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EMPREENDEDORISMO
Keny Cristina Ramos da Silva Pasquini
Ronaldo Rodrigues
Prof. Esp. Francisco César Vendrame
Profª Esp. Jovira Maria Sarraceni
Profª M.Sc. Máris de Cássia Ribeiro
Lins – SP
2009
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EMPREENDEDORISMO
RESUMO
A discussão em torno do empreendedorismo é muito ampla, e permite observar
que uma atitude empreendedora, é aquela desenvolvida por pessoas que dentre suas
características se destacam, principalmente, por sua iniciativa, persistência e
otimismo. A influência do comportamento empreendedor e dos movimentos de seu
ser na capacidade do empresário de aglutinar forças sinérgicas em ambientes
econômicos competitivos vêm despertando o interesse de pesquisadores que
realizam estudos sobre empreendedorismo. Este artigo procura mostrar a importante
tarefa de empreender, sua definição segundo alguns pensadores, sua história, bem
como a compreensão da formação da cultura empreendedora. Busca apontar as
similaridades e diferenças entre o empreendedor e o administrador, a fim de destacar
a importância de assumir ambos os papéis, como também da apresentação da
importância do empreendedorismo dentro das organizações.
Palavras–chave:Empreendedorismo;Empreendedor; Administrador; Características
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1 INTRODUÇÃO
A administração e o empreendedorismo são características comuns da
sociedade humana, e tem uma grande importância no contexto histórico e social.
O conceito de empreendedorismo é muito subjetivo, todos parecem conhecer,
mas não conseguem definir realmente o que seja. Essa subjetividade pode ser devido
as diferentes concepções ainda não consolidadas sobre o assunto ou por se tratar de
uma novidade, principalmente no Brasil, onde o tema se popularizou a partir da
década de 90. Atualmente, a palavra de ordem no mercado tem sido o
empreendedorismo.
As modernas teorias que orientam os programas mais avançados de formação
de empreendedores apregoam que é fundamental preparar as pessoas para
aprenderem a agir e a pensar por conta própria, com criatividade, liderança e visão de
futuro, para inovar e ocupar seu espaço no mercado. Neste contexto, o
empreendedorismo se afigura não somente como um indutor de novos negócios, mas
também como um novo modelo de gestão que estimula a inovação usando a energia
criativa dos empregados dando a eles os recursos e a independência que eles
necessitam para inovar dentro da organização.
Desde que o empreendedor se tornou conhecido como agente fundamental
para a viabilização de um negócio, bem como propulsor do desenvolvimento
econômico, alguns estudos vêm sendo realizados objetivando conhecê-lo melhor,
determinar seu perfil, suas motivações e as razões de seu sucesso. De acordo com
Mcclelland (1961), a motivação de realização e características comportamentais são
os fatores essenciais para o crescimento econômico dos indivíduos é a explicação
para a aparente indiferença de muitos e a sensibilidade de poucos para oportunidades
econômicas do ambiente. O autor afirma que são precisamente aqueles com alta
necessidade de realização que são sensíveis às mudanças ambientais com relação
às oportunidades econômicas, e descreve o empreendedor, fundamentalmente, por
sua estrutura motivacional.
Este artigo, além de aprofundar o conceito de empreendedorismo, amplia o
debate sobre a influência do comportamento empreendedor do empresário nos
resultados de seu negócio.
O artigo foi elaborado e desenvolvido através de revisão bibliográfica , artigos
de vários autores e pela pesquisa em internet , onde foram abordados os seguintes
autores : Mcclelland (1961), Joseph A. Schumpeter (1961), Peter Drucker (1987),
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Dolabela (1999), Dornelas (2001), Filon (1999), Morais (2000), Baron (1990), Aquino
(1991), Resnik (1990).
2 ORIGEM E HISTORIA
Apesar de popularizado através da importação do inglês, o empreendedorismo
é derivado da palavra entrepreneur, de origem francesa, usada no século XII para
designar aquele que incentivava brigas. A primeira definição formal da área surgiu por
volta de 1730 a partir das idéias de Cantillon, que via o empreendedor como aquele
que comprava matéria prima por um preço certo para revendê-la por um preço
indefinido, obtendo seu lucro. Um século mais tarde, Jean-Baptiste Say cunhou o
termo entrepreneur, conferindo-lhe o papel de transferir recursos econômicos de um
setor de produtividade mais elevada e de maior rendimento.
Na Idade Média, o empreendedor deixa de assumir riscos e passa a gerenciar
grandes projetos de produção principalmente com financiamento governamental. E no
século XVII, surge a relação entre assumir riscos e o empreendedorismo, bem como a
criação do próprio termo empreendedorismo que diferencia o fornecedor do capital,
capitalista, daquele que assume riscos, empreendedor. Mas somente no século XVIII,
que capitalista e empreendedor foram complemente diferenciados, certamente em
função do início da industrialização.
