INFOCRERJ – COOPERATIVA DE ECONOMIA E CRÉDITO MÚTUO DOS PROFISSIONAIS DE
INFORMÁTICA DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS PARA OS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 E 2011
1.
Contexto operacional
A INFOCRERJ é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em
17/06/2000, filiada à Cooperativa Central do Estado do Rio de Janeiro – SICOOB CENTRAL RIO e componente
da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB – SICOOB CONFEDERAÇÃO, em conjunto com
outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei nº
4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei nº 5.764/71,
que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar nº 130/09, que dispõe sobre o Sistema
Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução CMN nº 3.859/10, do Conselho Monetário Nacional, que
dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito.
A INFOCRERJ possui Postos de Atendimento (PA) na seguinte localidade: Rua Buenos Aires 68, 14º andar –
Centro, Rio de Janeiro / RJ.
A INFOCRERJ tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade:
(i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados;
(ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda
mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e
(iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos,
concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras
instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem
emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos.
2.
Apresentação das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram elaboradas de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, consideradas as alterações exigidas pelas Leis nº
11.638/07 e nº 11.941/09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do
Banco Central do Brasil – BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do
Sistema Financeiro Nacional – COSIF. Consideram ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os
pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
– CPC. Desta forma, as demonstrações contábeis foram revisadas e aprovadas pela Diretoria, em sua reunião
datada de 29/01/2013.
Em aderência ao processo de convergência às normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas
Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às
instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos
contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: CPC Conceitual Básico (R1) - Resolução CMN
nº4.144/12; CPC 01(R1) - Redução ao Valor Recuperável de Ativos - Resolução CMN nº 3.566/08; CPC 03 (R2)
- Demonstrações do Fluxo de Caixa - Resolução CMN nº 3.604/08; CPC 05 (R1) - Divulgação sobre Partes
Relacionadas - Resolução CMN nº 3.750/09; CPC 10 (R1) - Pagamento Baseado em Ações - Resolução CMN nº
3.989/11; CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro. – Resolução CMN nº
4.007/11; CPC 24 - Evento Subsequente - Resolução CMN nº 3.973/11; e CPC 25 – Provisões, Passivos
Contingentes e Ativos Contingentes – Resolução CMN nº 3.823/09.
3.
Resumo das principais práticas contábeis
a) Apuração do resultado
Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito
com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao
período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios
de natureza financeira são contabilizados pelo critério "pro-rata temporis" e calculados com base no método
exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As
operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço.
As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de
competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas
quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas
e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto
de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade.
b) Estimativas contábeis
Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos
ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas
referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo
imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem
apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no
mínimo, semestralmente.
c) Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, depósitos
bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de
valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias.
O caixa e equivalente de caixa compreendem:
Caixa e depósitos bancários
Relações interfinanceiras – centralização financeira
Total
31/12/2012
323.536,64
16.464.684,46
16.788.221,10
31/12/2011
267.072,29
0,00
267.072,29
d) Operações de crédito
As operações de crédito com encargos financeiros pré-fixados são registradas a valor futuro, retificadas por
conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas
"pro rata temporis", com base na variação dos respectivos indexadores pactuados.
e) Provisão para operações de crédito
Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos
valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a
experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos
apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica.
A Resolução CMN nº 2.682 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras
para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (risco
mínimo) a H (risco máximo).
f) Investimentos
Representados substancialmente por quotas do SICOOB CENTRAL RIO, avaliadas pelo método de custo de
aquisição.
g) Imobilizado
Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos,
benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da
depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus
valores residuais de acordo com as taxas divulgadas em nota específica abaixo, que levam em consideração a
vida útil econômica dos bens.
h) Diferido
O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares
adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente, e
classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo
método linear no período de 05 anos.
Conforme determinado pela Resolução CMN nº 3.617/08, devem ser registrados no ativo diferido,
exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os
saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização.
i) Ativos contingentes
Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou
quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários,
caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável,
quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis.
j) Demais ativos e passivos
São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo,
quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidas até a data do balanço. Os demais
passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos
correspondentes encargos e das variações monetárias incorridas.
k) Provisões
São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de
eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal.
