COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA APOIO À SEP/PR NO PLANEJAMENTO DO SETOR PORTUÁRIO
BRASILEIRO E NA IMPLANTAÇÃO DOS PROJETOS DE INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA
PLANO MESTRE
Porto de
do Forno
SEP
SECRETARIA DE PORTOS
SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – SEP/PR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC
FUNDAÇÃO DE ENSINO DE ENGENHARIA DE SANTA CATARINA – FEESC
LABORATÓRIO DE TRANSPORTES E LOGÍSTICA – LABTRANS
COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA APOIO À SEP/PR NO PLANEJAMENTO DO
SETOR PORTUÁRIO BRASILEIRO E NA IMPLANTAÇÃO
DOS PROJETOS DE INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA PORTUÁRIA
Plano Mestre
Porto do Forno
FLORIANÓPOLIS – SC, ABRIL DE 2014
Plano Mestre
FICHA TÉCNICA – COOPERAÇÃO SEP/PR – UFSC
Secretaria de Portos da Presidência da República – SEP/PR
Ministro – Antônio Henrique Pinheiro Silveira
Secretário Executivo – Eduardo Xavier
Secretário de Políticas Portuárias – Rogério de Abreu Menescal
Diretor do Departamento de Informações Portuárias, Substituto – Marcelus dos Santos
Costa
Gestora da Cooperação – Mariana Pescatori
Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
Reitora – Roselane Neckel
Vice-Reitora – Lúcia Helena Pacheco
Diretor do Centro Tecnológico – Sebastião Roberto Soares
Chefe do Departamento de Engenharia Civil – Antonio Edésio Jungles
Laboratório de Transportes e Logística – LabTrans
Coordenação Geral – Amir Mattar Valente
Supervisão Executiva – Jece Lopes
Coordenação Técnica
Antônio Venicius dos Santos
Fabiano Giacobo
Jonas Mendes Constante
Reynaldo Brown do Rego Macedo
Roger Bittencourt
Equipe Técnica
Alexandre de Oliveira Catão
Alexandre Hering Coelho
André Macan
Porto do Forno
Manuela Hermenegildo
Marcelo Azevedo da Silva
Marcelo Villela Vouguinha
iii
Plano Mestre
Andressa Messias da Silva
Bruno Egídio Santi
Carlos Fabiano Moreira Vieira
Caroline Helena Rosa
Cláudia de Souza Domingues
Cristhiano Zulianello dos Santos
Daiane Mayer
Daniele Sehn
Diego Liberato
Dirceu Vanderlei Schwingel
Diva Helena Teixeira Silva
Dorival Farias Quadros
Eder Vasco Pinheiro
Edésio Elias Lopes
Eduardo Ribeiro Neto Marques
Emanuel Espíndola
Emmanuel Aldano de França Monteiro
Enzo Morosini Frazzon
Eunice Passaglia
Fernanda Miranda
Fernando Seabra
Francisco Horácio de Melo Basilio
Giseli de Sousa
Guilherme Butter Scofano
Hellen de Araujo Donato
Heloísa Munaretto
Jervel Jannes
João Rogério Sanson
Jonatas José de Albuquerque
Joni Moreira
José Ronaldo Pereira Júnior
Juliana Vieira dos Santos
Leandro Quingerski
Leonardo Machado
Leonardo Tristão
Lucas Bortoluzzi
Luciano Ricardo Menegazzo
Luiz Claudio Duarte Dalmolin
Marcos Gallo
Mariana Ciré de Toledo
Marina Serratine Paulo
Mario Cesar Batista de Oliveira
Maurício Araquam de Sousa
Mauricio Back Westrupp
Milva Pinheiro Capanema
Mônica Braga Côrtes Guimarães
Natália Tiemi Gomes Komoto
Nelson Martins Lecheta
Olavo Amorim de Andrade
Paula Ribeiro
Paulo Roberto Vela Júnior
Pedro Alberto Barbetta
Rafael Borges
Rafael Cardoso Cunha
Renan Zimermann Constante
Roberto L. Brown do Rego Macedo
Robson Junqueira da Rosa
Rodrigo Braga Prado
Rodrigo de Souza Ribeiro
Rodrigo Melo
Rodrigo Nohra de Moraes
Rodrigo Paiva
Sérgio Grein Teixeira
Sergio Zarth Júnior
Silvio dos Santos
Soraia Cristina Ribas Fachini Schneider
Stephanie Thiesen
Tatiana Lamounier Salomão
Thays Aparecida Possenti
Tiago Buss
Tiago Lima Trinidad
Victor Martins Tardio
Vinicius Ferreira de Castro
Virgílio Rodrigues Lopes de Oliveira
Yuri Paula Leite Paz
Bolsistas
Porto do Forno
iv
Plano Mestre
Aline Huber
Ana Carolina Costa Lacerda
Carla Acordi
Carlo Sampaio
Daniel Tjader Martins
Daniele de Bortoli
Demis Marques
Edilberto Costa
Emilene Libianco Sá
Fariel André Minozzo
Giulia Flores
Guilherme Gentil Fernandes
Iuli Hardt
Jéssica Liz Dal Cortivo
Juliane Becker Facco
Kinn Hara
Lívia Segadilha
Luana Corrêa da Silveira
Lucas de Almeida Pereira
Luiza Andrade Wiggers
Marina Gabriela Barbosa Rodrigues
Mercadante
Milena Araujo Pereira
Nathália Muller Camozzato
Nuno Sardinha Figueiredo
Priscila Hellmann Preuss
Ricardo Bresolin
Roselene Faustino Garcia
Thaiane Pinheiro Cabral
Thais Regina Balistieri
Vitor Motoaki Yabiku
Wemylinn Giovana Florencio Andrade
Yuri Triska
Coordenação Administrativa
Rildo Ap. F. Andrade
Equipe Administrativa
Anderson Schneider
Carla Santana
Daniela Vogel
Daniela Furtado Silveira
Dieferson Morais
Porto do Forno
Eduardo Francisco Fernandes
Marciel Manoel dos Santos
Pollyanna Sá
Sandréia Schmidt Silvano
Scheila Conrado de Moraes
v
Plano Mestre
Porto do Forno
vi
Plano Mestre
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AAPA
ADA
AHTS
AID
AII
ALERJ
ANTAQ
APA
BNDES
CCOS
CENTRAN
CNT
COMAP
CDRJ
CPRJ
Datamar
DIRAM
DNIT
DNPVN
DRE
DWT
EAR
EIA
ETE
FEESC
GMA
h
HCM
IBAMA
IBGE
ICMBio
IDH
IEAPM
IMO
INEA
IPEA
km
Porto do Forno
American Association of Port Authorities
Área Diretamente Afetada
Anchor Handling Tug Supply
Área de Influência Direta
Área de Influência Indireta
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Área de Proteção Ambiental
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Centro de Controle Operacional e Segurança
Centro de Excelência em Engenharia de Transportes
Confederação Nacional do Transporte
Companhia Municipal de Administração Portuária
Companhia Docas do Rio de Janeiro
Capitania dos Portos do Rio de Janeiro
Maritime Trade Data
Diretoria Ambiental
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis
Demonstração do Resultado do Exercício
Deadweight Tonnage
Estudo de Análise de Riscos
Relatório de Impacto Ambiental
Estação de Tratamento de Esgoto
Fundação de Ensino de Engenharia de Santa Catarina
Gerência de Meio Ambiente
Hora
Highway Capacity Manual
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Índice de Desenvolvimento Humano
Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira
International Maritime Organization
Instituto Estadual do Ambiente
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Quilômetro
vii
Plano Mestre
km2
LabTrans
LO
LOS
m
m2
MMA
MDIC
OSV
PDZ
PGRS
PIB
PNLP
PORTOBRÁS
RESEX
RIMA
RJ
RPPN
SDP
SECEX
SEP/ PR
SIGA
Sisportos
SNV
SWOT
t
TEU
TRB
UC
UFSC
UNCTAD
VMD
Porto do Forno
Quilômetro Quadrado
Laboratório de Transportes e Logística
Licença de Operação
Level of Service
Metro
Metro Quadrado
Ministério do Meio Ambiente
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Offshore Supply Vessel
Plano de Desenvolvimento e Zoneamento
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Produto Interno Bruto
Plano Nacional de Logística Portuária
Empresa dos Portos do Brasil S.A.
Reserva Extrativista
Relatórios de Impactos Ambientais
Estado do Rio de Janeiro
Reserva Particular do Patrimônio Cultural Natural
Sistema de Dados Portuários
Secretaria do Comércio Exterior do MDIC
Secretaria dos Portos da Presidência da República
Sistema Integrado de Gestão Ambiental
Sistema Integrado de Portos
Sistema Nacional de Viação
Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats
Tonelada
Twenty-foot Equivalent Unit
Transportation Research Board
Unidade de Conservação
Universidade Federal de Santa Catarina
United Nations Conference on Trade and Development
Volume Médio Diário
viii
Plano Mestre
APRESENTAÇÃO
O presente estudo trata da atualização do Plano Mestre do Porto do Forno. Este
Plano Mestre está inserido no contexto de um esforço recente da Secretaria de Portos
da Presidência de República (SEP/PR) de retomada do planejamento do setor portuário
brasileiro. Neste contexto está o projeto intitulado “Cooperação Técnica para o Apoio à
SEP/PR no Planejamento do Setor Portuário Brasileiro e na Implantação dos Projetos de
Inteligência Logística Portuária”, resultado da parceria entre a Universidade Federal de
Santa Catarina (UFSC), representada pelo Laboratório de Transportes e Logística
(LabTrans), e a SEP/PR.
Tal projeto representa um avanço no quadro atual de planejamento do setor
portuário, e é concebido de modo articulado com e complementar ao Plano Nacional de
Logística Portuária (PNLP) – também elaborado pela SEP/PR em parceria como
LabTrans/UFSC.
A primeira fase do projeto foi finalizada em março de 2012 com a entrega dos
14 Planos Mestres e a atualização para o Porto de Santos, tendo como base as
tendências e linhas estratégicas definidas em âmbito macro pelo PNLP.
Esta segunda fase do projeto completa a elaboração dos 19 Planos Mestres
restantes, dentre os quais o do Porto do Forno, e a atualização dos resultados dos
Planos Mestres entregues em 2012.
A importância dos Planos Mestres diz respeito à orientação de decisões de
investimento, público e privado, na infraestrutura do porto. É reconhecido que os
investimentos portuários são de longa maturação e que, portanto, requerem avaliações
de longo prazo. Instrumentos de planejamento são, neste sentido, essenciais.
A rápida expansão do comércio mundial, com o surgimento de novos players no
cenário internacional, como China e Índia – que representam desafios logísticos
importantes, dada a distância destes mercados e sua grande escala de operação – exige
que o sistema de transporte brasileiro, especialmente o portuário, seja eficiente e
competitivo.
O planejamento portuário, em nível micro (mas articulado com uma política
nacional para o setor), pode contribuir decisivamente para a construção de um setor
Porto do Forno
ix
Plano Mestre
portuário capaz de oferecer serviços que atendam à expansão da demanda com custos
competitivos e bons níveis de qualidade.
De modo mais específico, o Plano Mestre do Porto do Forno destaca as
principais características do porto, a análise dos condicionantes físicos e operacionais, a
projeção de demanda de cargas, a avaliação da capacidade instalada e de operação e,
por fim, como principal resultado, discute as necessidades e alternativas de expansão do
porto para o horizonte de planejamento de 20 anos.
Porto do Forno
x
Plano Mestre
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.
Cais Comercial e Dolfins Duques D’Alba..................................................................... 2
Figura 2.
Equipamentos disponíveis no Porto ........................................................................... 4
Figura 3.
Conexão com a Hinterlândia ...................................................................................... 5
Figura 4.
Intersecções em nível na BR-101................................................................................ 6
Figura 5.
Trajeto dos caminhões – RJ-140 e conversão para a RJ-124 ...................................... 8
Figura 6.
Divisão de trechos das rodovias na Hinterlândia – Porto do Forno ........................... 9
Figura 7.
Intersecções sinalizadas com semáforo ................................................................... 11
Figura 8.
Vias internas de circulação de caminhões................................................................ 12
Figura 9.
Trajeto dos caminhões carregados com malte no Porto do Forno .......................... 12
Figura 10.
Trajeto dos caminhões carregados com sal no Porto do Forno ............................... 13
Figura 11.
Evolução da movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno – 2003-2012 (t)14
Figura 12.
Operação de descarga de sal .................................................................................... 15
Figura 13.
Sistema de descarregamento e armazenagem de malte ......................................... 15
Figura 14.
Descarregamento de malte através de moega para esteira móvel ......................... 16
Figura 15.
Sistema com duas moegas e esteira móvel para descarregamento de malte ......... 16
Figura 16.
Participação dos produtos movimentados no Porto do Forno em 2012 (observada)
e 2030 (projetada).......................................................................................................................... 19
Figura 17.
Sal – demanda vs capacidade ................................................................................... 21
Figura 18.
Malte – demanda vs capacidade .............................................................................. 22
Figura 19.
Número de atracações offshore – 100% pelo costado............................................. 23
Figura 20.
número de atracações offshore – 100% pela popa .................................................. 23
Figura 21.
BR-101-2 – demanda vs capacidade......................................................................... 24
Figura 22.
RJ-124 – demanda vs capacidade ............................................................................. 24
Figura 23.
Localização do Porto do Forno ................................................................................. 34
Figura 24.
Molhe de brigo do Porto do Forno ........................................................................... 35
Figura 25.
Cais comercial e Dolfins Duques D’Alba ................................................................... 36
Figura 26.
Detalhe do paramento do cais comercial................................................................. 37
Figura 27.
Armazém .................................................................................................................. 39
Figura 28.
Silos........................................................................................................................... 40
Figura 29.
Áreas de pátio........................................................................................................... 41
Figura 30.
Equipamentos disponíveis no Porto ......................................................................... 43
Figura 31.
Conexão com a Hinterlândia .................................................................................... 46
Figura 32.
BR-101 ...................................................................................................................... 46
Porto do Forno
xi
Plano Mestre
Figura 33.
Intersecções em nível na BR-101.............................................................................. 48
Figura 34.
RJ-124 ....................................................................................................................... 49
Figura 35.
Falta de divisor central entre os sentidos – RJ-124 .................................................. 49
Figura 36.
RJ-140 ....................................................................................................................... 50
Figura 37.
Trajeto dos caminhões – RJ-140 e conversão para a RJ-124 .................................... 51
Figura 38.
Situação atual da RJ-140 – trecho pavimentado e trecho em leito natural ............. 52
Figura 39.
Divisão de trechos das rodovias na Hinterlândia do Porto do Forno ....................... 54
Figura 40.
Entorno Portuário ..................................................................................................... 56
Figura 41.
Intersecções sinalizadas com semáforo ................................................................... 57
Figura 42.
Vias internas de circulação de caminhões................................................................ 58
Figura 43.
Trajeto dos caminhões carregados com malte no Porto do Forno .......................... 58
Figura 44.
Trajeto dos caminhões carregados com sal no Porto do Forno ............................... 59
Figura 45.
Evolução da movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno – 2003-2012 (t)61
Figura 46.
Evolução da movimentação de sal no Porto do Forno – 2003-2012 (t) ................... 63
Figura 47.
Operação de descarga de sal .................................................................................... 64
Figura 48.
Evolução da movimentação de malte no Porto do Forno – 2008-2012 (t) .............. 65
Figura 49.
Sistema de descarregamento e armazenagem de malte ......................................... 65
Figura 50.
Descarregamento de malte através de moega para esteira móvel ......................... 66
Figura 51.
Sistema com duas moegas e esteira móvel para descarregamento de Malte......... 66
Figura 52.
Recebimento de resíduos líquidos de embarcação de apoio no cais ...................... 67
Figura 53.
Cenário de expansão com regularização e ampliação do cais comercial e do cais de
apoio
.................................................................................................................................. 86
Figura 54.
Cenário de expansão com píer próximo à marina dos pescadores.......................... 87
Figura 55.
Localização dos tanques de diesel marítimo ............................................................ 88
Figura 56.
Localização dos tanques de fluidos e de diesel ........................................................ 89
Figura 57.
Localização do cais de apoio..................................................................................... 90
Figura 58.
Nova Rota ao Porto .................................................................................................. 91
Figura 59.
Área de influência do Porto do Forno e características econômicas ..................... 101
Figura 60.
Participação dos produtos movimentados no Porto do Forno em 2012 (observada)
e 2030 (projetada)........................................................................................................................ 102
Figura 61.
Demanda observada (2003-2012) e projetada (2013-2030) de importações de sal
no Porto do Forno ........................................................................................................................ 103
Figura 62.
Demanda observada (2008-2012) e projetada (2013-2030) de importações de
malte no Porto do Forno .............................................................................................................. 104
Figura 63.
Localização geográfica de Alto de Cabo Frio. ......................................................... 105
Porto do Forno
xii
Plano Mestre
Figura 64.
Embarcação de apoio marítimo Deep Endeavour, a maior que frequentou o Porto
em 2012
................................................................................................................................ 112
Figura 65.
Sal – demanda vs capacidade ................................................................................. 119
Figura 66.
Malte – demanda vs capacidade ............................................................................ 120
Figura 67.
Número de atracações offshore – 100% pelo Costado .......................................... 122
Figura 68.
Número de atracações offshore – 100% pela Popa ............................................... 122
Figura 69.
BR-101-1– demanda vs capacidade........................................................................ 124
Figura 70.
BR-101-2 – demanda vs capacidade....................................................................... 125
Figura 71.
RJ-124 – demanda vs capacidade ........................................................................... 125
Figura 72.
Estrutura de organização da COMAP ..................................................................... 127
Figura 73.
Organograma do quadro de funcionários do coordenador geral da COMAP ........ 128
Figura 74.
Staff operacional da COMAP .................................................................................. 129
Figura 75.
Encargos Sociais e Trabalhistas .............................................................................. 130
Figura 76.
Histórico Mão de Obra Direta ................................................................................ 130
Figura 77.
Histórico Mão de Obra Indireta.............................................................................. 131
Figura 78.
Comparação entre receita e despesa do Porto do Forno ...................................... 133
Figura 79.
Evolução dos indicadores de liquidez da COMAP .................................................. 135
Figura 80.
Evolução dos indicadores de endividamento da COMAP ...................................... 137
Figura 81.
Evolução da composição do endividamento da COMAP ....................................... 138
Figura 82.
Evolução do giro do ativo COMAP .......................................................................... 139
Figura 83.
Evolução da rentabilidade do patrimônio líquido da COMAP................................ 139
Figura 84.
Evolução da rentabilidade sobre o investimento ................................................... 140
Figura 85.
Receita bruta gerada em 2012 por fator gerador .................................................. 141
Figura 86.
Participação da receita bruta no ano de 2012 ....................................................... 142
Figura 87.
Evolução das receitas por produto ......................................................................... 143
Figura 88.
Somatório da evolução das receitas por produto .................................................. 143
Figura 89.
Fluxograma de seleção do tipo de planilha ............................................................ 159
Figura 90.
Curvas de Fila M/E6/c............................................................................................. 171
Figura 91.
Exemplos de curvas de ajuste em cálculos de capacidade .................................... 173
Figura 92.
Tamanho de navios – exemplo Porto de Vila do Conde......................................... 175
Figura 93.
Nível de serviço para estradas de duas vias da Classe I ......................................... 179
Porto do Forno
xiii
Plano Mestre
Porto do Forno
xiv
Plano Mestre
LISTA DE TABELAS
Tabela 1.
Instalações de armazenagem ..................................................................................... 3
Tabela 2.
Equipamentos do Porto do Forno .............................................................................. 3
Tabela 3.
Condições BR-101-RJ .................................................................................................. 6
Tabela 4.
Condições RJ-124 ........................................................................................................ 7
Tabela 5.
Condições RJ-140 ........................................................................................................ 8
Tabela 6.
Características relevantes da BR-101 e RJ-124........................................................... 9
Tabela 7.
Volumes de tráfego na BR-101 e RJ-124 .................................................................. 10
Tabela 8.
Níveis de serviço em 2012 na BR-101 e RJ-124 ........................................................ 10
Tabela 9.
Movimentações de carga relevantes no Porto do Forno em 2012 (t) ..................... 14
Tabela 10.
Matriz SWOT do Porto do Forno .............................................................................. 17
Tabela 11.
Projeção de demanda de cargas do Porto do Forno entre os anos 2012 (observado)
e 2030 (projetado) – em toneladas ................................................................................................ 19
Tabela 12.
Atracações de navios oceânicos em forno – 2015 a 2030 ....................................... 20
Tabela 13.
Plano de Ações do Porto do Forno ........................................................................... 25
Tabela 14.
Instalações de armazenagem ................................................................................... 38
Tabela 15.
Equipamentos do Porto do Forno ............................................................................ 42
Tabela 16.
Condições BR-101-RJ ................................................................................................ 47
Tabela 17.
Condições RJ-124 ...................................................................................................... 50
Tabela 18.
Condições RJ-140 ...................................................................................................... 51
Tabela 19.
Classificação do nível de serviço............................................................................... 53
Tabela 20.
Trechos e SNVs ......................................................................................................... 54
Tabela 21.
Características relevantes da BR-101 e RJ-124......................................................... 54
Tabela 22.
Volumes de tráfego na BR-101 e RJ-124 .................................................................. 55
Tabela 23.
Níveis de serviço em 2012 na BR-101 e RJ-124 ........................................................ 55
Tabela 24.
Movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno – 2003-2012 (t) ................... 61
Tabela 25.
Movimentações de carga relevantes no Porto do Forno – 2012 (t) ........................ 62
Tabela 26.
Evolução das movimentações de sal no Porto do Forno – 2003-2012 (t)................ 63
Tabela 27.
Evolução das movimentações de malte no Porto do Forno – 2008-2012 (t) .......... 64
Tabela 28.
Indicadores operacionais dos desembarques de sal no Porto do Forno – 2012 ..... 68
Tabela 29.
Indicadores operacionais dos desembarques de malte no Porto do Forno – 2012 69
Tabela 30.
Matriz SWOT do Porto do Forno .............................................................................. 96
Porto do Forno
xv
Plano Mestre
Tabela 31.
Projeção de demanda de cargas do Porto do Forno entre os anos 2012 (observado)
e 2030 (projetado) – em toneladas .............................................................................................. 102
Tabela 32.
Atracações de navios oceânicos em Forno – 2015 a 2030 ..................................... 106
Tabela 33.
Caminhões-tipo ...................................................................................................... 107
Tabela 34.
Volumes diários de caminhões provenientes da movimentação de cargas no Porto
do Forno
................................................................................................................................ 107
Tabela 35.
Projeção da variação do PIB em % ......................................................................... 108
Tabela 36.
VMD horário estimado para os trechos das rodovias BR-101 e RJ-124. ................ 108
Tabela 37.
Perfil da frota de navios que frequentou o Porto do Forno por classe e carga – 2012
................................................................................................................................ 113
Tabela 38.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e produto – 2015
................................................................................................................................ 114
Tabela 39.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e produto – 2020
................................................................................................................................ 114
Tabela 40.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e produto – 2025
................................................................................................................................ 114
Tabela 41.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e produto – 2030
................................................................................................................................ 114
Tabela 42.
Capacidade de movimentação de sal ..................................................................... 116
Tabela 43.
Capacidade de movimentação de malte ................................................................ 116
Tabela 44.
Características relevantes da BR-101 e da RJ-124 .................................................. 118
Tabela 45.
Capacidades de tráfego estimadas das rodovias BR-101 e RJ-124 – em veículos/h ...
................................................................................................................................ 118
Tabela 46.
Projeções do tráfego para as rodovias BR-101 e RJ-124 ........................................ 123
Tabela 47.
Níveis de serviço futuros para as rodovias BR-101 e RJ-124 .................................. 124
Tabela 48.
Gastos com o quadro de pessoal da COMAP ......................................................... 129
Tabela 49.
Composição das receitas e gastos portuários (R$)................................................. 132
Tabela 50.
Receitas e custos unitários ..................................................................................... 134
Tabela 51.
Comparação entre portos da região ...................................................................... 134
Tabela 52.
Comparação com média sem porto incluso ........................................................... 134
Tabela 53.
Plano de ações do Porto do Forno ......................................................................... 146
Tabela 54.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 1 ................................ 161
Tabela 55.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 2 ................................ 163
Tabela 56.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 3 ................................ 164
Tabela 57.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 4 ................................ 165
Porto do Forno
xvi
Plano Mestre
Tabela 58.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 5 ................................ 167
Tabela 59.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 6 ................................ 168
Tabela 60.
Capacidade de um terminal de contêineres – planilha tipo 7................................ 170
Tabela 61.
Capacidade de um terminal de contêineres – planilha tipo 7................................ 172
Tabela 62.
Ajuste devido à largura da faixa e largura do acostamento (fls)............................. 180
Tabela 63.
Ajuste devido à densidade de pontos de acesso (fa) .............................................. 181
Tabela 64.
Ajuste devido ao efeito das zonas de não ultrapassagem (fnp) na velocidade média
de percurso ................................................................................................................................ 182
Tabela 65.
Ajuste devido ao efeito combinado da repartição do tráfego e da porcentagem das
zonas de não ultrapassagem (fd/np) na velocidade média de percurso ........................................ 184
Tabela 66.
Ajuste devido ao tipo de terreno (fg) para determinação da velocidade média de
percurso
................................................................................................................................ 186
Tabela 67.
Ajuste devido ao tipo de terreno (fg) para determinação tempo de percurso com
atraso
................................................................................................................................ 186
Tabela 68.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs para determinação da
velocidade média de percurso ..................................................................................................... 187
Tabela 69.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs para determinação do tempo
de percurso com atraso ............................................................................................................... 187
Tabela 70.
Critérios para definição do nível de serviço em rodovias de múltiplas faixas ....... 189
Tabela 71.
Ajuste devido à largura das faixas flw...................................................................... 190
Tabela 72.
Ajuste devido à desobstrução lateral flc ................................................................. 191
Tabela 73.
Ajuste devido ao tipo de divisor central fM ............................................................ 191
Tabela 74.
Ajuste devido à densidade de pontos de acesso fA ................................................ 191
Tabela 75.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs em segmentos extensos .... 192
Porto do Forno
xvii
Plano Mestre
Porto do Forno
xviii
Plano Mestre
SUMÁRIO
1.
2.
3.
4.
SUMÁRIO EXECUTIVO ........................................................................................ 1
1.1.
Infraestrutura de Cais e Acostagem .................................................................. 1
1.2.
Instalações de Armazenagem ............................................................................ 2
1.3.
Equipamentos Portuários .................................................................................. 3
1.4.
Acesso Marítimo ................................................................................................ 4
1.5.
Acessos Terrestres ............................................................................................. 5
1.6.
Movimentação Portuária ................................................................................. 13
1.7.
Análise Estratégica ........................................................................................... 17
1.8.
Projeção de Demanda...................................................................................... 18
1.9.
Cálculo da Capacidade ..................................................................................... 20
1.10.
Demanda versus Capacidade ........................................................................... 20
1.11.
Programa de Ações .......................................................................................... 25
INTRODUÇÃO ................................................................................................ 27
2.1.
Objetivos .......................................................................................................... 27
2.2.
Metodologia..................................................................................................... 28
2.3.
Sobre o Levantamento de Dados..................................................................... 28
2.4.
Estrutura do Plano ........................................................................................... 30
DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO PORTUÁRIA.............................................................. 33
3.1.
Caracterização do Porto .................................................................................. 34
3.2.
Análise das Operações Portuárias ................................................................... 60
3.3.
Aspectos Ambientais ....................................................................................... 69
3.4.
Estudos e Projetos ........................................................................................... 84
ANÁLISE ESTRATÉGICA..................................................................................... 93
4.1.
Pontos Positivos – Ambiente Interno .............................................................. 94
4.2.
Pontos Negativos – Ambiente Interno ............................................................ 94
4.3.
Pontos Positivos – Ambiente Externo.............................................................. 95
4.4.
Pontos Negativos – Ambiente Externo ............................................................ 95
4.5.
Matriz SWOT .................................................................................................... 96
4.6.
Linhas Estratégicas ........................................................................................... 97
Porto do Forno
xix
Plano Mestre
5.
6.
7.
8.
9.
PROJEÇÃO DE DEMANDA ................................................................................. 99
5.1.
Demanda sobre as Instalações Portuárias ....................................................... 99
5.2.
Demanda sobre o Acesso Aquaviário ............................................................ 106
5.3.
Demanda sobre os Acessos Terrestres .......................................................... 106
PROJEÇÃO DA CAPACIDADE DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS E DOS ACESSOS AO PORTO ...111
6.1.
Capacidade das Instalações Portuárias.......................................................... 111
6.2.
Capacidade do Acesso Aquaviário ................................................................. 117
6.3.
Capacidade dos Acessos Terrestres ............................................................... 117
COMPARAÇÃO ENTRE DEMANDA E CAPACIDADE ...................................................119
7.1.
Instalações Portuárias.................................................................................... 119
7.2.
Acesso Aquaviário .......................................................................................... 123
7.3.
Acessos Terrestres ......................................................................................... 123
ANÁLISE DA GESTÃO PORTUÁRIA ......................................................................127
8.1.
Análise da Gestão Administrativa .................................................................. 127
8.2.
Avaliação Financeira ...................................................................................... 131
CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................................145
REFERÊNCIAS ..............................................................................................................147
ANEXO 1 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA CAPACIDADE DAS INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS ...............153
ANEXO 2 METODOLOGIA DE CÁLCULO DA CAPACIDADE DOS ACESSOS RODOVIÁRIOS ..................177
ANEXO 3 MAPA DAS RESTRIÇÕES AMBIENTAIS DO PORTO DO FORNO .....................................195
ANEXO 4 MAPA DE ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (IMPORTÂNCIA
BIOLÓGICA) .................................................................................................199
Porto do Forno
xx
Plano Mestre
1. SUMÁRIO EXECUTIVO
Este relatório apresenta o Plano Mestre do Porto do Forno, o qual contempla
desde uma descrição das instalações atuais até a indicação das ações requeridas para
que o porto venha a atender, com elevado padrão de serviço, à demanda de
movimentação de cargas projetada para até 2030.
No relatório encontram-se capítulos dedicados à projeção da movimentação
futura de cargas pelo Porto do Forno, ao cálculo da capacidade das instalações atual e
futura do porto, e, finalmente, à definição de ações necessárias para o
aperfeiçoamento do porto e de seus acessos.
Após uma breve introdução feita no capítulo 2, o capítulo seguinte encerra o
diagnóstico da situação atual do porto sob diferentes óticas, incluindo a situação da
infraestrutura e superestrutura existentes, a situação dos acessos aquaviário,
rodoviário e ferroviário, a análise das operações portuárias, a análise dos aspectos
ambientais e, por último, uma descrição de projetos pertinentes às instalações do
porto.
1.1. Infraestrutura de Cais e Acostagem
O Porto do Forno possui 200 metros de cais comercial e três Duques d’Alba
formando mais um berço de 100 metros de extensão. Ao todo, o Porto do Forno conta
com uma área portuária de 76 mil m². A imagem que segue destaca a infraestrutura de
acostagem do porto em questão.
Porto do Forno
1
Plano Mestre
Figura 1.
Cais Comercial e Dolfins Duques D’Alba
Fonte: Acervo próprio; Google Earth; Elaborado por LabTrans
O cais comercial com 200 metros de extensão abriga os berços designados
como 201 e 301 e as profundidades são da ordem de 9,4 metros. A faixa de cais possui
15 metros de largura, defensas do tipo pneus e 8 cabeços de amarração com
espaçamento de 25 metros entre eles.
Os dolfins implantados junto ao molhe de proteção, denominados Duques
D’Alba, são construídos em estacas de concreto e laje, alinhados numa extensão de
100 metros, ligados ao molhe por uma ponte metálica com cerca de 20 metros de
comprimento e 2 metros de largura. Possuem 2 cabeços de amarração nas
extremidades, e a profundidade é de aproximadamente 10 metros.
1.2. Instalações de Armazenagem
Todas as instalações de armazenagem estão dispostas na retaguarda do cais
comercial. A tabela a seguir resume as instalações de armazenagem.
Porto do Forno
2
Plano Mestre
Tabela 1.
Tipo
Instalações de armazenagem
Quantidade
Área total (m²)
Capacidade (t)
Armazém
1
1.106
-
Pátio Coberto
1
567,28
-
Pátio
1
5.700
-
Pátio
1
2.957
-
Pátio
1
3.500
-
Pátio
1
1.250
-
Pátio
1
4.056
-
Silo
6
-
21.000
Fonte: COMAP (2013); Elaborado por LabTrans
1.3. Equipamentos Portuários
A tabela abaixo lista os equipamentos disponíveis no porto.
Tabela 2.
Equipamentos do Porto do Forno
Equipamento
Quantidade
Capacidade Unitária
Obs.:
Guindaste elétrico de pórtico
3
6,3 t
Desativado
Guindaste elétrico de pórtico
1
6,3 t
Desativado
Caçambas (grabs)
6
2 m³
-
Balanças rodoviárias
2
100 t
-
Correia transportadora fixa
1
300 t/h
-
Correias transportadoras móveis
6
300 t/h
-
Elevador de canecas
1
300 t/h
-
Moegas
2
120 t
-
Guindaste sob rodas
2
250 t
-
Guindaste sob rodas
1
50 t
-
Empilhadeira
1
7,5 t
-
Empilhadeira
1
5t
-
Fonte: Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto do Forno (COMAP, 2008); Elaborado
por LabTrans
A figura a seguir ilustra alguns dos equipamentos citados na tabela acima.
Porto do Forno
3
Plano Mestre
Figura 2.
Equipamentos disponíveis no Porto
Fonte: Acervo próprio; Elaborado por LabTrans
1.4. Acesso Marítimo
O acesso marítimo ao porto é franco e é feito através do canal com
3 mil metros de extensão, com largura mínima de mil metros, oferecendo
profundidades mínimas de 10 metros, já próximo ao molhe de proteção (CPRJ, 2013).
O calado de operação dos navios no cais do Porto do Forno, referido ao nível
de baixa-mar média de sizígia, é de 30 pés (9,14 m), de acordo com a Ordem de Serviço
DIRPRE NR. 001/01 da Companhia Municipal de Administração Portuária (COMAP),
datada de 18 de junho de 2001.
Segundo o Roteiro, publicado pela Marinha do Brasil,
Porto do Forno
4
Plano Mestre
“(...) a aproximação, vindo do Norte ou do Sul, é muito facilitada pelo
reconhecimento da ilha do Cabo Frio com seu farol, ambos avistados de grande
distância.
A demanda do local de embarque de prático, no alinhamento ilha do Cabo Frio –
ilha dos Porcos, não apresenta nenhuma dificuldade. No acesso ao porto também
não há perigos a evitar, navegando em profundidades acima de 10 m. O casco
soçobrado junto à ponta d’Água só constitui perigo para quem demanda a enseada
do Forno.
Na manobra de atracação ao berço do molhe de proteção, quando sopram
ventos fortes de NE ou SW deve ser dada a necessária compensação ao caimento
do navio, em função da direção do vento.” (CPRJ, 2013)
1.5. Acessos Terrestres
1.5.1.
Acesso Rodoviário – Hinterlândia
Para se chegar ao Porto do Forno a partir da BR-101, deve-se utilizar a RJ-124,
a qual se encontra, na cidade de São Pedro da Aldeia, com a RJ-140, que leva ao porto.
A figura a seguir ilustra os trajetos das principais rodovias até o porto.
Figura 3.
Conexão com a Hinterlândia
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
5
Plano Mestre
Ao todo a BR-101 possui aproximadamente 600 quilômetros no estado do Rio
de Janeiro, sendo 23,3 km concedidos à CCR Ponte (incluindo 13 km da ponte RioNiterói), 320,1 km à Autopista Fluminense, e o restante como administração pública.
De acordo com o relatório da Pesquisa Confederação Nacional do Transporte
(CNT) de Rodovias (CNT, 2012), a BR-101 no estado do Rio de Janeiro apresenta as
características apresentadas na tabela a seguir.
Tabela 3.
Condições BR-101-RJ
Gestão
Extensão
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Concedida
335 km
Bom
Ótimo
Boa
Boa
Pública
265 km
Regular
Bom
Regular
Regular
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
O trecho, porém, entre Rio Bonito e Silva Jardim é marcado por intersecções
em nível, como a da RJ-140. A figura abaixo ilustra tais intersecções.
Figura 4.
Intersecções em nível na BR-101
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Seria necessário realizar um estudo mais aprofundado para se estimar a
demanda destas intersecções para se observar a real necessidade da construção de um
viaduto. Estas intersecções, entretanto, representam um possível gargalo para o
Porto do Forno
6
Plano Mestre
acesso ao Porto do Forno, principalmente em temporada de veraneio, uma vez que se
trata de uma rota turística bastante demandada.
A rodovia RJ-124, mais conhecida como Via Lagos, é uma rodovia do estado do
Rio de Janeiro que percorre a Região dos Lagos. Com 57 quilômetros de extensão, liga
a cidade de Rio Bonito a São Pedro da Aldeia, sendo que a rodovia é concessionada ao
grupo CCR, que a administra desde 1996. Em toda a sua extensão, a rodovia é
duplicada, porém não possui divisor central entre os sentidos, o que diminui a
velocidade de tráfego e aumenta o risco de acidentes na via.
De acordo com o Relatório da Pesquisa CNT de Rodovias 2012, a RJ-124
apresenta as características mostradas na tabela a seguir.
Tabela 4.
Condições RJ-124
Gestão
Extensão
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Concedida
57 km
Ótimo
Bom
Ótima
Ótima
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
A rodovia RJ-140 é uma rodovia carioca também conhecida como Rodovia da
Integração. Com um total de 80 quilômetros de extensão, a rodovia leva a cidade de
São Pedro da Aldeia à ligação com a RJ-126, entre Correntezas e Silva Jardim.
O trecho que é utilizado pelo fluxo de caminhões gerado pelo porto
compreende um trajeto de 13 km entre as cidades de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia.
A partir de São Pedro da Aldeia, os caminhões convergem para a RJ-106, percorrendo 4
km até o acesso para a rodovia RJ-124, conforme ilustrado pela figura a seguir.
Porto do Forno
7
Plano Mestre
Figura 5.
Trajeto dos caminhões – RJ-140 e conversão para a RJ-124
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Neste trecho da RJ-140, a rodovia é duplicada e possui canteiro central. Por
passar pelas áreas urbanizadas de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, a velocidade
máxima é reduzida, sendo 60 km/h ou 50 km/h em grande parte do trecho. A partir da
intersecção com a RJ-106, entretanto, a rodovia passa a ser em pista simples e suas
condições de tráfego são precárias.
De acordo com o Relatório da Pesquisa CNT de Rodovias 2012, a RJ-140
apresenta as características mostradas na tabela a seguir.
Tabela 5.
Condições RJ-140
Gestão
Extensão Percorrida
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Pública
20 km
Regular
Bom
Regular
Boa
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
A rodovia possui, no total, 48,9 quilômetros pavimentados, sendo os outros
31,3 km em leito natural. A pesquisa da CNT, devido à pequena extensão percorrida,
cerca de um quarto da extensão total, apresenta resultados que não devem ser
considerados para toda a extensão da rodovia.
Com o propósito de avaliar a qualidade do serviço oferecido aos usuários das
vias que fazem a conexão do porto com sua hinterlândia utilizaram-se as metodologias
contidas no Highway Capacity Manual (HCM) (TRB, 2000) que permitem estimar a
Porto do Forno
8
Plano Mestre
capacidade e determinar o nível de serviço (LOS – do inglês Level of Service) para os
vários tipos de rodovias, incluindo intersecções e trânsito urbano, de ciclistas e
pedestres.
As características físicas mais relevantes utilizadas para os cálculos foram
estimadas de acordo com a classificação da rodovia, sendo reproduzidas na tabela a
seguir.
Para melhor análise da BR-101, a mesma foi dividida em trechos, um antes de
Rio Bonito e um depois de Silva Jardim. A próxima figura apresenta os trechos da BR101 e da RJ-124 analisados.
Figura 6.
Divisão de trechos das rodovias na Hinterlândia – Porto do Forno
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Tabela 6.
Características relevantes da BR-101 e RJ-124
CARACTERÍSTICA
BR-101-1
BR-101-2
RJ-124
Duplicada
Simples
Duplicada
Largura de faixa (m)
3,6
3,3
3,3
Largura do acostamento (m)
2,0
3,0
2,8
Largura do acostamento central (m)
2,0
-
-
Tipo de Terreno
Plano
Plano
Ondulado
Distribuição Direcional (%)
50/50
50/50
50/50
80
80
100
Tipo de Rodovia
Velocidade Máxima permitida (km/h)
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
9
Plano Mestre
A próxima tabela mostra os Volumes Médios Diários (VMD) horários,
estimados para a rodovia, em cada trecho avaliado.
Tabela 7.
Volumes de tráfego na BR-101 e RJ-124
Rodovia
BR-101-1
BR-101-2
RJ-124
VMD horário
1.933
649
917
VMD hora pico
3.433
1.152
1.936
Fonte: Elaborado por LabTrans
A próxima tabela expõe os resultados encontrados para os níveis de serviço em
todos os trechos relativos ao ano de 2012.
Tabela 8.
Níveis de serviço em 2012 na BR-101 e RJ-124
Rodovia
Nível de Serviço
Normal
Pico
BR-101-1
C
E
BR-101-2
D
E
RJ-124
B
D
Fonte: Elaborado por LabTrans
1.5.2.
Acesso Rodoviário – Entorno
O entorno portuário do Porto do Forno pode ser considerado a partir da rótula
da Praça Lions Club, na Avenida General Bruno Martins. De acordo com o “Programa
de Adequação do Tráfego Rodoviário de Acesso ao Porto” (COMAP, 2010), o acesso ao
porto é feito a partir da rótula existente na Avenida General Bruno Martins, que se
interliga com a Avenida Governador Leonel de Moura Brizola, seguindo até a Avenida
Luiz Correia, e, por esta, até a Rua Santa Cruz, via que dá acesso às instalações do
porto, com uma extensão total em torno de 1,3 mil metros.
Este trajeto realizado pelos caminhões possui duas intersecções sinalizadas
com semáforos, localizados na figura a seguir.
Porto do Forno
10
Plano Mestre
Figura 7.
Intersecções sinalizadas com semáforo
Fonte: Programa de Adequação do Tráfego Rodoviário de Acesso ao Porto (2010)
Apesar desses fatores, segundo informações do próprio porto, um caminhão
saindo do porto leva de 2 a 3 minutos para chegar à rótula de referência, no encontro
da Avenida Gov. Leonel de Moura Brizola com a Avenida General Bruno Martins.
1.5.3.
Acesso Rodoviário – Vias Internas
De acordo com o PDZ do porto (COMAP, 2008), a área portuária dispõe de
cerca de 1,1 km de vias de circulação interna, pavimentadas em paralelepípedos, à
exceção da entrada, calçada em pavimento asfáltico, com largura de 8 m.
As vias internas de circulação de caminhões do Porto do Forno podem ser
visualizadas na figura a seguir.
Porto do Forno
11
Plano Mestre
Figura 8.
Vias internas de circulação de caminhões
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
Os caminhões de malte fazem o trajeto mostrado na figura abaixo, que ilustra a
localização do carregador utilizado na operação.
Figura 9.
Trajeto dos caminhões carregados com malte no Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
Os caminhões de sal, por sua vez, são carregados diretamente na linha de cais,
com a utilização de moegas. O trajeto desses caminhões é ilustrado na próxima figura.
Porto do Forno
12
Plano Mestre
Figura 10.
Trajeto dos caminhões carregados com sal no Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
1.6. Movimentação Portuária
De acordo com as estatísticas da COMAP, no ano de 2012 o Porto do Forno
movimentou 153.126 toneladas de carga, todas elas de granéis sólidos desembarcados
de navios de longo curso.
A movimentação constou de 99.006 t de sal e 54.120 t de malte.
As referidas estatísticas registram também 191 visitas de embarcações de
apoio a plataformas de petróleo e de pesquisa relacionada com a atividade offshore
em 2012, as quais permaneceram no porto por um total de 2.098 h, ou seja, com uma
média de 14,5 h por atracação.
E no período de julho de 2011 a setembro de 2012 também permaneceu no
porto o dique flutuante espanhol Kugira, no qual foram construídos blocos de concreto
de grandes dimensões para o Porto do Açu em São João da Barra, os quais foram
posteriormente rebocados flutuando para este último porto.
Ao longo do último decênio a movimentação no porto sempre se concentrou
no desembarque de granéis sólidos, ainda que tenha havido movimentações
esporádicas de carga geral em quantidades pouco significativas.
Nesse período a taxa média anual de evolução das quantidades foi negativa,
devido à grande queda ocorrida quando da cessação das atividades da Companhia
Porto do Forno
13
Plano Mestre
Nacional de Álcalis ocorrida em maio de 2006, pois essa empresa recebia volumes
anuais de monta de sal, que era insumo para a produção de barrilha.
Figura 11.
Evolução da movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno –
2003-2012 (t)
Fonte: COMAP (2003-2006 e 2012); ANTAQ (2007-2011); Elaborado por LabTrans
A tabela abaixo apresenta as movimentações de carga ocorridas no Porto do
Forno em 2012, de acordo com os dados da COMAP.
Tabela 9.
Movimentações de carga relevantes no Porto do Forno em 2012 (t)
Carga
Natureza
Navegação
Sentido
Quantidade
Sal
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
99.006
Partic.
Acumul.
64,7%
Malte
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
54.120
35,3%
Fonte: COMAP (2012); Elaborado por LabTrans
A descarga de sal é sempre direta, e é feita pela aparelhagem de bordo
equipada com grab para moega móvel que despeja o produto na carroceria dos
caminhões.
Porto do Forno
14
Plano Mestre
Figura 12.
Operação de descarga de sal
Fonte: ANTAQ
O malte é descarregado por guindaste de bordo, ao qual é acoplado o grab do
operador portuário, que despeja a carga em uma moega. Nesta, a carga é derramada
através de um funil sobre uma esteira transportadora móvel que a leva ao longo do
cais até a transferência para um elevador, que a coloca numa esteira enclausurada
elevada transportando-a até outro elevador, que, por sua vez, leva do sistema de
distribuição aos 6 silos de armazenagem no interior do porto.
Figura 13.
Sistema de descarregamento e armazenagem de malte
Fonte: COMAP
Porto do Forno
15
Plano Mestre
Figura 14.
Descarregamento de malte através de moega para esteira móvel
Fonte: Sindicato dos Estivadores
Figura 15.
Sistema com duas moegas e esteira móvel para descarregamento de
malte
Fonte: Sindicato dos Estivadores
O atual sistema de descarregamento do malte é objeto de críticas da
população que vive no entorno do porto por produzir poeira que causa incômodos
variáveis com a direção e a intensidade do vento.
Em razão disso deverá ser substituído em breve, por outro consistindo de
sugador que despejará o produto em caminhão fechado, o qual então o levará
diretamente para os silos no porto.
Porto do Forno
16
Plano Mestre
1.7. Análise Estratégica
A seguir, no capítulo 4, é apresentada a análise estratégica realizada, na qual
se buscou, essencialmente, avaliar os pontos positivos e negativos do porto, tanto no
que se refere ao seu ambiente interno quanto ao externo e, em seguida, foram
estabelecidas linhas estratégicas que devem nortear o seu desenvolvimento.
A matriz SWOT (do inglês Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats)
do Porto do Forno pode ser vista na próxima tabela.
Tabela 10.
Matriz SWOT do Porto do Forno
Positivo
Ambiente
Interno
Negativo
Capacidade portuária ociosa
A área de expansão do porto é restrita
Áreas disponíveis para diversificação da
atuação do porto
Conflito porto x cidade: a operação de
malte gera profusão de partículas
sólidas
Disponibilidade de estrutura para
tratamento de resíduos oriundos de
plataformas offshore
Baixa diversificação das cargas
movimentadas
Tarifas portuárias geram pouca
receita
Ambiente
Externo
Aumento da demanda por logística de
apoio offshore
Forte concorrência de estruturas de
apoio logístico offshore
O mercado de cervejas artesanais
Fortes restrições ambientais para
ampliação a estrutura do porto
Condições adversas das rodovias que
interligam o porto a sua hinterlândia
Conflito porto x cidade em função dos
acessos
Fonte: Elaborado por LabTrans
Tendo em vista as ameaças identificadas no ambiente competitivo em que o
porto está inserido bem como seus pontos fracos, são propostas as seguintes linhas
estratégicas:

Ampliar as receitas portuárias através do estímulo à movimentação de cargas,
incrementando o tráfego de navios no acesso aquaviário, principalmente de
embarcações de apoio às operações offshore;

Em consonância à linha estratégica anterior, é importante que o porto promova
investimentos em instalações e infraestrutura de modo a oferecer as condições
Porto do Forno
17
Plano Mestre
adequadas para receber operações de apoio logístico offshore e, assim, atrair
novos contratos nesse setor;

Promover melhorias da gestão administrativa do porto, buscando sempre a
profissionalização e treinamento de seus colaboradores;

Investir em sistemas computacionais que proporcionarão melhor desempenho nas
atividades da empresa;

Realizar esforços comerciais a fim de atrair investidores e ampliar a movimentação
de cargas no porto; e

Estimular a eficiência operacional das movimentações realizadas no porto,
respeitando as exigências ambientais.
1.8. Projeção de Demanda
No capítulo 5 são apresentadas as projeções da demanda de movimentação de
cada uma das principais cargas do Porto do Forno. Essas projeções foram feitas após
estudos detalhados envolvendo vários parâmetros macroeconômicos nacionais e
internacionais, questões da logística de acesso ao porto, competitividade entre portos,
identificação das zonas de produção, reconhecimento de projetos que pudessem
afetar a demanda sobre o porto etc.
É importante ressaltar que as projeções feitas estão coerentes com as
projeções do PNLP e a elas se subordinam.
O Porto do Forno localiza-se na região norte da Praia dos Anjos, na cidade de
Arraial do Cabo, no estado do Rio de Janeiro (RJ). Sua área de influência abrange a
microrregião dos Lagos e a microrregião Serrana do estado do Rio de Janeiro.
Em 2010, a região Serrana, onde estão instaladas duas unidades fabris da
Cervejaria Petrópolis, uma no município de Petrópolis e outra em Teresópolis,
alcançou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 10,47 bilhões.
A região de Lagos é considerada uma das mais propícias para o extrativismo
salino no país, atrás apenas das salinas localizadas no estado do Rio Grande do Norte.
Em 2010, os municípios desta região somaram um PIB de R$ 11,586 bilhões.
A movimentação das principais cargas do Porto do Forno, transportadas em
2012, está descrita na tabela a seguir. Apresentam-se, também, os resultados das
Porto do Forno
18
Plano Mestre
projeções de movimentação até 2030, estimadas conforme a metodologia discutida na
seção 5.1.1.
Tabela 11.
Projeção de demanda de cargas do Porto do Forno entre os anos 2012
(observado) e 2030 (projetado) – em toneladas
Produto
Natureza de Carga
Navegação
Sentido
2012
2015
2020
2025
2030
Sal
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
99.006
114.736
126.525
133.813
139.102
Malte
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
54.120
93.774
100.000
100.000
100.000
153.126
208.510
226.525
233.813
239.102
Total
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX; Elaborado por LabTrans
Figura 16.
Participação dos produtos movimentados no Porto do Forno em 2012
(observada) e 2030 (projetada)
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX ; Elaborado por LabTrans
Como pode ser visto na tabela anterior, o Porto do Forno movimentou, em
2012, 153 mil toneladas, sendo 99 mil correspondentes à importação de sal e 54 mil de
importações de malte.
Até 2030, espera-se um crescimento de 56%, com uma taxa anual de 1,6% em
média. Assim, ao final do período projetado, a demanda deve ser de aproximadamente
239 mil toneladas.
Espera-se um crescimento maior do malte, em relação ao sal. Sendo assim, o
malte deve ganhar participação da movimentação total do porto, de 35% em 2012
para 42% em 2030, enquanto o sal passa de 65% para 58%.
Considerando-se as projeções de demanda apresentadas nos itens anteriores
e, também, as expectativas de evolução da frota que frequentará o porto nos anos
futuros, foi possível elaborar a tabela abaixo contendo as estimativas do número de
Porto do Forno
19
Plano Mestre
atracações de navios oceânicos que serão requeridas para atender às movimentações
projetadas.
Tabela 12.
Atracações de navios oceânicos em forno – 2015 a 2030
Carga
2015
2020
2025
2030
Sal
6
6
6
7
Malte
11
12
12
12
Total
17
18
18
19
Fonte: Elaborado por LabTrans
1.9. Cálculo da Capacidade
A capacidade de movimentação no cais foi calculada com o concurso de uma
planilha do tipo 3 referida na metodologia de cálculo constante no Anexo 1 deste
plano.
Em todos os cálculos foi considerado que o porto dispõe de um só berço.
A planilha calcula as capacidades referentes às cargas movimentadas, assim
como calcula o número de horas de utilização dos berços em função da projeção da
movimentação de cada carga.
1.10. Demanda versus Capacidade
No capítulo 7 é feita a comparação entre as demandas e as capacidades atuais
tanto das instalações portuárias quanto dos acessos terrestres e aquaviário. No que diz
respeito às instalações portuárias, a comparação foi feita para cada carga
movimentada no Porto do Forno e também foi realizada uma análise do atendimento
aos supply boats. Os resultados estão apresentados a seguir.
1.10.1. Sal
A próxima figura representa a comparação entre a demanda e a capacidade de
movimentação de sal no Porto do Forno.
Porto do Forno
20
Plano Mestre
Figura 17.
Sal – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Portanto, a capacidade superará em muito a demanda projetada, levando à
conclusão de que o padrão de serviço será ainda maior do que o especificado nos
cálculos da capacidade. Ou seja, o índice de ocupação do cais será bem menor do que
os 65% considerados nos cálculos.
1.10.2. Malte
A figura seguinte mostra a comparação entre a demanda e a capacidade de
movimentação de malte.
Porto do Forno
21
Plano Mestre
Figura 18.
Malte – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Observa-se que a capacidade será bastante superior à demanda projetada,
levando à conclusão, à semelhança do caso do sal, de que o padrão de serviço será
ainda maior do que o especificado nos cálculos da capacidade.
1.10.3. Offshore
À vista da evidente capacidade ociosa do cais, faz sentido disponibilizar esta
ociosidade para as operações das embarcações empregadas nas atividades de
exploração offshore de petróleo, como já acontece no Porto do Forno.
Para se estimar quantas atracações o Porto do Forno poderá oferecer às
embarcações offshore, sem prejuízo nas operações das cargas, foi admitido que a
demanda em Forno seja preponderantemente (90%) de atracações de Offshore Supply
Vessels (OSV) e somente 10% serão de Anchor Handling Tug Supply (AHTS).
Isso posto, a próxima figura ilustra o número de atracações possíveis em
Forno, caso todas as atracações sejam realizadas pelo costado.
Porto do Forno
22
Plano Mestre
Figura 19.
Número de atracações offshore – 100% pelo costado
Fonte: Elaborado por LabTrans
Se, ao contrário, todas forem realizadas pela popa, o número de atracações
será conforme apresentado na figura seguinte.
Figura 20.
número de atracações offshore – 100% pela popa
Fonte: Elaborado por LabTrans
Assim sendo, no longo prazo, o número de atracações de OSV estará contido
entre 350 e 713 dependendo da forma de atracação. Para AHTS, no entanto, os
números de atracações serão de 39 a 80.
Porto do Forno
23
Plano Mestre
1.10.4. Acessos Terrestres
Com relação aos acessos terrestres, foram elaborados gráficos comparando a
demanda com a capacidade das rodovias BR-101 e RJ-124, apresentados a seguir.
Figura 21.
BR-101-2 – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Situação semelhante ocorre no trecho 2 da BR-101. Isso se deve
majoritariamente ao fato de esta ser uma rodovia de pista simples. Ao que esta análise
indica, a duplicação desse trecho da BR-101 faz-se necessária.
A figura a seguir trata da RJ-124.
Figura 22.
RJ-124 – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
24
Plano Mestre
Mesmo sendo uma rodovia duplicada, a RJ-124 terá sua capacidade
ultrapassada nos horários de pico em 2020. Por ser uma rodovia que possui
características sazonais, o volume de tráfego aumenta no verão, o que pode causar
uma série de congestionamentos, situação que está refletida nos níveis de serviço
observados atualmente e no futuro.
No que tange à comparação entre a demanda e a capacidade do acesso
rodoviário ao entorno do Porto do Forno, não estão disponíveis dados que permitam
uma análise de forma quantitativa. No entanto, por uma análise qualitativa somada
aos resultados da seção 5.3.1.2 – Entorno Portuário, é possível perceber que a
concentração de veículos de carga quando há desembarque de sal no porto é
significativa, tendo em vista as atuais condições dos acessos ao entorno do porto.
Dessa forma, destaca-se que o impacto gerado pelo tráfego portuário, nesses
períodos, afeta significativamente a dinâmica do tráfego urbano.
1.11. Programa de Ações
Finalmente, no capítulo 9 apresenta-se o Programa de Ações que sintetiza as
principais intervenções que deverão ocorrer no Porto do Forno e seu entorno para
garantir o atendimento à demanda com elevado padrão de serviço. Esse programa de
ações pode ser visto na próxima tabela.
Tabela 13.
Plano de Ações do Porto do Forno
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
25
Plano Mestre
Porto do Forno
26
Plano Mestre
2. INTRODUÇÃO
A dinâmica econômica atual exige que esforços de planejamento sejam
realizados no sentido de prover aos setores de infraestrutura as condições necessárias
para superar os desafios que lhes vêm sendo impostos, seja no que se refere ao
atendimento à demanda, cujas expectativas apontam para a continuidade do
crescimento, seja quanto à sua eficiência, fundamental para manter a competitividade
do país a qualquer tempo, em particular nos de crise.
Nesse contexto, o setor portuário é um elo primordial, uma vez que sua
produtividade é um dos determinantes dos custos logísticos incorridos no comércio
nacional e internacional.
Com base nesse cenário foi desenvolvido o Plano Mestre do Porto do Forno.
Para tanto, inicialmente, caracterizou-se a situação atual do porto; em seguida,
realizou-se uma projeção da demanda de cargas e uma estimativa da capacidade de
movimentação de suas instalações, resultando na identificação da necessidade de
melhorias operacionais, de eventuais novos equipamentos portuários e, finalmente, de
investimentos requeridos em infraestrutura.
De posse dessas informações, é possível identificar, para um horizonte de 20
anos, as necessidades de investimento em relação à sua pertinência com as linhas
estratégicas traçadas para o porto.
O Plano Mestre envolve, ainda, um estudo tarifário e a análise do modelo de
gestão com o intuito de verificar o equilíbrio econômico-financeiro do porto no futuro.
2.1. Objetivos
Este documento apresenta o Plano Mestre do Porto do Forno. Durante sua
elaboração foram considerados os seguintes objetivos específicos:

A obtenção de um cadastro físico atualizado do porto;

A análise dos seus limitantes físicos e operacionais;

A projeção da demanda prevista para o porto em um horizonte de 20 anos;
Porto do Forno
27
Plano Mestre

A projeção da capacidade de movimentação das cargas e eventuais necessidades
de expansão de suas instalações ao longo do horizonte de planejamento;

A proposição das melhores alternativas para superar os gargalos identificados para
a eficiente atividade do porto; e

A análise do modelo de gestão e da estrutura tarifária praticada atualmente pelo
porto.
2.2. Metodologia
O presente plano é pautado na análise quantitativa e qualitativa de dados e
informações.
Sob esse aspecto, depreende-se que o desenvolvimento do plano obedece a
uma metodologia científico-empírica, uma vez que através dos conhecimentos
adquiridos a partir da bibliografia especializada, cujas fontes foram preservadas, e
também do conhecimento prático dos especialistas que auxiliaram na realização dos
trabalhos, foram analisadas informações do cotidiano do porto, assim como dados que
representam sua realidade, tanto comercial quanto operacional.
Sempre que possível foram utilizadas técnicas e formulações encontradas na
literatura especializada e de reconhecida aplicabilidade à planificação de instalações
portuárias.
2.3. Sobre o Levantamento de Dados
Para a realização das atividades de levantamento de dados, fez-se uso de
diversas fontes e referências com o objetivo de desenvolver um plano completo e
consistente.
Dados primários foram obtidos através de visitas de campo, entrevistas com
agentes envolvidos na atividade portuária e, também, através do levantamento
bibliográfico, incluindo informações disseminadas na internet.
Dentre os principais dados utilizados, destacam-se os fornecidos pela
Autoridade Portuária em pesquisa de campo realizada por equipe especializada, cujo
foco foi a infraestrutura, a administração e as políticas adotadas pelo porto.
Porto do Forno
28
Plano Mestre
Houve acesso a informações oriundas da administração do porto, como por
exemplo, as contidas no PDZ, o qual demonstra, através das plantas da retroárea e dos
terminais do porto, como os terminais e pátios estão segregados e fornecem uma
visão futura destes.
Para a análise das condições financeiras, foram utilizados demonstrativos
financeiros da entidade, tais como os Demonstrativos de Receitas, complementados
com alguns relatórios anuais da gerência do porto disponibilizados pela Companhia
Municipal de Administração Portuária (COMAP), Autoridade Portuária do Porto do
Forno.
Trabalhou-se, ainda, com as legislações nacional, estadual e municipal
referentes ao funcionamento do porto, bem como aquelas que tratam de questões
ambientais. Por outro lado, foram abordados, também, os pontos mais importantes
que constam nos Relatórios de Impactos Ambientais (RIMA) e nos Estudos de Impactos
Ambientais (EIA) (2009) já realizados para projetos na área do porto.
Além disso, através da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), vinculada ao
Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), foi possível o acesso aos
dados a respeito da movimentação de cargas importadas e exportadas pelo porto,
desde o ano de 1997 até o ano de 2012, que serviram, principalmente, como base para
a projeção da demanda.
Com os dados disponibilizados pela SECEX, foram obtidas informações a
respeito dos países de origem e/ou destino das cargas movimentadas, bem como aos
estados brasileiros que correspondiam respectivamente à origem ou ao destino da
movimentação das mercadorias.
Tais dados foram de suma importância para os estudos sobre a análise de
mercado, projeção da demanda futura e análise da área de influência comercial
referente à infraestrutura regional, considerando os devidos ajustes e depurações de
tais informações.
Com relação às informações sobre os volumes e valores envolvidos nas
operações de importação e exportação do porto, além dos dados da SECEX, fez-se uso
de informações provenientes da United Nations Conference on Trade and Development
Porto do Forno
29
Plano Mestre
(UNCTAD) e de dados disponibilizados pela Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (ANTAQ).
A ANTAQ e a COMAP possibilitaram acesso a dados operacionais relativos ao
porto, aos dados de itens inventariados pelo porto e às resoluções que foram
consideradas na descrição da gestão portuária, além da base de dados do Sistema de
Dados Portuários (SDP) concernentes aos anos de 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.
Também foram obtidas informações institucionais relacionadas aos portos e ao
tráfego marítimo através da ANTAQ e também da SEP/PR. Nessas fontes foram
coletadas informações gerais sobre os portos e sobre o funcionamento institucional do
sistema portuário nacional e, em particular, dados relacionados ao porto estudado.
Empregaram-se, ainda, informações extraídas do site do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a respeito da situação atual das
rodovias.
Como referências teóricas, foram relevantes alguns estudos relacionados ao
tema, elaborados por entidades como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(IPEA); Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (CENTRAN); Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); projeto do Sistema
Integrado de Portos (Sisportos), denominado Modelo de Integração dos Agentes de
Cabotagem (em portos marítimos), do ano de 2006; Atlas do Desenvolvimento
Humano no Brasil do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do ano de
2000; e adaptações de livros como o Environmental Management Handbook, da
American Association of Port Authorities (AAPA). Foram utilizadas, também,
informações disponibilizadas pelo Ministério dos Transportes.
Além das fontes citadas, outras foram consultadas de forma mais específica
para cada atividade desenvolvida. Estas estão descritas nas seções que se referem às
atividades nas quais foram utilizadas.
2.4. Estrutura do Plano
O presente documento está dividido em nove capítulos. A seguir é
apresentada uma breve descrição do conteúdo de cada um deles:

Capítulo 1 – Sumário Executivo;
Porto do Forno
30
Plano Mestre

Capítulo 2 – Introdução;

Capítulo 3 – Diagnóstico da Situação Portuária: compreende a análise da situação
atual do porto, descrevendo sua infraestrutura, posição no mercado portuário,
descrição e análise da produtividade das operações, tráfego marítimo, gestão
portuária e impactos ambientais;

Capítulo 4 – Análise Estratégica: diz respeito à análise dos pontos fortes e pontos
fracos do porto, no que se refere ao seu ambiente interno, assim como das
ameaças e oportunidades que possui no ambiente competitivo em que está
inserido. Também contém sugestões sobre as principais linhas estratégicas para o
porto;

Capítulo 5 – Projeção de Demanda: apresenta os resultados da demanda
projetada por tipo de carga para o porto, assim como a metodologia utilizada para
essa projeção;

Capítulo 6 – Projeção da Capacidade das Instalações Portuárias e dos Acessos ao
Porto: diz respeito à projeção da capacidade de movimentação das instalações
portuárias, detalhadas pelas principais mercadorias movimentadas no porto, bem
como dos acessos a este, compreendendo os acessos aquaviário, rodoviário e
ferroviário;

Capítulo 7 – Comparação entre Demanda e Capacidade: compreende uma análise
comparativa entre a projeção da demanda e da capacidade para os próximos 20
anos, a partir da qual foram identificadas necessidades de melhorias operacionais,
de expansão de superestrutura e de investimentos em infraestrutura para atender
à demanda prevista;

Capítulo 8 – Análise da Gestão Portuária: trata da análise comparativa das tabelas
tarifárias e do equilíbrio econômico-financeiro da Autoridade Portuária; e

Capítulo 9 – Considerações Finais.
Porto do Forno
31
Plano Mestre
Porto do Forno
32
Plano Mestre
3. DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO PORTUÁRIA
A descrição da situação atual do porto permite uma análise geral de suas
características operacionais bem como sua inserção no setor portuário nacional.
Nesse sentido, a análise diagnóstica tem o objetivo de observar os fatores que
caracterizam a atuação do porto além de destacar os pontos que limitam sua
operação.
Para alcançar o objetivo mencionado, foi realizada a coleta e análise de dados
relacionados tanto aos aspectos operacionais do porto quanto no que se refere às
questões institucionais e comerciais. Dessa forma, foi necessário um levantamento de
dados realizado sob duas frentes, a saber:

Levantamento de campo: compreendeu a busca pelas informações operacionais
do porto tais como infraestrutura disponível, equipamentos e detalhamento das
características das operações. Além disso, as visitas realizadas buscaram coletar
dados a respeito dos principais aspectos institucionais do porto tais como gestão,
planejamento e dados contábeis;

