Avaliação forrageira da Aveia-preta (Avena strigosa. Schreb.)
e Triticale (Xtriticosecale. Wittimmack) sob corte e pastejo em
diferentes épocas de plantio no Norte do Estado do Rio de
Janeiro.
FERNANDO SILVEIRA FEROLLA
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE
CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ
AGOSTO – 2005
Avaliação forrageira da Aveia-preta (Avena strigosa. Schreb.)
e Triticale (Xtriticosecale. Wittimmack) sob corte e pastejo em
diferentes épocas de plantio no Norte do Estado do Rio de
Janeiro.
FERNANDO SILVEIRA FEROLLA
Tese apresentada ao Centro de Ciências e
Tecnologias Agropecuárias da Universidade
Estadual do Norte Fluminense, como parte
das exigências para obtenção do título de
Mestre em Produção Animal.
Orientador: Prof. Hernán Maldonado Vásquez
CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ
AGOSTO – 2005
ii
Ninguém é aquilo que diz ser, mas sim fruto de seus atos e realizações.
Reflexões
ii
iii
Aos meus filhos, Camila, Maria Eduarda, Youssef e Bernardo.
Aos meus pais Denina e Luiz Alberto.
A minha esposa Luciana.
DEDICO
iii
iv
AGRADECIMENTOS
Ao
professor
Hernán
Maldonado
Vásquez,
pela
orientação
e
ensinamentos fundamentais para realização deste trabalho.
Ao professor José Fernando Coelho da Silva, pelo tratamento humano
que nos inspira e nos faz continuar.
Ao professor Ricardo Vieira, pelas preciosas informações para o estudo da
fibra na nutrição animal.
Aos amigos Felipe Nogueira Domingues, pela constante ajuda nos
trabalhos de campo e convivência na fase experimental deste trabalho, Adolfo
Antoniol de Moura, pela amizade e dedicação, Fábio Nunes Lista, pela ajuda nos
trabalhos laboratoriais e manipulação dos dados, Renata Cogo Clipes, pela troca
de experiências durante a fase de planejamento e execução deste trabalho,
Rogério Aguiar, responsável pelo setor de forragicultura, pelo acompanhamento
de campo nos momentos de maior necessidade.
Ao colega Cláudio Lombardi, pela forte amizade criada neste período e
grande apoio e ensinamentos nas análises laboratoriais.
iv
v
Aos professores da UFRRJ, pela recomendação a esta instituição do meu
nome durante a seleção.
À Universidade Estadual do Norte Fluminense que, sem ela, este curso
não seria possível.
Aos professores Alexandre Pio Viana, pelo total apoio nas análises
estatísticas e ao professor Antonio da Carlos Gama Rodrigues, pelos “puxões de
orelha” na defesa deste projeto.
Aos funcionários do setor de forragicultura do modelo de fazenda:
Amilson, Francisco e Ricardo, pela pronta colaboração.
À bolsista Simony Cristina Ruivo, pelo apoio na realização deste trabalho.
À
Secretaria
Estadual
de
Agricultura,
Abastecimento,
Pesca
e
Desenvolvimento do Interior SEAAPI – RJ, pela permissão para a realização deste
curso.
Aos colegas de trabalho Orlando Alves Machado, Rosalvo Guimarães
Fernandez, Luis Eduardo Lyra Gama, Maria Aparecida Andrade e demais
funcionários deste órgão, que se esforçaram para que fosse possível a minha
ausência durante a realização deste trabalho.
v
vi
BIOGRAFIA
FERNANDO SILVEIRA FEROLLA, filho de Luiz Alberto Ferolla e Denina
Silveira Ferolla, nascido em 30 de junho de 1965, no Rio de Janeiro – RJ.
Concluiu o Curso de Zootecnia em março de 1988, pela Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica – RJ, antigo Km 47 da rodovia
Rio – São Paulo Itaguaí – RJ.
Trabalhou na Extensão Rural, pela EMATER – Pr, nos anos de 1989 a
1991, onde trabalhou junto aos produtores rurais do município de Siqueira
Campos – Pr.
Executou a função de administrador na Agropecuária Santa Clara das
Palmeiras Ltda, município de Santa Rita do Jacutinga – MG, nos anos de 1991/92,
atuando como gerente de pessoal, gado leiteiro (Leite B), manejo de pastagem e
gado de corte.
Trabalhou como representante técnico de vendas da distribuidora de
produtos agropecuários Casa do Adubo Ltda, de 1993 a 2001.
vi
vii
Está, atualmente, lotado no Núcleo de Defesa Sanitária de Macaé, da
Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do
Interior, onde desenvolve atividades de controle e erradicação de doenças infectocontagiosas contidas na lista “A” da OIE, tendo sido admitido por concurso público
em janeiro de 2002.
Admitido em maio de 2003 no Curso de Pós-Graduação em Produção
Animal, em nível de Mestrado, na área de Nutrição Animal – Forragicultura, da
Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos dos Goytacazes
– RJ, submetendo-se à defesa de tese para conclusão deste curso em junho de
2005.
vii
viii
CONTEÙDO
RESUMO......................................................................................... xv
ABSTRACT..................................................................................... xvii
1. INTRODUÇÂO........................................................................... 01
2. REVISÂO DE LITERATURA..................................................... 04
2.1.
AVEIA-PRETA (Avena strigosa SCHREB.).................. 04
2.1.1 PRODUÇÂO DE MATÈRIA SECA................................. 05
2.1.2 CARACTERÌSTICAS QUALITATIVAS........................... 09
2.2.
TRITICALE (Xtriticosecale WITTIMMACK)................... 12
3. MATERIAL E MÈTODOS.......................................................... 18
3.1.
ENSAIO EXPERIMENTAL.............................................. 18
3.1.1 LOCALIZAÇÂO............................................................... 18
3.1.2 CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS................................ 19
3.1.3 DETERMINAÇÃO DA SOMA TÉRMICA........................ 19
3.1.4 CARACTERÍSTICAS DO SOLO..................................... 20
3.1.5 ÁREA E DELINEAMENTO.............................................. 20
viii
ix
3.1.6 TRATAMENTOS............................................................ 22
3.1.7 COLETA DE AMOSTRAS E ANÁLISES QUÍMICAS.... 23
3.1.8 ANÁLISE ESTATÍSTICA................................................ 25
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO................................................ 26
4.1.
ANÁLISE QUANTITATIVA............................................. 25
4.1.1 PRODUÇÂO DE MATÉRIA SECA................................. 25
4.1.2 COMPOSIÇÃO DA MASSA DE FORRAGEM............... 34
4.2.
ANÁLISE QUALITATIVA............................................... 41
4.2.1 COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA.............................. 41
4.2.2 FRACIONAMENTO DOS CARBOIDRATOS................. 48
4.2.3 FRACIONAMENTO DOS COMPOSTOS PROTÉICOS. 55
5. CONCLUSÕES.......................................................................... 61
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................... 62
7. APÊNDICES............................................................................... 70
1. TABELA CLIMATOLÓGICA 2004.................................. 71
2. CROQUI DA ÁREA EXPERIMENTAL.................................. 74
3. TABELA DE COMPOSIÇÃO BROMATOLÓGICA............... 75
4. TABELA DE COMPOSIÇÃO DA MASSA DE FORRAGEM.76
5. TABELA DE FRAÇÕES DOS CARBOIDRATOS................. 77
6. TABELA DE FRAÇÕES DOS COMPSTOS PROTÉICOS... 78
ix
x
LISTA DE TABELAS
1. Esquematização do fracionamento dos compostos protéicos e dos
carboidratos.................................................................................................16
2. Cronograma de plantio e datas do 1º, 2º e 3º cortes/pastejos em Aveia-preta
e Triticale......................................................................................................21
3. Resumo da análise de variância para as variáveis: produção de matéria
seca (MS) e relação lâmina foliar/caule + bainha (R lf/c), das gramíneas:
aveia-preta e triticale sob corte e pastejo nas épocas de plantio: abril, maio
e junho......................................................................................................... 27
4. Valores médios da produção de matéria seca (Kg MS/ha) de Aveia-preta e
Triticale e relação lâmina foliar / caule + bainha em função da época de
plantio e do sistema.................................................................................... 28
5. Soma térmica ao primeiro corte/pastejo nas espécies Aveia-preta cv.
EMBRAPA 29 e Triticale cv. IAC 3 no norte do estado do Rio de Janeiro
durante o período de abril a setembro de 2004......................................... 34
x
xi
6. Resumo da análise de variância para as variáveis: % lâmina foliar (% lf), %
de caule + bainha (% c + b), % inflorescência (% inf.) e % matéria seca
morta (% MSm.) das gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo
nas épocas de plantio: Abril, Maio e Junho................................................ 35
7. Valores médios de porcentagem de lâmina foliar (% lf) e inflorescência (%
inf) na massa forrageira de Aveia-preta e Triticale em função: da espécie
(Sp.), do sistema (Sis.) e as épocas de plantio (Épc.): Abril, Maio e
Junho.......................................................................................................... 36
8. Valores médios de porcentagem de caule + bainha (% caule + bainha) e
matéria seca morta na massa forrageira de: Aveia-preta e Triticale em
função da espécie (Sp.) e do sistema (Sis)................................................. 37
9. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de matéria
seca (% MS) de proteína bruta na MS (% PB/MS), de FDN na MS (% FDN),
de FDNcp na MS (% FDNcp) e de Lignina na MS (% Lignina), das
gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas de
plantio: Abril, Maio e Junho......................................................................... 41
10. Teores médios de matéria seca (MS) de Aveia-preta e Triticale em função
da época de plantio, o sistema e a interação entre os sistemas e a época de
plantio.......................................................................................................... 42
11. Teores médios de Proteína Bruta nas espécies: Aveia-preta e Triticale em
função da época de plantio: Abril, Maio e Junho........................................ 43
12. Teores médios de FDN na MS de Aveia-preta e Triticale sob corte ou
pastejo em três diferentes épocas de plantio: Abril, Maio e
Junho.......................................................................................................... 44
13. Teores médios de FDNcp (% FDNcp/MS) e Lignina (% Lignina/MS) em
função da espécie e época de plantio........................................................ 46
14. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de FDA na
MS (% FDA), de NIDN na MS (% NIDN), de NIDA na MS (% NIDA), de
extrato etéreo na MS (%EE) e Cinzas na MS (% Cinzas) das gramíneas:
Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas de plantio: Abril, Maio
e Junho........................................................................................................ 47
15. Teores médios de Cinzas (% Cinzas/MS) nas espécies: Aveia-preta e
Triticale em função do sistema.................................................................... 48
xi
xii
16. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de CHOT
na MS (% CHOT), de CNF na MS (% CNF), da Fração B2 na MS (% Fração
B2), de Fração C na MS (% Fração C) das gramíneas: Aveia-preta e Triticale
sob corte e pastejo nas épocas de plantio: Abril, Maio e
Junho............................................................................................................ 49
17. Teores médios de Carboidratos totais na base da MS nas espécies Aveiapreta e Triticale em função das épocas de plantio: Abril, Maio e
Junho........................................................................................................... 50
18. Conteúdo médio de carboidratos não fibrosos (% CNF/MS) na base da MS,
nas espécies Aveia-preta e Triticale em função, do sistema, da época de
plantio......................................................................................................... 51
19. Teores médios de carboidratos não fibrosos na base da MS na forragem de
Aveia-preta e Triticale em função da interação espécie e época de
plantio......................................................................................................... 51
20. Frações B2 médias (% Fração B2/MS) dos carboidratos nas espécies Aveiapreta e Triticale, sob três espocas de plantio: Abril, Maio e
Junho......................................................................................................... 52
21. Frações C médias (% Fração C/MS) dos carboidratos nas espécies Aveiapreta e Triticale, sob três espocas de plantio: Abril, Maio e
Junho.......................................................................................................... 53
22. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de
Proteínas solúveis na MS (% Prot Sol.), de PDIN na MS (% PDIN), da
Fração B3 na MS (% Fração B3), de Fração C na MS (% Fração C) das
gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas de
plantio: Abril, Maio e Junho....................................................................... 56
23. Valores médios da Fração protéica solúvel em detergente neutro em relação
a proteína de Aveia-preta e Triticale, sob dois sistemas e semeadas em:
Abril, Maio e Junho..................................................................................... 57
xii
xiii
LISTA DE FIGURAS
1. Representação gráfica da produção de MS em kg/ha para Aveia-preta e
Triticale sob o sistema corte, nas épocas de plantio: Abril, Maio e Junho (Total
em kg obtido nos cortes em cada tratamento)...................................... ........... 30
2. Representação gráfica da produção de MS em kg/ha para Aveia-preta e
Triticale sob o sistema pastejo, nas épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
(Total em kg obtido nos pastejos em cada tratamento).................................... 31
3. Composição em percentagem da massa de forragem de Aveia-preta sob o
sistema corte e pastejo nas épocas: Abril, Maio e Junho (percentagem do peso
seco)................................................................................................................. 38
4. Composição em percentagem da massa de forragem de Triticale sob o sistema
corte e pastejo nas épocas: abril, maio e junho. (percentagem do peso seco).39
5. Conteúdo de Carboidratos totais na MS (%CHOT/MS) de aveia-preta nos
sistemas corte e pastejo em três diferentes épocas de plantio (P>0,05)......... 50
6. Conteúdo de Carboidratos totais na MS (%CHOT/MS) de triticale nos sistemas
corte e pastejo em três diferentes épocas de plantio (P>0,05)........................ 51
xiii
xiv
7. Teores médios de Carboidratos não fibrosos (CNF%), Fração B2 do Carboidrato
(B2%CHO) e Fração C do Carboidrato (C%CHO) em relação ao conteúdo de
carboidratos totais, na cultura de Aveia-preta nos sistemas corte e pastejo,
semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias obtidas de todos os
cortes/pastejos................................................................................................... 54
8. Teores médios de Carboidratos não fibrosos (CNF%), Fração B2 do Carboidrato
(B2%CHO) e Fração C do Carboidrato (C%CHO) em relação ao conteúdo de
carboidratos totais, na cultura de Triticale nos sistemas corte e pastejo,
semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias obtidas de todos os
cortes/pastejos.................................................................................................. 55
9. Teores médios de Proteínas solúveis (Prot sol%PB), Fração B3 da Proteína
(B3%Prot) e Fração C da proteína (C%Prot) em relação ao conteúdo de
proteína bruta (%PB), na cultura de Aveia-preta nos sistemas corte e pastejo,
semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias obtidas de todos os
cortes/pastejos.................................................................................................. 58
10.Teores médios de Proteínas solúveis (Prot sol%PB), Fração B3 da Proteína
(B3%Prot) e Fração C da Proteína (C%CHO) em relação ao conteúdo de
proteína bruta (%PB), na cultura de Triticale nos sistemas corte e pastejo,
semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias obtidas de todos os
cortes/pastejos................................................................................................. 59
xiv
xv
Resumo
Ferolla, Fernando Silveira, Universidade Estadual do Norte Fluminense; maio
de 2005; Avaliação forrageira da Aveia-preta (Avena strigosa. Schreb.) e
Triticale (Xtriticosecale Wittimmack) sob corte e pastejo em diferentes épocas
de plantio no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Professor orientador:
Hérnan Maldonado Vasquez. Conselheiros: José Fernando Coelho da Silva e
Ricardo Augusto Mendonça Vieira.
Foram semeadas as forrageiras de inverno Aveia-preta (Avena strigosa
Schreb) cv. EMBRAPA 29 e Triticale (Xtriticosecale Wittimmack) cv. IAC 3 em três
épocas de plantio: Abril (21/04/2004), Maio (20/05/2004) e Junho (21/06/2004), a
fim de avaliar a viabilidade de produção forrageira destas culturas sob os sistemas
corte e pastejo (intervalos de 30 dias), nas condições do norte do estado do Rio de
Janeiro. A produção de matéria seca foi superior no sistema corte e na época
Maio, tendo a Aveia-preta produzido, em média, sob corte, 2.317,48 kg MS/ha e
Triticale 2.128,30 kg MS/ha, contra 1.169,42 e 678,31 kg MS/ha para Aveia-preta
e Triticale, respectivamente, no sistema pastejo. A soma térmica no momento do
1º corte/pastejo demonstrou que estas culturas anteciparam o ciclo nas condições
do local do experimento, tendo este fato comprometido a expressão do potencial
produtivo destes cultivares, reduzindo o período da germinação ao florescimento e
aumentando o percentual de caule + bainha e inflorescência na massa de
forragem. A massa de forragem foi composta, em média, por 34% de lâmina foliar,
31,08% de caule + bainha, 24,56 % de inflorescência e 10,35% de material morto.
A relação lâmina foliar/caule + bainha diferiu significativamente (P < 0,05) entre as
espécies e épocas de plantio, sem haver influência do sistema. Aveia-preta
produziu menor relação lâmina foliar/caule+bainha, somente se igualando na
xv
xvi
época Junho ao Triticale. Houve interação entre a espécie e a época de plantio (P
< 0,05) para lâmina foliar. A Aveia-preta semeada na época Junho apresentou
maior relação % lf, devido ao estágio inicial (início do perfilhamento) em que as
plantas encontravam-se no momento das primeiras avaliações, o que pode ser
atribuído à menor soma térmica alcançada por influência das temperaturas médias
do mês de junho, também explicando o porque da menor produção de MS deste
tratamento. A proporção de caule + bainha (% C/B) foi maior na Aveia. No
Triticale, apesar da maior participação de inflorescência, houve maior relação
lâmina foliar/caule + bainha, não se observando diferença significativa entre os
tratamentos pelo teste Tukey a 0,05. A avaliação qualitativa consistiu em
determinar a composição químico-bromatológica e o fracionamento dos
carboidratos e proteínas segundo descrito no CNCPS (sistema Cornell). Os teores
de matéria seca diferiram entre as espécies e sistemas (P < 0,05), sendo superior
na espécie Triticale e no sistema pastejo, porém não diferiram dentro das espécies
entre as diferentes épocas de plantio (Tukey P > 0,05). Não se observou diferença
significativa entre os teores de proteína bruta (% PB na MS), produzindo a média
geral de 20,31% (P > 0,05), havendo apenas diferenças entre as épocas de
plantio (18,16%; 21,05 e 21,91, para as épocas: Abril, Maio e Junho
respectivamente). Os teores de FDN, FDNcp e Lignina seguiram a mesma
tendência da composição da massa forrageira, com relação ao % de
inflorescência e %caule + bainha, apresentando os maiores valores de FDN na
espécie Triticale semeada na época Abril. O teor de extrato etéreo não diferiu
significativamente entre as espécies submetidas aos fatores: sistema e época de
plantio. O teor de cinzas foi superior na espécie aveia-preta pastejo e inferior na
espécie triticale sob corte, obteve-se teor médio de cinzas de 9,14% MS. Os
teores de carboidratos totais (%CHOT na MS) não variaram com a espécie e com
o sistema de uso (P > 0,05), porém foram observados maiores teores na época
Abril, sendo o teor médio geral 77,83% MS. Entretanto, deste %CHOT na MS,
25,5% e 19,20% do Triticale e Aveia-preta, respectivamente, eram compostos de
carboidratos não-fibrosos %CNF. A fração B2 no CHOT variou apenas entre as
épocas, no Triticale e no sistema corte, de valores 45,32 a 49,13%
respectivamente para as épocas de plantio: Abril e Junho. O fracionamento
protéico revelou a alta solubilidade da proteína na matéria seca da massa
forrageira, havendo apenas diferença estatística (P < 0,05) entre as épocas de
plantio com relação à fração das proteínas solúveis (fração A + B1 + B2). A
proteína bruta foi composta de 95,11% proteínas solúveis em detergente neutro,
4,6% fração B3 e 0,43% fração C, o que, indica sobre o valor médio de PB obtido,
estas culturas como excelente fonte de proteína. A competição entre genótipos
prevalecendo aquelas de ciclo tardio pode favorecer a produção de matéria seca,
conjugada com qualidade dos carboidratos e proteína. A produção foi maior na
Aveia, semeada na época Maio, além de permitir maior número de
cortes/pastejos, prolongando o período de utilização.
