condutores de bt
Mercado cresce, mas setor ainda
sofre com a presença de produtos
de baixa qualidade e informalidade.
Desclassificação
Adotar procedimentos adequados
pode levar à redução de riscos em
áreas classificadas.
CADERNO
ATMOSFERAS
março’2014
EXPLOSIVAS
Ano 10
edição nº
100
E l é t r i ca , E l e t rô n i ca ,
i l u m i na ç ã o e ene r g i a
Setor eletroeletrônico se
mobiliza para combater o
problema, mas número de
vítimas ainda é alto.
ANO 10 – Nº 100 • Potência
Evolução do quadro
exige cumprimento das
normas e maior nível de
conscientização da sociedade.
Quando chegaremos lá?
feicon batimat 2014 Fabricantes de produtos elétricos marcam presença na maior
feira de materiais de construção da América Latina e comemoram resultados obtidos.
sumário
• Capa: Sérgio Ruiz • Foto: Dreamstime
04 › Ponto de vista
12 Matéria de Capa
06 › ao leitor
Empresas e associações do setor eletroeletrônico se
06 › cartas
mobilizam para combater os acidentes envolvendo
Outras seções
08 › Holofote
eletricidade, mas número de vítimas ainda é alto.
52 › espaço abreme
58 › economia
Melhorias exigem maior nível de conscientização
60 › gtd
da sociedade, o que inclui profissionais, usuários e
65 › link direto
prestadoras de serviços.
66 › agenda
12
22Mercado
Setor de fios e cabos elétricos de baixa tensão
mantém ritmo moderado de crescimento, mas área
ainda sofre com a presença de itens de
baixa qualidade.
28Evento
22
Mais uma vez foi grande a presença de empresas
28
do setor eletroeletrônico na Feicon Batimat. E os
participantes comemoram os resultados obtidos.
46caderno ex
Adotar procedimentos adequados pode levar à
redução de riscos e até à desclassificação de
algumas áreas.
46
potência
3
E X P E D I E N T E
ponto de vista
Ano 10
edição nº
100
Superando a
primeira marca
Novidades, lançamentos, investimentos,
tinuaremos fazendo edição a edição.
Diretores:
Habib S. Bridi (in memorian)
Elisabeth Lopes Bridi
ano
X
•
nº
100
•
março
2014
Circula na Expolux 2014
Publicação mensal da Grau 10 Jornalismo e Comunicações Ltda, com circulação nacional, diri­gida a indústrias, compradores corporativos, distribuidores, varejistas, home centers, construtoras, arquitetos, engenharia
e insta­ladores que atuam nos segmentos elétrico, eletrônico e de iluminação; geradoras, trans­misso­ras e distribuidoras de energia elétrica. Órgão oficial da Abreme
- Associação Brasileira dos Re­vendedores e Distribuidores de Materiais Elétricos.
planos e metas. Este temas estão no dia a dia
Muitas novidades estão reservadas para
de publicações especializadas, como a revista
este ano. Suplementos serão lançados em bre-
Potência. Inferir, interpretar, ouvir todos os la-
ve. Mais matérias e novos temas serão abor-
dos, buscar tendências, ir a fundo e trazer temas
dados com a mesma qualidade e lisura que
que merecem ser discutidos são preocupações
já são conhecidos por todos que nos acom-
Conselho Editorial
[email protected]
de poucos. A revista Potência sempre buscou
panham e que fizeram da Potencia a sua lei-
esse caminho, e isso demanda tempo e uma
tura frequente.
Beth Bridi, Francisco Simon, José Luiz Pantaléo, Mauro
Delamano, Nellifer Obradovic, Paulo Roberto de Campos e
Roberto Said Payaro.
dose de coragem.
Datas especiais, aniversários e marcos sim-
Esse tempo, conquistamos e com ele a vi-
bólicos, como a edição nº 100, são importantes
vência, que nos deu a certeza de que o caminho
para que uma motivação ainda maior tome con-
era este. Comemoramos a entrada no 10º ano
ta de todos. Continuem nos prestigiando com
da revista recentemente e agora atingimos a
sua leitura, com seus comentários e sugestões.
nossa primeira centena de edições. E podemos
Retribuiremos com mais qualidade, mais dedi-
garantir que este é o nosso começo. Sem nun-
cação e ainda mais entusiasmo para que tudo
ca deixar de dar voz ao mercado, mostramos
que interessa ao B2B do setor eletroeletrôni-
as caras que fazem parte dele, demos oportu-
co esteja em nossas páginas, de forma ainda
nidade para que as pessoas expressem seus
mais surpreendente, atual, moderna e arrojada.
pensamentos e ideias, mesmo que discordan-
Nunca abrindo mão da credibilidade, correção,
tes da maioria.
imparcialidade e ética.
Redação
[email protected]
Diretora de Redação: Beth Bridi
Editor: Marcos Orsolon
Repórter: Paulo Martins
Fotos: Ricardo Brito
Jornalista Responsável: Beth Bridi (MTB nº 17.775)
Publicidade
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Diretor Comercial: Edvar Lopes
Coord. de Atendimento: Cléia Teles
Contato Publicitário: Silvana Ricardo e Christine Funke
Produção Visual e Gráfica
[email protected]
Chefe de Arte: Sérgio Ruiz
Designer Gráfico: Márcio Nami
Atendimento ao Leitor
[email protected]
Coordenação: Paola Oliva
Nossa linha editorial sempre buscou a
Aguardem as próximas 100 edições!
abertura para as mais variadas correntes e
quando existia a unanimidade, ainda assim,
as mais variadas expressões. E é isso que con-
Beth Bridi
diretora de redação
[email protected]
potência
Gerente: Edina Silva
Assistente: Bruna Franchi e Ana Claudia Canellas
Impressão
Prol Editora
Redação, Administração e Publicidade
Sede Própria:
Rua Afonso Braz, 579 - 11º andar
Vila Nova Conceição - 04511-011 - São Paulo-SP
PABX: (55) (11) 3896-7300
Fax redação: (55) (11) 3896-7303
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Site: www.grau10.com.br
Fechamento Editorial: 12/04/2014
Circulação: 22/04/2014
os espaços estavam abertos aos leitores para
4
Administração
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Conceitos e opiniões emitidos por entrevistados e coFiliada ao
laboradores não refletem, necessariamente, a opinião
da revista e de seus editores. Potência não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios, informes publicitários. Informações ou opiniões contidas no Espaço
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Abreme são de responsabilidade da Associação. Não
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publicamos matérias pagas. Todos os direitos são reauditadas
servados. Proibida a reprodução total ou parcial das
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INPI e matriculada de acordo com a Lei de Imprensa. ISSN 2177-1049
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cem vezes potência
ao leitor
O
ano de 2013 foi especial para a Potência e, principalmente, para as pessoas
que fazem a publicação. Na ocasião, comemoramos a entrada da revista
em seu décimo ano de vida. Agora, celebramos a nossa edição de número 100,
o que também marca 2014 na história da Grau 10 Editora.
Mas hoje, nessa revista mais do que especial, não quero falar da publicação.
Pelo menos não de uma forma direta. Vou aproveitar este espaço para falar de
nosso trabalho, ou melhor, do nosso relacionamento com o setor eletroeletrônico.
Graças a estas 100 edições, tivemos a oportunidade de mergulhar em um
mercado extraordinário. Um segmento complexo que, assim como o próprio
País, tem um potencial incrível e, ao mesmo tempo, é repleto de diferenças e
desigualdades. Um setor que hoje luta para sobreviver em mercados tradicionais, como o de componentes elétricos, e que se destaca em áreas de ponta,
como a de energia eólica.
Mais que acompanhar este importante setor, temos participado do seu dia
a dia. Nas páginas da revista Potência não temos apenas noticiado o que ocorre no setor. Em várias oportunidades conseguimos ir além, dando voz a quem
precisa de espaço e produzindo material que colabora para a evolução do mercado, com destaque para a conscientização em torno do uso da eletricidade de
forma segura. Vide nossa matéria de capa dessa edição.
E é essa postura que tem levado nosso trabalho a ser reconhecido, tanto individualmente, quanto na forma de uma equipe coesa e que sabe bem o
que está fazendo.
Evidentemente, reconhecimento traz mais responsabilidade. E estamos
preparados para corresponder às expectativas do setor. Pelo prisma simbólico
da data, vemos a edição 101 como mais um início de ciclo. Um ciclo que parte
de uma base construída ao longo de dez anos e que nos dá credibilidade para
avançar e conquistar novos amigos.
Boa leitura!
Marcos Orsolon, editor
6
potência
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notícias do setor
Eficiência
energética
A rede Walmart anunciou
recentemente a intenção de
implantar luminárias de teto com
LEDs fornecidos pela GE para
novos supermercados nos Estados
Unidos, assim como em lojas
instaladas na Ásia, no Reino Unido
e na América Latina – incluindo
30 unidades no Brasil.
Os equipamentos foram
desenvolvidos para consumir 40%
menos energia do que o consumo
médio atual das fontes de iluminação
nas lojas e ajudarão a ampliar ainda
mais a meta da cadeia de varejo
de reduzir em 20% o consumo de
energia em quilowatt-hora (kWh) por
metro quadrado em suas lojas em
todo o mundo.
Trabalho
reconhecido
A Santil, que atua na
distribuição de material
elétrico, comemora as recentes
premiações que recebeu de
representantes da indústria e do
comércio do setor. A última delas
ocorreu em março, quando a
companhia recebeu uma homenagem
por figurar entre as principais
varejistas na 15ª edição do Ranking
Nacional das Lojas de Material de
Construção, realizado e divulgado
pela Revista Anamaco.
A empresa apareceu na 15ª
posição em São Paulo (Capital e
Grande São Paulo) e ficou entre as
50 maiores lojas do setor de material
de construção no cenário nacional. O
ranking tem como base uma pesquisa
realizada com 379 indústrias de
diferentes segmentos e portes, que
apontaram quais seus principais
clientes em volume de vendas em
2013, em cada Estado e no País.
8
potência
Mais
sobre LED
Durante a Light+Building
2014, feira de Tecnologia e
Arquitetura realizada em Frankfurt,
na Alemanha, a Osram anunciou o
desenvolvimento da lâmpada LED
mais eficiente do mundo. Produzida
pela matriz da empresa, a novidade
é capaz de atingir, em uma versão
tubular, um índice superior de
reprodução de cores com metade
do consumo de uma fluorescente ou
tubo de LED tradicional.
“O sucesso dessa experiência
representa mais um impulso para
a tecnologia LED e destaca nosso
posicionamento estratégico como
uma equipe integrada de especialistas
em iluminação”, declarou Peter Laier,
gerente de Tecnologia e membro do
conselho executivo da companhia.
A lâmpada atinge um nível de
eficiência de 95%, com 215 lumens
por watt, graças a uma combinação
de chips vermelhos de LED de alta
eficiência e materiais específicos para
maximizar a reflexão e minimizar
a absorção. Em um teste, uma
amostra emitiu 3.900 lumens em luz
branca fria (3.000K) e o índice de
reprodução de cores de 90.
Após a repercussão do anúncio,
a empresa declarou que pretende
adotar a nova tecnologia em sua
linha de produtos já em 2015.
Presente na Light+Building 2014, a
gerente de Marketing da Osram para
América Latina, a brasileira Paula
Mello, ressaltou que “a novidade é
fantástica. Nossa equipe está no topo
das pesquisas sobre a tecnologia
LED que, sem dúvida, é o futuro da
iluminação”.
Nova empresa
O mercado brasileiro acaba
de ganhar uma empresa de
serviços e inteligência no setor de
iluminação: a Celena. Criada para
atender a demanda por projetos
de eficientização energética, a
companhia tem como core business
o desenvolvimento de projetos de
iluminação com aplicação de soluções
em LED.
Ela nasce voltada ao atendimento
de clientes corporativos de grandes
segmentos nas áreas de hotelaria,
hospitalar, educacional, clubes,
comercial, industrial, iluminação
pública e outros que precisam aliar
economia de energia com baixa
manutenção e levar inteligência ao
sistema de gestão em iluminação.
À frente da empresa, sediada em
São Paulo, estão Roger Michaelis,
ex-presidente da Osram do Brasil,
e Ricardo Cricci, que desde 1996
esteve como sócio e diretor da
Paulista Business Ltda, empresa
de lâmpadas da marca Golden.
A estrutura organizacional da
Celena conta com profissionais
do mercado de iluminação, como
projetistas, engenheiros de produtos
e de controle de qualidade, além de
técnicos que operam o laboratório
luminotécnico,
Com foco no B2B, os executivos
apostam na segmentação do mercado
para acelerar a entrada da tecnologia
LED em projetos luminotécnicos de
médio e grande porte. A metodologia
de trabalho se baseia na elaboração
de estudos luminotécnicos, avaliações
de retorno de investimento e melhoria
na gestão dos recursos.
Foto: Divulgação
holofote
holofote
notícias do setor
Táxi elétrico
Foto: Divulgação
O Programa de Táxis Elétricos
da Nissan no Rio de Janeiro
acaba de completar um ano. As 15
unidades do modelo 100% elétrico
Nissan LEAF usadas no programa, e
que formam a maior frota de táxis
elétricos da América do Sul, rodaram
juntas no período mais de 500
mil quilômetros sem emissões de
poluentes.
Assim, se
comparado a um carro
de mesmo porte com motor
a gasolina rodando a mesma
distância, cada táxi elétrico evitou
que fossem despejados na atmosfera
cinco toneladas de CO2.
“Nossa convicção é de que o carro
elétrico é parte do futuro do planeta
que queremos deixar para os jovens.
Emissão zero é, sim, possível,
inclusive no Brasil, onde a matriz
energética é baseada em hidrelétricas
não poluentes como a queima de
carvão ou termoelétricas de outros
locais”, afirma François Dossa,
presidente da Nissan do Brasil.
Os idealizadores da iniciativa também
destacam os ganhos financeiros com
os carros elétricos. Segundo eles, em
relação a um carro do mesmo porte
abastecido com etanol, levando-se
em consideração uma média anual
de 36 mil quilômetros rodados em
ambiente urbano, a economia de
cada LEAF táxi, sendo recarregado na
rede elétrica ultrapassa os R$ 10 mil
por ano. Comparado com um carro a
gasolina, é possível economizar cerca
de R$ 8,7 mil e, se o combustível em
questão for o gás natural veicular
(GNV), a vantagem para o modelo
100% elétrico é de R$ 4 mil em 12
meses.
O programa de táxis elétricos LEAF
no Rio faz parte de uma parceria
que promove a mobilidade com
emissão zero de poluentes na cidade
e envolve a montadora Nissan, a
Petrobras Distribuidora – responsável
pela infraestrutura de recarga para os
veículos em postos com sua bandeira
–, a Prefeitura e o projeto Rio Capital
da Energia.
Redes
sociais
Apostando no potencial das
redes sociais, a Sil, que já estava
presente no Youtube, agora passa a atuar
também por meio da sua página no
Facebook. Partindo do princípio de que o
conteúdo deve ser relevante para o seu
cliente, a empresa investiu no trabalho
desenvolvido especificamente para este
fim e que incluiu a contratação de uma
agência especializada em comunicação
digital, a Rae,MP, de São Paulo.
“O objetivo é construir um relacionamento
e as redes sociais permitem uma interação
dinâmica com os usuários. E a entrada
planejada e de forma ativa nas redes
sociais é um diferencial da Sil no mercado
no qual ela está inserida, o que faz com
que nos tornemos uma vitrine dessa
experiência”, avalia Rodrigo Morelli,
supervisor de Marketing da empresa,
que completa: “Os primeiros resultados
demonstram que nossa estratégia está no
caminho certo, pois estamos alcançando
um ótimo índice de retorno e aceitação”.
Na página da empresa os visitantes
encontram informações sobre os
produtos que fazem parte do portfólio,
dicas para uso correto da energia
elétrica, participação em eventos e
notícias relacionadas às áreas de
atuação da SIL.
Catálogo online
A Fluke Corporation disponibilizou em seu site
em português o seu novo catálogo online (http://www.
fluke.com/fluke/ptpt/support/Catalog.
htm). A iniciativa visa proporcionar ao
cliente amplo acesso ao portfólio de
ferramentas da companhia, de forma
rápida e prática.
“Antes da disponibilização do catálogo
online, ele era solicitado via e-mail
e enviado ao cliente pelo correio.
Agora, ao invés de esperar o portfólio
impresso chegar até a sua casa ou
estabelecimento, o cliente pode fazer o
download e ter acesso às informações
técnicas mais atualizadas, com uma
10
potência
visualização simples e instantânea”, diz Poliana Lanari,
diretora Geral da Fluke do Brasil.
O novo portfólio, versão 2014, contempla
17 famílias de produtos, com mais de
100 ferramentas diferentes. Os capítulos
incluem multímetros digitais manuais,
aparelhos de testes elétricos básicos,
ScopeMeters, equipamentos para ensaios
a instalações, ferramentas de calibração
no terreno, ferramentas de qualidade de
potência, pinças de corrente, termômetros
digitais, câmaras de imagens térmicas,
equipamentos de ensaio a isolamentos,
ferramentas AVAC/IAQ, aparelhos de teste
Ex e acessórios.
matéria de capa
F
ot
o:
Acidentes Envolvendo Eletricidade
Dr
ea
ms
tim
e
Perigo invisí
Acidentes envolvendo eletricidade geram grande
número de mortos e feridos todos os anos. Empresas
e associações do setor elétrico brasileiro se
mobilizam para combater o problema.
12
potência
A
energia elétrica é uma daquelas
descobertas que foram ganhando importância com o passar do
tempo, até que se tornaram indispensáveis para a manutenção da saúde,
segurança e conforto do homem moderno.
O lado negativo da história é que a
maior parte dos indivíduos sempre se limitou a usufruir os benefícios proporcionados
por esse recurso, sem procurar conhecê-lo
melhor. Assim, até hoje, muitos ignoram
uma característica marcante da eletricidade: a periculosidade.
