ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 1 APRESENTAÇÃO DE PAINÉIS LOCAL: HALL DO CCBS HORÁRIO: 15:30 ÀS 16:30 DATA: 10/09/2002 01 02 LEVANTAMENTO DAS ALGAS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL.FAMILIA CLOSTERIACEAE, CLOSTERIUM NITZSCH EX RALFS. OLIVEIRA, Vanilva Pereira – Graduanda – UNIPAR – [email protected] ; MORESCO, Carina – Graduanda – UNIOESTE – [email protected]; BUENO, Norma – Doutora – UNIPAR – [email protected] PROPAGAÇÃO VEGETATIVA VIA ESTAQUIA DE PINGO-DE-OURO (Duranta repens L.) COM APLICAÇÃO DE AUXINAS SINTÉTICAS. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1*; BUJOKAS, Wanessa Müller1; CARVALHO-OLIVEIRA, Mariza Mara Corrêa1; ZUFFELLATO-RIBAS, Kátia Christina2 (1Pós-gradução em Botânica – UFPR; 2Profa. Dra. Departamento de Botânica-UFPR). *[email protected] 03 MORFOLOGIA EXTERNA DE FRUTOS E SEMENTES DE Grevillea banksii (PROTEACEAE). CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araújo1; SLUSARSKI, Simone Rodrigues1*; NOGUEIRA, Antônio Carlos2 (1Pós-graduação em Botânica - UFPR, 2Prof. Dr. Departamento de Ciências Florestais - UFPR) * [email protected] 04 ESTUDO TAXONÔMICO DO GÊNERO HYPERICUM L. NO MORRO DOS PERDIDOS, SERRA DO ARAÇATUBA, ESTADO DO PARANÁ, BRASIL. SLUSARSKI, Simone Rodrigues1; GUIMARÃES, Olavo Araújo2; JIMENA, Élide dos Santos3; CERVI, Armando Carlos4 . 1Mestranda/UFPR, 2Professor Sênior do Depto. de Botânica/UFPR, 3Professora Adjunta IV/UFPR, 4Professor Sênior do Depto. de Botânica/UFPR e Bolsista de Produtividade do CNPq ([email protected]). 05 EFEITO DE UMA ARABINOGALACTANA TIPO II E DE SEU DERIVATIVO SULFATADO SOBRE O CRESCIMENTO IN VITRO DE CÉLULAS DE Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1*; MAURER-MENESTRINA, Juliana 2; GUERRA, Miguel Pedro3; PEREIRA-NETTO, Adaucto Bellarmino1 (1 Departamento de Botânica e 2 Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular – UFPR; 3 Departamento de Fitotecnia – UFSC). *e-mail: [email protected] EFEITO DO ISOESTEVIOL SOBRE O ALONGAMENTO CAULINAR DO PORTA-ENXERTO DE MACIEIRA MARUBAKAIDO (Malus prunifolia) ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 2 06 07 08 09 10 11 12 CRESCENDO IN VITRO. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1; OLIVEIRA, Brás Heleno2; PEREIRANETTO, Adaucto Bellarmino3 (1pós-graduação em botânica – UFPR; 2Prof. Dr. Departamento de Química – UFPR; 3Prof. Dr. Departamento de Botânica - UFPR).Email: [email protected] PALEOBOTÂNICA E ENSINO DE BOTÂNICA: A CONSTRUÇÃO DE ACERVOS DIDÁTICOS COMO SUPORTE DO CONHECIMENTO. SLUSARSKI, Simone Rodrigues1; CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1; MELO JR., João Carlos Ferreira1*; PORTINHO, Danielle1; FARAGO, Paulo Vitor2 (1Pósgraduação em Botânica – UFPR, 2Prof. Msc. Departamento de Farmácia – UEPG) * [email protected] LEVANTAMENTO DA RECUPERAÇÃO DA MATA NATIVA NA RESERVA DE ITAIPU ANGELI, Giordano Tito, Acadêmico, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; KIRCHHEIM, Pablo Davi, Acadêmico, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS DA ESPÉCIE Scenedesmus spinosus Chodat PARA O LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. Carina Moresco (UNIOESTE1), Norma Catarina Bueno (Orientador), Vanilva Pereira de Oliveira (UNIPAR2), e-mail: [email protected] LEVANTAMENTO DAS BRIÓFITAS PARA A REGIÃO DE VILA VELHA E ILHA DO MEL, PR. Marilda Lopes Cruz (UNIOESTE), Norma Catarina Bueno (Orientadora/UNIOESTE), e-mail: [email protected] ALGAS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. FAMÍLIA DESMIDIACEAE, GÊNERO Cosmarium CORDA. Carina Moresco (UNIOESTE1), Norma Catarina Bueno (Orientador), Vanilva Pereira de Oliveira (UNIPAR2), e-mail: [email protected] 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. 2 Universidade do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. INVESTIGAÇÃO ETNOBOTÂNICA SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS FITOTERÁPICOS NO MUNICÍPIO DE CASCAVEL – PR. OLIVEIRA, Vanilva Pereira Graduanda UNIPAR([email protected]); BORN, Fernanda - Graduanda - UNIPAR ([email protected]); GRAHL, Francieli – Graduanda – UNIPAR ([email protected]); & BALTAR, Solma Lúcia Solto Maior Araújo Doutoranda – UNIPAR - ([email protected]). ANÁLISE QUALITATIVA DA DIATOMOFLORA DO RIO ALMADA, FOZ ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 3 13 14 15 16 17 18 19 DO IGUAÇU/PR – RESULTADOS PRELIMINARES. PORTINHO, D.; 2MONTEIRO, F.; 2MELLONI JR., N.; 2CHICARELLI, R.; 2 ALVES, M.ª. G. F.; 2VERGARA, T. (1Professora de Ciências Biológicas UNIAMERICA. 2Acadêmicos do curso de Ciências Biológicas UNIAMERICA) [email protected] 1 DIATOMOFLÓRULA (BACILLARIOPHYCEAE) DE ÁGUAS CONTINENTAIS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, POÇO PRETO: COSCINODISCOPHYCEAE E FRAGILARIOPHYCEAE TAVARES, Bartolomeu (Prof. Dr. do Dep. Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] e SANTOS, Eloési Machado dos (Acadêmica do 3º ano do curso de Ciências Biológicas da UNIOESTE) DIATOMOFLÓRULA (BACILLARIOPHYCEAE) DE ÁGUAS CONTINENTAIS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, POÇO PRETO: NAVICULALES, BACILLARIALES E SURIRELLALES TAVARES, Bartolomeu (Prof. Dr. do Dep. Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] e KÜHN, Geisa Cristina (Acadêmica do 3º ano do curso de Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] ENTRADA 2, MEANDROS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. OLIVEIRA, Vanilva Pereira – Graduanda – UNIPAR – ([email protected]) BUENO, Norma – Doutora – UNIPAR – ([email protected]) Carina – Graduanda – UNIOESTE – ([email protected]) DATA: 11/09/2002 O MEIO AMBIENTE E O PROCESSO COLONIZATÓRIO DO MUNICÍPIO DE ELDORADO/MS GUERRERO, Carolina – Graduada em Biologia,UEMS; TURMENA, Patrícia R. – Graduada em Biologia, UEMS; LANDA, Beatriz dos S. – Mestre em História, UEMS; [email protected] AS TRANSFORMAÇÕES AMBIENTAIS DE JAPORÃ/MS NO DEPOIMENTO DE PIONEIRAS E PIONEIROS TURMENA, Patrícia R.– Graduada em Biologia, UEMS; GUERRERO, Carolina – Graduada em Biologia,UEMS; LANDA, Beatriz dos S. – Mestre em História, UEMS, [email protected] UTILIZAÇÃO DE Metarhizium anisopliae NO CONTROLE DE Anthonomus grandis (COLEOPTERA) MENNA-PEREIRA, Pâmela; (ACADÊMICA-UNIOESTE), PAVANELLI, Wander Rogério (ACADÊMICO-UNIOESTE); ALVES, Luis Francisco Angeli (CO- ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 4 ORIENTADOR); PINTO, [email protected] 20 21 Fabiana Gisele Silva (ORIENTADORA) PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DE Beauveria bassiana (BALS) Vuill. a Spodoptera frugiperda (Lepdoptera., Noctuidae) PAVANELLI, Wander Rogério (ACADÊ[email protected]); MENNA-PEREIRA, Pâmela (ACADÊMICAUNIOESTE); ALVES, Luis Francisco Angeli (CO-ORIENTADOR); PINTO, Fabiana Gisele da Silva (ORIENTADORA). LEVANTAMENTO DA AVIFAUNA DA MATA CILIAR DO ENTORNO DO LAGO DE ITAIPU, PRÓXIMA À EXTENSÃO DA UNIOESTE EM SANTA HELENA, PR MoeRs, ÉVERLI MARLEI, ACADÊMICA, UNIOESTE, [email protected] PIEROZAN, FERNANDO DUARTE, ACADÊMICO, UNIOESTE, [email protected] RUBIO, FERNANDA, ACADÊMICA, UNIOESTE, [email protected] CÂNDIDO-JR, JOSÉ FLÁVIO, UNIOESTE, [email protected] 22 LEVANTAMENTO TAXONÔMICO DA MACROFAUNA BENTÔNICA EM CINCO AFLUENTES DO RIO CASCAVEL, ESTADO DO PARANÁ. BATISTA, Jesiane E.; FOSS, Alex S.; DARTORA, Leandro; CAETANO Luiz Carlos; CECHIM, Flávio Endrigo; BLOOT, Evandro R.; BRANCALHÃO, Rose M.C.; 23 CONHECENDO A PROGNE CHALYBEA (ANDORINHA GRANDE DE CASA) TISCHNER, Angela Bárbara, Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; SANTOS, Dayanne Sinara F., Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; MOERS, Éverli M. Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; BILHA, Juliana Kafka, Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. 24 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA MACIEL, Kelly Milene. Acadêmica. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. [email protected]. Msc. Celso Aparecido Polinarski. 25 EFEITO DA ESTIMULAÇÃO NEONATAL SOBRE OS COMPORTAMENTOS NO CAMPO ABERTO COM PREDADOR E LABIRINTO EM CRUZ ELEVADO EM RATOS MACHOS GONADECTOMIZADOS E COM EXPERIÊNCIA SEXUAL PRÉVIA. BENETTI, Fernando; PADILHA, Camila Batista; DE OLIVEIRA, Renata Thives; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; CITADIN, Cristiane; BONATO, Anna Paula; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 5 26 27 ANÁLISE DA INGESTA DE ETANOL 10 E 30% EM RATAS DURANTE A LACTAÇÃO, E ALTERAÇÕES DE PESO NAS MÃES E FILHOTES. BONATO, Anna Paula; PADILHA, Camila Batista; BENETTI, Fernando; DE OLIVEIRA, Renata Thives; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; CITADIN, Cristiane; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. EFEITO DA ESTIMULAÇÃO NEONATAL E GONADECTOMIA AOS 70 DIAS DE IDADE SOBRE OS COMPORTAMENTOS NO LABIRINTO E CAMPO ABERTO COM PREDADOR EM RATOS. PADILHA, Camila Batista; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; DE OLIVEIRA, Renata Thives; BENETTI, Fernando; CITADIN, Cristiane; BONATO, Anna Paula; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. 28 EFEITO DA INGESTA DE ETANOL SOBRE O CICLO ESTRAL DE RATAS WISTAR. Renata Thives de Oliveira (IC), Camila Batista Padilha (IC), Fernando Benetti (IC), Anna Paula Bonato (IC), Maristela Jorge Padoin. Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Curso de Ciências Biológicas, Cascavel, Paraná . [email protected]. 29 EFEITO DA MANIPULAÇÃO NEONATAL SOBRE O NÚMERO DE NEURÔNIOS DO Locus coeruleus EM RATOS EM VÁRIAS IDADES. BORN, Fernanda (Graduanda-Unipar\Cvel) [email protected] ; GRAHL, Francieli (Graduanda-Unipar\Cvel); SANTOS, Cesar Augusto (GraduandoUnipar\Cvel); PEREIRA, Francine M. (Mestre-UFRGS) ; WINKELMANN, E. C. (UFRGS); PEREIRA, G.A. (UFRGS); SANVITTO, G.L. (UFRGS); ANSELMOFRANCI, J.A (USP); LUCION, A.B. (UFRGS). 