Comentário Semanal de Economia e de Mercados 27 de janeiro de 2014 DPEC - Departamento de Estudos Nos EUA, numa semana em que foram divulgados poucos indicadores para a maior economia do mundo, as leituras apresentaram-se globalmente favoráveis, consistentes com um ganho de ímpeto da economia. Quer o indicador coincidente calculado pela Reserva Federal de Chicago, quer o da Conference Board sinalizam um crescimento anualizado do PIB de 3.8% no 4ºT2013; mas com a economia a dever ter crescido apenas entre 2.5% e 3.5%. Olhando para o 1ºT2014, o indicador avançado da Conference Board subiu menos do que o esperado em dezembro, mas com os dados do mês anterior a serem revisto em alta, tendo atingido um novo nível mais elevado desde fev-08, sinalizando para o 1ºT2014 um crescimento anualizado do PIB de 4.5%, um valor superior aos 4.1% que sinaliza para o 4ºT2013. No entanto, a economia deverá crescer em ambos os trimestres a ritmos entre 2.5% e 3.5%. No imobiliário, as vendas de casas usadas subiram para um nível inferior ao esperado em dezembro, após 3 quedas consecutivas. No ano de 2012 as vendas tinham aumentado 9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde 2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida de 9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado desde 2006, quando foram vendidas umas insustentáveis 6.48 milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para 2014, a Associação de Imobiliária (NAR) prevê uma marginal subida para 5.110 milhões, seguida de um acréscimo de 3.8% em 2015, considerando que os níveis de 2013 já estão praticamente em linha com os padrões normais face à população dos EUA. No mercado de trabalho, os novos pedidos semanais de subsídio de desemprego subiram menos do que o esperado e de uma forma apenas marginal, ficando praticamente em mínimos de finais de novembro, sinalizando uma criação de emprego em janeiro (valores entre +190 e +210 mil, no setor privado), bem superior à registada em dezembro; trata-se de boas perspetivas para que a criação de emprego no 1ºT2014 possa atingir os 600 mil, embora as condições meteorológicas adversas que se têm vindo a sentir constituam um risco descendente. Na indústria, de acordo com a estimativa preliminar, o indicador PMI Manufacturing da Markit desceu em janeiro, quando o mercado esperava uma manutenção, devido sobretudo ao abrandamento da produção (a componente mais diretamente afetada pelo tempo adverso), mas também das novas encomendas e do emprego. No entanto, os 3 primeiros indicadores regionais já disponíveis revelaram apenas subidas, pelo que o abrandamento de janeiro da indústria poderá ser inferior ao reportado pelo PMI da Markit, devendo a produção industrial registar no 1ºT2014 mais um robusto crescimento. Na Zona Euro, a semana passada ficou marcada, em termos de divulgação de indicadores económicos para a região, pelas primeiras leituras para o 1ºT2014 de alguns dos principais indicadores qualitativos de atividade para a região – v.g., indicador de confiança dos consumidores da Comissão Europeia (CE) e índices PMI Manufacturing e Services. Dados esses que revelaram leituras favoráveis e acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a melhoria do ritmo de recuperação da economia da Zona Euro neste 1ºT2014 e mostrando-se consistentes com o nosso cenário de um crescimento em cadeia do PIB de 0.3%, em aceleração face ao acréscimo de 0.2% que continuamos a estimar para o 4ºT2013. Ainda relativamente ao último trimestre de 2013, destaque para a leitura de novembro da balança corrente, que também melhorou, refletindo um comportamento tendencialmente favorável das diversas balanças, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com a melhoria de excedente da balança de bens a superar a ligeira diminuição no da de serviços, com estes dados a virem reforçar as nossas estimativas de um contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB nesse trimestre. Em Portugal, a semana ficou essencialmente marcada pela divulgação dos últimos dados mensais de execução orçamental da DGO para 2013, que vieram, como esperado, corroborar o nosso cenário de cumprimento da meta de défice orçamental de 5.5% no ano passado – o défice deverá ter ficado entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a capitalização do Banif –, mas também pela divulgação de dados de atividade sobre o 4ºT2013, que se revelaram favoráveis – em concreto os dados sobre o investimento constantes na síntese económica de conjuntura do INE e os dados de novembro da balança corrente – e que nos levaram inclusive a rever em alta a estimativa de crescimento económico para esse trimestre, de uma ligeira contração em cadeia de 0.2%, para um modesto acréscimo de 0.1%. Estes dados implicaram uma revisão em alta das nossas perspetivas de crescimento anual da economia, não só, evidentemente, para 2013 (estimamos agora uma queda anual de -1.5%), mas também para 2014, prevendo-se agora uma expansão de 0.8%, um cenário que passa a estar em linha com o do Governo. O cumprimento da meta de 2013 traça boas perspetivas para o cumprimento do défice de 2014, num contexto em que o cenário macroeconómico de base para o OE-2014 se afigura cada vez mais credível, sobretudo atendendo ao desemprenho da economia a partir do 2º trimestre de 2013. No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente através do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social. No Reino Unido, a semana ficou marcada por novos dados extremamente positivos para o mercado laboral, com a taxa de desemprego a descer 0.3 p.p., nos três meses terminados em novembro, para 7.1%, bem mais do que previa o mercado, passando a estar num mínimo desde mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura acomodatícia da sua política monetária. Limiar esse que deverá ser revisto nas próximas reuniões, conforme sugere o teor das minutas relativas à reunião de janeiro, conhecidas durante a semana. A Comentário Semanal de Economia e de Mercados retoma da economia tem sido encabeçada pelo forte aumento da procura no imobiliário residencial, o qual não tem recebido resposta proporcional da parte da oferta, conduzindo a uma aceleração persistente do crescimento dos preços das casas nos últimos meses. Os primeiros dados de janeiro, divulgados pela Rightmove, reportaram uma subida homóloga de 6.3% (+5.4% no mês anterior), a maior desde nov-07 e impulsionando os preços a um nível máximo desde, pelo menos, o início da série (2001). Durante a semana foram também conhecidos os número s de janeiro dos indicadores da Confederation of British Industry (CBI) para a indústria e o retalho, que revelaram evoluções aquém do esperado, mas continuando a dar indicações genericamente positivas. A recuperação da economia tem levado a um comportamento melhor do que o previsto da execução orçamental do Estado, cujos dados de dezembro – o 9º mês do ano fiscal de 2013/14 – surpreenderam pela positiva. No Japão, os indicadores compósitos (de atividade económica, coincidente e avançado) continuam a sugerir um forte crescimento da atividade económica no 4ºT2013 (e também para o 1ºT2014), suportada pela procura interna, estimando-se que as exportações líquidas deixem de penalizar tanto o crescimento do PIB. O índice de atividade económica subiu 0.3% em novembro, recuperando grande parte da queda de 0.4% registada em outubro e praticamente colando-se ao registo de setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde nov-08. Os dados do lado da oferta (considerando a média ponderada dos diversos setores) revelam-se, ainda com os dados de dezembro por divulgar, consistentes com uma subida de 0.7% do PIB no 4ºT2013, o que coincide com o centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Por sua vez, a estimativa final de novembro do indicador coincidente (COI) do ESRI reviu em alta a estimativa preliminar, apontando para uma subida face ao mês anterior, a 10ª em 12 meses, atingindo um novo máximo desde jul-08, sinalizando um acréscimo trimestral do PIB de 1.3% no 4ºT2013, acima do nosso intervalo de previsão. Também o indicador avançado foi revisto em alta, apontando igualmente para uma subida face ao mês anterior, a 4ª em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o valor mais elevado desde mai-07 (ou seja, antes do início da Grande Recessão internacional), sinalizando um crescimento do PIB de 0.8% no 1ºT2014, ainda assim abaixo do centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.8% e +1.2%). A semana foi também marcada pela reunião de política monetária do BoJ, que manteve a sua política, pela 11ª vez consecutiva, mas espera-se que, no 2ºT2014 ou no 3ºT2014, possa realizar novos estímulos, que passariam desde logo pelo aumento da base monetária. Na China, o PIB registou um crescimento homólogo de 7.7% no 4ºT2013, um valor que fica entre as expectativas do mercado (consenso: +7.6%) e as nossas (Montepio: +7.8%), traduzindo uma desaceleração marginal da economia (+7.8% no trimestre anterior), reaproximando-se – mas permanecendo acima – dos 7.4% registados no 3ºT2012, que representam um mínimo desde o 1ºT2009 (+6.2%). Note-se que este número está um pouco enviesado por efeitos de base positivos, com os dados ajustados de sazonalidade a darem conta de um crescimento em cadeia anualizado de 7.4%, bem abaixo dos 9.1% do trimestre anterior, que representam um máximo desde o 3ºT2011. Assim – e mesmo tendo em conta a volatilidade da medida encadeada –, a economia continua a crescer a um ritmo historicamente muito lento. Também durante a semana, foi divulgada a estimativa preliminar de janeiro do indicador PMI manufacturing, que revelou uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a sinalizar uma deterioração das condições no setor pela 1ª vez em 6 meses, encontrando-se aquém da tendência histórica. Estes dados trazem perspetivas menos animadoras para o início deste ano. No total de 2014 prevemos, para já, que a economia cresça 7.5%, perspetivas, todavia, rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria avaliação do desempenho da economia não é clara, porquanto algum abrandamento adicional pode até ser desejável, desde que associado às reformas com que o Governo se tem comprometido, nomeadamente ao nível da competitividade da economia e da promoção da estabilidade financeira. A chave será perceber até que ponto o país consegue, por um lado, captar o aumento na procura global que se prevê e, por outro, estimular o consumo privado, paralelamente à mudança do antigo modelo de crescimento baseado nas exportações e no investimento estatal. Nos Mercados Financeiros, a semana revelou uma deterioração do sentimento global de mercado, sobretudo devido a receios em relação às economias emergentes. Relativamente às perspetivas para a economia global, os dados para a Zona Euro, Reino Unido e (menos) EUA até se revelaram positivos. Todavia, a estimativa preliminar já de janeiro do PMI Manufacturing na China veio assinalar uma contração, pela 1ª vez em 6 meses, o que põe a nu as fragilidades da economia neste início de ano e contribuiu para criar receios de que a retirada dos estímulos pela Fed e stá a penalizar a segunda maior economia do mundo. Relativamente às perspetivas para a economia global, saliente-se a revisão em alta das perspetivas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia mundial e da Organização Mundial de Turismo para este setor, mas ao nível dos indicadores económicos de conjuntura a evolução foi mista entre as diversas geografias. Ao nível da crise do euro, foi mais uma semana de notícias genericamente positivas para Portugal, com os dados da execução orçamental a confirmarem que o défice em 2013 ficou aquém do objetivo – e bastante aquém. Já na Grécia surgiram algumas notícias negativas, como a intenção do líder do partido político SYRIZA de forçar eleições a nível nacional em fev-15 e a decisão (não confirmada oficialmente) do Conselho de Estado de considerar inconstitucionais os cortes de salários impostos pelo Governo às forças armadas e serviços de emergência em 2012. Analisando os movimentos nos mercados financeiros, a deterioração do sentimento de mercado, sobretudo devido aos receios relativamente às economias emergentes, penalizou transversalmente os mercados acionistas, tendo o efeito simétrico (positivo) sobre a dívida de referência. O aumento da aversão ao risco penalizou naturalmente a dívida privada e a dívid a periférica, um efeito que foi parcialmente mitigado em Portugal pelas notícias positivas, mas adensado na Grécia devido a algumas notícias negativas. As commodities foram a exceção, ao valorizar, onde apenas as agrícolas e os metais de base destoram ao caírem, beneficiando da desvalorização do dólar e das previsões de mau tempo nas próximas semanas. No MMI, as Libor permaneceram sensivelmente em mínimos históricos, enquanto as Euribor desceram ligeiramente, contrariamente ao que tem sido a tendência desde o final de 2013. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 2 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Indicadores Anunciados na Semana Passada País Portugal Espanha Data Evento Período Consenso Actual Anterior Revisão Nov -- 1.6% 1.2% 1.3% Indicador C onsumo Privado - INE (mm3m) Nov -- 2.4% 1.4% Indicador FBC F - INE (mm3m) Nov -- -4.5% -6.1% -- IPP (MoM) Dec -- 0.40% -0.30% -0.70% IPP (YoY) Dec -- -0.10% -0.90% -1.30% 22-Jan Balança C orrente Nov -- -71.0M 10.5M -18.2M 23-Jan Saldo Adm. Públicas (relevante p/ PAEF) - Acumulado Dec - - -7151.5M -7756.9M -- 22-Jan Balança C omercial (EUR) Nov -- -1759.2M -1358.8M 4Q 26.00% 26.03% 25.98% -- 24-Jan IPP (YoY) Dec -- 0.60% -0.60% -0.50% 20-Jan IPP (YoY) Dec -0.60% -0.50% -0.80% -- 21-Jan ZEW (expectativa) Jan 64 61.7 62 -- 20-Jan Indicador Atividade Económica - INE (mm3m) 23-Jan Taxa Desemprego Alemanha ZEW (Situação Atual) Jan 35 41.2 32.4 -- 54.6 56.3 54.3 -- Jan A 54 53.6 53.5 -- Jan -- -1 1 -- Índice de C onfiança Industrial (INSEE) Jan 100 100 100 -- Perspetivas sobre Produção da Própria Empresa Jan -- 9 5 4 Perspetivas sobre Produção Global Jan -9 -5 -11 -- PMI Manufacturing Jan P 47.5 48.8 47 -- PMI Services Jan P PMI Services Itália 23-Jan C onfiança Indústria (Trimestral) 48.1 48.6 Nov 1.50% 3.00% 1.20% -- Encomendas Industriais sa (MoM) Nov 0.00% 2.30% -2.50% -2.30% Vendas Industriais nsa (YoY) Nov -- 0.40% -1.30% -- Vendas Industriais sa (MoM) Nov -- 0.90% -0.70% -- Nov 0.00% 0.00% -0.10% -- 20-Jan Encomendas Industriais nsa (YoY) 24-Jan Vendas a Retalho (MoM) Vendas a Retalho (YoY) Zona Euro -- 0.10% -1.60% -- Jan -- 73.3 68.3 -- 22-Jan Dívida Pública Líquida (% PIB) - QoQ 3Q -- 92.7% 93.4% -- Nov -- 27.4B 26.2B 26.6B -- 23.5B 21.8B 22.2B C onfiança do C onsumidor Jan A -13 -11.7 -13.6 -13.5 PMI C omposite Jan A 52.5 53.2 52.1 -- PMI Manufacturing Jan A 53 53.9 52.7 -- PMI Services Jan A 51.4 51.9 51 -- Jan -- 1.00% -1.90% -- Jan -- 6.30% 5.40% -- Jan 10 -2 12 -- C BI - Preços das Vendas nos próximos 3 meses Jan 12 20 11 -- Índice de C onfiança Empresarial (C BI) Jan 25 21 24 -- 20-Jan Preços Habitação - Rightmove nsa (MoM) Preços Habitação - Rightmove nsa (YoY) 21-Jan C arteira de Encomendas - C BI 22-Jan Atas da Reunião do Banco de Inglaterra Japão 12.0B 10.4B 14.8B 15.1B Défice Orçamental ex. Intervenções Sist. Fin. Dec 14.0B 12.1B 16.5B 16.8B Necessidades de Financiamento do Setor Público Dec 5.0B 9.0B 0.4B 0.7B Remunerações Médias Semanais 3M/YoY Nov 1.00% 0.90% 0.90% -- Taxa Desemprego sa (mm3m) Nov 7.30% 7.10% 7.40% Tx. Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) Dec 3.70% 3.70% 3.80% -- Variação Desemprego Registado (Benef. Subsídio Desemp.) Dec -32.0K -24.0K -36.7K -34.3K Variação do Emprego (3M/3M) Nov 256K 280K 250K -- -- 23-Jan Survey C BI - Vendas no C omércio a Retalho Jan 25 14 34 -- 24-Jan Empréstimos aprovados para compra de casa (BBA) Dec 47300 46521 45044 45394 Jan-19 -- -31 -31 -- Indicador Avançado - C onf. Board (MoM) Dec 0.20% 0.10% 0.80% 1.00% Indicador C oincidente - C onf. Board (MoM) Dec -- 0.20% 0.40% -- Índice de Atividade Nacional - C FNAI Dec 0.9 0.16 0.6 0.69 Índice Preços Habitação - FHFA (MoM) Nov 0.40% 0.10% 0.50% -- Kansas C ity Fed Jan 2 5 -3 -- Pedidos Subsídio de Desemprego - Acumulado Jan-11 2925K 3056K 3030K 3022K Pedidos Subsídio de Desemprego - Novos Jan-18 23-Jan C onfiança do C onsumidor (Bloomberg; anterior ABC ) 330K 326K 326K 325K PMI Manufacturing (Markit) - Prelimiar Jan 55 53.7 54.4 -- Vendas C asas Usadas (MoM) Dec 0.60% 1.00% -4.30% -5.90% Vendas C asas Usadas saar Dec 4.93M 4.87M 4.90M 4.82M Nov F -- 4.80% 5.00% -- Nov F -- -0.10% 0.10% -- 20-Jan Produção Industrial nsa (YoY) Utilização C apacidade Instalada Nov -- -0.50% 1.20% -- Jan-22 -- -- -- -- Jan-22 ¥270T ¥270T ¥270T -- Indicador Avançado Nov F -- 111.1 110.8 Indicador C oincidente Nov F -- 110.7 110.5 -- Nov 0.30% 0.30% -0.20% -0.40% 21-Jan C riação de Emprego Dec -473000 -449444 47486 -- 22-Jan C onfiança Industrial (C NI) Jan -- 53.1 54.3 -- 23-Jan IPC A-15 - IBGE (YoY) Jan 5.76% 5.63% 5.85% -- Base Monetária (target 2014) Índice de Atividade Económica sa (MoM) 24-Jan C onfiança do C onsumidor -- Jan -- 108.9 111.5 111.2 Investimento Direto Estrangeiro Dec $5500M $6490M $8334M -- 20-Jan C onfiança dos Empresários na Economia 4Q -- 117.1 119.5 -- 4Q -- 119.5 121.5 -- Dec 19.80% 19.60% 19.90% -- PIB (QoQ) 4Q 2.00% 1.80% 2.20% -- PIB (YoY) 4Q 7.60% 7.70% 7.80% -- PIB YTD (YoY) 4Q 7.70% 7.70% 7.70% -- Produção Industrial (YoY) Dec 9.80% 9.70% 10.00% -- Produção Industrial (YTD YoY) Dec 9.70% 9.70% 9.70% -- Vendas a Retalho - nominais (YoY) Dec 13.60% 13.60% 13.70% -- Vendas a Retalho - nominais (YTD YoY) Dec 13.10% 13.10% 13.00% -- 23-Jan PMI Manufacturing - HSBC (1ª estimativa) Jan 50.3 49.6 50.5 -- 20-Jan Budget Level (Year to date) Dec -- -310.5B 599.9B -- 23-Jan Produção Industrial nsa (YoY) Dec -0.30% 0.80% -1.00% -- C onfiança Empresarial Investimento em Ativos Fixos Urbanos (YTD YoY) Rússia - Dec 22-Jan Banco do Japão - Decisão de Taxa de Juro China Nov Défice Orçamental (Estado) Produção Industrial sa (MoM) Brasil -- Nov Balança C orrente sa EUA 47.8 21-Jan ZEW (expectativa) 23-Jan Balança C orrente nsa R. Unido -- Jan A 23-Jan PMI Manufacturing França 1.5% Fonte: Thomson Reuters.; Legenda: nsa - não ajustado de sazonalidade; sa - ajustado de sazonalidade; wda - ajustado de dias úteis; saar - taxa anualizada ajustada de sazonalidade; WoW - variação semanal; MoM - variação mensal; QoQ - variação trimestral; YoY - variação homóloga; mm3m - média móvel 3 meses. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 3 Comentário Semanal de Economia e de Mercados EUA – Indicadores coincidentes e avançados continuam a sinalizar crescimentos robustos do PIB para o 4ºT2013 e para o início de 2014… Numa semana em que foram divulgados poucos indicadores para a maior economia do mundo, as leituras apresentaram-se globalmente favoráveis, consistentes com um ganho de ímpeto da economia. Ainda relativamente ao 4ºT2013, a atividade económica a nível nacional, medida pela Reserva Federal de Chicago, desacelerou em dezembro, mas cresceu pelo 5º mês consecutivo acima da média de longo prazo, com a sua média móvel de três meses a descer ligeiramente, mas a sinalizar um crescimento do PIB de 3.8% no 4ºT2013. No mesmo mês, o indicador coincidente da Conference Board subiu 0.2%, atingindo agora finalmente um nível máximo histórico, embora, em termos de PIB, o máximo histórico já tenha sido atingido no 4ºT2011, estando este enorme desfasamento temporal associado, sobretudo, ao ritmo manifestamente lento de recuperação do emprego perdido durante a Grande Recessão. O indicador sinaliza um crescimento anualizado do PIB de 3.8% no 4ºT2013; mas com a economia a dever ter crescido apenas entre 2.5% e 3.5%. A atividade terá continuado condicionada pelos efeitos dos cortes na despesa pública, todavia, e tal como sucedeu no 3ºT2013, já não tão intensamente. Por outro lado, perante um contexto internacional que se terá apresentado cada vez menos adverso, estima-se um contributo das exportações líquidas superior ao do 3ºT2013. Do lado do investimento em capital fixo, as indicações são mistas, mas consistentes com uma ligeira aceleração. O investimento em construção residencial deverá ter continuado a crescer acima dos 2 dígitos e em aceleração, mas a construção não residencial deverá ter abrandado. Já o investimento em equipamentos terá regressado ao crescimento no 4ºT2013, após a pontual estabilização do 3ºT2013. Por sua vez, o consumo privado terá acelerado para um crescimento de perto de 4.0%. O principal responsável pelo abrandamento do PIB terá sido o contributo da variação de existências, que deverá reduzir-se significativamente, passando inclusivamente a ser ligeiramente negativo, não só porque no 3ºT2013 terão crescido acima do desejado pelos empresários, mas também pelo facto de, entre o final do 3ºT2013 e o início do 4ºT2013, as expectativas dos consumidores e empresários terem sido condicionadas pela incerteza relativamente à aprovação do orçamento federal de 2013/14 e à possibilidade do país atingir o nível de endividamento máximo legal (as negociações entre Democratas e Republicanos acabaram por se alastrar até meados de outubro, pelo que de 1 a 16 de outubro parte dos serviços públicos estiveram encerrados). Olhando para o 1ºT2014, o indicador avançado da Conference Board subiu menos do que o esperado em dezembro, mas com os dados do mês anterior a serem revisto em alta, tendo atingido um novo nível mais elevado desde fev-08, sinalizando para o 1ºT2014 um crescimento anualizado do PIB de 4.5%, um valor superior aos 4.1% que sinaliza para o 4ºT2013. No entanto, a economia deverá crescer em ambos os trimestres a ritmos entre 2.5% e 3.5%. DPEC - Departamento de Estudos No imobiliário, as vendas de casas usadas subiram para um nível inferior ao esperado em dezembro, após 3 quedas consecutivas, apresentando pela 29ª vez em 30 meses um nível superior ao do período homólogo (a exceção foi nov-13). No ano de 2012 as vendas tinham aumentado 9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde 2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida de 9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado desde 2006, quando foram vendidas umas insustentáveis 6.48 milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para 2014, a Associação de Imobiliária (NAR) prevê uma marginal subida para 5.110 milhões, seguida de um acréscimo de 3.8% em 2015, considerando que os níveis de 2013 já estão praticamente em linha com os padrões normais face à população dos EUA. A NAR reconhece que as subidas das taxas e dos preços das casas podem travar o ímpeto de crescimento da atividade no setor, embora refira que uma aceleração do emprego ao longo de 2014 poderia à partida compensar esses fatores. Mas continua a referir que persistem várias fricções do mercado: i) os stocks reduzidos limitam as escolhas dos compradores em muitas áreas; ii) maiores taxas de juro significa que a acessibilidade para a compra já não é tão favorável como era; iii) os critérios de concessão de crédito restritivos estão a manter fora do mercado alguns compradores qualificados que de outra forma teriam condições para concluir a compra. Em dezembro os preços medianos de cada transação subiram face ao período homólogo, já pela 22ª vez consecutiva, ainda que pela 2ª vez (consecutiva) em 14 meses a um ritmo inferior a 2 dígitos. Foi também conhecido o registo de novembro do índice nacional da FHFA, que do ponto de vista metodológico é bem mais consistente que uma mera mediana, e que apresentou uma subida de 0.1% em novembro, pela 22ª vez consecutiva, e ficando 7.6% acima do nível do período homólogo de 2012, mas permanecem subavaliados de acordo com o nosso modelo de longo-prazo para o índice S&P/Case-Shiller referente às 20 principais áreas metropolitanas. No mercado de trabalho, os novos pedidos semanais de subsídio de desemprego subiram menos do que o esperado e de uma forma apenas marginal, ficando praticamente em mínimos de finais de novembro, sinalizando uma criação de emprego em janeiro (valores entre +190 e +210 mil, no setor privado), bem superior à registada em dezembro; trata-se de boas perspetivas para que a criação de emprego no 1ºT2014 possa atingir os 600 mil, embora as condições meteorológicas adversas que se têm vindo a sentir constituam um risco descendente. Na indústria, de acordo com a estimativa preliminar, o indicador PMI Manufacturing da Markit desceu em janeiro, quando o mercado esperava uma manutenção, devido sobretudo ao abrandamento da produção (a componente mais diretamente afetada pelo tempo adverso), mas também das novas encomendas e do emprego. No entanto, os 3 primeiros indicadores regionais já disponíveis revelaram apenas subidas, pelo que o abrandamento de janeiro da indústria poderá ser inferior ao reportado pelo PMI da Markit, devendo a produção industrial registar no 1ºT2014 mais um robusto crescimento. 27 de janeiro de 2014 4 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… nos EUA Emprego DPEC - Departamento de Estudos Un: Índice 280 14 :0 1 20 20 20 20 20 20 20 20 20 13 :0 1 680 12 :0 1 640 24 11 :0 1 600 28 10 :0 1 560 32 09 :0 1 520 36 08 :0 1 480 40 07 :0 1 440 44 06 :0 1 400 48 05 :0 1 360 52 04 :0 1 320 56 20 20 Un: Milhares (escala invertida) 60 Índice Regionais de Emprego - média 7 (esc. esq.) Novos Pedidos Subsídio Desemprego - Média 4 Semanas (esc. dir.) EUA - Variação do Emprego Não-Agrícola vs Pedidos Semanais Un: 10^3 Empregos 800 Un: 10^3 Empregos 280 320 400 360 200 400 0 440 -200 480 -400 520 -600 560 -800 600 -1,000 640 -1,200 680 20 04 :0 1 20 05 :0 1 20 06 :0 1 20 07 :0 1 20 08 :0 1 20 09 :0 1 20 10 :0 1 20 11 :0 1 20 12 :0 1 20 13 :0 1 20 14 :0 1 600 Variação do Emprego Não-Agrícola Pedidos Subs. Desemprego - MM 4 Semanas - esc dir. e invertida EUA - Desemprego vs Empregos Oferecidos Un: % (escala invertida) 13 Un: % 1.4 3.4 20 13 : 20 12 : 20 11 : 20 10 : 20 09 : 20 08 : 20 07 : 20 06 : 20 05 : 20 04 : 12 3.2 3 12 3.0 4 12 2.8 5 12 2.6 6 12 2.4 7 12 2.2 8 12 2.0 9 12 1.8 10 12 1.6 11 12 12 12 Depois do desapontante relatório do emprego de dezembro, em que a criação de empregos no 4ºT2013 não conseguiu atingir os 600 mil, ficando-se pelos 515 mil, ligeiramente acima do 3ºT2013 (+502 mil, a 1ª aceleração após 3 trimestres de abrandamento), estes dados dos novos pedidos de subsídio de desemprego sugerem que no 1ºT2014 o emprego poderá continuar a acelerar e a aproximar-se daquela marca de 600 mil. No entanto, trata-se de crescimentos moderados comparativamente a outros períodos de expansão e, sobretudo, comparativamente à velocidade da perda de empregos registada durante a Grande Recessão. Este facto acaba assim por continuar a corroborar a manutenção de estímulos por parte da Fed, não obstante a autoridade ter vindo anunciar em 18-dez que irá reduzir ligeiramente o ritmo de compras mensais de dívida pública e de dívida privada a partir de janeiro, em resultado dos sinais de aceleração da atividade económica e da redução do desemprego. EUA - Índice Regionais de Emprego vs Pedidos Semanais 64 20 03 : O número de novos pedidos de subsídio de desemprego subiu marginalmente na semana terminada em 18 de janeiro, de 325 mil para 326 mil, mas menos do que o aguardado pelo mercado (consenso: 330 mil), contabilizando apenas a 4ª subida das últimas 15 semanas, ficando praticamente em mínimos de 2 meses e não muito afastado dos 294 mil observados há 18 semanas (que são um nível mínimo desde mar-06, bem antes do início da última recessão). Recorde-se que no início de dezembro tinha-se observado fortes subidas, atingindo então máximos desde mar-13, numa volatilidade que resulta sobretudo do facto de ter ocorrido o feriado de Ação de Graças, que provoca normalmente grandes oscilações nas semanas adjacentes ao feriado. Note-se que os pedidos de subsídio de desemprego são bastante voláteis, pelo que importa olhar para a média móvel de 4 semanas (mm4s), que já mesmo no final de 2012 apresentava leituras consistentes com os fundamentos económicos e que desceu pela 3ª vez consecutiva, após 4 subidas, contabilizando apenas 9 subidas em 28 semanas, embora permanecendo aquém dos mínimos desde mai-07 observados no final de setembro. Ao descer de 335 para 332 mil indivíduos, a variável aproximou-se da barreira psicológica dos 300 mil, permanecendo nos últimos meses em níveis compatíveis com uma criação de postos de trabalho no setor privado entre 190 e 210 mil, valores bem superiores aos 87 mil criados em dezembro (o total do emprego não-agrícola subiu em 74 mil naquele mês). Importa contudo ter em mente que os novos pedidos de subsídio de desemprego refletem sobretudo os despedimentos, sendo que ao nível das contratações os dados têm-se revelado mais fracos. O último dado quantitativo disponível revelou que no trimestre terminado em novembro as ofertas de emprego subiram para um novo máximo desde mai-08. Já em janeiro, ao nível dos indicadores qualitativos da indústria transformadora, os primeiros indicadores regionais de emprego, em média, subiram, sinalizando um crescimento do emprego a um ritmo superior ao do mês anterior, algo que não sucedeu na componente de emprego do indicador nacional PMI Manufacturing da Markit (estimativa preliminar). Taxa de Desemprego (esc. esq.) Taxa de Empregos Oferecidos (esc. dir.) 27 de janeiro de 2014 5 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Confiança dos Consumidores O indicador de confiança dos consumidores divulgado pela Bloomberg ficou inalterado no 3º registo semanal de janeiro, em -31.0 pontos, depois de ter descido na semana anterior (apenas a 2ª descida nas últimas 8 semanas), mantendo assim a distância face ao registo observado 4 semanas antes (-27.4 pontos), que é um máximo desde o início de agosto, mas ficando acima dos -37.9 pontos registados 10 semanas antes, que são o valor mais baixo desde out-12, e não muito distante dos -23.5 pontos registados na 1ª semana de agosto, quando atingiu máximos desde jan-08, no início da anterior recessão. 4: 01 3: 01 20 1 2: 01 20 1 20 1 20 1 20 1 20 0 20 0 20 0 20 0 20 0 1: 01 -3 0: 01 -2 40 9: 01 -1 50 8: 01 0 60 7: 01 1 70 6: 01 2 80 5: 01 3 90 4: 01 4 Confiança do Consumidor Uni. Michigan - (esc. esq.) Consumo Privado (YoY) (esc. dir.) EUA - Consumo Anualisado (QoQ) vs Conf. Consumidor Composite 10 Previsão - 4Q13 YoY:2/QoQ Anz:1.9 Un: % Un: Indice 120 2012:Q4 2011:Q4 2010:Q4 2009:Q4 2008:Q4 2007:Q4 2006:Q4 2005:Q4 2004:Q4 2003:Q4 2002:Q4 75 2001:Q4 80 -8 2000:Q4 85 -6 1999:Q4 90 -4 1998:Q4 95 -2 1997:Q4 100 0 1996:Q4 105 2 1995:Q4 110 4 1994:Q4 115 6 1993:Q4 8 Consumption - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Consumer Confidence - Quarterly Average (esc. dir.) Indicador compósito Neste momento são já conhecidos 4 indicadores para o mês de janeiro, sendo que as indicações mistas, mas em média positivas, consistentes com um cenário de melhoria da confiança dos consumidores, acompanhando a aceleração da economia e do emprego. EUA - Confiança dos Consumidores 100 Un: Índice Un: Índice 55.0 80 52.5 60 50.0 40 47.5 20 45.0 0 42.5 -20 40.0 -40 37.5 -60 35.0 20 11 :0 4 20 11 :0 7 20 11 :1 0 20 12 :0 1 20 12 :0 4 20 12 :0 7 20 12 :1 0 20 13 :0 1 20 13 :0 4 20 13 :0 7 20 13 :1 0 20 14 :0 1 O indicador da RBC subiu em janeiro pelo 2º mês consecutivo, após duas quedas, ficando agora apenas 0.3 pontos abaixo do registo de junho, quando atingiu o valor mais elevado desde dez-07, ou seja, uns meses antes de ser conhecida a falência da Lehman Brothers. Conf. Board (esc. esq.) IBD/TIPP (esc. esq.) O indicador da Universidade de Michigan veio apontar na estimativa inicial de janeiro para uma ligeira descida, pela 1ª vez nos últimos 3 meses, mas revertendo menos de 1/3 da melhoria do mês anterior. Recorde-se que em dezembro o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores americanos – obtido através da média ponderada dos 5 principais indicadores de confiança dos consumidores – subiu pelo 2º mês consecutivo, após 4 quedas consecutivas, aliviando em dois meses de um mínimo desde dez-11, para máximos desde setembro, mas ficando bastante aquém do registo de junho, quando atingiu o valor mais elevado desde o início do outono de 2007. 5 100 Recorde-se que, num relatório paralelo ao indicador semanal (publicado na semana anterior), o indicador mensal de expetativas relativamente à economia americana, calculado igualmente pela Bloomberg, apresentou um melhor comportamento, subindo para um máximo de 5 meses. O indicador da IBD/TIPP subiu pelo 3º mês consecutivo, mas ainda não anulou a descida de outubro, continuando a ser o indicador que revela um maior pessimismo, sinalizando uma subida fraca do consumo no mês, de 2/3 do crescimento que o conjunto dos demais indicadores que seguimos sugeria para dezembro (+2.2%). Un: % 110 20 0 Em termos médios mensais, observa-se um decréscimo, após duas subidas consecutivas, fazendo uma pausa na recuperação dos mínimos desde out-12 registados em outubro, e depois de em julho ter-se observado o nível mais elevado desde dez-07. Verificam-se descidas nas suas 3 componentes. O índice relativo ao estado da economia está a descer, após duas subidas consecutivas, em que aliviara dos mínimos desde set-12 registados em outubro, afastando-se assim dos máximos desde jan-08 observados em julho. O indicador referente às finanças pessoais está a aliviar de máximos desde set13, que é por sua vez um máximo desde mar-08, estando ainda condicionado pelos aumentos de impostos que entraram em vigor em jan-13, em resultado do acordo entre Democratas e Republicanos e, mais recentemente, da subida das taxas de juro de longo prazo de referência para as hipotecas. O índice referente à predisposição para consumir está a descer igualmente, após duas subidas consecutivas, aproximando-se ligeiramente dos mínimos desde março registados em agosto, sendo que na semana anterior estaria a atingir o valor mais elevado desde out-07. EUA - Confiança e Consumo Privado 120 Un: Índice Univ. Michigan (esc. esq.) Bloomberg (esc. dir.) EUA - Indicadores de Confiança dos Consumidores Valor Ind. Confiança Variação Dez-13 Jan-14 Dez-13 Conference Board 78.1 - 6.1 Jan-14 - Bloomberg -28.7 -31.0 5.0 -2.3 IBD 43.1 45.2 1.7 2.1 Michigan 82.5 80.4 7.4 -2.1 RBC 49.7 51.5 2.7 1.8 Cenário para o consumo No 3ºT2013, a melhoria da confiança dos consumidores no conjunto do trimestre sinalizava uma aceleração do crescimento para 2.4%, com o consumo privado a acabar efetivamente por acelerar, mas de 1.8% para 2.0%. Para o 4ºT2013, o nosso indicador compósito para a confiança dos consumidores sinaliza um crescimento de 1.9%, sendo que o nosso cenário central agora é de que o consumo cresça a um ritmo anualizado de perto de 4.0%, não obstante o impasse negocial que se viveu no Congresso. Para o 1ºT2014, prevê-se que o consumo cresça entre 2.5% e 3.0%, ou seja, a meio caminho entre a média dos crescimentos trimestrais de 2013 (+2.5%) e a média do 2º semestre de 2013 (+3.0%). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 6 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Atividade Industrial EUA - Atividade Regional (Richmond Fed e KC Fed) vs ISM Un: Índice 30 Un: Índice 70 4: 01 3: 01 20 1 20 1 20 1 20 1 20 1 20 0 20 0 20 0 20 0 20 0 Richmond Fed (esc. esq.) ISM Manufacturing (esc. dir.) 2: 01 30 1: 01 35 -50 0: 01 40 -40 9: 01 45 -30 8: 01 50 -20 7: 01 55 -10 6: 01 60 0 5: 01 65 10 4: 01 20 20 0 O indicador PMI da atividade industrial no distrito da Reserva Federal de Kansas City registou uma subida superior ao esperado em janeiro, de -3 para 5 pontos (consenso: +2 pontos), aproximando-se assim do registo de agosto (+8 pontos), quando sinalizou o maior crescimento desde mai-12. Trata-se do 6º registo positivo em 7 meses, embora apenas o 7º dos últimos 16 meses, sendo que o ritmo de contração em fev-13 fora o mais elevado desde abr-09, em plena Grande Recessão. Com esta subida, o indicador ficou em linha com o respetivo valor mediano do atual período de expansão da economia americana, mas bem afastado do registo de mar-11 (+24 pontos), o mais elevado desde a criação do indicador, em out-94. Entre os 8 indicadores, registaram-se 7 subidas, com apenas o índice de horas trabalhadas a descer. O importante índice de produção registou uma subida, aliviando de mínimos desde junho, mas não recuperou da forte descida do mês anterior, pelo que permaneceu em terreno bem negativo. O índice de entregas registou a maior subida. Já o indicador de novas encomendas aumentou mais moderadamente, mas contabilizando 7 registos positivos consecutivos. O indicador referente ao número de empregados registou a 2ª maior subida, ficando claramente acima dos valores medianos do actual período de expansão, o que significa que os empresários poderão estar a associar a referida descida da atividade como temporária e resultante nomeadamente das condições meteorológicas adversas. De resto, o índice compósito de expectativas para os próximos 6 meses subiu, atingindo um máximo desde jan-06, situando-se bem acima da sua média no atual período de expansão da economia, e em terreno positivo pelo 54º mês consecutivo. Kansas City Fed (esc. esq.) Dos 3 surveys regionais que já publicaram dados para o mês de janeiro (Filadélfia, Nova Iorque e Kansas City), observaram-se subidas transversais nos índices gerais. Refira-se que estas 3 regiões têm apresentado nos últimos meses uma performance inferior à média nacional, embora também já em janeiro o indicador nacional PMI Manufacturing da Markit tenha revelado na estimativa preliminar um abrandamento. Un: Índice (Difusão) 58 56 54 52 50 48 3: 20 01 13 : 20 02 13 : 20 03 13 : 20 04 13 : 20 05 13 : 20 06 13 : 20 07 13 : 20 08 13 : 20 09 13 : 20 10 13 : 20 11 13 : 20 12 14 :0 1 Esta descida do PMI esteve associada ao abrandamento das suas principais componentes: sobretudo a produção (a mais diretamente afetada pelo tempo adverso), mas também as novas encomendas e o emprego. Assim, o índice de emprego sinalizou um aumento dos postos de trabalho pelo 7º mês consecutivo e pela 47ª vez em 48 meses, aliviando de máximos desde mar-13. As novas encomendas desaceleraram pela 4ª vez em 5 meses, mas permaneceram sólidas, já que dois meses antes tinham atingido um pico de 10 meses. O crescimento das novas encomendas foi apoiado apenas pela procura interna, já que as novas encomendas de exportação caíram pela 1ª vez em 4 meses. Refira-se que nos últimos 15 meses as novas encomendas de exportação desceram por 6 vezes. A componente de produção foi a que mais abrandou, sinalizando o menor crescimento desde outubro (quando foi penalizada pelas paragens dos serviços públicos entre os dias 1 e 16 de outubro), mas ainda sólido, depois de em dezembro ter sugerido o maior crescimento da produção em 21 meses. EUA - Indicadores de Confiança na Ind. Tranformadora 60 20 1 De acordo com a estimativa preliminar de janeiro, o indicador PMI Manufacturing da Markit (que em mai-12 veio fazer concorrência ao decano indicador PMI Manufacturing, publicado pelo ISM - Institute for Supply Management), desceu de 55.0 para 53.7 pontos, quando o mercado esperava uma manutenção (consenso: 55.0 pontos). O indicador continuou, assim, em terreno positivo, sinalizando pelo 3º mês consecutivo, de acordo com as próprias palavras da Markit, um crescimento a um ritmo sólido, acima da média de 2013 (53.5 pontos), mas que foi o mais baixo em 3 meses, em parte devido ao facto das condições meteorológicas em janeiro terem sido altamente adversas. PMI Manufacturing (Markit) ISM Manufacturing (ISM) Média de Surveys Regionais (Versão PMI) Os 3 primeiros surveys regionais que já publicaram dados para o mês de janeiro sinalizaram, em média uma melhoria do ímpeto de crescimento nas regiões em análise, como que compensando este abrandamento do PMI Manufacturing da Markit, pelo que se admite que o indicador nacional ISM Manufacturing possa permanecer bem acima dos 50 pontos (o limiar da expansão), ainda que em níveis inferiores aos de dezembro, quando desceu de 57.3 para 57.0 pontos, permanecendo praticamente em máximos desde abr-11. É neste contexto que, depois de no 4ºT2013 a atividade industrial ter acelerado fortemente (não obstante os efeitos das paragens dos serviços públicos na 1ª metade de outubro), se espera um novo robusto crescimento no 1ºT2014. A produção industrial deverá assim registar no 1ºT2014 o 19º trimestre consecutivo de expansão, sequência sem paralelo nas outras grandes economias desenvolvidas (Zona Euro, Japão ou Reino Unido). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 7 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Imobiliário – Vendas de Casas Usadas A NAR reconhece que as subidas das taxas e dos preços das casas podem travar o ímpeto de crescimento da atividade no setor, embora refira que uma aceleração do emprego ao longo de 2014 poderia à partida compensar esses fatores. Mas continua a referir que persistem várias fricções do mercado: i) os stocks reduzidos limitam as escolhas dos compradores em muitas áreas; ii) maiores taxas de juro significa que a acessibilidade para a compra já não é tão favorável como era; iii) os critérios de concessão de crédito restritivos estão a manter fora do mercado alguns compradores qualificados que de outra forma teriam condições para concluir a compra. Já relativamente aos preços, estes ainda estão historicamente atrativos, particularmente numa altura em que a economia tem vindo a criar empregos e as rendas estão a aumentar, pelo que as condições de acessibilidade à compra de casa durante o 4ºT2012 foram as segundas mais favoráveis desde que existem dados comparáveis (1970). No entanto, em agosto o índice de acessibilidade caiu para um mínimo desde nov-08, embora tendo em setembro e outubro subido e se encontrado ainda no percentil 84%. Este índice de acessibilidade é, diga-se, ilusório, pois existem custos e barreiras que vão para lá da taxa de crédito imobiliário historicamente baixa, como sejam o reduzido valor de avaliação das habitações, que limita os montantes financiados e obriga as famílias a terem um pé-demeia para passarem à fase de conclusão do negócio. O canal de crédito tem sido sistematicamente um entrave ao normal desenvolvimento da atividade económica, tendo, como referido, novamente a NAR salientado este constrangimento a propósito dos dados das vendas de dezembro. Neste contexto, as vendas a pronto pagamento continuaram a ocupar uma importante fatia do total de transações (32%, o mesmo que em novembro), em grande parte devido às compras por motivo de revenda (investidores), que foram responsáveis por 21% do total das vendas, mais do que no mês anterior (19%) mas o mesmo que no período homólogo (19%). A NAR refere que as casas estão a vender-se mais rapidamente, ainda que neste mês pareça ter havido uma interrupção dessa tendência (parcialmente atribuída pela NAR às condições meteorológicas adversas), tendo a habitação “típica” vendida em novembro estado no mercado 72 dias, bem acima dos 56 dias do mês anterior, mas menos do que os 70 dias em nov-12. Os reduzidos stocks de casas no mercado, tem levado a subidas nos preços praticados. Os preços médio e mediano de cada transação subiram ligeiramente face ao mês anterior e aceleraram face ao período homólogo, neste último caso crescendo pela 22ª vez (consecutiva), embora aquém do crescimento de agosto, que foi o mais elevado desde out-05. Refira-se que no caso do preço mediano tinham-se observado 12 meses consecutivos com crescimentos de 2 dígitos, observando-se agora dois meses abaixo daquela marca (+9.0% em novembro e 9.9% em dezembro). Em 2012 o preço da casa mediana aumentou 6.4%, e em 2013 11.6%, sendo que a NAR prevê um aumento de 5.3% em 2014 e de 4.1% em 2015, embora com fortes assimetrias a nível local. Em março, a NAR referiu que o forte aumento nos preços das casas está a contribuir para a recuperação da riqueza das famílias em habitação, que aumentou em 1 400 mil milhões (mM$) de dólares em 2012, valor que poderá ser superado este ano, podendo provocar um aumento dos gastos de consumo entre 70 mM$ e 110 mM$ este ano. Ainda segundo a Associação, as casas transacionadas em resultado de execuções hipotecárias apresentam preços 18% inferiores ao valor de mercado. Var. Mensal Var. Homól. Dez Nov Dez Nov Dez Vendas 4.82 4.87 -5.9 1.0 -2.8 -0.6 Stocks nsa 2.05 1.86 -2.8 -9.3 3.0 1.6 Stocks sa Stocks /Vendas (meses) 2.11 2.07 0.4 -1.8 3.0 1.9 5.1 4.6 5.3 5.1 Preço Médio sa 243.6 246.8 -0.6 1.3 6.9 7.0 Preço Mediano 195.5 198 -1.0 1.3 9.0 9.9 EUA - Vendas de Casas Usadas e Contratos Assinados Un: Índice 7.5 Un: 10^6 150 :1 2 20 13 20 12 20 11 20 10 20 09 20 08 20 07 20 06 20 05 20 04 20 03 Vendas de Casas (esc. esq.) :1 2 60 :1 2 70 3.0 :1 2 80 3.5 :1 2 90 4.0 :1 2 100 4.5 :1 2 110 5.0 :1 2 120 5.5 :1 2 130 6.0 :1 2 140 6.5 :1 2 7.0 Contratos Assinados (esc. dir.) EUA - Stocks de Casas Usadas para Venda 4.0 Un: 10^6 3.6 3.2 2.8 2.4 2.0 1.6 0: 20 12 01 : 20 12 02 : 20 12 03 : 20 12 04 : 20 12 05 : 20 12 06 : 20 12 07 : 20 12 08 : 20 12 09 : 20 12 10 : 20 12 11 : 20 12 12 : 20 12 13 :1 2 Do lado da procura, a NAR vinha anteriormente a referir que as vendas de casas se tinham alastrado cada vez mais aos proprietários habitantes e não apenas a investidores, sendo visível um crescente interesse por parte de todos os potenciais compradores, numa recuperação que se estava a observar em linha com todos os fundamentos subjacentes: uma recuperação da formação de famílias, taxas de juro em níveis historicamente baixos. No entanto, a NAR também vinha a referir que a erosão do poder de compra das famílias tem condicionado as vendas de casas, nomeadamente o facto de as taxas de juro estarem agora superiores ao que eram há um ano atrás. As taxas de juro de referência a 30 anos da Freddie Mac estão longe dos mínimos históricos observados em nov-12 e em dez-12, que resultaram das então novas medidas de estímulo da Fed que visavam justamente diminuir estas taxas de juro, sendo que as expetativas de gradual remoção dessas medidas (como veio a acontecer na reunião de 18-dez) espoletaram uma subida das taxas de juro de longo prazo nos EUA durante o verão, ainda que o facto de em setembro a Fed não ter iniciado a remoção de estímulos tenha provocado uma descida das taxas em outubro, mas voltando a subir em novembro. Efetivamente, segundo dados da Freddie Mac, a taxa de juro média a 30 anos para o crédito hipotecário subiu de 4.26% em novembro, para 4.46% em dezembro, igualando os 4.46% de setembro, quando atingiram um máximo desde jul-11 (4.55%), permanecendo naturalmente acima dos 3.35% observados em dez-12. Valor Nov 20 0 Apesar de continuarem acima dos níveis médios observados durante os 18 meses da última recessão (4.07 milhões), as vendas permaneceram a uma larga distância dos mais de 7 milhões de habitações vendidas no ano dourado do setor (2005) e 17.3% abaixo da média de 1999-2007. De resto, como reconhece o próprio NAR, mantêm-se “restrições na oferta”, com o stock de casas usadas para venda a continuar bem abaixo do período pré-crise no imobiliário, limitando as oportunidades de compra e pressionando os preços dos imóveis em muitos mercados, se bem que a subida dos preços resulte também de menos casas em dificuldades no mix de vendas. As vendas apresentaram uma subida de 0.6% face a igual período do ano anterior, depois de no mês anterior terem observado a única queda dos últimos 30 meses. EUA – Vendas de Casas Usadas Stocks de Casas Usadas para Venda Média 1999-2012 Média 1999-2006 EUA - Racio Stocks/Vendas Casas Usadas vs Preços 3 Un: meses 25 4 20 5 15 6 10 7 5 8 0 9 -5 10 -10 11 -15 12 -20 20 00 : 20 12 01 : 20 12 02 : 20 12 03 : 20 12 04 : 20 12 05 : 20 12 06 : 20 12 07 : 20 12 08 : 20 12 09 : 20 12 10 : 20 12 11 : 20 12 12 : 20 12 13 :1 2 O número de vendas de casas usadas, publicado pela Associação Nacional de Agentes Imobiliários (NAR), subiu em dezembro 1.0%, para um valor anualizado de 4.87 milhões de casas, ficando abaixo das expetativas do mercado (consenso: 4.93 milhões), em grande medida porque o ponto de partida do mês anterior foi revisto em baixa, de 4.90 para 4.82 milhões. Esta subida segue-se a 3 quedas consecutivas (-5.9% em novembro), sendo que antes daquele ciclo de quedas as vendas tinham atingido o 2º nível mais elevado desde mar-07, encontrando-se agora 41.2% acima do mínimo de ciclo observado em meados de 2010 e no valor mais baixo desde dez-12. No ano de 2012 as vendas tinham aumentado 9.4% face a 2011, ao maior ritmo desde 2004, enquanto em 2013 registou-se uma subida de 9.1% para 5.09 milhões, atingindo nível mais elevado desde 2006, quando foram vendidas umas insustentáveis 6.48 milhões de casas, no final do boom imobiliário. Para 2014, a NAR prevê uma marginal subida para 5.110, seguida de um acréscimo de 3.8% em 2015, considerando que os níveis de 2013 já estão praticamente em linha com os padrões normais face à população dos EUA. Racio Stocks/Vendas Casas Usadas (esc. invertida) Preços - Case/Shiller 20 cidades - var. hom. (esc. dir.) Neste contexto, os ainda baixos níveis dos preços e as dificuldades em fechar negócio constituem um desincentivo para quem coloca a casa à venda. Além disso, a própria recuperação das vendas que se vinha a observar anteriormente foi contribuindo para que o stock de casas usadas para venda apresentasse uma trajetória descendente de janeiro de 2011 a janeiro de 2013, mês em que atingiram mínimos desde jan-01. A partir de fevereiro de 2013, iniciou-se uma tendência de subida (ainda que em dezembro tenha caído 1.8% de acordo com os nossos dados ajustados de sazonalidade), mas encontrandose abaixo da média 1999-2013, o que significa que se têm verificado também progressos no sentido do alinhamento dos stocks com as vendas. É verdade que esta média está empolada pelos anormais níveis de stocks registados após o rebentamento da bolha imobiliária, mas é de salientar que os stocks já se encontram também abaixo da média de 1999/2006. Assim, os atuais níveis de stocks revelam-se compatíveis com crescimentos dos preços, o mesmo acontecendo (desde ago-12) com os próprios níveis de vendas e (pelo 25º mês consecutivo) com o rácio de existências sobre vendas (que desceu de 5.1 para 4.6 meses). A própria NAR referia na primavera de 2012 que tem havido um maior equilíbrio entre a oferta e a procura, considerando que quando os mercados estão em equilíbrio normalmente os preços sobem um a dois p.p. acima da taxa de inflação, mas as execuções hipotecárias e as vendas a descoberto (que no conjunto são as chamadas distressed sales) estão a atrasar a recuperação dos preços. Em todo o caso, são de realçar os progressos que têm vindo a ser registados neste domínio e que, como referido, estão também na origem das subidas nos preços das transações: de acordo com a NAR, as distressed sales representaram 14% das vendas em dezembro, o mesmo que no mês anterior e após 12% em agosto, que são um mínimo desde que estes dados mensais começaram a ser recolhidos em out-08. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 8 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Indicadores Avançados O indicador avançado da Conference Board (LEI) subiu 0.1% em dezembro, menos do que o esperado (consenso: +0.2%), mas tendo o crescimento do mês anterior sido revisto em alta de 0.8% para 1.0%, atingindo um novo nível mais elevado desde fev-08. Un: % Previsão - 1Q14 YoY:3.4/QoQ Anz:4.5 6 Q1 4: 20 1 2: 20 1 0: 20 1 8: 20 0 6: 20 0 4: 20 0 2: 20 0 0: 20 0 8: 19 9 6: 4: 19 9 Q1 -12 Q1 -10 -10 Q1 -8 -8 Q1 -6 -6 Q1 -4 -4 Q1 -2 -2 Q1 0 0 Q1 2 2 Q1 4 4 Q1 6 19 9 Dos 10 indicadores utilizados na construção do LEI, 5 apresentaram contributos positivos, 4 tiveram contributos negativos e 1 teve um contributo nulo, sendo de referir que a soma dos diversos contributos seria de 0.17%. Pela 2ª vez em 6 meses o contributo positivo da inclinação da curva de rendimentos superou a variação total do LEI, enquanto, no seu conjunto, os indicadores da esfera real da economia apresentaram um contributo negativo, devido em grande medida ao contributo dos novos pedidos de subsídio de desemprego (-0.34 p.p.), que terá estado enviesados positivamente em novembro e negativamente em dezembro, em virtude das dificuldades de ajustamento sazonal nas semanas adjacentes ao feriado de Acão de Graças. Em todo o caso, os demais indicadores da esfera real tiveram um contributo nulo, destacando-se pela positiva o proveniente da componente de novas encomendas do ISM Manufacturing (+0.18 p.p.) e pela negativa o que veio das licenças de construção (-0.05 p.p.). É importante que o LEI não seja apenas suportado pela inclinação da curva de rendimentos, porquanto esta variável tem evidenciado uma evolução relativamente desfasada da realidade económica e resulta, sobretudo, da política monetária levada a cabo pela Fed (à semelhança do que sucedia com o anterior indicador de oferta real de moeda, que na revisão anual de jan-11 foi substituído por um indicador compósito, calculado pela própria Conference Board, que agrega medidas da curva de rendimentos, swaps de taxa de juro e de restritividade dos critérios de concessão de crédito). Em dezembro, fazendo o exercício académico de excluir esta componente, o LEI teria descido 0.14%, sendo ainda suportado pelo contributo positivo do índice de crédito (+0.16 p.p.) e do índice de ações (+0.05 p.p.). EUA - PIB (QoQ) Anualized vs Conference Board LEI Un: % 8 PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Leading Indicator - 1 Lag (Quarterly Average grow) (esc. dir.) Para o 1ºT2014, de acordo com os nossos cálculos, o LEI sinaliza um crescimento anualizado de 4.5%, um valor superior aos 4.1% que sinalizava para o 4ºT2013, valores que, para ambos os trimestres, são manifestamente excessivos, dado a atividade ter estado ainda condicionada pelos efeitos dos cortes na despesa pública (embora menos do que na 1ª metade de 2013), bem como, no 4ºT2013, pela paralisação de muitos serviços públicos em outubro e pelo aumento da incerteza em resultado da possibilidade dos EUA entrarem em incumprimento, em resultado da impossibilidade de emitirem dívida, caso não houvesse acordo para o aumento do limite da dívida. Em dezembro houve um acordo orçamental entre Democratas e Republicanos, pelo que se espera uma melhoria da confiança dos agentes económicos e um crescimento da economia no 1ºT2014 relativamente em linha com o estimado para o 4ºT2013, em que apontamos um crescimento entre 2.5% e 3.5%. Até porque se espera que o contexto internacional seja cada vez menos adverso, nomeadamente com o crescimento na Zona Euro e na Ásia a acelerar. Importa ter em mente que o objetivo do LEI é o de detetar inversões no ciclo e não o de prever o crescimento, sendo que acompanharam as indicações dadas por outros indicadores, que apontam para algum recrudescimento do ímpeto de crescimento económico. Indicadores Coincidentes O indicador coincidente (CEI) da Conference Board registou uma subida de 0.2% em dezembro, em desaceleração face ao ritmo de crescimento registado em novembro (+0.4%). Excluindo a recente volatilidade relacionada com a componente de rendimento, o indicador manteve a tendência ascendente que vem a descrever desde o início do corrente ciclo económico, em jul-09, atingindo agora finalmente um nível máximo histórico; embora, em termos de PIB, o máximo histórico já tenha sido atingido no 4ºT2011, estando este enorme desfasamento temporal associado, sobretudo, ao ritmo manifestamente lento de recuperação do emprego perdido durante a Grande Recessão. O ritmo de crescimento médio dos 3 últimos meses foi de 0.2%, em linha com a taxa de crescimento médio do corrente ciclo económico (+0.2%). Em termos homólogos, a taxa de crescimento do CEI desacelerou de 2.1% para 1.3%. Un: % Un: % Previsão - 4Q13 YoY:2.9/QoQ Anz:3.8 1.5 :Q 4 13 20 11 20 09 20 07 20 05 20 03 20 01 20 99 19 97 19 95 19 93 :Q 4 -3.0 :Q 4 -2.5 -10 :Q 4 -2.0 -8 :Q 4 -1.5 -6 :Q 4 -1.0 -4 :Q 4 -0.5 -2 :Q 4 0.0 0 :Q 4 0.5 2 :Q 4 1.0 4 :Q 4 6 19 O acréscimo mensal do CEI resultou da evolução positiva nos 4 indicadores utilizados na sua construção, com a produção industrial a evidenciar a maior desaceleração, mas a apresentar, ainda assim, o 2º maior contributo para o crescimento (de +0.04 p.p. vs +0.15 p.p. no mês anterior), continuando a apresentar-se como a variável que ao longo deste ciclo mais tem contribuído para o crescimento do CEI. O emprego não-agrícola viu a sua contribuição desacelerar de 0.09 p.p. para 0.03 p.p., enquanto o contributo das vendas no comércio e indústria permaneceu em 0.03 p.p.. O contributo do rendimento das famílias foi de 0.05 p.p., igualmente o mesmo do que no mês anterior, um resultado que parece um pouco mais favorável do que o sugerido pelo relatório do emprego de dezembro (este indicador é uma estimativa da Conference Board). Em dez-12, o rendimento esteve empolado por alguns efeitos não repetíveis, nomeadamente, a distribuição de dividendos e de bónus que normalmente ocorrem em janeiro e que foram antecipados devido aos aumentos de impostos e de contribuições para a segurança social que tiveram lugar no dia 1 de janeiro. Neste sentido, desde então tem-se observado uma elevada volatilidade do indicador, que em janeiro apresentou um registo muito negativo, sendo que este registo de março também terá refletido a antecipação de dividendos de março para dezembro do ano passado. EUA - PIB (QoQ) Anualized vs Coincident Indicator 8 PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.) Coincident Indicator - Quarterly Average (esc.dir.) Em termos trimestrais, o CEI sinaliza um crescimento anualizado do PIB de 3.8% no 4ºT2013, depois de o PIB ter avançado 4.1% no 3ºT2013. No entanto, para o 4ºT2013, estimamos que o PIB tenha crescido apenas entre 2.5% e 3.5%. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 9 Comentário Semanal de Economia e de Mercados DPEC - Departamento de Estudos 0 -1 -2 -3 -4 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 -5 Índice de Atividade Média Móvel 3 meses EUA – Índice nacional de atividade (CFNAI) Nível Diferença Nov Dez Nov Dez CFNAI 0.69 0.16 0.57 -0.53 CFNAI - mm3m 0.36 0.33 0.16 -0.03 PIB - previsão 4.9 PIB - prev. mm3m 3.4 1.6 -1.5 3.9 3.8 0.4 -0.1 Produção e Rendimento 0.36 0.14 0.20 -0.22 Emprego 0.35 0.10 0.37 -0.24 C onsumo e Habitação Vendas, Encom. e Stocks -0.07 -0.15 0.05 -0.08 0.06 0.06 -0.04 0.01 Produção e Rendimento mm3m 0.24 0.22 0.03 -0.02 Emprego mm3m 0.14 0.14 0.09 C onsumo e Habitação mm3m -0.12 -0.11 0.03 0.01 Vendas, Encom. e Stocks mm3m 0.10 0.07 0.01 -0.03 0.01 EUA - PIB (QoQ) Anualized vs CFNAI 8 Un: % Un: % Previsão - 4Q13 YoY:2.9/QoQ Anz:3.8 3 3: Q 4 20 1 20 1 20 0 20 0 20 0 20 0 20 0 19 9 19 9 1: Q 4 -6 9: Q 4 -5 -10 7: Q 4 -4 -8 5: Q 4 -3 -6 3: Q 4 -2 -4 1: Q 4 -1 -2 9: Q 4 0 0 7: Q 4 1 2 5: Q 4 2 4 3: Q 4 6 19 9 Ao nível das componentes do CFNAI – continuando aqui a analisar a mm3m – observaram duas subidas e duas descidas. A componente de produção & rendimento desceu após 6 subidas consecutivas, mas sendo a que se encontra mais intensamente acima da média de longo prazo. Em dezembro, a produção industrial subiu para novos máximos históricos, o mesmo sucedendo com a produção da indústria transformadora, neste caso para máximos desde mai-08, tendo o ISM Manufacturing observado uma desaceleração, ao passo que do lado dos rendimentos do trabalho terá havido um abrandamento, devido ao menor ritmo de criação de emprego. A componente de emprego continuou a subir, mas a um menor ritmo, permanecendo ligeiramente acima da média de longo prazo, tendo nos últimos meses deixado de ser penalizada pela anterior descida do emprego na indústria (tendência invertida em julho, após 4 meses de quedas), sendo que a medida retirada do inquérito aos trabalhadores (emprego não-agrícola) desacelerou em dezembro. No inquérito às famílias, a taxa de desemprego em dezembro evidenciou uma descida superior ao esperado, de 7.0% para 6.7%, para mínimos desde out-08, com este comportamento a estar associado, segundo este inquérito, a uma ligeira subida no emprego e a uma forte queda do desemprego, que se refletiu num decréscimo da população ativa. Já a média mensal dos novos pedidos de subsídio de desemprego subiu em dezembro, aliviando de mínimos desde setembro, mês em que tinha caído para mínimos desde o final de 2006. A medida mais lata da taxa de desemprego, a chamada U-6, manteve-se em 13.1%, num mínimo desde nov-08. A duração média do desemprego permaneceu em 37.1 semanas, um máximo desde dez-12. A componente de consumo & habitação é a que mais distante se encontra da respetiva média de longo prazo, permanecendo, de resto, aquém desse valor já pelo 82º mês consecutivo; todavia aliviou pelo 4º mês consecutivo ligeiramente de mínimos desde nov-12, essencialmente penalizada pela parte de habitação, reaproximando-se do máximo desde jun-08 observado em abril, beneficiando, no último ano, da tendência de subida do número de fogos iniciados, que segundo a Fed começaram a sair de “níveis depressivos” a partir do final de 2012. A componente de vendas, encomendas & stocks abrandou, mas encontra-se acima da média histórica pelo 4º mês consecutivo. EUA - Chicago Fed National Activity Index (CFNAI) 1 Un: Índice (Score) 19 9 O índice nacional de atividade (CFNAI), um indicador coincidente constituído por 85 indicadores económicos mensais e publicado pela Reserva Federal de Chicago, desceu em dezembro, de 0.69 (valor revisto em alta dos anteriores +0.60 pontos) para 0.16 pontos, sinalizando um crescimento mensal anualizado do PIB de 3.4%, que é inferior ao do mês anterior (+4.9%), mas pelo 5º mês consecutivo superior à sua média de longo prazo (+2.9%, desde 1967, o ano de início do CFNAI). Tratou-se de um abrandamento relativamente em linha com o observado no indicador coincidente da conference board – cujo crescimento desacelerou de 0.4% para 0.2% em dezembro. Importa ter em mente que o CFNAI é bastante errático, daí ser útil analisar a sua média móvel de três meses (mm3m), uma medida menos volátil, que desceu pela 1ª vez em 5 meses, mas apenas marginalmente, ficando acima da média histórica pelo 4º mês consecutivo, sugerindo uma expansão (anualizada) do PIB de 3.8% no trimestre terminado em dezembro (isto é no 4ºT2013), depois de para o trimestre terminado em novembro ter sugerido um crescimento de 3.9% e de para o 3ºT2013 ter sinalizado um crescimento de 2.8%, aquém do efetivamente observado (+4.1%). No 4ºT2013, estimamos que o PIB tenha crescido entre 2.5% e 3.5%. A atividade terá continuado condicionada pelos efeitos dos cortes na despesa pública, todavia, e tal como sucedeu no 3ºT2013, já não tão intensamente. Por outro lado, perante um contexto internacional que se terá apresentado cada vez menos adverso, estima-se um contributo das exportações líquidas superior ao do 3ºT2013. Do lado do investimento em capital fixo, as indicações são mistas, mas consistentes com uma ligeira aceleração. O investimento em construção residencial deverá ter continuado a crescer acima dos 2 dígitos e em aceleração, mas a construção não residencial deverá ter abrandado. Já o investimento em equipamentos terá regressado ao crescimento no 4ºT2013, após a pontual estabilização do 3ºT2013. Por sua vez, o consumo privado terá acelerado para um crescimento de perto de 4.0%. O principal responsável pelo abrandamento do PIB terá sido o contributo da variação de existências, que deverá reduzir-se significativamente, passando inclusivamente a ser ligeiramente negativo, não só porque no 3ºT2013 terão crescido acima do desejado pelos empresários, mas também pelo facto de, entre o final do 3ºT2013 e o início do 4ºT2013, as expectativas dos consumidores e empresários terem sido condicionadas pela incerteza relativamente à aprovação do orçamento federal de 2013/14 e à possibilidade do país atingir o nível de endividamento máximo legal (as negociações entre Democratas e Republicanos acabaram por se alastrar até dia 16 de outubro, pelo que de 1 a 16 de outubro parte dos serviços públicos estiveram encerrados). PIB - QoQ Anualiz. (esc. esq.) CFNAI - Quarterly Average (esc.dir.) 27 de janeiro de 2014 10 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Imobiliário – Preços DPEC - Departamento de Estudos 190 180 170 160 150 140 130 S&P/Case-Shiller - 20 áreas metropolitanas FHFA - Nacional mm3m US Houses Prices (Equilibrium=0) 40 30 20 10 0 -10 2013:10 2011:10 2009:10 2007:10 2005:10 2003:10 2001:10 1999:10 1997:10 1995:10 1993:10 1991:10 1989:10 1987:10 1985:10 1983:10 1981:10 -20 1979:10 Os preços das casas tinham vindo a ser pressionados pelo fraco nível de vendas, mas que desde ago-12 passou a ser historicamente compatível com subidas dos preços. De resto, quando comparado com o stock de casas usadas (rácio de existências sobre vendas), este já se revelava em dezembro compatível, pelo 25º mês consecutivo, com crescimentos nos preços, que só não se consubstanciam em maiores subidas devido às execuções hipotecárias e às vendas a descoberto (que no conjunto são as chamadas distressed sales). As execuções hipotecárias (embora aqui também se observe um desagravamento) continuam efetivamente a apresentar um contributo decisivo para que os preços das casas permaneçam abaixo do seu valor de equilíbrio de longo-prazo – neste momento, e apesar das recentes recuperações, em cerca de 5% a 10%, a avaliar pelo modelo de longo-prazo desenvolvido pelo Montepio para o mercado imobiliário norte-americano, com base no índice S&P/Case-Shiller. 200 1977:10 Em termos homólogos, o indicador da FHFA apresentou um crescimento de 7.6%, o 22º consecutivo, após ter estado em queda ininterrupta desde o verão de 2007, período que correspondeu ao agravamento da crise do segmento de crédito imobiliário de risco (subprime), estando assim 8.9% abaixo dos máximos de abr-07 e num nível aproximado ao observado no início de 2005. A leitura do FHFA é limitada pelo universo que abrange, cingindo-se aos preços das casas compradas com base em títulos garantidos por créditos hipotecários emitidos pelas agências Fannie Mae e Freddie Mac. Esta realidade, aliada ao facto de a bolha imobiliária ter sido mais intensa nas maiores áreas metropolitanas, justifica o porquê de o índice S&P/Case-Shiller se encontrar no mês de outubro ainda 20.7% abaixo do máximo histórico. Un: Índice (Jan.2000=100) 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 Sem uma estancagem no movimento de quedas nos preços das casas, o imobiliário nunca poderia iniciar uma recuperação sustentável, na medida em que as expectativas deflacionistas contribuem para o adiamento das decisões de compra de casas, o que alimenta as quedas nos preços. EUA - Preço das Casas 210 1975:10 O índice nacional de preços de casas (HPI) da Agência Federal de Financiamento da Habitação (FHFA) avançou 0.1% em novembro, pela 22ª vez consecutiva e renovando máximos desde jun-08. A média móvel de 3 meses – a forma como é calculado o índice S&P/Case-Shiller – registou um crescimento de 0.2%, o 25º consecutivo, tendo os preços atingido máximos desde jun-08. As recentes subidas dos índices S&P/Case-Shiller – em outubro expandiu 1.1%, pelo 21º mês consecutivo – e FHFA (que tem vindo a recuperar dos mínimos desde dez-2003 observados em mai11) podem ser entendidas como um sinal de gradual recuperação do imobiliário americano. 27 de janeiro de 2014 11 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Começando precisamente por estes dados ainda relativos ao 4ºT2013, a leitura de novembro da balança corrente revelou um excedente de 23.5 mil milhões de euros (mM€), melhorando face ao excedente de 22.2 mM€ do mês anterior. Tratou-se da 2ª melhoria consecutiva de saldo e da 3ª dos últimos 4 meses, com a balança corrente a renovar níveis máximos históricos (série iniciada em 1997). Observaram-se movimentos distintos entre as diversas balanças, mas globalmente favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com a subida do excedente da balança de bens a mais do que contrariar a ligeira redução do excedente da balança de serviços. Em termos trimestrais (ainda com o registo de dezembro em falta), os dados das balanças de bens e serviços evidenciam um contributo positivo das exportações líquidas para o comportamento em cadeia do PIB nominal no 4ºT2013, e refletindo contributos favoráveis tanto ao nível dos bens, como dos serviços, um resultado que deverá ser confirmado com os dados de dezembro, quando medido em termos reais, apontando-se para um contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB no trimestre (-0.4 p.p. no 3ºT2013). Passando agora para os dados já referentes ao 1ºT2014, e começando a análise aos dados conhecidos pelo lado da procura, a leitura preliminar de janeiro da confiança dos consumidores da CE revelou uma subida de -13.5 para -11.7 pontos, superando o acréscimo aguardado pelo mercado e evidenciando assim a 13ª subida dos últimos 14 meses, aliviando neste período de níveis mínimos desde mai-09, para máximos desde jul-11 e tendo passado a estar acima da mediana histórica de -12.6 pontos, não obstante permanecer ainda algo condicionada pelos receios dos consumidores relativamente ao impacto da crise do euro nas suas economias, como nas suas próprias situações financeiras. Em termos trimestrais, o indicador de confiança dos consumidores apresenta no 1ºT2014 (-11.7 pontos) um DPEC - Departamento de Estudos Do lado da oferta, o destaque vai, como referido acima, para a leitura preliminar de janeiro do principal indicador qualitativo de atividade para a região, o PMI compósito, compreendendo informação referente aos setores dos serviços e da indústria transformadora, que deu conta de uma subida de 52.1 para 53.2 pontos, superando ligeiramente as expetativas do mercado, pelo 2º mês consecutivo e depois de 2 meses a desiludir. O indicador cresceu, assim, pelo 2º mês consecutivo, depois de duas quedas, confirmando a retoma no mês anterior da série de 6 melhorias e ascendendo a um máximo desde jun-11, com o PMI a manter-se acima do limiar da expansão dos 50 pontos pelo 7º mês consecutivo, depois de 17 meses a evidenciar decréscimos da atividade no setor privado. Esta melhoria do PMI compósito esteve associada a subidas tanto do indicador da indústria, como do referente aos serviços, este último depois de ter sido o único responsável pelas quedas do índice geral nos meses de outubro e novembro. Zona Euro - PIB (QoQ) vs PMI Composite 1.5 Un: % Previsão - 1Q14 YoY:1/QoQ:0.4 Un: Indic e 68 1.0 64 0.5 60 0.0 56 -0.5 52 -1.0 48 -1.5 44 -2.0 40 -2.5 36 -3.0 32 Q 1 20 05 :Q 1 20 06 :Q 1 20 07 :Q 1 20 08 :Q 1 20 09 :Q 1 20 10 :Q 1 20 11 :Q 1 20 12 :Q 1 20 13 : 20 Q1 14 :Q 1 A semana passada ficou marcada, em termos de divulgação de indicadores económicos para a região, pelas primeiras leituras para o 1ºT2014 de alguns dos principais indicadores qualitativos de atividade para a região – v.g., indicador de confiança dos consumidores da Comissão Europeia (CE) e índices PMI Manufacturing e Services. Dados esses que revelaram leituras favoráveis e acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a melhoria do ritmo de recuperação da economia da Zona Euro neste 1ºT2014 e mostrando-se consistentes com o nosso cenário de um crescimento em cadeia do PIB de 0.3%, em aceleração face ao acréscimo de 0.2% que continuamos a estimar para o 4ºT2013. Ainda relativamente ao último trimestre de 2013, destaque para a leitura de novembro da balança corrente, que também melhorou, refletindo um comportamento tendencialmente favorável das diversas balanças, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com a melhoria de excedente da balança de bens a superar a ligeira diminuição no da de serviços, com estes dados a virem reforçar as nossas estimativas de um contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB nesse trimestre. valor superior ao observado no 4ºT2013 (-14.5 pontos) e no 3ºT2013 (-16.0 pontos), revelando-se empiricamente consistente com subidas no consumo privado e continuando, assim, a dar boas indicações para uma gradual aceleração daquele agregado. Para o 4ºT2013 o nosso indicador compósito para o consumo privado aponta para um crescimento em cadeia de 0.2%, ligeiramente superior ao do 3ºT2013 (+0.1%), confirmando o regresso aos crescimentos observado no 2ºT2013 (após ter-se encontrado a contrair desde o 4ºT2011), devendo ter sido impulsionado essencialmente pelo consumo de serviços e pelas vendas de automóveis, não obstante as vendas a retalho poderem evidenciar igualmente um ligeiro contributo positivo. 20 04 : Zona Euro – Principais indicador qualitativos de atividade para a região com bom arranque de ano, sustentando o cenário de aceleração da retoma… PIB - QoQ (esc. esq.) PMI Composite (Quarterly Average) (esc. dir.) Em termos trimestrais, o PMI compósito encontra-se a sinalizar acréscimos em cadeia da atividade económica de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.4% no 1ºT2014, sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, não obstante para o atual trimestre se prever, para já, para uma subida ligeiramente mais modesta (+0.3%). Já para o 4ºT2013, continuamos, como referido, a estimar um acréscimo de 0.2%, depois de a economia ter crescido 0.1% no 3ºT2013, em desaceleração face aos 0.3% do 2ºT2013, mas confirmando a saída da recessão técnica em que se encontrava desde o 4ºT2011. 27 de janeiro de 2014 12 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… na Zona Euro Confiança na Indústria e nos Serviços …. DPEC - Departamento de Estudos 44 40 36 PMI Manufacturing PMI Compósito 4: 01 3: 01 20 1 2: 01 20 1 1: 01 20 1 0: 01 20 1 9: 01 20 1 8: 01 20 0 7: 01 20 0 6: 01 20 0 5: 01 20 0 20 0 20 0 4: 01 32 PMI Services Zona Euro - Indicadores PMI Valor Un: Índice Variação Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 C ompósito 52.1 53.2 0.4 1.1 Manufacturing 52.7 53.9 1.1 1.2 54.9 56.7 1.8 1.8 Services Alemanha - Manufacturing 51.0 51.9 -0.2 0.9 54.3 56.3 1.6 2.0 Alemanha - Services 53.5 53.6 -2.2 0.1 França - Manufacturing 47.0 48.8 -1.4 1.8 França - Services 47.8 48.6 -0.2 0.8 Manufacturing - Production N o t a : O P M I Co mpó sito é o btido através da média po nderada da co mpo nente de P ro dução do P M I M anufacturing e do P M I Services. Zona Euro - PIB (QoQ) vs PMI Composite Previsão - 1Q14 YoY:1/QoQ:0.4 Un: % 1.5 Un: Indic e 68 Q 20 1 Q 2: 1: 20 1 Q 0: 20 1 Q 9: 20 1 Q 8: 20 0 Q 7: 20 0 Q 20 0 6: Q 5: 20 0 Q 20 0 4: 3 20 :Q1 14 :Q 1 32 1 36 -3.0 1 40 -2.5 1 44 -2.0 1 48 -1.5 1 52 -1.0 1 56 -0.5 1 60 0.0 1 64 0.5 1 1.0 PIB - QoQ (esc. esq.) PMI Composite (Quarterly Average) (esc. dir.) Zona Euro - PIB 1.0 Un: % Previsão 0.5 0.0 -0.5 -1.0 -1.5 -2.0 -2.5 Q 4 5: Q 4 4: 20 1 20 1 Q 4 20 1 3: Q 4 20 1 2: Q 4 1: Q 4 20 1 20 1 0: Q 4 20 0 9: Q 4 -3.0 8: Relativamente aos preços, continua a denotar-se poucas pressões inflacionistas, com os preços dos inputs a evidenciarem a 8ª subida consecutiva e em ligeira aceleração, mas permanecendo a crescer a um ritmo relativamente baixo. Por sua vez, os preços dos outputs continuaram em queda (situação que perdura desde à dois anos e meio), embora ao menor ritmo desde mai-12. 48 20 0 Os registos de dezembro para o PMI compósito continuaram a dar conta de divergências geográficas entre as economias da Zona Euro, com a Alemanha a destacar-se pela positiva. A Alemanha registou o 9º crescimento consecutivo e em aceleração (está agora 5.9 pontos acima do limiar de expansão), ascendendo a máximos desde jun-11, enquanto em França se voltou a observar uma contração, pelo 3º mês consecutivo, embora em desagravamento. Nos restantes países da Zona Euro, a atividade cresceu pela 6ª vez (consecutiva) e em aceleração. 52 20 0 Relativamente às restantes componentes, as novas encomendas no setor privado contabilizaram o 6º mês consecutivo de crescimentos (após 2 anos em contração) e ao maior ritmo desde jun-11, pese embora ao mesmo ritmo do mês anterior, passando a evoluir de uma forma ligeiramente inferior à atividade, sinalizando uma ligeira desaceleração do ritmo de crescimento da atividade nos próximos meses. Refletindo a aceleração da atividade, o emprego deixou de contrair, mas não indo além da estabilização, depois de 24 meses em queda, com as empresas a continuarem receosas quanto à necessidade de aumentar a capacidade produtiva, num contexto de fracos crescimentos da procura, num mês em que as encomendas em carteira continuaram em queda ligeira (depois de em setembro terem observado o único mês sem contrair desde jun-11), sugerindo que a atual força laboral é, em termos médios, suficiente para dar conta da atividade necessária. 56 Q 4 Voltando aos dados de janeiro dos indicadores PMI, esta melhoria do PMI compósito esteve associada a subidas tanto do indicador da indústria, como do referente aos serviços, este último regressando às subidas depois de ter sido o único responsável pelas quedas do índice geral nos meses de outubro e novembro. Com efeito, a componente de produção do PMI Manufacturing avançou 1.8 pontos, para 56.7 pontos, contabilizando a 4ª subida consecutiva e a 8ª em 9 meses, sinalizando uma expansão da atividade industrial pelo 7º mês e ao maior ritmo desde abr-11, depois de uma série de 16 meses a sugerir quedas da atividade. Por sua vez, a componente de atividade do PMI Services passou de 51.0 para 51.9 pontos, subindo pela 1ª vez nos últimos 4 meses, permanecendo pelo 6º mês consecutivo em terreno positivo (depois de 18 meses no vermelho), embora sugerindo um crescimento da atividade a um ritmo ainda modesto e abaixo do evidenciado pela indústria. 60 7: Em termos trimestrais, o PMI compósito encontra-se a sinalizar acréscimos em cadeia da atividade económica de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.4% no 1ºT2014, sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, não obstante para o atual trimestre se prever, para já, para uma subida ligeiramente mais modesta (+0.3%). Já para o 4ºT2013, o nosso indicador compósito para o PIB aponta igualmente para um acréscimo de 0.2%, depois de a economia ter crescido 0.1% no 3ºT2013, em desaceleração face aos 0.3% do 2ºT2013, mas confirmando a saída da recessão técnica em que se encontrava desde o 4ºT2011. Espera-se que no 4ºT2013 a região tenha continuado a ser essencialmente impulsionada pela Alemanha (prevemos +0.4% vs +0.3% no 3ºT2013). Não obstante, prevê-se para este trimestre também crescimentos nas restantes 3 maiores economias da região (+0.1% em França, +0.1% para Itália e +0.3% Espanha). Em termos anuais, apontamos para uma queda da atividade da região em 2013 de 0.4%, um cenário em linha com as contrações perspetivadas pela OCDE (19-nov), pela Comissão Europeia (5-nov), pelo FMI (21-jan) e pelo BCE (5-dez). Zona Euro - Índices PMI 64 Un: Índice Difusão 20 0 A leitura preliminar de janeiro do indicador PMI compósito, que engloba a atividade da indústria e dos serviços da Zona Euro, deu conta de uma ligeira subida, de 52.1 para 53.2 pontos, superando ligeiramente as expetativas do mercado (consenso: 52.5 pontos) pelo 2º mês consecutivo, depois de 2 meses a desiludir. O indicador cresceu, assim, pelo 2º mês consecutivo, depois de duas quedas, confirmando a retoma no mês anterior da série de 6 melhorias e ascendendo a um máximo desde jun-11, com o PMI a manter-se acima do limiar da expansão dos 50 pontos pelo 7º mês consecutivo, depois de 17 meses a evidenciar decréscimos da atividade no setor privado. Crescimento Trimestral 27 de janeiro de 2014 13 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Consumo Privado A estimativa preliminar de janeiro da Comissão Europeia (CE) para a confiança dos consumidores veio apontar para uma subida de -13.5 para -11.7 pontos, superando a subida aguardada pelo mercado (consenso: -13.0 pontos) e evidenciando assim a 13ª subida dos últimos 14 meses, aliviando neste período de níveis mínimos desde mai-09, para máximos desde jul-11. 1 1 :0 20 14 1 :0 13 20 :0 20 12 :0 20 11 :0 10 20 :0 09 20 :0 08 20 :0 20 07 :0 20 06 :0 :0 05 04 20 20 1 -2.0 1 -1.5 -45 1 -1.0 -40 1 -0.5 -35 1 0.0 -30 1 0.5 -25 1 1.0 -20 1 1.5 -15 Confiança do Consumidor (esc. esq.) Consumo Privado(YoY) (esc. dir.) Zona Euro - Consumption vs Montepio Consumer Indicator 1.0 Un: % Previsão - 4Q13 YoY:0.3/QoQ:0.2 0.8 0.6 0.4 0.2 0.0 -0.2 -0.4 -0.6 12 20 :Q4 13 :Q 4 4 20 :Q 4 :Q 10 20 11 4 20 09 :Q 4 20 :Q 4 :Q 07 20 08 4 20 :Q 4 :Q 20 06 4 :Q 04 20 20 05 4 -0.8 :Q Em termos trimestrais, o indicador de confiança dos consumidores na Zona Euro apresenta no 1ºT2014 (-11.7 pontos) um valor superior ao observado no 4ºT2013 (-14.5) e nos 3ºT2013 (-16.0 pontos), revelando-se empiricamente consistente com subidas no consumo privado e continuando, assim, a dar boas indicações para uma gradual aceleração daquele agregado. Para o 4ºT2013 o nosso indicador compósito para o consumo privado aponta para um crescimento em cadeia de 0.2%, ligeiramente superior ao do 3ºT2013 (+0.1%), confirmando o regresso aos crescimentos observado no 2ºT2013 (após ter-se encontrado a contrair desde o 4ºT2011), devendo ter sido impulsionado essencialmente pelo consumo de serviços e pelas vendas de automóveis, não obstante as vendas a retalho poderem evidenciar igualmente um ligeiro contributo positivo. 2.0 03 Refira-se que, com esta subida, a confiança dos consumidores passou a estar acima da mediana histórica de -12.6 pontos, não obstante permanecer ainda algo condicionada pelos receios dos consumidores relativamente ao impacto da crise do euro nas suas economias, como nas suas próprias situações financeiras. Note-se ademais que a crise do euro está ainda longe de se encontrar resolvida, com os seus efeitos sobre a atividade económica a deverem perdurar durante muito mais tempo, designadamente entre os países periféricos obrigados a um maior aperto orçamental, continuando inevitavelmente a afetar a confiança dos consumidores. -5 -10 20 Com a taxa de desemprego praticamente em máximos históricos – estabilizou em novembro nos 12.1%, encontrando-se neste nível desde abr-13 e representando níveis máximos históricos desde o início da série (jul-90), permanecendo assim a dar conta de um mercado laboral bastante deteriorado –, a confiança tem vindo a ser suportada essencialmente pelos dados da inflação e os de atividade que têm vindo a ser divulgados a apontarem para que a economia tenha no 4ºT2013 (+0.2%) crescido pelo 3º trimestre consecutivo e em ligeira aceleração (+0.1% no 3ºT2013), após uma recessão que se arrastou entre o 4ºT2011 e o 1ºT2013. Do lado da inflação, existem, como referido, igualmente razões para maior otimismo, com a estimativa rápida para a inflação em dezembro a avançar com uma descida de 0.9% para 0.8%, aproximando-se ao mínimo desde nov-09 atingido em outubro (+0.7%) e permanecendo a evidenciar reduzidas pressões inflacionistas. Note-se, que, apesar dos elevados níveis de desemprego, o facto de actividade começar a descolar tem provocado uma redução das perspectivas de desemprego dos consumidores. Zona Euro - Confiança do Consumidor e Consumo Privado Un: % 0 Un: Índice 2.5 Private Consumption - QoQ (esc. esq.) Montepio Consumer Indicator (Quarterly Average grow) (esc. dir.) Confiança dos Investidores Com efeito, o índice que afere a situação corrente registou uma intensa subida de 8.8 pontos, pelo 2º mês consecutivo, ascendendo a níveis máximos desde mai-12. O índice subiu para 41.2 pontos, superando largamente as expetativas do mercado (consenso: +35.0 pontos) e permanecendo num valor positivo e bastante acima da sua média histórica (-26.5 pontos). Depois do crescimento de 0.3% observado pelo PIB alemão no 3ºT2013, o indicador sinaliza acréscimos de 0.5% para o 4ºT2013 e para o 1ºT2014, valores sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, com o nosso indicador compósito para o PIB alemão a apontar para crescimentos em cadeia de cerca de 0.4% no 4ºT2013 e igualmente de 0.5% no 1ºT2014. A avaliação prospetiva dos investidores quanto à Zona Euro melhorou em janeiro, revelando, assim, pelo 2º mês consecutivo um comportamento mais favorável do que o observado na Alemanha (ambos melhoraram intensamente em dezembro, mas ligeiramente mais na Zona Euro), com o índice de expectativas a registar a 9ª subida consecutiva (+5.0 vs +8.1 pontos no mês anterior), encontrando-se em máximos desde fev-04 e num nível superior ao do índice de expetativas da Alemanha, o que acontece pelo 6º mês consecutivo (mas também pelas únicas vezes em 2013). Com este registo, o indicador permaneceu em terreno positivo pelo 14º mês consecutivo. Por seu lado, a aferição da situação corrente registou também uma forte subida, evidenciando, tal como no caso alemão, a 2ª subida consecutiva após dois meses em queda e mais do que revertendo essas descidas (+6.2 vs +7.2 pontos no mês anterior), ascendendo a níveis máximos desde dez-11. O indicador permaneceu ainda num nível bastante negativo (-48.2 pontos), pelo 30º mês consecutivo e num valor bastante inferior ao alemão, sugerindo ligeiros acréscimos de 0.1% do PIB no 4ºT2013 e no 1ºT2014, depois do crescimento de 0.1% no 3ºT2013, um resultado menos favorável do que o nosso cenário central. Com efeito, o nosso indicador compósito para o PIB da Zona Euro aponta para um crescimento de cerca de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014, com a região a continuar a ser principalmente impulsionada pela superior dinâmica da economia alemã, não obstante perspetivar-se também crescimentos da atividade nas restantes 3 maiores economias da região para estes dois trimestres. DPEC - Departamento de Estudos Zona Euro - Indicadores ZEW Nível Un: Índice Diferença Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 Zona Euro - Situação -54.4 -48.2 7.2 6.2 Zona Euro - Expectativas 68.3 73.3 8.1 5.0 Alemanha - Situação 32.4 41.2 3.7 8.8 Alemanha - Expectativas 62.0 61.7 7.4 -0.3 Zona Euro - PIB (QoQ) vs ZEW Current Situation 2.0 Un: % Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.1 Un: Indic e 100 1.5 80 1.0 60 0.5 40 0.0 20 -0.5 0 -1.0 -20 -1.5 -40 -2.0 -60 -2.5 -80 -3.0 -100 20 04 :Q 1 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 : 20 Q4 13 :Q 4 O índice ZEW (expectativas), que mede a confiança dos investidores institucionais relativamente ao crescimento da Alemanha, desceu ligeiramente em janeiro, de 62.0 para 61.7 pontos, contrariando as expectativas do mercado de uma ligeira subida (consenso: +64.0 pontos). Tratou-se, contudo, apenas da 1ª descida dos últimos 6 meses, com o indicador a aliviar apenas ligeiramente de máximos desde abr-06, apresentando já o seu 14º registo consecutivo em terreno positivo e continuando a evidenciar que os investidores esperam uma melhoria da economia alemã para os próximos 6 meses. O instituto ZEW realça o facto de esta relativa estabilização do índice de expetativas ter vindo acompanhada de uma forte subida do índice de situação corrente, o que segundo o instituto vem confirmar as últimas fortes melhorias das perspetivas dos investidores relativamente à evolução da economia alemã. PIB - QoQ (esc. esq.) ZEW Current Situation (Quarterly Average) (esc. dir.) 27 de janeiro de 2014 14 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Comércio Externo 20 10 0 -10 -20 3: 11 2: 11 20 1 1: 11 20 1 0: 11 20 1 9: 11 20 1 8: 11 20 0 7: 11 20 0 6: 11 20 0 5: 11 20 0 20 0 4: 11 -30 3: 11 Com efeito, segundo estes dados do BCE (que evidenciam algumas diferenças face aos reportados pelo Eurostat), o excedente da balança de bens passou de 16.6 mM€ para 18.6 mM€, subindo pela 3ª vez em 4 meses e ascendendo a níveis máximos históricos. Esta evolução resultou de um acréscimo das exportações (+2.0% vs +0.7% no mês anterior) superior ao das importações (+0.9% vs -1.3% no mês anterior). Com esta subida, as importações passaram a encontrar-se a 4.0% dos máximos históricos de ago-12, enquanto as exportações, que cresceram pela 4ª vez (consecutiva) nos últimos 7 meses, ascenderam a níveis máximos históricos. Por sua vez, o excedente da balança de serviços desceu de 10.1 mM€ para 9.5 mM€, em resultado, neste caso, de um acréscimo das exportações inferior ao das importações (+0.2% vs +1.6%, respetivamente). Note-se que as exportações terão sido nos últimos meses, pelo menos em parte, penalizadas pelo comportamento cambial desfavorável observado desde set-12, com o euro a registar uma apreciação efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE (embora revertendo apenas cerca de 4/5 da depreciação observada entre mai-11 e ago-12). Entretanto, a moeda única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%). 