Tanto falta informação ao leigo como
há casos em que os profissionais delibe-
vel
Por paulo martins
radamente ignoram as normas existentes.
Como consequência, todos os anos são registrados elevados índices de acidentes com
energia elétrica, que ferem e matam indistintamente usuários comuns e trabalhadores do sistema.
Embora alguns indicadores apontem
para uma redução de ocorrências desse tipo,
os números conhecidos são suficientes para
comprovar que a situação é grave.
A propósito, a dificuldade para combater o problema no Brasil começa na falta
de um diagnóstico completo da situação. A
exemplo de outros setores, ainda existe certa
carência de estatísticas precisas em relação
a esse tipo de acidente.
As referências continuam sendo iniciativas isoladas de entidades que, com metodologia e esforço próprios, tentam traçar o
retrato mais fiel possível da situação, além
de atuar na conscientização da sociedade
sobre a questão.
Um dos levantamentos mais importantes do País é divulgado anualmente pela
Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade).
O banco de dados é alimentado por informações obtidas na internet. Um sistema
online alerta a entidade cada vez que determinadas palavras-chave - como ‘eletrocussão’ e ‘choque elétrico’ - são detectadas
no noticiário que circula na rede. Assim, é
elaborada a estatística.
A partir de 2013 a base de dados foi
ampliada, passando a computar também
informações veiculadas em blogs e redes
sociais. Desta forma, a situação se revelou
muito mais grave. Entre os anos de 2007 e
2012, apurou-se a média de 270 mortes por
choque elétrico no Brasil. Em 2013, com a
maior abrangência da busca por informações, foram constatadas 592 ocorrências
do tipo, ou seja, mais que o dobro da média
apurada até então.
No ano passado, o total de acidentes
envolvendo eletricidade chegou a 1.015.
Além das 592 mortes, 165 pessoas ficaram
com sequelas graves após levar choque.
Houve ainda 234 casos de curto-circuito
(dos quais 200 evoluíram para incêndios)
e 24 acidentes por descarga atmosférica.
Segundo o levantamento da Abracopel,
chama atenção o número de mortes por
choque envolvendo profissionais do setor
elétrico e da construção civil: 165. Entre
as vítimas estavam 65 pedreiros/pintores;
71 eletricistas autônomos e 29 eletricistas
profissionais/empresa.
Também preocupa o número de mortes
envolvendo eletricidade dentro das residênpotência
13
matéria de capa
Acidentes Envolvendo Eletricidade
Acidentes envolvendo eletricidade
Foto: Divulgação
2013
14
potência
Foto: Divulgação
O trabalho estatístico feiEstamos longe de
to pela Fundação Comitê de
ter uma instalação
Gestão Empresarial, a Fundaelétrica razoável.
ção COGE, também tornou-se
Os acidentes
indicam que a
referência no meio profissional.
situação é caótica.
Trata-se do ‘Relatório de EstaEdson martinho
Abracopel
tísticas de Acidentes no Setor
Elétrico Brasileiro’.
O último levantamento, de
2012, apresenta os dados consolidados de
81 companhias que atuam nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia
e de 2.988 empresas por elas contratadas.
Entre os chamados empregados próprios,
acidentados fatais de contratadas, o que
ou seja, os funcionários das empresas,
confirma a relação com a terceirização das
houve o registro de nove acidentes fatais.
atividades de maior risco e que os acidenDesses, cinco foram de origem elétrica. Os
tes estão diretamente ligados aos procesdemais envolveram a utilização de veícusos de trabalho.
Conforme destaca Cesar Vianna Moreira, gerente de Segurança e Saúde da
Fundação COGE, os empregados das contratadas estão mais expostos ao risco hoje
do que há algumas décadas, quando a força de trabalho era predominantemente
Acidentes fatais.................................................. 592
de empregados próprios.
Curto-circuitos.................................................... 234
Nos anos 80, o setor elétrico
Choques elétricos com sequelas......................... 165
chegou a ter 190 mil trabalhadores
Acidentes por descarga atmosférica...................... 24
próprios. Atualmente, são 108 mil.
TOTAL....................................................... 1.015
Incrivelmente,
esse número encontraFonte: Abracopel
-se hoje superado pelo de empregados das
contratadas: 146 mil. Ou seja, como os emlos e a queda de estrutura ou poste - duas
pregados das contratadas estão muito mais
ocorrências de cada situação.
presentes nas áreas de risco, a tendência é
Já em relação aos empregados das
que se acidentem mais.
contratadas, ou seja, das empresas que
De qualquer forma, Moreira garanprestam serviço às companhias de enerte que há uma grande preocupação no
gia, os números são bem maiores: 58
sentido de reduzir as diferenças de traEletricidade,
mortes. Desses acidentes, 35 foram de
tamento eventualmente existentes entre
queda e veículo
origem elétrica. As demais ocorrências
os trabalhadores do segmento. “Há um
sempre foram
dividem-se em queda de estrutura/
esforço no setor elétrico de aproximar as
as principais
poste (8), utilização de veículo (10) e
condições de trabalho dos empregados
causas de
acidentes fatais
outras causas (5).
das contratadas e dos empregados próou graves, ao
Ou seja, entre empregados próprios”, comenta.
longo dos anos.
prios e das contratadas, o setor eléA Fundação COGE divulga ainda os
cesar vianna
moreira
trico registrou 67 mortes no ano pasacidentes envolvendo a população que
fundação coge
sado, sendo 40 por acidentes envolmora na área de concessão das 81 emvendo eletricidade.
presas monitoradas. Em 2012, foram 806
Aqui é preciso citar uma observação
ocorrências, que resultaram em 292 morda Fundação COGE: as ocorrências de orites. As principais causas dos acidentes fagem elétrica representam 60% do total de
tais foram: construção e manutenção civil
cias: 156. No entendimento da Abracopel,
este dado, especificamente, evidencia a
existência de problemas sérios nas casas.
“Estamos longe de ter uma instalação elétrica razoável. Esses acidentes indicam que
a situação é caótica”, avalia o engenheiro
eletricista Edson Martinho, diretor-executivo
da associação.
Apesar dos números conhecidos serem
altos, a Abracopel alerta que o problema
certamente é ainda maior. Isto porque nem
todos acidentes são divulgados na internet,
que é a base da pesquisa da entidade. Além
disso, nem sempre a eletricidade é registrada como causa da ocorrência. “Nós imaginamos que as 592 mortes identificadas representam em torno de 30% da realidade.
A situação é bem pior”, acredita Martinho.
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matéria de capa
Acidentes Envolvendo Eletricidade
(82), fio e cabo energizado no solo (30),
intervenções indevidas na rede (27) e manipulação de antena de TV (22).
Outro estudo sobre acidentes com eletricidade é divulgado regularmente pela
Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), entidade
que reúne empresas estatais e privadas.
Juntas, elas atendem a 98% dos consumidores brasileiros.
O levantamento inclui os acidentes
ocorridos na rede elétrica administrada por
64 distribuidoras do País. Em 2012 foram
Situação nas empresas
Mortes devido a acidentes de origem elétrica
2012
Empregados próprios.....................................................5
Empregados das contratadas...................................... 35
TOTAL.................................................................. 40
Fonte: Fundação COGE
registradas 818 vítimas, sendo 293 fatais.
As principais causas dessas mortes foram:
construção/manutenção predial (84), liga-
ção elétrica clandestina (35), cabo energizado no solo (31) e instalação/reparo de
antena de TV (22).
Conscientização da população é essencial
para combater o problema
Conforme comprovam os números de
acidentes envolvendo eletricidade, a situação
pode, e deve, ser considerada grave. Mas porque o problema continua nesses níveis, uma
vez que o Brasil reconhecidamente possui
uma série de normas e leis sobre segurança nessa área?
Uma das explicações possíveis é que ainda persiste no País a cultura de não seguir
regras. E isso se aplica tanto ao usuário leigo quanto aos profissionais e a determinadas empresas.
Diante desse quadro, uma das soluções
possíveis é a prevenção. Ou seja, é necessário estabelecer uma política de investimentos
contínuos em segurança da população e na
melhoria das condições de trabalho nas empresas do setor. É preciso ainda exercer fiscalização efetiva e aplicar a devida punição,
quando necessário.
Outra proposta envolve a realização de
um amplo trabalho para tentar mudar a mentalidade da população, como defende a Abracopel. “A conscientização é um dos principais
fatores para mudança desse cenário”, opina
Edson Martinho.
Para o diretor-executivo da entidade, esse
é um trabalho muito grande, de longo prazo, e
que necessita ser feito em conjunto pelo governo e sociedade em geral: “É preciso uma
Número de Mortes na rede
elétrica das distribuidoras
• 2001.......................................381
• 2007.......................................327
• 2002.......................................357
• 2008.......................................329
• 2003.......................................350
• 2009.......................................295
• 2004.......................................334
• 2010.......................................305
• 2005.......................................316
• 2011.......................................315
• 2006.......................................306
• 2012.......................................293
Elaboração: Abradee
16
potência
força-tarefa envolvendo todos para criar a
consciência da segurança no Brasil, de forma
que as pessoas comecem a respeitar a eletricidade como ela deve ser respeitada”, conclui.
Além da divulgação de estatísticas, a
Abracopel desenvolve uma série de ações
para difundir a cultura da segurança envolvendo o uso da energia elétrica. É o caso dos
workshops e seminários voltados à atualização de profissionais. Para este ano estão
previstos eventos em oito capitais brasileiras.
Outra iniciativa do gênero é o Encontro
Nacional de Atualização Docente em Segurança com a Eletricidade (Enadse), um congresso nacional que reúne professores das
áreas técnicas nas disciplinas de elétrica, segurança do trabalho e edificações.
A entidade promove ainda o Prêmio
Abracopel de Jornalismo, para estimular os
profissionais de mídia a falar do tema, e o
Concurso Nacional de Redação e Desenho,
aberto a crianças e adolescentes das escolas públicas.
Este último trabalho, aliás, tem conquistado excelentes resultados, conforme destaca
Martinho. Nas duas primeiras edições, foram
registradas mais de 1.500 inscrições, provenientes de estudantes de dez estados. Além
do aluno vencedor, o professor e a escola
também são premiados.
Outro diferencial dessa ação é que a diretoria da Abracopel faz questão de ir até os
A solução
em
cabos de
potência
até
46 kV
Variações construtivas para atender seus projetos
Cabos de baixa e média tensão
Cabos de controle e instrumentação
Cabos para uso naval e plataformas petrolíferas
Cabos de uso móvel
www.wirex.com.br
Central de Atendimento
[email protected]
11
2191-9407
Cabos de alumínio
Cabos especiais
Acidentes Envolvendo Eletricidade
Fotos: Dreamstime
matéria de capa
segundo a abracopel, Cem por cento dos acidentes
que aparecem nas estatísticas poderiam ser evitados
com um mínimo de informação e de atendimento às
regras básicas de segurança.
vencedores para fazer a premiação. Essa foi
a forma encontrada para que o tema continuasse em pauta naquela unidade, mesmo após
a escolha dos ganhadores. E a estratégia tem
funcionado. Martinho emociona-se ao citar o
ocorrido em uma escola na pequena cidade
mineira chamada Mar de Espanha: “Eles interpretaram uma peça de teatro baseada na
redação da menina que venceu. A escola toda
estava na quadra”, lembra.
De fato, trabalhos como esses tendem a
ajudar na formação de uma nova cultura na
sociedade - o que é fundamental, pois, segundo os especialistas consultados nesta matéria,
o conhecimento e a prevenção podem, efetivamente, contribuir para preservar a vida. “Posso
afirmar que cem por cento dos acidentes que
aparecem nas estatísticas da Abracopel poderiam ser evitados com um mínimo de informação e de atendimento às regras básicas de
segurança”, destaca Edson Martinho.
18
potência
Cesar Vianna Moreira, da Fundação
COGE, tem opinião semelhante. “Analisando
o setor elétrico brasileiro vemos que eletricidade, queda e veículo sempre foram as principais causas de acidentes fatais ou graves,
ao longo dos anos”. A entidade destaca que
tais ocorrências podem ser evitadas, especialmente as duas primeiras, que dependem
exclusivamente do cumprimento de procedimentos técnicos de trabalho, como o planejamento da segurança e o treinamento das
equipes, entre outras ações.
A julgar pelo histórico de muitos dos acidentes registrados pelas entidades que aparecem nesta reportagem, é possível concluir
que os executivos entrevistados têm razão.
Conforme citado anteriormente, um
grande número de acidentes com eletricidade tem como vítima os trabalhadores da
construção civil. É o caso, por exemplo, quando um pedreiro encosta o vergalhão de ferro
na rede elétrica e leva um choque. A aproximação da fiação pode ser perigosa também
para o pintor que manuseia uma extensão
para rolo de pintura e ainda durante a instalação de uma simples antena, seja por leigo
ou por profissional.
A questão é: será que todos eles sabem
dos riscos que estão correndo? Se possuem
esse conhecimento, estão se protegendo adequadamente, com os devidos equipamentos
de segurança? E mais: estão seguindo os procedimentos corretos de trabalho?
Além de ser fundamental para que os
trabalhadores do setor elétrico e consumidores comuns aprendam a se proteger, o
conhecimento é essencial também para o
sucesso das ações que visam conscientizar
a sociedade.
Cesar Moreira destaca que é fundamental trabalhar em cima das estatísticas
existentes. Ou seja, detectar que tipo de
ocorrência se faz mais presente em determinado local e adotar as medidas necessárias
para essa situação. O relatório da Fundação
COGE, por exemplo, traz o levantamento detalhado de cada uma das principais causas
de acidentes envolvendo a população em
cada estado da federação.
Como medida efetiva de prevenção de
acidentes, Moreira cita o Projeto de Pesquisa
e Desenvolvimento que vem sendo proposto, no Rio de Janeiro, para a união de forças
entre o setor de construção civil e as concessionárias de energia elétrica. A iniciativa
poderá ser submetida à Aneel e implementada em todo o País.
O estudo da Abradee também possui
certo detalhamento. Por exemplo: a entidade constatou que, entre 2007 e 2012, nas
redes das empresas da região Norte - que
atendem 8% da população do Brasil -, foram
registradas 29% das mortes do País devido a ligações elétricas clandestinas (furto).
Para ter um retrato mais fiel da realidade,
a Abracopel está sugerindo a criação do que
poderia se chamar de ‘Cadastro Nacional de
Acidentes com Eletricidade’. A proposta foi
entregue pela entidade ao deputado federal
Fernando Ferro (PT/PE), na expectativa de que
o político proceda a tramitação necessária.
Foto: Dreamstime
Empresa capacita trabalhador e
combate ligações clandestinas
Foto: Divulgação
dentes com a população, entre 2009 e 2012”,
desenvolvidas apoia-se no tripé fordestaca Evangelista. Um dos trabalhos é a
mado por: tecnologia, definição clara
PErigo Em
chamada ‘blitz de segurança’ nos bairros, cujo
de processos seguros e conscientiza2012, foram
objetivo é alertar a população sobre os perição e engajamento dos colaboradoregistradas
gos de construir e de empinar pipa próximo à
res,
incluindo
a
alta
direção.
Para
ele,
293 mortes
rede elétrica. No ano passado, foram realizaquanto maior for o nível de conscienna rede
elétrica das
das 50 visitas do tipo, que envolveram a partização da sociedade, menores serão
distribuidoras.
ticipação de aproximadamente 9 mil pessoas.
as chances de a população se expor
Outra ação da AES Eletropaulo visa coma condições perigosas e sofrer acibater os acidentes provocados pelas ligações
dentes. Por esse motivo, a companhia tem se
Segundo o último relatório sobre aciirregulares. O programa ‘Transformando Conempenhado cada vez mais em suprir os condentes publicado pela Abradee, o número de
sumidores em Clientes’ envolve a instalação
sumidores de informações necessárias para
mortes na rede elétrica das distribuidoras em
de redes de distribuição seguras e de qualique se faça o uso seguro da energia elétrica.
2012 (293) foi o menor desde 2001, quando
dade nas residências. Até 2015, cerca de três
“A AES Eletropaulo desenvolve prograocorreram 381 óbitos. Em 2012, o número de
mas consistentes e amplos de conscientiacidentados chegou a 818. Em 2001, foram
zação da população e de regularização das
1.046 ocorrências.
instalações elétricas para aculA associação destaca que a tendência
turar as pessoas em relação aos
de redução de acidentes da população com
Quanto maior
riscos que a rede elétrica traz”,
as redes das concessionárias é resultado de
for o nível de
informa o porta-voz.
diversas ações. Uma delas é a busca permaconscientização
da sociedade,
Nos últimos três anos, as
nente, pelas distribuidoras, da melhoria das
menores as
campanhas da empresa atingicondições de segurança de suas redes.
chances de
ram mais de 2 milhões de pesAtendendo aproximadamente 17 miacidentes.
soas. Somente neste ano, estão
lhões de clientes na Região Metropolitana
Alexandre Mendes
Evangelista
sendo investidos R$ 9 milhões
de São Paulo, a AES Eletropaulo é tida como
AES Eletropaulo
em conscientização.
referência na área de segurança do trabalho.
Os resultados obtidos são
Conforme destaca Alexandre Mendes
consideráveis. “Registramos uma queda de
Evangelista, gerente de Segurança e Saúde
cinquenta por cento nas ocorrências de aciOcupacional da empresa, o sucesso das ações
matéria de capa
Acidentes Envolvendo Eletricidade
mos uma carga horária extensa voltada a assegurar capacitação técnica e prover informações sobre segurança”, sintetiza Evangelista.
Os cuidados são levados também para
as situações de campo. A empresa criou a
figura do ‘observador’, membro que tem a
função específica de atentar para os aspectos de segurança durante o trabalho de uma
equipe. O objetivo, conforme explica Evangelista, é assegurar que durante todo o ciclo da
atividade não haja desvios comportamentais,
intencionais ou não, que possam levar a um
acidente. Por fim, Evangelista garante que a
AES Eletropaulo toma todos os cuidados para
que não haja distinção entre as condições de
trabalho oferecidas aos empregados próprios
e aos funcionários das empresas contratadas.
