AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS DAS OBRAS DA PONTE SOBRE O RIO TOCANTINS ENTRE AS CIDADES DE LAJEADO/TO E MIRACEMA DO TOCANTINS/TO. Bruno Correia, , Iracildes Bequimam, Mayara Trindade, Josiano de Souza, José Roberto Santos1 Cid Tacaoca Muraishi ² RESUMO: A Ponte sobre o Rio Tocantins, objeto deste trabalho, será de suma importância para o desenvolvimento regional, auxiliando no escoamento de produtos e circulação de pessoas. No entanto, é preciso ter atenção à questão ambiental envolvida tendo em vista a preservação dos recursos naturais bem como a minimização dos impactos negativos que serão gerados. Para cada efeito sobre o meio ambiente proveniente de cada uma das atividades e processos impactantes previstos, devem ser propostas medidas mitigadoras e potencializadoras. Neste contexto, a partir da identificação e classificação dos prováveis impactos ambientais, decorrentes das ações e processos das fases de planejamento, implantação e operação do empreendimento, foram relacionados neste documento os programas básicos ambientais para acompanhamento e monitoramento na área de influência direta. Os planos ambientais têm o objetivo de acompanhar a evolução da qualidade ambiental e permitir a adoção de medidas complementares de controle para o empreendimento, quando necessário. O presente trabalho tem por objetivo avaliar ambientalmente as obras da Ponte sobre o Rio Tocantins entre as cidades de Lajeado/TO e Miracema do Tocantins/TO, tendo em vista os impactos causados pelo empreendimento desde a implantação até a sua desativação. Palavras-chave: Ponte, Impactos Ambientais, Preservação. EVALUATION OF ENVIRONMENTAL IMPACTS OF CONSTRUCTION OF BRIDGE ON THE RIVER BETWEEN THE CITIES OF TOCANTINS PAVED / TO AND MIRACEMA / TO. ABSTRACT: The Bridge on the River Tocantins, object of this work will be of paramount importance to regional development, assisting in the flow of goods and movement of people. However, we must pay attention to environmental issues involved with a view to preserving natural resources and minimizing the negative impacts that will be generatedFor each effect on the environment from each of the activities and processes impacting provided, shall be proposed mitigation measures and potentiating. In this context, from the identification and classification of the likely environmental impacts arising from the actions and processes of the phases of planning, implementation and operation of the enterprise, were listed in this document the basic programs for monitoring and environmental monitoring in the area of direct influence. Environmental plans are designed to monitor the environmental quality and enable the adoption of additional measures of control for the enterprise when needed. This study aims to evaluate the environmentally the Bridge on the Tocantins River between the towns of Paved / TO and Miracema / TO, considering the impacts caused by the project inception to its deactivation. Keywords: Bridge, Environmental Impacts, Preservation. _____________________ 1 Acadêmicos do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Católica do Tocantins – FACTO.<[email protected]> ² Orientador prof. Msc. 2 1 INTRODUÇÃO Os seres humanos visando à satisfação de suas necessidades causam mudanças ambientais como a derrubada de florestas com a finalidade de aproveitamento dos solos para a agricultura ou a pecuária; o barramento de rios para a geração de energia, irrigação e fornecimento de água; a construção de pontes e estradas que, embora facilite os deslocamentos e o abastecimento, podem ser responsáveis também por grandes danos ambientais. De acordo com Araújo (2003), a avaliação de impactos ambientais é um “instrumento de política formado por um conjunto de procedimentos capaz de assegurar, desde o início do processo, que se faça um exame sistemático dos impactos ambientais de uma ação proposta (projeto, programa, plano ou política) e de suas alternativas, que os resultados sejam apresentados de forma adequada ao público e aos responsáveis pela tomada de decisão, e por eles devidamente considerados”. Estas definições identificam importantes e distintos componentes: “Um é o conceito que engloba um conjunto de procedimentos para identificar, avaliar e prevenir efeitos adversos, relacionados como conhecimento científico sobre o ambiente, e a ação e suas interrelações. O outro componente é o processo de tomada de decisão, no qual a avaliação de impactos de uma ação pode ter um importante papel que está intimamente relacionado com regras administrativas e vontade política” (BRAGA, 2002). Este trabalho terá como objeto de estudo a ponte construída sobre o Rio Tocantins e seus acessos esta sendo construída na diretriz da Rodovia Estadual TO-010 entre as cidades de Lajeado e Miracema do Tocantins, região central do Estado do Tocantins, entre as coordenadas 22L 790441/8924069 (margem direita) e 22L 788769/8923963 (margem esquerda). O presente trabalho tem por objetivo avaliar ambientalmente as obras da Ponte sobre o Rio Tocantins entre as cidades de Lajeado/TO e Miracema do Tocantins/TO, tendo em vista os impactos causados pelo empreendimento desde a implantação até a sua desativação. De forma especifica este estudo busca: Aplicar o método de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) check-list para identificar os impactos ambientais decorrentes do empreendimento estudado. Propor medidas mitigadoras e potencializadoras, respectivamente, para os impactos ambientais negativos e positivos identificados. Identificar os responsáveis por cada medida apresentada. 