Anais do I Seminário de Estudos
em Saúde da Comunicação Humana
30 de novembro de 2012
Recife - PE
PERFIL E AUTOPERCEPÇÃO VOCAL DE DOCENTES DO ENSINO SUPERIOR
Mariane Querido Gibson, Luana Priscila da Silva, Ana Nery Araújo
Área temática do trabalho: Voz
RESUMO
Introdução: Dentre os profissionais da voz, os professores formam uma categoria
onde há uma grande incidência de problemas decorrentes desta utilização, pois a
voz é seu principal instrumento de trabalho. Sendo um dos aspectos que aparece
naturalmente no processo de comunicação oral, sofre os efeitos das mudanças da
vida do indivíduo, de suas emoções, do estado de saúde de seu corpo e da sua
mente, bem como do ambiente físico onde é produzida. Para o docente, a voz é
fator relevante para o desempenho profissional e atuação em sala de aula. A
qualidade de vida é muitas vezes prejudicada em função de alterações vocais
profissionais, muitas vezes levando os professores ao afastamento de sua atividade
laboral. Objetivos: Identificar o perfil vocal e avaliar a autopercepção vocal de
docentes do Ensino Superior com relação qualidade de vida e voz no uso
profissional. Método: Aplicação do questionário sobre perfil vocal e do protocolo
de Qualidade de Vida e Voz (QVV), em 31 docentes do Ensino Superior. Resultados
e Discussão: Quanto à ocorrência de alteração vocal, verificou-se que 51,6% dos
docentes já tiveram alguma alteração vocal por uso intenso da voz, onde 100%
fizeram uso de tratamento medicamentoso, provavelmente por desconhecer
estratégias fonoaudiológicas para otimizar o uso da voz, evitando o desgaste. A
maior causa dessas alterações foi o uso intenso da voz (70,6%). Esse grande
percentual pode estar relacionado às condições adversas do ambiente de trabalho.
Uma delas é a presença de ruído, que impele o professor usar a voz em forte
intensidade para poder ser ouvido e compreendido pelos discentes. Alguns
sintomas vocais foram referidos: rouquidão (22,2%), falhas na voz (22,2%) de
forma assistemática. Algumas sensações relacionadas à garganta e a voz: garganta
seca (41,4%), secreção (36,0%), tosse seca (33,3%), esforço ao falar (28,0%). Os
docentes utilizam algumas estratégias de prevenção no uso da voz, costumam
poupar a voz quando não estão com os alunos (38,7%) e 35,5% sempre bebem
água durante o uso da voz. Com relação ao QVV, a partir das respostas, notou-se
através da média final do grupo (97,5%), que os mesmos apresentam uma boa
relação entre qualidade de vida e voz. Na análise do protocolo, a maioria das
respostas dos docentes houve predomínio para o escore 1 (nunca acontece e não é
um problema), em sete das 10 questões contidas no questionário, indicando que os
professores universitários não alteram seu comportamento social em função da
voz e nem deixam de participar das suas atividades sociais, resultado também
encontrado em estudos feito por Grillo e Penteado (2005). Conclusão: Mesmo não
apresentando alterações vocais sistemáticas, os docentes estão expostos a fatores
que podem levar a alterações vocais, portanto devem estar atentos ao uso
ocupacional da voz. Apresentaram também uma autopercepção boa e o estudo
contribuiu para que os docentes refletissem sobre as diversas nuances da
expressão vocal dentro do uso pessoal e profissional.
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ESTABILOMETRIA E RINITE ALÉRGICA
Luciana Ãngelo Bezerra, Hilton Justino da Silva, Klyvia Juliana Rocha de Moraes, Gerlane Karla
Bezerra Oliveira Nascimento, Daniele Andrade da Cunha, Ana Carolina Cardoso de melo, Renata
Andrade da Cunha, Raissa Gomes Fonseca Moura, Roberta Borba Assis, Medeiros Peixoto
Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana
RESUMO
INTRODUÇÃO: A estabilometria ou mais comumente conhecida como baropodometria, que
avalia de forma quantitativa a pressão dos pés, é um recurso de alta tecnologia que contribui
para avaliação postural de indivíduos sadios ou portadores de alguma patologia. Ou seja, visa
avaliar a distribuição de peso ou pressão nos pés e relacionar os resultados com as
alterações posturais do indivíduo. Na rinite alérgica, dependendo da idade e do grau de
obstrução nasal momentâneo, pode-se observar respiração do tipo oral/oronasal, que se
prolongada pode gerar desequilíbrios miofuncionais, mudanças nas funções
estomatognáticas e no eixo corporal. Vários autores objetivaram pesquisar a postura em
crianças respiradoras orais e verificaram que a maioria delas apresentava cabeça
anteriorizada, ombros protrusos e abdome hipotônico. Sabe-se que pessoas com alterações
na oclusão labial (má oclusão, respiração oral), leva a alterações posturais descendentes.
OBJETIVO: Verificar, através de levantamento bibliográfico, a relação entre o lado de
preferência mastigatória e o lado de maior descarga de peso em crianças respiradoras orais
com rinite alérgica. MÉTODOS: Revisão literária de artigos originais, que avaliaram postura
em crianças respiradoras orais usando a baropodometria, correlacionando com o lado de
preferência mastigatória. As bases consultadas foram: Medline, Medline OLD, LILACS,
SciELO Brasil, Pub Méd e Pub Méd Central. Não foi utilizado filtro, apenas o próprio
limitador da Medline que inicia a busca de artigos a partir do ano de 1966. Foram feitos os
seguintes cruzamentos, em português, espanhol e inglês: baropodometria e rinite alérgica;
baropodometria e mastigação. Foram encontrados 22 estudos, o título foi primeiramente
lido; quando não abordava o tema os mesmos eram excluídos; a segunda exclusão foi feita a
partir da leitura dos resumos que quando não abrangiam o assunto também foram excluídos.
Finalmente foram lidos artigos na íntegra, permanecendo 8, que não abordavam
simultaneamente os temas, mas serviriam de base para elaboração de outros artigos.
RESULTADOS: Todos os estudos avaliaram postura através da baropodometria. Nenhum
artigo relacionou baropodometria em crianças respiradoras orais com rinite alérgica com
lado de preferência mastigatório; assim como, nenhum artigo relatou preferência de lado
mastigatória nesta mesma população. DISCUSSÃO: Alguns autores afirmam que existe
interferência da oclusão sobre o controle do equilíbrio postural. Outros afirmam que
dependendo do tipo de classe de oclusão, o indivíduo poderá ter alteração postural
(desequilíbrio postural anterior ou posterior). A oclusão da boca é parte integrante do
sistema estomatognático, logo, um transtorno na oclusão poderá repercutir sobre o corpo
como um todo. Na manutenção do equilíbrio corporal, os sistemas vestibular, óptico e
proprioceptivo precisam estar funcionando simultaneamente e harmoniosamente. Na
síndrome do respirador oral, normalmente observam-se cabeça anteriorizada e com leve
extensão cervical; tal postura estimula o reflexo vestíbulo-espinhal (aumenta o tônus
extensor), que altera a posição anatomofisiológica do labirinto (manutenção do equilíbrio).
CONCLUSÃO: Sugere-se que a própria respiração oral leva a alterações miofuncionais
gerando desajustes posturais globais. Sugerem-se pesquisas originais sobre este tema,
baropodometria em crianças respiradoras orais com rinite alérgica, relacionando com o lado
de preferência mastigatório.
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PROFESSORES DE ENSINO FUNDAMENTAL: PERCEPÇÃO E CONHECIMENTOS A
RESPEITO DE SUA VOZ
Luana Priscila da Silva, Nathália Angelina Costa Gomes, Ana Nery Araújo
Área temática do trabalho: Voz
RESUMO
Introdução: Nos estudos sobre o uso da voz numa perspectiva profissional, os
professores representam uma das principais categorias que apresentam distúrbios
vocais relacionados à atividade laboral. Para atuação junto a essa população, faz-se
necessário compreender o papel que o professor atribui a sua voz no exercício da
docência, e quais os seus conhecimentos com relação aos cuidados com a voz que
possibilitam um melhor desempenho vocal na sala de aula. Objetivos: Identificar a
percepção dos docentes com relação a sua voz no seu exercício profissional após
um semestre de trabalho em sala de aula. Verificar o conhecimento dos
professores sobre os cuidados necessários para a manutenção da saúde vocal no
exercício da profissão. Métodos: O presente estudo contou com a participação de
28 professores do Ensino Fundamental II, de uma escola particular localizada no
Recife, que se encontram atuando na docência. O procedimento de coleta de dados
foi feito a partir de um questionário individual com perguntas abertas. A análise foi
realizada a partir da tabulação dos parâmetros levantados com base na
semelhança de respostas dadas pelos professores, ou seja, as respostas com maior
incidência foram contabilizadas. Resultados e Discussão: A faixa etária dos
participantes variou de 26 a 50 anos com média geral de 38,96 anos. Todos os
professores exercem a profissão a mais de cinco anos, exceto um que atua na
docência há três anos e outro que não respondeu a esse parâmetro. Quanto à carga
horária 57,14% permanecem em sala de aula mais de 20 horas semanais. Quanto à
percepção dos docentes com relação a sua voz depois de um período ministrando
aulas, 46,4% percebem sua voz rouca, 42,8% voz cansada, 14,3% dor e ardor na
garganta, 10,7 % falha na voz e pigarro, ainda com 7,14% garganta seca, tosse, voz
grossa, esforço para falar. E 10,7 % percebem sua voz normal. Com relação aos
conhecimentos sobre cuidados necessários para manutenção da saúde vocal no
exercício da profissão, citados pelos professores, estão: tomar água, onde 89,3%
citou ser importante tal hábito. Outro cuidado importante para a saúde da voz
citado pelos professores foi o aquecimento vocal com 64,3% das respostas. Comer
maçã também foi considerado por 21,4% como forma de cuidado com a voz. Não
tomar café e não falar alto foi citado por 17,8% dos professores. Não gritar e
“evitar gelado” também foram citados por 10,7%. Ainda em menor incidência nas
respostas, apenas 7,1%, estão: não consumir bebida alcoólica, não consumir
bebida gaseificada, não chupar pastilha, evitar chocolate, falar respirando pelo
diafragma, evitar cigarro. Ainda existem pessoas que desconhecem cuidados com a
voz, 7,1%. Conclusão: Os docentes que participaram desta pesquisa apresentaram
informações que demonstram uma grande percepção às mudanças na qualidade de
sua voz após o exercício profissional, e também foi possível verificar que mesmo
havendo um conhecimento básico sobre cuidados com a voz, há um elevado índice
de queixas quanto à qualidade vocal o que gera uma reflexão sobre a existência da
aplicabilidade desses conhecimentos durante o exercício profissiona
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ASPECTOS EMOCIONAIS DOS PAIS DE CRIANÇAS COM EPILEPSIA
Amanda Almeida Batista, Raissa Gomes Fonseca Moura, Gabriela Cobe Mendes,
Camomila Lira Ferreira, Patrícia Danielle Falcão Melo, Eulália Maria Chaves Maia
Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana
RESUMO
Introdução: A epilepsia é uma doença crônica que, por sua configuração, envolve
não só o indivíduo acometido por ela, como também os familiares e pessoas
próximas. Os pais ou responsáveis de crianças com epilepsia, em especial, sofrem
as consequências deste transtorno e os sentimentos de culpa, medo, tristeza,
dentre outros, invadem a rotina de vida deles e podem influenciar na forma de
criar e estimular os filhos. Objetivo: Identificar a reação dos pais de crianças com
epilepsia com relação aos aspectos emocionais. Método: A obtenção dos dados
ocorreu durante o período de setembro/2009 a março/2010, no Ambulatório de
Neurologia Infantil do Hospital de Pediatria Professor Heriberto Bezerra
(HOSPED) da UFRN, através da aplicação de um questionário com pais e
cuidadores de crianças com epilepsia. A amostra foi constituída por 43 pais ou
responsáveis de crianças com diagnóstico inequívoco de epilepsia, com idade entre
03 e 12 anos. Resultados: Dos 43 entrevistados na pesquisa, 36 relataram
sentimentos de “tristeza, desespero e medo” ao descobrirem que o filho tem
epilepsia; 29 afirmaram que não apresentam receio para falar do diagnóstico dos
filhos para outras pessoas; 38 afirmaram que ficam observando os filhos na maior
parte do tempo; 41 relataram sentir-se preocupados com a criança durante a vida
diária; 19 pais acreditam que os filhos são diferentes das outras crianças; 26 pais
afirmaram não impor limites aos filhos; 12 pais afirmam ser permissivos demais,
com medo que a contrariedade cause uma crise epiléptica; e 36 assumem ter
atitudes de superproteção, pois acreditam que podem evitar que uma crise
epiléptica aconteça. Discussão: Crianças com epilepsia estão expostas a diversos
fatores, decorrentes da doença e dos estigmas que a acompanham. O relato de pais
de crianças com epilepsia sobre diversos aspectos emocionais pode revelar o
quanto esse transtorno afeta diretamente a qualidade de vida da criança e da
família. Alguns estudos encontrados na literatura corroboram com os achados
desta pesquisa. Conclusão: A epilepsia é uma doença comum na infância que
repercuti na cognição, na linguagem, na escolarização e nos aspectos emocionais
tanto da criança que a possui quanto dos que convivem diretamente com ela.
Alguns pais ou responsáveis, temendo a exposição dos filhos, apresentam atitudes
negativas que podem prejudicar ainda mais a vida dessas crianças. Vê-se, então, a
necessidade de estudos sobre esses aspectos e a elaboração de estratégias que
possibilitem o esclarecimento, à população, sobre a epilepsia e suas consequências.
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ELAN: FERRAMENTA AUDIOVISUAL E SUA UTILIZAÇÃO NA
FONOAUDIOLOGIA
DI DONATO, A.; SILVA, H.J.; SILVA, J.M.; SILVA, M.M.; COELHO, E.C.; LEAL, G.P.;
SILVA, D.B.; MEDEIROS, M.O.S.; ALBUQUERQUE, L.C.A
Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana
RESUMO
INTRODUÇÃO. Diariamente o mundo se dá conta de inovações tecnológicas que
podem ser aplicáveis a diversas áreas do conhecimento científico. Na área da
saúde, instrumentos de mensuração e análise possibilitam diagnósticos cada vez
mais precisos e, consequentemente, ampliam as chances de maior qualidade nas
intervenções clínicas, além de fortalecer os construtos teóricos que respaldam as
pesquisas científicas na vida acadêmica. O Eudico Linguistic Annatator (ELAN)
configura-se como uma ferramenta profissional aplicável a anotação e tratamento
de dados de áudio e vídeo. Apresenta-se como software livre, em versões para
Windows, Mac e Linux, e tem seu uso facilitado, tanto pelo nível médio de
complexidade, quanto pela simplicidade na instalação. No Brasil, já é utilizado pela
área da Linguística em estudos sobre as línguas de sinais. OBJETIVO. Introduzir o
ELAN como tecnologia audiovisual para ensino e pesquisa em diferentes
especialidades da Fonoaudiologia, na Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), em parceria com a Linguística e a Educação. MÉTODOS. Ação do
Departamento de Fonoaudiologia, aprovada em Edital PROPESQ da UFPE, em
parceria com duas tradutoras-intérpretes de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS,
com formação em Letras-Libras (ministrantes). Participam fonoaudiólogos
docentes de Libras, Motricidade orofacial e Linguagem, graduandos de períodos
diversos do curso de Fonoaudiologia e uma mestranda em Saúde da Comunicação
Humana da UFPE. Da área da Educação, professores da rede pública, que atuam em
salas de Recursos Multifuncionais, fluentes em Libras. São realizadas atividades
presenciais e não presenciais quinzenais para apropriação e uso da tecnologia
ELAN, fora do horário escolar, no período de um ano. Os bancos de dados
audiovisuais em fonoaudiologia são resultado de pesquisas aprovadas por Comitês
de Ética em Pesquisa pelos respectivos coordenadores, assegurando os preceitos
éticos exigidos por lei. RESULTADOS. O estudo constata precisão e liberdade de
adaptação aos diferentes objetivos propostos, evidenciando avanços em relação às
análises que anteriormente eram realizadas a partir de descrições visuais dos
bancos de dados nas pesquisas em Motricidade Orofacial, Linguagem e Língua de
Sinais. Os dados podem ser anotados e analisados selecionando-se período de
tempo, que varia de minutos a frames, de acordo com os objetivos de cada
pesquisador, em estudos quantitativos e/ou qualitativos. Além disso, a ação dá
oportunidade aos alunos de graduação e pós-graduação em Fonoaudiologia da
utilização de novas tecnologias em pesquisas. Pode-se afirmar, ainda, que os
resultados obtidos na área da motricidade orofacial favorece o biofeedback nas
intervenções clínicas na clínica-escola. Outro aspecto relevante desencadeado pela
ação proposta refere-se à integração do diálogo entre diferentes áreas do
conhecimento da comunicação, a saber, Linguística, Fonoaudiologia e Educação,
nos aspectos de ensino e pesquisa. CONCLUSÃO. Assim como já vem acontecendo
na Linguística, o ELAN se apresenta como uma ferramenta possível e viável para
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atender questões e propósitos acadêmicos e científicos das diferentes
especialidades da Fonoaudiologia, bem como para estudos das línguas de sinais
sob o viés da Fonoaudiologia e da Educação. Já é possível perceber o interesse em
expansão da ação.
