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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
PROJETO A VEZ DO MESTRE
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A IMPORTÂNCIA DA APLICABILIDADE DE LIMITES PARA
CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS
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Por: Geisa Cristina Cardoso Mamede Barbosa
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Orientadora
Prof.a. Mari Sue Pereira
Rio de Janeiro
2004
2
UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES
PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”
PROJETO A VEZ DO MESTRE
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A IMPORTÂNCIA DA APLICABILIDADE DE LIMITES PARA
CRIANÇAS DE 2 A 4 ANOS
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Apresentação
de
monografia
à
Universidade
Cândido Mendes como condição prévia para a
conclusão do Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu”
em Educação Infantil e Desenvolvimento.
Por: Geisa Cristina Cardoso Mamede Barbosa
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
3
AGRADECIMENTOS
Ao meu esposo Fernando pelo seu
carinho, apoio e dedicação.
À minha filha Maria Cristina que
mesmo tão pequena me apoia muito.
À
Mestra
Mari
Sue
Pereira
pela
orientação e apoio nas horas de
incertezas e dúvidas.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
4
O esforço gera frutos e os frutos são
mais apreciados,
mais valorizados,
quando plantados e colhidos por nós,
que nestas horas aprendemos de
imediato a dar valor ao que o outro
plantou e colheu. (André Costa)
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
5
DEDICATÓRIA
Este trabalho é dedicado à minha doce e
querida filha , que mesmo não fazendo
parte do universo desta monografia foi
privada de horas de lazer e da minha
companhia, ao meu esposo que muito me
incentivou na realização e no decorrer do
curso e da monografia.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
6
METODOLOGIA
Pesquisa Bibliográfica e leitura de livros sobre o tema, de revistas e
artigos da Internet , que ajudaram no desenvolvimento e conhecimento do tema
abordado.
O tema proposto é de fácil desenvolvimento, pois é atual e moderno,
tendo um bibliografia extensa, que foi usada no decorrer do trabalho.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
7
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
08
CAPÍTULO I - A Aplicabilidade de Limites: Importância
12
CAPÍTULO II - Estabelecendo Limites para Crianças de
23
02 a 04 anos
CAPÍTULO III - A Influência do Lúdico na Construção de
Limites e Regras
38
CAPÍTULO IV – Reflexos na Adolescência da Falta de
Limites
44
CONCLUSÃO
53
BIBLIOGRAFIA
58
ÍNDICE
60
FOLHA DE AVALIAÇÃO
61
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
8
INTRODUÇÃO
Segundo alguns conceitos: “Limite” pode significar aquilo que deve ser
transposto para atingir a maturidade, para caminhar em direção a excelência
em alguns campos de atuação e conduta; ou
“Limite” pode significar aquilo que deve ser respeitado, não transposto,
seja para viver bem, seja para deixar os outros viverem bem; ou
“Limite” pode também remeter a fronteira da intimidade, ao controle do
acesso dos outros à nossa pessoa; ou ainda:
“Limite” pode ser um ponto estabelecido na família , na sociedade ou
na comunidade escolar o qual não pode ser ultrapassado para que todos
tenham uma convivência harmoniosa, pacífica e feliz; para que todos se
integrem e se interajam para o bem comum.
Este trabalho falará sobre este último conceito.
A educação dos filhos é uma prática social influenciada pela cultura de
cada momento histórico . Por este motivo o problema dos limites ou da falta
deles, deve ser examinado a partir da análise da cultura e do momento. Para
compreender esse problema temos que compreender em que medida nós pais
e educadores contribuímos na produção de idéias e práticas que constróem a
cultura de nossa época.
Em cada momento histórico , em cada contexto social são constituídas
idéias do que é correto e incorreto, do que é aceitável ou não , pelos seres
humanos , através das relações que estabelecem com outros seres humanos.
Estabelecer limites e regras é importante porém difícil. Nos tempos
atuais tornou-se ainda mais complicado.
regras, disciplina e deveres aos filhos .
Antigamente, os pais impunham
Batiam, corrigiam e colocavam de
castigo. Na atualidade os pais sentem grandes dificuldades em estabelecer
limites que sejam razoáveis, sem que estejam atentando contra a liberdade dos
filhos. Estão sempre com dúvidas, já que no seu tempo a educação era mais
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
9
rígida e, seus pais os tolhiam , não os deixando realizar seus desejos. Eram
submissos e dependentes.
A moderna Psicologia e os avanços da modernidade mudaram tudo.
Tudo passou a ser errado , passou a traumatizar. Os pais passaram a ouvir
seus filhos e sua vontades e desejos satisfazer. Os problemas passaram a ser
discutidos e conversados.
A relação entre pais e filhos tornou-se mais
democrática.
Porém, esta forma de educar é mais difícil e por muitas vezes, não
funciona. Os filhos tornaram-se egoístas, mal educados, passaram a não ter
respeito por nada , nem por ninguém.
Os pais erraram ao exagerar na democratização e liberdade que
concederam, e, começaram a se perguntar o que fizeram para ter criado filhos
desrespeitosos, que provavelmente, se tornarão cidadãos que não pensarão
em seus semelhantes, não reconhecerão o outro como um ser humano , como
si mesmos.
Os pais começam a perceber que dar limites é importante, saber a hora
certa de dizer “não”, é fundamental para que o equilíbrio futuro não seja
comprometido, pois estas poderão ser pessoas com dificuldades de tomar
conta do seu próprio destino, não conseguirão ser seguras e ter confiança em
si mesmos.
A falta de limites na educação das crianças e adolescentes tornou-se
um ponto crítico, devido às dificuldades dos pais em dizer “não” , conciliando
disciplina com liberdade.
permissivos e passivos.
Com medo de serem autoritários
tornaram-se
Muitas vezes transferindo para os filhos a
responsabilidade de tomar decisões. Não vêem que é tarefa dos pias colocar
estes limites para proteger e orientar os filhos na infância e na adolescência.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
10
Asha Phillips, em seu livro Dizer Não (2000), nos coloca que:
“Pais que se sentem culpados em dizer “não” acabam
roubando de seus filhos a oportunidade de exercitarem
suas emoções e desenvolverem sua autonomia e
maturidade . Dizer não é um ingrediente indispensável
nas relações de amor, seja qual for a natureza desta
relação“.
Como Asha Phillips nos coloca dizer “sim” sempre, não é proveitoso,
pois podemos estar nos privando e, a nossos entes queridos de conquistar
aptidões e recursos, dizendo não, nos momentos apropriados. Negar não
significa uma rejeição ou agressão ao outro, na verdade pode demonstrar uma
crença na força e capacidade deste.
A grande questão enfrentada pelos pais de hoje em dia é discernis até
que ponto permitir e ceder é possível, e até que ponto essas condutas levarão
os filhos a não desenvolverem a capacidade de tolerar a frustração, tornandose crianças e adultos egoístas, intransigentes e sem limites.
Alguns se mostram convencidos de que o correto é ser firme com o
filho, mantendo-se seguros em suas argumentações. Outros, com medo de
errar, de castrar, de frustrar, têm atitudes de excessiva permissividade, e falta
de autoridade em relação aos filhos.
Se os pais perceberem que colocar
limites é uma necessidade e, não é condenável, se isto for importante para o
desenvolvimento e crescimento da criança, conseguirão agir de forma
equilibrada e justa.
Tânia Zagury nos enfoca em Limites Sem Trauma que:
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
11
“Dar limites absolutamente não se choca – nem é o oposto, como
muitos pensam – com dar amor, carinho, atenção e segurança”.
Quando os limites são estabelecidos com concordância e incentivando
as atitudes positivas e criticando as negativas, a criança aprende as regras
básicas de convivência e inicia de forma sólida o processo de socialização.
Os pais devem premiar e recompensar as atitudes positivas e ignorar
ou reprovar as negativas, mostrar que a criança não pode crescer quebrando
tudo, agredindo os amigos, e violando regras sociais ou insultando parentes,
professores ou autoridades só porque quer ou acha isso justo.
Esta monografia abordará mais a fundo destes problemas.
“Educar envolve um novo desafio a cada dia”. (Tânia Zagury , Limites
sem Trauma).
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
12
CAPÍTULO I
A APLICABILIDADE DE LIMITES : IMPORTÂNCIA
..Deus é maior que todos os obstáculos.
Estabelecer,
aplicar limites e o próprio conceito de limite é muito
complexo de se entender , difícil e complicado para pôr em prática.
A complexidade do problema dos limites está ligada à resposta às
seguintes perguntas: Que tipo de Ser humano se quer formar e, que tipo de
educação queremos propor , para que tipo de sociedade? A resposta a essas
questões nos dará parâmetros dos limites e da disciplina que queremos propor,
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
13
e quais são necessários para a construção de Seres humanos criativos , livres
e ao mesmo tempo responsáveis e solidários.
Limitar é educar, impor regras e normas que em determinadas faixas
etárias é difícil de se aceitar e entender, principalmente , antes de 2(dois) anos
e, quando não é demonstrado desde cedo, para as crianças , estas crescerão e
se tornarão adultos também sem limites.