3 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Impacto ambiental De acordo com Milaré (2005), impacto ambiental consiste no resultado da variação da quantidade e/ou da qualidade de energia transacionada nas estruturas aleatórias dos ecossistemas diante da ocorrência de um evento ambiental capaz de afetá-las, quer ocasionando eventos derivados, quer modificando a natureza e a intensidade do comportamento e/ou da funcionalidade de pelo menos um conjunto de fatores ambientais, beneficiando-os nas relações que mantém entre si e com outros fatores a eles vinculados. Para o modelo, as atividades transformadoras “produzem” impacto ambiental resultante, que pode ser estimado por um vetor que integre seus impactos positivos e negativos; as intervenções ambientais, que as compõem, produzem impacto ambiental, capaz de determinar alterações ambientais. Estas, por sua vez, acarretam a ocorrência de fenômenos emergentes geram impacto ambiental distribuído que delas decorre. O impacto ambiental constitui-se em qualquer modificação dos ciclos ecológicos em um dado ecossistema. Nessa linha de abordagem, a ruptura de relações ambientais normalmente produz impactos negativos, a não ser que essas relações já refletissem o resultado de processos adversos. Por analogia, o fortalecimento de relações ambientais estáveis constitui-se em um impacto positivo. Por fim, têm-se os casos que representam a introdução de novas relações ambientais em um ecossistema. Neles há de ser efetuada a análise de todos os seus efeitos, de modo a enquadrá-los, um a um, como benefícios ou adversidades. Em suma, os impactos afetam a estabilidade preexistente dos ciclos ecológicos, fragilizando-a ou fortalecendo-a (MILARÉ, 2005). 2.2 Necessidades da elaboração do estudo de área Devido ao grande crescimento de impactos sobre o meio, houve uma necessidade de ter um estudo elaborado de uma avaliação de impactos ambientais, essa avaliação podia ser feita com razoável margem de objetividade, de modo que ela pudesse ter aceitação e representatividade social e transformar-se em instrumento do processo de tomada de decisões no licenciamento ambiental. O estudo para a avaliação de impacto permite que uma certa questão seja compreendida: proteção e preservação do ambiente e o crescimento e desenvolvimento econômico 4 2.3 Diagnóstico ambiental De acordo com a Resolução CONAMA n° 001/86 é a caracterização detalhada e atualizada da situação ambiental dos sistemas físicos, biológicos e socioeconômicos das áreas de influência, previamente delimitadas, antes da implantação do projeto. A finalidade básica de um diagnóstico ambiental é a identificação do quadro físico, biótico e antrópico de uma dada região, mediante seus fatores ambientais constituintes e, sobretudo, as relações e os ciclos que conformam, de modo a evidenciar o comportamento e as funcionalidades dos ecossistemas que realizam. Os diagnósticos ambientais deverão, obrigatoriamente, caracterizar as potencialidades e as vulnerabilidades da região em estudo ante as atividades transformadoras em que nela ocorrem, assim como de novas atividades que eventualmente venham a ser instaladas. 2.4 Prognóstico ambiental Tem por finalidade permitir a visualização, ainda que aproximada e incompleta, dos cenários ambientais alternativos da região, considerando as seguintes hipóteses: cenário ambiental caracterizando as tendências das atividades transformadoras que já se manifestam na região do estudo; cenário ambiental caracterizando as conseqüências de novas atividades transformadoras previstas para implantação na região (TOMMASI, 1994) e (SILVA, 1996). Medidas Ambientais Mitigadoras e Potencializadoras tratam-se de medidas a serem adotadas na mitigação dos impactos negativos e potencializarão dos impactos positivos. Neste caso, as medidas ambientais devem ser organizadas quanto: a natureza - preventiva ou corretiva; etapa do empreendimento que deverão ser adotadas; fator ambiental que se aplicam - físico, biótico e,/ou, antrópico; responsabilidade pela execução - empreendedor, poder público ou outros; e os custos previstos. Para os casos de empreendimentos que exijam reabilitação de áreas degradas devem ser especificadas as etapas e os métodos de reabilitação a serem utilizados. Os PBA´s são Programas Básicos Ambientais que estabelecem medidas para minimizar os impactos gerados no empreendimento(CONAMA 001/86). Mota (2003), define 5 PBA´s como uma elaboração de programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos, indicando fatores e parâmetros a serem considerados. Área de influência Consiste no conjunto das áreas que sofrerão impactos diretos e indiretos decorrentes da manifestação de atividades transformadoras existentes ou previstas, sobre as quais serão desenvolvidos os estudos. (SUREHMA/GTZ, 1992) Método das listagens de controle Especialistas preparam listagens de fatores (ou componentes) ambientais potencialmente afetáveis pelas ações propostas. Com o decorrer do tempo, essas listagens tornaram-se disponíveis para um grande número de empreendimentos-padrão e facilmente acessíveis pela bibliografia especializada (SUREHMA/GTZ, 1992; e RODRIGUES, 1998). Em resumo, apresentam: como vantagens – simplicidade de aplicação, reduzida exigência quanto a dados e informações; e como desvantagens – não permitem projeções e previsões ou a identificação de impactos de segunda ordem. 