PREVISÃO DE VAZÕES DIÁRIAS AO RESERVATÓRIO DE TRÊS MARIAS USANDO A TÉCNICA DE REDES NEURAIS Operador Nacional do Sistema Elétrico Presidência Rua da Quitanda 196/22º andar, Centro P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc © 2005/ONS Todos os direitos reservados. Qualquer alteração é proibida sem autorização. ONS NT 051/09 PREVISAO DE VAZÕES DIÁRIAS AO RESERVATÓRIO DE TRÊS MARIAS USANDO A TÉCNICA DE REDES NEURAIS Revisão 01 Dezembro de 2009 Sumário 1. Introdução 2. Proposta e Objetivo 10 3. Descrição da Área em Estudo 11 4. Processo de Previsão de Vazões 13 5. Introdução Artificiais 6. 6.1 Descrição e Tratamento dos Dados Informações pluviométricas 19 19 a) Rede de postos pluviométricos pesquisada 19 b) Preenchimento de falhas e consistência das informações 23 c) Análise geoestatística 24 d) 6.2 Precipitação prevista Informações fluviométricas 27 34 a) Rede de postos fluviométricos pesquisada 34 b) Análise de correlação e preenchimento de falhas Tratamento da vazão natural Análise Estatística 35 37 37 6.3 6.4 7 Teórica: Redes Neurais análise de 14 7. Resultados 7.1 Calibração da Rede Neural 7.2 Testes para o PMO e suas revisões 48 48 51 8. Conclusões e Recomendações 64 9. Operacionalização do Modelo Neuro3M no ONS 65 10. Referências Bibliográficas 66 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 3 / 89 ANEXO I Resultados da comparação dos modelos – previsão de vazões para a primeira semana operativa 69 ANEXO II Chuva média da bacia para todos os meses do ano (em mm) 72 ANEXO III Análise de Consistência dos dados pluviométricos através do método do Vetor Regional 77 Lista de figuras e tabelas Figura 01 – Localização da sub-bacia 40 no estado de Minas Gerias (CPRM,1996) Figura 02 – Esquema representativo da composição da semana operativa nas revisões semanais Figura 03 – Esquema de parada do treinamento no processo de validação cruzada Figura 04 – Arquitetura combinatorial Figura 05 - Distribuição espacial dos postos pluviométricos na bacia do rio São Francisco (trecho à montante da UHE Três Marias) Figura 06 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Janeiro Figura 07 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Abril Figura 08 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Agosto Figura 09 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Dezembro Figura 10 – Relação entre a chuva média observada e prevista para os anos de 1996 a 2007 Figura 11 – Relação entre a chuva média observada e prevista para as semanas operativas dos anos de 1998 a 2007 Figura 12 – Curva de permanência da chuva verificada e prevista a) agosto a novembro b)dezembro e janeiro Figura 13 – Curva de permanência da chuva verificada e prevista a) fevereiro e março b) abril a julho Figura 14 – Análise da existência de Viés – Período de Agosto a Novembro Figura 15 – Análise da existência de Viés – Período de Dezembro e Janeiro Figura 16 – Análise da existência de Viés – Período de Fevereiro e Março ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 11 13 17 18 23 25 25 26 26 28 28 30 30 31 31 32 4 / 89 Figura 17 – Análise da existência de Viés – Período de Abril a Julho Figura 18 – Relação entre a chuva média observada e prevista para as semanas operativas dos anos de 1998 a 2007 – após remoção do viés Figura 19 – Sub-bacias da área de drenagem de Três Marias com a localização dos postos fluviométricos selecionados Figura 20 – Polígono de Thiessen dos postos pluviométricos selecionados Figura 21 – FAC dos postos de Porto Indaiá e Porto Mesquita Figura 22 – FAC dos postos de Ponte Nova do Paraopeba e Ponte dos Vilelas Jusante Figura 23 – FAC da vazão natural de Três Marias e do posto de Porto das Andorinhas Figura 24 – FAC dos postos de Porto Pará e Iguatama Figura 25 - Variabilidade das séries Figura 26 – Matriz de correlação Figura 27 – Dendograma Figura 28 – ACP – análise dos componentes 1, 2 e 3 Figura 29 – ACP – análise dos componentes 2 e 3 Figura 30 – Períodos usados na divisão dos dados em treinamento, validação e teste Figura 31 – Dados de entrada das Redes NSRBN selecionadas Figura 32 – Parâmetros e desvios obtidos na calibração da rede neural Figura 33 – Comparação dos resultados da previsão 12 dias à frente – período úmido Figura 34 – Comparação dos resultados da previsão 12 dias à frente – período seco Figura 35 – Comparação dos resultados obtidos da previsão semanal Figura 36 – Ganhos/Perdas na qualidade dos resultados da previsão de vazões da próxima semana operativa com a adoção da metodologia proposta Figura 37 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos Figura 38 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos Figura 39 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2000 Figura 40 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2001 Figura 41 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2002 Figura 42 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2003 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 32 33 34 38 39 39 40 40 43 44 45 47 47 48 50 51 52 52 54 55 58 60 61 61 62 62 5 / 89 Figura 43 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2006 Figura 44 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2007 63 63 Tabela 01 – Postos pluviométricos selecionados Tabela 02 – Coeficiente de correlação entre os postos pluviométricos selecionados na área a montante de Três Marias Tabela 03–Constantes a e b das equações obtidas para remoção do viés da previsão de precipitação Tabela 04 – Postos Fluviométricos da CEMIG em operação na área a montante do reservatório de Três Marias Tabela 05 – Coeficiente de correlação entre os postos fluviométricos Tabela 06 – Média e desvio padrão dos dados semanais usados Tabela 07 – Lags obtidos para FAC máxima de 0,6 Tabela 08 – Lags obtidos para correlação cruzada máxima de 0,6 entre a vazão natural de Três Marias e a variável indicada Tabela 09 – Comparação dos resultados obtidos da previsão semanal Tabela 10 – Comparação dos resultados da previsão semanal – período úmido e período seco Tabela 11 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos – MAD Tabela 12 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos – MAPE Tabela 13 – Comparação dos resultados da previsão diária ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 21 22 33 36 36 38 41 42 53 55 57 59 64 6 / 89 1. Introdução As previsões de vazões subsidiam a tomada de decisão do âmbito do Setor Elétrico porque permitem a avaliação das condições operacionais das usinas hidrelétricas e termelétricas, através da utilização dos diferentes modelos de otimização e simulação energética, proporcionando ganhos sinérgicos na operação do Sistema Interligado Nacional – SIN. Estas previsões, quando realizadas com relativa precisão e antecedência, podem permitir uma tomada de decisão no sentido de minimizar os efeitos de uma cheia excepcional ou de uma situação de escassez de recursos hídricos. As previsões de vazões podem interferir nas atividades de outros usuários da água, tais como: irrigação, pesca, turismo, lazer e navegação, uma vez que as defluências dos principais reservatórios são definidas com base nestas previsões. Conforme o uso que se faça das previsões de vazões, trabalha-se com diferentes horizontes e intervalos de discretização. No setor elétrico, trabalha-se com três horizontes de previsões de vazões, a saber: previsões de médio, curto e curtíssimo prazo. A geração de cenários para o planejamento de médio prazo abrange um horizonte de até cinco anos à frente, e é feita a partir do histórico de Energias Naturais Afluentes - ENAS dos subsistemas, utilizando o GEVAZP (CEPEL, 2001), que é um modelo estocástico multivariado de geração de séries sintéticas de ENAs, que se baseia em modelos estocásticos periódicos auto-regressivos e utiliza informações de até 6 (seis) meses anteriores. Esse modelo gera cenários em paralelo com a mesma probabilidade de ocorrência, incluindo, dessa forma, a incerteza dessas energias. Para algumas avaliações de médio prazo utiliza-se também o sistema PREVIVAZM (MACEIRA et al, 2003), desenvolvido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL. O PREVIVAZM é um sistema para previsão de vazões em base mensal, para um horizonte de até 12 (doze) meses à frente, formado pela combinação de uma gama extensa de modelagens estocásticas, métodos de estimação de parâmetros e tipos de transformação. A previsão de vazões de curto prazo abrange um horizonte de dois meses à frente, sendo o primeiro mês determinístico e o segundo estocástico. Sendo assim, a previsão para o segundo mês é feita a partir de um histórico de vazões naturais médias mensais, utilizando o modelo GEVAZP (CEPEL, 2001), que é um modelo estocástico multivariado de geração de séries sintéticas de vazões incrementais naturais afluentes aos aproveitamentos hidroelétricos. Esse modelo se baseia em modelos estocásticos periódicos auto-regressivos e utiliza informações de até 11 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 7 / 89 (onze) meses anteriores e gera cenários com a mesma probabilidade de ocorrência. Os cenários são agregados, através de um processo de clusterização, incluindo, dessa forma, a incerteza dessas vazões e tendo, como probabilidade de ocorrência, a somatória das probabilidades dos cenários agregados. Esses resultados são utilizados, por exemplo, para subsidiar as tomadas de decisão relativas ao planejamento da operação para o horizonte anual, sinalizando o estado do armazenamento dos reservatórios do SIN e o risco de déficit de energia para cada subsistema. Ainda no curto prazo, a previsão para o primeiro mês é discretizada semanalmente, sendo obtida, em grande parte, pelo sistema estocástico univariado PREVIVAZ (CEPEL 2004), a partir de um histórico de vazões naturais médias semanais. Estas previsões têm por objetivo subsidiar o Programa Mensal de Operação - PMO, realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS e suas revisões semanais. O PREVIVAZ constitui-se num sistema de previsão de vazões em base semanal, para um horizonte de até 6 (seis) semanas à frente, formado por 94 (noventa e quatro) modelos que combinam a estrutura de correlação, os tipos de transformação e os métodos de estimação de parâmetros, utilizando informações de até 4 (quatro) semanas anteriores. Por último, quanto aos modelos de previsão de vazões para o curtíssimo prazo, isto é, para até duas semanas à frente, em base diária, há no Brasil inúmeras metodologias em uso. Algumas dessas metodologias já vêm sendo aplicadas pelas empresas do setor elétrico e outras estão ainda em fase de teste para algumas bacias hidrográficas. Dentre as metodologias utilizadas atualmente no ONS, além das modelagens estocásticas univariadas e multivariadas, pode-se citar alguns modelos de previsão de vazões para a primeira semana operativa, a saber: § Modelo de previsão baseado na técnica de Data-Mining para a bacia do rio Uruguai - MPCV; § Modelo baseado na inteligência artificial para a bacia do rio Iguaçu - FUZZY Recorrente; § Combinação linear de modelagem física concentrada (SMAP) e de modelagem estocástica linear (MEL) para o trecho da bacia do rio Paraná entre as UHEs Rosana, Porto Primavera e Itaipu (SMAP-MEL); e § Modelo conceitual distribuído para a bacia do rio Paranaíba (MGB-IPH). ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 8 / 89 Esses modelos utilizam além do histórico de vazões passadas, informações de postos fluviométricos e precipitação observada e prevista em suas modelagens. No contexto da modelagem estocástica univariada, um dos modelos utilizados pelo ONS é o PREVIVAZH (CARVALHO, 2001), que é um modelo de previsão de vazões em base diária, para um horizonte de até 14 (quatorze) dias à frente, baseado na desagregação de previsão semanal, a partir da tendência inferida das últimas vazões passadas e de séries sintéticas diárias de vazões naturais de forma ponderada. Este modelo não utiliza em sua formulação nenhuma informação de precipitação observada nem prevista. No setor elétrico são utilizadas as vazões naturais afluentes aos reservatórios, que correspondem àquelas que ocorreriam em uma seção do rio, caso não houvesse a operação de reservatórios a montante, nem a vazão evaporada pelos lagos artificiais, nem mesmo retiradas de água consumidas com abastecimento e irrigação a montante. Em síntese, a vazão provida pela própria natureza. Em novembro de 2003, foi estabelecida a formação de um Grupo de Trabalho, específico no âmbito do ONS, com o objetivo de analisar e propor aperfeiçoamentos dos modelos computacionais implantados no planejamento e programação da operação, bem como estabelecer metodologias complementares para apoio à decisão operativa. Esse grupo de trabalho, denominado de GT2 “Grupo de Trabalho para o Aperfeiçoamento dos Modelos de Planejamento da Operação”, propiciou a criação de Forças de Trabalho para tratar de temas específicos associados ao planejamento e programação da operação. Dentre estas, foi criada a Força Tarefa de Hidrologia (FT-Hidrologia), hoje transformada no Subgrupo Hidrologia SG-HID, que dentre os seus objetos de estudo, vem analisando metodologias para melhorar a previsão de vazões para os aproveitamentos do SIN, com a incorporação da precipitação observada e prevista. Os estudos e resultados obtidos para a análise de um modelo que tem como base a técnica de redes neurais para o aproveitamento de Três Marias, localizado no rio São Francisco, formam o escopo desta nota técnica. A previsão de vazões afluentes e a operação do aproveitamento de Três Marias são relevantes no processo de operação dos demais reservatórios da bacia do rio São Francisco, localizados a jusante deste reservatório, uma vez que as afluências naturais a este aproveitamento representam cerca de 26% das afluências desse mesmo rio São Francisco e que, tais processos, interferem nas definições de estratégias energéticas para o Subsistema Nordeste. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 9 / 89 No capítulo 2 é apresentada a proposta e o objetivo deste trabalho. No capítulo 3 apresenta-se a descrição da área em estudo. No capítulo 4 apresenta-se o processo de previsão de vazões no ONS e no capítulo 5 apresenta-se um resumo da técnica de redes neurais utilizada no modelo Neuro3M. No capítulo 6 apresenta-se uma descrição dos dados, das variáveis de entrada e saída dos modelos utilizados. Os resultados obtidos em testes realizados são apresentados no capítulo 7, seguidos das conclusões e recomendações e das referências bibliográficas, apresentadas nos capítulos 8 e 9, respectivamente. Nos anexos I e II são apresentados os resultados da comparação dos modelos de previsão e a chuva média da bacia para todos os meses do ano. 2. Proposta e Objetivo Esta nota técnica apresenta uma proposta metodológica, baseada na técnica de redes neurais, para a previsão da vazão semanal, um passo à frente, ao aproveitamento hidrelétrico de Três Marias, em substituição ao processo adotado atualmente, bem como os resultados obtidos com esta utilização, e comparados com aqueles obtidos com a metodologia atualmente utilizada pelo ONS. O objetivo final deste trabalho é a implantação do modelo Neuro3M nos processos de Programação Mensal da Operação - PMO e suas revisões, dando sequência ao aperfeiçoamento no processo de previsão de vazões, a fim de proporcionar melhores insumos para o PMO, e, consequentemente, para o despacho e operação das usinas hidrelétricas e termelétricas do SIN, com reflexos na otimização e na segurança do suprimento de energia elétrica. Podem-se destacar os seguintes objetivos específicos: § Selecionar e analisar as informações dos postos hidrométricos (fluviométricos e pluviométricos) da área a montante do reservatório de Três Marias; § Definir qual a melhor topologia de rede neural para a previsão de vazões naturais afluentes ao reservatório de Três Marias. § Apresentar resultados da construção da rede neural e testes para diferentes períodos do ano do reservatório de Três Marias; § Apresentá-la ao Subgrupo Hidrologia e, posteriormente, encaminhá-la à ANEEL para solicitar autorização para uso no Programa Mensal da Operação e suas revisões. § ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 10 / 89 3. Descrição da Área em Estudo O reservatório de Três Marias localiza-se na região do Alto São Francisco, entre os paralelos 18º e 21º de latitude sul e os meridianos 43º30’ e 46º40’ oeste de longitude no estado de Minas Gerais (Figura 01), em uma zona climática tropical. A área estende-se desde as cabeceiras, na Serra da Canastra, município de São Roque de Minas, até a cidade de Pirapora (MG), abrangendo as sub-bacias dos rios das Velhas, Pará e Indaiá, além das sub-bacias dos rios Abaeté e Jequitaí. A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL divide a bacia do rio São Francisco em nove sub-bacias. A região estudada corresponde à sub-bacia 40. Esta sub-bacia representa a área de drenagem do reservatório de Três Marias e parte da área de drenagem do Alto São Francisco (sub-bacias 40 e 41). Segundo a ANA/SPR , o Alto São Francisco possui 167 municípios, sendo 93% da área urbanizada, com uma densidade demográfica de 62,9 hab/km2 e uma disponibilidade hídrica de 6.003 m3/hab/ano. Figura 01 – Localização da sub-bacia 40 no estado de Minas Gerias (CPRM,1996) 51º 16º Três Marias Belo Horizonte 23º 40º A usina hidrelétrica de Três Marias, de propriedade da Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG, tem uma potência instalada de 396 MW, está localizada em 180 12’ 50” e -450 15’ 30” e teve o início de suas obras em maio de 1957, sendo concluída em janeiro de 1961. Sua construção teve como principais objetivos: regularização do curso das águas do rio São Francisco nas cheias periódicas, melhoria da navegabilidade, ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 11 / 89 utilização do potencial hidrelétrico, e fomento da indústria e irrigação. O reservatório tem uma área máxima de 1010 km2 e mínima de 316 km2, correspondendo a volumes de 19.528 e 4.250 hm3, respectivamente. O nível máximo operativo é 572,50 m, e o nível mínimo operativo é 549,20 m. A área de drenagem é de 50.732 km2 e a vazão média de longo termo (MLT) de 689 m3/s. As unidades geomorfológicas existentes na bacia do Alto São Francisco são o Planalto Dissecado do Centro-Sul e Leste de Minas, a Depressão São Franciscana, o Planalto do São Francisco, o Quadrilátero Ferrífero e a Serra do Espinhaço. O Alto São Francisco apresenta topografia ligeiramente acidentada, com serras e terrenos ondulados e altitudes que variam de 1.600 a 600 m. O divisor leste é formado pelas montanhas da Serra do Espinhaço, estreitas e alongadas na direção N-S, e com altitudes de 1.300 a 1.000 m. Do lado oeste, destacam-se as Serras Gerais de Goiás, cujas cotas oscilam entre 1.200 e 800 m. O clima predominante na região é o Tropical Úmido e temperado de altitude com insolação média anual de 2400 h e evaporação média anual de 1000 mm (ANA, 2004). A característica climática mais importante na região em estudo é a existência de duas estações bem marcadas: uma estação chuvosa, no verão, e outra seca, no inverno. Com relação à precipitação, os totais pluviométricos anuais variam, de forma geral, entre 1700 mm nas cabeceiras da bacia a 1000 mm na confluência do rio São Francisco com rio das Velhas (ANA, 2004). O trimestre mais chuvoso contribui com cerca de 55 a 60% do total anual precipitado, correspondendo, para a quase totalidade da bacia, aos meses de novembro, dezembro e janeiro. A exceção ocorre na extremidade ocidental da bacia, onde os meses mais chuvosos são dezembro, janeiro e fevereiro. Já o trimestre mais seco, correspondente aos meses de junho, julho e agosto, que contribui com menos de 5% da precipitação anual. Por se situar na região Sudeste, o Alto São Francisco é afetado pela passagem de sistemas frontais, e a interação desses com a convecção tropical, denominada de Zona de Convergência do Atlântico Sul - ZCAS. Um percentual significativo da precipitação nesse trecho da bacia deve-se à atuação desses sistemas (CLIMANÁLISE, 1986). Sistemas de escala subsinótica, tais como linhas de instabilidade, também ocasionam precipitação. Estas são de curta duração, em oposição às associadas às frentes e ZCAS, que duram alguns dias e abrangem áreas maiores. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 12 / 89 4. Processo de Previsão de Vazões As previsões de vazões naturais no ONS são elaboradas de forma direta para os locais denominados como postos base, ou, de forma indireta, a partir de regressões lineares obtidas a partir das previsões realizadas para um posto base próximo. Os aproveitamentos que têm suas vazões previstas a partir de um modelo são denominados postos base e aqueles cujas previsões são obtidas a partir de equações de regressão linear são denominados postos não base. Os postos base e as equações de regressão para o cálculo da vazão prevista dos postos não base são definidos a partir do estudo da série histórica de vazões de cada aproveitamento e das relações estatísticas entre postos de uma determinada bacia. O processo de previsão de vazões naturais semanais no ONS para o Programa Mensal da Operação – PMO é realizado em geral às terças-feiras, como definido nos procedimentos de rede deste Operador (no caso das revisões semanais este processo é, de modo geral, realizado nas quartas-feiras, e, em casos específicos este processo pode ser realizado em outro dia da semana). Neste dia os agentes de geração de aproveitamentos definidos como base enviam previsões de vazões naturais diárias para terça-feira, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira da semana em curso, possibilitando ao ONS obter, a partir destas vazões diárias previstas e das vazões naturais verificadas de sábado, domingo e segunda-feira, a vazão semanal estimada da semana em curso (Q). Em paralelo, o ONS executa o modelo PrevivazH, cujas previsões poderão substituir as previsões dos Agentes de Geração em caso de falta ou inconsistência das mesmas. Na Figura 02 é possível observar um esquema com o processo de previsões de vazões efetuado pelo ONS nas revisões do PMO. Figura 02 – Esquema representativo da composição da semana operativa nas revisões semanais Para a UHE Três Marias, atualmente o ONS utiliza o sistema PREVIVAZ desenvolvido pelo CEPEL, para obter previsões de vazões semanais para um horizonte de até seis semanas à frente. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 13 / 89 As metodologias estocásticas contidas neste sistema contemplam os modelos autoregressivos e de médias móveis, com estrutura estacionária ou periódica, ou seja, os modelos AR(p) e PAR(p), com “p” de até ordem 4, PARMA(p,1) e ARMA (p,1), com “p” de até ordem 3. As transformações podem ser logarítmica, Box & Cox ou sem transformação (GUILHON, 2003). Os métodos de estimação de parâmetros se baseiam no método da máxima verossimilhança, quais sejam: método dos momentos, de regressão simples e de regressão em relação à origem das previsões. O PREVIVAZ divide o histórico em duas metades, estimando, para cada semana, os parâmetros de todos os modelos para a primeira metade e verificando o erro médio quadrático para a segunda metade, conforme a equação (1). N i )2 å ( X iprev - X obs i =1 N (1) onde, Xi prev – Vazão prevista no instante i. Xi obs – Vazão observada no instante i. N – número total de semanas da metade do histórico considerada. Em seguida, o PREVIVAZ estima os parâmetros de todos os modelos para cada semana da segunda metade de série e verifica o erro médio quadrático para a primeira metade. Calcula-se então a média dos erros médios quadráticos das duas metades para todos os modelos e ordena-se de modo a escolher, dentre as 94 combinações de modelagem, aquela que apresenta o menor valor médio de erro médio quadrático. Após a escolha do modelo, o PREVIVAZ estima novamente os parâmetros, considerando todas as semanas do histórico completo e passa a utilizar os novos parâmetros estimados para cada semana específica. 