Redes de alta velocidade SDH – Formação dos tributários Aula 8 ESTRUTURA BÁSICA DO STM-N 9 BYTES x N 9 261 BYTES x N RSOH RSOH L I N H A S PONTEIRO PAYLOAD MSOH 125us 270 BYTES x N Consiste em 9 linhas por N X 270 bytes, lidos da esquerda para a direita e de cima para baixo. ESTRUTURA DE MULTIPLEXAÇÃO SIMPLIFICADA x1 STM-1 x1 AUG AU-4 VC-4 C-4 139.264 Kbps x3 x1 TUG-3 TU-3 VC-3 C-3 34.368 Kbps x7 TUG-2 x3 Processamento de Ponteiro TU-12 VC-12 C-12 2.048 Kbps Multiplexação Alinhamento Mapeamento A descrição da formação do quadro STM-1 está dividida em cinco partes: - Formação do TUG-2 à partir de 2.048 Kbps; - Formação do TU-3 à partir de 34.368 Kbps; - Formação do TUG-3 à partir do TU-3 ou do TUG-2; - Formação do VC-4 à partir de TUG-3 ou de 139.264 Kbps; - Formação do STM-1 à partir do VC-4; Mapeamento de Tributários em VC’s: Mapeamento é o processo de alocação de tributários em VC’s para serem transportados pela rede SDH. Se o tributário em questão for assíncrono, o mapeamento inclui justificação de bit. Mapeamento de 2 Mbps: O mapeamento do tributário de 2 Mbps em um VC-12 pode ser realizado de 2 maneiras: - Mapeamento Assíncrono - Mapeamento Síncrono à Nível de Byte Mapeamento Assíncrono - Características: 1) Permite o mapeamento de um tributário de 2 Mbps com qualquer estrutura de quadro; 2) Não permite visibilidade dentro do VC-12 de sinais integrantes do tributário; 3) Utiliza o processo de justificação de bit para o mapeamento, possibilitando que o tributário seja um sinal com tolerância de +/50ppm; MAPEAMENTO ASSÍNCRONO DE 2.048 KBPS VC-12 V5 R POH 32 BYTES I R J2 C1 C2 O O O O R R POH 32 BYTES I 140 BYTES R Z6 C1 C2 O O O O R R POH 32 BYTES I R K4 C1 C2 R R R R R S1 S2 I I I I I I I 31 BYTES I R POH Um sinal de 2.048 Kbps pode ser mapeado em um VC-12, o qual possui uma estrutura de quadro de 500 ms, sendo composta por 140 bytes. O C-12 consiste de 1.023 bits de informação (bits I), dois bits de oportunidade de justificação (S1 e S2, usados para justificação negativa e positiva, respectivamente), 6 bits de controle de justificação (C1C1C1 e C2C2C2), e 8 bits reservados para uso futuro como overhead (bits O). Os bits restantes são bits de enchimento fixo (bits R). Quando C1C1C1 = “000” há uma indicação de que S1 é um bit de informação enquanto que para C1C1C1 = “111” a indicação é de S1 é um bit de justificação, que deve ser ignorado pelo receptor. Os bits C2 controlam S2 da mesma forma. Uma decisão de maioria é utilizada para proteção contra erros simples nos bits C. Mapeamento Síncrono em Nível de Byte Características: 1) Permite a visibilidade dos dados do tributário, pois os canais de 64 Kbps bem como a estrutura de sinalização ocupam posições conhecidas na estrutura do VC-12; 2) Só realiza o mapeamento de tributários síncronos pois não utiliza o processo de justificaçã de bit. MAPEAMENTO SÍNCRONO EM NÍVEL DE BYTE PARA TRIBUTÁRIO DE 2 Mbps (CAS) VC-12 140 BYTES V5 R R* CANAIS 1 A 15 