Jornal da Força A força do trabalhador Paranaense Informativo da Força Sindical do Paraná Março de 2012 - Ano 10 - Tiragem: 30 mil exemplares CONQUISTA! Motoristas e cobradores de Curitiba e Região conquistam 10,5% de aumento Em uma mobilização histórica, categoria parou em greve durante dois dias. Como resultado, trabalhadores conquistaram o maior acordo dos últimos 17 anos Atraso: Ponta Grossa tem o piso salarial mais baixo do Paraná Pg 2 Pg 3 1º de Maio 2012 da Força PR pode ser realizado em São José dos Pinhais Pg 5 Força e demais centrais definem calendário de lutas para 2012 Força PR se preparar para Conferência Nacional do Trabalho Decente Desindustrialização: exagero ou realidade? Pg 5 Pg 4 Pg 5 Metalúrgicos de Curitiba, Londrina e Maringá fecham convenção com 10,30% de aumento Pg 7 Emenda isenta trabalhadores de pagar IR sobre abonos e PLR Pg 8 2 março de 2012 - Ano 10 Opinião ilha do atraso 2012: ano de grandes desafios para os trabalhadores P ressionar o governo para que tome medidas imediatas contra o fantasma da desindustrialização, reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, acabar com o fator previdenciário que há anos confisca as aposentadorias, mudar a atual política econômica, reduzindo cada vez mais os juros e fortalecendo o mercado interno. Essas são as principais bandeiras de luta da classe trabalhadora em 2012 defendida em reunião das centrais sindicais. Será um ano intenso, com muitas dificuldades e desafios, principalmente pela crise de endividamento dos Estados Unidos e Europa, que pode acabar respingando no Brasil. Para combater os possíveis efeitos dessa crise, é importante que as medidas acima sejam implantadas imediatamente. Vamos seguir pressionando deputados e senadores para que coloquem em votação os projetos de interesse dos trabalhadores que estão emperrados no Congresso Nacional. O projeto das 40 horas, por exemplo, se aprovado vai gerar milhões de novos empregos por todo o país, segundo o Dieese. Mais gente empregada significa mais gente comprando, movimentando o comércio. Segundo economistas, esse é um dos grandes trunfos que temos para combater a crise. Vamos cobrar também medidas efetivas do governo federal. Apesar das últimas baixas na Selic, o Brasil não pode continuar sendo um país com uma das maiores taxas de juros do mundo. Quer dizer, o Banco Central tem acertado no remédio, mas errado na dose. Juros altos sufocam o crescimento e prejudicam a economia. Isso precisa mudar já! Portanto, companheiros, os desafios estão aí. Cabe a nós nos unirmos e enfrentá-los com muita garra e mobilização. Dessa maneira, vamos chegar ao final de 2012 com motivos para comemorar. Presidente da Força Sindical do Paraná E studos da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim), com dados do Dieese, revelam que a cidade de Ponta Grossa tem os piores pisos salariais e salários de ingresso da categoria metalúrgica no Paraná. No segmento da reparação de veículos, que faz parte da área metalúrgica, com data-base em setembro, o salário inicial é de R$ 675. Em Curitiba, um funcionário que atua no mesmo ramo, começa ganhando entre R$ 950 e R$ 1050. A situação se torna ainda mais desigual para o metalúrgico pon- tagrossense quando a comparação é feita com funcionários das montadoras de São José dos Pinhais, Renault e Volkswagen. Lá, o piso de ingresso é de R$ 1.700. Quase R$ 1.000 a mais. Também há diferenças no setor de metalurgia (data-base em 1º de dezembro) em relação a outras cidades do Paraná. Em Londrina, por exemplo, o piso salarial foi fixado em R$ 910,80. Em Maringá, nenhum trabalhador metalúrgico começa ganhando menos que R$ 890. Em Curitiba, o piso é de R$ 1.049,40. Na Hubner, dois pesos e duas medidas Na indústria Hubner, que tem fábricas em Ponta Grossa e em Curitiba, as discrepâncias ficam evidentes. Na capital, o trabalhador tem salário inicial de R$ 1.150. Já em Ponta Grossa, o salário de ingresso é de R$ 800. Ou seja, empresas