Palavras-chave: Aveia-preta, Triticale, soma térmica, produção de matéria
seca e fracionamento de carboidratos e proteínas.
xvi
xvii
Abstract
The winter forage species Black-Oat (Avena strigosa Schreb.) cv.
EMBRAPA 29 and Triticale (Xtriticosecale Wittimmack.) cv. IAC 3, were studied on
three planting seasons, April (21/04/2004), May (20/05/2004) and June
(21/06/2004) in order to evaluate the viability of forage produced under harvest and
grassing (30 day interval), in the Northern Region of Rio de Janeiro Estate. Dry
matter (DM) production was higher under harvest system on May season, where
Black-oat produced 2,317.48 kg DM/ha and Triticale 2,128.30 kg DM/ha, when
compared to 1,169.42 e 678.31 kg MS/ha for Black-oat and Triticale under
grassing, respectively. The thermal sum at the first evaluation have shown that
these crops anticipated its physiological cycle due to the local conditions of the
experiment, reducing the potential production of the crops, through the decrease of
in the germination-blooming period and increasing the percentage of stem and
bloom in the forage mass. The forage mass was composed in average by 34% of
leaf blade; 31.08% stem; 24.56 % of bloom and 10.35% of death material, with
interaction (P<0.05) between species and planting season. The stem proportion in
Triticale was higher, due to intensity reduction of its phenological cycle. The leaf
blade/stem ratio differed significantly (P < 0.05) among species and planting
season, but it had not been influenced by system. Black-oat specie planted in June
showed higher blade/stem ratio, due to the initial stage when plants were
submitted to the first evaluation, what could be attributed to lower thermal sum
reached by influence of the mean temperature in June, it also explains the lower
xvii
xviii
production of dry matter of this forage. In Triticale specie despite of higher
contribution of bloom, it showed a higher leaf blade/stem ratio, without significant
difference between treatments by Tukey test (P > 0.05). The qualitative evaluation
was done by chemical analysis and by determining carbohydrate and protein
fractions according to CNCPS (Cornell Net Carbohydrate and Protein System).
The DM content differs between species and systems, being Triticale higher on
grassing system however there were no differences between species in relation to
planting seasons (Tukey test, P> 0.05). It was not observed significant differences
(P > 0.05) among the crude protein (CP) contents (%Cp in DM), with average value
of 20.31%, differences did occurs between planting seasons (21,91; 21.05 e
18,16% for the seasons June, May and April, respectively). The neutral detergent
fiber (NDF), NDFap (NDF free of ash and protein) and lignin, followed the same
tendency of forage mass composition in relation to % bloom and % stems, showing
higher values of NDF in Triticale planted in the April season. The ether extract
content does not differ significantly among the species submitted to the systems
and planting season. The ash contents were higher in Black-oat under pasture and
lower in Triticale under harvest, reaching the average of 9.14% in DM. The total
carbohydrate contents (%TCHO in DM) did not vary between species and systems
(P > 0.05), however slightly higher contents were observed on April season, with
an average of 77.83% in DM. From this total (%TCHO in DM), 25.5% and 19.20%
in the Triticale and in Black-oat, respectively, were composed by non fiber
carbohydrate (%NFC in TCHO). B2 fraction (%B2 in TCHO) varied only among
planting seasons in Triticale under harvest system from 45.32 to 49.13%,
respectively, for April and June. The protein fractionation showed high protein
solubility in DM of the forage mass, but statistical differences were found only
among planting seasons for the protein soluble fractions (fractions A + B1 +B2).
The CP was composed by 95.11% of protein fractions soluble in neutral detergent
(A + B1 + B2), 4,6% fraction B3 and 0,43% fraction C. Considering the average CP
value obtained this points out those crops as an excellent forage protein source.
The genotype competition focusing longer phenological cycle will be able to
enhance DM production together with carbohydrate and protein quality. The
production was higher in Black-oat, sowed on May season, that allows a higher
number of cuts extending the utilization period.
Key words: Black-oat, Triticale, Thermal sum, dry matter production and
carbohydrate and protein fractionation.
xviii
Introdução
A pecuária do Estado do Rio de Janeiro totaliza um rebanho bovino de
2.010.404 cabeças segundo fechamento da 2ª etapa da campanha de vacinação
contra febre aftosa da Defesa Sanitária SEAAPI-RJ (2002). Nas regiões Norte e
Noroeste Fluminense, a distribuição entre as atividades é bem definida,
predominando o gado leiteiro na região Noroeste e o de corte na região Norte. Em
ambas as explorações, com a predominância do uso de pastagens como fonte de
alimento para o gado, observa-se o grande déficit de forragem no período de
inverno, o que resulta em grandes perdas para a produção e para a cadeia da
carne e do leite no Estado.
Na intenção de incrementar a produtividade de sistemas de produção sob
pastagens, vários trabalhos já foram realizados no sentido de melhor manejar as
gramíneas de potencial produtivo, alcançando altas lotações com bom valor
nutritivo, o que permite altos ganhos em produto animal por área.
A necessidade de obter forragem em volume e com qualidade, que
permita o bom desempenho dos animais em pastejo, tem motivado pesquisadores
2
na procura de espécies que mantenham as características produtivas e
qualitativas o maior tempo possível, porém vários são os fatores que exercem
influência sobre espécies forrageiras tropicais, como falta de umidade, baixa
temperatura e fotoperíodo.
Os sistemas baseados em pastagens apresentam uma sazonalidade, o
que impede a manutenção dos níveis de produção da primavera/verão, havendo
sempre que buscar uma alternativa de suplementação de volumosos. Dentre as
tecnologias geradas para suplementar volumosos na entressafra de pasto, a
cultura de forrageiras de inverno poderá ser uma alternativa bastante viável, pela
sua alta qualidade e grande redução da mão-de-obra e instalações.
As culturas de inverno são alternativas já estudadas em várias regiões do
Brasil, como recurso forrageiro para os meses de escassez. As espécies hibernais
têm-se adaptado às condições de inverno no Brasil, principalmente nos estados
do sul, onde o clima úmido do inverno permite a exploração destas espécies
muitas vezes sem o uso de irrigação. No estado do Rio de Janeiro, existem
poucos relatos de estudos com estas forrageiras, sempre na dúvida da
capacidade destas em se estabelecer, devido às temperaturas médias anuais
serem consideradas elevadas, assim como os custos de irrigação.
Por outro lado, sabe-se que o fotoperíodo, que é fator intransponível pelo
homem, se eleva com a diminuição da latitude, o que permitiria boas produções no
Rio de Janeiro quando comparado com os estados do sul do país.
MORAES e LUSTOSA (1988) relataram que a temperatura ótima para as
culturas de inverno está entre 18o C e 23o C, temperaturas estas também
observadas na região Norte Fluminense, segundo os dados climatológicos da
Estação da PESAGRO Rio, unidade de Campos dos Goytacazes (Anexo 1).
FARIA & CORSI (1995), descrevendo as forragens de inverno, indicam
para as condições do Brasil Central o estabelecimento destas culturas a partir dos
meses de março-abril, objetivando o crescimento das plantas no período do ano
em que as temperaturas são mais baixas, permitindo uma produção por período
mais longo.
2
3
No Paraná, as gramíneas anuais de inverno têm produzido, em condições
de corte, entre 3 e 6 t de MS/ha/ano. Em situações de fertilidade e de época de
semeadura precoce (meados de março), podem-se alcançar produções que se
aproximam de 10 t de MS/ha/ano. Devido aos diferentes ciclos destas culturas,
sendo descritas as aveias e centeio como de ciclo precoce e o azevém como de
ciclo mais tardio, diversos são os estudos com consórcio destas plantas a fim de
se obter uma melhor oferta de forragem ao longo do período de escassez.
O presente trabalho teve por objetivo avaliar as forrageiras: Aveia-preta
(Avena strigosa Schreb.) e Triticale (Xtriticosecale Wittimmack) em função da:
1- Produção forrageira nos sistemas de corte e pastejo sob diferentes
épocas de plantio.
2- Produção de matéria seca, composição bromatológica, fracionamento
dos compostos nitrogenados e carboidratos nas condições de corte e pastejo em
diferentes épocas de plantio.
3
2- Revisão de literatura
2-1. Aveia Preta (Avena strigosa Schreb.)
Originária da Europa, a aveia preta é uma gramínea cespitosa, com
colmos cilíndricos, eretos e glabros ou pouco pilosos e raiz fasciculada.
Inflorescência em panícula com glumas aristadas, e o grão é uma cariopse
indeiscente encoberto pela lema e páleas. A Aveia-preta não é muito exigente em
relação a solos; entretanto, responde bem à adubação nitrogenada, fosfatada e
potássica. Não tolera solos encharcados ou água estagnada. A aveia pode ser
utilizada com a finalidade de cobertura do solo (viva ou morta), forragem ou
produção de grãos.
Apresenta, segundo MORAES & LUSTOSA (1988), rápido crescimento
inicial, permitindo altos rendimentos no primeiro pastejo, com diminuição da
produção ao longo do tempo. Já as aveias amarela e branca apresentam
5
comportamento inverso, pois, geralmente, aumentam no segundo pastejo, uma
vez que, com o primeiro corte, ocorre a quebra da dominância apical, permitindo
aumento do número de perfilhos. A Aveia-preta é mais rústica, possui maior
capacidade de perfilhamento, panícula mais aberta e semente menor, quando
comparada à branca e à amarela. É bastante resistente à incidência de ferrugem e
ao ataque de pulgões. Além disso, é mais resistente à seca e menos exigente em
fertilidade, sendo, portanto, mais indicada do que as outras duas espécies para
uso como forrageira.
A época do plantio desta gramínea de inverno é a partir de março,
podendo estender-se até maio em regiões mais quentes e em regiões mais frias
pode ser semeada até junho. A semeadura poderá ser realizada a lanço ou em
linhas. Quando em linhas, recomenda-se utilizar um espaçamento de 20 cm,
empregando-se em torno de 60 a 100 kg de sementes/ha. Quando for a lanço,
serão necessários 30 a 50% a mais de sementes. A profundidade é de 3 a 4 cm.
O peso de 1000 sementes é de 14 a 15 g. O ciclo da cultura normalmente varia de
140 a 180 dias (BAIER, 1995).
O potencial de produção supera as 8 t. de MS/ha. O pastejo constitui-se
na forma mais prática, econômica e usual de utilização da aveia-preta na
produção animal. O pastejo deve ser iniciado quando as plantas atingirem,
aproximadamente, 30 cm de altura, o que ocorre, em condições normais, entre 45
e 60 dias após a semeadura.
2.1.1. Produção de matéria seca
VILELA et al. (1971), citados por CARDOSO (1986), conseguiram
produções médias totais em massa verde, por hectare, em 3 cortes, de 71, 70 e
60 toneladas de aveia, respectivamente, para plantios realizados em março, abril e
maio. A produção do plantio tardio foi inferior (P< 0,05) às dos outros tratamentos.
A literatura mostra que o comportamento das forrageiras de inverno no Estado de
Minas Gerais tem apresentado bom desenvolvimento. As produções de massa
verde têm variado de 25 t/ha (6 t/ha de matéria seca) CARDOSO et al. (1972) a
71 t/ha (8 t/ha de matéria seca), VILELA et al. (1971), citados por CARDOSO
5
6
(1977). Estes autores concluíram por desaconselhar o plantio em maio devido à
menor produção de matéria verde obtida, em relação aos plantios efetuados em
março ou abril. CAMPOS et al. (1982) estudaram o comportamento de aveia-preta
(Avena strigosa Schreb) na região sul do Espírito Santo sob quatro datas de
plantio, sendo: 15/04, 30/04, 15/05 e 30/05 e três épocas de corte (45, 60 e 75
dias após a semeadura) em intervalos de 28 dias e não observaram diferença na
produção total dos tratamentos no primeiro ano de avaliação, cuja média foi 3.133
kg MS/ha, sendo notada apenas superioridade dos primeiros cortes a partir do
plantio de 15/05 e da idade de corte de 75 dias, que foi superior à idade de 45
dias.
No segundo ano, o melhor rendimento de MS foi obtido com o plantio de
15/05 (3.707 kg MS/ha) associado ao 1º corte aos 60 dias (2.706 kg MS/ha),
sendo que esta combinação permitiu a realização de quatro cortes em ambos os
anos. Estes autores concluíram que, nas condições do sul do estado do Espírito
Santo, a melhor época para plantio seria em meados de maio (2ª e 3ª semanas)
com o 1º corte realizado aos 60 dias pós-plantio.
A variabilidade genética desta espécie produz uma gama de materiais
forrageiros, que tem constantemente estimulado estudos de pesquisa. Estudos
com enfoque em pastagens têm procurado identificar as cultivares mais bem
adaptadas às condições de cultivo local e que permitam alta produção e
qualidade. SÁ & OLIVEIRA (1995), avaliando genótipos de Aveia preta (Avena
strigosa Schreb.) no IAPAR de Londrina PR, classificaram os materiais como
precoces, intermediários e tardios, sendo de 84, 119 e 137 dias, respectivamente,
para o período em dias da emergência a emissão plena da inflorescência, (50%
das plantas com panícula). Realizando apenas um corte a 7 cm do solo aos 52,
73, 94 e 111 dias após a emergência das plântulas (dpe), observaram pouca
diferença na produção de MS entre os genótipos estudados, havendo
superioridade dos precoces sobre os tardios apenas no corte aos 94 dpe. Os
genótipos tardios mostraram superioridade quanto às características qualitativas:
Proteína Bruta na matéria seca e Digestibilidade “in vitro” da matéria seca, tendo
resistido à perda de qualidade com o avanço da idade.
6
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JUNIOR & REIS et al. (2003) cultivaram, na UNESP de Jaboticabal, dois
cultivares de Aveia branca (Avena bizantina C. Koch), cv. São Carlos e UPF
87011 e uma Aveia preta comum no dia 29/05/2002 e em 63 dias (31/07/2002)
realizaram o primeiro pastejo e depois de 34 dias (03/09/2002) e 31 dias
(04/10/2002) de rebrota os demais pastejos, obtendo produções médias de
matéria seca de 1,84 t/ha para cv. São Carlos, 1,73 t/ha para Aveia Preta e 1,21
t/ha para a cv UPF 87011. Destaque para a altura do resíduo de 20 cm propiciou,
segundo o autor, a manutenção dos mecanismos de rebrota das plantas,
garantindo condições apropriadas para a recuperação das mesmas. Apesar de
não se observar diferença estatisticamente significativa, a produção dos cultivares
de Aveia avaliada em 04/10/2002 foi inferior àquelas obtidas em outras épocas.
Os autores explicam este fato pelo alongamento das hastes, em decorrência do
florescimento observado a partir de setembro, resultando em intensa eliminação
dos meristemas apicais, comprometendo a rebrota. Da mesma forma, trabalhos
conduzidos por CONTATO et al. (2002) e REIS et al. (2002) evidenciaram o
decréscimo na produção de matéria seca de cultivares de Aveia com a sucessão
do crescimento. Estes autores atribuem este fato à eliminação dos meristemas
apicais devido ao alongamento dos caules provocado pelo florescimento
observado a partir do mês de setembro, o que teria prejudicado a rebrota.
Trabalhos foram desenvolvidos por NAGAKAWA et al. (1998), citados por
MORAES & LUSTOSA (1988), com adubações: fosfatada e potássica, avaliaram o
desenvolvimento e produtividades de sementes e massa seca de aveia preta
comum. Os tratamentos constaram de 3 doses de adubo fosfatado (0, 40 e 80 kg
P2O5/ha) e 3 de adubo potássico (0, 20 e 40 kg K2O/ha), sendo todas as parcelas
adubadas com 50 kg de N/ha
(20 kg na semeadura e 30 kg no final do
perfilhamento).
Os autores concluíram que a presença do adubo fosfatado, tanto na dose
de 40 kg/ha quanto na dose de 80 kg/ha, ocasionou aumentos no
desenvolvimento das plantas e na produtividade de sementes e massa seca da
parte aérea. A adubação potássica afetou apenas o número de perfilhos por
planta.
7
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PRIMAVESI et al. (1993) não observaram diferença entre níveis de
nitrogênio (0, 40, 80, 160 e 320 kg/ha) em dois diferentes cultivares de Aveia
(Avena sativa L.), submetidos a duas freqüências de corte (um ou dois cortes) e
épocas de plantio (abril e maio) na resposta em produção de matéria seca. Os
resultados mostraram que o cv. São Carlos produziu maior quantidade de MS que
o cv. UPF 3 no 1º corte da 1ª época (abril) e da 2ª época (maio), sendo que o
primeiro corte nos dois cultivares foi maior no plantio de maio. Estes autores
concluíram ser o cv São Carlos um promissor material forrageiro e o plantio de
maio mais recomendável para ambos os cultivares.
Estes mesmos pesquisadores avaliaram durante dois anos (1991 e 1992)
e compararam estes cultivares quanto à resposta das mesmas doses de
nitrogênio, sob os regimes de um e dois cortes. Verificaram diferença na produção
do 1º e 2º corte, sendo superior no segundo em ambos os materiais.
Em 1991, o cv. UPF 3 foi mais produtivo, tendo se invertido este
comportamento no ano de 1992, e o cv. São Carlos produzido maior volume no 1º
de 1992 e se igualando em produção no 2º corte. Os autores alegaram ser o clima
e o manejo (época de corte) as prováveis causas deste comportamento.
