FORÇA OPERÁRIA Jornal Unificado | Junho de 2013 Seminário lança Campanha Salarial Unificada 2013/2014 Fotos: Rui Baiano Santana E m seminário realizado no último dia 18, na sede campestre do sindicato de Belém , os operários da Construção civil do Pará deram a largada em sua campanha salarial. O evento contou com a participação de dirigentes de 11 entidades e de cerca de 100 operários da construção civil de Belém, Ananindeua, Marituba, Barcarena, Altamira, Mojú, São Miguel do Guamá, Tailândia, Santa Isabel e contou com apoio da CSP-Conlutas, além da participação de uma delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza. As propostas pauta de reivindicações aprovadas foram: 18,6% de reajuste salarial; 15% de vagas paras as mulheres nos canteiros; o reconhecimento da profissão de Oficial de Rejuntamento; vale-gás mensal; cesta- básica; plano de saúde; delegado sindical por canteiro de obras, regulamentação do pagamento da produção, entre outras. Agora essas propostas serão apresentas aos trabalhadores em assembleia geral em cada município; Todos à assembleia Geral! Unidade: Ferramenta que fortalece a luta e constrói vitórias! Leia mais na página 3 Confira ainda nessa edição: Governo Dilma garante lucro das empreiteiras e tenta conter a luta dos operários; página 2 Nosso país segue sendo vendido; Lute contra as privatizações! página 2 Confira as principais propostas que vamos exigir dos patrões. página 3 Em nowa York, Pra evitar o câncer, Angelina Jholy retira os seios; página 3 No Pará operária de obra morre de câncer no últero; não pôde fazer o preventivo! página 3 A inflação na grande Belém foi bem maior que a do Brasil página 3 Dirigentes falam de suas perspectivas sobre a campanha salarial página 4 As lutas, greve e conquistas de nossa categoria pelo país página 4 2 D Governo Dilma garante lucro das empreiteiras e tenta conter a luta dos operários esde o final do ano passado a página do SINDUSCON (Sindicato patronal) na internet estampa uma manchete que diz: “Governo anuncia medida de estímulo ao setor da construção!”; pois é os patrões estão comemorando porque essas medidas da Dilma garantem ainda mais o aumento dos seus lucros. O governo já tinha reduzido os impostos pros patrões comprar matérias de construção agora, entre outras medidas, o governo do PT reduziu a contribuição das empresas pra previdência (INSS); Agora em vez de pagar 20% do valor da folha de pagamento eles só precisam pagar 2% do valor do faturamento deles, um absurdo! Enquanto isso pra nós trabalhadores o governo tenta aprovar leis pra reduzir nosso direitos e ainda tem usado a Fotos: Rui Baiano Santana Força Nacional de Segurança pra reprimir as lutas e greves de nossa categoria, como acontece em Belo Monte ou em Rondônia onde eles instalaram uma delegacia de polícia dentro da obra de Jirau e Santo Antônio, sem falar das centenas de demissões por justa causa e até prisões de trabalhadores. Mesmo na tal mesa nacional de negociação, onde nossa central está representada pelo companheiro Atnágoras, as intenções do governo é de legitimar todo esse grau de exploração pois tem ficado omissa a esses temas e só conseguiu aplicar as comissões de base em poucas obras, fatos esses que vem sendo denunciado pelo nosso camarada. Nosso país segue sendo vendido; Lute contra as privatizações! N o último dia 15 Dilma realizou a 11ª rodada de leilões do petróleo Brasileiro. Isso mesmo, o PT que criticou tanto FHC pelas privatizações aplica a mesma receita neoliberal. Com o discurso de modernização e concessão a presidenta também já entregou os Correios, os aeroportos, as estradas e ferrovias brasileiras e agora o nossos portos. Vamos defender a nossa soberania; Vamos envolver a nossa categoria na luta contra as privatizações! Com essas medidas so- madas ao de fato de que metade do orçamento de nosso pais segue sendo entregue para pagar a dívida pública externa e interna devemos refletir: Passaramse 10 anos de governo do PT e pelo visto quem está ganhado esse jogo são os empresários e as multinacionais. Dilma fica “dando” bolsa família e emprego precário (com baixos salários) pra nossa classe enquanto, no fundo, tá entregando nossa riqueza aos patrões e protegendo seus lucros. 3 Confira as principais propostas que vamos exigir dos patrões nessa campanha unificada - 18,6 % de reajuste salarial; - Delgado Sindical de base; - Cesta básica; - 15% de vagas para mulheres com qualificação e classificação; - Valor da produção negociada com a presença do sindicato; - Plano de saúde; Vale-gás; Regulamentação e limitação de trabalho aos sábados, horas extras pagas com a 80%, 100 % e 150%, etc.; Essas são algumas das propostas elaboradas no seminário unificado que serão submetidas às assembleias gerais. Participe e vamos mostrar a nossa força e nossa e nossa união logo na largada de nossa luta! Unidade: Ferramenta que fortalece a luta e constroe vitórias! Em Nyo york, Pra evitar o câncer, Angelina Joly retira os seios; No Pará operária de obra morre de câncer no útero; Ela não pôde fazer o preventivo... O debate sobre a luta das mulheres contra os diversos tipos de câncer aos quais, por suas especificidades, elas estão submetidas tomou conta do