A participação popular na limpeza urbana Cascão Inácio Rodolfo Alexandre, Neves Pereira Maria Stella Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte Rua. Tupis, 149-12º andar - Belo Horizonte - MG - Brasil CEP - 30.190-060 Tel. 277.69.52 - FAX. (031) 201.81.70 RESUMO A Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte através da sua Assessoria de mobilização Social, vem realizando um trabalho de educação ambiental, com ampla participação popular, com o objetivo de mudar conceitos e hábitos culturais do munícipe na forma de perceber o lixo e com ele lidar. Pretende-se que a sociedade deixe de ignorar a estrita relação entre a produção cotidiana de lixo e os problemas ambientais e de qualidade de vida advindos da gestão inadequada dos resíduos sólidos. Especialmente, pretende-se alterar a visão tradicional do estado-provedor e do munícipe-contribuinte para uma nova relação em que o morador se comprometa com a sua cidade: opine, colabore e participe para a solução de seus problemas e zele pelo patrimônio público. A afirmação do lema seguido pela SLU “cidade limpa não é a que mais se varre é a que menos se suja” tem a cidadania como presuposto; da mesma forma, com relação a implantação da Coleta Seletiva, essa exigência redobra: separar o lixo, doar o “lixo produtivo, estabelecer parcerias são atitudes que só se constróem com a formação de uma massa crítica na sociedade. Desde 1993, a SLU vem desenvolvendo as campanhas “BH Mais Limpa” e “BH Reciclada”. A primeira é um trabalho educativo empreendido em logradouros públicos do hipercentro e nas periferias; e a segunda implanta a coleta seletiva estabelecendo parcerias, especialmente, com organismos multiplicadores como escolas, comunidades religiosas, associação comunitárias, instituição, ONGs. Palabras clave: cidadania, educação, afetividade na limpeza urbana INTRODUÇÃO Com a participação popular a Superintendência de Limpeza Urbana de Belo Horizonte - SLU, nesta gestão de 93 a 96 tem procurado abalar o estado de adormecimento da cidade em relação às questões da limpeza urbana, por meio de uma atuação dinâmica e criativa junto ao munícipe, buscando o seu envolvimento progressivo nos projetos atualmente desenvolvidos pela autarquia. Em outras palavras, esse trabalho visa enfrentar um enorme desafio: o alheamento da sociedade em relação à limpeza pública, manifestado no constante jogar lixo nas vias públicas e lotes vagos, evitar a depredação dos equipamentos destinados à sua coleta e o desconhecimento do cidadão quanto à sua responsabilidade com material que ele produz. Junta-se a isso, a total ignorância frente ao drama da população vivido pelo Poder Público no gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos. Objetiva-se, em última instância, mudar conceitos e hábitos culturais extremamente arraigados, visando alterações na forma de perceber e lidar com o lixo. Pretende-se, portanto, que a sociedade deixe de ignorar a estrita relação entre a produção cotidiana de lixo e os problemas ambientais e de qualidade de vida que podem advir em decorrência da gestão inadequada dos resíduos sólidos. Também se impõe alterar a percepção errônea que se tem do lixo como algo repugnante e desprovido de valor, e do qual se quer simplesmente livrar-se, afastar do campo de visão. É essencial que a população passe a questionar o consumismo voraz, a lógica do desperdício e o destino dado aos resíduos por ela produzidos. A mobilização é um trabalho de educação para a participação que privilegia a arte, o humor e o lúdico como instrumentos pedagógicos e envolve a comunidade com apelos ambientais e de solidariedade. Em síntese, ele visa tecer um pacto entre munícipe do poder local na efetiva solução de um dos mais graves problemas dos grandes centros urbanos, como Belo Horizonte. METODOLOGIA Para desenvolver esse trabalho de participação popular, foi criada, nesta administração da SLU, em março de 1993, a Assessoria de Mobilização Social - AMS, ligada diretamente ao Gabinete da Superintendência. Essa assessoria conta com técnicos de nível superior de formação multidisciplinar com perfil ou experiência em trabalhos de mobilização