“Nós indicamos às contratadas quais são
os protocolos de segurança que seguimos
para que elas façam o mesmo. Além disso,
os equipamentos de proteção individual que
usamos são os mesmo que as contratadas
devem fornecer para seus colaboradores”,
garante Evangelista.
Foto: Dreamstime
milhões de pessoas serão atendidas. A expectativa é reduzir em 100% os incêndios decorrentes de ligações clandestinas.
A empresa informa que dedica atenção especial também à capacitação de seus
colaboradores. Neste aspecto, a tecnologia
tornou-se uma importante aliada. Um dos
treinamentos envolve até mesmo uma ‘sala
tridimensional’. Nesse ambiente, munido de
óculos 3D, o trabalhador ‘se enxerga’ em um
poste, executando a função que ele irá desempenhar posteriormente em campo. “Te-
Vítima de choque, ex-eletricista dá palestras
Mesmo quando não matam, os acidentes
envolvendo eletricidade podem deixar sérias
sequelas. Foi o que aconteceu com o ex-eletricista Flávio Lúcio Peralta, hoje com 45 anos.
Em 1997, ele levou um choque elétrico de
13.800V quando trocava um transformador.
Como consequência, teve que amputar os
braços. Nesse período ele precisou passar por
11 cirurgias e fazer tratamentos que consumiram uma respeitável quantia em dinheiro.
Flávio passou a conviver com muitas limitações físicas, mas garante que não se deixou
abater. Adotando uma atitude positiva diante
da vida, ele passou a se dedicar a ajudar o
próximo. Grande parte de seu tempo é tomada pela realização de palestras em empresas
para alertar sobre a importância das normas
de segurança no trabalho. Ele calcula que já
ministrou mais de 750 palestras pelo Brasil
afora. “Levo a mensagem de que a segurança
do trabalho tem que estar em primeiro lugar
em nossas vidas. Caso contrário, pagamos
um preço alto por isso”, comenta.
Flávio também criou o site ‘www.amputadosvencedores.com.br’, cujo objetivo
é transmitir informações sobre diversos assuntos para pessoas portadoras de deficiência, como legislação, direitos sociais, segurança no trabalho, tratamento de saúde
e dicas para melhorar a qualidade de vida.
Também escreveu o livro ‘Amputados
vencedores’.Indagado sobre o motivo
de ainda haver tantos acidentes envolvendo eletricidade, Flávio diz que
percebe vários erros, como comunicação inadequada para rea-
Levo a mensagem de que a segurança do
trabalho tem que estar em primeiro lugar
em nossas vidas. Caso contrário, pagamos
um preço alto por isso.
Flávio Lúcio Peralta
Foto: Divulgação
20
potência
lizar o serviço com segurança, inabilidade
para executar o trabalho e comportamentos inseguros. “Somente a conscientização
e a educação poderão ajudar a minimizar o
problema”, acredita.
mercado
Fios e Cabos Elétricos de Baixa Tensão
De olho na
concorrência desleal
Com crescimento
moderado nos
últimos anos, setor
de condutores
elétricos de baixa
tensão luta contra
produtos de
qualidade duvidosa.
Reportagem: Marcos Orsolon
Q
uando falamos de fios e cabos
elétricos padronizados para
baixa tensão, fica a impressão
de que não há grandes novidades no mercado. De um lado, os
produtos já estão consolidados, com normas
técnicas conhecidas e certificação compulsória.
De outro, a tecnologia também se mostra cristalizada, com avanços recentes no desenvolvimento e uso de condutores com baixa emissão
de fumaça tóxica e que não propagam chamas.
Mas nem tudo é tão tranquilo nesse
segmento. Principalmente no que tange à
22
potência
concorrência desleal promovida por fabricantes que insistem em oferecer produtos
de qualidade inferior a preços mais convidativos. Como veremos mais à frente, esses
competidores ocupam uma grande fatia do
mercado, atrapalhando a vida de quem trabalha na formalidade.
Quanto à parte comercial, o mercado
de fios e cabos elétricos de baixa tensão
acompanha a construção civil. Ou seja, se o
mercado da construção está aquecido, o de
condutores acompanha. Por isso, os últimos
anos foram marcados por crescimento nas
vendas de produtos, impulsionadas também
pelos investimentos nos preparativos para a
Copa do Mundo e Olimpíadas, e pelos aportes
nas áreas industrial, comercial e de serviços.
Armando Comparato Jr, presidente do
Grupo Prysmian na América do Sul, cita que
o mercado de produtos padronizados de baixa tensão atingiu a marca de 115.000 toneladas de cobre contido no ano de 2012. Em
2013, o avanço foi de 3%, com o primeiro
semestre com bons volumes, mas arrefecendo a partir da segunda metade do ano. Para
2014, o executivo projeta que o mercado se
Foto: Dreamstime
potência
23
mercado
Fios e Cabos Elétricos de Baixa Tensão
manterá estável, em torno de 120.000 toneladas de cobre contido.
No que tange aos produtos disponíveis
para nesse segmento, há grande variedade.
Entre eles, podemos destacar os fios e cabos para 750V; cabinhos flexíveis para 750V;
cabos livres de halogênio para 750V; cabos
com isolamento em material termoplástico
para 1.000V e os cabos com isolamento em
material termofixo para 1.000V, apenas para
citar algumas opções.
Nesse contexto, apesar dos cabos com
isolamento comum ainda serem maioria no
total das vendas, um movimento que tem
ganhado força nos últimos anos é o avanço
das linhas de produtos livres de halogênios,
com baixa emissão de fumaça. Estes produtos são amplamente instalados em locais de
grande afluência de público, como aeroportos, cinemas e teatros, mas também começam a ser aplicados em instalações menores,
inclusive residenciais.
“O uso de cabos não halogenados tem
aumentado de forma expressiva nos últimos
três anos. Acreditamos que para os fabricantes maiores os cabos não halogenados
já representam mais de 30% das vendas
totais de cabos de energia em baixa tensão de 750V e 1kV”, ressalta Comparato,
acrescentando que este comportamento é
fruto da maior conscientização do mercado
consumidor, “especialmente dos eletricistas,
projetistas, instaladores e profissionais que
elaboram as normas técnicas”.
Pedro Paulo Assumpção dos Santos, gerente Comercial da Sil, ratifica que as vendas
dos cabos não halogenados estão em alta.
“Isso tem se acentuado cada vez mais. Vemos que até alguns projetos de residências
têm pedido este tipo de cabo”, ressalta o
executivo, que completa: “Em locais como
shoppings e hospitais este tipo de produto já
vinha sendo utilizado. Mas, hoje, vemos que
algumas construtoras também estão pedindo este tipo de produto em outras obras”.
Armando Comparato destaca também
como avanço na parte tecnológica, mais
precisamente no que tange à matéria-prima
utilizada, o uso de plástico vegetal em uma
das linhas da Prysmian: a dos Cabos Afumex
Green. “São os primeiros cabos do mundo
que utilizam um composto de biopolietileno (plástico vegetal proveniente de cana
de açúcar) na camada de isolação”, afirma.
Não conformidades
encontradas nos condutores
de baixa tensão
Inexistência ou uso indevido das
marcas de certificação (Inmetro / OCP)
Redução nas seções dos condutores
de cobre (menor quantidade de cobre
e maior resistência elétrica)
Uso de plásticos de baixa qualidade
(recuperados, diferentes das
especificações das normas, etc.)
Substituição de materiais
especificados para o condutor por
outros de menor qualidade e custo
(exemplo: cobre por aço cobreado)
Dimensões fora de normas nas
espessuras de isolamento e/ou
cobertura
Comprimento do material inferior
ao declarado
Inexistência ou deficiência nas
informações do produto (tanto na
embalagem quanto na marcação)
Falta da identificação do fabricante
(endereço, telefone etc.)
******Fonte Qualifio
Setor está bem coberto por normas técnicas
24
potência
Mas se há um trabalho forte em torno
da atualização das normas técnicas e da
compulsoriedade, por que os condutores
de baixa qualidade encontram espaço no
mercado?
É difícil dizer exataO uso de cabos
mente porque este setor
não halogenados
sofre mais que outros no
tem aumentado de
mercado elétrico nacional.
forma expressiva nos
No entanto, há algumas
últimos três anos.
Armando comparato jr
explicações. E uma delas
Prysmian
inclui a própria certificação
compulsória.
Ocorre que, por trás
dos benefícios da compulsoriedade, há um
lado que possibilita que algumas empresas se escondam atrás do selo do Inmetro.
Porque o direito de usar este selo é dado a
quem se comportou bem e fez um bom trabalho de certificação.
Foto: Ricardo Brito/Grau 10
Uma característica significante deste setor é que ele está bem regulado em termos
de normas técnicas para produtos. Mais que
isso, ele foi um dos primeiros segmentos da
área elétrica a contar com certificação compulsória de alguns itens, movimento que teve
início nos anos 90 e que avançou consistentemente ao longo das duas últimas décadas.
No entanto, apesar das normas e da
compulsoriedade o mercado não está livre de produtos de baixa qualidade e que
apresentam não conformidades importantes. “Existe um combate contra esses fios
e cabos, mas eles ainda têm uma grande
participação no mercado”, comenta Pedro
Paulo Assumpção, da Sil, observando que,
geralmente, estes itens são comercializados
em lojas menores localizadas nas periferias
das grandes cidades e no interior dos estados do Nordeste.
Foto: Dreamstime
No entanto, há fabricantes que produzem um lote em conformidade com a norma
e pegam essa amostragem para conquistar a
certificação. Mas, logo em seguida, passam
a fabricar os condutores com qualidade inferior, reduzindo os custos e alimentando a
‘indústria da competição desleal’.
“Esse é um grande inconveniente que
temos hoje. O selo compulsório esconde um
pouco este buraco que temos no mercado
por um período de, no mínimo, seis meses.
Porque a certificadora faz o trabalho de certificação, aprova, o fabricante vende bastante
e, depois
de seis meses, a certificadora volta
19x12,5cm+5mm.pdf 1 09/04/2014 14:44:34
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
para checar apenas alguns itens da norma”,
comenta Maurício Santana, secretário executivo da Qualifio – Associação Brasileira
pela Qualidade dos Fios e Cabos Elétricos.
A Qualifio, que foi criada em 1993, é a
entidade com atuação mais ativa no mercado no combate aos condutores elétricos de
baixa qualidade. Inclusive contando com o
apoio dos principais fabricantes desse setor
no País. E, como explica Armando Comparato, da Prysmian, ela tem executado um trabalho constante de fiscalização e avaliação.
“Através de um procedimento regular
e bem definido são adquiridas amostras de
produtos em todo o Brasil e submetidas à
avaliação de qualidade em uma entidade
certificadora qualificada. Em caso de apresentar uma não conformidade, o fabricante
recebe uma carta comunicando o fato. Casos de reincidência são levados ao Inmetro,
que pode optar até pela cassação da certificação”, destaca Comparato, que completa:
“Caso a empresa não possua nem mesmo
o selo do Inmetro, o material deve ser recolhido imediatamente e os atores devem ser
responsabilizados”.
Em seu trabalho de monitoramento desse setor, que ocorre todos os anos, a Qualifio
mercado
Fios e Cabos Elétricos de Baixa Tensão
certificação. “Mas de 35 a 40 estavam homologadas e estavam vendendo produtos
fora da norma. Eles têm o selo, mas estão
fora da norma. É muita gente”, lamenta o
executivo da Qualifio.
Santana observa ainda que é mais difícil
pegar essas empresas no mercado. Porque
o lojista vê o selo e acredita que está tudo
certo. “No caso das empresas que são ruins
e que não tem certificação fica mais fácil,
porque se ele não tiver a etiqueta do Inmetro ou tiver um selo falso é mais fácil tirar
identificou no mercado 149 fabricantes de
fios e cabos elétricos em 2013. Desse total,
foi constatado que cerca de 35% produzia cabos que não atendiam às normas, sendo que
vários deles possuíam a certificação do Inmetro. Ou seja, estavam burlando a legislação.
Maurício Santana confirma que, entre os
problemas identificados ao longo de 2013,
os produtos homologados, mas vendidos
com qualidade inferior, se destacam. Ele
cita que, em número de empresas, das 149
identificadas um total de 28 não possuíam
do mercado. Mas estes casos ocorrem em
menor número, apesar de pegarmos constantemente estes produtos. Há situações em
que não temos nem quem denunciar, pois o
CNPJ é falso, o nome não existe, o endereço, enfim, a gente fica na mão”, completa.
Outro problema levantado por Maurício
Santana é o das empresas que comercializam cabos para automóveis no mercado da
construção civil. Além de mais baratos, estes
condutores possuem bem menos cobre, o que
coloca em sério risco as instalações prediais.
Situação tem melhorado, mas muito pouco
Então, acontece muito de pegarmos uma
marca e fazer a denúncia. Aí o fabricante
deixa de fazer essa marca e passa a fazer
outra. Depois ele volta com a antiga, quer
dizer, ele dá muito mais trabalho. E isso vira
um ciclo. Porque o sistema de certificação
permite que uma determinada fábrica tenha
quantas marcas quiser”, reclama.
Na tentativa de apertar o cerco, Maurício Santana comenta que, recentemente, foi feita uma reunião com João Alziro
Herz da Jornada, presidente do Inmetro,
onde foram apresentados os dados sobre
o setor e os problemas levantados. E ele
se assustou com o que viu, tanto que começou a agir.
“Foi tomada uma boa decisão, já em
andamento, e acho que haverá evolução,
pois vai pegar o fabricante, o comerciante
e até o construtor. Sugerimos, e o Inmetro
aceitou, que eles comprassem uma ponte
de resistência. Com essa ponte o fiscal do
Ipem vai na loja, pega 1,5 metro de cabo
e mede a resistência para ver se está
ok. Se estiver fora de norma, o fiscal
pode até fazer a apreensão cautelar. Aí começa a ficar legal, porque o lojista terá o material apreendido e não
vai querer comprar desse
fornecedor novamente.
Isso foi uma grande vitória
e vai mexer com o mercado, já a partir desse ano. O Inmetro está comprando quatro
Foto:
D
ream
stime
Dificuldades à parte, a percepção de
quem atua neste mercado é que a situação
geral tem melhorado ao longo dos últimos
anos. Porém, numa velocidade lenta. “A situação melhorou, até na relação do grupo
de bons fabricantes, que está apoiando o
trabalho da Qualifio, que está denunciando. O relacionamento com o Inmetro também é muito bom, o que facilita na tomada
de ações. E com isso andamos um pouco,
mas é uma situação muito difícil”, pondera Santana.
O executivo da Qualifio identifica que
há sinais de evolução no combate à concorrência desleal, mas alerta que os fabricantes
que cometem irregularidades se mostram
muito ágeis, portanto, difíceis de serem pegos. Um dos pontos levantados por ele é que
este pessoal tem conseguido pulverizar mais
os produtos ruins.
“Um fabricante que fazia duas marcas
certificadas ruins, agora está fazendo cinco.
26
potência
equipamentos para uma fase de testes iniciais”, comemora.
Outra medida que deverá resultar dessa
reunião com o presidente do Inmetro, também com grande potencial de melhorar a
Ações necessárias
para a melhoria do mercado
Implantação em nível nacional de
operação de fiscalização enérgica
nos pontos de venda de fios e cabos
elétricos
Uniformização da atuação dos
IPEMs nos Estados
Medidas concretas em relação às
denúncias apresentadas - Retorno
tempestivo e transparência
Responsabilização efetiva dos
Organismos de Certificação com
relação aos produtos por eles
certificados
Ampliação da competência para
que os IPEMs possam fiscalizar e
testar inclusive os produtos que
estejam certificados
Reconhecimento das entidades
privadas dos setores produtivos,
preocupadas com a qualidade, a
concorrência desleal e a segurança
dos usuários
Implementação de ações educativas
junto à sociedade em geral no que
tange aos fios e cabos elétricos
que não obedeçam as normas de
segurança e qualidade
******Fonte Qualifio
Mercado de Produtos
padronizados de baixa
tensão deverá encerrar
o ano de 2014 em cerca
de 120.000 toneladas de
cobre contido.
na Escola Anamaco, fazendo treinamento
de eletricistas.
A empresa também visita algumas empresas para fazer treinamento no local, onde
aborda temas como a diferença entre um
cabo bitolado e um desbitolado e mostra as
consequências que a baixa qualidade acarreta, como o aumento do consumo de energia
elétrica e os riscos de acidentes, incêndios
e até mortes. “No trabalho de
conscientização o eletricista é
Trabalho de
uma figura fundamental, pois
conscientização,
principalmente
ele é o formador de opinião”,
do eletricista, é
afirma Pedro Paulo Assumpção.
fundamental para
Maurício Santana, da Quaelevar o nível do
lifio, também destaca a impormercado .
Pedro paulo
tância do eletricista para elevar
assumpção
o nível do mercado. “TrabaSil
lhamos muito com o Procobre
na conscientização do eletricista. Esse é o
ponto. Porque se o eletricista for até a loja
e não levar o cabo ruim a situação começa
a melhorar”, comenta.
Foto: Ricardo Brito/Grau 10
situação, é a elevação do valor das multas.
Hoje, para qualidade a multa pode ser inferior a mil reais. O desejo é que ela passe,
no mínimo a 50 mil reais, podendo chegar
até a R$ 1,5 milhão.
Pelo lado das empresas, aposta-se
muito na conscientização do mercado, o
que envolve fabricantes, lojistas, profissionais e usuários finais. A Sil, por exemplo,
já há alguns anos desenvolve um trabalho
Sustentabilidade é a principal matéria-prima de todas as linhas
de produtos Plastibras. Desde a captação das embalagens de
defensivos agrícolas, passando pela transformação em resina
de PEAD e, finalmente, com a produção de dutos e drenos
corrugados, a Plastibras trabalha de forma sustentável de ponta
a ponta. Até a água utilizada em todo o processo é tratada e
reutilizada. Por isso, quem adquire Dutos e Drenos Plastibras,
além de ter a certeza de utilizar produtos de qualidade - pois
atendem as normas da ABNT - está ajudando a preservar o
meio ambiente. Solicite a visita de um representante e saiba
mais sobre os dutos e drenos que estão conquistando o Brasil.