iguais, salários diferentes. Por que? Precarização também no setor da alimentação Não é só no setor metalúrgico que Ponta Grossa e região vivem na “ilha do Valor é abaixo da média, mostra pesquisa atraso”. No segmento da alimentação, a situação também é degradante. Com um irrisório piso salarial de R$ 760, valor inferior até ao salário mínimo regional, e más condições de trabalho, a insatisfação toma conta dos trabalhadores. Nas eleições do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Laticínios, Carnes e Congelados, Rações e Derivados de Castro e Carambeí (Sintac), ocorrida recentemente, a categoria montou uma chapa de oposição para tentar mudar essa realidade. Preocupa- EXPEDIENTE Ilha do atraso Jornal da Força Sindical do Paraná Sérgio Butka - Presidente JORNALISTA RESPONSÁVEL: GLÁUCIO DIAS - REGISTRO PROFISSIONAL MTE 04783 - PR Textos: Guilherme ochika Setor de reparação de veículos do município tem “salário” inicial de R$ 675. Em Curitiba, trabalhador do mesmo segmento começa ganhando R$ 950 Dados de pesquisa do Sebrae divulgada recentemente mostram que o salário inicial pago aos metalúrgicos da reparação de veículos de Ponta Grossa estão bem abaixo da média de outros segmentos econômicos no Paraná. Na construção civil, a média salarial é de R$ 1.151. No comércio, R$ 1.059. Já no ramo da indústria, o salário médio é de R$ 1.131. Sérgio Butka Diagramação e projeto gráfico: Adailton de Oliveira Ponta Grossa tem o piso salarial mais baixo do setor metalúrgico do Paraná Edição: 41 3014-7700 Para o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka, a precarização salarial do setor metalúrgico em Ponta Grossa comprova que o município virou uma verdadeira “ilha do atraso”. “Enquanto em Curitiba crescem cada vez mais os salários dos metalúrgicos, Ponta Grossa parou no tempo. É só comparar os pisos salariais das duas cidades. Mesmo na comparação com Irati e outras regiões do Paraná, é fácil verificar que Ponta Grossa está virando uma ilha do atraso e da precarização do trabalho, tendo inclusive denúncias de trabalho escravo”, critica o líder sindical da em sua estabilidade empregatícia e financeira, a chapa de situação apoiada pela CUT impediu os trabalhadores de participarem da eleição. A “turma” chegou ao cúmulo de ir até a casa de um componente da chapa de oposição e ameaçar ele e sua família. E mais: levaram o trabalhador até o cartório e o obrigaram a assinar a desistência da chapa. O caso foi relatado depois pelo trabalhador em um boletim de ocorrência policial. Vergonhoso. 3 março de 2012 - Ano 10 Mobilização Após greve, motoristas e cobradores conquistam 10,5% de aumento e reajuste de 95% no vale-mercado Trabalhadores deram exemplo de mobilização e luta. Segundo o Dieese, esse foi o maior acordo da categoria nos últimos 17 anos Sindimoc lança novo site A pós uma mobilização histórica, que parou o transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana durante dois dias, os motoristas e cobradores de ônibus conquistaram um importante avanço. Indignados com a proposta de data-base oferecida pelos patrões, de apenas 7% de aumento, os trabalhadores decretaram greve em assembléia no dia 13 de fevereiro. Depois de dois dias de muita luta, veio a conquista: 10,5% de aumento (4,6% aumento real, além da reposição de 100% da inflação), reajuste de 95% no vale-mercado, passando dos atuais R$ 105 para R$ 200, além de um abono de R$ 300 a ser pago no próximo mês de junho. O piso salarial dos motoristas subiu de R$ 1.359 para R$ 1.501 e dos cobradores de R$ 770 para R$ 851. Segundo o Dieese, esse foi o maior acordo conquistado pela categoria nos últimos 17 anos. O presidente do Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana), Anderson Teixeira, afirmou que o acordo conquistado representa uma diminuição na defasagem salarial do segmento, de 40% acumulada nos últimos 20 anos, quando a categoria não tinha uma representação sindical forte. “Com os valores obtidos nas