudo ao abrandamento da produção (a
componente mais diretamente afetada pelo tempo
adverso), mas também das novas encomendas e do
emprego. No entanto, os 3 primeiros indicadores
regionais já disponíveis revelaram apenas subidas, pelo
que o abrandamento de janeiro da indústria poderá ser
inferior ao reportado pelo PMI da Markit, devendo a
produção industrial registar no 1ºT2014 mais um robusto
crescimento.
27 de janeiro de 2014
4
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… nos EUA
Emprego
DPEC - Departamento de Estudos
Un: Índice
280
14
:0
1
20
20
20
20
20
20
20
20
20
13
:0
1
680
12
:0
1
640
24
11
:0
1
600
28
10
:0
1
560
32
09
:0
1
520
36
08
:0
1
480
40
07
:0
1
440
44
06
:0
1
400
48
05
:0
1
360
52
04
:0
1
320
56
20
20
Un: Milhares (escala invertida)
60
Índice Regionais de Emprego - média 7 (esc. esq.)
Novos Pedidos Subsídio Desemprego - Média 4 Semanas (esc. dir.)
EUA - Variação do Emprego Não-Agrícola vs Pedidos Semanais
Un: 10^3 Empregos
800
Un: 10^3 Empregos
280
320
400
360
200
400
0
440
-200
480
-400
520
-600
560
-800
600
-1,000
640
-1,200
680
20
04
:0
1
20
05
:0
1
20
06
:0
1
20
07
:0
1
20
08
:0
1
20
09
:0
1
20
10
:0
1
20
11
:0
1
20
12
:0
1
20
13
:0
1
20
14
:0
1
600
Variação do Emprego Não-Agrícola
Pedidos Subs. Desemprego - MM 4 Semanas - esc dir. e invertida
EUA - Desemprego vs Empregos Oferecidos
Un: % (escala invertida)
13 Un: %
1.4
3.4
20
13
:
20
12
:
20
11
:
20
10
:
20
09
:
20
08
:
20
07
:
20
06
:
20
05
:
20
04
:
12
3.2
3
12
3.0
4
12
2.8
5
12
2.6
6
12
2.4
7
12
2.2
8
12
2.0
9
12
1.8
10
12
1.6
11
12
12
12
Depois do desapontante relatório do emprego de dezembro, em que a criação de
empregos no 4ºT2013 não conseguiu atingir os 600 mil, ficando-se pelos 515 mil,
ligeiramente acima do 3ºT2013 (+502 mil, a 1ª aceleração após 3 trimestres de
abrandamento), estes dados dos novos pedidos de subsídio de desemprego
sugerem que no 1ºT2014 o emprego poderá continuar a acelerar e a aproximar-se
daquela marca de 600 mil. No entanto, trata-se de crescimentos moderados
comparativamente a outros períodos de expansão e, sobretudo, comparativamente
à velocidade da perda de empregos registada durante a Grande Recessão. Este
facto acaba assim por continuar a corroborar a manutenção de estímulos por parte
da Fed, não obstante a autoridade ter vindo anunciar em 18-dez que irá reduzir
ligeiramente o ritmo de compras mensais de dívida pública e de dívida privada a
partir de janeiro, em resultado dos sinais de aceleração da atividade económica e
da redução do desemprego.
EUA - Índice Regionais de Emprego vs Pedidos Semanais
64
20
03
:
O número de novos pedidos de subsídio de desemprego subiu marginalmente
na semana terminada em 18 de janeiro, de 325 mil para 326 mil, mas menos do
que o aguardado pelo mercado (consenso: 330 mil), contabilizando apenas a 4ª
subida das últimas 15 semanas, ficando praticamente em mínimos de 2 meses e
não muito afastado dos 294 mil observados há 18 semanas (que são um nível
mínimo desde mar-06, bem antes do início da última recessão). Recorde-se que no
início de dezembro tinha-se observado fortes subidas, atingindo então máximos
desde mar-13, numa volatilidade que resulta sobretudo do facto de ter ocorrido o
feriado de Ação de Graças, que provoca normalmente grandes oscilações nas
semanas adjacentes ao feriado. Note-se que os pedidos de subsídio de desemprego
são bastante voláteis, pelo que importa olhar para a média móvel de 4 semanas
(mm4s), que já mesmo no final de 2012 apresentava leituras consistentes com os
fundamentos económicos e que desceu pela 3ª vez consecutiva, após 4 subidas,
contabilizando apenas 9 subidas em 28 semanas, embora permanecendo aquém
dos mínimos desde mai-07 observados no final de setembro. Ao descer de 335 para
332 mil indivíduos, a variável aproximou-se da barreira psicológica dos 300 mil,
permanecendo nos últimos meses em níveis compatíveis com uma criação de
postos de trabalho no setor privado entre 190 e 210 mil, valores bem superiores
aos 87 mil criados em dezembro (o total do emprego não-agrícola subiu em 74 mil
naquele mês). Importa contudo ter em mente que os novos pedidos de subsídio de
desemprego refletem sobretudo os despedimentos, sendo que ao nível das
contratações os dados têm-se revelado mais fracos. O último dado quantitativo
disponível revelou que no trimestre terminado em novembro as ofertas de
emprego subiram para um novo máximo desde mai-08. Já em janeiro, ao nível
dos indicadores qualitativos da indústria transformadora, os primeiros
indicadores regionais de emprego, em média, subiram, sinalizando um
crescimento do emprego a um ritmo superior ao do mês anterior, algo que não
sucedeu na componente de emprego do indicador nacional PMI Manufacturing
da Markit (estimativa preliminar).
Taxa de Desemprego (esc. esq.)
Taxa de Empregos Oferecidos (esc. dir.)
27 de janeiro de 2014
5
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Confiança dos Consumidores
O indicador de confiança dos consumidores divulgado pela Bloomberg ficou inalterado
no 3º registo semanal de janeiro, em -31.0 pontos, depois de ter descido na semana
anterior (apenas a 2ª descida nas últimas 8 semanas), mantendo assim a distância face
ao registo observado 4 semanas antes (-27.4 pontos), que é um máximo desde o início
de agosto, mas ficando acima dos -37.9 pontos registados 10 semanas antes, que são o
valor mais baixo desde out-12, e não muito distante dos -23.5 pontos registados na 1ª
semana de agosto, quando atingiu máximos desde jan-08, no início da anterior recessão.
4:
01
3:
01
20
1
2:
01
20
1
20
1
20
1
20
1
20
0
20
0
20
0
20
0
20
0
1:
01
-3
0:
01
-2
40
9:
01
-1
50
8:
01
0
60
7:
01
1
70
6:
01
2
80
5:
01
3
90
4:
01
4
Confiança do Consumidor Uni. Michigan - (esc. esq.)
Consumo Privado (YoY) (esc. dir.)
EUA - Consumo Anualisado (QoQ) vs Conf. Consumidor Composite
10
Previsão - 4Q13 YoY:2/QoQ Anz:1.9
Un: %
Un: Indice
120
2012:Q4
2011:Q4
2010:Q4
2009:Q4
2008:Q4
2007:Q4
2006:Q4
2005:Q4
2004:Q4
2003:Q4
2002:Q4
75
2001:Q4
80
-8
2000:Q4
85
-6
1999:Q4
90
-4
1998:Q4
95
-2
1997:Q4
100
0
1996:Q4
105
2
1995:Q4
110
4
1994:Q4
115
6
1993:Q4
8
Consumption - QoQ Anualiz. (esc. esq.)
Consumer Confidence - Quarterly Average (esc. dir.)
Indicador compósito
Neste momento são já conhecidos 4 indicadores para o mês de janeiro, sendo que as
indicações mistas, mas em média positivas, consistentes com um cenário de melhoria da
confiança dos consumidores, acompanhando a aceleração da economia e do emprego.
EUA - Confiança dos Consumidores
100
Un: Índice
Un: Índice
55.0
80
52.5
60
50.0
40
47.5
20
45.0
0
42.5
-20
40.0
-40
37.5
-60
35.0
20
11
:0
4
20
11
:0
7
20
11
:1
0
20
12
:0
1
20
12
:0
4
20
12
:0
7
20
12
:1
0
20
13
:0
1
20
13
:0
4
20
13
:0
7
20
13
:1
0
20
14
:0
1
O indicador da RBC subiu em janeiro pelo 2º mês consecutivo, após duas quedas,
ficando agora apenas 0.3 pontos abaixo do registo de junho, quando atingiu o valor mais
elevado desde dez-07, ou seja, uns meses antes de ser conhecida a falência da Lehman
Brothers.
Conf. Board (esc. esq.)
IBD/TIPP (esc. esq.)
O indicador da Universidade de Michigan veio apontar na estimativa inicial de janeiro
para uma ligeira descida, pela 1ª vez nos últimos 3 meses, mas revertendo menos de
1/3 da melhoria do mês anterior.
Recorde-se que em dezembro o nosso indicador compósito para a confiança dos
consumidores americanos – obtido através da média ponderada dos 5 principais
indicadores de confiança dos consumidores – subiu pelo 2º mês consecutivo, após 4
quedas consecutivas, aliviando em dois meses de um mínimo desde dez-11, para
máximos desde setembro, mas ficando bastante aquém do registo de junho, quando
atingiu o valor mais elevado desde o início do outono de 2007.
5
100
Recorde-se que, num relatório paralelo ao indicador semanal (publicado na semana
anterior), o indicador mensal de expetativas relativamente à economia americana,
calculado igualmente pela Bloomberg, apresentou um melhor comportamento, subindo
para um máximo de 5 meses.
O indicador da IBD/TIPP subiu pelo 3º mês consecutivo, mas ainda não anulou a
descida de outubro, continuando a ser o indicador que revela um maior pessimismo,
sinalizando uma subida fraca do consumo no mês, de 2/3 do crescimento que o conjunto
dos demais indicadores que seguimos sugeria para dezembro (+2.2%).
Un: %
110
20
0
Em termos médios mensais, observa-se um decréscimo, após duas subidas consecutivas,
fazendo uma pausa na recuperação dos mínimos desde out-12 registados em outubro, e
depois de em julho ter-se observado o nível mais elevado desde dez-07. Verificam-se
descidas nas suas 3 componentes. O índice relativo ao estado da economia está a
descer, após duas subidas consecutivas, em que aliviara dos mínimos desde set-12
registados em outubro, afastando-se assim dos máximos desde jan-08 observados em
julho. O indicador referente às finanças pessoais está a aliviar de máximos desde set13, que é por sua vez um máximo desde mar-08, estando ainda condicionado pelos
aumentos de impostos que entraram em vigor em jan-13, em resultado do acordo entre
Democratas e Republicanos e, mais recentemente, da subida das taxas de juro de longo
prazo de referência para as hipotecas. O índice referente à predisposição para
consumir está a descer igualmente, após duas subidas consecutivas, aproximando-se
ligeiramente dos mínimos desde março registados em agosto, sendo que na semana
anterior estaria a atingir o valor mais elevado desde out-07.
EUA - Confiança e Consumo Privado
120 Un: Índice
Univ. Michigan (esc. esq.)
Bloomberg (esc. dir.)
EUA - Indicadores de Confiança dos Consumidores
Valor
Ind. Confiança
Variação
Dez-13
Jan-14
Dez-13
Conference Board
78.1
-
6.1
Jan-14
-
Bloomberg
-28.7
-31.0
5.0
-2.3
IBD
43.1
45.2
1.7
2.1
Michigan
82.5
80.4
7.4
-2.1
RBC
49.7
51.5
2.7
1.8
Cenário para o consumo
No 3ºT2013, a melhoria da confiança dos consumidores no conjunto do trimestre
sinalizava uma aceleração do crescimento para 2.4%, com o consumo privado a acabar
efetivamente por acelerar, mas de 1.8% para 2.0%. Para o 4ºT2013, o nosso indicador
compósito para a confiança dos consumidores sinaliza um crescimento de 1.9%, sendo
que o nosso cenário central agora é de que o consumo cresça a um ritmo anualizado de
perto de 4.0%, não obstante o impasse negocial que se viveu no Congresso. Para o
1ºT2014, prevê-se que o consumo cresça entre 2.5% e 3.0%, ou seja, a meio caminho
entre a média dos crescimentos trimestrais de 2013 (+2.5%) e a média do 2º semestre
de 2013 (+3.0%).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
6
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Atividade Industrial
EUA - Atividade Regional (Richmond Fed e KC Fed) vs ISM
Un: Índice
30 Un: Índice
70
4:
01
3:
01
20
1
20
1
20
1
20
1
20
1
20
0
20
0
20
0
20
0
20
0
Richmond Fed (esc. esq.)
ISM Manufacturing (esc. dir.)
2:
01
30
1:
01
35
-50
0:
01
40
-40
9:
01
45
-30
8:
01
50
-20
7:
01
55
-10
6:
01
60
0
5:
01
65
10
4:
01
20
20
0
O indicador PMI da atividade industrial no distrito da Reserva Federal de
Kansas City registou uma subida superior ao esperado em janeiro, de -3 para 5
pontos (consenso: +2 pontos), aproximando-se assim do registo de agosto (+8
pontos), quando sinalizou o maior crescimento desde mai-12. Trata-se do 6º registo
positivo em 7 meses, embora apenas o 7º dos últimos 16 meses, sendo que o ritmo
de contração em fev-13 fora o mais elevado desde abr-09, em plena Grande
Recessão. Com esta subida, o indicador ficou em linha com o respetivo valor mediano
do atual período de expansão da economia americana, mas bem afastado do registo
de mar-11 (+24 pontos), o mais elevado desde a criação do indicador, em out-94.
Entre os 8 indicadores, registaram-se 7 subidas, com apenas o índice de horas
trabalhadas a descer. O importante índice de produção registou uma subida,
aliviando de mínimos desde junho, mas não recuperou da forte descida do mês
anterior, pelo que permaneceu em terreno bem negativo. O índice de entregas
registou a maior subida. Já o indicador de novas encomendas aumentou mais
moderadamente, mas contabilizando 7 registos positivos consecutivos. O indicador
referente ao número de empregados registou a 2ª maior subida, ficando claramente
acima dos valores medianos do actual período de expansão, o que significa que os
empresários poderão estar a associar a referida descida da atividade como temporária
e resultante nomeadamente das condições meteorológicas adversas. De resto, o índice
compósito de expectativas para os próximos 6 meses subiu, atingindo um máximo
desde jan-06, situando-se bem acima da sua média no atual período de expansão da
economia, e em terreno positivo pelo 54º mês consecutivo.
Kansas City Fed (esc. esq.)
Dos 3 surveys regionais que já publicaram dados para o mês de janeiro (Filadélfia,
Nova Iorque e Kansas City), observaram-se subidas transversais nos índices gerais.
Refira-se que estas 3 regiões têm apresentado nos últimos meses uma performance
inferior à média nacional, embora também já em janeiro o indicador nacional PMI
Manufacturing da Markit tenha revelado na estimativa preliminar um abrandamento.
Un: Índice (Difusão)
58
56
54
52
50
48
3:
20 01
13
:
20 02
13
:
20 03
13
:
20 04
13
:
20 05
13
:
20 06
13
:
20 07
13
:
20 08
13
:
20 09
13
:
20 10
13
:
20 11
13
:
20 12
14
:0
1
Esta descida do PMI esteve associada ao abrandamento das suas principais
componentes: sobretudo a produção (a mais diretamente afetada pelo tempo
adverso), mas também as novas encomendas e o emprego. Assim, o índice de
emprego sinalizou um aumento dos postos de trabalho pelo 7º mês consecutivo e
pela 47ª vez em 48 meses, aliviando de máximos desde mar-13. As novas
encomendas desaceleraram pela 4ª vez em 5 meses, mas permaneceram sólidas, já
que dois meses antes tinham atingido um pico de 10 meses. O crescimento das novas
encomendas foi apoiado apenas pela procura interna, já que as novas encomendas
de exportação caíram pela 1ª vez em 4 meses. Refira-se que nos últimos 15 meses
as novas encomendas de exportação desceram por 6 vezes. A componente de
produção foi a que mais abrandou, sinalizando o menor crescimento desde outubro
(quando foi penalizada pelas paragens dos serviços públicos entre os dias 1 e 16 de
outubro), mas ainda sólido, depois de em dezembro ter sugerido o maior crescimento
da produção em 21 meses.
EUA - Indicadores de Confiança na Ind. Tranformadora
60
20
1
De acordo com a estimativa preliminar de janeiro, o indicador PMI Manufacturing da
Markit (que em mai-12 veio fazer concorrência ao decano indicador PMI
Manufacturing, publicado pelo ISM - Institute for Supply Management), desceu de 55.0
para 53.7 pontos, quando o mercado esperava uma manutenção (consenso: 55.0
pontos). O indicador continuou, assim, em terreno positivo, sinalizando pelo 3º mês
consecutivo, de acordo com as próprias palavras da Markit, um crescimento a um
ritmo sólido, acima da média de 2013 (53.5 pontos), mas que foi o mais baixo em 3
meses, em parte devido ao facto das condições meteorológicas em janeiro terem sido
altamente adversas.
PMI Manufacturing (Markit)
ISM Manufacturing (ISM)
Média de Surveys Regionais (Versão PMI)
Os 3 primeiros surveys regionais que já publicaram dados para o mês de janeiro
sinalizaram, em média uma melhoria do ímpeto de crescimento nas regiões em
análise, como que compensando este abrandamento do PMI Manufacturing da Markit,
pelo que se admite que o indicador nacional ISM Manufacturing possa permanecer
bem acima dos 50 pontos (o limiar da expansão), ainda que em níveis inferiores aos
de dezembro, quando desceu de 57.3 para 57.0 pontos, permanecendo praticamente
em máximos desde abr-11.
É neste contexto que, depois de no 4ºT2013 a atividade industrial ter acelerado
fortemente (não obstante os efeitos das paragens dos serviços públicos na 1ª metade
de outubro), se espera um novo robusto crescimento no 1ºT2014. A produção
industrial deverá assim registar no 1ºT2014 o 19º trimestre consecutivo de expansão,
sequência sem paralelo nas outras grandes economias desenvolvidas (Zona Euro,
Japão ou Reino Unido).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
7
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Imobiliário – Vendas de Casas Usadas
A NAR reconhece que as subidas das taxas e dos preços das casas podem travar o ímpeto
de crescimento da atividade no setor, embora refira que uma aceleração do emprego ao
longo de 2014 poderia à partida compensar esses fatores. Mas continua a referir que
persistem várias fricções do mercado: i) os stocks reduzidos limitam as escolhas dos
compradores em muitas áreas; ii) maiores taxas de juro significa que a acessibilidade para
a compra já não é tão favorável como era; iii) os critérios de concessão de crédito
restritivos estão a manter fora do mercado alguns compradores qualificados que de outra
forma teriam condições para concluir a compra.
Já relativamente aos preços, estes ainda estão historicamente atrativos, particularmente
numa altura em que a economia tem vindo a criar empregos e as rendas estão a aumentar,
pelo que as condições de acessibilidade à compra de casa durante o 4ºT2012 foram as
segundas mais favoráveis desde que existem dados comparáveis (1970). No entanto, em
agosto o índice de acessibilidade caiu para um mínimo desde nov-08, embora tendo em
setembro e outubro subido e se encontrado ainda no percentil 84%. Este índice de
acessibilidade é, diga-se, ilusório, pois existem custos e barreiras que vão para lá da taxa
de crédito imobiliário historicamente baixa, como sejam o reduzido valor de avaliação das
habitações, que limita os montantes financiados e obriga as famílias a terem um pé-demeia para passarem à fase de conclusão do negócio.
O canal de crédito tem sido sistematicamente um entrave ao normal desenvolvimento da
atividade económica, tendo, como referido, novamente a NAR salientado este
constrangimento a propósito dos dados das vendas de dezembro. Neste contexto, as
vendas a pronto pagamento continuaram a ocupar uma importante fatia do total de
transações (32%, o mesmo que em novembro), em grande parte devido às compras por
motivo de revenda (investidores), que foram responsáveis por 21% do total das vendas,
mais do que no mês anterior (19%) mas o mesmo que no período homólogo (19%).
A NAR refere que as casas estão a vender-se mais rapidamente, ainda que neste mês
pareça ter havido uma interrupção dessa tendência (parcialmente atribuída pela NAR às
condições meteorológicas adversas), tendo a habitação “típica” vendida em novembro
estado no mercado 72 dias, bem acima dos 56 dias do mês anterior, mas menos do que os
70 dias em nov-12. Os reduzidos stocks de casas no mercado, tem levado a subidas nos
preços praticados. Os preços médio e mediano de cada transação subiram ligeiramente
face ao mês anterior e aceleraram face ao período homólogo, neste último caso crescendo
pela 22ª vez (consecutiva), embora aquém do crescimento de agosto, que foi o mais
elevado desde out-05. Refira-se que no caso do preço mediano tinham-se observado 12
meses consecutivos com crescimentos de 2 dígitos, observando-se agora dois meses abaixo
daquela marca (+9.0% em novembro e 9.9% em dezembro). Em 2012 o preço da casa
mediana aumentou 6.4%, e em 2013 11.6%, sendo que a NAR prevê um aumento de 5.3%
em 2014 e de 4.1% em 2015, embora com fortes assimetrias a nível local. Em março, a
NAR referiu que o forte aumento nos preços das casas está a contribuir para a recuperação
da riqueza das famílias em habitação, que aumentou em 1 400 mil milhões (mM$) de
dólares em 2012, valor que poderá ser superado este ano, podendo provocar um aumento
dos gastos de consumo entre 70 mM$ e 110 mM$ este ano. Ainda segundo a Associação,
as casas transacionadas em resultado de execuções hipotecárias apresentam preços 18%
inferiores ao valor de mercado.
Var. Mensal Var. Homól.
Dez
Nov
Dez
Nov
Dez
Vendas
4.82
4.87
-5.9
1.0
-2.8
-0.6
Stocks nsa
2.05
1.86
-2.8
-9.3
3.0
1.6
Stocks sa
Stocks /Vendas (meses)
2.11
2.07
0.4
-1.8
3.0
1.9
5.1
4.6
5.3
5.1
Preço Médio
sa
243.6
246.8
-0.6
1.3
6.9
7.0
Preço Mediano
195.5
198
-1.0
1.3
9.0
9.9
EUA - Vendas de Casas Usadas e Contratos Assinados
Un: Índice
7.5 Un: 10^6
150
:1
2
20
13
20
12
20
11
20
10
20
09
20
08
20
07
20
06
20
05
20
04
20
03
Vendas de Casas (esc. esq.)
:1
2
60
:1
2
70
3.0
:1
2
80
3.5
:1
2
90
4.0
:1
2
100
4.5
:1
2
110
5.0
:1
2
120
5.5
:1
2
130
6.0
:1
2
140
6.5
:1
2
7.0
Contratos Assinados (esc. dir.)
EUA - Stocks de Casas Usadas para Venda
4.0 Un: 10^6
3.6
3.2
2.8
2.4
2.0
1.6
0:
20 12
01
:
20 12
02
:
20 12
03
:
20 12
04
:
20 12
05
:
20 12
06
:
20 12
07
:
20 12
08
:
20 12
09
:
20 12
10
:
20 12
11
:
20 12
12
:
20 12
13
:1
2
Do lado da procura, a NAR vinha anteriormente a referir que as vendas de casas se tinham
alastrado cada vez mais aos proprietários habitantes e não apenas a investidores, sendo
visível um crescente interesse por parte de todos os potenciais compradores, numa
recuperação que se estava a observar em linha com todos os fundamentos subjacentes:
uma recuperação da formação de famílias, taxas de juro em níveis historicamente baixos.
No entanto, a NAR também vinha a referir que a erosão do poder de compra das famílias
tem condicionado as vendas de casas, nomeadamente o facto de as taxas de juro estarem
agora superiores ao que eram há um ano atrás. As taxas de juro de referência a 30 anos da
Freddie Mac estão longe dos mínimos históricos observados em nov-12 e em dez-12, que
resultaram das então novas medidas de estímulo da Fed que visavam justamente diminuir
estas taxas de juro, sendo que as expetativas de gradual remoção dessas medidas (como
veio a acontecer na reunião de 18-dez) espoletaram uma subida das taxas de juro de longo
prazo nos EUA durante o verão, ainda que o facto de em setembro a Fed não ter iniciado a
remoção de estímulos tenha provocado uma descida das taxas em outubro, mas voltando a
subir em novembro. Efetivamente, segundo dados da Freddie Mac, a taxa de juro média a
30 anos para o crédito hipotecário subiu de 4.26% em novembro, para 4.46% em
dezembro, igualando os 4.46% de setembro, quando atingiram um máximo desde jul-11
(4.55%), permanecendo naturalmente acima dos 3.35% observados em dez-12.
Valor
Nov
20
0
Apesar de continuarem acima dos níveis médios observados durante os 18 meses da última
recessão (4.07 milhões), as vendas permaneceram a uma larga distância dos mais de 7
milhões de habitações vendidas no ano dourado do setor (2005) e 17.3% abaixo da média
de 1999-2007. De resto, como reconhece o próprio NAR, mantêm-se “restrições na oferta”,
com o stock de casas usadas para venda a continuar bem abaixo do período pré-crise no
imobiliário, limitando as oportunidades de compra e pressionando os preços dos imóveis em
muitos mercados, se bem que a subida dos preços resulte também de menos casas em
dificuldades no mix de vendas. As vendas apresentaram uma subida de 0.6% face a igual
período do ano anterior, depois de no mês anterior terem observado a única queda dos
últimos 30 meses.
EUA – Vendas de Casas Usadas
Stocks de Casas Usadas para Venda
Média 1999-2012
Média 1999-2006
EUA - Racio Stocks/Vendas Casas Usadas vs Preços
3 Un: meses
25
4
20
5
15
6
10
7
5
8
0
9
-5
10
-10
11
-15
12
-20
20
00
:
20 12
01
:
20 12
02
:
20 12
03
:
20 12
04
:
20 12
05
:
20 12
06
:
20 12
07
:
20 12
08
:
20 12
09
:
20 12
10
:
20 12
11
:
20 12
12
:
20 12
13
:1
2
O número de vendas de casas usadas, publicado pela Associação Nacional de Agentes
Imobiliários (NAR), subiu em dezembro 1.0%, para um valor anualizado de 4.87 milhões de
casas, ficando abaixo das expetativas do mercado (consenso: 4.93 milhões), em grande
medida porque o ponto de partida do mês anterior foi revisto em baixa, de 4.90 para 4.82
milhões. Esta subida segue-se a 3 quedas consecutivas (-5.9% em novembro), sendo que
antes daquele ciclo de quedas as vendas tinham atingido o 2º nível mais elevado desde
mar-07, encontrando-se agora 41.2% acima do mínimo de ciclo observado em meados de
2010 e no valor mais baixo desde dez-12. No ano de 2012 as vendas tinham aumentado
9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde 2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida
de 9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado desde 2006, quando foram
vendidas umas insustentáveis 6.48 milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para
2014, a NAR prevê uma marginal subida para 5.110, seguida de um acréscimo de 3.8% em
2015, considerando que os níveis de 2013 já estão praticamente em linha com os padrões
normais face à população dos EUA.
Racio Stocks/Vendas Casas Usadas (esc. invertida)
Preços - Case/Shiller 20 cidades - var. hom. (esc. dir.)
Neste contexto, os ainda baixos níveis dos preços e as dificuldades em fechar negócio
constituem um desincentivo para quem coloca a casa à venda. Além disso, a própria
recuperação das vendas que se vinha a observar anteriormente foi contribuindo para que o
stock de casas usadas para venda apresentasse uma trajetória descendente de janeiro
de 2011 a janeiro de 2013, mês em que atingiram mínimos desde jan-01. A partir de
fevereiro de 2013, iniciou-se uma tendência de subida (ainda que em dezembro tenha
caído 1.8% de acordo com os nossos dados ajustados de sazonalidade), mas encontrandose abaixo da média 1999-2013, o que significa que se têm verificado também progressos
no sentido do alinhamento dos stocks com as vendas. É verdade que esta média está
empolada pelos anormais níveis de stocks registados após o rebentamento da bolha
imobiliária, mas é de salientar que os stocks já se encontram também abaixo da média de
1999/2006. Assim, os atuais níveis de stocks revelam-se compatíveis com crescimentos
dos preços, o mesmo acontecendo (desde ago-12) com os próprios níveis de vendas e (pelo
25º mês consecutivo) com o rácio de existências sobre vendas (que desceu de 5.1 para 4.6
meses). A própria NAR referia na primavera de 2012 que tem havido um maior equilíbrio
entre a oferta e a procura, considerando que quando os mercados estão em equilíbrio
normalmente os preços sobem um a dois p.p. acima da taxa de inflação, mas as execuções
hipotecárias e as vendas a descoberto (que no conjunto são as chamadas distressed sales)
estão a atrasar a recuperação dos preços. Em todo o caso, são de realçar os progressos
que têm vindo a ser registados neste domínio e que, como referido, estão também na
origem das subidas nos preços das transações: de acordo com a NAR, as distressed sales
representaram 14% das vendas em dezembro, o mesmo que no mês anterior e após 12%
em agosto, que são um mínimo desde que estes dados mensais começaram a ser
recolhidos em out-08.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
8
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Indicadores Avançados
O indicador avançado da Conference Board (LEI) subiu 0.1% em dezembro,
menos do que o esperado (consenso: +0.2%), mas tendo o crescimento do mês
anterior sido revisto em alta de 0.8% para 1.0%, atingindo um novo nível mais
elevado desde fev-08.
Un: %
Previsão - 1Q14 YoY:3.4/QoQ Anz:4.5
6
Q1
4:
20
1
2:
20
1
0:
20
1
8:
20
0
6:
20
0
4:
20
0
2:
20
0
0:
20
0
8:
19
9
6:
4:
19
9
Q1
-12
Q1
-10
-10
Q1
-8
-8
Q1
-6
-6
Q1
-4
-4
Q1
-2
-2
Q1
0
0
Q1
2
2
Q1
4
4
Q1
6
19
9
Dos 10 indicadores utilizados na construção do LEI, 5 apresentaram contributos
positivos, 4 tiveram contributos negativos e 1 teve um contributo nulo, sendo de
referir que a soma dos diversos contributos seria de 0.17%. Pela 2ª vez em 6 meses o
contributo positivo da inclinação da curva de rendimentos superou a variação total
do LEI, enquanto, no seu conjunto, os indicadores da esfera real da economia
apresentaram um contributo negativo, devido em grande medida ao contributo dos
novos pedidos de subsídio de desemprego (-0.34 p.p.), que terá estado
enviesados positivamente em novembro e negativamente em dezembro, em virtude
das dificuldades de ajustamento sazonal nas semanas adjacentes ao feriado de Acão
de Graças. Em todo o caso, os demais indicadores da esfera real tiveram um
contributo nulo, destacando-se pela positiva o proveniente da componente de novas
encomendas do ISM Manufacturing (+0.18 p.p.) e pela negativa o que veio das
licenças de construção (-0.05 p.p.). É importante que o LEI não seja apenas
suportado pela inclinação da curva de rendimentos, porquanto esta variável tem
evidenciado uma evolução relativamente desfasada da realidade económica e resulta,
sobretudo, da política monetária levada a cabo pela Fed (à semelhança do que sucedia
com o anterior indicador de oferta real de moeda, que na revisão anual de jan-11 foi
substituído por um indicador compósito, calculado pela própria Conference Board, que
agrega medidas da curva de rendimentos, swaps de taxa de juro e de restritividade
dos critérios de concessão de crédito). Em dezembro, fazendo o exercício académico
de excluir esta componente, o LEI teria descido 0.14%, sendo ainda suportado pelo
contributo positivo do índice de crédito (+0.16 p.p.) e do índice de ações (+0.05
p.p.).
EUA - PIB (QoQ) Anualized vs Conference Board LEI
Un: %
8
PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.)
Leading Indicator - 1 Lag (Quarterly Average grow) (esc. dir.)
Para o 1ºT2014, de acordo com os nossos cálculos, o LEI sinaliza um crescimento
anualizado de 4.5%, um valor superior aos 4.1% que sinalizava para o 4ºT2013,
valores que, para ambos os trimestres, são manifestamente excessivos, dado a
atividade ter estado ainda condicionada pelos efeitos dos cortes na despesa pública
(embora menos do que na 1ª metade de 2013), bem como, no 4ºT2013, pela
paralisação de muitos serviços públicos em outubro e pelo aumento da incerteza em
resultado da possibilidade dos EUA entrarem em incumprimento, em resultado da
impossibilidade de emitirem dívida, caso não houvesse acordo para o aumento do
limite da dívida. Em dezembro houve um acordo orçamental entre Democratas e
Republicanos, pelo que se espera uma melhoria da confiança dos agentes económicos
e um crescimento da economia no 1ºT2014 relativamente em linha com o estimado
para o 4ºT2013, em que apontamos um crescimento entre 2.5% e 3.5%. Até porque
se espera que o contexto internacional seja cada vez menos adverso, nomeadamente
com o crescimento na Zona Euro e na Ásia a acelerar.
Importa ter em mente que o objetivo do LEI é o de detetar inversões no ciclo e não o
de prever o crescimento, sendo que acompanharam as indicações dadas por outros
indicadores, que apontam para algum recrudescimento do ímpeto de crescimento
económico.
Indicadores Coincidentes
O indicador coincidente (CEI) da Conference Board registou uma subida de 0.2%
em dezembro, em desaceleração face ao ritmo de crescimento registado em novembro
(+0.4%). Excluindo a recente volatilidade relacionada com a componente de
rendimento, o indicador manteve a tendência ascendente que vem a descrever desde
o início do corrente ciclo económico, em jul-09, atingindo agora finalmente um nível
máximo histórico; embora, em termos de PIB, o máximo histórico já tenha sido
atingido no 4ºT2011, estando este enorme desfasamento temporal associado,
sobretudo, ao ritmo manifestamente lento de recuperação do emprego perdido
durante a Grande Recessão. O ritmo de crescimento médio dos 3 últimos meses foi de
0.2%, em linha com a taxa de crescimento médio do corrente ciclo económico
(+0.2%). Em termos homólogos, a taxa de crescimento do CEI desacelerou de 2.1%
para 1.3%.
Un: %
Un: %
Previsão - 4Q13 YoY:2.9/QoQ Anz:3.8
1.5
:Q
4
13
20
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09
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07
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99
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97
19
95
19
93
:Q
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:Q
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:Q
4
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-8
:Q
4
-1.5
-6
:Q
4
-1.0
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:Q
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-0.5
-2
:Q
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0.0
0
:Q
4
0.5
2
:Q
4
1.0
4
:Q
4
6
19
O acréscimo mensal do CEI resultou da evolução positiva nos 4 indicadores utilizados
na sua construção, com a produção industrial a evidenciar a maior desaceleração,
mas a apresentar, ainda assim, o 2º maior contributo para o crescimento (de +0.04
p.p. vs +0.15 p.p. no mês anterior), continuando a apresentar-se como a variável que
ao longo deste ciclo mais tem contribuído para o crescimento do CEI. O emprego
não-agrícola viu a sua contribuição desacelerar de 0.09 p.p. para 0.03 p.p.,
enquanto o contributo das vendas no comércio e indústria permaneceu em 0.03
p.p.. O contributo do rendimento das famílias foi de 0.05 p.p., igualmente o mesmo
do que no mês anterior, um resultado que parece um pouco mais favorável do que o
sugerido pelo relatório do emprego de dezembro (este indicador é uma estimativa da
Conference Board). Em dez-12, o rendimento esteve empolado por alguns efeitos não
repetíveis, nomeadamente, a distribuição de dividendos e de bónus que normalmente
ocorrem em janeiro e que foram antecipados devido aos aumentos de impostos e de
contribuições para a segurança social que tiveram lugar no dia 1 de janeiro. Neste
sentido, desde então tem-se observado uma elevada volatilidade do indicador, que em
janeiro apresentou um registo muito negativo, sendo que este registo de março
também terá refletido a antecipação de dividendos de março para dezembro do ano
passado.
EUA - PIB (QoQ) Anualized vs Coincident Indicator
8
PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.)
Coincident Indicator - Quarterly Average (esc.dir.)
Em termos trimestrais, o CEI sinaliza um crescimento anualizado do PIB de 3.8% no
4ºT2013, depois de o PIB ter avançado 4.1% no 3ºT2013. No entanto, para o
4ºT2013, estimamos que o PIB tenha crescido apenas entre 2.5% e 3.5%.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
9
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
DPEC - Departamento de Estudos
0
-1
-2
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-4
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03
:1
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:1
2
-5
Índice de Atividade
Média Móvel 3 meses
EUA – Índice nacional de atividade (CFNAI)
Nível
Diferença
Nov
Dez
Nov
Dez
CFNAI
0.69
0.16
0.57
-0.53
CFNAI - mm3m
0.36
0.33
0.16
-0.03
PIB - previsão
4.9
PIB - prev. mm3m
3.4
1.6
-1.5
3.9
3.8
0.4
-0.1
Produção e Rendimento
0.36
0.14
0.20
-0.22
Emprego
0.35
0.10
0.37
-0.24
C onsumo e Habitação
Vendas, Encom. e Stocks
-0.07
-0.15
0.05
-0.08
0.06
0.06
-0.04
0.01
Produção e Rendimento mm3m
0.24
0.22
0.03
-0.02
Emprego mm3m
0.14
0.14
0.09
C onsumo e Habitação mm3m
-0.12
-0.11
0.03
0.01
Vendas, Encom. e Stocks mm3m
0.10
0.07
0.01
-0.03
0.01
EUA - PIB (QoQ) Anualized vs CFNAI
8
Un: %
Un: %
Previsão - 4Q13 YoY:2.9/QoQ Anz:3.8
3
3:
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5:
Q
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3:
Q
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-2
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1:
Q
4
-1
-2
9:
Q
4
0
0
7:
Q
4
1
2
5:
Q
4
2
4
3:
Q
4
6
19
9
Ao nível das componentes do CFNAI – continuando aqui a analisar a mm3m –
observaram duas subidas e duas descidas. A componente de produção &
rendimento desceu após 6 subidas consecutivas, mas sendo a que se encontra mais
intensamente acima da média de longo prazo. Em dezembro, a produção industrial
subiu para novos máximos históricos, o mesmo sucedendo com a produção da
indústria transformadora, neste caso para máximos desde mai-08, tendo o ISM
Manufacturing observado uma desaceleração, ao passo que do lado dos rendimentos
do trabalho terá havido um abrandamento, devido ao menor ritmo de criação de
emprego. A componente de emprego continuou a subir, mas a um menor ritmo,
permanecendo ligeiramente acima da média de longo prazo, tendo nos últimos meses
deixado de ser penalizada pela anterior descida do emprego na indústria (tendência
invertida em julho, após 4 meses de quedas), sendo que a medida retirada do
inquérito aos trabalhadores (emprego não-agrícola) desacelerou em dezembro. No
inquérito às famílias, a taxa de desemprego em dezembro evidenciou uma descida
superior ao esperado, de 7.0% para 6.7%, para mínimos desde out-08, com este
comportamento a estar associado, segundo este inquérito, a uma ligeira subida no
emprego e a uma forte queda do desemprego, que se refletiu num decréscimo da
população ativa. Já a média mensal dos novos pedidos de subsídio de desemprego
subiu em dezembro, aliviando de mínimos desde setembro, mês em que tinha caído
para mínimos desde o final de 2006. A medida mais lata da taxa de desemprego, a
chamada U-6, manteve-se em 13.1%, num mínimo desde nov-08. A duração média
do desemprego permaneceu em 37.1 semanas, um máximo desde dez-12. A
componente de consumo & habitação é a que mais distante se encontra da
respetiva média de longo prazo, permanecendo, de resto, aquém desse valor já pelo
82º mês consecutivo; todavia aliviou pelo 4º mês consecutivo ligeiramente de
mínimos desde nov-12, essencialmente penalizada pela parte de habitação,
reaproximando-se do máximo desde jun-08 observado em abril, beneficiando, no
último ano, da tendência de subida do número de fogos iniciados, que segundo a Fed
começaram a sair de “níveis depressivos” a partir do final de 2012. A componente de
vendas, encomendas & stocks abrandou, mas encontra-se acima da média
histórica pelo 4º mês consecutivo.
EUA - Chicago Fed National Activity Index (CFNAI)
1 Un: Índice (Score)
19
9
O índice nacional de atividade (CFNAI), um indicador coincidente constituído por
85 indicadores económicos mensais e publicado pela Reserva Federal de Chicago,
desceu em dezembro, de 0.69 (valor revisto em alta dos anteriores +0.60 pontos)
para 0.16 pontos, sinalizando um crescimento mensal anualizado do PIB de 3.4%, que
é inferior ao do mês anterior (+4.9%), mas pelo 5º mês consecutivo superior à sua
média de longo prazo (+2.9%, desde 1967, o ano de início do CFNAI). Tratou-se de
um abrandamento relativamente em linha com o observado no indicador
coincidente da conference board – cujo crescimento desacelerou de 0.4% para
0.2% em dezembro. Importa ter em mente que o CFNAI é bastante errático, daí ser
útil analisar a sua média móvel de três meses (mm3m), uma medida menos
volátil, que desceu pela 1ª vez em 5 meses, mas apenas marginalmente, ficando
acima da média histórica pelo 4º mês consecutivo, sugerindo uma expansão
(anualizada) do PIB de 3.8% no trimestre terminado em dezembro (isto é no
4ºT2013), depois de para o trimestre terminado em novembro ter sugerido um
crescimento de 3.9% e de para o 3ºT2013 ter sinalizado um crescimento de 2.8%,
aquém do efetivamente observado (+4.1%). No 4ºT2013, estimamos que o PIB
tenha crescido entre 2.5% e 3.5%. A atividade terá continuado condicionada pelos
efeitos dos cortes na despesa pública, todavia, e tal como sucedeu no 3ºT2013, já não
tão intensamente. Por outro lado, perante um contexto internacional que se terá
apresentado cada vez menos adverso, estima-se um contributo das exportações
líquidas superior ao do 3ºT2013. Do lado do investimento em capital fixo, as
indicações são mistas, mas consistentes com uma ligeira aceleração. O investimento
em construção residencial deverá ter continuado a crescer acima dos 2 dígitos e em
aceleração, mas a construção não residencial deverá ter abrandado. Já o investimento
em equipamentos terá regressado ao crescimento no 4ºT2013, após a pontual
estabilização do 3ºT2013. Por sua vez, o consumo privado terá acelerado para um
crescimento de perto de 4.0%. O principal responsável pelo abrandamento do PIB terá
sido o contributo da variação de existências, que deverá reduzir-se significativamente,
passando inclusivamente a ser ligeiramente negativo, não só porque no 3ºT2013 terão
crescido acima do desejado pelos empresários, mas também pelo facto de, entre o
final do 3ºT2013 e o início do 4ºT2013, as expectativas dos consumidores e
empresários terem sido condicionadas pela incerteza relativamente à aprovação do
orçamento federal de 2013/14 e à possibilidade do país atingir o nível de
endividamento máximo legal (as negociações entre Democratas e Republicanos
acabaram por se alastrar até dia 16 de outubro, pelo que de 1 a 16 de outubro parte
dos serviços públicos estiveram encerrados).
PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.)
CFNAI - Quarterly Average (esc.dir.)
27 de janeiro de 2014
10
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Imobiliário – Preços
DPEC - Departamento de Estudos
190
180
170
160
150
140
130
S&P/Case-Shiller - 20 áreas metropolitanas
FHFA - Nacional mm3m
US Houses Prices (Equilibrium=0)
40
30
20
10
0
-10
2013:10
2011:10
2009:10
2007:10
2005:10
2003:10
2001:10
1999:10
1997:10
1995:10
1993:10
1991:10
1989:10
1987:10
1985:10
1983:10
1981:10
-20
1979:10
Os preços das casas tinham vindo a ser pressionados pelo fraco nível de vendas, mas
que desde ago-12 passou a ser historicamente compatível com subidas dos preços. De
resto, quando comparado com o stock de casas usadas (rácio de existências sobre
vendas), este já se revelava em dezembro compatível, pelo 25º mês consecutivo,
com crescimentos nos preços, que só não se consubstanciam em maiores subidas
devido às execuções hipotecárias e às vendas a descoberto (que no conjunto são as
chamadas distressed sales). As execuções hipotecárias (embora aqui também se
observe um desagravamento) continuam efetivamente a apresentar um contributo
decisivo para que os preços das casas permaneçam abaixo do seu valor de equilíbrio
de longo-prazo – neste momento, e apesar das recentes recuperações, em cerca de
5% a 10%, a avaliar pelo modelo de longo-prazo desenvolvido pelo Montepio para o
mercado imobiliário norte-americano, com base no índice S&P/Case-Shiller.
200
1977:10
Em termos homólogos, o indicador da FHFA apresentou um crescimento de 7.6%, o
22º consecutivo, após ter estado em queda ininterrupta desde o verão de 2007,
período que correspondeu ao agravamento da crise do segmento de crédito imobiliário
de risco (subprime), estando assim 8.9% abaixo dos máximos de abr-07 e num nível
aproximado ao observado no início de 2005. A leitura do FHFA é limitada pelo universo
que abrange, cingindo-se aos preços das casas compradas com base em títulos
garantidos por créditos hipotecários emitidos pelas agências Fannie Mae e Freddie
Mac. Esta realidade, aliada ao facto de a bolha imobiliária ter sido mais intensa nas
maiores áreas metropolitanas, justifica o porquê de o índice S&P/Case-Shiller se
encontrar no mês de outubro ainda 20.7% abaixo do máximo histórico.
Un: Índice (Jan.2000=100)
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
06
:1
1
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:1
1
20
11
:1
1
20
12
:1
1
20
13
:1
1
Sem uma estancagem no movimento de quedas nos preços das casas, o imobiliário
nunca poderia iniciar uma recuperação sustentável, na medida em que as expectativas
deflacionistas contribuem para o adiamento das decisões de compra de casas, o que
alimenta as quedas nos preços.
EUA - Preço das Casas
210
1975:10
O índice nacional de preços de casas (HPI) da Agência Federal de
Financiamento da Habitação (FHFA) avançou 0.1% em novembro, pela 22ª vez
consecutiva e renovando máximos desde jun-08. A média móvel de 3 meses – a forma
como é calculado o índice S&P/Case-Shiller – registou um crescimento de 0.2%, o 25º
consecutivo, tendo os preços atingido máximos desde jun-08. As recentes subidas dos
índices S&P/Case-Shiller – em outubro expandiu 1.1%, pelo 21º mês consecutivo – e
FHFA (que tem vindo a recuperar dos mínimos desde dez-2003 observados em mai11) podem ser entendidas como um sinal de gradual recuperação do imobiliário
americano.
27 de janeiro de 2014
11
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Começando precisamente por estes dados ainda relativos
ao 4ºT2013, a leitura de novembro da balança
corrente revelou um excedente de 23.5 mil milhões de
euros (mM€), melhorando face ao excedente de 22.2
mM€ do mês anterior. Tratou-se da 2ª melhoria
consecutiva de saldo e da 3ª dos últimos 4 meses, com a
balança corrente a renovar níveis máximos históricos
(série iniciada em 1997). Observaram-se movimentos
distintos entre as diversas balanças, mas globalmente
favoráveis, designadamente numa ótica de contributo
para o crescimento do PIB, com a subida do excedente
da balança de bens a mais do que contrariar a ligeira
redução do excedente da balança de serviços. Em
termos trimestrais (ainda com o registo de dezembro em
falta), os dados das balanças de bens e serviços
evidenciam um contributo positivo das exportações
líquidas para o comportamento em cadeia do PIB nominal
no 4ºT2013, e refletindo contributos favoráveis tanto ao
nível dos bens, como dos serviços, um resultado que
deverá ser confirmado com os dados de dezembro,
quando medido em termos reais, apontando-se para um
contributo positivo das exportações líquidas para o
crescimento do PIB no trimestre (-0.4 p.p. no 3ºT2013).