Ao longo da história da humanidade, não há nenhuma dúvida, que
empreendedores participaram ativamente da construção do sistema político,
econômico e industrial, gerando empregos, renda e riquezas ao redor do mundo. Não
eliminou-se as desigualdades, como a miséria, fome, mas a bem da verdade, graças
aos empreendedores que chegou-se à chamada revolução industrial, tecnológica e
mais recentemente na era da informação.
Apesar do empreendedorismo estar cada vez mais em evidência nos artigos,
revista, internet, livros e aparentar ser um termo novo para os profissionais, e ser um
campo recente de estudos na ciência da administração, é um conceito antigo que
assumiu diversas vertentes ao longo do tempo.
3 DEFINIÇÃO DA PALAVRA : EMPREENDEDOR
Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso
nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos,
características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se
imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm
formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos
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países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto
mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de
empreendedorismo por oportunidade.
Robert
Menezes
-
professor
comenta:"Empreendedorismo é
de
Empreendedorismo
aprendizado pessoal,
da
UFCG
-
que impulsionado pela
motivação, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a percepção de
oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal." (MTC - Metodologia para
Gestão do Processo de Formação Empreendedora em Universidades - Locus
Científico, Vol I,IV, 2007. pp.72-78))
Eder Luiz Bolson disse que "empreendedorismo é um movimento educacional
que visa desenvolver pessoas dotadas de atitudes empreendedoras e mentes
planejadoras".
Robert Menezes disse que "Empreendedorismo é a arte de fazer acontecer
com motivação e criatividade."(Locus Científico, Vol I, IV, 2007. pp. 72-78))
Robert Menezes disse que "Ser empreendedor é preparar-se emocionalmente
para o cultivo de atitudes positivas no planejamento da vida. É buscar o equilíbrio nas
realizações considerando as possibilidades de erros como um processo de
aprendizado e melhoramento. Ser empreendedor é criar ambientes mentais criativos,
transformando sonhos em riqueza."
Louis Jacques Fillion disse que o empreendedor é uma pessoa que imagina,
desenvolve e realiza visões.
Jeffry Timmons disse que o empreendedor é alguém capaz de identificar,
agarrar e aproveitar oportunidade, buscando e gerenciando recursos para transformar
a oportunidade em negócio de sucesso.
Hélio Nascimento define o empreendedor como capaz de formar outro
profissional melhor que ele. Marcelo Benvenuto define o empreendedor como sendo
aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela,
assumindo riscos calculados. George Bernard Shaw disse que "Alguns homens vêem
as coisas como são, e perguntam: Por quê?. Eu sonho com as coisas que nunca
existiram e pergunto: "Por que não?".
4 EMPREENDEDORISMO
Cada pesquisador baseado no seu campo e área de atuação, constitui seu
próprio conceito. Duas correntes principais tendem, no entanto, a conter elementos
comuns à maioria delas. São as dos pioneiros do campo, os economistas, que
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associaram o empreendedor à inovação, e os comportamentalistas, que enfatizam
aspectos atitudinais, como a criatividade e a intuição.
O economista austríaco Joseph A. Schumpeter, no livro Capitalismo,
socialismo e democracia, publicado em 1942 associa o empreendedor ao
desenvolvimento econômico. Segundo ele, o sistema capitalista tem como
característica inerente, uma força que ele denomina de processo de destruição
criativa, fundamentando-se no princípio que reside no desenvolvimento de novos
produtos, novos métodos de produção e novos mercados.
Pela definição de Schumpeter, o agente básico desse processo de destruição
criativa está na figura do que ele denominou de empreendedor. Mais tarde, em 1967
com K. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma
pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. Nas palavras de Drucker
(1987), o empreendedor é uma pessoa que vê a mudança como norma e a explora
como sendo uma oportunidade.
Com as mudanças históricas, o empreendedor ganhou novos conceitos, na
verdade, são definições sob outros ângulos de visão sobre o mesmo tema.
Filion (1999) afirma que o empreendedor é com freqüência considerado uma
pessoa que sabe identificar as oportunidades de negócios, os nichos de mercado e
que sabe se organizar para progredir. Assim, a essência do trabalho do
empreendedor consiste em definir contextos, o que exige uma análise e imaginação.
Contudo, parece que uma definição de empreendedor que atende na
atualidade é de Dornelas (2001), que está baseada nas diversas definições vistas até
então,“o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio
para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados”. Caracteriza a ação
empreendedora em todas as suas etapas, ou seja, criar algo novo mediante a
identificação de uma oportunidade, dedicação e persistência na atividade que se
propõe a fazer para alcançar os objetivos pretendidos e ousadia para assumir os
riscos que deverão ser calculados.