Com
medo de serem muito rígidos ou maus e, de prejudicarem a
criança no seu desenvolvimento pessoal e criativo, os pais evitam dizer “não” ,
evitam contrariar, e, acabam por não colocar limites e um ponto final no
comportamento desta. A criança não aprende quais são as regras, o que é
certo e o que é errado na sociedade em que vive , não respeita o limite das
outras pessoas.
O fato de trabalharem muito e ficar pouco tempo com os filhos, faz com
que os pais não estabeleçam os limites necessários. Por terem medo dos filhos
se decepcionarem com eles, aceitam tudo. Por se sentirem culpados , deixam
os filhos fazerem tudo o que querem ou desejam. Agindo assim, impedem que
ocorram situações nas quais possam aprender a tolerar frustrações e “nãos” ,
tão importantes para o crescimento pessoal.
Os limites devem ser aplicados desde cedo. Talvez, desde o
nascimento, para a criança crescer tendo noção do que pode e do que não
pode fazer ou ser. Por exemplo, quando a criança começa a andar, começa a
mexer em tudo, se sentindo dona do mundo , é importante que nesta hora os
pais definam , em que pode mexer ou não, no que pode tocar ou não, sempre
insistindo com firmeza que não pode. Os pais devem ter uma mensagem certa
e um tom de voz firme. Nesta fase, também , a criança gosta de bater, como se
fosse para ela uma brincadeira . É importante ensinar à criança que não deve
morder, nem bater, em ninguém.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
14
Dizer não às crianças , não é deixar de amá-las ou amá-las menos , é
mostrar-lhes que existem coisas que podem fazer e outras que não podem. É
ensinar-lhes que algumas atitudes não são aceitas pela sociedade em que
vivemos .
Um “não”
dado na hora certa pode ensinar mais que várias
palavras, ou tapas que possam ser dados.
Desde cedo , deve ficar claro, quais são as regras do jogo, o que
pode e o que não pode ser feito.
Os pais têm que estabelecer limites claros e objetivos para que a
criança saiba exatamente o que se espera dela.
É preciso dizer “não” para que a criança perceba que há um limite.
Porém, só irá respeitá-lo se a promessa feita , caso não obedeça, seja
cumprida, e a conseqüência cobrada se houver desrespeito às normas
estabelecidas. É importante que os pais cumpram o que foi tratado para que a
criança tenha noção das conseqüências dos seus atos , aprendendo a
controlar seus impulsos.
Esta atitude evitará que esta se choque com os
valores sociais futuramente, facilitando sua adaptação ao meio no qual vive.
Deixar claro o que deve e o que não deve fazer e, quais as
conseqüências de persistir no erro é fundamental para a criança saber o que é
o certo.
Os pais devem sempre executar as promessas preestabelecidas .
Nunca faltar à palavra , pois isso deixa a criança insegura e agressiva.
Limites claros e que tenham sentido para a criança ajudam-na a saber
como agir. Ela aprende o que se espera dela e o que pode esperar dos outros.
Dando-lhe uma sensação de segurança, mesmo quando ela aparenta discordar
do limite imposto.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
15
Os limites estabelecidos devem estar de acordo com o comportamento
inadequado das crianças. Estabelecendo algumas regras, já começamos a
delinear limites , deixando evidente quais são eles. Com isso, se houver
transgressão , nunca será por ignorar o que pode ou não ser feito . Assim,
evita-se muitos aborrecimentos e perda de tempo.
Dar limites não significa ser rígido. Se não é tão importante , deixe para
outra hora. A criança tem direito também a se expressar e ser atendida nas
suas necessidades, o que fortalece seu crescimento e sua capacidade de
tomar decisões . É importante saber equilibrar os direitos e deveres desta e
dos pais também.
Então, o que fazer para ser moderno sem perder a autoridade e o
respeito das crianças? É preciso ter certeza do que realmente se quer, que
tipo de cidadão se deseja formar e, não esquecer que aplicar limites e regras é
essencial para a vida futura , em sociedade, da criança.
Fixar limites significa organizar uma pauta de que toda criança
necessita. Cabe aos pais a responsabilidade de que estes sejam razoáveis.
Freqüentemente , o negativismo da criança é apenas sua forma de testá-lo ,
para ver se você se mantém coerente nos limites que determina.
Alguns limites são óbvios : - “Não deixe seu filho pequeno ir a rua . Não
deixe ficar batendo numa porta de vidro. Não o deixe perto de um forno quente.
“
Há outros limites,
menos fáceis de fixar, mas que são igualmente
importantes . Como por exemplo, um referente às crianças pequenas , é a
determinação da hora de dormir. Estabelecer uma hora para ir para a cama,
mas, não seja muito inflexível e rígido quanto ao horário, pois ocorrerão dias
nos quais a criança , realmente, não esteja com sono, na hora determinada.
Mas, os pais não devem se frustrar por estabelecer ocasiões de disciplina.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
16
Devemos cumprir o que dissemos, ser coerentes com os limites
impostos, fazer a criança assumir as conseqüências da quebra dos limites, não
ficar com pena, ser firme e seguro.
Fazer a criança entender que é possível realizar inúmeras coisas que
se deseja , mas nem tudo e nem sempre. Ensinar que somos todos iguais e
temos os mesmos direitos. Saber dizer não sempre que houver necessidade.
Ensinar que outras pessoas são tão importantes quanto nós. Fazer a criança
entender que é possível realizar inúmeras coisas que se deseja , mas precisa
saber ouvir e, falar na medida certa, ensinar que nem sempre temos razão e
que nem tudo o que fazemos é certo ou o mais importante. Fazer a criança
entender a importância de respeitar o próximo com seus defeitos e qualidades.
Ser firme e seguro tanto na hora de dar um sim como na hora de dizer um não.
Temos que ter normas coerentes de disciplina, regras justas e definir
estas normas e regras antes dos problemas aparecerem.
Os limites devem ser estabelecidos de acordo com a idade da criança,
não devendo exigir demais de uma criança muito pequena , ou ser muito
flexível e maleável com a que já entende o que não deve fazer.
Não podemos deixar passar as oportunidades reais de educação ,
aquelas em que , com firmeza e seriedade devemos interferir para o bem da
criança , da sociedade e, para o bem das relações futuras que a criança irá
vivenciar. Como por exemplo, no caso dos adolescentes, ensiná-los a dizer não
aos amigos que lhes ofereçam drogas. Os pais devem ensiná-los a ser seguros
e firmes.
O tempo e o espaço físico da criança devem ser organizados, a fim de
permitir que esta entenda os limites e desenvolva autonomia, aprendendo a
agir no mundo de forma a encontrar equilíbrio entre o que ela quer fazer e as
regras sociais.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
17
Os limites devem ser estabelecidos, também , através de discussões
com as crianças os critérios , estabelecendo os direitos e deveres de cada um,
ensinando que devem cumprir as normas e zelar pelo cumprimento das regras
estabelecidas. Nesta hora, deve haver segurança e firmeza, pois crianças sem
limites ou equilíbrio ficam sem parâmetros para sua vida presente e futura.
Conforme nos coloca Ellen Bee no seu livro A Criança em
Desenvolvimento:
“ São importantes regras claras sobre o que fazer e sobre
o que não fazer. Explicar o porquê das regras. Explicar
as conseqüências da ação da criança , em termos de
seus efeitos sobre os outros, por exemplo:_ ‘se você bater
no seu irmão irá machucá-lo’. É igualmente importante
apresentar regras ou orientações positivas , por exemplo:
_’É sempre bom ajudar às pessoas ‘.
Mas apresentar
regras certamente não adiantará nada se seu próprio
comportamento não combinar com aquilo que você diz.
Deve-se
modelar
comportamentos
generosos
e
atenciosos”.
Como nos colocou Ellen Bee, as regras , os limites e a disciplina dever servir
para melhorar a convivência e a qualidade de vida de todos . Colocar limites
nos desejos é educar. Ser liberal demais cria seres folgados . O
estabelecimento de disciplina com limites adequados é imprescindível para
um crescimento e desenvolvimento saudável da criança.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
18
Freud tinha uma posição radical de que não há civilização , nem sociedade
justa, sem sérias restrições, sem limites e sem repressão (LA TAILLE, Yves de
, Limites: três dimensões educacionais).
Os limites devem ser pensados em função do bem-estar e do
desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade. São necessários , porém
devem incidir sobre as ações e não sobre os sentimentos.
Içami Tiba coloca em seu livro Disciplina: Limite na Medida Certa que :
“Para viver em sociedade , o ser humano não necessita
apenas da inteligência. Precisa viver segundo a ética,
participando ativamente das regras de convivência e
encarando o egoísmo , por exemplo, como uma
deficiência funcional da social “.
Para atingirmos o objetivo maior da felicidade precisamos de regras e
de disciplina. São elas que nos ajudam a não sofrer quando algumas pequenas
vontades, menos essenciais, não podem ser satisfeitas.