Passando agora para os dados já referentes ao
1ºT2014, e começando a análise aos dados conhecidos
pelo lado da procura, a leitura preliminar de janeiro da
confiança dos consumidores da CE revelou uma
subida de -13.5 para -11.7 pontos, superando o
acréscimo aguardado pelo mercado e evidenciando assim
a 13ª subida dos últimos 14 meses, aliviando neste
período de níveis mínimos desde mai-09, para máximos
desde jul-11 e tendo passado a estar acima da mediana
histórica de -12.6 pontos, não obstante permanecer
ainda algo condicionada pelos receios dos consumidores
relativamente ao impacto da crise do euro nas suas
economias, como nas suas próprias situações financeiras.
Em termos trimestrais, o indicador de confiança dos
consumidores apresenta no 1ºT2014 (-11.7 pontos) um
DPEC - Departamento de Estudos
Do lado da oferta, o destaque vai, como referido acima,
para a leitura preliminar de janeiro do principal indicador
qualitativo de atividade para a região, o PMI compósito,
compreendendo informação referente aos setores dos
serviços e da indústria transformadora, que deu
conta de uma subida de 52.1 para 53.2 pontos,
superando ligeiramente as expetativas do mercado, pelo
2º mês consecutivo e depois de 2 meses a desiludir. O
indicador cresceu, assim, pelo 2º mês consecutivo,
depois de duas quedas, confirmando a retoma no mês
anterior da série de 6 melhorias e ascendendo a um
máximo desde jun-11, com o PMI a manter-se acima do
limiar da expansão dos 50 pontos pelo 7º mês
consecutivo, depois de 17 meses a evidenciar
decréscimos da atividade no setor privado. Esta melhoria
do PMI compósito esteve associada a subidas tanto do
indicador da indústria, como do referente aos serviços,
este último depois de ter sido o único responsável pelas
quedas do índice geral nos meses de outubro e
novembro.
Zona Euro - PIB (QoQ) vs PMI Composite
1.5
Un: %
Previsão - 1Q14 YoY:1/QoQ:0.4
Un: Indic e
68
1.0
64
0.5
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0.0
56
-0.5
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44
-2.0
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-2.5
36
-3.0
32
Q
1
20
05
:Q
1
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:Q
1
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07
:Q
1
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:Q
1
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1
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:Q
1
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11
:Q
1
20
12
:Q
1
20
13
:
20 Q1
14
:Q
1
A semana passada ficou marcada, em termos de
divulgação de indicadores económicos para a região,
pelas primeiras leituras para o 1ºT2014 de alguns dos
principais indicadores qualitativos de atividade para a
região – v.g., indicador de confiança dos consumidores
da Comissão Europeia (CE) e índices PMI Manufacturing e
Services. Dados esses que revelaram leituras favoráveis
e acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a
melhoria do ritmo de recuperação da economia da Zona
Euro neste 1ºT2014 e mostrando-se consistentes com o
nosso cenário de um crescimento em cadeia do PIB de
0.3%, em aceleração face ao acréscimo de 0.2% que
continuamos a estimar para o 4ºT2013. Ainda
relativamente ao último trimestre de 2013, destaque
para a leitura de novembro da balança corrente, que
também melhorou, refletindo um comportamento
tendencialmente favorável das diversas balanças,
designadamente numa ótica de contributo para o
crescimento do PIB, com a melhoria de excedente da
balança de bens a superar a ligeira diminuição no da de
serviços, com estes dados a virem reforçar as nossas
estimativas de um contributo positivo das exportações
líquidas para o crescimento do PIB nesse trimestre.
valor superior ao observado no 4ºT2013 (-14.5 pontos) e
no 3ºT2013 (-16.0 pontos), revelando-se empiricamente
consistente com subidas no consumo privado e
continuando, assim, a dar boas indicações para uma
gradual aceleração daquele agregado. Para o 4ºT2013 o
nosso indicador compósito para o consumo privado
aponta para um crescimento em cadeia de 0.2%,
ligeiramente superior ao do 3ºT2013 (+0.1%),
confirmando o regresso aos crescimentos observado no
2ºT2013 (após ter-se encontrado a contrair desde o
4ºT2011), devendo ter sido impulsionado essencialmente
pelo consumo de serviços e pelas vendas de automóveis,
não obstante as vendas a retalho poderem evidenciar
igualmente um ligeiro contributo positivo.
20
04
:
Zona Euro – Principais indicador qualitativos de
atividade para a região com bom arranque de ano,
sustentando o cenário de aceleração da retoma…
PIB - QoQ (esc. esq.)
PMI Composite (Quarterly Average) (esc. dir.)
Em termos trimestrais, o PMI compósito encontra-se a
sinalizar acréscimos em cadeia da atividade económica
de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.4% no 1ºT2014,
sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, não
obstante para o atual trimestre se prever, para já, para
uma subida ligeiramente mais modesta (+0.3%). Já para
o 4ºT2013, continuamos, como referido, a estimar um
acréscimo de 0.2%, depois de a economia ter crescido
0.1% no 3ºT2013, em desaceleração face aos 0.3% do
2ºT2013, mas confirmando a saída da recessão técnica
em que se encontrava desde o 4ºT2011.
27 de janeiro de 2014
12
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… na Zona Euro
Confiança na Indústria e nos Serviços
….
DPEC - Departamento de Estudos
44
40
36
PMI Manufacturing
PMI Compósito
4:
01
3:
01
20
1
2:
01
20
1
1:
01
20
1
0:
01
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1
9:
01
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1
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0
7:
01
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0
6:
01
20
0
5:
01
20
0
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0
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0
4:
01
32
PMI Services
Zona Euro - Indicadores PMI
Valor
Un: Índice
Variação
Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14
C ompósito
52.1
53.2
0.4
1.1
Manufacturing
52.7
53.9
1.1
1.2
54.9
56.7
1.8
1.8
Services
Alemanha - Manufacturing
51.0
51.9
-0.2
0.9
54.3
56.3
1.6
2.0
Alemanha - Services
53.5
53.6
-2.2
0.1
França - Manufacturing
47.0
48.8
-1.4
1.8
França - Services
47.8
48.6
-0.2
0.8
Manufacturing - Production
N o t a : O P M I Co mpó sito é o btido através da média po nderada da co mpo nente de
P ro dução do P M I M anufacturing e do P M I Services.
Zona Euro - PIB (QoQ) vs PMI Composite
Previsão - 1Q14 YoY:1/QoQ:0.4
Un: %
1.5
Un: Indic e
68
Q
20
1
Q
2:
1:
20
1
Q
0:
20
1
Q
9:
20
1
Q
8:
20
0
Q
7:
20
0
Q
20
0
6:
Q
5:
20
0
Q
20
0
4:
3
20 :Q1
14
:Q
1
32
1
36
-3.0
1
40
-2.5
1
44
-2.0
1
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-1.5
1
52
-1.0
1
56
-0.5
1
60
0.0
1
64
0.5
1
1.0
PIB - QoQ (esc. esq.)
PMI Composite (Quarterly Average) (esc. dir.)
Zona Euro - PIB
1.0 Un: %
Previsão
0.5
0.0
-0.5
-1.0
-1.5
-2.0
-2.5
Q
4
5:
Q
4
4:
20
1
20
1
Q
4
20
1
3:
Q
4
20
1
2:
Q
4
1:
Q
4
20
1
20
1
0:
Q
4
20
0
9:
Q
4
-3.0
8:
Relativamente aos preços, continua a denotar-se poucas pressões inflacionistas,
com os preços dos inputs a evidenciarem a 8ª subida consecutiva e em ligeira
aceleração, mas permanecendo a crescer a um ritmo relativamente baixo. Por sua
vez, os preços dos outputs continuaram em queda (situação que perdura desde à
dois anos e meio), embora ao menor ritmo desde mai-12.
48
20
0
Os registos de dezembro para o PMI compósito continuaram a dar conta de
divergências geográficas entre as economias da Zona Euro, com a Alemanha a
destacar-se pela positiva. A Alemanha registou o 9º crescimento consecutivo e em
aceleração (está agora 5.9 pontos acima do limiar de expansão), ascendendo a
máximos desde jun-11, enquanto em França se voltou a observar uma contração,
pelo 3º mês consecutivo, embora em desagravamento. Nos restantes países da Zona
Euro, a atividade cresceu pela 6ª vez (consecutiva) e em aceleração.
52
20
0
Relativamente às restantes componentes, as novas encomendas no setor privado
contabilizaram o 6º mês consecutivo de crescimentos (após 2 anos em contração) e
ao maior ritmo desde jun-11, pese embora ao mesmo ritmo do mês anterior,
passando a evoluir de uma forma ligeiramente inferior à atividade, sinalizando uma
ligeira desaceleração do ritmo de crescimento da atividade nos próximos meses.
Refletindo a aceleração da atividade, o emprego deixou de contrair, mas não indo
além da estabilização, depois de 24 meses em queda, com as empresas a
continuarem receosas quanto à necessidade de aumentar a capacidade produtiva,
num contexto de fracos crescimentos da procura, num mês em que as encomendas
em carteira continuaram em queda ligeira (depois de em setembro terem
observado o único mês sem contrair desde jun-11), sugerindo que a atual força
laboral é, em termos médios, suficiente para dar conta da atividade necessária.
56
Q
4
Voltando aos dados de janeiro dos indicadores PMI, esta melhoria do PMI compósito
esteve associada a subidas tanto do indicador da indústria, como do referente aos
serviços, este último regressando às subidas depois de ter sido o único responsável
pelas quedas do índice geral nos meses de outubro e novembro. Com efeito, a
componente de produção do PMI Manufacturing avançou 1.8 pontos, para 56.7
pontos, contabilizando a 4ª subida consecutiva e a 8ª em 9 meses, sinalizando uma
expansão da atividade industrial pelo 7º mês e ao maior ritmo desde abr-11, depois
de uma série de 16 meses a sugerir quedas da atividade. Por sua vez, a componente
de atividade do PMI Services passou de 51.0 para 51.9 pontos, subindo pela 1ª
vez nos últimos 4 meses, permanecendo pelo 6º mês consecutivo em terreno
positivo (depois de 18 meses no vermelho), embora sugerindo um crescimento da
atividade a um ritmo ainda modesto e abaixo do evidenciado pela indústria.
60
7:
Em termos trimestrais, o PMI compósito encontra-se a sinalizar acréscimos em
cadeia da atividade económica de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.4% no 1ºT2014,
sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, não obstante para o atual
trimestre se prever, para já, para uma subida ligeiramente mais modesta (+0.3%).
Já para o 4ºT2013, o nosso indicador compósito para o PIB aponta igualmente
para um acréscimo de 0.2%, depois de a economia ter crescido 0.1% no 3ºT2013,
em desaceleração face aos 0.3% do 2ºT2013, mas confirmando a saída da recessão
técnica em que se encontrava desde o 4ºT2011. Espera-se que no 4ºT2013 a região
tenha continuado a ser essencialmente impulsionada pela Alemanha (prevemos
+0.4% vs +0.3% no 3ºT2013). Não obstante, prevê-se para este trimestre também
crescimentos nas restantes 3 maiores economias da região (+0.1% em França,
+0.1% para Itália e +0.3% Espanha). Em termos anuais, apontamos para uma
queda da atividade da região em 2013 de 0.4%, um cenário em linha com as
contrações perspetivadas pela OCDE (19-nov), pela Comissão Europeia (5-nov), pelo
FMI (21-jan) e pelo BCE (5-dez).
Zona Euro - Índices PMI
64 Un: Índice Difusão
20
0
A leitura preliminar de janeiro do indicador PMI compósito, que engloba a atividade
da indústria e dos serviços da Zona Euro, deu conta de uma ligeira subida, de 52.1
para 53.2 pontos, superando ligeiramente as expetativas do mercado (consenso:
52.5 pontos) pelo 2º mês consecutivo, depois de 2 meses a desiludir. O indicador
cresceu, assim, pelo 2º mês consecutivo, depois de duas quedas, confirmando a
retoma no mês anterior da série de 6 melhorias e ascendendo a um máximo desde
jun-11, com o PMI a manter-se acima do limiar da expansão dos 50 pontos pelo 7º
mês consecutivo, depois de 17 meses a evidenciar decréscimos da atividade no setor
privado.
Crescimento Trimestral
27 de janeiro de 2014
13
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Consumo Privado
A estimativa preliminar de janeiro da Comissão Europeia (CE) para a confiança dos
consumidores veio apontar para uma subida de -13.5 para -11.7 pontos, superando a
subida aguardada pelo mercado (consenso: -13.0 pontos) e evidenciando assim a 13ª
subida dos últimos 14 meses, aliviando neste período de níveis mínimos desde mai-09,
para máximos desde jul-11.
1
1
:0
20
14
1
:0
13
20
:0
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-1.5
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0.0
-30
1
0.5
-25
1
1.0
-20
1
1.5
-15
Confiança do Consumidor (esc. esq.)
Consumo Privado(YoY) (esc. dir.)
Zona Euro - Consumption vs Montepio Consumer Indicator
1.0
Un: %
Previsão - 4Q13 YoY:0.3/QoQ:0.2
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
-0.2
-0.4
-0.6
12
20 :Q4
13
:Q
4
4
20
:Q
4
:Q
10
20
11
4
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09
:Q
4
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:Q
4
:Q
07
20
08
4
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:Q
4
:Q
20
06
4
:Q
04
20
20
05
4
-0.8
:Q
Em termos trimestrais, o indicador de confiança dos consumidores na Zona Euro apresenta
no 1ºT2014 (-11.7 pontos) um valor superior ao observado no 4ºT2013 (-14.5) e nos
3ºT2013 (-16.0 pontos), revelando-se empiricamente consistente com subidas no
consumo privado e continuando, assim, a dar boas indicações para uma gradual
aceleração daquele agregado. Para o 4ºT2013 o nosso indicador compósito para o
consumo privado aponta para um crescimento em cadeia de 0.2%, ligeiramente superior
ao do 3ºT2013 (+0.1%), confirmando o regresso aos crescimentos observado no 2ºT2013
(após ter-se encontrado a contrair desde o 4ºT2011), devendo ter sido impulsionado
essencialmente pelo consumo de serviços e pelas vendas de automóveis, não obstante as
vendas a retalho poderem evidenciar igualmente um ligeiro contributo positivo.
2.0
03
Refira-se que, com esta subida, a confiança dos consumidores passou a estar acima da
mediana histórica de -12.6 pontos, não obstante permanecer ainda algo condicionada pelos
receios dos consumidores relativamente ao impacto da crise do euro nas suas economias,
como nas suas próprias situações financeiras. Note-se ademais que a crise do euro está
ainda longe de se encontrar resolvida, com os seus efeitos sobre a atividade económica a
deverem perdurar durante muito mais tempo, designadamente entre os países periféricos
obrigados a um maior aperto orçamental, continuando inevitavelmente a afetar a confiança
dos consumidores.
-5
-10
20
Com a taxa de desemprego praticamente em máximos históricos – estabilizou em
novembro nos 12.1%, encontrando-se neste nível desde abr-13 e representando níveis
máximos históricos desde o início da série (jul-90), permanecendo assim a dar conta de um
mercado laboral bastante deteriorado –, a confiança tem vindo a ser suportada
essencialmente pelos dados da inflação e os de atividade que têm vindo a ser divulgados a
apontarem para que a economia tenha no 4ºT2013 (+0.2%) crescido pelo 3º trimestre
consecutivo e em ligeira aceleração (+0.1% no 3ºT2013), após uma recessão que se
arrastou entre o 4ºT2011 e o 1ºT2013. Do lado da inflação, existem, como referido,
igualmente razões para maior otimismo, com a estimativa rápida para a inflação em
dezembro a avançar com uma descida de 0.9% para 0.8%, aproximando-se ao mínimo
desde nov-09 atingido em outubro (+0.7%) e permanecendo a evidenciar reduzidas
pressões inflacionistas. Note-se, que, apesar dos elevados níveis de desemprego, o facto
de actividade começar a descolar tem provocado uma redução das perspectivas de
desemprego dos consumidores.
Zona Euro - Confiança do Consumidor e Consumo Privado
Un: %
0 Un: Índice
2.5
Private Consumption - QoQ (esc. esq.)
Montepio Consumer Indicator (Quarterly Average grow) (esc. dir.)
Confiança dos Investidores
Com efeito, o índice que afere a situação corrente registou uma intensa subida de 8.8
pontos, pelo 2º mês consecutivo, ascendendo a níveis máximos desde mai-12. O índice
subiu para 41.2 pontos, superando largamente as expetativas do mercado (consenso:
+35.0 pontos) e permanecendo num valor positivo e bastante acima da sua média histórica
(-26.5 pontos). Depois do crescimento de 0.3% observado pelo PIB alemão no 3ºT2013, o
indicador sinaliza acréscimos de 0.5% para o 4ºT2013 e para o 1ºT2014, valores
sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, com o nosso indicador compósito
para o PIB alemão a apontar para crescimentos em cadeia de cerca de 0.4% no 4ºT2013
e igualmente de 0.5% no 1ºT2014.
A avaliação prospetiva dos investidores quanto à Zona Euro melhorou em janeiro,
revelando, assim, pelo 2º mês consecutivo um comportamento mais favorável do que o
observado na Alemanha (ambos melhoraram intensamente em dezembro, mas
ligeiramente mais na Zona Euro), com o índice de expectativas a registar a 9ª subida
consecutiva (+5.0 vs +8.1 pontos no mês anterior), encontrando-se em máximos desde
fev-04 e num nível superior ao do índice de expetativas da Alemanha, o que acontece pelo
6º mês consecutivo (mas também pelas únicas vezes em 2013). Com este registo, o
indicador permaneceu em terreno positivo pelo 14º mês consecutivo. Por seu lado, a
aferição da situação corrente registou também uma forte subida, evidenciando, tal como
no caso alemão, a 2ª subida consecutiva após dois meses em queda e mais do que
revertendo essas descidas (+6.2 vs +7.2 pontos no mês anterior), ascendendo a níveis
máximos desde dez-11. O indicador permaneceu ainda num nível bastante negativo (-48.2
pontos), pelo 30º mês consecutivo e num valor bastante inferior ao alemão, sugerindo
ligeiros acréscimos de 0.1% do PIB no 4ºT2013 e no 1ºT2014, depois do crescimento de
0.1% no 3ºT2013, um resultado menos favorável do que o nosso cenário central. Com
efeito, o nosso indicador compósito para o PIB da Zona Euro aponta para um
crescimento de cerca de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014, com a região a
continuar a ser principalmente impulsionada pela superior dinâmica da economia alemã,
não obstante perspetivar-se também crescimentos da atividade nas restantes 3 maiores
economias da região para estes dois trimestres.
DPEC - Departamento de Estudos
Zona Euro - Indicadores ZEW
Nível
Un: Índice
Diferença
Dez-13
Jan-14
Dez-13
Jan-14
Zona Euro - Situação
-54.4
-48.2
7.2
6.2
Zona Euro - Expectativas
68.3
73.3
8.1
5.0
Alemanha - Situação
32.4
41.2
3.7
8.8
Alemanha - Expectativas
62.0
61.7
7.4
-0.3
Zona Euro - PIB (QoQ) vs ZEW Current Situation
2.0
Un: %
Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.1
Un: Indic e
100
1.5
80
1.0
60
0.5
40
0.0
20
-0.5
0
-1.0
-20
-1.5
-40
-2.0
-60
-2.5
-80
-3.0
-100
20
04
:Q
1
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
20
06
:Q
4
20
07
:Q
4
20
08
:Q
4
20
09
:Q
4
20
10
:Q
4
20
11
:Q
4
20
12
:
20 Q4
13
:Q
4
O índice ZEW (expectativas), que mede a confiança dos investidores institucionais
relativamente ao crescimento da Alemanha, desceu ligeiramente em janeiro, de 62.0 para
61.7 pontos, contrariando as expectativas do mercado de uma ligeira subida (consenso:
+64.0 pontos). Tratou-se, contudo, apenas da 1ª descida dos últimos 6 meses, com o
indicador a aliviar apenas ligeiramente de máximos desde abr-06, apresentando já o seu
14º registo consecutivo em terreno positivo e continuando a evidenciar que os investidores
esperam uma melhoria da economia alemã para os próximos 6 meses. O instituto ZEW
realça o facto de esta relativa estabilização do índice de expetativas ter vindo
acompanhada de uma forte subida do índice de situação corrente, o que segundo o
instituto vem confirmar as últimas fortes melhorias das perspetivas dos investidores
relativamente à evolução da economia alemã.
PIB - QoQ (esc. esq.)
ZEW Current Situation (Quarterly Average) (esc. dir.)
27 de janeiro de 2014
14
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Comércio Externo
20
10
0
-10
-20
3:
11
2:
11
20
1
1:
11
20
1
0:
11
20
1
9:
11
20
1
8:
11
20
0
7:
11
20
0
6:
11
20
0
5:
11
20
0
20
0
4:
11
-30
3:
11
Com efeito, segundo estes dados do BCE (que evidenciam algumas diferenças face
aos reportados pelo Eurostat), o excedente da balança de bens passou de 16.6
mM€ para 18.6 mM€, subindo pela 3ª vez em 4 meses e ascendendo a níveis
máximos históricos. Esta evolução resultou de um acréscimo das exportações
(+2.0% vs +0.7% no mês anterior) superior ao das importações (+0.9% vs -1.3%
no mês anterior). Com esta subida, as importações passaram a encontrar-se a 4.0%
dos máximos históricos de ago-12, enquanto as exportações, que cresceram pela 4ª
vez (consecutiva) nos últimos 7 meses, ascenderam a níveis máximos históricos. Por
sua vez, o excedente da balança de serviços desceu de 10.1 mM€ para 9.5 mM€,
em resultado, neste caso, de um acréscimo das exportações inferior ao das
importações (+0.2% vs +1.6%, respetivamente). Note-se que as exportações terão
sido nos últimos meses, pelo menos em parte, penalizadas pelo comportamento
cambial desfavorável observado desde set-12, com o euro a registar uma apreciação
efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE (embora revertendo apenas
cerca de 4/5 da depreciação observada entre mai-11 e ago-12). Entretanto, a moeda
única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%).
30
20
0
Observaram-se movimentos distintos entre as diversas balanças, mas globalmente
favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB,
com a subida do excedente da balança de bens a mais do que contrariar a ligeira
redução do excedente da balança de serviços.
Zona Euro - Balança Corrente
40 Un: 10^6 €
20
0
A balança corrente, ajustada de sazonalidade e de dias úteis, registou um
excedente de 23.5 mil milhões de euros (mM€) em novembro, representando uma
melhoria face ao excedente de 22.2 mM€ do mês anterior, que foi ademais revisto
em alta dos anteriores 21.8 mM€. Tratou-se da 2ª melhoria consecutiva de saldo e
da 3ª dos últimos 4 meses, com a balança corrente a renovar níveis máximos
históricos (série iniciada em 1997).
Balança Corrente sa
Balança Corrente nsa
Zona Euro - Balança Corrente
Un: 10^9 euro s
Valor
Var. Mensal Var. Homól.
Out
Nov
Out
Nov
Out
Nov
Balança Corrente
22.2
23.5
7.9
1.3
11.1
9.4
Balança Bens
16.6
18.6
3.1
2.0
6.6
8.3
Exportações
162.9 166.2
0.7
2.0
1.1
3.1
Importações
146.3 147.6
-1.3
0.9
-3.2
-2.2
Balança Serviços
10.1
9.5
0.9
-0.6
2.9
2.1
Exportações
54.8
54.9
-3.0
0.2
4.8
4.0
Importações
44.7
45.4
-5.5
1.6
-0.9
0.0
Balança Rendimentos
4.9
5.0
2.8
0.1
1.9
-0.3
Balança Transferências
-9.4
-9.5
1.1
-0.1
-0.3
-0.5
N o t a : as variaçõ es mensais e ho mó lo gas das Expo rtaçõ es e das Impo rtaçõ es são apresentadas em
termo s percentuais (%), estando as restantes em valo r.
A balança de rendimentos e a balança de transferências revelaram um
comportamento neutro, com o excedente da primeira a subir ligeiramente de 4.9
mM€ para 5.0 mM€, pela 2ª vez consecutiva, encurtando a distância face aos
máximos históricos em junho (mas encontrando-se ainda a 40.5% desse nível), mas
com o défice da balança de transferências a desagravar-se no mesmo valor, de 9.4
mM€ para 9.5 mM€, revertendo muito pouco da melhoria do mês anterior, que havia
permitido um novo forte alívio do saldo balança de transferências, depois de em jul13 ter mínimos desde o início da série (em 1997).
Em termos trimestrais (ainda com o registo de dezembro em falta), os dados das
balanças de bens e serviços evidenciam, para já, um contributo positivo das
exportações líquidas para o comportamento em cadeia do PIB nominal no 4ºT2013,
e refletindo contributos favoráveis tanto ao nível dos bens, como dos serviços. Tratase de um resultado que deverá ser confirmado com os dados de dezembro, quando
medido em termos reais, apontando-se para um contributo positivo das
exportações líquidas para o crescimento do PIB da Zona Euro no trimestre. Isto
depois de no 3ºT2013 as exportações líquidas terem evidenciado um contributo
negativo de 0.4 p.p., refletindo um crescimento das exportações (+0.3%) inferior
ao das importações (+1.2%), as primeiras renovando níveis máximos históricos, ao
passo que as importações aliviando pelo 2º trimestre consecutivo de níveis mínimos
desde o 3ºT2010, mas ficando ainda 0.5% abaixo dos níveis máximos históricos
atingidos no 3ºT2011.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
15
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Finanças Públicas
DPEC - Departamento de Estudos
120
110
100
90
80
70
60
50
20
0
0
20 :Q3
01
20 :Q3
02
20 :Q3
03
20 :Q3
04
20 :Q3
05
20 :Q3
06
20 :Q3
07
20 :Q3
08
20 :Q3
09
20 :Q3
10
20 :Q3
11
20 :Q3
12
20 :Q3
13
:Q
3
40
Zona Euro
Portugal
Dívida Pública - Zona Euro vs Países Periféricos
180 Un: % PIB
160
140
120
100
80
60
40
20
0
1:
20 Q3
02
:
20 Q3
03
:
20 Q3
04
:
20 Q3
05
:
20 Q3
06
:
20 Q3
07
:
20 Q3
08
:
20 Q3
09
:
20 Q3
10
:
20 Q3
11
:
20 Q3
12
:
20 Q3
13
:Q
3
20
Zona Euro
Itália
Portugal
Grécia
Espanha
Irlanda
Euro Area – Public Debt (% GDP)
100 Un: %
95
90
85
80
75
70
65
Source:IMF (October 2013)
% GDP
Zona Euro - Dívida Pública (% PIB)
96 Un: % PIB
92
88
84
80
76
72
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
64
1997
68
1996
Não obstante revelar um desagravamento da situação de Portugal face ao trimestre
anterior, estes dados da dívida pública continuaram assim a colocar o país com o
3º maior rácio de dívida entre os países da Zona Euro (128.7% do PIB), algo que se
vem a observar desde o 2ºT2011, continuando a ser um dos países que mais viram
agravar o rácio da dívida quando comparado com o mesmo período de 2012. Ao
encontrar-se nos 128.7% do PIB, o rácio de dívida pública portuguesa está ainda
acima dos 127.8% previstos pelo Governo para o total de 2013, no Orçamento de
Estado para 2014 (15-out), e que representa também o cenário para a troika. Esta
ligeira redução do rácio no 3ºT2013 era expectável, refletindo a amortização de
dívida previamente refinanciada, nomeadamente resultante de vencimentos de OT’s
no final de setembro, no montante de 5.6 mil milhões de euros (mM€), sendo
ademais aguardada uma nova redução (trimestral) do rácio no derradeiro trimestre
do ano, refletindo os vencimentos de OT’s nos meses de outubro, novembro e
dezembro, num total de 3.86 mM€. Não obstante este alívio na 2ª metade do ano, o
rácio da dívida deverá ter confirmado o agravamento em 2013, tratando-se de uma
tendência que as principais entidades esperam ver-se invertida este ano, com o
Governo e a troika a apontarem para uma redução do rácio de dívida de 127.8%
para 126.7%. Todavia, as previsões de mais longo prazo feitas pelo FMI (13-nov)
apontam para que em 2018 este rácio se encontre em níveis ainda bastante
elevados (117.3%) e com o nível da dívida a permanecer ainda bem superior ao da
atividade económica.
130
20
03
20
04
20
05
20
06
20
07
20
08
20
09
20
10
20
11
20
12
20
13
20
14
20
15
20
16
20
17
20
18
Entre os países da região, a Grécia (171.8%) continuou, de longe, a exibir o rácio de
dívida pública em percentagem do PIB mais alarmante, apresentando um nível de
dívida bem superior ao de atividade económica. Bem abaixo, mas ainda
apresentando um rácio muito elevado, seguem-se a Itália (132.9%), Portugal
(128.7%) e a Irlanda (124.8%), sendo que a dívida nos dois últimos passou apenas
em 2011 a superar os níveis de atividade económica. Para além destes 4 países,
também a Bélgica evidencia um rácio superior a 100%, mas de forma mais marginal
(103.7%) e com esse limiar a ser ultrapassado só em 2012. Por seu lado, a Estónia
(10.0%) e o Luxemburgo (27.7%) continuaram a evidenciar os rácios mais baixos
entre os países da Zona Euro. Quando comparado com o registo do trimestre
anterior, observou-se um comportamento misto do rácio da dívida entre os países da
Zona Euro, com o Chipre a registar a maior subida (+11.0 p.p.), seguido do
Luxemburgo (+4.6 p.p.) e da Grécia (+3.0 p.p.), enquanto as maiores descidas
foram evidenciadas por Portugal (-2.6 p.p.) e pela Finlândia (-2.5 p.p.). Note-se que,
como referido, estes dados são não ajustados de sazonalidade, sendo que, quando
comparado com os níveis de dívida face ao período homólogo, os periféricos
continuaram a destacar-se largamente pela negativa – com o Chipre a liderar a lista
de maiores agravamentos (+25.3 p.p.), seguido da Grécia (+19.9 p.p.), de Espanha
(+14.3 p.p.), da Eslovénia (+14.1 p.p.) e de Portugal (+8.2 p.p.) –, e com a
Alemanha a evidenciar o registo mais favorável entre os países da Zona Euro, vendo
o rácio de dívida sobre o PIB diminuir em 2.8 p.p..
Dívida Pública - Zona Euro vs Portugal
140 Un: % PIB
1995
De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, o rácio da dívida pública
relativamente ao PIB na Zona Euro foi de 92.7% no 3ºT2013, aliviando
ligeiramente face aos 93.4% observados no trimestre anterior, que representam um
máximo desde o início da série (em 1995), mas continuando a subir face ao
trimestre homólogo (+2.7 p.p.), sendo esta a comparação relevante, dado tratar-se
de dados não ajustados de sazonalidade. Este rácio tem vindo sucessivamente a
agravar-se, depois de em 2007 ter-se situado nos 66.5%, um mínimo desde 1994,
uma tendência que deverá continuar a observar-se, com o FMI (8-out) a prever que
este atinja os 95.7% no final de 2013 – um valor ligeiramente superior aos 95.5%
previstos pela Comissão Europeia (CE) (5-nov) –, agravando-se em 5.1 p.p. face ao
valor estimado para 2012 (90.6%), que já representava um máximo desde o início
da série (em 1995). Para 2014 o FMI prevê uma nova subida para 96.1% (a CE
prevê 95.9%), iniciando uma trajetória descendente só a partir de 2015 (95.3% vs
95.4% no caso da CE), devendo situar-se em 2018 em níveis ainda bastante
elevados (89.9%), superiores aos de 2011.
Fonte: AMECO
27 de janeiro de 2014
16
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Confiança dos Investidores
Com efeito, o índice que afere a situação corrente registou uma intensa subida de
8.8 pontos, pelo 2º mês consecutivo, ascendendo a níveis máximos desde mai-12. O
índice subiu para 41.2 pontos, superando largamente as expetativas do mercado
(consenso: +35.0 pontos) e permanecendo num valor positivo e bastante acima da
sua média histórica (-26.5 pontos). Depois do crescimento de 0.3% observado pelo
PIB alemão no 3ºT2013, o indicador sinaliza acréscimos de 0.5% para o 4ºT2013 e
para o 1ºT2014, valores sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, com o
nosso indicador compósito para o PIB alemão a apontar para crescimentos em
cadeia de cerca de 0.4% no 4ºT2013 e igualmente de 0.5% no 1ºT2014.
A avaliação prospetiva dos investidores quanto à Zona Euro melhorou em janeiro,
revelando, assim, pelo 2º mês consecutivo um comportamento mais favorável do
que o observado na Alemanha (ambos melhoraram intensamente em dezembro, mas
ligeiramente mais na Zona Euro), com o índice de expectativas a registar a 9ª
subida consecutiva (+5.0 vs +8.1 pontos no mês anterior), encontrando-se em
máximos desde fev-04 e num nível superior ao do índice de expetativas da
Alemanha, o que acontece pelo 6º mês consecutivo (mas também pelas únicas vezes
em 2013). Com este registo, o indicador permaneceu em terreno positivo pelo 14º
mês consecutivo. Por seu lado, a aferição da situação corrente registou também
uma forte subida, evidenciando, tal como no caso alemão, a 2ª subida consecutiva
após dois meses em queda e mais do que revertendo essas descidas (+6.2 vs +7.2
pontos no mês anterior), ascendendo a níveis máximos desde dez-11. O indicador
permaneceu ainda num nível bastante negativo (-48.2 pontos), pelo 30º mês
consecutivo e num valor bastante inferior ao alemão, sugerindo ligeiros acréscimos
de 0.1% do PIB no 4ºT2013 e no 1ºT2014, depois do crescimento de 0.1% no
3ºT2013, um resultado menos favorável do que o nosso cenário central. Com efeito,
o nosso indicador compósito para o PIB da Zona Euro aponta para um
crescimento de cerca de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014, com a região a
continuar a ser principalmente impulsionada pela superior dinâmica da economia
alemã, não obstante perspetivar-se também crescimentos da atividade nas restantes
3 maiores economias da região para estes dois trimestres.
DPEC - Departamento de Estudos
Zona Euro - Indicadores ZEW
Nível
Un: Índice
Diferença
Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14
Zona Euro - Situação
-54.4
-48.2
7.2
6.2
Zona Euro - Expectativas
68.3
73.3
8.1
5.0
Alemanha - Situação
32.4
41.2
3.7
8.8
Alemanha - Expectativas
62.0
61.7
7.4
-0.3
Zona Euro - PIB (QoQ) vs ZEW Current Situation
2.0
Un: %
Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.1
Un: Indic e
100
1.5
80
1.0
60
0.5
40
0.0
20
-0.5
0
-1.0
-20
-1.5
-40
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-60
-2.5
-80
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-100
20
04
:Q
1
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
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06
:Q
4
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:Q
4
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08
:Q
4
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:Q
4
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:Q
4
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11
:Q
4
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12
:
20 Q4
13
:Q
4
O índice ZEW (expectativas), que mede a confiança dos investidores institucionais
relativamente ao crescimento da Alemanha, desceu ligeiramente em janeiro, de
62.0 para 61.7 pontos, contrariando as expectativas do mercado de uma ligeira
subida (consenso: +64.0 pontos). Tratou-se, contudo, apenas da 1ª descida dos
últimos 6 meses, com o indicador a aliviar apenas ligeiramente de máximos desde
abr-06, apresentando já o seu 14º registo consecutivo em terreno positivo e
continuando a evidenciar que os investidores esperam uma melhoria da economia
alemã para os próximos 6 meses. O instituto ZEW realça o facto de esta relativa
estabilização do índice de expetativas ter vindo acompanhada de uma forte subida
do índice de situação corrente, o que segundo o instituto vem confirmar as últimas
fortes melhorias das perspetivas dos investidores relativamente à evolução da
economia alemã.
PIB - QoQ (esc. esq.)
ZEW Current Situation (Quarterly Average) (esc. dir.)
27 de janeiro de 2014
17
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… na Alemanha
Preços
O índice de preços no produtor (IPP), um importante indicador das pressões
inflacionistas nos estágios mais baixos da cadeia produtiva, observou uma variação
homóloga de -0.5% em dezembro (associada a uma subida mensal de +0.1%),
representando um desagravamento do ritmo de queda dos preços (-0.8% no mês
anterior) e ligeiramente superior ao esperado pelo mercado (consenso: -0.6%).
Tratou-se apenas do 1º desagravamento da variação homóloga do IPP dos últimos 6
meses (estabilizou em setembro), sendo visível uma tendência descendente desde
que foi igualado o máximo do corrente ciclo económico em abr-11. Assim, o
crescimento homólogo do IPP permaneceu pelo 21º mês consecutivo abaixo da
respetiva média histórica (+2.0%), e próximo dos mínimos desde mar-10 atingidos
no mês anterior.
O desagravamento da queda homóloga do IPP ficou a dever-se a comportamentos
tendencialmente ascendentes entre os grandes agrupamentos industriais,
destacando-se o forte desagravamento do ritmo de queda dos preços da energia,
de -2.1% para -1.1%, mais do que revertendo os últimos 2 meses de agravamento e
contraindo ao menor ritmo desde jul-13 (-0.6%). O agrupamento da energia e o de
bens intermédios (cujo ritmo de queda também se desagravou ligeiramente de 2.0% para -1.8%) continuam a ser os únicos a evidenciar um ritmo de crescimento
inferior ao do índice geral. Os preços dos bens de consumo duradouro viram o
crescimento estabilizar nos 1.1%, pelo 3º mês consecutivo e depois de duas ligeiras
acelerações, apresentando uma relativa manutenção do ritmo de crescimento nos
últimos meses. Também os preços dos bens de investimento assistiram
novamente a uma estabilização do crescimento homólogo (em +0.7%), o mesmo
tendo sucedido com os bens de consumo não-duradouro, neste caso nos 1.5% e
depois de 4 abrandamentos consecutivos, mas estes últimos após 3 acelerações,
continuando a evidenciar o maior ritmo de crescimento entre os diversos
agrupamentos. A variação homóloga do IPP excluindo a energia subiu de -0.3%
para -0.2%, revertendo a descida do mês anterior e evidenciando um valor superior
ao do índice geral.
Alemanha - IPP
Un:%
Un:%
8
6
4
1.2
2
0.8
0
0.4
-2
0.0
-0.4
-0.8
2010:12
2011:12
2012:12
2013:12
Var. mensal (MoM) - sa (esc. esq.)
Var. hom. (YoY) - nsa (esc. dir.)
Alemanha - Indicadores de Preços
Un:%
Var. Mensal
Var. Homól.
Nov
Dez
Nov
Dez
HCPI
0.2
0.5
1.6
1.2
CPI
CPI Core
0.2
0.4
1.3
1.4
0.3
-0.1
1.5
1.4
PPI
-0.1
0.1
-0.8
-0.5
Estes dados continuaram a evidenciar que as anteriores pressões inflacionistas na
Alemanha, já muito reduzidas – recorde-se que o IPCH cresceu em dezembro a um
ritmo homólogo inferior ao do mês anterior (passou de +1.6% e +1.2%, revertendo
a aceleração de novembro e regressando a um mínimo desde abril), mantendo-se
inferiores ao target do BCE para a inflação na Zona Euro de 2.0% –, vinham,
essencialmente, dos preços das commodities, em particular da energia.
Estas descidas no IPP resultam sobretudo das quedas dos preços das commodities e
de uma fraca procura nos principais mercados de exportação da Alemanha,
nomeadamente, na Zona Euro. Refira-se uma vez mais o comportamento dos preços
dos bens de consumo não-duradouro, que continuaram a evidenciar um ritmo de
crescimento bem superior ao dos preços do IPP geral (+1.5% vs -0.5%,
respetivamente), devendo estar a ser influenciados: i) pelos preços dos produtos
importados de outros Estados-Membros (mais sujeitos aos aumentos dos impostos
indiretos adotados por alguns países da Zona Euro, no âmbito das medidas de
austeridade encetadas por alguns governos); ii) pelos efeitos desfasados resultantes
do aumento dos preços de alguns alimentos durante o verão de 2012; iii) pelo facto
de conterem bens essenciais, cuja procura é mais inelástica e que, por isso, foi
menos afetada pela recessão na Zona Euro.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
18
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… em França
Confiança Empresarial
O índice de confiança empresarial (BCI), que agrega a informação dos 5 setores,
evidenciou uma estabilização em janeiro, nos 94 pontos (caiu ligeiramente em
dezembro), refletindo um comportamento neutral entre os setores de atividade, com
uma estabilização da confiança na indústria, nos serviços e na construção, uma
subida no comércio a retalho e uma diminuição no comércio por grosso. O BCI
evidenciou uma relativa estabilização nos últimos 4 meses, depois de um ciclo de 5
subidas que o tinham retirado, em mai-13, de níveis mínimos desde ago-09 –
patamar atingido em resultado do recrudescimento dos receios relativamente à crise
do euro nos meses de março e abril –, com o indicador a encontrar-se agora
sensivelmente em níveis máximos desde abr-12.
110
100
90
80
70
4:
01
3:
01
20
1
2:
01
20
1
1:
01
20
1
0:
01
20
1
9:
01
20
1
8:
01
20
0
7:
01
20
0
6:
01
20
0
5:
01
20
0
20
0
20
0
4:
01
60
Banco de França
INSEE
França - Indicador de Confiança Empresarial (INSEE)
Nível
Un: Índice
Diferença
Up/Down
Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14
Confiança Empresarial
0
-1
2
0
1
0
2
-12
3
-1
6
-4
-3
-1
-2
-21
-19
2
2
3
4
-20
-18
1
2
1
2
4
9
3
5
1
2
-11
-5
6
6
1
2
Serviços
91
91
-4
0
-1
1
Comércio a Retalho
95
98
0
3
0
1
Construção
94
94
0
0
-2
0
Indústria
Produção C orrente
Inventários
Procura e Encomendas (P&E)
P&E p/Exp
Perspetivas Prod. Própria Empresa
Perspetivas Prod. Global
94
94
-1
100
100
11
-1
9
0
Nota : Up / Down - Número de meses consecutivos do indicador a subir ou a descer.
France - GDP(QoQ) vs INSEE Business Confidence
1.5
Un: %
Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.3
Un: Indic e
130
1.0
120
0.5
110
0.0
100
-0.5
90
-1.0
80
-1.5
70
-2.0
60
Q
1
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
20
06
:Q
4
20
07
:Q
4
20
08
:Q
4
20
09
:Q
4
20
10
:Q
4
20
11
:Q
4
20
12
:
20 Q4
13
:Q
4
Nos restantes setores (extra-indústria) observou-se um comportamento distinto,
mas relativamente neutral. Com efeito, a confiança nos serviços estabilizou em
janeiro, depois de ter aliviado ligeiramente de máximos desde out-11, continuando a
ser o setor em que os empresários se mostram menos confiantes, depois de este
lugar ter sido pontualmente ocupado pela construção até novembro, setor que viu a
confiança também estabilizar, neste caso pelo 3º mês consecutivo e após 3 subidas
em que tinha recuperado dos mínimos desde jul-09 em que havia caído em junho e
julho. Por sua vez, a confiança no comércio a retalho subiu para máximos desde
out-13, aproximando-se do registo de set-13, quando fez máximos desde jul-11, ao
passo que a confiança no comércio por grosso (cujo inquérito é bimensal) desceu
de 98 em novembro para 95 pontos em janeiro, permanecendo abaixo da sua média
de longo-prazo, algo que, de resto, é partilhado pela generalidade dos setores, com
a única exceção indústria, que, como referido, se encontra em linha com a respetiva
média histórica, sendo este último o setor em que os empresários se mostram mais
confiantes.
França - Índices de Confiança Industrial
120 Un: Índice
20
04
:
Em janeiro, o índice de confiança industrial do instituto nacional de estatística
(INSEE) estabilizou nos 100 pontos, em linha com o esperado pelo mercado e que
representa um máximo desde ago-11, após de um ciclo de 6 subidas em 8 meses e
depois de em janeiro ter feito mínimos desde out-09. Esta estabilização esconde um
comportamento maioritariamente positivo entre os índices, compensado pela forte
degradação do índice de produção corrente. Com efeito, o índice de produção
corrente evidenciou uma forte deterioração, depois de um ciclo de 5 subidas em 6
meses, aliviando de níveis máximos desde jul-11, e passando a sugerir uma ligeira
queda produção, pela 1ª vez em 3 meses. Já o índice relativo à procura e
encomendas totais registou uma melhoria, pela 8ª vez nos últimos 9 meses,
suportado este mês essencialmente pelo comportamento da procura externa, depois
de no mês anterior ter sido, pelo contrário, a procura doméstica a evidenciar o maior
desagravamento do ritmo de queda da procura e encomendas. Igualmente positivo
foi o comportamento dos inventários de produtos acabados (que entra com sinal
invertido), que diminuíram o ritmo de crescimento pelo 2º mês consecutivo, bem
como das perspetivas relativamente à evolução da produção global, que viram
desagravado o ritmo de queda (pela 8ª vez nos últimos 9 meses) e das perspetivas
relativamente à evolução da produção na própria empresa, neste caso acelerando
o ritmo de crescimento, que foi positivo pelo 7º mês consecutivo.
PIB - QoQ (esc. esq.)
Business Confidence (Quarterly Average) (esc. dir.)
Em termos trimestrais, o BCI encontra-se em níveis compatíveis com crescimentos
em cadeia do PIB de 0.5% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014 (aqui ainda sem
dados relativos a fevereiro e março), resultados que consideramos demasiado
otimistas, designadamente para o 4ºT2013. Com efeito, o nosso indicador
compósito para o PIB aponta para um crescimento de 0.1%, depois de ter
contraído 0.1% no 3ºT2013, que deverá ser suficiente para que a economia tenha
registado um crescimento de 0.2% no total do ano de 2013, um cenário ligeiramente
mais favorável que o do Governo francês (+0.1%, em previsões efetuadas no início
de novembro). Recorde-se que nas mais recentes previsões do FMI (21-jan), da
Comissão Europeia (5-nov) e da OCDE (19-nov) estas entidades previam igualmente
uma subida de 0.2%. Note-se, contudo, as perspetivas para a economia francesa,
bem como para a Zona Euro como um todo, permanecem ainda bastante
condicionadas pelos desenvolvimentos desta crise e pelos efeitos das medidas de
consolidação orçamental que têm vindo a ser tomadas um pouco por toda a região.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
19
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… em Itália
Consumo Privado
As vendas a retalho (nominais) registaram uma estagnação mensal em novembro,
em linha com o aguardado pelo mercado e depois de duas quedas consecutiva (0.1% no mês anterior). As vendas encontram-se atualmente em níveis mínimos
desde mar-01, evidenciando uma tendência descendente desde o início de 2011 e
tendo em 2013 registado apenas um ligeiro acréscimo mensal de 0.1% no mês de
maio. Ainda assim, em termos homólogos, a variável passou a evidenciar um ligeiro
acréscimo de 0.1%, melhorando face à queda de 1.6% observada no mês anterior.