Empresas de sucesso estão reconhecendo e privilegiando profissionais com
características empreendedoras. Para Dolabela (1999), os economistas estão
percebendo as características empreendedoras, e os empreendedores criam um novo
modelo de sistemas de valores na sociedade, onde os comportamentos individuais
dos seus participantes são fundamentais, portanto, a ação do empreendedor é a base
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do desenvolvimento econômico. Num mercado cada vez mais competitivo, as
empresas passam a exigir de seus profissionais características empreendedoras.
O desenvolvimento dos empreendedores parte do princípio de que os seres
humanos são dotados de uma necessidade de criar algo que jamais existiu, ou
melhorar o que não funciona bem, podendo tais criações tornarem-se ou não
lucrativas. Isso significa fazer coisas novas ou desenvolver maneiras novas e
diferentes de fazer as coisas.
O empreendedor tem que estar sempre ligado ao mundo, buscando cada vez
mais novos conhecimentos para enfrentar os desafios. Então qual será a razão de
alguns empreendimentos serem bem sucedidos e outros fracassarem? Entre os
diversos motivos, estão a falta de planejamento, pesquisa, conhecimento do negócio
e do mercado. Outro fator é que existem pessoas que não possuem características
comportamentais empreendedoras necessárias para os negócios; ou se as têm, não
as identificaram ou as aprimoraram para se lançarem no mercado. Além disso, devese ter um profundo conhecimento do negócio em que deseja empreender.
Muitas pessoas têm idéias, porém ficam somente nelas, não passando nunca
para a ação, atitude necessária para transformá-las em realidade fazendo as coisas
acontecerem. E isto somente ocorrerá se a pessoa tiver uma verdadeira paixão por
aquilo que faz, pois este é o combustível necessário para entusiasmar-se por seu
projeto de vida. O verdadeiro empreendedor é um campeão que não desiste jamais,
pois acredita em sua capacidade, e vê os fracassos como oportunidade de aprender
cada vez mais. Não fica esperando a vida passar. Ele somente tem olhos para o
futuro.
4.1 Formação das características do empreendedor
Na verdade ninguém nasce empreendedor. O contato com família, escola,
amigos, trabalho, sociedade vai favorecendo o desenvolvimento de alguns talentos e
características de personalidade e bloqueando ou enfraquecendo outros. Isso
acontece ao longo da vida, muitas vezes ao acaso, pelas diversas circunstâncias
enfrentadas.
O empreendedor é um ser social, e assim sendo é fruto da relação constante
entre os talentos e características individuais e o meio em que vive.O empreendedor
não é fruto do nascimento ou de herança genética, mas resultado de trabalho, talento
e reserva econômica. É própria de uma sociedade capitalista liberal e de sua
ideologia de sucesso individual
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Para Dolabella (1999), para se aprender a empreender, faz-se necessário um
comportamento pró-ativo do indivíduo, o qual deve desejar “aprender a pensar e agir
por conta própria, com criatividade, liderança e visão de futuro, para inovar e ocupar o
seu espaço no mercado, transformando esse ato também em prazer e emoção”.
Outro fator que contribui para a formação de empreendedores e para a
compreensão do fenômeno é a motivação. Os indivíduos são motivados devido à
necessidade de realização e poder. O sucesso talvez esteja muito mais relacionado
com o próprio comportamento do que ao processo de gestão aplicado pelo
empreendedor.
A identificação dos fatores de sucesso de empreendedores devem se basear
na análise do seu perfil. As diferenças entre as pessoas, influencia nas decisões.
Diferentes decisões são tomadas por pessoas e levam ao sucesso ou ao fracasso de
um empreendimento. Desta forma, o processo de tomada de decisão também reflete
as idéias de empreendedores. Portanto, a compreensão do comportamento
organizacional é essencial para a sobrevivência de uma organização. Segundo Filion,
(1999), aí está a importância das características individuais dos empreendedores
neste sistema complexo e a necessidade do seu comportamento ser consciente com
as características de suas atividades nos níveis individual e grupal.
No campo científico e acadêmico, a formação empreendedora pode ser
caracterizada por situações que contribuem diretamente para que esta ação
aconteça. Entre elas, podem-se citar duas características que incidem diretamente, a
primeira é a natureza da ação, caracterizada por buscar fazer algo inovador ou
diferente do que já é feito. Neste ponto, o empreendedorismo está ligado diretamente
às modificações de processos. E a segunda é a falta ou inexistência de controle sobre
as formas de execução e recursos necessários para se desenvolver a ação desejada,
liberdade de ação.
Outros dois fatores são considerados importantes na ação empreendedora, uma
execução de algo sem controle e sem métodos com uma nova concepção. Isso não
significa que todas as ações de mudanças são empreendedoras. Será se ambos os
quesitos estiverem presentes.