Bancos de dados de comércio exterior e de fontes setoriais: as questões
relacionadas à análise da demanda atual do porto e dos aspectos de concorrência
foram possíveis através da disponibilização dos dados do comércio exterior
brasileiro,
e
também
da
movimentação
dos
portos,
provenientes,
respectivamente, da SECEX e da ANTAQ. Por outro lado, a SEP foi a principal fonte
setorial consultada para a caracterização do porto.
Munidos das principais informações necessárias para a caracterização de todos
os aspectos envolvidos na operação e gestão do porto, foi possível abordar pontos
como a caracterização geral do porto sob o ponto de vista de sua localização, demanda
atual e suas relações de comércio exterior, assim como o histórico de planejamento do
porto.
Além disso, o diagnóstico da situação atual compreende a análise da
infraestrutura e das operações, descrição do tráfego marítimo e apresentação dos
principais aspectos da gestão ambiental.
Porto do Forno
33
Plano Mestre
3.1. Caracterização do Porto
O Porto do Forno está localizado na Enseada dos Anjos, no Município de
Arraial do Cabo, litoral norte do estado do Rio de Janeiro, na denominada Região dos
Lagos, e possui as seguintes coordenadas geográficas:
Latitude: 22°58’20”S
Longitude: 042°00’50”E
A imagem que segue ilustra a localização do porto.
Figura 23.
Localização do Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.1.
Breve Histórico do Desenvolvimento do Porto
Conforme consta no PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008), sua história
remonta a 1924, quando o Governo Federal, pelo Decreto n.o 16.861, de 26 de
novembro de 1924, outorgou ao Sr. Miguel Couto Filho, a concessão e exploração do
porto, bem como de via férrea ligando o porto à Rede Ferroviária do Rio de Janeiro,
com ramal para cidade de Cabo Frio e às Salinas Perynas.
Em 1929, pelo Decreto n.o 18.943, de 11 de outubro, a concessão do Porto do
Forno foi transferida para a Companhia Melhoramentos de Cabo Frio. Mais tarde, pelo
Porto do Forno
34
Plano Mestre
Decreto n.o 2.607, alterado pelo Decreto n.o 2.917 de 1o de agosto de 1938, foi
rescindida a concessão.
A partir de 1965 o Porto do Forno passou a ser explorado pela Companhia
Nacional de Álcalis. Em 1972, pelo Decreto n.o 71.015, de 24 de agosto de 1972, o
Porto do Forno tornou-se porto organizado, diretamente administrado pelo
Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN), autarquia federal
vinculada ao Ministério dos Transportes.
Em 1975, com a extinção do DNPVN e a criação da Empresa de Portos do Brasil
S.A. (Portobrás), pela Lei n.o 6.222, de 10 de julho de 1975, o Porto do Forno passou a
ser administrado diretamente pela própria Portobrás e mais tarde foi integrado à
Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).
Em 1999, através de instrumento de delegação do Ministério dos Transportes,
nos termos da Lei n.o 9.277/96, em 1o de janeiro de 1999, o Porto do Forno passou à
gestão da Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo, que criou a Companhia Municipal
de Administração Portuária (COMAP), atual responsável pela exploração do porto.
3.1.2.
Obras de Abrigo e Infraestrutura de Cais
3.1.2.1. Obras de Abrigo
As instalações de acostagem do Porto do Forno são protegidas por um molhe
de abrigo, com cerca de 250 metros de extensão, construído na direção Norte-Sul em
enrocamento de pedra funcionando como um quebra-mar.
Figura 24.
Molhe de brigo do Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
35
Plano Mestre
3.1.2.2. Infraestrutura de Cais
O Porto do Forno possui 200 metros de cais comercial e três Duques d’Alba
formando mais um cais de 100 metros de extensão. Ao todo, o Porto do Forno conta
com uma área portuária de 76 mil m². A imagem que segue destaca a infraestrutura de
acostagem do porto em questão.
Figura 25.
Cais comercial e Dolfins Duques D’Alba
Fonte: Acervo próprio; Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.2.3. Cais Comercial
O cais comercial com 200 metros de extensão, abriga os berços designados
como 201 e 301, as profundidades são da ordem de 9,4 metros. A faixa de cais possui
15 metros de largura, defensas do tipo pneus e 8 cabeços de amarração com
espaçamento de 25 metros entre eles.
Construída com infraestrutura de estacas-prancha de concreto, com avanço de
6 metros no sentido do mar, em relação ao cais antigo, a superestrutura apresenta
viga de coroamento, suportada pelas estacas-prancha e um reforço da viga de
coroamento do antigo cais, onde estão apoiados os trilhos para guindastes de pórtico,
com bitola de 4,58 metros ao longo de toda a extensão do cais.
O paramento do cais possui uma particularidade construtiva. Não é retilíneo,
apresenta no seu alinhamento uma estrutura ‘dentada’, com reentrâncias e saliências,
e nestas últimas são instalados os berços de amarração e as defensas.
Porto do Forno
36
Plano Mestre
Figura 26.
Detalhe do paramento do cais comercial
Fonte: COMAP; Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.2.4. Duques D’Alba
Implantadas junto ao molhe de proteção e designadas como berço 101, estas
instalações são compostas por três dolfins construídos em estacas de concreto e laje,
alinhados numa extensão de 100 metros, ligados ao molhe por uma ponte metálica
com cerca de 20 metros de comprimento e 2 metros de largura. Possuem 2 cabeços de
amarração nas extremidades. A profundidade é de aproximadamente 10 metros.
Porto do Forno
37
Plano Mestre
3.1.3.
Infraestrutura de Armazenagem e Equipamentos Portuários
3.1.3.1. Instalações de Armazenagem
Todas as instalações de armazenagem estão dispostas na retaguarda do Cais
Comercial. A tabela a seguir resume as instalações de armazenagem que serão mais
bem descritas nos tópicos seguintes.
Tabela 14.
Tipo
Instalações de armazenagem
Quantidade
Área total (m²)
Capacidade (t)
Armazém
1
1.106
-
Pátio Coberto
1
567,28
-
Pátio
1
5.700
-
Pátio
1
2.957
-
Pátio
1
3.500
-
Pátio
1
1.250
-
Pátio
1
4.056
-
Silo
6
-
21.000
Fonte: COMAP (2013); Elaborado por LabTrans
Maiores detalhes a respeito das estruturas mencionadas na tabela anterior
constam nas próximas seções.
3.1.3.2. Armazéns
O Porto do Forno possui um armazém de estocagem com 1.106 m² de área. A
imagem abaixo apresenta tal armazém e sua localização no porto.
Porto do Forno
38
Plano Mestre
Figura 27.
Armazém
Fonte: Acervo próprio; Google Earth; Elaborado por LabTrans
Atualmente, o armazém coberto tem sido utilizado para o armazenamento de
cargas a serem importadas e exportadas pelo porto, conforme informações da COMAP
(2013).
3.1.3.2.1.
Silos
O porto dispõe de um conjunto de seis silos metálicos para cereais a granel,
com 3,5 mil toneladas de capacidade estática cada, para armazenamento de malte,
totalizando 21 mil toneladas. A imagem abaixo mostra esses silos e sua localização no
porto.
Porto do Forno
39
Plano Mestre
Figura 28.
Silos
Fonte: Acervo próprio; Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.3.2.2.
Pátios
A retroárea do Porto do Forno à qual se referem os pátios totaliza 17.463 ,
dividida em 5 pátios, conforma ilustrado pela imagem que segue.
Porto do Forno
40
Plano Mestre
Figura 29.
Áreas de pátio
Fonte: Acervo próprio; Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.3.3. Equipamentos Portuários
A tabela abaixo lista os equipamentos disponíveis no porto.
Porto do Forno
41
Plano Mestre
Tabela 15.
Equipamentos do Porto do Forno
Equipamento
Quantidade
Capacidade Unitária
Obs.:
Guindaste elétrico de pórtico
3
6,3 t
Desativado
Guindaste elétrico de pórtico
1
6,3 t
Desativado
Caçambas (grabs)
6
2 m³
-
Balanças rodoviárias
2
100 t
-
Correia transportadora fixa
1
300 t/h
-
Correias transportadoras móveis
6
300 t/h
-
Elevador de canecas
1
300 t/h
-
Moegas
2
120 t
-
Guindaste sob rodas
2
250 t
-
Guindaste sob rodas
1
50 t
-
Empilhadeira
1
7,5 t
-
Empilhadeira
1
5t
-
Fonte: PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008); Elaborado por LabTrans
A figura a seguir ilustra alguns dos equipamentos citados na tabela acima.
Porto do Forno
42
Plano Mestre
Figura 30.
Equipamentos disponíveis no Porto
Fonte: Acervo próprio; Elaborado por LabTrans
3.1.4.
Acesso Aquaviário
3.1.4.1. Canal de Acesso
O acesso marítimo ao porto é franco e é feito através do canal com 3
mil metros de extensão, com largura mínima de mil metros, oferecendo profundidades
mínimas de 10 metros, já próximo ao molhe de proteção (CPRJ, 2013).
Porto do Forno
43
Plano Mestre
O calado de operação dos navios, referido ao nível de baixa-mar média de
sizígia, no cais do Porto do Forno, é de 30 pés (9,14 m), de acordo com a Ordem de
Serviço DIRPRE NR. 001/01 da COMAP, datada de 18 de junho de 2001.
Segundo o Roteiro, publicado pela Marinha do Brasil,
“(...) a aproximação, vindo do Norte ou do Sul, é muito facilitada pelo
reconhecimento da ilha do Cabo Frio com seu farol, ambos avistados de grande
distância.
A demanda do local de embarque de prático, no alinhamento ilha do Cabo Frio –
ilha dos Porcos, não apresenta nenhuma dificuldade. No acesso ao porto também
não há perigos a evitar, navegando em profundidades acima de 10 m. O casco
soçobrado junto à ponta d’Água só constitui perigo para quem demanda a enseada
do Forno.
Na manobra de atracação ao berço do molhe de proteção, quando sopram
ventos fortes de NE ou SW deve ser dada a necessária compensação ao caimento do
navio, em função da direção do vento.” (CRPJ, 2013)
3.1.4.2. Bacia de Evolução
A área de manobra, situada entre o berço de 200 m, paralelo à linha da costa,
e o berço de 100 m, no cais dos Duques d’Alba, lançado transversalmente à linha da
costa, é ampla e oferece profundidade mínima de 10 m.
A área destinada às manobras de atracação e desatracação abrange toda a
extensão do cais, com uma largura de 500 m.
3.1.4.3. Fundeadouros
O fundeadouro está situado na Enseada dos Anjos, na posição: 22°58’,37S e
042°00’,45W (vide carta náutica 1503)
Não há fundeadouro reservado para navios de quarentena, em litígio ou em
grandes reparos. Os navios nestas situações devem fundear próximo da ilha dos
Porcos.
É proibido o fundeio na área de manobra situada entre os berços.
Porto do Forno
44
Plano Mestre
3.1.5.
Acesso Rodoviário
O diagnóstico do acesso rodoviário do Porto do Forno é dividido em três
etapas:

Conexão com a hinterlândia

Entorno do porto: conflito porto x cidade

Intraporto
Na análise da conexão com a hinterlândia foi utilizada a metodologia contida
no Highway Capacity Manual (HCM) (TRB, 2000), desenvolvido pelo Departamento de
Transportes dos Estados Unidos, a qual é utilizada para analisar a capacidade e o nível
de serviço de sistemas rodoviários. São apresentados os níveis de serviço atuais para
cada uma das rodovias analisadas, através da utilização de um indicador regional e/ou
nacional, em função da projeção de demanda do porto.
Na análise do entorno portuário foram coletadas informações junto às
autoridades competentes (prefeitura, Autoridade Portuária, agentes privados, etc.) por
meio de visita de campo realizada na cidade de Arraial do Cabo e no Porto do Forno.
Além disso, realizou-se um diagnóstico atual e futuro com os condicionantes físicos,
gargalos existentes, obras previstas, e proposições de melhorias futuras.
Por fim, na análise intraporto realizou-se coleta de informações junto à
Autoridade Portuária, operadores e arrendatários. Com base nessas informações foi
realizada a análise da disposição das vias internas do porto relacionadas com as
operações.
A análise dos acessos rodoviários realizada a seguir servirá de base para se
atestar a necessidade de realização de estudos mais aprofundados de tráfego, assim
como para a proposta de melhorias futuras. Estas últimas, sugeridas na seção 7.3.1.
deste relatório.
3.1.5.1. Conexão com a Hinterlândia
Para se chegar ao Porto do Forno a partir da BR-101, deve-se utilizar a RJ-124,
a qual se encontra com a RJ-140, na cidade de São Pedro da Aldeia, levando ao porto.
A figura a seguir ilustra os trajetos das principais rodovias até o porto.
Porto do Forno
45
Plano Mestre
Figura 31.
Conexão com a Hinterlândia
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
3.1.5.1.1.
BR-101
A Rodovia BR-101 é uma das mais importantes rodovias do país, com 4.615
quilômetros, cortando o litoral brasileiro de Norte a Sul, desde Touros, no Rio Grande
do Norte, até São José do Norte, no Rio Grande do Sul. A figura a seguir ilustra o trecho
da BR-101 de interesse para este plano.
Figura 32.
BR-101
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Ao todo a BR-101 possui aproximadamente 600 quilômetros no estado do Rio
de Janeiro, sendo 23,3 quilômetros concedidos à CCR Ponte (inclusive 13 quilômetros
Porto do Forno
46
Plano Mestre
da ponte Rio-Niterói), 320,1 quilômetros à Autopista Fluminense, e o restante como
administração pública.
À Autopista Fluminense, empresa do grupo Arteris, foi concedido o trecho da
divisa com o estado do Espírito Santo até a Ponte Rio-Niterói, totalizando os 320,1
quilômetros de concessão. O contrato teve início em 2008, devendo ser finalizado em
2033. De acordo com dados do site da concessionária, dos 320,1 quilômetros totais,
261,2 são duplicados, enquanto que os 58,9 restantes são de pista simples. Da divisa
com o Espírito Santo até a cidade de Rio Bonito a pista é simples, sendo duplicada a
partir desse ponto.
De acordo com o relatório da Pesquisa de Rodovias da Confederação Nacional
de Transportes (CNT, 2012), a BR-101 no estado do Rio de Janeiro apresenta as
características apresentadas na tabela a seguir.
Tabela 16.
Condições BR-101-RJ
Gestão
Extensão
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Concedida
335 km
Bom
Ótimo
Boa
Boa
Pública
265 km
Regular
Bom
Regular
Regular
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
No entanto, o trecho entre Rio Bonito e Silva Jardim é marcado por
intersecções em nível, como a da RJ-140. A figura abaixo ilustra as intersecções.
Porto do Forno
47
Plano Mestre
Figura 33.
Intersecções em nível na BR-101
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Seria necessário realizar um estudo mais aprofundado para se estimar a
demanda destas intersecções e observar a real necessidade da construção de um
viaduto. Estas intersecções, entretanto, representam um possível gargalo para o
acesso ao Porto do Forno, principalmente em temporada de veraneio, uma vez que se
trata de uma rota turística bastante demandada.
3.1.5.1.2.
RJ-124
A rodovia RJ-124, mais conhecida como Via Lagos, é uma rodovia do estado do
Rio de Janeiro que percorre a Região dos Lagos. Com 57 quilômetros de extensão a
rodovia liga a cidade de Rio Bonito até São Pedro da Aldeia e é concessionada ao grupo
CCR, que a administra desde 1996. A figura a seguir ilustra a RJ-124.
Porto do Forno
48
Plano Mestre
Figura 34.
RJ-124
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Em toda a sua extensão, a rodovia é duplicada, porém não possui divisor
central entre os sentidos, o que diminui a velocidade de tráfego e aumenta o risco de
acidentes na via. A figura a seguir mostra a falta de divisor central.
Figura 35.
Falta de divisor central entre os sentidos – RJ-124
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
De acordo com o relatório da Pesquisa CNT de Rodovias (CNT, 2012), a RJ-124
apresenta as características mostradas na tabela a seguir.
Porto do Forno
49
Plano Mestre
Tabela 17.
Condições RJ-124
Gestão
Extensão
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Concedida
57 km
Ótimo
Bom
Ótima
Ótima
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
3.1.5.1.3.
RJ-140
A rodovia RJ-140 é uma rodovia carioca também conhecida como Rodovia da
Integração. Com 80 quilômetros de extensão total, a rodovia leva a cidade de São
Pedro da Aldeia à ligação com a RJ-126, entre Correntezas e Silva Jardim.
Figura 36.
RJ-140
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
O trecho que é utilizado pelo fluxo de caminhões gerado pelo porto (linha
contínua do mapa anterior) compreende um trajeto de 13 km entre as cidades de
Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. A partir de São Pedro da Aldeia, os caminhões
convergem para a RJ-106, percorrendo 4 km até o acesso para a rodovia RJ-124,
conforme ilustrado pela figura que segue.
Porto do Forno
50
Plano Mestre
Figura 37.
Trajeto dos caminhões – RJ-140 e conversão para a RJ-124
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Neste trecho da RJ-140, a rodovia é duplicada e possui canteiro central. Por
passar pelas áreas urbanizadas de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, a velocidade
máxima é reduzida, sendo 60 km/h ou 50 km/h em grande parte do trecho. A partir da
intersecção com a RJ-106, entretanto, a rodovia passa a ser em pista simples e suas
condições de tráfego são precárias.
De acordo com o relatório da Pesquisa CNT de Rodovias (CNT, 2012), a RJ-140
apresenta as características mostradas na tabela a seguir.
Tabela 18.
Condições RJ-140
Gestão
Extensão Percorrida
Estado Geral
Pavimento
Sinalização
Geometria
Pública
20 km
Regular
Bom
Regular
Boa
Fonte: CNT (2012); Elaborado por LabTrans
A rodovia possui, no total, 48,9 quilômetros pavimentados, sendo os outros
31,3 km em leito natural. Devido à pequena extensão percorrida, cerca de um quarto
da extensão total, a pesquisa da CNT apresenta resultados que não devem ser
considerados para toda a extensão da rodovia.
Em diversos trechos pavimentados da rodovia a sinalização horizontal é
inexistente, a via é estreita para o caso de paradas emergenciais dos caminhões,
Porto do Forno
51
Plano Mestre
aumentando o perigo de acidentes. O pavimento apresenta desgastes como trincas,
fissuras e ondulações.
No trecho onde a rodovia está em leito natural, as condições são ainda mais
delicadas. Além de não apresentar nenhum tipo de sinalização vertical ou horizontal, a
via ainda é extremamente irregular apresentando buracos que podem prejudicar os
caminhões.
As figuras a seguir apresentam os dois trechos da rodovia, o pavimentado e o
em leito natural.
Figura 38.
Situação atual da RJ-140 – trecho pavimentado e trecho em leito natural
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
3.1.5.1.4.
Níveis de Serviço das Principais Rodovias – Situação Atual
Com o propósito de avaliar a qualidade do serviço oferecido aos usuários das
vias que fazem a conexão do porto com sua hinterlândia utilizaram-se as metodologias
contidas no HCM (TRB, 2000)que permitem estimar a capacidade e determinar o nível
de serviço LOS para os vários tipos de rodovias, incluindo intersecções e trânsito
urbano, de ciclistas e pedestres.
A classificação do nível de serviço de uma rodovia, de forma simplificada pode
ser descrita conforme a tabela a seguir.
Porto do Forno
52
Plano Mestre
Tabela 19.
Classificação do nível de serviço
NÍVEL DE SERVIÇO LOS
AVALIAÇÃO
LOS A
Ótimo
LOS B
Bom
LOS C
Regular
LOS D
Ruim
LOS E
Muito Ruim
LOS F
Péssimo
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Para estimar o nível de serviço LOS de uma rodovia pelo método do HCM, são
utilizados dados de contagem volumétrica, composição do tráfego, característica de
usuários, dimensões da via, relevo, entre outras informações, gerando um leque de
variáveis que, agregadas, conseguem expressar a realidade da via e identificar se há a
necessidade de expansão de sua capacidade.
Vale ressaltar ainda que existem diferentes metodologias para o cálculo do
nível de serviço, de acordo com as características da rodovia. Por exemplo, uma
rodovia com pista simples tem metodologia diferente de uma rodovia duplicada, que
por sua vez é diferente de uma freeway. O detalhamento das metodologias utilizadas
pode ser encontrado no Anexo 2 deste plano.
A BR-101 possui contagens volumétricas de veículos realizadas pelo DNIT.
Assim sendo, estimou-se o nível de serviço desta rodovia utilizando os dados dos
postos de contagem disponíveis no site do DNIT.
Os dados de volume da RJ-124 foram conseguidos através de contato com a
concessionária da rodovia, que informou que o volume médio diário da rodovia é de
17 mil veículos sendo que, em média, 15 mil trafegam durante a semana e 22 mil no
final de semana.
Não foram encontrados dados de contagem volumétrica para a RJ-140.
As características físicas mais relevantes utilizadas para os cálculos foram
estimadas de acordo com a classificação da rodovia, sendo reproduzidas na tabela a
seguir.
Para melhor análise da BR-101, a mesma foi dividida em trechos, um antes de
Rio Bonito e um depois de Silva Jardim. A tabela a seguir indica a correspondência
entre os códigos do Sistema Nacional de Viação (SNV) e os trechos divididos.
Porto do Forno
53
Plano Mestre
Tabela 20.
Trechos e SNVs
Trecho
SNV
BR-101-1
101BRJ3010
BR-101-2
101BRJ2950
Fonte: SNV (2012); Elaborado por LabTrans
A próxima figura ilustra os trechos da BR-101 e da RJ-124 analisados.
Figura 39.
Divisão de trechos das rodovias na Hinterlândia do Porto do Forno
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
Tabela 21.
Características relevantes da BR-101 e RJ-124
CARACTERÍSTICA
BR-101-1
BR-101-2
RJ-124
Duplicada
Simples
Duplicada
Largura de faixa (m)
3,6
3,3
3,3
Largura do acostamento (m)
2,0
3,0
2,8
Largura do acostamento central (m)
2,0
-
-
Tipo de Terreno
Plano
Plano
Ondulado
Distribuição Direcional (%)
50/50
50/50
50/50
80
80
100
Tipo de Rodovia
Velocidade Máxima permitida (km/h)
Fonte: Elaborado por LabTrans
Os dados acima expostos não são necessariamente fixos, podendo tomar como
exemplo o caso da largura do acostamento, que normalmente varia de acordo com o
Porto do Forno
54
Plano Mestre
segmento da rodovia. Porém, procurou-se adotar valores que representem a maior
parte dos trechos da rodovia.
Para a BR-101, foram utilizados os dados de contagens volumétricas realizadas
pelo DNIT no ano de 2009, devidamente atualizados até o ano de 2012. Tal atualização
foi realizada usando uma taxa de 6,8% referente à taxa média de crescimento anual da
frota no estado do Rio de Janeiro nos últimos 10 anos. Para a RJ-124, levou-se em
conta o VMD crítico, referente ao volume de tráfego em finais de semana.
A próxima tabela mostra os volumes (VMD) horários, estimados para a rodovia
em cada trecho avaliado.
Tabela 22.
Volumes de tráfego na BR-101 e RJ-124
Rodovia
BR-101-1
BR-101-2
RJ-124
VMD horário
1.933
649
917
VMD hora pico
3.433
1.152
1.936
Fonte: Elaborado por LabTrans
Dados esses volumes de tráfego foram calculados os Níveis de Serviço para os
referidos trechos do ano de 2012 levando em conta que, segundo Manual de Estudo
de Tráfego (DNIT, 2006), para uma rodovia rural, em um dia de semana, o volume de
tráfego correspondente à hora de pico representa 7,4% do VMD e para final de
semana, no caso da RJ-124, 8,8% do VMD.
A próxima tabela expõe os resultados encontrados para os níveis de serviço em
todos os trechos relativos ao ano de 2012.
Tabela 23.
Níveis de serviço em 2012 na BR-101 e RJ-124
Rodovia
Nível de Serviço
Normal
Pico
BR-101-1
C
E
BR-101-2
D
E
RJ-124
B
D
Fonte: Elaborado por LabTrans
3.1.5.2. Análise do Entorno Portuário
A análise do entorno rodoviário procura descrever a situação atual das vias
que dão acesso ao porto, bem como definir os trajetos percorridos pelos caminhões
Porto do Forno
55
Plano Mestre
que transportam suas cargas. Busca-se, ainda, diagnosticar possíveis problemas de
infraestrutura viária e apontar soluções quando possível.
O entorno portuário do Porto do Forno pode ser considerado a partir da rótula
da Praça Lions Club, na Avenida General Bruno Martins. De acordo com o Programa de
Adequação do Tráfego Rodoviário de Acesso ao Porto de 2010, o acesso ao porto é
feito a partir da rótula existente na Avenida General Bruno Martins, que se interliga
com a Avenida Gov. Leonel de Moura Brizola, seguindo até a Avenida Luiz Correia e,
por esta, até a Rua Santa Cruz, via que dá acesso às instalações do Porto, com uma
extensão total em torno de 1,3 mil metros.
A figura a seguir apresenta o entorno do porto.
Figura 40.
Entorno Portuário
Fonte: Google Maps; Elaborado por LabTrans
A Avenida Gov. Leonel de Moura Brizola, que é a principal rua do entorno,
possui boas condições de pavimentação, porém a sinalização horizontal é
praticamente inexistente, sendo precárias, inclusive, as faixas de divisão de sentido.
Por se tratar de uma avenida urbana, o acesso ao porto sofre interferência do tráfego
urbano, com o grande número de pedestres e de ciclistas que trafegam na via. O
grande número de estabelecimentos de comércio também gera atrasos no acesso ao
porto.
Este trajeto realizado pelos caminhões possui duas intersecções sinalizadas
com semáforos, localizados na figura a seguir.
Porto do Forno
56
Plano Mestre
Figura 41.
Intersecções sinalizadas com semáforo
Fonte: Programa de Adequação do Tráfego Rodoviário de Acesso ao Porto (2010)
Apesar desses fatores, segundo informações do próprio porto, um caminhão
saindo do porto leva de 2 a 3 minutos para chegar à rótula de referência, no encontro
da Avenida Gov. Leonel de Moura Brizola com a Avenida General Bruno Martins.
3.1.5.3. Acessos Internos
De acordo com o PDZ do porto (COMAP, 2008), a área portuária dispõe de
cerca de 1,1 km de vias de circulação interna, pavimentadas em paralelepípedos, à
exceção da entrada, calçada em pavimento asfáltico, com largura de 8 m.
Na área operacional em frente aos berços 201 e 301, junto às áreas de
estocagem, existem duas vias de rodagem: uma com cerca de 15 m de largura (entre
os pátios e a faixa dos guindastes de cais) e outra com aproximadamente 18 m (a
retaguarda dos pátios).
As vias internas de circulação de caminhões do Porto do Forno são ilustradas na
figura a seguir.
Porto do Forno
57
Plano Mestre
Figura 42.
Vias internas de circulação de caminhões
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
As duas principais cargas movimentadas no Porto do Forno, malte e sal, são
cargas de desembarque, portanto, os caminhões entram vazios no porto. Desta forma,
o carregamento dessas duas cargas nos veículos é feito de maneiras distintas.
Os caminhões de malte fazem o trajeto apresentado na figura abaixo, que
ilustra a localização do carregador utilizado na operação.
Figura 43.
Trajeto dos caminhões carregados com malte no Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
58
Plano Mestre
Os caminhões de sal, no entanto, são carregados diretamente na linha de cais,
com a utilização de moegas. O trajeto desses caminhões é ilustrado na próxima figura.
Figura 44.
Trajeto dos caminhões carregados com sal no Porto do Forno
Fonte: Google Earth; Elaborado por LabTrans
3.1.6.
Serviços
Energia Elétrica: O abastecimento de energia elétrica é feito pela
concessionária AMPLA. O porto dispõe de duas subestações rebaixadoras, sendo uma
de 13,8 kV x 220/110 V localizada na área externa do porto, e outra de
13,8 kV x 380/220 V localizada dentro do porto.
Abastecimento de Água:
O abastecimento é feito pela rede pública da
concessionária PROLAGOS. Para reserva, o porto dispõe de três cisternas, sendo uma
principal com capacidade para 300 mil litros; outra para 20 mil litros, junto ao Centro
de Controle Operacional e Segurança (CCOS); e a terceira para 40 mil litros, localizada
do lado de fora da área portuária junto ao Gate. Além das cisternas, o porto conta
ainda com dois castelos d’água, que possuem 30 e 40 mil litros.
Drenagem e Esgoto: A drenagem pluvial na retroárea se faz através de
infiltração natural do solo. No cais, o arruamento é feito através de caixas de areia com
grelhas e lançamento no mar.
O esgoto é tratado através do processamento em sistemas primários de fossas
sépticas individuais e a coleta é feita periodicamente através de sistema de sucção em
caminhões de empresas particulares especializadas.
Porto do Forno
59
Plano Mestre
Comunicação: Sistema de telefonia fixa da concessionária TELEMAR. O porto
dispõe de cinco troncos e quatorze ramais servindo a todas as dependências,
complementado com telefonia móvel (celular) e onze rádios (nove em uso e dois em
stand by).
3.2. Análise das Operações Portuárias
3.2.1.
Características da Movimentação de Cargas
3.2.1.1. Características Gerais da Movimentação
De acordo com as estatísticas da COMAP, no ano de 2012 o Porto do Forno
movimentou 153.126 toneladas de carga, todas de granéis sólidos desembarcados de
navios de longo curso.
A movimentação constou de 99.006 t de sal e 54.120 t de malte.
As referidas estatísticas registram também 191 visitas de embarcações de
apoio a plataformas de petróleo e de pesquisa relacionada com a atividade offshore
em 2012, as quais permaneceram no porto por um total de 2.098 h, ou seja, com uma
média de 14,5 h por atracação.
No período de julho de 2011 a setembro de 2012 também permaneceu no
porto o dique flutuante espanhol Kugira, no qual foram construídos blocos de concreto
de grandes dimensões para o Porto do Açu em São João da Barra, os quais foram
posteriormente rebocados flutuando para este último porto.
Ao longo do último decênio a movimentação no porto sempre se concentrou
no desembarque de granéis sólidos, ainda que tenha havido movimentações
esporádicas de carga geral em quantidades pouco significativas.
Nesse período a taxa média anual de evolução das quantidades foi negativa,
devido à grande queda ocorrida quando da cessação das atividades da Companhia
Nacional de Álcalis ocorrida em maio de 2006, pois essa empresa recebia volumes
anuais de monta de sal, que era insumo para a produção de barrilha.
Porto do Forno
60
Plano Mestre
Tabela 24.
Movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno – 2003-2012 (t)
Ano
Movimentação
2003
481.350
2004
466.224
2005
554.799
2006
239.060
2007
121.377
2008
123.532
2009
193.746
2010
198.302
2011
179.872
2012
153.126
Fontes: COMAP (2003-2006 e 2012); ANTAQ (2007-2011); Elaborado por LabTrans
Figura 45.
Evolução da movimentação de granéis sólidos no Porto do Forno –
2003-2012 (t)
Fonte: COMAP (2003-2006 e 2012); ANTAQ (2007-2011); Elaborado por LabTrans
3.2.1.2. Distribuição da Movimentação por Sentidos de Navegação
Conforme mencionado anteriormente, a movimentação se dá exclusivamente
no sentido de desembarque.
Do ponto de vista formal, há que se mencionar que quantidades
comparativamente muito menores de suprimentos são carregadas nas embarcações
de apoio às plataformas de exploração de petróleo.
Porto do Forno
61
Plano Mestre
3.2.1.3. Distribuição da Movimentação por Tipos de Navegação
Em 2012 ambas as movimentações relevantes, sal e malte, foram de longo
curso, sendo o primeiro foi proveniente do Chile e o segundo do Uruguai e da
Argentina.
Ressalte-se, porém, que o predomínio total das importações de sal sobre o
fornecimento nacional proveniente das salinas do Rio Grande do Norte é
relativamente recente: de fato, a base de dados de atracações da ANTAQ indica que o
primeiro desembarque de sal importado no Porto do Forno se deu em abril de 2010, e
já em 2011 todo o sal foi importado.
3.2.2.
Movimentações Mais Relevantes no Porto
A tabela abaixo apresenta as movimentações de carga ocorridas no Porto do
Forno em 2012, de acordo com os dados da COMAP.
Tabela 25.
Movimentações de carga relevantes no Porto do Forno – 2012 (t)
Carga
Natureza
Navegação
Sentido
Quantidade
Sal
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
99.006
Partic.
Acumul.
64,7%
Malte
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
54.120
35,3%
Fonte: COMAP (2012); Elaborado por LabTrans
3.2.2.1. Movimentação de Sal
Como referido anteriormente, a movimentação de sal em 2012 totalizou
99.006 toneladas. Toda a carga consistiu de sal gema proveniente do Chile.
O sal é a carga tradicional do porto, sendo que quantidades anuais
significativas eram descarregadas no porto até meados de 2006 por tratar-se de
insumo para a produção de barrilha pela Companhia Nacional de Álcalis localizada em
Arraial do Cabo. A partir dessa data, o porto passou a servir exclusivamente a Refinaria
Nacional de Sal, situada em Cabo Frio.
Os dados de movimentação da tabela a seguir evidenciam que além da queda
de vulto ocorrida em 2006, os montantes anuais vêm decrescendo de maneira
contínua desde 2009.
Porto do Forno
62
Plano Mestre
Tabela 26.
Evolução das movimentações de sal no Porto do Forno – 2003-2012 (t)
Ano
Movimentação
2003
481.350
2004
466.224
2005
554.799
2006
239.060
2007
121.377
2008
105.184
2009
174.118
2010
152.839
2011
124.274
2012
99.006
Fonte: COMAP (2003-2006 e 2012); ANTAQ (2007-2011); Elaborado por LabTrans
Figura 46.
Evolução da movimentação de sal no Porto do Forno – 2003-2012 (t)
Fontes: COMAP (2003-2006 e 2012); ANTAQ (2007-2011); Elaborado por LabTrans
A descarga de sal é sempre direta, e é feita pela aparelhagem de bordo
equipada com grab para moega móvel que despeja o produto na carroceria dos
caminhões.
Porto do Forno
63
Plano Mestre
Figura 47.
Operação de descarga de sal
Fonte: ANTAQ
3.2.2.2. Movimentação de Malte
De acordo com a base de dados da ANTAQ, os desembarques de malte no
Porto do Forno tiveram início em 2008, ano em que foram movimentadas
18.348 toneladas. O volume operado mudou de patamar em 2010 e depois novamente
em 2011, quando atingiu 55,6 mil t. Em 2012 houve um ligeiro decréscimo para 54,1
mil t. Toda carga descarregada é destinada atualmente à Cervejaria Petrópolis.
Tabela 27.
Evolução das movimentações de malte no Porto do Forno –
2008-2012 (t)
Ano
Movimentação
2008
18.348
2009
19.628
2010
45.464
2011
55.598
2012
54.120
Fonte: ANTAQ (2008-2011); COMAP (2012); Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
64
Plano Mestre
Figura 48.
Evolução da movimentação de malte no Porto do Forno – 2008-2012 (t)
Fontes: ANTAQ (2008-2011); COMAP (2012); Elaborado por LabTrans
O malte é descarregado por guindaste de bordo, ao qual é acoplado grab do
operador portuário, que despeja a carga em uma moega. Nesta, a carga é derramada
através de um funil sobre uma esteira transportadora móvel que a leva ao longo do
cais até a transferência para um elevador, que a coloca em uma esteira enclausurada
elevada transportando-a até outro elevador, que por sua vez leva do sistema de
distribuição aos 6 silos de armazenagem no interior do porto.
Figura 49.
Sistema de descarregamento e armazenagem de malte
Fonte: COMAP
Porto do Forno
65
Plano Mestre
Figura 50.
Descarregamento de malte através de moega para esteira móvel
Fonte: Sindicato dos Estivadores
Figura 51.
Sistema com duas moegas e esteira móvel para descarregamento de
Malte
Fonte: Sindicato dos Estivadores
O atual sistema de descarregamento do malte é objeto de críticas da
população que vive no entorno do porto por produzir poeira que causa incômodos
variáveis com a direção e a intensidade do vento. Por esta razão, o sistema deverá ser
substituído em breve por outro consistindo de sugador que despejará o produto em
caminhão fechado, o qual então o levará diretamente para os silos no porto.
Porto do Forno
66
Plano Mestre
3.2.2.3. Movimentação de Embarcações de Apoio Marítimo
Conforme já referido, as estatísticas da COMAP indicam que em 2012 houve
191 visitas entre atracações e fundeios de Offshore Supply Vessels (OSVs) e navios de
pesquisa ligados à exploração de petróleo no mar. Houve, ainda, a presença bem
menos significativa de rebocadores, dragas e embarcação de perfuração de poços,
entre outras.
Como as embarcações de apoio utilizam o mesmo trecho de cais de 200 m
usado pelos navios oceânicos que descarregam sal e malte e estes têm preferência
para atracação, naturalmente a atividade de apoio marítimo sofre restrição durante o
período em que há navios de longo curso atracados.
Entre as atividades de apoio levadas a efeito no porto destacam-se o
recebimento, armazenagem e encaminhamento de resíduos produzidos nas
plataformas, que são feitos pela empresa Focco e o fornecimento de água potável,
executado pela empresa OWF, que possui tanques no porto.
Figura 52.
Recebimento de resíduos líquidos de embarcação de apoio no cais
Fonte: Focco
3.2.3.
Indicadores Operacionais
3.2.3.1. Desembarque de Sal
Segundo a base de dados da COMAP, em 2012 o lote médio de sal
descarregado no Porto do Forno foi de 19.851 t/navio, e o maior lote do ano foi de
22.158 t/navio.
O tempo médio de operação dos navios foi de 131,8 h/navio, enquanto que o
tempo médio de atracação foi de 163,8 h/navio.
Porto do Forno
67
Plano Mestre
Os navios permaneceram atracados num total de 816 h, o que correspondeu a
uma taxa de ocupação do berço de 9,3%.
As produtividades médias das operações nesse ano foram de 150 t/navio/h de
operação e de 121 t/navio/h de atracação.
Tabela 28.
Indicadores operacionais dos desembarques de sal no Porto do Forno –
2012
Indicador
Valor
Quantidade movimentada (t/ano)
99.006
Número de atracações
5
Lote médio (t/navio)
19.801
Lote máximo (t/navio)
22.158
Tempo médio de operação (h/navio)
131,8
Produtividade (t/navio/hora de operação)
Tempo médio de atracação (h/navio)
150
163,2
Produtividade (t/navio/hora de atracação)
121
Ocupação do berço
9,3%
Fonte: Base de Dados (COMAP, 2012); Elaborado por LabTrans
3.2.3.2. Desembarque de Malte
Em 2012 houve 6 desembarques de malte no Porto do Forno, com lote médio
de 9.020 t/navio e máximo de 12.433 t/navio. E as produtividades médias dos
descarregamentos foram respectivamente de 77 t/navio/h de operação e 66 t/navio/h
de atracação, de acordo com a base de dados da COMAP.
O tempo médio de operação foi de 116,8 h/navio e o de atracação foi de
136 h/navio.
Porto do Forno
68
Plano Mestre
Tabela 29.
Indicadores operacionais dos desembarques de malte no Porto do Forno
– 2012
Indicador
Valor
Quantidade movimentada (t/ano)
54.120
Número de atracações
6
Lote médio (t/navio)
9.020
Lote máximo (t/navio)
12.433
Tempo médio de operação (h/navio)
116,8
Produtividade (t/navio/hora de operação)
Tempo médio de atracação (h/navio)
77
136,0
Produtividade (t/navio/hora de atracação)
Ocupação do berço
66
9,3%
Fonte: Base de Dados (COMAP, 2012); Elaborado por LabTrans
3.2.3.3. Movimentação de Embarcações de Apoio Marítimo
O indicador de desempenho significativo no caso das operações de apoio
marítimo é o tempo médio de permanência das embarcações no porto.
Em 2012 os OSVs e embarcações de pesquisa ligadas à atividade de exploração
de petróleo no mar fizeram 191 visitas ao porto e tiveram uma permanência média de
14,5 horas.
3.3. Aspectos Ambientais
O levantamento dos aspectos ambientais na área de influência do Porto do
Forno foi elaborado por meio da obtenção de dados em campo, de pesquisa de dados
secundários contendo informações oriundas dos órgãos ambientais e documentos
oficiais, assim como de informações compiladas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
do Porto do Forno, e seu respectivo relatório, RIMA, realizados pelo Instituto de
Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM, 2009).
Os dados provenientes do levantamento de campo são elementos de extrema
importância para a construção do diagnóstico do atual cenário da área portuária, no
que diz respeito às questões ambientais. Tais informações foram obtidas através de
visita técnica à zona portuária e reuniões com representantes do porto.
O diagnóstico está compreendido pelas descrições: (i) das principais
características dos meios físico, biótico e socioeconômico; (ii) dos planos incidentes
Porto do Forno
69
Plano Mestre
sobre a região; (iii) de resultados relevantes de estudos ambientais já realizados para a
área do porto; e (iv) da estrutura de gestão ambiental e do processo de licenciamento
ambiental.
3.3.1.
Área de Influência do Porto
3.3.1.1. Área Diretamente Afetada
A Área Diretamente Afetada (ADA) para o Porto do Forno corresponde às
instalações portuárias terrestres, entre as quais se inserem: cais e píeres de atracação
e de acostagem, silos, edificações em geral e vias internas de circulação, assim como a
infraestrutura marítima (sinalização) e setores aquáticos contíguos ao porto.
3.3.1.2. Área de Influência Direta
A Área de Influência Direta (AID) abrange, para o meio físico e biótico, um raio
de 3 km desde a área do porto organizado, incluindo parte dos ecossistemas costeiros
como costões rochosos e suas ilhas, bem como as áreas de fundeio e bacia de
evolução do porto. No contexto socioeconômico a AID compreende o município de
Arraial do Cabo.
3.3.1.3. Área de Influência Indireta
A Área de Influência Indireta (AII) inclui toda a região potencialmente afetada
pela atividade portuária, mesmo que indiretamente. Neste caso considera-se a
plataforma continental adjacente ao município de Arraial do Cabo. No contexto
socioeconômico, compreende a região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro.
3.3.2.
Meio Físico
O uso e a ocupação do solo dentro da Área do Porto Organizado do Forno e
adjacências estão representados no Mapa de Restrições Ambientais, disponível no