As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
l) Passivos contingentes
São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável
o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para
liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações
com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as
ações com chance remota de perda não são divulgadas.
m) Obrigações legais
São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro
instrumento fundamentado em lei, aos quais a Cooperativa tem por diretriz.
n) Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em
operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com
cooperados é isento de tributação.
o) Segregação em circulante e não circulante
Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores a 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos
superiores, no longo prazo (não circulante).
p) Valor recuperável de ativos – impairment
A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o
valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de
realização. As perdas por “impairment”, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram
identificadas. Em 31 de dezembro de 2012 não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável
dos ativos não financeiros.
q) Eventos subsequentes
Correspondem aos eventos ocorridos entre a data-base das demonstrações contábeis e a data de autorização
para a sua emissão. São compostos por:


Eventos que originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que já existiam na data-base das
demonstrações contábeis; e
Eventos que não originam ajustes: são aqueles que evidenciam condições que não existiam na database das demonstrações contábeis.
Não houve qualquer evento subsequente para as demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de
2012.
4.
Títulos e valores mobiliários
Em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as aplicações em Títulos e Valores Mobiliários da INFOCRERJ estavam
assim compostas:
Descrição
Títulos de Renda Fixa
Cotas em Fundos de Investimentos
(-) Provisão p/ Desvalorização de Títulos Livres
Total
5.
31/12/2012
0,00
0,00
0,00
0,00
31/12/2011
7.983.908,54
5.226.451,62
0,00
13.210.360,16
Relações interfinanceiras
Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa, depositadas junto ao
SICOOB CENTRAL RIO, conforme determinado no art. 37, da Resolução CMN nº 3.859/10.
6.
Operações de crédito
a) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº
2.682 de 21/12/1999:
Nível / Percentual de Risco /
Situação
Emprést. / Tít.
Desc. *
Total em
31/12/2012
Provisões
31/12/2012
A
0,5%
Normal
1.422.144,96
1.422.144,96
7.110,72
B
1%
Normal
1.535.205,58
1.535.205,58
15.352,06
B
1%
Vencidas
0,00
0,00
0,00
C
3%
Normal
1.770.871,75
1.770.871,75
53.126,15
C
3%
Vencidas
41.656,99
41.656,99
1.249,71
D
10%
Normal
440.890,56
440.890,56
44.089,21
D
10%
Vencidas
272.793,14
272.793,14
27.279,31
E
30%
Normal
952.226,68
952.226,68
285.668,00
E
30%
Vencidas
366.167,85
366.167,85
109.850,36
F
50%
Normal
576.890,81
576.890,81
288.445,41
G
70%
Normal
452.931,70
452.931,70
317.052,19
H
100%
Normal
14.591,46
14.591,46
14.591,46
H
100%
Vencidas
142.106,43
142.106,43
142.106,43
Total Normal
7.165.753,50
1.025.435,05
Total Vencido
822.724,41
280.485,81
Total Geral
7.988.477,91
1.305.921,01
Provisões
1.305.921,01
Total Líquido
6.682.556,90
* Em Empréstimos estão contidos os valores das Operações Renegociadas.
Total em
31/12/2011
1.350.193,23
1.610.523,51
0,00
1.288.757,91
0,00
1.938.657,84
7.744,73
539.394,05
0,00
0,00
0,00
90.502,66
153.281,74
6.818.029,20
161.026,47
6.979.055,67
661.761,81
6.317.293,86
Provisões
31/12/2011
6.750,97
16.105,24
0,00
38.662,74
0,00
193.865,78
774,47
161.818,22
0,00
0,00
0,00
90.502,66
153.281,74
507.705,60
154.056,21
661.761,81
Em cumprimento às orientações do Banco Central do Brasil, no primeiro semestre de 2011 o Sistema Sicoob
concluiu o cronograma de implantação da exigência contida no artigo 3º da Resolução CMN nº 2.682, que
estabelece que a classificação das operações de crédito de um mesmo cliente ou grupo econômico deve ser
definida considerando aquela que apresentar maior risco.
b) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento:
Descrição
Empréstimos
Títulos Descontados
Total
Até 90
3.003.330,93
1.798.912,85
4.802.243,78
De 91 a 360
1.612.140,72
19.949,34
1.632.090,06
Acima de 360
1.324.754,68
0,00
1.324.754,68
Total
5.940.226,33
1.818.862,19
7.759.088,52
Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e Conta Garantida.
c) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica:
Descrição
Conta Corrente
Pessoa Jurídica
Empréstimo
TD
31/12/2012
% carteira
62.916,96
4.945.144,97
1.818.862,19
6.826.924,12
85%
Pessoa Física
166.472,43
995.081,36
-
1.161.553,79
15%
Total
229.389,39
5.940.226,33
1.818.862,19
7.988.477,91
100%
d) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito:
Descrição
Saldo Inicial
Constituições/Reversões no período
Transferência/Reversões para Prejuízo no período
Total
31/12/2012
661.761,81
1.039.200,99
(395.041,79)
1.305.921,01
31/12/2011
735.307,34
(73.544,93)
661.761,81
e) Concentração dos Principais Devedores:
Descrição
Maior Devedor
10 Maiores Devedores
50 Maiores Devedores
31/12/2012
577.982,96
4.437.462,14
7.581.834,47
% Carteira Total
7,24%
55,55%
94,91%
31/12/2011
507.920,35
3.764.607,38
6.584.208,26
% Carteira Total
7,28%
53,94%
94,34%
f) Créditos Baixados Como Prejuízo, Renegociados e Recuperados:
Descrição
Saldo inicial
Valor das operações transferidas no período
Valor das operações recuperadas no período
Total
7.
31/12/2012
1.145.237,70
135.866,01
198.843,42
1.082.260,29
31/12/2011
962.462,26
301.190,03
118.414,59
1.145.237,70
Outros créditos
Valores referentes às importâncias devidas a Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no país,
conforme demonstrado:
Descrição
Títulos e Créditos a Receber (c)
Devedores Diversos (d)
Total
31/12/2012
578,90
1.875,00
2.453,90
31/12/2011
553,10
1.567,00
2.120,10
(a) Em Títulos e Créditos a Receber estão registrados os valores a receber de tarifas (R$578,90);
(b) Em Devedores Diversos adiantamento de 13º Salário (R$ 1.300,00) e pendencia as regularizar em
Bancos (R$ 575,00).
8.
Investimentos
O saldo é representado por quotas do SICOOB CENTRAL e outros investimentos, conforme demonstrado:
Descrição
SICOOB CENTRAL
Obras de Arte
TOTAL
9.
31/12/2012
716.096,68
11.996,00
728.092,68
31/12/2011
66.839,68
11.996,00
78.825,68
Imobilizado de uso
Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo
método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo:
Descrição
Edificações
Instalações, Móveis e Equipamentos
Sistema de Processamento de Dados
Sistemas de Comunicação
Sistema de Segurança
TOTAL
Depreciação acumulada
TOTAL
Taxa de
Depreciação
4%
10%
20%
10%
10%
31/12/2012
859.662,26
165.029,56
122.900,51
12.539,00
9.085,64
1.169.216,97
336.771,89
832.445,08
31/12/2011
859.662,26
164.364,66
118.399,97
12.539,00
9.085,64
1.164.051,53
269.593,26
894.458,27
10. Diferido
Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares
adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente.
Descrição
Benfeitorias
Constituição Reestruturação Sociedade
Aquisição e Desenvolvimento Logiciais
TOTAL
Amortização acumulada
TOTAL
Taxa de Amortização
20%
20%
20%
31/12/2012
80.770,22
73.015,43
27.911,13
181.696,78
181.053,50
643,28
31/12/2011
80.770,22
73.015,43
27.911,13
181.696,78
178.945,46
2.751,32
11. Depósitos
Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados.