ALINH. MULTIQ./SINAL. CANAIS 16 A 30 R J2 R R* CANAIS 1 A 15 ALINH. MULTIQ./SINAL. CANAIS 16 A 30 R Z6 R R* CANAIS 1 A 15 ALINH. MULTIQ./SINAL. CANAIS 16 A 30 R K4 R R* CANAIS 1 A 15 ALINH. MULTIQ./SINAL. CANAIS 16 A 30 R R*: Pode ser usado para time slot 0 se requerido POH POH POH POH No mapeamento empregando sinalização por canal associado (CAS) estão representadas as posições dos 30 canais e a posição da sinalização, que ocupa os bytes 19, 54, 89 e 124. MAPEAMENTO SÍNCRONO EM NÍVEL DE BYTE PARA TRIBUTÁRIO DE 2 Mbps (CCS) VC-12 140 BYTES V5 R R* CANAIS 1 A 15 CANAL 16 CANAIS 17 A 31 R J2 R R* CANAIS 1 A 15 CANAL 16 CANAIS 17 A 31 R Z6 R R* CANAIS 1 A 15 CANAL 16 CANAIS 17 A 31 R K4 R R* CANAIS 1 A 15 CANAL 16 CANAIS 17 A 31 R R*: Pode ser usado para time slot 0 se requerido POH POH POH POH No mapeamento empregando sinalização por canal comum (CCS) o tributário têm 31 canais de 64 Kbps. Aqui, o byte 19 é usado para transportar o canal 16, não havendo indicação explícita de sinalização. Formação do TUG-2 à partir de 2.048 Kbps: A primeira etapa para a formação do TUG-2 é a inserção do sinal de 2.048 Kbps em um “container” C-12. O C-12 é uma estrutura de 4 x 34 bytes contendo o tributário de 2.048 Kbps, além de bytes fixos de enchimento e justificação. O mapeamento deste tributário é completado a cada quadros de 125 ms, formando assim um multiquadro de 500 ms. Formação do TUG-2 à partir de 2.048 Kbps: Após o inserção do tributário no C-12 é adicionado, à cada quadro, um byte de POH contendo informações sobre o desempenho, manutenção e alarmes da via percorrida. A adição dos 4 bytes de POH resulta na estrutura denominada VC-12. Para permitir a localização do início do multiquadro (POH), um ponteiro de dois bytes é distribuído pelos dois primeiros quadros que compõe o multiquadro. Um byte de enchimento é adicionado aos dois quadros subsequentes. MAPEAMENTO DE 2MBPS EM UM TU-12 2.048 Kbps 34 bytes C-12 Payload incluindo POH 125 us Payload Payload Payload 125 us 125 us 125 us 35 bytes VC-12 incluindo PTR de TU-12 POH POH 125 us POH 125 us POH 125 us 125 us 36 bytes TU-12 PTR PTR 125 us PTR PTR 125 us 125 us 125 us FORMAÇÃO DO TUG-2 X Y Z 4 colunas 4 colunas 4 colunas 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 5 7 8 5 7 8 5 7 8 6 9 linhas 9 linhas 9 linhas X 33 34 35 36 Y X Y 33 34 35 36 Após a formação da estrutura TU-12 X Y 6 9 linhas 33 34 35 36 X 6 é realizada a multiplexação de 3 Y destas estruturas, obtendo-se uma Z Z Z Z nova estrutura denominada TUG-2. 12 colunas TUG-2 Formação do TU-3 à partir de 34.368 Kbps: Um sinal tributário de 34.368 Kbps pode ser inserido em um container denominado C-3 que, além do sinal tributário, também inclui bytes de justificação e enchimento, totalizando 756 bytes. Em seguida é adicionada uma coluna com 9 bytes de POH, formando-se a estrutura VC-3. Finalmente, agrupando-se outra coluna com 9 bytes à estrutura do VC-3 se obtem um TU-3. Os 3 primeiros bytes dessa