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CUSTO DE PRODUÇÃO DA CULTURA DO ABACAXI NA CHÁCARA
DUAS MENINAS EM SANTA ISABEL DO IVAÍ-PR.
MIAKE, Hedimara1
BORGHI, Wagner Antônio2
MARTINS, Eduardo Toledo3
RESUMO
O cultivo de abacaxi no município de Santa Isabel do Ivaí – PR foi introduzido como
alternativa para obtenção de renda por produtores do município. O maior problema observado
no cultivo da frutífera é a falta de resultados que demonstrem maior conhecimento sobre a
cultura, indicadores e viabilidade econômica. Esse trabalho teve como finalidade principal
levantar os custos de produção da cultura do abacaxi com utilização de tecnologia, discutindo
a viabilidade econômica na Chácara Duas Meninas na região de Santa Isabel do Ivaí - Pr. O
trabalho foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica e descritiva. Os resultados
mostraram que a cultura é dependente de condições climáticas e tecnologia de cultivo e que
conforme o preconizado para o cultivo na área em estudo, pelos valores encontrados, pode-se
concluir que o cultivo do abacaxi e viável e atrativo.
Palavras-chave: Abacaxi. Viabilidade Econômica. Custo de Produção.
1
2
3
Acadêmica em Agronegócio - FACINOR
Docente do Curso de Agronegócio - FACINOR
Docente do Curso de Agronegócio – FACINOR
Anais Eletrônico do I CONREAD – Loanda/Pr (de 22 a 26 de outubro de 2011)
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1.INTRODUÇÃO
As frutas sempre fizeram parte da alimentação, constituindo-se em uma fonte de
inúmeras vitaminas e sais minerais. Dentre as frutas de clima tropical e subtropical, o abacaxi
aparece como alternativa de cultivo na região noroeste do Paraná devido ao clima e solos
favoráveis. Trata-se de uma das mais saborosas frutas tropicais, atingindo uma produção
mundial de 15 milhões de toneladas. Esta produção faz com que o abacaxi fique colocado em
nono lugar entre todas as frutas, e em quarto entre as frutas tropicais (REINHARDT, 2004).
A cultura racional do abacaxizeiro exige técnica e conhecimento. Sua propagação é
feita por mudas que são exploradas até por duas safras. É uma planta cuja época de produção
dos frutos pode ser controlada artificialmente com a utilização de substâncias químicas.
Quando trabalhada corretamente, é uma cultura que pode produzir em cada safra de sessenta a
oitenta toneladas de fruto por hectare. Essa produtividade elevada depende de inúmeros
fatores, como: o clima e solo; época de plantio e de colheita; idade da plantação; variedade;
tipo e tamanho da muda plantada; espaçamento de plantio; tratos culturais; adubação; estado
fitossanitário.
Atualmente, os plantios que apresentam maior produtividade são feitos pelo sistema
de linhas duplas e utilizando de 45 a 60 mil plantas por hectare. Em países onde a cultura do
abacaxi é avançada, usam-se máquinas que, simultâneamente, são capazes de incorporar
agrotóxicos e fertilizantes ao solo e sobre ele colocar as faixas de tecido escuro de polietileno,
em cima das quais é feito o plantio das mudas; além disso, são empregados pulverizadores
capacitados para distribuir ao mesmo tempo, pesticidas e fertilizantes sobre diversas linhas de
plantação, assim como máquinas que possibilitam a colheita de até 12 toneladas de abacaxi
por hora.
No município de Santa Isabel do Ivaí-PR existem áreas de cultivo desta frutífera em
regime de condomínio que vem apresentando produtividade variável.
Conhecer os custos de produção da cultura do abacaxi, a receita gerada pela cultura e
o ponto de equilíbrio são dados importantes para verificar a viabilidade econômica para quem
quer iniciar a exploração econômica dessa cultura.
Esse trabalho teve como finalidade principal levantar os custos de produção da
cultura do abacaxi, identificando se existe viabilidade econômica, tendo como unidade de
pesquisa a Chácara Duas Meninas no município de Santa Isabel do Ivaí-Pr.