negociações, conseguimos um aumento total de 20%, levando em conta o piso, vale alimentação e abono. Nas próximas negociações pretendemos reduzir ainda mais essa defasagem”, comenta o líder sindical. A nova diretoria do Sindimoc comandada pelo presidente Anderson Teixeira segue reestruturando a entidade. E a reformulação passa também pela área digital. Já está no ar o novo site do Sindimoc. Moderno e interativo, o portal permite que o trabalhador se associe via internet, faça denúncias sobre problemas no local de trabalho e participe comentando e compartilhando notícias da categoria nas redes sociais. “O site é uma ferramenta sintonizada com os novos tempos da categoria e do seu Sindicato“, comenta o presidente Anderson Teixeira. Acesse já e confira: www.sindimoc.com.br. Categoria foi para a luta. Greve rendeu conquista histórica. No detalhe, dirigentes da Força PR apoiando o movimento Aumento real foi o maior conquistado pela categoria desde 1998 Confira no gráfico o índice de aumento real do setor de 1998 até 2012. Avanço é histórico! 3,31% 4,6% 4,6% Cobradores Motoristas Cobradores 2012 3,31% 0,20% Cobradores 2011 Motoristas 0,20% Motoristas 0,68% Cobradores 0,15% 0,63% Motoristas Cobradores 0,20% Cobradores 2010 0,06% 0,09% Motoristas 2009 Motoristas 0,41% 2008 Cobradores 2007 0,17% 2,22% Cobradores 2006 Motoristas 2,27% 0,31% Cobradores 2005 Motoristas 0,14% 2004 Motoristas Cobradores -7,54%* Motoristas 2003 -4,86%* 0,78% 0,42% Cobradores Cobradores 0,53% Motoristas 1,17% Cobradores -0,23%* 2002 Motoristas Motoristas 2001 -0,15%* 2000 Cobradores -2,73%* 0,50% 0,01% Cobradores 1999 Motoristas 0,01% Motoristas 1998 *Ano em que o reajuste foi menor que a inflação. Ao invés de aumento real, trabalhadores tiveram “perda real” Aumento real conquistado esse ano supera o de outras capitais. Confira*: Nome da Capital Aumento acima da inflação Curitiba-PR 4,6% São Paulo-SP 1,57% Rio de Janeiro-RJ 3,42% Porto Alegre-RS 1,68% Belo Horizonte-MG 1,38% Salvador-BA 1,60% *Últimos acordos - Fonte: Dieese Apoiada pela Força PR, atual diretoria do Sindimoc interrompeu um ciclo de 20 anos de atraso na categoria Em outubro de 2010, motoristas e cobradores e Curitiba e Região decidiram dar um basta e interromperam um ciclo de mais de 20 anos de atraso na categoria. Apoiada pela Força Sindical do Paraná, a chapa de oposição “Zico”, capitaneada pelo presidente Anderson Teixeira, derrotou a chapa de situação do ex-presidente Denilson Pires. E foi de goleada: 1.194 votos contra 512. A vitória com 69% na eleição do Sindimoc mostrou a vontade do trabalhador de mudança nos rumos da entidade, que há mais de duas décadas servia apenas para satisfazer os interesses dos dirigentes, enquanto o trabalhador penava com más condições de trabalho e reajustes que muitas vezes nem cobriam a inflação. A mudança deu resultado. Em apenas dois anos de gestão, os avanços já estão ocorrendo. Valeu a luta! O presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, cumprimenta o presidente da Força PR, Sérgio Butka 4 março de 2012 - Ano 10 Evento Força Sindical do Paraná se mobiliza para a 1ª Conferência Nacional do Trabalho Decente Central e seus sindicatos filiados elaboraram uma série de propostas que serão discutidas no evento que ocorre em maio, em Brasília Presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka defende a implantação da agenda do trabalho decente no país N o próximo dia 4 de maio de 2012, representantes da classe trabalhadora, empresariado e governo, se reunirão em Brasília para um dos eventos mais importantes do ano: a 1ª Conferência Nacional do Emprego e Trabalho Decente. Na ocasião, será definida uma política para a implantação efetiva do trabalho decente no Brasil, que é aquele exercido em condições de liberdade, igualdade e segurança, com remuneração digna para todos aqueles que vivem do trabalho. Durante todo o ano de 2011, foram realizados diversos eventos preparatórios, conferência macrorregionais