Presidente da República Federativa do Brasil Luis Inácio Lula da Silva Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário Executivo José Henrique Paim Fernandes Secretário de Educação Básica Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva Diretora de Política da Educação Infantil e Ensino Fundamental Marcelo Soares Pereira da Silva Coordenação Geral de Política de Formação de Professores (REDE) Helena Costa Lopes de Freitas Universidade Federal do Pará Reitor Alex Bolonha Fiúza de Mello Vice-Reitora Regina Fátima Feio Barroso Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Roberto Dall’ Agnol Pró-Reitora de Extensão Ney Cristina Monteiro de Oliveira Coordenação do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica Terezinha Valim Oliver Gonçalves Coordenação Geral do Programa EDUCIMAT Terezinha Valim Oliver Gonçalves UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA CENTRO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA EDUCIMAT: Formação, Tecnologias e Prestação de Serviço em Educação em Ciências e Matemátcas Curso de Formação Continuada em Educação em Ciências para Professores de 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental Coleção Ciências e Amazônia Volume 11 KITS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA Andrela Garibaldi Loureiro Parente Lilian Valente Teles Luiz Sérgio de Oliveira Lima Educimat 68 Belém - Pará - 2009 Conselho Editorial Adilson Oliveira do Espírito Santo – UFPA Adriano Sales dos Santos Silva – UFPA Ana Cristina Cristo Vizeu Lima - UFPA Ariadne Peres do Espírito Santo – UFPA Arthur Gonçalves Machado Júnior – PPGECM Eugenio Pacelli Leal Bittencout - UFPA Flávio Leonel Abreu da Silveira - UFPA Gleiciane de Souza Alves - PPGECM Isabel Cristina Rodrigues Lucena - UFPA Jane Felipe Beltrão - UFPA José Fernando Pina Assis – UFPA Mara Rubia Ribeiro Diniz Silveira - PPGECM Marcio Couto Henrique – UFPA Maria Isaura de Albuquerque Chave UFPA Maria Lúcia Harada - UFPA Natanael Freitas Cabral - UNAMA Neivaldo Oliveira Silva - UEPA Renato Borges Guerra – UFPA Sheila Costa Vilhena Pinheiro – PPGECM Tadeu Oliver Gonçalves - UFPA Tânia Regina dos Santos – UEPA Terezinha Valim Oliver Gonçalves - UFPA Valéria Risuenho Marques - SEMEC Dados Internacional de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Setorial do NPADC, UFPA Sumário Bolinhas eletrizantes 1 Bolinhas eletrizantes 2 Movendo a lata Pregando materiais na parede sem o uso de cola Barco movido a vapor d’ água Simulando um submarino Apagando a vela com sonrisal Enchendo um balão com gás hidrogênio O PROGRAMA EDUCIMAT: Formação, Tecnologias e Prestação de Serviços em Educação em Ciências e Matemáticas O Programa EDUCIMAT é coordenado e desenvolvido pelo NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA (NPADC) , da Universidade Federal do Pará, que integra a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores de Educação Básica (MEC/SEB), na qualidade de Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica. O Programa visa à formação continuada de professores para a Educação Matemática e Científica, no âmbito da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Como estratégia de trabalho, prevê a formação/fortalecimento de grupos regionais de professores tutores dos Centros Pedagógicos de Apoio ao Desenvolvimento Científico (CPADC) e municipais, por meio da constituição dos Grupos Pedagógicos de Apoio ao Desenvolvimento Científico (GPADCs), em nível de especialização lato sensu. Nessa perspectiva, colocam-se como princípios de formação, dentre outros: a reflexão sobre a própria prática, a formação da cidadania e a pesquisa no ensino, adotando-se como transversalidade a educação inclusiva, a educação ambiental e a educação indígena. O Programa está proposto para quatro anos, iniciando-se no Estado do Pará, com possibilidades de expansão para outros Estados, especialmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Parcerias poderão ser estabelecidas para otimizar o potencial da região no que diz respeito à institucionalização da formação continuada de professores no âmbito da Educação Infantil, Séries Iniciais, Ciências e Matemáticas. O Programa EDUCIMAT situa-se no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação Matemática e Científica (NPADC/UFPA), no âmbito