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www.saberviver.org.br
Uma publicação da Saber Viver Comunicação para profissionais envolvidos na distribuição de anti-retrovirais | Ano 3 | Novembro/Dezembro de 2006
Você tem preconceito?
P
Atitudes preconceituosas comprometem o atendimento nas farmácias
ara o exercício pleno de suas
atividades diárias, o profissional de farmácia – principalmente aquele que lida diretamente
com o público – precisa estar atento
para não deixar que atitudes discriminatórias ameacem a qualidade do
atendimento prestado nas unidades
de saúde.
O alvo do preconceito pode ser
uma pessoa de outra raça, cor ou
nacionalidade ou alguém que professe uma outra religião ou crença.
Há, também, preconceitos contra as
diversas orientações sexuais, contra
aqueles que vêm de classes sociais
distintas e os que realizam determinadas atividades laborais – como os
profissionais do sexo. E ainda existe o preconceito contra os que têm alguma deficiência
física ou são portadores de alguma doença,
como a aids.
Trabalhando com a diversidade
Na ausência de números oficiais sobre o
assunto, vale analisar os dados da pesquisa
feita em Bauru (SP), com 50 pacientes soropositivos, por Mariana Asselli, da Unesp: 11% das
mulheres e 30% dos homens ouvidos revelaram
ter sofrido alguma discriminação por parte
dos profissionais de saúde. Para a assistente
social Mafalda Sparapan, uma das fundadoras
da Associação de Apoio às Pessoas com Aids
de Bauru (Sapab), ONG que atende parte do
público pesquisado, o preconceito existe sim,
e da maneira mais difícil de ser trabalhada:
camuflado. Em sua experiência, ela relata que
muitos profissionais “ainda não estão acostumados a trabalhar com a diversidade”.
A opinião de Mafalda é confirmada pelo
chefe do serviço de farmácia clínica do Instituto
MEDICAMENTOS
Serviço realiza
capacitações para uso
da enfuvirtida
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de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), da
Fundação Oswaldo Cruz, José Liporage Teixeira.
Para ele, o preconceito é fruto do despreparo de
profissionais: “É uma deficiência de currículo. Os
estudantes não são preparados para lidar com o
público”. Defensor da assistência farmacêutica
inclusiva, Liporage reconhece que também
tinha atitudes preconceituosas no início de sua
carreira. “Eu me sentia envergonhado quando
atendia um travesti, alguém que pensava, se
comportava e se vestia diferente”. Hoje, ele
identifica que o preconceito pode se revelar
inclusive nos detalhes. “A gente sempre acha
que é o paciente que tem que se adaptar, e não
o contrário”, diz Liporage
Políticas públicas no combate ao
preconceito
Segundo o coordenador nacional do Programa de Humanização do SUS, Adail Almeida
Rollo, o problema tem sido enfrentado através
da realização de treinamentos que incentivam
EM DESTAQUE
Farmácia em Maceió
implanta Atenção
Farmacêutica
3
os profissionais de saúde a adotar
práticas de acolhimento durante
seus atendimentos, e da implantação de ouvidorias descentralizadas
à disposição do cidadão que foi
mal tratado. Outra frente oficial
de combate ao preconceito é o
Programa de Combate à Violência
e à Discriminação contra Gays,
Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais
(GLTB) e de Promoção da Cidadania
de Homossexuais, chamado Brasil
sem Homofobia. Tatiana Lionço,
consultora técnica do Ministério da
Saúde, revela que o objetivo dessa
iniciativa é conferir visibilidade às
demandas dessa população, transformando-as em pautas da gestão
de políticas públicas de saúde.
No ano passado, o Dia Mundial de Luta Contra Aids teve como tema no Brasil o combate
à discriminação contra os portadores do HIV.
Com o slogan “A vida é mais forte que a aids”,
foram veiculados filmes para TV, cartazes e
folders. A campanha, segundo a coordenação
do Programa Nacional de DST/Aids, foi apenas o
começo de uma série de ações de comunicação
que terão continuidade em 2007. Mariângela
Simão, diretora do PNDST/Aids, destacou a
importância do combate ao preconceito e ao
estigma que envolve a doença: “A discriminação é um dos elementos que mais influenciam
o cotidiano de quem possui o HIV”.