e estaduais, para a discussão e elaboração de propostas para serem levadas à conferência nacional. No Paraná, a Força Sindical e seus sindicatos filiados participaram ativamente das dis- Conferência Estadual define propostas do Paraná para evento nacional A pós uma série de conferências macrorregionais realizadas por todo o estado durante o ano passado, Curitiba sediou nos dias 25 e 26 de novembro de 2011 a 1ª Conferência Estadual do Emprego e Trabalho Decente. Mais de 500 pessoas participaram do evento na Universidade Positivo. Representantes dos trabalhadores, empresários e poder público fizeram debates quentes, baseados em quatro eixos temáticos: princípios e direitos, proteção social, trabalho e emprego e o fortalecimento dos atores tripartites no diálogo social. No final, a plenária aprovou mais de 200 propostas da bancada do Paraná que serão levadas à conferência nacional, no próximo mês de maio. Confira as principais: -Aprovação da PEC 30/2007, que estende a licença maternidade para 6 meses, inclusive para as trabalhadoras micro-empresárias; -Estabilidade dos dirigentes no exercício da atividade sindical e rein- cussões. “Demos o primeiro passo. Os debates foram calorosos, mas o diálogo democrático e tripartite com certeza nos levou a elaborar boas propostas para a construção de uma sociedade mais justa”, afirma o presidente da Força PR, Sérgio Butka. O que é o trabalho decente? Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), trabalho decente é “um trabalho produtivo e adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, igualdade e segurança, sem qualquer forma de discriminação, e capaz de garantir vida digna Mais de 500 pessoas participaram da Conferência Estadual tegração dos dirigentes demitidos; -Implantação do contrato coletivo nacional de trabalho por categoria econômica; -Que o poder público respeite o piso regional de todas as categorias; -Fortalecimento e incentivo para criação das comissões municipais de combate ao trabalho infantil; -Modernização da legislação tributária, com redução dos impostos incidentes sobre a folha de salários; -Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com aprovação da PEC 231/95; -Redução da taxa Selic de juros; -Criação de fóruns regionais e câmaras temáticas nos conselhos municipais de emprego e relações do trabalho; -Implantação obrigatória de programas de gestão à saúde, segurança no trabalho e meio ambiente pelas empresas; Confira as propostas na íntegra no site www.fsindical.com.br a todas as pessoas que vivem do trabalho”. A Agenda do Trabalho Decente é norteada por quatro eixos principais: liberdade de associação e organização sindical, eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório, abolição efetiva do trabalho infantil e eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação. 5 março de 2012 - Ano 10 Enquanto problemas como juros altos e estrutura precária não são resolvidos, indústria brasileira anda para trás Debate Desindustrialização: exagero ou realidade? Economistas têm opiniões divergentes se o Brasil passa ou não por um processo de desindustrialização E stá pegando fogo no país o debate se o Brasil está passando ou não por um processo de desindustrialização. As opiniões dos especialistas e economistas são divergentes. Para o economista e secretário nacional de economia solidária do Ministério do Trabalho, Paul Singer, falar que o país está passando por um processo de desindustrialização é exagero, já que nossa economia encontra-se em patamar razoável de crescimento. “A indústria no Brasil não está estagnada, isso seria uma ilusão. Os EUA se desindustrializaram porque transferiram grande parte de sua indústria para a Ásia, onde os salários são mais baixos. Não que ela tenha sumido, apenas se deslocou geograficamente. Já a industria brasileira, que eu saiba, não está indo para Ásia, pode ter um caso ou outro’, diz Singer. “A industria no Brasil não esta estagnada, é só pegar os números de