4.2 Características do empreendedor
A literatura apresenta uma vasta descrição de características pessoais que
foram observadas no modo de agir por parte de empreendedores, tal como
McClelland (1987), que encontrou até 42 diferentes características referentes a
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empreendedores bem sucedidos. Convém ressaltar que, do ponto de vista do
comportamento, em geral, os empreendedores são tidos como indivíduos criativos e,
sendo assim, os traços de seu comportamento correspondem aos de indivíduos
criativos.
A necessidade de realização foi inicialmente apontada por um dos pioneiros no
estudo do comportamento de empreendedores (McCLELLAND, 1987), salientando
que a necessidade de realização é uma motivação social para se superar.
Ao estudar o comportamento de empreendedores bem sucedidos McClelland
(1987) identificou três grupos de características:
a) orientação a proatividade, incluindo-se aqui a iniciativa e a assertividade;
b) orientação para a realização: detectam oportunidades, valorizam a qualidade
do
trabalho, bem como o planejamento sistemático e a avaliação dos
resultados;
c) compromisso com os outros, reconhecendo a importância de boas relações.
Especificamente sobre características de comportamento o autor destaca a
auto confiança, a persistência e a persuasão.
Algumas qualidades e valores acompanham um empreendedor durante toda
sua vida, outros são adquiridos com a experiência. Segundo Morais (2000), alguns
nascem empreendedores, outros têm que se esforçar, mas nem todos os que se
esforçam conseguem chegar lá.
Não é fácil ser um empreendedor, cabe ao gestor ser e propiciar condições
para que os empregados tenham prazer com seu trabalho. Não é só traçar estratégias
e cobrar resultados.
Considera-se que para ser empreendedor deve se conhecer bem a atividade
em que atua, introduzindo inovações em uma organização provocando o surgimento
de valores adicionais e buscando traduzir seus pensamentos em ações.
O empreendedorismo é visto também como um campo intensamente
relacionado com o processo de entendimento e construção da liberdade humana.
Partindo desses pressupostos iniciais percebe-se que existem características
comportamentais da atitude empreendedora que se destacam.
a) assumir riscos - é a primeira e uma das maiores qualidades do verdadeiro
empreendedor, arriscar é ter coragem de enfrentar desafios e buscar por si só os
melhores caminhos.
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b) iniciativa - é a capacidade daquele que tendo um problema não fica
esperando que outros o resolvam e sim, parte em busca de uma solução,
c) autoconfiança - acredita em si mesmo e, por esse motivo realiza tarefas
desafiadoras,
d) toma decisões e aceita a responsabilidade que acarreta,
f) otimismo - o que não quer dizer sonhador ou iludido,
g) persistência - é capaz de persistir até que as coisas comecem a funcionar
adequadamente.
O empreendedor é dotado ainda de outras características.
Para Morais (2000), os empreendedores possuem atitudes inteligentes. Eles
aproveitam
as
repentinamente.
oportunidades,
não
esperam
as
oportunidades
surgirem
Por terem o sucesso como objetivo, eles esperam sempre o
melhor e estão sempre preparados para vencer. Essas pessoas não acreditam em
fracassos, sabem que existem os obstáculos e possuem disposição e coragem para
enfrentá-los. Conseguem ter uma atitude mental direcionada para a realização de
suas vitórias, possuem bons canais de comunicação com a sua equipe, baseados na
confiança recíproca.
Para Filion (1999), estabelece um modelo com quatro fatores fundamentais
para que uma ação seja empreendedora (visão, energia, liderança e relações),
visando à formação do profissional empreendedor. Destaca-se como principal
característica as relações, a qual, segundo o autor, se obtém os conhecimentos
fundamentais e necessários dentro de uma estrutura de mercado.
Para Dornelas (2001), além dos atributos encontrados em administradores, os
empreendedores são visionários, indivíduos que fazem a diferença, sabem explorar
as oportunidades, são determinados e dinâmicos, dedicados ao trabalho, otimistas e
apaixonados pelo que fazem, independentes e construtores do próprio destino,
acreditam que o dinheiro é conseqüência do sucesso nos negócios, possuem
liderança incomum, sabem construir uma rede de relacionamentos externos à
empresa, planejam cada passo do negócio, possuem conhecimento, assumem riscos
calculados e criam valor para a sociedade pela qual o empreendimento encontra-se
inserido, em busca de soluções para melhorar a vida das pessoas.
Segundo Baumol (1968): O empreendedor (queira ou não de fato, também
exerce a função de gerente) tem uma função diferente. E seu trabalho é localizar
novas idéias e colocá-las em prática. Ele deve liderar, talvez ainda inspirar; ele não
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pode deixar que as coisas,se tornem rotineiras e, para ele, a prática de hoje jamais
será suficientemente boa para amanhã. Em resumo, ele é inovador e algo mais. Ele é
o indivíduo que exercita o que na literatura da administração é chamado de liderança.