Descrição
Depósito à Vista
Depósito a Prazo
31/12/2012
4.946.028,66
12.953.143,39
31/12/2011
1.987.551,29
11.670.874,15
Os depósitos, até o limite de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo
Garantidor do SICOOB - FGS, o qual é um Fundo constituído pelas Cooperativas do Sistema SICOOB regido por
regulamento próprio.
12. Obrigações sociais e estatutárias
Descrição
FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social
Total
31/12/2012
72.521,26
72.510,26
31/12/2011
79.816,33
79.816,33
O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e
empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não cooperativos e 5% das sobras
líquidas, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em contas passivas segue
determinação do Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional – COSIF.
13. Outras obrigações - Diversas
Descrição
31/12/2012
65.000,00
148.841,35
52.904,88
80.000,00
168,40
0,00
47.076,95
393.991,58
Cheques administrativos (a)
Despesas de Pessoal
Outras Despesas Administrativas (b)
Outros Pagamentos (c)
Cheques Descontados (d)
Outros Passivos (d)
Credores Diversos - País (f)
Total
31/12/2011
0,00
104.794,01
24.860,08
160.000,00
167,84
998.583,16
22.173,37
1.310.578,46
(a) Refere-se a cheques emitidos pela cooperativa contra o próprio caixa da instituição, porém não compensados
até a data-base de 31/12/2012;
(b) Refere-se a provisão para pagamento de rateio de despesas do Sistema de Informática do SICOOB - SISBR;
(c) Refere-se a provisão para assessoria jurídica;
(d) Refere-se a cheques depositados, relativo a descontos enviados a compensação, porém não baixados até a
data-base de 31/12/2012;
(e) No ano de 2012 foi revertida provisão referente a ação judicial classificada como perda remota, conforme
exclusão da cooperativa no processo;
(f) Refere-se a pendências bancárias a regularizar (R$ 46.876,36) e diferença de caixa (R$ 200,59).
14. Outras obrigações - Diversas - Provisões para riscos tributários e trabalhistas
Considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados
questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida, foram constituídas as seguintes
provisões:
Descrição
PIS
Total
31/12/2012
Provisão
Contingências
360.826,31
360.826,31
Depósitos
Judiciais
0,00
0,00
31/12/2011
Provisão
Contingências
117.917,28
117.917,28
Depósitos
Judiciais
0,00
0,00
PIS – A cooperativa foi autuada no exercício de 2004, onde a Secretaria da Receita Federal do Brasil exigiu a
incidência da PIS sobre o ato cooperativo, tendo por fundamento legal a Lei nº 9.718/98, que incluiu os atos
cooperativos na base de cálculo do PIS. Procedeu-se a defesa na esfera administrativa, que ainda encontra-se
tramitando, e consequentemente, registrou as correspondentes obrigações, referentes ao exercício de 2004, na
conta de provisões para risco fiscais.
15. Instrumentos financeiros
A INFOCRERJ opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, aplicações
interfinanceiras de liquidez, títulos e valores mobiliários, relações interfinanceiras, operações de crédito,
depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses.
Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os
quais se aproximam dos valores justos, conforme critérios mencionados nas correspondentes notas explicativas.
16. Patrimônio líquido
a) Capital Social
O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus
cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número
de suas cotas-partes.
b) Reserva Legal
Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 10%, utilizada para reparar perdas e
atender ao desenvolvimento de suas Atividades.
c) Reserva Estatutária
O Fundo de Expansão Operacional foi constituído conforme deliberação da Assembleia Geral de 2008, onde
anualmente destina-se determinado valor das sobras com a finalidade de execução de projetos na área
comercial e marketing para expansão de negócios.
Exercício
2011
2012
Saldo Inicial
284.824,49
388.398,68
Constituição
156.842,03
0,00
Utilização
53.267,84
0,00
Saldo Final
388.398,68
388.398,68
d) Sobras Acumuladas
As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e
posterior deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do BACEN, por meio da
Carta Circular nº 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social – FATES é registrado como
exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei nº 5.764/71.
