03 de Agosto, 2015 Análise Fundamentalista Análise XP Carteiras Recomendadas Portfólios & Performance Índice Carteira XP A Carteira XP apresentou uma queda de 2,8% no mês de julho, enquanto o Ibovespa se desvalorizou 4,2%. No ano, a Carteira XP tem a performance positiva de 2,0%, enquanto o Ibovespa sobe 1,7%. Portfólios & Performance Carteira XP Dividendos Panorama Macroeconômico A Carteira XP Dividendos obteve uma performance negativa de 1,9% no mês de julho, enquanto o Ibovespa teve um desempenho negativo de 4,2%. No ano a Carteira XP Dividendos sobe 6,5% e o Ibovespa 1,7%. Carteira XP Trocas Carteira XP Dividendos Disclaimer Performance: Carteiras XP Portfólio Carteira XP dif. p.p. Carteira XP Dividendos dif. p.p. Ibovespa Portfólio Carteira XP dif. p.p. Carteira XP Dividendos dif. p.p. Ibovespa 2015 2014 2013 2012 2011 2010 Últim os 12 m 2009 Últim os 24 m Inicial* 2,0 0,0 -2,8 37,5 -12,1 15,9 76,5 -7,4 10,8 134,0 0,3 p.p. 3,0 p.p. 12,7 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. 1,5 p.p. 5,3 p.p. 126,4 p.p. 29,3 41,8 6,5 7,7 14,1 16,4 3,6 4,7 p.p. 10,6 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 1,7 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 jan/15 fev/15 m ar/15 abr/15 m ai/15 jun/15 0,1 27,6 189,4 9,0 p.p. 22,1 p.p. 160,0 p.p. 45,0 -8,9 5,5 7,6 jul/15 ago/15 set/15 out/15 28,3 p.p. -32,7 p.p. nov/15 dez/15 -9,2 5,2 4,3 6,3 -3,8 2,9 -2,8 - - - - - -3,0 p.p. -4,8 p.p. 5,2 p.p. -3,6 p.p. 2,4 p.p. 2,3 p.p. 1,4 p.p. - - - - - -5,5 8,1 0,2 9,4 -6,1 3,2 -1,9 - - - - - 0,7 p.p. -1,9 p.p. 1,1 p.p. -0,5 p.p. 0,0 p.p. 2,6 p.p. 2,3 p.p. - - - - - -6,2 10,0 -0,8 9,9 -6,2 0,6 -4,2 - - - - - *Inicial: Carteira XP 30/4/2009, Carteira XP Dividendos 2/1/2009, Carteira XP Small Caps 30/12/2010, Carteira XP Alpha 28/6/2013. DESEMPENHO ANUAL 15,0 10,0 5,0 0,0 jul-14 ago-14 set-14 out-14 nov-14 dez-14 jan-15 fev-15 mar-15 abr-15 mai-15 jun-15 jul-15 -5,0 -10,0 -15,0 Carteira XP Carteira XP Divdendos Ibovespa Ricardo Kim Analista, CNPI Carteiras Recomendadas | Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Trocas para Agosto/15 Carteira XP Trocas: Carteira XP Portfólio de Julho 2015 Share Em presa Portfólio de Agosto 2015 Ticker Alterações Retirada/Entrada Share Em presa Ticker 25% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 25% ITAUSA-PREF ITSA4 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 15% CIELO SA CIEL3 15% CIELO SA 12% SUZANO PA-PREF A SUZB5 12% SUZANO PA-PREF A SUZB5 Retirada/Entrada CIEL3 10% QUALICORP SA QUAL3 10% SUL AMERICA-UNIT SULA11 10% KROTON KROT3 10% KROTON KROT3 8% FIBRIA CELULOSE FIBR3 8% FIBRIA CELULOSE FIBR3 Modificações: Troca de ITUB4 por ITSA4 (25%): Apenas uma mudança tática no portfólio. Com o aumento do desconto que Itausa negocia frente aos seus ativos, e o aumento do spread com relação a ITUB4, trocaremos ITUB4 por ITSA4 na carteira. A Itausa é uma holding que controla o Banco Itau e outros ativos. Dentro dos ativos que compõem a carteira da Itausa, o Itau é o mais representativo, com mais de 95% do valor de mercado da Itausa oriundo do valor de mercado do Banco Itau. Além dele, Duratex, que representa pouco mais de 2% do valor de mercado na composição do valor de mercado da Itausa, ainda Itautec e Elekeiroz com investimentos pequenos. Assim, devido ao desconto, maior yield projetado, optamos pela troca de ITUB por ITSA4. Retirada dos 10% de Qualicorp (QUAL3): Apesar de ser uma boa empresa em termos operacionais e negociar a um valuation muito atrativo, estamos céticos com os riscos de imagem da empresa e também com possível mudança no ambiente regulatório dos planos coletivos. Entendemos que esses riscos devem continuar pesando no papel, por mais tempo que imaginávamos, apesar do seu valuation atrativo. Por isso, preferimos abrir espaço para outros ativos mais promissores. Entrada Sulamérica com 10% (SULA11): Optamos pela entrada de Sulamérica na nossa carteira mensal, devido ao valuation atrativo do ativo, que segue negociando abaixo de 8x