social, além de estagiários de nível médio e superior. Para viabilizar a mudança cultural proposta, através da redefinição de valores, comportamentos e princípios, foram estabelecidas duas formas básicas de abordagem. Na primeira, a atuação se dá por uma via racionalista, por meio do repasse de informações, conhecimentos e experiências, buscando a mudança de mentalidade através de estratégias convencionais de educação. Os instrumentos de trabalho utilizados contemplam cartilhas, informativos, folhetos, vídeos, cursos, seminários, treinamentos, entre outros. A outra forma de intervir no sistema de valores sociais refere-se a um processo de sedução - busca atingir o simbólico e usa a arte como ferramenta primordial. Busca essencialmente a sensibilização das pessoas por intermédio de situações lúdicas, com humor e entretenimento. As linguagens são variadas conforme a conveniência: teatro de rua, mímica, dança, teatro de bonecos, teatro convencional, shows musicais e, até‚ artes plásticas. Igualmente são utilizados alegorias, pernas-depau, improvisos e participação do público. A veiculação de mensagens educativas nas pinturas de tapumes, nas placas de trânsito, nos estádios de futebol, bem como o envio de carta de advertência aos motoristas de veículo que jogam lixo nas ruas e de carta citando a superstição por varrer o lixo para calçadas são instrumentos que também vêm sendo utilizados. Há uma compreensão de que o papel da arte, da cultura popular e dos valores éticos e religiosos são fundamentais para a reintegração do excluído no todo ordenado. Se o lixo é visto com desprezo, nojo ou perigo, ou como afirma Engineer, carrega o signo da morte, a sua revalorização através da reciclagem e do reaproveitamento, significa a idéia de ressurreição. A resignificação do lixo como algo positivo e a amplificação do conceito de espaço doméstico para a rua, que normalmente é vista como terra de ninguém, são duas estratégias simbólicas que contrapõem a cultura do desperdício e do delírio consumista. Recentemente, foi divulgada a lista de quem limpa e quem suja a cidade, com o objetivo de fortalecer as atitudes positivas e reverter as negativas referentes à limpeza urbana. Os projetos de mobilização foram definidos em função da nova política de gerenciamento de resíduos sólidos da atual administração da SLU, onde a participação da comunidade na concepção, na formulação e no desenvolvimento dos trabalhos é uma constante. Representantes da sociedade civil e da prefeitura compõem o Conselho Municipal de Limpeza Urbana - CMLU que delibera sobre o gerenciamento dos resíduos, o Orçamento Participativo da SLU que envolve todos os trabalhadores e o Fórum da População de Rua que congrega várias instituições discutindo a ação dos catadores de papel na Coleta Seletiva, são dentro da autarquia vivências de uma cidadania ativa. Outras vivências de participação popular privilegiam duas áreas de atuação: • a educação para limpeza urbana, traduzida na Campanha BH MAIS LIMPA e BH MAIS LINDA • a mobilização para a implementação do programa de manejo diferenciado e tratamento descentralizado dos resíduos sólidos no município, com a Campanha BH RECICLADA. • a busca de condições dignas de trabalho para os funcionários da autarquia com a campanha BH MAIS HUMANA Na linha de educação para limpeza urbana, dois projetos foram priorizados, a saber: Educação para limpeza na área central Nesse projeto, são alvo de mobilização: espaços de massa (praças, parques, feiras, estação rodoviária ), veículos de transporte coletivo (ônibus, metrô, taxis), veículos leves, estacionamentos e postos de gasolina. Além disso, vem se estabelecendo uma abordagem dirigida a camelôs, freqüentadores de bares noturnos e participantes de eventos culturais da cidade. Há, ainda, a veiculação de mensagens em placas no trânsito , tapumes da construção civil, estádios de futebol e veículos de comunicação. O programa mais recente envolve a comunidade na recuperação de áreas degradadas, através de ações como o Ponto Verde ou a Linha Limpa. Educação para limpeza em vilas e favelas - trabalho concomitante à implantação de serviços de limpeza urbana (varrição, capina