coNome do autor
Pró-Reitoria de Graduação
Curso de Educação Física
Projeto de Pesquisa – TCC II
TÍTULO DO PROJETO
DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO
FÍSICA
COMO
Projeto de pesquisa
apresentado
ao prof.
___________ como requisito parcial para a
MEIO DE FORMAÇÃO E INTEGRAÇÃO
DOSnaALUNOS
obtenção
de
nota
disciplina
___________do
curso
de
___________
das
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Faculdades Integradas de Patos – FIP.
Orientador(a):
Autor: Fernanda Caciano
Mateus Moreira
Orientador: Profª :OdalisValerino
Patos
Ano ano
Fernanda Caciano
Mateus Moreira
DANÇA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA COMO MEIO DE
FORMAÇÃO E INTEGRAÇÃO DOS ALUNOS DO ENSINO
FUNDAMENTAL
Projeto de Pesquisa apresentado a Disciplina de
Trabalho de Conclusão de Curso de Educação
Física para título de licenciatura no 1º Semestre
de 2014.
Orientador: Profª :Odalis Valerino
Assinatura do orientando
Assinatura do orientando
Assinatura do orientador
Brasília DF
2014.
1- Introdução
A dança como expressão corporal na educação deve ser entendida como uma prática
pedagógica que leve os alunos a encontrar um caminho para a criatividade. No ensino
escolar é um tema ainda pouco difundido, mais já começa a ganhar espaço em pesquisas
de autores como Marques (2007), Strazzappa (2001), Freire (2001), entre outros, os quais
buscam evidenciar como se dá a prática da dança na educação formal o que tem se
mostrado é que a dança permanece como um grande desafio ao ser ainda pouco
compreendido em suas potencialidades educativas pelos sujeitos da escola como
professores e alunos.
Segundo Marques (2001) esse é o fato da dança ser vista superficialmente dentro
de espaços escolares, o que tem por consequência a permanência da ideia de que a
dança na escola é boa somente para relaxar, para soltar emoções, expressar- se
espontaneamente, de forma que o único espaço destinado, ainda que em sua maioria
tenha sido nas datas comemorativas, ocasiões festivas, show de talentos, deixando um
pouco de lado nas escolas, principalmente nas aulas de Educação Física.
Sendo assim, Silva (2009), cita que a dança na escola pode desenvolver na criança a
compreensão de capacidade de movimento mediante um maior entendimento de como
funciona,assim poderá usá-lo como maior inteligência, autonomia, responsabilidade e
sensibilidade.
O corpo em movimento assume papel fundamental hoje em dia, a dança enquanto
forma de conhecimento torna-sepraticamente indispensável para alunos de 5ª a 8ª séries
do Ensino Fundamental,segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte PCN’s
(1997) estão relacionados às experiências corporais de movimento e de dança dos
alunos, à vida em sociedade. Marques (2007), cita o PCN (1997), como uma alternativa
para que os professores que por ventura desconheçam as especialidades da dança como
área de conhecimento possam atuar de modo a ter alguns indicativos para não
comprometer em demasia a qualidade do trabalho artístico educativo em sala de aula,
não se trata, obviamente de querer instrumentalizar, capacitar e até mesmo formar
professores de dança, mas leva-los a conhecer tudo o que a disciplina pode oferecer,
podendo desenvolver na criança a compreensão de sua capacidade de movimento,
mediante um maior entendimento de como seu corpo funciona assim poderá usá-lo
expressivamente com inteligência, autonomia responsabilidade e sensibilidade.
Vista de diversos ângulos a dança traz inúmeras formas de benefícios para os
indivíduos em relação aos aspectos físicos, emocionais, intelectuais e sociais,
contribuindo para a integração e formação de senso crítico em cuidados com a saúde e
com o corpo, além de ser um meio educativo de ajudar na promoção da saúde (SANTOS
2005).
A dança é conteúdo da Educação Física estando incluída no bloco de conteúdos
dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Educação Física. É uma disciplina diretamente
relacionada à corporeidade e seu bloco de conteúdos conhecimento sobre o corpo,
esportes, jogos, lutas e ginásticas atividades rítmicas e expressivas. A dança é um
conteúdo fundamental para ser tratado na escola. Uma das formas na prática mais
adequadas e divertidas para ensinar todo o potencial de expressão do corpo (BRASIL,
1998).
