CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE UM PÓ 9 TAMISAÇÃO MICROSCOPIA CONTADOR ELECTRÓNICO DE PARTÍCULAS 1 Tamises- FP V A VIII Tolerância Máxima de Abertura 2 ( w 0,75 ) X = + 4 ( w 0, 25 ) 3 Dimensão nominal + X Nenhuma abertura ultrapassa W= abertura de malha Tolerância para a Média das Aberturas w 0,98 Y= + 1,6 27 Média ± Y Valor máximo para a média das aberturas Tolerância Intermédia Z= X +Y 2 Dimensão nominal + Z <6%< Dimensão nominal + X 2 Do total das aberturas 1 Tamises- FP V A VIII O fio tem um diâmetro definido que se pode afastar dentro dos limites dmax e dmin, definidos Não pode haver reacção entre o tamis e o produto a tamisar Nº do tamis indica a abertura das malhas em micrómetros 3 4 2 FARMACOPEIA INTERNACIONAL Módulo - Nº convencional dado por: 1 + (10 × log l ) = Módulo l em μ Ex1. l=1,25mm=1250μ Ù log1250 = 3,0969 3.0969 x 10 = 30.969 = 31 (arredondamento sempre para a unidade superior) Mod=31+1=32 Ex2. Mod=38 => 38-1=37 Log l = 3,7 5 L=5012 μ = 5 mm FARMACOPEIA AMERICANA NORMAS ASTM (American Society for Testing Materials) MESH - Nº de malhas por polegada linear (2,54 cm) Nº do tamis = nº de mesh 2 = 1,189 Quociente entre dois tamises consecutivos4 = 6 3 FP actual USP XXIII Abertura de malha em μ Nº do tamis Abertura de malha em μ … … … 1400 14 1400 - 16 1180 1000 18 1000 - 20 850 710 25 710 - 30 600 500 35 500 - 40 425 355 45 355 - 50 300 250 60 250 - 70 212 180 80 180 - 100 150 125 120 125 … … … 1,1864 TAMISAÇÃO - TÉCNICA Após pulverização, o pó obtido, sofre, regra geral uma tamisação para separar as partículas de dimensões muito desiguais A tamisação faz-se por meio de tamises, agitados manual ou mecanicamente, sem compressão Geralmente são cobertos para evitar disseminação do pós 8 4 TAMISAÇÃO O recurso ao tamis é uma das formas mais comuns de caracterizar um pó com base no tamanho das suas partículas Sobreposição de tamises com abertura de malha decrescente de cima para baixo É no tamis superior que se coloca a amostra a classificar e depois é coberto. O último da lista, em baixo, é um receptáculo fechado para recolher a porção de pó que passou por todos os tamises – resíduo! Conjunto dos tamises é agitado durante um tempo pré-definido, durante o qual as partículas se distribuem pelos vários tamises em função da sua tenuidade Pesagem de cada fracção de pó Representação gráfica do peso de pó vs abertura de malha – pó homogéneo dá uma curva em forma sino apertado. Problemas de reprodutibilidade de vido à forma das partículas que não é esférica – passagem condicionada pela sua orientação no espaço Necessidade de definir correctamente as condições de trabalho 9 Maior abertura de malha Retem o pó de maior granulometria = < tenuidade Menor abertura de malha Retem o pó de menor granulometria = > tenuidade 5 Distribuição granulométrica de um pó por tamisação 47,3/400 x100 Nº do tamis (Passou/Retido Média aritmética da abertura (μ) dm Massa pó retido (g) % pó retido % pó retido x dm 1000/710 855 47.3 11.8 10089 710/500 605 171.0 42.8 25894 500/355 428 90.0 22.5 9630 355/250 303 49.7 12.4 3758 250/180 215 20.0 5.0 1075 180/125 153 22.0 5.5 842 400 100 51288 TOTAL Dm = 51288/100=513 μ 7 tamises, agitar durante 10 min. Pó para análise no tamis 1000 11 HISTOGRAMA % pó Estudo Granulométrico de um Pó 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 855 605 428 303 215 153 dm (micra) 12 6 Expressão da tenuidade de um pó A tenuidade de um pó é definida pelo nº do tamis por onde passou (97%) Alternativamente, as Farmacopeias definem alguns pós adjectivando-os em função da sua granulometria Nome Min de 95% passa no tamis: Não mais de 40% passa no tamis 1400 355 Medianamente fino 355 180 Fino 180 125 Muito fino 125 90 Grosso 13 Aumento da eficiência de separação por tamanhos GRANDES QUANTIDADES DE PÓ A TAMISAR AGITAÇÃO Distúrbios Mecânicos do Leito do Pó Correntes de AR Vibração Mecânica 14 7 Aumento da eficiência de separação por tamanhos GRANDES QUANTIDADES DE PÓ A TAMISAR ESCOVAS Distúrbios Mecânicos do Leito do Pó Evita a colmatação da malha 15 CENTRIFUGAÇÃO Aumento da eficiência de separação por tamanhos GRANDES QUANTIDADES DE PÓ A TAMISAR Distúrbios Mecânicos do Leito do Pó Para pós muito finos 16 8 CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE UM PÓ TAMISAÇÃO 9MICROSCOPIA CONTADOR ELECTRÓNICO DE PARTÍCULAS 17 MICROSCOPIA O exame ao microscópio permite: – Calcular a % de partículas de cada dimensão e fazer uma curva de distribuição (as partículas são medidas com uma escala micrométrica) – Contar as partículas por unidade de peso ou volume – Estudar a forma das partículas 18 9 CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA DE UM PÓ TAMISAÇÃO MICROSCOPIA 9CONTADOR ELECTRÓNICO DE PARTÍCULAS 19 COULTER Permite determinar o nº e o tamanho das partículas em suspensão numa solução de electrólitos A suspensão em análise passa entre dois eléctrodos A passagem de partículas em frente ao eléctrodo provoca uma alteração na corrente eléctrica, proporcional ao seu volume. Utiliza-se para partículas entre 0,5 e 300 μ 20 10 SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS ATRAVÉS DE FLUIDOS I- Baseado na lei de Stockes (por sedimentação) Velocidade de sedimentação 2r 2 g ( d 1 − d 2 ) V= 9η Raio das partículas Densidade das partículas Densidade do fluido Viscosidade Acelaração da gravidade Pipeta fixa 21 SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS ATRAVÉS DE FLUIDOS II- Câmara de sedimentação contínua por gravidade Partículas mais pesadas 22 11 SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS ATRAVÉS DE FLUIDOS partículas Fluido III- ELUTRIAÇÃO Saída da suspensão e de partículas finas Granulometria 1>2>3 Entrada da suspensão 23 Elutriadores 24 12 Importância da granulometria Velocidade de dissolução Homogeneidade e estabilidade de misturas de pós ou de grânulos – segregação! Qualidade dos comprimidos (regularidade da dosagem, dureza, friabilidade…) Estabilidade de suspensões líquidas ou pastosas Poder adsorvente dos pós Divisão volumétrica dos pós (comprimidos ou cápsulas) Biodisponibilidade dos princípios activos pouco solúveis, administrados na forma sólida. 25 13