30 31 32 EDUCAÇÃO E SAÚDE: FATORES IMPORTANTES PARA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A REDE PÚBLICA E PRIVADA. BONINI, Andreia. Kusumota; JÚNIOR, José. Flávio. Cândido; MIORANZA, Sônia de Lucena. (ors). UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁCampus de Cascavel. Rua Universitária, 2069- Jardim Universitário- fone: (45) 2202-3000- Fax: (45) 324- 4566 CEP 85819-110- Cascavel-PR. PERFIL DOS ALUNOS INGRESSANTES NO ANO 2002, NO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UNIOESTE, CAMPUS DE CASCAVEL, PR. CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. CAPPELLARI, Angélica, Acadêmica, UNIOESTE, [email protected]. CONDIÇÕES SÓCIO-ECONOMICAS E INCIDÊNCIA DE ENTEROPARASITAS DAS FAMÍLIAS ACAMPADAS NA BR-277/KM 608. BIASI, Giselle Pietro; BLANCO, Cassiane Cristina; DALCIN, Gisela; FLORES, Ivy Polônia Dornelles; TAKIZAWA, Graça Marciano Hirata (co-orientadora); MIORANZA, Sônia de Lucena (orientadora), e-mail:[email protected] ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 1 LEVANTAMENTO DAS ALGAS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. FAMILIA CLOSTERIACEAE, CLOSTERIUM NITZSCH EX RALFS. OLIVEIRA, Vanilva Pereira – Graduanda – UNIPAR – ([email protected]) MORESCO, Carina – Graduanda – UNIOESTE – ([email protected]) BUENO, Norma – Doutora – UNIPAR – ([email protected]) O Lago Municipal de Cascavel Paulo Gorski, constitui-se num manancial abastecedor de Cascavel, abriga espécies litorâneas diversas e anualmente vem sofrendo assoreamento de suas margens. O município de Cascavel está localizado na latitude 25° 32’45’’Sul e longitude54° 35’07’’Oeste, apresenta um tipo climático Subtropical Úmido Mesotérmico, com verões quentes e tendência de concentrações das chuvas nesse período do ano (temperatura média anual superior a 22° C), inverno com geadas pouco freqüentes (temperatura média inferior a 18° C), sem estação seca definida. Em águas interiores, reservatórios e lagos artificiais, podem ser encontrados representantes de todos os grupos de algas planctônicas muitas vezes utilizadas como indicadores de qualidade de água, porém a região ainda é pouco coletada. O presente estudo faz parte de um monitoramento da comunidade fitoplanctônica do Lago Municipal, o material está sendo coletado mensalmente e terá uma duração de dois anos. O período de estudo inclui os meses de janeiro a abril de 2002. A identificação do material foi baseada em trabalhos específicos, descrições e diagnoses originais da espécie. O material encontra-se depositado no Herbário da UNIESTE, Cascavel, Paraná. Foram realizadas descrições e ilustrações dos táxons estudados. O gênero Closterium (Família Closteriaceae) inclui células curvadas, lunuladas, curvadas no ápice ou retas, margem dorsal sempre convexa, pólos celulares arredondados, obtuso-arredondados, cônico-arredondados, acuminadoarredondados, truncado-arredondado. As espécies encontradas até o momento foram: Closterium closterioides (Ralfs) Louis & Peetrs, C. leibleinii Kützing ex Ralfs, C. lunula (Mull) Nitzsch, C. moniliferum (Bory), C. navicula (Brébisson) Lutkemüller, C. parvulum Nägeli, C. setaceum Ehrenberg, C. toxon West et West, C. turgidum Ehrenberg ex Ralfs. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 2 PROPAGAÇÃO VEGETATIVA VIA ESTAQUIA DE PINGO-DE-OURO (Duranta repens L.) COM APLICAÇÃO DE AUXINAS SINTÉTICAS. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1*; BUJOKAS, Wanessa Müller2; CARVALHOOLIVEIRA, Mariza Mara Corrêa1; ZUFFELLATO-RIBAS, Kátia Christina2 (1Pósgradução em Botânica – UFPR; 2Profa. Dra. Departamento de Botânica – UFPR). *[email protected] Duranta repens L. (Verbenaceae), popularmente chamada pingo-de-ouro ou violeteiradourada, é uma planta lenhosa de porte arbustivo, bastante utilizada no paisagismo como bordadura e renques, uma vez que as folhas são de cor amarelo-dourado, particularmente decorativas. Apresenta rápido crescimento, com floração na primavera e verão. Há registros da utilização de Duranta repens L. na medicina popular relatando a utilização dos frutos no tratamento da malária e das folhas para problemas de abscessos. A propagação para fins comerciais é feita por estaquia, principalmente no outono-inverno. Assim, este trabalho teve como objetivo a determinação da capacidade de enraizamento de estacas semilenhosas de pingo-de-ouro a partir da aplicação de auxinas sintéticas. O experimento foi instalado em 30 de janeiro de 2002, na casa de vegetação do Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo do Setor de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba – PR. As estacas, com cerca de 8 cm de comprimento e 3 a 4 folhas na parte apical, tiveram suas bases imersas nos seguintes tratamentos na forma de talco: T1 - NAA 0 mg.L-1; T2 - NAA 2.500 mg.L-1; T3 - NAA 5.000 mg.L-1 (Raizon 05® - Laboratório Okochi Ltda.); T4 - Ouro Flora Enraizador® (4% de Fe e 4% de Zn – Ouro Flora Agrocomercial Ltda.). O experimento foi conduzido num delineamento inteiramente casualizado com 4 tratamentos, 4 repetições e 15 estacas por parcela. Após 43 dias, a variável estacas enraizadas apresentou uma alta porcentagem de enraizamento, superior a 80%, para todos os tratamentos. Em T1 e T2 não foi observada mortalidade das estacas. Já T4 diferiu significativamente dos demais por apresentar 13,4% de estacas mortas. Avaliandose o número de raízes por estaca, T3 apresentou os maiores valores com 17,1 raízes por estaca, diferindo estatisticamente dos demais tratamentos. Nas condições do presente experimento, conclui-se que a espécie estudada apresenta uma alta capacidade de enraizamento, podendo ser propagada também no verão. CAPES ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 3 MORFOLOGIA EXTERNA DE FRUTOS E SEMENTES DE Grevillea banksii (PROTEACEAE). CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araújo1; SLUSARSKI, Simone Rodrigues1*; NOGUEIRA, Antônio Carlos2 (1Pós-graduação em Botânica - UFPR, 2Prof. Dr. Departamento de Ciências Florestais - UFPR) * [email protected] Grevillea banksii R. Br. popularmente conhecida como grevílea-anã ou grevílea-vermelha, é um arbusto originário da Austrália muito utilizado no paisagismo, isoladamente ou em grupos, pela coloração vermelha de suas flores. O objetivo deste trabalho foi caracterizar morfologicamente frutos e sementes de Grevillea banksii. O material foi coletado de plantas em Curitiba – PR sendo posteriormente analisadas com auxílio de microscópio estereoscópico. Foram medidos comprimento, largura e espessura de 50 frutos e sementes, utilizando-se paquímetro. O peso de 500 sementes foi estipulado com auxílio de balança analítica, resultando em 11,32g. A planta apresenta fruto do tipo folículo, lenhoso, elipsóide, rostro longo, piloso, com estilete persistente longo, com duas sementes originadas de ovário unicarpelar. Os frutos apresentam 14,52; 8,53 e 6,54mm de comprimento, largura e espessura, respectivamente. As sementes são oleaginosas, oblongas, com face ventral plana e dorsal convexa, apresentam testa espandida, com coloração amarelo-pálido, estando esta circundando o núcleo seminífero que se apresenta mais escuro (marrom). Já as sementes apresentaram 0,73; 0,35 e 0,1mm de comprimento, largura e espessura, respectivamente. Os cotilédones são esbranquiçados, com embrião basal e invaginado. Sugere-se que o trabalho seja complementado com estudos anatômicos para melhor caracterização da espécie (CAPES). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 4 ESTUDO TAXONÔMICO DO GÊNERO HYPERICUM L. NO MORRO DOS PERDIDOS, SERRA DO ARAÇATUBA, ESTADO DO PARANÁ, BRASIL. SLUSARSKI, Simone Rodrigues1; GUIMARÃES, Olavo Araújo2; JIMENA, Élide dos Santos3; CERVI, Armando Carlos4 . 1Mestranda/UFPR, 2Professor Sênior do Depto. de Botânica/UFPR, 3Professora Adjunta IV/UFPR, 4Professor Sênior do Depto. de Botânica/UFPR e Bolsista de Produtividade do CNPq ([email protected]). A família Clusiaceae engloba 50 gêneros e cerca de 1200 espécies de distribuição cosmopolita. O gênero Hypericum L. está difundido nas regiões temperadas e subtropicais do mundo. No Brasil habita principalmente as regiões Sul e Sudeste, estando representado por 19 espécies. Em um estudo preliminar, no Estado do Paraná ocorrem aproximadamente 13 espécies. São ervas ou subarbustos de folhas opostas, livres ou completamente perfoliadas dotadas, no limbo, de glândulas translúcidas; flores solitárias ou cimeira, de coloração amarela ou laranja; estames numerosos, organizados em fascículos; fruto cápsula septicida, 35 valvar. As espécies do gênero Hypericum L. ocorrem em campos úmidos ou secos, capoeiras, clareiras, beira de estrada, ambientes antropizados, desde o nível do mar até 1600m. Este trabalho teve como objetivo fazer um estudo taxonômico das espécies do gênero Hypericum L. ocorrentes no Morro dos Perdidos, Serra do Araçatuba, município de Guaratuba (25045’-25050’S e 49003’-49006’W), entre 760 e 1547m de altitude. A metodologia consistiu em coletas de material botânico e revisão de material depositado nos Herbários MBM e UPCB. As identificações foram efetuadas com base em bibliografia específica, consultando sempre que possível as descrições originais das espécies. Foram reconhecidas 4 espécies do gênero Hypericum L. no Morro dos Perdidos: H. connatum Lam., H. microlicioides L. B. Sm., H.rigidum subsp. rigidum A. St.-Hil. e H. brasiliense Choisy. São apresentadas chaves de identificação, descrições, distribuição geográfica, observações ecológicas, fenologia, etimologia, e ilustrações das espécies. CAPES, CNPq. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 5 EFEITO DE UMA ARABINOGALACTANA TIPO II E DE SEU DERIVATIVO SULFATADO SOBRE O CRESCIMENTO IN VITRO DE CÉLULAS DE Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1*; MAURER-MENESTRINA, Juliana 2; GUERRA, Miguel Pedro3; PEREIRA-NETTO, Adaucto Bellarmino1 1 2 ( Departamento de Botânica e Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular – UFPR; 3 Departamento de Fitotecnia – UFSC). *e-mail: [email protected] Em virtude do efeito modulador de carboidratos sobre eventos de importância regulatória para o crescimento e o desenvolvimento vegetal, o presente trabalho se propôs a avaliar o crescimento in vitro de células de araucária (Araucaria angustifolia) cultivadas na presença de um polissacarídeo extraído a partir da goma do cajueiro, caracterizado como uma arabinogalactana ácida (tipo II) (AG) e de seu derivativo sulfatado (AGS). AG e AGS apresentam proporção semelhante de galactose:arabinose (18:1), porém, AGS difere de AG em relação à massa molecular média e à conformação e carga líquida negativa da molécula em função da presença dos grupos sulfato. Suspensão de células originadas a partir de culturas embriogenéticas de araucária foram cultivadas em meio de cultura líquido BM (Gupta & Pullman, 1991), na ausência de reguladores de crescimento vegetal, sob agitação (100 rpm), no escuro, a 25 ± 0,3ºC, por 15 dias. Posteriormente, alíquotas de 200 µL (1,375 x 104 ± 0,901 células.ml-1) dessa suspensão celular foram plaqueadas sobre meio de cultura BM sólido, na ausência (controle) ou na presença de AG ou AGS, nas concentrações de 10 e 100 µg.mL-1. As placas de cultura foram mantidas no escuro, a 28 ± 1ºC e umidade relativa do ar igual a 70 ± 5%. Após 8 semanas, foi avaliado o crescimento celular, utilizando-se como parâmetros a matéria fresca e seca. Resultados preliminares indicaram aumento estatisticamente significativo (p=0,05) de 21,5 e 27,0 %, quando comparada ao controle, para matéria fresca de células crescidas na presença de 10 e 100 mg.mL-1 de AG, respectivamente. Entretanto, com relação à matéria seca, nenhuma alteração estatisticamente significativa foi encontrada para células crescendo na presença da AG, em ambas as concentrações testadas. O incremento na matéria fresca, não acompanhado de incremento na matéria seca, indica que o aumento induzido pela AG se deve essencialmente à maior absorção de água pelas células de araucária crescidas na presença da AG, possibilidade esta sustentada por características morfológicas apresentadas por células crescidas na presença de AG, como maior volume celular, citoplasma pouco denso e presença de grandes vacúolos. Diferentemente, as células crescidas na presença de AGS (100 mg.mL-1) apresentaram redução estatisticamente significativa, de 34 e 28%, para matéria fresca e matéria seca, respectivamente. Estes resultados demonstram que os polissacarídeos testados influenciam o crescimento in vitro de células de araucária. Ao relacionar-se os resultados obtidos com as características estruturais dos polissacarídeos testados, pode-se sugerir que o tipo de conformação e a carga elétrica líquida negativa da molécula de AGS são importantes para o efeito de AGS como modulador negativo no crescimento de células de araucária. Suporte financeiro: CAPES e CNPq. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 6 EFEITO DO ISOESTEVIOL SOBRE O ALONGAMENTO CAULINAR DO PORTAENXERTO DE MACIEIRA MARUBAKAIDO (Malus prunifolia) CRESCENDO IN VITRO. CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1; OLIVEIRA, Brás Heleno2; PEREIRA-NETTO, Adaucto Bellarmino3 (1pós-graduação em botânica – UFPR; 2Prof. Dr. Departamento de Química – UFPR; 3Prof. Dr. Departamento de Botânica - UFPR).E-mail: [email protected] Diterpenóides são conhecidos por apresentar atividade biológica semelhante às giberelinas, estimulando a divisão celular, a germinação de sementes e o alongamento caulinar. O isoesteviol é um diterpenóide tetracíclico com esqueleto baierano que pode ser obtido pela hidrólise ácida do esteviosídeo, um glicosídeo encontrado nas folhas de Stevia rebaudiana Bertoni. Com o objetivo de investigar o efeito do isoesteviol sobre o alongamento caulinar, partes aéreas do porta-enxerto de macieira Marubakaido (Malus prunifolia (Willd.) Borkh.) originadas a partir de segmentos nodais cultivados por 15 dias em meio de cultura sólido foram tratadas com aplicações foliares, em doses únicas, de soluções etanólicas contendo 0, 1, 5, 10, 25 ou 50 µg de isoesteviol, na forma de microgota (5 µL). Resultados preliminares indicam que trinta dias após a aplicação do isoesteviol, aumento estatisticamente significativo (p=0,05) de 50, 47 e 14%, respectivamente, para taxa de multiplicação, número de ramos principais e comprimento de ramos laterais primários foi observado para partes aéreas tratadas com 10µg.explante-1 de isosteviol. Embora não tenha sido estatisticamente significativo (p=0,05), aumento da ordem de 50, 56 e 18%, respectivamente, para o número de ramos laterais primários e secundários, e comprimento de ramos principais foi também observado para partes aéreas tratadas com 10µg.explante-1 de isosteviol. Estes resultados indicam que o isosteviol apresenta efeito estimulatório sobre o crescimento vegetativo de partes aéreas do porta-enxerto de macieira Marubakaido (Malus prunifolia) crescendo in vitro. CAPES. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 7 VARIAÇÕES MORFOLÓGICAS DA ESPÉCIE Scenedesmus spinosus Chodat PARA O LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. Carina Moresco (UNIOESTE1), Norma Catarina Bueno (Orientador), Vanilva Pereira de Oliveira (UNIPAR2), e-mail: [email protected] 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. 2 Universidade do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. Scenedesmus spinosus Chodat inclui cenóbios planos, formados de 2-4 células, dispostas linear ou alternadamente. Células oblongas a ovóides, as extremas com 1 espinho em cada polo e 1-2 espinhos menores na margem externa, as internas sem espinhos, cloroplasto único, parietal, com 1 pirenóide. O presente estudo faz parte de um monitoramento da comunidade fitoplanctônica do Lago Municipal, o material está sendo coletado mensalmente e terá uma duração de dois anos. O período de estudo abrange os meses de janeiro a abril de 2002. O Lago Municipal de Cascavel Paulo Gorski constitui-se num manancial abastecedor de Cascavel, abriga espécies litorâneas diversas e anualmente vem sofrendo assoreamento de suas margens. O município de Cascavel está localizado na latitude 25o 32’45” Sul e longitude 54o 35’07” Oeste, apresenta um tipo climático Subtropical Úmido Mesotérmico, com verões quentes e tendência de concentrações das chuvas nesse período do ano (temperatura média anual superior a 22o C), invernos com geadas pouco freqüentes (temperatura média inferior a 18o C), sem estação seca definida. Em águas interiores, reservatórios e lagos artificiais, podem ser encontrados representantes de todos os grupos de algas planctônicas muitas vezes utilizadas como indicadores de qualidade de água, porém a região ainda é pouco estudada. A identificação do material foi baseada em trabalhos específicos, descrições originais e diagnose da espécie. A identificação sempre baseou-se no maior número possível de indivíduos, a fim de se conhecer a variabilidade morfológica e morfométrica da espécie estudada. O material encontra-se depositado no Herbário da UNIOESTE, Cascavel, Paraná. Foram realizadas descrições e ilustrações dos táxons estudados. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 8 LEVANTAMENTO DAS BRIÓFITAS PARA A REGIÃO DE VILA VELHA E ILHA DO MEL, PR. Marilda Lopes Cruz (UNIOESTE), Norma Catarina Bueno (Orientador/UNIOESTE), e-mail: [email protected] Universidade do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. O levantamento da brioflórula de Vila Velha e Ilha do Mel surgiu das viagens interdisciplinares que são realizadas anualmente pelo curso de Ciências Biológicas a esses dois ambientes, distantes cerca de 700km de Cascavel. O grupo Bryophyta inclui as mais primitivas plantas terrestres, apresentando alternância de geração definida, onde o esporófito está fixo ao gametófito e dele depende para sua nutrição. Atualmente compreende três Classes: Anthoceratae, Hepaticae e Musci. Esta última possui maior número de gêneros e espécies e por isso é a mais representativa. A maioria das briófitas cresce em ambientes úmidos e sombreados, além de se adaptarem muito bem em ambientes modificados pelo homem. Evolutivamente, podem ter se originado das algas Chlorophyceae, através principalmente de modificações do hábito aquático para o terrestre. O presente trabalho tem como objetivo realizar um levantamento das espécies de briófitas para a região de Vila Velha e Ilha do Mel/ PR. Foram coletadas 41 amostras até o momento, no período de outubro de 1998 a outubro de 2000 em diversos pontos da Formação Vila Velha e na Ilha do Mel/PR. Os ambientes incluem: troncos de árvores, bancos de areia próximos da praia e formações rochosas em geral. Os exemplares foram coletados manualmente e encontram-se depositados no Herbário HUNOP. Para a identificação, observaram–se as características morfológicas dos espécimes, bem como, realizaram-se consultas à literatura especializada. Plagiochila corrugata (Nees) Nees & Mont por exemplo, é caracterizada por plantas medianas a robustas, 32-56(-60)mm de comprimento, verdes a castanhas, ocasionalmente em tufos; possui gametófitos prostrados, com filídios súcubos, imbricados e denteados, ápice agudo e costa percurrente; margem dorsal quase reta, reflexa, com cerca de 5 a 7 dentes pequenos; margem ventral e porção apical flexuosas, com ondulações variadas, denteadas a ciliadas, levemente canaliculadas; anfigastros muito pequenos, podendo ser vestigiais, segmentos ciliares. Dióica, com periquécios apicais nos ramos e esporófito com cápsula globosa e escura. A espécie é facilmente reconhecida pelo aspecto crespo da planta, (filídios imbricados). Apresenta ampla distribuição geográfica: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Ocorre normalmente como epífita em Araucaria angustifolia. A espécie constitui primeira citação para a região de Vila Velha/PR. Atualmente a flora briofítica é pouco conhecida em virtude dos especialistas de briófitas estarem hoje atuando no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde há um maior número de espécimes coletados e identificados. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 9 ALGAS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. FAMÍLIA DESMIDIACEAE, GÊNERO Cosmarium CORDA. Carina Moresco (UNIOESTE1), Norma Catarina Bueno (Orientador), Vanilva Pereira de Oliveira (UNIPAR2), e-mail: [email protected] 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. 2 Universidade do Paraná/ Ciências Biológicas- Cascavel-PR. O Lago Municipal de Cascavel Paulo Gorski constitui-se num manancial abastecedor de Cascavel, abriga espécies litorâneas diversas e anualmente vem sofrendo assoreamento de suas margens. O município de Cascavel está localizado na latitude 25o 32’45” Sul e longitude 54o 35’07” Oeste, apresenta um tipo climático Subtropical Úmido Mesotérmico, com verões quentes e tendência de concentrações das chuvas nesse período do ano (temperatura média anual superior a 22o C), invernos com geadas pouco freqüentes (temperatura média inferior a 18o C), sem estação seca definida. Em águas interiores, reservatórios e lagos artificiais, podem ser encontrados representantes de todos os grupos de algas planctônicas muitas vezes utilizadas como indicadores de qualidade de água, porém a região ainda é pouco estudada. O presente estudo faz parte de um monitoramento da comunidade fitoplanctônica do Lago Municipal, o material está sendo coletado mensalmente e terá uma periodicidade de dois anos. O período de estudo abrange os meses de janeiro a abril de 2002. A identificação do material foi baseada em trabalhos específicos, descrições originais e diagnose da espécie. O material encontra-se depositado no Herbário da UNIOESTE, Cascavel, Paraná. Foram realizadas descrições e ilustrações dos táxons estudados. O gênero Cosmarium (família Desmidiaceae) apresentou significativa representatividade nas amostras analisadas. O gênero inclui organismos unicelulares, constrição mediana, ápice da célula com contorno elíptico, circular, reniforme com protuberância saliente, ornamentação na membrana celular. As espécies encontradas foram: Cosmarium galeritum var. borgei Krieger et Gerloff, C. ligoniforme var. crassum Förster, C. amoenum var. constrictum (Scott) et Grönblad, C. margaritatum (Lundell) Roy et Biss., C. pseudopyramidatum Lundell, C. pyramidatum Brébisson, C. quadrulatum (Insan) Krieger, C. ralfsii Brébisson (Bretagne), C. reniforme (Ralfs) Archer, C. retangulare (Elfying) West et West, C. retangulare var. hexagonum (Elfing) West et West, C. retusiforme (Fritisch) Compére, C. subspeciosum var. subspeciosum Nordstedt, C. subtumidum Nordstedt, C. thwaitesil Ralfs, C. vexatum var. lacustre Messikommer. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 10 ANÁLISE QUALITATIVA DA DIATOMOFLORA DO RIO ALMADA, FOZ DO IGUAÇU/PR – RESULTADOS PRELIMINARES. 1 PORTINHO, D.; 2MONTEIRO, F.; 2MELLONI JR., N.; 2CHICARELLI, R.; 2ALVES, M.ª. G. F.; 2VERGARA, T. (1Professora de Ciências Biológicas UNIAMERICA. 2 Acadêmicos do curso de Ciências Biológicas UNIAMERICA) [email protected] A comunidade de diatomáceas é uma das que mais se destaca entre os grupos de algas em termos de riqueza, em grande parte dos ambientes aquáticos continentais. Através deste trabalho, vem se realizando o levantamento da diatomoflora (Bacillariophyta) do Rio Almada que faz parte da bacia do rio Paraná. O estudo taxonômico sob o ponto de vista qualitativo, aborda os aspectos taxonômicos e da estrutura populacional. As amostras foram obtidas do fitoplâncton e do perifíton de raízes submersas e rochas do local. O material coletado foi preservado em solução Transeau (6:3:1) de acordo com Parra & Bicudo (1995). O material foi oxidado, segundo a técnica de Hasle & Fryxell (1970), com o objetivo de melhor visualização da parede celular silicosa das diatomáceas em microscopia óptica. Para observação, mensuração e determinação dos gêneros utilizou-se microscópio ótico com ocular micrometrada. Foram mensurados o maior número de frústulas possível, levando-se em consideração eixo apical, eixo transapical, número de estrias em 10 µm e eixo pervalvar e número de aréolas em 5µm quando possível a visualização. As análises preliminares das lâminas relativas ao material coletado no mês de agosto, resultaram na identificação de 19 táxons: a nível genérico Achnantes sp., Amplipleura sp., Cocconeis sp., Encyonema sp., Eunotia sp1, Eunotia sp.2, Eunotia sp.3, Frustulia sp., Gomphonema sp., Gyrosigma sp., Hydrosera sp., Navicula sp1., Navicula sp2., Nitzschia sp., Pinularia sp., Stauroneis sp., Surirella sp1., Surirella sp2. e Synedra sp. Complementam o trabalho pranchas com fotografias das diatomáceas identificadas. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 11 DIATOMOFLÓRULA (BACILLARIOPHYCEAE) DE ÁGUAS CONTINENTAIS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, POÇO PRETO: COSCINODISCOPHYCEAE E FRAGILARIOPHYCEAE TAVARES, Bartolomeu (Prof. Dr. do Dep. Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] e SANTOS, Eloési Machado dos (Acadêmica do 3º ano do curso de Ciências Biológicas da UNIOESTE) O presente trabalho faz parte do levantamento preliminar da diatomoflórula do Parque Nacional do Iguaçu das classes Coscinodiscophyceae e Fragilariophyceae. O conhecimento deste grupo de algas para o Parque resume-se no trabalho de Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) de amostras provenientes das Cataratas do Iguaçu e Quedas do Iguaçu. As coletas foram aleatórias e os locais de amostragem definidos de modo a abranger, da maneira mais homogênea possível, todo o ambiente em estudo e representar tanto o plâncton quanto o perifiton. Fixação e preservação das amostras foram providenciadas com solução aquosa de formalina, na proporção de 2% v/v e, em alguns casos, com solução de lugol-acético (aproximadamente 1%). A preparação das lâminas semi-permanentes contendo material biológico para exame seguiu a técnica proposta por Simonsen (1974) modificada por Moreira-Filho & Valente-Moreira (1981). O sistema de classificação adotado foi de Round, Crawford & Mann (1990). A identificação taxonômica dos materiais foi providenciada com auxílio de trabalhos florísticos e de revisão, clássicos e recentes. Foram analisadas preliminarmente 9 amostras e identificadas 28 espécies, distribuídos em 5 famílias, 6 gêneros, 17 espécies e 5 variedades que não as típicas, além de 6 táxons não identificados em nível específico. As famílias mais representativas no ambiente em estudo foram Aulacoseiraceae (50%) e Fragilariaceae (26,92%). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 12 DIATOMOFLÓRULA (BACILLARIOPHYCEAE) DE ÁGUAS CONTINENTAIS DO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU, POÇO PRETO: NAVICULALES, BACILLARIALES E SURIRELLALES TAVARES, Bartolomeu (Prof. Dr. do Dep. Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] e KÜHN, Geisa Cristina (Acadêmica do 3º ano do curso de Ciências Biológicas da UNIOESTE) [email protected] O presente trabalho faz parte do levantamento preliminar das diatomáceas das Ordens Naviculales, Bacillariales e Surirellales do Parque Nacional do Iguaçu. O conhecimento deste grupo de algas para o Parque resume-se no trabalho de Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) de amostras provenientes das Cataratas do Iguaçu e Quedas do Iguaçu. Inclui materiais planctônicos e perifíticos de ambientes lênticos. As coletas foram aleatórias e os locais de amostragem definidos de modo a abranger, da maneira mais homogênea possível, todo o ambiente em estudo e representar tanto o plâncton quanto o perifiton. Fixação e preservação das amostras foram providenciadas com solução aquosa de formalina, na proporção de 2% v/v e, em alguns casos, com solução de lugol-acético (aproximadamente 1%). A preparação das lâminas semi-permanentes contendo material biológico para exame seguiu a técnica proposta por Simonsen (1974) modificada por Moreira-Filho & Valente-Moreira (1981). O sistema de classificação adotado foi de Round, Crawford & Mann (1990). A identificação taxonômica dos materiais foi providenciada com auxílio de trabalhos florísticos e de revisão, clássicos e recentes. Foram analisadas preliminarmente 9 amostras e identificados 50 táxons, distribuídos em 10 famílias, 12 gêneros, 38 espécies e 10 variedades que não as típicas, além de 2 táxons não identificados em nível específico. As famílias mais representativas no ambiente em estudo foram Pinnulariaceae (54%) e Diadesmidaceae (6%). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 13 PALEOBOTÂNICA E ENSINO DE BOTÂNICA: A CONSTRUÇÃO DE ACERVOS DIDÁTICOS COMO SUPORTE DO CONHECIMENTO. SLUSARSKI, Simone Rodrigues1; CRUZ-SILVA, Claudia Tatiana Araujo1; MELO JR., João Carlos Ferreira1*; PORTINHO, Danielle1; FARAGO, Paulo Vitor2 (1Pós-graduação em Botânica – UFPR, 2Prof. Msc. Departamento de Farmácia – UEPG) *[email protected] A Paleobotânica se destina ao estudo dos vegetais fósseis, permitindo o conhecimento da evolução do Reino Vegetal, do paleoclima, do paleoambiente e da paleofitogeografia. O objetivo deste trabalho foi investigar e coletar material fóssil para confecção de acervo permanente para fins didáticos, possibilitando aos alunos, tanto do ensino de base quanto do ensino superior, visualizar vestígios de espécies vegetais de períodos geológicos pretéritos, voltado à construção integralizadora do conhecimento de acordo com as teorias modernas da Educação. As coletas foram realizadas na Rodovia de Ponta Grossa Km 317 (município de Carambeí) e na Rodovia Palmeira – São João do Triunfo Km 423 (município de São João do Triunfo), na Formação de Furnas, Bacia do Paraná. Para a coleta do material fóssil utilizou-se “martelo”para rocha sedimentar e espátula. O material obtido foi protegido com algodão e embalado em papel jornal para o transporte. Posteriormente, o material foi preparado retirando-se o excesso de poeira com auxílio de pincel e coberto com uma solução de acetona e esmalte incolor (2:1v/v), para o material fossilizado pelo processo de impressão; ao passo que, para o material que sofreu compressão carbonificada foi somente fixado pela solução. Para a classificação dos fósseis foi efetuada a conexão de dois ou mais órgãos, verificando a variabilidade intraespecífica. Os táxons encontrados no afloramento de Carambeí foram Cooksonia, e Petriaria, com o modo de preservação principalmente de impressão; e também foram encontrados dendritos (pseudofósseis). No afloramento de São João do Triunfo foram encontrados os seguintes táxons: Equisetales, Sphenophyta, Anularia, Brasilodendron (Licophyta), Samaropsis, Pterdosperma.(CAPES) . ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 14 LEVANTAMENTO DA RECUPERAÇÃO DA MATA NATIVA NA RESERVA DE ITAIPU ANGELI, Giordano Tito, Acadêmico, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; KIRCHHEIM, Pablo Davi, Acadêmico, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. Este trabalho apresenta levantamento da recuperação da mata nativa ciliar de Itaipu, constituída principalmente de Leucena sp, leguminosa forrageira de crescimento e reprodução rápida, que atinge em torno de 6 metros de altura, num período de 5 a 7 anos. O estudo foi iniciado em outubro de 2000, numa área de 12 mil metros quadrados, nos fundos da extensão UNIOESTE - Santa Helena, em frente ao Refúgio Biológico. O objetivo foi estudar se, ao contrário do senso comum, a Leucena pode não ser problema nesta área reflorestada e sim excelente solução para, rapidamente, formar-se mata de proteção de solo, dificultando a erosão, e, ainda, estudar se ela não sufoca árvores nobres nativas as quais requerem áreas sombreadas na juventude, fase esta coincidente com o período de maturidade da Leucena e com sua altura, sabendo-se que as árvores nativas chegam a atingir até 30 metros. A metodologia consistiu no reconhecimento das espécies, separando a área total em sub áreas, de acordo com a maior densidade de uma ou de outra espécie e denominando estas sub áreas como área de domínio Leucena, de domínio Angico, Ipê-roxo, ou co-domínio Tipuana/Angico. Após esta demarcação separou-se quadrados de 10x10 metros em áreas selecionadas pela maior variedade de espécies; um quadrado para cada sub área de domínio. Então, foram subdivididos em quadrados de 1x1m e realizada a contagem de plantas com altura superior a 1m, separadas em espécies, organizadas em tabela. Deste estudo observou-se que no decorrer dos anos, nas áreas onde sementes de árvores nobres consigam germinar e evoluir, ocorrerá o seu domínio sobre as demais, considerando-se que não têm problemas em crescer na sombra da Leucena, conforme constatado no estudo. Porém, antes delas vencerem as copas das habitantes anteriores, observou-se que outras espécies também terão seu período de domínio, como a embaúba e a ameixeira, ambas com sementes disseminadas por pássaros. Notou-se que a Leucena vem cedendo espaço, em primeira instância, aos seus próprios descendentes, os quais, imediatamente vêm sofrendo pressão da embaúba e de outras árvores de frutos apetitosos aos pássaros, morcegos e conforme observado, por um grupo de macacos. Onde há alguma matriz de árvore nobre é certo dizer que a vida da Leucena é curta. A realização de desbaste seletivo em torno dos cítricos, das mangueiras e goiabeiras, entre outras, de um coroamento, poda ou desbaste nas matrizes de Leucena promoveriam uma excelente oportunidade de pesquisa da eficácia da participação do homem neste processo de sobreposição e manutenção de diversidade vegetal que sustenta a fauna em expansão. A introdução de algumas frutíferas próprias para o consumo por animais selvagens, como o jaracatiá, a banana de bugre, o ananás, o jenipapo, também poderiam promover uma maior aproximação da fauna e sua integração com a flora local. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 15 INVESTIGAÇÃO ETNOBOTÂNICA SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS FITOTERÁPICOS NO MUNICÍPIO DE CASCAVEL – PR. OLIVEIRA, Vanilva Pereira. Acadêmica - UNIPAR ([email protected]); BORN, Fernanda. Acadêmica UNIPAR ([email protected]); GRAHL, Francieli. Acadêmica UNIPAR ([email protected]); & BALTAR, Solma Lúcia Solto Maior Araújo - Doutoranda – UNIPAR ([email protected]). O presente trabalho teve como objetivo o levantamento de ervas medicinais comercializadas e utilizadas como produtos fitoterápicos no município de Cascavel – PR. O método utilizado foi a aplicação de questionários nos principais pontos de comercialização da cidade. Constatou-se que os adeptos da fitoterapia constituem cerca de 90% do número total de entrevistados. Dentre as 52 espécies comercializadas, destacaram – se em maior número as espécies Melissa officinalis L. (erva – cidreira) com 33%; Matricária chamomila L. (camomila) com 24%, Pimpinella anisum L. (erva – doce) com 18%, seguidos de Coleus barbatus Benth (boldo), Mikania glomerata Spreng (guaco), Calendula arvensis L. (calêndula) e Aloe barbadensis L. (babosa). As famílias com percentual de comercialização e utilização mais elevados foram Compositae com 66% e Umbelífera com 18%. As formas mais comuns de uso foram: o preparo caseiro de chás 85%, várias formas de banho 8%, inalação 3% e outros 4%. A maioria dos entrevistados utiliza estes medicamentos diariamente. Os dados obtidos confirmam que a biodiversidade aliada ao markenting dos produtos fitoterápicos proporciona um amplo conhecimento à população elevando, portanto, o seu consumo. Porém ainda deixa muito a desejar quanto às informações básicas sobre o seu manuseio e uso, o qual deveria constar nos rótulos dos produtos comercializados. (IPEAC/UNIPAR). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 16 ENTRADA 2, MEANDROS DO LAGO MUNICIPAL DE CASCAVEL, PARANÁ, BRASIL. OLIVEIRA, Vanilva Pereira – Graduanda – UNIPAR – ([email protected]) BUENO, Norma – Doutora – UNIPAR – ([email protected]) Carina – Graduanda – UNIOESTE – ([email protected]) A entrada 2 constitui-se num dos meandros do Lago Municipal de Cascavel, um dos principais mananciais abastecedor de Cascavel, abriga espécies litorâneas diversas e anualmente vem sofrendo assoreamento de suas margens. O município de Cascavel está localizado na latitude 25°32’45’’ Sul e longitude 54°35’07’’ Oeste, apresenta um tipo climático Subtropical Úmido Mesotérmico, com verões quentes e tendências de concentração das chuvas nesse período do ano (temperatura media anual superior a 22° C), invernos com geadas pouco freqüentes (temperatura média inferior a 18° C), sem estação seca definida. Em águas interiores, reservatórios e lagos artificiais, podem ser encontrados representantes de todos os grupos de algas planctônicas muitas vezes utilizadas como indicadores de qualidade de água, porém a região ainda é pouco coletada. O presente estudo faz parte de um monitoramento da comunidade fitoplanctônica do Lago Municipal, o material está sendo coletado mensalmente e terá uma duração de dois anos. O período de estudo abrange os meses de janeiro a abril de 2002. A identificação do material foi baseada em trabalhos específicos, descrições originais e diagnose da espécie. O material encontra-se depositado no Herbário da UNIOESTE, Cascavel, Paraná. Foram realizadas descrições e ilustrações dos táxons estudados. As espécies estudadas foram: Actinotaenium sp.; Closterium navicula (Brébisson) Lutkemuller var. navicula; Cosmarium amoenium var. constrictum Scott et Granblad; Cosmarium sp.; Euastrum brasiliense Borge; Microcystis aeruginosa Kutzing; Pleurotaenium cylindricum var. stuhlmannii (Hieronymus) Krieger; Pleurotaenium simplicissimum Grönblad var. insigner (Roll) Krieger; Scenedesmus armatus var. boglariensis; S. brevespina (G.M. Smith); S. ecornis (Ehrenberg ex Ralfs) Chodat; S. quadricauda var. quadrispina (Chodat) G. M. Smith; Staurastrum dilatatum var. hibernicum West et West; S. erasum Brébisson; S. quadrangulare Brébisson (Bains-de-Bretagne). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 17 O MEIO AMBIENTE E O PROCESSO COLONIZATÓRIO DO MUNICÍPIO DE ELDORADO/MS GUERRERO, Carolina – Graduada em Biologia,UEMS TURMENA, Patrícia R. – Graduada em Biologia, UEMS LANDA, Beatriz dos S. – Mestre em História, UEMS, [email protected] A região sul do Mato Grosso do Sul ainda é pouco conhecida em termos históricos tendo em vista seu recente processo de colonização. Esta pesquisa objetivou obter informações sistemáticas dos primeiros anos de estabelecimento do município de Eldorado, através do recurso da história oral realizada com os/as pioneiros/as identificando mudanças ambientais, econômicas e sociais ocorridas em conseqüência do novo modo de exploração econômica, bem como resgatar como o processo colonizatório mais efetivo interferiu no modo de vida dos mesmos. Foram realizadas dez entrevistas, tanto na zona urbana do município como nos distritos de Porto Morumbi e uma na Ilha Perúcia. Foi possível resgatar a história da colonização e formação desse município e identificar um sítio arqueológico. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 18 AS TRANSFORMAÇÕES AMBIENTAIS DE JAPORÃ/MS NO DEPOIMENTO DE PIONEIRAS E PIONEIROS TURMENA, Patrícia R.– Graduada em Biologia, UEMS GUERRERO, Carolina – Graduada em Biologia,UEMS LANDA, Beatriz dos S. – Mestre em História, UEMS, [email protected] Esta pesquisa objetivou obter informações sistemáticas dos primeiros anos de estabelecimento do município de Mundo Novo através do recurso da história oral e foi realizada com pioneiros/as com o objetivo de identificar as mudanças ambientais ocorridas em conseqüência do novo modo de exploração econômica bem como resgatar como o processo colonizatório mais efetivo interferiu no modo de vida destas pessoas. Foram realizadas dez entrevistas onde obteve-se como resultado que a desapropriação pelo INCRA ocorrida na década de sessenta, desestabilizou o modo de vida que havia sido implantado pelos/as pioneiros/as. Outra citação freqüente foi a diminuição de turistas ocorridos pela inundação das Sete Quedas, que junto com a escassez da oferta de madeira fez com que houvesse uma redução de população no município. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 19 UTILIZAÇÃO DE Metarhizium anisopliae NO CONTROLE DE Anthonomus grandis (COLEOPTERA) 1 Menna-Pereira1, P.; Pavanelli1, W. R.; Alves2, L. F. A.; Pinto3, F. G. S. Acadêmicos - Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Campus Cascavel, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Curso de Ciências Biológicas, E-mail: [email protected] ; 2 Co-orientador ; 3Orientadora. Anthonomus grandis também conhecido como bicudo-do-algodoeiro, tornou-se uma importante praga, pois tem afetado gravemente as lavouras de algodão. Uma alternativa encontrada para o controle desta praga é a utilização de fungos entomopatogênicos. Este processo conhecido como controle biológico permite manter populações em equilíbrio no ambiente limitando a rápida multiplicação da praga, não trazendo assim desequilíbrio biológico. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial do fungo Metarhizium anisopliae no controle do bicudo-do-algodoeiro. Foram utilizados insetos adultos de A. grandis provenientes da COODETEC (Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico Ltda.) e isolados E9 e 1037 do fungo testado, os quais foram obtidos junto à coleção de entomopatógenos da ESALQ/USP. Foram preparadas soluções padronizadas (109 conídios/mL) dos diferentes isolados, na qual os insetos foram imersos e depois transferidos para caixas de acrílico com papel-filtro e dieta. O experimento foi mantido em câmara tipo B.O.D. à temperatura 26ºC ± 1ºC, umidade relativa 80% ± 10% e fotoperíodo de 14 horas. Os insetos mortos foram transferidos para câmara úmida para confirmação da morte pelo fungo. O experimento demonstrou que o inseto avaliado é suscetível aos diferentes isolados testados do fungo entomopatogênico M. anisopliae, contudo serão necessários novos experimentos em condições de campo, para que se comprove a utilização deste microrganismo no manejo integrado de pragas. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 20 PATOGENICIDADE DE ISOLADOS DE Beauveria bassiana (BALS) Vuill. A Spodoptera frugiperda (Lepidóptera; Noctuidae). 1 Pavanelli1, W. R.; Menna-Pereira1, P.; Alves2, L. F. A.; Pinto3, F. G. S. Acadêmicos - Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Campus Cascavel, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Curso de Ciências Biológicas, E-mail: [email protected] ; 2 Co-orientador ; 3Orientadora. O controle biológico é uma alternativa viável para o combate de pragas agrícolas e vantajosa em relação ao controle químico, especialmente quanto ao impacto ambiental, ao custo, especificidade e ao desenvolvimento de resistência. Este trabalho tem por objetivo avaliar “in vitro” a patogenicidade do fungo Beauveria bassiana visando o manejo integrado da lagartado-cartucho do milho (Spodoptera frugiperda). Foram utilizadas suspensões padronizadas em 109 conídios/mL dos isolados CB64 e CB66 de B. bassiana, provenientes da coleção de entomopatógenos do Instituto Biológico São Paulo, e larvas de S. frugiperda, cedidas pela COODETEC ( Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológica e Econômico Ltda.), as quais receberam via imersão as suspensões. Em seguida foram transferidas para placas de acrílico e papel filtro, mantidas no interior de uma câmara tipo B.O.D. (temperatura 26ºC ± 1ºC, umidade relativa 80% ± 10% e fotoperíodo de 14 horas) e os insetos mortos foram transferidos para uma câmara úmida, a fim de permitir a conidiogênese e posterior confirmação da mortalidade pelo fungo. Os experimentos demonstraram que o inseto apresenta alto grau de susceptibilidade aos diferentes isolados de B. bassiana, fornecendo assim subsídios para que este fungo passa ser futuramente, utilizado no controle desta praga. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 21 LEVANTAMENTO DA AVIFAUNA DA MATA CILIAR DO ENTORNO DO LAGO DE ITAIPU, PRÓXIMA À EXTENSÃO DA UNIOESTE EM SANTA HELENA, PR MOERS, Éverli Marlei, Acadêmica, UNIOESTE, [email protected] Pierozan, Fernando Duarte, Acadêmico, UNIOESTE, [email protected] Rubio, Fernanda, Acadêmica, UNIOESTE, [email protected] Cândido-Jr, José Flávio, UNIOESTE, [email protected] Introdução: os levantamentos de fauna são muito importantes para a caracterização de ecossistemas e avaliação das condições ambientais de determinado local. O grupo das aves, além de ser excelente bioindicador, atrai a atenção do público e é importante tema em ecoturismo. Dessa forma, decidiu-se realizar o levantamento de avifauna da mata ciliar do entorno do lago de itaipu, próxima à extensão da unioeste em santa helena, pr. Esta área é muito utilizada pel os alunos do curso de ciências biológicas para realização de aulas práticas e coletas, daí também a importância da realização de levantamentos, tanto de fauna como de flora. Objetivo: este trabalho vem sendo desenvolvido com o objetivo de realizar o levantamento da avifauna, que poderá ser usado, futuramente, como base para pesquisas científicas mais específicas, projetos de exploração turística e educação ambiental, além de uma comparação com dados da lista de espécies feita no local há dez anos. Material e métodos: a área estudada compreende cerca de 35 ha. Para o registro das aves estão sendo utilizados os métodos de observação visual e auditiva, com o auxílio de binóculos, gravações, fotos e filmagens, baseando-se no fato de que este método abarca uma amplitude maior de registro. Estas observações são feitas principalmente no final das tardes e/ou durante as manhãs, em pontos fixos ou durante deslocamento nas áreas de estudo utilizando trilhas já abertas. Para a identificação das espécies são utilizadas bibliografias especializadas. Resultados: apesar de recém iniciado, o levantamento já conta com cerca de 25 espécies, com seu número aumentando a cada dia de estudos. Embora seja área muito antropizada, alguns registros de aves típicas de mata foram feitos, como o tié-de-bando habia rubica e o tico-ticodo-mato-de-bico-amarelo, arremon flavirostris, indicando, possivelmente, que essas áreas encontram-se em estágio de regeneração natural. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 22 LEVANTAMENTO TAXONÔMICO DA MACROFAUNA BENTÔNICA EM CINCO AFLUENTES DO RIO CASCAVEL, ESTADO DO PARANÁ. BATISTA, Jesiane E.; FOSS, Alex S.; DARTORA, Leandro; CAETANO Luiz Carlos; CECHIM, Flávio E.; BLOOT, Evandro R.; BRANCALHÃO, Rose M.C. O Rio Cascavel, localizado no município de Cascavel (Paraná, Brasil), representa um importante recurso hídrico utilizado para captação de água pela Empresa de Saneamento Básico do Paraná. Ele nasce em perímetro urbano e seus principais afluentes vêm sofrendo grandes impactos devido a ação antrópica, o que tem gerado uma série de denúncias nos meios de comunicação local. Com isso, o objetivo deste estudo foi realizar uma análise preliminar da diversidade da fauna de macroinvertebrados bentônicos em cinco afluentes do rio Cascavel. Três afluentes (A, B e E) desembocam na margem direita do rio e dois (C e D) na margem esquerda. Foram estabelecidas, aleatoriamente, 23 estações de coleta na área total dos afluentes, distribuídas de acordo com a extensão de cada um, que foram investigadas durante 12 meses (julho de 2001 a junho de 2002). As metodologias de amostragem empregadas foram: peneiras com 60 cm de diâmetro e 2 mm² de abertura de malha e catação. No campo o material foi fixado em formol 4% e acondicionado em frascos plásticos. As identificações foram efetuadas sob microscópio estereoscópio, no laboratório de Biologia Celular da UNIOESTE; sendo os espécimens identificados transferidos para frascos individualizados contendo álcool 70%. A macrofauna encontrada foi composta por 22 famílias: Planorbidae, Physidae, Piladae, Chironomidae, Tipulidae, Stratiomyidae, Tabanidae, Ceratopogonidae, Phylodactyla, Dytiscidae, Elmidae, Hydrophilidae, Coenagrionidae, Libellulidae, Aeshnidae, Planariidae, Leptoceridae, Hydropsychidae, Philopotamidae, Veliidae, Belostomatidae; e pela classe Oligochaeta. Este levantamento pode ser utilizado como base para um biomonitoramento futuro, utilizando-se de índices desenvolvidos especialmente para esses organismos (por exemplo BMWP, ASPT, entre outros). ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 23 CONHECENDO A Progne Chalybea (ANDORINHA GRANDE DE CASA) TISCHNER, Angela Bárbara, Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; SANTOS, Dayanne Sinara F., Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; MOERS, Éverli M. Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; BILHA, Juliana Kafka, Acadêmica, UNIOESTE Extensão de Santa Helena; CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. O presente trabalho é resultado do projeto de pesquisa e extensão em educação ambiental realizado na cidade de Santa Helena/PR. De março a maio de 2002 a população da cidade pôde presenciar um belo espetáculo da natureza, proporcionado por uma grande quantidade de andorinhas que pernoitavam na Praça Central Orlando Webber em busca de alimento e calor. Essas andorinhas, da espécie Progne chalybea, são aves tipicamente migratórias que anualmente buscam territórios de temperaturas menos rigorosas. Considerando que a média das temperaturas de Santa Helena é superior a 28º C no verão e inferior a 18º C no inverno, tem-se um atrativo para migração. A cidade situa-se no 3º Planalto Paranaense, rico em terra roxa, o que beneficia muito a agricultura regional, sua principal atividade econômica e além dessa cobertura vegetal temos pequenos fragmentos de florestas. Estas aves encontram nessa região farta alimentação, composta de grandes quantidades de insetos. Durante o dia, elas vão para os campos e ajudam no controle de pragas das culturas, proporcionando um equilíbrio biológico impedindo a destruição das plantações pelo excesso de insetos. Diante disso, é fácil perceber o porque da presença destas aves migratórias na região, que é essencialmente agrícola. A andorinha grande de casa é caracterizada por apresentar penas azuladas com coloração escura no dorso e ventre que varia do branco ao cinza. Mede cerca de 19,5 cm e pesa aproximadamente 43g. OBJETIVO: O objetivo inicial foi conhecer a opinião da população quanto a presença da andorinha grande de casa através de pesquisa, para assim suprir a necessidade de informações sobre os hábitos e migração da P. chalybea, bem como sua etologia e distribuição geográfica, além de trabalhar com a educação ambiental da população a fim de demonstrar a importância da presença das aves no município. METODOLOGIA: A pesquisa foi realizada através de questionários quantitativos e qualitativos, respondidos pela população local, onde procuramos conhecer a opinião pública em relação à presença dessas aves no município de Santa Helena/PR. Além disso, a divulgação dos resultados e informações obtidas está sendo feita através da imprensa local e com palestras e folders. RESULTADOS: São apresentados na forma de gráficos e/ou tabelas levando em consideração cálculos estatísticos dos dados obtidos com o questionário. São expostos os resultados parciais obtidos, sendo que nestes estão evidenciados a opinião pública. Os resultados e divulgações realizadas tencionam proporcionar a população local a oportunidade de discussão sobre os aspectos positivos e negativos da presença das aves, sua contribuição na cadeia alimentar faz o controle da proliferação dos insetos nas lavouras da região que é notadamente agrícola, tendo em vista a Educação Ambiental. CONCLUSÃO: Percebendo-se que as opiniões da população dividiam-se quanto aos benefícios e prejuízos causados, e sentindo a falta de informações a respeito da Progne chalybea, o estudo veio suprir a necessidade de informações da população a respeito dos hábitos, migração e comportamento, colaborando com a educação ambiental da comunidade, possibilitando também uma nova postura conceitual quanto à importância das mesmas para agricultura local. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 24 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA MACIEL, Kelly Milene. Acadêmica. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. [email protected]. Msc. Celso Aparecido Polinarski. Visto que a humanidade assume uma postura antropocêntrica, que proporciona uma visão de dominação do homem sobre a natureza, a Educação Ambiental procura centrar o seu enfoque na busca do equilíbrio dinâmico entre os elementos e através dos seus princípios, possibilitar a aquisição de uma consciência crítica sobre o meio ambiente, facilitando o seu posicionamento frente á degradação. Partindo-se do pressuposto de que todas as pessoas deveriam gozar do direito a educação ambiental, este trabalho realizado no ano de 2001 pretendeu auxiliar os educandos a ampliarem a sua gama de conhecimentos para possibilitar uma melhor compreensão dos problemas ambientais, e uma motivação para a ação em defesa do meio que os rodeia. A pesquisa foi realizada com os educandos da 1a série do Ensino Médio do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva, utilizando-se sondagens voltadas à captação dos conhecimentos básicos, atitudes e postura ética, antes e depois da realização das conversas, debates e reflexões, findando com a análise interpretativa dos dados. O estudo nos possibilitou constatar que a Educação Ambiental brasileira transita sem objetivos e métodos de ação claramente definidos, a base conceitual confusa e ainda é abordada como meras aulas de ciências com o seu conteúdo naturalista. Por meio de uma educação que busque a integração e o ajuste do organismo à sociedade, bem como a sua instrumentação para criticá-la visando encontrar caminhos para a superação dos problemas gerais da sociedade e do cotidiano, deflagra-se a crença da população em questão no seu potencial de ação na atuação em prol do meio ambiente, buscando a qualidade de vida em todos os sentidos. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 25 EFEITO DA ESTIMULAÇÃO NEONATAL SOBRE OS COMPORTAMENTOS NO CAMPO ABERTO COM PREDADOR E LABIRINTO EM CRUZ ELEVADO EM RATOS MACHOS GONADECTOMIZADOS E COM EXPERIÊNCIA SEXUAL PRÉVIA. BENETTI, Fernando; PADILHA, Camila Batista; DE OLIVEIRA, Renata Thives; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; CITADIN, Cristiane; BONATO, Anna Paula; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. Objetivo: A partir de dados mostrando que a estimulação neonatal provoca alterações nos comportamentos desses animais quando adultos, e de que a gonadectomia diminui a proporção dessas alterações, propomos verificar se a experiência sexual antes da gonadectomia poderia influenciar nas alterações comportamentais nos testes de campo aberto com o predador e no labirinto. Métodos e Resultados: Grupo 1 = intactos + castração, Grupo 2 = estimulados + castração, Grupo 3 = intactos + castração fictícia e Grupo 4 = estimulados + castração fictícia. Os animais foram estimulados nos 10 dias pós-parto, a manipulação consistia em retirar os filhotes da mãe e manipular por 1 min. Os animais foram colocados aos 60 dias de idade com fêmeas na proporção de 3 fêmeas para 1 macho, e permaneceram com as mesmas durante 3 semanas, no final deste período os mesmos eram gonadectomizados e aos 100 dias de idade testados no campo aberto com predador e no teste de labirinto em cruz elevado. Na castração fictícia eram realizados todos os procedimentos cirúrgicos, porém sem a retirada das gônadas. A análise experimental no campo aberto com predador tinha uma duração total de 15 min, divididos em 3 períodos de 5 min: antes, com e após a presença do predador. O experimento no labirinto em cruz elevado foi realizado por 5 min. A analise estatística efetuada foi ANOVA seguida de Kruskal-Wallis ou Mann-Whitney, quando necessário. RESULTADOS: No labirinto, os machos do grupo 2 (68,5±36,5) mostraram uma duração maior no braço aberto quando comparados ao grupo 1 (15,6±8,6). No campo aberto com o predador (gato), no período antes do gato o grupo 4 (8,5±1) mostrou uma freqüência de rearing maior do que o grupo 2 (5±1,3). Na presença do predador a frequência de rearing do grupo 2 (0,7±0,3) é menor do que a do grupo 1 (0,9±0,6). No período após a retirada do predador não foram observadas diferenças significativas. Conclusões: No labirinto, a experiência sexual prévia + gonadectomia em animais estimulados neonatal, provoca uma diminuição da ansiedade do animal. No campo aberto com o predador, este tratamento mostrou um aumento nos comportamentos de investigação do animal no período antes do gato, porém nos outros dois períodos as alterações comportamentais não foram observados. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 26 ANÁLISE DA INGESTA DE ETANOL 10 E 30% EM RATAS DURANTE A LACTAÇÃO, E ALTERAÇÕES DE PESO NAS MÃES E FILHOTES. BONATO, Anna Paula; PADILHA, Camila Batista; BENETTI, Fernando; DE OLIVEIRA, Renata Thives; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; CITADIN, Cristiane; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. Objetivo: Verificar o consumo de etanol em fêmeas lactantes durante 3 semanas pós-parto, bem como as alterações de peso ocorridas neste período. Métodos e Resultados: -MÉTODOS: Grupo 1 – ingesta de etanol 10% e água, Grupo 2 - ingesta de etanol 30% e água, Grupo 3 ingesta de água. O consumo de água e etanol foram medidos diariamente durante as 3 semanas pós-parto, bem como o peso corporal das mães e de sua ninhada (padronizada em 4 fêmeas e 4 machos). A ingesta iniciou imediatamente após o parto, sendo que diariamente o local das garrafas na grade era invertida. Os dados foram comparados entre os grupos através de uma análise de variância (ANOVA) e quando necessário foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis, o nível de significância aceito foi de p<0,05. RESULTADOS: A ingesta de etanol na 1ª semana foi maior no grupo 2 (113.7±15,2) comparado ao grupo 1 (59,6±19,6), não houveram diferenças nas 2ª e 3ª semanas. As mães não apresentaram diferenças no peso total, porém o grupo 2 (203,1±42) teve um aumento no peso total dos filhotes em relação ao grupo 1 (176,3±31,1). Em relação ao total de líquido ingerido nas 3 semanas, o grupo 2 (20,4±1,8) mostrou uma porcentagem maior de ingesta de etanol comparada ao grupo 1 (10,2±1,4). Conclusões: As fêmeas lactantes demonstraram uma preferência maior por etanol na concentração de 30%, ao mesmo tempo que seu consumo de água também foi maior quando comparada ao grupo 1. O peso dos filhotes das mãe que ingeriram etanol 30% também foi maior, isto provavelmente esteja associado a ingesta de etanol em concentração calórica elevada. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 27 EFEITO DA ESTIMULAÇÃO NEONATAL E GONADECTOMIA AOS 70 DIAS DE IDADE SOBRE OS COMPORTAMENTOS NO LABIRINTO E CAMPO ABERTO COM PREDADOR EM RATOS. PADILHA, Camila Batista; DO VEIGA, Caroline Perinazzo; DE OLIVEIRA, Renata Thives; BENETTI, Fernando; CITADIN, Cristiane; BONATO, Anna Paula; PADOIN, Maristela Jorge – UNIOESTE. Objetivo: Analisar os efeitos dos hormônios gonadais sobre as alterações comportamentais no labirinto e campo aberto com o predador em animais estimulados neonatal. Métodos e Resultados: Grupo 1: intacto + castração, Grupo 2: manipulado + castração, Grupo 3: estressado + castração, Grupo 4: intacto + castração fictícia, Grupo 5: manipulado + castração fictícia e Grupo 6: estressado + castração fictícia. O N para cada grupo foi de 12 machos e 12 fêmeas. Os animais foram estimulados nos 10 dias pós-parto, a manipulação consistia em retirar os filhotes da mãe e manipular por 1 min, o estresse consistia em submeter os filhotes a um estímulo estressor de frio ou som ou luz intensos, aplicados aleatoriamente durante 10 min. Os animais foram gonadectomizados aos 70 dias de idade e seus comportamentos foram analisados aos 100 dias de idade. Na castração fictícia eram realizados todos os procedimentos cirúrgicos, porém sem a retirada das gônadas. A análise experimental no campo aberto com predador tinha uma duração total de 15 min, divididos em 3 períodos de 5 min: antes, com e após a presença do predador. O experimento no labirinto foi realizado por 5 min. A analise estatística efetuada foi ANOVA seguida de Kruskal-Wallis ou Mann-Whitney, quando necessário. RESULTADOS: No labirinto os machos do grupo 3 mostraram um aumento da freqüência tanto no braço aberto (5,1±0,9) quanto no braço fechado (5,4±0,9) comparado ao grupo 1 (1,7±0,3; 2,4±0,4). A duração no braço aberto do grupo 5 (47,8±7) foi maior comparada ao grupo 4 (20±8,9) e também ao grupo 2 (24,9±2,7). As fêmeas do grupo 3 (5,9±2,1) aumentaram a freqüência no braço aberto comparadas ao grupo 1 (2,3±0,6). A duração de olhar para o braço aberto do grupo 5 (72,8±12) é maior do que a do grupo 2 (29,4±9,8). No campo aberto com o predador os machos e fêmeas de todos os grupos no período antes do gato comparado ao com e pós gato mostraram uma diminuição de todos os comportamentos, com exceção do parado que aumentou em todos. No período com o gato os machos do grupo 1 (287,7±5,7) permaneceram parados por mais tempo comparados aos grupos 2 (260,8±14,7) e 3 (235,1±24,7). A freqüência na área do gato do grupo 6 (2,4±3) foi maior do que a do grupo 3 (0,5±0,3) . Nas fêmeas, o grupo 5 (181,7±24,6) permaneceu menos tempo parado do que o grupo 4 (277±11,4), do que o grupo 6 (255,4±24,3) e do que o grupo 2 (220±35,1). No período pós-gato, os machos do grupo 6 (5,3±1,1) tiveram uma freqüência de grooming maior do que a do grupo 3 (1,5±0,6). As fêmeas, a duração da locomoção foi maior no grupo 5 (27±12,8) do que a do grupo 4 (1,7±1,3) e do que a do grupo 2 (20,8±5,6). Conclusão: Os hormônios gonadais estão envolvidos nas alterações comportamentais geradas pela estimulação neonatal, porém a retirada das gônadas somente diminui a proporção das alterações comportamentais não as extingue. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 28 EFEITO DA INGESTA DE ETANOL SOBRE O CICLO ESTRAL DE RATAS WISTAR. Renata Thives de Oliveira (IC), Camila Batista Padilha (IC), Fernando Benetti (IC), Anna Paula Bonato (IC), Maristela Jorge Padoin. Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Curso de Ciências Biológicas, Cascavel, Paraná . [email protected]. INTRODUÇÃO/OBJETIVO - Nas fêmeas o padrão hormonal se apresenta de forma cíclica, sendo responsável pela ovulação e pela preparação para a concepção. Neste trabalho propomos analisar a influência do Etanol nas fases do ciclo estral de Ratas Wistar. METODOLOGIA - Foram utilizadas Ratas Wistar aos 70 dias de idade, nas quais os Grupos 0 (n=11), 1 (n=11) e 2 (n=13) as mães ingeriram água durante a lactação, nos Grupos 3 (n=14) e 4 (n=16) as mães ingeriram água + etanol a 10% durante a lactação. Dos 70 aos 90 dias as fêmeas do Grupo 1 e 3 ingeriram água + etanol a 10%, as fêmeas dos Grupos 2 e 4 ingeriram água + etanol a 30% enquanto que as fêmeas do Grupo 0 somente ingeriram água. A análise do ciclo estral foi realizada diariamente dos 70 aos 100 dias de idade. A estatística efetuada foi ANOVA, e o nível de aceitação p<0,05. RESULTADOS/CONCLUSÃO - Quando comparado o Grupo 0 ao Grupo 1, houve diminuição na frequência de metaestro e aumento na frequência de diestro durante a reingesta. Após reingesta o Grupo 1 diminuiu a freqüência de proestro e uma tendência a aumento do diestro. O Grupo 2 comparado ao Grupo 0, mostrou durante a reingesta um aumento da frequência de metaestro e diminuição do diestro, após a reingesta houve diminuição do proestro e uma tendência a aumento do diestro. Entre os Grupos 1 e 2 não houve diferenças, mostrando que as variações no ciclo estral são independentes da concentração de etanol. O Grupo 1 comparado ao 3 mostrou aumento na frequência de proestro e diestro em compensação teve diminuição de metaestro. Isso se confirma quando observamos que o Grupo 2 apresenta uma redução em metaestro e aumento em diestro, como visto na comparação entre os Grupos 1 e 3, de que o efeito da mãe ter ingerido etanol a 10 % e água causou as alterações no ciclo estral vistas nos Grupos 1 e 3, e 2 e 4. A comparação entre os Grupos 3 e 4 mostraram que o Grupo 4 apresenta uma redução de diestro após a ingesta o quê provavelmente deve estar relacionado com a concentração de etanol. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 29 EFEITO DA MANIPULAÇÃO NEONATAL SOBRE O NÚMERO DE NEURÔNIOS DO Locus coeruleus EM RATOS EM VÁRIAS IDADES. BORN, Fernanda (Graduanda-Unipar\Cvel) [email protected] ; GRAHL, Francieli (Graduanda-Unipar\Cvel); SANTOS, Cesar Augusto (Graduando-Unipar\Cvel); PEREIRA, Francine M. (Mestre-UFRGS) ; WINKELMANN, E. C. (UFRGS); PEREIRA, G.A. (UFRGS); SANVITTO, G.L. (UFRGS); ANSELMO-FRANCI, J.A (USP); LUCION, A.B. (UFRGS). A manipulação neonatal provoca profundas modificações neuroendócrinas e comportamentais no rato adulto, como: diminuição do comportamento sexual, ciclo anovulatório em fêmeas, diminuição do número de neurônios no córtex cerebral e núcleo periventricular do hipotálamo. Na etapa neonatal, o cérebro está em uma fase de migrações neuronais, nascimento, crescimento e morte. A partir do décimo dia neonatal o número de localização dos neurônios começa estabilizar. O trabalho tem como objetivo descrever os efeitos da manipulação neonatal sobre o número de neurônios do Locus coeruleus (LC) em machos com 11, 26, 35 e 90 dias de idade. Os ratos Wistar divididos em 2 grupos: não-manipulados (n=6 em cada idade) e manipulados (1 min por dia durante os 10 primeiros dias pós-natal,n=6 em cada idade). Aos 11, 26, 35 e 90 dias, ratos foram perfundidas e cérebros fixados em paraformaldeído 4%. Após inclusão, cortes seriados de toda extensão antero-posterior do LC (15 µm de espessura) foram corados com cresil-violeta. A contagem dos neurônios do LC (lado direito) foi feita em todos os cortes amostrados a partir do 30 corte com período de 5. A média (±EPM) do número de neurônios nos machos não- manipuladas aos 11 dias de idade foi 1654,3±95,79, aos 26 foi de 2049,5±52,61, aos 35 de 1918,6±168,37 e aos 90 de 1537,0±112,7; no grupo das manipuladas aos 11 dias foi de 1017,8±91,83, aos 26 foi de 1216,6±92,14, aos 35 de 1248,7±43,01 e aos 90 de 1100,8±50,61. A ANOVA de 2 vias (seguida de Newman-Keuls, p<0,05) mostrou que o número de neurônios das ratos manipulados foi menor que dos não-manipulados em todas as idades. A redução do número de neurônios pode constituir-se no substrato morfológico das alterações comportamentais e neuroendócrinas induzidas pela estimulação neonatal. Apoio financeiro: CNPq, CAPES, FAPERGS, FAPESP ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 30 EDUCAÇÃO E SAÚDE: FATORES IMPORTANTES PARA ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A REDE PÚBLICA E PRIVADA. BONINI, Andreia Kusumota; JÚNIOR, José Flávio Cândido; MIORANZA, Sônia de Lucena. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ-Campus de Cascavel. Rua Universitária, 2069- Jardim Universitário- fone: (45) 2202-3000- Fax: (45) 324- 4566 CEP 85819-110- Cascavel-PR. A educação escolar vem sofrendo mudanças que começam a refletir no aprendizado dos escolares. Há algum tempo a educação era formal, centrada, onde se ensinava tal qual eram os livros didáticos. Hoje há um novo modelo de ensino, onde os professores aprimoram seus conhecimentos, trabalham a interdisciplinaridade no ambiente escolar, podendo melhorar o ensino-aprendizagem dos alunos. Além disso, o professor deve estar preparado para enfrentar os diversos obstáculos que aparecem em sala de aula. O educador principalmente o de Biologia/Ciências deve possuir o “dom” de conciliar saúde e educação em sala de aula, pois estarão melhorando o aprendizado dos alunos, através da transmissão de informações, discussões, críticas e busca de soluções para os problemas cotidianos do ambiente escolar; tais como: parasitoses, desnutrição, evasão escolar, indisciplina e outros. A finalidade deste trabalho foi avaliar o papel que o nível sócio-econômico tem sobre o aprendizado do aluno. Na metodologia desta pesquisa foram aplicados dois questionários: um questionário da estrutura escolar e questionário sócio-econômico. Ambos foram aplicados em três colégios do município de Cascavel, dentre os quais dois são Colégios Estaduais (A e B), localizados na periferia do município de Cascavel e o Colégio Particular (C), localizado no centro. Os questionários foram aplicados nas 6ª, 7ª e 8ª séries, onde os alunos possuíam faixa etária entre 12 a 15 anos. Os questionários constaram de 28 questões de múltipla escolha, nas quais as 13 primeiras foram de caráter pessoal-familiar e as outras envolveram conhecimentos gerais sobre: higiene, saúde, parasitoses e meio ambiente. O total de amostras recolhidas foi de 300 questionários, onde 150 foram aplicados nos dois Colégios Estaduais e os 150 restantes foi aplicado no Colégio Particular. Através dos resultados obtidos, conclui-se que o colégio Privado possui uma excelente qualidade em sua estrutura física, inclusive a boa higienização dos banheiros e bebedouros e número maior de laboratórios. Os da rede Pública são deficientes quanto à higiene e possui número menor de laboratórios. Através da análise estatística do X2 das características sócio-econômicas, observou-se que as famílias dos alunos da rede pública possuem grau de escolaridade baixa em relação aos pais da rede privada, influindo diretamente no poder aquisitivo da família. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 31 PERFIL DOS ALUNOS INGRESSANTES NO ANO 2002, NO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UNIOESTE, CAMPUS DE CASCAVEL, PR. CARNIATTO, Irene. Mestre, UNIOESTE, [email protected]. CAPPELLARI, Angélica, Acadêmica, UNIOESTE, [email protected]. O estudo do perfil de alunos ingressantes em cursos universitários tem se constituído em excelente parâmetro para planejamento, direcionamento e avaliação dos cursos e das instituições. A adoção de programas educacionais e sua implementação institucional também podem ser corroboradas mediante análise dos perfis de ingressantes, bem como concluintes. O curso de Ciências Biológicas da UNIOESTE até o presente momento não possuía um perfil de seus acadêmicos. Assim sendo, a presente pesquisa pode instrumentalizar o curso e a UNIOESTE com dados que possibilitem contribuir para subsidiar sua trajetória, as políticas, o currículo, bem como sua avaliação. A presente pesquisa tem como objetivo conhecer o perfil dos acadêmicos ingressantes no curso de Ciências Biológicas ano 2002, no Campus de Cascavel. Este trabalho envolveu a aplicação de um questionário na primeira semana de aulas do ano letivo, aos 40 alunos da 1ª série. Os dados foram tabulados conforme categorias de análise elaboradas com base nas respostas dos estudantes, seguidas por análise quantitativa e qualitativa. Os resultados mostraram que no ano de 2002, dos acadêmicos ingressantes 58% tem a idade predominante de 18 a 19 anos, destaca-se que 05 acadêmicos (11%) tiveram os seus ingressos mais cedo, com apenas 17 anos, dos quais, 70% são do sexo feminino e 30% do sexo masculino. Destes, 95% são solteiros. Pesquisados sobre o tipo de escolas nas quais estudaram obtivemos as seguintes respostas: 58% são provenientes de escolas públicas e 40% de escolas particulares. 69% fizeram cursinho pré-vestibular, destes 21% durante 02 anos e 79% num período de até 01 ano. 41% são residentes em Cascavel, 32% são da Região Oeste do Paraná, 20% do restante do Estado e 7% de São Paulo e Minas Gerais. Quanto à atividade que deseja exercer 46% querem ser biólogos, 12% professor e 42% desejam exercer ambas atividades. Se eles possuem outra profissão preferida 31% respondem que sim: Medicina, Biomedicina, Fisioterapia e outros. Sobre qual impedimento para realizar um outro curso, respondem: 12% grande concorrência, 2% respondem que o curso é disponível em poucas universidades o que dificulta financeiramente e 7% por indecisão ao escolher no momento da inscrição. Com relação à área de interesse na Biologia: Genética é preferida por 36%, zoologia por 27%, botânica 24% e biologia marinha 10%. Perguntado se o curso de biologia na UNIOESTE pode atender as suas expectativas, 90% respondem sim, 3% não e 7% apresentam-se indecisos. Qual é a sua meta futura como profissional? Ser pesquisador (54%), ser um bom profissional (27%), ser professor (17%), realizar mestrado (12%), doutorado (12%) e outros (12%). Sobre o que cada um acha da UNIOESTE, e qual é o papel da universidade? 58% acham uma boa universidade, 32% uma ótima universidade, 20% diz que prepara para o mercado de trabalho, 51% forma bons profissionais e 12% universidade que deixa muito a desejar. Os resultados desta pesquisa são discutidos como subsídio para direcionamento da formação profissional e representações da profissão do biólogo, também como possibilidade de contribuição para reflexão sobre políticas institucionais, estudo dos docentes e do colegiado. ANAIS DA XII SEMANA DE BIOLOGIA – UNIOESTE. Cascavel – PR, 09 a 13 set. 2002 32 CONDIÇÕES SÓCIO-ECONOMICAS E INCIDÊNCIA DE ENTEROPARASITAS DAS FAMÍLIAS ACAMPADAS NA BR-277/KM 608. BIASI, Giselle Pietro; BLANCO, Cassiane Cristina; DALCIN, Gisela; FLORES, Ivy Polônia Dornelles; TAKIZAWA, Graça Marciano Hirata (co-orientadora); MIORANZA, Sônia de Lucena (orientadora), e-mail:[email protected] O cotidiano da população carente demonstra que a situação da saúde das famílias sem terra localizados na BR-277/Km 608, é reflexo direto do desequilíbrio do ambiente com o homem. Acarretado pela deficiência de princípios higiênicos, má utilização da água, que pode ser um veículo para transmissão de doenças, baixas condições de vida e ignorância, favorece a disseminação e a elevada incidência das parasitoses em determinadas regiões. A verificação dos hábitos da comunidade é de fundamental importância para a análise dos problemas de saúde da população-alvo. O laboratório de parasitologia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná realizou exames parasitológicos dos membros da comunidade citada. O material foi coletado no acampamento e analisado, empregando-se três métodos de diagnóstico para pesquisa de parasitos intestinais: Hoffmann, Pons e Janer (sedimentação espontânea), Blagg e colaboradores ou MIFC (sedimentação por centrifugação) e Rugai (termo-hidrotropismo), realizando-se duas leituras por método. Aplicou-se um questionário e observou-se a infraestrutura local, como também análise de amostras de fezes para identificação de enteroparasitas. Foram analisadas um total de 61 amostras fecais das quais 17 (27,87%) estavam negativas e 44 (72,13%) positivas. Sendo que dos indivíduos infestados 24 (54,55%) eram monoparasitados e 20 (45,45%) eram poliparasitados. Os enteroparasitas mais freqüentes foram: Ascaris lumbricoides (63,6%), Endolimax nana (41%), Entamoeba coli (18%), Entamoeba histolytica (18%), Giardia lamblia (16%), Ancylostomatidae (11,4%), Iodamoeba butcshlii (7%), Strongyloides stercoralis (4,6%) e Trichuris trichiura (2,3%). Dos 44 exames positivos, 29 (86%) eram de crianças de zero a oito anos de idade. A água consumida é retirada de uma mina localizada próximo ao acampamento, sendo utilizada para consumo, higiene pessoal e preparo de alimentos. A população que não utiliza nenhum meio de purificação da água corresponde a 91,7% das pessoas questionadas, somente 8,3% utilizam este recurso. Neste acampamento não existe coleta de lixo, sendo este desprezado próximo ao acampamento (25%) ou queimado (16%) e o restante da população (59%) utiliza as duas formas de eliminação de resíduos. Das pessoas que neste lugar habitam 68,3% utilizam-se de fossas sépticas e 41,6% não utilizam a mesma. Em relação aos exames parasitológicos, uma pequena parcela (16,7%) já realizou algum tipo de exame e 83,3% nunca o fizeram. Grande parte da população mantém contato com vários tipos de animais domésticos. Aproximadamente 50% da população analisada já fizeram algum tipo de tratamento para parasitoses, 30% apresentaram sintomas como: dores de cabeça, cólicas abdominais e hemorróida. Diante dessa realidade, verifica-se o não atendimento das necessidades fundamentais do ser humano como higiene, integridade física, habitação e ambiente saudável, tornando essas pessoas mais vulneráveis ao risco de doenças.