ESTRUTURAS ARQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS 01. Município: Uberlândia 02. Distrito: Sede 03. Designação: Torres da Cerâmica Uberlândia 04. Endereço: Rua Estrela do Sul, nº 2296 - Bairro Osvaldo Rezende 05. Propriedade: Propriedade Privada 06. Responsável: Sr. Cícero Naves 07. Histórico: A Cerâmica Uberlândia teve suas obras iniciadas por Joaquim Teodoro dos Santos, no ano de 1953, em meio a um cenário de expansão industrial da cidade. Comandadas pelo engenheiro Chico do Rivalino, a terraplanagem do terreno de 14.600m2, situado entre as ruas Estrela do Sul, Alfredo Júlio, Monte Carmelo e Avenida Paes Lemes, abriu caminho para a construção dos fornos e chaminés. A inauguração efetiva da Cerâmica Uberlândia deu-se no ano de 1955. Alguns anos depois foram construídos seis galpões que abrigariam as prensas, as caldeiras e todo o maquinário pesado usado na fabricação de tijolos, telhas, pisos e elementos vazados. A maioria dos funcionários da fábrica era moradores do próprio Bairro Osvaldo Rezende. Por esse motivo, eram promovidas, nos galpões da cerâmica, festas e celebrações religiosas esporádicas, as quais proporcionavam meios de convivência entre os funcionários e, ao mesmo tempo, promoviam a integração da própria fábrica com o seu entorno. A partir da década de 1980, com o desenvolvimento da indústria de produtos cerâmicos nas cidades vizinhas, a produção entrou em declínio, culminando na desativação da fábrica em 1994, permanecendo o espaço fechado e sem utilização desde então. 09. Documentação Fotográfica: 08. Descrição: A Cerâmica Uberlândia situa-se no Bairro Osvaldo Rezende, em um terreno delimitado a nordeste pela R. Alfredo Júlio, a noroeste pela R. Monte Carmelo, a sudeste pela R. Estrela do Sul e a sudoeste pela Av. Paes Lemes. O terreno apresenta uma área de 14.600m2, tendo seu acesso principal voltado para a Rua Estrela do Sul. A área onde está inserida a cerâmica possui uma configuração urbana de uso predominantemente residencial, com alguns imóveis de uso comercial. A topografia do terreno apresenta um grande platô central, onde estão implantados os galpões e as torres. Na parte do terreno próxima à esquina da R. Monte Carmelo com a Av. Paes Lemes, o terreno apresenta uma declividade acentuada, de aproximadamente 5 metros, o que acarretou na necessidade de construção de um muro de arrimo de pedras. Na área próxima à R. Alfredo Júlio, nota-se a configuração de dois picos topográficos, fazendo com que essa área seja cerca de 6 metros acima do platô. O conjunto edificado era constituído por seis galpões, um bloco que abrigava casa de máquinas e caixa d’água (no interior do lote – anexo aos galpões), doze fornos e seis torres, e um outro bloco, construído mais recentemente, de administração, residências dos vigias e garagens para caminhões (voltado para a Rua Estrela do Sul). Existem hoje as torres, os blocos de apoio e dois galpões. O setor da administração é constituído por uma recepção, três escritórios, uma copa e um banheiro. A estrutura é em concreto, fechamento em alvenaria, laje e telhado revestido em telhas coloniais, piso em alvenaria; somente nos escritórios, o piso recebe revestimento em carpete. Anexo à essa área, encontram-se as residências dos vigias, que não possuem laje e, sim, um forro em réguas de madeira. O piso é em cimento e a cobertura, em telhas de fibrocimento. Possuem acesso separado, voltado para a Rua Estrela do Sul. As garagens para caminhões possuem laje e cobertura em telhas coloniais. Os galpões possuem estrutura em pilares de concreto, cobertura com estrutura em tesouras de madeira e revestimento em telhas coloniais. Cada galpão mede 60 metros de comprimento por 15 metros de largura.As torres, construídas em tijolos cerâmicos e cintas de concreto armado a cada 2 metros de altura, possuem uma altura de 25 metros, contando com 3 metros de diâmetro