Itália - Vendas a Retalho
Un:%
Un:%
20
15
10
5
0
3
2
1
0
-1
-2
-3
-4
-5
-10
20
03
:1
1
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
06
:1
1
20
07
:1
1
20
08
:1
1
20
09
:1
1
20
10
:1
1
20
11
:1
1
20
12
:1
1
20
13
:1
1
Esta estabilização da atividade retalhista esteve associada a comportamentos
distintos dos segmentos. As vendas de bens alimentares subiram 0.2%, depois de
duas quedas consecutivas (-0.1% no mês anterior), aliviando para máximos desde
ago-13, mas com este acréscimo a ser anulado pela queda de 0.1% das vendas de
bens não-alimentares – o segmento mais representativo (representa cerca de 2/3
Var. mensal (MoM) - sa (esc. esq.)
do total das vendas a retalho). Tratou-se de uma queda modesta, mas
Var. hom. (YoY) - nsa (esc. dir.)
representando já a 7ª consecutiva (-0.1% no mês anterior) e a 14ª descida dos
últimos 15 meses, com a variável a renovar níveis mínimos desde o início desta série
Itália - Vendas a Retalho
(jan-00). De resto, as vendas de bens não-alimentares têm evidenciado um
Var. Mensal
Var. Homól.
desempenho mais desfavorável, algo que é normal dado tratar-se de bens com uma Un: %
Out-13 Nov-13 Out-13 Nov-13
procura mais elástica, portanto mais sensível às medidas de austeridade que têm
Vendas a Retalho
-0.1
0.0
-1.6
0.1
vindo a ser adotadas no país. Efetivamente, as vendas de bens não-alimentares
Bens Alimentares
-0.1
0.2
-0.5
1.5
apresentam um comportamento face ao período homólogo mais adverso (-0.6% vs
Bens Não-Alimentares
-0.1
-0.1
-2.2
-0.6
+1.5% no caso das vendas de bens alimentares), permanecendo a contrair já há
mais de um ano e meio.
Em termos trimestrais, e apesar de ainda somente com as leituras de outubro e
novembro para o 4ºT2013, as vendas a retalho evidenciam um decréscimo de 0.3%
face ao trimestre anterior – depois de terem caído 0.4% no 3ºT2013 –, um resultado
que se mostra um menos negativo analisando os dados em termos reais por nós
estimados (sensivelmente uma estagnação), mas que se antevê ligeiramente
agravado até final do trimestre (em termos reais), para um ligeiro decréscimo de
0.1%, com a variável a dever evidenciar um contributo negativo para a evolução do
consumo. De resto, é essa a indicação dada pelo nosso indicador compósito para
o consumo privado italiano, que aponta para uma descida no 4ºT2013
sensivelmente idêntica à do trimestre anterior (-0.2% no 3ºT2013), permanecendo
em queda desde o 2ºT2011, com o agregado a dever ter sido ligeiramente
penalizado no 4ºT2013 pelas referidas vendas a retalho, mas essencialmente pelas
vendas de automóveis, num contexto de relativa estabilização do consumo de
serviços.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
20
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… em Espanha
Mercado Laboral
Espanha - Taxa de Desemprego
28 Un: %
24
20
16
12
8
4
4
Q
20
1
3:
4
Q
20
1
2:
4
Q
1:
20
1
4
20
1
0:
Q
4
Q
9:
20
0
4
Q
8:
20
0
4
Q
7:
20
0
4
Q
6:
20
0
4
Q
5:
20
0
Q
Q
3:
20
0
4:
4
4
20
0
A taxa de desemprego registou um acréscimo no 4ºT2013, de 25.98% para
26.03%, retomando a tendência de agravamento iniciada no final de 2007 e
interrompida nos dois trimestres anteriores (em que se assistiram a ligeiros alívios) e
revelando um valor sensivelmente em linha com o esperado pelo mercado
(consenso: 26.00%). O número de pessoas desempregadas evidenciou ainda
assim um ligeiro decréscimo de 8.4 mil, para um total de 5 896.3 milhões.
Observaram-se diminuições do desemprego entre os principais setores de atividade,
com exceção nos serviços, o setor mais representativo, onde se registou um
agravamento, em 26.0 mil, representando a 3ª subida em 5 trimestres, revertendo
muito pouco dos alívios observados nos dois trimestres anteriores (-117.5 mil no
3ºT2013), mas que terão refletido sobretudo a sazonalidade associada ao turismo.
Na agricultura, o setor menos representativo, observou-se o maior alívio do
desemprego (-39.9 mil vs +16.1 mil no 3ºT2013). Na indústria registou-se a 3ª
descida consecutiva, mas bem menos intensa (-10.0 mil vs -28.4 mil no 3ºT2013),
ao passo que na construção o nº de desempregados desceu em 21.3 mil,
representando o 5º decréscimo consecutivo, permanecendo como o setor com o 2º
maior nível de desemprego, logo após os serviços, mas com a taxa de desemprego
deste setor a ser claramente superior, dado que o nível do emprego nos serviços
suplanta largamente o da construção. Fora da classificação por setores de atividade,
refira-se a 2ª subida consecutiva no número de desempregados que perderam o
emprego há mais de 1 ano (+54.7 mil vs +1.3 mil no 3ºT2013), depois de um
alívio marginal no 2ºT2013 (-3.5 mil), com o número deste tipo de desempregados
(num total de 2.954 milhões) a continuar a assumir contornos bastante gravosos,
por se tratar de desemprego estrutural, isto é, daquele tipo de emprego que tenderá
a tornar-se mais difícil de recuperar.
Taxa Desemprego - INE
Espanha - Expetativas de Emprego e Desemprego
Nível
Diferença
Nov-13 Dez-13 Nov-13 Dez-13
Consumidores (Des. 12M)
23.6
16.5
-0.3
-7.1
Empresários (Emprego 3M)
-9.1
-4.5
-1.5
4.5
-6.3
-5.9
-0.4
0.4
-55.0
-43.0
4.0
12.0
Indústria
C onstrução
C omércio a Retalho
-9.9
2.6
-7.0
12.5
Serviços
-5.5
-1.7
-1.5
3.8
N o t a : A s Expectativas do s Co nsumido res referem-se ao Desemprego no s pró ximo s 12
meses e as do s Empresário s ao Emprego no s pró ximo s 3 meses.
Note-se, no entanto, que estes dados são bastante afetados pela sazonalidade,
sendo que, quando ajustados de este efeito (cálculos do Montepio), constata-se que
a taxa de desemprego evidenciou, pelo contrário, um ligeiro desagravamento,
passando de 26.5% no 3ºT2013, para 26.1% no 4ºT2013, aliviando de máximos
desde o início da série, no 1ºT1996, e situando-se abaixo da média das estimativas
mensais da taxa de desemprego para esse trimestre, igualmente ajustada de
sazonalidade, divulgadas pelo Eurostat (26.7%). Tal deverá, assim, implicar uma
revisão em baixa dos registos mensais anteriormente divulgados pelo Eurostat para
os meses de outubro e novembro, designadamente quando os dados do
desemprego registado de dezembro sugerem uma diminuição da taxa de
desemprego naquele mês muito marginal (entre -0.1 p.p. e -0.2 p.p.), insuficiente
para alterar a atual média trimestral. Isto depois de, segundo o Eurostat, se ter
assistido a uma estabilização da taxa de desemprego em novembro nos 26.7%, que
representam níveis máximos desde o início da série (em 1983).
Note-se que, não obstante as recentes melhorias, a informação mais prospetiva
ainda não sinaliza uma recuperação sustentada do mercado laboral espanhol. Ao
nível dos consumidores, o índice de expectativas de desemprego dos
consumidores (próximos 12 meses), registou um desagravamento em dezembro,
pelo 2º mês consecutivo, permanecendo, em termos teóricos, a sugerir uma subida
do desemprego no país, algo que também se encontrava a sinalizar do ponto de
vista empírico desde ago-11, mas que deixou de evidenciar em dezembro, passando
a sugerir uma relativa estabilização, tal como já havia sugerido em setembro. Por
seu lado, as expetativas de emprego dos empresários (próximos 3 meses)
apresentaram igualmente um ligeiro desagravamento, revertendo o agravamento do
mês anterior, continuando afastadas dos níveis mínimos desde abr-09 registados em
set-12, mas permanecendo a sinalizar tanto em termos teóricos, como empíricos,
uma destruição de postos de trabalho.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
21
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Comércio Externo
Note-se que as exportações terão sido nos últimos meses, pelo menos em parte,
penalizadas pelo comportamento cambial desfavorável observado desde set-12, com
o euro a registar uma apreciação efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE
(embora revertendo apenas cerca de 4/5 da depreciação registada entre mai-11 e
ago-12). Entretanto, a moeda única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%).
28,000
24,000
20,000
2,000
16,000
0
-2,000
12,000
-4,000
8,000
-6,000
-8,000
Saldo (esc. esq.)
Importações (esc. dir.)
1
1
20
13
:1
1
12
:1
1
11
:1
20
20
1
20
10
:1
1
20
09
:1
1
20
08
:1
1
07
:1
1
06
:1
20
20
1
05
:1
20
04
:1
03
:1
1
-10,000
20
Este agravamento do défice em novembro (dados ajustados de sazonalidade)
resultou de um decréscimo das exportações, pelo 3º mês consecutivo e em forte
agravamento (-6.3% vs -0.9% no mês anterior), que se revelou superior aos das
importações, neste caso pela 2ª vez consecutiva, e também em agravamento (3.5% vs -0.3% no mês anterior). As importações passaram a evidenciar uma
tendência menos desfavorável, evidenciando um decréscimo homólogo de 0.4%,
aquém da queda de 2.2% apresentada pelas exportações, com este resultado a
refletir essencialmente o comportamento negativo das exportações nos últimos
meses (em junho as exportações evidenciavam um crescimento homólogo de
+10.5%).
Espanha - Balança Comercial
Un: 10^6 €
20
Em novembro, a balança comercial, não ajustada de sazonalidade, registou uma
forte degradação, com o défice a passar de 1 358.8 milhões de euros (M€) para
1 759.2 M€, não revertendo totalmente a melhoria do mês anterior, mas alargando a
distância face ao saldo máximo histórico da série (iniciada em set-91) observado em
março. Este comportamento de novembro é confirmado pelos dados ajustados de
sazonalidade (cálculos do Montepio), que apontam inclusivamente para o 3º
agravamento consecutivo do défice, renovando máximos desde jan-13 e a afastar-se
mais dos mínimos históricos registados em março, quando observou o único
excedente desta série.
Exportações (esc. dir.)
Espanha - Balança Comercial
Var. Mensal
Un: %
Var. Homól.
Out-13 Nov-13 Out-13 Nov-13
Balança Comercial nsa
-47.5
29.5
-9.0
25.0
Balança Comercial sa
6.8
27.1
-9.0
25.0
Exportações sa
-0.9
-6.3
1.8
-2.2
Importações sa
-0.3
-3.5
1.1
-0.4
Em termos trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os dados da
balança comercial sugerem um contributo negativo das exportações líquidas de bens
para o crescimento do PIB nominal no 4ºT2013. Trata-se de um resultado que se
estima apenas parcialmente revertido em ternos reais e quando considerada também
a balança de serviços (neste caso, ainda somente com a leitura de outubro),
apontando-se antes para um novo ligeiro contributo negativo das exportações
líquidas (de bens e serviços) para o crescimento do PIB, depois de no 3ºT2013 ter
evidenciado um ligeiro contributo negativo (-0.2 p.p.), contrariando a tendência dos
últimos trimestres, em que vinha impedindo uma maior queda da atividade
económica. Com efeito, no 3ºT2013 as exportações líquidas evidenciaram um
contributo negativo, refletindo um crescimento das importações (+2.8% vs +5.2%
no 2ºT2013) superior ao das exportações (+2.2% vs +6.4% no trimestre anterior).
Não obstante o maior acréscimo das importações, estas permaneceram a evidenciar
um comportamento homólogo mais desfavorável (+0.7% vs +4.7%, no caso das
exportações), tendo sido nos últimos tempos naturalmente mais condicionadas pela
fraca dinâmica interna da economia.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
22
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Portugal
–
Semana
extremamente
positiva,
marcada pela divulgação dos últimos dados da
execução orçamental da DGO de 2013, que
confirmaram e melhoraram o nosso cenário de
cumprimento da meta orçamental nesse ano; e
também pela divulgação de dados de atividade
sobre o 4ºT2013, que nos levaram inclusive a rever
em alta a estimativa de crescimento, de uma queda
de 0.2%, para um ligeiro acréscimo de 0.1%...
A semana ficou essencialmente marcada pela divulgação
dos últimos dados mensais de execução orçamental da
DGO para 2013, que vieram, como esperado, corroborar
o nosso cenário de cumprimento da meta de défice
orçamental de 5.5% no ano passado – o défice deverá
ter ficado entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e
5.1%, contando com a capitalização do Banif –, mas
também pela divulgação de dados de atividade sobre o
4ºT2013, que se revelaram favoráveis – em concreto os
dados sobre o investimento constantes na síntese
económica de conjuntura do INE e os dados de novembro
da balança corrente – e que nos levaram inclusive a
rever em alta a estimativa de crescimento económico
para esse trimestre, de uma ligeira contração em cadeia
de 0.2%, para um modesto acréscimo de 0.1%.
Começando a nossa análise precisamente pelos dados de
atividade económica conhecidos, e em concreto por
aqueles que motivaram a nossa revisão do cenário de
crescimento para o 4ºT2013, refira-se a melhoria em
novembro do saldo da balança corrente (ajustada de
sazonalidade), passando de um défice de 27 M€ para um
excedente de 78 M€, que representa um máximo desde
jun-13. Trata-se do 3º excedente da balança corrente
nos últimos 4 meses, contabilizando também já 8
excedentes nos últimos 21 meses (+379M€ em dez-12,
que constituiu um máximo histórico desta série do Banco
de
Portugal
iniciada
em
1996),
representando,
juntamente com registo de jul-12, os únicos saldos
positivos desta série, com estes dados a continuarem a
evidenciar-se
como
a
melhor
vertente
do
ajustamento económico em curso no país.
Esta melhoria esteve associada a comportamentos
distintos das diversas balanças, mas maioritariamente
favoráveis, designadamente numa ótica de contributo
para o crescimento do PIB, com um desagravamento do
défice da balança de bens e uma nova ligeira subida do
excedente da balança de serviços. Em termos
trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os
dados destas duas balanças vieram reforçar o nosso
cenário de um forte contributo positivo das exportações
líquidas para o crescimento do PIB no 4ºT2013,
apontando-se agora para um contributo de cerca de 0.5
p.p. (-1.1 p.p. no 3ºT2013), refletindo um crescimento
das exportações (num contexto de ligeira aceleração da
recuperação na Zona Euro) e uma ligeira queda das
importações, pressionada pela estimada contração da
procura interna no trimestre.
Também por detrás da revisão em alta da nossa
estimativa de crescimento para o 4ºT2013 estiveram os
dados do investimento constantes na síntese económica
de conjuntura do INE, com o indicador de
investimento em capital fixo (FBCF) do INE a
manter em novembro a série de alívios do ritmo de
queda homóloga que vem a evidenciar nos últimos 9
meses – passando agora de -6.1% para -4.5% (máximo
DPEC - Departamento de Estudos
desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em fev13, invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A
evolução do indicador em novembro resultou do
contributo negativo menos expressivo das componentes
de construção e de máquinas e equipamentos e do
contributo positivo ligeiramente mais significativo da
componente de material de transporte. O indicador
encontra-se em níveis compatíveis com um forte
decréscimo em cadeia do FBCF no 4ºT2013 de 2.1%, um
cenário de contração que vai igualmente ao encontro das
nossas perspetivas, com o investimento a ser também
penalizado pelo anúncio das novas medidas de
austeridade na Proposta de OE 2014, mas com o nosso
indicador compósito para a FBCF a apontar agora
para a possibilidade da queda se revelar menos intensa –
entre -1.0% e -1.5% (+1.5% no 3ºT2013). A explicar
este desagravamento do cenário da FBCF estivarem
também os dados sobre as vendas de cimento já
conhecidos para dezembro.
Estes dados implicaram uma revisão em alta das nossas
perspetivas de crescimento anual da economia, não só,
evidentemente, para 2013 (estimamos agora uma queda
anual de -1.5%), mas também para 2014, prevendo-se
agora uma expansão de 0.8%, um cenário que passa a
estar em linha com o do Governo.
Entrando agora na questão orçamental, os dados da
síntese de execução orçamental de 2013 da DGO
revelaram que o défice se fixou em 7 152 M€ no total do
ano, um valor 1 749 M€ abaixo do limite estabelecido no
PAEF. Como referido, o défice terá ficado entre 4.6% e
4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a
capitalização do Banif, em qualquer um dos casos abaixo
da meta de 5.5% definida e que compara com os 5.9%
admitidos pelo Governo em outubro, aquando da
apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma
surpresa francamente positiva, que beneficiou: i) do
impacto sobre a despesa e a receita do comportamento
da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão
fiscal que permitiu recolher 1 253 mM€; iii) dos “ganhos
de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à
fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas
palavras da Ministra das Finanças).
Relativamente à execução orçamental em 2014,
aquando da apresentação do OE 2014 identificámos
alguns riscos para a execução de 2014, sobretudo em
resultado do nosso cenário macroeconómico para 2014
ser um pouco menos favorável do que o Governo. Mas
esses riscos agora são bem menores, atendendo ao facto
de i) o cenário para a procura interna para 2013 ser
melhor do que o que se esperava então; ii) a própria
execução orçamental de 2013 ter corrido bem melhor do
que se esperava na altura, produzindo efeitos positivos
para o nível das receitas de 2014; iii) além disso,
atendendo a que agora estimamos que para o 4ºT2013 a
economia tenha apresentado uma ligeira subida de 0.1%,
o nosso cenário para 2014 passa a estar relativamente
alinhado com o do Governo (+0.8%). Assim, a meta do
défice de 4.0% para 2014 está agora envolta em
menores riscos (admitindo que existe uma efetiva
substituição das medidas chumbadas pelo Tribunal
Constitucional). No entanto, não deverá permitir aliviar
as medidas de austeridade anunciadas, já que parte do
resultado foi obtido através de medidas extraordinárias,
nomeadamente através do regime excecional de
regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social.
27 de janeiro de 2014
23
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Destaques da semana… em Portugal
Finanças Públicas
Execução Orçamental revelou que os objetivos para 2013 foram cumpridos com
larga folga, traçando boas perspetivas para o cumprimento do défice de 2014, num
contexto em que o cenário macroeconómico de base para o OE-2014 se afigura cada
vez mais credível, sobretudo atendendo ao desemprenho da economia a partir do 2º
trimestre de 2013. No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de
austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas
extraordinárias, nomeadamente através do regime excecional de regularização de
dívidas fiscais e à Segurança Social.
Portugal - Saldo Orçamental
2,000
0
-2,000
-4,000
-6,000
-8,000
A Síntese de Execução Orçamental de 2013, divulgada na quinta-feira, revelou
que o défice se fixou em 7 152 M€, um valor 1 749 M€ abaixo do limite estabelecido
no PAEF. O défice ficou entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando
com a capitalização do Banif, em qualquer um dos casos abaixo da meta de 5.5%
definida e que compara com os 5.9% admitidos pelo Governo em outubro, aquando
da apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma surpresa francamente
positiva, que beneficiou: i) do impacto sobre a despesa e a receita do
comportamento da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão fiscal que
permitiu recolher 1 253 mM€; iii) dos “ganhos de eficiência resultantes da nova
estratégia de combate à fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas palavras
da Ministra das Finanças).
-10,000
-12,000
20
03
:1
2
20
04
:1
2
20
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:1
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20
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2
20
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:1
2
20
12
:1
2
20
13
:1
2
-14,000
Saldo do Estado e Seg. Social - Acumulado
Portugal - Necessidades de Financiamento Público
-3
0
-4
-2
-5
-4
-6
-6
-7
-8
-8
-10
-9
-12
-10
-14
-11
DPEC - Departamento de Estudos
20
03
:
Necessidades Líquidas de Financiamento Público (% PIB)
Média móvel de 4 trimestres
Portugal - Previsões Económicas
Un:%
MF
BdP
FMI
CE
OCDE
15-Out-13
10-Dez-13
13-Nov-13
05-Nov-13
19-Nov-13
2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014
PIB
-1.8
0.8
-1.5
0.8
-1.8
0.8
-1.8
0.8
-1.7
0.4
Consumo Privado
-2.5
0.1
-2.0
0.3
-2.5
0.1
-2.5
0.1
-2.3
-0.6
Consumo Público
-4.0
-2.8
-1.5
-2.3
-4.0
-2.8
-4.0
-2.8
-2.6
-2.5
FBCF
-8.5
1.2
-8.4
1.0
-8.5
1.2
-8.5
1.2
-8.9
0.4
Exportações
5.8
5.0
5.9
5.5
5.8
5.0
5.8
5.0
5.9
4.3
Importações
0.8
2.5
2.7
3.9
0.8
2.5
0.8
2.5
1.3
1.4
Inflação
0.6
1.0
0.5
0.8
0.6
1.0
0.6
1.0
0.5
0.6
Taxa de Desemprego
17.4
17.7
17.4
17.7
17.4
17.7
16.7
16.1
Saldo Orçamental
-5.9
-4.0
-5.9
-4.0
-5.9
-4.0
-5.7
-4.6
Balança Corrente
0.5
1.9
1.0
1.0
0.9
0.9
0.5
1.2
Dívida Pública
2.5
3.8
127.8 126.7
127.8 126.7 127.8 126.7 135.4 137.9
Fonte : FMI, OCDE, Comissão Europeia, Banco de Portugal e Min. Finanças. Nota : Saldo Orçamental, Dívida Pública e Balança
Corrente em % do PIB. As previsões do BdP são para a Balança Corrente e de Capital.
Portugal - PIB
Un: %
2.0
Previsão
1.5
1.0
0.5
0.0
-0.5
-1.0
-1.5
-2.0
4
4
20
14
:Q
4
20
13
:Q
4
20
12
:Q
4
20
11
:Q
4
20
10
:Q
4
20
09
:Q
4
20
08
:Q
20
07
:Q
4
-2.5
20
06
:Q
Refira-se que uma notícia do jornal Público deu conta de que as referidas medidas
anunciadas pelo Governo, destinadas a compensar o chumbo pelo TC do plano de
convergência de pensões, são insuficientes. Por outro lado, o Jornal de Negócios
noticiou que o buraco orçamental provocado pela decisão do TC era, ele próprio,
inferior aos 388 M€. Entretanto, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio
afirmar que as medidas anunciadas pelo Governo destinadas a compensar o chumbo
pelo Tribunal Constitucional (TC) do plano de convergência de pensões, são
suficientes para tapar esse “buraco”, ao contrário do que chegara a ser noticiado
(pelo Público) na semana anterior.
-2
2
Q
3
20
04
:Q
3
20
05
:Q
3
20
06
:Q
3
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07
:Q
3
20
08
:Q
3
20
09
:Q
3
20
10
:Q
3
20
11
:Q
3
20
12
:Q
3
20
13
:Q
3
Aquando da apresentação do OE 2014 identificámos alguns riscos para a execução
de 2014, sobretudo em resultado do nosso cenário macroeconómico para 2014 ser
um pouco menos favorável do que o Governo.
Recorde-se que na 1ª metade de janeiro, o Conselho de Ministros aprovou as
medidas destinadas a compensar o chumbo pelo Tribunal Constitucional (TC) do
plano de convergência de pensões. O Governo confirmou a opção por alargar a base
de incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as
pensões e aumentar as contribuições dos funcionários públicos para a ADSE. Em
relação à CES, a medida passou a aplicar-se aos pensionistas que recebam mais de 1
000 euros, face aos 1 350 originais, o que se deverá traduzir em mais 80 mil
pensionistas, passando de 3% para 5% do total de pensionistas que recebem da
Segurança Social. Repare-se que o aumento das contribuições para a ADSE é uma
medida prevista no memorando da troika (esta decisão consiste na sua antecipação
em dois anos, de 2016), enquanto a CES é uma medida pontual, pelo que esta
decisão não substitui, no longo-prazo, a norma chumbada pelo TC. O Governo
reconheceu isso, com o Ministro da Solidariedade Social a anunciar a criação de um
grupo de trabalho para preparar uma “medida duradoura para os sistemas de
pensões”. O alargamento da CES deverá ser levada ao TC pela oposição sendo que,
embora a versão original posta em vigor no ano passado não tenha sido chumbada
pelo TC, esta nova versão poderá sê-lo.
Un:% PIB
4
Perspetivas para 2014
Mas esses riscos agora são bem menores, atendendo ao facto de i) o cenário para a
procura interna para 2013 ser melhor do que o que se esperava então; ii) a própria
execução orçamental de 2013 ter corrido bem melhor do que se esperava na altura,
produzindo efeitos positivos para o nível das receitas de 2014; iii) além disso,
atendendo a que agora estimamos que para o 4ºT2013 a economia tenha
apresentado uma ligeira subida de 0.1%, o nosso cenário para 2014 passa a estar
relativamente alinhado com o do Governo (+0.8%). Assim, a meta do défice de
4.0% para 2014 está agora envolta em menores riscos (admitindo que existe uma
efetiva substituição das medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional). No
entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de austeridade anunciadas, já que
parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente
através do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança
Social.
Un: € 10^6
Crescimento Trimestral
27 de janeiro de 2014
24
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Comunicado do Ministério das Finanças: Execução Orçamental revela que objetivos para 2013 foram cumpridos
“Os resultados alcançados, em termos de execução orçamental, permitem cumprir com assinalável segurança os objetivos de 2013”,
refere um comunicado do Ministério das Finanças, acrescentando que estes dados, divulgados pela Direção-Geral do Orçamento (DGO),
”são justificados, quer pela capacidade demonstrada de controlo da despesa, quer pelo bom desempenho registado na cobrança de
receita fiscal e contribuições, os quais contribuem para potenciar a credibilidade de concretização do objetivo orçamental para 2014”.
O comunicado explica que, relativamente à execução orçamental de 2013, “a estimativa permite concluir que Portugal cumpriu, mais
uma vez, com o objetivo para o limite do défice tal como definido no programa de assistência económica e financeira [(PAEF)]”.
“O défice provisório das Administrações Públicas relevante para este efeito foi de 7 151.5 milhões de euros (M€), cerca de 1
748.5 M€ melhor do que o limite estabelecido”.
Quanto ao saldo global da Administração Central em 2013, “excluindo operações de natureza extraordinária, registou-se uma
melhoria homóloga de 2 471.2 M€ face a 2012, para a qual contribui o regime de regularização extraordinária de dívidas fiscais e
contributivas em 991 M€”, acrescenta.
Em relação à receita fiscal líquida do Estado em 2013, “ascendeu a 36 253 M€, o que corresponde a um aumento de 13.1% [(4 212
M€)], face a 2012”.
Acresce que “a receita fiscal de 2013 superou ainda em 1 350 M€ o objetivo de receita inscrito na segunda alteração ao Orçamento do
Estado para 2013 (OE 2013) – por memória, 34 903 M€ –, o que corresponde a um forte aumento de 4.2 p.p. face ao objetivo de
crescimento previsto (por memória, 8.9%)”. Este resultado “reflete o bom desempenho da generalidade dos impostos, realçando-se o
crescimento anual do IRS (+35.5%), parte significativa justificada pelo aumento da taxa média deste imposto, do IRC (+18.8%) e
do IVA (+3.5%)”.
Para esta evolução, refere o comunicado, “foi fundamental a melhoria da atividade económica mais rápida e generalizada do que o
antecipado nas previsões do Governo, bem como os ganhos de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à fraude,
evasão fiscal e à economia paralela”. “Refira-se ainda que o desempenho da receita fiscal em 2013 se baseou substancialmente no
aumento expressivo da receita fiscal corrente. Nestes termos, a receita fiscal cresceu 10.1% face a 2012, superando em 1.2 p. p. o
objetivo final de crescimento global da receita fiscal previsto para 2013”.
Sobre a despesa da Administração Central, em 2013, “ficou cerca de 1 260 M€ abaixo do valor inscrito na segunda alteração ao OE
2013”. Excluindo as operações de natureza extraordinária, “a despesa evidencia um aumento de 3 285 M€ (+5.7%) face ao ano anterior,
o qual traduz o efeito dos estabilizadores automáticos, parcialmente refletidos na evolução das transferências para a Segurança Social
(lei de Bases e IVA social), e o pagamento de pensões por parte da Caixa Geral de Aposentações, as quais, em conjunto, contri buem em
cerca de 85% para o aumento da despesa total”.
“As despesas com o pessoal registam um crescimento acumulado de 10.4% face ao ano anterior, justificado pelo pagamento do
subsídio de férias em novembro, o pagamento do subsídio de Natal sob a forma de duodécimos e pela alteração na taxa contributiva das
entidades empregadoras para os sistemas de proteção social (Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações)”, acrescenta o
comunicado. Excluindo estes efeitos, “as despesas com o pessoal registariam um decréscimo de 4.2%, sobretudo justificado pela redução
do número de efetivos”.
“A despesa com a aquisição de bens e serviços, ajustada de efeitos extraordinários, registou uma redução de 1.4%. Também no
mesmo sentido, os juros e outros encargos apresentam uma redução de 2.9% quando comparados com o valor de 2012”.
“A despesa com subsídios verificou um aumento de cerca de 42%, o qual resulta essencialmente do pagamento extraordinário da
compensação financeira em contrapartida da concessão de recursos hídricos, ocorrida em 2007. Adicionalmente, contribuíram para este
resultado as alterações de medidas de política de emprego e de formação profissional, sobretudo as de apoio à contratação, be m como
de regras relativas ao pagamento dos apoios pelo Instituto de Emprego e Formação Profissionais”.
“A despesa de investimento apresenta uma redução de 38.3% face ao período homólogo, em parte resultado da execução registada
nas empresas públicas reclassificadas”. Neste sentido, “num cenário de manutenção das transferências e da estrutura de salários de
2012, e de não consideração do pagamento excecional de subsídios, a despesa total e a despesa primária registariam uma contração de
cerca de 3.1%, o que evidencia o esforço de consolidação que tem vindo a ser posto em prática pelo lado da despesa”, realça o
comunicado.
Quanto a outros subsectores, “a Segurança Social regista, em 2013, um excedente orçamental de 478.6 M€, tendo a despesa crescido
em termos homólogos 4.6% e a receita 4.7%. A evolução da receita da Segurança Social é – sobretudo – justificada pelo aumento das
transferências do Orçamento do Estado, mas também das contribuições e quotizações (+2.5%), esta última refletindo também o bo m
desempenho da receita cobrada ao abrigo do regime de regularização extraordinária de dívidas fiscais e contributivas no montante de
234.3 M€”.
Quanto à Administração Local, “o défice orçamental de 42.1 M€ é o resultado do pagamento de dívidas de anos anteriores no âmbito
do Programa de Apoio à Economia Local, no montante de 407.8 M€. Excluindo este efeito, o saldo obtido seria positivo em 365.7 M€”.
Em relação à Administração Regional, “regista-se um défice orçamental de 825.3 M€, sobretudo justificado pela regularização de
dívidas de anos anteriores da Região Autónoma da Madeira, em particular decorrentes do empréstimo garantido pelo Estado, no valor de
891.9 M€. Excluindo este efeito, o saldo seria positivo, em 66.7 M€”.
Fonte: Ministério das Finanças
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
25
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… em Portugal
Indicadores Coincidentes de Atividade
DPEC - Departamento de Estudos
-2
-3
-4
-5
11
11
20
13
:
11
20
12
:
11
20
11
:
11
20
10
:
11
20
09
:
11
20
08
:
11
20
07
:
11
20
06
:
11
20
05
:
20
04
:
20
03
:
11
-6
Ind. Atividade INE - YoY/mm3m
PIB - Var. Hóm (YoY)
Portugal - GDP (YoY) vs Economic Activity Indicator (INE)
Previsão - 4Q13 YoY:1.2/QoQ:0.2
Un: %
3
2
1
0
-1
-2
-3
-4
-5
Q
4
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
20
06
:Q
4
20
07
:Q
4
20
08
:Q
4
20
09
:Q
4
20
10
:Q
4
20
11
:Q
4
20
12
20 :Q4
13
:Q
4
-6
PIB - YoY
Economic Activity Indicator (Quarterly Average)
Portugal - GDP(QoQ) vs Montepio GDP Indicator
Previsão - 4Q13 YoY:1.1/QoQ:0.1
Un: %
1.5
1.0
0.5
0.0
-0.5
-1.0
-1.5
-2.0
2
20 :Q4
13
:Q
4
4
1:
20
1
20
1
Q
4
20
1
0:
Q
4
9:
Q
4
8:
20
0
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4
7:
20
0
20
0
Q
4
6:
Q
4
20
0
5:
Q
4
Q
4:
20
0
20
0
Q
4
-2.5
PIB - QoQ
Montepio GDP Indicator - QoQ
Portugal - PIB
Un: %
2.0
Previsão
1.5
1.0
0.5
0.0
-0.5
-1.0
-1.5
-2.0
4
4
20
14
:Q
20
13
:Q
4
20
12
:Q
4
4
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11
:Q
4
20
10
:Q
20
09
:Q
4
20
08
:Q
4
-2.5
4
Em termos trimestrais, e de acordo com os cálculos do Montepio e ainda com os
dados de dezembro em falta, o indicador de atividade económica encontra-se em
níveis consistentes com um decréscimo trimestral do PIB no 4ºT2013 de 0.2%, mas
que passa a ser de um acréscimo de 0.2% se assumirmos que o indicador subirá em
dezembro ao ritmo médio dos dois meses anteriores, um cenário de ligeiro acréscimo
(embora mais modesto) que esta semana passámos também a defender e que surge
depois do forte crescimento de 1.1% registado no 2ºT2013 e do acréscimo de 0.2%
observado no 3ºT2013. Com efeito, refletindo os últimos dados de atividade
favoráveis conhecidos para o 4ºT2013,– em concreto os dados sobre o investimento
constantes na síntese económica de conjuntura do INE e os dados de novembro do
Banco de Portugal (BdP) sobre a balança de bens e a balança de serviços –, o nosso
indicador compósito para o PIB passou a apontar para um ligeiro acréscimo de
0.1% (anteriormente apontava-se para uma ligeira queda de -0.2%), com a procura
interna, mais precisamente o consumo privado e o investimento, a ser afetada no
último trimestre de 2013 pelo anúncio de um incremento na austeridade no âmbito
da Proposta de OE 2014, mas numa intensidade que se antevê agora mais do que
compensada pelas exportações líquidas – refletindo um acréscimo das exportações e
uma ligeira queda das importações –, bem como pelo consumo público, que terá sido
a única componente da procura interna a expandir.
0
-1
20
07
:Q
No que diz respeito ao comércio internacional de bens, as exportações
(nominais) passaram de uma variação homóloga de 4.7% em outubro, para 7.0%
em novembro, retomando a trajetória crescente observada desde abril. Entre maio e
novembro, as exportações de combustíveis registaram o contributo positivo mais
significativo para a variação homóloga das exportações de bens, enquanto apenas as
exportações de material de transporte contribuíram negativamente. Por sua vez, as
importações (nominais) passaram de uma variação homóloga de 1.4% em outubro
para 3.7%, retomando o perfil ascendente iniciado em junho de 2012. Em
novembro, as importações de bens de consumo e de material de transporte
registaram os contributos positivos mais expressivos para a variação homóloga das
importações de bens, tendo as importações de combustíveis apresentado o único
contributo negativo. O comportamento conjunto destas variáveis (em termos de
mm3m) teve associada uma melhoria das exportações líquidas face ao mês anterior.
1
20
03
:
Do mesmo modo, o indicador de investimento em capital fixo (FBCF) tem vindo
a aliviar o ritmo de queda homóloga nos últimos 9 meses – passando em novembro
de -6.1% para -4.5% (máximo desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em
fevereiro, invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A evolução do indicador
em novembro resultou do contributo negativo menos expressivo das componentes
de construção e de máquinas e equipamentos e do contributo positivo ligeiramente
mais significativo da componente de material de transporte.
2
3:
Do lado da despesa, o indicador de consumo privado do INE apresentou uma
subida homóloga de 2.4% (+1.5% no mês anterior, revisto em alta em +0.1 p.p.),
prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2012 e apresentando
apenas o 4º crescimento homólogo (consecutivo) desde fev-11. O indicador fez
níveis máximos desde ago-10 (+2.9%), depois de ter atingido em dez-11 o mínimo
histórico de -6.5% da série iniciada em 1992, na sequência do acentuado movimento
descendente observado desde jun-10. Esta evolução favorável do indicador em
novembro deveu-se ao contributo positivo mais expressivo de ambas as
componentes, consumo corrente e consumo duradouro, sobretudo do primeiro caso.
3
20
0
Na ótica da produção, o INE refere que a informação proveniente dos seus
indicadores de curto prazo revelou, no mês de novembro, um crescimento homólogo
da produção industrial e uma diminuição menos significativa da atividade económica
nos serviços e na construção e obras públicas.
Portugal - Indicador Atividade Económica (INE)
Un: %
4
20
06
:Q
O indicador de atividade económica do INE, que sintetiza o comportamento das
variáveis económicas com base na média móvel de três meses (mm3m) das
respetivas variações homólogas, cifrou-se em 1.6% em novembro, um máximo
desde fev-11, melhorando pelo 15º mês consecutivo e representando o 4º registo
consecutivo em terreno positivo (+1.3% no mês anterior, revisto em alta em +0.1
p.p.) após 25 meses no vermelho.
Crescimento Trimestral
27 de janeiro de 2014
26
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Previsão
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:Q
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:Q
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:Q
Este final de 2013 mais favorável do que o anteriormente admitido implicou também
uma revisão em alta das nossas perspetivas de crescimento anual da economia em
2014, prevendo-se agora uma expansão de 0.8% (anteriormente previa-se +0.5%),
um cenário mais favorável que os 0.4% antecipados pela OCDE e que passou agora
a ser em linha com os 0.8% previstos pelo BdP, pela troika e pelo Governo. Esta
previsão continua a ter implícito um primeiro trimestre difícil para a economia
(aponta-se atualmente para uma ligeira queda -0.1% no 1ºT2014), já que a
procura interna será condicionada pela entrada em vigor das medidas constantes no
OE-2014. Assim, será sobretudo a partir da primavera que apontamos para que a
economia regresse aos crescimentos consistentes (mas moderados), à medida que o
impacto das novas medidas se dilua e com a procura externa, nomeadamente a
proveniente da Zona Euro, a dever acelerar ao longo do ano.
Portugal - PIB
Un: %
3
20
06
:Q
Incorporando esta previsão para o 4ºT2013, passamos a apontar para o conjunto do
ano de 2013 para uma queda de 1.5% (anteriormente, de -1.6%), em linha com a
prevista pelo BdP (10-dez) e menos desfavorável do que os -1.7% previstos pela
OCDE (11-nov) e os -1.8% constantes da Proposta de OE 2014 e assumidos até ao
momento pela troika.
Crescimento Trimestral
Crescimento Médio Anual
Consumo Privado
O indicador de consumo privado do INE apresentou em novembro uma subida
homóloga de 2.4% (+1.5% no mês anterior, revisto em alta em +0.1 p.p.),
prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2012 e apresentando
apenas o 4º crescimento homólogo (consecutivo) desde fev-11. O indicador fez
níveis máximos desde ago-10 (+2.9%), depois de ter atingido em dez-11 o mínimo
histórico de -6.5% da série iniciada em 1992, na sequência do acentuado movimento
descendente observado desde jun-10. Esta evolução favorável do indicador em
novembro deveu-se ao contributo positivo mais expressivo de ambas as
componentes, consumo corrente e consumo duradouro, sobretudo do primeiro caso.
Portugal - Indicador Consumo Privado (INE)
6
Un: %
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DPEC - Departamento de Estudos
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1
Indicador Consumo Privado - YoY/mm3m
Consumo Privado - Var. Hóm (YoY)
Portugal - Private Consumption (YoY) vs PC Indicator (INE)
6
Un: %
Previsão - 4Q13 YoY:0.1/QoQ:-0.7
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Q
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:Q
4
Segundo os cálculos do Montepio, e embora ainda sem a leitura de dezembro
(admite-se uma aceleração semelhante à observada em média nos dois primeiros
meses do trimestre), o indicador de consumo privado do INE encontra-se em níveis
compatíveis com um decréscimo em cadeia de 0.7% do consumo privado no
4ºT2013, um cenário que consideramos atualmente demasiado pessimista, não
obstante apontarmos também para um regresso do agregado às contrações,
penalizado, no final de 2013, pelo anúncio das novas medidas de austeridade na
Proposta de OE 2014. Com efeito, o nosso indicador compósito para o consumo
privado aponta para um decréscimo de cerca de 0.3%, prejudicado nesse trimestre
também pela dinâmica ligeiramente desfavorável das vendas de carros, mas
essencialmente pelas vendas a retalho e pela também provável queda no consumo
de serviços. Isto depois de o consumo privado ter expandido 1.1% em cadeia no
3ºT2013, registando o 2º crescimento consecutivo (+0.4% no 2ºT2013) e após 9
trimestres de queda, continuando a aliviar de níveis mínimos desde o 1ºT2001 e
sendo suportado pela generalidade dos tipos de consumo, com destaque para o novo
forte acréscimo nos bens duradouros.
-8
20
0
Com efeito, o indicador de consumo corrente acelerou em novembro (de +0.9%
para +1.6%), prolongando o movimento crescente iniciado em dez-11 e atingindo o
valor mais elevado desde out-10. Esta evolução refletiu sobretudo o contributo
positivo mais acentuado da componente não alimentar. Por seu lado, o indicador de
consumo duradouro registou um crescimento homólogo mais intenso (+8.8% vs
+5.7% no mês anterior), prolongado a trajetória crescente iniciada em jan-12. A
informação sobre as vendas de automóveis ligeiros de passageiros, disponível até
dezembro, revelou uma variação homóloga de 26.9% (+20.8% no mês anterior),
mantendo o perfil ascendente observado desde mar-12 e fixando a taxa mais
elevada desde final de 2010.
Private Consumption - YoY
Private Consumption Indicator (Quarterly Average)
27 de janeiro de 2014
27
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Investimento
DPEC - Departamento de Estudos
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Indicador FBCF - YoY/mm3m
FBCF - Var. Hóm (YoY)
Portugal - Fixed Investment (YoY) vs Fixed Inv. Indicator (INE)
Un: %
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Previsão - 4Q13 YoY:-3.1/QoQ:-2.1
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:Q
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Fixed Investment - YoY
Fixed Investment Indicator (Quarterly Average)
Portugal - Fixed Investment vs Montepio FBCF Indicator
8
Previsão - 4Q13 YoY:-2.3/QoQ:-1.4
Un: %
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0
6:
4
Q
Q
5:
20
0
Q
4
-20
4:
Em termos trimestrais, e embora ainda sem a leitura de dezembro (admite-se uma
aceleração semelhante à observada em média nos dois primeiros meses do
trimestre), segundo os cálculos do Montepio, o indicador de FBCF do INE encontra-se
em níveis compatíveis com um forte decréscimo em cadeia do investimento em
capital fixo (FBCF) no 4ºT2013 de 2.1%, um cenário de contração que vai
igualmente ao encontro das nossas perspetivas, com o investimento a ser também
penalizado pelo anúncio das novas medidas de austeridade na Proposta de OE 2014,
mas com o nosso indicador compósito para a FBCF a apontar, igualmente, para a
possibilidade da queda se revelar menos intensa (entre -1.0% e -1.5%). Isto depois
de a FBCF ter registado um acréscimo de 1.5% no 3ºT2013, pelo 2º trimestre
consecutivo (+0.3% no 2ºT2013), sendo suportada pelo investimento em construção
e em máquinas e equipamentos e aliviando, em dois trimestres, de níveis mínimos
desde 4ºT1987, para máximos desde o 4ºT2012.
0
-4
20
0
Por último, o indicador de investimento em material de transporte (inclui
apenas a componente automóvel) voltou a acelerar em novembro, prolongando o
perfil positivo observado desde mai-12 e fixando o máximo desde ago-10. Nos
últimos dois meses, todas as componentes contribuíram positivamente para a
evolução do indicador. Já em dezembro, as vendas de veículos comerciais ligeiros
cresceram 40.9% em termos homólogos (+18.7% e +24.6% nos dois meses
anteriores), prolongando o perfil ascendente iniciado em maio de 2012. Note-se que
este comportamento está parcialmente influenciado pelo efeito de base resultante da
forte redução observada no período homólogo. Por sua vez, as vendas de veículos
comerciais pesados registaram um crescimento homólogo de 87.2% em dezembro,
após terem apresentado taxas de 11.4% e 11.8% em outubro e novembro,
respetivamente. Refira-se que as vendas de veículos comerciais ligeiros e pesados
atingiram, em dezembro, as variações homólogas mais elevadas desde junho e
dezembro de 2007, respetivamente. É ainda de salientar que as importações de
material de transporte registaram um crescimento homólogo de 11.0% em
novembro (-5.6% em outubro), contrariando a trajetória negativa observada desde
julho.
4
20
03
:
Por sua vez, o indicador de investimento em máquinas e equipamentos,
baseado nas opiniões dos empresários do comércio por grosso de bens de
investimento, apresentou uma redução ligeiramente menos expressiva em
dezembro, prolongando a trajetória ascendente iniciada em fev-12 e atingindo o
valor mais elevado desde fev-10. No último mês, as opiniões sobre o volume de
vendas e as perspetivas de atividade contribuíram positivamente para a evolução do
indicador, de forma mais expressiva no primeiro caso, enquanto as opiniões sobre a
atividade e as expetativas relativas às encomendas a fornecedores contribuíram em
sentido contrário. É, ainda, de notar que as importações de máquinas e outros bens
de capital e seus acessórios (excluindo material de transporte) aceleraram em
novembro, passando de um crescimento homólogo de 0.6%, em outubro, para
3.1%, após o abrandamento registado no mês anterior.
8
3:
Com efeito, o indicador de investimento em construção apresentou uma
redução menos acentuada em novembro, retomando o expressivo movimento
ascendente observado desde abril. No mesmo sentido, as vendas de cimento
produzido em território nacional voltaram a registar uma diminuição homóloga
menos acentuada em dezembro, prolongando a trajetória positiva iniciada em abril.
O licenciamento de novas habitações passou de uma variação homóloga de -30.8%
em outubro, para -28.9% em novembro.
Portugal - Indicador FBCF (INE)
Un: %
12
20
0
O indicador de investimento em capital fixo (FBCF) do INE tem vindo a aliviar
o ritmo de queda homóloga nos últimos 9 meses – passando em novembro de -6.1%
para -4.5% (máximo desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em fevereiro,
invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A evolução do indicador em
novembro resultou do contributo negativo menos expressivo das componentes de
construção e de máquinas e equipamentos e do contributo positivo ligeiramente mais
significativo da componente de material de transporte.