Em Assembléia Geral Ordinária, realizada em 19 de março de 2012, os cooperados deliberaram pelo aumento
do Capital social com as sobras do exercício findo em 31 de dezembro de 2011, no valor de R$ R$195.866,10.
e) Destinações estatutárias e legais
De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, as sobras brutas do exercício terão a
seguinte destinação:
Descrição
Sobras brutas
Reserva legal - 10%
Fundo de assistência técnica, educacional e social - 5%.
Sobras à disposição da Assembleia Geral
2012
R$789.547,97
R$78.954,80
R$39.477,40
R$671.115,77
2011
R$658.373,45
R$65.837,34
R$32.918,67
R$559.617,43
A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades;
O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à
prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa.
17. Resultado de atos não cooperativos
O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição:
Descrição
Receita de Atos não cooperativos
Despesas apropriadas na proporção das receitas de atos não cooperativos
PIS/COFINS sobre Ato não Cooperativo
Receitas (despesas) não operacionais, líquidas
31/12/2012
27.339,08
18.278,78
1.271,27
7.789,03
31/12/2011
18.011,94
12.029,37
837,56
5.145,01
18. Partes Relacionadas
As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar,
dirigir e controlar as atividades da cooperativa.
As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições
estabelecidas em regulamentação específica.
As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa,
e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância
irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes,
aplicações e resgates de RDC e operações de crédito.
As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e
alienação fiduciária.
Operações passivas – saldo em 31/12/2012:
Aplicações Financeiras
$754.515,48
OPERAÇÕES PASSIVAS
% em relação à carteira total
6,04%
Taxa Média - %
105%
Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta
garantida, cheques descontados, crédito rural – RPL, crédito rural – repasses, empréstimos, dentre outras, à
taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade:
NATUREZA DAS OPERAÇÕES ATIVAS
E PASSIVAS
Cheque Especial
Conta Garantida
Desconto de Cheques
Empréstimos
Aplicação Financeira RDC
TAXAS APLICADAS EM
RELAÇÃO ÀS PARTES
RELACIONADAS
3,0% a 8,0%
2,2% a 7,0%
2,0% a 5,0%
2,0% a 5,0%
105%
TAXA APROVADA PELO
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO /
DIRETORIA EXECUTIVA
3,0% a 8,0%
2,2% a 7,0%
2,0% a 5,0%
2,0% a 5,0%
110%
Não houve créditos baixados como prejuízo no decorrer do exercício para as partes relacionadas.
No exercício de 2012, os benefícios monetários destinados às partes relacionadas foram representados por
honorários e custeio parcial de plano de saúde, apresentando-se da seguinte forma:
Honorários
Vale Alimentação
Vale Combustível
BENEFÍCIOS MONETÁRIOS NO EXERCÍCIO DE 2012 (R$)
136.907,27
12.200,00
15.400,00
19. SICOOB CENTRAL RIO - Cooperativa Central do Estado do Rio de Janeiro
A INFOCRERJ, em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiada à Cooperativa Central SICOOB
CENTRAL RIO, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias,
organismos governamentais e entidades privadas.
O SICOOB CENTRAL RIO é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em
maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares),
integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos
na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização
recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos.
Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL RIO a coordenação das atividades
de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos
captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem
informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras.
A INFOCRERJ responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL RIO perante
terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente à sua participação
nessas operações.
20. Índice de Basiléia
O Patrimônio de Referência (PR) da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos
ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de R$2.061.581,55, em 31 de dezembro de
2012.
21. Contingências Passivas
A INFOCRERJ não figura no polo passivo de nenhuma ação judicial. Existem 2 processos administrativos, no
valor de R$12.000,00 (Banco Central do Brasil) e R$360.826,31 (Receita Federal já integralmente provisionado).
Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2012
______________________________________
Celso Augusto de Arantes Pereira
Presidente
______________________________________
Custódio José Rodrigues Barbosa
Diretor Administrativo
______________________________________
Claudio Rui Chagas da Silva
Diretor Financeiro
______________________________________
Alexandre Luiz Jesus de Paiva Chaves
Diretor Operacional
______________________________________
Gilson Frederico Witte
Contador – CRC nº
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Nota Explicativa - SICOOB Empresas RJ