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A ÉTICA DOS TRADUTORES/INTÉRPRETES DE LIBRAS NA PRÁTICA CLÍNICA
FONOAUDIOLÓGICA
MIreli Maria da Silva, Juliana Maria de Melo, Elisabeth Cavalcanti Coelho, Adriana
Di Donato
Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana
RESUMO
Introdução: Os profissionais Tradutores/Intérpretes de Língua de Sinais (TILS)
são responsáveis por intermediar as informações aos sujeitos surdos. As pesquisas
sobre a atuação deste profissional no âmbito da saúde estão em processo de
construção. Um dos novos espaços de atuação vem se implementando no
Laboratório de Linguagem da Clínica-Escola do Curso de Fonoaudiologia da
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante atendimentos a pacientes
surdos usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), com a inserção do TILS
intermediando o processo comunicacional entre terapeutas e pacientes.
Objetivos: Analisar as questões éticas que surgem com a inserção do profissional
TILS na mediação terapeuta/paciente surdo. Refletir sobre os aspectos éticos que
devem ser observados pelos TILS no âmbito clínico. Métodos: Utilizou-se como
método a análise sistemática da interpretação da Língua Portuguesa para a LIBRAS
e vice-versa de dois TILS no período de um ano, com posterior discussão pelos
próprios TILS, terapeutas e professores especialistas na área da surdez.
Resultados: Observou-se a necessidade de mudança da localização do TILS
durante a terapia, deixando-o em segundo plano e dando ênfase ao terapeuta.
Outros fatores relevantes foram as escolhas lexicais adequadas ao ambiente
clínico, a distância profissional, pois a interação cotidiana trouxe afetividade com
os participantes, a confiabilidade, visto que o TILS detinha informações sigilosas; e
a neutralidade. A frequência de linguagens emocionais como brincadeiras,
linguagens dúbias, piadas, humor negro, ironias exigiram a observância desses
aspectos éticos. Discussão: Alguns desafios permeiam a atuação ética do TILS no
contexto clínico-fonoaudiológico, afinal quando se fala de ética vislumbra-se
observância de todos os princípios éticos na prática diária de qualquer
profissional. A localização adequada do TILS garante uma distinção por parte do
paciente surdo do papel do intérprete como mediador no atendimento e permite
uma melhor interação entre terapeuta e paciente. Outro fator que contribui
significativamente é a vestimenta, este é um assunto polêmico, mas se tratando de
interpretação de Língua de Sinais a roupa poderá comprometer o processo de
tradução/interpretação. Conclusões: As análises indicam a relevância da
autoanálise na atuação clínica dos TILS, visando garantir a observância dos
preceitos éticos que permeiam esta atuação incomum. Desta forma as pessoas
surdas poderão usufruir, sem constrangimento ou receio, da presença do
profissional TILS na pratica clinica fonoaudiológica.
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REPERCUSSÕES NA POSTURA DE CRIANÇAS RESPIRADORES ORAIS: REVISÃO
SISTEMÁTICA
Luciana Ângelo Bezerra, Hilton Justino da Silva, Klyvia Juliana Rocha de Moraes,
Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Daniele Andrade da Cunha, Ana
Carolina Cardoso de Melo, Renata Andrade da Cunha, Raissa Gomes Fonseca
Moura, Décio Medeiros Peixoto
Área Temática: Interdisciplinaridade em Saúde da Comunicação Humana
RESUMO
Introdução: A respiração nasal é fundamental para desenvolvimento e
manutenção saudável das estruturas orofaciais, quando tal estrutura encontra-se
obstruída o indivíduo adota a respiração oral e/ou oronasal. O respirador oral é o
indivíduo que respira predominantemente pela boca, a partir de qualquer idade,
independentemente da causa, devido a um impedimento da respiração nasal. Esta
respiração ocasiona desequilíbrios miofuncionais, mudanças nas funções
estomatognáticas e no eixo corporal. Vários autores objetivaram pesquisar a
postura em crianças respiradores orais e verificaram que a maioria delas
apresentava cabeça anteriorizada, ombros protrusos e abdome hipotônico.
Objetivo: Analisar na literatura nacional e internacional, as repercussões na
postura em crianças respiradoras orais através de uma revisão sistemática.
Métodos: Revisão sistemática de artigos originais, que avaliaram as repercussões
na postura em crianças respiradoras orais. As bases consultadas foram as mais
amplamente utilizadas: Medline, Medline OLD, LILACS, SciELO Brasil, Pub Méd e
Pub Méd Central. Não foi utilizado filtro, apenas o próprio limitador da Medline
que inicia a busca de artigos a partir do ano de 1966, e os idiomas considerados
foram: português, espanhol e inglês. Foram feitos os seguintes cruzamentos entre
descritores (postura e criança) e termos (respirador oral): criança x postura;
criança x respirador oral; respirador oral x postura; criança x postura x respirador
oral. Foram encontrados 268 estudos, o título foi primeiramente lido; quando não
abordava o tema os mesmos eram excluídos; a segunda exclusão foi feita a partir
da leitura dos resumos que quando não abrangiam o assunto também eram
excluídos. Finalmente foram lidos artigos na íntegra, permanecendo 25.
Resultados: Todos estudos avaliaram a postura ortostática de crianças
respiradoras orais, onde em sua maioria, detectaram anteriorização de cabeça. Os
autores detiveram-se mais a alteração de cabeça no plano sagital, não levaram
muito em consideração os demais planos. A maioria dos artigos não selecionou a
patologia de base, dentre os poucos estudos que a limitaram a rinite alérgica a
mais estudada. A maioria dos artigos utilizaram protocolos diferentes de avaliação
postural e não padronizados. Discussão: Vários autores concluíram que a postura
corporal em respiradores orais está alterada, dentre estas alterações as principais
são: anteriorização e cabeça, protrusão de ombros, hiperlordose lombar
(compensatória ao deslocamento anterior do centro de massa), hiperextensão de
joelhos, entre outras. Estas alterações posturais, associadas a hábitos orais, irão
repercutir em desajustes do sistema estomatognático, principalmente na
mastigação (aumento do tempo mastigatório, ruídos durante a mastigação,
mastigação com a boca aberta). Conclusão: Sugere-se que a própria respiração
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oral leva à alterações miofuncionais, que por sua vez, predispõe a desajustes
postural global, dentre eles: anteriorização de cabeça, hiperextensão cervical,
protrusão e rolamento vertical e horizontal dos ombros.
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INTERVENÇÃO ANTE A PERDA AUDITIVA INFANTIL: O CENÁRIO NA CIDADE
DO RECIFE
Joice Maely Souza da Silva
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
Introdução: O processo de aquisição de uma língua ocorre, na infância, de forma
natural quando se convive em ambiente linguístico. O desenvolvimento da língua
oral (fala) está relacionado à integridade do sistema auditivo e ao desenvolvimento
da audição. Um bebê com perda auditiva deve receber, desde os primeiros meses
de vida, intervenção adequada para garantir sua inserção no mundo linguístico,
seja na linguagem oral (desenvolvimento de fala) ou na língua de sinais. O atraso
na aquisição de uma língua pode influenciar o desenvolvimento cognitivo, social,
educacional e emocional de uma criança. Por este motivo, a triagem auditiva em
berçários vem sendo cada vez mais valorizada no Brasil. O Governo Federal, em
2010, sancionou a Lei Federal 12.303, que determina que toda maternidade
brasileira deva oferecer triagem auditiva neonatal. Os esforços não devem se
limitar apenas à triagem, mas ainda ao que se fazer após a identificação de uma
perda auditiva. É preciso que exista a oferta de serviços integrados que ofereçam à
família da criança surda o apoio necessário para seu desenvolvimento. Objetivo: O
objetivo desse estudo foi analisar a situação de triagem e intervenção em
maternidades da cidade do Recife. Método: Através do Cadastro Nacional de
Estabelecimentos em Saúde (CNES), foi feito um levantamento das instituições que
oferecem serviço de maternidade na cidade do Recife. Profissionais dessas
instituições foram contatados e responderam a entrevistas sobre o assunto.
Algumas informações foram coletadas através de visitas às instituições. Aspectos
éticos relacionados à pesquisa científica foram respeitados. A análise dos dados
deu-se através de método quantitativo. Resultados e discussão: Foram
identificadas dezesseis (16) instituições (entre Hospitais Gerais, Maternidades e
Unidades Mistas) que possuem o serviço de maternidade na cidade, constituindo a
amostra desse estudo (N=16). Dessas, dez (10) oferecem serviço de triagem
auditiva neonatal. Dentre as que oferecem triagem, apenas seis (06) relatam que o
diagnóstico audiológico é realizado na própria instituição e quatro (04) oferecem
pelo menos uma forma de intervenção ante a perda auditiva. Todas as instituições
que oferecem o serviço de triagem auditiva neonatal, o fazem através do Exame de
Emissões Otoacústicas (EOA). Quanto aos profissionais que realizam a triagem
auditiva neonatal, todas referem ser o fonoaudiólogo. Apenas duas (02)
instituições possuem cadastro no GATANU. Das dez (10) instituições, quatro (04)
realizam a triagem auditiva neonatal universal (TANU). Conclusão: O cenário
sobre triagem auditiva neonatal e intervenção ante a perda auditiva no Recife
mostra avanços após a Lei Federal 12.303, no entanto, ainda existe um longo
caminho a ser trilhado até que o cenário se mostre satisfatório.
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS NA MALFORMAÇÃO DE ARNOLD CHIARI TIPO I:
RELATO DE CASO
Aline Tenório Lins Carnaúba, Maraísa Espíndola de Castro, Vanessa Vieira Farias,
Kelly Cristina Lira de Andrade, Elizângela Dias Camboim
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
INTRODUÇÃO: A malformação de Arnold Chiari (MAC) tipo I, herniação das
tonsilas cerebelares através do forame magno, gera grande interesse clínico
neurológico devido à dificuldade diagnóstica, pois mimetiza outras condições em
que patologias cerebelares estão envolvidas. O diagnóstico, por vezes, é de difícil
realização, em face do quadro clínico neurológico multiforme e de exames
complementares pouco elucidativos, sendo raras as apresentações com síndrome
vestibular e cerebelar associadas. OBJETIVO: descrever os achados audiológicos
que podem ocorrer na malformação de Arnold Chiari tipo I. MATERIAIS E
MÉTODOS: Inicialmente foi realizada uma revisão bibliográfica por meio de busca
eletrônica nas bases de dados MEDLINE, LILACS e SCIELO, a partir da palavra que
caracterizou a temática: Malformação de Arnold Chiari. Posteriormente, foram
coletados dados dos prontuários de dois pacientes portadores da MAC I que
apresentaram queixas auditivas e vestibulares. RESULTADOS: Caso 1. Sexo
feminino, 47 anos. Há cinco anos apresenta vertigens constantes acompanhadas de
náuseas. Foram realizados os seguintes exames: vectoeletronistagmografia: dentro
dos critérios de normalidade; audiometria tonal e vocal: audição normal na OE.
Perda auditiva sensorioneural leve a partir de 4KHz em OD; imitanciometria:
timpanogramas tipo AR com ausência de RECL e REIL bilateralmente; PEATE:
compatível com alteração retrococlear em OD e integridade retrococlear em OE.
Caso 2. Sexo masculino, 58 anos. Há três anos apresenta vertigens constantes
acompanhadas de cefaléia e zumbido. Foram realizados os seguintes exames:
vectoeletronistagmografia: calibração regular, nistagmo espontâneo ausente, semiespontâneo presente em duas direções (direita e esquerda), optocinético
simétrico, rastreio pendular tipo II e ausência de nistagmos nas quatro irrigações
da prova calórica. Observações: Na manobra de Dix-Halpike paciente apresentou
nistagmo vertical e na prova de Unterberger apresentou anteropulsão e
retropulsão. Devido a estes achados, conclui-se que o paciente apresenta síndrome
central; audiometria Tonal: perda auditiva sensorioneural de grau leve a
moderado na OE e de grau leve a severo na OD. Não foi possível realizar a
audiometria vocal, pois o paciente apresenta fala ininteligível e labilidade
emocional. DISCUSSÃO: A apresentação clínica da MAC é multiforme, com os
sintomas variando conforme a disfunção da medula espinhal cervical, compressão
primária do tronco cerebral ou cerebelo. Muitas teorias têm sido aceitas para
explicar o envolvimento do VIII nervo na MAC I. As explicações para o
comprometimento da orelha interna se devem a compressão do núcleo do nervo
coclear intracerebral e da isquemia coclear e do núcleo vestibular, resultante da
torção da porção inferior da artéria cerebelar ou de um de seus ramos. Mesmo
sendo raros, vertigem e nistagmo têm sido descritos como sintomas de
apresentação primária da MAC I. Existem poucos relatos descrevendo o modelo de
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perda auditiva encontrada na MAC I. CONCLUSÃO: Estudos focalizando as
alterações nas vias auditivas de pacientes com Arnold-Chiari são escassos na
literatura. É importante que a MAC I seja de conhecimento dos
otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, por conta das alterações de equilíbrio,
pois pode se iniciar com sintomas relacionados ao sistema vestibular, incluindo
nistagmos e vertigens.
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AVALIAÇÃO DA SUPRESSÃO DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS EM MILITARES
Marcelo Correia Paz, Ilka do Amaral Soares, Luciana Castelo Branco Camurça
Fernandes, Marisa Frasson de Azevedo, Aline Tenório Lins Carnaúba, Elizângela
Dias Camboim
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
Introdução: a frequência e intensidade da exposição ao ruído intenso, o tempo de
exposição e a predisposição do indivíduo às alterações auditivas são fatores que
influenciam na ocorrência das denominadas perdas auditivas induzidas por ruído.
O sistema olivococlear medial (SOCM) tem como algumas das suas funções: a
captação do estímulo auditivo em presença de ruído de fundo; proteção da cóclea
dos ruídos de níveis de pressão sonora elevados, bem como a proteção da cóclea
por ruídos elevados; além do controle do estado mecânico da cóclea, sensibilidade,
atenção e localização sonora. A avaliação desse sistema pode ser feita pela análise
da amplitude das emissões otoacústicas após a aplicação de um ruído na orelha
contralateral, esse efeito é denominado supressão das emissões otoacústicas.
Objetivo: Avaliar a função do sistema olivococlear medial em militares e não
militares, por meio da amplitude da supressão das emissões otoacústicas
transientes, e comparar a frequência das respostas nos dois grupos. Material e
método: Foram avaliados 66 indivíduos, divididos em dois grupos: G1: 31 militares
que trabalham expostos a ruídos das sirenes das viaturas e G2: 35 não militares
que não trabalham em funções relacionadas a ruído intenso, os indivíduos foram
pareados por gênero e faixa etária (entre 21 e 27 anos). Foram realizadas
anamnese, inspeção dos conduto audtivico externo, audiometria tonal e vocal e
emissões otoacústicas transiente sem e com ruído contralateral. Foi utilizado
estímulo tipo clique de modo linear a 60 dBpe NPS e ruído contralateral de 50 dB
WN. Foi considerada supressão presente quando houve uma diminuição da
amplitude geral de pelo menos 0,1 dB. Resultados: A supressão das EOAT esteve
presente em 57,1 % na orelha direita (O. D.) e 46,4 % na orelha esquerda (O. E.)
nos militares, e em 66,6 % na O. D. e 50 % na O. E. dos não militares. Não foram
encontrados valores estatisticamente significativos entre os gêneros, orelhas e os
grupos estudados. Discussão: Em pesquisas anteriores observou-se que a
amplitude da resposta das EOA é menor em trabalhadores expostos ao ruído do
que naqueles que não trabalham na exposição de ruído. Entretanto neste estudo
não houve diferença entre os grupos para os resultados das EOAT.O sistema
auditivo eferente medial nos militares que trabalham exposto ao ruído que foram
avaliados apresenta função semelhante aos não militares, com ocorrência de
respostas da supressão das EOAT em aproximadamente 50% em ambos os grupos.