3. MATERIAIS E MÉTODOS O método utilizado será o Chek list descritivo (listagens descritivas) igualmente recomendado por Silva (1994), Arruda (2000), Ludke (2000) e Brito (2001), para empreendimentos impactantes como reflorestamento, hidrelétrica, exploração de florestas nativas no Estado do Amazonas e praias fluviais no Estado do Tocantins, respectivamente. De acordo com BRAGA et al (2005) as listagens de caráter puramente descritivo são bastante utilizadas para orientar a elaboração das avaliações de impacto ambiental, relacionando ações, componentes ambientais e respectivas características que podem ser alteradas. Podem também conter informações sobre técnicas mais adequadas de medição e previsão para indicadores ambientais selecionados, bem como sobre ponderação relativa dos impactos, de forma a auxiliar o entendimento do método MM é definido como Medida Metigadora e MP como Medida Potencializadora. Foi realizada a visita a campo, utilizando uma maquina fotográfica digital e pesquisa desenvolvida com o PBA da obra. 6 3.1 Mapa geográfico Figura 1. Localização da Ponte sobre o Rio Tocantins Fonte: SEPLAN – TO, 2010 3.2 Características da área 3.2.1 Meio físico 7 A área de influência do projeto se estende sobre litologias de siltitos, siltitos foleáceos ferruginosos, argilitos, arenitos finos a grosseiros, níveis conglomeráticos e microconglomeráticos, subordinados, pertencentes à Formação Pimenteiras do Período Devoniano, da era Paleozóica. O relevo está caracterizado pelas Serras do Carmo e do Lajeado, que constituem um relevo basicamente escarpado. O clima é úmido, com pequena ou nula deficiência hídrica, evapotranspiração potencial média anual de 1.700 mm, distribuindo-se em torno de 500 mm ao longo dos três meses de temperatura mais elevada, no verão. A precipitação média anual fica entre 1.700 e 1.800 mm e a umidade relativa do ar no período chuvoso fica em torno de 80%, caindo a 60% no mês de julho. O mês mais chuvoso é janeiro, quando chove cerca de 240 mm, enquanto o mês mais seco é julho, quando chove apenas 5 mm. A temperatura média anual oscila em torno dos 26ºC, com temperaturas máximas de agosto a setembro (41ºC), e a mínima média mensal, de 22ºC, em julho. O regime de ventos caracteriza-se pela predominância de calmarias, durante grande parte do ano, e pela rara ocorrência de ventos fortes. 3.3 Caracterização do empreendimento A ponte sobre o rio Tocantins, inserida na rodovia TO-445 no trecho Lajeado/ Miracema, localiza-se a montante do reservatório hidrelétrico de Lajeado. O projeto prevê um comprimento total de 609,12 metros com vão central de 110,00 metros para atendimento do gabarito de navegação. O gabarito de navegação tem altura livre de 15,00 metros (tirantes de ar). Acima do NAmáx referente à máxima cheia mediada (cota aproximada 184,00 m). Figura 2. Detalhe da construção da mesoestrutura dos trechos de acesso. Fonte: SEPLAN – TO, 2010 A ponte é composta por três trechos distintos, sendo o primeiro e o terceiro trecho, compostos por uma sucessão de 4 vãos simplesmente apoiados de 37,56 e 37,00 metros cada 8 e o segundo composto por 5 vãos: de 65,00 m, 3 centrais de 110,00 m e 65,00 m respectivamente. A seção transversal da ponte possui 16,00 metros de largura e o tabuleiro foi projetado para acomodar duas pistas de tráfego de 3,0 m de cada lado, uma passagem de pedestre/ciclovia de 2,0 m, além de duas barreiras tipos New Jersey e dois guarda corpos. O trecho central é composto por viga contínua de cinco vãos e altura variável. A seção transversal deste trecho é estruturada por meio de viga caixão de uma célula, pretendida, onde a laje superior possui balaços laterais de 3,5 m e a laje inferior largura de 7,0 metros. 4. ANÁLISE DOCUMENTAL 4.1 Método Check list descritivo Na identificação e na avaliação dos impactos ambientais da Ponte sobre o rio Tocantins foram identificadas, com o auxílio do método Check list descritivo, 13 ações que geram 107 impactos potenciais considerando o meio físico, biótico e antrópico. Esses impactos foram divididos em quatro etapas do empreendimento: etapa de implantação, de operação, de manutenção, de caracterização e etapa de desativação. 4.1.1 Fase de implantação Ação 1: desmatamento da área para a construção dos alojamentos, escritório e área de refeição. Impactos: Ar: 1- possível mudança no microclima (temperatura ambiente) local devido à diminuição da absorção dos raios solares pela vegetação e conseqüente aumento da reflectância; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas (Corretiva, RE: empreendedor). 