E é ele quem está virtualmente ausente. Ou seja, mesmo não estando, ele é
percebido como se estivesse.
Para Brereto (1974) “Empreendedorismo é a habilidade de criar uma atividade
empresarial crescente onde não existia nenhuma anteriormente.”
De acordo com Drucker (1974): “O trabalho específico do empreendedorismo
numa empresa de negócios é fazer os negócios de hoje capazes de fazer o futuro,
transformando-se em um negócio diferente.”
Características
empreendedoras
e
comportamento
empreendedor
são
necessários aos gestores dentro de uma organização. Porém, o surgimento natural de
empreendedores qualificados não é suficiente para a atual sociedade. Assim, torna-se
necessário motivar as pessoas para este comportamento. O processo educacional é
um dos caminhos para isso.
Outro caminho pode estar relacionado com a transformação do conhecimento,
aproveitamento de oportunidades e experiências, que leva ao surgimento de novos
empreendedores.
Além das características acima comentadas, o empreendedor tem um perfil de
liderança para obter êxito em suas atividades, como é o grande responsável em
colocar em prática as inovações, métodos e procedimentos que propôs, deverá
estimular os envolvidos na realização das atividades, de forma a alcançar as metas
traçadas.
4.3 Empreendedor X Administrador
As mudanças tecnológicas aumentaram a necessidade de que gestores
fossem mais habilidosos em suas tarefas, mais responsáveis pelo seu desempenho e
mais envolvidos em sua melhoria.
O enfoque do papel das pessoas na organização e sobre o valor do seu
conhecimento mudou, demandando novas formas e tecnologias de gestão. Uma
organização é o reflexo dos objetivos de seus gestores, que determinam a forma
como a organização será conduzida. Portanto, a compreensão do comportamento
organizacional é essencial para o entendimento do processo humano das decisões
acerca do empreendedor.
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Desta forma, o ambiente de trabalho é o local adequado para o
desenvolvimento e crescimento profissional. Para tanto é necessário que existam
mecanismos de estímulo para que isso aconteça.
Não existe uma receita mágica para essa transformação, mesmo porque se
trata de seres humanos e portanto complexos. Mas existem valores que impulsionam
para os resultados e para a realização de objetivos.
Outro meio de tornar-se empreendedor é aprender o comportamento
empreendedor. Isso acontece de maneira gradativa, a partir de experiências
vivenciadas no cotidiano, problemas e situações onde o gestor deve tomar decisões,
analisar, refletir e correr riscos. É um aprendizado contínuo e constante dentro da
própria organização
Existem muitas idéias do que venha a ser um empreendedor. Resnik (1990)
coloca que muitos confundem o termo empreendedor com empresário e que, por sua
vez, são conceituações diferentes. O empreendedor não necessariamente tem que
ser empresário e nem o empresário obrigatoriamente é empreendedor.
O empreendedor pode criar uma empresa e não ter habilidades técnicas para
administrá-la. Neste caso, o empreendedor é um inovador e não um empresário.
Drucker (1986) diz que “a inovação é o instrumento específico do espírito
empreendedor”. Isto é, os empreendedores são dotados de características inovadoras
sem que isto, necessariamente, tenha uma relação com a organização sistemática,
existente no perfil dos empresários.
Esta concepção mostra que os empreendedores são pessoas preocupadas em
inovar, ou seja, possuem visões de determinados negócios, colocando-as em prática,
nos momentos estratégicos. Geralmente, os empreendedores iniciam suas atividades
com pequenas empresas e quando estas começam a crescer podem fazer com que o
empreendedor perca o fascínio, uma vez que sua atenção é voltada para estratégias
e inovações e não para controles. Neste momento, é que entra em atuação o
empresário, pois este tem como características o controle e gerenciamento de
negócios.
Uma das grandes diferenças entre o empreendedor e as pessoas que
trabalham em organizações é que o empreendedor define o objeto que vai determinar
seu próprio futuro. Filion (1999). Ou seja, apesar das similaridades nas funções
empreendedoras e administradoras, conceituadas desde a abordagem clássica pelos
atos de planejar, organizar, dirigir e controlar existe o diferencial visionário
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característico dos empreendedores. Por essa característica, o empreendedor
direciona as atividades para o aspecto estratégico das organizações, enquanto o
administrador limita e coordena as atividades diárias.
O empreendedor está sempre com foco em futuro e o administrador,
principalmente no presente, seria impossível escolher um destes perfis como melhor
que o outro. E ainda, o empreendedor privilegia as pessoas como fonte de obtenção
de resultado, ao contrário o administrador privilegia regras e procedimentos. A palavra
estratégia define bem o empreendedor e para definir administrador seria
planejamento e controle.