P/E 2015E. Outro motivo, foi a nossa opção pela elevação no segmento de seguros, que se beneficia com a alta taxa de juros do país, com crescimento do top line, com aumento dos prêmios e também, porque estamos vendo uma queda nos sinistros. No segmento de saúde e odontológico, a empresa seguiu apresentando forte crescimento. Além dele, os segmentos de automóveis e previdência foram destaques de performance. Estamos otimistas com o papel e o setor para os próximos resultados. Carteira XP DIVIDENDOS Trocas: Carteira XP Dividendos Portfólio de Julho 2015 Share Em presa Portfólio de Agosto 2015 Ticker Alterações Retirada/Entrada Share Em presa Ticker 20% ITAU UNIBAN-PREF ITUB4 20% ITAUSA-PREF ITSA4 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 15% CETIP CTIP3 15% CETIP CTIP3 15% CIELO SA CIEL3 15% CIELO SA 10% BM&FBOVESPA SA BVMF3 10% BM&FBOVESPA SA 10% AMBEV SA ABEV3 10% AMBEV SA ABEV3 10% TRANSM ALIAN-UNI TAEE11 10% TRANSM ALIAN-UNI TAEE11 CIEL3 BVMF3 Modificações: Troca de ITUB4 por ITSA4 (20%): Apenas uma mudança tática no portfólio. Com o aumento do desconto que Itausa negocia frente aos seus ativos, e o aumento do spread com relação a ITUB4, trocaremos ITUB4 por ITSA4 na carteira. A Itausa é uma holding que controla o Banco Itau e outros ativos. Dentro dos ativos que compõem a carteira da Itausa, o Itau é o mais representativo, com mais de 95% do valor de mercado da Itausa oriundo do valor de mercado do Banco Itau. Além dele, Duratex, que representa pouco mais de 2% do valor de mercado na composição do valor de mercado da Itausa, ainda Itautec e Elekeiroz com investimentos pequenos. Assim, devido ao desconto, maior yield projetado, optamos pela troca de ITUB por ITSA4. Carteiras Recomendadas 2 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Panorama Macroeconômico O rompimento do presidente do Congresso, Eduardo Cunha, com a presidente Dilma Rousseff, e as novas fases das investigações de corrupção pela polícia federal tendem a prosseguir impactando a economia brasileira. A S&P, ao rebaixar o outlook brasileiro, de estável para negativo, mencionou que a situação política do país não estava nas projeções da agência, e a dificuldade de se aprovar projetos para realizar o ajuste fiscal impactou seu julgamento da perspectiva do país. Logo, o quadro político é de extrema importância ao tentar enxergar o futuro econômico de curto prazo e o Congresso volta de recesso cercado de dúvidas, com seu presidente prometendo diversas “pautas bomba” como a limitação do número de ministérios. Do outro lado, o governo tentará a aprovação da reforma do ICMS, a proposta de repatriação de recursos e o projeto de lei das desonerações da folha de pagamentos. Vale destacar a necessidade da aprovação das contas públicas de 2014 no julgamento da TCU, e não podemos esquecer do manifesto popular agendado para 16 de agosto que deve acirrar os ânimos nas discussões políticas. Destacamos ainda que as agências de rating Moody’s e Fitch devem realizar algum movimento nos próximos meses, visto que elas costumam aguardar a posição da S&P antes de alterarem o quadro do país, e o Brasil está a 2 degraus acima do limite entre grau de investimento. O mercado acredita, em sua grande maioria, que ocorrerá o corte de um grau pela Moody´s, mas resta a dúvida quanto ao outlook, entre estável e negativo. Nos Estados Unidos, mais uma reunião do Fed ocorreu em julho, e as taxas de juros foram mantidas nos mesmos níveis, no entanto, a reunião de setembro aparenta ter reais possibilidades de ser marcada pelo início do novo ciclo de alta nos juros. O PIB do segundo trimestre veio abaixo do esperado, mas a revisão do PIB do primeiro trimestre mais do que compensou. O PIB está crescendo acima da tendência, o que é acompanhado de perto pelo Fed, e será decisivo para começar a subir juros. Grande parte das declarações de membros do Fed nos últimos tempos reforçam que ocorrerá uma alta ainda em 2015, mas não asseguram o mês. Na Europa, o acordo entre