SAIBA+
HumanizaSUS: www.saude.gov.br/humanizasus
Brasil sem Homofobia: www.saude.gov.br
O documento reúne um conjunto de metas para
democratizar o acesso da população GLTB ao
SUS. Neste site, você também encontrará a Carta
dos Direitos dos Usuários da Saúde.
PNDST/Aids: www.aids.gov.br
COMPROMISSO
Farmacovigilância pode
aprimorar assistência e
tratamento
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MEDICAMENTOS
Inibidor de Fusão
Nova classe de anti-retroviral traz esperança para
quem tem múltiplas falhas no tratamento
D
Arquivo pessoal
istribuída gratuitamente pelo SUS
desde maio de 2005, a enfuvirtida,
nome genérico do Fuseon ou T20, é
o único anti-retroviral da classe inibidor de
fusão em uso atualmente. Ele atua bloqueando uma proteína da cápsula do HIV e evita a
fusão do vírus com a célula CD4 do indivíduo
infectado. Utilizada em conjunto com outros
anti-retrovirais, a enfuvirtida é considerada
uma grande esperança para o tratamento
daqueles pacientes que já falharam a diversos esquemas terapêuticos.
são encaminhados os pacientes que vão
iniciar a medicação e cuja unidade de saúde de origem ainda não possui profissional
capacitado para auxiliá-lo. O paciente, além
de ser orientado, realiza a administração de
sua primeira dose (matinal) sob a supervisão de um profissional durante a primeira
semana.
“É muito importante que tanto farmacêuticos quanto enfermeiros recebam esse
treinamento e possam contar com um local
para tirar todas as suas dúvidas. Esse é o objetivo do trabalho realizado no
HESFA”, revela Sérgio Aquino,
coordenador do serviço. Segundo Sérgio, o enfermeiro é
o profissional habilitado para
auxiliar o paciente a administrar a enfuvirtida, mas o
farmacêutico deve conhecer
todos os procedimentos, pois
é esse profissional quem vai
identificar junto com o paciente que tipo de problema
ele está tendo com a medicação. As reações adversas
Sérgio Aquino (à esquerda) e Everaldo dos Santos, respectivamente
ou as que ocorrem no local
coordenador e enfermeiro, membros da equipe que realiza
da injeção devem ser notificapacitações de farmacêuticos e enfermeiros da rede de saúde
pública do estado do Rio de Janeiro para o preparo e a administração cadas em formulário próprio
da enfuvirtida.
da Anvisa, e o paciente deve
ser encaminhado ao médico
Apesar da nova perspectiva que essa meou enfermeiro capacitado, que vai ajudá-lo
dicação trouxe para a terapia contra a aids,
no manejo dos efeitos colaterais e na admitrabalhar a adesão dos usuários não é tarefa
nistração da droga.
fácil, pois a enfuvirtida deve ser administrada
Equipe capacitada e integrada
através de injeções subcutâneas, duas vezes
ajuda na adesão
ao dia. Seu preparo e aplicação demandam
No Centro Municipal de Saúde Lincoln
certo empenho tanto dos pacientes quanto
de Freitas, no Rio de Janeiro, as equipes de
dos profissionais de saúde que o atendem.
enfermagem e farmácia já estão preparaEnfermeiros e farmacêuticos de diversas
das
para auxiliar o usuário da enfuvirtida.
unidades de saúde estão sendo capacitados
A farmacêutica Heloisa Bento fala sobre a
para ensinar os pacientes a preparar e aplicar
importância dessa capacitação: “A enfua medicação, orientando-os para a autoadministração do medicamento.
virtina tem algumas características que a
difere das outras drogas que dispensamos na
Capacitação para auxiliar o
farmácia. A insulina, por exemplo, também é
paciente
aplicada, mas ela já vem pronta; a enfuvirtida
No Hospital Escola São Francisco de Assis
necessita certa técnica para o preparo. Outra
(HESFA), no Rio de Janeiro, há um serviço
diferença é que este anti-retroviral possui
criado especialmente para capacitar enfero descartak – uma caixa para descarte de
meiros e farmacêuticos de toda a rede de
saúde pública do estado no preparo e admaterial pérfuro-cortante que o paciente
ministração da enfuvirtida. Para lá também
leva para casa para descartar os kits usados.
No final do mês, ele tem que retornar a caixa
com o material usado para a unidade, nós o
jogamos no lixo hospitalar e ele recebe um kit
novo. O paciente precisa entender todas as
etapas do processo para a utilização correta
da enfuvirtida, além de conhecer o mecanismo de ação da droga e estar preparado para
as reações adversas e locais”.