Conclusão: Não houve interferência da exposição ao ruído ocupacional nas
respostas do efeito supressivo. Entretantoos sujeitos que apresentaram ausência
do efeito de supressão uni ou bilateralmente estão mais predispostos a
dificuldades no processamento auditivo, havendo possibilidade de dificuldades,
com o passar da idade, de compreensão da fala.
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PERDAS AUDITIVAS SENSORIONEURAIS NÃO LINEARES E RECONHECIMENTO
DE FALA
Kelly Cristina Lira de Andrade, Aline Tenório Lins Carnaúba, Pedro de Lemos
Menezes
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
Introdução: Há anos a literatura especializada discute quais as frequências
sonoras do audiograma contribuem para o limiar de reconhecimento de fala na
presença da perda auditiva descendente. Admite-se um nível sonoro em decibel
para o limiar de reconhecimento de fala com diferenças de até 10 dB superior ao
valor médio dos limiares obtidos para as frequências sonoras de 500, 1000 e 2000
Hz, sobretudo em casos com configuração audiométrica descendente. No entanto
há muitas divergências entre os autores sobre a escolha das freqüências sonoras
envolvidas na predição do limiar de reconhecimento de fala, sobretudo em
situações de perdas auditivas não lineares. Objetivo: Verificar em perdas auditivas
sensorioneurais não lineares quais frequências do audiograma representam
melhor o limiar de reconhecimento de fala. Métodos: Os limiares de audibilidade
por frequência sonora de 137 audiogramas mostrando perdas auditivas
sensorioneurais de configuração descendente ou ascendente foram selecionados e
analisados em conjunto com os limiares de reconhecimento de fala obtidos de
indivíduos de um serviço público de Clinica de Otorrinolaringologia. Foram
utilizados métodos matemáticos de comparação: o modelo de regressão linear e o
método do erro quadrático médio para analisar associações entre os valores
desses limiares selecionados. Resultados: O método do erro quadrático médio
identificou maior erro ao usar os limiares de 500, 1000 e 2000 Hz do que ao
utilizar os limiares de audibilidade para 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. O modelo de
regressão linear apontou uma maior correlação (91%) entre limiares do
audiograma para as freqüências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz do que para as três
primeiras (88%). Discussão: A escolha pelo estudo com audiogramas
caracterizados por perdas auditivas não lineares justifica-se pelo fato de que
quanto mais a curva dos limiares auditivos tonais tende para uma configuração
linear, menor será a relevância das médias de combinações dos limiares de
audibilidade destas frequências para a predição do limiar de reconhecimento de
fala. De acordo com os dois métodos estatísticos utilizados, as combinações de
frequências que apresentaram uma melhor correlação com o limiar de
reconhecimento de fala foram as frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz e a
média das frequências de 500, 1000 e 2000 Hz. Estes achados discordam de alguns
estudos, que verificaram que o limiar de reconhecimento de fala esteve mais
próximo da média de 250, 500, 1000 e 2000 Hz. Por outro lado, concordou com
pesquisas que demonstraram uma maior proximidade entre o limiar de
reconhecimento de fala e o limiar de audibilidade médio para as freqüências de
500 a 4000 Hz. O modelo proposto, que utiliza limiares auditivos em 500, 1000,
2000 e 4000 Hz, ponderados, mostrou-se mais eficiente quando há uma diferença
maior que 10 dB entre o limiar de reconhecimento de fala e a média das
frequências de 500, 1000 e 2000 Hz, uma vez que seu erro foi 1,4 dB menor
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quando comparado ao erro desta última combinação. Conclusão: O modelo
proposto, com as frequências 500, 1000, 2000 e 4000 Hz, é eficiente para a
representação do limiar de reconhecimento de fala.
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APLICABILIDADE DA TRIAGEM AUDITIVA ESCOLAR NA ROTINA PEDAGÓGICA
DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Aline Tenório Lins Carnaúba, Bárbara Cavalcante Silveira, Bruna Cristine Lima
Calixto, Cassiane de Lima Rodrigues, Fernanda Maria Bomfim, Kelly Cristina Lira
de Andrade, Lauralice Raposo Marques
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
INTRODUÇÃO: A audição é um pré - requisito para o desenvolvimento da
linguagem, uma vez que esta desempenha um papel preponderante e decisivo na
aprendizagem escolar. As alterações auditivas podem comprometer o
desenvolvimento da linguagem e da fala, repercutindo no desempenho cognitivo,
emocional e social da criança. A prevenção e a intervenção das perdas auditivas
devem, portanto, ocorrer antes do processo de alfabetização. Cabe aos
profissionais de educação, principalmente os professores, estar atentos às causas,
às consequências e à importância da prevenção da deficiência auditiva, de modo a
fornecer orientações gerais sobre o assunto e, diante da suspeita, encaminhar a
criança aos profissionais capacitados, como o fonoaudiólogo e o
otorrinolaringologista. OBJETIVO: Verificar a aplicabilidade da triagem auditiva
escolar na rotina dos professores da educação infantil e fundamental do município
de Maceió e investigar os conhecimentos que os mesmos apresentam sobre criança
com alterações auditivas. MATERIAIS E MÉTODOS: A amostra foi selecionada por
meio de um software de computador, onde foram colocados os dados fornecidos
pela Secretaria de Educação do Município de Maceió/AL, com base no Senso 2007.
A amostra foi aleatória, sendo sorteadas 10 escolas (9 professores da rede
particular e 9 professores da rede pública), obedecendo aos critérios de inclusão:
ser professor efetivo das redes particular e pública de ensino infantil do município
de Maceió/AL e de exclusão: professores que por qualquer motivo estejam
afastados de suas atividades profissionais. O instrumento utilizado para recolher
os dados foi um questionário aberto, aplicado individualmente aos professores,
caracterizando-se como uma entrevista. A entrevista constou de 10 perguntas,
baseadas no questionário de CRISTOFOLINI, MAGNI (2002); SIMON, (2006);
relacionadas à aplicabilidade da triagem auditiva escolar na rotina pedagógica dos
professores da educação infantil. Para análise dos dados foi utilizado um método
de estudo qualitativo mediante um contato direto e interativo do pesquisador com
a situação objeto de estudo, baseando-se na transcrição das entrevistas para
obtenção dos resultados. As respostas foram analisadas por categorias, a partir de
seu conteúdo e da relação entre as mesmas. RESULTADOS: Dos 18 professores
avaliados, 7 (38,8%) relataram que encaminhariam a criança com suspeita de
deficiência auditiva para o otorrinolaringologista, 6 (33,3%) para o fonoaudiólogo,
3 (16,6%) para a equipe pedagógica e 2 (11,1%) não sabiam para quem
encaminhar. No que diz respeito ao conhecimento dos professores a respeito dos
exames realizados para o diagnóstico da deficiência auditiva, 77% dos
entrevistados relataram desconhecer esse processo. Com relação ao conhecimento
sobre a perda auditiva, a grande maioria dos sujeitos entrevistados apresentou
pouco conhecimento, muitas vezes bastante vago. Apesar da falta de informação,
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os professores demonstraram conhecer algumas características das crianças com
deficiência auditiva e explicitaram condutas a serem realizadas em sala de aula.
CONCLUSÃO: Os conhecimentos demonstrados pelos entrevistados revelaram
grande variação de conceitos, atitudes e estratégias. Contudo, grande parte se
baseia em senso-comum ou intuição, devido à falta de experiência e de capacitação
dos educadores para lidar com a criança com deficiência auditiva.
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LOCALIZAÇÃO SONORA E RUÍDO OCUPACIONAL
Frantânia Cabral, Kelly Cristina Lira de Andrade, Aline Tenório Lins Carnaúba,
Pedro de Lemos Menezes
ÁREA TEMÁTICA: AUDIOLOGIA
RESUMO
Introdução: A localização sonora é uma tarefa humana que se realiza com
razoável exatidão, usando-se audição binaural, e que fica prejudicada na presença
de perda auditiva. Trata-se de uma função que pode ser aprimorada com
treinamento auditivo. No entanto, trabalhadores expostos ao ruído ocupacional,
como os bombeiros, vivem um paradoxo entre a necessidade de se orientar através
do som em diversas situações e a exposição ao ruído proveniente das sirenes de
alerta do quartel, sirenes dos veículos e dos ruídos urbanos, inerentes às situações
da profissão. A localização pode estar prejudicada na presença de perda auditiva
induzida por ruído, mas não há estudos se esta capacidade está prejudicada em
ouvintes normais expostos a ruído ocupacional. Objetivo: Verificar os efeitos da
exposição a ruído ocupacional em bombeiros profissionais ouvintes normais na
localização sonora em diferentes planos espaciais e freqüências. Métodos:
Participaram 29 adultos com limiares auditivos tonais inferiores a 25 dB NA,
divididos em dois grupos: o primeiro com exposição a ruído ocupacional formado
por 19 bombeiros e o segundo, o grupo controle, constituído por 10 adultos não
expostos a ruído ocupacional. Todos foram submetidos a uma tarefa de localização
sonora de 117 estímulos oriundos de 13 fontes sonoras distribuídas espacialmente
nos planos horizontal, vertical, sagital, mediano e transversal. Os três estímulos,
ondas quadradas com freqüências fundamentais de 500 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz,
foram apresentados a um nível sonoro de 70 dBNPS, repetidos aleatoriamente três
vezes em cada fonte sonora. Os indivíduos foram treinados para indicar a origem
do som em um console de controle com botões que representam a disposição
espacial dos oradores. A identificação de cada um dos autofalantes foi feito
pressionando o respectivo botão de pressão. Resultados: A análise dos resultados
mostrou que essa capacidade é significativamente inferior (p<0.01) a do grupo
controle, indicando que uma exposição a ruído ocupacional, mesmo não levando a
uma perda auditiva, pode ser a causa da diminuição na habilidade da localização da
fonte sonora. Discussão: Quanto às frequências utilizadas na pesquisa, foi
observado que existiu uma semelhança nos acertos entre as frequências de 500 Hz,
2000 Hz e 4000 Hz, fato que difere do encontrado em outros estudos, uma vez que
encontraram um índice menor de acertos em 2000 Hz. As respostas semelhantes
entre as três frequências estudadas podem ser explicadas pelo fato de serem os
tons de banda estreita os mais difíceis de serem localizados e também pelo fato dos
bombeiros estarem expostos a ruídos e estes diminuírem a acuidade na localização
de maneira tal que as diferenças entre as freqüências não apareçam. Conclusão:
Os bombeiros da amostra estudada apresentaram com relação a planos espaciais, o
maior índice de acertos no plano horizontal, seguido dos planos frontal e vertical.
As respostas na localização de fontes sonoras foram inferiores a de uma população
controle, não exposta a ruído.
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INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA COM FOCO NA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM
AMBIENTE ESCOLAR
Acácia Barros, Amannda Sales, Ana Carolina, Evaneth Duarte, Jeyse Soares, Milena
Melo, Priscila Ribeiro, Júlia Marinho, Maria Luiza Lopes Timóteo
Área temática: Saúde Coletiva
RESUMO
É no âmbito social que desenvolvemos experiências vocais; e para crianças a escola
é um ambiente fundamental para desencadear esse desenvolvimento.
A partir deste pressuposto foi vista a necessidade da elaboração deste projeto, com
enfoque na promoção da saúde vocal em crianças num ambiente escolar.
No dia 13 de março, foi realizada uma visita na Escola Zumbi dos Palmares, Várzea,
Recife-PE. A recepção foi feita pela coordenadora, que proporcionou uma visita a
todas as salas e uma breve conversa com os professores, os quais relataram o
abuso vocal das crianças. Observou-se ainda, que a estrutura das salas de aula não
favorece a ressonância da voz, diminuindo a duração ou a intensidade do som,
resultando em uma necessidade de falar mais alto, e consequentemente gerando
rouquidão e cansaço da voz. O objetivo geral da intervenção foi promover o
conhecimento sobre saúde vocal em crianças entre 04 e 13 anos, em ambiente
escolar; o objetivo específico foi promover uma reflexão sobre hábitos nocivos
relacionados ao uso da voz e apresentar noções sobre o uso correto da voz através
de atividades lúdicas. Nos três encontros foram realizadas atividades de
apresentação teatral e uma música, referente ao tema abordado, para seis turmas
de alunos. No primeiro dia trabalhamos com crianças da pré escola. Enquanto no
segundo e terceiro dia foram trabalhadas crianças do ensino fundamental.
Inicialmente foi feita uma explanação do que é a Voz e como usá-la corretamente.
Em seguida, foi realizada uma dramatização da peça teatral infantil “Cadê a Voz do
Galo Garnizé” (texto original: Fga. Profª. Marcia Menezes). Ao fim da peça, o grupo
fez uma retomada para a fixação do assunto tratado, seguido da música (de autoria
das componentes do grupo) e entrega de pipocas. Como atividade complementar
para o grupo da pré escola foi utilizada atividades para colorir. Os resultados foram
observados ao final das atividades por meio de perguntas sobre o que é a Voz e
quais os cuidados que devem ser tomados para uma boa saúde vocal. Fazendo uma
comparação com o que foi dito pelas crianças enquanto fazíamos a explanação
sobre a Voz e o que responderam após as atividades observamos um ganho muito
grande, pois os cuidados mais básicos e fundamentais foram aprendidos. Com isso,
fica-se a certeza projeto foi executado com êxito, e os objetivos foram alcançados.
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A VISÃO DOS SURDOS DA IGREJA BATISTA DA CONCÓRDIA SOBRE A
FONOAUDIOLOGIA
Suenízia Machado Malheiros, Andréa Carla Lima Coelho
Área temática: Saúde Coletiva
RESUMO
Introdução: A audição é uma das principais ligações do ser humano com o meio
ambiente. Para haver uma comunicação com o outro, é necessário inicialmente
ouvir e compreender para então elaborar uma resposta e expressá-la através da
linguagem. Através da audição, o individuo adquire a linguagem oral, que é a
característica mais marcante do ser humano e fundamental para o
desenvolvimento dos aspectos cognitivos. Ouvir é uma importante fonte de
experiências sensoriais. É muito provável que nenhuma outra deficiência produza
tantas dificuldades específicas em relação à comunicação e à linguagem, do que a
deficiência auditiva. Objetivo: Investigar a visão dos surdos em relação à
Fonoaudiologia, verificando o nível de conhecimento sobre o trabalho realizado
por este profissional. Método: A pesquisa foi realizada com 15 surdos
freqüentadores da Igreja Batista da Concórdia, de ambos os sexos, independente
da faixa etária, desde que apresente um nível de escolaridade mínimo do Ensino
Fundamental e que sejam usuários da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Os
dados obtidos foram colhidos através de um questionário contendo perguntas
abertas sobre a visão do surdo a respeito da Fonoaudiologia e o trabalho
fonoaudiológico. Resultado: Verificou-se que alguns surdos não conhecem o
trabalho do fonoaudiólogo e, dentre os que têm conhecimento, se restringem a este
trabalho em voz, audição e a fala, desejando assim, que este profissional os ensine
a falar e também a Língua de Sinais (LIBRAS), para que assim possam se comunicar
com os ouvintes. Outros informam que tem pouco conhecimento sobre a área; e
outros até já foram atendidos por este profissional. Considerações finais: Concluise que, apesar de alguns conhecerem o trabalho fonoaudiológico, há uma grande
necessidade em explicar detalhadamente ao surdo a atuação do fonoaudiólogo e
como ele pode contribuir para otimizar o processo de comunicação entre surdos e
ouvintes, minimizando as dificuldades na comunicação destes com os ouvintes.
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ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL PARA OS INDIVÍDUOS SURDOS NA
SAÚDE BRASILEIRA: REVISÃO SISTEMÁTICA
Érika Justino dos Santos Sonoda, Adriana Di Donato Chaves
Área temática: Saúde Coletiva
RESUMO
INTRODUÇÃO: Com a oficialização da Língua Brasileira de Sinais, com a Lei de
Libras (BRASIL, 2002) fica estabelecido aos indivíduos surdos o uso da Libras
como meio legal de comunicação e expressão. Vemos que os serviços públicos de
assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos
portadores de deficiência auditiva.(NEUMA et al., 2007) Refere em seu artigo que o
problema de comunicação da pessoa surda é social e cultural, pois seu meio de
comunicação espaço-visual é tão competente quando o oral-auditivo de indivíduos
ouvintes.OBJETIVOS: A proposta desse estudo foi levantar na literatura nacional
artigos que tratassem do acesso comunicacional dos pacientes surdos ao sistema
de saúde brasileiro, levando em consideração as facilidades e dificuldades
encontradas no atendimento tanto pelos usuários surdos quanto pelos
profissionais envolvidos no atendimento e tratar dos aspectos quantitativos desses
artigos.MÉTODOS: Este trabalho é uma revisão sistemática, que fez um
levantamento na literatura nacional em busca de artigos científicos que tratassem
do assunto: Acessibilidade Comunicacional em indivíduos surdos na saúde
brasileira, Os critérios para a seleção dos artigos foram que os artigos tratassem de
estudos nacionais de idioma português, que possuíssem o texto completo na base
de dados da BVS, publicados entre os anos de 2000 a 2012 primeiro semestre.O
levantamento dos descritores foi feito através dos Descritores em Ciências da
Saúde (DeCS). Para a busca dos artigos foram utilizados os seguintes descritores:
Surdez, Pessoas com deficiência auditiva, Barreiras de comunicação, Relações
Profissional-Paciente, Linguagem de sinais e Educação em saúde.
