nota de imprensa 10 de maio de 2013 Junte-se ao Dia Mundial das Aves Migratórias Celebra-se este fim-de-semana, 11 e 12 de maio, o Dia Mundial das Ave Migratórias. A migração anual é estimada em 50 biliões de aves, compreendendo cerca de 19% das 10.000 espécies de aves conhecidas até à data. Apesar deste fenómeno constituir uma das maravilhas naturais do planeta, as áreas críticas para que estas aves consigam completar a sua viagem encontramse muitas vezes em progressiva degradação, e outras desapareceram já por completo. A sobrevivência destas aves depende de uma rede de habitats protegidos e ligados entre si, ao longo das suas rotas migratórias. A existência de habitats adequados onde se possam alimentar, descansar e nidificar é fundamental, pois são os locais-chave ao longo dos corredores migratórios que permitem às aves viajar grandes distâncias, por vezes na ordem dos milhares de kms. No entanto, as actividades humanas, directa ou indirectamente contribuem para a degradação e fragmentação destes habitats, constituindo como tal, uma ameaça às aves migradoras. Com acesso reduzido a estas zonas de paragem, as aves correm o risco de não sobreviverem às exigências das suas viagens. Por isso, alertamos que a protecção eficaz e gestão destes pontos-chave são essenciais para a conservação das aves migradoras. O Dia Mundial das Aves Migratórias é um marco simbólico que coincide com a parte final da migração de primavera, numa altura em que a maioria das aves está estão em plena época de nidificação, realçando a importância e necessidade de cooperação entre organizações, decisores, e cidadãos para a conservação destas aves. Uma vez que as rotas migratórias na sua maioria cruzam vários países, e mesmo continentes e oceanos, uma estratégia de gestão eficaz requer ações conjuntas de cooperação internacional. Ações tomadas a cabo por governos, organizações de conservação da natureza, cientistas, e público em geral, são necessárias para garantir a sobrevivência destas aves. "As aves migradoras estão frequentemente sob pressão precisamente nos locais onde estão mais vulneráveis. Em alguns países, as aves marinhas que lutam por atingir as zonas costeiras cruzam um campo infindável de redes de pesca. Pequenas aves de rapina afunilam a sua rota migratória por florestas onde são capturadas aos milhares. Nas zonas húmidas onde outrora efectuavam paragens, aves aquáticas exaustas são agora um mar de betão. Outras efectuam viagens mais longas, e de maior desgaste, devido ao desaparecimento das suas áreas de nidificação." diz o Dr. Marco Lambertini, Director Executivo, BirdLife International. Lançado em 2006, o dia Mundial das Aves Migratórias, é celebrado anualmente em 65 países, com o objectivo de sensibilizar as populações para a conservação das aves e seus habitas. É organizado por dois tratados de internacionais de Para mais informações contactar: Domingos Leitão Coordenador do Programa Terrestre TLM 96 956 23 81, e-mail [email protected] nota de imprensa 10 de maio de 2013 conservação, administrados pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) - Convenção para as Espécies Migradoras (CMS), e o Acordo Africano e Euroasiático para as Aves Aquáticas Migradoras (AEWA). “Apoio esta campanha global de sensibilização ambiental afim de alertar para as ameaças às aves migradoras, desde a destruição de habitat, à sobre-exploração, poluição, e alterações climáticas", diz o Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon. "Peço que se concentrem esforços internacionais para restaurar e preservar as aves migradoras e a rede de locais de que necessitam para sobreviver, como uma parte importante do meio em que todos vivemos." Em Portugal, grande parte das aves nidificantes chegam até nós nos meses de Março e Abril, oriundas da África subsariana. As andorinhas são das mais emblemáticas, mas como elas existem dezenas de espécies migradoras que aproveitam a abundância da Primavera Portuguesa para prosperar. Aves como a garça-vermelha, a águia-calçada, o cuco-cinzento, o abelharuco, o rolieiro, o picanço-barreteiro, ou a ameaçada rola-brava são exemplos que enriquecem grande parte dos nosso habitats terrestres, enquanto as cagarras enchem as nossas águas, vindas dos mares do sul. Em Portugal estas aves dependem das zonas húmidas costeiras, ameaçadas por mais mega-empreendimentos turísticos. Dependem também das paisagens agroflorestais extensivas, mas a Ministra da Agricultura defende uma Política Agrícola Comum que apoia principalmente a agricultura intensiva e agressiva para o ambiente. Dependem ainda das áreas marinhas protegidas, que a Ministra do Ambiente (a mesma da Agricultura) teima em não classificar como Rede Natura 2000. No fim do Verão e Outono, estas aves migradoras empreendem novas viagens épicas desde os territórios de nidificação por toda a Europa, até às zonas de Invernada, geralmente em território africano. Aproveite por isso o mote, e este fim-de-semana explore o que a Natureza tem para lhe oferecer. Saiba mais em http://www.worldmigratorybirdday.org _______________________________________________________________________________________________________ _ NOTAS: SPEA – A Sociedade Portuguesa para o estudo das Aves é uma Organização Não Governamental de Ambiente que trabalha para a conservação das aves e dos seus habitats em Portugal. A SPEA faz parte da BirdLife International, uma aliança de organizações de conservação da natureza em mais de 100 países, considerada uma das autoridades mundiais no estudo das aves, dos seus habitats e nos problemas que os afectam | www.spea.pt Visite-nos em: https://www.facebook.com/spea.Birdlife https://twitter.com/spea_birdlife Para mais informações contactar: Domingos Leitão Coordenador do Programa Terrestre TLM 96 956 23 81, e-mail [email protected]