do Programa de Pósgraduação em Educação em Ciências e Matemáticas, assim como o Mestrado e o Doutorado. O NPADC é unidade acadêmica dedicada à pesquisa, à pós-graduação e à educação continuada de professores de Ciências e Matemáticas, desde a educação infantil e séries iniciais até a pós-graduação lato e stricto sensu. Conta com a parceria da Secretaria Executiva de Estado de Educação, por meio do Convênio 024/98 e de Instituições de Ensino Superior integrantes do Protocolo e Universidades da Amazônia: Universidade da Amazônia (UNAMA), Centro de Estudos Superiores do Estado do Pará (CESUPA) e a Universidade do Estado do Pará (UEPA). Desde 18 de junho de 2009, o NPADC foi transformado pelo CONSUN/ UFPA em Instituto de Educação Matemática e Científica – IEMCI – em razão da criação do Curso de Graduação: “Licenciatura Integrada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens”. Com isso, o IEMCI passa a ter graduação, mestrado e doutorado na área 46 da CAPES, Ensino de Ciências e Matemática. Objetivos do Programa EDUCIMAT Contribuir para a melhoria do ensino e da aprendizagem de Ciências e de Matemática no Estado do Pará e em outras regiões do país; Formar professores especialistas na área de Ensino de Ciências e Matemáticas, para constituir Grupos Pedagógicos Municipais na área de Educação Matemática e Científica; Formar e certificar professores de Ciências e Matemáticas da Educação Infantil e Fundamental nos Estados e Municípios, por meio da Educação a Distância; Fortalecer os municípios, instituindo os GPADC como organismos municipais capazes de assegurar a tutoria da formação continuada de professores em cada município; Buscar a parceria dos governos municipais, estaduais e de outras instituições, garantindo a produção e reprodução de materiais didáticos específicos. Linhas de Ação do EDUCIMAT 1. Desenvolvimento de programas e cursos de formação continuada, em rede, e de professores da Educação Infantil e Fundamental, de natureza semi-presencial e a distância nos municípios, incluindo elaboração de materiais didáticos, tais como módulos, livros, softwares e vídeos; Cursos de Especialização a Distância para Formação de Tutores e Cursos de Formação Continuada de Professores Educação Matemática e Científica ênfase em Educação Infantil; Educação Matemática e Científica ênfase em Séries Iniciais; Educação em Ciências ênfase em Ensino Fundamental; Educação Matemática ênfase em Ensino Fundamental. Metas do Programa EDUCIMAT Formar, em 4 anos, 1920 (um mil, novecentos e vinte) tutores; Formar, com tutoria local, cerca de 20.500 (vinte mil e quinhentos) professores para educação infantil, séries iniciais, ciências e matemática; Produzir kits de material instrucional para o ensino de Ciências e de Matemática; Produzir 88 (oitenta e oito) produtos, nas quatro linhas de ação, em quatro anos; Reproduzir, por meio de acordos com prefeituras e outras instituições, produtos de ensino e de formação, para uso da rede pública de ensino. Comitê Geral do Programa EDUCIMAT Profª. Dra. Terezinha Valim Oliver Gonçalves UFPA 2. Realização de programa de formação de tutores, em nível de pós-graduação lato sensu, para o desenvolvimento de programas e cursos de formação continuada de professores e lideranças acadêmicas locais; Profª. Ms. Andrela Garibaldi Loureiro Parente UFPA 3. Desenvolvimento de tecnologias educacionais (software, kits, cd-rom) para o ensino infantil e fundamental, no âmbito dos municípios e unidades educacionais públicas; Coordenação de Áreas: 4. Associação a outras instituições de ensino superior e outras organizações para a oferta de programas de formação continuada, formação de grupos de estudos e pesquisas e implantação de redes e novas tecnologias educacionais. Estratégias para o desenvolvimento do Programa Formação de Pólos para o desenvolvimento do Programa EDUCIMAT, por meio de momentos presenciais e a distância; Realização de Seminários e Encontros com a participação da equipe coordenadora do programa, professores, prefeituras e associações para firmar compromissos e acordos com o Programa; Participação de estudantes, tutores e professores na produção de materiais didáticos e/ou produção intelectual; Tutorias presenciais e a distância para formação de professores nas áreas de educação infantil, séries