mundo a jovem atriz Angelina Joly decidiu retirar seus seios, tendo em vista sua grande probabilidade de contrair o câncer. Sem entrar no mérito da polêmica sobre sua decisão queremos lamentar essa situação e desejar a força necessária para todas as mulheres que tem de encarar esse Dilema e ampliar essa discussão trazendo luzes e lutas que possibilitem as mulheres trabalhadoras a terem condições de preventivamente lutarem contra o câncer. Nesse último mês uma operária, trabalhadora de um canteiro de obras de Belém, faleceu vítima de câncer no últero. Entre os diversos fatores que vitimaram a vida dessa companheira ficou evidente que sua condição de operária, seu baixo salário e o fato de não ter garantias pra fazer os exames preventivos foram determinantes para o desenvolvimento da doença. Em defesa da vida da mulher trabalhadora vamos exigir dos empresários que ao menos um dia do ano seja garantido as companheiras, com abono do mesmo, para que elas possam realizar os exames preventivos. Essa será uma luta de todos nós, homens e mulheres da Construção Civil do Pará! A inflação na grande Belém foi o dobro da inflação no Brasil, vamos a luta pra recuperar as nossas perdas D e acordo os números referente ao IPC / RMB - ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM, confeccionado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, a Inflação na área metropolitana de Belém foi de 13,6% em 2012, em quanto a nacional foi de 5,8%. Mesmo sabendo que essa inflação não condiz com o mundo real de quem vive do trabalho, basta ver quanto aumentou o Açaí ou mesmo a farinha, tá evidente que não podemos mais aceitar esse papo de inflação que o governo anuncia nacionalmente. É bom saber que o crescimento do setor da Construção no Pará, que foi cerca de 5% em 2012, segundo estimativas do próprio SINDUSCON-PA, portanto vamos exigir 18,6% de reajuste em nossos salários, pois é aqui que moramos, compramos comida, educamos nosso filhos, pagamos transporte e todas as outras despesas necessárias pra sustentar as nossas famílias. 4 Algumas lutas, greve e conquistas de nossa categoria pelo país à fora SERGIPE Durante esse mês nossa categoria cruzou os baços por mais de 15 dias na campanha salarial desse ano. Na pauta dos companheiros esteve a reivindicação de reajuste salarial equivalente a 15%, ticket alimentação no valor de R$ 150 e plano de saúde para todos. Essa greve passou por cima de dirigentes sindicais que, na calada da noite, tinham assinado um acordo rebaixado de apenas 8%. CAMPO GRANDE - MS Os trabalhadores na indústria da construção civil de Campo Grande receberam em média 9,45% de reajuste salarial na Convenção Coletiva de Trabalho que já está em vigor. A categoria terá também um abono de 10% que será pago em duas parcelas nos meses de julho (5%) e agosto (5%), no acordo também ficou acertado o fornecimento de cesta básica no período das férias. CUBATÁO - SP Após 14 dias de paralisação, terminou nessa segunda-feira, 20 de maio, a greve dos 10 mil operários da construção civil de Cubatão (SP). Os trabalhadores conquistaram 10% de aumento salarial, R$ 17 de ticket alimentação e PLR de 1,3 salários. A força da greve foi tão grande que o acordo incluiu o não desconto dos dias parados e tampouco haverá reposição desses dias. Em resumo, uma enorme vitória dos operários, que serve de exemplo aos trabalhadores de todo país! FORTALEZA –CE Os patrões romperam a mesa de negociação e oferecem somente 7,5% de reajuste enquanto isso Os trabalhadores pedem 12,5% de reajuste salarial, plano de saúde e a cesta-básica no valor de R$ 85,00. Em assembleia foi votada a continuação das paralisações de duas horas, o fim das horas-extras, do trabalho noturno e aos sábados até que sejam retornadas as negociações. A relação capital e trabalho. Os operários vendem sua força de trabalho em troca de dinheiro minguado, e esse dinheiro representa sua própria força de trabalho que é trocada por outras mercadorias que ele necessita, como: carne, leite, pão, etc, e esse é o preço do trabalhador. A força de trabalho é pois uma mercadoria não valorizada que o seu proprietário, o operário assalariado, vende ao capital. Para mudarmos essa triste história só com a união e a força da classe operário, iniciando pelos trabalhadores da Construção Civil do Estado do Pará. Iran Guimarães SINTECLAM Este ano temos 10 sindicatos unificados e uma só pauta, uma só luta. Os operários vão dar o seu recado para a patronal, pois não temos direito se quer a uma cesta básica ou a um plano de saúde. Todo ano os empresários têm tido redução de imposto e eles seguem demitindo e maltratando os trabalhadores. Queremos benefícios, saúde, segurança, punição aos empresários que nos matam, reserva às mulheres e plano de moradia para todos, como estou propondo como vereador de Belém; juntos somos mais fortes! Cleber Rabelo, STICMB-PA e vereador de Belém pelo PSTU Estaremos mais fortes juntos nesta campanha salarial, pois com a classe operaria unida conseguiremos unificar os salários, pois a luta é por um salario digno e condições melhores de trabalho. A força feminina de nossas operarias também se faz presente em nossas reivindicações. Maria da Guia - SINTICMA