Posteriormente, PRIMAVESI et al. (2001), buscando solucionar uma
importante dúvida no manejo da Aveia forrageira, isto é, o momento ideal para o
1º corte (início da utilização), trabalharam com dois e três cultivares de Aveiapreta, em dois anos, sendo os cultivares São Carlos, UPF 3 semeados em
16/05/1994 e, em seguida, a introdução do cv. IAPAR 61 na avaliação em 1995,
semeados em 17/04/95 e 15/05/95.
Como indicadores para o 1º corte foram utilizados: 60 dias após a
emergência das plantas, início do emborrachamento (IE) e 10% das plantas
alongando o caule que chamou plantas encanadas (10% PE) e os indicadores
para o corte a rebrota foram 28 e 56 dias após o primeiro corte, IE e 10% PE.
Estes autores alteraram o critério de corte a rebrota para os trabalhos de
1995 e 1996 por identificar a redução do ciclo das plantas após o primeiro corte,
nos critério de corte IE e 10% PE e explicaram que o desenvolvimento fisiológico
da planta vai-se tornando mais avançado com o avanço de rebrotas sucessivas,
8
9
sendo que então, nos anos seguintes o critério de corte a rebrota foi aos 28, 35,
42 e 56 dias.
TEIXEIRA et al. (2002) avaliaram a produção de MS de dois cultivares de
Aveia preta (Crioula e Ibiporã) e uma de Aveia amarela (São Carlos) no município
de Seropédica - RJ, nas dependências da UFRRJ, realizando o plantio dia
10/07/1999 e um único corte em 02/10/1999 e obtiveram produções de 1.063 kg
MS/ha, 799 kg MS/ha e 663 kg MS/ha para as cultivares Crioula, São Carlos e
Ibiporã, respectivamente. Foram utilizados quatro níveis de Nitrogênio (0, 90, 180
e 270), que demonstraram diferença na produção de MS, porém sob o teste de
Tukey (P < 0,05), os cultivares se equivaleram em produção de MS.
CECATO et al. (2002), estudando a produção e características qualitativas
de cultivares e linhagens de Aveia (“Avena” spp.) no norte do Paraná, durante o
período de abril a setembro, encontraram produções de massa de forragem
diferentes entre as plantas cultivadas, variando de 6.791 a 11.036 kg/ha de MS.
A cultivar FAPA 2 revelou a maior produção de lâmina foliar. A massa de
perfilhos variou de 1,46 a 2,98 g/perfilho, a correlacão entre a densidade de
perfilhos e a produção de massa revelou que as plantas com maior peso
apresentaram menor densidade de perfilhos, sendo que a densidade variou de
365 a 721 perfilhos/m2. Ao relacionar-se peso e densidade de perfilhos com
produção de massa verificou-se que não houve uma inter-relação entre estas
variáveis. Isto pode ter ocorrido em função de que a população de perfilhos varia
tanto em número, quanto em tamanho e peso.
Estes autores concluíram que a produção foi próxima entre os cultivares e
linhagens estudadas, sendo, porém, a IA 02287 a mais produtiva e a IA 98104 a
menos produtiva. Já a produção de massa foliar foi maior no cultivar FAPA 2 e
menor no SI00061.
2.1.2. Características qualitativas
O teor de proteína, como referência ao valor nutritivo, foi estudado por
VILELA et al. (1971) e encontrado valor de 18,2% na matéria seca da Aveia
9
10
(Avena sativa L.), em 3 cortes, enquanto CARDOSO et al. (1972) encontraram
10,0% para azevém e 7,5% para aveia, em virtude de terem colhido a forragem
mais velha, pois só realizaram 2 cortes. Quando se utilizou o sistema de 3 cortes:
75, 35 e 55 dias, do plantio e das rebrotas, respectivamente, verificaram-se
maiores valores em virtude de terem colhido a forragem mais tenra. Os teores de
Proteína Bruta foram semelhantes entre cultivares e linhagens de aveia, em
trabalho realizado no Paraná por CECATO et al. (2002), variando de 13,3 a
18,3%, valores por eles considerados normais quando se trabalha com essa
espécie forrageira. Os valores de FDN dos cultivares e linhagens deste estudo
variaram de 46 a 56,2%. A FDN foi menor na Aveia preta comum e no UPF20 e
maior no SI83400 e os teores de PB foram semelhantes entre os genótipos.
GOMES & STUMPF (2001) avaliaram a produção de MS (kg/ha), PB(%) e
FDN (%) da Aveia preta cv. EMBRAPA 29, o mesmo cultivar avaliado pelo
presente trabalho, sob o efeito de três intervalos de corte e três níveis de
nitrogênio, sendo: 21, 35 e 49 dias e 65 kg N/ha, 130 kg N/ha e 260 kg N/ha,
respectivamente. Estes autores observaram que o nível máximo de 260 kg de
nitrogênio/ha não foi suficiente para a máxima produção deste cultivar e o intervalo
de 49 dias entre cortes foi o mais produtivo sob os dois maiores níveis de N, tendo
alcançado 5.936 kg MS/ha para 260 kg de N/ha, não havendo interação entre os
níveis de nitrogênio e os intervalos entre cortes.
Os teores de PB (%) variaram inversamente com os intervalos entre cortes
(médias de 20,5; 18,8 e 18,0% PB) e positivamente com os níveis de nitrogênio
(médias de 17,4; 19,1 e 20,9% PB). Os teores de FDN (%) não foram
influenciados pelos fatores testados.
A forragem de Aveia caracteriza-se pelo seu alto conteúdo de proteína
bruta e baixos teores de componentes da fração fibrosa, (GALLO, 1991), citado
por BRÜNING et al. (2003). Estes autores, ao estudarem três cultivares de Aveiapreta submetidos a dois cortes a partir de plantio no dia 11/06/2002 na UFSM-RS,
avaliaram os teores de PB, FDN, FDA, celulose e lignina em detergente ácido.Foi
observado que a forragem produzida pelos cv. de Aveia apresentaram alto teor de
PB e médios a baixos teores de parede celular. Do primeiro para o segundo corte,
10
11
houve decréscimo de 25% no teor de PB e um acréscimo médio de 14 % no teor
de FDN para os cultivares estudados. O comportamento dos cultivares em relação
aos constituintes da parede celular diferiu do observado por HERLING et al.
(1998), que verificaram acentuado acréscimo do conteúdo de FDN no segundo
corte, o que supõe decréscimo na digestibilidade da matéria seca. Segundo estes
autores, a forragem produzida pode ser considerada de boa qualidade, sendo os
teores de PB ditos como não-limitantes ao desempenho animal e os teores de
FDN, entre 49 e 58%, podendo ser considerados de médio a bons baseando-se
na citação de LINN & MARTINS (1991), com exceção do cultivar Aveia-preta
comum no 2º corte, porém não-limitantes ao consumo, apresentando grande parte
da FDN formada por hemicelulose.
REIS et al. (2002), avaliando cultivares de aveia branca e aveia preta
comum, triticale e seus consórcios, obtiveram para PB (16,3 a 19,9%) nos cortes
realizados em junho, tendo ocorrido queda nos cortes seguintes. Os conteúdos da
parede celular: FDN, FDA, celulose e lignina se comportaram de forma inversa,
com aumentos significativos na fração fibrosa nos cortes de setembro e outubro.
Os autores consideram que o alongamento dos caules devido à emissão das
inflorescências causou aumento da proporção de caules com menor teor de PB e
maiores compostos da parede celular.
RESTLE & LUPATINI et al. (1993), utilizando um sistema contínuo de
pastejo com lotação variável, com plantio realizado dia 25/05/1992 em consórcio
de Aveia preta (Avena strigosa. Schreb) com Azevém (Lolium multiflorum Lam.) 75
kg Av. + 30 kg Az., submetidas à adubação com três níveis de Nitrogênio (0, 150 e
300 kg N/ha) divididas em quatro aplicações, obtiveram produções de forragem de
4.893, 9.327 e 10.905 kg de MS/ha (avaliadas em 19/07 e 26/10/92), sendo a dose
de 150 kg de N, 47 % mais eficiente na produção de forragem que a dose de 300
kg de N /ha. Neste mesmo trabalho, observaram, em um período de 98 dias (duas
pesagens a cada 28 dias, 22/07 e 28/10/92), adotando uma pressão de pastejo de
10% P.V. em MS, ganhos diários de 937; 969 e 1045 g de PV/dia. A carga animal
(CA) e o ganho de P.V. /ha (GPV) aumentaram linearmente com as doses de
11
12
nitrogênio, sendo a CA média de 671, 1212 e 1486 kg PV/ha e os GPV/ha de 335,
641 e 865 kg, respectivamente, para N0, N150 e N300.
2-2. Triticale (Xtriticosecale Wittimmack)
O Triticale é uma planta anual de inverno obtida pelo homem, oriunda do
cruzamento artificial entre Triticum sp. E Secale sp. (BAIER et al., 1986).
Morfologicamente, é uma planta intermediária entre as duas espécies, podendo,
no entanto, ter muitas variações, em virtude da constituição cromossômica. A
planta, a espiga e o grão de triticale assemelham-se mais aos de trigo. A
inflorescência de Triticale é, portanto, uma espiga. A espiga pode apresentar de
20 a 30 espiguetas com 3 a 5 grãos (BAIER et al., 1995).
Os cultivares brasileiros são aristados, de coloração clara, e apresentam
pilosidade nas glumas e no ráquis. O grão é mais longo que o de trigo e tem
diâmetro maior que o de centeio. A área cultivada com Triticale, no mundo, se
expande em alguns países onde há investimentos em pesquisa e demanda por
alimentos.
As maiores áreas cultivadas com Triticale se localizam na Europa central,
Polônia (736 mil ha, em 1998) e Alemanha, (436 mil ha), na região onde o primeiro
híbrido fértil foi obtido há pouco mais de um século. Nesta região, o triticale é
cultivado, principalmente, em terras antes ocupadas com centeio e é usado para a
fabricação de rações de suínos e de aves. Solos ácidos e arenosos e clima
adverso, à semelhança do que acontece no Brasil, dificultam o cultivo de cereais
de inverno mais nobres como a cevada ou o trigo. Nos Estados Unidos (350 mil
ha, em 1998) e Austrália (245 mil ha), países com agricultura muito diversificada e
competitiva, o Triticale se destina, em especial, ao uso para duplo propósito, é
pastejado com bovinos, no inverno e na primavera, e depois colhido para grãos
usados para rações. Espanha, França, Hungria, Portugal, entre outros, cultivam
áreas menores do que os aproximadamente 100 mil ha do Brasil (EMBRAPACNPT 2000).
12
13
O Triticale hoje cultivado no Brasil é um cereal de inverno produto do
cruzamento artificial entre o trigo e o centeio. Seu aspecto, bem como a tecnologia
de cultivo, o assemelha ao trigo. Apresenta alto potencial de produtividade pela
resistência a fatores bióticos (doenças foliares) e abióticos (acidez) e pelo tipo de
planta. Nos sistemas de produção agropecuários hoje vigentes, o Triticale ocupa
espaço numa enorme gama de aplicações principalmente na alimentação de
animais na forma de forragem verde, feno, silagem da planta inteira ou de grão
úmido, grãos secos para rações, duplo propósito (corte e posterior colheita de
grãos no rebrote), bem como na cobertura vegetal para proteção do solo e
adubação verde (EMBRAPA CNPT 2000).
Os cultivares de Triticale hoje disponíveis no Brasil adaptam-se melhor a
solos com acidez moderada (pH entre 4,5 a 5,5, e mais de 3,5% de matéria
orgânica) das regiões de altitude superior a 400 m (temperatura média durante o
afilhamento entre 10,0ºC e 12,5o C), no Sul do Brasil, (BAIER, 1995), citado por
FELICIO & CARMARGO et al. (2001). Estes autores comentam que, quando há o
aumento da temperatura, a taxa de desenvolvimento é acelerada e o genótipo
avança mais rapidamente para a maturação. A densidade de sementes é de 400
sementes viáveis/m2 com 60 a 65 sementes por metro linear. A semeadura deve
ser, preferencialmente, feita em linhas com espaçamento de 0,20 m e
profundidade de 2 a 3 cm. Dependendo do peso de 1000 sementes, isso poderia
oscilar em torno de 80 a 90 kg de sementes/ha. O peso de 1000 sementes é de,
aproximadamente, 30 g.
Os cultivares de Triticale, de modo geral, têm maior relação palha/grão
que o trigo, devido ao seu maior porte, deixando mais palha no solo, o que
beneficia o sistema de plantio direto, o que pode ser indício do seu potencial de
produção de forragem. Na Austrália, Triticale é cultivado para grão forrageiro e
para pastejo, em regiões semi-áridas; na Argentina é pastejado. A produção de
forragem e de grãos de Triticale foi avaliada por ROYO et al. (1994), em duas
épocas de semeadura, com cortes em dois estádios de crescimento, em três
locais, na Espanha. Quando a forragem foi colhida na fase de elongação, a
produtividade foi duas ou três vezes maior, em comparação à colhida no
13
14
perfilhamento. O rendimento de grãos foi reduzido em aproximadamente 16%
quando a forragem foi colhida nesse estádio, e em 33%, quando colhida no início
da fase de elongação, em comparação com os demais tratamentos sem colheita
de forragem. Triticale pode ser consorciado com leguminosas, visando a melhorar
a qualidade da forragem. Trabalhos conduzidos em Passo Fundo, RS
(FONTANELI & FONTANELI, 1996; BAIER, 1997), e em Guarapuava, PR
(SANDINI & NOVATZIK, 1995) indicam que o manejo apropriado de corte da
forragem ou de pastejo permite obter forragem num período crítico, sem redução
expressiva no rendimento de grãos.
Assim, nos experimentos em que a colheita de forragem foi efetuada até o
fim do perfilhamento, a redução no rendimento de grãos foi menor, em
comparação aos cortes realizados tardiamente. Em alguns casos, o corte até
promoveu
aumento
no
rendimento
de
grãos.
O
Triticale
responde
significativamente à aplicação de nitrogênio. A dose a aplicar deverá ser
estabelecida em função da análise do solo e dos fatores também considerados
para o trigo. Parte da dose deve ser aplicada na base (15 a 20 kg/ha) e o restante
em cobertura, preferencialmente no início do afilhamento, podendo estender-se
até o início do alongamento dos caules. Em função da dose, a aplicação em
cobertura pode ser parcelada. ROSO & RESTLE (2000), citados pela EMBRAPA CNPT (2003), avaliaram, no Rio Grande do Sul, pastagens de Aveia preta +
Azevém, (AA), Triticale + Azevém (TA) e Centeio + Azevém (CA), que tiveram
produtividade semelhante (9,7 t MS/ha), em pastejo realizado entre fins de maio e
meados de novembro. Os ganhos de peso vivo por hectare foram de 803 kg para
TA, 754 kg para CA e 726 kg para AA. A pastagem de CA apresentou a maior
produtividade de MS logo após o estabelecimento, enquanto a pastagem de TA
teve a melhor distribuição de forragem durante o período de pastejo.
SOARES & RESTLE (1998), estudando mistura de Triticale com Azevém,
observaram efeito quadrático dos níveis de nitrogênio (0, 150, 300 e 450 kg de
N/ha) sob a produção de MS e o nível que proporcionou a maior produção
estimada foi de 379 kg N/ha, sendo os valores 32,44; 37,26; 42,48 e 41,32 kg de
MS/ha/dia. Os valores para proteína bruta (PB) 19,83; 22,39; 24,06 e 25,06%. A
14
15
digestibilidade “in vitro” da matéria orgânica (DIVMO) de 65,10; 68,35, 65,98 e
64,50 % também mostrou um efeito quadrático na massa de forragem para os
níveis de nitrogênio. Os teores de PB da massa de forragem da simulação de
pastejo aumentaram de forma linear com as doses de nitrogênio.
REIS et al. (2002), em trabalho citado anteriormente, obtiveram produção
de MS para o cultivar de triticale CB-02 no 1º corte de 4,67 t. MS /ha e 2,22 t. MS
/ha no 2º corte, totalizando 6,89 t. MS/ha, tendo esta produção superado a
produção de MS do consórcio de triticale com aveia-branca e igualado ao
consórcio com aveia-preta, tendo todos os tratamentos uma redução drástica no
2º corte, que foi explicado como sendo o efeito da grande eliminação de
meristemas apicais, o que prejudicou a rebrota. Estes autores observaram teores
de proteína bruta, FDN, FDA e lignina para o cultivar de triticale estudado de:
19,7%PB, 42,3% FDN, 24,8% FDA e 3,4% lignina no primeiro corte e relataram
que, no material obtido no segundo corte, houve diminuição do teor de PB e
aumento nos teores de FDN, FDA e lignina e alegaram ser o florescimento destas
plantas responsável por estes resultados devido à maior porcentagem de caule na
massa obtida no segundo corte.
A avaliação dos componentes químico-bromatológicos ingeridos pelos
animais em pastagens tem sido alvo de diversas pesquisas na área de nutrição.
Esta tarefa torna-se mais complexa quando se trata de plantas forrageiras, pois,
segundo VAN SOEST et al. (1994), ao longo do ano, estas forrageiras sofrem
mudanças em sua composição química à medida que ocorre maturação
fisiológica, principalmente em resposta a alterações climáticas sazonais.
As paredes das células vegetais crescem para proporcionar às plantas a
estabilidade estrutural, bem como para proteção de seus órgãos reprodutores e
sementes. Como conseqüência, o valor nutritivo das plantas é alterado. Dada a
necessidade do conhecimento dos componentes dos alimentos, o Cornell Net
Carbohydrate and Protein System - (CNCPS) ou simplesmente Sistema Cornell
tem sido utilizado para analisar o conteúdo dos alimentos e, em função disso,
propôe o fracionamento dos compostos correlacionando com a eficiência de
utilização pelos microrganismos ruminais, maximizando sua eficiência (SNIFFEN
15
16
et al., 1992; FOX et al., 1992; RUSSELL et al., 1992). Baseando-se no
fracionamento dos carboidratos e proteínas e no modo diferenciado de como os
microrganismos
do
rúmem
fazem
uso
destes
compostos,
busca-se
a
sincronização entre a disponibilidade de energia e nitrogênio, na tentativa de
reduzir perdas de compostos nitrogenados e a produção de metano, permitindo
que se estime o escape ruminal de nutrientes (SNIFFEN et. al., 1992). No sistema
CNCPS, os carboidratos e as proteínas são divididos por suas características
químicas, físicas e pela degradação ruminal e digestibilidade pós-ruminal
(SNIFFEN et al., 1992).
