FACULDADES SUDAMÉRICA
AUDITORIA INTERNA: um estudo de caso sobre a percepção
dos auditados
Marina dos Santos Mendonça
CATAGUSES
2010
MARINA DOS SANTOS MENDONÇA
AUDITORIA INTERNA: um estudo de caso sobre a percepção
dos auditados
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado às Faculdades Sudamérica como
exigência parcial para obtenção do título de Bacharel
em Ciências Contábeis.
Orientador (a): Valéria Lobo Archete Boya
Cataguases
2010
MARINA DOS SANTOS MENDONÇA
AUDITORIA INTERNA: um estudo de caso sobre a percepção
dos auditados
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado às Faculdades Sudamérica como
exigência parcial para obtenção do título de
Bacharel em Ciências Contábeis.
Aprovado: ___de dezembro de 2010.
______________________________
____________________________
(membro da banca examinadora)
(membro da banca examinadora)
Nome e titulação
Nome e titulação
________________________________________
Orientador: Valéria Lobo Archete Boya
Ao meu Pai, José Mauro.
Amor, sublime amor.
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar a Deus e minha família, pelo apoio a mim dedicado.
Aos meus amigos pelo incentivo e estímulo, pelas palavras de conforto e carinho quando se
fez necessário.
Ao meu pai, José Mauro, que me ensinou a ser quem eu sou, e que se faz presente, em espírito
e coração, nas minhas realizações.
E, principalmente à Prof.ª Valéria Lobo Archete Boya, orientadora do presente trabalho, sem
a qual não seria possível a realização do mesmo, um grande exemplo de dedicação impar e
inigualável. Obrigada por não desistir, mesmo com todos os motivos.
"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa,
tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com
muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."
(Ayrton Senna)
SUMÁRIO
LISTA DE ILUSTRAÇÕES ................................................................................................................... 8
1
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 10
2
REVISÃO DE LITERATURA ..................................................................................................... 12
3
2.1
Monitoramento ...................................................................................................................... 12
2.2
Evolução da Auditoria........................................................................................................... 13
2.3
Conceitos e atribuições da Auditoria Interna ........................................................................ 15
2.4
Procedimentos de Auditoria Interna ...................................................................................... 17
METODOLOGIA E COLETA DE DADOS ................................................................................ 19
3.1
Classificação da Pesquisa ...................................................................................................... 19
3.2
Caracterização da Empresa ................................................................................................... 19
3.3
Coleta e Tratamento dos Dados ............................................................................................ 20
4
RESULTADOS E DISCUSSÕES ................................................................................................ 24
5
CONCLUSÃO .............................................................................................................................. 29
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 31
APÊNDICE A ....................................................................................................................................... 34
APÊNDICE B ....................................................................................................................................... 35
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA 1 Nível de confiança na auditoria interna ................................................................ 24
FIGURA 2 - Principais benefícios da auditoria interna .......................................................... 25
FIGURA 3-Qualidade dos Serviços de Auditoria ................................................................... 26
Figura 4 - Processo de Auditoria e Reporte............................................................................. 27
FIGURA 5- Qualidade da equipe de auditoria interna ............................................................ 28
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo identificar qual é a percepção dos auditados em relação à
auditoria interna. Para isso, realizou-se um estudo de caso no departamento de contabilidade
de uma empresa de energia elétrica onde foram coletados dados junto a 15 colaboradores que
se relacionam diretamente com a auditoria interna. A evolução da auditoria interna ocorreu
paralelamente ao desenvolvimento das organizações e buscando se adaptar, a auditoria teve
seus conceitos e funções modificados ao longo do tempo. A evolução é percebida pelos
entrevistados os quais associam os benefícios da auditoria ao seu significado contemporâneo.
Entretanto, se observa que ela ainda guarda relação com objetivos fixados em épocas
passadas. Além disso, a auditoria interna na percepção dos auditados contribui para gerar
valor à organização e atua de modo profissional e independente.
Palavras-chave: controle, Auditoria Interna, procedimentos de auditoria
10
1
INTRODUÇÃO
A separação entre propriedade e gestão conduziu as organizações a um processo de
descentralização do poder de decisão. Como consequência, a organização precisou criar
instrumentos de monitoramento e incentivo que orientassem os tomadores de decisão a
agirem em benefício da organização e não favoráveis a si mesmos. Os instrumentos incluem
sistemas de controle interno, orçamentos, conselho de administração, auditoria independente e
auditoria interna.
A auditoria interna pode reduzir o conflito de interesses entre o proprietário e o
administrador e entre administrador e subordinados uma vez que limita as ações dos
indivíduos através da verificação do cumprimento das obrigações, da análise da efetividade
dos controles e da proposição de melhorias (LÉLIS E MARIO, 2007).
A auditoria interna passou por estágios evolutivos tendo sido concebida como
instrumento de monitoramento voltado para o registro contábil com um enfoque na detecção
de fraudes. Em um segundo momento a auditoria evoluiu para a verificação de controles
internos e é assim reconhecida por alguns (ATTIE, 2009; NASCIMENTO, 1997). Em um
terceiro estágio, considerado o mais atual, a auditoria interna se atém à gestão de riscos e seus
serviços se estendem à consultoria (CASTANHEIRA, 2007).
Contudo, a auditoria interna vem ganhado status em função do seu vínculo com a
governança corporativa, o qual foi estabelecido em função da sua utilidade como instrumento
de monitoramento dos controles. Ao se vincular à governança corporativa, a auditoria interna
atua na sua estruturação a fim de desenvolver ações focadas nos riscos e quando a governança
se consolida a auditoria permanece enfatizando as atividades voltadas para avaliar a eficácia
do sistema.
Tendo em vista a evolução da função da auditoria interna e sua importância para as
organizações este trabalho objetiva identificar qual é a percepção dos auditados em relação à
auditoria interna. De modo específico este trabalho pretende identificar os benefícios
atribuídos à auditoria interna, e o desempenho e qualidade da auditoria. Os dados foram
coletados no departamento de contabilidade de uma empresa de energia elétrica.
A empresa de auditoria Deloitte, em pesquisa realizada em 2007 investigou a função
da auditoria interna no Brasil. A pesquisa indica o movimento de consolidação da auditoria
11
interna no país, ressaltando sua contribuição para o gerenciamento de riscos e para o suporte à
governança corporativa.