2. REVISÃODE LITERATURA
2.1 ABACAXI
O velho mundo conheceu o abacaxi a partir do dia 4 de novembro de 1943 quando
Cristóvão Colombo desembarcou em Guadalupe, nas Antilhas, onde se espantou e se
encantou com o aroma e o perfume da fruta. Para muitos autores, o fruto na época da
descoberta era um dos cultivos mais antigos que foram encontrados por Colombo entre 1502 e
1503. Nas ilhas Havaianas, o abacaxi chegou no fim do século XVIII, onde após um século,
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alcançaria seu máximo desenvolvimento tanto qualitativo quanto quantitativo, sendo destaque
na produção e processamento da fruta (MARANCA, 1984).
Quanto ao Brasil, a primeira comprovação da existência do abacaxi foi no século
XVI, mas acredita-se que o fruto era produzido e consumido como alimento na América,
muitos séculos antes. Trabalhos científicos do início do século mencionam o abacaxizeiro
cultivado em muitas regiões do Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São
Paulo. Nas décadas de trinta e quarenta, a produção brasileira oscilava entre setenta e cento e
vinte milhões de frutos, ultrapassando trezentos milhões na década de setenta, atingindo a
marca de quinhentos e sessenta e nove mil toneladas (GIACOMELLI, 1981).
O abacaxizeiro, também conhecido por ananás (Ananas comosus), é uma frutífera
tropical cultivada em todas as regiões do mundo. É uma planta nativa dos cerrados do Mato
Grosso do Sul, Rondônia e Acre. São plantas herbáceas com altura inferior a um metro. Suas
folhas podem possuir espinhos e são suculentas, o fruto é do tipo composto se fundindo com o
caule, sendo a polpa suculenta com sabor doce e ácido. Possui vitaminas A e B além de
substâncias que auxiliam na digestão de carnes. Podem ser consumidos in natura, na forma de
sucos, gelatinas, doces, compotas, geléias e também desidratados (LORENZI, 2006).
É uma planta semi-perene com talo em formato de clava com folhas dispostas em
roseta. O sistema radicular é fasciculado e superficial, mas pode atingir uma grande
distribuição radial. No centro da planta existe um meristema apical que produz folhas novas e
a influorescência que dará origem ao fruto que quando maduro encerra o ciclo de vida da
planta. Os rebentos, que são os talos desenvolvidos das gemas localizadas nas axilas das
folhas, são responsáveis pela sobrevivência da espécie (PELISER ; HADLICH, 1999).
O Brasil figurou como um dos maiores produtores mundiais da fruta em 1978 com a
marca de trezentos e oitenta e três milhões de frutos, sendo esses produzidos em todos os
estados brasileiros. Existe uma substituição varietal a favor da variedade Cayenne em grandes
plantações, o que não ocorre nas pequenas e que mantém grandes diferenças na abaxicultura
existente no País. A destinação dos frutos é bastante diferente e as pequenas propriedades das
regiões Norte e Nordeste escoam a produção para mercados locais, mas grandes explorações
colocam sua produção na região Sul e Sudeste do Brasil (GIACOMELLI, 1981).
Trata-se de uma planta pertencente à família Bromeliaceae, sendo sua origem
provável na América Tropical. É uma planta rústica e com resistência à secas, adaptando-se
bem ao clima subtropical das regiões mais quentes do estado do Paraná. É uma cultura de
elevado valor social, pois demanda mão de obra, além da aptidão comercial. O estado do
Paraná importa 95% dos frutos que consome, mas poderia, devido sua proximidade, atender
toda região Sul, além dos países do MERCOSUL, devido às condições limitantes de clima,
porém, há uma necessidade de atendimento de mercado quanto a padrões tecnológicos
envolvendo aumento na produtividade, redução de custos e produto de qualidade
(CARVALHO; AULER, 2005)
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2.2 SISTEMAS DE PRODUÇÃO
O plantio das mudas deve ser realizado com enxada ou em sulcos para permitir
melhor desempenho. A distribuição das mudas deve preceder o plantio onde a profundidade
das covas ou sulcos deve ser de um terço do comprimento da muda, não deixando cair terra
no “olho” da mesma. Devem ser estabelecidos talhões separados conforme o tipo e tamanho
das mudas para facilitar os tratos culturais. A posição das mudas deve ser de preferência à
exposição leste, evitando-se a exposição oeste que favorece a ocorrência de queima solar dos
frutos (REINHARDT, 2004).
