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Informativo do Hospital Ribeirão Pires•Ano V•Nº 35•Julho/Agosto - 2011
Missão: Oferecer atendimento médico hospitalar humanizado.
Visão: Melhorar continuamente a qualidade e a satisfação de nossos clientes.
Valores: Ética, Responsabilidade Social; Desenvolvimento; Profissionalismo.
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Especialidades
Neurocirurgia
l Alergologia
l Anestesiologia
l Cardiologia
l Cirurgia Buco-Maxilar
l Cirurgia Cabeça e
Hospital Ribeirão Pires é pioneiro
em cirurgia inovadora de coluna
Ao lado de grandes hospitais de São Paulo, o HRP foi um dos primeiros a realizar
uma cirurgia de coluna que evita recidivas e proporciona maior qualidade de
vida ao paciente
técnica foi trazida em 2004 pelo Dr.Fernando J.S. de
Carvalho, especialista em Neurocirurgia pela
Associação Médica Brasileira, sócio-fundador da
Sociedade de Neurocirurgia do Estado de São Paulo e
membro titular da Sociedade Brasileira de Coluna. Desde
então, vem sendo aplicada com sucesso pela equipe da qual
também fazem parte os especialistas: Dr. Eric Donato, Dr.
Martin Martelance e Dr. Cesar Seculim.
Dr. Fernando explica que a coluna é um conjunto de
vértebras (ossos), intercalada por amortecedores (discos) e
circundada por nervos e músculos, cuja função é dar
sustentação ao corpo. O envelhecimento provoca o
desgaste natural desses discos e pode ser agravado por
fatores genéticos e também por posturas inadequadas e
repetitivas no trabalho (LER), sedentarismo, tabagismo e
estresse. Quando isso acontece, o disco se desloca,
comprime o nervo e provoca dores terríveis. Quando a
lesão ocorre no nervo ciático, na verdade um conjunto de
nervos localizado na altura da bacia, a dor se expande para
faixas da perna .
O deslocamento do disco, segundo o especialista, é
denominado hérnia de disco e pode ter quatro níveis de
comprometimento: 1) abaulamento, 2) protusão, 3)
extrusão e 4) sequestro de fragmento. Nos níveis 1 e 2, mais
leves, e que representam 90% dos casos, o tratamento é
clínico, feito à base de medicação, fisioterapia e tratamentos
alternativos, como RPG, hidroginástica, Pilates e massagem.
Já os níveis 3 e 4 exigem intervenção cirúrgica.
“O diagnóstico é feito por exames de neuroimagem,
como ressonância magnética, mas a principal indicação para
a cirurgia é dada pela queixa do paciente. Nos níveis 3 e 4, a
dor é insuportável”, esclarece Dr. Fernando.
A
Dr. Fernando J. S. de Carvalho,
Neurocirurgião
NOVA TÉCNICA
Até o ano 2000, a cirurgia consistia na retirada da parte
do disco que saia da coluna e se esfacelava. “O procedimento resolvia o problema, mas não de forma definitiva. A
solução veio com uma nova técnica que, além de retirar a
parte comprometida do disco, enxerta uma prótese que
produz estabilidade e evita a recidiva da hérnia”, explica Dr.
Fernando. Ele esclarece que há vários tipos de próteses e
apenas o neurocirurgião é capaz de determinar o mais
adequado a cada paciente.
Segundo o médico, a nova cirurgia, embora represente
um imenso avanço nos tratamentos de hérnia de disco, não
resolve o problema em 100%, “mas melhora em cerca de
80% a qualidade de vida do paciente, que fica livre das dores
e pode, com algumas limitações, retornar às atividades normais”, conta.
FIBROMIALGIA
O Neurocirurgião explica que dor atroz na coluna nem
sempre é sintoma de hérnia de disco. Em muitos casos, pode
ser fibromialgia, uma doença que atinge principalmente
mulheres.
“A fibromialgia é o aumento do tônus muscular,
provocado por disfunções hormonais e tensão emocional. A
doença , caracterizada por fortes dores, atinge vários grupos
musculares. Quando o grupo atingido é na região lombar,
confunde-se com a hérnia de disco.
Para se ter um diagnóstico, basta fazer uma ressonância
magnética, já que a fibromialgia não aparece nesse tipo de
exame”, esclarece Dr. Fernando.