Heloisa destaca que o bairro onde o CMS
Lincoln de Freitas está localizado, Santa Cruz,
é muito carente e o nível de compreensão do
paciente não é muito grande. “Mas acho que
se a gente conseguir que o paciente entenda
todo o processo, ele vai ter mais possibilidades de aderir à medicação”, afirma.
Outro fator relevante para a adesão
do paciente é o atendimento prestado
na unidade. “No início, o paciente precisa
fazer algumas aplicações aqui, supervisionado pela enfermagem”, conta Heloisa.
“Mas ele pode voltar a qualquer momento
para tirar dúvidas com a equipe de saúde,
principalmente com os farmacêuticos e
enfermeiros. O médico entra no circuito,
se precisar. Trabalhamos de forma muito
integrada, e o paciente só tem a ganhar”.
SAIBA +
Hospital Escola São Francisco de Assis
Av. Presidente Vargas, 2863 - Rio de Janeiro - RJ
Serviço Ambulatorial Especializado (SAE)
Procurar Sérgio Aquino ou Everaldo dos Santos,
às terças, quartas e quintas.
Informações: [email protected]
Estão programadas, para 2007, diversas
capacitações de enfermeiros e farmacêuticos para
o preparo e a administração da enfuvirtida, com
o objetivo de orientar os pacientes que fazem uso
desse medicamento.
Arquivo pessoal
Profissionais de saúde durante capacitação realizada
em Petrópolis.
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NA PRATELEIRA
EM DESTAQUE
Acompanhamento
Farmacoterapêutico
ENFUVIRTIDA (Fuzeon, T20)
Inibidor de fusão
Apresentação
Frasco-ampola com 108 mg de
enfuvirtida em pó (cada um) + frasco
ampola com diluente (água estéril).
Um dever do farmacêutico, um direito do usuário
Sua equipe é bem grande. Como se
organiza o trabalho na farmácia?
Maria Rose: A equipe se reveza na realização das seguintes atividades: controle
de estoque; elaboração de mapas e boletins exigidos pelo PNDST/Aids; dispensação
de insumos de prevenção e dispensação de
medicamentos – feita exclusivamente pelo
profissional farmacêutico, que confere o
esquema terapêutico, a última data de dispensação e registra todas as informações
em planilha própria do setor. Periodicamente a equipe se reúne para avaliar as
informações contidas na planilha, o que
nos permite acompanhar os pacientes
faltosos, erros de prescrição, falha nas
tomadas dos medicamentos, etc.
Vocês oferecem atendimento individualizado aos pacientes?
A área física da farmácia foi organizada com esse objetivo, para permitir a
realização da dispensação no seu conceito
amplo. Em setembro de 2006, a farmácia implantou a Atenção Farmacêutica
(ATENFAR), baseando-se no Método de
Minnesota – EUA. Foi elaborado um
questionário para levantar as dificuldades
dos pacientes em terapia anti-retroviral e
todos os prontuários foram analisados.
O que é Método Minnesota?
Ele busca detectar e resolver problemas
relacionados a medicamentos através da
intervenção farmacêutica, visando a uma
farmacoterapia racional e a obtenção de
Arquivo pessoal
A
Unidade Dispensadora de
Medicamentos (UDM) do
PAM Salgadinho, em Maceió,
Alagoas é a maior dispensadora de
medicamentos do estado, atendendo diversos Programas de Saúde
(Diabetes, Hipertensão, Homeopatia,
DST/Aids) e especialidades médicas.
Por mês, atende aproximadamente
463 pacientes em DST/Aids. A equipe
de farmácia da unidade conta com
quatro farmacêuticos e dez técnicos
de nível médio. Nessa entrevista, a
farmacêutica Maire Rose de Sousa Silva
conta como funciona o serviço.
Conservação
Maire Rose entre dois farmacêuticos da sua equipe:
Eli Carlos e Georgia
resultados definidos e mensuráveis, voltados para melhoria da qualidade de vida
do paciente. A avaliação de cada caso e
a elaboração de um plano de intervenção
e atenção são feitas por meio do preenchimento de formulários específicos do
método. Como forma de divulgarmos essa
prática, os pacientes acompanhados pela
ATENFAR recebem um cartão tipo aprazamento com o seguinte slogan “Acompanhamento Farmacoterapêutico: Um dever do
Farmacêutico, um direito do usuário”.