Considera-se o planejamento com visão de futuro um dos principais
diferenciais entre o empreendedor e o administrador. Porém, se planejar é uma das
funções básicas do administrador, apontadas na abordagem clássica, Dornelas
(2001) considera isso um paradoxo, pois, “o empreendedor estaria sendo um
administrador completo, que incorpora as várias abordagens existentes sem se
restringir a apenas uma delas e interage com seu ambiente para tomar as melhores
decisões”.
O ideal para sobreviver no mundo dos negócios é ser um empresário
empreendedor, o qual reúne todas as qualidades embutidas nos dois termos.
Segundo Aquino (1991) “empreendedor e empresário se completam”.
Poderia-se dizer que o empresário é o continuador das idéias do
empreendedor. Os empresários são pessoas que estão à frente dos negócios,
coordenando-os através de características de controle e que, nem por isso, são
obrigatoriamente empreendedores. Um empresário pode ser dotado com traços de
personalidade que o façam conduzir uma empresa, mas se não inovar ele não é um
empreendedor.
4.4 Empreendedor Social
O empreendedor social é uma das espécies do gênero dos empreendedores.
São empreendedores com uma missão social. Para os empreendedores sociais, a
missão social é central e explícita. E obviamente isso afeta a maneira como os
empreendedores sociais percebem e avaliam as oportunidades.
Para os empreendedores sociais a riqueza é apenas um meio para um
determinado fim. Já para os empreendedores de negócio, a geração de riquezas é
uma maneira de mensurar a geração de valor. Isso ocorre porque os empreendedores
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de negócio estão sujeitos à disciplina do mercado, o qual na maioria das vezes é
quem determina se eles estão mesmo gerando valor.
Empreendedores sociais têm características semelhantes aos empreendedores
de negócios, mas possuem uma missão social onde o objetivo final não é a geração
de lucro, mas o impacto social, são os agentes de transformação no setor social, é um
indivíduo com experiência na área social, desenvolvimento comunitário ou de
negócios, que persegue uma visão de empoderamento econômico através da criação
de empreendimentos sociais voltados para prover oportunidades àqueles que estão à
margem ou fora da economia de um país.Empreendedores sociais são como
empresários nos métodos que eles utilizam.
Sua grande habilidade é que eles, com freqüência, fazem as coisas a partir de
quase nada, criando formas inovadoras de promoção de bem estar, saúde, habitação,
que são tanto de baixo custo, quanto efetivas se comparadas aos serviços
governamentais tradicionais.
Empreendedores sociais são os reformadores e revolucionários descritos por
Schumpeter, mas com uma missão social. Eles realizam mudanças fundamentais na
forma como as coisas são feitas no setor social. Suas visões são arrojadas.
Eles muitas vezes reduzem as necessidades ao invés de apenas identificá-las,
e buscam criar mudanças sistêmicas e melhorias sustentáveis. Ainda que possam
agir localmente, suas ações têm o potencial de estimular melhorias globais nas suas
áreas escolhidas de atuação, educação, saúde, desenvolvimento econômico, meio
ambiente, arte e cultura ou qualquer outro campo do setor social.
As leis de mercado não funcionam muito bem para os empreendedores sociais.
Em particular, as leis de mercado não fazem um bom trabalho na valorização de
melhorias sociais, bens públicos, prejuízos e benefícios para pessoas que não podem
pagar. Esses elementos são muitas vezes essenciais para o empreendedorismo
social. Isto é o que o faz empreendedorismo social.
Como resultado, é muito mais difícil determinar se um empreendedor social
está gerando valor social suficiente para justificar os recursos que usa para criar tal
valor. A sobrevivência ou o crescimento de um empreendimento social não é a prova
da sua eficiência ou eficácia em melhorar as condições sociais. É apenas, na melhor
das hipóteses, um indicador débil.
Empreendedores sociais não permitem que seus limitados recursos os afaste
da busca de suas visões. São habilitados a fazer mais com menos e a atrair recursos
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de terceiros. Usam eficientemente seus escassos recursos e os alavancam através de
parcerias e colaboração com os outros. Exploram todas as opções de recursos, da
filantropia pura aos métodos comerciais da economia. Eles não são limitados pelas
normas do setor social nem por nenhum outro tipo de tradição. Encaram os riscos de
forma calculada e administram as piores fases do trabalho, para reduzir os prejuízos
que podem surgir de eventuais falhas.
Empreendedores sociais procuram por retornos sociais de longo prazo em
seus investimentos e desejam mais que um rápido acerto, eles querem melhorias
duradouras.
4.5 Empreendedorismo na Internet
O surgimento da Internet representa uma nova onda de oportunidades para os
empreendedores uma vez que o conhecimento sobre e-commerce ainda não está
disseminado mesmo entre grandes empresas. O empreendedorismo na Internet é
mais viável ao pequeno empreendedor, na medida em se pode montar um negócio
ponto.com com pequeno nível de investimento. Você pode fazer o download gratuito
de um ebook sobre empreendedorismo na Internet em: empreendedorismo na web.