2 – provável aumento dos níveis de gás carbônico no ar devido à diminuição do seqüestro de carbono através da fotossíntese; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas (Corretiva, RE: empreendedor). Fauna: 3provável afugentamento da fauna devido à diminuição de seu hábitat e aumento de ruídos na área; M.M.: elaboração de programas de educação ambiental voltados a preservação da fauna local (Compensatória, RE: empreendedor). 4- possível redução do número de cepas de microrganismos presentes no solo devido à escassez de alimento e perda de habitat; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas que por sua vez irão produzirão serrapilheira que servirá de substrato (Corretiva, RE: empreendedor). Solo: 5- provável perda da capacidade do solo de reter água devido à compactação do solo; M.M.: plantio de 9 gramíneas ao redor dos prédios (Corretiva, RE: empreendedor); 6- provável redução da camada fértil do solo devido ao escoamento superficial das águas; M.M.: plantio de gramíneas ao redor dos prédios (Corretiva, RE: empreendedor). Recursos Hídricos: 7 – carreamento de sedimentos para o leito do Rio em função da exposição do solo Flora: 8redução do número de indivíduos de espécies do Cerrado em conseqüência da retirada da vegetação; M.M.: criação de um banco de propágulos e plântulas vegetais dos indivíduos da região de entorno (Compensatória RE: empreendedor). Homem: 9- dano à paisagem natural devido à transformação visual/física do ambiente; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas que darão conforto visual (Corretiva, RE: empreendedor). 10geração de emprego devido à demanda de mão-de-obra para desmatar a área; M.P.: utilização de mão-de-obra braçal ao invés de máquinas para a realização da ação o que gera mais empregos e reduz os níveis de ruído e poluição atmosférica provocados pelas máquinas (RE: empreendedor). 11- redução da qualidade de vida da população local em decorrência da poluição do ar e do aumento dos níveis de CO2 na região; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas (Corretiva, RE: empreendedor) e, criação de áreas verdes nas sedes dos municípios de Miracema do Tocantins e Lajeado, com o intuito de aumentar o seqüestro de carbono na região (Compensatória, RE: Prefeituras). Ação 2: construção de poço artesiano. Impactos: Ar: 1- possível alteração da dispersão das ondas sonoras decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: implantação de barreiras naturais (árvores) entre a fonte e o receptor (Preventiva, RE: empreendedor). Fauna: 2- provável alteração na micro biota devido à remoção dos horizontes do solo; M.M.: retirar o mínimo possível dos horizontes do solo, perturbando menos o ecossistema pedológico (Preventiva, RE: empreendedor). Água: 3- possível alteração na qualidade da água em decorrência da turbidez que será aumentada; M.M.: quando se chegar próximo ao lençol freático durante a perfuração do poço evitar a grande entrada de sedimentos (Preventiva, RE: empreendedor). Homem: 4prejuízos a saúde dos trabalhadores devido à poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 5- geração de empregos devido à demanda para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). Ação 3: construção de fossa séptica. Impactos: Ar: 1- possível alteração da dispersão das ondas sonoras decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: implantação de barreiras naturais (árvores) 10 entre a fonte e o receptor (Preventiva, RE: empreendedor). Solo: 2- provável alteração na composição química do solo decorrente do uso do cimento para a construção da barreira com tijolos (poluição do solo); M.M.: utilização de tijolos encaixáveis, diminuindo assim o uso do cimento (Preventiva, RE: empreendedor). Fauna: 3- provável alteração na microbiota devido à remoção dos horizontes do solo; M.M.: retirar o mínimo possível dos horizontes do solo, perturbando menos o ecossistema pedológico (Preventiva, RE: empreendedor). Homem: 4prejuízos a saúde dos trabalhadores devido à poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 5- geração de empregos devido à demanda para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). Ação 4: aplainamento do terreno. Impactos: Ar: 1- provável aumento da concentração de material particulado em suspensão no ar em conseqüência da poluição do ar por poeira; M.M.: manter úmido o solo antes da execução da ação (Preventiva, RE: empreendedor). 2- possível alteração da dispersão das ondas sonoras decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: implantação de barreiras naturais (árvores) entre a fonte e o receptor (Preventiva, RE: empreendedor). 3- possível aumento da concentração de gases poluentes no ar devido à combustão de petróleo utilizado nas máquinas; M.M.: manutenção dos catalisadores das máquinas (Preventiva, RE: proprietário do veículo). Solo: 4- perda da capacidade do solo de funcionar como substrato para o desenvolvimento dos vegetais em conseqüência da compactação do mesmo; M.M.: adoção de outras áreas para o desenvolvimento dos vegetais (Compensatória, RE: empreendedor). 5- possível alteração da capacidade do solo em absorver e refletir raios solares decorrente da transformação do meio; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas que terão a função de absorver parte desses raios (Corretiva, RE: empreendedor). 