ABNT NBR 15715:2009
De 40 a 200mm
Certificado
NBR ISO 9001
ABNT NBR 15073:2004
De 100 a 200mm
Entrega
em todo
o Brasil
www.plastibras.ind.br
evento
Feicon Batimat 2014
FEICONBA
Boas perspectivas
Indústria elétrica e eletrônica mostra sua
força no salão internacional da construção
com inovações em produtos e soluções.
Importantes companhias aproveitaram o
evento para anunciar investimentos no Brasil.
reportagem: Paulo Martins
fotos: ricardo Brito
28
potência
TIMAT2014
U
m ano difícil, mas, ao mesmo
tempo, com boas oportunidades. Esse era o script esboçado
meses atrás pelas indústrias do
setor eletroeletrônico para o ano de 2014.
Terminada mais uma edição da Feicon Batimat - 20º Salão Internacional da
Construção, aumenta a sensação de que
as previsões iniciais podem se confirmar.
Isto porque a inflação vai ganhando
corpo, as distribuidoras de energia seguem em crise, praticamente sem dinheiro
para investir, e o déficit da balança comercial do setor cresce a olhos vistos.
Por outro lado, a indústria elétrica e
eletrônica não se entrega. Pelo contrário,
tenta resgatar suas últimas reservas de
energia para reagir a esse quadro.
Prova disso foi a marcante participação do setor na principal feira da América
Latina na área de construção civil, entre
18 e 22 de março, em São Paulo.
Para começar, é preciso reconhecer o
trabalho de pesquisa e desenvolvimento das
empresas, que gerou um número considerável de novos produtos e soluções inovadoras.
Outro indicador positivo é que indústrias
importantes, que estavam fora da Feicon,
voltaram a participar este ano. Além disso,
o evento atraiu uma série de empresas que
também se destacam no mercado mas nunca haviam participado da feira.
Também devem ser motivo de comemoração os anúncios de investimento feitos por
algumas importantes companhias e o grande número de negócios fechados ou engatilhados durante os cinco dias de exposição.
Como se viu na Feicon, a influência da
construção civil na movimentação da economia como um todo ainda é relevante. As
1.050 marcas presentes atraíram um respeitável público de 130 mil visitantes e conta-
bilizaram negócios em torno de R$ 430 milhões. Portanto, dar atenção especial a esse
universo ainda pode render bons frutos para
a indústria elétrica e eletrônica.
Um dado divulgado pelo ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior Mauro Borges - que participou da
cerimônia de abertura da feira -, reforça
esse argumento: sozinha, a construção civil responde hoje por 50% do crédito existente no País.
Não à toa, a Reed Exhibitions Alcantara
Machado, organizadora da Feicon Batimat,
já projeta um novo evento ligado a esse
universo, ainda este ano. Trata-se da Expo
Arquitetura Sustentável - Feira Internacional de Construção, Reforma, Paisagismo e
Decoração. Marcada para acontecer entre
os dias 26 e 28 de agosto, em São Paulo,
a mostra abrangerá todas as certificações
ambientais relacionadas à construção civil.
potência
29
evento
Feicon Batimat 2014
A pujança da indústria eletroeletrônica
Normalmente, uma feira funciona como
um termômetro da situação econômica do
País naquele momento. A julgar pelo que se
pode perceber na Feicon deste ano, as perspectivas são positivas. Não foram poucas as
empresas que se declararam bastante satisfeitas com os negócios fechados ou encaminhados. E, além de divulgar seus lançamentos, muitas companhias aproveitaram a feira
para revelar seus planos para os próximos
meses e anos.
Fabricante de fios e cabos elétricos, a
Cobrecom enxerga a Feicon como uma excelente oportunidade para divulgar lançamentos, estreitar o relacionamento com os
clientes atuais e prospectar novas relações
comerciais, conforme destaca o gerente de
Marketing Paulo Alessandro Delgado.
A empresa fez um balanço positivo
desta, que foi sua quinta participação no
evento. Nos cinco dias de feira, 2.500 pessoas passaram pelo estande, o que representa um crescimento de 10%, em relação
ao ano passado.
O executivo destacou ainda o bom nível dos frequentadores da Feicon. “Cada vez
mais o evento apresenta um público qualificado e disposto a fazer bons negócios”,
elogia. Além de expor seus produtos, a Cobrecom montou um Laboratório Técnico na
feira, para que os visitantes pudessem conferir de perto os ensaios e testes de qualidade
que são realizados nos fios e cabos elétricos.
A empresa também organizou um workshop
para falar sobre a importância do retrofit nas
instalações elétricas para promover a segurança das pessoas e do patrimônio.
Multinacional de origem alemã, a Wago
está presente no Brasil desde 2005 e este
ano participou pela primeira vez da Feicon
Batimat. A empresa considera que a feira
gerou importantes oportunidades de negócios e ajudou a fortalecer o relacionamento
com os clientes e especificadores da marca.
“O volume de visitantes e consultas que
recebemos demonstra que o mercado respondeu positivamente ao nosso trabalho.
Foi uma vitrine e tanto para nossa linha de
30
potência
Conexão Automática 222 e para nosso sistema de Conectores Plugáveis WINSTA. Certamente, depois dessa participação, teremos
um melhor posicionamento no mercado”,
avalia Marcos Salmi, diretor Geral da Wago.
Neste ano, a empresa pretende ampliar em
20% os negócios no Brasil.
Atuando nas áreas automotiva, de segurança patrimonial, home-office e condutores elétricos, o Grupo DNI é o que se pode
chamar de ‘figurinha carimbada’, pois está
sempre presente em feiras. Na opinião da
diretora Kelly Salfatis, 2014 tende a ser um
ano “truncado”, até mesmo devido aos feriados e eleições.
Apesar disso, a executiva destaca que
o segredo é manter o foco na qualidade e
no desenvolvimento de produtos e trabalhar
bastante - até porque é preciso arcar com os
compromissos assumidos. Ela destaca que a
companhia emprega hoje 300 funcionários
e recentemente investiu em maquinário de
última geração para otimizar a produção.
“Não dá para sentar para ver se o País vai
melhorar. Tem que levantar a cabeça e seguir em frente”, ensina.
Voltando a participar da Feicon neste
ano, a Siemens também falou sobre investimentos programados para o Brasil. Nos
últimos três anos, a companhia aplicou R$
20 milhões na Iriel, empresa adquirida pelo
grupo em 2004. Nos próximos anos, a Iriel,
que está completando cinco décadas de
mercado, receberá mais R$ 15 milhões em
investimentos. O dinheiro será utilizado na
otimização dos processos fabril e logístico.
Reynaldo Goto, diretor-presidente da
área de interruptores e tomadas da Siemens
no Brasil destacou que neste ano será preciso acreditar nas possibilidades e ao mesmo
tempo prestar atenção aos sinais do mercado. Ele destaca que a construção civil já
viveu dias melhores, mas observa que têm
havido indicadores interessantes de que a
situação pode melhorar. “Dois mil e catorze
vai ser um ano de muito trabalho. O Brasil
tem muitas oportunidades”, acredita.
Outra excelente notícia para o mercado
foi divulgada na feira pela FLC, que informou
o lançamento da primeira fábrica de LED no
Brasil. A unidade já está produzindo a lâmpada A60 Super LED em uma planta na cidade de São Paulo.
A companhia implantou também um
Centro de Desenvolvimento e Inovação LED,
um complexo com salas especializadas de
treinamento, showroom e laboratório de
pesquisa e desenvolvimento. A ideia é que
esse seja um espaço interativo de experiências e encontros, onde profissionais, clientes
e consumidores poderão ampliar seus conhecimentos sobre a tecnologia LED. “Estamos
investindo no nosso País através da primeira
fábrica de LED do Brasil e desenvolvendo soluções inovadoras em LED”, comemora Alcione de Albanesi, presidente da FLC.
Você viu estas cenas?
Ambiente técnico
O que faz um dormitório infanto-juvenil numa feira? A intenção da SIL foi simular o interior das paredes de um ambiente por onde passam os condutores elétricos. Assim, os visitantes tinham a oportunidade de conhecer o funcionamento da instalação elétrica residencial de um dormitório que inclui equipamentos como televisão, abajur e ar-condicionado. A
instalação incluiu eletrodutos, quadro de distribuição, disjuntores, DR, DPS, circuito de iluminação e circuitos de tomadas de uso geral e uso específico.
Bons tempos
País do futebol
Para divulgar a linha de interruptores e tomadas Retro, que é inspirada
na década de 50, a Apoio Materiais Elétricos caracterizou todo o estande com
produtos de época. Telefone de discar,
jukebox, fotos de Elvis e Mariwlyn Monroe, músicas daquele período e até a
tubaína servida aos convidados transformaram o espaço num verdadeiro túnel do tempo. Não faltou nem mesmo
a figura da pin-up, devidamente acompanhada de sua motoneta.
Em ano de Copa do Mundo no Brasil, o
tema futebol foi amplamente explorado na
feira pelas empresas, tanto com lançamento
de produtos temáticos quanto na realização
de promoções diversas. Não foram poucos
os estandes onde modelos desfilavam com
camisetas amarelas e calções azuis, numa
referência ao uniforme da seleção brasileira. Teve ainda todo tipo de brincadeira: de
chutar a bola no gol, de fazer embaixadinha
e de mostrar a habilidade no videogame.
Cabos de Alumínio Multiplexado, Duplex 10mm2
até o Quadruplex 120mm2, isolados em PE/XLPE.
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evento
Feicon Batimat 2014
Osram
A lâmpada LED SUPERSTAR CLASSIC P proporciona
luz agradável e é disponibilizada com as bases E-14
e E-27. Com sua temperatura de cor quente ou fria, é
apropriada para quase todas as utilizações, substituindo
simples e diretamente as lâmpadas incandescentes
convencionais no formato “bolinha”.
Kian Iluminação
A luminária de embutir modelo Zh possui
drivers independentes, o que garante maior
segurança e flexibilidade. Outro destaque é
o sistema de garras de alta qualidade e fácil
instalação. Emprega refletor de alumínio
de alto rendimento e difusor em vidro
temperado. O acabamento é na cor branca.
Com alimentação 100-240V e multitensão,
está disponível nas potências de 8, 10, 15,
20 e 30W. Utiliza luz branca disponível em
duas temperaturas de cor: 3.000 e 5.000K.
A depreciação até 3.000h é menor que 3%.
Emprega a tecnologia Zhaga Technology COB
(chips on board).
Intelbras
Composta por modelos internos e externos, com e sem
amplificação, a linha de antenas Full TV é indicada para
canais analógicos e digitais. Os modelos internos são
sofisticados, com design diferenciado e acabamento em
black piano e os externos são fabricados com materiais
de alta resistência e durabilidade, livres de corrosões.
Para ambientes internos, o modelo AI 1000 é uma opção
clássica, indicada para o público mais conservador. A
antena capta os sinais de FM, VHF, UHF e HDTV, possui
base antiderrapante, misturador de sinal e balun.
Ilumi
O Plafon Prestige oferece design moderno e
elegante, no formato redondo ou quadrado.
A lente é feita em policarbonato com sistema de fechamento que não permite a entrada de
insetos. Para uso com lâmpadas eletrônicas
25W Espiral/20W Tipo U.
Cardal
Ourolux
Nas versões fosca, clara e dimerizável, a
lâmpada Superled G9 foi concebida para
utilização em lustres, arandelas decorativas
e luminárias que utilizam soquete bipino.
Disponível nas potências de 2,5 e 3,5W, o
produto proporciona luminosidade de até
220 lúmens, com economia de energia de
até 85%.
32
potência
Os Aquecedores para Piscina foram
especialmente desenvolvidos para pequenas
piscinas de até 10.000 litros. A instalação
hidráulica destes produtos é simples, através
do Kit Instala Fácil que acompanha cada
equipamento, podendo se utilizar a mesma
instalação elétrica da bomba de filtragem.
Através do painel digital do aquecedor se ajusta
a temperatura da água da piscina (20º a 30º)
e o ciclo diário de filtragem. De hora em hora
a temperatura da água é verificada e mantida
automaticamente e diariamente é acionado o
ciclo de filtragem para manter a água limpa.
Só quem está há mais de
40 anos no topo do mercado
sabe que o brasileiro exige
sempre o melhor. Por isso a
Nambei investe constantemente
em tecnologia de ponta,
produzindo uma completa linha
de fios e cabos elétricos para
qualquer tipo de instalação:
comercial, industrial ou
residencial, com a mais alta
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para sua obra. Nambei,
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evento
Feicon Batimat 2014
Startec
A nova linha de arandelas infantis em 3D com personagens da Disney/
Marvel esteve entre as atrações da empresa. Unindo funcionalidade e
diversão, as peças possuem efeito tridimensional que dá a percepção de
que cada item ‘atravessa’ a superfície em que é instalado. Entre os temas,
o escudo do Capitão América, o martelo do Thor, o punho do Hulk, o
capacete do Homem de Ferro e a máscara do Homem Aranha. A empresa
destaca ainda a facilidade de instalação em quaisquer superfícies planas
e a economia no consumo de energia, já que, além da iluminação por
LED, as novas arandelas infantis são alimentadas por pilhas AAA.
Qualitronix
PW
O controle remoto para ventilador de teto e lâmpada destaca-se
pelas seguintes funções: timer de desligamento; ventilador com
dimmer com cinco níveis de velocidade e luminosidade; função liga/
desliga; aviso sonoro de acionamento dos botões e função reverse
(ventilação/exaustão). O aparelho aciona qualquer tipo de lâmpada
(lâmpadas fluorescentes e eletrônicas apenas função liga e desliga).
A novidade da linha Touch é o interruptor
automático modelo Qt76, com sensor de
presença e fotocélula. Bivolt, o produto pode
ser usado para comandar qualquer tipo de
lâmpada.
Megatron
A antena externa modelo MT-008
destina-se à captura do sinal digital
e analógico para UHF e VHF e rádio
FM. Compatível com todas as TVs
e conversores, o produto é de fácil
instalação, pois já vem montado (sistema
borboleta). O kit completo é formado por
dez metros de cabo coaxial, suporte para
fixação e mastro. A garantia é de um ano.
Taschibra
A lâmpada LED TKL 07 é um produto ‘premium’, de
luz fria, que resulta em até 85% de economia quando
comparado às incandescentes. Outra vantagem é
que ela não emite raios UV ou infravermelhos e não
contém mercúrio. A média de vida da TKL 07 é de
aproximadamente 25.000 horas de duração.
34
potência
Lâmpadas Aiha
A lâmpada Super LED Bulbo 10W de potência
possui fluxo luminoso de 800lm; eficiência
luminosa de 80lm/W e temperatura de cor
de 2.700 e 6.500K. Disponível com base
E-27, nas tensões de 127 e 220V. O produto
possui vida média de 50 mil horas e destinase à aplicação em ambientes diversos, como
residências, escritórios, lojas, restaurantes e
shoppings.
Ourolux
A Compacta LED
bivolt chegou
para substituir as
lâmpadas compactas
não integradas de
26W, bem como
outras lâmpadas
com base E-27 e
G24D-3, instaladas
em luminárias que
oferecem iluminação
projetada, ou seja,
aquelas que projetam
o fluxo de luz para
uma única direção. Não
necessita reator e deve
ser ligada diretamente
na rede elétrica.
Startec
A linha de spots LED é indicada para retrofit.
O modelo Tech LED Mini COB serve para
retrofit de mini spots com dicróicas de 35W.
LED COB é recomendada para retrofit de
spots com dicróica de 50W. Existem ainda
modelos LED COB para substituir luminárias
de embutir que usam lâmpada eletrônica.
Construídas em alumínio, as peças são
prontas para instalar.
Enerbras Materiais Elétricos
Aliando design e economia, a nova linha de interruptores e
tomadas Beleze é composta por vinte módulos funcionais
diferentes, para montagem de inúmeras composições 4x2” e
4x4”. Os interruptores possuem toque suave que proporciona
um acionamento mais leve e silencioso. As placas e teclas da
Linha Beleze têm acabamento espelhado e são extremamente
lisas, não apresentando porosidades e eventuais acúmulos de
poeira. Essa nova linha conta com funções superiores, como
dimmer, controle para ventilador e tomada para carregamento
USB. A empresa destaca ainda o baixo custo do produto.
Pluzie
As placas da Linha Revier são feitas em
policarbonato com pintura com proteção UVA
e aço inox escovado. O suporte da placa é
de aço com pintura epóxi. As tomadas são
construídas em policarbonato com pintura
com proteção UVA (tampa), nylon 6.6
antichama (corpo), cobre (contatos elétricos)
e aço (parafusos e porcas). Os interruptores
são feitos em policarbonato com pintura com
proteção UVA (tecla), nylon 6.6 antichama
(corpo, pino da tecla e guia), cobre (contatos
elétricos), latão (bornes), prata (contatos
elétricos), aço (parafusos).
Mabitec
Um dos serviços prestados pela empresa,
que atua como integradora da Schneider
Electric, é a montagem de painéis elétricos.
Entre os destaques apresentados na
feira esteve o modelo TTA destinado a
empreendimentos como hotéis, shoppings,
hospitais, resorts e bancos. O conjunto pode
receber equipamentos como disjuntores,
contatores e relés, entre outros. A chaparia
totalmente testada passa por uma rotina
de sete ensaios dentro do fabricante, o
que garante maior segurança aos usuários
e pode possibilitar inclusive a redução do
valor do seguro.
