A CULTURA DO DESIGN DO CORPO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA Bianca Freitas Ozio - [email protected] Mestranda em Design - Universidade Anhembi Morumbi RESUMO A beleza na sociedade contemporânea não é relativa, a busca pela magreza e juventude vem sendo levada aos extremos, principalmente pelas mulheres. (Este trabalho propõe um discurso sobre a modificação do corpo feminino, segundo os valores estéticos em voga). Uma cultura da customização do corpo, onde as adequações são contínuas pela concepção de padrão de corpo que buscamos na mídia; cria-se então o vício dos retoques em nome da perfeição, levando o indivíduo a um comportamento compulsivo, que parte de um corpo determinado dado biologicamente e culturalmente para um corpo fabricado, sendo o redesign do corpo uma característica do contemporâneo. Palavras - Chave: corpo feminino, cultura, contemporâneo. Introdução Refletiremos e enfocaremos a necessidade que as mulheres têm em se sentirem bonitas e aceitas pelo meio social em que vivem, utilizando o corpo como recurso para tal obtenção. Podemos crer que as mulheres estão conquistando seu espaço como sujeito na sociedade, e com essa conquista conseqüentemente apresenta-se a liberdade de expressão corporal, ou seja, maior exposição do corpo feminino. Dessa maneira surgem como objetivos primordiais a busca da beleza e da expressão pessoal. A necessidade de sentir-se bem com o próprio corpo é mais uma questão de auto-estima do que de beleza física. Apesar de a aparência ser uma característica superficial, é a principal diferenciação entre o ser humano, sendo o corpo a forma mais fácil de modificação que por sua vez representa o indivíduo na sociedade e seus valores. Segundo Castilho, “o corpo passa, desse modo, a ser entendido como meio de expressão de um conteúdo articulado, por meio do qual é possível “dizer” ou “significar”, inclusive, o que a palavra, muitas vezes, omite ou não consegue expressar por seus recursos inerentemente característicos” (Castilho: 2004, 81). Sendo assim, o corpo é descrito e construído num determinado discurso, referindo-se a um determinado papel que representa o indivíduo dentro do grupo social a que pertence; e à estratégia corporal que corresponde aos valores sociais e da mídia de consumo contemporâneo. 1. Cultura Cultura da mídia na concepção de beleza Segundo Peter Berger, somos socializados desde o nosso nascimento, isso significa que somos instituídos e só aos poucos tomamos consciência do que somos e onde estamos. A cultura também molda o nosso ser, a nossa visão de mundo e interfere na nossa existência. O tempo todo estamos recebendo informações, códigos, idéias, valores; criando e repetindo hábitos, costumes, tradições, leis e regras estabelecidos socialmente (Berger, 2007). Desse modo, tudo o que significamos ou representamos vai sendo agregado a nós e está diretamente relacionado com o meio social em que vivemos e as conexões que 2 estabelecemos. E como define Carmen Junqueira sobre a cultura e o ser humano “O ser humano como ser social surge da cooperação (partilha), da coesão interna do grupo e do controle social. Cada grupo ancestral do homem atual, a sua maneira e possibilidades, foi trilhando caminhos, construindo sua história e suas diferenças. (...) Cada cultura que se conhece é fruto desse longo percurso que originou estilos de vida diferentes” (Junqueira: 1991, 20). Sendo assim podemos definir como cultura, o conjunto de símbolos de uma sociedade, suas relações externas e internas, a organização das instituições, os padrões de comportamento e hábitos e os valores materiais e espirituais. Assim como a cultura está permeada de símbolos, a nossa existência está repleta de imagens, símbolos, valores e conceitos. A sociedade contemporânea é uma sociedade midiática (em função dos recursos dos meios de comunicação e da tecnologia da informação), o que permite a utilização do conceito cultura da mídia, denominado por Douglas Kellner que “argumenta como são produzidos, construídos, como circulam e funcionam na atualidade sob a influência de uma cultura imagética multimídia, os