6- Alteração na forma de uso do solo (com perdas de terras potencialmente agricultáveis e de áreas verdes); M.M.: adoção de outras áreas para o desenvolvimento das espécies nativas e comerciais (Compensatória, RE: empreendedor). Homem: 7- geração de emprego devido à demanda de mão-de-obra para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal dos Municípios para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeituras empreendedor). 8- redução da qualidade de vida da população local em decorrência da poluição do ar por material particulado e do aumento dos níveis de gases poluentes no ar devido à combustão de petróleo utilizado nas máquinas; M.M.: manutenção dos catalisadores das máquinas (Preventiva, RE: proprietário do veículo) e ainda, molhar o solo antes da execução da ação (Preventiva, RE: empreendedor).9- prejuízos a saúde dos 11 trabalhadores devido a poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 10- dinamização da economia local em conseqüência do consumo de produtos, ocorrendo assim um maior fluxo de dinheiro na cidade; M.P.: consumo de bens e produtos locais (RE: empreendedor). Ação 5: construção da ponte Impactos: Ar: 1- provável aumento da concentração de material particulado em suspensão no ar em conseqüência da poluição do ar por resíduos em pó de cimento, areia, cal, argila; M.M.: evitar trabalhar em horarios de maior incidencia de ventos não permitindo assim que esses materiais se dispersem (Preventiva, RE: empreendedor). 2- possível alteração da dispersão das ondas sonoras decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: implantação de barreiras naturais (árvores) entre a fonte e o receptor (Preventiva, RE: empreendedor). 3- possível aumento da concentração de gases poluentes no ar devido à combustão de petróleo utilizado nas máquinas; M.M.: manutenção dos catalisadores das máquinas (Preventiva, RE: proprietário do veículo). Solo: 4- provável alteração na composição química do solo decorrente da deposição de materiais químicos no mesmo (poluição do solo); M.M.: evitar preparar as massas para a construção sobre o solo, bem como fazer a manutenção constante das maquinas evitanto assim o derramento de óleos e demais fluidos; manter a área de reabastecimento das máquinas e veículos devidamente impermeabilizada (Preventiva, RE: empreendedor). 5- possível alteração da capacidade do solo em absorver e refletir raios solares decorrente da transformação do meio; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas que terão a função de absorver parte desses raios (Corretiva, RE: empreendedor). Fauna: 6- Afastamento (afugentamento) da fauna aquática; M.M.: Incentivo à preservação das áreas a montante e jusante das obras com a finalidade de preservação da fauna aquatica (Compensatória, RE: empreendedor). 7-. Alteração de habitats para aves migratórias; M.M.: elaboração de programas de preservação dos habitats existentes em outras áreas e inventário das especies de aves (Compensatória, RE: empreendedor); 8- Modificação de habitats de abrigo, alimentação e reprodução da fauna aquática e da fauna terrestre; M.M.: Incentivo à preservação das áreas a montante e jusante das obras com a finalidade de preservação dessas áreas (Compensatória, RE: empreendedor). Recursos Hídricos: 9- provável mudança da composição química da água subterrânea decorrente da percolação de produtos químicos lançados no solo; M.M.: evitar o vazamento de fluidos e da propria massa de concreto sobre o solo (Preventiva, RE: empreendedor). 10possivel alteração fisica da água superficial em função do carreamento de particulas; M.M.: molhar o solo, evitar o derramamento de residuos sólidos utilizados na construção 12 (Minimizadora e Preventiva, RE: empreendedor). 11- Resuspensão de sedimentos de fundo durante a instalação dos pilares; 12- Represamento e assoreamento de cursos d'água; Homem: 13- dinamização da economia local devido o consumo de material para a construção civil, ocorrendo assim um maior fluxo de dinheiro na cidade; M.P.: incentivo fiscal do Município para consumo de bens e produtos locais (RE: Prefeitura). 14- geração de empregos devido a demanda para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). 15- provável diminuição da qualidade de vida da população circunvizinha devido a poluição visual decorente da disposição inadequada de resíduos; M.M.: contratação de empresa que recolhe entulhos e resíduos de construção civil (Preventiva, RE: empreendedor). 16- provável diminuição da qualidade de vida da população circunvizinha devido ao acúmulo de resíduos da construção civil que atraem e servem de criadouros de vetores; M.M.: contratação de empresa que recolhe entulhos e resíduos de construção civil (Preventiva, RE: empreendedor). 17- prejuízos a saúde dos trabalhadores devido a poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 18- Mudança na incidência de DST; M.M.: Educação sexual para os trabalhadores (RE: empreendedor e secretárias municipais de saúde). 19possível aumento na incidência de acidentes com animais peçonhentos; M.M.: realização de treinamento em primeiros socorros e uso de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 20Mudança nos níveis de prostituição e de ocorrência de gravidez na adolescência; M.M.: Programas de orientação sexual e fiscalização de pontos suspeitos de prostituição (RE: Prefeituras). 