Anexo 3 deste documento, que contempla as estruturas portuárias, cobertura vegetal,
corpos d’água, unidades de conservação e áreas de preservação permanente. A seguir
são descritas as principais características geoambientais da região de estudo e
respectivas áreas de influência.
Porto do Forno
70
Plano Mestre
3.3.2.1. Clima
O clima de Arraial do Cabo recebe influência significativa do fenômeno
ressurgência, que ocorre na região alterando as condições atmosféricas e
oceanográficas. O clima do município se caracteriza como tropical úmido, com
temperatura média de 25°C, variando entre 12°C e 38°C, no inverno e verão,
respectivamente.
Os ventos na região são frequentes durante todo o ano, com predominância
de direção NE e NNE, associados a fortes rajadas. Durante o inverno são mais
frequentes os ventos oriundos de SSE, E e SW, que estão associados à precipitação.
Contudo, devido ao fenômeno da ressurgência, é baixo o índice pluviométrico na
região.
As operações de granéis sólidos, como malte e sal, não cessam com a
interferência do vento, apenas diminuem o volume, salvo em eventos extremos que
não permitem a continuidade da operação. Entretanto, com a chuva a operação é
paralisada. Não obstante, a interferência do vento potencializa a quantidade de
material particulado em suspensão, assim como a dispersão do material. Como medida
mitigatória são utilizadas esteiras elevadas fechadas do navio para os caminhões ou
diretamente para os silos.
3.3.2.2. Hidrografia
O Porto do Forno está situado na região hidrográfica da Lagoa de Araruama e
do Cabo Frio (Rio de Janeiro, 2005), limitando-se a oeste com as bacias das lagoas de
Jacarepiá e Saquarema, ao norte e noroeste com as bacias dos rios São João e Una Cabo de Búzios e a leste e sul com o Oceano Atlântico (Rio De Janeiro, 2013).
A região possui cerca de 38 lagoas, com destaque para as lagoas de Araruama,
Saquarema, Jaconé e Vermelha, e para os rios São João, Una e das Ostras (RIO DE
JANEIRO, 2005). No entanto, a atividade portuária não gera qualquer influência na
hidrografia, haja vista o município ser desprovido de um sistema hidrográfico, sendo o
Rio São João o mais próximo da cidade, distante cerca de 50 km.
Porto do Forno
71
Plano Mestre
3.3.2.3. Aspectos Oceanográficos
A descrição dos aspectos oceanográficos teve como base a compilação dos
dados do EIA/RIMA do Porto do Forno (IEAPM, 2009) e do Plano de Desenvolvimento e
Zoneamento (COMAP, 2008).
A região de Arraial do Cabo recebe influência significativa do fenômeno
ressurgência que ocorre na região alterando as condições atmosféricas e
oceanográficas. Sua formação resulta da combinação entre a incidência de fortes e
constantes ventos de direção nordeste, com a profundidade da região e a morfologia
do litoral. Sua principal característica consiste na subida para a superfície da chamada
Água Central do Atlântico Sul, de temperatura fria, alta salinidade e rica em nutrientes.
Associada ao fenômeno citado, há uma grande variação na temperatura e
salinidade da água em determinadas situações, com as máximas sendo alcançadas em
março (23°C e 36%) e as mínimas em setembro (18°C e 34%). O pH apresenta pouca
diferença, entre 7,94 e 8,16. A qualidade da água pode ser alterada devido a acidentes
com derrames ou lançamentos de resíduos durante a operação do porto.
A maré varia de 0,4 m em baixa-mar até 1,4 m em preamar. A profundidade na
região da barra varia de 30 m a 50 m. No canal de acesso ela é natural e apresenta
mínima de 12 m. Na bacia de evolução e junto ao cais ocorrem profundidades em
torno de 10 m e 9,4 m respectivamente. Os menores índices estão na área de fundeio
que estão em torno de 6 e 14 m.
Quanto ao regime de ondas, a enseada dos Anjos é abrigada pelo molhe do
Porto do Forno, que é determinante na propagação das ondas, demonstrando que a
presença da estrutura altera significativamente a distribuição da energia das ondas na
praia dos Anjos. Ventos de NE e SW geram correntes para Sudoeste e Nordeste
respectivamente variando sua velocidade entre 2 e 6 nós. No local ocorrem três tipos
de correntes: correntes geradas fora da Enseada e que entram pelos boqueirões,
corrente gerada pela maré, correntes geradas localmente pelo vento dentro da
enseada.
Dados apresentados pelo EIA/RIMA do Porto do Forno (IEAPM, 2009) apontam
que a dinâmica dos sedimentos na Enseada dos Anjos foi alterada devido à construção
do quebra-mar de proteção do atracadouro. A enseada apresenta forte erosão ao sul e
Porto do Forno
72
Plano Mestre
poucos níveis de assoreamento ao norte, principalmente junto ao cais comercial
decorrente de um processo temporal, sem que houvesse dragagem no porto. Neste
sentindo, as atividades portuárias podem alterar a linha de costa e induzir a erosão e o
assoreamento do local.
3.3.2.4. Geologia e Geomorfologia
O município está inserido numa paisagem de montanhas rochosas em forma
de cabo e de península. A formação atual da região deve-se à ação de diversos
processos marinhos, de regressão e transgressão do mar, associado à ação de
correntes marinhas e dos ventos, que promoveram a conexão das regiões mais altas
ao continente pela formação dos cordões litorâneos.
No entorno do porto, na Enseada dos Anjos, destaca-se a presença de rochas
do embasamento cristalino, gnaisses cortados por diques de diabásio e com algumas
lentes de anfibolito, afloradas nos morros da Cabocla, do Miranda e do Atalaia. Tem
como característica a presença de muitas fraturas, que inclusive apresentam riscos de
desmoronamento na antiga pedreira, onde se localizam os silos do porto.
Outra formação, a planície sedimentar, constitui a Praia dos Anjos, entre os
morros da Cabocla e do Pontal do Atalaia, sendo recoberta por sedimentos
holocênicos, atingindo espessuras variáveis.
3.3.2.5. Solos
Os solos da região apresentam forte tendência a salinização e ao xerofitismo,
sendo classificados em Cambissolo e Luvissolo. Na planície costeira os solos são de
origem marinha, retrabalhados pela ação do vento, mostrando um antigo ambiente
estabilizado de campo de dunas (IEAPM, 2009).
Conforme destacado no “Programa de Levantamento e Recuperação de
Passivos Ambientais do Porto do Forno” (COMAP, 2010), há suscetibilidade à erosão e
riscos de rolamentos de rochas na pedreira onde se localizam os silos de
armazenamento.
Porto do Forno
73
Plano Mestre
3.3.3.
Meio Biótico
3.3.3.1. Biota Terrestre
A descrição do meio biótico terrestre tem como referência o EIA/RIMA do
Porto do Forno (IEAPM, 2009).
3.3.3.2. Flora Terrestre
A região de Arraial do Cabo, que faz parte do Centro de Diversidade Vegetal do
Brasil, é caracterizada por formações do tipo arbóreo baixo que recobre os maciços
litorâneos cobertos por uma mata baixa (3 metros de altura, em média) nas vertentes
mais expostas à salsugem e aos ventos marinhos, composta de árvores densas de
troncos finos.
Na região do porto foram registradas 180 espécies vegetais. Há registro de
diversas espécies de orquídeas, características de Floresta Litorânea. Também há a
ocorrência de ipê branco e amarelo e a espécie exótica aveloz, muito comum nas
regiões de beira-mar. Na parte arbustiva encontra-se o capaxigui, dominante na área.
Dentre as espécies encontradas na região do porto há registro de algumas
espécies raras, como de bromélias, gravatás e cactos. Além dessas, 27 outras espécies
são consideradas ameaçadas de extinção, devido principalmente às atividades
humanas e consequente diminuição de sua distribuição.
Ao longo da área do porto observam-se pequenos fragmentos formados por
caminhos de passagem realizados pela atividade humana causando uma fragmentação
da área, ou seja, formação de limites artificiais que foram criados pelo homem, onde
houve desmatamento pelo processo de urbanização desordenada.
3.3.3.3. Fauna Terrestre
Na área de influência do Porto do Forno é observada uma carência de estudos
sobre a fauna terrestre.
As aves são consideradas excelentes indicadoras ambientais devido à sua
grande diversidade ecológica e à capacidade de responder rapidamente às alterações
ambientais. No entanto, na região do porto não foram encontrados sítios de
Porto do Forno
74
Plano Mestre
nidificação de aves marinhas, uma vez que a maioria nidifica nos rochedos ou no topo
dos morros da Ilha de Cabo Frio.
3.3.3.4. Biota Aquática
A descrição da Biota Aquática tem como referência a “Síntese do
Conhecimento sobre os Mamíferos e Quelônios Marinhos da Área de Influência das
Operações do Porto do Forno” (COMAP, s.d.), PDZ (COMAP, 2008), EIA/RIMA do Porto
do Forno (IEAPM, 2009).
A comunidade fitoplanctônica da região é principalmente representada pelas
diatomáceas
(Rhizosolenia,
Coscinodiscus
e
Chaetoceros)
e
dinoflagelados
(Protoperidinium e Ceratium).
O zooplâncton é representado por larvas de pequenos crustáceos (copépodes)
como a Euterpina acutifrons, Oithona nana e Paracalanus quasimodo relacionados à
disponibilidade de alimento (fitoplâncton), larvas de moluscos (mexilhões e ostras),
equinodermos (ouriços e estrelas-do-mar), larvas de poliquetas e peixes e salpas.
A macrofauna bêntica apresenta-se baixa, com destaque para as espécies de
poliqueta, isópoda e anfípoda. As espécies de algas, moluscos e poríferos são as mais
representativas. Em algumas áreas há a dominância de corais.
Há uma riqueza muito grande de espécies de peixes, com destaque para o
linguado (Paralichthys orbignyanus e Etropus longimanus), corvina-riscada (Umbrina
coroides) e o marimbá (Diplodus argenteus)
A subordem Odontoceti está presente na região com sete espécies: Delphinus
sp. Orcinus orca, Pontoporia blainvillei, Sotalia guianensis, Stenella frontalis, Steno
bredanensis, e Tursiops truncatus.
As espécies de baleias registradas na região são baleia-jubarte, baleia-debryde, baleia-franca-do-sul, baleia-minke-antártica e mais uma espécie de baleiaminke não identificada. Das espécies listadas acima, três inspiram preocupação no que
se refere à conservação: a baleia-franca (Eubalaena australis), a jubarte (Megaptera
novaeangliae) e a fanciscana ou toninha (Pontoporia blainvillei).
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco vivem
nas águas brasileiras e na região do Porto do Forno: cabeçuda ou amarela (Caretta
Porto do Forno
75
Plano Mestre
caretta), verde (Chelonia mydas), gigante, negra ou tartaruga-de-couro (Dermochelys
coriacea), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) e a tartaruga-pequena
(Lepidochelys olivacea). Destaque para Caretta caretta, Eretmochelys imbricata e
Chelonia mydas. Todas as cinco espécies citadas estão na lista de animais em extinção.
3.3.3.5. Unidades de Conservação
Este item tem como referências o RIMA (IEAPM, 2009), o Mapa de Unidades
de Conservação do Porto do Forno desenvolvido pelo LabTrans/UFSC e o Instituto
Estadual do Ambiente (INEA), o Sistema Informatizado de Monitoria de Reservas
Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) e as Unidades de Conservação da Mata
Atlântica, ambos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio). Para a área de influência direta do porto com abrangência marinha encontrase a seguinte Unidade de Conservação (UC):
3.3.3.6. Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo
A Reserva Extrativista (RESEX) de Arraial do Cabo, criada pelo Decreto
n.o 98.897/1990, é uma UC de interesse ecológico-social, que visa proteger o sustento
da população tradicional (pescadores artesanais), através da normatização das
diferentes atividades profissionais e amadoras desenvolvidas na região.
É caracterizada por um cinturão pesqueiro entre a praia de Massambaba e a
praia do Pontal (divisa com Cabo Frio), incluindo a faixa de três milhas da costa de
Arraial do Cabo, definindo uma área de 56.769 hectares de lâmina d’água. No entorno
da reserva pode ser encontrada vegetação de dunas, de restinga e formações vegetais
associadas à Mata Atlântica que recobrem os costões rochosos.
Na área abrangida pela RESEX são desenvolvidas as mesmas atividades
vocacionais que o município desenvolve, como pesca artesanal, o turismo (mergulho,
lazer), e pesquisas. No entanto, a atividade portuária apresenta risco às atividades de
pesca e de turismo, tanto pela suscetibilidade à ocorrência de vazamentos de óleo,
quanto pelo risco de acidentes.
A seguir, são descritas das demais UCs da área de influência do Porto do Forno:
Porto do Forno
76
Plano Mestre
3.3.3.7. Área de Proteção Ambiental Municipal do Morro da Cabocla
A Área de Proteção Ambiental (APA) Municipal do Morro da Cabocla tem
0,3 hectares e compreende toda a área do Morro do Forno, Saco do Cherne e Ponta da
Prainha. Foi criada pela Lei Municipal n.o 1512/07 e abrange uma área de ocorrência
de Mata Atlântica e Restinga.
3.3.3.8. Área de Proteção Ambiental do Município de Arraial do Cabo
Abriga o Parque das Dunas do município de Arraial do Cabo, além das zonas
contidas nos trechos da Restinga da Massambaba, iniciando-se no núcleo urbano e se
estendendo até os limites com a APA Estadual da Massambaba.
3.3.3.9. Área de Proteção Ambiental de Massambaba
A APA de Massambaba foi criada pelo Decreto n.o 9.529, de dezembro de
1986, com os objetivos de preservar uma das últimas áreas remanescentes de restinga,
lagoas costeiras e brejos, preservar inúmeros sítios arqueológicos e manter a grande
sequência de dunas ali existentes revestidas de vegetação protetora. Está situada
entre a Lagoa de Araruama e o Oceano Atlântico.
3.3.3.10.
Reserva Biológica do Brejo Jardim
Foi criada pela Lei Orgânica Municipal de 1990 de Arraial do Cabo e abriga uma
área de Restinga.
3.3.3.11.
Reserva Particular do Patrimônio Natural Massambaba
A RPPN Massambaba está situada no município de Arraial do Cabo e possui
92,8 hectares.
3.3.4.
Meio Socioeconômico
3.3.4.1. Aspectos Socioeconômicos
O município de Arraial do Cabo integra a Região dos Lagos, junto a outros sete
municípios localizados na Região das Baixadas Litorâneas. Segundo o último Censo
realizado (IBGE, 2010), o município de Arraial do Cabo possui 27.715 habitantes, em
Porto do Forno
77
Plano Mestre
uma área de 160 km², o que equivale a uma densidade populacional aproximada de
172 hab/km².
O município convive com diversas vocações entre a atividade portuária,
pesqueira, turismo, veraneio e pesquisa. Tem como principal atividade econômica
voltada ao setor de serviços, essencialmente ligados ao turismo.
Arraial do Cabo é reconhecida como um dos núcleos pesqueiros, do tipo
artesanal, mais tradicionais do estado do Rio de Janeiro. É a capital do mergulho do
país, possuindo em suas cercanias 88 naufrágios catalogados (IEAPM, 2009).
Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o município está
classificado como médio desenvolvimento, com IDH de 0,79. A rede educacional do
município conta com 11 creches e 13 pré-escolas. A rede de saúde do município conta
com o Hospital Público Municipal, além de dois postos de saúde.
No município, dado às características de destino turístico, com grande
contingente de população flutuante nos meses de verão, tanto a rede de
abastecimento de água, quanto a rede de esgotamento sanitário, ainda tem se
mostrado insuficiente para atender à demanda sazonal, de acordo com relatório da
Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
(ALERJ, apud IEAPM, 2009).
O relatório aponta ainda que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Praia
Grande estaria funcionando parcialmente e efetuando, apenas, o tratamento primário.
Do total do tratamento, 60% é realizado através de redes separadoras, e 40% através
de sistema unitário (Governo do Rio de Janeiro, 2013). Quanto ao abastecimento de
água, segundo dados do IBGE (2010), 68,9% dos moradores tinham acesso à rede de
água geral.
No Porto do Forno, o tratamento do esgoto e efluentes gerados é feito por
sistemas de fossas sépticas com coleta periódica por empresas especializadas. A
drenagem pluvial é feita por infiltração no próprio solo na retroárea e por caixas de
areia e grelhas com descarga para o mar nas áreas pavimentadas (IEAPM, 2009).
Em relação ao patrimônio histórico, o município apresenta um interessante
conjunto arqueológico, como monumentos e ruínas datados desde o século XV. No
entorno portuário são identificados cinco sítios localizados nas praias dos Anjos e do
Porto do Forno
78
Plano Mestre
Forno, além da Igreja de N. Sa. dos Remédios, do ano de 1506, e o marco de Américo
Vespúcio, de 1503, ambos declarados pelo município como sendo de interesse
cultural.
O Estudo de Impacto Ambiental do Porto do Forno indica ainda a alta
probabilidade de localização de sítios relacionados a pescadores-coletores e
sambaquis em sua Área de Influência Direta (IEAPM, 2009).
3.3.4.2. Porto x Cidade
O uso e a ocupação do solo, na Área de Influência Direta do porto, são
caracterizados por ambientes antropizados consolidados (estabelecimentos comerciais
de suporte às atividades de lazer e turismo, condomínios, pousadas), além de
instalações de apoio à atividades de pesca e da marinha. Ademais, localizam-se
próximos ao porto, como citado no capítulo anterior, a Igreja de N. Sa. dos Remédios e
o marco de Américo Vespúcio.
O acesso rodoviário ao Porto do Forno passa por dentro da cidade, por ruas e
avenidas, apresentando restrições ao tráfego de caminhões devido à sua estreita
largura. Associa-se ainda à interferência do movimento de veículos de carga com os
demais veículos, com vulnerabilidade a congestionamentos, sobretudo nos períodos
de veraneio, uma vez que se trata de uma região turística.
Conforme citado na seção 3.3.3.5, o porto está localizado dentro de uma UC
denominada RESEX Marinha de Arraial do Cabo. A área da RESEX não foge à
especificidade apresentada para o município como um todo, nela sendo desenvolvidas
atividades pesqueiras, turísticas, portuárias e de pesquisa.
3.3.5.
Planos Incidentes na Região
3.3.5.1. Plano Diretor
O Plano Diretor Municipal de Arraial do Cabo foi instituído pela Lei Municipal
n.o 1.512 de 2007. O município está subdividido em zonas, classificadas de acordo com
particularidades
espaciais,
culturais,
econômicas,
sociais,
ambientais
e
infraestrutura urbana.
Porto do Forno
79
de
Plano Mestre
O Porto do Forno e suas instalações está inserido na Zona Portuária 1 (ZPORT1), que compreende também a Marina Pública dos Pescadores, e a ZPORT-2 está
localizada na praia do Pontal.
3.3.5.2. Macrodiagnóstico da Zona Costeira
O Macrodiagnóstico é um instrumento de gestão do território, na escala de
1:1.000.000, previsto pela legislação brasileira. Este instrumento reúne informações
em escala nacional sobre as características físico-naturais e socioeconômicas da costa.
Sua finalidade é orientar ações de planejamento territorial, conservação,
regulamentação e controle dos patrimônios natural e cultural. Além disso, oferece
subsídios para a articulação interinstitucional na órbita dos órgãos federais no que se
refere aos planos e projetos que possam afetar os espaços e os recursos costeiros
(BRASIL, 2009).
Entre os dados que fazem parte do conjunto de informações geradas a partir
do Macrodiagnóstico Costeiro e Marinho do Brasil, destaca-se que na região do estudo
na qual o Porto do Forno está incluído, há um risco tecnológico muito alto. O risco
tecnológico pode ser definido como o potencial de ocorrência de eventos danosos à
vida, a curto, médio e longo prazo, em consequência das decisões de investimento na
estrutura produtiva.
Envolve uma avaliação tanto da probabilidade de eventos críticos de curta
duração com amplas consequências, como explosões, vazamentos ou derramamentos
de produtos tóxicos, como da contaminação em longo prazo dos sistemas naturais por
lançamento e deposição de resíduos do processo produtivo.
No entanto, ressalta-se que o Risco Tecnológico a que se refere este estudo
não é específico das atividades do Porto do Forno, mas sim do contexto de toda a
região.
3.3.5.3. Áreas Prioritárias para Conservação
Esta seção tem como referência o Mapa de Áreas Prioritárias para Conservação
da Biodiversidade da Região Sudeste do Brasil (BRASIL, 2011), também elaborado na
escala 1:1.000.000. Percebe-se que este documento, em especial o mapa de
Porto do Forno
80
Plano Mestre
importância biológica (Anexo 4 deste documento) corrobora as informações
apresentadas no diagnóstico das seções anteriores referentes ao Meio Biótico.
Portanto, considerando a grande biodiversidade e o risco existente, a área na
qual o Porto do Forno está inserido está classificada como de importância biológica
extremamente alta.
3.3.6.
Estudos Ambientais da Área Portuária e Seus Resultados
Estudos e Relatórios Ambientais

Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental do
Porto do Forno (IEAPM , 2009)
Esse estudo realizou o diagnóstico do meio físico e biótico da região, bem como
verificou a legislação ambiental federal e municipal. Identificou e analisou os impactos
ambientais do empreendimento e propôs medidas mitigadoras e programas de
monitoramento da área.

Estudo de Análise de Riscos (EAR) (COMAP, 2010)
Esse estudo tem por finalidade identificar, analisar e avaliar os eventuais riscos
impostos ao meio ambiente e à comunidade, circunvizinhos às instalações, decorrentes
das atividades envolvendo substâncias químicas.

Relatório de Vistoria n.o 005/2011 – Gerência de Meio Ambiente (GMA).
Avaliação da qualidade da gestão ambiental no Porto do Forno (ANTAQ, 2011)
As vistorias tiveram como objetivo a aplicação do formulário do Sistema
Integrado de Gestão Ambiental (SIGA) no Porto do Forno para atualização das
informações relacionadas às conformidades ambientais e ocupacionais.
3.3.7.
Estrutura de Gestão Ambiental
A Companhia Municipal de Administração Portuária (COMAP) possui na sua
estrutura organizacional a Diretoria Ambiental (DIRAM), diretamente subordinada à
presidência do porto e composta pela Gerência Ambiental e pela Brigada Ambiental e
Incêndio. Compete à DIRAM o atendimento às normas ambientais e às emergências. A
equipe responsável pela atuação da DIRAM inclui biólogos e brigadistas, entre outros
profissionais.
Porto do Forno
81
Plano Mestre
O Porto do Forno atende ao disposto na Portaria SEP n.o 104/2009 no tocante
à estrutura organizacional do setor de gestão ambiental e de segurança no trabalho,
com equipe especializada, devendo ampliar essa conformidade com a integração
desses temas com o de saúde ocupacional. Outros aspectos da Portaria a serem
contemplados incluem a adoção de política ambiental e a estruturação e
implementação de um sistema de informações ambientais e um sistema de gestão
ambiental conforme a ISO 14001.
Em função do processo de licenciamento de sua operação, o Porto do Forno
gerencia planos e programas ambientais, entre os quais se destacam:
 Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS);
 Plano de gerenciamento de água de lastro e programa de controle da bioinvasão
por espécies exóticas;
 Programa de gestão ambiental;
 Programa de adequação do tráfego;
 Programa de auditoria ambiental;
 Programa de controle e monitoramento da qualidade do ar;
 Programa de gerenciamento de efluentes;
 Programa de recuperação de passivos;
 Programa de comunicação social;
 Programa de educação ambiental;
 Programas de monitoramento da biota aquática; de cetáceos, quelônios e avifauna;
de erosão, assoreamento e batimetria da Enseada dos Anjos;
 Programa de responsabilidade social para a comunidade pesqueira; e
 Programa de prospecção e resgate do patrimônio.
3.3.8.
Licenciamento Ambiental
A Licença de Operação (LO) do porto, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) em 2009 (LO n.o 829/2009),
retificada em 2010, encontra-se em processo de renovação no mesmo Instituto.
Porto do Forno
82
Plano Mestre
3.3.9.
Questões Ambientais Relevantes na Interação Porto x
Ambiente
O quadro-resumo, a seguir, apresenta as principais interações porto-ambiente
e suas consequências.
Quadro-resumo das questões relevantes de interação porto-ambiente
Qualidade dos recursos hídricos
Existe a probabilidade de eventos críticos de curta duração com amplas
consequências, como explosões, vazamentos ou derramamentos de óleos, além da
contaminação em longo prazo dos sistemas naturais por lançamento e deposição de
resíduos em áreas não autorizadas ou de elevada sensibilidade. Ressalta-se a
importância do uso das boias de contenção para a prevenção durante abastecimento
ou operação das embarcações.
Qualidade dos solos e sistema costeiro
O sistema praial foi alterado com a introdução do quebra-mar que dá proteção ao
cais, ocasionando modificações ainda não estabilizadas da linha de costa, com erosão
da parte sul e assoreamento da porção norte da Praia dos Anjos.
Risco de rolamento de rochas da escarpa fraturada da pedreira, onde se localizam
os silos de armazenamento de grãos em direção a zona portuária e urbana.
Qualidade da biota
A biota terrestre na região do porto está sendo bastante alterada pelo processo
de ocupação, sendo que existe perda de biodiversidade, incluindo espécies vegetais
raras e/ou ameaçadas de extinção. Ao longo da área do porto observam-se pequenos
fragmentos formados por caminhos de passagem realizados pela atividade humana
causando uma fragmentação da área, ou seja, formação de limites artificiais que
foram criados pelo homem, onde houve desmatamento. Constata-se perturbação
antrópica na paisagem dessa região, devido à redução de sua área em função de
desmatamentos ou de substituição de algumas áreas pelo processo de urbanização
desordenada.
Ruídos oriundos do porto podem resultar no afugentamento de espécies de
mamíferos, aves e peixes, organismos essenciais na dinâmica de dispersão de
sementes e na dinâmica do ecossistema, enquanto os ruídos oriundos da dragagem,
movimentação de embarcações ou obras na área portuária pode afugentar algumas
espécies aquáticas.
Da mesma forma, pode-se dizer que a ressuspensão de sedimentos pela atividade
de dragagem, causando turbidez, enrocamento, estaqueamento e aterros, apresenta
efeito nocivo a algumas espécies, em especial as bentônicas.
Porto do Forno
83
Plano Mestre
No que tange aos animais marinhos, possíveis obras de expansão em meio
aquático possuem grande potencial de impactar negativamente os mamíferos
marinhos e outros animais, como as tartarugas marinhas.
Qualidade do ar
A presença de ventos na região do porto potencializa a quantidade de material
particulado em suspensão, assim como a dispersão do material. Como medida
mitigatória são utilizadas esteiras suspensas fechadas. Há ocorrência de odores
indesejáveis.
Qualidade da relação porto x cidade
Impacto visual, conflito de tráfego portuário com tráfego urbano, potencial
conflito entre a atividade portuária e a RESEX Marinha de Arraial do Cabo.
3.4. Estudos e Projetos
Os projetos planejados pela Autoridade Portuária são identificados nas
próximas seções, divididos em medidas operacionais e de expansão da infraestrutura.
3.4.1.
Medidas Operacionais
A principal medida para o aumento da eficiência do porto seria a programação
de chegada dos navios, a fim de diminuir as filas de espera para atracação. Essa
medida, por si só, seria capaz de atender à demanda de navios nos cenários
econômicos mais otimistas (desconsiderando as atividades de apoio offshore). A
princípio, esta sistemática proposta não apresentaria problemas devido ao número
pequeno de usuários.
Além disso, há outras medidas operacionais que poderiam ser buscadas, tais
como o aumento da produtividade no desembarque do sal. Isso se daria com a adoção
de três ternos em vez de dois ternos. Caso essa medida seja insuficiente, pode-se ainda
considerar o reequipamento do berço com guindastes mais modernos e com maior
capacidade.
A demolição de algumas edificações existentes na retroárea pode otimizar o
aproveitamento da mesma. Além disso, recomenda-se a utilização de áreas localizadas
fora da zona portuária (retroportos) para compensar o déficit de espaço físico de
retroárea. Destaca-se o convênio entre a COMAP e empresa Costa do Sol,
possibilitando o armazenamento de cargas no aeroporto da cidade.
Porto do Forno
84
Plano Mestre
3.4.2.
Expansão da Infraestrutura Portuária
A expansão do espaço físico do porto é limitada pelo Morro da Fortaleza,
localizado à sua retaguarda, e a Marina dos Pescadores, localizada à esquerda. O
morro limita a retroárea do porto e a marina limita a ampliação da estrutura de
acostagem. Porém ainda são possíveis expansões portuárias dentro desses limites.
Além das expansões listadas a seguir, é reivindicada a dragagem junto ao Cais
Comercial para manter a profundidade plena de projeto (10 m). Em planta batimétrica
datada de 2011, o nível chega a 8,90 m em alguns pontos próximos ao cais e 9,30 m na
bacia de evolução.
A expansão sugerida pelo PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008) prevê o
aumento da retroárea para apoio offshore nas proximidades do molhe; regularização e
expansão do cais comercial (130 m para oeste e 30 m para leste), totalizando 360 m;
construção de cais de apoio voltado às atividades offshore, no lugar de berço com
estrutura de dolfins, totalizando 200 m de cais.
Uma vez feita a expansão do cais comercial a oeste, é recomendado o
posicionamento da esteira existente a oeste do cais para aumentar a produtividade e
possibilitar a atracação de dois navios simultaneamente.
Porto do Forno
85
Plano Mestre
Figura 53.
Cenário de expansão com regularização e ampliação do cais comercial e
do cais de apoio
Fonte: PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008)
Em adição ao projeto proposto, caso haja grande aumento da demanda, ainda
é considerado um futuro píer a oeste do porto. Este píer poderia ser destinado
exclusivamente à importação de granéis agrícolas. Dessa forma, poderia ser
constituído apenas de dolfins.
A figura abaixo esquematiza a construção desse píer.
Porto do Forno
86
Plano Mestre
Figura 54.
Cenário de expansão com píer próximo à marina dos pescadores
Fonte: PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008)
Ressalta-se que esse é um cenário menos provável, dada a projeção econômica
e possibilidade de ampliar a capacidade portuária com medidas operacionais.
3.4.3.
Projeto de Adequação da Infraestrutura Portuária para
Receber Operações de Apoio Logístico Offshore
Com vistas à registrar os projetos e obras que possam vir a modificar a situação
atual do Porto do Forno, bem como o seu entorno, esta seção tem o objetivo de
descrever os principais projetos existentes para a região, a saber:

Diesel Marítimo;

Fluido de Perfuração;

Planta de Cimento;

Cais de Apoio;

Nova Rota ao Porto;
3.4.3.1. Diesel Marítimo
O Projeto Diesel Marítimo consiste na construção de tanques de
armazenamento para atender à demanda desta carga no porto. Isso se explica pela
crescente produção de petróleo na costa brasileira, que como consequência, gera
demanda por embarcações de apoio, que têm por função prover as plataformas com
Porto do Forno
87
Plano Mestre
suprimentos e recolher os resíduos por elas gerados. O diesel marítimo tem como
destino portanto, o abastecimento das embarcações de apoio offshore.
Estão previstos quatro tanques para armazenamento de diesel marítimo, com
capacidade de 1.000 m³ cada, totalizando 4.000 m³ de diesel. O empreendimento terá
área total de 700 m², localizados imediatamente a leste do galpão central de
armazenamento de resíduos e distantes aproximadamente 70 m da beira do cais. A
figura a seguir ilustra a localização dos tanques.
Figura 55.
Localização dos tanques de diesel marítimo
Fonte: Porto do Forno (2014)
3.4.3.2. Fluido de Perfuração
Assim como o Projeto Diesel Marítimo, o objetivo é a construção de tanques de
armazenamento para atender à demanda offshore. Neste caso, está prevista a
construção de seis tanques para armazenagem de fluido de perfuração (159.000 litros
cada), além de mais um tanque de armazenagem de diesel marítimo (90.000 litros).
Os tanques estarão localizados entre os silos de granéis sólidos – que
atualmente armazenam malte – e o armazém de estocagem. A distância até o cais é de
cerca de 100 m. Pode-se visualizar a localização deste projeto no porto por meio da
Porto do Forno
88
Plano Mestre
figura a seguir, onde destacam-se os tanques de fluidos em vermelho e o tanque de
diesel em azul.
Figura 56.
Localização dos tanques de fluidos e de diesel
Fonte: Porto do Forno (2014)
3.4.3.3. Planta de Cimento
Há um projeto para a implantação de uma Planta de Cimento no Porto do
Forno. Contudo, informações mais detalhadas não foram divulgadas.
3.4.3.4. Cais de Apoio
Está em fase de projeto a construção de um cais fixo sobre estacas em frente
aos silos de granéis sólidos, a sudoeste e linearmente ao cais atual, destinados ao
recebimento de embarcações de apoio offshore. Considerando que a intenção é de
que as embarcações atraquem de popa, o cais terá capacidade de atendimento a duas
embarcações simultaneamente.
O cais de apoio terá 57,5 m de comprimento e 10 m de largura. Trata-se de um
cais a ser construído sobre trinta estacas metálicas de 90 cm de diâmetro. A ligação
com a retroárea não será contínua, existindo três pontes de acesso ao novo cais,
conforme pode se visualizar na área destacada em azul da próxima figura.
Porto do Forno
89
Plano Mestre
Figura 57.
Localização do cais de apoio
Fonte: Porto do Forno (2014)
3.4.3.5. Nova Rota ao Porto
O porto do forno dispõe de uma área de expansão a noroeste da cidade de
Arraial do Cabo, distantes dois quilômetros em linha reta do porto. Atualmente esta é
uma área não utilizada pelo Porto do Forno, todavia, há um estudo para implantação
de uma nova via de acesso ao porto que contornaria esta área a oeste, desviando o
tráfego de caminhões com destino ao porto. Contudo, a nova rota não eliminará o
gargalo existente entre a área de expansão e o porto, em virtude da densa urbanização
entre os dois pontos.
A figura a seguir ilustra a nova rota.
Porto do Forno
90
Plano Mestre
Figura 58.
Nova Rota ao Porto
Fonte: Porto do Forno (2014)
Porto do Forno
91
Plano Mestre
Porto do Forno
92
Plano Mestre
4. ANÁLISE ESTRATÉGICA
Este capítulo se propõe a apresentar a análise estratégica portuária, cujo
objetivo é avaliar os pontos positivos e negativos do porto, tanto no que se refere ao
seu ambiente interno quanto ao externo. Desta forma, toma-se por base o processo de
planejamento estratégico que, conforme define Oliveira (2004, p.47), “é o processo
administrativo que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a
melhor direção a ser seguida pela empresa, visando o otimizado grau de interação com
o ambiente, atuando de forma inovadora e diferenciada”.
Neste mesmo sentido, Kotler (1992, p.63) afirma que “planejamento
estratégico é definido como o processo gerencial de desenvolver e manter uma
adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e
oportunidades de mercado”.
De acordo com o Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), os portos
brasileiros devem melhorar sua eficiência logística, tanto no que diz respeito à parte
interna do porto organizado em si, quanto aos seus acessos. Também é pretendido
que as autoridades portuárias sejam autossustentáveis e adequadas a um modelo de
gestão condizente com melhorias institucionais, que tragam possibilidades de redução
dos custos logísticos nacionais. Neste contexto, busca-se delinear os principais pontos
estratégicos do Porto do Forno através de uma visão concêntrica com as diretrizes do
PNLP.
A análise abrange todas as áreas da organização, tanto a gestão da COMAP,
quanto questões operacionais e de meio ambiente, dentre outros aspectos.
A seguir estão descritas os principais pontos positivos e negativos sobre as
quais a Autoridade Portuária pode exercer controle, considerando seu ambiente
interno. A intenção de conhecer tais aspectos é levantar os principais itens sobre os
quais sua administração poderá atuar para ampliar a eficiência.
No âmbito externo são descritas as principais oportunidades e ameaças ao
desenvolvimento portuário, tanto em ambiente regional como nacional e
internacional. Tendo em vista o levantamento desses pontos foi estruturada a matriz
Porto do Forno
93
Plano Mestre
SWOT. Os detalhes a respeito da análise estratégica do Porto do Forno e da COMAP
estão descritos nas próximas seções.
4.1. Pontos Positivos – Ambiente Interno

Capacidade ociosa: Não há filas de espera para atracação no porto, o que pode ser
considerado positivo em um cenário em que há procura crescente por instalações
portuárias para apoiar logisticamente as plataformas de exploração de petróleo.
Além disso, a disponibilidade de cais e a inexistência de filas pode atrair novas
cargas, bem como consolidar as já existentes.

Áreas disponíveis para diversificação da atuação do porto: O porto possui pátios e
armazéns disponíveis que podem diversificar a atuação do porto, ou mesmo,
consolidar sua vocação como porto de apoio para as operações offshore.

Disponibilidade de estrutura para tratamento de resíduos oriundos de
plataformas offshore: O porto é um dos únicos no país que conta com estação de
tratamento de resíduos sólidos provenientes das plataformas offshore.
4.2. Pontos Negativos – Ambiente Interno

Área de expansão é restrita: O porto possui severas restrições para ampliação de
área, sendo o mesmo cercado pela cidade de Arraial do Cabo e por formações
montanhosas.

Conflito porto x cidade em função da operação de malte: Essa operação é objeto
de críticas da população que vive no entorno do porto por produzir poeira que
causa incômodos, dependendo da direção e da intensidade do vento.

Diversificação das cargas movimentadas no porto: As cargas movimentadas são,
basicamente, sal e malte, granéis sólidos no sentido de desembarque, havendo,
assim, forte dependência da evolução dos poucos produtos movimentados.

Baixa receita gerada pelas tarifas portuárias: Essa situação faz com que a situação
financeira do porto esteja com baixo desempenho para geração de lucros.
Porto do Forno
94
Plano Mestre
4.3. Pontos Positivos – Ambiente Externo

Aumento da demanda por logística de apoio às operações offshore: As
perspectivas de crescimento da extração de petróleo no Brasil, principalmente em
função das novas descobertas do pré-sal e a operacionalização do Campo de Libra,
ampliarão significativamente a movimentação de navios de apoio a tal atividade.
Além disso, a localização do Porto do Forno, entre as bacias de Campos e Santos é
bastante favorável à atração desse tipo de operação. A movimentação de OSV gera
significativa receita para a Autoridade Portuária, principalmente no que se refere
às tarifas de acostagem, tendo representado aproximadamente 44% das receitas
totais do porto em 2012.

O mercado de cervejas artesanais: Na região próxima ao porto, no estado do Rio
de Janeiro, estão instaladas algumas indústrias cervejeiras, principalmente de
características artesanais, nicho de mercado que vem obtendo significativas taxas
de crescimento nos últimos anos no mercado brasileiro.
4.4. Pontos Negativos – Ambiente Externo

Forte concorrência de estruturas de apoio logístico offshore: Ampliação da oferta
portuária de disponibilidade para cais de atracação principalmente para a demanda
de OSV em portos próximos ao Porto do Forno, bem como a construção de
terminais especializados nas adjacências do porto são uma ameaça ao potencial de
atração dessa operação.

Fortes restrições ambientais para ampliação da estrutura do porto: O Porto do
Forno está localizado em uma região de fortes restrições ambientais, o que pode
inviabilizar sua expansão e, assim, ameaçar sua atratividade, tanto para as
operações offshore quanto para novas cargas.

Condições adversas das conexões rodoviárias: As conexões rodoviárias do porto
com sua hinterlândia, nos períodos de pico, apresentam níveis de serviço muito
ruins. Além disso o acesso no entorno portuário é limitado.

Conflito porto x cidade em função dos acessos: Todos os acessos terrestres das
proximidades do porto passam por centros urbanos com alta densidade
Porto do Forno
95
Plano Mestre
demográfica, caracterizando conflito entre a cidade e o porto, particularmente
durante o verão, por serem Arraial do Cabo e Cabo Frio destinos turísticos.

Incerteza sobre a operação de malte: A armazenagem de malte é feita pela
empresa Barley que tem um contrato de uso temporário de curta duração. O não
estabelecimento dessa operação em bases mais estáveis poderá provocar a
descontinuidade dessa movimentação.
4.5. Matriz SWOT
A matriz foi elaborada observando-se os pontos mais relevantes dentro da
avaliação dos pontos fortes e fracos do porto. Desse modo, foram agrupados os
pontos apresentados ao longo dos pontos positivos e pontos negativos.
Os itens foram ranqueados de acordo com o grau de importância e relevância.
Utilizaram-se critérios baseados nas análises dos especialistas para a elaboração deste
Plano Mestre, bem como na visita técnica feita junto à COMAP. Neste sentido, a matriz
procura exemplificar os principais pontos estratégicos de acordo com o seu ambiente
interno e externo.
A matriz SWOT do Porto do Forno está expressa na tabela que segue.
Tabela 30.
Matriz SWOT do Porto do Forno
Positivo
Ambiente
Interno
Capacidade portuária ociosa
A área de expansão do porto é restrita
Áreas disponíveis para diversificação da
atuação do porto
Conflito porto x cidade: a operação de
malte gera profusão de partículas
sólidas
Disponibilidade de estrutura para
tratamento de resíduos oriundos de
plataformas offshore
Baixa diversificação das cargas
movimentadas
Aumento da demanda por logística de
apoio offshore
Ambiente
Externo
Negativo
O mercado de cervejas artesanais
Tarifas portuárias geram pouca
receita
Forte concorrência de estruturas de
apoio logístico offshore
Fortes restrições ambientais para
ampliação a estrutura do porto
Condições adversas das rodovias que
interligam o porto a sua hinterlândia
Conflito porto x cidade em função dos
acessos
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
96
Plano Mestre
4.6. Linhas Estratégicas

Ampliar as receitas portuárias através do estímulo à movimentação de cargas,
incrementando o tráfego de navios no acesso aquaviário, principalmente de
embarcações de apoio às operações offshore;

Em consonância à linha estratégica anterior, é importante que o porto promova
investimentos em instalações e infraestrutura de modo a oferecer as condições
adequadas para receber operações de apoio logístico offshore e, assim, atrair
novos contratos nesse setor;

Promover melhorias da gestão administrativa do porto, buscando sempre a
profissionalização e treinamento de seus colaboradores;

Investir em sistemas computacionais que proporcionarão melhor desempenho nas
atividades da empresa;

Realizar esforços comerciais a fim de atrair investidores e ampliar a movimentação
de cargas no porto; e

Estimular a eficiência operacional das movimentações realizadas no porto,
respeitando as exigências ambientais.
Porto do Forno
97
Plano Mestre
Porto do Forno
98
Plano Mestre
5. PROJEÇÃO DE DEMANDA
5.1. Demanda sobre as Instalações Portuárias
Este item trata do estudo de projeção da demanda de cargas e passageiros para
o Porto do Forno. Apresenta-se, na primeira seção, o método de projeção, com ênfase
na importância da articulação do Plano Mestre do Porto do Forno com o Plano
Nacional de Logística Portuária (PNLP) e das entrevistas junto à administração do porto
e ao setor produtivo usuário de serviços do porto. A segunda seção descreve,
brevemente, as características econômicas da região de influência do Porto do Forno.
Na seção seguinte são descritos e analisados os principais resultados da projeção de
carga do porto, para os principais produtos a serem movimentados. E, na última seção
é feita uma análise da movimentação por natureza de carga.
5.1.1.
Etapas e Método
A metodologia de projeção de demanda referente à movimentação de carga
por porto toma como ponto de partida as projeções realizadas pelo PNLP. Apesar
desta complementaridade, a projeção de demanda do Plano Mestre trata de um
mercado mais específico e, neste sentido, exige que sejam discutidas questões mais
próprias de cada porto. Assim, de modo articulado com o PNLP, os valores iniciais das
projeções são ajustados e reestimados quando: (i) a movimentação de um
determinado produto em um porto é fortemente influenciada por um fator local (por
exemplo, novos investimentos produtivos ou de infraestrutura) ou (ii) há um produto
com movimentação significativa no porto em questão e tal produto é uma
desagregação da classificação adotada pelo PNLP.
Nos dois casos citados acima, novas projeções são calculadas. Para detectar,
no porto em estudo, produtos com movimentação atípica, produtos novos ou
produtos específicos e com importância no porto em estudo, buscam-se dados junto à
Autoridade Portuária, dados de comércio exterior e, principalmente, entrevistas junto
ao setor produtivo da área de influência do porto.
Porto do Forno
99
Plano Mestre
No caso de informações estatísticas disponíveis, novas equações de fluxos de
comércio para estes produtos são estimadas e projetadas para o porto específico.
Assim, para um determinado produto k, os modelos de estimação e projeção são
apresentados a seguir.
(1)
(2)
Onde:
é a quantidade exportada do produto k pelo Porto do Forno, com
origem na microrregião i e destino o país j, no período t;
é o Produto Interno
Bruto do principal país de destino da exportação do produto k.
é a taxa
de câmbio do Real em relação à moeda do país estrangeiro.
é a quantidade
importada do produto k pelo Porto do Forno, com origem no país j e destino à
microrregião i, no período t;
é o PIB da microrregião de destino i;
são erros aleatórios.
As equações de exportação (volume em toneladas) e de importação (volume
em toneladas) descrevem modelos de painéis de dados, onde a dimensão i é dada
pelas diversas microrregiões que comercializam, de modo representativo, o produto
em questão pelo porto em estudo e a dimensão t é dada pelo período de estimação
(1996-2012). Os dados são provenientes da base da Secretaria de Comércio Exterior
(SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de
instituições financeiras internacionais (PIB e câmbio), como o Fundo Monetário
Internacional (FMI). Após a estimação das equações (1) e (2), as projeções de volume
exportado e importado são obtidas a partir do input dos valores de PIB e câmbio para
o período projetado. Estes valores são tomados a partir das projeções calculadas pelo
FMI e outras instituições financeiras internacionais, como o The Economist Intelligence
Unit.
5.1.2.
Caracterização Econômica
O Porto do Forno localiza-se na região norte da Praia dos Anjos, na cidade de
Arraial do Cabo – RJ. Sua área de influência abrange a microrregião dos Lagos e a
Porto do Forno
100
Plano Mestre
microrregião Serrana do estado do Rio de Janeiro. A figura seguinte apresenta as
principais características econômicas das regiões que compõem a área de influência do
porto.
Figura 59.
Área de influência do Porto do Forno e características econômicas
Fonte: Brasil (2013); Elaborado por LabTrans
Em 2010, a região Serrana, onde estão instaladas duas unidades fabris da
Cervejaria Petrópolis, uma no município de Petrópolis e outra em Teresópolis,
alcançou um PIB de R$ 10,4 bilhões.
A região dos Lagos é considerada uma das mais propícias para o extrativismo
salino no país, atrás apenas das salinas localizadas no estado do Rio Grande do Norte.
Em 2010, os municípios desta região somaram um PIB de R$ 11,5 bilhões.
5.1.3.
Movimentação de Cargas: Projeção
A movimentação das principais cargas do Porto do Forno, transportadas em
2012, está descrita na tabela a seguir. Apresentam-se, também, os resultados das
projeções de movimentação até 2030, estimadas conforme a metodologia discutida na
seção 5.1.1.
Porto do Forno
101
Plano Mestre
Tabela 31.
Projeção de demanda de cargas do Porto do Forno entre os anos 2012
(observado) e 2030 (projetado) – em toneladas
Produto
Natureza de Carga
Navegação
Sentido
2012
2015
2020
2025
2030
Sal
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
99.006
114.736
126.525
133.813
139.102
Malte
Granel Sólido
Longo Curso
Desembarque
54.120
93.774
100.000
100.000
100.000
153.126
208.510
226.525
233.813
239.102
Total
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX; Elaborado por LabTrans
Figura 60.
Participação dos produtos movimentados no Porto do Forno em 2012
(observada) e 2030 (projetada)
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX; Elaborado por LabTrans
Como pode ser visto na tabela anterior, o Porto do Forno movimentou, em
2012, 153 mil toneladas, sendo 99 mil correspondentes à importação de sal e 54 mil de
importações de malte.
Até 2030, espera-se um crescimento de 56%, com uma taxa anual de 1,6% em
média. Assim, ao final do período projetado, a demanda deve ser de aproximadamente
239 mil toneladas.
Espera-se um crescimento maior do malte, em relação ao sal. Sendo assim, o
malte deve ganhar participação da movimentação total do porto, de 35% em 2012
para 42% em 2030, enquanto o sal passa de 65% para 58%.
As descrições qualitativas das projeções por produto estão apresentadas nas
seções a seguir.
5.1.3.1. Sal
Em 2012, o Porto do Forno importou 99 mil toneladas de sal proveniente do
Chile com destino à Refinaria Nacional de Sal.
Porto do Forno
102
Plano Mestre
Situada na cidade de Cabo Frio – RJ, a Refinaria Nacional de Sal possui
capacidade produtiva de 20 mil toneladas de sal por mês (SAL CISNE, s.d.). Além desta,
outras empresas extrativas como Salinas Perynas e a Companhia Nacional de Álcalis
também possuem fábricas instaladas na cidade.
Como pode ser visto na figura a segue, as importações de sal no Porto do Forno
apresentaram queda significativa a partir de 2006, visto que até este ano o porto
importava sal para insumo na produção de barrilha da Companhia Nacional Alcális, em
Arraial do Cabo. Em 2006, a companhia fechou e o porto passou a atender somente à
Milhares de Toneladas
Refinaria Nacional do Sal.
600
500
400
300
200
100
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
2020
2021
2022
2023
2024
2025
2026
2027
2028
2029
2030
-
Observado
Figura 61.
Projetado
Demanda observada (2003-2012) e projetada (2013-2030) de
importações de sal no Porto do Forno
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX; Elaborado por LabTrans
Espera-se que a demanda apresente um crescimento vegetativo, com taxa
média anual de 1,6% entre 2012 e 2030. Assim, ao final do período projetado, a
demanda por importações de sal pode chegar a 139 mil toneladas.
5.1.3.2. Malte
No ano de 2012, o Porto do Forno importou cerca de 54 mil toneladas de
malte da Argentina e Uruguai. A carga tem como destino o Grupo Petrópolis, a
segunda maior cervejaria do país localizada na serra carioca, que possui duas
instalações nas cidades de Petrópolis e Teresópolis, RJ.
Porto do Forno
103
Plano Mestre
Espera-se que até 2016, a movimentação portuária da carga atinja 100 mil
toneladas, como pode ser visto na figura a seguir, crescendo a uma taxa média de
16,4% ao ano.
120
Milhares de Toneladas
100
80
60
40
20
Observado
Figura 62.
2029
2030
2028
2027
2026
2025
2024
2023
2022
2021
2020
2019
2017
2018
2016
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
-
Projetado
Demanda observada (2008-2012) e projetada (2013-2030) de
importações de malte no Porto do Forno
Fonte: Dados brutos: ANTAQ e Brasil-MDIC-SECEX; Elaborado por LabTrans
Uma nova cervejaria deve ser implantada na cidade de Frutal, Minas Gerais,
para atender à demanda dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Parte do malte utilizado deverá ser importado pelo Porto do Forno, o que justifica as
altas taxas de crescimento até 2016.
De acordo com entrevistas realizadas com a empresa Barley Malting, que
opera a carga no porto, devido a questões logísticas, o Porto do Forno não deve
movimentar mais do que 100 mil toneladas, sendo portando mantida a projeção até
2030.
5.1.4.
Operações de Apoio Offshore
O Porto do Forno possui uma localização geográfica estratégica, visto que está
localizado em Arraial do Cabo, município que marca o limite entre as bacias de Campos
e Santos.
Como pode ser visto na figura a seguir, o Alto de Cabo Frio, que é uma feição
geológica (espécie de cadeia de montanhas) que separa as duas bacias sedimentares
Porto do Forno
104
Plano Mestre
de Campos e Santos, passa entre as cidades de Arraial do Cabo e Cabo Frio (MOHRIAK
et al., 2005). Assim, o Porto do Forno representa uma atraente base de apoio offshore.
Figura 63.
Localização geográfica de Alto de Cabo Frio.
Fonte: Mohriak et al. (2005)
Atualmente, o porto está sendo utilizado como base para armazenamento de
risers, troca de turmas e abastecimento (PORTO DO FORNO, s.d.).
Para os próximos anos, devido às altas expectativas de exploração de petróleo
offshore, principalmente na camada pré-sal, as atividades portuárias de apoio devem
crescer significativamente, refletindo aumento da demanda por cais em todo o litoral
brasileiro, inclusive no Porto do Forno, que é geograficamente bem posicionado para
essa atividade.
Serão realizados estudos mais específicos, que simulam a concorrência entre
portos (como o atual projeto de cooperação entre SEP/PR e LabTrans/UFSC, que trata
da análise da utilização de cais para operações offshore), e que poderão subsidiar a
política e o planejamento dos serviços offshore.
Porto do Forno
105
Plano Mestre
5.1.5.
Projeção por Natureza de Carga
O Porto do Forno movimenta malte e sal, sendo ambos granéis sólidos. Até
2030, não são esperadas novas cargas, o que indica que em todo o período projetado,
100% das cargas devem ser granéis sólidos.
5.2. Demanda sobre o Acesso Aquaviário
Em 2012 ocorreram 18 atracações de navios de longo curso e cabotagem no
Porto do Forno.
Considerando-se as projeções de demanda apresentadas nos itens anteriores
e, também, as expectativas de evolução da frota que frequentará o porto nos anos
futuros, foi possível elaborar a tabela abaixo que contém as estimativas do número de
atracações de navios oceânicos que serão requeridas para atender às movimentações
projetadas.
Tabela 32.
Atracações de navios oceânicos em Forno – 2015 a 2030
Carga
2015
2020
2025
2030
Sal
6
6
6
7
Malte
11
12
12
12
Total
17
18
18
19
Fonte: Elaborado por LabTrans
5.3. Demanda sobre os Acessos Terrestres
5.3.1.
Acesso Rodoviário
5.3.1.1. Acesso à Hinterlândia
A projeção do tráfego foi realizada para as rodovias BR-101 e RJ-124, sendo
adotadas duas hipóteses julgadas primordiais para o entendimento da situação das
rodovias.
Primeiramente, considerou-se a hipótese de que o volume de tráfego de/para
o porto crescerá acompanhando a movimentação das cargas, levando em
consideração apenas as cargas que chegam ou saem do porto via modal rodoviário.
Porto do Forno
106
Plano Mestre
As cargas consideradas para a análise foram o malte e o sal. Entretanto, 100%
da carga de sal segue para as a fábrica da Cisne, localizada em Cabo Frio, não utilizando
nem a RJ-124 ou a BR-101 para o transporte.
O malte, por sua vez, vai para a cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, via
modal rodoviário. Desta forma, os caminhões de malte foram alocados todos na RJ124 e no trecho 1 da BR-101.
Uma vez conhecidas as cargas transportadas em cada rodovia, dividiu-se a
tonelagem projetada de cada mercadoria pela capacidade de carga dos respectivos
caminhões-tipo. A próxima tabela mostra as características dos caminhões
considerados na análise.
Tabela 33.
Figura
Caminhões-tipo
Truck
Peso Bruto Máximo
(t)
23
Capacidade de
Carga (t)
15
Carreta 2 Eixos
33
20
Carreta Baú
41,5
28
Carreta 3 Eixos
Carreta Cavalo
Trucado
Carreta Cavalo
Truckado baú
Bi-trem
41,5
28
45
33
45
33
57
42
Tipo de Caminhão
Fonte: Elaborado por LabTrans
Dadas as capacidades de carga, foram calculadas as quantidades de caminhões
que deverão passar pelas rodovias de acesso ao porto nos anos futuros, como pode ser
visto na próxima tabela.
Tabela 34.
Volumes diários de caminhões provenientes da movimentação de
cargas no Porto do Forno
Malte (caminhões / dia)
2012
2015
2020
2025
2030
4
6
7
7
7
Fonte: Elaborado por LabTrans
O número de caminhões está em ‘caminhões por dia’, devido a ser equivalente
a menos de um caminhão por hora. Este fato evidencia que a movimentação portuária
Porto do Forno
107
Plano Mestre
não traz grandes impactos para o nível de serviço nas rodovias, sendo fator importante
apenas nas ruas do entorno portuário, onde prejudicam a fluidez do trânsito.
A segunda hipótese é de que o volume de tráfego na rodovia, excluindo-se o
tráfego proveniente da movimentação das cargas do porto, deverá variar de acordo
com o PIB brasileiro. A tabela a seguir mostra a variação percentual do PIB utilizada na
projeção do volume normal.
Tabela 35.
Projeção da variação do PIB em %
Ano
Variação do PIB em %
Ano
Variação do PIB em %
2013
2,5*
2022
4,0
2014
4,8
2023
3,9
2015
4,1
2024
3,8
2016
4,4
2025
3,8
2017
4,4
2026
3,7
2018
4,3
2027
3,7
2019
4,2
2028
3,7
2020
4,2
2029
3,7
2021
4,1
2030
3,7
*Estimativa da OCDE para o crescimento da economia brasileira em 2013
Fonte: Elaboração LabTrans (2013)
Para o cálculo, foram levados em conta os volumes de horário de pico de cada
trecho. O volume de tráfego estimado de veículos que não tem relação direta com o
porto está disposto na próxima tabela.
Tabela 36.
VMD horário estimado para os trechos das rodovias BR-101 e RJ-124.
Rodovia
BR-101-1 BR-101-2
RJ-124
2012
3.433
1.152
1.936
2015
3.921
1.316
2.211
2020
4.840
1.624
2.729
2025
5.866
1.968
3.307
2030
7.180
2.409
4.048
Fonte: Elaboração LabTrans
Devido ao número de caminhões horários derivados do porto ser muito
pequeno, o volume total estimado para as rodovias é bastante semelhante ao que
consta na tabela anterior.
Porto do Forno
108
Plano Mestre
5.3.1.2. Entorno Portuário
Considerando que para os caminhões chegarem ao Porto do Forno é
necessário cruzar a cidade de Arraial do Cabo, buscou-se quantificar o número máximo
de caminhões que cruzarão a cidade por consequência da movimentação do porto.
As duas cargas principais do porto, sal e malte, geram demandas diferenciadas
sobre o acesso rodoviário. Como a descarga do sal é direta, todo o lote movimentado é
retirado do porto durante a operação de desembarque do navio. No caso do malte,
entretanto, a carga é transferida dos navios para os silos do porto, e somente após
esta transferência ela é paulatinamente retirada do porto. O tempo em que ocorre a
retirada do malte pode ser assumido como sendo contínuo ao longo do ano, porém
limitado ao período diurno.
Desse modo, o pior cenário se verifica quando há, simultaneamente, o
desembarque do sal e a retirada do malte do porto.
A partir dos indicadores operacionais constantes do capítulo 3 e considerandose que em 2030 a movimentação de malte será de 100 mil toneladas, pode-se elaborar
a estimativa da demanda sobre o entorno portuário, em termos do número de
caminhões por hora que estarão circulando pela vias urbanas da cidade.
Para o sal:
 Lote máximo: 22.158 t
 Produtividade média: 150 t/hora de operação
 Número médio de horas de operação: 147,7 h/navio
 Capacidade do caminhão: 33 t
 Número de viagens requeridas: 671/atracação
 Demanda estimada: 10 caminhões/hora (considerando-se os dois
sentidos)
Para o malte:
 Movimentação anual em 2030: 100.000 t
 Número de horas disponíveis para a retirada da carga: 4.368 h/ano
 Capacidade do caminhão: 42 t
 Número de viagens requeridas: 2.380/ano
Porto do Forno
109
Plano Mestre
 Demanda estimada: 1 caminhão por hora (considerando-se os dois
sentidos)
Assim sendo, durante o desembarque de um navio de sal, no período diurno,
estima-se que 11 caminhões estarão transitando pelas ruas de Arraial do Cabo por
hora.
Essa movimentação de caminhões tem um impacto significativo sobre a
dinâmica
do
tráfego
urbano,
uma
vez
que
os
caminhões
atravessam,
obrigatoriamente, o centro da cidade.
Porto do Forno
110
Plano Mestre
6. PROJEÇÃO DA CAPACIDADE DAS INSTALAÇÕES
PORTUÁRIAS E DOS ACESSOS AO PORTO
6.1. Capacidade das Instalações Portuárias
6.1.1.
Frota de Navios que Atualmente Frequenta o Porto
6.1.1.1. Frota de Navios que Transportam Sal
Das cinco escalas de navios para descarregar sal registradas em 2012, quatro
foram feitas por graneleiros Handysize com porte bruto inferior a 35 mil TPB e uma por
navio Handymax com porte de 38,9 mil TPB.
O comprimento médio das embarcações foi de 173 m e o comprimento
máximo observado foi de 180 m. A boca e o calado de projeto médios foram de 28,5 m
e 11,6 m, respectivamente.
6.1.1.2. Frota de Navios que Transportam Malte
Os seis navios de longo curso que descarregaram malte no Porto do Forno em
2012 tinham portes brutos entre 9.455 e 22,2 mil TPB, ou seja todos eram Handysize.
Ainda que em geral os lotes desembarcados tenham sido bem menores que os
respectivos portes dos navios, a base de dados da ANTAQ indica que estes vieram ao
Brasil exclusivamente com a carga destinada ao porto.
O comprimento médio foi de 139 m, a boca média de 20,9 m e o calado de
projeto médio de 8,6 m.
6.1.1.3. Frota de Navios de Apoio a Plataformas de Petróleo
A frota de embarcações que presta apoio a plataformas de exploração de
petróleo e que visitam regularmente o Porto do Forno é razoavelmente diversificada,
incluindo, entre outros as embarcações de apoio propriamente ditas (offshore supply
vessels – OSVs), embarcações de pesquisa, rebocadores, etc., sendo as primeiras as
mais frequentes.
Porto do Forno
111
Plano Mestre
As principais características dimensionais médias da frota de embarcações de
apoio (OSVs) observadas em 2012 foram: porte de 3.354 TPB, comprimento de 77 m,
boca de 16,8 m e calado de projeto de 5,9 m.
Deve-se mencionar que os OSVs se distribuem por uma ampla gama de portes
e dimensões. O maior deles que frequentou o porto em 2012, o Deep Endeavour,
mostrado na figura abaixo, tinha porte de 8.376 TPB comprimento de 130 m, boca de
22 m e calado de projeto de 6,8 m.
Figura 64.
Embarcação de apoio marítimo Deep Endeavour, a maior que
frequentou o Porto em 2012
Fonte: www.shipspotting.com
6.1.1.4. Perfil da Frota que Frequenta o Porto
A tabela a seguir caracteriza o perfil da frota que frequentou o porto em 2012
por tipo de carga, apresentando para tanto a distribuição percentual das frequências
por faixa de porte:
 Handysize (até 35.000 TPB);
 Handymax (35.000 – 60.000 TPB);
 Panamax (60.000 – 90.000 TPB); e
Porto do Forno
112
Plano Mestre
 Capesize (acima de 90.000 TPB).
Tabela 37.
Perfil da frota de navios que frequentou o Porto do Forno por classe e
carga – 2012
2012
Carga
Sal
Malte
Handysize
Handymax
Panamax
Capesize
80%
100%
20%
-
-
-
Fonte: COMAP (2012); Elaborado por LabTrans
6.1.2.
Perfil da Frota de Navios que Deverá Frequentar o Porto
O perfil da frota para os anos de 2015, 2020, 2025 e 2030 foi projetado de
acordo com as seguintes premissas básicas:

Admitindo-se que o sal continue a ser importado do Chile, a empresa armadora
Empremar, que pertence ao mesmo grupo da Salinas Punta de Lobos, fornecedora
exclusiva do sal gema ao Brasil, está renovando sua frota, trocando seus
graneleiros mais antigos por outros recém construídos, na faixa de 34,4 mil a 45
mil TPB, que deverão permanecer engajados no tráfego para o Brasil ao menos
pelos próximos dez anos. Por outro lado, se por razões comerciais ou por
intervenção governamental o sal voltar a ser adquirido das salinas do Rio Grande
do Norte a incerteza é maior porque a idade média da frota de bandeira brasileira
é bem elevada e não há definições precisas sobre eventuais substituições.
Entretanto espera-se que os graneleiros de maior porte da faixa dos Panamax
sejam dedicados ao transporte de bauxita e alumina, enquanto que para o
transporte dos demais granéis sólidos sejam projetados e construídos numa faixa
semelhante à dos navios chilenos mencionados acima.