Fixed Investment - YoY
Montepio FBCF Indicator - YoY
27 de janeiro de 2014
28
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Balança Corrente
No ano de 2012 o défice da balança corrente representou 1.5% do PIB, em
desagravamento (-7.0% em 2011). Considerando apenas a balança de bens e serviços,
observou-se um défice de apenas 0.1%, algo ímpar desde 1943. Para 2013, apontamos
para uma nova melhoria do saldo da balança corrente, apresentando inclusivamente um
excedente (os dados ajustados de sazonalidade sugerem um excedente de cerca de 0.4%
do PIB no 1ºT2013 e de 1.0% no 2ºT2013, seguido de um ligeiro défice de 0.1% no
3ºT2013 e com os dois primeiros dados mensais para o 4ºT2013 a sugerirem, para já, um
novo ligeiro excedente). Em termos anuais, em resultado da revisão em baixa dos dados
dos trimestres anterior, prevemos agora que o valor para 2013 se cifre num excedente em
torno dos 0.5% do PIB, um resultado em linha com o previsto pela OCDE em 19-nov
(+0.5%) e o que foi igualmente admitido pelo Governo na Proposta de Orçamento de
Estado para 2014 (OE 2014), entregue na Assembleia da República em 15-out. Para 2014
antecipa-se uma nova melhoria do excedente, para cerca 1.4%, neste caso ligeiramente
acima das previsões da OCDE (+1.2%), mas abaixo dos 1.9% admitidos pelo Governo.
Em novembro observaram-se comportamentos distintos das diversas balanças, mas
maioritariamente favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento
do PIB, com um desagravamento do défice da balança de bens e uma nova ligeira subida
do excedente da balança de serviços. Com efeito, segundo estes dados do BdP, o défice da
balança de bens desagravou-se de 683 M€ para 555 M€, pela 3ª vez nos últimos 4
meses, revertendo apenas cerca de metade do agravamento do mês anterior, mas
aproximando-se do registo de mar-13, mês em que fez mínimos históricos (série iniciada
em 1996). Este desagravamento refletiu um forte acréscimo das exportações (+4.1%) e
um acréscimo menos intenso das importações (+0.7%), com as exportações a ascenderem
a níveis máximos históricos, ao passo que as importações diminuíram novamente a
distância face ao respetivo máximo histórico observado no início de 2008 (de -18.4% para 17.8%).
Por sua vez, a balança de serviços viu o seu excedente subir ligeiramente de 841 M€
para 845 M€, continuando a aproximar-se dos níveis máximos desde o início da série
registados em jul-13, em resultado, neste caso, de um acréscimo das exportações (+1.7%)
inferior ao das importações (+2.8%), com as exportações a contabilizarem a 2ª subida
consecutiva, aproximarem-se um pouco mais dos níveis máximos históricos observados em
mai-13 (estando, ainda assim, apenas a 0.6% desse nível). No caso das importações
tratou-se da 2ª subida (consecutiva) em 4 meses, encontrando-se ainda 13.9% abaixo do
nível máximo histórico atingido em mai-11.
Portugal - Balança Corrente (Nsa)
1,000
Un: 10^6 €
Un: 10^6 €
11,000
500
10,000
0
9,000
-500
8,000
-1,000
7,000
-1,500
6,000
-2,000
5,000
-2,500
4,000
-3,000
3,000
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:1
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:1
1
20
13
:1
1
A balança corrente registou um défice de 71.0 milhões de euros (M€) em novembro,
representando uma degradação face ao défice de 18.2 M€ do mês anterior, cujo valor
resulta ademais da revisão em baixa do anterior excedente de 10.5 M€. Note-se que estes
dados são bastante afetados pela sazonalidade, sendo que, quando descontados desse
efeito, revelam, pelo contrário, uma melhoria do saldo da balança corrente, passando de
um défice de 27 M€ para um excedente de 78 M€, que representa um máximo desde jun13. Trata-se do 3º excedente da balança corrente nos últimos 4 meses, contabilizando
também já 8 excedentes nos últimos 21 meses (+379M€ em dez-12, que constituiu um
máximo histórico desta série do Banco de Portugal (BdP) iniciada em 1996), representando,
juntamente com o observado no mês de jul-12, os únicos saldos positivos desta série.
Balança Corrente - Saldo (nsa)
Balança Corrente - Crédito (nsa)
Balança Corrente - Débito (nsa)
Portugal – Balança corrente
Valor
Un: 10^6 €; %
Balança corrente e de capital (sa)
Balança corrente (sa)
Balança de bens
Var. Mensal
Var. Homól.
Out
Nov
Out
Nov
Out
Nov
349
130
179.2
-62.8
4.8
-225.0
-27
78
-683
-142.2 -388.9 -91.3 -145.1
-555
38.8
-18.7
-6.1
Exportações
3 941 4 101
-3.2
4.1
2.7
Importações
4 624 4 656
1.3
0.7
1.3
6.3
0.7
0.5
15.8
19.4
0.5
1.7
5.7
13.2
2.8
Balança de serviços
Exportações
Importações
841
845
1 729 1 758
-4.3
8.0
888
913
0.2
-2.4
8.0
-529
-512
-2.9
-3.2
1.3
-13.7
C rédito
450
403
-3.4
-10.4
-6.6
8.6
Débito
979
916
-3.1
-6.4
-2.5
-5.0
343
299
28.9
-12.8
61.0
2.7
C rédito
728
695
11.0
-4.5
20.9
5.1
Débito
385
396
-1.3
2.9
-1.0
7.0
377
53
518.0
-85.9
-41.4 -24.3
C rédito
434
90
325.5
-79.3
-38.4 -26.2
Débito
57
38
39.0
-33.3
Balança de rendimentos
Bal. transferências correntes
Balança de capital (sa)
-5.0
-26.9
Note-se que as exportações terão sido nos últimos meses, pelo menos em parte,
penalizadas pelo comportamento cambial desfavorável observado desde set-12, com o euro
a registar uma apreciação efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE (embora
revertendo apenas cerca de 4/5 da depreciação registada entre mai-11 e ago-12).
Entretanto, a moeda única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%).
Relativamente às restantes componentes da balança corrente, assistiu-se a um
comportamento misto, com um desagravamento do défice da balança de rendimentos
(de -529 M€ para -512 M€), mas com uma diminuição do excedente da balança de
transferências correntes (de +343 M€ para +299 M€), afastando-se neste último caso
um pouco mais do registo de abril, quando atingiu máximos desde mai-99. Note-se que a
contribuir para a evolução favorável do saldo da balança de transferências nos últimos
tempos – a respetiva média móvel de 12 meses bateu em abril máximos desde o início
desta série (em 1996) – têm estado as remessas de dinheiro dos emigrantes para Portugal,
que subiram 8.4% nos primeiros 11 meses do ano, chegando aos 2.665 mM€, uma
tendência positiva e que deverá estar, em boa parte, associada à transferência de
poupanças para o país, onde as taxas de juro são relativamente mais vantajosas, bem
como ao aumento da emigração.
Em termos trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os dados das balanças de
bens e serviços apontam para um contributo positivo das exportações líquidas para o
crescimento do PIB no 4ºT2013, refletindo um crescimento das exportações e uma queda
das importações. Admite-se ademais que este comportamento possa ver-se reforçado até
final do trimestre, atendendo à provável nova queda das importações no mês de dezembro,
refletindo a esperada contração da procura interna resultante do anúncio, em meados de
outubro, das novas medidas de austeridade constantes no OE para 2014, bem como à
continuação da melhoria das exportações, num contexto de ligeira aceleração da
recuperação económica na Zona Euro. Isto depois de, no 3ºT2013, as exportações
líquidas terem evidenciado um forte contributo negativo de 1.1 p.p. (+0.7 p.p. no
2ºT2013), refletindo, como esperado, essencialmente um forte acréscimo das
importações – resultante dos fortes crescimentos do consumo privado e do investimento –
e com as exportações ademais a evidenciarem um ligeiro decréscimo, apresentando
ambos os agregados contributos negativos para o crescimento do PIB (-1.0 p.p. e -0.1 p.p.,
respetivamente).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
29
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Preços
O índice de preços no produtor (IPP)* apresentou um decréscimo homólogo de
0.1% em dezembro, desagravando o ritmo de queda (-1.3% no mês anterior, revisto
dos anteriores -0.9%), pela 2ª vez nos últimos 3 meses, depois de em setembro (1.4%) ter registado a maior descida desde finais de 2009 (-1.5% em nov-09). Seja
como for, os preços continuaram em queda homóloga, pelo 5º mês consecutivo e
claramente aquém da tendência histórica, na sequência de uma tendência de
desaceleração que se observa desde o máximo plurianual de 7.7% registado em
mar-11.
Em cadeia, o IPP apresentou uma subida de 0.4% (-0.2% no mês anterior e -0.8%
em dez-12). O agrupamento de energia, com uma taxa de variação de 1.5% (1.7% em dez-12), apresentou o contributo mais relevante para a variação mensal do
índice total (+0.4 p.p.). Por secções, a variação do índice total foi determinada pelo
contributo da secção das indústrias transformadoras (+0.4 p.p.), em resultado de
uma taxa de variação mensal de 0.5% (-0.9% no mês homólogo).
Un: %
8
4
0
3
2
-4
1
-8
0
-1
-2
20
13
:1
2
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:1
2
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:1
2
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:1
2
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:1
2
20
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:1
2
20
07
:1
2
-3
20
06
:1
2
Em termos de grandes agrupamentos industriais, a maioria apresentou variações
homólogas superiores às observadas em novembro. A variação do índice agregado
foi sobretudo determinada pelas diminuições dos índices dos agrupamentos de bens
intermédios (-2.0% vs -1.6% no mês anterior) e de bens de consumo (-0.3% vs
-1.1% no mês anterior), tendo contribuído com -0.6 p.p. e com -0.1 p.p.,
respetivamente. Pelo contrário, o agrupamento de energia registou um contributo
positivo para a variação homóloga do índice agregado (+0.4 p.p.), em consequência
de uma variação de 1.3% (-1.9% em novembro). O índice da secção das indústrias
transformadoras registou uma variação homóloga de -0.8%, superior em 1.4 p.p.
à observada em novembro, originando um contributo de -0.7 p.p. para a variação do
índice total.
Portugal - Índice de Preços no Produtor
Un: %
Var. Mensal (MoM) (esc. esq.)
Var. Hom. (YoY) (esc. dir.)
Var. Média 12M (esc. dir.)
Portugal - Indicadores de Preços
Un:%
Var. Mensal
Var. Homól.
Nov-13 Dez-13 Nov-13
Dez-13
IPC
-0.2
0.4
-0.2
IPCH
-0.3
0.3
0.1
0.2
IPP
-0.7
0.4
-1.3
-0.1
Estes dados do IPP continuam a revelar, à semelhança do IPC, que as anteriores
pressões sobre os preços advinham essencialmente das commodities (em concreto
da energia) e de alterações fiscais.
Bens de C onsumo
Note-se que, em termos anuais, a variação média do IPP foi de 0.2% em 2013, em
forte desaceleração (+3.2% em 2012), enquanto o índice da secção das indústrias
transformadoras apresentou uma queda de 0.7% (+2.2% em 2012). Ao nível do
IPC, recorde-se que observou um crescimento anual de 0.3%, também em forte
desaceleração (+2.8% em 2012). O IPC core passou de uma taxa de variação
média anual de 1.5% em 2012, para 0.2% em 2013. Para além da expressiva
desaceleração da inflação core, a redução da taxa de variação dos produtos
energéticos, de 9.6% em 2012 para -0.7% em 2013, contribuiu também de forma
significativa para a desaceleração do IPC em 2013. Esta redução tem subjacente a
diminuição dos preços dos combustíveis, bem como a dissipação do efeito do
aumento da taxa do IVA do gás natural e da eletricidade de 6% para 23% em out11, que em termos de variação média dos últimos doze meses foi anulado em out13.
0.2
0.0
0.1
-1.1
-0.3
Duradouro
0.5
-0.1
0.0
-0.8
Não-Duradouro
-0.1
0.1
-1.3
-0.3
Intermédios
-1.3
-0.3
-1.6
-2.0
Equipamento
-0.3
0.3
0.9
2.4
Energia
-0.9
1.5
-1.9
1.3
Nota : medidas Core=IPC/IPCH excluindo a energia e os bens
alimentares não transformados.
Dados que continuaram assim a confirmar as nossas perspetivas, de que as
anteriores pressões sobre inflacionistas assumiam um carácter largamente
temporário. A dissipação desses efeitos temporários ao longo de 2013, em
conjugação com uma descida do preço médio anual do petróleo, um crescimento
marginal dos preços de importação de bens não energéticos e a manutenção de uma
forte moderação salarial traduziram-se numa redução da inflação (medida pela
variação homóloga do IHPC) em 2013, de 2.8% para 0.5%, em linha com o que se
havia estimado – um valor que é o 2º mais baixo desde que existem registos,
apenas superado pela queda de 0.9% registada em 2009, depois do colapso dos
preços do petróleo –, apontando-se para uma inflação em torno dos 0.6% para
2014. Note-se que em 2012 a inflação já abrandou dos 3.6% observados em 2011
para 2.8%, todavia continuando ainda acima da média da Zona Euro – refletindo,
essencialmente, o impacto das referidas alterações da tributação indireta e de preços
condicionados por procedimentos de natureza administrativa em 2011 e 2012, no
contexto das medidas de consolidação incluídas programa de ajustamento económico
e financeiro (PAEF) acordado com a troika. Refira-se que a evolução dos preços em
2013 tem implícito um alargamento das margens de lucro agregadas que, por refletir
alterações importantes na estrutura empresarial portuguesa, constitui parte
fundamental do reequilíbrio dos balanços do setor empresarial.
* Com o relatório de setembro o INE passou a divulgar uma nova série do IPP, com
valores retrospetivos desde jan-10. A principal alteração introduzida com esta nova
série prende-se com o conceito de preço considerado, que deixou de incluir impostos
específicos sobre os produtos. Adicionalmente passou a ser utilizada uma nova
amostra de empresas e de produtos, determinando também um aumento de
cobertura das atividades e dos produtos considerados. O INE procedeu, ainda, à
atualização da estrutura de ponderadores, verificando-se um aumento dos pesos
relativos dos bens de investimento e dos bens energéticos e uma redução do peso
dos bens intermédios. Estas alterações originaram revisões face aos resultados
anteriormente publicados.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
30
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Reino Unido – BoE deverá fazer alterações à sua
forward guidance em fevereiro, depois de a taxa de
desemprego ter descido para 7.1%…
A semana ficou marcada por novos dados extremamente
positivos para o mercado laboral, com a taxa de
desemprego a descer 0.3 p.p., nos três meses
terminados em novembro, para 7.1%, bem mais do que
previa o mercado, passando a estar num mínimo desde
mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido
pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura
acomodatícia da sua política monetária. Limiar esse que
deverá ser revisto nas próximas reuniões, conforme
sugere o teor das minutas relativas à reunião de janeiro,
conhecidas durante a semana.
Regressando aos dados do mercado laboral, o nº de
desempregados caiu para um nível mínimo desde abr-09,
enquanto o emprego continuou a subir, renovando
máximos históricos. Já em dezembro, o desemprego
registado (uma medida mais restrita) observou mais uma
nova forte queda, sendo que, conjuntamente, nos
últimos 7 meses, observou-se uma diminuição de 253 mil
desempregados registados, a maior desde set-97. Pelo
contrário, ao nível dos salários nominais, os números de
novembro continuaram a dar conta de crescimentos
baixos, tendo a subida homóloga dos salários por
trabalhador, excluindo bónus, ficado em 0.9%,
acelerando apenas marginalmente face aos registos dos
3 meses anteriores e de março, que representam os
menores crescimentos desde, pelo menos, o início da
série (2001), e substancialmente longe dos crescimentos
em torno dos 4% que se registavam antes da crise. Os
salários continuam, assim, a crescer a um ritmo inferior
ao
dos
preços
nos
consumidores,
apesar
do
abrandamento recente destes últimos, um diferencial
negativo que persiste desde o final de 2009. Deste modo,
as minutas da última reunião do Comité de Política
Monetária (MPC) do Banco de Inglaterra (BoE),
realizada a 9 de janeiro – na qual a autoridade não
alterou a postura da sua política monetária, tal como era
amplamente antecipado pelo mercado –, revelaram que
os membros do Comité não identificam uma necessidade
imediata de aumentar a bank rate, apesar da
recuperação acima do esperado do mercado laboral, e
mesmo da evolução benigna das pressões inflacionistas.
Isto porque o Comité identifica um número de
contrariedades que a economia ainda enfrenta: i) o fraco
crescimento do rendimento real; ii) a expansão ainda
pouco sustentada do investimento empresarial; iii) a
evolução
da
produtividade;
iv)
a
evolução
previsivelmente fraca das economias dos principais
parceiros comerciais do Reino Unido.
Assim, a reunião de política monetária de fevereiro ou o
Relatório de Inflação – a divulgar dia 12-fev – deverá
trazer uma revisão da forward guidance do BoE, a qual
poderá tomar a forma de uma redução do limiar (por
exemplo, para 6.5%), ou de uma alteração da
formulação da guidance, na linha do que a Reserva
Federal americana fez em dez-13, quando se
comprometeu a não subir a taxa de referência até muito
DPEC - Departamento de Estudos
depois de a taxa de desemprego descer abaixo do seu
limiar de 6.5%. Note-se, aliás, que, como o BoE já vinha
salientando nas últimas reuniões, o valor de 7% para a
taxa de desemprego é um “limiar” – aquém do qual o
BoE não alterará a postura da sua política monetária – e
não um “gatilho”, ou seja, um automatismo que implique
a reversão imediata da atual política acomodatícia.
A retoma da economia tem sido encabeçada pelo forte
aumento da procura no imobiliário residencial, o qual
não tem recebido resposta proporcional da parte da
oferta, conduzindo a uma aceleração persistente do
crescimento dos preços das casas nos últimos meses. Os
primeiros dados de janeiro, divulgados pela Rightmove,
reportaram uma subida homóloga de 6.3% (+5.4% no
mês anterior), a maior desde nov-07 e impulsionando os
preços a um nível máximo desde, pelo menos, o início da
série (2001). A agitação no mercado é visível no tráfego
no site da Rightmove e nos emails enviados aos agentes
imobiliários, que apresentam subidas de quase 20% face
ao período homólogo de 2013. O aumento da procura
continua, todavia, sem ser correspondido pela oferta, o
que ajuda a impulsionar os preços, com a Rightmove a
identificar uma média de 58 propriedades à venda por
agência, um mínimo desde fev-07.
Durante a semana foram também conhecidos os
números de janeiro dos indicadores da Confederation
of British Industry (CBI) para a indústria e o retalho,
que revelaram evoluções aquém do esperado para o
mês, mas continuando a dar indicações genericamente
positivas em termos de média móvel de 3 meses
(mm3m). Na indústria, a mm3m do indicador compósito
de confiança – calculado pelo Montepio com base nos
indicadores parcelares – subiu, encontrando-se pelo 5º
mês consecutivo em terreno positivo, relativamente perto
de máximos desde jun-95 e acima da tendência histórica.
No retalho, a mm3m do indicador que avalia a evolução
homóloga das vendas a retalho nas principais lojas subiu
4 pontos, para 16 pontos, encontrando-se um pouco
abaixo da tendência histórica.
A recuperação da economia tem levado a um
comportamento melhor do que o previsto da execução
orçamental do Estado, cujos dados de dezembro – o
9º mês do ano fiscal de 2013/14 – surpreenderam pela
positiva. Os dados acumulados revelam um défice de
96.1 mM£, inferior em 4.8 mM£ ao do período homólogo.
O investimento líquido está a subir, o que tem sido
possibilitado por uma execução corrente acima do
esperado. O saldo corrente apresenta um défice
acumulado 5.8 mM£ abaixo do observado no mesmo
período do anterior ano fiscal. Do lado das receitas,
observam-se
subidas
acumuladas
em
todas
as
componentes, relativamente idênticas entre os impostos
sobre o consumo (+5.1%) – que incluem o IVA (+4.2%)
– e os impostos sobre o rendimento e riqueza – que
abrangem o IRS (+4.9%) e o IRC (+4.2%) –, enquanto
as receitas da segurança social crescem menos (+2.4%).
Embora menos representativos, note-se o fortíssimo
crescimento de 14.1% dos outros impostos, que incluem
o imposto de selo das compras de casas.
27 de janeiro de 2014
31
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
O destaque da semana passada… no Reino Unido
Política Monetária
Foram publicadas as minutas da última reunião do Comité de Política Monetária
(MPC) do Banco de Inglaterra (BoE), realizada a 9 de janeiro, na qual a autoridade
não alterou a postura da sua política monetária, tal como era amplamente
antecipado pelo mercado, atendendo à opção recente por forward guidance e à
evolução positiva ao nível da atividade e da inflação. Com efeito, o MPC decidiu
manter a taxa de juro de referência, a bank rate, em 0.50% (nível em que se
encontra desde mar-09 e que corresponde ao mais baixo desde a fundação da
autoridade, em 1694) e a dimensão do Asset Purchase Facility (APF), o programa de
compra de dívida pública e privada (financiado através da emissão de reservas do
banco central) em 375 mil milhões de libras (mM£), que se encontra inalterado
desde jul-12. Adicionalmente – e mais importante –, o MPC manteve a política de
forward guidance explícita anunciada aquando da divulgação do Relatório
Trimestral de Inflação de agosto.
Assim, a reunião de política monetária de fevereiro ou o Relatório de Inflação – a
divulgar dia 12-fev – deverá trazer uma revisão da forward guidance do BoE, a qual
poderá tomar a forma de uma redução do limiar (por exemplo, para 6.5%), ou de
uma alteração da formulação da guidance, na linha do que a Reserva Federal
americana fez em dez-13, quando se comprometeu a não subir a taxa de referência
até muito depois de a taxa de desemprego descer abaixo do seu limiar de 6.5%.
Note-se, aliás, que, como o BoE já vinha salientando nas últimas reuniões, o valor de
7% para a taxa de desemprego é um “limiar” – aquém do qual o BoE não alterará a
postura da sua política monetária – e não um “gatilho”, ou seja, um automatismo
que implique a reversão imediata da atual política acomodatícia. Na reunião de
janeiro, no que diz respeito à forward guidance, o Comité não identificou, assim,
motivos para alterar, sendo que, relativamente à decisão de política monetária,
as minutas revelaram que houve unanimidade tanto em relação à manutenção da
bank rate, como em relação à não extensão do APF, neste caso pela 7ª reunião
consecutiva. Note-se ademais que pela 3ª reunião consecutiva as minutas não
fizeram referência às visões diferentes entre os membros do Comité em relação à
possibilidade de um aumento do estímulo vir a ser necessário, que eram admitidas
nos meses anteriores, devido, em parte, à avaliação que cada membro fazia sobre a
velocidade a que o excesso de capacidade na economia será reduzido se a procura
continuar a aumentar.
DPEC - Departamento de Estudos
:0
1
:0
1
20
14
:0
1
20
13
:0
1
20
12
20
11
20
10
20
09
20
08
20
07
20
06
20
05
20
04
:0
1
0
:0
1
1
-8
:0
1
2
-6
:0
1
3
-4
:0
1
4
-2
:0
1
5
0
:0
1
6
2
R. Unido: Bank Rate vs BOE Asset Purchase Target
Un: 10^6 £
1.8 Un: %
50
01
4:
07
3:
20
1
20
1
01
3:
20
1
2:
2:
20
1
20
1
1:
20
1
1:
20
1
0:
20
1
0:
20
1
9:
9:
20
0
20
0
07
400
01
350
0.4
07
300
0.6
01
250
0.8
07
200
1.0
01
150
1.2
07
100
1.4
01
1.6
Bank Rate (esc. esq.)
Bank Rate vs BOE Asset Purchase Target (esc. dir. invertida)
Reino Unido - Inflação Homóloga e Expectativas dos Consumidores
Un: %
5.5
5.0
4.5
4.0
3.5
3.0
2.5
2.0
1.5
2
:1
2
:1
20
13
2
:1
11
20
12
2
10
20
:1
2
09
20
:1
2
08
20
20
:1
2
07
:1
2
2
:1
06
20
20
2
:1
05
20
:1
04
03
:1
2
1.0
20
Nesta reunião, o MPC voltou a debruçar-se sobre a questão da produtividade, a
maior incerteza das projeções do BoE, designadamente no que diz respeito à
dimensão da recuperação da produtividade comparativamente à extensão da retoma
da procura. Ora, embora a procura esteja a recuperar a um ritmo robusto, a
produtividade não tem acompanhado, levando a que a taxa de desemprego esteja a
diminuir mais rapidamente do que o esperado e mais do que proporcionalmente à
retoma da economia, fixando-se em 7.1% no trimestre terminado em novembro, um
mínimo de quase 5 anos, e apenas 0.1 p.p. acima do limiar traçado pelo BoE
(segundo dados divulgados no mesmo dia das minutas, ou seja, já duas semanas
depois da reunião). Paralelamente, os salários têm revelado um crescimento nominal
bastante inferior ao do PIB. Embora o BoE admita que o limiar da taxa de
desemprego seja atingido mais rapidamente do que o previsto no Relatório de
Inflação – associado a uma evolução mais benigna do que o previsto da inflação e do
produto –, os membros do Comité não identificam uma necessidade imediata de
aumentar a bank rate. Isto porque o Comité identifica um número de contrariedades
que a economia ainda enfrenta: i) o fraco crescimento do rendimento real; ii) a
expansão ainda pouco sustentada do investimento empresarial; iii) a evolução da
produtividade; iv) a evolução previsivelmente fraca das economias dos principais
parceiros comerciais do Reino Unido.
7
4
PIB - Variação Homóloga (esc. esq.)
IPCH - Variação Homóloga (esc. dir.)
Bank Rate (esc. dir.)
20
Recorde-se que o Relatório Trimestral de Inflação de novembro trouxe uma
melhoria das perspetivas da autoridade tanto ao nível do PIB e do desemprego
(admitiu aí que a taxa de desemprego poderia ficar abaixo do limiar de 7% já em
2015), como da inflação, em virtude dos dados económicos acima do esperado no
último trimestre e, do lado da inflação, da evolução do preço das commodities e da
apreciação da libra. Em relação às projeções para a economia, o MPC identificou
como principais riscos ascendentes, a melhoria da confiança dos agentes na retoma
e a melhoria das condições de crédito, que conjuntamente poderão levar as
empresas a libertar algumas das reservas que foram constituindo nos últimos anos,
por receio em relação à recuperação da economia. Por outro lado, assinalou como
riscos descendentes o processo de reparação dos balanços das famílias e do setor
bancário, juntamente com um crescimento lento dos rendimentos reais (fruto do
crescimento dos salários a um ritmo historicamente baixo, inferior à inflação), que
poderão colocar um travão no ritmo de crescimento do consumo privado antes de as
empresas começarem a aumentar os gastos.
6 Un: %
Inflação Homóloga
Expectativas de Inflação dos Consumidores a 12 meses (BoE)
Média histórica das Expectativas de Inflação
Reino Unido - Evolução do IPCH e dos Salários (ex Bonus)
5.5 Un: %
5.0
4.5
4.0
3.5
3.0
2.5
2.0
1.5
1.0
20
02
:1
1
20
03
:1
1
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
06
:1
1
20
07
:1
1
20
08
:1
1
20
09
:1
1
20
10
:1
1
20
11
:1
1
20
12
:1
1
Regressando às minutas, o BoE avaliou as notícias conhecidas ao longo do mês
como positivas, com a retoma a continuar a forte ritmo e a inflação a abrandar. O
MPC afirmou ainda haver agora riscos ascendentes sobre a sua previsão de que o
PIB tenha crescido 0.9% no 4ºT2013 – o nosso indicador compósito para o PIB
sugere, em todo o caso, um crescimento mais brando (+0.7%), se bem que forte
historicamente. Por outro lado, o Comité continuou a referir o risco descendente para
a retoma trazido pela apreciação da libra – a taxa de câmbio efetiva subiu quase 3%
desde o Relatório de Inflação de novembro. Embora a apreciação da libra esteja a
contribuir para o abrandamento mais célere da inflação, poderá ter um efeito
adverso sobre a procura externa, dado que os principais mercados do Reino Unido se
encontram a crescer a um ritmo mais brando.
Reino Unido - Evolução do PIB, da Inflação e da Bank Rate
Salários (ex Bonus) - Var. Hom. (YoY mm3m)
IPCH - Var. Hom. (YoY mm3m)
27 de janeiro de 2014
32
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… no Reino Unido
Imobiliário Residencial
Os preços vinham a oscilar desde meados de 2012, evidenciando uma tendência
apenas levemente ascendente desde o mínimo de out-09 atingido no final de 2011.
Desde o 2ºT2013, é visível uma aceleração crescente, refletindo melhorias ao nível
da conjuntura económica, mas sobretudo do Help to Buy Scheme. Numa primeira
fase – que se iniciou em abril –, o Governo concedia aos compradores de casas
novas 20% do valor da casa, como capital de entrada, com estes a terem que
colocar apenas mais 5%. Na segunda fase, iniciada em outubro, o programa passou
a abranger qualquer tipo de propriedade abaixo das 600 mil libras, mesmo casas
usadas, e os compradores terão que entrar apenas com um depósito simbólico, com
o Governo a oferecer às instituições de crédito que participarem uma garantia sobre
15% do empréstimo imobiliário concedido aos compradores. O esquema deverá
durar 3 anos. O impacto do programa sobre a atividade e os preços tem sido tão
notório que já criou receios em relação à formação de uma bolha especulativa no
mercado. A Rightmove reporta que a segunda fase do Help to Buy se tem sentido
sobretudo no Norte do país, e menos em Londres e no Sudeste, pelo que estará a
ter impacto justamente nos locais onde a procura se encontrava mais fraca. De
acordo com o modelo macroeconómico de longo-prazo desenvolvido pelo Montepio
(que utiliza o índice de preços oficial do Land Registry), os preços das casas
encontram-se um pouco abaixo do seu nível de equilíbrio.
Un: %
200
45,000
160
40,000
120
35,000
80
30,000
40
25,000
0
20,000
-40
15,000
2008:11
2009:11
2010:11
2011:11
-80
2013:11
2012:11
Nº de Empréstimos Hipotecários (esc. esq.)
Nº de Empréstimos Hipotecários (YoY) (esc. dir.)
Índices de Preços de Casas
Variação Mensal
Uni: %
Out 13
Nov 13
Land Registry
-0.3
0.1
Halifax
1.3
0.9
-0.6
Nationwide
1.1
0.7
1.4
Rightmove (*)
0.0
0.6
1.1
Hometrack
0.5
0.5
0.5
Dez 13
Jan 14
0.9
(*) Dado s ajustado s de sazo nalidade pelo M o ntepio .
R. Unido - Índices de Preços de Casas
25 Un: %
20
15
10
5
0
-5
-10
-15
01
01
20
14
:
01
20
13
:
01
20
12
:
01
20
11
:
01
20
10
:
01
20
09
:
01
20
08
:
01
20
07
:
20
06
:
01
-20
01
Entre os restantes 3 indicadores que seguimos, com dados de dezembro, denota-se
também uma tendência ascendente, genericamente em aceleração, com fortes
subidas homólogas transversais: Halifax (+7.5%), Hometrack (+4.3%) e
Nationwide (+8.4%)
Un: Nº Empréstimos
20
05
:
Estes dados sugerem que os preços das vendas deverão continuar a subir a bom
ritmo. Ainda em novembro, os preços das casas vendidas, calculados pelo Land
Registry – o indicador oficial e, simultaneamente, o mais abrangente (inclui
compras a pronto e com recurso a crédito) e o mais preciso (construído com base
no preço de transação), pese embora seja geograficamente limitado (inclui apenas
Inglaterra e País de Gales, se bem que a Escócia e a Irlanda do Norte representem
menos de 10% do PIB do Reino Unido) – registaram uma subida de 0.1%, depois de
terem caído 0.3% no mês anterior, mas que foi a única queda dos últimos 8 meses,
com os preços a encontrarem-se sensivelmente num nível máximo desde ago-08.
Em termos homólogos, os preços das casas cresceram 3.2%, em aceleração pelo 6º
mês consecutivo, tratando-se já do 19º mês consecutivo de crescimentos e do
maior ritmo desde out-10. Esta variação dos preços esconde um padrão geográfico
claramente seccionado, com Londres a continuar a revelar crescimentos bem acima
de outras geografias (+10.6%, em termos homólogos), embora esse diferencial
venha a diminuir (o forte crescimento dos preços na capital reflete, em parte, a
pressão demográfica crescente na cidade, com o número de imigrantes a aumentar
nos últimos anos, mas também o afluxo de compradores estrangeiros de posses
elevadas). Os preços nacionais encontram-se ainda 9.1% abaixo dos máximos prérecessão de 2008/09.
Reino Unido - Nº de Empréstimos Aprovados para Compra de Casa
50,000
20
04
:
Os primeiros dados conhecidos para o mercado residencial em janeiro, divulgados
pela Rightmove, revelaram que os preços das casas – baseados nos preços
pedidos pelos vendedores sondados pela imobiliária – subiram 1.0% em cadeia, que
passam a 0.9% de acordo com os dados ajustados de sazonalidade (cálculos do
Montepio), tratando-se do 3º crescimento consecutivo, com preços a renovarem
máximos desde, pelo menos, o início da série (2001). Em termos homólogos, o
crescimento acelerou, de 5.4% para 6.3%, tratando-se de um máximo desde nov07, e do 29º mês consecutivo de crescimento. A agitação no mercado é visível no
tráfego no site da Rightmove e nos emails enviados aos agentes imobiliários, que
apresentam subidas de quase 20% face ao período homólogo de 2013. O aumento
da procura continua, todavia, sem ser correspondido pela oferta, o que ajuda a
impulsionar os preços, com a Rightmove a identificar uma média de 58
propriedades à venda por agência, um mínimo desde fev-07.
Land Registry - Var. Hom. (YoY)- esc. esq.
DCLG - Var. Hom. (YoY) - esc. esq.
Nationwide - Var. Hom. (YoY)- esc. esq.
Rightmove - Var. Hom. (YoY)- esc. esq.
Índices de Preços de Casas
Variação Homóloga
Uni: %
Out 13
Nov 13
Land Registry
2.9
3.2
Dez 13
Halifax
6.9
7.7
7.5
Nationwide
5.8
6.5
8.4
Rightmove
3.8
4.0
5.4
Hometrack
3.0
3.7
4.3
Jan 14
6.3
O comportamento acima do esperado dos preços nos últimos meses tem levado a
Rightmove a rever sucessivamente em alta a sua previsão para o crescimento dos
preços. Para 2014, passou em dezembro a prever que os preços cresçam até 8%,
caso a oferta de casas no mercado não aumente de molde a compensar o aumento
da procura, sendo que a imobiliária espera que as transações cresçam 10%.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
33
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Finanças Públicas
O saldo orçamental excluindo intervenções financeiras do setor público
apresentou um défice de 12.1 mil milhões de libras (mM£) em dezembro, o 9º mês
do ano fiscal de 2013/14, um valor que ficou abaixo das expectativas do mercado
(14.0 mM£). Este valor compara favoravelmente com o défice de 14.2 mM£
registado no período homólogo do anterior ano fiscal, tal como tem sido tendência
nos últimos meses. Neste mês o headline não foi afetado por fatores pontuais.
12
12
13
:
20
12
:
20
11
:
20
10
:
20
09
:
20
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:
20
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:
20
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:
20
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:
20
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:
03
:
20
20
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2
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3
-25
12
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7
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12
8
0
12
9
5
12
10
10
12
11
15
Défice Orçamental (Mensal) - (esc. esq.)
Défice Orçamental (Média Móvel 12M) - (esc. dir.)
United Kingdom – Public Debt (% GDP)
100 Un: %
90
80
70
60
50
40
Source:IMF (O ctober 2013)
18
20
17
20
16
15
20
14
20
20
13
12
20
11
20
20
10
09
20
08
20
20
07
06
20
05
20
20
20
03
30
20
Desta feita, esta publicação não trouxe revisões de monta aos dados da execução
orçamental no ano fiscal de 2012/13, cujo défice vinha sendo revisto em baixa. Os
números atuais apontam para um défice de 80.5 mM£, o qual fica 6.0 mM£ abaixo
das previsões de março do Office for Budget Responsibility (OBR) – um organismo
criado pelo atual Governo que fornece previsões independentes como auxiliar à
preparação do orçamento –, aquando da divulgação do Orçamento para 2013/14.
Este número está bastante abaixo dos 118.5 mM£ registados em 2011/12, sendo,
todavia, que se encontra enviesado em baixa por efeitos extraordinários –
principalmente a transferência dos fundos de pensões do Royal Mail Group Ltd
ocorrida em abril e também, no final do ano fiscal, a transferência do retorno obtido
pelos investimentos do Asset Purchase Facility (APF) do BoE (6.4 mM£). Excluindo
estes eventos extraordinários, o défice de 2012/13 cifrou-se em 114.9 mM£, 3.6
mM£ abaixo do observado em 2011/12. Excluindo também os 2.3 mM£ provenientes
do Special Liquidity Scheme (SLS) do BoE, o défice fica em 117.2 mM£; e excluindo
ainda os 0.7 mM£ provindos da reclassificação do Northern Rock Asset Management
(NRAM) e do Bradford & Bingley (B&B), que passaram de empresas públicas para o
governo central, e os 2.3 mM£ oriundos do leilão das licenças 4G, o défice ficaria em
120.2 mM£, o que, assim sendo, faz com que o défice do ano fiscal de 2012/13 seja,
na verdade, superior ao registado em 2011/12 (embora, depois de sucessivas
revisões em baixa, já marginalmente). Esta análise salienta a dificuldade da
comparação da evolução da receita orçamental num ano particularmente profícuo em
fatores erráticos. Do ponto de vista da evolução da execução orçamental ao longo do
ano, note-se que os registos dos últimos meses do ano fiscal surpreenderam pela
positiva, ao que acresce a revisão em baixa ulterior do valor do défice. Por outro
lado, o valor observado ficou bastante acima das estimativas do Governo – e do OBR
– divulgadas em jun-10, quando foi iniciado o processo de ajustamento orçamental
do atual Governo.
Un: £10^9
20
04
Analisando os dados acumulados para o atual ano fiscal – e excluindo efeitos
pontuais relacionados com transferências do retorno obtido pelos investimentos do
APF e a transferência dos fundos de pensões do Royal Mail Group Ltd ocorrida em
abr-12 (mas incluindo a oferta de ações em outubro) – o défice encontra-se em 96.1
mM£, 4.8 mM£ abaixo do registado no período homólogo (-1.9 mM£ antes destes
dados).
Reino Unido - Défice Orçamental
25 Un: £10^9
% GDP
Voltando a analisar os dados de novembro, e abstraindo-nos agora dos efeitos de
eventos extraordinários, o investimento líquido ficou em 2.5 mM£, mais 0.2 mM£
do que no mesmo mês de 2012; com o valor acumulado (15.5 mM£) a ficar acima
(+0.9 mM£) do observado no mesmo período do anterior ano fiscal. Por seu lado, o
saldo corrente apresentou um défice de 9.5 mM£, bastante abaixo (2.4 mM£) do
observado em 2012; sendo que o défice acumulado se encontra 5.8 mM£ (2.8 mM£
sem estes dados) abaixo do observado no mesmo período do anterior ano fiscal.
Quer isto dizer que a melhoria da execução orçamental em 2013/14 tem resultado
exclusivamente da melhor execução orçamental corrente, com o Governo a
aproveitar para aumentar o investimento ligeiramente.
As componentes da execução orçamental corrente registaram, em dezembro,
variações mais animadoras, com os valores acumulados a continuarem a dar conta
de melhorias no atual ano fiscal, apesar do aumento dos gastos: as despesas
caíram 2.6% face ao período homólogo (-1.8% no mês anterior), com o respetivo
valor acumulado a encontrar-se 1.4% acima do observado no período homólogo, o
que representa um mínimo desde jun-12, beneficiando da retoma da economia mas
também das medidas de austeridade encetadas pelo Governo. Por seu lado, as
receitas cresceram 3.0% (+5.1% no mês anterior). Em 2013/14, o valor acumulado
(que inclui receitas pontuais) fica 6.6% acima do observado no período homólogo,
um crescimento superior ao das despesas e que claramente resulta da recuperação
da economia. Entre as principais rúbricas não afetadas por fatores pontuais,
observam-se subidas acumuladas em todos, relativamente idênticas entre os
impostos sobre o consumo (+5.1%) – que incluem o IVA (+4.2%) – e os impostos
sobre o rendimento e riqueza – que abrangem o IRS (+4.9%) e o IRC (+4.2%) –,
enquanto as receitas da segurança social crescem menos (+2.4%).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
34
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
O rácio da dívida pública excluindo intervenções financeiras (net debt)
sobre o PIB subiu para 75.7%, sensivelmente em máximos históricos, e
encontrando-se 1.3 p.p. acima do registado no período homólogo.
No dia 5 de dezembro, o OBR divulgou as novas previsões atualizadas, as quais,
como esperado, se revelaram mais otimistas do que as anteriores (de março),
sobretudo devido a previsões mais otimistas para o comportamento da economia,
que deveria crescer 1.4% em 2013 (fruto da revisão em alta do PIB até ao 3ºT2013,
as nossas previsões neste momento são de um crescimento anual de 1.9%, mais 0.4
p.p do que antes da revisão), bem acima dos 0.6% que havia previsto em março,
revendo também em alta as previsões de crescimento para 2014, de 1.8% para
2.4%.
Segundo as novas previsões, o saldo orçamental subjacente (i.e. ajustando para os
suprarreferidos efeitos pontuais) do setor público deverá terminar o atual ano fiscal
em 111.2 mM£, quando em março previa 119.8 mM£, representando uma
diminuição face ao valor de 2012/13. O OBR reviu também em baixa as previsões
par os anos fiscais seguintes, até 2017/18, perante melhores perspetivas para a
economia. O processo de ajustamento orçamental começa, assim, finalmente a
resultar, depois de o défice não ter logrado descer praticamente no último ano fiscal.
Em termos de percentagem do PIB, o défice subjacente deverá ficar em 6.8% no
atual ano-fiscal, descendo face a 7.3% em 2012/13. O OBR prevê que o défice seja
eliminado (-0.1% do PIB) em 2018/19.
O OBR divulgou também números comparáveis com as previsões de entidades
internacionais, designadamente a Comissão Europeia (CE) e o FMI, que se
baseiam, por um lado, no saldo do “Governo Geral” (enquanto o headline do ONS é o
saldo do “Setor Público”, que inclui as contas de todas empresas públicas, mesmo
aquelas cujas receitas próprias sejam inferiores a 50% do total das receitas) e, por
outro, no ano civil (enquanto o OBR se baseia no ano-fiscal). As previsões do OBR
revelam-se mais otimistas, apontando para um défice de 5.9% do PIB em 2013,
contra 6.4% nas previsões de novembro da CE e 6.1% nas previsões contidas no
Fiscal Monitor de outubro do FMI. Para 2014 e 2015, o OBR prevê 5.5% e 4.3%,
respetivamente, o que compara com 5.3% e 4.3% da CE e 5.8% e 2.7% do FMI.
Reino Unido - Défice Orçamental e Dívida Pública
20
Un: £10^9
Un: % GDP
160
15
156
10
152
5
148
0
144
-5
140
-10
136
-15
132
-20
2008:12
2009:12
2010:12
2011:12
2012:12
128
2013:12
Défice Orçamental (esc. esq.)
Dívida Pública (esc. dir.)
United Kingdom – Budget Balance (% GDP)
0 Un: %
-2
-4
-6
-8
-10
-12
20
03
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04
20
05
20
06
20
07
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09
20
10
20
11
20
12
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13
20
14
20
15
20
16
20
17
20
18
Embora menos representativos, note-se o fortíssimo crescimento de 14.1% dos
outros impostos, que incluem o imposto de selo das compras de casas, beneficiando
da melhoria da conjuntura económica desde a primavera. Note-se que as despesas
subiram 1.8% no ano fiscal 2012/13, enquanto as receitas aumentaram 2.0% nesse
período, estas últimas pelo 3º ano consecutivo, todavia em abrandamento (+4.3%
em 2011/12) e as despesas avançaram ligeiramente mais do que em 2011/12
(+1.9%), embora já bastante menos do que os crescimentos registados no auge da
crise (em torno dos +5%).
Source:IMF (O ctober 2013)
% GDP
Relativamente à net debt, o OBR prevê que fique no atual ano fiscal em 75.5% e que
atinja um pico de 80.0% em 2015/16, perspetivas bem melhores do que as que
tinha anteriormente (o OBR previa em março que a dívida atingisse um máximo de
85.6% do PIB, e só em 2016/17).
Recorde-se que até aqui as previsões do OBR vinham-se tornando, pelo contrário,
sucessivamente mais pessimistas, devido ao comportamento da economia aquém do
esperado. Essa tendência levou aos downgrades efetuados pela Moody’s, primeiro, e
pela Fitch posteriormente – duas das 3 principais agências de notação financeira –,
que levaram o Reino Unido a perder a classificação máxima (AAA) de ambas as
agências.
As previsões do OBR são utilizadas pelo Governo na elaboração do orçamento, sendo
que orçamento para 2014/15 será divulgado em março (paralelamente a uma nova
atualização destas previsões). Entretanto, o Ministro das Finanças já pré-anunciou
cortes adicionais na despesa do Estado de 25 mM£ até 2017/18, totalizando 60 mM£
nos próximos 4 anos fiscais, com especial incidência sobre o Estado Social. Este
incremento soma-se aos aumentos da austeridade já anunciados face ao plano
original de 2010, devido à retoma aquém do esperado da economia britânica. Notese que o Governo não parece disposto a abrandar o ímpeto reformista apesar da
retoma bem acima do esperado da economia em 2013 e das boas perspetivas para
os próximos anos..
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
35
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Indicadores de Confiança
O indicador da Confederation of British Industry (CBI), que avalia a evolução
homóloga das vendas a retalho nas principais lojas, registou uma queda em
janeiro, de 34 para 14 pontos, surpreendendo o mercado pela negativa (consenso:
+25 pontos) e anulando parte da forte subida de 33 pontos registada no mês
anterior. Dada a volatilidade do indicador, é também analisada a sua média móvel
de 3 meses (mm3m), que subiu 4 pontos, para 16 pontos, encontrando-se um
pouco abaixo da tendência histórica.
6
40
4
20
2
0
0
-20
-2
-40
-4
-60
20
04
:0
1
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05
:0
1
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06
:0
1
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07
:0
1
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08
:0
1
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:0
1
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:0
1
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11
:0
1
20
12
:0
1
20
13
:0
1
20
14
:0
1
A forte queda do indicador em janeiro terá resultado parcialmente de efeitos de
base, já que o índice relativo ao volume de vendas para a época do ano (que
tenta retirar eventuais efeitos de base presentes na variação homóloga) caiu menos,
com a sua mm3m a cair pela 3ª vez, depois de 6 meses a acelerar, e encontrandose em terreno negativo e num nível inferior ao do headline, se bem que a uma
distância idêntica da tendência histórica, assinalando um nível de vendas
ligeiramente inferior ao normal para a época do ano. Para os próximos meses, as
perspetivas também se deterioraram um pouco, com a mm3m do índice das
encomendas efetuadas a voltar a descer. Ainda assim, ficou pelo 6º mês
consecutivo em terreno positivo, perto do máximo desde jan-13 registado no mês
anterior, encontrando-se mais perto dos padrões históricos. Os empresários
aumentaram o ritmo de acumulação de stocks, com a mm3m do índice a subir pela
3ª vez (consecutiva) em 7 meses, atingindo um máximo desde jun-11 e
encontrando-se bem acima da tendência. A mm3m do spread entre os índices de
encomendas e de stocks – um indicador avançado – diminuiu pelo 3º mês
consecutivo, depois de 5 meses a aumentar, ficando em terreno negativo pelo 3º
mês consecutivo, o que traz perspetivas menos positivas para o setor.