iniciais, ciências e matemática. Desenvolvimento de cursos presenciais, semi-presenciais e a distância. Prof. Ms. Adriano Sales dos S. Silva UFPA/Castanhal Profª. Ms. Larissa Sato Dias CESUPA Ciências Maria Lúcia Harada UFPA Educação Indígena Jane Felipe Beltrão UFPA Matemática Tadeu Oliver Gonçalves UFPA Educação Infantil Tânia Regina Lobato dos Santos UEPA Educação Inclusiva Maria Joaquina Nogueira da Silva CESUPA Séries Iniciais Neivaldo Oliveira Silva SEDUC Educação Ambiental Ariadne da Costa Peres UFPA Secretária Lourdes Maria Trindade Gomes Conversando com o professor Apresentamos neste material, atividades voltadas para o ensino de ciências do ensino fundamental. As atividades sugeridas podem oportunizar momentos de discussão contribuindo para a aprendizagem de conhecimentos científicos. Uma forma de despertar o interesse pela cultura científica das crianças é envolvê-las em situações que possam contribuir para a aquisição do conhecimento gerado nesse meio. Tal interesse não deve se limitar ao uso do conhecimento da ciência, mas também, de seus modos de pensar e fazer ciência. Isso implica em um processo de ensinar e aprender que incentive características presentes no fazer ciência, como: ler, discutir, argumentar, escrever, observar, medir, comparar, testar, formular hipótese etc. Essas características podem ser fomentadas em diferentes situações de ensino, como as que apresentaremos neste material. Na tentativa de incentivar o envolvimento dos alunos nas atividades proposta apresentamos ao longo deste material perguntas que podem funcionar com hipóteses na condução dos experimentos. Encorajem seus alunos a realizarem os testes sugeridos pelas questões colocadas. Apresentamos a seguir algumas orientações para aulas que podem ser consideradas pelo professor, mas que estão sujeitas as adaptações e reformulações em função do contexto de ensino. 1. Envolver os alunos na organização das atividades. Deixe que as crianças, sempre que possível, manipulem os objetos envolvidos na situação. 2. Sempre que possível organizar a sala em grupo de alunos e disponibilizar os materiais para cada grupo. 3. Organizar debates entre integrantes de um mesmo grupo e de grupos diferentes. Estabelecer tempo para atividades que envolvam a discussão entre as crianças. 4. Encorajem as crianças a falar, perguntar, sugerir explicação etc. 5. Incentivar para que testem hipótese acerca do experimento. 6. Intervir nas explicações das crianças apresentando e discutindo a explicação para as situações observadas. Passaremos a apresentação das atividades. Bom trabalho! kits didáticos de ciências e matemática Bolinhas eletrizantes 1 O objetivo do experimento é demonstrar os fenômenos elétricos e suas interações com a natureza. Trataremos de dois tipos de eletrização neste experimento: por atrito e por indução. Para o experimento serão necessários: Isopor; Garrafa PET, devidamente limpa e seca (2L ou 1,5L); Canudinho; Folha de papel Para observação do fenômeno: 1. Esfarele o isopor com as pontas dos dedos para transformá-lo em bolinhas pequenas. Transfira para dentro de uma garrafa PET. A imagem abaixo mostra o procedimento descrito. Foto 1: Bolinhas de isopor 2. Após transferir as bolinhas de isopor, tampe a garrafa. Agite a garrafa com o auxilio das duas mãos. Coloque sobre uma mesa e observe o que acontece com as bolinhas de isopor. A imagem a seguir retrata o fenômeno. Imagem 2: Bolinhas eletrizadas UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 11 kits didáticos de ciências e matemática Como se explica: Os corpos são constituídos de cargas elétricas sendo que a distribuição uniforme das cargas confere neutralidade aos objetos. Uma forma de desorganizar as cargas permitindo sua mobilização no material se dá por meio do atrito. Dizemos que o atrito entre corpos faz com que ele fique eletrizado. A eletrização por atrito explica fenômenos como apresentado anteriormente. Ao sacudir a garrafa as bolinhas se atritam entre si e atritam-se com a parede da garrafa, o que permite com que fiquem eletrizadas. Assim que paramos de atritar o material as bolinhas migram para a parede da garrafa (observado no experimento), explicamos isso em função das cargas da superfície da bolinha serem opostas as cargas da superfície da parede da garrafa. No caso da garrafa Pet e das bolinhas de isopor ao atritá-las (sacudir a garrafa), as bolinhas concentram na sua superfície cargas de sinais contrários aos da parede do recipiente. Cargas de sinais contrários se atraem e como conseqüência observamos as bolinhas “presas” a parede interna da garrafa. Após a observação do comportamento das bolinhas o professor pode explorar a situação. 