Câncer de Próstata Tratamento e prevenção Qualidade de vida Palestra de especialista revela que a prevenção é útil para evitar o problema e facilitar o tratamento E m 8 de junho de 2005, o médico doutor Lísias Nogueira Castilho, membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, proferiu palestra sobre Câncer de Próstata – Tratamento e Prevenção, no Auditório do Edifício João Calvino. Estiveram presentes o doutor Custódio Pereira, diretor-presidente (IPM), que apresentou o palestrante, doutor Gilson Novais, diretor-administrativo-financeiro (IPM), chanceler (UPM), reverendo Augustus Nicodemus Lopes, professor Marcel Mendes, chefe de gabinete do diretor-presidente, além de funcionários. Hothir Marques Ferreira, superintendente de Desenvolvimento Humano (IPM) e organizador do evento, destacou:“A iniciativa tem o objetivo de proporcionar aos colegas de trabalho informações que redundem em qualidade de vida. A prevenção pode ser útil para evitar o problema e facilitar o tratamento adequado. A intenção é proporcionar resultados na vida pessoal e profissional”. O doutor Lísias destacou a importância de iniciativas como essa, de promover a educação na área de saúde e facilitar a qualidade de vida para os funcionários. “Por ser instituição tradicional, ter significativa população entre funcionários, docentes, além de alguns milhares de alunos, o Mackenzie precisa privilegiar programação mínima das formas de câncer. Como membro do Conselho Deliberativo, procuro divulgar a idéia, não só sobre o câncer de próstata, como também de 48 Mackenzie Doutor Lísias Nogueira Castilho diz como é importante fazer a prevenção do câncer de próstata pele e mama, o que será feito no segundo semestre. O processo educativo é importante. É o que leva o indivíduo a fazer a medicina preventiva”, concluiu. Durante a palestra, o médico respondeu a perguntas, esclareceu dúvidas, desfez mitos sobre a doen- ça, procurando conscientizar a todos de que exames preventivos são a melhor maneira de evitar futuras complicações. Houve avanços tecnológicos na área e, com isso, a esperança de cura é cada vez maior, contanto que se faça o check-up anual. Quem fez a palestra Doutor Lísias Nogueira Castilho é graduado pela Faculdade de Medicina (USP), com residência em Cirurgia Geral e Urologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (USP). Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, fez mestrado e doutorado na Unicamp. É professor livre-docente pela Fa- culdade de Medicina (USP), diretor-administrativo da UnimedCampinas e chefe do Serviço de Urologia do Hospital e Maternidade Celso Pierrô, da Faculdade de Ciências Médicas (Pucamp). É presidente do board Luz para o Caminho e membro do Conselho Deliberativo (IPM) e do Conselho Universitário (UPM). Informe especial Conheça sua próstata Lísias Nogueira Castilho * próstata é o órgão da reprodução que só os homens possuem. Ela participa do processo de produção do esperma. Localiza-se na saída da bexiga, é do tamanho de uma azeitona pequena no nascimento e fica mais ou menos assim até a puberdade, quando, sob a influência dos hormônios sexuais, começa a crescer. Ao redor dos 20 anos, ela atinge um volume de 15 a 25 cc – equivale a uma bolinha de pinguepongue – e assim permanece até os 40 anos. Por mecanismos ainda não completamente conhecidos, a próstata começa a crescer a partir dessa idade na maioria dos homens, podendo causar problemas urinários. Pode-se dizer que ela envelhece crescendo ou, dito de outra forma, os “cabelos brancos” da próstata são o seu aumento de volume progressivo e a sua capacidade de comprimir a uretra na saída da bexiga. O crescimento da próstata pode ser de natureza benigna, ao que se dá o nome de HPB – hiperplasia prostática benigna –, ou maligna, o câncer da próstata. Os sintomas que tal crescimento produz são predominantemente urinários: jato urinário fino e interrompido, ardor na uretra, aumento do número de micções durante a noite, gotejamento terminal – vazamento de algumas gotas de urina depois de terminada a micção –, dificuldade de continência, sangramento urinário, imperiosidade – vontade súbita e incontrolável de urinar – e outros. Pela análise dos sintomas não é possível fazer-se a distinção entre câncer e HPB, porque são semelhantes nas duas doenças. Cerca de um em cada 12 homens de mais de 50 anos tem ou terá cân- A cer de próstata, que é o mais comum dos tumores malignos do homem nessa fase da vida e um dos que mais matam. A incidência desse câncer guarda uma relação direta com a idade: quanto mais velho, mais provável o seu aparecimento. Da mesma forma, os filhos ou irmãos de homens com câncer de próstata estão sujeitos a um maior risco, porque nessas famílias existe uma predisposição genética para o câncer de próstata. O tratamento do crescimento benigno da próstata, que é acompanhado de sintomas urinários, pode ser feito por meio de medicamentos, na maioria dos pacientes. Em cerca de 40% dos casos há necessidade de cirurgia, que geralmente tem excelentes resultados, com preservação da potência sexual e da continência urinária. O câncer de próstata inicial pode ser curado por meio de cirurgia radical ou de radioterapia. Já o câncer avançado pode ser controlado com hormônios e quimioterápicos durante alguns anos, mas infelizmente acaba evoluindo para a disseminação e o óbito. Todo homem de mais de 45 anos de idade deve procurar um urologista anualmente, para ser submetido a exames de laboratório e a um exame direto da próstata – o toque retal –, um procedimento rápido, simples e indolor. Ainda não existe qualquer medida preventiva ou medicamento que diminua eficazmente e com poucos efeitos colaterais a probabilidade de ocorrência do câncer de próstata. Existe apenas a possibilidade de seu diagnóstico precoce. * Sobre o doutor Lísias Nogueira Castilho, veja quadro na página ao lado. Sucesso da IV Ecomack Alunos do Mackenzie São Paulo caminham na Serra da Cantareira A coordenação de Educação Física e Esportes do Colégio Presbiteriano Mackenzie São Paulo, juntamente com professores da área, organizou no mês de abril de 2005 a IV Ecomack – caminhada ecológica realizada no Parque Estadual da Cantareira. Segundo a professora Maria Ignez Giandália, coordenadora do Centro de Educação Física e Esportes da Educação Básica, o principal objetivo do evento foi incrementar opções de qualidade de vida, fazendo com que os alunos desfrutem o que a natureza oferece – momentos de lazer, exercícios, relaxamento –, além de cultura e integração social. Durante a Ecomack, alunos, seus parentes e amigos caminharam por 5 km nas trilhas da cachoeira Macuco, participaram de atividades recreativas, visitaram o pequeno museu do Parque e a Casa da Bomba.“Em cada Ecomack procuramos pôr em prática não somente atividades físicas”, explica a professora. Ela prossegue: “A caminhada foi programada dentro de projeto de Educação Física para 2005 – o Ano Internacional do Esporte e da Educação Física, da Unesco, conclui. Alunos, parentes e amigos se reuniram para a IV Ecomack