produção recorde de veículos do ano passado”, conclui. Já para o professor e doutor em economia Paulo Kliass, o país está sim rumo a desindustrialização. Para ele são muitas a evidências de que os investidores estão preferindo atualmente construir fabricas no exterior para depois importar os produtos já prontos para o Brasil. Como exemplo, cita a Companhia Vale do Rio Doce, ‘que exporta minério de ferro bruto extraído do nosso subsolo e importa os produtos já prontos para seu uso, como trilhos e máquinas, geralmente da China’, diz. Ele dá outro exemplo: “Ano passado, o Brasil mais importou do que exportou café moído, ou seja continuamos com a velha e burra política de vender mais barato café em grãos e comprar mais caro café moído. Uma loucura. Isso significa redução de investimentos em novas plantas industriais aqui e a conseqüente geração de renda e emprego lá fora”, conclui. Situação no Paraná é estável, afirma Dieese No Paraná, o processo de desindustrialização não está ocorrendo. A afirmação é do economista do Dieese, Juros altos e carga tributária excessiva são consenso Cid Cordeiro (foto). Mesmo com opiniões contrárias acerca da desindustrialização ou não no país, as duas partes concordam em uma coisa: a indústria no país sofre com alta taxa de juros, a excessiva carga tributária, o excesso de burocracia e com a falta de infraestrutura, como portos, estradas e aeroportos. Para os dois professores, somente quando esses problemas forem, pelo menos em parte solucionados, é que país poderá dar um grande salto rumo ao desenvolvimento econômico. órgão, a indústria Segundo dados do local se mantém estável há 12 anos, em um bom patamar. “O Paraná está com uma situação mais estável da industrialização. A participação da indústria no PIB do estado continua estável desde 2000, em um patamar de 18%. Diferente do Brasil, no Paraná não houve uma queda acentuada na participação da indústria no valor adicionado no estado”, afirma. Dia do trabalhador 1º de Maio Solidário 2012 poderá ser realizado em São José dos Pinhais Parque de São José dos Pinhais pode receber o 1º de Maio Solidário da Força PR em 2012 Força adianta preparativos para a 11ª edição do maior evento de trabalhadores do Paraná O maior evento voltado à classe trabalhadora do Paraná terá novo endereço em 2012. A 11ª edição do 1º de Maio Solidário da Força Sindical PR poderá ser realizado no Parque Municipal de São José dos Pinhais, próximo ao portal de entrada da cidade. De 2007 até o ano passado, o 1º de Maio ocorreu na Praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. O local mudou, mas o objetivo continua o mesmo: chamar a atenção da sociedade para as principais bandeiras de luta da classe trabalhadora, entre elas a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a redução da taxa de juros, além de melhores salários e condições de trabalho. O lado social também permanece: os alimentos arrecadados serão doados a instituições beneficentes. Só ano passado, foram mais de 40 toneladas arrecadadas. A diversão estará garantida com shows musicais, sorteio de prêmios, brinquedos para as crianças e praça de alimentação. Em breve, a Força divulgará a programação completa do evento em seu jornal e no site www.fsindical. com.br. Fique ligado! Qualificação Força define calendário 2012 do Ciclo de Capacitação para Dirigentes Sindicais D irigente sindical qualificado significa trabalhador bem representado. Com este princípio, a Força Sindical do Paraná dará seqüência em 2012 ao Ciclo de Capacitação para Dirigentes Sindicais. Em 2011, o curso voltado a lideranças de sindicatos filiados à central teve três módulos, abrangendo temas como cidadania, desafios da ação sindical e liderança. Já esse ano, serão realizadas quatro etapas, começando já no próximo mês de março, no Centro de Formação e Qualificação dos Metalúrgicos do Paraná (Formar), em Guaraqueçaba. Os cursos são elaborados com o apoio do Dieese. Confira o cronograma do Ciclo