O autor comenta que os espaçamentos para o cultivo do abacaxi são variáveis e
dependem da variedade, do destino da produção e de outros fatores. Plantios adensados
permitem maior produtividade. Por outro lado, plantios com menor densidade proporcionam
maior percentagem de frutos grandes. A densidade de plantio pode variar de 25 a 50 mil
plantas/ha, sendo as de 30 a 40 mil as mais frequentes. Os plantios podem ser realizados em
filas simples ou duplas onde, no segundo caso, existe maior facilidade nos tratos culturais
com herbicidas, o que não ocorre quando o plantio é em filas simples. Os espaçamentos mais
utilizados podem ser observados na Tabela 1:
Fila Simples
Fila Dupla
0,90 x 0,35m (31.745 plantas/ha)
1,20 x 0,40 x 0,40 m (31.250 plantas/ha)
1,00 x 0,30 m (33.333 plantas/ha)
1,00 x 0,40 x 0,40 m (35.714 plantas/ha)
0,80 x 0,35 m (35.714 plantas/ha)
1,00 x 0,40 x 0,35 m (40.816 plantas/ha)
0,90 x 0,30 m (37.030 plantas/ha)
1,00 x 0,40 x 0,30 m (47.619 plantas/ha)
0,80 x 0,30 m (41.660 plantas/ha).
Tabela 1 – espaçamento para plantio de abacaxi
Fonte: adaptado a partir de (REINHARDT, 2004)
Para a variedade Smooth Cayenne e áreas com irrigação são recomendadas
densidades mais altas (REINHARDT, 2004).
Segundo Peliser e Hadlich (1999) o plantio em sulcos deve ser o escolhido para
áreas grandes, obedecendo o espaçamento recomendado para as entrelinhas. As mudas devem
ser colocadas em pé chegando-se terra e não deixando cair na roseta central e nas axilas. Para
o plantio em filas duplas, deve-se deixar 0,40m entre as linhas duplas, 0,30m entre as plantas
e 1m entre as linhas duplas.
Áreas precedidas do cultivo de milho e café devem ser evitadas devido a presença de
nematoides. No Paraná deve se dar preferência para o plantio no final do inverno até o verão
com o plantio em fileiras duplas (CARVALHO; AULER, 2005).
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2.3 VARIEDADES
No Brasil existem cinco espécies de Ananas e uma de Pseudananas, onde existem
peculiaridades botânicas e varietais do mesmo modo que existem denominações científicas e
vulgares (GIACOMELLI, 1981).
Todas as variedades de abacaxi de interesse frutícola pertencem à espécie Ananas
comosus variação comosus. Na escolha de uma cultivar de abacaxi para a implantação de
plantios comerciais deve se considerar a disponibilidade e qualidade das mudas e o destino da
produção. Para o mercado interno, consumo ao natural e indústria de suco pode optar pela
cultivar Pérola. Quando a produção se destina ao mercado externo e indústria de compota, a
‘Smooth Cayenne’ é mais adequada (GIACOMELLI e PY, 1981; EMATER, 1981; PELISER;
HADLICH, 1999; CARVALHO; AULER, 2005). Com base nos mesmos autores serão
apresentadas as duas espécies mais utilizadas na região da unidade de pesquisa. Veja Tabela
2, abaixo.
Espécies
Pérola
Smooth Cayenne
É a cultivar mais plantada no Brasil. A planta
possui porte ereto e tem folhas longas com
espinhos. O fruto tem forma cônica, casca
verde a pintada de amarelo, polpa branca, com
sólidos solúveis totais de 14 a 16º Brix. O
fruto pesa em média de 1,2 kg a 1,5 kg, sendo
muito bem aceito nos mercados de frutas
frescas e na indústria de sucos. É tolerante a
doença associada à cochonilha Dysmicoccus
brevipes e é suscetívl à fusariose.
Conhecida como abacaxi havaiano, é a
cultivar mais plantada no mundo. É a rainha
das cultivares de abacaxi, porque possui
muitas características favoráveis como
robustez, de porte semi-ereto e folhas sem
espinhos. O fruto é bonito, tem forma
cilíndrica, pesando em média de 1,5 kg a 2,0
kg e entre 13 e 17º Brix. Tem casca mais
firme e polpa mais fibrosa que o ‘Pérola’.
Hoje em dia, é muito reduzido o número de
plantios dessa variedade no Norte e Nordeste
do Brasil.