“ A disciplina é um dos pilares do crescimento
civilizacional do homem e, consequentemente , tem um
valor social muito importante “ ( Tiba, Içami, Disciplina,
Limite na Medida Certa).
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
19
É essencial à educação saber estabelecer esses limites e valorizar a
disciplina. E , para isso é necessária a presença de uma autoridade saudável,
com respeito a auto-estima e ao caráter da criança, pois a própria forma que
esta é ajudada a lidar com as frustrações de não ser capaz de fazer certas
coisas, determina o modo como enfrentará situações nas quais não puder obter
o que quiser imediatamente.
Muitos pais e professores pensam que castigo e disciplina andam
sempre juntos, na hora de aplicar certos limites. Aplicar castigos não é o único
meio de lidar com esta questão nem o mais apropriado .
Há outros pais que
não aplicam castigos e, não encontram outra forma para estabelecer limites,
pois acreditam que se forem muito rígidos no estabelecimento destas regras
as crianças se tornarão infelizes. Consideram que não dando limites estão
sendo bons para a criança , porém , na realidade a criança indisciplinada e sem
limite , geralmente , é mais infeliz. Os pais têm que achar o melhor método
com o seu filho para estabelecer limites e regras, de acordo com o seu meio e
convívio.
Hymes , citado no livro: Comportamento Infantil, Estabelecendo
Limites, de Patricia Machado Brum, nos diz que :
“Freqüentemente as crianças sem limites se sentem
perdidas e confusas, quando não assustadas, por nunca
saberem onde estão os limites.
Freqüentemente, se
sentem não amadas , porque ninguém parece importar-se
o bastante com elas, para ensinar-lhes o que é certo e o
que é errado, ou o que é ou não é permitido “.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
20
A base de uma boa educação e disciplina é a criança sentir-se amada,
pois deixará se influenciar docilmente por quem lhe dá amor , e por quem
aceita seus modos de pensar e agir.
Para ensinar disciplina, os pais e professores devem ser disciplinados,
pois assim, estarão fazendo a criança perceber o que isto significa, seguindo
o exemplo , a criança saberá construir limites e terá disciplina. O exemplo
ensina mais que mil palavras.
Argumentar, respeitando a independência da criança é a melhor forma
para estabelecer limites. Mas, isto requer paciência , conversas, repetir várias
vezes, explicar o porquê dos limites e ensinamentos dos adultos.
Estas
conversas exigem tempo e sabedoria . Os pais, nesta hora, não podem vacilar
nem fraquejar , precisam ter uma atitude firme e acreditar no que estão falando.
“O processo de conhecimento e elaboração de regras é,
longo e envolve um complexo conjunto de fatores
cognitivos
e
afetivos.
Decorre
da
análise
das
experiências vividas pelo sujeito em situações sociais
concretas,
onde
determinados papéis.
os
indivíduos
desempenhem
Como estes variam dependendo
das situações , as regras de conduta não são únicas ,
nem universais . Ao contrário , o domínio de um sistema
de regras pressupõe a capacidade de relativizá-las para
adequá-las a situações específicas e distintas entre si”.
(MACHADO, Patrícia Brum , Comportamento Infantil
Estabelecendo Limites, 1990).
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
21
Para ajudar a criança a construir regras e estabecer limites, é preciso
levar em conta suas necessidades, aquilo que as faz agir em cada momento.
Devendo, sempre ser incentivadas em suas boas ações para que haja avanço
entre um e outro estágio do seu desenvolvimento. É preciso que se entenda ,
compreenda e ajude a criança a construir seus próprios valores, relacionandoos com os das outras pessoas com quem vivem e, com os valores que já se
encontram estabelecidos socialmente.
É importante estabelecer limites e regras com as crianças, aceitar suas
sugestões e argumentar sobre as conseqüências da quebra destas regras.
Deve-se ser honesto, firme e imparcial, tendo seriedade para levar as crianças
a cumprir tais regras.
Os pais têm que ser firmes e criteriosos quando há uma infração por
parte da criança , têm que colocar regras claras, justas e, conseqüências para
tal quebra. Pois a criança pode achar que nada acontecerá, que sempre tudo
está bom, deixará de sentir angústia e de fazer boas ações, já que quando não
as faz nada acontece , tudo está sempre bem.
A criança não terá outras
balizas senão os seus próprios desejos para saber como agir.
A disciplina e as regras regulam a conduta e prescrevem as ações. A
criança não é dotada de capacidade para saber o que é certo e errado. Os
limites devem ser explicados, claramente colocados, sua razão de ser
explicitada, pois quando são justos e coerentes fazem com que a criança saiba
que caminho seguir, o que fazer.
“A colocação clara e justa de limites racionais prepara a
criança para uma autonomia
que pressupõe uma
apreensão racional dos valores e das regras “. (LA
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
22
TAILLE, Yves de , Limites, Três Dimensões Educacionais,
pág.: 101).
Os adultos devem servir como exemplo, pois não adianta explicar a
razão de ser dos limites se ela verifica que estes limites não valem para os
próprios adultos.
Educar e colocar limites é difícil mas vale a pena para o crescimento
pessoal da criança.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
23
CAPÍTULO II
ESTABELECENDO LIMITES PARA CRIANÇAS DE
02 A 04 ANOS
As Crianças nesta faixa etária estão se descobrindo e descobrindo o
mundo que as cerca.
Há uma necessidade de se auto-afirmarem,
demonstrando que podem tudo e “mandam” nos seus pais, professores ou
adultos que têm por perto e, que são sempre, tão diferentes deles.
De acordo com Içami Tiba, em seu livro Quem Ama, Educa.:
“Os pais começam a impor limites desde o início da vida
das crianças.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
24
Desde bebê quando a criança tem fome e tem que
esperar um pouco, para obter o alimento, este momento a
mãe está educando o instinto biológico da fome.
Os
limites devem ser estabelecidos pela mãe no momento da
mamada, ela não deve esperar o bebê largar o seio
quando quiser e sim retirá-lo quando esta já estiver
satisfeito e saciado, para que este não o use como fonte
de prazer (fase oral – Piaget), ou como chupeta para
dormir.
A mãe assim o está ensinando que aquele
momento é para se alimentar.
Conforme nos colocou Tiba, a todo instante é um momento de
educação. Desde os primeiros momentos do ser humano.
Se a criança
percebe que o limite é coisa séria e que vai ser cumprido procura se ajustar a
ele.
Por volta dos 2/3 anos é que a criança começa a desenvolver a
consciência do que é certo e errado . Podendo ainda tornar-se menos ou mais
agressiva , dependendo de sua necessidade de afirmação .
Começa a
perceber que o jogo social tem muitas regras . Sem saber como se comportar,
tenta se impor de qualquer forma. Tenta invadir o limite dos outros e se não
encontra resistência , segue ocupando espaços, tornando-se inconveniente.
As crianças têm necessidades e desejos, cabe aos pais saber o que é
um e o que é o outro. Os pais devem sempre atender Às necessidades dos
filhos . Os desejos somente devem ser atendidos após serem analisados com
cautela e calma. Então o que é necessidade e o que é desejo?
Tânia Zagury em Limites sem Trauma nos coloca que: “necessidade é
algo que, se não atendido pode levar o indivíduo a ter sérios problemas no seu
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
25
desenvolvimento , seja físico, intelectual ou emocional. E desejo é a vontade
de possuir algo, de realizar algo, que pode ou não ser importante para o
desenvolvimento , estando mais vinculado ao prazer.”
Para se dar limites é fundamental distinguir entre necessidades e
desejos dos filhos. Cabe aos pais trabalharem no sentido de que estes tenham
atendidas as necessidades, sejam quais forem (fisiológicas ou simplesmente
brincar).
É importante que se dê limites, afim de que as crianças cresçam sadias
afetiva e socialmente. Mas, os pais também devem ter limites, pois as crianças
aprendem mais com um único exemplo, do que com mil palavras.
Crie
crianças justas , sendo justo. E crianças com limites, tendo limites .Valores e
disciplina se incute na criança desde a mais tenra idade.
Segundo alguns autores e psicólogos: A criança dos 2 aos 6 anos de
idade começa a apresentar um sentimento de iniciativa , apresenta uma
energia interminável que é extravasada através de atividades motoras e
exploratórias . (Comportamento Infantil – Estabelecendo Limites – pág.: 14 –
Patricia Brum)
Piaget ainda afirma :
Ter a criança neste período um pensamento
muito egocêntrico , achando que todo pensam como ela.
Feud Admite que é nessa fase da vida que se lançam os alicerces das
estruturas fundamentais da personalidade.
A criança nesta idade começa a perceber o que é capaz de fazer no
presente , começa a sentir que tem o poder ou a capacidade de alterar o seu
ambiente. Nesse período ela diz não a quase tudo, sendo esta uma forma de
auto-afirmação , característica do seu comportamento , nessa fase evolutiva.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
26
O primeiro mundo da criança é a sua família e seu lar. Na família
começa sua atitude com relação a si mesma , aos outros e à vida . Com seu
desenvolvimento a criança faz amizades , que são muito importantes para si.