Os lotes de malte descarregados no porto são relativamente reduzidos, com uma
média pouco superior a 9.000 t/navio. Como se verificou que os navios
transportadores chegam ao Brasil carregando exclusivamente o produto destinado
ao Porto do Forno, tudo indica que a frota respectiva continuará a ser composta
exclusivamente por navios Handysize.
Porto do Forno
113
Plano Mestre
Tabela 38.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e
produto – 2015
Carga
Sal
Malte
2015
Handysize
60%
100%
Handymax
40%
-
Panamax
-
Capesize
-
Fonte: Elaborado por LabTrans
Tabela 39.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e
produto – 2020
Carga
Sal
Malte
2020
Handysize
60%
100%
Handymax
40%
-
Panamax
-
Capesize
-
Fonte: Elaborado por LabTrans
Tabela 40.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e
produto – 2025
Carga
Sal
Malte
2025
Handysize
55%
100%
Handymax
45%
-
Panamax
-
Capesize
-
Fonte: Elaborado por LabTrans
Tabela 41.
Perfil da frota de navios que deverá frequentar o porto por classe e
produto – 2030
Carga
Sal
Malte
2030
Handysize
55%
100%
Handymax
45%
-
Panamax
-
Capesize
-
Fonte: Elaborado por LabTrans
No entanto, no tocante às embarcações de apoio a plataformas de petróleo
(OSVs), há evidências de que as explorações em águas profundas, como é o caso das
bacias próximas ao Porto do Forno, serão servidas por uma frota com níveis médios de
porte e de dimensões superiores aos hoje observados.
Porto do Forno
114
Plano Mestre
As dimensões de interesse para o dimensionamento das facilidades de
atracação são o comprimento e a boca das embarcações, para que as mesmas possam
atracar tanto por um bordo como pela popa.
Assim sendo, estima-se que ao longo do horizonte em análise o comprimento
médio evoluirá paulatinamente dos atuais 77 m para cerca de 85 m, enquanto que a
boca média crescerá de 16,8 m para 18,5 m.
Estima-se, ainda, que o porte bruto médio das embarcações que utilizam o
Porto do Forno, que em 2012 foi de 3.354 TPB, venha a crescer também
progressivamente até cerca de 3,7 mil TPB ao final do horizonte do trabalho.
6.1.3.
Capacidade de Movimentação no Cais
A capacidade de movimentação no cais foi calculada com o concurso de uma
planilha do tipo 3 referida na metodologia de cálculo constante no Anexo 1 deste
plano.
Em todos os cálculos foi considerado que o porto dispõe de um só berço.
A planilha calcula as capacidades referentes às cargas movimentadas, assim
como calcula o número de horas de utilização dos berços em função da projeção da
movimentação de cada carga.
Os itens seguintes mostram as capacidades calculadas para cada carga, para os
anos 2012, 2015, 2020, 2025 e 2030.
6.1.3.1. Capacidade de Movimentação de Sal
A tabela a seguir apresenta as capacidades estimadas para movimentação do
sal.
Porto do Forno
115
Plano Mestre
Tabela 42.
Capacidade de movimentação de sal
Fonte: Elaborado por LabTrans
6.1.3.2. Capacidade de Movimentação de Malte
A capacidade de movimentação estimada para o malte encontra-se na tabela
abaixo.
Tabela 43.
Capacidade de movimentação de malte
Fonte: Elaborado por LabTrans
6.1.4.
Capacidade de Armazenagem
Entende-se que a capacidade de armazenagem de cargas a granel, se
insuficiente em um determinado momento, pode ser ampliada de forma mais fácil e
menos onerosa se comparada com investimentos em infraestrutura de atracação.
O mesmo pode ser dito com relação à carga geral solta, embora esta carga seja
normalmente armazenada na área primária dos portos, o que pode representar
problemas maiores do que no caso dos granéis.
Porto do Forno
116
Plano Mestre
Nos itens que se seguem são apresentadas as capacidades de armazenagem
requeridas para cada carga movimentada no porto.
6.1.4.1. Capacidade de Armazenagem de Sal
O sal é levado diretamente para as instalações do consignatário da carga, não
requerendo armazenagem no porto.
6.1.4.2. Capacidade de Armazenagem de Malte
Conforme referido no capítulo 3, o Porto do Forno dispõe de silos para o malte
com uma capacidade estática total de 21 mil toneladas.
Em 2012 o lote médio foi de 9.020 t e o lote máximo foi de 12.433 t, tendo
ocorrido somente seis atracações ao longo do ano, portanto, uma a cada dois meses.
Em 2030 o número de atracações crescerá para 11, significando, na prática, uma
atracação por mês.
Verifica-se assim que a capacidade estática é 2,3 vezes superior ao lote médio
e 1,7 vezes superior ao lote máximo. Considerando o baixo número de atracações a
capacidade estática existente é considerada satisfatória, havendo tempo suficiente
entre atracações para que a carga seja retirada dos silos. Além disso, toda a carga
destina-se ao mesmo consignatário, o que implica em uma operação mais controlada.
6.2. Capacidade do Acesso Aquaviário
A descrição do canal de acesso ao Porto do Forno foi apresentada no capítulo 3
deste relatório.
Pelas características desse acesso, pode-se afirmar que sua capacidade é muito
elevada, permitindo um número superior a 10 mil atracações por ano.
6.3. Capacidade dos Acessos Terrestres
6.3.1.
Acesso Rodoviário
A análise da capacidade do acesso rodoviário foi realizada para as rodovias BR-
101 e RJ-124 que conectam o Porto do Forno à sua hinterlândia. Dessa forma, as
principais características dessas rodovias podem ser observadas na tabela que segue.
Porto do Forno
117
Plano Mestre
Tabela 44.
Características relevantes da BR-101 e da RJ-124
CARACTERÍSTICA
BR-101-1
BR-101-2
RJ-124
Duplicada
Simples
Duplicada
Largura de faixa (m)
3,6
3,3
3,3
Largura do acostamento (m)
2,0
3,0
2,8
Largura do acostamento central (m)
2,0
-
-
Tipo de Terreno
Plano
Plano
Ondulado
Distribuição Direcional (%)
50/50
50/50
50/50
80
80
100
Tipo de Rodovia
Velocidade Máxima permitida (km/h)
Fonte: Elaborado por LabTrans
Considerou-se na estimativa da capacidade que as rodovias não passarão por
mudanças significativas em suas infraestruturas ao longo de todo o horizonte do
projeto.
Aplicando-se a metodologia do HCM para rodovias de múltiplas faixas e de
pista simples, obtêm-se os volumes máximos horários aceitáveis de cada rodovia,
considerando-se aceitável o nível de serviço ruim (D), apresentados na próxima
tabela.
Tabela 45.
Capacidades de tráfego estimadas das rodovias BR-101 e RJ-124 –
em veículos/h
Nível de Serviço
Rodovia
BR-101-1 BR-101-2
RJ-124
A
932
-
840
B
1.465
-
1.321
C
2.131
240
1.922
D
2.930
1.121
2.642
E
3.730
2.701
3.123
Fonte: Elaborado por LabTrans
As capacidades das vias – número de veículos passantes na rodovia no período
de uma hora com nível de serviço igual ou melhor do que ruim (D) – determinam que
volumes de veículos superiores aos obtidos, resultarão em níveis de serviço muito
ruins (E).
Porto do Forno
118
Plano Mestre
7. COMPARAÇÃO ENTRE DEMANDA E CAPACIDADE
7.1. Instalações Portuárias
A partir dos resultados constantes dos capítulos sobre demanda e capacidade
foi possível identificar eventuais déficits futuros da capacidade de movimentação das
principais cargas do Porto do Forno.
Assim, para cada produto de relevância na movimentação do porto foram
elaborados gráficos nos quais pode ser vista a comparação entre a demanda e a
capacidade ao longo do horizonte de planejamento.
Ressalta-se que os cálculos da capacidade futura não incorporaram melhorias
operacionais e/ou aumento da capacidade da superestrutura, e, tampouco, novas
infraestruturas.
7.1.1.
Sal
A próxima figura ilustra a comparação entre a demanda e a capacidade de
movimentação de sal no Porto do Forno.
Figura 65.
Sal – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Portanto, a capacidade superará em muito a demanda projetada, levando à
conclusão de que o padrão de serviço será ainda maior do que o especificado nos
Porto do Forno
119
Plano Mestre
cálculos da capacidade. Ou seja, o índice de ocupação do cais será bem menor do que
os 65% considerados nos cálculos.
7.1.2.
Malte
A figura seguinte representa a comparação entre a demanda e a capacidade de
movimentação de malte.
Figura 66.
Malte – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Observa-se que a capacidade será bastante superior à demanda projetada,
levando à conclusão, à semelhança do caso do sal, de que o padrão de serviço será
ainda maior do que o especificado nos cálculos da capacidade.
7.1.3.
Embarcações Offshore
Tendo em vista a evidente capacidade ociosa do cais, faz sentido disponibilizar
esta ociosidade para as operações das embarcações empregadas nas atividades de
exploração offshore de petróleo, como já acontece atualmente no Porto do Forno.
Buscou-se então estimar qual a capacidade de atendimento dessas
embarcações, expressando-a em número de atracações possíveis de serem feitas em
cada ano considerado nos cálculos da capacidade.
Para efetuar esse cálculo, em primeiro lugar, registre-se a disponibilidade do
cais em cada ano, em função das baixas ocupações consequentes das movimentações
Porto do Forno
120
Plano Mestre
projetadas de sal e malte (disponibilidades para um máximo de 65% de ocupação do
cais):
2012: 4.032 h
2015: 3.321 h
2020: 3.131 h
2025: 3.077 h
2030: 3.029 h
No capítulo 6 foi caracterizada a frota de OSV que atualmente frequenta
Forno. O porte médio das embarcações é de 3.354 TPB, comprimento médio de 77 m e
boca média de 16,8 m. Um crescimento no porte e nas dimensões dessas embarcações
são esperados no futuro. De particular importância é o comprimento médio que
deverá crescer para 85 m.
As principais embarcações offshore são de dois tipos Em maior quantidade, do
tipo OSV, conforme descrito no parágrafo anterior, e, em menor quantidade, os AHTS.
O tempo em que essas embarcações permanecem atracadas também difere
bastante. Em média um OSV requer 12 horas para ser atendido, enquanto que um
AHTS pode requerer até 40 horas.
Outra característica dessa operação é que, em muitos casos, a atracação é
feita pela popa (atracação ‘mediterrânea’), e, em outros, a atracação é pelo costado.
Fica claro, no entanto, que a atracação pela popa requer bem menos comprimento de
cais do que no caso do costado. Neste plano, a atracação pela popa foi admitida como
ocupando 50 m do cais, enquanto que aquela realizada pelo costado foi definida pelo
comprimento médio das embarcações mais uma folga entre elas de 15 m.
Para se estimar quantas atracações o Porto do Forno poderá oferecer às
embarcações offshore, sem prejuízo das operações das cargas, foi admitido que a
demanda em Forno seja preponderantemente (90%) de atracações de OSV e somente
10% de AHTS.
Isto posto, a próxima figura ilustra o número de atracações possíveis em Forno,
caso todas as atracações sejam realizadas pelo costado.
Porto do Forno
121
Plano Mestre
Figura 67.
Número de atracações offshore – 100% pelo Costado
Fonte: Elaborado por LabTrans
Se, ao contrário, todas forem realizadas pela popa, o número de atracações
serão os mostrados na figura seguinte.
Figura 68.
Número de atracações offshore – 100% pela Popa
Fonte: Elaborado por LabTrans
Assim sendo, a longo prazo, o número de atracações de OSV estará contido
entre 350 e 713, dependendo da forma de atracação. Para AHTS, no entanto, os
números de atracações serão de 39 a 80.
Porto do Forno
122
Plano Mestre
7.2. Acesso Aquaviário
A demanda sobre o acesso aquaviário, expressa em termos do número de
escalas previstas para ocorrerem ao longo do horizonte deste plano, está reproduzida
a seguir (vide item 5.2):

Número de escalas em 2015: 17

Número de escalas em 2020: 18

Número de escalas em 2025: 18

Número de escalas em 2030: 19
Admitindo-se as operações offshore, esses números poderão ser acrescidos de
cerca de 800 atracações.
Por outro lado, no item 6.2 foi estimada a capacidade do acesso aquaviário
como sendo superior a 10 mil escalas por ano.
Dessa forma, o acesso aquaviário não apresentará restrição ao atendimento da
demanda projetada para o porto.
7.3. Acessos Terrestres
7.3.1.
Acesso Rodoviário
A comparação entre a demanda e capacidade foi realizada para as rodovias BR-
101 e RJ-124.
A demanda sobre as rodovias foi apresentada no item 5.3.1 deste plano e está
resumida na próxima tabela.
Tabela 46.
Projeções do tráfego para as rodovias BR-101 e RJ-124
Rodovia
BR-101-1 BR-101-2
RJ-124
2015
3.921
1.316
2.211
2020
4.840
1.624
2.729
2025
5.866
1.968
3.307
2030
7.180
2.409
4.048
Fonte: Elaborado por LabTrans
Os níveis de serviço para essas rodovias nos anos futuros estão apresentados
na tabela seguinte.
Porto do Forno
123
Plano Mestre
Tabela 47.
Níveis de serviço futuros para as rodovias BR-101 e RJ-124
Rodovia
BR-101-1 BR-101-2
RJ-124
2015
F
E
D
2020
F
E
E
2025
F
E
F
2030
F
E
F
Fonte: Elaborado por LabTrans
De posse dessas informações foram elaborados gráficos comparando a
demanda com a capacidade das rodovias.
Figura 69.
BR-101-1– demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Como é possível visualizar no gráfico acima, a demanda no trecho 1 da BR-101
no horário de pico ultrapassa a capacidade desde 2012, sendo o nível de serviço atual
classificado em E. Com o crescimento da demanda, o nível de serviço alcançará o nível
F, em 2015, o que significa fluxo forçado e imprevisível, nas horas de pico.
Levando em conta o fato deste trecho já ser duplicado, é necessária a
realização de estudos mais aprofundados a fim de se comprovar a real necessidade de
obras de aumento de capacidade para essa rodovia.
Porto do Forno
124
Plano Mestre
Figura 70.
BR-101-2 – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Situação semelhante ocorre no trecho 2 da BR-101. Isso se deve
majoritariamente ao fato de ser uma rodovia de pista simples. Ao que esta análise
indica, a duplicação desse trecho da BR-101 faz-se necessária.
A figura a seguir trata da RJ-124.
Figura 71.
RJ-124 – demanda vs capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Mesmo sendo uma rodovia duplicada, a RJ-124 terá sua capacidade
ultrapassada nos horários de pico em 2020. Por ser uma rodovia que possui
características sazonais, o volume de tráfego aumenta no verão, o que pode causar
Porto do Forno
125
Plano Mestre
uma série de congestionamentos, situação que está refletida nos níveis de serviço
observados atualmente e no futuro.
No que tange à comparação entre a demanda e a capacidade do acesso
rodoviário ao entorno do Porto do Forno, não estão disponíveis dados que permitam
uma análise de forma quantitativa. No entanto, por uma análise qualitativa somada
aos resultados da seção 5.3.1.2 – Entorno Portuário, é possível perceber que a
concentração de veículos de carga quando há desembarque de sal no porto é
significativa, tendo em vista as atuais condições dos acessos ao entorno do porto.
Dessa forma, destaca-se que o impacto gerado pelo tráfego portuário nesses períodos,
afeta significativamente a dinâmica do tráfego urbano.
Porto do Forno
126
Plano Mestre
8. ANÁLISE DA GESTÃO PORTUÁRIA
Este capítulo descreve e analisa a estrutura de gestão da Autoridade Portuária,
sua forma organizacional, seu regime de atuação, assim como é realizada uma
avaliação da situação financeira da entidade.
O capítulo está organizado da seguinte forma: primeiro, são descritas e
analisadas as características internas da gestão da COMAP, com base em levantamento
documentário e de campo realizado junto aos funcionários da organização;
posteriormente é realizada uma avaliação financeira da organização, descrevendo as
receitas e os gastos com detalhes e em seguida são feitas algumas análises sobre a
perspectiva financeira da organização em função dos cenários de demanda previstos.
8.1. Análise da Gestão Administrativa
A COMAP se organiza de acordo com o organograma apresentado abaixo.
Figura 72.
Estrutura de organização da COMAP
Fonte: COMAP (2013)
A estrutura acima define o grau de responsabilidades, as atribuições e as
funções dos colaboradores da instituição. Os setores que assessoram o Coordenador
Geral atuam no permanente contato deste com os demais setores e trabalham no
Porto do Forno
127
Plano Mestre
centro de controle de crises, sendo responsáveis pelo apoio jurídico, apoio na
divulgação de informações e pelo estabelecimento de um canal de comunicação entre
a Autoridade Portuária e demais interessados nos assuntos do porto, dentre outras
atribuições.
O Coordenador Geral é assessorado por especialistas previamente designados
pelo Porto do Forno, além de representantes de agências externas que têm a função
de auxiliar nas eventuais emergências que a administração possa vivenciar. Estes
especialistas compõem o quadro de funcionários do Coordenador Geral e atuam
diretamente nas assessorias ligadas ao mesmo. Estas assessorias são apresentadas na
figura a seguir.
Figura 73.
Organograma do quadro de funcionários do coordenador geral da
COMAP
Fonte: COMAP (2013)
Os demais colaboradores da COMAP são alocados na equipe dita como Staff
Operacional, que tem a função de manter o Coordenador Geral atualizado sobre o
fluxo das informações e o andamento da situação da instituição, principalmente em
casos emergenciais. Além disso, a referida equipe deve repassar as informações
necessárias aos componentes do quadro de funcionários do Coordenador Geral. O
Staff Operacional tem a função de dar suporte às atividades operacionais da
instituição, tendo a estrutura apresentada na figura seguinte.
Porto do Forno
128
Plano Mestre
Figura 74.
Staff operacional da COMAP
Fonte: COMAP (2013)
8.1.1.
Quadro de Pessoal
A alocação de pessoal na estrutura de custos da COMAP está dividida em três
contas, sendo elas os Encargos Sociais e Trabalhistas, a Mão de Obra Direta e a Mão de
Obra Indireta. Estas contas são detalhadas em outras, conforme apresentado na tabela
a seguir.
Tabela 48.
Gastos com o quadro de pessoal da COMAP
Conta
2010
2011
2012
43.275,54
44.966,06
46.017,96
33.775,54
33.999,36
33.851,16
0
0
0
9.500,00
10.966,70
12.166,80
0
0,00
0
526.608,47
577.874,09
637.219,42
529.408,97
581.040,35
637.889,83
162,5
0
0
-40
-98,31
0
2.425,18
652,63
3.000,00
Assistência Médica
-3.170,18
-2.373,48
-1.744,41
Vale Transporte
-2.178,00
-1.347,10
-1.926,00
51.600,00
51.600,00
47.300,00
51.600,00
51.600,00
47.300,00
Encargos Sociais e Trabalhistas
Férias
o
13 Salário
Férias Pró-Labore
o
13 Salário Pró-Labore
Mão de Obra Direta
Salários e Encargos Operacionais
o
13 Salário
INSS
Aviso Prévio e Indenizações
Mão de Obra Indireta
Honorários da Diretoria
Fonte: COMAP (2013)
Porto do Forno
129
Plano Mestre
Os Encargos Sociais e Trabalhistas representam a alocação de custos com
Férias e 13º salários relativos aos funcionários diretos da COMAP, contendo inclusive
as férias e 13º salários relativos à Pró-Labore, não sendo esta uma exigência da
legislação trabalhista, demonstrando o compromisso da instituição com os seus
colaboradores.
A proporção gasta com estes direitos, ao longo dos últimos anos, pode ser
visualizada no gráfico abaixo.
Figura 75.
Encargos Sociais e Trabalhistas
Fonte: COMAP (2013)
A conta referente à Mão de Obra Direta inclui os valores despendidos com a
remuneração dos funcionários que são efetivos da COMAP. Destaca-se que o
montante vem crescendo ao longo do histórico em análise, em função principalmente
do acréscimo de funcionários. A figura abaixo demonstra este crescimento.
Figura 76.
Histórico Mão de Obra Direta
Fonte: COMAP (2013)
Porto do Forno
130
Plano Mestre
Com relação à Mão de Obra Indireta, que se refere aos colaboradores que não
estão diretamente ligados à estrutura organizacional da COMAP verifica-se que houve
uma expressiva queda dos recursos despendidos entre os anos de 2011 e 2012.
Figura 77.
Histórico Mão de Obra Indireta
Fonte: COMAP (2013)
8.1.2.
Análise dos Contratos Operacionais e de Arrendamento
A COMAP possui apenas um operador portuário cadastrado: a PENNANT
Serviços Marítimos, responsável pela principal fonte de receitas do porto.
Quanto aos contratos de uso temporário, limitam-se à Praiamar Indústria,
Comércio & Distribuição Ltda., empresa cujo objeto é a construção e exploração de
silos para cereais e sistema de recebimento, movimentação, expedição e pesagem, em
uma área total de 3.713,41 m². O contrato foi firmado em março de 2007, com prazo
de 5 anos, prorrogável automaticamente por igual período.
8.2. Avaliação Financeira
A presente seção tem por finalidade apresentar e avaliar a saúde financeira do
porto mediante análise dos demonstrativos de resultados - que englobam o lucro ou
prejuízo do exercício, as receitas e os gastos. É analisado também o balanço
patrimonial do porto, através de indicadores financeiros.
Após a demonstração dos resultados obtidos nos últimos anos, é apresentada
uma avaliação da sustentabilidade financeira do porto que contará com as projeções
das respectivas contas.
Porto do Forno
131
Plano Mestre
Para se realizar a análise da situação financeira da COMAP, consideraram-se os
seguintes documentos como referência:

Balancetes analíticos da COMAP dos anos de 2010 a 2012;

Demonstrativos dos Resultados dos Exercícios (DRE) de 2010 a 2012;

Balanço Patrimonial de 2010 a 2012; e

PDZ do Porto do Forno (COMAP, 2008).
8.2.1.
Receitas e Custos Unitários
Neste tópico analisa-se os valores de receita e de gastos portuários no período
dos últimos 3 anos confrontando-os com a movimentação do porto, visando identificar
o desempenho do Porto do Forno e fazendo uma comparação com o mercado.
Através de informações obtidas nos demonstrativos financeiros referentes ao
período de 2010 a 2012, foi possível comparar as receitas e os gastos do Porto do
Forno; conforme apresentado na próxima tabela.
Tabela 49.
Composição das receitas e gastos portuários (R$)
2010
2011
2012
Média
5.192.071,84
7.294.992,05
11.507.698,31
7.998.254,07
642.639,47
532.448,80
1.044.588,65
739.892,31
Total - receita bruta
5.834.711,31
7.827.440,85
12.552.286,96
8.738.146,37
Custo Direto
1.171.154,39
1.076.478,56
1.382.463,22
1.210.032,06
119.824,70
125.697,02
113.383,43
119.635,05
Despesas
5.107.553,16
6.103.253,01
9.461.570,84
6.890.792,34
Total dos Custos e Despesas
6.398.532,25
7.305.428,59
10.957.417,49
8.220.459,44
110%
93%
87%
94%
Receita Operacional
Receita Não Operacional
Custo Indireto
Gastos / Receitas
Fonte: COMAP; Elaborado por LabTrans
Os dados de custos e despesas demonstram valores que representam em
média 94% das receitas do Porto do Forno. Este valor revela o baixo nível de superávit
no resultado financeiro do período.
Tanto a receita quanto a despesa tiveram aumento de 115% e 71%,
respectivamente, durante os anos analisados. Importa ressaltar que em 2010 o porto
Porto do Forno
132
Plano Mestre
estava deficitário e sua principal receita provinha da movimentação de cargas. Já em
2011 apresentou um saldo financeiro positivo devido ao Projeto Acciona, cujo escopo
foi a construção e montagem dos blocos de concreto a serem utilizados na construção
do Porto do Açu. A receita do referido projeto aumentou ainda mais no ano seguinte,
enquanto a receita por movimentação de cargas teve aumento de apenas 13%.
O gráfico a seguir mostra uma comparação entre receita e despesa do Porto do
Forno no período de 2010 até 2012.
Figura 78.
Comparação entre receita e despesa do Porto do Forno
Fonte: COMAP; Elaborado por LabTrans
A receita alcançou um patamar de mais de R$ 12 milhões no último ano e os
gastos também cresceram, mas a um nível inferior à receita, ficando próximos da casa
dos R$ 11 milhões - o que proporcionou equilíbrio financeiro.
A movimentação de cargas no Porto do Forno atualmente é somente de sal e
malte. O Projeto Acciona, como mencionado, tem gerado uma receita relevante nos
dois últimos anos e, consequentemente, aumento em outras despesas. Contudo, a
atividade deste projeto foi temporária.
Visando à análise de valor unitário por tonelada movimentada no porto e à
comparação com o mercado, foi considerada somente a receita proveniente das
cargas movimentadas regularmente no porto e os custos diretos e indiretos no período
de avaliação.
Considerando este critério para a análise comparativa entre portos, é
apresentado a seguir o quadro de receitas e custos unitários para o Porto do Forno,
conforme dados levantados junto à administração.
Porto do Forno
133
Plano Mestre
Tabela 50.
Receitas e custos unitários
Ano de estudo
2010
2011
2012
Média
Receita /tonelada (R$)
9,11
9,11
13,28
10,50
Custos/tonelada (R$)
6,51
6,68
9,77
7,65
Fonte: COMAP; Elaborado por LabTrans
A tabela a seguir faz uma comparação entre o Porto do Forno e outros portos
da região, a saber: Rio de Janeiro e Vitória.
As médias unitárias dos portos foram calculadas considerando-se a receita e os
custos pela produção em toneladas dos últimos anos de cada porto.
Tabela 51.
Comparação entre portos da região
Valores
Média Inclusiva
Forno
∆R$
∆%
Receita/t
9,21
10,50
1,29
14%
Custos/t
7,98
7,65
-0,32
-4%
Fonte: Demonstrativos Contábeis dos Portos; Elaborado por LabTrans
Com o intuito de melhor analisar comparativamente, a tabela seguinte faz uso
do mesmo critério das médias da tabela anterior dos portos da região, excluindo o
porto analisado, no caso o Porto do Forno.
Tabela 52.
Comparação com média sem porto incluso
Valores
Média Sem
Forno
∆R$
∆%
Receita/t
8,78
10,50
1,73
20%
Custos/t
8,09
7,65
-0,43
-5%
Fonte: Demonstrativos Contábeis dos Portos; Elaborado por LabTrans
O resultado da receita do valor unitário por tonelada movimentada apresentado
está 20% acima da média dos demais portos, já o do custo está 5% abaixo dos portos
da região.
Esta análise comparativa demonstra que o Porto do Forno está com uma receita
unitária elevada em relação aos portos vizinhos. Já o custo unitário está pouco abaixo
quando comparado aos seus pares. No entanto, registre-se que houve um aumento
consideráveis nos custos, tendo em vista o período analisado.
Porto do Forno
134
Plano Mestre
8.2.2.
Indicadores Financeiros
O exame das finanças da autoridade portuária através de indicadores de
liquidez, endividamento e rentabilidade refere-se a uma análise pragmática que tem o
intuito de avaliar a saúde financeira dessa entidade; possibilitando, assim que sejam
diagnosticadas questões que possam comprometer sua solidez. Além disso, a avaliação
da situação financeira da instituição é comumente empreendida no sentido de traçar o
planejamento estratégico institucional para sobrevivência no sistema em que está
inserida.
8.2.2.1. Indicadores de Liquidez
Os indicadores de liquidez evidenciam o grau de solvência da empresa em
decorrência da existência ou não de solidez financeira que garanta o pagamento dos
compromissos assumidos com terceiros. Na análise empreendida foram considerados
os indicadores de liquidez corrente, geral e imediata.
A figura seguinte mostra a evolução dos índices de liquidez da COMAP entre os
anos de 2010 e 2012.
Figura 79.
Evolução dos indicadores de liquidez da COMAP
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Como observado na figura, os indicadores de liquidez da autoridade portuária
apresentam, em geral, um comportamento de crescimento ao longo do período
analisado. Entre os anos de 2010 a 2012 é possível perceber um crescimento no índice
de liquidez corrente, indicando o aumento de seus ativos disponíveis e conversíveis de
curto prazo. O índice de liquidez imediata, ao contrário da liquidez corrente,
Porto do Forno
135
Plano Mestre
apresentou uma queda entre os anos de 2011, atribuindo à COMAP uma capacidade
menor no sentido solvência de suas dívidas de curto prazo, em função de uma baixa
disponibilidade imediata em caixa.
Em relação ao índice de liquidez geral, que revela a solvência das dívidas de
curto e de longo prazo da empresa, verifica-se que este índice não apresentou grandes
variações e uma tendência crescente ao longo dos anos, ou seja, a capacidade de
pagamento no que tange ao total das dívidas aumentou no período.
É importante salientar por fim que a COMAP possui atualmente uma maior
capacidade no cumprimento de seus compromissos de curto e de longo prazo com
relação aos anos anteriores em análise.
8.2.2.2. Indicadores de Endividamento
Os indicadores de endividamento ou de estrutura de capital indicam o grau de
endividamento da entidade em decorrência da origem dos capitais investidos no
patrimônio. Para avaliar o endividamento da autoridade portuária do Porto do Forno
foram utilizados os indicadores de participação de capitais de terceiros, imobilização
do patrimônio líquido e endividamento geral.
A figura seguinte demonstra os referidos indicadores, entre os anos de 2010 e
2012 para a COMAP.
Porto do Forno
136
Plano Mestre
Figura 80.
Evolução dos indicadores de endividamento da COMAP
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Verifica-se que os indicadores da participação de capitais de terceiros e
imobilização do patrimônio líquido se mostram inconstantes, apresentando uma
queda expressiva a partir de 2011. No caso do índice da participação de capitais de
terceiros, tal situação ocorre principalmente em função da queda do déficit no
patrimônio líquido e do crescimento do exigível em longo prazo. Atribui-se ao índice a
constatação de que a dependência da COMAP na realização de seus negócios em
relação aos recursos de terceiros se mostrou decrescente no período.
No que se refere ao índice de imobilização do patrimônio líquido apresentado
pela COMAP no período de análise, entende-se que a queda provocada a partir de
2011 decorre especialmente do crescimento acentuado do ativo permanente, com
simultânea diminuição do déficit apresentado no patrimônio líquido. Indica, porém,
menor capacidade relativa de solvência por parte da COMAP, haja vista que quanto
mais a empresa investe em ativo permanente, menores serão os seus recursos
próprios passíveis de serem alocados nos demais investimentos, e, portanto, maior
será a necessidade de endividamento e de financiamento através do capital de
terceiros.
Porto do Forno
137
Plano Mestre
A seguir apresenta-se o gráfico do índice de composição do endividamento,
que objetiva definir a concentração do mesmo para o caso da COMAP, de curto e
longo prazo.
Figura 81.
Evolução da composição do endividamento da COMAP
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
O indicador demonstra que o endividamento da COMAP passou a concentrarse no curto prazo, uma vez que não está comprometida com passivos exigíveis a longo
prazo. O crescimento ocorrido entre 2010 e 2011 dá-se principalmente pelo
crescimento do passivo corrente em maior proporção do que do ativo total. No ano
seguinte, verifica-se um crescimento expressivo do ativo total, aumentando a
disponibilidade de pagamentos de curto prazo da COMAP.
8.2.2.3. Indicadores de Rentabilidade
Os indicadores de rentabilidade medem a capacidade econômica obtida pelo
capital investido na empresa e indicam se a entidade é lucrativa ou não, ou seja,
remetem ao retorno dos investimentos realizados na entidade analisada. Os
indicadores selecionados para a presente análise foram: giro do ativo, rentabilidade do
patrimônio líquido e rentabilidade sobre o investimento.
Em virtude da escala de grandeza dos indicadores de rentabilidade ser
diferente, os mesmos serão apresentados em dois gráficos. A figura seguinte ilustra a
evolução do indicador de giro do ativo, obtido para os anos de 2010 a 2012.
Porto do Forno
138
Plano Mestre
Figura 82.
Evolução do giro do ativo COMAP
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Quanto à evolução do giro do ativo, ao longo do período analisado houve uma
tendência contínua de crescimento, graças ao recrudescimento tanto da receita líquida
quanto do ativo total. Isto indica que, desde 2010, a companhia vem aumentando o
tempo de recuperação dos valores investidos em seu ativo. A próxima figura elucida os
valores obtidos para o indicador de rentabilidade do patrimônio líquido no período
entre 2010 a 2012.
Figura 83.
Evolução da rentabilidade do patrimônio líquido da COMAP
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
139
Plano Mestre
O indicador de rentabilidade do patrimônio líquido mede o quanto a empresa
consegue lucrar a partir de seu capital próprio, exclusivamente. Para o caso da
COMAP, o indicador mostrou que a empresa apresentou uma tendência de
crescimento, expressivamente a partir de 2011. Tal situação decorre principalmente
das diminuições ocorridas nos déficits do patrimônio líquido da instituição, sendo este
um esforço realizado pela COMAP nos últimos anos. Abaixo será delineado o indicador
de rentabilidade sobre o investimento para o período de 2010 a 2012.
Figura 84.
Evolução da rentabilidade sobre o investimento
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
O indicador de rentabilidade sobre o investimento tem a função de relatar o
quanto a empresa obtém de lucro em relação à quantidade total dos seus ativos, ou
seja, ele pretende revelar a quantidade de lucro ou prejuízo que uma empresa aufere a
partir de um montante de investimento. No caso da COMAP – embora em menor
escala se comparado ao indicador de rentabilidade do patrimônio líquido – é possível
perceber a mesma relação que se deu para aquele indicador pois aqui o ativo total
cresce também de forma contínua. O indicador apresenta-se de forma negativa, mas
crescente, em função dos contínuos déficits verificados pelo porto; no entanto, ocorre
um aumento contínuo e expressivo do ativo total da instituição.
Porto do Forno
140
Plano Mestre
8.2.3.
Avaliação das Receitas Portuárias
Para que fosse possível realizar a avaliação das receitas do Porto do Forno foi
considerada sua evolução histórica, identificando as principais tarifas geradoras de
receita assim como a participação de cada carga na arrecadação do porto.
No tangente aos principais geradores de receitas, verifica-se que, em 2012, o
Projeto Acciona representou quase 50% de toda a receita operacional do porto, como
já comentado anteriormente. As demais receitas são provenientes principalmente da
movimentação de OSV e das cargas de sal e malte, conforme pode ser observado no
gráfico que segue.
Figura 85.
Receita bruta gerada em 2012 por fator gerador
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Como pode ser observado através do gráfico, a receita total do Porto do Forno
para o ano de 2012 foi de, aproximadamente, R$ 12 milhões. Este valor pode ser
considerado relativamente baixo se comparado com a realidade dos demais portos
públicos brasileiros. Com o intuito de visualizar de forma percentual a participação de
cada fator gerador de receita apresenta-se o gráfico a seguir.
Porto do Forno
141
Plano Mestre
Figura 86.
Participação da receita bruta no ano de 2012
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Como se pode notar, os supply boats representaram para o Porto do Forno 24%
da sua receita total no ano de 2012. Já o sal representou 10% da receita e o malte 7%.
A carga geral apresentou participação de apenas 2% das receitas do porto. Outras
receitas (locações de espaços do porto) representaram 8% do total.
Cabe destacar que o Porto do Forno não possui contratos de arrendamento e,
assim, não dispõe de receitas patrimoniais. Mesmo possuindo espaços como pátios e
armazéns, o porto não realiza contratos de arrendamentos para delimitar a utilização
de sua área. Empresas com investimentos no local possuem contratos de uso
temporário de 5 anos de duração, o que não vai ao encontro das diretrizes do PNLP e
das políticas federais portuárias que vêm sendo aplicadas ao setor nos últimos anos.
Ao avaliar as receitas portuárias de 2012 é possível identificar que o porto vem
apresentando resultados positivos, principalmente devido às receitas geradas pelo
projeto Acciona, que auxiliaram a situação financeira do mesmo. Examinando as
receitas portuárias, desconsideradas as receitas deste projeto, obtém-se o gráfico que
segue.
Porto do Forno
142
Plano Mestre
Figura 87.
Evolução das receitas por produto
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Como pode ser observado, as receitas geradas por supply boats representaram,
nos últimos 3 anos, a maior participação das receitas portuárias, não considerado o
projeto Acciona, porém as mesmas possuem certa instabilidade nos valores totais
gerados.
Já o sal é o segundo produto de maior geração de receita no período. Tal carga
representa um montante de aproximadamente R$ 1 milhão ao ano de receita gerada.
Por fim, o malte – terceiro maior produto em geração de receita no porto –
vem apresentando estabilidade em suas receitas tendendo ao crescimento anual, com
valor aproximado de R$ 700 a R$ 830 mil ao ano.
Figura 88.
Somatório da evolução das receitas por produto
Fonte: Dados COMAP; Elaborado por LabTrans
Como pode depreender-se do gráfico anterior, a somatória das receitas geradas
pelos produtos de maior movimentação no porto geram uma receita de
Porto do Forno
143
Plano Mestre
aproximadamente R$ 5 milhões ao ano. Comparando-se com os custos portuários
(quase exclusivamente fixos) que representaram aproximadamente R$ 11 milhões em
2012, conclui-se que as cargas consolidadas do porto geram valores muito inferiores à
sua necessidade de faturamento.
As perspectivas de projeção de demanda para sal e malte indicam que as
receitas portuárias para essas cargas poderiam vir a representar uma quantia de
aproximadamente R$ 3 milhões em 2030. Com o término do projeto Acciona, ou seja,
apenas com as movimentações consolidadas de granéis sólidos do porto, sem
ampliação significativa das receitas de operações de supply boats, a saúde financeira
do mesmo tende a ser deficitária.
Porto do Forno
144
Plano Mestre
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Plano Mestre teve como objetivo principal o estabelecimento de um
programa de ações capaz de viabilizar o atendimento da demanda futura de
movimentação de cargas, projetada para o horizonte do planejamento. Para tanto, foi
fundamental o pleno conhecimento das dinâmicas do porto, tanto operacional quanto
administrativa.
O capítulo 3 contém um descritivo da atual situação do porto, apresentando
um diagnóstico sobre as instalações, operações portuárias, acessos e meio ambiente.
No capítulo seguinte, Análise Estratégica, foram elencados os pontos fortes e fracos no
ambiente interno e também identificadas as oportunidades e ameaças existentes no
ambiente competitivo no qual o porto está inserido.
Neste contexto, destacaram-se alguns pontos que merecem atenção da
autoridade portuária, principalmente no que se refere às ameaças ao desenvolvimento
do porto, destacando-se a forte concorrência das estruturas de apoio logístico offshore
que estão sendo instaladas em locais próximos ao Porto do Forno e que, certamente,
devem disputar esse mercado.
Além disso, é preciso ter atenção quanto às fortes restrições ambientais para a
ampliação da estrutura do porto, bem como à restrita existência de áreas adjacentes
ao porto para viabilizar possíveis expansões. Por fim, destaca-se o conflito “porto x
cidade” no que diz respeito aos acessos, já que as cargas provenientes do porto
necessitam atravessar o centro urbano de Arraial do Cabo – esse conflito torna-se
ainda mais evidente em épocas de veraneio.
A comparação entre a demanda projetada (capítulo 5) e a capacidade
estimada (capítulo 6) foi apresentada no capítulo 7, quando ficou evidenciado que a
infraestrutura atual será capaz de atender à demanda projetada até o final do
horizonte analisado. De qualquer forma, é necessário que o porto mantenha-se
preparado para receber novas operações, principalmente as relacionadas ao apoio
logístico offshore que aparecem como uma tendência para o Porto do Forno, tendo em
Porto do Forno
145
Plano Mestre
vista sua localização equidistante entre as Bacias de Campos e Santos, tal qual do
Campo de Libra.
Assim sendo, considerando as principais conclusões apresentadas ao longo
deste plano, foram reunidas na próxima tabela as principais ações identificadas como
necessárias para preparar o Porto do Forno para atender à demanda de movimentação
de cargas prevista para os próximos 20 anos.
Tabela 53.
Plano de ações do Porto do Forno
Fonte: Elaborado por LabTrans
Conclui-se que o estudo apresentado atendeu aos objetivos propostos e que o
mesmo será uma ferramenta importante no planejamento e desenvolvimento do
Porto do Forno.
Porto do Forno
146
Plano Mestre
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Porto do Forno
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Plano Mestre
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Anexo 1
Metodologia de Cálculo da Capacidade das Instalações
Portuárias
Porto do Forno
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Plano Mestre
Porto do Forno
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Plano Mestre
Anexo 1 – Metodologia de Cálculo da Capacidade das Instalações Portuárias
O cálculo da capacidade é dividido em dois momentos: o primeiro se refere à
estimativa da capacidade atual de movimentação de cargas, e o segundo às
capacidades futuras, uma vez que níveis de produtividade, lotes médios, tamanho dos
navios, produtos movimentados, dentre outros fatores, interferem na capacidade
futura de movimentação de cargas. Por esse motivo a metodologia se dá de tal forma,
como demonstrado a seguir.
CAPACIDADE ATUAL
Tanto as companhias docas quanto os terminais arrendados e privativos
divulgam estimativas da capacidade de movimentação de suas instalações portuárias.
Embora o tópico capacidade de um terminal (porto) seja extensivamente
abordado na literatura especializada, há controvérsias sobre as definições e as
metodologias, o que explica os resultados dissonantes observados em um mesmo
terminal quando calculados por diferentes profissionais.
Entretanto, neste trabalho é conveniente que a metodologia a ser aplicada
para o cálculo dessas capacidades seja padronizada e apoiada em hipóteses uniformes
a todos os berços e/ou terminais que movimentam o mesmo tipo de carga.
Os problemas com o cálculo da capacidade derivam de sua associação íntima
com os conceitos de utilização, produtividade e nível de serviço. Um terminal não tem
uma capacidade inerente ou independente; sua capacidade é função direta do que é
percebido como utilização plausível, produtividade alcançável e nível de serviço
desejável. Colocando de forma simples: a capacidade do porto depende da forma
como suas instalações são operadas.
Uma metodologia básica que leve em consideração tanto as características
físicas quanto operacionais dos terminais pode ser definida pela divisão de um
terminal em dois tipos de componentes:
 Componentes de Processamento de Fluxo – instalações e equipamentos que
transferem cargas de/para os navios, barcaças, trens e caminhões
(carregamento/descarregamento);
Porto do Forno
155
Plano Mestre
 Componentes de Armazenamento – instalações que armazenam a carga entre
os fluxos (armazenamento).
A capacidade das instalações de processamento de fluxo é definida como
sendo “capacidade dinâmica”, e é função de suas produtividades; a capacidade das
instalações de armazenamento é definida como sendo “capacidade estática” e é
função de como são utilizadas.
O terminal mais simples é chamado de terminal de transferência direta e
envolve somente um componente, do tipo processamento de fluxo. Este é o caso, por
exemplo, de um terminal marítimo onde a carga é movimentada diretamente de um
navio para caminhões ou de um comboio ferroviário para o navio. Em ambos os casos
o terminal não inclui estocagem intermediária da carga. A maioria dos terminais,
contudo, inclui pelo menos uma facilidade de armazenamento e executa
principalmente transferência indireta.
A metodologia proposta para calcular a capacidade de diferentes terminais de
carga segue três passos:
1. O terminal é “convertido” em uma sequência de componentes de fluxo
(berços) e de armazenagem (armazéns ou pátios);
2. A capacidade de cada componente é calculada utilizando uma formulação
algébrica; e
3. A capacidade do componente mais limitante é identificada e assumida como
sendo a capacidade do terminal inteiro (o “elo fraco”).
Assim como no plano mestre desenvolvido pela Louis Berger/Internave para o
porto de Santos em 2009, a ênfase foi colocada no cálculo da capacidade de
movimentação dos berços. Esse cálculo foi feito para as cargas que corresponderam a
95% do total de toneladas movimentadas em cada porto no ano de 2010.
Somente para os terminais de contêineres a capacidade de armazenagem foi
também estimada.
Registre-se que os granéis (tanto sólidos quanto líquidos) podem, sem
dificuldades, ser armazenados distantes do cais, sendo a transferência armazém-cais
ou vice-versa feita por correias ou dutos. Assim sendo, somente em casos especiais a
capacidade de armazenagem de granéis foi também calculada.
Porto do Forno
156
Plano Mestre
Além disso, investimentos em instalações de acostagem são bem mais
onerosos do que em instalações de armazenagem.
A fórmula básica utilizada para o cálculo da Capacidade do Cais foi a seguinte:
Capacidade do Cais = ρ x (Ano Operacional)/(Tempo Médio de
Serviço) x (Lote Médio) x (Número de Berços)
Onde
ρ = Índice de Ocupação Admitido
O índice de ocupação ρ foi definido de acordo com os seguintes critérios:

Para terminais de contêineres o valor de ρ foi definido como sendo
aquele ao qual corresponderia um tempo médio de espera para atracar
de seis horas;

Para todas as outras cargas ρ foi definido: ou como o índice de
ocupação que causaria um tempo médio de espera para atracar de 12
horas; ou um valor definido como uma função do número de berços
disponíveis. Esta função é uma linha reta unindo 65% para trechos de
cais com somente uma posição de atracação a 80% para os trechos de
cais com quatro ou mais posições de atracação; e

Para cálculo do tempo médio de espera, quando possível, recorreu-se à
Teoria das Filas. Observe-se que todos os modelos de filas aqui
empregados pressupõem que os intervalos de tempo entre as chegadas
sucessivas dos navios ao porto são distribuídos probabilisticamente de
acordo com uma distribuição exponencial, indicada pela letra M na
designação do modelo.
O Tempo Médio de Serviço E[T] foi calculado pela soma do Tempo Médio de
Operação, do Tempo Médio Pré-Operação, do Tempo Médio Pós-Operação e do
Tempo Médio entre Atracações Sucessivas no mesmo berço.
Especificamente, o Tempo Médio de Operação foi calculado pelo quociente
entre o Lote Médio e a Produtividade Média.
Os demais tempos médios, assim como o lote e a produtividade média, foram
calculados a partir da base de dados de atracações da ANTAQ referentes ao ano de
2010.
Porto do Forno
157
Plano Mestre
Em geral o Número de Berços depende do Comprimento Médio dos Navios, o
qual foi também calculado a partir da base de atracações da ANTAQ.
Ressalte-se que, ao basear-se nas atracações ocorridas em 2010, toda a
realidade operacional recente do porto é trazida para dentro dos cálculos, uma vez
que são incluídas as paralisações durante as operações que afetam a produtividade
média (por quaisquer razões), demoras na substituição de um navio no mesmo berço
(por questões de praticagem, marés ou problemas climáticos), tamanho das
consignações, muitas vezes função do DWT (do inglês – Dead Weight Tonnage) dos
navios, etc.
Além disso, carregadores (descarregadores) de navios não são capazes de
manter suas capacidades nominais durante toda a operação devido a interrupções que
ocorrem durante o serviço (abertura/fechamento de escotilhas, chuvas, troca de
terno, etc.), e também devido a taxas menores de movimentação da carga no fim da
operação com um porão.
Muitas vezes – embora um berço possa ser equipado com dois carregadores
(descarregadores) – devido à configuração do navio e à necessidade de manter o seu
trim, o número efetivo de carregadores (descarregadores) é menor.
As questões referidas nos dois parágrafos anteriores são capturadas pela
produtividade média do berço (por hora de operação), e esta incluída como dado de
entrada nos cálculos efetuados.
Usando a fórmula básica, sete planilhas foram desenvolvidas:
 A mais simples é aplicada a um trecho de cais onde apenas um produto é
movimentado e nenhum modelo de fila explica adequadamente o processo
de chegadas e atendimentos (Tipo 1);
 Uma segunda para o caso em que somente um produto é movimentado no
trecho de cais, mas o modelo de filas M/M/c explica o processo (Tipo 2);
 Em seguida, o caso em que mais de um produto é movimentado, mas nenhum
modelo de filas pode ser ajustado ao processo de chegadas e atendimentos
(Tipo 3);
 O quarto caso é similar ao segundo, com a diferença residindo no fato de ser
movimentado mais de um produto no trecho de cais (Tipo 4);
Porto do Forno
158
Plano Mestre
 O Tipo 5 diz respeito ao caso de se ter somente um berço, somente um
produto, e o modelo M/G/1 poder ser ajustado ao processo;
 O Tipo 6 é similar ao Tipo 5, mas é aplicado quando mais de um produto é
movimentado no berço; e
 Finalmente, o Tipo 7 é dedicado a terminais de contêineres. Como
demonstrado em várias aplicações, o modelo de filas M/Ek/c explica os
processos de chegadas e atendimentos desses terminais.
O fluxograma apresentado a seguir ilustra como foi feita a seleção do tipo de
planilha a ser usado em cada trecho de cais.
Figura 89.
Fluxograma de seleção do tipo de planilha
Fonte: Elaborado por LabTrans
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159
Plano Mestre
Neste fluxograma o teste Xc~Sc refere-se à comparação entre a média e o
desvio padrão da amostra (ano de 2010) dos intervalos de tempo entre as chegadas
sucessivas dos navios ao porto. Como se sabe que na distribuição exponencial a média
é igual ao desvio padrão, se neste teste os valores amostrais resultaram muito
diferentes, assumiu-se que os modelos de fila não poderiam ser utilizados.
Caso contrário, um segundo teste referente ao processo de chegadas foi
efetuado e, a partir deste, foi feito um teste definitivo de aderência ou não à
distribuição exponencial.
Se a distribuição exponencial explica as chegadas e se o trecho de cais possuir
somente um berço, os tipos 5 ou 6 podem ser usados independentemente da
distribuição dos tempos de atendimento (razão da letra G na designação do modelo).
Porém, se o trecho de cais tem mais de um berço, um teste de aderência dos
tempos de atendimento (também a uma distribuição exponencial) precisa ser feito. Se
não rejeitada a hipótese, os tipos 2 e/ou 4 podem ser usados.
A seguir, são demonstrados exemplos de cada uma das sete planilhas
desenvolvidas.
TIPO 1 – 1 PRODUTO, ÍNDICE DE OCUPAÇÃO
Esta planilha atende aos casos mais simples, nos quais somente uma carga é
movimentada pelo berço ou trecho de cais, mas nenhum modelo de fila explica
adequadamente o processo de chegadas e atendimentos.
Se as chegadas dos navios ao porto seguissem rigidamente uma programação
pré-estabelecida e se os tempos de atendimento aos navios também pudessem ser
rigorosamente previstos, um trecho de cais ou berço poderia operar com 100% de
utilização.
No entanto, devido às flutuações nos tempos de atendimento que fogem ao
controle dos operadores portuários e às variações nas chegadas dos navios por fatores
também fora do controle dos armadores, 100% de utilização resulta em um
congestionamento inaceitável caracterizado por longas filas de espera para atracação.
Por essa razão torna-se necessário especificar um padrão de serviço que limite o índice
de ocupação do trecho de cais ou berço.
Porto do Forno
160
Plano Mestre
O padrão de serviço aqui adotado é o próprio índice de ocupação, conforme já
referido anteriormente.
Embora não se calcule o tempo médio que os navios terão que esperar para
atracar, este padrão de serviço adota ocupações aceitas pela comunidade portuária e
reconhece o fato de que, quanto maior o número de berços, maior poderá ser a
ocupação para um mesmo tempo de espera.
O cálculo da capacidade deste modelo é apresentado na tabela seguinte.
Tabela 54.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 1
Parâmetros
Número de berços
Ano operacional
Unidade
u
dia
Atual
1
364
Unidade
t/navio
Atual
29.383
t/hora
hora
624
0,4
hora
6,0
Características Operacionais
Lote médio
Produtividade do berço (por
hora de operação)
Tempo inoperante
Tempo entre atracações
sucessivas (com fila)
Ciclo do Navio
Cenário Atual
Tempo no Berço (horas)
Movimentação
Inoperante
47,1
4,0
Total
51,1
Inter
Navios
In/Out
6,0
Escalas
por Ano
153
Toneladas
por Ano
4.494.063
Total
(horas)
57,1
Capacidade de 1 Berço (100% ocupação)
Cenário Atual
Escalas por
Semana
2,9
Toneladas
por Semana
86.424
Número de
Berços
1
Índice de
Ocupação
65%
Capacidade do Cais
Cenário Atual
Escalas por Toneladas
Ano
por Ano
99
2.920.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
161
Plano Mestre
TIPO 2 – 1 PRODUTO, M/M/C
Em alguns casos – principalmente quando muitos intervenientes estiverem
presentes na operação, tanto do lado do navio, quanto do lado da carga
(consignatários, operadores portuários, etc.) – o intervalo de tempo entre as chegadas
sucessivas de navios ao porto e os tempos de atendimento aos navios poderão ser
explicados por distribuições de probabilidades exponenciais.
Essas características conferem aos processos de demanda e atendimento no
trecho de cais ou berço um elevado nível de aleatoriedade, muito bem representado
por um modelo de filas M/M/c, onde tanto os intervalos entre as chegadas dos navios
quanto os tempos de atendimento obedecem a distribuições de probabilidade
exponencial.
A tabela a seguir representa a metodologia de cálculo da capacidade dos
trechos de cais e berços que puderem ser representados por este tipo.
Porto do Forno
162
Plano Mestre
Tabela 55.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 2
Parâmetros
Atual
2
364
4,1
Número de berços
Ano operacional (dias)
Fator de ajuste da movimentação
Características Operacionais
Movimentação anual prevista
Lote médio
Produtividade do berço (por hora de operação)
Tempo Inoperante
Tempo entre atracações sucessivas (com fila)
Movimentação anual ajustada
Número de atracações por ano
Unidade
t
t/navio
t/hora
hora
hora
t
Carga Geral
365.999
2.882
181
1,0
3,3
1.517.272
526
Ciclo do Navio
Tempo no Berço (horas)
Inter Navios In/Out
Movimentação Inoperante Total
15,9
1,0
16,9
3,3
Cenário Atual
Fila Esperada
Tempo Médio de Espera (Wq)
Número Médio de Navios na Fila
Número Médio de Navios no Sistema
Índice de Ocupação
12,0
0,7
1,9
61,0%
Capacidade
t/ano
1.517.000
Capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
TIPO 3 – MAIS DE 1 PRODUTO, ÍNDICE DE OCUPAÇÃO
Este tipo atende a inúmeros casos em que no trecho de cais ou berço são
movimentadas cargas distintas, cujos processos de chegadas de navios e de
atendimento não foram identificados.
Como no Tipo 1, o padrão de serviço adotado é diretamente expresso pelo
índice de ocupação, utilizando-se os mesmos valores em função do número de berços.
A tabela seguinte exemplifica a metodologia de cálculo da capacidade dos
trechos de cais e berços representados por este tipo.
Porto do Forno
163
Plano Mestre
Tabela 56.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 3
Parâmetros
Número de berços
Ano operacional
Unidade
u
dia
Atual
2
364
Unidade
t
t/navio
Milho
298.025
24.835
Trigo
172.559
15.687
Soja
51.198
25.599
t/hora
266
291
274
hora
0,2
0,0
0,0
hora
6,0
6,0
6,0
t
1.776.000
1.029.000
305.000
Características Operacionais
Movimentação anual prevista
Lote médio
Produtividade do berço (por hora
de operação)
Tempo inoperante
Tempo entre atracações sucessivas
(com fila)
Movimentação anual ajustada
Média
20.871
Ciclo do Navio
Tempo no Berço (horas)
Cenário
Milho
Trigo
Soja
Movimentação
93,4
53,9
93,4
Inoperante
0,2
0,0
0,0
Total
93,6
53,9
93,4
Inter
Navios
In/Out
6,0
6,0
6,0
E[T]
Total
(horas)
99,6
59,9
99,4
82,1
Capacidade de 1 Berço (100%
ocupação)
Escalas
por Semana
Cenário
Atual
Toneladas Escalas Toneladas
por Semana por Ano por Ano
2,0
42.697
Número de
Berços
Índice de
Ocupação
2
70%
106
2.220.259
Capacidade do Cais
Cenário
Atual
Escalas Toneladas
por Ano por Ano
149
3.110.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
TIPO 4 – MAIS DE 1 PRODUTO, M/M/C
Este tipo é a extensão do Tipo 3 aos casos em que o modelo de filas M/M/c se
ajusta ao processo de chegadas e atendimentos, bem como o Tipo 2 é uma extensão
do Tipo 1.
A tabela abaixo apresenta a metodologia de cálculo da capacidade dos trechos
de cais e berços que que possam ser contemplados por este tipo.
Porto do Forno
164
Plano Mestre
Tabela 57.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 4
Parâmetros
Número de berços
Ano operacional (dias)
Fator de ajuste da
movimentação
2
182
1,1
Características Operacionais
Movimentação anual
prevista
Lote médio
Produtividade do berço
(por hora de operação)
Tempo inoperante
Tempo entre atracações
sucessivas (com fila)
Movimentação anual
ajustada
Unidade
Soja
Farelo
Milho
t
542.369
935.963
773.044
t/navio
43.230
36.443
34.263
t/hora
899
604
822
hora
1,0
1,0
1,1
hora
4,0
4,0
4,0
t
585.855
1.011.006
835.025
Ciclo do Navio
Produto
Soja
Farelo
Milho
Tempo no Berço (horas)
MovimenInoperantação
te
Total
48,1
1,0
49,1
60,3
1,0
61,3
41,7
1,1
42,8
Inter
Navios
Total
In/Out
(horas)
4,0
53,1
4,0
65,3
4,0
46,8
E[T] =
55,9
Número de
Atracações
14
28
24
66
Fila Esperada
Tempo Médio de Espera
(Wq)
Número Médio de Navios
na Fila
Número Médio de Navios
no Sistema
Índice de Ocupação
12,0
0,2
1,0
42%
Capacidade
Capacidade
t/ano
2.432.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
165
Plano Mestre
TIPO 5 – 1 PRODUTO, M/G/1
Este tipo diz respeito aos casos em que se estima a capacidade de um só berço
para o qual as chegadas sejam regidas por um processo de Poisson (intervalos entre
chegadas distribuídos exponencialmente).
Para esse cálculo não é necessário conhecer a distribuição de probabilidades
do tempo de atendimento, bastando estimar seu coeficiente de variação Cv, definido
como a razão entre o desvio padrão e a média da distribuição.
Empregando-se a equação de Pollaczec-Khintchine foi elaborada a tabela a
seguir.
Porto do Forno
166
Plano Mestre
Tabela 58.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 5
Parâmetros
M/G/1
Número de berços
Ano operacional (dias)
Desvio padrão do tempo de
atendimento
Fator de ajuste da movimentação
Cv
1,53
1
LAMBDA
0,01
364
E[T]
22,5
34,4
MU
0,04
3,3
RHO
24,2%
Wq
12,0
Características Operacionais
Carga
Geral
Unidade
t
56.410
Lote médio
Produtividade do berço (por hora de
operação)
t/navio
1.969
Tempo inoperante
Tempo entre atracações sucessivas
(com fila)
Movimentação anual ajustada
Número de atracações por ano
hora
Movimentação anual prevista
t/hora
hora
t
176
8,3
3,0
185.217
94
Ciclo do Navio
Tempo no Berço (horas)
Produto
Carga Geral
Movimentação
11,2
Inoperante
8,3
Total
19,5
Inter
Navios
In/Out
3,0
E[T] =
Total
(horas)
22,5
22,5
Fila Esperada
Tempo Médio de Espera (Wq)
Número Médio de Navios no Sistema
Índice de Ocupação
12,0
0,4
24,2%
Capacidade
t/ano
Capacidade
185.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
TIPO 6 – MAIS DE 1 PRODUTO, M/G/1
Este tipo é o desdobramento do Tipo 5 para os casos em que o berço
movimenta mais de um produto.
A tabela a seguir representa a metodologia de cálculo da capacidade dos
berços que representados por este tipo.
Porto do Forno
167
Plano Mestre
Tabela 59.
Capacidade de um trecho de cais ou berço – planilha tipo 6
Parâmetros
Número de berços
Ano operacional (dias)
Desvio padrão do tempo
de atendimento
Fator de ajuste da
movimentação
M/G/1
Cv
0,88
LAMBD
A
0,01
E[T]
39,0
1
364
34,4
0,7
MU
0,03
RHO
25,7%
Wq
12,0
Características
Operacionais
Movimentação anual
prevista
Lote médio
Produtividade do berço
(por hora de operação)
Tempo inoperante
Tempo entre atracações
sucessivas (com fila)
Movimentação anual
ajustada
Unidade
Automóveis
Fertilizantes
Veículos
e Partes
t
56.410
54.468
37.123
t/navio
1.969
6.052
925
t/hora
176
68
116
hora
5,0
8,3
30,4
hora
2,0
2,0
2,0
t
41.760
40.322
27.482
Ciclo do Navio
Produto
Automóveis
Fertilizantes
Veículos e Partes
Tempo no Berço (horas)
MovimenInoperante
Total
tação
11,2
5,0
16,2
89,0
8,3
97,3
8,0
30,4
38,4
Inter
Navios
In/Out
2,0
2,0
2,0
E[T] =
Total
(horas)
Número de
Atracações
18,2
99,3
40,4
39,0
21
7
30
58
Fila Esperada
Tempo Médio de Espera
(Wq)
Número Médio de Navios
no Sistema
Índice de Ocupação
12,0
0,3
25,7%
Capacidade
Capacidade
t/ano
110.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
168
Plano Mestre
TIPO 7 – TERMINAIS DE CONTÊINERES, M/EK/C
Conforme antecipado, no caso de terminais de contêineres a capacidade de
armazenagem foi também calculada, resultando como capacidade do terminal a
menor das duas capacidades: de movimentação no berço ou de armazenagem no
pátio.
Registre-se que a capacidade de movimentação nos berços não corresponde
necessariamente à capacidade de atendimento da demanda da hinterland. Isto porque
os transbordos e as remoções ocupam os guindastes do cais, mas não trafegam pelos
portões (gates) dos terminais.
A fila M/Ek/c explica muito bem o processo de chegadas e atendimentos nos
terminais de contêineres. Os atendimentos seguem a distribuição de Erlang, sendo o
parâmetro k igual a 5 ou 6.
Esse modelo de filas possui solução aproximada. Neste trabalho adotou-se a
aproximação de Allen/Cunnen, a partir da qual foram obtidas as curvas que permitem
estimar o índice de ocupação para um determinado tempo médio de espera –
conhecidos o número de berços e o tempo médio de atendimento.
A tabela a seguir apresenta a metodologia de cálculo dos terminais de
contêineres.
Porto do Forno
169
Plano Mestre
Tabela 60.
Capacidade de um terminal de contêineres – planilha tipo 7
Parâmetros Físicos
Unidade
Comprimento do cais
Atual
metro
750
TEU
6.000
Altura máxima da pilha de contêineres
u
6,0
Altura média da pilha de contêineres
u
3,5
Unidade
dia
Atual
movimentos/hora/navio
38,0
Twenty-foot Equivalent Unit (TEUs) no solo
Características Operacionais
Ano operacional
Produtividade do berço (por hora de operação)
TEUs/movimento
364
1,60
Tempo pré-operacional
hora
2,0
Tempo pós-operacional
hora
2,8
Tempo entre atracações sucessivas
hora
2,0
u/navio
560
metro
200
%
30,0%
Importados
%
30,0%
Exportados
%
35,0%
Lote médio
Comprimento médio dos navios
Fração de importados liberados no terminal
Breakdown para fins de armazenagem
Embarque cabotagem
%
4,0%
Desembarque cabotagem
%
3,0%
Transbordo
%
3,0%
Vazios
%
25,0%
100,0%
Estadia
Importados liberados no terminal
dia
10
Importados não liberados no terminal
dia
1
Exportados
dia
7
Embarque cabotagem
dia
3
Desembarque cabotagem
dia
2
Transbordo
dia
3
Vazios
dia
0
Fonte: Elaborado por LabTrans
A capacidade é, então, calculada como indicado na tabela acima. Importa
ressaltar que:
 O número de berços é o resultado do quociente entre a extensão do cais e o
comprimento médio dos navios;
Porto do Forno
170
Plano Mestre
 Todas as características operacionais relacionadas na tabela anterior são
derivadas das estatísticas de 2010 relativas ao terminal;
 A capacidade de atendimento do cais é calculada para um padrão de serviço
preestabelecido, aqui definido como o tempo médio de espera para atracação
igual a 6 horas; e
 O atendimento aos navios é assumido segundo o modelo de filas M/Ek/c,
onde k é igual a 6. Assim, o índice de ocupação dos berços utilizado na tabela
de cálculo é tal que o tempo médio de espera para atracação é de 6 horas.
Este índice é obtido por interpolação como representado na figura abaixo.
Figura 90.
Curvas de Fila M/E6/c
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
171
Plano Mestre
Tabela 61.
Capacidade de um terminal de contêineres – planilha tipo 7
Ciclo do Navio
Tempo no Berço (horas)
Cenário Atual
Movimentação
Inoperante
Total
Inter Navios
In/Out
14,7
4,8
19,5
2,0
Total
(horas)
21,5
Capacidade de 1 Berço (100% ocupação)
Cenário Atual
Escalas por
Semana
Movimentos por
Semana
Escalas
por Ano
Movimentos
por Ano
TEUs
por Ano
7,8
4.368
406
227.153
363.445
Escalas
por Ano
TEUs
por Ano
1.009
900.000
Capacidade do Cais
Número de Berços Índice de Ocupação
Cenário Atual
3,5
70,97%
Capacidade de Armazenagem
Unidade
Capacidade estática nominal
TEU
36.000
Capacidade estática efetiva
TEU
21.000
Estadia média
dia
3,8
1/ano
95
TEUs/ano
2.000.000
Giros
Capacidade do pátio
Capacidade do Terminal
Unidade
Cais
TEUs/ano
900.000
Armazenagem
TEUs/ano
2.000.000
Capacidade do Terminal
TEUs/ano
900.000
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
172
Plano Mestre
ALGUNS EXEMPLOS
Figura 91.
Exemplos de curvas de ajuste em cálculos de capacidade
Fonte: Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
173
Plano Mestre
CAPACIDADE FUTURA
As capacidades futuras foram calculadas para os anos 2015, 2020, 2025 e
2030.
Para realizar estes cálculos alguns ajustes às sete planilhas foram necessários.
Dentre estes ajustes pode-se citar:
 Lotes médios serão maiores no futuro, especialmente devido ao programa
de dragagens;
 Comprimentos médios dos navios também se alterarão pela mesma razão;
 Novos produtos serão movimentados no porto como resultado de
desenvolvimentos logísticos ou industriais; e
 O mix dos produtos movimentados em um determinado trecho de cais pode
mudar.
Para estimar os lotes e comprimentos médios futuros foram feitas previsões
sobre o tamanho dos navios que frequentarão os portos nos anos vindouros. Estas
previsões foram baseadas no perfil da frota atual e nas tendências de crescimento dos
portes dos navios. Como referência foram também utilizadas as previsões constantes
do Plano Mestre do Porto de Santos elaborado em 2009.
Para levantamento do perfil da frota atual foram utilizados dados da base de
dados da ANTAQ (2010), onde foi possível obter para cada atracação realizada em
2010 o número International Maritime Organization (IMO) do navio. Cruzando essa
informação com dados adquiridos junto à Maritime Trade Data (Datamar) e à
Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), foi possível identificar as
principais características das embarcações – comprimento, DWT e calados máximos –
e, portanto, separá-las por classes.
As seguintes classes de navios foram adotadas na elaboração dessas previsões.
•
Porta Contêineres (TEU)
 Feedermax (até 999 TEU);
 Handy (1.000 – 2.000 TEU);
 Subpanamax (2.001 – 3.000 TEU);
 Panamax (3.001 – 5.000 TEU); e
Porto do Forno
174
Plano Mestre
 Postpanamax (acima de 5.001 TEU).
•
Petroleiros (DWT)
 Panamax ( 60.000 – 80.000 DWT);
 Aframax (80.000 – 120.000 DWT);
 Suezmax (120.000 – 200.000 DWT) e
 VLCC (200.000 – 320.000 DWT)
•
Outros Navios (DWT)
 Handysize (até 35.000 DWT);
 Handymax (35.000 – 50.000 DWT);
 Panamax (50.000 – 80.000 DWT); e
 Capesize (acima de 80.000 DWT).
Para cada porto foi elaborada uma tabela como a apresentada na figura abaixo
para o Porto de Vila do Conde.
Figura 92.
Tamanho de navios – exemplo Porto de Vila do Conde
Fonte: Elaborado por LabTrans
Esta tabela foi construída até o ano de 2030. Maiores detalhes dos ajustes
feitos nas sete planilhas básicas poderão ser vistos nas planilhas aplicáveis ao porto a
que se refere este Plano Mestre.
Porto do Forno
175
Plano Mestre
Porto do Forno
176
Plano Mestre
Anexo 2
Metodologia de Cálculo da Capacidade dos Acessos Rodoviários
Porto do Forno
177
Plano Mestre
Porto do Forno
178
Plano Mestre
Anexo 2 – Metodologia de Cálculo da Capacidade dos Acessos Rodoviários
As rodovias de duas faixas podem ser divididas em duas classes, segundo o
Método do HCM (TRB, ANO):
Classe I – Correspondem às rodovias nas quais os condutores esperam trafegar
em velocidades relativamente altas. A mobilidade é a principal função destas
estradas, sendo muitas vezes utilizadas para a realização de viagens de longa
distância.
Classe II – A principal função destas rodovias é a acessibilidade. A circulação em
alta velocidade não é a principal preocupação, sendo que o atraso devido à
formação de filas é mais relevante como medida de avaliação da qualidade do
serviço.
Na caracterização do nível de serviço LOS em rodovias de duas faixas utiliza-se
não apenas o débito e a velocidade mas também o tempo de percurso com atraso que
corresponde à percentagem do tempo total de percurso em que um veículo segue em
fila, condicionando a sua velocidade à presença de outros veículos.
A determinação do LOS se dá através da figura a seguir.
Figura 93.
Nível de serviço para estradas de duas vias da Classe I
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
179
Plano Mestre
Estimativa da Velocidade em Fluxo Livre
Embora seja sempre preferível obter a velocidade em regime livre medindo-a
diretamente no local, em alguns casos isto não é possível, ao que restará utilizar-se de
uma estimativa. Em rodovias de duas faixas, a estimativa da velocidade em regime
livre é calculada a partir da velocidade em regime livre base, à qual aplicam-se
correções que atendem às características geométricas da rodovia em estudo.
A velocidade em fluxo livre base será a velocidade em fluxo livre de rodovias
que tenham os requisitos das condições geométricas base ou, como alternativa, podese usar a velocidade base ou a velocidade limite legal da rodovia.
Onde:
FFS
= Velocidade em fluxo livre (km/h);
BFFS = Velocidade em fluxo livre base (km/h);
fls
= Ajuste devido à largura das vias e dos acostamentos;
fa
= Ajuste devido aos pontos de acesso.
Os valores de fls e fa podem ser obtidos a partir das tabelas a seguir,
respectivamente.
Tabela 62.
Ajuste devido à largura da faixa e largura do acostamento (fls)
Figura 1.
Figura 2.
Figura 3.
L
argura da faixa (m)
Figura 9.
7<3,0
Figura 14.
3,0<3,3
Figura 19.
3,3<3,6
Figura 24.
3,6
2,
≥
≥
≥
Figura 4.
Figura 5.
0,0<0,6
Figura 10.
0,3
Figura 15.
5
Figura 20.
5
Figura 25.
8
≥
1
8,
7,
6,
Figura 6.
0,6<1,2
Figura 11.
7
Figura 16.
9
Figura 21.
9
Figura 26.
REDUÇÃO EM FFS (km/h)
Largura do Acostamento (m)
≥
7,
5,
4,
4,2
Figura 7.
1,2<1,8
Figura 12.
6
Figura 17.
8
Figura 22.
8
Figura 27.
1
≥
5,
3,
2,
2,
Figura 8.
1,8
Figura 13.
,5
Figura 18.
,7
Figura 23.
,7
Figura 28.
,0
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
180
≥
3
1
0
0
Plano Mestre
Tabela 63.
Ajuste devido à densidade de pontos de acesso (fa)
Figura 29.
PONTOS DE
ACESSO POR Km
Figura 30.
REDUÇÃO NA
FFS (km/h)
Figura 31.
0
Figura 32.
0,0
Figura 33.
6
Figura 34.
4,0
Figura 35.
12
Figura 36.
8,0
Figura 37.
18
Figura 38.
12,0
Figura 39.
≥24
Figura 40.
16,0
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Determinação da Velocidade Média de Percurso
A velocidade média de percurso é obtida a partir da expressão abaixo.
Onde:
ATS
= Velocidade média de percurso (km/h);
FFS
= Velocidade em fluxo livre (km/h);
Vp
= Débito para o período de pico de 15 minutos (veículo/hora);
fnp
= Ajuste devido à porcentagem de zonas de não ultrapassagem.
O fator de ajuste da velocidade média de percurso relativo à porcentagem de
zonas de não ultrapassagem é dado na tabela seguinte:
Porto do Forno
181
Plano Mestre
Tabela 64.
Figura 41.
ÉBITO NAS
DUAS FAIXAS
vp (veíc/h)
Figura 50.
Figura 57.
00
Figura 64.
00
Figura 71.
00
Figura 78.
00
Figura 85.
000
Figura 92.
200
Figura 99.
400
Figura 106.
600
Figura 113.
800
Figura 120.
000
Figura 127.
200
Figura 134.
400
Figura 141.
600
Figura 148.
800
Figura 155.
000
Figura 162.
200
Ajuste devido ao efeito das zonas de não ultrapassagem (fnp) na
velocidade média de percurso
D
Figura 42.
Figura 44.
Figura 51.
0
,0
2Figura 58.
,0
4Figura 65.
,0
6Figura 72.
,0
8Figura 79.
,0
1Figura 86.
,0
1Figura 93.
,0
1Figura 100.
,0
1Figura 107.
,0
1Figura 114.
,0
2Figura 121.
,0
2Figura 128.
,0
2Figura 135.
,0
2Figura 142.
,0
2Figura 149.
,0
3Figura 156.
,0
3Figura 163.
,0
REDUÇÃO NA VELOCIDADE MÉDIA DE PERCURSO (km/h)
Figura 43.
Zonas de não ultrapassagem (%)
Figura 45.
Figura
2 46.
Figura
4 47.
Figura
6 48.
Figura
8 49.
0
0
0
0
0
00
Figura
0 52.
Figura
0 53.
Figura
0 54.
Figura
0 55.
Figura
0 56.
,0
,0
,0
,0
,0
Figura
0 59.
Figura
1 60.
Figura
2 61.
Figura
3 62.
Figura
4 63.
,0
,3
,8
,2
,6
Figura
0 66.
Figura
2 67.
Figura
4 68.
Figura
5 69.
Figura
6 70.
,7
,3
,7
,3
,3
Figura
0 73.
Figura
2 74.
Figura
3 75.
Figura
4 76.
Figura
5 77.
,5
,8
,9
,5
,2
Figura
0 80.
Figura
2 81.
Figura
3 82.
Figura
3 83.
Figura
4 84.
,2
,1
,9
,3
,9
Figura
0 87.
Figura
1 88.
Figura
2 89.
Figura
3 90.
Figura
3 91.
,8
,5
,2
,6
,2
Figura
0 94.
Figura
1 95.
Figura
2 96.
Figura
2 97.
Figura
3 98.
,3
,0
,6
,0
,4
Figura
0 101. Figura
0 102. Figura
1 103. Figura
1 104. Figura
2 105.
,9
,4
,9
,3
,7
Figura
0 108. Figura
0 109. Figura
1 110. Figura
1 111. Figura
2 112.
,9
,3
,7
,1
,4
Figura
0 115. Figura
0 116. Figura
1 117. Figura
1 118. Figura
1 119.
,8
,1
,6
,8
,1
Figura
0 122. Figura
0 123. Figura
1 124. Figura
1 125. Figura
1 126.
,8
,0
,4
,6
,8
Figura
0 129. Figura
0 130. Figura
1 131. Figura
1 132. Figura
1 133.
,8
,0
,4
,5
,7
Figura
0 136. Figura
0 137. Figura
1 138. Figura
1 139. Figura
1 140.
,8
,0
,3
,5
,7
Figura
0 143. Figura
0 144. Figura
1 145. Figura
1 146. Figura
1 147.
,8
,0
,3
,4
,6
Figura
0 150. Figura
0 151. Figura
1 152. Figura
1 153. Figura
1 154.
,8
,0
,2
,3
,4
Figura
0 157. Figura
0 158. Figura
0 159. Figura
1 160. Figura
1 161.
,8
,9
,1
,1
,3
Figura
0 164. Figura
0 165. Figura
0 166. Figura
1 167. Figura
1 168.
,8
,9
,0
,0
,1
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Determinação do Tempo de Percurso com Atraso
O tempo de percurso com atraso é obtido a partir da expressão que segue.
Onde:
PTSF = Tempo de percurso com atraso;
BPTSF = Tempo de percurso com atraso base;
Porto do Forno
182
1
0
5
7
6
4
4
3
2
2
2
1
1
1
1
1
1
1
Plano Mestre
fd/np
= Ajuste devido ao efeito combinado da repartição do tráfego e da
porcentagem de zonas de não ultrapassagem.
A expressão que permite calcular o tempo de percurso com atraso base é a
seguinte:
Onde:
vp
= Débito para o período de pico de 15 minutos (veículo/hora)
O ajuste devido ao efeito combinado da repartição do tráfego e da
porcentagem de zonas de não ultrapassagem pode ser obtido através da tabela abaixo.
Porto do Forno
183
Plano Mestre
Tabela 65.
Ajuste devido ao efeito combinado da repartição do tráfego e da
porcentagem das zonas de não ultrapassagem (fd/np) na velocidade média de percurso
Figura 169.
ÉBITO NAS
DUAS FAIXAS
vp (veíc/h)
Figura 179.
200
Figura 186.
00
Figura 193.
00
Figura 200.
00
Figura 207.
400
Figura 214.
000
Figura 221.
600
Figura 228.
200
Figura 236.
200
Figura 243.
00
Figura 250.
00
Figura 257.
00
Figura 264.
400
Figura 271.
000
Figura 278.
600
Figura 286.
200
Figura 293.
00
Figura 300.
00
Figura 307.
00
Figura 314.
400
Figura 321.
000
Figura 329.
REDUÇÃO NA VELOCIDADE MÉDIA DE PERCURSO (km/h)
Figura 171.
Zonas de não ultrapassagem (%)
Figura 173.
Figura
2 174.
Figura
4 175.
Figura
6 176.
Figura
8 177.
Figura 172.
0
0
0
0
0
00
Figura 178.
Distribuição Direcional = 50/50
Figura
≤
180. Figura
0 181.
Figura
1 182.
Figura
1 183.
Figura
2 184.
Figura
2 185.
,0
0,1
7,2
0,2
1,0
1,8
Figura
4
187. Figura
0 188.
Figura
1 189.
Figura
1 190.
Figura
2 191.
Figura
2 192.
,0
2,4
9,0
2,7
3,8
4,8
Figura
6
194. Figura
0 195.
Figura
1 196.
Figura
1 197.
Figura
1 198.
Figura
1 199.
,0
1,2
6,0
8,7
9,7
0,5
Figura
8
201. Figura
0 202.
Figura
9 203.
Figura
1 204.
Figura
1 205.
Figura
1 206.
,0
,0
2,3
4,1
4,5
5,4
Figura
1
208. Figura
0 209.
Figura
3 210.
Figura
5 211.
Figura
6 212.
Figura
7 213.
,0
,6
,5
,7
,3
,9
Figura
2
215. Figura
0 216.
Figura
1 217.
Figura
2 218.
Figura
3 219.
Figura
4 220.
,0
,8
,9
,7
,1
,4
Figura
2
222. Figura
0 223.
Figura
1 224.
Figura
1 225.
Figura
2 226.
Figura
2 227.
,0
,1
,6
,0
,3
,4
Figura
3
229. Figura
0 230.
Figura
0 231.
Figura
0 232.
Figura
1 233.
Figura
1 234.
,0
,7
,9
,1
,2
,1
Figura 235.
Distribuição Direcional = 60/40
Figura
≤
237. Figura
1 238.
Figura
1 239.
Figura
1 240.
Figura
2 241.
Figura
2 242.
,6
1,8
7,2
2,5
3,1
3,7
Figura
4
244. Figura
1 245.
Figura
1 246.
Figura
1 247.
Figura
2 248.
Figura
2 249.
,5
1,7
6,2
0,7
1,5
2,2
Figura
6
251. Figura
0 252.
Figura
1 253.
Figura
1 254.
Figura
1 255.
Figura
1 256.
,0
1,5
5,2
8,9
9,8
0,7
Figura
8
258. Figura
0 259.
Figura
7 260.
Figura
1 261.
Figura
1 262.
Figura
1 263.
,0
,6
0,3
3,0
3,7
4,4
Figura
1
265. Figura
0 266.
Figura
3 267.
Figura
5 268.
Figura
7 269.
Figura
7 270.
,0
,7
,4
,1
,6
,1
Figura
2
272. Figura
0 273.
Figura
2 274.
Figura
3 275.
Figura
3 276.
Figura
4 277.
,0
,3
,4
,6
,0
,3
Figura
2
279. Figura
0 280.
Figura
0 281.
Figura
1 282.
Figura
1 283.
Figura
2 284.
,0
,9
,4
,9
,1
,2
Figura 285.
Distribuição Direcional = 70/30
Figura
≤
287. Figura
2 288.
Figura
1 289.
Figura
2 290.
Figura
3 291.
Figura
3 292.
,8
7,5
4,3
1,0
1,3
1,6
Figura
4
294. Figura
1 295.
Figura
1 296.
Figura
2 297.
Figura
2 298.
Figura
2 299.
,1
5,8
1,5
7,1
7,6
8,0
Figura
6
301. Figura
0 302.
Figura
1 303.
Figura
1 304.
Figura
2 305.
Figura
2 306.
,0
4,0
8,6
3,2
3,9
4,5
Figura
8
308. Figura
0 309.
Figura
9 310.
Figura
1 311.
Figura
1 312.
Figura
1 313.
,0
,3
2,7
6,0
6,5
7,0
Figura
1
315. Figura
0 316.
Figura
4 317.
Figura
6 318.
Figura
8 319.
Figura
9 320.
,0
,6
,7
,7
,1
,5
Figura
2
322. Figura
0 323.
Figura
2 324.
Figura
3 325.
Figura
4 326.
Figura
4 327.
,0
,4
,4
,5
,7
,9
Figura 328.
Distribuição Direcional = 80/20
Figura
≤
330. Figura
5 331.
Figura
1 332.
Figura
2 333.
Figura
3 334.
Figura
3 335.
D
Porto do Forno
Figura 170.
184
1
2
2
2
1
7
4
2
1
2
2
2
1
8
4
2
3
2
2
1
9
4
3
Plano Mestre
Figura 169.
ÉBITO NAS
DUAS FAIXAS
vp (veíc/h)
200
Figura 336.
00
Figura 343.
00
Figura 350.
00
Figura 357.
400
Figura 364.
000
Figura 372.
200
Figura 379.
00
Figura 386.
00
Figura 393.
00
Figura 400.
1400
REDUÇÃO NA VELOCIDADE MÉDIA DE PERCURSO (km/h)
Figura 171.
Zonas de não ultrapassagem (%)
Figura 173.
Figura
2 174.
Figura
4 175.
Figura
6 176.
Figura
8 177.
Figura 172.
0
0
0
0
0
00
,1
7,5
4,5
1,0
1,3
1,6
Figura
4
337. Figura
2 338.
Figura
1 339.
Figura
2 340.
Figura
2 341.
Figura
2 342.
,5
5,8
1,5
7,1
7,6
8,0
Figura
6
344. Figura
0 345.
Figura
1 346.
Figura
1 347.
Figura
2 348.
Figura
2 349.
,0
4,0
8,6
3,2
3,9
4,5
Figura
8
351. Figura
0 352.
Figura
9 353.
Figura
1 354.
Figura
1 355.
Figura
1 356.
,0
,3
2,7
6,0
6,5
7,0
Figura
1
358. Figura
0 359.
Figura
4 360.
Figura
6 361.
Figura
8 362.
Figura
9 363.
,0
,6
,7
,7
,1
,5
Figura
2
365. Figura
0 366.
Figura
2 367.
Figura
3 368.
Figura
4 369.
Figura
4 370.
,0
,4
,4
,5
,7
,9
Figura 371.
Distribuição Direcional = 90/10
Figura
≤
373. Figura
5 374.
Figura
2 375.
Figura
2 376.
Figura
3 377.
Figura
3 378.
,6
1,6
9,4
7,2
7,4
7,6
Figura
4
380. Figura
2 381.
Figura
1 382.
Figura
2 383.
Figura
3 384.
Figura
3 385.
,4
9,0
5,6
2,2
2,5
2,8
Figura
6
387. Figura
0 388.
Figura
1 389.
Figura
2 390.
Figura
2 391.
Figura
2 392.
,0
6,3
1,8
7,2
7,6
8,0
Figura
8
394. Figura
0 395.
Figura
1 396.
Figura
1 397.
Figura
1 398.
Figura
1 399.
,0
0,9
4,8
8,6
9,0
9,4
Figura
≥
401. Figura
0 402.
Figura
5 403.
Figura
7 404.
Figura
1 405.
Figura
1 406.
,0
,5
,8
0,0
0,4
0,7
D
Figura 170.
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Determinação do Débito
A expressão que permite calcular o débito para o período de pico de 15
minutos, com base nos valores do volume de tráfego medido para o horário de pico é a
sequente.
Onde:
vp
= Débito para o período de pico de 15 minutos (veículo/h);
V
= Volume de tráfego para a hora de pico (veículo/h);
PHF
= Fator de horário de pico;
fg
= Ajuste devido ao tipo de terreno;
fHV
= Ajuste devido à presença de veículos pesados na corrente de tráfego.
Pode-se tomar como aproximação os seguintes valores para o Fator de Horário
de Pico, sempre que não existam dados locais:
0,88 – Áreas Rurais
Porto do Forno
185
1
2
2
1
9
4
3
3
2
1
1
Plano Mestre
0,92 – Áreas Urbanas
O ajuste devido ao tipo de terreno utilizado para o cálculo da velocidade média
de percurso é obtido através da tabela abaixo.
Tabela 66.
Ajuste devido ao tipo de terreno (fg) para determinação da velocidade
média de percurso
Figura 407.
DÉBITO
(veíc/h)
Figura 411.
Figura 414.
Figura 417.
Figura 408.
TPO DE TERRENO
Figura 409.
Plano
Figura 410.
Ondulado
0-600
Figura 412.
1,00
Figura 413.
0,71
>600-1200
Figura 415.
1,00
Figura 416.
0,93
>1200
Figura 418.
1,00
Figura 419.
0,99
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
O ajuste devido ao tipo de terreno utilizado para o cálculo do tempo de
percurso com atraso é obtido através da próxima tabela.
Tabela 67.
Ajuste devido ao tipo de terreno (fg) para determinação tempo de
percurso com atraso
Figura 420.
DÉBITO
(veíc/h)
Figura 424.
Figura 427.
Figura 430.
Figura 421.
TPO DE TERRENO
Figura 422.
Plano
Figura 423.
Ondulado
0-600
Figura 425.
1,00
Figura 426.
0,77
>600-1200
Figura 428.
1,00
Figura 429.
0,94
>1200
Figura 431.
1,00
Figura 432.
1,00
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
O ajuste devido à existência de veículos pesados na corrente de tráfego é
obtido a partir da seguinte expressão.
Onde:
fHV
= Ajuste devido à presença de veículos pesados na corrente de tráfego;
PT
= Proporção de caminhões na corrente de tráfego;
PR
= Proporção de veículos de recreio (RVs) na corrente de tráfego;
ET
= Fator de equivalência de caminhões em veículos leves de passageiros;
ER
= Fator de equivalência de veículos de recreio em veículos leves de
passageiros.
Porto do Forno
186
Plano Mestre
Os fatores de equivalência ET e ER para a determinação da velocidade média de
percurso são dados na tabela sequente, ao passo que os fatores de equivalência para a
determinação do tempo de percurso com atraso constam na tabela posterior.
Tabela 68.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs para determinação
da velocidade média de percurso
Figura 433.
TIPO
DE VEÍCULO
Figura 438.
s, Et
Figura 448.
Pesado
Rvs, Er
Figura 434.
DÉBIT
O (veíc/h)
Figura 435.
TPO DE TERRENO
Figura 436.
o
Plan
Figura 437.
do
Ondula
Figura 440.
1,7
Figura 441.
2,5
Figura 443.
1,2
Figura 444.
1,9
Figura 439.
0-600
Figura 442.
1200
>600-
Figura 445.
>1200
Figura 446.
1,2
Figura 447.
1,5
Figura 449.
0-600
Figura 450.
1,0
Figura 451.
1,1
Figura 452.
1200
>600-
Figura 453.
1,0
Figura 454.
1,1
Figura 455.
>1200
Figura 456.
1,0
Figura 457.
1,1
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Tabela 69.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs para determinação
do tempo de percurso com atraso
Figura 458.
TIPO
DE VEÍCULO
Figura 463.
s, Et
Figura 473.
Pesado
Rvs, Er
Figura 459.
DÉBIT
O (veíc/h)
Figura 460.
TPO DE TERRENO
Figura 461.
o
Plan
Figura 462.
do
Ondula
Figura 465.
1,1
Figura 466.
1,8
Figura 468.
1,1
Figura 469.
1,5
Figura 464.
0-600
Figura 467.
1200
>600-
Figura 470.
>1200
Figura 471.
1,0
Figura 472.
1,0
Figura 474.
0-600
Figura 475.
1,0
Figura 476.
1,0
Figura 477.
1200
>600-
Figura 478.
1,0
Figura 479.
1,0
Figura 480.
>1200
Figura 481.
1,0
Figura 482.
1,0
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
187
Plano Mestre
9.1.1.
METODOLOGIA DE CÁLCULO DO NÍVEL DE SERVIÇO LOS PARA
RODOVIAS DE MÚLTIPLAS FAIXAS
Uma rodovia de múltiplas faixas é geralmente constituída por um total de
quatro ou seis faixas de tráfego (2x2 faixas ou 2x3 faixas), usualmente separadas por
um divisor central físico ou, na sua ausência, a repartição das pistas de rolamento é
feita através de pintura. As condições de escoamento do tráfego em rodovias de
múltiplas faixas variam desde condições muito semelhantes às das autoestradas
(freeways), ou seja, escoamento sem interrupções, até as condições de escoamento
próximas das estradas urbanas, com interrupções provocadas pela existência de sinais
luminosos.
A concentração dada pelo quociente entre o débito e a velocidade média de
percurso é a medida de desempenho utilizada para se estimar o nível de serviço. Na
tabela seguinte são definidos os níveis de serviço em rodovias de múltiplas faixas em
função da velocidade de fluxo livre.
Porto do Forno
188
Plano Mestre
Tabela 70.
Critérios para definição do nível de serviço em rodovias de múltiplas
faixas
Figura 483.
(km/h)
FFS
Figura 491.
100
Figura 516.
100
Figura 541.
100
Figura 566.
100
Figura 484.
CRITÉRIO
Figura 492.
Densidade
Máxima (veíc/km/faixa)
Figura 498.
Velocidade
Média (km/h)
Figura 504.
Relação
débito/capacidade (v/c)
Figura 510.
Débito
Máximo (veíc/h/faixa)
Figura 517.
Densidade
Máxima (veíc/km/faixa)
Figura 523.
Velocidade
Média (km/h)
Figura 529.
Relação
débito/capacidade (v/c)
Figura 535.
Débito
Máximo (veíc/h/faixa)
Figura 542.
Densidade
Máxima (veíc/km/faixa)
Figura 548.
Velocidade
Média (km/h)
Figura 554.
Relação
débito/capacidade (v/c)
Figura 560.
Débito
Máximo (veíc/h/faixa)
Figura 567.
Densidade
Máxima (veíc/km/faixa)
Figura 573.
Velocidade
Média (km/h)
Figura 579.
Relação
débito/capacidade (v/c)
Figura 585.
Débito
Máximo (veíc/h/faixa)
Figura 485.
Figura 486.
A
Figura 487.
B
Figura 488.
Figura 493.
7
Figura 494.
11
Figura 495.
Figura 499.
100,0
Figura 500.
100,0
Figura 501.
Figura 505.
0,32
Figura 506.
0,50
Figura 507.
Figura 511.
700
Figura 512.
1100
Figura 513.
Figura 518.
7
Figura 519.
11
Figura 524.
90,0
Figura 525.
90,
Figura 526.
Figura 530.
0,30
Figura 531.
0,47
Figura 532.
Figura 536.
630
Figura 537.
990
Figura 538.
7
Figura 544.
11
Figura 543.
Figura 520.
Figura 545.
Figura 549.
80,0
Figura 550.
80,0
Figura 551.
Figura 555.
0,28
Figura 556.
0,44
Figura 557.
Figura 561.
560
Figura 562.
880
Figura 563.
7
Figura 569.
11
Figura 568.
Figura 570.
Figura 574.
70,0
Figura 575.
70,0
Figura 576.
Figura 580.
0,26
Figura 581.
0,41
Figura 582.
Figura 586.
490
Figura 587.
770
Figura 588.
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Determinação da Densidade
A equação a seguir relaciona a velocidade média de percurso e a taxa de fluxo
de demanda ou débito. É através dela que se determina o nível de serviço de uma
rodovia de múltiplas faixas.
Onde:
D
= Densidade de tráfego (veículo/km/faixa);
vp
= Taxa de fluxo de demanda ou débito (veículo/h/faixa);
Porto do Forno
NÍVEL DE
189
Plano Mestre
S
= Velocidade média de percurso (km/h).
Determinação da Velocidade de Fluxo Livre
A velocidade de fluxo livre corresponde à velocidade de tráfego em condições
de volume e de concentração baixos, na qual os condutores sentem-se confortáveis
em viajar, tendo em vista as características físicas (geometria), ambientais e de
controle de tráfego existentes.
O ideal seria medir localmente a velocidade de fluxo livre. Entretanto, não
sendo possível realizar a medição, a mesma pode ser estimada por meio da equação
abaixo.
Onde:
FFS
= Velocidade de fluxo livre estimada (km/h);
BFFS
= Velocidade em regime livre base (km/h);
flw
= Ajuste devido à largura das faixas ;
flc
= Ajuste devido à desobstrução lateral;
fM
= Ajuste devido ao tipo de divisor central;
fA
= Ajuste devido aos pontos de acesso.
O ajuste devido à largura das faixas flw é obtido a partir da tabela a seguir.
Tabela 71.
Ajuste devido à largura das faixas flw
Figura 591.
LARGURA DA
FAIXA (m)
Figura 592.
REDUÇÃO NA
FFS (km/h)
Figura 593.
3,6
Figura 594.
0,0
Figura 595.
3,5
Figura 596.
1,0
Figura 597.
3,4
Figura 598.
2,1
Figura 599.
3,3
Figura 600.
3,1
Figura 601.
3,2
Figura 602.
5,6
Figura 603.
3,1
Figura 604.
8,1
Figura 605.
3,0
Figura 606.
10,6
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
O ajuste devido à desobstrução lateral flc para rodovias de quatro faixas é
obtido a partir da tabela sequente.
Porto do Forno
190
Plano Mestre
Tabela 72.
Ajuste devido à desobstrução lateral flc
Figura 607.
DESOBSTRUÇÃO
LATERAL (m)
Figura 608.
REDUÇÃO NA
FFS (km/h)
Figura 609.
3,6
Figura 610.
0,0
Figura 611.
3,0
Figura 612.
0,6
Figura 613.
2,4
Figura 614.
1,5
Figura 615.
1,8
Figura 616.
2,1
Figura 617.
1,2
Figura 618.
3,0
Figura 619.
0,6
Figura 620.
5,8
Figura 621.
0,0
Figura 622.
8,7
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
O ajuste devido ao tipo de divisor central fM é dado na próxima tabela.
Tabela 73.
Figura 623.
Ajuste devido ao tipo de divisor central fM
TIPO DE DIVISOR
CENTRAL
Figura 624.
REDUÇÃO NA
FFS (km/h)
Figura 625.
Sem divisão
Figura 626.
2,6
Figura 627.
Com divisão
Figura 628.
0,0
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
O ajuste devido à densidade dos pontos de acesso fA é dado pela tabela a
seguir.
Tabela 74.
Ajuste devido à densidade de pontos de acesso fA
Figura 629.
PONTOS DE
ACESSO POR KM
Figura 630.
REDUÇÃO NA
FFS (km/h)
Figura 631.
0
Figura 632.
0,0
Figura 633.
6
Figura 634.
4,0
Figura 635.
12
Figura 636.
8,0
Figura 637.
18
Figura 638.
12,0
Figura 639.
≥24
Figura 640.
16,0
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Determinação do Débito
A expressão que permite calcular o débito para o período de pico de 15
minutos com base nos valores do volume de tráfego medido para a hora de pico está
representada abaixo.
Porto do Forno
191
Plano Mestre
Onde:
vp
= Débito para o período de pico de 15 minutos (veículo/h/faixa);
V
= Volume de tráfego para a hora de pico (veículo/h);
PHF
= Fator de hora de pico;
N
= Número de faixas;
fhv
= Ajuste devido à presença de veículos pesados na corrente de tráfego;
fp
= Ajuste devido ao tipo de condutor.
Não existindo dados locais é possível adotar-se os seguintes valores para o
fator da hora de pico:
0,88 – Áreas Rurais
0,92 – Áreas Urbanas
O ajuste devido à existência de veículos pesados na corrente de tráfego é
obtido com seguinte expressão.
Onde:
fhv
= Ajuste devido à existência de veículos pesados;
PT
= Proporção de caminhões na corrente de tráfego;
PR
= Proporção de veículos de recreio (RVs) na corrente de tráfego;
ET
= Fator de equivalência de caminhões em veículos leves de passageiros;
ER
= Fator de equivalência de veículos de recreio (RVs) em veículos leves de
passageiros.
A tabela a seguir apresenta os fatores de equivalência ET e ER para segmentos
extensos, objeto de estudo do presente relatório.
Tabela 75.
Fatores de equivalência para veículos pesados e RVs em segmentos
extensos
Figura 641.
OR
FAT
Figura 646.
Figura 650.
ET
ER
Figura 643.
no
Figura 647.
Figura 651.
Figura 642.
TIPO DE TERRENO
Figura 644.
Ondula Figura 645.
Montanh
do
oso
1,5
Figura 648.
2,5
Figura 649.
4,5
1,2
Figura 652.
2,0
Figura 653.
4,0
Pla
Fonte: HCM (TRB, 2000); Elaborado por LabTrans
Porto do Forno
192
Plano Mestre
O ajuste devido ao tipo de condutor procura traduzir a diferença
comportamental na condução entre os condutores que passam habitualmente no local
e os condutores esporádicos. Os fatores a assumir são os seguintes:
 Condutores habituais – fP = 1,00
 Condutores esporádicos – fP = 0,85
Porto do Forno
193
Plano Mestre
Porto do Forno
194
Plano Mestre
Anexo 3
Mapa das Restrições Ambientais do Porto do Forno
Porto do Forno
195
Plano Mestre
Porto do Forno
196
804000
808000
41°57' W
812000
Mapa de Restrições Ambientais
Cabo Frio
Porto do Forno
Arraial do Cabo - Rio de Janeiro
Brasil
22°56' S
800000
22°56' S
42°05' W
Localização
Brasil
!
Porto do Forno
Espírito Santo
Minas Gerais
São Paulo
7458800
Oceano
Atlântico
Arraial do Cabo
7458800
Área de Proteção
Ambiental de Massambaba
(Estadual)
Rio de Janeiro
!
Porto do Forno
Ilha dos
Porcos
Reserva Extrativista
Marinha Arraial do Cabo
(Federal)
Convenções Cartográficas
Área de influência direta do Porto (raio de 3km)
Área do Porto Organizado do Forno*
7454800
7454800
Limites municipais
Estruturas portuárias
Reserva Extrativista
Marinha Arraial do Cabo
(Federal)
Área de Preservação Permanente¹
Unidades de Conservação
Praia
Cobertura Vegetal
Ilha do
Cabo Frio
Corpos d'água
©
ESCALA
Porto do Forno
C
C oo m
m pp aa nn hh ii aa M
M uu nn ii cc ii pp aa ll dd ee A
A dd m
m ii nn ii ss tt rr aa çç ãã oo P
P oo rr tt uu áá rr ii aa
23°01' S
O mapa representa as restrições ambientais delimitando 3km no entorno da
área do porto organizado. As restrições estão em acordo com a legislação
vigente. A área do porto organizado totaliza 0,2451 km².
Elaborado em outubro de 2013.
250
500
1.000
m
1.500
Projeção Transversa de Mercator
SIRGAS 2000
Zona UTM 23 Sul
Meridiano Central -45º
Base de Unidades de Conservação de fonte IBAMA/MMA/ICMBIO;
dados de corpos d'água vetorizados a partir de imagens
Digital Globe (2011); e base de divisão intermunicipal disponbilizada
pelo IBGE em escala de 1:500.000.
* Área do Porto Organizado definida pela Portaria
GM n° 1035 de 20 de dezembro de 1993
¹ Resolução CONAMA nº 303, de 20 de março de 2002.
42°05' W
800000
804000
808000
812000
23°01' S
Mapa de Restrições Ambientais
0
1:25.000
41°57' W
Plano Mestre
Porto do Forno
198
Plano Mestre
Anexo 4
Mapa de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade
(Importância Biológica)
Porto do Forno
199
Plano Mestre
Porto do Forno
200
Mapa de Áreas Prioritárias para
Conservação da Biodiversidade
(Importância Biológica)
MT
13°35' S
35°32' W
14°04' S
53°09' W
Região Sudeste
Brasil
BA
DF
GO
Brasil
0
400 800 km
MG
Convenções Cartográficas
!
ES
!
5
MS
Portos
Importância biológica
Extremamente alta
Muito alta
!
34
Alta
Insuficientemente conhecida
Divisão política
Limites estaduais
!
!
29
PR
26°33' S
53°19' W
!!
35
©
21
ESCALA
!
9
!
31
Oc eano
SC
1 !13
RJ
Atlântico
O mapa representa as áreas proritárias para conservação
da biodiversidade por importância biológica na Região Sudeste
do Brasil. Base cartográfica das áreas prioritárias para
conservação disponiblizada em meio digital pela ferramenta i3Geo
do Ministério do Meio Ambiente. Elaborado em agosto de 2011.
70
1:5.000.000
0
35
140
210
ID
1
5
9
13
21
29
31
34
35
Porto
Porto de Angra dos Reis
Porto de Barra do Riacho
Porto de Forno
Porto de Itaguaí (Sepetba) ￿
Porto de Niterói
Porto de Santos
Porto de São Sebastão￿
Porto de Vitória
Porto do Rio de Janeiro
km
280
25°36' S
SP
34°18' W
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