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Cidades
Quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
portalnews.com.br
Itaquá
Após descobrir que a pequena Letícia tinha câncer, Monique deixou emprego para se dedicar ao tratamento dela
Mãe cria campanha para ajudar
filha e conscientizar população
Erick Paiatto
Cibelli Marthos
Ver a filha de apenas 6
anos com leucemia, fez com
que a gerente Monique Perez
Freitas encontrasse uma forma
de ajudar não apenas Letícia
da Silva Perez, mas também
outras crianças vítimas de
câncer.
Com a campanha “Doe
Vida”, a mãe consegue arrecadar dinheiro para o tratamento médico da filha com
a venda de camisetas da ação
e também conscientizar as
pessoas sobre a importância
de ser doador de medula, o
que pode salvar muitas vidas.
Segundo Monique, a filha
apresentou câncer no sangue
há um ano, o que causou um
grande choque em toda a
família. “Ela sempre foi muito
saudável e de repente veio
o diagnóstico de câncer. Eu
fiquei sem chão, sem saber
o que fazer, e então veio a
Monique arrecada dinheiro para tratar leucemia de Letícia com venda de camisetas
ideia de criar essa campanha
com os nossos amigos. Foi
como uma terapia para mim
naquele momento e funciona
assim até hoje”, explicou a “Doe Vida” são vendidas por
gerente, que reside com a R$ 30 pela família e amigos
família em Itaquaquecetuba. de Letícia. “Inicialmente, a
Camisetas da campanha venda das peças era menor
e nosso objetivo maior foi
Sem a confirmação de que
sempre divulgar o que é a precisará de um transplante,
leucemia, como pode ser a garota recebe tratamento
tratada e que é importan- no setor infantil do Hospital
te ser doador de medula”, das Clínicas de São Paulo.
“Ela está reagindo bem aos
completou a mãe.
medicamentos e ainda não
sabemos se será necessário
o transplante de medula,
Camiseta da
mas com a ajuda da camcampanha ‘Doe panha conseguimos trocar
informações e experiências
Vida’ é vendida
com outras mães e ficar um
por R$ 30 pela
pouco mais tranquilas em
família e amigos relação à doença”, completou
Monique.
Após deixar seu emprego
As pessoas interessadas
como gerente de uma loja em participar da campanha
de sapatos, Monique refor- e adquirir uma camiseta
çou a comercialização das podem entrar em contato
camisetas. “Tive que deixar com a mãe da Letícia na
meu emprego nessa fase de página “Doe Vida”, criada no
quimioterapia da Letícia, Facebook. “Nós produzimos
porque ela precisa mais de as peças uma vez por mês.
mim e sofre com os efeitos do Agora em dezembro ventratamento, por isso a venda demos praticamente todas,
das peças tem me ajudado a mas em janeiro já teremos
mais”, concluiu.
pagar alguns gastos”.
Artigo
Joel Leonel
Zeferino
[email protected]
Natal
Nestes dias, li que o
espírito de Natal é algo
intragável para alguns:
efetivamente, irritante e
que não faz sentido.
Sabemos que há vários países em que não
se comemora o Natal,
como aqui ou em qualquer país cristão e há que
se compreender que, de
fato o Natal ou natalício
de Cristo é evento que
tem efeito direto nos corações dos que se dizem
cristãos.
A significância real
do nascimento do Menino-Deus é profunda e
não se limita a presépio, manjedoura, anjos
cantando, pastores encantados e afins; os que
buscam a profundidade
hermenêutica e exegética dos textos bíblicos
compreenderão que ali
se cumpriram inúmeras promessas imutáveis
que, agora, implicariam
o resultado maior da redenção dos que creem.
A significância
do nascimento
do Menino-Deus
é profunda
No entanto, nem todos
entendem, aceitam ou concordam com isso, mas, o fato
é que, independentemente
de credo e conhecimento
teológico para compreender
plenamente o Natal, essa
data marcante em todo o
mundo, define um entorno de trégua, de mais paz,
de maior manifestação de
amor, de carinho, apreço,
compaixão, misericórdia e
perdão por parte das pessoas.
Isso é o que tem sido identificado como espírito do
Natal e, se é, de verdade,
fico-me perguntando por
que questionar tais manifestações? Por que rechaçá-las se só fazem aflorar
o bem, mesmo que por um
curto período do ano? Será
que nosso entorno, cidade, estado, país e mundo não precisam de um
pouco mais de altruísmo, compaixão e amor?
Não há espaço para isto?
Para que, então, contrariar um dito espírito que
só visa e produz o bem?
Não vejo ninguém mentindo, furtando, matando
ou roubando em nome
do Natal, portanto, independentemente da
fé que professamos, se
podemos pegar carona
nesse trem confortável
do espírito natalino, por
que não o fazer?
Olhe diferentemente
para seu próximo neste
final de ano, pensando
que há possibilidade de
amar, verdadeiramente e
de demonstrar todos os
seus sentimentos benéficos e legítimos, mesmo que, num primeiro
momento, seja apenas
no âmbito mais restrito do Natal: já é um começo e logo isso poderá
se estender por muito
mais tempo.
Joel Leonel
Zeferino
É empresário.
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