21- Pressão sobre as áreas indígenas; M.M.: Elaboração de programas de incentivo à preservação da cultura indigena (RE:empreendedor). Ação 6: aplicação de manta asfáltica na embocadura da Ponte Impactos: Ar: 1- possível aumento da concentração de gases poluentes no ar devido à combustão de petróleo utilizado nas máquinas; M.M.: manutenção dos catalisadores das máquinas (Preventiva, RE: proprietário do veículo). 2- possível alteração da dispersão das ondas sonoras decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: implantação de barreiras naturais (árvores) entre a fonte e o receptor (Preventiva, RE: empreendedor). 3- provável dispersão de odores em conseqüência da fervura da substância derivada do petróleo; M.M.: utilização de filtros na abertura do tanque que armazena a substância (Preventiva, RE: dono do veículo). Solo: 4- possível alteração da capacidade do solo em absorver e refletir raios solares decorrente da transformação do meio; M.M.: reflorestar parte inutilizada do terreno com espécies nativas que terão a função de absorver parte desses raios (Corretiva, RE: empreendedor). 5- provável alteração na composição 13 química do solo decorrente da deposição de derivados do petróleo no mesmo (poluição do solo); M.M.: aplicar somente nas áreas extremamente necessárias e em dias quentes, evitando assim que as águas da chuva possam carrear esse material para corpos hídricos (Preventiva, RE: empreendedor). Homem: 6- prejuízos a saúde dos trabalhadores devido a poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 7- geração de empregos devido a demanda para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). 8provável diminuição da qualidade de vida da população circunvizinha devido a poluição do ar decorente da fervura da substância derivada do petróleo; M.M.: isolamento do local durante a realização da obra (Preventiva, RE: empreendedor). 9- prejuízos a saúde dos trabalhadores devido à poluição do ar decorente da fervura da substância derivada do petróleo que os mesmos são expostos ; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 10dinamização da economia local devido o consumo de material para a construção civil, ocorrendo assim um maior fluxo de dinheiro na cidade; M.P.: incentivo fiscal do Município para consumo de bens e produtos locais (RE: Prefeitura). 4.1.2 – Fase de operação Nesta fase do empreendimento se darão impactos de grande magnitude (tanto positivos quanto negativos), tanto na área de influência direta quanto indireta. É preciso no entando, destacar que o número de ações fica extramamente reduzido nessa fase, já que uma Ponte, diferente de uma indústria, não compreende diversos processos como na produção de um determinado bem. Sendo assim considerou-se as seguintes ações: Tráfego de veículos automotores e uso multiplos da ponte para lazer e esporte. Ação 1: tráfego de veículos automotores Impactos: Ar: 1- provável elevação da concentração de gases poluentes e de material particulado no ar devido à combustão de petróleo utilizado nos veículos automotores; M.M.: Monitoramento e fiscalização constantes das emissões gasosas dos veículos (RE: órgão rodoviário). 2- poluição sonoras e vibrações; M.M.: fiscalização permanente do estado dos veículos (RE: órgão rodoviário). Solo: 3- poluição do solo por resíduos sólidos provenientes dos veículos ou simplesmente jogados pelos usuários da Ponte; M.M.: limpeza constante da área da Ponte (Corretiva, RE: órgão de limpeza pública). 4- Taludes instáveis e rompimento de fundações M.M.: maior exigência de qualidade ainda nos estudos e projetos e manutenção desses taludes por meio do replantio de gramíneas (Preventiva e Corretiva, RE: 14 empreendedor). Recursos Hídricos: 5- poluição da água superficial e subterrânea; M.M.: monitoramento da qualidade da água de influência da Ponte (Preventiva, RE: órgão ambiental). Fauna: 6- possível ocorrência de acidentes envolvendo animais; M.M.: Sinalização devidamente posta indicando presença de animais silvestres e a necessidade de cuidados (Preventiva, RE: órgãos ambientais e rodoviários). 7- afugentamento e alteração de habitats da fauna; M.M.: criação de áreas de preservação ambiental em outras localidades (Compensatória, RE: gestor público). Flora: 8- invasão de espécies exóticas através sementes carregadas por veículos; M.M.: realização de inventário florestal na área de influência da Ponte e criação de um banco de sementes (Preventiva, RE: empreendedor). Homem: 9redução dos gastos financeiros com o atual sistema de travessia por balsas; M.P.: manutenção para manter boa às condições de tráfego (RE: órgão rodoviário). 10- melhora no escoamento da produção agrícola do entorno dos municípios; M.P.: manutenção para manter boa às condições de tráfego (RE: órgão rodoviário). 11- facilidade de acesso às atividades culturais municipais e criação de novos espaços turísticos e de lazer no entorno da ponte; M.P.: incentivo às atividades de lazer e cultura; (RE: Prefeituras). 12- acidentes envolvendo seres humanos; sinalização M.M.: Manter a ponte sempre bem sinalizada (Preventiva, RE: órgão rodoviário). 