Reino Unido - Vendas a Retalho vs Survey CBI
Un: %
8 Un: %
60
Vendas a Retalho (YoY) (esc. esq.)
Survey CBI - Retail Sales (esc. dir.)
Em termos empíricos, estes dados da CBI sugerem uma queda das vendas a
retalho em janeiro, corrigindo face à forte subida de 2.8% registada em dezembro.
O consumo privado encontra-se a ser impulsionado pela recuperação da confiança
dos consumidores, pelo aumento do crédito e pela continuação da recuperação do
emprego. Todavia está pressionado pelo fraco crescimento dos salários, que
continua aquém da inflação, apesar do abrandamento desta nos últimos meses. No
3ºT2013, o consumo privado subiu 0.8%, pela 8ª vez consecutiva, porém
continuando abaixo do nível pré-recessão (npr), devendo ter abrandado um pouco
no 4ºT2013.
30
4
20
2
10
0
01
01
4:
20
1
01
3:
20
1
2:
20
1
1:
20
1
0:
20
1
9:
20
0
8:
20
0
7:
20
0
6:
5:
20
0
4:
01
-14
01
-12
-60
01
-10
-50
01
-8
-40
01
-6
-30
01
-4
-20
01
-2
-10
01
0
20
0
Entre os índices parcelares, o indicador de carteira de encomendas caiu no mês,
de 12 para -2 pontos, interrompendo uma tendência de subida que durava desde
maio e ficando muito aquém das expetativas do mercado (consenso: +10 pontos).
Em todo o caso, note-se, por um lado, que o indicador se encontrava no mês
anterior num máximo desde fev-95 e, por outro lado, que é extremamente volátil,
sendo que a sua mm3m até subiu, neste caso, pela 7ª vez consecutiva,
encontrando-se pelo 7º mês consecutivo acima da tendência histórica e atingindo
um máximo desde jun-95, ficando em terreno positivo, pelo 4º mês consecutivo,
após 66 meses no vermelho. Por seu lado, o índice de encomendas para
exportação – continuando a analisar a mm3m – caiu ligeiramente, para -1 ponto,
permanecendo perto do máximo desde abr-11 que registou no mês anterior, que
representou o único dos últimos 33 meses em que o indicador não ficou em terreno
negativo. Em todo o caso, as encomendas para exportação permanecem a
evidenciar um ímpeto aquém do índice geral, refletindo a maior força da procura
interna. Já o índice de stocks de produtos acabados ficou sensivelmente
inalterado, pelo 2º mês consecutivo, depois de 3 meses a cair, permanecendo perto
dos mínimos desde dez-12 registados em novembro e abaixo da tendência histórica,
refletindo o forte crescimento da procura.
Reino Unido - Indicadores da CBI vs Prod. Industrial (CE)
Un: %
40 Un: % (SRE)
6
20
0
As leituras de janeiro dos indicadores da Confederation of British Industry (CBI)
sugerem uma melhoria das condições para a indústria, mas a um ritmo menor, com
o indicador compósito de confiança – calculado pelo Montepio com base nos
indicadores parcelares – a permanecer no verde, embora descendo pelo 2º mês
consecutivo, de 7 para 4 pontos, afastando-se mais do máximo desde fev-95
registado em setembro (+12 pontos), ainda que mantendo-se positivo pela 5ª vez
nos últimos 6 meses. A sua média móvel de 3 meses (mm3m) – uma medida mais
alisada, cuja utilização se recomenda, atendendo à típica oscilação mensal do
indicador – até subiu, encontrando-se pelo 5º mês consecutivo em terreno positivo,
depois de 25 meses no vermelho, relativamente perto de máximos desde jun-95 e
dilatando a distância face à tendência histórica.
CBI - Carteira de Encomendas(esc. esq.)
CBI - Expectativas de Produção Próximos 3 meses (esc. esq.)
Produção Industrial - Var. Homóloga (YoY) (esc. dir.)
Entre os índices prospetivos de curto-prazo, as perspetivas revelaram-se mais
favoráveis, com a mm3m do índice de expectativas para a produção nos
próximos 3 meses a subir, depois de 3 meses a cair, permanecendo bem acima
do índice de encomendas, em terreno positivo pelo 12º mês consecutivo e perto do
máximo desde mai-95 registado em setembro. Por outro lado, as expectativas em
relação aos preços nos próximos 3 meses também subiram, pelo 3º mês
consecutivo, quando o mercado previa uma relativa manutenção, depois de em
outubro terem ficado num mínimo desde set-12, permanecendo aquém da
tendência histórica, mas agora apenas ligeiramente e num máximo desde mar-13.
Trata-se de indicações menos positivas, quando a maioria dos indicadores tem
revelado um abrandamento da inflação, apesar da recuperação da economia. A
evolução dos preços é crucial para perceber a validade da tese de que existe um
excesso de capacidade instalada na economia, que permite acomodar o aumento da
procura sem criar pressões inflacionistas.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
36
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Mercado Laboral
Detalhando a nossa análise, de acordo com os dados divulgados segundo as
definições da Organização Internacional do Trabalho (ILO) – mais
abrangentes e os únicos válidos para comparações internacionais –, o número de
indivíduos desempregados diminuiu em 68 mil no trimestre findo em novembro,
face ao trimestre terminado no mês anterior, perto da diminuição de 78 mil
registada no mês anterior, que foi a maior diminuição, em termos percentuais,
desde set-97. O desemprego caiu para 2.32 milhões, um nível mínimo desde abr09 e encontrando-se agora 173 mil abaixo do registo do período homólogo (-122
mil nos 3 meses até ao mês anterior). Com esta descida do desemprego, a taxa de
desemprego diminuiu de 7.4% para 7.1%, quando o mercado esperava apenas
uma redução para 7.3%, representando um mínimo desde mar-09, e ficando
apenas 0.1 p.p. acima do limiar do banco central para rever a sua política
monetária (está já muito afastada dos 8.4% observados no início de 2012, que
representaram um máximo desde jan-96). Paralelamente a esta forte diminuição do
desemprego, registou-se uma robusta subida do número de indivíduos
empregados. Ainda assim, a população ativa diminuiu ligeiramente no trimestre –
mas depois de 5 meses a crescer, o que sinaliza sempre uma maior confiança dos
cidadãos no mercado de trabalho, de resto condizente com a melhoria da
conjuntura económica. O emprego aumentou em 280 mil, uma subida muito forte,
superior à do mês anterior (+250 mil) e ao esperado pelo mercado. O número de
empregados atingiu os 30.15 milhões, renovando, assim, níveis máximos históricos,
encontrando-se bem acima do nível pré-recessão de 2008/09. Assim, continuou a
evidenciar uma subida homóloga (+450 mil), revelando uma aceleração na 2ª
metade do ano.
Em termos setoriais, os dados do trimestre terminado em
disponíveis) trouxeram uma novidade importante, com o
eliminar empregos pela 1ª vez desde out-09. Por seu lado, o
grande maioria dos empregos (+246 mil). Face ao 3ºT2012, o
mil no setor público e aumentou 537 mil no privado.
Reino Unido - Taxa de Desemprego e PIB
8.5 Un: %
Un: %
8
8.0
6
7.5
4
7.0
2
6.5
0
6.0
-2
5.5
-4
5.0
-6
4.5
-8
20
03
:1
1
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
06
:1
1
20
07
:1
1
20
08
:1
1
20
09
:1
1
20
10
:1
1
20
11
:1
1
20
12
:1
1
20
13
:1
1
Os últimos dados reportados pela ONS para o mercado laboral continuaram a
mostrar-se bastante positivos, com o desemprego registado em dezembro a
observar mais uma nova forte queda, sendo que, conjuntamente, nos últimos 7
meses, observou-se uma diminuição de 253 mil desempregados, a maior desde set97. Nos dados mais alargados, ainda de novembro, o desemprego caiu para um
nível mínimo desde abr-09, enquanto o emprego continuou a subir, renovando
máximos históricos. Paralelamente, a taxa de desemprego desceu 0.3 p.p., para
7.1%, bem mais do que previa o mercado, passando a estar apenas 0.1 p.p. acima
do limiar estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura
acomodatícia da sua política monetária (o qual deverá ser revisto nas próximas
reuniões). Pelo contrário, ao nível dos salários nominais, os números continuaram a
dar conta de crescimentos baixos, tendo a subida homóloga dos salários por
trabalhador, excluindo bónus, ficado em 0.9%, acelerando apenas marginalmente
face aos registos dos 3 meses anteriores e de março, que representam os menores
crescimentos desde, pelo menos, o início da série (2001), e substancialmente longe
dos crescimentos em torno dos 4% que se registavam antes da crise.
Taxa Desemprego sa (mm3m) (esc. esq.)
PIB (YoY) (esc. dir.)
Reino Unido - Mercado Laboral
Valor
Un: %
Var. Mensal
Nov
Dez
7.1
-
-0.3
-
30.2
-
0.1
-
2.3
-
-0.1
-
Tx. Desemprego Registado
Desemprego Registado
Indicadores Qualitativos
PMI C ompósito - Emprego (Man+Serv+Const)
3.8
1271
3.7
1247
-0.1
-34.3
-0.1
-24.0
54.7
-
-0.8
-
Exp de Emprego dos Empresários (C E), 3m
16.4
28.1
1.8
11.8
Exp de Desemprego C onsumidores (C E), 12m
54.2
-
-2.0
-
0.9
-
0.1
-
Taxa de Desemprego
Emprego
Desemprego
Salários ex.Bonus (mm3m YoY)
Nov
Dez
N o ta: o Desemprego Registado e a Variação do Desemprego Registado estão apresentados em milhares de
desempregados.
outubro (os últimos
setor público a não
setor privado criou a
emprego diminuiu 52
Comparando os dados do emprego com o nível de mai-08 (mínimo pré-recessão do
desemprego e máximo do emprego), observa-se que, por detrás do nível ainda
historicamente elevado do desemprego, está uma incapacidade da economia para
acomodar o aumento da população (+2.038 milhões), não obstante o nível do
emprego se encontrar bem acima do valor pré-recessão (+578 mil, em resultado de
um aumento no segmento part-time superior à eliminação de postos de trabalho no
full-time), bem como do aumento da população inativa (+754 mil, em resultado do
aumento no segmento “> =65 anos”, vindo a diminuir nos últimos meses). O
aumento do emprego tem beneficiado bastante do crescimento do emprego por
conta-própria e dos programas governamentais, por oposição ao emprego por conta
de outrem. Setorialmente, face ao pico atingido no 1ºT2008 – excluindo o efeito da
reclassificação do emprego do setor público para o privado –, os dados do 3ºT2013
vieram acentuar que a resiliência demonstrada pelo setor privado (+684 mil
empregos) mais do que compensou a eliminação de 126 mil postos de trabalho no
setor público, no âmbito das políticas de emagrecimento do Estado levadas a cabo
pelo Governo.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
37
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
5.6
2
:1
13
20
:1
12
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:1
20
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:1
10
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:1
09
20
:1
20
08
:1
20
07
:1
06
20
:1
05
20
:1
:1
04
03
20
20
2
1.6
2
2.0
-60
2
2.4
-40
2
2.8
-20
2
3.2
0
2
3.6
20
2
4.0
40
2
4.4
60
2
4.8
80
2
5.2
100
Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) (esc. esq.)
Tx. Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) sa (esc. dir.)
Reino Unido - Evolução do IPCH e dos Salários (ex Bonus)
5.5 Un: %
5.0
4.5
4.0
3.5
3.0
2.5
2.0
1.5
1.0
20
03
:1
2
20
04
:1
2
20
05
:1
2
20
06
:1
2
20
07
:1
2
20
08
:1
2
20
09
:1
2
20
10
:1
2
20
11
:1
2
20
12
:1
2
20
13
:1
2
0.5
Salários (ex Bonus) - Var. Hom. (YoY mm3m)
IPCH - Var. Hom. (YoY mm3m)
R. Unido: PIB vs Emprego
400,000
Un: Índice
Un: 10^3 trabalhadores
30,200
28,800
360,000
28,600
:Q
20
13
:Q
20
12
:Q
20
11
:Q
:Q
20
10
20
09
:Q
20
08
:Q
20
07
4
29,000
365,000
4
29,200
370,000
4
29,400
375,000
4
29,600
380,000
4
29,800
385,000
4
30,000
390,000
4
395,000
4
Quanto aos dados dos salários do trimestre terminado em novembro, estes
revelam uma subida homóloga de 0.9% dos salários por trabalhador, excluindo
bónus, abaixo do esperado pelo mercado (consenso: +1.0%), acelerando
marginalmente, mantendo-se muito perto do registo dos 3 meses anteriores e de
mar-13 (+0.8%), que são os menores desde, pelo menos, o início da série (2001),
e substancialmente longe dos crescimentos em torno dos 4% que se registavam
antes da crise. Os salários por trabalhador, incluindo bónus (mais voláteis),
cresceram também 0.9%. Os salários continuam, assim, a crescer a um ritmo
inferior ao dos preços nos consumidores, apesar do abrandamento recentes destes
últimos, um diferencial negativo que persiste desde o final de 2009. Este
comportamento tem refletido a flexibilidade do mercado laboral britânico, em face
da fraca utilização da capacidade instalada, estando em grande medida por detrás
da recuperação do emprego. Em todo o caso, com a recuperação da economia
desde o início do ano, já seria de esperar uma recuperação também ao nível dos
salários. A ausência dessa retoma leva a que a produtividade não esteja a
recuperar, o que sugere que o excesso de capacidade instalada é menor do que
anteriormente se pensava.
Un: %
120
:Q
Os dados qualitativos têm dado conta de progressos nos últimos meses (depois de
a melhoria da situação no mercado laboral desde o final de 2011 ter estado apenas
parcialmente refletida nestes indicadores), sugerindo uma evolução positiva nos
próximos meses. Em dezembro, o índice PMI compósito de emprego (indústria,
serviços e construção) desceu, mas permaneceu pelo 11º mês consecutivo acima
do limiar de expansão, e elevado historicamente, revelando uma expansão robusta.
Do mesmo modo, as expectativas de emprego dos empresários (próximos 3
meses) do inquérito da Comissão Europeia subiram, encontrando-se acima da
respetiva tendência histórica, continuando a sinalizar empiricamente um aumento
do emprego no setor privado, a um ritmo sólido. Finalmente, as expetativas de
desemprego dos consumidores para os próximos 12 meses até subiram, mas
permaneceram abaixo da tendência histórica e a sinalizar empiricamente uma
diminuição do desemprego.
Reino Unido - Desemprego Registado
140 Un: 10^3
20
06
Analisando os dados já de dezembro do número de desempregados registados nos
centros de emprego (desemprego registado), registou-se uma nova forte
diminuição de 24.0 mil, para 1.247 milhões, ainda assim menor do que previa o
mercado (consenso: -32.0 mil). Os últimos meses têm visto intensas melhorias no
mercado laboral, sendo que, conjuntamente, nos últimos 7 meses, registou-se uma
diminuição de 253 mil desempregados, a maior desde set-97. O desemprego
registado evidencia uma tendência descendente desde mar-12 – tratou-se da 14ª
diminuição consecutiva –, encontrando-se já num mínimo desde jan-09 (em plena
Grande Recessão). O nível de desemprego está agora sensivelmente no ponto
médio entre o máximo relativo de 1.609 milhões atingido em fev-12 (um valor que
não chegou a ultrapassar os 1.619 milhões observados em out-09, que
representam um máximo desde 1997) e os 778 mil observados em fev-08, antes do
início da Grande Recessão. A taxa de desemprego registado diminuiu 0.1 p.p.,
para 3.7%, em linha com o que previa o mercado, tendo vindo a apresentar uma
paulatina redução desde os 4.9% que se verificaram de set-11 a dez-11 e que
corresponde a um máximo de cerca de 14 anos (juntamente com alguns meses nos
finais de 2009 e inícios de 2010).
PIB (esc. esq.)
Emprego (esc. dir.)
Os dados do mercado laboral têm evidenciado uma forte melhoria – com exceção
dos salários – logo desde o final de 2011, mesmo quando a economia permanecia
muito fraca. Com a forte aceleração da economia desde o 2ºT2013, a recuperação
no mercado laboral também ganhou ritmo, tendo nos últimos meses superado as
expectativas.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
38
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Japão – Indicadores compósitos continuam a
sugerir um forte crescimento da atividade
económica no 4ºT2013, suportada pela procura
interna e beneficiando da menor penalização das
exportações líquidas…
Os indicadores compósitos (de atividade económica,
coincidente e avançado) continuam a sugerir um forte
crescimento da atividade económica no 4ºT2013 (e
também para o 1ºT2014), suportada pela procura
interna, estimando-se que as exportações líquidas
deixem de penalizar tanto o crescimento do PIB. O
índice de atividade económica subiu 0.3% em
novembro, recuperando grande parte da queda de 0.4%
registada em outubro e praticamente colando-se ao
registo de setembro, quando atingiu o nível mais elevado
desde nov-08. Os dados do lado da oferta (considerando
a média ponderada dos diversos setores) revelam-se,
ainda com os dados de dezembro por divulgar,
consistentes com uma subida de 0.7% do PIB no
4ºT2013, o que coincide com o centro do nosso intervalo
de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Por sua vez, a
estimativa final de novembro do indicador coincidente
(COI) do ESRI reviu em alta a estimativa preliminar,
apontando para uma subida face ao mês anterior, a 10ª
em 12 meses, atingindo um novo máximo desde jul-08,
sinalizando um acréscimo trimestral do PIB de 1.3% no
4ºT2013, acima do nosso intervalo de previsão. Também
o indicador avançado foi revisto em alta, apontando
igualmente para uma subida face ao mês anterior, a 4ª
em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o
valor mais elevado desde mai-07 (ou seja, antes do início
da Grande Recessão internacional), sinalizando um
crescimento do PIB de 0.8% no 1ºT2014, ainda assim
abaixo do centro do nosso intervalo de previsão (entre
+0.8% e +1.2%). A semana foi também marcada pela
reunião de política monetária do BoJ, que manteve a
sua política, pela 11ª vez consecutiva, mas espera-se
que, no 2ºT2014 ou no 3ºT2014, possa realizar novos
estímulos, que passariam desde logo pelo aumento da
base monetária.
Esta decisão de manutenção de estímulos do BoJ surge
após na reunião de 4 de abril ter tornado a sua política
ainda
mais
acomodatícia,
nomeadamente
comprometendo-se em aumentar o seu balanço e a base
monetária – que passou a ser o grande instrumento da
política monetária – de uma forma substancial.
A reunião revelou pela 7ª vez consecutiva uma
manutenção
na
avaliação
das
perspetivas
económicas do BoJ (após 7 revisões em alta),
continuando a autoridade a considerar que a economia
japonesa tem recuperado moderadamente, sendo visível
um aumento das despesas em consumo, numa
antecipação de despesas que seriam realizadas no futuro,
em resultado do aumento da taxa de IVA a partir de
abril. Quanto à economia internacional, entende que as
economias avançadas, principalmente, estão a começar
recuperar, não obstante o crescimento em algumas
geografias continuar a ser “medíocre”. Neste contexto, as
exportações têm vindo a subir, como de resto
demonstram os respetivos dados de novembro, que
permaneceram praticamente em máximos desde out-08.
A autoridade continuou a afirmar que o investimento
empresarial mostrou alguns sinais de recrudescimento,
referindo mais uma vez que acompanha o aumento dos
lucros. O investimento público continuou a aumentar. Em
resultado de melhorias no emprego e nos rendimentos, o
DPEC - Departamento de Estudos
investimento em habitação tem continuado a aumentar e
o consumo privado tem apresentado resiliência, com os
dois segmentos apoiados pela antecipação de despesas
devido ao aumento do IVA. A refletir esta evolução
positiva da procura interna e externa está a produção
industrial, que tem estado a recuperar moderadamente.
Também as condições financeiras permaneceram
acomodatícias. O IPC excluindo bens alimentares frescos
apresenta um crescimento positivo face a igual período
de 2012, na ordem de 1.25%, sendo que as expetativas
de inflação estarão de um modo geral a subir.
Note-se que, na reunião de 31-out, 3 dos 9 membros do
Conselho de Política Monetária do BoJ alertaram para que
as previsões para a evolução da inflação são
demasiadamente
otimistas
–
uma
opinião
que
partilhamos –, o que sublinha que, não obstante os
progressos feitos, não está garantido que o país alcance
a estabilidade de preços. Na reunião de abril, o banco
considerou que iria atingir o target de 2% “o mais
rapidamente possível, no horizonte temporal de 2 anos”.
Na reunião de 21-nov, um dos membros (T. Kiuchi)
propôs que o BoJ intensificasse as medidas de política
monetária com o objetivo de atingir o objetivo nesse
horizonte temporal, tendo novamente defendido esta
abordagem em dezembro e nesta reunião de janeiro.
Aliás, esta divergência no seio do Conselho de Política
Monetária poderá afetar a confiança dos agentes no
compromisso do Governador Haruhiko Kuroda em pôr
termo à deflação. O Governador voltou, durante a
conferência de imprensa, a revelar-se confiante nos
efeitos das políticas do BoJ, referindo que espera que o
Japão atinja a meta de inflação no final do ano fiscal
iniciado em abr-14, ou no início do ano fiscal de 2015, de
resto em linha com as previsões dos diversos membros
do comité de política monetária que foram atualizadas
nesta reunião. Em todo o caso, o Governador considera
que o banco central tem espaço para agir contra os
riscos,
quer
descendentes,
quer
ascendentes,
acrescentando ainda que o BoJ não hesitará em fazer os
necessários ajustes à política, se tal se revelar
necessário.
No curto prazo, dada a dimensão do estímulo atual, não
vemos que possa haver alterações substanciais ao
referido programa antes do início do novo ano fiscal. No
entanto, a dissidência continuada nesta reunião, e alguns
sinais menos positivos da economia no 3ºT2013,
sublinham que o BoJ terá de intervir novamente se quiser
assegurar
o
pretendido
fim
da
deflação
e,
simultaneamente, acomodar os efeitos negativos sobre o
crescimento da subida do IVA. Na verdade, apesar de o
BoJ ter deixado cair do seu comunicado que “persistiam
elevados riscos sobre a economia japonesa”, um dos
membros do comité de política monetária, Sayuri Shirai,
defendeu que deveriam ser incluídos os riscos
relativamente à situação do emprego e rendimento. Além
disso, o próprio Ministro da Economia, Akira Amari,
afirmou, no dia 21 de janeiro, que ainda existe o risco de
a economia regressar à deflação, o que indicia alguma
pressão sobre o BoJ. Assim, espera-se que, no 2ºT2014
ou no 3ºT2014, o BoJ possa realizar novos estímulos,
que passaria desde logo pelo aumento da base
monetária. O BoJ poderá ainda lançar operações de
concessão de fundos à taxa de 0.1% para prazos
superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO do BCE)
de modo a reduzir a volatilidade no mercado de JGB.
27 de janeiro de 2014
39
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
O destaque da semana… no Japão
Política Monetária
O Banco do Japão (BoJ) decidiu, na reunião de 22 de janeiro, confirmar o teor da sua
política monetária – algo que já tinha feito nas 10 reuniões anteriores, após na reunião de
abr-13 ter tornado a sua política ainda mais acomodatícia, nomeadamente
comprometendo-se em aumentar de uma forma substancial o seu balanço e a base
monetária, que passou a ser o grande instrumento da política monetária.
DPEC - Departamento de Estudos
4:
01
3:
01
20
1
2:
01
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1
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20
1
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-3
-10
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-2
-8
6:
01
-1
-6
5:
01
0
-4
4:
01
1
-2
PIB - Variação Homóloga (esc. esq.)
IPC - Variação Homóloga (esc. dir.)
Taxa Banco Central (esc. dir.)
Japão - Produção Industrial e Atividade nos Serviços
120
Un: Índice (2003=100)
115
110
105
100
95
90
85
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3:
11
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11
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0:
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5:
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0
20
0
4:
11
20
0
20
0
3:
11
75
Produção Industrial
Atividade nos Serviços
Japão - PIB e Exportações nos Últimos 10 anos
Un: Exp. 1999Q3=100
118 Un: PIB 1999Q3=100
190
:Q
3
20
13
:Q
3
12
20
11
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10
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09
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08
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04
03
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:Q
3
110
:Q
3
120
102
:Q
3
130
104
:Q
3
140
106
:Q
3
150
108
:Q
3
160
110
:Q
3
170
112
:Q
3
180
114
:Q
3
116
PIB (1999Q3=100)
Exportações (1999Q3=100)
Japão - Encomendas de Maquinaria vs Yields Dívida Pública
Un: %
30 Un: %
1.6
01
4:
20
1
3:
2:
20
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20
1
1:
20
1
0:
9:
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20
0
8:
20
0
7:
6:
20
0
20
0
5:
01
0.0
01
0.2
-50
01
0.4
-40
01
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-30
01
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-20
01
1.0
-10
01
1.2
0
01
1.4
10
01
20
20
0
Em anteriores declarações, relativamente à eficácia da política monetária que tem sido
levada a cabo, Kuroda considerou que “a aquisição em grande escala de títulos de longo
prazo de dívida pública (JGB) coloca uma pressão descendente adicional sobre as taxas de
juro e que os bancos centrais podem ter um impacto considerável nas taxas de juro em
geral”.
2
0
20
Note-se que, na reunião de 31-out, 3 dos 9 membros do Conselho de Política Monetária do
BoJ alertaram para que as previsões para a evolução da inflação são demasiadamente
otimistas – uma opinião que partilhamos –, o que sublinha que, não obstante os
progressos feitos, não está garantido que o país alcance a estabilidade de preços. Na
reunião de abril, o banco considerou que iria atingir o target de 2% “o mais rapidamente
possível, no horizonte temporal de 2 anos”. Na reunião de 21-nov, um dos membros (T.
Kiuchi) propôs que o BoJ intensificasse as medidas de política monetária com o objetivo de
atingir o objetivo nesse horizonte temporal, tendo novamente defendido esta abordagem
em dezembro e nesta reunião de janeiro. Aliás, esta divergência no seio do Conselho de
Política Monetária poderá afetar a confiança dos agentes no compromisso do Governador
Haruhiko Kuroda em pôr termo à deflação. O Governador voltou, durante a conferência de
imprensa, a revelar-se confiante nos efeitos das políticas do BoJ, referindo que espera que
o Japão atinja a meta de inflação no final do ano fiscal iniciado em abr-14, ou no início do
ano fiscal de 2015, de resto em linha com as previsões dos diversos membros do comité
de política monetária que foram atualizadas nesta reunião. Em todo o caso, o Governador
considera que o banco central tem espaço para agir contra os riscos, quer descendentes,
quer ascendentes, acrescentando ainda que o BoJ não hesitará em fazer os necessários
ajustes à política, se tal se revelar necessário.
3
2
01
Em termos prospetivos, o BoJ espera que a economia continue com uma recuperação
moderada, devendo ser afetada positivamente numa primeira fase pela antecipação do
consumo resultante do aumento do IVA em abr-14 e, depois dessa data, negativamente
por alguma descida da procura. Apesar desta subida do IVA e da que está projetada
também para 2015, o BoJ prevê que o crescimento económico se mantenha acima do
potencial. Note-se que onde anteriormente o BoJ referia que esperava que o crescimento
homólogo do IPC aumentasse “gradualmente”, refere agora que “deve subir por
enquanto”, uma alteração no discurso que deverá abrir a porta a mais estímulos
monetários em 2014.
4
4
4:
A reunião revelou pela 7ª vez consecutiva uma manutenção na avaliação das perspetivas
económicas (após 7 revisões em alta), continuando a autoridade a considerar que a
economia japonesa tem recuperado moderadamente, sendo visível um aumento das
despesas em consumo, numa antecipação de despesas que seriam realizadas no futuro,
em resultado do aumento da taxa de IVA a partir de abril. Quanto à economia
internacional, entende que as economias avançadas, principalmente, estão a começar
recuperar, não obstante o crescimento em algumas geografias continuar a ser “medíocre”.
Neste contexto, as exportações têm vindo a subir, como de resto demonstram os
respetivos dados de novembro, que permaneceram praticamente em máximos desde out08. A autoridade continuou a afirmar que o investimento empresarial mostrou alguns
sinais de recrudescimento, referindo mais uma vez que acompanha o aumento dos lucros.
O investimento público continuou a aumentar. Em resultado de melhorias no emprego e
nos rendimentos, o investimento em habitação tem continuado a aumentar e o consumo
privado tem apresentado resiliência, com os dois segmentos apoiados pela antecipação de
despesas devido ao aumento do IVA. A refletir esta evolução positiva da procura interna e
externa está a produção industrial, que tem estado a recuperar moderadamente. Também
as condições financeiras permaneceram acomodatícias. O IPC excluindo bens alimentares
frescos apresenta um crescimento positivo face a igual período de 2012, na ordem de
1.25%, sendo que as expetativas de inflação estarão de um modo geral a subir.
6
20
0
Entre as reuniões de maio e de junho, a volatilidade dos preços dos ativos financeiros
subira bastante, o que levou muitos analistas a defenderem então novas medidas,
nomeadamente, o lançamento de operações de concessão de fundos à taxa de 0.1% para
prazos superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO do BCE). Desde então, com a
diminuição dessa volatilidade, o BoJ ganhou ainda mais argumentos para justificar a
postura de “esperar para ver”, ainda que os dados conhecidos no último mês tenham
revelado um crescimento económico menos célere: i) o PIB cresceu a um ritmo médio
anualizado de quase 4.0% durante o 1º semestre e abrandou para 1.1% no 3ºT2013,
apesar de tudo, ainda acima do potencial (estimado pelo próprio BoJ em +0.5%, mas
devendo realçar-se o facto destas estimativas terem sido efetuadas antes das recentes
reformas económicas adotadas); ii) a confiança dos consumidores e dos empresários
encontra-se a sinalizar crescimentos ainda superiores da atividade económica; iii)
começaram a surgir sinais de saída da situação de deflação: em novembro o IPC excluindo
produtos alimentares não transformados avançou 1.2%, ao ritmo mais elevado desde out08, enquanto o IPC core (i.e., excluindo a alimentação e a energia) cresceu pelo 2º mês
consecutivo (+0.6% vs +0.3% no mês anterior) e ao ritmo mais elevado desde ago-98,
depois de ter estabilizado em setembro e caído durante 56 meses; iv) o crédito bancário
cresceu 2% em dezembro face a igual período de 2012, o maior aumento desde jul-09.
Japão - Evolução do PIB, da Inflação e da Taxa de Juro
Un: % (IPC, Juro)
8 Un: % (PIB)
5
Encomendas de Maquinaria Core do Setor Privado (YoY)
Yields 2 anos (esc. dir)
Yields 5 anos (esc. dir)
27 de janeiro de 2014
40
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
2
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03
:1
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-3
IPC - Variação homóloga
IPC Core - Variação homóloga
Japão - Inflação e PMI Manufacturing (Prices)
5 Un: %
Un: % 80
12
3:
20
1
2:
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20
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5:
20
0
4:
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35
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-4
12
45
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0
12
65
1
12
70
2
12
75
3
12
4
3:
No curto prazo, dada a dimensão do estímulo atual, não vemos que possa haver
alterações substanciais ao referido programa antes do início do novo ano fiscal. No
entanto, a dissidência continuada nesta reunião, e alguns sinais menos positivos da
economia no 3ºT2013, sublinham que o BoJ terá de intervir novamente se quiser
assegurar o pretendido fim da deflação e, simultaneamente, acomodar os efeitos
negativos sobre o crescimento da subida do IVA. Na verdade, apesar de o BoJ ter
deixado cair do seu comunicado que “persistiam elevados riscos sobre a economia
japonesa”, um dos membros do comité de política monetária, Sayuri Shirai,
defendeu que deveriam ser incluídos os riscos relativamente à situação do emprego
e rendimento. Além disso, o próprio Ministro da Economia, Akira Amari, afirmou, no
dia 21 de janeiro, que ainda existe o risco de a economia regressar à deflação, o
que indicia alguma pressão sobre o BoJ. Assim, espera-se que, no 2ºT2014 ou no
3ºT2014, o BoJ possa realizar novos estímulos, que passariam desde logo pelo
aumento da base monetária. O BoJ poderá ainda lançar operações de concessão de
fundos à taxa de 0.1% para prazos superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO
do BCE) de modo a reduzir a volatilidade no mercado de JGB. Refira-se, neste
contexto, a manifestação de apoio realizada pela OCDE (no seu Economic Outlook
de 19-nov) ao combate à deflação que as autoridades japonesas estão a
desenvolver, embora com a entidade a apelar que sejam igualmente desenvolvidos
esforços no sentido de diminuir a elevada dívida pública do país.
Japão - Taxa de Inflação (IPC)
3 Un: %
20
0
Note-se que na conferência de imprensa de junho afirmara que o Conselho de
Governadores discutira os prós e os contras de estender o prazo das operações de
concessão de fundos a prazos mais longos e decidira que tal movimento não era
necessário naquele momento, mas que o BoJ poderia considerá-lo, no futuro, se
necessário. A partir dessas observações, podemos supor que o BoJ considera a
hipótese de ter uma abordagem mais flexível para as suas operações com o
mercado, como um meio de estabilizar os mercados de títulos. Recorde-se que a
dimensão das decisões de 4 de abril tinha surpreendido pela sua intensidade, se
bem que no fundo seja a única forma de cumprir os objetivos propostos em janeiro
de atingir uma inflação de 2% (a anterior meta era de 1%), o mais tardar no
horizonte de 2 anos. Um objetivo ambicioso, como se vê pelos receios manifestados
na anterior reunião de outubro por 3 membros do Conselho e dado que a variação
homóloga do IPC em novembro estava ainda em 1.5%. Esta nova fase de
flexibilização monetária tem vertentes tanto quantitativas como qualitativas. Em
dois anos serão duplicados a base monetária e os montantes detidos tanto de títulos
de dívida pública (JGB), como de fundos de investimento mobiliários negociados em
bolsa (ETFs), enquanto a maturidade residual média dos JGB será mais do que
duplicada.
Taxa de Inflação (YoY) - mm3m
PMI Manufacturing - Input Prices
PMI Manufacturing - Output Prices
Previsões quantitativas do BoJ (atualização às previsões de 31 de outubro)
Neste reunião, o BoJ procedeu a uma atualização das suas previsões quantitativas,
que tinham sido disponibilizadas na reunião de 31 de outubro. Para o FY 2013
aponta para um crescimento do PIB de 2.7% (+2.7% nas previsões anteriores).
A partir daí, e não obstante a economia deva ser afetada positivamente, numa fase
inicial, pelo efeito da antecipação do consumo face ao aumento do IVA, será afetada
negativamente logo que o aumento entre em vigor em abr-14, mas devendo
continuar a crescer, em termos médios, a um ritmo acima do potencial (neste
momento estimado pelo BoJ em +0.5%, mas que é projetado que aumente ao
longo do horizonte de previsão, com o BoJ a alertar também para os elevados erros
associados ao seu cálculo), em resultado do ciclo virtuoso entre produção,
rendimento e consumo.
Nos FY 2014 (+1.4%, valor revisto em baixa em 0.1 p.p.) e FY 2015 (+1.5%, valor
mantido), não obstante a procura interna dever ser afetada pelas flutuações
decorrentes das subidas do IVA, a economia deverá continuar a crescer, em média,
a um ritmo acima do seu potencial, beneficiando de uma evolução positiva na
procura interna privada, que será suportada pelos efeitos indiretos resultantes do
aumento das exportações e da flexibilização monetária.
Em termos de preços, o BoJ prevê um crescimento de 0.7% do IPC excluindo bens
alimentares frescos no FY 2013 (+0.7% nas previsões anteriores), de 3.3% no FY
2014 (inalterado) e de 2.6% no FY 2015 (o mesmo que nas previsões anteriores).
Note-se que, excluindo o efeito do aumento da taxa de IVA, o crescimento do IPC
excluindo bens alimentares frescos seria de 1.3% no FY 2014 (previsão inalterada)
e de 1.9% no FY 2015 (o mesmo que nas previsões anteriores).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
41
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… no Japão
Indicador Coincidente
O COI em novembro foi beneficiado pelos dados da indústria, com a produção
industrial a apresentar um contributo relativamente nulo, mas observando-se
contributos positivos das horas trabalhadas e no seu conjunto das diversas
medidas de vendas. As ofertas de emprego por candidato apresentaram um
contributo positivo, o 27º dos últimos 31 meses. O contributo do comércio foi
positivo, quer no comércio a retalho, quer no comércio por grosso. Entre as 11
variáveis utilizadas para o cálculo do COI, 3 tiveram um contributo negativo, 7 um
contributo positivo e uma um contributo nulo.
3 Un: %
Un: Índice
125
120
1
115
0
110
-1
105
-2
100
-3
95
-4
90
-5
85
-6
80
-7
75
20
03
:1
1
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
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:1
1
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07
:1
1
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08
:1
1
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:1
1
20
10
:1
1
20
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:1
1
20
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:1
1
20
13
:1
1
2
Ind. Atividade - Var. Mens. (MoM) (esc. esq.)
Ind. Avançado (esc. dir.)
Ind. Coincidente (esc. dir.)
Japan - GDP (QoQ) vs Coincident Indicator
Un: %
3
Un: %
Previsão - 4Q13 YoY:3.5/QoQ:1.3
12
2
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1
4
0
0
-1
-4
-2
-8
-3
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-16
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-20
:Q
4
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
20
06
:Q
4
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:Q
4
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:Q
4
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:Q
4
20
10
:Q
4
20
11
:Q
4
20
12
:Q
4
20
13
:Q
4
O nível do indicador e a recuperação ao longo do trimestre levam a que, segundo
os cálculos do Montepio, o COI indicie uma subida trimestral do PIB de 1.3% no
4ºT2013, acima do nosso intervalo de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Os
drivers do crescimento no 4ºT2013 deverão ter sido sensivelmente os mesmos do
2ºT2013 e 3ºT2013, designadamente as medidas tomadas pelas autoridades –
que terão começado a ser visíveis a partir do 2ºT2013 –, bem como a
recuperação do setor industrial, que, mesmo após a aceleração no 3ºT2013
(quando cresceu +1.7%, ao maior ritmo desde o 3ºT2011), ficou ainda longe de
recuperar das quedas sofridas entre o 2ºT2012 e o 4ºT2012, devendo ter
continuado a beneficiar da marcada tendência de depreciação do iene desde ago12, de alguma aceleração da economia mundial e do aumento das exportações
para a China (ainda que aquém da tendência histórica).
Japão - Indicador Avançado, Coincidente e de Atv. Económica
20
03
De acordo com a estimativa final de novembro, o indicador coincidente (COI)
do Instituto de Estudos Económicos e Sociais (ESRI) subiu 0.3 pontos, para 110.7
pontos (1ª estimativa: 110.5 pontos), registando a 10ª subida em 12 meses,
atingindo um novo nível máximo desde jul-08. Atendendo a que, por construção,
este indicador não tem tendência, sendo apenas um indicador cíclico, importa
comparar este registo com a sua média de longo-prazo (1985-2013),
constatando-se que sinaliza um ímpeto de crescimento da economia acima da
média, pelo 12º mês consecutivo, retomando assim a tendência observada entre
dez-11 e ago-12.
GDP - QoQ (esc. esq.)
Coincident Indicator - Quarterly Average (esc. dir.)
Indicador Avançado
Japan - GDP (QoQ) vs ESRI Leading Indicator
4
Un: %
Un: Indic e
Previsão - 1Q14 YoY:2.7/QoQ:0.8
8
4:
Q
20
1
3:
Q
20
1
2:
Q
20
1
1:
Q
20
1
0:
Q
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1
9:
Q
20
0
8:
Q
20
0
7:
Q
20
0
6:
Q
5:
Q
20
0
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0
1
-12
1
-10
-6
1
-8
-5
1
-6
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1
-4
-3
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-2
-2
1
0
-1
1
2
0
1
4
1
1
6
2
1
3
4:
Q
20
0
De acordo com a estimativa final de novembro, o indicador avançado da ESRI
(LEI) subiu 1.3 pontos, para 111.1 pontos (1ª estimativa: 110.8 pontos), subindo
pela 4ª vez em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o valor mais
elevado desde mai-07 (ou seja, antes do início da Grande Recessão internacional).
Atendendo a que, por construção, este indicador não tem tendência, sendo
apenas um indicador cíclico, importa comparar o registo de novembro com a sua
média de longo-prazo (1985-2013), constatando-se que o nível do indicador
sinaliza um ímpeto de crescimento da economia para os próximos meses superior
à média. Além disso, a trajetória ascendente que o indicador tem evidenciado nos
últimos meses faz com que para o 1ºT2014, segundo os cálculos do Montepio, o
LEI sinalize um crescimento trimestral do PIB intenso, de 0.8%, ainda assim
inferior ao centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.8% e +1.2%). Esperase que a atividade seja impulsionada sobretudo pelo crescimento do consumo, em
antecipação ao aumento da taxa do IVA a partir de abr-14, mas também pela
paulatina aceleração da economia mundial e pelos efeitos desfasados das medidas
de política económica tomadas pelas autoridades nipónicas.
GDP - QoQ (esc. esq.)
Leading Indicator 1-Lag - Quarterly Average (esc. dir.)
A subida do LEI em novembro refletiu comportamentos globalmente positivos
entre os 10 indicadores já disponíveis (de um total de 11), com 6 a terem um
contributo positivo, um a ter um contributo negativo (novas ofertas de empregos)
e 3 a apresentarem um contributo nulo. No seu conjunto, os importantes
indicadores ligados ao setor industrial tiveram contributos positivos,
nomeadamente o rácio entre as vendas e os stocks de bens de investimento e o
indicador relativo às vendas de bens de consumo. Destaque também para os
contributos positivos dos indicadores relativos aos preços das ações e das
commodities.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
42
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Índice de Atividade Económica
Un: Índice
125
120
1
115
0
110
-1
105
-2
100
-3
95
-4
90
-5
85
-6
80
-7
75
20
03
:
11
20
04
:1
1
20
05
:1
1
20
06
:1
1
20
07
:1
1
20
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:1
1
20
09
:1
1
20
10
:1
1
20
11
:1
1
20
12
:1
1
20
13
:1
1
2
Ind. Atividade - Var. Mens. (MoM) (esc. esq.)
Ind. Avançado (esc. dir.)
Ind. Coincidente (esc. dir.)
Japão - Índice de Actividade Económica
Var. Mensal
Var. Homól.
Un: %
Out
Nov
Out
Nov
Índice Atv. Económica
-0.4
0.3
1.7
1.7
Set Terciário (63.2%)
-0.9
0.6
0.2
0.9
Indústria (18.3%)
1.0
-0.1
5.4
4.8
Serv. Públicos (11.4%)
0.5
-0.9
-0.5
-1.7
C onstrução (5.7%)
1.1
1.8
11.3
12.3
Japão - Índice de Atividade Económica
112 Un: Índice=2005=100
108
104
100
96
92
88
84
80
76
72
3:
11
2:
11
20
1
1:
11
20
1
0:
11
20
1
9:
11
20
1
8:
11
20
0
7:
11
20
0
6:
11
20
0
5:
11
20
0
20
0
4:
11
68
3:
11
No 3ºT2013 o índice de atividade económica cresceu 0.6% (+1.0% no 2ºT2013),
sendo que mesmo com a descida de outubro encontra-se no 4ºT2013 0.2% acima do
registo médio do 3ºT2013, um valor que deverá crescer para cerca de 0.6% com a
totalidade dos dados do trimestre conhecidos. Sectorialmente, no 3ºT2013, apesar de o
indicador compósito do Montepio para a confiança nos serviços ter sinalizado
uma robusta subida, observou-se uma queda de 0.1% do índice de atividade no setor
terciário. Caso em dezembro a atividade estabilizasse nos níveis de novembro, registarse-ia uma nova descida trimestral, mas a confiança nos serviços sugere uma nova
subida naquele mês (o valor mais elevado do histórico do PMI Services foi registado
durante o 4ºT2013: em outubro), pelo que se admite que a atividade nos serviços possa
grosso modo estagnar na totalidade do trimestre. Por seu lado, os serviços públicos
caíram 0.3% no 3ºT2013, devendo igualmente ter estagnado no 4ºT2013, igualmente
uma revisão em baixa face ao ligeiro crescimento que anteriormente se projetava, em
resultado da forte descida observada em novembro. O setor da construção registou
uma forte subida de 5.5% no 3ºT2013, podendo voltar a observar mais um forte
crescimento no 4ºT2013, continuando a beneficiar dos esforços de reconstrução nas
regiões mais afetadas pelo sismo. A indústria acelerou no 3ºT2013 para 1.7% (+1.5%
no 2ºT2013), o maior crescimento desde o 3ºT2011, permanecendo a beneficiar
sobretudo da recuperação da procura interna, sendo que as previsões do METI sinalizam
uma nova aceleração no 4ºT2013. Assim, o crescimento japonês no 4ºT2013 deverá ter
continuado a ser apoiado pela recuperação do setor industrial, que beneficiou da
depreciação do iene (que se tem vindo a observar desde ago-12 e apenas parcialmente
contrariada em junho, agosto e outubro) e da aceleração da economia mundial, num
trimestre em que se espera uma aceleração do crescimento da Zona Euro e das
economias asiáticas, enquanto nos EUA o impasse orçamental que se viveu na 1ª
metade de outubro deverá ter levado a um abrandamento da economia. A economia
japonesa deverá ter continuado também a ser suportada pelos efeitos – alguns
desfasados – das medidas de política económica tomadas pelas autoridades nipónicas.
Neste contexto, estima-se que o investimento privado em maquinaria regresse ao
crescimento e que o consumo acelere (no 3ºT2013 subiu apenas +0.2%),
acompanhando assim a melhoria das condições no mercado de trabalho e a confiança de
que a economia sairá da situação de deflação, como de resto já começa a ser patente
em alguns indicadores de preços, não obstante o objetivo de inflação anual de 2% ainda
ser uma miragem.
3 Un: %
20
0
Por setor de atividade, a subida foi ligeiramente superior, com a média ponderada dos
registos setoriais a apresentar um crescimento de 0.4%, sendo que no mês anterior se
tinha registado uma descida de 0.3%, inferior à do índice geral (é frequente
observarem-se divergências, na medida em que o índice geral é alvo de um ajustamento
sazonal independente dos índices setoriais). A atividade no setor terciário privado
(com um peso de 63.2%) subiu em novembro 0.6%, recuperando parcialmente da
queda de 0.9% registada no mês anterior. Trata-se da 3ª subida em 4 meses, tendo a
atividade se aproximado do nível mais elevado desde out-08 observado em maio,
encontrando-se agora 0.7% acima do registo de fev-11 (o último que não fora afetado
pelo sismo de 11-mar-11). Os serviços públicos desceram 0.9%, anulando a subida de
0.5% registada no mês anterior e caindo para um nível mínimo desde que existem
registos (série iniciada em jan-03). A indústria desceu 0.1%, após dois crescimentos
consecutivos, corrigindo de máximos desde abr-12. A construção subiu 1.8%, depois
de em outubro já ter avançado 1.1%, atingindo o nível mais elevado desde ago-07
(ficando agora 11.2% acima do registo de fev-11, o último pré-sismo). Refira-se que
apenas o dado da construção ainda não era conhecido, acabando agora por revelar um
comportamento relativamente em linha com o sugerido pelos dados dos fogos iniciados
e das encomendas de construção do mês, os quais se mantêm a sinalizar mais
crescimentos da atividade da construção nos próximos meses.