LISTA (2003), baseado em SNIFFEN et al., (1992), ao estudar o
fracionamento de amostras de capim-elefante e capim-mombaça obtidas, por dois
métodos de amostragem, descreve que o método de fracionamento das proteínas
classifica os compostos nitrogenados em três frações: fração A – compostos
nitrogenados não-protéicos (CNNP); fração B – proteína verdadeira, degradada no
rúmen e fração C - insolúvel não-degradada no rúmen, sendo que a fração B pode
ainda ser dividida em três: fração B1 – solúvel rapidamente degradada; fração B2
– degradação intermediária e fração B3 – insolúvel em detergente neutro, mas
solúvel em detergente ácido, com taxa de degradação lenta, conforme mostra a
Tabela 1.
Tabela 1- Esquematização do fracionamento dos compostos protéicos e dos
carboidratos
Fração
Compostos protéicos
Carboidratos
A
CNNP
Açúcares
B1
Peptídeos /oligopeptideos
Amido e Pectina
B2
Proteínas citoplasmáticas
Fibra potencialmente
degradável
B3
Proteína insolúvel em detergente
_
neutro
C
Proteína insolúvel
Fibra potencialmente
em detergente ácido
indegradável
Adaptado de SNIFFEN (1992).
16
17
Segundo a classificação dos carboidratos (SNIFFEN et al., 1992; Russell
et al., 1992), os carboidratos estruturais (CE) são encontrados na parede celular
dos vegetais (hemicelulose, celulose, lignina) e os carboidratos não-estruturais
(CNE) encontrados em maior concentração nas folhas, sementes, no conteúdo
celular, representando as reservas de energia. Estes autores dividem os
carboidratos em grupos da seguinte forma: fração A - rapidamente degradada
(açúcares e ácidos orgânicos); fração B1- degradação intermediária (amido e
pectina), formando o grupo dos não-estruturais solúveis em detergente neutro,
fração B2- componentes da parede celular e fração C - fibra indigestível conforme
a Tabela 1.
O comportamento dos componentes fibrosos varia com a espécie, o
estádio fisiológico da planta e condições de cultivo como: stress hídrico e
condições climáticas e este comportamento traduz uma qualidade variada em
respeito à digestão e ao consumo de MS. TEIXEIRA et al. (2002), estudando a
cinética da degradação ruminal da FDN de gramíneas tropicais em diferentes
idades de corte, observaram taxas de degradação da FDN em níveis variando de
1,0 a 12,0 % por hora, influenciados pela espécie e idade de corte.
Os valores encontrados para fração solúvel (A) apresentaram-se baixos
em função da baixa solubilidade da FDN em água, principalmente com o avanço
da idade, justificando, assim, os altos valores da fração potencialmente degradada
(B). Nota-se, também, à medida que avança a idade da planta, que ocorre um
aumento da fração indegradável (C), possivelmente devido aos altos teores de
lignina encontrados nesta fração.
A digestibilidade “in vivo” e “in vitro” da MS e FDN das forragens são
negativamente correlacionadas com as medidas de lignina (TEIXEIRA et al. 2002).
Segundo VIEIRA et al. (2000), as forragens constituem importante fonte de
energia para os ruminantes, por isso, tornam-se necessários o estudo e a
caracterização dos carboidratos, ou seja, das frações que compõem e os aspectos
relativos à cinética de degradação ruminal dos compostos da parede celular.
17
3- Material e métodos
3.1 Ensaio experimental
3.1.1 Localização
O experimento foi instalado no setor de forragicultura do Centro de
Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA), da Universidade Estadual do Norte
Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), localizado no Colégio Agrícola “Antonio Sarlo”,
no município de Campos dos Goytacazes, região norte do estado do Rio de
Janeiro, durante o período de março a setembro de 2004. Localizado nas
coordenadas geográficas de 21o: 44’: 47“latitude Sul e 41o: 18’: 24” longitude
Oeste e altitude de 12 m.
19
3.1.2 Características climáticas
O clima da região é classificado como Aw segundo Köppen (1948), isto é,
clima quente e úmido, verão chuvoso e temperatura média em torno de 24oC,
sendo a amplitude térmica anual muito pequena, com temperatura média do mês
mais frio em torno de 21o C e a do mês mais quente em torno de 27oC. A
precipitação anual média é de, aproximadamente, 1.023 mm, sendo comum a
ocorrência de “veranicos” nos meses de janeiro e fevereiro. Os dados climáticos
de temperatura máxima, média e mínima (ºC), evapotranspiração (Eto),
precipitação pluviométrica (mm), umidade relativa (%), radiação solar (W m2),
pressão barométrica (hPa) e velocidade do vento a 2 m. de altura (m s”) foram
acompanhados pela estação de climatologia da PESAGRO – Rio, situada no
município de Campos dos Goytacazes, assim como os valores calculados de
graus-dia com referência às temperaturas de base (8º para triticale e 10º para
aveia-preta). (Anexo 1)
3.1.3 Determinação da soma térmica
A fim de determinar a soma térmica em graus-dia, no momento do
primeiro corte e pastejo, baseou-se na planilha de climatologia da PESAGRO-RIO
estação experimental de Campos dos Goitacazes durante o período do
experimento e utilizada a fórmula citada por JUNIOR et al. (2004):
GD =
Σ
n
i=1
(T máx. + T min _Tb)
(2)
2
em que: GD é o total de graus-dia acumulado; T. máx. Temperatura diária
do ar máxima (ºC); T.min. Temperatura diária do ar mínima (ºC); Tb a
temperatura-base (ºC); n o número de dias do período semeadura – estádio
fisiológico. Como temperatura de base foi utilizado o proposto por PEDRO
19
20
JUNIOR et al. (2004), sendo 8º C para o triticale e 10º C para aveia-preta como
indica a literatura sobre o assunto, COOPER & TAITON (1968).
3.1.4 Características do solo
A área experimental é um segmento tipo terraço, e o solo classificado
como um Latossolo Amarelo Distrófico, apresentando classe textural franco-argiloarenoso. A análise granulométrica revelou os seguintes teores: 54 % areia, 7%
silte e 39% argila. Em amostra de solo realizada em 26/09/2003, este apresentou
as seguintes características químicas: 5,2 pH em água, P (Carolina do Norte) 5
mg/dm3, S-SO4 3 mg/dm3, Ca 17,5 mmolc/dm3, Mg 8,3 mmolc/dm3, K 1,8
mmolc/dm3, Al 1,0mmolc/dm3, H+Al 27,7 mmolc/dm3, MO 26,0 g/dm3, CTC 55,8
mmolc/dm3, V% 50%, Sat Al 3%, Fe 39,8 mg/dm3, Cu 0,4 mg/dm3, Zn 2,1 mg/dm3,
Mn 6,2 mg/dm3 e B 0,24 mg/dm3. Calculada a necessidade de calcário para elevar
a saturação de bases para 70%, foi utilizada uma tonelada de calcário dolomítico
em toda a área experimental (0,7 ha) por ocasião do plantio de sorgo, que
antecedeu o plantio das forrageiras em estudo.
3.1.5 Área e delineamento
O experimento foi delineado em blocos ao acaso em arranjo fatorial
(2 x 2 x 3) sendo: duas espécies forrageiras: Aveia-preta (Avena strigosa Scherb)
e Triticale (Xtriticosecale Wittimmack) em dois sistemas: corte e pastejo,
ordenados em plantios nas épocas: Abril, Maio e Junho de 2004, com três
repetições, totalizando 12 repetições. O cronograma de plantio e corte/pastejo
está na Tabela 2
.
20
21
Tabela 2. Cronograma de plantio e datas do 1º, 2º e 3º cortes/pastejos (C/P) em
Aveia-preta (Av.) e Triticale (T.).
Avaliação
Trat.
Plantio
Sistema
Ab
Ma
Jn
Plantio de abril
Plantio de maio
1º
1º
2º
3º
-
-
2º
3º
Plantio de junho
1º
2º
3º
Av. corte
21/04 20/05 21/06 22/06
05/07 05/08 03/09 06/08 02/09
-
T.corte
21/04 20/05 21/06 22/06 22/07 27/08 05/07 05/08 03/09 06/08 02/09
-
Av.pastejo 21/04 20/05 21/06 23/06 23/07
-
07/07 10/08 03/09 11/08 03/09
-
T.pastejo
-
07/07 10/08 03/09 11/08 03/09
-
21/04 20/05 21/06 23/06 23/07
(-) Não houve corte e/ou pastejo
As parcelas foram definidas da seguinte forma:
Sistema corte, constituídas de 25 linhas espaçadas em 20 cm, medindo 5
m de comprimento e 5 m de largura, sendo um total de 6 parcelas em cada bloco
e 18 parcelas no sistema;
Sistema pastejo, as parcelas foram dispostas em 3 blocos constituídos de
6 parcelas de 100 m2, medindo 10 m de largura e 10 m de comprimento, sendo
um total de 18 parcelas.
O plantio, realizado manualmente em linhas no sistema corte, foi realizado
a lanço no sistema pastejo. Este procedimento permitiu o plantio de todas as
parcelas de cada época na mesma data.
Os piquetes foram dispostos de forma que os animais transitassem em
corredores de três metros de largura, com acesso fácil ao longo dos corredores,
evitando problemas no manejo. As densidades de semeadura foram: Aveia-preta
cv. EMBRAPA-29, 100 kg de sementes/ha e Triticale cv. IAC 3, 100 kg de
sementes/ha.O croqui da área experimental está apresentado no Anexo 2 .
A adubação foi realizada segundo análise de solos para fósforo (nível p/
30mg/dm3), o que equivale a 500 kg de superfosfato simples /ha todo aplicado no
plantio e potássio (5%/CTC) num total de 100 kg/ha de K2O, aplicado juntamente à
21
22
adubação nitrogenada, sendo 10 kg, 20 dias pós-plantio e 30 kg K2O /ha após
cada corte/pastejo O nitrogênio, parcelado em 20 kg/ha 20 dias após pós-plantio e
as demais doses de 90 kg/ha a cada corte, totalizando 200 kg N/ha e 110 kg N/ha
para as parcelas que responderam com 3 e 2 cortes/pastejos, respectivamente.
Esta dosagem segue o que utilizaram os autores SOARES & RESTLE 2002,
ALVIM et al. (1987), MARTINS & COSER (1987).
As parcelas foram todas irrigadas em turnos de uma hora distribuídos em
intervalos de um dia, sendo cada parcela irrigada até próximo ao ponto de
escorrimento. Foram utilizados quatro canhões com vazão de 8-9 mm/h acionados
por uma bomba com potência de 12,5 CV.
3.1.6 Tratamentos
Os tratamentos foram constituídos pelas combinações dos fatores:
espécies forrageiras Aveia-preta e Triticale, sistemas corte e pastejo e épocas de
plantio: Abril, Maio e Junho.
T1: AAbC - Aveia preta semeada no mês de Abril sob corte,
T2: AMC - Aveia preta semeada no mês de Maio sob corte,
T3: AJC - Aveia preta semeada no mês de Junho sob corte,
T4: TAbC - Triticale semeada no mês de Abril sob corte,
T5: TMC - Triticale semeada no mês de Maio sob corte,
T6: TJC - Triticale semeada no mês de Junho sob corte,
T7: AAbP - Aveia preta semeada no mês de Abril sob pastejo,
22
23
T8: AMP - Aveia preta semeada no mês de Maio sob pastejo,
T9: AJP - Aveia preta semeada no mês de Junho sob pastejo,
T10: TAbP - Triticale semeada no mês de Abril sob pastejo,
T11: TMP - Triticale semeada no mês de Maio sob pastejo,
T12: TJP - Triticale semeada no mês de Junho sob pastejo.
3.1.7 Coleta de amostras e análises químicas
Nas parcelas de corte para efeito de avaliação, foram descartadas as duas
linhas de cada extremidade 1,0 m na parte superior e inferior da parcela
totalizando uma área disponível para amostragem de 9 m2. O corte do material
coletado foi realizado a 10 cm do solo, pesado para estimação da produção de
matéria seca e em seguida retirada uma alíquota representativa que foi congelada
para posterior determinação dos componentes folhas, caules, inflorescências
quando presentes e material morto, além das análises laboratoriais.
As parcelas no sistema pastejo foram pastejadas por um animal de,
aproximadamente, 300 kg de peso vivo, durante 12 horas no período das seis da
tarde às seis da manhã, sendo equivalente a uma lotação de 0,6 U.A./ha. Foi
permitido um resíduo de 20 cm, sendo antes da entrada dos animais feita a coleta
de três amostras com área de 1 m2, que foram pesadas e retirada uma alíquota
posteriormente congelada para análise.
Os primeiros cortes e pastejos nas parcelas da época Abril foram
realizados 60 dias após o plantio, estando as forrageiras com alturas superiores a
30 cm, e repetidas a intervalos de 30 dias, porém, posteriormente (a partir da
época Maio), foi alterada para 45 dias a idade ao primeiro corte/pastejo, devido à
23
24
observação que constatou que o material semeado no mês de Abril apresentavase em florescimento à idade dos 60 dias.
O total de produção de MS foi calculado pela soma da produção de cada
corte/pastejo e a relação lâmina foliar/caule + bainha, obtida pela relação entre o
peso seco de lâmina foliar e de caule + bainha, gerando um número de 36
observações para cada variável.
As análises químicas do material foram realizadas nas amostras obtidas
de cada corte/pastejo, de cada tratamento, totalizando um número de 72
amostras. Os teores de matéria seca (MS) foram obtidos através de pré-secagem
a 55o C e posterior secagem a 105º e os teores de proteína bruta (PB) pelo
método de Kjeldhal, matéria mineral (MM), extrato etéreo (EE) e matéria orgânica
(MO) seguindo-se os procedimentos padrão do A. O. A. C. citados em SILVA e
Queiroz (2002).
As determinações da fibra em detergente neutro (FDN), da fibra em
detergente ácido (FDA), do nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA), do
nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDN) e lignina em ácido sulfúrico a
72% foram realizadas de acordo com VAN SOEST et al. (1991).
Os carboidratos totais (CHOT) foram calculados pela fórmula CHOT= 100
- PB (MS%) – EE (MS%) – Cinzas (MS%) e os carboidratos não-fibrosos (CNF),
que constituem as frações A e B1, obtidos pela fórmula CNF=CHOT - FDNcp,
sendo que FDNcp constitui a parede celular vegetal isenta de cinzas e proteínas
(SNIFFEN et al., 1992). A fração C foi obtida seguindo-se o proposto por SNIFFEN
et al. (1992), multiplicando-se o valor de lignina por 2,4 e a fração B2 pela
diferença entre FDNcp e a fração C.
A proteína das forrageiras foi fracionada nas seguintes porções: A+B1+
B2, B3 e fração C, sendo a fração A+B1+ B2 obtida pela diferença das demais
frações com o teor de PB na MS. A fração B3 foi obtida pela diferença entre o
nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDN) e o nitrogênio insolúvel em
detergente ácido "NIDA" (SNIFFEN et al., 1992). A fração C foi determinada pelo
nitrogênio insolúvel em detergente ácido “NIDA” (VAN SOEST et al., 1991). Os
valores da proteína insolúvel em detergente ácido, (PIDA) e da proteína insolúvel
24
25
em detergente neutro (PIDN) foram calculados multiplicando-se os valores de
NIDA e NIDN por 6,25.
3.1.8 Análise estatística
Após a coleta os dados foram submetidos a análise de variância,
conforme o modelo descrito abaixo
Yijkl= µ + Spi + Sisj + Epck + (Spi x Sisj)+ (Spi x Epck) + (Sisj x Epck) +
(Spi x Sisj x Epck) + Bl + eijkb
(1)
Sendo,
µ, a média geral,
Spi, efeito da espécie cultivada........................................... i= (1 e 2) ~ Spi,
Sisj, efeito do sistema de produção, corte ou pastejo, j= (1 e 2) ~ NID
(0, "2Spi),
Epck, efeito das três épocas de plantio...............k= (1, 2 e 3) NID (0, "2Sisj),
Spi x Sisj, efeito da interação entre a i ª espécie e j º sistema
Spi x Epcj, efeito da interação entre a i ª espécie e a k ª época de plantio,
Sisj x Epck, efeito da interação entre o j º sistema e a k ª época de plantio,
Spi x Sisj x Epck, efeito da interação tripla entre a i ª espécie, o j º sistema
e a k ª época de plantio,
Bb o efeito devido ao lº bloco .............................l= (1, 2 e 3) ~NID (o, "2) e
eijkl o erro experimental.
Os graus de liberdade das interações e dos fatores isoladamente foram
desdobrados através dos testes de comparação de médias, Tukey a 5% de
significância pelo programa estatístico GENES e a análise de variância pelo SAS
através do procedimento GLM (1996).
25
4- Resultados e discussões
4.1 Análise quantitativa
4.1.1 Produção de matéria seca
Na tabela 3, encontra-se o resumo da análise de variância, onde podemos
observar que houve efeito significativo (P< 0,05) para: espécie, sistema, época de
plantio e suas interações sobre a produção de matéria seca e a relação lâmina
foliar/caule + bainha. No Tabela 4, nota-se que a produção de matéria seca foi
maior na Aveia-preta, na época de plantio Maio, sendo o sistema de corte superior
ao pastejo nas duas espécies estudadas.
27
A produção de MS da Aveia-preta se destacou sobre a do Triticale, tendo
alcançado a média máxima de 3.426 Kg/MS/ha contra 2.710 Kg/MS/ha e 1.420
Kg/MS/ha contra 1.166 Kg/MS/ha nos respectivos sistemas corte e pastejo. A
produção na época Maio e no sistema corte demonstram a interação ocorrida
entre estes dois fatores para as duas espécies. O ataque de formigas no plantio
pode ter prejudicado a produção no sistema pastejo pelo menor stand de plantas e
competição com invasoras.
Tabela-3. Resumo da análise de variância para as variáveis: produção de matéria
seca (MS) e relação lâmina foliar/caule + bainha (R lf/c), das gramíneas:
Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas de plantio: Abril,
Maio e Junho
Fontes de variação
GL
MS (kg/ha)
R lf/c
Espécie (Sp)
1
1166602,27
2,56577*
Sistema (Sis)
1
13620603,93*
0,23703 ns.
Época (Épc)
2
2826186,27*
0,18347 ns.
Sp. x Sis.
1
121977,35 ns.
0,11641 ns.
Sp. x Épc.
2
428230,44 ns.
1,098241*
Sis. X Épc.
2
1617742,15*
0,27223 ns.
Sp. x Sis. x Épc.
2
1496376,44*
0,494830 ns.