Contudo, a pesquisa arguiu gestores e auditores internos. No presente estudo
pretende-se investigar como a auditoria interna é reconhecida pelos demais atores
organizacionais que com ela se relacionam, de modo que se obterá os resultados de um grupo
distinto. Além disso, este estudo se utiliza de um estudo de caso e este método permite a
descoberta de informações específicas que poderão contribuir para a melhoria do processo de
auditoria interna no local pesquisado.
12
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1
Monitoramento
O desenvolvimento e a complexidade das organizações resultaram na separação entre
propriedade e gestão, e consequentemente na descentralização do poder de decisão. Nas
estruturas descentralizadas o poder de decidir não se concentra nos níveis mais altos da
organização, mas é distribuído por toda a empresa. Este movimento de descentralização é
reflexo das falhas de comunicação e de coordenação, além da limitação física ou
racionalidade limitada dos indivíduos que restringe o conhecimento dos possuidores do poder
de decisão ao um subconjunto do conhecimento (BOYA, 2007).
Contudo, da delegação do poder de decisão decorrem consequências danosas para a
organização, pois a simples transferência do poder de decisão não garante que o indivíduo aja
em beneficio da empresa uma vez que este possui interesses e objetivos próprios que nem
sempre estão alinhados aos objetivos organizacionais.
Lélis e Mário (2009) afirmam que este conflito de interesses, denominado conflito de
agência, ocorre em toda relação entre duas partes, seja entre proprietário e administrador,
credores e proprietário, acionistas majoritários e minoritários e em qualquer outra relação
existente no ambiente empresarial.
A fim de minimizar os efeitos decorrentes de interesses conflitantes, a organização
procura adotar mecanismos de monitoramento e incentivo para orientar o comportamento dos
indivíduos e alinhar os objetivos pessoais aos objetivos da organização. Esses instrumentos
incluem sistemas formais de controle interno, sistemas de orçamento e contabilidade, sistemas
de remuneração, conselho de administração, auditoria externa e interna (BARROS, 2007;
LÉLIS E BARROS, 2009).
A Auditoria Interna é um mecanismo de monitoramento que pode reduzir o conflito
de agência, tanto por limitar as ações do agente, que ao se sentir monitorado terá reduzida a
tendência de agir de acordo com os próprios interesses em detrimento dos interesses da firma,
quanto por verificar se os subordinados estão cumprindo as determinações da alta
administração (LÉLIS E MARIO, 2009). Deste modo, a Auditoria Interna é um instrumento
de monitoramento utilizado pelo proprietário (ou acionistas) para controlar as ações dos
13
administradores (diretores) e também utilizado por estes últimos para controlar a ações dos
empregados.
2.2 Evolução da Auditoria
Segundo Attie (2009) a palavra auditoria é originada da palavra inglesa audit que
significa examinar, corrigir, ajustar e certificar. Para o autor, a Inglaterra teria disseminado os
investimentos em outros países e por consequência os exames de tais investimentos, dando
origem ao termo.
Para Knechel (2001) apud Almeida, B.J.M. (2004, p.81) até a Revolução Industrial,
no final do século XVIII, a auditoria era utilizada pelos mais ricos que possuíam ativos
dispersos e “necessitavam saber se estes eram adequadamente mantidos e utilizados e não
negligenciados pelas pessoas a quem eram confiados”. Exercia, portanto, uma função de
controle, fruto da separação entre a propriedade e a administração dos recursos, que como
visto na sessão anterior, levou à descentralização das decisões.
A Revolução industrial trouxe consigo o crescimento das empresas, o aumento de
sua complexidade e maior envolvimento da economia popular nos grandes empreendimentos,
o que, segundo Almeida, M.C. (2003), contribuiu para a evolução da auditoria.
Franco e Marra (2001) atribuem o surgimento da auditoria à necessidade de
comprovação dos registros contábeis em virtude do surgimento de grandes empresas
distribuídas por diversos locais e pelo desenvolvimento do mercado de capitais, que permitiu
ampliar a participação de investidores nessas empresas. Como decorrência da contabilidade,
portanto, a auditoria evoluiu, do mesmo modo que a contabilidade, paralelamente ao
desenvolvimento econômico.
Para Almeida, B.J.M. (2004) “as forças econômicas que acompanham a profissão de
auditoria desde os seus primórdios, bem como a sua adaptabilidade à realidade econômica e
às exigências da sociedade, têm originado o seu desenvolvimento”. Depois da Revolução
Industrial, com o desenvolvimento das sociedades anônimas já no século XIX, a auditoria
passou a se concentrar na comprovação da veracidade das informações expressas nas
demonstrações financeiras. Esta mudança de orientação da auditoria deveu-se ao fato de que
os investidores estavam mais preocupados com os lucros futuros e necessitavam de garantias
de que o que era evidenciado de fato correspondia à realidade da empresa. Assim a medição e
14
verificação das demonstrações financeiras passaram a serem consideradas as principais
preocupações dos auditores (idem).
Esta forma de auditoria, denominada auditoria independente, surgiu, portanto, como
parte da evolução do sistema capitalista e conforme Almeida M.C (2003) evoluiu para o que
atualmente é, em função da relevância da divulgação de suas informações econômicofinanceiras, consubstanciadas nas demonstrações contábeis. Isto porque, a expansão culminou
na abertura do capital de muitas empresas e os novos sócios ou acionistas, diante da
necessidade de conhecer a solidez, liquidez e rentabilidade do seu investimento, passaram a
exigir que as demonstrações contábeis fossem avaliadas por profissional independente à
organização, ou seja, pelo auditor independente.
De acordo com Ramamoorti (2003, p. 3) apud Barros (2007), aproximando-se do
século XX, surgiu a “necessidade de separar a atividade de verificações internas sobre as
informações utilizadas pelos gerentes para tomada de decisão” dando origem à auditoria
interna. Os gerentes precisavam de instrumentos para avaliar a eficiência das atividades e a
honestidade dos subordinados e segundo Barros (2007)
sob o mote de ser ‘os olhos e ouvidos’ da administração, as empresas criaram
departamentos de auditoria interna, tendo como principais preocupações prevenir
fraudes na folha de pagamento, perdas financeiras e perdas de outros ativos, mas
rapidamente as suas atividades se estenderam a praticamente verificar todas as
transações financeiras.