30 20 0 Observaram-se movimentos distintos entre as diversas balanças, mas globalmente favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com a subida do excedente da balança de bens a mais do que contrariar a ligeira redução do excedente da balança de serviços. Zona Euro - Balança Corrente 40 Un: 10^6 € 20 0 A balança corrente, ajustada de sazonalidade e de dias úteis, registou um excedente de 23.5 mil milhões de euros (mM€) em novembro, representando uma melhoria face ao excedente de 22.2 mM€ do mês anterior, que foi ademais revisto em alta dos anteriores 21.8 mM€. Tratou-se da 2ª melhoria consecutiva de saldo e da 3ª dos últimos 4 meses, com a balança corrente a renovar níveis máximos históricos (série iniciada em 1997). Balança Corrente sa Balança Corrente nsa Zona Euro - Balança Corrente Un: 10^9 euro s Valor Var. Mensal Var. Homól. Out Nov Out Nov Out Nov Balança Corrente 22.2 23.5 7.9 1.3 11.1 9.4 Balança Bens 16.6 18.6 3.1 2.0 6.6 8.3 Exportações 162.9 166.2 0.7 2.0 1.1 3.1 Importações 146.3 147.6 -1.3 0.9 -3.2 -2.2 Balança Serviços 10.1 9.5 0.9 -0.6 2.9 2.1 Exportações 54.8 54.9 -3.0 0.2 4.8 4.0 Importações 44.7 45.4 -5.5 1.6 -0.9 0.0 Balança Rendimentos 4.9 5.0 2.8 0.1 1.9 -0.3 Balança Transferências -9.4 -9.5 1.1 -0.1 -0.3 -0.5 N o t a : as variaçõ es mensais e ho mó lo gas das Expo rtaçõ es e das Impo rtaçõ es são apresentadas em termo s percentuais (%), estando as restantes em valo r. A balança de rendimentos e a balança de transferências revelaram um comportamento neutro, com o excedente da primeira a subir ligeiramente de 4.9 mM€ para 5.0 mM€, pela 2ª vez consecutiva, encurtando a distância face aos máximos históricos em junho (mas encontrando-se ainda a 40.5% desse nível), mas com o défice da balança de transferências a desagravar-se no mesmo valor, de 9.4 mM€ para 9.5 mM€, revertendo muito pouco da melhoria do mês anterior, que havia permitido um novo forte alívio do saldo balança de transferências, depois de em jul13 ter mínimos desde o início da série (em 1997). Em termos trimestrais (ainda com o registo de dezembro em falta), os dados das balanças de bens e serviços evidenciam, para já, um contributo positivo das exportações líquidas para o comportamento em cadeia do PIB nominal no 4ºT2013, e refletindo contributos favoráveis tanto ao nível dos bens, como dos serviços. Tratase de um resultado que deverá ser confirmado com os dados de dezembro, quando medido em termos reais, apontando-se para um contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB da Zona Euro no trimestre. Isto depois de no 3ºT2013 as exportações líquidas terem evidenciado um contributo negativo de 0.4 p.p., refletindo um crescimento das exportações (+0.3%) inferior ao das importações (+1.2%), as primeiras renovando níveis máximos históricos, ao passo que as importações aliviando pelo 2º trimestre consecutivo de níveis mínimos desde o 3ºT2010, mas ficando ainda 0.5% abaixo dos níveis máximos históricos atingidos no 3ºT2011. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 15 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Finanças Públicas DPEC - Departamento de Estudos 120 110 100 90 80 70 60 50 20 0 0 20 :Q3 01 20 :Q3 02 20 :Q3 03 20 :Q3 04 20 :Q3 05 20 :Q3 06 20 :Q3 07 20 :Q3 08 20 :Q3 09 20 :Q3 10 20 :Q3 11 20 :Q3 12 20 :Q3 13 :Q 3 40 Zona Euro Portugal Dívida Pública - Zona Euro vs Países Periféricos 180 Un: % PIB 160 140 120 100 80 60 40 20 0 1: 20 Q3 02 : 20 Q3 03 : 20 Q3 04 : 20 Q3 05 : 20 Q3 06 : 20 Q3 07 : 20 Q3 08 : 20 Q3 09 : 20 Q3 10 : 20 Q3 11 : 20 Q3 12 : 20 Q3 13 :Q 3 20 Zona Euro Itália Portugal Grécia Espanha Irlanda Euro Area – Public Debt (% GDP) 100 Un: % 95 90 85 80 75 70 65 Source:IMF (October 2013) % GDP Zona Euro - Dívida Pública (% PIB) 96 Un: % PIB 92 88 84 80 76 72 2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 64 1997 68 1996 Não obstante revelar um desagravamento da situação de Portugal face ao trimestre anterior, estes dados da dívida pública continuaram assim a colocar o país com o 3º maior rácio de dívida entre os países da Zona Euro (128.7% do PIB), algo que se vem a observar desde o 2ºT2011, continuando a ser um dos países que mais viram agravar o rácio da dívida quando comparado com o mesmo período de 2012. Ao encontrar-se nos 128.7% do PIB, o rácio de dívida pública portuguesa está ainda acima dos 127.8% previstos pelo Governo para o total de 2013, no Orçamento de Estado para 2014 (15-out), e que representa também o cenário para a troika. Esta ligeira redução do rácio no 3ºT2013 era expectável, refletindo a amortização de dívida previamente refinanciada, nomeadamente resultante de vencimentos de OT’s no final de setembro, no montante de 5.6 mil milhões de euros (mM€), sendo ademais aguardada uma nova redução (trimestral) do rácio no derradeiro trimestre do ano, refletindo os vencimentos de OT’s nos meses de outubro, novembro e dezembro, num total de 3.86 mM€. Não obstante este alívio na 2ª metade do ano, o rácio da dívida deverá ter confirmado o agravamento em 2013, tratando-se de uma tendência que as principais entidades esperam ver-se invertida este ano, com o Governo e a troika a apontarem para uma redução do rácio de dívida de 127.8% para 126.7%. Todavia, as previsões de mais longo prazo feitas pelo FMI (13-nov) apontam para que em 2018 este rácio se encontre em níveis ainda bastante elevados (117.3%) e com o nível da dívida a permanecer ainda bem superior ao da atividade económica. 130 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 20 12 20 13 20 14 20 15 20 16 20 17 20 18 Entre os países da região, a Grécia (171.8%) continuou, de longe, a exibir o rácio de dívida pública em percentagem do PIB mais alarmante, apresentando um nível de dívida bem superior ao de atividade económica. Bem abaixo, mas ainda apresentando um rácio muito elevado, seguem-se a Itália (132.9%), Portugal (128.7%) e a Irlanda (124.8%), sendo que a dívida nos dois últimos passou apenas em 2011 a superar os níveis de atividade económica. Para além destes 4 países, também a Bélgica evidencia um rácio superior a 100%, mas de forma mais marginal (103.7%) e com esse limiar a ser ultrapassado só em 2012. Por seu lado, a Estónia (10.0%) e o Luxemburgo (27.7%) continuaram a evidenciar os rácios mais baixos entre os países da Zona Euro. Quando comparado com o registo do trimestre anterior, observou-se um comportamento misto do rácio da dívida entre os países da Zona Euro, com o Chipre a registar a maior subida (+11.0 p.p.), seguido do Luxemburgo (+4.6 p.p.) e da Grécia (+3.0 p.p.), enquanto as maiores descidas foram evidenciadas por Portugal (-2.6 p.p.) e pela Finlândia (-2.5 p.p.). Note-se que, como referido, estes dados são não ajustados de sazonalidade, sendo que, quando comparado com os níveis de dívida face ao período homólogo, os periféricos continuaram a destacar-se largamente pela negativa – com o Chipre a liderar a lista de maiores agravamentos (+25.3 p.p.), seguido da Grécia (+19.9 p.p.), de Espanha (+14.3 p.p.), da Eslovénia (+14.1 p.p.) e de Portugal (+8.2 p.p.) –, e com a Alemanha a evidenciar o registo mais favorável entre os países da Zona Euro, vendo o rácio de dívida sobre o PIB diminuir em 2.8 p.p.. Dívida Pública - Zona Euro vs Portugal 140 Un: % PIB 1995 De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, o rácio da dívida pública relativamente ao PIB na Zona Euro foi de 92.7% no 3ºT2013, aliviando ligeiramente face aos 93.4% observados no trimestre anterior, que representam um máximo desde o início da série (em 1995), mas continuando a subir face ao trimestre homólogo (+2.7 p.p.), sendo esta a comparação relevante, dado tratar-se de dados não ajustados de sazonalidade. Este rácio tem vindo sucessivamente a agravar-se, depois de em 2007 ter-se situado nos 66.5%, um mínimo desde 1994, uma tendência que deverá continuar a observar-se, com o FMI (8-out) a prever que este atinja os 95.7% no final de 2013 – um valor ligeiramente superior aos 95.5% previstos pela Comissão Europeia (CE) (5-nov) –, agravando-se em 5.1 p.p. face ao valor estimado para 2012 (90.6%), que já representava um máximo desde o início da série (em 1995). Para 2014 o FMI prevê uma nova subida para 96.1% (a CE prevê 95.9%), iniciando uma trajetória descendente só a partir de 2015 (95.3% vs 95.4% no caso da CE), devendo situar-se em 2018 em níveis ainda bastante elevados (89.9%), superiores aos de 2011. Fonte: AMECO 27 de janeiro de 2014 16 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Confiança dos Investidores Com efeito, o índice que afere a situação corrente registou uma intensa subida de 8.8 pontos, pelo 2º mês consecutivo, ascendendo a níveis máximos desde mai-12. O índice subiu para 41.2 pontos, superando largamente as expetativas do mercado (consenso: +35.0 pontos) e permanecendo num valor positivo e bastante acima da sua média histórica (-26.5 pontos). Depois do crescimento de 0.3% observado pelo PIB alemão no 3ºT2013, o indicador sinaliza acréscimos de 0.5% para o 4ºT2013 e para o 1ºT2014, valores sensivelmente em linha com as nossas perspetivas, com o nosso indicador compósito para o PIB alemão a apontar para crescimentos em cadeia de cerca de 0.4% no 4ºT2013 e igualmente de 0.5% no 1ºT2014. A avaliação prospetiva dos investidores quanto à Zona Euro melhorou em janeiro, revelando, assim, pelo 2º mês consecutivo um comportamento mais favorável do que o observado na Alemanha (ambos melhoraram intensamente em dezembro, mas ligeiramente mais na Zona Euro), com o índice de expectativas a registar a 9ª subida consecutiva (+5.0 vs +8.1 pontos no mês anterior), encontrando-se em máximos desde fev-04 e num nível superior ao do índice de expetativas da Alemanha, o que acontece pelo 6º mês consecutivo (mas também pelas únicas vezes em 2013). Com este registo, o indicador permaneceu em terreno positivo pelo 14º mês consecutivo. Por seu lado, a aferição da situação corrente registou também uma forte subida, evidenciando, tal como no caso alemão, a 2ª subida consecutiva após dois meses em queda e mais do que revertendo essas descidas (+6.2 vs +7.2 pontos no mês anterior), ascendendo a níveis máximos desde dez-11. O indicador permaneceu ainda num nível bastante negativo (-48.2 pontos), pelo 30º mês consecutivo e num valor bastante inferior ao alemão, sugerindo ligeiros acréscimos de 0.1% do PIB no 4ºT2013 e no 1ºT2014, depois do crescimento de 0.1% no 3ºT2013, um resultado menos favorável do que o nosso cenário central. Com efeito, o nosso indicador compósito para o PIB da Zona Euro aponta para um crescimento de cerca de 0.2% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014, com a região a continuar a ser principalmente impulsionada pela superior dinâmica da economia alemã, não obstante perspetivar-se também crescimentos da atividade nas restantes 3 maiores economias da região para estes dois trimestres. DPEC - Departamento de Estudos Zona Euro - Indicadores ZEW Nível Un: Índice Diferença Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 Zona Euro - Situação -54.4 -48.2 7.2 6.2 Zona Euro - Expectativas 68.3 73.3 8.1 5.0 Alemanha - Situação 32.4 41.2 3.7 8.8 Alemanha - Expectativas 62.0 61.7 7.4 -0.3 Zona Euro - PIB (QoQ) vs ZEW Current Situation 2.0 Un: % Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.1 Un: Indic e 100 1.5 80 1.0 60 0.5 40 0.0 20 -0.5 0 -1.0 -20 -1.5 -40 -2.0 -60 -2.5 -80 -3.0 -100 20 04 :Q 1 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 : 20 Q4 13 :Q 4 O índice ZEW (expectativas), que mede a confiança dos investidores institucionais relativamente ao crescimento da Alemanha, desceu ligeiramente em janeiro, de 62.0 para 61.7 pontos, contrariando as expectativas do mercado de uma ligeira subida (consenso: +64.0 pontos). Tratou-se, contudo, apenas da 1ª descida dos últimos 6 meses, com o indicador a aliviar apenas ligeiramente de máximos desde abr-06, apresentando já o seu 14º registo consecutivo em terreno positivo e continuando a evidenciar que os investidores esperam uma melhoria da economia alemã para os próximos 6 meses. O instituto ZEW realça o facto de esta relativa estabilização do índice de expetativas ter vindo acompanhada de uma forte subida do índice de situação corrente, o que segundo o instituto vem confirmar as últimas fortes melhorias das perspetivas dos investidores relativamente à evolução da economia alemã. PIB - QoQ (esc. esq.) ZEW Current Situation (Quarterly Average) (esc. dir.) 27 de janeiro de 2014 17 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… na Alemanha Preços O índice de preços no produtor (IPP), um importante indicador das pressões inflacionistas nos estágios mais baixos da cadeia produtiva, observou uma variação homóloga de -0.5% em dezembro (associada a uma subida mensal de +0.1%), representando um desagravamento do ritmo de queda dos preços (-0.8% no mês anterior) e ligeiramente superior ao esperado pelo mercado (consenso: -0.6%). Tratou-se apenas do 1º desagravamento da variação homóloga do IPP dos últimos 6 meses (estabilizou em setembro), sendo visível uma tendência descendente desde que foi igualado o máximo do corrente ciclo económico em abr-11. Assim, o crescimento homólogo do IPP permaneceu pelo 21º mês consecutivo abaixo da respetiva média histórica (+2.0%), e próximo dos mínimos desde mar-10 atingidos no mês anterior. O desagravamento da queda homóloga do IPP ficou a dever-se a comportamentos tendencialmente ascendentes entre os grandes agrupamentos industriais, destacando-se o forte desagravamento do ritmo de queda dos preços da energia, de -2.1% para -1.1%, mais do que revertendo os últimos 2 meses de agravamento e contraindo ao menor ritmo desde jul-13 (-0.6%). O agrupamento da energia e o de bens intermédios (cujo ritmo de queda também se desagravou ligeiramente de 2.0% para -1.8%) continuam a ser os únicos a evidenciar um ritmo de crescimento inferior ao do índice geral. Os preços dos bens de consumo duradouro viram o crescimento estabilizar nos 1.1%, pelo 3º mês consecutivo e depois de duas ligeiras acelerações, apresentando uma relativa manutenção do ritmo de crescimento nos últimos meses. Também os preços dos bens de investimento assistiram novamente a uma estabilização do crescimento homólogo (em +0.7%), o mesmo tendo sucedido com os bens de consumo não-duradouro, neste caso nos 1.5% e depois de 4 abrandamentos consecutivos, mas estes últimos após 3 acelerações, continuando a evidenciar o maior ritmo de crescimento entre os diversos agrupamentos. A variação homóloga do IPP excluindo a energia subiu de -0.3% para -0.2%, revertendo a descida do mês anterior e evidenciando um valor superior ao do índice geral. Alemanha - IPP Un:% Un:% 8 6 4 1.2 2 0.8 0 0.4 -2 0.0 -0.4 -0.8 2010:12 2011:12 2012:12 2013:12 Var. mensal (MoM) - sa (esc. esq.) Var. hom. (YoY) - nsa (esc. dir.) Alemanha - Indicadores de Preços Un:% Var. Mensal Var. Homól. Nov Dez Nov Dez HCPI 0.2 0.5 1.6 1.2 CPI CPI Core 0.2 0.4 1.3 1.4 0.3 -0.1 1.5 1.4 PPI -0.1 0.1 -0.8 -0.5 Estes dados continuaram a evidenciar que as anteriores pressões inflacionistas na Alemanha, já muito reduzidas – recorde-se que o IPCH cresceu em dezembro a um ritmo homólogo inferior ao do mês anterior (passou de +1.6% e +1.2%, revertendo a aceleração de novembro e regressando a um mínimo desde abril), mantendo-se inferiores ao target do BCE para a inflação na Zona Euro de 2.0% –, vinham, essencialmente, dos preços das commodities, em particular da energia. Estas descidas no IPP resultam sobretudo das quedas dos preços das commodities e de uma fraca procura nos principais mercados de exportação da Alemanha, nomeadamente, na Zona Euro. Refira-se uma vez mais o comportamento dos preços dos bens de consumo não-duradouro, que continuaram a evidenciar um ritmo de crescimento bem superior ao dos preços do IPP geral (+1.5% vs -0.5%, respetivamente), devendo estar a ser influenciados: i) pelos preços dos produtos importados de outros Estados-Membros (mais sujeitos aos aumentos dos impostos indiretos adotados por alguns países da Zona Euro, no âmbito das medidas de austeridade encetadas por alguns governos); ii) pelos efeitos desfasados resultantes do aumento dos preços de alguns alimentos durante o verão de 2012; iii) pelo facto de conterem bens essenciais, cuja procura é mais inelástica e que, por isso, foi menos afetada pela recessão na Zona Euro. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 18 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… em França Confiança Empresarial O índice de confiança empresarial (BCI), que agrega a informação dos 5 setores, evidenciou uma estabilização em janeiro, nos 94 pontos (caiu ligeiramente em dezembro), refletindo um comportamento neutral entre os setores de atividade, com uma estabilização da confiança na indústria, nos serviços e na construção, uma subida no comércio a retalho e uma diminuição no comércio por grosso. O BCI evidenciou uma relativa estabilização nos últimos 4 meses, depois de um ciclo de 5 subidas que o tinham retirado, em mai-13, de níveis mínimos desde ago-09 – patamar atingido em resultado do recrudescimento dos receios relativamente à crise do euro nos meses de março e abril –, com o indicador a encontrar-se agora sensivelmente em níveis máximos desde abr-12. 110 100 90 80 70 4: 01 3: 01 20 1 2: 01 20 1 1: 01 20 1 0: 01 20 1 9: 01 20 1 8: 01 20 0 7: 01 20 0 6: 01 20 0 5: 01 20 0 20 0 20 0 4: 01 60 Banco de França INSEE França - Indicador de Confiança Empresarial (INSEE) Nível Un: Índice Diferença Up/Down Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 Dez-13 Jan-14 Confiança Empresarial 0 -1 2 0 1 0 2 -12 3 -1 6 -4 -3 -1 -2 -21 -19 2 2 3 4 -20 -18 1 2 1 2 4 9 3 5 1 2 -11 -5 6 6 1 2 Serviços 91 91 -4 0 -1 1 Comércio a Retalho 95 98 0 3 0 1 Construção 94 94 0 0 -2 0 Indústria Produção C orrente Inventários Procura e Encomendas (P&E) P&E p/Exp Perspetivas Prod. Própria Empresa Perspetivas Prod. Global 94 94 -1 100 100 11 -1 9 0 Nota : Up / Down - Número de meses consecutivos do indicador a subir ou a descer. France - GDP(QoQ) vs INSEE Business Confidence 1.5 Un: % Previsão - 1Q14 YoY:0.8/QoQ:0.3 Un: Indic e 130 1.0 120 0.5 110 0.0 100 -0.5 90 -1.0 80 -1.5 70 -2.0 60 Q 1 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 : 20 Q4 13 :Q 4 Nos restantes setores (extra-indústria) observou-se um comportamento distinto, mas relativamente neutral. Com efeito, a confiança nos serviços estabilizou em janeiro, depois de ter aliviado ligeiramente de máximos desde out-11, continuando a ser o setor em que os empresários se mostram menos confiantes, depois de este lugar ter sido pontualmente ocupado pela construção até novembro, setor que viu a confiança também estabilizar, neste caso pelo 3º mês consecutivo e após 3 subidas em que tinha recuperado dos mínimos desde jul-09 em que havia caído em junho e julho. Por sua vez, a confiança no comércio a retalho subiu para máximos desde out-13, aproximando-se do registo de set-13, quando fez máximos desde jul-11, ao passo que a confiança no comércio por grosso (cujo inquérito é bimensal) desceu de 98 em novembro para 95 pontos em janeiro, permanecendo abaixo da sua média de longo-prazo, algo que, de resto, é partilhado pela generalidade dos setores, com a única exceção indústria, que, como referido, se encontra em linha com a respetiva média histórica, sendo este último o setor em que os empresários se mostram mais confiantes. França - Índices de Confiança Industrial 120 Un: Índice 20 04 : Em janeiro, o índice de confiança industrial do instituto nacional de estatística (INSEE) estabilizou nos 100 pontos, em linha com o esperado pelo mercado e que representa um máximo desde ago-11, após de um ciclo de 6 subidas em 8 meses e depois de em janeiro ter feito mínimos desde out-09. Esta estabilização esconde um comportamento maioritariamente positivo entre os índices, compensado pela forte degradação do índice de produção corrente. Com efeito, o índice de produção corrente evidenciou uma forte deterioração, depois de um ciclo de 5 subidas em 6 meses, aliviando de níveis máximos desde jul-11, e passando a sugerir uma ligeira queda produção, pela 1ª vez em 3 meses. Já o índice relativo à procura e encomendas totais registou uma melhoria, pela 8ª vez nos últimos 9 meses, suportado este mês essencialmente pelo comportamento da procura externa, depois de no mês anterior ter sido, pelo contrário, a procura doméstica a evidenciar o maior desagravamento do ritmo de queda da procura e encomendas. Igualmente positivo foi o comportamento dos inventários de produtos acabados (que entra com sinal invertido), que diminuíram o ritmo de crescimento pelo 2º mês consecutivo, bem como das perspetivas relativamente à evolução da produção global, que viram desagravado o ritmo de queda (pela 8ª vez nos últimos 9 meses) e das perspetivas relativamente à evolução da produção na própria empresa, neste caso acelerando o ritmo de crescimento, que foi positivo pelo 7º mês consecutivo. PIB - QoQ (esc. esq.) Business Confidence (Quarterly Average) (esc. dir.) Em termos trimestrais, o BCI encontra-se em níveis compatíveis com crescimentos em cadeia do PIB de 0.5% no 4ºT2013 e de 0.3% no 1ºT2014 (aqui ainda sem dados relativos a fevereiro e março), resultados que consideramos demasiado otimistas, designadamente para o 4ºT2013. Com efeito, o nosso indicador compósito para o PIB aponta para um crescimento de 0.1%, depois de ter contraído 0.1% no 3ºT2013, que deverá ser suficiente para que a economia tenha registado um crescimento de 0.2% no total do ano de 2013, um cenário ligeiramente mais favorável que o do Governo francês (+0.1%, em previsões efetuadas no início de novembro). Recorde-se que nas mais recentes previsões do FMI (21-jan), da Comissão Europeia (5-nov) e da OCDE (19-nov) estas entidades previam igualmente uma subida de 0.2%. Note-se, contudo, as perspetivas para a economia francesa, bem como para a Zona Euro como um todo, permanecem ainda bastante condicionadas pelos desenvolvimentos desta crise e pelos efeitos das medidas de consolidação orçamental que têm vindo a ser tomadas um pouco por toda a região. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 19 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… em Itália Consumo Privado As vendas a retalho (nominais) registaram uma estagnação mensal em novembro, em linha com o aguardado pelo mercado e depois de duas quedas consecutiva (0.1% no mês anterior). As vendas encontram-se atualmente em níveis mínimos desde mar-01, evidenciando uma tendência descendente desde o início de 2011 e tendo em 2013 registado apenas um ligeiro acréscimo mensal de 0.1% no mês de maio. Ainda assim, em termos homólogos, a variável passou a evidenciar um ligeiro acréscimo de 0.1%, melhorando face à queda de 1.6% observada no mês anterior. Itália - Vendas a Retalho Un:% Un:% 20 15 10 5 0 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 -5 -10 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 Esta estabilização da atividade retalhista esteve associada a comportamentos distintos dos segmentos. As vendas de bens alimentares subiram 0.2%, depois de duas quedas consecutivas (-0.1% no mês anterior), aliviando para máximos desde ago-13, mas com este acréscimo a ser anulado pela queda de 0.1% das vendas de bens não-alimentares – o segmento mais representativo (representa cerca de 2/3 Var. mensal (MoM) - sa (esc. esq.) do total das vendas a retalho). Tratou-se de uma queda modesta, mas Var. hom. (YoY) - nsa (esc. dir.) representando já a 7ª consecutiva (-0.1% no mês anterior) e a 14ª descida dos últimos 15 meses, com a variável a renovar níveis mínimos desde o início desta série Itália - Vendas a Retalho (jan-00). De resto, as vendas de bens não-alimentares têm evidenciado um Var. Mensal Var. Homól. desempenho mais desfavorável, algo que é normal dado tratar-se de bens com uma Un: % Out-13 Nov-13 Out-13 Nov-13 procura mais elástica, portanto mais sensível às medidas de austeridade que têm Vendas a Retalho -0.1 0.0 -1.6 0.1 vindo a ser adotadas no país. Efetivamente, as vendas de bens não-alimentares Bens Alimentares -0.1 0.2 -0.5 1.5 apresentam um comportamento face ao período homólogo mais adverso (-0.6% vs Bens Não-Alimentares -0.1 -0.1 -2.2 -0.6 +1.5% no caso das vendas de bens alimentares), permanecendo a contrair já há mais de um ano e meio. Em termos trimestrais, e apesar de ainda somente com as leituras de outubro e novembro para o 4ºT2013, as vendas a retalho evidenciam um decréscimo de 0.3% face ao trimestre anterior – depois de terem caído 0.4% no 3ºT2013 –, um resultado que se mostra um menos negativo analisando os dados em termos reais por nós estimados (sensivelmente uma estagnação), mas que se antevê ligeiramente agravado até final do trimestre (em termos reais), para um ligeiro decréscimo de 0.1%, com a variável a dever evidenciar um contributo negativo para a evolução do consumo. De resto, é essa a indicação dada pelo nosso indicador compósito para o consumo privado italiano, que aponta para uma descida no 4ºT2013 sensivelmente idêntica à do trimestre anterior (-0.2% no 3ºT2013), permanecendo em queda desde o 2ºT2011, com o agregado a dever ter sido ligeiramente penalizado no 4ºT2013 pelas referidas vendas a retalho, mas essencialmente pelas vendas de automóveis, num contexto de relativa estabilização do consumo de serviços. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 20 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… em Espanha Mercado Laboral Espanha - Taxa de Desemprego 28 Un: % 24 20 16 12 8 4 4 Q 20 1 3: 4 Q 20 1 2: 4 Q 1: 20 1 4 20 1 0: Q 4 Q 9: 20 0 4 Q 8: 20 0 4 Q 7: 20 0 4 Q 6: 20 0 4 Q 5: 20 0 Q Q 3: 20 0 4: 4 4 20 0 A taxa de desemprego registou um acréscimo no 4ºT2013, de 25.98% para 26.03%, retomando a tendência de agravamento iniciada no final de 2007 e interrompida nos dois trimestres anteriores (em que se assistiram a ligeiros alívios) e revelando um valor sensivelmente em linha com o esperado pelo mercado (consenso: 26.00%). O número de pessoas desempregadas evidenciou ainda assim um ligeiro decréscimo de 8.4 mil, para um total de 5 896.3 milhões. Observaram-se diminuições do desemprego entre os principais setores de atividade, com exceção nos serviços, o setor mais representativo, onde se registou um agravamento, em 26.0 mil, representando a 3ª subida em 5 trimestres, revertendo muito pouco dos alívios observados nos dois trimestres anteriores (-117.5 mil no 3ºT2013), mas que terão refletido sobretudo a sazonalidade associada ao turismo. Na agricultura, o setor menos representativo, observou-se o maior alívio do desemprego (-39.9 mil vs +16.1 mil no 3ºT2013). Na indústria registou-se a 3ª descida consecutiva, mas bem menos intensa (-10.0 mil vs -28.4 mil no 3ºT2013), ao passo que na construção o nº de desempregados desceu em 21.3 mil, representando o 5º decréscimo consecutivo, permanecendo como o setor com o 2º maior nível de desemprego, logo após os serviços, mas com a taxa de desemprego deste setor a ser claramente superior, dado que o nível do emprego nos serviços suplanta largamente o da construção. Fora da classificação por setores de atividade, refira-se a 2ª subida consecutiva no número de desempregados que perderam o emprego há mais de 1 ano (+54.7 mil vs +1.3 mil no 3ºT2013), depois de um alívio marginal no 2ºT2013 (-3.5 mil), com o número deste tipo de desempregados (num total de 2.954 milhões) a continuar a assumir contornos bastante gravosos, por se tratar de desemprego estrutural, isto é, daquele tipo de emprego que tenderá a tornar-se mais difícil de recuperar. Taxa Desemprego - INE Espanha - Expetativas de Emprego e Desemprego Nível Diferença Nov-13 Dez-13 Nov-13 Dez-13 Consumidores (Des. 12M) 23.6 16.5 -0.3 -7.1 Empresários (Emprego 3M) -9.1 -4.5 -1.5 4.5 -6.3 -5.9 -0.4 0.4 -55.0 -43.0 4.0 12.0 Indústria C onstrução C omércio a Retalho -9.9 2.6 -7.0 12.5 Serviços -5.5 -1.7 -1.5 3.8 N o t a : A s Expectativas do s Co nsumido res referem-se ao Desemprego no s pró ximo s 12 meses e as do s Empresário s ao Emprego no s pró ximo s 3 meses. Note-se, no entanto, que estes dados são bastante afetados pela sazonalidade, sendo que, quando ajustados de este efeito (cálculos do Montepio), constata-se que a taxa de desemprego evidenciou, pelo contrário, um ligeiro desagravamento, passando de 26.5% no 3ºT2013, para 26.1% no 4ºT2013, aliviando de máximos desde o início da série, no 1ºT1996, e situando-se abaixo da média das estimativas mensais da taxa de desemprego para esse trimestre, igualmente ajustada de sazonalidade, divulgadas pelo Eurostat (26.7%). Tal deverá, assim, implicar uma revisão em baixa dos registos mensais anteriormente divulgados pelo Eurostat para os meses de outubro e novembro, designadamente quando os dados do desemprego registado de dezembro sugerem uma diminuição da taxa de desemprego naquele mês muito marginal (entre -0.1 p.p. e -0.2 p.p.), insuficiente para alterar a atual média trimestral. Isto depois de, segundo o Eurostat, se ter assistido a uma estabilização da taxa de desemprego em novembro nos 26.7%, que representam níveis máximos desde o início da série (em 1983). Note-se que, não obstante as recentes melhorias, a informação mais prospetiva ainda não sinaliza uma recuperação sustentada do mercado laboral espanhol. Ao nível dos consumidores, o índice de expectativas de desemprego dos consumidores (próximos 12 meses), registou um desagravamento em dezembro, pelo 2º mês consecutivo, permanecendo, em termos teóricos, a sugerir uma subida do desemprego no país, algo que também se encontrava a sinalizar do ponto de vista empírico desde ago-11, mas que deixou de evidenciar em dezembro, passando a sugerir uma relativa estabilização, tal como já havia sugerido em setembro. Por seu lado, as expetativas de emprego dos empresários (próximos 3 meses) apresentaram igualmente um ligeiro desagravamento, revertendo o agravamento do mês anterior, continuando afastadas dos níveis mínimos desde abr-09 registados em set-12, mas permanecendo a sinalizar tanto em termos teóricos, como empíricos, uma destruição de postos de trabalho. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 21 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Comércio Externo Note-se que as exportações terão sido nos últimos meses, pelo menos em parte, penalizadas pelo comportamento cambial desfavorável observado desde set-12, com o euro a registar uma apreciação efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE (embora revertendo apenas cerca de 4/5 da depreciação registada entre mai-11 e ago-12). Entretanto, a moeda única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%). 28,000 24,000 20,000 2,000 16,000 0 -2,000 12,000 -4,000 8,000 -6,000 -8,000 Saldo (esc. esq.) Importações (esc. dir.) 1 1 20 13 :1 1 12 :1 1 11 :1 20 20 1 20 10 :1 1 20 09 :1 1 20 08 :1 1 07 :1 1 06 :1 20 20 1 05 :1 20 04 :1 03 :1 1 -10,000 20 Este agravamento do défice em novembro (dados ajustados de sazonalidade) resultou de um decréscimo das exportações, pelo 3º mês consecutivo e em forte agravamento (-6.3% vs -0.9% no mês anterior), que se revelou superior aos das importações, neste caso pela 2ª vez consecutiva, e também em agravamento (3.5% vs -0.3% no mês anterior). As importações passaram a evidenciar uma tendência menos desfavorável, evidenciando um decréscimo homólogo de 0.4%, aquém da queda de 2.2% apresentada pelas exportações, com este resultado a refletir essencialmente o comportamento negativo das exportações nos últimos meses (em junho as exportações evidenciavam um crescimento homólogo de +10.5%). Espanha - Balança Comercial Un: 10^6 € 20 Em novembro, a balança comercial, não ajustada de sazonalidade, registou uma forte degradação, com o défice a passar de 1 358.8 milhões de euros (M€) para 1 759.2 M€, não revertendo totalmente a melhoria do mês anterior, mas alargando a distância face ao saldo máximo histórico da série (iniciada em set-91) observado em março. Este comportamento de novembro é confirmado pelos dados ajustados de sazonalidade (cálculos do Montepio), que apontam inclusivamente para o 3º agravamento consecutivo do défice, renovando máximos desde jan-13 e a afastar-se mais dos mínimos históricos registados em março, quando observou o único excedente desta série. Exportações (esc. dir.) Espanha - Balança Comercial Var. Mensal Un: % Var. Homól. Out-13 Nov-13 Out-13 Nov-13 Balança Comercial nsa -47.5 29.5 -9.0 25.0 Balança Comercial sa 6.8 27.1 -9.0 25.0 Exportações sa -0.9 -6.3 1.8 -2.2 Importações sa -0.3 -3.5 1.1 -0.4 Em termos trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os dados da balança comercial sugerem um contributo negativo das exportações líquidas de bens para o crescimento do PIB nominal no 4ºT2013. Trata-se de um resultado que se estima apenas parcialmente revertido em ternos reais e quando considerada também a balança de serviços (neste caso, ainda somente com a leitura de outubro), apontando-se antes para um novo ligeiro contributo negativo das exportações líquidas (de bens e serviços) para o crescimento do PIB, depois de no 3ºT2013 ter evidenciado um ligeiro contributo negativo (-0.2 p.p.), contrariando a tendência dos últimos trimestres, em que vinha impedindo uma maior queda da atividade económica. Com efeito, no 3ºT2013 as exportações líquidas evidenciaram um contributo negativo, refletindo um crescimento das importações (+2.8% vs +5.2% no 2ºT2013) superior ao das exportações (+2.2% vs +6.4% no trimestre anterior). Não obstante o maior acréscimo das importações, estas permaneceram a evidenciar um comportamento homólogo mais desfavorável (+0.7% vs +4.7%, no caso das exportações), tendo sido nos últimos tempos naturalmente mais condicionadas pela fraca dinâmica interna da economia. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 22 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Portugal – Semana extremamente positiva, marcada pela divulgação dos últimos dados da execução orçamental da DGO de 2013, que confirmaram e melhoraram o nosso cenário de cumprimento da meta orçamental nesse ano; e também pela divulgação de dados de atividade sobre o 4ºT2013, que nos levaram inclusive a rever em alta a estimativa de crescimento, de uma queda de 0.2%, para um ligeiro acréscimo de 0.1%... A semana ficou essencialmente marcada pela divulgação dos últimos dados mensais de execução orçamental da DGO para 2013, que vieram, como esperado, corroborar o nosso cenário de cumprimento da meta de défice orçamental de 5.5% no ano passado – o défice deverá ter ficado entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a capitalização do Banif –, mas também pela divulgação de dados de atividade sobre o 4ºT2013, que se revelaram favoráveis – em concreto os dados sobre o investimento constantes na síntese económica de conjuntura do INE e os dados de novembro da balança corrente – e que nos levaram inclusive a rever em alta a estimativa de crescimento económico para esse trimestre, de uma ligeira contração em cadeia de 0.2%, para um modesto acréscimo de 0.1%. Começando a nossa análise precisamente pelos dados de atividade económica conhecidos, e em concreto por aqueles que motivaram a nossa revisão do cenário de crescimento para o 4ºT2013, refira-se a melhoria em novembro do saldo da balança corrente (ajustada de sazonalidade), passando de um défice de 27 M€ para um excedente de 78 M€, que representa um máximo desde jun-13. Trata-se do 3º excedente da balança corrente nos últimos 4 meses, contabilizando também já 8 excedentes nos últimos 21 meses (+379M€ em dez-12, que constituiu um máximo histórico desta série do Banco de Portugal iniciada em 1996), representando, juntamente com registo de jul-12, os únicos saldos positivos desta série, com estes dados a continuarem a evidenciar-se como a melhor vertente do ajustamento económico em curso no país. Esta melhoria esteve associada a comportamentos distintos das diversas balanças, mas maioritariamente favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com um desagravamento do défice da balança de bens e uma nova ligeira subida do excedente da balança de serviços. Em termos trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os dados destas duas balanças vieram reforçar o nosso cenário de um forte contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB no 4ºT2013, apontando-se agora para um contributo de cerca de 0.5 p.p. (-1.1 p.p. no 3ºT2013), refletindo um crescimento das exportações (num contexto de ligeira aceleração da recuperação na Zona Euro) e uma ligeira queda das importações, pressionada pela estimada contração da procura interna no trimestre. Também por detrás da revisão em alta da nossa estimativa de crescimento para o 4ºT2013 estiveram os dados do investimento constantes na síntese económica de conjuntura do INE, com o indicador de investimento em capital fixo (FBCF) do INE a manter em novembro a série de alívios do ritmo de queda homóloga que vem a evidenciar nos últimos 9 meses – passando agora de -6.1% para -4.5% (máximo DPEC - Departamento de Estudos desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em fev13, invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A evolução do indicador em novembro resultou do contributo negativo menos expressivo das componentes de construção e de máquinas e equipamentos e do contributo positivo ligeiramente mais significativo da componente de material de transporte. O indicador encontra-se em níveis compatíveis com um forte decréscimo em cadeia do FBCF no 4ºT2013 de 2.1%, um cenário de contração que vai igualmente ao encontro das nossas perspetivas, com o investimento a ser também penalizado pelo anúncio das novas medidas de austeridade na Proposta de OE 2014, mas com o nosso indicador compósito para a FBCF a apontar agora para a possibilidade da queda se revelar menos intensa – entre -1.0% e -1.5% (+1.5% no 3ºT2013). A explicar este desagravamento do cenário da FBCF estivarem também os dados sobre as vendas de cimento já conhecidos para dezembro. Estes dados implicaram uma revisão em alta das nossas perspetivas de crescimento anual da economia, não só, evidentemente, para 2013 (estimamos agora uma queda anual de -1.5%), mas também para 2014, prevendo-se agora uma expansão de 0.8%, um cenário que passa a estar em linha com o do Governo. Entrando agora na questão orçamental, os dados da síntese de execução orçamental de 2013 da DGO revelaram que o défice se fixou em 7 152 M€ no total do ano, um valor 1 749 M€ abaixo do limite estabelecido no PAEF. Como referido, o défice terá ficado entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a capitalização do Banif, em qualquer um dos casos abaixo da meta de 5.5% definida e que compara com os 5.9% admitidos pelo Governo em outubro, aquando da apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma surpresa francamente positiva, que beneficiou: i) do impacto sobre a despesa e a receita do comportamento da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão fiscal que permitiu recolher 1 253 mM€; iii) dos “ganhos de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas palavras da Ministra das Finanças). Relativamente à execução orçamental em 2014, aquando da apresentação do OE 2014 identificámos alguns riscos para a execução de 2014, sobretudo em resultado do nosso cenário macroeconómico para 2014 ser um pouco menos favorável do que o Governo. Mas esses riscos agora são bem menores, atendendo ao facto de i) o cenário para a procura interna para 2013 ser melhor do que o que se esperava então; ii) a própria execução orçamental de 2013 ter corrido bem melhor do que se esperava na altura, produzindo efeitos positivos para o nível das receitas de 2014; iii) além disso, atendendo a que agora estimamos que para o 4ºT2013 a economia tenha apresentado uma ligeira subida de 0.1%, o nosso cenário para 2014 passa a estar relativamente alinhado com o do Governo (+0.8%). Assim, a meta do défice de 4.0% para 2014 está agora envolta em menores riscos (admitindo que existe uma efetiva substituição das medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional). No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente através do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social. 