Esses
descritores foram usados na forma isolada e combinada. RESULTADOS e
DISCUSSÃO: A busca na base de dados da BVS revelou um total de 1.571 artigos,
considerando todos os descritores supracitados. Conforme os critérios de inclusão
1.404 artigos foram excluídos por não disponibilizarem o texto completo, 116
artigos por estarem em outros idiomas que não fosse o português ou não estarem
compreendidos entre os anos de 2000 a 2012.1, 36 artigos foram excluídos após
leitura do título, resumo, e da população de estudo e 5 artigos foram excluídos por
estarem repetidos. Resultando num fichamento de 10 artigos selecionados. Em
relação as dificuldades referidas dos usuários surdos constatou-se que eles
referem que sentem dificuldades na marcação de consultas por telefone, ausência
de intérprete, que o surdo é confundido com deficiente mental, falta de língua em
comum e a falta de paciência por parte dos profissionais. Por parte dos
profissionais envolvidos constatou-se que houve desconforto com o tema e baixa
adesão nos artigos, e relatos que se o profissional de saúde dominasse a LIBRAS, o
problema da comunicação acabaria.Em relação às facilidades encontradas pelos
usuários e profissionais, constatou-se a falta de relatos positivos, o que pode ter
surgido pelos próprios objetivos dos artigos que não evidenciavam os pontos
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positivos. CONCLUSÃO: Conclui-se que existe carência de estudos que abordem a
acessibilidade comunicacional em indivíduos surdos e sua inter-relação com os
profissionais envolvidos no atendimento.
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RELATO SOBRE A INTERVENÇÃO EM CRECHE DURANTE A GRADUAÇÃO DE
FONOAUDIOLOGIA VISANDO À PROMOÇÃO DA SAÚDE
SANTOS, E.C.B.; LIMA, A.T.; SILVA, A.R.C.; SILVA, B.S.; SILVA, F.A.A.;, BEZERRA,
L.C.C.F; SOUZA, M.F.; SANTANA, T.M.; CUNHA, D.A.
Área temática: Saúde Coletiva
RESUMO
INTRODUÇÃO: A Creche Lar Fabiano de Cristo é uma instituição que desenvolve
programas de orientação e apoio sócio-familiar nas áreas de Educação, Saúde e
Acompanhamento Social. A intervenção fonoaudióloga teve como foco abordar o
desenvolvimento da comunicação humana (linguagem, voz, audiologia e
motricidade orofacial), esclarecendo as causas que interferem no processo de
comunicação. OBJETIVOS: Atribuir conhecimentos a fim de promover a saúde da
comunicação humana no seu desenvolvimento regular em crianças de 0 a 4 anos;
constatar o entendimento dos professores e cuidadores a respeito do
desenvolvimento da comunicação habitual; propagar atividades sobre
conhecimentos básicos nas áreas de Audiologia, Voz, Linguagem e Motricidade
Orofacial; analisar a alimentação das crianças e como ela é oferecida e subsidiar
reflexões sobre a magnitude da transição alimentar. MÉTODOS: A intervenção foi
realizada numa creche que está localizada em um bairro periférico da cidade do
Recife. Este é um projeto da disciplina de Saúde Coletiva II do curso de
Fonoaudiologia da UFPE. Foram realizadas intervenções com foco no público alvo
de: dois professores, dois cuidadores, vinte crianças de 0-4 anos, sendo realizados
dois grupos simultâneos em duas salas de aulas, totalizando assim 40 crianças. Os
participantes concordaram em fazer parte das atividades e os dirigentes leram e
assinaram
um
Termo
de
Consentimento. ATIVIDADES
COM
PROFESSORES/CUIDADORES: entrevista com professores/cuidadores antes e
depois do projeto; ORIENTAÇÕES SOBRE: desenvolvimento e principais cuidados
com a voz, audição e estímulo adequado do processamento auditivo das crianças;
estruturas que estão envolvidas no processo de alimentação e sua importância
para manutenção corporal, postural e funções orofaciais. ATIVIDADES COM AS
CRIANÇAS: contação de histórias infantis com fantoches estimulando linguagem;
atividades com instrumentos musicais (flauta doce/clarinete) para promoção de
conhecimento sobre voz e estímulo auditivo, localização de fonte sonora;
realização de peça teatral sobre cuidados relacionados à alimentação por meio de
orientações e oferta de consistências alimentares. Uso de alimentos sólidos
durante a atividade para estímulo da mastigação. As ações foram filmadas e
fotografadas. Ao final das atividades os cuidadores/professores receberam folders
ilustrativos com orientações para fixação e multiplicação de conhecimento na
creche. RESULTADOS: A intervenção realizada com os professores mostrou um
aumento no grau de percepção destes em sala de aula, voltados paras as áreas da
linguagem, audiologia, voz e motricidade orofacial tanto com ênfase profissional
como educacional. Estes resultados foram analisados a partir da relação em sala
como também no questionário aplicado no termino da intervenção. Pode-se
também, melhorar o desenvolvimento da comunicação das crianças e
aperfeiçoamento do conhecimento dos docentes da instituição. Estas informações
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foram importantes para identificarmos o quanto são restritos os conhecimentos
dos professores nas unidades de ensino, tanto para o próprio cuidado como para
identificação dos perigos envolvendo os discentes na saúde da comunicação
humana. DISCUSSÃO: A fonoaudiologia é a ciência que estuda a comunicação
humana, atualmente divide-se em cinco (4) áreas: áudio, voz, motricidade
orofacial, linguagem. Existindo também outras especialidades como a disfagia, a
saúde coletiva e a fonoaudiologia educacional. A fonoaudiologia educacional vem
conquistando seu espaço cada vez mais. Essa especialidade da fonoaudiologia visa
a detecção de problemas que envolvam a comunicação oral e escrita, estimulação e
orientação para alunos, professores e pais.Estudos comprovam que está parceria
entre fonoaudiólogo e educação minimizam os fatores que interferem na
comunicação escrita e/ou oral da criança, além de favorecer o tratamento precoce
dos distúrbios da comunicação. O interesse crescente dos professores, cuidadores
e até mesmo das próprias crianças, evidenciam os benefícios dessa parceria.
(MOTTA, A.R. et al. 2004). Se a creche ajuda significativamente no
desenvolvimento integral do individuo, neste caso, daqueles que mais precisam de
assistência básica, é importante que haja a presença do fonoaudiólogo, tanto no
planejamento de estratégias como na discussão interdisciplinar com os demais
membros, a fim de capacitar os educadores para que eles consigam identificar
crianças de risco para distúrbios na comunicação e realizar os devidos
encaminhamentos, (PAOLUCCI, J.F). Outro ponto se refere à intervenção com os
professores, que foi feita de forma estratégica a partir de folder e oralmente, com o
intuito de fazer com que o professor compreenda a importância de determinadas
áreas da fonoaudiologia e seus aspectos para ajudar no desenvolvimento geral das
crianças. O que comprovou a melhoria do ensino/aprendizado e nas relações
professor/aluno e na comunicação oral entre as próprias crianças. CONCLUSÃO: A
intervenção foi realizada com foco no desenvolvimento normal das crianças da
creche, onde os graduandos tiveram a possibilidade de criar condições favoráveis e
eficazes para que as crianças pudessem desenvolver ao máximo suas capacidades.
Além disto, os graduandos vivenciaram uma integração teórico-prática de suas
atividades profissionais e puderam perceber a importância de tal ação para sua
formação integral, ampliando cada vez mais tanto sua visão de atendimento
clínico, quanto a visão de promoção da saúde, buscando e reforçando seu
compromisso com a melhoria da qualidade de vida do ser humano. Sendo de suma
importância a disseminação de conhecimentos que a intervenção proporcionou, a
medida que a equipe de professores e cuidadores beneficiada adquiriu
conhecimento relacionados as fases de desenvolvimento normal da comunicação
humana e também as principais causas que podem interferir neste processo. E isto
trará maiores benefícios para as crianças e um aumento na promoção da saúde, já
que estes já serão novos disseminadores do conhecimento adquirido, gerando
então novos promotores de saúde.
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PROPOSTA DE PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DA
MUSCULATURA PERIORBICULAR DURANTE A FALA
Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Renata Milena F. Lima Regis, Lucas
Carvalho Aragão Albuquerque, Raissa Gomes Fonseca Moura, Hilton Justino da
Silva
Área Temática: Motricidade Orofacial
RESUMO
Introdução: A fala corresponde ao mais refinado dos comportamentos sequências
e neuromotores complexos do ser humano, no qual o sistema nervoso central
comanda os músculos que irão produzir sons isolados ou em sequência. Em
Fonoaudiologia, a área da Motricidade Orofacial atua com a função
estomatognática da fala, porém durante muito tempo as avaliações relacionadas a
essa função foram feitas de forma subjetiva, baseadas em dados qualitativos de
acordo com a observação clínica. Esse método gerava dificuldades para estabelecer
parâmetros que facilitassem o diagnóstico funcional, bem como a evolução do
paciente durante o tratamento fonoaudiológico. Exames complementares como a
eletromiografia de superfície podem fazer parte do diagnóstico clínico, uma vez
que permitem a realização de uma avaliação precisa e uma conduta terapêutica
objetiva. Objetivo: Propor um protocolo simplificado para captação e
quantificação dos potenciais elétricos de músculos envolvidos na produção de fala.
Métodos: O protocolo composto por quatro campos para preenchimento foi
construído com base na anátomofisiologia da fala e as musculaturas eleitas para a
avaliação eletromiográfica foi o orbicular da boca com seus feixes superior e
inferior subdivididos em porções direita e esquerda e os músculos antagonistas
dispostos na região zigomática. O primeiro campo do protocolo é relativo aos
dados de identificação do indivíduo a ser avaliado o qual deverá ser preenchido
com um número de identificação, a data de realização do procedimento, o nome
completo do avaliado, o gênero, a idade e data de nascimento. O segundo campo
consta das etapas da avaliação, apresentando a sequência das atividades a serem
realizadas pelo avaliado durante a execução da eletromiografia. O terceiro campo
apresenta as emissões que serão realizadas durante o exame, com a relação dos
fones, sílabas e dissílabos sugeridos para composição da avaliação da fala. O quarto
e último campo destina-se ao detalhamento da avaliação eletromiográfica, o qual
deverá ser preenchido com o grupo de emissões eleito e com os valores mínimo,
máximo e médio do potencial elétrico em microvolts (µV) de cada músculo ou
grupo muscular nas diferentes etapas da avaliação. O protocolo é acompanhado de
orientações com fotos ilustrativas para a execução da eletromiografia de superfície
e provas de fala. Resultados: O protocolo foi aplicado experimentalmente em
estudo piloto realizado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
mostrando-se eficiente para avaliação quantitativa da atividade muscular
envolvida na produção de fala. Discussão: Poucos são os estudos que relacionam a
função de fala com a eletromiografia, sendo utilizadas provas distintas para
captação dos potenciais elétricos da musculatura envolvida durante o desempenho
dessa função. Também não existe um consenso em relação ao grupo muscular a ser
avaliado, o que dificulta a uniformização de uma avaliação passível de
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comparações para o acompanhamento clínico de cada caso. Não foi evidenciado o
uso de um protocolo para a avaliação eletromiográfica durante a produção de fala
nos estudos publicados acerca desse tema. Conclusão: Com a aplicação do
protocolo de avaliação eletromiográfica sugerido espera-se a otimização da
documentação fonoaudiológica no processo de avaliação e terapia miofuncional da
fala.
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SINAIS NÃO-MANUAIS DE NEGAÇÃO DA LIBRAS EM SURDOS E TRADUTORESINTÉRPRETES EM AVALIAÇÃO ELETROMIOGRÁFICA DE SUPERFÍCIE
ALBUQUERQUE, LC.A.; DI DONATO, A.; NASCIMENTO, G.K.B.O.; SILVA, H.J.
Área Temática: Motricidade Orofacial
RESUMO
INTRODUÇÃO: O uso da eletromiografia de superfície no estudo de línguas
sinalizadas é um estudo inovador. Nas línguas sinalizadas, sinais não-manuais
compreendem um dos elementos gramaticais de sua estrutura linguística. O
presente estudo se interessa pelo comportamento miofuncional da face em sinais
de negação da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Após realização de estudo
piloto, verificou-se maior produtividade nos músculos prócero e região dos
depressores do lábio inferior. Haveria diferença na atividade elétrica em
indivíduos surdos e ouvintes tradutores-intérpretes da Língua de Sinais (TILS) na
execução de sinais nã0-manuais de negação? OBJETIVO. Analisar a atividade
elétrica dos músculos depressores do lábio inferior e músculo prócero em sujeitos
sinalizadores da Língua Brasileira de Sinais, durante a execução de sinais nãomanuais de negação. MÉTODOS. Estudo do tipo observacional, descritivo do tipo
série de casos. Período: dezembro/2011 a março/2012. Participaram 12
voluntários, 06 surdos (4 homens e 2 mulheres) e 06 TILS (2 homens e 4
mulheres). O Protocolo de Avaliação Eletromiográfica em Libras (PAEL) consta em
procedimentos eletromiográficos (colocação dos eletrodos, normalização do sinal)
e apresentação do vídeo em Libras contendo instruções iniciais e os enunciados do
estudo em um notebook. O PAEL conta com 30 perguntas sinalizadas, sendo 1/3 as
alvo e 2/3 as distratoras, onde o avaliando é orientado a responder apenas “sim”
ou “não”, com técnica auto-monitorada. Análise estatística descritiva.
RESULTADOS: Os testes estatísticos Mann-Whitney, Fisher e Wilcoxon revelaram
para o conjunto das 10 perguntas alvo, que não houve diferença significativa para
as variáveis entre os grupos de surdos e TILS: idade, gênero e tempo de aquisição
da Libras, músculo prócero, músculo depressor do lábio inferior esquerdo e
músculo depressor do lábio inferior direto. Houve exceção apenas para o músculo
depressor do lábio inferior direto nas perguntas alvo 5 e 9, com tendência de
diferença (p valor entre 0,05 e 0,10). Assim, o estudo não encontrou diferença
significativa entre os grupos de sinalizadores surdos e TILS. DISCUSSÃO: Os
resultados encontrados no piloto realizado anteriormente apresentou diferença
significativa entre grupo de surdos e professores ouvintes com fluência em Libras
com mais de 15 anos. Entretanto, o perfil do grupo deste estudo é diferenciado,
pois se trata de profissionais TILS, portanto, o nível de proficiência do segundo
grupo de ouvintes é bem maior que o primeiro, apesar de possuírem menor tempo
de uso da Libras. Os resultados corroboram com estudos utilizando diferentes
técnicas nas línguas orais-auditivas em relação à proficiência linguística.
CONCLUSÃO: Os potenciais elétricos da musculatura envolvida na produção das
negativas faciais em Libras em sinalizadores surdos e TILS apontam o equilíbrio no
uso das funções comunicacionais em ambos os grupos. A investigação aponta à
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possibilidade de uso do PAEL para fins de estudos tanto do uso padrão da Libras,
como para o não-padrão, abrindo outros vieses na atuação fonoaudiológica, além
de colaborar com os estudos linguístico das línguas de sinais.
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A MASTIGAÇÃO DO LARINGECTOMIZADO: ESTUDO ELETROMIOGRÁFICO
Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Raissa Gomes Fonseca Moura, Daniele
Andrade da Cunha, Hilton Justino da Silva
Área temática: Motricidade Orofacial/ Disfagia
RESUMO
Introdução: O estudo do câncer de laringe apresenta destaque na Fonoaudiologia
pela importância das alterações na comunicação e funções do Sistema
Estomatognático decorrentes ao tratamento cirúrgico da patologia. A intervenção
fonoaudiológica no tratamento de pacientes com ressecção total da laringe visa
não só a adaptação da comunicação, mas também, a reabilitação de funções como a
mastigação e de deglutição. Objetivo: Verificar a atividade elétrica do músculo
masseter durante o ato mastigatório de indivíduos laringectomizados totais.