Resíduo
23
224355,07
0,17321690
Total
34
Média
1609,00 kg MS/ha
1,12
C.V. %
29,44
36,99
(*) = Significativo pelo teste F a 5% de probabilidade: e ns. = não significativo
A Aveia-preta no sistema corte e semeada em Abril, ao sofrer o primeiro
corte, apresentava completa emissão da inflorescência, não produzindo rebrote,
do mesmo modo como foi observado por REIS et al. (2003), quando a completa
emissão da inflorescência provocou a remoção de grande número de gemas
27
28
apicais. A produção do sistema corte foi derivada de uma única avaliação, contra o
tratamento de Maio, que produziu três cortes, e Junho, que produziu dois cortes,
favorecendo a produção de maior quantidade de matéria seca na época Maio,
como mostra a Tabela 4. No sistema pastejo, este comportamento não se
confirmou, provavelmente pela preservação dos meristemas apicais (resíduo de
20 cm) e produziu maior volume de MS na época Abril, que superou a época Maio,
seguido da época Junho, sendo o número de pastejos três no plantio da época
Maio, seguido de Abril e Junho, respectivamente, com dois pastejos.
A produção de MS/ha nas duas espécies estudadas (Tabela 4) foi
significativa, quando comparada aos trabalhos analisados durante a revisão
bibliográfica, como: VILELA et al. (1971) com 6-7 t. MS/ha, recomendando plantio
em março, JUNIOR & REIS et al. (2003), avaliando três Aveias brancas e uma
Aveia-preta semeada em maio e com 1º pastejo 63 dpp mais duas rebrotas,
obtiveram 1,21; 1,73 e 1,84 t. MS/ha.
Tabela-4 Valores médios da produção de matéria seca (Kg MS/ha) de Aveia-preta
e Triticale e relação lâmina foliar / caule + bainha em função da época
de plantio e do sistema
Aveia-preta
Sistema
Corte
Pastejo
Abril
839,91 Bc
1419,76 Aa
Maio
3426,26 Aa
1384,17 Bb
Junho
2686,28 Ab
704,32 Bc
Maio
2710,47 Aa
1165,60 Ba
Junho
1870,58 Ab
326,40 Bc
Triticale
Sistema
Corte
Pastejo
Espécie
Aveia-preta
Triticale
Abril
1803,84 Ac
542,91 Bb
Relação lâmina foliar / caule + bainha
Abril
Maio
0,48 Bb
0,73 Bab
1,56 Aa
1,43 Aa
Junho
1,34 Aa
1,23 Aa
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem entre si (P <
0,05) pelo teste de tukey.
28
29
RESTLE & LUPATINI et al. (1993), com consórcio de aveia-preta e
azevém, utilizando três doses de nitrogênio, obtiveram 4,8 t. MS/ha (0 Kg. N/ha),
9,3 t. MS/ha (150 Kg. N/ha) e 10,9 t. MS/ha (300 Kg. N/ha); TEIXEIRA et al. (2002)
no Rio de Janeiro em um único corte obtiveram 0,66; 0,79 e 1,06 t. MS/ha;
GOMES & STUMPF (2001) trabalhando com diferentes níveis de N obtiveram no
nível de 260 kg N/ha utilizando a cultivar de Aveia-preta (EMBRAPA 29) 5,9 t.
MS/ha.
SÁ & OLIVEIRA (1995), estudando genótipos de ciclos diferentes,
obtiveram produções que variaram de 1,98 a 6,86 t. MS/ha em função da idade de
corte; CECATO et al. (2001), com diferentes materiais genéticos no Paraná,
obtiveram produções variando de 6,7 a 11,03 t. MS/ha.
FLARESSO et al. (2001), estudando Aveia-preta e Azevém sob 4 épocas
de plantio, obtiveram 5,3; 4,3; 3,3; 2,7 e 1,43; 2,24; 1,98; 1,90 t. MS/ha para nº de
cortes e produção de MS de Aveia-preta, respectivamente, nas épocas de plantio
março, abril, maio e junho; ALVIM et al. (1987) obtiveram com aveia (Avena sativa
L.) 4,68 t. MS/ha sob níveis de nitrogênio e efetuando três cortes; PRIMAVESI et
al. (2001) obtiveram produções de MS/ha variando de 5,58 a 9,89 t. MS/ha com
três cultivares de aveia (São Carlos, UPF 3 e IAPAR 61) semeados em abril e
maio submetidos a intervalos de corte de 28, 35, 42 e 56 dias.
O Triticale no sistema corte teve maior produção de MS na época Maio,
que superou época Junho e Abril, respectivamente, mesmo tendo as parcelas da
época Abril sido cortadas aos sessenta dias pós-plantio (60 dpp) contra quarenta e
cinco dias (45 dpp) nas duas outras épocas.
O número de cortes no Triticale semeado em Abril foi no total de três,
superando a espécie Aveia-preta na mesma época de plantio, com apenas uma
avaliação, como já comentado. Apesar desta forrageira também ter mostrado
grande antecipação do ciclo, o plantio na época Maio produziu três cortes e dois
cortes no plantio da época Junho.
Um fato que pode ter influenciado negativamente a produção do Triticale
foi a constatação de uma clorose nas folhas, o que pareceu ser atribuído a uma
doença fûngica chamada branqueamento causada pelo fungo Pseudomonas
29
30
syringae, o que não pôde ser confirmado pela falta de diagnóstico, ou pela clorose
causada por elevadas temperaturas como descreve COOPER & TAITON (1968)
para o trigo submetido à temperatura acima de 35º C. Em ambas as culturas, o
aspecto sanitário foi satisfatório, tendo sido notada baixa incidência de doenças e
pragas, ocorrendo apenas casos isolados de Ustilago sp (carvão) na Aveia-preta,
nas parcelas da época Abril e houve um pequeno ataque de pulgões. Tendo sido
o Triticale aparentemente a mais atacada pela clorose descrita anteriormente,
porém observada apenas nas últimas avaliações dos tratamentos Triticale corte e
pastejo nas épocas de plantio Abril e Maio.
A figura 1 mostra graficamente a produção de MS em kg/ha no sistema
corte, nas duas espécies estudadas, destacando a produção na época Maio, que
Prod. MS Kg/ha
pode ser explicada pelo maior número de cortes (3 cortes).
4000
3500
3000
2500
2000
1500
1000
500
0
Av.corte
T.corte
Av.corte
T.corte
T.corte
Av.corte
abril
maio
Av.corte
junho
T.corte
Figura 1. Representação gráfica da produção de MS em kg/ha para Aveia-preta e
Triticale sob o sistema corte, nas épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
(Total em kg obtido nos cortes em cada tratamento)
30
31
A figura 2 ilustra a produção das forrageiras: Aveia-preta e Triticale sob
pastejo submetidas às épocas de plantio: Abril, Maio e Junho e demonstra o
comportamento semelhante da aveia-preta nas épocas abril e maio, e a maior
produção da espécie Triticale na época maio. A Aveia-preta, na época de plantio
Junho, foi submetida a temperaturas mais baixas e ao momento da primeira
avaliação ainda não havia gerado produção equivalente às demais épocas de
plantio, resultando, então, em uma menor produção de MS. A maior produção do
Triticale semeada em Maio pode ser atribuída ao maior número de pastejos em
relação às demais épocas de plantio, tendo o tratamento TPJ sido avaliado
apenas no rebrote do primeiro pastejo.
1600
Av.pastejo
Av.pastejo
1400
T.pastejo
Prod. Kg MS/ha
1200
1000
Av.pastejo
800
600
T.pastejo
T.pastejo
400
200
0
abril
maio
Av.pastejo
junho
T.pastejo
Figura 2. Representação gráfica da produção de MS em kg/ha para Aveia-preta e
Triticale sob o sistema pastejo, nas épocas de plantio: Abril, Maio e
Junho (Total em kg obtido nos pastejos em cada tratamento)
Os dados relativos à relação lâmina foliar/caule + bainha sustentam a
observação de que o avanço fisiológico das plantas reduziu a participação das
folhas na composição da massa total, exaltando a diferença entre as espécies,
31
32
sendo influenciado também pela época de plantio, não tendo sido observadas
diferenças nesta relação em função do sistema (P > 0,05).
Na Aveia-preta, a época Junho apresentou maior relação lâmina
foliar/caule+bainha, seguida pela época Maio e, finalmente, pela época Abril,
devido ao fato de que a menor soma térmica alcançada no momento do primeiro
corte/pastejo na época Junho permitiu que estes fossem realizados ainda em um
estádio fisiológico inicial, possivelmente considerados muito precoces no que diz
respeito ao momento ideal para o início da utilização do material, o que também
pode ter comprometido a produção de matéria seca por hectare.
A
relação
lâmina foliar/caule + bainha no Triticale
não diferiu
significativamente (P > 0,05) entre os sistemas e as épocas de plantio, apesar da
grande participação de inflorescência na massa produzida e de não ter sido
observada diferença significativa entre os tratamentos (Tukey 0,05) no que diz
respeito à produção de lâmina foliar.
Houve diferença significativa (P < 0,05) para a interação espécie x época,
destacando a similaridade entre as espécies com plantio na época junho, onde as
plantas se encontravam em estádio fisiológico inicial (antes do alongamento dos
caules). Triticale sob o sistema pastejo e plantio na época Junho avaliada somente
na rebrota do primeiro pastejo reduziu a relação lâmina foliar/caule + bainha neste
tratamento, tendo a Aveia-preta apresentado valores inferiores nas épocas de
plantio: Abril e Maio.
O ciclo das plantas é regido pela temperatura, radiação solar, umidade,
nutrientes, além do conteúdo genético. O fornecimento dos fatores temperatura e
radiação solar são variáveis com o local, a estação do ano e entre anos e a
resposta da planta em função do material genético. Os diferentes materiais
genéticos são adaptados em determinada faixa geográfica, seguindo um ciclo que
permita demonstrar seu potencial produtivo. COOPER & TAITON (1968)
relataram, em um clássico trabalho de requerimentos de luz e temperatura para o
crescimento de gramíneas de clima tropical e temperado, que as plantas de clima
temperado apresentam uma melhor resposta a temperaturas mais baixas,
sofrendo uma maior variação diária e entre estações em relação às regiões
32
33
tropicais e sub-tropicais e menores valores de saturação luminosa, o que
determina a menor eficiência fotossintética, contra as gramíneas tropicais que,
aparentemente, não apresentam sinais de foto saturação.
Segundo a lei de VAN’T HOFF, a cada 10º C de aumento na temperatura,
a razão de produção de matéria seca dobra (ASSIS, 2004). A esta lei foi atribuído
o conceito da relação entre temperatura e a taxa de desenvolvimento de uma
planta, pois certas fases de desenvolvimento são antecipadas com aumentos
progressivos de temperatura, dentro de certos limites, o que concorda com a
citação de FELICIO & CAMARGO et al. (2001).
As
unidades
térmicas
de
desenvolvimento
são
baseadas
nas
temperaturas acumuladas em graus-dia, que é a diferença entre a temperatura
máxima e mínima do ar dividido por dois, menos a temperatura de base
(temperatura na qual o vegetal não se desenvolve ou a taxas muito baixas) para
uma determinada cultura, que são utilizadas na determinação das exigências
térmicas para atingir um determinado estádio fisiológico, permitindo prever a
maturação das plantas, a adaptação às diversas regiões, como as melhores
épocas de semeadura a fim de coincidir os períodos críticos com as melhores
disponibilidades climáticas. Este conhecimento permite favorecer a adaptação de
espécies, como plantas de inverno em clima tropical, obtendo condições para
estabelecê-las com produções significativas.
Cada um dos diversos materiais genéticos, por sua vez, responde de
diferentes formas ao acúmulo de graus-dia, sendo estes classificados como de
ciclo precoce, médio e tardio em relação à emissão das inflorescências.
O cultivar de Triticale IAC 3, utilizado neste trabalho. foi classificado por
FELICIO et al. (2001) como sendo de adaptabilidade específica a ambientes
favoráveis e baixa estabilidade, podendo reduzir significativamente seus
rendimentos em condições desfavoráveis de ambiente. Os genótipos com ciclo da
emergência ao espigamento entre 56-60, 61-65 e acima de 65 dias foram
considerados, respectivamente, como precoce, médio e tardio.
PEDRO JUNIOR et al. (2004), estudando cultivares de Triticale,
encontraram para a cv IAC 3 período médio da emergência ao florescimento de
33
34
56,2 dias, soma de graus-dia da emergência a maturação de 1.263º C e
temperatura de base 8º C classificando este cultivar como precoce nas condições
de Capão Bonito no Estado de São Paulo. Estes trabalhos despertam para o fato
de que, na escolha de um material genético a ser utilizado em diferentes regiões
geográficas, a necessidade de se conhecer a constante térmica (temperatura
acumulada em graus-dia para uma determinada fase do ciclo) se faz necessária a
fim de explorar o máximo da fase desejada da cultura, se produção de grãos ou
forragem. Isto explica o ocorrido com o material tanto de Aveia-preta como de
Triticale,
utilizados
neste
trabalho,
que
produziram
grande
porção
de
inflorescência na massa de forragem, acarretando, possivelmente, menor
produção de MS e alterações do valor nutritivo em relação aos trabalhos
anteriormente citados.
Os valores expressos na Tabela 5 são a soma térmica em graus-dia na
data de cada avaliação, sugerindo que as parcelas da época Abril estivessem em
estádio fisiológico mais avançado no sentido da maturação, o que poderia suportar
a hipótese de que as diferenças encontradas nos conteúdos de fibra e proteína
estão relacionadas a este efeito.
Tabela-5 Soma térmica em graus-dia ao primeiro corte/pastejo em Aveia-preta cv.
EMBRAPA 29 e Triticale cv. IAC 3 no norte do estado do Rio de Janeiro
durante o período de abril a setembro de 2004.
Tratamento
1º Corte
1º Pastejo
AA
691,23º C
694,23º C
AM
478,00º C
498,90º C
AJ
438,90º C
584,7º C
TA
815,23º C
815,23º C
TM
570,00º C
594,90º C
TJ
540,90º C
_
AA, aveia-preta semeada em abril; AM, aveia-preta semeada em maio; AJ,
aveia-preta semeada em junho; TA, triticale semeado em abril; TM, semeado
em maio TJ, triticale semeado em junho.
34
35
4.1.2 Composição da massa de forragem
A fase vegetativa das plantas se caracteriza pela maior produção de
folhas em relação à fase reprodutiva, sendo a massa de folhas de maior
densidade e tem o papel crucial na captação de luz e fotossíntese. Isto reflete na
produção de maior quantidade de matéria seca de interesse para exploração
pecuária. Sendo as folhas forragem de alta qualidade, permite a maior lotação
animal por área e produção de nutrientes digestíveis por tonelada. A tabela 6
indica o nível de significância pelo teste F (ANOVA) dos fatores: espécie, sistema,
épocas de plantio e suas interações, sobre os componentes da massa da
forragem de Aveia-preta e Triticale.
Tabela-6. Resumo da análise de variância para as variáveis: % lâmina foliar (% lf),
% de caule + bainha (% c + b), % inflorescência (% inf.) e % matéria
seca morta (% MSm.) das gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e
pastejo nas épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
Fontes de variação
GL
% lf
%c+b
% inf.
%MSm.
Espécie (Sp)
1
131,071ns
3661,431*
5156,955*
517,625ns
Sistema (Sis)
1
89,8918ns
143,099ns
2024,896*
1808,435*
Época (Épc)
2
80,0533ns
563,812ns
132,737ns
107,386ns
Esp. X Sis.
1
35,3659ns
52,9304ns
53,1844ns
35,6356ns
Esp. X Épc.
2
1731,697*
65,1420ns
1489,499*
21,4075ns
Sis. X Épc.
2
503,947ns
158,409ns
958,119ns
263,686ns
Esp. X Sis.x Épc.
2
932,935ns
167,450ns
1757,713*
5,35188ns
Resíduo
59
535,34452
249,82764
411,88078
296,33402
Total
72
Média
34,00%
31,08%
24,56%
10,35%
C.V. %
68,04
50,85
82,63
166,26
Significância pelo teste “F” a 0,05: ( *) significativo e ns. = não significativo
35
36
A participação da lâmina foliar na massa seca total de forragem mostrou
diferença significativa (P < 0,05), para a interação dentro de espécie, nas
diferentes épocas de plantio. Embora, apesar das médias de cada tratamento não
apresentarem diferenças significativas pelo teste de Tukey (P > 0,05 - Tabela 7)
observou-se uma tendência de redução na participação da lâmina foliar e aumento
da inflorescência, no sentido da época Abril para a época Junho, 21,68 e 45,41 %,
respectivamente, para Aveia-preta, tendo o Triticale se comportado de forma
inversa, no sistema pastejo e houve uma maior participação desta porção na
época Abril em relação às épocas Maio e Junho, sendo 41,14%, 31,79% e 25,69%
de lâmina foliar, respectivamente.
As forrageiras estudadas neste trabalho alcançaram a fase reprodutiva
precocemente em relação ao descrito na literatura EMBRAPA CNPT(2000), tendo
as primeiras observações da época Abril apresentado completa emissão da
inflorescência nas duas espécies devido ao corte aos 60 dias pós-plantio e na
espécie Triticale, principalmente devido ao grande encurtamento do ciclo
vegetativo. A alta porcentagem de inflorescência na massa total produzida (Tabela
7) pode comprometer a qualidade devido à redução do teor e da qualidade da
proteína e ao aumento dos componentes da parede celular, tendência também
observada em cortes ou pastejos subseqüentes no sentido da maturação das
plantas.
Tabela-7. Valores médios de porcentagem de lâmina foliar (% lf) e inflorescência
(% inf) na massa forrageira de Aveia-preta e Triticale em função: da
espécie (Sp.), do sistema (Sis.) e as épocas de plantio (Épc.): Abril,
Maio e Junho
Espécie (Sp.)
Aveia-preta
Triticale
Espécie (Sp.)
% lâmina foliar (% lf)
Épocas de plantio (Épc.)
Abril
Maio
Junho
21,68 Bc
27,44 Bb
45,41 Aa
41,14 Aa
31,79 Ab
25,69 Bc
% inflorescência (% inf)
Abril
Maio
36
Junho
Média
31,51 A
33,04 A
Média
37
Aveia-preta
Triticale
Média Sis. corte
13,66 a
37,97 a
25,81 B
Aveia-preta
Triticale
Média Sis. pastejo
38,70 a
18,85 b
28,77 A
Corte
14,17 a
29,62 a
21,89 B
Pastejo
18,36 a
31,62 ab
34,17 A
1,91 a
16,06 a
9,94 B
9,91B
27,88 A
13,50 a
70,78 a
42,14 A
23,52 B
40,42 A
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula, não diferem pelo teste de
Tukey (P > 0,05). Médias em negrito se referem aos fatores: espécie e sistema.