A Auditoria Interna é, portanto, uma evolução da auditoria independente e segundo
Almeida M.C. (2003), nasceu da dificuldade do administrador em supervisionar as atividades
internas e a falta de um exame profundo do auditor independente nos processos internos, que
passa um período curto na organização e seu exame está voltado para as demonstrações
financeiras (TEIXEIRA, 2006).
O crescimento da atividade de auditoria interna permitiu a criação de institutos de
auditores internos nos Estados Unidos e Inglaterra que estabeleceram normas de auditoria
interna e inspiraram a criação de institutos em outros países. No Brasil, em 1960 foi fundado
o AUDIBRA (Institutos dos Auditores Internos do Brasil) (BARROS, 2007).
Segundo Castanheira (2007) a auditoria interna passou por dois paradigmas e
encontra-se hoje num terceiro. Até a década de 40, a auditoria interna era vista como uma
extensão da auditoria independente e tinha um enfoque na observação e contabilização, o que
para Barros (2007) visava a detecção de fraudes. A partir da década de 40, o foco voltou-se
para o sistema de controles internos, experimentando, portanto um segundo paradigma. A
15
auditoria interna enfrenta hoje um terceiro paradigma que é “o desafio de alinhar a visão dos
processos aos riscos do negócio, tornando-se, assim, mais eficaz” (LÉLIS E MARIO, 2007,
p.1).
Estas transformações não alteraram, porém, a motivação da auditoria interna que é
reduzir os conflitos de agência, ora como um instrumento de monitoramento do acionista para
com o administrador, ora do administrador para com seus subordinados. Para Barros (2007) a
Auditoria Interna é útil para avaliar e reportar sobre a eficácia e eficiência do controle, o que
garantiria um sistema de controle interno eficaz e atuante em todas as esferas da organização.
A utilidade da auditoria interna como mecanismo de monitoramento dos controles
estabeleceu-se como vínculo entre a Auditoria Interna e governança corporativa a qual se
assenta nos fundamentos do conflito de agência.
Segundo Silveira (2004, p.32) a governança corporativa “é um conjunto de
mecanismos de incentivo e controle que visa harmonizar a relação entre acionistas e gestores
pela redução dos conflitos de agência numa situação de propriedade de gestão”. A ênfase nas
práticas de governança corporativa nos últimos anos resultou na elevação da importância da
auditoria interna dentro das organizações, principalmente a partir da publicação da lei norteamericana Sarbanes-Oxley (SOX) que colocou em destaque o papel da auditoria interna,
levando diversos países, além dos Estados Unidos a reconhecerem sua importância para as
organizações (DE LUCA, MARTINS, MAIA E COELHO, 2009).
2.3
Conceitos e atribuições da Auditoria Interna
A evolução da auditoria interna, tanto em função do desenvolvimento das
organizações quanto em função dos objetivos cada vez mais amplos que lhe tem sido fixados,
incentivou também a evolução do seu conceito. Inicialmente a auditoria tinha como foco a
descoberta de fraudes e erros, mas sua evolução permitiu que esses objetivos assumissem
formas específicas, em que não somente detecta e evidencia erros, mas também desempenha
uma função preventiva e orientadora (TEIXEIRA, 2006). Franco e Marra (2001), atribuem
como fatores determinantes na evolução da auditoria, as mesmas causas que foram
responsáveis pelo seu surgimento.
Segundo Teixeira (2006,) em consequência da evolução, a auditoria interna assume
uma postura proativa auxiliando a administração no alcance de seus objetivos através da
efetividade do controle de risco e dos controles internos. Sua abordagem, voltada inicialmente
16
para a fiscalização, atualmente, segundo a autora, está centrada na avaliação dos controles
internos, com o objetivo de otimizar o processo de gestão. A auditoria interna busca garantir
que as políticas das organizações sejam respeitadas, seus ativos sejam protegidos e as suas
operações sejam controladas.
Pereira e Nascimento (2005, p.48) conceituam a auditoria interna como
uma especialização voltada para a garantia da qualidade, transparência e segurança
dos controles internos implantados com o fim de salvaguardar o patrimônio dos
acionistas, cuja estrutura está diretamente ligada ao setor interno na empresa
auditada
Tal conceito enfatiza a atuação da auditoria interna sobre controles internos, ideia
esta que é compartilhada por grande parte da literatura encontrada (FRANCO E MARRA,
2002; NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE; NASCIMENTO, 1997).
Nascimento (1997, p.1), por exemplo, afirma que auditoria interna se “constitui num controle
especial destinado a assegurar que todos os demais controles funcionem adequadamente”.
Este autor afirma inclusive que a auditoria interna se “confunde com os próprios conceitos de
controle interno, uma vez que ela se constitui no maior agente de controle”.
Conforme Lélis e Mario (2007) nas definições de auditoria interna evidenciadas por
muitos autores “são apresentadas ideias características do cenário em que a área se
desenvolvia anos atrás” e não são citados fatores que caracterizam o paradigma atual da
auditoria interna, como “verificar se os riscos existentes estão sendo mitigados de forma a
serem compatíveis com o apetite de risco da empresa e as atividades consultivas realizadas
pela auditoria”, para que desse modo contribua para a execução da estratégia da organização.
Em linha com este pensamento, as Normas Internacionais de Auditoria emitidas pelo
The Institute of Internal Auditors1,entidade que se dedica ao desenvolvimento do auditor
interno e da profissão de auditoria interna, definem Auditoria Interna como:
Uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação (assurance)
e de consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar as operações de
uma organização. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos
adotando uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da
eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, de controle, e governança
corporativa.
Segundo Crepaldi (2009) o cenário altamente competitivo e em constante
transformação no qual se inserem as organizações exige que a auditoria interna, como
elemento chave no processo de avaliação contínua dos processos organizacionais, esteja em
1
Livre tradução: Instituto de Auditores Internos
17
sintonia com esse panorama e que o seu enfoque de avaliação de controles internos não é
suficiente para atender às novas demandas. Conforme o referido autor, o cenário atual requer
que a auditoria atue de forma proativa na análise das estratégias e avaliação de riscos
assegurando a qualidade e a estrutura do controle interno com já vinha fazendo, mas também
atue na proposição de recomendações que aperfeiçoem os resultados.