5. Introdução Teórica: Redes Neurais Artificiais As redes neurais artificiais (RNAs) são uma técnica integrante dos Sistemas Inteligentes, inspirados no comportamento humano ou da natureza. As RNAs vêm sendo sugeridas para análise de séries temporais devido a sua capacidade de tratar com relações de entrada-saída de dados não-lineares, destacando sua habilidade de aprendizado e capacidade de generalização, associação e busca paralela. Estas qualidades as tornam capazes de identificar e assimilar as características mais ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 14 / 89 marcantes das séries, tais como sazonalidade, periodicidade, tendência, entre outras, muitas vezes camufladas por ruídos. O uso da técnica de redes neurais tem se intensificado cada vez mais, uma vez que, modelos baseados nessa técnica são de fácil aplicação e têm proporcionado resultados satisfatórios. As variantes de uma rede neural são muitas, e, combinando-as, pode-se mudar a arquitetura conforme a necessidade da aplicação. Basicamente, os itens que compõem uma rede neural são os seguintes: - Conexões entre camadas; - Número de camadas intermediárias; -Quantidade de neurônios; - Função de transferência; e - Algoritmo de aprendizado/treinamento. As camadas escondidas situam-se entre a camada de entrada e a camada de saída da rede neural. Na metodologia clássica de aplicação da técnica de Multi-Layer Perceptron – MLP com algoritmo backpropagation (VALENÇA, 2005b), não existe uma regra única que defina o número de camadas escondidas nem o número de neurônios da camada escondida. Contudo, a utilização de um grande número de camadas escondidas não é recomendada, porque cada vez que o erro médio durante o treinamento é utilizado na atualização dos pesos das sinapses da camada imediatamente anterior, ele se torna menos útil ou preciso. Testes empíricos com a rede neural MLP backpropagation não demonstraram vantagem significante no uso de duas camadas escondidas ao invés de uma. Por isso, para a grande maioria dos problemas utiliza-se apenas uma camada escondida. Essa parcimônia muitas vezes auxilia na implementação dos modelos de previsão de vazões que devem representar a complexidade da natureza da forma mais simples possível, sem detrimento da qualidade dos resultados. Com relação ao número de neurônios nas camadas escondidas, este é geralmente definido empiricamente, os melhores resultados são obtidos através de um processo de tentativa e erro. A topologia define a maneira com que os vários neurônios constituintes de uma rede neural são interconectados. As sinapses representam barreiras que, de um certo modo, modulam os sinais que passam através delas. Esta modulação representa a força da sinapse. Em um neurônio artificial, a força da sinapse é chamada de peso w. Como os neurônios possuem um grande número de dendritos, eles podem receber sinais de vários neurônios simultaneamente. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 15 / 89 A entrada líquida é dada pela equação 2. N net j = å wij x i - f i =1 Onde: (2) wij é p peso; xi é o valor da entrada; F é o limiar. Os neurônios de uma rede neural são geralmente dispostos em camadas (layers), que recebem as mesmas denominações descritas para os tipos de neurônio: § Camada de Entrada: recebe os dados de entrada e não realiza nenhum processamento sobre os dados, servindo apenas para distribuição dos mesmos para os neurônios da camada subsequente; § Camadas Escondidas: suas entradas e saídas permanecem dentro do sistema; § Camada de Saída: gera os dados de saída; A Função de Ativação é a responsável pela não linearidade das redes neurais. Existem diversas funções de ativação, entre elas: Função Sigmóide (logística): j (v) = 1 1 + e -v Função Tangente Sigmóide: j (v) = 2 -1 1 + e - 2v Método da Validação Cruzada A utilização de procedimentos de validação cruzada (VC) diminui os problemas em relação ao super treinamento da rede, e, consequentemente, amenizam os efeitos das redes super dimensionadas (CASTRO et al., 1999). Para o método da validação cruzada devem-se dividir os dados em três conjuntos: – treinamento: usados para modificar os pesos; – validação: usados para verificar o problema de super treinamento; – teste: para testar o desempenho do modelo final. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 16 / 89 O treinamento usando validação cruzada deve ser interrompido quando o erro com os dados de validação começar a crescer de forma consistente, conforme apresentado na Figura 03, ou seja, os pesos são ajustados função dos dados de treinamento, ficando os dados de validação apenas para determinação do momento da parada do treinamento, evitando que a rede neural super ajuste os pesos e não seja capaz de proporcionar bons resultados quando lhe forem apresentados um novo conjunto de dados. Figura 03 – Esquema de parada do treinamento no processo de validação cruzada validação validação Fonte: adaptado de PUC - RIO, 2005 Além disso, para que a rede neural realize um bom aprendizado são necessários alguns procedimentos, tais como: a normalização e a seleção ou combinação de variáveis. Estes procedimentos conseguem diminuir o tamanho da rede, acelerar o aprendizado e melhorar a generalização da rede neural. A normalização pode ser feita, por exemplo, através do escalonamento linear para o caso de dados com comportamento linear e, para o caso de dados com comportamento não linear, pode-se usar transformação logarítmica. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 17 / 89 Redes NSRBN A arquitetura de uma rede neural, de acordo com a possibilidade de mudanças no seu tamanho durante o processo de treinamento, pode ser classificada em estática ou dinâmica. Uma rede é dita de arquitetura estática quando o número de camadas e unidades de processamento permanece constante desde a concepção da rede até a finalização do seu treinamento. Por outro lado, uma rede de arquitetura dinâmica tem como característica principal um processo de mudanças no tamanho durante o treinamento. Um exemplo desse último tipo são as redes neurais compostas com blocos de regressões sigmóides não-lineares (NSRBN – Non-linear Sigmoidal Regression Blocks Networks), proposta por Valença (1999). Essas redes têm uma poderosa capacidade de mapeamento no sentido de que qualquer função contínua definida em um conjunto compacto em RN pode ser uniformemente aproximada (VALENÇA, 1999). Dentre as características principais das Redes NSRBN, duas merecem destaque: uma estrutura compacta, por possuir apenas uma camada escondida; e um algoritmo construtivo, baseado em um método de aprendizado construtivo que é responsável pela definição de sua complexidade ótima (VALENÇA, 2005b). As redes NSRBN são redes com blocos de polinômios homogêneos, com uma função de ativação na camada intermediária (por exemplo: tangente hiperbólica) e, na camada de saída, uma ativação mais complexa, uma vez que realizam uma regressão logística não linear. A Figura 04 mostra a arquitetura de uma rede NSRBN, onde x1 a xN representam as variáveis de entrada da rede neural, f1(x) a f d(x) representa a função de transferência das informações e f(x), a saída desejada. Figura 04 – Arquitetura combinatorial x1 x2 x3 . . . xN Polinômio de grau 1 Polinômio de grau 2 Polinômio de grau p . . . f1(x) f2(x) f(x) fp(x) fd(x) Polinômio de grau d ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 18 / 89 Nessa classe de redes, um algoritmo construtivo é utilizado para incrementar a estrutura da rede, partindo-se de uma pequena estrutura, até que se atinja uma estrutura de tamanho ótimo, segundo critérios estatísticos de seleção adequados. Uma rede NSRBN é uma rede combinatorial composta pela soma de p blocos (p=1,...,d) com estrutura similar a uma MLP (Multi Layer Perceptron), na qual as unidades escondidas desses blocos realizam uma regressão sigmóide linear das entradas (tal qual uma MLP), e as unidades de saída realizam uma regressão do tipo sigmóide não-linear das unidades escondidas (tal qual uma regressão logística não-linear). Essa nova estrutura formada é um aproximador universal com forte capacidade de mapeamento não-linear. Esse bloco é uma rede feedforward, ou seja, ela está completamente conectada com uma única camada escondida. 6. Descrição e Tratamento dos Dados Em todos os processos de modelagem, a familiaridade com os dados disponíveis é de máxima importância. Os modelos de redes neurais não são exceção, e o pré-processamento das informações pode ter um efeito significativo no desempenho do mesmo. Assim, a seguir são mostrados os resultados do tratamento e análises dos dados, que servirão de entrada para a rede neural. Neste trabalho foram usadas informações de estações pluviométricas, fluviométricas e de vazão natural do reservatório de Três Marias. Todos os dados pluviométricos e fluviométricos utilizados foram obtidos junto à CEMIG e à ANA. 6.1 Informações pluviométricas A seguir são mostrados os postos pluviométricos utilizados, histórico de dados disponíveis e processos utilizados no preenchimento de falhas e na análise geoestatística efetuada. a) Rede de postos pluviométricos pesquisada Realizou-se uma análise das informações pluviométricas, objetivando proceder a seleção de postos confiáveis de modo que fosse possível a execução de estudos e a operacionalização do modelo. Nessa análise, selecionaram-se os postos pluviométricos da CEMIG que atualmente estão em operação. Após a seleção desses postos, analisouse o histórico disponível, muitas vezes usando as informações da ANA para ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 19 / 89 complementar as informações disponíveis na CEMIG. A Tabela 01 mostra a relação dos postos selecionados, juntamente com o período do histórico disponível. A Tabela 02 apresenta o coeficiente de correlação da precipitação diária dos postos pluviométricos selecionados, destacando (em verde) os três postos mais bem correlacionados com o posto em análise. Observa-se que todos os postos têm correlação com os três postos mais bem correlacionados acima de 0,4, o que foi considerado suficiente neste estudo. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 20 / 89 Tabela 01 – Postos pluviométricos selecionados Código 2045034 1945045 1944078 1944060 2044056 1945017 1845022 2044063 2046015 1945019 1944032 1845019 2044059 Latitude Longitude Posto 20°10' 19°16' 19°57' 19°10' 20°24' 19°17' 18°41' 20°38' 20°20' 19°29' 19°41' 18°10' 20°14' 45°43' 45°18' 44°18' 44°41' 44°37' 45°06' 45°35' 44°26' 46°22' 45°36' 44°53' 45°18' 44°45' 1970 1980 1990 2000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 Iguatama Porto das Andorinhas Ponte Nova do Paraopeba Porto Mesquita Ponte dos Vilelas Porto Pará Porto Indaiá Fazenda Campo Grande Vargem Bonita Dores do Indaiá SE Pitangui UHE Três Marias UHE Cajuru Período de dados sem falha (dados da Cemig) Período de dados com falha (2 meses ou mais) Período de dados sem falha (dados da ANA) ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 21 / 89 Tabela 02 – Coeficiente de correlação entre os postos pluviométricos selecionados na área a montante de Três Marias Postos Iguatama Porto das Andorinhas Ponte Nova do Paraopeba Porto Mesquita Ponte dos Vilelas Porto Pará Porto Indaiá Fazenda Campo Vargem Bonita Dores do Indaiá SE Pitangui Três Marias UHE Cajuru Iguatama Porto das Andorinhas Ponte Nova do Paraopeba Porto Mesquita 1,00 0,39 0,44 0,28 0,36 0,29 0,28 0,50 0,52 0,49 0,44 0,26 0,22 0,39 1,00 0,46 0,34 0,30 0,38 0,37 0,40 0,38 0,62 0,55 0,32 0,21 0,44 0,46 1,00 0,37 0,36 0,32 0,30 0,54 0,40 0,47 0,61 0,28 0,21 0,27 0,30 0,33 1,00 0,42 0,49 0,43 0,33 0,29 0,35 0,30 0,41 0,25 0,32 0,26 0,31 0,42 1,00 0,43 0,32 0,44 0,34 0,30 0,32 0,31 0,44 0,29 0,32 0,30 0,48 0,44 1,00 0,47 0,32 0,29 0,36 0,34 0,40 0,28 0,28 0,32 0,27 0,44 0,32 0,48 1,00 0,27 0,28 0,33 0,32 0,50 0,23 0,50 0,40 0,54 0,31 0,37 0,32 0,26 1,00 0,43 0,43 0,49 0,27 0,25 0,52 0,38 0,40 0,29 0,34 0,28 0,29 0,43 1,00 0,45 0,38 0,26 0,22 0,49 0,62 0,47 0,31 0,26 0,33 0,32 0,43 0,45 1,00 0,52 0,32 0,20 0,44 0,55 0,61 0,29 0,27 0,31 0,29 0,49 0,38 0,52 1,00 0,28 0,28 0,25 0,30 0,28 0,40 0,30 0,41 0,52 0,27 0,26 0,30 0,28 1,00 0,21 0,30 0,26 0,28 0,39 0,65 0,43 0,35 0,33 0,32 0,26 0,26 0,21 1,00 Ponte dos Vilelas Porto Pará Porto Indaiá Fazenda Campo Grande Vargem Bonita Dores do Indaiá SE Pitangui Três Marias UHE Cajuru ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 22 / 89 A seleção dos postos pluviométricos e análise das informações recebidas focaram dois pontos: postos pluviométricos que estão atualmente em operação e com histórico sem muitas falhas. De início foram selecionados 15 postos pluviométricos, posteriormente, foram excluídos os postos Quartel Geral e São Roque de Minas por apresentarem um histórico com curto período de observação e uma correlação muito baixa com os demais postos da bacia, impossibilitando o preenchimento das falhas nos dados observados. A Figura 05 apresenta a distribuição dos postos selecionados na bacia hidrográfica de Três Marias. Figura 05 - Distribuição espacial dos postos pluviométricos na bacia do rio São Francisco (trecho à montante da UHE Três Marias) UHE Três Marias -18.5 Porto Indaiá 1700 1600 -19 1500 Porto Mesquita 1400 Porto das Andorinhas Porto Pará 1300 1200 Dores do Indaiá 1100 -19.5 1000 SE Pitangui 900 800 Ponte Nova do Paraopeba 700 600 -20 500 Iguatama UHE Cajuru 400 Vargem Bonita 300 Ponte dos Vilelas 200 metros -20.5 Fazenda Campo Grande -46.5 -46 -45.5 -45 -44.5 -44 b) Preenchimento de falhas e análise de consistência das informações Devido à maior quantidade de informações pluviométricas disponíveis, trabalhou-se com informações do período de janeiro/1987 a dezembro/2007, onde essas séries foram submetidas a um preenchimento de falhas, quando necessário, e uma análise de consistência. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 23 / 89 O preenchimento de falhas foi feito para informações diárias e pelo método da ponderação regional (Tucci, 1993), com os três postos de maior correlação. Vale salientar que, em poucas ocasiões não foi possível usar estes três postos na ponderação regional porque as falhas coincidiram. Nesses casos usaram-se os postos disponíveis para esse preenchimento. A análise de consistência foi feita a nível mensal, através do método do vetor regional (Hiez e Rancan, 1983), o Anexo 03 apresenta esses resultados. Nessa análise de consistência, observou-se uma boa consistência das informações, contudo, o posto de Cajuru apresentou uma mudança de declividade, por causa não identificada até o momento (a CEMIG também não tem registro do que pode ter acontecido com o posto). c) Análise geoestatística Algumas variáveis hidrológicas apresentam a propriedade de variar espacialmente e com certa dependência de valores no mesmo espaço, conduzindo à necessidade de um estudo geoestatístico. É justamente nos problemas em que a estatística clássica tem limitações que a geoestatística tem suas maiores aplicações. O modelo de variabilidade espacial foi desenvolvido por Krige (1951) a partir de semi-variogramas definidos pela equação (3), g (h) = 1 / 2 var [ Z ( x) - Z ( x + h)] (3) onde estão correlacionadas as diferenças dos valores observados Z(x) com a distância de separação entre amostras h da variável regionalizada - VR. Os semivariogramas expressam a dependência espacial entre as amostras. Havendo dependência espacial, podem-se estimar valores da propriedade em estudo, para os locais não amostrados dentro do campo, sem tendências e com variância mínima, através da krigagem, seguindo a proposta de Krige (ALMEIDA et all, 2004). Na krigagem o procedimento é semelhante ao de interpolação por média móvel ponderada, exceto que aqui os pesos são determinados a partir de uma análise espacial, baseada no semivariograma experimental. Como a interpolação por krigagem está fortemente associada ao modelo de semivariograma escolhido, a validação cruzada pode ser usada para a decisão do modelo a ser ajustado. Determinado o modelo de melhor ajuste à amostra, a técnica de interpolação kriging é utilizada para representar a variabilidade espacial. Assim, objetivando verificar a variabilidade espacial da precipitação nos postos selecionados, foi feita uma análise geoestatística. Essa análise contemplou informações médias mensais, no período de 1987 a 2007. A base cartográfica utilizada foi resultado ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 24 / 89 do Projeto ONS/THEMAG (ONS, 2003). Os parâmetros do variograma teórico foram ajustados a partir de um variograma experimental, considerado neste estudo isotrópico, para os modelos Esférico, Exponencial e Gaussiano, e na interpolação usou-se a Krigagem Ordinária. As Figuras 06 a 09 apresentam os resultados obtidos para os meses de janeiro, abril, agosto e dezembro, respectivamente, bem como os desvios associados a essas interpolações. As análises para os demais meses são apresentadas no Anexo 02. Figura 06 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Janeiro (mm) (mm) Figura 07 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Abril (mm) (mm) ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 25 / 89 Figura 08 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Agosto (mm) (mm) Figura 09 – Variabilidade espacial da precipitação e erro associoado à interpolação – Mês de Dezembro (mm) (mm) Analisando as Figuras 06 a 09 e comparando-as com a Figura 05, observa-se que os desvios de interpolação são maiores nas áreas desprovidas de postos pluviométricos. Também se observa a variabilidade espacial e temporal da distribuição da precipitação na bacia hidrográfica do reservatório de Três Marias. Em relação à variabilidade temporal, observa-se que a precipitação máxima varia de 343,8 mm em janeiro, reduzindo para 70,8 mm em abril, reduzindo mais ainda para 16,8 mm em agosto e voltando a subir para 310,7 mm, em Dezembro. Da mesma forma, o desvio máximo de interpolação também varia no decorrer do ano, saindo de 46,1 mm em janeiro, reduzindo ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 26 / 89 para 9,0 mm em abril, reduzindo mais ainda para 3,4 mm em agosto e voltando a subir para 29,7 mm, em dezembro. d) Precipitação prevista A precipitação prevista utilizada neste estudo foi obtida a partir da rodada do modelo numérico regional ETA (BLACK, 1994; CHOU et. all, 2000). Este modelo é executado operacionalmente no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos CPTEC, e possui resolução horizontal de 40 km x 40 km. Para a obtenção da chuva média na bacia esses pontos de grade foram interpolados utilizando-se o método da média aritmética. A chuva prevista utilizada foi sempre de 10 dias à frente, para o período de 1996 a 2007, com previsões efetuadas sempre nas quartas-feiras (o primeiro valor previsto corresponde à precipitação acumulada das nove horas da quarta-feira às noves horas da quinta-feira), discretizadas diariamente. Vale salientar que o ONS não dispõe dessas previsões nos anos de 2004 e 2005. A Figura 10 mostra a relação entre a chuva observada e prevista, para todo o período disponível, e a Figura 11 mostra a média da chuva média prevista e observada das semanas operativas dos anos de 1998 a 2007, excluindo-se os anos de 2004 e 2005, tendo em vista que o ONS não dispõe de previsão de precipitação nesse período. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 27 / 89 Figura 10 – Relação entre a chuva média observada e prevista para os anos de 1996 a 2007 300,0 Precipitação Prevista 10 dias (mm) 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 Precipitação Observada 10 dias (mm) Figura 11 – Relação entre a chuva média observada e prevista para as semanas operativas dos anos de 1998 a 2007 140 Observadas Média Móvel 5 120 Previstas Precipitação Acumulada 10 dias (mm) Média Móvel 5 100 80 60 40 Abril a Julho 20 Agosto a Novembro Dezembro e Janeiro Fevereiro e Março 4/8 11/8 18/8 25/8 1/9 8/9 15/9 22/9 29/9 6/10 13/10 20/10 27/10 3/11 10/11 17/11 24/11 1/12 8/12 15/12 22/12 29/12 5/1 12/1 19/1 26/1 2/2 9/2 16/2 23/2 2/3 9/3 16/3 23/3 30/3 6/4 13/4 20/4 27/4 4/5 11/5 18/5 25/5 1/6 8/6 15/6 22/6 29/6 6/7 13/7 20/7 27/7 0 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 28 / 89 Analisando as Figuras 10 e 11 observa-se que o modelo ETA tem uma tendência de superestimar a chuva prevista para a área de drenagem do reservatório de Três Marias. Na Figura 11 observa-se também que a chuva prevista pelo modelo ETA tem um comportamento semelhante à observada, alterando apenas a magnitude, o que indica que, de uma maneira geral, a previsão foi capaz de simular os fenômenos meteorológicos que ocorrem na bacia. Assim, efetuou-se um estudo, visando analisar a existência da tendência de superestimar a chuva prevista, que poderia ser suavizada. Tal estudo foi chamado de “remoção do viés”. Neste estudo, os meses com características hidrometeorológicas semelhantes foram agrupados, a saber: agosto a novembro, dezembro e janeiro, fevereiro e março, abril a julho. A metodologia utilizada para a identificação e remoção do viés das previsões de precipitação, para cada um dos quatro períodos, foi a seguinte: - Obtenção dos totais de precipitação observada e prevista nos primeiros dez dias de cada previsão realizada no período 1996/2003. - Elaboração de curvas de permanência de precipitação observada e de precipitação prevista, como os exemplos das Figuras 12 e 13. - Elaboração de gráficos de precipitação prevista versus precipitação observada, plotando-se pontos de mesma frequência da curva de permanência. - Ajuste de uma equação do segundo grau aos pontos do gráfico precipitação prevista VS precipitação observada, passando pela origem e limitado aos valores de precipitação prevista maiores do que a precipitação observada. Nestes estudos, optou-se pelo não cruzamento da reta de 45º, ou seja, evita-se que o valor considerado como previsto seja maior do que o valor previsto fornecido diretamente pelo modelo. - Cálculo da precipitação diária prevista com remoção de viés para os dez dias de previsão, por meio da seguinte expressão: Ppre (t) = PETA (t) onde: ´ Ptotpre 10dias Ptot ETA 10dias ( Ptotpre 10dias = a ´ Ptot ETA Ppre (t) 10dias ) 2 + ( b ´ Ptot ETA 10dias ) : precipitação diária prevista com remoção de viés, para cada um dos dez dias de previsão (mm). PETA (t) : precipitação diária prevista pelo modelo ETA, para cada um dos dez dias de previsão (mm). ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 29 / 89 Ptotpre 10dias : precipitação total prevista com remoção de viés, acumulada para os dez primeiros dias de previsão (mm). Ptot ETA 10dias: precipitação total prevista pelo modelo ETA, acumulada para os dez primeiros dias de previsão (mm). aeb : constantes da equação do segundo grau obtida para remoção de viés, em cada sub-bacia e em cada período considerado. As Figuras de 12 e 13 mostram a curva de permanência das diferenças entre a chuva prevista e verificada. Figura 12 – Curva de permanência da chuva verificada e prevista a) agosto a novembro b)dezembro e janeiro TRÊS MARIAS - Período Agosto/Novembro TRÊS MARIAS - Período Dezembro/Janeiro 180 250 160 200 (b) Precipitação Total 9 dias (mm) (a) 120 Prevista 100 Observada 80 60 150 Prevista Observada 100 40 50 20 0 1% 7% 13% 18% 24% 30% 36% 42% 48% 54% 60% 65% 71% 77% 83% 89% 95% 0 1% 13% 24% 35% 46% 57% 68% 79% 90% Figura 13 – Curva de permanência da chuva verificada e prevista a) fevereiro e março b) abril a julho TRÊS MARIAS - Período Fevereiro/Março TRÊS MARIAS - Período Abril/Julho 250 70 60 (a) 150 Prevista Observada 100 Precipitação Total 9 dias (mm) 200 Precipitação Total 9 dias (mm) Precipitação Total 9 dias (mm) 140 50 (b) Prevista 40 Observada 30 20 50 10 0 0 1% 13% 24% 35% 46% 57% 68% 79% 90% 1% 7% 13% 18% 24% 30% 36% 42% 48% 54% 60% 65% 71% 77% 83% 89% 95% As Figuras de 14 a 17 mostram as curvas da relação entre a chuva prevista e a verificada, bem como uma curva indicando como deverá ser a remoção do viés. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 30 / 89 Figura 14 – Análise da existência de Viés – Período de Agosto a Novembro TRÊS MARIAS - Período Agosto/Novembro 300 Precipitação total Observada 10 dias - y - (mm) 250 y=x 200 150 y = 0,00060x2 + 0,65847x R2 = 0,98447 100 50 0 0 50 100 150 200 250 300 Precipitação total Prevista 10 dias - x - (mm) Figura 15 – Análise da existência de Viés – Período de Dezembro e Janeiro TRÊS MARIAS - Período Dezembro/Janeiro 300 Precipitação total Observada 10 dias - y - (mm) 250 y=x 200 150 y = 0,00008x2 + 0,76973x R2 = 0,98316 100 50 0 0 50 100 150 200 250 300 Precipitação total Prevista 10 dias - x - (mm) ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 31 / 89 Figura 16 – Análise da existência de Viés – Período de Fevereiro e Março TRÊS MARIAS - Período Fevereiro/Março 300 Precipitação total Observada 10 dias - y - (mm) 250 y=x 200 150 y = 0,00144x2 + 0,49365x R2 = 0,95564 100 50 0 0 50 100 150 200 250 300 Precipitação total Prevista 10 dias - x - (mm) Figura 17 – Análise da existência de Viés – Período de Abril a Julho TRÊS MARIAS - Período Abril/Julho Precipitação total Observada 10 dias - y - (mm) 100 80 y=x 60 y = 0,01119x2 + 0,27552x R2 = 0,96995 40 20 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Precipitação total Prevista 10 dias - x - (mm) ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 32 / 89 Após definidas as equações de remoção do viés, é efetuada a correção da precipitação total prevista dos 10 dias, distribuindo-a proporcionalmente para a precipitação diária. A Figura 18 mostra o comportamento da chuva verificada e prevista, após a remoção do viés, para o período de 1998 a 2007 (excluindo-se os anos de 2004 e 2005). Observa-se que as curvas correspondentes à chuva prevista e verificada ficaram bem mais aderentes. No capítulo 7, referente aos resultados, são apresentados exemplos de previsão de vazões efetuadas com a previsão de chuva sem e com a remoção do viés. Figura 18 – Relação entre a chuva média observada e prevista para as semanas operativas dos anos de 1998 a 2007 – após remoção do viés 120 Observadas Média Móvel 5 Previstas Precipitação Acumulada 10 dias (mm) 100 Média Móvel 5 80 60 40 Abril a Julho 20 Agosto a Novembro Dezembro e Janeiro Fevereiro e Março 4/8 11/8 18/8 25/8 1/9 8/9 15/9 22/9 29/9 6/10 13/10 20/10 27/10 3/11 10/11 17/11 24/11 1/12 8/12 15/12 22/12 29/12 5/1 12/1 19/1 26/1 2/2 9/2 16/2 23/2 2/3 9/3 16/3 23/3 30/3 6/4 13/4 20/4 27/4 4/5 11/5 18/5 25/5 1/6 8/6 15/6 22/6 29/6 6/7 13/7 20/7 27/7 0 A Tabela 03 apresenta as constantes a e b da aplicação das equações de segundo grau obtidas para a remoção do viés da previsão de precipitação, para a subbacia e período analisado. Tabela 03–Constantes a e b das equações obtidas para remoção do viés da previsão de precipitação sub-bacia Três Marias Agosto/Novembro a b 0,0006 0,65847 Período Dezembro/Janeiro Fevereiro/Março a b a b 0,00008 0,76973 0,00144 0,49365 Abril/Julho a b 0,01119 0,2752 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 33 / 89 6.2 Informações fluviométricas A seguir são apresentados os postos fluviométricos utilizados neste estudo, bem como o período disponível dos seus históricos e metodologia usada no preenchimento de falhas. a) Rede de postos fluviométricos pesquisada Assim como a rede de postos pluviométricos, primeiramente foram usados os postos fluviométricos da CEMIG, que estão atualmente em operação na área de drenagem do reservatório de Três Marias. A Figura 19 ilustra a distribuição espacial desses postos juntamente com as áreas de drenagem existentes a montante do reservatório de Três Marias. A Tabela 04 apresenta o período do histórico disponível para cada posto. Figura 19 – Sub-bacias da área de drenagem de Três Marias com a localização dos postos fluviométricos selecionados ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 34 / 89 b) Análise de correlação e preenchimento de falhas Na sequência, foi realizada uma análise do coeficiente de correlação dos postos fluviométricos selecionados, mostrados na Tabela 05. O preenchimento de falhas dessas séries foi feito a partir de uma correlação múltipla. Vale salientar que, para o preenchimento de falhas dos postos de Porto Pará, Porto Mesquita, Porto Indaiá, Porto das Andorinhas, Ponte Nova do Paraopeba e Iguatama não foram consideradas as informações Ponte dos Vilelas Jusante, devido à quantidade de falhas desse posto (já que nesta análise o dia em que há falhas em qualquer dos postos é desconsiderado) que poderia prejudicar este procedimento. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 35 / 89 Tabela 04 – Postos Fluviométricos da CEMIG em operação na área a montante do reservatório de Três Marias Código 1970 Latitude Longitude Posto 40050004 20°10' 40100001 19°16' 45°43' 45°18' 40800001 19°57' 44°18' 40865001 40130002 40450001 40963000 44°41' 44°37' 45°06' 45°35' 19°10' 20°24' 19°17' 18°41' 1980 1990 Iguatama Porto das Andorinhas Ponte Nova do Paraopeba Porto Mesquita Ponte dos Vilelas Porto Pará Porto Indaiá Período de dados sem falha (dados da Cemig) Período de dados com falha (2 meses ou mais) Período de dados sem falha (dados da ANA) Tabela 05 – Coeficiente de correlação entre os postos fluviométricos P ostos P orto das A ndorinhas P orto Indaiá P orto Mes quita P orto Pará P onte Nova do P araopeba P onte dos Vilelas J usante Iguatam a 2000 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 P orto das A ndorinhas Porto Indaiá P orto Mesquita Porto P ará P onte Nova do P araopeba Ponte dos Vilelas Jusante Iguatam a 1,00 0,67 0,75 0,82 0,67 1,00 0,65 0,70 0,75 0,65 1,00 0,91 0,82 0,70 0,91 1,00 0,67 0,65 0,85 0,83 0,62 0,59 0,69 0,72 0,89 0,71 0,78 0,86 0,67 0,65 0,85 0,83 1,00 0,83 0,76 0,62 0,89 0,59 0,71 0,69 0,78 0,72 0,86 0,83 0,76 1,00 0,71 0,71 1,00 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 36 / 89 6.3 Tratamento da vazão natural No período de 01/janeiro/1987 a 31/dezembro/2001 foi utilizada a série de vazões naturais ao reservatório de Três Marias, definida no projeto de revisão das séries de vazões da bacia do rio São Francisco, desenvolvido pelo ONS (ONS, 2003). Essa série foi determinada através do cálculo do balanço hídrico do reservatório e as vazões diárias afluentes foram calculadas pela desagregação do volume mensal, orientada pela soma das vazões diárias de postos de montante (Porto Pará, Porto Mesquita, Porto das Andorinhas e Porto Indaiá). Para o período posterior, de 01/janeiro/2002 a 31/dezembro/2007, a afluência foi determinada pelo balanço hídrico do reservatório de Três Marias, e a vazão natural obtida pelo processo de modulação, a partir dos postos fluviométricos, com uma média móvel centrada de 5 dias até o limite de 1300 m3/s, limites estes definidos em ONS (2005) e utilizados no processo de consistência das vazões diárias do período de 2002 a 2007. A modulação foi feita seguindo a metodologia usada no projeto de revisão das séries de vazões naturais da bacia do rio São Francisco: o somatório das vazões dos postos fluviométricos bases para a composição da vazão afluente ao reservatório de Três Marias, que corresponde aos postos de Porto Pará, Porto Mesquita, Porto das Andorinhas e Porto Indaiá, são usados como sinal para determinação da vazão incremental não controlada do trecho compreendido entre esses postos fluviométricos e o reservatório. Vale salientar que, esse controle é feito alterando os níveis do reservatório causando, consequentemente, um deslocamento do volume, não sendo alterado o volume total de água do sistema. 6.4 Análise Estatística Na análise estatística trabalhou-se com vazão média diária e precipitação total diária. A determinação da matriz de correlação, do dendograma (agrupamento) e da análise de componentes principais (ACP) foi efetuada através do software Sirius, desenvolvido pela empresa Pattern Recognition Systems (PRS). A precipitação média da área foi calculada através da metodologia do polígono de Thiessen (Figura 20) e pelo método da média aritmética. Para os postos pluviométricos utilizados neste trabalho, observou-se que as duas metodologias de cálculo levaram a valores muito próximos. Por isso, a partir desse ponto, pelas facilidades operacionais, trabalhar-se-á com a chuva média calculada pela média aritmética. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 37 / 89 Figura 20 – Polígono de Thiessen dos postos pluviométricos selecionados A Tabela 06 apresenta a média e o desvio padrão dos dados utilizados. Tabela 06 – Média e desvio padrão dos dados semanais usados Variável Média 3 Desvio Padrão 3 Vazão em Porto Indaiá 34 m /s Vazão em Porto Pará 129 m /s Vazão em Porto Mesquita 121 m /s Vazão em Porto das Andorinhas 215 m /s Vazão em Ponte dos Vilelas Jusante 25 m /s Vazão em Iguatama 145 m /s Vazão em Ponte Nova do Paraopeba 77 m /s Vazão natural de Três Marias 608 m /s 610 m /s 22 mm 30 mm Chuva média da bacia 51 m /s 3 115 m /s 3 123 m /s 3 218 m /s 3 3 3 3 3 3 3 3 27 m /s 3 144 m /s 3 74 m /s 3 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 38 / 89 Função de auto-correlação e correlação cruzada As informações da vazão natural de Três Marias e dos postos fluviométricos da área foram usadas na determinação da auto-correlação e da correlação cruzada, onde a autocorrelação expressa a dependência entre a variável analisada com ela mesma e a correlação cruzada expressa a dependência entre a variável analisada com uma outra variável. A função de auto-correlacão (FAC) e a correlação cruzada são úteis em algumas situações, porque fornecem uma visão de como a dependência da série cai com o ‘lag’ ou separação k entre pontos da série. As Figuras de 21 a 24 mostram os resultados da FAC para as informações da área, onde o lag representa a defasagem temporal da variável, em dias. Figura 21 – FAC dos postos de Porto Indaiá e Porto Mesquita Porto Mesquita 1,20 1,20 1,00 1,00 0,80 0,80 FAC FAC Porto Indaiá 0,60 0,60 0,40 0,40 0,20 0,20 0,00 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 11 12 13 14 15 16 17 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag Lag Figura 22 – FAC dos postos de Ponte Nova do Paraopeba e Ponte dos Vilelas Jusante Ponte dos Vilelas Jusante 1,20 1,20 1,00 1,00 0,80 0,80 FAC FAC Ponte Nova do Paraopeba 0,60 0,60 0,40 0,40 0,20 0,20 0,00 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 39 / 89 Figura 23 – FAC da vazão natural de Três Marias e do posto de Porto das Andorinhas Porto das Andorinhas 1,20 1,20 1,00 1,00 0,80 0,80 FAC FAC Três Marias 0,60 0,60 0,40 0,40 0,20 0,20 0,00 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 1 2 3 4 5 6 7 8 Lag 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag Figura 24 – FAC dos postos de Porto Pará e Iguatama Iguatam a 1,20 1,20 1,00 1,00 0,80 0,80 FAC FAC Porto Pará 0,60 0,60 0,40 0,40 0,20 0,20 0,00 0,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Lag Nas figuras de 21 a 24 observa-se que a partir de 0,6 a FAC começa a ficar constante com a variação do lag. Assim, considerando esse valor de 0,6 como limite da FAC, a Tabela 07 mostra os lags obtidos. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 40 / 89 Tabela 07 – Lags obtidos para FAC máxima de 0,6 Variável Vazão Natural Postos Fluviométricos Lag Três Marias 15 Porto das Andorinhas 17 Porto Indaiá 3 Porto Mesquita 8 Porto Pará 9 Iguatama 20 Ponte Nova do Paraopeba 5 Ponte dos Vilelas 4 As Figuras de 21 a 24 mostram que as séries de vazões naturais apresentam altos valores de correlação para defasagens temporais de até 17 dias, o que mostra que a série não pode ser considerada como uma sequência aleatória. Os gráficos de auto-correlação servem também para verificar a existência de sazonalidade na série. Neste caso, o gráfico de autocorrelação aparece na forma de uma senóide (entre um lag e outro a FAC varia muito). Nessas figuras também se observa que não há sazonalidade marcante, para os lags analisados. Os gráficos de auto-correlação podem ser analisados para verificar se a série pode ser adequadamente modelada por um modelo auto-regressivo linear. Ou seja, se a previsão de um registro pode ser realizada como uma combinação linear dos registros anteriores, o gráfico de auto-correlação aparece como uma reta. Este não é o caso para as séries de vazão, indicando que a modelagem adequada para essas séries pode ser não linear e ainda deve, certamente, contar com informações adicionais que, no caso, deverão vir das informações de precipitação observada e prevista na bacia. Também considerando um limite da correlação cruzada máxima de 0,6, a Tabela 08 mostra os Lags obtidos para a correlação cruzada da vazão natural de Três Marias com os postos fluviométricos. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 41 / 89 Tabela 08 – Lags obtidos para correlação cruzada máxima de 0,6 entre a vazão natural de Três Marias e a variável indicada Variável Postos Fluviométricos Lag (dias) Porto das Andorinhas 27 Porto Indaiá 8 Porto Mesquita 10 Porto Pará 11 Iguatama 26 Ponte Nova do Paraopeba 10 Ponte dos Vilelas 11 A plotagem da correlação cruzada de duas variáveis com o lag apresenta a variação da correlação entre duas séries de acordo com a defasagem de uma delas. O lag está relacionado com a representatividade e a área de drenagem do posto fluviométrico. Assim, analisando a Tabela 8, observa-se que o posto de Porto Indaiá, que é o posto fluviométrico mais próximo do reservatório, tem a menor área de drenagem, quando comparada com os demais postos fluviométricos, e teve o menor lag com a vazão natural de Três Marias, ou seja, depende de sua vazão com uma defasagem de até 8 dias. Os postos de Porto Pará e Ponte dos Vilelas Jusante, Porto Mesquita e Ponte Nova do Paraopeba, estão, aos pares, na mesma sub-bacia (Figura 19) e tiveram o mesmo lag, ou seja, mesmo estando mais próximos ao reservatório os postos de Porto Pará e Porto Mesquita não proporcionaram uma maior defasagem com a vazão natural que o posto de Ponte dos Vilelas Jusante e Ponte Nova do Paraopeba. Observa-se que os lags obtidos para os postos de Porto das Andorinhas e de Iguatama, localizados na mesma sub-bacia, são bem próximos. Esses postos estão no curso principal do rio São Francisco e são os que têm maior representatividade e defasagem temporal com a vazão natural de Três Marias. Variabilidade A Figura 25 mostra uma análise da variabilidade das séries de vazão e chuva. Nela pode-se observar que a vazão natural de Três Marias tem uma variabilidade muito maior do que a dos postos fluviométricos, o que explica a dificuldade de se fazer previsão de vazões para a mesma. Essa variabilidade é causada pela existência do reservatório de Três Marias, e que, mesmo com a aplicação de diversas metodologias para a suavização da vazão natural desse reservatório, ainda permanece parte desta variabilidade, como pode ser observado na Figura 25. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 42 / 89 Figura 25 - Variabilidade das séries Selecte d Objects *102 9.9 Porto das Andorinhas Porto Indaiá Porto Mesquita Porto Pará Ponte Nova do Paraopeba 7.1 Ponte dos Vilelas Iguatama Vazão Natural a Três Marias Chuva Média 4.2 1.4 16/9/2002 7/9/2002 29/8/2002 20/8/2002 11/8/2002 2/8/2002 24/7/2002 15/7/2002 6/7/2002 27/6/2002 18/6/2002 9/6/2002 31/5/2002 22/5/2002 13/5/2002 4/5/2002 25/4/2002 16/4/2002 7/4/2002 29/3/2002 20/3/2002 -1.4 Matriz de correlação A Figura 26 mostra a matriz de correlação dos dados de chuva média e vazão da bacia. Nela pode-se observar que a vazão natural de Três Marias tem uma boa correlação com os postos fluviométricos da bacia, mas não tem uma correlação com a chuva média da bacia. Dentre os postos fluviométricos, Porto Indaiá e Ponte Nova do Paraopeba são os menos correlacionados com os outros postos fluviométricos da bacia. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 43 / 89 Figura 26 – Matriz de correlação Dendograma Na análise de agrupamentos (cluster analysis) a similaridade entre duas amostras pode ser expressa como uma função da distância entre os dois pontos representativos destas amostras no espaço n-dimensional. Existem muitas maneiras de procurar agrupamentos no espaço n-dimensional. A maneira matematicamente mais simples consiste em agrupar os pares de pontos que estão mais próximos, usando a distância euclidiana (equação 4), e substituí-los por um novo ponto localizado na metade da distância entre eles. X 2 ab = n å j =1 ( d aj - d bj ) 2 (4) Este procedimento, quando repetido até que todos os pontos sejam agrupados, leva à construção do dendrograma; onde, no eixo horizontal, são colocadas as amostras e, no eixo vertical, o índice de similaridade (sij) entre os pontos i e j, calculado segundo a seguinte expressão: sij = 1 - d ij (5) d máx onde: dij é a distância entre os pontos i e j e dmáx é a distância máxima entre qualquer par de pontos. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 44 / 89 Os dendrogramas, portanto, consistem em diagramas que representam a similaridade entre pares de amostras (ou grupos de amostras) numa escala que vai de um (identidade) a zero (nenhuma similaridade). A suposição básica de interpretação um dendrograma é: quanto menor a distância entre os pontos, maior a semelhança entre as amostras. Os dendrogramas são especialmente úteis na visualização de semelhanças entre amostras ou objetos representados por pontos em espaço com dimensão maior do que três, onde a representação de gráficos convencionais não é possível (Neto, 1998). Assim, a Figura 27 mostra o dendograma com os dados de chuva média e vazão. Observa-se que as informações dos postos de Porto Pará e Porto Mesquita estão bem agrupadas, e o agrupamento dessas duas variáveis se adere ao agrupamento de Ponte Nova do Paraopeba, e assim por diante. Observa-se que as informações de Porto das Andorinhas se agrupa apenas com o agrupamento de todas as informações dos demais postos de vazão e de precipitação média, e que a vazão natural a Três Marias se agrupa com o agrupamento de todas as demais informações de precipitação e vazão. Figura 27 – Dendograma Scores Euclidian Dendrogram 4 *10 8.0 4.0 Iguatama Porto Pará Ponte Nova do Ppba Object Porto Mesquita Chuva Média Ponte dos Vilelas Porto Indaiá 0.0 Porto das Andorinhas 2.0 Natural a Três Marias Dissimilarity 6.0 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc Created: 06/26/08 10:23:27 45 / 89 Análise de Componentes Principais – ACP A Análise de Componentes Principais (ACP) tem o objetivo de simplificar a estrutura de um conjunto de variáveis e explicar o máximo possível a variância total destas, através da determinação de valores calculados como combinações lineares das variáveis originais. Os Componentes Principais (CP’s) devem ser usados para reduzir a dimensionalidade dos dados e são formados pela transformação de um conjunto de “p” variáveis, em um conjunto de variáveis descorrelatadas. Estas novas variáveis são combinações lineares das variáveis originais e são obtidas em ordem decrescente de importância de tal forma que, por exemplo, o primeiro componente principal é responsável pelo máximo possível da variabilidade total nos dados originais (Cruz e Regazzi, 1997). Os componentes são extraídos na ordem do mais explicativo para o menos explicativo, ou seja, são obtidos em ordem decrescente de máxima variância. Teoricamente o número de componentes é sempre igual ao número de variáveis. Entretanto, alguns poucos componentes são responsáveis por grande parte da explicação total da variância da série. Assim, a Figura 28 mostra a ACP dos dados de chuva média e de vazão da bacia. Foram necessários três componentes para explicar 99,30% da variabilidade de série: a primeira componente explicou 97,1%, a segunda, 1,59% e a terceira, 0,60%. Como na análise do dendograma, observa-se que as informações do posto fluviométrico de Porto das Andorinhas tem um comportamento diferente dos demais da bacia, necessitando de uma parte de uma 2ª componente para explicar a variabilidade de sua série. A Figura 29 mostra um “zoom” da Figura 28, mostrando mais detalhadamente a discretização das componentes 2 e 3. Nela, observa-se que o posto fluviométrico de Porto das Andorinhas é responsável por grande parte da explicação da componente 2, assim como o Posto de Porto Indaiá é responsável por grande parte da explicação da componente 1. Os resíduos são compostos pela variabilidade que as componentes 1, 2 e 3 não foram capaz de explicar e podem ser observados principalmente nos postos de Porto Mesquita, Ponte Nova do Paraopeba, Porto Pará e Iguatama. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 46 / 89 Figura 28 – ACP – análise dos componentes 1, 2 e 3 CP1 = 97,10% CP2 = 1,59% CP3 = 0,60% Total= 99,30% Figura 29 – ACP – análise dos componentes 2 e 3 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 47 / 89 7. Resultados 7.1 Calibração da Rede Neural A previsão de vazões médias diárias ao reservatório de Três Marias, 12 dias à frente, utilizando uma rede NSRBN, foi feita em uma versão modificada do software NeuroHidro, disponível em Valença (2005). Como dados de entrada para as redes neurais, foram consideradas as informações dos postos pluviométricos, fluviométricos e a vazão natural ocorrida do reservatório de Três Marias, com diversas defasagens. No processo de treinamento foi usado o método da Validação Cruzada, onde os dados foram divididos em três grupos: 1. treinamento: período de 1987 a 1997; 2. validação: 1998 a 2002; 3. teste: 2003 a 2007, conforme Figura 30. Salienta-se que, conforme mostrado no item 5, no processo de validação cruzada os pesos são ajustados função dos dados de treinamento, ficando os dados de validação apenas para determinação do momento da parada do treinamento, evitando que a rede neural super ajuste os pesos e não seja capaz de proporcionar bons resultados quando lhe forem apresentados um novo conjunto de dados. Figura 30 – Períodos usados na divisão dos dados em treinamento, validação e teste 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 Treinamento Validação Teste 11 anos 5 anos 5 anos Como métrica de avaliação dos erros para estabelecer o critério de seleção da configuração da rede neural calibrada foram usados o EP, MAPE, MAD, NASH e NASHLOG, conforme formulação abaixo. . EP = 1 N [å ( Z P - Z O ) 2 ] N p =1 1 N MAD = [å Z p - Z O ] N p =1 NASH = 1 - å (log Z i =1... N P - log Z O ) 2 - P - ZO )2 å (Z O - ZO )2 i =1... N 1 N Z p - ZO [å ] * 100 N p =1 Z O NASHLOG = 1 - å (Z i =1... N MAPE = å (log Z O - log Z O ) 2 i =1... N - ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 48 / 89 Onde: Zp representa a variável prevista, Zo a variável observada e N o número total da amostra. Para reduzir a amplitude dos dados de vazão e precipitação e dar a mesma importância aos mesmos, os dados de entrada da vazão natural foram normalizados através da aplicação de logaritmos. Foram estudados diversos casos alterando as variáveis de entrada, os parâmetros do algoritmo (taxa de aprendizagem, semente para geração e momentum) e os critérios de parada (época mínima e época máxima). Nas variáveis de entrada foram testadas diversas configurações de redes neurais, alterando: defasagem das informações de precipitação, da vazão dos postos fluviométricos e da vazão natural ao aproveitamento (1 a 5 dias); inserção e exclusão de postos fluviométricos; agrupamento da previsão de precipitação; agrupamento da previsão por período do ano ou considerando uma unida rede neural para a previsão em todos os meses do ano; entre outras. Conforme citado anteriormente, em todo o processo da validação cruzada (treinamento, validação e teste) foram usados os dados de chuva verificada, considerando que não foi identificado um erro sistemático na chuva prevista e que se fosse utilizada essa informação na calibração do modelo ter-se-ia uma redução na qualidade da previsão de vazões do mesmo. Dentre todos os testes efetuados com as diversas configurações de redes neurais, a que proporcionou melhores resultados foi a calibração de três redes neurais: uma para o período de dezembro a abril, uma para o período de maio a setembro e uma para o mês de outubro. As variáveis de entrada dessas redes estão apresentadas na Figura 31. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 49 / 89 Figura 31 – Dados de entrada das Redes NSRBN selecionadas Onde: t corresponde à variável no dia da previsão, t-1 com um dia de defasagem, t-2 com dois dias de defasagem, assim por diante. Os Postos fluviométricos são: Porto das Andorinhas (And), Porto Indaiá (Ind), Porto Mesquita (Mqt), Porto Pará (Par), Iguatama (Igu), Ponte Nova do Paraopeba (Ppb), Ponte dos Vilelas Jusante (Vil); Pmd representa a chuva média na bacia e Ptm representa a chuva no posto Três Marias (no reservatório); Nat representa a vazão natural verificada no reservatório de Três Marias. A Figura 32 mostra exemplos de saída do processo de calibração da rede neural, tomando como base as redes calibradas para o período de novembro a abril, maio a setembro e para o mês de outubro, conforme detalhado anteriormente na Figura 31. Salienta-se que esses erros obtidos para, por exemplo, os dados de teste equivalem a um erro médio de todo o período (2003 a 2007). ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 50 / 89 Figura 32 – Parâmetros e desvios obtidos na calibração da rede neural 7.2 Testes para o PMO e suas revisões Após serem definidos os pesos/parâmetros da rede neural, conforme apresentado no item 7.1, partiu-se para avaliar essa calibração, tomando como referência o processo do PMO e suas revisões. Ressalta-se que os parâmetros calibrados não foram alterados nessa etapa do processo. Inicialmente foram avaliados os desvios da previsão de vazões considerando a previsão de chuva de três situações distintas: - Utilizando diretamente a chuva prevista pelo modelo ETA; - Utilizando a chuva prevista pelo modelo ETA com remoção do viés (conforme apresentado no item 6.1.d); - Utilizando a precipitação média observada nos postos pluviométricos da bacia. Esta última situação é conhecida como "previsão perfeita" e avalia, de certa forma, as imperfeições da modelagem, que incluem: - Imperfeições na concepção do processo utilizado pelo modelo na transformação de chuva em vazão; - Imperfeições nos valores obtidos para os parâmetros do modelo; e - Imperfeições nos dados básicos de entrada do modelo (precipitação média observada, vazão observada e evapotranspiração potencial estimada). Os resultados obtidos foram avaliados através do MAPE, MAD, NASH ou NASHLOG, conforme formulação mostrada anteriormente. Ressalta-se que os resultados serão apresentados separadamente para o período úmido da área em estudo (novembro a abril) e para o período seco (maio a outubro). A Figura 33 mostra um comparativo dos resultados da previsão 12 dias à frente, para o período úmido, e Figura 34, para o período seco, onde se observa que a remoção do viés da chuva prevista proporciona uma melhora substancial na vazão prevista, tanto nos resultados do período úmido, quanto nos do período seco. Com isso, a partir desse ponto trabalhar-se-á com a chuva prevista sempre com remoção do viés. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 51 / 89 Figura 33 – Comparação dos resultados da previsão 12 dias à frente – período úmido Figura 34 – Comparação dos resultados da previsão 12 dias à frente – período seco ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 52 / 89 As Tabelas de 09 a 12 e as Figuras de 35 a 37 apresentam uma comparação dos resultados obtidos com o modelo estocástico Previvaz (metodologia atual), e com a metodologia de redes neurais NSRBN, considerando a chuva verificada (Neuro3M perfeita) e a chuva prevista com a remoção do viés (Neuro3M P_Prev). Buscando fazer uma comparação entre os modelos com a mesma base de dados, foram reprocessados os modelos PrevivazH, para a previsão de vazões diárias dos três primeiros dias (necessários para fechar a semana operativa) e Previvaz, para a previsão de vazões da primeira semana operativa. A Tabela 09 e a Figura 35 mostram o MAD (em m3/s) e MAPE (em %) para todo o ano, ou seja, considerando o período úmido e o seco, onde se observa que os desvios da previsão obtida com a chuva perfeita são sempre inferiores às obtidas com a chuva prevista (ganho de 4%), que por sua vez são sempre inferiores às elaboradas com a metodologia atual (ganho de 7%). Tabela 09 – Comparação dos resultados obtidos da previsão semanal Ano 2000 2001 2002 2003 2006 2007 Média Metodologia Atual m3/s % 194 27% 122 33% 192 40% 151 26% 180 21% 140 20% 163 28% Neuro3M perfeita m3/s % 95 15% 71 20% 86 22% 68 15% 121 15% 121 16% 94 17% Neuro3M P_Prev m3/s % 132 17% 94 25% 132 25% 102 22% 148 19% 105 18% 119 21% ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 53 / 89 Figura 35 – Comparação dos resultados obtidos da previsão semanal Desvios de Previsão Médio Anual 250 45% 40% 200 35% 30% 150 25% 20% 100 15% 10% 50 5% 0 0% 2000 2001 2002 2003 M eto do lo gia atual m3/s Neuro 3M P _P rev m3/s Neuro 3M perfeita % 2006 2007 M édia Neuro 3M perfeita m3/s M eto do lo gia atual % Neuro 3M P _P rev % Assim, com o uso da metodologia proposta neste trabalho, considerando o período de 2000, 2001, 2002, 2003, 2006 e 2007, o MAPE da previsão de vazão foi reduzido de 28% para 17%, e o MAD de 163 m³/s para 94 m³/s, utilizando-se a previsão perfeita de precipitação. Considerando-se a previsão de precipitação, o MAPE caiu para 21% e o MAD para 119 m³/s. A Figura 36 mostra os ganhos/perdas com a adoção da nova metodologia (Neuro3M, com remoção do viés), em comparação com a metodologia atualmente em uso. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 54 / 89 Figura 36 – Ganhos/Perdas na qualidade dos resultados da previsão de vazões da próxima semana operativa com a adoção da metodologia proposta Análise das perdas/ganhos da m etodologia proposta X m etodologia atual 350% 300% Diferença entre o erro da metodologia atual e do Neuro 3M (%) perda - Metodologia atual melhor que Neuro3M ganho - Neuro3M melhor que metodologia atual 250% 200% 150% 100% 50% 0% 1 11 21 31 41 51 61 71 81 91 101 111 121 131 141 151 161 171 181 191 201 211 221 231 241 251 261 271 281 291 301 -50% -100% -150% A Tabela 10 mostra o MAD (em m3/s) e MAPE (em %) separadamente para o período úmido e para o seco, onde também se observa que, mesmo considerando a chuva prevista, os desvios de previsão são bem inferiores, principalmente no período úmido, aos da metodologia atual. Tabela 10 – Comparação dos resultados da previsão semanal – período úmido e período seco Ano Metodologia atual m3/s % Neuro3M perfeita m3/s % Neuro3M P_Prev m3/s % Per. úmido 308 39% 166 21% 216 27% Per. seco 27 18% 24 13% 28 16% As Tabelas 11 e 12 mostram a distribuição do MAD (em m3/s) e MAPE (em %), respectivamente. As Figuras 37 e 38 mostram um histograma da distribuição desses erros ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 55 / 89 acumulados. Na Tabela 11 e na Figura 37 observa-se que o modelo Neuro3M, com a previsão de chuva perfeita, apresenta melhoras no desempenho, quando comparados com a Metodologia atual, para erros de previsão acima 30 m3/s, e de 90 m3/s. Quando considerada a chuva prevista, ou seja, quando se utiliza a previsão de chuva, o modelo Neuro3M consegue reduzir os grandes erros da previsão da vazão. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 56 / 89 Tabela 11 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos – MAD Bloco Metodologia atual Neuro3M Prev Perf % cumulativo % cumulativo Frequência 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 Mais 0 61 45 18 10 17 12 11 4 9 9 18 7 15 10 7 6 6 8 6 4 4 1 2 2 1 0 1 1 2 2 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0% 20% 35% 41% 44% 50% 54% 58% 59% 62% 65% 71% 73% 78% 81% 84% 86% 88% 90% 92% 94% 95% 95% 96% 97% 97% 97% 97% 98% 98% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 100% 100% 100% 100% 100% Freqüência 0 68 33 40 18 17 8 14 7 4 7 26 12 16 12 6 4 0 3 1 1 1 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0% 23% 33% 47% 53% 58% 61% 66% 68% 69% 72% 80% 84% 89% 93% 95% 97% 97% 98% 98% 98% 99% 99% 99% 99% 99% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Neuro3M P_Prev Frequência 0 64 33 32 17 8 12 12 10 5 11 23 16 14 13 9 4 2 3 3 4 2 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 % cumulativo 0% 21% 32% 43% 48% 51% 55% 59% 62% 64% 68% 75% 80% 85% 89% 92% 94% 94% 95% 96% 98% 98% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 100% 100% 100% 100% 100% 100% ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 57 / 89 Figura 37 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos ERRO ABSOLUTO Histograma - % cumulativo 120% Metodologia atual Neuro3M Prev Perf Neuro3M P_Prev 100% Freqüência 80% 60% 40% 20% 1700 1600 1500 1400 1300 1200 1100 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 80 60 40 20 0 0% 3 Bloco - vazão (m /s) Na Tabela 12 e na Figura 38 observa-se que o modelo Neuro3M com a previsão de chuva perfeita apresenta melhoras no desempenho, quando comparados com a Metodologia atual, para erros de previsão acima de 4%, e de 15%, quando considerada a chuva prevista, ou seja, quando se utiliza a previsão de chuva, o Neuro3M é superior à metodologia atual quando da ocorrência de grandes erros. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 58 / 89 Tabela 12 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos – MAPE Bloco Metodologia atual Frequência 0,00 0,02 0,04 0,06 0,08 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0,60 0,70 0,80 0,90 1,00 1,10 1,20 1,30 1,40 1,50 1,60 1,70 1,80 1,90 2,00 2,10 2,20 5,30 Mais 0 36 25 24 17 21 27 23 15 19 15 14 10 6 15 12 5 3 1 4 2 1 1 0 2 0 1 0 0 1 1 1 0 % cumulativo 0% 12% 20% 28% 34% 41% 50% 57% 62% 69% 74% 78% 81% 83% 88% 92% 94% 95% 95% 97% 97% 98% 98% 98% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 100% 100% 100% Neuro3M Prev Perf Frequência 0 33 33 28 29 28 37 31 16 21 8 10 9 6 1 2 1 4 1 1 0 2 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 % cumulativo 0% 11% 22% 31% 41% 50% 62% 73% 78% 85% 87% 91% 94% 96% 96% 97% 97% 98% 99% 99% 99% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% Neuro3M P_Prev Frequência 0 28 35 21 25 26 32 27 15 19 17 10 16 4 8 4 5 5 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 % cumulativo 0% 9% 21% 28% 36% 45% 55% 64% 69% 75% 81% 84% 90% 91% 94% 95% 97% 98% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 99% 100% 100% 100% 100% 100% ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 59 / 89 Figura 38 – Comparação dos resultados da previsão semanal – frequencia acumulada de acertos ERRO PERCENTUAL Histograma - % cumulativo 120% Metodologia atual Neuro3M Prev Perf Neuro3M P_Prev 100% Freqüência 80% 60% 40% 20% Mais 2,20 2,00 1,80 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,45 0,35 0,25 0,15 0,08 0,04 0,00 0% Bloco - erro % As Figuras de 39 a 44 mostram os resultados obtidos com o modelo Neuro3M, consideração a previsão de precipitação do ETA com a remoção do viés (metodologia proposta), comparados com o verificado e com as previsões calculadas com a metodologia atual, para os anos 2000, 2001, 2002, 2003, 2006 e 2007. Nessas figuras também são apresentadas a previsão de precipitação e a precipitação verificada, ambas acumuladas de 10 dias. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 60 / 89 Figura 39 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2000 Ano 2000 4500 0,0 4000 50,0 3500 100,0 Vazão (m3/s) 150,0 Metodologia Proposta 2500 Verificado 200,0 2000 250,0 Precipitação (mm) Metodologia Atual 3000 1500 300,0 1000 29/12/2000 08/12/2000 17/11/2000 27/10/2000 06/10/2000 15/09/2000 25/08/2000 04/08/2000 14/07/2000 23/06/2000 02/06/2000 12/05/2000 21/04/2000 31/03/2000 10/03/2000 400,0 18/02/2000 0 28/01/2000 350,0 07/01/2000 500 Figura 40 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2001 Ano 2001 0,0 2500 50,0 2000 100,0 Vazão (m3/s) Metodologia Proposta 1500 150,0 Verificado 200,0 1000 250,0 Precipitação (mm) Metodologia Atual 300,0 500 350,0 400,0 28/12/2001 07/12/2001 16/11/2001 26/10/2001 05/10/2001 14/09/2001 24/08/2001 03/08/2001 13/07/2001 22/06/2001 01/06/2001 11/05/2001 20/04/2001 30/03/2001 09/03/2001 16/02/2001 26/01/2001 05/01/2001 0 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 61 / 89 Figura 41 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2002 Ano 2002 4500 0,0 4000 50,0 3500 100,0 Vazão (m3/s) Metodologia Proposta 150,0 Verificado 2500 200,0 2000 250,0 1500 Precipitação (mm) Metodologia Atual 3000 300,0 1000 27/12/2002 06/12/2002 15/11/2002 25/10/2002 04/10/2002 13/09/2002 23/08/2002 02/08/2002 12/07/2002 21/06/2002 31/05/2002 10/05/2002 19/04/2002 29/03/2002 08/03/2002 400,0 15/02/2002 0 25/01/2002 350,0 04/01/2002 500 Figura 42 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2003 Ano 2003 4500 0,0 4000 50,0 3500 100,0 Vazão (m 3/s) 3000 150,0 Metodologia Proposta 2500 Verificado 200,0 2000 250,0 Precipitação (mm) Metodologia Atual 1500 300,0 1000 26/12/2003 05/12/2003 14/11/2003 24/10/2003 03/10/2003 12/09/2003 22/08/2003 01/08/2003 11/07/2003 20/06/2003 30/05/2003 09/05/2003 18/04/2003 28/03/2003 07/03/2003 400,0 14/02/2003 0 24/01/2003 350,0 03/01/2003 500 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 62 / 89 Figura 43 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2006 Ano 2006 0,0 6000 50,0 5000 100,0 Vazão (m3/s) Metodologia Proposta 150,0 Verificado 200,0 3000 250,0 2000 Precipitação (mm) Metodologia Atual 4000 300,0 1000 350,0 400,0 15/12/2006 24/11/2006 03/11/2006 13/10/2006 22/09/2006 01/09/2006 11/08/2006 21/07/2006 30/06/2006 09/06/2006 19/05/2006 28/04/2006 07/04/2006 17/03/2006 0 Figura 44 – Comparação dos resultados da previsão semanal – Ano 2007 Ano 2007 0,0 6000 50,0 5000 100,0 Metodologia Proposta 4000 150,0 Verificado 200,0 3000 250,0 Precipitação (mm) Vazão (m3/s) Metodologia Atual 2000 300,0 1000 350,0 400,0 28/12/2007 07/12/2007 16/11/2007 26/10/2007 05/10/2007 14/09/2007 24/08/2007 03/08/2007 13/07/2007 22/06/2007 01/06/2007 11/05/2007 20/04/2007 30/03/2007 09/03/2007 16/02/2007 26/01/2007 05/01/2007 0 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 63 / 89 A Tabela 13 mostra os resultados obtidos com o modelo Neuro3M, consideração a previsão de precipitação perfeita e considerando a previsão de precipitação do ETA com a remoção do viés (metodologia proposta), para o 1°, 2° e 3° dias de previsão, para a média de todos os anos analisados, para o período úmido e para o período seco. Observa-se que os desvios de previsão efetuados com a precipitação verificada são bem próximos dos desvios da previsão efetuada com a previsão de precipitação, o que mostra que a previsão de precipitação para os primeiros dias têm uma qualidade tal que não interfere na previsão de vazões. Tabela 13 – Comparação dos resultados da previsão diária Antecedência previsão dia 1 dia 2 dia 3 Período Ano Médio Úmido Seco Médio Úmido Seco Médio Úmido Seco Neuro3M P_Perfeita % 13% 12% 14% 14% 15% 13% 16% 18% 14% 3 Abs (m /s) 59 102 20 78 138 23 89 162 23 Neuro3M P_Prev % 13% 12% 14% 15% 16% 13% 16% 20% 13% 3 Abs (m /s) 60 103 21 83 148 23 97 178 22 8. Conclusões e Recomendações O processo atual utilizado para obtenção da previsão de vazões da primeira semana operativa, na bacia do alto São Francisco, é realizado a partir do uso do modelo estocástico univariado Previvaz, que não considera informações de previsão de precipitação e informações de chuva e vazões observadas em estações existentes na bacia. O processo proposto para a previsão de vazões da primeira semana operativa envolve: a utilização do modelo Neuro3M, baseado na técnica de redes neurais, com uso de observações de estações fluviométricas e pluviométricas existentes na bacia; o uso de informações de previsão de precipitação para um horizonte de 10 dias oriundas do modelo numérico de precipitação ETA; e a utilização de séries de vazões naturais ao aproveitamento de Três Marias. O uso de previsões de precipitação traz ganho significativo na qualidade das previsões de vazões. Contudo, foi verificado um viés positivo nas previsões fornecidas pelo modelo ETA (tendência de superestimar os valores da precipitação prevista), sendo desenvolvida, nestes estudos, uma metodologia para identificação e remoção deste viés, que poderá ser avaliada a utilização em qualquer bacia do SIN. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 64 / 89 A comparação entre os desempenhos do processo proposto e do processo atual foi realizada com base em simulações semanais. A partir desta comparação, conclui-se que a aplicação da técnica de redes neurais para a previsão de vazões ao reservatório de Três Marias proporcionou uma diminuição significativa nos desvios de previsão de vazão natural semanal, a saber: - Redução significativa dos erros médios da previsão de vazões e em todos os períodos do ano; e - Redução significativa da ocorrência de grandes erros da previsão, geralmente associadas a não inclusão da variável precipitação em sua modelagem; - Devido à utilização de previsão de precipitação como dado de entrada, não é verificado o “efeito sombra”, ou seja, não é observada defasagem temporal da previsão de vazões. Além disso, a necessidade do uso de observações de estações fluviométricas e pluviométricas na bacia, com a implantação do processo proposto, proporcionará um ganho na qualidade do acompanhamento das condições operativas dos aproveitamentos e das condições hidrológicas da bacia. Desta forma, recomenda-se a utilização do processo proposto nesta nota técnica para a previsão de vazões naturais afluentes ao aproveitamento de Três Marias (1ª semana operativa), que serão utilizadas nos processos do Programa Mensal da Operação (PMO) e suas revisões. Recomenda-se ainda a realização de estudos que contemplem a aplicação da metodologia proposta em outras bacias/aproveitamentos do SIN. 9. Operacionalização do Modelo Neuro3M no ONS Para a operacionalização do modelo Neuro3M são necessárias as seguintes ações: ü Obtenção das informações de precipitação verificada dos postos selecionados (disponibilizado pela CEMIG em área de FTP e em formato definido pelo ONS). Caso algum posto apresente falha, a chuva média da bacia deverá ser calculada desconsiderando o mesmo. ü Obtenção das informações de precipitação prevista, cálculo da precipitação média prevista da bacia (a informação base é obtida no CPTEC) e remoção do viés (item 6.1d); ü Obtenção das informações de vazão dos postos selecionados (disponibilizado pela CEMIG em área de FTP e em formato definido pelo ONS). Caso a informação de algum posto esteja com falha, a mesma deverá ser preenchida com a utilização dos ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 65 / 89 coeficientes de proporcionalidade determinados na análise de regressão múltipla, conforme mostrado no item 6.2b; ü Tratamento da vazão natural de Três Marias, utilizando os postos fluviométricos (item 6.3); ü Execução do modelo Neuro3M (através da interface); ü Configuração e gravação do arquivo contendo a previsão de vazões diárias (para fechamento da semana operativa) e semanal para a próxima semana operativa (média da previsão de vazões diárias); ü 10. Gravação da previsão na Base de Dados Técnica do ONS – BDT. Referências Bibliográficas ALMEIDA, T. A. de; MONTENEGRO, S. M. G. L.; MONTENEGRO, A. A. de A.; OLIVEIRA, O. F. de. 2004. Análise da variabilidade espacial da precipitação da bacia do rio Ipanema, Pernambuco, Brasil. 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Revisão das séries de vazões naturais nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional – SIN. ONS, 2005. NT-076/2005. Processos de consistência e de consolidação de dados hidráulicos, hidrológicos e hidroenergéticos. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 67 / 89 PUC – RIO, 2005. Relatório Final de Metodologia do Projeto PreVIP: Modelo de Previsão de Vazões com Incorporação de Informações de Precipitação. Contrato ONS com consórcio PUC – RIO (2004). TUCCI, C.E. 1993. Livro: Hidrologia: Ciência e Aplicação. VALENÇA, M. J. S. 1999. Análise e projeto de redes neurais com abordagem construtiva para modelagem de sistemas complexos. Tese de Doutorado em ciência da computação. Departamento de Informática – UFPE. VALENÇA, M.; VALENÇA, A. 2005. Modelagem do processo chuva x vazão e vazão x vazão utilizando redes neurais. In: Anais do XVI Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, João Pessoa – PB. VALENÇA, M. J. S. 2005b. Aplicando redes neurais: um guia completo. Editora Livro rápido. Olinda, PE: Ed. Do Autor, 284p. ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 68 / 89 0 ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 1600 Metodologia atual Previvaz Neuro3M Perfeita Neuro3M P_Prev Verif icado 21/12/2001 22/12/2000 08/12/2000 Verificado 24/11/2000 Neuro3M P_Prev 07/12/2001 Neuro3M Perfeita 10/11/2000 Previvaz Metodologia atual 23/11/2001 27/10/2000 13/10/2000 dos 09/11/2001 26/10/2001 29/09/2000 15/09/2000 01/09/2000 18/08/2000 04/08/2000 21/07/2000 comparação 12/10/2001 28/09/2001 14/09/2001 31/08/2001 17/08/2001 03/08/2001 07/07/2000 23/06/2000 da 20/07/2001 06/07/2001 09/06/2000 26/05/2000 12/05/2000 28/04/2000 14/04/2000 31/03/2000 17/03/2000 03/03/2000 18/02/2000 04/02/2000 21/01/2000 07/01/2000 m3/s Resultados 22/06/2001 08/06/2001 25/05/2001 11/05/2001 27/04/2001 13/04/2001 30/03/2001 16/03/2001 02/03/2001 16/02/2001 02/02/2001 19/01/2001 05/01/2001 m3/s ANEXO I modelos 69 / – previsão de vazões para a primeira semana operativa 3000 Ano 2000 2500 2000 1500 1000 500 0 Ano 2001 1800 1400 1200 1000 800 600 400 200 89 0 Previvaz Metodologia atual Neuro3M Perfeita Neuro3M P_Prev Verif icado ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 19/12/2003 20/12/2002 Verificado 06/12/2002 Neuro3M P_Prev 05/12/2003 Neuro3M Perfeita 22/11/2002 08/11/2002 25/10/2002 11/10/2002 27/09/2002 13/09/2002 30/08/2002 16/08/2002 02/08/2002 19/07/2002 05/07/2002 Previvaz Metodologia atual 21/11/2003 07/11/2003 24/10/2003 10/10/2003 26/09/2003 12/09/2003 29/08/2003 15/08/2003 01/08/2003 18/07/2003 04/07/2003 21/06/2002 07/06/2002 24/05/2002 10/05/2002 26/04/2002 12/04/2002 29/03/2002 15/03/2002 01/03/2002 15/02/2002 01/02/2002 18/01/2002 04/01/2002 m3/s 2000 20/06/2003 06/06/2003 23/05/2003 09/05/2003 25/04/2003 11/04/2003 28/03/2003 14/03/2003 28/02/2003 14/02/2003 31/01/2003 17/01/2003 03/01/2003 m3/s Ano 2002 2500 1500 1000 500 0 Ano 2003 2500 2000 1500 1000 500 70 / 89 0 Verificado Previvaz Metodologia atual Neuro3M Perfeita Neuro3M P_Prev Verif icado ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 22/12/2006 Neuro3M P_Prev 21/12/2007 Neuro3M Perfeita 08/12/2006 24/11/2006 10/11/2006 27/10/2006 13/10/2006 29/09/2006 15/09/2006 01/09/2006 18/08/2006 04/08/2006 Previvaz Metodologia atual 07/12/2007 23/11/2007 09/11/2007 26/10/2007 12/10/2007 28/09/2007 14/09/2007 31/08/2007 17/08/2007 03/08/2007 3500 21/07/2006 07/07/2006 23/06/2006 09/06/2006 26/05/2006 12/05/2006 28/04/2006 14/04/2006 31/03/2006 17/03/2006 03/03/2006 17/02/2006 03/02/2006 20/01/2006 06/01/2006 m3/s 3500 20/07/2007 06/07/2007 22/06/2007 08/06/2007 25/05/2007 11/05/2007 27/04/2007 13/04/2007 30/03/2007 16/03/2007 02/03/2007 16/02/2007 02/02/2007 19/01/2007 05/01/2007 m3/s Ano 2006 4000 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Ano 2007 4000 3000 2500 2000 1500 1000 500 71 / 89 ANEXO II Chuva média da bacia para todos os meses do ano (em mm) (período de 1987-2007) – gráfico à esquerda – e erro médio da interpolação (em mm) – gráfico à direita. Janeiro Fevereiro ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 72 / 89 Março Abril ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 73 / 89 Maio Junho Julho ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 74 / 89 Agosto Setembro Outubro ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 75 / 89 Novembro Dezembro ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 76 / 89 ANEXO III Análise de Consistência dos dados pluviométricos através do método do Vetor Regional DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Iguatama 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor POSTO: Iguatama CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 0,9983x 2 R = 0,8597 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 77 / 89 DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Porto das Andorinhas 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor POSTO: Porto das Andorinhas CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 0,9866x 2 R = 0,8958 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 78 / 89 POSTO: Ponte Nova do Paraopeba CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 700 y = 1,0603x 2 R = 0,8683 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Ponte Nova do Paraopeba 35000 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 79 / 89 POSTO: Porto Mesquita CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 500 y = 0,916x 2 R = 0,8458 450 Chuva Mensal no Posto 400 350 300 250 200 150 100 50 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Porto Mesquita 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 80 / 89 POSTO: Ponte dos Vilelas CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 700 y = 0,9556x 2 R = 0,8408 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Ponte dos Vilelas 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 81 / 89 POSTO: Porto Pará CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 0,9378x 2 R = 0,8412 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Porto Pará 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 82 / 89 POSTO: Porto Indaiá CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 700 y = 0,9406x 2 R = 0,8183 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Porto Indaiá 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 83 / 89 POSTO: Fazenda Campo Grande CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 800 y = 1,098x 2 R = 0,8772 700 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Fazenda Campo Grande 35000 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 84 / 89 POSTO: Vargem Bonita CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 800 y = 1,204x 2 R = 0,8537 700 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Vargem Bonita 40000 35000 Chuva Acumulada na Série 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 85 / 89 POSTO: Dores do Indaiá CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 1,0398x 2 R = 0,8939 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: Dores do Indaiá 35000 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 86 / 89 POSTO: SE Pitangui CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 1,041x 2 R = 0,8998 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: SE Pitangui 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 87 / 89 POSTO: UHE Três Marias CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 600 y = 0,9004x 2 R = 0,7953 Chuva Mensal no Posto 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: UHE Três Marias 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 88 / 89 POSTO: UHE Cajuru CORRELAÇÃO COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO 700 y = 0,9205x 2 R = 0,8024 Chuva Mensal no Posto 600 500 400 300 200 100 0 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 500,0 600,0 Chuva Mensal no Vetor DUPLO ACUMULADA COM O VETOR REGIONAL TROCAR POSTO Dados POSTO: UHE Cajuru 30000 Chuva Acumulada na Série 25000 20000 15000 10000 5000 0 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000 Chuva Acumulada no Vetor ONS P:\_DPP\HIDROLOGIA\GPD3\PROJETO UTM\Relatório\NT_051-09_Neuro3M - revisão 1.doc 89 / 89