Grécia e seus credores caminha para um final favorável, embora o FMI ainda faça exigências, a principal se refere a aprovação das medidas de austeridade pelo Parlamento grego antes de confirmar o acordo. O próprio Brasil, um dos credores do FMI, exigiu uma postura mais firme da instituição na negociação. De qualquer forma, a turbulência que tomava conta dos mercados à pouco tempo com o temor de uma saída da Grécia da zona do euro, cessou. Isso também influenciou em outros países, e seus partidos que pregam contra a austeridade perderam força, com o caso emblemático do Podemos na Espanha. Por lá, as intenções de voto do partido, nas eleições de dezembro de 2015, foram de 28% no começo do ano para 15% em julho. Na medida em que a Grécia não conseguiria impor a flexibilização das medidas de austeridade frente a zona do euro e seus credores, o Podemos perdeu intenções de votos. Outra consequência do impasse grego, foi a relativa piora nos indicadores de confiança da região, que estavam se recuperando, muito em função da credibilidade do programa do Banco Central Europeu de estímulos monetários iniciado no primeiro semestre. Com os ânimos acalmados em torno da Grécia, esses indicadores devem retomar sua trajetória ascendente. Carteiras Recomendadas 3 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Carteira XP Composição: Carteira XP Share Em presa Ticker Setor Valor de Mercado 2015E P/L EV/EBITDA P/VPA ROE 25% ITAUSA-PREF ITSA4 Financeiro R$ 57.034 MM 6,6x - 1,2x - 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 64.500 MM 14,3x 11,0x 6,8x 54% 15% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 82.504 MM 19,8x 13,6x 8,2x 52% 12% SUZANO PA-PREF A SUZB5 Papel & Celulose R$ 18.599 MM 12,3x 6,5x 1,6x 12% 10% SUL AMERICA-UNIT SULA11 Financeiro R$ 5.888 MM 8,1x - 1,2x 16% 10% KROTON KROT3 Educacional R$ 15.604 MM 9,5x 7,2x 1,2x 13% 8% FIBRIA CELULOSE FIBR3 Papel & Celulose R$ 25.226 MM 22,8x 7,6x 1,5x 7% Itausa (ITSA4): Investimento em Itausa está apoiado em um movimento tático de aproveitar o maior desconto que o papel negocia frente aos seus ativos e maior spread com relação a Itau. Porém, o racional do case segue nosso otimismo com o Itaú. No passado recente, observamos que a expansão das operações dos bancos privados começou a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal. Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread se mantém em bons patamares, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres. O banco demonstra que segue de maneira satisfatória em termos de nível de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final. Mesmo com o cenário desafiador que a empresa enfrentará nesse ano de ajustes da economia, e colocando na conta uma provável desaceleração no crescimento da carteira de crédito e aumento na inadimplência, julgamos que as ações estão num patamar interessante de valuation. Continua representando uma das melhores relações risco x retorno, comparativamente aos demais setores da bolsa. BB Seguridade (BBSE3): Consideramos atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto, capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Atualmente a empresa negocia a múltiplo atrativo e se beneficia com o juros em um patamar mais alto. Cielo (CIEL3): Apesar da Cielo não estar uma barganha em termos de múltiplos, uma posição faz total sentido, principalmente se considerarmos o posicionamento diferenciado que ela ocupa no mercado de adquirência, mercado com altos patamares de margens e boas perspectivas de crescimento. O racional de investimento está igualmente apoiado nos seus consistentes resultados financeiros e ganhos de market share, mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes (principalmente os de menor porte). Destacamos a resiliência do ativo relativamente aos demais setores da bolsa. Suzano (SUZB5): A Suzano opera em dois principais segmentos: celulose de mercado e papel, cujo portfólio é composto por papel revestido, papel não revestido e papel