na base e 80 centímetros de circunferência na “boca”. No subsolo, de cada chaminé, sai um canal de 60 cm de largura por 80 cm de altura que, depois de percorrer 10 metros, bifurca-se em um sentido “V”, dando origem a dois sub-canais que chegam cada um em um forno. Dessa forma, cada chaminé liga-se a dois fornos. Desses fornos, partem outros canais que conduzem o calor para a estufa, onde produtos são secos. A maior parte do terreno não possui pavimentação. A área pavimentada encontra-se entre os blocos de administração e de serviços e os galpões. O piso nessa área é em bloco hexagonal de concreto. A arborização no interior do lote é praticamente inexistente. No exterior, existem algumas árvores – pau-ferro, sibipiruna e ipê – nas calçadas, principalmente da Rua Estrela do Sul e da Avenida Paes Lemes. 10. Uso Atual: ( ) Residencial ( ) Comercial ( X ) Industrial 11. Situação de Ocupação: ( ) Serviço ( ) Institucional ( ) Outros 12. Proteção Legal Existente ( X ) Própria ( ) Cedida ( ) Outros ( ( ) Alugada ) Comodato 13. Proteção Legal Proposta: ( ) Tombamento ( ) Municipal ( ) Federal ( ) Estadual ( X ) Nenhuma ( ) Tombamento Federal ( ) Tombamento Estadual ( X ) Tombamento Municipal ( ) Entorno de Bem Tombado ( ) Documentação Histórica ( ) Inventário ( X ) Tombamento Integral ( ) Tombamento Parcial ( ) Fachadas ( ) Volumetria ( ) Restrições de Uso e Ocupação 14. Análise do Entorno - Situação e Ambiência: A Cerâmica Uberlândia situa-se no Bairro Osvaldo Rezende, em um terreno delimitado a nordeste pela Rua Alfredo Júlio, a noroeste pela Rua Monte Carmelo, a sudeste pela Rua Estrela do Sul e a sudoeste pela Avenida Paes Lemes. A área onde está inserida a cerâmica possui uma configuração urbana de uso predominantemente residencial, com alguns imóveis de uso comercial. Não há uma tipologia arquitetônica específica para a área. No que tange à questão do gabarito, existe a predominância de edificações térreas. As vias circundantes são asfaltadas e encontram-se em bom estado de conservação. O fluxo na área é reduzido, apresentando apenas uma via com tráfego pouco maior – a Avenida Paes Lemes. As calçadas recebem revestimento em placas de concreto, que estão em razoável estado de conservação. Há arborização na calçada da Rua Estrela do Sul e na Avenida Paes Lemes, com espécies como o pau-ferro, a sibipiruna e ipês. 15. Estado de Conservação: ( ) Excelente ( X ) Bom ( ) Regular ( ) Péssimo 16. Análise do Estado de Conservação: O estado de conservação das torres da cerâmica pode ser considerado bom na medida em que o bem mantém a sua integridade físico-construtiva e estético-formal. Apenas em algumas partes, principalmente o topo, encontra-se desgastada e com peças quebradas, necessitando reparos. 17. Fatores de Degradação: O principal fator de degradação é o próprio desgaste causado pelo tempo, intempéries e outros fatores, considerados naturais. 18. Medidas de Conservação: As torres da Cerâmica Uberlândia necessitam de reparos no intuito de restaurar seus elementos decorativos e de impedir que peças danificadas possam se soltar. 19. Intervenções: A maior intervenção realizada na área da Cerâmica Uberlândia foi a demolição, no mês de janeiro do corrente ano, de quatro dos seis galpões existentes na área. Esses galpões eram utilizados para abrigar todo o equipamento necessário para a produção de telhas, tijolos e outros e também para a estocagem da matériaprima e do produto final. 20. Referências Bibliográficas: • ARANTES, Jerônimo. Corografia do Município de Uberlândia. Uberlândia, 1938. • TEIXEIRA, Tito. Bandeirantes e Pioneiros do Brasil Central – História da Criação do Município de Uberlândia. Gráfica Uberlândia, 1970, 2 vols. 21. Informações Complementares: 22. Atualização de Informações: 23. Ficha Técnica: Fotografias: Data: Elaboração: Cíntia Chioca Data: fevereiro/2003 Revisão: Fábio Leite Data: fevereiro/2003