Isto ressalta a participação da auditoria interna na prestação de serviços de
consultoria como enfatiza o conceito fornecido pelas Normas Internacionais de Auditoria
descrito acima. Porém, já se verifica um novo movimento da auditoria interna que destoa
dessa abordagem voltada para a consultoria. Esse movimento é fruto das expectativas da
participação da auditoria interna no fortalecimento da governança corporativa, vitalizada
principalmente após os escândalos corporativos vivenciados no início de 2000.
Segundo Barros (2007), estas expectativas reconduziriam a auditoria interna à sua
posição voltada ao controle interno. Contudo, o autor destaca que a natureza e o grau da
mudança no escopo da auditoria interna estão relacionados com o estágio de maturidade do
processo de governança corporativa. Nesse sentido, a auditoria é demandada para atuar na
estruturação de governança corporativa a fim de desenvolver ações focadas nos riscos e
adequar sua estrutura, e uma vez que governança corporativa atinge a maturidade, a auditoria
reduz o esforço de consultoria e enfatiza as atividades voltadas para avaliar a eficácia do
sistema.
Ao longo do tempo, a auditoria interna foi incorporando, em virtude dos seus
estágios evolutivos, atribuições e objetivos que de modo geral consistem em auxiliar a
administração no desempenho de suas funções através da análise e inferência sobre os
processos internos de modo a contribuir para a eficiência da organização. Para alcançar seu
objetivo a auditoria interna pode atuar na verificação dos controles internos, e assim agir
como instrumento antifraude. Pode atuar na assessoria e consultoria agindo deste modo sobre
os riscos do negócio. E também atua como um instrumento voltado para a governança
corporativa, consolidando-se como instrumento de controle e monitoramento.
2.4
Procedimentos de Auditoria Interna
Segundo a norma internacional 2320 que integra as Normas Internacionais de
Auditoria, “os auditores internos devem basear as conclusões e os resultados da execução dos
trabalhos em análises e avaliações apropriadas.” Para isto, as atividades da Auditoria Interna
18
estão estruturadas, conforme Attie (2009), em procedimentos e buscam agregar valor ao
resultado da organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos, da
gestão e dos controles internos, por meio da recomendação de soluções para as não
conformidades apontadas nos relatórios.
Tais procedimentos não diferem dos utilizados pela auditoria independente. Ao
contrário, é com relação aos métodos dos quais lançam mão é que estas duas especialidades se
assemelham, conforme afirma de Marques (1997) apud Teixeira (2006):
Existem semelhanças entre as auditorias, interna e externa, ao utilizarem
metodologias e técnicas comuns ou idênticas (...) ambas identificam, analisam e
avaliam procedimentos de controle interno, realizam testes, identificam
insuficiências, erros e anomalias e avaliam os riscos que lhe estão associados e
elaboram relatórios, nos quais fazem as suas apreciações, formulam sugestões e
apresentam propostas corretivas a adotar com vista a resolver ou a minimizar as
deficiências encontradas.
Pereira e Nascimento (2005, p.50) corroboram esse pensamento ao afirmarem que “em
todo o trabalho de auditoria interna as ferramentas utilizadas no cumprimento de seus
objetivos são baseadas nos instrumentos desenvolvidos e aplicados na auditoria externa”.
Porém, a extensão e profundidade dos procedimentos aplicados por uma e outra são distintas
considerando que a auditoria interna existe para atender à organização e se concentra nos
processos internos, enquanto que a auditoria independente se debruça sobre as demonstrações
financeiras.
Os procedimentos da auditoria interna compreendem os exames, análise, avaliações,
levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para os sistemas de
informações, sistemas de controles internos e sistemas de gerenciamento de riscos para que a
empresa cumpra seus objetivos. O cumprimento destas atribuições depende, porém de
procedimentos específicos, que quando aplicados de maneira sistemática e disciplinada,
podem garantir a eficiência no trabalho da auditoria interna (Crepaldi, 2009).
Para Lélis e Mário (2009, p.4) além das atividades realizadas para avaliar a gestão de
riscos, os procedimentos de auditoria interna incluem atualmente atividades demandadas pela
lei norte-americana Sarbanes-Oxley o que inclui “avaliações do desenho e da execução dos
controles internos sobre demonstrações financeiras, o apoio consultivo às áreas responsáveis
pelos controles na elaboração de planos de ação para solução de hiatos entre a estrutura de
controles existente e a demandada” pela lei.
19
3
3.1
METODOLOGIA E COLETA DE DADOS
Classificação da Pesquisa
Este trabalho tem como o objetivo de identificar qual é a percepção dos auditados em
relação à auditoria interna. Assim o estudo se caracteriza como uma pesquisa descritiva
quanto aos objetivos, a qual, segundo Gil (2002), procura descrever as características de
determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre as variáveis.
Quanto aos procedimentos utilizados este trabalho pode ser classificado como
pesquisa bibliográfica e estudo de caso uma vez que os dados foram no departamento de
contabilidade de uma empresa de energia elétrica. A pesquisa bibliográfica é um instrumento
prévio de qualquer trabalho e procura explicar e discutir um tema ou um problema com base
em referências teóricas. O procedimento de estudo de caso, segundo Martins e Lintz (2009,
p.23) “trata-se de uma técnica de pesquisa cujo objetivo é o estudo de uma unidade que se
analisa profunda e intensamente”. A unidade é estudada e é reunido o maior número de
informações detalhadas, com o objetivo de aprender a totalidade da situação.
Portanto considerando os procedimentos utilizados para o trabalho, este pode ser
considerado um trabalho empírico-teórico, uma vez que a partir da literatura pesquisada
buscar identificar na realidade o apoio para a teoria.
3.2
Caracterização da Empresa
A Energisa S/A é a controladora do Grupo Energisa, que tem como principal atividade
a distribuição de energia elétrica. O grupo possui cinco distribuidoras, das quais três
localizam-se na região Nordeste (Energisa Sergipe -Energisa Paraíba e Energisa Borborema),
uma na Zona da Mata (Energisa Minas Gerais -nova denominação da Cia Força e Luz
Cataguases-Leopoldina) e uma em Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro.
Fundada em 1905, a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina - CFLCL , hoje
com denominação de Energisa Minas Gerais - Distribuidora de Energia S/A, é a empresa que
originou o Grupo Energisa e que, até 2007, era a holding operacional. Com a conclusão do
processo de desverticalização, a Energisa S/A passou a ser a nova controladora de todas as
empresas do Grupo.
