+ Entrevista: Alumínio deve substituir cobre Montadoras apostam em rodas forjadas de alumínio para veículos de passeio em componentes de eletrônica embarcada Necessidade de aumentar a eficiência de combustível explica mudança + Rodas: Montadoras apostam em rodas forjadas de alumínio para Rodas fundidas de liga leve equipam automóveis; já as rodas forjadas de liga leve são quase que veículos de passeio exclusivas dos veículos comerciais, mais pesados, como caminhões, ônibus e carretas. Até agora + Transportes: foi assim. O custo da produção de unidades forjadas, notadamente mais leves e resistentes Alumínio aumenta capacidade de carga de carretas em 6,5% + Meio Ambiente: Ciclo de vida do alumínio é mais porém mais onerosas, só se justificava em caso de veículos em que a redução de peso tivesse efeitos diretos e evidentes – como aumento de carga –, e nos quais o conjunto pneu-roda fosse regularmente submetido a fortes impactos e grandes esforços de deformação. ecológico que aço e magnésio + Pesquisa: Onde e como pesquisar sobre o Mas os novos paradigmas ambientais das linhas de produção automotiva têm reinventado a roda. alumínio A necessidade premente de fabricar automóveis mais econômicos e com menores índices de + SUV: emissão de poluentes tem invertido o conceito de valor nas montadoras norte-americanas: por lá, Novo Explorer: mais leve e já começa a ser mais barato investir na conformação por forjamento do alumínio para diminuir o econômico com alumínio peso das rodas do que deixar de economizar até 30% de massa (em relação às rodas fundidas) apenas neste componente. “Nos Estados Unidos, a regulamentação do governo prevê que a média de combustível da frota de qualquer montadora atenda a aproximadamente 15 km/litro até 2016. Essa é a força motriz que explica o grande esforço que vem ocorrendo para o uso de rodas forjadas de alumínio em automóveis, que são 20% a 30% mais leves que as rodas fundidas”, conta Joel P. Alent, gerente de contas especiais de produtos de rodas forjadas, da divisão de rodas e produtos de transporte da Alcoa (AlcoaWheel and Transportations Products – AWTP). Recentemente, a Alcoa Automotive Wheels, divisão da AWTP e sediada em Cleveland, Ohio-EUA, foi selecionada pela GM para fornecer rodas forjadas de alumínio para o Cruze Eco 2011, apresentado no Salão do Automóvel de Nova York, em abril desse ano. O carro tem desempenho energético de 17 km/litro e percorre 800 km somente com um tanque de combustível – performance que, segundo a montadora, deve-se principalmente à mudança na aerodinâmica e às rodas mais leves. “A Alcoa trabalhou em estreita colaboração com a General Motors para reduzir o peso da roda do Eco Cruze e, com isso, otimizar ao máximo o consumo de combustível”, contou Brian Thomas, da área de marketing da AWTP. Leveza das rodas forjadas é apontada pela GM como uma das principais causas para o desempenho energético do novo Cruze Eco As rodas forjadas da Alcoa também equipam o Chevy Volt (da GM), compensam o aumento de peso do sistema de powertrain do Vantage V12 (da Aston Martin) – que tem rodas de 19 polegadas –, e colaboram com a redução de 100 kg da nova versão do Murciélago LP 670-4 Super Veloce (SV), da Automobili Lamborghini. Rodas forjadas de alumínio do Chevy Volt, da GM, de 17 polegadas, pesam apenas 6,8 kg cada Se as rodas fundidas em alumínio já trazem muitas vantagens em relação às rodas de aço, as forjadas em alumínio prometem muito mais. “Além de as rodas forjadas serem mais leves que as rodas fundidas, o momento de rotação de massa inercial na forjadas é significativamente menor do que nas rodas fundidas, e isso ocasiona um grande impacto na economia de combustível”, comenta Alent. Segundo Thomas, a cada 45 kg de economia de peso do veículo, gera-se um aumento de 1,5% a 2% na economia de combustível. O Toyota Prius híbrido, por exemplo, tem rodas de alumínio fundido de 15 polegadas que pesam 8,6 kg cada. A roda que a Alcoa desenvolveu para o Volt é muito mais leve - 6,8 kg - apesar de ser maior (17 polegadas). Para Thomas, a dirigibilidade também é benefício adicional à eficiência energética e à redução das emissões de CO2 proporcionadas pelo uso de rodas forjadas. "Se você aumentar um grama da roda, vai aumentar o esforço do motorista e os freios vão sentir. E, à medida que você reduzir o peso não suspenso, melhora o desempenho do veículo”. Sem falar que, como o alumínio dissipa calor muito melhor que o aço, o desgaste dos pneus e lonas de freio são significativamente menores. Por aspectos como esses, o engenheiro afirma: "a roda de aço é base; na sequência vem a roda de alumínio fundido; e depois, a roda de alumínio forjado". Do ponto de vista financeiro, de acordo com Thomas, a fabricação de rodas forjadas passa a ser viável a partir de uma produção de, no mínimo, 5.000 unidades. De acordo com a European Aluminium Association, em 2000, as rodas de alumínio equipavam cerca de 30 a 35% dos veículos de passageiros fabricados na Europa. Nos EUA e no Japão, essa fatia ultrapassava a marca de 50% do mercado. Isso representa mais de 14% do consumo médio de alumínio de um veículo. Nos Estados Unidos, a representatividade das rodas de alumínio, já em 1999, foi de: 82% fundidas e 11% forjadas (incluindo todos os tipos de veículos). Na Europa, a participação das rodas fundidas naquele ano registrou marca superior (mais de 85%), devido ao menor grau de rodas forjadas para caminhões. PROCESSO Etapas de forjamento de rodas de alumínio Rodas forjadas de alumínio são conformadas a partir de um bloco único de metal por forjamento a quente e operações posteriores de tratamento térmico (que maximiza as propriedades de resistência mecânica), usinagem de alta precisão (que assegura que cada roda seja perfeitamente balanceada, eliminando vibrações quando em movimento e garantindo menor desgaste dos pneus e maior conforto ao dirigir) e acabamento (como ataques químicos e pintura). As ligas padrão mais utilizadas são: EN AW-AlSi1MgMn (6082)– na Europa, e AA 6061(AlSiMgCu) – nos Estados Unidos. Os materiais forjados apresentam maior resistência à fadiga em relação aos fundidos devido à ausência de porosidade e à microestrutura mais refinada e homogênea obtida por esse processo. Em termos de acabamento, a microestrutura trabalhada das rodas forjadas permite uma usinagem de alto brilho e o polimento das faces decorativas do cubo e, assim como na fundição, o processo de forjamento garante flexibilidade de design. O forjamento não é limitador de formas arrojadas e designs modernos, mas que, obviamente, existe uma relação entre processo de fabricação, custo e potencial de estilo. Para ver modelos e especificações de rodas forjadas usadas em veículos como Audi A4, Corvette (2000 a 2003) e Bravada (2002-2003), consulte o Manual Técnico da European Aluminium Association. Ao entrar no Manual, clique em “aplicações”, em seguida, em “chassis” e, por fim, em “rodas”.