cartão. Trata-se da segunda maior produtora de celulose de eucalipto do Mundo. A empresa possui baixo custo de produção e uma capacidade maior com início de operação da planta do Maranhão. A dinâmica global da celulose tem sido um fator positivo, com uma demanda crescente, possibilitando repasse de preço por parte das empresas. Lembrando que a Suzano passa por um período de desalavancagem interessante. Logo, enxergamos uma boa alocação para se expor no ativo, principalmente em um cenário de real desvalorizado. Sulamérica (SULA11): A SulAmérica atua nos ramos de seguro saúde e odontológico, automóveis e outros ramos elementares. A companhia atua ainda nos segmentos de seguros de vida e acidentes pessoais, gestão de ativos, produtos de previdência privada e capitalização. Julgamos que a exposição a ativos expostos a elevação de juros é importante no momento econômico que atravessamos. A Sulamérica negocia a múltiplos baixos, 8x P/E 2015E, e acaba crescendo fortemente sua receita, apenas com os prêmios de seguros renovados e pagos anualmente, devido ao elevado patamar de juros. Assim, julgamos que a Sulamérica é uma boa opção de investimento no cenário atual, com valuation atrativo e setor que se beneficia desse cenário. Kroton (KROT3): Apesar dos riscos para o setor serem inegáveis, entendemos que muito já está precificado nas ações. Lembrando que o setor não acabou. Após todas as incertezas do início do ano, com as mudanças no FIES, a transparência quanto as regras do programa está melhorando, assim como o diálogo entre governo e instituições privadas. Não achamos que tudo melhorou e agora o setor é o mesmo de antes, mas a resiliência das empresas (evidenciada nos resultados do 1T15) e perspectivas com relação a crescimento, fazem o setor ser uma boa alternativa de diversificação. Hoje, a Kroton negocia a um múltiplo razoável (bem abaixo do histórico, o que é justificável), e deve crescer cerca de 10% na receita, com incremento de margem com as sinergias da fusão com a Anhanguera. O setor ainda deve sofrer impactos negativos com a mudança do FIES ao longo do ano, por isso mantemos uma exposição limitada. Outro ponto interessante é o fato dos investidores estarem pouco alocados em Educação, e, com a maior transparência do governo com relação as regras, devem voltar a cogitar exposição no setor. A falta de alternativas de setores promissores na bolsa, frente ao ambiente macro que vivemos, também ajudam nesse fluxo. Fibria (FIBR3): A maior produtora de celulose de mercado, com capacidade de produção de celulose total de aproximadamente 5,25 milhões de toneladas e um foco nos mercados internacionais. Segundo estimativas, a Fibria atende aproximadamente 31% da demanda mundial de BEKP, cerca de 19% da demanda mundial de celulose branqueada de fibras longas de mercado para papel kraft e aproximadamente 10% da demanda mundial de celulose química de mercado. Com operações eficientemente estruturadas no Brasil, os custos de produção se encontram abaixo da média global. Com a tendência estrutural da valorização do dólar e mercado de celulose performando bem (principalmente no relativo as demais commodities), a Fibria ainda é uma boa forma de exposição ao dólar. Carteiras Recomendadas 4 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Carteira XP Performance: Carteira XP Portfólio 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últim os Últim os 24 m 12 m Inicial* Carteira 2,0 0,0 -2,8 37,5 -12,1 15,9 76,5 -7,4 10,8 134,0 Ibovespa 1,7 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 45,0 -8,9 5,5 7,6 0,3 p.p. 3,0 p.p. 12,7 p.p. 30,1 p.p. 6,0 p.p. 14,8 p.p. 31,5 p.p. 1,5 p.p. 5,3 p.p. 126,4 p.p. jan/15 fev/15 m ar/15 abr/15 m ai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 dif. p.p. Portfólio Carteira -9,2 5,2 4,3 6,3 -3,8 2,9 -2,8 - - - - - Ibovespa -6,2 10,0 -0,8 9,9 -6,2 0,6 -4,2 - - - - - -3,0 p.p. -4,8 p.p. 5,2 p.p. -3,6 p.p. 2,4 p.p. 2,3 p.p. 1,4 p.p. - - - - - dif. p.p. *Inicial: Carteira XP 