1. Sugerimos que pergunte as crianças o que é necessário fazer para que aumente o número de bolinhas na parede interna da garrafa. Deixe as crianças sugerirem a solução para a situação. 2. Se o tamanho das bolas de isopor fossem maiores o que aconteceria com o fenômeno? 3. Pergunte à elas, o que acham que pode acontecer, no comportamento das bolinhas, se jogarem água na parede externa da garrafa. 3. Pegue a folha de papel e passa envolta do canudinho para atritá-lo Repita esse procedimento varias fezes. Aqui, estamos promovendo a eletrização por contato. Imagem 3: Atritando o canudinho 12 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática 4. Aproxime o canudinho da parede da garrafa, faça com que ele percorra a parede da garrafa. O que acontece com as bolinhas? Imagem 4: Canudinho percorrendo a parede da garrafa. Como se explica: Com a eletrização do canudinho (atrito entre o papel e o canudinho) e das bolinhas (atrito entre a garrafa e o isopor), podemos observar um outro tipo de eletrização, a eletrização por indução. A indução ocorre pela aproximação do canudinho eletrizado das bolinhas. Na aproximação do canudinho da garrafa observamos a movimentação das bolinhas, isso ocorre por que o canudinho eletrizado provoca a eletrização por indução das bolinhas. 1. Será que é possível observar algum movimento das bolinhas na parte interna da garrafa se, ao invés de passar a folha de papel em um único sentido, passarmos nos dois? 2. Além do papel é possível atritar o canudinho com outro material? Qual? 3. O que faz com que a bolinha percorra a parede do recipiente? Se usarmos o canudinho sem atritar é possível perceber o movimento das bolinhas? 4. Se atritarmos apenas o canudinho e não agitar a garrafa é possível percebe o movimento das bolinhas? Bolinhas eletrizantes 2 O objetivo do experimento é levar os alunos à observação de fenômenos elétricos proporcionando a interação deles com o fenômeno e promovendo discussão a cerca da explicação. A explicação do experimento se apóia sob as mesmas compreensão teórica da atividade “Bolinhas eletrizantes 1”, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 13 kits didáticos de ciências e matemática sendo que neste, apresentamos o fenômeno da indução: Ao aproximar um condutor A eletrizado de um condutor neutro B, parte das cargas elétricas do condutor neutro se separa. Para o experimento serão necessários: Isopor; Transparência de retroprojetor; Chapa de raio X. Para observação do fenômeno: 1. Coloque a chapa de raio X em cima de uma mesa. Esfarele o isopor e transfira para cima da chapa de raio X. 2. Atrite a transparência. Para isso, apóie a transparência sobre a mesa passando uma folha de papel na superfície da transparência, várias vezes e, em um único sentido. 3. Aproxime a transparência atritada da chapa de raio X. Imagem 1: Bolinhas na superfície da transparência. Como se explica: 1. O que devemos fazer para conseguirmos que um maior número de bolinhas fiquem presas na transparência. 2. Se dispusermos as bolinhas apenas sobre a superfície da mesa, visualizaremos o mesmo comportamento para elas ao passar a transparência atritada? 14 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática Movendo a lata A atividade tem o objetivo de mostrar o processo de eletrização por atrito e eletrização por indução. Para o experimento serão necessários: Lata pequena (apropriado lata de leite em pó); Transparência; Chapa de raio X; Papel. Para a observação do fenômeno: 1. Coloque a chapa de raio X (a chapa é utilizada apenas para diminuir o atrito entre a lata e a superfície da mesa) sobre a superfície de uma mesa. Coloque a lata sobre a chapa. 2. Atrite a transparência com o auxílio de um papel. Faca isso movendo o papel em um único sentido sobre a superfície da transparência. 