Figura 2 – espécies de abacaxi
Fonte: adaptado pela autora
2.4 CUSTOS DE PRODUÇÃO
Os custos podem ser definidos como um conjunto de procedimentos que registram a
remuneração dos fatores de produção utilizados nos serviços. Quando esses fatores estão
relacionados à área agrícola ou pecuária são denominados custos rurais. Após a aquisição de
qualquer matéria prima a empresa considera a atividade como um gasto, posteriormente, após
a mesma ser estocada e no instante em que entra em produção, associando-se a outros gastos,
reconhece-se matéria prima somada a outros gastos como custo de produção. Portanto, em
toda propriedade agrícola, todo gasto com insumos, mão de obra, depreciações de máquinas,
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aluguel, impostos territoriais entre outros são identificados como custos (MARION ET. AL.,
2009).
Segundo Bonaccini (2000), os custos também podem ser classificados em fixos e
variáveis, onde os custos fixos são os que permanecem inalterados tanto em termos físicos
como de valor, não dependem da produção. Os principais itens que compõem os custos fixos
são a depreciação, juros, impostos e mão-de-obra do produtor, dentre outros. Aqui, nessa
categoria, estão inseridos os custos relacionados a impostos da terra e despesas
administrativas. Por fim, o custo fixo total é a soma dos custos acumulados durante um
determinado período. Para os custos variáveis, esses são dependentes do volume de produção,
ou seja, variam conforme a quantidade a ser produzida.
A produção econômica de qualquer cultura depende de inúmeros fatores que afetam
o desempenho e o retorno financeiro. É preciso conhecer o custo de produção e o preço do
produto para verificar a rentabilidade do empreendimento. No Brasil, os custos de produção
do abacaxi variam muito. Em regiões com solos virgens, de boa fertilidade, com clima
favorável, tornando a irrigação dispensável, com mão-de-obra mais barata e menor incidência
de pragas e doenças, o custo pode ser inferior a R$ 5.000,00 por hectare, se for primeiro
plantio, incluindo a necessidade de aquisição das mudas. Pode ser inferior a R$ 4.000,00 por
hectare no caso do produtor já dispor de material de plantio próprio. Em regiões com solos de
baixa fertilidade, chuvas insuficientes e mal distribuídas, tornando a irrigação obrigatória,
com mão-de-obra mais cara e maior incidência de pragas e doenças, o custo poderá atingir
valores superiores a R$ 10.000,00 por hectare, sobretudo se for necessária a compra do
material de plantio. Quanto mais elevada a densidade de plantio, maior será o custo de
produção devido a maiores despesas com insumos, mão-de-obra para aplicação dos insumos e
a colheita (REINHARDT, 2004).
Quando se obtém a produção de determinada cultura, no caso o abacaxi, e essa é
multiplicada pelo valor de venda do produto, ter-se-á a renda bruta constituindo entradas ou
receitas. Os custos subtraídos das entradas produzem o fluxo de caixa, sendo que a
demonstração do fluxo de caixa é a síntese das entradas e saídas em um determinado período
(GITMAN, 2004).
A projeção do fluxo de caixa é de suma importância para otimização dos recursos
financeiros e deve ser realizada para períodos de abrangência onde o administrador possua
condições de tomar providências com antecedência, caso haja necessidade de suprimento de
insuficiência de caixa. Isso é indispensável devido à necessidade requerida por alguns tipos de
financiamentos que, às vezes, necessitam de meses de planejamento (HOJI, 2001).
São diferentes maneiras de utilização das ferramentas administrativas que permitem
verificar a viabilidade econômica de projetos.
A viabilidade econômica de um projeto pode ser avaliada por indicadores de
resultado econômico que tem no Valor Presente Líquido (VPL) e na Taxa Interna de Retorno
(TIR) os seus principais indicadores por considerar o efeito da dimensão tempo dos valores
monetários. A TIR é a taxa que torna nulo o VPL do fluxo de caixa do investimento, ou seja,
é a taxa de remuneração do capital investido (PONCIANO et al., 2006).