Com os amigos começa a aprender regras sociais , influenciando e sendo
influenciada por outras crianças.
A partir de 2/3 anos já é possível ensinar as crianças a não mexer.
nesta fase ela
já é capaz de compreender e controlar o seu próprio
comportamento . Nesta idade ela torna-se mais falante , sua atenção aumenta.
Podendo se iniciar conversas com a criança , explicando-lhe as regras , por
que existem , por que são importantes e o que ocorreria caso não existissem.
Os pais devem reconhecer que desde muito cedo a criança já segue
regras, vai explorando algumas e inventando outras. Assim, constrói a noção
do certo e do errado.
Os pais e professores nunca devem esquecer que a família é a mais
importante matriz do desenvolvimento humano. É nela que a criança adquire o
conhecimento de si mesma e do outro, a linguagem , os padrões de conduta e
de interação social. O bom desenvolvimento da sua vida emocional depende
das relações com seus pais e irmãos . Sendo esta fase o início do estágio de
desenvolvimento que Piaget chamou de personalismo. A criança passa a se
ver e se entender como uma pessoa e a ver os outros ao seu redor também.
“ A criança criada por pais ou adultos afetuosos e
tolerantes,
porém
não
permissivos,
raramente
tem
necessidade de rebelar-se . Sendo assim, a liberdade é
uma fator indispensável para uma vida feliz. Tal liberdade
não pode ser adquirida através de impulsos egoístas e
ferozes. A criança a quem tudo se permite está destinada
ser tão infeliz quanto aquela a quem tudo se nega.” (
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
27
Brum, Patricia, Comportamento Infantil Estabelecendo
Limites).
Souza nos coloca ainda , no livro da Patricia Brum, Comportamento
Infantil(pág.: 41) que: “Cada criança , cada circunstância requer níveis
diferentes de concessões e limitações.”
Não pode-se restringir , nem tolerar em excesso , pois ambos são
prejudiciais , impedindo que a criança tome consciência das limitações que a
vida em sociedade lhe impõe, fazendo-a egoísta e desagradável, angustiada ,
irritada e infeliz. Seu querer sempre será o primeiro . Vacilar entre tolerância e
a concessão é ainda mais prejudicial , pois a criança cria um modelo confuso
de identidade comportamental.
Em Educar sem Culpa, Tânia Zagury, nos coloca que:
“Quando a gente mostra a uma criança que ela não pode
fazer unicamente o que deseja , que é importante que
cada um tenha o seu espaço e seus direitos respeitados,
estamos ensinando civilidade, democracia, respeito pelo
outro.”
Porém os filhos seguem exemplos e os pais são os que eles mais
admiram e vêem , e , se este sistema não vigora em casa, na família, se os
pais não os respeita , se lhes dão todos os direitos sem se colocarem em
posição de pais e seres humanos com necessidades e direitos, estes conceitos
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
28
não penetrarão em seu íntimo gradualmente , introjetando o respeito pelo seu
semelhante. Crescem achando que podem passar por cima do outro para obter
o que quer.
Cabe aos pais, no plano social, transmitir aos filhos valores, idéias ,
comportamentos que lhes irá permitir, a convivência em sociedade com um
mínimo de harmonia.
Vivemos hoje, uma crise de valores, cada um só pensa em si, , em
passar por cima dos outros , em conseguir o melhor, mesmo que tenha que
pisar nas outras pessoas.
“Quando me perguntam se existe um momento certo para
dizer ‘não ‘, minha tendência é responder que existe sim.
Sempre que percebemos que nossos filhos ainda não
interiorizaram certas normas de convívio social que
revelam a apreensão dos conceitos de civilidade e
respeito ao próximo e honestidade.”
( Tânia Zagury,
Educar sem Culpa, 63).
Conforme nos colocou Zagury em suas palavras, há um momento para
se dizer “não” , principalmente porque a criança é hedonista por natureza,
busca espontaneamente o que lhe dá prazer, o que satisfaz seus desejos,
curiosidades e necessidades. É egocêntrica , sendo incapaz de pensar ou
sentir o outro ou pelo outro. Os pais têm que pouco a pouco mostrar-lhe a
realidade de que as outras pessoas têm sentimentos , necessidades e direitos.
A responsabilidade dos pais é ensinar o que é certo, o que a criança tem que
fazer. Zagury em outro trecho do mesmo livro fala:
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
29
“O momento certo, a “pista” para os pais dizerem ‘não’ a
determinados comportamentos, é exatamente aquele em
que a criança, pela sua própria condição, demonstra não
ver, não sentir, não perceber certas regras.”
Os pais no momento de estabelecer regras , limites, dizer não e
ensinar o que é certo devem ter muita paciência e determinação, pois não é
fácil , tem que repetir a mesma explicação várias vezes , dia após dia, sem se
cansar. Mas, como Zagury nos fala vale a pena, vale muito a pena.
Pois
estaremos educando nossos filhos para que saibam viver em sociedade,
superando frustrações e conflitos que possam surgir.
Nesse momento de estabelecimento de limites, os valores e o código
de ética de cada família é que deve orientar a ação junto à criança . Se a esta
agiu errado, conversar , mostrar o caminho certo, fazer pensar sobre sua
atitude é o melhor a fazer. Mas, é preciso ter segurança, clareza de objetivos e
colocar as regras para que a criança assimile e entenda.
Se você quer que seu filho seja egoísta e cresça sem valores ,
coloque-o sempre em primeiro lugar, em detrimento dos outros e diga sim a
todos os seus desejos. Se você quer que ele seja feliz, ajude-o a desenvolver
a satisfação pelo que é e pelo que consegue fazer, ajude-o a desenvolver a
tolerância , a compreensão para com os outros, a vontade de ajudar a quem
pede ou precisa, e o ensine a ética do bem. Educar não é deixar a criança
fazer só o que quer e sim ensiná-la a fazer o que é certo.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
30
Geralmente, a mãe abre mão da razão em defesa do filho, mas essa
atitude pode provocar muitos desarranjos no relacionamento. A criança se
aproveita . Sente-se liberada para cometer uma grande delinqüência , porque
depois
é só agradar um pouco que nada acontece.
Há crianças que batem nas mães, porém só fazem isso depois de
xingar e depois de desobedecer. Quanto mais a criança for educada em seus
primeiros passos maior será a eficiência e a educação . Portanto, a mãe não
deveria permitir desobediência . Para isso, o maior segredo é a mãe obedecer
a seus próprios “nãos”. Significa que só deve proibir algo que ela realmente
possa sustentar, não o transformando logo em “sim”, sem o menor motivo.
Conforme nos coloca Tiba: “O “sim” só tem valor para quem conhece o “não”.
O “sim” e o “não” estabelecem limites e a criança aprende o que pode e
o que não pode fazer. Nunca poder é ruim, porém poder sempre também não
é bom . Saber a diferença entre o sim e o não confere a criança o poder de
decisão sobre suas escolhas.
O que deixa a criança feliz é o saudável poder de decisão entre o “sim”
e o “não” que ela desenvolve.
Os pais devem refletir se dizem o “não” mais por motivos pessoais, tais
como: impaciência , falta de tempo, ou se para educar a criança. Se o não é
realmente necessário , pois se faltar-lhe convicção ocorrerá a desobediência.
A criança que não respeita o “não” dos pais tende a não respeitar o das
outras pessoas, desenvolvendo uma incapacidade de se controlar. Torna-se
involuntariosa, impulsiva, instável, intolerante , prejudicando aos outros e a si
própria. Sua personalidade é frágil e não suporta ser contrariada. Torna-se
uma criança infeliz e insatisfeita.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
31
A criança que não respeita os próprios pais não consegue respeitar a
sociedade .
Os pais têm que transmitir mensagens , ordens, cobranças e
valores de maneira coerente. Uma vez tomada uma decisão, esta deve ser
cumprida e as conseqüências cobradas.
Dizer não e contrariar adequadamente uma criança não a faz infeliz.
Estabelece o limite necessário para viver bem. Pois quem não tem limites
sofre pelo que não tem, pois acha sempre que poderia ter mais.
Pais que são extremamente solícitos acabam não traçando um bom e
seguro trajeto para seguir, e a criança fica insegura por perder a confiança
neles.
“ A insegurança dos pais faz com que os filhos sintam
como se estivessem abordo de um carro cujo motorista
fica o tempo todo perguntando se a velocidade está boa,
se deve virar ou não , se ultrapassa ou não.” (Içami Tiba,
Quem Ama, Educa).
Os pais têm que assumir a condição de educadores e fazer o filho
entender que está sendo mal educado e grosseiro, que tem que ter limites e
respeitar as regras.
Os pais devem educar e ajudar os filhos a ter vida própria, que é a
parte mais difícil da educação. Tem que prepará-los para a independência .
Deve educá-lo para que a cada vez menos precise deles.