Quais as maiores conquistas desse
trabalho?
Nosso trabalho ganhou em eficiência:
o controle efetivo do estoque garante a
regularidade na entrega mensal dos medicamentos, a planilha que acompanha
o tratamento dos pacientes nos permite
monitorar de perto sua adesão e o atendimento individualizado possibilita a identificação de problemas que necessitam
nossa intervenção ou de outros profissionais do serviço. Foram muitas conquistas
também para o profissional farmacêutico:
o paciente passou a nos ver como um aliado no êxito da sua terapia; os profissionais
de saúde aumentaram sua confiança em
nosso trabalho; houve uma maior inserção
do trabalho do farmacêutico na equipe
multidisciplinar e uma grande satisfação
da equipe de farmácia com o “novo modo
de cuidar” dos pacientes.
Temperatura ambiente, entre 15° e 30°C,
protegido da luz e da umidade.
Preparação e aplicação
A medicação contida em cada frascoampola deve ser reconstituída com 1,1
ml de diluente. Desse modo, a solução
conterá 90 mg/ml de enfuvirtida. Com a
seringa para injeção subcutânea, aspirase com cuidado 1ml dessa solução. A
aplicação deve ser feita logo abaixo da
pele do abdômen, da parte anterior das
coxas ou da lateral externa dos braços a
cada 12 horas. É recomendável que haja
um rodízio dos locais de aplicação. O
descarte do material utilizado deve ser
feito no recipiente plástico fornecido pela
unidade de saúde e devolvido à unidade
para completa destruição assim que sua
capacidade máxima for atingida.
Esquemas terapêuticos
Indicada para tratamento de resgate,
como parte de um esquema em que
haja pelo menos um outro medicamento
ativo contra o HIV, demonstrado por
genotipagem.
Possíveis efeitos adversos
No local da injeção: dor, vermelhidão,
endurecimento e coceira. Observou-se
ainda uma incidência aumentada de
pneumonia bacteriana, principalmente
entre os usuários de drogas intravenosas,
os fumantes, os pacientes com história
pulmonar prévia e aqueles com baixo
número de CD4.
Principais interações
A enfuvirtida não interfere com a
atividade das enzimas hepáticas que
metabolizam outros medicamentos,
portanto não se espera interação
significativa com outras substâncias.
Estudos clínicos não demonstraram
interação da enfuvirtida com
outros anti-retrovirais nem
com rifampicina.
Acesse os fascículos
do SOLUÇÃO em
www.saberviver.org.br
SAIBA +
UDM/PAM Salgadinho: Tel (82) 3315 5293
Maire Rose: [email protected]
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DESTAQUE
COMPROMISSO
POR DENTRO
De olho nos medicamentos
Farmacovigilância é
ferramenta essencial
na qualidade do tratamento
S
egundo a Organização Mundial
de Saúde, farmacovigilância reúne
“atividades relativas à identificação,
avaliação, compreensão e prevenção de
efeitos adversos ou qualquer problema possível relacionado com fármacos”. No Brasil, o
uso desta ferramenta é regulamentado pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), que inclui, entre os problemas que
devem ser identificados e solucionados, a
perda de eficácia, os desvios de qualidade e
o uso indevido de medicamentos. Além disso,
ações de farmacovigilância aprimoram as
estratégias nacionais na área de assistência
e tratamento, promovendo melhoria na
qualidade de vida da população.
Foi através da farmacovigilância, por exemplo, que o Ministério da Saúde retirou do Consenso Terapêutico o anti-retroviral zalcitabina
e o uso isolado de saquinavir. Outro resultado
importante verificado com o uso da ferramenta
no país foi a oferta do tratamento da lipodistrofia (redistribuição da gordura corpórea)
para pacientes em uso de ARVs, oferecendo
preenchimento facial com polimetilmetacrilato
pelo Sistema Único de Saúde.
“Por meio da farmacovigilância, podemos manter a qualidade do tratamento e
acompanhar os efeitos negativos que os
anti-retrovirais estão trazendo à população”,
atesta o assessor técnico do Programa Nacional de DST/Aids, Ronaldo Hallal. Segundo o
infectologista, a ferramenta possibilita que se
monitorem, inclusive, critérios de produção e
de acondicionamento dos medicamentos.