Método: A pesquisa foi executada no setor de Fonoaudiologia do Hospital de
Câncer de Pernambuco (HCP) e contou com a participação de quinze voluntários
laringectomizados totais do sexo masculino com idade média de 64 anos. Foi
realizado exame eletromiográfico dos músculos masseteres e os registros obtidos
foram gerados através da máxima intercuspidação habitual (MIH) mantida por 5
segundos e repetida por três vezes entre intervalos de repouso de dez segundos,
mastigações unilaterais direita e esquerda e mastigação habitual. O registro da
MIH foi utilizado para normalização do sinal. Dos tempos de captação do sinal,
foram analisados os intervalos centrais, excluindo-se sempre o primeiro e último
segundo do registro e utilizando o valor médio de amplitude, em microvoltes (µV),
no root mean square (RMS) para transformá-lo em valor percentual. Resultados:
Na análise dos dados foram obtidas as medidas estatísticas: média, mediana e
desvio padrão e as freqüências absolutas e percentuais e o coeficiente de
correlação de Pearson (p > 0,05). As médias do percentual de atividade elétrica
foram correspondentemente mais elevadas no masseter direito em relação ao
esquerdo quando se analisou os momentos de mastigação unilateral direita,
mastigação unilateral esquerda e mastigação habitual. Foi verificada diferença
estatisticamente significante (p=0,016) na mastigação unilateral direita, onde o
masseter direto apresentou atividade elétrica média de 123,57% enquanto o
esquerdo apresentou 84,85%. Conclusão: Em indivíduos laringectomizados, há um
desequilíbrio entre os valores percentuais da atividade elétrica dos pares de
masseteres durante a mastigação, caracterizando uma provável compensação da
musculatura elevadora da mandíbula inerente a mutilação provocada pela técnica
cirúrgica.
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CARACTERIZAÇÃO DA ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA EM TRAUMA DE FACE:
ESTUDO DE UM CASO
Ana Carolina Silva, Mariafra Soares, Assis Felipe Medeiros Albuquerque, Giordano
Bruno Paiva Sontos, Gleysson Matias de Assis, Adriano Rocha Germano, José
Sandro pereira da Silva, Zilane Silva Borbosa de Oliveira
Área Temática: Motricidade Orofacial
RESUMO
Introdução: As alterações ocasionadas pelo trauma de face interferem
negativamente na qualidade de vida de qualquer indivíduo trazendo alterações
estéticas e funcionais gerando danos biopsicossociaisno sujeito acometido por tal
moléstia. O trauma de face é geralmente ocasionado por violência interpessoal,
queda, ferimentos por arma de fogo, acidentes de trabalho e trânsito e
compromete músculos, dentes, ligamentos nervos e estruturas ósseas faciais. Entre
as mais afetadas estão a mandíbula, região dentoalveolar, condilar e do complexo
zigomático. Qualquer desequilíbrio nessas estruturas poderá acarretar distúrbios
nas funções estomatognáticas de respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala,
o que justifica a importância da estimulação fonoaudiologia na reabilitação desse
indivíduo. Objetivo: Este trabalho teve como objetivos caracterizar os achados
(sinais e sintomas) do trauma facial, bem como descrever a atuação
fonoaudiológica realizada, desde a anamnese ao tratamento propriamente dito.
Métodos: Esta pesquisa caracteriza-se por um estudo de caso contendo dados da
avaliação e terapia fonoaudiológica realizada nos meses de março, abril e maio de
2012, totalizando 8 sessões realizadas no Centro Integrado de Saúde da
Universidade Potiguar, onde o mesmo foi convidado a participar da pesquisa
assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e submetendo-se à
aplicação do protocolo de anamnese e avaliação fonoaudiológica para trauma de
face de Bianchini (2004), protocolo de avaliação da função muscular de Chevalier
(1987) e a proposta de documentação fotográfica de Silveira et al (2006).
Discussão e resultados: A.P.S, 27 anos, gênero masculino, foi vítima de acidente
motociclístico no dia 10/02/12 (colisão moto bicicleta, sendo o mesmo o condutor
da bicicleta) sendo atendido emergencialmente no Hospital Walfredo Gurgel
(Natal/RN) permanecendo 48h no local e encaminhado para o setor de Cirurgia e
Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Universitário Onofre Lopes
/Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(HUOL/DOD/UFRN) onde recebeu o diagnóstico de fratura de complexo
zigomático orbitário maxilar associado a paralisia de Bell, sendo submetido a
procedimento cirúrgico no dia 01 de março de 2012 pela equipe. Foi encaminhado
para o setor de Fonoaudiologia do Centro Integrado de Saúde da Universidade
Potiguar no 15° dia de pós operatório, sendo então iniciado o processo de
avaliação e intervenção fonoaudiológica, com 1 sessão semanal, de 45 minutos,
totalizando 8 sessões. Os resultados terapêuticos foram satisfatórios, levando em
consideração o curto tempo de intervenção fonoaudiológica e a paralisia facial
associada, o que contribuiu para uma maior disfunção do sistema estomatognático.
Através do protocolo de Chevalier, pôde-se constatar evoluções quantitativas (
ganho na mobilidade e tonicidade da musculatura alterada da hemiface esquerda
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afetadas pela paralisia) e, clinicamente, melhoras qualitativas( funções
estomatognáticas que se encontravam alteradas na avaliação inicial, mostraram
estabilização, como a mastigação bilateral alternada com amplitude dos
movimentos mandibulares dentro dos padrões de normalidade e deglutição
adequada) já na oitava sessão. Conclusão: Os resultados terapêuticos encontrados
em um curto período de atuação mostraram que a Fonoaudiologia pode contribuir
significativamente no processo terapêutico a que o paciente está submetido, sendo
a terapia oromiofuncional indicada para casos semelhantes a este estudado.
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COMO SE COMPORTA A MUCOSA LARÍNGEA DOS DESCENDENTES DE
CONSUMIDORAS DE CAFEÍNA? (ESTUDO EXPERIMENTAL)
Gerlane Karla Bezerra Oliveira Nascimento, Raissa Gomes Fonseca Moura, Hilton
Justino da Silva, Maria de Fátima Galdino da Silva
Área temática: Motricidade Orofacial/ Disfagia
RESUMO
Introdução: A cafeína é amplamente consumida pela população mundial, e ainda há
dúvidas na literatura científica se uma prática deste hábito pode causar
consequências indesejáveis na reprodução humana e na saúde geral do
consumidor e de seus descendentes. Em gestantes, a cafeína ingerida facilmente
atravessa a barreira placentária, em quantidades substanciais passando para
vários tecidos embrionários. Objetivo: Realizar análise histomorfométrica da
mucosa da região posterior das laringes dos descendentes de ratas (Wistar)
submetidas ao tratamento com cafeína do 21° ao 120° dia de vida. Métodos: O
experimento foi realizado no anexo do Departamento de Anatomia do Centro de
Ciências Biológicas (CCB) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) após
aprovação em Comitê de Ética em Experimentação Animal. Foram utilizadas no
experimento 12 ratas da raça Wistar e 40 filhotes descendentes dessas. As ratas
foram divididas em dois grupos: tratado e controle. No grupo tratado as ratas mães
receberam cafeína a 0,1% diluída em água de beber do 21° ao 120° dia de vida e
deram origem a prole do grupo tratado (PT) o grupo controle não recebeu aditivos
em sua água de beber e deu origem a prole do grupo controle (PC). Aos 30 dias de
vida das proles, os animais foram anestesiados e suas laringes foram removidas e
fixadas por imersão em solução de formalina a 10%. O material passou por bateria
histológica e foi analisado através de microscopia de luz. As medidas da espessura
mucosa em região posterior de laringe foram realizadas com o auxílio do programa
Scion Image for Windows, Release Beta 4.0.2. Resultados: Os resultados revelaram
baixo peso ao nascer e diminuição do comprimento corporal dos filhotes.
Alterações histológicas na mucosa laríngea também foram evidenciadas como sinal
da presença do refluxo gastroesofágico. Discussão: O baixo peso encontrado na PT
ratifica os achados de outros estudos que afirmam que consumo de 300mg ou mais
de cafeína por dia, durante a gestação, além de induzir a prematuridade, está
associado com o baixo peso ao nascer, que pode ser especialmente prejudicial ao
desenvolvimento. A diminuição do tamanho corporal dos animais da PT
corroboram com as revelações descritas em uma pesquisa que apontou que doses
diárias de 200mg de cafeína reduzem significantemente o fluxo sangüíneo na
placenta, provavelmente através de vasoconstrição, o que pode induzir a
diminuição do crescimento fetal. Houve a sinalizando de possível inflamação local
na mucosa laríngea da PT, e este fator pode estar relacionadas a presença de
refluxo gastroesofágico. Outra característica encontrada foi a hiperqueratose
formada em resposta a irritações da baixa intensidade durante um logo período de
tempo. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que o consumo de cafeína
durante os períodos gestacional e de lactação, em ratas, induz diminuição de peso e
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tamanho corporal das proles, bem como o surgimento de alterações na camada de
revestimento mucoso da laringe, em sua porção posterior, provavelmente
ocasionadas por refluxo patológico de conteúdos gástricos.
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ENFOQUE FONOAUDIOLÓGICO NO RESPIRADOR ORAL
Natália Adalgiza de Souza Melo, Débora Balbino da Silva, Amanda Rodrigues
Soares Silva, Robélia Cristinny Gomes Rodrigues, Jullyane Florencio Pacheco da
Silva, Schirley Fabiana do Silva, Karine Dutra Valério
Área Temática: Motricidade Orofacial
RESUMO
Introdução: A respiração é uma função vital e natural ao ser humano, a qual
permite a sua sobrevivência. A respiração nasal favorece o crescimento e o
desenvolvimento craniofacial. A respiração oral pode ser causada por uma
obstrução das vias aéreas superiores ou por hábito, que faz com que a passagem do
ar ocorra pela boca. Esta alteração pode modificar o padrão de crescimento não
somente da face, como também ocasionar alterações morfofuncionais em todo o
organismo. Para que o fonoaudiólogo possa diagnosticar e tratar dos problemas de
respiração oral é fundamental que compreenda a anatomia e fisiologia do sistema
respiratório. A terapia obterá maiores ganhos, tanto para o paciente como para o
terapeuta, quando se compreende o funcionamento do que se quer tratar.
Objetivo: Descrever a eficácia da terapia fonoaudiológica de uma paciente com
respiração oral, bem como destacar pontos relevantes observados na avaliação.
Métodos: O estudo foi realizado no ambulatório de Motricidade Orofacial da
Clínica-Escola do curso de Fonoaudiologia da UFPE, mediante a assinatura do
termo de compromisso e autorização pelo responsável da criança. Trata-se de um
relato de experiência com participação de uma paciente de 8 anos de idade,
diagnosticada com respiração oral. Para a avaliação fonoaudiológica utilizou-se o
protocolo MGBR.Durante as sessões terapêuticas buscou-se promover a
estimulação da respiração nasal, usando como estratégias a limpeza nasal antes e
após os atendimentos, monitoramento da aeração nasal com o espelho de Altman;
como também, a adequação da função mastigatória, exercícios miofuncionais e
conscientização da postura corporal, por meio de orientações. Resultados: Na
avaliação a paciente apresentou projeção anterior da cabeça, com inclinação
discreta para o lado esquerdo, ombros anteriorizados e assimétricos, sendo o
esquerdo mais elevado. A mandíbula encontra-se em postura de repouso semiabaixada e os lábios na posição habitual entreabertos, apresentou dificuldade na
mobilidade da língua para protuir. Quanto às funções orais a paciente apresentou
uma incisão adequada, porém, a trituração é ineficiente e ruidosa com presença de
resíduos alimentares no vestíbulo bucal. Depois de realizada a terapia
fonoaudiológica constatou-se melhoras quanto à postura corporal da paciente,
uma mastigação mais eficiente, menos ruidosa, com menos resíduos alimentares e
ganhos quanto ao tônus de língua, além de uma maior conscientização para
respiração nasal. Discussão: As conscientizações da postura corporal associada
aos treinos respiratórios favoreceram o quadro clínico da paciente, promovendo
modificação no modo respiratório oro-nasal. Para a literatura, a terapia
fonoaudiológica nos casos de respiração oral, contribui para melhorar a tonicidade
e mobilidade de lábios, língua e bochechas. Conclusão: Verificou-se que a terapia
fonoaudiológica mostrou-se eficiente no tratamento da respiração oral, uma vez
que tem melhorado a qualidade de vida da paciente. É importante interceptar a
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presença da respiração oral tão logo seja percebido o processo, encaminhando a
paciente, sempre que possível, para o tratamento interdisciplinar. Dessa forma fazse necessário o acompanhamento fonoaudiológico em sessões semanais, para
obter melhores ganhos.
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CANTIGAS DE NINAR POR MULHERES SURDAS: ESTUDO DE CASOS
Adriana Di Donato Chaves, Beliza Áurea de Arruda Melo e Evangelina Maria de Brito
Faria
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução. A herança oral das cantigas de ninar (CN) é ponto de consenso, mas
mulheres surdas não oralizadas cantam? Para a presente investigação, recortou-se
aspectos relativos à voz e à performance do acalantar das mulheres surdas, como
parte integrante de um estudo mais amplo com mulheres surdas e ouvintes. A base
teórica para a investigação compreendeu Castro, Leite de Vasconcelos, Zumthor e
Skliar. Objetivos. Analisar a voz e performance do acalantar das mulheres surdas
na perspectiva da diferença. Metodologia. Adotou-se a abordagem metodológica
qualitativa descritiva transversal, do tipo estudo de casos. Em 2008, realizou-se
pesquisa de campo em Paulista/PE. A coleta de dados foi realizada por meio de
vídeo em ambientes residenciais, objetivando a aproximação do cotidiano
feminino. As produções sinalizadas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) foram
transcritas da Libras e depois traduzidas para Português. O corpus compreendeu o
acalantar oral natural e sinalizado de duas mulheres surdas e suas performances.
Mussambê (62 anos) e Cambará (58 anos) são utentes da Língua Brasileira de
Sinais (Libras), identitariamente surdas, naturais de família com grande número de
pessoas surdas. Ambas possuem perda auditiva sensorioneural bilateral profunda
e sem histórico fonoterápico, com Ensino Fundamental 1 incompleto. Resultados.
Mussambê: no ninar, fez uso da linguagem oral cantada (LOC), sinais naturais (SN)
e Língua Brasileira de Sinais (Libras) concomitantemente; voz, alta intensidade e
emotiva. Cambará: no ninar, apresentou apenas a LOC; voz, suave e calma. Pontos
comuns: uso de repetição de palavras, sílabas ou sons; presença do elemento
mítico-religioso; discursos sob forma de diálogo espontâneo; uso do canto com
suas vozes e suas performances; corporeidade, posicionamento do bebê em
posição vertical, rente ao tronco, apoiada no braço esquerdo, sendo a mão direita a
de maior movimentação; reverberação do som; desejo materno de
complementaridade. Discussão. As mulheres surdas apresentam peculiaridades
no acalantar, ao mesmo tempo de se aproximam das ouvintes por sua maternação.
A singularidade linguística das pessoas surdas em detrimento a outras minorias
mostra seu modo de se constituir identitariamente visual. A política da diferença
imprime às pessoas surdas o lugar da alteridade e da diferença. Conclusões. A voz,
o corpo, a melodia, as míticas se mostram presentes no acalantar seus pequenos,
refutando o mutismo lhes atribuído pelo fulcro do euro e normocentrismo.
Extrapolando conceitos convencionais e eruditos, o cantar das mulheres surdas
rompe paradigmas, desengessa modelos limitadores do normal, do belo, do
harmonioso. Mulheres surdas cantam!
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A COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA EM UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE
AFÁSICOS
Maria Vanessa Silva Vitor, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Rebeca Lins de Souza Leão,
Julia da Silva Marinho, Vanessa Patrícia Nunes Pereira
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: Afasia é um distúrbio da linguagem caracterizado por alterações dos processos
lingüísticos, causada por lesão adquirida no Sistema Nervoso Central devido a Acidentes
Vasculares Encefálicos (AVEs), a traumatismos crânio encefálicos (TCEs), tumores e outros.