espetáculos sedutores que representam os valores básicos da sociedade contemporânea, determinam o comportamento dos indivíduos e dramatizam suas controvérsias e lutas, tanto quanto seus modelos para a solução de conflitos” (Kellner in LIBERO: 2004, 5). Segundo Kellner “A cultura da mídia hoje é a cultura dominante no mundo inteiro, pode-se dizer. Há, sim, uma cultura veiculada pela mídia cujas imagens ajudam, através do imaginário, a tecer a vida cotidiana, perpassando o lazer, a política e até mesmo os comportamentos sociais. A partir desse amálgama, a cultura midiática, hoje, fornece a matéria-prima para o indivíduo forjar a própria identidade” (Kellner, 2001). Esta denominação deriva-se do conceito de “sociedade do espetáculo”, desenvolvido pelo teórico francês Guy Debord e a Internacional Situcionista, que descreve uma sociedade de mídia e de consumo, organizada em função da produção e consumo de imagens, mercadorias e eventos culturais. Segundo Debord, “quando o mundo real se transforma em simples imagens, as simples imagens tornam-se seres reais e motivações eficientes de um comportamento hipnótico” (Kellner in LIBERO: 2004, 5). 3 Os corpos são portadores de valores, e sustentam-se por discursos que carregam em si a marca da vida social, expressa a preocupação de toda sociedade em fazer imprimir nele, fisicamente, determinadas transformações que caracterizam a aparência. Segundo Castilho, “a imagem do corpo humano revestido pelas contaminações socioculturais contemporâneas revela um sujeito imerso em um novo processo de ressignificação, na qual o corpo se faz ver como uma construção cultural, atado a visões de mundo específicas, construído e articulado por meio de estratégias do visível. Nas manifestações discursivas midiáticas do corpo contemporâneo, pode-se observar inter-relações múltiplas de discursos que repropõem e atualizam, imageticamente, novas formas de o corpo ser e estar presente no mundo” (Castilho: 2004, 108). Utilizamos a imagem como meio de comunicação, uma linguagem da aparência que faz um indivíduo ser percebido socialmente da maneira que ele quer ser visto na sociedade a qual ele pertence. A imagem de um corpo feminino belo é construída pelo indivíduo no meio em que ele vive; como diz Mesquita (2004) não se pode compreender o corpo sem considerar seus entrecruzamentos com vetores econômicos, políticos e culturais e pelas informações que o cerca. Sendo assim, os discursos midiáticos como publicidade da TV, novelas, revistas e outdoors, somados ao discurso familiar e outras interferências sociais, formam um padrão de corpo feminino admirado, um padrão estético ideal a ser seguido pelo indivíduo. Para Gardin “...a supremacia dos veículos de comunicação de massa na criação de padrões ultrapassa os limites estéticos e envereda, muito sistematicamente, sobre o campo que inclui, inclusive, a saúde. É intrigante o modo de como se cria o padrão de beleza por meio de um determinado tipo de “corpo saudável”, tanto o masculino quanto o feminino” (Gardin in Oliveira e Castilho: 2008, 80). A adequação aos padrões de identidade socialmente impostos tem justificado e instituído as mais variadas formas de controle corporal. Como expressou Mauss (1994), o corpo é fruto de um constante trabalho de ensino e aprendizagem do social. O corpo emerge como um depositário da sociedade e suas regras, devendo adequar-se e sendo adequado por elas. O corpo passa a ser protagonista, numa época em que a distinção passa a ser a exibição de uma silhueta esguia, uma preocupação com a auto-imagem e com “a saúde”. Como diz 4 Loewy, a feiúra vende mal, sendo assim, constrói-se uma imagem a partir da valorização do belo. Expressos de diferentes modos em diversas culturas, os valores do belo e os conceitos de arte estão estreitamente relacionados, sendo ambos objetos de investigação da estética. O conceito de estética abordado neste artigo é a concepção do filósofo Kant, que insere novidades na forma de pensar a questão estética, utilizado atualmente. Para Kant, “o belo torna-se uma experiência estética”. Numa representação qualquer, o que há de