13 - pressão sobre o território das comunidades indígenas. M.M.: implantação de programas de preservação da cultura indígena (RE: FUNAI). Ação 2: uso multiplos da ponte para lazer e esporte. Impactos: Homem: 1- aumento da qualidade de vida; M.P.: incentivo às praticas esportivas (RE: Prefeituras). 2 - pressão sobre o território das comunidades indígenas. M.M.: implantação de programas de preservação da cultura indígena (RE: FUNAI). Recursos Hídricos: 3- provável poluição do Rio por resíduos provenientes das práticas esportivas e de lazer; M.M.: implantação de programas de educação ambiental (Preventiva; RE: órgão ambiental). Fauna: 4- afugentamento de fauna terrestre e aquática. M.M.: criação de áreas de preservação ambiental em outras localidades (Compensatória, RE: gestor público). 4.1.3 – Fase de manutenção Ação 1: manutenção dos componentes estruturais da Ponte Impactos: Ar: 1- provável aumento da concentração de material particulado em suspensão no ar em conseqüência da poluição do ar por resíduos em pó de cimento, areia, cal, argila; M.M.: evitar trabalhar em horarios de maior incidencia de ventos não permitindo assim que esses materiais se dispersem (Preventiva, RE: empreendedor). 2- Aumento dos níveis de ruídos e 15 vibrações; M.M.: utilizar equipamentos novos uma vez que os mesmo produzem menos ruídos e vibrações e sempre trabalhar com maquinas bem reguladas (Preventiva, RE: empreendedor). 3- possível aumento da concentração de gases poluentes no ar devido à combustão de petróleo utilizado nas máquinas; M.M.: manutenção dos catalisadores das máquinas (Preventiva, RE: empreendedor). Fauna: 4- Afastamento (afugentamento) da fauna aquática; M.M.: Incentivo à preservação das áreas a montante e jusante das obras com a finalidade de preservação da fauna aquatica (Compensatória, RE: empreendedor). 5-. Alteração de habitats para aves migratórias; M.M.: elaboração de programas de preservação dos habitats existentes em outras áreas e inventário das especies de aves (Compensatória, RE: empreendedor); Homem: 6- geração de empregos devido a demanda para a execução da ação; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). 7- prejuízos a saúde dos trabalhadores devido a poluição sonora que os mesmos são expostos; M.M.: utilização de EPI’s (Preventiva, RE: empreendedor). 8- Aumento da segurança no tráfigo; M.P.: exigência de manutenção periódica constante (RE: empreendedor) Ação 2: inspeção e avaliação do Rio Recursos Hídricos: 1- Resuspensão de sedimentos durante os trabalhos de inspeção e avaliação no fundo do Rio; Homem: 2- geração de empregos; M.P.: incentivo fiscal do Município para a contratação de mão-de-obra local (RE: Prefeitura). 4.1.4 – Fase de desativação Ação 1: demolição das extruturas da Ponte. Impacto: Homem: 1- geração de emprego decorrente da demanda de mão-de-obra, M.P.: incentivo fiscal do Município (RE: Prefeitura). 2- possível dano à paisagem natural devido à transformação visual/física do ambiente; M.M.: retirada de todos os resíduos gerados (Corretiva, RE: empreendedor). 3- provável alteração na saúde dos trabalhadores devido a poluição do ar por material particulado; M.M.: uso de máscaras e óculos (Preventiva, RE: empreendedor). 4- provável alteração da saúde dos trabalhadores decorrente do aumento dos níveis de ruídos (poluição sonora); M.M.: uso de protetor auricular (Preventiva, RE: empreendedor). Ar: 5- provável alteração das propriedades do ar devido à poluição do ar por poeira gerada da execução da ação; M.M.: evitar o revolvimento excessivo das estruturas da obra durante o revolvimento (RE: empreendedor). Fauna: 6- afugentamento de espécies; M.M.: plano para captura e remoção controlada da fauna (Preventiva, RE: empreendedor). 16 Ação 2: limpeza geral da área. Impacto: Homem: 1- geração de emprego decorrente da demanda de mão-de-obra, M.P.: incentivo fiscal do Município (RE: Prefeitura). 2- possível melhora na paisagem devido à transformação visual/física do ambiente; M.P.: retirada total dos resíduos (RE: empreendedor). Ação 3: recuperação da área. Impacto: Ar: 1- possível melhora da qualidade do ar devido ao aumento dos níveis de oxigênio no ar e diminuição de outros poluentes; M.P.: adotar um plano de recuperação que contemple o maior número de indivíduos (RE: empreendedor). Solo: 2- possível melhora das propriedades do solo em conseqüência da revegetação da área que impedirá possíveis processos de erosão e lixiviação do solo; M.P.: plantar além de árvores, gramíneas do Cerrado (RE: empreendedor). Água: 3- possível melhora da qualidade da água subterrânea decorrente da revegetação da área que servirá como proteção para o solo e este para a água subterrânea; M.P.: plantar além de árvores, gramíneas do Cerrado para que o solo não fique desnudo (RE: empreendedor).Flora: 4- provável aumento do número de indivíduos de espécies do Cerrado no local decorrente do processo de revegetação; M.P.: adotar um plano de recuperação que contemple o maior número de espécies, aumentando a diversidade (RE: empreendedor). Fauna: 5- possível retorno da fauna ao local em conseqüência do processo de revegetação da área; M.P.: plantar espécies com flores para atrair pássaros, insetos e abelhas e espécies frutíferas para atrair mamíferos, répteis e pássaros (RE: empreendedor). Homem: 6geração de emprego decorrente da demanda de mão-de-obra, M.P.: incentivo fiscal do Município (RE: Prefeitura). 