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Segundo os autores, para se calcular o VPL de um projeto basta calcular o valor
presente dos Fluxos de Caixa previstos para o futuro, utilizando uma taxa de desconto e
diminuir do valor do investimento, ou seja:
Onde:
FC = Valores Presentes dos Fluxos de Caixa projetados pata “t” período no futuro
K = Taxa de desconto exigido
Iₒ = Investimento Necessário antes de iniciar o projeto
n = tempo de desconto do último fluxo de caixa
t = tempo de desconto de cada entrada de caixa
A viabilidade ou não de um projeto de investimento, em se utilizar o critério do VPL,
é determinada pela seguinte regra de decisão:
VPL > 0: projeto viável
VPL < 0: projeto não é viável
A TIR é a taxa à qual o Fluxo de Caixa descontado (VPL) de um projeto é igual ao
valor de investimento (custo projeto, Iₒ). Sendo assim, VPL de um projeto descontado a TIR é
igual encontrada for superior à taxa mínima de atratividade, pode-se considerar o projeto
atrativo.
Matematicamente, TIR é a taxa i tal que:
3. MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 METODOLOGIA
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A pesquisa científica é a realização concreta desenvolvida e redigida sob normas da
metodologia, trabalhando a abordagem do problema a ser estudado. O método utilizado deve
ser o conjunto de etapas e processos a serem verificados na investigação do tema (RUIZ,
1996).
O desenvolvimento do estudo para verificar o custo de produção do abacaxi na
Chácara Duas Meninas utilizou a pesquisa bibliográfica que segundo Lakatos e Marconi
(1991) abrange todas as fontes publicadas a respeito do tema em estudo, onde a principal
finalidade é deixar o pesquisador em contato com tudo que existe sobre o assunto, no caso,
custo de produção do abacaxi.
Foi realizada a coleta de dados com os proprietários e funcionários do Banco do
Brasil. Os funcionários foram escolhidos de acordo com o período que trabalhavam na
organização, conhecimento das circunstâncias envolvidas na questão da pesquisa e
disponibilidade de tempo (TRIVINOS, 1987).
A obtenção dos dados se deu por entrevista com o agrônomo responsável da Região
que forneceu a planilha dos custos financiados e consultas de arquivos e documentos que,
conforme citado por GIL (2002), são as fontes mais utilizadas.
A pesquisa descritiva utilizada na descrição do custo de produção do abacaxi teve a
função de descrever, observar, registrar, analisar e correlacionar os fatos sem manipulá-los
(CERVO ; BERVIAN, 2002).
3.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
A Chácara Duas Meninas se encontra localizado na comarca de Santa Isabel do Ivaí
– PR onde o acesso à mesma é realizado pela estrada ramal cinquenta e três (53). A
propriedade está situada conforme as coordenadas geográficas descritas na foto 1, sendo a
mesma constituída por uma área de 48.400 m² (2 alqueires Paulistas), com solo caracterizado
como arenoso e clima tropical.
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Chácara Duas Meninas
Foto 1- Chácara Duas Meninas
Fonte: Google Earth
A Chácara foi adquirida por Hedimara Miake em meados de abril de 2009 com as
características descritas abaixo:

Pastagens em estado de degradação e em sistema extensivo.

Área reservada para benfeitorias, constituída por uma casa de madeira.
A partir da aquisição, teve início o preparo do solo para instalação da lavoura de
abacaxi. Foram reservados 36.300 m² (3,63 hectares) para cultivo de abacaxi e o restante da
área, 12.200 m² (1,22 hectares) foram destinados ao plantio de árvores frutíferas, um espaço
para cultivar hortaliças, e um pequeno açude para criação de peixes, ressaltando que as
benfeitorias estão localizadas nessa área.
Foi construída uma pequena tulha para depósito e armazenamento de materiais e
equipamentos utilizados na cultura do abacaxi como enxadas, máquinas costais, adubos e
outros utilizados para a cultura.
O cultivo o qual se verifica o custo se encontra na fase final, restando apenas 2000
frutos para serem colhidos no mês de novembro de 2011.
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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
As atividades inerentes ao cultivo do abacaxi foram descritas em preparo de solo e
plantio onde estão inclusos os insumos utilizados, Horas Máquinas (H/M) e Dias Homem
(D/H) para todo o preparo do solo, sulcamento e plantio das mudas.
Posteriormente foram descritos os tratos culturais com os insumos e Horas Máquinas
(H/M) e Dias Homem (D/H) até o período em que os frutos se encontram aptos para a
colheita.
Finalizando a descrição dos custos, foram comentadas as horas máquinas (H/M) e
Dias Homem (D/H) para a colheita e transporte interno dos frutos na propriedade.