20
Em 2008, o Grupo Cataguazes-Leopoldina se transformou em Energisa. Atualmente, o
Grupo Energisa atende aproximadamente a 2,2 milhões de consumidores e uma população de
6,5 milhões de habitantes em 352 municípios.
O Grupo Energisa atua na geração, comercialização e distribuição de energia elétrica,
tendo na distribuição sua essência. O setor elétrico brasileiro é regulado pela ANEEL
(AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA) que concede concessões para o serviço
elétrico. As concessões dão o direito de gerar, transmitir ou distribuir energia em determinada
área por um período de tempo determinado. Atualmente, as distribuidoras só podem oferecer
seus serviços a seus clientes cativos dentro de sua área de concessão, sob condições e tarifas
reguladas pela ANEEL.
O Departamento de Contabilidade, representado por seu Gerente Geral que é o
contador responsável pelas empresas do grupo, é composto por três divisões, sendo elas
Contas a Pagar, Patrimônio e Fiscal. Cada divisão possui um Gerente aos quais estão
vinculados analistas e assistentes administrativos.
A empresa possui uma equipe de auditoria interna, não terceirizada, a qual é composta
por cinco profissionais sendo um gerente e quatro auditores. O departamento é denominado
Assessoria de Gestão de Riscos e está vinculado ao Comitê de Auditoria, e este ao Conselho
Administrativo.
3.3
Coleta e Tratamento dos Dados
A escolha da Energisa S/A deu-se por acessibilidade. Após consentimento foi enviada
uma correspondência à empresa (APÊNDICE A) com vistas a formalizar a solicitação para o
uso de questionário. Os dados foram coletados na empresa a partir da aplicação de um
questionário estruturado distribuído aos funcionários do setor de contabilidade que se
relacionam diretamente com a auditoria interna da empresa. Isto quer dizer que os
respondentes são aqueles que atendem às solicitações da auditoria interna fornecendo
informação e documentos quando requisitado. A escolha destes respondentes dentro do
Departamento de Contabilidade se deve à presunção de que estes estariam mais aptos a inferir
sobre as funções da auditoria interna na empresa.
O questionário, segundo Martins e Lintz (2009, p.38) é definido como “um conjunto
ordenado e consistente de perguntas a respeito de variáveis, e situações, que se deseja medir,
21
ou descrever”. O instrumento que consta no Apêndice B foi entregue pessoalmente a cada um
dos respondentes.
O instrumento utilizado é o mesmo usado pela Deloitte (2007) quando esta investigou
a função da auditoria interna junto a 283 respondentes classificados como auditores internos e
gestores. Tal instrumento foi adaptado ao objetivo proposto e por isso não investigou a função
da auditoria interna sob o ponto de vista dos auditores. Além disso, as questões direcionadas
aos gestores naquela pesquisa, agora foram direcionadas aos respondentes que exercem
função de gerência de divisão, analista e assistente administrativo. Dos itens investigados,
dois foram excluídos por se considerar que eles cabem somente aos gestores. Assim os
respondentes não inferiram sobre se a auditoria interna busca a percepção dos gestores para
orientar o planejamento de seus trabalhos e sobre se o folow-up é adequado ao identificar o
status de implantação de recomendações de relatórios anteriores. Considerando as alterações
efetuadas, o questionário foi submetido a um pré-teste aplicado a um dos respondentes.
Conforme destacado na Caracterização da empresa, o Departamento de Contabilidade
é formado por três divisões: Patrimônio, Contas a Pagar e Fiscal. A Divisão Fiscal não
contemplou nenhum respondente em função da inacessibilidade. Da divisão de Contas a
Pagar, três pessoas responderam e da divisão de Patrimônio foram 10 respondentes,
totalizando, portanto 13 respondentes. Considerando que a quantidade de pessoas que se
relacionam diretamente com a auditoria neste departamento somam 15, a amostra representa
87%.
O questionário foi dividido em dois blocos. O Bloco 1 além de identificar algumas
características do respondente, questiona quanto aos benefícios e a importância da auditoria
interna. Os respondentes, responderam sobre o seu nível de confiança depositado na auditoria
interna e em seguida classificou em ordem decrescente de importância os principais
benefícios da auditoria interna. Neste caso, foram relacionados 10 (dez) itens os quais foram
classificados de 1 a 10. Foi oferecida ao final a opção para que o respondente apontasse outros
benefícios que não constavam do questionário. Desse modo, o item mais importante recebeu a
classificação 1, o segundo mais importante recebeu a classificação 2, e assim sucessivamente.
Os benefícios incluídos no Bloco 1 são:
A. Identificar os riscos do negócio e propor alternativas para gerenciá-los
B. Garantir maior eficiência dos processos internos
C. Promover uma maior conscientização dos executivos sobre a importância
22
D. Favorecer a aderência às normas internas e às regulamentações do mercado
E. Dar suporte à estrutura de governança corporativa da empresa
F. Minimizar a ocorrência de fraudes
G. Auxiliar a organização na execução de suas estratégias de negócios
H. Reduzir custos
I. Oferecer vantagem competitiva às atividades da organização
J. Otimizar as receitas
A Parte B teve como foco o desempenho e qualidade dos serviços da auditoria interna
e foi subdividido em qualidade dos serviços de auditoria interna, processo de auditoria e
reporte e qualidade da equipe de auditoria interna. Os dados desse Bloco foram coletados por
meio de escala de atitudes Likert. Segundo Martins e Lintz (2009, p.34) esta ferramenta
“consiste em um conjunto de itens apresentados em forma de afirmações, ou juízos, ante os
quais se pede aos sujeitos que externem suas reações, escolhendo um dos cinco, ou sete
pontos de uma escala”. Os pontos são associados a um valor numérico permitindo uma
pontuação para cada item. Em todos os três aspectos foram utilizadas escalas de cinco pontos
sendo solicitado que os respondentes analisassem afirmações e assinalassem sua percepção
conforme as opções “concordo totalmente”, “concordo”, “nem concordo, nem discordo”,
“discordo”, “discordo totalmente”.
Todos respondentes retornam os questionário. No Bloco 1, com relação ao
questionamento sobre o nível de confiança na auditoria interna, todas as respostas foram
aproveitadas. As respostas podiam variar de “alto”, “médio”, “baixo” e “não tem opinião”.
