INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA-INTA
DIVISÃO DE PESQUISA EM CIÊNCIA BIOMÉDICA
LABORATÓRIO MULTIUSUÁRIO
ORIENTAÇÕES PARA FORMATAÇÃO DE
CADERNO DE LABORATÓRIO
LABORATÓRIO MULTIUSUÁRIO-FACULDADES
INTA
SOBRAL-CE
JANEIRO - 2012
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ORIENTAÇÕES PARA FORMATAÇÃO DE CADERNO DE LABORATÓRIO
LABORATÓRIO MULTIUSUÁRIO-FACULDADES INTA
Um caderno de laboratório, organizado e completo, além de servir para análises futuras de
patentes e seguimento da pesquisa, pode também ajudar na condução do projeto de pesquisa
para pessoas que se incorporem nos grupos, possibilitando repetição do experimento por outra
pessoa e mesmo facilitar a continuidade do trabalho.
NORMAS GERAIS
1. Use um caderno resistente, preferencialmente de capa dura, para evitar danos físicos e
perda de informações.
2. As páginas devem ser enumeradas para que as folhas não sejam destacadas. Não use
caderno espiral e nem fichário.
3. Todos os cadernos do laboratório devem ser enumerados, e o controle destes deve ficar
sob a responsabilidade da Coordenação do NUBEM/INTA.
4. Cada projeto deve ter seu próprio caderno ou conjunto de cadernos.
5. Na primeira capa, no verso, do caderno devem constar: nome do pesquisador, data de
início, nome do projeto e nome da agência financiadora e número do processo (termo de
abertura do caderno). No final, na contra capa deve constar o termo de fechamento do
mesmo.
6. As páginas devem ser numeradas a partir da primeira pautada e rubricadas uma a uma
pelo(a) acadêmico(a), indicando sua rubrica no termo de abertura do caderno.
7. Todas as anotações devem ser registradas nas páginas da direita e nas páginas da
esquerda inclusive para os cálculos, mas a numeração consta apenas na página da
direita.
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8. As anotações devem ser feitas de forma legível e à caneta esferográfica (preta ou azul)
iniciando a cada novo dia com a data e o turno e hora registrados.
9. Escreva diretamente no caderno (não se deve fazer rascunho); imediatamente (os dados
devem ser registrados durante a realização do experimento e não após o seu término –
não se pode confiar na memória); com muito cuidado e concentração (a descrição do
experimento deve ser feita de forma precisa); de forma legível (as anotações difíceis de
serem lidas levantam dúvidas que reduzem a credibilidade dos dados). Ao final de cada
dia ou turno de trabalho, assine ou rubrique o caderno, colocando a hora aproximada.
10. Nunca um dado deve ser apagado ou uma página rasgada, isso tira toda a autenticidade
e validade do caderno, se houver essa necessidade em caso extremo, usar a expressão
“digo” colocando a parte a ser substituída entre parênteses e a parte que irá substituir
após.
11. As correções devem ser feitas traçando-se uma linha por cima de forma que permaneça
legível, não rasure, nem apague com liquid paper; devem ser assinadas após a correção,
datadas e justificadas.
12. Não deixe espaços em branco. Inutilize com um traço o espaço em branco entre os
dados registrados e a assinatura ou o restante do texto.
13. Os registros de cada novo experimento devem ser feitos em uma nova página,
inutilizando o espaço em branco eventualmente deixado na página anterior. Não se
esqueça de encerrar cada intervalo com sua rubrica e hora, isso deve ser feito para cada
interrupção feita no dia, inclusive intervalos para lanche, ir ao banheiro, retirar-se do
laboratório, etc.
14. Seja consistente com as abreviaturas utilizadas e faça uma lista de abreviaturas no final
do caderno para seu conhecimento.