Mesmo não sendo amplamente conhecida a comunicação alternativa vem crescendo no
Brasil. Esta comunicação visa de uma forma temporária ou permanente, apoiar,
complementar ou substituir as formas de interpretação verbal dos sujeitos com dificuldade
de linguagem. Objetivo: Descrever como a linguagem alternativa é introduzida no Grupo de
Convivência de Afásicos analisando as respostas dos afásicos a esta. Métodos: O estudo foi
realizado no Departamento de Fonoaudiologia, onde há o Grupo de Convivência de Afásicos
(GCA), que se encontra semanalmente. Participaram do estudo oito afásicos (de ambos os
sexos, sem restrições do tipo da lesão cerebral ou das condições socioculturais) e seis não
afásicos (estudantes do curso de Fonoaudiologia, voluntários e bolsistas de extensão e
PIBIC). Foram utilizadas a prancha com letras e números, para base de reconhecimento do
alfabeto e um paciente utilizou a prancha com figuras do seu cotidiano. Resultados e
Discussão: A partir dos recursos materiais utilizados, como a prancha, os afásicos podiam
reconhecer as letras, o que viabilizava a comunicação mesmo na impossibilidade do uso da
fala. Nas atividades de escrita, Ester foi um recurso i bastante utilizado, para apontar as
letras, formar palavras, frases e também informar números. Quanto ao paciente que utiliza a
prancha individual por, muitas vezes, a forma verbal lhe falta, a utilização desta permite que
ele consiga se comunicar, expressando o que gosta de fazer, seus programas favoritos, a
bebida e comida que gosta, sendo uma maneira de interagir com todos deste grupo. No
estudo são descritos como o uso da prancha e outros instrumentos facilitadores da
comunicação, funcionaram como auxílio para escrever as palavras de determinadas
atividades, através do reconhecimento das letras e oralizando cada uma delas. Estas
atividades demonstram a importância das estratégias de comunicação utilizadas com esses
afásicos, que muitas vezes fazem o uso da forma não verbal e recursos alternativos para se
expressar. Os resultados demonstram que a comunicação alternativa propiciou aos sujeitos,
um favorecimento da linguagem em vários momentos, onde esta não seria possível diante de
sua condição afásica. Conclusão: O GCA fundamentou-se como ambiente de (inter) ação
entre pessoas afásicas e não afásicas, propiciando um espaço de inclusão social para os
participantes do grupo e de resgate autoral no discurso destes. O uso comum da
comunicação alternativa no GCA é uma estratégia utilizada com os sujeitos com defasagem
na comunicação falada e escrita. Tem como objetivo ampliar o repertório comunicativo dos
pacientes afásicos, através do uso de pranchas alfabéticas, numéricas e outros recursos de
escrita. No G.C.A, houve ganhos relevantes, pois os sujeitos que utilizam essa comunicação
conseguem ter mais segurança na hora de se expressar.
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DÊIXIS REFERENCIAL NO DISCURSO DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE
AFÁSICOS
Maria Vanessa Silva Vitor, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Julia da Silva Marinho,
Vanessa Patricia Nunes Pereira
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: Afasia é um distúrbio da linguagem caracterizado por alterações dos processos
lingüísticos, causada por lesão adquirida no Sistema Nervoso Central devido a Acidentes
Vasculares Encefálicos (AVEs), traumatismos crânio encefálicos (TCEs), tumores e outros..
Acima de 90% das unidades frásicas de uma língua natural apresenta unidades lexicais com
função dêitica. Desta forma, a dêixis trata-se de unidade imprescindível para construção/
interpretação da teia discursiva, presente no discurso oral/escrito /gestual. Existem cinco tipos
de dêixis: Pessoal, Espacial, Temporal, Social e Discursiva. Entende-se que, trabalhar com a
dêixis, é fundamental para os estudos enunciativos da linguagem, pois o seu sentido parte de
uma referência interna. Objetivo: Levantar a ocorrência e analisar os processos dêiticos de
referenciação presente no discurso de um grupo de convivência de afásicos. Materiais e
Métodos: O estudo foi realizado no Departamento de Fonoaudiologia, no período de agosto de
2011 a maio de 2012, com o Grupo de Convivência de Afásicos (G.C.A). Participaram do estudo
oito afásicos e seis não afásicos, . Os diálogos foram coletados, através de gravações e filmagens,
que se juntaram ao banco de dados já existente do GCA, contendo os momentos de interação
semanal e conversa espontânea, foram transcritos, utilizando um sistema padronizado de
transcrição. Os dados foram analisados à luz dos pressupostos do interacionismo sóciocognitivo. O estudo foi aprovado pelo CEP com o número 125/09. Resultados e Discussão:
Nos recortes observaram-se todos os tipos de dêixis e também movimentos dêiticos, como
apontar ou simplesmente negar com a cabeça. Foram identificados: 1) a dêixis pessoal, com
sujeito implícito e explicitado no ato da fala; 2) a dêixis discursiva, como uso do papel metacognitvo, ratificando assim o caráter sócio-cognitivo da ação referencial; 3) a dêixis espacial,
mostrando-nos um espaço dentro do G.C.A, para referir-se a este grupo no momento específico;
ou fazendo referencia a espaços externos; 4) a dêixis temporal, fazendo-se parte da referência
do locutor, de grande importância para a compreensão do grupo; 5) a dêixis social, tendo uma
situação hierárquica no discurso, onde acontece frequentemente no grupo quando os nãos
afásicos dirigem-se aos afásicos, impondo assim respeito.No discurso do GCA ratifica-se o
caráter sócio-cognitivo da ação referencial, uma vez que o contexto só é passível de
compreensão à luz dos segmentos partilhados no grupo.Conclusões: Analisar os tipos de dêixis
e classificá-las no discurso do GCA nos leva a entender os mecanismos referenciais do diálogo
desta comunidade de fala, onde a vivência dos sujeitos influenciam diretamente a construção e
interpretação do discurso. Quanto ao papel dos processos dêiticos de referenciação na
organização do tópico discursivo e na organização da interação verbal dos afásicos e não
afásicos foi possível perceber que a dêixis funcionou como um embreante, participando como
uma base de contextualização de tempo, espaço e pessoas envolvidas na lógica contextual
discursiva. Através deste trabalho, é possível demonstrar a grande importância da coconstrução discursiva interacional e o quanto a dêixis está presente na conversação fato
ratificado quando verificado que, em determinadas frases, foi possível identificar a função
dêitica referente aos itens lexicais.
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REPERCUSSÃO DA ABORDAGEM DE GRUPOS FAMILIARES NA REABILITAÇÃO
DA AFASIA
Mariana Batista de Souza Santos, Maria Lúcia Gurgel da Costa, Vanessa Patrícia
Nunes Pereira, Maria Vanessa Silva Vitor
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: A afasia é um distúrbio de linguagem decorrente de uma lesão
adquirida, que altera a capacidade de comunicação, interferindo nas relações
sociais, profissionais, emocionais e familiares exigindo dos envolvidos uma
adaptação às novas condições do sujeito. Objetivo: identificar as repercussões do
grupo de afasia para cuidadores de afásicos. Métodos: Este trabalho foi realizado
a partir da análise dos dados coletados do diário dos pesquisadores, constando as
transcrições dos temas e discurso do grupo família da Universidade Federal de
Pernambuco. Esses encontros foram bimestrais entre o período de agosto de 2011
e dezembro de 2011. Resultados: Nos resultados encontrados viu-se: (1)
preocupação em dividir a responsabilidade de cuidar do parente com afasia, (2)
questionamento quanto à forma de abordagem e interpretação das dificuldades
da linguagem oral e (3) mudanças na dinâmica e na relação familiar. Discussão:
As repercussões da afasia no âmbito familiar podem provocar distanciamento ou
estreitamento dos laços familiares, onde muitos se retraem por não saber lidar
com o sujeito afásico, passando o cuidador a ter dificuldade em reversar a
responsabilidade de cuidar com outro parente. As dificuldades de interação
observadas entre o sujeito afásico e os familiares resultam da necessidade de
entendimento por parte desses acerca do comprometimento da linguagem oral
expressiva e/ou receptiva. Esse entendimento é favorável para que a família lide
com as novas condições do sujeito. A doença de um familiar é capaz de fazer
adoecer aqueles que estão próximos e envolvidos no contexto adverso. No caso da
afasia, quando a família aceita a nova condição em que o sujeito afásico se
apresenta, há um fortalecimento das condições de readaptação social e funcional
da linguagem desse sujeito além do estreitamento dos laços familiares. A saúde e
o comportamento familiar repercutem na eficácia da reabilitação do afásico.
Conclusão: A família é vista como fundamental no processo de reabilitação da
afasia em seu contexto sócio-terapêutico. Suas influências de participação
repercutem não só na reabilitação da linguagem, como também nas condições
emocionais. Isto posto, a atuação fonoaudiológica junto aos familiares foi
fundamental para o sucesso da reabilitação.
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PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA ESCRITA DE PALAVRAS
POR SURDOS: CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO
Adriana Di Donato Chaves, Elisabeth Cavalcante Coelho, Gesilda Pereira Leal, Débora
Balbino da Silva, Érika Justino dos Santos Sonoda, Maria Lúcia Gurgel da Costa e
Evangelina Maria de Brito Faria
Área Temática: Linguagem
Resumo
INTRODUÇÃO. Estudos de validação de instrumento avaliativo constam em
pesquisas pelas quais se estabelecem fidedignidade e relevância, atendendo a
objetivos específicos. O presente trabalho descreve o processo de construção do
“Protocolo de Avaliação do Desempenho da Escrita de Palavras por Aprendizes
Surdos”, PADEPAS, e suas etapas de validação e fidedignidade. Consta em tarefa de
nomeação de palavras, com gênero textual lista de compras do tipo supermercado
com princípios sociointeracionistas. Possui inspiração em estudos da psicogênese
da língua escrita, tendo por suporte teórico o modelo computacional e estudos
psicométricos. Como instrumento de segunda língua para surdos, o PADEPAS
considera as especificidades do aprendiz na relação cultural da visualidade surda.
OBJETIVOS. Contribuir na avaliação do processo de aprendizagem da escrita de
palavras por aprendizes surdos, como segunda língua, nas esferas clínicas e
pedagógicas, sugerindo níveis de desempenho da escrita. MÉTODOS. Pesquisa de
validação. O PADEPAS foi construído para aprendizes surdos que tenham
completado o terceiro ano do Ensino Fundamental 1, sinalizadores da Língua
Brasileira de Sinais, com perda auditiva severa e/ou profunda bilateral. A amostra
do estudo contou com 346 participantes, com escolaridade do Ensino Fundamental
1 ao Ensino Superior. Do total da amostra, 220 participantes foram selecionados
para os estudos de validação e verificação da fidedignidade. As idades dos
participantes variaram entre 9 e 55 anos, tempo de escolaridade com média de
10,1 anos, 50% do gênero feminino e 50% do masculino. Os dados foram coletados
em espaços de saúde (privados), educacionais (clínicas-escolas fonoaudiológicas,
escolas públicas/privadas regulares/especiais-bilíngues), instituições com fins
sociais, em Pernambuco e Paraíba. Procederam-se quatro etapas: do piloto aos
estudos de validação de conteúdo e de padronização. Na avaliação do conteúdo,
participaram quatro juízes especialistas ouvintes e surdos. Período do estudo:
março/2010 a dezembro/2011. RESULTADOS. A aplicação do PADEPAS resulta
nos Escores por Aproximação da Palavra (EAP), gerando Escores Totais de
Aprendizagem (ESCTAPA), que serão classificados em Nível de Desempenho da
Escrita por Surdos (NDES) à escolaridade. Considera desvios como processo de
construção da aprendizagem e tem perfil quali/quanti. Revelou consistência no
construto, com alto grau de confiabilidade, com alfa de Cronbach de 99,5% como
bem classificado e 100% de aprovação na validação do conteúdo por juízes
especialistas, obtendo resultados para padronização em materiais impressos e
digitais. Resultaram: PADEPAS - 32 imagens com itens de supermercado
(impressas ou digitais), Manual do Avaliador (impresso ou digital em Português ou
Libras), Folha Resposta, Fichas de Dados Pessoais. DISCUSSÃO. O PADEPAS é um
instrumento validado, de fácil e rápida aplicação, para profissionais que trabalhem
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com escrita de surdos. Contempla o lúdico, convidando o outro, surdo, a brincar
com um objeto de resistência, a escrita do português. Busca compreender os
diferentes desvios, não como meros erros, mas como processo de aprendizagem da
escrita de uma segunda língua de modalidade diferente da sua primeira língua. O
olhar do avaliador é parte integrante da aplicação do instrumento, ao qualificar os
desvios identificados. CONCLUSÕES. Concluídas as etapas de validação com êxito
para esta população, o PADEPAS poderá ser proposto para uso e validação em
outros estados.
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A RELAÇÃO ENTRE A AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO FONOLÓGICO E
VOCABULÁRIO RECEPTIVO DE CRIANÇAS COM E SEM TRANSTORNO
FONOLÓGICO
Ana Augusta de Andrade Cordeiro, Ana Carolina Francisca da Silva, Angélica
Galindo Carneiro Rosal, Everson Hozano da Silva, Bianca Arruda Manchester de
Queiroga, Ronildo Lima da Silva
Área Temática: Linguagem
Resumo
A linguagem receptiva é a capacidade de o indivíduo compreender aquilo que ouve
e lê. Entretanto, há divergências na literatura entre o desenvolvimento do
vocabulário receptivo em pré-escolares com transtorno fonológico, sendo
necessário discutir e obter parâmetros de avaliação. Este estudo descreve a relação
entre a aquisição e desenvolvimento fonológico e vocabulário receptivo de
crianças com e sem transtorno fonológico. A pesquisa foi realizada em duas
instituições públicas, duas instituições particulares e na clínica-escola do Curso de
Fonoaudiologia da UFPE, estando todas localizadas na região metropolitana do
Recife. Participaram do estudo 69 crianças, de ambos os sexos, na faixa etária de
2:0 a 6:11 anos de idade, sendo 32 do sexo feminino e 37 do sexo masculino, oito
com diagnóstico de transtorno fonológico e 61 com desenvolvimento fonológico
típico. As crianças com desenvolvimento fonológico típico foram divididas em dez
grupos etários com intervalo de 6 em 6 meses. Quanto às crianças com diagnóstico
de transtorno fonológico, foram inseridas na amostra todas as crianças com esse
diagnóstico que frequentavam a Clínica-escola de Fonoaudiologia da UFPE no
período de referência do estudo, tendo como faixa etária de 6:6 a 12:6 anos.
Utilizou-se como instrumento de avaliação a Prova de Avaliação Fonológica
(PAFon) e o teste de vocabulário receptivo (TVPI). Observou-se que, por causa da
maior idade, as crianças com transtorno fonológico apresentaram melhor
desempenho nos testes de vocabulário receptivo do que as sem transtorno. Os
dados demonstraram que existe uma relação entre o desenvolvimento fonológico e
lexical e que, quanto melhor o desempenho no teste de vocabulário receptivo,
menor é a ocorrência de processos fonológicos.
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COMUNICAÇÃO: O SURDO E SEU AMBIENTE LABORAL
Suenízia Machado Malheiros, Wagner Teobaldo Lopes de Andrade
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: Na sociedade atual, o trabalho é considerado de suma importância na
vida social do individuo, pois além de atribuir dignidade, status e significação social
ao homem, faz com que as suas necessidades básicas sejam financeiramente
supridas (SILVEIRA; ALMEIDA, 2007). Para Maciel (2000), evidências do dia-a-dia
mostram que existem diferentes setores sociais excluídos (por razões variadas,
decorrentes da estrutura socioeconômica ou de problemas de ordem individual)
do acesso a determinados bens essenciais, como educação de qualidade, saúde e
trabalho. Pode se considerar como um dos problemas existentes, a comunicação,
onde o individuo compreende e é compreendido. Entre os problemas de ordem
individual, pode-se considerar a dificuldade de comunicação entre colegas,
especialmente quando os códigos lingüísticos usados por eles para o contato
interpessoal são diferentes. Este problema pode ser ainda maior se as línguas são
estruturalmente diferentes, como no caso das línguas orais e das línguas de sinais.