e coleta de lixo) em áreas antes não atendidas por esses serviços. Internamente, o trabalho de mobilização nesse projeto tem ação altamente integrada com as áreas de planejamento e operacional na SLU; já em nível externo, uma relação prioritária com as organizações representativas dos moradores e com outras entidades da sociedade civil. O trabalho se apresenta com abordagens corpo-a-corpo, realização de eventos culturais, promoção de mutirões de limpeza e criação de frentes de trabalho com moradores da própria vila beneficiada. Com referência à coleta seletiva, englobamos 3 projetos: Coleta seletiva de recicláveis inorgânicos do lixo residencial, comercial e de serviços papel, metal, vidro e plástico. Esse projeto de coleta seletiva tem uma ação prioritária com os catadores de papel, procurando qualificá-los profissionalmente, estimulando-os ao cooperativismo. Do ponto de vista da mobilização, as escolas são vistas como centros multiplicadores da idéia‚ por isso, vêm sendo realizados treinamentos na SLU para as comunidades escolares, com o objetivo principal de estimular a criação de conselhos ambientais para implantação da coleta seletiva. Há, também, ainda intervenções dirigidas especificamente à coleta de vidro e de papel. A primeira se faz através da mobilização em torno de Locais de Entrega Voluntária - LEVs, tendo sido realizada campanha na mídia quando da instalação dos “containers”. A implantação da coleta seletiva de papel está centrada em prédios na área central, além de inúmeros departamentos públicos espalhados na cidade. Ultimamente, a AMS vem priorizando a atuação com Igrejas e comunidades religiosas devido a alta capacidade de mobilização que essas instituições têm com seus fiéis. Por fim, duas áreas piloto da cidade - Barreiro e Pampulha - foram escolhidas para se desenvolver a coleta seletiva num espírito comunitário. Reaproveitamento de entulho da construção civil e Reaproveitamento de matéria orgânica para compostagem. Nos projetos de entulho e compostagem, procura-se quebrar preconceitos, neutralizar movimentos antinstalação das unidades produtivas e, especialmente, "ganhar a população dos bairros" para a idéia. Há uma mobilização permanente no entorno das unidades, como no caso da Estação de Reciclagem de Entulho do Bairro Estoril, onde edita- se o boletim ECO ESTORIL. Para cada um dos projetos desenvolvidos pela AMS, são identificados os setores da sociedade que devem ser alvo prioritário de intervenções mobilizatórias no sentido de viabilizar o seu envolvimento e/ou o estabelecimento de parcerias para condução do projeto. As intervenções mobilizatórias são detalhadas de acordo com os seus objetivos específicos, definindo-se responsabilidade, atividades, metas, forma de captação de recursos, acompanhamento e possíveis redefinições de rotas e objetivos. O trabalho educativo em desenvolvimento se baseia, sobretudo, em campanhas corpo-a-corpo e treinamentos, tendo como característica principal o caráter contínuo, constituindo-se em um dos pilares da autarquia. Todo esse processo é voltado para a construção da cidadania ativa, qual seja, resgatar o comportamento do munícipe como cidadão, no sentido de preservar o meio ambiente, o patrimônio público e vislumbrar uma nova concepção de vida em que a depredação, o descompromisso a alienação e o desperdício sejam práticas do passado. As campanhas BH MAIS LIMPA e BH RECICLADA são, portanto, o pano-de-fundo de uma rotina de trabalho educativo diário. A primeira orienta o cidadão quanto ao seu comportamento no dia-a-dia, buscando a mudança de hábitos culturais, de forma a tornar BH mais limpa, BH mais linda. A segunda vai além e fornece orientações quanto à redução do desperdício e à separação dos materiais para sua reutilização e reciclagem. Como suporte ao trabalho participativo, foram produzidos materiais educativos, como cartazes e folhetos sobre a coleta seletiva de papel, metal, vidro e plástico e outros específicos sobre a coleta de papel para escritórios, estandartes sobre a participação da população na limpeza da cidade, bótons e adesivos para automóveis e coletivos. Deve-se destacar que nesse trabalho