Segundo relata Martin (2008), independente de sua modalidade, tem como objetivo
buscar a expressão individual de pensamentos e sentimentos, desenvolvendo a
psicomotricidade, que é uma percepção para gerar ações motoras que influenciam os
fatores intelectuais, afetivos e culturais.
Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar a importância do
conteúdo dança nas aulas de Educação Física como meio de formação e integração dos
alunos do Ensino Fundamental.
2-MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 – Método
Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nacional sobre a dança nas
aulas de Educação Física como meio de formação e integração dos alunos no Ensino
Fundamental.
Que segundo Pádua (1997), tem o intuito de contribuir para uma prática
pedagógica fundamentada na reflexão sobre aspectos para a que haja interação e
integração que possam desenvolver melhores potenciais criativos dos alunos. Um passo
para realizar uma pesquisa bibliográfica é a identificação e a localização de fontes.
2.2- População e Amostra
A População deste estudo foi formada por 3 artigos indexados nas bases de dados
LILACS, SCIELO, que tenha investigado sobre a dança nas aulas de Educação Física
como meio de formação e integração dos alunos no Ensino Fundamental.
Para o levantamento da população utilizaremos os seguintes descritores e termos:
Educação Física, Ensino fundamental e Dança.
Após análise crítica da literatura a amostra foi formada por 2 estudos que atendem
aos seguintes critérios de inclusão:
2.3-Critérios de Inclusão
a) Artigos de estudos primários: todos os delineamentos que tenham investigado sobre
a dança nas aulas de Educação Física como meio de formação e integração dos alunos
no Ensino Fundamental como objetivo principal ou secundário.
b) Estudos publicados desde 2009 até 2014.
c) Estudos publicados em Português.
3-REVISÃO DA LITERATURA
3.1-A Dança
A dança é considerada uma expressão representativa de diversos aspectos da vida
do homem, portanto conhecer melhor o aluno, ou seja, saber suas preferências sobre o
que gosta de brincar de cantar, de ouvir, discutir suas experiências e verificar a influência
dela na realidade e nas atitudes do aluno (VERDERI 2000).
Segundo Ferreira (2005), quando se aprende movimentos complexos da dança e
de outros esportes, crescem mais conexões entre neurônios, aprimorando a memória;
assim ficamos mais aptos a processar informações e armazená-las. Por isso, por sua
natureza, a dança está ligada às capacidades criativas e motoras do indivíduo. Composta
pelas relações estabelecidas entre o dançarino, seu instrumento (corpo) e a sociedade,
através de um processo que se desenvolve conscientemente a partir de elementos
existentes ou descobertos (SOARES et.al., 1998).
Independentemente de sua modalidade, a dança, tem como objetivo buscar a
expressão individual de pensamentos e sentimentos, desenvolvendo a psicomotricidade,
que é uma percepção para gerar ações motoras que influenciam os fatores intelectuais,
afetivos e culturais (MARTIN et al., 2008).
Assim o movimento ao dançar gera informações que reforçam a ideia de orientação
psicodinâmica, beneficiando a pessoa no entendimento das emoções que se relacionam
com seu estado de saúde e considerada como linguagem social que transmite sentimento
(CIGARN, 2009).Portanto, são muitos os benefícios da dança para os indivíduos, tanto
nos aspectos psicológicos como cognitivos e motores, porém na escola é utilizada em
eventos festivos ou como atividade extracurricular (MANFIO, 2008).
Afirma Scarpato (2001), alguns julgam que para ocorrer à aprendizagem, é preciso
que o aluno esteja sempre sentado e quieto. Privilegiar a mente e relegar o corpo pode
levar a uma aprendizagem empobrecida. É preciso ver o homem como ser total e único
que quer aprender de forma dinâmica, prazerosa e envolvente. Por isso, Oliveira (2001),
relata ser importante que as pessoas se movimentem tendo consciência de todos os
gestos. Precisam estar pensando e sentindo o que realizam. É necessário que tenham a
sensação de si mesmo proporcionado pelo nosso sentido sinestésico, normalmente
desprezado. Caso contrário, estaremos diante da deseducação física.