Apesar de sua importância na regulação
sanitária, as ações de farmacovigilância
ainda têm pouco alcance no país, alerta a
farmacêutica da Escola Nacional de Saúde
Pública (Fiocruz), Vera Lúcia Luiza. A pesquisadora acredita que, a despeito de o
Brasil contar com um sistema eficiente de
notificação, o mesmo “não conseguiu atrair
o profissional médico”, em parte por falta de
divulgação do próprio sistema, em parte pela
falta de conscientização. Ela informa que
qualquer pessoa pode fazer uma notificação
na página eletrônica da Anvisa (www.anvisa.
gov.br). A diferença, segundo Vera, é que
a confiabilidade das informações é maior
quando estas são prestadas por profissionais
de saúde, garantindo, assim, uma intervenção mais rápida.
Para contornar o problema, Anvisa e
PNDST/Aids vêm se reunindo para ampliar o
sistema de notificações já existente, de modo
a incentivar o maior número de notificações.
Na opinião da pesquisadora da Fiocruz, a
ação do farmacêutico, neste contexto, é
essencial: “O profissional de farmácia é o
elo entre o usuário e o médico. Através dele,
podemos fortalecer esta relação e as próprias
ações de farmacovigilância”.
O que notificar?
Toda suspeita de reação adversa a medicamentos deve ser notificada, em especial
quando se trata de reações graves – óbito,
risco de morte, hospitalização, prolongamento da hospitalização, anomalia congênita e incapacidade persistente ou permanente – e reações não descritas na bula.
Não é necessário ter certeza de que o medicamento é a causa da reação adversa; a
suspeita é suficiente para que se notifique.
Fonte: www.anvisa.gov.br
SAIBA +
Anvisa
www.anvisa.gov.br
OMS
www.who.int/en/
LIVROS
O Exercício do Cuidado
Farmacêutico
Os autores do livro, Roberto J Cipolle, Linda
M Strand e Peter C Morley, cujo título
original é Pharmaceutical Care Practice
(McGraw-Hill Companies, Inc), criaram o
método de Minnesota (detalhes sobre o
método na entrevista da pág. 3).
Veja no site do Conselho Federal de Farmácia
como adquirir o livro: www.cff.org.br link
publicações.
Atenção FarmacêuticaImplantação Passo a Passo
Mariana Linhares Pereira
Faculdade de Farmácia/UFMG, 2005
Boticas & Pharmacias
O autor, historiador e pesquisador da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conta a
história do surgimento das farmácias e dos
primeiros produtos farmacêuticos no Brasil.
Flávio Coelho Edler | Editora Casa das Letras
CURSOS
Especialização em Farmacologia
Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF)
Inscrições a partir de janeiro de 2007
Início em março de 2007
Rua dos Andradas, 96 – 10° andar. Centro
– Rio de Janeiro
Telefax: 21 2263 0791 / 2233 3672
[email protected] / www.abf.org.br
SITES
Portal de Assistência
Farmacêutica
www.opas.org.br/medicamentos
Divulgação de conteúdos e informações
atualizados sobre Assistência Farmacêutica,
Políticas de Medicamentos, Tecnologias em
Saúde e áreas afins. Estão disponíveis para
consulta publicações, notícias, eventos,
trabalhos em andamento e links de interesse.
Pharmabooks
www.pharmabooks.com.br
Livraria virtual com centenas de títulos de
interesse para profissionais de saúde, em
especial farmacêuticos, e com divulgação
de eventos na área.
Mande Sugestões!
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Ano 3 | Nº16 | Novembro/Dezembro de 2006
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Solução é uma publicação da Saber Viver Comunicação (21 2544 5345) | Rua 13 de Maio, 13, sala 1417 - Centro, Rio de Janeiro/RJ
Cep: 20031-901 | Coordenação, edição e reportagem: Adriana Gomez e Silvia Chalub | Reportagem: Adriano De Lavor | Secretária de
redação: Ana Lúcia da Silva | Consultoria lingüística: Leonor Werneck | Foto: Alex Ferro, agência Pedra Viva | Projeto gráfico: Estúdio
Metara (21 22427609) | Conselho editorial: Marília Santini de Oliveira, Sérgio Aquino, José Liporage Teixeira e Paulo Roberto Gomes dos
Santos | Impressão: MCE | Tiragem: 5 mil
22/1/2007 18:51:38
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