Objetivo: Discutir as dificuldades encontradas pelo surdo na sua comunicação no
ambiente de trabalho. Método: A presente pesquisa foi desenvolvida a partir de
bibliografia pesquisada em bancos de artigos eletrônicos, como Scielo e Bireme,
periódicos especializados em Fonoaudiologia e Educação, anais de eventos e
monografias realizados no período de 1994 a 2009. Resultados e Discussão: O
mercado de trabalho, cada vez mais exigente e competitivo, aliado ao inchaço
populacional dos centros urbanos provoca sérios problemas sociais e, através do
trabalho, o individuo com necessidades especiais pode demonstrar suas
potencialidades, capacidades e competências (TANAKA; MANZINI, 2005). Sabe-se
que, apesar de toda a dificuldade que enfrenta para concluir os estudos, muitos
surdos chegam a fazer o curso universitário e exercer profissões variadas, sendo
inseridos no mercado de trabalho, o que mostra que a surdez não é impedimento à
ampla variedade de ocupações (PERLIN, 2000). Em entrevistas realizadas por
Marin e Góes (2006) com surdos que trabalham em um fábrica, estes sujeitos
relataram que sofriam preconceito em seu ambiente de trabalho, pois eram
proibidos de se comunicar em Libras e não tinham acesso ao intérprete dessa
língua, sendo obrigados a se comunicar através da oralidade. Considerações
Finais: Verifica-se que uma das maiores dificuldades do surdo para ingressar no
mercado de trabalho se refere à sua comunicação, pois, em geral, utilizam uma
língua (de sinais) diferente da língua utilizada pela sociedade majoritária de
ouvintes (a língua padrão do país). Essa dificuldade de comunicação gera, de forma
secundária, isolamento social, familiar e profissional. Nesse contexto, o
fonoaudiólogo pode se constituir como membro fundamental da empresa como
facilitador da comunicação de forma especial com relação à diversidade lingüística
presente no ambiente de trabalho. No que se refere especificamente (mas não
exclusivamente) ao surdo, a presença deste profissional pode gerar oportunidades
de crescimento profissional e realização pessoal.
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DISCURSOS QUE CIRCULAM: O QUE VOCÊ SABE SOBRE A GAGUEIRA?
Gleybson Lenon Pereira dos Santos, Joice Maely Souza da Silva, Tatiana, Corrêa
Cavalcanti, Larissa Petrusk da Silva
Área Temática: Linguagem
Resumo
Existem diversas abordagens sobre o estudo da gagueira na literatura
fonoaudiológica, em que cada uma procura abordá-la a partir de uma perspectiva.
Atualmente, encontramos diversas publicações na área da Linguagem, Neurologia,
Psicanálise, Psicologia Social, Fenomenológica e Biologia. Apesar das diversas
abordagens dos estudos, percebemos que os caminhos da Fonoaudiologia tende a
seguir para um só – desvendar esse mistério que é a gagueira. No entanto, grande
parte das teorias que a estudam são caracterizadas por abordagens
descontextualizadas, enfatizando apenas a partir de sua manifestação externa, ou
seja, o que é observado de imediato – o sintoma, excluindo assim, o sujeito. Mesmo
a gagueira sendo mote de várias pesquisas, percebemos que a população em geral
ainda não tem conhecimento específico e necessário sobre a mesma. O
conhecimento sobre a gagueira que circula na sociedade, em sua grande maioria,
esbarram no senso comum. Muitas vezes, esse conhecimento “perpetuado” pelo
dizer/dizeres são equivocados. Devido a isso, o objetivo deste artigo é investigar
quais os discursos que circulam em residentes do município de Abreu e Lima sobre
a gagueira, enfatizando a causa da mesma, como conseguem identificar um sujeito
que gagueja e qual tratamento acham indicado no caso da gagueira. Para a
realização desta pesquisa, vinte (20) sujeitos moradores da cidade de Abreu e Lima
responderam a uma entrevista semi-estruturada contendo onze (11) perguntas. As
entrevistas foram gravadas e transcritas para serem melhor analisadas. Os dados
foram obtidos através de pesquisa qualitativa e os resultados foram analisados e
discutidos à luz da Análise do Discurso de linha francesa. Diante das respostas,
observamos que a sociedade conceitua a fluência como absoluta, desconsiderando
que os momentos disfluentes façam parte da constituição natural da fala. Em face
da ideologia do senso comum, ao ter o seu discurso interpretado pelo outro como
gaguejante, o sujeito que gagueja se desprende do sentido da fala e ressalta a
forma. A partir dessa interpretação, o sujeito se depara com a diferença e se
desloca para a posição de sujeito – gago.
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PROMOÇÃO DA SAÚDE DA COMUNICAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NO
LAR FABIANO DE CRISTO
Mariana Batista de Souza Santos, Mirla Oliveira Santos Medeiros, Priscila Rossany
de Lira Guimarães Portella, Ronildo Lima da Silva
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: O presente projeto consiste na realização de atividades focadas na
promoção da saúde da comunicação infantil, direcionada a aspectos que envolvam
o desenvolvimento da linguagem, como atividade motora articulatória,
processamento auditivo, emissão sonora e intenção comunicativa. As atividades
foram desenvolvidas na Organização Não Governamental, Instituto Lar Fabiano de
Cristo, voltadas à crianças de 1 a 3 anos de idade, para as quais foram ofertados
estímulos audiovisuais contextualizados acerca da temática “Zoológico”, buscando
estimular a produção fonêmica pelas crianças e a associação de uma imagem
mental ao som. Os Estudantes realizadores do projeto contaram com o apoio dos
professores envolvidos com as crianças diariamente. Para tal, esses profissionais
participaram de discussões com os alunos de Fonoaudiologia com orientações
acerca do desenvolvimento saudável da comunicação humana. Objetivo:
Promover uma troca pedagógica envolvendo e estimulando os aspectos específicos
da comunicação e o desenvolvimento da linguagem enquanto habilidade
comunicativa em crianças. Metodologia: As atividades aconteceram em três
momentos. O primeiro momento compreendeu o matriciamento com os
professores, através de material didático explicativo em formato de gráfico pizza
com informações acerca das quatro áreas da Fonoaudiologia, que orientavam as
discussões sobre o desenvolvimento saudável. Os segundo e terceiro momentos
compreenderam as atividades com as crianças. Foram apresentados estímulos
visuais como imagens de animais, em plaquetas e máscaras, fantoches e articulação
dos fonemas para emissão do som; além de estímulos auditivos como o som dos
animais e emissão sonora realizada pelo grupo.Os animais escolhidos para
estimulação da consciência fonológica, com associação imagem-som foram a arara,
o grilo, a cobra, o pinto, o pato, a galinha, a abelha, a vaca, a cabra, o cavalo e o peru,
buscando então a estimulação dos fonemas [s]; [p]; [ẽ]; [k]; [z]; [m]; [b]; [t]; [g] e
[l]. Resultados: Durante a visita ao Instituto Lar Fabiano De Cristo para a
problematização acerca das características de linguagem do nosso público-alvo,
observou-se que as crianças apresentam características marcantes acerca da
linguagem, que são próprias da idade. Observou-se também que o ambiente e o
contexto da creche em que as crianças estão inseridas favorecem a interação das
crianças umas com as outras e com as professoras, estimulando uma intenção
comunicativa. O matriciamento com os professores se configurou muito positivo,
onde foi compartilhado conhecimento acerca do que é esperado no
desenvolvimento saudável infantil dentro da faixa etária do público-alvo. Houve o
confronto positivo entre a teoria e a prática, quando observou-se muito do
conhecimento, experiência e vivencia das professoras, com troca de conhecimentos
e esclarecimento de dúvidas. Durante os dois momentos de intervenção com as
crianças, os estímulos visuais e auditivos apresentados foram bem recebidos e
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conquistaram a atenção da maioria das crianças. Entretanto, a pequena, mas
significativa diferença de idade entre as duas turmas de crianças, deve ser
considerado um fator de influência importante para a participação e respostas às
atividades. O recurso das imagens associadas aos sons e a um contexto foi muito
positivo, sendo importante considerar que o número de informações e estímulos
apresentados pode ser reduzido, pelo fato das crianças serem muito pequenas e se
cansarem rápido diante de uma longa estimulação.Considerações Finais:As
particularidades de cada criança e as surpresas de se trabalhar com esse público
exigiram do grupo habilidades, como a de readequação e improviso, e de lidar com
o inesperado, muito comum no trabalho com crianças.Os resultados também
fizeram perceber que, para trabalhar com crianças pequenas (um a três anos de
idade), objetividade e foco são fundamentais para que se mantenha o
entretenimento e que seja garantida uma boa apreensão daquilo que é oferecido.
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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS E SUA RELAÇÃO COM A
COMUNICAÇÃO HUMANA
Arlene Santos Cavalcanti, Emília Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de
Melo, Karine Maria do Nascimento Lima, Jonia Alves Lucena
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: Com base no WHOQOL 100, que é um questionário criado pela (OMS)
Organização Mundial da Saúde para avaliar a qualidade de vida, foi realizada
entrevistas com idosos de 60 anos ou mais, no qual verificamos em suas respostas
que a qualidade de vida influência muito na comunicação desse idoso. O
entrevistado que tem o envelhecimento ativo apresenta uma melhor comunicação
do que outros idosos que não tem atividades de lazer e nem prática atividade
física. Questionário foi realizado nas regiões do Recife, Olinda e Jaboatão dos
Guararapes no mês de outubro de 2012. Sem a presença de critério de exclusão.
Objetivos: Entrevistar idosos com o questionário WHOQOL 100, para avaliar a
qualidade de vida e analisar as respostas, verificando o quanto a qualidade de vida
afeta a comunicação. Métodos: Foram feitas as 100 perguntas do questionário
onde o idoso respondia de forma breve ou até mesmo contava histórias antes de
responder. As perguntas são todas diretas e organizadas em seis domínios e o
idoso responde com respostas sugeridas que possuem um valor de 1 a 5 e com
esses valores obtidos com as respostas é possível avaliar o quanto a qualidade de
vida esta ligada a comunicação, principalmente quando não existe um
envelhecimento ativo. Resultados: Características frequentes nos idosos como
dor, cansaço e desconforto físico estão presentes geralmente acima da faixa etária
dos 70 anos, poucos são otimistas com relação ao futuro e poucos relataram que
aproveitam a vida. A falta de concentração e memória deve ser um dos fatores que
impedem que o idoso adquira novas habilidades. Quando a mobilidade afeta o dia a
dia da vida do idoso, ele procura a ficar mais em casa, prejudicando sua relação
com as pessoas, afetando com isso a sua comunicação. Discussões: A maioria dos
idosos não tem energia para realizar atividades do dia a dia, reclamam de falta de
concentração e poluição sonora ao qual são submetidos com frequência, e com isso
não aproveitam o tempo livre para adquirir um novo conhecimento. A maioria dos
idosos respondeu que estão satisfeitos com a sua aparência e são capazes de curtir
a si mesmo. A autoestima é um fato que contribui com a comunicação dos idosos,
quando os idosos estão felizes as palavras são mais bem articuladas pelos mesmos.
Conclusão: Com a realização deste questionário foi possível comprovar o quanto a
qualidade de vida de um idoso é capaz de afetar a sua comunicação, idoso que não
costumar dormir direito, que não tem uma atividade de laser, nem se exercita, que
se não se preocupa com a saúde, com problemas sexuais e financeiros, que fazem
uso de medicamentos, reclamam de dor, depressão, dificuldade na mobilidade,
alem das queixas de cansaço, são idoso que não se comunicam com facilidade.
Enquanto o idoso com pensamentos positivos, que tem sempre uma atividade de
lazer prazerosa, que esta sempre em contato com família e amigos e são
independentes, tem uma boa memória e capacidade de tomar decisões, são
geralmente os mais comunicativos.
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AQUISIÇÃO FONOLÓGICA EM CRIANÇAS DE ESCOLA PÚBLICAS E
PARTICULARES
Ana Augusta de Andrade Cordeiro, Ana Carolina Francisca da Silva, Angélica
Galindo Carneiro Rosal, Everson Hozano da Silva, Bianca Arruda Manchester de
Queiroga, Ronildo Lima da Silva
Área Temática: Linguagem/Fonoaudiologia Educacional
RESUMO
A aquisição do sistema fonológico de uma língua está estreitamente ligada ao
desenvolvimento cognitivo da criança e desenvolve-se paralelamente às
habilidades metafonológicas. Estas habilidades correspondem à capacidade que o
indivíduo tem de refletir sobre as características estruturais da linguagem oral.
Entretanto, há poucos estudos que visam investigar a correlação entre a
consciência fonológica e a aquisição fonológica, com especial interesse na análise
destes processos. Diante disso o objetivo do presente estudo foi investigar a
relação da consciência fonológica sobre a aquisição da linguagem oral, no que
concerne especificamente ao desenvolvimento fonológico. A pesquisa foi realizada
em duas escolas públicas e três escolas particulares localizadas na região
metropolitana do Recife. Participaram do estudo 120 crianças, de ambos os sexos,
na faixa etária de 2:0 a 6:11 anos de idade, sendo 60 de escolas particulares e 60 de
escolas públicas da região metropolitana do Recife. Utilizou-se como instrumento
de avaliação a Prova de Avaliação. Os dados obtidos foram transcritos de acordo
com o IPA (Alfabeto Fonético Internacional) e registrados em um banco de dados,
o SPSS versão 13.0. Observou-se que os processos fonológicos mais frequentes em
todas as faixas etárias no desenvolvimento da fala foram: redução de sílaba,
simplificação de liquida, simplificação de encontro consonantal e simplificação de
consoante final. Encontraram-se atrasos na eliminação de alguns processos
fonológicos, o que pode ser justificado pela influência da variedade linguística
falada na região metropolitana do Recife. Uma análise de correlação utilizando o r
de Pearson revelou uma correlação negativa entre os processos fonológicos de
redução silábica, harmonia consonantal, simplificação velar, Simplificação de
encontro consonantal e simplificação de consoante final com as habilidades
metafonológicas, apresentando níveis de significância de p<0,01. Em uma análise
comparativa dos processos fonológicos por sexo não foram encontradas diferenças
significativas nas médias. Com base na análise dos dados, observou-se que o tipo
de escolaridade não parece ser uma variável que, isoladamente, assegura o
desenvolvimento da linguagem.
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ENFOQUE FONOAUDIOLÓGICO EM PACIENTE COM CARACTERÍSTICAS DE
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Amanda Rodrigues Soares Silva, Elisabeth Cavalcanti Coelho, Jullyane Florencio
Pacheco da Silva, Natália Adalgiza de Souza melo, Robélia Cristinny Gomes
Rodrigues, Schirleyde Fabiana da Silva
Área Temática: Linguagem
Resumo
Introdução: O autismo é considerado uma síndrome comportamental com causas
diversas ainda pesquisadas e curso de um distúrbio do desenvolvimento, sendo
caracterizado pela dificuldade de interação social, visualizado pela dificuldade na
relação com o outro, usualmente combinado com déficits de linguagem e
alterações de comportamento. O autismo faria parte do chamado espectrum ou
continuum de distúrbios, que teria como alteração principal um prejuízo intrínseco
no desenvolvimento da interação social recíproca e na linguagem, tais
características variam na tipologia e na intensidade com que se manifestam.
Objetivo: Destacar os ganhos obtidos na terapia fonoaudiológica em paciente com
características do espectro autista. Métodos: Trata-se de um relato de caso de
paciente do sexo masculino, 3 e 11 meses, em
investigação do
diagnóstico,atendido na clínica escola de Fonoaudiologia da Universidade Federal
de Pernambuco. Durante a avaliação fonoaudiológica foram oferecidos brinquedos
à criança (animais, meios de transporte, blocos e peças para encaixe), a postura da
terapeuta foi a de estimular a criança a utilizar os objetos. Foi visto que o paciente
não explorava os objetos um a um, recusava a participação da terapeuta na
brincadeira, atuava sobre dois ou mais objetos ao mesmo tempo e se encontrasse
obstáculos durante a atividade o paciente desistia e procurava outro material. Foi
verificado que ele fez uso prático dos objetos e apresentou dificuldade de
estabelece esquemas simbólicos. Quanto às habilidades de imitação vocal, o
paciente mostrou diversos momentos ecolálicos com fala inteligível, não mantinha
contato visual com a terapeuta, pulava constantemente com os olhos fechados,
puxava seu próprio cabelo agressivamente e recusava o toque. A terapia baseou-se
em estabelecer vínculo entre a terapeuta e paciente, estimular aspectos auditivos e
visuais (contato visual), incentivar a atividade simbólica, estimular aspectos
cognitivos e de compreensão, favorecer interação social, atribuir funcionalidade a
objetos e situações comunicativas, como também estimulá-lo a perceber e
conhecer o seu próprio corpo. Resultados: Após a intervenção fonoaudiológica,
foi visto que o paciente aumentou seu tempo de atenção nas atividades realizadas
concentrando-se por mais tempo, aceitou com mais frequência à presença da
terapeuta na brincadeira e dessa forma a mesma foi conquistando espaço na
terapia. A criança iniciou maior contato visual durante os momentos de interação,
diminuição dos gestos motores (como pular e puxar o seu próprio cabelo), e
passou a observa-se em frente ao espelho. Discussão: A literatura aponta que as
principais características do espectro autista infantil envolve o comprometimento
do desenvolvimento da interação social, das habilidades simbólicas, do
desenvolvimento da comunicação recíproca, afetando os domínios verbais e nãoverbais. Como também o comprometimento do desenvolvimento da imaginação e
da mudança do repertório de comportamentos. Conclusão: Verificou-se que a
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terapia fonoaudiológica mostrou-se eficaz no trabalho com a criança, sendo
necessária a continuação do acompanhamento fonoaudiológico em sessões
semanais, a fim de possibilitar maior avanço por parte do paciente nos demais
aspectos não contemplados.