Então, Lobinson (1992), percebe que a dança é uma potência altamente
significativa uma linguagem simbólica que utiliza movimento, espaço e tempo todas as
faculdades do ser humano cognitiva, físicas e afetivas, isto acontece pelo fato de que ao
dançar o corpo entra em atividade, favorecendo a comunicação de pensamentos e
emoções.
3.2-A Dança como meio da Educação
Nanni (1995) ressalta que a dança como meio de educação do movimento contribui
pra o desenvolvimento e observação das funções intelectuais como atividade, exploração,
atenção, memória entendimento, raciocínio, curiosidade qualitativa de situações de poder
de critica.
De acordo com Almeida (2007) possuem grande impacto em sua prática e por isso
manter a relação ensino aprendizagem sem possibilidades da superação do senso
comum, oferece muitos riscos para a formação de todos. Isto quer dizer que a prática da
dança na Educação Física tem que estar voltada não só para a recreação, ou
simplesmente para o treino de habilidades motoras, mas para o equilíbrio psíquico, para
expressão criativa e espontânea, a fim de assegurar aos alunos a possibilidade de
reconhecimento e compreensão do universo simbólico (BAMMIRRA 1993).
Fontanella (1985) relata que, por muito tempo, a dança e a Educação mostraramse pertencentes a universos antagônicos, diferentes, distantes e isolados, não podendo
estar aliadas, a dança unifica o homem, a educação precisa dividi-lo; a dança une os
homens, a educação os separa; a dança não visa à produção, a educação visa
primeiramente e fundamentalmente à produção.
Para Brandão (2006), é a educação como processo que intervém no
desenvolvimento das pessoas e grupos sociais o que propiciará a formação do ser
humano. A educação é assim prática humana, uma prática social, que modifica os seres
humanos nos seus estados físicos, mentais, espirituais, culturais que dá uma
configuração á nossa existência humana individual e grupal.
Bertoni (1992) prioriza a dança como fator educacional esclarecendo sua aplicação
à medida que contribui no desenvolvimento psicológico, social, anatômico intelectual,
criativo e formativo. Assim o desenvolvimento da psicomotricidade e da livre expressão
corporal, inseridas dentro do contexto educacional da dança, são favorecidas através da
tomada de consciência e controle corporal e da aquisição da percepção têmporo- espacial
(SCHINCA 1991).
Ferrari (2003), ao longo da história a dança foi associada também ao universo
pedagógico, pois além de uma forma de diversão e espetáculo. Na educação, ela está
voltada para o desenvolvimento global da criança e do adolescente, favorecendo todo tipo
de aprendizado que eles necessitam.
Por isso, Perreira (2001), cita que é um conteúdo fundamental a ser trabalhado na
escola pode levar os alunos a conhecerem a si próprios e os outros; a explorarem o
mundo da emoção e da imaginação; a criarem; a explorarem novos sentidos, movimentos
livres. Verifica-se assim, as infinitas possibilidades de trabalho com o aluno com sua
corporeidade por meio dessa atividade.
Portanto, a dança na escola associada à Educação Física, deverá ter um papel
fundamental enquanto atividade pedagógica e despertar no aluno uma relação concreta
sujeito-mundo. Atividades estimulam na criança sua capacidade de solucionar problemas
de maneira criativa; desenvolver a memória; o raciocínio; a autoconfiança e autoestima a
estas propostas podem verificar a dança e a sua contribuição para o desenvolvimento das
inteligências múltiplas de Howard Gardner. Nós temos potenciais diferentes, nascemos
com capacidade para desenvolver todas as inteligências. Fazemos isso naturalmente
(GARDNER, 1995).
3.3-Função da Dança
Ossona (1988), através de uma análise e compreensão do que sejam os objetivos
da dança a partir de determinadas leituras, experiências e observações, verifica-se que
esses, provavelmente, sejam bastante complexos, contudo acredita-se que, a princípio,
os objetivos da dança podem ser assim, inicialmente compreendidos no aspecto geral:
promover o desenvolvimento e a melhoria da natureza sócio-emocional e afetiva do ser
humano no sentido de despertar potencialidades sociais positivas como cooperação,
socialização, solidariedade, liderança, compreensão, laços de amizade de apego e
promover o desenvolvimento e a melhoria da natureza cognitiva do ser humano no
sentido de despertar potencialidades reflexivas como raciocínio, atenção, concentração,
criatividade, senso estético.