Japão - Indicador Avançado, Coincidente e de Atv. Económica
20
0
O índice de atividade económica do Ministério da Economia (METI), que engloba
todos os setores de atividade com exceção da agricultura, subiu 0.3% em novembro, em
linha com o esperado pelo mercado (consenso: +0.3%), mas tendo a queda do mês
anterior sido revista de 0.2% para 0.4%. Assim, o indicador retomou a tendência de
recuperação pós-sismo iniciada em abr-11, ficando praticamente colado ao registo de
setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde nov-08, situando-se ligeiramente
(+0.7%) acima do registo de fev-11, o último pré-sismo.
Serviços (Setor Terciário+Serv. Públicos)
Indústria
Construção
Os dados do lado da oferta (considerando a média ponderada dos diversos setores)
revelam-se, ainda com os dados de dezembro por divulgar, consistentes com uma
subida de 0.7% do PIB no 4ºT2013, o centro do nosso intervalo de previsão (entre
+0.5% e +0.9%). Note-se, no entanto, que, para além de faltarem ainda dados, são
relativamente frequentes elevadas discrepâncias entre os dados do lado da oferta e os
da procura, estes últimos, os utilizados no cálculo do PIB. Tal acabou também por
suceder no 3ºT2013, já que os dados da oferta sinalizavam um crescimento de 0.6%,
acima do crescimento registado pelo PIB (+0.3%).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
43
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
O PIB registou um crescimento homólogo de 7.7% no
4ºT2013, um valor que ficou entre as expectativas do
mercado (consenso: +7.6%) e as nossas (Montepio:
+7.8%), traduzindo uma desaceleração marginal da
economia
(+7.8%
no
trimestre
anterior),
reaproximando-se – mas permanecendo acima – dos
7.4% registados no 3ºT2012, que representam um
mínimo desde o 1ºT2009 (+6.2%). Note-se que este
número está um pouco enviesado por efeitos de base
positivos, com os dados ajustados de sazonalidade a
darem conta de um crescimento em cadeia anualizado
de 7.4%, bem abaixo dos 9.1% do trimestre anterior,
que representam um máximo desde o 3ºT2011. Assim –
e mesmo tendo em conta a volatilidade da medida
encadeada –, a economia continua a crescer a um ritmo
historicamente muito lento.
desde o 2ºT2012. Ainda assim, manteve-se como o
setor que revela o ímpeto mais forte, estando a
beneficiar do forte crescimento do investimento em
serviços. O setor secundário – o mais exposto à
procura externa – voltou a abrandar, de 8.2% para
7.8%, ainda assim ficando acima dos 7.4% registados
no 2ºT2013, que consistem no mais baixo crescimento
desde o 1ºT2009. Em todo o caso, trata-se do setor cujo
ímpeto está mais longe da tendência histórica.
China - Produção Industrial e Inflação
30 Un: %
Un: %
12
25
10
20
8
15
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0
-5
-2
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2
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2
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:1
2
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12
:1
2
20
13
:1
2
China – PIB cresceu 7.7% em 2013, por um lado
ficando acima do target oficial de 7.5% – o que o
mercado chegou a temer, em meados do ano, que
não viesse a suceder –, mas por outro registando o
menor crescimento desde 1999 e o 2º menor
desde 1990…
Produção Industrial - Var. Hom. (YoY) (esc. esq.)
IPC - Var. Hom. (YoY) (esc. dir.)
China - PIB
13 Un: %
Finalmente, o setor primário, tipicamente mais volátil
dada a sua dependência do clima, revelou o
comportamento oposto. Depois de já ter sido o que mais
acelerou, no trimestre anterior, cresceu desta feita 5.8%
(+4.2% e +2.6% nos trimestres anteriores), passando
em 2 trimestres de um ritmo de crescimento mínimo
desde o 4ºT2007, para um máximo desde o 4ºT2011,
com
esta
volatilidade
a
refletir
sobretudo
o
comportamento das condições meteorológicas.
12
11
10
9
8
7
4
4
3:
Q
20
1
Regressando aos dados do 4ºT2013, entre os setores,
para os quais apenas são divulgados dados não
ajustados, observaram-se desacelerações, exceto no
setor primário. No setor terciário o crescimento
homólogo desacelerou de 8.6% para 8.0%, um mínimo
DPEC - Departamento de Estudos
Un: %
15
50
14
45
13
40
12
35
11
30
10
25
9
20
8
15
7
10
6
4
20
04
:Q
4
20
05
:Q
4
20
06
:Q
4
20
07
:Q
4
20
08
:Q
4
20
09
:Q
4
20
10
:Q
4
20
11
:Q
4
20
12
:Q
4
20
13
:Q
4
Ao praticamente manter no 4ºT2013 o ritmo de
crescimento, estes dados confirmam que a economia
logrou estancar o movimento de desaceleração na 2ª
metade do ano, beneficiando da aceleração de algumas
economias e ainda do mini-plano de estímulo lançado
pelo Governo em julho. Todavia, continua a crescer a
um ritmo muito lento. Com efeito, em 2013, o PIB
cresceu 7.7%, por um lado conseguindo ficar acima do
target oficial de 7.5% – o que o mercado chegou a
temer, em meados do ano, que não viesse a suceder –,
mas, por outro, tratando-se do menor crescimento
desde 1999 e do 2º menor desde 1990. A formação
bruta de capital fixo (FBCF) e o consumo (privado e
público) revelaram os maiores contributos para este
crescimento (+4.2 p.p. e +3.9 p.p., respetivamente),
enquanto as exportações líquidas revelaram um
contributo negativo de 0.3 p.p., refletindo o fraco ímpeto
tanto das economias avançadas, como de muitas
economias emergentes.
China - PIB e Investimento em Capital Fixo
55 Un: %
:Q
Variação Homóloga
Var. Média Anual
20
03
4
2:
Q
20
1
4
1:
Q
20
1
4
0:
Q
20
1
4
9:
Q
20
0
4
8:
Q
20
0
4
7:
Q
20
0
4
6:
Q
20
0
4
5:
Q
20
0
4:
Q
20
0
20
0
3:
Q
4
6
Investimento (YtD-YoY)
PIB (YtD-YoY)
Na ótica da despesa, o maior contributo para o PIB
veio – segundo cálculos do Montepio, baseados no valor
anual – da FBCF, pelo 3º trimestre consecutivo (+6.1
p.p. vs +4.3 p.p. no trimestre anterior), o maior desde o
4ºT2009, refletindo o investimento em caminhos-deferro, o estímulo ao investimento privado dado pelos
cortes de impostos efetuados pelo Governo e o aumento
do investimento no imobiliário residencial. A resiliência
do investimento é tanto mais notável quanto surge
paralelamente à deterioração das expectativas dos
empresários e a medidas do Governo para abrandar a
atividade no mercado imobiliário e restringir os
27 de janeiro de 2014
44
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
empréstimos fora de balanço, muitos deles concedidos a
governos locais para financiar infraestruturas. No total
de 2013, a FBCF cresceu 19.2%, continuando a crescer
bem acima do PIB. Analisando os dados nominais, o
investimento evidenciou o maior crescimento no setor
privado (+23.1%), comparativamente ao setor
público (+16.3%). Sectorialmente, entre os dois
setores mais representativos, os serviços continuam a
evidenciar o maior crescimento (+21.0%), apesar das
políticas do novo Governo de combate aos gastos
excessivos do Estado. Na indústria o investimento
cresceu 17.8%, o que esconde um forte crescimento da
construção (+21.2%, embora abrandando no 4ºT2013),
um crescimento um pouco mais moderado da indústria
transformadora (+18.4%) e um fraco crescimento do
investimento na indústria extrativa (+10.9%) – mais
ligada às indústrias pesadas, que são as que mais se
têm confrontado com excesso de capacidade instalada.
O investimento imobiliário cresceu (aqui em termos
reais) 19.4%.
um crescimento nominal das exportações de bens
relativamente robusto (+7.9%), ligeiramente superior à
progressão das importações (+7.3%). Note-se que no
pós-recessão de 2008/09 as importações têm crescido
tipicamente mais do que as exportações (o que já não
aconteceu em 2012, quando as exportações cresceram
+7.9% e as importações +4.4%). Uma vez que os
dados anteriores a maio – quando o Governo tomou
medidas para banir a prática de apresentar declarações
alfandegárias falsas que algumas empresas vinham
levando a cabo, de molde a obterem benefícios fiscais –
poderão estar enviesados, nomeadamente os das
exportações, é útil focar a análise nos dados conhecidos
desde então, sendo que nos 8 meses decorridos desde
maio, tanto as exportações como as importações
apresentam subidas homólogas (+4.0% e +5.7%,
respetivamente). A taxa de câmbio do yuan tem vindo a
ser aumentada nos últimos meses, atingindo durante o
mês de dezembro máximos face ao dólar desde 1993 e
a taxa efetiva atingiu máximos desde 1990.
China - Vendas a Retalho
China - Balança Comercial
Un: 10^9 $
24 Un: %
240
200
22
160
20
120
80
16
40
40
14
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0
12
0
10
-20
8
-40
Var. Hom. (YoY)
Var. Média 12M
O contributo do consumo também terá acelerado, pelo
2º trimestre consecutivo (+4.2 p.p. vs +3.5 p.p. no
trimestre anterior), afastando-se mais do mínimo desde
o início da série (em 2009) registado no 2ºT2013,
beneficiando da resiliência da procura interna. Ainda
assim, o consumo deverá ter continuado a ser
penalizado pelos cortes nos gastos supérfluos do
aparelho estatal que estão a ser levados a cabo pelo
Governo Central.
As vendas a retalho registaram um crescimento (em
termos reais) de 11.5% em 2013, uma aceleração de
0.2 p.p. face ao registado até ao 3ºT2013. Segundo
cálculos do Montepio, as vendas evidenciam um ímpeto
inferior à tendência histórica. Em todo o caso,
continuam a aparentar uma progressão bem superior à
do PIB, corroborando a maior resiliência da procura
interna.
Finalmente, as exportações líquidas apresentaram um
contributo bastante negativo (-2.5 p.p.), depois de 2
trimestres em que revelaram contributos virtualmente
nulos, e depois de no 1ºT2013 terem apresentado um
contributo positivo, que se seguiu a 5 negativos. Este
valor diverge do sugerido pelos dados mensais da
balança comercial (nominal) de bens – conhecidos
dias antes –, que revelaram um ligeiro contributo
positivo (mas virtualmente nulo). Em 2013, observou-se
DPEC - Departamento de Estudos
20
03
:1
2
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2
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12
:1
2
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13
:1
2
18
Saldo (esc. esq.)
Importações (esc. dir.)
Exportações (esc. dir.)
Geograficamente, em 2013, o comportamento das
exportações esconde um padrão heterodoxo, com a
procura externa pressionada pelo fraco desempenho da
Zona Euro, para onde as exportações ainda assim
subiram 1.3% (-6.2% em 2012), mas sobretudo do
Japão, para onde as remessas caíram 0.9%, fruto da
deterioração das relações políticas entre os 2 países e da
depreciação do iene (-2.3% em 2013). Para os EUA, o
mercado mais importante, cresceram 4.7%, enquanto o
maior impulso veio das remessas para os países da
ASEAN (+19.4%) e para Hong Kong (+18.9%), estas
últimas provavelmente enviesadas devido às referidas
declarações alfandegárias falsas que afetaram os dados
até maio. No campo das importações, destaque para os
comportamentos opostos das remessas vindas dos EUA
(+14.8%) e das provenientes do Japão (-8.7%).
A sublinhar que as perspetivas para a economia chinesa
permanecem muito instáveis estiveram os números do
4ºT2013 do Inquérito Nacional de Clima Empresarial,
segundo o qual o Índice de Confiança Empresarial
(BCI) desceu 2.0 pontos, para 119.5 pontos, uma forte
queda que contraria a recuperação que o indicador
evidenciara no trimestre anterior, encontrando-se,
assim, bem abaixo dos 138 pontos registados no
4ºT2010 e, sobretudo, do pico de 146 pontos observado
no 2ºT2007. Também o Índice de Confiança na
27 de janeiro de 2014
45
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Economia (ECI) caiu, neste caso marginalmente
menos do que havia subido no trimestre anterior,
ficando, com 117.1 pontos, colado ao mínimo desde o
3ºT2012, que corresponde ao valor mais baixo desde o
2ºT2009.
China - PIB e Indicador de Clima Empresarial
14 Un: %
Un: Índice
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:Q
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04
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12
4
13
PIB - Variação Homóloga
Indicador de Clima Empresarial
Entre os 8 setores cobertos pelo BCI, apenas não se
registaram quedas nos transportes, cujo índice até é um
dos mais baixos. A maior descida registou-se no
segmento de alojamento, alimentação & bebidas (que
tinha observado a maior subida no trimestre anterior),
com a confiança neste setor a permanecer bem abaixo
dos 100 pontos (desde o 1ºT2013) e de longe a mais
negativa. A confiança encontra-se no nível mais elevado
no setor de serviços informáticos & software.
China - PMI Manufacturing vs Produção Industrial
Un: Índice
58
Un: %
35
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:
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01
56
Indicador PMI Manufacturing (esc. esq.)
Produção Industrial (YoY) (esc. dir.)
Os restantes indicadores de natureza qualitativa que
seguimos trouxeram no 4ºT2013 indicações mistas, e
até tendencialmente positivas, com o PMI serviços a
abrandar, mas o da indústria (manufacturing) a
acelerar, enquanto a confiança dos consumidores subiu,
o mesmo acontecendo (marginalmente) com o indicador
coincidente da OCDE. Conjuntamente, o BCI e o ECI,
por um lado, e os PMI da indústria e serviços, por outro,
sinalizaram crescimentos do PIB no 4ºT2013 um pouco
superiores aos 7.7% efetivamente observados.
Já relativamente ao 1ºT2014, foi conhecida a
estimativa preliminar (normalmente baseada em 8590% das respostas) de janeiro do PMI manufacturing,
a qual revelou uma queda de 0.9 pontos, a 3ª
consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a
sinalizar uma deterioração das condições no setor pela
DPEC - Departamento de Estudos
1ª vez em 6 meses,
tendência histórica.
encontrando-se
aquém
da
Estes dados trazem perspetivas menos animadoras para
o início deste ano. No total de 2014 prevemos, para já,
que a economia cresça 7.5%, perspetivas, todavia,
rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria
avaliação do desempenho da economia não é clara,
porquanto algum abrandamento adicional pode até ser
desejável, desde que associado às reformas com que o
Governo se tem comprometido, nomeadamente ao nível
da competitividade da economia e da promoção da
estabilidade financeira. A chave será perceber até que
ponto o país consegue, por um lado, captar o aumento
na procura global que se prevê e, por outro, estimular o
consumo privado, paralelamente à mudança do antigo
modelo de crescimento baseado nas exportações e no
investimento estatal.
Entre os desafios das autoridades está, como referido, a
necessidade de intervir nos mercados financeiros para
assegurar a estabilidade financeira no longo-prazo sem
a pôr em causa no curto-prazo. No início da semana, o
Banco Popular da China (PBoC) foi forçado a intervir no
mercado monetário interbancário (MMI), depois de a
taxa de referência (a 1 semana) ter subido 153 p.b. no
dia anterior, a maior subida em 7 meses. No total, o
PBoC injetou no sistema 410 mil milhões de yuans (50
mil milhões de euros), 255 através de reverse
repurchase agréments, 180 através da Standard Lending
Facility (SLF) a 21 dias, cujo acesso foi alargado a
pequenos e médios bancos regionais, e 75 através da
SLF a 7 dias. Note-se que a SLF a 21 dias foi utilizada
pela 1ª vez desde 2005. A redução de liquidez no
sistema anterior a esta intervenção – visível na escalada
das taxas – resulta, por um lado, de receios em relação
ao potencial incumprimento de produtos financeiros de
aplicação de riqueza ligados ao “sistema bancário
sombra”, e, por outro – e o que verdadeiramente
impulsionou as taxas naquele dia –, da necessidade de
liquidez maior do que o normal associada às festividades
do ano novo chinês, em que são tipicamente oferecidos
presentes em numerário. Recorde-se que no final de
junho já tinha ficado clara a necessidade de as
autoridades salvaguardarem a estabilidade do sistema
no curto-prazo. Com efeito, na semana terminada a 21
de junho, o PBoC decidiu não intervir, como
normalmente, para fornecer liquidez ao MMI quando
necessário, através das referidas SLF. Essa passividade
possibilitou a subida descontrolada das taxas de juro nos
empréstimos overnight, que chegaram a cerca de 30%
em intraday, o nível mais elevado de sempre. O objetivo
do PBoC era controlar o fluxo de fundos apenas para as
instituições que considerava terem uma “alocação
deficiente dos fundos recebidos” (ou seja, que os
convertem em crédito fora de balanço, de alto-risco),
mas acabou por criar pânico no mercado, o que forçou a
autoridade a vir a terreiro, dias mais tarde,
comprometendo-se a “assegurar a estabilidade no MMI”
através das ferramentas de que dispõe. A sublinhar os
receios das autoridades, foi noticiado que o regulador do
sistema bancário ordenou aos escritórios regionais que
aumentassem o escrutínio face ao risco de crédito
designadamente na indústria de extração de carvão.
27 de janeiro de 2014
46
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… na China
Indústria
Un: Índic e
Valor
Leitura
Variação
Dez-13 Jan-14
Dist Média
Dez-13
Jan-14
PMI Manufacturing
50.5
49.6
-0.3
-0.9
face ao nível face ao mês anterior Dez-13
Contração de expansão
-0.3
-0.6
Novas Encomendas
51.6
49.8
-0.1
-1.8
Contração de expansão
-0.3
-0.6
Produção
51.4
51.3
-0.8
-0.1
-0.3
-0.3
Expansão a um menor ritmo
Jan-14
China - PMI Manufacturing vs Produção Industrial
Un: %
58 Un: Índice
35
56
30
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1
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13
:0
1
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14
:0
1
A estimativa preliminar (normalmente baseada em 85-90% das respostas) para o
indicador PMI Manufacturing de janeiro trouxe uma queda de 0.9 pontos, a 3ª
consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a regressar a terreno negativo
(<50 pontos), pela 1ª vez em 6 meses. O indicador passou, assim, a indicar uma
deterioração das condições no setor, encontrando-se aquém da tendência histórica.
A evolução do indicador nos últimos meses mostra que a economia permanece
pressionada, não obstante as medidas de crescimento lançadas em meados de 2013
pelo Governo (nas quais se incluíam cortes nos impostos a pequenas empresas e
aumento do investimento público em ferrovias) e alguma recuperação da procura
externa.
Indicador PMI Manufacturing (esc. esq.)
Produção Industrial (YoY) (esc. dir.)
Ao nível das componentes, esta estimativa ficou marcada pelo pronunciado
abrandamento das novas encomendas. A produção cresceu sensivelmente ao ritmo
do mês anterior, e pelo 6º mês consecutivo. Pelo contrário, as novas encomendas
abrandaram muito, ficando, com 49.8 pontos, a assinalar uma diminuição da
procura pela 1ª vez em 6 meses. Este movimento deveu-se em parte às novas
encomendas para exportação, que contraíram pelo 2º mês consecutivo, depois
de 3 meses a crescer. Por sua vez, os stocks de inputs contraíram, pelo 3º mês
consecutivo e pela 11ª vez nos últimos 12 meses, embora a um ritmo menor do que
no mês anterior (o índice mantém-se acima da tendência histórica). A média móvel
de 3 meses do spread entre os índices de novas encomendas e de stocks de
inputs – um indicador avançado para o setor – desceu ligeiramente, depois de 5
meses a subir. Ainda assim, manteve-se perto do máximo desde mai-13 registado
no mês anterior, se bem que aquém da tendência histórica, o que corrobora as
nossas perspetivas de que o atual ciclo seja marcado por um crescimento aquém do
que se tem verificado tipicamente no setor (e na própria economia). Já o tempo de
entrega dos fornecedores encurtou, pelo 2º mês e a um ritmo mais célere, depois
de 4 meses a aumentar. Finalmente, o emprego, tipicamente desfasado, diminuiu
pelo 3º mês consecutivo e pela 9ª vez em 10 meses, a um ritmo mais forte e com o
índice aquém da tendência histórica.
Os preços perderam ímpeto, pelo 3º mês consecutivo. Depois de 5 meses de
quedas, os preços dos inputs contraíram, depois de 5 meses a crescer, o mesmo
acontecendo aos preços dos outputs, neste caso pelo 2º mês consecutivo, depois
de 4 meses a subirem, ficando mais longe da tendência histórica.
Estes dados trazem perspetivas menos animadoras para o início de 2014. No total
de 2014 prevemos para já que a economia cresça 7.5%, perspetivas, todavia,
rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria avaliação do desempenho da
economia não é clara, porquanto algum abrandamento adicional pode até ser
desejável, desde que associado às reformas com que o Governo se tem
comprometido. A chave será perceber até que ponto o país consegue, por um lado,
captar o aumento na procura global que se prevê e, por outro, estimular o consumo
privado, paralelamente à mudança do antigo modelo de crescimento baseado nas
exportações e no investimento estatal.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
47
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… na Rússia
Indústria
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04
:
Note-se, ademais, que o segmento core da indústria, a indústria transformadora
(que corresponde a cerca de 15% do PIB),e que vinha revelando um comportamento
ainda menos animador, viu a produção subir ainda mais, 1.6%, interrompendo um
ciclo de 7 meses em queda. A indústria extrativa tem revelado o ímpeto maior,
crescendo pelo 10º mês consecutivo e em aceleração (+1.5% vs +1.1% no mês
anterior), embora um pouco abaixo da tendência histórica. A relativa resiliência do
setor deve-se, em parte, ao facto de enfrentar uma procura relativamente rígida,
apesar das fortes flutuações dos preços das mercadorias. Note-se que o preço do
petróleo (Brent) passou a evidenciar uma ligeira subida face ao período homólogo
em dezembro, depois de 3 meses a cair, enquanto o gás natural voltou a evidenciar
uma forte subida (+26.7%). Finalmente, as utilities – um setor tipicamente volátil,
por evoluir sobretudo em função das condições atmosféricas (e, no longo-prazo,
acompanhando o nível de vida) – registaram a 2ª forte queda consecutiva (-7.9% vs
-4.6% no mês anterior).
Rússia - PMI Manufacturing vs Produção Industrial
Un: %
64 Un: Índice
20
20
03
:
Em dezembro, a produção industrial registou uma subida de 0.8% face ao período
homólogo (a medida mais importante em termos de PIB), a maior desde abril e que
interrompe um ciclo de 2 meses de quedas, surpreendendo o mercado pela positiva
(consenso: -0.3%). Esta subida corrigiu parcialmente a queda de 1.0% registada no
mês anterior, com a variação homóloga da produção a oscilar em torno da
estagnação durante todo o ano de 2013, observando uma descida marginal de 0.1%
face à média de 2012 (-5.3% em 2012 e +15.6% em 2011). Analogamente,
também o índice ajustado de sazonalidade e de efeitos de calendário (uma medida
mais relevante para a análise conjuntural da indústria) subiu, 1.0%, depois de ter
estagnado no mês anterior e caído nos 2 meses imediatamente antes, com o nível
da produção a atingir um máximo desde março, encontrando-se a 5.8% dos níveis
máximos históricos observados em out-11.
PMI Manufacturing (esc. esq.)
Produção Industrial (YoY) (esc. dir.)
Apesar desta recuperação no derradeiro mês do ano, a indústria permaneceu em
2013 bastante pressionada, pelo abrandamento da procura externa – devido à perda
de vigor da economia mundial particularmente da União Europeia (que é responsável
por cerca de 50% das exportações russas) – e pela desaceleração do investimento
privado, penalizado pelas expectativas dos empresários em relação à economia,
pelas taxas de juro elevadas (fruto da incapacidade do banco central para agir,
dadas as elevadas pressões inflacionistas) e pelo consequente aumento da
poupança; com o investimento do Estado a abrandar também. Em 2013, o setor
externo sofreu também o impacto do abrandamento económico na China, o maior
parceiro comercial individual da Rússia.
O indicador qualitativo PMI Manufacturing corrobora a fraca conjuntura do setor,
evidenciando um cenário mais negativo do que os dados oficiais da produção
industrial. O PMI desceu em dezembro de 49.4 para 48.8 pontos, depois de já ter
descido no mês anterior e vaporizado a subida de outubro, perfazendo, assim,
abstraindo-nos desse salto pontual, 5 meses num valor médio em torno dos 49.2
pontos. Com esta nova descida, o indicador renovou mínimos desde dez-09, voltou a
ficar abaixo da tendência histórica, pelo 2º mês consecutivo, e a apontar para uma
deterioração das condições de negócio no setor da indústria transformadora, a um
ritmo modesto e pela 5ª vez em 6 meses.
Em termos trimestrais, a produção industrial registou no 4ºT2013 uma queda
homóloga (a medida relevante em termos de PIB) marginal (-0.1%), a 7ª queda nos
últimos 8 trimestres e um acréscimo em cadeia de 0.2%, depois da estagnação do
trimestre anterior. O nosso indicador compósito para o PIB encontra-se a
projetar um crescimento homólogo da economia de 1.5% no 4ºT2013 – uma revisão
em alta de 0.1 p.p., com estes dados –, em aceleração ligeira face aos 1.2%
registados nos dois trimestres anteriores, que representam mínimos – excluindo a
recessão de 2008/09 – desde a “Crise do Rublo” de 98 (entre o 3ºT1999 e o
3ºT2008 a economia nunca cresceu menos de +3.8%).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
48
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Aconteceu na semana passada… no Brasil
Confiança dos Consumidores
O índice de confiança dos consumidores (ICC), elaborado pela Fundação Getúlio
Vargas, desceu de 111.2 para 108.9 pontos, em janeiro, observando-se uma menor
satisfação com o momento presente, mas também um menor otimismo em relação aos
próximos meses.
125
120
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400,000
105
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-400,000
-600,000
2009:01
2010:01
2011:01
2012:01
2013:01
2014:01
Variação Mensal do Emprego no Set. Privado - nsa (esc. esq.)
Confiança do Consumidor - nsa (esc. dir.)
Brasil - Confiança dos Consumidores vs Consumo
Un: %
130 Un: Índice
4
1
4:
Q
20
1
3:
Q
20
1
2:
Q
20
1
1:
Q
20
1
0:
Q
20
1
9:
Q
20
0
8:
Q
20
0
7:
Q
6:
Q
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-3
1
-2
95
1
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1
2
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1
3
120
1
125
20
0
O índice de expectativas (IE) desceu 2.8 pontos, para 105.6 pontos, contabilizando a 3ª
descida em 6 meses e já a 11ª em 16 meses, pelo que o indicador se situa no nível mais
baixo desde jan-12. Com esta descida, o indicador afastou-se do registo de setembro,
que é um máximo desde dez-12, ficando ainda mais distante do registo de abr-12, que é
um máximo desde dez-07. De resto, ficou abaixo da sua média histórica de 108.5
pontos, ainda que bem distante do mínimo histórico de 92.3 pontos, obtido no último
mês de 2008. O índice de situação atual (ISA) desceu 2.5 pontos, ficando agora nos
115.6 pontos, sendo esta a 11ª descida em 15 meses, ficando no valor mais baixo desde
julho, que é um mínimo desde mai-09, e permanecendo bastante afastado dos máximos
históricos registados em abr-12. O indicador situou-se pelo 2º mês consecutivo abaixo da
sua média histórica de 120.1 pontos, algo que apenas sucedeu por 4 vezes nos últimos
49 meses. Em todo o caso, trata-se de um nível empiricamente consistente com uma
expansão do consumo privado, ainda que previsivelmente em desaceleração no
1ºT2014. Efetivamente, para o 4ºT2013, os diversos indicadores de consumo,
nomeadamente os dados das vendas a retalho, sugerem uma nova aceleração do
consumo, suportando também uma aceleração do próprio PIB, depois da queda de 0.5%
no 3ºT2013. No 3ºT2013 observou-se uma subida do consumo privado de 1.0%, bem
melhor do que a subida de 0.3% registada no 2ºT2013 e do que a queda de 0.1% no
1ºT2013. O comportamento amorfo do consumo durante o 1º semestre resultou: i) da
aceleração da inflação – que funciona como um imposto implícito, já que o crescimento
dos preços não foi acompanhado por ganhos salariais na mesma proporção; ii) do
abrandamento do ritmo de criação de postos de trabalho; iii) do abrandamento do
crédito. No 4ºT2013 o consumo deverá beneficiar de algum abrandamento da inflação
trimestral e terá continuado a ser impulsionado simultaneamente: i) pelo facto de o
crédito crescer bem acima do PIB nominal; ii) pelo facto de a taxa de desemprego se ter
situado no trimestre terminado em novembro em mínimos desde que existem dados
comparáveis (out-01).
Un: Índice 130
Un: %
20
0
Trata-se da 3ª descida em 6 meses e já a 16ª em 21 meses, tendo caído para mínimos
desde jun-09 (quando a economia mundial ainda não tinha saído da Grande Recessão de
2008/09). O indicador apresenta-se abaixo da média histórica, pela 5ª vez em 6 meses,
embora igualmente pela 5ª vez nos últimos 46 meses. Neste sentido, a confiança
manteve-se bem abaixo do registo de abr-12, quando atingiu um máximo histórico (série
criada em set-05), num contexto: i) de fortes protestos nas ruas durante o Verão, de
índole genérica, focada, entre outros temas, na corrupção crónica do país e nos gastos do
Estado com os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol; ii) em que o crescimento
trimestral da economia tem vindo ao longo dos últimos 2 anos quase sempre a ficar
aquém das expetativas e do potencial, tendo a grande exceção sido o 2ºT2013, mas logo
seguido de uma queda no 3ºT2013; iii) de uma inflação elevada, que se tem situado nos
últimos 3 anos (40 meses até ao último registo oficial de dezembro) acima do centro do
intervalo de referência (4.5%) do Banco Central do Brasil (BCB), e de março a junho por
3 vezes inclusivamente acima dos 6.5%, o limite superior daquele intervalo de
referência; iv) apesar de ter acelerado no 4ºT2013, pelo 2º trimestre consecutivo, a
criação de empregos manteve-se fraca, depois de no 2ºT2013 ter sido a mais baixa
desde o 2ºT2009).
Brasil - Variação do Emprego e Confiança do Consumidor
Confiança dos Consumidores (esc. esq.)
Consumo Privado - Var. trim. (esc. dir.)
O consumo enfrenta, contudo, condições financeiras mais restritivas. Efetivamente,
depois de na reunião de out-12 o BCB ter efetuado o derradeiro corte à taxa selic (em 25
p.b., para 7.25%), a aceleração da inflação desde jul-12 levou a autoridade a manter as
taxas inalteradas até mar-13, sendo que desde abr-13 a jan-14, ao longo de 7 reuniões
consecutivas, foi mesmo obrigada a subir as taxas num total acumulado de 3.25 p.p. –
movimento que, de resto, poderá prosseguir na próxima reunião de fevereiro, embora
em apenas 25 p.b., num derradeiro corte de taxas. O problema é que com estas subidas
o Brasil atrasa ainda mais o processo de convergência das suas taxas de juro
comparativamente às economias desenvolvidas, algo que tem contribuído para incentivar
o investimento financeiro em detrimento do investimento real. Efetivamente, entre as
principais economias emergentes, o Brasil apresenta uma das mais baixas taxas de
investimento.
O crescimento anual do PIB em 2012 ficou-se apenas pelos 1.0%, claramente aquém do
potencial de crescimento da maior economia da América Latina, representando o 2º pior
registo desde 1999, apenas suplantado pela queda de 0.3% registada em 2009, na
sequência da crise de 2008/09, ficando claramente aquém das previsões do Governo no
início daquele ano (+4.5%), e no quadro de uma maior aposta na procura interna e
tendo em consideração que o país se encontra num grande movimento de construção e
reabilitação de infraestruturas, com vista à organização do campeonato do mundo de
futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Após a divulgação dos dados do PIB, o
Ministro das Finanças continuou a admitir a possibilidade de se observar um crescimento
de 2.5% em 2013, mas os dados menos favoráveis do 3ºT2013 e a revisão do 1ºT2013
(de +0.6% para 0.0%) levaram-nos a rever em baixa a nossa previsão anual de 2.6%
para 2.3%. No início do ano, a Presidente do Brasil referiu que o país tem de acelerar o
crescimento e que o investimento tem de representar 25% do PIB, algo que constitui um
passo importante, pelos seus efeitos do curto prazo – o investimento representou no
3ºT2013 apenas 19.1% do PIB –, mas sobretudo pelos seus efeitos no longo prazo, no
sentido de aumentar o rácio de capital/trabalhador e, logo, a oferta potencial da
economia. O problema é que as recentes subidas nas taxas de juro fizeram atrasar ainda
mais o processo de convergência das suas taxas de juro comparativamente às economias
desenvolvidas, algo que tem contribuído para incentivar o investimento financeiro em
detrimento do investimento real. Efetivamente, entre as principais economias
emergentes, o Brasil apresenta uma das mais baixas taxas de investimento.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
49
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
Mercados Financeiros – Receios em relação às
economias emergentes penalizaram sentimento…
A semana revelou uma deterioração do sentimento
global de mercado, sobretudo devido a receios em
relação às economias emergentes. Relativamente às
perspetivas para a economia global, os dados para a
Zona Euro, Reino Unido e (menos) EUA até se revelaram
positivos. Todavia, a estimativa preliminar já de janeiro
do PMI Manufacturing na China veio assinalar uma
contração, pela 1ª vez em 6 meses, o que põe a nu as
fragilidades da economia neste início de ano e contribuiu
para criar receios de que a retirada dos estímulos pela
Fed está a penalizar a segunda maior economia do
mundo.
Países periféricos - Spreads face ao Bund a 10 anos
300
Un: p.b.
720
Irlanda
Portugal (esc. dir)
A
N
24
-J
17
-J
10
-J
EC
03
-J
27
-D
20
-D
13
-D
06
-D
29
-N
22
-N
15
-N
08
-N
C
25
-O
01
-N
Grécia (esc. dir)
A
N
320
A
N
360
100
A
N
400
120
EC
440
140
EC
480
160
EC
180
O
V
520
O
V
560
200
O
V
600
220
O
V
640
240
T
680
260
O
V
280
Espanha
Itália
Relativamente às perspetivas para a economia
global, saliente-se a revisão em alta das perspetivas do
Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia
mundial e da Organização Mundial de Turismo para este
setor, mas ao nível dos indicadores económicos de
conjuntura a evolução foi mista entre as diversas
geografias. De acordo com o FMI, a economia mundial
deverá registar um crescimento ligeiramente superior ao
estimado anteriormente, de 3.7% em 2014 e de 3.9%
em 2015, respetivamente. Considerou ainda que a Zona
Euro "está a passar da recessão para a recuperação",
esperando-se um crescimento de 1% este ano e 1.4%
em 2015, mas "a retoma vai ser desigual". O
economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, afirmou que
a economia da Europa do Sul "continua ser a mais
preocupante". A Organização Mundial do Turismo reviu
em alta o crescimento do turismo internacional para o
corrente ano, apontando para um incremento de 4.5%,
mais meio ponto percentual do que anteriormente.
Relativamente aos indicadores de conjuntura, nos EUA,
foram divulgados poucos indicadores, sendo que entre
os que foram publicados os números continuaram a
revelar-se consistentes com um ganho de ímpeto da
economia, visível no indicador da Reserva Federal de
Chicago para a atividade económica a nível nacional e
no indicador coincidente da Conference Board. No
imobiliário, as vendas de casas usadas subiram para um
nível inferior ao esperado em dezembro, após 3 quedas
consecutivas, apresentando pela 29ª vez em 30 meses
um nível superior ao do período homólogo (a exceção foi
nov-13). No mercado de trabalho, os novos pedidos
semanais de subsídio de desemprego subiram menos do
DPEC - Departamento de Estudos
que o esperado e de uma forma apenas marginal,
ficando praticamente em mínimos desde finais de
novembro. Na indústria, de acordo com a estimativa
preliminar, o indicador PMI Manufacturing da Markit
desceu em janeiro, quando o mercado esperava uma
manutenção, mas os indicadores regionais disponíveis
só apresentam subidas (ver Comentário dos EUA).
Na Zona Euro, destaque para as primeiras leituras da
confiança dos consumidores e dos índices PMI
Manufacturing e Services, que se revelaram favoráveis e
acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a
melhoria do ritmo de recuperação da economia da Zona
Euro neste início de ano. Ainda relativamente ao último
trimestre de 2013, destaque para a leitura de novembro
da balança corrente, que também melhorou, refletindo
um comportamento tendencialmente favorável das
diversas balanças e reforçando o contributo positivo das
exportações líquidas para aceleração da Zona Euro no
4ºT2013 (ver Comentário da Zona Euro).
No Japão, os indicadores compósitos continuam a
sugerir um forte crescimento da atividade económica no
4ºT2013, suportada pela procura interna, e beneficiando
da menor penalização das exportações líquidas (ver
Comentário do Japão).
No Reino Unido, a semana ficou marcada por novos
dados extremamente positivos para o mercado laboral,
com a taxa de desemprego a descer 0.3 p.p., nos três
meses terminados em novembro, para 7.1%, bem mais
do que previa o mercado, passando a estar num mínimo
desde mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar
estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a
postura acomodatícia da sua política monetária. Limiar
esse que deverá ser revisto nas próximas reuniões,
conforme sugere o teor das minutas relativas à reunião
de janeiro, conhecidas durante a semana (ver
Comentário do Reino Unido).
A semana ficou marcada negativamente pelos dados
conhecidos para a China. Os dados do PIB do 4ºT2013,
conhecidos na 2ª feira, até começaram por se revelar
positivos, com a economia a expandir ligeiramente mais
do que o previsto face ao período homólogo (+7.7% vs
+7.6% do consenso da Bloomberg). Todavia, a
estimativa preliminar já de janeiro do PMI Manufacturing
trouxe uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para
49.6 pontos, levando o indicador a sinalizar uma
deterioração das condições no setor pela 1ª vez em 6
meses, o que põe a nu as fragilidades da economia
neste início de ano. Acresce que, no início da semana, o
Banco Popular da China (PBoC) foi forçado a intervir no
mercado monetário interbancário (MMI), depois de a
taxa de referência (a 1 semana) ter subido 153 p.b. no
dia anterior, a maior subida em 7 meses. A redução de
liquidez no sistema – visível na escalada das taxas –
resulta, por um lado, de receios em relação ao potencial
incumprimento de produtos financeiros de aplicação de
riqueza ligados ao “sistema bancário sombra”, e, por
outro, da necessidade de liquidez maior do que o normal
associada às festividades. A sublinhar os receios das
autoridades, foi noticiado que o regulador do sistema
27 de janeiro de 2014
50
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
bancário ordenou aos escritórios regionais que
aumentassem o escrutínio face ao risco de crédito
designadamente na indústria de extração de carvão. O
provável abrandamento da economia chinesa no
1ºT2014 criou receios entre os investidores de que a
retirada dos estímulos pela Fed está a penalizar a
segunda maior economia do mundo. Recorde-se que o
quantitative easing da Fed teve o efeito de aumentar o
apetite
dos
investidores
por
investimentos
de
rendibilidade (e risco) mais elevada, nomeadamente
mercados emergentes (ver Comentário da China).
Ao nível da crise do euro, foi mais uma semana de
notícias genericamente positivas para Portugal, com os
dados da execução orçamental a confirmarem que o
défice em 2013 ficou aquém do objetivo – e bastante
aquém. Já na Grécia surgiram algumas notícias
negativas, como a intenção do líder do partido político
SYRIZA de forçar eleições a nível nacional em fev-15 e a
decisão (não confirmada oficialmente) do Conselho de
Estado de considerar inconstitucionais os cortes de
salários impostos pelo Governo às forças armadas e
serviços de emergência em 2012. O Presidente da
Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, enalteceu a
evolução "enorme" da governação económica e dos
mecanismos de supervisão da União Europeia,
defendendo que os 28 conseguiram "reparar o barco no
meio da tempestade" da crise. Referiu ainda os
“esforços notáveis” de certas indústrias e das PME dos
países em crise, como é o caso de Portugal, como “um
exemplo” que pode ser seguido em outros países
europeus para criar uma indústria mais competitiva,
capaz de gerar crescimento e criar empregos. Também
Jean-Claude Trichet, antigo Presidente do BCE, afirmou
que os países do Sul da Europa “promoveram um
ajustamento difícil”, mas graças a isso “têm agora
margem de manobra para crescer”.
Em Portugal, a semana voltou a ser bastante
preenchida, com novidades essencialmente positivas.
Destaque sobretudo para a publicação da Síntese de
Execução Orçamental de 2013, na quinta-feira, a qual
confirmou e reforçou a perceção que vinha sendo criada
nas últimas semanas de que o défice orçamental em
2013 ficou aquém do objetivo traçado com a troika.
Com efeito, o défice fixou-se em 7.152 mil milhões de
euros (mM€), o que fica 1.749 mM€ abaixo do limite.
Em percentagem do PIB, o défice ficou entre 4.6% e
4.7% – ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a
capitalização do Banif –, em qualquer um dos casos
abaixo da meta de 5.5% definida e que compara com os
5.9% admitidos pelo Governo em outubro aquando da
apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma
surpresa francamente positiva, que beneficiou: i) do
impacto sobre a despesa e a receita do comportamento
da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão
fiscal que permitiu recolher 1.253 mM€; iii) dos “ganhos
de eficiência resultantes da nova estratégia de combate
à fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas
palavras da Ministra das Finanças). O cumprimento da
meta de 2013 traça boas perspetivas para o
cumprimento da meta do défice de 2014 (4.0%), num
DPEC - Departamento de Estudos
contexto em que o cenário macroeconómico de base
para o OE-2014 se afigura cada vez mais credível,
sobretudo atendendo ao desempenho da economia a
partir do 2ºT2013.
Entretanto, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental
(UTAO) veio afirmar que as medidas anunciadas pelo
Governo destinadas a compensar o chumbo pelo
Tribunal Constitucional (TC) do plano de convergência
de pensões são suficientes para tapar esse “buraco”, ao
contrário do que chegara a ser noticiado (pelo Público)
na semana anterior.
Estes dados vieram juntar-se à melhoria da conjuntura
económica nos últimos meses e à situação mais benigna
no mercado secundário de dívida, que tem permitido a
Portugal voltar a emitir dívida em alguns prazos. Assim,
começa a ganhar força a possibilidade de Portugal sair
do programa de ajuda externa sem recorrer à linha de
crédito cautelar europeia, tal como fez a Irlanda. A
posição oficial da CE continua a ser de não se
comprometer, com o comissário europeu dos Assuntos
Económicos, Olli Rehn, a considerar ser "prematuro"
tomar uma decisão sobre a forma de Portugal sair do
programa de ajustamento, que só deverá ser tomada
com base na evolução da situação. Em Davos,
juntamente com o Ministro francês Pierre Moscovici,
admitiu mesmo que Portugal pode precisar de um plano
de apoio cautelar. Pelo contrário, Pier Carlo Padoan,
secretário-geral adjunto e economista-chefe da OCDE,
afirmou estar “positivamente surpreendido” com
Portugal, tendo admitido a possibilidade de o país sair
do programa da troika sem rede de segurança europeia.
Saliente-se que a dívida pública portuguesa diminuiu
para 128.7% do PIB no 3ºT2013, face aos 131.3%
verificados nos três meses anteriores, num movimento
que reflete em grande medida a amortização de OT’s
durante o período.
Em
termos
de
indicadores
económicos,
foram
conhecidos mais dados de atividade sobre o 4ºT2013,
que se revelaram favoráveis – em concreto os relativos
ao investimento constantes na síntese económica de
conjuntura do INE e os dados de novembro da balança
corrente – e que nos levaram inclusive a rever em alta a
estimativa de crescimento económico para esse
trimestre, de uma ligeira contração em cadeia de 0.2%
para um modesto acréscimo de 0.1%. Revimos,
adicionalmente, as perspetivas para 2014, estimando-se
agora um acréscimo de 0.8% em 2014, este último
passando a estar em linha com o admitido pelo Governo
(ver Comentário de Portugal).
Na Grécia, aumentou o risco de instabilidade política
perante a intenção do líder do SYRIZA (partido de
extrema-esquerda, que é desde as últimas eleições o
principal partido da oposição) de forçar eleições a nível
nacional em fev-15 para eleger o sucessor do atual
Presidente da República (que é eleito por sufrágio
indireto, mas é necessária uma ampla maioria). Noutra
frente, surgiram notícias de que o Conselho de Estado (o
Supremo Tribunal Administrativo grego, cujos poderes
se sobrepõem em parte ao TC português) terá
27 de janeiro de 2014
51
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
considerado inconstitucionais os cortes de salários
impostos pelo Governo às forças armadas e serviços de
emergência em 2012. No caso de o Governo ser
obrigado à reversão desta medida, o custo total poderá
superar os 1 mM€, de acordo com o vice Ministro das
Finanças. Embora a decisão ainda não seja oficial, este
assuntou deverá ganhar particular importância na
segunda fase da 5ª avaliação trimestral à execução do
programa da troika, que ainda não reiniciou, agravando
potencialmente o fiscal gap para este ano que já existe,
e tem de ser endereçado.
contrariando as subidas que se registaram em 4 das 5
semanas anteriores. O sentimento de mercado foi
penalizado pelos desenvolvimentos na China e pelos
receios de que a retirada dos estímulos da Fed esteja a
penalizar o crescimento daquela economia.
Mercado Acionista
Índices Gerais
EUA
Europa
No Chipre, segundo o Ministério das Finanças, a
economia contraiu 5.5% em 2013, abaixo dos 7.7%
previstos pela troika.
Em Espanha, segundo o Banco de Espanha, a economia
terá
crescido
0.3%
em
cadeia
no
4ºT2013.
Previsivelmente incorporando essa informação, o FMI
triplicou a previsão de crescimento para a economia este
ano de 0.2% (em out-13) para 0.6%. Refira-se que
Espanha registou um valor recorde no setor turístico
com 60.6 milhões de chegadas em 2013, mais 5.6% que
no ano anterior, segundo dados avançados pelo
Presidente do Governo, Mariano Rajoy.
Em Itália, destaque para o acordo obtido entre o novo
líder do Partido Democrático (PD) – o principal partido
do Governo –, Matteo Renzi, e Silvio Berlusconi para
uma alteração à lei eleitoral, que favorece a
representação proporcional, mas que poderá excluir do
parlamento partidos com menos de 5% dos votos.
Embora possa criar maior estabilidade política no futuro,
este acordo gerou algum descontentamento interno no
PD, por de certa forma legitimar o papel político de
Berlusconi, que foi condenado judicialmente e expulso
do parlamento.
Na Irlanda, a Moody's subiu o rating de Ba1 para Baa3,
e passou as perspetivas para terreno positivo, depois de
o país ter finalizado o programa de resgate "dentro do
previsto".