para 2012: Data tema: 9 a 11 maio trabalho: sindicato e sociedade 27 a 29 de junho produtividade 22 a 24 de agosto cadeias produtivas e organização sindical 6 março de 2012 - Ano 10 Classe trabalhadora define calendário de lutas para 2012 Mobilização Mudanças na política econômica com redução dos juros e valorização do mercado interno -, redução da jornada para 40 horas e fim do fator previdenciário são os principais pontos da agenda dos trabalhadores 2012 será um ano intenso para a classe trabalhadora. A crise de endividamento em que se meteram os Estados Unidos e alguns países europeus pode acabar respingando no Brasil. A classe trabalhadora tem que estar preparada para enfrentar as turbulências que estão por vir. Pensando nisso, a Força e demais centrais sindicais definiram no final de janeiro um calendário de mobilizações e lutas para 2012, focada principalmente na mudança da política econômica e na aprovação pelo Congresso de bandeiras como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário. No chamado “Pacto pelo desenvolvimento, emprego e distribuição de renda”, os representantes dos trabalhadores entendem que medidas como essas vão fortalecer o nosso mercado interno e proteger o país dos efeitos da crise. “Crise se combate com emprego e mais dinheiro no bolso do trabalhador. Manter a economia forte é um desafio para governo, trabalhadores e empresários. Vamos lutar para aprovar a nossa pauta no Congresso e por medidas que fortaleçam ainda mais o mercado interno”, afirma o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka. Confira as bandeiras de luta dos trabalhadores para 2012 1º de maio 2012: menos juros e mais salários No mesmo dia em que foi discutido o calendário de lutas de 2012, dirigentes da Força e demais centrais definiram o tema dos eventos de 1º maio desse ano: “Desenvolvimento com menos juros, mais salários e empregos”. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para as bandeiras de luta dos trabalhadores. No Paraná, o 1º de Maio da Força está consolidado como o maior evento voltado à classe trabalhadora do estado. Em 2012 a 11ª edição poderá ser realizada no município de São José dos Pinhais. Sindicato dos Professores na educação particular se filia à Força PR Com cerca de 30 mil trabalhadores na base, o Sindicato dos Professores na Educação Particular do Estado do Paraná é a mais nova entidade filiada à Força Sindical PR. A ficha de filiação foi entregue no dia 28 de fevereiro pelo presidente Sérgio Gonçalves Lima, ao presidente da Força PR, Sérgio Butka (foto). “Essa filiação representa um fortalecimento da categoria dos professores, pois a educação precisar estar unida a uma entidade que tenha uma representação forte junto à população. E nós entendemos que a Força Sindical é essa entidade”, afirma Sérgio Lima. Com sede em Curitiba, o Sindicato tem como principais bandeiras de luta a melhoria da educação em todos os níveis e a valorização dos professores. Redução da taxa de juros; Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; Fim do Fator Previdenciário, por uma política de valorização das aposentadorias; Ratificação da Convenção 158 da OIT para combater a rotatividade da mão de obra; Regulamentação da Convenção 151 da OIT, pelo direito de organização e negociação coletiva dos servidores públicos; março de 2012 - Ano 10 7 Conquista Metalúrgicos de Curitiba, Londrina e Maringá fecham convenção com 10,30% de aumento Categoria conquistou também abono e elevação no piso salarial A lém dos vários acordos por empresa, os Sindicatos dos Metalúrgicos de Curitiba, Londrina e Maringá fecharam a Convenção Coletiva de Trabalho do setor de metalurgia (data-base em 1º de dezembro) com 10,30% de aumento salarial. O índice garante aos trabalhadores aumento real mais a reposição integral da inflação e será aplicado naquelas empresas onde não foram fechados acordos coletivos de trabalho. A categoria garantiu também abono e elevação no piso salarial. Milhares