27 de janeiro de 2014 23 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Destaques da semana… em Portugal Finanças Públicas Execução Orçamental revelou que os objetivos para 2013 foram cumpridos com larga folga, traçando boas perspetivas para o cumprimento do défice de 2014, num contexto em que o cenário macroeconómico de base para o OE-2014 se afigura cada vez mais credível, sobretudo atendendo ao desemprenho da economia a partir do 2º trimestre de 2013. No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente através do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social. Portugal - Saldo Orçamental 2,000 0 -2,000 -4,000 -6,000 -8,000 A Síntese de Execução Orçamental de 2013, divulgada na quinta-feira, revelou que o défice se fixou em 7 152 M€, um valor 1 749 M€ abaixo do limite estabelecido no PAEF. O défice ficou entre 4.6% e 4.7% do PIB ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a capitalização do Banif, em qualquer um dos casos abaixo da meta de 5.5% definida e que compara com os 5.9% admitidos pelo Governo em outubro, aquando da apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma surpresa francamente positiva, que beneficiou: i) do impacto sobre a despesa e a receita do comportamento da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão fiscal que permitiu recolher 1 253 mM€; iii) dos “ganhos de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas palavras da Ministra das Finanças). -10,000 -12,000 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 -14,000 Saldo do Estado e Seg. Social - Acumulado Portugal - Necessidades de Financiamento Público -3 0 -4 -2 -5 -4 -6 -6 -7 -8 -8 -10 -9 -12 -10 -14 -11 DPEC - Departamento de Estudos 20 03 : Necessidades Líquidas de Financiamento Público (% PIB) Média móvel de 4 trimestres Portugal - Previsões Económicas Un:% MF BdP FMI CE OCDE 15-Out-13 10-Dez-13 13-Nov-13 05-Nov-13 19-Nov-13 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 PIB -1.8 0.8 -1.5 0.8 -1.8 0.8 -1.8 0.8 -1.7 0.4 Consumo Privado -2.5 0.1 -2.0 0.3 -2.5 0.1 -2.5 0.1 -2.3 -0.6 Consumo Público -4.0 -2.8 -1.5 -2.3 -4.0 -2.8 -4.0 -2.8 -2.6 -2.5 FBCF -8.5 1.2 -8.4 1.0 -8.5 1.2 -8.5 1.2 -8.9 0.4 Exportações 5.8 5.0 5.9 5.5 5.8 5.0 5.8 5.0 5.9 4.3 Importações 0.8 2.5 2.7 3.9 0.8 2.5 0.8 2.5 1.3 1.4 Inflação 0.6 1.0 0.5 0.8 0.6 1.0 0.6 1.0 0.5 0.6 Taxa de Desemprego 17.4 17.7 17.4 17.7 17.4 17.7 16.7 16.1 Saldo Orçamental -5.9 -4.0 -5.9 -4.0 -5.9 -4.0 -5.7 -4.6 Balança Corrente 0.5 1.9 1.0 1.0 0.9 0.9 0.5 1.2 Dívida Pública 2.5 3.8 127.8 126.7 127.8 126.7 127.8 126.7 135.4 137.9 Fonte : FMI, OCDE, Comissão Europeia, Banco de Portugal e Min. Finanças. Nota : Saldo Orçamental, Dívida Pública e Balança Corrente em % do PIB. As previsões do BdP são para a Balança Corrente e de Capital. Portugal - PIB Un: % 2.0 Previsão 1.5 1.0 0.5 0.0 -0.5 -1.0 -1.5 -2.0 4 4 20 14 :Q 4 20 13 :Q 4 20 12 :Q 4 20 11 :Q 4 20 10 :Q 4 20 09 :Q 4 20 08 :Q 20 07 :Q 4 -2.5 20 06 :Q Refira-se que uma notícia do jornal Público deu conta de que as referidas medidas anunciadas pelo Governo, destinadas a compensar o chumbo pelo TC do plano de convergência de pensões, são insuficientes. Por outro lado, o Jornal de Negócios noticiou que o buraco orçamental provocado pela decisão do TC era, ele próprio, inferior aos 388 M€. Entretanto, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio afirmar que as medidas anunciadas pelo Governo destinadas a compensar o chumbo pelo Tribunal Constitucional (TC) do plano de convergência de pensões, são suficientes para tapar esse “buraco”, ao contrário do que chegara a ser noticiado (pelo Público) na semana anterior. -2 2 Q 3 20 04 :Q 3 20 05 :Q 3 20 06 :Q 3 20 07 :Q 3 20 08 :Q 3 20 09 :Q 3 20 10 :Q 3 20 11 :Q 3 20 12 :Q 3 20 13 :Q 3 Aquando da apresentação do OE 2014 identificámos alguns riscos para a execução de 2014, sobretudo em resultado do nosso cenário macroeconómico para 2014 ser um pouco menos favorável do que o Governo. Recorde-se que na 1ª metade de janeiro, o Conselho de Ministros aprovou as medidas destinadas a compensar o chumbo pelo Tribunal Constitucional (TC) do plano de convergência de pensões. O Governo confirmou a opção por alargar a base de incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões e aumentar as contribuições dos funcionários públicos para a ADSE. Em relação à CES, a medida passou a aplicar-se aos pensionistas que recebam mais de 1 000 euros, face aos 1 350 originais, o que se deverá traduzir em mais 80 mil pensionistas, passando de 3% para 5% do total de pensionistas que recebem da Segurança Social. Repare-se que o aumento das contribuições para a ADSE é uma medida prevista no memorando da troika (esta decisão consiste na sua antecipação em dois anos, de 2016), enquanto a CES é uma medida pontual, pelo que esta decisão não substitui, no longo-prazo, a norma chumbada pelo TC. O Governo reconheceu isso, com o Ministro da Solidariedade Social a anunciar a criação de um grupo de trabalho para preparar uma “medida duradoura para os sistemas de pensões”. O alargamento da CES deverá ser levada ao TC pela oposição sendo que, embora a versão original posta em vigor no ano passado não tenha sido chumbada pelo TC, esta nova versão poderá sê-lo. Un:% PIB 4 Perspetivas para 2014 Mas esses riscos agora são bem menores, atendendo ao facto de i) o cenário para a procura interna para 2013 ser melhor do que o que se esperava então; ii) a própria execução orçamental de 2013 ter corrido bem melhor do que se esperava na altura, produzindo efeitos positivos para o nível das receitas de 2014; iii) além disso, atendendo a que agora estimamos que para o 4ºT2013 a economia tenha apresentado uma ligeira subida de 0.1%, o nosso cenário para 2014 passa a estar relativamente alinhado com o do Governo (+0.8%). Assim, a meta do défice de 4.0% para 2014 está agora envolta em menores riscos (admitindo que existe uma efetiva substituição das medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional). No entanto, não deverá permitir aliviar as medidas de austeridade anunciadas, já que parte do resultado foi obtido através de medidas extraordinárias, nomeadamente através do regime excecional de regularização de dívidas fiscais e à Segurança Social. Un: € 10^6 Crescimento Trimestral 27 de janeiro de 2014 24 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Comunicado do Ministério das Finanças: Execução Orçamental revela que objetivos para 2013 foram cumpridos “Os resultados alcançados, em termos de execução orçamental, permitem cumprir com assinalável segurança os objetivos de 2013”, refere um comunicado do Ministério das Finanças, acrescentando que estes dados, divulgados pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), ”são justificados, quer pela capacidade demonstrada de controlo da despesa, quer pelo bom desempenho registado na cobrança de receita fiscal e contribuições, os quais contribuem para potenciar a credibilidade de concretização do objetivo orçamental para 2014”. O comunicado explica que, relativamente à execução orçamental de 2013, “a estimativa permite concluir que Portugal cumpriu, mais uma vez, com o objetivo para o limite do défice tal como definido no programa de assistência económica e financeira [(PAEF)]”. “O défice provisório das Administrações Públicas relevante para este efeito foi de 7 151.5 milhões de euros (M€), cerca de 1 748.5 M€ melhor do que o limite estabelecido”. Quanto ao saldo global da Administração Central em 2013, “excluindo operações de natureza extraordinária, registou-se uma melhoria homóloga de 2 471.2 M€ face a 2012, para a qual contribui o regime de regularização extraordinária de dívidas fiscais e contributivas em 991 M€”, acrescenta. Em relação à receita fiscal líquida do Estado em 2013, “ascendeu a 36 253 M€, o que corresponde a um aumento de 13.1% [(4 212 M€)], face a 2012”. Acresce que “a receita fiscal de 2013 superou ainda em 1 350 M€ o objetivo de receita inscrito na segunda alteração ao Orçamento do Estado para 2013 (OE 2013) – por memória, 34 903 M€ –, o que corresponde a um forte aumento de 4.2 p.p. face ao objetivo de crescimento previsto (por memória, 8.9%)”. Este resultado “reflete o bom desempenho da generalidade dos impostos, realçando-se o crescimento anual do IRS (+35.5%), parte significativa justificada pelo aumento da taxa média deste imposto, do IRC (+18.8%) e do IVA (+3.5%)”. Para esta evolução, refere o comunicado, “foi fundamental a melhoria da atividade económica mais rápida e generalizada do que o antecipado nas previsões do Governo, bem como os ganhos de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à fraude, evasão fiscal e à economia paralela”. “Refira-se ainda que o desempenho da receita fiscal em 2013 se baseou substancialmente no aumento expressivo da receita fiscal corrente. Nestes termos, a receita fiscal cresceu 10.1% face a 2012, superando em 1.2 p. p. o objetivo final de crescimento global da receita fiscal previsto para 2013”. Sobre a despesa da Administração Central, em 2013, “ficou cerca de 1 260 M€ abaixo do valor inscrito na segunda alteração ao OE 2013”. Excluindo as operações de natureza extraordinária, “a despesa evidencia um aumento de 3 285 M€ (+5.7%) face ao ano anterior, o qual traduz o efeito dos estabilizadores automáticos, parcialmente refletidos na evolução das transferências para a Segurança Social (lei de Bases e IVA social), e o pagamento de pensões por parte da Caixa Geral de Aposentações, as quais, em conjunto, contri buem em cerca de 85% para o aumento da despesa total”. “As despesas com o pessoal registam um crescimento acumulado de 10.4% face ao ano anterior, justificado pelo pagamento do subsídio de férias em novembro, o pagamento do subsídio de Natal sob a forma de duodécimos e pela alteração na taxa contributiva das entidades empregadoras para os sistemas de proteção social (Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações)”, acrescenta o comunicado. Excluindo estes efeitos, “as despesas com o pessoal registariam um decréscimo de 4.2%, sobretudo justificado pela redução do número de efetivos”. “A despesa com a aquisição de bens e serviços, ajustada de efeitos extraordinários, registou uma redução de 1.4%. Também no mesmo sentido, os juros e outros encargos apresentam uma redução de 2.9% quando comparados com o valor de 2012”. “A despesa com subsídios verificou um aumento de cerca de 42%, o qual resulta essencialmente do pagamento extraordinário da compensação financeira em contrapartida da concessão de recursos hídricos, ocorrida em 2007. Adicionalmente, contribuíram para este resultado as alterações de medidas de política de emprego e de formação profissional, sobretudo as de apoio à contratação, be m como de regras relativas ao pagamento dos apoios pelo Instituto de Emprego e Formação Profissionais”. “A despesa de investimento apresenta uma redução de 38.3% face ao período homólogo, em parte resultado da execução registada nas empresas públicas reclassificadas”. Neste sentido, “num cenário de manutenção das transferências e da estrutura de salários de 2012, e de não consideração do pagamento excecional de subsídios, a despesa total e a despesa primária registariam uma contração de cerca de 3.1%, o que evidencia o esforço de consolidação que tem vindo a ser posto em prática pelo lado da despesa”, realça o comunicado. Quanto a outros subsectores, “a Segurança Social regista, em 2013, um excedente orçamental de 478.6 M€, tendo a despesa crescido em termos homólogos 4.6% e a receita 4.7%. A evolução da receita da Segurança Social é – sobretudo – justificada pelo aumento das transferências do Orçamento do Estado, mas também das contribuições e quotizações (+2.5%), esta última refletindo também o bo m desempenho da receita cobrada ao abrigo do regime de regularização extraordinária de dívidas fiscais e contributivas no montante de 234.3 M€”. Quanto à Administração Local, “o défice orçamental de 42.1 M€ é o resultado do pagamento de dívidas de anos anteriores no âmbito do Programa de Apoio à Economia Local, no montante de 407.8 M€. Excluindo este efeito, o saldo obtido seria positivo em 365.7 M€”. Em relação à Administração Regional, “regista-se um défice orçamental de 825.3 M€, sobretudo justificado pela regularização de dívidas de anos anteriores da Região Autónoma da Madeira, em particular decorrentes do empréstimo garantido pelo Estado, no valor de 891.9 M€. Excluindo este efeito, o saldo seria positivo, em 66.7 M€”. Fonte: Ministério das Finanças DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 25 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… em Portugal Indicadores Coincidentes de Atividade DPEC - Departamento de Estudos -2 -3 -4 -5 11 11 20 13 : 11 20 12 : 11 20 11 : 11 20 10 : 11 20 09 : 11 20 08 : 11 20 07 : 11 20 06 : 11 20 05 : 20 04 : 20 03 : 11 -6 Ind. Atividade INE - YoY/mm3m PIB - Var. Hóm (YoY) Portugal - GDP (YoY) vs Economic Activity Indicator (INE) Previsão - 4Q13 YoY:1.2/QoQ:0.2 Un: % 3 2 1 0 -1 -2 -3 -4 -5 Q 4 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 20 :Q4 13 :Q 4 -6 PIB - YoY Economic Activity Indicator (Quarterly Average) Portugal - GDP(QoQ) vs Montepio GDP Indicator Previsão - 4Q13 YoY:1.1/QoQ:0.1 Un: % 1.5 1.0 0.5 0.0 -0.5 -1.0 -1.5 -2.0 2 20 :Q4 13 :Q 4 4 1: 20 1 20 1 Q 4 20 1 0: Q 4 9: Q 4 8: 20 0 Q 4 7: 20 0 20 0 Q 4 6: Q 4 20 0 5: Q 4 Q 4: 20 0 20 0 Q 4 -2.5 PIB - QoQ Montepio GDP Indicator - QoQ Portugal - PIB Un: % 2.0 Previsão 1.5 1.0 0.5 0.0 -0.5 -1.0 -1.5 -2.0 4 4 20 14 :Q 20 13 :Q 4 20 12 :Q 4 4 20 11 :Q 4 20 10 :Q 20 09 :Q 4 20 08 :Q 4 -2.5 4 Em termos trimestrais, e de acordo com os cálculos do Montepio e ainda com os dados de dezembro em falta, o indicador de atividade económica encontra-se em níveis consistentes com um decréscimo trimestral do PIB no 4ºT2013 de 0.2%, mas que passa a ser de um acréscimo de 0.2% se assumirmos que o indicador subirá em dezembro ao ritmo médio dos dois meses anteriores, um cenário de ligeiro acréscimo (embora mais modesto) que esta semana passámos também a defender e que surge depois do forte crescimento de 1.1% registado no 2ºT2013 e do acréscimo de 0.2% observado no 3ºT2013. Com efeito, refletindo os últimos dados de atividade favoráveis conhecidos para o 4ºT2013,– em concreto os dados sobre o investimento constantes na síntese económica de conjuntura do INE e os dados de novembro do Banco de Portugal (BdP) sobre a balança de bens e a balança de serviços –, o nosso indicador compósito para o PIB passou a apontar para um ligeiro acréscimo de 0.1% (anteriormente apontava-se para uma ligeira queda de -0.2%), com a procura interna, mais precisamente o consumo privado e o investimento, a ser afetada no último trimestre de 2013 pelo anúncio de um incremento na austeridade no âmbito da Proposta de OE 2014, mas numa intensidade que se antevê agora mais do que compensada pelas exportações líquidas – refletindo um acréscimo das exportações e uma ligeira queda das importações –, bem como pelo consumo público, que terá sido a única componente da procura interna a expandir. 0 -1 20 07 :Q No que diz respeito ao comércio internacional de bens, as exportações (nominais) passaram de uma variação homóloga de 4.7% em outubro, para 7.0% em novembro, retomando a trajetória crescente observada desde abril. Entre maio e novembro, as exportações de combustíveis registaram o contributo positivo mais significativo para a variação homóloga das exportações de bens, enquanto apenas as exportações de material de transporte contribuíram negativamente. Por sua vez, as importações (nominais) passaram de uma variação homóloga de 1.4% em outubro para 3.7%, retomando o perfil ascendente iniciado em junho de 2012. Em novembro, as importações de bens de consumo e de material de transporte registaram os contributos positivos mais expressivos para a variação homóloga das importações de bens, tendo as importações de combustíveis apresentado o único contributo negativo. O comportamento conjunto destas variáveis (em termos de mm3m) teve associada uma melhoria das exportações líquidas face ao mês anterior. 1 20 03 : Do mesmo modo, o indicador de investimento em capital fixo (FBCF) tem vindo a aliviar o ritmo de queda homóloga nos últimos 9 meses – passando em novembro de -6.1% para -4.5% (máximo desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em fevereiro, invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A evolução do indicador em novembro resultou do contributo negativo menos expressivo das componentes de construção e de máquinas e equipamentos e do contributo positivo ligeiramente mais significativo da componente de material de transporte. 2 3: Do lado da despesa, o indicador de consumo privado do INE apresentou uma subida homóloga de 2.4% (+1.5% no mês anterior, revisto em alta em +0.1 p.p.), prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2012 e apresentando apenas o 4º crescimento homólogo (consecutivo) desde fev-11. O indicador fez níveis máximos desde ago-10 (+2.9%), depois de ter atingido em dez-11 o mínimo histórico de -6.5% da série iniciada em 1992, na sequência do acentuado movimento descendente observado desde jun-10. Esta evolução favorável do indicador em novembro deveu-se ao contributo positivo mais expressivo de ambas as componentes, consumo corrente e consumo duradouro, sobretudo do primeiro caso. 3 20 0 Na ótica da produção, o INE refere que a informação proveniente dos seus indicadores de curto prazo revelou, no mês de novembro, um crescimento homólogo da produção industrial e uma diminuição menos significativa da atividade económica nos serviços e na construção e obras públicas. Portugal - Indicador Atividade Económica (INE) Un: % 4 20 06 :Q O indicador de atividade económica do INE, que sintetiza o comportamento das variáveis económicas com base na média móvel de três meses (mm3m) das respetivas variações homólogas, cifrou-se em 1.6% em novembro, um máximo desde fev-11, melhorando pelo 15º mês consecutivo e representando o 4º registo consecutivo em terreno positivo (+1.3% no mês anterior, revisto em alta em +0.1 p.p.) após 25 meses no vermelho. Crescimento Trimestral 27 de janeiro de 2014 26 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Previsão 2 1 0 -1 -2 -3 4 4 20 14 :Q 4 20 13 :Q 4 20 12 :Q 4 20 11 :Q 4 20 10 :Q 4 20 09 :Q 4 20 08 :Q 4 -4 20 07 :Q Este final de 2013 mais favorável do que o anteriormente admitido implicou também uma revisão em alta das nossas perspetivas de crescimento anual da economia em 2014, prevendo-se agora uma expansão de 0.8% (anteriormente previa-se +0.5%), um cenário mais favorável que os 0.4% antecipados pela OCDE e que passou agora a ser em linha com os 0.8% previstos pelo BdP, pela troika e pelo Governo. Esta previsão continua a ter implícito um primeiro trimestre difícil para a economia (aponta-se atualmente para uma ligeira queda -0.1% no 1ºT2014), já que a procura interna será condicionada pela entrada em vigor das medidas constantes no OE-2014. Assim, será sobretudo a partir da primavera que apontamos para que a economia regresse aos crescimentos consistentes (mas moderados), à medida que o impacto das novas medidas se dilua e com a procura externa, nomeadamente a proveniente da Zona Euro, a dever acelerar ao longo do ano. Portugal - PIB Un: % 3 20 06 :Q Incorporando esta previsão para o 4ºT2013, passamos a apontar para o conjunto do ano de 2013 para uma queda de 1.5% (anteriormente, de -1.6%), em linha com a prevista pelo BdP (10-dez) e menos desfavorável do que os -1.7% previstos pela OCDE (11-nov) e os -1.8% constantes da Proposta de OE 2014 e assumidos até ao momento pela troika. Crescimento Trimestral Crescimento Médio Anual Consumo Privado O indicador de consumo privado do INE apresentou em novembro uma subida homóloga de 2.4% (+1.5% no mês anterior, revisto em alta em +0.1 p.p.), prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2012 e apresentando apenas o 4º crescimento homólogo (consecutivo) desde fev-11. O indicador fez níveis máximos desde ago-10 (+2.9%), depois de ter atingido em dez-11 o mínimo histórico de -6.5% da série iniciada em 1992, na sequência do acentuado movimento descendente observado desde jun-10. Esta evolução favorável do indicador em novembro deveu-se ao contributo positivo mais expressivo de ambas as componentes, consumo corrente e consumo duradouro, sobretudo do primeiro caso. Portugal - Indicador Consumo Privado (INE) 6 Un: % 4 2 0 -2 -4 -6 DPEC - Departamento de Estudos 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 Indicador Consumo Privado - YoY/mm3m Consumo Privado - Var. Hóm (YoY) Portugal - Private Consumption (YoY) vs PC Indicator (INE) 6 Un: % Previsão - 4Q13 YoY:0.1/QoQ:-0.7 4 2 0 -2 -4 -6 -8 3: Q 4 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 20 :Q4 13 :Q 4 Segundo os cálculos do Montepio, e embora ainda sem a leitura de dezembro (admite-se uma aceleração semelhante à observada em média nos dois primeiros meses do trimestre), o indicador de consumo privado do INE encontra-se em níveis compatíveis com um decréscimo em cadeia de 0.7% do consumo privado no 4ºT2013, um cenário que consideramos atualmente demasiado pessimista, não obstante apontarmos também para um regresso do agregado às contrações, penalizado, no final de 2013, pelo anúncio das novas medidas de austeridade na Proposta de OE 2014. Com efeito, o nosso indicador compósito para o consumo privado aponta para um decréscimo de cerca de 0.3%, prejudicado nesse trimestre também pela dinâmica ligeiramente desfavorável das vendas de carros, mas essencialmente pelas vendas a retalho e pela também provável queda no consumo de serviços. Isto depois de o consumo privado ter expandido 1.1% em cadeia no 3ºT2013, registando o 2º crescimento consecutivo (+0.4% no 2ºT2013) e após 9 trimestres de queda, continuando a aliviar de níveis mínimos desde o 1ºT2001 e sendo suportado pela generalidade dos tipos de consumo, com destaque para o novo forte acréscimo nos bens duradouros. -8 20 0 Com efeito, o indicador de consumo corrente acelerou em novembro (de +0.9% para +1.6%), prolongando o movimento crescente iniciado em dez-11 e atingindo o valor mais elevado desde out-10. Esta evolução refletiu sobretudo o contributo positivo mais acentuado da componente não alimentar. Por seu lado, o indicador de consumo duradouro registou um crescimento homólogo mais intenso (+8.8% vs +5.7% no mês anterior), prolongado a trajetória crescente iniciada em jan-12. A informação sobre as vendas de automóveis ligeiros de passageiros, disponível até dezembro, revelou uma variação homóloga de 26.9% (+20.8% no mês anterior), mantendo o perfil ascendente observado desde mar-12 e fixando a taxa mais elevada desde final de 2010. Private Consumption - YoY Private Consumption Indicator (Quarterly Average) 27 de janeiro de 2014 27 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Investimento DPEC - Departamento de Estudos -8 -12 -16 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 -20 Indicador FBCF - YoY/mm3m FBCF - Var. Hóm (YoY) Portugal - Fixed Investment (YoY) vs Fixed Inv. Indicator (INE) Un: % 12 Previsão - 4Q13 YoY:-3.1/QoQ:-2.1 8 4 0 -4 -8 -12 -16 Q 4 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 20 :Q4 13 :Q 4 -20 Fixed Investment - YoY Fixed Investment Indicator (Quarterly Average) Portugal - Fixed Investment vs Montepio FBCF Indicator 8 Previsão - 4Q13 YoY:-2.3/QoQ:-1.4 Un: % 4 0 -4 -8 -12 -16 4 20 1 2 20 :Q4 13 :Q 4 4 Q 20 1 1: 4 Q 20 1 0: 4 Q 20 0 9: 4 Q 20 0 8: 4 Q 20 0 7: 4 Q 20 0 6: 4 Q Q 5: 20 0 Q 4 -20 4: Em termos trimestrais, e embora ainda sem a leitura de dezembro (admite-se uma aceleração semelhante à observada em média nos dois primeiros meses do trimestre), segundo os cálculos do Montepio, o indicador de FBCF do INE encontra-se em níveis compatíveis com um forte decréscimo em cadeia do investimento em capital fixo (FBCF) no 4ºT2013 de 2.1%, um cenário de contração que vai igualmente ao encontro das nossas perspetivas, com o investimento a ser também penalizado pelo anúncio das novas medidas de austeridade na Proposta de OE 2014, mas com o nosso indicador compósito para a FBCF a apontar, igualmente, para a possibilidade da queda se revelar menos intensa (entre -1.0% e -1.5%). Isto depois de a FBCF ter registado um acréscimo de 1.5% no 3ºT2013, pelo 2º trimestre consecutivo (+0.3% no 2ºT2013), sendo suportada pelo investimento em construção e em máquinas e equipamentos e aliviando, em dois trimestres, de níveis mínimos desde 4ºT1987, para máximos desde o 4ºT2012. 0 -4 20 0 Por último, o indicador de investimento em material de transporte (inclui apenas a componente automóvel) voltou a acelerar em novembro, prolongando o perfil positivo observado desde mai-12 e fixando o máximo desde ago-10. Nos últimos dois meses, todas as componentes contribuíram positivamente para a evolução do indicador. Já em dezembro, as vendas de veículos comerciais ligeiros cresceram 40.9% em termos homólogos (+18.7% e +24.6% nos dois meses anteriores), prolongando o perfil ascendente iniciado em maio de 2012. Note-se que este comportamento está parcialmente influenciado pelo efeito de base resultante da forte redução observada no período homólogo. Por sua vez, as vendas de veículos comerciais pesados registaram um crescimento homólogo de 87.2% em dezembro, após terem apresentado taxas de 11.4% e 11.8% em outubro e novembro, respetivamente. Refira-se que as vendas de veículos comerciais ligeiros e pesados atingiram, em dezembro, as variações homólogas mais elevadas desde junho e dezembro de 2007, respetivamente. É ainda de salientar que as importações de material de transporte registaram um crescimento homólogo de 11.0% em novembro (-5.6% em outubro), contrariando a trajetória negativa observada desde julho. 4 20 03 : Por sua vez, o indicador de investimento em máquinas e equipamentos, baseado nas opiniões dos empresários do comércio por grosso de bens de investimento, apresentou uma redução ligeiramente menos expressiva em dezembro, prolongando a trajetória ascendente iniciada em fev-12 e atingindo o valor mais elevado desde fev-10. No último mês, as opiniões sobre o volume de vendas e as perspetivas de atividade contribuíram positivamente para a evolução do indicador, de forma mais expressiva no primeiro caso, enquanto as opiniões sobre a atividade e as expetativas relativas às encomendas a fornecedores contribuíram em sentido contrário. É, ainda, de notar que as importações de máquinas e outros bens de capital e seus acessórios (excluindo material de transporte) aceleraram em novembro, passando de um crescimento homólogo de 0.6%, em outubro, para 3.1%, após o abrandamento registado no mês anterior. 8 3: Com efeito, o indicador de investimento em construção apresentou uma redução menos acentuada em novembro, retomando o expressivo movimento ascendente observado desde abril. No mesmo sentido, as vendas de cimento produzido em território nacional voltaram a registar uma diminuição homóloga menos acentuada em dezembro, prolongando a trajetória positiva iniciada em abril. O licenciamento de novas habitações passou de uma variação homóloga de -30.8% em outubro, para -28.9% em novembro. Portugal - Indicador FBCF (INE) Un: % 12 20 0 O indicador de investimento em capital fixo (FBCF) do INE tem vindo a aliviar o ritmo de queda homóloga nos últimos 9 meses – passando em novembro de -6.1% para -4.5% (máximo desde mar-11) –, após atingir o mínimo da série em fevereiro, invertendo o perfil descendente iniciado em jul-10. A evolução do indicador em novembro resultou do contributo negativo menos expressivo das componentes de construção e de máquinas e equipamentos e do contributo positivo ligeiramente mais significativo da componente de material de transporte. Fixed Investment - YoY Montepio FBCF Indicator - YoY 27 de janeiro de 2014 28 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Balança Corrente No ano de 2012 o défice da balança corrente representou 1.5% do PIB, em desagravamento (-7.0% em 2011). Considerando apenas a balança de bens e serviços, observou-se um défice de apenas 0.1%, algo ímpar desde 1943. Para 2013, apontamos para uma nova melhoria do saldo da balança corrente, apresentando inclusivamente um excedente (os dados ajustados de sazonalidade sugerem um excedente de cerca de 0.4% do PIB no 1ºT2013 e de 1.0% no 2ºT2013, seguido de um ligeiro défice de 0.1% no 3ºT2013 e com os dois primeiros dados mensais para o 4ºT2013 a sugerirem, para já, um novo ligeiro excedente). Em termos anuais, em resultado da revisão em baixa dos dados dos trimestres anterior, prevemos agora que o valor para 2013 se cifre num excedente em torno dos 0.5% do PIB, um resultado em linha com o previsto pela OCDE em 19-nov (+0.5%) e o que foi igualmente admitido pelo Governo na Proposta de Orçamento de Estado para 2014 (OE 2014), entregue na Assembleia da República em 15-out. Para 2014 antecipa-se uma nova melhoria do excedente, para cerca 1.4%, neste caso ligeiramente acima das previsões da OCDE (+1.2%), mas abaixo dos 1.9% admitidos pelo Governo. Em novembro observaram-se comportamentos distintos das diversas balanças, mas maioritariamente favoráveis, designadamente numa ótica de contributo para o crescimento do PIB, com um desagravamento do défice da balança de bens e uma nova ligeira subida do excedente da balança de serviços. Com efeito, segundo estes dados do BdP, o défice da balança de bens desagravou-se de 683 M€ para 555 M€, pela 3ª vez nos últimos 4 meses, revertendo apenas cerca de metade do agravamento do mês anterior, mas aproximando-se do registo de mar-13, mês em que fez mínimos históricos (série iniciada em 1996). Este desagravamento refletiu um forte acréscimo das exportações (+4.1%) e um acréscimo menos intenso das importações (+0.7%), com as exportações a ascenderem a níveis máximos históricos, ao passo que as importações diminuíram novamente a distância face ao respetivo máximo histórico observado no início de 2008 (de -18.4% para 17.8%). Por sua vez, a balança de serviços viu o seu excedente subir ligeiramente de 841 M€ para 845 M€, continuando a aproximar-se dos níveis máximos desde o início da série registados em jul-13, em resultado, neste caso, de um acréscimo das exportações (+1.7%) inferior ao das importações (+2.8%), com as exportações a contabilizarem a 2ª subida consecutiva, aproximarem-se um pouco mais dos níveis máximos históricos observados em mai-13 (estando, ainda assim, apenas a 0.6% desse nível). No caso das importações tratou-se da 2ª subida (consecutiva) em 4 meses, encontrando-se ainda 13.9% abaixo do nível máximo histórico atingido em mai-11. Portugal - Balança Corrente (Nsa) 1,000 Un: 10^6 € Un: 10^6 € 11,000 500 10,000 0 9,000 -500 8,000 -1,000 7,000 -1,500 6,000 -2,000 5,000 -2,500 4,000 -3,000 3,000 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 A balança corrente registou um défice de 71.0 milhões de euros (M€) em novembro, representando uma degradação face ao défice de 18.2 M€ do mês anterior, cujo valor resulta ademais da revisão em baixa do anterior excedente de 10.5 M€. Note-se que estes dados são bastante afetados pela sazonalidade, sendo que, quando descontados desse efeito, revelam, pelo contrário, uma melhoria do saldo da balança corrente, passando de um défice de 27 M€ para um excedente de 78 M€, que representa um máximo desde jun13. Trata-se do 3º excedente da balança corrente nos últimos 4 meses, contabilizando também já 8 excedentes nos últimos 21 meses (+379M€ em dez-12, que constituiu um máximo histórico desta série do Banco de Portugal (BdP) iniciada em 1996), representando, juntamente com o observado no mês de jul-12, os únicos saldos positivos desta série. Balança Corrente - Saldo (nsa) Balança Corrente - Crédito (nsa) Balança Corrente - Débito (nsa) Portugal – Balança corrente Valor Un: 10^6 €; % Balança corrente e de capital (sa) Balança corrente (sa) Balança de bens Var. Mensal Var. Homól. Out Nov Out Nov Out Nov 349 130 179.2 -62.8 4.8 -225.0 -27 78 -683 -142.2 -388.9 -91.3 -145.1 -555 38.8 -18.7 -6.1 Exportações 3 941 4 101 -3.2 4.1 2.7 Importações 4 624 4 656 1.3 0.7 1.3 6.3 0.7 0.5 15.8 19.4 0.5 1.7 5.7 13.2 2.8 Balança de serviços Exportações Importações 841 845 1 729 1 758 -4.3 8.0 888 913 0.2 -2.4 8.0 -529 -512 -2.9 -3.2 1.3 -13.7 C rédito 450 403 -3.4 -10.4 -6.6 8.6 Débito 979 916 -3.1 -6.4 -2.5 -5.0 343 299 28.9 -12.8 61.0 2.7 C rédito 728 695 11.0 -4.5 20.9 5.1 Débito 385 396 -1.3 2.9 -1.0 7.0 377 53 518.0 -85.9 -41.4 -24.3 C rédito 434 90 325.5 -79.3 -38.4 -26.2 Débito 57 38 39.0 -33.3 Balança de rendimentos Bal. transferências correntes Balança de capital (sa) -5.0 -26.9 Note-se que as exportações terão sido nos últimos meses, pelo menos em parte, penalizadas pelo comportamento cambial desfavorável observado desde set-12, com o euro a registar uma apreciação efetiva de 7.8% até nov-13, segundo dados do BCE (embora revertendo apenas cerca de 4/5 da depreciação registada entre mai-11 e ago-12). Entretanto, a moeda única voltou a apreciar em dezembro (+1.2%). Relativamente às restantes componentes da balança corrente, assistiu-se a um comportamento misto, com um desagravamento do défice da balança de rendimentos (de -529 M€ para -512 M€), mas com uma diminuição do excedente da balança de transferências correntes (de +343 M€ para +299 M€), afastando-se neste último caso um pouco mais do registo de abril, quando atingiu máximos desde mai-99. Note-se que a contribuir para a evolução favorável do saldo da balança de transferências nos últimos tempos – a respetiva média móvel de 12 meses bateu em abril máximos desde o início desta série (em 1996) – têm estado as remessas de dinheiro dos emigrantes para Portugal, que subiram 8.4% nos primeiros 11 meses do ano, chegando aos 2.665 mM€, uma tendência positiva e que deverá estar, em boa parte, associada à transferência de poupanças para o país, onde as taxas de juro são relativamente mais vantajosas, bem como ao aumento da emigração. Em termos trimestrais, embora ainda sem a leitura de dezembro, os dados das balanças de bens e serviços apontam para um contributo positivo das exportações líquidas para o crescimento do PIB no 4ºT2013, refletindo um crescimento das exportações e uma queda das importações. Admite-se ademais que este comportamento possa ver-se reforçado até final do trimestre, atendendo à provável nova queda das importações no mês de dezembro, refletindo a esperada contração da procura interna resultante do anúncio, em meados de outubro, das novas medidas de austeridade constantes no OE para 2014, bem como à continuação da melhoria das exportações, num contexto de ligeira aceleração da recuperação económica na Zona Euro. Isto depois de, no 3ºT2013, as exportações líquidas terem evidenciado um forte contributo negativo de 1.1 p.p. (+0.7 p.p. no 2ºT2013), refletindo, como esperado, essencialmente um forte acréscimo das importações – resultante dos fortes crescimentos do consumo privado e do investimento – e com as exportações ademais a evidenciarem um ligeiro decréscimo, apresentando ambos os agregados contributos negativos para o crescimento do PIB (-1.0 p.p. e -0.1 p.p., respetivamente). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 29 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Preços O índice de preços no produtor (IPP)* apresentou um decréscimo homólogo de 0.1% em dezembro, desagravando o ritmo de queda (-1.3% no mês anterior, revisto dos anteriores -0.9%), pela 2ª vez nos últimos 3 meses, depois de em setembro (1.4%) ter registado a maior descida desde finais de 2009 (-1.5% em nov-09). Seja como for, os preços continuaram em queda homóloga, pelo 5º mês consecutivo e claramente aquém da tendência histórica, na sequência de uma tendência de desaceleração que se observa desde o máximo plurianual de 7.7% registado em mar-11. Em cadeia, o IPP apresentou uma subida de 0.4% (-0.2% no mês anterior e -0.8% em dez-12). O agrupamento de energia, com uma taxa de variação de 1.5% (1.7% em dez-12), apresentou o contributo mais relevante para a variação mensal do índice total (+0.4 p.p.). Por secções, a variação do índice total foi determinada pelo contributo da secção das indústrias transformadoras (+0.4 p.p.), em resultado de uma taxa de variação mensal de 0.5% (-0.9% no mês homólogo). Un: % 8 4 0 3 2 -4 1 -8 0 -1 -2 20 13 :1 2 20 12 :1 2 20 11 :1 2 20 10 :1 2 20 09 :1 2 20 08 :1 2 20 07 :1 2 -3 20 06 :1 2 Em termos de grandes agrupamentos industriais, a maioria apresentou variações homólogas superiores às observadas em novembro. A variação do índice agregado foi sobretudo determinada pelas diminuições dos índices dos agrupamentos de bens intermédios (-2.0% vs -1.6% no mês anterior) e de bens de consumo (-0.3% vs -1.1% no mês anterior), tendo contribuído com -0.6 p.p. e com -0.1 p.p., respetivamente. Pelo contrário, o agrupamento de energia registou um contributo positivo para a variação homóloga do índice agregado (+0.4 p.p.), em consequência de uma variação de 1.3% (-1.9% em novembro). O índice da secção das indústrias transformadoras registou uma variação homóloga de -0.8%, superior em 1.4 p.p. à observada em novembro, originando um contributo de -0.7 p.p. para a variação do índice total. Portugal - Índice de Preços no Produtor Un: % Var. Mensal (MoM) (esc. esq.) Var. Hom. (YoY) (esc. dir.) Var. Média 12M (esc. dir.) Portugal - Indicadores de Preços Un:% Var. Mensal Var. Homól. Nov-13 Dez-13 Nov-13 Dez-13 IPC -0.2 0.4 -0.2 IPCH -0.3 0.3 0.1 0.2 IPP -0.7 0.4 -1.3 -0.1 Estes dados do IPP continuam a revelar, à semelhança do IPC, que as anteriores pressões sobre os preços advinham essencialmente das commodities (em concreto da energia) e de alterações fiscais. Bens de C onsumo Note-se que, em termos anuais, a variação média do IPP foi de 0.2% em 2013, em forte desaceleração (+3.2% em 2012), enquanto o índice da secção das indústrias transformadoras apresentou uma queda de 0.7% (+2.2% em 2012). Ao nível do IPC, recorde-se que observou um crescimento anual de 0.3%, também em forte desaceleração (+2.8% em 2012). O IPC core passou de uma taxa de variação média anual de 1.5% em 2012, para 0.2% em 2013. Para além da expressiva desaceleração da inflação core, a redução da taxa de variação dos produtos energéticos, de 9.6% em 2012 para -0.7% em 2013, contribuiu também de forma significativa para a desaceleração do IPC em 2013. Esta redução tem subjacente a diminuição dos preços dos combustíveis, bem como a dissipação do efeito do aumento da taxa do IVA do gás natural e da eletricidade de 6% para 23% em out11, que em termos de variação média dos últimos doze meses foi anulado em out13. 0.2 0.0 0.1 -1.1 -0.3 Duradouro 0.5 -0.1 0.0 -0.8 Não-Duradouro -0.1 0.1 -1.3 -0.3 Intermédios -1.3 -0.3 -1.6 -2.0 Equipamento -0.3 0.3 0.9 2.4 Energia -0.9 1.5 -1.9 1.3 Nota : medidas Core=IPC/IPCH excluindo a energia e os bens alimentares não transformados. Dados que continuaram assim a confirmar as nossas perspetivas, de que as anteriores pressões sobre inflacionistas assumiam um carácter largamente temporário. A dissipação desses efeitos temporários ao longo de 2013, em conjugação com uma descida do preço médio anual do petróleo, um crescimento marginal dos preços de importação de bens não energéticos e a manutenção de uma forte moderação salarial traduziram-se numa redução da inflação (medida pela variação homóloga do IHPC) em 2013, de 2.8% para 0.5%, em linha com o que se havia estimado – um valor que é o 2º mais baixo desde que existem registos, apenas superado pela queda de 0.9% registada em 2009, depois do colapso dos preços do petróleo –, apontando-se para uma inflação em torno dos 0.6% para 2014. Note-se que em 2012 a inflação já abrandou dos 3.6% observados em 2011 para 2.8%, todavia continuando ainda acima da média da Zona Euro – refletindo, essencialmente, o impacto das referidas alterações da tributação indireta e de preços condicionados por procedimentos de natureza administrativa em 2011 e 2012, no contexto das medidas de consolidação incluídas programa de ajustamento económico e financeiro (PAEF) acordado com a troika. Refira-se que a evolução dos preços em 2013 tem implícito um alargamento das margens de lucro agregadas que, por refletir alterações importantes na estrutura empresarial portuguesa, constitui parte fundamental do reequilíbrio dos balanços do setor empresarial. * Com o relatório de setembro o INE passou a divulgar uma nova série do IPP, com valores retrospetivos desde jan-10. A principal alteração introduzida com esta nova série prende-se com o conceito de preço considerado, que deixou de incluir impostos específicos sobre os produtos. Adicionalmente passou a ser utilizada uma nova amostra de empresas e de produtos, determinando também um aumento de cobertura das atividades e dos produtos considerados. O INE procedeu, ainda, à atualização da estrutura de ponderadores, verificando-se um aumento dos pesos relativos dos bens de investimento e dos bens energéticos e uma redução do peso dos bens intermédios. Estas alterações originaram revisões face aos resultados anteriormente publicados. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 30 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Reino Unido – BoE deverá fazer alterações à sua forward guidance em fevereiro, depois de a taxa de desemprego ter descido para 7.1%… A semana ficou marcada por novos dados extremamente positivos para o mercado laboral, com a taxa de desemprego a descer 0.3 p.p., nos três meses terminados em novembro, para 7.1%, bem mais do que previa o mercado, passando a estar num mínimo desde mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura acomodatícia da sua política monetária. Limiar esse que deverá ser revisto nas próximas reuniões, conforme sugere o teor das minutas relativas à reunião de janeiro, conhecidas durante a semana. Regressando aos dados do mercado laboral, o nº de desempregados caiu para um nível mínimo desde abr-09, enquanto o emprego continuou a subir, renovando máximos históricos. Já em dezembro, o desemprego registado (uma medida mais restrita) observou mais uma nova forte queda, sendo que, conjuntamente, nos últimos 7 meses, observou-se uma diminuição de 253 mil desempregados registados, a maior desde set-97. Pelo contrário, ao nível dos salários nominais, os números de novembro continuaram a dar conta de crescimentos baixos, tendo a subida homóloga dos salários por trabalhador, excluindo bónus, ficado em 0.9%, acelerando apenas marginalmente face aos registos dos 3 meses anteriores e de março, que representam os menores crescimentos desde, pelo menos, o início da série (2001), e substancialmente longe dos crescimentos em torno dos 4% que se registavam antes da crise. Os salários continuam, assim, a crescer a um ritmo inferior ao dos preços nos consumidores, apesar do abrandamento recente destes últimos, um diferencial negativo que persiste desde o final de 2009. Deste modo, as minutas da última reunião do Comité de Política Monetária (MPC) do Banco de Inglaterra (BoE), realizada a 9 de janeiro – na qual a autoridade não alterou a postura da sua política monetária, tal como era amplamente antecipado pelo mercado –, revelaram que os membros do Comité não identificam uma necessidade imediata de aumentar a bank rate, apesar da recuperação acima do esperado do mercado laboral, e mesmo da evolução benigna das pressões inflacionistas. Isto porque o Comité identifica um número de contrariedades que a economia ainda enfrenta: i) o fraco crescimento do rendimento real; ii) a expansão ainda pouco sustentada do investimento empresarial; iii) a evolução da produtividade; iv) a evolução previsivelmente fraca das economias dos principais parceiros comerciais do Reino Unido. Assim, a reunião de política monetária de fevereiro ou o Relatório de Inflação – a divulgar dia 12-fev – deverá trazer uma revisão da forward guidance do BoE, a qual poderá tomar a forma de uma redução do limiar (por exemplo, para 6.5%), ou de uma alteração da formulação da guidance, na linha do que a Reserva Federal americana fez em dez-13, quando se comprometeu a não subir a taxa de referência até muito DPEC - Departamento de Estudos depois de a taxa de desemprego descer abaixo do seu limiar de 6.5%. Note-se, aliás, que, como o BoE já vinha salientando nas últimas reuniões, o valor de 7% para a taxa de desemprego é um “limiar” – aquém do qual o BoE não alterará a postura da sua política monetária – e não um “gatilho”, ou seja, um automatismo que implique a reversão imediata da atual política acomodatícia. A retoma da economia tem sido encabeçada pelo forte aumento da procura no imobiliário residencial, o qual não tem recebido resposta proporcional da parte da oferta, conduzindo a uma aceleração persistente do crescimento dos preços das casas nos últimos meses. Os primeiros dados de janeiro, divulgados pela Rightmove, reportaram uma subida homóloga de 6.3% (+5.4% no mês anterior), a maior desde nov-07 e impulsionando os preços a um nível máximo desde, pelo menos, o início da série (2001). A agitação no mercado é visível no tráfego no site da Rightmove e nos emails enviados aos agentes imobiliários, que apresentam subidas de quase 20% face ao período homólogo de 2013. O aumento da procura continua, todavia, sem ser correspondido pela oferta, o que ajuda a impulsionar os preços, com a Rightmove a identificar uma média de 58 propriedades à venda por agência, um mínimo desde fev-07. Durante a semana foram também conhecidos os números de janeiro dos indicadores da Confederation of British Industry (CBI) para a indústria e o retalho, que revelaram evoluções aquém do esperado para o mês, mas continuando a dar indicações genericamente positivas em termos de média móvel de 3 meses (mm3m). Na indústria, a mm3m do indicador compósito de confiança – calculado pelo Montepio com base nos indicadores parcelares – subiu, encontrando-se pelo 5º mês consecutivo em terreno positivo, relativamente perto de máximos desde jun-95 e acima da tendência histórica. No retalho, a mm3m do indicador que avalia a evolução homóloga das vendas a retalho nas principais lojas subiu 4 pontos, para 16 pontos, encontrando-se um pouco abaixo da tendência histórica. A recuperação da economia tem levado a um comportamento melhor do que o previsto da execução orçamental do Estado, cujos dados de dezembro – o 9º mês do ano fiscal de 2013/14 – surpreenderam pela positiva. Os dados acumulados revelam um défice de 96.1 mM£, inferior em 4.8 mM£ ao do período homólogo. O investimento líquido está a subir, o que tem sido possibilitado por uma execução corrente acima do esperado. O saldo corrente apresenta um défice acumulado 5.8 mM£ abaixo do observado no mesmo período do anterior ano fiscal. Do lado das receitas, observam-se subidas acumuladas em todas as componentes, relativamente idênticas entre os impostos sobre o consumo (+5.1%) – que incluem o IVA (+4.2%) – e os impostos sobre o rendimento e riqueza – que abrangem o IRS (+4.9%) e o IRC (+4.2%) –, enquanto as receitas da segurança social crescem menos (+2.4%). Embora menos representativos, note-se o fortíssimo crescimento de 14.1% dos outros impostos, que incluem o imposto de selo das compras de casas. 