Houve interação significativa (P < 0,05) para as interações Sp x Sis x Epc,
sendo necessário desdobrar a interação para verificar cada efeito isoladamente. A
Tabela 7 indica os valores de percentagem de inflorescência na massa de
forragem das espécies estudadas, onde se observa uma maior percentagem na
espécie Triticale (P< 0,05), nos diferentes sistemas, sendo o sistema pastejo o de
maior participação desta porção da planta.
A diferença observada entre as épocas de plantio no sistema pastejo,
dentro da espécie Triticale, indicam a interação espécie x época, que foi causada
pela avaliação do tratamento TJP (Triticale no sistema Pastejo, na época de
plantio Junho), que, sendo composta apenas da produção do rebrote do primeiro
pastejo, superestimou o percentual de inflorescência na massa de forragem deste
tratamento. A massa de caule + bainha variou com as espécies devido à maior
velocidade de maturação observada, o que acarretou o alongamento precoce das
hastes (figuras 3 e 4). A Aveia-preta produziu um percentual maior de caule +
bainha na massa de forragem (P < 0,05), em relação ao Triticale, independente do
sistema e da época de plantio (Tabela 8).
Tabela 8 – Valores médios de porcentagem de caule + bainha (% caule + bainha)
e matéria seca morta na massa forrageira de Aveia-preta e Triticale em
função da espécie (Sp.) e do sistema (Sis)
Espécie (Sp)
Aveia-preta
Triticale
Sistema (Sis)
% caule + bainha
Corte
Pastejo
41,26
36,47
23,84
22,40
% matéria seca morta
Aveia-preta
Triticale
37
Média
38,86 A
23,12 B
Média
38
Corte
Pastejo
19,10
6,39
11,72
2,25
15,41 A
4,32 B
Médias na coluna, seguidas pela mesma letra, não diferem pelo teste de Tukey (P > 0,05)
A percentagem de matéria seca morta nas duas espécies, apresentada no
Tabela 8, foi em média 10,35% da massa de forragem, tendo mostrado diferença
significativa (P < 0,05) entre os sistemas, devido ao maior adensamento das
plantas no sistema corte, que conferiu maior competição e sombreamento das
folhas basais, induzindo a senescência mais precoce destas folhas que nas
plantas sob o sistema pastejo.
120
% massa de forragem
100
80
16,60
14,85
13,66
14,17
60
40
20
2,87
2,15
10,72
38,70
18,36
33,03
41,34
49,40
20,34
25,86
6,64
11,25
24,30
45,66
36,13
38,25
29,64
23,01
25,25
57,82
0
AAC
AMC
AJC
AAP
AMP
AJP
tratamentos
% L.foliar
% C/B
% Infl.
% M.M.
Figura 3- Composição em percentagem da massa de forragem de Aveia-preta sob
o sistema corte e pastejo nas épocas de abril, maio e junho
(percentagem do peso seco).
38
39
A Figura 3 mostra a tendência de aumento da participação da lâmina foliar
na massa de forragem da Aveia-preta no sentido da época de plantio Abril para a
época Junho. Este fato está relacionado com a soma térmica no momento das
primeiras avaliações das três épocas de plantio, havendo diferença significativa (P
< 0,05) em função deste fator. A tendência inversa da percentagem de
inflorescência confirma o avanço fisiológico das forrageiras, no momento do início
de suas avaliações, no sentido da época de plantio Junho para a época de plantio
Abril. Observa-se a diferença na participação de matéria seca morta entre os
sistemas, sendo maior no sistema corte como descrito anteriormente.
% massa de forragem
120
100
80
10,23
37,97
8,76
0,84
18,85
16,18
29,62
31,62
24,09
26,64
60
25,10
23,17
40
20
28,62
36,49
70,78
26,52
23,25
36,53
53,66
35,96
0
TAC
TMC
TJC
0,00
5,91
TAP
TMP
14,32
14,90
TJP
tratamentos
% L.foliar
% C/B
% Infl.
% M.M.
Figura 4- Composição em percentagem da massa de forragem de Triticale sob o
sistema corte e pastejo nas épocas de abril, maio e junho. (percentagem
do peso seco).
A Figura 4 mostra a tendência no sistema pastejo de redução da
participação da lâmina foliar na massa de forragem do Triticale no sentido da
39
40
época de plantio Abril para a época Junho, comportamento inverso ao observado
na Aveia-preta. A idade ao primeiro corte na época de plantio Abril contribuiu com
a menor participação de folhas e a avaliação da época Junho por ter sido
realizada em um material proveniente do rebrote do primeiro pastejo. Houve
diferença significativa (P < 0,05) na percentagem de lâmina foliar em função
destes fatores.
No sistema corte, foi observada para ambas as forrageiras maiores
participações de lâmina foliar no sentido da época Abril para a época Junho,
explicado também pelo estádio fisiológico das plantas no momento das primeiras
avaliações.
Os valores de caule + bainha para o Triticale foram inferiores ao da Aveiapreta. Destaque para a percentagem de inflorescência do plantio na época Junho,
que apresentou valor bem superior aos demais tratamentos, pelo mesmo fato
relatado anteriormente. Observa-se a diferença na participação de matéria seca
morta entre os sistemas, sendo maior no sistema corte.
4.2 Análise Qualitativa
4.2.1 Composição Bromatológica
A tabela de composição bromatológica que consta no Anexo 3 descreve
os valores da análise bromatológica das duas espécies nos diferentes sistemas e
épocas de plantio. A análise de variância mostrou efeito significativo (P<0,05)
(Tabela 9), dos fatores e suas interações sobre os componentes bromatológicos
da forragem.
40
41
Tabela-9. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de
matéria seca (% MS) de proteína bruta na MS (% PB/MS), de FDN na
MS (% FDN), de FDNcp na MS (% FDNcp) e de Lignina na MS (%
Lignina), das gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas
épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
Fontes de
Quadrado Médio
variação
%
%
%
%
%
GL
MS
PB/MS
FDN
FDNcp
Lignina
Espécie (Sp)
1
167,745*
3,4189ns
343,107*
2,7895ns
10,4715*
Sistema (Sis)
1
281,865*
36,731ns
49,392ns
83,158ns
0,5875ns
Época (Epc)
2
44,940ns
73,6587*
114,545*
381,37*
4,2331ns
Sp. x Sis.
1
0,6570ns
6,9288ns
2,4363ns
0,2974ns
0,2079ns
Sp. x Épc.
2
45,645ns
42,187ns
95,728ns
185,237*
1,2371ns
Sis. X Épc.
2
84,491*
5,9816ns
117,437*
61,556ns
0,0018ns
Sp. x Sis. x Épc.
2
23,545ns
0,6850ns
81,069ns
52,337ns
1,5284ns
Resíduo
59
16,27452
22,38245
33,24829
35,41171
1,37338
Total
72
Média
18,86%
20,31%
60,87%
57,80%
3,46%
C.V. %
21,39
23,28
9,47
10,29
33,84
Significância pelo teste “F” 0,05 * significativo e ns. = não significativo.
Os teores de matéria seca (MS) variaram (P<0,05) em função da espécie
e do sistema, havendo interação entre o sistema e a época de plantio, tendo como
média geral 18,86% de MS, sendo o Triticale a que apresentou maior teor de MS
(18,87% e 23,45%, respectivamente, para os sistemas corte e pastejo) em relação
41
42
à Aveia-preta (15,75% e 19,81%, respectivamente, para os sistemas corte e
pastejo), como mostra a Tabela 10.
Tabela 10 Teores médios de matéria seca (MS) de Aveia-preta e Triticale em
função da época de plantio, o sistema e a interação entre os sistemas
e a época de plantio
%MS
Aveia-preta
Tratamentos
AA
AM
AJ
Média aveia-preta
Corte
18,93 a
15,62 a
12,71 a
15,75 D
Tratamentos
TA
TM
TC
Média triticale
Corte
22,17 a
17,70 a
16,75 a
18,87 C
Pastejo
20,79 a
19,70 a
18,93 a
19,81 B
Triticale
Pastejo
29,05 a
21,68 ab
19,61 b
23,45 A
Médias na linha/coluna, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem (P < 0,05)
pelo teste de Tukey.
O incremento no teor de MS pode ser também atribuído ao avanço no
estádio fisiológico das plantas ao momento do primeiro corte/pastejo, pois se
observou que as plantas semeadas nas épocas maio e junho, devido à menor
soma térmica apresentavam-se em estádio vegetativo, não tendo, ainda, emitido
os ramos florais, o que caracteriza um menor teor de MS. A tendência de maior
teor de matéria seca no sentido da época de plantio Abril e no sistema pastejo é
demonstrada pela interação sistema x época de plantio, podendo se observar a
diferença significativa (P < 0,05) entre os tratamentos TAP e TJP, sendo o
tratamento TMP semelhante a ambos.
Porém não foram observadas diferenças estatísticas pela ANOVA (P >
0,05 - Tabela 9) em relação aos teores de proteína bruta entre as espécies,
42
43
obtendo a média geral de 20,36 %PB, tendo estes teores variado (P < 0,05) de
acordo com a época de plantio (Tabela 11), explicado pela maturidade fisiológica
da massa produzida, sendo esta menor no sentido dos plantios realizados em
Junho.
Tabela 11- Teores médios de proteína bruta na Aveia-preta e Triticale em função
da época de plantio.
Sistema
Corte
Pastejo
Média A. preta
Sistema
Corte
Pastejo
Média Triticale
Aveia-preta
Épocas de plantio
Abril
Maio
16,12
22,38
17,63
22,38
16,87 c
22,38 b
Triticale
Épocas de plantio
Abril
Maio
17,60
19,11
21,29
20,32
19,39 c
19,71 b
Junho
21,94
22,96
22,45 a
Junho
20,28
22,45
21,36 a
Médias na linha, seguidas pela mesma letra não diferem (P < 0,05) pelo teste Tukey.
Como já afirmado em diversos pontos deste trabalho, o maior acúmulo de
graus-dia para os plantios da época Abril promoveu o avanço na maturidade
fisiológica, o que está relacionado com a diminuição do teor de proteína, tendo,
então, o plantio na época Junho superado os plantios nas épocas Maio e Abril,
respectivamente.
O teor médio de proteína bruta, obtido neste trabalho, foi relativamente
elevado quando se observa a literatura consultada, quando SOARES & RESTLE
(1999), em consórcio de Triticale com Azevém, encontraram valores variando de
19,83 a 25,06% sob níveis crescentes de nitrogênio na adubação.
ALVIM et al. (1987), trabalharam com Aveia-branca, observaram teores de
PB de 18,3% no nível 0 de nitrogênio a 23,4% no nível 400 kg N/ha, tendo
também observado decréscimo no teor em função do avanço dos cortes nos
tratamentos onde os níveis de adubação com nitrogênio foram menores (0, 100 e
43
44
200 kg N/ha). CECATO et al. (2002), avaliando genótipos de Aveia (Avena spp.),
obtiveram teores de 13,3 a 18,3% PB/MS, GOMES & STUMPF (2001), estudando
o mesmo cultivar de Aveia-preta utilizado neste trabalho, obtiveram, sob diferentes
intervalos de corte, teores inversamente proporcionais aos intervalos, que foram
20,5; 18,8 e 18% PB/MS para os intervalos 21, 35 e 49 dias respectivamente.
Na Tabela 8, o resumo da ANOVA (P < 0,05) indica a significância dos
fatores e suas interações sobre os teores dos constituintes da parede celular:
FDN, FDNcp e lignina em detergente ácido (%lig). O teor de FDN (%FDN na MS)
no de Triticale semeado na época Junho apresentou o maior valor, o que pode
estar relacionada à grande proporção de inflorescência no material avaliado sob o
sistema pastejo, apesar de não se constatar diferença estatística pelo teste Tukey
(Tabela 12). A tendência observada para maiores valores nos plantio de Abril,
devido ao mesmo fato que promoveu o aumento da %inflorescência nesta
espécie, pode ter contribuído para o aumento na participação dos constituintes da
parede celular.
Tabela-12. Teores médios de FDN na MS de Aveia-preta e Triticale sob corte ou
pastejo em três diferentes épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
Espécie (Sp)
Aveia-preta
Aveia-preta
Triticale
Triticale
Sistema (Sis)
Corte
Pastejo
Corte
Pastejo
% FDN/MS
Abril
Maio
64,28 a
58,09 ab
59,51 a
66,14 a
66,33 a
62,60 a
65,89 a
61,81 a
Junho
52,10 b
54,76 a
59,53 a
67,24 a
Média
57,82 D
60,14 C
62,82 B
64,98 A
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem (P < 0,05)
pelo teste de Tukey.
Entretanto, os valores médios de FDN não diferiram pelo teste Tukey (P >
0,05), exceto os tratamentos de Aveia-preta submetidos ao corte, sendo 64,28;
58,09 e 52,10% FDN para as épocas Abril, Maio e Junho, respectivamente.
Os valores de FDN obtidos neste trabalho foram superiores à média
(44,6%FDN na MS) obtida por GOMES & STUMPF et al. (2001) com o mesmo
cultivar de Aveia-preta utilizado neste trabalho, sob doses de nitrogênio e três
44
45
diferentes intervalos de corte, sendo 49, 35 e 21 dias e efetuando o primeiro corte
aos 50 dias pós-plantio.
PRIMAVESI et al. (2001), ao analisarem três cultivares de Aveia, sendo o
cv. IAPAR 61 uma Aveia preta, obtiveram menores valores de %FDN na MS nos
intervalos de corte de 28 e 35 dias (48,9 e 50,6% para o plantio de abril e 49,4 e
51,8% para o plantio de maio no ano de 1995 com o cv. IAPAR 61), algo em torno
dos valores obtidos no presente trabalho e observaram aumento nos valores
referentes à cv. UPF 3 no ano de 1995 sob o intervalo de 56 dias, destacando o
fato das plantas apresentarem inflorescência, assim como as plantas semeadas
em Abril, neste trabalho, seja a Aveia-preta ou o Triticale, culminando nos maiores
valores de %FDN na MS.
CECATO et al. (2002), estudando níveis de N em Aveia-preta cv. IAPAR
61, não observaram variação na %FDN/MS entre os níveis de 0, 50, 100 e 200 kg
N/ha (40,48; 40,81; 41,15; 40,94% e 46,88; 48,99; 47,62 e 49,5% FDN/MS para o
1º e 2º cortes respectivamente), porém obtiveram valores de FDN superiores no
segundo corte, e atribuíram este fato ao amadurecimento das plantas com
aumento do conteúdo de parede celular, o que, no presente trabalho, pode
explicar os maiores valores obtidos tanto com a Aveia-preta quanto com o
Triticale.
A mesma tendência pôde ser notada nos teores de FDNcp e lignina, o que
vem a fortalecer esta afirmativa, de que ocorreu maior acúmulo dos constituintes
da parede celular e lignificação da forragem produzida. A ANOVA revelou efeito
significativo (P < 0,05) da época de plantio e da interação espécie x época de
plantio para a variável fibra em detergente neutro isento de cinzas e proteína (%
FDNcp na MS), sendo, porém, observado pelo teste Tukey (P < 0,05), somente
diferença no tratamento, Triticale sob o sistema corte, que, devido ao
adensamento causado pelo plantio em linha, demonstrou uma maior distinção
entre as diferentes épocas de plantio, onde o teor de FDNcp da forragem da
época Abril superou o da época Junho, sendo na época Maio similar às demais.
45
46
Tabela 13- Teores de FDNcp (% FDNcp na MS) e Lignina (% Lignina na MS) em
função da espécie e época de plantio
% FDNcp/MS
Espécie
Abril
Aveia-preta
Triticale
62,23 Ba
64,37 Aa
Aveia-preta
Triticale
58,23 Ba
64,90 Aa
Espécie
Aveia-preta
Triticale
Maio
Corte
57,07 Aa
54,09 Bab
Pastejo
64,52 Aa
54,66 Ba
% Lignina/MS
Abril
Maio
3,56 a
3,16 a
4,44 a
3,49 a
Junho
2,47 a
3,75 a
Junho
50,92 Aa
50,95 Ab
54,23 Ba
56,40 Aa
Média
3,06 B
3,89 A
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem (P < 0,05)
pelo teste de Tukey.
Na Tabela 13, observam-se as diferenças entre os teores médios de
lignina na MS de Aveia-preta e Triticale obtida pelo teste Tukey, nas condições
deste experimento, não havendo distinção entre os sistemas e as épocas de
plantio. Uma análise mais detalhada da composição das frações das forrageiras
poderia indicar a natureza da distinção entre os conteúdos de lignina das espécies
estudadas, tendo Triticale apresentado maior teor (P < 0,05), sendo isto derivado
de caules e inflorescências possivelmente mais lignificadas.
Os teores de FDA, NIDN e NIDA seguiram a mesma tendência, não sendo
observada diferença significativa (P>0,05) para os fatores estudados (Tabela 14).
Estas semelhanças são devido à mesma natureza destas forragens, sendo ambas
plantas de clima temperado com estrutura fibrosa semelhante, rota fotossintética
(C3) e terem sido colhidas em estágio fisiológico aproximado, o que poderia
explicar o mesmo conteúdo de fibra indisponível (% FDA na MS) e a natureza
protéica destas espécies, o que é característico da alta disponibilidade da
46
47
proteína. O extrato etéreo determinado nas amostras de cada tratamento não
diferiu estatisticamente pela ANOVA (P > 0,05) em função dos fatores estudados,
espécie, época de plantio e sistema, compondo em média 1,70% da MS (Tabela
14).
Tabela-14. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de
FDA na MS (% FDA), de NIDN na MS (% NIDN), de NIDA na MS (%
NIDA), de extrato etéreo na MS (%EE) e Cinzas na MS (% Cinzas)
das gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas
de plantio: Abril, Maio e Junho
Fontes de
Quadrado Médio
variação
%
%
%
%
%
GL
FDA
NIDN
NIDA
EE
Cinzas
Espécie (Sp)
1
12,176ns
0,0117ns
0,49240ns
0,0834ns
54,3251*
Sistema (Sis)
1
8,4244ns
0,0003ns
0,13522ns
0,2933ns
33,2582*
Época (Épc)
2
35,511ns
0,0195ns
0,92693ns
0,8559ns
0,0020ns
Esp. x Sis.
1
0,0242ns
0,0050ns
0,12622ns
1,0634ns
3,6646ns
Esp. x Épc.
2
43,420ns
0,0019ns
0,00013ns
1,1621ns
3,0948ns
Sis. X Épc.
2
13,246ns
0,0059ns
0,15708ns
0,4723ns
9,1908ns
Esp. x Sis. x Épc.
2
7,9613ns
0,0012ns
0,0378 ns
1,5377ns
7,9285ns
Resíduo
59
17,05414
0,0084
0,071044
0,666312
3,733343
Total
72
Média
32,01%
0,17%
0,44%
1,70%
9,14%
C.V.%
12,90
54,27
60,54
47,88
21,14
Significância pelo teste F: * significativo e ns. = não significativo.