Ainda no Bloco 1, três respondentes, ao classificarem os benefícios por ordem decrescente de
importância, atribuíram apenas a classificação 1ou 2, de modo que suas respostas foram
desprezadas e portanto foram aproveitados dez questionários. Os dados coletados neste bloco
foram tratados por meio de escala de ordenamento ou ranqueamento forçada. Segundo Ghisi,
Manforte e Nagamo (2008, p.7) “esta técnica força o entrevistado a discriminar entre os
objetos de estímulo” uma vez que o respondente deve a ordenar os itens de acordo com um
ranking de modo que ao final se obtenha preferências.
De acordo com o instrumento utilizado, as respostas variaram de 1 a 10 e tendo em
vista a classificação em ordem decrescente de importância quanto menor o valor atribuído
mais importante é o benefício da auditoria interna na visão do respondente.
23
Os dados foram colocados em uma planilha Excel® e os pontos atribuídos por cada
respondente foram somados. Após procedeu-se à classificação dos pontos por ordem
crescente evidenciando que quanto menor a soma dos pontos mais relevante é o beneficio
para o grupo respondente.
Quanto aos dados referentes ao Bloco B,estes também foram dispostos em planilha
Excel® e atribuídos pontuações de acordo com a escala mencionada anteriormente. Como a
escala expressa deverá expressar atitudes favoráveis, os seguintes valores serão usados: (5)
“concordo plenamente”, (4) “concordo”, (3) “nem concordo, nem discordo”, (2) “discordo” e
(1) “discordo totalmente recebeu peso 1.
24
4
RESULTADOS E DISCUSSÕES
A análise dos dados obtidos demonstrou que 62% dos respondentes possuem alto
nível de confiança na Auditoria Interna da empresa enquanto que para 38% o grau de
confiança depositado na Auditoria interna é médio, conforme Figura 1. Considera-se então
que para os respondentes, a Auditoria Interna é confiável quanto ao desempenho de
atribuições.
Nível de confiança na Auditoria Interna
0% 0%
Alto
38%
Médio
Baixo
62%
Não tem opinião
FIGURA 1 Nível de confiança na auditoria interna
Fonte: Dados da pesquisa
A Figura 2 evidencia os principais benefícios da auditoria interna. De acordo com a
escala utilizada quanto menor os pontos obtidos pelo item mais importante ele é considerado
pelo respondente. Os resultados indicam que identificar os riscos do negócio e propor
alternativas para gerenciá-los é considerado pela maioria dos respondentes como o principal
benefício oferecido pela auditoria (21 pontos). O resultado evidencia uma diferença de 14
pontos para o segundo benefício mais importante, que de acordo com os respondentes é
garantir a eficiência dos processos internos que obteve 35 pontos. A diferença entre um e
outro é a maior variação ocorrida entre os benefícios, podendo ser inferido que a identificação
dos riscos e proposição de alternativas para gerenciá-las se consolida como o beneficio mais
importante da auditoria interna e vai ao encontro da literatura contemporânea que considera
auditoria interna como um instrumento voltado para a gestão de riscos (BARROS, 2007).
Embora a literatura tenda a desvincular as fraudes da auditoria interna, a
minimização de fraudes foi o terceiro benefício apontado pelos respondentes recebendo 44
pontos.
25
PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA AUDITORIA
INTERNA
90
80
80
70
H
I
63
60
51
54
56
D
E
F
44
50
35
40
30
72
74
21
20
10
0
A
B
C
G
J
A-Identificar os riscos do negócio e propor alternativas para gerenciá-los
B-Garantir maior eficiência dos processos internos
C-Minimizar a ocorrência de fraudes
D-Promover uma maior conscientização dos executivos sobre a importância
E-Reduzir custos
F-Dar suporte à estrutura de governança corporativa da empresa
G-Auxiliar a organização na execução de suas estratégias de negócios
H-Favorecer a aderência às normas internas e às regulamentações do mercado
I-Otimizar as receitas
J-Oferecer vantagem competitiva às atividades da organização
FIGURA 2 - Principais benefícios da auditoria interna
Fonte: dados da pesquisa
Não é claro para os entrevistados que a identificação dos riscos do negócio e seu
gerenciamento podem conduzir a empresa a melhores resultados, haja vista que embora a
redução de custos tenha recebido 54 pontos, revelando-se como o quinto benefício mais
importante, a otimização de receita aparece em penúltimo lugar (74 pontos).
Os estudos mais recentes afirmam que a auditoria interna é útil à governança
corporativa uma vez que ajuda na sua estruturação e adequação dentro da empresa. Porém, os
resultados não encontraram aderência com esses novos conceitos tendo em vista que suporte à
estrutura de governança corporativa da empresa recebeu 56 pontos sendo a sétima escolha
dentre os benefícios de auditoria.
Do mesmo modo como são pouco percebidos os benefícios da auditoria interna na
execução da estratégia da empresa (63 pontos). O benefício de favorecer a aderência às
normas internas e às regulamentações do mercado também é um dos últimos benefícios
apontados (72 pontos). A associação da auditoria interna com normas e procedimentos
26
internos não é recente e está vinculada a avaliação dos controles internos, que conforme a
literatura pesquisada era o foco da auditoria em seu segundo estágio evolutivo.
Finalmente a afirmação de que a auditoria interna oferece vantagem competitiva à
organização não encontrou aderência na empresa pesquisada e recebeu 80 pontos, aparecendo
como o benefício menos importante.
A Figura 2 evidencia os resultados sobre a qualidade dos serviços de auditoria interna.
Conforme visualizado, a avaliação da qualidade da auditoria foi positiva entre os
entrevistados.
Concordo totalmente
Concordo
Discordo
Discordo totalmente
F
E
23%
31%
54%
23%
0%
31%
46%
15%
8%
31%
54%
20%
40%
8%
8%
69%
8%
A
23%
54%
15%
C
B
46%
8%
D
nem concordo, nem discordo
15%
23%
60%
80%
8%
100%
A-Os trabalhos da auditoria focam em riscos-chave e áreas de atenção dentro do setor
B-São efetuados dentro de um prazo aceitável e não impactam no andamento dos trabalhos da área
auditada.