Osram
As lâmpadas LED SUPERSTAR CLASSIC B
proporcionam luz agradável em qualquer lugar
e a qualquer hora. Com temperatura de cor
quente e base E-14, permitem a substituição
simples e direta das lâmpadas incandescentes
convencionais no formato “vela”.
potência
35
evento
Feicon Batimat 2014
Biltech
Para ambientações de áudio & vídeo e automação de comandos eletrônicos, os
destaques foram as centrais de automação da BitWise Controls. Esses aparelhos
são capazes de integrar vários equipamentos de áudio, vídeo, iluminação, ar
condicionado, portões e persianas, dentre outros produtos eletrônicos. As centrais
permitem que tablets ou smartphones, rodando em plataformas Android ou iOS, atuem
como um controle remoto universal, comandando uma infinidade de equipamentos
eletrônicos, sejam eles digitais ou analógicos. Podem ser utilizadas tanto na
automação de residências como de empresas.
Perlex
B-LUX
A linha Nova Aros de interruptores e tomadas
destaca-se pelas placas com sistema de
suporte, garras fixadoras individuais e
ausência de parafusos aparentes. A placa
é feita em termoplástico que retarda o
amarelamento da peça e com característica
antichama. As placas possuem acabamento
em branco polido, o que confere maior
facilidade de limpeza. A linha é formada por
placas, módulos e conjuntos completos.
Home é uma linha modular que permite a
montagem com diferentes combinações de
peças. Com garantia de seis anos, a linha
foi ampliada com o lançamento da tecla
de interruptor bipolar ocupando apenas
um módulo, disponibilizando mais espaço
no suporte para diferentes combinações
e funções na mesma placa. Sem parafuso
aparente na placa, o produto está disponível
nas cores branca, grafite e marrom. Destaque
para o acabamento em alto brilho.
Taschibra
A empresa lançou com exclusividade
na Feicon a linha de pendentes em
silicone Make Color, Dot Color e
Day Color, constituída por peças
resistentes e práticas de instalar.
A linha é composta por pendentes
coloridos e maleáveis que permitem
a modelagem de acordo com a
criatividade do consumidor. Na foto, o
modelo Day Color.
Lâmpadas Golden
O bulbo estreito e de dimensão compacta
da lâmpada Ultra LED PL Slim permite
sua aplicação em arandelas, abajures
e luminárias tipo downlight. Com 5W
de potência, a solução equivale à mini
fluorescente de 18W ou à fluorescente
compacta de 15W, com até 60% de
economia. Graças à tecnologia LED, o
produto dura 25 mil horas, o que garante
um uso durante 11 anos, sem troca. Seu
encaixe em rosca é feito numa base E-27.
O reator já vem embutido. 36
potência
Building
Disponível com duas, três e quatro vias,
o conector elétrico BTM NEO possui
diferenciais técnicos que agilizam o processo
de aplicação e montagem, entre eles, o
sistema de fixação através de pontos no
corpo isolante, além da ancoragem dos
terminais na própria PCI. Os terminais
produzidos em liga de cobre oferecem as
opções de tratamento superficial em níquel,
prata, estanho e ouro. O conector possui
acabamento em alto brilho e está disponível
nas cores preta e cristal incolor.
evento
Feicon Batimat 2014
Blumenau Iluminação
O pendente decorativo cromado premium
destaca-se pelo design, que proporciona um
efeito de luz diferenciado no interior da peça.
Feito em vidro, com 30 centímetros de diâmetro,
o produto utiliza soquete E-27 e possui cabo
flexível que permite regulagem de até 90cm.
Lâmpadas Golden
Dicompel
A empresa promete um novo conceito em
interruptores com a Linha Novara. O produto
é fabricado com tecnologia de última geração
em novos formatos e cores, com o objetivo
de conferir elegância e charme ao ambiente.
O material utilizado é o termoplástico (ABS),
incluindo um sistema inovador de borne. As cores
disponíveis são: branco, prata, grafite e dourado.
A garantia é de cinco anos.
Perfil (Grupo Perlex)
PEESA
O propósito da Linha Una de interruptores e tomadas é oferecer
um produto de qualidade a preço competitivo. Disponíveis na cor
branca, as peças são fabricadas em ABS antichama e receberam
contato de prata. A linha destina-se à aplicação tanto em
ambientes residenciais quanto comerciais.
Steck
A linha Quasar® possui uma gama completa de
quadros e tomadas, constituindo uma solução
indicada para proteção, controle e distribuição
das instalações elétricas. A versatilidade das peças
permite que sejam utilizadas nos mais variados
setores, como construção, energia, infraestrutura,
edifícios, indústria e residências.
38
potência
A lâmpada Ultra LED Vela possui o bulbo
tradicional, mas por dentro usa a tecnologia
LED. Com 4W de potência, o produto é
recomendado para iluminação complementar
e pode ser usado em lustres e abajures no
lugar da incandescente de 40W, com até 90%
de economia de energia. A lâmpada vem
com adaptador E-27 incluso, o que permite o
encaixe em qualquer tipo de soquete, com a
vantagem adicional de ser bivolt.
O cabo HEPR 90º surge para atender à
necessidade do mercado da construção
civil de um produto intermediário entre
os cabos de 70º e 105º, existentes até
então. O condutor é feito em cobre puro e
o isolamento, em PVC puro, livre de metais
pesados. O produto está disponível nas cores
preto, azul, amarelo, brasileirinho, vermelho,
verde e branco. É comercializado em rolos ou
por metro.
Wago
Praticidade, rapidez e durabilidade são
alguns dos benefícios prometidos pela
linha de Conexão Automática 222. Um
gabarito auxilia os instaladores a fazer a
decapagem dos fios e cabos na medida
certa, evitando o desperdício. Por meio
do fácil manuseio de alavancas, o
conector 222 faz simultaneamente a
isolação e a conexão dos condutores,
independentemente da experiência do
usuário, resultando em uma emenda
elétrica perfeita. Composta por três
modelos, a linha 222 pode conectar
dois, três ou cinco fios de cabos de 0,08
a 4mm² em um mesmo potencial, além
de permitir derivações.
Ekoled
A lâmpada modelo PL possui as versões de 7W de potência (35 LEDs) e 12W (60 LEDs),
ambas com base G-24, podendo ser aplicada em ambientes comerciais, residenciais
e externos. O produto está disponível nas cores branco frio (6.000K) e branco quente
(3.000K). A emissão de luz é de 650 lumens na versão branco quente de 7W e de 1.150
lumens no modelo de 12W. No modelo branco frio a emissão de luz é de 710 lumens
para 7W e de 1.210 lumens para 12W. O ângulo de iluminação é de 120º e o IRC > 75.
DNI
A extensão elétrica DNI 7314 com cabo PP tem 1,5 metro e possui quatro tomadas de
dois pinos + terra. A potência máxima em 127V é de 1.270W, e em 220V, de 2.200W.
Outras informações técnicas: tensão máxima de 250V; frequência de 50/60Hz; seção
nominal do cabo de 0,75mm² e corrente máxima de 10A.
Lumicenter Lighting
Família de luminárias de sobrepor a LED
para uso industrial, a LHB01 é indicada para
instalações em pé direito alto, como galpões
industriais, postos de gasolina
e armazéns. Com IP67, as
luminárias são oferecidas em
versões de dois, três, quatro ou
seis módulos de LED, com opções
de 40º ou 60º de ângulo de facho,
temperatura de cor de 5.300K e IRC70. A LHB01
é equipada com módulos de LED de alta eficiência, com
lentes em policarbonato e dissipador em alumínio extrudado. Opções de
80W/7.200lm, 120W/10.800lm, 160W/14.400lm e 240W/21.600lm.
Saint
Os refletores LED Light Bulb (foto)
apresentam alta durabilidade (55.000
horas) e estão disponíveis nas cores branco
frio e branco quente, verde e azul nas
potências de 10, 20, 30, 50, 100 e 150W. A
empresa destacou também a lâmpada LED
tubular (T8) de 10 e 18W, nas cores branco
frio e branco quente.
Tron
Conforme concepção da empresa, Mykonos é um ventilador que confere
prestígio e elegância aos ambientes na medida certa. Com design
inovador, a peça tem as pás produzidas em SAN e lustre de polipropileno.
Segundo a Tron, Mykonos destaca-se ainda pelo custo-benefício.
potência
39
evento
Feicon Batimat 2014
SSL
(Solid Stage Luminaires)
As Barras Touch destacam-se pelo sistema de acionamento pelo toque, que segundo a empresa
é exclusivo. Basta encostar levemente na lateral da peça para acender e apagar a luminária.
Destinadas ao uso interno, as Barras Touch estão disponíveis nas seguintes versões: barra LED
30cm branco frio (290lm), barra LED 30cm branco quente (270lm), barra LED 50cm branco frio
(450lm) e barra LED 50cm branco quente (400lm). A empresa oferece ainda a fonte de LED 110220V 12 e 30W.
Vathisa
O cabo flex 1kV HEPR destina-se à aplicação
em instalações fixas de luz e força em prédios
residenciais, comerciais e industriais, em
circuitos de distribuição e circuitos terminais.
Está disponível nas cores preta, verde e azul
e nas seguintes seções: 10.00, 16.00, 25.00,
35.00, 50.00, 70.00, 95.00, 120.00, 150.00,
185.00 e 240.00mm2.
Simon
Simon20 é uma linha de placas com
tamanho maior. Com design europeu
e estrutura modular, promete
elegância e praticidade à instalação.
As peças estão disponíveis na cor
branca, com acabamento brilhante.
Os módulos são compatíveis com os
produtos da linha Simon19.
F.C.
A empresa promete proporcionar
versatilidade e requinte aos ambientes
com a linha de interruptores e tomadas
New Touch. O mesmo material dos
módulos (no caso, o ABS) é utilizado
na fabricação das placas, que recebem
tratamento anti UVB e UVA. Disponíveis
na cor branca, as placas destacam-se
ainda pela textura lisa e pelo tratamento
para evitar amarelamento. O produto tem
garantia de cinco anos e recebeu os selos
do Inmetro e do ITAC.
Daneva
A empresa, do Grupo Legrand, lançou a
nova linha de extensões SORT 2P e 2P+T
(10A). Com característica mais compacta e
discreta, as extensões podem ser facilmente
levadas na bagagem durante viagens ou
armazenadas atrás de móveis, oferecendo
mais praticidade e comodidade aos usuários.
O modelo 2P está disponível em 2, 3, 4, 5 e
10 metros. Já o modelo 2P+T é encontrado
em quatro tamanhos: 1,3m, 3, 5 e 8 metros.
40
potência
Exatron
Além das funcionalidades disponíveis na ducha MyShower, a Ducha Musical
Showershow oferece condições para um banho descontraído e com música,
permitindo ao usuário ouvir seus ritmos preferidos.
Controlada via bluetooth do celular, a
ducha roda as músicas escolhidas com
funções como retroceder, avançar, pausar
e executar. Além disso, caso o telefone
toque, basta apertar o botão atendimento do
ShowerShow e atender sem sair do banho.
Bronzearte
As lâmpadas Bulbo LED A60 e Bulbo
LED A65 (foto) da marca Llum são
indicadas para substituir as incandescentes
convencionais (retrofit), pois reúnem design
moderno com baixo consumo de energia e
eficiência energética de alta performance.
Apresentam baixo aquecimento, possuem vida útil
(LED) de 15.000 horas e tensão bivolt.
Tramontina Eletrik
Full Gauge Controls
A nova linha de controladores para aquecimento solar Microsol Advanced
é voltada ao mercado residencial. São quatro produtos diferentes com
características de hardware semelhante, sendo cada um destinado a
uma aplicação específica: aquecimento solar de piscinas; aquecimento
solar e controle do apoio para reservatório térmico; controle do
apoio térmico em sistemas
de aquecimento solar por
termossifão (sistema não
bombeado), controle de piso
aquecido e ar condicionado;
aquecimento solar e filtragem
da piscina. Os produtos têm
o mesmo gabinete, mesma
tecnologia de display e seis
teclas, sendo três destinadas
ao acesso dos parâmetros de
configuração do controlador
e as demais para acesso
facilitado a recursos de
interesse do usuário.
potência
41
SINDUSTRIAL
2design
A linha de interruptores Tablet apresenta formato moderno, um pouco
mais largo, e contornos arredondados. A série traz a vantagem de que a
superfixação fica escondida sob uma tampa incorporada ao design da
placa. As placas, com acabamento em alto brilho, estão disponíveis nos
formatos 4x2 e 4x4, em dez diferentes configurações de interruptores e
tomadas, proporcionando versatilidade na
composição dos conjuntos
e atendendo todas as
necessidades de uma
instalação residencial. A
Tablet acompanha o conceito
de modularidade de outras
sete linhas de interruptores da
empresa e utiliza os mesmos
módulos nas cores branco brilho
e grafite.
Confiança - uma palavra
que levamos a sério
Excelência na fabricação de painéis
elétricos, testados e certificados,
montagens industriais, eletrocentros
e serviços de automação industrial,
a Sindustrial, em parceria com os
principais fabricantes do mercado,
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de alta qualidade e projetos flexíveis
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evento
Feicon Batimat 2014
Lorenzetti
Ampliando o portfólio de lâmpadas LED, a
empresa apresentou modelos como A60,
GU10, MR16 GU5.3, PAR30, PAR38 e PAR20
(foto). Este último é indicado para substituir
as tradicionais halógenas e está disponível
em 7W. A lâmpada PAR20 é ideal para
destacar objetos e iluminar vitrines, jardins
de inverno, lojas e restaurantes, entre outros
ambientes. A lâmpada LED tem vida útil
estimada de 25 mil horas e economiza até
86% de energia elétrica, se comparada com a
tecnologia incandescente.
Steck
Os disjuntores de caixa aberta Cosmos®
destinam-se à proteção de circuitos elétricos
e comando de sistemas de baixa tensão,
fornecendo soluções para instalações elétricas
de projetos prediais e industriais. Permitem
otimização na operação e monitoramento
da instalação em conjunto com disparadores
eletrônicos. As principais áreas de aplicação são
a chegada, distribuição, barramento e saídas em
sistemas de distribuição de energia, proteção
de motores, geradores e bancos de capacitores
com as vantagens de instalação e upgrade. Os
produtos são compactos e possuem design com
apenas dois tamanhos (ou frames), oferecendo
gama completa de correntes de 630 a 2.500A.
Gaya
Os embutidos comercializados pela empresa apresentam
o diferencial de suprir duas necessidades em um único
produto, oferecendo lâmpada e spot de embutir juntos,
proporcionando uma melhor relação custo-benefício
ao cliente. O Embutido LED Duplo Direcionável está
disponível em 3.000 e 5.500K com driver. Possui 23cm
comprimento por 12cm de largura, apresenta consumo
de 10W e é bivolt.
Instrutherm
Entre os destaques da empresa estiveram os modelos de
terrômetro, indicados para medir a resistência da terra em
construções, para-raios e antenas. O MRT-200 é um aparelho
portátil e de simples manuseio. Possui display LCD de 4 dígitos,
função Data-Hold, temperatura de operação de -10 a 55 °C e
nível de proteção com isolação dupla. Junto com o aparelho
são fornecidos um resistor de verificação, quatro pilhas AA
1,5V, estojo para transporte e manual de instruções. 42
potência
InterNEED
A praticidade é uma das características
marcantes da extensão elétrica Zeus. O
produto possui organizador de fio, ventosas
para fixação em vidros, pisos e azulejos e
suporte da tomada que permite pendurar ou
afastar a peça do chão. Destinada à utilização
doméstica e profissional, a extensão está
disponível nas cores branca, laranja e preta e
em três tamanhos: 3, 5 e 10 metros. A tensão
máxima suportada é de 250V~ e a corrente
máxima, de 10A.
Cobrecom
Indicado para circuitos de comando e
controle de instalações elétricas industriais
e comerciais, o Cabo de Controle é usado
para acionar equipamentos industriais e
painéis, através de sinais ou alimentação
em instalações fixas. Além disso, pode ser
aplicado em circuitos automatizados e tem
como grande diferencial a flexibilidade, o que
facilita sua instalação. O Cabo de Controle
é recomendado para tensões nominais até
0,6/1kV, sendo formado por fios de cobre
nu eletrolítico, têmpera mole e isolado com
PVC tipo PVC/A para até
70ºC. A cobertura é de
cloreto de polivinila (PVC)
na cor preta. Está disponível
nas seções
nominais
de 0,50 até
2,5 mm², e
de 5 a 25
condutores.
Light Tech
Os Geradores de Ozônio Light
Tech atuam no tratamento de
piscinas, eliminando partículas
e a cloramina gerada pela ação
do cloro, deixando a água limpa
e cristalina. São produzidos oito
modelos, para aplicação em
ambientes a partir de 25.000
litros, até 180.000 litros. Todas as
versões estão disponíveis com e
sem timer.
Bosch
Segundo a empresa, a furadeira de impacto
GSB 550 RE Professional visa oferecer a
melhor relação custo-benefício do mercado.
A nova furadeira é robusta: tem potência de
550W, peso de 1,8kg e função para perfurar,
com e sem impacto: concreto com alcance
de 13mm; madeira com 25mm e metal até
10mm.
Iriel (Grupo Siemens)
A linha Brava! apresenta linhas retas e charmosas
curvas que combinam com qualquer tipo de ambiente.
O alto brilho presente nas peças permite ainda que
a superfície não retenha poeira e seja fácil de limpar.
Outra solução importante para a durabilidade de
toda a linha é a aplicação de um agente anti-raios
ultravioleta para evitar o amarelamento das peças e
mantê-las sempre com aparência de novas. A linha já
vem montada, com sistema de fixação que permite que
a instalação seja simples e rápida.
evento
Feicon Batimat 2014
Apoio Materiais
Elétricos
Inspirada na década de 50, Apoio Retro
é uma ampla linha de produtos que
inclui interruptores, tomadas, pulsadores
(campainha e minuteria), tomada para cabo
coaxial, placa cega, placa para chuveiro,
torneira elétrica ou telefone, sensor de
presença e dimmer rotativo. O estilo clássico
das placas (disponíveis nas cores preta
e branca) é evidenciado pelo parafuso
aparente, pelo interruptor de alavanca e pelo
acabamento fosco. No site a empresa oferece
dicas para personalizar as placas.