subjetivo está ligado ao prazer ou desprazer e, portanto, para distinguir se algo é belo ou não, não é necessário o entendimento do objeto, mas o sentimento que desperta (belo é o que agrada aos nossos sentidos como a visão, a audição, o tato ou o olfato). O homem é o único ser do planeta Terra que dá imensa importância a viver cercado de beleza, por pessoas belas em algum nível e por padrões culturais e artísticos incorporados em todas as dimensões de sua convivência, os significados dessa necessidade estética amplifica a capacidade humana a dar significado e sentido à sua existência. O conceito de beleza é determinado de acordo com as referências de uma época e de padrões culturais existentes na sociedade. Cada época da história da humanidade teve o seu padrão de beleza. Hoje em dia apesar de sabermos que o conceito de beleza é efêmero, ou seja, é passageiro de acordo com o tempo (à medida que envelhecemos), todos queremos melhorar a aparência e ter uma imagem positiva do próprio corpo. A figura em que se baseia o padrão de beleza contemporâneo é a beleza imperativa e massificadora de padrões estéticos impostos desde a década de 60. O ideal belo das mulheres européias que idolatra corpos esqueléticos como o da modelo Twiggy (são corpos sem curvas, alongados, mas as razões que levam a escolher determinado tipo de corpo são influenciadas pela cultura, costumes, tradições e hábitos), além da referência da boneca Barbie, criada com o conceito de ser uma modelo adolescente que usa roupas da moda, levando a uma característica de nova significação do corpo humano, capaz de permitir a ele as mais diversas adaptações. 5 Primeira boneca Barbie lançada em 1959 pela Mattel A indústria da beleza, que movimenta cifras incalculáveis, sempre utilizou a imagem de celebridades como padrão estético de uma época. Kellner deixa claro ao enfatizar que “o espetáculo da mídia é, realmente, um culto à celebridade, que proporciona os principais padrões e ícones da moda, do visual e da personalidade”, e afirma “as celebridades são os ícones da cultura da mídia (...) na cultura da imagem pós-moderna, o estilo e o visual se tornam parâmetros cada vez mais importantes de identidade e de apresentação do indivíduo na vida cotidiana” (Kellner in LIBERO: 2004, 9). Segundo Sabino, “O corpo está na sociedade, mas esta, por sua vez, está no corpo. Se o indivíduo sente-se confortável no espaço social no qual está inserido – em sua família, grupo, classe etc. – é porque este espaço está nele sob forma de ação, disposição, classificação e percepção deste mesmo espaço. A percepção que o indivíduo tem da realidade (inclusive a percepção estética) está diretamente relacionada às estruturas classificatórias apreendidas pela socialização; tais estruturas materializam-se na prática por meio dos e nos corpos” (Sabino in Goldenberg: 2007, 115). Nos últimos anos, as academias e clubes receberam um grande número de pessoas preocupadas com a saúde (ter colesterol alto é um fator determinante na sociedade contemporânea, o que serve de incentivo para sair do sedentarismo) e boa forma física (exibir um corpo de celebridade). Todos querem ficar esbeltos, com um corpo belo e 6 definido (principalmente perto do final de ano e do carnaval, as academias recebem um número maior de matriculas), mas a maioria das pessoas tem dificuldade em alcançar um corpo em boa forma. Estar em forma, não implica apenas em ter um corpo bonito, mas ter um condicionamento físico, alimentação balanceada e disciplina. A boa forma é há muito tempo, reconhecida como um fator importante para se conquistar uma boa aparência e as atividades físicas traz, além disso, um aspecto saudável para todo o corpo. Mas não é só dieta e exercícios que faz um corpo ser remodelado, as cirurgias plásticas também são responsáveis por corpos definidos e torneados. 