de metalúrgicos serão beneficiados. Confira: Curitiba • 10,30% de aumento a partir de 01/02/12 • 27% de abono • Pisos salariais de R$ 1.049 (para empresas com 61 trabalhadores ou mais) e R$ 950,42 (para empresas com até 60 trabalhadores) Londrina Maringá • 10,30% de aumento a partir de 01/03/12 • R$ 350 de abono • Piso salarial de R$ 910,80 • 10,30% de aumento a partir de 01/03/12 • R$ 350 de abono • Piso salarial de R$ 840 Mobilização Trabalhadores do setor têxtil se preparam para a luta da Campanha Salarial 2012 Federação dos Contabilistas do PR realiza seminário para esclarecer mudanças no simples nacional Sindicato da categoria já iniciou conversas com as empresas Em 2011, greve de oito dias rendeu conquistas na Propex do Brasil A Campanha Salarial 2012 dos cerca de três mil trabalhadores do setor têxtil de Curitiba e Região Metropolitana já começou! Com data-base no próximo mês de maio, o sindicato da categoria informa que já iniciou as primeiras conversar com as indústrias. A pauta de reivindicações contém itens como aumento real, reposição integral da inflação acumulada nos últimos doze meses, vale-mercado e PLR. Além da Convenção Coletiva de Trabalho com o sindicato patronal, o objetivo é seguir a estratégia adotada ano passado, de negociar acordos por empresa. Na Propex do Brasil, por exemplo, os trabalhadores ficaram oito dias em greve. Como resultado, conquistaram 4,80% de aumento além da inflação, elevação na PLR de R$ 800 para R$ 2 mil e a implantação de vale-mercado mensal de R$ 90. No total, foram fechados 14 acordos individuais. “Nossa meta é aumentar o número de acordos em 2012”, afirma o presidente do Sinditêxtil, Romério Moreira da Silva. A Federação dos Contabilistas do Paraná (Fecopar) participou no último dia 24 de janeiro, em Curitiba, o “Seminário Estadual do Simples Nacional”. O objetivo foi abordar as mudanças na Lei Complementar nº 139/2011 que alterou algumas regras do Simples Nacional, o regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidas pelas micro e pequenas empresas. O evento foi transmitido por videoconferência para 20 municípios paranaenses. O seminário foi realizado em conjunto pelo CRCPR, Receita Federal, Prefeitura de Curitiba, Sebrae, Comite Gestor do Simples Nacional, Sistema FIEP e Governo do Paraná. Apoiaram a organização: Fecopar, SescapPR, Sicontiba, Fecomércio, Senar Paraná, Fampepar, Faciap e Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Paraná. Alerta! Justiça tem negado pagamento de advogados particulares de trabalhadores Q uando um trabalhador ganha uma ação na Justiça, geralmente o juiz determina também que a empresa perdedora da ação pague os custos do advogado do trabalhador, a chamada sucumbência. Porém, ultimamente, várias decisões judiciais estão determinando que o próprio trabalhador pague as custas advocatícias, isso em casos nos quais o trabalhador contratou advogado particular, e não o profissional de seu sindicato de classe. Recentemente, por exemplo, a Justiça negou recurso de um ex-funcionário de uma montadora que pedia indenização por ter contratado um advogado particular, depois de ter vencido a discussão judicial contra a empresa. No primeiro julgamento, ele conseguiu ser ressarcido. Só que o TRT-SP reverteu a decisão, afirmando que contratar um advogado particular foi uma opção do trabalhador, e que por isso ele não teria direito a indenização. O trabalhador recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que decidiu manter a decisão. O ministro do TST, Augusto de Carvalho, afirmou que a condenação ao pagamento de honorários do advogado é limitada a 15% do valor da ação, e que o ideal é o trabalhador ser assessorado por advogado da sua entidade sindical. 