30/4/2009 ∆% MENSAL DESEMPENHO 15,0% FIBR3 10,0% QUAL3 5,0% SUZB5 CIEL3 0,0% Carteira XP -5,0% ITUB4 -10,0% Ibovespa BBSE3 -15,0% KROT3 Carteira XP Ibovespa -25,0 -20,0 DESEMPENHO HISTÓRICO 315,0 285,0 255,0 225,0 195,0 165,0 135,0 105,0 75,0 Carteiras Recomendadas 5 -15,0 -10,0 -5,0 0,0 5,0 10,0 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Carteira XP Dividendos Composição: Carteira XP Dividendos Share Em presa Ticker Setor Valor de Mercado 2015E P/L EV/EBITDA P/VPA ROE 20% ITAUSA-PREF ITSA4 Financeiro R$ 57.034 MM 6,6x - 1,2x - 20% BB SEGURIDADE PA BBSE3 Financeiro R$ 64.500 MM 14,3x 11,0x 6,8x 54% 15% CETIP CTIP3 Bolsa R$ 9.325 MM 16,0x 10,7x 4,8x 33% 15% CIELO SA CIEL3 Financeiro R$ 82.504 MM 19,8x 13,6x 8,2x 52% 10% BM&FBOVESPA SA BVMF3 Bolsa R$ 18.949 MM 11,2x 11,0x 1,0x 8% 10% AMBEV SA ABEV3 Varejo R$ 305.865 MM 19,8x 13,0x 7,0x 34% 10% TRANSM ALIAN-UNI TAEE11 Energia Elétrica R$ 7.217 MM 8,4x 8,0x 1,7x 22% Itausa (ITSA4): Investimento em Itausa está apoiado em um movimento tático de aproveitar o maior desconto que o papel negocia frente aos seus ativos e maior spread com relação a Itau. Porém, o racional do case segue nosso otimismo com o Itaú. No passado recente, observamos que a expansão das operações dos bancos privados começou a acelerar, se comparada com as taxa de concessão dos banco de controle estatal. Porém, a originação de créditos surge com melhor qualidade, apoiada em segmentos de melhor relação risco/retorno. Agrada-nos o fato de que os níveis de spread se mantém em bons patamares, dado o aumento nas taxas de juros básica e sinais de arrefecimento da pressão sobre as taxas praticadas no setor. Adicionalmente, a instituição enxugou custos e despesas nos últimos trimestres. O banco demonstra que segue de maneira satisfatória em termos de nível de inadimplência, evolução de sua margem com clientes, custos operacionais sob controle, continuidade do foco em ganhos de eficiência, evolução relevante no lucro líquido e outras métricas de retorno final. Mesmo com o cenário desafiador que a empresa enfrentará nesse ano de ajustes da economia, e colocando na conta uma provável desaceleração no crescimento da carteira de crédito e aumento na inadimplência, julgamos que as ações estão num patamar interessante de valuation. Continua representando uma das melhores relações risco x retorno, comparativamente aos demais setores da bolsa. BB Seguridade (BBSE3): Consideramos atrativo o fato de que o setor de seguros ser ainda inicial no Brasil, considerando o todo da economia. Seguimos vendo a empresa como uma excelente forma de se expor a um setor com crescimento acima da média e menos correlacionado com o desempenho agregado. A empresa é bastante lucrativa, com retorno alto, capilaridade e ampla capacidade de expansão a partir da baixa penetração na base de cliente do Banco do Brasil. Atualmente a empresa negocia a múltiplo atrativo e se beneficia com o juros em um patamar mais alto. Cetip (CTIP3): Por intermédio da Unidade de Títulos e Valores Mobiliários, a companhia é líder no Brasil nas atividades de registro, custódia e liquidação de ativos privados de renda fixa - como CDBs, CDIs, LFs e CRIs. Também possui uma plataforma de negociação eletrônica para o mercado secundário de títulos públicos e privados. Realiza ainda processamento de Gravames (financiamento de automóveis), DOCs e liquidação de TEDs. Fatores que contribuem para uma performance positiva: baixa necessidade de capital, resiliência de preços praticados, alta geração de caixa e alto patamar de payout do ativo. Cielo (CIEL3): Apesar da Cielo não estar uma barganha em termos de múltiplos, uma posição faz total sentido, principalmente se considerarmos o posicionamento diferenciado que ela ocupa no mercado de adquirência, mercado com altos patamares de margens e boas perspectivas de crescimento. O racional de investimento está igualmente apoiado nos seus consistentes resultados financeiros e ganhos de market share, mesmo com a atuação mais