27 de janeiro de 2014 31 Comentário Semanal de Economia e de Mercados O destaque da semana passada… no Reino Unido Política Monetária Foram publicadas as minutas da última reunião do Comité de Política Monetária (MPC) do Banco de Inglaterra (BoE), realizada a 9 de janeiro, na qual a autoridade não alterou a postura da sua política monetária, tal como era amplamente antecipado pelo mercado, atendendo à opção recente por forward guidance e à evolução positiva ao nível da atividade e da inflação. Com efeito, o MPC decidiu manter a taxa de juro de referência, a bank rate, em 0.50% (nível em que se encontra desde mar-09 e que corresponde ao mais baixo desde a fundação da autoridade, em 1694) e a dimensão do Asset Purchase Facility (APF), o programa de compra de dívida pública e privada (financiado através da emissão de reservas do banco central) em 375 mil milhões de libras (mM£), que se encontra inalterado desde jul-12. Adicionalmente – e mais importante –, o MPC manteve a política de forward guidance explícita anunciada aquando da divulgação do Relatório Trimestral de Inflação de agosto. Assim, a reunião de política monetária de fevereiro ou o Relatório de Inflação – a divulgar dia 12-fev – deverá trazer uma revisão da forward guidance do BoE, a qual poderá tomar a forma de uma redução do limiar (por exemplo, para 6.5%), ou de uma alteração da formulação da guidance, na linha do que a Reserva Federal americana fez em dez-13, quando se comprometeu a não subir a taxa de referência até muito depois de a taxa de desemprego descer abaixo do seu limiar de 6.5%. Note-se, aliás, que, como o BoE já vinha salientando nas últimas reuniões, o valor de 7% para a taxa de desemprego é um “limiar” – aquém do qual o BoE não alterará a postura da sua política monetária – e não um “gatilho”, ou seja, um automatismo que implique a reversão imediata da atual política acomodatícia. Na reunião de janeiro, no que diz respeito à forward guidance, o Comité não identificou, assim, motivos para alterar, sendo que, relativamente à decisão de política monetária, as minutas revelaram que houve unanimidade tanto em relação à manutenção da bank rate, como em relação à não extensão do APF, neste caso pela 7ª reunião consecutiva. Note-se ademais que pela 3ª reunião consecutiva as minutas não fizeram referência às visões diferentes entre os membros do Comité em relação à possibilidade de um aumento do estímulo vir a ser necessário, que eram admitidas nos meses anteriores, devido, em parte, à avaliação que cada membro fazia sobre a velocidade a que o excesso de capacidade na economia será reduzido se a procura continuar a aumentar. DPEC - Departamento de Estudos :0 1 :0 1 20 14 :0 1 20 13 :0 1 20 12 20 11 20 10 20 09 20 08 20 07 20 06 20 05 20 04 :0 1 0 :0 1 1 -8 :0 1 2 -6 :0 1 3 -4 :0 1 4 -2 :0 1 5 0 :0 1 6 2 R. Unido: Bank Rate vs BOE Asset Purchase Target Un: 10^6 £ 1.8 Un: % 50 01 4: 07 3: 20 1 20 1 01 3: 20 1 2: 2: 20 1 20 1 1: 20 1 1: 20 1 0: 20 1 0: 20 1 9: 9: 20 0 20 0 07 400 01 350 0.4 07 300 0.6 01 250 0.8 07 200 1.0 01 150 1.2 07 100 1.4 01 1.6 Bank Rate (esc. esq.) Bank Rate vs BOE Asset Purchase Target (esc. dir. invertida) Reino Unido - Inflação Homóloga e Expectativas dos Consumidores Un: % 5.5 5.0 4.5 4.0 3.5 3.0 2.5 2.0 1.5 2 :1 2 :1 20 13 2 :1 11 20 12 2 10 20 :1 2 09 20 :1 2 08 20 20 :1 2 07 :1 2 2 :1 06 20 20 2 :1 05 20 :1 04 03 :1 2 1.0 20 Nesta reunião, o MPC voltou a debruçar-se sobre a questão da produtividade, a maior incerteza das projeções do BoE, designadamente no que diz respeito à dimensão da recuperação da produtividade comparativamente à extensão da retoma da procura. Ora, embora a procura esteja a recuperar a um ritmo robusto, a produtividade não tem acompanhado, levando a que a taxa de desemprego esteja a diminuir mais rapidamente do que o esperado e mais do que proporcionalmente à retoma da economia, fixando-se em 7.1% no trimestre terminado em novembro, um mínimo de quase 5 anos, e apenas 0.1 p.p. acima do limiar traçado pelo BoE (segundo dados divulgados no mesmo dia das minutas, ou seja, já duas semanas depois da reunião). Paralelamente, os salários têm revelado um crescimento nominal bastante inferior ao do PIB. Embora o BoE admita que o limiar da taxa de desemprego seja atingido mais rapidamente do que o previsto no Relatório de Inflação – associado a uma evolução mais benigna do que o previsto da inflação e do produto –, os membros do Comité não identificam uma necessidade imediata de aumentar a bank rate. Isto porque o Comité identifica um número de contrariedades que a economia ainda enfrenta: i) o fraco crescimento do rendimento real; ii) a expansão ainda pouco sustentada do investimento empresarial; iii) a evolução da produtividade; iv) a evolução previsivelmente fraca das economias dos principais parceiros comerciais do Reino Unido. 7 4 PIB - Variação Homóloga (esc. esq.) IPCH - Variação Homóloga (esc. dir.) Bank Rate (esc. dir.) 20 Recorde-se que o Relatório Trimestral de Inflação de novembro trouxe uma melhoria das perspetivas da autoridade tanto ao nível do PIB e do desemprego (admitiu aí que a taxa de desemprego poderia ficar abaixo do limiar de 7% já em 2015), como da inflação, em virtude dos dados económicos acima do esperado no último trimestre e, do lado da inflação, da evolução do preço das commodities e da apreciação da libra. Em relação às projeções para a economia, o MPC identificou como principais riscos ascendentes, a melhoria da confiança dos agentes na retoma e a melhoria das condições de crédito, que conjuntamente poderão levar as empresas a libertar algumas das reservas que foram constituindo nos últimos anos, por receio em relação à recuperação da economia. Por outro lado, assinalou como riscos descendentes o processo de reparação dos balanços das famílias e do setor bancário, juntamente com um crescimento lento dos rendimentos reais (fruto do crescimento dos salários a um ritmo historicamente baixo, inferior à inflação), que poderão colocar um travão no ritmo de crescimento do consumo privado antes de as empresas começarem a aumentar os gastos. 6 Un: % Inflação Homóloga Expectativas de Inflação dos Consumidores a 12 meses (BoE) Média histórica das Expectativas de Inflação Reino Unido - Evolução do IPCH e dos Salários (ex Bonus) 5.5 Un: % 5.0 4.5 4.0 3.5 3.0 2.5 2.0 1.5 1.0 20 02 :1 1 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 Regressando às minutas, o BoE avaliou as notícias conhecidas ao longo do mês como positivas, com a retoma a continuar a forte ritmo e a inflação a abrandar. O MPC afirmou ainda haver agora riscos ascendentes sobre a sua previsão de que o PIB tenha crescido 0.9% no 4ºT2013 – o nosso indicador compósito para o PIB sugere, em todo o caso, um crescimento mais brando (+0.7%), se bem que forte historicamente. Por outro lado, o Comité continuou a referir o risco descendente para a retoma trazido pela apreciação da libra – a taxa de câmbio efetiva subiu quase 3% desde o Relatório de Inflação de novembro. Embora a apreciação da libra esteja a contribuir para o abrandamento mais célere da inflação, poderá ter um efeito adverso sobre a procura externa, dado que os principais mercados do Reino Unido se encontram a crescer a um ritmo mais brando. Reino Unido - Evolução do PIB, da Inflação e da Bank Rate Salários (ex Bonus) - Var. Hom. (YoY mm3m) IPCH - Var. Hom. (YoY mm3m) 27 de janeiro de 2014 32 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… no Reino Unido Imobiliário Residencial Os preços vinham a oscilar desde meados de 2012, evidenciando uma tendência apenas levemente ascendente desde o mínimo de out-09 atingido no final de 2011. Desde o 2ºT2013, é visível uma aceleração crescente, refletindo melhorias ao nível da conjuntura económica, mas sobretudo do Help to Buy Scheme. Numa primeira fase – que se iniciou em abril –, o Governo concedia aos compradores de casas novas 20% do valor da casa, como capital de entrada, com estes a terem que colocar apenas mais 5%. Na segunda fase, iniciada em outubro, o programa passou a abranger qualquer tipo de propriedade abaixo das 600 mil libras, mesmo casas usadas, e os compradores terão que entrar apenas com um depósito simbólico, com o Governo a oferecer às instituições de crédito que participarem uma garantia sobre 15% do empréstimo imobiliário concedido aos compradores. O esquema deverá durar 3 anos. O impacto do programa sobre a atividade e os preços tem sido tão notório que já criou receios em relação à formação de uma bolha especulativa no mercado. A Rightmove reporta que a segunda fase do Help to Buy se tem sentido sobretudo no Norte do país, e menos em Londres e no Sudeste, pelo que estará a ter impacto justamente nos locais onde a procura se encontrava mais fraca. De acordo com o modelo macroeconómico de longo-prazo desenvolvido pelo Montepio (que utiliza o índice de preços oficial do Land Registry), os preços das casas encontram-se um pouco abaixo do seu nível de equilíbrio. Un: % 200 45,000 160 40,000 120 35,000 80 30,000 40 25,000 0 20,000 -40 15,000 2008:11 2009:11 2010:11 2011:11 -80 2013:11 2012:11 Nº de Empréstimos Hipotecários (esc. esq.) Nº de Empréstimos Hipotecários (YoY) (esc. dir.) Índices de Preços de Casas Variação Mensal Uni: % Out 13 Nov 13 Land Registry -0.3 0.1 Halifax 1.3 0.9 -0.6 Nationwide 1.1 0.7 1.4 Rightmove (*) 0.0 0.6 1.1 Hometrack 0.5 0.5 0.5 Dez 13 Jan 14 0.9 (*) Dado s ajustado s de sazo nalidade pelo M o ntepio . R. Unido - Índices de Preços de Casas 25 Un: % 20 15 10 5 0 -5 -10 -15 01 01 20 14 : 01 20 13 : 01 20 12 : 01 20 11 : 01 20 10 : 01 20 09 : 01 20 08 : 01 20 07 : 20 06 : 01 -20 01 Entre os restantes 3 indicadores que seguimos, com dados de dezembro, denota-se também uma tendência ascendente, genericamente em aceleração, com fortes subidas homólogas transversais: Halifax (+7.5%), Hometrack (+4.3%) e Nationwide (+8.4%) Un: Nº Empréstimos 20 05 : Estes dados sugerem que os preços das vendas deverão continuar a subir a bom ritmo. Ainda em novembro, os preços das casas vendidas, calculados pelo Land Registry – o indicador oficial e, simultaneamente, o mais abrangente (inclui compras a pronto e com recurso a crédito) e o mais preciso (construído com base no preço de transação), pese embora seja geograficamente limitado (inclui apenas Inglaterra e País de Gales, se bem que a Escócia e a Irlanda do Norte representem menos de 10% do PIB do Reino Unido) – registaram uma subida de 0.1%, depois de terem caído 0.3% no mês anterior, mas que foi a única queda dos últimos 8 meses, com os preços a encontrarem-se sensivelmente num nível máximo desde ago-08. Em termos homólogos, os preços das casas cresceram 3.2%, em aceleração pelo 6º mês consecutivo, tratando-se já do 19º mês consecutivo de crescimentos e do maior ritmo desde out-10. Esta variação dos preços esconde um padrão geográfico claramente seccionado, com Londres a continuar a revelar crescimentos bem acima de outras geografias (+10.6%, em termos homólogos), embora esse diferencial venha a diminuir (o forte crescimento dos preços na capital reflete, em parte, a pressão demográfica crescente na cidade, com o número de imigrantes a aumentar nos últimos anos, mas também o afluxo de compradores estrangeiros de posses elevadas). Os preços nacionais encontram-se ainda 9.1% abaixo dos máximos prérecessão de 2008/09. Reino Unido - Nº de Empréstimos Aprovados para Compra de Casa 50,000 20 04 : Os primeiros dados conhecidos para o mercado residencial em janeiro, divulgados pela Rightmove, revelaram que os preços das casas – baseados nos preços pedidos pelos vendedores sondados pela imobiliária – subiram 1.0% em cadeia, que passam a 0.9% de acordo com os dados ajustados de sazonalidade (cálculos do Montepio), tratando-se do 3º crescimento consecutivo, com preços a renovarem máximos desde, pelo menos, o início da série (2001). Em termos homólogos, o crescimento acelerou, de 5.4% para 6.3%, tratando-se de um máximo desde nov07, e do 29º mês consecutivo de crescimento. A agitação no mercado é visível no tráfego no site da Rightmove e nos emails enviados aos agentes imobiliários, que apresentam subidas de quase 20% face ao período homólogo de 2013. O aumento da procura continua, todavia, sem ser correspondido pela oferta, o que ajuda a impulsionar os preços, com a Rightmove a identificar uma média de 58 propriedades à venda por agência, um mínimo desde fev-07. Land Registry - Var. Hom. (YoY)- esc. esq. DCLG - Var. Hom. (YoY) - esc. esq. Nationwide - Var. Hom. (YoY)- esc. esq. Rightmove - Var. Hom. (YoY)- esc. esq. Índices de Preços de Casas Variação Homóloga Uni: % Out 13 Nov 13 Land Registry 2.9 3.2 Dez 13 Halifax 6.9 7.7 7.5 Nationwide 5.8 6.5 8.4 Rightmove 3.8 4.0 5.4 Hometrack 3.0 3.7 4.3 Jan 14 6.3 O comportamento acima do esperado dos preços nos últimos meses tem levado a Rightmove a rever sucessivamente em alta a sua previsão para o crescimento dos preços. Para 2014, passou em dezembro a prever que os preços cresçam até 8%, caso a oferta de casas no mercado não aumente de molde a compensar o aumento da procura, sendo que a imobiliária espera que as transações cresçam 10%. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 33 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Finanças Públicas O saldo orçamental excluindo intervenções financeiras do setor público apresentou um défice de 12.1 mil milhões de libras (mM£) em dezembro, o 9º mês do ano fiscal de 2013/14, um valor que ficou abaixo das expectativas do mercado (14.0 mM£). Este valor compara favoravelmente com o défice de 14.2 mM£ registado no período homólogo do anterior ano fiscal, tal como tem sido tendência nos últimos meses. Neste mês o headline não foi afetado por fatores pontuais. 12 12 13 : 20 12 : 20 11 : 20 10 : 20 09 : 20 08 : 20 07 : 20 06 : 20 05 : 20 04 : 03 : 20 20 12 2 12 3 -25 12 4 -20 12 5 -15 12 6 -10 12 7 -5 12 8 0 12 9 5 12 10 10 12 11 15 Défice Orçamental (Mensal) - (esc. esq.) Défice Orçamental (Média Móvel 12M) - (esc. dir.) United Kingdom – Public Debt (% GDP) 100 Un: % 90 80 70 60 50 40 Source:IMF (O ctober 2013) 18 20 17 20 16 15 20 14 20 20 13 12 20 11 20 20 10 09 20 08 20 20 07 06 20 05 20 20 20 03 30 20 Desta feita, esta publicação não trouxe revisões de monta aos dados da execução orçamental no ano fiscal de 2012/13, cujo défice vinha sendo revisto em baixa. Os números atuais apontam para um défice de 80.5 mM£, o qual fica 6.0 mM£ abaixo das previsões de março do Office for Budget Responsibility (OBR) – um organismo criado pelo atual Governo que fornece previsões independentes como auxiliar à preparação do orçamento –, aquando da divulgação do Orçamento para 2013/14. Este número está bastante abaixo dos 118.5 mM£ registados em 2011/12, sendo, todavia, que se encontra enviesado em baixa por efeitos extraordinários – principalmente a transferência dos fundos de pensões do Royal Mail Group Ltd ocorrida em abril e também, no final do ano fiscal, a transferência do retorno obtido pelos investimentos do Asset Purchase Facility (APF) do BoE (6.4 mM£). Excluindo estes eventos extraordinários, o défice de 2012/13 cifrou-se em 114.9 mM£, 3.6 mM£ abaixo do observado em 2011/12. Excluindo também os 2.3 mM£ provenientes do Special Liquidity Scheme (SLS) do BoE, o défice fica em 117.2 mM£; e excluindo ainda os 0.7 mM£ provindos da reclassificação do Northern Rock Asset Management (NRAM) e do Bradford & Bingley (B&B), que passaram de empresas públicas para o governo central, e os 2.3 mM£ oriundos do leilão das licenças 4G, o défice ficaria em 120.2 mM£, o que, assim sendo, faz com que o défice do ano fiscal de 2012/13 seja, na verdade, superior ao registado em 2011/12 (embora, depois de sucessivas revisões em baixa, já marginalmente). Esta análise salienta a dificuldade da comparação da evolução da receita orçamental num ano particularmente profícuo em fatores erráticos. Do ponto de vista da evolução da execução orçamental ao longo do ano, note-se que os registos dos últimos meses do ano fiscal surpreenderam pela positiva, ao que acresce a revisão em baixa ulterior do valor do défice. Por outro lado, o valor observado ficou bastante acima das estimativas do Governo – e do OBR – divulgadas em jun-10, quando foi iniciado o processo de ajustamento orçamental do atual Governo. Un: £10^9 20 04 Analisando os dados acumulados para o atual ano fiscal – e excluindo efeitos pontuais relacionados com transferências do retorno obtido pelos investimentos do APF e a transferência dos fundos de pensões do Royal Mail Group Ltd ocorrida em abr-12 (mas incluindo a oferta de ações em outubro) – o défice encontra-se em 96.1 mM£, 4.8 mM£ abaixo do registado no período homólogo (-1.9 mM£ antes destes dados). Reino Unido - Défice Orçamental 25 Un: £10^9 % GDP Voltando a analisar os dados de novembro, e abstraindo-nos agora dos efeitos de eventos extraordinários, o investimento líquido ficou em 2.5 mM£, mais 0.2 mM£ do que no mesmo mês de 2012; com o valor acumulado (15.5 mM£) a ficar acima (+0.9 mM£) do observado no mesmo período do anterior ano fiscal. Por seu lado, o saldo corrente apresentou um défice de 9.5 mM£, bastante abaixo (2.4 mM£) do observado em 2012; sendo que o défice acumulado se encontra 5.8 mM£ (2.8 mM£ sem estes dados) abaixo do observado no mesmo período do anterior ano fiscal. Quer isto dizer que a melhoria da execução orçamental em 2013/14 tem resultado exclusivamente da melhor execução orçamental corrente, com o Governo a aproveitar para aumentar o investimento ligeiramente. As componentes da execução orçamental corrente registaram, em dezembro, variações mais animadoras, com os valores acumulados a continuarem a dar conta de melhorias no atual ano fiscal, apesar do aumento dos gastos: as despesas caíram 2.6% face ao período homólogo (-1.8% no mês anterior), com o respetivo valor acumulado a encontrar-se 1.4% acima do observado no período homólogo, o que representa um mínimo desde jun-12, beneficiando da retoma da economia mas também das medidas de austeridade encetadas pelo Governo. Por seu lado, as receitas cresceram 3.0% (+5.1% no mês anterior). Em 2013/14, o valor acumulado (que inclui receitas pontuais) fica 6.6% acima do observado no período homólogo, um crescimento superior ao das despesas e que claramente resulta da recuperação da economia. Entre as principais rúbricas não afetadas por fatores pontuais, observam-se subidas acumuladas em todos, relativamente idênticas entre os impostos sobre o consumo (+5.1%) – que incluem o IVA (+4.2%) – e os impostos sobre o rendimento e riqueza – que abrangem o IRS (+4.9%) e o IRC (+4.2%) –, enquanto as receitas da segurança social crescem menos (+2.4%). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 34 Comentário Semanal de Economia e de Mercados O rácio da dívida pública excluindo intervenções financeiras (net debt) sobre o PIB subiu para 75.7%, sensivelmente em máximos históricos, e encontrando-se 1.3 p.p. acima do registado no período homólogo. No dia 5 de dezembro, o OBR divulgou as novas previsões atualizadas, as quais, como esperado, se revelaram mais otimistas do que as anteriores (de março), sobretudo devido a previsões mais otimistas para o comportamento da economia, que deveria crescer 1.4% em 2013 (fruto da revisão em alta do PIB até ao 3ºT2013, as nossas previsões neste momento são de um crescimento anual de 1.9%, mais 0.4 p.p do que antes da revisão), bem acima dos 0.6% que havia previsto em março, revendo também em alta as previsões de crescimento para 2014, de 1.8% para 2.4%. Segundo as novas previsões, o saldo orçamental subjacente (i.e. ajustando para os suprarreferidos efeitos pontuais) do setor público deverá terminar o atual ano fiscal em 111.2 mM£, quando em março previa 119.8 mM£, representando uma diminuição face ao valor de 2012/13. O OBR reviu também em baixa as previsões par os anos fiscais seguintes, até 2017/18, perante melhores perspetivas para a economia. O processo de ajustamento orçamental começa, assim, finalmente a resultar, depois de o défice não ter logrado descer praticamente no último ano fiscal. Em termos de percentagem do PIB, o défice subjacente deverá ficar em 6.8% no atual ano-fiscal, descendo face a 7.3% em 2012/13. O OBR prevê que o défice seja eliminado (-0.1% do PIB) em 2018/19. O OBR divulgou também números comparáveis com as previsões de entidades internacionais, designadamente a Comissão Europeia (CE) e o FMI, que se baseiam, por um lado, no saldo do “Governo Geral” (enquanto o headline do ONS é o saldo do “Setor Público”, que inclui as contas de todas empresas públicas, mesmo aquelas cujas receitas próprias sejam inferiores a 50% do total das receitas) e, por outro, no ano civil (enquanto o OBR se baseia no ano-fiscal). As previsões do OBR revelam-se mais otimistas, apontando para um défice de 5.9% do PIB em 2013, contra 6.4% nas previsões de novembro da CE e 6.1% nas previsões contidas no Fiscal Monitor de outubro do FMI. Para 2014 e 2015, o OBR prevê 5.5% e 4.3%, respetivamente, o que compara com 5.3% e 4.3% da CE e 5.8% e 2.7% do FMI. Reino Unido - Défice Orçamental e Dívida Pública 20 Un: £10^9 Un: % GDP 160 15 156 10 152 5 148 0 144 -5 140 -10 136 -15 132 -20 2008:12 2009:12 2010:12 2011:12 2012:12 128 2013:12 Défice Orçamental (esc. esq.) Dívida Pública (esc. dir.) United Kingdom – Budget Balance (% GDP) 0 Un: % -2 -4 -6 -8 -10 -12 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 20 12 20 13 20 14 20 15 20 16 20 17 20 18 Embora menos representativos, note-se o fortíssimo crescimento de 14.1% dos outros impostos, que incluem o imposto de selo das compras de casas, beneficiando da melhoria da conjuntura económica desde a primavera. Note-se que as despesas subiram 1.8% no ano fiscal 2012/13, enquanto as receitas aumentaram 2.0% nesse período, estas últimas pelo 3º ano consecutivo, todavia em abrandamento (+4.3% em 2011/12) e as despesas avançaram ligeiramente mais do que em 2011/12 (+1.9%), embora já bastante menos do que os crescimentos registados no auge da crise (em torno dos +5%). Source:IMF (O ctober 2013) % GDP Relativamente à net debt, o OBR prevê que fique no atual ano fiscal em 75.5% e que atinja um pico de 80.0% em 2015/16, perspetivas bem melhores do que as que tinha anteriormente (o OBR previa em março que a dívida atingisse um máximo de 85.6% do PIB, e só em 2016/17). Recorde-se que até aqui as previsões do OBR vinham-se tornando, pelo contrário, sucessivamente mais pessimistas, devido ao comportamento da economia aquém do esperado. Essa tendência levou aos downgrades efetuados pela Moody’s, primeiro, e pela Fitch posteriormente – duas das 3 principais agências de notação financeira –, que levaram o Reino Unido a perder a classificação máxima (AAA) de ambas as agências. As previsões do OBR são utilizadas pelo Governo na elaboração do orçamento, sendo que orçamento para 2014/15 será divulgado em março (paralelamente a uma nova atualização destas previsões). Entretanto, o Ministro das Finanças já pré-anunciou cortes adicionais na despesa do Estado de 25 mM£ até 2017/18, totalizando 60 mM£ nos próximos 4 anos fiscais, com especial incidência sobre o Estado Social. Este incremento soma-se aos aumentos da austeridade já anunciados face ao plano original de 2010, devido à retoma aquém do esperado da economia britânica. Notese que o Governo não parece disposto a abrandar o ímpeto reformista apesar da retoma bem acima do esperado da economia em 2013 e das boas perspetivas para os próximos anos.. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 35 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Indicadores de Confiança O indicador da Confederation of British Industry (CBI), que avalia a evolução homóloga das vendas a retalho nas principais lojas, registou uma queda em janeiro, de 34 para 14 pontos, surpreendendo o mercado pela negativa (consenso: +25 pontos) e anulando parte da forte subida de 33 pontos registada no mês anterior. Dada a volatilidade do indicador, é também analisada a sua média móvel de 3 meses (mm3m), que subiu 4 pontos, para 16 pontos, encontrando-se um pouco abaixo da tendência histórica. 6 40 4 20 2 0 0 -20 -2 -40 -4 -60 20 04 :0 1 20 05 :0 1 20 06 :0 1 20 07 :0 1 20 08 :0 1 20 09 :0 1 20 10 :0 1 20 11 :0 1 20 12 :0 1 20 13 :0 1 20 14 :0 1 A forte queda do indicador em janeiro terá resultado parcialmente de efeitos de base, já que o índice relativo ao volume de vendas para a época do ano (que tenta retirar eventuais efeitos de base presentes na variação homóloga) caiu menos, com a sua mm3m a cair pela 3ª vez, depois de 6 meses a acelerar, e encontrandose em terreno negativo e num nível inferior ao do headline, se bem que a uma distância idêntica da tendência histórica, assinalando um nível de vendas ligeiramente inferior ao normal para a época do ano. Para os próximos meses, as perspetivas também se deterioraram um pouco, com a mm3m do índice das encomendas efetuadas a voltar a descer. Ainda assim, ficou pelo 6º mês consecutivo em terreno positivo, perto do máximo desde jan-13 registado no mês anterior, encontrando-se mais perto dos padrões históricos. Os empresários aumentaram o ritmo de acumulação de stocks, com a mm3m do índice a subir pela 3ª vez (consecutiva) em 7 meses, atingindo um máximo desde jun-11 e encontrando-se bem acima da tendência. A mm3m do spread entre os índices de encomendas e de stocks – um indicador avançado – diminuiu pelo 3º mês consecutivo, depois de 5 meses a aumentar, ficando em terreno negativo pelo 3º mês consecutivo, o que traz perspetivas menos positivas para o setor. Reino Unido - Vendas a Retalho vs Survey CBI Un: % 8 Un: % 60 Vendas a Retalho (YoY) (esc. esq.) Survey CBI - Retail Sales (esc. dir.) Em termos empíricos, estes dados da CBI sugerem uma queda das vendas a retalho em janeiro, corrigindo face à forte subida de 2.8% registada em dezembro. O consumo privado encontra-se a ser impulsionado pela recuperação da confiança dos consumidores, pelo aumento do crédito e pela continuação da recuperação do emprego. Todavia está pressionado pelo fraco crescimento dos salários, que continua aquém da inflação, apesar do abrandamento desta nos últimos meses. No 3ºT2013, o consumo privado subiu 0.8%, pela 8ª vez consecutiva, porém continuando abaixo do nível pré-recessão (npr), devendo ter abrandado um pouco no 4ºT2013. 30 4 20 2 10 0 01 01 4: 20 1 01 3: 20 1 2: 20 1 1: 20 1 0: 20 1 9: 20 0 8: 20 0 7: 20 0 6: 5: 20 0 4: 01 -14 01 -12 -60 01 -10 -50 01 -8 -40 01 -6 -30 01 -4 -20 01 -2 -10 01 0 20 0 Entre os índices parcelares, o indicador de carteira de encomendas caiu no mês, de 12 para -2 pontos, interrompendo uma tendência de subida que durava desde maio e ficando muito aquém das expetativas do mercado (consenso: +10 pontos). Em todo o caso, note-se, por um lado, que o indicador se encontrava no mês anterior num máximo desde fev-95 e, por outro lado, que é extremamente volátil, sendo que a sua mm3m até subiu, neste caso, pela 7ª vez consecutiva, encontrando-se pelo 7º mês consecutivo acima da tendência histórica e atingindo um máximo desde jun-95, ficando em terreno positivo, pelo 4º mês consecutivo, após 66 meses no vermelho. Por seu lado, o índice de encomendas para exportação – continuando a analisar a mm3m – caiu ligeiramente, para -1 ponto, permanecendo perto do máximo desde abr-11 que registou no mês anterior, que representou o único dos últimos 33 meses em que o indicador não ficou em terreno negativo. Em todo o caso, as encomendas para exportação permanecem a evidenciar um ímpeto aquém do índice geral, refletindo a maior força da procura interna. Já o índice de stocks de produtos acabados ficou sensivelmente inalterado, pelo 2º mês consecutivo, depois de 3 meses a cair, permanecendo perto dos mínimos desde dez-12 registados em novembro e abaixo da tendência histórica, refletindo o forte crescimento da procura. Reino Unido - Indicadores da CBI vs Prod. Industrial (CE) Un: % 40 Un: % (SRE) 6 20 0 As leituras de janeiro dos indicadores da Confederation of British Industry (CBI) sugerem uma melhoria das condições para a indústria, mas a um ritmo menor, com o indicador compósito de confiança – calculado pelo Montepio com base nos indicadores parcelares – a permanecer no verde, embora descendo pelo 2º mês consecutivo, de 7 para 4 pontos, afastando-se mais do máximo desde fev-95 registado em setembro (+12 pontos), ainda que mantendo-se positivo pela 5ª vez nos últimos 6 meses. A sua média móvel de 3 meses (mm3m) – uma medida mais alisada, cuja utilização se recomenda, atendendo à típica oscilação mensal do indicador – até subiu, encontrando-se pelo 5º mês consecutivo em terreno positivo, depois de 25 meses no vermelho, relativamente perto de máximos desde jun-95 e dilatando a distância face à tendência histórica. CBI - Carteira de Encomendas(esc. esq.) CBI - Expectativas de Produção Próximos 3 meses (esc. esq.) Produção Industrial - Var. Homóloga (YoY) (esc. dir.) Entre os índices prospetivos de curto-prazo, as perspetivas revelaram-se mais favoráveis, com a mm3m do índice de expectativas para a produção nos próximos 3 meses a subir, depois de 3 meses a cair, permanecendo bem acima do índice de encomendas, em terreno positivo pelo 12º mês consecutivo e perto do máximo desde mai-95 registado em setembro. Por outro lado, as expectativas em relação aos preços nos próximos 3 meses também subiram, pelo 3º mês consecutivo, quando o mercado previa uma relativa manutenção, depois de em outubro terem ficado num mínimo desde set-12, permanecendo aquém da tendência histórica, mas agora apenas ligeiramente e num máximo desde mar-13. Trata-se de indicações menos positivas, quando a maioria dos indicadores tem revelado um abrandamento da inflação, apesar da recuperação da economia. A evolução dos preços é crucial para perceber a validade da tese de que existe um excesso de capacidade instalada na economia, que permite acomodar o aumento da procura sem criar pressões inflacionistas. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 36 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Mercado Laboral Detalhando a nossa análise, de acordo com os dados divulgados segundo as definições da Organização Internacional do Trabalho (ILO) – mais abrangentes e os únicos válidos para comparações internacionais –, o número de indivíduos desempregados diminuiu em 68 mil no trimestre findo em novembro, face ao trimestre terminado no mês anterior, perto da diminuição de 78 mil registada no mês anterior, que foi a maior diminuição, em termos percentuais, desde set-97. O desemprego caiu para 2.32 milhões, um nível mínimo desde abr09 e encontrando-se agora 173 mil abaixo do registo do período homólogo (-122 mil nos 3 meses até ao mês anterior). Com esta descida do desemprego, a taxa de desemprego diminuiu de 7.4% para 7.1%, quando o mercado esperava apenas uma redução para 7.3%, representando um mínimo desde mar-09, e ficando apenas 0.1 p.p. acima do limiar do banco central para rever a sua política monetária (está já muito afastada dos 8.4% observados no início de 2012, que representaram um máximo desde jan-96). Paralelamente a esta forte diminuição do desemprego, registou-se uma robusta subida do número de indivíduos empregados. Ainda assim, a população ativa diminuiu ligeiramente no trimestre – mas depois de 5 meses a crescer, o que sinaliza sempre uma maior confiança dos cidadãos no mercado de trabalho, de resto condizente com a melhoria da conjuntura económica. O emprego aumentou em 280 mil, uma subida muito forte, superior à do mês anterior (+250 mil) e ao esperado pelo mercado. O número de empregados atingiu os 30.15 milhões, renovando, assim, níveis máximos históricos, encontrando-se bem acima do nível pré-recessão de 2008/09. Assim, continuou a evidenciar uma subida homóloga (+450 mil), revelando uma aceleração na 2ª metade do ano. Em termos setoriais, os dados do trimestre terminado em disponíveis) trouxeram uma novidade importante, com o eliminar empregos pela 1ª vez desde out-09. Por seu lado, o grande maioria dos empregos (+246 mil). Face ao 3ºT2012, o mil no setor público e aumentou 537 mil no privado. Reino Unido - Taxa de Desemprego e PIB 8.5 Un: % Un: % 8 8.0 6 7.5 4 7.0 2 6.5 0 6.0 -2 5.5 -4 5.0 -6 4.5 -8 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 Os últimos dados reportados pela ONS para o mercado laboral continuaram a mostrar-se bastante positivos, com o desemprego registado em dezembro a observar mais uma nova forte queda, sendo que, conjuntamente, nos últimos 7 meses, observou-se uma diminuição de 253 mil desempregados, a maior desde set97. Nos dados mais alargados, ainda de novembro, o desemprego caiu para um nível mínimo desde abr-09, enquanto o emprego continuou a subir, renovando máximos históricos. Paralelamente, a taxa de desemprego desceu 0.3 p.p., para 7.1%, bem mais do que previa o mercado, passando a estar apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura acomodatícia da sua política monetária (o qual deverá ser revisto nas próximas reuniões). Pelo contrário, ao nível dos salários nominais, os números continuaram a dar conta de crescimentos baixos, tendo a subida homóloga dos salários por trabalhador, excluindo bónus, ficado em 0.9%, acelerando apenas marginalmente face aos registos dos 3 meses anteriores e de março, que representam os menores crescimentos desde, pelo menos, o início da série (2001), e substancialmente longe dos crescimentos em torno dos 4% que se registavam antes da crise. Taxa Desemprego sa (mm3m) (esc. esq.) PIB (YoY) (esc. dir.) Reino Unido - Mercado Laboral Valor Un: % Var. Mensal Nov Dez 7.1 - -0.3 - 30.2 - 0.1 - 2.3 - -0.1 - Tx. Desemprego Registado Desemprego Registado Indicadores Qualitativos PMI C ompósito - Emprego (Man+Serv+Const) 3.8 1271 3.7 1247 -0.1 -34.3 -0.1 -24.0 54.7 - -0.8 - Exp de Emprego dos Empresários (C E), 3m 16.4 28.1 1.8 11.8 Exp de Desemprego C onsumidores (C E), 12m 54.2 - -2.0 - 0.9 - 0.1 - Taxa de Desemprego Emprego Desemprego Salários ex.Bonus (mm3m YoY) Nov Dez N o ta: o Desemprego Registado e a Variação do Desemprego Registado estão apresentados em milhares de desempregados. outubro (os últimos setor público a não setor privado criou a emprego diminuiu 52 Comparando os dados do emprego com o nível de mai-08 (mínimo pré-recessão do desemprego e máximo do emprego), observa-se que, por detrás do nível ainda historicamente elevado do desemprego, está uma incapacidade da economia para acomodar o aumento da população (+2.038 milhões), não obstante o nível do emprego se encontrar bem acima do valor pré-recessão (+578 mil, em resultado de um aumento no segmento part-time superior à eliminação de postos de trabalho no full-time), bem como do aumento da população inativa (+754 mil, em resultado do aumento no segmento “> =65 anos”, vindo a diminuir nos últimos meses). O aumento do emprego tem beneficiado bastante do crescimento do emprego por conta-própria e dos programas governamentais, por oposição ao emprego por conta de outrem. Setorialmente, face ao pico atingido no 1ºT2008 – excluindo o efeito da reclassificação do emprego do setor público para o privado –, os dados do 3ºT2013 vieram acentuar que a resiliência demonstrada pelo setor privado (+684 mil empregos) mais do que compensou a eliminação de 126 mil postos de trabalho no setor público, no âmbito das políticas de emagrecimento do Estado levadas a cabo pelo Governo. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 37 Comentário Semanal de Economia e de Mercados 5.6 2 :1 13 20 :1 12 20 :1 20 11 :1 10 20 :1 09 20 :1 20 08 :1 20 07 :1 06 20 :1 05 20 :1 :1 04 03 20 20 2 1.6 2 2.0 -60 2 2.4 -40 2 2.8 -20 2 3.2 0 2 3.6 20 2 4.0 40 2 4.4 60 2 4.8 80 2 5.2 100 Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) (esc. esq.) Tx. Desemprego Registado (Benef. Subs. Desemp.) sa (esc. dir.) Reino Unido - Evolução do IPCH e dos Salários (ex Bonus) 5.5 Un: % 5.0 4.5 4.0 3.5 3.0 2.5 2.0 1.5 1.0 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 0.5 Salários (ex Bonus) - Var. Hom. (YoY mm3m) IPCH - Var. Hom. (YoY mm3m) R. Unido: PIB vs Emprego 400,000 Un: Índice Un: 10^3 trabalhadores 30,200 28,800 360,000 28,600 :Q 20 13 :Q 20 12 :Q 20 11 :Q :Q 20 10 20 09 :Q 20 08 :Q 20 07 4 29,000 365,000 4 29,200 370,000 4 29,400 375,000 4 29,600 380,000 4 29,800 385,000 4 30,000 390,000 4 395,000 4 Quanto aos dados dos salários do trimestre terminado em novembro, estes revelam uma subida homóloga de 0.9% dos salários por trabalhador, excluindo bónus, abaixo do esperado pelo mercado (consenso: +1.0%), acelerando marginalmente, mantendo-se muito perto do registo dos 3 meses anteriores e de mar-13 (+0.8%), que são os menores desde, pelo menos, o início da série (2001), e substancialmente longe dos crescimentos em torno dos 4% que se registavam antes da crise. Os salários por trabalhador, incluindo bónus (mais voláteis), cresceram também 0.9%. Os salários continuam, assim, a crescer a um ritmo inferior ao dos preços nos consumidores, apesar do abrandamento recentes destes últimos, um diferencial negativo que persiste desde o final de 2009. Este comportamento tem refletido a flexibilidade do mercado laboral britânico, em face da fraca utilização da capacidade instalada, estando em grande medida por detrás da recuperação do emprego. Em todo o caso, com a recuperação da economia desde o início do ano, já seria de esperar uma recuperação também ao nível dos salários. A ausência dessa retoma leva a que a produtividade não esteja a recuperar, o que sugere que o excesso de capacidade instalada é menor do que anteriormente se pensava. Un: % 120 :Q Os dados qualitativos têm dado conta de progressos nos últimos meses (depois de a melhoria da situação no mercado laboral desde o final de 2011 ter estado apenas parcialmente refletida nestes indicadores), sugerindo uma evolução positiva nos próximos meses. Em dezembro, o índice PMI compósito de emprego (indústria, serviços e construção) desceu, mas permaneceu pelo 11º mês consecutivo acima do limiar de expansão, e elevado historicamente, revelando uma expansão robusta. Do mesmo modo, as expectativas de emprego dos empresários (próximos 3 meses) do inquérito da Comissão Europeia subiram, encontrando-se acima da respetiva tendência histórica, continuando a sinalizar empiricamente um aumento do emprego no setor privado, a um ritmo sólido. Finalmente, as expetativas de desemprego dos consumidores para os próximos 12 meses até subiram, mas permaneceram abaixo da tendência histórica e a sinalizar empiricamente uma diminuição do desemprego. Reino Unido - Desemprego Registado 140 Un: 10^3 20 06 Analisando os dados já de dezembro do número de desempregados registados nos centros de emprego (desemprego registado), registou-se uma nova forte diminuição de 24.0 mil, para 1.247 milhões, ainda assim menor do que previa o mercado (consenso: -32.0 mil). Os últimos meses têm visto intensas melhorias no mercado laboral, sendo que, conjuntamente, nos últimos 7 meses, registou-se uma diminuição de 253 mil desempregados, a maior desde set-97. O desemprego registado evidencia uma tendência descendente desde mar-12 – tratou-se da 14ª diminuição consecutiva –, encontrando-se já num mínimo desde jan-09 (em plena Grande Recessão). O nível de desemprego está agora sensivelmente no ponto médio entre o máximo relativo de 1.609 milhões atingido em fev-12 (um valor que não chegou a ultrapassar os 1.619 milhões observados em out-09, que representam um máximo desde 1997) e os 778 mil observados em fev-08, antes do início da Grande Recessão. A taxa de desemprego registado diminuiu 0.1 p.p., para 3.7%, em linha com o que previa o mercado, tendo vindo a apresentar uma paulatina redução desde os 4.9% que se verificaram de set-11 a dez-11 e que corresponde a um máximo de cerca de 14 anos (juntamente com alguns meses nos finais de 2009 e inícios de 2010). PIB (esc. esq.) Emprego (esc. dir.) Os dados do mercado laboral têm evidenciado uma forte melhoria – com exceção dos salários – logo desde o final de 2011, mesmo quando a economia permanecia muito fraca. Com a forte aceleração da economia desde o 2ºT2013, a recuperação no mercado laboral também ganhou ritmo, tendo nos últimos meses superado as expectativas. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 38 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Japão – Indicadores compósitos continuam a sugerir um forte crescimento da atividade económica no 4ºT2013, suportada pela procura interna e beneficiando da menor penalização das exportações líquidas… Os indicadores compósitos (de atividade económica, coincidente e avançado) continuam a sugerir um forte crescimento da atividade económica no 4ºT2013 (e também para o 1ºT2014), suportada pela procura interna, estimando-se que as exportações líquidas deixem de penalizar tanto o crescimento do PIB. O índice de atividade económica subiu 0.3% em novembro, recuperando grande parte da queda de 0.4% registada em outubro e praticamente colando-se ao registo de setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde nov-08. Os dados do lado da oferta (considerando a média ponderada dos diversos setores) revelam-se, ainda com os dados de dezembro por divulgar, consistentes com uma subida de 0.7% do PIB no 4ºT2013, o que coincide com o centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Por sua vez, a estimativa final de novembro do indicador coincidente (COI) do ESRI reviu em alta a estimativa preliminar, apontando para uma subida face ao mês anterior, a 10ª em 12 meses, atingindo um novo máximo desde jul-08, sinalizando um acréscimo trimestral do PIB de 1.3% no 4ºT2013, acima do nosso intervalo de previsão. Também o indicador avançado foi revisto em alta, apontando igualmente para uma subida face ao mês anterior, a 4ª em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o valor mais elevado desde mai-07 (ou seja, antes do início da Grande Recessão internacional), sinalizando um crescimento do PIB de 0.8% no 1ºT2014, ainda assim abaixo do centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.8% e +1.2%). A semana foi também marcada pela reunião de política monetária do BoJ, que manteve a sua política, pela 11ª vez consecutiva, mas espera-se que, no 2ºT2014 ou no 3ºT2014, possa realizar novos estímulos, que passariam desde logo pelo aumento da base monetária. Esta decisão de manutenção de estímulos do BoJ surge após na reunião de 4 de abril ter tornado a sua política ainda mais acomodatícia, nomeadamente comprometendo-se em aumentar o seu balanço e a base monetária – que passou a ser o grande instrumento da política monetária – de uma forma substancial. A reunião revelou pela 7ª vez consecutiva uma manutenção na avaliação das perspetivas económicas do BoJ (após 7 revisões em alta), continuando a autoridade a considerar que a economia japonesa tem recuperado moderadamente, sendo visível um aumento das despesas em consumo, numa antecipação de despesas que seriam realizadas no futuro, em resultado do aumento da taxa de IVA a partir de abril. Quanto à economia internacional, entende que as economias avançadas, principalmente, estão a começar recuperar, não obstante o crescimento em algumas geografias continuar a ser “medíocre”. Neste contexto, as exportações têm vindo a subir, como de resto demonstram os respetivos dados de novembro, que permaneceram praticamente em máximos desde out-08. A autoridade continuou a afirmar que o investimento empresarial mostrou alguns sinais de recrudescimento, referindo mais uma vez que acompanha o aumento dos lucros. O investimento público continuou a aumentar. Em resultado de melhorias no emprego e nos rendimentos, o DPEC - Departamento de Estudos investimento em habitação tem continuado a aumentar e o consumo privado tem apresentado resiliência, com os dois segmentos apoiados pela antecipação de despesas devido ao aumento do IVA. A refletir esta evolução positiva da procura interna e externa está a produção industrial, que tem estado a recuperar moderadamente. Também as condições financeiras permaneceram acomodatícias. O IPC excluindo bens alimentares frescos apresenta um crescimento positivo face a igual período de 2012, na ordem de 1.25%, sendo que as expetativas de inflação estarão de um modo geral a subir. Note-se que, na reunião de 31-out, 3 dos 9 membros do Conselho de Política Monetária do BoJ alertaram para que as previsões para a evolução da inflação são demasiadamente otimistas – uma opinião que partilhamos –, o que sublinha que, não obstante os progressos feitos, não está garantido que o país alcance a estabilidade de preços. Na reunião de abril, o banco considerou que iria atingir o target de 2% “o mais rapidamente possível, no horizonte temporal de 2 anos”. Na reunião de 21-nov, um dos membros (T. Kiuchi) propôs que o BoJ intensificasse as medidas de política monetária com o objetivo de atingir o objetivo nesse horizonte temporal, tendo novamente defendido esta abordagem em dezembro e nesta reunião de janeiro. Aliás, esta divergência no seio do Conselho de Política Monetária poderá afetar a confiança dos agentes no compromisso do Governador Haruhiko Kuroda em pôr termo à deflação. O Governador voltou, durante a conferência de imprensa, a revelar-se confiante nos efeitos das políticas do BoJ, referindo que espera que o Japão atinja a meta de inflação no final do ano fiscal iniciado em abr-14, ou no início do ano fiscal de 2015, de resto em linha com as previsões dos diversos membros do comité de política monetária que foram atualizadas nesta reunião. Em todo o caso, o Governador considera que o banco central tem espaço para agir contra os riscos, quer descendentes, quer ascendentes, acrescentando ainda que o BoJ não hesitará em fazer os necessários ajustes à política, se tal se revelar necessário. No curto prazo, dada a dimensão do estímulo atual, não vemos que possa haver alterações substanciais ao referido programa antes do início do novo ano fiscal. No entanto, a dissidência continuada nesta reunião, e alguns sinais menos positivos da economia no 3ºT2013, sublinham que o BoJ terá de intervir novamente se quiser assegurar o pretendido fim da deflação e, simultaneamente, acomodar os efeitos negativos sobre o crescimento da subida do IVA. Na verdade, apesar de o BoJ ter deixado cair do seu comunicado que “persistiam elevados riscos sobre a economia japonesa”, um dos membros do comité de política monetária, Sayuri Shirai, defendeu que deveriam ser incluídos os riscos relativamente à situação do emprego e rendimento. Além disso, o próprio Ministro da Economia, Akira Amari, afirmou, no dia 21 de janeiro, que ainda existe o risco de a economia regressar à deflação, o que indicia alguma pressão sobre o BoJ. Assim, espera-se que, no 2ºT2014 ou no 3ºT2014, o BoJ possa realizar novos estímulos, que passaria desde logo pelo aumento da base monetária. O BoJ poderá ainda lançar operações de concessão de fundos à taxa de 0.1% para prazos superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO do BCE) de modo a reduzir a volatilidade no mercado de JGB. 27 de janeiro de 2014 39 Comentário Semanal de Economia e de Mercados O destaque da semana… no Japão Política Monetária O Banco do Japão (BoJ) decidiu, na reunião de 22 de janeiro, confirmar o teor da sua política monetária – algo que já tinha feito nas 10 reuniões anteriores, após na reunião de abr-13 ter tornado a sua política ainda mais acomodatícia, nomeadamente comprometendo-se em aumentar de uma forma substancial o seu balanço e a base monetária, que passou a ser o grande instrumento da política monetária. DPEC - Departamento de Estudos 4: 01 3: 01 20 1 2: 01 20 1 1: 01 20 1 0: 01 20 1 20 1 20 0 20 0 20 0 20 0 20 0 20 0 9: 01 -4 8: 01 -3 -10 7: 01 -2 -8 6: 01 -1 -6 5: 01 0 -4 4: 01 1 -2 PIB - Variação Homóloga (esc. esq.) IPC - Variação Homóloga (esc. dir.) Taxa Banco Central (esc. dir.) Japão - Produção Industrial e Atividade nos Serviços 120 Un: Índice (2003=100) 115 110 105 100 95 90 85 80 3: 11 2: 11 20 1 1: 11 20 1 0: 11 20 1 9: 11 20 1 8: 11 20 0 7: 11 20 0 6: 11 20 0 5: 11 20 0 20 0 4: 11 20 0 20 0 3: 11 75 Produção Industrial Atividade nos Serviços Japão - PIB e Exportações nos Últimos 10 anos Un: Exp. 1999Q3=100 118 Un: PIB 1999Q3=100 190 :Q 3 20 13 :Q 3 12 20 11 20 10 20 09 20 08 20 07 20 06 20 05 20 04 03 20 :Q 3 110 :Q 3 120 102 :Q 3 130 104 :Q 3 140 106 :Q 3 150 108 :Q 3 160 110 :Q 3 170 112 :Q 3 180 114 :Q 3 116 PIB (1999Q3=100) Exportações (1999Q3=100) Japão - Encomendas de Maquinaria vs Yields Dívida Pública Un: % 30 Un: % 1.6 01 4: 20 1 3: 2: 20 1 20 1 1: 20 1 0: 9: 20 1 20 0 8: 20 0 7: 6: 20 0 20 0 5: 01 0.0 01 0.2 -50 01 0.4 -40 01 0.6 -30 01 0.8 -20 01 1.0 -10 01 1.2 0 01 1.4 10 01 20 20 0 Em anteriores declarações, relativamente à eficácia da política monetária que tem sido levada a cabo, Kuroda considerou que “a aquisição em grande escala de títulos de longo prazo de dívida pública (JGB) coloca uma pressão descendente adicional sobre as taxas de juro e que os bancos centrais podem ter um impacto considerável nas taxas de juro em geral”. 