Convênios atendidos pelo Hospital Ribeirão Pires
Abet/Plantel
l Afuse
l Amafresp
l Allianz Saúde
l Amico/Dix Amico/Ampla
l Amil
l Apeoesp
l Blue Life
l Bradesco
l Caasp
l Cabesp
l Care Plus
l Cassi-Banco do Brasil
l Cet-Cia De Trafego
l
2 - Leitura Saudável
l
l Fundação Cesp
Fundação São Francisco Xavier (COSIPA)
l Gama Saúde
l Golden Cross
l Intermédica
l Marítima
l Medial (AMESP)
l Mediservice
l Metrus
l Multi Care
l Novelis (Alcan)
l Notre Dame
l Õmega
l Particular
l Petro Ambep
Petrobrás Distribuidora
l Petrobrás Petróleo Bras.
l Porto Saúde
l Prev Saúde (Prevscânia)
l Santa Helena
l Saúde Caixa
(Caixa Econômica)
l Sul América
l Transmontano
l Unibanco
l Unihosp
l Unimed
l Volkswagen
l
Pescoço
l Cirurgia Geral
l Cirurgia Infantil
l Cirurgia Plástica
l Clínica Médica
l Dermatologia
l Endocrinologia
l Gastroenterologia
l Ginecologia
l Hematologia
l Infectologia
l Neurocirurgia
l Neurologia
l Obstetrícia
l Oftalmologia
l Ortopedia
l Otorrinolaringologia
l Pediatria
l Pneumologia
l Psiquiatria
l Reumatologia
l Urologia
l Vascular
Serviços
l Audiometria
l Biomedicina
l Colposcopia
l Ecodopplercardiografia
l Endoscopia
l Eletrocardiografia
l Eletroencefalografia
l Fisioterapia
l Fonoaudiologia
l Holter
l Impedanciometria
l Mamografia
l M.A.P.A.
l Nasofibroscopia
l Otoneurológico
l Prova de Função
l Psicologia
l Radiologia
l Radioscopia
l Raio X
l Teste de Contato
l Teste Ergométrico
l Tomografia
l Ultrassonografia
l Ultrassom de Carótida
Além de todas
as especialidades,
o Hospital oferece
um canal direto, onde
você poderá dar
sua sugestão:
ouvidoria
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Visite o nosso site:
www.hospital
ribeiraopires.com.br
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Cirurgia do Aparelho Digestivo
Redução do estômago agora pode
ser feita por videolaparoscopia
Redução de complicações e do tempo de recuperação do paciente estão entre os benefícios da nova técnica,
que é aplicada pela equipe de cirurgiões do Hospital Ribeirão Pires
ingerir uma quantidade bem menor de
Dr. André Augusto Pinto, Cirurgião
alimento, e também desabsortiva, ele vai
Geral, com especialização em apaabsorver apenas ¼ do que absorvia antes da
relho digestivo e cirurgia bariátrica
cirurgia. Com isso, perde imediatamente
explica que a nova técnica reduz as com40% do peso”, explica Dr. André.
plicações para 0,5% a 2%, contra 5% a 10%
Segundo o especialista, a cirurgia é
observados em outras formas de cirurgia. “O
simples, desde que feita por uma equipe bem
tempo de recuperação também é bastante
preparada e com equipamentos de última
reduzido. Em 15 dias, o paciente já pode
geração, condições presentes no Hospital
voltar ao trabalho”, conta o especialista, que
Ribeirão Pires. “Antes da cirurgia, o paciente é
também é Professor da Faculdade de Mepreparado por uma equipe multidisciplinar,
dicina do ABC.
composta por nutricionista, psicólogo, endoA cirurgia de redução de estômago ou
crinologista e cardiologista. Depois, recebe
cirurgia bariátrica é indicada apenas nos casos
Dr. André Augusto Pinto, Cirurgião
acompanhamento do cirurgião que o operou
de obesidade mórbida, determinada pelo ínespecializado
em
aparelho
digestivo
e também de um nutricionista, já que vai
dice de massa corpórea. É quando dividindoe cirurgia bariátrica
precisar adequar os hábitos alimentares à
se o peso do paciente pela sua altura ao quanova condição”, destaca Dr. André.
drado dá um número acima de 40. “Se esse número estiver enUm ano após a cirurgia, o paciente é submetido a uma
tre 35 e 40 e a pessoa apresentar outras doenças relacionadas à
cirurgia plástica reparadora, para retirar o excesso de pele.
obesidade, como hipertensão, diabetes, colesterol ou triglicé“Tanto a cirurgia bariátrica como a cirurgia plástica são pagas
rides altos, a cirurgia também é indicada”, explica o médico.
pelos convênios porque não são considerados procedimentos
estéticos”, esclarece o especialista.
CAUSAS DA OBESIDADE MÓRBIDA
O
Por que uma pessoa fica tão obesa, a ponto de ter sérios
problemas de saúde e até vir a morrer devido a complicações
como hipertensão, diabetes, infarto e Acidente Vascular
cerebral? Dr. André explica que parte dos casos tem origem
genética, mas a maioria deve-se a maus hábitos de vida, como
alimentação excessiva e inadequada aliada ao sedentarismo.
Quando a obesidade atinge o nível de morbidez, apenas a
cirurgia pode proporcionar maior qualidade de vida ao paciente.
A cirurgia adotada no Hospital Ribeirão Pires chama-se
gastroplastia por videolaparoscopia, com a técnica FOBICapella. Consiste no grampeamento do estômago, reduzindo
seu volume de um a dois litros para apenas 50 mililitros, o
equivalente a um copo de café. O intestino, que normalmente
tem 6 metros, também é encurtado em um metro e meio.