4.6 Empreendedorismo x Incubadoras de Empresas
Uma novidade positiva no Brasil são as Incubadoras de Empresas.
Organizações geralmente sem fins lucrativos que tem por objetivo apoiar a nova
empresa e disseminar o empreendedorismo oferecendo infra-estrutura de apoio e
assessoria ao empreendedor na gestão do empreendimento. Para um empresa
ponto-com iniciante, as instalações físicas de uma incubadora não é tão
imprescindível, mas a assessoria e principalmente o chamado "network" rede de
contatos que a incubadora pode disponibilizar ao empreendedor tem valor estratégico
importante. Atualmente cerca de 12% das empresas incubadas são da área da
Internet. Na seção Incubadoras você vai saber um pouco mais sobre esses "berçários
de empresas" e o que elas podem fazer por você como empreendedor.
4.7 Empreendedorismo x Capital de Rsico
Mesmo levando-se em conta que o empreendedorismo na Internet é viável com
baixo volume de investimentos, é provável que em determinados momentos da
existência da empresa seja interessante por razões mercadológicas ou estratégicas,
uma injeção de capital de terceiros. Nesse momento é bem provável que o
empreendedor tope com as chamadas empresas de capital de risco que vão trocar
um percentual minoritário da empresa por algum valor em dinheiro, esperando vendê-
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lo alguns anos depois por um valor muitas vezes maior . Há poucos anos atrás, na
fase da Internet eufórica , bastava o empreendedor ter uma idéia criativa para obter
muita gente maluca para ser seu sócio. Hoje, felizmente para todos nós, esse quadro
é diferente: o empreendedor necessita de um sólido e consistente Plano de negócio ,
um projeto viável, preferencialmente já em andamento, além de conhecimento do
mercado e capacidade de tocar o negócio. Na seção "Capital de Risco" você vai obter
mais informação sobre os possíveis futuros sócios de seu empreendimento.
4.8 Caminho do empreendedor
Caminho 1 (Auto-conhecimento): Espaço de sí estreito (Teoria X) versus.
Espaço de sí amplo (Teoria Y).
Caminho 2 (Perfil do empreendedor): Comparação das características do
empreendedor e da pessoa.
Caminho 3 (Aumento da criatividade): Dominar os processos internos para
gerar inovação e criatividade.
Caminho 4 (Processo visionário): Desenvolver uma visão e aprender a
identificar oportunidades.
Caminho 5 (Rede de relações): Estabelecer relações que possam servir de
suporte ao desenvolvimento e aprimoramento da idéia do negócio e sua
sustentação.Caminho 6 (Avaliação das condições para iniciar um plano):
Caminho 7 (Plano de negócio): Metas mensuráveis, flexibilidade no plano,
indicadores de evolução, compromisso coletivo, revisão de metas, aprender com a
experiência.
Caminho 8 (Capacidade de negociar e apresentar uma idéia): Cooperação
entre pessoas, parceiros ou empresas para alcançar objetivos de tal forma que todos
saiam ganhando.
4.9 Razões do Empreendedorismo
O empreendedorismo busca a auto-realização que quem utiliza este método de
trabalho, estimular o desenvolvimento como um todo e o desenvolvimento local,
apoiando a pequena empresa, ampliando a base tecnológica, criar empregos, evitar
armadilhas no mercado que está incindido.
5.0 O Empreendedorismo no Brasil
Segundo Dornelas (2001), o empreendedorismo ganhou força no Brasil
somente a partir da década 1990, com a abertura da economia que propiciou a
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criação de entidades como SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas) e SOFTEX (Sociedade Brasileira para Exportação de Software).
Antes desse momento o termo empreendedor era praticamente desconhecido
e a criação de pequenas empresas era limitada, em função do ambiente político e
econômico nada propício do país. Porém, não significa que não existiram
empreendedores, deve-se salientar que muitos atuaram em um cenário obscuro,
deram tudo de si, mesmo sem conhecerem formalmente finanças, marketing,
organização e outros conteúdos da área empresarial.
O SEBRAE é amplamente difundido entre os pequenos empresários
brasileiros, com finalidade de informar e dar suporte necessário para a abertura de
uma empresa, bem como acompanhar através de consultorias seu andamento,
solucionando pequenos problemas do negócio. Este órgão está de certa forma,
implantando a cultura empreendedora nas universidades brasileiras, ao promover em
parceria com outros países, o Desafio SEBRAE, uma competição entre acadêmicos
de várias nacionalidades, que têm como tarefa, administrar uma empresa virtual.