agressiva por parte de seus concorrentes (principalmente os de menor porte). Destacamos a resiliência do ativo relativamente aos demais setores da bolsa. BM&F Bovespa (BVMF3): a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros é líder na América Latina, sendo a principal instituição brasileira de intermediação para operações no mercado de capitais, a companhia desenvolve, implanta e provê sistemas para negociação de ações, derivativos de ações, derivativos financeiros, títulos de renda fixa, títulos públicos federais, moedas à vista e commodities agropecuárias. Acreditamos que a empresa detém e deverá manter no curto, médio e longo prazo uma participação bem consolidada nas plataformas de negociação e pós-negociação de ativos financeiros, evoluindo no processo de integração verticalizada de seus negócios, incentivando e investindo em iniciativas incipientes/rentáveis. O alto beta com relação ao Ibovespa, que tem suportado níveis altos, principalmente por fatores internacionais, é uma boa forma de diversificação para se expor a esse fluxo. Aliado a isso, os níveis de dividend yield da empresa continuam altos. Ambev (ABEV3): Depois de muito tempo fora das carteiras, acreditamos que o momento atual é oportuno para o retorno de ABEV a nossa carteira recomendada dividendos. Seu dividend yield projetado para 2015 está em 4,6% e a companhia possui caixa líquido, podendo vir com dividendos extraordinários ainda este ano, o que elevaria o dividend yield projetado. Com isso, devido ao recente fraco desempenho das ações e o bom dividend yield projetado, acreditamos que Ambev é uma boa opção de investimentos para a carteira dividendos. Taesa (TAEE11): A Taesa é a Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. – é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de Receita Anual Permitida (RAP). A empresa é exclusivamente dedicada à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, com aproximadamente 9747 km de linhas de transmissão em operação mais uma concessão adquirida em leilão, que possuirá aproximadamente 85 km de extensão. Além disso, possui ativos em 67 subestações com nível de tensão entre 230 e 525kV, presença em todas as regiões do país e um Centro de Operação e Controle localizado em Brasília. Atualmente a TAESA detém 28 concessões de transmissão, possuindo 100% dos ativos de treze concessões, participação na ETAU, Brasnorte e em treze concessões da TBE. O dividend yield projetado para 2015 é da ordem de 10,5% e o segmento de transmissão apresenta uma maior proteção e resilência. Aliado a isso, a liquidez do ativo aumentou bastante nos últimos tempos, o que possibilitou a entrada do mesmo na nossa carteira dividendos. Carteiras Recomendadas 6 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Carteira XP Dividendos Performance: Carteira XP Dividendos Portfólio 2015 2014 2013 2012 2011 2010 2009 Últim os Últim os 24 m 12 m Inicial* Carteira 6,5 7,7 14,1 16,4 3,6 29,3 41,8 0,1 27,6 Ibovespa 1,7 -2,9 -15,5 7,4 -18,1 1,0 74,5 -8,9 5,5 29,4 4,7 p.p. 10,6 p.p. 29,6 p.p. 9,0 p.p. 21,7 p.p. 9,0 p.p. 22,1 p.p. 160,0 p.p. jan/15 fev/15 m ar/15 abr/15 m ai/15 jun/15 jul/15 ago/15 set/15 out/15 nov/15 dez/15 dif. p.p. Portfólio 28,3 p.p. -32,7 p.p. 189,4 Carteira -5,5 8,1 0,2 9,4 -6,1 3,2 -1,9 - - - - - Ibovespa -6,2 10,0 -0,8 9,9 -6,2 0,6 -4,2 - - - - - 0,7 p.p. -1,9 p.p. 1,1 p.p. -0,5 p.p. 0,0 p.p. 2,6 p.p. 2,3 p.p. - - - - - dif. p.p. *Inicial: Carteira XP 30/4/2009 DESEMPENHO ∆% MENSAL 15,0% CTIP3 10,0% ABEV3 5,0% TAEE11 CIEL3 0,0% Carteira XP Dividendos -5,0% ITUB4 -10,0% Ibovespa BBSE3 -15,0% BVMF3 Carteira XP Dividendos Ibovespa -12,0 -8,0 DESEMPENHO HISTÓRICO 345,0 315,0 285,0 255,0 225,0 195,0 165,0 135,0 105,0 75,0 Carteira XP Dividendos Carteiras Recomendadas 7 Ibovespa -4,0 0,0 4,0 8,0 Carteiras Recomendadas 03 de Agosto, 2015 Disclaimer 1. O atendimento de nossos clientes pessoas físicas e jurídicas (não institucionais) é realizado por agentes de investimento. Todos os agentes de