última coluna inserida contêm informações do ponteiro de TU, que indica o primeiro byte do POH do VC-3. Os bytes restantes desta coluna são bytes de enchimento. POH do VC-3 MAPEAMENTO DE 34 Mbps em VC-3 J1 B3 T1 C2 G1 T2 F2 H4 Z3 T3 K3 Z5 84 1 3x8 I 3x8 I 3x8 I 1 3 1 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 1 3 1 3 11 3 1 3 1 3 1 3 1 R = Bit fixo de enchimento C1;C2= Bits de controle de justificação S1;S2= Bits de oportunidade de justificação I= Bit de informação 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3 1 C 3x8 I 3x8 I C 3x8 I 3x8 I C 3x8 I 3x8 I 1 3 1 3 1 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3 1 3 1 3 1 1 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3 1 =RRRRRRRR C = R R R R R R C1 C2 AB = R R R R R R R S1 S2 I I I I I I I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3x8 I 3 1 3 1 3 1 Um sinal de 34.368 Kbps pode ser mapeado em um VC-3, o qual consiste em um “payload” de 9 x 84 bytes à cada 125 ms, adicionado do overhead de via (POH) do VC-3. Este payload é em 3 sub-quadros, cada um consistindo de 1431 bits de informação, dois conjuntos de 5 bits de controle de 3x8 I C 3x8 I 3x8 I C 3x8 I justificação A B 8I 3x8 I 3 11 3 e 573 bits de enchimento fixo. FORMAÇÃO DE TU-3 A PARTIR DE C-3 34,368 Mbps 84 bytes payload C-3 9 bytes inclusão de POH 85 bytes P O H VC-3 C-3 9 bytes inclusão de ponteiro 86 bytes 1 TU-3=TUG-3 3 4 9 P T R VC-3 9 bytes enchimento Formação do TUG-3 à partir de TU-3 ou TUG-2: - Formação do TUG-3 à partir de TU-3: A estrutura de um TUG-3 à estrutura de uma TU-3, possuindo, portanto, 9 x 86 bytes. - Formação do TUG-3 à partir de TUG-2: O TUG-3 será formado através da multiplexação de sete TUGs-2, além da inserção de duas colunas de enchimento. A estrutura matricial de um TUG-3 é composta por 9 linhas e 86 colunas, totalizando 774 bytes. FORMAÇÃO DO TUG-3 A PARTIR DO TUG-2 TU-12 TU-12 4 colunas 4 colunas 1 2 3 4 1 2 5 6 7 8 5 6 7 8 9 linhas 9 linhas 33 34 35 36 X X Y 9 linhas 33 34 35 36 X Y Z X Y Z X Y Z 9 linhas ... Z Y X Y X Y Z Y Z Z 12 colunas TUG-2 (1) TUG-2 (7) 1 1 2 2 3 3 ............... 4 5 4 5 6 6 7 7 86 1 2 TUG-3 enchimento X Z 12 colunas 9 linhas 3 4 Formação do VC-4 à partir de TUG-3 ou de 139.264 Kbps Formação do VC-4 à partir de 139.264 Kbps: A formação de um VC-4 à partir de um tributário de 139.264 Kbps é feita através do mapeamento direto de um C-4 em um VC-4. O tributário é inserido em um container denominado C-4, onde é justificado, formando-se uma estrutura 9 x 260. Posteriormente, é acrescentada a coluna de POH. Formação do VC-4 à partir de TUG-3 ou de 139.264 Kbps Formação do VC-4 à partir de TUG-3: Um VC-4 pode ser formado por meio da multiplexação de três TUGs-3. Além da multiplexação torna-se necessária a inclusão de uma coluna com 9 bytes de POH e duas colunas de enchimento. Resulta uma estrutura de 9 linhas por 261 colunas, totalizando 2.349 bytes. FORMAÇÃO DE VC-4 A PARTIR DE 139.264 Kbps 260 bytes