de mobilização há uma interface muito grande com a equipe de comunicação social da SLU, já que são utilizados essencialmente processos comunicativos. Nesse sentido, a Assessoria de Comunicação Social, que tinha uma atuação dentro de padrões bastante convencionais, foi reformulada para atender às demandas dos projetos com participação popular. As ações de comunicação passaram a apresentar características específicas em função do público que se pretende atingir e dos objetivos previamente definidos. O trabalho integrado com a ACS visa harmonizar o tensionamento que existe entre processo e evento, entre um olhar pedagógico e um olhar de mídia, entre as particularidades e interfaces que existem no campo da educação e da comunicação. Essas ações são descritas por COSTA (1995) e constam basicamente de: • Ações de Comunicação de Massa (voltadas para a sensibilização da limpeza urbana em espaços de grande aglomeração de pessoas): produção de eventos de caráter educativo e produção de atividades lúdicas associadas a festas e comemorações do calendário anual, como o Dia Mundial do Meio Ambiente, Dia Municipal do Coletor, Aniversário da SLU, Dia Internacional da Mulher, Natal, Carnaval, etc. • Ações de Comunicação Dirigida (na implantação de atividades envolvendo segmentos específicos da sociedade): apresentações teatrais e artísticas de grupos formados por garis e estagiários em instituições públicas e privadas, escolas, etc.; implantação (em curso) de um programa de vídeo dirigido ao público que freqüenta cinemas, teatros, instituições (hospitais, bancos, etc.) e edição do jornal ECO-ESCOLA - ECO-ESTORIL. • Comunicação para a Mídia (escrita e televisiva): repasse quase que diário de informações sobre as atividades desenvolvidas nos projetos; incorporação de mensagens educativas nos programas de televisões, jornais e rádios, como o “Globo Serviço” e outros e criação de fatos que despertem a atenção da mídia, para obtenção de uma ampla divulgação nos canais de comunicação. • Marketing (voltado principalmente para a formação de parcerias): colocação de peças publicitárias em espaços públicos; divulgação de frases educativas em contra-cheques, contas de água e de energia elétrica; veiculação do tema da campanha BH MAIS LIMPA nos uniformes dos servidores da SLU e participação em eventos produzidos na cidade, com distribuição de material educativo e colocação de peças publicitárias. • Comunicação para o Funcionalismo (como instrumento de capacitação, integração e envolvimento dos servidores nos projetos): Jornal Mural “Tá Limpo”; FOTO NOTÍCIA; TV GARI (telejornal); Qualidade em Foco (Boletim do Programa de Qualidade Total) e “Clipping” jornalístico e televisivo. Nesse bloco, destaca-se a produção de eventos com a participação dos servidores, como, por exemplo, a caminhada ecológica no aniversário de 21 anos da SLU, que objetiva também a sensibilização da população sobre a importância dos trabalhos desenvolvidos por eles, buscando reduzir o preconceito em relação a essa classe trabalhadora. Por fim, há que se registrar a campanha BH MAIS HUMANA, uma ação de participação interna que é desenvolvida dentro da própria corporação, composta por quase 6000 funcionários, através do GISS - Grupo de Integração dos Servidores da SLU e do programa SÓCIO FUNCIONAL, onde é discutido o papel do servidor na empresa como multiplicador de limpeza urbana, noções básica de higiene e saúde, relações interpessoais, alimentação alternativas, auto-valorização e auto-estima. O fornecimento de uniformes adequados, vale lanche, vale refeição alojamento para higiene pessoal e refeições foram conquistas obtidas nos dois programas as atividades esportivas e culturais com teatro, coral e TV Gari, são desenvolvidas com total participação dos servidores. PRINCIPAIS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Dentre as atividades de mobilização social com ampla participação popular, que vêm sendo desenvolvidas pela SLU, destacam-se, até o mês de maio de 96, as seguintes: • atuação em 1050 ônibus urbanos, nos horários de "rush", com apresentação de "sketches" teatrais e fixação de adesivos e cartazes referentes à campanha