Entendemos como (Barbosa 1991), que assim como as demais matérias estudadas
no âmbito escolar, a dança, se constitui um campo de estruturados específicos e não
apenas em mera atividade, ou seja, algo que precisa ser planejado, tendo objetivos, e
ainda trazendo e relembrando o universo da cultura/arte.
Assim, Rangel (2002), cita que a dança é uma área pouco utilizada na Educação
Física, podendo ser com relação aos cursos de graduação que não dão base aos
professores, além da falta da licenciatura em cursos superiores de dança.
Gehres (1997) apresenta dados que apontam para a predominância da dança no
ensino fundamental como uma atividade extracurricular estabelecida de forma
diversificada com maior incidência dos centros de arte para escolares da rede municipal
ou estadual e dos grupos de dança com apoio estrutural e pedagógico.
A escola, como espaço educativo, tem o papel social de possibilitar aos alunos
o acesso às informações que recebem diariamente na sociedade, colaborando para a
formação de um sujeito capaz de pensar com autonomia, por meio de um olhar crítico,
sobre o todo que a sociedade representa e os saberes que ela dissemina,
problematizando sua realidade e construindo conhecimento. A dança que chega às
escolas mesmo que sejam as danças da mídia ou os repertórios pré-fixados das danças
brasileiras, precisam de uma releitura do professor e que dê o espaço para os alunos
também incorporarem aquilo que já sabem, assim cumprindo o papel ao qual a escola se
propõe (MARQUES, 2008).
Para Giffoni (1973), a mesma apresenta-se como uma das atividades mais
completa, além de concorrer de forma acentuada para o desenvolvimento integral do ser
humano. A dança hoje é percebida por seu valor em si, muito mais do que um
passatempo
ou
divertimento.
Na
educação,
ela
deve
estar
voltada
para
o
desenvolvimento global da criança e do adolescente, favorecendo todo tipo de
aprendizado que eles necessitam. Uma criança que na pré-escola teve a oportunidade de
participar de aulas de dança, certamente, terá mais facilidade para ser alfabetizada.
(TREVISAN, 2006).
Assim, Ramos (1998), relata que quando se Pensa numa escola emancipadora
é pensar em um espaço não apenas de escuta, mas de construções e criações, tratando
de interagir a prática pedagógica da Educação Física, através da linguagem corporal com
os diferentes conhecimentos que trazem a dança.
4- Resultados
Estudo 1: Educação Física escolar e dança: percepções de professores no ensino
fundamental
Que teve como objetivo: Identificar a percepção de professores de educação física
no ensino fundamental, com relação ao conteúdo da dança nas suas aulas.
Amostra: A pesquisa envolveu todos os professores de educação física de 7
escolas totalizando 16 professores: 7 homens e 9 mulheres. Desses, 3 apresentaram
idades entre 18 e 27 anos, 11 entre 28 e 37 anos e 02 entre 38 e 47 anos. Todos residem
no município de Chapecó, em Santa Catarina.
Resultados: O próximo item envolveu a relação dos pesquisados com a disciplina
dança no período da formação inicial. Entre os professores, 11 assinalaram que tiveram a
disciplina dança inserida no currículo do seu curso de graduação e, destes, 9 afirmaram
que os conteúdos vivenciados na formação foram significativos. Apenas 2 consideraram
que essa disciplina não foi trabalhada significativamente nas suas graduações. Os outros
5 informaram que não tiveram a dança, mas sim, outras disciplinas de conteúdos
aproximados que continham alguns elementos relacionados, tais como: Atividades
Rítmicas, Ginástica Rítmica e Folclore 11 professores responderam que desenvolvem a
dança, mas não de forma sistemática. Esses professores relatam que a desenvolvem
normalmente quando há algum evento ou data comemorativa. Os outros 5 professores
informaram que trabalham a dança nas suas aulas de educação física.