C-As recomendações da auditoria interna são construtivas e factíveis e contribuem para a geração de
valor à organização
D-O prazo para a comunicação dos resultados dos trabalhos é adequado e possibilita as condições
necessárias para a tomada de ações subsequentes
E-O relatório de auditoria interna reflete a situação atual da área auditada e é suportado por evidências
apropriadas
F-De forma geral, os resultados das atividades da auditoria interna atendem às expectativas do setor
FIGURA 3-Qualidade dos Serviços de Auditoria
Fonte: Dados da pesquisa
Os respondentes concordam que a auditoria foca os riscos-chaves do setor (54%) e
seus procedimentos não impactam no fluxo dos trabalhos da área (46%). 69% dos
respondentes concordam que as recomendações da auditoria interna são positivas. Este
aspecto é importante, pois reflete baixa resistência dos entrevistados às contribuições da
27
auditoria. 54% dos entrevistados concordam que o prazo de comunicação dos resultados é
adequado e possibilita ações subsequentes. O mesmo nível de concordância é encontrado
quando questionado se os relatórios de auditoria reflete a situação da área auditada. Para 46%
dos entrevistados, de modo geral, os resultados da auditoria interna atendem às perspectivas
do setor contra 23% que não concordam nem discordam.
Quanto ao processo de auditoria e reporte evidenciado na Figura 4, o estudo revela
que, para os respondentes os procedimentos adotados pela auditoria apresentam
profissionalismo diante dos prazos e escopo dos trabalhos, 46,2% das respostas apresentadas.
Em relação ao acesso irrestrito de informações e apresentação e discussão dos resultados,
pode-se concluir que os auditados estão em acordo com a Auditoria Interna quanto a esses
pontos.
Concordo totalmente
Concordo
Discordo
Discordo totalmente
C
15%
46%
B
15%
46%
A
23%
0%
10%
nem concordo, nem discordo
31%
23%
15%
54%
20%
30%
40%
8%
50%
15%
60%
70%
80%
8%
90%
100%
A-A auditoria interna apresenta e discute os pontos identificados de forma profissional e objetiva
B- A auditoria interna possui acesso irrestrito a documentos, informações, localidades e
funcionários.
C-Prazos, escopo, duração e informações pertinentes aos trabalhos são informados logo no início
do projeto.
FIGURA 4 - Processo de Auditoria e Reporte
Fonte: Dados da pesquisa
A Figura 4 evidencia a qualidade da equipe de auditoria interna. De modo geral dos
resultados se mostraram positivos. A maioria (62%) concorda que a equipe de auditoria
interna tem a proficiência técnica na área auditada, e 54% também concordam que a equipe
tem bom conhecimento quanto às características do negócio, dos processos e das
particularidades da organização.
28
Concordo totalmente
Concordo
Discordo
Discordo totalmente
C
8%
B
8%
A
8%
0%
nem concordo, nem discordo
38%
38%
23%
54%
62%
20%
15%
40%
15%
15%
60%
80%
15%
100%
A - A equipe demonstra proficiência técnica na área auditada
B- A equipe tem bom conhecimento quanto às características do negócio, dos processos e das
particularidades da organização.
C- A equipe tem as habilidades necessárias para executar projetos especiais demandados pela
organização
FIGURA 5- Qualidade da equipe de auditoria interna
Fonte: Dados da pesquisa
Porém, um item que merecer atenção é o que investiga se a equipe tem as habilidades
necessárias para executar projetos especiais demandados pela organização. O grau de
concordância sobre este aspecto não é claro tendo em vista que 38% concordam e outros 38%
nem concordam nem discordam. Vale ressaltar que 15% dos entrevistados disseram não
concordar que a equipe tem as habilidades necessárias para executar projetos especiais
demandados pela organização.
29
5
CONCLUSÃO
Este trabalho teve como objetivo identificar qual é a percepção dos auditados em
relação à auditoria interna e a análise dos resultados permite afirmar que este objetivo foi
alcançado.
Ao longo do trabalho procurou-se evidenciar a concepção do monitoramento em
função da separação entre propriedade e gestão da empresa e inserir a auditoria neste
contexto. Posteriormente foi realizada uma fundamentação teórica evidenciando a evolução
da auditoria interna, situando-a em cada um de seus estágios. Além disso, foram apresentados
conceitos e as atribuições da auditoria interna bem como a exposição de seus procedimentos
com o objetivo de posicionar o leitor sobre o que é auditoria interna e qual é o seu papel
segundo a literatura pesquisada.
Com relação aos resultados obtidos em campo, a análise indica – e é consistente com
a literatura – o reconhecimento da importância da Auditoria Interna dentro da área. A
auditoria interna é vista de forma positiva na área pesquisada uma vez que há a concordância
de que a auditoria interna é capaz de conferir valor à organização, através de recomendações
pontuais baseadas em evidências apropriadas. A auditoria interna está voltada para os riscoschave e seus procedimentos não prejudica os trabalhos do departamento de contabilidade. A
qualidade percebida dos serviços de auditoria pode ser uma consequência da habilidade
técnica da equipe de auditoria interna.
Com relação à equipe, entretanto, ressalta-se que embora o departamento reconheça
sua competência técnica na área auditada, não é unanime a percepção de que a equipe de
auditoria interna possui as habilidades necessárias para executar projetos especiais
demandados pela organização. A deficiência nesse aspecto compromete a atuação da auditoria
interna na estratégia da organização e requerendo da área no auxílio à condução da De acordo
com a literatura pesquisada, a auditoria interna deve contribuir para a estratégia da
organização requerendo que a área de auditoria interna esteja se antecipe às demandas das
áreas auditadas.
O principal benefício atribuído á auditoria interna é a análise e gestão de riscos,
Além deste benefício, a auditoria interna contribui para eficiência dos processos internos e
para a minimização de fraudes. Assim conclui-se que o entendimento de que a auditoria
interna deve enfatizar a gestão de riscos e proposição de melhorias, atuando desse modo
também como consultoria vem sendo consolidado.
30
De acordo com a literatura o foco sobre o controle interno e a detecção de fraudes
foram objetos da auditoria em estágios anteriores. Contudo pode-se notar, a partir dos
resultados, que a importância da auditoria interna na sua atuação junto aos controles internos e
sua utilidade como instrumento antifraude ainda encontra elevada aderência juntos aos
auditados.
Outro ponto a destacar é que com relação ao alinhamento entre auditoria interna e
governança corporativa que é uma das expectativas da organização. Esse aspecto não é
percebido na área auditada e, portanto cabe à auditoria interna estabelecer-se mais fortemente
como um instrumento de governança corporativa e à organização cabe incentivar esse
vínculo.