O teor de cinzas diferiu (P < 0,05) com a espécie e o sistema, alcançando
média geral de 9,14% na MS, sendo o maior valor obtido com Aveia-preta no
sistema pastejo e o menor valor em Triticale no sistema corte (Tabela 15). Estas
distinções podem estar relacionadas com a natureza de captação de nutrientes
seja pelo melhor enraizamento em termos de volume de solo explorado ou maior
capacidade da espécie Aveia-preta explorar nutrientes minerais nas condições do
47
48
presente trabalho. A forma como foi localizado o adubo fosfatado no sistema corte,
quando plantado em linha, poderá ter causado um melhor aproveitamento deste
nutriente tão importante para o estabelecimento das raízes, o que, da mesma
forma, favoreceria a captação destes nutrientes minerais responsáveis pelo
enriquecimento da forragem em minerais expressos como cinzas na matéria seca.
Tabela 15- Teores médios de Cinzas (% Cinzas na MS) nas espécies: Aveia-preta
e Triticale em função do sistema
Sistema
Espécie
Aveia-preta
Triticale
Corte
Pastejo
Média
10,45 a
9,05 a
9,46 b
7,07 b
9,95 A
8,06 B
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem (P < 0,05)
pelo teste de Tukey.
4.2.2 Fracionamento dos carboidratos
Os carboidratos são largamente discutidos em trabalhos de SNIFFEN et
al. (1992), VAN SOEST et al. (1991) e MERTENS et al. (1996), nos quais se
descreve o fracionamento e a metodologia de obtenção das frações derivadas da
fibra e dos carboidratos não-fibrosos. Estas frações são utilizadas para determinar
a disponibilidade destes componentes dos alimentos para o crescimento
microbiano e estudos de sincronia com a proteína ao nível do rúmen.
As frações A e B1, componentes dos carboidratos não fibrosos, são
aquelas de maior solubilidade que produzem “pools” de crescimento microbiano e
são rapidamente degradadas. As frações dos carboidratos foram interpretadas
pela análise dos componentes: % FDN na MS, % FDNcp na MS, % FDA na MS,
% Lignina na MS, %CHOT na MS e % CNF na MS, onde segundo proposto por
SNIFFEN et al. (1992) calcularam-se as frações: %C no CHOT, %B2 no CHOT e
%CNF no CHOT que expressam as frações A, B1, B2 e C.
A Tabela 16 demonstra o nível de significância dos fatores sobre os teores
com base na matéria seca: dos carboidratos totais (%CHOT na MS), dos
48
49
carboidratos não-fibrosos (%CNF na MS), da fração B2 do carboidrato (% B2 na
MS) e da fração C do carboidrato (%C na MS).
Tabela-16. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de
CHOT na MS (% CHOT), de CNF na MS (% CNF), da Fração B2 na
MS (% Fração B2), de Fração C na MS (% Fração C) das gramíneas:
Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas de plantio: Abril,
Maio e Junho
Fontes de
Quadrado Médio
variação
%
%
%
%
GL
CHOT
CNF
Fração B2
Fração C
Espécie (Sp)
1
5,90486 ns
16,8456ns
74,9917ns
7,60*
Sistema (Sis)
1
39,9404ns
238,4594*
42,4391ns
0,42 ns.
Época (Épc)
2
76,85738*
124,1723*
238,4565*
3,10*
Sp. x Sis.
1
11,9021ns
8,39157ns
0,77253ns
0,15 ns..
Sp. x Épc.
2
44,1837ns
403,6765*
137,7178*
0,90 ns.
Sis. X Épc.
2
6,68481ns
36,9420ns
57,6322ns
0,00.ns.
Sp. x Sis. x Épc.
2
4,43738ns
76,7873ns
41,7540ns
1, 11 ns
Resíduo
59
25,450690
40,522818
35,259814
7,9094728
Total
72
Média
77,83%
20,03%
49,41%
8,31%
C.V.%
6,48
31,78
12,02
33,84
Significância pelo teste “F” a 5%: * significativo e ns. = não significativo.
O teor de carboidratos totais em relação à MS (% CHOT na MS) variou
com a época de plantio (P < 0,05), tendo como média geral 77,83% da MS, não
havendo diferença significativa entre as espécies e os sistemas (Tabela 17). As
diferenças nos conteúdos de CHOT são explicadas pela redução da participação
da proteína com o avançado estágio fisiológico das plantas por ocasião das
primeiras avaliações, encontrando-se as forrageiras em fase fenológica mais
avançada no sentido da época Junho para a época Abril, o que reduz o teor de
49
50
PB, como já descrito anteriormente e, possivelmente, devido à participação de
grãos na massa de forragem, o que também aumentaria a porção dos CHOT.
Tabela 17- Teores médios de Carboidratos totais na base da MS na Aveia-preta e
Triticale em função das épocas de plantio: Abril, Maio e Junho
Espécie
Abril
Aveia-preta
Triticale
81,37 a
81,06 a
Aveia-preta
Triticale
80,77 a
76,53 b
Épocas de plantio
Maio
Sistema corte
75,60 c
79,23 b
Sistema pastejo
75,59 b
78,25 a
Junho
76,32 b
77,53 c
75,00 c
75,15 c
Médias seguidas por letras diferentes na mesma linha, diferem significativamente pelo teste F (P <
0,05).
Ao se confrontarem os dados do fracionamento dos carboidratos com os
valores obtidos por LISTA (2003) com capim-mombaça e capim-elefante, duas
espécies de clima tropical, destacam-se as distinções entre estas e as espécies
estudadas em que os teores de carboidratos não-fibrosos (CNF%) foram maiores
na Aveia-preta (25,5% CNF no CHOT) e Triticale (19,20% CNF no CHOT) em
relação aos dados obtidos por estes autores 14,09 e 7,74 %CNF no CHOT para
os capins-elefante e mombaça, respectivamente.
Houve efeito significativo (P < 0,05) sobre os conteúdos de carboidratos
não fibrosos entre sistemas e épocas de plantio dentro das duas espécies e a
interação espécie x época, porém não-significativo pelo teste Tukey para as três
épocas de plantio (Tabela 18). Pode ser atribuído a este efeito do sistema sobre o
conteúdo de CNF o fato da competição intra-específica ocorrida no sistema corte,
causada pelo maior adensamento, que possivelmente reduziu a espessura dos
colmos, diminuindo a participação dos carboidratos fibrosos na forragem colhida
neste sistema.
50
51
Tabela 18- Conteúdo médio de carboidratos não fibrosos (% CNF na MS) na base
da MS, nas espécies Aveia-preta e Triticale em função, do sistema,
da época de plantio
Espécie
Sistema
Corte
Pastejo
Abril
19,14 a
22,38 a
Corte
Pastejo
16,69 a
11,63 a
Aveia-preta
Épocas de plantio
Maio
Junho
18,53 a
25,84 a
11,07 a
19,92 a
Triticale
25,19 a
26,58 a
23,59 a
18,75 a
Médias seguidas por letras maiúsculas/minúsculas
significativamente pelo teste Tukey (P < 0,05).
diferentes
Média
21,17 A
17,79 B
22,82 A
17,99 B
na
coluna/linha,
diferem
A Tabela 19 indica a interação entre espécie e época de plantio (P < 0,05)
para a variável, carboidratos não-fibrosos na base da MS (% CNF na MS),
apresentando as diferenças entre as espécies, dentro das épocas de plantio: Abril,
Maio e Junho.
Tabela 19- Teores médios de carboidratos não fibrosos na base da MS na
forragem de Aveia-preta e Triticale em função da interação espécie e
época de plantio
Espécie
Aveia-preta
Triticale
Abril
22,66 A
14,16 B
Épocas de plantio
Maio
14,80 B
24,39 A
Junho
23,30 A
22,66 B
Médias seguidas de letras diferentes na coluna diferem estatisticamente pelo teste F (P < 0,05).
A Aveia-preta, na época de plantio Maio produziu menor conteúdo de
carboidratos não-fibrosos, por ser composta de um material em estágio fisiológico
menos avançado em relação ao Triticale e devido à possível presença de grãos,
como atribuído anteriormente.
51
52
Na fração B2 (constituintes das paredes celulares potencialmente
degradáveis), houve diferença estatística (P < 0,05) para as épocas de plantio e a
interação dos fatores: espécie e época de plantio (Tabela 20). Houve diferença
pelo teste Tukey (P < 0,05) dentro do tratamento Triticale no sistema corte entre
as épocas de plantio: Abril (54,85 %) e Junho (41,83 %), sendo a época Maio
(45,78 %) semelhante às demais (Anexo 5). Este fato pode ser atribuído ao
avanço fisiológico ao primeiro corte na época Abril, o que aumentaria a fração B2
(celulose e hemicelulose) e, de maneira oposta, a época Junho que se
apresentava em fase inicial de perfilhamento, o que indica uma forragem
“imatura”, no tocante aos conteúdos fibrosos, o mesmo ocorrido com o
componente FDNcp, comentado anteriormente.
Tabela 20- Frações B2 médias (% Fração B2/MS) dos carboidratos nas espécies
Aveia-preta e Triticale, sob três espocas de plantio: Abril, Maio e
Junho
Espécie
Aveia-preta
Triticale
% Fração B2/MS
Épocas de plantio
Abril
Maio
51,76 Bb
53,21 Aa
53,97 Aa
45,97 Bb
Junho
48,48 Ac
44,66 Bc
Médias seguidas por letras maiúsculas/minúsculas diferentes na mesma coluna/linha, diferem
significativamente pelo teste F (P < 0,05).
Foram observadas diferenças significativas (P < 0,05) entre as
percentagens médias da fração C dos carboidratos, nas duas espécies e entre as
épocas de plantio, que seguem a mesma tendência do teor de lignina na matéria
seca, confirmando o maior incrustamento da fibra por parte deste componente na
espécie Triticale semeado em Abril, como já comentado anteriormente.
A Tabela 21 apresenta as diferenças entre espécie e épocas de plantio
para a fração C dos carboidratos. Estas diferenças poderiam ser elucidadas pela
análise dos carboidratos de cada componente da massa de forragem, pois a
presença de grande porção de inflorescência na espécie Triticale, que, por ser um
órgão composto de grãos cobertos por uma espessa proteção pela pálea e lema,
é, possivelmente, rica em lignina e celulose indisponível.
52
53
Tabela 21- Frações C médias (% Fração C/MS) dos carboidratos nas espécies
Aveia-preta e Triticale, sob três espocas de plantio: Abril, Maio e
Junho
Espécie
Aveia-preta
Triticale
Abril
8,55 a
10,65 a
% Fração C/MS
Maio
Junho
7,58 b
6,34 c
8,37 c
9,01 b
Média
7,49 B
9,34 A
Médias seguidas por letras maiúsculas/minúsculas diferentes na mesma coluna/linha, diferem
significativamente pelo teste F (P < 0,05).
A fração C/CHOT nas gramíneas estudadas apresentou valores
superiores ao trabalho de LISTA (2003), podendo ser atribuído ao fato de que o
material coletado por este autor se tratava de uma simulação de pastejo, onde
predominam folhas, sendo obtidas amostras de plantas em estádio vegetativo, o
que é indicativo de uma menor lignificação da fibra deste material em relação ao
material obtido no presente trabalho ou o fato destes materiais, sendo mais ricos
em açúcares, ter tido a possibilidade de produzir a reação de MAILARD, mesmo
quando se trabalhou com baixa temperatura de pré-secagem (55º C).
As figuras 7 e 8 representam os teores da fração B2 na Aveia-preta e
Triticale, destacando a menor participação dos componentes fibrosos no
carboidrato total nas espécies de inverno em relação àquelas de clima tropical.
53
% / CHOT
54
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
23,17
26,49
28,55
55,18
38,40
43,46
50,56
30,62
28,77
22,95
AMC
54,40
52,76
38,43
AAC
14,19
27,77
32,84
17,05
14,40
AJC
AAP
AMP
AJP
Tratamentos
CNF%CHOT
B2%CHOT
C%CHOT
Figura-7 Teores médios de carboidratos não fibrosos (CNF%), Fração B2 do
carboidrato (B2%CHOT) e Fração C do carboidrato (C%CHOT) em
relação ao conteúdo de carboidratos totais na Aveia-preta nos sistemas
corte e pastejo, semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias
obtidas de todos os cortes/pastejos
As frações mais solúveis dos carboidratos nas forrageiras: Aveia-preta e
Triticale atendem ao propósito de alimento suplementar em sistemas baseados
em forrageiras tropicais, haja vista que estas produzem altos teores destas frações
no momento em que há maior demanda por volumosos de melhor qualidade,
devido à redução da qualidade das forrageiras na entressafra (maturação), com
redução da degradabilidade da fibra e teores das frações A e B1 em relação ao
carboidrato total (VAN SOEST et al. 1991).
A variação observada na % CNF no CHOT, % B2 no CHOT, % FDN na
MS e % FDNcp na MS e % lignina na MS entre as épocas de plantio dão indícios
de que o plantio de Junho por atravessar um período de temperaturas médias
mais baixas (menor soma térmica ao primeiro corte/pastejo), pois ainda não
54
55
haveria acumulado todo seu potencial em produzir carboidratos de maior
solubilidade, como as frações A + B1 e B2.
Já o plantio na época Abril em maior proporção no Triticale, possivelmente
devido à presença de grãos em início de formação, o que explicaria o maior teor
de CNF, o que, de certa forma, compensaria o maior teor de lignina na MS.
&
&+27
7$&
70&
7-&
7$3
703
7-3
7U DW DPHQW RV
&1)&+27
%&+27
&&+27
Figura-8 Teores médios de Carboidratos não fibrosos (CNF%), Fração B2 do
Carboidrato (%B2 no CHOT) e Fração C do Carboidrato (%C no CHOT)
em relação ao conteúdo de carboidratos totais, na cultura de Triticale
nos sistemas corte e pastejo, semeadas nos meses de Abril, Maio e
Junho. Médias obtidas de todos os cortes/pastejos
4.2.3 Fracionamento dos compostos protéicos
O fracionamento protéico nas espécies estudadas revelou alta proporção
de frações solúveis na proteína bruta (PB), indicando estas forrageiras como
55
56
excelente fonte suplementar de proteínas em sistemas baseados em forragens,
apesar destas terem produzido grande proporção de caule + bainha e
inflorescência devido à antecipação de seus ciclos fenológicos.
Tabela-22. Resumo da análise de variância para as variáveis: percentagem de
Proteínas solúveis na MS (% Prot Sol.), de PDIN na MS (% PDIN), da
Fração B3 na MS (% Fração B3), de Fração C na MS (% Fração C)
das gramíneas: Aveia-preta e Triticale sob corte e pastejo nas épocas
de plantio: Abril, Maio e Junho
Fontes de
Quadrado Médio
variação
Prot
%
Fração
Fração
GL
sol%/MS
PDIN
B3%/MS
C%/MS
Espécie (Sp.)
1
6,40462ns
0,46007ns
0,415307ns
0,001550ns
Sistema (Sis.)
1
35,7414ns
0,00705ns
0,222201ns
0,003320ns
Época Épc)
2
72,00162*
0,76760ns
0,750951ns
0,002210ns
Sp. x Sis.
1
9,50682ns
0,20982ns
0,159743ns
0,003106ns
Sp. x Épc.
2
43,3910ns
0,07284ns
0,692846ns
0,000024ns
Sis. X Épc.
2
4,13333ns
0,22944ns
0,289992ns
0,004096ns
Sp. x Sis. x Épc.
2
0,59083ns
0,04367ns
0,056760ns
0,001027ns
Resíduo
59
20,045776
0,3286138
0,35090610
0,00180547
Total
72
Média
19,25%
1,06%
0,99%
0,07%
C.V.%
23,25
54,09
59,88
60,58
Significância pelo teste “F” a 0,05: * significativo e ns. = não significativo.
Como mostra a Tabela 22, o efeito dos fatores sobre os compostos
protéicos: teor da proteína insolúvel em detergente neutro (%PDIN na MS), teor da
fração B3 (% B3 na MS) e teor da fração C não foram significativos (P > 0,05) pela
análise de variância, sendo observadas apenas diferenças (P < 0,05) entre as
épocas de plantio na fração solúvel da proteína que compreende o NNP, os
peptídeos e aminoácidos, assim como as proteínas de maior solubilidade. Estas
56
57
diferenças são explicadas pelos diferentes teores de PB obtidos em cada
tratamento.
A Tabela 23 expressa os valores médios para as frações dos compostos
protéicos na base da matéria seca nos diferentes tratamentos e destaca as
diferenças entre as épocas de plantio para a porção mais solúvel da proteína entre
as duas espécies e os dois sistemas, indicando os menores valores para a época
de plantio Abril, seguido pela época Maio e, finalmente, a época Junho, que, como
já comentado, se tratava de um material mais tenro e rico em proteína bruta,
devido ao estádio fisiológico ao primeiro corte.
Tabela-23. Fração protéica solúvel em detergente neutro em relação à proteína de
Aveia-preta e Triticale, sob dois sistemas e semeadas em: Abril, Maio
e Junho
Espécie
Abril
Épocas de plantio
Maio
Junho
Aveia-preta
Triticale
15,34 b
16,58 c
Sistema Corte
21,31 a
17,54 b
21,22 a
19,42 a
Aveia-preta
Triticale
16,65 c
20,18 b
Sistema Pastejo
21,30 b
19,16 c
21,85 a
21,55 a
Médias na linha, seguidas pela mesma letra, não diferem (P < 0,05) pelo teste de F
Estes dados esclarecem a natureza destas forrageiras quanto ao
fracionamento da proteína, predominando as frações solúveis. As figuras 9 e 10
ilustram a participação de cada fração protéica em relação à proteína bruta (PB)
nas espécies Aveia-preta e Triticale, demonstrando a similaridade entre estas
duas espécies quanto à alta qualidade da proteína produzida e a não-influência
dos sistemas e épocas de plantio quanto aos componentes de menor degradação
da proteína, mostrando a tendência de equivalência das frações B3 e C entre os
tratamentos e a elevação da participação das frações mais solúveis no sentido do
plantio de Junho.
57
58
100
0,57
0,30
0,48
0,30
0,47
0,27
3,03
4,50
Frações % / PB
4,24
3,81
4,27
5,00
96,68
95,19
95,20
95,92
95,26
94,52
90
AAC
AMC
AJC
AAP
AMP
AJP
Tratamentos
Prot sol%PB
B3%PB
C%PB
Figura-9 Teores médios de Proteínas solúveis (%Prot sol. na PB), Fração B3 da
Proteína (%B3 na PB) e Fração C da proteína (%C na PB) em relação
ao conteúdo de proteína bruta (%PB), na cultura de Aveia-preta nos
sistemas corte e pastejo, semeadas nos meses de abril, maio e junho.