8 março de 2012 - Ano 10 Congresso Emenda propõe que trabalhador deixe de pagar imposto de renda por PLR e abono Proposta do deputado Paulinho da Força está sendo analisada pelo Congresso Nacional O s trabalhadores brasileiros poderão, em breve, deixar de pagar imposto de renda pelo que recebem como PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) e abonos salariais. É o que prevê a Emenda à Medida Provisória nº 556, de autoria do deputado Paulinho da Força (PDT-SP). A proposta foi protocolada no último dia 3 de fevereiro na Câmara dos Deputados e está sendo analisada pela casa. O parlamentar argumenta que a medida irá beneficiar milhões de trabalhadores em todo o país, servindo também como ferramenta de distribuição de renda, incrementando a economia e o próprio crescimento das empresas. “É uma grande injustiça cobrar imposto por conquistas alcançadas graças à luta e ao esforço dos trabalhadores”, defende Paulinho. Mais dinheiro no bolso do trabalhador A aprovação da emenda pelo Congresso Nacional significará mais dinheiro no bolso do trabalhador. Exemplo: em 2011, um metalúrgico da empresa Metapar, sem nenhum dependente atingiu 100% das metas de produção e recebeu R$ 4.000 de PLR. Com a isenção do IR, ele receberia R$ 274,40 a mais. Se esse trabalhador tivesse Asseio e conservação Medida colocaria mais dinheiro no bolso do trabalhador, diz Paulinho mulher e um filho como dependentes, a sua PLR teria um acréscimo de R$ 200,65. “Apoiamos esta emenda e vamos lutar pela aprovação dela no Congresso”, afirma o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka. Data-base Cavo aceita pagar aumentos de 15% a 21% e greve da limpeza pública de Curitiba é suspensa Acordo foi aprovado pelos trabalhadores em assembléia no dia 6 de março Comerciários iniciam negociações com patronal do setor atacadista Categoria tem sua primeira data-base neste mês de março O presidente do Siemaco, Manassés Oliveira, durante assembléia que aprovou o acordo O entendimento entre trabalhadores da limpeza pública de Curitiba e a direção da Cavo pôs fim a possibilidade de greve que começaria no dia 6 de março. Depois de muita negociação, a empresa responsável pela coleta de lixo da capital concordou com a contraproposta dos trabalhadores e vai pagar reajustes que variam de 15% a 21% para seus 2.400 funcionários. Os vales alimentação e refeição serão reajustados em 10%, passando de R$ 414,75 para R$ 511,50. Com isso, o salário de um coletor de lixo em Curitiba, somado aos benefícios, passou de R$ 1.563,57 para R$ 1.772,30. Para o varredor, o total aumentou de R$ 1.331,24 para R$ 1.503,25. Os coletores de recicláveis e os operadores de roçadeiras tiveram os reajustes maiores (21%) chegando a R$ 1.729,29 e R$1.739,19. Outras conquistas do acordo foram o pagamento de insalubridade para os funcionários da limpeza de rios e lanche para todos os funcionários. Na avaliação do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco), o acordo foi vantajoso. “Lutamos para agregar mais valor à mão-de-obra dos funcionários da Cavo e graças a esses esforços, em Curitiba se paga um dos melhores salários da limpeza pública do país”, afirmou Manassés Oliveira, presidente do Siemaco. Trabalhadores comerciários durante assembléia de aprovação de pauta O Sindicato dos Empregados no Comércio de Curitiba e Região Metropolitana (Sindicom) iniciou no último dia 24 de fevereiro as negociações da Campanha Salarial 2012. Nesta data, foi realizada a primeira reunião com o sindicato patronal. A categoria composta por mais de 40 mil trabalhadores reivindica 4% de aumento real, reposição integral da inflação acumulada nos últimos doze meses, manutenção das cláusulas sociais e implantação de PLR em todas as empresas do setor. Paralelamente à negociação com o patronal, o Sindicom partirá também para a luta por empresa, visando fechar acordos coletivos de trabalho. Esta é a primeira data-base dos comerciários, no dia 1º de março, e abrange o segmento atacadista. A segunda é em maio, do setor lojista. “Vamos lutar para repetir o sucesso da campanha do ano passado, quando conquistamos acordos salariais acima da média”, avisa o presidente do Sindicom, Ariosvaldo Rocha, o Ari.