3. Aproxime a transparência atritada da lata. Movimente-a para um único lado e observe o que acontece com a lata. Depois que a lata chegar à extremidade da chapa, movimente a transparência para que a lata de mova no outro sentido. Imagem 1: Fazendo a lata rolar Como se explica: Ao passar o papel várias vezes sobre a superfície da transparência e em único sentido acabamos por eletrizar a transparência pelo atrito provocado entre os materiais. Em seguida quando aproximamos a transparência da lata, situada sobre a superfície da chapa, possibilitando UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 15 kits didáticos de ciências e matemática sua movimentação (da lata), provocamos a eletrização por indução O processo de eletrização por indução consiste em colocar um corpo neutro próximo de um corpo eletrizado, sem que haja contato, o corpo neutro tem parte das cargas separadas, acontecendo o que chamamos de indução eletrostática. Assim, quando atritamos a transparência com o papel ambos se eletrizam e em seguida aproximamos da lata fazendo com que ela se mova pelo processo de indução. 1. O tamanho da lata influencia no fenômeno observado? Será que latas maiores irão rolar sobre a chapa? 2. É possível fazer a lata rolar se não utilizarmos a chapa de raio X? Pregando materiais na parede sem o uso de cola O objetivo do experimento é demonstrar os fenômenos da eletrização por atrito e eletrização por contato. Para o experimento serão necessários: Canudinhos; Papel Para a observação do fenômeno: 1. Pegue uma folha de papel e passe no canudinho em um único sentido para atritá-lo. Repita varias vezes esse procedimento. Imagem 1: Atritando o canudinho o papel 16 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática 2. Aproxime os canudinhos da parede e eles ficaram facilmente grudados. Imagem 2: Canudinho “colados” na parede Como se explica: Ao atritar dois corpos de materiais diferentes, ambos ficam eletrizados. Assim que eletrizamos o canudinho e colocamos na parede ele fica “preso” a ela, uma vez que, ele provoca a eletrização por contato: o canudinho eletrizado repele cargas da parede de sinais iguais a sua e atrai cargs de sinais contrários. Este é um dos princípios fundamentais da eletricidade: partículas de cargas iguais se repelem; partículas de cargas opostas se atraem. 1. Será que podemos colocar o canudinho eletrizado em qualquer parede? 2. Podemos utilizar qualquer canudinho para realizar este experimento? E o papel pode ser qualquer um? 3. Por que alguns canudinhos escorregam rapidamente da parede e outros ficam horas grudados? UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 17 kits didáticos de ciências e matemática Barco movido a vapor d´àgua A intenção nessa atividade é construir um barquinho fazendo com que ele se movimente na água. A construção do barco e a explicação sobre o seu funcionamento envolvem a compreensão de alguns conhecimentos científicos como: temperatura de ebulição da água, mudança de estado físico, pressão, estabilidade. Sugerimos que para essa atividade o professor não envolva os alunos na confecção do barquinho, pois om mesmo envolve a utilização de instrumentos que não devem ser manipulados pelas crianças. Para o experimento será necessário: Isopor; Fio metálico (pode ser arame de caderno ou fio de cobre); Vela; Seringa com agulha; Ovo; Estilete; Bacia ou aquário Para a observação do fenômeno: 1. Construir um barquinho de isopor. 1.1 Retire o conteúdo de dentro do ovo. Para isso faça um furo em uma das extremidades dele com o auxílio da agulha da seringa. Isso só poderá ser feito pelo professor! Após furar o ovo injete nele pequenas porções de ar, cuidadosamente. Esse procedimento é um pouco demorado exigindo paciência para não quebrar o ovo. Após retirar todo o conteúdo do ovo lave-o por dentro e por fora. Para limpá-lo por dentro é só injetar pequenas quantidade de água e retirá-las do mesmo modo que se retirou o conteúdo do ovo. As imagens abaixo retratam momentos do procedimento descrito. Imagem 1: Injetando ar no ovo Imagem 2: Esvaziando o ovo 1.2 Deixe o ovo secar por um dia para poder utilizá-lo. 1.3 Com o isopor, o estilete e o fio metálico construa o barquinho. Use o estilete para cortar o isopor e dar forma ao barco. Molde dois pedaços de fio metálico para que eles possam 18 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática apoiar o ovo sobre o barco. Coloque o ovo sobre o barquinho deixando a extremidade furada livre. Deixe espaço suficiente para que debaixo do ovo seja colocado um pedaço de vela. Imagem 3: Barco movido a vapor d’ água. 2. Coloque aproximadamente 10 ml de água dentro do ovo. Faça isso com o auxílio da seringa. 