PACIENTE PERDE 40% DO PESO
“Essa cirurgia é restritiva porque o paciente só vai conseguir
BALÃO GÁSTRICO É
ALTERNATIVA TEMPORÁRIA
Há casos em que a obesidade é problemática, mas não chega
a atingir o nível considerado mórbido. Para esses, o procedimento indicado é a inserção de um balão no estômago por seis
meses, quando é retirado. “O objetivo é reduzir o volume do
estômago, obrigando o paciente a comer menos durante um
período em que, espera-se, ele mude seus hábitos alimentares”,
conta Dr. André. A cirurgia de inserção do balão é feita pelo Dr.
Paulo Milton Ribeiro Alves e pelo Dr. Bruno Ferrari Bola, que
integram a equipe de especialistas.
O Hospital Ribeirão Pires caminha para se tornar um centro
especializado em cirurgia videolaparoscópica. “Com o equipamento moderno que dispomos, é possível realizar diversas cirurgias como as de vesícula, hérnias, estômago, incluindo a correção
de refluxo gastroesogico, um leque que vai de procedimentos
simples aos mais complexos”, conclui Dr. André.
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Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Quando operar a tireoide?
Há cinco indicações para cirurgia, aqui explicadas pelo Dr. Leandro Luongo de Matos,
especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital Ribeirão Pires. (Foto ao lado)
Dr. Leandro conta que a tireoide é uma glândula
localizada na parte da frente do pescoço, que rege todo
o metabolismo do corpo. Ela pode apresentar dois
problemas funcionais: hipotireoidismo, quando funciona menos
do que o necessário, e hipertireoidismo, quando funciona além
do que precisa.
No primeiro caso, o paciente geralmente engorda, fica lento,
apresenta sonolência, queda de cabelo e cansaço. Já no outro, os
sintomas são opostos: o paciente fica acelerado, pode ter
taquicardia, insônia e até ficar com os olhos saltados. “Esses dois
problemas funcionais precisam ser tratados com medicação
porque podem evoluir e levar ao coma, no caso de hipo-
O
tireoidismo, e a arritmias cardíacas, no caso de hipertireoidismo.
Em ambas a situações, o paciente pode morrer se não tratado”,
alerta o especialista.
O problema mais comum relacionado à tiroide é a tireoidite,
uma doença auto-imune. “O corpo, de repente, reconhece a
glândula como algo estranho e passa a atacá-la. Com isso, ela
deixa de funcionar e o paciente evolui com hipotireoidismo”,
conta o médico. Outro alteração é o aparecimento de nódulos
que precisam ser pesquisados com um exame de ultrassom e
através da punção, que é a retirada de células do nódulo, com o
uso da aspiração através de uma agulha fina, para confirmar ou
afastar a suspeita de malignidade.
Causas desconhecidas
A origem da maior parte dos problemas relacionados à tireoide é desconhecida. Não tem relação com histórico familiar,
nem estilo de vida. “Sabe-se apenas que atinge mais mulheres, com idade acima de 40 anos e pessoas que são submetidas a
radiação”, diz o médico.
Segundo Dr. Leandro, a indicação da cirurgia ocorre quando:
1) nódulo é, ou suspeita-se que seja, maligno;
2) o hipertireoidismo não responde ao tratamento com remédios;
3) o paciente apresenta bócio mergulhante (o aumento da tireóide, faz com que a glândula desça para o tórax);
4) há sintomas compressivos: o paciente tem dificuldades para respirar ou se alimentar;
5) o paciente sente se incomodado com o nódulo, normalmente percebido sob a pele fina do pescoço.
Simples porém delicada
Para o Dr. Leandro, embora simples, a cirurgia de retirada total ou parcial da tireoide exige cuidados. “É fundamental
preservar os nervos responsáveis pela movimentação das pregas vocais, para que o paciente não fique com a voz rouca. É
necessário manter, também, as paratireóides, pequenas glândulas que circundam a tiroide e regulam o metabolismo do
cálcio”.
Leitura Saudável é uma publicação do Hospital Ribeirão Pires dirigida a seus clientes e colaboradores. Rua Guimarães Carneiro, 52 – Núcleo Colonial – CEP 09424070 – Ribeirão Pires – SP – fone 4827-1000 – fax 4827-1099 – [email protected] – Comissão Editorial: Maria Sandra Freitas S. Barbosa, Maria Angélica Tallarico
Assef e Natalia Lopez Franchi – Assessoria: S.R.Nabarrete – fone 3996-3268 – [email protected] – Jornalista Responsável: Sonia Nabarrete
(MTb 10.887-SP) – Editoração: Gilberto Fernandes - [email protected] – Impressão: HM Ind. e Edit. Gráf. – Tiragem: 3.000 exemplares.
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