payload C-4 9 bytes inclusão de POH 261 bytes VC-4 P O H C-4 9 bytes Mapeamento de 140 Mbps: Um sinal de 139.264 Kbps pode ser mapeado em um VC4 de um quadro do sinal STM-1. O VC-4 consiste de uma coluna de 9 bytes do “overhead” de via (POH) adicionada à uma estrutura de 9 linhas por 260 colunas de um byte, correspondente ao “payload”. Cada uma das 9 linhas do “payload” é então dividida em 20 blocos contendo 13 bytes por bloco (260 bytes). ESTRUTURA DE BLOCOS DO VC-4 PARA MAPEAMENTO ASSÍNCRONO DE 140 MBs 270 bytes 261 bytes 9 1 RSOH STM-1 1 byte 3 13 bytes 4 PTR AU-4 J1 5 VC-4 B3 MSOH C2 G1 9 F2 H4 Z3 K3 Z5 20 blocos de 13 bytes MAPEAMENTO ASSÍNCRONO DE UM TRIBUTÁRIO DE 140 MBs EM UM VC-4 1 Byte 13 Bytes POH W 96 I X 96 I Y 96 I Y 96 I Y 96 I X 96 I Y 96 I Y 96 I Y 96 I X 96 I Y 96 I Y 96 I Y 96 I X 96 I Y 96 I Y 96 I Y 96 I X 96 I Y 96 I Z 96 I W = I I I I I I I I Byte W: 8 bits de informação X = C R R R R R O O Y = R R R R R R R R Z = I I I I I I S R Os últimos 12 bytes de cada bloco consistem em bites de informação. Byte X: 1 bit de controle de justificação + 5 bist de enchimento fixo + 2 bits de overhead Byte Y: 8 bits de enchimento fixo Byte Z: 6 bits de informação + 1 bit de oportunidade de justificação + 1 bit de enchimento fixo Formação do VC-4 à partir de TUG-3 ou de 139.264 Kbps Formação do VC-4 à partir de 139.264 Kbps: A formação de um VC-4 à partir de um tributário de 139.264 Kbps é feita através do mapeamento direto de um C-4 em um VC-4. O tributário é inserido em um container denominado C-4, onde é justificado, formando-se uma estrutura 9 x 260. Posteriormente, é acrescentada a coluna de POH. Formação do VC-4 à partir de TUG-3 ou de 139.264 Kbps Formação do VC-4 à partir de TUG-3: Um VC-4 pode ser formado por meio da multiplexação de três TUG-3. Além da multiplexação torna-se necessária a inclusão de uma coluna com 9 bytes de POH e duas colunas de enchimento. Resulta uma estrutura de 9 linhas por 261 colunas, totalizando 2.349 bytes. FORMAÇÃO DE VC-4 A PARTIR DE TUG-3 TUG-3 1 TUG-3 86 1 86 (1) 1 POH 1 2 TUG-3 1 86 (2) (3) 3 261 2 VC-4 3 4 5 1 1 1 ......... 86 86 86 6 7 8 9 1 enchimento 258 Payload Formação do STM-1 à partir do VC-4 Quando se associa um ponteiro ao VC-4 é obtida uma nova estrutura denominada AU-4. O ponteiro de AU-4 indica a localização do primeiro byte do VC-4. Este ponteiro possui posição fixa dentro do quadro STM-1. A multiplexação de várias Au’s dá origem ao AUG. Neste caso, devido à utilização de apenas uma AU, a AU-4 coincide com a AUG-G. Acrescentado os bytes de SOH à estrutura existente forma-se um STM-1. O quadro STM-1 possui um total de 2.430 bytes e um períodode 125 ms. Finalmente, a estrutura do quadro do STM-N é obtida através da multiplexação de N STM-1. FORMAÇÃO DO STM-1 A PARTIR DO VC-4 261 bytes VC-4 P O H C-4 9 bytes associando ponteiro 261 bytes 9 bytes Ponteiro de AU 9 bytes AUG=AU-4 associando Overhead de Seção RSOH STM-1 Ponteiro de AU MSOH AUG