2 0 20 Note-se que, na reunião de 31-out, 3 dos 9 membros do Conselho de Política Monetária do BoJ alertaram para que as previsões para a evolução da inflação são demasiadamente otimistas – uma opinião que partilhamos –, o que sublinha que, não obstante os progressos feitos, não está garantido que o país alcance a estabilidade de preços. Na reunião de abril, o banco considerou que iria atingir o target de 2% “o mais rapidamente possível, no horizonte temporal de 2 anos”. Na reunião de 21-nov, um dos membros (T. Kiuchi) propôs que o BoJ intensificasse as medidas de política monetária com o objetivo de atingir o objetivo nesse horizonte temporal, tendo novamente defendido esta abordagem em dezembro e nesta reunião de janeiro. Aliás, esta divergência no seio do Conselho de Política Monetária poderá afetar a confiança dos agentes no compromisso do Governador Haruhiko Kuroda em pôr termo à deflação. O Governador voltou, durante a conferência de imprensa, a revelar-se confiante nos efeitos das políticas do BoJ, referindo que espera que o Japão atinja a meta de inflação no final do ano fiscal iniciado em abr-14, ou no início do ano fiscal de 2015, de resto em linha com as previsões dos diversos membros do comité de política monetária que foram atualizadas nesta reunião. Em todo o caso, o Governador considera que o banco central tem espaço para agir contra os riscos, quer descendentes, quer ascendentes, acrescentando ainda que o BoJ não hesitará em fazer os necessários ajustes à política, se tal se revelar necessário. 3 2 01 Em termos prospetivos, o BoJ espera que a economia continue com uma recuperação moderada, devendo ser afetada positivamente numa primeira fase pela antecipação do consumo resultante do aumento do IVA em abr-14 e, depois dessa data, negativamente por alguma descida da procura. Apesar desta subida do IVA e da que está projetada também para 2015, o BoJ prevê que o crescimento económico se mantenha acima do potencial. Note-se que onde anteriormente o BoJ referia que esperava que o crescimento homólogo do IPC aumentasse “gradualmente”, refere agora que “deve subir por enquanto”, uma alteração no discurso que deverá abrir a porta a mais estímulos monetários em 2014. 4 4 4: A reunião revelou pela 7ª vez consecutiva uma manutenção na avaliação das perspetivas económicas (após 7 revisões em alta), continuando a autoridade a considerar que a economia japonesa tem recuperado moderadamente, sendo visível um aumento das despesas em consumo, numa antecipação de despesas que seriam realizadas no futuro, em resultado do aumento da taxa de IVA a partir de abril. Quanto à economia internacional, entende que as economias avançadas, principalmente, estão a começar recuperar, não obstante o crescimento em algumas geografias continuar a ser “medíocre”. Neste contexto, as exportações têm vindo a subir, como de resto demonstram os respetivos dados de novembro, que permaneceram praticamente em máximos desde out08. A autoridade continuou a afirmar que o investimento empresarial mostrou alguns sinais de recrudescimento, referindo mais uma vez que acompanha o aumento dos lucros. O investimento público continuou a aumentar. Em resultado de melhorias no emprego e nos rendimentos, o investimento em habitação tem continuado a aumentar e o consumo privado tem apresentado resiliência, com os dois segmentos apoiados pela antecipação de despesas devido ao aumento do IVA. A refletir esta evolução positiva da procura interna e externa está a produção industrial, que tem estado a recuperar moderadamente. Também as condições financeiras permaneceram acomodatícias. O IPC excluindo bens alimentares frescos apresenta um crescimento positivo face a igual período de 2012, na ordem de 1.25%, sendo que as expetativas de inflação estarão de um modo geral a subir. 6 20 0 Entre as reuniões de maio e de junho, a volatilidade dos preços dos ativos financeiros subira bastante, o que levou muitos analistas a defenderem então novas medidas, nomeadamente, o lançamento de operações de concessão de fundos à taxa de 0.1% para prazos superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO do BCE). Desde então, com a diminuição dessa volatilidade, o BoJ ganhou ainda mais argumentos para justificar a postura de “esperar para ver”, ainda que os dados conhecidos no último mês tenham revelado um crescimento económico menos célere: i) o PIB cresceu a um ritmo médio anualizado de quase 4.0% durante o 1º semestre e abrandou para 1.1% no 3ºT2013, apesar de tudo, ainda acima do potencial (estimado pelo próprio BoJ em +0.5%, mas devendo realçar-se o facto destas estimativas terem sido efetuadas antes das recentes reformas económicas adotadas); ii) a confiança dos consumidores e dos empresários encontra-se a sinalizar crescimentos ainda superiores da atividade económica; iii) começaram a surgir sinais de saída da situação de deflação: em novembro o IPC excluindo produtos alimentares não transformados avançou 1.2%, ao ritmo mais elevado desde out08, enquanto o IPC core (i.e., excluindo a alimentação e a energia) cresceu pelo 2º mês consecutivo (+0.6% vs +0.3% no mês anterior) e ao ritmo mais elevado desde ago-98, depois de ter estabilizado em setembro e caído durante 56 meses; iv) o crédito bancário cresceu 2% em dezembro face a igual período de 2012, o maior aumento desde jul-09. Japão - Evolução do PIB, da Inflação e da Taxa de Juro Un: % (IPC, Juro) 8 Un: % (PIB) 5 Encomendas de Maquinaria Core do Setor Privado (YoY) Yields 2 anos (esc. dir) Yields 5 anos (esc. dir) 27 de janeiro de 2014 40 Comentário Semanal de Economia e de Mercados 2 1 0 -1 -2 :1 1 :1 1 20 13 :1 1 20 12 :1 1 20 11 :1 1 20 10 :1 1 20 09 :1 1 20 08 :1 1 20 07 :1 1 20 06 :1 1 20 05 20 04 20 03 :1 1 -3 IPC - Variação homóloga IPC Core - Variação homóloga Japão - Inflação e PMI Manufacturing (Prices) 5 Un: % Un: % 80 12 3: 20 1 2: 20 1 1: 20 1 0: 20 1 9: 20 0 8: 20 0 7: 20 0 6: 20 0 5: 20 0 4: 20 0 12 35 12 40 -4 12 45 -3 12 50 -2 12 55 -1 12 60 0 12 65 1 12 70 2 12 75 3 12 4 3: No curto prazo, dada a dimensão do estímulo atual, não vemos que possa haver alterações substanciais ao referido programa antes do início do novo ano fiscal. No entanto, a dissidência continuada nesta reunião, e alguns sinais menos positivos da economia no 3ºT2013, sublinham que o BoJ terá de intervir novamente se quiser assegurar o pretendido fim da deflação e, simultaneamente, acomodar os efeitos negativos sobre o crescimento da subida do IVA. Na verdade, apesar de o BoJ ter deixado cair do seu comunicado que “persistiam elevados riscos sobre a economia japonesa”, um dos membros do comité de política monetária, Sayuri Shirai, defendeu que deveriam ser incluídos os riscos relativamente à situação do emprego e rendimento. Além disso, o próprio Ministro da Economia, Akira Amari, afirmou, no dia 21 de janeiro, que ainda existe o risco de a economia regressar à deflação, o que indicia alguma pressão sobre o BoJ. Assim, espera-se que, no 2ºT2014 ou no 3ºT2014, o BoJ possa realizar novos estímulos, que passariam desde logo pelo aumento da base monetária. O BoJ poderá ainda lançar operações de concessão de fundos à taxa de 0.1% para prazos superiores a 1 ano (a versão japonesa das LTRO do BCE) de modo a reduzir a volatilidade no mercado de JGB. Refira-se, neste contexto, a manifestação de apoio realizada pela OCDE (no seu Economic Outlook de 19-nov) ao combate à deflação que as autoridades japonesas estão a desenvolver, embora com a entidade a apelar que sejam igualmente desenvolvidos esforços no sentido de diminuir a elevada dívida pública do país. Japão - Taxa de Inflação (IPC) 3 Un: % 20 0 Note-se que na conferência de imprensa de junho afirmara que o Conselho de Governadores discutira os prós e os contras de estender o prazo das operações de concessão de fundos a prazos mais longos e decidira que tal movimento não era necessário naquele momento, mas que o BoJ poderia considerá-lo, no futuro, se necessário. A partir dessas observações, podemos supor que o BoJ considera a hipótese de ter uma abordagem mais flexível para as suas operações com o mercado, como um meio de estabilizar os mercados de títulos. Recorde-se que a dimensão das decisões de 4 de abril tinha surpreendido pela sua intensidade, se bem que no fundo seja a única forma de cumprir os objetivos propostos em janeiro de atingir uma inflação de 2% (a anterior meta era de 1%), o mais tardar no horizonte de 2 anos. Um objetivo ambicioso, como se vê pelos receios manifestados na anterior reunião de outubro por 3 membros do Conselho e dado que a variação homóloga do IPC em novembro estava ainda em 1.5%. Esta nova fase de flexibilização monetária tem vertentes tanto quantitativas como qualitativas. Em dois anos serão duplicados a base monetária e os montantes detidos tanto de títulos de dívida pública (JGB), como de fundos de investimento mobiliários negociados em bolsa (ETFs), enquanto a maturidade residual média dos JGB será mais do que duplicada. Taxa de Inflação (YoY) - mm3m PMI Manufacturing - Input Prices PMI Manufacturing - Output Prices Previsões quantitativas do BoJ (atualização às previsões de 31 de outubro) Neste reunião, o BoJ procedeu a uma atualização das suas previsões quantitativas, que tinham sido disponibilizadas na reunião de 31 de outubro. Para o FY 2013 aponta para um crescimento do PIB de 2.7% (+2.7% nas previsões anteriores). A partir daí, e não obstante a economia deva ser afetada positivamente, numa fase inicial, pelo efeito da antecipação do consumo face ao aumento do IVA, será afetada negativamente logo que o aumento entre em vigor em abr-14, mas devendo continuar a crescer, em termos médios, a um ritmo acima do potencial (neste momento estimado pelo BoJ em +0.5%, mas que é projetado que aumente ao longo do horizonte de previsão, com o BoJ a alertar também para os elevados erros associados ao seu cálculo), em resultado do ciclo virtuoso entre produção, rendimento e consumo. Nos FY 2014 (+1.4%, valor revisto em baixa em 0.1 p.p.) e FY 2015 (+1.5%, valor mantido), não obstante a procura interna dever ser afetada pelas flutuações decorrentes das subidas do IVA, a economia deverá continuar a crescer, em média, a um ritmo acima do seu potencial, beneficiando de uma evolução positiva na procura interna privada, que será suportada pelos efeitos indiretos resultantes do aumento das exportações e da flexibilização monetária. Em termos de preços, o BoJ prevê um crescimento de 0.7% do IPC excluindo bens alimentares frescos no FY 2013 (+0.7% nas previsões anteriores), de 3.3% no FY 2014 (inalterado) e de 2.6% no FY 2015 (o mesmo que nas previsões anteriores). Note-se que, excluindo o efeito do aumento da taxa de IVA, o crescimento do IPC excluindo bens alimentares frescos seria de 1.3% no FY 2014 (previsão inalterada) e de 1.9% no FY 2015 (o mesmo que nas previsões anteriores). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 41 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… no Japão Indicador Coincidente O COI em novembro foi beneficiado pelos dados da indústria, com a produção industrial a apresentar um contributo relativamente nulo, mas observando-se contributos positivos das horas trabalhadas e no seu conjunto das diversas medidas de vendas. As ofertas de emprego por candidato apresentaram um contributo positivo, o 27º dos últimos 31 meses. O contributo do comércio foi positivo, quer no comércio a retalho, quer no comércio por grosso. Entre as 11 variáveis utilizadas para o cálculo do COI, 3 tiveram um contributo negativo, 7 um contributo positivo e uma um contributo nulo. 3 Un: % Un: Índice 125 120 1 115 0 110 -1 105 -2 100 -3 95 -4 90 -5 85 -6 80 -7 75 20 03 :1 1 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 2 Ind. Atividade - Var. Mens. (MoM) (esc. esq.) Ind. Avançado (esc. dir.) Ind. Coincidente (esc. dir.) Japan - GDP (QoQ) vs Coincident Indicator Un: % 3 Un: % Previsão - 4Q13 YoY:3.5/QoQ:1.3 12 2 8 1 4 0 0 -1 -4 -2 -8 -3 -12 -4 -16 -5 -20 :Q 4 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 :Q 4 20 13 :Q 4 O nível do indicador e a recuperação ao longo do trimestre levam a que, segundo os cálculos do Montepio, o COI indicie uma subida trimestral do PIB de 1.3% no 4ºT2013, acima do nosso intervalo de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Os drivers do crescimento no 4ºT2013 deverão ter sido sensivelmente os mesmos do 2ºT2013 e 3ºT2013, designadamente as medidas tomadas pelas autoridades – que terão começado a ser visíveis a partir do 2ºT2013 –, bem como a recuperação do setor industrial, que, mesmo após a aceleração no 3ºT2013 (quando cresceu +1.7%, ao maior ritmo desde o 3ºT2011), ficou ainda longe de recuperar das quedas sofridas entre o 2ºT2012 e o 4ºT2012, devendo ter continuado a beneficiar da marcada tendência de depreciação do iene desde ago12, de alguma aceleração da economia mundial e do aumento das exportações para a China (ainda que aquém da tendência histórica). Japão - Indicador Avançado, Coincidente e de Atv. Económica 20 03 De acordo com a estimativa final de novembro, o indicador coincidente (COI) do Instituto de Estudos Económicos e Sociais (ESRI) subiu 0.3 pontos, para 110.7 pontos (1ª estimativa: 110.5 pontos), registando a 10ª subida em 12 meses, atingindo um novo nível máximo desde jul-08. Atendendo a que, por construção, este indicador não tem tendência, sendo apenas um indicador cíclico, importa comparar este registo com a sua média de longo-prazo (1985-2013), constatando-se que sinaliza um ímpeto de crescimento da economia acima da média, pelo 12º mês consecutivo, retomando assim a tendência observada entre dez-11 e ago-12. GDP - QoQ (esc. esq.) Coincident Indicator - Quarterly Average (esc. dir.) Indicador Avançado Japan - GDP (QoQ) vs ESRI Leading Indicator 4 Un: % Un: Indic e Previsão - 1Q14 YoY:2.7/QoQ:0.8 8 4: Q 20 1 3: Q 20 1 2: Q 20 1 1: Q 20 1 0: Q 20 1 9: Q 20 0 8: Q 20 0 7: Q 20 0 6: Q 5: Q 20 0 20 0 1 -12 1 -10 -6 1 -8 -5 1 -6 -4 1 -4 -3 1 -2 -2 1 0 -1 1 2 0 1 4 1 1 6 2 1 3 4: Q 20 0 De acordo com a estimativa final de novembro, o indicador avançado da ESRI (LEI) subiu 1.3 pontos, para 111.1 pontos (1ª estimativa: 110.8 pontos), subindo pela 4ª vez em 5 meses, superando o registo de maio e atingindo o valor mais elevado desde mai-07 (ou seja, antes do início da Grande Recessão internacional). Atendendo a que, por construção, este indicador não tem tendência, sendo apenas um indicador cíclico, importa comparar o registo de novembro com a sua média de longo-prazo (1985-2013), constatando-se que o nível do indicador sinaliza um ímpeto de crescimento da economia para os próximos meses superior à média. Além disso, a trajetória ascendente que o indicador tem evidenciado nos últimos meses faz com que para o 1ºT2014, segundo os cálculos do Montepio, o LEI sinalize um crescimento trimestral do PIB intenso, de 0.8%, ainda assim inferior ao centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.8% e +1.2%). Esperase que a atividade seja impulsionada sobretudo pelo crescimento do consumo, em antecipação ao aumento da taxa do IVA a partir de abr-14, mas também pela paulatina aceleração da economia mundial e pelos efeitos desfasados das medidas de política económica tomadas pelas autoridades nipónicas. GDP - QoQ (esc. esq.) Leading Indicator 1-Lag - Quarterly Average (esc. dir.) A subida do LEI em novembro refletiu comportamentos globalmente positivos entre os 10 indicadores já disponíveis (de um total de 11), com 6 a terem um contributo positivo, um a ter um contributo negativo (novas ofertas de empregos) e 3 a apresentarem um contributo nulo. No seu conjunto, os importantes indicadores ligados ao setor industrial tiveram contributos positivos, nomeadamente o rácio entre as vendas e os stocks de bens de investimento e o indicador relativo às vendas de bens de consumo. Destaque também para os contributos positivos dos indicadores relativos aos preços das ações e das commodities. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 42 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Índice de Atividade Económica Un: Índice 125 120 1 115 0 110 -1 105 -2 100 -3 95 -4 90 -5 85 -6 80 -7 75 20 03 : 11 20 04 :1 1 20 05 :1 1 20 06 :1 1 20 07 :1 1 20 08 :1 1 20 09 :1 1 20 10 :1 1 20 11 :1 1 20 12 :1 1 20 13 :1 1 2 Ind. Atividade - Var. Mens. (MoM) (esc. esq.) Ind. Avançado (esc. dir.) Ind. Coincidente (esc. dir.) Japão - Índice de Actividade Económica Var. Mensal Var. Homól. Un: % Out Nov Out Nov Índice Atv. Económica -0.4 0.3 1.7 1.7 Set Terciário (63.2%) -0.9 0.6 0.2 0.9 Indústria (18.3%) 1.0 -0.1 5.4 4.8 Serv. Públicos (11.4%) 0.5 -0.9 -0.5 -1.7 C onstrução (5.7%) 1.1 1.8 11.3 12.3 Japão - Índice de Atividade Económica 112 Un: Índice=2005=100 108 104 100 96 92 88 84 80 76 72 3: 11 2: 11 20 1 1: 11 20 1 0: 11 20 1 9: 11 20 1 8: 11 20 0 7: 11 20 0 6: 11 20 0 5: 11 20 0 20 0 4: 11 68 3: 11 No 3ºT2013 o índice de atividade económica cresceu 0.6% (+1.0% no 2ºT2013), sendo que mesmo com a descida de outubro encontra-se no 4ºT2013 0.2% acima do registo médio do 3ºT2013, um valor que deverá crescer para cerca de 0.6% com a totalidade dos dados do trimestre conhecidos. Sectorialmente, no 3ºT2013, apesar de o indicador compósito do Montepio para a confiança nos serviços ter sinalizado uma robusta subida, observou-se uma queda de 0.1% do índice de atividade no setor terciário. Caso em dezembro a atividade estabilizasse nos níveis de novembro, registarse-ia uma nova descida trimestral, mas a confiança nos serviços sugere uma nova subida naquele mês (o valor mais elevado do histórico do PMI Services foi registado durante o 4ºT2013: em outubro), pelo que se admite que a atividade nos serviços possa grosso modo estagnar na totalidade do trimestre. Por seu lado, os serviços públicos caíram 0.3% no 3ºT2013, devendo igualmente ter estagnado no 4ºT2013, igualmente uma revisão em baixa face ao ligeiro crescimento que anteriormente se projetava, em resultado da forte descida observada em novembro. O setor da construção registou uma forte subida de 5.5% no 3ºT2013, podendo voltar a observar mais um forte crescimento no 4ºT2013, continuando a beneficiar dos esforços de reconstrução nas regiões mais afetadas pelo sismo. A indústria acelerou no 3ºT2013 para 1.7% (+1.5% no 2ºT2013), o maior crescimento desde o 3ºT2011, permanecendo a beneficiar sobretudo da recuperação da procura interna, sendo que as previsões do METI sinalizam uma nova aceleração no 4ºT2013. Assim, o crescimento japonês no 4ºT2013 deverá ter continuado a ser apoiado pela recuperação do setor industrial, que beneficiou da depreciação do iene (que se tem vindo a observar desde ago-12 e apenas parcialmente contrariada em junho, agosto e outubro) e da aceleração da economia mundial, num trimestre em que se espera uma aceleração do crescimento da Zona Euro e das economias asiáticas, enquanto nos EUA o impasse orçamental que se viveu na 1ª metade de outubro deverá ter levado a um abrandamento da economia. A economia japonesa deverá ter continuado também a ser suportada pelos efeitos – alguns desfasados – das medidas de política económica tomadas pelas autoridades nipónicas. Neste contexto, estima-se que o investimento privado em maquinaria regresse ao crescimento e que o consumo acelere (no 3ºT2013 subiu apenas +0.2%), acompanhando assim a melhoria das condições no mercado de trabalho e a confiança de que a economia sairá da situação de deflação, como de resto já começa a ser patente em alguns indicadores de preços, não obstante o objetivo de inflação anual de 2% ainda ser uma miragem. 3 Un: % 20 0 Por setor de atividade, a subida foi ligeiramente superior, com a média ponderada dos registos setoriais a apresentar um crescimento de 0.4%, sendo que no mês anterior se tinha registado uma descida de 0.3%, inferior à do índice geral (é frequente observarem-se divergências, na medida em que o índice geral é alvo de um ajustamento sazonal independente dos índices setoriais). A atividade no setor terciário privado (com um peso de 63.2%) subiu em novembro 0.6%, recuperando parcialmente da queda de 0.9% registada no mês anterior. Trata-se da 3ª subida em 4 meses, tendo a atividade se aproximado do nível mais elevado desde out-08 observado em maio, encontrando-se agora 0.7% acima do registo de fev-11 (o último que não fora afetado pelo sismo de 11-mar-11). Os serviços públicos desceram 0.9%, anulando a subida de 0.5% registada no mês anterior e caindo para um nível mínimo desde que existem registos (série iniciada em jan-03). A indústria desceu 0.1%, após dois crescimentos consecutivos, corrigindo de máximos desde abr-12. A construção subiu 1.8%, depois de em outubro já ter avançado 1.1%, atingindo o nível mais elevado desde ago-07 (ficando agora 11.2% acima do registo de fev-11, o último pré-sismo). Refira-se que apenas o dado da construção ainda não era conhecido, acabando agora por revelar um comportamento relativamente em linha com o sugerido pelos dados dos fogos iniciados e das encomendas de construção do mês, os quais se mantêm a sinalizar mais crescimentos da atividade da construção nos próximos meses. Japão - Indicador Avançado, Coincidente e de Atv. Económica 20 0 O índice de atividade económica do Ministério da Economia (METI), que engloba todos os setores de atividade com exceção da agricultura, subiu 0.3% em novembro, em linha com o esperado pelo mercado (consenso: +0.3%), mas tendo a queda do mês anterior sido revista de 0.2% para 0.4%. Assim, o indicador retomou a tendência de recuperação pós-sismo iniciada em abr-11, ficando praticamente colado ao registo de setembro, quando atingiu o nível mais elevado desde nov-08, situando-se ligeiramente (+0.7%) acima do registo de fev-11, o último pré-sismo. Serviços (Setor Terciário+Serv. Públicos) Indústria Construção Os dados do lado da oferta (considerando a média ponderada dos diversos setores) revelam-se, ainda com os dados de dezembro por divulgar, consistentes com uma subida de 0.7% do PIB no 4ºT2013, o centro do nosso intervalo de previsão (entre +0.5% e +0.9%). Note-se, no entanto, que, para além de faltarem ainda dados, são relativamente frequentes elevadas discrepâncias entre os dados do lado da oferta e os da procura, estes últimos, os utilizados no cálculo do PIB. Tal acabou também por suceder no 3ºT2013, já que os dados da oferta sinalizavam um crescimento de 0.6%, acima do crescimento registado pelo PIB (+0.3%). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 43 Comentário Semanal de Economia e de Mercados O PIB registou um crescimento homólogo de 7.7% no 4ºT2013, um valor que ficou entre as expectativas do mercado (consenso: +7.6%) e as nossas (Montepio: +7.8%), traduzindo uma desaceleração marginal da economia (+7.8% no trimestre anterior), reaproximando-se – mas permanecendo acima – dos 7.4% registados no 3ºT2012, que representam um mínimo desde o 1ºT2009 (+6.2%). Note-se que este número está um pouco enviesado por efeitos de base positivos, com os dados ajustados de sazonalidade a darem conta de um crescimento em cadeia anualizado de 7.4%, bem abaixo dos 9.1% do trimestre anterior, que representam um máximo desde o 3ºT2011. Assim – e mesmo tendo em conta a volatilidade da medida encadeada –, a economia continua a crescer a um ritmo historicamente muito lento. desde o 2ºT2012. Ainda assim, manteve-se como o setor que revela o ímpeto mais forte, estando a beneficiar do forte crescimento do investimento em serviços. O setor secundário – o mais exposto à procura externa – voltou a abrandar, de 8.2% para 7.8%, ainda assim ficando acima dos 7.4% registados no 2ºT2013, que consistem no mais baixo crescimento desde o 1ºT2009. Em todo o caso, trata-se do setor cujo ímpeto está mais longe da tendência histórica. China - Produção Industrial e Inflação 30 Un: % Un: % 12 25 10 20 8 15 6 10 4 5 2 0 0 -5 -2 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 China – PIB cresceu 7.7% em 2013, por um lado ficando acima do target oficial de 7.5% – o que o mercado chegou a temer, em meados do ano, que não viesse a suceder –, mas por outro registando o menor crescimento desde 1999 e o 2º menor desde 1990… Produção Industrial - Var. Hom. (YoY) (esc. esq.) IPC - Var. Hom. (YoY) (esc. dir.) China - PIB 13 Un: % Finalmente, o setor primário, tipicamente mais volátil dada a sua dependência do clima, revelou o comportamento oposto. Depois de já ter sido o que mais acelerou, no trimestre anterior, cresceu desta feita 5.8% (+4.2% e +2.6% nos trimestres anteriores), passando em 2 trimestres de um ritmo de crescimento mínimo desde o 4ºT2007, para um máximo desde o 4ºT2011, com esta volatilidade a refletir sobretudo o comportamento das condições meteorológicas. 12 11 10 9 8 7 4 4 3: Q 20 1 Regressando aos dados do 4ºT2013, entre os setores, para os quais apenas são divulgados dados não ajustados, observaram-se desacelerações, exceto no setor primário. No setor terciário o crescimento homólogo desacelerou de 8.6% para 8.0%, um mínimo DPEC - Departamento de Estudos Un: % 15 50 14 45 13 40 12 35 11 30 10 25 9 20 8 15 7 10 6 4 20 04 :Q 4 20 05 :Q 4 20 06 :Q 4 20 07 :Q 4 20 08 :Q 4 20 09 :Q 4 20 10 :Q 4 20 11 :Q 4 20 12 :Q 4 20 13 :Q 4 Ao praticamente manter no 4ºT2013 o ritmo de crescimento, estes dados confirmam que a economia logrou estancar o movimento de desaceleração na 2ª metade do ano, beneficiando da aceleração de algumas economias e ainda do mini-plano de estímulo lançado pelo Governo em julho. Todavia, continua a crescer a um ritmo muito lento. Com efeito, em 2013, o PIB cresceu 7.7%, por um lado conseguindo ficar acima do target oficial de 7.5% – o que o mercado chegou a temer, em meados do ano, que não viesse a suceder –, mas, por outro, tratando-se do menor crescimento desde 1999 e do 2º menor desde 1990. A formação bruta de capital fixo (FBCF) e o consumo (privado e público) revelaram os maiores contributos para este crescimento (+4.2 p.p. e +3.9 p.p., respetivamente), enquanto as exportações líquidas revelaram um contributo negativo de 0.3 p.p., refletindo o fraco ímpeto tanto das economias avançadas, como de muitas economias emergentes. China - PIB e Investimento em Capital Fixo 55 Un: % :Q Variação Homóloga Var. Média Anual 20 03 4 2: Q 20 1 4 1: Q 20 1 4 0: Q 20 1 4 9: Q 20 0 4 8: Q 20 0 4 7: Q 20 0 4 6: Q 20 0 4 5: Q 20 0 4: Q 20 0 20 0 3: Q 4 6 Investimento (YtD-YoY) PIB (YtD-YoY) Na ótica da despesa, o maior contributo para o PIB veio – segundo cálculos do Montepio, baseados no valor anual – da FBCF, pelo 3º trimestre consecutivo (+6.1 p.p. vs +4.3 p.p. no trimestre anterior), o maior desde o 4ºT2009, refletindo o investimento em caminhos-deferro, o estímulo ao investimento privado dado pelos cortes de impostos efetuados pelo Governo e o aumento do investimento no imobiliário residencial. A resiliência do investimento é tanto mais notável quanto surge paralelamente à deterioração das expectativas dos empresários e a medidas do Governo para abrandar a atividade no mercado imobiliário e restringir os 27 de janeiro de 2014 44 Comentário Semanal de Economia e de Mercados empréstimos fora de balanço, muitos deles concedidos a governos locais para financiar infraestruturas. No total de 2013, a FBCF cresceu 19.2%, continuando a crescer bem acima do PIB. Analisando os dados nominais, o investimento evidenciou o maior crescimento no setor privado (+23.1%), comparativamente ao setor público (+16.3%). Sectorialmente, entre os dois setores mais representativos, os serviços continuam a evidenciar o maior crescimento (+21.0%), apesar das políticas do novo Governo de combate aos gastos excessivos do Estado. Na indústria o investimento cresceu 17.8%, o que esconde um forte crescimento da construção (+21.2%, embora abrandando no 4ºT2013), um crescimento um pouco mais moderado da indústria transformadora (+18.4%) e um fraco crescimento do investimento na indústria extrativa (+10.9%) – mais ligada às indústrias pesadas, que são as que mais se têm confrontado com excesso de capacidade instalada. O investimento imobiliário cresceu (aqui em termos reais) 19.4%. um crescimento nominal das exportações de bens relativamente robusto (+7.9%), ligeiramente superior à progressão das importações (+7.3%). Note-se que no pós-recessão de 2008/09 as importações têm crescido tipicamente mais do que as exportações (o que já não aconteceu em 2012, quando as exportações cresceram +7.9% e as importações +4.4%). Uma vez que os dados anteriores a maio – quando o Governo tomou medidas para banir a prática de apresentar declarações alfandegárias falsas que algumas empresas vinham levando a cabo, de molde a obterem benefícios fiscais – poderão estar enviesados, nomeadamente os das exportações, é útil focar a análise nos dados conhecidos desde então, sendo que nos 8 meses decorridos desde maio, tanto as exportações como as importações apresentam subidas homólogas (+4.0% e +5.7%, respetivamente). A taxa de câmbio do yuan tem vindo a ser aumentada nos últimos meses, atingindo durante o mês de dezembro máximos face ao dólar desde 1993 e a taxa efetiva atingiu máximos desde 1990. China - Vendas a Retalho China - Balança Comercial Un: 10^9 $ 24 Un: % 240 200 22 160 20 120 80 16 40 40 14 20 0 12 0 10 -20 8 -40 Var. Hom. (YoY) Var. Média 12M O contributo do consumo também terá acelerado, pelo 2º trimestre consecutivo (+4.2 p.p. vs +3.5 p.p. no trimestre anterior), afastando-se mais do mínimo desde o início da série (em 2009) registado no 2ºT2013, beneficiando da resiliência da procura interna. Ainda assim, o consumo deverá ter continuado a ser penalizado pelos cortes nos gastos supérfluos do aparelho estatal que estão a ser levados a cabo pelo Governo Central. As vendas a retalho registaram um crescimento (em termos reais) de 11.5% em 2013, uma aceleração de 0.2 p.p. face ao registado até ao 3ºT2013. Segundo cálculos do Montepio, as vendas evidenciam um ímpeto inferior à tendência histórica. Em todo o caso, continuam a aparentar uma progressão bem superior à do PIB, corroborando a maior resiliência da procura interna. Finalmente, as exportações líquidas apresentaram um contributo bastante negativo (-2.5 p.p.), depois de 2 trimestres em que revelaram contributos virtualmente nulos, e depois de no 1ºT2013 terem apresentado um contributo positivo, que se seguiu a 5 negativos. Este valor diverge do sugerido pelos dados mensais da balança comercial (nominal) de bens – conhecidos dias antes –, que revelaram um ligeiro contributo positivo (mas virtualmente nulo). Em 2013, observou-se DPEC - Departamento de Estudos 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 60 20 03 :1 2 20 04 :1 2 20 05 :1 2 20 06 :1 2 20 07 :1 2 20 08 :1 2 20 09 :1 2 20 10 :1 2 20 11 :1 2 20 12 :1 2 20 13 :1 2 18 Saldo (esc. esq.) Importações (esc. dir.) Exportações (esc. dir.) Geograficamente, em 2013, o comportamento das exportações esconde um padrão heterodoxo, com a procura externa pressionada pelo fraco desempenho da Zona Euro, para onde as exportações ainda assim subiram 1.3% (-6.2% em 2012), mas sobretudo do Japão, para onde as remessas caíram 0.9%, fruto da deterioração das relações políticas entre os 2 países e da depreciação do iene (-2.3% em 2013). Para os EUA, o mercado mais importante, cresceram 4.7%, enquanto o maior impulso veio das remessas para os países da ASEAN (+19.4%) e para Hong Kong (+18.9%), estas últimas provavelmente enviesadas devido às referidas declarações alfandegárias falsas que afetaram os dados até maio. No campo das importações, destaque para os comportamentos opostos das remessas vindas dos EUA (+14.8%) e das provenientes do Japão (-8.7%). A sublinhar que as perspetivas para a economia chinesa permanecem muito instáveis estiveram os números do 4ºT2013 do Inquérito Nacional de Clima Empresarial, segundo o qual o Índice de Confiança Empresarial (BCI) desceu 2.0 pontos, para 119.5 pontos, uma forte queda que contraria a recuperação que o indicador evidenciara no trimestre anterior, encontrando-se, assim, bem abaixo dos 138 pontos registados no 4ºT2010 e, sobretudo, do pico de 146 pontos observado no 2ºT2007. Também o Índice de Confiança na 27 de janeiro de 2014 45 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Economia (ECI) caiu, neste caso marginalmente menos do que havia subido no trimestre anterior, ficando, com 117.1 pontos, colado ao mínimo desde o 3ºT2012, que corresponde ao valor mais baixo desde o 2ºT2009. China - PIB e Indicador de Clima Empresarial 14 Un: % Un: Índice 150 4 13 :Q 20 12 :Q 20 11 :Q 20 10 :Q 20 09 :Q 20 08 :Q 20 07 :Q 20 06 :Q 20 05 :Q 20 04 :Q 03 :Q 20 20 4 105 4 110 5 4 115 6 4 120 7 4 125 8 4 130 9 4 135 10 4 140 11 4 145 12 4 13 PIB - Variação Homóloga Indicador de Clima Empresarial Entre os 8 setores cobertos pelo BCI, apenas não se registaram quedas nos transportes, cujo índice até é um dos mais baixos. A maior descida registou-se no segmento de alojamento, alimentação & bebidas (que tinha observado a maior subida no trimestre anterior), com a confiança neste setor a permanecer bem abaixo dos 100 pontos (desde o 1ºT2013) e de longe a mais negativa. A confiança encontra-se no nível mais elevado no setor de serviços informáticos & software. China - PMI Manufacturing vs Produção Industrial Un: Índice 58 Un: % 35 01 20 14 : 20 13 : 20 12 : 20 11 : 20 10 : 20 09 : 20 08 : 20 07 : 20 06 : 20 05 : 20 04 : 01 -10 01 -5 40 01 0 42 01 5 44 01 10 46 01 15 48 01 20 50 01 25 52 01 30 54 01 56 Indicador PMI Manufacturing (esc. esq.) Produção Industrial (YoY) (esc. dir.) Os restantes indicadores de natureza qualitativa que seguimos trouxeram no 4ºT2013 indicações mistas, e até tendencialmente positivas, com o PMI serviços a abrandar, mas o da indústria (manufacturing) a acelerar, enquanto a confiança dos consumidores subiu, o mesmo acontecendo (marginalmente) com o indicador coincidente da OCDE. Conjuntamente, o BCI e o ECI, por um lado, e os PMI da indústria e serviços, por outro, sinalizaram crescimentos do PIB no 4ºT2013 um pouco superiores aos 7.7% efetivamente observados. Já relativamente ao 1ºT2014, foi conhecida a estimativa preliminar (normalmente baseada em 8590% das respostas) de janeiro do PMI manufacturing, a qual revelou uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a sinalizar uma deterioração das condições no setor pela DPEC - Departamento de Estudos 1ª vez em 6 meses, tendência histórica. encontrando-se aquém da Estes dados trazem perspetivas menos animadoras para o início deste ano. No total de 2014 prevemos, para já, que a economia cresça 7.5%, perspetivas, todavia, rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria avaliação do desempenho da economia não é clara, porquanto algum abrandamento adicional pode até ser desejável, desde que associado às reformas com que o Governo se tem comprometido, nomeadamente ao nível da competitividade da economia e da promoção da estabilidade financeira. A chave será perceber até que ponto o país consegue, por um lado, captar o aumento na procura global que se prevê e, por outro, estimular o consumo privado, paralelamente à mudança do antigo modelo de crescimento baseado nas exportações e no investimento estatal. Entre os desafios das autoridades está, como referido, a necessidade de intervir nos mercados financeiros para assegurar a estabilidade financeira no longo-prazo sem a pôr em causa no curto-prazo. No início da semana, o Banco Popular da China (PBoC) foi forçado a intervir no mercado monetário interbancário (MMI), depois de a taxa de referência (a 1 semana) ter subido 153 p.b. no dia anterior, a maior subida em 7 meses. No total, o PBoC injetou no sistema 410 mil milhões de yuans (50 mil milhões de euros), 255 através de reverse repurchase agréments, 180 através da Standard Lending Facility (SLF) a 21 dias, cujo acesso foi alargado a pequenos e médios bancos regionais, e 75 através da SLF a 7 dias. Note-se que a SLF a 21 dias foi utilizada pela 1ª vez desde 2005. A redução de liquidez no sistema anterior a esta intervenção – visível na escalada das taxas – resulta, por um lado, de receios em relação ao potencial incumprimento de produtos financeiros de aplicação de riqueza ligados ao “sistema bancário sombra”, e, por outro – e o que verdadeiramente impulsionou as taxas naquele dia –, da necessidade de liquidez maior do que o normal associada às festividades do ano novo chinês, em que são tipicamente oferecidos presentes em numerário. Recorde-se que no final de junho já tinha ficado clara a necessidade de as autoridades salvaguardarem a estabilidade do sistema no curto-prazo. Com efeito, na semana terminada a 21 de junho, o PBoC decidiu não intervir, como normalmente, para fornecer liquidez ao MMI quando necessário, através das referidas SLF. Essa passividade possibilitou a subida descontrolada das taxas de juro nos empréstimos overnight, que chegaram a cerca de 30% em intraday, o nível mais elevado de sempre. O objetivo do PBoC era controlar o fluxo de fundos apenas para as instituições que considerava terem uma “alocação deficiente dos fundos recebidos” (ou seja, que os convertem em crédito fora de balanço, de alto-risco), mas acabou por criar pânico no mercado, o que forçou a autoridade a vir a terreiro, dias mais tarde, comprometendo-se a “assegurar a estabilidade no MMI” através das ferramentas de que dispõe. A sublinhar os receios das autoridades, foi noticiado que o regulador do sistema bancário ordenou aos escritórios regionais que aumentassem o escrutínio face ao risco de crédito designadamente na indústria de extração de carvão. 27 de janeiro de 2014 46 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… na China Indústria Un: Índic e Valor Leitura Variação Dez-13 Jan-14 Dist Média Dez-13 Jan-14 PMI Manufacturing 50.5 49.6 -0.3 -0.9 face ao nível face ao mês anterior Dez-13 Contração de expansão -0.3 -0.6 Novas Encomendas 51.6 49.8 -0.1 -1.8 Contração de expansão -0.3 -0.6 Produção 51.4 51.3 -0.8 -0.1 -0.3 -0.3 Expansão a um menor ritmo Jan-14 China - PMI Manufacturing vs Produção Industrial Un: % 58 Un: Índice 35 56 30 54 25 52 20 50 15 48 10 46 5 44 0 42 -5 40 -10 20 04 :0 1 20 05 :0 1 20 06 :0 1 20 07 :0 1 20 08 :0 1 20 09 :0 1 20 10 :0 1 20 11 :0 1 20 12 :0 1 20 13 :0 1 20 14 :0 1 A estimativa preliminar (normalmente baseada em 85-90% das respostas) para o indicador PMI Manufacturing de janeiro trouxe uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a regressar a terreno negativo (<50 pontos), pela 1ª vez em 6 meses. O indicador passou, assim, a indicar uma deterioração das condições no setor, encontrando-se aquém da tendência histórica. A evolução do indicador nos últimos meses mostra que a economia permanece pressionada, não obstante as medidas de crescimento lançadas em meados de 2013 pelo Governo (nas quais se incluíam cortes nos impostos a pequenas empresas e aumento do investimento público em ferrovias) e alguma recuperação da procura externa. Indicador PMI Manufacturing (esc. esq.) Produção Industrial (YoY) (esc. dir.) Ao nível das componentes, esta estimativa ficou marcada pelo pronunciado abrandamento das novas encomendas. A produção cresceu sensivelmente ao ritmo do mês anterior, e pelo 6º mês consecutivo. Pelo contrário, as novas encomendas abrandaram muito, ficando, com 49.8 pontos, a assinalar uma diminuição da procura pela 1ª vez em 6 meses. Este movimento deveu-se em parte às novas encomendas para exportação, que contraíram pelo 2º mês consecutivo, depois de 3 meses a crescer. Por sua vez, os stocks de inputs contraíram, pelo 3º mês consecutivo e pela 11ª vez nos últimos 12 meses, embora a um ritmo menor do que no mês anterior (o índice mantém-se acima da tendência histórica). A média móvel de 3 meses do spread entre os índices de novas encomendas e de stocks de inputs – um indicador avançado para o setor – desceu ligeiramente, depois de 5 meses a subir. Ainda assim, manteve-se perto do máximo desde mai-13 registado no mês anterior, se bem que aquém da tendência histórica, o que corrobora as nossas perspetivas de que o atual ciclo seja marcado por um crescimento aquém do que se tem verificado tipicamente no setor (e na própria economia). Já o tempo de entrega dos fornecedores encurtou, pelo 2º mês e a um ritmo mais célere, depois de 4 meses a aumentar. Finalmente, o emprego, tipicamente desfasado, diminuiu pelo 3º mês consecutivo e pela 9ª vez em 10 meses, a um ritmo mais forte e com o índice aquém da tendência histórica. Os preços perderam ímpeto, pelo 3º mês consecutivo. Depois de 5 meses de quedas, os preços dos inputs contraíram, depois de 5 meses a crescer, o mesmo acontecendo aos preços dos outputs, neste caso pelo 2º mês consecutivo, depois de 4 meses a subirem, ficando mais longe da tendência histórica. Estes dados trazem perspetivas menos animadoras para o início de 2014. No total de 2014 prevemos para já que a economia cresça 7.5%, perspetivas, todavia, rodeadas de incerteza, ao que acresce que a própria avaliação do desempenho da economia não é clara, porquanto algum abrandamento adicional pode até ser desejável, desde que associado às reformas com que o Governo se tem comprometido. A chave será perceber até que ponto o país consegue, por um lado, captar o aumento na procura global que se prevê e, por outro, estimular o consumo privado, paralelamente à mudança do antigo modelo de crescimento baseado nas exportações e no investimento estatal. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 47 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… na Rússia Indústria 12 12 20 13 : 20 12 : 20 11 : 20 10 : 20 09 : 20 08 : 20 07 : 20 06 : 20 05 : 12 -20 12 -15 32 12 -10 36 12 -5 40 12 0 44 12 5 48 12 10 52 12 15 56 12 60 20 04 : Note-se, ademais, que o segmento core da indústria, a indústria transformadora (que corresponde a cerca de 15% do PIB),e que vinha revelando um comportamento ainda menos animador, viu a produção subir ainda mais, 1.6%, interrompendo um ciclo de 7 meses em queda. A indústria extrativa tem revelado o ímpeto maior, crescendo pelo 10º mês consecutivo e em aceleração (+1.5% vs +1.1% no mês anterior), embora um pouco abaixo da tendência histórica. A relativa resiliência do setor deve-se, em parte, ao facto de enfrentar uma procura relativamente rígida, apesar das fortes flutuações dos preços das mercadorias. Note-se que o preço do petróleo (Brent) passou a evidenciar uma ligeira subida face ao período homólogo em dezembro, depois de 3 meses a cair, enquanto o gás natural voltou a evidenciar uma forte subida (+26.7%). Finalmente, as utilities – um setor tipicamente volátil, por evoluir sobretudo em função das condições atmosféricas (e, no longo-prazo, acompanhando o nível de vida) – registaram a 2ª forte queda consecutiva (-7.9% vs -4.6% no mês anterior). Rússia - PMI Manufacturing vs Produção Industrial Un: % 64 Un: Índice 20 20 03 : Em dezembro, a produção industrial registou uma subida de 0.8% face ao período homólogo (a medida mais importante em termos de PIB), a maior desde abril e que interrompe um ciclo de 2 meses de quedas, surpreendendo o mercado pela positiva (consenso: -0.3%). Esta subida corrigiu parcialmente a queda de 1.0% registada no mês anterior, com a variação homóloga da produção a oscilar em torno da estagnação durante todo o ano de 2013, observando uma descida marginal de 0.1% face à média de 2012 (-5.3% em 2012 e +15.6% em 2011). Analogamente, também o índice ajustado de sazonalidade e de efeitos de calendário (uma medida mais relevante para a análise conjuntural da indústria) subiu, 1.0%, depois de ter estagnado no mês anterior e caído nos 2 meses imediatamente antes, com o nível da produção a atingir um máximo desde março, encontrando-se a 5.8% dos níveis máximos históricos observados em out-11. PMI Manufacturing (esc. esq.) Produção Industrial (YoY) (esc. dir.) Apesar desta recuperação no derradeiro mês do ano, a indústria permaneceu em 2013 bastante pressionada, pelo abrandamento da procura externa – devido à perda de vigor da economia mundial particularmente da União Europeia (que é responsável por cerca de 50% das exportações russas) – e pela desaceleração do investimento privado, penalizado pelas expectativas dos empresários em relação à economia, pelas taxas de juro elevadas (fruto da incapacidade do banco central para agir, dadas as elevadas pressões inflacionistas) e pelo consequente aumento da poupança; com o investimento do Estado a abrandar também. Em 2013, o setor externo sofreu também o impacto do abrandamento económico na China, o maior parceiro comercial individual da Rússia. O indicador qualitativo PMI Manufacturing corrobora a fraca conjuntura do setor, evidenciando um cenário mais negativo do que os dados oficiais da produção industrial. O PMI desceu em dezembro de 49.4 para 48.8 pontos, depois de já ter descido no mês anterior e vaporizado a subida de outubro, perfazendo, assim, abstraindo-nos desse salto pontual, 5 meses num valor médio em torno dos 49.2 pontos. Com esta nova descida, o indicador renovou mínimos desde dez-09, voltou a ficar abaixo da tendência histórica, pelo 2º mês consecutivo, e a apontar para uma deterioração das condições de negócio no setor da indústria transformadora, a um ritmo modesto e pela 5ª vez em 6 meses. Em termos trimestrais, a produção industrial registou no 4ºT2013 uma queda homóloga (a medida relevante em termos de PIB) marginal (-0.1%), a 7ª queda nos últimos 8 trimestres e um acréscimo em cadeia de 0.2%, depois da estagnação do trimestre anterior. O nosso indicador compósito para o PIB encontra-se a projetar um crescimento homólogo da economia de 1.5% no 4ºT2013 – uma revisão em alta de 0.1 p.p., com estes dados –, em aceleração ligeira face aos 1.2% registados nos dois trimestres anteriores, que representam mínimos – excluindo a recessão de 2008/09 – desde a “Crise do Rublo” de 98 (entre o 3ºT1999 e o 3ºT2008 a economia nunca cresceu menos de +3.8%). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 48 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Aconteceu na semana passada… no Brasil Confiança dos Consumidores O índice de confiança dos consumidores (ICC), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, desceu de 111.2 para 108.9 pontos, em janeiro, observando-se uma menor satisfação com o momento presente, mas também um menor otimismo em relação aos próximos meses. 125 120 115 110 400,000 105 200,000 100 95 0 -200,000 -400,000 -600,000 2009:01 2010:01 2011:01 2012:01 2013:01 2014:01 Variação Mensal do Emprego no Set. Privado - nsa (esc. esq.) Confiança do Consumidor - nsa (esc. dir.) Brasil - Confiança dos Consumidores vs Consumo Un: % 130 Un: Índice 4 1 4: Q 20 1 3: Q 20 1 2: Q 20 1 1: Q 20 1 0: Q 20 1 9: Q 20 0 8: Q 20 0 7: Q 6: Q 1 -3 1 -2 95 1 -1 100 1 0 105 1 1 110 1 2 115 1 3 120 1 125 20 0 O índice de expectativas (IE) desceu 2.8 pontos, para 105.6 pontos, contabilizando a 3ª descida em 6 meses e já a 11ª em 16 meses, pelo que o indicador se situa no nível mais baixo desde jan-12. Com esta descida, o indicador afastou-se do registo de setembro, que é um máximo desde dez-12, ficando ainda mais distante do registo de abr-12, que é um máximo desde dez-07. De resto, ficou abaixo da sua média histórica de 108.5 pontos, ainda que bem distante do mínimo histórico de 92.3 pontos, obtido no último mês de 2008. O índice de situação atual (ISA) desceu 2.5 pontos, ficando agora nos 115.6 pontos, sendo esta a 11ª descida em 15 meses, ficando no valor mais baixo desde julho, que é um mínimo desde mai-09, e permanecendo bastante afastado dos máximos históricos registados em abr-12. O indicador situou-se pelo 2º mês consecutivo abaixo da sua média histórica de 120.1 pontos, algo que apenas sucedeu por 4 vezes nos últimos 49 meses. Em todo o caso, trata-se de um nível empiricamente consistente com uma expansão do consumo privado, ainda que previsivelmente em desaceleração no 1ºT2014. Efetivamente, para o 4ºT2013, os diversos indicadores de consumo, nomeadamente os dados das vendas a retalho, sugerem uma nova aceleração do consumo, suportando também uma aceleração do próprio PIB, depois da queda de 0.5% no 3ºT2013. No 3ºT2013 observou-se uma subida do consumo privado de 1.0%, bem melhor do que a subida de 0.3% registada no 2ºT2013 e do que a queda de 0.1% no 1ºT2013. O comportamento amorfo do consumo durante o 1º semestre resultou: i) da aceleração da inflação – que funciona como um imposto implícito, já que o crescimento dos preços não foi acompanhado por ganhos salariais na mesma proporção; ii) do abrandamento do ritmo de criação de postos de trabalho; iii) do abrandamento do crédito. No 4ºT2013 o consumo deverá beneficiar de algum abrandamento da inflação trimestral e terá continuado a ser impulsionado simultaneamente: i) pelo facto de o crédito crescer bem acima do PIB nominal; ii) pelo facto de a taxa de desemprego se ter situado no trimestre terminado em novembro em mínimos desde que existem dados comparáveis (out-01). Un: Índice 130 Un: % 20 0 Trata-se da 3ª descida em 6 meses e já a 16ª em 21 meses, tendo caído para mínimos desde jun-09 (quando a economia mundial ainda não tinha saído da Grande Recessão de 2008/09). O indicador apresenta-se abaixo da média histórica, pela 5ª vez em 6 meses, embora igualmente pela 5ª vez nos últimos 46 meses. Neste sentido, a confiança manteve-se bem abaixo do registo de abr-12, quando atingiu um máximo histórico (série criada em set-05), num contexto: i) de fortes protestos nas ruas durante o Verão, de índole genérica, focada, entre outros temas, na corrupção crónica do país e nos gastos do Estado com os Jogos Olímpicos e o Mundial de Futebol; ii) em que o crescimento trimestral da economia tem vindo ao longo dos últimos 2 anos quase sempre a ficar aquém das expetativas e do potencial, tendo a grande exceção sido o 2ºT2013, mas logo seguido de uma queda no 3ºT2013; iii) de uma inflação elevada, que se tem situado nos últimos 3 anos (40 meses até ao último registo oficial de dezembro) acima do centro do intervalo de referência (4.5%) do Banco Central do Brasil (BCB), e de março a junho por 3 vezes inclusivamente acima dos 6.5%, o limite superior daquele intervalo de referência; iv) apesar de ter acelerado no 4ºT2013, pelo 2º trimestre consecutivo, a criação de empregos manteve-se fraca, depois de no 2ºT2013 ter sido a mais baixa desde o 2ºT2009). Brasil - Variação do Emprego e Confiança do Consumidor Confiança dos Consumidores (esc. esq.) Consumo Privado - Var. trim. (esc. dir.) O consumo enfrenta, contudo, condições financeiras mais restritivas. Efetivamente, depois de na reunião de out-12 o BCB ter efetuado o derradeiro corte à taxa selic (em 25 p.b., para 7.25%), a aceleração da inflação desde jul-12 levou a autoridade a manter as taxas inalteradas até mar-13, sendo que desde abr-13 a jan-14, ao longo de 7 reuniões consecutivas, foi mesmo obrigada a subir as taxas num total acumulado de 3.25 p.p. – movimento que, de resto, poderá prosseguir na próxima reunião de fevereiro, embora em apenas 25 p.b., num derradeiro corte de taxas. O problema é que com estas subidas o Brasil atrasa ainda mais o processo de convergência das suas taxas de juro comparativamente às economias desenvolvidas, algo que tem contribuído para incentivar o investimento financeiro em detrimento do investimento real. Efetivamente, entre as principais economias emergentes, o Brasil apresenta uma das mais baixas taxas de investimento. O crescimento anual do PIB em 2012 ficou-se apenas pelos 1.0%, claramente aquém do potencial de crescimento da maior economia da América Latina, representando o 2º pior registo desde 1999, apenas suplantado pela queda de 0.3% registada em 2009, na sequência da crise de 2008/09, ficando claramente aquém das previsões do Governo no início daquele ano (+4.5%), e no quadro de uma maior aposta na procura interna e tendo em consideração que o país se encontra num grande movimento de construção e reabilitação de infraestruturas, com vista à organização do campeonato do mundo de futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Após a divulgação dos dados do PIB, o Ministro das Finanças continuou a admitir a possibilidade de se observar um crescimento de 2.5% em 2013, mas os dados menos favoráveis do 3ºT2013 e a revisão do 1ºT2013 (de +0.6% para 0.0%) levaram-nos a rever em baixa a nossa previsão anual de 2.6% para 2.3%. No início do ano, a Presidente do Brasil referiu que o país tem de acelerar o crescimento e que o investimento tem de representar 25% do PIB, algo que constitui um passo importante, pelos seus efeitos do curto prazo – o investimento representou no 3ºT2013 apenas 19.1% do PIB –, mas sobretudo pelos seus efeitos no longo prazo, no sentido de aumentar o rácio de capital/trabalhador e, logo, a oferta potencial da economia. O problema é que as recentes subidas nas taxas de juro fizeram atrasar ainda mais o processo de convergência das suas taxas de juro comparativamente às economias desenvolvidas, algo que tem contribuído para incentivar o investimento financeiro em detrimento do investimento real. Efetivamente, entre as principais economias emergentes, o Brasil apresenta uma das mais baixas taxas de investimento. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 49 Comentário Semanal de Economia e de Mercados Mercados Financeiros – Receios em relação às economias emergentes penalizaram sentimento… A semana revelou uma deterioração do sentimento global de mercado, sobretudo devido a receios em relação às economias emergentes. Relativamente às perspetivas para a economia global, os dados para a Zona Euro, Reino Unido e (menos) EUA até se revelaram positivos. Todavia, a estimativa preliminar já de janeiro do PMI Manufacturing na China veio assinalar uma contração, pela 1ª vez em 6 meses, o que põe a nu as fragilidades da economia neste início de ano e contribuiu para criar receios de que a retirada dos estímulos pela Fed está a penalizar a segunda maior economia do mundo. Países periféricos - Spreads face ao Bund a 10 anos 300 Un: p.b. 720 Irlanda Portugal (esc. dir) A N 24 -J 17 -J 10 -J EC 03 -J 27 -D 20 -D 13 -D 06 -D 29 -N 22 -N 15 -N 08 -N C 25 -O 01 -N Grécia (esc. dir) A N 320 A N 360 100 A N 400 120 EC 440 140 EC 480 160 EC 180 O V 520 O V 560 200 O V 600 220 O V 640 240 T 680 260 O V 280 Espanha Itália Relativamente às perspetivas para a economia global, saliente-se a revisão em alta das perspetivas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia mundial e da Organização Mundial de Turismo para este setor, mas ao nível dos indicadores económicos de conjuntura a evolução foi mista entre as diversas geografias. De acordo com o FMI, a economia mundial deverá registar um crescimento ligeiramente superior ao estimado anteriormente, de 3.7% em 2014 e de 3.9% em 2015, respetivamente. Considerou ainda que a Zona Euro "está a passar da recessão para a recuperação", esperando-se um crescimento de 1% este ano e 1.4% em 2015, mas "a retoma vai ser desigual". O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, afirmou que a economia da Europa do Sul "continua ser a mais preocupante". A Organização Mundial do Turismo reviu em alta o crescimento do turismo internacional para o corrente ano, apontando para um incremento de 4.5%, mais meio ponto percentual do que anteriormente. Relativamente aos indicadores de conjuntura, nos EUA, foram divulgados poucos indicadores, sendo que entre os que foram publicados os números continuaram a revelar-se consistentes com um ganho de ímpeto da economia, visível no indicador da Reserva Federal de Chicago para a atividade económica a nível nacional e no indicador coincidente da Conference Board. No imobiliário, as vendas de casas usadas subiram para um nível inferior ao esperado em dezembro, após 3 quedas consecutivas, apresentando pela 29ª vez em 30 meses um nível superior ao do período homólogo (a exceção foi nov-13). No mercado de trabalho, os novos pedidos semanais de subsídio de desemprego subiram menos do DPEC - Departamento de Estudos que o esperado e de uma forma apenas marginal, ficando praticamente em mínimos desde finais de novembro. Na indústria, de acordo com a estimativa preliminar, o indicador PMI Manufacturing da Markit desceu em janeiro, quando o mercado esperava uma manutenção, mas os indicadores regionais disponíveis só apresentam subidas (ver Comentário dos EUA). Na Zona Euro, destaque para as primeiras leituras da confiança dos consumidores e dos índices PMI Manufacturing e Services, que se revelaram favoráveis e acima das aguardadas pelo mercado, sustentando a melhoria do ritmo de recuperação da economia da Zona Euro neste início de ano. Ainda relativamente ao último trimestre de 2013, destaque para a leitura de novembro da balança corrente, que também melhorou, refletindo um comportamento tendencialmente favorável das diversas balanças e reforçando o contributo positivo das exportações líquidas para aceleração da Zona Euro no 4ºT2013 (ver Comentário da Zona Euro). No Japão, os indicadores compósitos continuam a sugerir um forte crescimento da atividade económica no 4ºT2013, suportada pela procura interna, e beneficiando da menor penalização das exportações líquidas (ver Comentário do Japão). No Reino Unido, a semana ficou marcada por novos dados extremamente positivos para o mercado laboral, com a taxa de desemprego a descer 0.3 p.p., nos três meses terminados em novembro, para 7.1%, bem mais do que previa o mercado, passando a estar num mínimo desde mar-09 e apenas 0.1 p.p. acima do limiar estabelecido pelo Banco de Inglaterra (BoE) para rever a postura acomodatícia da sua política monetária. Limiar esse que deverá ser revisto nas próximas reuniões, conforme sugere o teor das minutas relativas à reunião de janeiro, conhecidas durante a semana (ver Comentário do Reino Unido). A semana ficou marcada negativamente pelos dados conhecidos para a China. Os dados do PIB do 4ºT2013, conhecidos na 2ª feira, até começaram por se revelar positivos, com a economia a expandir ligeiramente mais do que o previsto face ao período homólogo (+7.7% vs +7.6% do consenso da Bloomberg). Todavia, a estimativa preliminar já de janeiro do PMI Manufacturing trouxe uma queda de 0.9 pontos, a 3ª consecutiva, para 49.6 pontos, levando o indicador a sinalizar uma deterioração das condições no setor pela 1ª vez em 6 meses, o que põe a nu as fragilidades da economia neste início de ano. Acresce que, no início da semana, o Banco Popular da China (PBoC) foi forçado a intervir no mercado monetário interbancário (MMI), depois de a taxa de referência (a 1 semana) ter subido 153 p.b. no dia anterior, a maior subida em 7 meses. A redução de liquidez no sistema – visível na escalada das taxas – resulta, por um lado, de receios em relação ao potencial incumprimento de produtos financeiros de aplicação de riqueza ligados ao “sistema bancário sombra”, e, por outro, da necessidade de liquidez maior do que o normal associada às festividades. A sublinhar os receios das autoridades, foi noticiado que o regulador do sistema 27 de janeiro de 2014 50 Comentário Semanal de Economia e de Mercados bancário ordenou aos escritórios regionais que aumentassem o escrutínio face ao risco de crédito designadamente na indústria de extração de carvão. O provável abrandamento da economia chinesa no 1ºT2014 criou receios entre os investidores de que a retirada dos estímulos pela Fed está a penalizar a segunda maior economia do mundo. Recorde-se que o quantitative easing da Fed teve o efeito de aumentar o apetite dos investidores por investimentos de rendibilidade (e risco) mais elevada, nomeadamente mercados emergentes (ver Comentário da China). Ao nível da crise do euro, foi mais uma semana de notícias genericamente positivas para Portugal, com os dados da execução orçamental a confirmarem que o défice em 2013 ficou aquém do objetivo – e bastante aquém. Já na Grécia surgiram algumas notícias negativas, como a intenção do líder do partido político SYRIZA de forçar eleições a nível nacional em fev-15 e a decisão (não confirmada oficialmente) do Conselho de Estado de considerar inconstitucionais os cortes de salários impostos pelo Governo às forças armadas e serviços de emergência em 2012. O Presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso, enalteceu a evolução "enorme" da governação económica e dos mecanismos de supervisão da União Europeia, defendendo que os 28 conseguiram "reparar o barco no meio da tempestade" da crise. Referiu ainda os “esforços notáveis” de certas indústrias e das PME dos países em crise, como é o caso de Portugal, como “um exemplo” que pode ser seguido em outros países europeus para criar uma indústria mais competitiva, capaz de gerar crescimento e criar empregos. Também Jean-Claude Trichet, antigo Presidente do BCE, afirmou que os países do Sul da Europa “promoveram um ajustamento difícil”, mas graças a isso “têm agora margem de manobra para crescer”. Em Portugal, a semana voltou a ser bastante preenchida, com novidades essencialmente positivas. Destaque sobretudo para a publicação da Síntese de Execução Orçamental de 2013, na quinta-feira, a qual confirmou e reforçou a perceção que vinha sendo criada nas últimas semanas de que o défice orçamental em 2013 ficou aquém do objetivo traçado com a troika. Com efeito, o défice fixou-se em 7.152 mil milhões de euros (mM€), o que fica 1.749 mM€ abaixo do limite. Em percentagem do PIB, o défice ficou entre 4.6% e 4.7% – ou entre 5.0% e 5.1%, contando com a capitalização do Banif –, em qualquer um dos casos abaixo da meta de 5.5% definida e que compara com os 5.9% admitidos pelo Governo em outubro aquando da apresentação do OE 2014. Trata-se, assim, de uma surpresa francamente positiva, que beneficiou: i) do impacto sobre a despesa e a receita do comportamento da economia melhor do que o esperado; ii) do perdão fiscal que permitiu recolher 1.253 mM€; iii) dos “ganhos de eficiência resultantes da nova estratégia de combate à fraude, evasão fiscal e à economia paralela” (nas palavras da Ministra das Finanças). O cumprimento da meta de 2013 traça boas perspetivas para o cumprimento da meta do défice de 2014 (4.0%), num DPEC - Departamento de Estudos contexto em que o cenário macroeconómico de base para o OE-2014 se afigura cada vez mais credível, sobretudo atendendo ao desempenho da economia a partir do 2ºT2013. Entretanto, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) veio afirmar que as medidas anunciadas pelo Governo destinadas a compensar o chumbo pelo Tribunal Constitucional (TC) do plano de convergência de pensões são suficientes para tapar esse “buraco”, ao contrário do que chegara a ser noticiado (pelo Público) na semana anterior. Estes dados vieram juntar-se à melhoria da conjuntura económica nos últimos meses e à situação mais benigna no mercado secundário de dívida, que tem permitido a Portugal voltar a emitir dívida em alguns prazos. Assim, começa a ganhar força a possibilidade de Portugal sair do programa de ajuda externa sem recorrer à linha de crédito cautelar europeia, tal como fez a Irlanda. A posição oficial da CE continua a ser de não se comprometer, com o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, a considerar ser "prematuro" tomar uma decisão sobre a forma de Portugal sair do programa de ajustamento, que só deverá ser tomada com base na evolução da situação. Em Davos, juntamente com o Ministro francês Pierre Moscovici, admitiu mesmo que Portugal pode precisar de um plano de apoio cautelar. Pelo contrário, Pier Carlo Padoan, secretário-geral adjunto e economista-chefe da OCDE, afirmou estar “positivamente surpreendido” com Portugal, tendo admitido a possibilidade de o país sair do programa da troika sem rede de segurança europeia. Saliente-se que a dívida pública portuguesa diminuiu para 128.7% do PIB no 3ºT2013, face aos 131.3% verificados nos três meses anteriores, num movimento que reflete em grande medida a amortização de OT’s durante o período. Em termos de indicadores económicos, foram conhecidos mais dados de atividade sobre o 4ºT2013, que se revelaram favoráveis – em concreto os relativos ao investimento constantes na síntese económica de conjuntura do INE e os dados de novembro da balança corrente – e que nos levaram inclusive a rever em alta a estimativa de crescimento económico para esse trimestre, de uma ligeira contração em cadeia de 0.2% para um modesto acréscimo de 0.1%. Revimos, adicionalmente, as perspetivas para 2014, estimando-se agora um acréscimo de 0.8% em 2014, este último passando a estar em linha com o admitido pelo Governo (ver Comentário de Portugal). Na Grécia, aumentou o risco de instabilidade política perante a intenção do líder do SYRIZA (partido de extrema-esquerda, que é desde as últimas eleições o principal partido da oposição) de forçar eleições a nível nacional em fev-15 para eleger o sucessor do atual Presidente da República (que é eleito por sufrágio indireto, mas é necessária uma ampla maioria). Noutra frente, surgiram notícias de que o Conselho de Estado (o Supremo Tribunal Administrativo grego, cujos poderes se sobrepõem em parte ao TC português) terá 27 de janeiro de 2014 51 Comentário Semanal de Economia e de Mercados considerado inconstitucionais os cortes de salários impostos pelo Governo às forças armadas e serviços de emergência em 2012. No caso de o Governo ser obrigado à reversão desta medida, o custo total poderá superar os 1 mM€, de acordo com o vice Ministro das Finanças. Embora a decisão ainda não seja oficial, este assuntou deverá ganhar particular importância na segunda fase da 5ª avaliação trimestral à execução do programa da troika, que ainda não reiniciou, agravando potencialmente o fiscal gap para este ano que já existe, e tem de ser endereçado. contrariando as subidas que se registaram em 4 das 5 semanas anteriores. O sentimento de mercado foi penalizado pelos desenvolvimentos na China e pelos receios de que a retirada dos estímulos da Fed esteja a penalizar o crescimento daquela economia. Mercado Acionista Índices Gerais EUA Europa No Chipre, segundo o Ministério das Finanças, a economia contraiu 5.5% em 2013, abaixo dos 7.7% previstos pela troika. Em Espanha, segundo o Banco de Espanha, a economia terá crescido 0.3% em cadeia no 4ºT2013. Previsivelmente incorporando essa informação, o FMI triplicou a previsão de crescimento para a economia este ano de 0.2% (em out-13) para 0.6%. Refira-se que Espanha registou um valor recorde no setor turístico com 60.6 milhões de chegadas em 2013, mais 5.6% que no ano anterior, segundo dados avançados pelo Presidente do Governo, Mariano Rajoy. Em Itália, destaque para o acordo obtido entre o novo líder do Partido Democrático (PD) – o principal partido do Governo –, Matteo Renzi, e Silvio Berlusconi para uma alteração à lei eleitoral, que favorece a representação proporcional, mas que poderá excluir do parlamento partidos com menos de 5% dos votos. Embora possa criar maior estabilidade política no futuro, este acordo gerou algum descontentamento interno no PD, por de certa forma legitimar o papel político de Berlusconi, que foi condenado judicialmente e expulso do parlamento. Na Irlanda, a Moody's subiu o rating de Ba1 para Baa3, e passou as perspetivas para terreno positivo, depois de o país ter finalizado o programa de resgate "dentro do previsto". Analisando os movimentos nos mercados financeiros, a deterioração do sentimento de mercado, sobretudo devido aos receios relativamente às economias emergentes, penalizou transversalmente os mercados acionistas, tendo o efeito simétrico (positivo) sobre a dívida de referência. O aumento da aversão ao risco prejudicou naturalmente a dívida privada e a dívida periférica, um efeito que foi parcialmente mitigado em Portugal pelas notícias positivas, mas adensado na Grécia devido a algumas notícias negativas. As commodities foram a exceção, ao valorizar, onde apenas as agrícolas e os metais de base destoram ao caírem, beneficiando da desvalorização do dólar e das previsões de mau tempo nas próximas semanas. No MMI, as Libor permaneceram sensivelmente em mínimos históricos, enquanto as Euribor desceram ligeiramente, contrariamente ao que tem sido a tendência desde o final de 2013. Numa análise mais pormenorizada aos mercados acionistas, registaram-se quedas quase transversais, DPEC - Departamento de Estudos Ásia Δ% 1 sem. Início ano 15 879.11 -3.52 -4.21 S&P 500 1 790.29 -2.63 -3.14 Nasdaq 4 128.17 -1.65 -1.16 Eurostoxx 50 3 028.20 -3.99 -2.60 FTSE 100 (R. Unido) 6 663.74 -2.42 -1.26 P SI-20 (P ortugal) 6 773.50 -4.79 3.27 CAC40 (França) 4 161.47 -3.84 -3.13 DAX (Alemanha) 9 392.02 -3.60 -1.68 IBEX (Espanha) 9 868.90 -5.70 -0.48 FTSE M IB (Itália) 19 358.99 -3.06 2.06 Nikkei 225 (Japão) 15 391.56 -2.18 -5.52 Hang Seng (Hong-Kong) 22 450.06 -2.95 -3.67 2 054.39 2.47 -2.91 Sensex 30 (Í ndia) 21 133.56 0.33 -0.18 Ibovespa (Brasil) 47 787.38 -2.84 -7.22 Dow Jones Shangai Comp. (China) A. Latina 24-01-2014 Na Zona Euro, o Eurostoxx 50 desvalorizou, afastandose de máximos desde o início do outono de 2008, com o Dax alemão a afastar-se de máximos históricos. Nos EUA, registaram-se quedas também, no caso do S&P 500 pela 2ª semana consecutiva, aliviando mais de máximos históricos, enquanto o Dow Jones registou a 3ª queda em 4 semanas, afastando-se mais de máximos históricos. O Nasdaq corrigiu de máximos desde o final do verão de 2000 (antes do rebentamento da bolha das dot-com, em março desse ano). A Época de Resultados das empresas relativa ao 4ºT2013 começou a ganhar força e até se revelou bastante positiva. Nos EUA, 122 empresas do S&P 500 divulgaram dados até sexta-feira (52 na semana anterior), com 66.4% a superarem as expectativas (51.9% na semana anterior), um número já em linha com o que normalmente se observa, mas ainda com poucas empresas a divulgarem resultados. A Morgan Stanley, banco americano especializado em serviços financeiros, contabilizou lucros de 181 milhões de dólares (M$) no 4ºT2013, que compara com resultados de 594 M$ um ano antes. O resultado líquido da Microsoft atingiu os 6.56 mM$, enquanto as vendas subiram 14% para um novo máximo histórico. O benchmark de Portugal, o índice PSI-20, destacouse, desta feita, pela negativa, caindo mais do que os índices europeus, quando até há duas semanas vinha revelando uma performance superior à dos congéneres europeus. Com esta queda, o PSI-20 regressou abaixo da barreira psicológica dos 7 000 pontos, afastando-se mais de máximos desde jul-11 de duas semanas antes. Para esta queda semanal foi decisiva a forte desvalorização registada na quarta-feira, quando o setor bancário afundou, devido à expectativa que o Governo bloqueará a transformação dos impostos diferidos da banca em créditos fiscais, uma medida muito desejada pelo setor pois reforçaria a sua almofada de capital. Recentemente, Itália e Espanha deram o “OK” a uma solução destas, que automaticamente melhora os rácios de capital das suas instituições bancárias. Em 27 de janeiro de 2014 52 Comentário Semanal de Economia e de Mercados declarações posteriores, a Associação Portuguesa de Bancos (APB) veio tentar colocar “água na fervura”, afirmando que Portugal está a estudar uma "solução adequada" para tratar a questão, que seja, semelhante à adotada em outros países europeus e que não prejudique o setor nacional face aos pares. Note-se que durante a semana até surgiu uma notícia animadora para a banca – se bem que previsível –, com a Standard & Poor's a retirar a ameaça de corte de rating no curto prazo que tinha colocado sobre os maiores bancos portugueses, depois de na semana anterior já ter feito o mesmo à República. Refira-se que o Banif colocou no mercado internacional 438 M€ de títulos referentes a uma operação de securitização de carteiras de crédito a PME, com a procura a superar 1.6 vezes a oferta. Mercado de Dívida Pública Alemanha % Contr.(p.p.) Bottom 5 Portugal 2 Anos 0.126 -5 p.b. 0.336 -4 p.b. 2.605 21 p.b. 5 Anos 0.749 -9 p.b. 1.541 -8 p.b. 4.300 7 p.b. 10 Anos 1.658 -10 p.b. 2.715 -10 p.b. 5.276 4 p.b. 30 Anos 2.560 -9 p.b. 3.633 -12 p.b. - - As yields da dívida de referência desceram em ambos os lados do Atlântico, em consonância com o aumento da aversão ao risco. Nos 10 anos, prazo de referência, as yields desceram pela 2ª semana consecutiva, tanto no caso dos tresuries, como dos bunds. Estas descidas contrariam as subidas das semanas anteriores. Seja como for, em ambos os casos, as yields continuam distantes dos mínimos históricos atingidos em jul-11 (1.39% no caso dos treasuries a 10 anos e 1.17% no caso dos bunds a 10 anos). Spreads face ao Bund Títulos do PSI -20 Top 5 EUA 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. % Contr.(p.p.) 24 Jan 14 Variação (p.b.) Valor (p.b.) 17 J a n 14 3 1 D e z 13 2 4 J a n 13 REN 0.6% 0.01 BES -8.9% -0.84 Banif -5.6% 0.00 BCP -9.5% -0.81 Cofina -3.1% 0.00 EDP -3.6% -0.59 Grécia 679 70 30 -210 Sonae Ind. -9.7% -0.02 PT -4.9% -0.51 Irlanda 160 -4 -17 -147 Semapa -1.3% -0.02 Jer. Martins -1.8% -0.26 Portugal 362 14 -58 -81 Espanha 214 18 -8 -130 Itália 226 19 6 -34 Entre as 20 constituintes do PSI-20, 19 registaram descidas e apenas uma subiu: a REN. O índice foi, como referido, prejudicado sobretudo pelo setor bancário (nomeadamente BES e BCP), mas registaram-se também fortes descidas na EDP, PT e Jerónimo Martins. Mercado Cambial - Spot 24-01-14 Δ 1 sem. Δ início ano EUR/USD 1.3683 1.12 -0.77 EUR/JPY 139.98 -0.83 -3.56 EUR/GBP 0.83 0.54 -0.40 T.E.Euro 103.79 0.54 -0.26 T.E.Libra 86.10 1.53 1.41 USD/JPY 102.300 -1.93 -2.81 USD/GBP 0.6058 -0.59 0.36 Dollar Index 80.458 -0.94 0.53 Nota: JPY: Iene / GBP: Libra / EUR: Euro / USD: Dólar. Variação positiva signif ica apreciação da moeda base. No mercado cambial, a taxa de câmbio efetiva nominal do euro subiu, aproximando-se dos níveis de final do ano passado, quando atingiu máximos desde out-11, beneficiando da fuga dos investidores das moedas dos países emergentes. Note-se que o euro apreciou face ao dólar – uma moedas tipicamente mais procuradas como refúgio pelos investidores –, mas depreciou contra outra moeda de refúgio: o iene. Assim, o par mais importante, euro/dólar, subiu 1.1%, invertendo o movimento da semana anterior, e reaproximando-se dos máximos desde out-11 atingidos 11 semanas antes (1.38 EUR/USD). O dólar depreciou em relação ao iene, afastando-se dos máximos desde o início do outono de 2008 registados 4 semanas antes (105.4 USD/JPY), depreciando também face à libra, tendo o Dollar Index descido, aproximando-se dos mínimos desde o final de outubro registados 6 semanas antes. DPEC - Departamento de Estudos 10Y Os spreads da dívida a 10 anos das economias periféricas da Zona Euro também foram penalizados pelo aumento da aversão ao risco, tendo registado subidas quase transversais – a exceção foi a Irlanda. O spread de Portugal subiu pouco, devido às notícias positivas conhecidas para o país, mantendo-se próximo dos mínimos desde dez-10 registados na semana anterior. Por seu lado, o spread da dívida grega registou a maior subida, penalizado pelas notícias algo negativas para o país, afastando-se mais dos mínimos desde jun10 registados duas semanas antes (recorde-se que o país solicitou pela 1ª vez ajuda externa em mai-10). Emissões de dívida na Zona Euro na semana Emitente Prazo 3 meses França Alemanha Espanha Montante Yield média da emissão mM€ atual anterior 1.579 0.170 0.110 6 meses 2.150 0.170 0.140 12 meses 2.567 0.190 0.170 2 anos 2.225 0.340 - 4 anos 1.885 0.940 - 5 anos 3.820 1.240 - 2 anos* 0.605 -0.860 - 4 anos* 0.758 -0.200 - 10 anos* 0.335 0.760 - 2 anos 3.523 0.150 0.210 6 meses 1.000 0.510 - 12 meses 2.960 0.726 - * inflation-linked No mercado primário de dívida pública, França esteve particularmente ativa, emitindo um total de 15.924 mM€ em dívida de curto e longo-prazo, a taxas um pouco mais elevadas, refletindo a preferência dos investidores por dívida dos países periféricos. Ainda assim, a Alemanha emitiu dívida a 2 anos a taxas mais favoráveis do que a anterior emissão comparável. Na realidade, ao contrário de França, a Alemanha continua com o rating máximo para as 3 principais agências de 27 de janeiro de 2014 53 Comentário Semanal de Economia e de Mercados notação financeira, tendo a Fitch mantido o rating da Alemanha no nível máximo AAA, com perspetiva estável, justificando a classificação com o facto de o peso da dívida pública sobre o PIB já ter iniciado uma trajetória descendente. Spreads de Crédito (Índices de CDS 5Y ) Variação (p.b.) Valor (p.b) 17 J a n 14 3 1 D e z 13 2 4 J a n 13 84.0 13 14 -24 Itraxx Financials 104.0 19 17 -37 Itraxx Cross Over 313.9 35 28 -142 24 Jan 14 Itraxx No mercado de dívida privada, em linha com a queda do Eurostoxx 50, os spreads registaram movimentos essencialmente ascendentes. O índice Itraxx 5Y (o índice geral de spreads de crédito para as obrigações de investment grade) subiu, tendo o Itraxx Financials (o mais exposto à crise da dívida soberana) avançado um pouco mais, mantendo-se, assim, num nível superior (ao contrário do que se verificava antes da crise, e dada a situação difícil da banca europeia desde o início da crise da dívida soberana). Já o Itraxx Cross-Over (relativo aos ativos de speculative grade, especialmente sensível ao sentimento de mercado e ao ciclo económico) viu o spread subir bastante, penalizado pela deterioração do sentimento. Mercado Monetário EUR 24-01-14 1 mês 0.238 3 meses 6 meses 12 meses USD Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. -1 p.b. 0.161 0 p.b. 0.300 0 p.b. 0.235 0 p.b. 0.401 -1 p.b. 0.334 0 p.b. 0.567 0 p.b. 0.572 0 p.b. No mercado monetário interbancário (MMI), as Libor do dólar ficaram sensivelmente inalteradas em mínimos históricos, enquanto as Euribor desceram ligeiramente, contrariamente ao que tem sido a tendência desde o final de 2013. As Euribor têm vindo a aumentar, em resultado: i) da redução da liquidez excedentária, já que os bancos continuam a reembolsar a ritmo elevado os empréstimos obtidos nas operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO); ii) da reentrada progressiva no MMI de bancos que devido à crise das dívidas soberanas se tinham visto excluídos do mercado e forçados a recorrer ao BCE para crédito (estes bancos, por serem vistos como menos sólidos, obtém financiamentos a taxas acima da média); iii) do facto de os mercados virem progressivamente a aumentar a probabilidade de que o BCE não irá cortar a taxa de depósitos para valores negativos, nem descer mais a refi rate (apesar de a postura oficial ser a de favorecer uma política mais expansionista). As expectativas em relação às taxas de juro desceram um pouco durante a semana, com os swaps sobre as taxas EONIA a descerem nos diversos prazos. Paralelamente, observou-se uma subida do prémio de risco no MMI Europeu, medido pelo OIS spread (i.e., o diferencial de juros entre operações com risco e operações com risco ínfimo, por se tratar de uma operação swap em que apenas os diferenciais de juros são trocados). Os OIS spread encontram-se, nos prazos mais curtos, DPEC - Departamento de Estudos sensivelmente em zero (como sucedia até à crise do subprime). Nos prazos mais longos, a taxa continua afastada do zero, encontrando-se em 0.42 p.p. nos 12 meses, mantendo-se acima da média histórica anterior ao verão de 2007 (+0.07 p.p.), mas ainda assim bastante abaixo do máximo histórico de 2.35 p.p. atingido em out-08 (após a falência do Lehman Brothers). As commodities registaram genericamente subidas, pela 2ª semana consecutiva (e depois de duas semanas de quedas), apesar da deterioração do sentimento geral de mercado, beneficiando da desvalorização do dólar. Os índices compósitos GSCI S&P e CRB Index subiram, assim, pela 2ª vez (consecutiva) em 4 semanas, interrompendo a tendência mais alargada de queda que se observa desde finais de agosto. Mercado de Commodities - Futuros (prazos mais próximos) Mercadoria CRB Index Moeda/Unid 24-01-2014 Δ% 1 sem. Δ % início ano USD 282.54 1.48 0.85 GSCI S&P USD 624.87 1.5 -1.2 Agrícolas USD 345.70 -0.1 -1.7 Energia USD 332.26 2.3 -1.7 Gado USD 337.87 1.1 5.7 Metais de Base USD 343.79 -2.6 -1.7 Metais Preciosos USD 1691.65 0.5 4.8 Brent Crude USD/bbl. 107.88 1.31 -2.64 WTI Crude USD/t oz. 96.64 2.41 -1.81 Ouro USD/t oz. 1264.30 0.99 5.16 Nota: Nesta tabela as cores têm o significado inverso, assinalando-se a verde as descidas, uma vez que se considera positivo para o crescimento económico global. As agrícolas desceram 0.1%, mas a classe que mais caiu foi a dos metais de base, penalizada pelas perspetivas de crescimento para as economias emergentes. As energéticas foram beneficiadas pelas previsões de temperaturas abaixo do normal, cujos efeitos se poderão fazer sentir, quer sobre a procura (ascendentes), designadamente de energia, quer sobre a oferta (descendentes). Em particular, o petróleo subiu tanto em Nova Iorque (WTI crude), como em Londres (Brent) – impulsionado também pelas previsões da Agência Internacional da Energia (AIE) de que a procura mundial de petróleo vai aumentar em 2014 para um máximo de sempre num contexto de recuperação da economia –, mas, sobretudo no primeiro caso, que beneficiou adicionalmente da entrada em funcionamento de uma pipeline com crude vindo do Oklahoma, que permite captar maior procura. O crude afastou-se, assim, mais dos mínimos desde mai-13 registados na semana anterior, embora permanecendo muito longe dos máximos de 16 meses atingidos no início de set-13 (110.5 dólares). O spread entre o WTI e o Brent encurtou de 12.1 para 11.2 dólares, um mínimo de 2 meses, parecendo estar a reaproximar-se da tendência histórica (-5/+5 USD), embora tenha permanecido pela 15ª semana consecutiva acima desta (mantendo-se distante do máximo de 28 USD em out-11). O spread tinha disparado no final de 2010, devido a mudanças no mercado da energia nos EUA, sobretudo ligadas ao aumento da oferta, resultantes de novos métodos de exploração. O ouro subiu ligeiramente, pela 5ª semana, mas permanece relativamente próximo dos mínimos desde o Verão de 2010 atingidos em meados de dezembro. 