Bronzearte
A empresa destacou as lâmpadas Filamento LED A60 (foto)
e Filamento LED Vela da marca Llum, que
destacam-se pelo design elegante, similar
às lâmpadas tradicionais incandescentes.
O baixo consumo de energia elétrica
permite uma economia de até 90%.
Com vida útil de 30.000 horas, os produtos
apresentam eficiência energética de alta performance e baixo aquecimento.
L orenzetti Materiais
Elétricos
Representando o Grupo Legrand, a marca
apresentou a atualização promovida na linha
de interruptores e tomadas Zuli. Agora, toda
a instalação convencional necessária em
uma residência pode ser atendida. Conforme
destaca a empresa, a linha combina formas
modernas, acabamento único e versatilidade
na montagem dos conjuntos. O material
utilizado na fabricação do produto é
resistente ao calor, umidade e impacto,
mantendo suas propriedades originais com o
passar do tempo.
Siemens
A linha Vivace possui um design inovador e
moderno, com placas mesclando curvas e linhas
retas em formas assimétricas, que fogem dos
modelos tradicionais e ganham mais personalidade.
A Vivace possui a inovadora tomada com entrada
USB, que dispensa o uso de computadores para
carregar câmeras digitais, iPods, smartphones
e outros dispositivos. Conta ainda com outros
acessórios, como sensor de presença, dimmer
touch, variador de ventilador, sinalizadores,
interruptor por cartão, além de três diferentes
cores de LED para os interruptores.
Bosch
A Heliotek, marca do Grupo Bosch, apresentou a MC Evolution
Pro, nova linha de coletores solares, que em conjunto com a MC
Evolution são as únicas do mercado nacional com absorvedor
fabricado em chapa única, com soldagem por ultrassom
ultrarresistente entre cobre e alumínio. A grande novidade
da linha Pro é o vidro temperado, de alta transparência,
que oferece cinco vezes mais resistência a impactos como
chuvas de granizo e variações extremas de temperatura.
44
potência
WEG
Inspirada na natureza e em suas linhas
orgânicas, a linha modular GranBella
procura unir estética e funcionalidade. A
linha foi planejada para atender todos os
estilos de decoração, do clássico ao retrô,
do minimalista ao barroco. A modularidade
permite fazer a combinação de acordo com
a necessidade do usuário. As peças são
divididas em suporte, mecanismo e placa,
todos de fácil montagem e limpeza. São
inúmeras combinações, entre tomadas,
interruptores e cores.
Vonder
Elgin
As novas fitas LED estarão disponíveis em diferentes modelos e
tamanhos e serão comercializadas em rolos de 2 e 5m, nas cores
branca, branca morna e RGB, esta acompanhada de controle remoto
para alteração das cores. No que se refere à proteção contra umidade
e poeira, o produto poderá ser encontrado com IP20, IP44 e IP68.
FLC
O modelo Super LED GU10 7W pode ser instalado com
dimmer, capaz de controlar a luminosidade do ambiente
proporcionando efeito de maior ou menor claridade.
A GU10 FLC LED pode substituir o modelo tradicional
halógeno por apresentar as mesmas dimensões e
soquete para instalação. É indicada para iluminação
interna, em ambientes comerciais e residenciais.
Disponível em 3.000 e 4.000K.
Fame
A nova versão de disjuntores Nema proporciona vantagens como: fixação por
presilhas em placa de montagem ou trilho DIN; bornes de entrada e saída
protegidos tipo gaiola e com parafusos Philips; único atuador em todos os
modelos. Os disjuntores FAME padrão Nema FNH 1, 2 e 3 polos, até 60A,
possuem certificação Inmetro IEC 60947-2, com exceção dos disjuntores de 70,
90 e 100A. Destinam-se a instalações residenciais, comerciais e industriais.
A empresa ampliou sua
linha de medição com
um equipamento moderno
e de alta tecnologia, o
Termômetro Infravermelho
TIV 6500. Ele é indicado para
medições de temperatura em
geral, sem a necessidade de
encostar o termômetro no local ou
no equipamento a ser medido. Realiza
medições de temperatura de superfícies,
permitindo rápida localização de problemas,
como: ausência de lubrificação, sobrecarga,
curto-circuito, equipamentos com problemas
de alinhamento ou aquecimento excessivo
em máquinas, motores, equipamentos
eletrônicos, caixas de distribuição elétrica,
entre outros, reduzindo o tempo de
diagnóstico e trabalho.
• caderno atmosferas explosivas • caderno atmosferas explosivas • caderno atmosf
Desclassificação por Procedimentos
Ação e
resultado
Adoção de procedimentos adequados pode
reduzir os riscos em áreas classificadas sem
a necessidade de grandes investimentos.
caderno ex
46
potência
Foto: Dreamstime
Q
uem acompanha regularmente este caderno já se acostumou
a ver o presidente da Associação Brasileira para Prevenção de
Explosões (ABPEx), Nelson López, dizer que a área classificada deve ser vista como uma doença. Essa analogia carrega
uma mensagem clara e direta: assim como as pessoas devem
recorrer a um médico para combater determinada enfermidade, as empresas
também podem procurar especialistas para reduzir seus riscos em áreas classificadas, inclusive com a possibilidade real de eliminá-los.
Significa que ninguém é obrigado a conviver passivamente com estes
ambientes perigosos. Mas aí surge a pergunta: que ações podem ser tomadas para reduzir os riscos e, eventualmente, desclassificar um ambiente?
Como explica Ivo Rausch, gerente de Projetos da Project-Explo, há diversas maneiras de se fazer isso, sendo que algumas delas envolvem grandes investimentos em equipamentos e adaptações e outras não requerem
praticamente nenhum centavo, apenas o trabalho de análise, planejamento
e adoção de medidas adequadas. É nesse segundo caso que se encontra a
chamada desclassificação por procedimento.
Para Rausch, o entendimento da possibilidade de se fazer uma desclassificação está diretamente associado a uma quebra de paradigma, que
é o seguinte: se tem inflamável, há área classificada e, consequentemente,
deve-se utilizar equipamentos à prova de explosão.
Reportagem: Marcos Orsolon
feras explosivas • caderno atmosferas explosivas • caderno atmosferas explosivas •
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potência
47
• caderno atmosferas explosivas • caderno atmosferas explosivas •
“Isso é uma grande mentira. Quando
entramos no conceito, vemos que área classificada é um local onde há probabilidade de
formação de uma atmosfera explosiva. Então, é um
Sempre que
ambiente onde o inflamável
possível devese fazer um
pode, através de um vazaprojeto
que
mento ou da própria opeevite a formação
ração, ser liberado para a
de áreas
atmosfera, misturado ao ar
classificadas.
ambiente e formar a atmosNelson López
abpex
fera explosiva, oferecendo
risco de explosão. Só que
você pode adotar procedimentos que limitem essa probabilidade de liberação do produto inflamável ou combustível”, comenta.
E as possibilidades de controle são ilimiquer dizer, muitas vezes há uma opção que
tadas, não havendo apenas um caminho a sese enquadra no perfil da companhia.
guir. Há situações, por exemplo, em que basta
Nesse contexto, Nelson López chama
mudar um recipiente de lugar para eliminar o
a atenção para o próprio projeto, onde já
risco, ou trocar uma matéria-prima na linha
é possível evitar as áreas classificadas. “A
de produção. Pode-se, ainda, mudar os níveis
classificação de área é uma consequência
de temperatura e pressão em um processo,
Foto: Ricardo Brito/Grau 10
Desclassificação por Procedimentos
de ações ou operações que não estão sendo bem resolvidas. Por isso, sempre que
possível, d­eve-­se fazer um projeto que já
evite a formação dessas áreas. Porque se
elas existirem, os investimentos em equipamentos serão altos, assim como os gastos
no gerenciamento de riscos e a gestão da
segurança”, comenta.
Agora, se a planta já está pronta e o projeto não conseguiu evitar uma área classificada, o primeiro passo para reduzir os riscos
é identificar todos os fatores que levaram a
esta classificação e questionar o que pode,
efetivamente, ser feito em termos de procedimentos para que haja a desclassificação.
“No fundo, seja qual for o caso, a recomendação é analisar toda a situação e ver
o que é possível fazer em termos de procedimentos antes de investir nos equipamentos Ex. Deve-se questionar porque a área
é classificada, enxergar tudo o que está
acontecendo e ver o que é possível fazer
para eliminar os riscos”, ressalta Ivo Rausch.
caderno ex
Quando se trata de um ambiente com
atmosfera explosiva, geralmente as pessoas
entendem que controlar as fontes de ignição
é uma forma de se atingir a desclassificação.
Mas não é bem assim. De fato, evitar a presença dessas fontes é fundamental para a
segurança, mas isso exige investimentos em
equipamentos e, mesmo que se consiga o
controle, a área continua sendo classificada.
Ivo Rausch afirma que o interessante nesse caso é atuar na diminuição da liberação
dos vapores que podem formar uma atmosfera potencialmente explosiva. Nesse caso, sim,
consegue-se eliminar uma área classificada.
E isso muitas vezes pode ser feito através de
procedimentos simples e que envolvem baixos custos e rapidez na implantação. “A ideia
aqui é: se tem inflamável, vamos tentar conter a atmosfera explosiva. Esse seria o ponto
a ser entendido para se começar a trabalhar
no gerenciamento de risco”.
Um exemplo citado pelo gerente da Project-Explo envolve os laboratórios de análises que trabalham com produtos químicos.
Nesses ambientes, é comum haver classificação em função da manipulação de produtos inflamáveis. Portanto, todo o trabalho
de redução de riscos deve ser focado nesses
processos, ou melhor, em como seria possível eliminar a liberação desses materiais
inflamáveis durante as análises.
“Se há a classificação porque as pessoas
abrem na bancada, dentro do laboratório, um
recipiente de 50 litros que libera uma quantidade considerável de vapores inflamáveis, eu
posso criar um procedimento em que este recipiente seja fracionado em outra área e levar
para o laboratório apenas o volume que será
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48
potência
Foto: Dreamstime
É preciso ir além do controle
das fontes de ignição
Existem explosOes que nao
sAo possíveis de se evitar.
• caderno atmosferas explosivas • caderno atmosferas explosivas • caderno atmosf
utilizado, numa quantidade bem menor que
não ofereça risco”, observa Rausch.
E ele completa: “Mas se eu preciso mesmo levar este recipiente maior para o laboratório, eu devo criar um procedimento de
sempre fazer o fracionamento dentro de uma
capela, que já tem um sistema de exaustão
funcionando. E levo para a bancada, para
análise, apenas a parte fracionada, que libera uma quantidade baixa de vapor, que forma uma atmosfera explosiva desprezível”.
Ainda no caso do laboratório, deve-se
ter cuidado também no descarte do líquido
inflamável após seu manuseio. Este descarte
não deve ser feito em um recipiente maior
dentro do próprio laboratório. Ao terminar
a análise o procedimento correto seria colocar o material num recipiente fechado e
levá-lo para uma área de resíduos adequada.
Em ambientes mais hostis, como uma
linha de produção, também há espaço para
a adoção de ações eficazes. Ivo Rausch lembra de uma empresa em que o inflamável
não era utilizado para a fabricação, apenas
para a limpeza das máquinas. Ao terminar
um processo era preciso limpar o local com
um determinado solvente, inflamável. O problema é que se mantinha no local um tambor grande, de 200 litros desse material, que
demorava um mês para ser utilizado. E ele
ficava aberto, gerando risco.
Foto: Dreamstime
Desclassificação por Procedimentos
“Nesse caso, o simples procedimento
de manter o tambor em outra área e pegar
apenas a quantidade necessária para cada
operação de limpeza, que era de um ou
dois litros por dia, já resolveu o problema
da classificação. Ou seja, um procedimento
simples, sem necessidade de investimentos, que desclassificou aquela área”, relata
Ivo, destacando que, “muitas vezes é uma
questão de pensar um pouco no que está
acontecendo”.
Outra situação em que medidas adequadas eliminam os riscos ocorre nos depósitos de
inflamáveis, que armazenam um grande número de tambores de 200 litros ou contêineres intermediários de mil litros. Ou seja, estes
locais estão cheios de inflamáveis. Nessas situações, várias ações conjugadas elevam o nível
de segurança e ajudam na desclassificação.
A primeira regra que a segurança do trabalho coloca nesses locais é que se trata de um
depósito, onde o fracionamento está proibido.
O fracionamento deve ser feito em uma área
adequada. Além disso, as condições de armazenamento, como empilhamento, quantidades,
etc., devem seguir a norma NBR 17505, que
traz as boas práticas de armazenamento de
líquidos inflamáveis e combustíveis.
Outra medida possível: por determinação da empresa, os tambores só vêm em
bom estado de conservação e a rotatividade
é grande, ou seja, eles não chegam a corroer no depósito. Se vier um lote com tambor
em mau estado, ele será mandado de volta.
Uma ação eficiente envolve o treinamento e reciclagem dos funcionários para reduzir
as possibilidades de acidentes com os tambores. E, quando ocorre um imprevisto e o
tambor se abre por algum motivo, a equipe
entra imediatamente com um plano de ação
de emergência.
“Com todos esses procedimentos, este
depósito de inflamáveis pode ser considerado
não classificado. E isso está nas normas que
tratam desse assunto. Então, o procedimento
como você cuida desse armazém traz como
resultado a não classificação. Quer dizer, praticamente sem nenhum investimento, só boas
práticas”, salienta Ivo Rausch.
caderno ex
Poeiras e fibras também são contempladas
No caso de poeiras e fibras, as ações
podem começar pelo trabalho de manutenção. “Várias vezes estive em locais em
que há manipulação de poeiras e mangas,
fibras e juntas dos equipamentos, que se
desgastaram devido à vibração e foram
emendadas por fita crepe ou outro método não apropriado. Com o tempo essa
junta pode romper e se transformar num
grande vazamento, que representa um risco enorme. Então, é um bom procedimento de manutenção para evitar escapes de
poeiras”, ressalta Ivo Rausch.
50
potência
Outro exemplo citado por Rausch ocorreu em uma empresa em que o funcionário
estava trabalhando com enxofre e vários
outros produtos químicos na forma de pó
numa capela com um duto de exaustão
enorme. “Mas ele trabalhava e aquilo estava cheio de pó. Constatamos que o damper estava fechado. É falta de conscientização. Não tem justificativa. Ele estava com
máscara, acostumado a trabalhar daquela maneira, enfim, é uma questão cultural
também, porque o sistema de exaustão
estava lá, a empresa fez o investimento e
feras explosivas • caderno atmosferas explosivas • caderno atmosferas explosivas •
Foto: Dreamstime
Foto: Ricardo Brito/Grau 10
modo a evitar o acúmulo do produto. “Isso
foi suficiente para resolver o problema e
eles não tiveram mais nenhum acidente”,
comenta Rausch.
Como se vê, as alternativas são muitas
e cabe a cada companhia estudar a melhor medida para reduzir seus riscos. Mas esse
O setor vai evoluir
tipo de iniciativa ainda
apenas quando
esbarra nos problemas
todos os elos da
cadeia estiverem
culturais.
focados na
“Em poucas unidasegurança.
des a gente vê essa culIvo Rausch
Project-Explo
tura, essa preocupação.
Então, é uma mudança
que deverá ser feita ao
longo de anos. Somente quando cada operador, cada líder de operação, cada responsável pela manutenção estiverem focados
na segurança, quer dizer, todo o elo estiver
envolvido nisso, é que teremos um grande
ganho na segurança. Mas isso ainda é muito
o funcionário não estava nem aí para isso.
raro”, lamenta Rausch.
É um grande problema”, comenta.
Por fim, há casos em que o simples trabalho de limpeza é capaz de eliminar o risco.
INFORME P U B LICITÁ RIO
O gerente da Project-Explo lembra que em
uma empresa de usinagem, durante a operação se desprendiam pequenas partículas
de magnésio, que se acumulavam no chão. E
esse acúmulo gerou diversos acidentes com
princípio de incêndio. A solução encontrada
para o problema foi a criação de uma rotina varrição do local durante todo o dia, de
Soluções eficientes
A Project-Explo é a mais tradicional
empresa especializada em Atmosferas
Explosivas do país. Há mais de 25 anos
oferece soluções e presta serviços de
alto nível em todo o Brasil e América
Latina, apresentando soluções práticas e eficientes para prevenção, proteção, controle e eliminação de riscos
de explosões. Para maiores detalhes
ou informações, contate-nos através
do www.project-explo.com.br ou pelo
tel. 11 5589-4332.
Apoio Institucional:
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Construções, Consultoria
e Projetos de Engenharia
potência
51
espaço abreme
Editorial
Associação Brasileira dos Revendedores
e Distribuidores de Materiais Elétricos
Roberto Varoto
Diretor Colegiado Abreme - [email protected]
A
tualmente a economia mundial se
estrutura em torno das flutuações
do dólar. Nós, distribuidores de materiais elétricos, somos atingidos
diretamente com o repasse dos fabricantes
devido a estas flutuações, pois grande parte
da matéria-prima e componentes utilizados
em nossos produtos é importada.
Nossa rotina de negociações para compra dos produtos e também para a venda
dos mesmos torna-se um ponto de equilíbrio
muito vulnerável, pois, se a moeda norte-­
americana perde o seu valor perante o real,
incrementam-se as importações e se em outra
situação há a valorização do dólar perante o
real, incrementam-se as exportações. Então,
o conflito gerado por estas duas situações
torna cada vez mais difícil a tarefa de equilibrar as decisões a serem tomadas com relação ao preço a ser praticado no mercado de
distribuição, onde nunca poderemos projetar
compras em longo prazo, pois não saberemos
como estará a flutuação do dólar.