Estudo 2: Contribuições ao processo de significação da Educação Física escolar:
dimensões das brincadeiras populares, da dança, da expressão corporal e da ginástica
Que teve como objetivo: propor encaminhamentos que possam subsidiar o trabalho
do professor, instigando-o ao diálogo com os conhecimentos rítmico-expressivos e,
consequentemente, com sua materialização no cotidiano escolar. Resultados: A
expressão corporal procura transformar um gesto simples em forma artística, com poder
comunicativo, valorizando interação com o outro, mesmo que numa linguagem abstrata e
não linear. Em se tratando do conhecimento de dança é necessário discutir com os alunos
o que o termo agrega: o que é dança, quais os tipos existentes, como elas surgem
historicamente, por que as pessoas dançam, quais as suas finalidades e características,
qual o sentido/significado destas manifestações para as diferentes civilizações, dentre
outros questionamentos. Tais reflexões se dão no sentido de organizar um panorama
geral de como a dança encontra-se organizada, facilitando a análise crítica dessa
manifestação cultural em suas várias nuanças, e de como ela se torna campo de atuação
possível ao profissional de educação física.
5- Discussões
Nos Estudos, observou-se que os professores afirmam não ter tanto conhecimento
para ministrar esse conteúdo, conforme foi observado também por Saraiva (2007), na
qual os professores também apontam a falta de vivência em dança, tanto na vida pessoal
como na formação inicial, como elemento limitador para desenvolverem esse conteúdo
nas suas aulas. Entretanto, alguns professores desta pesquisa informaram que os
conteúdos trabalhados na disciplina de Dança na graduação foram significativos e, em
alguns casos, “foi bastante trabalhado a questão da expressão corporal”.
Ficou evidenciado que a dança é um conteúdo pouco explorado nas aulas de
educação física por diversos motivos. Os mais evidenciados foram à falta de
conhecimento em relação à técnica da dança e a pouca afinidade com esse conteúdo.
Assim, a dança, como todos os outros conteúdos da Educação Física escolar, precisa ser
trabalhada na perspectiva da superação da concepção técnica e de instrução; precisa ser
percebida como uma forma de vivência das atividades libertadoras, das atividades
criativas, que possam levar os alunos (e professores) a uma mudança de atitude perante
a realidade excludente e cruel que todos estamos inseridos, assim afirma Kunz (1999), é
preciso pensar urgente em como ensinar, pois é uma verdadeira terapia.
Assim, ao mesmo tempo em que se sensibiliza, conquista-se a conscientização das
possibilidades corporais por meio da experimentação de diferentes sensações e
gestualidades, com o próprio corpo, com o corpo do outro, com ou sem o uso de objetos
(latas, pratos, garrafas, pandeiros). Os estudos de Zotovici (1999) contribuem para o
entendimento desses processos em dança.
6-Considerações Finais
Diante ao objetivo que foi revisada a importância do conteúdo dança nas aulas
de Educação Física do Ensino Fundamental como uma possibilidade a mais de
incrementar práticas pedagógicas que motivem tanto professores quanto alunos a
perceberem a importância da dança como expressão corporal, além do aumento da
aprendizagem e na criatividade garantindo uma maior possibilidade de integração do
grupo.
Portanto, a utilização da dança como ferramenta de desenvolvimento no currículo
escolar na Educação Física pode vir contribuir na formação do indivíduo, no seu modo de
pensar e se expressar dentro e fora da escola. A dança na escola quando aplicada com
metodologia adequada e, principalmente com consciência pedagógica, possibilita ao
educando uma formação corporal global, ampliando suas capacidades de interação social
e afetiva, desenvolvendo as capacidades motoras e cognitivas. Quando realizada de
forma lúdica e não competitiva, a dança escolar passa a ser agente de formação e
transformação, possibilitando oportunidades de humanização e integração entre todos os
alunos, aumentando assim a auto-estima colocando em prática o sentido de uma
educação voltada para a inclusão. Os professores são responsáveis por programar ou,
melhor, saber “criar” um ensino que possibilite aos seus alunos para o envolvimento, a
motivação, o entusiasmo, a curiosidade, o sentido de humor e o espírito crítico.
As danças, assim como a arte proporcionam essa possibilidade. A influência do
professor no fenômeno da aprendizagem é enorme e deve ser construída a partir da
empatia e da qualidade afetiva.
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Fernanda Caciano e Mateus Moreira