27 de janeiro de 2014 54 Comentário Semanal de Mercados Mercado Acionista Taxa de Câmbio Euro/Dólar vs Eurostoxx 50 S&P 500 0.4 Eurostoxx 50 Un: % 0.0 Un: % -0.5 0.0 Un: Índic es Un: EUR/USD 1.385 3,240 1.380 3,200 1.375 3,160 1.370 3,120 1.365 3,080 1.360 3,040 1.355 3,000 1.350 2,960 1.345 2,920 1.340 2,880 1.335 2,840 -1.0 -0.4 -1.5 -0.8 -2.0 -1.2 -2.5 -1.6 -3.0 -2.0 -3.5 -2.4 -4.0 -4.5 24 -J AN 17 -J AN 10 -J AN 03 -J AN 27 -D EC 20 -D EC 13 -D EC O V V 06 -D EC 0.0 29 -N CT Un: % 25 -O 0.4 V Acumulada FTSE-100 PSI-20 Un: % 0 24/01 O Diária 23/01 22 -N Acumulada 22/01 V 21/01 O 20/01 15 -N 24/01 V Diária 23/01 O 22/01 O 21/01 08 -N 20/01 01 -N -2.8 -1 -0.4 Taxa de Câmbio Euro/Dólar -0.8 -2 Índice Eurostoxx 50 -1.2 -3 -1.6 -2.0 -4 -2.4 -5 -2.8 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 20/01 21/01 Acumulada 22/01 Diária 23/01 24/01 Acumulada Mercado de Taxas de Juro Taxas 10 Anos - EUA 6 Taxas 10 Anos - Zona Euro Un: p.b. 2 Euribor 3M Un: p.b. .00 Libor USD 6M Un: p.b. .12 Un: p.b. 4 0 2 .08 -.04 0 -2 -2 .04 -.08 -4 -4 .00 -6 -.12 -6 -.04 -8 -8 -.16 -10 -12 -.08 -10 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 20/01 21/01 Acumulada 22/01 Diária 23/01 24/01 -.20 -.12 Acumulada -.24 -.16 20/01 Portugal - Spread face ao Bund 10 Anos 20 21/01 Spain - Spread face ao Bund 10 Anos Un: p.b. 20 15 22/01 Diária 23/01 24/01 20/01 21/01 Acumulada 22/01 Diária 23/01 24/01 Acumulada Un: p.b. 16 10 12 5 0 Diferencial OIS Spread Libor/Euribor a 3 meses vs Itraxx a 5 anos 8 -5 .07 4 Un: p.p.. Un: p.b. 92 -10 0 -15 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 20/01 24/01 21/01 Acumulada 22/01 Diária Italy - Spread face ao Bund 10 Anos 20 .06 88 .05 84 .04 80 .03 76 .02 72 .01 68 -4 -20 23/01 24/01 Acumulada Greece - Spread face ao Bund 10 Anos Un: p.b. 80 Un: p.b. 70 16 60 12 50 -4 0 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 20/01 21/01 Acumulada DPEC - Departamento de Estudos 22/01 Diária 23/01 24/01 OIS Spread Libor/Euribor N 24 - JA N 17 - JA N 10 - JA N JA 03 - D EC 27 - D EC 20 - D EC 13 - V D EC 06 - V O N 29 - O 22 - N V O N V O O N 15 - 10 N 25 - O C T 20 0 08 - 30 4 V 40 01 - 8 Itraxx a 5 anos Acumulada 27 de janeiro de 2014 55 Comentário Semanal de Mercados Yield Curve: EONIA Implícita na Curva de Swaps da EONIA Países periféricos - Spreads face ao Bund a 10 anos 300 Un: p.b. 400 120 360 100 320 Irlanda Portugal (esc. dir) .36 .32 .28 .24 .20 .16 .12 A N 0 2 4 6 8 24 -J 17 -J 10 -J EC 03 -J 27 -D 20 -D 13 -D 06 -D 29 -N 22 -N 15 -N 08 -N C 25 -O 01 -N Grécia (esc. dir) A N 440 140 A N 160 A N 480 EC 180 EC 520 EC 200 O V 560 O V 600 220 O V 240 O V 640 T 680 260 O V 280 Un:% .40 720 Espanha 10 12 14 16 18 20 22 24 Horizonte (em Meses) Itália 2014-01-17 2014-01-24 Mercado Cambial Euro/Dólar Options Risk Reversal vs Taxa de Câmbio Dólar/Euro Dollar Index Euro/Dolar 1.2 Un: % 0.2 1.0 - 0.1 Un: % Un: EUR/USD 1.385 Un: % - 0.2 1.380 - 0.3 1.375 - 0.4 1.370 -0.4 - 0.5 1.365 -0.6 - 0.6 1.360 - 0.7 1.355 - 0.8 1.350 - 0.9 1.345 - 1.0 1.340 - 1.1 1.335 0.0 0.8 -0.2 0.6 0.4 0.2 -0.8 -1.0 22/01 24/01 Un: p.b. 0.4 .6 N N 24 -J A N 17 -J A N 10 -J A 03 -J A 27 -D EC 20 -D EC 13 -D EC V 06 -D EC V O 29 -N O 25 -O 01 -N Euro/Iene Euro/Libra .8 V Acumulada 22 -N Diária Acumulada 23/01 V 21/01 O 20/01 24/01 C T Diária 23/01 15 -N 22/01 V 21/01 O 20/01 08 -N -0.2 O 0.0 Un: % Euro/Dólar Options Risk Reversal Taxa de Câmbio Dólar/Euro 0.2 .4 0.0 .2 -0.2 .0 -0.4 -.2 -0.6 -.4 -0.8 -.6 -1.0 -.8 -1.2 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 20/01 Acumulada DPEC - Departamento de Estudos 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 Acumulada 27 de janeiro de 2014 56 Comentário Semanal de Mercados Mercado de Commodities WTI Crude 3.2 Brent Un: % 2.0 2.8 EUA - Variação dos Stocks de Combustíveis (DOE) 3 Un: 10^6 barris Un: % 1.6 2.4 1.6 0.8 1 1.2 0.4 0.8 0.4 2.1 2 1.2 2.0 1.0 1.8 1.1 0 0.0 0.0 -0.4 -0.4 -0.8 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 -0.5 -1 -0.8 20/01 20/01 21/01 Acumulada 22/01 Diária 23/01 24/01 -2 Acumulada -3 -3.2 Commodities - Composite 1.6 -4 Ouro Un: % 2.0 1.4 Petróleo Gasolina Prod. Destilados 1.6 1.2 2014-01-17 Un: % 1.2 1.0 0.8 Petróleo - Consenso Gasolina - Consenso Prod. Destilados - Consenso 0.8 0.4 0.6 0.0 0.4 -0.4 0.2 0.0 -0.8 -0.2 20/01 21/01 22/01 Diária 23/01 24/01 -1.2 20/01 21/01 Acumulada DPEC - Departamento de Estudos 22/01 Diária 23/01 24/01 Acumulada 27 de janeiro de 2014 57 Comentário Semanal de Mercados Indicadores a Anunciar esta Semana Pa ís Portuga l Espa nha Da ta Ev e nto Pe ríodo Conse nso Actua l Ante rior Re v isã o Jan -- -- -40.4 -- Jan -- -- -1 -- Produção Industrial (YoY) Dec -- -- 2.90% -- Produção Industrial sa (MoM) Dec -- -- 1.40% -- Sentimento Económico (C E) Jan -- -- 97.4 -- Vendas a Retalho (MoM) Dec -- -- 3.10% -- Vendas a Retalho (YoY) Dec -- -- 3.60% -- 31- Ja n Taxa de Desemprego - Eurostat Dec -- -- 15.5% -- 28- Ja n Total de Empréstimos Hipotecários - Valor (YoY) Nov -- -- -15.50% -- 4Q P 0.30% -- 0.10% -- 4Q P -0.10% -- -1.10% -- Jan -- -- 100.0 -- Nov -- -- 1.7B -- IPC (YoY) Jan P 0.30% -- 0.30% -- IPC H (YoY) Jan P 0.30% -- 0.30% -- 30- Ja n C onfiança do C onsumidor - INE (mm3m) Indicador de C lima Económico - INE (mm3m) 30- Ja n PIB sa (QoQ) PIB sa (YoY) Sentimento Económico (C E) 31- Ja n Balança C orrente (EUR) Ale ma nha 27- Ja n IFO - Avaliação Atual Jan 112.4 112.4 111.6 -- IFO - C lima Empresarial Jan 110 110.6 109.5 -- IFO - expectativas Jan 108 108.9 107.4 -- Feb 7.6 -- 7.6 -- Jan P 1.50% -- 1.40% Jan P 1.30% -- 1.20% 29- Ja n GfK - C onfiança C onsumidor 30- Ja n IPC (YoY) IPC H (YoY) Taxa Desemprego sa F ra nça -- -- -- 0.20% -- 1.50% 0.80% 27- Ja n Desemprego Registado sa Dec 3296.1k -- 3293.0k -- Dec 1.1 -- 17.8 -- 28- Ja n C onfiança do C onsumidor Jan 85 -- 85 -- 31- Ja n C onsumo Privado (MoM) Dec -0.40% -- 1.40% -- Dec -0.20% -- -0.60% -- 28- Ja n C onfiança do C onsumidor Jan 96.7 -- 96.2 -- 29- Ja n Índice de C onfiança Industrial Jan 98.6 -- 98.2 -- Jan -- -- 83.6 -- 31- Ja n IPP (YoY) Dec -- -- -2.30% -- 29- Ja n M3 sa (YoY) Dec 1.70% -- 1.50% -- Dec 1.50% -- 1.70% -- Jan F -11.7 -- -11.7 -- C onfiança Industrial Jan -2.9 -- -3.4 -- C onfiança nos Serviços Jan 0.8 -- 0.2 -- Indicador C lima Empresarial Jan 0.35 -- 0.27 -- Sentimento Económico (C E) Jan 101 -- 100 -- Jan A 0.90% -- -- -- IPC Estimativa (YoY) Jan 0.90% -- 0.80% -- Taxa Desemprego sa Dec 12.10% -- 12.10% -- Nov 0.70% -- 0.80% -- Nov 0.30% -- 0.10% -- PIB (QoQ) 4Q A 0.70% -- 0.80% -- PIB (YoY) 4Q A 2.80% -- 1.90% -- Dec -- -- 0.1% -- Jan 0.60% -- 1.40% -- Dec 72.9K -- 70.8K -- Empréstimos Líquidos de C rédito C onsumo Dec 0.7B -- 0.6B -- Empréstimos Líquidos Garantidos por Habitações Dec 1.2B -- 0.9B -- M4 Ex IOFC s 3M Annualised Dec 5.20% -- 4.90% -- M4 Oferta Monetária (YoY) Dec -- -- 2.70% -- Sentimento Económico (C E) Jan - - -- 115.1 -- 31- Ja n GfK - C onfiança C onsumidor Jan -12 -- -13 -- 27- Ja n Dallas Fed - Manufacturing Jan 3.3 -- 3.1 -- Vendas C asas Novas (MoM) Dec -1.90% -- -2.10% Vendas C asas Novas saar Dec 455K -- 464K Jan 78 -- 78.1 -- Enc. Bens Dur. Ex Def. Mat. Aero (Mom) Dec 0.30% -- 4.50% 4.10% Encomendas Bens Duradouros excl Transp sa (MoM) Dec 0.60% -- 1.20% -- Encomendas Bens Duradouros sa (MoM) Dec 1.80% -- 3.50% 3.40% Entregas Bens Dur. Ex Def. Mat. Aero (MoM) Dec 0.10% -- 2.80% 2.70% IP Habitação S &P/C aseShiller (20 Áreas Metropolitanas) sa MoM Nov 0.80% -- 1.05% -- IP Habitação S &P/C aseShiller (20 Áreas Metropolitanas) YoY Nov 13.80% -- 13.61% -- Richmond Fed - Manufacturing Jan 13 -- 13 -- 29- Ja n Fed - Decisão sobre Taxa de Juro Jan-29 0.25% -- 0.25% -- 30- Ja n C onfiança do C onsumidor (Bloomberg; anterior ABC ) Jan-26 -- -- -31 -- 4Q A 3.70% -- 2.00% -- C ontratos Assinados p/ Venda de C asas Usadas (MoM) Dec -0.10% -- 0.20% -- C ontratos Assinados p/ Venda de C asas Usadas nsa (YoY) Dec 1.40% -- -4.00% -- Deflator C ore do C onsumo Privado (QoQ) 4Q A 1.10% -- 1.40% -- Deflator do PIB (QoQ) 4Q A 1.20% -- 2.00% -- Pedidos Subsídio de Desemprego - Acumulado Jan-18 3000K -- 3056K Pedidos Subsídio de Desemprego - Novos Jan-25 330K -- 326K 4Q A 3.20% -- 4.10% -- Jan 59 -- 59.1 60.8 Jan F 81 -- 80.4 -- C onsumo Privado - Nominal (MoM) Dec 0.20% -- 0.50% -- Deflator C onsumo Privado (YoY) Dec 1.10% -- 0.90% -- Deflator C ore C onsumo Privado (YoY) Dec 1.20% -- 1.10% -- Deflator C ore do C onsumo (MoM) Dec 0.10% -- 0.10% -- Deflator do C onsumo (MoM) Dec 0.20% -- 0.00% -- 4Q 0.40% -- 0.40% IPP (YoY) Índice de Sentimento Empesarial Zona Euro M3 sa média 3 meses (YoY) 30- Ja n C onfiança do C onsumidor 31- Ja n IPC C ore (YoY) R. Unido 28- Ja n Índice dos Serviços (3mth/3mth) Índice dos Serviços (mom) 29- Ja n Preços Habitação - Land Registry SA (mom) Preços Habitação - Nationwide sa (MoM) 30- Ja n Empréstimos Hipotecários Aprovados (BoE) EUA 28- Ja n C onfiança do C onsumidor (C onfer. Board) C onsumo Privado (QoQ) PIB Anualizado (QoQ) 31- Ja n C hicago PMI C onfiança do C onsumidor (Univ. Michigan) Índice C ustos Trabalho Ja pã o -- -- Jan 54.5 -- 54.27 0.20% -- 0.20% -- Dec -¥1239.9B -¥1302.1B -¥1292.9B -¥1294.1B Balança C omercial sa Dec -¥1335.1B -¥1148.6B -¥1346.3B -¥1293.8B Exportações de Bens (YoY) Dec 18.4 -- Importações de Bens (YoY) 26- Ja n Balança C omercial nsa -- 18 15.3 Dec 26.2 24.7 21.1 27- Ja n Índice de Preços nas Empresas - Serviços (YoY) Dec 1.10% -- 1.00% 28- Ja n C onfiança das Pequenas Empresas Jan -- -- 51.1 -- 29- Ja n Vendas a Retalho - nominais nsa (YoY) Dec 3.90% -- 4.00% 4.10% Dec 0.30% -- 1.90% 2.00% --- Dec 1.10% -- 0.20% -- IPC (YoY) Dec 1.50% -- 1.50% -- IPC ex prod aliment e energia (YoY) Dec 0.70% -- 0.60% -- IPC ex prod aliment não transformados (YoY) Dec 1.20% -- 1.20% -- IPC Tokyo (YoY) Jan 0.80% -- 0.90% -- IPC Tokyo exc prod aliment e energia (YoY) Jan 0.40% -- 0.30% -- IPC Tokyo exc prod aliment não transformados (YoY) Jan 0.70% -- 0.70% -- Jan -- -- 55.2 -- Produção Industrial nsa (YoY) Dec P 7.30% -- 4.80% -- Produção Industrial sa (MoM) Dec P 1.30% -- -0.10% -- Rácio de Oportunidades de Trabalho por C andidato Dec 1.01 -- 1 -- Taxa Desemprego sa Dec 3.90% -- 4.00% -- 31- Ja n Encomendas de C onstrução (YoY) Dec -- -- 2.20% -- Fogos Iniciados anualizada Dec 1.000M -- 1.033M -- Produção de Veículos (YoY) Dec -- -- 10.20% -- Dec -- -- 1301B -- Empréstimos (MoM) Dec -- -- 1.50% -- Incumprimento Individual (+ 90 dias de atraso) Dec -- -- 6.70% -- 29- Ja n Empréstimos - Bancos Privados 30- Ja n IPP - Ind. Transformadora (YoY) Dec -- -- 5.47% -- Saldo Orçamental Dec 14.2B -- 28.8B -- Taxa Desemprego nsa Dec 4.40% -- 4.60% -- 31- Ja n Dívida Pública Líquida (% PIB) Dec 33.90% -- 33.90% -- Dec 11.0B -- 29.7B -- 28- Ja n Lucros Industriais (YTD YoY) Dec -- -- 13.20% -- 29- Ja n Indicador Avançado Dec -- -- 99.64 -- 30- Ja n PMI Manufacturing - HSBC Jan 49.6 -- 50.5 -- Jan-28 4.00% -- 4.00% -- Banco da Índia - Repo Rate Jan-28 7.75% -- 7.75% -- Banco da Índia - Reverse Repo Rate Jan-28 6.75% -- 6.75% -- Saldo Orcamental Primário Rússia -- Dec PMI Manufacturing Índia -- Rendimento Privado sa (MoM) 30- Ja n C onsumo Privado - Real (YoY) China -- NAPM-Milwaukee Vendas a Retalho - nominais sa (MoM) Bra sil -- 6.90% Dec Desemprego Registado sa (MoM) Itália -- Jan 31- Ja n Vendas a Retalho (MoM) 28- Ja n Banco da Índia - Rácio de Reservas de C aixa 31- Ja n Défice Orçamental Dec -- -- 51671 -- 27- Ja n IPP (YoY) Dec 2.00% -- 1.60% -- 28- Ja n Investimento de C apital (YoY) Dec 0.00% -- 0.20% -- Rendimento Disponível (YoY) Dec 2.20% -- 1.50% -- Salários Reais (YoY) Dec 4.50% -- 4.80% -- Vendas a Retalho - Reais nsa (MoM) Dec 19.60% -- 0.20% -- Vendas a Retalho - Reais nsa (YoY) Dec 4.00% -- 4.50% -- Fonte: Thomson Reuters.; Legenda: nsa - não ajustado de sazonalidade; sa - ajustado de sazonalidade; wda - ajustado de dias úteis; saar - taxa anualizada ajustada de sazonalidade; WoW - variação semanal; MoM - variação mensal; QoQ - variação trimestral; YoY - variação homóloga; mm3m - média móvel 3 meses. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 58 Comentário Semanal de Mercados Taxas de Juro 24-01-14 1 semana Euribor (%) 1 mês 3 meses 6 meses 9 meses 1 ano 2 anos 3 anos 5 anos 1 mês 0.238 0.243 0.232 0.129 0.131 0.118 0.113 0.752 0.811 0.429 3 meses 0.300 0.302 0.294 0.225 0.225 0.206 0.211 1.158 1.029 0.670 6 meses 0.401 0.408 0.392 0.343 0.343 0.319 0.353 1.451 1.277 0.966 12 meses 0.567 0.571 0.560 0.542 0.535 0.518 0.585 1.784 1.586 1.222 Taxas Euribor .60 Taxas Swap Un: % 2.2 Un: % 2.0 .55 1.8 .50 1.6 .45 1.4 .40 1.2 .35 1.0 .30 Refi Rate 3M 6M 12M 2 Anos 5 Anos N N 0 -J A 2 9 -J A 0 1 -D E C 3 0 -D E C 2 1 -D E C 1 V 2 -D E C O 0 1 -N O 2 1 1 -N 0 2 -N O V N N 4 -J A 2 N 0 -J A 7 -J A 1 1 7 -D E C 0 3 -J A N 2 0 -D E C 3 -D E C 2 1 0 O V 6 -D E C V 2 9 -N V O 2 -N 2 1 5 -N O V O 0 8 -N O 1 -N 5 -O C 2 0 V 0.4 T 0.6 .20 V 0.8 .25 10 Anos Curto Prazo EUR MMI USD JPY GBP CHF 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 1 mês 0.238 -1 p.b. 0.161 0 p.b. 0.106 0 p.b. 0.482 0 p.b. -0.007 0 p.b. 3 meses 0.300 0 p.b. 0.235 0 p.b. 0.144 0 p.b. 0.521 0 p.b. 0.021 0 p.b. 6 meses 0.401 -1 p.b. 0.334 0 p.b. 0.204 0 p.b. 0.618 1 p.b. 0.080 0 p.b. 12 meses 0.567 0 p.b. 0.572 0 p.b. 0.364 -1 p.b. 0.902 1 p.b. 0.199 0 p.b. Curvas Euribor - EUR Curvas Libor - USD 0.75 0.75 0.50 0.50 0.25 0.25 0.00 0.00 0 3 6 Prazo (em meses) 24-01-2014 9 17-01-2014 0 12 3 6 Prazo (em meses) 24-01-2014 31-12-2013 9 12 17-01-2014 31-12-2013 Curvas Libor - GBP Curvas Libor - JPY 0.50 1.00 0.75 0.25 0.50 0.00 0 3 6 9 12 0.25 0 3 Prazo (em meses) 24-01-2014 6 9 12 Prazo (em meses) 17-01-2014 31-12-2013 24-01-2014 17-01-2014 31-12-2013 Fonte: Thomson Reuters. Swaps EUR USD JPY GBP CHF 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. Swap 2 Anos 0.488 -1 p.b. 0.488 -2 p.b. 0.205 0 p.b. 0.998 3 p.b. 0.080 -5 p.b. 5 Anos 1.102 -4 p.b. 1.676 -5 p.b. 0.330 -3 p.b. 1.990 0 p.b. 0.570 -8 p.b. 7 Anos 1.507 -5 p.b. 2.288 -7 p.b. 0.513 -4 p.b. 2.406 -2 p.b. 0.973 -9 p.b. 10 Anos 1.972 -7 p.b. 2.854 -8 p.b. 0.808 -5 p.b. 2.814 -4 p.b. 1.425 -9 p.b. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 59 Comentário Semanal de Mercados Curvas Swap - EUR 3.00 2.75 2.50 2.25 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0 5 10 15 Prazo (em anos) 24-01-2014 20 17-01-2014 25 30 0 5 10 15 5 10 20 25 15 Prazo (em anos) 24-01-2014 30 20 17-01-2014 25 30 31-12-2013 Curvas Swap - GBP 3.75 3.50 3.25 3.00 2.75 2.50 2.25 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 Prazo (em anos) 17-01-2014 24-01-2014 0 31-12-2013 Curvas Swap - JPY 2.25 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0.00 Curvas Swap - USD 4.00 3.75 3.50 3.25 3.00 2.75 2.50 2.25 2.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0 5 31-12-2013 10 24-01-2014 15 Prazo (em anos) 17-01-2014 20 25 30 31-12-2013 Dívida Pública Alemanha Yields EUA Japão Reino Unido Portugal 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 2 Anos 0.1260 -5 p.b. 0.3355 -4 p.b. 0.0980 1 p.b. 0.5310 1 p.b. 2.6050 21 p.b. 5 Anos 0.7490 -9 p.b. 1.5413 -8 p.b. 0.2010 -1 p.b. 1.6820 -3 p.b. 4.3000 7 p.b. 10 Anos 1.6580 -10 p.b. 2.7150 -10 p.b. 0.6320 -4 p.b. 2.7720 -6 p.b. 5.2760 4 p.b. 30 Anos 2.5600 -9 p.b. 3.6325 -12 p.b. 1.6270 -8 p.b. 3.5360 -4 p.b. - - Alemanha EUA 3.00 4.50 4.00 2.50 3.50 2.00 3.00 2.50 1.50 2.00 1.00 1.50 1.00 0.50 0.50 0.00 0.00 0 5 10 15 20 25 30 0 5 10 P razo (em anos ) 24-01-2014 15 20 25 30 P razo (em anos ) 17-01-2014 31-12-2013 24-01-2014 17-01-2014 Japão 31-12-2013 Reino Unido 2.00 4.00 3.50 3.00 2.50 2.00 1.50 1.00 0.50 0.00 1.75 1.50 1.25 1.00 0.75 0.50 0.25 0.00 0 5 10 15 20 25 30 0 5 10 24-01-2014 17-01-2014 15 20 25 30 Prazo (em anos) Prazo (em anos) 31-12-2013 24-01-2014 17-01-2014 31-12-2013 . Fonte: Thomson Reuters DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 60 Comentário Semanal de Mercados Taxas de Bancos Centrais Taxas de Juro Inflação Média 24-01-2014 1 sem. 1 mês 3 meses 6 meses 1 ano 2 anos 3 anos 5 anos EUA Fed Funds 1.7 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 2.00 Canadá O/N Rate 1.0 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 0.75 3.00 Japão Target Rate -0.3 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.50 Euro Refi Rate 2.0 0.50 0.50 0.50 0.50 0.75 0.75 1.50 1.00 4.25 R. Unido Repo Rate 2.6 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 5.00 Suécia Repo Rate 0.0 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 1.50 2.00 0.50 4.50 Dinamarca Repo Rate 1.5 0.20 0.20 0.20 0.20 0.30 0.20 1.55 1.05 4.60 Noruega O/N Rate 1.4 1.50 1.50 1.50 1.50 1.50 1.50 2.25 2.00 5.75 Islândia Repo Rate 4.0 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 5.75 4.50 7.00 15.50 Suíça Libor Target -0.4 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.25 2.75 Polónia Reference Rate 1.9 2.50 2.50 2.50 3.00 3.75 4.75 4.50 3.50 6.00 R. Checa Repo Rate 2.2 0.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0.50 0.75 0.75 3.50 Eslováquia Repo Rate 2.6 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Estónia Interbank Rate 3.6 0.40 0.40 0.40 0.40 0.40 0.40 0.40 0.35 5.32 Letónia Refi Rate 0.8 2.00 2.00 2.50 2.50 2.50 3.50 3.50 3.50 6.00 Lituânia Interbank Rate 2.2 0.23 0.23 0.22 0.25 0.25 0.47 1.31 0.66 4.74 Hungria Base Rate 3.7 4.00 4.00 4.00 4.75 5.50 7.00 6.00 5.25 8.50 Rússia Refi Rate 6.8 8.25 8.25 8.25 8.25 8.25 8.00 8.25 7.75 11.00 Turquia Interbank Rate 7.5 3.50 3.50 3.50 3.50 4.50 5.00 5.00 6.50 16.75 Brasil O/N Rate 6.0 8.50 8.50 8.50 7.50 7.25 8.00 12.50 10.75 13.00 México O/N Rate 4.1 4.00 4.00 4.00 4.00 4.50 4.50 4.50 4.50 8.25 Argentina Repo Rate 10.5 11.50 11.50 11.50 11.50 11.50 11.50 11.50 11.50 11.25 Venezuela Borrow Rate 25.4 16.91 16.38 16.57 16.28 16.83 17.93 17.54 18.94 24.13 China Lending Rate 2.3 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.00 6.56 5.31 7.47 Índia Repo Rate 10.6 7.25 7.25 7.25 7.25 7.75 8.00 8.00 5.75 9.00 Hong Kong Base Rate 4.1 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 3.50 Singapura Interbank Rate 3.3 0.06 0.04 0.04 0.14 0.04 0.10 0.10 0.13 0.65 Coreia S. Target Rate 1.5 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 Taiwan Discount Rate 1.6 1.88 1.88 1.88 1.88 1.88 1.88 1.88 1.38 3.63 Austrália O/N Rate 2.4 2.50 2.50 2.75 2.75 3.00 3.50 4.75 4.50 7.25 N. Zelând O/N Rate 1.0 2.50 2.50 2.50 2.50 2.50 2.50 2.50 3.00 8.00 A. Sul Repo Rate 5.6 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.00 5.50 6.50 12.00 Unidade: % Taxas de Juro Reais EUA Euro China Coreia S. Brasil Islândia N. Zelând Rússia Letónia Argentina Suécia Polónia Lituânia R. Unido R. Checa Eslováquia Estónia Singapura Índia Hong Kong Turquia Venezuela -1.5 -1.5 -1.9 -2.1 -2.2 -2.6 -3.2 -3.2 -3.4 -3.6 -4.0 -8.5 -10 -9 2.4 3.7 3.5 2.5 2.0 1.5 1.5 1.2 1.0 1.0 0.6 Un: % 2.0 1.6 1.2 0.8 0.4 0.0 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 2009 4 2010 Euro 3.2 Un: % 14 2.8 2011 EUA 2012 Japão 2013 Canadá Un: % 12 2.4 10 2.0 8 1.6 6 1.2 4 0.8 2 0.4 0.0 2009 Euro 2010 Reino Unido 2011 Suécia 2012 Dinamarca 0 2013 2009 Suiça 2010 Euro 2011 China 2012 Índia Brasil 2013 Rússia Fonte: Thomson Reuters. Nota: Taxas de juro reais calculadas com base na diferença entre as taxas dos bancos centrais e a inflação média dos últimos 12 meses. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 61 Comentário Semanal de Mercados Spreads de Crédito Rating AA Zona Euro Spreads Crédito p.b. Rating A EUA 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Japão Zona Euro EUA 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 2 Anos 43 1 52 4 13 -1 67 3 44 3 22 -1 5 Anos 63 4 24 8 14 -1 88 3 76 2 30 -1 10 Anos 27 1 40 0 12 0 45 1 34 3 20 0 20 Anos 43 1 52 4 13 -1 67 3 44 3 22 -1 Rating A Zona Euro Zona Euro EUA 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Spreads Crédito p.b. Japão Δ 1 sem. Japão Δ 1 sem. 24-01-14 Banca AAA Banca AA Banca A+ Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 24-01-14 Δ 1 sem. 2 Anos 88 3 83 2 96 -2 28 3 32 2 89 4 5 Anos 121 6 122 1 219 -14 37 6 49 5 117 2 10 Anos 65 3 63 2 107 -1 20 2 24 4 62 4 20 Anos 88 3 83 2 96 -2 28 3 32 2 89 4 Zona Euro AA 180 Zona Euro A 140 160 Zona Euro BBB 180 160 120 140 140 120 100 120 80 100 100 80 80 60 60 40 20 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 60 20 40 40 0 0 2 4 6 Prazo (em anos) 24-01-2014 8 10 12 14 16 18 0 20 1 2 3 4 17-01-2014 31-12-2013 24-01-2014 5 6 7 8 9 10 11 Prazo (em anos) Prazo (em anos) 17-01-2014 24-01-2014 31-12-2013 17-01-2014 31-12-2013 Nota: Os spreads de crédito correspondem à diferença entre as yields de obrigações privadas e as yields de obrigações de dívida pública. Mercado Cambial Δ% 24-01-14 Δ% Δ 1 sem. início ano 24-01-14 Δ 1 sem. início ano EUA EUR/USD 1.3683 1.12 -0.77 Brasil EUR/BRL 3.2871 3.39 0.91 Japão EUR/JPY 139.98 -0.83 -3.56 Índia EUR/INR 85.7951 2.84 0.59 Reino Unido EUR/GBP 0.82898 0.54 -0.40 Russia EUR/RUB 47.2302 3.88 4.15 Dinamarca EUR/DKK 7.4621 0.01 0.02 China EUR/CNY 8.2766 1.10 -0.83 Suíça EUR/CHF 1.2245 -0.69 -0.07 México EUR/MPS 365.3551 -2.06 7.64 República Checa EUR/CZK 27.4700 0.04 0.46 Japão USD/JPY 102.3000 -1.93 -2.81 Polónia EUR/PLN 4.1978 0.87 1.02 Reino Unido USD/GBP 0.6058 -0.59 0.36 Hungria EUR/HUF 304.8100 1.29 2.54 Angola USD/AOA 97.6185 -0.01 0.01 Nota: Variação positiva significa apreciação da moeda base. EUR vs CHF e JPY EUR vs USD e GBP EUR/USD EUR/GBP EUR/CHF EUR/JPY .825 1.222 132 1.340 .820 1.220 130 1.335 .815 1.218 128 EUR/GBP 4 -J A 2 7 -J A 1 0 -J A 1 3 -J A 0 7 -D E 2 0 -D E 2 C 3 -D E 1 6 -D E 0 O 9 -N 2 O 2 -N 2 O 5 -N 1 O 8 -N 0 C T O 1 -N 5 -O 2 0 4 -J A 2 7 -J A 1 0 -J A 1 3 -J A 0 7 -D E 2 0 -D E 2 3 -D E 1 6 -D E 0 9 -N 2 2 -N 2 5 -N 8 -N 0 1 C T O V 1 -N 5 -O 2 0 EUR/USD 148 N 134 1.345 N 1.224 N .830 N 136 1.350 C 1.226 C .835 C 138 1.355 V 1.228 V .840 V 140 1.360 V 1.230 V .845 N 142 1.365 N 1.232 N .850 N 144 1.370 C 1.234 C .855 C 146 1.375 C 1.236 O V .860 O V 1.380 O V 1.238 O V .865 1.385 EUR/CHF EUR/JPY Fonte: Thomson Reuters. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 62 Comentário Semanal de Mercados Índices Acionistas Gerais Índices Gerais - Spot EUA Vol.10d. Vol.30d. -3.52 -2.92 -4.21 14.86 2.88 14.94 15.72 12.01 S &P 5 0 0 1 790.29 -2.63 -2.35 -3.14 19.77 2.57 16.69 16.58 12.16 Na sd a q 4 128.17 -1.65 -0.66 -1.16 31.87 3.81 30.94 19.60 14.01 Eu ro sto xx 5 0 3 028.20 -3.99 -1.45 -2.60 11.21 1.42 17.01 19.42 15.91 F T S E 10 0 (R. Un id o ) 6 663.74 -2.42 -0.45 -1.26 6.37 1.92 16.42 11.04 10.01 P S I- 2 0 (P o rtu g a l) 6 773.50 -4.79 2.37 3.27 7.82 1.28 75.86 19.29 19.31 CAC4 0 (F ra n ç a ) 4 161.47 -3.84 -1.35 -3.13 10.91 1.40 23.34 18.40 14.73 DAX (Ale ma n h a ) 9 392.02 -3.60 -1.02 -1.68 21.22 1.77 15.90 19.18 15.40 IBEX (Esp a n h a ) 9 868.90 -5.70 0.50 -0.48 13.89 1.39 67.10 22.05 20.04 19 358.99 -3.06 3.54 2.06 9.02 0.99 438.51 17.23 15.68 WS E WIG 2 0 (P o ló n ia ) 2 347.44 -1.21 -2.76 -2.23 -8.61 1.27 13.63 19.79 18.02 P ra g u e P X (R. Ch e c a ) 1 015.43 -1.14 3.30 2.67 -0.63 1.02 43.30 11.44 11.57 19 075.39 -0.94 4.04 2.75 -0.57 0.93 20.00 16.40 14.80 195.79 -3.69 0.81 -1.00 5.15 0.85 226.46 31.91 23.75 64 427.52 -1.84 -6.62 -4.98 -25.46 1.31 8.53 24.02 38.42 1 364.11 -2.27 -6.18 -5.45 -14.99 0.74 5.50 10.39 10.20 Nikke i 2 2 5 (Ja p ã o ) 15 391.56 -2.18 -3.13 -5.52 44.92 1.65 22.19 21.18 18.79 Ha n g S e n g (Ho n g - Ko n g ) 22 450.06 -2.95 -3.15 -3.67 -4.87 1.39 10.18 13.34 13.63 2 054.39 2.47 -1.84 -2.91 -10.78 1.37 10.32 15.55 15.55 S e n se x 3 0 (Í n d ia ) 21 133.56 0.33 0.48 -0.18 6.07 2.59 17.48 12.21 12.33 Ib o ve sp a (Bra sil) 47 787.38 -2.84 -6.95 -7.22 -21.88 1.11 22.12 18.17 18.08 Me xb o l (Mé xic o ) 40 979.80 -2.22 -3.77 -4.09 -9.79 2.72 23.27 11.99 12.82 Me rva l (Arg e n tin a ) 5 545.21 -5.35 3.62 2.86 67.21 0.55 2.45 34.28 26.83 IG P A G e n (Ch ile ) 3 597.98 -2.87 -2.16 -2.74 -19.79 1.54 16.73 15.50 11.96 F T S E MIB (Itá lia ) BUX (Hu n g ria ) S KS M (Eslo vá q u ia ) IMKB Na t 10 0 (T u rq u ia ) RT S I (Rú ssia ) Ásia S h a n g a i Co mp . (Ch in a ) A. L a tin a Δ 1 sem. Mês ant. Indicadores 15 879.11 Do w Jo n e s Eu ro p a Δ % 24-01-2014 Início ano Anual PBV PER União Europeia EUA 108 Un: 25- Oc t =100 110 Un: 25- Oc t =100 108 106 106 104 104 102 102 100 100 98 98 96 N N 4 -J A 2 N 7 -J A 1 N 0 -J A 1 C 3 -J A 0 C 7 -D E 2 C 0 -D E 2 1 6 -D E 0 3 -D E V C V O 9 -N 2 V O 2 -N 2 O 5 -N 1 0 8 -N O V T O C 1 -N 5 -O 2 0 N N 4 -J A 2 N 7 -J A 1 N 0 -J A 1 C 3 -J A 0 7 -D E C Nasdaq 2 C 0 -D E 2 C 1 3 -D E V 6 -D E 0 V O 2 9 -N V 2 2 -N O V O 5 -N 1 0 8 -N O V T O C 5 -O 1 -N 0 2 S&P500 V 94 96 CAC (França) Dow Jones FTSE (R. Unido) DAX (Alem.) Índices Acionistas Setoriais - Europa Índices Sectoriais - Spot 24-01-2014 Δ% Δ 1 sem. Mês ant. Indicadores Início ano Anual PBV PER Vol.10d. Vol.30d. Tecnologia 274.72 -3.98 -4.43 -5.44 14.82 3.23 80.85 20.60 17.00 Telecomunicações 297.78 -3.25 0.75 0.06 27.03 2.00 13.05 16.94 13.23 Utilities 278.19 -1.15 0.90 -0.05 9.31 1.25 15.30 13.08 11.31 Automóvel 482.51 -4.70 0.87 0.12 32.08 1.41 12.65 23.33 16.58 Banca 197.47 -4.60 2.83 1.68 11.23 0.94 39.94 20.25 19.29 Química 729.84 -3.31 -2.62 -3.63 7.60 2.80 19.93 18.90 14.39 Construção 320.12 -3.97 2.02 0.19 19.85 1.66 22.08 17.62 14.95 Energia 329.04 -3.12 -0.50 -1.78 -2.34 1.33 10.56 15.16 13.53 Seguros 221.69 -5.17 -1.87 -2.86 23.00 1.21 11.00 19.02 16.18 Media 247.12 -3.59 -1.55 -2.70 28.31 3.13 24.00 17.39 14.50 Saúde 591.61 -2.01 2.16 0.79 16.30 3.82 22.22 14.04 11.90 Retalho 317.94 -2.90 -1.86 -2.20 14.75 2.47 19.60 15.20 13.42 Serviços Financeiros 329.53 -4.65 -2.85 -4.09 22.92 1.66 11.93 14.19 14.92 Recursos Básicos 393.42 -5.01 0.87 -1.82 -14.15 1.32 170.62 28.74 20.41 Alimentação e Bebidas 491.53 -0.84 0.75 -0.84 4.82 3.44 18.16 16.54 12.33 Bens Industriais 406.83 -4.29 -0.38 -1.70 17.53 3.11 24.67 17.62 13.88 Bens Pessoais 562.65 -1.34 -2.10 -3.53 7.98 3.72 19.89 18.12 14.77 Viagens e Lazer 188.93 -3.43 2.48 0.64 23.96 3.12 39.51 18.37 15.76 Fonte: Thomson Reuters. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 63 Comentário Semanal de Mercados Setoriais Europa Setoriais Europa Un: 25- Oc t =100 110 Un: 25- Oc t =100 108 108 106 106 104 104 102 102 100 100 98 98 96 N N 2 4 -J A N 1 7 -J A N 0 -J A 1 3 -J A C Tecnologia 0 C 7 -D E 2 C 2 1 0 -D E C Media 3 -D E V 0 6 -D E 9 -N O V Seguros 2 V 2 2 -N O V 1 5 -N O V 8 -N O 0 C T 5 -O 0 2 1 -N O N N 2 4 -J A N 1 1 7 -J A N Serv Financeiros 0 -J A C 2 0 3 -J A C 7 -D E C 2 1 0 -D E C Banca 3 -D E V 6 -D E 0 V 2 9 -N O V 2 -N O 2 1 5 -N O V 8 -N O 0 1 -N O 5 -O 0 2 V 96 C T 94 Telecomunic Commodities Mercadoria Brent Crude Moeda/Unid USD/bbl. Data de entrega 24-01-2014 Δ% 1 sem. Δ % início ano Δ % Anual 13-02-2014 107.88 1.31 -2.64 -4.77 WTI Crude USD/t oz. 31-03-2014 96.64 2.41 -1.81 0.72 Gás Natural USD/MMBtu 28-02-2014 5.18 19.79 22.51 50.38 Comb. aquecimento USd/gal. 27-02-2014 313.74 3.76 1.96 1.65 Gasóleo USD/MT 28-02-2014 921.75 0.60 -2.38 -5.56 Gasolina USd/gal. 27-02-2014 266.32 1.63 -4.40 -6.98 Prata USD/t oz. 31-01-2014 19.74 -2.59 2.09 -37.71 -24.29 Ouro USD/t oz. 28-02-2014 1264.30 0.99 5.16 Zinco USD/MT 24-04-2014 2020.00 -2.84 -1.70 -3.30 Cobre USD/MT 24-04-2014 7180.00 -2.18 -2.45 -11.31 Chumbo USD/MT 24-04-2014 2167.00 -1.86 -2.34 -9.82 Niquel USD/MT 24-04-2014 14490.00 -1.40 4.24 -16.68 Algodão USd/lb. 21-03-2014 87.21 0.47 3.04 5.21 Milho USd/bu. 18-03-2014 429.50 1.30 1.78 -40.70 -26.45 Trigo USd/bu. 18-03-2014 565.25 0.31 -6.61 Arroz USD/cwt 25-03-2014 15.43 -1.12 -0.55 0.92 Açúcar USd/lb. 15-05-2014 15.11 -0.72 -7.92 -18.28 Cacau USD/MT 31-03-2014 2792.00 3.41 3.06 27.20 Café USd/lb. 31-03-2014 114.40 -2.35 3.34 -21.94 Compósito USD - 282.54 1.48 0.85 -5.95 Brent em USD e EUR Ouro em USD e EUR 113 85 1,360 1,020 112 84 1,340 1,000 111 83 1,320 980 110 82 1,300 960 109 81 1,280 940 1,260 920 1,240 900 1,220 880 108 80 107 79 EUR 5,450 5,400 7,400 5,350 7,300 288 N N 2 4 -J A N 1 7 -J A N 1 0 -J A C 3 -J A 0 C 7 -D E 2 0 -D E C 3 -D E 1 2 C 6 -D E 0 V V O 9 -N Un: Indic e Un: índic e 208 286 207 284 206 282 205 280 204 278 203 276 202 274 201 272 200 5,300 Compósito - USD (esc. esq.) N N 7 -J A N 4 -J A 2 1 N 3 -J A 0 -J A 1 C 7 -D E 0 C 0 -D E 2 2 C 3 -D E 1 0 6 -D E C V V O 9 -N 2 2 2 -N O V 1 5 -N O V O O 8 -N 0 1 -N 2 5 -O C T N 4 -J A N Cobre EUR (esc. esq) 2 N 7 -J A 1 N 0 -J A 1 C 3 -J A 7 -D E 0 C 2 0 -D E C 3 -D E Cobre USD (esc. esq) 2 1 6 -D E 0 O 9 -N 2 O 2 2 -N O 5 -N 1 O V O 8 -N 0 1 -N 0 C 5,100 V 6,900 V 5,150 V 7,000 V 5,200 C T 7,100 V 5,250 0 7,200 5 -O Ouro - EUR (esc. dir.) Índice Compósito de Mercadorias USD 7,500 2 2 2 -N 2 Ouro - USD (esc. esq.) Brent - EUR (esc. dir.) Cobre em USD e EUR 7,600 O V V O 1 5 -N O O 0 0 1 -N 5 -O 2 8 -N C V T N -J A -J A 2 4 -J A 1 7 1 0 0 3 -J A C -D E 2 7 -D E -D E 2 0 0 6 1 3 -D E V O 2 9 -N O -N 2 2 1 5 -N O V O 0 8 -N 0 1 -N O C -O 2 5 Brent - USD (esc. esq.) N 840 N 1,180 N 75 C 860 103 C 1,200 C 76 V 104 V 77 V 78 105 T 106 Compósito - EUR (esc. dir.) Fonte: Thomson Reuters. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 64 Comentário Semanal de Mercados Previsões de Consenso Fim de Período País Zona Euro Variável Q412 Q113 Q213 Q313 Q413 Q114 Q214 Q314 Q414 Q115 PIB (QoQ)* -0.50 -0.20 0.30 0.10 0.20 0.30 0.30 0.30 0.40 0.40 PIB (YoY) -1.00 -1.20 -0.60 -0.30 0.40 0.90 0.90 1.10 1.30 1.40 2.20 1.70 1.60 1.10 0.80 0.90 1.10 1.10 1.40 1.40 11.90 12.00 12.10 12.10 12.18 12.20 12.20 12.10 12.10 12.00 Balança C orrente (% do PIB) 2.60 1.10 2.20 2.20 2.50 2.30 2.20 1.95 2.60 2.30 Refi Rate 0.75 0.75 0.50 0.50 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 Taxa de Juro a 3 Meses 0.19 0.21 0.22 0.23 0.29 0.25 0.26 0.28 0.31 0.36 -0.02 -0.02 0.19 0.17 0.21 0.20 0.29 0.38 0.48 0.63 Dívida Pública 10 Anos (Alemanha) 1.32 1.29 1.73 1.78 1.93 1.94 2.10 2.23 2.34 2.42 PIB (QoQ Anualizado) 0.10 1.10 2.50 4.10 2.60 2.50 2.80 3.00 3.00 3.00 PIB (YoY)** 2.00 1.30 1.60 2.00 2.60 2.96 3.00 2.80 2.90 3.00 Inflação (YoY) 1.70 1.50 1.80 1.20 1.50 1.30 1.70 1.70 1.90 2.00 Taxa Desemprego 7.90 7.50 7.50 7.20 6.70 6.80 6.70 6.50 6.40 6.30 Balança C orrente (% do PIB) -2.68 -2.57 -2.46 -2.36 -2.20 -2.20 -2.20 -2.20 -2.20 -2.20 Saldo Orçamental (% do PIB) Inflação (YoY) Taxa Desemprego Dívida Pública 2 Anos (Alemanha) EUA -6.50 -5.50 -4.20 -4.00 -4.00 -3.90 -3.80 -3.80 -3.80 -3.70 Fed Funds 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 0.25 Taxa de Juro a 3 Meses 0.31 0.28 0.27 0.25 0.25 0.27 0.30 0.34 0.39 0.45 Dívida Pública EUA 2 Anos 0.25 0.24 0.36 0.32 0.38 0.39 0.53 0.66 0.83 0.94 Dívida Pública EUA 10 Anos 1.76 1.85 2.49 2.61 3.03 2.89 3.07 3.23 3.37 3.45 Taxa de C âmbio EUR/USD 1.32 1.28 1.30 1.35 1.38 1.34 1.31 1.30 1.28 - -0.10 0.50 0.80 0.80 0.70 0.60 0.60 0.60 0.50 0.70 PIB (YoY) 0.20 0.70 2.00 1.90 2.80 2.90 2.70 2.50 2.30 2.40 Inflação (YoY) 2.70 2.77 2.67 2.73 2.10 2.00 2.20 2.20 2.20 2.20 Taxa Desemprego 7.77 7.83 7.80 7.67 7.30 7.20 7.10 7.10 7.00 6.80 -3.73 -4.12 -3.39 -3.76 -3.70 -3.60 -3.50 -3.40 -3.30 -3.00 Repo Rate 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.50 0.63 Taxa de Juro a 3 Meses 0.52 0.51 0.51 0.52 0.53 0.54 0.56 0.60 0.65 0.73 Dívida Pública 2 Anos 0.32 0.20 0.40 0.44 0.56 0.61 0.77 0.95 1.15 1.23 Dívida Pública 10 Anos 1.83 1.77 2.44 2.72 3.02 3.01 3.14 3.32 3.42 3.62 Taxa de C âmbio EUR/GBP 0.81 0.84 0.86 0.84 0.83 0.82 0.81 0.81 0.80 - PIB (QoQ Anualizado) 0.60 4.50 3.60 1.10 3.60 4.20 -4.10 1.60 1.60 1.70 Reino Unido PIB (QoQ)* Balança C orrente (% do PIB) Japão PIB (YoY)** -0.30 0.10 1.20 2.40 3.20 3.10 1.20 1.30 0.80 0.20 Inflação (YoY) -0.23 -0.63 -0.27 0.90 1.10 1.20 3.15 2.85 2.80 2.90 Taxa Desemprego 4.23 4.20 4.03 3.97 3.90 3.90 3.90 3.90 3.80 3.80 Balança C orrente (% do PIB) 1.02 0.92 1.04 0.98 0.40 0.80 1.00 1.25 0.90 1.70 Taxa do Banco C entral 0.10 0.10 - 0.10 0.10 0.00 0.10 0.10 0.10 0.10 Taxa de Juro a 3 Meses 0.18 0.16 0.16 0.15 0.15 0.17 0.17 0.17 0.17 0.18 Dívida Pública 2 Anos 0.10 0.05 0.13 0.11 0.09 0.10 0.10 0.11 0.12 0.13 Dívida Pública 10 Anos 0.79 0.55 0.85 0.69 0.74 0.72 0.75 0.80 0.85 0.90 114.32 120.78 129.17 132.90 145.14 140.00 140.00 139.00 140.00 - PIB (YoY) 0.93 2.32 1.65 2.74 2.35 2.20 2.30 2.45 2.40 2.50 Inflação (YoY) 0.93 0.90 0.77 1.17 0.93 1.10 1.30 1.45 1.70 1.80 Taxa Desemprego 7.23 7.07 7.13 7.07 7.00 7.00 6.90 6.90 6.80 6.60 -3.69 -3.52 -3.36 -3.19 -3.20 -3.00 -2.90 -2.80 -2.60 -2.30 Taxa do Banco C entral 1.00 1.00 1.00 1.00 1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 Taxa de Juro a 3 Meses 1.24 1.18 1.17 1.04 1.20 1.33 1.47 1.61 1.80 - Dívida Pública 2 Anos 1.14 1.00 1.22 1.19 1.14 1.21 1.34 1.46 1.70 1.73 Dívida Pública 10 Anos 1.80 1.87 2.44 2.54 2.76 2.80 2.96 3.08 3.29 3.35 Taxa de C âmbio EUR/C AD 1.31 1.30 1.37 1.39 1.47 1.45 1.44 1.43 1.41 - PIB (QoQ)* 0.90 0.00 1.80 -0.50 0.60 0.30 0.70 0.40 0.90 0.20 PIB (YoY) 1.83 1.75 3.28 2.16 1.90 2.25 1.15 2.00 2.30 2.20 Inflação (YoY) 5.61 6.35 6.56 6.07 5.84 5.90 5.95 6.40 6.00 5.90 Taxa Desemprego 4.93 5.57 5.87 5.43 4.90 5.75 6.00 5.90 5.30 6.50 Taxa do Banco C entral 7.25 7.25 8.00 9.00 10.00 10.63 10.75 10.75 10.88 11.63 Dívida Pública 2 Anos 7.70 8.70 10.36 10.97 11.75 - - - - - Taxa de C âmbio EUR/BRL 2.70 2.59 2.89 3.01 3.26 3.19 3.14 3.16 3.14 - PIB (YoY) 7.90 7.70 7.50 7.80 7.70 7.60 7.60 7.30 7.30 7.35 Inflação (YoY) 2.07 2.43 2.40 2.80 2.90 2.90 3.10 3.00 3.15 3.20 Taxa de Juro a 3 Meses 2.85 2.60 3.50 3.65 4.30 - - - - - Dívida Pública 2 Anos 3.10 3.08 3.49 3.85 4.38 4.26 4.34 4.27 4.16 4.17 Dívida Pública 10 Anos 3.59 3.59 3.61 4.07 4.62 4.55 4.61 4.62 4.58 4.71 Taxa de C âmbio EUR/C NY 8.23 7.96 7.98 8.28 8.35 8.08 7.86 7.79 7.63 - PIB (YoY) 4.70 4.80 4.40 4.80 4.80 5.00 5.05 5.20 5.30 5.60 8.05 Taxa de C âmbio EUR/JPY Canadá Balança C orrente (% do PIB) Brasil China Índia Inflação (YoY) 10.11 11.71 10.66 10.77 10.00 9.15 8.65 8.00 8.20 Dívida Pública 2 Anos 8.02 7.74 7.58 8.65 8.43 7.25 7.25 - - - Dívida Pública 10 Anos 8.05 7.96 7.46 8.76 8.83 8.64 8.62 8.51 8.38 8.27 Taxa de C âmbio EUR/INR Rússia 72.42 69.73 77.35 84.76 85.31 84.02 82.41 81.58 79.62 - PIB (YoY) 2.10 1.60 1.20 1.20 2.05 2.15 2.60 2.50 2.40 2.70 Inflação (YoY) 6.53 7.13 7.17 6.37 6.43 5.95 5.60 5.20 4.90 4.80 Taxa Desemprego 5.13 5.83 5.40 5.27 5.50 6.10 5.60 5.50 5.55 5.50 Taxa de C âmbio EUR/RUB 40.34 39.83 42.71 43.82 45.35 44.69 43.89 43.68 43.33 Nota: Os dados a sombreado referem-se a dados efetivamente registados, sendo que os restantes referem-se a estimativas de consenso. - * Previsões estimadas com base na variação (YoY). ** Previsões estimadas com base na variação (QoQ). DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 65 Comentário Semanal de Mercados Previsões de Indicadores Económicos Crescimento do PIB (% média anual) País 05-11-13 08-10-13 CE FMI 19-11-13 OCDE 2010 2011 2012 2013 2014 2013 2014 2013 2014 ZONA EURO 2.0 1.4 -0.6 -0.4 1.1 -0.4* 1.0* -0.4 1.0 PORTUGAL 1.9 -1.6 -3.2 -1.8 0.8 -1.8* 0.8* -1.7 0.4 ALEMANHA 4.2 3.0 0.7 0.5 1.7 0.5* 1.6* 0.5 1.7 FRANÇ A 1.7 1.7 0.0 0.2 0.9 0.2* 0.9* 0.2 1.0 ITÁLIA 1.8 0.4 -2.2 -1.8 0.7 -1.8* 0.6* -1.9 0.6 ESPANHA -0.3 0.4 -1.4 -1.3 0.5 -1.2* 0.6* -1.3 0.5 IRLANDA -0.8 1.4 0.7 0.3 1.7 0.6 1.8 0.1 1.9 PAÍSES BAIXOS 1.6 1.0 -0.9 -1.0 0.2 -1.3 0.3 -1.1 -0.1 BÉLGIC A 2.4 1.8 -0.2 0.1 1.1 0.1 1.0 0.1 1.1 ÁUSTRIA 2.1 2.7 0.7 0.4 1.6 0.4 1.6 0.4 1.7 FINLÂNDIA 3.3 2.8 -0.1 -0.6 0.6 -0.6 1.1 -1.0 1.3 GRÉC IA -4.9 -7.1 -6.4 -4.0 0.6 -4.2 0.6 -3.5 -0.4 LUXEMBURGO 2.9 1.7 0.2 1.9 1.8 0.5 1.3 1.8 2.3 ESLOVÉNIA 1.2 0.6 -2.0 -2.7 -1.0 -2.6 -1.4 -2.3 -0.9 C HIPRE 1.3 0.5 -2.3 -8.7 -3.9 -8.7 -3.9 MALTA 2.7 1.6 1.0 1.8 1.9 1.1 1.8 ESLOVÁQUIA 4.4 3.2 2.0 0.9 2.1 0.8 2.3 0.8 1.9 ESTÓNIA 3.3 8.3 3.2 1.3 3.0 1.5 2.5 1.0 2.4 REINO UNIDO 1.8 0.9 0.0 1.3 2.2 1.7* 2.4* 1.4 2.4 SUÉC IA 6.6 3.7 1.0 1.1 2.8 0.9 2.3 0.7 2.3 DINAMARC A 1.6 1.1 -0.4 0.3 1.7 0.1 1.2 0.3 1.6 POLÓNIA 3.9 4.3 2.0 1.3 2.5 1.3 2.4 1.4 2.7 REPÚBLIC A C HEC A 2.5 1.9 -1.1 -1.0 1.8 -0.4 1.5 -1.5 1.1 HUNGRIA 1.3 1.6 -1.7 0.7 1.8 0.2 1.3 1.2 2.0 LETÓNIA -0.9 5.5 5.3 4.0 4.1 4.0 4.2 LITUÂNIA 1.5 5.9 3.6 3.4 3.6 3.4 3.4 BULGÁRIA 0.4 1.7 0.8 0.5 1.5 0.5 1.6 ROMÉNIA -1.1 2.2 0.2 2.2 2.1 2.0 2.2 SUÍÇ A 3.0 1.9 1.0 1.7 1.8 1.7 1.8 1.9 2.2 NORUEGA 0.5 1.2 3.2 1.9 2.6 1.6 2.3 1.2 2.8 ISLÂNDIA -4.0 2.6 2.3 1.7 2.3 1.9 2.1 1.8 2.7 TURQUIA 9.0 8.5 3.0 3.5 3.0 3.8 3.5 3.6 3.8 EUA 2.5 1.8 2.8 1.6 2.6 1.9* 2.8* 1.7 2.9 C ANADÁ 3.4 2.5 1.7 1.8 2.1 1.7* 2.2* 1.7 2.3 JAPÃO 4.7 -0.5 1.5 2.1 2.0 1.7* 1.7* 1.8 1.5 C OREIA DO SUL 6.3 3.7 2.0 2.8 3.7 2.8 3.7 2.7 3.8 MÉXIC O 5.5 3.9 3.9 1.3 3.1 1.2* 3.0* 1.2 3.8 AUSTRÁLIA 2.3 2.6 3.6 2.6 2.8 2.5 2.8 2.5 2.6 NOVA ZELÂNDIA 1.9 1.2 2.9 2.9 2.6 2.5 2.9 2.3 3.3 BRASIL 7.6 2.8 1.0 2.2 2.5 2.3* 2.3* 2.5 2.2 C HINA 10.4 9.3 7.7 7.5 7.4 7.7* 7.5* 7.7 8.2 ÍNDIA 9.7 7.5 5.1 2.9 4.0 4.4* 5.4* 3.4 5.1 RÚSSIA 4.5 4.3 3.4 1.9 3.0 1.5* 2.0* 1.5 2.3 No ta s : i ) Os dados de 2009/2011 são do Eurostat/CE para os países europeus e do FMI para os restantes; ii ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al inic iado em abril (PIB c alc ulado a preç os de merc ado); iii ) Os valores do FMI c om asterisc o referem- se às previsões efetuadas em 2014/01/21, c om exc eç ão das relativas a Portugal, que foram divulgadas no âmbito da 8ª e 9ª avaliaç ão ao PAEF (2013/11/13). Crescimento do PIB - 2012 10 8 6 4 2 7.7 5.3 5.1 3.9 3.6 3.6 3.4 3.2 3.2 3.0 -0.6 -0.9 -1.1 -1.4 -1.7 -2.0 -2.2 -2.3 -3.2 -6.4 PAÍSES BAIXOS REPÚBLICA CHECA ESPANHA HUNGRIA ESLOVÉNIA ITÁLIA CHIPRE PORTUGAL GRÉCIA -2 ZONA EURO 0 -4 Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters. DPEC - Departamento de Estudos Legenda: TURQUIA NORUEGA ESTÓNIA RÚSSIA LITUÂNIA AUSTRÁLIA MÉXICO ÍNDIA LETÓNIA -8 CHINA -6 Top 10 - Top 10 + 27 de janeiro de 2014 66 Comentário Semanal de Mercados Previsões de Indicadores Económicos Inflação Taxa de Desemprego (% média anual) País (% da população activa) 05-11-13 08-10-13 19-11-13 05-11-13 08-10-13 CE FMI OCDE CE FMI 19-11-13 OCDE 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 ZONA EURO 1.5 1.4 1.5 1.5 1.4 1.2 12.2 12.2 12.3 12.2 12.0 12.1 PORTUGAL 0.6 1.0 0.6* 1.0* 0.5 0.6 17.4 17.7 17.4* 17.7* 16.7 16.1 ALEMANHA 1.7 1.7 1.6 1.8 1.7 1.8 5.4 5.3 5.6 5.5 5.4 5.4 FRANÇ A 1.0 1.4 1.0 1.5 1.0 1.2 11.0 11.2 11.0 11.1 10.6 10.8 ITÁLIA 1.5 1.6 1.6 1.3 1.4 1.3 12.2 12.4 12.5 12.4 12.1 12.4 ESPANHA 1.8 0.9 1.8 1.5 1.6 0.5 26.6 26.4 26.9 26.7 26.4 26.3 IRLANDA 0.8 0.9 1.0 1.2 0.6 0.8 13.3 12.3 13.7 13.3 13.6 13.2 PAÍSES BAIXOS 2.7 1.7 2.9 1.3 2.8 1.6 7.0 8.0 7.1 7.4 6.7 7.8 BÉLGIC A 1.3 1.3 1.4 1.2 1.1 1.1 8.6 8.7 8.7 8.6 8.6 9.1 ÁUSTRIA 2.2 1.8 2.2 1.8 2.0 1.6 5.1 5.0 4.8 4.8 4.8 4.7 FINLÂNDIA 2.2 1.9 2.4 2.4 2.3 2.2 8.2 8.3 8.0 7.9 8.3 8.3 -0.8 -0.4 -0.8 -0.4 -0.7 -1.6 27.0 26.0 27.0 26.0 27.2 27.1 LUXEMBURGO 1.8 1.7 1.8 1.9 1.7 1.6 5.7 6.4 6.6 7.0 6.9 7.1 ESLOVÉNIA 2.1 1.9 2.3 1.8 2.2 1.7 11.1 11.6 10.3 10.9 10.7 11.2 C HIPRE 1.0 1.2 1.0 1.2 16.7 19.2 17.0 19.5 MALTA 1.1 1.8 2.0 2.0 6.4 6.3 6.4 6.3 ESLOVÁQUIA 1.7 1.6 1.7 2.0 1.6 2.0 13.9 13.7 14.4 14.4 14.4 14.2 ESTÓNIA 3.4 2.8 3.5 2.8 3.6 3.2 9.3 9.0 8.3 7.0 8.4 8.1 REINO UNIDO 2.6 2.3 2.7 2.3 2.6 2.4 7.7 7.5 7.7 7.5 7.8 7.5 SUÉC IA 0.6 1.3 0.2 1.6 0.1 1.0 8.1 7.9 8.0 7.7 8.0 7.8 DINAMARC A 0.6 1.5 0.8 1.9 0.7 1.2 7.3 7.2 7.1 7.1 7.0 6.7 POLÓNIA 1.0 2.0 1.4 2.0 1.1 1.9 10.7 10.8 10.9 11.0 10.5 10.6 REPÚBLIC A C HEC A 1.4 0.5 1.8 1.8 1.4 1.0 7.1 7.0 7.4 7.5 7.0 6.9 HUNGRIA 2.1 2.2 2.4 3.0 1.9 2.1 11.0 10.4 11.3 11.1 10.4 10.1 LETÓNIA 0.3 2.1 0.7 2.1 11.7 10.3 11.9 10.7 LITUÂNIA 1.4 1.9 1.3 2.1 11.7 10.4 11.8 11.0 BULGÁRIA 0.5 1.4 1.4 1.5 12.9 12.4 12.4 11.4 ROMÉNIA 3.3 2.5 4.5 2.8 7.3 7.1 7.1 7.1 SUÍÇ A 0.0 1.1 -0.2 0.2 -0.4 0.2 3.9 3.5 3.2 3.2 4.4 4.4 NORUEGA 1.5 1.9 1.8 1.8 2.2 2.3 3.2 3.4 3.3 3.3 3.4 3.5 ISLÂNDIA 4.5 4.0 3.7 3.1 4.0 3.8 4.9 4.8 5.1 4.6 5.4 4.9 TURQUIA 7.7 7.2 6.6 5.3 7.5 6.1 8.5 8.8 9.4 9.5 9.4 9.6 EUA 1.5 1.9 1.4 1.5 1.5 1.8 7.5 6.9 7.6 7.4 7.5 6.9 1.1 1.6 1.0 1.6 7.2 6.9 7.1 7.1 7.1 7.0 0.0 2.9 0.2 2.3 4.0 3.9 4.2 4.3 4.0 3.9 C OREIA DO SUL 1.4 2.3 1.2 2.1 3.6 3.4 3.2 3.2 3.2 3.1 MÉXIC O 3.6 3.0 3.8 3.0 4.8 4.5 5.2 5.0 AUSTRÁLIA 2.2 2.5 2.1 2.1 5.5 5.5 5.6 6.0 5.7 6.1 NOVA ZELÂNDIA 1.1 2.1 0.9 1.7 6.6 6.0 6.0 5.3 6.3 6.1 BRASIL 6.3 5.8 5.9 5.0 5.8 6.0 C HINA 2.7 3.0 2.5 2.4 4.1 4.1 ÍNDIA 10.9 8.9 11.1 9.0 6.7 5.7 6.6 5.7 5.7 5.7 GRÉC IA C ANADÁ JAPÃO 0.3 RÚSSIA 2.6 5.5 5.0 5.4 5.9 No ta s : i ) Cálc ulo da Inflaç ão - CE: IPCH quando disponível, IPC para os restantes países, c om exc eç ão de CA, KR, MX, AU, NZ, em que é utilizado o deflator do c onsumo privado. OCDE: IPCH ou IPC c aso c ontrário; FMI: IPC; ii ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al inic iado em abril; Taxa de Desemprego (média) - 2013 Taxa de Inflação (média) - 2013 10 8 6 4 2 0 Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters. DPEC - Departamento de Estudos GRÉCIA JAPÃO Legenda: SUÍÇA LETÓNIA SUÉCIA PORTUGAL IRLANDA DINAMARCA BULGÁRIA CHINA CHIPRE PAÍSES BAIXOS MÉXICO ESTÓNIA BRASIL ISLÂNDIA ROMÉNIA RÚSSIA ÍNDIA TURQUIA -2 28 26 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 GRÉCIA ESPANHA PORTUGAL CHIPRE ESLOVÁQUIA IRLANDA BULGÁRIA ITÁLIA LETÓNIA LITUÂNIA AUSTRÁLIA RÚSSIA ALEMANHA ISLÂNDIA MÉXICO ÁUSTRIA JAPÃO SUÍÇA COREIA DO SUL NORUEGA 12 Top 10 - Top 10 + 27 de janeiro de 2014 67 Comentário Semanal de Mercados Previsões de Indicadores Económicos Saldo Orçamental Balança Corrente (% do PIB) País (% do PIB) 05-11-13 08-10-13 19-11-13 05-11-13 08-10-13 CE FMI OCDE CE FMI 19-11-13 OCDE 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 2013 2014 ZONA EURO -3.1 -2.5 -3.1 -2.5 -2.9 -2.5 2.8 2.9 2.3 2.5 2.6 2.6 PORTUGAL -5.9 -4.0 -5.9* -4.0* -5.7 -4.6 0.9 0.9 1.0* 1.0* 0.5 1.2 ALEMANHA 0.0 0.1 -0.4 -0.1 0.1 0.2 7.0 6.6 6.0 5.7 7.0 6.1 FRANÇ A -4.1 -3.8 -4.0 -3.5 -4.2 -3.7 -1.8 -1.5 -1.6 -1.6 -2.2 -2.4 ITÁLIA -3.0 -2.7 -3.2 -2.1 -3.0 -2.8 1.0 1.2 0.0 0.2 1.2 1.8 ESPANHA -6.8 -5.9 -6.7 -5.8 -6.7 -6.1 1.4 2.6 1.4 2.6 0.6 1.6 IRLANDA -7.4 -5.0 -7.6 -5.0 -7.4 -5.0 4.1 4.6 2.3 3.1 4.3 3.9 PAÍSES BAIXOS -3.3 -3.3 -3.0 -3.2 -3.0 -3.0 9.6 10.0 10.9 11.0 10.3 10.1 BÉLGIC A -2.8 -2.6 -2.8 -2.5 -2.7 -2.4 0.9 0.9 -0.7 -0.3 -1.9 -0.6 ÁUSTRIA -2.5 -1.9 -2.6 -2.4 -2.3 -1.9 2.5 2.8 2.8 2.4 3.1 3.4 FINLÂNDIA -2.2 -2.3 -2.8 -2.1 -2.5 -2.3 -1.2 -1.3 -1.6 -1.8 -0.7 -1.0 GRÉC IA -13.5 -2.0 -4.1 -3.3 -2.4 -2.2 -2.3 -1.9 -1.0 -0.5 -0.4 1.3 LUXEMBURGO -0.9 -1.0 -0.7 -0.9 -0.3 -0.3 6.7 6.8 6.0 6.6 6.7 7.1 ESLOVÉNIA -5.8 -7.1 -7.0 -3.8 -7.1 -5.9 5.0 6.0 5.4 7.0 6.0 6.2 C HIPRE -8.3 -8.4 -6.7 -7.5 -2.0 -0.6 -2.0 -0.6 MALTA -3.4 -3.4 -3.5 -3.6 1.8 1.4 1.1 0.8 ESLOVÁQUIA -3.0 -3.2 -3.0 -3.8 -3.0 -2.8 4.3 4.3 3.5 4.2 3.9 4.5 ESTÓNIA -0.4 -0.1 0.3 0.2 -0.1 -0.1 -2.1 -2.2 -0.7 -0.2 -1.7 -2.5 REINO UNIDO -6.4 -5.3 -6.1 -5.8 -6.9 -5.9 -4.3 -4.4 -2.8 -2.3 -3.4 -2.5 SUÉC IA -0.9 -1.2 -1.4 -1.5 -1.4 -1.7 5.9 5.6 5.7 5.5 5.2 5.2 DINAMARC A -1.7 -1.7 -1.7 -2.0 -1.5 -1.5 5.4 5.6 4.7 4.8 6.1 6.1 POLÓNIA -4.8 4.6 -4.6 -3.4 -4.8 4.6 -1.5 -1.3 -3.0 -3.2 -2.6 -2.7 REPÚBLIC A C HEC A -2.9 -3.0 -2.9 -2.9 -2.9 -2.9 -1.6 -1.1 -1.8 -1.5 -2.1 -2.3 HUNGRIA -2.9 -3.0 -2.7 -2.8 -2.7 -2.9 3.0 2.7 2.2 2.0 1.8 2.1 LETÓNIA -1.4 -1.0 -1.4 -0.5 -1.6 -2.0 -1.1 -1.3 LITUÂNIA -3.0 -2.5 -2.9 -2.7 -0.5 -0.8 -0.3 -1.2 BULGÁRIA -2.0 -2.0 -1.8 -1.7 0.3 0.0 1.2 0.3 ROMÉNIA -2.5 -2.0 -2.3 -2.0 -1.2 -1.5 -2.0 -2.5 SUÍÇ A 0.1 0.0 0.2 0.5 0.1 0.0 11.1 12.2 10.5 10.1 12.8 12.4 NORUEGA 13.6 13.1 12.4 11.6 11.3 11.0 13.2 13.0 11.8 11.3 11.3 11.6 ISLÂNDIA -2.0 -0.7 -2.7 -1.8 -2.7 -1.3 -0.2 -0.7 -1.2 -1.9 -0.1 -0.2 TURQUIA -1.7 -2.3 -2.3 -2.3 -7.0 -6.6 -7.4 -7.2 -7.1 -7.2 EUA -6.4 -5.7 -5.8 -4.7 -6.5 -5.8 -2.6 -2.7 -2.7 -2.8 -2.5 -2.9 -3.4 -2.9 -3.0 -2.2 -2.6 -1.8 -3.1 -3.1 -3.1 -2.9 -9.5 -6.8 -10.0 -8.5 1.2 1.8 1.2 1.7 0.9 1.2 C OREIA DO SUL 1.4 1.7 1.3 1.3 3.9 4.3 4.6 3.9 5.5 4.5 MÉXIC O -3.8 -4.1 -2.5 -3.0 -1.5 -1.8 -1.3 -1.5 -1.8 -1.1 AUSTRÁLIA -3.1 -2.3 -2.4 -2.5 -4.2 -4.5 -3.4 -3.5 -2.9 -3.5 NOVA ZELÂNDIA -1.3 -0.4 -2.6 -1.4 -5.9 -6.7 -4.2 -4.2 -3.6 -3.6 BRASIL -3.0 -3.2 -2.6 -2.7 -3.4 -3.2 -3.6 -3.3 C HINA -2.5 -2.1 -0.9 -0.6 2.5 2.7 2.3 1.5 ÍNDIA -8.5 -8.5 -6.9 -6.5 -4.4 -3.8 -4.1 -3.5 -0.7 -0.3 -0.7 -1.0 2.9 2.3 2.5 2.4 C ANADÁ JAPÃO -9.6 RÚSSIA -2.5 -7.2 -2.4 2.6 2.4 2.7 1.6 Nota : i ) As previsões da OCDE para a Índia respeitam ao ano fisc al inic iado em abril; Saldo Orçamental (média) - 2013 DPEC - Departamento de Estudos Legenda: NORUEGA SUÍÇA PAÍSES BAIXOS ALEMANHA LUXEMBURGO SUÉCIA ESLOVÉNIA DINAMARCA COREIA DO SUL ESLOVÁQUIA CHIPRE POLÓNIA EUA CANADÁ REINO UNIDO BRASIL AUSTRÁLIA ÍNDIA NOVA ZELÂNDIA TURQUIA NORUEGA COREIA DO SUL SUÍÇA ESTÓNIA ALEMANHA LUXEMBURGO SUÉCIA RÚSSIA LETÓNIA DINAMARCA CANADÁ MALTA FRANÇA POLÓNIA PORTUGAL EUA ESLOVÉNIA GRÉCIA ESPANHA IRLANDA Fonte: FMI, CE, OCDE e Thomson Reuters. Balança Corrente (média) - 2013 14 12 10 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 -8 14 12 10 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 -8 Top 10 - Top 10 + 27 de janeiro de 2014 68 Comentário Semanal de Mercados DIREÇÃO DE PLANEAMENTO, ESTUDOS E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE ESTUDOS Rui Bernardes Serra – Chief Economist [email protected] José Miguel Moreira – Senior Economist José Maria Pimentel – Economist [email protected] [email protected] Advertência Este documento foi elaborado pelo Departamento de Estudos da Caixa Económica Montepio Geral e é disponibilizado com intuito e para fins exclusivamente informativos. Todos os dados, análises e considerações nele contidas estão simplesmente baseadas no que estimamos ser as melhores informações disponíveis, recolhidas a partir de fontes oficiais e outras consideradas credíveis, não assumindo, todavia, qualquer responsabilidade por erros, omissões ou inexatidões das mesmas. As opiniões e previsões expressas refletem somente a perspetiva e os pontos de vista dos autores na data da sua elaboração, podendo ser livremente modificadas a todo o tempo e sem aviso prévio. Neste contexto, o presente documento não pode, em circunstância alguma, ser entendido como convite ao investimento, seja de que natureza for, nem como proposta ou oferta de negócio de qualquer tipo. Qualquer decisão de investimento deve ser devidamente ponderada, fundamentada na análise crítica, pelo investidor, de toda a informação publicamente disponível sobre os ativos a que respeita, suas características e adequação ao perfil de risco assumido, e devem ter em conta todos os documentos emitidos ao abrigo da regulamentação das entidades de supervisão, nomeadamente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Nem o Montepio, na qualidade de emitente do documento, nem nenhuma entidade sua dominante ou dominada ou qualquer outra integrante do Grupo Montepio em que se insere, pode, consequentemente, ser responsabilizada por eventuais perdas ou prejuízos decorrentes de decisões de investimento que, quem quer que seja, tenha tomado, mesmo que por levar em conta elementos constantes deste documento. Por outro lado, uma vez que este documento não contempla qualquer tipo de informação privilegiada ou reservada, nem constitui nenhum conselho ou convite ao investimento, as empresas do Grupo Montepio mantêm o direito de, nos limites da lei, transacionar ou não, ocasional ou regularmente, qualquer ativo direta ou indiretamente relacionado com o âmbito deste relatório. O relatório pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte. DPEC - Departamento de Estudos 27 de janeiro de 2014 69