Os pais têm que impor disciplina para frearem o mau comportamento
dos filhos, encontrando a forma certa para fazer isso, mesmo que seja difícil.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
32
Ter paciência é fundamental para conseguir reverter um comportamento
impróprio
O pais são fontes de exemplo e modelação para as crianças , que
enquanto são pequenas aprendem tudo com eles. Portanto, muitas vezes se a
criança não tem limites é porque os próprios pais não têm. Agir correto, ser
coerente em suas atitudes, muitas vezes é a melhor forma de se educar um
filho. Em quase toda a vida dos filhos o exemplo dos pais é um referencial de
comportamento. Na infância eles têm o papel de ajudar a criança a fazer uma
adaptação as regras sociais.
É característica desta fase o desejo ilimitado, desmedido impregnado
por fantasias de tudo poder e tudo querer. Só com o desenvolvimento e com a
ajuda do adulto é que a criança pode aprender a restringir certas vontades, a
aceitar que existe hora e lugar para cada coisa, mesmo que algo seja
prazeroso existe o momento certo e este deve ser esperado.
Dar limite ou frustrar uma vontade do seu filho não é ser mau, e sim,
dar-lhe proteção e cuidado, de forma a permitir que ele se desenvolva e evolua.
Ninguém substitui os pais na tarefa de educar, socializar, de ensinar o que é
certo e o que é errado, para formar cidadãos éticos e com valores corretos. A
omissão dos pais nessa tarefa causa um mal e um dano irreparáveis. Os pais
têm que sempre rever seus conceitos e atitudes para mostrar a criança o que
deve fazer para que habitue-se com os limites e regras impostas.
As crianças aprendem a se comportar em sociedade com a
convivência com outras pessoas principalmente com os pais que são seus
exemplos e espelhos.
Quando os pais permitem que os filhos, por menores
que sejam , façam tudo o que desejam , não estão lhes ensinando noções de
limites individuais e em sociedade, não estão lhes passando o que pode ou não
fazer. Cada vez que os pais aceitam uma contrariedade, um desrespeito, uma
quebra de regras, estão fazendo com que seus filhos não compreendam e
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
33
rompam o limite natural para o seu comportamento em família e em sociedade.
Os pais devem intervir , mostrar-lhes o certo e não simplesmente deixar
transcorrer.
Segundo, Tiba, em Disciplina Limite na Medida Certa:
“ A força dos pais está em transmitir aos filhos a diferença
entre o que é aceitável ou não, adequado ou não, entre o
que é essencial e supérfluo.”
É importante estabelecer limites bem cedo é de maneira bastante clara
porque , mais tarde, será preciso dizer ao adolescente de quinze anos que não
poderá sair. Quando uma criança cresce sem limites, podendo fazer tudo o
que tiver vontade, acaba não desenvolvendo plenamente o uso da razão.
A autoridade
educativo.
e o carinho devem estar presentes no processo
Ao estabelecer um limite, exercendo sua autoridade, o pai não
precisa abrir mão do carinho, pois até o castigo mais duro pode ser imposto de
uma forma carinhosa e respeitosa. Os pais prejudicam mais o filho com receio
de traumatizá-lo e a falta de limites do que a imposição de uma frustração
educativa. Educar dá trabalho . Mas é um trabalho que dá bons frutos .
O senso de moral e o reconhecimento do outro se forma dentro da
criança a partir das relações e experiências que ela vai tendo ao longo do
crescimento, não sendo possível exigir ou esperar que ela consiga desenvolver
isso sozinha.
Não é possível portanto, escapar da relação, de enfrentar
conflitos , de experimentar sentimentos contraditórios e de exercitar o
autocontrole e o controle dos filhos.
Da perspectiva da criança, limites podem significar restrições, e ser
muito exasperantes, mas podem também funcionar como uma barreira, que
preserva a segurança. Todos os dias, precisamos colocar alguns limites sutis,
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
34
mas firmes que não são diretamente ligados à segurança , mas que ajudam a
criança a desenvolver um senso de segurança.
Os limites ajudam a criança a desenvolver seus próprios recursos,
assimilam que estão aprendendo com os limites em seu próprio ritmo. Cada
limite colocado é uma oportunidade para o desenvolvimento da criança, pois é
no momento da frustração que a criança tem a oportunidade de buscar dentro
de si recursos para superá-la.
Os limites geralmente, provocam raiva, porém é normal e saudável
sentir raiva de certas coisas. A criança não têm meios de aprender a controlar
suas emoções agressivas a menos que possa experimentá-las por ela mesma.
Cabe ao pai ou a um adulto ajudá-la a superar este momento de raiva e
agressão.
As crianças pequenas vivem intensamente no aqui e agora. É difícil
esperar, querem ser atendidas e terem gratificação instantaneamente. Quando
esta não consegue o que quer, e que tem que esperar fica ferida , e este
sentimento em parte, é baseado na realidade, em sua experiência, de que tudo
pode. Mas, ela precisa saber que esperar é bom e que irá sobreviver à espera
e aos sentimentos despertados por esta. A experiência de esperar por um
tempo é tolerável e vai oferecer à criança prática e confiança de que ela pode
se virar sozinha.
Há uma crença de que colocar limites é perigoso, porém o que é
realmente prejudicial é não colocá-lo. A criança que não sabe esperar fica à
mercê de emoções muito intensas.
Dar-lhe limites pode ajudar a manter
aqueles sentimentos dentro de certas proporções aceitáveis.
Pode ser muito difícil ser firme com uma criança tão amada e
esperada, porém os pais têm de ser.
As crianças até 5 anos são seres
impetuosos e, oscilam entre os extremos, em seus comportamento e em suas
percepções, sendo difícil enfrentar isso sem auxílio.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
35
Dizer ”não”, colocar limites ajudará a criança a ter um modelo de como
enfrentar situações em que ela se sinta derrotada. Se sentindo mais segura do
seu lugar na família e na sociedade, começará a desenvolver recursos próprios
.
Uma parte desse progresso pode ser dolorosa para os pais e filhos,
mas as recompensas são grandes. Nos anos seguintes, a criança progride
vigorosamente e em algumas situações caminha apenas com as próprias
pernas.
Grande parte da dificuldade dos pais em dizer não e por limites provém
da culpa, de estar privando o filho de alguma coisa , ou de atenção. O “sim” é
dito para mantê-los bem consigo mesmos, porém nunca serve como resposta a
longo prazo para as demandas dos filhos , ou para a dúvida colocada dentro de
si mesmos, se são suficientemente bons. A culpa faz sentir que a criança deve
ter muitas posses materiais, para ser recompensada. Como resultado, estas
crescem com a noção de que os bens estão à sua disposição . e de que devem
ser supridas imediatamente .
Queremos compensar aquilo que não foi
proporcionado, dão objetos, o que é ruim para a criança, pois ao fazer isso, os
pais estão privando-os de uma experiência necessária. Quando a criança quer
ela sente que necessita, e é através da atitude dos pais que esta aprende a
diferenciar necessidade de desejo. Sendo útil, para que ela não viva à mercê
de anseios desesperados, que nunca podem ser satisfeitos pois não têm fim.
O benefício de não se obter sempre o que quer, dos pais dizerem não , é a
capacidade de suportar um espaço vazio, uma lacuna que fica na falta.
Quando todas
as lacunas (desejos) são prontamente preenchidas, não há
espaço para criatividade.
A questão crucial é a motivação . Se o “não” é dito como retaliação ou
apaziguamento pode não atingir o seu objetivo. Se você acredita que é para o
bem do seu filho, você terá mais convicção, e ele perceberá isso.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
36
Dar limites, orientar a criança desde cedo é importante para o
desenvolvimento posterior desta, tanto emocional, psicológico, quanto físico.
Dizer um “não” não é agredir , é tornar a criança melhor e mostrar-lhe
que é amada.
Tânia Zagury em Limites Sem Trauma escreve que tudo em educação
leva anos para ser interiorizado. Portanto, tenha paciência . Aos poucos , seus
cuidados e dedicação terão resultados compensadores.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
37
CAPÍTULO III
A INFLUÊNCIA DO LÚDICO NA CONSTRUÇÃO DE
LIMITES E REGRAS
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
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De acordo com Tania Zagury , em Limites Sem Trauma:
É
possível
canalizar
construtivamente
os
impulsos
agressivos da criança. Uma das maneiras está na prática
de esportes, jogos, brincadeiras, pois estes permitem uma
descarga motora da agressividade com a competição” .
Os jogos infantis e as brincadeiras levam a construção de regras,
especialmente, as brincadeiras de faz de conta. Ao brincar a criança reproduz
padrões de comportamento do seu grupo social.
A criança se subordina, nos jogos, às regras, renunciando às ações
impulsivas.
Brincando experimenta novos papéis, julga se estes são
adequados ou não, imagina conseqüências por agir de outro modo, que não o
certo.
Internalizando regras de conduta e valores que orientam o seu
comportamento.
Nos jogos a criança aprende desde cedo a respeitar regras e limites, as
regras devem ser respeitadas e a própria criança briga quando um adulto as
quebra, pois isso pode fazer com que o jogo acabe. Pois, toda a brincadeira,
toda a graça do jogo está em manter-se dentro dos limites e regras do jogo,
para no final ser final realmente um vencedor. Ensinar um jogo é naturalmente
colocar um limite .