A variedade utilizada foi Smooth cayena, sob cultivo convencional para safra em
dois ciclos, sem irrigação e com utilização de alta tecnologia para obtenção de quarenta e
cinco mil (45.000 kg) quilos de frutos por hectare.
O custo por hectare referente à produção de abacaxi Smooth cayena na Chácara Duas
Meninas se encontra descrito na tabela 3.
Tabela 3- Custo de produção do abacaxi smooth cayena na Chácara Duas
Meninas em Santa Isabel do Ivaí-PR.
PREPARO DE SOLO E PLANTIO
INSUMOS
Esterco de poedeiras
Superfosfato simples (18% p2o5)
Calcário dolomítico (prnt 75 a 90%)
Derozal 500 sc (carbendazin)
Mentox (parathion)
Smooth cayena (filhote/rebentão)
SUB TOTAL
SERVIÇOS
Adubação orgânica (trator simples 70 cv)
Distribuidor a lanço (discos)
Braçal temporário
Aplicação de calcário (trator simples 70 cv)
Distribuidor a lanço (discos)
Aração (trator traçado 90 cv)
Arado de discos 3 x 28”
Terraços (trator traçado 90 cv)
Terraceador 18 x 26”
Distribuição mudas (trator simples 70 cv)
Carreta agrícola (4 ton)
Braçal temporário
Adubação química e sulco ( trator traçado)
Sulcador de duas linhas
Braçal temporário (cobrir sulcos)
QUANTIDADE
PREÇO
R$/HÁ
4,00 ton
0,90 ton
1,50 ton
5l
10,00 kg
30.000 mil
120,00
700,00
68,00
27,60
20,00
104,00
HORAS/HA
0,40
0,40
0,40
0,40
0,40
2,27
2,27
0,42
0,42
5,00
5,00
30,00
2,00
2,00
90,00
R$/HORA
36,56
0,28
4,49
36,56
0,28
37,20
0,36
37,20
1,28
36,56
0,38
4,49
37,20
0,30
4,49
480,00
630,00
102,00
138,00
200,00
3.120,00
4.670,00
R$/HÁ
14,62
0,11
1,80
14,62
0,11
84,44
0,82
84,44
0,54
182,80
1,90
134,70
74,40
0,60
404,10
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Gradagem aradora (trator traçado 90 cv)
Grade aradora 14 x 26”
Gradagem niveladora (trator traçado 90 cv)
Grade niveladora 32 x 20”
Transporte interno (trator simples 70 cv)
Carreta agrícola (4 ton)
Braçal temporário
Tratamento das mudas (braçal temporário)
SUB TOTAL
TRATOS CULTURAIS
INSUMOS
Foliar nitrofosca
20-05-20
Diuron nortox
Derosal 500 SC
Mentox (parathion)
Dimetoato 500 CE
Supracid 400 CE
Jornal (cobrir frutos)
Ethrel
SUB TOTAL
SERVIÇOS
Adubação cobertura (braçal temporário)
Aplicação herbicida (trator simples 70 cv)
Pulverizador de barras 600 l
Aplicação ethrel (braçal temporário)
Aplicação outros (trator simples 70 cv)
Pulverizador de barras 600 l
Capina manual (braçal temporário)
Cobertura dos frutos (braçal temporário)
SUB TOTAL
COLHEITA
SERVIÇOS
Colheita manual (braçal temporário)
Transporte interno (trator simples 70 cv)
Carreta agrícola (4 ton)
SUB TOTAL
SUB TOTAL
ARRENDAMENTO
TOTAL
1,30
1,30
0,80
0,80
1,00
1,00
1,00
64,00
2X
2X
37,20
1,00
37,20
0,58
36,56
0,38
4,49
4,49
QUANTIDADE
PREÇO
6,00 kg
2,30 ton
3,00 kg
3 l.
10,00 kg
2 l.
3 l.
15 kg
3 l.