O trabalho se alinha com os achados da Deloitte (2007), exceto quando com relação
à importância da auditoria em relação às fraudes. Para ela na “medida em que os benefícios
originados a partir dos trabalhos se tornarem mais evidentes, será possível ter uma visão mais
clara do retorno sobre o investimento na função de auditoria interna.” Ou seja, evidenciar o
trabalho da Auditoria Interna, é a melhor maneira para informar aos usuários a importância a
sua importância dentro da organização.
Uma limitação desse estudo se refere ao fato de que ele é um estudo de caso e os
resultados não podem ser estendidos. Para pesquisas futuras, sugere-se a reaplicação deste
estudo junto aos auditores internos na empresa pesquisada a fim de comparar os resultados.
Sugere-se também a reaplicação do estudo em outras áreas da empresa visando estabelecer
relações entre ás respostas e evidencia em toda a organização como a auditoria interna é
percebida pelos auditados.
31
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SILVEIRA, Alexandre di Misceli da. Governança Corporativa e Estrutura da
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33
TEIXEIRA, Maria de Fátima. O Contributo da Auditoria Interna para uma Gestão eficaz.
2006.142p. Dissertação (Mestrado em Contabilidade e Auditoria) – Universidade Aberta,
Coimbra.
34
APÊNDICE A
Questionário a ser aplicado de modo a investigar a percepção dos auditados em
relação à Auditoria Interna
Prezado Vicente Cortes de Carvalho
Dirijo-me ao senhor (a) na condição de aluno do Curso de Ciências Contábeis da
Faculdade Sudamérica – Cataguases, com o objetivo de solicitar sua colaboração na pesquisa
que estou desenvolvendo sobre a percepação dos auditados em relação à Auditoria Interna. O
estudo constitui o tema do Trabalho de Conclusão de Curso, sob a orientação da Professora
Valéria Lobo Archete Boya.
A sua participação é muito importante para contribuir com estudos anteriores sobre a
relevância da auditoria interna e a percepção dos auditados em relação à mesma. E, reforçar o
entendimento de que a atuação da auditoria interna para aumentar a confiança dos usuários
das demonstrações contábeis.
Por isso, solicito por obséquio, conceder acesso a esta empresa para que seus
colaboradores respondam o questionário abaixo. Os dados serão tratados de forma
confidencial (nenhum participante da pesquisa será identificado em qualquer comunicação ou
publicação futura, interna ou externa).
Agradeço-lhe e coloco-me a disposição, caso o senhor (a) tenha necessidade de
algum esclarecimento adicional.
Atenciosamente
Marina dos Santos Mendonça
35
APÊNDICE B
FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
MARINA DOS SANTOS MENDONÇA
Graduanda
VALÉRIA LOBO ARCHETE BOYA
Orientadora
AUDITORIA INTERNA: um estudo de caso sobre a percepção dos
auditados
36
Questionário sobre a percepção da auditoria interna pelos auditados
Olá! Agradeço desde já a sua colaboração no preenchimento deste questionário que busca
entender a sua percepção sobre a função da Auditoria Interna. Por favor, certifique-se de não
ter deixado nenhuma resposta em branco. Obrigada! Marina dos Santos Mendonça
(graduanda em Ciências Contábeis).
Informe a sua formação acadêmica
_________________________________________________________________
Informe quanto tempo trabalha na empresa
_________________________________________________________________
Informe sua idade
_________________________________________________________________
BLOCO 1 - Importância e benefícios da auditoria interna
Responda à questão abaixo.
Alto
Médio
Baixo
Não tem
opinião
Qual o nível de sua confiança na auditoria interna?
De acordo com sua opinião ordene de 1 a 11, em ordem de importância quais são os
principais benefícios da Auditoria Interna. Para o mais importante atribua 1.
Principais benefícios da Auditoria Interna
Identificar os riscos do negócio e propor alternativas para gerenciá-los
Garantir maior eficiência dos processos internos
Promover uma maior conscientização dos executivos sobre a importância do
gerenciamento de riscos e controles internos
Favorecer a aderência às normas internas e às regulamentações do mercado
Dar suporte à estrutura de governança corporativa da empresa
Minimizar a ocorrência de fraudes
Auxiliar a organização na execução de suas estratégias de negócios
Reduzir custos
Oferecer vantagem competitiva às atividades da organização
Otimizar as receitas
Outros _____________________________________________________________
continua
37
BLOCO 2 – Desempenho e qualidade
Por favor, expresse sua opinião em relação a cada uma das afirmações deste bloco. Lembre-se
de não deixar nenhuma questão em branco.
A - Qualidade dos serviços de auditoria interna
Concordo
totalmente
Concordo
Nem
concordo,
nem
discordo
Discordo
Discordo
totalmente
Discordo
Discordo
totalmente
Discordo
Discordo
totalmente
Os trabalhos da auditoria focam em
riscos-chave e áreas de atenção dentro do
setor
São efetuados dentro de um prazo
aceitável e não impactam no andamento
dos trabalhos da área auditada.
As recomendações da auditoria interna
são construtivas e factíveis e contribuem
para a geração de valor à organização
O prazo para a comunicação dos
resultados dos trabalhos é adequado e
possibilita as condições necessárias para
a tomada de ações subsequentes
O relatório de auditoria interna reflete a
situação atual da área auditada e é
suportado por evidências apropriadas
De forma geral, os resultados das
atividades da auditoria interna atendem
às expectativas do setor
B – Processo de auditoria e reporte
Concordo
totalmente
Concordo
Nem
concordo,
nem
discordo
A auditoria interna apresenta e discute os
pontos identificados de forma profissional
e objetiva
a auditoria interna possui acesso irrestrito
a documentos, informações, localidades e
funcionários.
Prazos, escopo, duração e informações
pertinentes aos trabalhos são informados
logo no início do projeto.
C – Qualidade da equipe de auditoria interna
Concordo
Totalmente
A equipe demonstra proficiência técnica
na área auditada
A equipe tem bom conhecimento
quanto às características do negócio,
dos processos e das particularidades da
organização.
A equipe tem as habilidades necessárias
para executar projetos especiais
demandados pela organização
Concordo
Nem
concordo,
nem
discordo
38
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