A criança é regida pela vontade de brincar, de fazer .
A cada
movimento, está descobrindo coisas num processo natural de aprendizagem e,
com as regras dos jogos juntos entram valores e princípios.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
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Os pais não devem deixar os filhos sempre ganhar , pois isso dá a
criança uma visão irreal do que é jogar. No jogo ganha-se algumas vezes,
perde-se outras. Essa dinâmica pode ser transmitida ao escolher ora atividades
em que o filho é melhor. Por Exemplo: o pai joga damas como ninguém , então
o filho perderá. Porém, no vídeo game , o filho ganha e o pai perde. Assim, se
aprende que as pessoas são boas em algumas coisas , mas não em tudo. A
criança tem a chance de lidar com a frustração de perder.
Segundo Vygotsky:
“Pode-se propor que não existe brinquedo sem regras. A
situação imaginária de qualquer forma de brincadeira já
contém regras de comportamento , embora possa não ser
um jogo com regras formais estabelecidas a priori . A
criança imagina-se como mãe e a boneca como criança e,
dessa forma deve obedecer as regras do comportamento
maternal... o que na vida real passa despercebido pela
criança, torna-se uma regra de comportamento no
brinquedo. (1991 – pág. 108).
Pelo uso do brinquedo, a criança aprende a agir de forma cognitiva, os
objetos a ter um aspecto motivador para suas ações, e vai aos poucos
internalizando as regras e controlando seus desejos .
relações com a vida real.
Estabelece suas
Experimenta sensações que já conhece e vai
desenvolvendo regras de comportamento que imagina serem corretas. No jogo
ou na brincadeira começa a se comportar como deveria agir na vida real, para
depois analisar e comparar com a sua conduta.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
40
Os jogos com regras começam a exercer uma função preponderante a
partir dos quatro anos de idade. O cuidado na escolha do jogo é necessário
para que ele ocorra num ambiente saudável e interessante para a criança.
O brincar e o jogar combinados ajudam a fixar o limite necessário
para a elaboração das ansiedades que ameaçam a coerência.
A vontade de vencer , leva o grupo a um acordo sobre as regras; há o
aparecimento da necessidade de controle mútuo e, da unificação do
estabelecimento de regras.
A criança aprende a criar e a respeitar as regras . Dessa forma, a
evolução do respeito, que era pré-social
pela unilateralidade , passa a
reciprocidade na cooperação .
O jogo encerra regras e objetivos rígidos e obrigatórios, mas que tem
curiosa e contraditória ligação com a liberdade, pois seus participantes aceitam
essas condições livremente. O jogo tem um fim
em si mesmo, os jogadores
entram no mundo lúdico e praticam diversas ações com vontade e voltam ao
mundo real quando este acaba.
No jogo, os jogadores experimentam múltiplos sentimentos e
experiências educativas diferentes, que podem ser usadas na vida cotidiana.
Por isso, os jogos são instrumentos importantes para a educação da crianças e
dos jovens.
O jogo possibilita o convívio harmonioso e motivador fazendo com que
as pessoas se conheçam e interajam.
Nos jogos a criança aprende a cooperar de forma profunda, pois a
cooperação entre os membros de uma
mesma equipe é necessária para
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
41
vencer, com o respeito às regras , os jogadores aprendem a lidar com os
limites uns dos outros e com as regras do convívio social.
Muitas vezes o jogo imita a vida em sociedade, as experiências vividas
são importantes. As atitudes desenvolvidas em um jogo, se bem orientadas,
podem calar muito fundo e forjar a criança a aprender regras e a ser feliz e
sorrir.
A brincadeira é um tipo de relacionamento em que um depende do
outro. Para continuar a brincar é necessário que aceitem, nessa experiência
de sociedade que elas mesmas criaram, uma série de regras.
Zagury nos fala sobre esse ponto: “Se as crianças aceitam os limites
intrínsecos à convivência em uma brincadeira, é porque sabem que não podem
brincar fazendo tudo o que tem vontade , precisando aceitar uma composição ,
uma sociedade com o outro.
Vygotsky falava que, as atividades lúdicas não estão simplesmente
ligadas ao prazer. A imaginação e as regras são características definidoras da
brincadeira. Não existe brinquedo sem organização e sem motivo. A situação
imaginária tem uma lógica, previamente, mesmo não sendo formal .
A capacidade de brincar abre, para a criança, um espaço de decifração
dos “enigmas” que rodeiam. A brincadeira é um espaço de investigação e
construção sobre si mesma e sobre o mundo. É através da brincadeira que a
criança reproduz o discurso externo e o interioriza construindo seu próprio
pensamento.
É na atividade lúdica que a criança desenvolve sua habilidade de
subordinar-se a uma regra, mesmo quando um estímulo direto a impele a fazer
algo diferente.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
42
“Dominar as regras significa dominar o seu próprio
comportamento, aprendendo a controlá-lo, aprendendo a
subordiná-lo a um propósito definido .” (Alexis Leontiev,
1988 – in O Valor Educacional dos Jogos).
O autocontrole interno sobre o conflito entre o desejo e a regra da
brincadeira, é uma aquisição básica para o nível de sua ação real da criança e
sua moralidade futura.
Os jogos e a brincadeira são importantes para o desenvolvimento do
que é limite para a criança.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
43
CAPÍTULO IV
REFLEXOS NA ADOLENSCÊNCIA DA FALTA DE
LIMITES
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
44
Quando por insegurança, culpa ou medo de serem antiquados ou
autoritários, os pais deixam de exercer o direito de estabelecer limites e regras,
o que ocorre? De uma maneira geral, a tendência é que a criança comece a
apresentar dificuldade em aceitar qualquer tipo de limite aos seus desejos.
“A criança que não é orientada pelos pais e é atendida em
tudo sempre que chora e esperneia tende a perpetuar
esse tipo de conduta. Ela já está aprendendo a alongar
seus limites, e iniciando o processo de controlar o mundo,
através, primeiramente do grito e, talvez depois pela
violência ou agressão “.
(Tânia Zagury, Limites sem
Trauma).
A Criança pode achar que o mundo, tudo e todos estão ao seu dispor,
sendo seus escravos.
Sua vontade é que vale, seus desejos devem ser
satisfeitos. Suas necessidades devem ser prontamente atendidas. Crescendo
com uma deformação na percepção do outro. Só ela importa. O egocentrismo
inicial se exarceba e aumenta a cada dia. A criança sem limites é uma tirana,
não se interessa pelos estudos , não se concentra em nenhuma atividade, não
suporta as mínimas dificuldades, não tem persistência e tolerância, não
respeita o outro seu semelhante.
Os pais na fase em que os filhos têm dificuldades de aceitar limites de
forma crescente , têm de ser firmes, seguros e afetivos, para a criança
aprender a se conduzir na sociedade, internalizar valores, adquirir respeito por
si e pelos outros, saber dialogar e lutar pelos seus direitos, sem ter que agredir.
Vivenciará a arte de viver e conviver harmoniosamente e civilizadamente em
sociedade.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
45
Equipar a criança com um instrumental de relacionamentos sociais é
importante, para que saiba interagir positivamente com o seu meio e com o
mundo.
É cansativo, é um trabalho árduo e duro aplicar limites e regras para
as crianças desde o início . Mas é o melhor que se pode fazer para que
formem-se cidadãos responsáveis e conscientes de seus direitos e, também de
seus deveres, para não criar pessoas egocêntricas, anti-sociais, sem
capacidade de luta, sem capacidade de adira a satisfação ou a frustração de
receber um não.
Crianças que não têm limites preestabelecidos são quase sempre
infelizes, se sentem perdidas, confusas e assustadas por nunca saberem onde
está o seu freio, o seu limite.
Estas crianças se sentem menos amadas, pois
acham que ninguém se importa com elas para ensinar-lhes o que é certo e o
que é errado, o que é permitido ou não.
“A forma pela qual se estabelece o relacionamento com
os pais desde a mais tenra idade é que vai determinar o
tipo de situação futura. Nada surge do nada. Se desde
pequena a criança acostuma-se a viver sem limites, se os
pais raramente lhes dizem um “não” , se quando negam
alguma coisa, não o fazem com convicção, enfim, se a
criança está habituada a que façam tudo o que quer,
evidentemente não será na adolescência que aprenderá a
aceitar qualquer tipo de controle. A adolescência terá as
características que a relação com os pais tomou ao longo
dos anos de convivência .” (Tânia Zagury, Educar sem
Culpa).
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
46
Se desde a infância a relação com as crianças for de extrema
permissividade e tolerância, se desde pequena esta for habituada a fazer
apenas o que ela deseja, na adolescência, fase que tem como característica
básica a necessidade de auto-afirmação, qualquer tipo de proibição será muito
mal recebida. Porque já há um comportamento aprendido de não autoridade
na relação com os pais.
Se a criança for habituada, desde cedo, a ver nos pais figuras de
autoridade, haverá uma possibilidade maior de se conseguir algum tipo de
controle na adolescência.