7- possível recuperação da paisagem devido à transformação visual/física do ambiente; M.P.: recuperar a área de forma que a torne a mais parecida possível com a original (RE: empreendedor). 8- possível melhora da qualidade de vida do homem devido a recomposição do ambiente natural. 17 IMPACTOS AMBIENTAIS DA PONTE SOBRE O RIO TOCANTINS FASES - AÇÕES* IMPACTOS AMB. NEGATIVOS POSITIVOS Fase de Implatação Desmatamento da área para a construção dos alojamentos, escritório e área de refeição - - 11 01 Construção de poço artesiano 04 01 Construção de fossa séptica 04 01 Aplainamento do terreno 08 02 Construção da ponte Aplicação de manta asfáltica na embocadura da Ponte 19 02 08 02 Subtotal 54 09 Fase de Operação - - Tráfego de veículos automotores 10 03 Uso multiplos da ponte para lazer e esporte 04 01 Subtotal 14 04 Fase de Manutenção Manutenção dos componentes estruturais da Ponte 06 02 Inspeção e avaliação do Rio 01 01 07 03 05 01 Limpeza geral da área - 02 Recuperação da área - 08 Subtotal 05 11 TOTAIS 80 27 Subtotal Fase de Desativação Demolição das extruturas da Ponte Tabela 01. Impactos Ambientais da Ponte sobre o Rio Tocantins Fonte: SEPLAN – TO, 2010 18 5. CONCLUSÕES Em termos do número de atividades impactantes, a fase com maior capacidade modificadora do meio ambiente foi a Implantação, pois apresentou seis ações, enquanto a Operação, Manutenção e a Desativação apresentaram duas, duas e três ações, respectivamente. O método da listagem de controle (check-list) identificou 107 impactos ambientais, sendo a maior parte (80 ou 74,8%) representada por impactos negativos. Foram identificados (63) impactos na fase de implantação, (18) na fase de operação, (10) na fase de manutenção e (16) na fase de desativação. A identificação e a caracterização qualitativa dos impactos ambientais foram feitas a partir da utilização do método do “check-list”, que consiste na observação e na listagem de conseqüências das ações observadas ou previstas, quando se considera o potencial transformador do ambiente físico, biótico e antrópico, de atividades impactantes conhecidas. A avaliação de impactos ambientais tem um importante papel na prevenção de danos ambientais, prevendo problemas gerados a partir de uma intervenção antrópica e quais entre esses devem ser minimizados ou compensados. A construção da ponte sobre o rio Tocantins em Miracema do Tocantins, irá viabilizar o escoamento da produção agrícola da região de Miracema. Essa importante obra permitirá, ainda, o fomento das atividades turísticas, permitindo uma maior participação popular nos eventos culturais, religiosos, educacionais e ecoturismo. Aliado a esses benefícios, se construída em conformidade com as exigências legais poderá ser um grande elo entre economia e meio ambiental. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ARAÚJO, L. A. Perícia Ambiental. In: CUNHA. S. B; GUERRA, A. J. T. (Orgs.) A questão ambiental: diferentes abordagens. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. ARRUDA, P. R. R. Avaliação qualitativa de impactos ambientais decorrentes de empreendimentos hidroelétricos. 2000. 117 f. Tese (Doutorado em Ciência Florestal) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG: 2000. BRAGA, Benedito. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002 BRASIL. Resolução do CONAMA nº. 01 de 23 de Janeiro de 1986. Dispõe sobre as diretrizes gerais para uso e implementação de Avaliação de Impactos Ambientais. 19 BRASIL. Resolução nº. 237, de 19 de dezembro de 1997. Dispõe sobre os procedimentos do licenciamento Ambiental. BRITO, E. R. Avaliação qualitativa de impactos ambientais decorrentes do empreendimento denominado "praias fluviais"; no Estado de Tocantins. 2001. 124 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG: 2001. LUDKE, R.L. Impactos ambientais da exploração florestal, em regime de manejo sustentável, praticada na várzea e na terra-firme, Estado do Amazonas – Brasil. 2000. 186 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 2000. MILARÉ, É. Direito do Ambiente: doutrina, jurisprudência, glossário. 4. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005. MOTA, S. Preservação e Conservação de Recursos Hídricos. 2. ed. Rio de Janeiro: 2003. 222p. RODRIGUES, G. S. Avaliação de impactos ambientais em projetos de pesquisas Fundamentos, princípios e introdução à metodologia. Jaguariúna: Embrapa Meio Ambiente, 1998. 66p. (Embrapa Meio Ambiente. Documentos, 14). SEPLAN. Consultoria e Supervisão das obras da ponte sobre o Rio do Tocanitns, Rodovia TO-010 / 455, Trecho Palmas / Miracema do Tocantins. 2010. SILVA, E. Análise e Avaliação de Impactos Ambientais. Viçosa: UFV, 1996. SILVA, E. Avaliação qualitativa de impactos ambientais do reflorestamento no Brasil. 1994. 309 f. Tese (Doutorado em Ciência Florestal) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, MG: 1994. SUREHMA/ GTZ. Manual de Avaliação de Impactos Ambientais (MAIA). Secretaria Especial do Meio Ambiente, Curitiba: 1992. 281 p. TOMMASI, L. R. Estudo de Impacto Ambiental. 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