Infelizmente, no segmento de distribuição
de materiais elétricos não existe um mecanismo que permita uma blindagem com relação
à flutuação do dólar. Pode parecer que a taxa
de câmbio é apenas um coeficiente de conversão de moedas que se forma em conformidade com a lei da oferta e da demanda, no entanto, é o poder de moeda que dita os preços
dos nossos produtos, serviços e investimentos. A taxa de câmbio permite aos fabricantes, distribuidores e consumidores dos bens
compararem os preços nacionais com os de
outros países. O resultado desta comparação
pode determinar o quanto é ou não rentável e sensato desenvolver a produção de determinado produto em nosso País. Ao entrar
no circuito do mercado mundial, a produção
Câmbio
nacional é avaliada com a ajuda da medida
internacional do valor, assim a taxa de câmbio e suas flutuações permitem a troca dos
produtos produzidos na economia mundial.
A determinação da taxa de câmbio a ser
praticada e que terá influência em nossas negociações na distribuição de materiais elétricos é regulada pelo grau de participação do
Estado e é denominado de regime cambial,
onde existem dois tipos: o administrativo e o
mercantil. Somos afetados diretamente pelo
mercantil, que divide-se em três modalidades:
• Fixo: O país tem taxa de cambio fixa e o
valor da moeda nacional é fixado sem quaisquer desvios em relação à moeda estrangeira.
• De flexibilidade limitada: são estabelecidas certas relações entre as moedas nacionais, de acordo com regras definidas, permitindo pequenas variações na taxa de câmbio.
• De flexibilidade elevada: quando as taxas de câmbio são moldadas pela oferta e a
demanda e se dividem em várias categorias
que são as de flutuação controladas, livremente flutuantes e ocasionalmente corrigidas.
Outro fator considerável que influencia
diretamente na flutuação da taxa cambial é
a entrada de investimentos estrangeiros no
Brasil. Este montante de investimentos é medido pelo IED (Investimentos Estrangeiros Diretos). Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o IED totalizou US$ 5,1 bilhões
no mês de janeiro/2014, enquanto o déficit
chegou a US$ 11,6 bilhões. Isto mostra que
o montante de investimentos está abaixo do
necessário, e para os analistas econômicos
estamos perdendo grande parte dos investimentos externos, principalmente no setor
privado, pois o nosso crescimento econômico
tem perdido espaço para outros países. Se o
Brasil não crescer não tem como atrair inves-
timentos, e a projeção para o ano de 2014 é
que o IED seja menor que o de 2013.
Infelizmente a economia brasileira voltou
a um nível relativo industrial do pós-guerra.
Retrocedemos a 1946/1947 com a indústria
participando com 12% a 13% do PIB. Se não
tivermos investimentos externos e internos
em nossas indústrias produtoras de materiais
elétricos, será difícil contermos as flutuações
cambiais e, como consequência, seremos afetados diretamente no nosso mercado.
Associação Brasileira dos Revendedores
e Distribuidores de Materiais Elétricos
FUNDADA EM 07/06/1988
Rua Oscar Bressane, 283 - Jd. da Saúde
04151-040 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 5077-4140
Fax: (11) 5077-1817
e-mail: [email protected]
site: www.abreme.com.br
Membros do Colegiado
Roberto Said Payaro
Nortel Suprimentos Industriais S/A
Francisco Simon
Portal Comercial Elétrica Ltda.
José Jorge Felismino Parente
Bertel Elétrica Comercial Ltda.
José Luiz Pantaleo
Everest Eletricidade Ltda.
Roberto Varoto
Fecva Com. de Mat. Elétricos e Ferragens Ltda.
Paulo Roberto de Campos
Meta Materiais Elétricos Ltda.
Marcos Augusto de Angelieri Sutiro
Comercial Elétrica PJ Ltda.
Conselho do Colegiado
Nemias de Souza Nóia
Elétrica Itaipu Ltda.
Carlos Soares Peixinho
Ladder Automação Industria Ltda.
Daniel Tatini
Sonepar
Secretária Executiva
Nellifer Obradovic
52
potência
espaço abreme
perfil do associado
GENERAL CABLE
G
Entre as melhores
empresas do mundo
tes. Esta combinação habilita a companhia
a servir melhor os clientes e expandir em
novos mercados geográficos.
A visão da General Cable é ser a companhia de fios e cabos elétricos de maior sucesso e prestígio em todo o mundo e operar em
todos os principais mercados geográficos. A
filosofia operacional da companhia é atuar
com a velocidade e agilidade de uma empresa pequena, mas com a energia e força
de uma companhia global.
Os valores da General Cable são: segurança, atendimento ao cliente, integridade,
pessoas, respeito e responsabilidade.
Há mais de 50 anos no país, a General Cable possui três fábricas (Poços de Caldas – MG,
Serra – ES, São Bernardo do Campo – SP), um
Centro de Distribuição (Jaboatão dos Guararapes – PE) e o escritório central (São Paulo – SP).
Fotos: Divulgação
eneral Cable, uma companhia
inovadora há mais de 170 anos,
possui mais de 14.500 colaboradores, receita anual superior a US$
6 bilhões e está na lista da FORTUNE 500
entre as 500 maiores companhias americanas do mundo.
A General Cable serve clientes no mundo inteiro através de uma rede global com
57 fábricas e 9 centros de tecnologia em
26 países. Dedicada à produção de cabos
da mais alta qualidade em alumínio, cobre
e fibra óptica, possui um vasto portfólio de
produtos para atender milhares de aplicações nos setores de energia, construção,
indústria, aplicações especiais e comunicação. A companhia investe continuamente em
pesquisa e desenvolvimento para levar aos
seus clientes, hoje e no futuro, soluções inovadoras, novos materiais e novos
desenhos de produtos, colocando
a General Cable na liderança em
tecnologia nos setores onde atua.
Além da força em tecnologia
e manufatura, a General Cable
também é competitiva em distribuição e logística bem como na
prestação de serviços aos clien-
54
potência
A empresa consagrou-se no Brasil com
a marca Phelps Dodge. Em 2007 a General
Cable anunciou a aquisição Phelps Dodge
International Corporation em nível global e
em 2013 foi efetuada no Brasil a transição
para a marca global General Cable.
Diversos investimentos ocorreram na
operação Brasil desde a aquisição em 2007.
Na unidade fabril Poços de Caldas – MG,
foi instalado um novo laminador para ampliação da produção de alumínio e alumínio liga, linha completa para produção de
cabos datacom, instrumentação e controle,
cabos para exploração de petróleo e setor
naval, ademais de ampliação de capacidade
em linhas existentes incluindo média e alta
tensão. Na unidade Serra-ES, dedicada exclusivamente à produção de cabos flexíveis
em cobre, foram modernizadas as linhas de
fabricação e ampliada a capacidade.
Em todas as etapas de investimentos foi observado amplo suporte em
nível global para que as mais modernas tecnologias de processos e
manufatura estivessem disponíveis
no Brasil, assegurando agilidade no
atendimento das demandas de mercado e custos competitivos.
Associação Brasileira dos Revendedores
e Distribuidores de Materiais Elétricos
Fotos: Divulgação
Responsabilidade Social e Corporativa
Trabalhando juntos para atuar
com mais segurança
C
oferecem um insight prático dos valores
e da conduta esperada para todos os associados. Cada ano, o código de ética e as
diretrizes de conformidade são distribuídos globalmente aos associados, e os líderes locais reforçam o compromisso com
valores éticos sólidos durante o ano todo.
Práticas responsáveis
em operações diárias
Tecnologias
que alimentam
e conectam
o mundo
ertificada OHSAS 18001 (Sistema de Gestão de Segurança) e com nível avançado de maturidade nesta área, a operação no Brasil é referência mundial em
segurança. Conta com diversos programas, práticas que iniciam desde o projeto de linhas de produção até a contínua formação de 100% do quadro de colaboradores desde a manufatura até os escritórios. Boas práticas e eventuais ocorrências são
compartilhadas globalmente e levadas a todos os níveis da companhia o que contribui
para o crescente nível de segurança dentro da organização. A meta é Zero e Algo Mais.
A
General Cable tem compromisso em produzir e comercializar produtos de maneira ambientalmente saudável e responsável. Gerencia suas instalações, processos e materiais de modo a atender ou superar os requisitos regulamentares
e demais requisitos de forma que minimize o risco para nossos associados, o público e
as comunidades onde atua. A General Cable foi a primeira fabricante de cabos do Brasil
a obter certificação por seu sistema de gestão ambiental, de acordo com a ISO 14001
e as normas EMAS (Sistema de Eco-gestão e Auditoria da União Europeia).
Compromisso de
ser bom cidadão
H
onestidade, integridade, franqueza inquestionáveis e negociação justa fazem parte
dos valores essenciais da General Cable há muito tempo e encontram-se presentes
em todos os relacionamentos comerciais com os clientes, funcionários, fornecedores,
vizinhos e concorrentes. O compromisso é fazer negócios de maneira justa e aberta, sendo
que o código de ética e as diretrizes de conformidade foram concebidos para ajudar os líderes e associados a fazer exatamente isso. O código de ética e diretrizes de conformidade
O
mundo e os mercados estão mudando. A General Cable sente
a necessidade de estar na vanguarda dessa mudança e ser a primeira
a oferecer aos clientes os produtos que
eles necessitam. A General Cable oferece
inovação relevante. Está concentrada na
especialização em Pesquisa e Desenvolvimento e em investimentos para desenvolver soluções em cabos elétricos e de
comunicação que atendam aos desafios
dos clientes e do mundo. Trabalha usando toda a engenhosidade e criatividade,
buscando a meta de ser o fornecedor proeminente de soluções para a demanda de
cabos do setor, com construções ecológicas e projetos para o mercado de energia renovável em constante crescimento.
potência
55
espaço abreme
substituição tributária
Abreme e a
Substituição
Tributária do
ICMS 2007/2014
MEsmo com as recentes conquistas,
associação continua trabalhando
na defesa dos interesses das
empresas do setor.
56
potência
D
esde o advento da Lei nº 12.681,
datada de 24 de julho de 2007 que versa sobre a “Substituição
Tributária do ICMS” e que promoveu uma mudança radical na tributação dos produtos relativos à construção
civil dentro do Estado de São Paulo, inserindo-se neste contexto a participação do
setor de material elétrico - a ABREME tem
se empenhado sistematicamente junto aos
órgãos e entidades governamentais, almejando obter uma tributação condizente com
a realidade do setor.
Inicialmente, reivindicamos uma adequação da Lei e dos demais atos normativos
de regulamentação, objetivando respeitar as
peculiaridades dos segmentos de mercado
envolvidos, porque a MVA (Margem de Valor
Agregado) da revenda/distribuição de material elétrico, regra geral, é menor que a MVA
dos setores de “home center”, depósito de
material de construção e varejo, do contrário permaneceria acarretando distorções
Associação Brasileira dos Revendedores
e Distribuidores de Materiais Elétricos
Foto: Dreamstime
comerciais, econômicas, fiscais e financeiras
em todos esses segmentos.
Sugerimos, junto à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ/SP), que
fosse realizada a separação dos setores de
material de construção e elétrico de acordo com a atividade principal das empresas
(atacado, varejo, “home center”, depósito
de material de construção e outros) e, após,
compor a MVA correspondente ao produto,
identificado através da sua descrição e Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM),
comercializado pelos respectivos setores de
atividade empresarial.
Para tanto, a diretoria da ABREME, com
apoio do seu assessor jurídico o Dr. Halim
José Abud Neto, analisou a listagem dos
NCM’s, fornecida pela SEFAZ/SP, relacionados a material de construção, com intuito
de destacar os NCM’s correspondentes ao
setor de revenda e distribuição de material
elétrico. Após esta fase inicial, foi composta
e sugerida, com base na média das opera-
ções já realizadas, a MVA para cada NCM
destacado.
Em 2008, a ABREME, por iniciativa de
sua Diretoria, contratou a Fundação Instituto
de Pesquisas Econômicas (FIPE) – entidade
desvinculada da Associação - para realizar
no Estado de São Paulo a sua primeira pesquisa econômica de preços para apuração
da MVA praticado nos produtos comercializados pelo setor de material elétrico. Na
época, a MVA pesquisada de 45% e publicada pela SEFAZ/SP considerou somente
o canal do varejo, sem ponderar os demais
canais de comercialização. Após a realização da pesquisa contratada pela ABREME,
conseguimos reduzir o índice para 34,57%.
Entendemos e ratificamos que a constante interlocução entre as entidades representativas do setor com a SEFAZ/SP permitirá o aperfeiçoamento da legislação e definição dos parâmetros das pesquisas, que retratarão a realidade do setor. Neste sentido
a SEFAZ/SP publicou no DOE de 28/08/2012
o Comunicado CAT 19/2012 que esclarece
sobre o levantamento de preços promovido
por entidade representativa de setor, destinado a subsidiar a fixação da base de cálculo do ICMS devido em razão da substituição
tributária, bem como definiu os prazos para
a realização das novas pesquisas.
De lá para cá muita coisa mudou, mas
nunca abandonamos a luta, continuamos a
buscar e defender os interesses do setor de
material elétrico, do qual a ABREME é a legítima representante, e continuamos a fazer pesquisas junto à FIPE – por exigência da S­EFAZ/
SP – a fim de mantermos os MVA´s mais
próximos da realidade praticada pelo setor.
Para conhecimento dos nossos associados e colaboradores, informamos que as
entidades do comércio e da indústria, que
compõem o Grupo do Setor de Material Elétrico (ABREME, ABINEE, ABILUX, SINDICEL
e SINCOELETRICO), com a coordenação da
ABREME, contrataram nos últimos quatro
anos outras três pesquisas de MVA’s.
Os resultados foram satisfatórios,
mesmo considerando que há necessidade
de adequações na metodologia imposta
pela SEFAZ/SP e prevista na Portaria CAT
124/2011, que utiliza como parâmetro principal de representatividade dos produtos
pesquisados e ponderações de canais de
comercialização do setor, as informações
extraídas do banco de dados da Nota Fiscal
Eletrônica da SEFAZ/SP.
No mês de fevereiro de 2014 entregamos à SEFAZ/SP a mais recente pesquisa
dos MVA’s, contratada e iniciada no final do
ano de 2013, concluímos com sucesso e os
resultados estão previstos na Portaria CAT
40/2014 publicada no DOE de 25/03/2014.
Conforme a Portaria CAT 40/2104 os novos MVA’s são válidos para o período de
01/04/2014 a 31/12/2015. A respectiva
Portaria CAT prevê, também, o novo cronograma da próxima pesquisa, com destaque para a comprovação da contratação da
pesquisa de levantamento de preços até o
dia 31/03/2015 e a entrega da pesquisa à
SEFAZ/SP até o dia 30/09/2015.
Temos muito a fazer, a Substituição
Tributária é uma realidade que deverá ser
acompanhada periodicamente pelos setores envolvidos, caso contrário correremos o
risco do Fisco arbitrar regras que prejudicarão todo o setor. Situação esta que poderá
ser agravada, tendo em vista que o Regime
da Substituição Tributária não fica restrito
ao Estado de São Paulo, com a celebração
de acordos (Protocolos ICMS/Convênios
ICMS) com outros Estados da Federação, a
sua aplicação repercute praticamente em
todo o Brasil.
A ABREME, através de sua diretoria,
agradece o empenho de todos os profissionais envolvidos, em especial ao diretor Jorge Parente e ao Dr. Halim José Abud Neto,
assessor jurídico, na coordenação dos trabalhos da Substituição Tributária e aproveita para registar que é possível desenvolver
um sistema tributário mais justo e eficiente.
O importante é continuar trabalhando
e não desistir nunca!!!
potência
57
finanças e investimentos
A unidade brasileira da Cummins Power Generation bateu recorde de vendas de grupos geradores para o mercado doméstico em 2013. O
crescimento foi de 25% sobre 2012, com maior
participação nos setores de agronegócio, locação
e varejo. Além das máquinas importadas, foram
produzidos mais de 3.300 geradores na planta de
Guarulhos (SP), dos quais 80% são para o mercado interno e 20% para exportação.
“Estamos preparados para atender a demanda do mercado com uma ampla linha de grupos
geradores na faixa de 12 a 3.500kW, com 36 modelos (diesel e gás natural) para aplicações em
diversas áreas, como locação, telecom, construção e infraestrututura”, afirma Kip Schwimmer,
diretor Geral da Cummins Power Generation para
América do Sul.
A empresa antecipa que haverá lançamento de produtos em 2014, que trarão inovação de
tecnologia e faixas de potência ainda não trabalhadas no mercado.
Os planos de expansão da nova unidade de
geradores de energia e o Centro de Distribuição
também estão mantidos, com a construção da
planta industrial no município de Itatiba (SP). A
previsão é que a fábrica inicie as operações em
2016. Atualmente, a Cummins Power Generation
detém mais de 25% do market share do segmento de grupos geradores no Brasil.
A empresa também aumentou sua cobertura geográfica, totalizando 37 pontos de atendimento no País. Inaugurado no mês de fevereiro, a
Cummins conta com o novo Distribuidor Cummins
Noroeste, em Manaus (AM) e tem planos de expandir ainda mais sua cobertura no próximo ano.
Reforçando sua preocupação com seus clientes a Cummins Power Generation faz contínuos investimentos em aftermarket. Em 2013, aumentou
seu time de engenheiros técnicos em 25% e comercializou mais de 15 mil peças para geradores.
Os projetos de cogeração e biogás também
movimentaram os negócios da companhia no Brasil e na América do Sul, em 2013. Na América do
Sul, a Cummins Power Generation vem crescendo
as vendas de soluções de geradores a gás natural.
Os principais fornecimentos estão na Argentina,
Bolívia e Colômbia.
58
potência
Metas superadas
A Santil, que há mais de três décadas se
dedica à distribuição de material elétrico, alcançou um crescimento de 25% em seu faturamento de 2013.
Apesar do modesto resultado da economia do País, que ficou aquém das expectativas
dos mercados como um todo, a empresa conseguiu com este bom desempenho superar a
média de crescimento alcançada nos últimos
cinco anos - em torno dos 20%.