BH MAIS LIMPA e fixação de cartazes e adesivos em 250 ônibus escolares. • fixação de cartazes e adesivos educativos nos 5.700 táxis do município; • lançamento de 2 listas limpa, lista suja; • aplicação de multa em 55 veículos por jogar lixo no chão • implantação de 15 pontos verdes e realização de 10 linhas limpas; • trabalho com catadores de papel, instalação de 50 LEVs e troca de latinhas por bilhetes de metrô; • distribuição de 300.000 saquinhos plásticos para lixo-de-mão, próprios para uso em veículos, em 72 campanhas realizadas em vias de tráfego denso e em postos de abastecimento de combustível. Os saquinhos plásticos foram doados por parceiros da SLU nessas campanhas, sem quaisquer ônus para a autarquia; • montagem de 10 peças teatrais de caráter educativo/sensibilizatório, representadas por estagiários universitários das áreas de Comunicação e Artes Cênicas, em escolas, cursos e eventos, nos quais a Prefeitura de Belo Horizonte participa ou apoia, perfazendo um total de 700 apresentações; • treinamento de 400 escolas de um total de 680, para sensibilização frente à coleta seletiva; • treinamento de 115 instituições públicas e empresas para implantação da coleta seletiva de papel, tendo sido implantada a coleta sistemática em 57 desses locais: • trabalho educativo em 17 vilas ou favelas e acompanhamento em operações de limpeza de 80 vilas; realizados 4 mutirões de limpeza e criadas 4 frentes de trabalho • mobilização esporádica no Zoológico, nas feiras de alimentação e artesanato, participação em 110 eventos e realização de 165 "de bar em bar". constituição de 62 parcerias, a maioria com iniciativa privada, destacando - se a parceria com o SIDUSCON - Sindicato de Indústria de Construção Civil para a pintura de tapumes, com 167 pinturas já realizadas. CONCLUSÕES Um dos fundamentos da mobilização no gerenciamento de resíduos sólidos é que o Poder Público não deve atuar simplesmente como provedor de um serviço de limpeza urbana, suprindo apenas a materialidade contida nesse serviço. No caso da sociedade brasileira, e da de Belo Horizonte, em particular, verifica-se uma ampla falta de preparo da população para o exercício da cidadania plena que possibilite o envolvimento e o controle desses serviços por parte do munícipe. Cabe, assim, ao Governo Municipal um papel de suplência diante desse quadro, assumindo uma função educativa e de estímulo à participação social. Por outro lado, a participação da população é vista como busca de solução integrada com o Poder Público para os problemas dos resíduos sólidos. Em Belo Horizonte, a experiência tem apresentado resultados muito positivos, que se refletem numa crescente demanda de escolas, empresas, associações comunitárias, comerciantes, para participarem não só do processo educativo como também da efetivação de parcerias. Há, por parte desses segmentos grande disponibilidade em atender ao apelo ecológico, social e até econômico, consubstanciado nas propostas da SLU. Considera-se, assim, que a população está despertando para o fato de que limpar Belo Horizonte é, sem dúvida, obrigação da SLU, mas manter a cidade limpa, é responsabilidade de todos. Finalmente, há que se ressaltar a grande receptividade da mídia, que vem se tornando um forte canal de educação, não só pela divulgação das atividades desenvolvidas, mas, igualmente, pelo enfoque positivo dado à veiculação das notícias sobre limpeza urbana. Se antes havia sempre uma abordagem cobrando soluções por parte do Poder Público, há, hoje, nitidamente, um chamado à população para participar, nem que seja, pelo menos, deixando de sujar as vias públicas. REFERÊNCIAS NORGAARD, Richard B. A ciência ambiental como processo social. Tradução por John Cunha Comerford.Textos para Debate, Rio de Janeiro: AS-PTA - Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, n. 35, maio, 1991. 19 p. COSTA, Elizabeth M. Filizzola. Comunicação Social como suporte à política de gerenciamento de resíduos sólidos de Belo Horizonte. Belo Horizonte: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte SLU,1995. ENGINEER, Emílio. et alii, in Falas em torno do lixo,Nova, Iser, Polis, Rio de Janeiro - 1992.