3. Encha com água uma bacia ou aquário. Coloque o barquinho sobre a água para testar o equilíbrio. Um dos desafios nessa atividade e fazer com que o barco adquira estabilidade em água. 4. Adquirida a estabilidade, acenda a vela. Aguarde por um tempo. Não deixe as crianças olharem para a extremidade do ovo que está furada. Como se explica: Ao ser aquecido a água contida no ovo há formação de vapor de água. O vapor funciona como um propulsor de movimento ao escapar pelo orifício feito no ovo. O barquinho se move em função da pressão que o vapor d’ água exerce no interior do ovo, que escapa pelo orifício presente no ovo. 1. Como se comporta o barquinho se colocarmos quantidades diferentes de água? 2. Como se comporta o barquinho se usarmos diferentes tamanhos de ovo? UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 19 kits didáticos de ciências e matemática Que gás é produzido por um comprimido efervescente? A realização das atividades propostas tem o intuito de levar os envolvidos na busca de resposta para as questões apresentadas. A intenção é observar uma característica do gás produzido e partir dessa característica discutir com as crianças qual é o gás produzido. Poderá ser realizada em conjunto com os alunos, ficando a critério do professor disponibilizar a quantidade de materiais necessários para o desenvolvimento de um trabalho com grupo de alunos. Ao colocarmos comprimidos efervescente em água, por exemplo, verificamos o aparecimento de bolas de gás resultante de reação que ocorrem com os componentes do comprimido e a água. Teste, por exemplo, se ocorre o desprendimento de gás quando colocamos em contado o comprimido efervescente em álcool! Para essa atividade serão necessários: Vela; Uma garrafa de refrigerante vazia (1L, 1,5L ou 2L) que deverá ser cortada como na figura; tubo de plástico, garrafa de água mineral e massa epox. Para a observação do fenômeno: 1. Montando um recipiente para canalização do gás. A garrafa de água mineral servirá para misturas o comprimido em água. Na tampa da garrafa você deve fazer um furo para a passagem do tubo de plástico. Use a massa epox para vedar qualquer vazamento que possa ocorrer em função da inserção do tubo plástico na tampa da garrafa. 2. Coloque água na garrafa de água mineral suficiente para a reação com o comprimido. Coloque o comprimido dentro da garrafa e tampe-a rapidamente. Pressione com os dedos a extremidade do tubo impedindo que o gás escape. 3. Aproxime a extremidade do tubo de uma vela acessa. Observe o que acontece; Como se explica: Na composição do comprimido efervescente existem substâncias que em presença de água produzem o gás carbônico. Esse gás é não inflamável e abafa o fogo, por isso apaga a vela. A partir do comportamento de uma vela na presença desse gás o professor poderá indicar uma característica do gás indicando que gás foi produzido. 20 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática Enchendo um balão com gás hidrogênio O que acontece com um balão quando enchemos com gás hidrogênio? Nessa atividade é proposta a produção de gás hidrogênio e sua captação em um balão (bexiga de aniversário) com o intuito de observar o comportamento do balão em função do gás utilizado para enchê-lo. Essa atividade deverá ser feita exclusivamente pelo professor, pois envolve a utilização de substâncias que precisam de cuidados ao serem manipuladas. Recomenda-se que o professor desenvolva essa atividade em um local arejado para evitar que o gás produzido seja inalada pelas crianças. Sugerimos que a atividade seja realizada em três momentos: Produzindo gás hidrogênio. O gás hidrogênio é produzido a partir da reação do ácido muriático (forma impura do ácido clorídrico) e alumínio. A reação é produzida dentro de uma garrafa vazia de água mineral. Para produzir gás hidrogênio é necessário: Alças de alumínio (pode ser extraída de latinhas de refrigerante) Ácido muriático (comercializado em supermercado) Balões Garrafa de água vazia (300ml)/ garrafa de vidro pequena. Luva térmica. Coloca-se na