Os pais devem determinar quais as linhas essenciais da educação que
pretendem para os seus filhos e lutar por elas, não abrindo mão.
Se estes
acostumarem os filhos a fazer somente o que querem e, lhes der tudo o que
desejam, não aprenderão a dividir os direitos e deveres e, na adolescência
repetirão o mesmo conceito de que podem tudo e tudo têm.
“Se você palmilha o chão que seu filho pisa sempre com
pétalas de rosas, ele esperará que, pela vida afora, isso
ocorra também com outras pessoas”.
(Zagury, Educar
sem Culpa).
Os psicólogos descreveram a adolescência como um período crítico,
porque é quando a criança revive os dramas da primeira infância, seu corpo
muda, sua sexualidade aflora, seu humor se modifica a cada momento ou
situação. É uma período de grande desenvolvimento físico e emocional.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
47
A questão em relação a dizer “não” torna-se mais complexa e, colocar
limites mais difícil e delicado. Pois os adolescentes não aceitam facilmente as
barreiras que os pais têm que impor , a fim de que se promova o seu
crescimento.
Durante a adolescência, ocorrem as oposições às regras, os limites
são considerados frustrantes e, até mesmo, mutiladores.
O adolescente
precisa e quer voar, ser aquele que rompe regras. Tem necessidade e precisa
entrar em cheque com os pais para saber o que pode e o que não pode fazer,
para saber até onde pode ir e o que pode alcançar . Precisa de um grau de
resistência para explorar o seu alcance, não se pode ser bom pai e liberal em
demasia. Há momentos em que é preciso dizer “não”, limitar com firmeza e
segurança, pois seu filho , às vezes, quer que você o restrinja e, diga que não
pode fazer isso ou aquilo.
O estabelecimento precoce de regras na infância, faz com que o
adolescente não tente lutar contra elas mais tarde.
Embora as regras e
demarcações sejam reconhecidas como importantes para os pais e
adolescentes , é difícil manter-se firme em relação à elas. Para colocar limites
firmes e cuidadosos temos que experimentá-los como benéficos.
O
comportamento dos pais tem que passar uma confiança interna, que
comunique por si própria aos seus filhos.
Os adolescentes necessitam de
limites para que se sintam seguros dentro de casa, para serem fortes e
criativos no mundo , para construírem relações positivas com os outros.
Começar a estabelecer limites na adolescência é muito difícil, pois a
estrutura básica da personalidade já está formada, já se institucionalizaram os
hábitos de anos e anos. Não houve democratização das relações, dos direitos
e deveres desde a mais tenra idade.
Os filhos tornaram-se tiranos, por causa da insegurança dos pais, pela
falta de convicção sobre suas reais intenções e objetivos para com os filhos.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
48
Apesar de ser muito mais difícil estabelecer limites a partir desta fase,
não é impossível. O jovem é sensível, suscetível, inteligente, justo e, se for
algo realmente bom para ele, aceitará com as devidas explicações
necessárias. Não será passivamente.
Se o “não” for dito com segurança,
sem brigas, com explicações calmas e racionais que serão mantidas, o jovem
poderá conflituar, tentar no início burlar as novas regras, porém a força da
decisão e a segurança do que os pais desejam é que o ajudará a suplantar as
dificuldades, introjetando os limites que estes querem lhes dar.
Devemos estabelecer os limites, ter uma relação igualitária, sem
conflitos e brigas . Os pais têm que recuperar a confiança no seu papel de
educadores maiores, aqueles que estruturam o adulto do futuro. Para isso, têm
que se dar amor, carinho, compreensão, atenção e diálogo, mas também dizer
o que é certo e o que é errado, impor e estabelecer regras e disciplina.
Os adolescentes, para os quais não foram estabelecidos limites, regras
e disciplina quando crianças, agirão de forma descontrolada e sem freios,
tendo os pais que coibir estas atitudes. Os pais devem ser claros e objetivos
quanto ao comportamentos que são aceitos ou não. Algumas regras e normas
da família devem ser claramente colocadas, especialmente as que dizem
respeito à formação de hábitos relativos a uma vida saudável, responsável e
ética. Devem deixar claros os limites. Fazendo-os cidadãos conscientes.
Despertar na criança o gosto de participar, de produzir, de mostrar
suas capacidades. Fazer com que ajude em algumas tarefas e que perceba
que para cada direito há um dever.
Um dos sintomas da crise de nossa sociedade ocidental no final do
século XX é justamente a ausência de balizas pelas quais orientar nossos
pensamentos e conduta.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
49
Adolescentes sem limites, são assim, pois receberam tudo de graça, o
simples fato de existirem já era motivo suficiente para os pais atenderem a
seus mínimos desejos. Não conheceram o significado do “não”, partindo desde
jeito para o mundo. Só que este mundo é a realidade onde convivem o “sim” e
o “não”, e eles acreditam que este será como seus pais que nunca lhes dizem
“não”. Sempre tudo puderam, por isso não suportam nenhuma frustração, não
suportam os “apertões” que a vida naturalmente, dá em todos os seres
viventes.
Içami Tiba, em Quem Ama, Educa!, nos coloca que : -“Quem não sabe
ouvir um “não” nunca será dono da própria vida”.
Quando na infância as crianças fazem tudo o que querem , na
adolescência as vontades e desejos aumentam , a falta de limites se agrava. A
educação requer limites e a criança deve entender porque esses são
necessários, pois quando não os têm, são guiadas pelo seu eu interior
instintivo, não medem conseqüências nem assumem responsabilidades. O que
os tornam adolescentes grosseiros, sem aceitar os limites impostos pela vida,
sem lutar pelo o que é certo.
As relações entre pais e filhos não são relações tão simples, são
assimétricas, porém não são necessariamente injustas. Fazer com que os
filhos não façam determinadas coisas, nem sempre significa ser injusto. Impor
uma regra nem sempre significa ser autoritário. Só somos autoritários quando
não sabemos a explicação clara e correta do porque estamos impondo.
O problema dos limites refere-se, principalmente, ao fato de que os
pais, mesmo cientes de que deveriam ensinar aos filhos as regras da boa
convivência e harmonia da sociedade em que vivem, não conseguem manter
sua autoridade, e que esta pode ser justa. Não entendem que há uma relação
assimétrica, mas que pode ser justa se o que a fundamenta é o compromisso
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
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de levar a criança ou o adolescente a evoluir nas suas relações sociais e
comunitárias.
Segundo IçamiTiba em Ensinar Aprendendo:
“A adolescência é o auge da onipotência juvenil, a mania
de Deus: ‘tudo o que eu quero, eu posso’. O adolescente
está interessado em descobrir o mundo e arriscar tudo.
Minimiza a existência do perigo e maximiza sua força.
Quanto maior é o desafio, maior será sua auto-afirmação
“.
Mas, uma das obrigações que os jovens têm que assumir é a de utilizar
suas capacidades para o que é certo e bom. Os adolescentes ficaram sem
noção de padrões de comportamento e limites, formando uma geração de
“príncipes” e “princesas” com mais direitos que deveres, mais liberdade que
responsabilidade, mais receber que dar ou retribuir, querendo fazer fora de
casa o que fazem dentro. Porém acabam sendo frustrados, pois as regras da
sociedade são outras, muito diferentes das válidas na família.
Uma pergunta para fechar este capítulo seria: Por que os adolescentes
contestam sempre?
A resposta é que eles podem estar reagindo a uma
infância em que tenham engolido muitas ordens e agora querem revidar, ou
tiveram pais muito permissivos, que não impuseram limites,
tendendo a
perpetuar esta característica.
Os jovens são reflexo da sociedade em que vivem , se é verdade que
carecem de limites, é porque esta como um todo, deve estar privada deles, e,
os pais devem ter em muito, contribuído para isto.
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Há muitos jovens que amargam o fracasso e no fundo culpam seus
pais, por não terem sido mais firmes, exigindo-lhes mais limites, dando-lhes
mais disciplina, quando realmente podiam ter feito, na infância.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
52
CONCLUSÃO
A melhor forma de educar é aquela que permite às crianças crescerem
produtivas, seguras, responsáveis, respeitadoras, capazesde amar e de serem
amadas, cidadãos honrados, ouseja, seres humanos no sentido completo. E,
isto só ocorrerá se pais e educadores as virem como, realmente, são com
suas qualidades, defeitos, capacidades, inseguranças e limitações. Não será
passando sempre a mão em suas cabeças que lhes ensinaremos o respeito
pelo outro e por si mesmos.
Como em qualquer relação humana, a de pais e filhos constitui um
desafio recíproco permanente, uma tensão que busca os limites, a força, a
fraqueza e a disponibilidade do outro. Os filhos tendem a avançar procurando
sempre, onde se encontra a negação, o limite, a orientação do que é certo e do
que é errado, sobre o que pode ou não pode fazer.
Uma educação familiar na qual as necessidades infantis constituem o
centro das atenções e subordinam a vida dos que vivem juntos , é
extremamente nociva para o futuro das crianças, para o adulto de amanhã.