Com 70% das vendas geradas pelo atendimento a pessoa jurídica e 30% por meio do
varejo, foram emitidas, em média, 40 mil notas
e cupons fiscais por mês. O portfólio da Santil
inclui produtos para uso industrial, comercial
e residencial, mas a grande aposta é no segmento da construção civil por intermédio das
vendas corporativas e também às pequenas
revendas, indústrias e consumidores finais.
Alguns investimentos realizados em
2013 e outros que foram iniciados no ano
passado já repercutiram no bom resultado
alcançado. Entre eles se destacam aumento
da área de estoque na loja matriz; aumento
da área de vendas e de estoque na filial do
Centro, além da reformulação de layout da
loja, com o objetivo de melhorias na circulação dos clientes e entrada e saída de produtos; e o investimento aproximadamente R$ 4
milhões, iniciado em 2013, em tecnologia da
informação e infraestrutura.
“Mesmo com a instabilidade do mercado financeiro decidimos manter nossos planos de investimentos, pois apostamos na recuperação do setor produtivo e no potencial
de vendas para a construção civil, que possui
enormes demandas na área habitacional e de
infraestrutura”, declara a diretora Financeira
da Santil, Karina Jorge Bassani.
Com expectativas positivas para este
ano, os investimentos continuam. A Santil
iniciou 2014 com a inauguração de uma filial na cidade de Osasco – a primeira fora de
São Paulo – e prepara outros aportes importantes, como novos pontos de expedição e
de televendas. A meta é somar, até o final de
2014, sete pontos de expedição para facilitar a entrega dos produtos comercializados
e diminuir o tempo de espera dos clientes.
A loja virtual da Santil foi lançada no mês
de março – resultado de um investimento audacioso e inovador. Apoiando os investimentos, a Santil destinará recursos para ações de
marketing e publicidade, envolvendo anúncios em revistas especializadas e campanha
na Rádio Transamérica – no ar de janeiro a
dezembro deste ano. Serão quase 200 veiculações por mês durante a programação da
rádio, incluindo menções de patrocínio ao
boletim cultural, comerciais e boletins.
“Prevemos aumentar o faturamento
em 15%, no mínimo, em 2014. Nossa meta
é que os investimentos contínuos permitam
um crescimento sólido e preparem a empresa
para um incremento da participação no mercado de material elétrico, no qual já figuramos
entre os maiores do Brasil”, destaca Karina.
Indústria eletroeletrônica
A Abinee apresentou os dados consolidados da indústria elétrica e eletrônica em 2013 e as
perspectivas para este ano. O setor eletroeletrônico fechou 2013 com faturamento de R$ 156,7 bilhões, o que representou crescimento nominal de 8% na comparação com 2012. Em termos reais
(descontada a inflação do setor com base no IPP - Índice de Preços ao Produtor do IBGE - de 1,9%
para 2013), o crescimento ficou em 5%. A produção física da indústria elétrica e eletrônica
cresceu 2% em relação a 2012.
Para 2014, o faturamento deverá apresentar crescimento nominal de 7% em relação
a 2013. O crescimento real ficará entre 3,5% e 4%.
Foto: Dreamstime
Crescimento
substancial
Foto: Divulgação
economia
Nova fábrica
Fotos: Ricardo Brito/Grau 10
Especialista em tecnologias de energia e automação, a ABB inaugurou oficialmente em fevereiro sua quinta fábrica no Brasil. A unidade,
localizada em Sorocaba (SP), faz parte da estratégia de crescimento
da companhia com aporte estimado em US$ 200 milhões.
A nova planta iniciou parte de suas operações no segundo semestre de 2013. A expectativa é de que até 2015 sejam gerados
cerca de mil empregos diretos e indiretos na região
Por conta da alta demanda, o complexo foi escolhido para receber a primeira fábrica de eletrocentros, que são subestações compactas de energia (e-houses), do Grupo ABB. A unidade também vai
produzir linhas de motores, geradores, sistemas de acionamento,
retificadores, produtos de medição e de baixa tensão.
“A ABB está extremamente orgulhosa de sua mais nova e moderna instalação, e principalmente por continuar investindo no Brasil”, destaca Rafael Paniagua, presidente da ABB no Brasil. De acordo com ele, o Brasil é um mercado fundamental para a companhia.
O executivo comentou ainda que a instalação da primeira fábrica mundial de eletrocentros tem valor estratégico fundamental para a
empresa. “Esse tipo de subestação compacta está sendo cada vez mais
utilizado”, justifica. Ulrich Spiesshofer, CEO mundial da ABB, também
ressaltou a satisfação da inauguração da fábrica e que esta iniciativa
comprova o compromisso da empresa com o País.
Ele confirmou que o Brasil é um mercado-ch­ave para a ABB, que
tem uma longa história de fornecimento de soluções para atender as
necessidades de energia da sociedade. “Temos orgulho de sermos pioneiros de muitas tecnologias disponíveis no mundo”, destaca.
potência
59
gtd
geração, transmissão e distribuição
Complexo hidroelétrico
Potencial eólico
Foto: Dreamstime
A Enel Green Power começou a construção do novo
complexo hidroelétrico Apiacás, no estado de Mato Grosso.
Apiacás será composto de uma sequência em cascata de três
usinas, chamadas de “Salto Apiacás”, “Cabeza de Boi” e
“Fazenda”, compreendendo sete turbinas de cerca de 14,5MW
cada, para uma capacidade instalada total de 102MW.
Uma vez em operação, o complexo hidrelétrico Apiacás terá
a capacidade de gerar um valor aproximado de até 490GWh por
ano, atendendo assim à alta demanda de energia do País, que
deverá crescer a uma taxa média anual de 4% até 2020.
Uma unidade fotovoltaica de película fina será instalada para reduzir o consumo de
energia no local da construção. A instalação é autônoma, o que significa que não está
conectada à rede. A usina fotovoltaica irá adicionar mais 1,2MW de capacidade instalada.
Uma vez que o complexo hidroelétrico estiver concluído, a usina fotovoltaica será mantida
em operação, acrescentando a sua própria energia renovável à energia verde produzida
pelas novas usinas hidrelétricas. O complexo de hidrelétricas será concluído e entrará em
operação no primeiro semestre de 2016.
O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC)
lançou o relatório Global Wind Report - Annual
Market Update, atualizando o status da indústria
global, juntamente com as projeções do mercado
para os anos 2014-2018.
O Conselho espera instalações de, pelo
menos, 47GW em 2014, um aumento dramático
em relação aos níveis de 2013. O mercado será
liderado pela China, mas com forte recuperação no
mercado dos EUA, instalações recordes no Canadá
e no Brasil e centenas de MW na África do Sul.
“O mercado mundial está de volta no
caminho certo para 2014”, disse Steve Sawyer,
secretário-geral do GWEC. “Um mercado chinês
forte, a recuperação nos EUA e um papel crescente
das economias emergentes no mercado global
significa que, depois de 2014, o mercado retomará
seu constante crescimento, senão espetacular,
chegando a dobrar suas instalações globais
durante os próximos anos, até 2018”.
No entanto, o GWEC advertiu que, sem uma
política climática global forte, é improvável que o
crescimento do mercado retome a média de 20% a
25%, que o marcou nas últimas duas décadas.
Steve Sawyer destacou o crescimento do
Brasil e apontou que o País integrará, muito em
breve, o ranking dos dez maiores produtores de
energia eólica. Com relação às previsões para 2014
até 2018, o relatório aponta que o Brasil terá um
crescimento exponencial nos próximos dois anos,
liderando a performance da América Latina.
“A energia eólica tem um futuro promissor no
País e se tornou parte fundamental na composição
da matriz elétrica brasileira. Tivemos um excelente
ano em 2013, no que se refere às contratações
da fonte nos leilões, e nossa perspectiva continua
muito positiva para 2014. Um número bem
conservador aponta para, no mínimo, 2GW de
energia eólica este ano. Além de garantir mercado,
via participação nos leilões, 2014 será muito
importante para o setor eólico brasileiro, visto que
colocaremos em operação 4GW até o final do
ano”, destaca a presidente executiva da ABEEólica,
Elbia Melo.
Instalações seguras
Foto: Dreamstime
Foto: Dreamstime
Instalações elétricas mal conservadas
são a principal causa de curto-circuitos,
que podem ocasionar incêndios e destruir
espaços públicos, residências e comércios,
colocando em risco a vida das pessoas.
Para chamar a atenção para o tema,
a Schneider Electric, especialista global
em gestão de energia, lança o projeto
Energia que Renova Sua Comunidade, que
conta com o apoio da 3M e Rexel. A companhia percorrerá 15 estados
brasileiros e escolherá um espaço público,
como uma praça ou uma biblioteca,
Novo diretor
que terá suas instalações recuperadas,
garantindo energia segura para o
patrimônio e mais qualidade de vida para
a comunidade. A escolha do local será feita até maio
por um comitê formado por especialistas
da Schneider Electric, 3M e Rexel. O
projeto percorrerá os seguintes estados:
Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Rio
Grande do Norte, São Paulo, Espírito
Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Paraíba, Rio
Grande do Sul, Tocantins, Paraná, Roraima,
Minas Gerais e Maranhão. No dia 6 de
maio será anunciado o espaço escolhido
que receberá investimentos de no mínimo
R$ 50 mil para renovação de toda a
instalação elétrica.
Todo o trabalho de restauração das
instalações será feito por eletricistas
formados pelo projeto de capacitação
profissional da Schneider Electric, o
BipBop, que oferece cursos em eletricidade
básica para pessoas de baixa renda.
O engenheiro Airton Dipp tomou posse como novo diretor técnico executivo de Itaipu, no
dia 25 de março. Ele assume o cargo em um momento importante, marcado por sucessivos
êxitos. Nos últimos dois anos, Itaipu bateu o próprio recorde mundial de produção de energia
e, de 2010 a 2012, teve de enfrentar o desafio de desmontar e montar inteiramente uma
unidade geradora para reparos - com resultados acima da expectativa.
60
potência
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D E
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www.generalcablebrasil.com
gtd
geração, transmissão e distribuição
Foto: Dreamstime
Participação das Redes inteligentes
termelétricas
A geração de energia pelas
termelétricas somou 14.223MW médios
em fevereiro, montante 11,1% acima do
registrado no mesmo mês de 2013 e 26,1%
superior à produção de janeiro de 2014.
Os dados constam no Boletim de Operação
das Usinas, publicado mensalmente pela
Câmara de Comercialização de Energia
Elétrica (CCEE).
O resultado foi puxado pelo
significativo aumento de produção das
usinas a carvão, que entregaram 1.839MW
médios, 46,6% acima do montante
referente a fevereiro do ano passado.
Também contribuíram para o
desempenho as usinas nucleares, com
1.815MW médios, alta de 44,7% entre
fev/13 e fev/14. Mesmo as plantas movidas
a biomassa, fonte que se encontra em
período de entressafra, tiveram elevação
de 70,5% na geração frente a 2013 e
produziram 398MW médios.
Já as hidrelétricas tiveram aumento de
4,3% na geração entre fevereiro de 2013
e de 2014, alcançando 48.947MW médios,
enquanto as pequenas usinas hidráulicas –
PCHs e CGHs – tiveram retração de 16,1%
no período e produziram 2.240MW médios.
As usinas em operação no Sistema
Interligado Nacional – SIN somaram
124.584MW em capacidade instalada
ao final de fevereiro de 2014. O total é
proveniente de 1.067 usinas modeladas
na CCEE.
Desde o final do ano passado, o sistema de
supervisão e controle do Operador Nacional do
Sistema Elétrico passou a contar com um dos
mais modernos e seguros sistemas do mundo, que
estabelece uma plataforma unificada nos centros
de operação do ONS.
Resultado do consórcio firmado entre a
Siemens e o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia
Elétrica do Sistema Eletrobrás), o Reger (Rede de
Gerenciamento de Energia) representa um marco
na utilização de soluções smart grid na gestão e
automação da rede de energia elétrica no Brasil e
coloca o País na vanguarda global da tecnologia
voltada ao gerenciamento do sistema elétrico.
O Reger foi implantado gradualmente ao
longo de 2013 nos cinco centros de operação
do ONS localizados no Rio de Janeiro, Brasília,
Recife e Florianópolis. A conclusão da última
etapa de testes de aceitação em campo do
Reger, no final de setembro de 2013, permitiu o
início da utilização do Reger como Sistema de
Supervisão e Controle no Centro Regional de
Operação Sul, em Florianópolis.
Desde então o Reger passou a ter
abrangência nacional, sendo utilizado em
todos os Centros de Operação do ONS. “Este
importante projeto desenvolvido em parceria
com o Cepel reforça o compromisso que temos
com a inovação e com o crescimento do País.
Foi um trabalho desafiador que resultou em
mais eficiência e confiabilidade ao sistema
elétrico brasileiro. Temos uma vasta experiência
em aplicações Smart Grid em todo o mundo e
o Brasil dá um passo definitivo em direção ao
conceito de redes inteligentes com o Reger”,
afirma Paulo Stark, CEO e presidente do Grupo
Siemens no Brasil.
Consumo
de energia
O consumo de energia elétrica
na rede alcançou 41.403GWh em
fevereiro de 2014, representando
aumento de 8,6% sobre o mesmo
mês de 2013, segundo levantamento
da Empresa de Pesquisa Energética
(EPE). No acumulado do bimestre, o
consumo ultrapassou 81 mil GWh,
com avanço de 6,8% sobre igual
período do ano anterior.
A manutenção de temperaturas
elevadas entre janeiro e fevereiro tem
acarretado a intensificação do uso
de condicionadores de ar, levando ao
aumento do consumo de eletricidade
nos lares e estabelecimentos
comerciais. Além disso, houve a
influência de mais dias úteis.
O consumo residencial avançou
13,3% em fevereiro, e do setor de
comércio e serviços expandiu 16,6%.
Já o consumo industrial segue em
ritmo lento, com aumento de 1,4%
ante fevereiro de 2013, refletindo
performance de segmentos eletrointensivos.
Desenvolvimento organizacional
A EDP, empresa do Grupo EDP Energias
de Portugal, nomeou o executivo João
Brito Martins para assumir a diretoria de
Desenvolvimento Organizacional da
empresa. Além do novo posto, o
executivo seguirá no cargo de
gestor executivo de Inovação e
Sustentabilidade da EDP, que
desempenha atualmente.
A área de Desenvolvimento
Organizacional é primordial para
Fot
o: D
ivulgação
62
potência
garantir a eficiência operacional e a gestão
de qualidade da EDP. Como explica Martins, o
foco será oferecer suporte ao desenvolvimento
do negócio e à melhoria contínua da empresa.
“Em um setor em que a eficiência operacional
é fundamental, nosso objetivo é contribuir
para reforçá-la em toda a companhia,
funcionando como uma consultoria interna de
apoio direto às unidades e principais áreas da
EDP”, afirma.
João Brito Martins é graduado em
economia pela Universidade Católica
Portuguesa e tem MBA pela escola
de negócios IMD, na Suíça. Iniciou a
carreira como consultor na Roland Berger
Strategy Consultants e posteriormente
ingressou no Grupo EDP, onde
desempenhou diversas funções nas
áreas de marketing estratégico, pricing
e planejamento, análise de negócios
e consultoria interna em Portugal, na
Espanha e no Brasil.
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5
0800-7289110
www.schneider-electric.com.br
[email protected]
SIL FIOS E CABOS ELÉTRICOS 25
(11) 3377-3333
www.sil.com.br
[email protected]
SINDUSTRIAL 41
(14) 3366-5200
www.sindustrial.com.br
[email protected]
STECK IND. ELÉTRICA
21
(11) 2248-7000
www.steck.com.br
[email protected]
WIREX CABLE
17
(11) 2191-9407
www.wirex.com.br
[email protected]
0800-0150211www.lorenzetti.com.br
e-mail
[email protected]
agenda
Abril/maio 2014
eventos
Eletrometalcon
Data/Local: 06 a 09/05 – Londrina – PR
Informações: (43) 3294-5100 / www.eletrometalcon.com.br
Construfair
Data/Local: 07 a 11/05 – Joinville – SC
Informações: (48) 3240-1658 / www.acfeiras.com.br
Encontro de Profissionais Eletricistas de São Paulo
Data/Local: 10/05 – São Paulo – SP
Informações: (11) 4028-5451 / www.abracopel.org
Fecontech
Data/Local: 21 a 23/05 – Goiânia – GO
Informações: (61) 3214-1005 / www.fecontech.com.br
I Encontro Light / Funcoge P&D e EE
Data/Local: 22/05 – Rio de Janeiro – RJ
Informações: (21) 3973-8455 / www.funcoge.org.br
III Engeo – Encontro Nacional de Geoprocessamento do Setor Elétrico
Data/Local: 27 e 28/05 – Foz do Iguaçu – PR
Informações: (45) 3520-6556 / www.internews.jor.br
cursos
Manutenção de Relés de Proteção – Testes e Comissionamento
Data/Local: 28 a 30/04 – Uberlândia – MG
Informações: (34) 3210-6800 / www.conprove.com.br
Manutenção Elétrica
Data/Local: 06 a 09/05 – Itajubá – MG
Informações: (35) 3629-3500 / www.fupai.com.br
Instalador Fotovoltaico OFF – Grid
Data/Local: 05 a 09/05 – São Paulo – SP
Informações: (11) 4328-5113 / www.neosolar.com.br
Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão
Data/Local: 12 e 14/05 – São Paulo – SP
Informações: (11) 5031-1326 / www.barreto.eng.br
Considerações sobre Disjuntores de Alta Tensão
Data/Local: 14 e 15/05 – Curitiba – PR
Informações: (41) 3361-6051 / www.sistemas.lactec.org.br
Proteção de Sistemas Elétricos de Distribuição
Data/Local: 19 a 21/05 – Uberlândia – MG
Informações: (34) 3210-9088 / www.tllv.com.br
66
potência
LED
ILUMINAÇÃO PÚBLICA
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ILUMINAÇÃO INDUSTRIAL
ILUMINAÇÃO COMERCIAL
www.sonarayled.com
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Evolução do quadro exige cumprimento das normas e maior nível