Anais do I Seminário de Estudos em Saúde da Comunicação Humana 30 de novembro de 2012 Recife - PE PERFIL E AUTOPERCEPÇÃO VOCAL DE DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR Mariane Querido Gibson, Luana Priscila da Silva, Ana Nery Araújo Área temática do trabalho: Voz RESUMO Introdução: Dentre os profissionais da voz, os professores formam uma categoria onde há uma grande incidência de problemas decorrentes desta utilização, pois a voz é seu principal instrumento de trabalho. Sendo um dos aspectos que aparece naturalmente no processo de comunicação oral, sofre os efeitos das mudanças da vida do indivíduo, de suas emoções, do estado de saúde de seu corpo e da sua mente, bem como do ambiente físico onde é produzida. Para o docente, a voz é fator relevante para o desempenho profissional e atuação em sala de aula. A qualidade de vida é muitas vezes prejudicada em função de alterações vocais profissionais, muitas vezes levando os professores ao afastamento de sua atividade laboral. Objetivos: Identificar o perfil vocal e avaliar a autopercepção vocal de docentes do Ensino Superior com relação qualidade de vida e voz no uso profissional. Método: Aplicação do questionário sobre perfil vocal e do protocolo de Qualidade de Vida e Voz (QVV), em 31 docentes do Ensino Superior. Resultados e Discussão: Quanto à ocorrência de alteração vocal, verificou-se que 51,6% dos docentes já tiveram alguma alteração vocal por uso intenso da voz, onde 100% fizeram uso de tratamento medicamentoso, provavelmente por desconhecer estratégias fonoaudiológicas para otimizar o uso da voz, evitando o desgaste. A maior causa dessas alterações foi o uso intenso da voz (70,6%). Esse grande percentual pode estar relacionado às condições adversas do ambiente de trabalho. Uma delas é a presença de ruído, que impele o professor usar a voz em forte intensidade para poder ser ouvido e compreendido pelos discentes. Alguns sintomas vocais foram referidos: rouquidão (22,2%), falhas na voz (22,2%) de forma assistemática. Algumas sensações relacionadas à garganta e a voz: garganta seca (41,4%), secreção (36,0%), tosse seca (33,3%), esforço ao falar (28,0%). Os docentes utilizam algumas estratégias de prevenção no uso da voz, costumam poupar a voz quando não estão com os alunos (38,7%) e 35,5% sempre bebem água durante o uso da voz. Com relação ao QVV, a partir das respostas, notou-se através da média final do grupo (97,5%), que os mesmos apresentam uma boa relação entre qualidade de vida e voz. Na análise do protocolo, a maioria das respostas dos docentes houve predomínio para o escore 1 (nunca acontece e não é um problema), em sete das 10 questões contidas no questionário, indicando que os professores universitários não alteram seu comportamento social em função da voz e nem deixam de participar das suas atividades sociais, resultado também encontrado em estudos feito por Grillo e Penteado (2005). Conclusão: Mesmo não apresentando alterações vocais sistemáticas, os docentes estão expostos a fatores que podem levar a alterações vocais, portanto devem estar atentos ao uso ocupacional da voz. Apresentaram também uma autopercepção boa e o estudo contribuiu para que os docentes refletissem sobre as diversas nuances da expressão vocal dentro do uso pessoal e profissional. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ESTABILOMETRIA E RINITE ALÉRGICA Luciana Ãngelo Bezerra, Hilton Justino da Silva, Klyvia Juliana Rocha de Moraes, Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Daniele Andrade da Cunha, Ana Carolina Cardoso de melo, Renata Andrade da Cunha, Raissa Gomes Fonseca Moura, Roberta Borba Assis, Medeiros Peixoto Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana RESUMO INTRODUÇÃO: A estabilometria ou mais comumente conhecida como baropodometria, que avalia de forma quantitativa a pressão dos pés, é um recurso de alta tecnologia que contribui para avaliação postural de indivíduos sadios ou portadores de alguma patologia. Ou seja, visa avaliar a distribuição de peso ou pressão nos pés e relacionar os resultados com as alterações posturais do indivíduo. Na rinite alérgica, dependendo da idade e do grau de obstrução nasal momentâneo, pode-se observar respiração do tipo oral/oronasal, que se prolongada pode gerar desequilíbrios miofuncionais, mudanças nas funções estomatognáticas e no eixo corporal. Vários autores objetivaram pesquisar a postura em crianças respiradoras orais e verificaram que a maioria delas apresentava cabeça anteriorizada, ombros protrusos e abdome hipotônico. Sabe-se que pessoas com alterações na oclusão labial (má oclusão, respiração oral), leva a alterações posturais descendentes. OBJETIVO: Verificar, através de levantamento bibliográfico, a relação entre o lado de preferência mastigatória e o lado de maior descarga de peso em crianças respiradoras orais com rinite alérgica. MÉTODOS: Revisão literária de artigos originais, que avaliaram postura em crianças respiradoras orais usando a baropodometria, correlacionando com o lado de preferência mastigatória. As bases consultadas foram: Medline, Medline OLD, LILACS, SciELO Brasil, Pub Méd e Pub Méd Central. Não foi utilizado filtro, apenas o próprio limitador da Medline que inicia a busca de artigos a partir do ano de 1966. Foram feitos os seguintes cruzamentos, em português, espanhol e inglês: baropodometria e rinite alérgica; baropodometria e mastigação. Foram encontrados 22 estudos, o título foi primeiramente lido; quando não abordava o tema os mesmos eram excluídos; a segunda exclusão foi feita a partir da leitura dos resumos que quando não abrangiam o assunto também foram excluídos. Finalmente foram lidos artigos na íntegra, permanecendo 8, que não abordavam simultaneamente os temas, mas serviriam de base para elaboração de outros artigos. RESULTADOS: Todos os estudos avaliaram postura através da baropodometria. Nenhum artigo relacionou baropodometria em crianças respiradoras orais com rinite alérgica com lado de preferência mastigatório; assim como, nenhum artigo relatou preferência de lado mastigatória nesta mesma população. DISCUSSÃO: Alguns autores afirmam que existe interferência da oclusão sobre o controle do equilíbrio postural. Outros afirmam que dependendo do tipo de classe de oclusão, o indivíduo poderá ter alteração postural (desequilíbrio postural anterior ou posterior). A oclusão da boca é parte integrante do sistema estomatognático, logo, um transtorno na oclusão poderá repercutir sobre o corpo como um todo. Na manutenção do equilíbrio corporal, os sistemas vestibular, óptico e proprioceptivo precisam estar funcionando simultaneamente e harmoniosamente. Na síndrome do respirador oral, normalmente observam-se cabeça anteriorizada e com leve extensão cervical; tal postura estimula o reflexo vestíbulo-espinhal (aumenta o tônus extensor), que altera a posição anatomofisiológica do labirinto (manutenção do equilíbrio). CONCLUSÃO: Sugere-se que a própria respiração oral leva a alterações miofuncionais gerando desajustes posturais globais. Sugerem-se pesquisas originais sobre este tema, baropodometria em crianças respiradoras orais com rinite alérgica, relacionando com o lado de preferência mastigatório. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] PROFESSORES DE ENSINO FUNDAMENTAL: PERCEPÇÃO E CONHECIMENTOS A RESPEITO DE SUA VOZ Luana Priscila da Silva, Nathália Angelina Costa Gomes, Ana Nery Araújo Área temática do trabalho: Voz RESUMO Introdução: Nos estudos sobre o uso da voz numa perspectiva profissional, os professores representam uma das principais categorias que apresentam distúrbios vocais relacionados à atividade laboral. Para atuação junto a essa população, faz-se necessário compreender o papel que o professor atribui a sua voz no exercício da docência, e quais os seus conhecimentos com relação aos cuidados com a voz que possibilitam um melhor desempenho vocal na sala de aula. Objetivos: Identificar a percepção dos docentes com relação a sua voz no seu exercício profissional após um semestre de trabalho em sala de aula. Verificar o conhecimento dos professores sobre os cuidados necessários para a manutenção da saúde vocal no exercício da profissão. Métodos: O presente estudo contou com a participação de 28 professores do Ensino Fundamental II, de uma escola particular localizada no Recife, que se encontram atuando na docência. O procedimento de coleta de dados foi feito a partir de um questionário individual com perguntas abertas. A análise foi realizada a partir da tabulação dos parâmetros levantados com base na semelhança de respostas dadas pelos professores, ou seja, as respostas com maior incidência foram contabilizadas. Resultados e Discussão: A faixa etária dos participantes variou de 26 a 50 anos com média geral de 38,96 anos. Todos os professores exercem a profissão a mais de cinco anos, exceto um que atua na docência há três anos e outro que não respondeu a esse parâmetro. Quanto à carga horária 57,14% permanecem em sala de aula mais de 20 horas semanais. Quanto à percepção dos docentes com relação a sua voz depois de um período ministrando aulas, 46,4% percebem sua voz rouca, 42,8% voz cansada, 14,3% dor e ardor na garganta, 10,7 % falha na voz e pigarro, ainda com 7,14% garganta seca, tosse, voz grossa, esforço para falar. E 10,7 % percebem sua voz normal. Com relação aos conhecimentos sobre cuidados necessários para manutenção da saúde vocal no exercício da profissão, citados pelos professores, estão: tomar água, onde 89,3% citou ser importante tal hábito. Outro cuidado importante para a saúde da voz citado pelos professores foi o aquecimento vocal com 64,3% das respostas. Comer maçã também foi considerado por 21,4% como forma de cuidado com a voz. Não tomar café e não falar alto foi citado por 17,8% dos professores. Não gritar e “evitar gelado” também foram citados por 10,7%. Ainda em menor incidência nas respostas, apenas 7,1%, estão: não consumir bebida alcoólica, não consumir bebida gaseificada, não chupar pastilha, evitar chocolate, falar respirando pelo diafragma, evitar cigarro. Ainda existem pessoas que desconhecem cuidados com a voz, 7,1%. Conclusão: Os docentes que participaram desta pesquisa apresentaram informações que demonstram uma grande percepção às mudanças na qualidade de sua voz após o exercício profissional, e também foi possível verificar que mesmo havendo um conhecimento básico sobre cuidados com a voz, há um elevado índice de queixas quanto à qualidade vocal o que gera uma reflexão sobre a existência da aplicabilidade desses conhecimentos durante o exercício profissiona Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ASPECTOS EMOCIONAIS DOS PAIS DE CRIANÇAS COM EPILEPSIA Amanda Almeida Batista, Raissa Gomes Fonseca Moura, Gabriela Cobe Mendes, Camomila Lira Ferreira, Patrícia Danielle Falcão Melo, Eulália Maria Chaves Maia Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana RESUMO Introdução: A epilepsia é uma doença crônica que, por sua configuração, envolve não só o indivíduo acometido por ela, como também os familiares e pessoas próximas. Os pais ou responsáveis de crianças com epilepsia, em especial, sofrem as consequências deste transtorno e os sentimentos de culpa, medo, tristeza, dentre outros, invadem a rotina de vida deles e podem influenciar na forma de criar e estimular os filhos. Objetivo: Identificar a reação dos pais de crianças com epilepsia com relação aos aspectos emocionais. Método: A obtenção dos dados ocorreu durante o período de setembro/2009 a março/2010, no Ambulatório de Neurologia Infantil do Hospital de Pediatria Professor Heriberto Bezerra (HOSPED) da UFRN, através da aplicação de um questionário com pais e cuidadores de crianças com epilepsia. A amostra foi constituída por 43 pais ou responsáveis de crianças com diagnóstico inequívoco de epilepsia, com idade entre 03 e 12 anos. Resultados: Dos 43 entrevistados na pesquisa, 36 relataram sentimentos de “tristeza, desespero e medo” ao descobrirem que o filho tem epilepsia; 29 afirmaram que não apresentam receio para falar do diagnóstico dos filhos para outras pessoas; 38 afirmaram que ficam observando os filhos na maior parte do tempo; 41 relataram sentir-se preocupados com a criança durante a vida diária; 19 pais acreditam que os filhos são diferentes das outras crianças; 26 pais afirmaram não impor limites aos filhos; 12 pais afirmam ser permissivos demais, com medo que a contrariedade cause uma crise epiléptica; e 36 assumem ter atitudes de superproteção, pois acreditam que podem evitar que uma crise epiléptica aconteça. Discussão: Crianças com epilepsia estão expostas a diversos fatores, decorrentes da doença e dos estigmas que a acompanham. O relato de pais de crianças com epilepsia sobre diversos aspectos emocionais pode revelar o quanto esse transtorno afeta diretamente a qualidade de vida da criança e da família. Alguns estudos encontrados na literatura corroboram com os achados desta pesquisa. Conclusão: A epilepsia é uma doença comum na infância que repercuti na cognição, na linguagem, na escolarização e nos aspectos emocionais tanto da criança que a possui quanto dos que convivem diretamente com ela. Alguns pais ou responsáveis, temendo a exposição dos filhos, apresentam atitudes negativas que podem prejudicar ainda mais a vida dessas crianças. Vê-se, então, a necessidade de estudos sobre esses aspectos e a elaboração de estratégias que possibilitem o esclarecimento, à população, sobre a epilepsia e suas consequências. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ELAN: FERRAMENTA AUDIOVISUAL E SUA UTILIZAÇÃO NA FONOAUDIOLOGIA DI DONATO, A.; SILVA, H.J.; SILVA, J.M.; SILVA, M.M.; COELHO, E.C.; LEAL, G.P.; SILVA, D.B.; MEDEIROS, M.O.S.; ALBUQUERQUE, L.C.A Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana RESUMO INTRODUÇÃO. Diariamente o mundo se dá conta de inovações tecnológicas que podem ser aplicáveis a diversas áreas do conhecimento científico. Na área da saúde, instrumentos de mensuração e análise possibilitam diagnósticos cada vez mais precisos e, consequentemente, ampliam as chances de maior qualidade nas intervenções clínicas, além de fortalecer os construtos teóricos que respaldam as pesquisas científicas na vida acadêmica. O Eudico Linguistic Annatator (ELAN) configura-se como uma ferramenta profissional aplicável a anotação e tratamento de dados de áudio e vídeo. Apresenta-se como software livre, em versões para Windows, Mac e Linux, e tem seu uso facilitado, tanto pelo nível médio de complexidade, quanto pela simplicidade na instalação. No Brasil, já é utilizado pela área da Linguística em estudos sobre as línguas de sinais. OBJETIVO. Introduzir o ELAN como tecnologia audiovisual para ensino e pesquisa em diferentes especialidades da Fonoaudiologia, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com a Linguística e a Educação. MÉTODOS. Ação do Departamento de Fonoaudiologia, aprovada em Edital PROPESQ da UFPE, em parceria com duas tradutoras-intérpretes de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, com formação em Letras-Libras (ministrantes). Participam fonoaudiólogos docentes de Libras, Motricidade orofacial e Linguagem, graduandos de períodos diversos do curso de Fonoaudiologia e uma mestranda em Saúde da Comunicação Humana da UFPE. Da área da Educação, professores da rede pública, que atuam em salas de Recursos Multifuncionais, fluentes em Libras. São realizadas atividades presenciais e não presenciais quinzenais para apropriação e uso da tecnologia ELAN, fora do horário escolar, no período de um ano. Os bancos de dados audiovisuais em fonoaudiologia são resultado de pesquisas aprovadas por Comitês de Ética em Pesquisa pelos respectivos coordenadores, assegurando os preceitos éticos exigidos por lei. RESULTADOS. O estudo constata precisão e liberdade de adaptação aos diferentes objetivos propostos, evidenciando avanços em relação às análises que anteriormente eram realizadas a partir de descrições visuais dos bancos de dados nas pesquisas em Motricidade Orofacial, Linguagem e Língua de Sinais. Os dados podem ser anotados e analisados selecionando-se período de tempo, que varia de minutos a frames, de acordo com os objetivos de cada pesquisador, em estudos quantitativos e/ou qualitativos. Além disso, a ação dá oportunidade aos alunos de graduação e pós-graduação em Fonoaudiologia da utilização de novas tecnologias em pesquisas. Pode-se afirmar, ainda, que os resultados obtidos na área da motricidade orofacial favorece o biofeedback nas intervenções clínicas na clínica-escola. Outro aspecto relevante desencadeado pela ação proposta refere-se à integração do diálogo entre diferentes áreas do conhecimento da comunicação, a saber, Linguística, Fonoaudiologia e Educação, nos aspectos de ensino e pesquisa. CONCLUSÃO. Assim como já vem acontecendo na Linguística, o ELAN se apresenta como uma ferramenta possível e viável para Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] atender questões e propósitos acadêmicos e científicos das diferentes especialidades da Fonoaudiologia, bem como para estudos das línguas de sinais sob o viés da Fonoaudiologia e da Educação. Já é possível perceber o interesse em expansão da ação. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] A ÉTICA DOS TRADUTORES/INTÉRPRETES DE LIBRAS NA PRÁTICA CLÍNICA FONOAUDIOLÓGICA MIreli Maria da Silva, Juliana Maria de Melo, Elisabeth Cavalcanti Coelho, Adriana Di Donato Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana RESUMO Introdução: Os profissionais Tradutores/Intérpretes de Língua de Sinais (TILS) são responsáveis por intermediar as informações aos sujeitos surdos. As pesquisas sobre a atuação deste profissional no âmbito da saúde estão em processo de construção. Um dos novos espaços de atuação vem se implementando no Laboratório de Linguagem da Clínica-Escola do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante atendimentos a pacientes surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), com a inserção do TILS intermediando o processo comunicacional entre terapeutas e pacientes. Objetivos: Analisar as questões éticas que surgem com a inserção do profissional TILS na mediação terapeuta/paciente surdo. Refletir sobre os aspectos éticos que devem ser observados pelos TILS no âmbito clínico. Métodos: Utilizou-se como método a análise sistemática da interpretação da Língua Portuguesa para a LIBRAS e vice-versa de dois TILS no período de um ano, com posterior discussão pelos próprios TILS, terapeutas e professores especialistas na área da surdez. Resultados: Observou-se a necessidade de mudança da localização do TILS durante a terapia, deixando-o em segundo plano e dando ênfase ao terapeuta. Outros fatores relevantes foram as escolhas lexicais adequadas ao ambiente clínico, a distância profissional, pois a interação cotidiana trouxe afetividade com os participantes, a confiabilidade, visto que o TILS detinha informações sigilosas; e a neutralidade. A frequência de linguagens emocionais como brincadeiras, linguagens dúbias, piadas, humor negro, ironias exigiram a observância desses aspectos éticos. Discussão: Alguns desafios permeiam a atuação ética do TILS no contexto clínico-fonoaudiológico, afinal quando se fala de ética vislumbra-se observância de todos os princípios éticos na prática diária de qualquer profissional. A localização adequada do TILS garante uma distinção por parte do paciente surdo do papel do intérprete como mediador no atendimento e permite uma melhor interação entre terapeuta e paciente. Outro fator que contribui significativamente é a vestimenta, este é um assunto polêmico, mas se tratando de interpretação de Língua de Sinais a roupa poderá comprometer o processo de tradução/interpretação. Conclusões: As análises indicam a relevância da autoanálise na atuação clínica dos TILS, visando garantir a observância dos preceitos éticos que permeiam esta atuação incomum. Desta forma as pessoas surdas poderão usufruir, sem constrangimento ou receio, da presença do profissional TILS na pratica clinica fonoaudiológica. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] REPERCUSSÕES NA POSTURA DE CRIANÇAS RESPIRADORES ORAIS: REVISÃO SISTEMÁTICA Luciana Ângelo Bezerra, Hilton Justino da Silva, Klyvia Juliana Rocha de Moraes, Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Daniele Andrade da Cunha, Ana Carolina Cardoso de Melo, Renata Andrade da Cunha, Raissa Gomes Fonseca Moura, Décio Medeiros Peixoto Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana RESUMO Introdução: A respiração nasal é fundamental para desenvolvimento e manutenção saudável das estruturas orofaciais, quando tal estrutura encontra-se obstruída o indivíduo adota a respiração oral e/ou oronasal. O respirador oral é o indivíduo que respira predominantemente pela boca, a partir de qualquer idade, independentemente da causa, devido a um impedimento da respiração nasal. Esta respiração ocasiona desequilíbrios miofuncionais, mudanças nas funções estomatognáticas e no eixo corporal. Vários autores objetivaram pesquisar a postura em crianças respiradores orais e verificaram que a maioria delas apresentava cabeça anteriorizada, ombros protrusos e abdome hipotônico. Objetivo: Analisar na literatura nacional e internacional, as repercussões na postura em crianças respiradoras orais através de uma revisão sistemática. Métodos: Revisão sistemática de artigos originais, que avaliaram as repercussões na postura em crianças respiradoras orais. As bases consultadas foram as mais amplamente utilizadas: Medline, Medline OLD, LILACS, SciELO Brasil, Pub Méd e Pub Méd Central. Não foi utilizado filtro, apenas o próprio limitador da Medline que inicia a busca de artigos a partir do ano de 1966, e os idiomas considerados foram: português, espanhol e inglês. Foram feitos os seguintes cruzamentos entre descritores (postura e criança) e termos (respirador oral): criança x postura; criança x respirador oral; respirador oral x postura; criança x postura x respirador oral. Foram encontrados 268 estudos, o título foi primeiramente lido; quando não abordava o tema os mesmos eram excluídos; a segunda exclusão foi feita a partir da leitura dos resumos que quando não abrangiam o assunto também eram excluídos. Finalmente foram lidos artigos na íntegra, permanecendo 25. Resultados: Todos estudos avaliaram a postura ortostática de crianças respiradoras orais, onde em sua maioria, detectaram anteriorização de cabeça. Os autores detiveram-se mais a alteração de cabeça no plano sagital, não levaram muito em consideração os demais planos. A maioria dos artigos não selecionou a patologia de base, dentre os poucos estudos que a limitaram a rinite alérgica a mais estudada. A maioria dos artigos utilizaram protocolos diferentes de avaliação postural e não padronizados. Discussão: Vários autores concluíram que a postura corporal em respiradores orais está alterada, dentre estas alterações as principais são: anteriorização e cabeça, protrusão de ombros, hiperlordose lombar (compensatória ao deslocamento anterior do centro de massa), hiperextensão de joelhos, entre outras. Estas alterações posturais, associadas a hábitos orais, irão repercutir em desajustes do sistema estomatognático, principalmente na mastigação (aumento do tempo mastigatório, ruídos durante a mastigação, mastigação com a boca aberta). Conclusão: Sugere-se que a própria respiração Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] oral leva à alterações miofuncionais, que por sua vez, predispõe a desajustes postural global, dentre eles: anteriorização de cabeça, hiperextensão cervical, protrusão e rolamento vertical e horizontal dos ombros. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] INTERVENÇÃO ANTE A PERDA AUDITIVA INFANTIL: O CENÁRIO NA CIDADE DO RECIFE Joice Maely Souza da Silva ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO Introdução: O processo de aquisição de uma língua ocorre, na infância, de forma natural quando se convive em ambiente linguístico. O desenvolvimento da língua oral (fala) está relacionado à integridade do sistema auditivo e ao desenvolvimento da audição. Um bebê com perda auditiva deve receber, desde os primeiros meses de vida, intervenção adequada para garantir sua inserção no mundo linguístico, seja na linguagem oral (desenvolvimento de fala) ou na língua de sinais. O atraso na aquisição de uma língua pode influenciar o desenvolvimento cognitivo, social, educacional e emocional de uma criança. Por este motivo, a triagem auditiva em berçários vem sendo cada vez mais valorizada no Brasil. O Governo Federal, em 2010, sancionou a Lei Federal 12.303, que determina que toda maternidade brasileira deva oferecer triagem auditiva neonatal. Os esforços não devem se limitar apenas à triagem, mas ainda ao que se fazer após a identificação de uma perda auditiva. É preciso que exista a oferta de serviços integrados que ofereçam à família da criança surda o apoio necessário para seu desenvolvimento. Objetivo: O objetivo desse estudo foi analisar a situação de triagem e intervenção em maternidades da cidade do Recife. Método: Através do Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde (CNES), foi feito um levantamento das instituições que oferecem serviço de maternidade na cidade do Recife. Profissionais dessas instituições foram contatados e responderam a entrevistas sobre o assunto. Algumas informações foram coletadas através de visitas às instituições. Aspectos éticos relacionados à pesquisa científica foram respeitados. A análise dos dados deu-se através de método quantitativo. Resultados e discussão: Foram identificadas dezesseis (16) instituições (entre Hospitais Gerais, Maternidades e Unidades Mistas) que possuem o serviço de maternidade na cidade, constituindo a amostra desse estudo (N=16). Dessas, dez (10) oferecem serviço de triagem auditiva neonatal. Dentre as que oferecem triagem, apenas seis (06) relatam que o diagnóstico audiológico é realizado na própria instituição e quatro (04) oferecem pelo menos uma forma de intervenção ante a perda auditiva. Todas as instituições que oferecem o serviço de triagem auditiva neonatal, o fazem através do Exame de Emissões Otoacústicas (EOA). Quanto aos profissionais que realizam a triagem auditiva neonatal, todas referem ser o fonoaudiólogo. Apenas duas (02) instituições possuem cadastro no GATANU. Das dez (10) instituições, quatro (04) realizam a triagem auditiva neonatal universal (TANU). Conclusão: O cenário sobre triagem auditiva neonatal e intervenção ante a perda auditiva no Recife mostra avanços após a Lei Federal 12.303, no entanto, ainda existe um longo caminho a ser trilhado até que o cenário se mostre satisfatório. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ACHADOS AUDIOLÓGICOS NA MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI TIPO I: RELATO DE CASO Aline Tenório Lins Carnaúba, Maraísa Espíndola de Castro, Vanessa Vieira Farias, Kelly Cristina Lira de Andrade, Elizângela Dias Camboim ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO INTRODUÇÃO: A malformação de Arnold Chiari (MAC) tipo I, herniação das tonsilas cerebelares através do forame magno, gera grande interesse clínico neurológico devido à dificuldade diagnóstica, pois mimetiza outras condições em que patologias cerebelares estão envolvidas. O diagnóstico, por vezes, é de difícil realização, em face do quadro clínico neurológico multiforme e de exames complementares pouco elucidativos, sendo raras as apresentações com síndrome vestibular e cerebelar associadas. OBJETIVO: descrever os achados audiológicos que podem ocorrer na malformação de Arnold Chiari tipo I. MATERIAIS E MÉTODOS: Inicialmente foi realizada uma revisão bibliográfica por meio de busca eletrônica nas bases de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, a partir da palavra que caracterizou a temática: Malformação de Arnold Chiari. Posteriormente, foram coletados dados dos prontuários de dois pacientes portadores da MAC I que apresentaram queixas auditivas e vestibulares. RESULTADOS: Caso 1. Sexo feminino, 47 anos. Há cinco anos apresenta vertigens constantes acompanhadas de náuseas. Foram realizados os seguintes exames: vectoeletronistagmografia: dentro dos critérios de normalidade; audiometria tonal e vocal: audição normal na OE. Perda auditiva sensorioneural leve a partir de 4KHz em OD; imitanciometria: timpanogramas tipo AR com ausência de RECL e REIL bilateralmente; PEATE: compatível com alteração retrococlear em OD e integridade retrococlear em OE. Caso 2. Sexo masculino, 58 anos. Há três anos apresenta vertigens constantes acompanhadas de cefaléia e zumbido. Foram realizados os seguintes exames: vectoeletronistagmografia: calibração regular, nistagmo espontâneo ausente, semiespontâneo presente em duas direções (direita e esquerda), optocinético simétrico, rastreio pendular tipo II e ausência de nistagmos nas quatro irrigações da prova calórica. Observações: Na manobra de Dix-Halpike paciente apresentou nistagmo vertical e na prova de Unterberger apresentou anteropulsão e retropulsão. Devido a estes achados, conclui-se que o paciente apresenta síndrome central; audiometria Tonal: perda auditiva sensorioneural de grau leve a moderado na OE e de grau leve a severo na OD. Não foi possível realizar a audiometria vocal, pois o paciente apresenta fala ininteligível e labilidade emocional. DISCUSSÃO: A apresentação clínica da MAC é multiforme, com os sintomas variando conforme a disfunção da medula espinhal cervical, compressão primária do tronco cerebral ou cerebelo. Muitas teorias têm sido aceitas para explicar o envolvimento do VIII nervo na MAC I. As explicações para o comprometimento da orelha interna se devem a compressão do núcleo do nervo coclear intracerebral e da isquemia coclear e do núcleo vestibular, resultante da torção da porção inferior da artéria cerebelar ou de um de seus ramos. Mesmo sendo raros, vertigem e nistagmo têm sido descritos como sintomas de apresentação primária da MAC I. Existem poucos relatos descrevendo o modelo de Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] perda auditiva encontrada na MAC I. CONCLUSÃO: Estudos focalizando as alterações nas vias auditivas de pacientes com Arnold-Chiari são escassos na literatura. É importante que a MAC I seja de conhecimento dos otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, por conta das alterações de equilíbrio, pois pode se iniciar com sintomas relacionados ao sistema vestibular, incluindo nistagmos e vertigens. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] AVALIAÇÃO DA SUPRESSÃO DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS EM MILITARES Marcelo Correia Paz, Ilka do Amaral Soares, Luciana Castelo Branco Camurça Fernandes, Marisa Frasson de Azevedo, Aline Tenório Lins Carnaúba, Elizângela Dias Camboim ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO Introdução: a frequência e intensidade da exposição ao ruído intenso, o tempo de exposição e a predisposição do indivíduo às alterações auditivas são fatores que influenciam na ocorrência das denominadas perdas auditivas induzidas por ruído. O sistema olivococlear medial (SOCM) tem como algumas das suas funções: a captação do estímulo auditivo em presença de ruído de fundo; proteção da cóclea dos ruídos de níveis de pressão sonora elevados, bem como a proteção da cóclea por ruídos elevados; além do controle do estado mecânico da cóclea, sensibilidade, atenção e localização sonora. A avaliação desse sistema pode ser feita pela análise da amplitude das emissões otoacústicas após a aplicação de um ruído na orelha contralateral, esse efeito é denominado supressão das emissões otoacústicas. Objetivo: Avaliar a função do sistema olivococlear medial em militares e não militares, por meio da amplitude da supressão das emissões otoacústicas transientes, e comparar a frequência das respostas nos dois grupos. Material e método: Foram avaliados 66 indivíduos, divididos em dois grupos: G1: 31 militares que trabalham expostos a ruídos das sirenes das viaturas e G2: 35 não militares que não trabalham em funções relacionadas a ruído intenso, os indivíduos foram pareados por gênero e faixa etária (entre 21 e 27 anos). Foram realizadas anamnese, inspeção dos conduto audtivico externo, audiometria tonal e vocal e emissões otoacústicas transiente sem e com ruído contralateral. Foi utilizado estímulo tipo clique de modo linear a 60 dBpe NPS e ruído contralateral de 50 dB WN. Foi considerada supressão presente quando houve uma diminuição da amplitude geral de pelo menos 0,1 dB. Resultados: A supressão das EOAT esteve presente em 57,1 % na orelha direita (O. D.) e 46,4 % na orelha esquerda (O. E.) nos militares, e em 66,6 % na O. D. e 50 % na O. E. dos não militares. Não foram encontrados valores estatisticamente significativos entre os gêneros, orelhas e os grupos estudados. Discussão: Em pesquisas anteriores observou-se que a amplitude da resposta das EOA é menor em trabalhadores expostos ao ruído do que naqueles que não trabalham na exposição de ruído. Entretanto neste estudo não houve diferença entre os grupos para os resultados das EOAT.O sistema auditivo eferente medial nos militares que trabalham exposto ao ruído que foram avaliados apresenta função semelhante aos não militares, com ocorrência de respostas da supressão das EOAT em aproximadamente 50% em ambos os grupos. Conclusão: Não houve interferência da exposição ao ruído ocupacional nas respostas do efeito supressivo. Entretantoos sujeitos que apresentaram ausência do efeito de supressão uni ou bilateralmente estão mais predispostos a dificuldades no processamento auditivo, havendo possibilidade de dificuldades, com o passar da idade, de compreensão da fala. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] PERDAS AUDITIVAS SENSORIONEURAIS NÃO LINEARES E RECONHECIMENTO DE FALA Kelly Cristina Lira de Andrade, Aline Tenório Lins Carnaúba, Pedro de Lemos Menezes ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO Introdução: Há anos a literatura especializada discute quais as frequências sonoras do audiograma contribuem para o limiar de reconhecimento de fala na presença da perda auditiva descendente. Admite-se um nível sonoro em decibel para o limiar de reconhecimento de fala com diferenças de até 10 dB superior ao valor médio dos limiares obtidos para as frequências sonoras de 500, 1000 e 2000 Hz, sobretudo em casos com configuração audiométrica descendente. No entanto há muitas divergências entre os autores sobre a escolha das freqüências sonoras envolvidas na predição do limiar de reconhecimento de fala, sobretudo em situações de perdas auditivas não lineares. Objetivo: Verificar em perdas auditivas sensorioneurais não lineares quais frequências do audiograma representam melhor o limiar de reconhecimento de fala. Métodos: Os limiares de audibilidade por frequência sonora de 137 audiogramas mostrando perdas auditivas sensorioneurais de configuração descendente ou ascendente foram selecionados e analisados em conjunto com os limiares de reconhecimento de fala obtidos de indivíduos de um serviço público de Clinica de Otorrinolaringologia. Foram utilizados métodos matemáticos de comparação: o modelo de regressão linear e o método do erro quadrático médio para analisar associações entre os valores desses limiares selecionados. Resultados: O método do erro quadrático médio identificou maior erro ao usar os limiares de 500, 1000 e 2000 Hz do que ao utilizar os limiares de audibilidade para 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. O modelo de regressão linear apontou uma maior correlação (91%) entre limiares do audiograma para as freqüências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz do que para as três primeiras (88%). Discussão: A escolha pelo estudo com audiogramas caracterizados por perdas auditivas não lineares justifica-se pelo fato de que quanto mais a curva dos limiares auditivos tonais tende para uma configuração linear, menor será a relevância das médias de combinações dos limiares de audibilidade destas frequências para a predição do limiar de reconhecimento de fala. De acordo com os dois métodos estatísticos utilizados, as combinações de frequências que apresentaram uma melhor correlação com o limiar de reconhecimento de fala foram as frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz e a média das frequências de 500, 1000 e 2000 Hz. Estes achados discordam de alguns estudos, que verificaram que o limiar de reconhecimento de fala esteve mais próximo da média de 250, 500, 1000 e 2000 Hz. Por outro lado, concordou com pesquisas que demonstraram uma maior proximidade entre o limiar de reconhecimento de fala e o limiar de audibilidade médio para as freqüências de 500 a 4000 Hz. O modelo proposto, que utiliza limiares auditivos em 500, 1000, 2000 e 4000 Hz, ponderados, mostrou-se mais eficiente quando há uma diferença maior que 10 dB entre o limiar de reconhecimento de fala e a média das frequências de 500, 1000 e 2000 Hz, uma vez que seu erro foi 1,4 dB menor Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] quando comparado ao erro desta última combinação. Conclusão: O modelo proposto, com as frequências 500, 1000, 2000 e 4000 Hz, é eficiente para a representação do limiar de reconhecimento de fala. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] APLICABILIDADE DA TRIAGEM AUDITIVA ESCOLAR NA ROTINA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL Aline Tenório Lins Carnaúba, Bárbara Cavalcante Silveira, Bruna Cristine Lima Calixto, Cassiane de Lima Rodrigues, Fernanda Maria Bomfim, Kelly Cristina Lira de Andrade, Lauralice Raposo Marques ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO INTRODUÇÃO: A audição é um pré - requisito para o desenvolvimento da linguagem, uma vez que esta desempenha um papel preponderante e decisivo na aprendizagem escolar. As alterações auditivas podem comprometer o desenvolvimento da linguagem e da fala, repercutindo no desempenho cognitivo, emocional e social da criança. A prevenção e a intervenção das perdas auditivas devem, portanto, ocorrer antes do processo de alfabetização. Cabe aos profissionais de educação, principalmente os professores, estar atentos às causas, às consequências e à importância da prevenção da deficiência auditiva, de modo a fornecer orientações gerais sobre o assunto e, diante da suspeita, encaminhar a criança aos profissionais capacitados, como o fonoaudiólogo e o otorrinolaringologista. OBJETIVO: Verificar a aplicabilidade da triagem auditiva escolar na rotina dos professores da educação infantil e fundamental do município de Maceió e investigar os conhecimentos que os mesmos apresentam sobre criança com alterações auditivas. MATERIAIS E MÉTODOS: A amostra foi selecionada por meio de um software de computador, onde foram colocados os dados fornecidos pela Secretaria de Educação do Município de Maceió/AL, com base no Senso 2007. A amostra foi aleatória, sendo sorteadas 10 escolas (9 professores da rede particular e 9 professores da rede pública), obedecendo aos critérios de inclusão: ser professor efetivo das redes particular e pública de ensino infantil do município de Maceió/AL e de exclusão: professores que por qualquer motivo estejam afastados de suas atividades profissionais. O instrumento utilizado para recolher os dados foi um questionário aberto, aplicado individualmente aos professores, caracterizando-se como uma entrevista. A entrevista constou de 10 perguntas, baseadas no questionário de CRISTOFOLINI, MAGNI (2002); SIMON, (2006); relacionadas à aplicabilidade da triagem auditiva escolar na rotina pedagógica dos professores da educação infantil. Para análise dos dados foi utilizado um método de estudo qualitativo mediante um contato direto e interativo do pesquisador com a situação objeto de estudo, baseando-se na transcrição das entrevistas para obtenção dos resultados. As respostas foram analisadas por categorias, a partir de seu conteúdo e da relação entre as mesmas. RESULTADOS: Dos 18 professores avaliados, 7 (38,8%) relataram que encaminhariam a criança com suspeita de deficiência auditiva para o otorrinolaringologista, 6 (33,3%) para o fonoaudiólogo, 3 (16,6%) para a equipe pedagógica e 2 (11,1%) não sabiam para quem encaminhar. No que diz respeito ao conhecimento dos professores a respeito dos exames realizados para o diagnóstico da deficiência auditiva, 77% dos entrevistados relataram desconhecer esse processo. Com relação ao conhecimento sobre a perda auditiva, a grande maioria dos sujeitos entrevistados apresentou pouco conhecimento, muitas vezes bastante vago. Apesar da falta de informação, Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] os professores demonstraram conhecer algumas características das crianças com deficiência auditiva e explicitaram condutas a serem realizadas em sala de aula. CONCLUSÃO: Os conhecimentos demonstrados pelos entrevistados revelaram grande variação de conceitos, atitudes e estratégias. Contudo, grande parte se baseia em senso-comum ou intuição, devido à falta de experiência e de capacitação dos educadores para lidar com a criança com deficiência auditiva. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] LOCALIZAÇÃO SONORA E RUÍDO OCUPACIONAL Frantânia Cabral, Kelly Cristina Lira de Andrade, Aline Tenório Lins Carnaúba, Pedro de Lemos Menezes ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA RESUMO Introdução: A localização sonora é uma tarefa humana que se realiza com razoável exatidão, usando-se audição binaural, e que fica prejudicada na presença de perda auditiva. Trata-se de uma função que pode ser aprimorada com treinamento auditivo. No entanto, trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, como os bombeiros, vivem um paradoxo entre a necessidade de se orientar através do som em diversas situações e a exposição ao ruído proveniente das sirenes de alerta do quartel, sirenes dos veículos e dos ruídos urbanos, inerentes às situações da profissão. A localização pode estar prejudicada na presença de perda auditiva induzida por ruído, mas não há estudos se esta capacidade está prejudicada em ouvintes normais expostos a ruído ocupacional. Objetivo: Verificar os efeitos da exposição a ruído ocupacional em bombeiros profissionais ouvintes normais na localização sonora em diferentes planos espaciais e freqüências. Métodos: Participaram 29 adultos com limiares auditivos tonais inferiores a 25 dB NA, divididos em dois grupos: o primeiro com exposição a ruído ocupacional formado por 19 bombeiros e o segundo, o grupo controle, constituído por 10 adultos não expostos a ruído ocupacional. Todos foram submetidos a uma tarefa de localização sonora de 117 estímulos oriundos de 13 fontes sonoras distribuídas espacialmente nos planos horizontal, vertical, sagital, mediano e transversal. Os três estímulos, ondas quadradas com freqüências fundamentais de 500 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz, foram apresentados a um nível sonoro de 70 dBNPS, repetidos aleatoriamente três vezes em cada fonte sonora. Os indivíduos foram treinados para indicar a origem do som em um console de controle com botões que representam a disposição espacial dos oradores. A identificação de cada um dos autofalantes foi feito pressionando o respectivo botão de pressão. Resultados: A análise dos resultados mostrou que essa capacidade é significativamente inferior (p<0.01) a do grupo controle, indicando que uma exposição a ruído ocupacional, mesmo não levando a uma perda auditiva, pode ser a causa da diminuição na habilidade da localização da fonte sonora. Discussão: Quanto às frequências utilizadas na pesquisa, foi observado que existiu uma semelhança nos acertos entre as frequências de 500 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz, fato que difere do encontrado em outros estudos, uma vez que encontraram um índice menor de acertos em 2000 Hz. As respostas semelhantes entre as três frequências estudadas podem ser explicadas pelo fato de serem os tons de banda estreita os mais difíceis de serem localizados e também pelo fato dos bombeiros estarem expostos a ruídos e estes diminuírem a acuidade na localização de maneira tal que as diferenças entre as freqüências não apareçam. Conclusão: Os bombeiros da amostra estudada apresentaram com relação a planos espaciais, o maior índice de acertos no plano horizontal, seguido dos planos frontal e vertical. As respostas na localização de fontes sonoras foram inferiores a de uma população controle, não exposta a ruído. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA COM FOCO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM AMBIENTE ESCOLAR Acácia Barros, Amannda Sales, Ana Carolina, Evaneth Duarte, Jeyse Soares, Milena Melo, Priscila Ribeiro, Júlia Marinho, Maria Luiza Lopes Timóteo Área temática: Saúde Coletiva RESUMO É no âmbito social que desenvolvemos experiências vocais; e para crianças a escola é um ambiente fundamental para desencadear esse desenvolvimento. A partir deste pressuposto foi vista a necessidade da elaboração deste projeto, com enfoque na promoção da saúde vocal em crianças num ambiente escolar. No dia 13 de março, foi realizada uma visita na Escola Zumbi dos Palmares, Várzea, Recife-PE. A recepção foi feita pela coordenadora, que proporcionou uma visita a todas as salas e uma breve conversa com os professores, os quais relataram o abuso vocal das crianças. Observou-se ainda, que a estrutura das salas de aula não favorece a ressonância da voz, diminuindo a duração ou a intensidade do som, resultando em uma necessidade de falar mais alto, e consequentemente gerando rouquidão e cansaço da voz. O objetivo geral da intervenção foi promover o conhecimento sobre saúde vocal em crianças entre 04 e 13 anos, em ambiente escolar; o objetivo específico foi promover uma reflexão sobre hábitos nocivos relacionados ao uso da voz e apresentar noções sobre o uso correto da voz através de atividades lúdicas. Nos três encontros foram realizadas atividades de apresentação teatral e uma música, referente ao tema abordado, para seis turmas de alunos. No primeiro dia trabalhamos com crianças da pré escola. Enquanto no segundo e terceiro dia foram trabalhadas crianças do ensino fundamental. Inicialmente foi feita uma explanação do que é a Voz e como usá-la corretamente. Em seguida, foi realizada uma dramatização da peça teatral infantil “Cadê a Voz do Galo Garnizé” (texto original: Fga. Profª. Marcia Menezes). Ao fim da peça, o grupo fez uma retomada para a fixação do assunto tratado, seguido da música (de autoria das componentes do grupo) e entrega de pipocas. Como atividade complementar para o grupo da pré escola foi utilizada atividades para colorir. Os resultados foram observados ao final das atividades por meio de perguntas sobre o que é a Voz e quais os cuidados que devem ser tomados para uma boa saúde vocal. Fazendo uma comparação com o que foi dito pelas crianças enquanto fazíamos a explanação sobre a Voz e o que responderam após as atividades observamos um ganho muito grande, pois os cuidados mais básicos e fundamentais foram aprendidos. Com isso, fica-se a certeza projeto foi executado com êxito, e os objetivos foram alcançados. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] A VISÃO DOS SURDOS DA IGREJA BATISTA DA CONCÓRDIA SOBRE A FONOAUDIOLOGIA Suenízia Machado Malheiros, Andréa Carla Lima Coelho Área temática: Saúde Coletiva RESUMO Introdução: A audição é uma das principais ligações do ser humano com o meio ambiente. Para haver uma comunicação com o outro, é necessário inicialmente ouvir e compreender para então elaborar uma resposta e expressá-la através da linguagem. Através da audição, o individuo adquire a linguagem oral, que é a característica mais marcante do ser humano e fundamental para o desenvolvimento dos aspectos cognitivos. Ouvir é uma importante fonte de experiências sensoriais. É muito provável que nenhuma outra deficiência produza tantas dificuldades específicas em relação à comunicação e à linguagem, do que a deficiência auditiva. Objetivo: Investigar a visão dos surdos em relação à Fonoaudiologia, verificando o nível de conhecimento sobre o trabalho realizado por este profissional. Método: A pesquisa foi realizada com 15 surdos freqüentadores da Igreja Batista da Concórdia, de ambos os sexos, independente da faixa etária, desde que apresente um nível de escolaridade mínimo do Ensino Fundamental e que sejam usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Os dados obtidos foram colhidos através de um questionário contendo perguntas abertas sobre a visão do surdo a respeito da Fonoaudiologia e o trabalho fonoaudiológico. Resultado: Verificou-se que alguns surdos não conhecem o trabalho do fonoaudiólogo e, dentre os que têm conhecimento, se restringem a este trabalho em voz, audição e a fala, desejando assim, que este profissional os ensine a falar e também a Língua de Sinais (LIBRAS), para que assim possam se comunicar com os ouvintes. Outros informam que tem pouco conhecimento sobre a área; e outros até já foram atendidos por este profissional. Considerações finais: Concluise que, apesar de alguns conhecerem o trabalho fonoaudiológico, há uma grande necessidade em explicar detalhadamente ao surdo a atuação do fonoaudiólogo e como ele pode contribuir para otimizar o processo de comunicação entre surdos e ouvintes, minimizando as dificuldades na comunicação destes com os ouvintes. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL PARA OS INDIVÍDUOS SURDOS NA SAÚDE BRASILEIRA: REVISÃO SISTEMÁTICA Érika Justino dos Santos Sonoda, Adriana Di Donato Chaves Área temática: Saúde Coletiva RESUMO INTRODUÇÃO: Com a oficialização da Língua Brasileira de Sinais, com a Lei de Libras (BRASIL, 2002) fica estabelecido aos indivíduos surdos o uso da Libras como meio legal de comunicação e expressão. Vemos que os serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva.(NEUMA et al., 2007) Refere em seu artigo que o problema de comunicação da pessoa surda é social e cultural, pois seu meio de comunicação espaço-visual é tão competente quando o oral-auditivo de indivíduos ouvintes.OBJETIVOS: A proposta desse estudo foi levantar na literatura nacional artigos que tratassem do acesso comunicacional dos pacientes surdos ao sistema de saúde brasileiro, levando em consideração as facilidades e dificuldades encontradas no atendimento tanto pelos usuários surdos quanto pelos profissionais envolvidos no atendimento e tratar dos aspectos quantitativos desses artigos.MÉTODOS: Este trabalho é uma revisão sistemática, que fez um levantamento na literatura nacional em busca de artigos científicos que tratassem do assunto: Acessibilidade Comunicacional em indivíduos surdos na saúde brasileira, Os critérios para a seleção dos artigos foram que os artigos tratassem de estudos nacionais de idioma português, que possuíssem o texto completo na base de dados da BVS, publicados entre os anos de 2000 a 2012 primeiro semestre.O levantamento dos descritores foi feito através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Para a busca dos artigos foram utilizados os seguintes descritores: Surdez, Pessoas com deficiência auditiva, Barreiras de comunicação, Relações Profissional-Paciente, Linguagem de sinais e Educação em saúde. Esses descritores foram usados na forma isolada e combinada. RESULTADOS e DISCUSSÃO: A busca na base de dados da BVS revelou um total de 1.571 artigos, considerando todos os descritores supracitados. Conforme os critérios de inclusão 1.404 artigos foram excluídos por não disponibilizarem o texto completo, 116 artigos por estarem em outros idiomas que não fosse o português ou não estarem compreendidos entre os anos de 2000 a 2012.1, 36 artigos foram excluídos após leitura do título, resumo, e da população de estudo e 5 artigos foram excluídos por estarem repetidos. Resultando num fichamento de 10 artigos selecionados. Em relação as dificuldades referidas dos usuários surdos constatou-se que eles referem que sentem dificuldades na marcação de consultas por telefone, ausência de intérprete, que o surdo é confundido com deficiente mental, falta de língua em comum e a falta de paciência por parte dos profissionais. Por parte dos profissionais envolvidos constatou-se que houve desconforto com o tema e baixa adesão nos artigos, e relatos que se o profissional de saúde dominasse a LIBRAS, o problema da comunicação acabaria.Em relação às facilidades encontradas pelos usuários e profissionais, constatou-se a falta de relatos positivos, o que pode ter surgido pelos próprios objetivos dos artigos que não evidenciavam os pontos Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] positivos. CONCLUSÃO: Conclui-se que existe carência de estudos que abordem a acessibilidade comunicacional em indivíduos surdos e sua inter-relação com os profissionais envolvidos no atendimento. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] RELATO SOBRE A INTERVENÇÃO EM CRECHE DURANTE A GRADUAÇÃO DE FONOAUDIOLOGIA VISANDO À PROMOÇÃO DA SAÚDE SANTOS, E.C.B.; LIMA, A.T.; SILVA, A.R.C.; SILVA, B.S.; SILVA, F.A.A.;, BEZERRA, L.C.C.F; SOUZA, M.F.; SANTANA, T.M.; CUNHA, D.A. Área temática: Saúde Coletiva RESUMO INTRODUÇÃO: A Creche Lar Fabiano de Cristo é uma instituição que desenvolve programas de orientação e apoio sócio-familiar nas áreas de Educação, Saúde e Acompanhamento Social. A intervenção fonoaudióloga teve como foco abordar o desenvolvimento da comunicação humana (linguagem, voz, audiologia e motricidade orofacial), esclarecendo as causas que interferem no processo de comunicação. OBJETIVOS: Atribuir conhecimentos a fim de promover a saúde da comunicação humana no seu desenvolvimento regular em crianças de 0 a 4 anos; constatar o entendimento dos professores e cuidadores a respeito do desenvolvimento da comunicação habitual; propagar atividades sobre conhecimentos básicos nas áreas de Audiologia, Voz, Linguagem e Motricidade Orofacial; analisar a alimentação das crianças e como ela é oferecida e subsidiar reflexões sobre a magnitude da transição alimentar. MÉTODOS: A intervenção foi realizada numa creche que está localizada em um bairro periférico da cidade do Recife. Este é um projeto da disciplina de Saúde Coletiva II do curso de Fonoaudiologia da UFPE. Foram realizadas intervenções com foco no público alvo de: dois professores, dois cuidadores, vinte crianças de 0-4 anos, sendo realizados dois grupos simultâneos em duas salas de aulas, totalizando assim 40 crianças. Os participantes concordaram em fazer parte das atividades e os dirigentes leram e assinaram um Termo de Consentimento. ATIVIDADES COM PROFESSORES/CUIDADORES: entrevista com professores/cuidadores antes e depois do projeto; ORIENTAÇÕES SOBRE: desenvolvimento e principais cuidados com a voz, audição e estímulo adequado do processamento auditivo das crianças; estruturas que estão envolvidas no processo de alimentação e sua importância para manutenção corporal, postural e funções orofaciais. ATIVIDADES COM AS CRIANÇAS: contação de histórias infantis com fantoches estimulando linguagem; atividades com instrumentos musicais (flauta doce/clarinete) para promoção de conhecimento sobre voz e estímulo auditivo, localização de fonte sonora; realização de peça teatral sobre cuidados relacionados à alimentação por meio de orientações e oferta de consistências alimentares. Uso de alimentos sólidos durante a atividade para estímulo da mastigação. As ações foram filmadas e fotografadas. Ao final das atividades os cuidadores/professores receberam folders ilustrativos com orientações para fixação e multiplicação de conhecimento na creche. RESULTADOS: A intervenção realizada com os professores mostrou um aumento no grau de percepção destes em sala de aula, voltados paras as áreas da linguagem, audiologia, voz e motricidade orofacial tanto com ênfase profissional como educacional. Estes resultados foram analisados a partir da relação em sala como também no questionário aplicado no termino da intervenção. Pode-se também, melhorar o desenvolvimento da comunicação das crianças e aperfeiçoamento do conhecimento dos docentes da instituição. Estas informações Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] foram importantes para identificarmos o quanto são restritos os conhecimentos dos professores nas unidades de ensino, tanto para o próprio cuidado como para identificação dos perigos envolvendo os discentes na saúde da comunicação humana. DISCUSSÃO: A fonoaudiologia é a ciência que estuda a comunicação humana, atualmente divide-se em cinco (4) áreas: áudio, voz, motricidade orofacial, linguagem. Existindo também outras especialidades como a disfagia, a saúde coletiva e a fonoaudiologia educacional. A fonoaudiologia educacional vem conquistando seu espaço cada vez mais. Essa especialidade da fonoaudiologia visa a detecção de problemas que envolvam a comunicação oral e escrita, estimulação e orientação para alunos, professores e pais.Estudos comprovam que está parceria entre fonoaudiólogo e educação minimizam os fatores que interferem na comunicação escrita e/ou oral da criança, além de favorecer o tratamento precoce dos distúrbios da comunicação. O interesse crescente dos professores, cuidadores e até mesmo das próprias crianças, evidenciam os benefícios dessa parceria. (MOTTA, A.R. et al. 2004). Se a creche ajuda significativamente no desenvolvimento integral do individuo, neste caso, daqueles que mais precisam de assistência básica, é importante que haja a presença do fonoaudiólogo, tanto no planejamento de estratégias como na discussão interdisciplinar com os demais membros, a fim de capacitar os educadores para que eles consigam identificar crianças de risco para distúrbios na comunicação e realizar os devidos encaminhamentos, (PAOLUCCI, J.F). Outro ponto se refere à intervenção com os professores, que foi feita de forma estratégica a partir de folder e oralmente, com o intuito de fazer com que o professor compreenda a importância de determinadas áreas da fonoaudiologia e seus aspectos para ajudar no desenvolvimento geral das crianças. O que comprovou a melhoria do ensino/aprendizado e nas relações professor/aluno e na comunicação oral entre as próprias crianças. CONCLUSÃO: A intervenção foi realizada com foco no desenvolvimento normal das crianças da creche, onde os graduandos tiveram a possibilidade de criar condições favoráveis e eficazes para que as crianças pudessem desenvolver ao máximo suas capacidades. Além disto, os graduandos vivenciaram uma integração teórico-prática de suas atividades profissionais e puderam perceber a importância de tal ação para sua formação integral, ampliando cada vez mais tanto sua visão de atendimento clínico, quanto a visão de promoção da saúde, buscando e reforçando seu compromisso com a melhoria da qualidade de vida do ser humano. Sendo de suma importância a disseminação de conhecimentos que a intervenção proporcionou, a medida que a equipe de professores e cuidadores beneficiada adquiriu conhecimento relacionados as fases de desenvolvimento normal da comunicação humana e também as principais causas que podem interferir neste processo. E isto trará maiores benefícios para as crianças e um aumento na promoção da saúde, já que estes já serão novos disseminadores do conhecimento adquirido, gerando então novos promotores de saúde. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] PROPOSTA DE PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DA MUSCULATURA PERIORBICULAR DURANTE A FALA Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Renata Milena F. Lima Regis, Lucas Carvalho Aragão Albuquerque, Raissa Gomes Fonseca Moura, Hilton Justino da Silva Área Temática: Motricidade Orofacial RESUMO Introdução: A fala corresponde ao mais refinado dos comportamentos sequências e neuromotores complexos do ser humano, no qual o sistema nervoso central comanda os músculos que irão produzir sons isolados ou em sequência. Em Fonoaudiologia, a área da Motricidade Orofacial atua com a função estomatognática da fala, porém durante muito tempo as avaliações relacionadas a essa função foram feitas de forma subjetiva, baseadas em dados qualitativos de acordo com a observação clínica. Esse método gerava dificuldades para estabelecer parâmetros que facilitassem o diagnóstico funcional, bem como a evolução do paciente durante o tratamento fonoaudiológico. Exames complementares como a eletromiografia de superfície podem fazer parte do diagnóstico clínico, uma vez que permitem a realização de uma avaliação precisa e uma conduta terapêutica objetiva. Objetivo: Propor um protocolo simplificado para captação e quantificação dos potenciais elétricos de músculos envolvidos na produção de fala. Métodos: O protocolo composto por quatro campos para preenchimento foi construído com base na anátomofisiologia da fala e as musculaturas eleitas para a avaliação eletromiográfica foi o orbicular da boca com seus feixes superior e inferior subdivididos em porções direita e esquerda e os músculos antagonistas dispostos na região zigomática. O primeiro campo do protocolo é relativo aos dados de identificação do indivíduo a ser avaliado o qual deverá ser preenchido com um número de identificação, a data de realização do procedimento, o nome completo do avaliado, o gênero, a idade e data de nascimento. O segundo campo consta das etapas da avaliação, apresentando a sequência das atividades a serem realizadas pelo avaliado durante a execução da eletromiografia. O terceiro campo apresenta as emissões que serão realizadas durante o exame, com a relação dos fones, sílabas e dissílabos sugeridos para composição da avaliação da fala. O quarto e último campo destina-se ao detalhamento da avaliação eletromiográfica, o qual deverá ser preenchido com o grupo de emissões eleito e com os valores mínimo, máximo e médio do potencial elétrico em microvolts (µV) de cada músculo ou grupo muscular nas diferentes etapas da avaliação. O protocolo é acompanhado de orientações com fotos ilustrativas para a execução da eletromiografia de superfície e provas de fala. Resultados: O protocolo foi aplicado experimentalmente em estudo piloto realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mostrando-se eficiente para avaliação quantitativa da atividade muscular envolvida na produção de fala. Discussão: Poucos são os estudos que relacionam a função de fala com a eletromiografia, sendo utilizadas provas distintas para captação dos potenciais elétricos da musculatura envolvida durante o desempenho dessa função. Também não existe um consenso em relação ao grupo muscular a ser avaliado, o que dificulta a uniformização de uma avaliação passível de Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] comparações para o acompanhamento clínico de cada caso. Não foi evidenciado o uso de um protocolo para a avaliação eletromiográfica durante a produção de fala nos estudos publicados acerca desse tema. Conclusão: Com a aplicação do protocolo de avaliação eletromiográfica sugerido espera-se a otimização da documentação fonoaudiológica no processo de avaliação e terapia miofuncional da fala. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] SINAIS NÃO-MANUAIS DE NEGAÇÃO DA LIBRAS EM SURDOS E TRADUTORESINTÉRPRETES EM AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DE SUPERFÍCIE ALBUQUERQUE, LC.A.; DI DONATO, A.; NASCIMENTO, G.K.B.O.; SILVA, H.J. Área Temática: Motricidade Orofacial RESUMO INTRODUÇÃO: O uso da eletromiografia de superfície no estudo de línguas sinalizadas é um estudo inovador. Nas línguas sinalizadas, sinais não-manuais compreendem um dos elementos gramaticais de sua estrutura linguística. O presente estudo se interessa pelo comportamento miofuncional da face em sinais de negação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Após realização de estudo piloto, verificou-se maior produtividade nos músculos prócero e região dos depressores do lábio inferior. Haveria diferença na atividade elétrica em indivíduos surdos e ouvintes tradutores-intérpretes da Língua de Sinais (TILS) na execução de sinais nã0-manuais de negação? OBJETIVO. Analisar a atividade elétrica dos músculos depressores do lábio inferior e músculo prócero em sujeitos sinalizadores da Língua Brasileira de Sinais, durante a execução de sinais nãomanuais de negação. MÉTODOS. Estudo do tipo observacional, descritivo do tipo série de casos. Período: dezembro/2011 a março/2012. Participaram 12 voluntários, 06 surdos (4 homens e 2 mulheres) e 06 TILS (2 homens e 4 mulheres). O Protocolo de Avaliação Eletromiográfica em Libras (PAEL) consta em procedimentos eletromiográficos (colocação dos eletrodos, normalização do sinal) e apresentação do vídeo em Libras contendo instruções iniciais e os enunciados do estudo em um notebook. O PAEL conta com 30 perguntas sinalizadas, sendo 1/3 as alvo e 2/3 as distratoras, onde o avaliando é orientado a responder apenas “sim” ou “não”, com técnica auto-monitorada. Análise estatística descritiva. RESULTADOS: Os testes estatísticos Mann-Whitney, Fisher e Wilcoxon revelaram para o conjunto das 10 perguntas alvo, que não houve diferença significativa para as variáveis entre os grupos de surdos e TILS: idade, gênero e tempo de aquisição da Libras, músculo prócero, músculo depressor do lábio inferior esquerdo e músculo depressor do lábio inferior direto. Houve exceção apenas para o músculo depressor do lábio inferior direto nas perguntas alvo 5 e 9, com tendência de diferença (p valor entre 0,05 e 0,10). Assim, o estudo não encontrou diferença significativa entre os grupos de sinalizadores surdos e TILS. DISCUSSÃO: Os resultados encontrados no piloto realizado anteriormente apresentou diferença significativa entre grupo de surdos e professores ouvintes com fluência em Libras com mais de 15 anos. Entretanto, o perfil do grupo deste estudo é diferenciado, pois se trata de profissionais TILS, portanto, o nível de proficiência do segundo grupo de ouvintes é bem maior que o primeiro, apesar de possuírem menor tempo de uso da Libras. Os resultados corroboram com estudos utilizando diferentes técnicas nas línguas orais-auditivas em relação à proficiência linguística. CONCLUSÃO: Os potenciais elétricos da musculatura envolvida na produção das negativas faciais em Libras em sinalizadores surdos e TILS apontam o equilíbrio no uso das funções comunicacionais em ambos os grupos. A investigação aponta à Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] possibilidade de uso do PAEL para fins de estudos tanto do uso padrão da Libras, como para o não-padrão, abrindo outros vieses na atuação fonoaudiológica, além de colaborar com os estudos linguístico das línguas de sinais. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] A MASTIGAÇÃO DO LARINGECTOMIZADO: ESTUDO ELETROMIOGRÁFICO Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Raissa Gomes Fonseca Moura, Daniele Andrade da Cunha, Hilton Justino da Silva Área temática: Motricidade Orofacial/ Disfagia RESUMO Introdução: O estudo do câncer de laringe apresenta destaque na Fonoaudiologia pela importância das alterações na comunicação e funções do Sistema Estomatognático decorrentes ao tratamento cirúrgico da patologia. A intervenção fonoaudiológica no tratamento de pacientes com ressecção total da laringe visa não só a adaptação da comunicação, mas também, a reabilitação de funções como a mastigação e de deglutição. Objetivo: Verificar a atividade elétrica do músculo masseter durante o ato mastigatório de indivíduos laringectomizados totais. Método: A pesquisa foi executada no setor de Fonoaudiologia do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) e contou com a participação de quinze voluntários laringectomizados totais do sexo masculino com idade média de 64 anos. Foi realizado exame eletromiográfico dos músculos masseteres e os registros obtidos foram gerados através da máxima intercuspidação habitual (MIH) mantida por 5 segundos e repetida por três vezes entre intervalos de repouso de dez segundos, mastigações unilaterais direita e esquerda e mastigação habitual. O registro da MIH foi utilizado para normalização do sinal. Dos tempos de captação do sinal, foram analisados os intervalos centrais, excluindo-se sempre o primeiro e último segundo do registro e utilizando o valor médio de amplitude, em microvoltes (µV), no root mean square (RMS) para transformá-lo em valor percentual. Resultados: Na análise dos dados foram obtidas as medidas estatísticas: média, mediana e desvio padrão e as freqüências absolutas e percentuais e o coeficiente de correlação de Pearson (p > 0,05). As médias do percentual de atividade elétrica foram correspondentemente mais elevadas no masseter direito em relação ao esquerdo quando se analisou os momentos de mastigação unilateral direita, mastigação unilateral esquerda e mastigação habitual. Foi verificada diferença estatisticamente significante (p=0,016) na mastigação unilateral direita, onde o masseter direto apresentou atividade elétrica média de 123,57% enquanto o esquerdo apresentou 84,85%. Conclusão: Em indivíduos laringectomizados, há um desequilíbrio entre os valores percentuais da atividade elétrica dos pares de masseteres durante a mastigação, caracterizando uma provável compensação da musculatura elevadora da mandíbula inerente a mutilação provocada pela técnica cirúrgica. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] CARACTERIZAÇÃO DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM TRAUMA DE FACE: ESTUDO DE UM CASO Ana Carolina Silva, Mariafra Soares, Assis Felipe Medeiros Albuquerque, Giordano Bruno Paiva Sontos, Gleysson Matias de Assis, Adriano Rocha Germano, José Sandro pereira da Silva, Zilane Silva Borbosa de Oliveira Área Temática: Motricidade Orofacial RESUMO Introdução: As alterações ocasionadas pelo trauma de face interferem negativamente na qualidade de vida de qualquer indivíduo trazendo alterações estéticas e funcionais gerando danos biopsicossociaisno sujeito acometido por tal moléstia. O trauma de face é geralmente ocasionado por violência interpessoal, queda, ferimentos por arma de fogo, acidentes de trabalho e trânsito e compromete músculos, dentes, ligamentos nervos e estruturas ósseas faciais. Entre as mais afetadas estão a mandíbula, região dentoalveolar, condilar e do complexo zigomático. Qualquer desequilíbrio nessas estruturas poderá acarretar distúrbios nas funções estomatognáticas de respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala, o que justifica a importância da estimulação fonoaudiologia na reabilitação desse indivíduo. Objetivo: Este trabalho teve como objetivos caracterizar os achados (sinais e sintomas) do trauma facial, bem como descrever a atuação fonoaudiológica realizada, desde a anamnese ao tratamento propriamente dito. Métodos: Esta pesquisa caracteriza-se por um estudo de caso contendo dados da avaliação e terapia fonoaudiológica realizada nos meses de março, abril e maio de 2012, totalizando 8 sessões realizadas no Centro Integrado de Saúde da Universidade Potiguar, onde o mesmo foi convidado a participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e submetendo-se à aplicação do protocolo de anamnese e avaliação fonoaudiológica para trauma de face de Bianchini (2004), protocolo de avaliação da função muscular de Chevalier (1987) e a proposta de documentação fotográfica de Silveira et al (2006). Discussão e resultados: A.P.S, 27 anos, gênero masculino, foi vítima de acidente motociclístico no dia 10/02/12 (colisão moto bicicleta, sendo o mesmo o condutor da bicicleta) sendo atendido emergencialmente no Hospital Walfredo Gurgel (Natal/RN) permanecendo 48h no local e encaminhado para o setor de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário Onofre Lopes /Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (HUOL/DOD/UFRN) onde recebeu o diagnóstico de fratura de complexo zigomático orbitário maxilar associado a paralisia de Bell, sendo submetido a procedimento cirúrgico no dia 01 de março de 2012 pela equipe. Foi encaminhado para o setor de Fonoaudiologia do Centro Integrado de Saúde da Universidade Potiguar no 15° dia de pós operatório, sendo então iniciado o processo de avaliação e intervenção fonoaudiológica, com 1 sessão semanal, de 45 minutos, totalizando 8 sessões. Os resultados terapêuticos foram satisfatórios, levando em consideração o curto tempo de intervenção fonoaudiológica e a paralisia facial associada, o que contribuiu para uma maior disfunção do sistema estomatognático. Através do protocolo de Chevalier, pôde-se constatar evoluções quantitativas ( ganho na mobilidade e tonicidade da musculatura alterada da hemiface esquerda Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] afetadas pela paralisia) e, clinicamente, melhoras qualitativas( funções estomatognáticas que se encontravam alteradas na avaliação inicial, mostraram estabilização, como a mastigação bilateral alternada com amplitude dos movimentos mandibulares dentro dos padrões de normalidade e deglutição adequada) já na oitava sessão. Conclusão: Os resultados terapêuticos encontrados em um curto período de atuação mostraram que a Fonoaudiologia pode contribuir significativamente no processo terapêutico a que o paciente está submetido, sendo a terapia oromiofuncional indicada para casos semelhantes a este estudado. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] COMO SE COMPORTA A MUCOSA LARÍNGEA DOS DESCENDENTES DE CONSUMIDORAS DE CAFEÍNA? (ESTUDO EXPERIMENTAL) Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Raissa Gomes Fonseca Moura, Hilton Justino da Silva, Maria de Fátima Galdino da Silva Área temática: Motricidade Orofacial/ Disfagia RESUMO Introdução: A cafeína é amplamente consumida pela população mundial, e ainda há dúvidas na literatura científica se uma prática deste hábito pode causar consequências indesejáveis na reprodução humana e na saúde geral do consumidor e de seus descendentes. Em gestantes, a cafeína ingerida facilmente atravessa a barreira placentária, em quantidades substanciais passando para vários tecidos embrionários. Objetivo: Realizar análise histomorfométrica da mucosa da região posterior das laringes dos descendentes de ratas (Wistar) submetidas ao tratamento com cafeína do 21° ao 120° dia de vida. Métodos: O experimento foi realizado no anexo do Departamento de Anatomia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) após aprovação em Comitê de Ética em Experimentação Animal. Foram utilizadas no experimento 12 ratas da raça Wistar e 40 filhotes descendentes dessas. As ratas foram divididas em dois grupos: tratado e controle. No grupo tratado as ratas mães receberam cafeína a 0,1% diluída em água de beber do 21° ao 120° dia de vida e deram origem a prole do grupo tratado (PT) o grupo controle não recebeu aditivos em sua água de beber e deu origem a prole do grupo controle (PC). Aos 30 dias de vida das proles, os animais foram anestesiados e suas laringes foram removidas e fixadas por imersão em solução de formalina a 10%. O material passou por bateria histológica e foi analisado através de microscopia de luz. As medidas da espessura mucosa em região posterior de laringe foram realizadas com o auxílio do programa Scion Image for Windows, Release Beta 4.0.2. Resultados: Os resultados revelaram baixo peso ao nascer e diminuição do comprimento corporal dos filhotes. Alterações histológicas na mucosa laríngea também foram evidenciadas como sinal da presença do refluxo gastroesofágico. Discussão: O baixo peso encontrado na PT ratifica os achados de outros estudos que afirmam que consumo de 300mg ou mais de cafeína por dia, durante a gestação, além de induzir a prematuridade, está associado com o baixo peso ao nascer, que pode ser especialmente prejudicial ao desenvolvimento. A diminuição do tamanho corporal dos animais da PT corroboram com as revelações descritas em uma pesquisa que apontou que doses diárias de 200mg de cafeína reduzem significantemente o fluxo sangüíneo na placenta, provavelmente através de vasoconstrição, o que pode induzir a diminuição do crescimento fetal. Houve a sinalizando de possível inflamação local na mucosa laríngea da PT, e este fator pode estar relacionadas a presença de refluxo gastroesofágico. Outra característica encontrada foi a hiperqueratose formada em resposta a irritações da baixa intensidade durante um logo período de tempo. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que o consumo de cafeína durante os períodos gestacional e de lactação, em ratas, induz diminuição de peso e Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] tamanho corporal das proles, bem como o surgimento de alterações na camada de revestimento mucoso da laringe, em sua porção posterior, provavelmente ocasionadas por refluxo patológico de conteúdos gástricos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ENFOQUE FONOAUDIOLÓGICO NO RESPIRADOR ORAL Natália Adalgiza de Souza Melo, Débora Balbino da Silva, Amanda Rodrigues Soares Silva, Robélia Cristinny Gomes Rodrigues, Jullyane Florencio Pacheco da Silva, Schirley Fabiana do Silva, Karine Dutra Valério Área Temática: Motricidade Orofacial RESUMO Introdução: A respiração é uma função vital e natural ao ser humano, a qual permite a sua sobrevivência. A respiração nasal favorece o crescimento e o desenvolvimento craniofacial. A respiração oral pode ser causada por uma obstrução das vias aéreas superiores ou por hábito, que faz com que a passagem do ar ocorra pela boca. Esta alteração pode modificar o padrão de crescimento não somente da face, como também ocasionar alterações morfofuncionais em todo o organismo. Para que o fonoaudiólogo possa diagnosticar e tratar dos problemas de respiração oral é fundamental que compreenda a anatomia e fisiologia do sistema respiratório. A terapia obterá maiores ganhos, tanto para o paciente como para o terapeuta, quando se compreende o funcionamento do que se quer tratar. Objetivo: Descrever a eficácia da terapia fonoaudiológica de uma paciente com respiração oral, bem como destacar pontos relevantes observados na avaliação. Métodos: O estudo foi realizado no ambulatório de Motricidade Orofacial da Clínica-Escola do curso de Fonoaudiologia da UFPE, mediante a assinatura do termo de compromisso e autorização pelo responsável da criança. Trata-se de um relato de experiência com participação de uma paciente de 8 anos de idade, diagnosticada com respiração oral. Para a avaliação fonoaudiológica utilizou-se o protocolo MGBR.Durante as sessões terapêuticas buscou-se promover a estimulação da respiração nasal, usando como estratégias a limpeza nasal antes e após os atendimentos, monitoramento da aeração nasal com o espelho de Altman; como também, a adequação da função mastigatória, exercícios miofuncionais e conscientização da postura corporal, por meio de orientações. Resultados: Na avaliação a paciente apresentou projeção anterior da cabeça, com inclinação discreta para o lado esquerdo, ombros anteriorizados e assimétricos, sendo o esquerdo mais elevado. A mandíbula encontra-se em postura de repouso semiabaixada e os lábios na posição habitual entreabertos, apresentou dificuldade na mobilidade da língua para protuir. Quanto às funções orais a paciente apresentou uma incisão adequada, porém, a trituração é ineficiente e ruidosa com presença de resíduos alimentares no vestíbulo bucal. Depois de realizada a terapia fonoaudiológica constatou-se melhoras quanto à postura corporal da paciente, uma mastigação mais eficiente, menos ruidosa, com menos resíduos alimentares e ganhos quanto ao tônus de língua, além de uma maior conscientização para respiração nasal. Discussão: As conscientizações da postura corporal associada aos treinos respiratórios favoreceram o quadro clínico da paciente, promovendo modificação no modo respiratório oro-nasal. Para a literatura, a terapia fonoaudiológica nos casos de respiração oral, contribui para melhorar a tonicidade e mobilidade de lábios, língua e bochechas. Conclusão: Verificou-se que a terapia fonoaudiológica mostrou-se eficiente no tratamento da respiração oral, uma vez que tem melhorado a qualidade de vida da paciente. É importante interceptar a Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando a paciente, sempre que possível, para o tratamento interdisciplinar. Dessa forma fazse necessário o acompanhamento fonoaudiológico em sessões semanais, para obter melhores ganhos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] CANTIGAS DE NINAR POR MULHERES SURDAS: ESTUDO DE CASOS Adriana Di Donato Chaves, Beliza Áurea de Arruda Melo e Evangelina Maria de Brito Faria Área Temática: Linguagem Resumo Introdução. A herança oral das cantigas de ninar (CN) é ponto de consenso, mas mulheres surdas não oralizadas cantam? Para a presente investigação, recortou-se aspectos relativos à voz e à performance do acalantar das mulheres surdas, como parte integrante de um estudo mais amplo com mulheres surdas e ouvintes. A base teórica para a investigação compreendeu Castro, Leite de Vasconcelos, Zumthor e Skliar. Objetivos. Analisar a voz e performance do acalantar das mulheres surdas na perspectiva da diferença. Metodologia. Adotou-se a abordagem metodológica qualitativa descritiva transversal, do tipo estudo de casos. Em 2008, realizou-se pesquisa de campo em Paulista/PE. A coleta de dados foi realizada por meio de vídeo em ambientes residenciais, objetivando a aproximação do cotidiano feminino. As produções sinalizadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) foram transcritas da Libras e depois traduzidas para Português. O corpus compreendeu o acalantar oral natural e sinalizado de duas mulheres surdas e suas performances. Mussambê (62 anos) e Cambará (58 anos) são utentes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), identitariamente surdas, naturais de família com grande número de pessoas surdas. Ambas possuem perda auditiva sensorioneural bilateral profunda e sem histórico fonoterápico, com Ensino Fundamental 1 incompleto. Resultados. Mussambê: no ninar, fez uso da linguagem oral cantada (LOC), sinais naturais (SN) e Língua Brasileira de Sinais (Libras) concomitantemente; voz, alta intensidade e emotiva. Cambará: no ninar, apresentou apenas a LOC; voz, suave e calma. Pontos comuns: uso de repetição de palavras, sílabas ou sons; presença do elemento mítico-religioso; discursos sob forma de diálogo espontâneo; uso do canto com suas vozes e suas performances; corporeidade, posicionamento do bebê em posição vertical, rente ao tronco, apoiada no braço esquerdo, sendo a mão direita a de maior movimentação; reverberação do som; desejo materno de complementaridade. Discussão. As mulheres surdas apresentam peculiaridades no acalantar, ao mesmo tempo de se aproximam das ouvintes por sua maternação. A singularidade linguística das pessoas surdas em detrimento a outras minorias mostra seu modo de se constituir identitariamente visual. A política da diferença imprime às pessoas surdas o lugar da alteridade e da diferença. Conclusões. A voz, o corpo, a melodia, as míticas se mostram presentes no acalantar seus pequenos, refutando o mutismo lhes atribuído pelo fulcro do euro e normocentrismo. Extrapolando conceitos convencionais e eruditos, o cantar das mulheres surdas rompe paradigmas, desengessa modelos limitadores do normal, do belo, do harmonioso. Mulheres surdas cantam! Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA EM UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE AFÁSICOS Maria Vanessa Silva Vitor, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Rebeca Lins de Souza Leão, Julia da Silva Marinho, Vanessa Patrícia Nunes Pereira Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: Afasia é um distúrbio da linguagem caracterizado por alterações dos processos lingüísticos, causada por lesão adquirida no Sistema Nervoso Central devido a Acidentes Vasculares Encefálicos (AVEs), a traumatismos crânio encefálicos (TCEs), tumores e outros. Mesmo não sendo amplamente conhecida a comunicação alternativa vem crescendo no Brasil. Esta comunicação visa de uma forma temporária ou permanente, apoiar, complementar ou substituir as formas de interpretação verbal dos sujeitos com dificuldade de linguagem. Objetivo: Descrever como a linguagem alternativa é introduzida no Grupo de Convivência de Afásicos analisando as respostas dos afásicos a esta. Métodos: O estudo foi realizado no Departamento de Fonoaudiologia, onde há o Grupo de Convivência de Afásicos (GCA), que se encontra semanalmente. Participaram do estudo oito afásicos (de ambos os sexos, sem restrições do tipo da lesão cerebral ou das condições socioculturais) e seis não afásicos (estudantes do curso de Fonoaudiologia, voluntários e bolsistas de extensão e PIBIC). Foram utilizadas a prancha com letras e números, para base de reconhecimento do alfabeto e um paciente utilizou a prancha com figuras do seu cotidiano. Resultados e Discussão: A partir dos recursos materiais utilizados, como a prancha, os afásicos podiam reconhecer as letras, o que viabilizava a comunicação mesmo na impossibilidade do uso da fala. Nas atividades de escrita, Ester foi um recurso i bastante utilizado, para apontar as letras, formar palavras, frases e também informar números. Quanto ao paciente que utiliza a prancha individual por, muitas vezes, a forma verbal lhe falta, a utilização desta permite que ele consiga se comunicar, expressando o que gosta de fazer, seus programas favoritos, a bebida e comida que gosta, sendo uma maneira de interagir com todos deste grupo. No estudo são descritos como o uso da prancha e outros instrumentos facilitadores da comunicação, funcionaram como auxílio para escrever as palavras de determinadas atividades, através do reconhecimento das letras e oralizando cada uma delas. Estas atividades demonstram a importância das estratégias de comunicação utilizadas com esses afásicos, que muitas vezes fazem o uso da forma não verbal e recursos alternativos para se expressar. Os resultados demonstram que a comunicação alternativa propiciou aos sujeitos, um favorecimento da linguagem em vários momentos, onde esta não seria possível diante de sua condição afásica. Conclusão: O GCA fundamentou-se como ambiente de (inter) ação entre pessoas afásicas e não afásicas, propiciando um espaço de inclusão social para os participantes do grupo e de resgate autoral no discurso destes. O uso comum da comunicação alternativa no GCA é uma estratégia utilizada com os sujeitos com defasagem na comunicação falada e escrita. Tem como objetivo ampliar o repertório comunicativo dos pacientes afásicos, através do uso de pranchas alfabéticas, numéricas e outros recursos de escrita. No G.C.A, houve ganhos relevantes, pois os sujeitos que utilizam essa comunicação conseguem ter mais segurança na hora de se expressar. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] DÊIXIS REFERENCIAL NO DISCURSO DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE AFÁSICOS Maria Vanessa Silva Vitor, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Julia da Silva Marinho, Vanessa Patricia Nunes Pereira Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: Afasia é um distúrbio da linguagem caracterizado por alterações dos processos lingüísticos, causada por lesão adquirida no Sistema Nervoso Central devido a Acidentes Vasculares Encefálicos (AVEs), traumatismos crânio encefálicos (TCEs), tumores e outros.. Acima de 90% das unidades frásicas de uma língua natural apresenta unidades lexicais com função dêitica. Desta forma, a dêixis trata-se de unidade imprescindível para construção/ interpretação da teia discursiva, presente no discurso oral/escrito /gestual. Existem cinco tipos de dêixis: Pessoal, Espacial, Temporal, Social e Discursiva. Entende-se que, trabalhar com a dêixis, é fundamental para os estudos enunciativos da linguagem, pois o seu sentido parte de uma referência interna. Objetivo: Levantar a ocorrência e analisar os processos dêiticos de referenciação presente no discurso de um grupo de convivência de afásicos. Materiais e Métodos: O estudo foi realizado no Departamento de Fonoaudiologia, no período de agosto de 2011 a maio de 2012, com o Grupo de Convivência de Afásicos (G.C.A). Participaram do estudo oito afásicos e seis não afásicos, . Os diálogos foram coletados, através de gravações e filmagens, que se juntaram ao banco de dados já existente do GCA, contendo os momentos de interação semanal e conversa espontânea, foram transcritos, utilizando um sistema padronizado de transcrição. Os dados foram analisados à luz dos pressupostos do interacionismo sóciocognitivo. O estudo foi aprovado pelo CEP com o número 125/09. Resultados e Discussão: Nos recortes observaram-se todos os tipos de dêixis e também movimentos dêiticos, como apontar ou simplesmente negar com a cabeça. Foram identificados: 1) a dêixis pessoal, com sujeito implícito e explicitado no ato da fala; 2) a dêixis discursiva, como uso do papel metacognitvo, ratificando assim o caráter sócio-cognitivo da ação referencial; 3) a dêixis espacial, mostrando-nos um espaço dentro do G.C.A, para referir-se a este grupo no momento específico; ou fazendo referencia a espaços externos; 4) a dêixis temporal, fazendo-se parte da referência do locutor, de grande importância para a compreensão do grupo; 5) a dêixis social, tendo uma situação hierárquica no discurso, onde acontece frequentemente no grupo quando os nãos afásicos dirigem-se aos afásicos, impondo assim respeito.No discurso do GCA ratifica-se o caráter sócio-cognitivo da ação referencial, uma vez que o contexto só é passível de compreensão à luz dos segmentos partilhados no grupo.Conclusões: Analisar os tipos de dêixis e classificá-las no discurso do GCA nos leva a entender os mecanismos referenciais do diálogo desta comunidade de fala, onde a vivência dos sujeitos influenciam diretamente a construção e interpretação do discurso. Quanto ao papel dos processos dêiticos de referenciação na organização do tópico discursivo e na organização da interação verbal dos afásicos e não afásicos foi possível perceber que a dêixis funcionou como um embreante, participando como uma base de contextualização de tempo, espaço e pessoas envolvidas na lógica contextual discursiva. Através deste trabalho, é possível demonstrar a grande importância da coconstrução discursiva interacional e o quanto a dêixis está presente na conversação fato ratificado quando verificado que, em determinadas frases, foi possível identificar a função dêitica referente aos itens lexicais. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] REPERCUSSÃO DA ABORDAGEM DE GRUPOS FAMILIARES NA REABILITAÇÃO DA AFASIA Mariana Batista de Souza Santos, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Vanessa Patrícia Nunes Pereira, Maria Vanessa Silva Vitor Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: A afasia é um distúrbio de linguagem decorrente de uma lesão adquirida, que altera a capacidade de comunicação, interferindo nas relações sociais, profissionais, emocionais e familiares exigindo dos envolvidos uma adaptação às novas condições do sujeito. Objetivo: identificar as repercussões do grupo de afasia para cuidadores de afásicos. Métodos: Este trabalho foi realizado a partir da análise dos dados coletados do diário dos pesquisadores, constando as transcrições dos temas e discurso do grupo família da Universidade Federal de Pernambuco. Esses encontros foram bimestrais entre o período de agosto de 2011 e dezembro de 2011. Resultados: Nos resultados encontrados viu-se: (1) preocupação em dividir a responsabilidade de cuidar do parente com afasia, (2) questionamento quanto à forma de abordagem e interpretação das dificuldades da linguagem oral e (3) mudanças na dinâmica e na relação familiar. Discussão: As repercussões da afasia no âmbito familiar podem provocar distanciamento ou estreitamento dos laços familiares, onde muitos se retraem por não saber lidar com o sujeito afásico, passando o cuidador a ter dificuldade em reversar a responsabilidade de cuidar com outro parente. As dificuldades de interação observadas entre o sujeito afásico e os familiares resultam da necessidade de entendimento por parte desses acerca do comprometimento da linguagem oral expressiva e/ou receptiva. Esse entendimento é favorável para que a família lide com as novas condições do sujeito. A doença de um familiar é capaz de fazer adoecer aqueles que estão próximos e envolvidos no contexto adverso. No caso da afasia, quando a família aceita a nova condição em que o sujeito afásico se apresenta, há um fortalecimento das condições de readaptação social e funcional da linguagem desse sujeito além do estreitamento dos laços familiares. A saúde e o comportamento familiar repercutem na eficácia da reabilitação do afásico. Conclusão: A família é vista como fundamental no processo de reabilitação da afasia em seu contexto sócio-terapêutico. Suas influências de participação repercutem não só na reabilitação da linguagem, como também nas condições emocionais. Isto posto, a atuação fonoaudiológica junto aos familiares foi fundamental para o sucesso da reabilitação. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA ESCRITA DE PALAVRAS POR SURDOS: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO Adriana Di Donato Chaves, Elisabeth Cavalcante Coelho, Gesilda Pereira Leal, Débora Balbino da Silva, Érika Justino dos Santos Sonoda, Maria Lúcia Gurgel da Costa e Evangelina Maria de Brito Faria Área Temática: Linguagem Resumo INTRODUÇÃO. Estudos de validação de instrumento avaliativo constam em pesquisas pelas quais se estabelecem fidedignidade e relevância, atendendo a objetivos específicos. O presente trabalho descreve o processo de construção do “Protocolo de Avaliação do Desempenho da Escrita de Palavras por Aprendizes Surdos”, PADEPAS, e suas etapas de validação e fidedignidade. Consta em tarefa de nomeação de palavras, com gênero textual lista de compras do tipo supermercado com princípios sociointeracionistas. Possui inspiração em estudos da psicogênese da língua escrita, tendo por suporte teórico o modelo computacional e estudos psicométricos. Como instrumento de segunda língua para surdos, o PADEPAS considera as especificidades do aprendiz na relação cultural da visualidade surda. OBJETIVOS. Contribuir na avaliação do processo de aprendizagem da escrita de palavras por aprendizes surdos, como segunda língua, nas esferas clínicas e pedagógicas, sugerindo níveis de desempenho da escrita. MÉTODOS. Pesquisa de validação. O PADEPAS foi construído para aprendizes surdos que tenham completado o terceiro ano do Ensino Fundamental 1, sinalizadores da Língua Brasileira de Sinais, com perda auditiva severa e/ou profunda bilateral. A amostra do estudo contou com 346 participantes, com escolaridade do Ensino Fundamental 1 ao Ensino Superior. Do total da amostra, 220 participantes foram selecionados para os estudos de validação e verificação da fidedignidade. As idades dos participantes variaram entre 9 e 55 anos, tempo de escolaridade com média de 10,1 anos, 50% do gênero feminino e 50% do masculino. Os dados foram coletados em espaços de saúde (privados), educacionais (clínicas-escolas fonoaudiológicas, escolas públicas/privadas regulares/especiais-bilíngues), instituições com fins sociais, em Pernambuco e Paraíba. Procederam-se quatro etapas: do piloto aos estudos de validação de conteúdo e de padronização. Na avaliação do conteúdo, participaram quatro juízes especialistas ouvintes e surdos. Período do estudo: março/2010 a dezembro/2011. RESULTADOS. A aplicação do PADEPAS resulta nos Escores por Aproximação da Palavra (EAP), gerando Escores Totais de Aprendizagem (ESCTAPA), que serão classificados em Nível de Desempenho da Escrita por Surdos (NDES) à escolaridade. Considera desvios como processo de construção da aprendizagem e tem perfil quali/quanti. Revelou consistência no construto, com alto grau de confiabilidade, com alfa de Cronbach de 99,5% como bem classificado e 100% de aprovação na validação do conteúdo por juízes especialistas, obtendo resultados para padronização em materiais impressos e digitais. Resultaram: PADEPAS - 32 imagens com itens de supermercado (impressas ou digitais), Manual do Avaliador (impresso ou digital em Português ou Libras), Folha Resposta, Fichas de Dados Pessoais. DISCUSSÃO. O PADEPAS é um instrumento validado, de fácil e rápida aplicação, para profissionais que trabalhem Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] com escrita de surdos. Contempla o lúdico, convidando o outro, surdo, a brincar com um objeto de resistência, a escrita do português. Busca compreender os diferentes desvios, não como meros erros, mas como processo de aprendizagem da escrita de uma segunda língua de modalidade diferente da sua primeira língua. O olhar do avaliador é parte integrante da aplicação do instrumento, ao qualificar os desvios identificados. CONCLUSÕES. Concluídas as etapas de validação com êxito para esta população, o PADEPAS poderá ser proposto para uso e validação em outros estados. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] A RELAÇÃO ENTRE A AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO FONOLÓGICO E VOCABULÁRIO RECEPTIVO DE CRIANÇAS COM E SEM TRANSTORNO FONOLÓGICO Ana Augusta de Andrade Cordeiro, Ana Carolina Francisca da Silva, Angélica Galindo Carneiro Rosal, Everson Hozano da Silva, Bianca Arruda Manchester de Queiroga, Ronildo Lima da Silva Área Temática: Linguagem Resumo A linguagem receptiva é a capacidade de o indivíduo compreender aquilo que ouve e lê. Entretanto, há divergências na literatura entre o desenvolvimento do vocabulário receptivo em pré-escolares com transtorno fonológico, sendo necessário discutir e obter parâmetros de avaliação. Este estudo descreve a relação entre a aquisição e desenvolvimento fonológico e vocabulário receptivo de crianças com e sem transtorno fonológico. A pesquisa foi realizada em duas instituições públicas, duas instituições particulares e na clínica-escola do Curso de Fonoaudiologia da UFPE, estando todas localizadas na região metropolitana do Recife. Participaram do estudo 69 crianças, de ambos os sexos, na faixa etária de 2:0 a 6:11 anos de idade, sendo 32 do sexo feminino e 37 do sexo masculino, oito com diagnóstico de transtorno fonológico e 61 com desenvolvimento fonológico típico. As crianças com desenvolvimento fonológico típico foram divididas em dez grupos etários com intervalo de 6 em 6 meses. Quanto às crianças com diagnóstico de transtorno fonológico, foram inseridas na amostra todas as crianças com esse diagnóstico que frequentavam a Clínica-escola de Fonoaudiologia da UFPE no período de referência do estudo, tendo como faixa etária de 6:6 a 12:6 anos. Utilizou-se como instrumento de avaliação a Prova de Avaliação Fonológica (PAFon) e o teste de vocabulário receptivo (TVPI). Observou-se que, por causa da maior idade, as crianças com transtorno fonológico apresentaram melhor desempenho nos testes de vocabulário receptivo do que as sem transtorno. Os dados demonstraram que existe uma relação entre o desenvolvimento fonológico e lexical e que, quanto melhor o desempenho no teste de vocabulário receptivo, menor é a ocorrência de processos fonológicos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] COMUNICAÇÃO: O SURDO E SEU AMBIENTE LABORAL Suenízia Machado Malheiros, Wagner Teobaldo Lopes de Andrade Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: Na sociedade atual, o trabalho é considerado de suma importância na vida social do individuo, pois além de atribuir dignidade, status e significação social ao homem, faz com que as suas necessidades básicas sejam financeiramente supridas (SILVEIRA; ALMEIDA, 2007). Para Maciel (2000), evidências do dia-a-dia mostram que existem diferentes setores sociais excluídos (por razões variadas, decorrentes da estrutura socioeconômica ou de problemas de ordem individual) do acesso a determinados bens essenciais, como educação de qualidade, saúde e trabalho. Pode se considerar como um dos problemas existentes, a comunicação, onde o individuo compreende e é compreendido. Entre os problemas de ordem individual, pode-se considerar a dificuldade de comunicação entre colegas, especialmente quando os códigos lingüísticos usados por eles para o contato interpessoal são diferentes. Este problema pode ser ainda maior se as línguas são estruturalmente diferentes, como no caso das línguas orais e das línguas de sinais. Objetivo: Discutir as dificuldades encontradas pelo surdo na sua comunicação no ambiente de trabalho. Método: A presente pesquisa foi desenvolvida a partir de bibliografia pesquisada em bancos de artigos eletrônicos, como Scielo e Bireme, periódicos especializados em Fonoaudiologia e Educação, anais de eventos e monografias realizados no período de 1994 a 2009. Resultados e Discussão: O mercado de trabalho, cada vez mais exigente e competitivo, aliado ao inchaço populacional dos centros urbanos provoca sérios problemas sociais e, através do trabalho, o individuo com necessidades especiais pode demonstrar suas potencialidades, capacidades e competências (TANAKA; MANZINI, 2005). Sabe-se que, apesar de toda a dificuldade que enfrenta para concluir os estudos, muitos surdos chegam a fazer o curso universitário e exercer profissões variadas, sendo inseridos no mercado de trabalho, o que mostra que a surdez não é impedimento à ampla variedade de ocupações (PERLIN, 2000). Em entrevistas realizadas por Marin e Góes (2006) com surdos que trabalham em um fábrica, estes sujeitos relataram que sofriam preconceito em seu ambiente de trabalho, pois eram proibidos de se comunicar em Libras e não tinham acesso ao intérprete dessa língua, sendo obrigados a se comunicar através da oralidade. Considerações Finais: Verifica-se que uma das maiores dificuldades do surdo para ingressar no mercado de trabalho se refere à sua comunicação, pois, em geral, utilizam uma língua (de sinais) diferente da língua utilizada pela sociedade majoritária de ouvintes (a língua padrão do país). Essa dificuldade de comunicação gera, de forma secundária, isolamento social, familiar e profissional. Nesse contexto, o fonoaudiólogo pode se constituir como membro fundamental da empresa como facilitador da comunicação de forma especial com relação à diversidade lingüística presente no ambiente de trabalho. No que se refere especificamente (mas não exclusivamente) ao surdo, a presença deste profissional pode gerar oportunidades de crescimento profissional e realização pessoal. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] DISCURSOS QUE CIRCULAM: O QUE VOCÊ SABE SOBRE A GAGUEIRA? Gleybson Lenon Pereira dos Santos, Joice Maely Souza da Silva, Tatiana, Corrêa Cavalcanti, Larissa Petrusk da Silva Área Temática: Linguagem Resumo Existem diversas abordagens sobre o estudo da gagueira na literatura fonoaudiológica, em que cada uma procura abordá-la a partir de uma perspectiva. Atualmente, encontramos diversas publicações na área da Linguagem, Neurologia, Psicanálise, Psicologia Social, Fenomenológica e Biologia. Apesar das diversas abordagens dos estudos, percebemos que os caminhos da Fonoaudiologia tende a seguir para um só – desvendar esse mistério que é a gagueira. No entanto, grande parte das teorias que a estudam são caracterizadas por abordagens descontextualizadas, enfatizando apenas a partir de sua manifestação externa, ou seja, o que é observado de imediato – o sintoma, excluindo assim, o sujeito. Mesmo a gagueira sendo mote de várias pesquisas, percebemos que a população em geral ainda não tem conhecimento específico e necessário sobre a mesma. O conhecimento sobre a gagueira que circula na sociedade, em sua grande maioria, esbarram no senso comum. Muitas vezes, esse conhecimento “perpetuado” pelo dizer/dizeres são equivocados. Devido a isso, o objetivo deste artigo é investigar quais os discursos que circulam em residentes do município de Abreu e Lima sobre a gagueira, enfatizando a causa da mesma, como conseguem identificar um sujeito que gagueja e qual tratamento acham indicado no caso da gagueira. Para a realização desta pesquisa, vinte (20) sujeitos moradores da cidade de Abreu e Lima responderam a uma entrevista semi-estruturada contendo onze (11) perguntas. As entrevistas foram gravadas e transcritas para serem melhor analisadas. Os dados foram obtidos através de pesquisa qualitativa e os resultados foram analisados e discutidos à luz da Análise do Discurso de linha francesa. Diante das respostas, observamos que a sociedade conceitua a fluência como absoluta, desconsiderando que os momentos disfluentes façam parte da constituição natural da fala. Em face da ideologia do senso comum, ao ter o seu discurso interpretado pelo outro como gaguejante, o sujeito que gagueja se desprende do sentido da fala e ressalta a forma. A partir dessa interpretação, o sujeito se depara com a diferença e se desloca para a posição de sujeito – gago. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] PROMOÇÃO DA SAÚDE DA COMUNICAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO LAR FABIANO DE CRISTO Mariana Batista de Souza Santos, Mirla Oliveira Santos Medeiros, Priscila Rossany de Lira Guimarães Portella, Ronildo Lima da Silva Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: O presente projeto consiste na realização de atividades focadas na promoção da saúde da comunicação infantil, direcionada a aspectos que envolvam o desenvolvimento da linguagem, como atividade motora articulatória, processamento auditivo, emissão sonora e intenção comunicativa. As atividades foram desenvolvidas na Organização Não Governamental, Instituto Lar Fabiano de Cristo, voltadas à crianças de 1 a 3 anos de idade, para as quais foram ofertados estímulos audiovisuais contextualizados acerca da temática “Zoológico”, buscando estimular a produção fonêmica pelas crianças e a associação de uma imagem mental ao som. Os Estudantes realizadores do projeto contaram com o apoio dos professores envolvidos com as crianças diariamente. Para tal, esses profissionais participaram de discussões com os alunos de Fonoaudiologia com orientações acerca do desenvolvimento saudável da comunicação humana. Objetivo: Promover uma troca pedagógica envolvendo e estimulando os aspectos específicos da comunicação e o desenvolvimento da linguagem enquanto habilidade comunicativa em crianças. Metodologia: As atividades aconteceram em três momentos. O primeiro momento compreendeu o matriciamento com os professores, através de material didático explicativo em formato de gráfico pizza com informações acerca das quatro áreas da Fonoaudiologia, que orientavam as discussões sobre o desenvolvimento saudável. Os segundo e terceiro momentos compreenderam as atividades com as crianças. Foram apresentados estímulos visuais como imagens de animais, em plaquetas e máscaras, fantoches e articulação dos fonemas para emissão do som; além de estímulos auditivos como o som dos animais e emissão sonora realizada pelo grupo.Os animais escolhidos para estimulação da consciência fonológica, com associação imagem-som foram a arara, o grilo, a cobra, o pinto, o pato, a galinha, a abelha, a vaca, a cabra, o cavalo e o peru, buscando então a estimulação dos fonemas [s]; [p]; [ẽ]; [k]; [z]; [m]; [b]; [t]; [g] e [l]. Resultados: Durante a visita ao Instituto Lar Fabiano De Cristo para a problematização acerca das características de linguagem do nosso público-alvo, observou-se que as crianças apresentam características marcantes acerca da linguagem, que são próprias da idade. Observou-se também que o ambiente e o contexto da creche em que as crianças estão inseridas favorecem a interação das crianças umas com as outras e com as professoras, estimulando uma intenção comunicativa. O matriciamento com os professores se configurou muito positivo, onde foi compartilhado conhecimento acerca do que é esperado no desenvolvimento saudável infantil dentro da faixa etária do público-alvo. Houve o confronto positivo entre a teoria e a prática, quando observou-se muito do conhecimento, experiência e vivencia das professoras, com troca de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas. Durante os dois momentos de intervenção com as crianças, os estímulos visuais e auditivos apresentados foram bem recebidos e Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] conquistaram a atenção da maioria das crianças. Entretanto, a pequena, mas significativa diferença de idade entre as duas turmas de crianças, deve ser considerado um fator de influência importante para a participação e respostas às atividades. O recurso das imagens associadas aos sons e a um contexto foi muito positivo, sendo importante considerar que o número de informações e estímulos apresentados pode ser reduzido, pelo fato das crianças serem muito pequenas e se cansarem rápido diante de uma longa estimulação.Considerações Finais:As particularidades de cada criança e as surpresas de se trabalhar com esse público exigiram do grupo habilidades, como a de readequação e improviso, e de lidar com o inesperado, muito comum no trabalho com crianças.Os resultados também fizeram perceber que, para trabalhar com crianças pequenas (um a três anos de idade), objetividade e foco são fundamentais para que se mantenha o entretenimento e que seja garantida uma boa apreensão daquilo que é oferecido. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS E SUA RELAÇÃO COM A COMUNICAÇÃO HUMANA Arlene Santos Cavalcanti, Emília Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de Melo, Karine Maria do Nascimento Lima, Jonia Alves Lucena Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: Com base no WHOQOL 100, que é um questionário criado pela (OMS) Organização Mundial da Saúde para avaliar a qualidade de vida, foi realizada entrevistas com idosos de 60 anos ou mais, no qual verificamos em suas respostas que a qualidade de vida influência muito na comunicação desse idoso. O entrevistado que tem o envelhecimento ativo apresenta uma melhor comunicação do que outros idosos que não tem atividades de lazer e nem prática atividade física. Questionário foi realizado nas regiões do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes no mês de outubro de 2012. Sem a presença de critério de exclusão. Objetivos: Entrevistar idosos com o questionário WHOQOL 100, para avaliar a qualidade de vida e analisar as respostas, verificando o quanto a qualidade de vida afeta a comunicação. Métodos: Foram feitas as 100 perguntas do questionário onde o idoso respondia de forma breve ou até mesmo contava histórias antes de responder. As perguntas são todas diretas e organizadas em seis domínios e o idoso responde com respostas sugeridas que possuem um valor de 1 a 5 e com esses valores obtidos com as respostas é possível avaliar o quanto a qualidade de vida esta ligada a comunicação, principalmente quando não existe um envelhecimento ativo. Resultados: Características frequentes nos idosos como dor, cansaço e desconforto físico estão presentes geralmente acima da faixa etária dos 70 anos, poucos são otimistas com relação ao futuro e poucos relataram que aproveitam a vida. A falta de concentração e memória deve ser um dos fatores que impedem que o idoso adquira novas habilidades. Quando a mobilidade afeta o dia a dia da vida do idoso, ele procura a ficar mais em casa, prejudicando sua relação com as pessoas, afetando com isso a sua comunicação. Discussões: A maioria dos idosos não tem energia para realizar atividades do dia a dia, reclamam de falta de concentração e poluição sonora ao qual são submetidos com frequência, e com isso não aproveitam o tempo livre para adquirir um novo conhecimento. A maioria dos idosos respondeu que estão satisfeitos com a sua aparência e são capazes de curtir a si mesmo. A autoestima é um fato que contribui com a comunicação dos idosos, quando os idosos estão felizes as palavras são mais bem articuladas pelos mesmos. Conclusão: Com a realização deste questionário foi possível comprovar o quanto a qualidade de vida de um idoso é capaz de afetar a sua comunicação, idoso que não costumar dormir direito, que não tem uma atividade de laser, nem se exercita, que se não se preocupa com a saúde, com problemas sexuais e financeiros, que fazem uso de medicamentos, reclamam de dor, depressão, dificuldade na mobilidade, alem das queixas de cansaço, são idoso que não se comunicam com facilidade. Enquanto o idoso com pensamentos positivos, que tem sempre uma atividade de lazer prazerosa, que esta sempre em contato com família e amigos e são independentes, tem uma boa memória e capacidade de tomar decisões, são geralmente os mais comunicativos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] AQUISIÇÃO FONOLÓGICA EM CRIANÇAS DE ESCOLA PÚBLICAS E PARTICULARES Ana Augusta de Andrade Cordeiro, Ana Carolina Francisca da Silva, Angélica Galindo Carneiro Rosal, Everson Hozano da Silva, Bianca Arruda Manchester de Queiroga, Ronildo Lima da Silva Área Temática: Linguagem/Fonoaudiologia Educacional RESUMO A aquisição do sistema fonológico de uma língua está estreitamente ligada ao desenvolvimento cognitivo da criança e desenvolve-se paralelamente às habilidades metafonológicas. Estas habilidades correspondem à capacidade que o indivíduo tem de refletir sobre as características estruturais da linguagem oral. Entretanto, há poucos estudos que visam investigar a correlação entre a consciência fonológica e a aquisição fonológica, com especial interesse na análise destes processos. Diante disso o objetivo do presente estudo foi investigar a relação da consciência fonológica sobre a aquisição da linguagem oral, no que concerne especificamente ao desenvolvimento fonológico. A pesquisa foi realizada em duas escolas públicas e três escolas particulares localizadas na região metropolitana do Recife. Participaram do estudo 120 crianças, de ambos os sexos, na faixa etária de 2:0 a 6:11 anos de idade, sendo 60 de escolas particulares e 60 de escolas públicas da região metropolitana do Recife. Utilizou-se como instrumento de avaliação a Prova de Avaliação. Os dados obtidos foram transcritos de acordo com o IPA (Alfabeto Fonético Internacional) e registrados em um banco de dados, o SPSS versão 13.0. Observou-se que os processos fonológicos mais frequentes em todas as faixas etárias no desenvolvimento da fala foram: redução de sílaba, simplificação de liquida, simplificação de encontro consonantal e simplificação de consoante final. Encontraram-se atrasos na eliminação de alguns processos fonológicos, o que pode ser justificado pela influência da variedade linguística falada na região metropolitana do Recife. Uma análise de correlação utilizando o r de Pearson revelou uma correlação negativa entre os processos fonológicos de redução silábica, harmonia consonantal, simplificação velar, Simplificação de encontro consonantal e simplificação de consoante final com as habilidades metafonológicas, apresentando níveis de significância de p<0,01. Em uma análise comparativa dos processos fonológicos por sexo não foram encontradas diferenças significativas nas médias. Com base na análise dos dados, observou-se que o tipo de escolaridade não parece ser uma variável que, isoladamente, assegura o desenvolvimento da linguagem. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] ENFOQUE FONOAUDIOLÓGICO EM PACIENTE COM CARACTERÍSTICAS DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA Amanda Rodrigues Soares Silva, Elisabeth Cavalcanti Coelho, Jullyane Florencio Pacheco da Silva, Natália Adalgiza de Souza melo, Robélia Cristinny Gomes Rodrigues, Schirleyde Fabiana da Silva Área Temática: Linguagem Resumo Introdução: O autismo é considerado uma síndrome comportamental com causas diversas ainda pesquisadas e curso de um distúrbio do desenvolvimento, sendo caracterizado pela dificuldade de interação social, visualizado pela dificuldade na relação com o outro, usualmente combinado com déficits de linguagem e alterações de comportamento. O autismo faria parte do chamado espectrum ou continuum de distúrbios, que teria como alteração principal um prejuízo intrínseco no desenvolvimento da interação social recíproca e na linguagem, tais características variam na tipologia e na intensidade com que se manifestam. Objetivo: Destacar os ganhos obtidos na terapia fonoaudiológica em paciente com características do espectro autista. Métodos: Trata-se de um relato de caso de paciente do sexo masculino, 3 e 11 meses, em investigação do diagnóstico,atendido na clínica escola de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Durante a avaliação fonoaudiológica foram oferecidos brinquedos à criança (animais, meios de transporte, blocos e peças para encaixe), a postura da terapeuta foi a de estimular a criança a utilizar os objetos. Foi visto que o paciente não explorava os objetos um a um, recusava a participação da terapeuta na brincadeira, atuava sobre dois ou mais objetos ao mesmo tempo e se encontrasse obstáculos durante a atividade o paciente desistia e procurava outro material. Foi verificado que ele fez uso prático dos objetos e apresentou dificuldade de estabelece esquemas simbólicos. Quanto às habilidades de imitação vocal, o paciente mostrou diversos momentos ecolálicos com fala inteligível, não mantinha contato visual com a terapeuta, pulava constantemente com os olhos fechados, puxava seu próprio cabelo agressivamente e recusava o toque. A terapia baseou-se em estabelecer vínculo entre a terapeuta e paciente, estimular aspectos auditivos e visuais (contato visual), incentivar a atividade simbólica, estimular aspectos cognitivos e de compreensão, favorecer interação social, atribuir funcionalidade a objetos e situações comunicativas, como também estimulá-lo a perceber e conhecer o seu próprio corpo. Resultados: Após a intervenção fonoaudiológica, foi visto que o paciente aumentou seu tempo de atenção nas atividades realizadas concentrando-se por mais tempo, aceitou com mais frequência à presença da terapeuta na brincadeira e dessa forma a mesma foi conquistando espaço na terapia. A criança iniciou maior contato visual durante os momentos de interação, diminuição dos gestos motores (como pular e puxar o seu próprio cabelo), e passou a observa-se em frente ao espelho. Discussão: A literatura aponta que as principais características do espectro autista infantil envolve o comprometimento do desenvolvimento da interação social, das habilidades simbólicas, do desenvolvimento da comunicação recíproca, afetando os domínios verbais e nãoverbais. Como também o comprometimento do desenvolvimento da imaginação e da mudança do repertório de comportamentos. Conclusão: Verificou-se que a Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] terapia fonoaudiológica mostrou-se eficaz no trabalho com a criança, sendo necessária a continuação do acompanhamento fonoaudiológico em sessões semanais, a fim de possibilitar maior avanço por parte do paciente nos demais aspectos não contemplados. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] JOGO: O CAMINHO DA SAÚDE VOCAL Arlene Santos Cavalcanti, Émilia Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de Melo, Karine Maria do Nascimento Lima Área temática: Voz Introdução: O jogo “O Caminho da Saúde Vocal” é um jogo de dado, tendo por grande atrativo a possibilidade de promover conhecimento sobre saúde vocal e interação entre os participantes. O jogo estimula a pratica de hábitos saudáveis para a voz. É composto por 20 casas, onde cada uma delas guarda uma informação sobre o que fazer para obter a saúde vocal e informações sobre hábitos que afetam a voz. O jogo se apresenta como ferramenta lúdica eficiente, possui um grau de dificuldade moderado. Para a confecção do jogo foi utilizado Tnt nas cores; creme e vermelho, a escolha do Tnt para o trabalho, foi para comprovar que é um material com preço acessível, que permite a criação de qualquer trabalho e que causa um efeito interessante, também tem o fato de ser um material leve, dobrável e de fácil transporte. Já a fita de cetim na cor vermelha, foi para deixar a divisão com mais visualidade. Foi utilizada uma caixa pequena para formar o dado, que tem 10 cm de altura e 10 cm de largura. Alem de papel oficio A4 para a impressão do símbolo de Fonoaudiologia. O jogo tem 1 metro e 40 cm de altura e 1 metro de altura e 40 cm de largura e cada casa tem 26 cm de altura e 26 cm de largura, que permite o participante caminhar em cima, de acordo com o numero de casas indicado pelo dado e pelo próprio jogo. Objetivos: Promover conhecimento sobre saúde vocal, através de atividade lúdica, é uma forma bastante atrativa para trabalhar principalmente com as crianças, onde a informação é levada de maneira divertida. Mas é um jogo em que os adultos curtem joga e aprendem cuidados básicos com a voz. Essa é a intenção, juntar a diversão com a informação. E o publico alvo não tem idade especifica porque os abusos vocais estão ocorrendo cada vez mais cedo, uns ocasionados pela profissão e outros pela personalidade infantil. Público-alvo: Crianças ou adultos, sendo a idade mínima de 5 anos e não apresentando idade máxima. O jogo foi elaborado para atingir todos os tipos de públicos, para que a informação do cuidado vocal seja bem recebida por todas as classes sociais. Desde que esteja a vontade de participar e ao mesmo tempo tenha o desejo de conhecer o Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] que é preciso para ter uma voz saudável, que tipo de hábitos são prejudiciais a saúde da voz. Por isso é abertos para todo acima de 5 anos, que queira brincar e aprender com esse jogo. Instruções de uso. Mínimo de dois participantes, o jogo é colocado no chão, para permitir que o jogador possa andar nele, cada um vai jogar o dado uma vez e andar o número de casas indicado pelo dado. E durante as casas vai obter informações sobre o que faz bem e o que faz mal para voz. Se o participante jogar o dado e andar até a casa que informa às coisas que devemos fazer para ter uma voz saudável, o participante após ouvir a informação, vai continuar na mesma casa até a próxima jogada ou poderá passa uma ou duas casas, depende da sorte do participante ao joga o dado. Agora se joga o dado e cair na casa onde a informação é sobre hábitos que afetam a saúde vocal, o participante terá que voltar uma casa ou duas casas. Se por acaso dois jogadores caírem em uma mesma casa, cada um deles vai manter apenas um pé dentro da casa, até o próximo joga. Ganha quem chegar até o símbolo de fonoaudiologia e provar que aprendeu sobre a saúde vocal. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] JOGO: DESAFIO DO SINAL Ana Carolina de Lima Gusmão Gomes, Arlene Santos Cavalcanti, Bruna de Souza Silva, Émilia Cristina Santos da Silva, Maria de Fátima Silva de Souza Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional Introdução. O “Desafio do Sinal” é um jogo de cartas em Língua Brasileira de Sinais (Libras), tendo por grande atrativo a possibilidade de promover a socialização e interação em um momento de aquisição de novos conhecimentos no processo terapêutico, estimulando o comportamento inclusivo e o respeito ao próximo, colaborando assim, no desenvolvimento integral da criança surda. É composto por 100 cartas, O “Desafio do Sinal” também permite seu uso por ouvintes aprendizes iniciais da Libras, uma vez que utiliza vocabulário básico em sinais. Deste modo, o jogo se apresenta como ferramenta lúdica eficiente e prazerosa na aquisição da Libras. O jogo necessita que o mediador saiba todos os sinais. Para confeccionar o jogo foi usado papel foto e papel quarenta rosa. Objetivos. Promover a aquisição de conhecimentos básicos referentes à Língua Brasileira de Sinais (Libras). Público-alvo: Crianças ou adultos surdos ou ouvintes, usuárias da Língua Brasileira de Sinais, sendo a idade mínima de 5 anos e não apresentando idade máxima. O jogo apresenta um grau de dificuldade de moderado a difícil, dependendo sempre do conhecimento do jogador. Instruções de uso. Mínimo de dois participantes não havendo um número limite de jogadores. Cada jogador de cada vez pega uma carta no baralho posicionado ao centro da mesa, realizando o sinal que a carta representa. Em caso de acerto, o jogador ganha a carta e pega uma nova carta. O jogador perde a vez ao errar o sinal, e assim se segue até que não saiba a resposta certa. Neste momento ele deve devolver a carta a qual não soube sinalizar a caixa de origem. O próximo jogador segue com o jogo. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] Ao final, o vencedor será aquele jogador com o maior número de cartas na mão, sendo ele então o indivíduo com maior conhecimento em língua de sinais. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] JOGO: CAÇA PALAVRAS PARA SURDOS APRENDIZES DA LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA Acácia Barros, Amanda Sales, Ana Carolina, Evaneth Duarte, Jeyse Soares, Milena Melo, Priscila Ribeiro Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional INTRODUÇÃO:Grande parte das línguas orais utiliza a modalidade escrita, a representação da fala. No caso dos surdos, que tem como primeira língua a língua sinalizada, a escrita seria uma forma de travar uma comunicação mais efetiva com ouvintes. Para isso o processo de letramento de surdos é fundamental. Este processo é mais fácil para ouvintes, pois eles sabem previamente que existe o aspecto gráfico da língua, o que faz o processo de alfabetização (relação do som com a escrita) ser mais lógico. Entretanto os surdos não tem o apoio dos sons para a compreensão deste processo, levando-os a criar uma barreira para o aprendizado da escrita. Conhecendo as duas línguas, vemos que elas possuem princípios divergentes o que trás a necessidade de métodos diferentes no processo de instrução. O processo de ensino da escrita para ouvintes tem como base, inicialmente, a decodificação de sons e letras, sendo que este processo não tem aplicação coerente para surdos. Tentar ensinar esta modalidade da língua para esse grupo de sujeitos é indispensável usar de artifícios que se adéquam a sua realidade. É importante ressaltar que a língua de sinais pode interferir na escrita do surdo, quanto ao uso de tempos verbais, conectivos, concordância nominal e verbal, preposições, e a afins, porém não altera a estrutura do texto. OBJETIVO: Trazer através de figuras e a associação das mesmas com a representação escrita do signo linguístico a compreensão da língua portuguesa escrita. Um modo lúdico de praticar tanto o vocabulário quanto estrutura de frases do Português. PÚBLICO ALVO: Surdos aprendizes da língua portuguesa como segunda língua. Ênfase na modalidade escrita. INSTRUÇÕES DO JOGO: O Jogo é individual, sendo necessário um maior esforço do participante para relacionar figuras à palavra. O participante recebe três (03) frases impressas, uma por vez, e procuram nas cartas embaralhadas as figuras e palavras que as compõem. No meio do baralho haverá algumas palavras extras que não compõem nenhuma das frases. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] JOGO: SINALIBRANDO Franciele Gomes Alves de Melo, Karine Maria do Nascimento Lima, Luciana Cabral Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional. Introdução. O SinaLibrando é um jogo de cartas em Língua Brasileira de Sinais (Libras), que auxilia na aquisição de novos sinais e ao mesmo tempo faz com que o participante do jogo possa mostrar o seu nível de conhecimento em libras. É composto por cartas que contém tanto desenhos para serem sinalizados como ordens a serem seguidas pelos participantes e um tabuleiro com casas e peões. O jogo permite seu uso por ouvintes aprendizes iniciais da Libras, uma vez que utiliza vocabulários básicos em sinais. Para confeccionar o jogo foram utilizados: cartas de papel fotográfico com desenhos e sinais em libras e ordens a serem seguidas, além de emborrachado e 4 peões confeccionados também com papel fotográfico, um com cada cor (vermelho, verde, azul e amarelo). Objetivos. Promover a aquisição e aprimoramento de conhecimentos básicos referentes à Língua Brasileira de Sinais (Libras), através de uma atividade lúdica, sendo possível uma interação entre a comunidade surda e a de ouvintes, possibilitando não somente aquisição mais também uma troca de conhecimentos. Público-alvo: Crianças ou adultos surdos ou ouvintes, usuárias ou aprendizes da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), sendo a idade mínima para participação a de 7 anos e não apresentando idade máxima. O jogo apresenta um grau de dificuldade de moderado a difícil, dependendo sempre do conhecimento do jogador em libras. Instruções de uso. Máximo quatro participantes. Cada jogador, um por vez, pega uma carta no baralho e sinaliza o desenho apresentado na mesma ou segue a ordem apresentada por escrito, ainda tem a oportunidade de parar em uma das casas “coringa” presentes no meio do percurso e que podem mudar totalmente com o destino do jogo. Em caso de acerto, o jogador avança uma casa, em caso de erro continua na mesma casa em que estava. No caso das cartas com ordens a serem seguidas, tanto o jogador pode mudar de lugar com outro, como deixar alguém sem jogar uma rodada, voltar ou avançar casas sem a necessidade de acertar o sin Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] JOGO: MITOS E VERDADES – SAÚDE VOCAL Arlene Santos Cavalcanti, Emília Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de Melo, Karine Maria do Nascimento Lima Área temática: Voz Introdução: O jogo “Mitos e Verdades- Saúde Vocal” é um jogo de cartas, que tem por grande atrativo a possibilidade de promover conhecimento sobre saúde e higiene vocal além de interação entre os participantes, que vão ao longo do jogo desvendando os mistérios sobre os mitos que envolvem os cuidados com a voz e conhecendo as verdades sobre saúde e higiene vocal. O jogo é composto por 19 cartas, O mesmo apresenta um grau de dificuldade de fácil a moderado, dependendo sempre do conhecimento dos participantes. Para a confecção do jogo foram utilizadas 19 cartas de papel fotográfico com perguntas de um lado e imagens relacionadas do outro, uma caixa de papelão com furo na tampa, na qual os participantes colocam a mão e tiram uma carta, além de uma folha de papel ofício com as respostas referentes às perguntas e com uma breve explicação do por que serem mitos ou verdades, vence quem acertar o maior número de perguntas ao longo do jogo.Objetivos: Promover e compartilhar conhecimento a cerca da saúde e higiene vocal, através de atividade lúdica entre profissionais da voz ou não.Público-alvo: Crianças ou adultos, profissionais da voz ou não, todos que desejam obter conhecimentos sobre os mitos e verdades que cercam a saúde vocal. Instruções de uso. Mínimo de dois participantes. Onde cada participante tira da caixa uma carta e lê uma frase, com o intuito de verificar se a mesma é uma sentença verdadeira ou falsa sobre hábitos vocais, se o participante responder corretamente acumula um ponto e fica com a carta na mão, se errar descarta a carta novamente na caixa para dar a oportunidade de outro pegar e responder corretamente se a mesma afirmação é mito ou verdade só que dessa vez tendo de explicar o porquê de ser verdadeira ou fala a afirmação, no final ganha quem tiver mais cartas nas mãos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] TECNOLOGIA ASSISTIVA: BIOFEEDBACK FONOTÁTIL PARA SURDOS Paulo Marcelo Freitas de Barros, Ana Maria dos Anjos Carneiro Leão, Welington Pinheiro dos Santos e Ralph Oliveira O problema da oralização do Surdo tem sido vastamente estudado nos âmbitos terapêutico e educacional. Entretanto, pouca atenção tem recebido na esfera ocupacional. Recentes estudos em neurociência demonstram que a estimulação tátil ativa áreas corticais auditivas e que a percepção do mundo exterior é o resultado da interação simultânea dos múltiplos sentidos e nenhum deles pode ser dispensado sem se comprometer a plasticidade neuronal. Dessa forma, o sentido do tato volta a ser foco e interesse. Consensualmente, Surdos bilingues (oralizados) são os que se situam melhor no mercado de trabalho. Para auxiliar a comunicação oral da pessoa Surda utilizando Tecnologia Assistiva (Leve e Dura), o objetivo do trabalho foi desenvolver uma Rede Tecnológica a partir da criação de um equipamento (fig. 1) que utilizou o biofeedback fonoacústico tátil pulmonar. Através de estudos de caso, a aplicabilidade do equipamento, com 30 ouvintes, forneceu a diferenciação tátil entre os sons modal e falsete, modal e fricativos e entre falsete e fricativos. Ao ser utilizado com 30 pessoas surdas, o equipamento possibilitou melhoras na produção vocal aumentando o tempo de fonação em 4,28s, melhorando a frequência fundamental em 19,78Hz, reduzindo o ruído em 0,57dB e melhorando os indicadores shimmer em 2,5% e jitter em 1%. Com o software desenvolvido foi possível selecionar as frequências do sinal de voz correspondentes aos sons da fala e apresentá-los de forma diferenciada em diferentes modelos gráficos para a detecção do falsete. Foi criado também, um modelo de atuação em Atenção Básica que proporcionou o desenvolvimento da área de saúde auditiva e programas sociais inclusivos voltados para a formação e qualificação para o trabalho. Com relação à Tecnologia “Dura”, foram criadas duas patentes. O primeiro equipamento vibrotátil pode ser instalado em um capacete (de Equipamento de Proteção Individual-EPI, de ciclismo ou de motociclismo) que fornece sensações táteis para a localização espacial de sons de forte intensidade (buzinas, sirenes, alarmes, dentre outros). O segundo equipamento vibrotátil foi direcionado para Surdos digitadores. Ele fornece, simultaneamente, sensações táteis programáveis e sinal de rádio freqüência que informam os intervalos de tempo em que os Surdos digitadores necessitem interromper suas atividades para a prevenção de Lesões por Esforços Repetitivos-LER. Outra área que poderá receber benefícios do presente equipamento é a área de voz em ouvintes, tanto do tratamento quanto no aperfeiçoamento de padrões de voz e fala ou em outras patologias como, por exemplo, nas afasias ou no autismo. Percebendo-se que o dispositivo atua devolvendo os estímulos do próprio indivíduo para ele mesmo, fica evidente a associação do equipamento com a área de bioressonância e com as recentes terapias informacionais ou, ainda, coadjuvante nas Práticas Integrativas Complementares-PIC’s em uma possível continuidade e expansão do tema abordado. De forma geral, o presente estudo de base sistêmica, integrou 14 diferentes áreas do conhecimento. Com a associação do equipamento, do seu software e das criações realizadas nas áreas de Atenção Básica e ocupacional, podese dispor agora, de um “pacote” de Tecnologia Assistiva integrada que pode ser adaptado para diferentes municípios no Brasil ou em outros países. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected] Fig. 1 Estimulador tátil para Surdos. Para o seu uso, basta encostar a unidade de captação em um pulmão e a unidade de vibração em outro e, depois, emitir sons vocálicos. Rua Prof° Artur de Sá, s/n – Cidade Universitária – Recife/PE – CEP: 50670-420 Telefone: 2126-8929 – e-mail: [email protected]