Crescer sem se prepararpara lidar com limites, frustrações e obstáculos que a
vida impõe é muito perigoso para si mesmo e para os seus semelhantes.
Educar é assumir a responsabilidade de estabelecer limites. Implica
sempre em maior ou menor grau na necessidade de dizer não, negar algumas
coisas. Muitos pais e educadores têm dificuldades em estabelecer limites e pôr
fim a pequenas questões diárias. Estes parecem que desaprenderam como
dizer um “não” com segurança ou de forma convincente.
Será que a forma adequada de educar, hoje em dia, é fazendo todas
as vontades, independentemente de quais sejam e, se podem ou não afetar ao
outro ou despertá-lo. Ou será que não se precisa ter uma conversa franca e
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
53
honesta, ser firme, porém delicado e seguro sem ser agrssivo, para que a
criança saiba qual é o seu limite, quais são as regras estabelecidas.
A criança precisa sentir segurança nos pais, porque disso depende a
sua própria .
É bom que estes estejam emocionalmente preparados para
mostrar claramente quais são os limites, pois ter limites é uma questão de
segurança para os filhos, sendo uma necessidade básica. Através dos limites
a criança percebe que alguém se preocupa com ela e a protege. O limite faz
com que perceba que esse alguém que a limita e, que impõe regras , também
é forte e tem segurança no que faz.
A segurança e a firmeza na hiora de falar e de estabelecer limites tem
que ser constante.
Pois quando você é inconstante, o comportamento da
criança será sempre um mau comportamento, pois ele diariamente o testa para
saber até onde você irá e, até onde ele pode ir com você.
É importante que os pais tenham algumas
regras básicas
estabelecidas e aja coerentemente com elas, e que estas regras só existam
para
coisas
realmente
importantes.
Sendo
autênticos
as
crianças
compreenderão que o mundo não é composto de pessoas para servi-las,
saberão que existem outros interesses que não os seus, o que as ajudam a
diminuir o egocentrismo natural.
“Medida que, sempre de forma carinhosa , porém segura
e firme, os pais estabeleçam algumas regrinhas simples,
cujo cumprimento é seguido na maioria absoluta das
vezes, as crianças vão se acostumando a elas e sentemse, inclusive bem, dentro desse mundo conhecido, porque
lhes dá segurança”. (Zagury, Tânia – Sem Padecer no
Paraíso, 58).
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Os pais são a fonte de segurança dos filhos, se estes percebem que
estão inseguros e incoerentes em suas atitudes, insistirão nas mesmas
situações, para que possam desfazer esta percepção. Os pais que cedem a
todos os desejos vontades dos filhos por acreditarem que não podem lhes dizer
um “não”, para que não fiquem frustrados apenas farão com que fiquem muito
mais ainda.
Os filhos precisam perceber que são tratados com respeito, carinho e
segurança e, que são atendidos em suas necessidades físicas, materiais e
emocionais, porém devem aprender a perceber, respeitar e atender as
necessidades dos outros, inclusive a dos seus pais. Pois senão estaremos
criando pequenas ilhas de egoísmo, quando não lhes mostramos que devem
respeitar os sentimentos dos outros, transformando-se em seres que só
desejam ser servidos e atendidos.
Os pais não devem renunciar a sua autoridade deixando se dominar
pelos desejos e vontades dos filhos, pois estarão criando pessoas que com
mais facilidade se frustrarão nas suas relações pessoais , criando-se pessoas
aconstumadas a dominar os outros e ter todos os desejos atendidos, por
menores que sejam.
Ensinar é repetir, repetir, explicar e explicar, diariamente, várias vezes.
A relação pais e filhos no dia-a-dia é muito complexa. Por isso que muitos pais
optam por ceder, dizer sim a tudo, para não ser chato, nem autoritário, só que
educar é isso. Mesmo que seja numa educação democrática, alguns princípios
não devem ser esquecidos, tais como: respeito ao outro, participação,
coerência e ser justo.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
55
Os pais se sentem inseguros e confusos sobre como educar seus
filhos, devido as modernas linhas da Psicologia, que são psicologizantes e
confundem a todos que tentam seguí-las.
Ser pai não é apenas ser “bonzinho” com os filhos , é uma função e
responsabilidade social perante
eles e a sociedade. Tem que ensinar que
importante é ser, é respeitar e valorizar o seu semelhante.
Tânia Zagury, Em Sem Padecer no Paraíso, nos coloca que : - “ Podese ser um pai ótimo mesmo limitando, dizendo ‘não’ quando necessário ... Ser
o exemplo é a melhor forma de se educar”.
Uma pessoa que cresce acostumada a não ter limites, que tipo de
cidadõa será. Se as crianças naõ desenvolverem a capacidade de tolerância à
frustração e aos “nãos” constantes que receberão, como poderão supiortar os
futuros embates da vida.
“Educar dá trabalho, pois é preciso ouvir o filho antes de
formar um julgamento ; prestar atenção para ajudá-los,
para que possa aprender com o erro; ensiná-lo a assumir
as consequências em lugar de simplesmente castigá-lo,
por mais fácil que seja. Não resolver pelo filho um
problema que ele mesmo tenha capacidade de solucionar,
não assumir sozinho a responsabilidade pelo que o filho
faz, por exemplo ressarcir prejuízos provocados por ele
ou pedir notas aos professores “.
(Tiba, Içami, Quem
Ama, Educa!).
Como Tiba nos coloca não devemos passar a mão na cabeça dos
filhos , para que possam crescer como pessoas conscientes dos seus deveres
e direitos, com limites já introjetados desde criança.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
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A arte de ser mãe e pai é desenvolver os filhoa para que se tornem
independentes e cidadãos do mundo.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
57
BIBLIOGRAFIA
CAMACHO, Suzy, Guia Prático dos Pais. SP, Editora Green Forest do Brasil,
1998.
PAGGI, Karina P. e GUARESCHI, Pedrinho A . O Desafio dos Limites – Um
Enfoque
Psicossocial na Educação dos Filhos. Petrópolis, Editora Vozes,
2004.
PEREIRA, Mari Sue. A Descoberta da Criança – Introdução a Educação
Infantil. RJ, Wak Editora, 2002.
Enciclopédia Britânica do Brasil, Guia dos Pais e Professores. SP, World Book
International, 1995.
FERREIRA, Maria Clotilde. MELLO, Ana Maria. VITORIA, Telma. GOSUEN,
Adriano.
CHAGURI, Ana Cecília.
Os Prazeres na Educação Infantil. SP,
Editora Cortez
LEVY, Daniela. Os Limites e Seu Filho. Artigo da Internet, Clube do Bebê. RJ,
2004.
MACHADO, Patricia Brum. Comportamento Infantil Estabelecendo Limites.
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LA TAILLE, Yves de. Limites: Três Dimensões Educacionais. SP, Editora
Ática, 2002.
BEE, Hellen . A Criança em desenvolvimento. SP, Harbra, 1986.
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ZAGURY, Tania. Educar Sem Culpa – A Gênese da Ética. RJ/SP, Editora
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ZAGURY, Tania. Sem padecer no Paraíso. RJ/SP, Editora Record, 2002.
VEJA, Revista, Editora Abril, Edição 1842, Ano 37, n.º 7 – 18/02/2004 –
Exemplar do Assinante.
TIBA, Içami. Quem Ama Educa!. SP, Editora Gente, 2002.
DOHME, Vania. O Valor Educacional dos Jogos. SP, Editora Informal.
TIBA, Içami. Disciplina, Limite na Medida Certa. SP, Editora Gente, 1996.
TIBA, Içami. Ensinar Aprendendo . Como Superar os Desafios do
Relacionamento Professor-Aluno em Tempos de Globalização. SP, Editora
Gente, 1998.
PHILLIPS, Asha. Dizer Não, Impor Limites é Importante para Você e seu Filho.
RJ, Editora Campus, 2000.
Exemplo de configuração de monografia A Vez do Mestre
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ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO
2
AGRADECIMENTO
3
MENSAGEM
4
DEDICATÓRIA
5
METODOLOGIA
6
SUMÁRIO
7
INTRODUÇÃO
8
CAPÍTULO I
A Aplicabilidade de Limites : Importância
12
CAPÍTULO II
Estabelecendo Limites para Crianças de 02 a 04 anos
23
CAPÍTULO III
A Influência do Lúdico na Construção de Limites e
38
Regras
CAPÍTULO IV
Reflexos na Adolescência da Falta de Limites
44
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
ÍNDICE
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FOLHA DE AVALIAÇÃO
UNIVERSIDADE Cândido Mendes – Projeto A Vez do Mestre
A Importância da Aplicabilidade de Limites para Crianças de 02 a 04 anos
Geisa Cristina Cardoso Mamede Barbosa
Data da entrega:
Avaliado por:
Conceito:
Avaliado por:
Conceito:
Avaliado por:
Conceito:
Conceito Final:
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ATIVIDADES CULTURAIS
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projeto a vez do mestre - AVM Faculdade Integrada