9,00
1.080,00
17,00
27,60
20,00
17,00
42,00
0,72
130,00
HORAS/HÁ
32,00
4X
0,42
0,42
32,00
0,42
6X
0,42
6X
32,00
240,00
R$/HORA
4,49
36,56
0,86
4,49
36,56
0,86
4,49
4,49
HORAS/HÁ
R$/HORA
160,00
5,83
5,83
4,49
36,56
0,37
48,36
1,30
59,52
0,93
36,56
0,38
4,49
287,36
1.370,09
R$/HÁ
54,00
2.484,00
51,00
82,80
200,00
34,00
126,00
10,80
390,00
3.432,60
R$/HÁ
574,72
15,36
0,36
143,68
92,13
2,17
574,72
1.077,60
2.480,73
R$/HÁ
718,40
213,15
2,16
933,70
12.887,12
550,00
13.437,12
Fonte: organizada pela autora
Os custos referentes ao preparo de solo e plantio totalizaram seis mil e quarenta reais
e nove centavos (R$ 6.040,09) correspondendo a 44,95% do custo total. Para tratos culturais
foram gastos cinco mil novecentos e treze reais e trinta e três centavos (R$ 5.913,33) que
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correspondem a 44,00% do custo total. Para a colheita foram gastos novecentos e trinta e três
reais e setenta centavos (R$ 933,70) que correspondem a 6,95% do custo total e com
arrendamento foram gastos quinhentos e cinquenta reais (R$ 550,00) correspondendo a 4,1%
do custo total como pode ser observado no gráfico 1.
Gráfico 1- Custos referentes ao preparo de solo e plantio, tratos culturais, colheita e
arrendamento na Chácara Duas Meninas, m Santa Isabel do Ivaí-PR
Fonte: organizado pela autora
Verifica-se que os custos referentes ao preparo de solo e plantio foram superiores aos
tratos culturais em apenas 0,95%, correspondendo a cento e vinte e seis reais e setenta e três
centavos (R$ 126,73).
Quanto aos insumos, esses correspondem a oito mil cento e dois reais e sessenta
centavos (R$ 8.102,60), ou seja, 60,30% do custo de produção. O restante, relativo a serviços
e arrendamento, cinco mil trezentos e trinta e quatro reais e cinquenta e dois centavos (R$
5.334,52) equivalem a 39,70% do custo que pode ser visto no gráfico 2.
Gráfico 2- Custo com insumos, serviços e arrendamento da Chácara Duas Meninas
em Santa Isabel do Ivaí-Pr
Fonte: organizado pela autora
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Os custos referentes a insumos ultrapassam a metade dos custos em 12,87%,
mostrando que os insumos são os itens que mais oneram os custos de produção, e os
utilizados no preparo de solo e plantio são maiores que os utilizados em tratos culturais.
No que se refere ao plantio, o maior valor de insumos vai para filhotes/rebentão com
três mil cento e vinte reais (R$ 3.120,00) correspondendo a 38,50% do custo dos insumos e
24,21% do custo total.
Nos insumos referentes a tratos culturais, o maior valor, dois mil quatrocentos e
oitenta quatro reais (R$ 2.484,00) foi utilizado com adubo químico formulado (20-05-20),
perfazendo 30,66% desse custo e 19,27% do custo total.
Já para a receita obtida, foram considerados os frutos colhidos e vendidos na feira do
produtor em Maringá-PR e para uma distribuidora de hortifrutigranjeiros no município de
Apucarana-PR.conforme tabela 2.
Tabela 2- Receitas e fluxo de caixa do cultivo do abacaxi por hectare na
Chácara Duas Meninas em Santa Isabel do Ivaí-PR
RECEITAS TOTAIS
UNIDADE
VAL.
UNIT. R$
QTIDADE
VALOR
R$
Receita bruta esperada
Unidade
3,00
6.200,00
18.600,00
Receita bruta esperada
Kg
0,85
5500,00
4.675,00
Valor vendas de mudas
Unidade
0,00
0,00
TOTAL RECEITAS
FLUXO DE CAIXA
23.275,00
ENTRAD
A
SAÍDAS
-
+
550,00
Arrendamento
Despesas Bancárias 6,75% AA
1.740,00
Custos de Produção
12.887,12
23.275,00
15.177,12
8.097,88
Parte da produção foi comercializada por unidade na feira do produtor em Maringá a
R$ 3,00, totalizando dezoito mil e seiscentos reais (R$ 18.600,00). Outra parte, cinco mil e
quinhentos quilos (5.500 Kg) foram comercializados a oitenta e cinco centavos (R$ 0,85) o
Kg totalizando quatro mil seiscentos e setenta e cinco reais (R$ 4.675,00). Não foi possível a
venda de mudas devido a geada que ocorreu na região, portanto, a receita bruta foi de vinte e
três mil e duzentos e setenta e cinco reais (R$ 23.275,00).