Analisando
os
movimentos
nos
mercados
financeiros, a deterioração do sentimento de mercado,
sobretudo devido aos receios relativamente às
economias emergentes, penalizou transversalmente os
mercados acionistas, tendo o efeito simétrico (positivo)
sobre a dívida de referência. O aumento da aversão ao
risco prejudicou naturalmente a dívida privada e a dívida
periférica, um efeito que foi parcialmente mitigado em
Portugal pelas notícias positivas, mas adensado na
Grécia devido a algumas notícias negativas. As
commodities foram a exceção, ao valorizar, onde apenas
as agrícolas e os metais de base destoram ao caírem,
beneficiando da desvalorização do dólar e das previsões
de mau tempo nas próximas semanas. No MMI, as Libor
permaneceram sensivelmente em mínimos históricos,
enquanto
as
Euribor
desceram
ligeiramente,
contrariamente ao que tem sido a tendência desde o
final de 2013.
Numa análise mais pormenorizada aos mercados
acionistas, registaram-se quedas quase transversais,
DPEC - Departamento de Estudos
Ásia
Δ%
1 sem.
Início ano
15 879.11
-3.52
-4.21
S&P 500
1 790.29
-2.63
-3.14
Nasdaq
4 128.17
-1.65
-1.16
Eurostoxx 50
3 028.20
-3.99
-2.60
FTSE 100 (R. Unido)
6 663.74
-2.42
-1.26
P SI-20 (P ortugal)
6 773.50
-4.79
3.27
CAC40 (França)
4 161.47
-3.84
-3.13
DAX (Alemanha)
9 392.02
-3.60
-1.68
IBEX (Espanha)
9 868.90
-5.70
-0.48
FTSE M IB (Itália)
19 358.99
-3.06
2.06
Nikkei 225 (Japão)
15 391.56
-2.18
-5.52
Hang Seng (Hong-Kong)
22 450.06
-2.95
-3.67
2 054.39
2.47
-2.91
Sensex 30 (Í ndia)
21 133.56
0.33
-0.18
Ibovespa (Brasil)
47 787.38
-2.84
-7.22
Dow Jones
Shangai Comp. (China)
A. Latina
24-01-2014
Na Zona Euro, o Eurostoxx 50 desvalorizou, afastandose de máximos desde o início do outono de 2008, com o
Dax alemão a afastar-se de máximos históricos. Nos
EUA, registaram-se quedas também, no caso do S&P
500 pela 2ª semana consecutiva, aliviando mais de
máximos históricos, enquanto o Dow Jones registou a 3ª
queda em 4 semanas, afastando-se mais de máximos
históricos. O Nasdaq corrigiu de máximos desde o final
do verão de 2000 (antes do rebentamento da bolha das
dot-com, em março desse ano). A Época de Resultados
das empresas relativa ao 4ºT2013 começou a ganhar
força e até se revelou bastante positiva. Nos EUA, 122
empresas do S&P 500 divulgaram dados até sexta-feira
(52 na semana anterior), com 66.4% a superarem as
expectativas (51.9% na semana anterior), um número
já em linha com o que normalmente se observa, mas
ainda com poucas empresas a divulgarem resultados. A
Morgan Stanley, banco americano especializado em
serviços financeiros, contabilizou lucros de 181 milhões
de dólares (M$) no 4ºT2013, que compara com
resultados de 594 M$ um ano antes. O resultado líquido
da Microsoft atingiu os 6.56 mM$, enquanto as vendas
subiram 14% para um novo máximo histórico.
O benchmark de Portugal, o índice PSI-20, destacouse, desta feita, pela negativa, caindo mais do que os
índices europeus, quando até há duas semanas vinha
revelando uma performance superior à dos congéneres
europeus. Com esta queda, o PSI-20 regressou abaixo
da barreira psicológica dos 7 000 pontos, afastando-se
mais de máximos desde jul-11 de duas semanas antes.
Para esta queda semanal foi decisiva a forte
desvalorização registada na quarta-feira, quando o setor
bancário afundou, devido à expectativa que o Governo
bloqueará a transformação dos impostos diferidos da
banca em créditos fiscais, uma medida muito desejada
pelo setor pois reforçaria a sua almofada de capital.
Recentemente, Itália e Espanha deram o “OK” a uma
solução destas, que automaticamente melhora os rácios
de capital das suas instituições bancárias. Em
27 de janeiro de 2014
52
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
declarações posteriores, a Associação Portuguesa de
Bancos (APB) veio tentar colocar “água na fervura”,
afirmando que Portugal está a estudar uma "solução
adequada" para tratar a questão, que seja, semelhante
à adotada em outros países europeus e que não
prejudique o setor nacional face aos pares.
Note-se que durante a semana até surgiu uma notícia
animadora para a banca – se bem que previsível –, com
a Standard & Poor's a retirar a ameaça de corte de
rating no curto prazo que tinha colocado sobre os
maiores bancos portugueses, depois de na semana
anterior já ter feito o mesmo à República. Refira-se que
o Banif colocou no mercado internacional 438 M€ de
títulos referentes a uma operação de securitização de
carteiras de crédito a PME, com a procura a superar 1.6
vezes a oferta.
Mercado de Dívida Pública
Alemanha
%
Contr.(p.p.)
Bottom 5
Portugal
2 Anos
0.126
-5 p.b.
0.336
-4 p.b.
2.605
21 p.b.
5 Anos
0.749
-9 p.b.
1.541
-8 p.b.
4.300
7 p.b.
10 Anos
1.658
-10 p.b.
2.715
-10 p.b.
5.276
4 p.b.
30 Anos
2.560
-9 p.b.
3.633
-12 p.b.
-
-
As yields da dívida de referência desceram em ambos
os lados do Atlântico, em consonância com o aumento
da aversão ao risco. Nos 10 anos, prazo de referência,
as yields desceram pela 2ª semana consecutiva, tanto
no caso dos tresuries, como dos bunds. Estas descidas
contrariam as subidas das semanas anteriores. Seja
como for, em ambos os casos, as yields continuam
distantes dos mínimos históricos atingidos em jul-11
(1.39% no caso dos treasuries a 10 anos e 1.17% no
caso dos bunds a 10 anos).
Spreads face ao Bund
Títulos do PSI -20
Top 5
EUA
24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem.
%
Contr.(p.p.)
24 Jan 14
Variação (p.b.)
Valor
(p.b.)
17 J a n 14
3 1 D e z 13
2 4 J a n 13
REN
0.6%
0.01
BES
-8.9%
-0.84
Banif
-5.6%
0.00
BCP
-9.5%
-0.81
Cofina
-3.1%
0.00
EDP
-3.6%
-0.59
Grécia
679
70
30
-210
Sonae Ind.
-9.7%
-0.02
PT
-4.9%
-0.51
Irlanda
160
-4
-17
-147
Semapa
-1.3%
-0.02
Jer. Martins
-1.8%
-0.26
Portugal
362
14
-58
-81
Espanha
214
18
-8
-130
Itália
226
19
6
-34
Entre as 20 constituintes do PSI-20, 19 registaram
descidas e apenas uma subiu: a REN. O índice foi, como
referido, prejudicado sobretudo pelo setor bancário
(nomeadamente BES e BCP), mas registaram-se
também fortes descidas na EDP, PT e Jerónimo Martins.
Mercado Cambial - Spot
24-01-14
Δ 1 sem.
Δ início ano
EUR/USD
1.3683
1.12
-0.77
EUR/JPY
139.98
-0.83
-3.56
EUR/GBP
0.83
0.54
-0.40
T.E.Euro
103.79
0.54
-0.26
T.E.Libra
86.10
1.53
1.41
USD/JPY
102.300
-1.93
-2.81
USD/GBP
0.6058
-0.59
0.36
Dollar Index
80.458
-0.94
0.53
Nota: JPY: Iene / GBP: Libra / EUR: Euro / USD: Dólar.
Variação positiva signif ica apreciação da moeda base.
No mercado cambial, a taxa de câmbio efetiva
nominal do euro subiu, aproximando-se dos níveis de
final do ano passado, quando atingiu máximos desde
out-11, beneficiando da fuga dos investidores das
moedas dos países emergentes. Note-se que o euro
apreciou face ao dólar – uma moedas tipicamente mais
procuradas como refúgio pelos investidores –, mas
depreciou contra outra moeda de refúgio: o iene. Assim,
o par mais importante, euro/dólar, subiu 1.1%,
invertendo o movimento da semana anterior, e
reaproximando-se dos máximos desde out-11 atingidos
11 semanas antes (1.38 EUR/USD). O dólar depreciou
em relação ao iene, afastando-se dos máximos desde o
início do outono de 2008 registados 4 semanas antes
(105.4 USD/JPY), depreciando também face à libra,
tendo o Dollar Index descido, aproximando-se dos
mínimos desde o final de outubro registados 6 semanas
antes.
DPEC - Departamento de Estudos
10Y
Os spreads da dívida a 10 anos das economias
periféricas da Zona Euro também foram penalizados
pelo aumento da aversão ao risco, tendo registado
subidas quase transversais – a exceção foi a Irlanda. O
spread de Portugal subiu pouco, devido às notícias
positivas conhecidas para o país, mantendo-se próximo
dos mínimos desde dez-10 registados na semana
anterior. Por seu lado, o spread da dívida grega registou
a maior subida, penalizado pelas notícias algo negativas
para o país, afastando-se mais dos mínimos desde jun10 registados duas semanas antes (recorde-se que o
país solicitou pela 1ª vez ajuda externa em mai-10).
Emissões de dívida na Zona Euro na semana
Emitente
Prazo
3 meses
França
Alemanha
Espanha
Montante Yield média da emissão
mM€
atual
anterior
1.579
0.170
0.110
6 meses
2.150
0.170
0.140
12 meses
2.567
0.190
0.170
2 anos
2.225
0.340
-
4 anos
1.885
0.940
-
5 anos
3.820
1.240
-
2 anos*
0.605
-0.860
-
4 anos*
0.758
-0.200
-
10 anos*
0.335
0.760
-
2 anos
3.523
0.150
0.210
6 meses
1.000
0.510
-
12 meses
2.960
0.726
-
* inflation-linked
No mercado primário de dívida pública, França
esteve particularmente ativa, emitindo um total de
15.924 mM€ em dívida de curto e longo-prazo, a taxas
um pouco mais elevadas, refletindo a preferência dos
investidores por dívida dos países periféricos. Ainda
assim, a Alemanha emitiu dívida a 2 anos a taxas mais
favoráveis do que a anterior emissão comparável. Na
realidade, ao contrário de França, a Alemanha continua
com o rating máximo para as 3 principais agências de
27 de janeiro de 2014
53
Comentário Semanal de Economia e de Mercados
notação financeira, tendo a Fitch mantido o rating da
Alemanha no nível máximo AAA, com perspetiva
estável, justificando a classificação com o facto de o
peso da dívida pública sobre o PIB já ter iniciado uma
trajetória descendente.
Spreads de Crédito (Índices de CDS 5Y )
Variação (p.b.)
Valor
(p.b)
17 J a n 14
3 1 D e z 13
2 4 J a n 13
84.0
13
14
-24
Itraxx Financials
104.0
19
17
-37
Itraxx Cross Over
313.9
35
28
-142
24 Jan 14
Itraxx
No mercado de dívida privada, em linha com a queda
do Eurostoxx 50, os spreads registaram movimentos
essencialmente ascendentes. O índice Itraxx 5Y (o índice
geral de spreads de crédito para as obrigações de
investment grade) subiu, tendo o Itraxx Financials (o
mais exposto à crise da dívida soberana) avançado um
pouco mais, mantendo-se, assim, num nível superior
(ao contrário do que se verificava antes da crise, e dada
a situação difícil da banca europeia desde o início da
crise da dívida soberana). Já o Itraxx Cross-Over
(relativo aos ativos de speculative grade, especialmente
sensível ao sentimento de mercado e ao ciclo
económico) viu o spread subir bastante, penalizado pela
deterioração do sentimento.
Mercado Monetário
EUR
24-01-14
1 mês
0.238
3 meses
6 meses
12 meses
USD
Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem.
-1 p.b.
0.161
0 p.b.
0.300
0 p.b.
0.235
0 p.b.
0.401
-1 p.b.
0.334
0 p.b.
0.567
0 p.b.
0.572
0 p.b.
No mercado monetário interbancário (MMI), as
Libor do dólar ficaram sensivelmente inalteradas em
mínimos históricos, enquanto as Euribor desceram
ligeiramente, contrariamente ao que tem sido a
tendência desde o final de 2013. As Euribor têm vindo a
aumentar, em resultado: i) da redução da liquidez
excedentária, já que os bancos continuam a reembolsar
a ritmo elevado os empréstimos obtidos nas operações
de refinanciamento de longo prazo (LTRO); ii) da
reentrada progressiva no MMI de bancos que devido à
crise das dívidas soberanas se tinham visto excluídos do
mercado e forçados a recorrer ao BCE para crédito
(estes bancos, por serem vistos como menos sólidos,
obtém financiamentos a taxas acima da média); iii) do
facto de os mercados virem progressivamente a
aumentar a probabilidade de que o BCE não irá cortar a
taxa de depósitos para valores negativos, nem descer
mais a refi rate (apesar de a postura oficial ser a de
favorecer uma política mais expansionista). As
expectativas em relação às taxas de juro desceram um
pouco durante a semana, com os swaps sobre as taxas
EONIA a descerem nos diversos prazos. Paralelamente,
observou-se uma subida do prémio de risco no MMI
Europeu, medido pelo OIS spread (i.e., o diferencial de
juros entre operações com risco e operações com risco
ínfimo, por se tratar de uma operação swap em que
apenas os diferenciais de juros são trocados). Os OIS
spread encontram-se, nos prazos mais curtos,
DPEC - Departamento de Estudos
sensivelmente em zero (como sucedia até à crise do
subprime). Nos prazos mais longos, a taxa continua
afastada do zero, encontrando-se em 0.42 p.p. nos 12
meses, mantendo-se acima da média histórica anterior
ao verão de 2007 (+0.07 p.p.), mas ainda assim
bastante abaixo do máximo histórico de 2.35 p.p.
atingido em out-08 (após a falência do Lehman
Brothers).
As commodities registaram genericamente subidas,
pela 2ª semana consecutiva (e depois de duas semanas
de quedas), apesar da deterioração do sentimento geral
de mercado, beneficiando da desvalorização do dólar. Os
índices compósitos GSCI S&P e CRB Index subiram,
assim, pela 2ª vez (consecutiva) em 4 semanas,
interrompendo a tendência mais alargada de queda que
se observa desde finais de agosto.
Mercado de Commodities - Futuros (prazos mais próximos)
Mercadoria
CRB Index
Moeda/Unid 24-01-2014 Δ% 1 sem. Δ % início ano
USD
282.54
1.48
0.85
GSCI S&P
USD
624.87
1.5
-1.2
Agrícolas
USD
345.70
-0.1
-1.7
Energia
USD
332.26
2.3
-1.7
Gado
USD
337.87
1.1
5.7
Metais de Base
USD
343.79
-2.6
-1.7
Metais Preciosos
USD
1691.65
0.5
4.8
Brent Crude
USD/bbl.
107.88
1.31
-2.64
WTI Crude
USD/t oz.
96.64
2.41
-1.81
Ouro
USD/t oz.
1264.30
0.99
5.16
Nota: Nesta tabela as cores têm o significado inverso, assinalando-se a verde as descidas,
uma vez que se considera positivo para o crescimento económico global.
As agrícolas desceram 0.1%, mas a classe que mais caiu
foi a dos metais de base, penalizada pelas perspetivas
de crescimento para as economias emergentes. As
energéticas foram beneficiadas pelas previsões de
temperaturas abaixo do normal, cujos efeitos se
poderão
fazer
sentir,
quer
sobre
a
procura
(ascendentes), designadamente de energia, quer sobre
a oferta (descendentes). Em particular, o petróleo subiu
tanto em Nova Iorque (WTI crude), como em Londres
(Brent) – impulsionado também pelas previsões da
Agência Internacional da Energia (AIE) de que a procura
mundial de petróleo vai aumentar em 2014 para um
máximo de sempre num contexto de recuperação da
economia –, mas, sobretudo no primeiro caso, que
beneficiou adicionalmente da entrada em funcionamento
de uma pipeline com crude vindo do Oklahoma, que
permite captar maior procura. O crude afastou-se,
assim, mais dos mínimos desde mai-13 registados na
semana anterior, embora permanecendo muito longe
dos máximos de 16 meses atingidos no início de set-13
(110.5 dólares). O spread entre o WTI e o Brent
encurtou de 12.1 para 11.2 dólares, um mínimo de 2
meses, parecendo estar a reaproximar-se da tendência
histórica (-5/+5 USD), embora tenha permanecido pela
15ª semana consecutiva acima desta (mantendo-se
distante do máximo de 28 USD em out-11). O spread
tinha disparado no final de 2010, devido a mudanças no
mercado da energia nos EUA, sobretudo ligadas ao
aumento da oferta, resultantes de novos métodos de
exploração. O ouro subiu ligeiramente, pela 5ª semana,
mas permanece relativamente próximo dos mínimos
desde o Verão de 2010 atingidos em meados de
dezembro.
27 de janeiro de 2014
54
Comentário Semanal de Mercados
Mercado Acionista
Taxa de Câmbio Euro/Dólar vs Eurostoxx 50
S&P 500
0.4
Eurostoxx 50
Un: %
0.0
Un: %
-0.5
0.0
Un: Índic es
Un: EUR/USD
1.385
3,240
1.380
3,200
1.375
3,160
1.370
3,120
1.365
3,080
1.360
3,040
1.355
3,000
1.350
2,960
1.345
2,920
1.340
2,880
1.335
2,840
-1.0
-0.4
-1.5
-0.8
-2.0
-1.2
-2.5
-1.6
-3.0
-2.0
-3.5
-2.4
-4.0
-4.5
24
-J
AN
17
-J
AN
10
-J
AN
03
-J
AN
27
-D
EC
20
-D
EC
13
-D
EC
O
V
V
06
-D
EC
0.0
29
-N
CT
Un: %
25
-O
0.4
V
Acumulada
FTSE-100
PSI-20
Un: %
0
24/01
O
Diária
23/01
22
-N
Acumulada
22/01
V
21/01
O
20/01
15
-N
24/01
V
Diária
23/01
O
22/01
O
21/01
08
-N
20/01
01
-N
-2.8
-1
-0.4
Taxa de Câmbio Euro/Dólar
-0.8
-2
Índice Eurostoxx 50
-1.2
-3
-1.6
-2.0
-4
-2.4
-5
-2.8
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
20/01
21/01
Acumulada
22/01
Diária
23/01
24/01
Acumulada
Mercado de Taxas de Juro
Taxas 10 Anos - EUA
6
Taxas 10 Anos - Zona Euro
Un: p.b.
2
Euribor 3M
Un: p.b.
.00
Libor USD 6M
Un: p.b.
.12
Un: p.b.
4
0
2
.08
-.04
0
-2
-2
.04
-.08
-4
-4
.00
-6
-.12
-6
-.04
-8
-8
-.16
-10
-12
-.08
-10
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
20/01
21/01
Acumulada
22/01
Diária
23/01
24/01
-.20
-.12
Acumulada
-.24
-.16
20/01
Portugal - Spread face ao Bund 10 Anos
20
21/01
Spain - Spread face ao Bund 10 Anos
Un: p.b.
20
15
22/01
Diária
23/01
24/01
20/01
21/01
Acumulada
22/01
Diária
23/01
24/01
Acumulada
Un: p.b.
16
10
12
5
0
Diferencial OIS Spread Libor/Euribor a 3 meses vs Itraxx a 5 anos
8
-5
.07
4
Un: p.p..
Un: p.b.
92
-10
0
-15
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
20/01
24/01
21/01
Acumulada
22/01
Diária
Italy - Spread face ao Bund 10 Anos
20
.06
88
.05
84
.04
80
.03
76
.02
72
.01
68
-4
-20
23/01
24/01
Acumulada
Greece - Spread face ao Bund 10 Anos
Un: p.b.
80
Un: p.b.
70
16
60
12
50
-4
0
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
20/01
21/01
Acumulada
DPEC - Departamento de Estudos
22/01
Diária
23/01
24/01
OIS Spread Libor/Euribor
N
24
-
JA
N
17
-
JA
N
10
-
JA
N
JA
03
-
D
EC
27
-
D
EC
20
-
D
EC
13
-
V
D
EC
06
-
V
O
N
29
-
O
22
-
N
V
O
N
V
O
O
N
15
-
10
N
25
-
O
C
T
20
0
08
-
30
4
V
40
01
-
8
Itraxx a 5 anos
Acumulada
27 de janeiro de 2014
55
Comentário Semanal de Mercados
Yield Curve: EONIA Implícita na Curva de Swaps da EONIA
Países periféricos - Spreads face ao Bund a 10 anos
300
Un: p.b.
400
120
360
100
320
Irlanda
Portugal (esc. dir)
.36
.32
.28
.24
.20
.16
.12
A
N
0
2
4
6
8
24
-J
17
-J
10
-J
EC
03
-J
27
-D
20
-D
13
-D
06
-D
29
-N
22
-N
15
-N
08
-N
C
25
-O
01
-N
Grécia (esc. dir)
A
N
440
140
A
N
160
A
N
480
EC
180
EC
520
EC
200
O
V
560
O
V
600
220
O
V
240
O
V
640
T
680
260
O
V
280
Un:%
.40
720
Espanha
10
12
14
16
18
20
22
24
Horizonte (em Meses)
Itália
2014-01-17
2014-01-24
Mercado Cambial
Euro/Dólar Options Risk Reversal vs Taxa de Câmbio Dólar/Euro
Dollar Index
Euro/Dolar
1.2
Un: %
0.2
1.0
- 0.1
Un: %
Un: EUR/USD
1.385
Un: %
- 0.2
1.380
- 0.3
1.375
- 0.4
1.370
-0.4
- 0.5
1.365
-0.6
- 0.6
1.360
- 0.7
1.355
- 0.8
1.350
- 0.9
1.345
- 1.0
1.340
- 1.1
1.335
0.0
0.8
-0.2
0.6
0.4
0.2
-0.8
-1.0
22/01
24/01
Un: p.b.
0.4
.6
N
N
24
-J
A
N
17
-J
A
N
10
-J
A
03
-J
A
27
-D
EC
20
-D
EC
13
-D
EC
V
06
-D
EC
V
O
29
-N
O
25
-O
01
-N
Euro/Iene
Euro/Libra
.8
V
Acumulada
22
-N
Diária
Acumulada
23/01
V
21/01
O
20/01
24/01
C
T
Diária
23/01
15
-N
22/01
V
21/01
O
20/01
08
-N
-0.2
O
0.0
Un: %
Euro/Dólar Options Risk Reversal
Taxa de Câmbio Dólar/Euro
0.2
.4
0.0
.2
-0.2
.0
-0.4
-.2
-0.6
-.4
-0.8
-.6
-1.0
-.8
-1.2
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
20/01
Acumulada
DPEC - Departamento de Estudos
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
Acumulada
27 de janeiro de 2014
56
Comentário Semanal de Mercados
Mercado de Commodities
WTI Crude
3.2
Brent
Un: %
2.0
2.8
EUA - Variação dos Stocks de Combustíveis (DOE)
3 Un: 10^6 barris
Un: %
1.6
2.4
1.6
0.8
1
1.2
0.4
0.8
0.4
2.1
2
1.2
2.0
1.0
1.8
1.1
0
0.0
0.0
-0.4
-0.4
-0.8
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
-0.5
-1
-0.8
20/01
20/01
21/01
Acumulada
22/01
Diária
23/01
24/01
-2
Acumulada
-3
-3.2
Commodities - Composite
1.6
-4
Ouro
Un: %
2.0
1.4
Petróleo
Gasolina
Prod. Destilados
1.6
1.2
2014-01-17
Un: %
1.2
1.0
0.8
Petróleo - Consenso
Gasolina - Consenso
Prod. Destilados - Consenso
0.8
0.4
0.6
0.0
0.4
-0.4
0.2
0.0
-0.8
-0.2
20/01
21/01
22/01
Diária
23/01
24/01
-1.2
20/01
21/01
Acumulada
DPEC - Departamento de Estudos
22/01
Diária
23/01
24/01
Acumulada
27 de janeiro de 2014
57
Comentário Semanal de Mercados
Indicadores a Anunciar esta Semana
Pa ís
Portuga l
Espa nha
Da ta
Ev e nto
Pe ríodo
Conse nso
Actua l
Ante rior
Re v isã o
Jan
--
--
-40.4
--
Jan
--
--
-1
--
Produção Industrial (YoY)
Dec
--
--
2.90%
--
Produção Industrial sa (MoM)
Dec
--
--
1.40%
--
Sentimento Económico (C E)
Jan
--
--
97.4
--
Vendas a Retalho (MoM)
Dec
--
--
3.10%
--
Vendas a Retalho (YoY)
Dec
--
--
3.60%
--
31- Ja n Taxa de Desemprego - Eurostat
Dec
--
--
15.5%
--
28- Ja n Total de Empréstimos Hipotecários - Valor (YoY)
Nov
--
--
-15.50%
--
4Q P
0.30%
--
0.10%
--
4Q P
-0.10%
--
-1.10%
--
Jan
--
--
100.0
--
Nov
--
--
1.7B
--
IPC (YoY)
Jan P
0.30%
--
0.30%
--
IPC H (YoY)
Jan P
0.30%
--
0.30%
--
30- Ja n C onfiança do C onsumidor - INE (mm3m)
Indicador de C lima Económico - INE (mm3m)
30- Ja n PIB sa (QoQ)
PIB sa (YoY)
Sentimento Económico (C E)
31- Ja n Balança C orrente (EUR)
Ale ma nha
27- Ja n IFO - Avaliação Atual
Jan
112.4
112.4
111.6
--
IFO - C lima Empresarial
Jan
110
110.6
109.5
--
IFO - expectativas
Jan
108
108.9
107.4
--
Feb
7.6
--
7.6
--
Jan P
1.50%
--
1.40%
Jan P
1.30%
--
1.20%
29- Ja n GfK - C onfiança C onsumidor
30- Ja n IPC (YoY)
IPC H (YoY)
Taxa Desemprego sa
F ra nça
--
--
--
0.20%
--
1.50%
0.80%
27- Ja n Desemprego Registado sa
Dec
3296.1k
--
3293.0k
--
Dec
1.1
--
17.8
--
28- Ja n C onfiança do C onsumidor
Jan
85
--
85
--
31- Ja n C onsumo Privado (MoM)
Dec
-0.40%
--
1.40%
--
Dec
-0.20%
--
-0.60%
--
28- Ja n C onfiança do C onsumidor
Jan
96.7
--
96.2
--
29- Ja n Índice de C onfiança Industrial
Jan
98.6
--
98.2
--
Jan
--
--
83.6
--
31- Ja n IPP (YoY)
Dec
--
--
-2.30%
--
29- Ja n M3 sa (YoY)
Dec
1.70%
--
1.50%
--
Dec
1.50%
--
1.70%
--
Jan F
-11.7
--
-11.7
--
C onfiança Industrial
Jan
-2.9
--
-3.4
--
C onfiança nos Serviços
Jan
0.8
--
0.2
--
Indicador C lima Empresarial
Jan
0.35
--
0.27
--
Sentimento Económico (C E)
Jan
101
--
100
--
Jan A
0.90%
--
--
--
IPC Estimativa (YoY)
Jan
0.90%
--
0.80%
--
Taxa Desemprego sa
Dec
12.10%
--
12.10%
--
Nov
0.70%
--
0.80%
--
Nov
0.30%
--
0.10%
--
PIB (QoQ)
4Q A
0.70%
--
0.80%
--
PIB (YoY)
4Q A
2.80%
--
1.90%
--
Dec
--
--
0.1%
--
Jan
0.60%
--
1.40%
--
Dec
72.9K
--
70.8K
--
Empréstimos Líquidos de C rédito C onsumo
Dec
0.7B
--
0.6B
--
Empréstimos Líquidos Garantidos por Habitações
Dec
1.2B
--
0.9B
--
M4 Ex IOFC s 3M Annualised
Dec
5.20%
--
4.90%
--
M4 Oferta Monetária (YoY)
Dec
--
--
2.70%
--
Sentimento Económico (C E)
Jan
- -
--
115.1
--
31- Ja n GfK - C onfiança C onsumidor
Jan
-12
--
-13
--
27- Ja n Dallas Fed - Manufacturing
Jan
3.3
--
3.1
--
Vendas C asas Novas (MoM)
Dec
-1.90%
--
-2.10%
Vendas C asas Novas saar
Dec
455K
--
464K
Jan
78
--
78.1
--
Enc. Bens Dur. Ex Def. Mat. Aero (Mom)
Dec
0.30%
--
4.50%
4.10%
Encomendas Bens Duradouros excl Transp sa (MoM)
Dec
0.60%
--
1.20%
--
Encomendas Bens Duradouros sa (MoM)
Dec
1.80%
--
3.50%
3.40%
Entregas Bens Dur. Ex Def. Mat. Aero (MoM)
Dec
0.10%
--
2.80%
2.70%
IP Habitação S &P/C aseShiller (20 Áreas Metropolitanas) sa MoM
Nov
0.80%
--
1.05%
--
IP Habitação S &P/C aseShiller (20 Áreas Metropolitanas) YoY
Nov
13.80%
--
13.61%
--
Richmond Fed - Manufacturing
Jan
13
--
13
--
29- Ja n Fed - Decisão sobre Taxa de Juro
Jan-29
0.25%
--
0.25%
--
30- Ja n C onfiança do C onsumidor (Bloomberg; anterior ABC )
Jan-26
--
--
-31
--
4Q A
3.70%
--
2.00%
--
C ontratos Assinados p/ Venda de C asas Usadas (MoM)
Dec
-0.10%
--
0.20%
--
C ontratos Assinados p/ Venda de C asas Usadas nsa (YoY)
Dec
1.40%
--
-4.00%
--
Deflator C ore do C onsumo Privado (QoQ)
4Q A
1.10%
--
1.40%
--
Deflator do PIB (QoQ)
4Q A
1.20%
--
2.00%
--
Pedidos Subsídio de Desemprego - Acumulado
Jan-18
3000K
--
3056K
Pedidos Subsídio de Desemprego - Novos
Jan-25
330K
--
326K
4Q A
3.20%
--
4.10%
--
Jan
59
--
59.1
60.8
Jan F
81
--
80.4
--
C onsumo Privado - Nominal (MoM)
Dec
0.20%
--
0.50%
--
Deflator C onsumo Privado (YoY)
Dec
1.10%
--
0.90%
--
Deflator C ore C onsumo Privado (YoY)
Dec
1.20%
--
1.10%
--
Deflator C ore do C onsumo (MoM)
Dec
0.10%
--
0.10%
--
Deflator do C onsumo (MoM)
Dec
0.20%
--
0.00%
--
4Q
0.40%
--
0.40%
IPP (YoY)
Índice de Sentimento Empesarial
Zona Euro
M3 sa média 3 meses (YoY)
30- Ja n C onfiança do C onsumidor
31- Ja n IPC C ore (YoY)
R. Unido
28- Ja n Índice dos Serviços (3mth/3mth)
Índice dos Serviços (mom)
29- Ja n Preços Habitação - Land Registry SA (mom)
Preços Habitação - Nationwide sa (MoM)
30- Ja n Empréstimos Hipotecários Aprovados (BoE)
EUA
28- Ja n C onfiança do C onsumidor (C onfer. Board)
C onsumo Privado (QoQ)
PIB Anualizado (QoQ)
31- Ja n C hicago PMI
C onfiança do C onsumidor (Univ. Michigan)
Índice C ustos Trabalho
Ja pã o
--
--
Jan
54.5
--
54.27
0.20%
--
0.20%
--
Dec
-¥1239.9B
-¥1302.1B
-¥1292.9B
-¥1294.1B
Balança C omercial sa
Dec
-¥1335.1B
-¥1148.6B
-¥1346.3B
-¥1293.8B
Exportações de Bens (YoY)
Dec
18.4
--
Importações de Bens (YoY)
26- Ja n Balança C omercial nsa
--
18
15.3
Dec
26.2
24.7
21.1
27- Ja n Índice de Preços nas Empresas - Serviços (YoY)
Dec
1.10%
--
1.00%
28- Ja n C onfiança das Pequenas Empresas
Jan
--
--
51.1
--
29- Ja n Vendas a Retalho - nominais nsa (YoY)
Dec
3.90%
--
4.00%
4.10%
Dec
0.30%
--
1.90%
2.00%
---
Dec
1.10%
--
0.20%
--
IPC (YoY)
Dec
1.50%
--
1.50%
--
IPC ex prod aliment e energia (YoY)
Dec
0.70%
--
0.60%
--
IPC ex prod aliment não transformados (YoY)
Dec
1.20%
--
1.20%
--
IPC Tokyo (YoY)
Jan
0.80%
--
0.90%
--
IPC Tokyo exc prod aliment e energia (YoY)
Jan
0.40%
--
0.30%
--
IPC Tokyo exc prod aliment não transformados (YoY)
Jan
0.70%
--
0.70%
--
Jan
--
--
55.2
--
Produção Industrial nsa (YoY)
Dec P
7.30%
--
4.80%
--
Produção Industrial sa (MoM)
Dec P
1.30%
--
-0.10%
--
Rácio de Oportunidades de Trabalho por C andidato
Dec
1.01
--
1
--
Taxa Desemprego sa
Dec
3.90%
--
4.00%
--
31- Ja n Encomendas de C onstrução (YoY)
Dec
--
--
2.20%
--
Fogos Iniciados anualizada
Dec
1.000M
--
1.033M
--
Produção de Veículos (YoY)
Dec
--
--
10.20%
--
Dec
--
--
1301B
--
Empréstimos (MoM)
Dec
--
--
1.50%
--
Incumprimento Individual (+ 90 dias de atraso)
Dec
--
--
6.70%
--
29- Ja n Empréstimos - Bancos Privados
30- Ja n IPP - Ind. Transformadora (YoY)
Dec
--
--
5.47%
--
Saldo Orçamental
Dec
14.2B
--
28.8B
--
Taxa Desemprego nsa
Dec
4.40%
--
4.60%
--
31- Ja n Dívida Pública Líquida (% PIB)
Dec
33.90%
--
33.90%
--
Dec
11.0B
--
29.7B
--
28- Ja n Lucros Industriais (YTD YoY)
Dec
--
--
13.20%
--
29- Ja n Indicador Avançado
Dec
--
--
99.64
--
30- Ja n PMI Manufacturing - HSBC
Jan
49.6
--
50.5
--
Jan-28
4.00%
--
4.00%
--
Banco da Índia - Repo Rate
Jan-28
7.75%
--
7.75%
--
Banco da Índia - Reverse Repo Rate
Jan-28
6.75%
--
6.75%
--
Saldo Orcamental Primário
Rússia
--
Dec
PMI Manufacturing
Índia
--
Rendimento Privado sa (MoM)
30- Ja n C onsumo Privado - Real (YoY)
China
--
NAPM-Milwaukee
Vendas a Retalho - nominais sa (MoM)
Bra sil
--
6.90%
Dec
Desemprego Registado sa (MoM)
Itália
--
Jan
31- Ja n Vendas a Retalho (MoM)
28- Ja n Banco da Índia - Rácio de Reservas de C aixa
31- Ja n Défice Orçamental
Dec
--
--
51671
--
27- Ja n IPP (YoY)
Dec
2.00%
--
1.60%
--
28- Ja n Investimento de C apital (YoY)
Dec
0.00%
--
0.20%
--
Rendimento Disponível (YoY)
Dec
2.20%
--
1.50%
--
Salários Reais (YoY)
Dec
4.50%
--
4.80%
--
Vendas a Retalho - Reais nsa (MoM)
Dec
19.60%
--
0.20%
--
Vendas a Retalho - Reais nsa (YoY)
Dec
4.00%
--
4.50%
--
Fonte: Thomson Reuters.; Legenda: nsa - não ajustado de sazonalidade; sa - ajustado de sazonalidade; wda - ajustado de dias úteis; saar - taxa anualizada
ajustada de sazonalidade; WoW - variação semanal; MoM - variação mensal; QoQ - variação trimestral; YoY - variação homóloga; mm3m - média móvel 3
meses.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
58
Comentário Semanal de Mercados
Taxas de Juro
24-01-14 1 semana
Euribor
(%)
1 mês
3 meses
6 meses
9 meses
1 ano
2 anos
3 anos
5 anos
1 mês
0.238
0.243
0.232
0.129
0.131
0.118
0.113
0.752
0.811
0.429
3 meses
0.300
0.302
0.294
0.225
0.225
0.206
0.211
1.158
1.029
0.670
6 meses
0.401
0.408
0.392
0.343
0.343
0.319
0.353
1.451
1.277
0.966
12 meses
0.567
0.571
0.560
0.542
0.535
0.518
0.585
1.784
1.586
1.222
Taxas Euribor
.60
Taxas Swap
Un: %
2.2
Un: %
2.0
.55
1.8
.50
1.6
.45
1.4
.40
1.2
.35
1.0
.30
Refi Rate
3M
6M
12M
2 Anos
5 Anos
N
N
0
-J
A
2
9
-J
A
0
1
-D
E
C
3
0
-D
E
C
2
1
-D
E
C
1
V
2
-D
E
C
O
0
1
-N
O
2
1
1
-N
0
2
-N
O
V
N
N
4
-J
A
2
N
0
-J
A
7
-J
A
1
1
7
-D
E
C
0
3
-J
A
N
2
0
-D
E
C
3
-D
E
C
2
1
0
O
V
6
-D
E
C
V
2
9
-N
V
O
2
-N
2
1
5
-N
O
V
O
0
8
-N
O
1
-N
5
-O
C
2
0
V
0.4
T
0.6
.20
V
0.8
.25
10 Anos
Curto Prazo
EUR
MMI
USD
JPY
GBP
CHF
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
1 mês
0.238
-1 p.b.
0.161
0 p.b.
0.106
0 p.b.
0.482
0 p.b.
-0.007
0 p.b.
3 meses
0.300
0 p.b.
0.235
0 p.b.
0.144
0 p.b.
0.521
0 p.b.
0.021
0 p.b.
6 meses
0.401
-1 p.b.
0.334
0 p.b.
0.204
0 p.b.
0.618
1 p.b.
0.080
0 p.b.
12 meses
0.567
0 p.b.
0.572
0 p.b.
0.364
-1 p.b.
0.902
1 p.b.
0.199
0 p.b.
Curvas Euribor - EUR
Curvas Libor - USD
0.75
0.75
0.50
0.50
0.25
0.25
0.00
0.00
0
3
6
Prazo (em meses)
24-01-2014
9
17-01-2014
0
12
3
6
Prazo (em meses)
24-01-2014
31-12-2013
9
12
17-01-2014
31-12-2013
Curvas Libor - GBP
Curvas Libor - JPY
0.50
1.00
0.75
0.25
0.50
0.00
0
3
6
9
12
0.25
0
3
Prazo (em meses)
24-01-2014
6
9
12
Prazo (em meses)
17-01-2014
31-12-2013
24-01-2014
17-01-2014
31-12-2013
Fonte: Thomson Reuters.
Swaps
EUR
USD
JPY
GBP
CHF
24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem.
Swap
2 Anos
0.488
-1 p.b.
0.488
-2 p.b.
0.205
0 p.b.
0.998
3 p.b.
0.080
-5 p.b.
5 Anos
1.102
-4 p.b.
1.676
-5 p.b.
0.330
-3 p.b.
1.990
0 p.b.
0.570
-8 p.b.
7 Anos
1.507
-5 p.b.
2.288
-7 p.b.
0.513
-4 p.b.
2.406
-2 p.b.
0.973
-9 p.b.
10 Anos
1.972
-7 p.b.
2.854
-8 p.b.
0.808
-5 p.b.
2.814
-4 p.b.
1.425
-9 p.b.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
59
Comentário Semanal de Mercados
Curvas Swap - EUR
3.00
2.75
2.50
2.25
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0
5
10
15
Prazo (em anos)
24-01-2014
20
17-01-2014
25
30
0
5
10
15
5
10
20
25
15
Prazo (em anos)
24-01-2014
30
20
17-01-2014
25
30
31-12-2013
Curvas Swap - GBP
3.75
3.50
3.25
3.00
2.75
2.50
2.25
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
Prazo (em anos)
17-01-2014
24-01-2014
0
31-12-2013
Curvas Swap - JPY
2.25
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0.00
Curvas Swap - USD
4.00
3.75
3.50
3.25
3.00
2.75
2.50
2.25
2.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0
5
31-12-2013
10
24-01-2014
15
Prazo (em anos)
17-01-2014
20
25
30
31-12-2013
Dívida Pública
Alemanha
Yields
EUA
Japão
Reino Unido
Portugal
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
2 Anos
0.1260
-5 p.b.
0.3355
-4 p.b.
0.0980
1 p.b.
0.5310
1 p.b.
2.6050
21 p.b.
5 Anos
0.7490
-9 p.b.
1.5413
-8 p.b.
0.2010
-1 p.b.
1.6820
-3 p.b.
4.3000
7 p.b.
10 Anos
1.6580
-10 p.b.
2.7150
-10 p.b.
0.6320
-4 p.b.
2.7720
-6 p.b.
5.2760
4 p.b.
30 Anos
2.5600
-9 p.b.
3.6325
-12 p.b.
1.6270
-8 p.b.
3.5360
-4 p.b.
-
-
Alemanha
EUA
3.00
4.50
4.00
2.50
3.50
2.00
3.00
2.50
1.50
2.00
1.00
1.50
1.00
0.50
0.50
0.00
0.00
0
5
10
15
20
25
30
0
5
10
P razo (em anos )
24-01-2014
15
20
25
30
P razo (em anos )
17-01-2014
31-12-2013
24-01-2014
17-01-2014
Japão
31-12-2013
Reino Unido
2.00
4.00
3.50
3.00
2.50
2.00
1.50
1.00
0.50
0.00
1.75
1.50
1.25
1.00
0.75
0.50
0.25
0.00
0
5
10
15
20
25
30
0
5
10
24-01-2014
17-01-2014
15
20
25
30
Prazo (em anos)
Prazo (em anos)
31-12-2013
24-01-2014
17-01-2014
31-12-2013
. Fonte: Thomson Reuters
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
60
Comentário Semanal de Mercados
Taxas de Bancos Centrais
Taxas de Juro
Inflação
Média
24-01-2014
1 sem.
1 mês
3 meses
6 meses
1 ano
2 anos
3 anos
5 anos
EUA
Fed Funds
1.7
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
2.00
Canadá
O/N Rate
1.0
1.00
1.00
1.00
1.00
1.00
1.00
1.00
0.75
3.00
Japão
Target Rate
-0.3
0.10
0.10
0.10
0.10
0.10
0.10
0.10
0.10
0.50
Euro
Refi Rate
2.0
0.50
0.50
0.50
0.50
0.75
0.75
1.50
1.00
4.25
R. Unido
Repo Rate
2.6
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
5.00
Suécia
Repo Rate
0.0
1.00
1.00
1.00
1.00
1.00
1.50
2.00
0.50
4.50
Dinamarca
Repo Rate
1.5
0.20
0.20
0.20
0.20
0.30
0.20
1.55
1.05
4.60
Noruega
O/N Rate
1.4
1.50
1.50
1.50
1.50
1.50
1.50
2.25
2.00
5.75
Islândia
Repo Rate
4.0
6.00
6.00
6.00
6.00
6.00
5.75
4.50
7.00
15.50
Suíça
Libor Target
-0.4
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.25
2.75
Polónia
Reference Rate
1.9
2.50
2.50
2.50
3.00
3.75
4.75
4.50
3.50
6.00
R. Checa
Repo Rate
2.2
0.05
0.05
0.05
0.05
0.05
0.50
0.75
0.75
3.50
Eslováquia
Repo Rate
2.6
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
Estónia
Interbank Rate
3.6
0.40
0.40
0.40
0.40
0.40
0.40
0.40
0.35
5.32
Letónia
Refi Rate
0.8
2.00
2.00
2.50
2.50
2.50
3.50
3.50
3.50
6.00
Lituânia
Interbank Rate
2.2
0.23
0.23
0.22
0.25
0.25
0.47
1.31
0.66
4.74
Hungria
Base Rate
3.7
4.00
4.00
4.00
4.75
5.50
7.00
6.00
5.25
8.50
Rússia
Refi Rate
6.8
8.25
8.25
8.25
8.25
8.25
8.00
8.25
7.75
11.00
Turquia
Interbank Rate
7.5
3.50
3.50
3.50
3.50
4.50
5.00
5.00
6.50
16.75
Brasil
O/N Rate
6.0
8.50
8.50
8.50
7.50
7.25
8.00
12.50
10.75
13.00
México
O/N Rate
4.1
4.00
4.00
4.00
4.00
4.50
4.50
4.50
4.50
8.25
Argentina
Repo Rate
10.5
11.50
11.50
11.50
11.50
11.50
11.50
11.50
11.50
11.25
Venezuela
Borrow Rate
25.4
16.91
16.38
16.57
16.28
16.83
17.93
17.54
18.94
24.13
China
Lending Rate
2.3
6.00
6.00
6.00
6.00
6.00
6.00
6.56
5.31
7.47
Índia
Repo Rate
10.6
7.25
7.25
7.25
7.25
7.75
8.00
8.00
5.75
9.00
Hong Kong
Base Rate
4.1
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
3.50
Singapura
Interbank Rate
3.3
0.06
0.04
0.04
0.14
0.04
0.10
0.10
0.13
0.65
Coreia S.
Target Rate
1.5
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
Taiwan
Discount Rate
1.6
1.88
1.88
1.88
1.88
1.88
1.88
1.88
1.38
3.63
Austrália
O/N Rate
2.4
2.50
2.50
2.75
2.75
3.00
3.50
4.75
4.50
7.25
N. Zelând
O/N Rate
1.0
2.50
2.50
2.50
2.50
2.50
2.50
2.50
3.00
8.00
A. Sul
Repo Rate
5.6
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.00
5.50
6.50
12.00
Unidade: %
Taxas de Juro Reais
EUA
Euro
China
Coreia S.
Brasil
Islândia
N. Zelând
Rússia
Letónia
Argentina
Suécia
Polónia
Lituânia
R. Unido
R. Checa
Eslováquia
Estónia
Singapura
Índia
Hong Kong
Turquia
Venezuela
-1.5
-1.5
-1.9
-2.1
-2.2
-2.6
-3.2
-3.2
-3.4
-3.6
-4.0
-8.5
-10
-9
2.4
3.7
3.5
2.5
2.0
1.5
1.5
1.2
1.0
1.0
0.6
Un: %
2.0
1.6
1.2
0.8
0.4
0.0
-8
-7
-6
-5
-4
-3
-2
-1
0
1
2
3
2009
4
2010
Euro
3.2
Un: %
14
2.8
2011
EUA
2012
Japão
2013
Canadá
Un: %
12
2.4
10
2.0
8
1.6
6
1.2
4
0.8
2
0.4
0.0
2009
Euro
2010
Reino Unido
2011
Suécia
2012
Dinamarca
0
2013
2009
Suiça
2010
Euro
2011
China
2012
Índia
Brasil
2013
Rússia
Fonte: Thomson Reuters.
Nota: Taxas de juro reais calculadas com base na diferença entre as taxas dos bancos centrais e a inflação média dos últimos 12 meses.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
61
Comentário Semanal de Mercados
Spreads de Crédito
Rating AA
Zona Euro
Spreads
Crédito
p.b.