investimento que atuam através da XP Investimentos CCTVM S/A (“XP Investimentos Corretora”) encontram-se devidamente registrados na Comissão de Valores Mobiliários. A relação completa de agentes de investimento da XP Investimentos Corretora pode ser consultada no site http:// www.cvm.gov.br > Agentes Autônomos > Relação dos Agentes Autônomos contratados por uma Instituição Financeira > Corretoras > XP Investimentos e no site http://www.xpi.com.br, da XP Investimentos. Na forma da legislação da CVM, o agente autônomo de investimento não pode administrar ou gerir o patrimônio de investidores. O agente de investimento é um intermediário e depende da autorização prévia do cliente para realizar operações no mercado financeiro. 2. Este relatório foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S/A (´XP Investimentos Corretora´) e tem como único propósito fornecer informações que possam ajudar o investidor a tomar sua decisão de investimento. Este relatório não constitui oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro. As informações contidas neste relatório são consideradas confiáveis na data da divulgação deste relatório e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. 3. O analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório, em conformidade ao artigo 17, I, da Instrução Normativa CVM n. 483/10, declara que as recomendações expressas neste relatório refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais e foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à pessoa ou a instituição à qual está vinculado. 4. O analista de investimento está indiretamente envolvido na intermediação dos valores mobiliários objeto deste relatório, em conformidade ao artigo 17, II, c, da Instrução Normativa CVM n. 483/10. 5. A remuneração do analista de investimento responsável por este relatório é indiretamente influenciada pelas receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela pessoa a que esteja vinculado, em conformidade ao artigo 17, II, e, da Instrução Normativa CVM n, 483/10. 6. Os instrumentos financeiros discutidos neste relatório podem não ser adequados para todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de cada investidor. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A rentabilidade de instrumentos financeiros pode apresentar variações, e seu preço ou valor pode aumentar ou diminuir. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste relatório em relação a desempenhos futuros. A XP Investimentos Corretora se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste relatório ou seu conteúdo. 7. Este relatório não pode ser reproduzido ou redistribuído para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento por escrito da XP Investimentos Corretora. Informações adicionais sobre os instrumentos financeiros discutidos neste relatório se encontram disponíveis quando solicitadas. 8. A Ouvidoria da XP Investimentos Corretora tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. Para contato, ligue 0800 722 3710. 9. O custo da operação e a política de cobrança estão definidos nas tabelas de custos operacionais disponibilizadas no site da Corretora: www.xpi.com.br. 10. Inexistem situações de conflitos de interesses entre a XP Investimentos e a utilização desse produto. 11. Este relatório é baseado na avaliação dos fundamentos de determinadas empresas e dos diferentes setores da economia. A análise do ativo objeto do relatório utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento. 12. Este produto é indicado, sobretudo, a investidores cujo perfil haja sido definido como Moderado, Moderado-agressivo, Agressivo, de acordo com a Política de Suitability empregada pela XP Investimentos. 13. Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, dependendo das cotações nos mercados. O investimento em ações é um investimento de risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. O patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. Carteiras Recomendadas 8