Descontando-se o custo total, tem-se uma margem bruta de R$ 8.097,88/ha. A
relação benefício/custo, obtida pela divisão da renda bruta pelo custo total, foi de 1,53,
mostrando que para cada real investido retornam R$ 1,53 brutos. Partindo-se dos preços
praticados por unidade na feira do produtor em Maringá-PR, onde foram vendidos a maioria
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dos frutos, o produtor teria de vender pelo menos 5.059 frutos para garantir uma receita igual
ao custo de produção e não ter saldo negativo.
O valor da VPL obtido segundo os cálculos abaixo foi de 6.030,66 e a TIR igual a
2,5%.
O cultivo do abacaxi na Chácara Duas Meninas está sujeito a variações climáticas
como acontece em qualquer região onde se utiliza da agropecuária para obtenção de renda.
Quando o clima é favorável e as técnicas aplicadas estão de acordo com as recomendações,
pode-se alcançar e até ultrapassar as previsões de produtividade e produção.
A análise para se verificar a viabilidade econômica foi realizada pelo cálculo da VPL
e da TIR onde, pelos valores encontrados, pode-se concluir que o cultivo do abacaxi, segundo
o que foi preconizado e a venda de acordo com os preços alcançados na comercialização, é
viável, sendo esse valor muito acima do recomendado. Também apresenta atratividade pelo
valor da TIR encontrada.
Para novembro ficam 2000 frutos, não haverá gasto para colheita, pois a mesma
pessoa que irá colher esses frutos comercializará diretamente na feira e terá como saldo
positivo seis mil reais.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados monstram que há viabilidade econômica na Chácara Duas Meninas no
município de Santa Isabel do Ivaí-Pr, e o mesmo vem apresentando produtividade variável,
onde a cultura racional do abacaxizeiro exige técnica e conhecimento, e sua propagação é
feita por mudas que são exploradas até por duas safras. Porém, essa produtividade elevada
depende de inúmeros fatores, como o clima e solo; época de plantio e de colheita; idade da
plantação; variedade; tipo e tamanho da muda plantada; espaçamento de plantio; tratos
culturais; adubação; estado fitossanitário.
O cultivo do abacaxi na Chácara Duas Meninas está sujeito a variações climáticas
como acontece em qualquer região onde se utiliza a agropecuária para obtenção de renda, e
onde o cultivo do abacaxi, segundo o que foi preconizado, e a venda de acordo com os preços
alcançados na comercialização são viáveis e atrativos, sendo esse valor muito acima do
recomendado.
5.REFERÊNCIAS
BONACCINI, L. A.. A Nova Empresa Rural: como implantar um sistema simples e
eficiente de gestão. Cuiabá: Sebrae/MT, 2000.
CARVALHO,S.L.C.de; AULER,P.A.M..Abacaxi: cultivo nas condições subtropicais do
Paraná. IAPAR, Londrina-PR, 2005.
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CERVO, A.L.; BERVIAN P. A.. Metodologia Científica .5ª Ed. – São Paulo: Prentice Hall,
2002.
EMATER. Sistema de produção para abacaxi-Sapé-PB. revisão: João Pessoa, PB, 1981.
GIACOMELLI,E.J;PY,C..O abacaxi no Brasil. Fundação Cargil, Campinas, 1981.
GIL, Antonio C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.
GITMAN,L.J. Princípios da administração financeira, 10ªed.;trad:Antonio Zorato Sanvicente.
São Paulo, 2004.
HOJI, M. Administração Financeira: uma abordagem prática: matemática financeira
aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle financeiro. São
Paulo: Atlas, 2001.
LAKATOS,E.M.; MARCONI,M.de A. Fundamentos da metodologia científica. 3ª Ed. São
Paulo: Atlas, 1991.
LORENZI,H.; SARTORI,S.;BACHER,L.B.;LACERDA,M.. Frutas Brasileiras e exóticas
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MARION,G.J.dos; MARION,J.C.; SEGATTI,S..
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Administração
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PELISER,O.;HADLISCH,E.. A cultura do abacaxi: Informação técnica 47, 20 p. Cursos
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PONCIANO, N.J.; RIBEIRO,C.C.O.; SOUZA, P.M. de; DETMANN, E. Avaliação
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