garrafa, alças de alumínio (6 aneis) e um pouco de ácido muriático (60ml). Após a mistura acopla-se a extremidade da garrafa uma bexiga. A bexiga irá encher. Cuidado! A reação é violenta com produção de calor. Após cessar a produção de gás retire com cuidado a bexiga colocada na garrafa. Faça isso com o auxílio de uma luva térmica. Amarre o balão a um fio impedindo que o gás escape e, em seguida, segure no fio e solte o balão. Atenção! Não aproxime esse balão de lâmpadas acessas ou fogo (produzido por vela, esqueiro, fogão, fósforo etc) Se balão no subir retire o excesso de borracha da bexiga. Comparando balões enchidos com gases diferentes Você já tem um balão enchido com gás hidrogênio. Encha outro soprando. Peça para as crianças compararem o comportamento dos balões. Porque os balões se comportam de maneira diferente? Se tudo é gás... por que um sobe e outro não! UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 21 kits didáticos de ciências e matemática Nesse momento o professor irá mostrar para as crianças que os gases não são iguais e por isso tem comportamentos diferentes. Que gás foi produzido ao enchermos os dois balões de comportamento diferentes? No balão inflado com o sopro. Solte um pouco do gás contido no balão que foi inflado no sopro de uma vela acessa. O que acontece com a vela? No balão inflado com o gás produzido dentro da garrafa de água mineral. Amarre o balão no cabo de uma vassoura. Coloque uma vela acessa no chão. Aproxime o balão da vela e procure manter-se o mais distante possível do balão e da vela, falca isso esticando os braço para aproximar o cabo de vassoura com o balão da vela fixada no chão. O que é observado? Nas duas situações é possível observar comportamentos diferentes dos gases. Isso implica dizer que são gases diferentes, pois imprimem comportamentos diferentes aos balões, sendo que um apaga a chama e outro explode na presença de fogo. Simulando um Submarino Como é funcionamento de um submarino na superfície ou imerso na água? Como o submarino afunda? Para responder a essas perguntas propomos aos professores a fazer um mini submarino e testá-lo em um recipiente transparente com bastante água. Podendo ser feito em sala de aula para que os próprios alunos testem. Para o experimento serão necessários: Garrafa ou pote de plástico; Seixo; Parafina (vela); Tubos de vidro; Mangueira transparente de ¼ (1m); Recipiente grande transparente (pode ser um aquário); fósforo; Água Para a observação do fenômeno: 1. Coloque dentro da garrafa ou pote o seixo. A quantidade de seixo deverá permitir a garrafa ou pote o equilíbrio, sendo que essa quantidade deverá manter o pote parcialmente submerso em água. 2. Fixe o seixo dentro do pode com o auxílio da parafina de uma vela. Acende a vela e aproxime do pote deixando cair sobre o seixo a parafina derretida. Faça isso ate verificar que o seixo está fixo no pote. 3. Em seguida faça dois furos na tampa da garrafa ou na tampa do pote. Em um dos furos colocase um tubo (pode ser de vidro) e nele encaixe um pedaço de mangueira, essa mangueira deverá ser presa ao pote ou ao da garrafa de tal forma que sua altura seja a mesma do pote ou da garrafa. No outro furo, introduza outro pedaço de tubo de vidro, sendo que esse tubo deverá ficar próximo ao seixo, no fundo do pote ou da garrafa. Encaixe no tubo de vidro a mangueira, 22 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS kits didáticos de ciências e matemática deixando em torno de 80 cm do comprimento da mangueira para poder fazer o submarino funcionar. Imagem 1: Submarino 4. Depois da montagem do submarino, pode-se encher um recipiente com bastante água (aquário) e colocar o submarino Imagem 2: Submarino imerso parcialmente em água 5. Aspire o ar de dentro do pote ou garrafa com o auxílio da mangueira. Imagem 3: UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NÚCLEO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E CIENTÍFICA – NPADC 23 kits didáticos de ciências e matemática 6. Expire o ar de dentro da garrafa com o auxílio da magueira. Imagem 4: O que acontece no interior do pote quando aspiramos o ar? Por que entra água? O que acontece quanto expiramos? Por que a água sai? 24 PROGRAMA EDUCIMAT: FORMAÇÃO, TECNOLOGIAS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E MATEMÁTICAS