A SOFTEX foi criada para ampliar o mercado das empresas de software
através da exportação e incentivar a produção nacional, para isso foram
desenvolvidos projetos para a capacitação em gestão e tecnologia dos empresários
de informática. Além de alavancar o desenvolvimento de tecnologias nacionais, essa
entidade conseguiu através de seus programas, popularizar no país termos como
plano de negócios (business plan) que até então eram ignorados pelos empresários.
Apesar do pouco tempo, o Brasil apresenta ações que visam desenvolver um
dos maiores programas de ensino de empreendedorismo e potencializa o país
perante o mundo nesse milênio.
Ações voltadas à capacitação do empreendedor, como os programas
EMPRETEC e Jovem Empreendedor do SEBRAE. E ainda o programa Brasil
Empreendedor, do Governo Federal, dirigido à capacitação de mais de 1 milhão de
empreendedores em todo país e destinando recursos financeiros a esses
empreendedores.
Diversos cursos e programas estão sendo criados nas universidades brasileiras
para o ensino do empreendedorismo, destaca-se o programa REUNE, da CNI
(Confederação Nacional das Indústrias), de difusão do empreendedorismo nas
escolas de ensino superior do país, presente em mais de duzentas instituições
brasileiras.
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Finalmente, mas não menos importante, o enorme crescimento do movimento
de incubadoras de empresas no Brasil. Essas iniciativas são de suma importância
para os empreendedores brasileiros que apesar dos percalços são fundamentais para
a economia do país. No entanto, é necessário que ações governamentais resgatem o
avanço proveniente da iniciativa privada e de entidades não-governamentais,
valorizem a capacidade empreendedora dos brasileiros e solucionem os problemas.
Conforme Marcos Schlemm aqueles que optaram pelo empreendedorismo têm
conseguido permanecer no mercado de forma mais sustentada. As informações
constam da nova pesquisa do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), instituto que
mede as taxas de empreendedorismo mundial. Os números referentes ao Brasil são
animadores. Apesar de ter mantido a 5ª colocação no número de empreendedores dentro de um ranking de 42 países A pesquisa apresenta dados curiosos.
Pela primeira vez na história do levantamento, o número de empreendedores
estabelecido superou o de iniciantes. A taxa de empreendedores iniciais no Brasil em
2006, manteve-se praticamente inalterada em relação ao ano anterior. Mas a de
empreendedores estabelecidos vem crescendo muito. Além disso, o levantamento
diferencia os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um
negócio próprio, se por necessidade ou espírito empreendedor.
Verifica-se que, nos países de renda per capita mais alta, para cada nove
empresários que tocam um negócio por oportunidade, apenas um é por necessidade.
Na média dos países mais pobres, essa relação é de três por motivação para cada
um que tem a real necessidade de um negócio próprio para sobreviver. No Brasil há
um empate nesse quesito, mas o que preocupa é que a maioria empreende por
sobrevivência, explicou o consultor sênior da GEM no Brasil, Marcos Schlemm.
Portanto, percebe-se que o início da difusão do empreendedorismo no Brasil,
nasce por conveniência do governo e sobrevivência de muitos trabalhadores que
saíram das grandes estatais após o processo de privatização. A partir disso, o
governo se propõe a fornecer subsídios, acima citados, para que os trabalhadores
tivessem a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e a geração de
emprego no Brasil.
CONCLUSÃO
Concluímos através deste artigo que empreendedorismo é a palavra chave
para o sucesso tanto no setor pessoal quanto profissional.
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Os empreendedores são cada vez mais procurados pelas empresas , por suas
características comportamentais e facilidade em enfrentar todos os tipos de
obstáculos
fazendo-os de
degraus para seu crescimento
e desenvolvimento,
característica essa necessárias em todos os setores.
A palavra empreendedorismo vem sendo muito (e ainda vai ser muito mais)
utilizada, e nos últimos anos vem sendo tratada como um traço de personalidade
indispensável no mundo dos negócios e pré-requisito para o sucesso em todos os
setores da vida. São pessoas que transformam sonhos em realidade.
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ABSTRACT
The debate about the entrepreneurship is very ample, and allows to understand
that an enterprising attitude, is that one developed by people that have, mainly,
initiative, persistence and optimism. The influence of the enterprising behavior and the
movements in the capacity of the entrepreneur to search synergic ways in competitive
economic environments shows the interest of expert people in this interesting subject.
this article wants to show the important task to develop very organizations in an
efficient way.It wants also to divulge definitions according to some thinkers, its history,
its understanding of the formation of the enterprising culture, and through this, pointing
the similarities and differences between the entrepreneur and the administrator, in
order to highlight the importance to assume both the objectives, and the demonstration
of the importance of the entrepreneurship inside of the organizations.
Key-words : Entrepreneurship; Enterprising; Administrator; Characteristics
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EMPREENDEDORISMO Keny Cristina Ramos da