2. A Cirurgia Plástica no Design do Corpo Contemporâneo Segundo Cardoso, a maioria das definições de design concorda que design é a união entre um aspecto abstrato de conceber, projetar e atribuir e outro concreto de registrar, configurar e formar. Trata-se, portanto de uma atividade que gera projetos, no sentido objetivo de planos, esboços ou modelos (Cardoso, 2004). Dessa forma, podemos definir o design do corpo como um projeto que traçamos com a finalidade de atingir a satisfação e aceitação do próprio corpo, moldando-o de acordo com nossas vontades e anseios. Podemos dizer que estamos na época da perfeição de massa, que se refere à constituição de um corpo belo, onde os defeitos são vistos como erros da natureza, que podem ser corrigidos e deletados. Este é um conceito que define a sociedade contemporânea que busca um ideal de estética do corpo eleito pela sociedade, influenciada pela cultura da mídia. Esse corpo escolhido como modelo apresenta inúmeros significados, como sucesso profissional, conquista de auto-estima e poder (segurança). Para atender as necessidades desse corpo contemporâneo, a indústria passou a oferecer soluções para qualquer tipo de problema ou insatisfação. Todo tipo de imperfeição pode e deve ser corrigida, desde impotência, envelhecimento, até o problema de seios pequenos (o ideal de beleza é ter um corpo com cintura fina, bumbum grande, seios fartos, proporcionais ao quadril e cabelos compridos), cintura larga podem ser reparados por cirurgias plásticas como numa sessão de 7 Photoshop que retira as imperfeições e ressalta as qualidades forjando muitas vezes uma imagem que foge da reprodução real. Em contra partida, temos a propaganda da Dove circulando nas mídias, que defende o corpo como sendo belo, não importa como ele seja; na sua particularidade ele tem suas qualidades, sua beleza que varia de corpo para corpo. A idéia é ressaltar as diferenças. Campanha feita pela Dove promove as diferenças Esta campanha feita pela Dove promove as diferenças, e a percepção de que existem vários tipos de beleza e não apenas um conceito padrão determinado pelo mundo da moda. Um padrão tão rígido e exigente que fez a top Karolina Kurkova, virar notícia na São Paulo Fashion Week no desfile de Verão 2009 pela Cia Marítima, não pelo modo que desfilava, mas pelas curvas, dobrinhas e flacidez que apareceram enquanto a modelo estava de costas. Apesar de ser apedrejada no mundo fashion, Karolina foi a inspiração para muitas mulheres, mostrando que seu corpo é feminino e natural como a de qualquer outra mulher. Quando abordamos o sentido de imperfeição este se refere ao padrão de beleza veiculado 8 pela mídia, o culto ao corpo que determina se uma pessoa é considerada “perfeita” ou “imperfeita”, dentro de um modelo estabelecido. O respeito pelas funções e categorias de corpos passaram a enquadrar-se em tabelas numéricas de manequins. Dentro de uma categoria, o indivíduo veste-se em numerações ou letras designando seu tamanho (Grave, 2004). Quando foge dos padrões de medidas que determinam se uma roupa é PP, P, M, G ou GG, recorre a outros especialistas, tais como o endocrinologista, o nutricionista, chegando até a cirurgia. Segundo Boueri “Se analisarmos o conteúdo das normas [...], verificaremos que o padrão usual no mercado consumidor não é o mesmo sugerido pelas normas, tanto nos aspectos de padrão dimensional quanto nos dos próprios nomes das medidas do corpo” (Boueri in Pires: 2008, 354). Karolina Kurkova no Desfile de Verão 2009 da Cia Marítima Em meio a tantos recursos naturais e artificiais, podemos manipular nossas formas do jeito que queremos. São tantas as facilidades para remodelar o corpo, que corremos o risco de deixarmos de ser aquilo que somos (perder a nossa identidade) para nos transformarmos em um corpo que não conta uma história, um corpo animado que se compara com o 9 inanimado na perfeição com que foi feito, executado, apenas imagens iguais as revistas de moda veiculadas (as revistas utilizam a tecnologia do Photoshop para manipular as imagens). Vivemos numa sociedade que preza a aparência, onde as pessoas que não se adéquam aos padrões de beleza atuais deixam de ser parte do universo de destaque (onde se enquadra a minoria da população) para fazer parte de um grupo excluído que se enquadra a maior parte da população. É a interferência chegando a pontos extremos na busca por medidas