Médias obtidas de todos os cortes/pastejos
58
59
100
0,94
0,42
0,44
3,85
Frações % / PB
4,50
6,06
0,29
0,49
4,99
5,05
94,72
94,45
0,26
4,14
95,72
95,60
94,56
93,52
90
TAC
TMC
TJC
TAP
TMP
TJP
Tratamentos
Prot sol%PB
B3%PB
C%PB
Figura-10 Teores médios de Proteínas solúveis (%Prot sol. na PB), Fração B3 da
Proteína (%B3 na PB) e Fração C da Proteína (%C na PB) em relação
ao conteúdo de proteína bruta (%PB), de Triticale nos sistemas corte e
pastejo, semeadas nos meses de Abril, Maio e Junho. Médias obtidas
de todos os cortes/pastejos
Vale ressaltar as diferenças encontradas entre a solubilidade da proteína
destas forrageiras em relação ao observado por LISTA (2003) em simulação de
pastejo com gramíneas de clima tropical, onde as frações de menor solubilidade
(fração B3) e insolúveis (fração C) equivaleram a 10,9 10,4% da proteína bruta e
19,9 e 7,6% da proteína bruta para os capins-elefante e mombaça,
respectivamente. Como pode ser observado nas figuras 9 e 10, os valores da
fração B3 variaram entre 3,03 a 5% da PB e 3,85 a 6,06% da PB para Aveia-preta
e Triticale, respectivamente e os valores da fração C, variaram de 0,27 a 0,57% da
PB para Aveia-preta e 0,26 à 0,94% da PB para o Triticale.
59
60
MALAFAIA et al. (1996) estudaram os valores médios das frações B3 e C
de alguns alimentos sendo superiores aos encontrados para forragem de Aveiapreta e Triticale, como o farelo de soja com 2,18 e 1,38% da PB e a silagem de
milho com 14,77 e 12,25% da PB para as frações B3 e C respectivamente.
A solubilidade da proteína não se mostra um limitante nestas forragens,
sendo importante tender esforços em produzir forragem com alto teor de proteína
bruta, alcançado com a alta porcentagem de folhas, alta relação lâmina foliar/caule
+ bainha em plantas cultivadas sob boas condições de fertilidade e irrigação.
Pelo que foi observado neste trabalho, pode-se determinar que o critério
de escolha das culturas a serem implantadas como pastos de inverno são: a
rusticidade e a resistência a doenças e pragas, porém é de importância primordial
o conhecimento do ciclo destas culturas no tocante à constante térmica a cada
estádio da planta, a fim de se obter o maior aproveitamento de cada fase
fenológica.
O ambiente de cultivo destas forrageiras exerce grande influência,
podendo este fato observado com relação à duração do ciclo fenológico variar
para mais ou para menos em função do ano de plantio e mesmo em diferentes
locais de plantio dentro da região onde foi realizado este experimento. O
desenvolvimento de trabalhos de competição entre cultivares das culturas Aveiapreta e Triticale irá elucidar a dúvida de qual o cultivar mais adequado para esta
finalidade no estado do Rio de Janeiro, em especial no Norte Fluminense.
60
Conclusões
A Aveia-preta, nas condições deste trabalho, semeada na época Maio e
sob sistema corte, mostrou-se mais promissora, tendo apresentado maior
produção de MS/ha. A época Maio permitiu maior número de cortes, em um total
de três, para ambas as forrageiras, prolongando o período de utilização. As
espécies estudadas podem ser indicadas como pasto alternativo na região
estudada, pois, apesar de produzir volume inferior às plantas de clima tropical, o
comportamento das frações dos carboidratos, com alto conteúdo de carboidratos
não-fibrosos e o maior teor de proteína solúvel, ajustam-se às carências das
forrageiras de clima tropical por ocasião da entressafra.
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Belo
Horizonte,
XXIII:
69
págs.
59-66.
Apêndices
5
Local :
Latitude :
Campos dos Goytacazes - RJ - EEC PESAGRO-Rio
Longitude :
21 45 Sul
41 18 Oeste
Apêndice 1
Altitude :
11 m
Tb 10 º C Tb 8 º C
Data
1.04.04
2.04.04
3.04.04
4.04.04
5.04.04
6.04.04
7.04.04
8.04.04
9.04.04
10.04.04
11.04.04
12.04.04
13.04.04
14.04.04
15.04.04
16.04.04
17.04.04
18.04.04
19.04.04
20.04.04
21.04.04
22.04.04
23.04.04
24.04.04
25.04.04
26.04.04
27.04.04
28.04.04
29.04.04
30.04.04
1.05.04
2.05.04
3.05.04
4.05.04
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4,45
5,84
Data
16.09.04
17.09.04
18.09.04
19.09.04
20.09.04
21.09.04
22.09.04
23.09.04
24.09.04
25.09.04
26.09.04
27.09.04
28.09.04
29.09.04
30.09.04
Média
setembro
Total
Média
agosto
Total
Média
julho
Total
Média
junho
Total
Média
maio
Total
Média
abril
Total
ETo
4,55
2,34
3,98
3,05
4,71
5,05
6,09
6,36
5,66
4,76
5,60
5,80
5,56
6,92
1,61
Tb1aveiapreta
Tb2triticale
0,0
1,8
1,6
0,2
0,0
23,3
21,8
21,1
21,8
23,4
31,1
26,6
25,4
27,0
31,4
19,2
19,4
17,6
17,0
17,7
74,3
79,4
83,2
78,5
71,9
97,1
95,9
99,9
99,9
95,5
38,3
53,2
50,7
43,2
34,9
1017,1
1022,0
1023,5
1020,9
1016,7
2,3
2,2
2,3
2,8
2,9
13,3
11,8
11,1
11,8
13,4
15,3
13,8
13,1
13,8
15,4
Rs
234
98
188
95
238
248
285
285
271
251
262
266
277
284
59
P bar
1017,0
1019,8
1019,9
1018,9
1018,0
1019,5
1018,8
1016,6
1015,6
1015,9
1016,9
1015,7
1013,9
1011,7
1018,4
u2
2,6
2,2
2,1
2,5
2,7
3,8
3,3
2,6
2,3
1,4
2,8
2,3
2,8
3,0
3,3
graudia
12,0
11,3
13,0
12,4
12,5
13,4
13,8
14,1
13,6
13,0
13,7
14,1
13,7
14,7
9,5
graudia
14,0
13,3
15,0
14,4
14,5
15,4
15,8
16,1
15,6
15,0
15,7
16,1
15,7
16,7
11,5
Precip Tmédia Tmáx
0,0
22,0
26,8
0,0
21,3
23,7
0,0
23,0
28,1
0,0
22,4
25,7
0,1
22,5
27,7
0,0
23,4
27,7
0,0
23,8
30,6
0,0
24,1
33,5
0,0
23,6
32,2
0,0
23,0
31,6
0,0
23,7
31,2
0,0
24,1
32,7
0,0
23,7
30,5
0,0
24,7
34,8
6,5
19,5
22,7
Tmín
18,9
20,0
19,9
19,3
17,0
20,4
17,9
18,4
18,2
17,1
18,4
18,4
18,2
18,5
16,2
22,2
28,6
17,3
75,4
98,4
42,4
225
1018,0
2,4
12,2
365,9
14,2
425,9
20,3
26,5
16,1
78,8
98,6
43,5
189
1020,6
1,8
10,3
308,6
12,3
368,6
19,3
24,6
15,4
82,5
99,5
51,2
144
1020,7
1,6
9,3
279,7
11,3
339,7
20,2
26,5
15,9
81,2
99,4
46,4
148
1020,8
1,3
10,2
306,7
12,2
366,7
21,8
27,6
17,6
80,7
98,7
48,2
155
1017,0
1,3
11,8
354,6
13,8
414,6
23,9
30,2
20,2
84,0
99,8
50,6
187
1014,9
1,3
13,9
417,0
15,9
477,0
4,57
137,2
10,6
3,44
106,6
15,0
2,51
77,8
85,3
2,52
75,7
32,1
2,79
86,5
55,2
3,53
106,0
99,8
URméd URmáx URmín
73,8
97,1
43,2
79,5
92,5
67,7
77,0
99,4
44,9
75,5
95,5
46,3
76,4
99,9
42,8
74,1
95,5
49,5
71,4
97,8
34,8
73,8
99,9
29,9
75,9
99,9
35,6
78,3
99,9
38,2
73,5
99,9
38,2
71,1
96,3
33,3
73,7
99,9
42,5
68,8
97,1
28,4
95,5
99,9
78,5
245
114
202
224
265
Legenda
ETo - Evapotranspiração de referência
(mm)
Precip - Precipitação (mm)
9
10
o
Tmédia - temperatura média diária ( C)
o
Tmáx - temperatura máxima diária ( C)
o
Tmín - temperatura mínima diária ( C)
URméd - umidade relativa média diária (%)
URmáx - umidade relativa máxima diária (%)
URmín - umidade relativa mínima diária (%)
-2
Rs - Radiação solar (W m )
P bar - Pressão barométrica (hPa)
-1
u2 - velocidade do vento a 2 m de altura (m s )
AMC1
TAC1 TMC1 TJC1
AJC1
AAC1
AMP1
AJP1
TAP1
TMP1
AAP1
TJP1
Trat 2
Trat 4 Trat 5 Trat 6
Trat 3
Trat 1
Trat 8
Trat 9
Trat 10
Trat 11
Trat 7
Trat 12
TAC2
AMC2 AAC2 TMC2
AJC2
TJC2
TAP2
AJP2
TMP2
AAP2
AMP2
TJP2
5x5
5x5
10x10
10x10
10x10
10x10
10x10
10x10
5x5
5x5
5x5
5x5
Trat 4
Trat 2 Trat 1 Trat 5
Trat 3
Trat 6
Trat 10
Trat 9
Trat 11
Trat 7
Trat 8
Trat 12
TAC3
AAC3
AJC3 TMC3
TJC3
AMC3
TAP3
AMP3
TMP3
AJP3
AAP3
TJP3
Trat 4
Trat 1 Trat 3 Trat 5
Trat 6
Trat 2
Trat 10
Trat 8
Trat 11
Trat 9
Trat 7
Trat 12
CROQUI
ÁREA
Apêndice
2
10
EXPERIMENTAL
11
APÊNDICE 3
Tabela- Composição bromatológica na base da matéria das espécies Aveia-preta
e Triticale sob dois sistemas de uso corte e pastejo, em três épocas de
plantio, abril, maio e junho na região norte do estado do Rio de Janeiro
Trat
%
MS
%
PB
%
Cinzas
%
FDN
%
%
%
FDNcp NIDN FDA
%
lig
%
NIDA
%
EE
Aveia-preta
AAbC
AMC
AJC
Média (1)
AAbP
AMP
AJP
Média (2)
Média (3)
18,93
15,62
12,71
15,75
20,79
19,70
18,93
19,81
17,78
16,12
22,38
21,94
20,14
17,63
22,38
22,96
20,99
20,57
10,44
9,93
10,98
10,45
9,51
9,17
9,69
9,46
9,95
TAbC
TMC
TJC
Média (4)
TAbP
TMP
TJP
Média (5)
Média (6)
22,17
17,70
16,75
18,87
21,68
19,61
29,05
23,44
21,15
17,60
19,11
20,28
19,00
21,29
20,32
22,45
21,35
20,17
7,57
9,72
9,85
9,05
8,54
7,16
5,51
7,07
8,06
64,28 62,23
58,09 57,07
52,10 50,92
57,82 56,74
59,51 58,23
66,14 64,52
54,76 54,23
60,14 59,27
58,98 58,00
Triticale
66,33 64,37
62,60 54,04
59,53 50,95
62,82 56,45
65,89 64,90
61,81 54,66
67,24 56,40
64,98 58,65
63,90 57,55
0,13
0,17
0,12
0,14
0,16
0,17
0,15
0,16
0,15
35,96
30,44
30,03
32,14
33,04
32,43
28,88
31,45
31,80
3,84
3,03
2,19
3,02
3,29
3,29
2,75
3,11
3,06
0,51
0,35
,34
0,40
0,44
0,45
0,30
0,40
0,35
2,33
1,84
1,55
1,91
1,44
1,87
2,05
1,79
1,85
0,16
0,25
0,14
0,18
0,18
0,18
0,14
0,17
0,17
33,79
31,64
33,82
33,08
31,99
30,89
34,35
32,41
32,74
3,96
3,44
3,80
3,73
4,92
3,54
3,71
4,06
3,89
0,74
0,44
0,46
0,55
0,30
0,47
0,30
0,36
0,45
1,21
1,48
2,01
1,57
2,06
1,30
2,55
1,97
1,77
AAbC - aveia-preta, plantio abril, sistema corte; AMC - aveia-preta, plantio maio, sistema corte;
AJC - aveia-preta, plantio junho, sistema corte; AAbP - aveia-preta, plantio abril, sistema pastejo;
11
12
AMP - aveia-preta, plantio maio; sistema pastejo; AJP - aveia-preta, plantio junho, sistema pastejo;
TAbC - triticale, plantio abril, sistema corte; TMC - triticale, plantio maio, sistema corte; TJC triticale, plantio junho, sistema corte; TAbP - triticale, plantio abril, sistema pastejo; TMP - triticale,
plantio maio, sistema pastejo; TJP - triticale, plantio junho, sistema pastejo.
APÊNDICE 4
Tabela - Composição das plantas de Aveia-preta e Triticale de acordo com os
componentes, % lâmina foliar, % caule+ bainha, % inflorescência e %
material morto em função do sistema e época de plantio.
Tratamento
AAbC
AMC
AJC
Média (1)
AAbP
AMP
AJP
Média (2)
Média (3)
TAbC
TMC
TJC
Média (4)
TAbP
TMP
TJP
Média (5)
Média (6)
% lâmina %
%
%
foliar
caule+bainha inflorescência material
morto
Aveia-preta
20,34
49,40
13,66
16,60
29,64
41,34
14,17
14,85
38,25
33,03
1,91
25,86
29,41 a
41,26 a
9,91 b
19,10 a
23,01
36,13
38,70
2,15
25,25
45,66
18,36
10,72
52,57
27,63
13,50
6,31
33,61 a
36,47 a
23,52 a
6,39 b
31,51 A
38,86 A
16,71 B
12,75 A
28,62
28,63
36,49
31,25 a
53,66
35,96
14,90
34,84 a
33,04 A
Triticale
23,17
25,10
23,25
23,84 a
26,64
26,25
14,32
22,40 a
23,12 B
37,97
29,62
16,06
27,88 b
18,85
31,62
70,78
40,42 a
34,15 A
10,23
8,76
16,18
11,72 a
0,84
5,91
0,00
2,25 b
6,99 A
AAbC - aveia-preta, plantio abril, sistema corte; AMC - aveia-preta, plantio maio, sistema corte;
AJC - aveia-preta, plantio junho, sistema corte; AAbP - aveia-preta, plantio abril, sistema pastejo;
12
13
AMP - aveia-preta, plantio maio; sistema pastejo; AJP - aveia-preta, plantio junho, sistema pastejo;
TAbC - triticale, plantio abril, sistema corte; TMC - triticale, plantio maio, sistema corte; TJC triticale, plantio junho, sistema corte; TAbP - triticale, plantio abril, sistema pastejo; TMP - triticale,
plantio maio, sistema pastejo; TJP - triticale, plantio junho, sistema pastejo. Letras maiúsculas
diferentes indicam diferenças entre espécies, letras minúsculas diferentes indicam diferença entre
sistemas. Médias 1, 2, 4 e 5 dos sistemas. Médias 3 e 6 das espécies.
APÊNDICE 5
Tabela - Frações do carboidrato nas espécies aveia-preta e triticale, submetidas
aos sistemas corte e pastejo em diferentes épocas de plantio.
Tratamento
%CHOT
AAbC
AMC
AJC
Média corte
AAbP
AMP
AJP
Média pastejo
Média aveia-preta
81,37 a
75,60 c
76,32 b
77,76
80,77 a
75,59 b
75,00 c
77,12
77,44
TAbC
TMC
TJC
Média corte
TAbP
TMP
TJP
Média pastejo
Média triticale
81,06 a
79,23 b
77,53 c
79,27
76,53 b
78,25 a
75,15 c
76,64
77,95
%CNF na MS
Aveia-preta
19,14 a
18,53 a
25,84 a
21,17
22,38 a
11,07 a
20,77 a
18,07
19,62
Triticale
16,69 a
25,19 a
26,58 a
22,82
11,63 a
23,59 a
18,75 a
17,99
20,40
%B2 na MS
%C na MS
53,03 a
49,79 a
45,65 a
49,49
50,49 a
56,63 a
51,32 a
52,81
51,15
9,2 a
7,28 b
5,27 c
7,25
7,90 a
7,89 a
7,41 b
7,73
7,49
54,85 a
45,78 ab
41,83 b
47,49
53,10 a
46,17 a
47,49 a
48,92
48,20
9,51 a
8,26 c
9,12 b
8,96
11,80 a
8,49 c
8,91 b
9,73
9,34
Médias na coluna, seguidas pela mesma letra não diferem (P < 0,05) pelo teste de tukey.
13
14
APÊNDICE 6
Tabela. Frações médias da proteína de Aveia-preta e Triticale, sob dois sistemas e
semeadas em: Abril, Maio e Junho.
Tratamento
Prot sol% na MS
Fração B3% na MS
Fração C% na MS
Aveia-preta
AAbC
15,34 c
0,70 a
0,08 a
AMC
21,31 a
1,02 a
0,06 a
AJC
21,22 b
0,67 a
0,05 a
Média corte
19,29
0,80
0,06
AAbP
16,65 c
0,91 a
0,07 a
AMP
21,30 b
1,01 a
0,07 a
AJP
21,85 a
0,89 a
0,05 a
Média pastejo
19,93
0,94
0,06
Média Aveia
19,61
0,87
0,06
Triticale
TAbC
16,58 c
0,91 a
0,12 a
TMC
17,54 b
1,50 a
0,07 a
TJC
19,42 a
0,78 a
0,07 a
Média
17,85
1,06 A
0,09 A
14
15
TAbP
20,18 b
1,06 a
0,05 a
TMP
19,16 c
1,08 a
0,08 a
TJP
21,55 a
0,85 a
0,05 a
Média
20,30
1,00
0,06
Média Triticale
19,07
1,03
0,07
Médias na coluna/linha, seguidas pela mesma letra maiúscula/minúscula não diferem
(P < 0,05) pelo teste de Tukey.
15
Download

Avaliação forrageira da Aveia-preta (Avena strigosa. Schreb