Rating A
EUA
24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14
Japão
Zona Euro
EUA
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14 Δ 1 sem.
2 Anos
43
1
52
4
13
-1
67
3
44
3
22
-1
5 Anos
63
4
24
8
14
-1
88
3
76
2
30
-1
10 Anos
27
1
40
0
12
0
45
1
34
3
20
0
20 Anos
43
1
52
4
13
-1
67
3
44
3
22
-1
Rating A
Zona Euro
Zona Euro
EUA
24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14
Spreads
Crédito
p.b.
Japão
Δ 1 sem.
Japão
Δ 1 sem.
24-01-14
Banca AAA
Banca AA
Banca A+
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14
Δ 1 sem.
24-01-14 Δ 1 sem.
2 Anos
88
3
83
2
96
-2
28
3
32
2
89
4
5 Anos
121
6
122
1
219
-14
37
6
49
5
117
2
10 Anos
65
3
63
2
107
-1
20
2
24
4
62
4
20 Anos
88
3
83
2
96
-2
28
3
32
2
89
4
Zona Euro AA
180
Zona Euro A
140
160
Zona Euro BBB
180
160
120
140
140
120
100
120
80
100
100
80
80
60
60
40
20 0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
60
20
40
40
0
0
2
4
6
Prazo (em anos)
24-01-2014
8
10
12
14
16
18
0
20
1
2
3
4
17-01-2014
31-12-2013
24-01-2014
5
6
7
8
9
10
11
Prazo (em anos)
Prazo (em anos)
17-01-2014
24-01-2014
31-12-2013
17-01-2014
31-12-2013
Nota: Os spreads de crédito correspondem à diferença entre as yields de obrigações privadas e as yields de obrigações de dívida pública.
Mercado Cambial
Δ%
24-01-14
Δ%
Δ 1 sem. início ano
24-01-14
Δ 1 sem. início ano
EUA
EUR/USD
1.3683
1.12
-0.77
Brasil
EUR/BRL
3.2871
3.39
0.91
Japão
EUR/JPY
139.98
-0.83
-3.56
Índia
EUR/INR
85.7951
2.84
0.59
Reino Unido
EUR/GBP
0.82898
0.54
-0.40
Russia
EUR/RUB
47.2302
3.88
4.15
Dinamarca
EUR/DKK
7.4621
0.01
0.02
China
EUR/CNY
8.2766
1.10
-0.83
Suíça
EUR/CHF
1.2245
-0.69
-0.07
México
EUR/MPS
365.3551
-2.06
7.64
República Checa
EUR/CZK
27.4700
0.04
0.46
Japão
USD/JPY
102.3000
-1.93
-2.81
Polónia
EUR/PLN
4.1978
0.87
1.02
Reino Unido
USD/GBP
0.6058
-0.59
0.36
Hungria
EUR/HUF
304.8100
1.29
2.54
Angola
USD/AOA
97.6185
-0.01
0.01
Nota: Variação positiva significa apreciação da moeda base.
EUR vs CHF e JPY
EUR vs USD e GBP
EUR/USD
EUR/GBP
EUR/CHF
EUR/JPY
.825
1.222
132
1.340
.820
1.220
130
1.335
.815
1.218
128
EUR/GBP
4
-J
A
2
7
-J
A
1
0
-J
A
1
3
-J
A
0
7
-D
E
2
0
-D
E
2
C
3
-D
E
1
6
-D
E
0
O
9
-N
2
O
2
-N
2
O
5
-N
1
O
8
-N
0
C
T
O
1
-N
5
-O
2
0
4
-J
A
2
7
-J
A
1
0
-J
A
1
3
-J
A
0
7
-D
E
2
0
-D
E
2
3
-D
E
1
6
-D
E
0
9
-N
2
2
-N
2
5
-N
8
-N
0
1
C
T
O
V
1
-N
5
-O
2
0
EUR/USD
148
N
134
1.345
N
1.224
N
.830
N
136
1.350
C
1.226
C
.835
C
138
1.355
V
1.228
V
.840
V
140
1.360
V
1.230
V
.845
N
142
1.365
N
1.232
N
.850
N
144
1.370
C
1.234
C
.855
C
146
1.375
C
1.236
O
V
.860
O
V
1.380
O
V
1.238
O
V
.865
1.385
EUR/CHF
EUR/JPY
Fonte: Thomson Reuters.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
62
Comentário Semanal de Mercados
Índices Acionistas Gerais
Índices Gerais - Spot
EUA
Vol.10d.
Vol.30d.
-3.52
-2.92
-4.21
14.86
2.88
14.94
15.72
12.01
S &P 5 0 0
1 790.29
-2.63
-2.35
-3.14
19.77
2.57
16.69
16.58
12.16
Na sd a q
4 128.17
-1.65
-0.66
-1.16
31.87
3.81
30.94
19.60
14.01
Eu ro sto xx 5 0
3 028.20
-3.99
-1.45
-2.60
11.21
1.42
17.01
19.42
15.91
F T S E 10 0 (R. Un id o )
6 663.74
-2.42
-0.45
-1.26
6.37
1.92
16.42
11.04
10.01
P S I- 2 0 (P o rtu g a l)
6 773.50
-4.79
2.37
3.27
7.82
1.28
75.86
19.29
19.31
CAC4 0 (F ra n ç a )
4 161.47
-3.84
-1.35
-3.13
10.91
1.40
23.34
18.40
14.73
DAX (Ale ma n h a )
9 392.02
-3.60
-1.02
-1.68
21.22
1.77
15.90
19.18
15.40
IBEX (Esp a n h a )
9 868.90
-5.70
0.50
-0.48
13.89
1.39
67.10
22.05
20.04
19 358.99
-3.06
3.54
2.06
9.02
0.99
438.51
17.23
15.68
WS E WIG 2 0 (P o ló n ia )
2 347.44
-1.21
-2.76
-2.23
-8.61
1.27
13.63
19.79
18.02
P ra g u e P X (R. Ch e c a )
1 015.43
-1.14
3.30
2.67
-0.63
1.02
43.30
11.44
11.57
19 075.39
-0.94
4.04
2.75
-0.57
0.93
20.00
16.40
14.80
195.79
-3.69
0.81
-1.00
5.15
0.85
226.46
31.91
23.75
64 427.52
-1.84
-6.62
-4.98
-25.46
1.31
8.53
24.02
38.42
1 364.11
-2.27
-6.18
-5.45
-14.99
0.74
5.50
10.39
10.20
Nikke i 2 2 5 (Ja p ã o )
15 391.56
-2.18
-3.13
-5.52
44.92
1.65
22.19
21.18
18.79
Ha n g S e n g (Ho n g - Ko n g )
22 450.06
-2.95
-3.15
-3.67
-4.87
1.39
10.18
13.34
13.63
2 054.39
2.47
-1.84
-2.91
-10.78
1.37
10.32
15.55
15.55
S e n se x 3 0 (Í n d ia )
21 133.56
0.33
0.48
-0.18
6.07
2.59
17.48
12.21
12.33
Ib o ve sp a (Bra sil)
47 787.38
-2.84
-6.95
-7.22
-21.88
1.11
22.12
18.17
18.08
Me xb o l (Mé xic o )
40 979.80
-2.22
-3.77
-4.09
-9.79
2.72
23.27
11.99
12.82
Me rva l (Arg e n tin a )
5 545.21
-5.35
3.62
2.86
67.21
0.55
2.45
34.28
26.83
IG P A G e n (Ch ile )
3 597.98
-2.87
-2.16
-2.74
-19.79
1.54
16.73
15.50
11.96
F T S E MIB (Itá lia )
BUX (Hu n g ria )
S KS M (Eslo vá q u ia )
IMKB Na t 10 0 (T u rq u ia )
RT S I (Rú ssia )
Ásia
S h a n g a i Co mp . (Ch in a )
A. L a tin a
Δ 1 sem. Mês ant.
Indicadores
15 879.11
Do w Jo n e s
Eu ro p a
Δ %
24-01-2014
Início ano
Anual
PBV
PER
União Europeia
EUA
108
Un: 25- Oc t =100
110
Un: 25- Oc t =100
108
106
106
104
104
102
102
100
100
98
98
96
N
N
4
-J
A
2
N
7
-J
A
1
N
0
-J
A
1
C
3
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A
0
C
7
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2
C
0
-D
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2
1
6
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0
3
-D
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V
C
V
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9
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2
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2
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2
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5
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0
8
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C
1
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5
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2
0
N
N
4
-J
A
2
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A
1
N
0
-J
A
1
C
3
-J
A
0
7
-D
E
C
Nasdaq
2
C
0
-D
E
2
C
1
3
-D
E
V
6
-D
E
0
V
O
2
9
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2
2
-N
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V
O
5
-N
1
0
8
-N
O
V
T
O
C
5
-O
1
-N
0
2
S&P500
V
94
96
CAC (França)
Dow Jones
FTSE (R. Unido)
DAX (Alem.)
Índices Acionistas Setoriais - Europa
Índices Sectoriais - Spot
24-01-2014
Δ%
Δ 1 sem. Mês ant.
Indicadores
Início ano
Anual
PBV
PER
Vol.10d.
Vol.30d.
Tecnologia
274.72
-3.98
-4.43
-5.44
14.82
3.23
80.85
20.60
17.00
Telecomunicações
297.78
-3.25
0.75
0.06
27.03
2.00
13.05
16.94
13.23
Utilities
278.19
-1.15
0.90
-0.05
9.31
1.25
15.30
13.08
11.31
Automóvel
482.51
-4.70
0.87
0.12
32.08
1.41
12.65
23.33
16.58
Banca
197.47
-4.60
2.83
1.68
11.23
0.94
39.94
20.25
19.29
Química
729.84
-3.31
-2.62
-3.63
7.60
2.80
19.93
18.90
14.39
Construção
320.12
-3.97
2.02
0.19
19.85
1.66
22.08
17.62
14.95
Energia
329.04
-3.12
-0.50
-1.78
-2.34
1.33
10.56
15.16
13.53
Seguros
221.69
-5.17
-1.87
-2.86
23.00
1.21
11.00
19.02
16.18
Media
247.12
-3.59
-1.55
-2.70
28.31
3.13
24.00
17.39
14.50
Saúde
591.61
-2.01
2.16
0.79
16.30
3.82
22.22
14.04
11.90
Retalho
317.94
-2.90
-1.86
-2.20
14.75
2.47
19.60
15.20
13.42
Serviços Financeiros
329.53
-4.65
-2.85
-4.09
22.92
1.66
11.93
14.19
14.92
Recursos Básicos
393.42
-5.01
0.87
-1.82
-14.15
1.32
170.62
28.74
20.41
Alimentação e Bebidas
491.53
-0.84
0.75
-0.84
4.82
3.44
18.16
16.54
12.33
Bens Industriais
406.83
-4.29
-0.38
-1.70
17.53
3.11
24.67
17.62
13.88
Bens Pessoais
562.65
-1.34
-2.10
-3.53
7.98
3.72
19.89
18.12
14.77
Viagens e Lazer
188.93
-3.43
2.48
0.64
23.96
3.12
39.51
18.37
15.76
Fonte: Thomson Reuters.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
63
Comentário Semanal de Mercados
Setoriais Europa
Setoriais Europa
Un: 25- Oc t =100
110
Un: 25- Oc t =100
108
108
106
106
104
104
102
102
100
100
98
98
96
N
N
2
4
-J
A
N
1
7
-J
A
N
0
-J
A
1
3
-J
A
C
Tecnologia
0
C
7
-D
E
2
C
2
1
0
-D
E
C
Media
3
-D
E
V
0
6
-D
E
9
-N
O
V
Seguros
2
V
2
2
-N
O
V
1
5
-N
O
V
8
-N
O
0
C
T
5
-O
0
2
1
-N
O
N
N
2
4
-J
A
N
1
1
7
-J
A
N
Serv Financeiros
0
-J
A
C
2
0
3
-J
A
C
7
-D
E
C
2
1
0
-D
E
C
Banca
3
-D
E
V
6
-D
E
0
V
2
9
-N
O
V
2
-N
O
2
1
5
-N
O
V
8
-N
O
0
1
-N
O
5
-O
0
2
V
96
C
T
94
Telecomunic
Commodities
Mercadoria
Brent Crude
Moeda/Unid
USD/bbl.
Data de entrega
24-01-2014
Δ% 1 sem.
Δ % início ano
Δ % Anual
13-02-2014
107.88
1.31
-2.64
-4.77
WTI Crude
USD/t oz.
31-03-2014
96.64
2.41
-1.81
0.72
Gás Natural
USD/MMBtu
28-02-2014
5.18
19.79
22.51
50.38
Comb. aquecimento
USd/gal.
27-02-2014
313.74
3.76
1.96
1.65
Gasóleo
USD/MT
28-02-2014
921.75
0.60
-2.38
-5.56
Gasolina
USd/gal.
27-02-2014
266.32
1.63
-4.40
-6.98
Prata
USD/t oz.
31-01-2014
19.74
-2.59
2.09
-37.71
-24.29
Ouro
USD/t oz.
28-02-2014
1264.30
0.99
5.16
Zinco
USD/MT
24-04-2014
2020.00
-2.84
-1.70
-3.30
Cobre
USD/MT
24-04-2014
7180.00
-2.18
-2.45
-11.31
Chumbo
USD/MT
24-04-2014
2167.00
-1.86
-2.34
-9.82
Niquel
USD/MT
24-04-2014
14490.00
-1.40
4.24
-16.68
Algodão
USd/lb.
21-03-2014
87.21
0.47
3.04
5.21
Milho
USd/bu.
18-03-2014
429.50
1.30
1.78
-40.70
-26.45
Trigo
USd/bu.
18-03-2014
565.25
0.31
-6.61
Arroz
USD/cwt
25-03-2014
15.43
-1.12
-0.55
0.92
Açúcar
USd/lb.
15-05-2014
15.11
-0.72
-7.92
-18.28
Cacau
USD/MT
31-03-2014
2792.00
3.41
3.06
27.20
Café
USd/lb.
31-03-2014
114.40
-2.35
3.34
-21.94
Compósito
USD
-
282.54
1.48
0.85
-5.95
Brent em USD e EUR
Ouro em USD e EUR
113
85
1,360
1,020
112
84
1,340
1,000
111
83
1,320
980
110
82
1,300
960
109
81
1,280
940
1,260
920
1,240
900
1,220
880
108
80
107
79
EUR
5,450
5,400
7,400
5,350
7,300
288
N
N
2
4
-J
A
N
1
7
-J
A
N
1
0
-J
A
C
3
-J
A
0
C
7
-D
E
2
0
-D
E
C
3
-D
E
1
2
C
6
-D
E
0
V
V
O
9
-N
Un: Indic e
Un: índic e
208
286
207
284
206
282
205
280
204
278
203
276
202
274
201
272
200
5,300
Compósito - USD (esc. esq.)
N
N
7
-J
A
N
4
-J
A
2
1
N
3
-J
A
0
-J
A
1
C
7
-D
E
0
C
0
-D
E
2
2
C
3
-D
E
1
0
6
-D
E
C
V
V
O
9
-N
2
2
2
-N
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V
1
5
-N
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V
O
O
8
-N
0
1
-N
2
5
-O
C
T
N
4
-J
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N
Cobre EUR (esc. esq)
2
N
7
-J
A
1
N
0
-J
A
1
C
3
-J
A
7
-D
E
0
C
2
0
-D
E
C
3
-D
E
Cobre USD (esc. esq)
2
1
6
-D
E
0
O
9
-N
2
O
2
2
-N
O
5
-N
1
O
V
O
8
-N
0
1
-N
0
C
5,100
V
6,900
V
5,150
V
7,000
V
5,200
C
T
7,100
V
5,250
0
7,200
5
-O
Ouro - EUR (esc. dir.)
Índice Compósito de Mercadorias
USD
7,500
2
2
2
-N
2
Ouro - USD (esc. esq.)
Brent - EUR (esc. dir.)
Cobre em USD e EUR
7,600
O
V
V
O
1
5
-N
O
O
0
0
1
-N
5
-O
2
8
-N
C
V
T
N
-J
A
-J
A
2
4
-J
A
1
7
1
0
0
3
-J
A
C
-D
E
2
7
-D
E
-D
E
2
0
0
6
1
3
-D
E
V
O
2
9
-N
O
-N
2
2
1
5
-N
O
V
O
0
8
-N
0
1
-N
O
C
-O
2
5
Brent - USD (esc. esq.)
N
840
N
1,180
N
75
C
860
103
C
1,200
C
76
V
104
V
77
V
78
105
T
106
Compósito - EUR (esc. dir.)
Fonte: Thomson Reuters.
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
64
Comentário Semanal de Mercados
Previsões de Consenso
Fim de Período
País
Zona Euro
Variável
Q412
Q113
Q213
Q313
Q413
Q114
Q214
Q314
Q414
Q115
PIB (QoQ)*
-0.50
-0.20
0.30
0.10
0.20
0.30
0.30
0.30
0.40
0.40
PIB (YoY)
-1.00
-1.20
-0.60
-0.30
0.40
0.90
0.90
1.10
1.30
1.40
2.20
1.70
1.60
1.10
0.80
0.90
1.10
1.10
1.40
1.40
11.90
12.00
12.10
12.10
12.18
12.20
12.20
12.10
12.10
12.00
Balança C orrente (% do PIB)
2.60
1.10
2.20
2.20
2.50
2.30
2.20
1.95
2.60
2.30
Refi Rate
0.75
0.75
0.50
0.50
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
Taxa de Juro a 3 Meses
0.19
0.21
0.22
0.23
0.29
0.25
0.26
0.28
0.31
0.36
-0.02
-0.02
0.19
0.17
0.21
0.20
0.29
0.38
0.48
0.63
Dívida Pública 10 Anos (Alemanha)
1.32
1.29
1.73
1.78
1.93
1.94
2.10
2.23
2.34
2.42
PIB (QoQ Anualizado)
0.10
1.10
2.50
4.10
2.60
2.50
2.80
3.00
3.00
3.00
PIB (YoY)**
2.00
1.30
1.60
2.00
2.60
2.96
3.00
2.80
2.90
3.00
Inflação (YoY)
1.70
1.50
1.80
1.20
1.50
1.30
1.70
1.70
1.90
2.00
Taxa Desemprego
7.90
7.50
7.50
7.20
6.70
6.80
6.70
6.50
6.40
6.30
Balança C orrente (% do PIB)
-2.68
-2.57
-2.46
-2.36
-2.20
-2.20
-2.20
-2.20
-2.20
-2.20
Saldo Orçamental (% do PIB)
Inflação (YoY)
Taxa Desemprego
Dívida Pública 2 Anos (Alemanha)
EUA
-6.50
-5.50
-4.20
-4.00
-4.00
-3.90
-3.80
-3.80
-3.80
-3.70
Fed Funds
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
0.25
Taxa de Juro a 3 Meses
0.31
0.28
0.27
0.25
0.25
0.27
0.30
0.34
0.39
0.45
Dívida Pública EUA 2 Anos
0.25
0.24
0.36
0.32
0.38
0.39
0.53
0.66
0.83
0.94
Dívida Pública EUA 10 Anos
1.76
1.85
2.49
2.61
3.03
2.89
3.07
3.23
3.37
3.45
Taxa de C âmbio EUR/USD
1.32
1.28
1.30
1.35
1.38
1.34
1.31
1.30
1.28
-
-0.10
0.50
0.80
0.80
0.70
0.60
0.60
0.60
0.50
0.70
PIB (YoY)
0.20
0.70
2.00
1.90
2.80
2.90
2.70
2.50
2.30
2.40
Inflação (YoY)
2.70
2.77
2.67
2.73
2.10
2.00
2.20
2.20
2.20
2.20
Taxa Desemprego
7.77
7.83
7.80
7.67
7.30
7.20
7.10
7.10
7.00
6.80
-3.73
-4.12
-3.39
-3.76
-3.70
-3.60
-3.50
-3.40
-3.30
-3.00
Repo Rate
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.50
0.63
Taxa de Juro a 3 Meses
0.52
0.51
0.51
0.52
0.53
0.54
0.56
0.60
0.65
0.73
Dívida Pública 2 Anos
0.32
0.20
0.40
0.44
0.56
0.61
0.77
0.95
1.15
1.23
Dívida Pública 10 Anos
1.83
1.77
2.44
2.72
3.02
3.01
3.14
3.32
3.42
3.62
Taxa de C âmbio EUR/GBP
0.81
0.84
0.86
0.84
0.83
0.82
0.81
0.81
0.80
-
PIB (QoQ Anualizado)
0.60
4.50
3.60
1.10
3.60
4.20
-4.10
1.60
1.60
1.70
Reino Unido PIB (QoQ)*
Balança C orrente (% do PIB)
Japão
PIB (YoY)**
-0.30
0.10
1.20
2.40
3.20
3.10
1.20
1.30
0.80
0.20
Inflação (YoY)
-0.23
-0.63
-0.27
0.90
1.10
1.20
3.15
2.85
2.80
2.90
Taxa Desemprego
4.23
4.20
4.03
3.97
3.90
3.90
3.90
3.90
3.80
3.80
Balança C orrente (% do PIB)
1.02
0.92
1.04
0.98
0.40
0.80
1.00
1.25
0.90
1.70
Taxa do Banco C entral
0.10
0.10
-
0.10
0.10
0.00
0.10
0.10
0.10
0.10
Taxa de Juro a 3 Meses
0.18
0.16
0.16
0.15
0.15
0.17
0.17
0.17
0.17
0.18
Dívida Pública 2 Anos
0.10
0.05
0.13
0.11
0.09
0.10
0.10
0.11
0.12
0.13
Dívida Pública 10 Anos
0.79
0.55
0.85
0.69
0.74
0.72
0.75
0.80
0.85
0.90
114.32
120.78
129.17
132.90
145.14
140.00
140.00
139.00
140.00
-
PIB (YoY)
0.93
2.32
1.65
2.74
2.35
2.20
2.30
2.45
2.40
2.50
Inflação (YoY)
0.93
0.90
0.77
1.17
0.93
1.10
1.30
1.45
1.70
1.80
Taxa Desemprego
7.23
7.07
7.13
7.07
7.00
7.00
6.90
6.90
6.80
6.60
-3.69
-3.52
-3.36
-3.19
-3.20
-3.00
-2.90
-2.80
-2.60
-2.30
Taxa do Banco C entral
1.00
1.00
1.00
1.00
1.00
0.00
0.00
0.00
0.00
0.00
Taxa de Juro a 3 Meses
1.24
1.18
1.17
1.04
1.20
1.33
1.47
1.61
1.80
-
Dívida Pública 2 Anos
1.14
1.00
1.22
1.19
1.14
1.21
1.34
1.46
1.70
1.73
Dívida Pública 10 Anos
1.80
1.87
2.44
2.54
2.76
2.80
2.96
3.08
3.29
3.35
Taxa de C âmbio EUR/C AD
1.31
1.30
1.37
1.39
1.47
1.45
1.44
1.43
1.41
-
PIB (QoQ)*
0.90
0.00
1.80
-0.50
0.60
0.30
0.70
0.40
0.90
0.20
PIB (YoY)
1.83
1.75
3.28
2.16
1.90
2.25
1.15
2.00
2.30
2.20
Inflação (YoY)
5.61
6.35
6.56
6.07
5.84
5.90
5.95
6.40
6.00
5.90
Taxa Desemprego
4.93
5.57
5.87
5.43
4.90
5.75
6.00
5.90
5.30
6.50
Taxa do Banco C entral
7.25
7.25
8.00
9.00
10.00
10.63
10.75
10.75
10.88
11.63
Dívida Pública 2 Anos
7.70
8.70
10.36
10.97
11.75
-
-
-
-
-
Taxa de C âmbio EUR/BRL
2.70
2.59
2.89
3.01
3.26
3.19
3.14
3.16
3.14
-
PIB (YoY)
7.90
7.70
7.50
7.80
7.70
7.60
7.60
7.30
7.30
7.35
Inflação (YoY)
2.07
2.43
2.40
2.80
2.90
2.90
3.10
3.00
3.15
3.20
Taxa de Juro a 3 Meses
2.85
2.60
3.50
3.65
4.30
-
-
-
-
-
Dívida Pública 2 Anos
3.10
3.08
3.49
3.85
4.38
4.26
4.34
4.27
4.16
4.17
Dívida Pública 10 Anos
3.59
3.59
3.61
4.07
4.62
4.55
4.61
4.62
4.58
4.71
Taxa de C âmbio EUR/C NY
8.23
7.96
7.98
8.28
8.35
8.08
7.86
7.79
7.63
-
PIB (YoY)
4.70
4.80
4.40
4.80
4.80
5.00
5.05
5.20
5.30
5.60
8.05
Taxa de C âmbio EUR/JPY
Canadá
Balança C orrente (% do PIB)
Brasil
China
Índia
Inflação (YoY)
10.11
11.71
10.66
10.77
10.00
9.15
8.65
8.00
8.20
Dívida Pública 2 Anos
8.02
7.74
7.58
8.65
8.43
7.25
7.25
-
-
-
Dívida Pública 10 Anos
8.05
7.96
7.46
8.76
8.83
8.64
8.62
8.51
8.38
8.27
Taxa de C âmbio EUR/INR
Rússia
72.42
69.73
77.35
84.76
85.31
84.02
82.41
81.58
79.62
-
PIB (YoY)
2.10
1.60
1.20
1.20
2.05
2.15
2.60
2.50
2.40
2.70
Inflação (YoY)
6.53
7.13
7.17
6.37
6.43
5.95
5.60
5.20
4.90
4.80
Taxa Desemprego
5.13
5.83
5.40
5.27
5.50
6.10
5.60
5.50
5.55
5.50
Taxa de C âmbio EUR/RUB
40.34
39.83
42.71
43.82
45.35
44.69
43.89
43.68
43.33
Nota: Os dados a sombreado referem-se a dados efetivamente registados, sendo que os restantes referem-se a estimativas de consenso.
-
* Previsões estimadas com base na variação (YoY). ** Previsões estimadas com base na variação (QoQ).
DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
65
Comentário Semanal de Mercados
Previsões de Indicadores Económicos
Crescimento do PIB
(% média anual)
País
05-11-13
08-10-13
CE
FMI
19-11-13
OCDE
2010
2011
2012
2013
2014
2013
2014
2013
2014
ZONA EURO
2.0
1.4
-0.6
-0.4
1.1
-0.4*
1.0*
-0.4
1.0
PORTUGAL
1.9
-1.6
-3.2
-1.8
0.8
-1.8*
0.8*
-1.7
0.4
ALEMANHA
4.2
3.0
0.7
0.5
1.7
0.5*
1.6*
0.5
1.7
FRANÇ A
1.7
1.7
0.0
0.2
0.9
0.2*
0.9*
0.2
1.0
ITÁLIA
1.8
0.4
-2.2
-1.8
0.7
-1.8*
0.6*
-1.9
0.6
ESPANHA
-0.3
0.4
-1.4
-1.3
0.5
-1.2*
0.6*
-1.3
0.5
IRLANDA
-0.8
1.4
0.7
0.3
1.7
0.6
1.8
0.1
1.9
PAÍSES BAIXOS
1.6
1.0
-0.9
-1.0
0.2
-1.3
0.3
-1.1
-0.1
BÉLGIC A
2.4
1.8
-0.2
0.1
1.1
0.1
1.0
0.1
1.1
ÁUSTRIA
2.1
2.7
0.7
0.4
1.6
0.4
1.6
0.4
1.7
FINLÂNDIA
3.3
2.8
-0.1
-0.6
0.6
-0.6
1.1
-1.0
1.3
GRÉC IA
-4.9
-7.1
-6.4
-4.0
0.6
-4.2
0.6
-3.5
-0.4
LUXEMBURGO
2.9
1.7
0.2
1.9
1.8
0.5
1.3
1.8
2.3
ESLOVÉNIA
1.2
0.6
-2.0
-2.7
-1.0
-2.6
-1.4
-2.3
-0.9
C HIPRE
1.3
0.5
-2.3
-8.7
-3.9
-8.7
-3.9
MALTA
2.7
1.6
1.0
1.8
1.9
1.1
1.8
ESLOVÁQUIA
4.4
3.2
2.0
0.9
2.1
0.8
2.3
0.8
1.9
ESTÓNIA
3.3
8.3
3.2
1.3
3.0
1.5
2.5
1.0
2.4
REINO UNIDO
1.8
0.9
0.0
1.3
2.2
1.7*
2.4*
1.4
2.4
SUÉC IA
6.6
3.7
1.0
1.1
2.8
0.9
2.3
0.7
2.3
DINAMARC A
1.6
1.1
-0.4
0.3
1.7
0.1
1.2
0.3
1.6
POLÓNIA
3.9
4.3
2.0
1.3
2.5
1.3
2.4
1.4
2.7
REPÚBLIC A C HEC A
2.5
1.9
-1.1
-1.0
1.8
-0.4
1.5
-1.5
1.1
HUNGRIA
1.3
1.6
-1.7
0.7
1.8
0.2
1.3
1.2
2.0
LETÓNIA
-0.9
5.5
5.3
4.0
4.1
4.0
4.2
LITUÂNIA
1.5
5.9
3.6
3.4
3.6
3.4
3.4
BULGÁRIA
0.4
1.7
0.8
0.5
1.5
0.5
1.6
ROMÉNIA
-1.1
2.2
0.2
2.2
2.1
2.0
2.2
SUÍÇ A
3.0
1.9
1.0
1.7
1.8
1.7
1.8
1.9
2.2
NORUEGA
0.5
1.2
3.2
1.9
2.6
1.6
2.3
1.2
2.8
ISLÂNDIA
-4.0
2.6
2.3
1.7
2.3
1.9
2.1
1.8
2.7
TURQUIA
9.0
8.5
3.0
3.5
3.0
3.8
3.5
3.6
3.8
EUA
2.5
1.8
2.8
1.6
2.6
1.9*
2.8*
1.7
2.9
C ANADÁ
3.4
2.5
1.7
1.8
2.1
1.7*
2.2*
1.7
2.3
JAPÃO
4.7
-0.5
1.5
2.1
2.0
1.7*
1.7*
1.8
1.5
C OREIA DO SUL
6.3
3.7
2.0
2.8
3.7
2.8
3.7
2.7
3.8
MÉXIC O
5.5
3.9
3.9
1.3
3.1
1.2*
3.0*
1.2
3.8
AUSTRÁLIA
2.3
2.6
3.6
2.6
2.8
2.5
2.8
2.5
2.6
NOVA ZELÂNDIA
1.9
1.2
2.9
2.9
2.6
2.5
2.9
2.3
3.3
BRASIL
7.6
2.8
1.0
2.2
2.5
2.3*
2.3*
2.5
2.2
C HINA
10.4
9.3
7.7
7.5
7.4
7.7*
7.5*
7.7
8.2
ÍNDIA
9.7
7.5
5.1
2.9
4.0
4.4*
5.4*
3.4
5.1
RÚSSIA
4.5
4.3
3.4
1.9
3.0
1.5*
2.0*
1.5
2.3
No ta s : i ) Os dados de 2009/2011 são do Eurostat/CE para os países europeus e do FMI para os restantes; ii ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al
inic iado em abril (PIB c alc ulado a preç os de merc ado); iii ) Os valores do FMI c om asterisc o referem- se às previsões efetuadas em 2014/01/21, c om exc eç ão das relativas a
Portugal, que foram divulgadas no âmbito da 8ª e 9ª avaliaç ão ao PAEF (2013/11/13).
Crescimento do PIB - 2012
10
8
6
4
2
7.7
5.3
5.1
3.9
3.6
3.6
3.4
3.2
3.2
3.0
-0.6
-0.9
-1.1
-1.4
-1.7
-2.0
-2.2
-2.3
-3.2
-6.4
PAÍSES BAIXOS
REPÚBLICA CHECA
ESPANHA
HUNGRIA
ESLOVÉNIA
ITÁLIA
CHIPRE
PORTUGAL
GRÉCIA
-2
ZONA EURO
0
-4
Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters.
DPEC - Departamento de Estudos
Legenda:
TURQUIA
NORUEGA
ESTÓNIA
RÚSSIA
LITUÂNIA
AUSTRÁLIA
MÉXICO
ÍNDIA
LETÓNIA
-8
CHINA
-6
Top 10 -
Top 10 +
27 de janeiro de 2014
66
Comentário Semanal de Mercados
Previsões de Indicadores Económicos
Inflação
Taxa de Desemprego
(% média anual)
País
(% da população activa)
05-11-13
08-10-13
19-11-13
05-11-13
08-10-13
CE
FMI
OCDE
CE
FMI
19-11-13
OCDE
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
ZONA EURO
1.5
1.4
1.5
1.5
1.4
1.2
12.2
12.2
12.3
12.2
12.0
12.1
PORTUGAL
0.6
1.0
0.6*
1.0*
0.5
0.6
17.4
17.7
17.4*
17.7*
16.7
16.1
ALEMANHA
1.7
1.7
1.6
1.8
1.7
1.8
5.4
5.3
5.6
5.5
5.4
5.4
FRANÇ A
1.0
1.4
1.0
1.5
1.0
1.2
11.0
11.2
11.0
11.1
10.6
10.8
ITÁLIA
1.5
1.6
1.6
1.3
1.4
1.3
12.2
12.4
12.5
12.4
12.1
12.4
ESPANHA
1.8
0.9
1.8
1.5
1.6
0.5
26.6
26.4
26.9
26.7
26.4
26.3
IRLANDA
0.8
0.9
1.0
1.2
0.6
0.8
13.3
12.3
13.7
13.3
13.6
13.2
PAÍSES BAIXOS
2.7
1.7
2.9
1.3
2.8
1.6
7.0
8.0
7.1
7.4
6.7
7.8
BÉLGIC A
1.3
1.3
1.4
1.2
1.1
1.1
8.6
8.7
8.7
8.6
8.6
9.1
ÁUSTRIA
2.2
1.8
2.2
1.8
2.0
1.6
5.1
5.0
4.8
4.8
4.8
4.7
FINLÂNDIA
2.2
1.9
2.4
2.4
2.3
2.2
8.2
8.3
8.0
7.9
8.3
8.3
-0.8
-0.4
-0.8
-0.4
-0.7
-1.6
27.0
26.0
27.0
26.0
27.2
27.1
LUXEMBURGO
1.8
1.7
1.8
1.9
1.7
1.6
5.7
6.4
6.6
7.0
6.9
7.1
ESLOVÉNIA
2.1
1.9
2.3
1.8
2.2
1.7
11.1
11.6
10.3
10.9
10.7
11.2
C HIPRE
1.0
1.2
1.0
1.2
16.7
19.2
17.0
19.5
MALTA
1.1
1.8
2.0
2.0
6.4
6.3
6.4
6.3
ESLOVÁQUIA
1.7
1.6
1.7
2.0
1.6
2.0
13.9
13.7
14.4
14.4
14.4
14.2
ESTÓNIA
3.4
2.8
3.5
2.8
3.6
3.2
9.3
9.0
8.3
7.0
8.4
8.1
REINO UNIDO
2.6
2.3
2.7
2.3
2.6
2.4
7.7
7.5
7.7
7.5
7.8
7.5
SUÉC IA
0.6
1.3
0.2
1.6
0.1
1.0
8.1
7.9
8.0
7.7
8.0
7.8
DINAMARC A
0.6
1.5
0.8
1.9
0.7
1.2
7.3
7.2
7.1
7.1
7.0
6.7
POLÓNIA
1.0
2.0
1.4
2.0
1.1
1.9
10.7
10.8
10.9
11.0
10.5
10.6
REPÚBLIC A C HEC A
1.4
0.5
1.8
1.8
1.4
1.0
7.1
7.0
7.4
7.5
7.0
6.9
HUNGRIA
2.1
2.2
2.4
3.0
1.9
2.1
11.0
10.4
11.3
11.1
10.4
10.1
LETÓNIA
0.3
2.1
0.7
2.1
11.7
10.3
11.9
10.7
LITUÂNIA
1.4
1.9
1.3
2.1
11.7
10.4
11.8
11.0
BULGÁRIA
0.5
1.4
1.4
1.5
12.9
12.4
12.4
11.4
ROMÉNIA
3.3
2.5
4.5
2.8
7.3
7.1
7.1
7.1
SUÍÇ A
0.0
1.1
-0.2
0.2
-0.4
0.2
3.9
3.5
3.2
3.2
4.4
4.4
NORUEGA
1.5
1.9
1.8
1.8
2.2
2.3
3.2
3.4
3.3
3.3
3.4
3.5
ISLÂNDIA
4.5
4.0
3.7
3.1
4.0
3.8
4.9
4.8
5.1
4.6
5.4
4.9
TURQUIA
7.7
7.2
6.6
5.3
7.5
6.1
8.5
8.8
9.4
9.5
9.4
9.6
EUA
1.5
1.9
1.4
1.5
1.5
1.8
7.5
6.9
7.6
7.4
7.5
6.9
1.1
1.6
1.0
1.6
7.2
6.9
7.1
7.1
7.1
7.0
0.0
2.9
0.2
2.3
4.0
3.9
4.2
4.3
4.0
3.9
C OREIA DO SUL
1.4
2.3
1.2
2.1
3.6
3.4
3.2
3.2
3.2
3.1
MÉXIC O
3.6
3.0
3.8
3.0
4.8
4.5
5.2
5.0
AUSTRÁLIA
2.2
2.5
2.1
2.1
5.5
5.5
5.6
6.0
5.7
6.1
NOVA ZELÂNDIA
1.1
2.1
0.9
1.7
6.6
6.0
6.0
5.3
6.3
6.1
BRASIL
6.3
5.8
5.9
5.0
5.8
6.0
C HINA
2.7
3.0
2.5
2.4
4.1
4.1
ÍNDIA
10.9
8.9
11.1
9.0
6.7
5.7
6.6
5.7
5.7
5.7
GRÉC IA
C ANADÁ
JAPÃO
0.3
RÚSSIA
2.6
5.5
5.0
5.4
5.9
No ta s : i ) Cálc ulo da Inflaç ão - CE: IPCH quando disponível, IPC para os restantes países, c om exc eç ão de CA, KR, MX, AU, NZ, em que é utilizado o deflator do c onsumo
privado. OCDE: IPCH ou IPC c aso c ontrário; FMI: IPC; ii ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al inic iado em abril;
Taxa de Desemprego (média) - 2013
Taxa de Inflação (média) - 2013
10
8
6
4
2
0
Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters.
DPEC - Departamento de Estudos
GRÉCIA
JAPÃO
Legenda:
SUÍÇA
LETÓNIA
SUÉCIA
PORTUGAL
IRLANDA
DINAMARCA
BULGÁRIA
CHINA
CHIPRE
PAÍSES BAIXOS
MÉXICO
ESTÓNIA
BRASIL
ISLÂNDIA
ROMÉNIA
RÚSSIA
ÍNDIA
TURQUIA
-2
28
26
24
22
20
18
16
14
12
10
8
6
4
2
GRÉCIA
ESPANHA
PORTUGAL
CHIPRE
ESLOVÁQUIA
IRLANDA
BULGÁRIA
ITÁLIA
LETÓNIA
LITUÂNIA
AUSTRÁLIA
RÚSSIA
ALEMANHA
ISLÂNDIA
MÉXICO
ÁUSTRIA
JAPÃO
SUÍÇA
COREIA DO SUL
NORUEGA
12
Top 10 -
Top 10 +
27 de janeiro de 2014
67
Comentário Semanal de Mercados
Previsões de Indicadores Económicos
Saldo Orçamental
Balança Corrente
(% do PIB)
País
(% do PIB)
05-11-13
08-10-13
19-11-13
05-11-13
08-10-13
CE
FMI
OCDE
CE
FMI
19-11-13
OCDE
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
2013
2014
ZONA EURO
-3.1
-2.5
-3.1
-2.5
-2.9
-2.5
2.8
2.9
2.3
2.5
2.6
2.6
PORTUGAL
-5.9
-4.0
-5.9*
-4.0*
-5.7
-4.6
0.9
0.9
1.0*
1.0*
0.5
1.2
ALEMANHA
0.0
0.1
-0.4
-0.1
0.1
0.2
7.0
6.6
6.0
5.7
7.0
6.1
FRANÇ A
-4.1
-3.8
-4.0
-3.5
-4.2
-3.7
-1.8
-1.5
-1.6
-1.6
-2.2
-2.4
ITÁLIA
-3.0
-2.7
-3.2
-2.1
-3.0
-2.8
1.0
1.2
0.0
0.2
1.2
1.8
ESPANHA
-6.8
-5.9
-6.7
-5.8
-6.7
-6.1
1.4
2.6
1.4
2.6
0.6
1.6
IRLANDA
-7.4
-5.0
-7.6
-5.0
-7.4
-5.0
4.1
4.6
2.3
3.1
4.3
3.9
PAÍSES BAIXOS
-3.3
-3.3
-3.0
-3.2
-3.0
-3.0
9.6
10.0
10.9
11.0
10.3
10.1
BÉLGIC A
-2.8
-2.6
-2.8
-2.5
-2.7
-2.4
0.9
0.9
-0.7
-0.3
-1.9
-0.6
ÁUSTRIA
-2.5
-1.9
-2.6
-2.4
-2.3
-1.9
2.5
2.8
2.8
2.4
3.1
3.4
FINLÂNDIA
-2.2
-2.3
-2.8
-2.1
-2.5
-2.3
-1.2
-1.3
-1.6
-1.8
-0.7
-1.0
GRÉC IA
-13.5
-2.0
-4.1
-3.3
-2.4
-2.2
-2.3
-1.9
-1.0
-0.5
-0.4
1.3
LUXEMBURGO
-0.9
-1.0
-0.7
-0.9
-0.3
-0.3
6.7
6.8
6.0
6.6
6.7
7.1
ESLOVÉNIA
-5.8
-7.1
-7.0
-3.8
-7.1
-5.9
5.0
6.0
5.4
7.0
6.0
6.2
C HIPRE
-8.3
-8.4
-6.7
-7.5
-2.0
-0.6
-2.0
-0.6
MALTA
-3.4
-3.4
-3.5
-3.6
1.8
1.4
1.1
0.8
ESLOVÁQUIA
-3.0
-3.2
-3.0
-3.8
-3.0
-2.8
4.3
4.3
3.5
4.2
3.9
4.5
ESTÓNIA
-0.4
-0.1
0.3
0.2
-0.1
-0.1
-2.1
-2.2
-0.7
-0.2
-1.7
-2.5
REINO UNIDO
-6.4
-5.3
-6.1
-5.8
-6.9
-5.9
-4.3
-4.4
-2.8
-2.3
-3.4
-2.5
SUÉC IA
-0.9
-1.2
-1.4
-1.5
-1.4
-1.7
5.9
5.6
5.7
5.5
5.2
5.2
DINAMARC A
-1.7
-1.7
-1.7
-2.0
-1.5
-1.5
5.4
5.6
4.7
4.8
6.1
6.1
POLÓNIA
-4.8
4.6
-4.6
-3.4
-4.8
4.6
-1.5
-1.3
-3.0
-3.2
-2.6
-2.7
REPÚBLIC A C HEC A
-2.9
-3.0
-2.9
-2.9
-2.9
-2.9
-1.6
-1.1
-1.8
-1.5
-2.1
-2.3
HUNGRIA
-2.9
-3.0
-2.7
-2.8
-2.7
-2.9
3.0
2.7
2.2
2.0
1.8
2.1
LETÓNIA
-1.4
-1.0
-1.4
-0.5
-1.6
-2.0
-1.1
-1.3
LITUÂNIA
-3.0
-2.5
-2.9
-2.7
-0.5
-0.8
-0.3
-1.2
BULGÁRIA
-2.0
-2.0
-1.8
-1.7
0.3
0.0
1.2
0.3
ROMÉNIA
-2.5
-2.0
-2.3
-2.0
-1.2
-1.5
-2.0
-2.5
SUÍÇ A
0.1
0.0
0.2
0.5
0.1
0.0
11.1
12.2
10.5
10.1
12.8
12.4
NORUEGA
13.6
13.1
12.4
11.6
11.3
11.0
13.2
13.0
11.8
11.3
11.3
11.6
ISLÂNDIA
-2.0
-0.7
-2.7
-1.8
-2.7
-1.3
-0.2
-0.7
-1.2
-1.9
-0.1
-0.2
TURQUIA
-1.7
-2.3
-2.3
-2.3
-7.0
-6.6
-7.4
-7.2
-7.1
-7.2
EUA
-6.4
-5.7
-5.8
-4.7
-6.5
-5.8
-2.6
-2.7
-2.7
-2.8
-2.5
-2.9
-3.4
-2.9
-3.0
-2.2
-2.6
-1.8
-3.1
-3.1
-3.1
-2.9
-9.5
-6.8
-10.0
-8.5
1.2
1.8
1.2
1.7
0.9
1.2
C OREIA DO SUL
1.4
1.7
1.3
1.3
3.9
4.3
4.6
3.9
5.5
4.5
MÉXIC O
-3.8
-4.1
-2.5
-3.0
-1.5
-1.8
-1.3
-1.5
-1.8
-1.1
AUSTRÁLIA
-3.1
-2.3
-2.4
-2.5
-4.2
-4.5
-3.4
-3.5
-2.9
-3.5
NOVA ZELÂNDIA
-1.3
-0.4
-2.6
-1.4
-5.9
-6.7
-4.2
-4.2
-3.6
-3.6
BRASIL
-3.0
-3.2
-2.6
-2.7
-3.4
-3.2
-3.6
-3.3
C HINA
-2.5
-2.1
-0.9
-0.6
2.5
2.7
2.3
1.5
ÍNDIA
-8.5
-8.5
-6.9
-6.5
-4.4
-3.8
-4.1
-3.5
-0.7
-0.3
-0.7
-1.0
2.9
2.3
2.5
2.4
C ANADÁ
JAPÃO
-9.6
RÚSSIA
-2.5
-7.2
-2.4
2.6
2.4
2.7
1.6
Nota : i ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al inic iado em abril;
Saldo Orçamental (média) - 2013
DPEC - Departamento de Estudos
Legenda:
NORUEGA
SUÍÇA
PAÍSES BAIXOS
ALEMANHA
LUXEMBURGO
SUÉCIA
ESLOVÉNIA
DINAMARCA
COREIA DO SUL
ESLOVÁQUIA
CHIPRE
POLÓNIA
EUA
CANADÁ
REINO UNIDO
BRASIL
AUSTRÁLIA
ÍNDIA
NOVA ZELÂNDIA
TURQUIA
NORUEGA
COREIA DO SUL
SUÍÇA
ESTÓNIA
ALEMANHA
LUXEMBURGO
SUÉCIA
RÚSSIA
LETÓNIA
DINAMARCA
CANADÁ
MALTA
FRANÇA
POLÓNIA
PORTUGAL
EUA
ESLOVÉNIA
GRÉCIA
ESPANHA
IRLANDA
Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters.
Balança Corrente (média) - 2013
14
12
10
8
6
4
2
0
-2
-4
-6
-8
14
12
10
8
6
4
2
0
-2
-4
-6
-8
Top 10 -
Top 10 +
27 de janeiro de 2014
68
Comentário Semanal de Mercados
DIREÇÃO DE PLANEAMENTO, ESTUDOS E CONTABILIDADE
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS
Rui Bernardes Serra – Chief Economist
[email protected]
José Miguel Moreira – Senior Economist
José Maria Pimentel – Economist
[email protected]
[email protected]
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DPEC - Departamento de Estudos
27 de janeiro de 2014
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Comentário Semanal de Economia e de Mercados