perfeitas, reconstruindo o próprio corpo segundo os padrões de beleza ditados pela moda. O contexto é que nesta reorganização estética, os indivíduos busquem externar desejos, realizações e aspirações. As linguagens com as quais se constroem os corpos como textos de nossa cultura são parte integrante do contexto sócio-histórico, intrinsecamente relacionado à história da humanidade. Tudo aponta para uma tendência a igualar forma física esculpida à saúde e conseqüentemente à beleza. O desejo é de fazermos parte de um grupo ideal (e idealizado), como se fizéssemos parte do universo midiático e vivêssemos o glamour das passarelas. Todo desejo de querer pertencer ao grupo idealizado nada mais representa do que a porta de entrada para o mundo da felicidade, compreendida como algo individual e utilitário. As técnicas de transformação corporal, em especial a cirurgia estética, prometem a superação das fronteiras da ordem social. Hoje, o corpo mais do que o dinheiro, divide a sociedade em questão de status. Como define Malysse “(...) se o corpo se vende, ele é, na sociedade moderna, mais do que em qualquer outra, uma expressão da desigualdade das classes sociais. Um espaço se criou entre os que podem pagar os tratamentos do corpo e os que não podem, entre os que nascem com uma aparência padrão e os que devem se re(padronizar)” (Malysse in Oliveira e Castilho: 2008, 112). A infelicidade com o próprio corpo e, portanto, com a própria identidade é muito comum em nossos dias, sendo citado como referência o universo dos artistas. É válido pegarmos como 10 exemplo os ideais de beleza mais comentados pelas mulheres atualmente, querendo montar o corpo perfeito dizer que queriam ter a boca da Angelina Jolie, as pernas da Ivete Sangalo, o bronzeado da Jessica Alba, os cabelos da Top Gisele, ser magra e elegante como a Kate Moss e ter a vitalidade da Madonna. É importante observar que cada uma dessas mulheres possui em si uma qualidade sobressalente. Elas destacam o que mais chamam atenção em seu corpo e tornam isso favorável a construção da própria imagem, e é exatamente isso que é possível fazermos em relação a nossa própria imagem. Devemos ressaltar nossas qualidades, uma vez que queremos ser e nos sentir belos. Considerações Finais Segundo Cassirer, tudo o que acontece de fora ao homem é nulo e inválido. Sua essência não depende de circunstâncias externas; depende exclusivamente do valor que ele mesmo se dá (Cassirer, 2000). Esse valor está diretamente ligado a questões como segurança, auto-estima e satisfação pessoal. Apesar da conclusão de Cassirer de que a beleza de modo geral vem de dentro para fora, podemos afirmar que na sociedade contemporânea este valor está diretamente relacionado com a aparência, e é fato que a questão física do indivíduo funciona como motivação para que seu corpo seja o espelho de suas conquistas. Dessa forma é importante o indivíduo estar bem com o próprio corpo para externar os sentimentos e se sentir a vontade perante a sociedade. Sendo assim, é válido recorrer a qualquer método natural ou artificial que visa o (re)design do corpo para trazer satisfação pessoal, porém sempre utilizando o bom senso, para que o indivíduo não perca sua identidade. 11 Referências Bibliográficas BERGER, Peter. Perspectivas Sociológicas – Uma visão Humanística. 28°edição. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2007. CASSIRER, Ernest. Ensaio sobre o homem. São Paulo: Martins Fontes, 2000. CASTILHO, Kathia. Moda e Linguagem. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2004. CASTILHO, Kathia; OLIVEIRA, Ana Claudia de. Corpo e Moda: por uma compreensão do contemporâneo. Barueri, SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2008. GOLDENBERG, Mirian. O Corpo Como Capital: Estudos Sobre Gênero, Sexualidade e Moda na Cultura Brasileira. Barueri, SP: Estação das Letras e Cores Editora, 2007. GRAVE, Maria de Fátima. Modelagem sob a ótica da ergonomia. Zennex Publishing, 2004. JUNQUEIRA, Carmen. Antropologia Indígena Uma Introdução. São Paulo: EDUC, 1991 KELLNER, Douglas. 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