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JOGO: O CAMINHO DA SAÚDE VOCAL
Arlene Santos Cavalcanti, Émilia Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de
Melo, Karine Maria do Nascimento Lima
Área temática: Voz
Introdução: O jogo “O Caminho da Saúde Vocal” é um jogo de dado, tendo
por grande atrativo a possibilidade de promover conhecimento sobre saúde vocal
e interação entre os participantes. O jogo estimula a pratica de hábitos saudáveis
para a voz. É composto por 20 casas, onde cada uma delas guarda uma informação
sobre o que fazer para obter a saúde vocal e informações sobre hábitos que afetam
a voz. O jogo se apresenta como ferramenta lúdica eficiente, possui um grau de
dificuldade moderado. Para a confecção do jogo foi utilizado Tnt nas cores; creme e
vermelho, a escolha do Tnt para o trabalho, foi para comprovar que é um material
com preço acessível, que permite a criação de qualquer trabalho e que causa um
efeito interessante, também tem o fato de ser um material leve, dobrável e de fácil
transporte. Já a fita de cetim na cor vermelha, foi para deixar a divisão com mais
visualidade. Foi utilizada uma caixa pequena para formar o dado, que tem 10 cm de
altura e 10 cm de largura. Alem de papel oficio A4 para a impressão do símbolo de
Fonoaudiologia. O jogo tem 1 metro e 40 cm de altura e 1 metro de altura e 40 cm
de largura e cada casa tem 26 cm de altura e 26 cm de largura, que permite o
participante caminhar em cima, de acordo com o numero de casas indicado pelo
dado e pelo próprio jogo. Objetivos: Promover conhecimento sobre saúde vocal,
através de atividade lúdica, é uma forma bastante atrativa para trabalhar
principalmente com as crianças, onde a informação é levada de maneira divertida.
Mas é um jogo em que os adultos curtem joga e aprendem cuidados básicos com a
voz. Essa é a intenção, juntar a diversão com a informação. E o publico alvo não
tem idade especifica porque os abusos vocais estão ocorrendo cada vez mais cedo,
uns ocasionados pela profissão e outros pela personalidade infantil. Público-alvo:
Crianças ou adultos, sendo a idade mínima de 5 anos e não apresentando idade
máxima. O jogo foi elaborado para atingir todos os tipos de públicos, para que a
informação do cuidado vocal seja bem recebida por todas as classes sociais. Desde
que esteja a vontade de participar e ao mesmo tempo tenha o desejo de conhecer o
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que é preciso para ter uma voz saudável, que tipo de hábitos são prejudiciais a
saúde da voz. Por isso é abertos para todo acima de 5 anos, que queira brincar e
aprender com esse jogo. Instruções de uso. Mínimo de dois participantes, o jogo é
colocado no chão, para permitir que o jogador possa andar nele, cada um vai jogar
o dado uma vez e andar o número de casas indicado pelo dado. E durante as casas
vai obter informações sobre o que faz bem e o que faz mal para voz. Se o
participante jogar o dado e andar até a casa que informa às coisas que devemos
fazer para ter uma voz saudável, o participante após ouvir a informação, vai
continuar na mesma casa até a próxima jogada ou poderá passa uma ou duas casas,
depende da sorte do participante ao joga o dado. Agora se joga o dado e cair na
casa onde a informação é sobre hábitos que afetam a saúde vocal, o participante
terá que voltar uma casa ou duas casas. Se por acaso dois jogadores caírem em
uma mesma casa, cada um deles vai manter apenas um pé dentro da casa, até o
próximo joga. Ganha quem chegar até o símbolo de fonoaudiologia e provar que
aprendeu sobre a saúde vocal.
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JOGO: DESAFIO DO SINAL
Ana Carolina de Lima Gusmão Gomes, Arlene Santos Cavalcanti, Bruna de Souza
Silva, Émilia Cristina Santos da Silva, Maria de Fátima Silva de Souza
Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional
Introdução. O “Desafio do Sinal” é um jogo de cartas em Língua Brasileira de
Sinais (Libras), tendo por grande atrativo a possibilidade de promover a
socialização e interação em um momento de aquisição de novos conhecimentos no
processo terapêutico, estimulando o comportamento inclusivo e o respeito ao
próximo, colaborando assim, no desenvolvimento integral da criança surda. É
composto por 100 cartas, O “Desafio do Sinal” também permite seu uso por
ouvintes aprendizes iniciais da Libras, uma vez que utiliza vocabulário básico em
sinais. Deste modo, o jogo se apresenta como ferramenta lúdica eficiente e
prazerosa na aquisição da Libras. O jogo necessita que o mediador saiba todos os
sinais. Para confeccionar o jogo foi usado papel foto e papel quarenta rosa.
Objetivos. Promover a aquisição de conhecimentos básicos referentes à Língua
Brasileira de Sinais (Libras). Público-alvo: Crianças ou adultos surdos ou ouvintes,
usuárias da Língua Brasileira de Sinais, sendo a idade mínima de 5 anos e não
apresentando idade máxima. O jogo apresenta um grau de dificuldade de
moderado a difícil, dependendo sempre do conhecimento do jogador. Instruções
de uso. Mínimo de dois participantes não havendo um número limite de jogadores.
Cada jogador de cada vez pega uma carta no baralho posicionado ao centro da
mesa, realizando o sinal que a carta representa. Em caso de acerto, o jogador ganha
a carta e pega uma nova carta. O jogador perde a vez ao errar o sinal, e assim se
segue até que não saiba a resposta certa. Neste momento ele deve devolver a carta
a qual não soube sinalizar a caixa de origem. O próximo jogador segue com o jogo.
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Ao final, o vencedor será aquele jogador com o maior número de cartas na mão,
sendo ele então o indivíduo com maior conhecimento em língua de sinais.
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JOGO: CAÇA PALAVRAS PARA SURDOS APRENDIZES DA LÍNGUA PORTUGUESA
ESCRITA
Acácia Barros, Amanda Sales, Ana Carolina, Evaneth Duarte, Jeyse Soares, Milena
Melo, Priscila Ribeiro
Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional
INTRODUÇÃO:Grande parte das línguas orais utiliza a modalidade escrita, a
representação da fala. No caso dos surdos, que tem como primeira língua a língua
sinalizada, a escrita seria uma forma de travar uma comunicação mais efetiva com
ouvintes. Para isso o processo de letramento de surdos é fundamental. Este
processo é mais fácil para ouvintes, pois eles sabem previamente que existe o
aspecto gráfico da língua, o que faz o processo de alfabetização (relação do som
com a escrita) ser mais lógico. Entretanto os surdos não tem o apoio dos sons para
a compreensão deste processo, levando-os a criar uma barreira para o
aprendizado da escrita. Conhecendo as duas línguas, vemos que elas possuem
princípios divergentes o que trás a necessidade de métodos diferentes no processo
de instrução. O processo de ensino da escrita para ouvintes tem como base,
inicialmente, a decodificação de sons e letras, sendo que este processo não tem
aplicação coerente para surdos. Tentar ensinar esta modalidade da língua para
esse grupo de sujeitos é indispensável usar de artifícios que se adéquam a sua
realidade. É importante ressaltar que a língua de sinais pode interferir na escrita
do surdo, quanto ao uso de tempos verbais, conectivos, concordância nominal e
verbal, preposições, e a afins, porém não altera a estrutura do texto. OBJETIVO:
Trazer através de figuras e a associação das mesmas com a representação escrita
do signo linguístico a compreensão da língua portuguesa escrita. Um modo lúdico
de praticar tanto o vocabulário quanto estrutura de frases do Português. PÚBLICO
ALVO: Surdos aprendizes da língua portuguesa como segunda língua. Ênfase na
modalidade escrita. INSTRUÇÕES DO JOGO: O Jogo é individual, sendo necessário
um maior esforço do participante para relacionar figuras à palavra. O participante
recebe três (03) frases impressas, uma por vez, e procuram nas cartas
embaralhadas as figuras e palavras que as compõem. No meio do baralho haverá
algumas palavras extras que não compõem nenhuma das frases.
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JOGO: SINALIBRANDO
Franciele Gomes Alves de Melo, Karine Maria do Nascimento Lima, Luciana Cabral
Área temática Linguagem/ Fonoaudiologia Educacional.
Introdução. O SinaLibrando é um jogo de cartas em Língua Brasileira de Sinais
(Libras), que auxilia na aquisição de novos sinais e ao mesmo tempo faz com que o
participante do jogo possa mostrar o seu nível de conhecimento em libras. É
composto por cartas que contém tanto desenhos para serem sinalizados como
ordens a serem seguidas pelos participantes e um tabuleiro com casas e peões. O
jogo permite seu uso por ouvintes aprendizes iniciais da Libras, uma vez que
utiliza vocabulários básicos em sinais. Para confeccionar o jogo foram utilizados:
cartas de papel fotográfico com desenhos e sinais em libras e ordens a serem
seguidas, além de emborrachado e 4 peões confeccionados também com papel
fotográfico, um com cada cor (vermelho, verde, azul e amarelo). Objetivos.
Promover a aquisição e aprimoramento de conhecimentos básicos referentes à
Língua Brasileira de Sinais (Libras), através de uma atividade lúdica, sendo
possível uma interação entre a comunidade surda e a de ouvintes, possibilitando
não somente aquisição mais também uma troca de conhecimentos. Público-alvo:
Crianças ou adultos surdos ou ouvintes, usuárias ou aprendizes da Língua
Brasileira de Sinais (LIBRAS), sendo a idade mínima para participação a de 7 anos
e não apresentando idade máxima. O jogo apresenta um grau de dificuldade de
moderado a difícil, dependendo sempre do conhecimento do jogador em libras.
Instruções de uso. Máximo quatro participantes. Cada jogador, um por vez, pega
uma carta no baralho e sinaliza o desenho apresentado na mesma ou segue a
ordem apresentada por escrito, ainda tem a oportunidade de parar em uma das
casas “coringa” presentes no meio do percurso e que podem mudar totalmente
com o destino do jogo. Em caso de acerto, o jogador avança uma casa, em caso de
erro continua na mesma casa em que estava. No caso das cartas com ordens a
serem seguidas, tanto o jogador pode mudar de lugar com outro, como deixar
alguém sem jogar uma rodada, voltar ou avançar casas sem a necessidade de
acertar o sin
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JOGO: MITOS E VERDADES – SAÚDE VOCAL
Arlene Santos Cavalcanti, Emília Cristina Santos da Silva, Franciele Gomes Alves de Melo,
Karine Maria do Nascimento Lima
Área temática: Voz
Introdução: O jogo “Mitos e Verdades- Saúde Vocal” é um jogo de cartas, que tem
por grande atrativo a possibilidade de promover conhecimento sobre saúde e
higiene vocal além de interação entre os participantes, que vão ao longo do jogo
desvendando os mistérios sobre os mitos que envolvem os cuidados com a voz e
conhecendo as verdades sobre saúde e higiene vocal. O jogo é composto por 19
cartas, O mesmo apresenta um grau de dificuldade de fácil a moderado,
dependendo sempre do conhecimento dos participantes. Para a confecção do jogo
foram utilizadas 19 cartas de papel fotográfico com perguntas de um lado e
imagens relacionadas do outro, uma caixa de papelão com furo na tampa, na qual
os participantes colocam a mão e tiram uma carta, além de uma folha de papel
ofício com as respostas referentes às perguntas e com uma breve explicação do por
que serem mitos ou verdades, vence quem acertar o maior número de perguntas
ao longo do jogo.Objetivos: Promover e compartilhar conhecimento a cerca da
saúde e higiene vocal, através de atividade lúdica entre profissionais da voz ou
não.Público-alvo: Crianças ou adultos, profissionais da voz ou não, todos que
desejam obter conhecimentos sobre os mitos e verdades que cercam a saúde vocal.
Instruções de uso. Mínimo de dois participantes. Onde cada participante tira da
caixa uma carta e lê uma frase, com o intuito de verificar se a mesma é uma
sentença verdadeira ou falsa sobre hábitos vocais, se o participante responder
corretamente acumula um ponto e fica com a carta na mão, se errar descarta a
carta novamente na caixa para dar a oportunidade de outro pegar e responder
corretamente se a mesma afirmação é mito ou verdade só que dessa vez tendo de
explicar o porquê de ser verdadeira ou fala a afirmação, no final ganha quem tiver
mais cartas nas mãos.
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TECNOLOGIA ASSISTIVA: BIOFEEDBACK FONOTÁTIL PARA SURDOS
Paulo Marcelo Freitas de Barros, Ana Maria dos Anjos Carneiro Leão, Welington
Pinheiro dos Santos e Ralph Oliveira
O problema da oralização do Surdo tem sido vastamente estudado nos
âmbitos terapêutico e educacional. Entretanto, pouca atenção tem recebido na
esfera ocupacional. Recentes estudos em neurociência demonstram que a
estimulação tátil ativa áreas corticais auditivas e que a percepção do mundo
exterior é o resultado da interação simultânea dos múltiplos sentidos e nenhum
deles pode ser dispensado sem se comprometer a plasticidade neuronal. Dessa
forma, o sentido do tato volta a ser foco e interesse. Consensualmente, Surdos
bilingues (oralizados) são os que se situam melhor no mercado de trabalho. Para
auxiliar a comunicação oral da pessoa Surda utilizando Tecnologia Assistiva (Leve
e Dura), o objetivo do trabalho foi desenvolver uma Rede Tecnológica a partir da
criação de um equipamento (fig. 1) que utilizou o biofeedback fonoacústico tátil
pulmonar. Através de estudos de caso, a aplicabilidade do equipamento, com 30
ouvintes, forneceu a diferenciação tátil entre os sons modal e falsete, modal e
fricativos e entre falsete e fricativos. Ao ser utilizado com 30 pessoas surdas, o
equipamento possibilitou melhoras na produção vocal aumentando o tempo de
fonação em 4,28s, melhorando a frequência fundamental em 19,78Hz, reduzindo o
ruído em 0,57dB e melhorando os indicadores shimmer em 2,5% e jitter em 1%.
Com o software desenvolvido foi possível selecionar as frequências do sinal de voz
correspondentes aos sons da fala e apresentá-los de forma diferenciada em
diferentes modelos gráficos para a detecção do falsete. Foi criado também, um
modelo de atuação em Atenção Básica que proporcionou o desenvolvimento da
área de saúde auditiva e programas sociais inclusivos voltados para a formação e
qualificação para o trabalho. Com relação à Tecnologia “Dura”, foram criadas duas
patentes. O primeiro equipamento vibrotátil pode ser instalado em um capacete
(de Equipamento de Proteção Individual-EPI, de ciclismo ou de motociclismo) que
fornece sensações táteis para a localização espacial de sons de forte intensidade
(buzinas, sirenes, alarmes, dentre outros). O segundo equipamento vibrotátil foi
direcionado para Surdos digitadores. Ele fornece, simultaneamente, sensações
táteis programáveis e sinal de rádio freqüência que informam os intervalos de
tempo em que os Surdos digitadores necessitem interromper suas atividades para
a prevenção de Lesões por Esforços Repetitivos-LER. Outra área que poderá
receber benefícios do presente equipamento é a área de voz em ouvintes, tanto do
tratamento quanto no aperfeiçoamento de padrões de voz e fala ou em outras
patologias como, por exemplo, nas afasias ou no autismo. Percebendo-se que o
dispositivo atua devolvendo os estímulos do próprio indivíduo para ele mesmo,
fica evidente a associação do equipamento com a área de bioressonância e com as
recentes terapias informacionais ou, ainda, coadjuvante nas Práticas Integrativas
Complementares-PIC’s em uma possível continuidade e expansão do tema
abordado. De forma geral, o presente estudo de base sistêmica, integrou 14
diferentes áreas do conhecimento. Com a associação do equipamento, do seu
software e das criações realizadas nas áreas de Atenção Básica e ocupacional, podese dispor agora, de um “pacote” de Tecnologia Assistiva integrada que pode ser
adaptado para diferentes municípios no Brasil ou em outros países.
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Fig. 1 Estimulador tátil para Surdos.
Para o seu uso, basta encostar a unidade de captação em um pulmão e a unidade de
vibração em outro e, depois, emitir sons vocálicos.
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Anais do I Seminário de Estudos em Saúde da Comunicação Humana