15. Os cadernos devem sempre permanecer no laboratório.
CONTEÚDO
1. Os dados registrados no caderno devem indicar claramente:
- o que foi feito;
- como foi feito;
-quando o trabalho foi realizado; - quem fez o experimento.
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2. Os registros de seus experimentos devem ser feitos da seguinte maneira:
2.1 Nome e endereço do local onde o experimento está sendo realizado, caso o experimento
tenha sido realizado em outro local;
2.2 Datas de início e término do trabalho;
2.3 Nome do(s) experimentador (es);
2.4 Objetivos;
2.5 Protocolo utilizado, que deverá seguir um procedimento operacional padrão (POP) e
conter todas as informações pertinentes ao experimento e seguir as normas do caderno
padrão. Explicitar o POP utilizado (Ex: POP SPECTRAMAX©). Qualquer mudança no
seguimento do POP deverá ser registrada no protocolo de experimento;
2.6 Dados sobre reagentes, produtos, solventes, identificando-os pelo nome do composto,
fórmula, marca e número do lote. Dados sobre os aparelhos e equipamentos utilizados,
como marca, nome do fabricante e origem. Registre os números ‘in voice’ usados para
pedidos de materiais tais como: padrões, materiais certificados, reagentes em geral, etc,
ou serviços especiais tais como: troca de gases, conserto de equipamentos, etc.
2.7 Coloque data em todos os dados gerados em aparelhos (por exemplo: obtidos em
aparelhos acoplados a computadores, etc) e informe onde estão os manuais dos
mesmos, quando possível anexe os mesmos ao caderno de laboratório de forma
segura. Como o volume de dados gerados nestes experimentos normalmente é muito
grande, sugere-se arquivar os dados brutos em uma pasta, e explicitar no caderno o
local onde o dado se encontra (por exemplo, pasta gravada no computador X
<cromatogramas>, gaveta 01 do laboratório de cromatografia, disquete número 02,
etc...).
2.8 Os resultados de cada experimento devem ser claramente colocados com suas
possíveis conclusões e interpretações sobre cada passo. Se possível e aplicável, incluir
a análise estatística;
2.9 Bibliografia consultada quando pertinente;
2.10Outro pesquisador do grupo (neste caso o(a) orientador(a) deverá checar o caderno,
assinar e datar, procurando observar se as informações estão legíveis e organizadas.
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2.11 O caderno é propriedade do laboratório e deve sempre ser mantido no mesmo. A não
ser para correções do(a) orientador(a) ou da professora coordenadora do NUBEM/INTA.
O aluno poderá fazer cópia do caderno desde que seu(a) orientador(a) autorize, caso
haja a necessidade de retirá-lo do laboratório, seu(a) orientador(a) deverá autorizar e
uma cópia do mesmo deve ser deixada em seu lugar (Ex: solicitação de patente,
correção, para realizar relatório, etc).
PROCEDIMENTOS E PROTOCOLOS
POP: Procedimento Operacional Padrão; etapas e especificações para realização de cada
técnica estabelecida no laboratório. O POP só poderá ser modificado com autorização das
pessoas responsáveis pela sua validação.
Protocolo: É o que se preenche a cada vez que se executa um POP. O protocolo deverá
conter todas as informações necessárias para validação e reprodução do experimento. O
protocolo deve ser padronizado e impresso para ser preenchido pelos usuários e deverá ser
anexado no caderno de protocolos.
Cordialmente, a Coordenação do NUBEM/INTA.
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FONTES:
Texto desenvolvido por Helena Faccioli da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose
(http://www.redetb.usp.br);
Organização Mundial de Saúde
(http://www.who.int/tdr/publications/publications/glphandbook.htm)
FDA – http://www.fda.gov/ora/compliance_ref/bimo/7348_808/48808.pdf) UTSouthWestern University
(http://www2.utsouthwestern.edu/technology_development/labbook
.htm) MIT (http://web.mit.edu/5.310/www/Notebook.pdf)
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orientações para formatação de caderno de laboratório